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Hoje Macau 12 MAR 2013 #2809

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Ter para ler

Director carlos morais josé • terça-feira 12 de março de 2013 • ANO XII • Nº 2809

muito nublado min 18 max 23 hum 70-95% • euro 10.2 baht 0.2 yuan 1.2

violência doméstica

Pereira Coutinho entrega projecto de lei na AL

Venham mais cinco (séculos)

coreia do norte

O instagram saiu à rua centrais

Página 2

ELEIÇÕES 2013 Governo diminuiu ajuda monetária

Limite em baixa RIcardo araújo pereira

“esperava que a presença portuguesa em Macau fosse mais palpável” Páginas 14 e 15

Em 2009, Edmund Ho assinou um despacho que disponibilizava até 8,9 milhões de patacas a cada candidato à Assembleia Legislativa. Este ano, Chui Sai On já decidiu: 5,6 milhões é o limite financeiro para as campanhas. José Pereira Coutinho já veio a terreiro dizer que a diminuição dos valores só vem “moralizar as eleições”. Para o candidato indirecto Francisco Manhão a palavra de ordem é mesmo a “modéstia”. Já os democratas consideram que o dinheiro disponibilizado para as eleições “ainda é demais”. Página 3

protecção animal

ANIMA rompe de vez com o Canídromo Página 12

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comunidade homossexual

Gays querem mais direitos mesmo sem casamento Página 6


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política

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terça-feira 12.3.2013

Pereira Coutinho entrega projecto de lei sobre violência doméstica como crime público

Chan Meng Kam critica DSAT

Chan Meng Kam criticou ontem Wong Wan, director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), por este ter utilizado um “palpite” para justificar o aumento das tarifas de autocarros. O deputado cita o discurso do director da DSAT que disse uma vez que serão aumentadas primeiro as tarifas de Transmac e da TCM e mais tarde as da Reolian, apenas para que “a sociedade aceite [os aumentos] mais facilmente”. Chan Meng Kam não aceita a forma como pensa Wong Wan e diz que o director não pode usar palpites como a base da sua administração. O deputado questionou os elementos que influenciaram o ajuste das tarifas de serviços no contrato dos autocarros, bem como os disposições contratuais do período retroactivo. - C.L.

Kwan Tsui Hang quer que Governo aprenda com Sin Fong Garden

Kwan Tsui Hang fez ontem uma interpelação oral onde insta o Governo a aprender uma lição com o caso do edifício Sin Fong Garden, o prédio que está a ruir na Rua do Patane. A deputada considera que, para evitar mais casos destes, o Governo deve criar um mecanismo para regular que os empreiteiros sejam obrigados a avançar com uma avaliação de segurança sobre os impactos que obras possam ter em redor de edifícios antigos. Além disso, a deputada também disse que a sociedade espera que depois de ser lançado o relatório do Sin Fong, o Governo possa ajudar os moradores a investigar as responsabilidades. - C.L.

“Não posso pactuar com a indecisão do Governo” Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

J

osé Pereira Coutinho enviou à Assembleia Legislativa (AL) um projecto de lei sobre a violência doméstica que identifica o problema como crime público. “Não podia ficar mais tempo à espera e a pactuar com esta indecisão do Governo”, escreve o deputado na nota justificativa que acompanha a proposta. “O Governo pode esperar mas vítimas não podem esperar.” A “indecisão” do Governo diz respeito essencialmente ao recuo face a que a violência doméstica seja pub

tida como crime público. Inicialmente, a proposta do Governo era de que fosse, mas após algumas consultas públicas, o Executivo decidiu recuar e manter os casos de violência doméstica como crime semi-público. Pereira Coutinho não concorda e assegura que a maioria dos cidadãos também não. “Decidi proceder a uma ampla auscultação da sociedade e a grande maioria apoia a aprovação de uma lei de combate à violência doméstica e uma sólida maioria defende que o crime seja público e também que não deve haver discriminação para as uniões de facto e para os casais do mesmo sexo”, refere. O deputado decidiu, por isso, “enriquecer a lei” e entregar algumas propostas de melhoria do diploma. Melhorias que passam, por exemplo, por introduzir “práticas restaurativas”, permitindo o encontro entre a vítima e o autor do crime, consagrando a tradição local de privilegiar esquemas de mediação na resolução de conflitos, procurando evitar o recurso aos tribunais. Duas das melhorias mais evidentes, contudo, são a manutenção dos casais do mesmo sexo na lei e a natureza de crime público da violência doméstica. “Ficámos bastante preocupados quando nos apercebemos que a lei não avança, o crime deixa de ser público e discrimina-se os unidos de facto e os casais do mesmo sexo. Não podemos pactuar com isto e ficar à espera eternamente do Governo”, alerta Pereira Coutinho. “Só assim se evita que a vítima, por medo e por vergonha social, fique totalmente desprotegida.” O projecto de lei foi entregue por Pereira Coutinho, que diz estar a cumprir a sua obrigação como deputado e cidadão. “Já chega de violência doméstica e inacção.”


terça-feira 12.3.2013

política

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Candidatos às legislativas reagem ao limite financeiro para campanhas

Mais de cinco milhões para “moralizar eleições” António Falcão

As listas candidatas para as próximas eleições, a acontecerem a 15 de Setembro, terão de gastar até cerca de 5,6 milhões de patacas. Francisco Manhão, candidato pela via indirecta, promete ser modesto. Coutinho, da Nova Esperança, diz que “não é preciso tanto”, tal como Ng Kuok Cheong, da Associação Novo Macau Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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m despacho assinado pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On, publicado ontem em Boletim Oficial (BO), determina que nas próximas eleições para o cargo de deputado da Assembleia Legislativa (AL) as listas candidatas só podem gastar, no máximo, um total de 5,6 milhões de patacas. Quanto ao dia das eleições, já está determinado que será no dia 15 de Setembro. Em 2009, Edmund Ho, na altura Chefe do Executivo, determinou 8,9 milhões de patacas como limite. José Pereira Coutinho, que vai novamente correr ao

Da sua parte, frisa que “não precisam de tanto dinheiro”, mas “acredita que outros excederão esse limite”. Da parte dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), Coutinho espera que “enviem o programa eleitoral a tempo” e fala que uma das maiores despesas que se tem em campanha

é com o vídeo, que “sai caro, custa entre 50 a 100 mil patacas”.

Manhão “modesto”

Da parte de Francisco Manhão, já anunciado candidato pela via indirecta, a palavra de ordem para a campanha será “modéstia”. “Como eu sou da classe trabalhadora, mesmo

Rever toda a justiça penal

O

os violentadores escapam à justiça. “A equidade e justiça não se revelam”, alerta Ung Choi Kun. Mas o deputado pede

tiago alcântara

deputado Ung Choi Kun fez ontem uma interpelação escrita onde frisa querer saber como vão as autoridades rever toda a justiça penal de Macau. A considerar seriamente as alterações ao Código Penal, o deputado defende que o crime de atentado violento ao pudor deve ser independente. Apesar de a violação ser um crime público, a coerção sexual, actos sexualmente explícitos, abuso sexual de crianças e menores e actos sexuais com menores são todos crime semi-públicos, ou seja, o Ministério Público (MP) precisa que sejam as vítimas a intervir no caso e, se a vítima for menor, precisa que os pais autorizem o MP. Os pais ou as vítimas podem ceder a algum tipo de pressão, o que leva a que casos sejam arquivados e

cargo pela lista Nova Esperança, acredita que essa diminuição serve para “moralizar as eleições”. “A propaganda eleitoral deveria focar-se nas formas de diversificação da lista e do programa. Há muitos montantes dispendidos em jantares e almoços”, aponta ao Hoje Macau.

que queira fazer uma campanha com esse valor não há qualquer hipótese. Vou ser o mais modesto possível. Nem a sonhar tenho tanto dinheiro.” Até ao dia 15 de Setembro ainda há muito trabalho a fazer, mas o recém-eleito presidente da Associação dosAposentados, Pensionistas e Reformados de Macau (APOMAC) para um novo mandato acredita que tem tempo. “O mais importante é fazer chegar as minhas ideias. Tenho recebido bastantes apoios, se bem que verbalmente, tudo depende de como vai ser na hora da verdade. Se as associações, grupos desportivos e associações culturais se querem uma mudança votem em mim. O meu lema é “por Macau, pelas suas gentes e pela mudança”. Ng Kuok Cheong, actualmente deputado pela Associação Novo Macau (ANM), considera que o montante “ainda é demais”. “Para nós claro que vai ser muito menos, apenas 200 mil patacas. Já participei cinco vezes nas eleições, desde 1992, e acho que não vale a pena gastar-se tanto dinheiro. Tendo em conta que há residentes que não estão recenseados, e que só temos 500 mil habitantes, é um valor ainda mais hiperbólico. O montante é baseado no orçamento, mas ainda assim penso que é demais.”

Ung Choi Kun defende crime de atentado violento ao pudor no CPP

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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mais. O crime de atentado violento ao pudor ainda não é incluído no Código Penal, pelo que o deputado considera que o atentado violento

ao pudor se deve tornar um crime independente, para coibir que esse tipo de crime continue a ocorrer em Macau. Além deste, também a

condução sob influência de drogas e álcool chamou a atenção de Ung Choi Kun. “Nos últimos anos, aumentaram significativamente

estes crimes, que fizeram danos grandes e vitimas, mas o actual Código Penal é obviamente insuficiente na punição para tais crimes e não alcança o seu papel da dissuasão, prevenção e punição dos transgressores.” Ung Choi Kun quer também aumentar penalidades criminais.

Medidas ineficazes no imobiliário O Chefe do Executivo já deu instruções ao secretário Lau Si Io para estudar novas medias para controlar o mercado imobiliário, mas o deputado e presidente da Associação dos Empresários do Sector Imobiliário de Macau considera que as antigas medidas de Lau Si Io são principalmente ajustes de impostos, faltando-lhes análise científica e não resolvem o problema do desequilíbrio entre a oferta e procura. “Tem que se acelerar a regulamentação jurídica. Por exemplo, a lei dos edifícios incompletos ainda não conseguiu surgir. Portanto, só beneficiam as empresas de construção e ferem o público.”


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terรงa-feira 12.3.2013


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tiago alcântara

Chan Cheuk Wah, presidente da Sociedade de Política Pública de Macau, considera que os jovens precisam de estudar mais no estrangeiro. Por isso pretende desenvolver, em 2014, programas de intercâmbio junto de universidades. A ideia já foi discutida com o Governo

sociedade

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Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

A

Sociedade de Política Pública de Macau (SPPM) quer pegar num grupo de 70 alunos universitários e levá-los a ter outra experiência de ensino no estrangeiro. O projecto foi apresentado junto da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) há cerca de dez dias, disse ao Hoje Macau o presidente da SPPM, Chan Cheuk Wah. “Há cerca de dez dias tive um encontro com a DSEJ para apresentar um projecto com de 70 alunos, por forma a estimulá-los quanto à carreira profissional no futuro. Estamos a planear no próximo ano pedir mais fundos ao Governo para fazer este tipo de trabalho.” No passado sábado, a SPPM realizou um debate na sua sede com várias associações para discutir a temática da carreira profissional dos jovens. Segundo Chan Cheuk Wah, levar os mais novos para fora só traz vantagens. “Estamos a pensar sugerir ao Governo para promover os programas de intercâmbio, de levar os alunos a participar em visitas a universidades de outros países. Por exemplo, no ensino

Sociedade de Política Pública quer criar programas de intercâmbio

Levar os alunos lá para fora superior, sugerimos que o Governo fomente estes programas para que um aluno possa estar fora durante um ano noutra universidade de outro país, aprender sobre outra cultura e a diferença de ambientes. Isso é muito importante para as pessoas de Macau, para quebrar o gelo e ter um maior horizonte.”

