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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
hojemacau
INTERNET
Escondidos em casa
PORTUGAL APERTA O LACO
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GCS
10 DE JUNHO COMEMORAÇÕES EM MACAU
O deputado Zheng Anting aponta o dedo ao Governo por não tomar medidas num caso que afecta cada vez mais jovens. PÁGINA 5
Relíquias de Coloane Associação pressionou e o Governo avançou SOCIEDADE PÁGINA
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NOVA ERA O prometido é devido O Executivo revela detalhes sobre a operação de substituição da Reolian. Contrato de três anos com o apoio de 17 milhões de patacas por mês. A experiência foi o motivo principal da escolha.
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SOCIEDADE PÁGINAS
O Dia de Portugal foi celebrado em várias cerimónias com elogios mútuos às relações históricas. BIR, Consulado ou pensões de reforma ficaram fora da agenda. Do lado português reforça-se a ideia de Macau como porta de entrada para um inesgotável mundo de oportunidades. PUB
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10 DE JUNHO
hoje macau quarta-feira 11.6.2014
APOMAC PENSÕES FORA DA DISCUSSÃO COM SECRETÁRIO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS
Uma questão de coerência
A APOMAC reuniu com José Cesário que mais uma vez esteve de visita ao território. Para o fundador da associação de reformados, Jorge Fão, o assunto das remunerações de aposentação não esteve em cima da mesa por “coerência política e respeito”. As críticas recaem na actuação do governo local LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
O
secretário de Estado das comunidades portuguesas, José Cesário, esteve ontem reunido com membros da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC), mas o assunto das pensões que tem vindo a ser levantado pela associação “não foi discutido no encontro”, disse Jorge Fão aos jornalistas. O problema das pensões é um assunto que tem vindo a ser discutido há já vários meses e que envolve cidadãos portugueses residentes em Macau. Quem antes da transição de soberania tenha escolhido ir para Portugal com despesas de viagem
pagas pela administração lusa, deixou de ter direito à pensão de aposentação atribuída pelo Governo da RAEM, ainda que tenha regressado ao território. A APOMAC defende que este valor mensal deveria ser atribuído aos residentes aposentados. Ontem, apesar da presença de José Cesário, o assunto não veio à baila. “A questão das pensões
tem que ver apenas com Portugal e não foram focadas aqui porque estão a ser tratadas com o Tribunal Constitucional. O Governo [português] vai ter que aceitar, ou não, o acórdão do tribunal”, comentou Fão, presidente da assembleia-geral da APOMAC, à saída do encontro. No fundo, diz, foi por uma questão de “coerência política e respeito” que o assunto das remune-
“Até esta data, ainda não recebemos um tostão. Ou se diz que não dá e nós não contamos com o subsídio, ou então há que dar. Não é fechar-se em copas e deixar-nos aqui a pensar se afinal temos ou não temos” JORGE FÃO
rações de aposentação não foi mencionado na reunião entre os dirigentes da associação de reformados da RAEM e o Secretário das comunidades portuguesas, em Macau apenas por um dia para assinalar a importância do 10 de Junho. Jorge Fão diz que as preocupações da associação “são poucas e têm mais a ver com o Governo local” do que com o português, pelo que nenhuma das questões relativas às pensões ou a subsídios estiveram na ordem do dia. Já José Cesário aproveitou para focar que “a APOMAC tem sido um parceiro fantástico do consulado de Portugal”, nomeadamente ao nível do reconhecimento das provas de vida, algo que o secretário considera que apenas é possível com
o envolvimento de várias instituições das diversas comunidades.
SUBSÍDIO REEMBOLSÁVEL
Em relação aos subsídios governamentais destinados à APOMAC, Fão explicou ao HM que discorda da política de gestão financeira que tem sido feita pelo Governo, continuando a criticar o reembolso dos fundos à fonte, caso não tenham sido utilizados no prazo devido. “É preciso que associações como a nossa tenham saldo para poder transitar para o ano seguinte e enfrentar futuros desafios e questões imprevistas”. Sobre um financiamento proveniente do gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, o fundador da associação de residentes aposentados
queixa-se do mistério em volta da data e do valor de atribuição do subsídio, que continuam até hoje desconhecidas. “Até esta data, ainda não recebemos um tostão. Ou se diz que não dá e nós não contamos com o subsídio, ou então há que dar. Não é fechar-se em copas e deixar-nos aqui a pensar se afinal temos ou não temos.” Fão comparou o financiamento governamental dado às companhias de autocarros com aquele atribuído às associações sem fins lucrativos, questionando-se sobre porque é que o dinheiro que sobra às empresas de transportes não é igualmente devolvido aos bolsos do Governo. “Uma empresa privada, com fins lucrativos, pode ter o privilégio de ficar com os subsídios, mas uma associação como a APOMAC não pode?” Esta é a pergunta central de Fão sobre a lógica dos subsídios do Governo. Questionado sobre o apoio – em termos gerais – que o Governo tem dado à associação, Fão comenta que “felizmente tem estado a apoiar a APOMAC desde o início”, embora confesse que nota “um desequilíbrio” quando comparando com outras associações de carácter mais “tradicional”. Talvez por o Governo considerar que os reformados são “um grupo de velhinhos para esquecer”, diz. Outras dos problemas que tem vindo a ser referido pela direcção é a falta de espaço para expandir as instalações da associação. “A intenção é criar uma clínica virada para a área de estomatologia, outra direccionada para a medicina chinesa e talvez até incluir um salão de beleza. Isto vai ao encontro da política de saúde do Governo”, diz Fão. A APOMAC requer mais um andar do edifício onde se encontra, para acções que deverão “antecipar as políticas de saúde e ajudar o Governo”, assim poupando-lhes tempo e trabalho. A criação dos espaços de saúde seriam geridos pela própria associação e estão pensados para ocupar o segundo piso da associação, que actualmente serve de secretaria. Com a adição de mais um andar, Fão acredita que a APOMAC poderia ajudar mais reformados do que ajuda hoje em dia, aliviando espaço e dinheiro aos Serviços de Saúde.
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hoje macau quarta-feira 11.6.2014
Obtenção de BIR fora da agenda no Dia de Portugal
CÔNSUL PORTUGAL TEM DE APOSTAR NA INOVAÇÃO E QUALIDADE
Macau, o cantinho especial
O
impacto na vida de uma empresa portuguesa e na economia nacional”, defendeu. Vítor Sereno faz mesmo da aposta no conceito em “Macau para a China” um objectivo que deve ser “transversal” a todas as empresas nacionais “potenciado pelo prestígio que a comunidade tem em Macau e pelo reconhecido da qualidade dos produtos”. “Hoje, que comemoramos o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades portuguesas, devemos vincar mais uma vez que os portugueses são acolhidos como técnicos de referência em Macau, são reconhecidos pela sua competência e acarinhados pelo seu empenho no desenvolvimento da cidade e é nesse princípio de qualidade da mão-de-obra e produtos nacionais que temos de investir contribuindo assim também para a melhoria da economia nacional”, sustentou.
“...os portugueses são acolhidos como técnicos de referência em Macau, são reconhecidos pela sua competência e acarinhados pelo seu empenho...”
pessoas e para que digam aquilo que os preocupa”, a China tem a importância conhecida e é um “investidor em crescendo”, ao mesmo tempo que as exportações portuguesas também aumentam para o gigante asiático. “As empresas portuguesas começam a olhar para a China de uma forma completamente diferente do que olhavam e as exportações portuguesas têm aumentado de forma impressionante”, disse. O governante sublinhou ainda que independentemente da importância da China no contexto português,
JOSÉ CESÁRIO
“Macau é um ponto também muito importante na relação com a China, porque Macau vale por si próprio, mas também vale pela relação” com a segunda economia mundial. José Cesário esteve em Macau para uma visita de pouco mais de 24 horas, participando nas comemorações locais do 10 de Junho. - Lusa/HM
ALEXIS TAM CONDECORADO LUSA
cônsul-geral de Portugal em Macau disse ontem que a RAEM é “porta privilegiada” da entrada de Portugal na China, mas vincou a necessidade do tecido empresarial apostar na inovação e na elevada qualidade dos produtos. “Portugal tem em Macau uma porta de entrada para a China, um balão de ensaio para os produtos de excelência produzidos no nosso país, mas não podemos esquecer que a aposta tem de conjugar a qualidade à inovação dos produtos que as empresas nacionais são capazes de criar”, disse. Para Vítor Sereno, que falava à margem das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, as empresas portuguesas não se podem esquecer que a China é um “mercado muito vasto” em que uma pequena encomenda para os padrões locais pode fazer toda a diferença em termos nacionais. “Como disse o Presidente da República na sua recente visita à China, uma encomenda de algumas décimas pode fazer toda a diferença e a aposta tem de passar pelos pequenos mercados e não apenas por Pequim, Xangai ou Cantão, porque uma qualquer pequena cidade da China tem a população de Portugal e uma encomenda no contexto chinês terá, com certeza,
“Macau é um ponto também muito importante na relação com a China, porque Macau vale por si próprio, mas também vale pela relação”
GCS
Em dia de comemorações, os elogios das relações entre Portugal e China vieram de diversos quadrantes. Macau voltou a ganhar destaque como a porta de entrada para o gigante asiático
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• O chefe de gabinete do Chefe do Executivo, Alexis Tam, foi ontem uma das sete personalidades a ser agraciada com a Ordem do Mérito.
OR ocasião do feriado português de 10 Junho, Macau recebeu a presença do secretário das comunidades portuguesas, José Cesário. A questão da dificuldade na obtenção do Bilhete de Identidade de Residente (BIR) a cidadãos portugueses não foi referida até ao final da tarde, na recepção da comunidade lusa na residência consular. “Há um trabalho permanente do consulado com as autoridades do território para irem resolvendo progressivamente esses problemas. Compreendemos que eles existem sempre, porque também compreendemos que localmente há algumas restrições à entrada de pessoas (...)”, disse o secretário das comunidades portuguesas durante a recepção na residência do cônsul, que teve início às 18 horas. Ainda que José Cesário tenha participado em várias outras actividades durante o dia de ontem, o HM sabe que ninguém da Associação de Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) ou da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) referiu qualquer debate relativo à polémica questão do BIR para cidadãos portugueses. O presidente da ATFPM e deputado, José Pereira Coutinho foi um dos que considera a discussão desnecessária. “Acho que já não vale a pena falar sobre esta questão, tendo em conta que o mais alto magistrado português já tem conhecimento sobre esta matéria”, disse o deputado ao HM.
VÍTOR SERENO
TOMAR O PULSO
Para o secretário de Estado das comunidades portuguesas, José Cesário, que em Macau visitou várias instituições para “sentir o pulsar das
Consulado José Cesário sem novidades
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas não avançou se a equipa de funcionários do Consulado de Portugal em Macau será aumentada para fazer face às dificuldades. Depois da cerimónia do içar da bandeira que iniciou as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, José Cesário lembrou apenas que foram contratadas pessoas para os serviços de call centre do consulado, avança a Rádio Macau. “[Os funcionários do consulado] tiveram uma novidade muito recente, foi constituído um call centre que implicou a colocação de cinco pessoas a trabalhar no consulado que vieram corrigir parte da situação que tinha ficado em aberto anteriormente”, apontou José Cesário, em declarações à Rádio Macau.
CHEFE DO EXECUTIVO VALORIZA “RELAÇÕES HISTÓRICAS” COM PORTUGAL
Laços de sucesso O Chefe do Executivo de Macau, Fernando Chui Sai On, disse ontem que o Governo local continua a “valorizar as relações históricas” com Portugal e salientou a comunidade portuguesa como uma das que mais contribui para a prosperidade da cidade. Ao intervir na recepção à comunidade portuguesa no âmbito das comemorações locais do 10 de Junho, Fernando Chui Sai On, que recebeu a camisola do
capitão da selecção portuguesa, recordou o “sucesso” da recente vista de Cavaco Silva à China e a Macau e garantiu que a parte chinesa está já a trabalhar no restabelecimento das ligações aéreas directas entre os dois países. “Será”, disse, uma forma de “fomentar” a troca de mercadorias e o fluxo de pessoas entre os dois países. Chui Sai On, que este ano conclui o seu primeiro mandato
como chefe do Executivo de Macau e se mostrou satisfeito por participar numa “cerimónia e momento especiais” para a comunidade portuguesa, salientou ainda a vontade e disponibilidade de Macau e do seu Governo em continuar a apoiar a escola portuguesa local, esperando também que as reuniões, a partir de agora anuais, da comissão mista Macau/Portugal, venham a contribuir para o reforço dos laços.
