Director carlos morais josé
www.hojemacau.com.mo
hojemacau
Mop$10
Q UARTA - f e i r a 1 1 d e m a r ç o d e 2 0 1 5 • ANO X i V • N º 3 2 8 8
Joana Vasconcelos
Uma peça portuguesa, com certeza eventos centrais
exército chinês lei para raem há nove anos em análise
Uma ponte longe de mais Desde Dezembro de 2006 que a lei para regular o pessoal do Exército de Libertação do Povo Chinês na RAEM está a ser elaborada. Sobre o seu conteúdo e directivas de direitos e imunidades nada se sabe. Juristas têm dificuldade em explicar o fenómeno mas sempre vão adiantando que esta pode ser uma postura de “deixar andar” e que “sem regulamentos não há regras e fazem o que querem”.
pub
Agência Comercial Pico • 28721006
pub
grande plano página 3
LAG | segurança
crime a espreita `
As quebras das receitas do Jogo podem levar ao aumento da criminalidade. O alerta vem de especialistas que pedem, entre outras medidas, o regresso da pensão de velhice e uma especial atenção ao combate de branqueamento de capitais.
Ter para ler
política Página
6
TNR Segurança
Social à procura de um sistema sociedade Página
7
China Membros do EI detidos no regresso a casa Xinjiang Página
13
pub
2
diário de bordo
‘‘
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
por Carlos Morais José
Deixar de ser homem
ontem macau
Albano Martins • Economista
des, a não ser os imbecis. Contudo, depois do vício, não se consegue passar sem ela e não se imagina a vida num outro espaço que não este, pleno de contradições, saloio e mundano; belo resumo do mundo. Residimos num extremo. Num fim da China, num confim da Ásia, no estertor do mundo português, no espaço onde americanos e judeus se ressarcem do capital que lhes escapa. Vivemos onde nada acontece porque tudo perpassa sem existência. Nada aqui poderá ser sério, escreveu Auden. Aliás sem razão, tenhamos coragem para o dizer. Tudo aqui é extremamente sério, como convém a uma cidade que situa sempre, física e oniricamente, num extremo qualquer.
Parece mentira, mas não é. Parece a brincar, mas não é. Reflictam bem, pobres leitores, sobre as vossas exangues vidas e reconheçam que nada de tão sério vos aconteceu (nem casamentos, nem filhos, nem nada) como este Macau que tão amiúde renegais. Sejamos justos. Não há outra como ela. Bela e feia, amorável e terrível, inconsequente e impiedosa, convencida e humilde. Não presta para nada, a não ser para nós. Só nos falta atribuir-lhe a qualidade que de bom grado prestamos às nossas mães: é e será sempre isenta de qualquer culpa. Esta é (e será sempre) nossa. A menos que deixemos de ser homens.
Um estudante segura uma bandeira enquanto outros dormem em Letpadan, no Myanmar. Estudantes de diversas universidades juntaram-se para protestarem contra a Lei da Educação Nacional do país, que deverá ser aprovada pelo parlamento. Os jovens querem mudanças ou até a retirada do diploma. EPA/NYEIN CHAN NAING
“[Sobre] uma das variáveis mais importantes, que é o Jogo, acho que o Governo deve ter ideias muito concretas de quanto é que quer crescer, porque tudo isso vai mexer com toda a economia. Se crescer a dois dígitos altos vai ter implicações fortíssimas na economia, se crescer a um dígito baixo também terá implicações no sector”
É relativamente fácil ignorar pessoas, esquecermo-nos delas. Afinal, cada pessoa não passa de um Frankenstein de emoções, valores e comportamentos que nem sempre estamos para aturar. Já uma cidade é diferente. Numa cidade existe algo que perdura, que apesar dos construtores civis não muda com o tempo. Dir-me-ão que isso tem a ver com as pessoas que a habitam. Não concordo: tem só a ver com a cidade: as pessoas é que se adaptam. Macau é um belo exemplo: trata-se de uma cidade extraordinária: fácil de amar, impossível de não odiar. Tem momentos e tem os seus momentos. Ninguém nos prometeu facilida-
édito
horah
“Antes da transferência de soberania, a lei de extradição de Portugal era utilizada no território. Depois da transferência, de acordo com a Lei Básica, Macau ficou com um sistema judiciário independente, onde não existe um acordo de assistência judiciária em matéria penal, o que faz com que haja lacunas básicas nas leis para a detenção de criminosos transfronteiriços” Io Hong Meng e Lei Pui Lam • Delegados de Macau na APN
“Para o bem e para o mal estamos integrados e perfeitamente interdependentes do que se passa na China” Arnaldo Gonçalves • Especialista em política
www. hojemacau. com.mo
“Por um lado, é bom que os locais se comecem a preocupar mais com os trabalhadores estrangeiros e por outro, é positivo porque a China começa já a mostrar a implementação de uma política centrada nos direitos humanos” Jacky Ho, professor de Assistência Social na Universidade de São José, sobre a implementação de um sistema de segurança social para os TNR | P. 7
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Edite Ribeiro(estagiária); Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com. mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
l i g u e - s e • pa r t i l h e • v i c i e - s e
hojeglobal w w w. h o j e m a c a u . c o m . m o facebook/hojemacau twitter/hojemacau
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
A
inda não há data para a conclusão da proposta de lei relativamente à “jurisdição penal sobre o pessoal da Guarnição de Macau do Exército de Libertação do Povo Chinês”, como é actualmente o nome de uma proposta de lei a ser levada a cabo e em análises há mais de nove anos. A informação foi dada ao HM pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ). Foi em Dezembro de 2006 que a proposta foi submetida à DSAJ que, no mês seguinte, se deslocou a convite da Guarnição de Macau, à região vizinha de Zhuhai para realizar uma reunião com o pessoal militar “com vista a analisar as questões relativas aos trabalhos legislativos”, conforme indicam documentos internos do organismo a que o HM teve acesso. “Procedemos à análise e arrumação dos documentos recebidos na reunião e ao estudo das questões relacionadas e elaborámos o anteprojecto do diploma”, pode ler-se nos documentos. Neste anteprojecto, lê-se, ainda existiam questões não resolvidas, que deixaram de o ser em Dezembro de 2007. Em ponto algum se explica, contudo, quais as alterações ou situações que esta proposta de lei pode trazer ao pessoal do exército chinês na RAEM. Sabe-se, apenas que versa sobre direitos e imunidades, como se pode ler no documento a que o HM teve acesso. Depois de Dezembro de 2007, a DSAJ afirma que enviou o projecto ao Gabinete da Secretária para a Administração e Justiça. Foi neste mês que o grupo de trabalho da Guarnição de Macau se reuniu com o grupo de trabalho da Guarnição de Exército de Libertação da China continental onde foi decidido que o projecto estava pronto para auscultação de opiniões. Já em 2008, em Janeiro, acontecia um primeiro encontro em Pequim para primeira discussão “informal, a nível técnico, sobre a jurisdição e a protecção de direitos e imunidades, no sentido de se preparar para o encontro formal a realizar em Abril”. Sem discussão em Abril, os grupos de trabalham retomam a Pequim em Julho do mesmo ano, mas só em Dezembro, no final do segundo semestre do ano, é que o projecto é devolvido ao grupo de trabalho que se desloca a Guangzhou para “discutir o conteúdo” do projecto. Outros encontros aconteceram sem nunca se chegar a acordo.
Sem informações
Sobre o conteúdo do projecto e os motivos de desacordo entre
grande plano
Exército Chinês China e Macau sem acordo sobre legislação
A marcha do silêncio
Está a ser elaborada uma lei a aplicar ao pessoal do Exército de Libertação Popular na RAEM, mas o Governo de Macau nada diz sobre o conteúdo, que aparenta conter direitos e imunidades. Para juristas contactados pelo HM, é difícil explicar como é que a construção e análise de uma proposta de lei pode levar nove anos. Para a DSAJ, não há sequer data para uma conclusão
não agradou a Macau e à China tendo sido necessários novos ajustamentos. Depois dos pareceres do Gabinete do Procurador e do Gabinete do Presidente do Tribunal de Última Instância, foi, em Setembro de 2010, “remetida, através do Gabinete do Chefe do Executivo, a proposta de lei sobre o estabelecimento das normas relativas à jurisdição sobre o pessoal da Guarnição em Macau do Exército de Libertação do Povo Chinês” ao gabinete da Guarnição de Macau. Depois de todo este processo demasiado complicado, existiu um novo encontro em ChangChun ficando a proposta em causa em estudo. Cinco anos depois ainda não há resultado das análises, nem informações, nem se prevê quando venha a haver. “O projecto-lei tem vindo a ser optimizado com base nas negociações procedidas anteriormente com os militares, o que será levado ao processo legislativo no momento adequado”, informa apenas a DSAJ quando questionada pelo HM.
Não é prioritário
“Provavelmente haverá algo interno bastante sensível que levante várias questões” (como por exemplo), “o estatuto dos militares que se encontram em Macau, os lugares em que eles se vão instalar – e onde estão instalados -, ou o tipo de equipamento” António Katchi Jurista
as partes envolvidas, a DSAJ não se mostrou disponível para responder. Postura partilhada pelo Gabinete do Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, que afirmou: “não temos qualquer declaração a prestar sobre o assunto”. De acordo com os papéis a que o HM teve acesso, em Março de 2009 os grupos de trabalho reuniram-se em Changsha, sendo que, em Junho do mesmo ano, a reunião aconteceu em Macau e em Agosto o projecto é alvo de novos “ajustamentos”. No mês seguinte, as partes envolvidas deslocam-se a ChongQing, “com vista a discutir com o Grupo de Trabalho da parte militar sobre o conteúdo do projecto”.
Em 2010 é organizada uma nova reunião em Zhuhai e assim surge o oitavo rascunho do projecto. “Foi concluído o 8º anteprojecto”, lê-se nos documentos. Este é apresentado em Pequim, em Maio do mesmo ano. Mas este projecto
“Para a China, o exército chinês aqui [no território] deveria ser soberano e poder controlar tudo o que quisesse” Pedro Leal Advogado
3
Sem respostas, o HM quis perceber como é que uma proposta de lei se mantém nas entrelinhas da legislação passando despercebida a todos. “Sem saber o conteúdo da proposta em causa é difícil especular o que está a provocar todo este tempo de elaboração”, começa por explicar o jurista António Katchi. Para o também docente, “provavelmente haverá algo interno bastante sensível que levante várias questões”, como por exemplo, “o estatuto dos militares que se encontram em Macau, os lugares em que eles se vão instalar – e onde estão instalados -, ou o tipo de equipamento”. Para o advogado Mário Paz, o tamanho de Macau pode estar a empatar a situação. “Pela sua pequenez não torna a questão em causa premente”, defende. Não é rara a demora a revisão legislativa, como foi o caso do artigo 23º do capítulo II, relativamente ao relacionamento entre as Autoridades Centrais e as Autoridades da RAEM, da Lei Básica. Para o também advogado Pedro Leal, não há dúvidas: é inaceitável uma demora desta dimensão. Para o profissional é preciso perceber que “o exército chinês deve ter uma justificação e tem todo o interesse em ter uma coordenação entre as forças policiais de Macau e o exército chinês”, mas Leal defende que “para a China, o exército chinês aqui [no território] deveria ser soberano e poder controlar tudo o que quisesse”, porque, tudo aquilo que não está regulamentado permite “aberturas e um maior tipo de descriminação possível”. Os nove anos são, então, sinal de uma postura de “deixar andar”. “Sem regulamento não há regras e fazem o que querem”, remata.
