Executivo pode tomar medidas para travar de novo a especulação imobiliária, diz membro do Governo página 6
quem recicla o quê? a dúvida paira no ar. iacm contradiz-se página 16
tempo aguaceiros ocasionais min 23 max 26 humidade 75-95% câmbios euro 11.1 baht 0.26 yuan 1.20 pub
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Director carlos morais josé • segunda-feira 11 de outubro de 2010 • ANO X • Nº 2226
Mop$10
Macau
Polícia embriagado destrói carro oficial • P.16
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Au Kam San quer usar Nobel da Paz para “puxar” pela democracia
O Nobel da censura
Apenas um jornal chinês de Macau tocou no nome de Liu Xiaobo, o dissidente que foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz. Au Kam San compensou o silêncio, acendeu velas na escadaria das Ruínas de São Paulo, pediu a libertação de Liu e espera que a sociedade local se inspire no exemplo do Nobel para exigir uma reforma no sistema político. >Página 2
Óbito
O último adeus a Henrique de Senna Fernandes • Centrais
Mundial
Hóquei em patins vai mal preparado
António Falcão | bloomland.cn
Konstantin Bessmertny, um dos pintores mais conceituados de Macau, confessa
“Detesto arte contemporânea” Entrevista nas Centrais
• P.10
Desporto
Luta na gaiola cancelada com confusão à mistura • P.10
Educação
Ensino superior avaliado por estrangeiros • P.5
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2 Kahon Chan*
hojemacau@yahoo.com
A liberdade de imprensa declarada na Lei Básica não garante uma expressão equilibrada. Apenas um dos jornais em chinês que existem em Macau quebrou o silêncio em torno da atribuição do Prémio Nobel da Paz ao dissidente chinês Liu Xiaobo, enquantou outros três se limitaram apenas a um breve texto fornecido pela agência oficial Xinhua. O deputado Au Kam San espera que o prémio ao dissidente possa inspirar o povo de Macau a lutar com mais afinco pela democracia. Liu Xiaobo mereceu rasgadas manchetes tanto nos jornais impressos como nos meios electrónicos em Hong Kong, com uma mão cheia de excepções, em claro contraponto ao panorama nos media chineses em Macau. A rádio TDM em chinês teve condições de preparar uma reportagem rápida e elaborada no noticiário das 18h, uma hora após o anúncio da atribuição do prémio, mas a reportagem apenas foi emitida 20 minutos após o início do noticiário. A autocensura foi ainda assim mais evidente na imprensa escrita, tendo o Cheng Pou sido o único jornal em chinês a publicar a história com pontos de vista abrangentes. O Jornal Cidadão e muitos outros ignoraram pura e simplesmente a notícia, enquanto o Wa Ou, o Ou Mun e o Va Kio deram apenas voz à reacção furiosa de Pequim fornecida pela agência Xinhua. O tratamento dos média chineses em Macau ao tema foi comparável ao dos da China Continental, onde a propaganda política pró-regime domina a informação. Contudo, há uma excepção a assinalar: o jornal financeiro Business Times publicou uma reportagem equilibrada e elaborada de mais de 800 caracteres chineses, incluindo declarações do comité o Prémio Nobel. A reportagem inclui a explicação do porquê da atribuição do prémio a um dos participantes “da actividade de protesto na Praça de Tiananmen em 1989 e na elaboração da Carta 08” e enumera todas as infracções de Liu nas últimas décadas. As grades voláteis da Internet
As autoridades chinesas reagiram rapidamente à atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo, impedindo quase de imediato o acesso à informação por via electrónica: o seu nome, bem como as palavras-chave "Nobel", "Academia Sueca" e "Paz", desapareceram do ciberespaço (uma busca usando qualquer das palavras produzia apenas uma
actual Só um dos jornais chineses não ignora Prémio Nobel da Paz
Quem Liu por último kahon chan
segunda-feira 11.10.2010
Reacções • “A distinção tem um significado histórico importante para o desenvolvimento dos direitos humanos na China e para a sociedade chinesa em geral. O desenvolvimento económico da China impressionou o mundo e irá ganhar o reconhecimento da população de Taiwan e da comunidade internacional se o país conseguir progressos em matéria de direitos humanos. Se Liu Xiaobo fosse libertado, o povo taiwanês apreciaria muito essa decisão da China.” Ma Ying-jeou, presidente de Taiwan • "Ao atribuir o prémio a Liu, o Comité Nobel escolheu um porta-voz eloquente e corajoso da causa dos valores universais defendidos por meios pacíficos e não-violentos, nomeadamente a democracia, os direitos humanos e o Estado de Direito. Apelamos ao governo chinês para libertar Liu o mais depressa possível." Barack Obama, presidente dos Estados Unidos
