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Ter para ler
Director carlos morais josé • quinta-feira 11 de abril de 2013 • ANO XII • Nº 2828
períodos de chuva min 16 max 19 hum 75-95% • euro 10.2 baht 0.2 yuan 1.2
Venham mais cinco (séculos)
Pena de morte China continua a liderar execuções
Última
ENSINO Macau lidera o primeiro lugar mundial na lista de insucesso escolar
Chumbo monumental
O relatório é da OCDE. A RAEM é a região do globo com a maior taxa de reprovação dos alunos menores de 15 anos: 43,7%. Não há, de acordo com os 39 países e cidades auditados pela Organização, nada pior. Os deputados já discutiram, por diversas vezes, o tema educação na Assembleia Legislativa e defendem a necessidade de criar critérios de avaliação semelhantes em todas as escolas, mas até agora o que se viu foi um grande nada. Más notícias também para Portugal que se situa no sexto lugar. Página 6
crise nas coreias apoios financeiros
Novo Macau quer prestação de contas publicamente Página 2
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Lei de terras
Deputada defende fim das concessões de longo prazo Página 3
norte continua ameaças Páginas 8 e 9
planeamento urbano
Interesse público pode suspender todos os planos Página 4
política
Está na lei, diz Jason Chao, que as associações que recebam subsídios têm de mostrar as suas contas publicamente. Contudo, “o Governo permite” que as organizações contornem a lei, não dando a conhecer à população quanto ganham em apoios financeiros. A Novo Macau quer que isso mude
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Apoios Financeiros Novo Macau quer que Governo obrigue associações a mostrar contas publicamente
Tudo detalhadinho gonçalo lobo pinheiro
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Fundação Macau “sem regras”
Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Associação Novo Macau (ANM) quer que o Governo comece a obrigar as associações que recebem mais apoios financeiros a mostrar as suas contas ao público. Jason Chao, presidente da associação, manifestou ontem este desejo, numa conferência de imprensa que serviu para mostrar o top 10 das associações e organizações que mais beneficiam de subsídios quer da Fundação Macau, quer dos serviços públicos. “O total dos subsídios dados às associações pelo Governo, está sempre escondido do público, todos os anos”, atira Jason Chao.
O responsável acusa o Executivo de permitir que as associações contornem a lei, ao não serem obrigadas a publicar as contas. Isto, assegura Chao, está supostamente previsto na lei que
regula o funcionamento das associações e que diz que “todas que beneficiem de subsídios ou de quaisquer outros contributos de natureza financeira de entidades públicas, em montante supub
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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL
Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, encontra-se terminado, e, que de acordo com o artigo 3.º da Lei n.º 8/91/M de 29 de Julho, conjugado com o artigo 2.º e o artigo 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que, deverão os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Avenida de Venceslau de Morais, n.ºs 190 a 216 e Rua do Padre Eugénio Taverna, n.ºs 161 a 327, em Macau, (Edifício Pak Tat Sun Chuen). Agradecemos os contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam ao Núcleo da Contribuição Predial e Renda, situado no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento da Taipa, para levantamento da guia de pagamento M/B, destinada ao respectivo pagamento nas Recebedorias dos referidos locais. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, proceder-se-á à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 22 de Março de 2013.
parte o deputado Ho Ion Sang, consta da lista elaborada pela ANM, tendo recebido mais de 90 milhões em subsídios durante o ano passado, logo seguida pela AGOM, da qual é membro a deputada Kwan Tsui Hang, e que recebeu em 2012 mais de 80 milhões.
A Directora dos Serviços de Finanças, Vitória Conceição
perior ao valor fixado pelo Governador, publicam anualmente as suas contas” e que a “publicação é efectuada num dos jornais registados no território”. A ANM insta o Governo a fazer valer de imediato esta lei.
Público de olho
Mas não é apenas isto que pede a associação. Jason Chao quer ainda que o público tenha capacidade de aprovar a atribuição de subsídios. “O Governo tem de ser aberto e lançar uma consulta pública sobre o critério utilizado pelos corpos públicos, Fundação Macau em particular, para aprovar, desaprovar e determinar a quantia dos apoios.” A ANM pretende mais. Quer que o Executivo permita que o público tenha acesso aos relatórios de gastos e actividades das associações beneficiadas, algo que apenas é publicado
em Boletim Oficial (BO) ao nível trimestral, sem que haja um relatório total. Recorde-se, por exemplo, que o ano passado foi benéfico para a Universidade de Ciência e Tecnologia (MUST), a Associação Geral dos Operários de Macau (AGOM) e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAM), em termos de subsídios. As três instituições ocupam os três primeiros lugares no top 10 das que mais receberam apoios financeiros, de acordo com contas feitas pela Associação Novo Macau. Só no ano de 2012 – e de acordo com dados recolhidos pelo Hoje Macau -, a Fundação Macau sozinha doou mais de 190 milhões de patacas à MUST. Diz a ANM que outros serviços públicos apoiaram a mesma universidade em mais de 28 milhões de patacas. A UGAM, da qual faz
Segundo Jason Chao, a ideia de organizar uma conferência serviu para dar a conhecer ao público os financiamentos de 2012 a diversas organizações. “O Governo nunca vai publicar estes números, nem as associações beneficiadas”, reiterou Chao. Por isso mesmo, a ANM pôs mãos à obra e publicou a sua própria lista. “Se as associações considerarem que as nossas contas não estão correctas, podem publicar por si próprias para o público saber.” Mas não é apenas o facto destas associações receberem subsídios que preocupa Chao. A UGAM e a Associação Geral das Mulheres de Macau (AGMM) já deram conta de quererem continuar a ter deputados na Assembleia Legislativa, o que, diz a ANM, pode fazer com que o financiamento seja utilizado para outros fins. Nem a Cáritas Macau escapou. “O seu responsável, Paul Pun, já afirmou que tinha vontade de ser candidato, o Governo tem que dar mais atenção ao uso do financiamento.” Os subsídios atribuídos pela Fundação Macau são os que deixam a ANM mais insatisfeita. “É uma fundação menos transparente, sem regras e tem afinidades diferentes às associações.” A MUST, por exemplo, tem estado em constante escrutínio dos deputados da Assembleia Legislativa (AL) que consideram que a instituição é favorecida devido a grande parte dos dirigentes pertencerem também ao Conselho de Curadores da Fundação Macau. Os membros do hemiciclo insistem que há uma diferença notória quando toca a dar dinheiro à MUST mas Wu Zhiliang, responsável da Fundação, assegura que não há qualquer favoritismo e que a instituição favorece a sociedade. As receitas da Fundação Macau provêm de dotações no valor de 1,6% dos lucros do jogo e de outras atribuídas pelo Governo.
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Terras Deputada quer fim de concessões de longo prazo
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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proposta de lei para rever a actual Lei de Terras quer apertar o cerco aos terrenos concedidos a mãos privadas e que permanecem décadas sem ter qualquer aproveitamento prático. O Governo apresentou ontem novas regras de fiscalização, onde está prevista a recuperação de um terreno por parte do Governo ao fim de cinco meses de concessão, incluindo o pagamento de uma multa. “A multa da proposta de lei é de 0,1% do prémio, paga por cada dia de atraso, até 150 dias. Só depois disso é declarada a caducidade da concessão, e isso implica a retoma do terreno”, garantiu a deputada Kwan Tsui Hang. Tal será feito “no sentido de prevenir situações em que o terreno não é aproveitado”, para “maximizar os recursos dos solos de Macau”. Já os prazos serão mais apertados. “Para além de ter um prazo de concessão, há também pequenos prazos que precisam de ser cumpridos”. Kwan Tsui Hang deu como exemplos datas para cumprir na entrega dos projectos de arquitectura ou de especialidade. Apesar dos prazos apertados, o proprietário será avisado pelo Executivo. “No passado parece que a fiscalização não foi perfeita e o Governo vai agora introduzir alguns procedimentos,
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política
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Governo pode recuperar terrenos após cinco meses As terras cedidas a privados sem aproveitamento vão ter novas regras: para além do prazo de concessão há outros prazos para a entrega de projectos que têm de ser cumpridos. Caso contrário, haverá uma multa diária durante 150 dias. “Só depois é declarada a caducidade de concessão e isso implica a retoma do terreno”, aponta Kwan Tsui Hang
e se não forem cumpridos estes prazos o Governo emite notificações para o concessionário. Se mesmo depois das advertências a situação se mantiver será
s edifícios que se encontram junto ao património classificado nas zonas de protecção não devem estar abrangidos pela nova lei da salvaguarda do património cultural. É esta a opinião apresentada “por unanimidade” pelos deputados que compõem a 3ª comissão permanente da Assembleia Legislativa (AL), que consideram que essa inclusão pode gerar “muitos problemas e obstáculos para a continuação da discussão” do diploma. Mas segundo o deputado Cheang Chi Keong os entraves não se ficam por aí. “A comissão pediu ao Governo para reconsiderar a situação e concentrar a sua aplicação apenas aos itens classificados. Receamos que o seu alargamento pode levantar preocupações, porque se os edifícios forem integrados os seus proprietários têm o dever de efectuar obras periódicas de
aplicado o regime sancionatório”, explicou a deputada. Todos estes procedimentos de fiscalização serão da responsabilidade das Obras Públicas. Segundo Kwan
Tsui Hang, “a proposta de lei está melhor do que a lei vigente, mas será suficiente? É dificil dizer. Quanto às multas, estão mais elevadas face à actual lei”.
Questionada sobre os terrenos de Coloane, sem aproveitamento há cerca de 20 anos, a deputada foi parca em palavras. “Quando legislamos temos o objecto futuro,
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e está a colocar uma questão que pode ser uma coisa passada quando for aprovada a legislação. O que posso responder é que tudo tem de seguir o que está na lei.” Kwan Tsui Hang deseja ainda que as concessões deixem de ser feitas a longo prazo. “Há um prazo de concessão e um de desenvolvimento, e é impossível ser de 25 anos. Só pode ser de três ou cinco anos.”
“Flexibilidade” na troca de terrenos
Outro ponto discutido na reunião de ontem entre deputados da 1ª comissão permanente e o Executivo foi a situação de troca de terrenos, pedido que pode ser feito pelo proprietário ou pelo próprio Governo, caso o terreno em questão seja importante para projectos de “interesse público”. Nesta situação “o terreno (de troca) vai ter de ser um pouco maior, e o promotor tem que pagar a diferença. Segundo Kwan Tsui Hang, trata-se de um panorama que permite “flexibilidade” para se chegar a um acordo. Apesar disso os deputados apresentaram dúvidas e que entendem que “ainda não conseguem satisfazer as solicitações da população. Na troca de terrenos, arranjar um terreno maior será viável? E como se consegue que a população saiba disso? Teme-se o excessivo poder discricionário por parte dos dirigentes do Governo, porque o pedido de troca pelo Governo tem de ser a favor do interesse público.”
Património Deputados não querem edifícios perto da herança incluídos na lei
Uma decisão por unanimidade
reparação e de conservação.” Segundo a proposta de lei, os donos dos imóveis classificados são obrigados, por lei, a fazer obras, pagas pelo Executivo. Para já Executivo e deputados não chegaram ainda a nenhuma conclusão, estando prevista uma decisão final para amanhã. Contudo, “a comissão está empenhada em convencer o Governo
em retirar os imóveis da lista”, para “evitar que a proposta de lei cause inconvenientes aos residentes e interessados”. “A questão dos imóveis circundantes é um problema complexo, porque por exemplo uma área com três metros pode ter muitos imóveis e é algo que temos de aprofundar. Pode ter implicações em milhares de famílias.”
Nova descoberta jesuíta gera satisfação Ung Vai Meng, presidente do Instituto Cultural (IC), garantiu estar muito satisfeito pela descoberta de um antigo complexo jesuíta na zona das Ruínas de São Paulo, notícia avançada pelo Jornal Tribuna de Macau. “O Governo da RAEM não vai parar de descobrir novos patrimónios culturais. Os pontos do património cultural são como o ADN da cidade histórica, por isso ficámos muito excitados quando fizemos esta descoberta.”
Questionado sobre a possibilidade de virem a existir prédios degradados ao lado de um património preservado, o deputado garantiu que “existe um mecanismo na proposta de lei para os proteger”. “Se o proprietário não efectuar obras, o Governo pode reclamar. Não é ele que vai pagar os custos e o dono tem de assumir essa responsabilidade”, garantiu o deputado. Actualmente são 128 os bens imóveis que estão classificados como sendo alvo de protecção. Cheang Chi Keong garantiu que “a intenção do Governo é manter os imóveis e não tem intenção de alargar (a lista), por enquanto”. – A.S.S.
