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Director carlos morais josé
hojemacau Serviços de Saúde recusam médica macaense formada em Portugal
Diagnóstico inexplicável No momento em que dizem procurar médicos portugueses, os SS chumbaram a candidatura de uma natural de Macau, que terminou o curso em Coimbra com 19,6 valores e tem a especialização feita. O ex-
pediente foi um exame em chinês e inglês, feito por médicos de Hong Kong e da China. Uma espécie de “praxe”, nas palavras da médica. O caso seguiu para tribunal e Alexis Tam está metido ao barulho.
grande plano Páginas
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Metal altamente cancerígeno nas canalizações de Macau
Amianto fatal O Secretário para as Obras Públicas revelou que existem 16 km de canalizações em Macau feitos com amianto, um metal realmente perigoso. política
Página 4
Obras Públicas
No segredo de alguns Página 4
Fábrica de Panchões
Raimundo grita CCAC
h
Página 6
Mário Dionísio
O esteta do neo-realismo Automóveis
Macau não aguenta mais popós Página 5
opinião
Grafismos Risco e fogo tânia dos santos
fernando eloy
Páginas 18-19
China
O semestre de todos os perigos? Página 12
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grande plano
Macaense, médica, licenciada com 19,6 valores pela Universidade de Coimbra. Desrespeitada e chumbada quando pretendeu entrar para o hospital público da RAEM. De boas intenções está Alexis Tam cheio mas, no inferno do São Januário, continua a pôr e a dispor o director dos Serviços de Saúde, que se recusa a comentar mais este caso, que vai chegar à barra do tribunal
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Médica macaense inexplicavelmente recusada pelos Serviços de Saúde. Chumbo
O estranho caso da
S
ão 13 anos de formação e experiência e uma média final – na especialidade de Medicina Interna – de 19,6 valores, numa escala de zero a 20. Foram estágios nos Cuidados Intensivos Polivalentes, Neurologia e Dermatologia. É uma médica, nascida e criada em Macau, com estudos em Portugal. Não chega. Não é suficiente para ser médica na RAEM, território que, segundo palavras do Governo, precisa de pelo menos 529 profissionais de Saúde até 2016. Alguns deles iriam, até, ser contratados em Portugal. Foi em Junho do ano passado que Ana Silva (nome fictício) regressou a Macau, depois de ter conhecimento da intenção do Governo em contratar médicos. “Fui para Portugal porque em Macau não existe a possibilidade de tirar o curso de Medicina. Fiz todo o meu percurso, mas sempre consciente que um dia voltaria”, começou por contar ao HM. Também a contratação de colegas do seu serviço para os Serviços de Saúde (SS), enquanto Ana estava a concluir a especialidade, acentuou a sua vontade de voltar.
Aqui estou eu
A 1 de Julho, a médica escreveu uma carta dirigida ao director dos SS, Lei Chin Ion, demonstrando a vontade e disposição para trabalhar no hospital Conde de São Januário. Dois meses
decorridos sem qualquer resposta por parte do director, Ana entrou em contacto com os SS, que lhe disseram que esta teria de fazer um exame de equiparação à sua especialidade médica. Para isso teria de submeter o pedido formal de novo ao director dos SS, coisa que fez de imediato.
Primeira surpresa: Ana Silva recebeu uma resposta dos SS a dizer que “não disponham de qualquer posto de trabalho adequado e que não precisavam de profissionais especializados”
É nesta altura que surge a primeira surpresa: Ana Silva recebe uma resposta do departamento dos recursos humanos dos SS a dizer que “não disponham de qualquer posto de trabalho adequado e que não precisavam de profissionais especializados”. “Achei tudo estranho. Então o Governo diz que precisa e que vai contratar e agora eu estava a ali a oferecer o meu trabalho, a achar que estava a fazer a coisa certa, e eles dizem-me que não”, argumentou. Inconformada com a situação, Ana Silva voltou a insistir, tendo-lhe sido dito que iria ser reunido um grupo de júri adequado à sua área, para assim se fazer o exame. A história começa a não bater certo desde o início. “Comecei a questionar-me porque é que o Governo quer contratar médicos portugueses e a mim, com BIR, [bilhete de identidade de residente] e natural de
Macau - algo que eu achava que iria facilitar o processo - me obrigam a fazer um exame”, indagou. É de notar que o Regime de Credenciação dos Profissionais de Saúde, que vem propor a realização de um exame de reconhecimento e equiparação, ainda está em discussão. Actualmente, o decreto-lei que está em vigor é o nº8/99/M de 15 de Março que, no ponto sete do artigo 64º diz: “o grau obtido nos internatos complementares realizados em Portugal considera-se equiparado ao obtido nos internatos complementares regulados no presente diploma”. Uma leitura da Lei Básica permite-nos ainda saber que “o Governo da RAEM determina, por si próprio, o sistema relativo às profissões”, mas, apesar da soberania, a forma como a competência é regulada está definida na lei específica, neste caso no decreto supra mencionado.
Questionados sobre o assunto, os SS, assumindo o conhecimento do caso, não quiseram prestar qualquer esclarecimento.
Onze meses depois
“Foi finalmente marcado o exame, depois de problemas com a
Chegado o dia do exame, Ana Silva entra na sala e, depois de feitas as apresentações, percebe que ninguém falava Português para além da intérprete escolhida pelos SS
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está em tribunal
doutora chumbada
“Para minha surpresa, a 1 de Julho, um ano depois de todo este processo exaustivo, vejo uma publicação em Boletim Oficial, assinada pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, da minha classificação final. Estava oficialmente chumbada. Senti-me desolada.Além de todas as vicissitudes relativas ao exame em si, manifestamente injustas, ainda me cortam o direito de recorrer e reclamar”, relembra. Feitas as contas, o processo traduzido para pedido de recurso chegou às mãos da médica a 23 de Junho, sendo que Alexis Tam assinou o acto final de homologação a 12 do mesmo mês. “É manifestamente ilegal porque só podia ser praticado após o decurso de oito dias dado pela lei”, alega a médica. “Eu própria desconhecia, a 12 de Junho, ainda quais as razões materiais da minha classificação final”, conta. Ana Silva expõe, então, toda a situação a um advogado e é colocada uma acção judicial contra os SS e apresentada uma carta expositiva, dirigida aAlexis Tam, relatando todas as “ilegalidades que aconteceram”.
“Levarei este caso até às últimas consequências para exemplo de todos os jovens locais como eu, que saíram de Macau à procura de qualificações que aqui não existem e quando pretende regressar não são aceites
tradução, porque obrigaram-me a entregar cinco exemplares do meu currículo – com mais de 50 páginas – em Inglês. Disseram-me que se eu quisesse, eles poderiam traduzir, mas que o exame ficaria suspenso até terem a tradução pronta. Preferi ser eu a traduzir para não demorar. Entreguei e o exame foi marcado para os dias 14 e 15 de Maio deste ano, portanto 11 meses depois de ter contactado o director dos SS pela primeira vez”, relembra Ana Silva. Tal como prevê a lei, os examinandos podem requerer à entidade de avaliação que o exame seja feito numa das duas línguas oficiais da RAEM, língua Chinesa ou Língua Portuguesa. Chegado o dia do exame, Ana Silva entra na sala e, depois de feitas as apresentações, percebe que ninguém falava Português para além da intérprete escolhida pelos SS.
“A área de Medicina tem nomes muitos específicos é difícil fazer a tradução de certos termos. Quer dizer, se o Português é uma das línguas oficiais, como é que ninguém falava Português?”, questiona-se. Depois de dois dias intensos de exames, teóricos e práticos, falados em Cantonês e Inglês, Ana Silva achou que tudo aquilo não passava “de uma espécie de praxe”. “Não queria acreditar. O júri não estava preparado para o meu exame. Fizeram-me perguntas do género ‘como prova que o seu diploma é verdadeiro?’ Eu tinha os documentos que o provavam. Também me perguntaram porque é que eu tinha voltado para Macau e porque é que fiz um estágio em Dermatologia por opção, pois em Macau é obrigatório. Percebi que não estavam a par da regras portuguesas. Um dos membros era de Hong Kong e estava a comparar sistemas de saúde completamente
diferentes. O de Macau é parecido com o de Portugal, mas o de Hong Kong é baseado nas regras inglesas. São diferentes”, argumenta. Divididos em duas partes teórica e prática - os exames a que
“Não queria acreditar. O júri não estava preparado para o meu exame. Fizeramme perguntas do género: como prova que o seu diploma é verdadeiro? Eu tinha os documentos que o provavam
Ana Silva foi submetida foram “tudo menos normais”. “Uma má tradução, uma cara de gozo, tudo me pareceu estranho”, conta ao HM. Ana não queria acreditar quando, depois de insistir com os serviços, teve acesso à sua nota: 9,5 para a prova prática e 9,3 para a prova teórica. “O meu curriculum vale 9,7 em Macau? Quando no meu exame em Portugal tive 19,7? (...) Nem eu faço isso aos meus alunos, mas fizeram-me isso, de colega para colega”, assinala.
Silêncio doente
Chumbada e indignada, a médica não desistiu e, como permite a lei, recorreu da decisão do júri, tendo oito dias para o fazer. Para submeter o recurso, Ana Silva teria de apresentar todo o seu processo, algo que não lhe foi facultado no período de tempo previsto, devido à “confusão de papéis e demora na tradução”.
“A minha dignidade pessoal e profissional são muito mais importantes que qualquer avaliação truncada, sabe-se lá por que razões. Fui formada, académica e profissionalmente numa unidade reconhecida internacionalmente pelo seu mérito, (...) levarei este caso até às últimas consequências para exemplo de todos os jovens locais como eu, que saíram de Macau à procura de qualificações que aqui não existem e quando pretendem regressar não são aceites, sobretudo desta forma injusta”, termina. O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, em declarações ao HM, disse que não tinha “qualquer conhecimento da situação”, não lhe tendo chegado qualquer carta às mãos. Alexis Tam afirmou ainda que iria colocar-se a par de toda a situação e, de acordo com o prazo de recurso, tem até quinta-feira para responder. Contudo, da parte da assessoria do próprio Alexis Tam, o HM recebeu a informação de que o caso foi “reencaminhado para os SS”. Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
política
O Secretário Lionel Leong garantiu que o Executivo não vai debater no hemiciclo os projectos de obras públicas de grande envergadura antes da sua implementação, afirmando que a futura Lei do Enquadramento Orçamental dará mais poderes à Assembleia ao nível da fiscalização. Dezasseis deputados pediram a palavra para dizer que o actual sistema não funciona
O
deputado Ng Kuok Cheong questionou o Executivo sobre a possibilidade deste levar a debate na Assembleia Legislativa (AL) todos os projectos de obras públicas de grande envergadura, sobretudo se o orçamento for acima dos 40 milhões de patacas. Mas o Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, foi claro: isso não vai acontecer. O responsá-
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Obras Públicas Governo recusa apresentar projectos detalhados à AL
P’ra quem é, bacalhau basta gcs
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vel defende que a AL já tem meios suficientes de fiscalização. “O Governo não vai apresentar por sua própria iniciativa qualquer projecto de obras públicas na AL, que pode, através da Comissão [de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas discutir projectos]. A realização de um debate é uma competência da AL e é o plenário que vai decidir a realização do respectivo debate. O Governo vai depois organizar o seu trabalho”, apontou Lionel Leong. O Secretário para a Economia e Finanças garantiu ainda que a futura Lei do Enquadramento Orçamental, actualmente em consulta pública, traz mais poderes aos
deputados para fiscalizar obras, calendários e possíveis derrapagens. “Quando mexermos no orçamento global teremos de levar o projecto à AL para examinar. O Governo até finais de Julho de cada ano terá de apresentar à AL um relatório intercalar de quanto dinheiro foi gasto até aí. Trinta dias após cada
trimestre teremos de apresentar a execução do PIDDA (Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração). Ou seja, trimestralmente vai saber-se qual a execução do PIDDA para cada projecto e a AL pode atempadamente dominar melhor o andamento dos projectos. Se
“No que toca às derrapagens orçamentais não conseguimos controlar e muitas vezes o valor ascende ao dobro ou mais. Depois de aprovar o orçamento, como é que podemos fazer a fiscalização?”, apontou Melinda Chan
Chumbo e amianto na água Governo admite falta de meios para elaborar lei
16 quilómetros de canos cancerígenos O Secretário para as Obras Públicas e Transportes, Raimundo do Rosário, admitiu ontem na Assembleia Legislativa (AL) que o Executivo não tem capacidade para dar resposta legislativa a um eventual aumento dos níveis de chumbo na rede pública de água. “Posso admitir que se calhar não temos capacidade técnica para num curto espaço de tempo elaborar tantas leis e regulamentos técnicos”, disse o Secretário em resposta à deputada Kwan Tsui Hang, que havia questionado o Governo sobre a necessidade de elaborar uma lei que controle a fiscalização do abastecimento de água nos edifícios privados. Depois do Governo ter levado a cabo uma avaliação dos níveis de metais pesados nas habitações públicas, Raimundo do Rosário garantiu que ao nível das habitações privadas
não há excesso de metais pesados na rede pública de água. “São realizados testes aleatórios na rede pública de água e os níveis de metais pesados estão em conformidade com a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, explicou aos deputados. Quanto às canalizações com amianto, Raimundo do Rosário confirmou que existem cerca de 16 quilómetros de canalização deste tipo, o que representa 2% de todas as canalizações de água do território. “De seis em seis meses elaboramos um relatório para ver qual a área reduzida em relação ao amianto”, adiantou o Secretário. Também o vice-director substituto do Instituto da Habitação (IH) nada avançou quanto à possibilidade de elaborar uma nova lei sobre o abastecimento de água. “O caso
de Hong Kong é um problema que muito preocupa o Governo de Macau e por isso foi criado um grupo interdepartamental para o efeito. Já fizemos inspecções a 50 edifícios e muitos deles estão dentro dos padrões, mas quanto às habitações privadas entendemos que a responsabilidade recai nos próprios proprietários e empresas de condomínio. O nosso Fundo [de Reparação Predial] incentiva os proprietários a substituir o sistema de abastecimento de água. Na presente fase não inclui as inspecções à água, mas o IH vai colaborar com os proprietários para resolver esse problema”, disse Chan Wa Keong. Recorde-se que, recentemente, altos níveis de chumbo foram encontrados na água da torneira das habitações públicas de Hong Kong, tendo havido, recentemente, um caso também num prédio de luxo. A.S.S.
houver atrasos consegue-se saber melhor as razões”, explicou Lionel Leong. Actualmente, a AL aprova os orçamentos globais do Executivo e debate na Comissão de Acompanhamento alguns projectos específicos, tal como o metro ligeiro ou o Terminal Marítimo do Pac On. Cerca de 16 deputados pediram a palavra e muitos disseram que este sistema não é suficiente para garantir toda a transparência. “No que toca às derrapagens orçamentais não conseguimos controlar e muitas vezes o valor ascende ao dobro ou mais. Depois de aprovar o orçamento, como é que podemos fazer a fiscalização?”, apontou Melinda Chan. “É mais que evidente que há diplomas que estão desajustados”, criticou Ella Lei. “O Secretário entende que o actual mecanismo já é perfeito, mas se fosse assim não iriam surgir tantos casos de derrapagens financeiras. O Comissariado de Auditoria também tem detectado muitos problemas. Entendemos que deve haver uma sessão pública para o público conhecer [os projectos]”, disse a deputada indirecta. Kwan Tsui Hang foi outras das deputadas que se mostrou contra a posição de Lionel Leong. “Entendemos que este tipo de regime não consegue resolver os problemas. Muitas vezes só podemos aprovar o orçamento e os números em geral, mas não conseguimos saber os pormenores das obras. O senhor Secretário é que vai gerir o nosso dinheiro, quais as medidas de que dispõe?”, rematou. Andreia Sofia Silva
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política 5
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Deputados preocupados com águas poluídas na Areia Preta
Mau cheiro no canal Governo defende maior regularização dos pagamentos online
O Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, confirmou ontem que a optimização do comércio electrónico em Macau, incluindo a venda de produtos Made in Macau para o exterior, só poderá avançar com melhorias na legislação quanto à regularização dos pagamentos online. “No futuro vamos tentar continuar a promover os nossos produtos e, para comercializá-los, há que ter uma lei para regular os [pagamentos online] e só depois é que podemos favorecer este tipo de plataformas. Temos de ter legislação para que compradores e vendedores possam utilizar a plataforma, bem como mais medidas complementares de impostos aduaneiros”, disse o Secretário em resposta à deputada Angela Leong. Anselmo Teng, director da Autoridade Monetária e Cambial, frisou que “há que ter um enquadramento jurídico próprio para a fiscalização, os pagamentos na internet são uma actividade vasta”.