mensagem de erro). Os sites usados por bloggers e as redes sociais como o Facebook, Twitter ou o YouTube foram bloqueados, assim como os cartões SIM dos telemóveis cujas mensagens incluíssem a referência a Liu Xiaobo. No entanto, o referido texto do Business Time” permaneceu acessível no site do jornal, assim como os 594 comentários de internautas, em geral apoiando fortemente a bravura do jornal, sem qualquer censura visível. Até ao fecho desta edição não era conhecida qualquer acção de punição contra o jornal. Ainda assim, comentários foram rapidamente removidos de vários fóruns da Internet. O deputado da ALAu Kam San, um dos membros nucleares da organização pós-Tiananmen chamada Associação para o Desenvolvimento Democrático de Macau, levou algumas velas para a escadaria em frente às Ruínas de São Paulo, com o colega Ng Kuok Cheong a fazer um apelo à libertação do vencedor do Prémio Nobel debaixo de uma chuva fina. Au considera que o povo de Macau deveria inspirarse na determinação e coragem de Liu para fazer mais pressão por reformas políticas na agenda da RAEM, e remata: “O povo deveria expressar a sua opinião de forma mais activa.” Lágrimas e desconforto
Liu Xiabao soube da notícia através de outros prisioneiros. Ao ver a mulher, desatou a chorar e mostrou-se desconfortável pelas lágrimas. Uma activista próxima da família relatou à imprensa que
Liu dedicou a distinção a todas as vítimas de Tiananmen. O dissidente chinês está preso em Jinzhou, província de Liaoning, nordeste da China, numa cadeia a cerca de 400 quilómetros de Pequim, onde cumpre uma pena de 11 anos por actividades consideradas subversivas. Aos 54 anos, está preso há quase dois anos, pela terceira vez desde a sangrenta repressão do movimento prodemocracia da Praça Tiananmen, em Junho de 1989. A seguir às manifestações de Tiananmen - e apesar de ter defendido um diálogo com o Governo de então - Liu ficou preso durante 20 meses; depois, passou três anos num campo de reeducação. Esteve também vários meses em prisão domiciliária. Há dois anos, desempenhou um papel fulcral na redacção da Carta 08, uma petição assinada inicialmente por mais de 300 pessoas (e depois por alguns milhares através da Internet), entre activistas, intelectuais e artistas, a pedir democracia. As autoridades não gostaram. Reuniram alguns artigos que Liu escrevera na imprensa e julgaramno. Os advogados e o arguido tiveram direito a 14 minutos para sustentar a sua defesa, o mesmo tempo que durou a leitura das acusações. Liu Xiaobo e a mulher sabiam o que esperar depois disso. "Estávamos mentalmente preparados para uma condenação longa", afirmou então Liu Xia. O veredicto anunciado no Natal do ano passado foi previsível: os artigos de Liu Xiaobo "tinham
como objectivo subverter a ditadura democrática popular do país e o sistema socialista... Os efeitos foram malignos e ele é um grande criminoso". O antigo professor de Literatura ouviu pacificamente o juiz condená-lo a 11 anos de prisão. Não pôde responder. "É uma obscenidade contra o prémio da paz", reagia o portavoz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ma Zhaoxu. "Liu Xiaobo é um criminoso condenado pelo sistema judicial chinês por ter enfrentado as leis chinesas... Atribuir o Prémio Nobel da Paz a uma pessoa assim é totalmente contrário aos princípios desses prémio e constitui uma perversão." O Comité do Prémio Nobel tem uma opinião diferente. Liu Xiaobo foi escolhido “pela sua longa e não violenta luta pelos direitos humanos básicos na China”. O Comité reconheceu “os progressos económicos” alcançados pela China durante as últimas décadas, salientando que “centenas de milhões de pessoas saíram da pobreza” e o país é hoje “a segunda maior economia do mundo”. Mas “o novo estatuto” internacional da China “deve implicar acrescidas responsabilidades”, considerou também o Comité Nobel norueguês. Liu Xiaobo junta-se, assim, a uma galeria de notáveis como Barack Obama (2009), Kofi Annan (2001), Ximenes Belo e José RamosHorta (1996), Nelson Mandela e Frederik Klerk (1993) e Aung San Suu Kyi (1991), entre outras personalidades e organizações internacionais. *com agências