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POLÍTICA
hoje macau quarta-feira 11.6.2014
TIAGO ALCÂNTARA
ELECTRICIDADE LEONG VENG CHAI QUER SABER SE VAI HAVER LIBERALIZAÇÃO
Macau às escuras LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
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“Acresce a isto, a falta nesta cidade de matéria-prima necessária para gerar energia eléctrica, não se podendo, então, imaginar os resultados” LEONG VENG CHAI
Abuso sexual Ng Kuok Cheong duvida da eficácia da lei G Kuok Cheong pediu ontem informações ao Governo sobre a execução da lei sobre o crime de assédio sexual. Numa interpelação escrita, o deputado pede informações sobre se a revisão da lei vai ou não avançar, porque, salienta, muitas pessoas duvidam da sua eficácia. Ng Kuok Cheong acredita que, apesar de estar legislado o crime de abuso sexual, o sistema legislativo e a promoção nesta área precisam ainda muito de ser melhorados. “De facto, já partilhei muitas opiniões com a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça sobre este problema, mas as autoridades afirmaram que já geram consenso e que este crime é tratado de acordo com o Código Penal”, comenta o deputado. Ng Kuok Cheong não concorda que isto seja suficiente e pede ao Governo o número de casos de tratamento a assédios com base no Código Penal e os avanços no estudo sobre a possível revisão desta legislação. - HM
Neste momento, o mercado da electricidade encontra-se monopolizado por uma empresa chinesa, pelo que Leong Veng Chai pretende saber se e quando irá ser pensada a entrada de diferentes empresas no mercado, possibilitando a sua eventual liberalização. Tal iria beneficiar os cidadãos e outras empresas de electricidade, impulsionando a redução das contas mensais e a competitividade de mercado, por exemplo. “Acresce a isto a falta, nesta cidade, de matéria-prima necessária para gerar energia eléctrica, não se
FLORINDA CHAN CELEBRA ANIVERSÁRIO DA RAINHA DE INGLATERRA GCS
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deputado Leong Veng Chai critica o Governo de Macau sobre a questão do fornecimento de electricidade ao território, que é efectuado, quase na totalidade, por uma empresa do interior da China (cerca de 90%). A preocupação de Leong surgiu no final de Abril deste ano, depois de vários pequenos apagões terem assolado Macau, que conta apenas com uma fonte de alimentação primária de electricidade proveniente da China continental. Numa interpelação, o político questionou o Governo acerca da implementação de medidas de ressalva, caso haja um apagão mais demorado ou problemas graves no sistema do interior da China. O deputado receia que um eventual fornecimento instável no continente possa fazer com que o funcionamento de Macau fique paralisado.
Depois de dois pequenos apagões terem afectado cerca de cinco mil pessoas, o deputado questiona o governo sobre a abertura do mercado da electricidade monopolizado por uma empresa da China podendo, então, imaginar os resultados”, frisou Leong. Outra das questões levantadas pelo deputado tem que ver com o gás natural e o potencial que este produto tem de ser transformado em energia eléctrica. “Macau já foi equipada para o aproveitamento do gás natural para gerar electricidade, mas, nestes últimos três anos, ainda não conseguiu o fornecimento de gás natural por parte do interior da China, por isso a empresa local de energia eléctrica não pode aproveitá-lo para gerar energia”, questionou Leong.
Concurso público Governo abre porta a discussão sobre revisão do regime
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Florinda Chan, Secretária para a Administração e Justiça, esteve ontem presente na celebração do aniversário da Rainha D. Isabel II, em Macau
Mesmo depois do político e outras personalidades terem expressado a sua preocupação com os apagões verificados em Macau durante os primeiros meses de 2014 e a falta de competitividade no mercado da energia eléctrica, a Companhia de Electricidade de Macau (CEM) confirmou que não há razões para alarme, uma vez que, assegura, todas as falhas de electricidade serão resolvidas em menos de três minutos. De acordo com notícia avançada pelo jornal Macau Post Daily, Iun Iok Meng, conselheiro da empresa de Macau, acredita que o fornecimento de energia eléctrica para Macau está garantido, tendo em conta o facto de 90% provir do interior da China. Foram cerca de cinco mil pessoas, as afectadas pelos dois apagões que aconteceram nos dias 3 e 5 deste mês, na península de Macau.
NDRÉ Cheong, director dos Serviços dos Assuntos de Justiça (DSAJ), abriu ontem a porta à discussão sobre a possibilidade de se rever o regime dos concursos públicos. Numa conferência de imprensa sobre os autocarros e para apresentar detalhes sobre o novo contrato de concessão, o responsável frisou que isto poderia vir a acontecer. O motivo prende-se com o facto de não ter sido possível ao Governo fazer um concurso público para atribuir a concessão dos autocarros da Reolian a uma nova empresa, tendo isto sido feito por ajuste directo, por falta de tempo. Por norma geral, o Governo é obrigado a fazer concursos públicos, salvo em situações de interesse público. André Cheong explicou mais uma vez que, devido à situação urgente dos autocarros, não foi possível ser feito um concurso público, que demora cerca de nove meses, mas que este mecanismo sem dúvida que “é uma forma de elevar a transparência”, notou. “Merece discussão para rever ou alterar a lei do concurso público”, avançou. - J.F.
política 5
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ZHENG ANTING ACUSA GOVERNO DE NÃO TOMAR MEDIDAS FACE A JOVENS “ESCONDIDOS” Pouco ainda se sabe sobre a questão dos jovens “escondidos”. Fechados em casa, “Este problema mostra que responderam que o mecanismo de algo que traz a prosperidade a Ma- problemas aos jovens, por exemplo entre as autoridades e as escolas apoio é suficiente para os jovens cau, mas diz, ao mesmo tempo, que droga e vício por internet. abandonam os “Os pais não conseguem corri- faltam boas comunicações e o que abandonam da escola, mas não daí derivam muitos problemas soestudos, presos ao mencionam nada sobre o problema ciais, especialmente as influências gir os comportamentos desviados tratamento dado aos problemas é dos jovens ‘escondidos’”, diz o de trabalho por turnos nas famílias, dos filhos, os problemas de jovens demasiado simples, uma vez que vício do jogo e da deputado, referindo-se aos jovens onde os pais têm dificuldades em escondidos estão cada vez piores, as autoridades não conseguem inficam em casa fechados, dedicar-se a tomar conta dos filhos inclusivamente aconteceram tragé- tervir na hora nestes casos e fazem internet. Por vezes a que normalmente viciados em jogos e a ajudá-los no ensino. Isto, diz dias no seio de famílias que cho- meras reparações até aconteceram tragédia bate à porta e na internet e conhecidos pela o deputado, causa indirectamente caram muito a sociedade”, frisa. as tragédias.”
A remediar em vez de prevenir
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Autoridade Monetária de Macau (AMCM) decidiu restringir o uso de cartões UnionPay e a partir de dia 1 de Julho, as casas de penhores e lojas de joalharia dos casinos do território vão deixar de aceitar transacções através deste mecanismo em específico.A notícia, avançada pela revista de negócios Bloomberg Newsweek, surge depois de terem sido registados vários casos de burla pelo uso de UnionPay em Macau. O anúncio desta medida provocou a descida brusca
O deputado pede ao Governo que divulgue relatórios de estudo sobre os problemas de jovens e se vão haver novos estudos e quer ainda saber quais as medidas de apoio aos jovens que abandonam a escola e que, diz, só dependem de instituições sociais. “Em 2011, as autoridades apontaram que iam discutir as soluções de acordo com o conteúdo de um relatório [sobre estes jovens] feito em conjunto com instituições, dizendo que, em 2013, iam levar a cabo os trabalhos relativos, mas até agora não ouvimos nenhuns resultados sobre os trabalhos. Qual é o avanço nisto?”, remata. - HM
HOJE MACAU
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deputado Zheng Anting enviou ontem uma interpelação ao Governo onde critica falta de comunicação entre pais, escolas e alunos e as medidas brandas sobre os jovens que se prendem em casa, sem frequentar sequer estabelecimentos de ensino. Zheng Anting refere que já falou com o Governo sobre o assunto, mas assegura que a resposta não o deixou satisfeito. “Fiz umas perguntas num debate político em 2013 e as autoridades
expressão japonesa ‘hikikomori’. “De facto, os estudos e investigações são muito poucos, apenas se fez um estudo há quatro anos, na altura em que os dados mostraram que o problema de jovens escondidos estava já muito grave. Mas os apoios reais e os serviços das instituições são quase zero, nem mecanismos ou medidas há para acompanhar os problemas de jovens que abandonam a escola com menos de 16 anos”, criticou o deputado.
PAU DE DOIS BICOS
Zheng Anting fala do desenvolvimento da indústria de jogo como
UNIONPAY GOVERNO PROÍBE USO DE CARTÕES EM CASINOS A 1 DE JULHO
Menos burlas, menos compras do valor das acções dos casinos de Macau na bolsa de Hong Kong. As acções dos grupos SJM, MGM China Holdings e Wynn Macau caíram cerca de 5% na bolsa de valores do território vizinho, sendo que as operadoras Melco Crown, Galaxy Entertainment e Sands China também viram as suas acções diminuir no mercado financeiro.
Foi o director executivo da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), Ambrose So, quem comentou o assunto e a AMCM ainda não lançou quaisquer informações que justifiquem a sua decisão de retirada das máquinas de pagamento por UnionPay. À Bloomberg, So disse que a implementação desta medida não deverá afectar o grupo SJM, uma vez que
não tem lojas de joalharia ou casas de penhores nos seus estabelecimentos. A decisão poderá vir a reduzir as receitas do jogo em Macau que, só no primeiro trimestre deste ano aumentaram 20% relativamente ao mesmo período de 2013, traduzindo-se num valor oito vezes superior àquele registado na zona do Strip de Las Vegas. Isto porque as restrições no
uso deste tipo de cartões vai fazer com que a aquisição de notas seja menos conveniente para os jogadores de massa dos casinos e os números falam por si. A calcular pelas estatísticas do ano passado, a partir de Julho serão quase mais de 30 milhões de turistas – anualmente – a terem que levantar dinheiro nas máquinas multibanco. Segundo a Bloomberg
Newsweek, tanto o sector das casas de penhores como a UnionPay recusaram-se a comentar a decisão da AMCM e posterior implementação da medida. As autoridades de Macau têm dado especial atenção à questão do uso ilegal dos cartões UnionPay para lavagem de dinheiro, tendo sido apreendidas 12 pessoas entre Fevereiro e Março deste ano e que se encontravam envolvidas em casos de uso ilegal dos cartões UnionPay com o auxílio de máquinas multibanco móveis alteradas para o efeito.