Um guia para professores

Para além disso, a SPPM vai criar uma espécie de folheto ou catálogo para entregar em escolas, universidades e associações.

Associação dos deficientes visuais pede lugar para formação Um grupo de portadores de deficiência visual entregou ontem uma carta ao Governo onde pedem um lugar fixo para criarem um centro de formação. Segundo o responsável, os portadores de deficiência necessitam de um espaço para aprendizagem de várias tarefas diárias, que também serviria de aconselhamento. “Como o subsídio do Instituto de Acção Social (IAS) é apenas de 170 mil patacas, a associação não consegue suportar as despesas diárias dos serviços de um centro. Para arrendar um espaço é difícil, porque traz dificuldades de acesso aos deficientes. Pedimos por isso ajuda ao Governo, porque além do lugar ainda precisaríamos de cerca de 800 mil patacas para renovações de instalações.” - C.L.

“Estamos a pensar em realizar um “menu do professor”, que vai dar ferramentas aos professores para que possam ensinar os estudantes quanto à profissão e planeamento de uma carreira. Mais tarde vamos distribuir este menu nas escolas secundários ou associações de jovens, para que esta informação possa ser partilhada. Ficaremos felizes se conseguirmos debater a questão com as escolas no futuro.” Isto porque, na opinião do presidente da SPPM, os jovens vão atravessar muitos desafios com o

fomento da cooperação regional. “Daqui a dez anos vão ser construídas muitas infra-estruturas de transportes no Delta do Rio das Pérolas e vão haver mais pessoas a viajar para aqui. Então no sul da

IACM nada disse sobre mercado alternativo A SPPM foi também responsável pelo único projecto arquitectónico alternativo sobre o mercado nocturno no lago Sai Van. Contudo, Chan Cheuk Wah confirmou ao Hoje Macau que o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) não deu qualquer feedback aos responsáveis pelo projecto. “A consulta pública está na fase final e até lá vamos esperar por uma resposta”, disse o presidente da SPPM.

Mais pessoas empregadas no sector do jogo em Macau

O lugar comum

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ais de 54.800 pessoas estavam, no final de 2012, empregadas no sector das lotarias e outros jogos de aposta em Macau, mais 9,2% face ao mesmo período do ano anterior, revelaram ontem os Serviços de Estatística e Censos. De acordo com os mesmos dados e tendo em consideração que no final do ano passado estavam empregados em Macau 350 mil pessoas, o número de

empregados no sector das lotarias e jogos de aposta traduzia 15,65% do total das pessoas empregadas na RAEM. Entre os empregados, 23.895 eram “croupiers” e 14.696 funcionários de “tesouraria, ficheiros e caixas, chefes e fiscais de bancas e operadores de serviços de apostas”, números que traduzem aumentos homólogos de 6,9% e 8,9%. Em termos de remuneração,

China vão existir imensas partilhas de informação, de vários lados. A competição de empregos vai ser ainda mais forte, e os jovens necessitam de se preparar para enfrentar estes desafios.”

os trabalhadores a tempo inteiro recebiam uma média de 18.040 patacas, mais 7,9% face a Dezembro de 2011, com os “croupiers” a receberem 15.990 patacas, mais 8,8%, e os trabalhadores de “tesouraria, ficheiros e caixas, chefes e fiscais de bancas e operadores de serviços de apostas” 21.890, mais 5,4%. No mesmo sector, e quando estão ainda em construção vários empreendimentos de lazer com espaços de jogo, existiam 2.144 vagas. Os dados oficiais indicam também que no último trimestre de 2012 foram recrutados 2.838 pessoas para o sector das lotarias e jogos de apostas. - Lusa


sociedade

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terça-feira 12.3.2013

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Grupo LGBT realizou uma palestra na Universidade de Macau

Homossexuais querem direitos mesmo sem casamento Jason Chao voltou a realizar mais um evento público para debater os direitos de quem tem uma opção sexual diferente. As criticas foram apontadas ao presidente do Instituto de Acção Social, que disse que sem legalização do casamento gay os direitos destas pessoas não devem constar na legislação Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

M

embros do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) realizaram ontem uma palestra na Universidade de Macau (UMAC) para debater as dificuldades com que se deparam os homossexuais. A maioria mostrou-se contra o discurso do presidente do Instituto de Acção Social (IAS), Iong Kong

Io, que defendeu que não devem ser definidos, para já, direitos específicos para homossexuais na legislação, dado que a legalização do casamento para pessoas do mesmo sexo ainda não aconteceu. “Em Hong Kong a lei da violência doméstica já prevê que a protecção pode acontecer mesmo fora do casamento. Se não há disposições definidas para os direitos dos homossexuais, normalmente as vítimas não pedem ajuda”, disse Jimmy

Empresário de Hong Kong processa Sands

Promessas não cumpridas R

ichard Suen, empresário de Hong Kong, processou a Las Vegas Sands. O homem acusa a operadora de não lhe ter pago a sua quota depois de o empresário a ter ajudado a obter a licença de jogo em Macau. Esta não é a primeira acção que Suen intenta contra a Sands. A audiência tem lugar em Las Vegas no dia 3 de Abril, de acordo com a revista Macau Business. Sheldon Adelson será uma das testemunhas principais no processo. Suen diz que o não pagamento é uma quebra no contrato e procura uma compensação por, alegadamente,

ter conseguido marcar reuniões em Pequim, em Julho de 2001, entre os empresários da Las Vegas Sands e autoridades chinesas. Suen diz ter-lhe sido prometida uma compensação caso a Las Vegas Sands ganhasse a licença. Suen assegura que as reuniões de Pequim foram essenciais para que a operadora conseguisse a licença. Um dos executivos da Las Vegas Sands terá oferecido cinco milhões de dólares americanos e 2% dos lucros dos casinos da Sands em Macau, em caso de sucesso, refere o empresário.

Nos casos de violência doméstica “existem características de dependência económica, pelo que a violência tem características de violência escondida. Assim, é necessário existir uma lei que também inclua os direitos destas pessoas. O que o IAS defende causa danos aos direitos humanos dos homossexuais”, disse o presidente da ANM. Para Jason Chao, o facto do casamento não estar legalizado não tem qualquer ligação com a falta de direitos na lei.

Sociedade ainda não conhece

Sham Tsz Kit, director-geral de uma associação da região vizinha. Jason Chao, presidente da Associação Novo

Macau (ANM) e um dos promotores do debate, frisou que o IAS tem a responsabilidade de fazer com que a sociedade

aceite os homossexuais, considerando que recusar a inclusão de direitos é contra as convenções internacionais.

Kam Sut Ieng, professor de uma escola secundária, considera que se as escolas continuarem a evitar o assunto, a sociedade nunca vai ter oportunidade para aceitar a homossexualidade. “Não podemos falar deste assunto com os alunos, porque os pais têm medo que os seus filhos possam dominar o assunto. Pensam que falar da homossexualidade é promovê-la.” Já a docente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Cecília Ho, apontou ainda como uma das causas a falta de conhecimento profissional dos assistentes sociais, porque são raros os casos em que se pede ajuda a este tipo de especialistas.

Pela paz

Chefe do Executivo, Chui Sai On, recebe do Bispo Episcopal da Diocese de Macau D. José Lai, a mensagem do Papa Bento XVI alusivo ao 46.º Dia Mundial da Paz


terça-feira 12.3.2013

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Debate aconteceu ontem na Fundação Rui Cunha

Quando uma viagem se transforma num livro

【N.º48/2013】

Andreia Sofia Silva

Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares da lista de candidatos a habitação social abaixo indicados, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro:

andreia.silva@hojemacau.com.mo

A

lexandra Lucas Coelho já fez reportagens em cenários de guerra e viajou de mochila às costas só para escrever para um jornal. Daí acabaram por nascer livros. Carlos Vaz Marques é jornalista e coordena uma colecção de livros da editora Tinta da China. Joaquim Magalhães de Castro não trabalha se não viajar. Já Deana Barroqueiro escreve ficção com base em viagens históricas. Todos eles, de uma forma ou de outra, trabalham na área da literatura de viagens e estiveram ontem presentes num debate sobre o tema, na Fundação Rui Cunha. Carlos Morais José, jornalista e também editor de livros, falou dos presentes como “o belo exemplo de como pode ser feito” e frisou “só há literatura de viagens. Põe-nos numa situação interessante, porque nos põe a distância entre mim e o outro”. Perante uma plateia preenchida, os membros do painel foram falando das suas experiências. “Na colecção que dirijo, o mais importante é o facto da literatura vir antes da viagem, que o aspecto literário seja o âmbito fundamental dos livros que publico”, disse Carlos Vaz Marques, que já editou dois livros de Alexandra Lucas Coelho, “Caderno Afegão” e “Viva, México”. A jornalista considera que, fora das notícias, “não está obrigada a nada”, porque quando assume as rédeas da profissão “não é inteiramente livre a escrever”. Já Deana Barroqueiro, autora de romances históricos, assume que este é “o mais difícil de todos os romances, porque não basta a imaginação, para não se aldrabar o leitor. É precisa uma brutal pesquisa”. A autora refere que preferiu abordar no seu trabalho o “período terrível” dos Descobrimentos portugueses, porque queria dar essa fase aos leitores. “A

ANÚNCIO

Nome LAM WAI IAO CHAN PENG KUN LAM KAI SENG LEONG CHEONG MAO KAM SONG FONG WAN LONG CHENG IAO TAI IEONG I MUI CHAN CHONG CHOU LEONG TANG SAN

N.º do boletim de candidatura 5043003 5039384 5042044 5017192 5020545 5016548 5020351 5024431 5025689 5023090

Nome LEI FONG MENG CHOI KENG WA WONG MEI CHAN CHIO IONG FAI WONG KIN KUONG LOU CHOU KEI LIN HENG CHEONG SOU WU FONG KONG VA SENG*

N.º do boletim de candidatura 5015814 5040010 5037917 5024894 5024478 5013571 5046461 5005037 5024433

De acordo com o n.º 2 do artigo 9.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe Executivo n.º 296/2009, para nova verificação, se os candidatos preenchem os requisitos de candidatura ao arrendamento de habitação social, o Instituto de Habitação (IH) informou-os por meio de ofício, para que sejam entregue os documentos indicados no prazo fixado, mas os interessados acima referidos não entregaram os documentos dentro do prazo fixado, pelo que não reúnem nos termos do n.º 3 do artigo 9.º do mesmo regulamento. De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, devem apresentar, por escrito, as suas contestações e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas, no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Caso não apresentarem a contestação no prazo fixado ou os mesmos não forem aceite pelo IH, as respectivas candidaturas serão excluídas da lista geral de espera por IH, nos termos dos artigo 46.º do Regulamento Administrativo n.º 25/2009 e alínea 1) do artigo 11.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe Executivo n.º 296/2009.

