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Director carlos morais josé
hojemacau Nam Van neto valente clarifica ausência de construção
Sinal vermelho A falta de construção nos lotes C e D dos Lagos Nam Van tem, para o advogado e administrador da Sociedade de Empreendimentos Nam Van, um responsável principal: o Governo. Segundo Neto Valente, os pro-
jectos planeados para a zona não avançaram porque nunca receberam luz verde do Executivo. O causídico rejeita ainda a ideia apontada pelo deputado Au Kam San de que teriam existido ilegalidades no processo.
lusa
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roque choi
Uma vida dois sistemas eventos
AR | governo rejeitado. futuro nas mãos de cavaco
Pelos caminhos de Portugal grande plano
opinião
Melinda leocardo
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lag2016
Um voto de confiança antevisão Págs.
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Paradigma antropológico pub
manuel afonso costa
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grande plano
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Portugal Marco histórico na vida política com a queda do Governo
Joana Couto Realizadora “Não percebo a reacção de pessoas que conheço que não votaram na direita e agora estão com conversas cheias de repugnância. Há sempre a queixa de que é tudo a mesma coisa. Não estou nada alarmada com esta coligação [informal], acho que é bom experimentar uma coisa diferente. Claro que sinto alguma preocupação, não sei se a esquerda se aguenta uma legislatura, mas espero que não haja muitas discordâncias, principalmente pelo partido comunista.” Hugo Bandeira Maia Advogado Só poderia aceitar um Governo de esquerda se todos tivessem de acordo, não assim, com a existência de acordo feitos à pressa [com cada partido] e muito mal desenhados. Não posso concordar com isso. Na minha visão, este grupo da esquerda não se aguenta uma legislatura, irá cair em pouco tempo. Célia Boavida Consultora “Sou politicamente de esquerda, portanto estou contente que eles se tenham unido. Nunca fui a favor de regimes de direita, portanto sim, estou contente. Agora é preciso esperar pelas declarações do Presidente da República e perceber o que será o futuro. Não faço ideia de qual a decisão que poderá tomar, é sempre muito complicado. Ainda por cima quando as sondagens [em caso de eleições] indicam que a coligação de direita venceria outra vez. Vai ser difícil governar e tomar decisões, isso vai.” José Álvares Advogado “A antítese entre os programas dos diferentes partidos que fazem parte deste entendimento de esquerda é tal que será impossível uma solução de governabilidade no nosso país. Tenho, sinceramente, medo que se coloquem em causa todas aquelas medidas que tão arduamente atravessámos durante estes quatro anos que durou este Governo de PSD/CDS. Acho que o maior exemplo desta alternativa de esquerda é a Grécia. Se as pessoas não querem abrir os olhos com os exemplos que já existem, então aí, não há nada a fazer”.
Tormentas ou boa Fez-se história em Portugal. Uma união da esquerda fez cair uma coligação de direita, eleita nas últimas legislativas. A batata quente está agora nas mãos de Cavaco Silva. Para socialistas e sociaisdemocratas locais este é um momento único da história política do país
lusa
diz o povo
N
ão foi uma surpresa. Há semanas que o Partido Socialista (PS), o Partido Comunista (PCP), o Bloco de Esquerda (BE) e os Verdes participavam em reuniões conjuntas para avançar com um acordo de coligação informal. Na terça-feira foi o dia. Assinados três acordos, “muito idênticos” entre a esquerda portuguesa, a moção de rejeição ao programa de Governo da coligação Portugal à Frente (PAF) avançou e reuniu 123 votos a favor e 107 contra. O Governo de Portugal, reeleito a 4 de Outubro, caiu. “Isto é um marco histórico. Em 40 anos é a primeira vez que tal acontece numa democracia. Um grupo, neste caso a coligação que ganha as eleições, é rejeitada pelo parlamento”, começa por defender, ao HM, Arnaldo Gonçalves, ana-
“Acredito que estão para vir momentos muito difíceis, acho que o acordo [da esquerda] está preso por arames, não nos dá qualquer segurança de estabilidade” Arnaldo Gonçalves Analista político
lista político, reforçando que em “democracia temos de nos habituar a estas coisas”.
Um desacordo acordado
Foram 11 os dias que a coligação dos democratas se aguentou no poder. Duas semanas que anteciparam, diz Arnaldo Gonçalves, uma “fase muito difícil para Portugal”. “Acredito que estão para vir momentos muito difíceis, acho que o acordo [da esquerda] está preso por arames, não nos dá qualquer segurança de estabilidade”, reforçou. Em causa estão três acordos assinados com os partidos de esquerda transformados num documento de 138 páginas. “Estes acordos dizem respeito ao primeiro ano de legislatura, a partir daí será analisado caso a caso. Ou seja, para quem conhece o comportamento comunista em 40 anos de democracia, e sobretudo do seu braço operacional que é a intersindical, vai perceber que
isto será uma completa confusão”, defende, prevendo que o país entre num estado de “greves todas as semanas”, “manifestações na rua” e “números da economia a descer a pique”. Classificando-o com um programa “oportunista”, Arnaldo
“É muito difícil o PS manter um programa com as políticas que o BE e o PCP vão pedir, parece-me que será um Governo muito frágil, mas o tempo o dirá” Miguel Bailote Líder do Partido Social Democrata de Macau
Gonçalves acredita ser um documento de “colagem de medidas que a esquerda copiou dos vários partidos para no fundo procurar fazer pontos na negociação”. Para Miguel Bailote, líder do Partido Social Democrata (PSD) de Macau, estes novos programas em nada se parecem com o programa inicial do PS. “Penso que grande parte do eleitorado do PS não votou nesta solução de António Costa. O programa político socialista não tem nada que ver com a maioria de esquerda”, defendeu. “É muito difícil o PS manter um programa com as políticas que o BE e o PCP vão pedir, parece-me que será um Governo muito frágil, mas o tempo o dirá”, indicou.
Um acordo acordado
Do outro lado do círculo está Tiago Pereira, líder do PS de Macau, que reforça o “marco histórico na política portuguesa”. “Isto é um sinal
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esperança? O PS, PCP e BE encontraram pontos comuns para construir um entendimento de salvaguarda do estado social, a rescisão da política de austeridade, o crescimento económico e o combate ao desemprego” “Isto é um sinal de maturidade da democracia em Portugal” Tiago Pereira Líder do PS de Macau
de maturidade da democracia em Portugal”, reforça. Um Governo do PS apoiado por partidos de esquerda, tal como classifica o líder socialista, vem
romper a programa da direita que se baseava em “políticas de austeridade”. “O PS, PCP e BE encontraram pontos comuns para construir um
entendimento de salvaguarda do estado social, a rescisão da política de austeridade, o crescimento económico e o combate ao desemprego”, defendeu. Questionado sobre a possível, ou não, instabilidade de um acordo a um ano, e não a quatro, Tiago Pereira assegura que é um procedimento “normal em democracia”. “Percebo o receio que existe a uma eventual queda do Governo a meio da legislatura, mas esse perigo não é maior do que aquele que existiria num Governo de coligação,
AR “Portugal é nova Grécia”, diz imprensa internacional “Europa treme perante uma nova Grécia”, dita o jornal alemão Die Welt na sua edição de ontem, imediatamente após a queda da coligação PAF no parlamento português. O periódico da Alemanha fala de quedas abruptas do PSI 20 na Bolsa de Valores durante a sessão de segunda-feira, à qual se junta uma subida dos juros. Para os analistas do Citi, citados pelo mesmo jornal, o acontecimento da passada terça-feira era já esperado: “Alertámos, no Verão, que Portugal podia ser a próxima Grécia”. O britânico The Guardian, por sua vez, fala de um acontecimento “sem precedentes” feita por uma “aliança impensável” há duas semanas. O periódico do Reino Unido faz a distinção entre os dois países. “Ao contrário da Grécia, onde lidera um partido de extrema esquerda, os Comunistas portugueses e o Bloco de Esquerda desempenham apenas um
como aconteceu à PAF em 2013, que quase caiu. Portanto a discussão durante a legislatura deve acontecer e deve acontecer de forma clara e transparente para que todos possa acompanhar”, argumenta.
Juiz decide
Onde é que se vai buscar o dinheiro para diminuir a despesa pública e aumentar as receitas é a pergunta que salta cá para fora. “Não vejo nenhum milagre a acontecer. É importante perceber que se não cumprirmos as responsabilidades internacionais seremos penalizados”, argumenta Arnaldo Gonçalves. Com a batata quentes nas mãos está agora o Presidente de República, Cavaco Silva, que tem à sua frente, segundo a Constituição Portuguesa, três caminhos possíveis: avançar com um Governo de Iniciativa Presidencial, manter um Governo de Gestão até novas eleições ou, simplesmente, não fazer nada, pois o seu mandato termina em dois meses e deixaria assim a decisão para o seu sucessor. Note-se ainda que, segundo a Revisão de 1982 à Constituição,
papel de apoiantes”, refere na edição de ontem. Já as publicações Daily Telegraph e Daily Mail falam de uma aliança “histórica”, mas de sinais de fragilidade relativamente às negociações entre a União Europeia e o país. No entanto, nenhum média estrangeiro saiu com manchete dedicada ao destronamento do governo liderado por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. Actualmente, só Portugal se junta à Grécia em termos políticos. Apenas estes dois países são agora liderados por forças afirmativamente de esquerda.
a Assembleia da República, órgão com mais poder, não pode ser dissolvida nos primeiros seis meses de nomeação, ou seja, até ao segundo trimestre de 2016. “O Presidente da República não tem grande margem de manobra neste momento para constituir Governo de iniciativa presidencial nem prolongar o 20º Governo”, defendeu Arnaldo Gonçalves. Ainda assim, para Miguel Bailote, em caso de futuras eleições, e segundo as sondagens, existe de forma clara a possibilidade da coligação PAF voltar a ganhar. “Acredito nisso, as sondagens indicam [que se vai] nesse sentido”, sublinhou. “Terá de aceitar. Existem teorias sobre isto, várias. (...) Há sinais de que Cavaco Silva convide António Costa a formar Governo. Tudo indica que isso de facto irá acontecer. Não o fazer iria abrir uma crise política grave em Portugal e teria repercussões muito graves para o país, todos têm consciência disso”, remata. Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
Medidas para todos os géneros • PS com PCP
• PS com Verdes
• PS com BE
- Descongelamento das pensões
- Revisão dos contratos de concessão
- Actualização das pensões e fim ao corte nominal
- Redução do IVA na restauração de 23% para 13%
- Manutenção no sector público dos serviços de água
- Proibição das execuções fiscais
- Reposição dos feriados retirados
- Alargamento do sistema de estímulos fiscais às PME
- Fim das concessões e privatizações
- Reversão dos processos de concessão/privatização das empresas
- Assegurar transportes públicos, nomeadamente no interior
- Salário mínimo atinge os 600 euros [a quatro anos]
de transportes terrestres - Combate aos recibos verdes ilegais e ao abuso de estágios - Vinculação dos trabalhadores docentes e não docentes das escolas - Não admissão de qualquer novo processo de privatização
e zonas rurais do país - Criação de condições nas tarifas sociais que permitam o acesso de todos à água - Actualização anual das pensões de acordo com a lei de 2006, suspensa desde 2010 - Aumentar a produção e produtividade das fileiras florestais
- Regularização dos falsos recibos verdes - Reposição gradual dos salários da Função Pública [75% até ao terceiro trimestre de 2016] - Anulação das concessões e privatizações dos transportes colectivos de Lisboa e Porto
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Lionel Leong apresenta as Linhas de Acção Governativa da sua pasta no final do mês e em cima da mesa poderão estar assuntos como a revisão intercalar do Jogo, a queda das receitas e um maior alargamento dos investimentos no exterior. Essa é, pelo menos, a ideia de três académicos contactados pelo HM
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Economia Especialistas confiantes nas decisões de Lionel Leong
Nós por cá todos bem gcs
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Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, tem presença marcada na Assembleia Legislativa (AL) já no final deste mês. É a 26 e 27 de Novembro que apresenta as Linhas de Acção Governativa (LAG) da sua pasta. O HM quis saber o que acham os economistas e especialistas sobre aquilo que vai ser discutido e discursos com cautela é uma das previsões. Tal como o Jogo. “Não há sinais que nos digam que o discurso não será cauteloso e não será muito diferente de um certo conservadorismo nas considerações do Governo sobre
“O Governo deve assumir uma posição de equilíbrio, mas fomentar ao mesmo tempo a economia. O Governo Central pretende ajudar a economia local, mas penso que a situação actual não está assim tão má como alguns pintam” Joey Lao Presidente da Associação de Economia de Macau
as receitas para o ano”, começa por dizer José Sales Marques. O economista acredita, tal como outros dois especialistas que o Jogo será o principal assunto em foco. No entanto, lembra que os resultados da avaliação intercalar só chegarão para o ano, não servindo para encaixar nas LAG 2016. Sales Marques afasta a possibilidade da Secretaria vir a implementar cortes nos subsídios e serviços públicos da RAEM. “Não há razões para cortes financeiros nem sequer se pode pensar em cortes salariais”, acrescentou. Para o economista, há duas questões que precisam de resposta: qual o modelo da indústria do Jogo a adoptar pelo Governo e que medidas serão implementadas para retomar a economia pré-austeridade.