4
política
LAG Governo deve saber responder a possível aumento do crime
O outro lado da queda das receitas As Linhas de Acção Governativa na área da Segurança devem focar-se no possível aumento da criminalidade devido à queda das receitas do Jogo. Mais carreiras nas forças de segurança, o regresso da pensão de velhice e dar prioridade ao combate de branqueamento de capitais são os pedidos de Leong Veng Chai e Spencer Li Andreia Sofia Silva* andreia.silva@hojemacau.com.mo
A
queda das receitas do Jogo verificada nos últimos meses poderá trazer consequências fora do campo económico. O aumento da criminalidade devido à quebra dos negócios é um dos pontos que Wong Sio Chak, Secretário para a Segurança, deve destacar aquando da apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG), o que acontece já este mês. “Uma das razões para um possível aumento do crime num futuro próximo é o abrandamento
da economia e da queda das receitas do Jogo. Vemos um contínuo declínio no sector e penso que há pessoas que ficarão afectadas por esta questão e pode ser uma motivação para que passem a estar envolvidas em actividades criminosas. O Governo precisa de estar mais vigilante e responder a um possível aumento das actividades criminosas”, disse ao HM Spencer Li, director do departamento de sociologia da Universidade de Macau (UM) e especialista em questões criminais. Também Leong Veng Chai, deputado que já foi funcionário público no Estabelecimento Prisional de Macau (EPM), chama também a atenção para este ponto, exigindo ao Governo mais recursos humanos. Leong Veng Chai disse ao HM que a quebra das receitas do Jogo pode originar mais crimes, como o branqueamento de capitais ou empréstimos ilegais de dinheiro nos casinos. O deputado considerou ainda que a abertura de mais hotéis este ano pode fazer aumentar a taxa de criminalidade.
Lavagem como prioridade
Spencer Li também considerou que o combate ao branqueamento de capitais deve ser uma prioridade nas LAG, apesar de reconhecer que o Executivo já está a dar os primeiros passos, com a preparação da revisão do diploma. “Na China, especialmente os mais ricos, podem querer transferir os seus capitais para outros países por várias razões, e esse dinheiro pode passar por Macau. Deveríamos avançar com a prevenção, implementado regras mais apertadas. O Governo já está a dar alguns passos, mas poderia ser necessária uma maior colaboração entre o Governo de Macau e as autoridades da China. Temos vindo a ver alguns esforços neste sentido, mas deve ser uma prioridade”, apontou o académico. Em relação ao tráfico de droga, Spencer Li pede políticas que consigam reagir ao surgimento de novos estupefacientes. “Na área do tráfico de droga, temos visto um aumento e novas formas de
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
“Na China, especialmente os mais ricos, podem querer transferir os seus capitais para outros países por várias razões, e esse dinheiro pode passar por Macau. Deveríamos avançar com a prevenção, implementado regras mais apertadas” “Uma das razões para um possível aumento do crime num futuro próximo é o abrandamento da economia e da queda das receitas do Jogo” Spencer Li Director do departamento de sociologia da UM
“O pessoal da área de segurança corre riscos de vida no trabalho e são diferentes dos restantes funcionários públicos. Os bombeiros não têm pensão de velhice, por exemplo, e isso influencia a sua ambição. É melhor implementar o regime de pensão de velhice para estes trabalhadores” Leong Veng Chai Deputado
utilização da droga, especialmente estimulantes, e isso pode ser ligado a actividades criminosas. Vemos um maior uso do ice e crack. Podem existir actividades criminosas associadas a essas drogas, com os vendedores a quererem marcar o seu território. Isso pode levar a conflitos”, explicou.
O regresso da pensão de velhice O deputado Leong Veng Chai espera ainda que o Governo
implemente de novo a pensão de velhice para o pessoal de segurança, em vez da manutenção do sistema das contas individuais de previdência. “O pessoal da área de segurança corre riscos de vida no trabalho e são diferentes dos restantes funcionários públicos. Os bombeiros não têm pensão de velhice, por exemplo, e isso influencia a sua ambição. É melhor implementar o regime de pensão de velhice para estes trabalhadores”, defendeu. O número dois de José Pereira Coutinho pede ainda a criação de mais carreiras para os funcionários do EPM, por forma a haver maior evolução profissional. “O novo estabelecimento prisional ainda não foi concluído e os guardas locais são poucos. Há cerca de 200 guardas não residentes a trabalhar na prisão, os quais não são promovidos. Isso diminui as oportunidades de evolução na carreira dos funcionários locais”. Para Leong Veng Chai, mais carreiras profissionais seria sinónimo de mais atractivos para este tipo de profissionais. - * com Flora Fong
política 5
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
Caso Avery Arco-Íris pede revisão das leis para mudança de sexo Segundo a Associação Arco-Íris, o Executivo admitiu não poder fazer nada sobre o caso da feito formalmente numa reunião ção no caso de mudança de sexo fê-los ficar de mãos atadas no caso transexual que pediu com a Secretária e, depois, em da Avery. E foi-nos confirmado comunicado enviado aos média. a mudança de género que o caso da Avery é o primeiro Foi o caso de Avery, o trancom pedido formal deste género sexual que levou a cabo uma no BIR depois de em Macau.” operação de mudança de sexo Avery, recorde-se, é uma resie a quem foi negada a hipótese uma operação de dente de Macau que fez a operação de, em Macau, mudar o nome de mudança de sexo. Ao pedir a mudança de sexo por no BIR permanente que deu o mudança de género no BIR, conmote ao pedido da Associação, não existir legislação que defende os direitos da cotudo, isso foi-lhe negado. Jason Chao assegura que tanto munidade LBGT. Depois de um na RAEM. Jason a DSI, como a DSAJ admitiram “a encontro entre a Arco-Íris de necessidade de manter as leis de e a Direcção dos Serviços Chao e Anthony Lam Macau Macau actualizadas, de forma a de Identificação (DSI) e Direcção dos Serviços para os Assuntos pedem a revisão de Justiça (DSAJ), Jason Chao, das leis da área porta-voz do grupo, assegurou “As medidas anti-discriminatórias no caso
Governo de “mãos atadas”
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
AssociaçãoArco-Íris de Macau pediu ontem a Sónia Chan, Secretária para a Administração e Justiça, que reveja a legislação da área da identificação. O pedido foi
que o Governo mostrou abertura perante o caso, mas não só. “Nas últimas duas semanas, [encontramo-nos] com o vice-director da DSI e o director do Registo Civil da DSAJ para falar sobre o caso da Avery. A Arco-Íris agradece a atitude aberta destes oficiais”, começa por dizer Chao. “Foi-nos dito pelos dois departamentos que a ausência de legisla-
da orientação sexual e do sexo devem entrar em efectividade o mais rápido possível. A Arco-Íris pede, formalmente, à Secretária Sónia Chan que dê início à revisão da legislação, de forma a reconhecer as pessoas que fazem a mudança de sexo.” Jason Chao Porta-voz do grupo Arco-Íris
adaptarem-se ao desenvolvimento da sociedade” e que o facto de não ser possível reconhecer a mudança de género no BIR “cria confusão na imigração, no emprego e na vida social de um transgénero”.
Contra a discriminação
Apesar de admitir que as notícias sobre o caso de Avery fizeram a população pensar sobre o assunto, a Arco-Íris – que foi autorizada pela jovem a representá-la – assegura que a falta de igualdade perante a comunidade LBGT tem consequências negativas na retenção de talentos ao nível dos recursos humanos. Isto, porque Avery, por exemplo, não consegue ficar em Macau devido à discriminação de que foi alvo, estando agora em Londres, onde, através da lei portuguesa que a ela se adapta devido ao passaporte luso que possui, vai conseguir mudar o sexo nos documentos de identificação. A Associação, contudo, quer ver mudanças. “As medidas anti-discriminatórias no caso da orientação sexual e do sexo devem entrar em efectividade o mais rápido possível. A Arco-Íris pede, formalmente, à Secretária Sónia Chan que dê início à revisão da legislação, de forma a reconhecer as pessoas que fazem a mudança de sexo.”
pub
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 65/AI/2015
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.°140/AI/2015
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifiquese o infractor MO, Hon Lam, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEHK n.° E6898xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 89/DI-AI/2013, levantado pela DST a 01.09.2013, e por despacho da signatária de 26.02.2015, exarado no Relatório n.° 70/DI/2015, de 11.02.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua do Terminal Maritimo n.os 93-103, Centro Internacional de Macau, Bloco 4, 12.° andar A onde se prestava alojamento ilegal.-------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele auto de notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele auto de notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Fevereiro de 2015.
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifiquese o infractor 王凱,portador do passaporte da RPC n.° G49556xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 60/DI-AI/2013, levantado pela DST a 03.06.2013, e por despacho da signatária de 25.02.2015, exarado no Relatório n.° 158/DI/2015, de 05.02.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Avenida da Praia Grande n.° 325, Edf. Cheong Fai, 2.° andar C.--------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele auto de notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele auto de notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 25 de Fevereiro de 2015.
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.°153/AI/2015
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 158/AI/2015
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor HUANG, Zhangqi, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEHK n.° R3230xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 115/DI-AI/2013, levantado pela DST a 08.10.2013, e por despacho da signatária de 25.02.2015, exarado no Relatório n.° 174/DI/2015, de 06.02.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Bruxelas n.° 94, Praça Kin Heng Long - Edf. Kin Fu Kuok, 9.° andar AE onde se prestava alojamento ilegal.---------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele auto de notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele auto de notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 25 de Fevereiro de 2015.
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora HOANG THI LY, portadora do Título de Identificação Trabalhador Não-Residente da REAM n.° 20272XXX, que na sequência do Auto de Notícia n.° 105/DI-AI/2013, levantado pela DST a 23.09.2013, e por despacho da signatária de 26.02.2015, exarado no Relatório n.° 179/DI/2015, de 09.02.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Avenida do Nordeste n.° 195, Hoi Pan Fa Un, Bloco III, 10.° E, Macau onde se prestava alojamento ilegal.----------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele auto de notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele auto de notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 26 de Fevereiro de 2015.
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
6 política
Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
A
Turismo China pode distribuir visitas de turistas
Licenças pelos ajustes As afirmações surgem depois do encontro da administração com os representantes de Macau no Comité Nacional da Conferencia Consultiva Política do Povo Chinês e os deputados da Assembleia Popular Nacional.
Segundo o Jornal Ou Mun, o presidente da Assembleia Legislativa (AL) de Macau, Ho Iat Seng considera que hoje em dia os turistas do interior da China visitam o território tanto nas semanas
douradas, como em dias especiais, tais como o Dia dos Trabalhadores ou o Dia Nacional da China. No entanto, defende que o número alto de turistas complica a visita. “Caso não se consiga passear no
Leal Senado, não é uma verdadeira viagem, é apenas passar por ali”, disse.
Diversificar
No entanto, acha o presidente que a implementação de licenças com vencimen-
tiago alcântara
Administração Nacional de Turismo da China avançou que o interior da China está a estudar a implementação de licenças com vencimento na “Lei de Contratos Laborais”, esperando por isso ajustar as visitas dos residentes do interior do país durante as semanas douradas, distribuindo assim o número de turistas.