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Lei do Planeamento Urbanístico Governo pode rever, alterar e suspender planos pelo interesse público
Calamidades dão autonomia ao Executivo
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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m dia de discussão na 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) sobre o planeamento urbanístico, os deputados parecem encalhados no artigo 2.º. Por isso, levantam-se novas problemáticas alguns passos à frente no diploma. Desta feita, referentes à revisão, alteração e suspensão dos planos urbanísticos. Por exemplo, o Governo tem autoridade para alterá-los através de um regime procedimental simplificado de acordo com a “prossecução de interesse público de relevante importância, designadamente de modo a evitar a ocorrência de calamidades naturais”, explica a proposta de lei no seu artigo 24º. Mas o que é o regime procedimental simplificado? Chan Chak Mo, presidente da 2ª Comissão, explicou ontem aos jornalistas. “Não há lugar a auscultação pública e elaboração de relatórios. (...) Mas o Governo disse que as alterações são publicadas no Boletim Oficial e na Internet.” E a que casos mais está
sujeito, além de catástrofes naturais? “Por exemplo, sabendo que uma zona pode sofrer inundações. Para evitar a ocorrência o Governo cria um sistema”, explica o deputado. E também em alterações ao centro histórico de Macau já a ser alinhavado no outro diploma que está também a ser analisado em sede de comissão. “A Lei de Salvaguarda do Património está a ser discutida e, por exemplo, não sei se se aplicará mas, imaginemos, aquelas vias ao lado das ruínas não poderão ter edifícios elevados então nesta lei de planeamento já só é necessário utilizar um procedimento simplificado porque já houve do outro lado auscultação feita.”
Suspensão por praga de gafanhotos?
Outra questão levantada prende-se com a suspensão dos planos urbanísticos em “casos excepcionais” e, mais uma vez, “quando esteja em causa a prossecução de interesse público de relevante importância”, explica o artigo 25.º, o mesmo que, no ponto um, anuncia a suspensão em casos de
“guerra, ataques terroristas, calamidades naturais, grandes epidemias” mas também em “outros casos de força maior”. “A assessoria levantou outra questão, após a suspensão dos planos será que o Governo pode intervir sem qualquer controlo? Perante calamidade natural também há um mecanismo próprio e eu creio que a resposta está correcta.” Porquê? “Segundo a explicação do Governo, não se pode elencar todas as situações (...) Acreditamos que o Governo só faz coisas depois de muito bem pensar nelas, não vai enganar a população. É de facto difícil especificar todas as situações de calamidades. Por exemplo, se houver uma praga de gafanhotos, como é que vamos detalhar este tipo de coisas?” As dúvidas levantadas rapidamente se dissiparam. Os deputados e assessores jurídicos ficaram satisfeitos e esclarecidos com as respostas. Assim, amanhã, a segunda comissão, diz Chan Chak Mo, vai avançar para o artigo 3.º da proposta de planeamento urbanístico.
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Fórum Macau China já aceita propostas para fundo de mil milhões de dólares
Candidaturas abertas à lusofonia
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Banco de Desenvolvimento da China já está a aceitar a inscrição de projectos de países lusófonos que se queiram candidatar ao fundo de 1.000 milhões de dólares (764,6 milhões de euros), disse ontem o secretário-geral do Fórum Macau. A medida foi anunciada em Novembro de 2010, na 3.ª conferência ministerial do Fórum Macau, pelo primeiro-ministro chinês de então, Wen Jiabao - a par da concessão de créditos de 1.600 milhões de yuan para os países lusófonos de África e Ásia - com o objectivo de aprofundar a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa. “O fundo já foi aprovado pelo Governo da China e o Banco de Desenvolvimento já está a fazer o procedimento de inscrição de empresas, por isso, os países de língua portuguesa podem agora apresentar projectos para se candidatarem ao fundo”, disse o secretário-geral do Fórum Macau, Chang Hexi, à
margem de uma reunião ordinária do Secretariado Permanente do organismo. O responsável explicou que esta é a primeira fase para que o fundo entre em funcionamento, o que “não deverá demorar muito tempo”. O Banco de Desenvolvimento da China e o Governo de Macau são os financiadores do fundo, cuja gestão está a cargo do primeiro. Da dotação global do fundo, 200 milhões de dólares destinam-se a fundos de capital, enquanto os restantes 800 milhões são para empréstimos e financiamento de projectos lusófonos relacionados com a construção de infra-estruturas, transportes, comunicações, energia, agricultura e recursos naturais. Macau vai incitar inicialmente 374,2 milhões de patacas, havendo a possibilidade de participação de instituições financeiras e de grandes empresas dos países lusófonos. Questionado sobre a nomeação
de um novo delegado de Portugal no Fórum Macau, Chang Hexi disse apenas que só recebeu recentemente a “informação da embaixada portuguesa de que será apontado um novo delegado o mais rápido possível”, mas que desconhece as razões desta decisão.
Patrocínio Judiciário Comissão foi renovada com os mesmos membros
Sam Chan Io continua presidente Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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riada em Março de 2011 pelo Chefe do Executivo, a composição da Comissão de Patrocínio Judiciário para o Exercício de Funções Públicas foi renovada ontem por meio de despacho publicado em Boletim Oficial. O antigo deputado nomeado Sam Chan Io foi novamente escolhido para presidir àquela comissão que analisa e emite pareceres sobre os pedidos de concessão de apoio judiciário na modalidade de pagamento de patrocínio judiciário. Mas o ex-deputado do tempo de Edmund Ho não foi o único que mereceu novo voto de confiança. Os restantes quatro membros transitam do anterior “mandato”. Neles incluem-se Chan Kam Meng, presidente da Federação dos Operários de Macau (FAOM), José Chu, director dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), Chong Seng Meng, director substituto da Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) e Chan Hio Wan, auditor da
Comissão. Todas estas “personalidades de reconhecida idoneidade cívica” embarcaram novamente nas funções a 7 de Abril, passado domingo, por novo período de dois anos. O apoio técnico e administrativo à Comissão é assegurado pelos SAFP mas, de acordo com o despacho de criação da comissão bem como o da sua composição, não lhes é atribuído qualquer valor remuneratório, sendo os encargos do seu funcionamento exclusivamente suportados pelos SAFP. Esta comissão foi criada pela lei de Dezembro de 2010 - Apoio judiciário em virtude do exercício de funções públicas - visando a “concessão de apoio judiciário nos processos judiciais em que sejam demandados por actos ou factos ocorridos em virtude do exercício de funções públicas os trabalhadores dos serviços públicos, incluindo os contratados no regime de direito privado”. No entanto, o ano passado foi também criado o Regime Geral de Apoio Judiciário ao qual preside André Cheong.
Vitório Cardoso, actualmente assessor de imprensa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), será o novo representante de Portugal, em substituição do delegado da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP)
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em Macau, segundo disse fonte do Governo português à agência Lusa, informação que o próprio se escusou a comentar. A 4.ª conferência ministerial do Fórum terá lugar este ano, quando se assinalam os 10 anos sobre o estabelecimento desta plataforma, possivelmente em Novembro, referiu o secretário-geral, ao indicar que as datas concretas ainda terão de ser definidas. Segundo um despacho hoje publicado em Boletim Oficial, a Universidade de Macau vai desenvolver um estudo sobre a “Actualidade e o Futuro do Desenvolvimento Económico e Comercial da China e dos Países de Língua Portuguesa: o Papel de Macau como a Plataforma”. Ao comentar a importância deste estudo, Chang Hexi salientou que o “Fórum Macau já tem uma história de dez anos e que é necessário fazer um balanço e ter um plano para o futuro”. “Nesse processo, temos de ponderar sobre como se poderá explorar mais as potencialidades da cooperação entre a China e os países de língua portuguesa, por isso temos de fazer esse estudo”, disse. - Lusa
Taiwan Delegação Económica e Cultural de Macau reforça contactos com associações estudantis
Estar perto dos nossos
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coordenadora da Delegação Económica e Cultural de Macau (DECM) em Taiwan, Nadia Leong, teve ontem um encontro com 20 elementos da Macau Catholic Joint Colleges Student Association of Taiwan, Federation of Hong Kong and Macao Students in Taiwan e Association of Macau College Student in Taiwan para trocar opiniões sobre o plano de trabalhos da Delegação relativos aos estudantes de Macau em Taiwan no âmbito do segundo semestre do corrente ano lectivo. O encontro serviu ainda para pensar sobre a realização de diversas actividades através da colaboração com as três associações estudantis, por forma a reforçar os contactos com os estudantes de Macau em Taiwan.
No encontro, os representantes das três associações apresentaram os planos de actividades para o segundo semestre do ano lectivo, nomeadamente os problemas encontrados na vida quotidiana, manifestando, igualmente, o desejo de que a DECM em Taiwan possa continuar, como sempre, a apoiar a organização de actividades das associações com o objectivo de unir os estudantes de Macau em Taiwan. A coordenadora referiu que se encontram actualmente mais de 4500 estudantes de Macau a estudar em Taiwan, e desejou que os membros das três associações possam contribuir para divulgar as actividades da Delegação e, através dos seus websites, manter contacto
com os estudantes de Macau em Taiwan. Nádia Leong e os representantes das associações definiram, em conjunto, algumas actividades para o segundo semestre deste ano lectivo, incluindo encontros e festividades dos estudantes. Ficou agendado, ainda, um encontro com os estudantes de Macau que se encontram a estudar no centro e sul de Taiwan. A convite da Federation of Hong Kong and Macao Students in Taiwan, a coordenadora da Delegação Económica e Cultural de Macau em Taiwan irá participar na cerimónia de abertura das competições desportivas dos estudantes de Hong Kong e Macau em Taiwan na Feng Chia University.
FAOM faz “queixinhas” a Chui Sai On
A Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) visitou ontem o Chefe do Executivo. Na reunião, Ho Sut Heng, presidente da FAOM, fez saber a Fernando Chui Sai On que Wong Chi Hong, director da DSAL, tinha indicado que a legislação do salário mínimo é “impossível” de sair este ano. Porém, a resposta do Chui Sai On foi de que “ainda não existem certezas”. A representante dos trabalhadores insta a Administração a traçar um calendário. Além disso, Ho Sut Heng recomendou que o período de revisão do salário mínimo passe a três anos. A FAOM pediu também a atenção do Governo sobre as condições de saúde dos funcionários dos casinos. - C.L.
sociedade
Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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acau continua a liderar pelas piores razões. De acordo com o relatório mais recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a taxa de reprovação dos alunos menores de 15 anos em Macau é de 43,7%, ou seja, a maior do mundo. A taxa média mundial está apenas nos 13%. Comparando com os 39 países e cidades que são membros da OCDE, Hong Kong está em 19º lugar e Xangai em 23º. Más notícias para Portugal – que se situa em sexto na lista com a mais alta taxa de reprovação, 35%, e para o Brasil, que está em segundo lugar com 40% dos alunos a reprovarem. Noruega, Coreia do Sul e Japão têm uma taxa de reprovação de 0%.
Ensino Macau ocupa novamente primeiro lugar na lista de reprovações
O melhor no pior te se tivermos em conta que 30% da população de Macau são jovens estudantes com menos de 15 anos. O reitor da Escola Pui Tou, Lei Pou Tim, que falou
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com a publicação de Hong Kong Eastweek, lembra que Macau tem cerca de 80 escolas e aponta que 90% delas são privadas. Esta, pode ser uma justificação para tantos
chumbos, já que cada escola utiliza diferentes formas de avaliação. Os deputados da Assembleia Legislativa já discutiram esse assunto no plenário, sobre a ne-
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cessidade de criar critérios de avaliação semelhantes em todas as instituições de ensino. O deputado Paul Chan Wai Chi é um dos apoiantes desta questão, que diz que as escolas precisam de mudar os padrões da avaliação. “Apesar dos exames, tem que se dar mais atenção às actividades após as aulas, às actividades voluntárias, dando cerca de dez mil patacas ao Fundo de Desenvolvimento de Ensino, para apoiar as escolas e aumentar as aulas para alunos com as notas mais baixas. Agora, os Serviços para a Educação e Juventude também estão a discutir com as escolas para chegar a um acordo sobre os padrões, previsto para lançar a meio deste ano”, afirmou o deputado e professor numa escola secundária.