• “Obviamente, o Prémio Nobel da Paz deste ano visa irritar a China, mas não irá conseguir isso. Pelo contrário: o Comité Nobel desgraça-se a si próprio. ” Global Times, publicação em inglês do grupo Diário do Povo, o órgão central do Partido Comunista Chinês • "Liu Xiaobo é evidentemente um grande defensor dos direitos humanos. Saudamos o reconhecimento do papel muito importante desempenhado pelos defensores de direitos humanos na China e em vários outros países." Navi Pillay, alta comissária da ONU para os direitos humanos • "Na minha opinião, o Nobel da Paz é dado a Liu porque ele é diferente da maioria dos opositores. Ele fez gestos na direcção do governo e criticou os outros resistentes que sofriam. Foi talvez por isso que os noruegueses resistiram à pressão.” Wei Jingsheng, o "pai" da dissidência chinesa • “A atribuição do prémio Nobel da Paz, edição 2010, a Liu Xiaobo traduz o reconhecimento do significado da luta pelos direitos humanos assim como da coragem e dos sacrifícios pessoais que este combate envolve. Liu Xiaobo tem-se batido por dar voz à liberdade de opinião e de expressão no seu país e por abrir novas perspectivas para o debate sobre o caminho da democracia na China.” Jorge Sampaio, ex-presidente português • “A esmagadora maioria dos chineses nem sequer sabe o que é um prémio Nobel. A nível interno não me parece que vá mudar o quer que seja.” António Graça de Abreu, académico e sinólogo português • “A atribuição do Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobo reflecte a importância que o Comité Norueguês atribui aos direitos humanos e às liberdades fundamentais à escala universal, valores e princípios que estão vertidos na Constituição portuguesa.” Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal
“Henrique de Senna Fernandes simbolizava o que a definição de macaense tem mais de nobre, como realçou no sábado Jorge Neto Valente. Do que foi e representa o homem, o advogado, o escritor, o docente, o pai e o amigo já muitos falaram e escreveram.” Gilberto Lopes, P. 15
China e EUA desentendem-se ao falarem sobre novo pacto do clima
Uma guerra de gases A China reagiu no fimde-semana às alegações norte-americanas de que está a esquivar-se na luta contra a mudança climática, recorrendo à metáfora de um porco preocupado com a aparência. A frustração entre os dois maiores emissores de carbono do mundo eclipsou uma semana de conversas da ONU que buscavam progressos no esboço de um novo pacto climático. Os negociadores avançaram um pouco na questão do financiamento, mas não conseguiram dissipar os temores de que o processo possa terminar num impasse. Su Wei, veterano negociador chinês, desdenhou os comentários do enviado especial dos EUA, Todd Stern, perto do encerramento das conversas sobre o clima na cidade chinesa de Tianjin, no norte do país. Durante as declarações que prestou numa universi-
dade norte-americana, Stern disse que Pequim não pode insistir que as nações ricas assumam metas específicas no corte de emissões de gases de efeito estufa enquanto a China e outros grandes emergentes adoptam somente metas voluntárias.
Su rebateu que as afirmações de Stern buscam desviar-se do fracasso dos EUA em fazer grandes cortes no dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa causadores do aquecimento global. Su comparou as críticas norte-americanas
a Zhubajie, o porco de um clássico da literatura chinesa, que, segundo um ditado popular, arranja-se diante do espelho. "Os norte-americanos não têm medidas ou acções próprias a mostrar. Em vez disso, criticam a China, que toma medidas e acções activamente," disse Su sobre os Estados Unidos. As conversas em Tianjin obtiveram um acordo mais consistente sobre fundos para países pobres atingidos pelo aquecimento global, transferências de tecnologia verde e outras medidas que pretendem preparar o terreno para conversas de alto nível em Cancun, no México, no final de Novembro. Cancun é visto como a possível pedra fundamental de um acordo no ano que vem que obrigaria os governos a reduzir a poluição dos gases de efeito estufa que ameaçam uma exacerbação do aquecimento global.
