O SEGREDO DO COOL
MADEIRA PODRE, PÓ, FOTOGRAFIA A CORES
VALÉRIO ROMÃO
GONÇALO M. TAVARES
PATRIMÓNIO IMATERIAL
Macau soma e segue
hoje macau Nº 4787
SEXTA-FEIRA 11-6-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
EURO 2020
PONTAPÉ DE SAÍDA
CENTRAIS
CHAN WAI CHI NA CORRIDA PÁGINA 5
COVID-19
TESTES COM PREÇO DE SALDO PÁGINA 8
Portugal no coração
A celebração do Dia de Portugal voltou a juntar representantes da comunidade lusófona e das autoridades de Macau. Paulo Cunha Alves, cônsul-geral, sublinhou a importância da data e aproveitou para apelar à vacinação, enquanto o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, mostrou “sincera gratidão” pelo contributo “excepcional” que portugueses e macaenses têm dado a Macau. GRANDE PLANO
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ELEIÇÕES
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PÁGINA 7
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Os ares da Grande Baía
11.6.2021 sexta-feira
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DIA DE PORTUGAL
HO IAT SENG RECONHECE CONTRIBUTO “EXCEPCIONAL” DE PORTUGUESES E MACAENSES
Saudades do O Chefe do Executivo mostrou “sincera gratidão” aos residentes portugueses e macaenses pelo contributo “excepcional” que têm dado a Macau. Numa altura em que a “saudade” das comunidades portuguesas aperta ainda mais devido à pandemia, Paulo Cunha Alves apelou à vacinação e frisou que a ligação entre o povo chinês e português é para aprofundar
“Onde quer que nos encontremos, em Portugal ou espalhados pelo mundo é nossa obrigação celebrarmos o nosso país e a nossa identidade, a língua e a cultura portuguesa.”
PAULO CUNHA ALVES CÔNSUL-GERAL DE PORTUGAL EM MACAU
educação, a cultura e o turismo. “As relações bilaterais continuam a desenvolver-se de forma amistosa”, fez questão de frisar. Além disso, o Chefe do Executivo afirmou que no processo de construção da Plataforma de Serviços para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa têm GCS
HOJE MACAU
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A primeira vez, enquanto Chefe do Executivo, que Ho Iat Seng marcou presença numa recepção do dia de Portugal, o líder do Governo expressou “sincera gratidão” e reconheceu o papel que os portugueses e macaenses que residem em Macau têm desempenhado no desenvolvimento do território que tem na base, uma “rica história e multiculturalidade”. “Os portugueses aqui residentes e os macaenses sempre demonstraram um profundo empenho e contribuíram de forma excepcional para tornar mais rica a multiculturalidade de Macau. O Governo da RAEM reconhece plenamente o papel dos portugueses aqui residentes e dos macaenses na sociedade de Macau, e expressa-lhes sincera gratidão pelos seus contributos. O Governo da RAEM continuará a trabalhar em estrito cumprimento da Lei Básica, a promover o progresso social e a melhorar o bem-estar de toda a população, nomeadamente o da comunidade portuguesa e macaense”, apontou Ho Iat Seng no discurso que proferiu na recepção oficial do dia de Portugal, que teve lugar na residência do cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong. O Chefe do Executivo fez ainda referência ao facto de, em união de esforços com todos os residentes de Macau, que os portugueses e os macaenses “têm contribuído fortemente” para prevenir e combater a pandemia. Sobre as relações entre Macau e Portugal, Ho Iat Seng sublinhou a “boa cooperação” em vários domínios como a justiça, a economia, o comércio, a
“O Governo da RAEM reconhece plenamente o papel dos portugueses aqui residentes e dos macaenses na sociedade de Macau, e expressa-lhes sincera gratidão.” HO IAT SENG CHEFE DO EXECUTIVO
HOJE MACAU
2 grande plano
sexta-feira 11.6.2021
futuro
“Estamos longe dos nossos familiares e amigos. Como portugueses experimentamos aquele sentimento que nos define como povo, ao qual chamamos saudade. Mas é preciso resistir ao desejo de viajar e continuar a cumprir as regras e os conselhos das autoridades de saúde para, todos juntos, ultrapassarmos esta pandemia”, apontou.
“Estamos longe dos nossos familiares e amigos. Como portugueses experimentamos aquele sentimento que nos define como povo, ao qual chamamos saudade. Mas é preciso resistir ao desejo de viajar e continuar a cumprir as regras e os conselhos das autoridades.” PAULO CUNHA ALVES CÔNSUL-GERAL DE PORTUGAL EM MACAU
sido mantidas “relações amigáveis com Portugal” e alcançados “resultados frutíferos”.
Prova de resistência
Após um interregno de dois anos, o cônsul-geral de Portugal em Macau, Paulo Cunha Alves, mostrou “satisfação” de voltar a acolher
as comunidades portuguesas e as autoridades de Macau na residência consular e vincou a importância de celebrar “um dia tão especial para todos os portugueses”. “Onde quer que nos encontremos, em Portugal ou espalhados pelo mundo é nossa obrigação celebrarmos o nosso país e a nossa identi-
dade, a língua e a cultura portuguesa”, começou por dizer. Abordando o contexto gerado pela pandemia e lançando um apelo à vacinação como única via possível rumo à “normalidade”, Paulo Cunha Alves falou ainda de “saudade” e da necessidade de resistir “ao desejo de viajar”.
O cônsul de Portugal em Macau fez ainda questão de dizer que “embora distante da pátria”, a comunidade portuguesa, nas suas múltiplas componentes resultantes de um “encontro secular de culturas”, continua “a dar o seu valioso contributo para o desenvolvimento harmonioso da sociedade e da economia do território e, espera-se também, da região da Grande Baía”. Pedro
Arede com J.S.F. e A.S.S.
4 DE JUNHO “A COMUNIDADE NÃO TEM DE ESTAR PREOCUPADA”
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OBRE a decisão de proibir a realização da vigília do 4 de Junho, o cônsul-geral de Portugal em Macau, Paulo Cunha Alves referiu que “o assunto já foi dissecado” e que a comunidade portuguesa não deve estar preocupada. “Não tenho comentários sobre esse assunto. O assunto já foi dissecado, já se disse tudo o que tinha de ser dito. É um assunto que compete à extrema competência e autoridade do Governo local. As autoridades judiciárias e o poder executivo decidem o que fazer e como fazer de acordo com a lei e de acordo com as regras da RAEM. A comunidade não tem de estar preocupada”, apontou.
grande plano 3
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À margem da recepção do dia de Portugal, Paulo Cunha Alves referiu ainda que o facto de a cerimónia ter contado com a presença do Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, é demonstrativo da “importância que o Governo de Macau atribui às relações com o Governo português (…) e do papel da comunidade portuguesa e macaenses em Macau”. Questionado sobre os pedidos de ajuda que têm chegado devido à pandemia, o cônsul de Portugal em Macau revelou que tem havido “muitos pedidos” de pessoas que querem ir para Portugal com urgência por terem familiares doentes ou por terem visto
os seus contratos de trabalho acabar em Macau. Contudo, em 2020 e 2021 “não foi recebido qualquer pedido de repatriamento”, referiu ainda Paulo Cunha Alves. Sobre a baixa taxa de vacinação em Macau, considerou a situação “triste” e vincou que enquanto a população não aderir à inoculação “não vamos conseguir ter o ambiente que tínhamos”. “Felizmente aqui vivemos numa bolha em que existem vacinas em número suficiente para todos. Acho que as pessoas deviam tomar consciência da necessidade de garantir a imunidade de grupo”, acrescentou. P.A.
REACÇÕES
IPOR Português a crescer
Joaquim Coelho Ramos, presidente do Instituto Português do Oriente (IPOR), destacou ontem que a procura pelo ensino do português em Macau tem sido “crescente” e que tem hoje “novas matrizes”, uma vez que é um idioma procurado “como língua instrumental e de apoio à economia”. Sobre o 10 de Junho, o responsável frisou que é “a celebração daquilo que nos identifica onde quer que estejamos, a relação que temos com Portugal, com o que representa, a sua cultura e a sua língua”.
Cecília Jorge A importância de Camões
A escritora e jornalista macaense Cecília Jorge referiu, sobre esta data, que “Camões merece sempre ser lembrado”, numa referência ao poeta português. “É muito importante relembrar, sobretudo, a comunidade macaense que está cá desde sempre e que sempre festeja o Dia de Portugal. É importante continuarmos a celebrar este dia. Faz parte disto, de Macau, e enquanto continuarmos a festejar é muito importante, ficam os traços e as raízes continuam.”
Amélia António Data especial em tempos de covid
Amélia António, presidente da Casa de Portugal, considera que devido ao impacto psicológico da covid-19 que este ano o Dia de Portugal teve um significado especial. “Este ano é particularmente importante, porque no ano passado não foi possível assinalar a data. O tempo vai passando, arrastando-se, as consequências da covid-19 vão fazendo-se sentir cada vez mais. Não é só a parte económica que conta, é também a parte emocional”, indicou. “Por todas essas razões é importante que a comunidade se encontre, junte e perceba que está solidária”, acrescentou.
Paulo Cunha Alves Futuro em aberto
O Cônsul-geral de Portugal está em Macau desde a segunda metade de 2018, mas não confirma a permanência até ao 10 de Junho do próximo ano. Ontem, em declarações aos jornalistas, no final da cerimónia do hastear da bandeira, Paulo Cunha Alves afirmou que
o futuro vai depender da decisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros. “Não faço ideia, essa pergunta tem de fazer ao ministro dos Negócios Estrangeiros. Ele é que sabe! (risos)”, respondeu quando questionado sobre o assunto. Sobre as cerimónias do 10 de Junho em Macau, Paulo Cunha Alves afirmou ainda sentir “alegria, satisfação e regozijo”.
Conselheiros Eleições até ao fim do ano
Paulo Cunha Alves afirmou que as eleições para eleger os próximos Conselheiros das Comunidades Portuguesas vão decorrer até a final do ano. “Creio que será no terceiro trimestre deste ano. O Governo em Lisboa é que determina a data, penso que o dia não está escolhido, mas deve ser no segundo semestre”, disse o cônsul-geral, quando questionado sobre o assunto. Paulo Cunha Alves deixou ainda o desejo de que o acto seja participado: “Espero que as eleições sejam participadas, é sempre importante em qualquer acto eleitoral que os eleitores participem, caso contrário a democracia não funciona”, considerou.
União Europeia Dia de Portugal assinalado
A representação da União Europeia em Hong Kong e Macau assinalou o Dia de Portugal, através das redes sociais. Numa mensagem na página do Facebook podia ler-se “Feliz Dia Nacional de Portugal!!”. Porém, a mensagem fazia ainda menção ao facto de se celebrar ainda o poeta Luís Vaz de Camões. “Portugal é muito único, porque no dia nacional celebra um dos seus poetas mais influentes: Luís de Camões”, é mencionado. “Feliz Dia de Camões para os nossos amigos portugueses!”, é igualmente referido. O dia nacional é denominado O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Pereira Coutinho Falta de atraso
José Pereira Coutinho, deputado e ex-conselheiro das comunidades portuguesas, faltou à cerimónia do hastear da bandeira. Mais tarde, admitiu que adormeceu. “Não consegui acordar. Estava a preparar-me para ir, mas não consegui acordar”, afirmou Coutinho. “Ontem estive a jogar futebol, para manter o físico, porque como vou estar na rua [em campanha], não posso estar gordo, com uma pança. Por isso estive a jogar para tirar a pança e fiquei a jogar na Escola Oficial Luís Gonzaga Gomes até às 21h”, explicou. No entanto, desvalorizou a ausência: “A Pátria está no coração. Não é por erguer a bandeira que demonstra que... O patriotismo está no coração”, considerou.