Formas de ensino
Além disso, e de acordo com Lei Pou Tim, cada escola tem a sua forma de ensino, utilizando, normalmente, métodos do continente, de Taiwan, de Hong Kong e dos Estados Unidos. “Antes os alunos precisavam de tirar cursos universitários noutras cidades, porque antigamente Macau não tinha nenhuma universidade. Assim, as
Avaliações diferentes
Macau tem um sistema gratuito no ensino primário e secundário, que, juntamente com os anos de infantário, permite um total de 15 anos de ensino grátis. Mas nem por isso as taxas de chumbo são pequenas, principalmen-
Bombeiros Profissionais querem alterar legislação sobre número máximo de contingente permitido no território
Sem condições para socorrer
Rita Marques Ramos* rita.ramos@hojemacau.com.mo
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acau tem um limite máximo de bombeiros a operar. De acordo com a lei - um regulamento administrativo de 2007 -, o limite de profissionais a operar em casos de emergência não pode ser superior a 1173. Mas se até 2007 havia 874 bombeiros, em 2013 já se somam 1065 trabalhadores deste sector. Por essa razão, é preciso acautelar as necessidades futuras. “Vamos avaliar e pensar num número a propor ao Governo, de modo a alterar a legislação vigente há seis anos, porque a cidade está a desenvolver-se a um ritmo acelerado. É necessário providenciar mais serviços para o novo campus da Universidade de Macau, na Ilha da Montanha, mas também para o centro da cidade que vai acolhendo mais
pessoas e mais acidentes. E depois há a questão dos novos aterros. Estamos a estimar um número de recursos humanos para propor ao Governo em breve”, explica Wong Kin, do departamento técnico do Corpo de Bombeiros (CB). Por outro lado, entendem ainda estes profissionais, é preciso mais veículos. Segundo dados facultados pelo CB, em três anos houve um aumento de
17 veículos (carros de bombeiros e administrativos). Ou seja, há hoje 172 veículos a operar em Macau.
Posto de Sai Van alargado
A informação é avançada depois de ontem ter sido publicada, em Boletim Oficial (BO), a abertura de um concurso público para o alargamento das instalações do posto operacional do “Lago Sai Van” no
Actual chefe dos bombeiros vence processo de “repressão” O Tribunal Administrativo apurou que o antigo vice-director do Corpo dos Bombeiros, Lei Pun Chi, que entende que foi alvo de “repressão” não ofereceu provas suficientes. Por essa razão, o actual comandante do Corpo e Bombeiros, Ma Io Weng, venceu o processo. O juiz afirmou ontem que os registos de consulta aos psiquiatras em Hong Kong e o grande montante de trabalho da acusação não é prova suficiente de que Ma Io Weng reprimiu Lei Pun Chi. Contudo, o juiz considera que o processo mostra a má gestão interna no Corpo dos Bombeiros, tendo o caso enfraquecido a confiança do Governo da RAEM. Além de Ma Io Weng, o Governo também se sentava no banco dos réus. - C.L.
próximo dia 15 de Maio. Wong Kin confirmou o objectivo da nova infra-estrutura. “Irá ser feita uma nova cave com espaço para o estacionamento de 26 veículos, além de novas salas de reunião e espaço para arrumar documentos e equipamentos por forma a melhorar o trabalho dos profissionais aqui”, começou por dizer. “Este alargamento da infra-estrutura já estava previsto desde 2010 - porque o espaço não é suficiente já que outros serviços de administração trabalham aqui - mas só agora o Governo deu autorização.” De resto, nos últimos tempos, este sector tem sido alvo de algumas mudanças. O posto da Areia Preta foi também alvo de expansão e está previsto um novo quartel de bombeiros para o novo campus da UMAC na Ilha da Montanha e outro no Cotai junto ao campo de golfe. - *com Cecília Lin
escolas tentaram ensinar os alunos de acordo com este método de ensino.” Outra das justificações dadas é a barreira da língua. Antes da transferência, Macau tinha escolas de língua portuguesa, de língua chinesa, mistas e de língua inglês. Após a passagem da RAEM para a China, o Governo começou a promover o ensino do mandarim. Alunos do Instituto Salesiano Wong Kin Long contaram à publicação de Hong Kong, por exemplo, que na escola primária a sua língua de ensino é o chinês, mas quando mudaram para a escola secundária os materiais eram todos em inglês. O assistente social na escola, conhecido como Mike, também apontou que o desenvolvimento económico ajudou no aumento da taxa de reprovação. “Por exemplo, um estudante [sem diploma] pode arranjar um trabalho como estagiário no banco com um salário de cerca de dez mil patacas, mas um croupier pode ganhar 15 mil patacas quando começa a trabalhar, podendo ser aumentado até 20 mil patacas. Assim, os alunos não vão esforçar-se nos estudos.” Esta é a terceira vez que Macau fica em primeiro na taxa de mais alta reprovação.
Four Seasons Queixas de trabalhadores presos no elevador
Um dia depois do caso dos funcionários que ficaram presos no elevador do hotel Four Seasons, os mesmos queixaram-se à Sands China, através do Facebook, numa página reservada aos direitos dos funcionários. O problema não é novo. Aliás, os funcionários do Sands Cotai Central já anteriormente, por diversas vezes, ficaram presos nos elevadores só que desta vez o sucedido tornou-se do conhecimento do público em geral. Há quem assegure que o elevador tem uma carga máxima de 22 pessoas mas que, neste caso, levava 34 pessoas. Por outro lado, alguns dos funcionários afectados consideram que a administração do estabelecimento hoteleiro quer fugir às responsabilidade. - C.L.
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Economia Especialistas do FMI fazem previsões para o futuro
Fim do produto barato “made in China” Maria João Belchior Em Pequim
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fábrica do mundo estará para fechar? Até quando é que o modelo do produto barato pode sustentar um dos mais rápidos crescimentos económicos do mundo? Mitali Das e Papa N’Diaye, dois economistas do FMI, publicaram em Janeiro um relatório sobre a sustentabilidade do modelo de crescimento económico da China. E a análise aponta para mais uma década em que vai ser possível continuar. Depois urge-se uma mudança.
Demografia como força dominante
Pessoas, participação na força laboral e produtividade, três conceitos que os dois autores considera fundamentais para a análise do padrão de crescimento da China. O excesso de mão-de-obra no campo e a procura de trabalho nas cidades pautou várias décadas de desenvolvimento no país. Mas a era do trabalho barato parece poder chegar a um ponto de viragem. Chamado o ponto de viragem Lewis, resultado da investigação de Sir Arthur Lewis, Nobel da Economia em 1979, segundo o qual depois de algum tempo de excessiva mão-de-obra não qualificada a ser absorvida pelas indústrias e uma acumulação de capital, há um aumento de salários que diminui os lucros da própria empresa. Uma teoria que começou a ser aplicada ao modelo chinês nos últimos anos foi agora adoptada pelos dois economistas do FMI que a este juntaram outros factores. O aumento do valor do salário mínimo na China, uma medida que também serve para estimular o consumo interno, tem vindo gradualmente a diminuir os lucros. E há menos gente para trabalhar. Em 2004 verificou-se pela primeira vez uma falta de mão-de-obra nas zonas industriais na costa. O custo de vida nas cidades é um factor que afasta muitos dos trabalhadores migrantes. E a dificuldade de estabelecer-se nas cidades quando têm um hukou rural é outro factor.
Para fazer frente à crise em 2008 foram criados estímulos a quem investisse no interior em áreas economicamente mais deprimidas o que favoreceu uma maior localização dos trabalhadores migrantes nessas áreas. Mas apesar do trabalho ser ainda um factor de produção relativamente barato, para os dois economistas é possível que a escassez de mão-de-obra venha a caracterizar a China num futuro não muito longínquo.
Império dos filhos únicos
A população em idade activa entre os 20 e os 39 anos está a diminuir desde 2010. Segundo o estudo de Mitali Das e Papa N’Diaye, a tendência de descida vai continuar à qual se junta o envelhecimento gradual da população. A política do
filho único diminuiu os números da população activa e as previsões para o futuro é que continuem a descer. Dados da ONU mostram que em 2020 a população em idade activa vai ser menor que o número de reformados. A baixa natalidade e a uma mais longa esperança média de vida, levam a que a população dependente, crianças até aos 14 anos e pessoas com mais de 64 anos, possa superar os 50% em 2035. Os salários de subsistência, normalmente associados ao sector primário como a agricultura, foram gradualmente substituídos pelas melhores condições que os trabalhadores migrantes encontravam nas fábricas. Mas o ciclo pode mudar pela falta de trabalhadores e pela subida dos
salários se tornar insuficiente, tanto para cativar mais trabalhadores como para se reflectir no mesmo lucro que as empresas tinham antigamente. Para mudar, consideram os dois economistas, seria necessária uma alteração à política do filho único. Algo que já aconteceu em algumas cidades, mas que não se apresenta como suficiente para alterar a tendência que agora se verifica. O tempo necessário para que uma nova geração de crianças consiga substituir a queda que se regista na natalidade, é pelo menos de uma geração. E apenas se essas crianças, quando adultas, vierem a ter mais do que um filho. Perante estas condições parece difícil a China conseguir sustentar a actual taxa de crescimento. Fica
a dúvida sobre em que momento chegará eventualmente o ponto de viragem Lewis. O investimento em inovação e com trabalhos mais especializados pode vir a aumentar o valor acrescentado do produto “made in China”. Em uma ou duas décadas, o formato do crescimento económico vai obrigatoriamente ser outro. A mudança será gradual e vai exigir vários passos. Mais dinheiro e mais riqueza podem vir a reflectir-se em menos capacidade de trabalho. O modelo que há três décadas contribuiu para um impressionante crescimento parece ter prazo de validade. Pequim reconhece-o também e procura à sustentabilidade juntar a inovação como a receita escolhida para continuar na linha da frente.
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nacional
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Crise nas Coreias Fronteira entre a China e a Coreia do Norte encerrada a turistas
Só passam para negócios
A
maior fronteira terrestre a China e a Coreia do Norte foi fechada a grupos de turistas, revelou ontem um responsável chinês, em plena escalada das tensões nucleares, mas o turismo de negócios continuava a ser autorizado. “As agências de viagens não são autorizadas a levar grupos de turistas para lá, uma vez que o governo da Coreia do Norte está a pedir aos estrangeiros para saírem”, disse à AFP o oficial no posto da fronteira de Dandong. “Tanto quanto sei, os empresários podem continuar a entrar e a sair livremente da Coreia do Norte”, acrescentou o responsável sob anonimato, e sem clarificar qual dos países tinha dado a ordem. A China é o maior aliado da Coreia do Norte e o fornecedor da grande maioria do seu comércio e ajuda, com a maior parte do negócio a passar por Dandong. Uma mulher com apelido Wu disse à AFP numa agência de viagens local que as autoridades municipais informaram, na terça-feira, que por causa das tensões em Pyongyang as agências de viagens de Dandong deixavam de poder organizar excursões para a Coreia do Norte a partir de ontem. “Foi (uma decisão) absolutamente tomada pela Coreia do Norte, porque o departamento de turismo disse-nos que “a Coreia do Norte não está mais a autorizar a entrada de grupos de turistas”, disse Wu. Um fotógrafo da AFP na fronteira viu vários veículos, incluindo carros, autocarros e camiões, a passar a ponte do rio Yalu, que marca a fronteira, em ambas as direcções.
H7N9 Número de mortos devido ao vírus da gripe das aves sobe para nove O número de pessoas mortas pela nova estirpe do vírus da gripe aviaria H7N9 aumentou para nove, enquanto a de infectadas subiu para 28, informou ontem a Comissão Nacional de Saúde e Planeamento Familiar através da agência Xinhua. Segundo o organismo, nas últimas 25 horas, morreram dois pacientes diagnosticados com o vírus nas províncias de Anhui e Jiangsu, tendo sido detectados mais quatro casos de contágio. Os casos de contágio da nova estirpe da gripe aviaria H7N9 concentram-se no leste do país: Xangai (13), nas províncias de Jiangsu (oito), Zhejiang (cinco) e Anhui (dois). Na terça-feira, a vice-primeira-ministra da China, Liu Yandong, apelou às autoridades de saúde para reforçarem os esforços de forma a conter a propagação do vírus H7N9, o qual obrigou já outras regiões, como Hong Kong, a colocarem em marcha apertadas medidas de vigilância.