Alexandra Lucas Coelho já fez reportagens em cenários de guerra e viajou de mochila às costas só para escrever para um jornal. primeira viagem que faço é através do texto histórico, depois as personagens viajam por elas próprias”, refere, acrescentando que só veio a Macau e posteriormente à China porque já tinha escrito sobre este lugar. “Não queria misturar o século XVI com o olhar do século XX”. Por último, Joaquim

Magalhães de Castro, autor de diversos livros e documentários, confessou que a viagem o inspira para tudo o que faz, mas que em “Macau não lhe apetece escrever”, mas que teve “um papel importante porque foi aqui que tudo começou”. Para ele, uma viagem é sinónimo de “uma busca da nossa identidade”.

* Simultaneamente, é cessado a concessão de abono de residência, quando o agregado familiar beneficiado foi excluído da lista geral de espera, nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 8.º do Regulamento Administrativo n.º 23/2008 (Plano Provisório de Atribuição de Abono de Residência a Agregados Familiares da Lista de Candidatos a Habitação Social). No caso de dúvidas, poderão dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar Sr.ª Ho, através o tel. n.º 2859 4875 (ext. 502), para consulta do processo.

O Chefe do Departamento de Assuntos de Habitação Pública, Subst.º Chan Wa Keong 8 de Março de 2013

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nacional

Pequim acusa Estados Unidos de estar pode detrás de ataques cibernéticos

O Centro de Coordenação Nacional de Resposta a Emergências na Internet da China acusa os Estados Unidos de estar por detrás de grande parte dos ataques dos últimos meses a páginas oficiais do país. A notícia, revelada pela agência Xinhua, acontece semanas depois de um documento semelhante das autoridades norteamericanas acusaram a China de ataques a páginas de interesses dos Estados Unidos. A Xinhua revela que 85 páginas de instituições ou companhias estatais chinesas foram atacadas a partir do exterior entre Setembro de 2012 e Fevereiro de 2013.

China felicita Kenyatta pela vitória nas presidenciais do Quénia

Pequim saudou, esta segunda-feira, Uhuru Kenyatta, que venceu as presidenciais do Quénia. “A China felicita o sr. Kenyartta pela sua eleição para a presidência do Quénia. Felicitamos também o Quénia por ter conseguido organizar esta eleição de forma pacífica”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim, Hua Chunying. “Desejamos reforçar a nossa cooperação com o novo governo do Quénia e valorizar ainda mais as nossas relações bilaterais de amizade”, reforçou. Kenyatta está acusado de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

terça-feira 12.3.2013

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Conferência Política Consultiva do Povo Chinês elegeu nova liderança

Eis Yu Zhengsheng

O

antigo líder do Partido Comunista em Xangai Yu Zhengsheng foi ontem eleito presidente da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês (CPCPC), assinalando o início da renovação dos titulares dos principais órgãos do Estado. Yu Zhengsheng, 68 anos, ascendeu em Novembro passado ao Comité Permanente do Politburo do PCC, a cúpula do poder na China, composta apenas por sete elementos. Um dos novos vice-pre-

sidentes da CPCPC, também eleito ontem, é o ainda governador do Banco Popular da China (banco central), Zhou Xiaochuan. A CPCPC, com cerca de 2.200 delegados, é uma espécie de senado sem poderes legislativos. Além de Zhou Xiaochuan, a CPCPC elegeu 22 outros vice-presidentes, entre os quais Edmund Ho, o primeiro Chefe do Executivo de Macau depois do território passar para a administração chinesa, em Dezembro de 1999. pub

Tung Chee-hwa, antigo Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Hong Kong, foi eleito para o mesmo cargo. O ministro chinês da Ciência e Tecnologia, Wan Gang, que há duas semanas recebeu em Pequim o ministro português da Educação e Ciência, Nuno Crato, integra igualmente a lista dos vice-presidentes da Conferência Política Consultiva. A sessão anual da CPCPC, iniciada no passado dia 3, decorre paralelamente à Assembleia Nacional Popular, que até ao final da semana vai escolher os novos titulares dos principais órgãos do poder de Estado, nomeadamente o Presidente da República e o Primeiro-Ministro. Em ambos os casos, o mandato tem cinco anos de duração e só pode ser renovado uma vez.

Terramoto de magnitude 5.2 atinge China

Um terramoto de magnitude 5.2 na escala de Richter atingiu, esta segunda-feira, a cidade de Atsu, na província de Xinjiang, no noroeste da China. O Centro de Sismologia da China informou que o sismo ocorreu às 11.01 horas locais, em Atux, no município de Kizilsu Kirgiz, tendo o epicentro sido localizado a 8 quilómetros de profundidade.

Autoridades retiraram quase três mil cadáveres de porcos de um rio

As autoridades chinesas retiraram quase três mil cadáveres de porcos do rio Huangpu, em Xangai, tendo os primeiros corpos sido resgatados na quinta-feira. Segundo a agência de notícias “AFP”, os porcos terão morrido de uma doença não especificada e atirados ao rio por criadores da província de Zhejiang. No total foram retirados 2.813 cadáveres, segundo um comunicado do Governo de Xangai, que indicou que a água do Huangpu abastece 20 por cento dos 23 milhões de habitantes da cidade e que não foi detectado nenhum aumento do nível de poluição naquele rio.

Divórcios dispararam em diversas cidades, em especial em Xangai

“Onda” de divórcios

A

China foi “inundada”, durante esta semana, por uma “onda” de divórcios, mas as razões não são sentimentais. Os chineses estão a acabar com os casamentos oficialmente, apenas, o verdadeiro motivo é a fuga a um imposto sobre os lucros na venda de propriedades. O imposto de 20%, criado pelo Governo de Pequim no dia 1 de Março para travar a especulação imobiliária, é aplicado sobre os dividendos resultantes da venda de propriedades imobiliárias. Mas, segundo a agência France Press, uma lacuna na lei permite que, em certas condições, os casais proprietários de duas casas se divorciem, dividam as duas propriedades e vendam uma sem pagar imposto. Depois, os divorciados podem casar-se outra vez. “É uma atitude prática. Pode ser estranho, mas a política força as pessoas a fazerem isso”, disse à agência Reu-

ters Li Li, director-geral da “International Strategic Group”, uma empresa de consultadoria imobiliária de Xangai. Muitos chineses, dadas as escassas opções de investimento, aplicam grande parte das suas poupanças em património imobiliário, o que tem contribuído para o aumento dos preços das casas, segundo a “Tribuna de Macau” que adianta ter-se tornado este “fenómeno inflacionista” num grave problema na China, já que “os preços elevados das casas impedem que muitos habitantes se convertam em

proprietários”. “As autoridades de Xangai escusaram-se a divulgar estatísticas sobre o número de divórcios recentes, alegando que esses dados poderiam encorajar as tácticas de evasão fiscal”, refere o jornal com sede em Macau. Xangai parece ser a localidade mais afectada, mas o crescente número de divórcios não se verificou apenas na maior cidade da China, segundo a imprensa chinesa, também em Cantão, no sul, Harbin, no norte e Ningbo, no leste, os cartórios registaram uma afluência anormal.


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fotografia

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Coreia do Norte permite utilização de Internet e telemóvel, e fotog

Quando o único filtro é David Guttenfelder é o chefe de fotografia da Associated Press da Ásia e Jean Lee é um fotógrafo da mesma agência. Ambos estão a tornar-se famosos porque são dos primeiros a testemunhar o que parece ser a Coreia do Norte a dar os primeiros passos rumo a uma

maior abertura ao Ocidente. Depois de ter decidido que quem visitar o país pod telemóvel – antes os aparelhos eram a aeroporto -, e a internet em redor das cid vez do Instagram mostrar o que há dentr

• Um pin no coração de cada um dos cidadãos da Coreia do Norte – 2254 gostos – foto de Guttenfelder

• Um urso no zoo de Pyongyang – 3751 gostos – foto de Guttenfelder

• Únicos 18 cortes que as mulheres norte-coreanas podem escolher – foto de Guttenfelder

• Poster de propaganda norte-coreano semanas antes do teste nuclear de Pyongyang – foto de Jean

• Uma auto-estrada para o sul de Pyongyang. Quatro vias e “poucos carros” – 2154 gostos – foto de Guttenfelder

• Uma mulher caminha numa tempestade de neve – 2650 gostos – foto de Guttenfelder


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fotografia

grafias chegam a rede social

é o do Instagram

e Kim Jung-un de utilizar o seu apreendidos no dades, chega a tro da Coreia do

Norte. Pela primeira vez (que se saiba), os fotojornalistas estão a partilhar, em tempo real e com geo-localização accionada, fotografias do país mais fechado do mundo através de uma das mais utilizadas redes sociais. Veja as imagens que estão a fazer história.

• Posters de propaganda à Coreia do Norte – 2247 gostos – foto de Guttenfelder

• Vista turística da varanda da Grand People´s Study House – 3838 gostos – foto de Guttenfelder

• Hospital de Pyongyang – 1773 gostos – foto de Guttenfelder

• Restaurante no hotel onde o fotógrafo estava hospedado, único hóspede no momento, no sopé do monte Myohyang – 1275 gostos – foto de Guttenfelder

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tiago alcântara

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vida

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

A

Sociedade Protectora dos Animais – ANIMA não vai enviar mais pedidos de adopção para o Canídromo. A decisão foi tomada pela associação e anunciada numa carta enviada ao director dos Serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos (DCIJ), Manuel das Neves. A ANIMA justifica a desistência com a relutância da Yat Yuen – a companhia do Canídromo – em apoiar as adopções dos cães galgos. “Passado um ano desde que [o senhor director] tomou a iniciativa de facilitar, a nosso pedido, um encontro entre a nossa instituição e o Canídromo, voltamos a informar que nenhum animal saiu vivo do Canídromo para adopção, apesar de termos feito chegar há vários meses duas fichas de adopção de um advogado local e nós próprios termos enviado um pedido de adopção em nosso nome”, escreve Albano Martins, presidente da ANIMA. Recorde-se que a campanha de adopção de galgos do Canídromo começou já há

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ANIMA corta de vez com plano de adopção com o Canídromo e assegura apoiar o encerramento da pista de corridas

“Falta de cooperação e inoperância do IACM” um ano. A ideia era evitar que os animais que já não servem para correr fossem abatidos, mas arranjassem uma família. Os acordos entre a Yat Yuen e a ANIMA incluíam a adopção da Elite Doll, uma cadela que o Canídromo prometeu entregar para adopção, de forma a mostrar a sua boa vontade em acabar com a política de abate. A promessa nunca foi cumprida, apesar de sucessivos adiamentos. A ANIMA solicitou mesmo ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), responsável pelos animais, que as transferências dos cães fossem feitas sem custos para o abrigo da associação. “Dada a falta de cooperação do Canídromo e a inoperân-

cia do IACM, a ANIMA não enviará mais ficha alguma de adopção a essa empresa, pelo que a responsabiliza pela campanha internacional que tem vindo a intensificar nos últimos meses.”

