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Hoje Macau 11 MAIO 2021 #4765

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Nº 4765 RÓMULO SANTOS

TERÇA-FEIRA 11-5-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

VIRAR A PÁGINA ENTREVISTA

4 DE JUNHO

EXPOSIÇÃO SEM ESPAÇO PÁGINA 4

CONCURSOS PÚBLICOS

As más intenções

Os ataques informáticos que afectaram o sistema do código de saúde e a marcação de vacinação contra a covid-19 foram feitos por uma “rede informática mal-intencionada com origem no exterior”. As autoridades garantem que não houve fuga de dados, “apesar de os ataques terem sido sucessivos”. PÁGINA 6

FASQUIA ELEVADA PÁGINA 5

LIVRARIA PORTUGUESA

UM ANO DE CONCESSÃO

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ÚLTIMA

QUALIDADE DO AR

TRIMESTRE INSALUBRE PÁGINA 7

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BRUNO SIMÕES | EMPRESÁRIO

hoje macau


2 entrevista

11.5.2021 terça-feira

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BRUNO SIMÕES

“Este ano é para RÓMULO SANTOS

Empresário e presidente, desde 2019, da associação Macau Meetings, Incentives and Special Events (MISE), Bruno Simões assume que este será um ano perdido para a área das exposições e convenções e considera que o Governo deveria ter tido “coragem política” para dar apoios diferenciados por sector. O empresário defende que o sector MICE em Macau tem de começar a preparar-se para eventos online ou híbridos, com maior pró-actividade do Executivo

EMPRESÁRIO E PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO MISE

No ano passado, no início da pandemia, revelou grande receio do que viria aí para o sector das exposições e convenções. Um ano depois, que balanço faz? Temos uma grande dicotomia, pois Macau está fechado ao mundo, à excepção para a China, que representa uma grande fatia dos eventos de empresas em Macau. Mas não representa tanto como os visitantes, cuja percentagem é quase gritante, já vai em mais de 80 por cento. Os eventos de valor acrescentado são, sobretudo, feitos por multinacionais e são encontros regionais, onde se

reúnem pessoas não apenas da China, mas de vários pontos da Ásia. Esse era um grande mercado de Macau e não tem luz ao fundo do túnel. Já todos sabemos que a recuperação vai ser difícil e a abertura das fronteiras vai ser um passo demorado, tendo em conta o nível de exigência do Governo. Ainda agora com Hong Kong, o Chefe do Executivo [Ho Iat Seng] disse que se poderiam abrir as fronteiras sem quarentenas se o território estivesse 15 dias sem novos casos de covid-19. O nosso mercado de eventos corporate está à espera do próximo ano para se começar a

reactivar, e não sabemos a que nível e com que restrições. Que análise faz à actuação do Governo? Carrie Lam, Chefe do Executivo de Hong Kong, anunciou primeiro o diálogo sobre esta matéria, mas depois Macau ficou em silêncio. Depois de tudo o que já foi dito e o que aconteceu, o sector está convencido de que este ano é para esquecer a nível de eventos internacionais, porque é impossível. Podem acontecer alguns eventos, mas nada que se compare com os níveis que tínhamos antes.

Poderemos ter alguns eventos de empresas da China, e têm acontecido eventos grandes - ainda há dias houve um evento de seis mil pessoas no Sands, vieram todos da China, com o teste contra a covid-19 feito. Mas o mercado internacional vai demorar mais tempo. O Governo anunciou apoios para as PME há cerca de um ano. Esses apoios têm sido suficientes para a área das convenções e exposições? No nosso sector não foram suficientes e estão muitas empresas a


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esquecer” “Este ano é para esquecer a nível de eventos internacionais, porque é impossível. Podem acontecer alguns eventos, mas nada que se compare com os níveis que tínhamos antes.” dentes, desde o mais rico ao mais pobre. Vão pelo caminho mais fácil, que gera menos contestação. Continua a não se falar da verdadeira crise? Os números da taxa de desemprego não espelham a realidade? Isso tem uma explicação simples: quase todas as empresas têm trabalhadores-não-residentes (TNR) e, para isso, têm de ter um determinado número de residentes inscritos. É por isso que as empresas não despedem, porque querem manter os blue cards para quando regressar o mercado. Mas se essas pessoas trabalham ou se recebem, essa é outra conversa. Mas estão inscritas.

fechar, como agências de viagens, de eventos. Apesar dos números do desemprego mostrarem que este está nos mesmos níveis, na prática isso não acontece. Há muitas pessoas que ganham menos, e, por exemplo, na nossa empresa, em termos gerais, ganhamos menos um terço dos salários. Os apoios foram iguais para todas as empresas, mas um ano depois há empresas que iriam necessitar de mais apoios do que outras. Pode dar exemplos? As agências de viagens, as empresas de eventos. No fundo há secto-

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res da economia que praticamente não foram afectados. Por exemplo, eu tenho um supermercado ou uma mercearia, não fui afectado, mas recebi o mesmo apoio que uma empresa de eventos, que não tem negócio há um ano. Estas medidas universais são medíocres e não espelham bem a realidade. É preciso coragem política para tomar estas decisões por sector. E não tem havido essa coragem. Não, claramente, nestes apoios e em todos. Por isso é que se dá o mesmo subsídio a todos os resi-

No caso das suas empresas, como está a situação? Tem sido difícil lidar com a crise. Reorientámo-nos para prestar outro tipo de serviços na área do marketing, por exemplo, e fazemos eventos locais e online, essencialmente team building virtual. É uma área que tem crescido muito. O sector dos eventos em Macau tem de se adaptar à nova realidade, ter capacidade e know-how de produzir eventos online e híbridos. Assim que os eventos comecem a vir para Macau os clientes vão pedir esses serviços. Se até agora se fazia uma reunião de vendas de uma empresa, vinham

“O conceito de staycation [vá para fora cá dentro] faz todo o sentido, e será sempre um sucesso. Poderia ser um pouco mais democrático, pois está concentrado em poucas empresas.”

200 ou 300 pessoas de uma multinacional, hoje em dia é preciso que esse evento seja transmitido online e tenha em atenção as pessoas que não conseguiram fazer a viagem, e que se inclua o acesso dessa conferência a mais pessoas. E o sector não tem essa experiência, não se está a fazer formação suficiente nem a investir o suficiente nesta área. Deveria haver uma aposta nesse sentido por parte do sector, com algum apoio do Governo. Nas nossas empresas vamos fazer uma aposta nos eventos virtuais, recorrendo às novas tecnologias de realização de eventos híbridos. Essa é a grande aposta que o Governo deveria fazer agora, em parceria com o IPIM [Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau] e Direcção dos Serviços de Turismo. O sector deveria estar a ser ensinado e preparado para essa evolução. O IPIM não está a ser pró-activo? Não está. O IPIM faz as suas promoções para a China, mas esse é um mercado que está a abrir. O IPIM tem de ensinar o sector a evoluir. Houve um ano para o sector olhar para si mesmo e isso ainda não aconteceu. Não aconteceu. As empresas estão à espera do que vem aí e penso que têm de ser pró-activas, têm de estar preparadas. Essa adaptação ainda vai demorar e vamos correr o risco de, mais uma vez, as empresas de Hong Kong virem para Macau fazer eventos e terem pessoas com mais experiência e know-how. Nos últimos anos as empresas maiores e com mais experiência é que vêm a Macau fazer os eventos, porque as empresas locais não têm essa capacidade para o fazer. Antes da pandemia o sector já tinha alguns constrangimentos. Agravaram-se? Também sofremos bastante concorrência das empresas da China, que vêm atrás clientes que fazem aqui os eventos. Mas essa concorrência é boa. O sector está a sofrer com dois grandes factores: a apetência que os organizadores de eventos têm por Macau, e a taxa de câmbio. Continuamos com a pataca indexada ao dólar americano e Macau não está relativamente mais caro do que outros destinos. Mas o território não tem sabido evoluir a nível das infra-estruturas e das atracções, tem sido um desenvolvimento lento. As infra-estruturas do aeroporto, dos terminais marítimos, dos transportes, e a nível de atracções estamos muito parados, há destinos mais dinâmicos do que nós. Fazer eventos fora dos hotéis, por exemplo, é muito difícil. Isso faz com que sejamos menos competitivos. Mas qual é a vantagem competitiva de Macau? Aabundância de infra-estruturas para reuniões. Temos uma capacidade

muito grande, a nível da Ásia, para eventos e reuniões. Mas não chega, porque hotéis grandes e bons há em todo o mundo. Os visitantes querem bares de rua, restaurantes, e o Governo de Macau não está a cuidar desses factores. Na experiência à chegada os turistas são relativamente descurados, isto se compararmos com Hong Kong. O Governo deveria prestar atenção ao nível de qualidade dos serviços, e depois apostar nos segmentos mais estratégicos, como fazer um evento fora dos hotéis, na zona do Lago Nam Van ou nas Casas-museu da Taipa, por exemplo. Tem de haver visão estratégica, um destino não se limita a ter bons hotéis.

“O IPIM faz as suas promoções para a China, mas esse é um mercado que está a abrir. O IPIM tem de ensinar o sector a evoluir.” É presidente da associação MISE desde 2019. Quais os novos projectos que têm em mente para os próximos tempos? O maior projecto é o lançamento de um guia online para quem quer organizar um evento em Macau que dá informações sobre espaços e fornecedores. É uma ferramenta que existe em mercados mais competitivos, como Singapura ou Hong Kong. Queremos proporcionar esse serviço aos sócios e a quem quiser entrar, no fundo, ao sector. O Governo lançou o programa de passeios para os locais. Isso pode dinamizar a área do turismo? É uma grande ajuda. Nos dias que correm qualquer coisa é boa. Na nossa empresa fazemos qualquer coisa mesmo que não tenha muito a ver com a nossa actividade. Esses programas do Governo são muito importantes. O conceito de staycation [vá para fora cá dentro] faz todo o sentido, e será sempre um sucesso. Poderia ser um pouco mais democrático, pois está concentrado em poucas empresas. Mas compreendo o Governo, tem de negociar com muita gente, é difícil. Poderia ser mais universal e simplificado, mas acho que o programa tem todo o mérito. Mesmo se for implementada uma bolha de viagem com Hong Kong, a recuperação vai continuar a ser lenta? O sector dos eventos, este ano, é para esquecer, como disse há pouco. Podem acontecer alguns eventos, mas nada que se compare com os níveis que tínhamos antes. Andreia Sofia Silva


4 política

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Lugares pouco comuns

RÓMULO SANTOS

4 DE JUNHO IAM RECUSA EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA POR FALTA DE ESPAÇOS

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NTEM seria o primeiro dia da exposição fotográfica que recorda o massacre na praça de Tiananmen, em Pequim, a 4 de Junho de 1989, e que costuma ser organizada pela associação União para o Desenvolvimento Democrático. Mas pelo segundo ano consecutivo o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) voltou a não autorizar a iniciativa, alegando que o espaço escolhido pelos organizadores para o efeito, o jardim do mercado do Iao Hon, já está reservado por outras associações e instituições para a realização de actividades. A informação foi divulgada no Facebook pelo deputadoAu Kam San,

TIAGO ALCÂNTARA

O Instituto para os Assuntos Municipais voltou a proibir, pelo segundo ano consecutivo, a realização da exposição de homenagem às vítimas do massacre de Tiananmen, alegando que o jardim do mercado do Iao Hon já está reservado para outras actividades. No total, a organização sugeriu dezassete locais

membro da associação. A associação fez ainda o pedido para nove espaços e oito suplentes, mas o IAM recusou também a proposta apresentada para estes locais. Ao HM, o deputado disse que “não é conveniente especular se há razões políticas” por detrás da decisão. “Se os espaços forem realmente utilizados,

o IAM tem o direito de não aprovar [a exposição]. Eu não vou verificar se são usados. Normalmente, temos um mecanismo de comunicação com o IAM, mas desta vez não comunicaram connosco, apenas nos enviaram uma carta que nos informa da não aprovação do nosso pedido.” À TDM - Rádio Macau, o deputado Ng Kuok Cheong não se mostrou surpreendido com a decisão. “Pelo que tem acontecido em Hong Kong em anos recentes, talvez agora a mesma orientação esteja a ser aplicada em Macau. Sentimos claramente que são decisões políticas, mas o Governo vai sempre rejeitar, contrapondo e dizendo que é uma decisão normal.