Vão ser criados mais 26 pontos Wifi-Go
O Secretário para as Obras Públicas e Transportes, Raimundo do Rosário, confirmou ontem na Assembleia Legislativa (AL) que vão ser criadas mais 26 localizações Wifi-Go no território. “Actualmente o número de localizações é de 174 mas até ao final do ano o número vai chegar aos 200. Esses pontos vão ser instalados nas fronteiras e em alguns pontos turísticos e não em todos os lugares de Macau.” Sobre a nova rede 4G, Raimundo do Rosário referiu ainda que o Governo “está a discutir com as operadoras a questão das tarifas do serviço 4G, planeando elevar a flexibilidade da apreciação e aprovação das mesmas, por forma a incentivar as operadoras a oferecerem planos favoráveis e mais diversificados”.
Obras como a nova ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e a Zona A dos novos aterros estão a causar problemas ambientais na zona costeira junto à Areia Preta. Governo diz que vai estudar o problema, mas deputados pedem urgência nas soluções
O
s deputados exigiram ontem ao Governo medidas para controlar o mau cheiro e a poluição das águas nas zonas costeiras de Macau. Em resposta ao deputado Ho Ion Sang, que questionou os maus cheiros sentidos pelos moradores da Areia Preta, Raimundo do Rosário confirmou que a situação se deve às obras para a nova ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. “A poluição que se verifica na zona costeira da Areia Preta deve-se ao escoamento de emergência e descarga ilegal de águas residuais, que fizeram com que aí se acumulasse lama, uma vez que as obras da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e do aterro da Zona A diminuíram o fluxo de água nessa área marítima”, disse, prometendo medidas para estudar uma solução. “O Governo vai encarregar uma instituição de investigação científica para estudar e determinar medidas de optimização a curto, médio e longo prazo e elaborar um programa viável de aperfeiçoamento do meio ambiente da zona costeira.” Quanto à Zona A dos novos aterros, “foi proposto o controlo da direcção do movimento dos cursos de água por meio de comportas, para se reduzir a acumulação de
O
Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, disse ontem aos deputados que será muito difícil Macau continuar a suportar um aumento de anual de veículos na ordem dos 5%. “De Janeiro a Junho, comparando com o ano passado, houve um aumento de 5% de motas e veículos ligeiros. Se continuamos com este aumento não sei se o problema do trânsito pode ser resolvido. Está cada vez mais complicada a situação do trânsito”, revelou o Secretário ontem na Assembleia Legislativa (AL). Num debate em que os deputados voltaram a pedir medidas concretas
lodo e melhorar a qualidade da água e o movimento das marés. Um eventual aumento da área do terreno a conquistar ao mar requer a aprovação do Governo Central”.
Por não ter sido apresentado um calendário para resolver o problema, os deputados questionaram até quando é que os residentes terão de suportar os maus cheiros. “Qual será a
entidade responsável por esse estudo e quanto tempo vai levar até se chegar a uma conclusão? Três anos, cinco anos? Antes do problema ser resolvido a população tem de continuar a aguentar”, criticou Au Kam San. “A situação tornou-se cada vez mais grave”, frisou Kwan Tsui Hang. “Já não tem a ver com o cheiro, a água potável pode ficar contaminada. O Governo não tem nenhuma solução? Essa sua afirmação causa pânico e parece que ninguém tem competência sobre a matéria das águas poluídas.” Zheng Anting acusou o Executivo de só apresentar “soluções paliativas” para o problema. “[Na Areia Preta] existem 32 mil fracções com mais de cem mil habitantes. Temos de resolver o problema do cheiro no canal e temos de pedir autorização ao Governo Central, que também quer resolver os problemas dos moradores de Macau. Temos que ser realistas: a situação mudou e também temos de mudar alguma coisa, talvez conquistar aquele terreno ao mar para que a situação da zona norte ou de outras zonas seja melhor. As soluções são paliativas e a água limpa e poluída estão misturadas. Devemos ou não pedir ao Governo Central para aterrar aquela zona, para resolver o problema a longo prazo?”, questionou o deputado. Raimundo do Rosário foi peremptório ao confirmar que a situação ambiental na zona está longe de ser a desejável. “Não tem havido problema com a água potável mas o que está em causa é a água residual. Os esgotos fluviais e residuais na areia preta são diferentes e o maior problema é a nova ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, que tornou a Areia Preta num beco sem fluxo. A acumulação da lama causou a situação na qual estamos hoje”, rematou o Secretário. Andreia Sofia Silva
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Macau não suporta aumento anual de 5% de veículos
É muita roda para pouca estrada para resolver o excesso de tráfego no território, Raimundo do Rosário referiu que o maior problema ao
nível dos transportes públicos é a falta de recursos humanos. “Os condutores têm uma idade média de 50
anos, e se a situação continuar teremos autocarros mas sem condutores, e o serviço de autocarros será afectado. Esperamos emitir mais carreiras, mas isso também vai afectar as outras carreiras por falta de condutores. Há falta de jovens a ingressar na profissão”, frisou. Lam Hin San, director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), garantiu que serão criadas quatro novas carreiras de autocarros e prometeu “para breve” novidades sobre
a negociação contratual com as operadoras de autocarros. “Estamos a negociar com duas companhias concessionárias quanto a um novo modelo, para que possam aumentar o número de frequência Esperamos muito em breve poder chegar a um consenso das carreiras. Recebemos um pedido para a criação de uma carreira entre a zona do edifício Dinasty e a Taipa, a qual vamos estudar e apreciar o quanto antes”, rematou. A.S.S.
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O
caso dos terrenos trocados pelo da antiga Fábrica de Panchões Iec Long vai seguir para o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) para investigação. A decisão foi tomada pelo Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário. pub
Iec Long Raimundo do Rosário quer caso investigado pelo CCAC
Siga para bingo ou pior gcs
Raimundo do Rosário quer que o caso da antiga Fábrica de Panchões Iec Long siga para investigação no CCAC. O Secretário confessou desconhecer os pormenores do caso, mas quer tudo em pratos limpos, pela promessa de um Governo transparente
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“[O Secretário] entendeu propor que o processo seja submetido ao CCAC para os efeitos que tiver por convenientes”, escreveu o Gabinete de Raimundo do Rosário ontem, em comunicado. O responsável justifica a sua decisão com o facto de ser ter comprometido, no início do seu mandato a “sempre actuar em conformidade com a lei
e em respeito pelos interesses da RAEM”. Até ontem, tanto Raimundo do Rosário comoAlexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, afirmavam desconhecer os pormenores do caso em questão, uma vez que teve início quando nenhum dos dois ocupava as actuais posições. No entanto, Chui Sai On, Chefe
do Executivo, e o Secretário para os Transportes e Obras Públicas mostraram-se disponíveis e com vontade de esclarecer este caso. “Até ao momento, nenhum terreno desocupado foi recuperado, nem tenho as informações respectivas às permutas do terrenos, mas tenho vontade de explicar a questão na Assembleia Legislativa”, disse
Raimundo do Rosário ao Jornal do Cidadão, depois de uma reunião plenária na semana passada. O caso resume-se ao facto de serem desconhecidos vários pormenores sobre as trocas feitas num caso que remonta a 2001, quando Ao Man Long dirigia a Secretaria para os Transportes e Obras Públicas. Nessa altura, foi feita uma troca com a Sociedade de Desenvolvimento Predial da Baía da Nossa Senhora da Esperança, S.A. Esta encontrava-se na “qualidade de representante dos titulares” do terreno da Fábrica de Panchões. A empresa tem dois administradores: Tat Choi Kong, membro do quadro da Administração da Universidade de Macau e da Câmara do Comércio, e Sio Tak Hong, membro do Conselho Executivo. Com o objectivo de preservar o local, o Governo acabou por negociar com a Sociedade de Desenvolvimento Predial da Baía da Nossa Senhora da Esperança: em troca da fábrica, daria 152 mil metros quadrados aos representantes. Esses lotes iriam ficar na Taipa, mas a empresa acabou por ficar com 19 mil metros quadrados de terra nos NAPE, que cedeu à ShunTak para construção dos empreendimentos One Central, Mandarim Oriental e MGM, sendo ainda tem de receber 133 mil metros quadrados. Leonor Sá Machado
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sociedade
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Sin Fong Todos concordam com reconstrução, depois de ser conhecida a acusação
Negociações à espera do MP Todos os proprietários concordam com a reconstrução do edifício Sin Fong Garden mas, agora que acabou a polémica em torno deste problema, os moradores dizem que só vão reatar as negociações depois de saberem resultados da acusação do Ministério Público face a sete moradores
E
stá decidido: todos os proprietários de fracções no Edifício Sin Fong Garden concordam com a reconstrução do prédio. Contudo, nada se poderá fazer ainda, uma vez que sete dos proprietários ainda esperam pelo desfecho da acusação do Ministério Público. Depois do último encontro entre os moradores do Sin Fong Garden e o Secretário para Transportes e Obras Públicas - há três meses -, ainda não tinha sido revelada a decisão sobre o que fazer ao prédio, evacuado em 2012 por estar em perigo de ruína. O Governo deu, em Abril deste ano, um mês aos moradores para decidirem se queriam avançar com reconstrução ou reparação do edifício. Chao Ka Cheong, porta-voz dos moradores, revelou ontem ao HM que todos os proprietários já concordaram com a reconstrução. Contudo, o responsável explica que as negociações para esse fim só regressam depois de se saber se sete dos moradores que ocuparam a via pública em frente ao Sin Fong, em jeito de manifestação, vão a tribunal ou não. “A nossa ideia é apenas avançar com a questão da reconstrução do
edifício depois de estar concluído o caso de acusação no Ministério Público”, começa por dizer Chao ao HM. “Até o dono da loja já
mostrou que concorda com a reconstrução e quer que o trabalho esteja pronto. Mas falta saber dos sete moradores acusados”,
acrescentou, sem querer, contudo, comentar face à acusação. O caso andava num impasse devido ao facto de duas pessoas não concordarem com a reconstrução do prédio, sendo que mais recentemente faltava apenas a concordância do lojista do rés-do-chão. O impasse acabou agora. O prédio de 30 andares abrigava mais de uma centena de famílias. O Governo revelou já em 2014 um relatório técnico no qual atribuía a culpa das deficiências na construção em quatro pilares do edifício ao director da obra e ao construtor, mas reconheceu não poder sancionar os dois responsáveis por já ter passado o prazo de cinco anos que permitia atribuir responsabilidades. Só se podia avançar com a reconstrução ou demolição do prédio se 100% dos proprietários concordassem, devido à legislação em vigor. Chao Ka Cheong referiu ontem ao HM que, como os sete moradores foram acusados pelo Ministério Público do crime de desobediência qualificada por causa da manifestação realizada na estrada em frente ao edifício no ano passado – e uma vez que a decisão só sai a 15 de Setembro – as negociações para a reconstrução só vão recomeçar depois dessa data. O HM tentou saber mais pormenores do caso junto do Gabinete do Secretário para os Transportes e Obras Públicas, mas até ao fecho desta edição não foi possível obter qualquer resposta. Flora Fong (com J.F.)
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População aumenta 3% no final de Junho
Tabaco Mais de quatro mil multados
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M
população subiu 3% no final de Junho deste ano para 642.900 pessoas comparativamente ao mesmo período de 2014, foi ontem anunciado. Os dados constam das estatísticas demográficas do segundo trimestre deste ano e indicam que 50,6% da população, ou 325.400 pessoas, era do sexo feminino. Numa análise ao primeiro semestre verifica-se que foram registados 3.374 nados-vivos mais 71 face ao período homólogo anterior -, e 1017 óbitos, menos dez do que nos primeiros seis meses de 2014. O crescimento natural da população de Macau seria, assim, de 2357 pessoas, ao contrário das mais 18.900 contabilizadas nas estatísticas demográficas. O crescimento da população de Macau
manteve uma forte dependência da autorização de permanência a trabalhadores não residentes. No final de Junho de 2014 estavam autorizados a permanecer em Macau 155.310 indivíduos com o título de TNR, número que aumentou 16,23% para 180.523 pessoas em Junho de 2015, ou seja, mais 25.213 pessoas.
ais de 4150 pessoas foram multadas até ao final de Julho em Macau por fumarem em locais proibidos, em casos detectados nas mais de 166 mil inspecções efectuadas pelos fiscais dos Serviços de Saúde. Numa aposta contra o tabaco, que levou desde 2012 o Governo a limitar os locais onde é possível fumar, o Governo efectuou, só neste ano, uma média de 785 inspecções a estabelecimentos tendo registado 4159 infracções. Entre aqueles que foram detectados a fumar em local proibido, 92,7%, ou 3856 pessoas, eram homens e 62,9% ou 2618 indivíduos eram residentes de Macau, 1348 eram turistas e 193 trabalhadores
não residentes. De acordo com nota oficial, os cibercafés são o local com maior número de infracções, seguindo-se parques, jardins e zonas de lazer, e lojas e centros comerciais. A nota dos SS refere ainda que em 189 dos casos de multa foi necessário o apoio das forças de segurança e que 3289 dos acusados já saldaram a multa junto das autoridades, no valor de 600 patacas. Só nos casinos, onde apenas é permitido fumar em salas próprias construídas para o efeito, foram efectuadas 261 inspecções que levaram à acusação de 244 pessoas - 227 homens e 17 mulheres -, maioritariamente turistas, por estarem a fumar em local proibido.