4 política
Legumes na cesta
ELEIÇÕES COUTINHO DIZ QUE PORTUGUESES ESTÃO BEM E DESTACA O USO DA LÍNGUA
Em bom português
Novo regime sobre mercados públicos pronto para ir a plenário
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Debaixo de olho
Outros dos tópicos que mereceu maior debate ao longo das reuniões da comissão da AL foi o facto de ter estado em cima da mesa, a possibilidade de instalação de equipamentos de gravação de vídeo em cada banca. “Como o IAM tentou instalar uma câmara em cada banca, surgiu, portanto, no seio dos deputados, a seguinte questão: isto é mesmo necessário?”, consta do parecer divulgado ontem. O Governo reconheceu que, de facto, tal “não era adequado”, passando a instalação dos equipamentos a ser feita “conforme o ambiente do mercado em concreto” e “para satisfazer os devidos objectivos”. P.A.
José Pereira Coutinho vai encabeçar a lista Nova Esperança e entregou ontem 500 assinaturas da comissão de candidatura. À porta do Edifício da Administração Pública, o deputado denunciou uma onda de despedimentos que afectou 12 funcionários de uma universidade local reunir com Paulo Cunha Alves, de acordo com a página do Facebook dos conselheiros, com o último encontro a decorrer em Abril. “A comunidade portuguesa na sua maioria está bem, é o que temos apurado pelos nossos contactos. Nas nossas reuniões mensais com o senhor cônsul, que está a fazer um excelente de trabalho de auscultação às comunidades, acredito que não tem havido grande problema de discriminação ou de falta de emprego”, vincou.
SOFIA MARGARIDA MOTA
1ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) assinou ontem o parecer sobre a proposta de lei relativa à gestão dos mercados públicos. De acordo com o canal chinês da TDM – Rádio Macau, Ho Ion Sang, que preside à comissão disse que, entre outras vantagens, o diploma permitirá introduzir a uniformização de instrumentos e unidades de medida, nomeadamente através da utilização de balanças electrónicas e a adopção de uma unidade de peso aceite internacionalmente. Além disso, o deputado, terá reafirmado a intenção do Governo de proceder à reorganização das bancas dos mercados “em prol de um ambiente mais favorável à exploração”. Olhando para o parecer divulgado ontem no portal da AL, um dos tópicos que gerou maior preocupação na comissão está relacionado com o facto de o diploma prever que a atribuição de bancas passe a ser feita através de concurso público. Perante as preocupações dos deputados, o Governo assegurou que os critérios de selecção não serão baseados na apresentação da “proposta de valor mais elevado”, mas sim, “na estratégia de exploração, na experiência do concorrente, no horário de funcionamento diário, na diversidade dos produtos e na conveniência dos instrumentos de pagamento”. “É através destes factores que se verifica se o concorrente tem uma verdadeira intenção de exploração (…) no passado os candidatos sorteados não tinham, provavelmente, grande ideia e vontade de exercer actividades, despenderam recursos públicos e não conseguiram atingir os resultados desejados”, pode ler-se no parecer. Perante a resposta, alguns deputados terão mostrado preocupação sobre a justiça e imparcialidade dos concursos, além de poder levar alguns vendedores a “exagerar nos seus objectivos”. “Não se pode aplicar uma punição porque há apenas 18 espécies de legumes fornecidas num dia”.
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Maior transparência
A
utilização da língua portuguesa é uma das principais preocupações de José Pereira Coutinho para a campanha eleitoral, no que diz respeitos às comunidades macaense e portuguesa. O deputado ligado à Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau entregou ontem a lista com 500 nomes para formar a comissão de candidatura às eleições de Setembro e confirmou que vai ser o cabeça da lista. “Claro que é evidente que a pandemia afecta tudo, independentemente da nacionalidade, mas de uma maneira geral é verdade que há uma falta de respeito por uma língua oficial, que é a
língua portuguesa. Basta ver as tabuletas, não há uma semana que não receba exemplos de erros”, afirmou José Pereira Coutinho. “Quanto à língua portuguesa, diria que é preciso dar valor aos bilingues, e nós temos lutado pelos intérpretes-tradutores, que neste momento são licenciados por universidades locais, mas não têm trabalho”, frisou. Coutinho queixou-se ainda da contratação de trabalhado-
res não-residentes para fazer a tradução e interpretação: “Eles mandam vir trabalhadores não-residentes do Interior da China [para fazer as traduções e interpretações para português]. Está correcto? Está errado e alguém tem de assumir responsabilidades”, atirou. Apesar de ter deixado de ser conselheiro das comunidades portuguesas em Fevereiro, José Pereira Coutinho tem continuado a
“Recebemos queixas de uma dezena de professores de uma universidade que recebe subsídios do Governo. Foram todos despedidos, e o responsável pelos despedimentos é trabalhador não-residente.” JOSÉ PEREIRA COUTINHO DEPUTADO
Em relação à campanha, o deputado considera que é necessário aumentar a transparência na vida política de Macau, porque há deputados com conflitos de interesses. “Segundo o portal informático da Assembleia Legislativa, há deputados que nem colocam as suas habilitações e ninguém sabe o que eles fazem. Por isso, é preciso fazer um raio-X a todos os deputados”, defendeu. “Precisamos saber se existem conflitos de interesse para percebermos se quando estão nas comissões parece que estão a fazer uma coisa, quando na verdade estão a fazer outra”, justificou. Com a entrega da lista da comissão “Nova Esperança”, Coutinho denunciou também o despedimento de cerca de 12 professores universitários de uma instituição local, que não quis identificar. “Todos os dias recebemos queixas, e o Governo não age. Ainda assobia para o lado. Anteontem e ontem recebemos queixas de uma dezena de professores de uma universidade que recebe subsídios do Governo. Foram todos despedidos, e o responsável pelos despedimentos é trabalhador não-residente”, divulgou. “Não vamos revelar o nome da universidade, porque estamos a ver se o caso é resolvido, mas são cerca de 12 residentes permanentes de Macau”, indicou. João Santos
Filipe (com N.W.)
sexta-feira 11.6.2021
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EPOIS de ter sido instrumental na eleição de Sulu Sou, de quem foi número dois da lista, Paul Chan Wai Chi volta a encabeçar uma candidatura às eleições legislativas. “Nos últimos anos, a minha vida pessoal e profissional impediu-me de ocupar lugares cimeiros em listas para as eleições”, comentou ontem o ex-deputado depois de entregar cerca de quatrocentas assinaturas que formalizaram a entrega da lista da comissão de candidatura. Depois de um mês na rua a recolher apoios, e ainda antes de anunciar a composição final da lista, a Associação do Progresso de Novo Macau entra na corrida porque Paul Chan Wai Chi entende que “a Assembleia Legislativa precisa de vozes e representantes diferentes”, que correspondam novas às necessidades da sociedade. Outro factor decisivo para assumir a liderança da lista, que ainda não está oficializada, foi considerar que ainda tem capacidade para fazer um bom trabalho e ter recebido o apoio da família e da equipa com quem colabora. A minoritária ala pró-democracia ocupou na legislatura anterior três lugares no hemiciclo, com a entrada de Sulu Sou (que ainda não oficializou a candidatura) que se juntou a Au Kam San e Ng Kuok Cheong. Este último, cedeu o primeiro lugar na lista a Scott Chiang, enquanto Au Kam San ainda não apoiou qualquer candidatura. Com a entrada na corrida, Chan Wai Chi não teme dividir o voto do campo. “Não trato a minha candidatura numa perspectiva de competição, faço-o com a intenção de fomentar a cultura eleitoral de Macau e a educação cívica dos residentes”, comentou.
política 5
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ELEIÇÕES CHAN WAI CHI NA CORRIDA SEM TEMER DIVISÃO DO VOTO PRÓ-DEMOCRACIA
As urnas de São Paulo
Paul Chan Wai Chi entregou ontem as assinaturas para formalizar a candidatura às legislativas, na lista que deve encabeçar. Sem restrições pessoais que o prendam e com o apoio familiar, o ex-deputado entra na corrida eleitoral, sem receio de dividir os votos pró-democracia indicou que o número dois da lista Associação do Progresso de Novo Macau deveria ser Lei Kuok Keong. “Quando recolhemos as assinaturas nos postos de rua, usámos os nomes Paul Chan Wai Chi e Lei Kuok Keong. Só depois de confirmada a qualificação da candidatura podemos anunciar oficialmente a ordem dos candidatos na lista, mas a forma como nos apresentámos na rua é uma referência”, apontou Chan Wai Chi. Quanto às aspirações e bandeiras de campanha, o ex-deputado gostaria de sentir o fortalecimento da sociedade civil, com residentes mais activos politicamente e participativos nas eleições. “A participação nas eleições legislativas é a nossa obrigação e dever”, afirmou acrescentando que nos últimos anos esteve atento aos principais problemas da RAEM, com destaque para a “habitação, trânsito, educação, o futuro das concessões do jogo, planeamento urbano e os problemas que nunca foram totalmente resolvidos”. Nunu Wu com J. L.
Camaradas e planos
Sem querer confirmar, por ainda não ser oficial, o ex-deputado
Paul Chan Wai Chi “Não trato a minha candidatura numa perspectiva de competição, faço-o com a intenção de fomentar a cultura eleitoral de Macau e a educação cívica dos residentes.”
DSF MACAU E CAMBOJA ASSINAM ACORDO PARA ELIMINAR DUPLA TRIBUTAÇÃO
IPM ELSIE AO IEONG U PROMETE MAIOR INVESTIMENTO PÚBLICO NA EDUCAÇÃO
À
A
semelhança do que aconteceu com outros países e regiões, o Governo de Macau assinou em Abril uma convenção com o Reino do Camboja para eliminar a dupla tributação em matéria de impostos sobre o rendimento e para prevenir a evasão fiscal. Segundo a Direcção dos Serviços de Finanças (DSF), a convenção foi assinada entre o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong e o Ministro para a Economia e Finanças do Reino do Camboja, Aun Pornmoniroth. Detalhando, o acordo, que tem como objectivo “evitar e
eliminar que a mesma base de rendimento auferido pelo mesmo contribuinte seja tributada duplamente”, visa o imposto complementar de rendimentos, o imposto profissional e a contribuição predial urbana em Macau, bem como o imposto sobre o rendimento e o imposto sobre os salários no Camboja. Além disso, segundo a DSF, o acordo estabelece “cláusulas de reciprocidade” sobre diferentes tipos de rendimentos como dividendos, juros, mais-valias e royalties, rendimentos de bens imobiliários, lucros de empresas associadas, pensões e remunerações públicas e rendi-
mentos obtidos na qualidade de artista e desportista, professor e investigador. No entanto, para o Governo, as vantagens vão muito além dos impostos. “O Governo (…) acredita que a assinatura da ‘Convenção’ irá promover ainda mais as trocas comerciais e o investimento entre os dois territórios, fortalecer as relações económica, comercial e de investimento entre a RAEM e os países ao longo da “Faixa e Rota”, e ao mesmo tempo, contribuir para a redução dos encargos fiscais das pessoas e das empresas e das perdas de receita fiscal do Governo”, afirma a DSF.
secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong U, garantiu que o Governo “irá continuar a aperfeiçoar a construção de mecanismos, reforçar o apoio político e investir mais recursos na melhoria da configuração dos recursos educativos”. A governante falou ontem, em representação do Chefe do Executivo na cerimónia de graduação do Instituto Politécnico de Macau (IPM). Caracterizando o IPM como uma instituição que “privilegia o ensino multidisciplinar e o conhecimento aplicado, criando um modelo de formação de quadros qualificados amantes da pátria e de Macau”. Elsie Ao Ieong U prometeu ainda criar “novas e diferentes disciplinas do
ensino superior, uma base de quadros qualificados bilingues em chinês e português e de formação da educação turística da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”. A ideia é criar “um sistema de ensino superior com mais competitividade regional, que igualmente constitua forte apoio para o progresso da sociedade”. A secretária referiu ainda que o Governo vai apoiar o IPM “na implementação do seu princípio de educação de ‘dar igual importância ao ensino e à investigação científica’, no desenvolvimento da sua missão privilegiada na formação de talentos com conhecimento aplicado e no desenvolvimento das suas vantagens do estudo aplicado”.