Na mesma linha
Da mesma opinião partilham a académica da área das Finanças Rose Lai e o presidente da Associação de Economia de Macau, Joey Lao.
Ambos consideram que o Jogo estará na linha da frente, mas a especialista da Universidade de Macau vai mais longe: é preciso analisar questões de subsídios de ajuda ao sector do Jogo que, diz, têm vindo a “diminuir”. Outro dos assuntos a explorar é o impacto que a proibição do fumo pode ter na indústria do Jogo e, em última análise, na Economia local. Lionel Leong tem tido uma “posição discreta” e Rose Lai revela estar confiante na sua performance do próximo ano. “O Governo tem que ter bem ciente que se for necessário cortar em alguma coisa, não deverá afectar sectores sociais como a Educação, a Saúde ou a Administração Pública”, afirmou. Além disso, a professora de Finanças fala de cortar “nas despesas desnecessárias”. A título de
exemplo, fala do metro ligeiro. “Já passaram tantos anos desde o início da sua construção e ainda não está a funcionar. Tempo é dinheiro e já ninguém sabe quanto foi usado nesta obra”, ilustra.
“O Governo tem que ter bem ciente que se for necessário cortar em alguma coisa, não deverá afectar sectores sociais como a Educação, a Saúde ou a Administração Pública” Rose Lai Académica da área das Finanças
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“Não há razões para cortes financeiros nem sequer se pode pensar em cortes salariais” José Sales Marques Economista
Lionel Leong não vem de um passado na Função Pública e por isso mesmo, diz, é de louvar “a sensibilidade e bom senso” que tem tido.
Equilibrium
Joey Lao, no entanto, levanta problemas diferentes e “que devem” ser adereçados quanto antes. “É preciso criar estímulos ao crescimento da economia que não estejam relacionados com o Jogo, precisamente para combater a queda das receitas da indústria”. Como é isto processado? “O Governo deve assumir uma posição de equilíbrio, mas fomentar ao mesmo tempo a economia. O Governo Central pretende ajudar a economia local, mas penso que a situação actual não está assim tão má como alguns pintam”, explica. A despesa e receita do Executivo estão, informa, “controladas” e são positivas. Também Joey Lao afasta a necessidade de cortes. Neste momento, alerta, o importante será discutir a diversificação da economia, fomentando os negócios do sector não-Jogo e das PME.
Segurança Pedida mais fiscalização e combate à imigração ilegal
Novas medidas e atenção às fronteiras O Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak apresenta as Linhas de Acção Governativa (LAG) da sua pasta no final do ano e há quem acredite que há margem para melhorias no que à sua tutela diz respeito. Leong Veng Chai, deputado que foi também funcionário público da cadeia de Macau, diz que existe uma grande margem para melhorar nos trabalhos de fiscalização de crimes. “Reparamos que a província de Guangdong, junto com as autoridades policiais de Hong Kong, Taiwan e Indonésia, interceptou ultimamente um grande grupo de burla via telefone e Macau esteve ausente na actividade, mesmo tendo já acontecido casos de burla no território”, deu como exemplo de que há crimes que são só investigados depois de terem lugar apesar de poderem ser travados. O deputado considera necessário melhorar a troca de informações entre territórios, algo em que o Governo assegura estar a apostar.
Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
Ieong Kuong Kao Vice-presidente da Aliança de Povo de Instituição de Macau
“O Secretário de Segurança tem de avançar com a cooperação jurídica entre Macau e as autoridades vizinhas, aumentando o poder de combate de crimes” Zheng Anting Deputado
Reserva é salvação
Vários têm sido os economistas que, ao longo dos anos, pedem menos conservadorismo na reserva financeira da RAEM. Questionado sobre se prevê uma abordagem mais arrojada por parte de Lionel Leong nesta questão, o presidente da Associação de Economia é claro: “Não creio que os investimentos devam ser mais arrojados, mas sim que deva haver uma maior aposta em investimentos que criem mais dinheiro”. Para Lao, o Secretário poderá vir a implementar medidas que diversifiquem os investimentos de forma a que haja um maior retorno. “Querem-se investimentos com o mesmo nível de risco, mas uma margem maior de retorno”, acrescentou. Já Sales Marques sublinha que a lógica deverá ser a de poupar “em alturas de grandes saldos orçamentais” para usar caso tenha lugar uma situação severa de austeridade.
“O Secretário tem que se esforçar mais para perceber as questões existentes nas comunidades, porque entre os milhares de visitantes, uma parte de pessoas já viu proibida a entrada mas resolve entrar no território ilegalmente através da costa”
Leong Veng Chai diz ao HM que o Governo deveria ainda focar-se na situação dos funcionários das Forças de Segurança e volta a insistir que estes voltem a ter um regime de previdência mais alto do que a actual pensão de aposentação. “Nas regiões vizinhas, todos os funcionários da Segurança têm este regime, não percebo porque é que só foi cancelado em Macau. Acho injusto e espero que o Secretário volte a implementar o regime.”
À procura de casa
A falta de residências para os funcionários da Segurança é outra crítica do deputado, que considera que estes não conseguem ter
“Nas regiões vizinhas, todos os funcionários da Segurança têm este regime, [de previdência] não percebo porque é que só foi cancelado em Macau. Acho injusto e espero que o Secretário volte a implementar o regime” Leong Veng Chai Deputado
um sentimento de pertença às autoridades pelo facto de terem de arrendar casas individualmente. Leong Veng Chai acha que o aumento de subsídios de habitação não é a melhor forma de oferecer uma residência aos funcionários, até porque, diz, com casas fornecidas pelo Governo estes poderiam ficar todos a morar
no mesmo local e, assim, poder atender às urgências de forma mais eficiente. Falando sobre os crimes ligados ao Jogo, o deputado afirma que a situação de branqueamento de capitais “está ainda muito escondida e grave” e que “é necessário fazer mais na investigação e troca de informações entre diferentes serviços”. Algo em que, diz, Lionel Leong tem de apostar. Para Ao Ieong Kuong Kao, um dos chefes do policiamento comunitário e vice-presidente da Aliança de Povo de Instituição de Macau, Wong Sio Chak deverá manter a mesma linha de “trabalhos” que tem vindo a ter nas LAG de 2016. Mas Ao aponta que o Secretário se deveria focar em especial na questão dos imigrantes ilegais e dos que cá estão em excesso de permanência. “O Secretário tem que se esforçar mais para perceber as questões existentes nas comunidades, porque entre os milhares de visitantes, uma parte de pessoas já viu proibida a entrada mas resolve entrar no território ilegalmente através da costa. Isto acontece sobretudo com os residentes do sudeste da Ásia e, como o Governo não consegue comunicar bem com as autoridades desses países, permite que essas pessoas consigam ter documentos de identificação temporária e se mantenham em Macau, sendo trabalhadores ilegais”, indicou, considerando esta uma preocupação escondida. Aumentar os cursos de formação sobre o policiamento comunitário, consolidar a comunicação entre cidadãos e polícias e promover o combate e a prevenção de crimes nas comunidades são outros trabalhos que Ao considera que Wong Sio Chak deveria ter em conta. Do ponto de vista do deputado Zheng Anting, os actos criminais que envolvem os estabelecimentos de Jogo têm aumentado. Dando como exemplo os casos de sequestro e usura que viram um aumento este ano, o deputado diz que as autoridades policiais precisam de fazer mais na investigação de crimes transfronteiriços, originários deste tipo de crime. Anting pede mesmo que sejam acelerados os acordos entre regiões, na calha há anos. “O Secretário de Segurança tem de avançar com a cooperação jurídica entre Macau e as autoridades vizinhas, aumentando o poder de combate de crimes”, afirmou. O deputado acha também importante que sejam implementadas medidas novas como a impressão digital e o reconhecimento facial quando os turistas passarem as fronteiras à entrada de Macau, de forma a se verificar mais rapidamente eventuais identidades falsas e pessoas perigosas. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
6 política
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DSAT Inspecções obrigatórias para veículos com mais de oito anos
O director dos Serviços para Assuntos de Tráfego (DSAT), Lam Hin San, anunciou a criação de uma norma que obriga à inspecção obrigatória para todos os veículos com mais de oito anos. A medida deverá ser implementada em 2017, altura em que está prevista a conclusão do novo Centro de Inspecções de Veículos.
Idosos Alexis Tam promete mais medidas
O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, assegura que o Governo se vai focar mais nos idosos e promete medidas para o futuro. De acordo com um comunicado, depois de uma visita ao Edifício de Serviços Sociais de Pou Tai com o objectivo de conhecer in loco o ponto de situação do funcionamento dos centros de serviços para idosos e jovens, Tam afirmou que o Governo vai alocar “de modo contínuo recursos no desenvolvimento dos serviços mais diversificados para a população sénior”. Ao mesmo tempo, promete, vai “aumentar o número de vagas em lares de idosos”. Alexis Tam fez as contas e prevê que o número de vagas em lares de idosos vá aumentar das actuais 1700 para 2500 em 2018.
Leong Heng Teng à frente da Indústrias Culturais por mais dois anos
Leong Heng Teng vai ficar à frente das Indústrias Culturais por mais dois anos. De acordo com um despacho ontem publicado em Boletim Oficial, e assinado pelo Chefe do Executivo, o também porta-voz do Governo viu a sua nomeação do cargo de presidente do Conselho de Administração do Fundo das Indústrias Culturais renovada a partir desta semana e até Novembro de 2017. Um outro despacho dá conta que foi também renovada pelo mesmo prazo a nomeação de José Luís de Sales Marques, Ho Sio Kam, António José de Freitas e Kevin Ho como membros do Conselho de Curadores do Fundo.
Autorizada venda simultânea de alimentos
Os comerciantes vão passar a ter autorização para venda em simultâneo de carnes, pescado, aves, vegetais e outros produtos alimentares. A medida, que era proibida desde 1996, foi alterada após alteração do Regulamento do Licenciamento dos Estabelecimentos para Venda a Retalho de Carnes, Pescado, Aves e Vegetais, cuja análise foi ontem concluída pelo Conselho Executivo. Segundo um comunicado, “graças ao desenvolvimento da sociedade e às alterações do modo de vida dos residentes locais, as disposições que regulam o aludido licenciamento já não correspondem à situação social actual”. As mudanças visam “facilitar a compra de produtos de que na vida quotidiana os consumidores necessitam e acompanhar o desenvolvimento social da comunidade”.
Tabaco Casinos mostram estudo contra a proibição
Oposição à “política radical” As seis operadoras de Jogo e uma associação reuniram-se ontem com os deputados, tendo mostrado as conclusões de um estudo sobre o fim do fumo nos casinos. A consulta pública ao sector deverá continuar por mais dois meses
O
estudoencomendado pelas seis operadoras de Jogo e feito pela consultora KPMG, no âmbito da revisão da Lei de Prevenção e Controlo do Tabagismo, chegou ontem às mãos dos deputados da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL). O documento, já divulgado, revela o pedido de manutenção das salas de fumo por motivos económicos. A reunião de ontem decorreu com a presença de representantes das seis operadoras, da consultora KPMG e da Associação dos Mediadores de Jogos e Entretenimento de Macau. Chan Chak Mo, presidente da Comissão, admite que o sector continua a exigir ao Governo que mantenha as salas de fumo nos casinos. “Há um consenso quanto ao rumo de orientação de que
Macau está a afirmar-se como um centro mundial de turismo e lazer e, como conclusão, esperam que na proposta de lei seja aditada uma norma que permita a criação de salas de fumo que satisfaçam alguns requisitos e para os jogadores poderem ter uma opção”, referiu. Uma das associações, a Associação dos Mediadores de Jogos e Entretenimento de Macau, chegou mesmo a propor salários mais altos para os funcionários
que tenham de ser sujeitas ao fumo passivo. “A opinião é de manter as zonas para fumadores e não fumadores. Para aqueles que queiram trabalhar nas zonas de fumadores o salário deve ser proporcionalmente elevado. Falamos sobre a sujeição ao fumo passivo”, explicou Chan Chak Mo. Os representantes do sector disseram ainda aos deputados que podem surgir consequências económicas com o fim do fumo total nos casinos.