Gabinete de Apoio ao Secretariado do Fórum Macau no activo até 2019
O Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa vai continuar em funções, pelo menos até Março de 2019. De acordo com um despacho publicado em Boletim Oficial, a prorrogação da sua existência é precisa para “prestar apoio e serviços logísticos ao Secretariado, por forma a que possam ser concretizados os planos e projectos que este órgão pretenda promover”, refere o despacho. O Fórum Macau existe desde Outubro de 2003 e pretende fomentar, através de uma série de actividades, a relação entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Macau serve, assim, de plataforma de exercício dessa mesma relação.
HSBC Insurance (Asia) Limited deixa de operar em Macau
O Chefe do Executivo revogou a autorização concedida à HSBC Insurance (Asia) Limited para o exercício da actividade seguradora. A revogação aconteceu no mês passado, mas só ontem foi publicada em Boletim Oficial. Desde 1985 que a seguradora operava no território, inicialmente com a designação de Carlingford Insurance Company.
Joaquim Teixeira de Sousa no MP por mais um ano
Joaquim Teixeira de Sousa vai continuar a exercer as funções de magistrado no Ministério Público, como até aqui aconteceu. De acordo com um despacho publicado recentemente em Boletim Oficial, o novo contrato mantém o português na procuradoria desde Setembro próximo até ao mesmo mês de 2016.
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hoje macau terça-feira 11.8.2015
Notificação no 002/NOEP-L/GJN/2015 Considerando que não se revela possível notificar os interessados, pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, para o efeito do regime procedimental nos respectivos processos administrativos sancionatórios, nos termos do artigo 14º do Decreto-Lei nº 52/99/M, de 4 de Outubro, do artigo 68º e do nº 1 do artigo 72º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, o signatário notifica, pela presente, nos termos do nº 2 do artigo 72º do Código do Procedimento Administrativo e no uso das competências conferidas pelo Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e constantes da Proposta de Deliberação nº 01/PDCA/2014, de 9 de Maio, publicada na Série II do Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau nº 20, de 15 de Maio de 2014 e pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 83/2014, publicado na Série II do Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau nº 19, de 7 de Maio de 2014, os infractores, constantes das tabelas desta notificação, do conteúdo das respectivas decisões sancionatórias:
陳嘉靖 CHAN KA CHING
M
(*1)
13464**(*)
A051603/2013
6/4/2013
7/10/2014
梁志君 LEUNG CHI KUAN
M
(*1)
51593**(*)
A051788/2013
8/4/2013
7/10/2014
何偉麟 HO VAI LON
M
(*1)
51745**(*)
2-000023AF/2013
9/4/2013
7/10/2014
胡林平 WU LAM PENG
M
(*1)
13729**(*)
A051502/2013
12/4/2013
7/10/2014
譚曉峰 TAM HIO FONG
M
(*1)
12407**(*)
A051181/2013
13/4/2013
7/10/2014
許志偉 HSUI CHI WAI
M
(*1)
13434**(*)
A050277/2013
14/4/2013
7/10/2014
蘇偉光 SOU WAI KUONG
M
(*1)
51558**(*)
A051882/2013
19/4/2013
10/10/2014
楊翔成 IEONG CHEONG SENG
M
(*1)
13970**(*)
A051488/2013
20/4/2013
10/10/2014
莫壽祺 MOK SAO KEI
M
(*1)
73716**(*)
A051632/2013
21/4/2013
10/10/2014
SANTOS PADERES CELERINO
M
(*1)
13100**(*)
A037112/2013
24/4/2013
10/10/2014
陳健文 CHAN KIN MAN
M
(*2)
M0200337***
A051963/2013
2/5/2013
10/2/2015
黃棟才 WONG TONG CHOI
M
(*1)
13771**(*)
A052654/2013
4/5/2013
10/10/2014
黃國其 WONG KUOK KEI
M
(*1)
73370**(*)
A052668/2013
4/5/2013
10/10/2014
LONG LUZIA PUI SAN
F
(*1)
50763**(*)
A051983/2013
4/5/2013
10/10/2014
張翔 CHEONG CHEONG
M
(*1)
51576**(*)
A051988/2013
5/5/2013
10/10/2014
李容合 LEI IONG HAP
M
(*1)
74106**(*)
A050758/2013
6/5/2013
10/10/2014
葉德輝 IP TAK FAI
M
(*1)
51526**(*)
A052087/2013
9/5/2013
10/10/2014
鄭銘貽 CHEANG MENG I
M
(*1)
12331**(*)
A052016/2013
9/5/2013
10/10/2014
吳浩 NG HOU
M
(*1)
12250**(*)
A052185/2013
11/5/2013
10/10/2014
鄭子安 CHIANG CHI ON
M
(*1)
51382**(*)
A052033/2013
11/5/2013
10/10/2014
關志偉 KWAN CHI WAI
M
(*1)
12526**(*)
A052682/2013
14/5/2013
10/10/2014
劉建文 LAO KIN MAN
M
(*1)
51840**(*)
A052900/2013
17/5/2013
10/10/2014
李志發 LEI CHI FAT
M
(*1)
74093**(*)
A052303/2013
28/5/2013
10/10/2014
高健恆 KOU KIN HANG
M
(*1)
51015**(*)
A050636/2013
1/6/2013
10/10/2014
M
(*1)
12432**(*)
A052968/2013
6/6/2013
10/10/2014
M
(*1)
12432**(*)
A052976/2013
10/6/2013
10/10/2014
洪可晉 HONG HO CHON
M
(*1)
12408**(*)
A053689/2013
1/6/2013
10/10/2014
徐詠嵐 CHOI WENG LAM
F
(*1)
12847**(*)
A052983/2013
12/6/2013
10/10/2014
何文瀚 HO MAN HON
M
(*1)
12608**(*)
2-000086AQ/2013
14/6/2013
10/10/2014
梁卓恆 LEONG CHEOK HANG
M
(*1)
51693**(*)
A052980/2013
17/6/2013
10/10/2014
何家禧 HO KA HEI
M
(*1)
51190**(*)
A050299/2013
19/6/2013
10/10/2014
羅奕虎 LO IEK FU
M
(*1)
73986**(*)
2-000030AR/2013
20/6/2013
10/10/2014
溫家興 WAN KA HENG
M
(*1)
13146**(*)
A052997/2013
24/6/2013
10/10/2014
Não é de atender a esta notificação, caso os infractores constantes das tabelas anexas tenham já saldado, aquando da presente publicação, as respectivas multas, resultantes da acusação. Para informações mais pormenorizadas, os interessados poderão ligar para o telefone nº 8295 6868 ou dirigir-se pessoalmente ao referido Núcleo Operativo deste Instituto.
李捷聰 LEI CHIT CHONG
M
(*1)
50909**(*)
A052996/2013
24/6/2013
10/10/2014
陳振星 CHAN CHAN SENG
M
(*1)
51727**(*)
A053636/2013
28/6/2013
10/10/2014
陳家豪 CHAN KA HOU
M
(*1)
51158**(*)
A053822/2013
30/6/2013
10/10/2014
Aos 21 de Julho de 2015
蘇君正 SOU KUAN CHENG
M
(*1)
12287**(*)
A054527/2013
30/6/2013
10/10/2014
Nos termos do nº 4 do artigo 36º, nº 1 do artigo 37º, artigos 38º e 39º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, aprovado pelo Regulamento Administrativo nº 28/2004, o Presidente do Conselho de Administração, ou seus substitutos, exararam despachos nas respectivas informações, tendo em consideração as infracções administrativas comprovadas e a existência de culpa confirmada. Assim: 1.
Foram aplicadas aos infractores, constantes das Tabelas I a IV, as multas previstas no nº 2 do artigo 45º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e no artigo 2º do Catálogo das Infracções, no valor de MOP600,00 (cada infracção); Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto no nº 1 do artigo 13º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no nº 7 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resultam da prática de actos de “nos espaços públicos, abandonar resíduos sólidos fora dos locais e recipientes especificamente destinados à sua deposição”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela I) Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto no nº 1 do artigo 4º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no nº 23 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resultam da prática de actos de “colocar ou abandonar no espaço público quaisquer materiais ou objectos”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela II) Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto na alínea 3) do nº 1 do artigo 9º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no nº 30 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resultam da prática de actos de “permitir a circulação de animal nos espaços públicos sem que ele esteja preso em gaiola, jaula, por trela ou aparelho similar ou sem que ele use os aparelhos de identificação e de segurança estabelecidos na licença”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela III) O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto na alínea 1) do nº 1 do artigo 2º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no nº 13 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resulta da prática do acto de “cuspir escarro ou lançar muco nasal para qualquer superfície do espaço público, de instalações públicas ou de equipamento público”, tendo sido o infractor notificado do conteúdo da acusação. (cfr.: Tabela IV)
2.
Além disso, os infractores podem ainda apresentar reclamação contra os actos sancionatórios ao autor do acto, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da publicação da notificação, nos termos dos artigos 145º, 148º e 149º do Código do Procedimento Administrativo, sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 123º do referido Código. Para efeitos do disposto no nº 2 do artigo 150º do mesmo diploma, a reclamação não tem efeito suspensivo sobre o acto.
3.
Quanto aos actos sancionatórios, os infractores podem apresentar recurso contencioso no prazo estipulado nos artigos 25º e 26º do Código de Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei nº 110/99/M, de 13 de Dezembro, ao Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau.
4.
Sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 75º do Código do Procedimento Administrativo, para efeitos do disposto no nº 4 do artigo 55º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, os infractores deverão efectuar a liquidação de todo o valor das multas aplicadas, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a partir da data da publicação da presente notificação, no Gabinete Jurídico e Notariado do IACM (Núcleo Operativo do IACM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos), sito na Avenida da Praia Grande, nos 762-804, Edf. China Plaza, 5º andar, Macau ou através do acesso ao endereço electrónico http://www.iacm.gov.mo/rgep. Caso contrário, o IACM submeterá os processos à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças para a cobrança coerciva, nos termos do artigo 17º do Decreto-Lei nº 52/99/M e do artigo 29º do Decreto-Lei no 30/99/M.
5.
Tabela II
O Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek Tabela I Nome
Sexo
Tipo e nº do documento de identificação
Nº da acusação
LEONG MARIO ESPERANCA LEONG MARIO ESPERANCA
Data da infracção
Data em que foram exarados os despachos de aplicação das multas
賴浩傑 LAI HOU KIT
M
(*1)
51624**(*)
A035241/2012
16/6/2012
11/9/2014
余嘉銘 U KA MENG
M
(*1)
51521**(*)
A049882/2013
19/3/2013
7/10/2014
許丁興 HOI TENG HENG 楊翔成 IEONG CHEONG SENG 郭勁峰 KUOK KENG FONG
M
(*1)
73884**(*)
A048248/2013
1/4/2013
7/10/2014
M
(*1)
13970**(*)
A050132/2013
3/4/2013
7/10/2014
M
(*1)
13372**(*)
A050140/2013
3/4/2013
7/10/2014
黃維雄 WONG WAI HONG
M
(*1)
12264**(*)
A051176/2013
4/4/2013
7/10/2014
馮保星 FONG POU SENG
M
(*1)
51501**(*)
A050097/2013
6/4/2013
7/10/2014
鄭銘貽 CHEANG MENG I
M
(*1)
12331**(*)
A051604/2013
6/4/2013
7/10/2014
陳雪玲 CHAN SUT LENG
F
(*1)
72777**(*)
A050463/2013
13/5/2013
10/10/2014
梁錦華 LEONG KAM WA
M
(*1)
73942**(*)
A053608/2013
8/6/2013
10/10/2014
Tabela III FRANCO MALDONADO ANGELA CONSUELO
F
(*1)
15686**(*)
A050689/2013
20/4/2013
11/9/2014
盧家偉 LOU KA WAI
M
(*1)
74041**(*)
A053675/2013
12/6/2013
10/10/2014
譚偉華 TAM WAI WA
M
(*1)
51645**(*)
A051676/2013
27/4/2013
10/10/2014
周桂CHAO KUAI
M
(*1)
73819**(*)
A024807/2013
13/6/2013
10/10/2014
Tabela IV
Nota: (*1) Bilhete de Identidade de Residente da Região Administrativa Especial de Macau (*2) Salvo-conduto de residente de Hong Kong e Macau para deslocação à República Popular da China (salvo-conduto de residente para deslocação à RPC)
www. iacm.gov.mo
sociedade 9
hoje macau terça-feira 11.8.2015
O
presidente do Instituto de Planeamento Urbano de Macau, José Chui Sai Peng, sugere diminuir o número de habituações a construir na futura Zona B dos novos aterros, alegando a necessidade de protecção da vista da Colina da Penha. O também deputado junta-se, assim, a outras vozes contra a construção de prédios altos no local. Segundo o Jornal do Cidadão, Chui Sai Peng disse, num workshop
Novos Aterros Chui Sai Peng propõe menos habitações na Zona B
Tirar daqui e pôr ali subordinado ao tema e realizado pelo mesmo instituto, que acha mais viável distribuir as duas mil fracções planeadas para a Zona B para outras zonas. “Caso sejam mantidas as duas mil fracções na Zona B, deverão ser criados sete edifícios habitacionais de 60 metros. Na possibilidade de diminuir o número de fracções para mil, as outras zonas poderão receber 500 fracções cada. Feitas as contas, a densidade populacional da Zona A poderá ultrapassar as 70 mil pessoas por quilómetro quadrado, mas nas zonas C, D e E será de 37 mil, enquanto na Zona B de apenas seis mil. Assim, caso as zonas C, D e E recebam mais fracções, irão atingir as 38 mil pessoas por quilómetro quadrado”, argumentou. Em causa está também a polémica da autorização da construção
Começa inquérito intercensos para o próximo ano
A
té 25 de Agosto irá decorrer o período de inquérito-piloto dos intercensos 2016 nas zonas da Doca do Lam Mau e do Fai Chi Kei. A Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) indicou, num comunicado à imprensa, que o inquérito pretende abranger cerca de 2200 unidades de alojamento das áreas mencionadas. “Estas unidades seleccionadas já têm vindo a receber, sucessivamente, as respectivas cartas-aviso emitidas pela DSEC desde o início do corrente mês”, esclarece o organismo. A DSEC tem visitado de forma sucessiva a União Geral das Associações dos Moradores de Macau e a Associação de Administração de Propriedades de Macau, a fim de apresentar os trabalhos concretos desta operação estatística e procurar auscultar as suas opiniões e sugestões. As autoridades informam ainda que os entrevistadores irão envergar um uniforme de cor amarela e são portadores de um cartão de identificação válido, assim como de uma pasta com o logótipo do inquérito-piloto. Devidamente identificados, os trabalhadores irão recolher informações junto dos agregados familiares das unidades de alojamento seleccionadas, até 25 de Agosto. Os agregados familiares podem optar pelo preenchimento on-line do questionário através da página-web dos Intercensos 2016, na página da DSEC, até 21 de Agosto. Todos os dados individuais e dos agregados familiares recolhidos são confidenciais, só podendo ser utilizados para fins exclusivamente estatísticos, assegura a DSEC. F.A.
