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Ventos de mudança grande plano Página
sociedade página
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lag2016
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Melodias de sempre
hojemacau
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CA dsej acusada de má gestão de subsídios para escolas
O relatório ontem divulgado pelo Comissariado de Auditoria não poupa críticas à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude e ao Fundo de Desenvolvimento Educativo na atribuição e
fiscalização dos subsídios às escolas particulares. Cobranças indevidas e ausência de documentos comprovativos são algumas das denúncias constantes nas conclusões do organismo.
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Vã magnificenza aurelio porfiri Página 17
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opinião
diário de bordo
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ontem macau
“A DSSOPT permitiu que as concessionárias deixassem os lotes desocupados sem que nada lhes fosse feito. Nenhum deles foi tratado, mesmo dez anos após prescrição da concessão dos terrenos e ainda se permitiu o aumento da altura dos projectos dos construtores nos lotes”
hoje macau quarta-feira 11.11.2015
Um polícia filipino verifica a identidade de trabalhadores numa rua que vai dar ao local onde vai acontecer a reunião da APEC em Manila, nas Filipinas. A reunião começa amanhã e junta representantes de 18 países. EPA/FRANCIS R. MALASIG
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horah
Au Kam San • Deputado, sobre os terrenos da Baía da Praia Grande
“De acordo com o relatório da empresa, esta cobrou taxas para a utilização destes cartões de teste e também já pedimos a entrega de toda a documentação de contabilidade. As tarifas que a empresa cobrou são mais elevadas do que aquilo que exigimos de acordo com o regulamento dos auto-silos. Vamos resolver o problema o mais depressa possível devido à gravidade da situação”, Lam Hin Sang • Director da DSAT, sobre empresa que gere seis auto-silos públicos
“Vamos montar um restaurante português, cafés e mais esplanadas naquela zona. Arranjar alguns [artistas] portugueses para tocarem. Vai ser interessante” Alexis Tam • Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, sobre as Casas-Museu da Taipa
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“Quais são as razões para o atraso? A falta de técnicas ou de um plano director urbanístico? O Governo não pode falar numa coisa e esquecê-la, até porque os residentes e os média insistem em perguntar. Um Governo responsável não deve ser assim” Chan Tak Seng, presidente da Aliança de Povo de Instituição de Macau, sobre os dois sistemas pedonais na zona norte prometidos em 2008 e que até agora nunca viram a luz do dia | P. 9
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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hoje macau quarta-feira 11.11.2015
A história repetiuse, mas desta vez sem prisão ou rejeição. Aung San Suu Kyi não será presidente, porque não pode, mas nomeará quem a substitua. Uma vitória muito desejada que, segundo especialistas, trará mudanças e mostrará um sudoeste asiático diferente e mais aberto
grande plano
Eleições Myanmar Associação local confiante no futuro do país
Um apoio incondicional
À segunda é de vez
Ainda não são números oficiais, mas as sondagens indicam que 80% dos 30 milhões de eleitores dirigiram-se às urnas no passado domingo, fazendo-se ouvir como nunca se fez naquela que é a ex-Birmânia. “Apesar de ainda não sabermos por quanto, não temos dúvidas que Suu Kyi ganhou as eleições com uma percentagem gigante. É claro que todos os cidadãos vão apoiar este resultado, que é um resultado mais que justo”, explicou Tom Wong ao HM. Já nas eleições de 1990, o partido da líder política ganhara mais de 80% dos assentos no parlamento. Mas o momento eleitoral ficou marcado com a detenção da candidata, levando-a a cumprir uma pena de 15 anos. Foi apenas em 2010 que Suu Kyi – depois de
que sabemos é que a esmagadora maioria votou por ela e o poder militar nunca poderá ignorar esse facto. Kyi tem o povo consigo”, frisou Verhoeven. De forma gradual, defende, as mudanças vão acontecer, a partir de Fevereiro, altura em que a Liga tomará posse. “Não acredito que as mudanças aconteçam de forma radical, não me parece de todo, acredito sim numa mudança gradual da Birmânia”, remata. Tom Wong define esta como uma mudança histórica. Mostrando-se adepto de qualquer mudança, o representante dos birmaneses no território diz que “a Associação iria apoiar qualquer partido que defendesse a mudança”. Wong prevê que a grande pasta de actuação será a da Economia.
“Não acredito que as mudanças aconteçam de forma radical, não me parece de todo, acredito sim numa mudança gradual da Birmânia”
“V
em aí uma grande mudança”. Quem o diz é o secretário-geral da Associação de Amizade Macau-Birmânia, Tom Wong, em reacção às eleições que dão a vitória à ex-presidiária política Aung San Suu Kyi. A vitória é quase certa para a Liga Nacional para a Democracia (LND) de Suu Kyi, que diz já ter conseguido a esmagadora percentagem de 70% dos assentos no parlamento. A informação surgiu da boca do próprio porta-voz do partido, Win Htein, à agência noticiosa AFP e levou a oposição a assumir a derrota. “Perdemos”, afirmou o presidente do Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento, Htay Oo, à Reuters.
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Sten Verhoeven Docente de Direito Internacional na Universidade de Macau
muita pressão internacional – foi libertada e, pouco tempo depois, nomeada deputada da LND.
Desafios pela frente
Ainda assim, muita coisa poderá acontecer pois são várias as condicionantes à prática das funções de presidente, a começar pela elegibilidade. Suu Kyi não poderá ser presidente do país pois, segundo a Constituição vigente, de 2008, é proibido a quem tenha filhos ou cônjuges estrangeiros, que é o caso,
“Isto é um aspecto muito positivo e, claro, é importante assinalar que existe efectivamente uma tendência para a abertura para a democracia no sudoeste asiático. Isto está a acentuar-se” José Sales Marques Economista
ocupar o cargo. A mesma constituição impõe que 25% dos assentos do parlamento sejam ocupados por militares – que não precisam de ser eleitos. Logo, a activista precisa de dois terços dos votos para atingir a maioria nas duas câmaras. “Não me parece que seja uma dificuldade, Kyi sobe ao poder e mesmo não podendo ser presidente irá nomear alguém. O poder militar nada pode fazer perante tamanha vontade. Também acredito que os olhos internacionais estão bem atentos a todo este processo, há investigadores do exterior para fiscalizar esta eleição. Eles [poder militar] nada podem fazer”, argumentou o secretário-geral da Associação que junta os birmaneses em Macau.
Economia em alta
Seja como for, o futuro será sempre um grande desafio. “Há muito pontos a reter aqui, o poder militar ainda ali está e vai estar [representado nos 25% de assentos] e a verdade é que eles mantêm uma presença muito forte a nível económico e, claro, político”, defendeu Sten Verhoeven, docente de Direito Internacional na Universidade de Macau (UM) ao HM.
Para o especialista, o “maior desafio de todos” será “o trabalho e as conversações” que terão de existir entre o partido de Kyi e a força militar. Um grande desafio que será, a seu ver, superado pela líder. “Ela tem-se mostrado uma pessoa muito pragmática, desde sempre, portanto não tenho qualquer dúvida que ela será capaz de lidar com a oposição”, reforçou. Ainda assim, a questão que se coloca é até onde poderá ir Kyi e as suas ideias. “Esse será o maior problema, não sabemos. O
“Não temos dúvidas que Suu Kyi ganhou as eleições com uma percentagem gigante. É claro que todos os cidadãos vão apoiar este resultado, que é um resultado mais que justo” Tom Wong Secretário-geral da Associação de Amizade Macau-Birmânia
“Acredito que quando a Liga assumir o poder, a economia do país vai mudar, para melhor, muito melhor. Todos querem Kyi no poder e ela ganhou isto de forma muito justa”, frisa.
Uma abertura na Ásia
Além da vitória da oposição pró-democrata há, diz o economista José Sales Marques, um ponto muito importante a ter em conta. “Vê-se claramente uma derrota clara dos militares e do Governo que está neste momento no poder, logo aí, há uma vitória das forças mais pró-democráticas, ou seja, é um claro sinal de abertura do Myanmar”, argumentou em declarações ao HM. A conclusão é, por si só, muito clara. “Isto é um aspecto muito positivo e, claro, é importante assinalar que existe efectivamente uma tendência para a abertura para a democracia no sudoeste asiático. Isto está a acentuar-se”, reforçou. Ainda assim, alerta o economista, as “vitórias não são sempre definitivas, há sempre processos de recuo, há situações muito complicados, como o caso da Tailândia”. Sales Marques diz que nada é definitivo, mas é importante reforçar a indicação das próprias sociedades e por isso este é um caso muito interessante”. Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
LAG
antevisão
2016
Apesar de não esperarem novidades na apresentação das LAG para 2016, deputados e um académico acreditam que Chui Sai On terá de apresentar medidas que respondam à quebra das receitas e ao abrandamento económico
hoje macau quarta-feira 11.11.2015
LAG Chui Sai On exortado a apresentar medidas económicas
Ano novo... disco velho gcs
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já daqui a uma semana que o Chefe do Executivo, Chui Sai On, vai à Assembleia Legislativa (AL) apresentar mais um relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2016. Apesar de serem poucas as expectativas colocadas em termos de apresentação de novas políticas por parte de deputados contactados pelo HM, é exigido a Chui Sai On medidas de resposta à quebra do sector do Jogo e de promoção ao emprego. “O Chefe do Executivo sempre teve a tendência para apresentar declarações e discursos das LAG de uma forma bastante genérica e abstracta”, começa por dizer o deputado José Pereira Coutinho. “As alterações importantíssimas que estão a decorrer no sector económico, do jogo, obrigam a
“As alterações importantíssimas que estão a decorrer no sector económico, do jogo, obrigam a que o Chefe do Executivo nos diga o que é que se pode fazer mais para além da criação da Comissão para a Construção de um Centro Mundial de Turismo e Lazer” José Pereira Coutinho Deputado
que o Chefe do Executivo nos diga o que é que se pode fazer mais para além da criação da Comissão para a Construção de um Centro Mundial de Turismo e Lazer. É mais uma comissão, para além da Comissão de Desenvolvimento de talentos, percebemos que é muita laranja da qual se extrai pouco sumo. É nesse aspecto que ainda temos uma ténue esperança do que em termos de novidades e direcções para o futuro nos possa ser dito”, acrescentou o deputado. A deputada Kwan Tsui Hang, que vai apresentar ao Chefe do Executivo perguntas sobre a economia e o emprego, considerou ao HM que “há problemas no ambiente económico”, defendendo que é importante Chui Sai On apresentar respostas. “Devido à quebra da economia, poderemos ter problemas ao nível do emprego. Quero que o Chefe do Executivo esteja preparado para responder face ao desemprego dos residentes locais”, disse ainda. Para além disso, a deputada da Federação
das Associações dos Operários de Macau (FAOM) acredita que Chui Sai On tem de apresentar medidas sobre a falta de terrenos e o seu aproveitamento.