China lidera execuções seguida dos EUA. Funcionários corruptos não escapam
Número um na pena de morte A China é o país que anualmente executa mais pessoas, superando a soma de execuções de todas as outras nações que aplicam a pena capital, revela a Amnistia Internacional (AI), a propósito do Dia Mundial contra a Pena de Morte, assinalado ontem. Uma autoridade do Comité Permanente da Assembleia Popular da China, órgão legislativo do país, revelou na semana passada que a China não vai abolir a pena de morte a funcionários públicos corruptos. Segundo explicou, durante o processo de promulgação da emenda à Lei Penal, que aboliu 13 casos sujeitos à pena capital, nunca foi considerada a suspensão da pena de morte a funcionários públicos corruptos. Numa lista de pontos-chave sobre o tema, a organização internacional de defesa dos direitos humanos assinala que no Irão já foram executados este ano pelo menos 190 condenados. Outros 141 aguardam o cumprimento da sentença
por crimes cometidos quando tinham menos de 18 anos, “em violação à lei internacional”. No Paquistão, cerca de sete mil condenados estão no corredor da morte, enquanto no Japão há um preso, Hakamada Iwao, que aguarda execução há mais tempo no mundo, desde 1968. Na Europa, a Bielorrússia é o único país a aplicar a pena de morte. AAI apelou aos Estados Unidos para que acabe com a pena capital no país, onde existem mais de três mil presos no corredor da morte, considerando ser um método cruel, ineficaz e atentatório contra a dignidade humana. Os Estados Unidos são “o único país em todo o continente americano que levou a cabo execuções em 2009”. “Uma clara maioria de países já rejeitou a pena de morte. Como podem os Estados Unidos reclamar liderança em matéria de direitos humanos e continuarem a cometer assassínios judiciais?”,
questionou Widney Brown, directora sénior da AI para o Direito Internacional e Político, citada em comunicado pela secção portuguesa da organização de defesa de direitos humanos. Segundo a nota, mais de 1.200 pessoas foram condenadas à morte nos Estados Unidos desde que as execuções foram retomadas em 1977, após uma década sem serem aplicadas. Segundo a Amnistia Internacional, mais de dois terços do mundo (139 países) aboliram a pena capital “na lei ou na prática”. No ano passado, 18 países aplicaram esta pena. Em contrapartida, o chefe do governo espanhol criou na semana passada uma comissão internacional contra a pena de morte, cujo objectivo principal é obter, em 2015, uma moratória sobre a aplicação da pena capital nos países onde ainda se aplica. A meta, a prazo, é atingir a "abolição total" da pena de morte.
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10-10-10, o melhor dia para casar
Os serviços de Registo Civil da China abriram mais cedo para responder ao invulgar número de casamentos marcados para ontem, 10-10-10, um dia considerado especialmente auspicioso. Só no distrito de Haidian, noroeste de Pequim onde o Registo Civil começou a trabalhar às 06h00 para dar conta dos 1.200 casamentos agendados, o maior número de sempre num único dia, disse a agência noticiosa oficial chinesa. Em Tianjin, norte da China, estão previstos “mais de 5.000 casamentos”. Ontem foi o 10º dia do 10º mês do ano, o que em 2010 se traduz por um “triplo 10”: 10/10/10 – uma combinação que ocorre uma vez na vida. Em mandarim, 10 diz-se “shi” e este “triplo 10” é habitualmente referido como “shi quan shi mei”, que significa “perfeito em todos os sentidos”. Um movimento idêntico ocorreu a 9 de Setembro do ano passado (09/09/09), e sobretudo por ocasião do “triplo 8” (08/08/08): oito (“ba”) é o número chinês da sorte e foi esse, também, o dia escolhido para a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, no verão de 2008.