Obras de restauro na fachada da Igreja de São Domingos
O Instituto Cultural vai dar início a obras de restauro da fachada da Igreja de São Domingos, depois de ter sido analisada a hipótese de queda de uma parte do reboco da fachada. A obra de restauro começou ontem e a entrada principal estará encerrada durante o período de restauro, que decorrerá até ao dia 30 de Setembro.
tiago alcântara
Chui Sai Peng considera que se devem dividir as fracções destinadas para a Zona B dos novos aterros pelas outras zonas, de forma a que não se concentre tudo no mesmo espaço
Uso de telemóvel durante condução aumentou de edifícios de cem metros de altura na Zona B, que muita preocupação tem gerado entre a sociedade, por esta construção tapar a vista da colina. O deputado, numa análise ao conteúdo do planeamento do Governo, propõe que as zonas onde vão ser criadas habitações possam ser tro-
cadas, colocando, por exemplo, os edifícios altos que irão ser construídos ao lado da Torre de Macau nos aterros em frente ao casino MGM. Chui Sai Peng diz ainda que, caso o Governo mude de ideias, deve ser feito um novo design. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Património questionados critérios sobre consultas
Existem ou não? M ak Soi Kun considera “estranhos” os critérios que o Governo tem para levar a cabo consultas públicas sobre o património e coloca até em causa se eles existem. O deputado diz não entender a razão que leva o Executivo a fazer uma
auscultação pública face ao antigo Hotel Estoril, mas não o ter feito aquando das obras de extensão do Quartel de São Francisco. Mak Soi Kun relembra que o Hotel Estoril não é património, enquanto que o Quartel de S. Francisco é e questiona se há realmente critérios para as consultas públicas. Numa interpelação escrita, Mak Soi Kun apontou que o Quartel de S. Francisco já tem mais de 400 anos de história e foi um dos primeiros edifícios a integrar a lista do património cultural protegido. No entanto, recorda, na semana passada um residente mostrou-se preocupado sobre a possibilidade da obra de extensão do edifício da Direcção dos Serviços das Forças de Segurança poder destruir a arquitectura do Quartel de S. Francisco. O deputado acha confuso como é que um património pode ser estendido sem nenhuma consulta pública, mas, ao mesmo tempo, se realizam várias auscultações para a reutilização do antigo Hotel Estoril, que não foi confirmado como património cultural. “O Governo já tem uma série de regulamentos ou critérios para decidir quais casos precisam de ser sujeitos a consultas públicas, ou apenas depende da consciência subjectiva para decidir isso?” questiona. F.F.
Os casos de condutores que utilizaram os telemóveis enquanto conduziam aumentaram 12 vezes nos primeiros cinco meses deste ano. Segundo o Jornal Ou Mun, a Polícia de Segurança Pública (PSP) publicou recentemente dados onde mostra que foram contabilizados 1400 casos de infracção pelo uso de telemóveis na condução de automóveis de Janeiro a Maio deste ano, um aumento de 12 vezes face ao mesmo período do ano passado. Já no caso das motocicletas, o aumento registado foi de três vezes, tendo sido registados 124 casos. A multa chega às 600 patacas.
Alteradas taxas de seguro para acidentes de trabalho
O Governo alterou os valores referentes à cobertura do risco de trajecto para acidentes de trabalho. A alteração, anunciada através de despacho publicado em Boletim Oficial, determina a aplicação de uma sobretaxa de 0,25% no caso da “cobertura do seguro incluir o risco de trajecto” e de uma taxa mínima obrigatória de 0,1% no caso de ser o segurado a querer incluir o risco de acidentes no trajecto.
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eventos
hoje macau terça
IC Lançado apoio financeiro para actividades culturais
Para as associações com amor A briram as candidaturas para os programas de Apoio Financeiro para Actividades e/ou Projectos Culturais, Formação de Recursos Humanos na Gestão Cultural e das Artes e de Subsídios à Arte da Comunidade do Instituto Cultural (IC). Estas irão estar abertas dias 9, 11 e 14 de Setembro a todas as associações locais registadas e sem fins lucrativos que estejam interessadas em realizar todos os tipos de actividades culturais e artísticas. Numa nota à imprensa o IC explica que os programas pretendem “promover o desenvolvimento do pluralismo cultural e de fomentar talentos locais nas áreas artística e cultural”. O Programa de Apoio Financeiro para Activida-
des/Projectos Culturais é direccionado para as artes visuais, dança, música, ópera, património cultural, criação e estudos literários, estudos académicos, filmes e arte multimédia e indústrias culturais e criativas, entre outros. Enquanto o programa de Formação de Recursos Humanos na Gestão Cultural e das Artes pretende contribuir para o “desenvolvimento estável e sustentável dos grupos artísticos e culturais locais e do estímulo da formação de
gestores profissionais nesta áreas, pretendendo-se criar uma reserva destes talentos, a fim de promover o desenvolvimento saudável e integrado no domínio artístico e cultura em Macau”, fomentando talentos nas áreas do planeamento, coordenação, gestão de eventos e gestão técnica nos domínios da arte e cultura. Por fim, o programa de Subsídios à Arte da Comunidade está focado no incentivo às associações ar-
tísticas locais para que estas entrem nas comunidades ou em determinados grupos, convidando-os à produção e à participação colectiva. O programa pretende assim evidenciar características comunitárias e revelar obras através de técnicas artísticas diversificadas, gerando mais oportunidades de comunicação ao longo do processo de produção artística, assim como criar laços entre as comunidades e aproximar as artes e a comunidade. Os interessados deverão entregar os formulários de inscrição, disponíveis no site do IC, no edifício do instituto, entre as 9h30 e as 19h30 horas, dos dias 9 a 11 e 14 de Setembro. Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
Música SJM faz acordo com MACA para proteger direitos de autores locais
Sociedade de Jogos de Macau (SJM) assinou com a Associação de Compositores e Autores de Macau (MACA, na sigla inglesa) um acordo de performances ao vivo. A cerimónia decorreu no Grand Lisboa e vai permitir a salvaguarda dos direitos de autor de músicas que passem nos hotéis e casinos da operadora. A MACA tem levado a cabo acordos destes, depois de ter inscritos na Associação músicas de cantores locais e estrangeiros. Ontem, foi a vez da SJM, que assegura, contudo, ser pioneira ao passar apenas música local. “O acordo tem como objectivo proteger os direitos
sjm
Pela lei, pela grei e pelos talentos A de autor das músicas que passem nas propriedades da SJM, como o Grand Lisboa, o Lisboa, o Oceanus e o Ponte 16”, começa por indicar um comunicado da empresa. “Mais ainda, tal como foi anunciado nesta cerimónia, o Casino Lisboa será o primeiro em Macau a comprometer-se a tocar
apenas música de locais nas suas instalações.” O acordo foi assinado por Angela Leong, directora-executiva da SJM, e Ung Kuok Iang, presidente da MACA, sendo que estiveram ainda presentes na cerimónia representantes da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ).
À venda na Livraria Portuguesa O Fim do Império • Ribeiro Cardoso
Em setembro de 1974, Lourenço Marques testemunhou um crime sem perdão que originou incontáveis mortos, na esmagadora maioria negros - graças à loucura e irresponsabilidade de um punhado de brancos que, sentindo o seu mundo de privilégios a ruir, se lançou numa aventura sem sentido, arrastando emocionalmente milhares de compatriotas que, desinformados e impreparados politicamente, naquele contexto eram presa fácil de qualquer patrioteirismo rasteiro. O resultado foi, num primeiro momento, uma euforia balofa, difundindo via rádio desejos e boatos como realidades – com os seus membros mais exaltados entregando-se, ao som do Rádio Clube de Moçambique assaltado, a uma autêntica orgia de sangue negro nas ruelas sem esgoto do caniço. Ao terceiro dia, o medo que se havia apoderado da população negra, que ouvia a rádio apelando à intervenção sul-africana e rodesiana, transformou-se em levantamento geral sob a forma de uma marcha de catanas sobre a cidade branca.
“Como uma empresa responsável, a SJM quer apoiar as iniciativas que beneficiem a comunidade e economia de Macau e, ao apoiar a protecção dos direitos de autor iniciados pela MACA, esperamos servir de exemplo para outros”, disse Leong, que acredita que “tocar música de locais 24 horas nos casinos poderá servir como uma plataforma para os músicos profissionais de Macau mostrarem o seu talento”. Já Ung Kuoc Iang, presidente da MACA, considera que o facto de a SJM ter confirmado que vai utilizar música local demonstra que “a música local tem cada vez uma melhor marca no mercado”. J.F.
CCM Companhia espanhola em Macau
E deixá ´
La Maquiné é uma companhia de teatro espanhola que apresenta, a 15 e 16 de Agosto, um espectáculo de marionetas da “Floresta dos Grimm” destinada aos mais novos. O CCM apresenta três espectáculos, a 180 patacas cada
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Triunfo do Amor Português • Mário Cláudio
Celebrando o amor, Mário Cláudio reescreve no presente volume doze histórias de amor e transgressão recriadas a partir de lendas e de episódios da História de Portugal, como as de Pedro e Inês, Leonor Teles e o Conde de Andeiro, Camilo Castelo Branco e Ana Plácido ou António Nobre e Alberto de Oliveira. No prefácio ao livro, Agustina Bessa-Luís escreve: «(…) Nem uma só das narrativas de Mário Cláudio está despojada de culpa. Porque o amor se previne com a culpa para ser agente de mudanças. Se fosse preciso afirmar Mário Cláudio como um escritor, este livro “Triunfo do Amor Português” vinha coroar a sua obra.»
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a-feira 11.8.2015
IEEM organiza curso de Direito sobre Propriedade Intelectual
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Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM) organiza, entre os dias 23 de Novembro e 2 de Dezembro, um curso intensivo sobre Propriedade Intelectual, que acontece entre Macau e Hong Kong. O programa consiste em três diferentes componentes, abarcando um seminário na 12ª Escola de Propriedade Intelectual, outro que versa sobre a identificação de dispositivos IP e, finalmente, um acerca da impressão a três dimensões e risco secundário. O primeiro realiza-se de 23 a 27 de Novembro, no Centro Cultural de Macau, o segundo de 30 do mesmo mês a 1 de Dezembro no hotel Grand Lapa, e o terceiro acontece no dia 2, em Hong Kong. A Escola de Direito de PI ajuda, de acordo com a organização, à actualização
de conhecimentos sobre questões fundamentais de PI a serviços e funcionários do Governo e empresa privadas. O mesmo documento indica que o curso tem uma forte componente prática com várias sessões de simulação de audiência para treino dos alunos. Se realizados separadamente, o curso de uma semana na Escola de Propriedade Intelectual fica a oito mil patacas, com o segundo curso disponível a seis mil patacas e todo o pacote a 14,4 mil patacas. O IEEM tem inscrições abertas até 10 de Novembro.
Cursos de Espanhol para iniciantes
u para apresentar “A Floresta dos Grimm”
á-los brincar A
companhia de teatro espanhola La Maquiné vem a Macau nos dias 15 e 16 de Agosto para apresentar a peça “A Floresta dos Grimm”, uma peça inteiramente original e com recurso a histórias e contos de fadas tradicionais. Os espectáculos acontecem às 15h00 e às 19h30 de sábado e às 15h00 de domingo, com bilhetes disponíveis a 180 patacas para o pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). De La Maquiné fazem parte o seu director artístico e visual, Joaquin Casanova, e Elisa Ramos, artista e produtora da peça. “A Floresta dos Grimm” foi primeiramente encenada em Espanha e versa sobre uma série de personagens como a Branca de Neve, o Capuchinho Vermelho ou a Princesa e o Sapo.
“Descrito como uma das melhores produções de sempre dedicada às crianças, este espectáculo musical e visual é desenvolvido a partir de A Minha Mãe Ganso, obra musical de Ravel inspirada pela fantasia dos contos de fada”, explica o Centro Cultural de Macau em comunicado. Haverá direito a marionetas, objectos e projecções na parede para toda a família,
mas especialmente dedicado aos mais novos. O CCM refere que se trata de uma peça que faz os mais velhos “reinventarem” um mundo “encantado de muitas paisagens e emoções”. A La Maquiné foi fundada em 2008 e tem já arrecadado uma série de prémios entre as digressões por França, Irlanda e Chile. Em 2014, receberam mesmo o galardão MAX, que premeia
o Melhor Espectáculo Infantil do ano. “As suas produções contemporâneas são excelentes formas de introduzir os miúdos às artes de palco, como vamos ter oportunidade de descobrir, através deste conto de sonhos, estrelas vermelhas, sapos saltitantes e lobinhos muito maus, que nos transporta a um mundo de sensações, imagens fantásticas e poesia visual”, acrescenta a organização. A vinda da companhia de teatro espanhola está integrada na mais recente edição do InspirARTE, uma série de actividades desenvolvidas pelo CCM para entreter crianças e jovens durante as férias. Na calha estão mais de 200 eventos com marionetas, dança, teatro e outras artes performativas, que acontecem entre Junho e final deste mês. Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
O Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM) vai organizar um curso de Espanhol de 16 aulas para iniciantes, de 13 de Outubro a 9 de Dezembro. O curso é leccionado por Nuno Gomes, das 18h30 às 20h30 todas as terças e quartas-feiras, no edifício Tung Hei Kok da Avenida Sidónio Pais. O pacote das aulas fica a 1500 patacas e os interessados devem inscrever até 6 de Outubro, contactando o IEEM.