O jornalista constatou igualmente que um comboio com três carruagens de passageiros seguiu da China para a Coreia do Norte, enquanto barcos norte-coreanos patrulhavam o rio e um helicóptero sobrevoou a região, antes de regressar para a Coreia do Norte. O comércio da China com a Coreia do Norte foi em cerca de 10 mil milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, cerca de 7,2 % menos do que em igual período do ano passado, informaram ontem os serviços de alfândegas. A maioria dos viajantes que atravessa a fronteira corresponde a empresários chineses ou norte-coreanos que trabalham ou têm negócios na China, enquanto os cidadãos chineses que vivem em Dandong nasceram na Coreia. O tráfego de turistas na fronteira é sobretudo limitado a grupos chineses, com a maioria dos visitantes internacionais a voar directamente para Pyongyang. Nicholas Bonner, que dirige a Koryo Tours em Pequim, disse que a sua agência não recebeu qualquer notificação de restrições. “Continuamos a organizar excursões”, disse à AFP, acrescentando que a próxima estava planeada para sábado. A Coreia do Sul aumentou ontem a vigilância militar perante a “ameaça vital”, antecipando um lançamento esperado de um míssil norte-coreano, enquanto o secretário-geral da ONU, Ban ki-moon advertiu que a península coreana pode estar a sair fora do controlo.
Corrupção Antigo ministro chinês vai ser julgado por abuso de poder
Estilo decadente
O
antigo ministro chinês dos Caminhos de Ferro, Liu Zhijun, vai ser julgado em Pequim por corrupção e abuso de poder, anunciou ontem a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua Liu Zhijun, que já foi formalmente acusado de ter aceitado subornos e abusado do poder, será julgado pelo
Tribunal de 1ª Instância nº2 de Pequim, indicou a Xinhua, sem precisar datas. “O tribunal aceitou o caso e irá marcar uma data para o julgamento”, referiu a agência chinesa. Ex-membro do Comité Central do Partido Comunista Chinês, nascido em 1953, Liu Zhijun foi afastado há cerca de dois anos, num dos
maiores casos de corrupção revelados no país. Na altura, um jornal oficial disse que Liu Zhijin “embolsou” cerca de 900,5 milhões de patacas de companhias desejosas de ganhar contratos no trepidante sector ferroviário, incluindo de “muitas empresas estatais”. O antigo ministro, descrito anteriormente como um dos
principais impulsionadores da rede chinesa de alta velocidade, foi também associado a “um estilo de vida decadente”, com “pelo menos dez amantes, entre as quais algumas actrizes”. Em Março passado, o poderoso ministério chinês dos Caminhos-de-ferro foi extinto e integrado no ministério dos Transportes.
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região
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O
comando conjunto das forças da Coreia do Sul e dos Estados Unidos na península coreana elevou ontem em um nível o seu sistema de alerta perante indícios que apontam para testes de mísseis balísticos da Coreia do Norte. As tropas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos elevaram o seu estado de vigilância de “Watchcon 3” para “Watchcon 2”, um nível só activado quando existe uma ameaça importante, explicaram fontes do comando conjunto contactadas pela agência Yonhap. O exército da Coreia do Sul também colocou em marcha um grupo de trabalho encarregado de supervisionar e analisar os últimos avanços nos preparativos norte-coreanos. Segundo imagens obtidas por satélite nos últimos dias, os especialistas acreditam que Pyongyang transportou mísseis balísticos de médio alcance ‘Musudan’ para a sua costa leste e os colocou em plataformas de lançamento.
Coreias Sul e EUA elevam nível de alerta perante movimentos do Norte
Ameaça importante Os projecteis, que aparentemente nunca terão sido testados pelo regime terão um raio de alcance entre os 3.000 e os 4.000
quilómetros o que, em teoria, poderiam alcançar objectivos no Japão ou nas bases norte-americanas nas ilhas Guam no Pacifico.
Representantes do governo sul-coreano e peritos que acompanham a situação norte-coreana acreditam que o regime poderá levar a cabo
Coreia do Norte ameaça atacar principais cidades japonesas em caso de conflito
um ou vários lançamentos de teste esta semana, ou na próxima, integrados na comemoração, a 15 de Abril, do fundado do país, Kim Il-sung, avô do actual líder Kim Jong-un. As imagens de satélite também revelam a instalação na costa oriental de mais plataformas de lançamento, aparentemente destinadas a mísseis com menor raio de alcance que os ‘Musudan’ o que
segundo o serviço de informações de Seul aponta que Pyongyang poderá realizar vários lançamentos simultâneos. Perante a avaliação da situação a Coreia do Sul já colocou navios com sistemas de intercepção de mísseis Aegis na sua costa do Mar Amarelo e do Mar do Este, além de sistemas de radar de defesa, enquanto que o Japão instalou sistemas antimíssil em Tóquio.
Coreia do Sul apela à China e Rússia para travarem provocações
Corda continua a esticar Juntos para parar o Norte A
Coreia do Norte ameaçou ontem transformar o Japão num “campo de batalha”, com possíveis ataques às suas principais cidades, incluindo Tóquio, Osaka e Quioto, caso os japoneses encetem movimentos que provoquem o início de um conflito armado. Num editorial publicado ontem no jornal do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, o Rodong Sinmun, o regime ameaça também causar “a destruição” do Japão, caso Tóquio actue politicamente contra
o seu país, num momento em que se assiste a uma elevada tensão na península coreana, face às contínuas ameaças bélicas norte-coreanas. “O Japão está perto do nosso território, portanto, não poderá fugir aos nossos ataques”, refere o editorial, que cita cinco cidades, as quais abarcam um terço da população do Japão, que ronda os 127 milhões, como potencial alvo militar. No editorial, a Coreia do Norte diz que o Japão reforçou a sua presença militar na
costa em frente ao país, pelo que, se houver guerra, “todo o território do arquipélago japonês transformar-se-á num campo de batalha”. Pyongyang renovou ainda no editorial, citado pela agência Efe, a sua ameaça contra as bases militares dos Estados Unidos situadas no Japão: “O exército da Coreia do Norte é absolutamente capaz de fazer ‘ir pelos ares’ as bases militares, não apenas no Japão, mas também em outras áreas da região Ásia-Pacífico”. “O actual regime japonês tem vindo a optar pelo risco militar, intensificando a política hostil contra a Coreia do Norte em linha com a política dura dos Estados Unidos de reprimir a força das armas”, assinala o editorial. Deste modo, refere o texto publicado no Rodong Sinmun, “os movimentos hostis por parte do Japão contra a Coreia do Norte só poderão resultar na sua autodestruição”.
O
ministro sul-coreano dos Negócios Estrangeiros, Yun Byung-se, disse ontem ter pedido a mediação da China e da Rússia para convencer a Coreia do Norte a terminar as provocações militares num momento de alta tensão na península. “Através de uma estreita colaboração com a Rússia e China, o Governo sul-coreano continua a encetar esforços para persuadir a Coreia do Norte a mudar a sua atitude”, explicou o governante durante uma reunião parlamentar em declarações citadas pela agência Yonhap. O mesmo responsável acrescentou que a comunidade internacional está unida de “forma coerente e decidida” perante as “ameaças e provocações, ensaios nucleares e o lançamento de mísseis” por parte de Pyongyang. A Coreia do Norte, cujo isolamento é cada vez mais pronunciado, conta com a Rússia e com a China como únicos aliados, sobretudo no aspecto económico,
apesar de se desconhecer a capacidade de ambas as potências para travar qualquer objectivo do regime de Kim Jong-un. Fontes militares acreditam que a Coreia do Norte pode realizar a qualquer momento um teste de mísseis de alcance intermédio o que fez elevar o estado de alerta
do comando conjunto entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos na região, além de que o Japão já instalou sistemas antimíssil na capital. O alerta norte-americano e sul-coreano não estará, também, alheio à programada visita a Seul do Secretário de Estado norte-americano John Kerry.
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crianças
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É
um 15.º lugar numa lista de 29 países com economias consideradas fortes. É esta a posição assumida por Portugal face ao bem-estar das suas crianças, de acordo com a mais recente edição do “Report Card 11”, da responsabilidade da UNICEF, instituição da Organização das Nações Unidas (ONU). Esta lista tem como objectivo medir o bem-estar infantil na primeira década do século e foi ontem apresentada em Dublin, na Irlanda. Trata-se de uma comparação dos indicadores alcançados entre as 29 economias mais avançadas do mundo em termos de medidas tomadas para garantir o bem-estar das crianças, tendo em conta cinco factores: bem-estar material, saúde e segurança, educação, comportamentos e riscos, habitação e meio ambiente. China, Hong Kong ou Macau não constam neste relatório, tendo outros países ficado pelo caminho. “Devido à ausência de dados sobre uma série de indicadores, não foi possível incluir na tabela classificativa o bem-estar infantil dos seguintes países membros da OCDE ou da União Europeia: Austrália, Bulgária, Chile, Chipre, Israel, Japão, Malta, México, Nova Zelândia, República da Coreia e Turquia”, pode ler-se no rodapé do relatório. O estudo coloca Portugal no 15.º lugar entre os 29 países analisados, numa lista liderada pela Holanda e encerrada pela Roménia, e a pior classificação que obtém diz respeito à dimensão material do bem-estar das crianças, na qual se posiciona na 21.ª posição. O lugar de Portugal está no mesmo patamar de Espanha (19.º), Itália (22.º) e Grécia (25.º), países igualmente em processos de ajustamento financeiro e alvo de medidas de forte austeridade. No entanto, ressalva a UNICEF, por dificuldade em obter dados actualizados, o estudo compara dados referentes a 2010, ou seja, reportam-se a um período anterior à fase
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crianças
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Relatório da UNICEF não inclui China, Hong Kong ou Macau
Um olhar sobre o bem-estar infantil sem crise económica Foi ontem lançado o “Report Card 11”, relatório da UNICEF que analisa o estado do bem-estar infantil entre 2000 e 2010, o que põe de fora as consequências das mais recentes medidas de austeridade impostas em países europeus. Foram analisados 29 países considerados ricos, e Portugal ficou a meio da tabela. O coordenador do relatório fala da necessidade dos politicas pensarem nas consequências das suas medidas junto dos mais novos mais dura da crise financeira internacional, o que leva a organização a ressalvar que “não estão reflectidas neste estudo as consequências da austeridades que, especialmente no sul da Europa, como Portugal, têm marcado fortemente os últimos três anos”. Ainda assim, a organização frisa que os dados reflectem tendências resultantes de investimentos a longo prazo, e que “é pouco provável” que essas mesmas tendências “mudem de forma significativa a curto prazo” por influência da recessão. Para tentar compreender melhor o impacto da crise nas crianças portuguesas, a delegação lusa da UNICEF está a promover um estudo, que deverá ser divulgado no início do Outono e que está a ser realizado por um grupo de investigado-
res do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Em análise estão indicadores relativos à situação das crianças na sociedade portuguesa, as políticas públicas e o seu impacto nos mais novos e nas famílias com filhos. Há ainda espaço para a opinião das crianças, recolhida através de entrevistas a crianças e adolescentes de todo o país.
As conclusões Na análise aos países mais ricos, uma das conclusões do estudo é a de que a protecção
do bem-estar das crianças não é directamente proporcional ao PIB (Produto Interno Bruto) ‘per capita’, dando-se como exemplo que Portugal ocupa uma posição mais cimeira do que os Estados Unidos (26.º), e que a Eslovénia (12.º) está mais bem classificada do que o Canadá (17º). A UNICEF refere também uma “melhoria generalizada” em alguns indicadores concretos, destacando que se reduziu “a mortalidade infantil e a percentagem de famílias com baixo poder de compra, ao mesmo tempo que a taxa de matrícula em graus de ensino se-
cundário aumentou”. A agência da ONU destaca também algumas “boas notícias” no que se refere a “comportamentos e riscos” entre os mais jovens. “Por exemplo, entre as crianças de 11 a 15 anos nos 29 países abrangidos pelo estudo, apenas 8% declaram fumar cigarros pelo menos uma vez por semana, 15% confessam ter-se embriagado pelo menos duas vezes na vida, 99% das raparigas não engravidam durante adolescência, e cerca de dois terços das crianças não foram vítimas de ‘bullying’ escolar nem participaram em brigas”, lê-se no comunicado do relatório. Pela negativa, a UNICEF destaca que apenas nos Estados Unidos e na Irlanda mais de 25% das crianças praticam exercício físico pelo menos uma hora por dia.
Governos devem olhar crianças, diz coordenador
O relatório da UNICEF conclui ainda que, se metade dos países revelam uma tendência de aumento face à satisfação geral das crianças, a outra metade mostra uma quebra.