Mas quem poderá acreditar nestas justificações?”, questionou.

Vigília tentada

Au Kam San disse ainda que a associação, da qual também faz parte Ng Kuok Cheong, vai tentar organizar a vigília em memória das vítimas de Tiananmen, mas o pedido só poderá ser feito no próximo dia 17. “Vamos tentar organizar a vigília como sempre, mas segundo a lei só podemos fazer o pedido 15 dias antes da reunião”, frisou Au Kam San. A alternativa poderá ser a realização da vigília num local privado ou online, como aconteceu no ano passado. Andreia Sofia Silva com N.W.

Elevadores Ella Lei preocupada com falta de mão-de-obra

Ella Lei está preocupada com a mão-de-obra disponível na RAEM para proceder à inspecção e manutenção dos elevadores. Actualmente, um documento sobre os elevadores encontra-se em consulta pública, e o documento vai definir os requisitos mínimos para que os profissionais do sector possam fazer a inspecção e a manutenção destes equipamentos. Contudo, numa interpelação escrita, Ella Lei alerta que há o risco de os requisitos serem tão elevados que poderá não haver recursos humanos para fazer a supervisão e manutenção dos mais de 7.500 diferentes elevadores existentes na RAEM.

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AVISO N.º 56/AI/2021 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se os infractores abaixo discriminados.----------------------------------------------------1. Mandado de Notificação n.° 345/AI/2021’'LEI MAN FAI, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.° 51326xx(x), que na sequência do Auto de Notícia n.° 38/DI-AI/2019 levantado pela DST a 18.02.2019, e por despacho da signatária de 13.04.2021, exarado no Relatório n.° 382/DI/2021, de 26.03.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 405, Seng Vo, 5.° andar B, Macau onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------ 2. Mandado de Notificação n.° 354/AI/2021’'CHAN CHIO IEONG, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente n.° 15318xx(x), que na sequência do Auto de Notícia n.° 46/DI-AI/2019 levantado pela DST a 02.03.2019, e por despacho da signatária de 13.04.2021, exarado no Relatório n.° 391/DI/2021, de 29.03.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Avenida Sir Anders Ljungstedt n.° 28, Vista Magnifica Court, Bloco 4, 11.° andar U, Macau onde se prestava alojamento ilegal.------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.----------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 30 dias, conforme disposto na alínea a) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------Desta decisão pode os infractores, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-----------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 29 de Abril de 2021.---------A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

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EREIRA Coutinho quer que a Assembleia Legislativa discuta a introduções de alterações à Lei das Relações Laborais, de forma a oferecer uma maior protecção aos trabalhadores “dos casinos, hotéis e outras actividades económicas similares”. Segundo o comunicado de imprensa do deputado da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), a proposta terá sido enviada para o hemiciclo na semana passada, a 4 de Maio. “Fruto do prolongamento da pandemia agravou-se a instabilidade e a insegurança dos postos de trabalhos. Neste momento, estas são as maiores preocupações dos trabalhadores que têm responsabilidades de sustentar as suas famílias, pagar as amortizações bancárias e as mensalidades

RÓMULO SANTOS

AL COUTINHO QUER DEBATER PROTECÇÃO LABORAL EM TEMPOS DE COVID-19

DESEMPREGO LEI CHAN U QUER MEDIDAS PARA RECÉM-LICENCIADOS

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fixas”, contextualiza Coutinho. “Famílias inteiras estão a sofrer com despedimentos ou com trabalhos a ‘meio gás’”, acrescenta. O deputado da ATFPM traça depois um cenário negro, em que os membros das famílias foram obrigados a “gozar de férias não pagas” e a “pedir empréstimos para pagar dívidas bancárias”. Contudo, menciona outros casos igualmente graves em que os trabalhadores “foram despedidos sem justa causa mediante mísera compensações” ou situações em que são “obrigados a trabalhar em regime de turnos ou nocturno sem direito

a receber as devidas compensações”. Neste contexto, Pereira Coutinho quer que os deputados discutam os meios de protecção aos trabalhadores na ausência de sindicados. “Quem controla esses abusos na ausência de sindicatos e qual a eficácia das autoridades competentes em baixar injustificadamente as categorias dos trabalhadores?”, pergunta. A proposta de debate tem agora de ser votada. Contudo, a Assembleia Legislativa deverá chumbar o pedido, uma vez que desde o início do ano já chumbou nove propostas do género. J.S.F.

EI Chan U está preocupado com o desemprego dos recém-formados e pediu ao Governo que lide com o problema. Em interpelação escrita, divulgada ontem, o legislador da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) alerta que se corre o risco de entrar numa fase em que “uma licenciatura é sinónimo de desemprego”. “A situação do desemprego em Macau é preocupante”, começou por indicar sobre a situação de uma forma geral, recorrendo à taxa de 3,9 por cento de desemprego, entre os residentes. O deputado focou também a questão do desemprego jovem. “As exigências dos recrutadores são cada vez mais elevadas, em comparação com o passado. E quando há muitos candidatos, as empresas só escolhem os melhores”, apontou. “Por isso, o caminho para o

emprego ao longo deste ano tem sido desigual e não podemos afastar o regresso ao cenário em que ‘ter uma licenciatura é sinónimo de desemprego’”, alertou. Lei Chan U quer saber que alterações o Governo vai fazer ao programa de estágios para recém-licenciados, um programa que o Executivo afirmou ir continuar na segunda metade do ano. O membro da AL está preocupado com a forma como o programa funcionou no ano anterior, porque considerou insatisfatório que em 155 ofertas de estágio, apenas 48 conseguiram emprego no final. “Além de aumentar o número de empresas a participar, de que outras formas vai o governo optimizar o plano para atrair mais licenciados e conseguir alcançar o objectivo de promover o emprego destas pessoas?”, questionou. J. S. F.


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política 5

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AQUISIÇÃO DE BENS DEPUTADOS ASSINAM PARECER E ACEITAM LEGISLAR POR FASES

Pontapé para a frente

Apesar das preocupações em rever a lei por fases e ao nível de garantias de transparência, a 1ª Comissão da AL assinou ontem o parecer da proposta de lei que prevê o aumento em seis vezes dos valores que obrigam a concursos públicos e ajustes directos. Segundo o Governo, é a forma “mais pragmática” de lidar com um diploma “desactualizado” e que dificulta aquisições públicas cução, entrega ou prestação de serviços forem inferiores a 12 meses, no caso da execução de obras, ou inferior a 6 meses, no caso do fornecimento de bens ou prestação de serviços. “Há situações como encomendas de jornais ou revistas por um ano que envolvem valores reduzidos. Isto implicava a celebração de contratos escritos e [consequentemente] o consumo de certos recursos administrativos”, explicou Ho Ion Sang.

RÓMULO SANTOS

A

PESAR de algumas reticências, os deputados da 1ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) assinaram ontem o parecer da proposta de lei sobre regime das despesas com obras e aquisição de bens e serviços. Durante a discussão na generalidade, os deputados pediram explicações ao Governo sobre o facto de a produção legislativa estar a ser feita por fases, com o presente diploma a servir apenas para ajustar os valores limite para os procedimentos de aquisições públicas. Segundo o Governo, esta foi a única forma encontrada para rever a lei que remonta a 1989. “Tendo em conta que requer tempo proceder a uma revisão global da Lei da contratação pública (…) e atendendo ao tempo que resta para terminar a sessão legislativa (…) entende-se que deve ser adoptada uma forma mais pragmática (…) de resolver as questões uma por uma, no sentido de concentrar os recursos legislativos no tratamento prioritário do que se mostra obviamente desactualizado e obstrui seriamente a realização das aquisições públicas”, pode ler-se no parecer assinado ontem. Recorde-se que a proposta de lei que irá subir a plenário prevê o aumento em seis vezes dos valores que determinam a realização de concursos públicos ou ajustes directos nas aquisições públicas.

Claro como água

O concurso público passa a ser obrigatório para obras com valor igual ou superior a 15 milhões de patacas, ou para aquisições de bens e serviços no valor igual ou superior a 4,5 milhões

Na prática, o concurso público passa a ser obrigatório para obras com valor igual ou superior a 15 milhões de patacas, ou para aquisições de bens e serviços no valor igual ou superior a 4,5 milhões. O ajuste directo pode ser feito com montantes de 900 mil patacas para obras públicas ou 90 mil patacas para aquisição de bens e serviços. De acordo com Ho Ion Sang, que preside à comissão, a pedido dos deputados, o Governo revelou ainda os fundamentos subjacentes ao aumento dos valores limite em seis vezes.

“O Governo forneceu dados sobre o índice geral dos preços, os salários da construção civil e os preços dos materiais de construção para mostrar que o aumento proposto corresponde ao desenvolvimento económico de Macau. O aumento, tanto na consulta pública como ao nível dos serviços, mereceu concordância, obteve consenso social e tem uma necessidade prática”, partilhou ontem o deputado. Ho Ion Sang explicou ainda que o diploma elimina a obrigatoriedade de celebrar contratos por escrito se os prazos de exe-

Sobre as preocupações de reforço dos mecanismos de gestão e fiscalização internas para garantir transparência nos processos, Ho Ion Sang explicou que, por exemplo, as aquisições públicas por ajuste directo têm de observar uma série de disposições e que os serviços e organismos públicos devem seguir as Instruções sobre o procedimento de aquisições de bens e serviços emitidos pelo CCAC. Questionado sobre o impacto que o diploma teria sobre os fornecedores de menor dimensão, o deputado partilhou que, nesse sentido, a Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) criou uma base de dados de fornecedores para “facilitar a participação das pequenas e médias empresas [PME]”, esperando que essa partilha de recursos seja alargada a todos os serviços públicos, rumo à “transparência” e boa utilização do erário público. Pedro Arede

IPM MNE APELA A CONTRIBUTOS PARA DESENVOLVIMENTO NACIONAL

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comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da China em Macau, Liu Xianfa, visitou na passada quinta-feira o Instituto Politécnico de Macau (IPM). Segundo um comunicado oficial, divulgado ontem, Liu Xianfa “teve uma conversa cordial” com Ng Ka

Kei, presidente da direcção da Associação de Estudantes do IPM, bem como outros alunos, tendo-os “encorajado a esforçarem-se pelo estudo” e a darem “contributos para o desenvolvimento nacional e de Macau”. O comissário disse ainda reconhecer “as características

pedagógicas e os resultados da formação de quadros qualificados do IPM”, tendo manifestado “a esperança de que o IPM continue a desenvolver as suas próprias características e vantagens, integrando-se activamente no desenvolvimento nacional”. Marcus Im, presidente do IPM,

prometeu que a instituição de ensino “vai continuar a reforçar a formação de profissionais práticos para o país e para Macau, aumentando a competitividade do Instituto e acompanhando as oportunidades de desenvolvimento na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”.