O HM contactou ainda o académico Larry So, que reitera a necessidade de novas políticas de reacção à quebra das receitas dos casinos. “Deveria apresentar medidas em relação à quebra das receitas do Jogo e o que vai ser feito para responder a isso. Será que conseguimos de facto diversificar a nossa economia?”, questionou.
Música de sempre
Sendo este o primeiro ano do segundo mandato de Chui Sai On, o último que cumpre como Chefe do Executivo, os olhos estão virados para as políticas que ainda não cumpriu e que terá de realizar até 2019. A habitação, a saúde e o sistema de transportes continuam, aos olhos dos especialistas, a ser os problemas que a população quer ver resolvidos. “Os residentes anseiam por algumas novidades, isto porque é um Governo que entrou em
funções há quase um ano. E de facto os cidadãos não sentem as mudanças e expectativas desta mesma mudança. O facto é que os problemas estruturantes do passado mantém-se presentes, como a
“Devido à quebra da economia, poderemos ter problemas ao nível do emprego. Quero que o Chefe do Executivo esteja preparado para responder face ao desemprego dos residentes locais” Kwan Tsui Hang Deputada
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hoje macau quarta-feira 11.11.2015
“É o segundo mandato e há muito trabalho de casa que precisa ser terminado. Há medidas nas áreas da habitação e saúde que deveriam ser abordadas” Larry So Académico
habitação, saúde, transportes ou a qualidade de vida das pessoas”, defendeu José Pereira Coutinho. Já Larry So não espera “nada de novo na apresentação do Chefe do Executivo”. “É o segundo mandato e há muito trabalho de casa que precisa ser terminado. Há medidas nas áreas da habitação e saúde que deveriam ser abordadas. A outra questão tem a ver com a legislação que tem de ser concluída, porque temos dezenas de leis que precisam de ser feitas nos próximos anos. Há muito trabalho por concluir antes do fim do mandato”, lembrou o académico, ex-docente do Instituto Politécnico de Macau (IPM). “Na área da saúde vamos ter um novo hospital no Cotai, mas provavelmente vamos enfrentar mais atrasos no futuro. Mas podemos fazer algo a esse nível. Ao nível da habitação, acredito que não há muito mais que possa ser feito, mas penso que o Chefe do Executivo vai ser muito firme em termos da recuperação dos terrenos não aproveitados. Antes do mandato dele terminar poderemos ver novas casas, mas ainda está muito longe da procura. Ao nível do sistema de transportes temos muitos problemas e não sabemos se o Metro Ligeiro vai estar ou não pronto no próximo ano”, lembrou. O deputado Ng Kuok Cheong acredita que Chui Sai On “não vai fazer as coisas que são apresentadas no relatório”, e defende que o Chefe do Executivo deve apresentar “medidas para mais habitação pública e a recuperação dos terrenos desocupados. Quero medidas mais claras sobre o Metro Ligeiro e espero que todas as obras possam ser iniciadas no próximo ano”. Para o deputado democrata, o hemiciclo “deve fazer mais pressão quanto à supervisão dos trabalhos do Governo”. Andreia Sofia Silva (com Flora Fong) andreia.silva@hojemacau.com.mo
Administração e Justiça novo edifício dos tribunais e reformas em foco
Primeiro os pandas e agora nós A
Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan apresenta as Linhas de Acção Governativa (LAG) da sua pasta já nos dias 23 e 24 deste mês, somente oito meses depois de ter sido apresentado o plano para este ano. Contactado pelo HM, o deputado e presidente da Associação de Trabalhadores da Função Pública (ATFPM) José Pereira Coutinho começou por ironizar o facto dos pandas terem sido uma prioridade. “Agora é altura de tratar dos seres humanos”, disse. Depois de empossada, Sónia Chan encarregou-se de resolver toda a celeuma que há meses assolou o facto de um dos pandas do parque de Seac Pai Van ter falecido. E assim foi. No entanto, segundo Pereira Coutinho, questões como a criação de um fundo para os reformados da Função Pública, a alteração dos trâmites de contratação dos Serviços de Administração Pública (SAFP) ou a reestruturação dos serviços públicos ficaram para segundo plano.
Funcionários primeiro
O deputado espera que estas LAG tragam mais novidades. É que, diz, “nada foi feito” pela dirigente até agora. Mais uma vez, Pereira Coutinho aponta o dedo àquela Secretaria que, diz, deveria actualizar o regime que diz respeito às regalias do pessoal aposentado da Administração. “A lei que foi promulgada em 2007 só contabiliza as diuturnidades a partir desta data, o que é manifestamente injusto”, lamentou. Questionado sobre os recentes anúncios de Sónia Chan relativos à fusão dos Serviços de Assuntos Jurídicos (DSAJ) com os Serviços de Reforma Jurídica e Direito Internacional (DSRJDI) e da entrega da proposta relativa ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), o presidente da ATFPM toca na ferida: “isso é tudo para resolver disparates do passado”. Pereira Coutinho referia-se ao trabalho desenvolvido pela ex-Secretária Florinda Chan.
Irracionalidade à parte
Já o professor do departamento de Administração Pública da Universidade de Macau (UM) Newman Lam diz que “ainda é cedo para falar de resultados” dos trabalhos da Secretária. É que “passou pouco mais de meio ano”, argumenta o académico. “Sónia Chan tem dito todas as coisas certas, mas ainda não se viu muito”, argumentou. Questionado sobre aquilo que gostaria de ver apresentado nas LAG do próximo ano, Newman Lam fala da conclusão do recrutamento centralizado, que
“Sónia Chan tem dito todas as coisas certas, mas ainda não se viu muito” Newman Lam Professor do departamento de Administração Pública da UM
“Acho que é um trabalho muito importante [criação de órgãos municipais] e que deve ser calendarizado até para o ano” Kun Sai Hoi Director da Associação de Técnicos da Função Pública
“Não se percebe como é que, em termos de estruturas físicas, passaram tantos anos e com tanto dinheiro, ainda não tenhamos o Campus prometido pelo Governo. É impensável que os tribunais continuem a funcionar em centros comerciais” Pereira Coutinho Deputado
“Quando um réu que se sinta injustamente acusado vier no mesmo elevador do advogado de acusação e lhe fizer alguma coisa, o Governo apressa-se a mudar a situação” Pedro Leal Advogado
teve início há dois anos, mas não há meio de ser finalizado. No entanto, o professor acredita que as próximas LAG da pasta de Sónia Chan terão um carácter “muito mais retórico” do que de acção. Kun Sai Hoi, director da Associação de Técnicos da Função Pública prevê que Sónia Chan dê ênfase à fusão de serviços da Adminis-
tração, apoiando assim a previsão do director dos SAFP, Kou Peng Kuan. Kun considera que também a criação de órgãos municipais sem poder político estarão na agenda. Está em curso em estudo, mas o director quer mais: “Acho que é um trabalho muito importante e que deve ser calendarizado até para o ano”. Crucial é também, adianta, “proteger os funcionários públicos envolvidos na reestruturação dos serviços”, um dos trabalhos basilares de Sónia Chan. O representante espera ainda que o Governo pense mais nos funcionários básicos. No entanto, considera ser difícil criar um regime de actualização das remunerações por categorias, apontado num estudo das LAG de 2015. Para o director, é “irracional” que funcionários de escalões mais elevados possam ter uma percentagem de aumento de salário menor do que os de escalão mais baixo.
Vira o disco e...
Previsões são escassas, mas pedidos há muitos. É o caso da contratação de “magistrados experientes” do advogado Pedro Leal. Ao HM, lamenta que a Secretaria para a Administração e Justiça “continue tão relutante” quanto à ideia de recrutar mais pessoal. O jurista não acredita que esta questão chegue sequer a ser motivo de debate no hemiciclo. Pedro Leal fala, no entanto, de celeridade em resolver o assunto do Campus de Justiça, prometido ao sector de magistrados há vários anos. É de “solenidade” e “celeridade” que o advogado fala. Pedro Leal lamenta que apenas uma situação de “casa arrombada, trancas à porta” possa vir a resolver o problema. “Quando um réu que se sinta injustamente acusado vier no mesmo elevador do advogado de acusação e lhe fizer alguma coisa, o Governo apressa-se a mudar a situação”, disse.
Inadmissível, disse ele
“Sónia Chan devia mexer na Lei de Bases de Organização Judiciária. Não se percebe como é que até hoje não se reformulou toda a estrutura do TUI, que funciona com apenas três juízes, o que é inadmissível”, apontou Pereira Coutinho. O deputado está ao lado do advogado Pedro Leal na questão da criação do Campus de Justiça. “Não se percebe como é que, em termos de estruturas físicas, passaram tantos anos e com tanto dinheiro, ainda não tenhamos o Campus prometido pelo Governo”, argumentou. “É impensável que os tribunais continuem a funcionar em centros comerciais”, continuou Pereira Coutinho. Leonor Sá Machado
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política
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Condomínios Gestores serão obrigados a completar curso da DSAL
Um, dois, três, vou aprender outra vez T “nem todas as empresas [de administração predial] são dinâmicas ou estão em funcionamento”, pelo que o número disponibilizado pode não corresponder ao volume real de empresas existentes no território e em funcionamento.