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
Invisuais Governo promete rever legislação
O Executivo comprometeu-se a rever a legislação relacionada com os deficientes visuais. O anúncio foi feito num comunicado do Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, após um encontro com representantes da Macau People with Visually Impaired Right Promotion Association (MPVIRPA), com quem trocou opiniões sobre a educação, empregabilidade e promoção dos direitos e interesses dos deficientes visuais. Alexis Tam assegurou que vai “procurar melhorar as políticas, revendo a legislação nos próximos anos”. O Secretário assegurou que o Governo vai dar uma maior importância no apoio à independência dos deficientes visuais, bem como realizar mais acções de formação, tanto académicas como profissionais, aumentando assim a sua capacidade de contribuir para a sociedade.
to no interior da China pode fazer com que uma parte de visitantes não se concentre num período de visita a Macau. Defende por isso que esta medida possa permitir a criação de um número de turistas ao território todos os dias. “É benéfico não só para os turistas, mas também na capacidade de recepção de Macau”, diz. Acrescentou Ho Iat Seng que o Chefe do Executivo já tinha referido o problema ao Governo Central, assim como no relatório de trabalhos do Primeiro Ministro Li Keqiang é mencionado o regime de licenças com vencimento. Acredita, por isso, que pode haver um ajustamento no próximo ano. Lam U Tou, vice-presidente da Associação Choi In Tou Sam, concorda com a opinião do presidente da AL, justificando que as viagens nas semanas douradas não afectam apenas Macau, mas também outras cidades estão sempre lotadas nestes períodos. Quando as pessoas puderem ter licenças com vencimento, podem escolher e viajar noutro período, distribuindo os visitantes e diminuindo a pressão de capacidade de recepção. Porém, alertou Lam que a medida pode também trazer novas necessidades, ou seja, aumentar o número de visitantes. Considera então que o Governo deve fazer uma análise profunda ao assuntos e perceber quais as suas possíveis consequências.
CCAC Extinção do secretariado do CPU não viola qualquer lei
Regulamento vai, regulamento vem O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) descarta qualquer ilegalidade na extinção do Secretariado do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU), um anúncio recentemente feito pelo Executivo. A decisão levou a Associação Novo Macau a fazer uma denúncia ao organismo liderado por André Cheong, considerando que a eliminação do Conselho foi feita de forma ilegal. Contudo, o CCAC não pensa assim. Num comunicado enviado ontem à tarde às redacções, o organismo diz ter procedido à análise do caso e concluído que, como o CPU é um órgão de consulta e a sua composição e modo
de funcionamento são fixados por regulamento administrativo, não há sequer qualquer lei que obrigue, antes de mais, à sua criação. “Tendo em consideração que o secretariado do CPU é criado [por] Regulamento Administrativo, a extinção do mesmo através da alteração ao [mesmo] Regulamento Administrativo não viola quaisquer disposições ou princípios consagrados na Lei do Planeamento Urbanístico”, explica o CCAC. “Conclui-se também que tal extinção ocorreu em conformidade com o disposto no Regime Jurídico de Enquadramento das Fontes Normativas Internas. Pelo exposto, não se verificou
qualquer violação do princípio da legalidade previsto no Código do Procedimento Administrativo.”
Da simplificação
Ng Kuok Cheong, da Novo Macau, pedia “explicações plausíveis” sobre a alteração anunciada pelo Conselho Executivo e considerava que a extinção do CPU fazia com
que se perdesse a independência e capacidade de fiscalização, uma vez que este ficará, agora, na dependência das Obras Públicas. O Governo justifica a decisão com a necessidade de simplificar a máquina administrativa, até porque o Secretário para as Obras Públicas e Transportes é também o presidente do Secretariado do CPU. O CCAC descarta ilegalidades, referindo apenas que, apesar de extinto o Secretariado, o CPU tem de ser consultado “quando estiverem em causa a revisão ou elaboração de diplomas legais e regulamentares que interfiram com o conteúdo substantivo do regime do planeamento urbanístico”. - J.F.
sociedade
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
Especialistas de acordo com sistema para TNR, mas na China Recentemente duas representantes de Macau na APN – em Pequim – sugeriram a criação da reforma para nesse momento segurança social deve recair sobre “Os TNR são também os empregadores destes TNR, com reunir dinheiro para o efeito. de um sistema de seres humanos e se fonte no território, mas eventual contribuição para Medida positiva, mas com critérios depósito em contas chinesas. “Os os empregadores Quem também apoia esta teoria é TNR são também seres humanos e a segurança social precisam deles, Jacky Ho, professor de Assistência se os empregadores precisam deles, então devem ser eles a assegurar Social na Universidade de São José. no continente pelos então devem ser O académico defende a implemen- a segurança social dos TNR, pois tação do sistema, mas tem dúvidas a lógica é a mesma de contratar eles a assegurar a TNR do território. em relação à sua execução. Um dos trabalhadores locais”, disse. segurança social dos Alguns especialistas motivos, diz, é o facto do mundo actual ser global e haver uma cons- Voltar ao berço para ganhar TNR, pois a lógica é a concordam, mas há tante movimentação de pessoas. Há, no entanto, quem discorde da mesma de contratar em dia, as pessoas correm implementação de uma medida quem refira que estes “Hoje atrás das oportunidades, onde quer deste género. Esta opinião é de trabalhadores locais” que elas estejam e assim sendo, há Newman Lam, que acredita ser trabalhadores vêm Ho Sia Cheong Presidente poucas garantias de que eles [TNR] algo relacionado com o sistema de da Associação de Direitos por um curto espaço voltariam para a China depois de reforma, que não deve incluir pessoas dos Trabalhadores de Macau estar aqui”, começou Ho por dizer. que se encontram no território por de tempo e por isso Na perspectiva do académico, esta um curto espaço de tempo. “Não “O sistema de é uma atitude positiva por parte concordo com esta medida porque não devem usufruir das representantes da RAEM e do sendo estrangeiros, não deveriam segurança social está dos mesmos direitos Governo Central, caso pondere a poder contribuir para a segurança relacionado com a hipótese. “Por um lado, é bom que os social”, começou o académico por de quem cá nasce locais se comecem a preocupar mais explicar. Na opinião do especialista reforma e esse tipo com os trabalhadores estrangeiros e em Finanças Públicas, há três pontos e envelhece por outro, é positivo porque a China a ter em conta: a igualdade de direitos de benefícios não
Estrangeiros com fronteiras
Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
H
á dois dias, duas representantes locais na Assembleia Popular Nacional (APN) sugeriram que fosse criado um sistema de segurança social desenhado para os trabalhadores não residentes (TNR) a descontarem para o continente. O mecanismo seria efectivado através de empresas de mediação destinadas a ajudar os trabalhadores a fazerem o dinheiro chegar à China. O HM quis saber o que alguns personalidades locais pensam desta sugestão e da sua viabilidade de implementação. A deputada Song Pek Kei afirmou ao HM que o sistema de segurança social para os TNR em Macau é incompleto, e embora discorde de abertura do mecanismo local a estrangeiros, lembra que a contribuição através do continente seria uma opção viável. Na opinião da deputada, os TNR fazem parte de um ciclo de recursos humanos provisório que podem regressar à China antes de atingirem a idade
começa já a mostrar a implementação de uma política centrada nos direitos humanos”, justificou em declarações ao HM. No entanto, Jacky Ho não descarta a fraca viabilidade actual do mecanismo. A seu ver, poderiam ser criados critérios, caso tudo isto fosse mesmo para a frente. “Estabelecer, por exemplo, a obrigatoriedade destes contribuintes terem que ficar pelo menos um ou dois anos no seu país natal para usufruírem do sistema”, acrescentou o académico. A activação do mecanismo iria, igualmente, ser mais um peso na balança económica do Governo local e das empresas, que iriam ter custos de contribuição. “Estamos a falar de pelo menos de 20 mil pessoas e acho que seria positivo ter um sistema que assegurasse a sua velhice, mas é preciso perceber quais os problemas que advertem disto e ter o problema em consideração”, frisou.
Todos de carne e osso
Já Ho Sia Cheong, presidente da Associação de Direitos dos Trabalhadores de Macau defende e apoia totalmente a criação de um mecanismo do género, justificando que os TNR também são “seres humanos”. O responsável acredita que a responsabilidade de pagamento da
dos TNR face à dos trabalhadores residentes, o factor de justiça para com um trabalhador na região e, finalmente, a questão do vínculo à sociedade local. De acordo com o professor da Universidade de Macau, este é um benefício ligado a questões de pensões de velhice e reforma. “O sistema de segurança social está relacionado com a reforma e esse tipo de benefícios não devem ser atribuídos a alguém que supostamente não fica cá por tempo prolongado”, esclareceu. Ao HM, Lam frisou ainda que este mecanismo de auxílio deve dizer respeito aos residentes de um país, ditando as regras que não engloba
devem ser atribuídos a alguém que supostamente não fica cá por tempo prolongado” Newman Lam Académico
profissionais aí estabelecidos a título provisório. “Estas pessoas deverão regressar a casa após a cessação dos seus contratos e por isso não vejo sentido em se estabelecer um sistema de serviço
7
social para quem esteja por cá por pouco tempo”, frisou. Os benefícios de segurança social pretendem, na perspectiva de Lam, beneficiar os residentes de um país ou região que estejam a contribuir para esses mesmos locais a longo prazo. “A existir um sistema deste género, deveria ser composto de uma atribuição monetária no final do contrato para que estes trabalhadores pudessem voltar para o seu país de residência”, disse. A ideia do académico passaria pelo fornecimento, no final do contrato de trabalho com prazo definido, de um valor monetário a estes TNR. O professor frisa, contudo, que tal não é exactamente um sistema de segurança social como nós o conhecemos. Newman Lam falou ao HM da sua experiência pessoal: “Eu dei aulas na Universidade de Hong Kong e quando o meu contrato acabou e uma vez que não tinha direito de participar no sistema de segurança social daquela região, a universidade fez cálculos – pelo tempo de serviço – e deu-me um montante fixo no momento de voltar”, explicou. No entanto, este e outros modelos parecem longe de poder ser considerados sistema de segurança social, já que não prevêem qualquer vínculo àquela sociedade. “Não creio que todas estas pessoas [TNR a trabalhar em Macau] devam usufruir destes benefícios sem vínculo social”, continuou. Para Lam, tal não faz “qualquer sentido em termos administrativos”, já que pode acarretar mais custos para o Governo local no que respeita à transacção do dinheiro para a China. Finalmente, coloca-se a questão da justiça para com os TNR, que mesmo estando por um curto espaço de tempo, também contribuem para a produção de riqueza. Este problema, diz, não seria resolvido através da possibilidade de descontos para a segurança social, mas sim pela atribuição de gratificações e bónus pelo esforço desempenhado. De acordo com a Lei de Contratação de Trabalhadores Não Residentes actualmente em vigor, os empregadores ficam sujeitos ao pagamento de uma taxa de contratação de 200 patacas por mês, por cada trabalhador não residente (TNR) efectivamente contratado. Nesta situação, os TNR não podem ser beneficiários da segurança social de Macau, excepto em caso de indemnização por acidente laboral. No entanto, também não lhes é permitido contribuir para o regime de segurança social do interior da China, o que faz com a sua conta de pensão de velhice e saúde esteja a zeros.
8 sociedade
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
Apesar de se estar, há cerca de dois anos, a realizar estudos sobre a construção da quarta ponte entre Macau e a Taipa, a verdade é que o projecto “já foi submetido à aprovação do Governo Central”. O director da DSSOPT, Li Canfeng, explica também os atrasos nos novos aterros
Projecto da quarta ponte Macau – Taipa já está Pequim
Andreia Sofia Silva
de Macau”. O director da DSSOPT referiu ainda que “a Administração dará inicio em tempo oportuno à realização do estudo sobre a quarta ligação viária entre Macau e a Taipa, de modo a servir de
andreia.silva@hojemacau.com.mo
J
á muitos pediram urgência no projecto e avançaram soluções para aquela que será a quarta travessia entre a península de Macau e a ilha da Taipa. Mas, para já, o projecto continua a ser analisado pelo Governo Central. Numa resposta ao deputado Ho Ion Sang, o director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Li Canfeng, garantiu que “o projecto já foi submetido à aprovação do Governo Central, estando actualmente a determinação do domínio hídrico
Planos entre cá e lá
fundamento sólido para o futuro do desenvolvimento geral dos transportes de Macau”. Recorde-se que em Julho do ano passado o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas
“A Administração dará inicio em tempo oportuno à realização do estudo sobre a quarta ligação viária entre Macau e a Taipa, de modo a servir de fundamento sólido para o futuro do desenvolvimento geral dos transportes de Macau” Li Canfeng Director da DSSOPT
(GDI) havia encomendado um estudo para avaliar o impacto ambiental da quarta ponte, sendo que também a população seria ouvida no processo. Esse estudo focou-se nas consequências que o projecto terão ao nível das águas do mar e da ecologia marinha envolvente. Já em Agosto de 2013 a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) havia contratado uma “agência de investigação especializada no design de pontes e túneis” para avaliar a construção do projecto.