ANIMA internacional

São diversas as campanhas internacionais contra a existência do Canídromo, até porque olhando para as estatísticas oficiais, as receitas das corridas são insignificantes para os cofres da RAEM. A ANIMA junta-se à outras vozes. “Para que não haja dúvida alguma, a ANIMA apoiará todas as iniciativas levadas a cabo pelas organizações internacionais de protecção de animais com vista ao

encerramento do Canídromo no fim da concessão, dada a intransigência dessas gentes em cooperar.” A sociedade protectora dos animais – que acolhe agora mais de duas centenas de cães, mas afirma estar

aberta a recolher os galgos da Yat Yuen – chegou mesmo a elaborar um contrato “simples e justo”, que terá sido enviado pela DCIJ ao Canídromo, mas este não chegou sequer a responder. Em Dezembro, o Canídro-

ANIMA pede informação à DSE A ANIMA quer saber quantos animais de corrida foram importados nos últimos cinco anos em Macau. A Sociedade Protectora dos Animais pediu, por isso, à Direcção dos Serviços de Economia, informações sobre o número de galgos e cavalos que chegaram ao território. Mas ANIMA pede ainda números sobre a quantidade de animais importados para serem vendidos em lojas de animais. Como associação de utilidade pública, concedida pelo próprio Governo, o grupo pode fazer este tipo de requerimentos. O objectivo, explica Albano Martins na carta enviada à DSE, é “permitir à ANIMA, como ONG, sugerir ao Governo as melhores medidas para resolver os problemas que hoje nos defrontamos em Macau”.

mo aparentou querer ajudar na adopção, exigindo que fosse a ANIMA a entregar a possíveis adoptantes as fichas de adopção e, posteriormente, novamente ao Canídromo. Os adoptantes ficariam em lista de espera para obter um galgo os cães teriam de, por exemplo, utilizar açaime e coleiras na rua devido a puderem correr demasiado rápido, ter espaço para se exercitarem e serem esterilizados antes da adopção. O regulamento dizia ainda que o Canídromo se reserva ao direito de rejeitar adoptantes e tem como prazo para a decisão duas ou mais semanas. Albano Martins tentou obter um dos animais para adopção, sem sucesso. Como em vários locais do mundo onde existem este tipo de corridas, é obrigatório ter esta medida, para evitar que centenas de cães sejam abatidos por lesões ou reforma. Em Macau, isso não só não se está a cumprir, como os maus tratos e abates de animais são alarmantes. Por exemplo, de Janeiro a Julho do ano passado, mais de cem galgos foram mortos por não terem condições para correr.


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Ricardo Araújo Pereira e Rui Zink na Escola Portuguesa de Macau

Humor dos graúdos, questões dos miúdos Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

O

público da Escola Portuguesa de Macau não teve dó nem piedade no pavilhão desportivo. Numa autêntica conferência de imprensa montada pelo Festival Literário Rota das Letras, foi bombardeando Ricardo Araújo Pereira com questões, relegando Rui Zink para segundo plano. “Agradeço que quando fizerem perguntas, não digam que é para o Ricardo, já sei disso”, referia resignado o escritor de “Dádiva Divina” mas disposto a dar luta e a não ceder aos encantos do colega de painel e ex-aluno. “A inspiração existe mas apanha-te sempre a trabalhar (...) Eu tive a trabalhar até às 3h30, entre as 4h e as 5h o Ricardo teve a trabalhar a ver o Benfica”, complementava Rui Zink numa pergunta dirigida a Ricardo Araújo Pereira sobre a origem do seu processo criativo. “Um dos segredos do meu trabalho é fingir que sou espontâneo”, respondia um dos mentores do programa televisivo “Gato Fedorento”. E assim a conversa se foi desenrolando, interrogações para um para as quais Zink também soube reagir com encanto. Por isso, público e comunicadores respeitaram-se

O

“Anibaleitor”, livro de 2010, é já recomendado pelo Programa Ler +, do Plano Nacional de Leitura português, para alunos do 12º ano. No entanto, o público-alvo escolhido não foi feliz, de acordo com o seu autor. “Deve ser dado nas escolas para miúdos de 13, 14 anos porque podem ser lidos por eles. Na Roménia é um áudio-livro e é dado para alunos de 12 anos. Este paternalismo excessivo e simplificação excessiva parece-me perigosa e estupidificante”, avalia Rui Zink, sobre um livro que é “uma parábola sobre o mundo de hoje e uma maravilhosa lição de leitura”. Ontem, o autor esteve na Escola Portuguesa de Macau, cujo ensino está

mutuamente. Os primeiros porque compreendem o impacto do guionista humorístico e do escritor no meio literário português, os segundos porque são também dois “professores”, cada um à sua maneira, um de uma forma mais literal, já que depois de ensinar alunos do secundário, está agora inteiramente vocacionado para o ensino superior como académico na Universidade Nova de Lisboa. Uma profissão privilegiada, assume. “Posso viver sem escrever mas para viver sem dar aulas também poderia viver sem mas não seria a mesma coisa”, uma profissão escolhida talvez

até por homenagem, já que estas palavras vieram depois de revelar a mestria do seu pai enquanto professor de pintura. Talvez, por isso, quis deixar aos alunos da EPM uma leitura inovadora da epopeia de Camões. “Vasco da Gama usa a psicanálise [com o Adamastor]”, conta sobre Lusíadas. Deixando desde logo a recomendação, caso não seja esta uma obra de leitura obrigatória.: “A mais linda história de amor que está na Livraria Portuguesa.” E da plateia - bem preenchida, com alunos dos diferentes anos escolares -, sobretudo masculina,

vieram as perguntas mais entusiasmantes, pelo menos para Ricardo Araújo Pereira. “Tivemos a marinar nos Lusíadas [através de uma exposição de Rui Zink], agora vamos ao essencial”, referia-se à pergunta sobre a possível renovação de contrato de Jorge Jesus, treinador do Sport Lisboa e Benfica, do qual Ricardo Araújo Pereira é o sócio nº 17411, e adepto fervoroso. “Sou um fã do JJ”, afirmou.”Gosto de ver o Benfica ‘jgar’porque jogar é uma mariquice.” Para mostrar o seu fanatismo pelo clube e seus ídolos futebolísticos não se poupou a contar a história

de quando deu uma boleia ao Eusébio. “Não abri a boca durante todo o caminho, não se fala com Deus Nosso Senhor, os meus pais não são crentes então falaram com ele. Assim que tive dinheiro comprei aquele carro aos meus pais onde o Eusébio tinha andado no banco de trás. O carro tinha um valor sentimental”, continuou, pelo meio de risos da plateia. Sobre a política, fez mais uma vez saber a possíveis jovens eleitores, que não está nem estará em candidatura política tão cedo, ainda que no Facebook haja apelos no sentido de se tornar primeiro-ministro. “Em vá-

rios pontos do mundo estão a ser eleitos comediantes para cargos políticos. O [ex-comediante brasileiro] Pepe Grillo com um movimento chamado Cinco Estrelas (...) Parece até que os engenheiros têm sido muito bons. Não sei qual é a profissão de Passos Coelho mas não sei se é credível. O sistema político é tão abjecto que as pessoas votam na abjecção social, que é a nossa profissão”, indica. “Não tenho nenhuma intenção de ter uma vida política. Mão aceito ser despromovido a primeiro-ministro. Acho que tenho mais credibilidade do que mereço.”

Rui Zink acredita que “Anibaleitor” deveria ter lugar no ensino para estudantes de 13 anos

“Paternalismo excessivo parece-me perigoso e estupidificante” de acordo com o programa curricular português, onde falou para uma plateia de jovens e alguns professores. À margem, explicou a génese do seu interesse pela leitura. “Em minha casa, havia um respeito muito grande pelas artes. Não havia televisão. E havia uma relação normal com os livros. Um dos meus orgulhos é que há uma foto minha com o meu avô num momento de grande fama na Feira do Livro em

Lisboa, em ‘68. E foi a foto escolhida na inauguração da feira a dizer ‘Duas etapas da vida, uma só fascinação’”, conta o escritor do livro “A Arte Suprema”, que atribui responsabilidades pelo gosto da leitura à família mas também aos bons professores de português, com quem teve a sorte de se cruzar. “O que eu mais fazia era desenhar mas um dia achei piada à leitura, a Tolstoievsky e Eça de Queirós que chega-

vam a partes da natureza humana onde o desenho e a música não chegava (...) Aos 14 anos, tinha um romance. Muito mau mas tinha.” Sobre o seu mais recente livro, “A Instalação do Medo” agrada-lhe “a ideia de alguns adultos conseguirem perceber melhor a armadilhas em que estamos metidos que é em grande parte uma armadilha metafísica, ou seja ‘cousa mentalis’”, revela, embora

talvez não seja o mais indicado para os miúdos lerem na escola, tal como “hiperbolicamente” sugerido por Inês Pedrosa. “Os T-Rex daquela série de medos é a crise económica e que para mim é também política e moral: o desrespeito pelos velhos, o tratar as pessoas como lixo, o paralisar completamente a alma. Agora, eu já dei para esse peditório. O livro está aí, quem quiser vá lê-lo.” – R.M.R.


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Surpreendido, talvez não pela positiva, Ricardo Araújo Pereira fala das primeiras impressões

Foi com seriedade que Ricardo Araújo Pereira acedeu a falar com o Hoje Macau. Um registo diferente do habitual, talvez porque o mundo chinês, visto pela primeira vez, dá lugar a uma leitura mais complexa. A conversa desenrolou-se entre “chop sueys” e “fai chi”, cenário não muito difícil de encontrar nos restaurantes chineses em Portugal. Estes dois mundos, separados por cerca de 12 mil quilómetros de distância, estiveram no entanto muito próximos nesta “mixórdia de temáticas” Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

É a sua primeira vez em Macau. Quais as expectativas nesta primeira estadia? Como a minha ignorância era grande, depois a realidade surpreende-me e o facto de ser menos português do que eu estava à espera, ser mais Las Vegas do que eu estava à espera também. Isso surpreendeu-me. Conheço a colonização portuguesa noutros sítios, as outras culturas onde os portugueses estiveram foram muito mais permeáveis aos portugueses do que esta em que os chineses tiveram o bom senso de nos rechaçar. Os outros países onde nós tivemos, nem que seja a língua eles ficaram com ela. Eu também não estava à espera de chegar aqui e ver morcela no “chop suey”, não era isso. Mas esperava que a presença portuguesa fosse mais palpável mas também acho que os chineses são uma cultura muito impermeável a outras influências. É natural que assim seja. E alguma vez tinha estado na China? Não, nunca tinha estado tão para cá no Oriente.