Tiago Alcantara
odos os directores técnicos das empresas de administração de condomínios terão que ter pelo menos o ensino secundário e completar um curso de formação de técnicos profissionais para administração de propriedades dos Serviços para osAssuntos Laborais. Isso mesmo confirmou Kwan Tsui Hang, presidente da Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) que discute o regime na especialidade. Esta foi apenas a primeira reunião sobre o tema, mas ficou já assente, “sem grande controvérsia” por parte dos deputados, as regras sobre cauções e habilitações necessárias para os directores técnicos destas empresas. De acordo com dados fornecidos pelo Governo à Comissão da AL, existem neste momento 164 empresas de administração predial, 334 pessoas com o curso da DSAL concluído e outras 40 a fazerem-no neste momento. No entanto,
Cauções e escalões
Quanto às cauções – que deverão ser pagas pelas empresas aos proprietários para resolução de conflitos entre os habitantes e a empresas
gestora do condomínio –, ficou ontem definido um escalão: o valor de 100 mil patacas deve ser pago no caso do condomínio ter até 1199 fracções. Àquelas edificações que têm entre 1200 e 4999 apartamentos impõe-se a caução de 300 mil patacas. Finalmente, aos prédios que tiverem mais de 5000 fracções, será exigida a criação de um fundo de caução de 700 mil patacas. Durante a reunião, “houve
quem considerasse o valor de 100 mil patacas demasiado alto se as empresas forem de pequena dimensão”, mas os valores mantiveram-se até ao final. O presente diploma pretende regulamentar os trâmites da administração de condomínios e definir as regras para isso mesmo, no que concerne aos proprietários e funcionários das empresas de gestão. Leonor Sá Machado
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Trans-Pacífico Pró-democrata quer participação em parceria
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g Kuok Cheong quer que o Governo se inclua no Tratado de Livre Comércio Trans-Pacífico (TPP, na sigla em Inglês), o acordo que permite eliminar taxas entre diferentes países para a comercialização de determinados bens e serviços. O deputado da ala democrata considera que Macau não devia perder a oportunidade de fazer parte do TPP, já que, diz, é uma “oportunidade de participação num parceria que não deve ser ignorada”.
Numa interpelação escrita, Ng Kuok Cheong lembra que o acordo foi já assinado por 12 países, onde se incluem a Malásia, o Japão e o Vietname, e relembra que a China continental “não consegue reunir os critérios” para entrar no acordo, ainda que seja “a segunda maior economia do mundo”, mas diz que a RAEM “não deve ignorar a oportunidade”, já que tem condições para isso.
“Macau não deve desvalorizar as próprias vantagens e condições espectaculares do acordo”, frisa na interpelação escrita entregue ao Governo. “O Governo de Macau concorda que a RAEM tem condições para entrar na parceria TPP, já que Macau tem implementada uma economia liberal? Os requisitos de participação passam pela eliminação do imposto aduaneiro que impede o comércio e investimento, o aumento
da protecção ambiental e os direitos de trabalhadores. Comparando a situação de Macau [com outros locais], o Governo não considera que conseguimos entrar ou é preciso aperfeiçoar as condições?”, questionou. Ng Kuok Cheong quer ainda saber se o Governo já pensou na viabilidade de participar no acordo e eventualmente comunicou o plano ao Governo Central. F.F.
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Open Tender Notice Request for Proposal –Design Consultancy Service for Runway Overlaying Works (RFQ-213) 1. Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 2. Tendering method: Open tendering 3. Objective: To select a specialist airport works Designer for a detailed design
works for the runway overlaying works at Macau International Airport.
4. Release of tender documents: Tender Notice and Tender Document can be downloaded from the website
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 33/P/15 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 19 de Outubro de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Material de Consumo Clínico para o Serviço de Ginecologia dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 11 de Novembro de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP47,00 (quarenta e sete patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral
destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de S. Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 11 de Janeiro de 2016. O acto público deste concurso terá lugar no dia 12 de Janeiro de 2016, pelas 10,00 horas, na sala do «Auditório» situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP 53,400.00 (cinquenta e três mil e quatrocentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 5 de Novembro de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
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stating any reason.
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 41/P/15 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 23 de Outubro de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Equipamentos Laboratoriais Cedidos Como Contrapartida do Fornecimento de Reagentes ao Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 11 de Novembro de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP40,00 (quarenta patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo).
As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de S. Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 7 de Dezembro de 2015. O acto público deste concurso terá lugar no dia 9 de Dezembro de 2015, pelas 10,00 horas, na sala do «Auditório» situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP280 000,00 (duzentas e oitenta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 5 de Novembro de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
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hoje macau quarta-feira 11.11.2015
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Direcção dos Serviços da Educação e Juventude (DSEJ) e o Fundo de Desenvolvimento Educativo (FDE) são acusados pelo Comissariado da Auditoria (CA) de diversas falhas na atribuição e fiscalização de subsídios a escolas particulares. As conclusões são do relatório divulgado ontem, que revela más práticas por parte destes organismos educativos, desde a ausência de regras de inspecção à cobrança indevida a escolas que deveriam ter escolaridade gratuita e à ausência de documentos comprovativos. Na visão do organismo liderado por Ho Veng On está em causa a igualdade de acesso a apoios públicos. “A falta de critérios uniformes na aplicação de regras põe em causa a igualdade no tratamento das escolas subsidiadas”, pelo que “a DSEJ e o FDE devem proceder a uma cuidadosa e aprofundada revisão dos procedimentos com vista a criar uma gestão eficaz, nomeadamente, na prevenção e correcção dos problemas assinalados”, aponta o documento. Para o CA, “o órgão administrativo do FDE não é rigoroso quanto à exigência da entrega de comprovativos de despesas por parte das escolas, não cumprindo o disposto do ‘Regulamento’”. Para além disso, “o órgão administrativo do FDE não exige que os fiscais cumpram procedimentos estabelecidos para a verificação da execução do projecto”.
Auditoria Comissariado acusa DSEJ de má gestão de subsídios
O castigo do professor
Falta de fiscalização, cobranças indevidas a escolas que deveriam ter escolaridade gratuita, ausência de documentos comprovativos e de regras na inspecção escolar. São estas as críticas apontadas pelo Comissariado de Auditoria à DSEJ na atribuição de subsídios a escolas particulares
continuavam por corrigir há anos e esta não adoptou medidas para que fossem resolvidos, limitando-se apenas a sugerir a sua eliminação dos relatórios de aprovação de contas”. As acusações baseiam-se em análises feitas aos subsídios atribuídos no ano lectivo de 2012/2013, no valor de 2084 milhões de patacas. Cerca de 1222 milhões de patacas foram atribuídos pela DSEJ no âmbito da escolaridade gratuita, enquanto que 759 mil patacas foram concedidas pelo FDE, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Escolas. Estes representam 95,5% dos apoios concedidos. Foram avaliados 324 relatórios do Plano de Subsídio a Fundo Perdido, sendo que 29 apresentaram irregularidades.
Contas offline
O documento mostra ainda que tanto a DSEJ como o FDE não conseguem gerir os dados recolhidos. Estes “utilizam meios electrónicos para arquivamento e gestão dos dados recolhidos nas contas e nos processos dos projectos de execução de obras e de aquisição de equipamentos e partilham, entre si, esses dados. Porém, os processos dos projectos de actividades escolares não são arquivados nem geridos com recurso a meios electrónicos, pelo que a obtenção de informações respeitantes a essas actividades só é possível mediante consulta documental em suporte de papel, o que torna estes procedimentos morosos e com maior risco de erro.”
“O resultado da auditoria revela que a DSEJ não acompanhou eficazmente o cumprimento dos deveres a que estão sujeitas as escolas integradas no sistema de escolaridade gratuita, situação que prejudicou os interesses dos alunos e dos encarregados de educação”
“O órgão administrativo do FDE não é rigoroso quanto à exigência da entrega de comprovativos de despesas por parte das escolas, não cumprindo o disposto do ‘Regulamento’”
Relatório do Comissariado de Auditoria
O rol de acusações chega à DSEJ, que não terá incluído escolas no regime de escolaridade gratuita. “O resultado da auditoria revela que a DSEJ não acompanhou eficazmente o cumprimento dos deveres a que estão sujeitas as escolas integradas no sistema de escolaridade gratuita, situação que prejudicou os interesses dos alunos e dos encarregados de educação”, pode ler-se. O CA analisou
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dados de três anos lectivos, desde 2010, tendo chegado à conclusão que 36 receitas de escolas poderiam estar isentas, “seis das quais vieram a ser confirmadas pela Inspecção Escolar”.
“O CA apurou que foram registadas nesses relatórios 20 cobranças indevidas, no total de cerca de 360 mil patacas, sendo que até Julho de 2015 mais de 80% desses valores ainda não tinham sido restituídos
aos alunos”, aponta o organismo, frisando que a direcção da DSEJ “não clarificou o modo de actuação da Inspecção Escolar”. O CA diz ainda que “os problemas apresentados pela DSEJ
O CA acredita que “a falta de uma gestão adequada e eficiente a estes subsídios dificulta a necessária monitorização dos subsídios concedidos à mesma escola em anos anteriores, bem como dos subsídios concedidos a projectos semelhantes em outras escolas”. Na resposta, a DSEJ diz que é sempre dada atenção à utilização do erário público e que vai ser reforçada a fiscalização. Já o FDE “realçou que em 80% dos relatórios analisados os projectos foram desenvolvidos”. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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hoje macau quarta-feira 11.11.2015
O sector da construção já faz o suficiente para diminuir os resíduos que sobram das obras e por isso é desnecessário aplicar taxas de depósito de materiais no aterro. É o que diz um membro do sector, que se opõe ao novo Regime de Gestão de Resíduos de Materiais de Construção
M
Resíduos Construtores contra pagamentos de depósitos
Nas margens do ambiente
Contraditório
embros do sector da construção consideram que existe margem de melhoria no Regime de Gestão de Resíduos de Materiais de Construção, nomeadamente no que ao pagamento de taxas diz respeito. Um responsável da construção cujo nome não foi identificado apontou ao Jornal Ou Mun que há problemas na proposta, ainda que a Associação de Ecologia de Macau concorde com o Regime e considere que este vai ajudar a diminuir o número de resíduos da construção.
tiago alcântara
faz escavações guarda-se o máximo de lama que se conseguir, de forma temporária, para que se possa voltar a usá-la durante as obras. Os construtores já sabem que só precisam de transportar os resíduos para os aterros quando não os podem deixar no local [da obra]”, diz. O especialista diz ainda que, no caso de obras de demolição, separam-se o cimento e o aço, para que o aço seja reciclado, pelo que não há necessidade de cobranças.
Para o especialista da construção ouvido pelo Ou Mun, um dos problemas além do pagamento das taxas é o facto dos construtores terem de recrutar um responsável “pela protecção ambiental” que fique encarregue de implementar medidas de
diminuição dos resíduos produzidos pelas obras. O especialista considera que a posição exige uma certa qualificação e, como o período de transição da lei será de meio ano, diz que não vai ser fácil “encontrar a funcionária apropriada”.