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Anúncios Concurso Público «Prestação de Serviços de Manutenção e Reparação do Sistema de Climatização das Instalações Desportivas Situadas na Taipa Afectas ao Instituto do Desporto»
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 253/AI/2014 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor Chan, David (portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da Hong Kong n.° G2164XXX), que na sequência do Auto de Notícia n.° 83/DI-AI/2012 de 08.08.2012, levantado pela DST, por controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 1321, Edf. Hung On Center, Bloco 3, 15.° andar U, Macau, e utilizada para a prestação ilegal de alojamento, bem como por despacho da signatária de 30.05.2014, exarado no Relatório n.° 414/DI/2014, de 26.05.2014, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas), e ordenada a cessação imediata da prestação ilegal de alojamento no prédio ou da fracção autónoma em causa, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e n.° 1 do artigo 15.°, todos da Lei n.° 3/2010.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-----Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo, a interpor no prazo de 60 dias, conforme estipulado na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro e no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010.---------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 30 de Maio de 2014. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
Nos termos previstos no artigo 13.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 26 de Maio de 2014, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação do adjudicante, à abertura do concurso público para a prestação de serviços de manutenção e reparação do sistema de climatização das seguintes instalações desportivas situadas na Taipa afectas ao Instituto do Desporto, durante o período de 1 de Setembro de 2014 a 31 de Agosto de 2016: 1 2 3 4 5 6
Designação das Instalações Centro Desportivo Olímpico Campo de Futebol e de Atletismo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau Centro de Formação Centro Desportivo Olímpico - Piscina Piscinas do Carmo Centro de Medicina Desportiva
A partir da data da publicação do presente anúncio, os interessados poderão dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, s/n, Fórum de Macau, Bloco 1, 4.o andar, no horário de expediente, das 9,00 às 13,00 e das 14,30 às 17,30 horas, para consulta do processo do concurso ou para obtenção da cópia do processo,
mediante o pagamento da importância de $ 1 000,00 (mil) patacas. Os interessados deverão comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para tomar conhecimento dos eventuais esclarecimentos adicionais. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12,00 horas do dia 9 de Julho de 2014, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido, na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $ 60 000,00 (sessenta mil) patacas. Caso o concorrente opte pela garantia bancária, esta deve ser emitida por um estabelecimento bancário legalmente autorizado a exercer actividade na RAEM e à ordem do Fundo de Desenvolvimento Desportivo ou efectuar um depósito em numerário ou em cheque na mesma quantia, na Divisão Administrativa e Financeira na sede do Instituto do Desporto. O acto público de abertura das propostas do concurso terá lugar no dia 10 de Julho de 2014, pelas 9,30 horas, no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, s/n, Fórum de Macau, Bloco 1, 4.o andar. As propostas são válidas durante 90 dias a contar da data do acto da sua abertura. Instituto do Desporto, aos 11 de Junho de 2014. O Presidente, José Tavares
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SOCIEDADE
O QUE PREVÊ O CONTRATO • a empresa terá de ter um delegado do Governo escolhido pelo Chefe do Executivo, cujo salário será encargo da operadora • a operadora tem de divulgar relatório de contas anual • Governo deixa de pagar a taxa de serviço à operadora, mas tarifas são receitas da empresa • a operadora só pode criar novas carreiras ou cancelar carreiras mediante autorização do Governo • o cancelamento de carreiras não pode ultrapassar 5% do número total de carreiras • o prazo de concessão pode ser renovado por prazo idêntico ou mais curto “por razões especiais de interesse público” • a revisão das tarifas é da competência exclusiva da RAEM • se a RAEM alterar as tarifas e isso causar prejuízos à operadora esta pode ser recompensada com valor estimado das perdas • a operadora tem de adquirir até 30 de Junho todos os bens da Reolian • até seis de Junho a empresa tem de entregar um plano geral sobre os serviços • a operadora tem de manter a forma da sociedade como sociedade anónima
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• a operadora vai ser avaliada em Dezembro
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hoje macau quarta-feira 11.6.2014
AUTOCARROS NOVA ERA ATÉ 2017 COM APOIO DE 17 MILHÕES POR MÊS
A experiência é um posto Como compensação pelas “baixas tarifas” dos autocarros, a empresa que substitui a Reolian vai receber ajuda financeira do Governo no valor de 17 milhões de patacas por mês. O contrato foi ontem assinado e fica em vigor por três anos. O Governo assegura que a experiência foi o principal motivo para a escolha da Nova Era JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Macau Nova Era de Autocarros Públicos, S.A. vai começar a funcionar a partir de 1 de Julho. O anúncio foi feito ontem aos jornalistas por Wong Wan, director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, no dia em que, ficou a saber-se, a operadora assinou o contrato com o Governo. A Macau Nova Era substitui a Reolian pelo menos até 2017, uma vez que os serviços são válidos por três anos. O contrato que a operadora tem com o Governo - assinado um dia depois do Executivo desvendar o mistério do nome da empresa - vai permitir que a RAEM atribua um apoio financeiro de 17 milhões de patacas por mês à Nova Era. Isto, porque o acordo prevê que seja a operadora a ficar com as receitas das tarifas dos
bilhetes, mas não a alterar os seus valores. O Governo defende que, devido a isto, a empresa não consegue obter lucro suficiente. “Tendo em conta a política de tarifas baixas que o Governo da RAEM implemen-
ta, é impossível à companhia manter a exploração apenas com as tarifas cobradas, pelo que o Governo criou um mecanismo de assistência financeira para assegurar a estabilidade dos serviços de autocarros”, explicou Wong
Wan. “Feito um cálculo, é previsto que a assistência financeira mensal seja de 17 milhões de patacas entre 2014 e 2015.” Este valor baseia-se na diferença entre as receitas das tarifas e as despesas
ANDRÉ CHEONG CONTRATOS COM TCM E TRANSMAC VÃO ATÉ AO FIM O Governo vai esperar que os contratos com a TCM e a Transmac cheguem ao fim para os alterar. Isso mesmo disse ontem André Cheong, director dos Serviços para os Assuntos de Justiça, apesar de o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) ter sugerido que os contratos com as duas operadoras fossem rescindidos por violarem a lei. “Concordamos com o CCAC e negociamos com as operadoras. Quando chegar ao termo, faremos um contrato novo”, frisou. A Macau Nova Era, que fica com os serviços da Reolian, já terá de respeitar um contrato no âmbito do Regime de Concessão de Serviços Públicos, mas as duas empresas em funcionamento vão manter-se com o actual contrato que prevê apenas a exploração de
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serviços de autocarros, algo visto pelo CCAC como a “violação à lei mais grave de sempre”. Esta semana, André Cheong, director dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ), disse que os contratos estariam em vigor e não poderiam ser mudados, mas ontem o responsável já explicou que “ambas as partes podem alterar os contratos se o quiserem”. Sobre se o Governo não teme que as operadoras não aceitem os novos modelos de contrato, Cheong diz que o Governo tem “formas de resolver o problema”, mas acredita que não será necessário chegar a tribunal. “Temos de garantir justiça. Se o novo modelo favorecer o funcionamento das operadoras, qualquer operadora vai querer mudar”, ressalvou. - J.F.
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estimadas da empresa e corresponde a 60% do total dos custos da empresa, sendo que 40% dizem respeito às receitas dos bilhetes. O Governo fez uso dos seis meses em que esteve responsável pela Reolian, falida no ano passado, para calcular o montante, que é superior ao fornecido pelo Governo à antiga empresa de autocarros verdes: o Governo gastava 21 milhões de patacas por mês com os serviços da Reolian. Já durante o funcionamento da operadora, atribuiu à Reolian cerca de 14 milhões de patacas mensais. Esta assistência financeira tem um limite máximo, avisa a DSAT, e depende de uma avaliação aos serviços prestados pela empresa, sendo que o valor vai descendo consoante a pontuação que a Nova Era tiver. “Depende da qualidade dos serviços que prestam, senão vão ter prejuízos”, frisou Wong Wan. A operadora pode pedir o reajustamento do valor em 2016.
CONCURSO PÚBLICO EM TRÊS ANOS
O director da DSAT voltou ontem a repetir que a entrega dos serviços da Reolian à Nova Era se deveu principalmente ao factor “experiência”. A Sociedade de Transportes Colectivos de Macau (TCM) é a maior accionista da operadora, que é ainda detida ainda pela Nam Kwong e pela Serviços de Reparações Mecânicas Macau S.A.R.L. Esta última e a TCM são empresas também pertencentes à Nam Kwong. Recentemente, numa conferência de imprensa, o Governo indicou que iria ser uma operadora local a ficar com os serviços da Reolian, porque a experiência contava muito. A empresa, contudo, foi criada apenas no dia 30 de Abril, o que causou dúvidas aos jornalistas sobre a experiência da empresa. Isto, porque o Governo estaria a negociar com mais cinco operadoras de transportes. Wong Wan foi questionado sobre se a Nova Era teria sido criada propositadamente para ficar com os serviços da Reolian, mas o director da DSAT assegura que não. “Tinha que se ter em conta experiências locais, principalmente na área dos serviços públicos de transportes. Quando se entrou numa nova fase de negociações, tinha de se criar uma nova empresa e a TCM é uma empresa de grande envergadura a funcionar há muitos anos.”
Também o director dos Serviços para os Assuntos de Justiça, André Cheong, garantiu que não houve negociação directa com a Nam Kwong. “Depois do sequestro da Reolian, a TCM e a Transmac contactaram-nos e outras e nós entrámos em negociações com as operadoras, estudamos e decidimos. As negociações ainda estavam em andamento em Abril.” O facto de haver exigências para ficar com os equipamentos e autocarros da Reolian – que vão custar à Nova Era mais de 96 milhões de patacas – e com os funcionários, dizem os dois responsáveis do Governo, não foram apelativos para muitas operadoras.
“Quando se entrou numa nova fase de negociações, tinha de se criar uma nova empresa e a TCM é uma empresa de grande envergadura a funcionar há muitos anos” WONG WAN Director da DSAT
Wong Wan garante que daqui a três anos vai haver um concurso público para os serviços de autocarros – ainda que o contrato preveja que pode haver renovação com a Nova Era – porque “o Governo aprendeu com a lição”. A adjudicação à Nova Era, recorde-se, foi feita por ajuste directo porque “não havia tempo” de fazer um concurso público. Os principais nomes dos órgãos sociais da nova empresa estão ligados à TCM: um deles é o do presidente do conselho de administração, O Hoi Fan, e, na vice-presidência, o do empresário Ng Fok, fundador inicial da TCM. A sociedade é anónima, pelo que não se sabe quem são os detentores, e André Cheong diz que essa é uma obrigação para a empresa que ficar com os serviços públicos. O contrato refere que nunca pode ser alterada esta característica.
WU ZHILIANG RELAÇÃO COM ASSOCIAÇÕES NÃO PODE SER SÓ FINANCEIRA
Para pessoas, pelas pessoas
“A relação entre a Fundação Macau e as associações não deve ser limitada à simples oferta de recursos, mas deve ser também uma entrega de serviços”
HOJE MACAU
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Fundação Macau quer que as associações se preocupem mais com o bem-estar da população e Wu Zhiliang assegura que as relações entre o organismo e as associações não se podem cingir a receber e atribuir dinheiro. Citado pelo jornal Ou Mun, o presidente da instituição, salientou mesmo que os esforços das associações estão intimamente ligados à prosperidade de Macau. Numa reunião que serviu para partilhar com mais de 50 associações formas e regras para a obtenção de subsídios, a Fundação Macau disse esperar que, com os recursos, as associações possam aumentar os benefícios sociais, de forma a melhorar o bem-estar dos residentes. “Macau é uma sociedade de associações, por isso, estas responsabilizam-se por resolver as dificuldades e eliminar as preocupações da população, bem como promover a estabilidade e harmonia de Macau e a cultivar talentos. Podemos dizer que os resultados da prosperidade de Macau e os esforços de associações estão paralelos”, frisou Wu Zhiliang. Para o presidente, a relação entre a Fundação Macau e as associações não podem ser apenas de “patrocínio e patrocinado” e de “supervisionar ou ser supervisionado”, mas também ser “parceiros” em conjunto para que, diz, ambos consigam o objectivo de melhorar o bem-estar da população. “A relação entre a Fundação Macau e as associações não deve ser limitada à simples oferta de recursos, mas deve ser também uma entrega de serviços. Servir as associações é sempre uma missão de trabalho da Fundação Macau, mas através destes recursos e destes serviços, as associações devem servir Macau de forma completa e com vontade”, frisou. A Fundação Macau é
WU ZHILIANG Presidente da Fundação Macau
constantemente criticada pela forma como atribui os apoios financeiros – algo que faz trimestralmente -, sendo que Wu Zhiliang já anunciou a implementação
de uma série de medidas para melhorar esta situação. Estas incluem “mais pressão para que as associações entreguem as contas”, por exemplo.
Neste momento, a Fundação Macau assegura que está a rever novamente as medidas, para que esses procedimentos sejam melhorados.
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ANÚNCIO ERRATA CSR - O HM ERROU Na notícia publicada na edição de segunda-feira, 9 de Junho, relativa às demonstrações financeiras da Companhia de Resíduos de Macau, (CSR), referentes ao exercício da empresa no ano passado, no título informava-se erradamente que a referida empresa teria tido “lucros superiores a cem mil milhões de patacas em 2013”. A notícia carece de qualquer fundamento, uma vez que o relatório financeiro do exercício do ano passado da Companhia de Resíduos de Macau ainda não foi apresentado ao público. Como tal, tais valores são desprovidos de qualquer veracidade. Pelo lapso, pedimos desculpa aos visados e aos leitores.
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LEONOR SÁ MACHADO
Leonor.machado@hojemacau.com.mo
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Instituto Cultural (IC) anunciou ontem que vai começar a analisar a possibilidade de conservação dos artefactos arqueológicos encontrados
COLOANE IC PONDERA PRESERVAR ACHADOS ARQUEOLÓGICOS
A bem da cultura na Rua do Estaleiro, em Coloane. Antes de mais, o IC terá que auscultar a população e elaborar um plano de conservação que seja considerado mais adequado, tendo em conta factores como o estado dos artigos encontrados e o local onde estão. O Governo deverá ainda ter em conta o parecer de vários especialistas da área da arqueologia que poderão ajudar a criar o projecto de preservação. De acordo com notícia avançada pelo jornal Macau Post Daily, é a primeira vez que são descobertas provas de que os antepassados do período Neolítico preparavam e confeccionavam alimentos.