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Notificação n.º 00065/NOEP/DJN/2021 Considerando que não se revela possível notificar os interessados, pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, para o efeito do regime procedimental nos respectivos processos administrativos sancionatórios, nos termos do artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, e do artigo 68.º e n.º 1 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, o signatário notifica, pela presente, ao abrigo do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, os infractores constantes das tabelas anexas a esta notificação, do conteúdo das respectivas decisões sancionatórias: Nos termos do n.º 4 do artigo 36.º, n.º 1 do artigo 37.º, artigo 38.º, artigo 39.º e n.os 1 e 2 do artigo 55.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, aprovado pelo Regulamento Administrativo n.º 28/2004, e em conjugação com o n.o 2 do artigo 5.º do Código do Procedimento Administrativo, o Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto ou seus substitutos exararam despachos nas respectivas informações, tendo em consideração as infracções administrativas comprovadas e a existência de culpa confirmada. Assim: 1. Foi aplicada ao infractor constante da Tabela I, a multa prevista no n.º 1 do artigo 45.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e no artigo 1.º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 106/2005, no valor de MOP 300,00 (cada infracção), sendo definido para o pagamento que este seja efectuado nas seguintes prestações: 1) Primeira prestação: no valor de MOP 150,00 – no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir da publicação e afixação da presente notificação; 2) Última prestação: no valor de MOP 150,00 – no prazo de 40 (quarenta) dias, contados a partir da publicação e afixação da presente notificação. O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto no n.º 1 do artigo 4.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no n.º 9 do artigo 1.º do Catálogo das Infracções, porquanto resulta da prática de acto de “enxugar em área do espaço público ou em equipamento público roupas, panos, tapetes, alimentos ou quaisquer objectos”, tendo sido o infractor notificado do conteúdo da acusação. (cfr.: Tabela I) 2. Foram aplicadas aos infractores constantes das Tabelas II a VII as multas previstas no n.º 2 do artigo 45.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e no artigo 2.º do Catálogo das Infracções, no valor de MOP 600,00 (cada infracção), sendo definido para o pagamento que este seja efectuado nas seguintes prestações: 1) Primeira prestação: no valor de MOP 300,00 – no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir da publicação e afixação da presente notificação; 2) Última prestação: no valor de MOP 300,00 – no prazo de 40 (quarenta) dias, contados a partir da publicação e afixação da presente notificação. Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto no n.º 1 do artigo 13.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no n.º 7 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções, porquanto resultam da prática de actos de “nos espaços públicos, abandonar resíduos sólidos fora dos locais e recipientes especificamente destinados à sua deposição”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela II) O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto na alínea 1) do n.º 1 do artigo 2.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no n.º 18 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções, porquanto resulta da prática de actos de “remover, remexer ou escolher resíduos contidos nos equipamentos de deposição”, tendo sido a infractora notificada do conteúdo da acusação. (cfr.: Tabela III) Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto na alínea 1) do n.º 1 do artigo 2.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no n.º 13 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções, porquanto resultam da prática de actos de “cuspir escarro ou lançar muco nasal para qualquer superfície do espaço público, de instalações públicas ou de equipamento público”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela IV) Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto no n.º 1 do artigo 4.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no n.º 23 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções, porquanto resultam da prática de actos de “colocar ou abandonar no espaço público quaisquer materiais ou objectos”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela V) Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto na alínea 1) do n.º 1 do artigo 14.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no n.º 6 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções, porquanto resultam da prática de actos de “não cumprir as recomendações técnicas para evitar a queda de pingos de águas provenientes de aparelho de ar condicionado, após o decurso do prazo fixado pelo presente Instituto para o efeito, de acordo com as circunstâncias do caso concreto”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela VI) O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto na alínea 1) do n.º 1 do artigo 14.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no n.º 3 do artigo 2.º do Catálogo das Infracções, porquanto resulta da prática de actos de “despejar, derramar ou deixar correr líquidos poluentes, nomeadamente águas poluídas, tintas ou óleos em espaços públicos”, tendo sido a infractora notificada do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela VII) 3. Além disso, os infractores podem ainda apresentar reclamação contra os actos sancionatórios para o autor do acto, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da publicação da notificação, nos termos dos artigos 145.º, 148.º e 149.º do Código do Procedimento Administrativo, sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 123.º do referido código. Para efeitos do disposto no n.º 2 do artigo 150.º do mesmo Código, a reclamação não tem efeito suspensivo sobre o acto. 4. Quanto aos actos sancionatórios, os infractores podem apresentar recurso contencioso no prazo estipulado nos artigos 25.º e 26.º do Código de Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 110/99/M, de 13 de Dezembro, para o Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau. 5. Sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 75.º do Código do Procedimento Administrativo, para efeitos do disposto n.º 2 do artigo 55.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, os infractores deverão efectuar o pagamento das multas aplicadas, dentro do prazo de pagamento das prestações acima referidas,
na Divisão Jurídica e de Notariado do IAM (Núcleo Operativo do IAM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos), sita na Rua do Dr. Soares, n.º 6, Edifício Soares (Casa Amarela), Macau. 6. Nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 55.º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, a falta de pagamento de uma prestação implica o vencimento de todas as outras, caso em que, se o pagamento do valor global em dívida não for feito nos 30 (trinta) dias subsequentes à data do vencimento da primeira prestação em falta, submete o IAM o processo à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças, para cobrança coerciva, nos termos do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M e do artigo 29.º do Decreto-Lei n.º 30/99/M. 7. Não é de atender a esta notificação, caso os infractores constantes das tabelas anexas tenham já saldado, aquando da presente publicação, as respectivas multas, resultantes da acusação. Para informações mais pormenorizadas, os interessados poderão ligar para o telefone n.º 8399 3248 ou dirigir-se pessoalmente ao referido Núcleo Operativo deste Instituto. Aos 28 de Maio de 2021. O Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais José Tavares Tabela I Nome 黎章森 LAI CHEONG SAM
N.º do Bilhete de Sexo Identidade de Residente N.º da acusação de Macau M
7415***(*)
2-000343UB/2020
Data em que foi exarado Data da infracção o despacho de aplicação da multa 2020-06-11
2020-12-28
Tabela II Nome
N.º do Bilhete de Sexo Identidade de Residente N.º da acusação de Macau
Data em que foi exarado Data da infracção o despacho de aplicação da multa
馮廣禮 FONG KWONG LAI
M
1312***(*)
2-000538UD/2020
2020-11-19
2021-01-28
何嘉明 HO KA MENG
M
5187***(*)
2-000552TU/2020
2020-11-12
2021-01-12
MONTEIRO DA SILVA ALVARO SERGIO
M
1241***(*)
2-000100UM/2020
2020-11-04
2021-01-28
歐陽永鑾 AO IEONG WENG LUN
M
5152***(*)
2-000338SJ/2020
2020-10-26
2021-01-26
王家鳳 WONG KA FONG
F
5163***(*)
2-000472UD/2020
2020-10-23
2021-01-07
李劍豪 LEI KIM HOU
M
5088***(*)
2-000668TP/2020
2020-10-20
2021-01-07
黃梓聰 WONG CHI CHONG
M
1249***(*)
2-000340TX/2020
2020-10-16
2021-02-02
黃志強 WONG CHI KEONG
M
7259***(*)
2-000639TG/2020
2020-10-14
2021-01-12
何志添 HO CHI TIM
M
7337***(*)
2-000702TF/2020
2020-10-08
2021-01-28
廖惠行 LIO WAI HANG
F
1295***(*)
2-000029UM/2020
2020-10-06
2021-01-12
徐瑪麗 CHOI MA LAI
F
1310***(*)
2-000677TF/2020
2020-10-03
2021-01-26
黃麗權 WONG LAI KUN
M
7420***(*)
2-000602TG/2020
2020-10-02
2021-01-28
譚國倫 TAM KUOK LON
M
5108***(*)
2-000390TK/2020
2020-09-30
2020-12-01
李聯光 LEI LUN KUONG
M
7409***(*)
2-000422TE/2020
2020-09-25
2020-12-31
黃耝民 WONG CHO MAN
M
7281***(*)
2-000433TU/2020
2020-09-17
2020-12-31
林嘉進 LAM KA CHON
M
5212***(*)
2-000447TZ/2020
2020-09-10
2020-11-12
譚冠晃 TAM KUN FONG
M
7364****
A005061/2020
2020-09-09
2020-12-28
劉明華 LIU MINGHUA
M
1557***(*)
2-000525TL/2020
2020-09-08
2020-11-12
蕭鋒 XIAO FENG
M
1456***(*)
2-000374TS/2020
2020-08-27
2020-11-06
倪永瑜 NGAI WENG U
M
5129***(*)
2-000489TL/2020
2020-08-09
2021-01-12
高德然 KOU TAK IN
M
5103***(*)
2-000399TZ/2020
2020-08-08
2020-11-12
www. iam.gov.mo
sexta-feira 11.6.2021
sociedade 7
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TIAGO ALCÂNTARA
何智揚 HO CHI IEONG
M
1229***(*)
2-000442TP/2020
2020-07-21
2020-11-06
阮志威 UN CHI WAI
M
5140***(*)
2-000211SL/2020
2020-07-21
2020-11-06
鄧富新 TANG FU SAN
M
5172***(*)
2-000282TK/2020
2020-07-19
2020-11-12
林加樂 LAM KA LOK
M
5185***(*)
2-000521TV/2020
2020-07-17
2020-11-06
陳文輝 CHEN WENHUI
M
1393***(*)
2-000422TP/2020
2020-07-17
2020-11-06
Tabela III Nome 梁玉卿 LEONG IOK HENG
N.º do Bilhete de Sexo Identidade de Residente N.º da acusação de Macau F
7324***(*)
2-000101UM/2020
Data em que foi exarado Data da infracção o despacho de aplicação da multa 2020-11-04
2021-01-28
Tabela IV Nome
N.º do Bilhete de Sexo Identidade de Residente N.º da acusação de Macau
Data em que foi exarado Data da infracção o despacho de aplicação da multa
吳耒英 NG LOI IENG
F
7344***(*)
2-000212UR/2020
2020-10-27
2021-01-12
RUZ ALLAN VERZOSA
M
1365***(*)
2-000462TE/2020
2020-10-12
2021-01-28
羅國恆 LO KUOK HANG
M
1236***(*)
2-000592UB/2020
2020-09-11
2020-12-28
李程歡 LEI CHENG FUN
M
7322***(*)
2-000288TE/2020
2020-08-03
2020-11-06
Tabela V Nome
N.º do Bilhete de Sexo Identidade de Residente N.º da acusação de Macau
Data em que foi exarado Data da infracção o despacho de aplicação da multa
吳麗玲 NG LAI LENG
F
1394***(*)
2-000059UM/2020
2020-10-19
2021-02-02
張眾平 CHEONG CHONG PENG
M
7440***(*)
2-000195US/2020
2020-09-30
2020-12-01
張成 CHEONG SENG
M
7243***(*)
A006604/2020
2020-07-20
2020-11-06
張成 CHEONG SENG
M
7243***(*)
2-000294TM/2020
2020-07-13
2020-11-06
蕭崇基 SIO SONG KEI
M
1346***(*)
2-000361TZ/2020
2020-07-11
2020-10-30
張成 CHEONG SENG
M
7243***(*)
2-000155UN/2020
2020-04-26
2020-06-30
張成 CHEONG SENG
M
7243***(*)
2-000194UD/2020
2020-03-29
2020-06-30
張成 CHEONG SENG
M
7243***(*)
2-000178TG/2020
2020-03-09
2020-06-30
張成 CHEONG SENG
M
7243***(*)
2-000744TD/2018
2018-12-25
2019-06-03
Tabela VI Nome
N.º do Bilhete de Sexo Identidade de Residente N.º da acusação de Macau
Data em que foi exarado Data da infracção o despacho de aplicação da multa
杜歷航 TOU LAK HONG
M
5106***(*)
2-02315WB/2020
2020-07-29
2020-12-01
阮偉泉 UN WAI CHUN
M
5147***(*)
2-01535WB/2020
2020-06-11
2020-10-16
Tabela VII Nome HO UT SIM
N.º do Bilhete de Sexo Identidade de Residente de Macau F
7422***(*)
N.º da acusação 2-00280WB/2020
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Data em que foi exarado Data da infracção o despacho de aplicação da multa 2020-01-14
2020-05-22
Miguel de Senna Fernandes, Dóci Papiaçam di Macau “Não é uma mera medalha de honra, ganha-se um estatuto com significado para as autoridades de Macau, que podem dar meios para que o património seja preservado.”