Mas as despesas com as taxas de depósito são as que mais preocupam os construtores, com o sector a pedir que não haja quaisquer taxas. “Os construtores de Macau já sabem bem que quanto menos resíduos houver, mais baixos são os custos. Por exemplo, quando se
“A cobrança de despesas consegue fazer diminuir o número de resíduos de materiais de construção e impulsionar a separação de aço, madeira ou outros materiais, para que os construtores paguem menos para o depósito de resíduos no aterro” Ho Wai Tim Presidente da Associação de Ecologia de Macau
acau conta agora com 643.100 pessoas, um aumento ligeiro de 200 pessoas em termos trimestrais. Os dados, da Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) explicam ainda que, até ao final de Setembro, havia menos trabalhadores não-residentes no território, algo que contribuiu para que a população não aumentasse significativamente. Segundo a DSEC, a população feminina representa 50,8% da população total. No terceiro trimestre nasceram menos bebés (menos 81 do que em 2014) e
morreram mais pessoas, já que se registaram mais 490 óbitos, mais dez mortes do que no ano passado. “As três principais causas antecedentes de morte foram tumores (188 óbitos), doenças do aparelho circulatório (107) e doenças do aparelho respiratório (80). Entre Janeiro e Setembro de 2015, assinalaram-se 1512 óbitos (+60) em relação ao mesmo período de 2014), dos quais 543 se deveram a tumores (+22). Segundo os dados houve ainda menos 316 casamentos até Setembro deste ano
Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Mais de metade da população é do sexo feminino
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O Governo diz o contrário e considera que a implementação de taxas vai ajudar a diminuir a quantidade de lixo, uma vez que o aterro de resíduos de construção está já a deitar por fora. Para Ho Wai Tim, presidente da Associação de Ecologia de Macau, o Regime vai conseguir atingir o seu objectivo. “A cobrança de despesas consegue fazer diminuir o número de resíduos de materiais de construção e impulsionar a separação de aço, madeira ou outros materiais, para que os construtores paguem menos para o depósito de resíduos no aterro”, afirmou ao HM. Ho Wai Tim considera que o sector de construção vai cumprir as regras do Regime, já que actualmente uma parte de construtores faz já alguma reciclagem. Mas este Regime, diz, “é um incentivo económico”. A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental considera que o Regime vai ajudar a diminuir 25% de resíduos de materiais de construção anualmente.
quando comparado com o ano passado, sendo que no terceiro trimestre casaram mais de 800 pessoas. Macau conta ainda com quase dois mil imigrantes chineses, mais 316 comparativamente com o trimestre passado, e foram autorizados a residir no território 405 indivíduos, mais 20 em termos trimestrais. “Até ao fim do terceiro trimestre deste ano existiam 180.751 trabalhadores não residentes. Verificou-se um acréscimo de 228 indivíduos face ao trimestre precedente”, pode ainda ler-se nas estatísticas.
Polícia FAOM faz denúncia por difamação na internet
A Federação das Associações de Operários de Macau (FAOM) fez uma denúncia por difamação à PSP, depois de ter sido acusada nas redes sociais de ter abusado da angariação de fundos para a construção do Edifício da Federação das Associações dos Operários. A associação recebeu doações de membros internos, mas também de outras associações, de trabalhadores e até da Fundação Macau. Mas comentários nas redes sociais alegavam que a FAOM não utilizou o dinheiro para os fins devidos e que ficou com parte do montante. A Federação emitiu um comunicado, citado no Jornal do Cidadão, onde diz que a difamação é “ridícula”, além de “fabricada”, e “engana” as pessoas, pelo que a associação fez queixa à PSP. “No processo de construção do edifício utilizamos o dinheiro angariado de forma eficaz e tentamos até diminuir as despesas de construção e o que sobrou do dinheiro angariado já regressou à Fundação,”defendeu a Federação.
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Zona Norte População quer avanço de sistemas pedonais
A pé ou de carro?
O Governo apresentou uma proposta de criação de dois sistemas pedonais na zona norte em 2008, mas até ao momento nada de concreto foi apresentado. Ouvidos pelo HM, especialistas dizem que o sistema é uma necessidade e esperam que o Executivo “avance” com o que ficou prometido. Moradores ouvidos pelo HM concordam
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m 2012 ficou concluído o sistema pedonal da Taipa, mas a proposta da Direcção dos Serviços para Assuntos de Tráfego (DSAT) em construir dois sistemas pedonais semelhantes na zona norte, que se estendiam pelas Portas do Cerco, Fai Chi Kei, Doca do Lam Mau e o Porto Exterior, ficou pelo caminho. A ideia do Executivo era fazer com que os cidadãos começassem a andar mais pé, de forma a diminuir o trânsito. Contudo, até agora nada foi feito e os próprios responsáveis do Governo admitem que nada têm planeado. Numa reunião do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Norte, que aconteceu a semana passada, os vogais convidaram representantes da DSAT, da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) e do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) para que apresentassem mais detalhes sobre os sistemas, se-
gundo o Jornal Exmoo. No entanto, os mesmos representantes afirmaram que até ao momento não têm um planeamento pormenorizado dos sistemas, nem um calendário para a sua construção, defendendo
apenas que já concluíram trabalhos de planeamento das obras.
Oportunidade perdida
Para Chan Tak Seng, presidente da Aliança de Povo de Instituição
de Macau, cuja sede fica na Areia Preta, o Governo tinha melhores condições para construir os sistemas no ano de 2008, quando a economia de Macau estava a crescer. Ao HM, o responsável disse lamentar que o projecto não tenha avançado. “A ideia dos sistemas era também a de facilitar a deslocação de idosos e portadores de deficiência. Acho que o Governo deve rever as medidas de trânsito, já que actualmente nenhum cidadão está satisfeito com isso”. Chan Tak Seng considera “extremamente necessário” que sejam publicado os detalhes da criação dos sistemas pedonais, que já foram decididos mas que continuam no papel, ou nem isso. “Quais são as razões para o atraso? A falta de técnicas ou de um plano director urbanístico? O Governo não pode falar numa coisa e esquecê-la, até porque os residentes e os média insistem em perguntar. Um Governo responsável não deve ser assim”, afirmou. Apesar de admitir que os sistemas pedonais não serão utilizados por todos os cidadãos, o presidente da Associação considera que estes vão ter um certo efeito, que passa por diminuir a pressão do grande número de automóveis em trânsito que todos os dias circulam na zona norte. “Quase de certeza que os cidadãos irão andar mais a pé em vez de apanhar autocarros ou conduzir os próprios carros, sobretudo os idosos”, indicou. Para o jovem Alvis Un, que mora perto das Portas do Cerco,
Nam Van Concessionárias de lotes C e D eram administradas por Neto Valente e Ng Lap Seng
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os 14 terrenos das zonas C e D dos Lagos Nam Van, que entram em caducidade no próximo ano, conforme confirmado pelo Governo, 13 eram, em 2001, pertencentes a empresas administradas pelo advogado Jorge Neto Valente e pelo empresário Ng Lap Seng. Dados da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) permitem verificar a lista de despachos de concessão, sendo que esta foi feita a várias sociedades de imobiliário. Estes terrenos correspondem aos 14 lotes que o deputado Au Kam San, através da Associação Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau, pediu ao Ministério Público e ao Comissariado Contra a
Corrupção (CCAC) para investigar por o que diz serem alegadas ilegalidades na concessão destes lotes a “empresas privadas com o intuito de lucrar” Datados de 2001, os despachos indicam que os lotes foram transmitidos à Sociedade de Empreendimentos Nam Van, Socie-
dadedeInvestimentosImobiliário Fok Keng Van, Imobiliária Nga Keng e Imobiliária Tim Keng. Estas eram, à data da transmissão onerosa dos direitos resultantes da concessão por arrendamento, representadas pelos advogados Jorge Neto Valente e Pedro
Branco e pelo empresário Ng Lap Seng, agora detido nos EUA. Os terrenos foram concedidos para construção de habitação, estabelecimentos comerciais, parques de estacionamento, entre outros, ultrapassando os 350 mil metros quadrados. A contar desde
2001, altura em que foram feitas transmissões entre empresas, ficou definido o prazo de 15 anos para o aproveitamento dos lotes em questão. O HM tentou chegar à fala com Pedro Branco e Neto Valente, mas não foi possível até ao fecho da edição.
“A ideia dos sistemas era também a de facilitar a deslocação de idosos e portadores de deficiência. Acho que o Governo deve rever as medidas de trânsito, já que actualmente nenhum cidadão está satisfeito com isso” Chan Tak Seng Presidente da Aliança de Povo de Instituição
actualmente a principal maneira de deslocação dentro da zona norte é conduzir uma mota. Contudo, ao HM, o jovem assegura que não se importaria de utilizar os sistemas pedonais, caso o seu destino fosse dentro da zona. Alvin diz ainda que seria também viável criar pistas para bicicletas na zona norte, para que as pessoas pudessem deslocar-se a sítios mais afastados, mas ainda dentro do perímetro. Outro morador da zona norte, Un Choi – para quem a principal forma de deslocação é também a mota – diz ao HM que não acha que os mais novos fossem utilizar os sistemas pedonais devido ao hábito de condução, mas assegura que sem dúvida que os idosos o fariam, até porque, diz, para eles “andar mais a pé serve” como uma forma de fazer desporto. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Jogo MGM Cotai não vai apostar “muito” no sector VIP
Depois da Melco Crown e da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) foi a vez da MGM China anunciar que a operadora não vai apostar muito no mercado VIP no novo empreendimento do Cotai. Jim Murren, director-executivo da MGM Resorts, prevê que a área do casino vá ocupar apenas 15% da área do novo empreendimento e “sem contar com muitos negócios de salas VIP”. “Embora as mesas de Jogo sejam limitadas, essa limitação não é um problema importante”, afirmou ao Jornal Ou Mun. Questionado sobre a possibilidade de aprovação de 250 mesas de jogo no MGM Cotai, número recebido pela Galaxy e pelo Studio City, Jim Murren respondeu que esse número “não é o ideal, mas é aceitável”. “É preciso atrair mais clientes através de hotéis, restaurantes e entretenimento para aumentar as receitas brutas”, indicou. Jim Murren avançou ainda que o novo projecto no Cotai vai concentrar-se mais no desenvolvimento das zonas de jogo de massa do casino e diz acreditar que o mercado tem espaço suficiente para desenvolver a diversificação.