Da sobrevivência
“Foi afirmado que a competitividade é cada vez mais acesa em relação aos casinos de outras regiões. Noutros países as receitas aumentaram, mas em Macau as receitas caíram. Não sei se é por causa da política do Governo chinês para facilitar a sua saída para o exterior, é mais fácil deslocar-se
“A opinião é de manter as zonas para fumadores e não fumadores. Para aqueles que queiram trabalhar nas zonas de fumadores o salário deve ser proporcionalmente elevado” Chan Chak Mo Presidente da 2.ª Comissão Permanente da AL
à Coreia ou América, e temos de agir cautelosamente e avaliar quais os impactos para o sector dos casinos e para as nossas receitas”, disse Chan Chak Mo. “Essa política radical irá afectar a sobrevivência”, apontou ainda o deputado. “A obtenção do visto em Singapura e nas Filipinas é mais fácil e por isso essas pessoas vão jogar a essas regiões e isso vai afectar a economia, a sobrevivência das salas VIP e o emprego dos trabalhadores”, referiu o deputado. O processo de auscultação a associações continua hoje, com um encontro entre a 2.ª Comissão Permanente e a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). “Vão participar as associações dos sectores que vão sofrer o impacto dessa política”, frisou Chan Chak Mo, lembrando que o processo de consulta só deverá estar concluído daqui a um ou dois meses. De frisar que o estudo aponta que “as seis operadoras mostram um total apoio às medidas de controlo do tabagismo do Governo”, mas que a manutenção das salas de fumo “com uma ventilação própria podem ser uma alternativa à proibição total do fumo”. Andreia Sofia Silva
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sociedade
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Sociedade de Administração de Parques Forehap, que gere o parque de estacionamento público do Jardim Comendador Ho Yin, admitiu o problema de emissão de passes mensais sem autorização do Governo, mas assegura que, durante todo o tempo em que os emitiu, pagou ao Executivo as taxas sobre as cobranças desses passes. Depois de, no início da semana, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) ter anunciado a infracção da empresa Forehap devido à emissão de 390 “cartões de passe mensal” para estacionamentos no parque, a partir de Maio de 2012, apesar destes terem sido proibidos desde 2009, a empresa vem a público explicar-se: a razão por que o fez deve-se a uma melhor utilização de recursos. Mais ainda, a cobrança das despesas cumpriu o contrato com o Governo, que recebeu da Forehap o montante que deveria ter recebido com a venda de passes mensais.
Auto-Silos Forehap diz que entregou ao Governo cobranças de passes mensais
“Para usar melhor os recursos”
Foi apenas para não desperdiçar recursos que a Sociedade de Administração de Parques Forehap “decidiu sem autorização” emitir passes mensais para um dos autosilos que gere. É o que diz a empresa, que assegura, contudo, que estava a dar ao Governo a sua quota parte das receitas dos passes ilegais DSAT não sabe se chegou dinheiro dos passes O director dos Serviços para Assuntos de Tráfego (DSAT), Lam Hin San, afirmou ontem que está ainda a apurar as contas da Forehap, mas que “até ao momento não consegue” verificar se as receitas geradas pela venda de passes mensais ilegais tinham chegado até ao organismo. “Desde dia 1 de Maio de 2012 até ao momento, os dados financeiros mostram cerca de 8,7 milhões de patacas [em receitas], mas deviam ser 9,17 milhões de patacas e é preciso rever todos os números para saber se a Forehap realmente pagou 61% das despesas ao Governo”, explicou.
“Desde 2012 que começámos a gerir o parque de estacionamento do Jardim Comendador Ho Yin e pagávamos as despesas cobradas nos passes mensais ao Governo, conforme o contrato, não escolhemos nenhum montante” Ieong Chi Meng Subdirector geral da Forehap
Depois do HM ter tentado contactar sem sucesso a direcção da empresa, o subdirector geral da Forehap, Ao Ieong Chi Meng, afirmou ao Jornal Ou Mun que vai assumir todas as responsabilidades sobre a
emissão ilegal de passes, mas fez questão de salientar que a certa parte da cobrança foi entregue ao Governo. Este, contudo, só recentemente é que anunciou as ilegalidades praticadas pela Forehap.
“Desde 2012 que começámos a gerir o parque de estacionamento do Jardim Comendador Ho Yin e pagávamos as despesas cobradas nos passes mensais ao Governo, conforme o contrato,
não escolhemos nenhum montante”, afirmou. Apesar de admitir que foi “negligência” emitir cartões sem autorização, o responsável da empresa explica que isso se
DSEJ Falta de supervisão de subsídios não agrada a Au Kam San
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deputado Au Kam San criticou a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) por não ser responsável aquando da apreciação de pedidos de subsídios, como o que o mais recente relatório do Comissariado de Auditoria (CA) apontou. Por outro lado, para a Associação de Educação de Macau, os pedidos de subsídios de escolas têm muitas restrições e falta de flexibilidade. Depois do CA ter criticado a DSEJ por falta de fiscalização de subsídios às escolas particulares, bem como de cobranças indevidas e ausências de documentos comprovativos, o Jornal do Cidadão cita Au Kam San a dizer
que os problemas registados são graves e que a responsabilidade da falta de supervisão tem de ser assacada. Em relação à cobrança ilegal a escolas privadas, o deputado acha que embora o montante não seja grande, o problema aconteceu durante vários anos e lamenta que tenha sido descoberto agora, pelo que receia que as escolas continuem a cobrar despesas indevidas. “Como é que a DSEJ não conseguiu observar o problema durante tantos anos seguidos? Além de ter de admitir que houve negligência, o organismo deve rever todo o regime, impedindo que haja lacunas, assim como verificar
bem a aprovação de pedidos de subsídios e os procedimentos de cobrança de despesas. As escolas devem também preparar bem relatórios e documentos para entregar o Governo”, observou. Já Ho Sio Kam, presidente da Associação de Educação de Macau, elogia o relatório do CA, mas diz que a DSEJ e o FDE já têm muitas restrições e processos desnecessários, o que faz com que não haja flexibilidade para pedir apoios. “Por exemplo, quando as escolas apresentam dezenas de pedidos de subsídios para diversas actividades, precisam de ser apreciados por diferentes departamentos e há muitas formalidades”, indicou. F.F.
deveu ao facto “do uso do parque ter sido fraco no início, mas noutro parque público do Jardim Dr. Carlos d’ Assumpção estar tudo cheio, pelo que para aliviar os lugares e utilizar os recursos públicos de melhor forma se decidiu lançar a medida sem autorização”. No que toca à suspensão de uso desses cartões, Ao Ieong Chi Meng disse que já contactou com os proprietários. A maioria vai ficar insatisfeito com isso, diz, mas a empresa “não vai voltar a cometer ilegalidades”. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Café Cathedral abre novo espaço nas Mariazinhas
Os fãs das escadas da Sé, perto do Leal Senado, vão em breve ter um novo espaço. É que o Cathedral vai abrir um novo estabelecimento no Pátio da Lenha, perto da Rua das Mariazinhas. A inauguração do novo café, cujo proprietário, Stephen Anderson, diz ser “mais recluído e discreto”, está prevista para 9 de Dezembro. O espaço em causa está ainda a sofrer as últimas obras e arranjos, mas encontra-se numa esquina de um beco com bancos de jardim e árvores.
8 sociedade
John Lo autorizado a construir pensão na Estrada do Arco
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Companhia Predial Mei Tai Ji Ye Limitada vai poder construir uma pensão de duas estrelas junto à Estrada do Arco, num terreno com mais de 400 metros quadrados. A empresa administrada por John Lo, empresário de Macau, foi autorizada à construção do hotel, depois de ter pedido o reaproveitamento do terreno. Em despacho em Boletim Oficial, ontem publicado, fica a saber-se que a empresa pediu autorização para reaproveitar o terreno com um edifício de 33 pisos, destinado a uma pensão de duas estrelas, comércio e estacionamento, em Agosto de 2013. A autorização foi dada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, ainda que com algumas restrições à altura. Houve depois lugar a cedências entre Governo e empresa de parcelas de terreno, mas a empresa poderá levar adiante a construção, sendo que o arrendamento do terreno é válido até Setembro de 2025. A empresa paga de renda 6112 patacas anuais antes do aproveitamento do terreno. John Lo é director-geral do Excelente International Group Ltd. e é membro da Câmara de Comércio de Macau. J.F.
hoje macau quinta-feira 12.11.2015
USJ Fundação Macau visitou obras do novo campus
Investimento visto à lupa A Fundação Macau (FM) realizou na semana passada uma visita às obras do novo campus da Universidade de São José (USJ), na Ilha Verde, dias depois do HM ter publicado a notícia sobre os problemas de pagamento existentes entre a empresa construtora do projecto, a Hsin Chong, e a Iao Seng, empresa de Macau subcontratada. A FM foi confrontada com a informação pelo HM, tento confirmado que se tratou de uma visita de rotina, e que, como entidade parcialmente financiadora do campus, está atenta a todos os gastos realizados. “A FM acompanha o andamento das obras de construção do novo campus da USJ através da verificação in loco periódica, chamadas telefónicas e análise dos relatórios recebidos, incluindo as facturas da empresa construtora, os relatórios técnicos das empresas de fiscalização e os relatórios de auditoria. Além disso, a FM fiscaliza e controla a aplicação dos apoios financeiros atribuídos seguindo o respectivo processo aplicável”, disse o organismo através de uma resposta escrita.
Ao HM, o ainda reitor da instituição de ensino superior, Peter Stilwell, não quis avançar mais informações. “O diálogo entre a USJ e a FM é um diálogo que não
“A FM acompanha o andamento das obras de construção do novo campus da USJ através da verificação in loco periódica, chamadas telefónicas e análise dos relatórios recebidos, incluindo as facturas da empresa construtora, os relatórios técnicos das empresas de fiscalização e os relatórios de auditoria”
é feito com os jornais, portanto não são informações para divulgar. A visita ao campus foi uma visita de rotina, ao terminar cada etapa da construção a FM manda os seus técnicos [verificar] tudo aquilo que aparece nos nossos relatórios. A visita da semana passada foi desse género”, disse o reitor.
Tudo em ordem
Peter Stilwell mantém ainda as datas de abertura para o novo campus, previstas para o ano lectivo de 2015/2016. “O contrato tinha o prazo de Abril de 2015, portanto o atraso já existe. A data que nos é dada
pela construtora são as datas que pusemos na nota de imprensa e é a única coisa que sabemos neste momento.” A FM tem sido a principal financiadora do projecto académico da Diocese de Macau. Em causa está o pagamento de 500 milhões de patacas à construtora Hsin Chong, sendo que 50% desse valor foi custeado pelo Executivo. A empresa de Macau deveria ter recebido um total de 270 milhões de patacas conforme o estipulado pelo contrato, mas apenas recebeu 76 milhões. Num comunicado emitido pela USJ, é referido que o contrato entre a Fundação Católica da Diocese de Macau com a Hsin Chong foi assinado em Novembro de 2012, sendo que em Junho deste ano “a USJ foi abordada por uma empresa da China continental, sub-subcontratante da obra, com sérias reivindicações contra uma subcontratante da mesma”. “Neste momento, existe um [processo judicial] aberto entre a empresa Hsin Chong e a empresa subcontratante, Iao Sang, e o acordo entre as duas foi terminado em Outubro, por iniciativa da Hsin Chong”, pode ler-se. A USJ afirma que “nunca esteve em risco o destino dos dinheiros públicos atribuídos a este projecto”, uma vez que o contrato com a Hsin Chong “é particularmente rigoroso a esse respeito”. “Os pagamentos são feitos exclusivamente perante obra realizada, atestada por uma empresa técnica, a MPS (Macau Professional Services), e com custos certificados por uma “quantity surveyor” de Hong Kong, a SWEET. Estas duas empresas têm contrato próprio com a Fundação Católica, sendo, por isso, independentes da construtora”, aponta o comunicado. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Macau Pass vai poder ser utilizado na China continental
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Macau Pass vai poder ser utilizado em 71 cidades do interior da China, depois de Macau ter assinado, juntamente com cidades chinesas no continente, acordos para tal. Na conferência anual de desenvolvimento City Union 2015, realizado
na cidade vizinha a 10 Novembro, foi anunciado que Macau poderá ser a primeira cidade a usar o City Union fora da China continental. O City Union é um cartão electrónico que pode ser usado para pagamentos. “Actualmente, aceleramos a produção de três mil terminais e temos um plano para o lançamento de cartões novos com o chip da City Union no próximo ano, pelo que esperamos que os cartões possam ser usados nos transportes públicos
[da China] já em Fevereiro”, explicou Zhang Zhihua, director-geral da Macau Pass. “Ainterligação com o City Union beneficiará os residentes chineses e de Macau tanto a viajar, como a consumir dentro da China”, avançou. A Macau Pass explicou, contudo, que os cartões já existentes não podem ser actualizados, pelo que os interessados têm de obter um novo cartão que tenha já este chip. O pagamento é ainda feito em yuan. T.C.