China Último japonês libertado
A China pôs em liberdade no sábado o último dos quatro japoneses detido há três semanas por ter entrado numa zona militar, em plena crise diplomática entre Pequim e Tóquio, informou a agência Xinhua. O japonês foi libertado sob fiança pelo Gabinete de Segurança do Estado, após assinar uma "declaração de arrependimento" , informou a agência oficial. Sadamu Takahashi foi interrogado por "filmar ilegalmente instalações militares". "Sadamu Takahashi deixou o local onde estava em prisão domiciliar, depois de ter concluído os procedimentos legais", indicou a Xinhua. Os outros três japoneses já haviam sido liberados no fim de Setembro, "após admitirem ter violado a lei chinesa". A sociedade Fujita, para a qual o grupo trabalha, indicou que os seus funcionários estavam em viagem de negócios na província de Hebei (norte) quando foram detidos. O incidente aconteceu num momento de grande tensão entre os dois países, provocado pela interceptação de um barco pesqueiro chinês no mar da China Oriental, zona controlada pelo Japão e reivindicada pela China, no dia 7 de Setembro.
Morreu o mais importante desertor norte-coreano
Hwang Jang-Yop, o mais alto responsável norte-coreano a conseguir desertar, foi ontem encontrado morto na sua casa na Coreia do Sul, após ter sido aparentemente vítima de uma crise cardíaca, anunciou a cadeia de televisão sul-coreana YTN. Hwang Jang-Yop, 87 anos, foi encontrado morto na casa de banho, aparentemente de causas naturais. Os serviços secretos estão a investigar a hipótese de um homicídio. Hawang trabalhou como tutor junto do líder atual, Kim Jong-il, 68 anos, antes de desertar através da China em 1997. O desertor vivia sob vigilância policial constante e recebeu várias ameaças de morte. A sua morada foi mantida em segredo. As primeiras informações da cadeia de televisão sul-coreana indicavam que Hawang habitava em Seul, mas este detalhe não voltou a ser referido. pub
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política
Wang Guangya é oficialmente o homem de Pequim no Gabinete de HK e Macau
O liberalismo que faltava O diplomata veterano Wang Guangya é, desde sexta-feira, o novo homem de Pequim no Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado, o que significa, segundo observadores, uma tentativa de criar uma política mais liberal para as duas regiões especiais. Wang, que até ao mês passado era vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da China, é a última peça que faltava do puzzle do Partido Comunista para integrar a equipa que mantém sob olho Macau e Hong Kong. O Conselho de Estado anunciou na noite de sexta-feira a nomeação de Wang para o cargo, sucedendo assim Liao Hui, após 13 anos no cargo. A nomeação do novo director não deixa claro se Liao, de 68 anos, um influente comunista veterano, irá reformar-se também do cargo de vice-presidente do comité nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC). O Gabinete de Relações com Hong Kong e Macau é a unidade es-
Cumprimentos do chefe Fernando Chui Sai On enviou no sábado uma mensagem de felicitação ao director e também uma de agradecimento ao ex Liao Hui. “Sob o determinante apoio prestado pelo governo central, a RAEM continuará a desenvolver as vantagens do princípio ‘um país dois sistemas’, a conciliar a tradição com a inovação, bem como a criar uma renovada atmosfera harmoniosa conjugando esforços para a construção de um futuro mais próspero”, escreveu o Chefe do Executivo a Wang Guangya. Na carta que enviou a Liao Hui, o Chefe do Executivo salientou que o
trutural no âmbito da administração central que se dedica aos assuntos das duas RAE, mas as decisões definitivas são feitas pelo grupo de coordenação encabeçado pelo vice-Presidente, Xi Jinping. Partindo do princípio que Liao ficaria como vice-presidente do comité nacional do CCPPC, permaneceria assim no interior do grupo de coordenação e a influência sobre as duas RAE provavelmente também se manteria.