Aterro E1 já este trimestre
Na mesma resposta ao deputado Ho Ion Sang, Li Canfeng avança
UM Chuxia Deng é novo reitor da Faculdade de Ciências da Saúde
Promessas feitas Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
A
Universidade de Macau (UM) nomeou Chuxia Deng como o novo reitor da Faculdade de Ciências da Saúde. O académico é um cientista sino-americano especializado em Ciências da Vida, nomeadamente na área do cancro e a instituição assegura que um dos motivos para a nomeação se prende com mudanças na estrutura da universidade e com descobertas científicas. “Depois de assumir funções como reitor da faculdade, Deng planeia focar-se na construção de infra-estruturas topo de gama e de um sistema de operações para a faculdade de forma a ajudar os seus membros a fazerem importantes descobertas científicas na área das Ciências
Do estudo do cancro
O académico tem-se dedicado ao estudo de questões relacionadas com doenças cancerígenas e doenças do metabolismo, especialmente no que diz respeito ao cancro da mama. Além disso, publicou mais de 300 artigos científicos e é também membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência. “O novo campus permite à UM dar um salto enorme e atingir um nível elevado num curto espaço de
Jogo Prevista nova descida das receitas
U
Médicas e cuidados de saúde para colmatar as falhas existentes neste sector em Macau”, refere a UM em comunicado. Antes de ocupar este cargo, Chuxia esteve no Instituto Nacional de Saúde dos EUA, a cumprir funções de investigação no Serviço Sénior de Investigação Biomédica.
tempo, trazendo oportunidades sem precedentes, mas também um grande desafio”, lembra Deng, no mesmo documento. O professor fica, agora, à frente de uma das faculdades da UM, esta fundada em 2013 e cujo principal objectivo é a investigação na saúde no que diz respeito a doenças crónicas, envelhecimento, imunologia, problemas neurológicos, entre outros.
com diversos dados sobre a zona dos novos aterros. As obras nos aterros da zona E1 deverão arrancar já este trimestre, depois da realização do concurso público. Quanto ao aterro na zona B, “será necessário articular com o traçado final do Metro Ligeiro, estando no momento na fase de projecto”. Quanto às obras dos aterros nas zonas C e D, “serão iniciadas de forma programada no sentido de articular com o planeamento urbanístico”. Li Canfeng explicou ainda os atrasos ocorridos na zona A. “Para a recuperação do atraso inicialmente verificado, veio o empreiteiro reforçar a aplicação de recursos, em termos de máquinas e materiais, assim como realizar a obra em regime ininterrupto de 24 horas por dia”, garante o director da DSSOPT na sua resposta. Referente à mesma zona, o GDI “já exigiu à entidade fiscalizadora da obra para o pontual cumprimento das suas funções de fiscalização e o controle, no sentido de garantir que o empreiteiro cumpre as suas obrigações contratuais”. O Governo garante que vai começar o planeamento dos novos aterros pela zona B, terminando na D, “por motivos associados à necessidade de articulação com a construção da ponte Hong Kong-Macau-Zhuhai, o reordenamento da avenida Sun Yat Sen e a construção do novo material marítimo”, bem como a quarta ponte para a Taipa. “Procurar-se-á concluir com a maior brevidade possível a execução destes aterros e controlar estritamente o impacto da obra no fluxo da água do canal de navegação e no ecossistema marítimo”, concluiu Li Canfeng.
m especialista nas salas VIP, que não quis ser identificado, disse ao jornal Ou Mun que as receitas do Jogo poderão atingir os níveis mínimos nos próximos meses. Por isso, sugere a consolidação da regulamentação das operações nas salas de elevadas apostas. O chefe do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau, Li Gang, referiu na segunda-feira passada que a indústria de Jogo já atingiu uma fase de desenvolvimento mais lento. Mas o especialista que falou ao Ou Mun
disse que as receitas do Jogo deverão continuar a cair até ao final deste ano. Contudo, como a economia chinesa vai ficar gradualmente estável, e uma vez que vão abrir mais empreendimentos, o responsável acredita que a quebra, a acontecer, será menor no segundo semestre. Uma vez que a quebra das receitas do Jogo atingiu sobretudo o segmento VIP, o especialista acredita que mais salas podem fechar nos próximos tempos. Acerca da revisão das licenças de Jogo, o especialista pede uma maior consolidação da capacidade de supervisão do sector, incluindo melhorias no registo de junkets junto da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), por forma a alterar a imagem negativa da indústria. - F.F.
sociedade 9
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
O
deputado Leong Veng Chai perguntou ao Executivo quantos, dos mais de 3700 carros do Executivo, são ecológicos. “Para dar resposta ao tema da protecção ambiental, o Governo da RAEM tem sempre apelado às deslocações verdes e incentivando a população a utilizar viaturas ecológicas e a controlar o aumento do número de viaturas”, começou o deputado por
Leong Veng Chai Quantas viaturas do Governo são ecológicas?
Ambiente com poucos amigos dizer. “Das 3713 viaturas pertencentes aos serviços públicos, quantas são viaturas ecológicas?”, questionou. No entanto e de acordo com os dados fornecidos pelo número dois da Nova Esperança, o número de automóveis do Executivo tem aumentado, indo assim contra a política pró-ambiente tão publicitada. “Contudo, o Governo, que é a entidade responsável por delinear essa política, tem aumentado o número das suas viaturas, de 3587 em 2012 para 3713 em 2013, um aumento anual de 3,3%, contrariando claramente a ideia da política de transportes do Governo da RAEM. Assim, Leong Veng Chai pretende saber quantos desses veículos são ecológicos e que outras medidas de transportes vão as entidades responsáveis adoptar para melhorar a qualidade do ambiente da região.
hoje macau
O número dois de Pereira Coutinho questionou o Executivo sobre quantas das mais de 3700 viaturas do Governo são amigas do ambiente. O deputado afirma que houve um aumento de mais de 3% nos carros do Governo
Regras em banho-maria
A Direcção dos Serviços de ProtecçãoAmbiental (DSPA) – responsável pela implementação de regulamentos e redacção de propostas legislativas
“Das 3713 viaturas pertencentes aos serviços públicos, quantas são viaturas ecológicas?”
e várias outras problemáticas relacionadas com o ambiente na região – está ainda a redigir uma série de regulamentos respeitantes à poluição do ar que penalizam proprietários de estabelecimento de restauração e de automóveis que produzam quantidades de poluição acima dos limites agora estabelecidos. Todas estas informações podem ser consultadas no documento publicado pela DSPA relativo aos trabalhos integrados no Planeamento de Protecção Ambiental 2010-2020. O mesmo documento refere que foi encomendado, em 2013, um estudo a uma empresa de consultoria para averiguar a “situação real” da região. O intuito é, de acordo com a DSPA, efectuar uma “análise científica para desenvolver um programa de financiamento específico” de eliminação de veículos “altamente poluidores” a circular no território. No entanto, o plano não determina data de conclusão para o estudo referido. Deste depende, assim, a criação do programa de financiamento para extinguir os veículos que mais poluem a cidade.
pub
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 1/P/15 - Obra de Remodelação da Sala de Radiografia Digital (DR) e de Compartimentos sem Acabamento (tosco) das Salas de Tomografia Axial Computadorizada (CT) e Angiografia de Subtracção Digital (DSA) 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16.
Entidade que põe a obra a concurso: Serviços de Saúde. Modalidade de concurso: Concurso Público. Local de execução da obra: Centro Hospitalar Conde de São Januário. Objecto da Empreitada: Realização da Obra de Remodelação da Sala de Radiografia Digital (DR) e de Compartimentos sem Acabamento (tosco) das Salas de Tomografia Axial Computadorizada (CT) e Angiografia de Subtracção Digital (DSA). Prazo máximo de execução: 180 dias. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de 90 dias, a contar da data do Acto Público do Concurso, prorrogável, nos termos previstos no Programa de Concurso. Tipo de empreitada: A empreitada é por Série de Preços. Caução provisória: MOP 140 000,00 (cento e quarenta mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução, aprovado nos termos legais. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). Preço Base: Não há. Condições de Admissão: Serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na DSSOPT para execução de obras, bem como as que à data do concurso, tenham requerido a sua inscrição, neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Expediente Geral dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário; Dia e hora limite: Dia 10 de Abril de 2015 (Sexta-feira), até às 17:30 horas. Em caso de encerramento dos Serviços Públicos da Região Administrativa Especial de Macau, em virtude de tempestade ou motivo de força maior, a data e a hora estabelecidas para a entrega de propostas, serão adiadas para o primeiro dia útil seguinte, à mesma hora. Local, dia e hora do acto público: Local: Sala do «Museu» situada junto ao Centro Hospitalar Conde de São Januário; Dia e hora: Dia 13 de Abril de 2015 (Segunda-feira), pelas 10:00 horas. Em caso de encerramento dos Serviços Públicos da Região Administrativa Especial de Macau, em virtude de tempestade ou motivo de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público de abertura das propostas do concurso público, serão adiadas para a mesma hora do dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. Visita às instalações: Os concorrentes deverão comparecer no Departamento de Instalações e Equipamentos do Centro Hospitalar Conde de São Januário, no dia 13 de Março de 2015 (Sexta-feira), às 15:00 horas, para visita ao local da obra a que se destina o objecto deste concurso. Local, hora e preço para consulta do processo e obtenção da cópia: Local: Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar. Hora: Horário de expediente (das 9:00 às 13:00 horas e das 14:30 às 17:30 horas). Preço: MOP 95,00 (noventa e cinco patacas), local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: Preço razoável Programa de execução da obra Progresso do projecto Prazo de execução Experiência em execução das obras Integridade e honestidade
50% 15% 7.5% 7.5% 15% 5%
17. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, a partir de 11 de Março de 2015 (Quarta-feira) até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Serviços de Saúde, aos 2 de Março de 2015
O Director Lei Chin Ion
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 2/P/15 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 17 de Fevereiro de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de um Sistema de Processamento Automático de Tecidos aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 11 de Março de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP39,00 (trinta e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes deverão comparecer na Cave 1 da Secção de Patimónio situada no Centro Hospitalar Conde de São Januário no dia 13
de Março de 2015 às 15,00 horas para visita às instalações a remodelar a que se destina o objecto deste concurso. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 8 de Abril de 2015. O acto público deste concurso terá lugar no dia 9 de Abril de 2015, pelas 15,00 horas, na sala do «Museu» situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $17.000,00 (dezassete mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 2 de Março de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 7/P/15 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 18 de Fevereiro de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Equipamentos Laboratoriais Cedidos Como Contrapartida do Fornecimento de Reagentes ao Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 11 de Março de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP39,00 (trinta e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo).