BNU fecha terceiro trimestre com lucros de cerca 440 milhões de patacas
O Banco Nacional Ultramarino fechou o terceiro trimestre do ano com lucros de 442 milhões de patacas, segundo dados publicados ontem no Boletim Oficial. Segundo o balancete do banco a 30 de Setembro, o BNU em Macau teve proveitos de 1,197 mil milhões de patacas e custos de 755,3 milhões nos primeiros nove meses do ano. Ao longo de todo o ano passado, o BNU registou lucros líquidos de 443,28 milhões de patacas, uma subida de 10,1% face ao ano anterior.
sociedade 9
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Nam Van Neto Valente explica falta de construção nos lotes C e D Neto Valente, administrador da concessionária que detém 13 dos lotes C e compensação outros lotes L au Veng Seng com a mesma dimensão. D dos Lagos pede revisão de Lei Estes seriam, então, os das Nam Van – que zonas C e D. de Terras Os projectos idealizaentram em O deputado Lau Veng Seng considera que o Governo deveria dos para os terrenos que rever a Lei de Terras para abrir alas à criação de um período de foram então abdicados pela caducidade já transição dos terrenos, caso se verifique que a responsabilidade Nam Vam correspondiam a pelo atraso das obras não é dos concessionários da terra. Lau no próximo ano edifícios altos. “Na altura Veng Seng acredita que caso os concessionários dos lotes se achei estranho”, adianta o sintam injustiçados com a recuperação dos terrenos, devem - explica que a seguir pela via jurídica. O deputado prevê que os tribunais em administrador, referindo-se breve fiquem cheios de casos deste género. “Apesar de tudo, os à transferência dos projectos construção no concessionários investiram muito nos projectos e caso os lotes para as zonas C e D. Isto sejam recuperados, penso que vai haver lugar para uma série porque, com a assinatura do local nunca foi de processos jurídicos”, indicou. Kwan Tsui Hang discorda e arquitecto Manuel Vicente, diz que o Governo deve recuperar os terrenos desocupados das aquela área seria, conforme autorizada zonas C e D do Lago Nam Van. “Não há como escapar caso os concessionários dos lotes acusem o Governo e só se pode o plano, reservada para resolver juridicamente”, afirmou ao Jornal Ou Mun. pelo Governo edifícios pequenos, tais
Sempre à espera de uma luz verde
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grande questão coloca-se: por que é que os projectos para 13 dos 14 lotes C e D da zona de Nam Van nunca avançaram? A resposta surge da administração da Sociedade de Empreendimentos Nam Van, pela voz de Jorge Neto Valente, ao HM. “Os projectos nunca avançaram porque nunca tiveram autorização [do Governo]”, garantiu. Mas este não foi o único problema. Por partes. A empresa Nam Van possuía lotes na zona A e B de Nam Van – onde agora estão construídos empreendimentos hoteleiros como o Wynn e o MGM. “Quando o [Steve] Wynn pediu ao Governo para lhe dar aquele terreno – onde está o hotel Wynn – o Chefe do Executivo [Edmund Ho] mandou o recado ao presidente da [empresa] Nam Van, que era o Stanley Ho, para disponibilizar o terrenos da zona B para a Wynn”, continua. A empresa “não transmitiu”, mas “desistiu” dos terrenos com a condição, declarada pelo próprio Governo, e “escrita em despacho”, que receberia em forma de
como a própria Assembleia Legislativa e os Tribunais de Segunda e Última Instâncias. “A Nam Van não ganhou nada com esta troca, deixou apenas de construir. O Governo pediu à Nam Van para autorizar [a desistência], com a promessa de que o que estava previsto construir na zona B iria passar para as zonas C e D”, reforçou Neto Valente ao HM, adiantando que, por isso, a empresa não “se preocupou porque mesmo que não se fizesse a construção ali, o Governo iria, mais tarde, certamente arranjar uma solução”. “Tudo isto está escrito”, frisa Neto Valente.
Mãos à obra
Mas nem com os novos terrenos nas mãos a Nam Van avançou com a construção. A razão é simples, diz Neto Valente. “Os empresários ligados à Nam Van começaram a pensar construir nas zonas C e D e começaram a
fazer os planos para apresentar [os projectos] e foi aí que começaram a existir opiniões desfavoráveis por causa da altura [dos prédios] e até porque tapava a colina. Não duvido, isto até pode ser verdade. Sei que houve consultas e sessões para apresentação desses projectos e nunca avançaram porque nunca tiveram autorização”, garante o administrador. Questionado sobre a intenção do Governo em não renovar as concessões no próximo ano – altura em que os contratos dos 13 lotes caducam – Neto Valente levanta dúvidas. “Acho sinceramente esquisito, porque se as pessoas souberem o que aconteceu, [se souberem] porque é que não
“Os projectos nunca avançaram porque nunca tiveram autorização [do Governo]” Neto Valente Administrador da concessionária que detém 13 dos lotes C e D dos Lagos Nam Van
Instituto de Habitação Estudo sobre novo modelo habitacional até Dezembro
O presidente do Instituto de Habitação (IH), Ieong Kam Wa, prevê que já no final deste ano seja entregue um relatório sobre a viabilidade de criação de um novo tipo de habitação pública. O documento está a ser redigido pela Universidade de Macau (UM) e considera o lema de “arrendamento primeiro e depois compra”, destinando-se a casais novos e jovens. No entanto, avança que “não faz muito sentido” implementar tal ideia, uma vez que o valor de entrada para uma casa económica não é elevado. A preferência vai para este último tipo de apartamento.
foram [construídos], então [sabem] que não foi feito porque o Governo não quis”, reforçou. “Ele [o Governo] é que disse que deixava fazer os prédios. Não me parece bem”, frisou.
“nem sequer tem controlo das empresas, depois de tantas cedências das empresas e accionistas”. Neto Valente acredita que as concessionárias devem ser compensadas pela perda que tiveram, afastando a ideia apontada
pelo deputado Au Kam San, de que houve “ilegalidades”. O HM quis perceber o caso junto do Governo, mas devido à hora tardia não foi possível. Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
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Um lote, várias empresas
Relativamente às 13 transmissões onerosas - assinadas em 2001 - da sociedade Nam Vam a várias empresas do ramo imobiliário, o administrador indica que todos os terrenos “estão divididos em lotes e cada lote estava atribuído a uma empresa”. “Essas empresas tinham inicialmente uma participação maioritária da Nam Van – cerca de 90 a 99% - e depois sócios individuais – para não ser só um sócio -, mas os accionistas não estavam impedidos de negociar, lote a lote, com quem quisessem”, explica. Percentagem que deixou de ser possível desde a entrada em vigor da nova Lei de Terras. Actualmente a Nam Vam, assume o administrador,
HM-1ª vez 12-11-15
訴訟費用執行案 Execução por Custas
Anúncio n.º CV3-11-0045-CAO-A
第三民事法庭 3.º Juízo Cível
EXEQUENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO;---------------------------------------------------------------EXECUTADO: HU QI KANG aliás WU KAI HONG, ausente em parte incerta, com última residência conhecida em Macau, na Rua Luís Gonzaga Gomes, s/n, Edif. “Kam Fung”, 8º andar H.-*** FAZ-SE SABER que, no próximo dia 11 de Janeiro de 2016, pelas 10:00 horas, neste Juízo, nos autos acima identificados, vai ser vendido, por meio de propostas em carta fechada, o seguinte bem:----------------------------------------------------------------------------------------------------DIREITO PENHORADO Denominação: Do direito de 1/3 indivisa da fracção autónoma designada por “AR/C”.------Situação: Nºs 79 a 79-B da Rua Carlos Eugenio e nºs 15 a 19 do Beco do Penacho, Taipa, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------Fim: Para comércio.---------------------------------------------------------------------------------------Número de matriz: 040645.-----------------------------------------------------------------------------Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 11728, a fls. 136, do livro B31.--Direito inscrito na Conservatória do Registo Predial a favor de executado Hu Qi Kang aliás Wu Kai Hong.----------------------------------------------------------------------------------------------O Valor base da venda: MOP10,780,700.00 (Dez Milhões, Setecentas e Oitenta Mil, Setecentas Patacas).---------------------------------------------------------------------------------------*** São convidados todos os interessados na compra daquele bem a entregar na Secretaria deste Tribunal, as suas propostas, até ao dia 08 de Janeiro de 2016, pelas 17:30 horas, sendo que, o preço das propostas deve ser superior ao valor acima indicado devendo, o envelope da proposta conter a indicação de “PROPOSTAEM CARTAFECHADA”, bem como o “NÚMERO DO PROCESSO CV3-11-0045-CAO-A”.----------------------------------------------------------------------------No dia 11 de Janeiro de 2016, pelas 10:00 horas, no Tribunal Judicial de Base da RAEM, proceder-se-á à abertura das propostas de preço superiores ao valor base de venda, a cujo acto podem os proponentes assistir.----------------------------------------------------------------------------------Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação do imóvel supra referido, podem, querendo, exercer o seu direito no próprio acto da abertura das propostas, se alguma proposta for aceite.----------------------------------------------------------------------------------------------------------Macau, 29 de Outubro de 2015
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Biografia de Roque Choi apresentada na próxima segu
A vida de uma “fig USJ Palestras sobre ecossistemas e vulcões
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Universidade de São José (USJ) vai acolher, hoje e amanhã, duas palestras sobre o meio ambiente e as Ciências Naturais. A primeira, intitulada “Os Efeitos da Eutrofização no Ecossistema de Costa: Causas, Consequências e Controlo”, vai ser apresentada por Patrícia Cardoso e moderada por David Gonçalves. Esta acontece às 18h30 e é organizada pelo Instituto de Ciências e Ambiente. Com entrada gratuita, pretende explorar as consequências da extinção ou progressivo desaparecimento de uma série de ecossistemas de plantas e animais que, de acordo com a oradora, equilibram o planeta. A palestra tem final marcado para as 20h00. A segunda apresentação foca-se na área da Geologia. O professor João Mata vai apresentar, às 18h30 da próxima sexta-feira, uma palestra sobre actividade vulcânica desde 2014 até agora na ilha cabo-verdiana
do Fogo. João Mata é doutorado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde actualmente lecciona no Departamento de Geologia. O especialista ensina cadeiras de Petrologia e Geoquímica. Investigador do Laboratório do Instituto Dom Luiz desenvolve trabalho acerca da origem vulcânica e rochas plutónica. Na última década, João Mata tem-se focado no estudo do magmatismo em Cabo Verde. “Esta apresentação foca-se na descrição daquilo que é uma erupção vulcânica e as suas consequências, pelo que também o nascimento de uma ‘nova ilha’ também será abordado”, refere a organização em comunicado. A apresentação vai ser moderada pela professora Ágata Dias e tem entrada gratuita, contando com a organização do Instituto de Ciência e Ambiente e da Associação de Divulgação da Cultura Cabo-verdiana. L.S.M.
“Anos Turbulentos – Xiangshan e Macau antes e depois da Revolução Xinhai” nas livrarias
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stá já publicado o livro “Anos Turbulentos – Xiangshan e Macau antes e depois da Revolução Xinhai”, da autoria de Huang Hongzhao, historiador e professor do Instituto de Estudos de Relações Internacionais da Universidade de Nanjing. A obra, integrada na Colecção Estudos de Macau, versa sobre o percurso da Revolução Xinhai, a revolução republicana na China que ocorreu em 1911 e as consequentes instabilidades e mudanças sociais tanto em Xiangshan como em Macau. O livro baseou-se nos dados históricos que constam do jornal “Xiang-shan-xun-bao”, publicado de dez em
dez dias entre 1908 e 1911, pelos revolucionários no final da Dinastia Qing. Foi uma publicação que promoveu a Revolução uma vez que opinou sobre os assuntos sociais e acompanhou de perto as negociações da altura entre a China e Portugal
sobre a fronteira de Macau. Huang Hongzhao é “um dos estudiosos mais prestigiados na área da investigação do Jornal ‘Xiang-shan-xun-bao’ e publicou dezenas de obras e textos sobre a História das Relações entre a China e o Reino Unido, a História de Macau, a História Moderna do Mundo, a História das Relação entre a China e países estrangeiros e a História das Relações Internacionais da China”, adianta a Fundação Macau, quem publicou a obra conjuntamente com a Imprensa Académica de Ciências Sociais. O livro encontra-se à venda com o preço de 160 patacas.
À venda na Livraria Portuguesa A Imperatriz Viúva , Cixi a Concubina que Mudou a China • Jung Chang Durante uma seleção para consortes reais levada a cabo em todo o reino, Cixi foi escolhida com dezasseis anos para ser uma das inúmeras concubinas do imperador. Ascendendo de uma das mais baixas categorias de concubinato, após a morte do imperador, Cixi tomou o trono aos regentes que haviam sido nomeados por ele, chamando a si a governação da China. Cixi reinou através de tempos historicamente conturbados e de grandes crises internas e externas, e transformou profundamente o país. «A história extraordinária de Cixi tem todos os elementos de um conto de fadas: é bizarra, sinistra, triunfante e terrível», escreve o The Economist.
Cecília Jorge e Rogério Beltrão Coelho ultrapassaram várias dificuldades para trazer a biografia de uma das personagens mais conhecidos na história de Macau. “Roque Choi – Um homem, dois sistemas” vem, sobretudo, “dar um contributo” para que se conheça um homem que sabia bem das culturas portuguesa e chinesa
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oque Choi faz parte daquele grupo de homens da velha Macau que viu tudo o que havia para ver neste pequeno território, desde conflitos como o “1,2,3”, nos anos 60, ao período fascinante do comércio do ouro ou do nascer do Jogo. Contudo, este empresário e político, falecido em 2006, não tinha ainda uma biografia mais completa sobre a sua intensa vida. Esse vazio foi agora quebrado graças aos jornalistas Cecília Jorge e Rogério
Beltrão Coelho que, com a editora Livros do Oriente, publicaram a obra “Roque Choi – Um homem, dois sistemas, apontamentos para uma biografia”, a qual será lançada oficialmente na próxima segunda-feira, dia 16, na Fundação Rui Cunha (FRC). Ao HM, Rogério Beltrão Coelho fala do trabalho sobre uma “figura ímpar”. “Não só era uma figura mediadora como era uma figura que funcionava tranquilamente e com uma grande consistência, quer junto da comunidade chinesa
quer junto da comunidade portuguesa. Era um homem que conhecia profundamente as duas culturas e quando traduzia ou intermediava jogava com esse conhecimento que tinha.” Além de apresentar a vida de Roque Choi, o livro contém ainda uma entrevista inédita feita pelo jornalista português José Pedro Castanheira, dando também a conhecer as vidas de outras personalidades com quem Roque Choi se cruzou, como é o caso de Pedro José Lobo. Há ainda espaço para
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Afonso, o Conquistador • Maria Helena Ventura Esta é a história de um homem, do seu sonho e do nascimento de uma nação. Recorrendo a uma meticulosa pesquisa histórica, Maria Ventura transporta-nos para o século XII e envolve-nos com as paisagens, culturas e figuras dessa época distante. No centro da acção está Afonso Henriques, o primeiro homem a sonhar Portugal, e que tornou esse sonho realidade com golpes de espada, traições familiares, intrigas religiosas e muita determinação. Afonso chegou até nós como um homem sem medo, vencedor de batalhas impossíveis, líder na frente de combate e na frente diplomática. Mas Maria Ventura vai mais longe e apresenta-nos um homem que faria as delícias de Maquiavel: astuto como poucos e sem escrúpulos sempre que necessário.