Sendo a República Popular da China um país comunista e o Ricardo um ex-militante do Partido Comunista Português (PCP), alguma vez tinha tido a expectativa comunista? Não sei se já esteve noutros... Já tive em Cuba, por acaso. Mas não há nada melhor para um militante comunista do que ir a um país dito comunista e ver a desgraça que aquilo é. Eu sempre fui um comunista muito crítico dos regimes comunistas e pensei que durante uma certa altura, o PCP também estivesse a fazer essa crítica. E esteve de facto. Mas depois inverteu essa marcha e isso choca-me um bocado, que essa crítica não seja feita tão profundamente como devia. O regime chinês já não é bem comunista, isto é uma coisa esquisita, um híbrido entre capitalismo e comunismo. Mas não tenho essa curiosidade até porque eu não tenho nenhuma ilusão do que é a prática desses regimes. A desilusão veio com o conhecimento ‘in loco’ destes regimes? É claro que ninguém de bom senso ignora o que se passou na União Soviética e naqueles países digamos satélites, os países de Leste. Há um livro de um poeta brasileiro chamado Ferreira Gullar, que era comunista, saiu do Brasil e exilou-se na União Soviética. Escreveu o “Rabo de Foguete” é um livro de memórias e as coisas que ele conta daquilo que ele via lá. Obviamente que deixou de ser comunista quando foi viver para lá. Eram coisas demasiado assustadoras. Ainda relativamente à sua estadia, já houve algumas situações caricatas nestes dois dias de estadia? Já conheceu o universo dos casinos? Ainda não me aconteceu nenhuma, devo dizer. Mas estou no Venetian, aquilo não tem só um casino lá dentro. O hotel é enorme e a gente passa um corredor e de repente está no Colombo, dentro do hotel. É um centro comercial gigantesco. Sentiu já esta avidez pelo jogo nos corredores do casino? Só tenho espreitado por cima dos tapumes e vejo que eles estão lá a chegar. Pôr moedinhas na ‘slot-machine’, que é um divertimento que eu tenho dificuldade em compreender, não é muito diferente de pagar um parquímetro. 99,9% do tempo porque é enfiar moedas numa ranhura. Quando o dinheiro sai é substancialmente diferente de pagar o parquímetro mas enquanto

hoje macau

“Não estava à espera de chegar aqui

Biografia Ricardo Araújo Pereira nasceu em Lisboa, em 1974. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Católica, começou a sua carreira como jornalista no Jornal de Letras. É guionista desde 1998. Em 2003, com Miguel Góis, Zé Diogo Quintela e Tiago Dores, formou o grupo humorístico Gato Fedorento. Escreve semanalmente na revista Visão e é um dos elementos do programa da TSF Governo Sombra, agora também em versão televisiva, na TVI 24. Assina, desde Março de 2012, a rubrica Mixórdia de Temáticas, nas manhãs da Rádio Comercial, com a qual já terminou contrato. Com a Tinta-da-China, publicou três livros de crónicas – “Boca do Inferno” (2007), “Novas Crónicas da Boca do Inferno” (2009) e “A Chama Imensa” (2010) –, além de “Mixórdia de Temáticas” (2012), compilação dos guiões do programa radiofónico, e “Se não entenderes eu conto de novo, pá” (Brasil, 2012). Coordena a colecção de Clássicos de Literatura de Humor, que integra autores como Charles Dickens, Denis Diderot e Jaroslav Hasek. É o sócio n.º 17411 do Sport Lisboa e Benfica.

não sai é exactamente o mesmo. Vejo que há uma intensidade no jogo que lá, por exemplo, no casino do Estoril ou de Lisboa não vejo mas não sou frequentador. Sobre a sua carreira, gostaria de saber como é que um jornalista formado se torna humorista? Fui estudar comunicação social

mais ou menos obrigado, não era aquilo que eu queria. Queria ter estudado literatura, que é o que gosto. Aliás, é isso que vou fazer agora já depois de velho mas eu sempre soube que não era aquilo que queria. Durante a faculdade escolhi todas as cadeiras opcionais de literatura que me apareciam e depois, foi o que contei na Escola

Portuguesa de Macau (EPM), o Rui Zink é que sugeriu o meu nome e comecei a escrever textos humorísticos para o Herman e para a Maria Rueff, por exemplo. E foi encaminhado para este curso pelos seus pais, que, como disse, não percebiam nada do mercado de trabalho? Exactamente, nada. Nem tinham visão de futuro? Zero. E enfim quem ambiciona escrever textos humorísticos, não há bem uma saída profissional. Não se tira um curso e depois se apresenta ali. Eu tive essa sorte de o Rui Zink me indicar ao Nuno Artur Silva que era o dono das Produções Fictícias. Olhando agora para um vídeo recentemente publicado pela TVI, que dá conta dos seus tempos de jornalista no canal. Se não tivesse sido “descoberto”, ainda ponderava esta carreira?


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de Macau

e ver morcela no chop suey” Não, não. Aquele estágio foi um prémio que eu ganhei, na faculdade, escrevia-se uma crónica premiada e o seu autor tinha um prémio que consistia num estágio não remunerado na TVI. Não sei o que ganhou o segundo classificado mas rezo por ele todos os dias. Isto foi há 20 anos, já havia precariedade. Sabia perfeitamente que não era o meu futuro, tinha aquela oportunidade, fui fazer pela experiência. Sabia que queria escrever mas não sabia a mínima ideia como. Têm sido sempre acasos de sorte na minha vida. Curiosamente nas produções fictícias, apesar de começar a escrever logo para o Herman durante algum tempo nunca chegou a colaborar com ele presencialmente e ao vivo. Há esse desejo? A nossa profissão é de bastidores, um guionista convivia com o Herman, ia entregar-lhe os textos à rádio e televisão, discutíamos os textos e ele às vezes sugeria mudanças. Convivia muito com ele nos bastidores mas em frente às câmaras não. Isso foi um acidente posterior - a vontade de interpretar os nossos próprios textos. E essa vontade aconteceu no programa Gato Fedorento. O Ricardo Araújo sempre achou que seria a pessoa fictícia mais ajustada para interpretar as personagens que hoje serão talvez os alter-egos que lhe associam? Eles são muito mariconços. “Este papel é difícil, faz tu”, “ não sei fazer isto, faz tu”, eu tenho mais tendência para fazer personagens e tal, era por isso. Mas o nosso trabalho essencial era antes das câmaras estarem ligadas. É a escrita. O que aconteceu foi mais ou menos um acidente. Nós fazíamos um programa da Maria Rueff mas havia muitas coisas que não tinham lugar ali. Sketches sobre linguagem, por exemplo. As pessoas achavam que ninguém ia perceber isso. E então fizemo-lo na SIC Radical. E não chegava a um público tão grande. Porque, apesar de tudo, uma das principais dificuldades do Ricardo é a timidez. Consegue que se dilua no meio da representação? É isso, uma maneira catártica de aniquilar a timidez. Mas de facto o público era menor na SIC Radical e isso era muito tranquilizador. É evidente que se a gente vai falar para um milhão de pessoas está mais aflita do que se falar para 10 mil. O que aconteceu foi que - a

[Em relação às filhas] Às vezes olham para a minha mulher com um olhar que diz: “Por que não casaste com um adulto?”. E o que elas tão a pensar é: “Incrível este palerma”

verdade é que devemos aos piratas informáticos a nossa popularidade -, começaram a tirá-los e a pô-los na Internet. E como analisa essa popularidade que foi crescendo ao longo dos tempos? É muito lisonjeio. Estou a pensar como no Truman Show, sinto que estão a fazer isto só para me.... Estou sempre à espera que me digam “pronto, parou, estávamos todos a fazer de propósito para seres feliz”. Mas de facto as pessoas tratarem-me dessa maneira sinto que muito mais do que mereço. Tudo tem uma repercussão muito maior do que espero. Rui Zink deixou a descoberto o seu maior segredo, não tão oculto assim, que é a leitura. Como é que se alimenta esse espírito crítico e criativo, a partir desse trabalho de casa? Acho que sim, a observação também claro. A leitura é fundamental para sofisticar a capacidade de observar, de olhar para o sítio e as coisas certas. Acho que as virtudes da leitura nunca são suficientemente louvadas e, sobretudo, para quem quer escrever não há outra maneira. Há escolas de todas as artes menos de escrita portanto quem quer escrever tem de ser o seu próprio professor e a maneira de o fazer é lendo. As sátiras diárias, que passa para o papel, prendem-se maioritariamente com o cenário político e económico de Portugal e da Europa. A austeridade traz boas receitas para o seu trabalho? Sim, há até uma função social nisso que é a de aliviar alguma pressão com a capacidade das pessoas rirem-se dos seus líderes, faz-lhes bem. Mas aquilo que sinto hoje é que a crise é de tal forma grave. Há aquele cliché que em tempos de crise o humor é mais necessário e as pessoas dão mais atenção e têm mais necessidade de rir. O que eu sinto é que esta crise é diferente até nisso. Houve uma manifestação agora no sábado, que é uma coisa sempre

festiva mesmo que seja de protesto, há cartazes e palavras de ordem mas dizem que naquela manifestação as pessoas estavam silenciosas. E isso é muito revelador. Acho que é capaz de ser estranho fazer humor nesse ambiente. Há esse perigo de ferir susceptibilidades nesse contexto tão sensível? Sim, não sei se é exactamente ferir susceptibilidades. É mais ninguém estar com paciência para rir. Não sei exactamente o que é. Mas tenho um desconforto. O Governo Sombra faria um melhor papel do que o Governo, ou mesmo oposição? Duvido, pelo menos do meu ponto de vista não tenho nenhuma aspiração política. O meu trabalho é fazer comentário humorístico. Nem sequer é comentário político. Sei perfeitamente o que esperam de mim. Não pretendo ter uma intervenção política com as coisas que vou dizendo. Pretendo divertir as pessoas. Recentemente, Marcelo Rebelo de Sousa, comentador política e antigo presidente do PSD, disse que “Cavaco é herbívoro, não carnívoro”. Como interpreta esta leitura do Presidente da República? Eu vi essas declarações hoje [ontem] e pensei que não percebo onde é que ele quer chegar com isto. Não percebo a metáfora, se calhar porque o herbívoro é mais pacato e o carnívoro é mais violento. Tenho pena que Cavaco não queira ser Presidente da República, acho que era importante Portugal ter um. E se é para estar calado, também eu sou.

manda “tomar no cu”, isso ia ser um pretexto da minha crónica. Quando nós pomos lado a lado duas pessoas e duas ideias muito contrastantes isso em princípio tem um potencial humorístico. Se nós fechamos na mesma casa um fascista e um comunista, em princípio há qualquer coisa de divertida que vai sair dali. O facto de ele mandar tomar no cu ex-colegas do Governo foi de facto muito contestada porque apesar de tudo ele esteve lá e já de fora apontou críticas. Há lugar a esta contradição? Há quem tenha apontado isso: “não te esqueças do teu cu”. É divertido isso acontecer porque lá está uma pessoa que esteve em Conselho de Ministros com aquelas pessoas está a mandar tomar no cu, está tão exasperado cá fora a ponto de dizer “chega disto”. Há alguma perspectiva de o Gato Fedorento voltar à acção este ano? Sim, qualquer dia fazemos isso. Queríamos fazer agora uma coisa mais parecida com o início que não tem nada a ver com a actualidade, mas desta vez bem feita. E, por outro lado, também nos apetece fazer alguma coisa sobre o que está a acontecer agora. Temos de pensar bem nisso. Um novo “Esmiuçar dos Sufrágios”? Aconteceu qualquer coisa entre 2009 e hoje, aconteceu qualquer coisa que me faz ter pouca tolerância pela ideia de me ver sentado com uma dessas pessoas que estão a fazer isto ao país. Não me vejo. Recordando, não tenho nada

Pôr moedinhas na ‘slot-machine’, que é um divertimento que eu tenho dificuldade em compreender, não é muito diferente de pagar um parquímetro. 99,9% do tempo porque é enfiar moedas numa ranhura Francisco José Viegas não estará no Festival Literário de Macau, como previsto, mas teve recentemente uma tirada engraçada para os novos fiscais da factura que fez com que o Ricardo escreve-se sobre isso para a Visão. Gostava de ter tido a oportunidade de dissertar sobre a “poesia do cu” com ele? Sim, claro. Gostava. Lá está, eu gosto da linguagem mais até do que da política. E claro que quando um político ou ex-político

contra aquele papel. Hoje estar frente-a-frente com o Sócrates, sabendo nós o que o representou, o descalabro das contas dele não me apetece estar com uma pessoa destas naquele registo porque há pessoas a sofrer de forma inimaginável com o desemprego e fome. Porque saiu, mais recentemente, do programa radiofónico “Mixórdias Temáticas”. Há perspectivas de retorno? Precisava de fazer essa pausa, além