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Depois de várias pressões, o IC pensa finalmente avançar para a criação de um projecto de conservação das relíquias de Coloane
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Rua do Estaleiro
A principal prioridade do IC em relação a esta matéria é o de salvaguardar o património cultural, sendo que os objectos encontrados são tidos como “bens culturais valiosos da população”
Marks & Spencer vai abrir loja em Macau
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famosa cadeia Marks & Spencer (M&S) anunciou ontem que vai entrar no mercado local, estando previsto a abertura da sua loja no Sands Cotai Central ainda este Verão. A Marks & Spencer, que foi fundada há 130 anos e é conhecida pela venda de roupa, produtos para casa e comida, já está representada em mais de 54 territórios diferentes. A abertura desta loja em Macau faz parte da sua nova estratégia de expansão, que vai culminar na abertura de mais 250 lojas fora de Inglaterra nos próximos três anos, salienta a empresa em comunicado. De momento, a cadeia opera já 140 lojas na Ásia, estando 15 situadas na China e 17 em Hong Kong.
Turismo Consulta pública de alojamento em residências de família
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Direcção dos Serviços de Turismo (DST) lançou ontem uma consulta pública para apurar a viabilidade do alojamento em “residências de família”. O intuito do estudo é perceber até que ponto a implementação legal desta medida é viável e se a população concorda. Os inquéritos serão feitos online e pessoalmente e compreendem perguntas sobre a viabilidade do projecto, as zonas adequadas para a sua implementação e o modo e condições da mesma. Contudo, devido ao adiantado da hora, não foi possível ao HM saber mais informações sobre esta matéria.
da RAEM. O processo de conservação dos artefactos deverá consistir em três etapas das quais a investigação arqueológica, as escavações em si e a elaboração de um programa de conservação
adequado. A iniciativa foi tida pelo próprio IC, que formou um grupo de especialistas em arqueologia provenientes do continente e de Hong Kong para colaborarem nos trabalhos
de conservação de outras estações arqueológicas anteriormente descobertas em Macau. Contudo, é apenas desde Maio que os peritos estão a trabalhar na Rua do Estaleiro especificamente. Depois de concluídas as três fases referidas pelo IC, o programa estabelecido será alvo de auscultação pública, período durante o qual os cidadãos poderão fazer sugestões. É de frisar que são já várias as entidades que advogam em prol da conservação das peças encontradas na semana passada na ilha de Coloane. Prova disso foi a petição no Facebook e a carta que a Juventude Dinâmica de Macau entregaram ontem ao Governo, pedindo o tratamento e preservação dos artefactos arqueológicos, acção muito importante para Macau e que vem explicada na edição de ontem do HM.
PASSADEIRAS CONDUTORES QUE NÃO PARAM AUMENTAM 6%
Mau comportamento geral D ADOS recentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) mostram que, só nos primeiros três meses do ano, houve mais de 800 casos registados de condutores que não cederam a passagem aos
peões nas passadeiras. No total, foram 890 os casos apanhados pela polícia, um aumento de 6,1% face ao ano passado. Mas, nem só os condutores violaram as regras. Também os transeuntes que
atravessaram fora das passadeiras aumentaram: a polícia registou quase 970 destes casos, um aumento de 1,8% face ao ano de 2013, onde o total de casos registados ascendeu aos 1324 casos. Depois de terem acontecido acidentes recentes, dos quais resultaram vítimas, dados recentes de PSP mostram ainda que houve 4862 acidentes nos primeiros três meses do ano, mais 5,37% do que no ano passado, dos quais resultaram cinco mortos. Aumentos também para os casos de excesso de velocidade (mais 8%), de desrespeito pelo sinal vermelho (mais 8%) e de estacionamento ilegal mais 4,3% -, mas menos casos em que o condutor conduzia alcoolizado. O número de veículos em Macau atingiu os 230 mil e as autoridades admitem que a pressão de ruas é cada vez maior. O Governo já angariou mais de 50 milhões de patacas com o valor das infracções, um aumento de 6,8%. - HM
CHINA
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Marinha chinesa participa em exercício internacional
Um esquadrão da Marinha da China partiu pela primeira vez para participar num exercício naval mundial conduzido pelos EUA, no Hawai, afirmou o Ministério da Defesa. A participação da China no exercício RIMPAC é visto como uma oportunidade para construir uma relação mútua de confiança face às tensões marítimas com países vizinhos. O exercício é o maior do mundo e envolve 23 países, em operações entre 26 de Junho e 1 de Agosto. Em comunicado, o Ministério da Defesa da China disse que o destroier Haikou, a fragata de mísseis Yueyang, o petroleiro Yueyang e o navio-hospital Peace Ark partiram na segundafeira. O esquadrão transporta 1.100 funcionários e dois helicópteros. O vice-chefe do Estado Maior da Marinha, Hong Xumeng, disse que a participação da China constitui uma importante missão de diplomacia militar e mais um passo para fortalecer os laços com os EUA. A China nunca participou nos exercícios, embora em 1998 tenha enviado observadores militares para observar o evento.
Inflação atinge 2,5% em Maio
O Índice de Preços no Consumidor (IPC) da China, um dos principais indicadores da inflação, aumentou 2,5% em Maio em termos anuais, anunciou ontem o Gabinete Nacional de Estatísticas do país. O valor do IPC de Maio é sete décimas mais elevado do registado em Abril – 1,8% –, altura em que a inflação registou a sua taxa mais baixa num ano e meio. Apesar disso, a inflação da segunda maior economia mundial mantém-se muito abaixo da meta de 3,5% preconizada pelo governo. O preço dos produtos alimentares, que representam um terço do cabaz com base no qual é calculado o IPC, subiu 4% em termos anuais, muito acima do aumento de 2,3% registado em Abril. Face ao mês anterior, os preços registaram um crescimento de 0,1%. A economia da China, a segunda maior do mundo, a seguir aos Estados Unidos da América, cresceu 7,7% no ano passado.
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HONG KONG MULHER ACUSADA DE AGREDIR EMPREGADA NEGA ACUSAÇÕES
Um mal nunca vem só
A residente da RAEK enfrenta em tribunal mais de vinte acusações de delitos e crimes graves. O caso prossegue em Julho
A
mulher que alegadamente violentou durante oito meses a sua empregada doméstica, em Hong Kong, negou todas as acusações contra ela. Law Wan-Tung, de 44 anos e mãe de dois filhos, foi presa em Janeiro por alegada responsabilidade nos ferimentos provocados a Erwiana Sulistyaningsih, a sua empregada doméstica natural da Indonésia. A mulher enfrenta acusações de danos corporais graves infligidos de forma intencional, intimidação e falta de pagamento de salários, num total de 20 delitos ou crimes, alguns dos quais relacionados com funcionárias mais antigas. A acusação refere que a suposta agressora utilizava artigos
do lar, tais como esfregões, réguas, cabides como “armas” contra as suas empregadas. Erwiana Sulistyaningsih, que relatou à polícia ter sofrido meses de abusos, deixou Hong Kong em Janeiro e foi internada num hospital indonésio com baixo peso e em estado crítico. Numa sala de audiência repleta, Law Wan-Tung per-
maneceu sempre em silêncio e de cabeça baixa, tendo sido o seu advogado de defesa a alegar inocência para todas as acusações. Os juízes decidiram adiar o caso para 10 de Julho. Fora do tribunal o agente Chung Chi-ming disse aos jornalistas que poderiam ser chamadas a depor mais de uma dúzia de testemunhas, inclusivamente a empregada indonésia, alegadamente, vítimas dos abusos, outras duas antigas empregadas de Law Wan-Tung, médicos e representantes de agências de emprego. O caso atraiu atenções para a forma como são tratadas as empregadas domésticas em Hong Kong, tendo gerado protestos e alertas para a necessidade de melhorias legislativas que
concedam melhor protecção a esta classe de trabalhadores. A Amnistia Internacional condenou em Novembro as condições “idênticas à escravatura” enfrentadas por milhares de indonésias que trabalham em Hong Kong e acusou as autoridades de falta de acção “indesculpável”. Foi descoberto que as indonésias foram exploradas por agências de recrutamento e emprego, que lhes confiscavam os documentos e cobravam taxas excessivas com falsas promessas de salários elevados e boas condições de trabalho. Arevista Time, na edição de Abril, considerou Sulistyaningsih como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, destacando a sua coragem em falar contra a sua ex-patroa.
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MUNDIAL
hoje macau quarta
LUSA
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Chefe do Executivo recebe camisola de Ronaldo O cônsul-geral de Portugal em Macau, Vítor Sereno, ofereceu ontem ao chefe do Executivo Fernando Chui Sai On uma camisola do capitão da selecção nacional, Cristiano Ronaldo, num acto que decorreu na recepção à comunidade no âmbito das comemorações locais do 10 de Junho. “Como sinal da nossa franca e sã amizade gostaria de oferecer-lhe uma camisola do capitão da selecção nacional de Portugal, Cristiano Ronaldo para
que juntos possamos torcer por Portugal no campeonato do mundo”, disse Vítor Sereno perante as autoridades de Macau e com uma salva de palmas vindos da assistência. Fernando Chui Sai On recebeu a camisola do capitão da selecção e mostrou-a para a fotografia quando faltam poucos dias para o início do Campeonato do Mundo de futebol no Brasil, que em Macau poderá ser visto através dos canais da Teledifusão de Macau.
Pelé quer ver o Barcelona
Pelé confessa estar ansioso por ver em acção a equipa do Barcelona, perdão, a seleção espanhola, no Mundial que se avizinha. Questionado pelo diário “AS” sobre qual a seleção presente em terras de Vera Cruz que mais o empolga, o astro brasileiro respondeu: «O Barça». O Barça?! «Sim, claro! Identifico muito o sistema de jogo de Espanha com o do Barça. O Barcelona é a equipa de Espanha. Deve haver oito jogadores do Barça na seleção», justificou Pelé. De entre as várias estrelas da equipa catalã, há uma em particular que faz reluzir os olhos ao brasileiro. «Xavi, é dele que se deve falar. É excelente. É sobretudo por causa dele que gosto do Barcelona», confessou.
Mulher evita asneira de Mourinho
Pouco tempo depois de ter sido despedido do Chelsea, no decorrer da época 2007/2008, José Mourinho foi convidado a orientar a selecção de Inglaterra. Inclinado a aceitar a proposta, o treinador encontrou na mulher uma acérrima opositora da ideia. «Estive muito perto de assumir a selecção de Inglaterra, mas a minha mulher fez-me ver que estava errado. E ela tinha razão. Não podia esperar dois anos por uma grande competição e defrontar adversários como o São Marino e o Cazaquistão», disse o treinador português, em declarações ao Yahoo. «O que é que eu iria fazer durante a semana? Assistir aos treinos dos jogadores nas respectivas equipas e pedir autorização para estar com eles? Preciso de trabalhar com eles, participar na sua evolução, blah, blah, blah...», observou Mourinho, explicando que, à data, estava impedido de orientar outra equipa em Inglaterra por força do acordo de rescisão com o Chelsea. «Estive muito perto, mas a minha mulher tinha razão. Não era o trabalho certo para mim há sete anos, não é no presente e penso que não será nos próximos sete anos», referiu.
Espanha é a selecção mais cara
A Espanha vale cerca de 672 milhões de euros, sendo deste modo a selecção mais cara do Mundial 2014, superando a Alemanha, segunda, e o Brasil. A Espanha vale 9,5% do valor de mercado total da prova, escreve a revista Time, que revela ainda que a Alemanha vale cerca de 606 milhões de euros e o Brasil 505 milhões de euros. Em relação a estrelas individuais, Messi é o jogador mais cotado em termos de mercado: 129.737.460 euros. De acordo com o levantamento da magazine norte-americana, Ronaldo surge em segundo, com 107.748.060 euros.