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gura ímpar” “Quem conheceu Roque Choi, ou quem com ele conviveu, vai lembrarse de algumas particularidades e vai deparar-se com elementos que não conhecia. Quanto às novas gerações, muita gente não sabe sequer quem é Roque Choi e vai ficar a conhecê-lo”
diversos testemunhos de pessoas próximas, como Abílio Dengucho, Anabela Ritchie ou Carlos Monjardino. “Quem conheceu Roque Choi, ou quem com ele conviveu, vai lembrar-se de algumas particularidades e vai deparar-se com elementos que não conhecia. Quanto às novas gerações, muita gente não sabe sequer quem é Roque Choi e vai ficar a conhecê-lo. Acho que é um contributo interessante, porque para além dele, no livro fazem-se pequenas mini-biografias de cerca de 30 personalidades de Macau dos últimos cem anos”, explicou Beltrão Coelho.
Das burocracias
Chegar às informações da vida de Roque Choi não foi fácil. A pesquisa junto do Boletim Oficial (BO) acabou por ser, muitas vezes, a única via, mas também a mais difícil,
dado que foi invocada várias vezes a Lei de Protecção dos Dados Pessoais. “Uma coisa é proteger a intimidade na actualidade, outra coisa é não possibilitar a consulta de documentos com 50 anos e que são oficiais. Todo o percurso de uma determinada pessoa, num serviço público, pode constar no processo nesse serviço. E aí é vedado o acesso. Todos os movimentos de um funcionário público estão no BO (risos). Mas dá dez vezes mais trabalho e não faz o mínimo sentido. Numa das vezes que nos foi recusado [o acesso] e com um parecer jurídico... mas enfim, conseguiu-se ultrapassar essa situação. Mas o facto é que não há um entendimento prático e lógico do que é a protecção dos dados pessoais”, criticou Beltrão Coelho. Defendendo que a biografia vem “dar um contributo”, por conter “muita informação, em muitos casos curiosa”, Rogério Beltrão Coelho diz, contudo, que não está prevista a tradução para Chinês. “A nossa editora funciona em Português. Não é nossa tradição publicar em Chinês, os livros têm de ser feitos para um determinado mercado e nós não entramos no mercado chinês. Mas se alguma entidade quiser traduzir, considero que faz todo o sentido”, concluiu. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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estilista local Paulo de Senna Fernandes voltou a participar em mais uma edição da Semana da Moda da China (China Fashion Week), tendo levado uma delegação de 26 profissionais do sector. Segundo o estilista, “foi muito importante estar presente neste evento internacional” devido à oportunidade de se ter uma boa colaboração com Pequim. “A indústria de Moda não pode ser ignorada e deve ter mais apoios. Macau precisa de ter mais exposições e desfiles de estilistas, tudo isso para atrair mais compradores e jornalistas. Espero que no próximo ano a Feira Internacional de Macau (MIF) possa trazer mais consumidores de Moda e jornalistas”, frisou. O estilista, presidente da Associação Moda de Macau, defendeu que o território
Paulo Senna Fernandes na China Fashion Week
Rumo ao mundo da Moda precisa de uma academia de Moda. “Ter uma academia de Moda em Macau seria bom para trazer professores famosos, porque podem dar uma grande ajuda aos futuros estilistas, que terão mais oportunidades de competir lá fora. A Associação Moda de Macau está à procura de apoios monetários, mas não quer apenas ter esses apoios, mas sim mostrar ao Governo que a Associação está a colaborar e a desenvolver a indústria da Moda”, revelou. Paulo de Senna Fernandes considera ainda que deveria ser um dos membros do Conselho para as Indústrias Culturais. “Após dez anos em silêncio, penso que este é o momento certo para exigir um lugar no Conselho para as Indústrias Culturais para poder apresentar as minhas ideias, porque não quero ver a continuação do atraso da Moda em Macau”, apontou num comunicado enviado ao HM. A.S.S.
IEEM organiza hoje seminário com académicos polacos
O Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM) organiza um seminário cultural sobre a relação entre a China e a Europa Central, intitulada “Fórmula 16+1”. Com entrada livre, conta com os professores Lukasz Zamecki e Jaroslaw Szczepanski como oradores. Ambos leccionam na Faculdade de Jornalismo e Ciência Política da Universidade polaca de Varsóvia. A palestra acontece hoje às 15h30 no IEEM, sendo falada em Inglês. “Fórmula 16+1” pretende explorar temáticas de cooperação entre a China e a Comunidade Europeia, incluindo a sua pertinência para o estabelecimento da Rota da Seda de segunda geração. O intuito, revela o Instituto, está muitas vezes relacionados com a vontade da China em entrar na Europa em várias matérias, principalmente negócios. Os especialistas vão não só explorar a lista de países europeus que estão dispostos a colaborar com o Governo Central, mas também falar de estudos de caso de cooperação a China e a Polónia.
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Resposta A Companhia de Construção e Engenharia Civil HCCG (Macau) (doravante a “Sociedade”) decidiu resolver o contrato de subempreitada com a Companhia de Construção e Engenharia Iao Sang (doravante “Iao Sang”), referente à obra no Campus da Universidade de São José, no dia 9 de Outubro de 2015, pelos motivos que passa a expor: 1. No período de execução, a Iao Sang não cumpriu com as suas obrigações contratuais tendo praticado inúmeras irregularidades, nomeadamente, entre outras, uma má gestão dos trabalhos, falta de supervisão, contratação de trabalhadores inexperientes para o estaleiro da obra e atrasos na obra. A Nossa Sociedade instruiu a Iao Sang para abandonar de imediato o estaleiro, ao que foi recusado, tendo esta recusa criado sérios atrasos no projecto. A Iao Sang foi incapaz de cumprir com as responsabilidades e promessas que assumiu aquando da assinatura do contrato. 2. A Iao Sang não remunerou os trabalhadores de forma pontual, tendo os mesmos protestado junto da Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais, afectando a nossa reputação. A HCCG acabou por remunerar de forma directa os trabalhadores. 3. A Nossa Sociedade enviou várias cartas à Iao Sang advertindo-a que teria de melhorar o seu desempenho, mas sem qualquer resultado. Acresce ainda que os responsáveis da Nossa Sociedade e o pessoal da segurança foram ameaçados no estaleiro por estranhos. 4. A Nossa Sociedade procedeu ao pagamento em adiantado de um montante superior a MOP$200.000,00 (duzentos milhões de Patacas) à Iao Sang relativo ao pagamento de salários aos trabalhadores e aos trabalhos de subempreitada do projecto, Após a dedução dos trabalhos realizados, a Iao Sang é ainda devedora à HCCG de uma quantia superior a 60 milhões de patacas (sessenta milhões de Patacas), de acordo com o certificado de valor da obra emitido em finais de Julho de 2015. Pelo exposto, em virtude das inúmeras falhas da Iao Sang, de forma a proteger os nossos interesses e a nossa reputação, a segurança pessoal dos nossos funcionários e reduzindo o risco de gestão, não restou à Nossa Sociedade outra alterativa que não fosse a resolução do contrato com a Iao Sang. Entretanto, a HCCG condena as declarações difamatórias publicadas pela Iao Sang tendo tomado as devidas e necessárias medidas legais. Assim declaramos. Companhia de Construção e Engenharia Civil HCCG (Macau) 12 de Novembro de 2015
china
hoje macau quinta-feira 12.11.2015
A Xi quer acelerar reformas
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presidente da China, Xi Jinping, disse esta terça-feira numa reunião entre altas autoridades que o governo deve trabalhar para impulsionar o ímpeto do crescimento, no momento em que este dá mais sinais de fraqueza na segunda maior economia mundial. A China deve acelerar reformas em companhias estatais e nas áreas fiscal e financeira, para ajudar a melhorar o crescimento, disse Xi na reunião, segundo a agência estatal Xinhua. Apesar de uma série de medidas de estímulo do governo, o crescimento económico chinês desacelerou para 6,9% no terceiro trimestre deste ano, seu desempenho mais fraco desde a crise financeira global. Indicadores económicos em Outubro apontaram para uma maior desaceleração, face à fraqueza na procura doméstica e global. Xi também se comprometeu a estabelecer um mercado de acções que possa proteger os interesses dos investidores, após Pequim dizer na semana passada que retomará em breve as ofertas públicas iniciais de acções (IPOs, na sigla em inglês) depois de uma suspensão de quatro meses. O Presidente disse ainda na reunião que o registo de habitação no país, conhecido como o sistema hukou, deve ser reformado num esforço para acelerar a urbanização. O governo precisa trabalhar para elevar a quantidade de imóveis disponíveis e manter um crescimento sustentável no mercado imobiliário, afirmou o líder.
chinesa Cai Man aguardou até aos primeiros segundos de ontem para consumar as compras que planeara fazer nas últimas semanas, cumprindo assim o ritual com que milhões de chineses assinalam o “Dia dos Solteiros”. “Além de sozinhos, vamos acabar falidos”, ironizou à Lusa sobre a efeméride, que está a gerar fortes vendas na China, devido às promoções que as empresas de comércio electrónico e os grandes armazéns lançam neste dia. No conjunto, 50.000 marcas, entre as quais 5.000 não chinesas, aderiram à iniciativa, celebrada a 11 de Novembro pelos quatro ‘um’que combinam nesta data (11/11), que afigura assim a condição de solteiro. As vendas do gigante do comércio electrónico chinês Alibaba, por exemplo, superaram, em apenas 13 horas e meia, 35 mil milhões de yuan, estabelecendo um novo recorde mundial de vendas ‘online’. O grupo, que opera os populares ‘sites’ de compras Taobao e Tmall, foi o primeiro a lançar ofertas no “Dia dos Solteiros”, em 2009, visando o trepidante crescimento do consumo ‘online’ na China, país com 668 milhões de internautas. Com base na cidade de Hangzhou, na costa leste da China, estima-se que a empresa fundada por Jack Ma, o segundo homem mais rico do país, controle 90% do comércio electrónico no país. Nos primeiros 12 minutos e 28 segundos após a meia-noite, os ‘sites’ do Alibaba atingiram um volume total de vendas de 10 mil milhões de yuan. “No ano passado, levou 38 minutos e 28 segundos a alcançar aquela marca”, notou o jornal oficial chinês China Daily. Cai garante que a culpa não é sua: “Eu só gastei 2.500 yuan (365 euros)”. Durante aquele período, a Ant Financial Services Group, a afiliada do Alibaba que administra a plataforma de pagamentos
Sozinhos, falidos no “Dia dos solteiros”
Alta voracidade
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‘online’ Alipay, registou 85.900 transacções por segundo.
Além fronteiras
Mas a voracidade do maior mercado consumidor do mundo não se limita às fronteiras do país. Na Austrália, uma empresa de laticínios teve que pedir desculpa às mães locais através da rede social Facebook, depois da sua fórmula de leite orgânica para bebés ter esgotado no mercado doméstico. “Fomos apanhados de surpresa”, admitiu o presidente da empresa, citado pela France Presse, aludindo à enorme procura por parte da China, onde comercializa os seus produtos através do Alibaba. E, a julgar pelas declarações de Zhang Jianfeng, o responsável pelas vendas a retalho do grupo chinês, aquela empresa não deverá ser a única “afectada” pela febre consumista na China. “Algumas das marcas já venderam mais de 60% dos produtos em ‘stock’ e outras deverão mesmo esgotar”, revelou Zhang ao China Daily, durante a manhã de ontem na China. Para celebrar, Jack Ma está em Nova Iorque, onde juntamente com o novo presidente do Alibaba, Daniel Zhang, tocou o sino que marca o início da sessão da bolsa em Wall Street. País mais populoso do mundo, com 18% da população mundial, o “gigante” asiático representa hoje um importante destino de quase todos os produtos consumidos no mundo, desde automóveis a vestuário. João Pimenta, Lusa
Nos primeiros 12 minutos e 28 segundos após a meia-noite, os ‘sites’ do Alibaba atingiram um volume total de vendas de 10 mil milhões de yuan
Crescimento da produção industrial caiu para 5,6% O crescimento do índice de produção industrial da China, que mede a actividade nas fábricas, oficinas e minas do país, caiu para o nível mais baixo dos últimos seis meses em Outubro, anunciou ontem o Gabinete Nacional de Estatísticas. O índice aumentou 5,6% em termos homólogos, ligeiramente abaixo da marca de
5,7% registada em Setembro. A mesma fonte revelou que o investimento em activos fixos, que mede os gastos em infra-estruturas, avançou 10,2%, entre Janeiro e Outubro de 2015, face ao mesmo período do ano passado.Já as vendas a retalho, um indicador chave do consumo, cresceu 11% em termos homólogos, o valor mais
alto desde que em Dezembro de 2014 avançou 11,9%.A economia chinesa registou no terceiro trimestre deste ano o mais baixo crescimento desde o pico da crise financeira internacional (6,9%), mas dentro da meta do Governo chinês para 2015, “cerca de 7%”.