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disso vinha a Macau este ano. Depois vou à Colômbia, hei-de ir ao Brasil, há um festival humorístico onde já estive o ano passado e vou outra vez. Mas a porta está aberta. Como é que vê agora o novo registo televisivo do “Governo Sombra”. Funciona bem? Ao principio não funcionava de todo. Há qualquer coisa ali que muda. O nosso amigo Marshall McLuhan explicou-nos que o meio e a mensagem têm uma influência um no outro. É muito diferente estarmos na rádio à volta da mesa com os cotovelos em cima, a dizer coisas quase clandestinamente como quem está atrás de uma moita a atirar pedras do que estarmos ali numa pose ao lado um dos outros a ser filmados. De repente, deixámos de ter o respeito àquilo e acho que está a ficar melhor. Recordou-nos um discurso que deu na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, no Dia Internacional do Idoso, sobre a sua avó. É por ela que tem este compromisso eterno com o entretenimento? Que ela é uma influência absolutamente decisiva, não tenho dúvida nenhuma. Em tudo. Na minha personalidade, na minha profissão, ela foi decisiva em tudo mesmo não sabendo. Se eu lhe dissesse talvez ficasse surpreendida. Mas é verdade. Tudo o que sou é por causa dela. A maneira de franzir o sobrolho aprendeu com ela? Sim, foi. Ela estava sempre assim, porque assim é que seria uma pessoa respeitável e séria. Não se podia rir ou entrar em brincadeiras. Mas conseguiu também desconstruir essa personagem? Sim, um bocadinho. Ela foi ficando mais macia. E é a tal coisa, não passa um dia, não passa um dia [em que não penso nela]... Com certeza, as suas filhas também são com certeza influências fortes no trabalho. São também as maiores críticas? Lá está o olhar de uma criança. Há paralelos muito grandes entre o humorista e uma criança porque esse olhar para as coisas como se fosse a primeira vez que as estamos a ver tem muito potencial para um humorista. Uma criança como não tem o calo no olhar e faz a pergunta que se impõe. E portanto temos mais ou menos a mesma idade mental. Na Mixórdia [de Temáticas] fiz um caçador vegetariano e elas estavam a falar sobre caça, ir à caça de um pepino e achei que isso tinha potencial. Sinto que elas me criticam por ser demasiado infantil para elas. Às vezes olham para a minha mulher com um olhar que diz: “Por que não casaste com um adulto?”. E o que elas tão a pensar é: “Incrível este palerma”.


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desporto

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Team China Racing confirma presença no campeonato de eléctricos da FIA

que este (evento) possa ter lugar. Ainda há alguns obstáculos que temos que ultrapassar, mas estamos confiantes”. Numa altura em que o combate a poluição é uma das bandeiras do executivo de Leung Chun Ying, a ideia de uma corrida de automóveis que promova os veículos eléctricos é igualmente relativamente bem recebida do lado das habitualmente cépticas organizações ambientalistas: “É definitivamente uma forma de ajudar a chamar a atenção das pessoas sobre os benefícios da utilização de veículos eléctricos. No entanto, estes carros são carregados com electricidade, o que não significa 100% de emissões, como muitos são levados a acreditar”, disse Edwin Lau Che-feng, da organização “Amigos da Terra”, ao South China Morning Post.

Chineses rendidos aos eléctricos Sérgio Fonseca info@hojemacau.com.mo

A

Formula E Holdings Ltd - o consórcio de investidores com base em Hong Kong a quem Federação Internacional do Automóvel (FIA) atribuiu dos direitos de promoção e comerciais do futuro Campeonato do Mundo FIA de Fórmula E, para viaturas eléctricas - apresentou na semana passada as cores sua segunda equipa a juntar-se ao campeonato: o “Team China Racing”. Na Praça da Concórdia, em Paris, Alejandro Agag, ex-co-proprietário do Queens Park Rangers, genro de José María Aznar e chefe executivo da competição, apareceu ao lado de Jean Todt, presidente da FIA, e Yu Liu, o director da equipa chinesa, e do embaixador da China em França, naquela que foi vista pela imprensa internacional especializada como uma operação para entrar no sui-generis gigante mercado chinês. Em Abril do ano passado o governo chinês anunciou que desejava ter 5 milhões de carros eléctricos a circular nas ruas do país em 2020, dando por isso incentivos à compra destes veículos, para além de subsidiar a inovação da tecnologia eléctrica. “Nós pensamos que o campeonato FIA Formula E pode ser uma ferramenta poderosa para tornar os carros eléctricos mais populares na China, particularmente junto das

Circuito da Guia demasiado grande

gerações mais novas. Ter uma equipa chinesa entre nós, no campeonato, é uma chave para o sucesso desse desafio”, afirmou o empresário espanhol Agag na conferência de imprensa em solo francês. “Para além de ser muito importante para o aparecimento de novos parceiros no futuro próximo, a nossa presença no campeonato irá encorajar milhões de fãs chineses a seguirem o campeonato”, reforçou Liu que não é um novato no automobilismo internacio-

nal, sendo ele a figura por detrás da equipa chinesa que participou na defunta “A1 GP - Taça das Nações de Automobilismo”. Em 2014, ano de lançamento da competição “amiga do ambiente”, o Team China Racing vai usar no início o monolugar desenvolvido pela Spark Racing Technology, McLaren (motor) e Dallara (chassis). No entanto, Yu Liu espera desenvolver o seu próprio monolugar de competição eléctrico “made in China” dentro de três anos. Para es-

timular o seu aliado chinês, a FIA revelou na passada sexta-feira o primeiro esboço do calendário da primeira edição do campeonato Fórmula E, com uma corrida confirmada para as ruas de Pequim. Além da capital chinesa, também fazem parte do calendário, Roma, Londres, Los Angeles, Miami, Putrajaya, Buenos Aires e Rio de Janeiro.

Hong Kong na corrida

Os responsáveis pela Fórmula E estiveram em Janeiro em Hong Kong, onde reuniram

com o automóvel clube da vizinha região especial, na procura de local para realizar um dos eventos da época de 2014. Existe um lobby em Hong Kong que luta pela criação de um circuito citadino na ex-colónia britânica capaz de albergar um evento motorizado com projecção internacional. Lawrence Yu, presidente do HKAA, disse à imprensa local que “Kowloon East é capaz de ser melhor localização que a ilha de Hong Kong, pois não há tanto trânsito nessa área. Estamos bastante positivos

Dada a sua muito maior tradição automobilística, e não só, as ruas de Macau fariam muito mais sentido para uma corrida da Formula E que Hong Kong. Contudo, o actual Circuito da Guia, com os seus seis quilómetros de perímetro, é demasiado longo para acolher a competição. Segundo a regulamentação implementada pela FIA, os circuitos da Fórmula E terão apenas 2,5 quilómetros de perímetro e dez metros de largura. Para além deste obstáculo, as corridas da Fórmula E terão que ter uma área de boxe substancialmente amplas, porque as baterias apenas duram 25 minutos e os pilotos vêm às boxes, não para trocar de pneus ou recarregar baterias, mas para trocar de carro.

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MONTEPIO GERAL DE MACAU ASSEMBLEIA GERAL CONVOCATÓRIA Nos termos do Artº 34º, nº 1, al. a) dos Estatutos em vigor, convoco a Assembleia Geral Ordinária para reunir na sua sede, sita na Avenida Doutor Mário Soares, nº 25, 3º andar (4º piso) do Edifício “Montepio”, no próximo dia 25 de Março de 2013, pelas 17H15, com a seguinte ordem de trabalhos: 1ª - Discussão e votação do relatório e Conta de Gerência do ano de 2012 e do parecer do Conselho Fiscal; e 2ª - Outros assuntos de interesse da Associação. No caso de não comparecer nesse dia e hora indicados, o número de associados mencionado no nº 1 do Artº 36º, considera-se desde já convocada nova reunião, que se realizará no mesmo local decorrida uma hora, com qualquer número de associados.

Montepio Geral de Macau, aos 6 de Março de 2013. A Presidente da Assembleia Geral, Rita Botelho dos Santos


terça-feira 12.3.2013

[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB Sala 2

jack the giant slayer [3d] [B]

OZ: the great and powerful

Um filme de: Bryan Singer Com: Darren Lemke, Christopher McQuarrie, Dan Studney, David Dobkin 14.00, 16.00, 19.45, 21.45

welcome back to beast airline [3d] [A]

Sala 1

9-9-81 [c]

(Falado em thai, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Disspong Sampattavanich, Pirun Anusuriya, Pitak Ruangrojsin, Sut Com: Patthita Attayatomwittaya 14.30, 16.15, 18.00, 21.45

one piece film z [b]

(Falado em japonês, legendado em chinês) Um filme de: Tatsuya Nagamine 19.45

Um filme de: Beast 18.00 Sala 3

OZ: the great and powerful [3d] [b]

Aqui há gato

Um filme de: Sam Raimi Com: James Franco, Rachel Weisz, Michelle Williams, Mila kunis 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

VERTICAIS: 1-Afastei. O Sol (Poét.). 2-Um pobre-daibo (Fam.). 3-Pedido de atenção (Interj.). Andavam. Criada grave, aia. 4-Frutos em forma de bagos miudinhos. Relato do que se disse ou se fez em assembleias (pl.). 5-Levantar as abas de. Vento forte. 6-Dá por bom. 7-Preflixo que significa muito grande. Rabo (Pref.). 8-De idade avançada, anciã. Anteparo para resguardar os olhos da claridade (pl.). 9-Maior Botequim. Internet Relay Chat (abrev.). 10-Clérigo que tem a segunda das ordens sacras. 11-Apelido. Peixe escômbrida.

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Ama-seca (Bras.). Exprime por gestos. 2-Diz-se de um órgão animal ou vegetal que apresenta a forma de dois lábios. 3-Mata por imersão. Manco e surdo (Prov.). 4-Nada (abrev. pop.). Lavrais. Segundo. 5-Ave pernalta, que foi objecto de culto entre os Egípcios. Bairro ou parte contígua às povoações. 6-Figurava. Corre com grande velocidade (Fig.). Actínio (s.q.). 7-Glória, celebridade. O rosto de um barco. 8-Em (Arc.). Estado do Brasil, cuja capital é Fortaleza. Nota do tradutor (abrev.). 9-Notícia anónima, sem confirmação, que corre publicamente. Combinou. 10-Gado bovino resultante do cruzamento de touros zebus com vacas nacionais. 11-Plano, rapado. Engoda.