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“De qualquer forma, as mudanças registadas foram pequenas”. Nos Países Baixos, os níveis são elevados tanto no inicio da década como em 2010, enquanto que na Noruega, Portugal e Reino Unido houve um maior aumento percentual na satisfação vital. Na Áustria, Canadá e Grécia registaram-se as maiores quebras, aponta o documento, embora tenha sido abaixo dos três pontos percentuais. “Dos países nórdicos, a Dinamarca e a Finlândia também experimentaram uma pequena descida da satisfação geral das crianças em relação à sua vida.” Gordon Alexander, director do gabinete de pesquisa da UNICEF, avisa que os Governos têm que olhar cada vez mais para os seus cidadãos menores de idade. “Num tempo de crise económica, ou mesmo em melhores períodos de situação financeira, a UNICEF considera que tanto os governos como os parceiros sociais devem colocar as crianças e os jovens no centro dos seus processos de decisão”, pode ler-se no comunicado de imprensa. “Para cada nova medida politica a considerar ou mesmo a ser introduzida, os governos devem explorar de forma explicita o impacto e efeitos que essa acção terá nas crianças, famílias com filhos, adolescentes e outros jovens. Estes grupos não têm voz nos processos políticos, ou as suas vozes raramente são ouvidas”, acrescenta. Gordon Alexander aponta ainda ser necessário “conhecer mais sobre como as crianças olham e analisam os seus próprios modos de vida, o que os preocupa, e de forma cada vez mais sistemática”. “As vozes das crianças, mesmo em idades muito precoces, são vitais. Eles reiteram a mensagem deste e de outros relatórios mais antigos: os governos necessitam de politicas que promovam a protecção a longo prazo das suas crianças e das economias. Tal nunca foi tão urgente como nos dias de hoje.”
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Dengue Mapa mundial mostra que Macau é área de risco
Doença infecta três vezes mais
O
número de infectados pela Febre de Dengue é cerca de três vezes superior às estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), atingindo os 390 milhões de pessoas por ano, avança um estudo publicado na revista Nature. A Febre de Dengue é provocada por um vírus transmitido por vários mosquitos do género Aedes. Causa Febres altas e dores em todo o corpo, e pode ser mortal. Ainda não foi desenvolvida uma vacina contra o vírus. A doença existe nos trópicos, afectando principalmente o continente asiático, mas a globalização tem ajudado à sua dispersão para novos locais. Nos últimos meses de 2012, Macau teve um total de 22 casos conhecidos e, em Portugal, cerca de 2000 pessoas foram infectadas na ilha da Madeira. Uma equipa da Universidade de Oxford, liderada pelo investigador Simon Hay, juntou os últimos dados de incidência da doença nos países aos mais recentes modelos matemáticos pub
para chegar ao novo número. “O nosso objectivo foi recolher todos os dados que existem actualmente sobre a distribuição da Dengue a nível mundial e combiná-los com as técnicas mais recentes de mapeamento e modelos matemáticos, para produzir o mapa mais actualizado de risco da Dengue e as suas estimativas de incidência. Esperamos agora
que este conhecimento ajude a prever a incidência da doença”, diz Samir Bhatt, responsável pela produção de modelos do estudo. Os cientistas estimaram que existem anualmente 390 milhões de casos novos de Dengue em todo o mundo. Os números mais actuais da OMS referem-se a 50 a 100 milhões de casos. A equipa de Hay diz ainda que 96 dos 390
milhões de casos têm problemas clínicos. A maioria dos casos são assintomáticos, mas este número mostra que o reservatório do vírus é muito maior do que o que se estimava. Os investigadores confirmam que a doença está dispersa pelos trópicos e tem uma variação local influenciada pela chuva, temperatura e urbanização. “Des-
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cobrimos que o clima e as migrações populacionais são factores importantes para prever o risco da Dengue no mundo. Com a globalização e o avanço constante da urbanização, antecipamos que possam existir mudanças dramáticas na distribuição da doença no futuro: o vírus pode ser introduzido em regiões que antes não estavam sob risco e as regiões que hoje são afectadas pela doença podem ter um aumento do número de infecções”, diz por sua vez Simon Hay. Os resultados mostram que 70% dos casos sintomáticos acontecem na Ásia, sendo a Índia o país com maior número de novos casos. Em África há 16 milhões de infecções, tantas como na América, um dado que mostra que o continente africano é muito mais afectado do que o que se pensava. A Dengue também já teve surtos na Europa, o último foi o da Madeira. O surto só foi dado como controlado pela Direcção-Geral da Saúde em Março último. Ao todo, foram infectadas 2168 pessoas pelas picadas do Aedes aegyptie, um dos mosquitos que pode transmitir a doença, que terá sido introduzido na ilha em 2004. Os especialistas não põem de lado o cenário da chegada do mosquito a Portugal continental.
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cultura
Cinema Hong Kong-San Francisco International Ocean Film Festival
Criaturas míticas marinhas, como o Net Man, de três metros de altura – feito de antigas redes de pesca de Aberdeen - invadiram Stanley. Todos eles fazem parte do “art walk”, programa paralelo ao festival de cinema anual que procura celebrar as riquezas marinhas e oceânicas. O Festival iniciou-se em São Francisco, na Califórnia, há uma década, com vista à sensibilização para uma maior consciência da conservação marinha e chegou a Hong Kong, pela primeira vez, no ano passado. O programa paralelo, que teve ontem início, apresenta obras de artistas locais e internacionais que procuraram integrar nas suas obras objectos encontrados no mar e nas praias, como velhas redes de pesca, garrafas de plástico e paletes de madeira. “Muitas vezes as pessoas vêm para Stanley para fazer compras, mas esta é uma óptima maneira de tomarem consciência de algo tão importante e fundamental nas nossas vidas, o mar”, disse Doug Woodring, organizador do evento e fundador da associação sem fins lucrativos, Ocean Recovery Alliance. O festival terá lugar em vários locais de Hong Kong e Kowloon, e decorrerá entre os dias 10 e 17 de Abril. Para mais informações consultar http://www. oceanrecov.org/hong-kong-san-francisco-ocean-filmfestival/info.html. - T.Q.
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Pintura “Eulogy – In Memory of Hans van Dijk”
Tang Song em Pequim
Pintura Zao Wou-Ki morre aos 93 anos de idade
O pintor chinês Zao Wou-Ki morreu ontem aos 93 anos de idade. Zao, que foi durante muito tempo o artista chinês mais vendido, vivia e trabalhava em França desde 1948, residindo na Suíça desde o ano passado. Um advogado do filho de Zao, que iniciou uma batalha legal com a esposa do artista, com vista à obtenção dos direitos sobre o espólio de Zao, afirmou que o artista sofria de Alzheimer, e que tinha sido internado no hospital duas vezes desde o final de Março. No início desta semana, o díptico de Zao 10.03.83 foi vendido, num leilão em Hong Kong, por 37 milhões de dólares de Hong Kong. Proveniente de Pequim, Zao aprendeu a apreciar arte com o seu avô, que tinha uma enorme paixão pela caligrafia. Ao decidir tornar-se pintor, Zao ingressou na escola de Belas Artes de Hangzhou, onde estudou entre 1941 e 1947. Muito influenciado pelas obras de Picasso e Matisse, mudou-se para Paris em 1948 onde se fixou em pleno bairro de Montparnasse. Na década de 60, o seu trabalho torna-se mais abstracto e a sua reputação cresce consideravelmente, tendo realizado exposições em Nova Iorque e em Pequim. Em 1981 e 2003 realizaram-se, em Paris, grandes retrospectivas de Zao. A propósito da sua obra, Zao Wou-Ki afirmou uma vez: “o que para vocês é abstracto, é para mim real.” - T.Q.
Património Plano de Jackie Chan gera polémica
Um plano anunciado pela estrela de cinema de Hong Kong, Jackie Chan, para recolocar edifícios chineses antigos em Singapura está a provocar polémica. Chan planeia oferecer a uma universidade de Singapura, um conjunto de 10 edifícios, de estilo Hui, que o actor terá comprado há 20 anos. A este propósito, Chan refere no seu site: “Acho que é um desperdício, os edifícios não estarem disponíveis para serem apreciados”. Ainda segundo Chan, a decisão agora anunciada foi tomada depois do Governo de Hong Kong e ele próprio não terem conseguido encontrar um terreno para implantar o conjunto edificado, e da Universidade de Tecnologia e Design de Singapura ter demonstrado um enorme entusiasmo em receber o conjunto arquitectónico. Contudo, a Xinhua citou responsáveis chineses que confirmaram que as estruturas devem permanecer na China, em Anhui, província de onde é originário o estilo arquitectónico. No seu último filme, Chinese Zodiac (2012), Chan interpreta um personagem que rouba um conjunto de estátuas de bronze em França, para depois transportá-las para a China. - T.Q.
Tiago Quadros
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E
“
ulogy – In Memory of Hans van Dijk” de Tang Song é uma exposição de grande densidade – física e imaterial, de estimulos e efeitos – e está patente ao público até ao dia 20 de Abril, em Pequim, na Boers-Li Gallery. Ao evitarmos, por instantes, o significado emotivo e histórico destas obras (a primeira obra exposta é uma dupla fotografia de Tang Song a ser puxado para fora do Museu Nacional, em 1989), as suas qualidades tangíveis levitam. Muito concretamente, existem, nesta exposição, dois tipos de trabalho. No primeiro, a tinta azul e preta marca de forma irremediável a tela esfregada e macerada, vincada e marcada com tinta que, a espaços, surge salpicada com uma textura que lembra a densidade quase asfixiante do alcatrão. As linhas dispostas fazem reverberar a arquitectura na vertical, mas também em sentidos cruzados e diagonais que se sobrepõem, lembrando a inscrição de velhos fantasmas embrulhados no campo da tela. “Fig Leaf” (2012) é um excelente exemplo, no qual uma pirâmide fantasmagórica aparece, entre linhas diagonais azuis que percorrem um caminho descendente à procura de uma perspectiva de fuga. Sobre o pavimento,
surgem, depositadas, duas grandes estruturas circulares de madeira que delimitam a monumental tela de 25 metros de comprimento – uma “pintura de acção”, poder-se-ia dizer, que será desenrolada no final da exposição. Na parede está a respectiva maqueta - uma tela de menor comprimento atravessada por uma linha escura. O seu padrão sísmico, não muito diferente das marcações que nos circundam, lembram a medida ou a escala, lembram o som ou a vibração. O segundo tipo de trabalho é branco, com manchas de cor laranja, e aparentemente friccionado com faixas verticais e espessas de tinta. O resultado do processo revela vislumbres de riscos ou arranhões ainda
frescos de tão suaves que nos parecem. Há nestes trabalhos uma abstracção, intrincada mas comedida, que partilha a densidade fantasmagórica dos seus interlocutores mais escuros das paredes vizinhas, como por exemplo acontece em “Bridge 10” (2012). Há um único trabalho onde se antevê a sugestão de um retrato - “ Bridge 1”. É a cabeça de Hans van Dijk, o historiador de arte e curador, cuja influência sobre artistas como Tang Song, nos anos 80 e 90, foi imensa. O texto da exposição de Tang Song, atribui a van Dijk, o princípio de que a arte deve ser “real” e directa, em vez de algo baseado na representação. A fotografia, que abre a
exposição, procura recuperar a importância daquilo que van Dijk afirma - Tang Song é detido em 1989, no dia da abertura da infame exposição “China avant-garde”, por disparar tiros sobre o trabalho da sua namorada Xiao Lu, apesar de, na verdade, ter sido ela a autora dos disparos. Van Dijk morreu em 2002, e esta exposição é uma homenagem que Tang Song lhe presta. E este sentido está presente em toda a exposição – as obras agora apresentadas foram realizadas ao longo de cinco anos e representam a investigação e reflexão que Tang produziu a propósito da importância de van Dijk no seu percurso artístico. O manto vai sendo descoberto, e com ele toda a abstracção emocional e reminiscente. Há uma força de acção que está presente em todas as telas, num sentido que se perpetua, inquieta com o acumular do tempo. O humor está também em diálogo, em consideração estética, em 1989, no momento infame no qual o artista era parte integrante. A luz - ou a sombra - as obras assumem uma sensação visualmente onomatopeica; podem imaginar-se as linhas gravadas e estruturas internas como registos de afecto e de concentração; a impetuosidade das linhas que vão, constantemente, evocando densidades e evasões. Um dos trabalhos que revela este sentido – da distância simultânea e da proximidade da história – é a série chamada “Bridge”, na qual Tang Song sugere um cruzar de divisões entre as ordens do tempo e do conhecimento. “Eulogy – In Memory of Hans van Dijk” de Tang Song é uma viagem que nos convida ao universo abstraccionista do minimalismo e das linhas acumuladas.