Formações subsidiadas Inscrições abertas até 27 de Maio

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) aceita inscrições para a 9ª edição de dois planos de formação subsidiada, intitulados “Plano de formação subsidiada orientada para a empregabilidade” e “Plano de formação subsidiada orientada para o aumento das competências técnicas”. As inscrições estão abertas entre amanhã e 18 de Maio e entre 21 e 27 de Maio, respectivamente. Em comunicado, a DSAL esclarece que os residentes podem participar duas vezes em cada um dos planos. Para a oitava edição dos planos de formação subsidiada o Governo recebeu 683 inscrições, cujo prazo de candidaturas terminou a 23 de Abril.

Iao Hon Aliança de Povo quer reconstrução por blocos

Nick Lei, presidente da associação Aliança de Povo de Instituição de Macau, concorda que os edifícios do Bairro Iao Hon sejam reconstruídos por blocos, como sugerido pela Macau Renovação Urbana. Segundo o jornal Cidadão, o presidente defende que é uma resolução possível, mesmo que não cumpra as políticas originais da renovação urbana, ou que represente um atraso nos planos. Nick Lei sublinhou ainda a importância dos dados que mostra que mais de 90 por cento dos proprietários apoiam a reconstrução e que mais de 90 por cento querem a troca de casas por casa ou loja por loja, sugerindo que as opiniões sejam cumpridas, se houver condições. PUB.

AVISO N.º 57/AI/2021 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se os infractores abaixo discriminados:-------------------------------------------------1. Mandado de Notificação n.° 364/AI/2021:XIONG JINGHUI, portadora do Salvo Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C65408xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 34.1/DIAI/2019 levantado pela DST a 11.02.2019, e por despacho da signatária de 13.04.2021, exarado no Relatório n.° 399/DI/2021, de 30.03.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua Cidade do Porto n.° 415, Jardim Brilhantismo, 8.° andar AG, Macau.------------------------------------------------------------------ 2. Mandado de Notificação n.° 391/AI/2021:LIU DIFEI, portador do Salvo-Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C17532xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 141/DI-AI/2019 levantado pela DST a 21.05.2019, e por despacho da signatária de 22.04.2021, exarado no Relatório n.° 434/DI/2021, de 12.04.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Londres n.° 95, Tong Nam A Fa Un (Tong Nam A Seong Ip Chong Sam) 6.° andar Z onde se prestava alojamento ilegal.-----------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-----------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------Desta decisão pode os infractores, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-----------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 29 de Abril de 2021.---------A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes


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COVID-19 AUTORIDADES DIZEM QUE ATAQUES INFORMÁTICOS VIERAM DO EXTERIOR

O inimigo está lá fora TIAGO ALCÂNTARA

O Governo equaciona introduzir medidas menos restritivas para quem tomou as duas doses da vacina, que podem passar pela participação em concentrações sem necessidade de fazer teste de ácido nucleico. Quanto aos ataques informáticos, o caso foi encaminhado para a Polícia Judiciária

O

S Serviços de Saúde afirmaram que os ataques informáticos que visaram as plataformas online na sexta-feira e no sábado partiram do exterior. Na conferência de imprensa sobre a pandemia, Tai Wa Hou, o coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19, indicou que não houve fuga de dados. “Sabemos que os ataques vieram de uma rede informática mal-intencionada e que tem origem no exterior. O caso foi reencaminhado para a Polícia Judiciária”, afirmou Tai. “Quanto ao sistema não PUB.

AVISO N.° 58/AI/2021 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se as infractoras abaixo discriminados:--------------------------------------------------- 1. Mandado de Notificação n.° 394/AI/2021: WANG DAN, portadora do Passaporte da RPC n.° E75120xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 103/DI-AI/2019 levantado pela DST a 24.04.2019, e por despacho da signatária de 19.04.2021, exarado no Relatório n.° 437/ DI/2021, de 12.04.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Nagasaki n.° 80, Kam Fung Tai Ha, Bloco 1, 4.° andar G onde se prestava alojamento ilegal.-------------------------------- 2. Mandado de Notificação n.° 406/AI/2021: VU THI TRANG, portadora do passaporte de Vietnam n.° N1804xxx e do Título de Identificação de Trabalhador Não-Residente da RAEM n.° 22680xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 112/DI-AI/2019 levantado pela DST a 30.04.2019, e por despacho da signatária de 22.04.2021, exarado no Relatório n.° 449/DI/2021, de 19.04.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Travessa da Amizade n.° 82, Edf. Centro Internacional de Macau, Bloco 8, 3.° andar A, Macau onde se prestava alojamento ilegal.-------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.----------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------Desta decisão pode as infractoras, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.----------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 29 de Abril de 2021. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes

houve fugas de dados, apesar dos ataques terem sido sucessivos. Foram tomadas medidas para evitar casos no futuro”, acrescentou. A origem do ataque não foi revelada, mas durante os ataques os serviços de preenchimento da declaração de saúde e marcação de vacinas foram afectados durante alguns momentos. Porém, Tai Wa Hou garantiu que o caso foi seguido com toda a atenção, pelas autoridades e pela empresa fornecedora do serviço, e que foram feitos ajustes para reduzir o impacto junto dos cidadãos.

Caso de reacção adversa

Na habitual conferência de imprensa sobre a luta à covid-19 foi também abordado

o caso de um homem com 62 anos que apresentou uma reacção adversa após ter sido inoculado com duas doses da vacina da Sinopharm. O homem apresenta agora sintomas de púrpura trombocitopénica idiopática, uma doença sanguínea que se

“Sabemos que os ataques vieram de uma rede informática mal-intencionada e que tem origem no exterior. O caso foi reencaminhado para a Polícia Judiciária.” TAI WA HOU O COORDENADOR

DO PLANO DE VACINAÇÃO

manifesta principalmente através de manchas na pele, devido à redução do nível das plaquetas em circulação. O homem foi vacinado a 23 de Fevereiro e 25 de Março. No entanto, a 21 de Abril, depois de apresentar uma “hemorragia da mucosa oral e pontos de sangramento sistémico” deslocou-se ao Interior para receber tratamento. A situação não terá ficado resolvida, e o indivíduo acabou por regressar a Macau e ser atendido no Conde São Januário. “Após exames, verificou-se existir uma redução de trombócito tendo sido diagnosticado preliminarmente com púrpura trombocitopénica idiopática”, revelaram os SSM. O homem continua internado e, de acordo com Tai Wa Hou, está em condição estável. O responsável disse ainda que o Grupo de Trabalho de Avaliação de Eventos Adversos após a Inoculação da Vacinas contra a COVID-19 não encontrou, até ao momento, relação entre o desenvolvimento da doença e a vacina.

Benefícios para vacinas

Por outro lado, o Governo está a ponderar adoptar medidas menos restritivas para quem recebeu as duas doses da vacina contra a covid-19. Segundo Tai Wa Hou, os SSM estão a equacionar que em eventos só com pessoas inoculadas deixem de ter de apresentar resultados de teste de ácido nucleico quando houver concentrações num limite de até 400 pessoas. As medidas abrangem primeiramente actividades de associações e depois deverão passar para eventos de grande dimensão na restauração. João Santos Filipe

SAÚDE VALIDADE DE VACINAS DA BIONTECH ACABA EM AGOSTO

O

S lotes das vacinas da BioNTech importadas por Macau têm validade até Agosto e o Governo equaciona reduzir as encomendas para evitar desperdícios. A informação foi avançada pelo subdirector dos Serviços de Saúde (SSM), Cheang Seng Ip, em resposta a uma interpelação de Agnes Lam. As vacinas da BioNtech têm validade de seis meses e o segundo e terceiro lotes, com cerca de 50 mil doses, deixam assim de poder ser utilizados em Agosto. Segundo Cheang, quando os produtos expirarem “vão ser devolvidos e destruídos, de acordo com os procedimentos estabelecidos”. Em relação ao primeiro lote da vacina, que deixou de ser utilizado devido a problemas com selagem das embalagens, o subdirector indicou que a validade termina em Junho deste ano. Contudo,

Cheang assegurou que esse lote do qual restam cerca de 90 mil vacinas, não vai ser utilizado até haver um relatório final e conclusivo sobre o incidente. Para fazer face a um eventual desperdício, os SSM admitem negociar com os fornecedores da vacina BionTech-Pfizer, que neste caso é a Fosun, para reduzir a dimensão dos lotes. “Os SSM vão renegociar com o fornecedor da vacina MRNA para reduzir o

tamanho dos lotes a serem enviados para Macau”, é indicado. A questão da vacina Sinopharm é mais simples, uma vez que os produtos, segundo os SSM, têm validade de dois anos. Agnes Lam questionou igualmente sobre a vacina Astrazeneca, depois de alguns países terem suspendido a utilização, por suspeitas de causar coágulos no sangue. Macau devia receber as primeiras doses no terceiro trimestre deste ano, e segundo os SSM 100 pessoas inscreveram-se para ser vacinadas com o produto. Todavia, apesar de sublinhar que segundo a Organização Mundial de Saúde os benefícios da vacina da Astrazeneca ultrapassam as reservas, os SSM estão a negociar a suspensão do fornecimento. Sobre este procedimento, é adiantado que não há quebra do contrato com o fornecedor. J.S.F.

APOMAC Dirigentes reuniram com Elsie Ao Ieong U

Francisco Manhão e Jorge Fão, dirigentes da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) reuniram na tarde de ontem com Elsie Ao Ieong U, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura. Segundo um comunicado, a reunião serviu para trocar “opiniões sobre diversas matérias relacionadas com a assistência social e saúde pública”, e apresentadas "propostas que visam melhorar o sistema de saúde pública de Macau”, entre outras áreas. Os dirigentes da APOMAC frisaram ainda o “apoio da Administração de Macau, com a qual irão estreitar as relações de amizade e abertura de mais canais de contacto”, nomeadamente com a secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura.


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SMG PRIMEIRO TRIMESTRE COM MAIS DE METADE DE DIAS INSALUBRES QUE 2020

PJ Detidas 12 pessoas em casa ilegal de mahjong

A Polícia Judiciária (PJ) deteve 12 pessoas por jogo ilegal de mahjong na Areia Preta, noticiou ontem o canal chinês da Rádio Macau. Os detidos, com idades entre os 50 e 70 anos, encontravam-se no local denunciado às autoridades. Um deles, um homem de 60 anos, é suspeito de gerir a casa de mahjong e de arrendar o espaço por 8 mil patacas por mês. O indivíduo terá cobrado dez patacas a cada jogador, obtendo lucro diário de 400 patacas, afirmou ainda a PJ.