As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 8 de Abril de 2015. O acto público deste concurso terá lugar no dia 9 de Abril de 2015, pelas 10,00 horas, na sala do «Museu» situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP540 000,00 (quinhentas e quarenta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 2 de Março de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
10
eventos
hoje macau quarta
Joana Vasconcelos vai assinar um acordo que permite a jovens locais estagiar no seu ateliê em Lisboa. Na apresentação da obra que vai nascer no MGM, a artista plástica foi acompanhada por outros artistas locais, que se mostram satisfeitos com a vinda de uma peça que traz também elementos portugueses
A Teatro Grupo português de Lousada no 2º encontro de marionetas
O ‘Patinho Feio’ vem aí A companhia portuguesa de teatro ‘Jangada’ vai estar em Macau entre os dias 18 e 24 de Março, naquele que será o 2.º Encontro de Marionetistas no território. A companhia, de Lousada, em Portugal, apresenta o espectáculo “Patinho Feio”. Existente há 15 anos, o grupo mostra-se entusiasmado por vir a Macau, mas assume que o mundo não o assusta, uma vez que é o seu palco. “Em abono da verdade, deve dizer-se que [a ‘Jangada’] dispensa inibições no que toca à perspectiva de internacionalização. A aposta em mostrar além-fronteiras aquilo que de melhor tem vindo a fazer desde
1999, o ano da génese da Jangada Teatro, já [nos] levou a múltiplos palcos na Lituânia, França, Espanha, Estados Unidos, México e Brasil. As próximas coordenadas a serem reconhecidas serão as de Macau”, escreve o grupo num comunicado enviado aos jornais.
O mundo no palco
O encontro de marionetistas em Macau vai reunir artistas da área oriundos dos quatro cantos do mundo, cabendo à companhia ‘Jangada’ representar Portugal. Os espectáculos vão ser apresentados na Casa de Portugal e na Universidade de Macau, sendo que ‘Jangada’ estará
À venda na Livraria Portuguesa Sombras Sobre o Cairo • Parker Bilal
No Sudão, ele foi inspector-chefe até ter visto a sua família ser assassinada às mãos dos islamitas. Agora, exilado no Cairo, Makana procura sobreviver prestando serviços como detective privado. Por sorte, o seu novo cliente tem dinheiro, muito dinheiro: dono de um clube de futebol, Saad Hanafi recorre aos préstimos de Makana justamente para que este encontre a estrela maior da sua equipa, Adil Romario, desaparecido em condições misteriosas.
ainda presente no Festival Literário Rota das Letras. “Este ano, a parceria entre os dois certames abre um novo painel dedicado ao teatro de marionetas, com a rubrica ‘As marionetas desde a sua origem até à contemporaneidade’. Sobre as marionetas em Portugal, a ‘Jangada’ abordará o estado desta arte de palco no actual panorama teatral português”, frisa ainda o comunicado. Os elementos da companhia regressam a Portugal a tempo da comemoração dos 15 anos de existência da ‘Jangada’, justamente no Dia Internacional do Teatro, a 27 de Março.
Fundação Joana Vasconcelos e a Casa de Portugal em Macau vão assinar esta semana um protocolo para jovens locais poderem ter acesso a bolsas de estudo ou realizarem estágios no ateliê da artista, em Lisboa. “Vamos fazer um protocolo para poder criar essa ligação com Macau e com os jovens que eventualmente queiram vir até Lisboa estagiar no nosso ateliê, ou precisem de uma bolsa de estudo para ir para Portugal estudar [arte contemporânea], ou mesmo ter experiências de trabalho temporário”, afirmou Joana Vasconcelos. A artista plástica portuguesa está em Macau, onde, no fim-de-semana, vai inaugurar uma nova peça da série “Valquíria”, no casino MGM. A ideia do protocolo, sublinhou, “é abrir as portas para que Macau não seja só um local de passagem” e
Fundação Joana Vasc
Virad passe a ser um território com o qual o seu ateliê “continue a trabalhar”. Criada em 2013, a Fundação Joana Vasconcelos já estabeleceu protocolos do género com galerias e outras instituições de ensino superior em Portugal, como a Universidade de Évora ou o ARCO - Centro de Arte e Comunicação Visual, escola por onde passou a artista, mas este é o primeiro celebrado no estrangeiro. “A Fundação Joana Vasconcelos tem um cariz humanitário e um cariz ligado às artes plásticas. Uma das funções da fundação é exactamente criar uma relação multicultural e uma relação em que potencia a arte contemporânea”, explicou, ao adiantar que as actividades se estendem ao apoio de causas sociais, nomeadamente através do leilão de peças.
Artistas locais satisfeitos
Joana Vasconcelos apresentou na segunda-feira a sua nova obra da série “Valquíria” a artistas locais. A peça, que está a ser instalada no MGM, cria uma relação entre o mar e elementos da arquitectura portuguesa. Com nove metros de altura, a obra está assente num aquário de grande dimensão – elemento central da praça – vai incorporar luz LED e estende-se ao longo de 34 metros. A instalação, que “cria uma relação entre o ‘patchwork’ da cidade de Lisboa, com alguns elementos muito tradicionais, como é o caso dos azulejos e a calçada portuguesa”, vai ser concluída esta semana, para estar em exibição a partir do próximo fim de semana, até ao final de Outubro. Esta é a primeira mostra a solo de Joana Vasconcelos na Ásia. A artista portuguesa teve como convidados
A ideia do protocolo “é abrir as portas para que Macau não seja só um local de passagem” e passe a ser um território com o qual o seu ateliê “continue a trabalhar”
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Hereges • Leonardo Padura
Em 1939, o S.S. Saint Louis, onde viajavam novecentos judeus fugidos da Alemanha, passou vários dias ancorado no porto de Havana à espera de autorização para desembarcar. Um rapaz, Daniel Kaminsky, e o tio aguardam no cais a saída dos familiares, confiantes de que estes tentariam os oficiais havaneses com o tesouro que traziam escondido: uma pequena tela de Rembrandt, na posse dos Kaminsky desde o século XVII. Mas o plano fracassou e o transatlântico regressou à Europa, levando consigo qualquer esperança de reencontro e condenando muitos dos seus passageiros. “Hereges” é um romance absorvente sobre uma saga judaica que chega até aos nossos dias e que vem confirmar o autor como um dos narradores mais ambiciosos e internacionais da língua espanhola.
eventos 11
a-feira 11.3.2015
asconcelos assina protocolo com Casa de Portugal
dos para o futuro na apresentação o designer português radicado em Macau António Conceição Júnior, que considerou “significativa” a deslocação da artista plástica à RAEM. “Penso que é muito importante, na medida em que há muitos anos, pelo menos desde a transferência de sobera-
nia, que não vinha (…) um artista com a importância de Joana Vasconcelos”. Por outro lado destacou o facto de a instalação ser “composta por elementos ligados à cultura portuguesa como a azulejaria (…) os bordados e crochés”. Já o artista russo Konstantin Bessemertny, também a viver em Macau,
salientou a mais-valia da peça de Joana Vasconcelos num espaço de jogo: “Sempre tive conflitos com a maneira como constroem os casinos, mas vi que Joana podia adaptar e mudar tudo aquilo que eu não gosto” num casino, transformando-o de uma maneira mais artística.
“A Joana [Vasconcelos] ainda não terminou a obra, mas eu tenho imaginação. Ela explicou como é que vai ficar a ‘Valkyrie Octopus’ e eu conheço a obra da Joana desde o início. Fui surpreendido com a sua obra em Veneza, na última década, e sempre gostei de trabalhos dela”, concluiu.
Gordon Ramsay abre restaurante em Macau
O chef Gordon Ramsay vai abrir um restaurante em Macau. A data de abertura ainda não foi revelada, mas o conhecido chef de cozinha já escolheu o local, depois de ter assinado um acordo com o Sands Cotai Central. O novo restaurante vai ficar no Conrad, no strip do Cotai. Gordon Ramsay é um chef mundialmente conhecido e com presença na televisão. Fez realityshows como “Hell’s Kitchen”, “MasterChef US” e “Ramsay’s Kitchen Nightmares” e é o fundador do grupo com o mesmo nome que o seu, que detém sete restaurantes com estrelas Michelin em vários cantos do globo. Este é o primeiro restaurante do grupo em Macau. “Este é um momento entusiasmante para o Grupo Gordon Ramsay, não apenas pela parceria com uma organização como a Sands China, mas também porque não há lugar como Macau”, realçou o chef em comunicado.
Fórum Macau Mostra de Pedras chinesas
Chama-se “Artesanatos Shoushan, Brilho de Macau e Fujian” e é uma exposição que pretende mostrar a arte das pedras Shoushan – produzidas na província de Fujian e um dos tipos de pedra mais usado na escultura chinesa. Organizada pela Associação dos Conterrâneos de Kong Mun de Macau, Associação Nacional dos Calígrafos de Macau, Associação do Sector de Pedras Shoushan e Fábrica de Artesanatos de Escultura da cidade de Fuchen, a exposição vai ser ainda acompanhada por uma mostra de caligrafia a pincel Maolong, típico da cidade de Kong Mun. A abertura da exposição acontece a 19 de Março, às 15h00, no Fórum de Macau e a mostra vai estar patente até dia 23 de Março, das 9h00 às 16h00, com entrada livre.
USJ Falar sobre tempo livre das crianças
D
E forma a celebrar a época que se aproxima, a Páscoa, o Hotel Sheraton, no Cotai Sands Central, organizou um menu dedicado ao tema nos espaços hoteleiros Bene, Feast e Palms. Tendo como base o momento familiar que a época respira os clientes podem contar com serviços de brunch, almoço e jantares, seja serviço buffets ou à carta. O restaurante Bene terá como ingredientes especiais a massa
Páscoa Hotel Sheraton com menus especiais e a carne. Rissoto, Canelloni, carne de porco com puré de trufas e ainda carneiro serão os pratos em destaque que se farão acompanhar por uma lista variada de sobremesas. A época pascal no hotel começa a 5 de Abril e terá um preço de 488 patacas por pessoa, valor que aumentará se o cliente optar por jantar.
No Feast os apreciadores poderão saborear um buffet, disponível durante todo o dia, de carneiro, peru, prime ribs com molho de vinho tinto,
ou ainda pratos portugueses como a feijoada e vaca estufada. O buffet estará disponível de 3 a 5 de Abril e tem um custo de 218 patacas. Por último, o espaço Palms disponibilizará um lanche de bolos e pastelaria requintada, com um preço de 298 patacas para duas pessoas. Em paralelo os espaços ofereceram ainda caças aos ovos de chocolate para as crianças.
Vítor Santos Teixeira é doutorado em Psicologia e vai apresentar, no próximo dia 19 na Universidade de São José (USJ), uma palestra sobre o uso do tempo das crianças nos tempos livres e de aprendizagem. O orador, que se formou no Porto e trabalha na clínica portuguesa ‘O Fio de Ariana’, vai discutir questões relacionadas com o contexto social, as actividades dos mais novos e locais onde estas acontecem. “Vai ser dada especial atenção às dimensões que estão fortemente ligadas à performance escolar: tempo em família, actividades extracurriculares, dormir e socializar”, explica a USJ num comunicado à imprensa. A palestra terá lugar na Sala de Conferências da universidade, entre as 18h30 e as 20h30, contando com entrada livre para todos aqueles que tiverem interesse no tema.
12 publicidade
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
FERNANDA ANTUNES CARLOS Falecimento A família de Fernanda da Silva Antunes Carlos tem o doloroso dever de comunicar o seu falecimento aos 87 anos de idade após doença prolongada. Deixa dois filhos uma filha e três netos. As cerimónias fúnebres decorrem hoje, dia 11, Quarta-feira pelas 20H00 na Capela Funerária do Centro Diocesano de Macau. Na Quinta-feira, dia 12, pelas 11H30 da manhã será rezada uma missa precedendo as cerimónias do enterramento. Mais se informa de que no próximo dia 13, Sexta-feira pelas 18H00 será celebrada na Sé Catedral a missa do 7º dia em sufrágio da sua alma. A família enlutada agradece penhoradamente a todos quantos queiram e possam estar presentes nestes piedosos actos.