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china
O abrandamento da economia devese à diminuição da procura interna e externa, para além da desvalorização do euro. Mas não fará parte de um plano do Governo Central?
hoje macau terça-feira 11.8.2015
Economia tropeça no início do segundo semestre
2015: Ordem para recuar
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economia da China começou mal o segundo semestre, ao divulgar dados de comércio e de preços industriais negativos em Julho, entre pressões da escassez da procura no mercado interno e internacional. As exportações de Julho caíram 8,3% em relação a um ano antes, revertendo o ganho de 2,8% de Junho, revelaram dados divulgados no fim de semana. As importações caíram pelo nono mês consecutivo, recuando 8,1% depois da queda de 6,1% em Junho. E o governo divulgou que os preços industriais em Julho ampliaram o declínio que já dura mais de três anos, com o índice de preços ao produtor a registar o seu maior recuo, em relação ao ano anterior, em quase seis anos. Embora existam alguns pontos positivos no cenário comercial, como os ganhos de volume nas importações de algumas commodities importantes, os dados foram quase todos piores que o esperado e sublinharam problemas futuros no já combalido sector exportador da China. “Podemos sentir pressões relativamente fortes nas exportações do terceiro trimestre”, informou o gabinete geral de Alfândega do país numa nota que acompanhou os dados. O sector exportador chinês foi um grande contribuinte para o crescimento nos últimos anos. Mas ultimamente tem sido um obstáculo à expansão económica. O crescimento económico da China no segundo trimestre foi de 7% em relação a igual período do ano anterior — melhor que o
esperado, mas bem abaixo dos níveis dos últimos anos. O governo espera obter crescimento de 7% no ano todo, mas ainda assim seria o pior desempenho em mais de 20 anos, reflexo de uma combinação de excesso de capacidade nos sectores tradicionais, um sector imobiliário debilitado e pouca ajuda das exportações. O Conselho de Estado da China, principal órgão do governo, informou em Julho que daria alta prioridade ao sector comercial do país, fornecendo subsídios fiscais e reduzindo a burocracia e as taxas de importação. O governo acelerou um amplo leque de projectos de infra-estruturas para impulsionar a procura doméstica. O banco central também cortou os juros quatro vezes desde Novembro numa tentativa de ajudar as enfraquecidas empresas chinesas a obter crédito mais barato.
Reser vas cambiais caíram para 3,65 biliões As reservas cambiais da China, as maiores do mundo, diminuíram em Julho, pelo terceiro mês consecutivo, para 3,65 biliões de dólares, atingindo o valor mais baixo dos últimos dois anos, disse a imprensa oficial no fim de semana. A queda, descrita como “um ajustamento”, coincide com “crescentes preocupações” acerca do abrandamento económico da China, refere o China Daily. Em relação a Junho passado, as reservas cambiais da China diminuíram 42.500 milhões de dólares e depois de terem atingido o montante recorde de 3,99 biliões de dólares, há um ano, já caíram 343.000 milhões de dólares. “Até agora, é um ajustamento razoável e aceitável, que ajudará a inverter a expansão a longo prazo de grandes reservas cambiais sem quaisquer riscos”, comentou um economista da Academia Chinesa de Ciências Sociais, Zeng Gang, citado pelo China Daily.
“Não há uma reversão rápida em vista”, diz Liu Yaxin, analista da China Merchants Securities. Liu prevê que as exportações serão afectadas pela procura em queda assim como pelas comparações com os totais relativamente fortes de 2014 nos próximos meses.
Ai o euro...
Para complicar o problema dos exportadores, a moeda chinesa está relativamente valorizada ante um dólar flutuante, o que fez com que o yuan se valorizasse mais de 10% em relação ao euro. “O fortalecimento do yuan [contra o euro] tem sido um obstáculo ao crescimento estável das exportações no mercado europeu”, diz Chen Jie, gerente geral da Weida International Shoe Trade Company, de Wenxhou, no leste da China, região considerada centro das indústrias leves, como roupas e calçados. “Teremos que expandir o nosso negócio doméstico se as coisas não melhorarem, mas isso também não será fácil”, afirma. As exportações para a União Europeia caíram 12% em Julho ante o mesmo período do ano anterior, recuaram 13% para o Japão e 1,35% para os Estados Unidos. Até o momento, o banco central da China não está a mostrar sinais de reduzir a pressão sobre a moeda e permitir uma desvalorização do yuan — apesar dos pedidos de ajuda dos exportadores. “A pressão está a intensificar-se no banco central para
deixar a moeda desvalorizar-se, mas não acho que cederão à pressão”, prevê o economista Tim Condon, do ING de Singapura.
Governo deverá investir mais
A fraqueza das importações também é um reflexo do forte declínio dos preços de matérias-primas nos mercados globais, além da pálida procura chinesa. Mas, considerando o volume, os sinais são encorajadores para a procura futura, com as importações de cobre e de minério de ferro a subir durante o mês.As importações de soja e petróleo bruto também saltaram de forma expressiva. Os preços globais das commodities desempenharam um papel na queda de preços da indústria da China em Julho. O índice de preços ao produtor caiu 5,4% face a um ano atrás, ampliando a queda de 4,8% registada em Junho, e su-
Bolsas finalmente a subir As bolsas chinesas fecharam em forte alta nesta segunda-feira, garantindo a maior valorização num mês, impulsionadas pela expectativa de que Pequim deverá continuar a adoptar medidas de estímulo e a dar apoio às acções locais, na esteira de uma nova ronda de indicadores fracos de comércio externo e da inflação da China. Noutros mercados da Ásia, contudo, a reacção aos dados chineses foi negativa. O Xangai Composto, principal índice chinês, subiu 4,9%, a 3.928,42 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, de menor abrangência, avançou 4,5%, a 2.274,84 pontos, e o ChiNext, composto por empresas de pequeno valor de mercado, saltou 5,0%, a 2.706,72 pontos. Dados publicados no fim de semana reforçaram preocupações sobre o estado da economia chinesa e a leitura de que Pequim terá de manter a política de incentivos e de relaxamento monetário. Em Taiwan, o índice Taiex também encerrou o dia em tom positivo, com ganho de 0,29%, a 8.466,84 pontos. Outros mercados asiáticos, porém, operaram no vermelho, influenciados pelos indicadores chineses. Na Bolsa de Hong Kong, o Hang Seng recuava 0,13% perto do horário de fechamento, a 24.521,12 pontos, enquanto em Seul, o índice sul-coreano Kospi caiu 0,35%, a 2.003,17 pontos.
perando as previsões do mercado. A inflação ao consumidor também subiu em Julho em relação ao mesmo mês de 2014, para 1,6%, ante 1,4% em Junho, embora o resultado ainda esteja bem abaixo do tecto do governo para 2015, de 3%. Analistas dizem ver mais sinais de esperança para a economia com a aceleração de projectos de infra-estrutura pelo governo para manter o crescimento perto da meta do de 7% para todo este ano. “O governo agora está a acelerar os investimentos”, diz Yang Zhao, economista da Nomura. “Acredito que o governo será mais proactivo nos seus gastos fiscais nos próximos meses”, prevê ele.
“praça financeira parece um casino de Macau” Um professor de uma das mais prestigiadas escolas de gestão chinesas considerou normal a volatilidade que tem agitado o mercado de capitais na China, atribuindo aquele fenómeno à “rápida acumulação de riqueza” registada no país. “É de esperar a volatilidade numa forte economia emergente como a China porque a riqueza está a acumular-se rapidamente, à medida que a economia cresce e se desenvolve”, escreveu Giles Chance, da Guanghua School of Management da Universidade de Pequim (Beida), num artigo publicado no China Daily. “A volatilidade do mercado de capitais é normal. Em termos económicos, o que interessa hoje na China é crescimento da produtividade”, acrescentou. O professor refere que “o comportamento da bolsa chinesa parece-se mais com um casino de Macau do que com uma respeitada e importante instituição financeira”, mas defende que “indiscutivelmente, o mercado de capitais é por natureza especulativo”.
região
hoje macau terça-feira 11.8.2015
Construir auto-estrada na Libéria
A China vai construir uma nova auto-estrada na costa da Libéria como parte da sua ajuda ao país, que recupera de uma epidemia de ébola, afirmou o ministro dos Negópcios Estrangeiros da Libéria neste domingo. O ministro deu as informações numa conferência de imprensa ao lado do seu homólogo da China, Wang Yi, que está a visitar a Libéria, Guiné e Serra Leoa, os países mais atingidos pela epidemia. A actual via costeira da Libéria é vital para o comércio, já que o país ainda está em processo de reconstrução após a guerra civil que terminou em 2003. A auto-estrada liga a capital à fronteira com a Costa do Marfim pela cidade portuária de Buchanan, por onde passam exportações de ferro e madeira. A maior parte da via não é pavimentada. “A China concordou em ajudar a Libéria na construção de um complexo ministerial que sediará cerca de 10 ministérios. Além disso, a China vai construir uma auto-estrada costeira”, revelou Augustine Kpehe Ngafuan, ministro da Libéria. A China irá utilizar parte dos seus recursos destinados para a África para financiar o projecto e procurar por parceiros, ainda de acordo com o ministro. A construção do complexo ministerial já havia sido anunciada.
Tufão Soudelor causa pelo menos 14 mortos
Pelo menos 14 pessoas morreram e quatro estão desaparecidas em consequência da passagem do tufão Soudelor na costa sudeste da China, revelaram os media chineses. De acordo com a agência noticiosa Xinhua, 12 das vítimas eram de Wenzhou, cidade com 1,5 milhões de habitantes e que registou prejuízos de mais de 600 milhões de dólares. Com a passagem do tufão, aquela região registou as piores chuvas dos últimos cem anos, assim como deslizamento de terras nas zonas rurais. Segundo as previsões do centro meteorológico chinês, o tufão Soudelor poderá passar nas próximas horas à categoria de tempestade tropical à medida que progride naquela região do continente asiático. Em Taiwan, o tufão causou seis mortos, 102 feridos e quatro desaparecidos. Mais de três milhões de famílias ficaram sem electricidade por causa das chuvas torrenciais.
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Coreia do Sul critica nova hora oficial de Pyongyang e volta a operações de propaganda
Irmãos bem separáveis A Coreia do Sul anunciou ontem que vai voltar às operações de propaganda na fronteira com a Coreia do Norte pela primeira vez em 11 anos, em resposta a um alegado ataque com minas terrestres. “Os nossos militares decidiram voltar a utilizar a propaganda em radiodifusão (altifalantes) ao longo da fronteira”, disse um porta-voz do Ministério da Defesa. A decisão foi anunciada horas depois da Coreia do Sul responsabilizar o seu vizinho do norte pelas explosões de três minas terrestres que mutilaram dois soldados que faziam o patrulhamento de fronteira, na semana passada. Durante anos, os altifalantes estiveram posicionados em mais de uma dúzia de pontos ao longo da fronteira, sobretudo para transmitir as vantagens da vida na Coreia do Sul. Esta prática foi interrompida por um acordo em 2004 durante a reaproximação entre as duas Coreias, que haviam sido iniciadas pelo Presidente sul-coreano Kim Dae-Jung. A Coreia do sul ameaçou voltar à prática deste tipo de propaganda em 2010, após o naufrágio de uma corveta da marinha atribuído aos norte-coreanos. Apesar dos altifalantes terem sido reinstalados, o governo coreano limitou-se a fazer algumas transmissões via rádio FM. “Esta será uma retomada parcial e os altifalantes serão ligados para denunciar a provocação da Coreia do Norte em usar minas terrestres”, declarou o porta-voz ministerial.
A divisão marca a hora
Entretanto, a Presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, criticou ontem a decisão “lamentável” da Coreia do Norte de atrasar os seus relógios meia-hora, afirmando que isso vai aprofundar as divisões existentes entre os dois países vizinhos. A Coreia do Norte anunciou, na sexta-feira, que ira mudar a sua hora oficial para TMG+8:30, meia hora menos do que na Coreia do Sul, que à semelhança do Japão é de TMG+9:00.
“Romper o fuso horário partilhado… contraria os esforços para para atingir a reunificação” Park Geun-Hye
A “hora de Pyongyang” vai ser aplicada a partir do dia 15 de Agosto, dia em que se assinala o 70.º aniversário da libertação do domínio colonial japonês. TMG+8:30 correspondia ao fuso horário de toda a Coreia até que, em 1912, os relógios foram adiantados em meia hora pelo Império do Japão, que dominou a península coreana entre 1910 e 1945, para que coincidisse com a hora de Tóquio. A decisão da Coreia do Norte é interpretada como um gesto de marcado cariz nacionalista. “É extremamente lamentável que o Norte tenha decidido unilateralmente mudanças na hora sem nos consultarem”, disse Park, numa reunião com a sua equipa. “A acção do Norte para romper o fuso horário parti-
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lhado… contraria os esforços para acelerar a cooperação intercoreana e para atingir a reunificação”, afirmou a líder sul-coreana. Os dois países vizinhos – cuja divisão ficou selada pela Guerra da Coreia (1950-53) – tecnicamente permanecem em guerra depois de o conflito ter terminado com um cessar-fogo e não com um tratado de paz. Especialistas da Coreia do Sul observaram que a mudança no país vizinho é passível de criar desajustes, nomeadamente no caso dos horários no complexo industrial conjunto localizado na cidade norte-coreana de Kaesong, apesar de não esperarem problemas de maior. A Coreia do Norte não vai ser o único país com o fuso horário atrasado em meia hora em relação ao padrão internacional, já que existem outras nações com esta particularidade, como a Venezuela, Índia ou Birmânia.
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artes, letras e ideias
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Mário Dionísio (1916-1993) A heterodoxia de um revolucionário que não acreditava na posteridade
Para Mário Dionísio, a cultura e a unidade eram alicerces fundamentais no processo de construção de uma sociedade democrática. E talvez por isso, tenha lutado contra moinhos, contra o vento.
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edicou a vida ao ensino, à escrita e à pintura. A intervenção política foi ditada por circunstâncias históricas. Primeiro para combater o fascismo e depois para lutar contra os desvios impostos pela “burocratização” da revolução do 25 de Abril. Recusou ser ministro por duas vezes. Era um artista, e na política quis apenas ser um “soldado”. Esteve sempre de costas voltadas para a glória, para as honrarias. Sentiu-se incomodado com as organizações que queriam pensar por “milhões de cérebros” e por isso rejeitou o papel do intelectual a quem era destinada a tarefa de “subir e descer escadas.” Fez amigos mas cortou ainda mais relações. Não foi um polemista mas não ignorou as provocações e por isso não usou o silêncio quando sentiu que era tempo de falar, de criticar, de clarificar. Para Mário Dionísio, a cultura e a unidade eram alicerces fundamentais no processo de construção de uma sociedade democrática. E talvez por isso, tenha lutado contra moinhos, contra o vento. Morreu como viveu: entre a paixão e a teimosia. Para Eduarda Dionísio, ex-Presidente da Direcção da Casa da Achada, a exposição sobre a vida e a obra nasceu porque havia um espólio literário e artístico resultante de uma vida dedicada às artes. E era importante recolhê-la para ser trabalhada e posteriormente apresentada de forma itinerante em escolas, associações, bibliotecas municipais e outro tipo de organizações interessadas em dar a conhecer os vários percursos de uma vida intensa e empenhada como foi a de Mário Dionísio. Foi assim possível reunir um conjunto de serigrafias, desenhos, auto-
-retratos, pinturas a óleo e também livros, textos para catálogos de exposições, fotografias, recortes de jornais com entrevistas, artigos de opinião, além de outros documentos como, por exemplo, relatórios da Pide sobre a sua actividade. Tudo isto estava disperso e na posse da mulher (Maria Letícia) e de alguns amigos do escritor e pintor. A filha de Mário Dionísio chama, no entanto, a atenção para o cuidado que houve em “ situar o homem no seu tempo” porque todos somos fruto de várias circunstâncias e o século XX foi fértil em acontecimentos a que ninguém ficou alheio: as duas guerras mundiais, a guerra civil de Espanha, o fascismo na Europa e o 25 de Abril. Tudo isto influenciou o escritor, a sua obra e suas opções de cariz estético e político.