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 41/P/15
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 33/P/15 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 19 de Outubro de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Material de Consumo Clínico para o Serviço de Ginecologia dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 11 de Novembro de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP47,00 (quarenta e sete patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral
destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de S. Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 11 de Janeiro de 2016. O acto público deste concurso terá lugar no dia 12 de Janeiro de 2016, pelas 10,00 horas, na sala do «Auditório» situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP 53,400.00 (cinquenta e três mil e quatrocentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 5 de Novembro de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 23 de Outubro de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Equipamentos Laboratoriais Cedidos Como Contrapartida do Fornecimento de Reagentes ao Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 11 de Novembro de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP40,00 (quarenta patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo).
As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de S. Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 7 de Dezembro de 2015. O acto público deste concurso terá lugar no dia 9 de Dezembro de 2015, pelas 10,00 horas, na sala do «Auditório» situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP280 000,00 (duzentas e oitenta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 5 de Novembro de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
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artes, letras e ideias
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A Emergência do Paradigma Antropológico
Nos primeiros séculos da sua modernização, o ocidente descreveu e pensou a realidade social em termos políticos: a desordem e a ordem; o rei e a nação; o povo e a revolução. Depois, com a Revolução Industrial, o capitalismo emancipou-se do poder político. Então pensou-se e agiu-se em nome de um novo paradigma, económico e social, e falou-se de classes, riquezas, desigualdades e redistribuição. Hoje, na hora da economia global e do individualismo triunfante, a mundialização estilhaçou os antigos modelos das sociedades. Cada um de nós, presos na produção e na cultura de massa, esforça-se em escapar-lhes e em construir-se como sujeito da própria vida. O novo paradigma, pelo qual damos conta destas novas preocupações, é cultural. Testemunham-no as grandes interrogações da nossa época: que lugar dar às minorias? Deve a sexualidade estar no centro de tudo? Assistimos ao retorno das religiões? Os antigos paradigmas estavam voltados para a conquista do mundo, com o novo, é de nós que se trata. Enquanto tomamos consciência da decomposição de um mundo que era dirigido por homens, entramos numa sociedade de mulheres. Como sempre, em Alain Touraine, a preocupação de dar forma teórica às nossas práticas sociais é fecundada pela vida tal como é vivida e tudo o que neste livro é pensado reenvia para a experiência mais quotidiana do universo globalizado e no qual, doravante, evoluímos.
artes, letras e ideias 15
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fichas de leitura*
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rata-se de uma análise da decadência e do desaparecimento do universo que chamamos de “social”, já que estamos marcados pela ruptura dos laços sociais e pela ascensão do individualismo. Sendo assim, vive-se a destruição das categorias “sociais” e passa-se a repensar as questões referentes a classes e movimentos sociais, instituições como família e escola. Os sujeitos necessitam de um conflito para que ocorra uma acção colectiva. E que a consciência do sujeito é composta por três componentes: uma relação a si mesmo como portador de direitos fundamentais, um conflito com as forças dominantes que lhe impossibilitam o direito de agir como sujeito e, por fim, cada um como sujeito, propõe certa concepção geral do indivíduo. O sujeito pode ser corrompido pela obsessão da identidade. Alguns problemas são sentidos pelo não-direito à diferença. A questão da limpeza étnica e religiosa é a mais comum e assustadora. O autoritarismo, a ignorância, o preconceito, o isolamento são obstáculos à produção de si mesmo como sujeito. A ideia de uma sociedade não social é abordada com mais propriedade na segunda parte do livro, onde as categorias culturais substituem as categorias sociais, o que leva à construção de uma nova representação da vida social. O ponto central que o livro pretende discutir é justamente a mudança de paradigma em nossa representação da vida colectiva e pessoal. Passamos a perceber a passagem de uma linguagem social sobre a vida colectiva para uma linguagem cultural. O autor ressalta que as colectividades voltadas para o exterior e para a conquista do mundo estão sendo substituídas por outras voltadas para o interior de si mesmas e de todos aqueles que ali vivem. A ideia de modernidade é definida pelo fato de dar fundamentos não sociais aos fatos sociais, de impor a submissão da sociedade a princípios ou a valores que, em si mesmos, não são sociais. A modernidade então é fundamentada em dois princípios: o primeiro é a crença na razão e na acção racional e o segundo é o reconhecimento dos direitos do indivíduo. Da análise da modernidade, conclui-se que uma sociedade moderna se funda nesses dois princípios apresentados, que não são de natureza social. Assim, a modernidade não é uma forma de vida social. Uma das tradições que domina a tendência contemporânea para a crítica da modernidade assenta na ideia de que o individualismo moderno se torna nos seus desenvolvimentos de-
Touraine, Alain, Um Novo Paradigma, Piaget, Lisboa, 2006. Descritores: Sociologia, Modernidade, Pós Modernidade, Individualismo Moderno. Paradigma Antropológico. Identidade, Actor, Sujeito, Moralidade, Subjectividade / Objectividade. Cota: A-6-3-10 UDC
letério relativamente ao social. O fim do social aparece como inseparável do individualismo desorganizador. E isso propaga-se de tal modo que a sensação que provoca é a de que a modernidade produz a ruína de todo o sentido. Essa articulação só pode levar-se a cabo através da sobrevalorização das sociedades e das culturas pré-modernas. O fim do social seria afinal homólogo do fim das sociedades baseadas no político e também antes delas das sociedades baseadas no religioso. O novo paradigma (anti moderno) pressupõe uma relação directa do sujeito a si mesmo sem a mediatização dos arquétipos meta-sociais que relevam da filosofia da história. E isto enquanto reacção ao paradigma sociológico. Como eu já tinha intuído o velho paradigma sociológico deu lugar a um paradigma cultural, centrado no indivíduo e nos direitos culturais. Mas Alain Touraine, embora referindo-se ao sujeito, é ao indivíduo que de facto se refere, pois pretende desligar a ideia de sujeito e a subjectivização que lhe é conforme de uma ideia, contudo para mim fundamental, de sujeição. Para mim só há sujeito em vez de indivíduo quando a mutação é acompanhada da ideia de sujeição. Pode pôr-se em causa a sociedade enquanto meta-estrutura que condiciona os indivíduos, mas não se pode pôr em causa a sociedade enquanto pacto originário. Logo a sujeição é transcendental à sociedade uma vez que é coetânea ao pacto. A questão essencial regressa à problematização já clássica da dicotomia Sein /Sollen. O domínio do Sein desligado do Sollen implica uma escravização do indivíduo à tirania da realidade e isso é insuportável no quadro de sociedades propriamente humanas. A humanidade é indissociável de valores. O mundo é sempre mundo de prevalência do Sollen, ou não é um mundo humano. O princípio da sujeição é e será sempre condição a priori da existência da humanidade, dado que só há humanidade com vida sócio-cultural. Um dos perigos do nosso tempo é a regressão a meu ver preocupante da sociedade em direcção às comunidades. O perigo da fragmentação da sociedade em comunidades é visível. Em boa
verdade é por esse facto que eu rejeito liminarmente a estratégia do multiculturalismo. A própria palavra cultura é hoje para mim preocupante. O holismo apresentou muitas vezes sinais de grande equilíbrio. Mas esse equilíbrio era um equilíbrio inquinado uma vez que se baseava na hierarquia social e política, na descriminação, na desigualdade consagrada pela tradição. Era obviamente um mundo pré-moderno, de súbditos e não de cidadãos. Em larga medida o caos em que mergulhámos resultou da decomposição social de que já se fez menção. E é neste caos que se vai alimentando a obsessão identitária dos comunitarismos. Neste quadro também se percebe muito bem o apelo apaixonado e básico ao individualismo e de modo nenhum à sociedade no que diz respeito à reorganização das forças de resistência. Mas só o advento do sujeito pode ao mesmo tempo opor-se às formas impessoais da vida social que o desfiguram assim como ao individualismo que também adultera a sua intervenção cívica, cultural e política. O actor histórico nas sociedades actuais já não é o mesmo. A centralidade das classes sociais e das questões sócio - económicas ligadas ao trabalho desaparece e dá lugar a outro tipo de actor intimamente associado
Manuel Afonso Costa
a outro tipo de temáticas: o planeta, o meio ambiente, a liberdade sexual, os direitos das minorias, a pobreza à escala planetária, a dignidade individual, a diversidade étnico - cultural e claro o sujeito. Touraine tem consciência de que a secularização foi incompleta em muitas culturas europeias da Ilustração. Aí subsistiram laços, muitas vezes fortes, entre a ideologia do estado e a moral cristã. Nos casos mais radicais a secularização conduziu a uma consciência puramente social da sociedade, a uma auto fundação da sociedade que assim manifestava uma crença ilimitada na sua capacidade de se transformar. Claro que este tipo de sociedades mergulha em raízes racionalistas, secularizadas não comportando nada das velhas comunidades (holistas). Tonnies terá sido o primeiro a opor de forma consagrada a oposição entre Sociedade e Comunidade. A ideia de modernidade proposta por Touraine opõe-se à tradicional concepção de que uma sociedade seria o fundamento da sua própria legitimidade. Pelo contrário a nova concepção reside no facto de que reconhece e defende a existência de fundamentos não sociais da ordem social (culturais, valores, princípios, o universalismo por exemplo). Ela faz apelo à universalidade da própria razão. Isto relativamente aos mecanismos de representação (que eu chamava de relação de reversibilidade entre a sociologia e os comportamentos sociais), que estão definitivamente caducos. As forças políticas representavam os indivíduos (que não eram os verdadeiros actores sociais) que por sua vez eram representados no seio das classes sociais, que por sua vez ainda eram definidos a partir do lugar e função na complexa estrutura das relações de produção. Ora tudo isso está ultrapassado! A concepção social da sociedade na qual todo o actor, individual ou colectivo, é definido através da sua situação social é coisa do passado. Daí o sentimento de abstracção (eu diria mesmo de artificialidade), de ausência de referências estáveis. *No quadro da colaboração de Manuel Afonso Costa com a Biblioteca Central de Macau-Instituto Cultural, que consiste entre outras actividades no levantamento do espólio bibliográfico da biblioteca e na sua divulgação sistemática, temos o prazer de acolher estas “Fichas de Leitura” que, todas as quintas-feiras, poderão incentivar quem lê em Português.
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Jean Batou
in Esquerda.net
Rudolf Diesel, um anti-imperialista?
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udolf Diesel foi um engenheiro alemão de origens modestas que nasceu, em 1858, em Paris, para onde emigrou a sua família. Morreu, em Setembro de 1913, nas vésperas da Iª Guerra Mundial, em condições enigmáticas. Após os seus estudos de engenharia e com o apoio financeiro do magnata da siderurgia, Friedrich Alfred Krupp, desenvolveu o famoso motor que tem o seu nome. A invenção a que dedicou a sua vida estava destinada a servir os pequenos artesãos, substituindo a máquina a vapor, muito cara e extremamente consumidora de carvão, por um motor ao alcance de todo o mundo. Efectivamente, esse motor ocuparia um espaço muito mais reduzido, seria menos custoso e seria alimentado por combustíveis baratos e amplamente disponíveis, azeites pesados, mas sobretudo agro carburantes. Desse modo constituiria um antídoto ao crescente monopólio dos grandes grupos industriais e estimularia a produção agrícola.
Um motor para todo o mundo Como funciona o seu revolucionário motor? O ar que entra na câmara de combustão aquece por compressão e o carburante, injectado num segundo tempo, arde em contacto com esse gás sobre aquecido. Aumentando o índice de compressão, Diesel contava poder utilizar qualquer tipo de combustível. Mas para isso, necessitava de encontrar materiais suficientemente resistentes e desenvolver um procedimento que permitisse o contacto do carburante com o ar a uma temperatura elevada. A injecção era o problema mais complexo que necessitava resolver de forma imperativa. Para avançar, necessitava de construir um protótipo, o que o leva a procurar activamente financiamentos, publicando um livro em defesa dos numerosos méritos do seu motor. Foi assim que conseguiu chamar a atenção da fábrica Buz de Augsburgo e do grande magnate da siderurgia, Friedrich Alfred Krupp. Com efeito, a invenção de um motor de auto combustão interessa à indústria, apesar de Diesel, que o conseguiu patentear, em 1892, enfrentar o cepticismo dos especialistas. Não obstante, depois dos seus primeiros e prometedores ensaios, em 1893, o desenvolvimento do seu motor apresenta alguns problemas aparentemente irre-
solúveis. Diesel conseguirá resolvê-los definitivamente, em 1896-1897. A partir de então, esforça-se em conseguir lograr que a sua máquina seja capaz de utilizar um carburante barato: azeites pesados, resíduos de refinado de petróleo bruto e, sobretudo, agro carburantes. Entretanto, teve que ceder a exploração das suas primeiras patentes a uma sociedade que escapava ao seu controle. De início, quem se interessou mais pelas características do motor foram as centrais eléctricas, mas as mesmas vão revelar-se fundamentais para a marinha mercante e militar.