O ar que respirámos

O número de dias com má qualidade de ar registado no primeiro trimestre de 2021 pela maioria das estações de monitorização dos SMG, representaram mais de metade do número de dias classificados da mesma forma ao longo de todo o ano de 2020 o nível de valores intermédios temporários “IT-2”, das “Air Quality Guidelines” (AQG) recomendado pela Organização Mundial de Saúde, fazendo com que o número de dias com qualidade do ar insalubre possam, naturalmente, aumentar. De acordo com um relatório dos SMG divulgado em Janeiro de 2021, o número de dias insalubres no ano passado foi menor em todas as estações de monitorização, tendo sido registada uma quebra na média anual de concentração de partículas inaláveis muito finas em suspensão (PM 2,5).

IAS 57 ex-reclusos recrutados em 2020

O Instituto de Acção Social e a Direcção dos Serviços Correcionais lançaram programas de empregos para contratar ex-presidiários e 57 encontraram uma nova profissão no ano passado. Segundo o jornal Ou Mun, os dois serviços indicaram que os planos têm como objectivo dar a conhecer aos reabilitados a situação do mercado e que a taxa de recrutamento foi de 48 por cento. A maior parte das pessoas foram contratadas como motoristas, empregados de mesa, padeiros e empregados dos postos de levantamento de encomendas online. O programa disponibiliza também futuros empregos para actuais reclusos e entre estes 13 foram recrutados, o que representa uma taxa de 40 por cento.

Justiça Condenado a pagar pensão de alimentos a ex-mulher

O Tribunal de Última Instância (TUI) confirmou a pena de um homem condenado a pagar uma pensão de alimentos mensal de 120 mil patacas à ex-mulher e aos dois filhos. O caso remonta a 2017, quando a mulher avançou para um processo de divórcio litigioso, após traição admitido pelo homem e de várias brigas conjugais. O casamento foi celebrado a 16 de Setembro de 1994. Em 2008, o homem “pegou numa cadeira e atirou-a contra o filho que tinha 11 anos de idade na altura. Em 2011, no quarto dum hotel, B atirou uma colcha contra A em frente dos filhos”. A partir de 2012 a mulher “às vezes não pernoitava em casa” e, no final de 2014, “descobriu que B tinha uma amante com quem mantinha uma relação estável e B admitiu isso”. O homem “mostrava sempre ‘cara chateada’ a A e filhos, proferindo asneiras contra A nas discussões verbais entre os dois”. A mulher acabaria por sair de casa em Janeiro de 2015.

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número de dias em que a qualidade do ar foi classificada como insalubre ou mais grave ao longo do primeiro trimestre de 2021 representou, na maioria das estações de monitorização, um valor superior a mais de metade dos dias classificados da mesma forma ao longo de todo o ano de 2020. Segundo dados que constam numa resposta enviada pelos Serviços Metereológicos e Geofísicos (SMG) ao HM e que foi divulgada online, entre Janeiro e Março de 2021, em quatro das seis estações de monitorização, o número de dias insalubres foram equivalentes, superiores ou constituíram mais de metade do total dos dias insalubres de 2020. No que diz respeito à qualidade do ar em Macau, em termos de zona de alta densidade habitacio-

nal, houve nove dias insalubres no primeiro trimestre de 2021, mais um do que ao longo de todo o ano de 2020, quando foram registados oito dias insalubres na mesma estação. À berma da estrada foram registados sete dias insalubres, também um valor bem acima da metade do total de 2020 (nove) na mesma estação de monitorização. Quanto à qualidade do ar na Taipa, em termos de zona de alta densidade habitacional foram registados 10 dias insalubres no primeiro trimestre do ano, relativamente aos 11 registados ao longo de todo o ano de 2020. Mesmo em zona ambiental, o número de dias classificados como insalubres ou mais grave (oito) entre Janeiro e Março deste ano foram metade do total de 2020 (16). Avançando para Coloane, os SMG apontam ter classificado seis dias como insalubres na estação de

Ká-Hó e sete em zona ambiental. Isto, quando ao longo de todo o ano de 2020 foram registados, respectivamente, 24 e 16 dias insalubres.

Influência pandémica

Contudo, há duas nuances que importa ressalvar. Em primeiro lugar que, no cômputo geral, segundo os SMG “a qualidade do ar em 2020 foi relativamente boa, devido à influência da pandemia”, fazendo com que o número de dias classificados como insalubres fosse consideravelmente mais baixo. Por outro lado, a partir de 1 de Janeiro de 2021, os SMG passaram a adoptar critérios mais rigorosos para o cálculo do Índice da Qualidade do Ar (IQA). Recorde-se que, de acordo com os novos critérios, os valores das concentrações de poluentes para o nível de qualidade do ar, “moderado”, passaram a ser elevados para

A qualidade do ar em 2020 foi relativamente boa, devido à influência da pandemia. Por outro lado, este ano foram adoptados critérios mais rigorosos para o cálculo do Índice da Qualidade do Ar (IQA) Olhando para os dados do primeiro trimestre de 2019 fornecidos ao HM pelos SMG, e também eles calculados de acordo com os novos critérios, a situação foi pior em comparação com o primeiro trimestre de 2021, dado que se registaram 14 dias insalubres, tanto na zona de alta densidade habitacional de Macau, como da Taipa. À berma da estrada, em Macau, foram registados 10 dias insalubres, ao passo que em Ká-Hó houve sete dias classificados da mesma forma. Também no primeiro trimestre de 2019, as estações ambientais da Taipa e Coloane registaram, respectivamente, cinco e oito dias insalubres. Pedro Arede


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TEATRO “PEQUENO ESCAPE” ESTREIA A 19 DE MAIO

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ESTE espectáculo onde o palco é substituído pelos corredores do Supermercado Tai Fung, na Taipa, o público é convidado a seguir os dois protagonistas numa “exploração das diferentes fases da vida”, através dos produtos apresentados. O espectáculo, integrado na 31ª edição do Festival de Artes de Macau (FAM) inclui partes interactivas e jogos. De acordo com a programação oficial, durante o espectáculo, o público terá a oportunidade de seguir os actores pelos corredores do supermercado numa alegoria que pretente representar as nuances dos dferentes momentos da vida. “Um supermercado é uma vida em poucas palavras. Escolhemos os produtos das prateleiras de acordo com as necessidades das diferentes etapas da vida. Desde passear pela zona dos snacks até percorrer a área dos grãos e do óleo, decorre um processo de crescimento”, pode ler-se na mesma nota. A versão em inglês de o “Pequeno Escape” está agendado para os dias 20 e 25 de Maio. Já a versão em cantonês será exibida nos dias 19, 20 e entre 22 e 27 de Maio. A versão em mandarim acontece nos dias 19 e 24 de Maio. A dramaturgia e encenação ficaram a cargo de Lei Sam I.

Bibliotecas públicas Instalado sistema para deficientes auditivos

As bibliotecas públicas têm agora um sistema de circuito de indução magnética destinado aos deficientes auditivos. Segundo um comunicado do Instituto Cultural, a medida visa “criar condições melhores e mais convenientes para os membros do público que necessitam de assistência auditiva para usar os recursos da biblioteca, promovendo assim a atmosfera de leitura”. Este sistema funciona com um auscultador, sendo que os utilizadores podem ouvir a voz dos funcionários da biblioteca amplificada pelo sistema. Os visitantes que usam um aparelho auditivo com funcionalidade T-coil podem colocar o aparelho directamente de encontro ao sensor de emparelhamento automático e a voz dos funcionários da biblioteca será transmitida através do aparelho auditivo.

O universo PINTURA GALERIA AT LIGHT ACOLHE “PROFOUND”, DE DAVID SHEEKWAN

A partir de sábado abre ao público a exposição de pintura “Pro David Sheekwan, veterano estilista de Hong Kong, que não se minimalismo e da exploração do cosmos, através de cores frias quotidiano como madeira e areia

É

inaugurada no próximo sábado a exposição de pintura “Profound” da autoria de David Sheekwan, uma mostra promovida pela associação Arts Empowering Lab na galeria At Light. De acordo com um comunicado divulgado pela organização, poderão

ser apreciadas, ao todo, 25 pinturas a óleo produzidas recentemente por David Sheekwan, na sua casa situada em Zhongshan. Natural de Hong Kong, Sheekwan queria ser arquitecto, mas acabou por ficar conhecido no mundo da moda, materializado na marca David & David, com espaços em Nova Iorque e Paris.

Tendo estudado cerâmica e pintura no San Francisco Art Institute, David Sheekwan desde cedo desenvolveu um gosto por diferentes texturas e tonalidades de cor que pode facilmente ser experienciado na mostra patente na galeria At Light. Partindo de um estilo monocromático e que privilegia “cores suaves”

e sempre com o cosmos em pano de fundo, as obras do artista incorporam elementos como ramos, pedaços de madeira e areia para aglomerar diferentes texturas e destacar “diferentes tonalidades de cor e luz”. Pelo meio da integração de objectos do quotidiano na sua obra, inspiração cuja culpa é atribuída a


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IC Antiga Farmácia Chong Sai abre portas amanhã

A antiga Farmácia Chong Sai, situada na Rua das Estalagens, abre portas amanhã anunciou ontem o Instituto Cultural. Segundo um comunicado, foram concluídas as “obras de inspecção e renovação” no espaço. A antiga farmácia estará aberta ao público entre as 10h e as 18h, incluindo dias feriados, fechando portas à terça-feira.

Lisboa 5L Próxima edição do festival literário em Maio de 2022

A

na tela

ofound”. Ao todo, serão expostas 25 obras de coíbe de partir em busca, também na tela, do s e profundas e da integração de elementos do Picasso e a Georges Braque, surge a exploração da “escuridão” e do “mistério” do universo, mais precisamente através da forma como “o ser humano existe no gigantesco cosmos”. “As pinturas abstractas [de David Sheekwan] mostram uma visão única ao nível da observação de cores, traços e proporções. O seu

estilo de pintura é simultaneamente simples e misterioso e as suas obras deixam sempre espaço para as fazer as pessoas pensar”, pode ler-se na mesma nota.