O analista político Allen Lee Pengfei, de Hong Kong, referiu ao South China Morning Post, que os 13 anos de influência conservadora de Liao tiveram um impacto negativo sobre a democratização e a governação das duas regiões. “Numa primeira análise, a nomeação de Wang é possível, porque, diferentemente de Liao Hui, tem uma perspectiva internacional e tem uma aparência relativamente
Florinda Chan reúne-se com serviços comunitários
População quer mais leis O que a secretária para a Administração e Justiça pode fazer por Macau? Mais leis são o que os membros dos Conselhos Consultivos de Serviços Comunitários da Zona Norte, Zona Central e Ilhas pediram a Florinda Chan, durante um encontro para a definição das novas Linhas de Acção Governativa. Os conselhos consulti-
vos sugeriram que sejam redigidos mais diplomas e regulamentos que tenham impacto directo na melhoria da qualidade de vida da população de Macau. Também foi pedido à secretária que aperfeiçoe os mecanismos de coordenação sobre a legislação central e os de consulta. Durante a reunião, os
membros requereram ainda o tratamento dos assuntos cívicos comunitários através da coordenação interdepartamental, um regime de administração e regalias dos funcionários públicos, e-governo e mais atenção à higiene ambiental. Temas como o trânsito, a gestão e o arrendamento dos edifícios, garagens de reparação de motociclos, instalações para peões, problemas ambientais e gestão e arrendamento de edifícios também foram debatidos. Florinda Chan afirmou que o Governo tem por meta procurar beneficiar a população e os trabalhos dos Conselhos Consultivos de Serviços Comunitários desempenham um papel muito importante de elo de comunicação entre as autoridades e a população.
seu papel como director do gabinete “contribuiu significativamente para o tranquilo regresso de Macau à pátria”. “Após o regresso à Mãe-Pátria, Macau tem vindo a consolidar plenamente os princípios ‘um país dois sistemas’, Macau governado pelas suas gentes e com alto grau de autonomia, tendo registado evidentes progressos em várias áreas como a económica e cultural, num clima de estabilidade social, como resultado do grande apoio do Governo Central mas também do determinante empenho do ex-director”, apontou Chui a Liao Hui.
suave para ser um principezinho”, refere. As ligações familiares de Liao têm raízes em Hong Kong, o que terá servido para torná-lo um parceiro próximo dos magnatas e moldado a sua abordagem conservadora no lidar com os democratas. O papel de ponte do Gabinete de Relações com Hong Kong e Macau tinha sido alegadamente ignorado na negociação do pacote
de compromisso de reforma constitucional de Hong Kong e políticos não identificados acreditam que Wang Guangyi optaria por uma abordagem mais diplomática para lidar com as diferentes facções na política de Hong Kong. O especialista em assuntos chineses Johnny Lau Yui-siu afirmou que a experiência de Wang como diplomata e como representante da China nas Nações Unidas fazem prever uma política mais liberal em relação às políticas de Hong Kong e Macau. “Espera-se que a partir de agora o modo de pensar por detrás da política de Hong Kong não seja tão introspectiva como no passado, porque durante as funções de Liao havia um preconceito sobre a interferência estrangeira nas decisões políticas das regiões”, constatou Johnny Lau ao South China Morning Post. As próximas missões do gabinete deverão incluir as eleições para o Conselho Distrital (2011), para o Conselho Legislativo (2012) e para Chefe do Executivo (2012) em Hong Kong. Ieong Wan Chong, director do Centro de Um-País-Dois-Sistemas do Instituto Politécnico de Macau, não acredita que uma alteração pessoal possa vir a afectar a condução e abordagem nas políticas envolvendo Macau.
Lau Si Io dá ouvidos a académicos
Sociedade com visão ampla O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, manteve um encontro com mais de 30 representantes e académicos de diversos sectores da sociedade no sentido de auscultar as opiniões e as pretensões da população. Pela ocasião, os participantes emitiram as suas opiniões sobre os mais diversos assuntos relacionados com o bem estar da população, designadamente sobre a integração regional, o reordenamento dos bairros antigos, o planeamento urbano, a apreciação de planos de construção, o trânsito, a protecção do ambiente, a habitação, entre outros. Lau Si Io mostrou-se satisfeito com algumas manifestações de apoio ao Governo nomeadamente com as questões relacionadas com a evolução do mercado imobiliário e as dez medidas concretas previamente promulgadas para o desenvolvimento saudável do mercado imobiliário. No que concerne aos assuntos de tráfego, os participantes solicitaram a continuação da implementação da política de “primazia aos transportes públicos”, e ampliação da cobertura dos serviços, relembrando as actuais deficiências nos serviços de trans-
portes públicos. O responsável pela pasta dos Transportes e Obras Públicas salientou ainda que, é preciso de adoptar uma “visão de planeamento geral”, realizando estudos profundos e multifacetados, promovendo a execução de trabalhos com vista à integração regional e o objectivo de Macau alcançar rapidamente a posição de centro internacional de turismo e lazer. A concluir, Lau Si Io sublinhou que o Governo vai continuar a proceder à auscultação da população, incentivando mais discussões e criando mecanismos de consulta.