Brincar com o fogo Mário Dionísio foi um homem desassombrado que nunca aceitou a rigidez dogmática que pretendia impor uma atitude mais ou menos acéfala que se restringisse a pensar por? ou a rogo de?, como escreveu na sua autobiografia. Nascido no seio uma família de lisboeta da pequena burguesia trepa-trepa ou trepa-que-não-trepa, afirmava que recebeu desta duas heranças: “de um lado o respeito pelo trabalho e pela palavra dada, o dizer as coisas cara a cara e uma costela (ainda) orgulhosamente popular; do outro lado, recebeu o amor da arte, a atracção do invisível e um pendorzinho aristocratizante que há em todo o artista.” Perdeu, no entanto, os pais muito cedo vendo-se precocemente envolvido na administração de um prédio degradado e penhorado que recebeu de herança. Aconselharam-lhe a venda. E assim, ainda adolescente, mergulha, embora por pouco tempo, no mundo dos negócios, cercado de lobos engravatados e usurários. Nasceu-lhe desta forma o horror ao mundo dos negócios, a consciência que a sociedade assentava num conceito onde havia o explorador e o explorado e a ânsia, embora quixotesca, de mudar o mundo. Muito antes de ler Marx ou sequer de saber quem era Lenine. Liberto de alguns constrangimentos familiares típicos da época, o jovem Mário a quem a família tinha destina-
do o curso de Direito, opta por Letras. Já tinha o gosto e o hábito da leitura. E também um amor louco: escrever. E por ali, em Letras, pensava ele, tudo seria literatura, a morada da poesia. Mas enganou-se. Sarcástico, por vezes corrosivo mas dotado de um notável sentido de humor - que irritava alguns, a maior parte pertencente àintelligentsia que circulava pelos cafés e salões a trocar salamaleques e máscaras de pretensa sabedoria, - gostava muito de brincar com o fogo. E fê-lo logo em 1938 quando apresenta a sua tese de dissertação de licenciatura intitulado Ode Maritima - Introdução à obra de Fernando Pessoa. E reprovou. A este propósito escreveria mais tarde o seguinte: “dum desaire importante e bastante inesperado, ficou-me só a pobre consolação de ter sido o primeiro a pronunciar em sessão pública naquela velha Casa, o nome de Pessoa. Bem antes, pois, de nascer e de se espalhar por esse mundo fora o culto pessoano, a que nos sentimos hoje todos obrigados, no duplo sentido da palavra. Estava-se em 1938 e era um trabalho bem modesto, apressado e superficial (…) Coisas de que ainda coro.” Reparou a ousadia no ano seguinte com um dissertação sobre o escritor brasileiro Érico Veríssimo. Para Eduarda Dionísio, o pai ensaiou mesmo uma provocação porque Pessoa tinha falecido havia três anos e estava ainda longe de ser visto com “ bons olhos” por muitos. Além disso, tinha sido um alcoólico o que para sociedade da época era gerador de muitos preconceitos. Em 1952 volta a polemizar em torno de Pessoa. Escreve que o “puxão de orelhas” que Eduardo Lourenço lhe dá resulta de uma interpretação errada do que escreveu sobre o poeta porquanto fez questão de notar o seu interesse ab initio pela sua obra não o tendo nunca considerado “ expoente apenas dum período literário (…) secundíssimo.” O problema estava afinal na utilização da palavra “classe”, expressão a que Mário Dionísio recorreu frequentemente nas suas múltiplas reflexões sobre o neo-realismo e que acabavam sempre por levantar muita celeuma. Apesar do estendal de miséria docente de Letras, foi ali que Mário se descobriu. Começou a escrever a sério
tendo conhecido pessoas de nível excepcional como Fernando Piteira Santos, Álvaro Salema ou Vitorino Magalhães Godinho, entre outros. O intelectual ganhava fôlego e a sua actividade política robustez através de organizações como o Bloco Académico Antifascista, o Socorro Vermelho Internacional ou o jornal ilegal Barricada. Toma assim consciência que “ou se mudava o Homem, ou não se mudava nada.” Um pensamento que o acompanhou até ao final da vida. A Pide começava a seguir-lhe os passos o que o levou a abandonar Lisboa por uns tempos e a refugiar-se no Alentejo.
Uma cultura indagadora
Em 1952, Mário Dionísio sai do PCP, onde desenvolveu um intenso trabalho, mas não abandona os seus ideais. Fiel ao marxismo, quer ser apenas “simpatizante” e não um “dissidente”, palavra que aliás ainda nem sequer tinha entrado no léxico político. Mas não esconde as críticas em relação à forma como este estava organizado. Os militantes estavam muito limitados na sua acção e de certa forma eram convidados a deixar levar-se pelo pensamento de quem comandava o partido. Poderá um partido revolucionário impelir os seus militantes a abster-se da crítica? Poderá uma organização marxista impedir a crítica de baixo para cima quando a inversa nunca está em causa? “Que a repetição de palavras de ordem até ao atordoamento, mesmo no interior, substituísse uma cultura indagadora, que qualquer discordância de fundo obtivesse invariavelmente como resposta: terás razão, mas não é este o momento de. Quando a cultura nunca é para amanhã, é sempre para já”, escreveu Mário Dionísio sabia que as interrogações que se colocava eram afinal obstáculos criados pelo partido que convivia mal com tudo aquilo que pudesse abrir brechas nos dogmas que impunham uma lógica de decisão vertical que não podia ser posta em causa. Por isso, e ao contrário do que alguns disseram, a sua saída do PCP não se ficou a dever à rejeição do estalinismo- embora ele fosse anti-estalinista - até porque como também disse: “vinham longe o XX Congresso, as gran-
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hoje macau terça-feira 11.8.2015
Pedro Ferreira In Esquerda.net
uma vez que não deixa de ser uma reflexão sobre a importância do Homem dentro dessa História.”2 Ainda neste campo e com a intenção de banir todos os equívocos surgidos em torno do movimento, Mário Dionísio, refere que nunca concordou com a designação de neo-realismo, que se deve a uma “infeliz expressão” do seu grande amigo Joaquim Namorado. “O neo-realismo não era nem poderia ser uma outra maneira de, por razões de censura, dizer, ‘realismo socialista’; o neo-realismo devia ser a expressão estética de uma visão marxista do mundo e, sendo esta tão complexa, aquele movimento, teria de se desdobrar em diversas maneiras, gostos, soluções imprevisíveis o que efectivamente aconteceu. Seria a voz duma classe em ascensão, de um mundo (um homem) necessariamente novo, que, como tal, teria de integrar toda a herança do passado, incluindo a da classe a que se opunha. Aí estava a utopia”, referiu.
Um escritor que pinta ou um pintor que escreve?
des revelações, as primeiras tentativas de degelo. Estávamos todos muito verdes, eu também”. Equívocos à volta do neo-realismo Tendo-se tornado um dos maiores expoentes do neo-realismo e um dos seus mais lúcidos teorizadores, Mário Dionísio agiu sempre no sector intelectual do partido. Talvez por isso não se coíba de sublinhar nas suas memórias a importância da sua contribuição para a formação e amadurecimento deste movimento. Em dezenas de artigos, crónicas e palestras. E é assim que chegamos à sua obra de referência intitulada A Paleta e o Mundo que o autor considera “decisiva na chamada polémica do neorrealismo” e que recebeu em 1962 o Grande Prémio de Ensaio da Sociedade Portuguesa de Escritores. Confessa que a ideia de escrever este livro - que tem quase mil páginas - resultou da “necessidade de afirmar publicamente a sua completa discordância de certas teses sobre criação
estética, função social da arte, realismo que então se estavam a generalizar com um furor dogmático assaz deturpador de todo o pensamento crítico que aparentemente as inspirava”. “O neo-realismo não era nem poderia ser uma outra maneira de, por razões de censura, dizer, ‘realismo socialista’; o neo-realismo devia ser a expressão estética de uma visão marxista do mundo e, sendo esta tão complexa, aquele movimento, teria de se desdobrar em diversas maneiras, gostos, soluções imprevisíveis o que efectivamente aconteceu” Para o crítico de arte José-Augusto França, “A Paleta e o Mundo” “é uma proposta de cultura nos domínios das artes picturais em que a crítica das obras os factos biográficos se encadeiam com abundantes referências e citações de crónica especializada, revelando vastíssima bagagem leitura”. 1 Para outros ainda era “a História de Arte em ebulição que estava em causa e que por isso não se limitou à pintura
Durante a doença pulmonar que o atirou para um sanatório durante 3 anos (1940/43) Mário Dionísio recebe regularmente a vista de três amigos com quem falava muito de arte, especialmente de pintura. “ Eu ouvia-os, feliz. Feliz via e revia os álbuns que me traziam para me ajudarem a dar menos pelo tempo. Foi de tal forma marcante esse tempo que um dia deixou escapar aquilo que já era mais do que um desejo: “Se eu pudesse pintar!” Mas hesitou. Para contornar uma perturbação de quem nunca tinha pegado num pincel. Os amigos no entanto incentivaram-no . Eram eles Álvaro Cunhal, Huertas Lobo e o cabo-verdiano António Augusto de Oliveira. Entre telas e tintas um dia avançou. E não mais parou. Confessou a sua paixão até pelo “ cheiro das tintas”. A sua referência maior no campo da pintura foi Vicent Van Gogh que conheceu através de uns cadernos publicados por Agostinho da Silva com o nome de Iniciação. O estranho pintor da orelha cortada foi, confessou, seu “ mestre” e assunto predilecto durante anos. Para Eduarda Dionísio, o pai foi pintor, escritor, professor e activista político. Um homem fascinado pelas artes e empenhado na transformação social. “Mas pode dizer-se que numa primeira fase era um escritor que pintava e mais tarde o pintor que deixou de escrever porque não suportou a capitu-
lação das editoras perante os ditames do marketing. Na pintura estava mais defendido”, afirma. A mercantilização da escrita e dos escritores foi fortemente criticada por Mário Dionísio. A este propósito escreveu: “E a glória? Essa miragem que tira o sono a tanta gente. Publicidade. A explicação de (quase) tudo. Vender em vez de agradar, encontrar um mercado para isto, uma história que se venderá”. O tempo começava a desgostá-lo. A direita tinha tomado conta da Revolução. E asfixiou-a. Porque ninguém reparou (ou não quis reparar) nos abutres que ficaram. Na sombra, é certo, mas à espera de ordens para avançar. Os jornais onde escreveu começaram a fechar. No Auto-retrato que publicou no Diário de Lisboa (em Fevereiro de 1990) deixou escrito: “ é um fulano digamos que intratável, não porque trate mal a gente, pelo contrário, mas por nos deixar sempre hesitantes sobre por onde lhe pegar. Tinetazinha incurável: um desejo de perfeccionismo quase incurável. Escreveu sempre cada página dezenas de vezes, pintou e repintou cada uma das suas telas até à saturação. Além das que destruiu, uma montanha. É um chato em certas coisas: come sempre porque tem de ser e só bebe água, detesta demorar-se à mesa, gosta de conviver, lamenta-se que haja tão pouca gente com que (lhe) valha a pena fazê-lo”. Publicou o seu último livro em 1988 com o título “A morte é para os outros”. E começou a dizer-se velho, sobrevivente. Quando morreu, estava a pintar um quadro. Um acrílico sobre tela. Há partes que ficaram em branco mas as cores que estava a utilizar eram de uma suavidade tocante. No dia a seguir à sua morte, o jornalista Mário Santos escreveu no jornal Público: “Como todos os neo-realistas, Mário Dionísio quis mudar o mundo mas não à custa da literatura, o que fez dele o único “ esteta” do neo-realismo português”. Nota: Todas as referências que estão entre aspas foram retiradas de livros ou artigos publicados por Mário Dionísio ou outros e estão devidamente assinalados. 1 retirado do site da Casa da Achada. 2 excerto de uma entrevista conduzida por Eduarda Dionísio e Vítor Silva Tavares ao arquitecto Francisco Castro Rodrigues publicada no nº 2 da revista da Associação Abril em Maio (Abril de 2001). Várias citações retiradas do livro Autobiografia, Edições O Jornal, 1987
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desporto
ão sei se o leitor se recorda, provavelmente recorda, mas há coisa de três anos havia um novo conceito que crescia em Portugal: chamavam-lhe a belenensização do Sporting. Basicamente o que se queria era escrever a certidão de óbito de um grande. Um grande que não ganhava, que afastava os adeptos do clube, que não conseguia lutar por títulos e que não via uma luz ao fundo do túnel. Um grande, portanto, que o era cada vez menos. Isso foi há três anos, porém. Hoje falar desse conceito é ridículo e extravagante. A verdade é que o Sporting em três meses fez um caminho que lhe permitiu tornar esse conceito numa piada de mau gosto. Um caminho em três actos: primeiro ganhou a Taça de Portugal, depois roubou o treinador bicampeão ao maior rival e por fim ganhou a Supertaça precisamente a esse mesmo rival, numa demonstração clara de superioridade. Depois deste jogo, depois desta vitória e desta exibição autoritária, recordar o conceito é um absurdo e esse é o maior elogio que se pode fazer a este Sporting. Mas há mais. Pode por exemplo elogiar-se o facto de ter garantido um triunfo porque teve cérebro. Parece que é uma piada ao discurso de Jorge Jesus, e é: mas não só. É também a mais pura das verdades.
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Supertaça Benfica o - Sporting 1
A importância de ter um cérebro
O Sporting teve fio de jogo, teve uma filosofia, teve uma ideia. Trabalhava a bola com cuidado, não se descompensava defensivamente e não cometia erros tão grosseiros como, por exemplo, aquela saída a jogar de Jardel em que queria fintar toda a gente: perdeu a bola e desposicionou a equipa. O Benfica cometeu muitos erros, aliás, a começar por um erro estrutural: Talisca. O brasileiro
voltou a jogar no apoio a Jonas e não se viu o tempo todo. Mas pior do que isso foi que obrigou Jonas a desgastar-se na luta entre os centrais, sozinho na frente de ataque. É verdade que Jonas ainda mexeu no jogo uma vez e outra, porque é um jogador de enorme qualidade, mas não ofereceu ao jogo um quarto do que podia fazer. Precisa de jogar solto, atrás dos avançados, a fugir às marcações.