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Prémio Sir Geoffrey Jellicoe Gonçalo Ribeiro Telles distinguido
O “Nobel” da Arquitectura Paisagista
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arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, de 90 anos, foi distinguido com o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, considerado o “Nobel” da Arquitectura Paisagista, atribuído pela federação internacional da profissão. De acordo com a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP), o galardão foi anunciado esta quarta-feira, durante um congresso da Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas, em Auckland, na Nova Zelândia. O prémio pretende “reconhecer um arquitecto paisagista cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido
A
banda portuguesa de ‘covers’ 80&tal, com membros do Tributo aos Beatles e Bianca Adrião, finalista do programa de televisão “A Voz de Portugal”, foi escolhida para actuar durante três meses no “Hard Rock Cafe” de Macau. Os cinco músicos - Bianca Adrião, 23 anos, Luís Bento, 38 anos, Felipe Fontenelle, 36 anos, Miguel Noronha de Andrade, 34 anos, e Tomás Ramos de Deus, 30 anos - chegaram esta semana a Macau, na sequência de um convite do “Hard Rock Cafe” para serem a banda residente do espaço até ao final de Junho. A actuação frequente no “Hard Rock Cafe Lisboa” abriu-lhes as portas do espaço homólogo de Macau, inserido no hotel “Hard Rock”, que faz parte do complexo turístico e de jogo “City of Dreams”, onde os músicos vão ter a sua primeira experiência internacional. Depois de percorrerem o circuito dos bares e festas privadas de Portugal ao longo dos últimos cinco anos, os 80&tal chegaram à capital mundial do jogo para “cumprir o sonho de qualquer músico, que é viajar, conhecer o mundo” e actuar além-fronteiras, disse Luís Bento à agência Lusa, durante uma entrevista com a banda. Felipe Fontenelle (voz e baixo) e Miguel Noronha de Andrade (voz e guitarra)
um impacto incomparável e duradoiro no bem estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão”. Miguel Braula Reis, presidente da APAP, recebe o prémio em representação de Gonçalo Ribeiro Telles. São da autoria de Ribeiro Telles, entre outros projectos, o Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa. Gonçalo Ribeiro Telles também assina com António Viana Barreto os jardins da sede da Fundação Gulbenkian, e os projectos do Vale de Alcântara e da Radial de Benfica, entre outros. Nascido em Lisboa, a 25
de Maio de 1922, Gonçalo Pereira Ribeiro Telles licenciou-se em EngenhariaAgrónoma e formou-se em Arquitectura Paisagista no Instituto Superior de Agronomia, onde iniciou a vida profissional como assistente e discípulo de Francisco Caldeira Cabral. Foi professor catedrático convidado da Universidade de Évora, criando as licenciaturas em Arquitectura Paisagista e em Engenharia Biofísica, e destacou-se na intervenção pública contra a ditadura salazarista, nas sessões do Centro Nacional de Cultura. Ainda na política, fundou, em 1957, com Francisco Sousa Tavares, o Movimento dos Monárquicos Independentes
e, depois, o Movimento dos Monárquicos Populares, apoiando, um ano mais tarde, a candidatura presidencial de Humberto Delgado. Em 1971 ajudou a fundar o movimento Convergência Monárquica e, após o 25 de Abril de 1974, fundou o Par-
Música Banda portuguesa vai atuar no “Hard Rock Cafe” de Macau durante três meses
80&tal e as suas ‘covers’
tocam juntos há cerca de 20 anos, Luís Bento (bateria) juntou-se a estes há cerca de 14 anos e Tomás Ramos de Deus (voz e guitarra) completou o quarteto há cerca de seis anos. “Os 80&tal surgiram porque gostamos de tocar e por necessidade financeira”, explicou Luís Bento, ao salientar que as actuações com base em versões de temas de outros músicos, a par das aulas de música privadas que dão, garantem um rendimento para viabilizar projectos de originais. Luís Bento e Felipe Fontenelle eram membros da banda do programa da RTP1 “Voz de Portugal”, onde conheceram Bianca Adrião, que convidaram depois para juntar a sua voz aos 80&tal.
“Depois do programa não tive nenhum convite de trabalho, por incrível que pareça, porque, se calhar, nos outros países, um concorrente na semifinal já recebe convites para gravar, mas acho que isto também é reflexo da crise que se vive em Portugal”, disse aquela que foi a única mulher finalista de “A Voz de Portugal”. Com o programa de televisão, Bianca ganhou “algum reconhecimento e a oportunidade para se mostrar a alguns músicos” e no último ano actuou em bares e festas privadas. “Depois aceitei este convite [para se juntar aos 80&tal], porque acho que, acima de tudo, um músico, principalmente jovem como eu, tem que ter esta sede de
aprender, viver, e o palco é o melhor sítio para aprender”, constatou. A festa de lançamento dos 80&tal no “Hard Rock Cafe” de Macau, com entrada gratuita, está agendada para sábado e vai dar oportunidade a uma estudante de 12 anos da Escola Portuguesa de Macau (EPM) de se juntar à banda no palco. O espaço aproveitará a presença musical lusa para começar a vender cerveja de Portugal com a promoção “duas por uma”, uma forma de atrair mais clientes da comunidade portuguesa local. A banda vai actuar todas as noites no “Hard Rock Cafe”, à excepção de quarta-feira, até ao final de Junho, prometendo êxitos de rock dos anos 60 até à actualidade. Durante a estada na Região Administrativa Especial chinesa, os músicos portugueses pretendem também realizar espectáculos de Tributo aos Beatles, que já levaram duas vezes ao Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e durante os quais surgem em palco vestidos como o quarteto de Liverpool e com réplicas dos seus instrumentos. - Lusa
tido Popular Monárquico, a cujo directório presidiu. Em 1979, integrou a Aliança Democrática, liderada por Francisco de Sá Carneiro. Foi subsecretário de Estado do Ambiente nos I, II e III Governos Provisórios, e secretário de Estado com a mesma tutela no I Governo Constitucional, foi deputado na Assembleia da República, na década de 1980, e integrou o VIII Governo Constitucional, como Ministro de Estado e da Qualidade de Vida. Paralelamente à activi-
dade política, criou as zonas protegidas da Reserva Agrícola Nacional, da Reserva Ecológica Nacional e lançou as bases do Plano Director Municipal de Lisboa. Viria a criar o Movimento Alfacinha, para se candidatar à Câmara Municipal de Lisboa, tendo sido eleito vereador, e fundou mais tarde o Movimento O Partido da Terra, ao qual preside de forma honorária desde 2007. Foi galardoado com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, em 1994, pelo Presidente da República Mário Soares.
Fotografia Exposição em Macau mostra mundo captado por invisuais
A Universidade de São José (USJ) inaugura, na sexta-feira, “Touch Me”, uma exposição de fotografias tiradas por invisuais, no âmbito de uma experiência inédita em Macau, com a mensagem de que “o essencial é invisível aos olhos”. A iniciativa resulta de um ‘workshop’, realizado em Março, sob orientação da fotógrafa francesa Jenny Feray, professora da Universidade Católica Portuguesa, cujo percurso se cruzou cedo com o mundo de quem “não tem vista, mas tem visão”. Com idades entre 20 e 50 anos, os ‘alunos’, do Centro de Reabilitação de Cegos e da Escola S. João de Brito, enveredaram na aventura de capturar momentos sinalizados pelo som e toque e demais sensações, numa “experiência humana acima de tudo”, a qual “nada tem a ver com uma coisa social”, mas com uma “troca de sensações”, disse Jenny Feray à agência Lusa.
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Governo da Região Administrativa Especial de Macau Serviços de Saúde
Aviso Para a comemoração do Dia Internacional do Enfermeiro, a Comissão Organizadora dos Serviços de Saúde da RAEM, tem a honra de convidar todos os enfermeiros, alunos de enfermagem e enfermeiros reformados do território para o jantar de comemoração que se realizará no dia 10 de Maio, pelas 19:00H, no Restaurante “Plaza”. Contamos com a vossa presença. Local: Restaurante “Plaza” Data: 10/05/2013 (6a Feira) Hora: 19:00 (a partir das 15 horas a sala estará disponível para convívio). Programa: Jantar, sorteio, espectáculo de variedades, atribuição de prémio para os enfermeiros com 20 e 30 anos de serviço em prol do território Prazo de inscrição: até o dia 30/04/2013 (A validade da inscrição esgota-se com o preenchimento dos lugares disponíveis) Contactos e Inscrição: Centro de Saúde NTROS DE SAÚD Tel: 28920024 (Hoi Pong), Fax No: 28923196 (Hoi Pong) Cristina Boyol Tel: 66893054 Serviços de Saúde Comissão Organizadora do Dia Internacional do Enfermeiro Macau, 11 de Abril de 2013
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desporto
quinta-feira 11.4.2013
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Futebol Pupilos de Pelé com vida difícil
Mourinho iguala registo de Ferguson
José Mourinho tornou-se o primeiro treinador a igualar Alex Ferguson com sete presenças nas meias-finais da Liga dos Campeões. Sem saber o que é ser eliminado nos quartosde-final da Champions, o treinador português estreou-se na derradeira etapa antes da final em 2004, então ao serviço do FC Porto, conduzindo os azuis e brancos à conquista do troféu. Seguiram-se as presenças com Chelsea, em 2005 e 2007, Inter Milão, equipa com a qual se sagrou campeão em 2010, e já no Real Madrid, em 2011, 2012 e 2013. José Mourinho iguala, assim, o registo de Alex Ferguson na mais importante prova de clubes da UEFA. O português, porém, logrou o feito aos 50 anos de idade, enquanto o escocês só aos 69 anos carimbou a sétima meia-final da carreira ao serviço do Manchester United.
UEFA fechará estádios em casos de racismo
A UEFA resolveu travar a escalada do racismo que tem assolado o futebol europeu. No Fórum da Soccerex, em Manchester, Gianni Infantino, secretário-geral do organismo deu a conhecer as propostas de punição para este tipo de comportamento. “Temos que ter sanções que terminem com este problema. Se um jogador ou responsável por uma equipa tiver atitudes racistas, será banido por dez jogos pelo menos”, confessou Infantino. As sanções irão também actuar sobre os adeptos. “Se os adeptos de um clube forem considerados culpados em determinado caso, o estádio será parcialmente fechado nos jogos oficiais. Quando acontecer uma segunda ofensa, o estádio será totalmente fechado e aplicaremos uma multa de pelo menos 500 mil patacas.”
Casa de Portugal perde com lanterna vermelha Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
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Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal em Macau deu ontem, no relvado do Campo da Universidade de Ciência e Tecnologia (MUST), um passo atrás na luta pela manutenção no segundo escalão do futebol do território. A formação orientada pelo luso-são tomense Pelé não conseguiu evitar uma constrangedora derrota por duas bolas a uma frente à Selecção de Sub-18 da Associação de Futebol de Macau e vê a luta pela permanência no Campeonato da II Divisão complicar-se. Frente ao lanterna-vermelha da competição, a Casa
de Portugal pode queixar-se apenas de si própria. O emblema de matriz portuguesa apresentou-se quase na máxima força (suspenso pela Associação de Futebol de Macau a título indeterminado, José Dinis era a única ausência de vulto), mas nem o facto de contar com o veloz Leonel Fernandes na frente de ataque catapultou a Casa
de Portugal para um jogo tranquilo. Afastado do banco por decisão do organismo que tutela o futebol na RAEM, Pelé assistiu ao desafio a partir das bancadas e viu o grupo de trabalho pelo qual é responsável manter o equilíbrio no placard até ao intervalo. Na segunda parte, a selecção jovem da Asso-
ciação de Futebol de Macau foi mais forte e mais eficaz, construindo uma vantagem de dois golos numa questão de minutos. Com Ricardo Santos no lugar consignado a Pelé, o Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal em Macau limitou-se a aligeirar a derrota, numa iniciativa concluída pelo veterano Costa. Com o desaire, o emblema de matriz portuguesa afunda-se na cauda da tabela. Com apenas seis pontos em nove jornadas disputadas, a Casa de Portugal ocupa o penúltimo lugar da classificação com três pontos de vantagem sobre a Selecção de Sub18, lanterna-vermelha da prova, e com quem acabou por perder ontem.