Pódi, pódi! Três novos itens de Macau na lista de património imaterial da China
A
China anunciou ontem que incluiu na Lista de Património Cultural Imaterial Nacional três itens de Macau: a Gastronomia Macaense, o Teatro em Patuá e as crenças e costumes de Tou Tei. “É um dia de regozijo para a cultura macaense. É um dia especial, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, mas também para o patuá e para a gastronomia macaense”, reagiu em declarações à Lusa o director do grupo teatral Dóci Papiaçam di Macau e presidente da Associação dos Macaenses. Miguel da Senna Fernandes destacou que, para além do valor simbólico e do reconhecimento do trabalho local, a inclusão na lista nacional é importante ao nível da preservação e protecção do património. “Não é uma mera medalha de honra, ganha-se um estatuto com significado para as autoridades de Macau, que podem dar meios para que o património seja
preservado”, sendo que, no caso do teatro, “assegurar uma sede é uma das prioridades”, salientou. Outro património agora incluído na lista nacional chinesa é a Gastronomia Macaense, que se baseia no método de confecção dos alimentos da culinária portuguesa, integrando ingredientes e métodos culinários do continente africano e do subcontinente indiano, bem como da Malásia e, claro, locais. “Através da combinação dos méritos da culinária de cada região, a gastronomia local desenvolveu-se de forma única, aperfeiçoando-se ao longo dos séculos, tornando-se um subproduto histórico da cultura da navegação portuguesa”, descrevem as autoridades de Macau.
A voz do povo
Já o Teatro em Patuá, traz a palco “comédias que ridicularizam e criticam os problemas sociais predominantes”, dando ‘voz’ ao
dialecto macaense (patuá), um crioulo português influenciado sobretudo pelas línguas cantonesa, espanhola, inglesa e malaia. Hoje, está em extinção, com especialistas a explicarem que este sistema linguístico criado pelos imigrantes lusos em Macau ao longo dos últimos quatrocentos anos foi desaparecendo devido à obrigação de aprendizagem do português nas escolas, imposta pela administração portuguesa. Finalmente, a lista nacional chinesa integra agora as Crenças e Costumes de Tou Tei. “Macau possui cerca de 10 templos e mais de 140 altares dedicados a Tou Tei, bem como tabuletas individuais na entrada de muitas residências e lojas. (…) Em cada ano lunar, o segundo dia do segundo mês marca a celebração do festival de Tou Tei, comummente conhecido como ‘Tau Nga’, durante o qual muitos dos templos locais dedicados a Tou Tei organizam grandes eventos festivos, incluindo rezas, danças do leão, óperas chinesas para divindades, e banquetes” tratando-se de “uma importante festividade religiosa para a comunidade chinesa em Macau”, segundo as autoridades.
8 sociedade
11.6.2021 sexta-feira
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Voo de baixo risco
52.º caso importado não levou vacina contra a covid-19
U Leong Iek Hou, coordenadora do Centro de Coordenação de Contingência do coronavírus “Como as outras entidades são particulares e não existe essa ligação, ainda estamos a tentar dialogar com elas para ver se é possível haver uma diminuição das tarifas”
COVID-19 PREÇOS DOS TESTES BAIXAM PARA 80 PATACAS EM DOIS POSTOS
Reduzir para testar
A partir de hoje passa a ser mais barato realizar um teste de ácido nucleico nos postos do Pac On e do Fórum Macau, com as autoridades a ponderarem um diálogo com outras entidades privadas para a redução dos preços. Para quem chega de Taiwan, o período de quarentena passa a ser de 21 dias, com mais sete de auto-gestão
O
Centro de Coordenação de Contingência do novo tipo de coronavírus anunciou que, a partir de hoje, passa a ser mais barato realizar testes de ácido nucleico de despistagem da covid-19 nos postos do Pac On e Fórum Macau. O custo passa agora a ser de 80 patacas, existindo a possibilidade de dialogar com entidades privadas para reduzir os preços dos testes. “Estes dois postos funcionam em colaboração com os Serviços de Saúde de Macau (SSM), pelo que há uma ligação estreita com eles. Como as outras entidades são particulares e não existe essa ligação, ainda estamos a tentar dialogar com elas para ver se é possível haver uma diminuição das tarifas”,
disse Leong Iek Hou, coordenadora do Centro. Outra medida anunciada ontem em conferência de imprensa, passa pelo aumento do período de quarentena para quem viaja de Taiwan para Macau. Quem tenha estado na Ilha Formosa nos últimos 21 dias tem agora de realizar a quarentena de 21 dias e fazer uma auto-gestão de saúde durante sete dias, que resulta num total de 28 dias de isolamento. Leong Iek Hou adiantou novos detalhes sobre as medidas para evitar que o sistema de emissão de códigos de saúde volte a falhar. “Quando for emitido o código de saúde tem de se escolher se foi emitido em Macau ou no exterior. Se for usado em Macau este código não será transferido para o interior da China e assim
diminui-se o risco de avaria. Prevemos que este novo sistema seja actualizado dentro de dois dias.”
Sim à BioNtech/Pfizer
Outra informação avançada ontem, prende-se com a confirmação de que os jovens em Macau, com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos, poderão ser vacinados com a BioNTech/Pfizer. “Reunimos para ver os dados das crianças e jovens entre os 12 e 15 anos. No Reino Unido as autoridades permitiram a vacinação deste grupo etário com esta vacina, e consideramos que é seguro. Estamos a favor de uma redução da idade para a toma desta vacina, porque temos dados suficientes para suportar essa ideia. Temos este plano e estamos ainda a analisar a sua
viabilidade e operação. Esperamos o mais rápido possível conseguir iniciar a vacinação para este grupo etário”, disse um responsável do Centro. Relativamente às vacinas, as autoridades garantem que existem em número suficiente, uma vez que foram recebidas recentemente seis mil vacinas MRNA, restando ainda 20 mil doses disponíveis. Cerca de dez mil pessoas já levaram a primeira dose desta vacina, estando a ser negociado o fornecimento de mais vacinas deste laboratório. Há ainda doses suficientes da vacina Sinopharm, sendo que Macau deverá receber em breve mais 200 mil vacinas, que se juntam às 300 mil existentes. Um total de 70 mil pessoas receberam a primeira dose da Sinopharm. Andreia Sofia Silva
M residente que chegou a Macau vindo de Taiwan no dia 30 de Maio, foi diagnosticado com covid-19 na quarta-feira, tendo sido classificado como o 52.º caso confirmado no território (caso importado). Segundo uma nota do divulgada pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, o paciente tem 21 anos e é estudante da Chinese Culture University (Taiwan), tendo declarado “nunca ter sido confirmado com a Covid-19 nem ter sido vacinado contra a Covid-19”. De acordo com a mesma nota, após ter testado negativo contra a covid-19 no dia 28 de Maio, o paciente apanhou, juntamente com um amigo, o voo JX205 da Star Airlines com destino a Macau no dia 30 de Maio, tendo ocupado o assento 16H. Após chegar a Macau, o paciente foi submetido a quarentena no Hotel China Coroa D’ouro e o resultado da primeira amostra de teste de zaragatoa nasofaríngea revelou ser negativo. Contudo, testado novamente na quarta-feira, o resultado do teste de ácido nucleico acusou positivo, confirmando-se a pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus. De seguida, o paciente foi encaminhado para o Centro Hospitalar Conde de São Januário, não apresentando sintomas de febre, tosse ou dificuldades respiratórias e com um estado clínico considerado “normal”. Na conferência de imprensa de ontem do Centro de Coordenação e Contingência do novo tipo de coronavirus, foi dito que os restantes passageiros do voo não correm riscos. “O primeiro teste deste residente deu negativo. Na altura não houve risco de infecção, daí que a pessoa de contacto próximo [amigo do residente] teve um risco baixo. Ontem [o 52.º caso] fez novo teste que deu positivo, na viagem entre Taiwan e Macau estava no período de incubação e não havia risco de infecção. Daí que as pessoas que vieram no mesmo voo não são consideradas de contacto próximo e não estão sujeitas a qualquer medida [de isolamento]”, explicou Leong Iek Hou. Os responsáveis assumiram “ter dúvidas” sobre os dados de saúde fornecidos pelo residente infectado. “Consultámos os dados da declaração de saúde que dizia que não tinha tido febre nem um historial de contacto. No momento em que [o residente] subiu para o avião é que este soube que um colega do mesmo dormitório era um caso confirmado de covid-19. Não podemos confirmar qual o momento em que este teve conhecimento do caso”, acrescentou. P.A./A.S.S.
sexta-feira 11.6.2021
sociedade 9
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GRANDE BAÍA RELATÓRIO INDICA MELHORIA DA QUALIDADE DO AR
BURLA INFORMÁTICA TUI ABSOLVE ARGUIDO CONDENADO
O
Tribunal de Última Instância (TUI) decidiu absolver um arguido condenado pelo crime de burla informática, ao mesmo tempo que confirmou o aumento de pena de prisão efectiva de quatro para cinco anos a um outro arguido pela prática do mesmo crime, em co-autoria. O TUI entende que “não se mostra adequada a decisão que condenou o recorrente como co-autor material da prática do crime de burla informática”, estando em causa um valor “consideravelmente elevado”. O caso remonta a Setembro de 2014, quando um funcionário de um casino acedeu ao sistema informático com a credencial de profissional autorizado e registou um depósito de 10 milhões de dólares de Hong Kong numa conta aberta por B [arguido condenado] no dia anterior e quando este não se encontrava no local, nem depositara qualquer verba na sua conta. No mesmo dia, estes dois arguidos, incluindo mais dois [designados pelo TUI como C e D], entraram no mesmo casino e levantaram o montante da conta com o apoio do funcionário. Esse dinheiro foi usado para jogar. O Tribunal Judicial de Base condenou os quatro arguidos a quatro anos de prisão pelo crime de burla informática, bem como o pagamento de uma indemnização à vítima. O Ministério Público (MP) e dois arguidos recorreram da sentença, mas o Tribunal de Segunda Instância apenas deu seguimento ao recurso do MP, que levou à alteração da pena dos arguidos C e D de quatro para cinco anos de prisão. O arguido C viu rejeitado o seu recurso junto do TUI.
Creches Dois casos de infecção colectiva por enterovírus
Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) foram notificados esta quarta-feira sobre a ocorrência de dois casos de infecção colectiva por enterovírus. O primeiro caso foi detectado na turma “Dingding” da “Creche – Vamos Brincar”, tendo sido infectadas quatro crianças, um rapaz e três raparigas de dois anos de idade. O segundo caso foi detectado nas turmas “D” da Creche “Mong-Há” da Federação das Associações dos Operários de Macau, onde foram infectadas três crianças, um rapaz e duas raparigas, também com dois anos de idade. Os sintomas começaram a manifestar-se no sábado, dia 5, tendo os pais recorrido a instituições médicas para tratamento das crianças. Uma criança da “Creche – Vamos a Brincar” precisou de hospitalização devido a febre alta persistente, sendo o seu estado clínico estável. O estado clínico dos outros pacientes é considerado ligeiro, não tendo havido registo de casos com sintomas anormais do sistema nervoso ou de outras complicações graves das crianças.