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EVENTOS
a-feira 11.11.2015
Ajudou-nos muito a ver quais os momentos do show que as pessoas mais gostam”, começa por contar ao HM Chris Erk, o mais velho dos Tap Dogs – tem 34 anos e faz do espectáculo a sua casa há mais de uma década. “O espectáculo está feito para que vá sendo cada vez mais fascinante à medida que avança”, explica ainda. Isso mesmo ficou comprovado depois da primeira actuação: cá fora eram muitas as críticas positivas a um espectáculo que fica marcado por um cenário de estaleiro de obras e muita, muita variedade. Desde sapateado em estruturas de metal suspensas, a dança onde a água é o principal elemento e até sapateado de cabeça para baixo, o espectáculo engloba só homens, cada um com um talento especial. “O do Anthony [Russo] é o de aparecer e fazer as senhoras ficarem malucas”, brinca Chris, referindo-se ao segundo no comando dos Tap Dogs. Além de Chris e Anthony, fazem ainda parte do espectáculo Richie Miller, Justin Myles (o mal comportado), Aaron Burr (para quem a dança é sinónimo de funk), Jacob Stonebraker (o “miúdo”, mais novo do grupo) e Kurt Csolak e Philip Russo, os duplos que “sabem todas as posições dos colegas”, no caso de precisarem de entrar em acção por causa de acidentes. “Pela primeira vez”, todos os que fazem parte do show são americanos – uma alteração ao grupo original que começou com o coreógrafo
Venetian
Os cães do sapateado australiano Dein Perry e que sempre contou com dançarinos do país dos cangurus. “O criador do show trabalhava em metalurgia, mas também tinha aulas de dança e sapateado. Eventualmente, percebeu que gostava mais de trabalhar em teatro do que no que fazia e, então, criou o seu próprio espectáculo”, explica ao HM Chris Erk. “Daí que, tanto o cenário, como o próprio show tem uma vibe de trabalho árduo, onde trabalhamos como cães, daí o nome.” E, de facto, tudo é pensado ao pormenor. Até as botas utilizadas são de uma marca famosa na Austrália de calçado de trabalho, a Blundstone.
Dança como vida
Com membros com idades que vão dos 22 aos 34 anos, a equipa dos Tap Dogs é composta por dançarinos formados em diferentes estilos de dança. O ballet, contudo, é um denominador comum. Tal como a tenra idade com que começaram a dar os primeiros passos na dança. “Desde os dois ou três anos que faço sapateado, mas o meu background é ballet e jazz. É o caso de muitos de nós”, começa por nos dizer Justin. “Isso reflecte na coreografia, ajuda-nos no equilíbrio. Se não tivéssemos esse background caíamos de cara no chão.” Richie nem sequer queria dançar. Era mais virado para o desporto, até
À venda na Livraria Portuguesa Jorge Coelho, o Todo Poderoso • Fernando Esteves
«Jorge, ou é internado ou morre.» O aviso chegou através de um fax manuscrito. Era a derradeira tentativa de Helena Boquinhas, médica de Jorge Coelho, para o resgatar da escuridão do quarto de sua casa, o seu refúgio enquanto tratava um cancro que o devastou física e psicologicamente. Estava com uma depressão profunda. A violência das sessões de quimioterapia e radioterapia a que se submetia era avassaladora. E só com a ajuda da sua mulher Cecília e da filha Maria João conseguiu atravessar o calvário do cancro. Quando soube que estava curado, chorou. Mas até hoje permanece em alerta. A luta do ex-dirigente socialista contra a doença súbita que quase o matou é um dos capítulos mais surpreendentes desta biografia, que resulta de cinco anos de investigação, durante os quais o jornalista Fernando Esteves entrevistou mais de 70 pessoas que contaram episódios que nunca antes partilharam publicamente. Jorge Coelho, O Todo-Poderoso é um livro imprescindível para conhecer por dentro os últimos 20 anos da política nacional.
que foi “arrastado para a dança”, como nos conta. “Via a minha irmã nas aulas de dança e, quando ela saía, eu dizia-lhe ‘fizeste mal aquele movimento’ e mostrava como se fazia”, diz-nos, a rir. “O que aprendemos nas aulas de dança é utilizado no show, mas sempre que subimos ao palco aprendemos mais e mais. As coisas mudam e progridem.” Todos têm o seu caminho individual, algo que agrada a Chris, devido à diversidade que isso traz ao palco. Além da dança, artes marciais, natação, ski e outros desportos mais radicais são também parte do processo. Há também músicos, como é o caso de Justin Myles e Anthony Russo.
Macau de prazeres
A confiança mútua, bem como a amizade, são as bases para um espectáculo que começou em 1995 e já viu mais de uma centena de dançarinos diferentes fazer quase Venetian
É
um espectáculo de dança, mas mais do que isso. É também uma espécie de teatro. E uma espécie de espectáculo de rock. O show dos Tap Dogs conseguiu encher a plateia do Teatro do Venetian, durante uma semana de espectáculos que durou até ao passado domingo. Chris Erk, o “capitão” que comanda o estaleiro de obras onde dançam os Tap Dogs, fala de uma experiência única na China, onde o grupo fez uma tour que terminou aqui no território. “Na China parece que guardam as reacções para os grandes momentos. Focavam-se no espectáculo imediatamente depois a haver um grande clímax, que fazia as pessoas reagir. Também houve lugares em que andavam crianças a correr de um lado para o outro e havia barulho na sala, mas tudo foi uma experiência nova.
Venetian Tap Dogs enchem casa e falam do percurso do grupo
Venetian
Chegaram a Macau para uma semana de espectáculos, naquela que foi a sua primeira vez num território que alguns apelidam de “Havai” e outros de “pequena Las Vegas”. Os Tap Dogs são um grupo de dançarinos, homens, que enchem o palco com movimentos de sapateado durante uns longos 80 minutos. Na sala do Venetian, onde actuaram até domingo, falaram sobre o percurso do grupo, pela primeira vez formado apenas por americanos
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a mesma coreografia. Todos sabem montar e desmontar o cenário, algo que é, aliás, feito durante o próprio show e todos se dão “como irmãos”. Mas, apesar do sexo masculino estar maioritariamente presente há duas jovens mulheres, que dão música aos Tap Dogs. Literalmente. Noriko Terada e Nerida Wu são as duas bateristas e multi-instrumentalistas que acompanham os “cães” e que, em Macau, se sentiram “muito bem” e que tudo foi muito divertido. E o mesmo dizem os outros. “Macau é lindo, é como uma pequena Las Vegas”, atira um dos Tap Dogs. “É selvagem”, ri outro. “Faz-me lembrar o Havai, por causa de ser uma ilha no meio de tanta outra coisa.” Durante mais de uma semana alojados no território, os Tap Dogs tiveram tempo para passear e ver espectáculos. “Acho que tem um equilíbrio muito bom entre os resorts mais modernos e o que é mais antigo, como a vila da Taipa”, conta-nos Chris. “É refrescante: se quisermos relaxar na piscina, podemos. Mas se quisermos sair e misturar-nos com a cultura local, também o podemos fazer.” Para Jacob é tudo ainda mais novo: nunca tinha entrado num casino. E o mais novo do grupo quase que não o conseguia, já que acabou de fazer 22 anos. Anthony adorou a “noite das mulheres do Bellini”, mas assegura – enquanto ri - que “só por causa da banda”. Daqui, os Tap Dogs partiram “satisfeitos” e o mesmo diz quem viu o espectáculo do Venetian. “Foram fantásticos e ainda por cima são lindos de morrer”, disse, no final do show, Ana Isabel ao HM. A portuguesa não foi a única a comentar “o talento incrível e a rapidez” dos dançarinos. “Foi espectacular. Tudo está incrivelmente bem montado”, disse Alan, outro dos espectadores ao HM. “Espero que regressem.” Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
O Último Comboio Para a Zona Verde • Paul Theroux
Uma viagem que se inicia na Cidade do Cabo e que Theroux, passando por Angola, queria que acabasse no Norte de África. Porém, após visitar Angola, o incansável viajante decide interromper o seu caminho ascendente. As experiências-limite por que passou, a deceção com a decadência, a colonização pelo materialismo ocidental, a omnipresença da corrupção e a perda da comunhão dos povos com a natureza terão feito desta a última viagem de Theroux ao Continente Negro. Angola sai maltratada deste livro, assim como muitas figuras de proa de organizações humanitárias que operam em África. «Um livro inquietante que recusa qualquer tipo de compromisso», segundo o The Guardian.
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china
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Centenas de detidos por envolvimento em burlas telefónicas
Quando o telefone toca A O Ministério de Segurança Pública chinês enviou equipas para a Indonésia e Camboja no mês passado para apoiar a investigação da polícia local, indica a Xinhua. A operação contou também com o apoio das autoridades de Taiwan e Hong Kong.
s autoridades da China, Hong Kong e Taiwan desmantelaram vários gangues e detiveram centenas de pessoas que, a partir do estrangeiro, realizavam burlas telefónicas, noticia a imprensa oficial. Os suspeitos operavam a partir da Indonésia e no Camboja e tinham como principais alvos residentes de Hong Kong e da China. Ontem, mais de 200 cidadãos chineses foram transportados de volta à China, de acordo com a agência oficial Xinhua. Os alegados burlões fingiam ser representantes de empresas como a China Unicom, China Telecom, Banco de Xangai ou Banco Industrial e Comercial da China, dizendo às vítimas que tinham contas por pagar, explicou a polícia ao portal noticioso de Xangai Thepaper.cn.
Fora de jogo
Contactada pela Lusa, a Polícia Judiciária (PJ) de Macau disse não ter participado nesta operação, indicando também que “uma investigação preliminar não encontrou qualquer residente de Macau afectado pelo esquema”. Ainda assim, a PJ “mantém-se em contacto com a polícia da China para obter mais informações”. As autoridades da China, Hong Kong e Taiwan efectuaram rusgas em oito locais na Indonésia onde os gangues estavam sedeados e em três no Camboja. Um pub
HM-1ª vez 11-11-15 n.º CV2-15-0038-CPE
2.º Juízo Cível
Requerente: MINISTÉRIO PÚBLICO (檢察院). Requerida: AMANDINA FÁTIMA DA SILVA MACHADO DE MENDONÇA. ***
FAZ SABER que foi distribuída ao 2.º Juízo Cível do Tribunal Judicial
de Base de R.A.E.M., a acção acima mencionada, contra AMANDINA FÁTIMA DA SILVA MACHADO DE MENDONÇA, sexo feminino, nascida em 12 de Maio de 1989, residente em Macau, na Avenida Sidónio Pais, n.º 30AB, Edifício Leal Senado, 5.º andar, Apartamento 15, para o efeito de ser declarada a sua interdição por anomalia psíquica.