Neymar assusta o Brasil
Neymar provocou um valente susto nesta segunda-feira. O internacional brasileiro torceu o pé, sozinho, durante o treino da selecção e causou a apreensão no Brasil. No entanto, o avançado do Barcelona continuou a sessão, depois de ter sido assistido pelos médicos.
seleccionador português de futebol, Paulo Bento, garantiu hoje que não assinava já um empate com aAlemanha, na estreia no Mundial2014, considerando, por outro lado, que é desonestidade intelectual colocar Portugal junto aos principais favoritos. “Não assino empates antes dos jogos. Até posso ficar satisfeito no final de um jogo, mas antes não”, garantiu Paulo Bento, na conferência de imprensa de antevisão da partida com a República da Irlanda, na terça-feira em New Jersey. Questionado sobre a entrevista do seleccionador espanhol Vicente del Bosque, na qual coloca Portugal entre os principais favoritos ao título mundial, Paulo Bento considerou o seu congénere “uma pessoa extremamente educada, extremamente simpática”, mas alertou que estão nesse lote também a Colômbia, o Chile e algumas equipas africanas, recusando colocar a equipa das “quinas” junto às potências mundiais. “O mais grave é que parece-me que alguns, por recados ou por algum excesso de confiança, considerem Portugal favorito ao título ao pé de outras selecções. Isso só se faz por pouca informação ou por desonestidade intelectual. Portugal tem um primeiro grande objectivo e não sairemos daqui, que é passar
PAULO BENTO NÃO ASSINA EMPATE COM A ALEMANHA
a fase de grupos. A partir daí, lutaremos com todas as equipas pelo melhor resultado. Por mais que me obriguem, eu não saio deste objectivo, porque quem tem de gerir expectativas desta
equipa sou eu e mais ninguém”, frisou o técnico luso. Paulo Bento referiu ainda que, se o Mundial2014 começasse na terça-feira, a equipa “teria de responder”, mas que
MAR CO CARVALHO
sem relutância, poderemos dizer que sim. Poderemos dizer que os espanhóis acreditam que o título é possível”, justifica Antonio Martinez, actor que há seis anos fundou a Sociedade Artística Maranatha. Se para Martinez, os prognósticos só se devem fazer no fim do jogo, há quem não tenha pejo em colocar os campeões do mundo pelo menos nas meias-finais da competição: “ Olhando para o resto das selecções eu creio que podemos esperar estar entre os
ESPANHÓIS DE MACAU ACREDITAM EM TRI
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Espanha chega pela primeira vez à fase final de um Campeonato do Mundo de Futebol com a incumbência de defender o título mundial. A formação orientada por Vicente del Bosque vai procurar garantir nos relvados brasileiros um feito inédito, o quarto triunfo consecutivo noutras tantas competições internacionais. Em dezanove edições da Copa do Mundo, só o Brasil e a Itália conseguiram defender com sucesso o título, numa altura em que a prova era disputada noutro formato. Apesar da história não favorecer as ambições da Fúria Roja, os adeptos espanhóis radicados em Macau acreditam que os campeões do mundo podem chegar longe na competição, até porque há quatro anos Espanha não era tida como favorita e acabou por surpreender: “Poucos espanhóis pensavam que Espanha poderia chegar a sagrar-se campeã do mundo. Desta vez,
“Eu e mais ningu
JOGOS ESPANHA – HOLANDA Arena Fonte Nova, Salvador 14 de Junho, 03:00 ESPANHA – CHILE Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro 19 de Junho, 03:00 ESPANHA – AUSTRÁLIA Arena da Baixada, Curitiba 24 de Junho, 00:00 HORÁRIO DE MACAU
pode atingir níveis diferentes até ao encontro com a Alemanha, dentro de uma semana, a 16 de Junho. “Evidentemente que tendo mais uma semana de trabalho, podemos colocar
Si, a revalidação d melhores e quebrar a maldição dos quarto-de-final. Eu acredito que Espanha poderá chegar às meias-finais”, prognostica Oscar Guijarro, jornalista radicado no território há pouco mais de meio ano. Antonio Guijarro vai ainda mais longe. O empresário do sector da restauração acredita que Espanha vai esgrimir argumentos com o anfitrião Brasil no encontro decisivo da competição: “Do meu ponto de vista, a final ideal seria entre o Brasil e a Espanha. Agora, como digo, são noventa minutos e a bola é redonda”, aposta.
ESTREIA REPETE FINAL
No Brasil, a roja divide as honras do grupo B com a Holanda, o Chile e a Austrália e quis a sorte que no encontro de estreia na competição, espanhóis e holandeses reeditem a final de há quatro anos. Na África do Sul, um golo de Andrés Iniesta
valeu a Espanha a conquista do seu primeiro título mundial e a Holanda chega ao Brasil com sede de vingança, mas o embate não assusta os espanhóis que têm Macau como casa: “Qualquer que seja o resultado, será o primeiro encontro. No último mundial perdemos o primeiro desafio e ganhámos a competição. Por isso, se perdermos com a Holanda, mas conseguirmos ganhar o Mundial, dar-me-ei por satisfeito”, afiança Oscar Guijarro. António Martinez não está tão convencido de que Espanha possa atingir a segunda fase do Mundial com tanta tranquilidade. Para o empresário do sector das artes e espectáculos, o grupo dos campeões do mundo não é difícil, mas é exigente: “Os holandeses têm muita sede de vingança, depois de terem perdido a final que disputaram
mundial 11
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os jogadores num patamar diferente. Temos mais um jogo, mais alguns treinos e dia 16 os jogadores estarão prontos. Se fosse amanhã, estaríamos prontos para competir”, disse.
LUSA
IUNFO DA ROJA
do título é possível connosco. O Chile também é uma selecção com grandes jogadores. Uma das estrelas do Chile joga no Barcelona. A Austrália é uma equipa que poderiamos considerar mais modesta, mas na fase final de um Mundial não podemos menosprezar ninguém”, defende. António Guijarro, por sua vez, não espera grandes complicações. Espanha e Holanda, defende, deverão passar sem grandes problemas à fase seguinte da prova: “A meu ver é um grupo fácil, na verdade. Acredito que as melhores equipas passarão sem grandes surpresas. Espero vê-las nos quartos-de-final”, assegura. Espanha e Holanda defrontam-se em Salvador da Baía ao início da madrugada do próximo sábado, horário de Macau. Os campeões do mundo voltam a entrar em campo às primeiras horas da manhã de
189 de Junho, para defrontar o Chile e despedem-se da fase de grupos cinco dias depois, frente à selecção australiana.
EXPERIÊNCIA E JUVENTUDE
Para seguir em frente na competição, Vicente del Bosque conta com a experiência de Iker Casillas, de Xavi e de Andrés Iniesta, mas também de uma mão cheia de jovens mais valias. A misto de experiência e juventude é receita que agrada aos adeptos espanhóis radicados na RAEM: “É uma questão de introduzir alguma juventude e deixar alguma experiência. Ao fim de um ano, dois anos, três anos, a renovação far-se-á tangível. É uma evolução lógica na química da equipa”, defende António Guijarro. Oscar Guijarro complementa, ao afirmar que o processo de renovação do grupo de trabalho às ordens de Vicente del
GANA BATE COREIA DO SUL 3-0
Não vai ser fácil O Gana bateu a Coreia do Sul, em Miami, no último jogo de preparação para o Mundial 2014 antes da partida das duas equipas para o Brasil. Os africanos marcaram cedo e foram construindo a vantagem, na última vez que se pôde avaliar o segundo adversário de Portugal no Campeonato do Mundo. O seleccionador Kwesi Appiah fez dez mudanças em relação à equipa que defrontou e perdeu com a Holanda, a 31 de Maio. Asamoah Gyan foi titular, mas curiosamente foi um suplente quem saltou para a ribalta primeiro. Jordan Ayewu teve de entrar aos seis minutos, devido a lesão de Majeed Waris. As primeiras informações são de que não é nada de grave e que a troca foi por precaução. Ora, quanto ao jogo, Jordan entrou aos seis minutos e marcou aos 11, numa transição rápida e a aproveitar um desvio num coreano. O 1-0 chegou numa altura em que nenhuma das seleções tinha supremacia no jogo.
Bosque é inevitável: “Pouco a pouco vão entrando os jogadores que chegaram à final do Campeonato de Sub-21 no ano passado. Creio que estes jogadores têm que mostrar o que valem. A selecção não poder ficar atrofiada”, estipula o jornalista. Mesmo com Xavi, Iniesta, Iker Casillas e David Villa a disputarem aquele que provavelmente será o seu derradeiro Campeonato do Mundo, Antonio Martinez não teme pelo futuro da selecção espanhola, até porque há muito talento à espera de uma oportunidade para brilhar nas fileiras da Roja: “Em Espanha, há jogadores jovens muito bons que estão a trabalhar bem para abrir o seu próprio espaço nesta selecção espanhola. São jogadores que jogam a bom nível e que podem ajudar a Espanha a competir pelo título”, defende. Espanha tem credenciais mais do que suficientes para brilhar nos relvados brasileiros, mas no Brasil as dificuldades serão muitas e há quem prefira manter os pés no chão.
SOFÁ INCLINADO CARLOS MORAIS JOSÉ
LUSA
uém
O seleccionador lamentou ainda o facto de ter tido algumas contrariedades ao longo do estágio, que o obrigaram “a perspectivar de uma maneira diferente” a preparação, sobretudo devido às lesões de Cristiano Ronaldo, Pepe e Raul Meireles, garantido que, à parte destes três casos, há também “a preocupação de gerir a equipa em termos tácticos e físicos”. No último jogo de preparação para o Euro2012, Paulo Bento colocou em campo uma equipa muito próxima daquela que atuou no início da competição, considerando, contudo, que não se podem comparar as duas competições. Sobre a República da Irlanda, Paulo Bento considerou que o adversário de terça-feira não foi escolhido para ganhar de forma fácil e salientou que é “uma equipa com qualidade, com um jogo marcadamente britânico”, não se mostrando preocupado com um possível excesso de agressividade. Sobre o surto de dengue em Campinas, onde Portugal terá o seu quartel-geral no Brasil, Paulo Bento disse que não lhe parece que “haja motivos para alarme ou para preocupação”, enquanto sobre a instabilidade social no Brasil acredita que a FIFA “estará com o controlo de tudo”.
A partir daí, o Gana demonstrou alguma fragilidade defensiva e ansiedade na primeira zona de construção, algo que a Coreia não soube aproveitar, apesar de duas boas ocasiões para marcar: uma delas ao poste, num remate de Min Son Heung. Quando os asiáticos aparentavam estar mais próximos do empate, Gyan roubou uma bola perto do meio-campo (o coreano reclamou falta) e arrancou para a área contrária. Só parou quando fez o 2-0, num remate bem colocado. Ao intervalo, o Gana estava tranquilo no jogo. Na segunda parte, a
Para Antonio Martinez, bom seria se Espanha pudesse revalidar o título com a agilidade com que dança uma sevilhana:
O joelho
Coreia teve menos ânimo, e a defesa ganesa melhorou. Talvez uma equipa mais experiente e cínica que a asiática faça diferença perante o sector recuado do Gana. Na frente, porém, tudo bem feito. Jordan Ayew chegou ao terceiro com um remate da entrada da área, com os coreanos a darem demasiado espaço e depois a responder de forma letal a um cruzamento da direita. Em resumo, viram-se fragilidades na equipa ganesa, mas também a certeza de que do meio-campo para a frente há muita velocidade e talento para estragar planos a muita gente.
“Se Espanha tiver que disputar a final, que a jogue contra o Albacete, não?”, remata o actor com um sorriso.
OS ESCOLHIDOS DE DEL BOSQUE GUARDA-REDES: Iker Casillas (Real Madrid), Pepe Reina (Nápoles) e David De Gea (Manchester United) DEFESAS: César Azpilicueta (Chelsea), Gerard Piqué, Jordi Alba (Barcelona), Sergio Ramos (Real Madrid), Javi Martínez (Bayern), Raúl Albiol (Nápoles) e Juanfran (At. Madrid) MÉDIOS: Sergio Busquets, Xavi Hernández Andrés Iniesta e Cesc Fábregas (Barcelona), Xabi Alonso (Real Madrid), Koke (Atlético de Madrid), David Silva (Manchester City), Juan Mata (Manchester United) e Santi Cazorla (Arsenal) AVANÇADOS: Pedro Rodríguez (Barcelona), Diego Costa e David Villa (At. Madrid), Fernando Torres (Chelsea)
Terá passado o problema que afligia o joelho de Cristiano Ronaldo? Eis a questão cuja resposta poderá ser dada hoje, depois do jogo contra a Irlanda. E, caso as notícias sejam positivas, poderão respirar de alívio os portugueses, os organizadores do Mundial, a Nike, a Irina e eu próprio, embora não entenda plenamente porque razão a recuperação do rapaz me faz libertar um suspiro (de alívio, entenda-se). Raramente, na História da Humanidade, um joelho assumiu tamanho protagonismo. Fala-se da mão escondida de Napoleão, do pé de Louis XIV no quadro de Le Brun, nos lábios de Scarlett Johansson, da cabeça de Maria Antonieta, até das pernas de Marlene Dietrich (que estavam no seguro, dizem as más línguas), mas os joelhos têm, talvez injustamente, sido ignorados pela literatura e pelo jornalismo. As razões pelas quais tal facto decorre são misteriosas. Existe uma conhecida referência popular ao cotovelo – o seu homólogo nos membros superiores –, a famosa “dor de cotovelo”, que refere a inveja, um sentimento “verde” bastante espalhado entre os elementos da espécie humana. Por que motivo discriminatório não deparamos com um rifão popular, de igual fama, no qual se fala do joelho, afinal um zona do corpo humano de grande relevância? Repare-se que existem especialistas em dobrar o joelho e religiões que o exigem, como se a “dobra” estivesse imbuída de um particular significado. A dobra, repare-se, e não o joelho. Uma vez mais, um caso de óbvia discriminação. Agora, graças a Cristiano Ronaldo, o joelho adquiriu finalmente a dignidade que merece. Acreditamos que daqui para a frente o joelho se liberte deste caso concreto e passe a ser tomado como elemento de notícia e dissertação literária.