Esse foi um dos problemas, mas não foi único, de uma equipa que só conseguiu atacar em lançamentos longos, à procura do espaço nas costas da defesa leonina, e que só conseguiu criar perigo pela direita, encontrando a esquerda da defesa leonina. O que tem uma explicação: Bryan Ruiz procura muito o centro do relvado, descompensa a ala e deixou algumas vezes Jefferson
sozinho perante dois adversários. Esse pormenor foi corrigido na segunda parte, mas até lá serviu para o Benfica criar as melhores oportunidades de perigo. Não todas, mas algumas: até porque a melhor seria numa grande penalidade de Carrillo sobre Gaitán não assinalada. Mas essa é outra conversa, até porque Téo Gutierrez também teve um golo mal anulado. Em erros de arbitragem, o jogo ficou igualado. No resto não, porque Téo Gutierrez aproveitou um remate de Carrillo para fazer o único golo do jogo aos trambolhões. Um golo esquisito mas que coloca justiça no critério leonino, que trocava bem a bola, à procura da melhor oportunidade para lançar o ataque, fosse por Slimani, fosse por Téo Gutierrez, e criar ocasiões de perigo. Criou uma série delas, até que marcou. Ganhou, ganhou bem e anunciou que está de volta: grande como sempre foi. Quanto não vale ter um cérebro. Sérgio Pereira In Maisfutebol
Fair Play Jonas sentiu-se gozado por Jesus
Mundial de desportos aquáticos China ganha título
al o árbitro Jorge Sousa deu por terminado o encontro, Jorge Jesus, treinador do Sporting, saiu directo na direcção do banco do Benfica de mãos no ar e com os dedos a indicar a vitória, celebrando em jeito de dança, dando assim início à confusão que apenas terminou quando Jonas deixou o antigo técnico a falar sozinho já junto aos autocarros das duas equipas, depois de lhe dar duas palmadas nas costas afirmando: “Tem respeito!” No relvado, foi Hugo Oliveira, treinador de guarda-redes do Benfica e antigo elemento da equipa técnica de Jesus, o primeiro a insurgir-se, antes do treinador cumprimentar o único responsável da antiga equipa, Lourenço Coelho, director geral dos encarnados. O tom de gozo prolongou-se nos minutos seguintes e Jonas, o único jogador encarnado que passou perto do antigo treinador levou duas palmadas na cabeça e o avançado afastou-lhe o braço à palmada. O brasileiro não gostou da atitude e das palavras trocadas, deixando Jesus de mão estendida e os ânimos exaltaram-se. A confusão no centro do relvado estava instalada. Sílvio teve de ser separado por Shéu Han, secretário técnico do Benfica, Eliseu enfureceu-se com João Mário, vindo os capitães Luisão e Rui Patrício separar
om 14 medalhas de ouro, sendo 10 obtidas no natação sincronizada, a China conquistou o título geral do Mundial de Desportos Aquáticos. Os chineses deixaram para trás os EUA, campeões desde 2011, que ficaram com 13 medalhas douradas. Também no número total de medalhas a vantagem foi chinesa, por pouco: 34 a 33. O título geral veio na última prova de toda a competição, a final dos 4x100m estafetas feminina. As chinesas surpreenderam e venceram com 3min 54s 41, deixando para trás a Suécia de Sarah Sjöström (prata, com recorde europeu) e a Austrália de Bronte Campbell (bronze). Os EUA, com Missy Franklin e Jessica Hardy, ficaram fora do pódio. Antes, numa das finais mais aguardadas do Mundial, Bronte Campbell levou a melhor na final dos 50m livre, prova que contou com a holandesa Ranomi Kromowidjojo (prata) e a sueca Sjöström (bronze). A mais velha das irmãs Campbell, Cate, terminou em quarto. Sjöström despede-se de Kazan com cinco medalhas, sendo duas de ouro, nos 50m e 100m mariposa. Bronte Campbell foi ao pódio quatro vezes, sendo três no topo: 50m e 100m livre e o 4x100m livre. A sua irmã acabou por ficar com apenas duas medalhas. Outra coleccionadora de medalhas em Kazan foi Katinka Hosszu. A húngara sobrou
Palhaço de verde vestido Adeus amigo americano M C
colegas. Dirigentes de ambas as equipas evitaram males maiores, e Bryan Ruiz ouviu das boas de Jesus por estar a falar com Taarabt. Com o ambiente mais calmo, Jesus ainda chamou Jonas, os dois falaram, mas o brasileiro acabou a virar costas ao antigo treinador. Este voltou a gozar com os jogadores encarnados antes de irem para a entrega das medalhas de vencidos. Rui Vitória, antes deste episódio, passou por Jorge Jesus, mas não se cumprimentaram, dando clara ideia de que as palavras do treinador do Sporting na antevisão da Supertaça não caíram bem no lado contrário.
para conseguir o ouro nos 400m, neste domingo. Chegou a nadar bem à frente da linha do recorde mundial, mas, com 4min30s39, nem sequer bateu o recorde do campeonato. Em Kazan, ganhou os 200m e 400m e ainda conseguiu o bronze nos 200m costas. Num Mundial de praticamente nenhuma surpresa, ninguém esperava que Jennie Johansson, da Suécia, ganhasse os 50m bruços, superando a jamaicana Alia Atkinson (que buscava ser a primeira negra a ganhar ouro num Mundial), a russa Yullia Efimova e a lituana Ruta Meilutyte. Outro russo que decepcionou foi Vladimir Morozov, que se despediu do Mundial sem nenhuma medalha em provas individuais - ganhou a prata no 4x100m livres. O velocista ficou em quinto nos 50m costas, prova vencida pelo canadiano Camille Lacourt. Nos 400m, deu Daiya Seto, do Japão, seguido do húngaro David Verraszto e do americano Chase Kalisz. Na ausência de Sun Yung, que não apareceu para nadar, o italiano Gregorio Paltrinieri levou os 1.500m livres. Por fim, os EUA venceram a estafeta 4x100m masculinos, com uma equipa composta por Ryan Murphy, Kevin Cordes, Tom Shields e Nathan Adrian. AAustrália chegou perto, a 0s15, porque Cameron McEvoy fez sua parcial de crawl em impressionantes 46s60.
( F ) utilidades
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tempo aguaceiros ocasionais min 26 max 31 hum 70-95% • euro 8.78 baht 0.23 yuan 1.28
Cineteatro
O que fazer esta semana
Cinema
fantastic four Sala 1
fantastic four [b]
Filme de: Josh Trank Com: Miles Teller, Jamie Bell, Kate Mara, Michael B. Jordan 14.00, 17.50, 19.45, 21.45
doraemon the movie: nobita and the space heroes [a]
Falado em cantonês legendado em chinês Filme de: Yoshihiro Osugi 15.55 Sala 2
mission: impossible rogue nation [b] Filme de: Christopher McQuarrie
Sábado
Aconteceu Hoje
Concerto da Tuna de Medicina do Porto Casas-Museu da Taipa, 17h00 Entrada livre
Abre Alcatraz
Diariamente exposição “I am my own landscape” de Crystal Chan Albergue SCM, 18h30 (até 22/08) Entrada livre Exposição de fotografia “Cities” Creative Macau (até 20/08) Entrada livre Exposição “Saudade” (até 30/9) MGM Macau Entrada livre “A Arte de Imprimir” (até Dezembro) Centro de Ciência de Macau Entrada livre Exposição “De Lorient ao Oriente - Cidades Portuárias da China e França na Rota Marítima da Seda” Museu de Macau (até 30/08) Entrada livre Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre
U m l i v r o h oj e “Dentro do Segredo” (José Luís Peixoto, 2012) Uma mistura de relatos que, às vezes, custam a acreditar. “Dentro do Segredo” é um livro que tem o seu autor como um espectador de uma das sociedades mais fechadas do mundo, onde a participação nas comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, nos levam a um país que poucos percebem. O resultado das experiências de José Luís Peixoto faz-nos quase desacreditar que há a possibilidade de existir um local assim, não fosse estar tão bem escrito e cheio de referências. Joana Freitas
fonte da inveja
Com: Tom Cruise, Jeremy Renner, Simon Pegg, Rebecca Ferguson 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 Sala 3
doraemon the movie: nobita and the space heroes [a]
Falado em cantonês legendado em chinês Filme de: Yoshihiro Osugi 14.30
to the fore [b]
Falado em cantonês e mandarim legendado em chinês e inglês Filme de: Dante Lam Com: Eddie Peng, Siwon Choi, Shawn Dou 16.30, 19.15, 21.30
11 de agosto
• A 11 de Agosto de 1934, abre a prisão de alta segurança da ilha de Alcatraz, na Baía de São Francisco, EUA. Alcatraz foi uma base militar de 1850 a 1930. Posteriormente, foi adquirida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, quando sofreu a conversão. Em 1 de Janeiro de 1934, foi re-inaugurada como uma Prisão Federal. Durante os seus 29 anos de existência, a prisão alojou alguns dos maiores criminosos norte-americanos, como Al Capone, Robert Franklin Stroud (o Birdman of Alcatraz), Alvin Karpis e Frank Morris. A prisão foi fechada em 21 de Março de 1963, menos de um ano após a primeira fuga realizada na prisão. O governo alegou que o complexo foi fechado devido ao seu alto custo de manutenção e ao facto de que não garantia uma total segurança, em relação às prisões mais modernas. Era mais fácil e mais barato construir uma prisão nova do que melhorar as condições de Alcatraz. Durante 29 anos, a prisão de Alcatraz nunca registou oficialmente fugas bem sucedidas de prisioneiros. Em todas as tentativas, os fugitivos foram mortos ou afogavam-se nas águas da baia de São Francisco. Três fugitivos, Frank Morris, e os irmãos John e Clarence Anglin, desapareceram das sua celas em 11 de Junho de 1962. Somente algumas provas foram encontradas e elas levam a crer que os prisioneiros morreram, mas, oficialmente, ainda estão listados como desaparecidos e provavelmente afogados. Em 1979 foi feito um filme sobre essa fuga com Clint Eastwood chamado “Escape from Alcatraz”. A história chegou a ser testada no programa “Mythbusters-Os Caçadores de Mitos” no episódio Fuga de Alcatraz. Em 1936, as forças nacionalistas chinesas de Chiang Kai-Sekh entram em Cantão. A 11 de Agosto de 1579 morre o matemático Pedro Nunes, nome do Humanismo português e da investigação europeia, autor do “Tratado das Esferas” e do sistema de medição das fracções angulares, na origem do sextante. Neste dia, mas em 1897, nasce a escritora britânica Enid Blyton, criadora das aventuras dos Cinco e dos Sete. Em 1863, o Camboja é declarado protectorado francês. A 11 de Agosto de 2009, a líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi, é condenada em Rangum a uma pena de 18 meses de prisão domiciliária.
João Corvo
Sentir intensamente garante-me que estou vivo e... existo.
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opinião
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Tânia dos Santos
sexanálise
Fred Zinnemann, From Here to Eternity
taniarsdossantos@gmail.com
Grafismos
N
ão sou do tempo em que as descobertas sexuais envolvessem uma VHS roubada do irmão mais velho onde um conjunto de jovens se deliciava (se assustava) com cenas de sexo. As sortudas minorias assim consideradas em outras décadas, de minoria têm agora muito pouco. A pornografia é agora de fácil acesso – leia-se - de muito fácil acesso. Até a minha avó, na sua santa inocência, se depara com a sexualidade gráfica que a internet acidentalmente oferece quando vai cuscar as redes sociais de família afastada (avós modernas). Há uns 5 anos atrás vivi em Budapeste, para quem não sabe, a capital da pornografia europeia. Nunca a razão principal para a minha visita, salienta-se, mas a vivência era obrigatóriamente feita com sex shops a cada esquina e a ocasional proposta para fazer de figurante em filmes adultos. Escusado será dizer que poucos foram aqueles que recusaram a oportunidade de experiênciar a indústria. Ver pornografia ao vivo ao mesmo tempo que davam a cara ao comum mortal a encher a multidão que o enredo obrigava, sei lá, num autocarro? Só os loucos o recusariam. Até porque interacções menores eram bem possíveis, com alguma sorte havia permissão para dar uma ou outra palmadinha na actriz. Degradante ou não, a verdade é que a pornografia veio para ficar. O que se
sabe sobre esta exposição fácil e por vezes excessiva é espectacularmente reduzida. Para todos os estudos realizados sobre os efeitos da pornografia houve dificuldades em criar um grupo de controlo, ou seja, um grupo de pessoas que não use pornografia de todo (só assim saberemos que o efeito se deve à variável estudada ou não). Mas não há ninguém. Se há homens que nunca sequer uma cena de pornografia viu, acusem-se porque ciência precisa de vocês. A tendência para julgar de tarado o ser humano que perde umas horas da sua vida com pornografia, já é, felizmente, considerada um exagero. Estes vídeos XXX até que contribuem positivamente para umas coisas (negativamente para outras, não se esqueçam). Fazem parte de uma sexualidade saudável e até divertida, sozinho ou acompanhado. Diz a cultura popular que as mulheres passam-se quando descobrem que os seus parceiros se divertem a olhar para os gemidos de meninas especialmente mamalhudas. Haja sensatez que entenda que pornografia é um auxílio, uma ferramenta, e não um fim em si mesmo. Porque vejamos, a pornografia assemelha-se ao sexo tal como contos de fada assemelham-se ao amor. Não têm nada que ver com a realidade. Parece impossível acreditar, mas há quem se firmemente convença de que sexo é tudo aquilo que a indústria perpetua. Mulheres obcecadas por pénis gigantes, violência a roçar o kinky, uns estalos para aqui e umas palmadas para lá. Orgasmos muito fáceis
de atingir (maior parte das vezes por trás), penetrações duplas (muitas!), mulheres bissexuais (todas!), e muita falta de pêlos púbicos. Todas estas filmagens são normalmente feitas por homens e para homens e por isso, se há falta de um público feminino a isso se deve, nada contra a pornografia em si. Se existe vício, existe. Uma sexualidade essencialmente pornográfica vem do conforto da masturbação e de um computador sempre à mão. Acho que estamos todos de acordo que o coito com um ser humano é muitíssimo melhor que uma mão, ou um vibrador, ao som de gemidos exagerados. Só que sexo corre mal, mais regularmente do que gostaríamos. A pornografia? Sempre pronta, perfeita e airosa. De corpos para todos
Haja sensatez que entenda que pornografia é um auxílio, uma ferramenta, e não um fim em si mesmo. Porque vejamos, a pornografia assemelhase ao sexo tal como contos de fada assemelham-se ao amor. Não têm nada que ver com a realidade
os gostos e fantasias ainda mais diversificadas. Trata-se de preguiça e da possibilidade de fo*** à grande (em todos os sentidos da palavra) que num cocktail hormonal fabuloso cria o vício de consequências sexualmente perturbadoras, entre elas, a impotência. Cruel, não é? Uma dedicação tão profunda ao sexo que resulta na impossibilidade do mesmo. Há quem tenha feito estudos neurológicos na tentativa de entender estes caminhos do prazer e do desprazer, porque toda esta exposição leva à indiferença, não só para sexo, mas para tudo. Da sociologia da pornografia, não me vou estender sobre a falta de uma perspectiva femininista na prática pornográfica, acho que a maioria da população está ciente do retrato que é perpetuado à mulher e ao seu papel na relação sexual. Sei de muitas histórias de homens que só atingem o clímax nas posições mais impessoais, na cara de uma mulher ou não ejaculam de todo. Mas quem fala de retratos femininos, fala de outros exemplos. O mais interessante que ouvi recentemente é o de um estudante de direito Americano-Asiático que se apercebeu como os homens asiáticos estão mal representados no mundo da pornografia. Tanto quanto sei, pôs o seu curso em pausa e agora dedica-se ao Asianschlong.com onde procura outros asiáticos que queiram seguir uma carreira na pornografia e desenvolver uma nova tendência. Acima de tudo, a pornografia tem que ser consumida... com moderação.