BANCO TAI FUNG, S.A. MACAU CONVOCATÓRIA É convocada a Assembleia Geral Ordinária deste Banco, para se reunir no dia 26 de Março do corrente ano (quintafeira), pelas 11:00 horas, na sede social estabelecida em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção nº 418, 21º andar, Edifício “sede do Banco Tai Fung”, com a seguinte ordem de trabalhos: 1. 2. 3. 4. 5.
Aprovação do Balanço e das Contas do referido Banco, respeitante ao exercício findo em 2014, do relatório do Conselho de Administração, do parecer do Conselho Fiscal e do relatório dos auditores; Distribuição de resultados e de dividendos; Eleição dos Membros do Conselho Fiscal; Contratação de auditores; Outros assuntos de interesse para o Banco.
Nos termos da lei, o relatório do Conselho de Administração, o Balanço e as Contas, o parecer do Conselho Fiscal e o relatório dos auditores, respeitantes ao exercício findo em 2014, encontram-se depositados na sede do Banco para consulta dos sócios. Macau, 11 de Março de 2015
A Presidente da Mesa da Assembleia Geral CHAN KING
china
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
Pequim diz ter detido membros do Estado Islâmico
Cerco ao terror em Xinjiang V ÁRIOS grupos de alegados terroristas que se aliaram ao Estado Islâmico (EI) e regressaram à China foram detidos no país asiático, afirmou ontem o líder máximo da região autónoma chinesa de Xinjiang, Zhang Chunxian. Zhang Chunxian, secretário do Partido Comunista chinês naquela região onde foram registados vários atentados que Pequim atribui a grupos ‘jihadistas’ declarou que “há extremistas em Xinjiang que se uniram ao Estado Islâmico”, durante uma intervenção na reunião anual da Assembleia Nacional Popular (ANP). “Xinjiang não pode dissociar-se deste assunto, também nos afecta”, sublinhou o líder provincial, sem facultar dados sobre o número ou identidade dos detidos. É a primeira vez que a China informa de detenções relacionadas com o Estado Islâmico, apesar de em ocasiões anteriores ter indicado que alguns dos seus cidadãos estavam a tentar sair do país, especialmente através do sudeste asiático, com destino ao Médio
É a primeira vez que a China informa de detenções relacionadas com o Estado Islâmico, apesar de em ocasiões anteriores ter indicado que alguns dos seus cidadãos estavam a tentar sair do país (...) para se juntarem às fileiras da organização extremista
Pobreza Erradicação até 2020 é “objectivo ambicioso”
A
China espera reduzir o número de pobres para cerca de 60 milhões em 2015, mas a erradicação da pobreza até 2020 parece um objectivo ambicioso, alertou um consultor do governo chinês citado ontem na imprensa oficial. “O abrandamento e reajustamento da economia chinesa desafiam os esforços para aliviar a pobreza”, afirmou Fan Xiaojian, membro da Conferência Politica Consultiva do Povo Chinês e director do gabinete do Conselho de Estado encarregue do combate à pobreza. Segundo estimativas oficiais, cerca de 70 milhões de chineses residentes nas zonas rurais (6% da população do país) ainda não têm acesso a comida e roupa adequada. No relatório em debate na Assembleia Nacional Popular, e que define a politica económica para 2015, o governo aponta como meta reduzir a população rural pobre em mais de 10 milhões. A linha de pobreza na China corresponde a um rendimento anual inferior a 2.300 yuan. Há quatro anos, a China tinha
cerca de 120 milhões de pobres, mais 52 milhões do que em 2014, referiu o Diário de Xangai. Segunda maior economia mundial, a seguir aos Estados Unidos da América, a China é também o país mais populoso, com cerca de 1.370 milhões de habitantes. Nas primeiras três décadas da Política de Reforma Económica e Abertura ao Exterior, iniciada em 1979, o Produto Interno Bruto chinês cresceu em média quase 10% ao ano, mas o crescimento está a abrandar. Em 2014, o crescimento caiu para 7,4%, o valor mais baixo dos últimos 24 anos, e para 2015, a meta do governo ronda os 7%. A reunião anual da Assembleia Nacional Popular decorre até domingo no Grande Palácio do Povo, em Pequim, com cerca de 3.000 deputados.
13
Oriente para se juntarem às fileiras da organização extremista. Em Dezembro, o jornal oficial Global Times revelou que cerca de 300 chineses combatiam nas fileiras do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. E, no mês passado, o mesmo diário indicou que a organização assassinou três deles, de etnia uigur, por tentarem desertar do grupo.
Terror à solta
Dezenas de pessoas morreram no ano passado em vários atentados em solo chinês que Pequim liga a movimentos ‘jihadistas’, apesar de até aqui não os ter atribuído directamente à influência do Estado Islâmico. O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, disse em conferência de imprensa, no passado domingo, que o terrorismo é um “flagelo da humanidade”. A região autónoma de Xinjiang conta perto de dez milhões de uigures, muçulmanos turcófonos em parte contrários à tutela de Pequim. As autoridades chinesas acusam grupos radicais uigures de serem responsáveis por ataques terroristas cometidos nos últimos meses na região. Peritos e grupos de defesa dos direitos humanos consideraram que a política repressiva de Pequim relativamente à cultura e religião dos uigures alimenta as tensões em Xinjiang.
China exorta Japão a seguir atitude da Alemanha face à II Guerra
Com os olhos no passado A imprensa oficial chinesa elogiou ontem a posição da Alemanha sobre a II Guerra Mundial, contrapondo-a à “desgraçada” atitude do governo japonês, acusado por Pequim de “tentar branquear as atrocidades” cometidas pelo Japão durante o conflito. “Remorso da Alemanha evidencia desgraça do Japão”, diz um jornal do Partido Comunista Chinês (PCP) num editorial dedicado ao discurso proferido segunda-feira em Tóquio pela chanceler alemã, Angela Merkel. Ao evocar o 7.º aniversário do final da II Guerra Mundial, a chanceler alemã disse que o seu país “teve sorte em ser aceite pela comunidade internacional depois da horrível experiência a que a Alemanha sujeitou o mundo durante o período nazi e o Holocausto”. “Isto foi possível porque a Alemanha enfrentou decididamente o passado, mas também porque as potencias aliadas que controlaram a nação alemã depois da II Guerra Mundial atribuíram grande importância ao seu confronto com
o respectivo passado”, acrescentou a chanceler. O discurso de Merkel é uma das manchetes de ontem do Global Times, jornal de inglesa do grupo Diário do Povo, órgão central do PCC, e também do China Daily. “Merkel diz ao Japão para enfrentar o passado”, proclama o China Daily.
Segundo o Global Times, a atitude da Alemanha “ajudou a Alemanha a reconquistar a sua dignidade”, enquanto para o Japão, a posição face ao passado “assassina a sua reputação”.
Em nome da verdade
A China acusa insistentemente o Japão de “falta de sinceridade” acerca do passado e de “negar os seus crimes”. “Nem a China nem a Coreia do Sul tencionam estigmatizar o Japão pelas suas atrocidades do passado e este país faria melhor se parasse de ser paranóico e carregar a desgraça sobre a sua própria cabeça. O nordeste da Ásia necessita de se unir sobre esta questão e seguir em frente”, afirma o Global Times. Este ano, pela primeira vez, a China vai organizar uma parada militar em Pequim para assinalar o final da II Guerra Mundial e “a vitória do povo chinês sobre a agressão japonesa”. Mais de 35 milhões de chineses morreram durante a ocupação japonesa, entre 1937 e 1945, ensinam os manuais de História da China.
h
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
artes, letras e ideias
14
WANG CHONG
王充
OS Discursos Ponderados DE WANG CHONG
Invenções sobre a morte – 8 A isto responderia que a protuberância dos olhos de Xun Yan era resultado da doença, a qual também lhe causava rigidez dos maxilares. Logo após a morte, o qi é ainda abundante e, por isso a protuberância dos olhos ainda durava; e, por isso, quando logo após a morte Fan Xuanzi tentou consolar Xun Yan, os seus olhos não se fechavam e os seus maxilares não se distendiam. Um pouco mais tarde, com o qi já enfraquecido, as palavras de consolo de Luan Huaizi [coincidiram simplesmente com o momento] em que os olhos de Xuan Yan se fecharam e seus maxilares se relaxaram. Tudo isto foi consequência da doença, não a manifestação de um ressentimento por parte dos fluidos subtis do morto. Todos, ao morrer, sentem arrependimento e desgosto; o homem sensível tem desgosto de nunca ter realizado as suas nobres ambições; o erudito lamenta a insuficiência do seu saber; o camponês lamenta não ter colhido o cereal que semeou; o mercador lamenta não ter acumulado a fortuna que desejara; o funcionário lamenta não ter sido promovido; o guerreiro lamenta não ter aperfeiçoado mais as suas técnicas de combate. No mundo, todos experimentam desejo e, consequentemente, desgostos: se os desgostos tivessem impedido os olhos de se fecharem [após a morte] todos os mortos manteriam os olhos abertos. Para mais, os espíritos subtis e as almas dissolvem-se [na morte]: os defuntos não são capazes de ouvir o que se lhes diz; aquilo a que chamamos “morte” é justamente essa incapacidade de ouvir. E mesmo que, depois da morte, os espíritos e almas deixem os corpos para se transformarem em fantasmas, permanecendo junto ao defunto, conseguindo ouvir as palavras dos vivos, como poderiam, uma vez separados do corpo, unir-se de novo a ele para que fechasse os olhos e abrisse a boca? E, se desejassem unir-se ao corpo para manifestar o seu ressentimento por intermédio do cadáver, deviam fazer o possível por não o deixarem no momento da morte e de ficarem a ele permanentemente unidos. Daqui se deduz que estão em erro, aqueles que, discutindo acerca da morte, mantêm que os fluidos subtis dos mortos são capazes de se manifestar de novo no cadáver e de o fazer reagir como faria uma pessoa viva. Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho
Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
artes, letras e ideias 15
Todos, ao morrer, sentem arrependimento e desgosto.
opinião
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
siza vieira, Edifício sobre a Água
16
Vivência e convívio
S
ão dois amigos meus, nenhum deles desta zona do mundo, que gostam desta cidade e de fruir o prazer do convívio, assim como que uma transferência de referências e interesses para outros planos, latitudes e longitudes, para retornar sempre a este lugar. Macau é o apelo, o sortilégio que os faz regressar regularmente, prenhes de mundo e de olhos brilhantes de interesse por todas as poéticas que nos rodeiam e que, não poucas vezes, passam despercebidas aos olhos das gentes de aqui e de outros lados, quando imersas na cadeia produtiva do quotidiano. Saboreio as horas que passamos juntos, fruindo da amizade e empatia que percorre a mesa e quem se senta nela. Um é fotógrafo de renome, o outro, com mais de setenta anos, antropólogo, estudioso das migrações espanholas. A conversa desfia por entre mundos partilhados, olhares complacentes para os distantes tempos da juventude, de mistura com a boa cozinha portuguesa de que eles tanto gostam. A idade traz destas amizades que a distância apenas acentua pela qualidade da fruição. As partidas e as chegadas mimam a
própria mecânica da vida. Alegria à chegada, tristeza pela partida. Cada reencontro é como um novo ciclo que se inicia, porque compartilhar memórias, experiências e diferentes vivências sempre enriqueceu. Foi também por isso, pela postura de abertura ao Outro, pela aceitação da diferença, que os Tang representaram o Renascimento chinês, numa altura em que a Europa ainda estava na Idade Média. Foi também por uma visão empreendedora que os americanos desenvolveram uma política de acolhimento para a excelência. Foi assim que I.M. Pei se tornou o arquitecto que é, com a sua pirâmide no Louvre ou, entre outros, o Centro de Ciência de Macau. Do mesmo modo, entre milhares de exemplos, António Damásio, neurocientista e autor do “Erro de Descartes”, entre outros títulos, é professor na University of Southern California.