[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 18:30 19:30 20:30 21:00 21:30 22:15 23:00 23:30 00:00 01:00 01:30

31 - STAR Sports 13:00 Cadillac Championship 2013 Event Highlights 14:00 International Motorsport News 2013 15:00 F1 Classics - 2003 European Grand Prix 16:00 F1 Classics - 2003 British Grand Prix 16:55 FIM Mx1 & Mx2 World Championship 2013 - Highlights 17:25 The Verdict 17:55 (LIVE) AFC Champions League 2013 20:00 Samsung Beach Soccer Intercontinental Cup Dubai 2012 Final Brazil vs. Russia 21:00 Golf Focus 2013 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 FIA F1 World Championship Season Preview 22:30 Golf Focus 2013 23:00 Cadillac Championship 2013 Event Highlights

TDM News - Repetição Telejornal +n360º (Diferido) RTPi DIRECTO TDM Desporto (Repetição) Vingança Telejornal TDM Entrevista Donas de Casa Desesperadas Sr.8 Escrito nas Estrelas TDM News Magazine Liga dos Campeões Portugal Aqui Tão Perto Telejornal – Repetição RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM

40 - FOX Movies 12:55 Spider-Man 3 15:15 One For The Money 16:50 Anacondas: Trail Of Blood 18:20 2012 21:00 Prom Night 22:30 The Walking Dead 23:20 Rise Of The Planet Of The Apes

RTPi 82 15:00 Telejornal Madeira 15:35 Portugal de … 16:15 AntiCrise 17:00 Bom dia Portugal 18:00 Portugal Aqui Tão Perto 18:55 Vingança 19:35 Best of Portugal 20:05 Mistérios de Lisboa 21:00 Jornal da Tarde 22:15 O Preço Certo 23:00 Cuidado com a Língua! 23:15 Portugal no Coração 30 - FOX Sports 13:00 NASCAR Nationwide Series 2013 - Highlights 14:00 World of Gymnastics 2013 14:30 Tour Of Oman 2013 15:30 Tour Down Under 2013 - Event Highlights 16:30 MLB Spring Training 2013 St. Louis Cardinals vs. New York Yankees 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Tour Of Oman 2013 21:00 My Beautiful Game - Greatest Saves 21:30 The Football Review 2012-2013 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 AFC Champions League 2013

41 - HBO 12:00 Extremely Loud & Incredibly Close 14:15 The Karate Kid Part Ii 16:10 Bull Durham 18:00 Hanging Up 19:45 Sphere 22:00 The Change-Up 23:50 The Interpreter 42 - Cinemax 12:30 Nowhere To Run 14:00 Killer Elite 16:00 Assignment To Kill 17:40 Green Lantern 19:00 Not Another Teen Movie 20:30 Louis L’Amour’S The Diamond Of Jeru 22:00 Banshee 23:00 Kung Fu: The Legend Continues 00:30 Ambushed

HORIZONTAIS: 1-BABA. MIMA. 2.B. LABIADO. G. 3-AFOGA. XORDO. 4-NA. ARAIS. II. 5-IBIS. B. ABAS. 6-IA. VOA. AC. 7-FAMA. N. PROA. 8-EN. CEARA. NT. 9-BOATO. ALIOU. 10-O. MALABAR. M. 11-RASO. ISCA. VERTICAIS: 1-BANI. FEBO. 2-B. FABIANO. R. 3-ALO. IAM. AMA. 4-BAGAS. ACTAS. 5-ABAR. V. EOLO. 6-I. ABONA. A. 7-MAXI. A. RABI. 8-IDOSA. PALAS. 9-AMOR. BAR. IRC. 10-A. DIACONO. A. 11-GOIS. ATUM.

À venda na Livraria Portuguesa O Livro de Agustina • Agustina Bessa-Luís

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Esta é uma autobiografia que evoca a família e a vida da escritora sensivelmente até ao 25 de Abril, simultaneamente um retrato de um Portugal desaparecido e um livro indispensável para compreender as raízes da escrita da mais importante escritora portuguesa viva, um dos vultos marcantes da cultura portuguesa contemporânea. Começa por recordar os avós, segue para o pai «brasileiro», jogador inveterado, personagem romântica por excelência. A mãe aparece como uma figura mais apagada. Mas há também uma tia em que inspirou a «Sibila» e uma galeria de outros secundários. Em criança, Agustina isola-se nos livros, num cinema que o pai explorava, no exemplo de uma professora. Sente-se com vocação para a escrita, e o pai apoia a sua carreira literária.Aos quinze anos produz os seus primeiros romances. Lê muito. Entretanto peregrina por terras do Norte: Amarante, Gaia, Maia, Póvoa, Vila do Conde, e também por Coimbra, onde decide casar, e finalmente o Porto. No seu estilo incomparável, Agustina deambula pelo passado e auto-retrata-se pelo caminho. Abundantemente documentada por fotografias familiares de época do espólio pessoal da autora, numa edição em elegante formato, cartonada, mas de preço acessível ao leitor médio, esta nova edição permite agora divulgar junto do grande público um texto que fora anteriormente publicado numa edição limitada e numerada e em formato de luxo.

Nos Sonhos Começam as Responsabilidades • Delmore Schwartz

Nos Sonhos Começam as Responsabilidades é uma obra-prima da literatura americana. Uma avaliação confirmada pelos leitores em todo o mundo, mas também por grandes escritores como Vladimir Nabokov, T.S. Eliot ou Saul Bellow. Um adolescente, cujo nome nunca saberemos, assiste à projecção de um filme...

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Casar ou não casar, eis a questão Como eu sou um gato, não percebo muito bem essa coisa de ser humano. Uma das coisas que mais me faz comichão nas patas é porque é que os humanos se casam? Lá porque ando sozinho e gostasse de ter uma companhia, penso que bastaria ter apenas uma namorada e nada mais. Felizmente o registo civil não existe no meu mundo. Se há coisa que não consigo entender é onde reside a diferença entre dois seres amancebados e dois seres casados. Será que existe mais amor num casamento do que entre aqueles que vivem em mancebia? Duvido. Perdoe-me o leitor, mas outra coisa que me causa algum desconforto é o acto de procriar. Talvez eu pertença ao grupo restrito de egoístas que dizem: “Para quê trazer uma criança a este mundo podre?” Talvez isso, ou não. Como gato, não entendo a necessidade quase viciante de se ter um filho. Bem sei que fui bebé, mas não entendo os bebés. E o seu choro deixa-me louco. Já para não falar das fraldas malcheirosas e outros que tais. Os chineses são um povo que sempre foi habituado a ter muitos filhos. Por isso é que a China se tornou no país mais populoso do mundo. Me retrato. Os bebés não têm culpa, mas na verdade não vejo como pai de um gatinho ou gatinha qualquer. Seria tão mais fácil se os bebés nascessem adultos. Não quero bater mais nas criancinhas. Vou voltar a falar do acto de casar. O que é que move uma pessoas a querer ser marido ou mulher de alguém? E logo em Macau onde muitos casamentos são arranjados para algum propósito que não o de uma união sincera entre duas pessoas. Lembro-me agora dos casamentos falsos para obtenção de BIR ou então os casamentos encomendados porque tem de ser. Porque ele é rico. Porque ele é velho. Porque o tempo passa e é preciso ter filhos. Ahhhhhhh! Porque será que os humanos gostam de falsificar o verdadeiro significado do casamento? Custa assim tanto casar por amor? É preciso pensar em dinheiro, em estatuto, em posição social, em filhos, em cuidar dos pais? Quando penso em casamentos por conveniência fico logo maldisposto. Tornase ridículo pensar no casamento enquanto instituição. Como é bom ser solteiro e ser um amante da vida. Amo quando e quem quero, sem sentir na pele os problemas do casamento. Na verdade, quando sou livre sinto-me com mais força e responsabilidade para com aqueles que amo verdadeiramente. Casamento? Não, obrigado. Miau!!!

Pu Yi


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opinião

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O ‘monstro’ de boa saúde José António Saraiva in Sol

E

m Fevereiro de 2000, há precisamente 13 anos, Cavaco Silva escreveu no DN um artigo que ficou célebre chamado O Monstro. Escrevia ele que a despesa do Estado corria o risco de se tornar um monstro incontrolável, caso não se atalhasse depressa. Entretanto, Guterres (que era na altura o primeiro-ministro) demitiu-se, sucedeu-lhe Durão Barroso, depois Santana Lopes, depois Sócrates, finalmente Passos Coelho. E o ‘monstro’ aí está, vivo e de boa saúde, 13 anos depois. Forçado pela troika, este Governo anunciou um corte de 4 mil milhões de euros na despesa pública. Os partidos (pelo menos os do chamado ‘arco da governação’) deviam aproveitar a oportunidade para solucionar um problema que se arrasta há décadas. Mas, com excepção do PSD, que mostrou vontade de agarrar o ‘monstro pelos cornos’, ninguém se entusiasmou com a ideia. Pelo contrário: o CDS assobiou para o lado, como se não fosse nada com ele, e o PS declarou-se indisponível para colaborar, apresentando dois tipos de argumentos: 1. Uma reforma da máquina do Estado não pode fazer-se a partir de um corte orçamental previamente definido – antes tem de resultar de uma reflexão, a partir de baixo, sobre as funções do Estado; 2. Uma reforma deste alcance não pode ser feita à lufa-lufa, com prazos fixados – devendo, ao invés, decorrer de um debate alargado na sociedade e sem constrangimentos temporais.

Quem sabe um bocadinho destes assuntos percebeu imediatamente que ambos os argumentos tinham um objectivo: bloquear qualquer reforma. Aliás, cabe recordar que o PS, estando 12 anos no poder nos últimos 17, não fez nenhuma reforma do Estado – não tendo, pois, grande autoridade para falar sobre o assunto. Ainda conservo na memória uma Comissão de Reforma do Estado liderada por Alberto Martins, empossada com grande pompa e circunstância, cujo trabalho nunca se soube qual foi.

Para a economia voltar a crescer (realmente e não ilusoriamente), o Estado tem de consumir menos recursos. Quem não quer a reforma do Estado – mas, simultaneamente, reclama menos impostos e exige o crescimento económico – está certamente a brincar connosco Essas tentativas frustradas mostram o seguinte: se não forem fixados objectivos concretos e prazos apertados, não se consegue fazer nada. Se começarmos a discutir reformas ‘em abstracto’, o resultado será nulo. Assim, o único modo de chegar a algum sítio é definir um valor a cortar na despesa (neste caso eram 4 mil milhões), e depois identificar as áreas onde os cortes podem ser feitos com um mínimo de impacto no funcionamento dos serviços. Aliás, é isto que se faz nas empresas.

Em segundo lugar, uma reforma desta dimensão tem de ser feita rapidamente e um pouco ‘à bruta’, passe a expressão. Porquê? Porque, quando se arrasta no tempo, começam a formar-se lóbis, centros de resistência, focos de contestação, que acabam por ir metendo grãos de areia no processo e fazer abortar as tentativas de mudança. É por esta razão, de resto, que nenhuma das comissões de reforma do Estado apresentou resultados palpáveis. E é também por isso que vejo com enorme preocupação a hesitação de que o Governo deu mostras ao decidir solicitar à troika, como o SOL noticiou há 15 dias, o adiamento da apresentação do plano de cortes no Estado e o alargamento do prazo para implementar esses cortes. É um primeiro passo para não fazer nada. Para continuar a empatar. Mais uma vez, as forças de bloqueio estão a atingir os seus objectivos. Resta dizer que, se não conseguirmos dominar o ‘monstro’, e os recursos do país continuarem a ser consumidos pela voraz máquina estatal, os impostos não poderão baixar e a retoma económica não será possível. Para a economia voltar a crescer (realmente e não ilusoriamente), o Estado tem de consumir menos recursos. Quem não quer a reforma do Estado – mas, simultaneamente, reclama menos impostos e exige o crescimento económico – está certamente a brincar connosco. P.S. – Na crónica da semana passada, escrevi que «duas alunas gritaram histericamente insultos na cara» de Miguel Relvas. Ora, segundo veio a saber-se, as duas jovens da foto não são alunas do ISCTE mas militantes de partidos de esquerda.