Etérea paz

De acordo com o curador da exposição, Joey Ho, o trabalho de David Sheek-

wan tem o condão de transmitir uma indescritível sensação de “profundidade” e tranquilidade, que parece não ter lugar nas experiências mundanas. “Os trabalhos de David Sheekwan (…) são essencialmente profundos, simples e abstractos, tornando-os impossíveis de associar ao deslumbramento dos primeiros

“Ao ver as suas obras é possível ouvir um tranquilo e etéreo eco de um mundo sem limites.” JOEY HO CURADOR anos da sua vida. Não há qualquer vestígio mundano neles, ao invés, são capazes de destacar uma indescritível sensação de “profundidade”, referiu Joey Ho, de acordo com uma nota sobre a exposição. No mesmo artigo, o curador destaca ainda que o artista é “muito habilidoso” e “delicado” na forma de tratar cores “frias e profundas”, como o cinzento, o preto, o azul e o verde escuro, criando uma atmosfera pacífica e amigável. “Ao ver as suas obras é possível ouvir um tranquilo e etéreo eco de um mundo sem limites, que nos leva de volta para a escuridão quente do ventre materno, deixando de lado opiniões e canalizando a consciência para a tranquilidade e a energia”, aponta Joey Ho. Reportando uma situação em que teve a oportunidade de privar com o artista, Joey Ho partilhou ainda o que é a arte para David Sheekwan. “Quando pinto, o meu cérebro está vazio e não penso em nada. Se a arte pode ser explicada, ela não existe de todo”, vincou David Sheekwan. A exposição “Profound” pode ser vista na galeria At Light até ao dia 26 de Junho. Pedro Arede e Salomé Fernandes

próxima edição do Festival Internacional de Literatura e Língua Portugal, o Lisboa 5L, decorrerá de 4 a 8 de Maio de 2022, anunciou ontem a vereadora da Cultura da autarquia, Catarina Vaz Pinto. A data da próxima edição do Lisboa 5L, que voltará a celebrar a língua portuguesa “em toda a sua dimensão internacional”, foi anunciada no espectáculo de encerramento da primeira edição do festival, no cineteatro Capitólio, onde actuou Sérgio Godinho, acompanhado ao piano por Filipe Raposo, e com Camané e Capicua como convidados. Debates, exposições, concertos e cinema em vários espaços da cidade, e com alguns momentos ‘online’, compuseram a primeira edição do Lisboa 5L, entre o dia 5 e ontem, reunindo mais de 70 autores de oito países, numa homenagem à língua portuguesa. Com direcção artística de José Pinho, o Festival Internacional de Literatura e Língua Portuguesa – Lisboa 5L é uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa e promover a língua, a literatura, os livros, as livrarias, a leitura, os autores e os seus leitores. Entre os autores convidados contaram-se nomes como Isabel Minhós Martins, José Pacheco Pereira, Bruno Vieira Amaral, João Tordo, Isabel Rio Novo, Lídia Jorge, Mário de Carvalho, Mário Zambujal, Teolinda Gersão, Gonçalo M. Tavares, Filipe Melo, Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz, Matilde Campilho, José Luís Peixoto, Itamar Vieira Júnior, Paulo Scott, José Eduardo Agualusa, Ondjaki e Alberto Manguel. Esta primeira edição do Festival 5L esteve inicialmente prevista para Maio de 2020, mas a pandemia de covid-19 obrigou a adiar a iniciativa para este ano.


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SISTEMA DIGITAL DE LANÇA-FOGUETES ENTREGUE A UNIDADE MILITAR EM PLANALTO PERTO DA ÍNDIA

Novas armas no tecto do mundo U MA unidade do Exército Popular de Libertação (ELP) do Comando Militar de Xinjiang, instalada num planalto de alta altitude, perto da fronteira com a Índia, substituiu recentemente a sua artilharia ultrapassada por artilharia digital de foguetes pesados de longo alcance, aumentando grandemente a sua capacidade de combate em todas as condições meteorológicas na região fronteiriça. A unidade não identificada, actualmente implantada numa região coberta de neve a mais de 5.200 metros de altitude, recebeu recentemente a entrega de "um lote de novos lança-foguetes autopropulsionados, que são altamente móveis, de reacção rápida, altamente precisos, muito mortais e resistentes a avarias", informou a Televisão Central da China (CCTV). Os novos lança-foguetes serão destacados para missões como o

destacamento rápido, apreensão e controlo de regiões-chave, e assalto de grupo em muitos tipos de terrenos, incluindo terrenos de alta altitude e desertos, bem como perto de rios e lagos, sob todas as condições climatéricas, informou o relatório. De acordo com as filmagens partilhadas com o relatório, o sistema de armas recentemente encomendado é o lançador de foguetões PHL-03 de longo alcance. Pelo menos 10 unidades foram entregues numa cerimónia de comissionamento, juntamente com outros oito veículos que se crê acompanharem os lança-foguetes para fins de comando, apoio e comunicação, disseram os observadores. "Com a entrega das novas armas, a unidade passou de peças de artilharia operadas manualmente para lançadores de foguetões autopropulsionados digitais, o que fez com que a unidade transformasse o seu papel de táctica em nível de campanha para ataque de precisão de longo alcance", disse o capiPUB.

HM • 1ª vez • 11-5-21

tão You Zichen, Comandante da Companhia na unidade, à CCTV na cerimónia de comissionamento, acrescentando que "isto é um desafio, mas também um passo em frente". "Os sistemas de lançamento de múltiplos foguetes de longo alcance são particularmente vantajosos nas regiões de planalto de alta altitude, uma vez que podem cobrir toda uma grande área com poder de fogo concentrado a uma distância segura",

disse Wei Dongxu, um perito militar baseado em Pequim. Os foguetes chineses caracterizam-se não só pelo seu alcance muito longo, mas também pela sua elevada precisão graças aos seus sistemas de orientação.Alguns usam mesmo sistemas de posicionamento por satélite, disse Wei, acrescentando que algumas munições deste tipo de armas podem destruir toda uma posição hostil num instante. A entrada em funcionamento do novo sistema

Imprudência e romantismo Pequim defende gestão de foguetão que caiu na Terra

ANÚNCIO Execução Ordinária n.º

CV2-20-0129-CEO

2º Juízo Cível

Exequente: Banco Industrial e Comercial da China (Macau) S.A. [中國工商銀行(澳門)股份有限公司], com sede em Macau, na AV. da Amizade, nº 555 – Macau Landmark, Torre ICBC, 18º andar. Executado: Ho Chon Ieng (何峻鷹), do sexo masculino, com última residência conhecida em Macau, na Avenida de Kwog Tung, nº 221, edf. Hung Ip Mansion, 7º andar E, ora ausente em parte incerta. *** Correm éditos de trinta (30) dias, a contar da segunda e última publicação do anúncio, citando o executado Ho Chon Ieng (何峻鷹), acima melhor identificado, para no prazo de vinte (20) dias, decorrido que seja o dos éditos, pagar ao exequente a quantia de MOP$3.022.598,98 (Três Milhões, Vinte e Duas Mil, Quinhentas e Noventa e Oito Patacas e Noventa e Oito Avos), e legais acréscimos, ou no mesmo prazo, deduzir oposição por embargos ou nomear bens à penhora, sob pena de, não o fazendo, ser devolvido ao exequente o direito de nomeação de bens à penhora, seguindo o processo os ulteriores termos até final à sua revelia; e ainda que é obrigatória a constituição de advogado, caso sejam deduzidos embargos. Tudo conforme melhor consta do duplicado do requerimento inicial que neste 2º Juízo Cível se encontra à sua disposição e que poderá ser levantado nesta Secretaria Judicial nas horas normais de expediente. Macau, em 04 de Maio de 2021. ***

O

Governo chinês defendeu ontem a sua gestão de um foguetão que se incendiou sobre o Oceano Índico e disse que está a ser acusado injustamente de ter adoptado padrões diferentes dos de outros programas espaciais. O administrador da agência espacial norte-americana acusou Pequim de agir de forma imprudente ao permitir que o seu foguetão caísse na Terra, aparentemente sem controlo, no domingo, após colocar uma estação espacial em órbita. A agência espacial chinesa disse que a maior parte dos detritos do foguetão 5B Longa Marcha arderam acima das Ilhas Maldivas. "A China tem

acompanhado de perto a sua trajectória e emitido declarações antecipadas sobre a situação de reentrada", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying. "Não houve relatos de danos no terreno. A China também compartilhou os resultados das previsões de reentrada por meio de mecanismos de cooperação internacional", disse. O foguetão carregou a secção principal da estação espacial Tianhe, ou Harmonia Celestial, que foi colocada em órbita, em 29 de abril. A China planeia mais 10 lançamentos, para completar a construção da sua estação. Os foguetões espaciais geralmente voltam

para a Terra logo após a descolagem. A agência espacial da China não explicou por que motivo o Longa Marcha foi colocado temporariamente em órbita. O administrador da NASA, Bill Nelson, acusou a China, numa declaração, de "não cumprir os padrões responsáveis" na gestão de detritos espaciais. Hua, a porta-voz chinesa, reclamou que Pequim está a ser tratado injustamente e apontou para a reacção aos destroços de um foguetão lançado pela empresa aeroespacial norte-americana SpaceX, que caiu na Terra, em Washington, e na costa do Oregon em março. "A imprensa norte-americana usou uma retórica romântica como ‘estrelas cadentes que iluminaram o céu nocturno'. Mas quando se trata do lado chinês, é uma abordagem completamente diferente", acusou.

de artilharia vem com a chegada da Primavera às regiões fronteiriças de alta altitude do Sudoeste da China, à medida que a estação fria vai passando. Os observadores chineses notaram que os conflitos fronteiriços anteriores muitas vezes começaram nesta época do ano. "No ano passado, no início de Maio, a Índia começou a atravessar a Linha de Controlo Real no Vale de Galwan e tentou alterar unilateralmente o status quo, o que acabou por conduzir a um impasse fronteiriço de vários meses, incluindo um confronto fatal". "A entrada em funcionamento do novo sistema de armamento mostra que a China está preparada para salvaguardar a sua integridade territorial em todos os momentos", afirmaram os observadores. Após a entrega, os operadores dos sistemas de lançamento de foguetes começaram imediatamente a formação de adaptação e testaram o desempenho técnico e táctico das armas, informou a CCTV.

Covid-19 "Linha de demarcação" no cume do Evereste

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China vai instalar uma "linha de demarcação" no cume do Evereste para evitar qualquer risco de infecção de covid-19 por alpinistas do Nepal. Embora as fronteiras estejam praticamente fechadas desde março de 2020, o país pretende agora estender a sua vigilância ao cume do Evereste, que partilha com o Nepal. Os guias de montanha estabelecerão uma linha de demarcação no cume antes de permitir que os alpinistas ataquem a subida a partir do lado chinês (norte), informou a agência estatal Xinhua. De acordo com a agência noticiosa oficial, o anúncio foi feito numa conferência de imprensa pelo chefe da Associação Tibetana de Montanhismo. A agência noticiosa não especificou de que forma Pequim pretendia marcar concretamente o seu território no cume estreito da montanha mais alta do mundo, 8.848 metros acima do nível do mar. Os funcionários tibetanos citados pela agência disseram que tomariam "as medidas mais rigorosas de prevenção da epidemia" para evitar o contacto com alpinistas vindos do sul. O Nepal, vizinho da Índia, foi duramente atingido por uma segunda vaga da epidemia, enquanto o estado dos Himalaias procura reavivar o turismo este verão.