Macau, em 29 de Outubro de 2015 ***
total de 392 pessoas foram detidas, mais de 100 de Taiwan, indica a Xinhua. Segundo as autoridades, os membros destes grupos levaram a cabo mais de 3.000 burlas telefónicas na China e em Hong Kong. As
Xangai Director da Zona de Livre Comércio investigado
Anúncio Acção de Interdição
As autoridades da China, Hong Kong e Taiwan efectuaram rusgas em oito locais na Indonésia onde os gangues estavam sedeados e em três no Camboja. Um total de 392 pessoas foram detidas, mais de 100 de Taiwan
fraudes eram gravadas para servirem de “formação” aos novos membros.
Sob pressão
Os suspeitos relataram que trabalhavam das 8:00 às 5:00 todos os dias e que tinham de entregar informações sobre 150 potenciais vítimas todos os meses. Se não cumprissem as tarefas seriam despedidos, disseram, indicando que “todos os dias sentiam pressão”. Hong Kong tem sido alvo de vários esquemas de fraudes telefónicas nos últimos meses, nomeadamente um em que os burlões se apresentam como funcionários de órgãos do Estado chinês, caso para o qual a PJ tinha emitido, em maio, um alerta à população, depois do registo de mais de uma centena de denúncias, incluindo 20 com prejuízos patrimoniais. Em Hong Kong, ocorreram, entre Janeiro e Junho, 200 casos deste esquema em particular, um número 50 vezes maior do que o registado no
O director da Zona de Livre Comércio de Xangai, Ai Baojun, está a ser investigado por “graves violações da disciplina”, anunciaram ontem as autoridades chinesas, utilizando a terminologia que descreve habitualmente os casos de corrupção. Ai é membro do Comité Permanente do Partido Comunista Chinês (PCC) em Xangai, e vice-presidente da cidade, estando encarregue pelas pastas do Desenvolvimento e Planeamento. A Zona de Livre Comércio de Xangai arrancou em Setembro de 2013 com o objectivo de testar reformas económicas que sirvam de modelo a outras zonas do país. A imprensa chinesa refere que Ai é o mais alto funcionário de Xangai a ser atingido até ao momento pela campanha anti-corrupção, lançada pelo actual presidente Xi Jinping, aquando da sua ascensão ao poder, em 2012. Dezenas de quadros dirigentes, alguns dos quais ministros, foram entretanto atingidos, entre os quais Zhou Yongkang, o mais alto líder chinês preso condenado por corrupção desde a fundação da Republica Popular da China, em 1949.
cômputo do ano passado, que foi de quatro, segundo dados publicados pelo South China Morning Post. Segundo o jornal da antiga colónia britânica, as vítimas foram lesadas em cerca de 26,79 milhões de dólares de Hong Kong (3,1 milhões de euros).
Macau também já foi lesado de esquemas de fraude telefónica. No primeiro semestre do ano, a PJ recebeu 214 denúncias de burlas, das quais cerca de 30% acabaram por se materializar, lesando as vítimas no equivalente a quase um milhão de euros.
Anbang vai comprar seguradora norte-americana
A
seguradora chinesa Anbang, que era um dos principais candidatos a adquirir o Novo Banco, anunciou ontem que comprará a sua concorrente norte-americana Fidelity & Guaranty Life (FGL), na primeira aquisição da China neste sector nos EUA. O processo de aquisição da FGL pelo Anbang, por 1.600 milhões de dólares, será concluído com a compra de todas as acções daquela sociedade de seguros e fundos de pensões na bolsa de valores de Nova Iorque. “Acompra da FGL, uma empresa com um historial positivo de operações, gestores hábeis e funcionários capacitados, e com forte potencial a longo prazo, coincide com a estratégia de investimentos da Anbang, que está focada na globalização”, lê-se no comunicado do grupo.
No ano passado, a FGL foi a sexta seguradora com maior quota no mercado de pensões norte-americano. Segundo o Anbang, a compra daquela sociedade, fundada em 1959, pretende “não só responder às necessidades dos seus clientes chineses, como também dos clientes estrangeiros que querem entrar na China”. O Anbang tornou-se conhecido no final de 2014, quando anunciou a compra do icónico Hotel Waldorf Astoria, em Nova Iorque, por quase 2.000 milhões de dólares. Em Julho passado, o grupo, que detém uma quota minoritária do mercado chinês - em 2014 rondava os 3,6% anunciou a compra da subsidiária belga do banco holandês Delta Lloyd Bank, por 206 milhões de euros. Até Setembro, quando o Banco de Portugal interrompeu o procedimento de venda do Novo Banco, disputava com os também chineses da Fosun e o fundo norte-americano da Apollo a compra da instituição bancária portuguesa. O regulador decidiu, entretanto, interromper o processo de venda da participação do Fundo de Resolução no Novo Banco, iniciado em 2014, rejeitando as três propostas vinculativas.
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Fim de política de filho único trará mais três milhões de bebés anuais
Contra o envelhecimento O vice-ministro da Comissão Nacional da Saúde e Planeamento Familiar chinês, Wang Peina, calculou ontem em mais de três milhões os bebés a nascerem anualmente na China depois da abolição da política de “um casal, um filho”. A medida, anunciada no mês passado pelo Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC), visa travar a crescente pressão
na economia imposta pelo rápido envelhecimento da sociedade. Trata-se de um alargamento da flexibilização da política de filho único, iniciada em 2014 e que permitia aos casais em que ambos os cônjuges são filhos únicos terem uma segunda criança. Mais 90 milhões de mulheres passam assim a estar autorizadas a ter um segundo filho, mas, cerca de metade tem entre 40 e 49 anos, o que poderá “consti-
“A curto prazo, a política de dois filhos por casal irá guiar o consumo de habitação, educação, saúde, economia doméstica e necessidades do dia-a-dia, estimular o investimento em setores relacionados e aumentar a oferta de emprego” Wang Peina Vice-ministro da Comissão Nacional da Saúde e Planeamento Familiar chinês
pub
tuir um limite ao seu desejo ou capacidade para ter outra criança”, lembrou Wang. Algumas poderão sentir-se “relutantes”, enquanto outras “não estarão aptas a dar à luz”, explicou.
Pouca procura
Em Pequim, apenas 10% dos casais se inscreveu para ter um segundo filho, desde que, no ano passado, a liderança chinesa decidiu aliviar a política, imposta em 1980. No conjunto, até 2050, a abolição poderá acrescentar 30 milhões de pessoas à população em idade activa, afirmou Wang. “A curto prazo, a política de dois filhos por casal irá guiar o consumo de habitação, educação, saúde, economia doméstica e necessidades do dia-a-dia, estimular o investimento em sectores relacionados e aumentar a oferta de emprego”, acrescentou.
O mesmo responsável referiu ainda que a medida deverá resultar num aumento de 0,5% na taxa de crescimento económico. Pelas contas do Governo, sem a política de “um casal, um filho”, em vez de cerca de 1.350 milhões de habitantes, a China teria hoje quase 1.700 milhões. Desde a implementação da política “um casal, um filho”, os hospitais do país executaram 336 milhões de abortos e 196 milhões de esterilizações, segundo dados oficiais chineses.
Para Pequim, a política de filho único tratou-se de um mal necessário, permitindo o aumento do Produto Interno
Bruto ‘per capita’, da esperança média de vida (agora em 75 anos) ou do nível de escolaridade da população.
Mantida meta de crescimento de 7% - vice-ministro das Finanças
A China poderá cumprir a meta para o crescimento económico prevista pelo Governo, de “cerca de 7%”, disse ontem o vice-ministro das Finanças chinês, Zhu Guangyao, assegurando que até 2020 o país crescerá 6,5% ao ano. “Temos a confiança e a capacidade para melhorar a qualidade e eficiência da nossa economia, e ao mesmo tempo cumprir com o objectivo para este ano”, disse Zhu. O responsável chinês reconheceu que a economia do “gigante” asiático enfrenta desafios, como problemas de “capacidade excessiva de produção”, salvaguardando que o Governo vai trabalhar na transição para um modelo “mais equilibrado, inclusivo e sustentável”. Zhu considerou viável o objectivo de dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) e o PIB per capita dos residentes urbanos e rurais até 2020, face a 2010, como delineado no 13.º plano quinquenal (2016-2020).
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artes, letras e ideias
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WANG CHONG
王充
OS Discursos Ponderados DE WANG CHONG
Erros a respeito da Via – 15
O
s textos dos letrados dizem [também]: O rei de Qi, sofrendo de dores de cabeça, mandou um enviado a Song para lhe trazer Wen Zhi [um dos imortais]. Aquele anuiu, examinou o rei e disse ao príncipe-herdeiro: “A doença do rei desaparecerá. Porém, depois de curado, o rei vai-me matar”. “E porquê?”, perguntou o príncipe. “Porque não serei capaz de o curar sem o encolerizar e, uma vez encolerizado, é natural que me mate!”, respondeu Wen Zhi. O príncipe prosternou-se e suplicou: “Se curares o rei, eu e minha mãe lhe imploraremos por ti; ele nos escutará. Não vos inquieteis!” Então Wen Zhi disse: ”Muito bem, correrei esse risco para curar o rei!” Marcou uma data com o príncipe, mas falhou o encontro por três vezes, de forma que o rei começou a ficar bastante irritado. Quando finalmente Wen Zhi apareceu à consulta, subiu-lhe para a cama sem se descalçar, espezinhando as vestes reais. O rei ficou tão fora de si que não respondeu às suas perguntas. Wen Zhi exprimiu-se então de maneira a redobrar o furor do rei, a tal ponto que o rei se levantou cobrindo-o de insultos: mas o seu mal passou! Ainda assim, possuído de raiva, decidiu mandar cozer vivo Wen Zhi. Bem imploraram o príncipe e a rainha, mas o rei não voltou atrás e Wen Zhi foi mergulhado vivo num caldeiro para ser cozido. Contudo, ao fim de três dias e três noites de cozedura, Wen Zhi não tinha sequer mudado de cor e disse: “Se me queres realmente matar, por que não mandas tapar este caldeiro, de modo a impedir a circulação dos fluidos yin e yang?”. O rei fez cobrir o caldeiro e Wen Zhi morreu mesmo. Como era um iniciado na Via, Wen Zhi podia entrar na água sem se molhar e atravessar o fogo sem se queimar: eis a razão pela qual pode passar três dias e três noites no caldeiro sem sequer mudar de cor. Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho
Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.