Por esse delta abaixo A rede de monitorização da qualidade do ar na zona do Delta do Rio das Pérolas detectou uma baixa considerável de emissões de partículas poluentes em 2020, comparando com o início do funcionamento, há 15 anos. O único poluente atmosférico cuja concentração aumentou desde 2006 foi o ozono, com um registo 27 por cento superior em 2020 situação de poluição fotoquímica na região precisa ainda de ser melhorada”.
Novidades e acções
F
OI ontem divulgado o Relatório sobre a Qualidade do Ar de 2020 da rede de monitorização da qualidade do ar de Guangdong-Hong Kong-Macau do Delta do Rio das Pérolas, que deu conta da melhoria progressiva da qualidade do ar na região. Desde que a rede entrou em funcionamento, em Novembro de 2005, até ao ano passado, os dados apontaram para uma “redução das emissões de poluentes atmosféricos”, atribuída às “medidas implementadas por Guangdong, Hong Kong e Macau”, que contribuíram para a melhoria progressiva da qualidade do ar na região do Delta do Rio das Pérolas. Por exemplo, entre 2006 e 2020 os valores médios anuais de concentração de dióxido de enxofre (SO2), partículas inalá-
veis e dióxido de azoto (NO2), verificados em 2020, desceram 86 por cento, 49 por cento e 43 por cento, respectivamente. Apesar de o ano transacto ter sido atípico em termos de actividade industrial e emissões de gases poluentes devido a confinamento, teletrabalho, entre muitas outras condicionantes, a tendência de melhoria é algo que os dados têm revelado ao longo dos anos. Em 2006, os valores anuais médios de concentração de dióxido de
enxofre eram 43 micras por metro cúbico de ar, valor que caiu para 14 em 2014 e 9 micras em 2018. Os valores referentes ao dióxido de azoto não desceram tão acentuadamente, ainda assim ao longo dos 15 anos analisados os valores médios foram decrescendo cerca de um micra por metro cúbico. Neste capítulo, o ozono foi o poluente com resultados em contraciclo, com o registo no ano passado 27 por cento superior a 2006, “o que mostra que a
Entre 2006 e 2020 os valores médios anuais de concentração de dióxido de enxofre (SO2), partículas inaláveis e dióxido de azoto (NO2), verificados em 2020, desceram 86 por cento, 49 por cento e 43 por cento, respectivamente
Dois dos mais nocivos poluentes atmosféricos, monóxido de carbono e partículas finas, apenas começaram a ser medidos em 2014. Desde então, até ao ano passado, registaram quebras de concentração de 16 e 31 por cento, respectivamente, face a 2015. O relatório destaca também as medidas implementadas pelos governos de Macau, Hong Kong e da província de Guangdong no controlo das principais fontes de emissão de poluentes atmosféricos. A RAEHK passou a controlar emissões do tráfego marítimo e terrestre, centrais eléctricas e máquinas móveis não rodoviárias, apertou as normas de emissão de gases de escape de veículos exigindo a Norma Euro 6 para veículos recém-registados, de acordo com a tipologia dos veículos e persistiu no abate de veículos comerciais a gasóleo. Foram também instalados equipamentos de telemétrica nas ruas para controlar as emissões de viaturas a gasolina e a gás de petróleo liquefeito. A aposta em veículos eléctricos em Hong Kong é outra das frentes no combate à poluição atmosférica, tendo em vista a meta de zero emissões provenientes de veículos até 2050. Na província vizinha, foi implementado o “Plano de execução para ganhar a batalha do céu azul na Província de Guangdong (20182020)” e aprovadas medidas para controlar a produção de compostos orgânicos voláteis do sector industrial. Este controlo pode mesmo implicar o cancelamento de licenças e a aplicar de taxas de operação, recolha e remoção de poluentes para tratamento. Um dos planos mais urgentes e ambiciosos passa pela “substituição das caldeiras industriais e dos fornos do sector da construção e da indústria de cerâmica que ainda funcionam a carvão, por outros a gás natural.” João Luz
10
OS JOGOS • SÁBADO 12 DE JUNHO 03h00 Turquia - Itália 21h00 P.Gales - Suíça
11.6.2021 sexta-feira
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OITAVOS-DE-FINAL
QUARTOS-DE-FINAL
MEIAS-FINAIS
FINAL
JOGO (1) (2)
• DOMINGO 13 DE JUNHO 00h00 Dinamarca - Finlândia (3) 03h00 Bélgica - Rússia (4) 21h00 Croácia - Inglaterra (5) • SEGUNDA-FEIRA 14 DE JUNHO 00h00 Áustria - Macedónia (6) 03h00 Holanda - Ucrânia (7) 21h00 Escócia - R. Checa (8) • TERÇA-FEIRA 15 DE JUNHO 00h00 Polónia - Eslováquia (9) 03h00 Espanha - Suécia (10) • QUARTA-FEIRA 16 DE JUNHO 00h00 Hungria - Portugal (11) 03h00 França - Alemanha (12) 21h00 Finlândia - Rússia (13) • QUINTA-FEIRA 17 DE JUNHO 00h00 Turquia - P. Gales (14) 03h00 Itália - Suíça (15) 21h00 Ucrânia - Macedónia (16)
• DOMINGO 27 DE JUNHO
JOGO
00h00 2.º Grupo A - 2.º Grupo B
(43)
03h00 1.º Grupo A - 2.º Grupo C
(38)
• SEGUNDA-FEIRA 28 DE JUNHO 00h00 1.º Grupo B - 3.º Grupo A/D/E/F (42)
• SÁBADO 3 DE JULHO JOGO 00h00 Vencedor - Vencedor (45) Jogo 37 Jogo 49
• SEGUNDA-FEIRA 12 DE JULHO 03h00
• SEXTA-FEIRA 18 DE JUNHO 00h00 Dinamarca - Bélgica (17) 03h00 Holanda - Áustria (18) 21h00 Suécia - Eslováquia (19)
03h00 1.º Grupo C - 3.º Grupo D/E/F (41)
03h00 Vencedor - Vencedor (46) Jogo 42 Jogo 38
• QUARTA-FEIRA 7 DE JULHO JOGO 03h00 Vencedor - Vencedor (49) Jogo 46 Jogo 45
• TERÇA-FEIRA 29 DE JUNHO
• SÁBADO 19 DE JUNHO 00h00 Croácia - R. Checa (20) 03h00 Inglaterra - Escócia (21) 21h00 Hungria - França (22)
00h00 2.º Grupo D - 2.º Grupo E
• DOMINGO 4 DE JULHO 00h00 Vencedor - Vencedor (48) Jogo 40 Jogo 44
• QUINTA-FEIRA 8 DE JULHO 03h00 Vencedor - Vencedor (50) Jogo 48 Jogo 47
• DOMINGO 20 DE JUNHO 00h00 Portugal - Alemanha (23) 03h00 Espanha - Polónia (24)
(39)
03h00 1.º Grupo F - 3.º Grupo A/B/C (37)
Vencedor do Jogo 49
03h00 Vencedor - Vencedor (47) Jogo 41 Jogo 43 Vencedor do Jogo 50
• QUARTA-FEIRA 30 DE JUNHO 00h00 1.º Grupo E - 3.º Grupo A/B/C/D (40) 03h00 1.º Grupo D - 2.º Grupo F
(44)
• SEGUNDA-FEIRA 21 DE JUNHO 00h00 Itália - P.Gales (25) 00h00 Suíça - Turquia (26) • TERÇA-FEIRA 22 DE JUNHO 00h00 Ucrânia - Áustria (27) 00h00 Macedónia - Holanda (28) 03h00 Rússia - Dinamarca (29) 03h00 Finlândia - Bélgica (30) • QUARTA-FEIRA 23 DE JUNHO 03h00 Croácia - Escócia (31) 03h00 R. Checa - Inglaterra (32) • QUINTA-FEIRA 24 DE JUNHO 00h00 Suécia - Polónia 00h00 Eslováquia - Espanha 03h00 Portugal - França 03h00 Alemanha - Hungria
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GRUPOS GRUPO A
GRUPO B
GRUPO C
GRUPO D
GRUPO E
GRUPO F
Turquia
Dinamarca
Holanda
Inglaterra
Espanha
Hungria
Itália
Finlândia
Ucrânia
Croácia
Suécia
Portugal
País de Gales
Bélgica
Áustria
Escócia
Polónia
França
Suíça
Rússia
Macedónia do Norte
República Checa
Eslováquia
Alemanha
sexta-feira 11.6.2021
Um Euro diferente Antes da pandemia, o Euro 2020 já tinha tudo para ser diferente. Ao contrário do habitual, não vai ser realizado num único país, ou em dois. Vão ser 11 cidades de 11 países, entre os quais alguns a estrearem-se como anfitriões de fases finais como a Rússia, Azerbaijão ou Hungria. Esta é ainda a primeira vez que o Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) vai ser utilizado no torneio. No entanto, nada serão tão
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atípico como um torneio denominado Euro2020 realizar-se no ano de 2021... No meio de tanta novidade e restrição, espera-se que as equipas proporcionem um bom espectáculo, pratiquem bom futebol... E que Portugal revalide o título de Campeão Europeu!
OS 26 CONVOCADOS DE PORTUGAL GUARDA-REDES Anthony Lopes Rui Patrício Rui Silva
30 anos 33 anos 27 anos
O. Lyon Wolverhampton Granada
27 anos 27 anos 37 anos 38 anos 24 anos 18 anos 27 anos
Manchester City Wolverhampton Lille OSC FC Porto Manchester City Sporting Borussia Dortmund
29 anos 25 anos 24 anos 26 anos 34 anos 23 anos 29 anos 29 anos
PSG Sporting Wolverhampton Manchester United Wolverhampton Lille OSC FC Porto Bétis
22 anos 25 anos 26 anos 36 anos 24 anos 24 anos 21 anos 28 anos
Sporting Eintracht Frankfurt Manchester City Juventus Liverpool Valência Atlético de Madrid Benfica
DEFESA João Cancelo Nélson Semedo José Fonte Pepe Rúben Dias Nuno Mendes Raphael Guerreiro
MÉDIOS Danilo Palhinha Rúben Neves Bruno Fernandes João Moutinho Renato Sanches Sérgio Oliveira William Carvalho
AVANÇADOS Pote André Silva Bernardo Silva Cristiano Ronaldo Diogo Jota Gonçalo Guedes João Félix Rafa Silva
TREINADOR: FERNANDO SANTOS
PONTO FORTE O ATAQUE. Nada exemplifica melhor o poderio ofensivo da equipa de Portugal como a situação de André Silva. O avançado fez a melhor época da carreira, com 29 golos em 34 jogos, bateu o registo de Erling Haaland, apenas ficando na lista de melhores marcadores da Bundeslinga atrás de Lewandowski. O registo não chega para ser titular na equipa orientada por Fernando Santos.
PONTO FRACO O CENTRO DA DEFESA. Rúben Dias encantou na Premier League e assumiu-se como central de categoria mundial. Contudo, Portugal tem um problema nesta área, que fica claro com a convocatória de apenas três jogadores para a posição. Os outros convocados são os experientes Pepe e José Fonte, mas com um calendário intenso pode faltar a velocidade nos momentos-chave.