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Sporting Bruno de Carvalho ameaça demitir-se
Nas mãos da banca
F
ontes do Millennium BCP e do Banco Espírito Santo (BES), com os quais o Sporting está a negociar a sua reestruturação financeira, confirmaram ao Jornal de Negócios que o novo presidente ‘leonino’, Bruno de Carvalho, ameaçou demitir-se, caso as instituições bancárias não alterem a sua proposta. A edição online do Negócios refere que fontes próximas do Sporting confirmaram que, na semana passada, a demissão do
recém-eleito presidente foi posta em cima da mesa e a restante direcção assegurou que também se demitiria em solidariedade com Bruno de Carvalho. Recorde-se que para o final da tarde de ontem (18h00, hora de Lisboa, e impossível de obter essa informação devido à diferença horária) ocorreu conferência de imprensa de Bruno de Carvalho, sendo possível a convocatória de uma Assembleia Geral, com vista a que os sócios se manifestem sobre a con-
tinuidade da nova direcção e a aceitação da proposta da banca ou, caso tal não se verifique, a adopção de outras medidas, refere o Jornal de Negócios. Os representantes de Millenium BCP e BES conhecem bem a actual situação dos ‘leões’ e não abdicam de alguns pressupostos, como o de fazer uma auditoria de gestão aos últimos 20 anos do clube ou o da colocação de homens de confiança na administração da SAD do Sporting.
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[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB will you still love me tomorrow? [B]
(FALADO EM mandarim e Legendado em chinês e inglês) Um filme de: Arvin Chen Com: Richie Jen, Mavis Fan, Stone, Kimi Hsia 14.30, 16.30, 21.30 Sala 2
the croods [3D] [a] oblivion Sala 1
(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Chris Sanders, Kirk De Micco 19.30 Sala 3
Oblivion [B]
Um filme de: Joseph Kosinski Com: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Aqui há gato
i give it a year [c]
Um filme de: Dan Mazer Com: Rose Byrne, Rafe Spall, Anna Faris, Simon Baker 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
VERTICAIS: 1-Andavam. Espalhar-se. 2-Ninho (Prov.). Átomo (abrev.). Precepctor nas casas nobres. 3-Bocados, buchas. Referime indirecta ou vagamente. 4-Que não contém água. 5-O m. q. gaseiforme. 6-Ruténio (s.q.). 101-(Rom.). Apartamento (abrev.). Consoantes iguais. 7-Licitar de novo. 8-Analogia. 9-Que tem competência. O m. q. porcas (Prov.). 10-Sem miolo, vã. Antesde-Cirsto (abrev.). Trata com zelo. 11-Chefe de aldeia em Ceilão. Grande extensão de água salgada.
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Contexto completo. Comando (abrev.). 2-Camareira. Outo (s.q.). Árvore da antiga India Portuguesa. 3-Camas de lona. Desgastai cortando. 4-Género da família das Caprifoliáceas (Bot.). 5-Transmitir sífilis. 6-Regimento de Artilharia (abrev.). Pesar 499 (Rom.). Nesta terra. 7-Apertar com perguntas, atrapalhar. 8-Qualidade do que é límpido. 9-Bom estado do invidíduo, cujas funções orgâncias, físicas e mentais se acham em situação normal. Entrelaçam. 10-O m. q. eido. Bário (s.q.). Flanco. 11-Corroi. Queimar.
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 19:00 19:30 20:30 21:00 21:30 22:10 23:00 23:30 23:45 00:45 01:15
22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Thursday Fight Night With UFC 23:00 UFC Ton/ Primetime Tape
TDM News - Repetição Telejornal + 360º Diferido RTPi DIRECTO Montra do Lilau (Repetição) Vingança Telejornal TDM Talk Show Castle Sr.4 Escrito nas Estrelas TDM News Resumo Liga dos Campeões Herman 2013 Telejornal (Repetição) RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Ler +, Ler Melhor 14:45 UMA LULIK 15:35 AntiCrise 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Portugal Aqui Tão Perto 17:50 O Teu Olhar (Telenovela) 18:40 Recantos 18:50 Grandes Quadros Portugueses 19:10 Maternidade 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:05 Salvador 22:30 Surftotal 23:00 Portugal no Coração 30 - FOX Sports 13:00 Masters Official Films 2012 14:00 AFC Champions League 2013 Buriram United vs. Jiangsu Sainty 16:00 Global Football 2012/13 16:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 17:30 Masters Tournament 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 ABL Crossover 2013 20:30 Masters Tournament 2013 Primetime Preview 21:00 Masters Official Films 2012
31 - STAR Sports 13:00 Mobil 1 The Grid 2013 13:30 Inside WTCC 14:00 HSBC FEI Classics 2012/2013 15:00 Sports Max 2012/13 16:00 V8 Supercars Championship Series 2013 - Highlights 18:00 Russian Premier Liga 2012/13 19:30 MotoGP World Championship 2013 Main Races Grand Prix of Qatar 21:00 2 Wheels 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Inside Grand Prix 2013 22:30 2 Wheels 23:00 FIA World Touring Car Championship 2013 - Highlights 23:30 HSBC Sevens World Series 2012/13-Highlights 40 - FOX Movies 12:10 Men In Black 13:50 Men In Black Ii 15:20 The Next Three Days 17:35 The Recruit 19:30 Cloudy With A Chance Of Meatballs 21:00 Chronicle 22:25 Transporter: The Series 23:10 Wild Things: Foursome 00:40 The Walking Dead 41 - HBO 13:00 Tinker Tailor Soldier Spy 15:15 Mrs. Winterbourne 17:00 It Could Happen To You 19:00 The Lord Of The Rings 42 - Cinemax 12:30 Carnivale 14:30 Manticore 16:00 The Vengeance Of She 18:00 Star Trek Generations 20:00 Carnivale 22:00 Conan The Destroyer 23:45 Star Trek First Contact
HORIZONTAIS: 1-INTEGRA. COM. 2-AIA. AU. PACA. 3-MACAS. RAPAI. 4-LONICERA.O. 5-G. SIFILIZAR. 6-RA. DO. ID. CA. 7-ATARRACAR. L. 8-S. LIMPIDEZ. SAUDE. TECEM. 10-AIDO. BA. ALA. 11-ROI. ABRASAR. VERTICAIS: 1-IAM. GRASSAR. 2-NIAL. AT. AIO. 3-TACOS. ALUDI. 4-E. ANIDRIDO. 5-GASIFORME. A. 6-RU. CI. AP. BB. 7-A. RELICITAR. 8-PARIDADE. A. 9-CAPAZ. RECAS. 10-OCA. AC. ZELA. 11-MAIORAL. MAR.
À venda na Livraria Portuguesa O Leitor de Cadáveres • Antonio Garrido
Na antiga China, só os juízes mais sagazes atingiam o cobiçado título de «leitores de cadáveres», uma elite de legistas encarregados de punir todos os crimes, por mais irresolúveis que parecessem. Cí Song foi o primeiro. Inspirado numa personagem real, “O Leitor de Cadáveres” conta a história fascinante de um jovem de origem humilde que, com paixão e determinação, passa de coveiro nos Campos da Morte de Lin’an a discípulo da prestigiada Academia Ming. Aí, invejado pelos seus métodos pioneiros e perseguido pela justiça, desperta a curiosidade do próprio imperador, que o convoca para investigar os crimes atrozes que ameaçam aniquilar a corte imperial. Um thriller histórico absorvente, minuciosamente documentado, onde a ambição e o ódio andam de mãos dadas com o amor e a morte, na exótica e faustosa China medieval.
Cartas de Casanova • António Mega Ferreira
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
No verão de 1757, o aventureiro Giacomo Casanova, que se evadira pouco antes da prisão dos Piombi, em Veneza, desembarca em Lisboa. O espectáculo das ruínas provocadas pelo terramoto ultrapassa tudo aquilo que ele podia imaginar. Durante seis semanas, Casanova faz os possíveis por entender os portugueses: como é possível que a vida dos habitantes da cidade se tenha acomodado a uma tal desorganização? Conhece o comerciante Ratton e o conde de S. Lourenço, o livreiro Reycend e o marquês de Alegrete, o poeta Correia Garção e a condessa de Pombeiro. E até se encontra com o misterioso marquês de X. Chega finalmente à fala com Sebastião José de Carvalho e Melo, ainda não Oeiras, ainda não Pombal, a quem tenta vender o projeto de uma lotaria real. Exaspera-se e diverte-se, seduz e perde ao jogo, e encontra tempo para escrever seis cartas a cinco personagens importantes da sua vida. «Rien ne pourra faire que je ne me sois amusé» é a divisa que o guia. Mesmo em Lisboa. Mesmo depois do Grande Terramoto. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Os limites do bom senso Apresentar uma candidatura a umas eleições legislativas pode ser considerado um dos mais nobres actos de cidadania, se a política fosse feita segundo a ideologia que lhe deu vida, nos idos tempos da Grécia Antiga. Mas aqui em Macau tenho a ligeira sensação que não é bem assim. Tirando algumas e possíveis excepções, há interesses económicos de quem se candidata, com o conluio do Governo. Estamos numa terra pequena, e isso diz muito do seu sistema politico. Somos, afinal, 500 mil pessoas, e não sete milhões. Ontem os Serviços de Administração e Função Pública organizaram uma sessão de esclarecimento sobre os procedimentos burocráticos a fazer numa candidatura. Estavam lá deputados e Jason Chao. Mas na hora das perguntas, houve outras que se destacaram, e que revelam aquilo que as pessoas são capazes. Se quisermos, podemos ainda dizer que são sinais relevadores da ignorância politica que reina em algumas pessoas. Passo a citar. “O Governo permitenos fazer reuniões para angariar pessoas para nos apoiar, e essas despesas entram? Nas últimas eleições foram feitas reuniões privadas, isso já é campanha eleitoral? Podem ser servidas refeições?” Houve ainda um senhor, já com uma certa idade, que questionou José Chu se as suas despesas com uma campanha poderiam ser reembolsadas pelo Governo, caso perdesse as eleições. Mas não há limites do bom senso? Ninguém tem vergonha de fazer estas perguntas, numa região que se diz democrática? Vejam os exemplos de outros países, já que o Executivo gosta muito de fazer isso. Quando é que teremos eleições ditas comuns, ditas limpas, sem jantares, almoços ou pagamentos?
Pu Yi
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quinta-feira 11.4.2013
Um país entregue à bicharada Fernando Santos in Jornal de Notícias
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intadas a vermelho retinto, como endireitar as contas do Estado português? Só há duas fórmulas: aumentar as receitas ou diminuir as despesas. O segredo do êxito está no balanceamento correcto das duas colunas, de modo a que o doente não morra da doença, mas também não morra da cura. E para todas as circunstâncias é imperioso cumprir um código de conduta do qual vela o Tribunal Constitucional, um órgão idealmente composto por gente considerada bacteriologicamente pura, ou não se desse o caso de até ter direito a reformar-se aos 40 anos de idade, com 10 de serviço. Sendo as regras para o exercício do equilíbrio orçamental tão primárias, o impressionante é verificar a dificuldade de escolha de um trilho, ao ponto de os dirigentes partidários não encontrarem um mínimo de consenso. O país está teso como um carapau, exaurido, mas parece ainda dispor de forças para braços de ferro; embora espúrios. Passos Coelho e António José Seguro são exemplos acabados de teimosia e ingenuidade. O primeiro-ministro não é de modas: teima, teima, teima no receituário e não tenta sequer pedir ao fornecedor de medicamentos (a troika) uma qualquer mudança molecular. Constituído por todos os portugueses, o doente vai de mal a pior e a cada agravamento dá-se o reforço da dose - até agora, mais e mais impostos, mais e mais recessão, mais e mais desemprego. O combate à queda a pique da economia faz-se sempre num plano mais inclinado. Neste escorregão, vão-se criando novas “feridas”, deitando fora princípios de dignidade humana e de direitos legitimamente adquiridos - o que leva a cortes no Estado social. As alternativas são zero. Por um lado, o Tribunal Constitucional não deixa e por outro a cegueira ideológica tolda o espírito de Passos Coelho e seus ajudantes de governo. O caso do líder da Oposição é também enternecedor - e preocupante. António José Seguro aproveitou o facto de o Governo não lhe passar cartão e, acossado pelos socráticos responsáveis pela entrada do país em bancarrota, usa acordes entre o infantil e o celestial. Sempre e quando demora a reagir a um acontecimento fica a expectativa de que vai ter uma qualquer medicação pragmática. Mas não. Agenda do crescimento, renegociação da dívida, blá-blá, o secretário-
Passos Coelho e António José Seguro são exemplos acabados de teimosia e ingenuidade -geral do PS não descola nas sondagens. Pudera!, como podia ser de outro modo se a renegociação da dívida não depende da sua vontade e o crescimento passa pelo dinheirinho que não há? Em bom português: estamos entregues à bicharada. PSD e PS, Passos Coelho e António José Seguro, são as duas faces de uma mesma moeda. Convergentes num ponto: são in-
capazes de referir ou impor novas regras para as parcerias público-privadas (15,256 mil milhões de euros em rodoviárias, só este ano) ou para o cartel de negociatas da Energia ou das Telecomunicações. É mais fácil cortar pensões ou prometer negociar juros da dívida do que pôr na ordem interesses instalados, do investimento chinês à Banca e às construtoras sanguessugas de rendas fixas com margens de lucro escandalosas - em alguns casos muito superiores a 10%. Rasgam-se tantos contratos com os cidadãos simplórios... Dever-se-iam dispensar governantes e candidatos assim. São fortes com os fracos, fracos com os fortes e demasiado “jongleurs”.