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artes, letras e ideias 15
Podia entrar na รกgua sem se molhar e atravessar o fogo sem se queimar.
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Teatro “Play Games”, de Myan Myan Antigo tribunal, 20h00 Entrada a 50 patacas
Sexta
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Cineteatro
O que fazer esta semana Hoje
baht
1.26
Cinema
Sala 1
Spectre [b]
Filme de: Sam Mendes Com: Daniel Craig, Cristoph Waltz, Lea Seydoux 14.15, 18.45, 21.30
Are you here [c]
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Jill wong Com: Nina Paw, Helena Law, Susan Shaw, Jacquelin Chong 17.00
Our times [b]
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Ding Sheng Com: Andy Lau, Liu Ye, Wu Roufu,
Teatro “Brinquedo, Arroz e Chuva”, Clube Long Fung Lagos Nam Van, 20h00 Entrada a 50 patacas
yuan
Wang Qianyuan 14.15, 16.45, 19.15 Sala 2
Are you here [c]
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Jill wong Com: Nina Paw, Helena Law, Susan Shaw, Jacquelin Chong 21.45 Sala 3
She remembers, he forgets [b] Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Wong Say Ping Com: Miriam Yeung, Jan Lamb 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Workshop de dança, música e poesia (Unitygate) Fundação Rui Cunha, 19h00 Entrada livre
Aconteceu Hoje
11 de novembro
Independência de Angola
Sábado Competição Internacional de Dança do Leão MGM, 15h00 Entrada livre
Diariamente Exposição “Salão de Outono”, obras de 29 artistas locais (até 28/11) Fundação Macau Entrada livre
U m l i v r o h o j e “Os meninos de ouro” (Agustina Bessa-Luís, 1983) O Porto, as paisagens do vale do Douro e as famílias tradicionais dos palacetes são retratadas neste romance de Agustina Bessa-Luís, um pouco à semelhança do que a escritora portuguesa haveria de fazer anos mais tarde, em 1991, com o livro “Vale Abraão”. Com “Os meninos de ouro” voltamos a um outro tempo e outro lugar, do qual já só restam breves memórias, graças à escrita densa e inimitável da autora. Andreia Sofia Silva
Exposição “Aguadas da Cidade Proibida”, de Charles Chauderlot (até 07/2016) Museu de Arte de Macau Entrada a cinco patacas
fonte da inveja
• A 11 de Novembro de 1975 Angola consegue a sua independência de Portugal. Os portugueses estiveram presentes em alguns pontos no que é hoje o território de Angola desde o século XV. A presença portuguesa na região iniciou-se no século XV, mas a delimitação do território apenas aconteceu no início do século XX. O primeiro europeu a chegar a Angola foi o explorador português Diogo Cão. Angola foi uma colónia portuguesa que apenas abrangeu o actual território do país no século XIX e a “ocupação efectiva”, como determinado pela Conferência de Berlim em 1884, aconteceu apenas na década de 1920, após a resistência dos povos bundas e o sequestro de seu chefe, Mwene Mbandu Kapova. O regime ditatorial entretanto instaurado naquele país por António de Oliveira Salazar permitiu a imigração portuguesa e o uma população africana sem direito à cidadania. Nos anos 1950 começou a articular-se uma resistência multifacetada contra a dominação colonial, impulsionada pela descolonização que se havia iniciado no continente africano, depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Esta resistência, que visava a transformação da colónia de Angola num país independente, desembocou a partir de 1961 num combate armado contra Portugal. A situação alterou-se completamente quando em Abril de 1974 aconteceu em Portugal a Revolução dos Cravos, um golpe militar que pôs fim à ditadura em Portugal. Os novos detentores do poder proclamaram de imediato a sua intenção de permitir sem demora o acesso das colónias portuguesas à independência. A independência do domínio português foi alcançada em 1975, depois de uma longa guerra de libertação. Após a independência, Angola foi palco de uma intensa guerra civil de 1975 a 2002, maioritariamente entre o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).
João Corvo
O poder nunca esteve na ponta de uma espingarda mas no dedo que prime o gatilho.
opinião
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o observador
Michel Hazanavicius, The Artist
Aurelio Porfiri
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Vã magnificenza
S
ou um leitor voraz. Leio todos os dias, devoro toneladas de livros por ano. Num dos livros que estou a ler actualmente encontrei um excerto, sobre o qual me parece interessante reflectir. O livro é uma biografia do grande artista italiano Gian Lorenzo Bernini, escrita por Franco Marcoaldi, Bernini: “O Artista e a sua Roma”. Passo a transcrever a parte que me chamou a atenção: “A economia de Roma centrava-se basicamente na indústria de prestação de serviços, ou seja, atendia às necessidades da Igreja, em tudo o que lhe dizia respeito (desde os edifícios à cera para as velas do altar) fornecia o vestuário luxuoso, as ementas gourmet e o mobiliário para as mansões, quer pertencessem a membros da corte papal, quer a outras de menor importância. Estas cortes menores, que podiam ser seculares, como por exemplo, a dos Colonna e dos Orsini, ou eclesiásticas (de cardeais, sobretudo), precisavam de
impressionar e de conquistar alianças, para sobreviverem e consolidarem o seu poder. Para tal era necessário exibirem toda a opulência do seu estilo de vida” (pág.21). Neste trecho o autor fala da Roma do século XVII e, de como a Arte e outros luxos eram usados para exibir a magnificência (magnificenza) de quem os suportava financeiramente. Tem sido sempre incontornável a utilização da Arte e da Cultura para estes fins; faz parte da natureza humana. Tudo isto me faz reflectir demoradamente sobre o que se passa em Macau a este nível, e tento perceber quais é que podem ser as diferenças. É claro que não posso
esperar que em Macau exista o esplendor de Roma, de Veneza, Florença, Paris, Viena, ou de outras cidades do género; não se pode esperar que exista o entendimento, nem os padrões culturais, que se encontram nestas cidades. Mas posso verificar que muitos dos “eventos culturais” que se vão organizando na cidade servem, sobretudo, para promover o estatuto do organizador e para satisfazer alguns “artistas” locais, em busca de reconhecimento. No fundo, acabam por não ter verdadeiro impacto na vida cultural da cidade. Lutei muito para ver reconhecida a ideia de especificidade cultural; não
“A maior parte das pessoas com quem me cruzei querem poder, e não aprender. É evidente que existem artistas talentosos em Macau. Muitos deles estão a optar pelo único caminho possível numa cidade com este tipo de políticas: estão a sair, a tentar alcançar o melhor que podem no estrangeiro”
posso ensinar Artes Marciais com a mesma competência de um asiático: estes possuem uma vantagem cultural. Vantagem cultural que se manifesta em muitas outras matérias. Nós possuímo-la no que respeita à música e à cultura ocidentais. Algumas pessoas podem contrapor que os “artistas” locais têm de aprender. A maior parte das pessoas com quem me cruzei querem poder, e não aprender. É evidente que existem artistas talentosos em Macau. Muitos deles estão a optar pelo único caminho possível numa cidade com este tipo de políticas: estão a sair, a tentar alcançar o melhor que podem no estrangeiro. Quando o Governo estiver interessado em criar programas de música, nas escolas e universidades, assentes num espírito de imparcialidade e se empenhar seriamente no assunto, então talvez as coisas venham a mudar daqui a uns anos. Mas isso nunca vai acontecer. É preferível desperdiçar dinheiro em eventos que se revelam inúteis, a partir do momento em que a última nota se desvanece no éter.
18 opinião
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Francisco Louçã
in Esquerda.net
O que vem depois do acordo entre o PS, o Bloco e o PCP?
N
as últimas semanas, critiquei tanto a demora em fechar este acordo quanto a pouca ousadia na sua conclusão, porque só por falta de escolha de uma afirmação forte é que pode aceitar que haja dois acordos separados – dizendo aliás o mesmo – ou até três moções de rejeição distintas. Mas agora há acordo, ele é público e por isso os temas mais importantes passam a ser o seu conteúdo e a sua durabilidade, que discuto a partir do único ponto de vista que (me) interessa, o das respostas para a crise social agravada pelo tormento da austeridade.
Começo pelo conteúdo do acordo.
As três condições de Catarina no debate com Costa, o abandono pelo PS da redução da TSU patronal e da TSU dos trabalhadores com diminuição da pensão, o arquivamento do despedimento conciliatório e o fim do congelamento de pensões, foram, ainda antes da campanha eleitoral, o ponto de partida do acordo deste fim de semana. Perante os resultados eleitorais em que a direita perdeu a maioria, o PS aceitou estas condições. Muitos socialistas respiraram de alívio, porque não concordavam com estas três ideias do seu partido.
cartoon
Mas os acordos agora revelados e incluídos no programa para o novo governo vão mais longe, até muito mais longe. Criam uma resposta de urgência com medidas de urgência mas vão mais além, com respostas duradouras na alternativa à austeridade se houver determinação para tanto. Determinam o fim das privatizações. Não haverá mais privatizações. Incluem ainda a reversão dos recentes processos de concessão dos transportes urbanos de Lisboa e Porto. Protegem a água como bem público essencial. Quanto aos rendimentos do trabalho, beneficiam milhões de trabalhadores. Os salários da função pública são repostos (a restituição é concluída já em 2016) e todos os salários do sector privado são beneficiados (acima de 600 euros pela redução da sobretaxa, que é extinta em 2017, abaixo de 600 euros pelo abatimento da dedução para a segurança social, sem efeito nas pensões futuras e sem reduzir o financiamento do sistema previdencial). São repostos os quatro feriados, cuja perda significava mais horário de trabalho com o mesmo salário. Todos os trabalhadores são beneficiados, são 4,5 milhões. Todas as pensões são beneficiadas (abaixo de 600 euros pelo descongelamento e pequena recuperação, acima dos 600 euros pelo fim da sobretaxa em IRS), são dois milhões de pessoas.