A FIGURA: CRISTIANO RONALDO O capitão da selecção da “Quinas” vive de desafios e recordes. Neste Europeu vai precisar de marcar seis golos para se tornar o melhor marcador de sempre ao serviço de uma selecção. Ronaldo tem actualmente 104 golos por Portugal, contra os 109 golos de Ali Daei, pelo Irão. O estabelecimento de um novo recorde com um golo decisivo da final seria o cenário perfeito para o artilheiro e a “redenção” da final de 2016, quando teve de abandonar o relvado lesionado.
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S acções da subsidiária da China Three Gorges (CTG), maior accionista da EDP (Energias de Portugal), dedicada à energia renovável, subiram 44 por cento na estreia em bolsa, a maior oferta pública inicial na China este ano. A China Three Gorges Renewables Group conseguiu arrecadar o equivalente a mais de 2,9 mil milhões de euros na estreia na bolsa de Xangai, a “capital” económica da China. O aumento na cotação das acções corresponde ao valor máximo diário de oscilação permitido pela bolsa de valores de Xangai antes de suspender as negociações. Tratou-se da maior estreia nas praças financeiras da China continental desde a entrada em bolsa do grupo Semiconductor Manufacturing International Corporation, em Julho do ano passado. Com a entrada em bolsa, a capitalização de mercado do braço da CTG dedicado às renováveis fixou-se no equivalente a 14 mil milhões de euros, segundo a agência Bloomberg. A operação surge numa altura em que a China tenta reduzir a dependência da queima do carvão na produção eléctrica com a aposta nas energias renováveis. O grupo usará parte dos recursos adquiridos na venda de acções para cobrir quase metade do custo de sete projetos de turbinas eólicas fora da costa (‘offshore’). A agência de classificação de crédito S&P Global Ratings disse esta semana que a entrada em bolsa proporcionaria uma injecção significativa no balanço da empresa-mãe, a CTG, enquanto a subsidiária tenta um “ambicioso plano de desenvolvimento de energias renováveis não hidroeléctricas” nos próximos anos.
Metas e promessas
A China Three Gorges Renewables lançou na terça-feira a sua
Regresso à mesa
China e EUA voltam a dialogar sobre comércio
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Tratou-se da maior estreia nas praças financeiras da China continental desde a entrada em bolsa do grupo Semiconductor Manufacturing International Corporation, em Julho do ano passado
CHINA THREE GORGES ACÇÕES DE SUBSIDIÁRIA SOBEM 44 POR CENTO NA ESTREIA NA BOLSA DE XANGAI
Entrada de leão primeira plataforma flutuante de energia eólica fora de costa na província de Zhejiang, leste da China. A empresa disse que a plataforma pode fornecer “energia limpa e verde para 30.000 residências, por ano”. Ao contrário das turbinas eólicas fixas, que só podem operar em águas rasas, as turbinas flutuantes podem gerar electricidade mais longe da costa, aproveitando a
força dos ventos oceânicos, mais fortes. O Presidente chinês, Xi Jinping, prometeu atingir o pico das emissões de carbono da China até 2030 e a neutralidade até 2060, mas a recuperação económica alimentada pela indústria transformadora, depois da pandemia da covid-19, pressionou as ambições ambientais do país. Em 2020, a China produziu quantidades recordes de aço e au-
mentou as aprovações para novas fábricas a carvão. Novos dados mostraram que as emissões da China aumentaram 15 por cento, no último trimestre de 2020, em termos homólogos. A CTG é o maior acionista da EDP, com 19,03 por cento do capital da empresa, mesmo após ter vendido 100 milhões de acções da eléctrica portuguesa, em Janeiro passado, reduzindo em 2,5 por cento a sua participação.
FRONTEIRA PUTIN INAUGURA UNIDADE DE PROCESSAMENTO DE GÁS NO RIO AMUR
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Presidente russo, Vladimir Putin, inaugurou quarta-feira uma unidade de processamento de gás de grandes dimensões, pertencente ao “gigante” petrolífero Gazprom, no extremo-oriente russo, próximo da fronteira da China, para onde se destinam os produtos. “Arranquem”, gritou Putin, que assistia à cerimónia por videoconferência, depois de ter sido
convidado pelo presidente da Gazprom, Alexeï Miller, para dar a ordem de início das operações da primeira linha de produção da Amur Gas Processing Plant (GPP), apresentada como uma das maiores unidades de processamento de gás no mundo. “O custo do projecto representa mais de 1.000.000 milhões de rublos (11.400 milhões de euros, ao câmbio actual)”, indicou Putin, precisando que a infraestrutura ocupa
uma superfície de 900 hectares e que a última fase da construção do projecto terminará em 2024 ou 2025. A fábrica tem ligação ao gasoduto Power of Siberia, abastecendo-o também com gás. Segundo a empresa, prevê-se que possam ser tratados anualmente 42.000 milhões de metros cúbicos de gás, transformando-o em hélio, etano, propano ou butano, entre outros.
Os produtos destinam-se na quase totalidade à China, mas também a uma fábrica do grupo petroquímico Sibur, em construção nas proximidades, que transformará esses gases em polímeros, grânulos usados no fabrico de produtos plásticos, que terão, depois, o mesmo destino. Putin acrescentou que na construção da unidade de processamento de gás estiveram envolvidos cerca de 35.000 trabalhadores
de empresas da Rússia, Turquia, China, Índia, Itália, Alemanha, Croácia, Sérvia, Cazaquistão, Uzbequistão e Quirguistão. O complexo está situado junto ao rio Amur, que marca a fronteira com a China, numa região totalmente voltada para o seu vizinho oriental no âmbito da estratégia russa de “pivô para o Leste”, acentuada desde a tensão nas relações com o Ocidente, em 2014.
HINA e Estados Unidos voltaram ontem a dialogar sobre questões comerciais, pela terceira vez no espaço de duas semanas, visando pôr fim a uma prolongada guerra comercial, informou o Ministério do Comércio chinês. Em comunicado, o ministério detalhou que o representante do Comércio chinês, Wang Wentao, manteve uma conversa por telefone com a homóloga norte-americana, a secretária do Comércio, Gina Raimondo. O texto indicou que os dois lados “sincera e pragmaticamente trocaram opiniões sobre preocupações comuns no campo do comércio entre a China e os Estados Unidos”. “Ambas as partes declararam que o diálogo e o intercâmbio no campo dos negócios entre a China e os Estados Unidos são muito importantes e concordaram em promover o desenvolvimento saudável de uma cooperação pragmática no comércio e investimento”, acrescentou o comunicado. O texto do Ministério do Comércio chinês apontou que Wang e Raimondo concordaram com a necessidade de manter os contactos.
Bom ritmo
É a terceira vez em duas semanas que Pequim e Washington abordam questões comerciais, após um encontro por videoconferência entre o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, e a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, em 2 de Junho e, em 27 de Maio, entre Liu e a representante do Comércio dos EUA, Katherine Tai. Esta foi a primeira vez - desde a ascensão de Biden à presidência dos Estados Unidos - em que Pequim e Washington abordaram oficialmente as suas relações comerciais, paralisadas desde Março de 2018 pela guerra comercial iniciada pelo ex-presidente Donald Trump. Em Março passado, Tai anunciou que Washington não planeia suspender as taxas punitivas impostas sobre produtos chineses durante a administração Trump, a curto prazo.
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CHI WAI
AUTOMOBILISMO O TRISTE FIM DE VIDA DOS CARROS DE CORRIDA LOCAIS
Condenados à partida L ONGE vão os tempos em que os pilotos locais participavam no Grande Prémio de Macau com os seus carros do dia-a-dia. Hoje, os carros de corrida são máquinas construídas ao detalhe a pensar nas pistas, o que lhes tem dado uma vida curta nesta região do globo. Depois de cumprido o seu ciclo de vida, a impossibilidade de terem uma segunda vida nas corridas, faz com que muitas viaturas, algumas com “pedigree”, se percam para sempre. Tal como o ser humano, os automóveis envelhecem. Foram excelentes companheiros de aventura, prestaram bons serviços, com eles celebramos alegrias, mas chega aquela altura e a esmagadora maioria está condenada ao abate. Há alguns, ora por valor sentimental ou pela sua raridade, têm outro destino. Infelizmente, nas últimas quatro décadas, a grande parte dos carros que vimos correr nas provas locais do Circuito da Guia desapareceram. Um ciclo de vida de um carro de corrida ao mais alto nível dura entre três a quatro anos, mas não é assim tão excêntrico ver viaturas com mais de dez anos ainda em actividade. Onde o automobilismo está mais desenvolvido, um carro de corrida
é considerado muitas vezes um objecto de arte e pode ser guardado em colecção privadas, ou então competir em corridas de carros da sua geração, habitualmente chamadas de corridas de clássicos ou históricos. “Até ao início dos anos 1990s, os carros que competiam nas corridas para os pilotos locais do Grande Prémio eram carros de estrada de matrícula de Macau. Depois do Grande Prémio, como não podiam andar na rua assim, era necessário voltar a colocá-los na forma original. Era preciso remover o arco de segurança, que era aparafusado, ou montar os bancos dos passageiros”, esclareceu ao HM, o ex-piloto e co-fundador do Automóvel Clube de Macau, Isaías do Rosário. “Foi mais ou menos nessa altura que começaram a aparecer carros de pilotos de Hong Kong provenientes do Japão. No início existia uma regra que impedia os pilotos de Macau conduzirem carros que não fossem de Macau. No entanto, mais tarde, passou a ser autorizado para os pilotos de Macau o uso de carros provenientes de outras origens, mas estes só podiam permanecer no território na semana do Grande Prémio e depois tinham que sair do território, ficando a maior parte deles em Hong Kong ”, acrescenta
Isaías do Rosário, recordando ainda que “só em 1995, quando eu como engenheiro dos serviços de viação de Macau, consegui esclarecer, tranquilizar e sugerir os procedimentos de importação desses carros de competição a uma alta dirigente dos serviços de economia e que dessa forma os mesmos não iriam circular nas estradas de Macau, aspeto que era de grande preocupação por parte das autoridades, é que finalmente foi possível manter os carros de corrida em Macau”. Curiosamente, ainda hoje vigoram esses procedimentos.
Poucas alternativas
O ciclo de vida de um automóvel de competição está intimamente
Tal como o ser humano, os automóveis envelhecem. Foram excelentes companheiros de aventura, prestaram bons serviços, com eles celebramos alegrias, mas chega aquela altura e a esmagadora maioria está condenada ao abate
ligado à sua performance e à estabilidade dos regulamentos técnicos que regem os campeonatos e corridas. Quando um carro deixa de ser competitivo, ou quando um campeonato muda de regulamentos, impossibilitando a sua participação nas corridas, o seu destino fica periclitante. Até porque para os proprietários não há muitas alternativas quando estas viaturas saem de circulação. Guardar estes carros no outro lado das Portas do Cerco podia ser uma solução razoável em termos logísticos e de espaço, mas estes só podem entrar no Interior da China em regime provisório e sujeitos a pagar a sua estadia diária nos circuitos que os acolhem. Vender é sempre a primeira opção quando um carro está em fim de vida, caso contrário, “temos que guardar dentro de uma garagem ou podes enviá-lo para alguns circuitos do Interior da China para poderes treinares ou realizares testes”, explicou ao HM o piloto macaense Álvaro Mourato. “Eu tentei oferecer o meu Honda Civic EK4 ao Museu do Grande Prémio de Macau, mas foram criados muitos entraves e por isso acabei por levá-lo para a sucata”. Felizmente, para o piloto macaense, o seu “Honda
Integra DC5 e o Peugeot RCZ foram vendidos”, mas a realidade é que “é muito difícil de guardar carros em Macau, pois o custo é elevado”.