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ARA além da participação de Rodolfo Ávila na prova de abertura do Campeonato TCR China, que ontem aqui noticiamos, houve mais três pilotos do território em acção num fim de semana agitado para as cores de Macau. Também no Circuito Internacional de Xangai, e depois de um ano praticamente afastado das pistas, André Couto fez o seu regresso ao automobilismo na prova de abertura da Taça Porsche Carrera Ásia. O piloto português não deixou “créditos por mãos alheias” na sessão de qualificação e realizou o segundo melhor tempo. A pole-position escapou-lhe por meros 0,169 segundos, a favor do jovem sino-inglês Daniel Hibbitt Lu do Team Jebsen. Na corrida de sábado, Lu defendeu-se bem do ataque inicial de Couto e na segunda volta entrou em pista o Safety-Car para remover um carro imobilizado em zona perigosa. No recomeço, Couto ultrapassou Lu, mas não conseguiu descolar do pelotão perseguidor. Couto, Lu e Ling Kang realizaram várias voltas muito próximos, até que a duas voltas do fim, Couto alargou a trajectória e Lu, que vinha também ele a ser pressionado, tentou a ultrapassagem, tocando no Porsche 911 GT3 Cup (Tipo 992)

A toda a velocidade André Couto regressou em Xangai e Rui Valente voltou em Zhaoqing

André Couto

nº7 de Couto que entrou em pião. O piloto da RAEM ainda voltou à pista para ver a bandeira de xadrez no 13º lugar. Como a grelha de partida da segunda corrida da Taça Porsche é determinada pela segunda melhor volta na qualificação, Couto arrancou do 5º lugar para o segundo embate do seu fim de semana de estreia na disciplina. O piloto luso da equipa chinesa Toro Racing segurou a quinta posição na primeira

metade da corrida, mas no final, claramente com dificuldades com o seu carro, algo que o piloto acredita ter sido derivado ao toque sofrido no dia anterior, acabou por ceder duas posições, terminando assim no sétimo lugar. Ainda por Xangai, o piloto de Macau Alex Liu participou na prova de estreia do campeonato GT Super Sprint Challenge, que reuniu três dezenas de pilotos amadores com carros das categorias GT3, GT4 e GTC. Ao volante do seu Mercedes AMG GT3, Alex Liu foi o sexto classificado na primeira corrida e abandonou na segunda corrida devido a uma colisão com um adversário.

Maldita jante

No Circuito Internacional de Guangdong, Rui Valente voltou a vestir o fato e a calçar as luvas para o quarto evento do “GIC Super Track Festival”. Com as maleitas que apoquentaram o Honda Integra DC5 nas últimas provas já resolvidas, o veterano piloto das corridas de carros de

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EDITAL Edital n.º : Processo n.º : Assunto : Local :

27/E-BC/2021 1065/BC/2011/F Demolição de obras não autorizadas pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Rua de Sacadura Cabral n.º 6, Edf. Pou Lei, partes do terraço sobrejacentes às fracções 5.º andar A e 5.º andar C, Macau. Rua de Sacadura Cabral n.º 6, Edf. Pou Lei, escada comum entre o 5.º andar e o terraço, Macau.

Lai Weng Leong, Subdirector da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pelo Despacho n.º 06/SOTDIR/2020, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 11, II Série, de 11 de Março de 2020, faz saber que ficam notificados os donos das obras ou seus mandatários, bem como os utentes dos locais acima indicados, cujas identidades se desconhecem, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que nos locais acima indicados realizaram-se as seguintes obras não autorizadas: Obra 1.1 Construção de um compartimento com cobertura, chapas, arame, suporte e chaminé metálicos na parte do terraço sobrejacente à fracção 5.º andar A. 1.2 Construção de um compartimento com paredes em alvenaria de tijolo, chapas e cobertura metálicas, canalização metálica de abastecimento de água e tubo plástico de drenagem de água na parte do terraço sobrejacente à fracção 5.º andar C. 1.3 Instalação de um portão metálico na escada comum entre o 5.º andar e o terraço 2.

desporto 11

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Infracção ao RSCI e motivo da demolição Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação. Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação. Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação.

De acordo com o n.º 1 do artigo 95.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M de 9 de Junho, foi realizada, no seguimento de notificação por edital publicado nos jornais em língua chinesa e em língua portuguesa de 9 de Julho de 2020, a audiência escrita dos interessados, mas não foram carreados para o procedimento elementos ou argumentos de facto e de direito que pudessem conduzir à alteração do sentido da decisão de ordenar a demolição das obras não autorizadas acima indicadas. 3. Sendo as escadas, corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI. Assim, nos termos do n.º 1 do artigo 88.º do RSCI e no uso das competências delegadas pela alínea 8) do n.º 1 do Despacho n.º 06/SOTDIR/2020, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 11, II Série, de 11 de Março de 2020, e por despacho do signatário de 5 de Maio de 2021 exarado sobre a informação n.º 03698/DURDEP/2021, ordena aos interessados que procedam, por sua iniciativa, no prazo de 8 dias contados a partir da data da publicação do presente edital, à respectiva demolição e à reposição dos locais afectados, bem como à remoção de todos os materiais e equipamentos neles existentes e à sua desocupação, devendo, para o efeito e com antecedência, apresentar nesta DSSOPT o pedido de demolição das obras ilegais, cujos trabalhos só podem ser realizados depois da sua aprovação. A conclusão dos referidos trabalhos deverá ser comunicada à DSSOPT para efeitos de vistoria. 4. Findo o prazo da demolição e da desocupação, não será aceite qualquer pedido de demolição das obras acima mencionadas. De acordo com o n.º 2 do artigo 139.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se ainda que nos termos dos n.os 1 e 2 do artigo 89.º do RSCI, findo o prazo referido, a DSSOPT, em conjunto com outros serviços públicos e com a colaboração do Corpo de Polícia de Segurança Pública, procederá à execução dos trabalhos acima referidos, sendo as despesas suportadas pelos infractores. Uma vez iniciados os trabalhos, os infractores não poderão solicitar o seu cancelamento. Os materiais e equipamentos deixados nos locais acima indicados ficam aí depositados à guarda de um depositário a nomear pela Administração. Findo o prazo de 15 (quinze) dias a contar da data do depósito e caso os bens não tenham sido levantados, consideram-se os mesmos abandonados e perdidos a favor do governo da RAEM, por força da aplicação do artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 6/93/M de 15 de Fevereiro. 5. Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de 4 000,00 a 40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração e/ou de segurança do edifício. 6. Nos termos do n.º 1 do artigo 97.º do RSCI e do n.º 7 do Despacho n.º 06/SOTDIR/2020, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.º 11, II série, de 11 de Março de 2020, da decisão referida no ponto 3 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 8 (oito) dias contados a partir da data da publicação do presente edital. RAEM, 5 de Maio de 2021 Pela Directora de Serviços O Subdirector Lai Weng Leong

na sua jante. “Estava no segundo lugar da geral no momento em que a jante partiu. Ainda assim fui às boxes e trocámos de jante, deu para terminar no 15º lugar”.

“Estava tudo a correr nos conformes, até que a quinze minutos do fim deu nisto. Estava no segundo lugar da geral no momento em que a jante partiu. Ainda assim fui às boxes e trocámos de jante, deu para terminar no 15º lugar.” Rui Valente

Turismo obteve o quinto lugar na qualificação para a prova. Contudo, no domingo, quando a corrida de uma hora de duração caminhava para o fim e tudo apontava para mais um pódio de Rui Valente, uma jante construída localmente partida fez ruir as esperanças de um bom resultado. “Estava tudo a correr nos conformes, até que a quinze minutos do fim deu nisto”, explicou Valente ao HM, apontando para os estragos

RUI VALENTE PILOTO

Entretanto, o quarteto macaense composto por Rui Valente, Ricardo Lopes, José Mariano da Rosa e Belmiro Aguiar adiou o seu regresso às pistas devido a compromissos que alguns dos elementos tinham na data prevista para a prova de seis horas. O objectivo de um regresso às pistas ainda esta temporada continua de pé e deverá acontecer mais tarde ainda este ano na pista dos arredores de Zhaoqing. Sérgio Fonseca


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uma asa do além

PAULO JOSÉ MIRANDA

Nunca trouxe aqui a este espaço biografias, mas apenas por mero acaso. Há algumas biografias que foram importantes para mim enquanto leitor, como o caso da biografia de Heidegger, de Rüdiger Safranski, «Between Good and Evil», a biografia de Wittgenstein, de Ray Monk, «The Duty of Genius», a biografia de Fernando Pessoa, de Robert Bréchon «Um Estranho Estrangeiro» – aguardo expectante a nova biografia de Pessoa, de Richard Zenith –, a biografia de Atatürk, de Patrick Kinross «Atatürk: The Rebirth of a Nation» e a biografia anterior de Robert Mitchum, de Lee Server, «Baby, I Don’t Care». Eu mesmo escrevi uma biografia, a de Manoel de Oliveira, «A Morte Não É Prioritária». Mas a biografia que me traz aqui hoje é a de Jefferson McCormack. Uma biografia acerca do grande actor de cinema Robert Mitchum, intitulada «Um Homem Difícil». Julgo que se gosta de uma biografia por duas razões: por que gostamos da escrita e, principalmente, porque gostamos do biografado. De modo geral, é o biografado que nos leva a ler a biografia e não o biógrafo. E assim também aconteceu neste caso. Gosto muito de ver Mitchum no ecrã, desde que vi pela primeira vez aos 17 anos o filme «The Night of The Hunter». O que esta nova biografia traz de novo não são factos, mas as reflexões do seu biógrafo, que casam na perfeição com a vida e a carreira de Mitchum. São por demais conhecidas as piadas do actor Robert Mitchum. Relembro aqui quatro, que já conhecia do livro de Server e que McCormack também cita na sua biografia. A primeira, nos anos 50: «Ir para a escola para aprender a ser actor é como ir para escola para aprender a ser alto.» Segunda, em meados dos anos 80: «Hoje toda a gente faz jogging, é uma moda. Não tenho nada contra. Já tentei algumas vezes, mas entorno sempre o whisky.» Terceira, também nos anos 80: «Estou completamente em desacordo quando dizem que a marijuana vicia. Fumo marijuana todos os dias há 30 anos e não sou viciado.» Quarta, nos anos 60: «Se alguma vez representei nos meus filmes, não me dei conta disso.» Estas passagens, por si só, dizem muito acerca do homem que foi Mitchum. Um sentido de humor apurado e um modo de estar de desafio constante. McCormack diz-nos: «Quando foi contactado para filmar, aos 25

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Um homem difícil

anos, propuseram-lhe que fizesse uma operação ao nariz, ao que ele respondeu de pronto: “Muito obrigado, mas não tenho quaisquer problemas com o nariz, respiro perfeitamente.” E desde cedo ficou claro para a indústria do cinema que Robert Mitchum não seria nunca um produto. Ou se adaptavam a ele, ou teriam de o deixar ir embora. Adaptaram-se. Pelo menos, adaptaram-se o que puderam.» Outro dos relatos que mostra bem a personalidade de Mitchum prende-se com uma entrevista que ele dá a uma jornalista inglesa quando estava a filmar com Jane Russell «His Kind of Woman» (1951). A jornalista pergunta-lhe se ele gosta do filme e ele diz que não, que gosta de estar a filmá-lo, com Jane Russel, mas que não gosta do filme. A jornalista insiste, pergunta-lhe por que diz isso,

ao que ele responde: porque é um péssimo filme. Devido a este modo de ser, foi sempre «poupado» às actividades de promoção dos filmes, pois acabava sempre por fazer do contrário do que seria esperado. No grande ecrã ficou conhecido como a alma do «film noir». Como actor, tinha a posição diametralmente oposta à da famosa escola «actor studio». Por isso dizia que nunca representava. Aquilo que ele fazia nos filmes era reagir à situação em que estava. Como aparece na biografia de McCormack: «Como posso fingir representar outra pessoa, se não sei quem sou. Corro o risco de me representar a mim mesmo, sem o saber. Por isso mantenho as coisas simples em frente à câmara: ajo consoante o que me parece adequado à situação.»