Recentemente, na R.P. da China, Álvaro Siza Vieira ganhou, de parceria com Carlos Castanheira, o prémio “Archdaily Building of the Year 2015” com o seu esplêndido trabalho em Huaian, o “Edifício sobre a Água”. E porque as palavras são como as cerejas e estas como as ideias, tudo se interliga e conota para se compreender que a excelência é, em si, também uma das formas pelas quais se expressa a qualidade de vida. E se o convívio com aqueles homens bons me deixou um sabor acentuado a excelência, o pós-convívio acentuou-me a vontade de reflexão. Tenho-me vindo a aperceber que se vem acentuando, em alguns sectores da vida do território, a arte de mimar, penso que a mesma é atribuível, muito provavelmente, à falta de capacidade de inovar. Esta tendência camaleónica, no óbvio sentido da imitação,
As partidas e as chegadas mimam a própria mecânica da vida. Alegria à chegada, tristeza pela partida. Cada reencontro é como um novo ciclo que se inicia, porque compartilhar memórias, experiências e diferentes vivências sempre enriqueceu
não raras vezes termina em actos que recordam produtos contrafeitos. Não sei se é ânsia em obter “sucesso de corista”, como afirmou certa vez em Macau Eugénio Andrade, se é do déjà vu, mas circulam por aí, em alguns círculos da sociedade, ideias gastas, palavras compostas cujo único brilho vem do excessivo uso que se lhes dá. Sabe-se que a cópia é das primeiras formas de aprendizagem. As crianças copiam os gestos, balbuciam as palavras que ouvem, procurando reproduzi-las, mais tarde fazem cópias de textos num processo de aquisição de conhecimentos que, supostamente, não deveria parar, sem tirar espaço à criatividade e à inovação. Mas, neste caso, julgo que tanto se pára como se regride sempre que se mima ou copia desorientadamente. Felizmente, a par da cópia, também em círculos da sociedade civil, surgem exemplos de consubstanciação de qualidade, como é o caso da Rota das Letras. Este evento de grande importância cultural para todo o Macau, enquanto significante de criatividade, cultura e organização de qualidade, que junta as duas línguas oficiais de Macau bem como seus autores, faz convergir as atenções para as questões culturais que tão importantes são para a apreensão da Excelência.
opinião 17
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
António Conceição Júnior
urbanidades
Do óbvio da excelência
A
excelência constitui, por si, a mais perfeita forma de realização de um objectivo. Olhando em redor, há que reconhecer que a proliferação inicialmente desordenada de casinos criou anti-corpos nas consciências mais críticas e exigentes. Porém, uma reflexão mais aprofundada e despida de preconceitos leva-me à conclusão de que os seus hotéis, restaurantes e serviços representam o paradigma de qualidade pelo qual se deveria reger toda a actividade do Território. Isto é, por vezes o óbvio está tão à nossa frente que nos escapa. A qualidade do serviço, do bilinguismo ou trilinguismo disponível, a vinda de experimentadíssimos gestores que seleccionam os melhores quadros intermédios entre locais bilingues ou na região administrativa especial vizinha, tornam-se incontornáveis exemplos de excelência, porque os padrões que regem esta área de prestação de serviços tem normativos e exigências que colocam os funcionários destes serviços num nível de comportamento e treino acima da norma de Macau. Sendo incontestável paradigma de gestão, de serviço ao cliente, de higiene, de exigência
e de salários atractivos, a excelente hotelaria de Macau - inevitavelmente associada aos casinos - sua restauração e serviços de suporte, bem podem servir de exemplo para a qualidade de serviços em Macau e consequente aumento da qualidade de vida. E isso aplica-se também na organização de eventos ao nível do que de excelente há no entretenimento, como House of Dancing Water ou Cats, inúmeras novas salas de cinema ou, a nível do desporto, com combates de boxe organizados dentro dos parâmetros do Showbiz americano e eventos culturais como a instalação de Joana Vasconcelos, que só encontram paralelo na organização local do Grande Prémio, sob a cuidadosa supervisão da F.I.A. e do Festival Internacional de Música de Macau. Perante a excelência dos serviços aludidos, ocorre prontamente a necessidade de valorizar e elevar em muito a qualida-
de dos serviços locais, sejam da Função Pública ou do sector privado. Assim, ocorre-me que seria extraordinariamente útil para Macau, que se criassem cursos no I.F.T. no âmbito da gestão de recursos humanos, de apresentação, comportamento e boas maneiras, destinado não ao pessoal da chamada Linha da Frente, que merece todo o aplauso, mas ao nível das pequenas e médias chefias cuja ascensão à compreensão dos mecanismos e lógicas da gestão e dos recursos humanos em muito iriam beneficiar o Território e a eficiência não apenas dos serviços públicos mas também privados. Se revisitarmos a qualidade dos táxis e do modo como os condutores trajam e se comportam - 352 casos autuados na primeira semana do ano - fácil é compreender que, em conjunção com os autocarros, e com as baixas percentagens gastas dos orçamentos
Sendo incontestável paradigma de gestão, de serviço ao cliente, de higiene, de exigência e de salários atractivos, a excelente hotelaria de Macau - inevitavelmente associada aos casinos - sua restauração e serviços de suporte, bem podem servir de exemplo para a qualidade de serviços em Macau e consequente aumento da qualidade de vida
espelham o baixo nível de educação e a baixa qualidade de vida existente, se comparados com o geral da realidade do know how da hotelaria e restauração de qualidade. Factualmente, é incontornável que os melhores hotéis de Macau representam a qualidade das instalações, do serviço, da eficiência, e da necessidade de uma auto exigência. Porque este parece ser o modo como se poderá fazer a valorização do funcionalismo público, do respeito interno pelo direito ao conforto e à limpeza. Tudo isto faz também parte da expectável qualidade de vida de Macau, a Excelência em tudo, para a eliminação de diferenças. Tal significa também, e inerentemente, que há que implementar ou fazer cumprir todo o tipo de legislação ao nível do acolhimento, higiene de todos os serviços em Macau. A qualidade que se espera e deseja, exige uma completa e profunda valorização de toda a vida citadina, que se não compadece, por exemplo, com os despojos que certos restaurantes lançam para a rua. Educação cívica precisa-se. Voltando à Excelência, mesmo com o previsível preconceito do jogo, é preciso reconhecer que removido este da nossa mente, se poderão reconhecer paradigmas à mão de colher e de semear.
18
( F ) utilidades
tempo
períodos
de
c h u va
Cineteatro
Cinema
Sala 1
Sala 2
(Falado em Cantonês) Filme de: Takashi Yamazaki, Ryuichi Yagi 15.55, 17.50
(legendado em chinês) Filme de: Neill Blomkamp Com: Hugh Jackman, Sharlto Copley, Dev Patel 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Stand by me Doraemon [A]
Stand by me Doraemon [3d] [A] (Falado em Cantonês) Filme de: Takashi Yamazaki, Ryuichi Yagi 19.45
min
14
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
max
17
hum
80-95%
•
euro
8.5
baht
0.2
chappie [c]
lucky star [B]
(Falado em Cantonês legendado em chinês e inglês) Filme de: Wong Jing Com: Chow Yun-Fat, Nick Cheung, Carina Lau 14.00, 21.45
?
O que fazer esta semana
Sala 3
From vegas to Macau 2 [C]
yuan
Filme de: Sunny Com: Eric Tsang, Wong Cho-Iam, Ella Chen 14.30, 16.15, 18.00, 21.30
Penguins of Madagascar [A] (Falado em Cantonês) Filme de: Eric Darnell, Simon J. Smith 19.45
Hoje Musical ‘Cats’ (até 15/03) Venetian Macau Bilhetes das 280 patacas às 680 patacas
Aconteceu Hoje
11 de março
Diariamente Exposição “Homenagem a Mestres que nos Inspiraram”, de artistas de Macau e HK Armazém do Boi, 19h00 (até 10/05) Entrada livre
Recordam-se as vítimas do atentado de Madrid • Quinta-feira, 11 de Março de 2004. Uma série de ataques terroristas em quatro comboios da rede ferroviária de Madrid, da autoria da al-Qaeda, mata 192 pessoas e provoca 2050 feridos. Pouco antes das 8h00 da manhã em Madrid, em hora de ponta, dez bombas rebentam, nas estações de Atocha (três bombas), El Pozo de Tío Raimundo (duas), Santa Eugenia (uma bomba) e num comboio que seguia em direcção a Atocha (quatro bombas). Outros três engenhos explosivos são encontrados, prontos para matar as pessoas que levassem a cabo os primeiros-socorros. Os autores dos atentados são encontrados, mas fazem explodir o apartamento onde se encontravam, num suicídio colectivo. Suspeitou-se da ETA, mas descobriu-se que o ataque foi protagonizado pela al-Qaeda. Espanha viveu o mais grave atentado da sua história, num dia que Madrid quer esquecer, mas que deve ser assinalado, como forma de homenagear as vítimas. Em 1851, estreia em Veneza a ópera ‘Rigoletto’, do compositor italiano Giuseppe Verdi. E a 11 de Março de 1975, dá-se uma tentativa de golpe militar em Portugal, que permite a criação de um Conselho da Revolução, em vésperas do 25 de Abril. Mikhail Gorbachev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética em 1985, iniciando o processos que levou ao fim da URSS: a Glasnost (transparência do poder) e a Perestroika (reestruturação). É introduzida na Rússia uma economia de mercado. A 11 de Março de 1988, chega ao fim a guerra entre Irão e Iraque, com um cessar-fogo declarado neste dia. E em 2006, Michelle Bachelet torna-se a primeira mulher a tomar posse como presidente do Chile. Um massacre numa escola de Winnenden (Alemanha), levado a cabo por um jovem provoca 15 vítimas mortais, a 11 de Março de 2009. Um dos mortos é o assassino em série. E a 11 de Março de 2011, um sismo de magnitude 9,0 varre o Japão, provocando um tsunami com ondas de mais de 10 metros de altura. O balanço final é trágico: morrem mais de 18 mil pessoas, num desastre que ainda suscita preocupações ambientais, em virtude da destruição de uma central nuclear.
Exposição “Nihonga Contemporânea”, de Arlinda Frota Fundação Rui Cunha Entrada livre Exposição “Voz na Escuridão”, de Óscar Balajadia/Papa Osmubal (até 14/03) Creative Macau Entrada livre Exposição de Sândalo Vermelho (até 22/03) Grande Praça, MGM Entrada livre
U m d i s c o h o j e “Avalon” (Roxy Music, 1982) “Avalon” é o álbum de consagração de uma banda que marcou a cena musical dos anos 80. Nascidos e criados em Londres, os Roxy Music trouxeram uma sonoridade art rock que ficou para a história e que Brian Ferry, o vocalista, não conseguiu transpor para a sua carreira a solo. Neste disco estão canções icónicas como “More than this”, “Avalon” ou o espectacular instrumental “India”. Todas elas, de uma maneira ou de outra, convidam à dança num qualquer final de tarde. - Andreia Sofia Silva
João Corvo
fonte da inveja
A tendência dos ladrões
é fazer tudo para serem apanhados.