Macau procura mais cooperação com Xangai e Hangzhou O Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, vai estar presente na cerimónia de abertura da Semana de Macau na Expo Xangai nesta quartafeira. Depois de concluída a estadia em Xangai, o líder do Governo vai ainda deslocar-se a Hangzhou, para uma visita oficial de dois dias, concluindo, assim, a visita à região do Delta do Rio Yangtze. O objectivo é obter um melhor conhecimento sobre o desenvolvimento económico da região e estabelecer relações de cooperação. Durante a ausência de Chui Sai On, o secretário para a Segurança, Cheong Kuoc Va, e a secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, assumirão o exercício interino das funções de Chefe do Executivo.
Chefe do Executivo garante mais investimentos na educação, com novas leis e avaliação
Ensino superior medido de fora Formar quadros qualificados locais é uma das prioridades de Fernando Chui Sai On, que garantiu, durante o fim-de-semana, que se vai manter firme na prossecução da linha orientadora da “educação para a construção de um Macau mais próspero”. O Chefe do Executivo participou na cerimónia de graduação da Universidade de Macau e, no seu discurso inaugural, frisou que está a ser estudado um sistema de avaliação, que será levado a cabo por especialistas de fora. “O Governo da RAEM irá reforçar o apoio ao ensino superior e o investimento na educação contínua. Uma sociedade de aprendizagem permanente depende da criação de condições favoráveis de acesso dos cidadãos à formação contínua, pelo que já está em estudo a criação do Fundo pub
do Ensino Superior mantendo-se a concessão de bolsas de mérito para estudos pós-graduados”, disse. De acordo com o líder do Governo, os projectos de diplomas legais relativos ao ensino superior de Macau, como o Regime do Ensino Superior e o Regulamento do Ensino Superior, já estão em processo legislativo. O objectivo é consagrar um conjunto de medidas de apoio à formação de mais quadros altamente qualificados, “para dar resposta às necessidades do desenvolvimento sócioeconómico”. Além desses diplomas, outros três estão agora em fase de produção - Organização e Funcionamento do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior, Fundo do Ensino Superior e Sistema de Créditos. Quando as leis estiverem
concluída, o Chefe do Executivo acredita que “o ensino superior de Macau passará a estar dotado de condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento sustentável”. Para elevar a qualidade das instituições locais e promover a sua internacionalização, está em andamento o regime de avaliação por entidades convidadas do exterior. Mais parcerias e intercâmbios também estão na calha. “Dar-se-á continuidade à promoção do intercâmbio de professores e alunos, à co-organização de cursos e à cooperação na área de investigação científica entre instituições do ensino superior de Macau e outras entidades locais e internacionais”, garantiu Chui Sai On. Nada de fins comerciais
O novo campus da Universidade
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5 Depois que a instituição se tiver transferido para o novo espaço, o actual campus na Taipa não será usado para fins comerciais, como apontaram alguns rumores. “As instalações serão utilizadas como áreas que permitam elevar a qualidade de vida da população, pelo que o Governo procederá à respectiva redistribuição, após ampla auscultação da sociedade.” Melhores salários
de Macau, na Ilha da Montanha, está a seguir a calendarização normal e estará concluído dentro de três anos, apontou Chui.
No que toca o ensino não superior, a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) sublinhou, na semana passada, que 70% do orçamento das escolas deve ser destinado ao pagamento de salários dos docentes, para fazer cumprir a Lei de Bases do Ensino Não Superior. O que se quer, segundo Leong Lai, subdirectora da DSEJ, é estabilizar a equipa de professores e introduzir um sistema de avaliação para garantir a qualidade do ensino. As escolas já começaram a ser contactadas e terão de obedecer a nova regra.