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Helder Fernando

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à flor da pele

Sun Yat-sen e a sombra I Foi ali, junto ao delta do Rio Yang Tsé, em Nanjin, que o governo provisório do revolucionário Sun Yat-sen se instalou para o nascimento da república chinesa. É provável que não sejam muitos os responsáveis actuais a falar no assunto. A realidade é que foi precisamente há 101 anos. E Sun Yat-sen tem ainda uma enorme árvore a fazer-lhe sombra. Outra realidade é que Nanjin, conhecida por ser o local de nascimento da tinta da china, mas que na língua oficial pode significar capital do sul (apesar de ficar geograficamente na zona centro), várias vezes capital do país, é das cidades chinesas com mais vincadas referências históricas, quase todas com memória de tempos de horror, principalmente, mas não apenas, os massacres sobre população indefesa, executados pelos invasores japoneses no que é considerada pelos historiadores a segunda guerra sino-japonesa, de 1937 a 1945. Um memorial evoca e faz reflectir sobre esses e outros tempos de brutalidade, como as duas guerras do ópio, décadas antes em relação à segunda, mais de um século em relação à primeira. Creio que devemos colocar à margem, ou talvez não, o facto de na generalidade das guerras não existirem propriamente os bons e os maus, muitas ocasiões não é assim. O lado bom e o lado mau, neste caso das guerras, é geralmente uma questão de perspectiva. Sun Yat-sen, que não andava mascarado de comunista, como muitos no seu tempo e neste tempo, embora tenha feito alianças com eles, tinha como base de intervenção política aquilo a que chamava os 3 Princípios: nacionalismo, o “minzú” (entendido aqui como libertação do imperialismo estrangeiro que pretendia a China em eterna submissão); Democracia, “minquán” (no contexto de um governo constitucional semelhante aos existentes em algumas partes da Europa); e bem estar social, “minsheng” (interpretado por vezes como socialismo). Tudo para que caísse de vez o violento regime milenar dos mandarins. Pois foi en Nanjin que aconteceu a assinatura do Tratado de Paz entre a China da Dinastia Qing e o Império Britânico que formalmente pôs fim, por cerca de década e meia, a essa terrível guerra do ópio onde se tinham envolvido durante 3 anos países europeus como a França e Inglaterra, para além, claro, do Japão. Vivia-se o ano de 1842. Mais tarde, entre 1856 e 1860, os britânicos cobiçando cada vez mais os portos marítimos chineses e na pretensão de expandir território britânico na Ásia,

forçaram a China a várias submissões; entre elas, deixar os britânicos exercer também toda a actividade comercial, incluindo o ópio. Houve batalhas, morreu de novo gente inocente de ambos os lados, a aliança anglo-francesa controlava o porto de Guangzhou. Enquanto a China ia tentando resistir como podia naquele tempo, por exemplo negando-se a permitir o estabelecimento de embaixadas estrangeiras em Pequim. A resposta britânica foi tremenda: a esquadra naval comandada por

Foi ali, junto ao delta do Rio Yang Tsé, em Nanjin, que o governo provisório do revolucionário Sun Yat-sen se instalou para o nascimento da república chinesa. É provável que não sejam muitos os responsáveis actuais a falar no assunto. A realidade é que foi precisamente há 101 anos. E Sun Yat-sen tem ainda uma enorme árvore a fazer-lhe sombra

um tal almirante James Hope Grant bombardeou as posições chinesas junto à foz do Rio Hai He, enquanto outra esquadra, a do comodoro Josiah Tattnall aumentava assustadoramente os danos. É quando em 1860 uma força da aliança anglo-francesa se reuniu em Hong Kong, e contribui para os planos de ataques sistemáticos em várias localidades nevrálgicas da China, como Pei Tang, os fortes de Taku, Pequim é tomada, saqueada, tudo dominado a ferro e fogo. Para agravar, o Reino Unido e a França, para assinarem novo Tratado de Paz com a China (o Tratado de Tientsin ou a Convenção de Pequim), entre outras inacreditáveis imposições, exigiam que este país os indemnizasse com quantidades astronómicas de prata. Mas voltemos, com o estimado leitor, a 1912, completam-se hoje 101 anos, data da formação do primeiro governo da então designada República da China, presidida efemeramente por Sun Yat-sen que apenas se manteve 2 meses e 10 dias no cargo, substituído pelo homem forte do “bando de Beyang”, Yuan Shikai, do denominado Exército do Mar do Norte. O propósito fundamental da crónica de hoje, motivado pela coincidência de passarem exactamente 101 anos da data da posse do primeiro presidente da República Chinesa: Sun Yat-sen, o inquieto médico fervilhante de ideias novas e algo esquecido herói chinês, com imagem esbatida pelo evoluir das guerras militares e políticas neste grande país. O seu relacionamento com Macau está ainda por explicar com rigor e pormenor. II O falecimento de Manuel Vicente, um arquitecto que ajudou a erguer muito do que melhor Macau apresenta aos nossos olhos, deixa triste muitos de nós, aqui e em várias partes do mundo. Do seu brilhantismo técnico, já falaram alguns dos seus pares. Sobre a personalidade, alguns amigos mais chegados já o fizeram. Comecei por conhecer esta inesquecível figura, por via profissional, há quase 3 décadas. Depois, como tantos, ia encontrando-o em várias situações entre amigos comuns, em eventos, em certas tertúlias, entrevistando-o pontualmente. E sempre, sempre o seu extraordinário sorriso, a sua gargalhada mágica, a sua juventude eterna, a genuína imagem da modéstia culta contra a vaidade sem motivo, contra o supérfluo fardado de fingidas sapiências. O arquitecto Manuel Vicente é uma lição de vida.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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c a r t oon

segundo aniversário

por Steff

Índia Encontrado morto um dos acusados de violação

Um dos seis arguidos acusados de violar uma jovem indiana no dia 16 de Dezembro de 2012 foi encontrado morto na prisão. Segundo as autoridades, o arguido em causa era o motorista do autocarro onde a jovem de 23 anos viajava quando foi violada e brutalmente espancada por um grupo de seis homens, incluindo o próprio condutor. A estudante acabaria por morrer na sequência dos ferimentos. O motorista do autocarro foi agora encontrado morto na sua cela. Segundo a “CNN”, a polícia aponta para um cenário de suicídio, dizendo que o homem se enforcou, enquanto o advogado e a família do acusado acusam as autoridades de assassinato. “Ram Singh não se suicidou. Foi assassinado”, disse o pai do arguido, Mangi Lai Singh, citado pela CNN.

Marcelo critica Governo

O comentador político Marcelo Rebelo de Sousa criticou a posição assumida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, relativamente ao salário mínimo nacional, considerando que a mesma manchou uma semana de notícias boas para Portugal. Segundo Marcelo, o chefe do Governo criou um problema numa altura em que era noticiado o alargamento do prazo de empréstimo a Portugal, a subida do rating do País e o apoio manifestado pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, para alargamento do prazo para cumprir o défice. “Passos Coelho arranjou um berbicacho com o salário mínimo nacional”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, considerando que não foram um, dois ou três tiros no pé, foram “quatro”.

Portugal Juros da dívida caem para mínimos Os juros da dívida soberana portuguesa a dois anos desceram esta segunda-feira para os mínimos históricos de Dezembro de 2010. Neste prazo, os juros estão a negociar no mercado secundário a 3,042 por cento, abaixo dos 3,114 por cento do fecho de sexta-feira passada. Já a cinco e 10 anos, os cenário é o inverso. Na maturidade a cinco anos, os juros negociavam esta manhã nos 4,714 por cento (acima dos 4,624 por cento da sessão anterior) e a 10 anos nos 5,940 por cento (superior aos 5,935 por cento da última sessão).

Atentado mata dois militares norte-americanos

Dois militares norte-americanos e pelo menos três polícias morreram esta segunda-feira num ataque na província de Wardak, que terá sido levado a cabo por homens vestidos com uniformes da polícia local. De acordo com um porta-voz da força da NATO presente no território, o ataque segue uma tendência recente, de rebeldes disfarçados com uniformes da polícia ou do exército, que aproveitam os disfarces para ataques internos.

Macau realiza torneio de golfe em Abril

Evento dedicado aos Special Olympics

C

erca de 60 atletas de dez países e territórios vão participar no Macau Special Olympics Golf Masters 2013, a decorrer de 22 a 27 de Abril, disse ontem à agência Lusa o director do torneio, Stefan Kuehn. Organizada pela Associação de Beneficência dos Leitores da revista Macau Business, a segunda edição do torneio tem actualmente 14 equipas confirmadas, incluindo formações estreantes da Malásia, Índia, Brunei e Reino Unido. Estas equipas juntam-se aos seis países e territórios que integraram a primeira edição do torneio realizada no ano passado: China, Hong Kong,

Macau, Taiwan, Coreia do Sul e Austrália. Stefan Kuehn aposta no aumento do “nível de aceitação dos atletas com condição especial na região da Ásia-Pacífico” como o principal objectivo a atingir no segundo ano do evento, disse o responsável em declarações à agência Lusa. “Acreditamos que o golfe é o desporto perfeito para promover os Special Olympics e mostrar ao mundo que estas pessoas não são diferentes, porque é um desporto muito exigente a nível físico e mental para todos os praticantes”, afirmou o também vice-director da Associação de Beneficência. O torneio propriamente dito vai decorrer em dois níveis – iniciados

e profissionais – durante três dias, entre 24 e 26 de Abril, no campo de golfe ‘Caesars’, a casa asiática da escola de Butch Harmon, ex-treinador de Tiger Woods. O evento conta com o apoio de várias organizações privadas além do governo de Macau e inclui visitas culturais entre outras actividades no território. “Toda a gente já ouviu falar de Macau, mas essencialmente pela vertente do jogo. O próprio Governo está interessado em promover outra imagem do destino”, sublinhou Stefan Kuehn. A primeira edição do torneio decorreu em Julho de 2011, ano em que a fundação da associação Macau Special Olympics celebrou 25 anos de existência. - Lusa

Chávez sepultado ao lado de Simón Bolívar

O caixão com o corpo de Hugo Chávez vai ser transferido para o Panteão Nacional, local onde se encontra o mausoléu do libertador Simón Bolívar, mas só depois de ser aprovada uma alteração à constitucional. “Chávez ao Panteão junto de Simón”, afirmou Nicolás Maduro. Mas este slogan levou a que fosse pedido uma emenda constitucional, já que no Panteão só podem ser sepultados “venezuelanos e venezuelanas ilustres que tenham prestado serviços eminentes à República, depois de serem transcorridos 25 anos de seu falecimento.” Na próxima sexta-feira, dez dias depois morte de Chávez, os seus restos serão transferidos para o Quartel da Montanha, edifício centenário do centro de Caracas onde o corpo permanecerá. Até lá, o corpo de presidente venezuelano encontra-se na Academia Militar, onde milhares de pessoas fazem fila para vê-lo e se despedirem.

Mick Jagger e David Bowie apanhados na cama

A antiga mulher de David Bowie revelou numa entrevista que encontrou o marido na cama com Mick Jagger, quando ainda estavam casados. “Entrei no quarto e estavam os dois nus, completamente ressacados, quase não conseguiam falar. Tive pena deles”, contou Angie Bowie ao jornal The Sun. A mulher explicou que a relação entre os músicos terá sido meramente física, impulsionada pelo consumo de drogas e de álcool.


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Hoje Macau 12 MAR 2013 #2809 by Jornal Hoje Macau - Issuu