Contra os monopólios Na Exposição Universal de Paris, em 1900, onde o seu invento recebeu o grande prémio, Rudolf Diesel chegou a fazer funcionar a sua máquina com óleo de amendoim. Ele continuava a trabalhar para desenvolver um mecanismo barato que estivesse, de verdade, ao alcance de todo o mundo. Foi o início da conquista do planeta pelo motor Diesel que foi adoptado por numerosas indústrias e centrais eléctricas. Em 1912, utilizar-se-á pela primeira vez num navio transatlântico. Em que se converteu o seu sonho dum motor “democrático”, ao alcance de todo o mundo, que permitisse lutar contra os grandes monopólios? Recordemos que para Diesel, a sua descoberta tinha de contribuir para a descentralização industrial e uma forte implantação da pequena produção. Cada vez mais hostil aos barões da indústria e à sua política exterior imperialista, defende as suas concepções num ensaio intitulado “Solidariedade: a saúde económica natural da humanidade”, publicado (em alemão), em 1903 e reeditado, em 2012. Apesar de considerar que as suas respostas à questão social são mais importantes do que os seus inventos mecânicos, não venderá mais de 400 exemplares do livro, que se publicou por conta do autor. Na realidade, a sua doutrina solidária viu luz, em França, da pluma de Alfred Fouillé, de Léon Bourgeois e de Erich Durkheim, encontrando certo êxito nos meios laicos republicanos e científicos, como resposta ao socialismo e à doutrina social da Igreja.
No coração da corrida armamentista Desde 1892, o Imperador e o almirantado decidiram secretamente fazer da marinha
alemã a rival da do Reino Unido. Com esse objectivo, iniciaram a procura de meios de propulsão mais potentes. Ora bem, o motor Diesel deve permitir ganhar autonomia e espaço nos navios, ao suprimir a caldeira e o porão de carvão. Mas Diesel não quer ouvir falar da utilização militar do seu invento, o que não impedirá o exército de fazer disso caso omisso. Em vésperas do primeiro conflito mundial, a Alemanha não tinha conseguido alcançar a Inglaterra no âmbito da marinha de guerra. Mas o motor Diesel deveria outorgar-lhe uma vantagem decisiva para a guerra submarina. Em cima da água, garantiria uma maior autonomia; debaixo da água, era o sistema mais fiável para carregar as baterias dos motores eléctricos. É assim que se converte num elemento chave da corrida armamentista. E Rudolf Diesel não se pode opor a este novo uso.
Por outro lado, nesse momento, o inventor parece estar quase totalmente arruinado. E para sua desgraça, a partir desse momento são proibidas as transferências de tecnologias para o estrangeiro. Desse modo, a marinha de guerra alemã opôs-se à assinatura de novos contratos com os britânicos. De maneira nenhuma deviam chegar às mãos dos ingleses as últimas inovações do motor Diesel. Apesar disso, em 1913, com 55 anos, Diesel prepara-se para viajar a Inglaterra para inaugurar uma fábrica de motores e participar numa reunião de negócios. Sem dúvida, espera encontrar ali uma solução para os seus problemas financeiros, mesmo que isso desgoste o seu próprio governo. A sua mulher tenta retê-lo no momento em que a imprensa apresenta
a guerra como iminente. A 29 de Setembro, atravessa o canal da Mancha a bordo do “Dresden”, partindo de Amberes.
Quem provocou a morte de Rudolf Diesel? Quando, depois de jantar a bordo, se despediu dos seus sócios, às 22h, Rudolf Diesel combinou encontrar-se com eles na manhã seguinte, antes de desaparecer sem deixar rasto ao longo da noite. Dez dias mais tarde, um barco holandês encontrará os seus restos mortais a flutuar na água num avançado estado de decomposição. Um dos seus filhos reconhecerá formalmente os objectos encontrados no seu corpo. Tendo em conta os problemas financeiros que tinha ocultado à sua família, a tese do suicídio impôs-se rapidamente. No entanto, Viktor Glass, autor duma recente novela biográfica (em alemão), intitulada “Diesel: a enigmática morte de um engenheiro”, não acredita nisso. O seu herói ainda tinha muitos projectos: queria relançar a distribuição do seu livro, acabara de escrever uma carta jovial à sua mulher, na qual não deixará qualquer sinal de despedida… Também foi encontrada na sua cabina a sua mala com a chave na fechadura, como se tivesse sido surpreendido por uma visita inesperada no momento de a abrir. Portanto, não está excluído que fosse vítima de um assassinato… Ter-se-iam desembaraçado os serviços secretos alemães de um homem que refutava o apoio à corrida armamentista do seu país e ameaçava colaborar com os britânicos? Foi vítima dos barões do petróleo (ele que trabalhava de forma activa para substituir os combustíveis fósseis por agro combustíveis) e até que ponto John Davison Rockefeller Jr. o considerou como um inimigo mortal? Nenhum elemento material permite confirmar uma ou outra destas hipóteses, apesar de continuarem as especulações sobre este estranho desaparecimento, poucos meses antes da Grande Guerra. Quaisquer que sejam as circunstâncias do final de Rudolf Diesel, a história da sua vida é emblemática - da expropriação dos inventores pelos grandes grupos capitalistas e da exploração das suas descobertas com fins opostos aos seus objectivos iniciais. No caso de Diesel, o contraste salta à vista. Cento e dois anos depois da morte deste grande inventor, o escândalo dos veículos Diesel da Volkswagen inscreve-se na linha da mesma impostura.
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Seminário sobre a relação entre a China e a Europa Central Instituto de Estudos Europeus, 15h30 Entrada livre
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Cineteatro
O que fazer esta semana Hoje
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yuan
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Cinema Are you here [c]
Sala 1
Spectre [b]
Filme de: Sam Mendes Com: Daniel Craig, Cristoph Waltz, Lea Seydoux 14.00, 16.45, 21.30
She remembers, he forgets [b]
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Wong Say Ping Com: Miriam Yeung, Jan Lamb 19.30 Sala 2
Return of the cuckoo
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Patrick Kong Com: Chi Lam Cheung, Charmaine Sheh, Joe Chen, Nancy Sit 14.30, 16.30, 21.30
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Jill wong Com: Nina Paw, Helena Law, Susan Shaw, Jacquelin Chong 19.30 Sala 3
Our times [b]
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Ding Sheng Com: Andy Lau, Liu Ye, Wu Roufu, Wang Qianyuan 14.15, 19.00
Go away mr.tumor
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Han Yan Com: Fay Bai, Daniel Wu 16.45, 21.30
Comédia com Jorge Serafim Consulado de Portugal, 20h00 Entrada livre Teatro “Brinquedo, Arroz e Chuva”, Clube Long Fung Lagos Nam Van, 20h00 Entrada a 50 patacas Workshop de dança, música e poesia (Unitygate) Fundação Rui Cunha, 19h00 Entrada livre
Aconteceu Hoje
Sábado
Competição Internacional de Dança do Leão MGM, 15h00 Entrada livre
Diariamente Exposição “Salão de Outono”, obras de 29 artistas locais (até 28/11) Fundação Macau Entrada livre
Exposição “Aguadas da Cidade Proibida”, de Charles Chauderlot (até 07/2016) Museu de Arte de Macau Entrada a cinco patacas
11 de novembro
Nasce Sun Yat-sen
U m a s é r i e h o j e “Law & Order: Criminal Intent” (Dick Wolf e René Balcer) “Law & Order” correu nas televisões norte-americanas e depois pelas do mundo entre 2001 e 2011, tendo 195 episódios e vários, vários diferentes actores em cada temporada. No entanto, os predilectos da malta fã são Vincent D’Onofrio e Kathryn Erbe, no papel dos detectives Bobby Goren e Alexandra Eames. Com métodos extremamente peculiares, os violadores, homicidas, corruptos e calculistas cujas histórias passam pela série vão surpreendendo a cada dia que passa. Foram mais de cem o número de casos expostos na série televisiva. Estamos em 2015 e a dupla de Goren e Eames deixa certamente saudades. Depois da saída de D’Onofrio de “Law & Order”, a série coloca em primeiro plano o conhecido Mr. Big – Chris Noth – ao lado de uma detective. Leonor Sá Machado
• A 12 de Novembro de 1866 nasce, em Zhongshan, Sun Yat-sen. Político e líder revolucionário chinês, foi o principal pioneiro da China republicana, sendo frequentemente referido como o Pai da Nação. Sun Yat-sen desempenhou um papel fundamental no derrube da Dinastia Qing em Outubro de 1911. Foi o primeiro presidente provisório quando a República da China foi fundada em 1912 e mais tarde co-fundador do Kuomintang, onde actuou como seu primeiro líder. Embora Sun seja considerado um dos grandes líderes da China moderna, a sua vida política foi caracterizada por uma luta constante e frequente exílio. Após o sucesso da revolução, rapidamente foi afastado do poder na recém-fundada República da China e liderou sucessivos governos revolucionários. O mais importante legado de Sun reside no desenvolvimento que fez de um filosofia política conhecida como Três Princípios do Povo: nacionalismo, democracia e meio de vida das pessoas. Sun também estudou medicina em Honolulu (Havai) e em Hong Kong. A 12 de Março de 1925, aos 58 anos de idade e doente com cancro, Sun morre numa viagem a Pequim para onde se dirigia a fim de iniciar negociações com os dirigentes do norte da China numa tentativa de reunificação nacional. Neste dia em 1933 é divulgada a primeira foto do suposto monstro do Lago Ness. Nesta data, os nazis recebem 92% dos votos nas eleições alemãs.
fonte da inveja
Finda a luta de classes, assistimos a lutas sem classe nenhuma.
João Corvo
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direito de resposta
HCCG Building and Civil Engineering (Macau) Limited Exmo. Sr.º Dr. Carlos Morais José Director do jornal “Hoje Macau”
Tal facto obriga-nos a prestar os seguintes esclarecimentos a V. Exa., bem como aos seus atentos e fiéis leitores.
Obras do novo Campus da Universidade de São José Direito de resposta ao abrigo dos artigos 19.º, 20.º, 21.º e 22.º da Lei n.º 7/90/M, de 6 de Agosto (Lei de Imprensa)
Assim, cumpre salientar: 1 – Durante a execução da obra a Iao Sang apresentou, por diversas vezes, várias e sérias dificuldades financeiras que se traduziram na sua incapacidade em suportar os custos associados e directamente relacionados com a subempreitada, incumprindo com obrigações que a sociedade Iao Sang tinha assumido, nomeadamente em relação a pagamentos a subempreiteiros, trabalhadores e fornecedores, impedindo a referida sociedade em adquirir os equipamentos necessários à prossecução da obra.
DIREITO DE RESPOSTA O jornal que V. Exa. dirige publicou, na edição do dia 4 de Novembro de 2015, em manchete “Um campus malparado - usj construtora não cumpre pagamentos. Obra interrompida”, com a notícia desenvolvida nas páginas 2 e 3, sob o título “A Árvore da patacas – usj construtora falha pagamento e pára obra de novo campus-“, na qual são feitas referências a factos erróneos e/ou inverídicos na sequência de declarações proferidas pelo Sr. Hoi, representante da sociedade “Iao Sang Construction Engineering Company Limited” (doravante “Iao Sang”), subempreiteira da obra, relativamente a alegados incumprimentos dos compromissos e calendarização de pagamentos assumidos pela nossa Sociedade, HCCG Building and Civil Engineering (Macau) Limited (Doravante “HCCG”) considerando o contrato de subempreitada com a mesma celebrado.
2 – Por forma a evitar atrasos e as consequências negativas que tais atrasos trariam à obra e à imagem da nossa sociedade, com grande sentido de responsabilidade, a nossa sociedade decidiu, desde 30 de Novembro de 2013, efectuar adiantamentos à subempreiteira Iao Sang para que a mesma pudesse cumprir com os compromissos que assumiu junto dos seus fornecedores e subempreiteiros, bem como, para adquirir os materiais necessários à realização da obra.
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Anúncio HM-2ª vez 12-11-15 Acção de Interdição
n.º CV2-15-0038-CPE
2.º Juízo Cível
Requerente: MINISTÉRIO PÚBLICO (檢察院). Requerida: AMANDINA FÁTIMA DA SILVA MACHADO DE MENDONÇA. ***
FAZ SABER que foi distribuída ao 2.º Juízo Cível do Tribunal Judicial
de Base de R.A.E.M., a acção acima mencionada, contra AMANDINA FÁTIMA DA SILVA MACHADO DE MENDONÇA, sexo feminino, nascida em 12 de Maio de 1989, residente em Macau, na Avenida Sidónio Pais, n.º 30AB, Edifício Leal Senado, 5.º andar, Apartamento 15, para o efeito de ser declarada a sua interdição por anomalia psíquica.