Exposição de Design de Cartazes “V•X•XV:” (obras de 1999, 2004 e 2009) [até 15/03] Museu da Transferência da Soberania de Macau, 10h00 às 19h00 Entrada livre “Self/Unself” – Exposição de trabalhos de artistas holandeses (até 15 de Março) Centro de Design de Macau Entrada livre Ilustrações para Calendário de Guan Huinong (até 10/05) Museu de Arte de Macau, das 10h às 19h Entrada livre
1.2
ócios / negócios
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
19
“Zenzorz”, estúdio de produção So Sou, gerente
“Queremos trabalhar para criar beleza” Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
É uma empresa recente que junta cinco jovens de Macau da área criativa. Oferece serviços de fotografia e moda, eventos e design e promete querer apostar forte nesta área
C
hama-se “Zenzorz” e é um estúdio de produção que pretende “reunir estilistas de bom gosto e trabalhar para criar beleza”. É assim que So Sou, gerente e designer do “Zenzorz”, começa por explicar ao HM a ideia por trás da empresa que ajudou a criar. Como “um sensor”, explica, a ideia é detectar o que há de melhor no mundo da beleza. O estúdio ajuda os clientes a tirar fotografias de casamentos, moda e eventos, mas também a fazer maquilhagens e a construir, através do design, marcas para empresas e revistas. Actualmente, a equipa tem cinco pessoas: dois designers, dois fotógrafos e uma maquilhadora. Todos eles, como conta So Sou ao HM, eram já amigos antes de o estúdio ser criado, ainda que trabalhassem em diferentes áreas. A maquilhadora, Jazz, e o outro designer além de Sou, Wyman, estudavam e trabalhavam numa revista em Taiwan há vários anos. Quando regressaram a Macau, repararam que o sector criativo ainda não está desenvolvido, algo que também impediu os jovens de encontrar um trabalho ideal. Assim que se reuniram, contudo, os cinco aperceberam-se logo que todos tinham ideias criativas e a vontade de criar, pelo que surgiu a possibilidade de se desenvolverem em Macau. Só que, como diz Sou, “é difícil fazer as coisas sozinho”. Foi assim que surgiu a ideia de, todos juntos, criarem um negócio onde aplicassem tudo o que aprenderam e se dedicassem à sua área, com a vantagem de poderem trabalhar para si próprios. Finalmente, em Janeiro deste ano, a “Zenzorz” é fundada oficialmente. Os jovens, como admite Sou, ficaram sur-
“Acho que tivemos sorte, porque somos jovens e todos nós temos ideias próprias sobre este sector em Macau. Queríamos através da nossa capacidade fazer coisas diferentes, para que mais pessoas conheçam e se dediquem a esta área”
preendidos com o efeito da empresa, maior do que o previsto. “Acho que tivemos sorte, porque somos jovens e todos nós temos ideias próprias sobre este sector em Macau. Queríamos através da nossa capacidade fazer coisas diferentes, para que mais pessoas conheçam e se dediquem a esta área”, explica ao HM. Localizado no Edifício Industrial Si Toi, na Rua do Padre António Roliz, os dois espaços da “Zenzorz” sofrem com as rendas muito altas. Sou considera, contudo, que se devia apostar mais nos edifícios industriais porque estes, diz, são bons para os jovens que querem apostar num negócio, sobretudo no sector criativo. O capital inicial investido no estúdio não foi muito e a grande parte serviu para fazer obras nas fracções arrendadas. Como já trabalhavam nas áreas, os jovens já tinham os equipamentos, o que lhes permitiu poupar alguns custos.
No “Zenzorz” encontramos Solo Wa, o fotógrafo principal, que tem cinco anos de experiência. Percebe que as receitas de um estúdio de produção não podem ser fixas, já que existem períodos onde há picos mais altos, como é o caso das datas de casamento. Como o estúdio é ainda novo, os clientes são principalmente amigos, sendo que alguns são também apanhados nas redes sociais. O estúdio tira fotos de casamento tanto em Macau, como no estrangeiro, dependendo da vontade dos clientes. O slogan prova que recorrer à fotografia é importante. “Todos os momentos são importantes. Somando-os, constrói a sua vida toda.” Uma série de fotografias de casamento, por exemplo, custa 22 mil patacas e inclui não só as fotos, mas uma consulta pré casamento, quatro vestidos, a maquilhadora, uma estilista de cabelo, o pagamento ao assistente de iluminação, o aluguer de um carro para todo o dia, o trabalho do
fotógrafo principal durante nove horas, uma pintura e dois álbuns de fotos. Existem ainda clientes que tiram fotografias de gravidez, serviço também disponibilizado pelo “Zenzorz”. A empresa organiza ainda “aulas de maquilhagem pessoal”, em horário livre, onde ensina processos e técnicas correctas de maquilhagem, de acordo com as necessidades de cada cliente. Mas, há mais além destes negócios: conforme explica So Sou, o estúdio pode ser emprestado, já que muitas vezes os fotógrafos da empresa trabalham fora e, como o estúdio fica vazio, a “Zenzorz” pode cooperar com outras empresas e jovens. Num futuro breve, a “Zenzorz” quer criar uma revista, onde entrevistará jovens que queiram mostrar as suas histórias interessantes sobre o design e o sector criativo. Mas não só: Sou quer apresentar aos leitores restaurantes e cafés.
hoje macau quarta-feira 11.3.2015
Crimeia Antigo primeiro-ministro japonês de visita
O
pub
ex-primeiro ministro de centro-esquerda japonês Yukio Hatoyama confirmou que vai deslocar-se à Crimeia para ouvir opiniões no local sobre a anexação, ignorando as advertências do governo liderado por Shinzo Abe. “Quero ver com os meus próprios olhos como é que as pessoas se sentem na Crimeia”, disse Yukio Hatoyama aos jornalistas na capital russa, Moscovo, onde se encontra actualmente. O antigo governante pretende visitar a península, segundo a imprensa, desde ontem, até quinta-feira. Depois de serem conhecidas, na semana passada, as intenções de Hatoyama, o Governo japonês, de direito, de Shinzo Abe exortou-o a não realizar a viagem, porque tal acção estaria em contradição com a posição de Tóquio que condena a anexação da Crimeia pela Rússia. Yukio Hatoyama descende de uma família com tradição política – o seu tetravô foi porta-voz da Câmara Baixa, o seu avô Ichiro Hatoyama foi primeiro-ministro e o seu pai serviu como ministro dos Negócios Estrangeiros. A menos de um mês das eleições antecipadas no país, no final de 2012, Yukio Hatoyama, apelidado de “alienígena” pelos meios de comunicação social no Japão, tanto pela sua aparência física como pelo seu carácter, alegadamente extravagante, retirou-se da vida política. A Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia, no Mar Nego, em Março do ano passado, mas a comunidade internacional não reconhece o território como parte do país.
China Dois espiões condenados a penas de prisão
O crime que não compensa Os dois homens, sentenciados com penas de seis e oito anos de prisão, vendiam imagens ao estrangeiro de projectos secretos de construção e investigação militar
A
s autoridades chinesas condenaram a seis e oito anos de prisão dois espiões que venderam segredos militares nacionais ao estrangeiro, incluindo fotografias do primeiro porta-aviões chinês e importantes projectos de defesa, anunciou ontem a imprensa estatal. Os dois homens, de apelido Han e Zhang, fotografaram importantes projectos militares e equipamento da China e venderam centenas de imagens com este conteúdo altamente secreto aos seus empregadores estrangeiros, avançaram os meios de comunicação, sem especificar a fonte da informação. Os dois foram alegadamente contratados por jornalistas que lhes ofereceram, no ano passado e em separado, elevadas somas de dinheiro por fotografias de projectos no norte do país. A Agência de Segurança Nacional de Dalian, capital da província de Liaoning, deteve os homens no ano passado e acusou-os de “revelar segredos de Estado”, um delito por que Han foi condenado a oito anos de prisão e Zhang a seis.
Liaoning é um dos centros de fabrico de material de defesa da China, onde se encontram inúmeros projectos de construção e investigação militar, como o desenvolvimento de aviões de combate e embarcações militares como submarinos e porta-aviões. É precisamente no porto de Dalian que se acredita que esteja a ser construído o segundo porta-aviões da China.
Novas aplicações
Segundo a imprensa estatal, Han foi contactado através do WeChat (uma aplicação chinesa de conversação para telemóvel) por um alegado
jornalista estrangeiro em Março do ano passado, que lhe ofereceu trabalho. O desconhecido pediu-lhe para se aproximar de um projecto militar em Dalian e tirar fotografias. Como pagamento adiantado, Han recebeu mais de 11.000 yuan. Han, de 30 anos, tirou fotografias deste e de outros projectos com o seu telemóvel, entrado, por diversas ocasiões, em zonas de acesso restrito. Em poucos meses, Han ganhou mais de 90.000 yuan, indica a imprensa. Por seu lado, Zhang, de 23 anos, foi contactado por um alegado editor de uma revista estrangeira, através da mesma aplicação de telemóvel. O empregador pediu-lhe que comprasse uma câmara de alta qualidade e que fotografasse o primeiro porta-aviões chinês, o Liaoning. As autoridades detiveram Zhang em Agosto, depois de ter enviado mais de 500 fotografias do Liaoning e de outros projectos de defesa por mais de 40.000 yuan.
CCPPC pedida inspecção única de documentos nas fronteiras
Uma vez é mais que suficiente Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
D
ez representantes de membro de Macau no Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês apresentaram proposta em conjunto sugerindo implementar uma medida de “inspecção de uma vez apenas dos documentos de identidade” na passagem de postos fronteiriços entre Zhuhai e Macau. De acordo com o Jornal do Cidadão, os dez representantes, incluindo Fong Chi Keong, deputado da Assembleia Legislativa
(AL), Lai Chan Keong, presidente da Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau Ng Siu Lai, presidente da União Geral das Associações de Moradores de Macau, Ho Teng Iat, presidente da Associação Geral das Mulheres de Macau, entre outros, apresentaram a proposta em Pequim. Os membros referiram que actualmente os turistas e residentes de Macau precisam de fazer a inspecção de documentos de identidade duas vezes em todos os postos fronteiriços, sendo difícil aumentar a conveniência e eficácia. Para os membros a inspecção dupla
tendo em conta o aumento do número de turistas não traz aspectos positivos, apesar do aumento de recursos humanos e de novas tecnologias. Sugerem, por isso, que a inspecção passe a ser apenas de uma vez, acreditando que assim se possa aumentar a eficácia na passagem, diminuindo a pressão que actualmente existe. Consideram ainda que pode existir uma fase de teste no posto fronteiriço de Cotai, por este ainda estar em fase de desenvolvimento e ter um menor número de pessoas do que os outros postos fronteiriços.
PJ Investigação de morte de mulher em curso
A morte de uma mulher de 78 anos, esta segunda-feira no Centro Hospitalar Conde São Januário, está a ser alvo de investigação por parte da Polícia Judiciária (PJ) depois da família da vítima ter apresentado queixa. Tal como avança a rádio Macau esta é a segunda investigação a uma morte, naquele hospital, nos últimos 15 dias. Recorde-se do também do caso do falecimento de um bebé no final do mes passado. Investigação essa que continua a decorrer. Segundo os Serviços de Saúde, a mulher foi internada , sexta-feira, vítima de um ligeiro Acidente Vascular Cerebral (AVC), tendo recebido alta na segunda-feira devido ao sinais vitais estáveis. Às 17horas estava estável e consciente. Uma hora depois a mulher morreu. Sem entender a família quer uma explicação para o que aconteceu, exigindo por isso uma investigação.
Galaxy Acidente provoca morte de trabalhador Um operário do interior da China caiu ontem de uma altura de 12 metros quando participava na montagem de um andaime de bambu, no estaleiro do Galaxy, no Cotai. Conforme avança o canal chinês da rádio Macau, o homem tinha 42 anos de idade.