“ERA TÍMIDO, PREFERIA FICAR EM CASA A LER OU A OUVIR MÚSICA. MCCORMACK ESCREVE: «A NOITE, PARA MITCHUM, MAIS DO QUE SER UMA PARTE DO DIA, MAIS DO QUE TEMPO, ERA UM LOCAL. UM LOCAL ONDE ELE SE SENTAVA A LER, A BEBER, A PENSAR.»”

Este modo de se expressar, fazia com que Robert Mitchum se destacasse de todos os seus colegas. Havia sempre um fundo filosófico nas suas palavras. McCormack escreve: «Mitchum tinha a capacidade de dizer a verdade através de paradoxos e ironia. Era quase sempre assim que se expressava, pelo menos em público. Nunca mentia, mas não era capaz de dizer as coisas de modo directo. De modo directo, só conseguia dizer “sim” e “não”. Acerca do “talvez”, dizia que era o único modo que conhecia de poder mentir directamente sem que o levassem a mal.» Robert Mitchum era um leitor compulsivo, principalmente poesia. Embora também lesse regularmente romances. Não era a estrela de cinema a que estamos habituados. Era tímido, preferia ficar em casa a ler ou a ouvir música. McCormack escreve: «A noite, para Mitchum, mais do que ser uma parte do dia, mais do que tempo, era um local. Um local onde ele se sentava a ler, a beber, a pensar.» Além de assistirem a alguns dos filmes de Mitchum, aconselho-vos a lerem a biografia de McCormack.


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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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ANABELA CANAS

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cartografias

ANABELA CANAS Duas da manhã. Sete da manhã ou onze da noite. Naqueles dias fora do meu bairro, a janela de A. M. E fumar cigarros clandestinos quando não está ou dorme. Suponho que podia perder-me aqui, nesta janela. Com a casa desconhecida e invisível para trás. Como a olhar um único e gigantesco néon de Ginza, da janela de um hotel central. Um olhar sem obstáculo sobre a transparência do que sinto como a da garrafa de Sun no parapeito. Podia perder-me aqui para sempre na intermitência daqueles anúncios imparáveis e que se sucedem circulares, á espera da figura preferida ou do caracter misterioso na paisagem urbana nocturna, com o céu acima e tudo o resto, dezenas de andares abaixo. Aqui. Olho a janela ampla e panorâmica como se sobre todo um ecrã de vida. Estranha e não vivida o que é bom. No outro ano aqueles anúncios não estavam lá. Blade Runner, disse. Penso no filme “Lost in translation”, não tanto na história mas simplesmente no título. Sempre. A propósito de todas as palavras ditas. Ouvidas. Por dizer. Das luzes significantes. Vistas ouvidas e mentidas. Sempre em parte perdidas e sempre parte de uma tradução. Fumo escondida por detrás ou para lá da cortina espessa e penso aqui para sempre. Um pensamento sedutor e tentador, esse. De nos perdermos de tudo. Um dia. Só porque tudo se solta. E para sempre, aqui ou algures em movimento slow motion. Olho a paisagem urbana e já não é. Agora outra e a mesma estranha irreverência de se apresentar como sempre, como nunca. Para sempre. E, claro, uma coisa para nunca. Tudo dorme em volta como no meio da escuridão do campo. Janelas a perder a conta com luzes esparsas, desconhecidas, intermitentes no horário. Sobre a mesa, agora uma outra garrafa e a mesma sensação de sempre iguala a nunca. Podia perder-me aqui. Ali. Olho a janela e hoje já não é. Nem Tóquio, nem uma imagem de “Blade Runner”. Mas as margens inalcançáveis da tradução, ainda e sempre que as palavras caírem. Como fotogramas soltos do fio narrativo. Cansa-me a verdade e a mentira. Escrevo para distrair a insónia possessiva tentando não invejar pensamentos alheios. E num cansaço demasiado para querer verdades nas palavras que se soltam simplesmente a tentar

Algodão doce ocupar este espaço imenso em que me sinto isolada. Espaço a mais sem mim. Perdida numa tradução demasiado livre. E com terra queimada pelo meio. Penso. Aquelas pessoas que nascem pequenas e ficam. E sentem o mundo de pessoas e objectos, do tamanho errado durante uma vida inteira, sem chegar a abarcar o que do mundo se desenvolve acima do seu nariz. Uma permanente desadequação. Jovens tribos urbanas como as nascidas e sempre em transformação no bairro Harajuku em Tóquio, como bandos de pássaros coloridos, de Lolitas doces extra doces ou góticas e que não se relacionam fora da sua espécie. Um microcosmos protector e defendido do real. Sabe-se lá com que olhos espreitam para fora do grupo, do bairro. Expressão de liberdade ou diferença ou identificação na pertença a uma tribo carinhosamente escolhida a partir de heróis de fantasia.

Alienação ou fuga aos próprios e desconhecidos personagens privados. Rejeição de si ou do mundo em geral? Entro. Aliso a saia em tule rosa e sento-me de pernas firmemente juntas, sapatos de plataforma, fluorescentes ajuizados e encostados e costas direitas. Poiso a bolsa de pelúcia de urso polar anão e lilás sobre os joelhos e faço o ar de menina discretamente rebelde mas seráfica acima do pescoço. Tantas selfies se não fosse a entrevista eminente. A enervar ligeiramente, as vísceras secretamente num burburinho estranho sem pássaros e as vozes na cabeça a repetir o discurso ensaiado para enfrentar perguntas invisíveis. O currículo sobre a mesa e o olhar informe do ser ali ao fundo como se numa galáxia distante a olhar por cima dos telescópios. Apetece-me um chocolate, um tweet, desespero por uma selfie, hashtag: ursinhonoantrododragão,

“JOVENS TRIBOS URBANAS COMO AS NASCIDAS E SEMPRE EM TRANSFORMAÇÃO NO BAIRRO HARAJUKU EM TÓQUIO, COMO BANDOS DE PÁSSAROS COLORIDOS, DE LOLITAS DOCES EXTRA DOCES OU GÓTICAS E QUE NÃO SE RELACIONAM FORA DA SUA ESPÉCIE. UM MICROCOSMOS PROTECTOR E DEFENDIDO DO REAL.”

hashtag: primeiroemprego, hashtag nãoseisequeroisto hashtag vidareal. Hashtag: nãopossoiragoraaoTwitter. Hashtag: precisodasminhasamigas. Hashtag: entrevistaaoespelho. A minha cabeça não para de tweetar em hashtags. De dentro da bolsa o zumbido discreto das notificações, porque a vida não pára, idêntico ao que vem do lado de lá da secretária. Também o indivíduo ali à frente, sentado de costas voltadas, nas suas funções de recrutamento a tweetar mentalmente: hashtag estecromosaídodaestratosfera. Não posso deixar de fazer uma selfie quando sair. Mas talvez consiga apanhá-lo a ele também, distraído. Embora sem chapéu, podia parecer um quadro à Magritte. E finalmente, sempre de costas voltadas, contudo, o indivíduo levanta um braço e diz: próximo. Avanço nas plataformas de borracha com cheiro a pastilha elástica e espero que se volte mas ele continua. Uma vista de olhos aos papéis, analisados rapidamente, e só depois, afinal, me encara, mas é através do espelho à sua frente que me olha, fazendo um movimento complicado do braço a indicar que devo sentar-me mesmo assim. Tinha algumas perguntas padrão, pouco empenhadas e talvez já alguém para o lugar. Fico a enfrentar-nos a ambos no espelho. Melhor assim, talvez. Cada um no seu personagem mediado pela superfície plana. A tornar mais virtual e seguro o que de real na verdade nada tinha.


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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 25

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CINETEATRO O MEU PROGRAMA DE GOVERNO | JOSÉ GOMES FERREIRA | 2013

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C I N E M A

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ONCE UPON A TIME IN HONG KONG [C]

Haverá poucos comentadores que conseguem explicar os lóbis económicos em Portugal tão bem como jornalista/comentador José Gomes Ferreira. Através de um linguagem acessível, o jornalista tende a focar relações que não são tão aparentes para o cidadão comum. Em 2013, José Gomes Ferreira foi mais longe e escreveu mesmo um livro em que tentou apresentar caminhos para trazer de volta a competitividade à economia portuguesa. É um livro que continua muito actual, e, se não valer pelas propostas apresentadas, vale pelo diagnós31 João Santos Filipe tico apresentado.

PROBLEMA 26

UM LIVRO HOJE S U D O K U 26 5 9

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FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Wong Jing, Woody Hui Com: Louis Koo, Tony Leung, Francis Ng, Lam Ka Tung 14.30, 19.30

DYNASTY WARRIORS [C]

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Roy Chow Com: Louis Koo, Han Geng, Wang Kai 16.30, 21.30 SALA 2

HOME SWEET HOME [C]

FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Leste Chen Com: Aaron Kwok, Hsu Wei Ning 14.30, 19.15, 21.30

STAND BY ME DORAEMON 2 [B] FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Ryuichi Yagi, Takashi Yamazaki 16.45 SALA 3

THOSE WHO WISH ME DEAD [C] Um filme de: Taylor Sheridan Com: Angelina Jolie, Nicholas Hoult, Aidan Gillen 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

32 6 7 9 4 3 2 6 3 7 5 1 9 2 4 8 9 5 3 6 7 8 4 8 5 2 7 6 1 8 2 4 7 6 3 9 1 5 2 6 7 4 9 1 8 4 3 1 9 8 5 9 1 5 2 8 4 7 3 6 8 1 4 3 2 5 7 5 2 8 3 4 6 2 4 8 6 5 1 3 7 9 5 8 THOSE 2 WHO 9 WISH 4 ME3DEAD6 9 1 3 8 2 7 7 6 9 3 2 8 1 5 4 4 3 6 8 1 7 9 7 4 6Fábrica5de Notícias, 1 9Lda Director Carlos Morais 1 5José 3 9João4Luz;7José C.8Mendes 6 Redacção 2 Andreia Sofia1Silva;7João Santos 9 2Filipe;5Pedro6Arede;3 Propriedade Editores Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 2 8M.Tavares; 4 6Gonçalo 9 Waddington; 3 1José9Simões 6 Morais; 4 Luis 8 Carmelo; 3 Nuno Miguel Guedes; 3 Paulo 9 José 1 Miranda; 7 6Paulo2Maia5e Gonçalo Inês Oliveira;5João7 Paulo2 Cotrim; Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 1 5 Paul 2 Chan 7 Wai8 Chi; Paula Bicho; Tânia 3 dos8Santos 6 Grafismo 4 7Paulo2Borges, 5 Rómulo 9 1 2Fotografia 8 5Hoje3Macau;4Lusa;1 Olavo 6 Rasquinho; Santos Agências Lusa;6 Xinhua GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 3 9Morada 7 Pátio 1 da5Sé, n.º22, 4 Edf. Tak Fok, R/C-B,4Macau; 9 Telefone 1 828752401 3 Fax 5 28752405; 6 2e-mail 7 info@hojemacau.com.mo; 7 4Sítio5www.hojemacau.com.mo 1 8 9 2 Welfare 2 6 1 7 4 8 5 3 9 9 8 1 5 6 3 2 4 7