quinta-feira 11.4.2013
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Leocardo
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bairro do oriente
As dores de crescimento
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lguns dos recentes casos passados nos meandros da máquina administrativa do território deixam a entender que a RAEM atravessa actualmente uma espécie de crise da adolescência. Quase treze anos e meio depois da seu nascimento, a região que surgiu como um exemplo acabado da compatibilidade de um segundo sistema no seio da grande China socialista sofre com os desequilíbrios hormonais. Começa a aparecer-lhe algum acne, o corpo sofre mudanças que o assustam, muda de forma, e tudo isto sem que lhe tenham ensinado muito bem como reagir. Faltou educação sexual a este adolescente, se me permitem a analogia e o atrevimento. A população deste território que depende das receitas do jogo e ainda o mês passado bateu mais um recorde de receitas neste particular, preocupa-se com o futuro do fedelho. Teme que não esteja a ser orientada no caminho do bem, que lhe faltem valências que a recomendem quando for um jovem adulto daqui a poucos anos. Os pais, tios, padrinhos e restantes familiares que contribuíram para a educação deste jovem temem que se esteja a descurar a sua educação, e que lhe venha a faltar rectidão, honestidade e fibra. Já não se exige e muito que se reja pelos valores da moral. Esses já não constavam do currículo inicial. Não é bom sinal que num território tão pequeno aconteçam tantos equívocos, interpretações dúbias das regras, cidadãos de primeira e de segunda, alguns para quem “a lei é dura mas é a lei”, enquanto outros são “inocentes até prova em contrário”. Zonas
cinzentas e lacunas legais são aproveitadas por poucos, à luz de decisões feitas muitas vezes sem fundamentação legal que a suporte, dando origem a situações bizarras, sem que se saiba muito bem o que pensa quem tem o dever de garantir a legalidade, a justiça e a harmonia social. Chegamos ao ponto em que muitas injustiças ficam por denunciar ou questionar, com receio que o sistema as branqueie, e que o feitiço se vire contra o feiticeiro. Vamos tolerando os abusos de todo o tipo, as incompatibilidades gritantes e todo o resto, preocupados apenas com a nossa vida, com receio de acabar picados pelas vespas deste ninho que não nos atrevemos a tocar.
É preocupante quando os imigrantes começam a deixar de procurar o território para trabalhar, porque deixou de valer a pena. Se não vale a pena para eles, que podem sempre optar por outro destino que lhes ofereça a oportunidade de tornar melhor as suas vidas e a dos seus, o que dizer de nós, que aqui nascemos, crescemos e ajudámos a contribuir para o desenvolvimento desta terra a que chamamos casa? Quem se lembra do nascimento desta RAEM, da sua génese e das promessas de um futuro brilhante vai sorrindo com a imagem deste rapaz com 13 anos, esbelto e corpulento, mas o sorriso é amarelo, e as dúvidas são muitas quanto ao seu futuro. Um dia vai tirar um curso superior, e teme-se pela qualidade do sua formação. Depois vai querer um emprego, e as opções não vão além dos casinos. Quando quiser sair da casa dos pais, vai ter dificuldade em comprar
habitação própria, e na perspectiva de poder adquirir apenas um mísero T1, dificilmente pensará em formar família. Muitos dos pais da RAEM nunca serão avós. Se ficar doente, não tem acesso a um sistema de saúde gratuito e com qualidade, como lhe chegou a ser prometido. Se por esse motivo se quiser manter saudável, vão-lhe faltar os espaços verdes e de lazer. O concreto é tudo o que lhe resta de concreto. É triste para todos e embaraçoso para os arquitectos deste grande projecto que é o Macau do segundo sistema que se oiça cada vez dizer que “antes estávamos melhor”. Quando se especula com tudo e mais alguma coisa, desde a habitação às couves no mercado, visando apenas o lucro fácil e imediato, qualquer coisa correu mal. Alguém se esqueceu de preservar a matriz do território, onde a vida era tranquila e barata, fazia-se o dia com pouco dinheiro e havia lugar para todos. Se o investimento e o crescimento da economia são factores importantes e sem os quais seria irrealista concretizar o projecto do crescimento e da saúde financeira do território, era importante também preservar o modo de vida simples dos seus residentes da classe média. O erro foi deixá-los na mão de especuladores, empresários sem escrúpulos e outros parasitas, tantos deles forasteiros, que se vão aproveitando da ingenuidade deste jovem tenrinho e imberbe, comprometendo-lhe o futuro próximo. É preocupante quando os imigrantes começam a deixar de procurar o território para trabalhar, porque deixou de valer a pena. Se não vale a pena para eles, que podem sempre optar por outro destino que lhes ofereça a oportunidade de tornar melhor as suas vidas e a dos seus, o que dizer de nós, que aqui nascemos, crescemos e ajudámos a contribuir para o desenvolvimento desta terra a que chamamos casa? Todos queremos partilhar da prosperidade, e não nos passa pela cabeça questionar este sistema liberal que permite que todos tenham uma oportunidade de enriquecer. Mas estaremos a deixar o futuro do nosso menino em boas mãos? Meditar, reflectir e repensar é urgente. E que lugar melhor para isso que aqui, no Oriente?
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
quinta-feira 11.4.2013
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Portugal terá cerca de 40 mil crianças sobredotadas
c a r t o on por Steff
teste de mísseis
A organização não governamental (ONG) Save the Children alertou para os casos de violência sexual registados em zonas de conflito, dizendo que as principais vítimas são crianças. A conclusão baseou-se em dados e testemunhos de países afectados por guerras nas últimas décadas, entre eles a República Democrática do Congo, a Libéria e a Colômbia. Segundo a organização, assistese à ausência de incentivos a programas que travem esse tipo de violência e que apoiem as crianças afectadas.
Especialistas portugueses estimam que devem existir no País cerca de 40 mil crianças até aos 12 anos de idade que são sobredotadas. Segundo o Instituto de Inteligência, existem vários tipos de crianças que são sobredotadas, mas poucos especialistas que detectem essas situações. Para os especialistas, era importante que professores e psicólogos tivessem noção dessas diferenças entre os tipos de sobredotados de modo a encaminhálos da forma mais correcta.
Vítor Gaspar tenta regressar aos mercados
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que esta ontem partiu para a Irlanda, disse que foi para Dublin procurar apoio oficial para o regresso pleno de Portugal ao mercado de dívida pública, tendo para isso o apoio do Banco de Portugal. Vítor Gaspar vai participar nas reuniões do Eurogrupo e do Ecofin amanhã e sábado, e espera usar contactos. “Procurarei mobilizar apoio oficial para o regresso pleno ao mercado de obrigações por parte da República Portuguesa. Em tudo isto beneficiarei do apoio do senhor governador do Banco de Portugal”, afirmou Vítor Gaspar na abertura de uma conferência em Lisboa. Foi conhecido que Portugal e Irlanda poderão vir a ter um prolongamento de sete anos para poderem pagar os empréstimos concedidos no âmbito dos resgates financeiros e poderem regressar aos mercados.
Camelo oferecido a Hollande foi comido
As autoridades do Mali vão ter de arranjar um novo camelo para oferecer ao presidente francês. Tudo porque a família a quem ficou entregue a primeira oferenda comeu o animal. O Mali tinha decidido oferecer um camelo a François Hollande como forma de agradecimento pelo apoio do Governo francês, que contribuiu para o afastamento dos rebeldes islamitas depois de ter enviado tropas para o território. Uma família maliana ficou responsável pelo camelo até o animal ser enviado para França, mas não resistiu e comeu-o. “Mal soubemos do sucedido, rapidamente substituímos por um animal maior e com melhor aspecto”, disse fonte das autoridades malianas, sob anonimato. “O novo camelo vai ser enviado para Paris. Estamos envergonhados com o que aconteceu ao camelo. Era um presente que não merecia ter tido este fim.”
Violência sexual em zonas de conflito
Irão 37 mortos após sismo
Pena de morte China lidera sem números certos
O tempo volta para trás Joana Freitas
Joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
tendência mundial inclina-se para o fim da pena de morte, mas o continente chinês continua a liderar na aplicação da sentença capital. Esta é a grande conclusão da Amnistia Internacional (AI), que ontem divulgou o relatório sobre estas sentenças. 2012 viu, pelo menos, 682 pessoas serem executadas em todo o mundo, mais duas do que no ano anterior. Números que, contudo, não contabilizam as mortes na China continental. “A China, mais uma vez, executou mais pessoas do que o resto do mundo junto, mas devido ao secretismo em redor da utilização da pena de morte, não é possível obter números concretos”, pode ler-se no relatório da AI, enviado ao Hoje Macau.
No total, o ano passado, 21 países realizaram execuções. Os mesmos que em 2011, mas menos 28 do que há dez anos. Houve, pelo menos, mais de 1700 novos condenados à morte.
Andar para trás
Países que já não utilizavam a pena de morte há algum tempo voltaram a praticar a pena capital. Índia, Japão, Paquistão e Gâmbia, bem como “um alarmante aumento de execuções no Iraque” voltaram atrás no que à decisão de acabar com as penas de morte diz respeito. Na Índia, não havia a sentença capital desde 2004, no Paquistão, desde 2007, o Gâmbia estava há quase três décadas sem execuções e no Japão, a punição não era aplicada há 20 meses. “O retrocesso que vimos em alguns países este ano foi decepcionante, mas não afecta a tendência global contra o
uso da pena de morte. Em várias partes do mundo as execuções estão a transformar-se num acto do passado”, explicou o secretário-geral da Amnistia Internacional, Salil Shetty. Os cinco países que mais execuções fizeram continuam a ser, por ordem de importância quantitativa, a China, o Irão, o Iraque, a Arábia Saudita e os Estados Unidos. Salil Shetty deixa, por isso, uma mensagem. “Apenas um em cada dez países leva a cabo execuções. Os seus líderes deviam perguntar-se porque continuam a aplicar uma pena cruel e inumana, que o resto do mundo já está a deixar para trás.” Entre as causas para a pena de morte estão crimes não-violentos relacionados com droga e dinheiro, blasfémia e adultério. Enforcamento, tiro, injecção letal e crucificação são alguns dos métodos utilizados.
O sismo de 6.1 na escala de Richter que atingiu a província de Busher, no sul do Irão, na terçafeira, provocou pelo menos 37 mortos. O número foi actualizado esta quarta-feira pelas autoridades iranianas. Segundo a agência oficial IRNA, a maioria das vítimas mortais foi registada na nas localidades de Kaki, onde se situou o epicentro do sismo, e em Tasuch e Shanbe. Na sequência dos sismo, mais de 850 pessoas ficaram feridas.
Oprah publica foto com “hot Jesus”
O papel de Diogo Morgado na mini-série “A Bíblia”, na qual interpreta Jesus Cristo, não tem passado despercebido e até já lhe valeu um entrevista com Oprah, que parece ter ficado rendida aos encantos do actor português e não apenas com os artísticos. No final da entrevista, que foi gravada esta segunda-feira e será transmitida nos Estados Unidos no dia 14 de Abril, a emblemática apresentadora e Diogo Morgado comeram cachorros e Oprah decidiu partilhar o momento no Instagram. “A partilhar um cachorro quente com o “hot Jesus” (Jesus sensual, em português) Diogo Morgado. A vida é deliciosa”, escreveu a apresentadora como legenda de uma das fotografias onde surge a comer um cachorro quente com o actor português. No Twitter, o actor publicou também algumas fotografias e deixou elogios à apresentadora. “É definitivamente uma sensação especial como se nos conhecêssemos há anos. Eu sempre fui um fã dela e agora estou apaixonado”, apontou Diogo Morgado.