Chance em Zhaoqing
Os tempos idos em que os carros de competição podiam voltar à sua forma original, “reformando-se” como viaturas de uso diário, já não se repetem. Segundo o experiente piloto português Rui Valente, na actualidade, tal coisa “é quase impossível, pois acaba por ser caro e estes carros (de corrida e em final do ciclo de vida) não valem muito”. É quase unânime que se estes bólides, alguns deles ainda com saúde para muitos quilómetros, tivessem mais oportunidades para terem uma segunda vida naquilo que os ingleses chamam de “club racing”, ou automobilismo de lazer, haveria outra vontade dos seus proprietários em mantê-los. “Neste momento, já há quem se tenha arrependido de ter abatido os antigos Honda (da categoria N2000), pois nunca pensaram que poderiam continuar a correr com eles no Circuito Internacional de Guangdong em Zhaoqing”. Com o ciclo de vida das viaturas das categorias 1600cc Turbo e 1950cc ou Superior apenas prolongado pela pandemia, cerca de meia centena de carros corre o risco de terminar as suas carreiras dentro de pouco tempo esquecidos numa sucata qualquer. A menos que haja quem siga as pisadas de Rui Valente e descubra que um carro não precisa de ser novo para dar gosto de conduzir. Sérgio Fonseca
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ofício dos ossos
VALÉRIO ROMÃO
Esta crónica terá provavelmente o tom de uma reflexão de velho. Um tipo chega a uma determinada idade e o mundo que parecia mais ou menos compreendido começa a deixar de o ser. À medida que os mais jovens vão redefinindo aquilo que é «cool», rejeitando no processo os ícones da cultura popular e as múltiplas modas que um sujeito adoptou ou viu florescer à sua volta, o mundo torna-se menos simpático, dado que basicamente nos mostra na rua, nos cafés, no cinema, nas revistas de actualidade, na roupa que as pessoas vestem e um pouco por toda a parte, que a não só as nossas noções de arrojo estético e de beleza vão sendo substituídas por outras, como nos esfrega na cara a fatuidade da nossa contribuição para a grande passerelle da humanidade e, no processo, a nossa própria efemeridade, que tanto nos esforçamos por disfarçar, adornando-a com o pouco que cada um de nós aprendeu ou foi possuindo. As redes sociais vieram redefinir essa noção de ícone que, há apenas duas décadas, pertencia quase exclusivamente à indústria do entretenimento. «Cool» era ser parecido com uma estrela de cinema ou da música, vestir-se como eles, fumar como eles, viver no limite do perigo e com um pé na decadência, se possível, como eles. «Cool» era uma daquelas propriedades subtis, difíceis de precisar de um ponto vista objectivo mas absolutamente evidentes ao contacto. «Cool» era qualquer coisa que os outros tinham e que nós, o resto, se esforçava por copiar ou a passar a vida fingindo não se lhe dar qualquer importância. «Cool» tinha um rosto. Melhor: tinha alguns rostos. Era uma espécie de caleidoscópio que o tempo girava para, como na frase do romance de Tomaso di Lampedusa: «tudo mudar para tudo ficar como estava». Como muita coisa desde o advento da Internet e das redes sociais, o «cool» democratizouse. Deixou de pertencer com exclusividade aos actores e cantores deste mundo (apesar do finca-pé que estes fazem na tentativa de segurar o manto do rei que se afastando) e começou a aparecer um pouco por toda a parte. Os «influencers», palavra que me custa tanto a
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11.6.2021 sexta-feira
O segredo do cool
dizer como a grafar tornaram-se um porta-estandarte do «cool» contemporâneo. Através das suas publicações, sobretudo no Instagram, cativam a atenção de milhões de pessoas que, embasbacadas em frente aos ecrãs dos seus telemóveis, sonham com passar férias onde aquela foto foi tirada, sonham com ter aqueles lábios, aquelas sobrancelhas (um dos maiores e para mim mais incompreensíveis fenómenos do «cool» dos últimos anos: a estética da sobrancelha), aquele corpo. «Cool» é, em grande parte, sonhar. Sonhar com poder, com a forma de poder mais imediata que existe, que é aquela que radica na beleza: o poder que se tem só por se aparecer. Ser «cool» é ganhar mesmo antes de o jogo começar, apenas por comparência. Pelo que é muito natural que a beleza – e o «cool» – seja
sobretudo pertença dos mais jovens. Como uma tocha olímpica, aqueles que vão perdendo a juventude ou a sua aura vão passando à geração seguinte (embora muito relutantemente) o fardo de alumiar. Com a democratização do «cool» sucede um fenómeno mais ou menos semelhante ao das «startups» e do empreendedorismo. Toda a gente acha que ser «cool» é possível. Há cursos de Instagram. De selfies. Cada um dos aspirantes ao «cool» devota uma boa parte do seu tempo a escolher ângulos favoráveis para as fotos, a estudar onde, dentro das suas possibilidades económicas, consegue passar férias e causar inveja e/ou admiração aos seus seguidores. Mas há um contra-senso lógico nisto tudo. Por definição, ser «cool» está reservado a poucos. É um dos pilares da noção. Se
«COOL» É, EM GRANDE PARTE, SONHAR. SONHAR COM PODER, COM A FORMA DE PODER MAIS IMEDIATA QUE EXISTE, QUE É AQUELA QUE RADICA NA BELEZA: O PODER QUE SE TEM SÓ POR SE APARECER
toda a gente pode ser «cool», ninguém, por definição, o será verdadeiramente. É como ser herói, ou maluco. O resultado é que cada página de Instagram de uma determinada faixa etária se parece com todas (salvo raras excepções) as páginas de Instagram daquela faixa etária. Toda a gente copia as poses, os trejeitos físicos, as expressões faciais de toda gente. A coisa não lhe cai a máscara ou acaba por efeito de um particular fenómeno de reforço em cadeia. Cada um vai mostrando o seu apreço em termos hiperbólicos pelo outro na esperança que o outro o retribua. Criam-se assim milhões de câmaras de eco do «cool» mediante as quais as pessoas que nelas habitam se vêem todos os dias diante de um simpático espelho de feira. É um círculo vicioso – e viciante. Um sujeito mente todos os dias na apreciação que faz dos outros – e sabe que está a fazê-lo – mas acredita que apreciação que os outros fazem dele é real. E leva isto a sério. E perde imenso tempo com isto. E entretanto envelhece. E é substituído.
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
FICÇÃO, ENSAIO, POESIA, FRAGMENTO, DIÁRIO
entre oriente e ocidente
GONÇALO M. TAVARES
Madeira podre, pó, fotografia a cores De que forma vemos os indícios? Como se faz zoom com a linguagem e sem tecnologia? Como é que de uma peça pequena se vai para um grande plano? A linguagem como forma de observar. E também: o acto de ver como uma forma de pensar. Estás a pensar ou a ver? Pergunta absurda, pergunta inaceitável.
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no estaleiro madeira podre no canto - já viajou muito os hospedeiros adormecem ao lado do visitante - vinho coliseu de Roma - o ciclista passa com pressa não há caminho quando o homem está com sono também sacode o pó do objecto menos valioso a alta torre Eiffel atingida por uma gota - início da chuva tímida um banquete talheres de prata - falta a alegria três irmãs uma não casou - a televisão ligada traços do jogo no chão o avião sobrevoa - os meninos fugiram
10. sabe para onde ir mas diminui o passo - piso escorregadio
11. alimento apodrece ao lado de uma fotografia a cores ILUSTRAÇÃO ANA JACINTO NUNES
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S U D O K U UM DISCO9 HOJE 4 5 PROBLEMA 48
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MÃO MORTA | REVISITADA | 1995
1.24
C I N E M A
SALA 1
FAST AND FURIOUS 9 [C]
Em 1995 saiu “Mão Morta Revisitada” a compilação que celebrou o 10.º aniversário da banda de Braga, reunindo alguns dos temas mais emblemáticos dos primeiros discos dos Mão Morta. Regravados e com uma produção mais refinada, “Revisitada” trouxe nova vida a “Facas em Sangue”, “Bófia”, “Anarquista Duval” e “Charles Manson”, cometendo o sacrilégio de destacar faixas neste compêndio essencial do rock n roll português. Longe do formato “Best of”, este disco não foi beber muito a “Mutantes S.21” e “Vénus em Chamas”, os dois álbuns anteriores, para se focar mais no início da carreira da banda, e dos discos com produção mais caseira. Essencial em qualquer lar português que se preze. João Luz
YUAN
Um filme de: Justin Lin Com: Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Helen Mirren 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
ENDANGERED SPECIES [C]
Um filme de: M.J. Bassett Com: Rebecca Romijn, Philip Winchester, Isabel Bassett, Michael Johnston 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 2
A QUITE PLACE PARTII [C]
Um filme de: John Krasinski Com: Emily Blunt, Noah Jupe, Millicent
Simmonds 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 3
SPIRIT UNTAMED [B]
FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Elainc Bogan 14.30, 16.30, 19.30
CRUELLA [B]
FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Craig Gillespie Com: Emma Stone, Emma Thompson 21.30
5 8 1 2 7 3 4 7 3 8 6 9 9 6 2 4 5 1 ENDANGERED SPECIES 6 3 4 9 8 5 7 1 9 3 4 2 2 5 8Fábrica7de Notícias, 1 6Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Propriedade Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 1 2M.Tavares; 5 6Gonçalo 9 Waddington; 8 Gonçalo Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 8 4 6 5 3 7 Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 3 9 7 1 2 4 Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo
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um grito no deserto
11.6.2021 sexta-feira
Paul Chan Wai Chi
AQUELA NOITE EM SÃO DOMINGOS EM MACAU, durante a Páscoa, o “Correr as Igrejas” é uma prática habitual. Como a Sé Catedral está em obras, todas as cerimónias que aí se iriam realizar foram transferidas para a Igreja de São Domingos. Foi por este motivo que na Páscoa de 2021 visitei pela primeira vez a Igreja de São Domingos, durante o “Correr as Igrejas”. Para os chineses de Macau a Igreja de São Domingos é apenas uma das muitas que existem na cidade, mas para os portugueses, ou para os seus descendentes, esta Igreja é muito especial porque ficou para sempre associada a um incidente político. Talvez porque houve derramamento de sangue, esta história seja raramente mencionada, mas, seja como for, a Igreja de São Domingos é um local único. Quando vou à missa em dias normais, só costumo olhar para o cenário que se ergue por cima do altar e raramente vou à parte detrás onde podemos adorar a Presença de Cristo na Eucaristia. Mas, nesta noite do “Correr as Igrejas”, visitei as traseiras do altar da Igreja de São Domingos, onde está uma estátua de Cristo.Aestátua parece contar-nos a história desta Igreja e a longa escada de pedra, que se ergue em frente ao altar, também parece conduzir-nos à Pedra da Agonia, que fica em frente ao Altar Mor da Igreja de Todas as Nações, em Jerusalém. Nesse local, podemos meditar sobre o caminho que queremos trilhar; seguir os nossos caprichos ou optar por uma vida com um propósito, digna de ser vivida. Em Macau, desde que sejamos subservientes, sigamos a tendência em vigor e juntemos a nossa voz ao coro colectivo, a vida corre tranquilamente. Por analogia, quando a ideologia dominante apelava ao combate ao “vento desviacionista de direita de Deng Xiaoping”, poderíamos ter desenhado uma cruz no retrato de Deng. Mas, quando “O Bando dos Quatro” soçobrou e Deng Xiaoping voltou ao poder, veio a afirmar-se como o grande arquitecto das reformas e da abertura da China, pelo que será para sempre louvado. Se vivermos para comer e para levar uma vida confortável, negligenciando a nossa alma, o que é que nos vai diferenciar dos porcos que são criados para a engorda?