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Provisões, Amortizações e Menos-Valias
Resultados transitados de exercícios anteriores
34,944,664.71
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ANÚNCIO 【N.º 66/2014】 Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares da lista de candidatos a habitação social abaixo indicados, no uso da competência delegada pela alínea 11) e 14) do n.º 1 do Despacho n.º 01/IH/2014, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 3, II Série, de 15 de Janeiro de 2014 e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro: Nome N.º do boletim de candidatura IO CHON KENG 31200905404 SUN WA HENG 31200903238 Por causa dos representantes dos agregados familiares acima mencionados se recusarem a assinar o contrato de arrendamento, sem motivo justificativo, as respectivas candidaturas serão excluídas na lista geral de espera, de acordo com os termos da alínea 3) do artigo 11.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 296/2009, com as alterações introduzidas pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º141/2012. De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, devem apresentar, por escrito, as suas contestações e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Se não apresentarem as contestações no prazo fixado ou as mesmas não forem aceites por este Instituto, as respectivas candidaturas serão excluídas da lista geral de espera por IH, nos termos da alínea 3) do artigo 11.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 296/2009, com as alterações introduzidas pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 141/2012. Simultaneamente, serão cessados as concessões de abono de residência por os agregados familiares beneficiários terem sidos excluidos da lista geral de espera, de acordo com os termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 8.º do Regulamento Administrativo n.º 23/2008(Plano Provisório de Atribuição de Abono de Residência a Agregados Familiares da Lista de Candidatos a Habitação Social). No caso de dúvidas, poderão dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar Sr. Wong através o tel. n.º 2859 4875 (Ext. 266), para consulta do processo. O Chefe do Departamento de Habitação Pública, Subst.º Mio Chan Seng 10 de Junho de 2014
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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Yao Feng
POEMAS E FOTOGRAFIAS
OS MEUS VERBOS ESTÃO CANSADOS DE SER TÃO CONJUGADOS
Devido a uma troca de ficheiros, ontem publicámos uma versão errada dos poemas de Yao Feng. Aqui deixamos hoje a sua versão definitiva. à procura da direcção dentro da tua mão tantos caminhos 10 boca em flor, boca na fonte lábios abertos ao horizonte março não se esqueceu de chegar em março 11 algemado pela lua na prisão das tuas saudades 12 tanto usei o rosto que agora já não me ama
Em Paris
1 pela janela vê-se desfolhar outubro num ramo ainda como flor o cantar de um pássaro 2 o peixe no aquário bate com a cabeça em todas as direcções agitar-se o mar ao longe 3 a árvore que cresce de pé não sabe fugir em tormentos as raízes como tempestade 4 a noite tão iluminada deixou de ser o endereço da noite escrevo-te um verso num dado, à mesa do casino 5 na loja de metáforas em saldo as rosas mas escolhí uma pedra 6 saí de mim próprio
o rosto de outro partiu o espelho 7 o teu sorriso na fotografia lembrou-me tudo o que tinha vivido contigo para além da moldura
cinquenta e seis anos depois o rosto tornado máscara 13 no fundo do copo de vinho não encontrei o que me tinha prometido para a esquadra de polícia fui levado
8 contemplo o céu alto deitado no relvado sinto-me enterrado no vazio
14 o imperador come três refeições por dia como eu
9 a minha mão
15 quando não se apaga o fogo
Macau
guardam-no com a palavra são analfabetos os bombeiros
embora em tigela de ouro
16 disseste que a solidão é velha feia e careca
Zhuhai
não, esta solidão não é a minha ainda sou jovem no coração 17 o pardal, a ave mais humilde no céu e na terra as penas confundíveis com a poeira deixou morrer a gaiola 18 amor prazer felicidade saúde ou esperança nada se adquire por grosso 19 um tigre libertou-se nos teus gestos
artes, letras e ideias 15
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Diálogo com Camões
correndo ao meu encontro 20 já não choro por ninguém por nada choro quando me lavo interiormente 21 não, este peixe e a sua espinha não são ofertas do mar 22 em Cotai Venetian onde o céu é azul durante vinte e quatro horas vi um dedo cortado de operária a sangrar numa lâmpada barroca, de luxo, de plástico fabricada em Dong Guan
Lisboa
Rossio
23 ao sábado a igreja cheia Deus tão sozinho no céu precisa de companhia 24 sonho a humanidade a evoluir: cada pessoa só uma paixão só um amor até à morte 25 como convidado especial fui cortar a fita da cerimónia, de burro 26 quando esqueci as estações começaste a estar em flor
tão florescente que nem frutos deste
meter o meu mar na tua jaula
27 um corvo na varanda perguntou-me crocitando:
30 no funeral de um amigo vi que a morte está jacente mas nunca morreu
queres voar queres voar comigo? 28 dei muitos erros porque os meus verbos estão cansados de ser tão conjugados digo “eu amar-te” em vez de “amo-te 29 ora, deixa de me amar assim:
Manhã
lembrei-me de que já tinha vivido 20376 dias 31 não posso cortar todas as canas de açúcar apesar de seres o único amor da minha vida 32 ele morreu no vigésimo quinto andar ainda assim teve ser metido na terra para subir ao paraíso
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EVENTOS
Budismo em debate na UM
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VENETIAN BOXE DE COLARINHO BRANCO ESTREIA-SE EM MACAU
A sexta Conferência Internacional sobre Estudos Budistas vai ter lugar na Universidade de Macau nos dias 16 e 17 de Junho, sendo a primeira vez que este evento tem lugar no território. Mais de 30 peritos de países como a China, Hong Kong, Macau, Taiwan, os Estados Unidos, Canadá, Japão e a Coreia do Sul vão estar presentes para discutir os resultados das suas investigações. A conferência é organizada pela Faculdade de Artes e Humanidades da UM com apoio do Centro para o Estudo do Budismo Humanista da Universidade Chinesa de Hong Kong, da Universidade Sun Yat-sen e do Instituto para Estudos Religiosos da Universidade Chengchi de Taiwan. O evento começa às 9h da manhã do dia 16, no Edifício Luso-Chinês da Universidade, sendo de entrada livre.
Empresários ao soco por caridade B OXE de colarinho branco, o desporto de contacto para empresários que mais tem crescido no mundo, estreia-se pela primeira vez em Macau, no Venetian. No dia 18 de Julho, o primeiro espectáculo vai ter lugar no território, com o propósito de angariar fundos para a caridade. “Mayhem in Macao” apresenta nove combates de boxe para amadores entre 18 executivos que se prepararam durante três meses para o desafio. Esta modalidade, que teve origem no lendário Gleason’s Gym de Nova Iorque, é destinada a executivos, masculinos ou femininos, que treinam para lutar em eventos especiais.
É de salientar que a maior parte dos participantes não tem nenhuma experiência prévia de boxe. No primeiro evento do género realizado no ano 2000 e apelidado de “Capital Punishment”, uma equipa de banqueiros de Wall Street combateu uma outra proveniente da City em Londres. Mais de 100 combates seguiram-se desde então, incluindo “Celebrity Boxing” que contou, entre outros, com a participação dos comediantes Les Dennis e Ricky Gervais da série The Office. A China Sports Promotions, baseada em Xangai, já fez uma série destes eventos em Xangai (“Brawl On The Bund) e Pequim (“Brawl on the Wall”) ao longo dos últimos seis anos. “Mayhem
HK RUSSIAN RED ACTUA ESTA QUINTA-FEIRA
Do ‘folk’ ao rock A
cantora Russian Red vai actuar em Hong Kong a 12 de Junho, num espectáculo a acontecer no KITEC. Lourdes Hernández, a mulher por trás de Russian Red, é uma artista solo que faz melodias enigmáticas muitas vezes relacionadas com as suas experiências pessoais, sendo normalmente comparada
com Lana Del Ray, Feist e Ellie Goulding. Apesar de ter nascido e crescido em Madrid, Russian Red canta sempre em inglês – uma decisão, segunda a cantora, que se deve às influências da sua juventude e à sua predilecção por tudo o que vinha de fora de Espanha. Para Hernández, ser capaz de comunicar numa lin-
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA SEGREDOS • Danielle Steel Tendo como cenários Los Angeles e Nova Iorque, Segredos explora os dilemas com que os homens e as mulheres dos nossos dias se vêem confrontados.Com a sua rede de personagens mais complexa e sofisticada, Danielle Steel pinta um quadro apaixonante de um mundo sofisticado e dos problemas surpreendentemente reais das pessoas que o habitam.
in Macao” é o 14º evento realizado na China por esta companhia, que já angariou cerca de 350 mil dólares americanos para caridade. Para a luta em Macau, cinco dos nove combates são entre participantes locais e os outros quatro contam com participantes do estrangeiro. Os 18 executivos, com idades compreendidas entre os 20 e os 50 anos, receberão formação gratuita durante 12
“Em mais de 1500 lutas sancionadas pela Associação Mundial de Boxe de colarinho branco, nunca houve ferimentos graves, apenas narizes ensanguentados” SHANE BENIS Fundador da China Sports Promotions
guagem universal foi uma dádiva que quis partilhar através da música. O lançamento do seu primeiro LP, “I Love Your Glasses”, em 2008 e a sua participação regular em festivais viram as suas composições ‘folk’ obter um estatuto de culto no circuito indie, especialmente em Hong Kong, onde já tem inúmeros seguidores. Algumas das suas músicas mais memoráveis incluem colaborações com Elvis Presley com ajuda das novas tecnologias - e uma reinterpretação de “Girls Just Wanna Have Fun” de Cindy Lauper. Não querendo permanecer estática, Hernández experimentou novos sons para o seu mais recente álbum, Agent Cooper, onde se afasta das suas raízes ‘folk’ e entra no que descreve como a sua “fase de transição”, enveredando num estilo mais rock. Os bilhetes custam 360 dólares de Hong Kong e já estão à venda. O concerto está marcado para as 20h. - HM
semanas no ginásio Man O War Boxing Club Macao em preparação para o evento. Os oponentes são escolhidos de acordo com o peso e os assaltos são de três rounds com dois minutos cada. Shane Benis, o fundador da China Sports Promotions, salienta que “em mais de 1500 lutas sancionadas pela Associação Mundial de Boxe de colarinho branco, nunca houve ferimentos graves, apenas narizes ensanguentados”. Os bilhetes podem ser adquiridos a partir de hoje com preços que vão desde as 500 patacas às 30 mil patacas. O evento destina-se à angariação de fundos para o Programa de Atletas Saudáveis das Olimpíadas Especiais de Macau.