opinião 19
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Fernando Eloy | 义來
chá (muito) verde
H
á um velho ditado, que todos conhecemos mas nem todos praticamos. O nosso bom amigo, “Quem não arrisca não petisca.” – ele é válido para (quase) tudo. É provavelmente, das melhores expressões da nossa gente. Pela alta energia que emana, pelo impulso para o desconhecido, pela capacidade de acreditar, por ser o empurrão que falta em horas de indecisão. “Quem não arrisca não petisca” faz-nos acender uma pequena luz cá dentro que, com jeitinho, conseguimos transformar num clarão de lucidez e emoção. “Quem não arrisca não petisca” é o conselho que o amigo nos dá por nos crer ver singrar, por não nos quer ver infelizes. “Quem não arrisca não petisca,” é o que a mãe nos diz quando aprendemos a andar de bicicleta. “Quem não arrisca, não petisca está connosco quando precisamos de nos rir com a vida. “Quem não arrisca não petisca”, terá sido o que passou pela cabeça do Gama quando se fez ao mar, pela do Carlos Manuel quando acabou com a Alemanha à bomba, terá também passado pela cabeça do Bogart quando beijou Bacall pela primeira vez, e pela de muitos de nós que fizemos o mesmo, ou parecido, e vivemos um amor à conta disso. Terá surgido na cabeça de muitos que um dia decidiram arriscar para conquistarem o petisco. “Quem não arrisca não petisca”, ou seu equivalente em italiano, também terá passado pela cabeça de Romeu, que acabou como se sabe, até de Ícaro muito provavelmente. Mas essa é a essência do risco. Pode correr mal. Pode ser um amor impossível, um sonho difícil de atingir, mas também pode correr bem e se arriscarmos vamos sempre saber que tentámos. Podemos calcular o risco mas não podemos viver sem ele. Vêm-me estes riscos ao papel a propósito de uma história ouvida há dias e passada num outro dia num desses departamentos do governo. Ao que consta, terá saído uma ordem de serviço a pedir ao designer gráfico que não deixasse tanto espaço em branco nos posters pois isso poderia ser considerado desperdício de papel... não podia ser real! Mas foi. Lembra-me então a história quão penalizado pode ser arriscar em Macau. Neste caso, para não arriscar, o funcionário em jogada brilhante de antecipação prefere jogar pelo seguro e sugerir a poupança de papel no design gráfico nem que para isso tenha de espezinhar a criatividade no processo, mesmo qualquer tímida assomo futuro desse vício. Tendo esta história acontecido num departamento onde a criatividade deveria ser
Steven Spielberg, Indiana Jones and the Last Crusade
Risco
moeda corrente, tamanho descalabro cambial proporciona péssimos sinais. Sinais de um “burrocracia” instituída, sinais de que o risco continua a não ser praticado mas visto como demónio a evitar. Em Macau não se arrisca porque o erro é insuportável, vai-se a face e as roupinhas. Mas o erro não é insuportável, o erro tem de ser “descriminalizado”, pois sem erro não há criatividade. Especialmente, numa terra onde o governo surge como um dos principais agentes da economia e do desenvolvimento social e educativo locais, deve ser ele o primeiro a perder o medo de arriscar, de aceitar propostas inovadoras, de estimular as suas próprias chefias a perderem o medo de arriscar. O erro é inalienável da inovação. Jogar todos pelo seguro contraria a evolução e sem evolução não há petisco.
FOGO
Ainda alguém liga aos fogos em Portugal? Isto, é claro, se não morar na zona, por outra questão directamente relacionada, ou não tiver família ou amigos ligados a um
O erro é inalienável da inovação. Jogar todos pelo seguro contraria a evolução e sem evolução não há petisco
dos 25.000 fogos florestais que Portugal regista em média por ano. Pergunto isto porque à semelhança de outros casos, a repetição excessiva promove a entrada do fenómeno nas nossas paisagens visual e auditiva default como mais um ruído entre muitos outros. A nossa atenção diminui porque é sempre o mesmo. Pessoalmente, desde que me lembro de ver notícias, e já vão uns bons anos, há sempre notícias de fogos florestais em Portugal. Aposto inclusive, que se a RTP fosse aos arquivos e colocasse imagens de 2002 para ilustrar as noticias de incêndios deste ano, apenas o locutor desactualizado nos faria alertar da troca pois o resto seria igual. Milhares de hectares ardidos, casas em perigo, fogo-posto, reacendimentos, bombeiros vitimados, florestas por limpar. Todos os anos, sem falha, repetem-se as entrevistas e as situações e nada muda. Ou melhor, algo muda e logo o que não devia: cada vez arde mais, isso sim, isso muda. Segundo a Pordata, os resultados são estes: nos últimos 10 anos arderam 1,6 milhões de hectares de floresta e mato; desde 1980 até hoje foram quase 4 milhões! Na década de 80 arderam 735,000 hectares, na de 90 foram pouco mais de 1 milhão, nos anos 2000, 1,5 milhões e, até 2013, mais meio milhão de hectares. Este ano já arderam 31.000... Ou seja, quanto mais tecnologia, acessos, suposto esclarecimento e métodos de combate existem mais mata arde. Traduzido para euros, o jornal i anun-
ciava em 2013 “segundo dados do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), as perdas ambientais e materiais resultantes dos incêndios na floresta atingiram 2,224 milhões de euros entre 2002 e 2012.” E este montante correspondia (apenas) à destruição de 1,5 milhões de hectares de floresta. O que se poderia fazer em termos de inovação para pesquisa e prevenção, para descobrir formas inovadoras e prevenir e atacar incêndios florestais com, seja, 10% desse orçamento? A verdade é que nestes últimos 30 anos, as políticas de todos os governos, sem excepção, para a protecção da floresta portuguesa são um rotundo falhanço. Perante tanta inépcia, tanto discurso vão, pela simples incapacidade de se criar uma task force multidisciplinar que analise a fundo o fenómeno e proponha soluções inovadoras, só custa mesmo a acreditar ainda existir haver floresta para queimar em Portugal.
MUSICA DA SEMANA
Asian Dub Foundation – “In Another Life” (...) “Children with no eyes, push the ...up the hills Not blinded by the light, but by another’s will Possession’s at the rage, breathe life into every day The world has a different way, at the bottom of the food chain And if you’re looking at your life from only way you are You only see the ground, will you ever see the stars” (...)
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Alta patente militar condenada à morte
Um tribunal marcial chinês condenou à morte o ex-oficial de alto nível Gu Junshan, com uma suspensão temporária de dois anos, informou o Ministério da Defesa nesta segunda-feira. Condenado por corrupção, Gu é o mais recente caso de uma autoridade caída em desgraça, desde a repressão incitada pelo presidente chinês, Xi Jinping, a esse crime nas Forças Armadas. Ex-tenente-geral, que havia sido vice-director do poderoso Departamento de Logística, Gu foi condenado por crimes como recebimento de luvas, abuso de poder e mau uso das suas funções públicas, disse o ministério num comunicado publicado em seu site. A suspensão temporária da execução da sentença costuma resultar na comutação da condenação à morte em prisão perpétua após dois anos de bom comportamento. Gu foi acusado em 2014 sob a suspeita de ter vendido a localização de centenas de posições militares. O caso foi conduzido à porta fechada para preservar “segredos militares”, disse uma autoridade do tribunal militar.
Japão reabre nuclear
pub
Quatro anos depois do desastre de nuclear de Fukushima, o Japão volta a confiar na energia nuclear. O país vai activar hoje um dos reactores nucleares de Sendai uma das 48 centrais nuclear que estavam dormentes desde 2011. Para o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, a central nuclear de Sendai, na ilha de Kyushu, será a primeira de muitas a ligar os reactores. Até 2015, o primeiroministro japonês espera que a energia nuclear represente 24% da produção energética do Japão. A decisão do governo japonês não caiu bem junto dos eleitores, especialmente daqueles que perderam tudo no desastre de Fukushima. Citada pelo “El País” Kazawa Makoto, uma das pessoas que ficou sem nada na tragédia explicou o seu desdém: “É como uma pessoa que se queima, e mesmo assim, volta a meter a mão no fogo. Este primeiro-ministro não quer saber das gerações futuras, apenas do benefício a curto prazo. ” Porém a Autoridade Reguladora Nuclear (NRA) assegura que um acidente como o de Fukushima não vai voltar a acontecer e que todas as precauções foram tomadas para evitar um novo desastre: “ Um acidente como o de Fukushima não se irá repetir” disse o diretor do NRA, Shunichi Tanaka ao jornal, “Nikkei Shimbun”.
Suécia Dois esfaqueados em loja da Ikea
Livro a cores mais antigo do mundo é digitalizado
A beleza para todos G raças às novas tecnologias, uma obra de arte do século XVII está agora disponível para consulta por qualquer cibernauta. Trata-se do “Manual de Caligrafia e Pintura”, feito em 1633 pelo estúdio Ten Bamboo, em Nanquim, na China. Este livro é considerado como o “mais belo conjunto de impressões já produzido” e o livro a copres mais antigo de que se tem conhecimento em todo o mundo. Este é o exemplo mais antigo e fino de impressão em múltiplas cores em todo o mundo, com 138 desenhos e pinturas, com textos associados, produzidos por cinquenta artistas diferentes. Embora ele tenha sido reimpresso várias vezes, conjuntos completos das primeiras edições, em encadernação original, são extremamente raros”, explicou Charles Aylmer, director do Departamento de Chinês da Biblioteca da Universidade Cambridge. Por causa da sua raridade e fragilidade, o livro nunca foi aberto para consulta pública, “apesar da sua inegável importância para os pesquisadores”, contou Aylmer. A obra é a mais antiga impressa com a técnica de xilografia polícroma, inventada e
aperfeiçoada por Hu Zhengyan. A técnica envolve o uso de múltiplos blocos de impressão que aplicam, de forma sucessiva, tintas de cores diferentes ao papel para reproduzir o efeito de pintura em aquarela. O livro é dividido em oito categorias: pássaros, ameixas, orquídeas, bambus, frutas, rochas, desenhos e miscelânea. As folhas são impressas apenas de um lado, dobradas ao meio e coladas para a formatação do livro. Com excepção de uma categoria, cada imagem é seguida por um texto, na maioria dos casos, um poema. O trabalho de digitalização está a ser realizado pela Biblioteca da Universidade de Cambridge, que já possui trabalhos digitalizados de Charles Darwin, Isaac Newton e Siegfried Sassoon. Além do manual, a colecção de obras raras chinesas, “ossos oraculares” de 3 mil anos de idade também foram digitalizadas. A partir de agora, três dos 800 “ossos oraculares” guardados pela instituição podem ser vistos na internet. Os “ossos oraculares” são, literalmente, ossos e outros restos animais, como cascos de tartaruga, com inscrições em chinês arcaico. São os exemplares mais antigos com textos
em chinês e trazem perguntas feitas para adivinhação na corte da casa real da dinastia Shang, que governou a China entre os séculos XVI e XI A.C.. Sendo os mais antigos exemplares de escrita chinesa, os “ossos oraculares” tem importância fundamental para a paleografia e para a compreensão da antiga sociedade chinesa. Os ossos trazem informações de uma vasta gama de assuntos, como guerra, agricultura, caça e questões médicas, além de dados genealógicos, meteorológicos e astronómicos, como os mais antigos dados sobre eclipses e cometas. “A alta qualidade das imagens digitais já permitiram importantes descobertas sobre o material. Nós vimos onde pigmentos vermelhos foram usados, para colorir inscrições nos ossos oraculares, e selos antes invisíveis foram decifrados em muitos itens. Nós procuramos novas descobertas, agora que as colecções estão disponíveis globalmente, e já começámos a trabalhar com especialistas em ornitologia para identificar os pássaros no “Manual de Caligrafia e Pintura””, disse Huw Jones, que faz parte da equipa de digitalização da Biblioteca da Universidade Cambridge.
Duas pessoas foram mortas e uma terceira ficou gravemente ferida numa loja da cadeia de móveis Ikea, em Vasteras (Suécia), ao serem esfaqueadas por razões ainda desconhecidas, informou a polícia. “No local, foram encontrados um homem e uma mulher esfaqueados e que sucumbiram aos ferimentos. Outra pessoa ficou gravemente ferida”, afirma um comunicado da polícia, acrescentando que o suposto autor do ataque terá sido preso. A pessoa gravemente ferida é um homem de cerca de 35 anos, que está a ser operado, segundo a porta-voz das autoridades sanitárias, Eva Lindahl. A televisão local mostrou imagens da loja sendo evacuada e isolada pela polícia. As vítimas seriam clientes comuns e o local do ataque foi no sector de acessórios de cozinha, indicou o canal VLT, citando o gerente da loja.
Depardieu e outros artistas proibidos na Ucrânia
A Ucrânia proibiu este sábado uma dúzia de artistas, incluindo o francês Gérard Depardieu, por considerá-los uma “ameaça à segurança nacional”, acusando-os de apoiar os rebeldes pró-russos no leste do país ou a anexação por Moscovo da Crimeia. Desta forma, passam a ser proibidas as emissões de rádio e televisão que incluam estes artistas, na sua maioria atores e cantores russos, anunciou o Ministério da Cultura da Ucrânia, responsável pela publicação da lista. Entre os 13 russos encontra-se o actor francês Gérard Depardieu, que recebeu a cidadania russa há dois anos e que foi declarado “persona non grata” pela Ucrânia no final de Julho, proibindo a entrada na Ucrânia durante cinco anos. Nem a televisão nem os cinemas têm o direito de exibir filmes com os atores incluídos na lista negra, indicou à AFP a porta-voz do ministério, Daryna Glushchenko. A proibição afeta filmes da era soviética, como a estrela de cinema da URSS Mikhail Boiarski. O governo acusa-o de ter assinado uma carta pública que apoia a anexação da Crimeia. Os cantores russos também não foram poupados. Assim, o lendário cantor soviético e deputado Joseph Kobzon, conhecido como o Frank Sinatra da URSS, não poderá passar nas rádios nem aparecer em programas.