Macau, em 29 de Outubro de 2015 ***
obra em causa e os superiores interesses do dono da obra. 8 – Os factos trazidos a público pelo Sr. Hoi, representante da Subempreiteira Iao Sang, em declarações ao jornal que V. Exa. dirige, são inverídicos, erróneos, ofensivos e difamatórios, atentando ao bom nome da Nossa Sociedade. 9 – Pelo que nos reservamos ao direito de accionar todos os mecanismos legais ao nosso dispor para ressarcimento dos prejuízos causados. 10 – Por último, agradecemos igualmente que o Sr. Hoi, ou qualquer outro representante da Iao Sang, se abstenha de proferir mais comentários e/ou declarações desprimorosas, inverídicas e erróneas relativamente à Nossa Sociedade. Atenciosamente, Em representação da HCCG, Zhao Lu, Advogado
3 – Perante as dificuldades financeiras que a subempreiteira apresentava, a Nossa Sociedade pagou, de forma directa, os salários em atraso aos trabalhadores contratados pela subempreiteira Iao Sang, nomeadamente aos cerca de 150 trabalhadores que “protestaram reivindicando o pagamento dos salários que estavam atrasados desde Setembro, um total de cerca de seis milhões de patacas”. 4 – Até ao mês de Julho do corrente ano, os pagamentos a fornecedores, subempreiteiros e trabalhadores, no montante total de HKD$214,204,555.87, constituíram um pagamento adiantado relativamente às obrigações que a nossa Sociedade estava vinculada no âmbito do contrato de subempreitada celebrado com a Iao Sang, compensando assim o valor das obras que esta fez, pelo que, a Iao Sang ainda deve à nossa Sociedade HKD$63,988,444.12. 5 – Cumpre salientar que a nossa Sociedade, visada de forma errónea e inverídica na notícia supra identificada, sempre honrou os compromissos e os pagamentos que assumiu, tendo assumindo igualmente compromissos da subempreiteira quando a tal não estava obrigada, mas fê-lo em nome da celeridade da construção do novo campus e preservando, ao mesmo tempo, a sua imagem. 6 – Não obstante esta actuação, a Subempreiteira Iao Sang continuou a apresentar sérias dificuldades financeiras em honrar os compromissos por si assumidos, comprometendo seriamente o bom e atempado andamento das obras, motivo pelo qual, lamentavelmente, não restou à Nossa Sociedade outra solução que não fosse a resolução, com justa causa, do contrato de subempreitada. 7 – Essa decisão foi responsavelmente tomada, tendo sido considerado o regular andamento da
Nota da redacção
Relativamente à notícia, datada de 4 de Novembro, com o título “A Árvore das Patacas – USJ construtora falha pagamento e pára obra de novo campus”, cabe a este jornal declarar que depois de receber as informações da empresa Iao Sang Construction Engineering Company Limited, foi tentado realizar o contraditório com a empresa acusada, a Hsin Chong. Para além do contacto via e-mail, ao longo do dia 3 de Novembro foram diversas as vezes que este jornal tentou falar com a administração da empresa sem nunca ter conseguido obter qualquer esclarecimento sobre o assunto.
opinião
hoje macau quinta-feira 12.11.2015
Melinda
S
Dedicado às vítimas do incêndio da madrugada de 12 para 13 de Novembro de 2014, há um ano, na Rua do Tarrafeiro.
M. Night Shyamalan, The sixth Sense
Leocardo
abes que não sou destas coisas, Melinda. Em circunstâncias normais ia achar ridículo que os outros fizessem aquilo que vou fazer hoje aqui , como se fosse possível que tu fosses ler estas palavras, aquelas que nunca te consegui dizer. Nem queria, e nem quero, mas é tudo o que me resta, e vem do fundo de mim, do desespero na hora em que desisti de acreditar no bem. É triste que as coisas más aconteçam às pessoas puras e boas, mas não há palavra para descrever quando as coisas terríveis acontecem a pessoas como tu, nem explicação possível. Não imaginava era que o mal pudesse ser tão implacável corda que afinal “ninguém é perfeito”. Não quem não corresponde às minhas expectatie tão iníquo, que até parece que o Inferno consegui pensar em nada. Nada, nem um vas. Claro que não eras perfeita – era só tu, afinal existe, e que naquela fatídica noite único momento. Em dois anos de convívio apenas, e para mim isso era a medida perfeita, resolveu subir à Terra para nos provar que é não me recordo de ser tocado por qualquer e por isso agora estou sempre a transbordar. real, que leva quem ele quiser, indiferente ao ressentimento, dúvida ou hesitação. E logo Fazes falta a este mundo, que não te merece. que distingue os puros dos corruptos, ou os eu, que sou tão frívolo, e quem sabe se até Ao meu mundo. Comovo-me quando me lembro de tim, justos dos tiranos. O mal não atende a esses arrogante ao achar-me no direito de condenar que é quase sempre. Esboço um sorriso, conceitos dos pobres e ingénuos mortais que mas chego a pensar que é só um espasmo somos nós. O mal destrói o que encontra pela involuntário – é a minha frente, reduzindo tudo a cinzas. E as cinzas Claro que não eras perfeita parte mecânica a tentar são todas a mesma coisa: apenas cinzas. pub seguir em frente, mesmo Desde que me mudei para o outro lado de – era só tu, apenas, e sem saber o caminho, Macau poucas vezes tive oportunidade de te ir para mim isso era a perdida, sem mapa, sem visitar , de matar saudades, e um mês se passou bússola, sem a porra de deste a última vez que te vi, sem saber que era medida perfeita, e por uma estrela no breu do céu. a isso mesmo, a última. Não tive estômago para Sabes que não consegui arranjar umas das minhas desculpas de homem isso agora estou sempre a falar com a outra Melindistraído e trapalhão para justificar não ter apatransbordar. Fazes falta da, a tua patroa, que para recido no teu aniversário – nem uma palavra mais parecia tua irmã, de te mandei, e ainda tenho guardadas as duas a este mundo, que não te tão genuína e encantadora últimas mensagens que me mandaste, e que merece. Ao meu mundo que era a vossa amizade. O eu nunca cheguei a responder. Tu entendeste muito bem porquê e nunca me julgaste, e é por isso que a tua pub perda me doeu tanto. Sou capaz de jurar que também nunca me quiseste enganar, mentir, ou tentar impressionar com acessos de vaidade ou pedantismo – nunca te vi zangada, ou era só impressão minha? ANÚNCIO Sabes o que faço quando Faz-se saber que no concurso público n.o 26/P/15 para (12,00), no “Centro de Transfusões de Sangue de Macau” sito parte alguém por quem sinto o «Fornecimento e Instalação do Sistema Informático de na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.º 335-341, Edifício “Hot Gestão de Sangue ao Centro de Transfusões de Sangue dos Line”, 2.° Andar, Macau. estima? Tento lembrar-me das Serviços de Saúde», publicado no Boletim Oficial da Região O prazo para entrega das propostas no âmbito deste brigas, de algum momento Administrativa Especial de Macau n.º 31, II Série, de 5 de concurso público, foi alterado das 17,45 horas do dia 5 de menos feliz, ou de algo que Agosto de 2015, foram prestados esclarecimentos, nos termos Outubro de 2015 para as 17,45 horas do dia 17 de Novembro do artigo 3.º do programa do concurso público pela entidade de 2015. me deixasse ressentido, de pé que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo. A data de abertura das propostas foi alterada para o dia atrás, em suma, alguma coisa Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis 18 de Novembro de 2015, pelas 10,00 horas, na sala do para consulta durante o horário de expediente, na Divisão de «Auditório» situada no r/c do Edifício da Administração dos que torne a dor mais digerível, Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. que ajude a cicatrizar mais na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, e também estão disponíveis no Serviços de Saúde, aos 22 de Outubro de 2015 depressa, ao mesmo tempo website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). que se fica com um registo A reunião de esclarecimentos terá lugar no dia 3 de O Director dos Serviços Novembro de 2015, pelas dez horas (10,00) até doze horas Lei Chin Ion que nos mantém com os pés assentes no chão, e nos re-
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bairro do oriente que mais iríamos fazer senão carpir a mágoa do bem comum que nos foi arrancado das mãos, faz agora exactamente um ano? Tinhas o condão de juntar as pessoas, de levar a compromissos. Adoçavas os espíritos mais amargos, acendias uma luz onde as trevas já cansavam, e para que o meu estado do tempo passasse de chuvoso a céu limpo, bastava-me virar a esquina e ir ter contigo. Para mim eras o sol. Nunca mais passei pela Rua do Tarrafeiro, nem pela loja. Faz hoje um ano desde que se tornou zona interdita. O que lá resta é um buraco negro, um espelho do que sou por dentro, mas que tu insistias sempre em ornamentar de motivos festivos, em cores vivas e quentes. Mas o que importa o que eu sinto, se és tu que fazes tanta falta, não para mim apenas, mas aqui, neste lugar. Eu sei que ias querer que eu partisse para outra, deixasse de curtir o remorso e fosse só feliz, sem carregar esta mágoa. Mas não foi para dizer que não consigo, ou pedir desculpa por te deixar estas linhas onde estão presas palavras vãs e inconsequentes, que soletram um choro de desespero. Foi para te dizer que fazes falta. E tu sabes disso, e sabes que me lembro sempre de ti, e hoje, especialmente, onde se tivesse um desejo que pudesse realizar, era voltar atrás no tempo um ano, e salvar a parte de mim que se perdeu, e de que nada resta senão as cinzas que eu rejeito aceitar como oferta de paz da parte do mal, ao qual nunca me vou resignar. E olha, mais uma coisa: obrigado. A sério. Muito obrigado por tudo, Melinda. Muita saudade.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau quinta-feira 12.11.2015
Óbito | Paulo Cunha e Silva Câmara do Porto decreta três dias de luto
O presidente da Câmara do Porto, o independente Rui Moreira, decretou ontem três dias de luto municipal pela morte do vereador da Cultura, Paulo Cunha e Silva. A informação foi divulgado num curto comunicado em que a autarquia “comunica o falecimento do seu vereador da Cultura”. Paulo da Cunha e Silva, morreu ontem de madrugada devido a problemas cardíacos, disse à Lusa uma fonte da vereação. Era licenciado em Medicina, sendo Mestre e Doutor pela Universidade do Porto, onde foi Professor de Anatomia. Actualmente, era professor associado de Pensamento Contemporâneo na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Foi um dos principais responsáveis pela programação do Porto 2001, tendo sido eleito vereador da Cultura nas últimas eleições autárquicas pelo movimento independente liderado por Rui Moreira.
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Bancos aprovam menos empréstimos à habitação
Stanley Au Queda das receitas tem efeitos “adversos”
Males que vêm por bem ? O presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas de Macau admite que a queda nas receitas do jogo está a ter impactos “adversos”, mas acredita que pode também fazer “diminuir a pressão”, nomeadamente, através da descida das rendas. “Claro que, até certo ponto, estamos a sofrer adversamente um impacto, mas não tão severo como o da indústria do jogo”, disse Stanley Au à margem da apresentação do “Livro Branco sobre as PME de 2015” em Macau.
No entanto, o dono do Banco Delta Ásia admitiu que, a manter-se, a queda na indústria do Jogo vai definitivamente diminuir a pressão nas PME. “Mas não vou dizer que estamos contentes por vê-los a ir abaixo”, ressalvou. Nos “próximos dias”, Au vai reunir-se com o Chefe do Executivo para lhe apresentar as principais dificuldades das PME e sugerir medidas para as atenuar. Mais uma vez, os problemas prendem-se com a dificuldade em atrair mão-de-obra, face à concorrência
dos casinos, com maior margem para salários elevados, e o preço do imobiliário. É neste sentido que uma continuada descida das receitas do Jogo podia ajudar as pequenas e médias empresas (PME). “Temos falta de mão-de-obra. Mesmo que o negócio na indústria do Jogo esteja a descer, não podemos contratar pessoas suficientes. As rendas desceram um bocadinho mas não é o suficiente para nos ajudar. Basta andar na rua para ver que muitas lojas estão a fechar”, disse.
Os bancos de Macau aprovaram em Setembro 3,6 mil milhões de patacas em novos empréstimos para habitação, uma queda de 20,6% face ao mesmo mês de 2014 e de 35,3% face a Agosto. De acordo com dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau, em Setembro, os residentes contraíram obrigações na forma de empréstimos hipotecários de 3.495 milhões de patacas, menos 20,4% face ao mesmo mês de 2014 e menos 2,6% face a Agosto. Os empréstimos contraídos por não-residentes sofreram uma queda mais acentuada: fixaram-se em 118 milhões de patacas, menos 27,5% em termos anuais homólogos e menos 94,1% em comparação com o mês anterior. O saldo bruto dos empréstimos hipotecários para habitação totalizava 170.185 milhões de patacas, mais 0,7% do que em Agosto e mais 15,9% do que em Setembro do ano passado.