À primeira vista, Macau parece ser uma cidade próspera e rica, mas se procurarmos melhor, as fraquezas vão ser reveladas. A obra de construção de “Box-Culvert” da Estação Elevatória de Águas Pluviais, que se arrasta há muito tempo, criou graves problemas de circulação. O objectivo era resolver o problema da acumulação das águas da chuva, mas muitas zonas de Macau continuam a ficar inundadas quando chove com mais intensidade. Diversos projectos do Governo, como foi o caso do megalómano, embora inútil, do Metro Ligeiro da Taipa, do Novo Estabelecimento Prisional de Macau em Coloane, em construção há vários anos, da proposta de Lei intitulada “Lei de protecção dos direitos e interesses do consumidor”, em discussão há dois anos, e das desorganizadas “obras viárias” que se estendem por toda a cidade, só têm suscitado o desagrado da população. Mas projectos e acções que promovam verdadeiras reformas, são raros e insuficientes. Se todos tivessem vontade de dar o primeiro passo, dizer o que pensam e agir independentemente dos seus próprios interesses, acredito que alguma coisa haveria de mudar. O abandonado sistema de recolha de resíduos na Zona da Areia Preta serve para demonstrar que Macau, a chamada cidade-feliz, poderia vir a ser ainda mais feliz. Se Jesus não tivesse entrado em Jerusalém, nem tivesse abandonado a cidade após uma breve estadia, e também não tivesse criticado os poderosos locais, acredito que nunca teríamos sido acusados do crime de tentar subverter o Império Romano e condenados à morte. No entanto, a escolha do silêncio não traz necessariamente a felicidade. Não vou falar sobre o que aconteceu na Igreja de São Domingos no passado. Mas, naquela noite, quando integrei o “Correr as Igrejas” e visitei este local, repleto de santidade e humanismo, compreendi profundamente a escolha de Jesus. Esta deveria ser também a escolha de cada cristão, que se proclama Seu seguidor. Para fazer do mundo um sítio melhor, as orações são indispensáveis, mas as acções também são muito importantes.
Para fazer do mundo um sítio melhor, as orações são indispensáveis, mas as acções também são muito importantes
Ex-deputado e antigo membro da Associação Novo Macau Democrático
sexta-feira 11.6.2021
opinião 19
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Mário Duarte Duque
PLANO DIRECTOR (IX)
OPORTUNIDADE PARA UMA ANÁLISE S.W.O.T. O REGIME de encomenda de obras públicas implica uma metodologia pela qual as decisões se pautam, e que se forma a partir de parâmetros previamente estabelecidos. Desses parâmetros os mais recorrentes são o preço, o prazo, a concepção e a experiência dos intervenientes, sem que a ordem tenha necessariamente significado. Esta ordem só ganha significado quando se associa a esses parâmetros um coeficiente que pondera diferentes apreciações numa apreciação final. Por sua vez a atribuição de coeficientes de ponderação deverá ser função das características da obra. Assim, para uma obra corrente e simples, o preço e prazo afiguram-se o mais importante, enquanto, para uma obra exigente e fundamental, a concepção e a capacidade técnica são essenciais, naturalmente dentro de prazos admissíveis e dentro de custos já aptamente estimados e reservados para o efeito. Fácil é também admitir como os coeficientes desses parâmetros podem atentar uns contra os outros, e influenciar nefastamente o resultado final, no caso de a ponderação não estar ajustada às características da obra. No caso da encomenda do Plano Director para Macau a concepção do plano não foi factor de apreciação. Apenas foram o preço, o prazo e a aptidão técnica da equipa. Desde logo se afigurou que colocar à concorrência o número de dias e o preço para a elaboração da proposta de plano seria irrelevante face ao tempo que o mesmo plano precisaria para ser discutido e analisado, ou face ao encargo de toda a máquina necessária montar para discutir, analisar e desenvolver a mesma proposta. Deixada a concepção de fora, ocorre que o aspecto que mais importaria na escolha, e que permaneceria ao longo de todo o processo, seria antes a aptidão técnica da equipa e a sua experiência em outras realizações que relevassem para o estudo em causa. Sendo o Plano Director um plano fundamental, o facto de a concepção não ter sido critério de escolha, também não deve significar que a concepção não interessasse. Apenas deve significar, admitamos, que o dono da obra já estava munido de um documento estratégico do que pretende, para com isso prosseguir, como é capacidade e prática das administrações públicas. Mas também significou que o dono da obra prescindiu de outros contributos que emergissem tanto de conhecimento como de intuição. Esses contributos não resultam de pensamento analítico ou dedutivo, mas são oportunidade para lançar mão de soluções que não se extraem do prato das considerações, com capacidade de propulsionar saltos que permitem ganhar tempo. Essa consideração também só tem lugar em fase de proposta de plano, e extingue-se
em fase de análise de proposta, sob pena de trazer o processo à estaca zero. E, sendo as actuais circunstâncias apenas de análise, importam mais os instrumentos de que a análise se mune. Tal como como se extrai do acrónimo, a análise S.W.O.T. é uma técnica de planeamento estratégico, que recorre a uma matriz onde se identificam os pontos fortes (Strengths) e fracos (Weaknesses), assim como as oportunidades (Opportunities) e as ameaças (Threats) na estratégia em consideração. A mesma análise tanto assiste projectos e negócios, como assiste actos de governação e de participação em consultas de interessados. Os pontos fortes (Strengths) estão onde as vantagens da estratégia se revelam, enquanto os pontos fracos (Weaknesses) são os que colocam a estratégia em desvantagem em relação a outras. As oportunidades (Opportunities) já são os elementos e as condições do ambiente dos quais é possível tirar partido para a eficácia da estratégia, enquanto as ameaças (Threats) são os elementos e as condições do mesmo ambiente que podem frustrar ou colocar a estratégia em crise. Nas categorias de informação que a análise S.W.O.T. trata, os pontos fortes e fracos são as características próprias da estratégia, enquanto oportunidades e ameaças já resultam da interacção da estratégia com o meio. Como ferramenta, este instrumento de análise serve estágios preliminares de tomada de decisão para avaliação da eficiência global de uma estratégia, assim como da necessidade de mitigar algumas das suas componentes. Permite concluir sobre a robustez do projecto face aos objectivos em vista, fa-
Em Macau não existe experiência desenvolvida em acompanhamento de planos. Todos os que existiram não tiveram acompanhamento, muito menos revisões
zendo e respondendo a perguntas que permitem gerar informação significativa para cada componente do projecto, identificando os factores internos e externos que são favoráveis e desfavoráveis ao atingimento desses objectivos. A predominância de pontos fortes e de oportunidades configuram confiança. Por outro lado, a predominância de pontos fracos e ameaças devem suscitar prudência. Chegados aqui, resulta que, em actos de governação, uma análise S.W.O.T. tanto assiste um governo na globalidade das estratégias de administração de bens públicos, como assiste a população em geral nas especificidades e interesses de cada grupo a que a iniciativa interessa. Ou seja, é uma ferramenta que deve estar geralmente distribuída para que possa ser utilizada por todos os participantes, para que a informação possa ser integrável e gerível em sínteses subsequentes.
E, quando os interessados não estão dotados de aptidões e meios necessários para interpretar, gerir e gerar essa informação, assistem questionários onde as perguntas são, por si, estrategicamente vocacionadas para obter respostas relevantes de cada sector do universo dos interessados. Esta interacção em consulta de interessados não serve apenas para “comprar” a legitimidade que interessa a uma iniciativa pública, serve principalmente para averiguar da combinação da estratégia com o ambiente externo, e concluir num conceito quantificável a que se chama a “adequação estratégica”. As conclusões que resulta dessas consultas, quando dirigidas ao público menos especializado, devem ser “traduzidas” por comunicadores sociais, em moldes compreensíveis por esse público, mas a estrutura de análise deve manter-se evidente em qualquer versão desses relatórios. Estabilizado o instrumento de governação em vista, a análise S.W.O.T continua a ser útil para medidas supervenientes, nomeadamente de “combinação” e “conversão” de elementos da estratégia. Isso porque, as vantagens competitivas da estratégia emergem da combinação de pontos fortes com oportunidades. Já a conversão dos elementos da estratégia tem por alcance a transformação táctica de pontos fracos e ameaças em pontos fortes e oportunidades. Exemplos recorrentes de medidas de conversão em iniciativas públicas é a reconfiguração de instrumentos, infra-estruturas, actividades e universos de participantes. E, se as ameaças e pontos fracos não podem ser convertidos, as medidas não devem estabilizar, e o efeito estimado deve ser evitado, minimizado ou compensado, necessariamente nesta ordem de prioridade. Se mesmo assim os objectivos não forem atingíveis, objectivos diferentes devem ser seleccionados e o processo repetido. Quando aplicada a um Plano Director, uma análise S.W.O.T. também não deve ser abandonada com a conclusão da análise, antes deve continuar presente em fase de acompanhamento do plano ou de observatório, onde o desenvolvimento das condições iniciais, vantagens estimadas e impactos mitigados são monitorizados, para avaliação da sua eficácia e para informação de subsequentes revisões de plano. Em Macau não existe experiência desenvolvida em acompanhamento de planos. Todos os que existiram não tiveram acompanhamento, muito menos revisões, foram simplesmente revogados, sequer substituídos. A avaliação desses resultados não está sistematizada. Só é possível através de um esforço de interpretação.
“Só um homem comum pode fazer grandes coisas.” PALAVRA DO DIA
António Lobo Antunes
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Segundo assalto António Guterres é empossado como líder da ONU em 18 de junho
O
secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, vai prestar juramento e tomar posse, para um segundo mandato, em 18 de Junho, confirmou ontem à Lusa fonte da Assembleia Geral. A sessão plenária da Assembleia Geral das Nações Unidas, para aprovação de uma recomendação do Conselho de Segurança para recondução ao cargo deAntónio Guterres, foi marcada para o dia 18 de junho, sexta-feira, a partir das 09:00 locais. No mesmo dia e depois de a Assembleia Geral proceder à aprovação e confirmação formal da escolha, António Guterres vai tomar posse como secretário-geral pela segunda vez, para um mandato até final de 2026. O final do segundo mandato corresponderá a dez anos desde que António Guterres tomou posse como secretário-geral da ONU, em Dezembro de 2016.
Na passada terça-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas, com 15 Estados-membros, aprovou por unanimidade um documento que seguiu para a Assembleia Geral, de 193 Estados-membros, para recomendar a recondução de António Guterres no cargo de secretário-geral. A recandidatura de António Guterres, para que o antigo primeiro-ministro português e antigo Alto Comissário da ONU para os refugiados se disponibilizou no início deste ano, foi oficialmente anunciada pelo Governo português em 24 de Fevereiro, com uma carta assinada pelo atual chefe de Governo, António Costa, e endereçada aos dois órgãos da ONU.
O construtor
Em Março, António Guterres divulgou a sua visão para um segundo mandato e em 7 de Maio apresentou-se para uma sessão de diálogo informal na Assembleia Geral, onde respondeu a perguntas
O secretário-geral propôs-se continuar no cargo como “construtor de pontes” e “intermediário honesto”, com o objectivo de enfrentar “riscos existenciais”, como a crise climática, degradação ambiental, desigualdades, ciberataques, proliferação nuclear, ou violações de direitos humanos
dos Estados-membros e sociedade civil sobre como pretende dirigir as Nações Unidas nos próximos cinco anos e onde ouviu elogios vindos de representantes dos mais variados países pelo seu primeiro mandato. Na altura, o secretário-geral propôs-se continuar no cargo como “construtor de pontes” e “intermediário honesto”, com o objectivo de enfrentar “riscos existenciais”, como a crise climática, degradação ambiental, desigualdades, ciberataques, proliferação nuclear, ou violações de direitos humanos. “O secretário-geral sozinho não tem todas as respostas, nem procura impor seus pontos de vista”, afirmou António Guterres em Maio, defendendo o apoio mútuo entre a ONU e 193 Estados-membros, posicionando-se como “convocador, um mediador, um construtor de pontes e um intermediário honesto” para ajudar a encontrar “soluções que beneficiem a todos”. Satisfeito com “alguns progressos”, Guterres declarou ser preciso “superar alguns dos legados do século 20 e uma série de contradições” na ONU, como as guerras e “conflitos que são mais complexos que nunca”.
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