9 8 5 6 2 3 1 4 7 2 3 5 8 7 4 1 9 6

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9 7 3 4 8 5 2 6 1

1 5 4 2 6 7 8 3 9

9 1 8 5 4 2 6 3 7

36 7 5 4 2 1 9 6 8 3

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1 6 8 9 7 4 5 3 2

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9 7 3 1 2 5 8 4 6

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terça-feira 11.5.2021

www.hojemacau.com.mo

macau visto de hong kong

opinião 15

David Chan

NOVA ADMINISTRAÇÃO AMERICANA RENUNCIA ÀS PATENTES DAS VACINAS

NO PASSADO dia 5, o Governo dos Estados Unidos anunciou que vai renunciar às patentes das vacinas contra a COVID. A seguir a este anúncio, os preços da BioNTech, da Novavax e da Ocugen baixaram. A Representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai, fez o comunicado, salientando que, com esta decisão, se pretende produzir vacinas seguras e eficazes que possam pôr fim à epidemia do novo coronavírus. Katherine Tai adiantou que o Governo vai continuar a reforçar a cooperação com o sector privado e com todos os potenciais parceiros, de forma a aumentar o fornecimentos de matérias primas necessárias e a produção das vacinas. Para além disto, a distribuição também vai acelerar. Os Estados Unidos tomaram esta decisão a pedido de vários países, liderados Índia e pela África do Sul, que repetidamente apelaram à Organização Mundial do Comércio para retirar provisoriamente os direitos de patente das vacinas. Os apoiantes acreditam que esta medida vai ajudar os países em desenvolvimento a aumentar a sua produção de vacinas. A decisão dos Estados Unidos representa um marco na cooperação global ao nível da vacinação. À medida que a vacinação vai acelerando nos Estados Unidos, o Governo começou a estar menos preocupado com a questão doméstica e a prestar mais atenção aos problemas que os outros países enfrentam, manifestando o desejo de os apoiar. Esta medida vai permitir que

mais pessoas sejam vacinadas a nível global e vai fazer diminuir o fosso entre os países ricos e os países pobres. Vem também dar resposta ao pedido dos cientistas para que a população mundial seja vacinada o mais rapidamente possível, de forma a evitar o aparecimento de mais variantes do vírus resistentes a estas vacinas. Esta ameaça fez com que um número cada vez maior de pessoas passassem a apoiar a abolição dos direitos de patente. Os laboratórios e os países que se opõem a esta medida insistem que as patentes não são um obstáculo para a expansão da produção de vacinas, e avisam que a abolição do direito de patente pode desmotivar os cientistas a prosseguir com as investigações em situações futuras. Todos compreendemos que o acesso equitativo às vacinas levanta questões éticas e económicas. Partimos do princípio de que todos temos apenas uma vida e de que todos as vidas são igualmente importantes, sejamos ricos ou pobres, seja qual for a nossa nacionalidade. No entanto, este é apenas um princípio ideal, porque se vivermos num país rico vamos ser de certeza mais rapidamente vacinados. O aviso dos cientistas é muito claro. Os vírus sofrem mutações. As vacinas que temos hoje combatem as diversas mutações existentes, mas quem pode garantir que vão combater as futuras mutações? É vital criar imunidade global antes que surjam variantes

para que não estamos preparados. Para isso é preciso proteger a saúde de todos. A investigação e desenvolvimento das vacinas tem naturalmente um custo. Os Laboratórios investem somas enormes. Sem este investimento e este esforço não haveria vacinas. Se as patentes forem abolidas, a indústria farmacêutica vai ser muito afectada. E em que pé

“O aviso dos cientistas é muito claro. Os vírus sofrem mutações. As vacinas que temos hoje combatem as diversas mutações existentes, mas quem pode garantir que vão combater as futuras mutações? É vital criar imunidade global antes que surjam variantes para que não estamos preparados.”

ficará a investigação sobre novos medicamentos para tratar a COVID e a investigação sobre as novas variantes do vírus? Neste contexto, que futuro nos espera? Existem muitos apoiantes da decisão do Governo americano, mas a maior parte deles não está ligada à indústria farmacêutica. Se a indústria deixar de ser tão lucrativa pode começar a desinvestir na investigação. É difícil termos o melhor de dois mundos. Qual a melhor solução? Talvez o Governo dos EUA pudesse considar compensar financeiramente os Laboratórios pelas perdas sofridas com a abolição das patentes. Claro que esta opção iria ter muitos críticos, porque o dinheiro do Governo vem dos contribuintes, pelo que seriam estes a pagar os direitos de patente à indústria farmacêutica e, em última análise, estes direitos continuariam a existir. Outro método mais exequível seria o Governo através de negociações convencer a indústria farmacêutica a aceitar reduções dos direitos das patentes. No entanto, em quanto deveria consistir essa redução, qual a forma de redução e quando deveria ser feita, são questões de difícil resposta. Seriam certamente negociações complicadas. A abolição dos direitos de patente das vacinas representa uma decisão corajosa e difícil. É uma decisão que recebe o aplauso dos apoiantes do Governo e as critícas dos seus opositores.

Professor Associado da Escola Superior de Ciências de Gestão/ Instituto Politécnico de Macau • Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau • legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog


“Nunca me ocorreu que a doença mental poderia ter uma faceta de poder.” PALAVRA DO DIA

Ken Kesey

terça-feira

11.5.2021

TIAGO ALCÂNTARA

Covid-19 Vacinas no Hospital da MUST na segunda-feira

As autoridades de saúde vão instalar um novo local de vacinação no Hospital da Universidade de Ciência e Tecnologia, que entrará em funcionamento a partir de 17 de Maio (próxima segunda-feira). A marcação terá início às 10h de sexta-feira. Numa primeira fase, o local só terá vacinas da Sinopharm e disponibilizará 150 vagas por dia para residentes de Macau, trabalhadores não residentes e estudantes. Ao mesmo tempo, as autoridades estão a preparar a criação de um posto comunitário de vacinação de grande escala no Fórum de Macau, prevendo-se 2.000 vagas diárias.

Pagamentos móveis Volume de transações cresceu 31%

CONCESSÃO DA LIVRARIA PORTUGUESA PROLONGADA POR MAIS UM ANO

Próximo capítulo

O

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Instituto Português do Oriente (IPOR) decidiu prolongar por mais um ano, sem realização de novo concurso, a concessão da Livraria Portuguesa, que actualmente pertence à Praia Grande Edições. A informação foi confirmada ao HM por Joaquim Coelho Ramos, actual director do IPOR. “Devido à pandemia foi decidido prorrogar a concessão à Praia Grande Edições por mais um ano. Nesta fase ainda não está a ser equacionado o modelo de concessão, ou sequer se haverá mudanças ao nível da metodologia ou de conteúdos”, lê-se na resposta enviada ao nosso jornal. Ao HM, Ricardo Pinto, director da Praia Grande Edições, falou de enormes quebras nas vendas devido à pandemia e consequente fecho das fronteiras. “Apandemia

é responsável por uma acentuada quebra das receitas da livraria, que estimo ser, nesta altura, de 30 por cento se comparadas com as de 2019. No ano passado, a quebra já se sentia, mas não era tão acentuada, embora tenhamos sido forçados a fechar a livraria por cerca de um mês.” A queda na venda de livros a turistas ronda os 100 por cento, verificando-se também uma “descida muito acentuada, próxima dos 80 a 90 por cento, nas receitas provenientes de clientes institucionais”. Trata-se, segundo Ricardo Pinto, do “reflexo dos cortes orçamentais a que estão

obrigados os serviços públicos da RAEM neste ano económico”. Em termos gerais, este será “um ano de grandes desafios” para a gestão da Livraria Portuguesa. “Não temos grande esperança de que [a situação] possa melhorar de forma significativa no segundo semestre. Oxalá que o ano de 2022 seja de regresso à normalidade”, frisou.

Clientes individuais crescem

Mesmo sem os números do passado, a Livraria Portuguesa tem colmatado as quebras nas receitas com vendas a clientes individuais. “Estamos a ir cada vez mais ao

“Devido à pandemia foi decidido prorrogar a concessão à Praia Grande Edições por mais um ano. Nesta fase ainda não está a ser equacionado o modelo de concessão.” IPOR

encontro deles e de uma forma cada vez mais pró-activa”, disse Ricardo Pinto. Exemplo disso é o lançamento de iniciativas como a campanha A Editora do Mês, em que se vendem livros a preços semelhantes aos que se praticam em Portugal. Foram também feitos ajustes nas encomendas e no contacto com o cliente. A Livraria Portuguesa vai continuar a acolher actividades “que passam pela promoção ou acolhimento de exposições organizadas por outras entidades, o lançamento de novas obras, a participação em feiras do livro ou a realização de actividades dirigidas ao público infantil”. Ricardo Pinto adiantou também ao HM que este ano o Festival Literário de Macau Rota das Letras “vai voltar mais uma vez a ter lugar no final do ano nas antigas Oficinas Navais”.

Andreia Sofia Silva

No primeiro trimestre do ano, os sistemas de pagamento móveis foram responsáveis por transacções que atingiram 3,1 mil milhões de patacas. O montante traduz-se num aumento de 31,5 por cento, em comparação com o último trimestre do ano passado. No total, foram feitas 34,7 milhões de transacções, o que significa uma média de 88,2 patacas por operação. Nos três meses anteriores, o volume de transações tinha sido de 24,6 milhões, o que representa que a média tinha sido de 95,5 patacas, ou seja, mais elevada. Ao mesmo tempo, o número de máquinas que aceitam pagamentos móveis através do código QR também aumentou, em cerca de 9,1 por cento, de 70.301 terminais, entre Outubro e Dezembro, para 76.687 terminais. Entre Janeiro e Março, as transações com cartão de crédito subiram aos 7 mil milhões de patacas, mais 1,4 por cento em relação ao trimestre anterior. Estas transacções movimentaram 5,5 mil milhões de patacas, o que representou um decréscimo de 3,1 por cento.

ZAPE Concluída construção de edifício público

Está concluída a construção do edifício para albergar gabinetes de serviços públicos, localizado junto ao Hotel Waldo, no ZAPE. De acordo com o jornal Ou Mun, o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estrutura revelou que a construção iniciada no primeiro trimestre de 2019, foi concluída com 12 dias de atraso, devido à pandemia. O edifício em questão tem onze pisos e ocupa uma área de cerca de 1.636 metros quadrados.

Hangzhou Parque criticado por deixar fugir leopardos e não dizer nada

As autoridades do leste da China estão à procura do último de três leopardos que escaparam de um parque de safaris, que está a ser criticado por ter escondido a fuga durante quase uma semana. Os três leopardos do Hangzhou Safari Park foram avistados pelos moradores no início de Maio, segundo o jornal estatal Global Times. No entanto, só este fim-de-semana o parque relatou o desaparecimento dos leopardos e alertou o público. Dois foram já capturados e encontram-se em boa condição física. Não é claro como conseguiram escapar. Os esforços para capturar o último leopardo estavam em andamento na noite de domingo, de acordo com um comunicado publicado na segunda-feira pelo Governo de Hangzhou. O Hangzhou Safari Park disse estar “sinceramente arrependido”, por não ter anunciado o incidente antes. Como os jovens leopardos são considerados menos agressivos, o parque disse que não fez o anúncio para evitar o pânico entre a população. O parque foi temporariamente encerrado.


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Hoje Macau 11 MAIO 2021 #4765 by Jornal Hoje Macau - Issuu