Livraria Portuguesa Globalização e Línguas em discussão esta quinta-feira
L
OUIS-JEAN Calvet vai estar presente na Livraria Portuguesa na próxima quinta-feira. O linguista vem a Macau para dar uma conferência sobre noções de política linguística e a intervenção do Estado sobre a língua ou sobre as relações entre as línguas e a planificação linguística. A palestra é organizada pela Alliance Française de Macao, com a colaboração da Livraria Portuguesa, e será conduzida em francês. Nascido na Tunísia, Louis-Jean Calvet obteve o doutoramento de 3º Grau em linguística na Universidade de Sorbonne, em 1970, e o doutoramento em Letras e Ciências Humanas na Universidade de Paris V, em 1978. Professor na Sorbonne (Universidade René
Descartes), leccionou sociolinguística até 1999. Louis-Jean Calvet é actualmente Professor na Universidade de Provence. Colaborador da Organização Internacional da Francofonia, mas também das organizações lusófonas e hispanófonas, Louis-Jean Calvet trabalha nas políticas linguísticas no quadro da luta pela defesa da diversidade linguística. Desde as suas primeiras publicações, tem vindo a analisar as relações entre o discurso linguístico e o discurso colonial sobre as línguas, bem como as ligações entre língua e poder e o papel linguístico das cidades. O encontro está marcado para as 13 horas, no próximo dia 12. - HM
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
OS DOZE • William Gladstone Este romance extraordinário e inesquecível conta a história de Max, um herói invulgar que é lançado pelo destino numa viagem de descoberta do segredo por trás da antiga profecia Maia sobre o final dos tempos - previsto para 21 de Dezembro de 2012. Através de várias aventuras espectaculares em Jerusalém, Atenas, Londres, Índia, Istambul, China, Japão e México, vai sendo revelado aos leitores como Max e Os Doze cumprem a missão que o destino lhes reserva. Estará a antiga profecia Maia correcta? Estará de facto próximo o fim do mundo tal como o conhecemos? Ou haverá um sentido oculto, mais profundo e misterioso, para esta profecia arcana? Combinando elementos do ‘thriller’ do romance iniciático e da literatura esotérica, Os Doze é um dos livros mais invulgares e cativantes dos últimos tempos.
( F ) UTILIDADES
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TEMPO
MUITO
NUBLADO
Cineteatro
CINEMA
MIN
26
MAX
30
HUM
70-90%
•
EURO
10.8
BAHT
0.2
YUAN
17
1.3
LÍNGUA DE gATO
MALEFICENT
THE ETERNAL ZERO [C]
SALA 1
MALEFICENT [B]
(FALADO EM JAPONÊS, LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Takashi Yamazaki Com: Junichi Okada, Haruma Miura, Mao Inoue 19.00
Um filme de: Robert Stromberg Com: Angelina Jolie, Sharlto Copley, Elle Fanning, Sam Riley 14.30, 16.30, 21.30
MALEFICENT [3D] [B]
Um filme de: Robert Stromberg Com: Angelina Jolie, Sharlto Copley, Elle Fanning, Sam Riley 19.30
Pu Yi
SALA 3
EDGE OF TOMORROW [C] Um filme de: Doug Liman Com: Tom Cruise, Emily Blunt, Bill Paxton, Kick Gurry 14.30, 16.30, 21.30
SALA 2
X-MEN: DAYS OF FUTURE PAST [B]
Diário de um gato
EDGE OF TOMORROW [3D] [C]
Um filme de: Bryan Singer Com: Patrick Stewart, Ian McKellen, Hugh Jackman, James McAvoy 14.15, 16.30, 21.30
Um filme de: Doug Liman Com: Tom Cruise, Emily Blunt, Bill Paxton, Kick Gurry 19.30
ACONTECEU HOJE
11 DE JUNHO
Geldof é distinguido pela luta contra a fome em África • A 11 de Junho de 1986, o irlandês Bob Geldof recebe a mais alta comenda dada pela rainha da Inglaterra: ‘Cavaleiro da Ordem do Império Britânico’. Esta distinção resulta da luta do músico, activista que combateu a fome em África e que mantém viva a esperança de erradicar esse mal. O músico e compositor, responsável pelo festival Live Aid, foi distinguido neste dia, em 1986, pela sua luta contra a fome em África (ainda hoje, Geldof leva a cabo a sua batalha pelo perdão da dívida dos países africanos). E por isso hoje é dia de recordar este cantor, compositor e humanista irlandês. Depois do apogeu dos ‘Boomtown Rats’, Bob Geldof assistiu a uma reportagem sobre a fome no continente africano. Ficou sensibilizado e decidiu levar a cabo uma iniciativa que ajudasse a combater aquele drama humanitário. Os Midge Ure e os Ultravox juntam-se a Geldof e escrevem o tema ‘Do They Know It’s Christmas?’, que contou com as participações de Bono e The Edge (ambos dos U2), Boy George, Paul McCartney, Duran Duran, entre outros grandes nomes da música. O sucesso daquele trabalho expressa-se em números: Bob pretendia angariar 70 mil libras para pôr termo à fome na Etiópia, mas o disco acabou por ser o single mais vendido em toda a história do Reino Unido, gerando milhões de libras. Mais tarde, Geldof propôs-se organizar um concerto de caridade, intitulado ‘Live Aid’, que angariou fundos sem precedentes. Chegou a ser nomeado para o Prémio Nobel da paz e conquistou o título honorário de cavaleiro atribuído pela Rainha Isabel II, precisamente a 11 de Junho de 1986.
U M L I V R O H O J E NAS TUAS MÃOS INÊS PEDROSA O segundo romance de Inês Pedrosa é um romance de mulheres, para mulheres. A vida da avó Jenny nunca seria igual a uma outra do nosso tempo contemporâneo, a sua filha Camila foi rebelde, independente e mãe solteira no Portugal conservador dos anos 70. Natália, filha desta, prefere a avó e vive entre um casamento confortável e uma paixão cheia de altos e baixos. Uma análise de vidas desencontradas e do Portugal do antes e pós-25 de Abril. - Andreia Sofia Silva
João Corvo
fonte da inveja
Hoje Macau. Amanhã Zhuhai.
Tenho andado chato nos últimos dias, mas esta semana bati o meu recorde. Desde manhã que não parei de miar, não sei o que tenho. Sinto que não devo chatear os meus companheiros do trabalho, mas não consigo evitar. Ando inquieto e acho maravilhoso partilhar isso com eles. Subir para as mesas, pôr as patas nos teclados, deitar abaixo a lata das canetas, beber das canecas que estão em cima da mesa e, sobretudo, atirar-me à recepcionista. Não sei o que se passa, mas desde que virei gato adulto só me apetece fazer disto. Quero atenção, nem eu sei bem porquê. Cheira-me que uma gata também me dava jeito... antes ainda me dava pica tentar escapar pela porta do escritório e vê-los logo a correr atrás de mim. Mas, agora que eles viram que não me aguento muito tempo no corredor, deixam-me a porta aberta para trás e eu já só fico paradinho à frente dela, sem nada para desafiar. Às vezes, aqui, ninguém me entende. Quando faço ron-rons lá vêm uma dar-me umas festas na barriga e lá me ponho a rolar, de um lado para o outro. Estico as pernitas e... nhami, preguiça. Mas, depois lá vem a vontade de chatear o pessoal outra vez. Há aqui uns colegas que eu prefiro atacar, outros que só gosto mesmo de miar aos ouvidos e depois a porta mágica. Esta porta dá para uma sala gigante para onde, de vez em quando, os meus companheiros entram não sei bem fazer o quê. Mas ninguém percebe que eu não gosto da porta fechada, porque gosto de saber tudo o que se passa. Sempre que a fecham, lá vou eu, bater nela, miar alto para me deixarem entrar. E depois eles deixam e dá-me vontade de, do lado de dentro, arranhar a porta e miar outra vez. E eles voltam-me a abrir a porta mágica e a pôr-me lá fora. Não percebem nada. Não percebem que só quero ficar no meio do caminho e chatear toda a gente... o que é preciso um gato fazer mais? Ao menos ainda tenho o rolo de papel higiénico para me entreter... esse ninguém mo tira, porque sabem que eu fico sossegadinho. E é ver a neve... neve por todo o lado.
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OPINIÃO
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JORGE RODRIGUES SIMÃO
perspectivas
A poluição atmosférica e a saúde pública “Control of air pollution is a multifaceted activity involving many groups of people. Of these, both as producers and as those affected by air pollution, the general public are perhaps the most important.” Air Pollution and Health Stephen T. Holgate, Hillel S. Koren, Jonathan M. Samet and Robert L. Maynard
O
S impactos para a saúde pública derivadas da poluição atmosférica urbana são muitas, quer a curto quer a longo prazo. A poluição atmosférica urbana aumenta o risco das doenças respiratórias agudas, como a pneumonia e outras de natureza crónica, como o cancro do pulmão e as doenças cardiovasculares. A poluição do ar afecta de forma distinta os diferentes grupos de pessoas. Os efeitos mais graves ocorrem em pessoas que se encontram doentes. Os grupos de pessoas mais vulneráveis são as crianças, os idosos e as famílias de menores rendimentos com acesso limitado aos cuidados de saúde, sendo as mais susceptíveis aos efeitos nocivos deste fenómeno. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que cerca de 1,3 milhões de pessoas morrem por ano, no mundo, devido à poluição atmosférica urbana, sendo que mais de metade dessas mortes ocorre nos países em desenvolvimento. A poluição atmosférica é um grave problema de saúde ambiental que afecta as pessoas dos países em desenvolvimento e desenvolvidos. Os habitantes de cidades com altos níveis de poluição do ar sofrem de mais doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e cancro do pulmão quando comparadas com as que vivem em áreas urbanas, onde o ar é mais limpo. Os efeitos na saúde pela exposição à poluição atmosférica urbana a curto e longo prazo são muitos e de diversa índole como por exemplo, o caso das pessoas que sofrem de asma e que enfrentam um maior risco de ter uma crise nos dias em que as concentrações de ozono ao nível do solo são mais elevados. As pessoas que sofrem durante vários anos altas concentrações de material particulado (MP) têm um risco acrescido de sofrer de doenças cardiovasculares. A OMS tem respondido aos efeitos da poluição atmosférica urbana na saúde humana através do reconhecimento e controlo dos poluentes atmosféricos que têm o maior efeito sobre a saúde humana, o que ajuda os Estados-Membros a concentrarem a sua atenção em intervenções mais eficazes para prevenir ou minorar os riscos para a saúde.
MINORAR CONSEQUÊNCIAS
A OMS está envolvida na análise dos dados recolhidos e apoia-se nas opiniões de especialistas para retirar conclusões sobre a forma como os vários poluentes atmosféricos
afectam a saúde com o fim de recomendar intervenções eficazes. A OMS defende a tese de que reduzindo os valores médios da poluição atmosférica urbanos num determinado local, é possível conseguir-se uma redução significativa da mortalidade a longo prazo. A OMS estima que, se a concentração média anual de PM10 diminuir de 70 a 20 ug/m3, que é o objectivo estabelecido no guia da qualidade do ar de 2005, é possível evitar 15 por cento da mortalidade a longo prazo causados pela poluição atmosférica. Atingir uma redução dessa magnitude, também faz diminuir os casos de doenças respiratórias e cardiovasculares e aumenta a esperança de vida da população local. As medidas para reduzir a poluição atmosférica, também reduzem as emissões de gases de efeito estufa e outros poluentes que contribuem como causa das mudanças climáticas, produzindo muitos efeitos nocivos sobre a saúde, incluindo os riscos de secas e fenómenos climáticos extremos como por exemplo, temporais, inundações e doenças transmitidas pela água e alimentos, bem como aumenta o predomínio de doenças de transmissão vectorial como a febre de dengue e a malária. É possível reduzir o impacto da doença e da angústia das pessoas que sofrem de infecções respiratórias, doenças cardíacas e cancro do pulmão, como resultado da exposição à poluição atmosférica urbana através de acções que melhorem a qualidade do ar que respiramos. A aplicação de normas e regulamentos destinados a controlar as emissões de poluentes atmosféricos pode melhorar a qualidade do ar e por sua vez, minorar a carga de morbilidade e melhorar a saúde. O aumento da consciência pública acerca das intervenções mais sensíveis, como a melhoria dos fogões de cozinha e as vantagens do uso dos transportes públicos em detrimento do automóvel, pode ajudar a reduzir as causas da poluição atmosférica e do ar interior, traduzido em consideráveis melhorias da saúde.
CASO A CASO
O impacto na saúde da poluição atmosférica urbana que uma cidade sofre depende da concentração de poluentes e do número de pessoas que respiram o ar poluído. Os países de rendimento médio carregam um peso desproporcionado em termos de problemas de saúde devido à poluição atmosférica urbana. O aumento rápido e volumoso de veículos automóveis, que têm motores antiquados e utilizam combustível de má qualidade, assim como o aumento da geração de energia eléctrica a partir do carvão e de outros combustíveis poluentes, tem criado um maior risco para a saúde, dado que o ar poluído criado afecta sobremaneira as populações das economias emergentes. Em muitas dessas economias de rápido crescimento ainda não foram implantadas normas e regulamentos rigorosos que ajudem a reduzir as emissões e a manter o ar limpo e saudável.