Faltam ainda respostas estruturais para o investimento, para gerir a conta externa e para melhorar a balança de rendimentos, o que só se fará com uma reestruturação da dívida Em contrapartida, a direita propunha-se cortar 4.000 milhões de euros na segurança social (1.600 milhões por via do congelamento das pensões, 2.400 por abatimento de prestações anuais de 600 milhões prometidos a Bruxelas). A diferença é gigantesca. São estabelecidas novas normas fiscais: repor a progressividade com mais escalões no IRS, o fim do quociente familiar que favorecia as famílias mais ricas e a sua substituição por uma dedução em IRS em valor igual por cada criança, uma cláusula barreira nos aumentos do IMI, que não poderão ultrapassar 75 euros num ano, a interrupção da redução de IRC, a redução do prazo para reporte de prejuízos das empresas para cinco e não doze anos e ainda a alteração às regras
por Stephff
de modo a reduzir os benefícios fiscais de dividendos. Finalmente, reduz-se o IVA da restauração para 13%. Na resposta à pobreza, é aumentado o Salário Mínimo para 557 euros já em 1 de Janeiro de 2017 e para 600 euros até ao fim da legislatura, e é reduzida a tarifa da electricidade para as famílias mais pobres. Um milhão de pessoas beneficia destas medidas. São tomadas medidas para que os falsos recibos verdes passem a contratos efectivos e é relançada a contratação colectiva. Termina o regime de mobilidade especial na função pública, que conduzia ao despedimento. É proibida a penhora de habitação própria por dívidas ao Estado e, quando se trata de dívida hipotecárias ao banco, a entrega da casa liquida a dívida, quando não houver outra alternativa de alteração de prazos e juros. Foi apresentada uma lista de medidas na saúde e educação, da redução das taxas moderadoras até à reutilização dos manuais escolares. O PS retirou ainda a sua proposta de nova lei eleitoral com círculos uninominais. Finalmente, fica assente um procedimento de cooperação parlamentar e de consultas mútuas, incluindo a criação de comissões sobre a sustentabilidade da dívida externa e sobre o futuro da segurança social, que devem apresentar relatórios trimestrais. O que se consegue deste modo é estabilidade na vida das pessoas, alívio para os pensionistas, recuperação de salário, protecção do emprego e mais justiça fiscal. Por outro lado, com este aumento da procura agregada, a economia vai reagir positivamente de imediato.
O que falta então?
Faltam ainda respostas estruturais para o investimento, para gerir a conta externa e para melhorar a balança de rendimentos, o que só se fará com uma reestruturação da dívida. E, sem ela, não se vê como possa haver suficiente margem de manobra para resistir a pressões externas e para relançar o emprego. É preciso investimento e criação de capacidade produtiva e o Estado tem que ter um papel estratégico na resposta à prolongada recessão que temos vivido. Além disso, não se pode ainda antecipar o que serão as condições de Bruxelas e de Berlim, do BCE ou das agências de rating, mas não serão favoráveis. É de recordar que a Comissão Europeia publicou um comunicado dois dias depois das eleições exigindo novas medidas para a segurança social e que o tema continuará a ser um terreno de disputa, ou que as agências de rating têm vindo a ameaçar a República Portuguesa. Finalmente, o dossier do Novo Banco vai explodir antes do Verão, com perdas importantes para o saldo orçamental ou com exigências de recapitalização, ou de um processo de resolução bancária feito segundo exigências técnicas que protejam o bem público e abatam a dívida externa. Estes são os problemas que nos vão bater à porta nos próximos meses e anos. A nova maioria sabe que assim é, porque assina uma cláusula de salvaguarda que garante que, perante imprevistos orçamentais ou novas situações, a resposta nunca será o aumento de impostos sobre o trabalho ou a redução de salários e pensões. Convém então que comece já a preparar o que vai ser essa resposta porque os imprevistos chegarão mais depressa do que o novo Orçamento.
ócios / negócios
hoje macau quarta-feira 11.11.2015
Pouco mais de um ano depois de ter aberto a empresa de audiovisual Core Productions, o fotógrafo Nuno Veloso cansou-se de ter uma enorme sala vazia e decidiu abrir o Core Studio, que pretende proporcionar diferentes experiências no mundo da fotografia
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Core Studio, estúdio de fotografia Nuno Veloso, director
“É quase voltar ao fotógrafo antigo”
Macau, tendo um serviço profissional para as pessoas serem fotografadas”, apontou.
Packs e cocktails
No Core Studio fazem-se retratos de pessoas, mas também de namorados e de famílias, de mulheres grávidas ou dos seus filhos recém-nascidos. Há até a possibilidade de fotografar animais de estimação. Tudo isso com base em pacotes com um preço pré-definido. “O que eu quero que aconteça no Core Studio é um sítio onde as pessoas vão para
“O que eu quero que aconteça no Core Studio é um sítio onde as pessoas vão para serem fotografadas mas que para elas seja uma experiência também. Vai ser divertido de certeza absoluta”
serem fotografadas mas que para elas seja uma experiência também. Vai ser divertido de certeza absoluta, porque é essa a nossa forma de trabalhar, e vamos ter pequenas ofertas conforme os packs que vão escolher. Vão poder ter cocktails à entrada, alcoólicos ou não. Têm pequeninos luxos e vão sentir-se quase como estrelas durante aquele tempo em que estão ali para ser retratadas”, contou Nuno Veloso. O Core Studio pretende ainda ser um espaço de partilha de experiências, já que serão feitos convites a outros fotógrafos para trabalhos. “Sou o dono do estúdio, mas conheço fotógrafos muito melhores do que eu, a fotografar mulheres grávidas ou recém-nascidos, por exemplo. O meu background é mais ligado ao mundo da moda e a fotografar actores e dançarinos e isso vai ser fotografado por mim. Mas nem tudo vai ser fotografado por mim.” Nas paredes do estúdio de fotografia há ainda lugar para a exposição das fotografias de outros. “ Também temos uma área a que chamo de micro galeria para todos os outros fotógrafos que queiram expor as suas fotografias. De tempos a tempos vamos mostrando outros trabalhos”, explicou Nuno Veloso.
core studio
core studio
N
uno Veloso sempre fotografou modelos, actores e o fabuloso mundo da moda e do entretenimento. Um ano após ter aberto uma empresa de fotografia e vídeo, a Core Productions, o fotógrafo português decidiu ir mais além e abrir o Core Studio, um espaço que faz lembrar o velhinho fotógrafo, virado para as pessoas. “O Core Studio é um estúdio aberto ao público. Fotografamos pessoas individuais, não é para clientes ou negócios, no sentido de fotografar produtos ou serviços, mas fotografamos pessoas para fazerem os seus retratos, famílias, crianças, bebés, recém-nascidos. Aqui na Ásia as pessoas gostam muito de fotografar os seus cãezinhos e gatinhos, então o Core Studio é como um estúdio de produção, mas para pessoas”, disse ao HM Nuno Veloso. A inauguração do espaço aconteceu na passada sexta-feira e o fotógrafo garantiu que no Core Studio não há lugar à fantasia. “É mesmo focado nas pessoas e é quase voltar ao fotógrafo antigo. Nós no Core Studio não queremos colocar as pessoas a serem retratadas na fantasia, mas queremos tirar o retrato delas próprias. Não vamos ter os vestidos e mil e quinhentas coisas em que a pessoa fica escondida no meio daquilo tudo. Se os nossos clientes quiserem ser fotografados assim, não vamos dizer que não, mas estamos mesmo a apostar no retrato da sua própria identidade e não de uma fantasia.” O Core Studio apresenta-se como um filho da Core Productions, mas é uma espécie de prenda que Nuno Veloso quer dar a Macau, a terra onde cresceu. “A Core Productions, como produtora de audiovisual, só precisa de uma sala e já não aguentava estar sentado numa secretária e ter ali um espaço com tanto potencial e não fazer nada dele. E foi por aí que decidi abrir o Core Studio, sendo algo onde eu já tenho alguma experiência. Cresci aqui, considero-me uma pessoa de Macau e é uma forma de eu poder dar alguma coisa a
Com o Core Studio, Nuno Veloso quis aproveitar um nicho de mercado e proporcionar momentos diferentes na hora de fotografar, algo que não se consegue com um simples smartphone. “Todos somos fotógrafos hoje em dia, e até podemos ter uma máquina muito boa, mas é uma experiência diferente ir a um estúdio profissional de fotografia. Eu chego a dizer que é como uma pessoa ir ao cinema, passar lá uma hora e meia e ficar com as imagens e o filme na memória. E ir a um estúdio de fotografia passa lá uma hora e o que traz consigo, além das memórias, são as fotografias para as poderem ver um dia mais tarde”, rematou. O Core Studio tem uma página do Facebook com o mesmo nome e fica na Alameda Carlos de Assumpção, Kin Heong Long, 5A. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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pub
PS Acordo cumpre condições do PR
Haja estabilidade O PS alega que o acordo celebrado com o PCP, Bloco de Esquerda e “Os Verdes”, assinado ontem, assegura a existência de condições de estabilidade no parlamento e cumpre as condições colocadas pelo Presidente da República. No texto da moção de rejeição do PS ao XX Governo Constitucional - documento que o líder parlamentar socialista entregou ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, ontem de manhã -, é dedicado um capítulo à conclusão das negociações políticas com as restantes forças da esquerda parlamentar e faz-se uma menção específica às condições colocadas por Cavaco Silva para a formação de um Governo. “Este compromisso (…) permite corresponder simultaneamente a três desideratos: Dá sentido à vontade expressa nas urnas de mudança de rumo político do país, assegura o compromisso do PS de apenas apresentar uma moção de rejeição se estivesse em condições de formar um Governo alternativo e dá tradução ao repto lançado pelo Presidente da República de construção de uma maioria parlamentar de apoio a qualquer futuro Governo enquanto condição de estabilidade”, refere-se
no texto da moção de rejeição do PS.
Perspectiva de futuro
De acordo com os socialistas, estão assim “criadas as condições para a formação de um Governo de iniciativa do PS, sustentado por uma maioria parlamentar, garantindo ao país um Governo estável, responsável, coerente e duradouro, na perspectiva de uma legislatura”. Segundo a versão do PS, as negociações com a restante esquerda parlamentar permitiram garantir “a formação e viabilização parlamentar de um Governo socialista”, incluindo “as alterações resultantes das negociações com os partidos da esquerda parlamentar e que respeita os compromissos nacionais e internacionais do Estado Português”. Na sua moção de rejeição, o PS alega também garantias de estabilidade na perspectiva de uma legislatura, já que se encontra salvaguardada “a não aprovação de eventuais moções de rejeição ou censura da iniciativa do PSD e do CDS” e, por outro lado, pela “existência de condições de governabilidade com a apreciação conjunta dos instrumentos fundamentais de governação, designadamente os orçamentos do Estado”.