A necessidade de actuar no sentido de limpar o ar e proteger a saúde dos habitantes cresce em paralelo com o crescimento económico dessas regiões. As preocupações no que diz respeito à saúde não se circunscrevem às cidades mais poluídas. São observados efeitos consideráveis sobre a saúde das populações inclusive em cidades com uma atmosfera limpa da Austrália, Europa, Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá, onde as concentrações de MP são em geral, três a dez vezes menores que as cidades com poluição elevada.
A excessiva poluição atmosférica é uma consequência de políticas que não são sustentáveis em sectores como o do transporte, energia, gestão de resíduos e indústria pesada Quanto menor for o nível de poluição atmosférica de uma cidade, maior protegida estará a saúde dos seus habitantes. As cidades podem determinar quais são as fontes principais de poluição atmosférica e pôr em prática políticas que melhorem a qualidade do ar, como o incentivo ao uso de transportes públicos, ir aos locais a pé ou de bicicleta, ao invés de depender do automóvel; a promoção das centrais eléctricas que em vez de carvão utilizem combustíveis limpos e renováveis e a melhoria na eficiência energética dos edifícios e industrias.
SENSIBILIZAR
A consciencialização sobre o elevado peso de morbilidade relacionada com a poluição atmosférica urbana e as suas principais fontes, bem como pôr em relevo a importância da actuação presente com o fim de implementar intervenções adequadas a cada país são outro tipo de medidas suplementares.
A prossecução eficaz das intervenções é outro meio importante para aumentar a sensibilização, pois pode ajudar a impulsionar medidas normativas que contêm benefícios para a saúde, clima e meio ambiente. O relatório da OMS publicado em 25 de Março de 2014, revela que sete milhões de pessoas morreram em 2012, ou seja, uma de cada oito do total de mortes no mundo é consequência da exposição à poluição atmosférica. Esta conclusão duplica as previsões anteriores e confirma que a poluição atmosférica constitui actualmente, por si só, o risco ambiental mais importante do mundo para a saúde. Se for reduzida a poluição atmosférica poderão ser salvas milhões de vidas. Os novos dados revelam, em particular, um vínculo mais estreito entre a exposição à poluição atmosférica em geral e do ar de interiores e as doenças cardiovasculares sendo que 80 por cento das mortes ocorridas dentro das habitações, são devidas a acidentes vasculares cerebrais que representam 40 por cento e as cardiopatias isquémicas que representam, igualmente 40 por cento, bem como entre a poluição atmosférica e o cancro. A função que desempenha a poluição atmosférica no desenvolvimento de doenças respiratórias, como as infecções respiratórias agudas e as doenças pulmonares obstrutivas crónicas são responsáveis por 11 por cento das mortes ligadas à poluição interior, enquanto o cancro do pulmão é responsável por 6 por cento das mortes. A OMS prevê que as três Américas tiveram quase cento e trinta e umas mil mortes relacionadas com os efeitos conjuntos da poluição ambiental e em interiores em países de baixos rendimentos. Outras noventa e seis mil pessoas morreram pelas mesmas causas nos países da região com altos rendimentos. As novas previsões da OMS não só se devem a um conhecimento mais amplo das doenças provocadas pela poluição atmosférica, mas também devido a uma melhor avaliação da exposição humana aos poluentes atmosféricos graças a medições e tecnologia mais avançadas, permitindo aos cientistas analisar mais pormenorizadamente os riscos para a saúde a partir de uma distribuição demográfica mais ampla que inclui as áreas rurais, além das urbanas. Os países de rendimentos baixos e médios nas regiões do Sudeste Asiático e do Pacífico Ocidental suportaram o maior peso relacionado com a poluição em 2012, com um total de 3,3 milhões de mortes derivadas da poluição do ar de interiores e 2,6 milhões de mortes relacionadas com a poluição atmosférica. A limpeza do ar que respiramos impede o desenvolvimento de doenças não transmissíveis e reduz os riscos de doenças entre as mulheres e os grupos vulneráveis, como as crianças e idosos. As mulheres e as crianças pobres pagam um alto preço pela poluição do ar de interiores uma vez que passam mais tempo nas suas casas respirando os fumos das cozinhas de carvão e lenha com fugas.
opinião 19
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CORREIA MARQUES
CAUSAS
A excessiva poluição atmosférica é uma consequência de políticas que não são sustentáveis em sectores como o do transporte, energia, gestão de resíduos e indústria pesada. É mais económico a longo prazo aplicar estratégias que dêem prioridade à saúde devido à poupança nos custos das instituições de saúde, além dos benefícios para o clima. A OMS e os sectores da saúde desempenham uma função única para transferir as provas científicas sobre a poluição atmosférica em políticas que podem marcar a diferença e contribuir para significativas melhorias que salvarão vidas. A maioria dos países decidiu através de políticos irresponsáveis que os desgovernam fazer ouvidos moucos a todas as resoluções, regras, directrizes e relatórios da OMS, preocupando-se com o discurso medíocre e eleitoralista não entendendo que o cada vez menor poder que detém como afirma Moisés Naím em “O Fim do Poder” só tem servido para o decrescimento do progresso, do bem-estar social e da qualidade de vida dos governados. Os países que carecem de legislação nestas e em outra áreas tão sensíveis devem em consonância com as universidades criar grupos multidisciplinares de feitura das leis, onde os juristas especializados em temas de saúde e ambientais têm um papel preponderante, tudo na subordinação da realidade de cada país e em conformidade com as resoluções da OMS, sem perder o estreito intercâmbio com os países signatários das convenções internacionais sobre os temas em apreço. É trabalho difícil, tanto mais que formar um jurista leva no mínimo dez anos e um jurista legislador no mínimo vinte anos. Se essas breves noções forem apreendidas e implementadas, as legislações deixarão de ter tão má qualidade, de difícil execução prática e de emaranha interpretação. Tudo em benefício da saúde, do ambiente e da qualidade de vida das populações.
(Em política) a temeridade não é boa conselheira Com o mundo pouco te importas Porque julgas ver direito. Como há-de ver coisas tortas Quem só vê em seu proveito?
T
António Aleixo (1899-1949), poeta popular português.
EMERIDADE, segundo o dicionário, significa ousadia perante um perigo quase certo; ato ou dito irrefletido com possíveis consequências desagradáveis ou perigosas, ou ainda, imprudência. Transposto o conceito para a política, poderemos dizer que não é aconselhável tentar apagar «fogos» com gasolina, deitar achas para a fogueira. Bem pelo contrário, muitas vezes, é revolucionário dar dois passos atrás para preparar, com segurança, um passo em frente. Só um cego é que não vê que, de forma inesperada (para muitos, incluindo eu próprio), a consciência social e política das gentes de Macau, se alterou substancialmente. Na verdade, as recentes manifestações revelam não apenas alterações quantitativas (quanto ao número de participantes) mas sobretudo qualitativas. Isto é, os funda-
cartoon por Stephff
mentos da contestação extravasaram de uma situação ou problema concretos para o questionar das políticas gerais (saúde, habitação, transportes, poluição, destino dos dinheiros públicos) por um lado, e, por outro, a contestação deixou de se centrar neste ou naquele secretário, para apontar baterias diretamente para o próprio Chefe do Executivo. E, finalmente, a dimensão das últimas manifestações não só facilita a participação das pessoas, porquanto reforça o anonimato, como veio demonstrar a força da «rua» e que «vale a pena lutar». O que incentiva adesões a futuras iniciativas. E, em minha opinião, a situação ainda não se encontra «pacificada», bastando um qualquer pretexto para reacender as reivindicações. Assim, o silêncio do poder não é bom conselheiro. Urge explicar aquilo que se pretende (e não pretende) fazer. É necessário esclarecer, face à tendência populista de querer rever todas as leis antigas -muitas vezes sem identificar aquilo que eventualmente esteja desatualizado e necessitado de revisão e esquecendo a Lei Básica que consagra a manutenção da maneira de viver anteriormente existente (artigo 5.º) e a continuidade do sistema jurídico (artigo 8.º)-, que não é a idade de uma lei, mas sim o seu conteúdo que
O JOGADOR
PHIL KARLSON, TIGHT SPOT
As novas previsões baseiam-se nos últimos dados da OMS sobre mortalidade de 2012 e nas provas de que a exposição à poluição atmosférica é um risco para a saúde. As previsões da exposição das pessoas à poluição atmosférica em diferentes partes do mundo foram formuladas através de uma nova cartografia de dados mundiais que incluem dados recolhidos por satélite, medições provenientes da vigilância em terra e dados sobre emissões poluentes procedentes de fontes fundamentais, bem como de modelos sobre as tabelas de deslocação da poluição no ar. Os riscos devidos à poluição atmosférica são superiores ao que previamente se pensava ou entendia, em especial para as doenças cardiovasculares. Actualmente existem poucos riscos que afectem tanto à saúde no mundo como a poluição atmosférica. As provas apontam para a necessidade de medidas concertadas para limpar o ar que todos respiramos.
a paliçada
Amigo não é aquele que está sempre de acordo connosco, mas sim aquele que nos alerta para os perigos deve determinar a sua alteração ou a sua revogação. Importa, como diz a quadra acima citada, ver para além do proveito de cada um, em nome do interesse geral, pois só assim se consegue a harmonia social, identificando o que está errado e arrepiando caminho, fazendo melhor. Sinceramente, penso que muitos ainda não interiorizaram a nova realidade. E, dou como exemplo o recente estudo encomendado por um grupo de deputados sobre uma eventual revisão da lei do arrendamento urbano em que foram ouvidos sobretudo proprietários e senhorios, ou seja, foi menosprezada a parte mais vulnerável da população: os inquilinos. Assim, o referido estudo não revela distanciamento e credibilidade suficientes para uma solução justa e equitativa, e corre o risco de ser mais um foco de tensão social e política. Amigo não é aquele que está sempre de acordo connosco, mas sim aquele que nos alerta para os perigos.
Este artigo é escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
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hoje macau quarta-feira 11.6.2014
GONÇALO LOBO PINHEIRO
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PORTUGUÊS TEM PROPOSTA PARA FAZER O GP MACAU DE F3
Félix da Costa pode voltar SÉRGIO FONSECA info@hojemacau.com.mo
A
NTÓNIO Félix da Costa, vencedor do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 em 2012 e segundo classificado em 2013, poderá este ano regressar ao Circuito da Guia para tentar vencer a prova pela segunda vez, feito que não conseguiu o ano passado. O piloto português que este ano está a disputar o campeonato alemão de turismos DTM, com a BMW Motorsport, e continua ligado à Red Bull Racing, sendo responsável pelo trabalho de simulador da equipa de Fórmula 1, tem uma proposta interessante para fazer a clássica de Fórmula 3 em Novembro. O jovem de Cascais disse à revista inglesa Autosport que está a pensar seriamente participar na corrida. “Recebi uma proposta e irei pensar sobre o assunto. Gostaria imenso de ir, mas veremos”, afirmou Félix da Costa. O piloto português, o primeiro luso a vencer com a bandeira de Portugal a actual prova rainha do Grande Prémio. Félix da Costa correu pela primeira vez no Circuito da Guia em 2010 e sempre demonstrou um imenso carinho pelo evento do território, confirmando isso mesmo em várias entrevistas, colocando o Circuito da Guia no topo das suas preferências.
Depois de ter perdido a vaga na Toro Rosso no Campeonato do Mundo de Fórmula 1, Félix da Costa aceitou corajosamente o desafio da Red Bull e tentou o ano passado vencer pela segunda vez na prova, o que lhe valeu os mais rasgados da imprensa internacional especializada. O português terminou no segundo posto, não conseguindo igualar a proeza de Edoardo Mortara, numa prova em que os motores Volkswagen, que Félix da Costa utilizou, foram claramente inferiores aos da rival Mercedes-Benz. Vencedor de 2013 também é hipótese Alex Lynn, o vencedor da edição passada da prova, poderá estar igualmente à partida. O inglês, que depois da vitória no Circuito da Guia se juntou ao Red Bull Junior Team, está este ano a competir na GP3 Series a mando do braço desportivo do gigante das bebidas energéticas. Contudo, Lynn vai fazer a prova do Campeonato Britânico de Fórmula 3 em Thruxton, o que o qualifica para o Grande Prémio de Macau. Caberá à Red Bull decidir se o inglês regressa à RAEM para tentar repetir o sucesso do ano transacto. Como curiosidade, a família de Lynn comprou à Prema Power Team o Dallara F312 que o britânico conduziu para vencer entre nós.