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6 Depósitos crescem
Os depósitos de residentes de Macau em Agosto subiram num ritmo mais lento - 0,9% - em relação ao mês anterior, para 225,1 mil milhões de patacas, de acordo com dados da Autoridade Monetária de Macau. Dos depósitos de residentes, os depósitos em patacas e outras moedas estrangeiras aumentaram respectivamente 3,2% e 1% em relação ao mês anterior, enquanto depósitos em dólares de Hong Kong caíram ligeiramente, em 0,3%. Ao mesmo tempo, os depósitos de não residentes caíram 1% para 71,5 mil milhões de patacas e os depósitos do sector público cresceram 5,9%, para 20 mil milhões de patacas. Os depósitos totais no sector bancário local em Agosto cresceram 0,7% em relação ao mês anterior, para 316,7 mil milhões de patacas.
Professor ganha prémio de prestígio O professor da Universidade de Macau U Seng Pan venceu o Prémio de Ciência e Inovação Tecnológica 2010 da Leung Ho Ho Lee Foundation. Esta distinção visa premiar indivíduos que alcançaram resultados significativos em ciência e tecnologia, criaram empresas ou marcas famosas, com direito à propriedade intelectual através da tecnologia e da inovação criando assim enormes benefícios para a sociedade.
Governo acelera habitação pública
Com o intuito de fazer face às necessidades das famílias mais carenciadas em termos de habitação, a Administração vai acelerar a concretização dos vários planos de construção de habitação pública. Nesta perspectiva, terá início na próxima semana a obra de construção da habitação pública na rua de Francisco Xavier Pereira, que permitirá proporcionar cerca de 350 fracções e outros tantos lugares de estacionamento. A previsão de conclusão das obras é para meados de 2012.
Turistas dourados
Macau recebeu cerca de 680 mil visitantes durante os feriados da semana dourada, mais 13% do que na semana de 1 a 7 de Outubro do ano passado. A maioria veio da China, representando um aumento de 12,38%. A indústria hoteleira registou um desempenho satisfatório e a taxa média de ocupação dos hotéis de três a cinco estrelas foi de 90%, um aumento de 2,7 pontos percentuais em comparação ao mesmo período no ano passado. Os preços médios por quarto dos hotéis e pensões de Macau também subiram durante a semana dourada, tendo registado a média, em pensões, 272 patacas (mais 16%) e de 1954 patacas (mais 11,92%) nos hotéis cinco estrelas.
sociedade Governo pode revelar novas medidas no “jogo” imobiliário
Ataque à especulação Kahon Chan
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Um “jogo”. Foi assim que as relações entre os especuladores imobiliários e o Governo foi descrita por Wong Chan Tong, chefe de gabinete da Secretaria para os Transportes e Obras Públicas, alertando a seguir que o Executivo poderia tomar novas medidas no caso de os apartamentos de menor dimensão passarem a ser alvo de especulação. O responsável revelou ainda que o terreno reservado aos apartamentos pequenos terá 3400 metros quadrados e ficará localizado na Zona Norte. A conversa que Wong deveria ter tido ontem com o deputado Ho Ion Sang e um grupo de analistas num fórum aberto acabou por ser suspensa devido à chuva, tendo o evento sido transferido para o gabinete do organizador, apenas com jornalistas na audiência. Representante da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM) na Assembleia Legislativa (AL), Ho argumentou que os apartamentos de menor dimensão à venda no mercado de Macau sofreram um aumento de preço desde que o Governo apresentou as célebres 10 medidas para arrefecer o sobreaquecido mercado imobiliário. Um dos “safanões” no mecado deverá ser o lote a ser apresentado a leilão aberto no último trimestre do ano, em que o Governo irá impor restrições no tamanho dos apartamentos. Ho reiterou a exigência da UGAMM para que houvesse restrições no preços e exclusão de compradores estrangeiros neste empreendimento residencial, para assegurar o mínimo possível de estímulo à subida dos preços. Wong não avançou muito mais pormenores sobre o terreno em causa, a não ser que deverá ter uma área de 3400 metros quadrados e ficará na Zona Norte, sem dar a localização exacta. Uma vez que grande parte da Zona Norte está completamente construída, ou reservada para habitação pública, o novo lote só poderá situar-se ou na Areia Preta, ou no Fai Chi Kei. O responsável explicou que uma restrição directa dos
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Protesto silencioso de 50 dias Medidas mais firmes é o que pretende a Associação Unida pelo Poder de Subsistência dos Trabalhadores de Macau, e o seu director geral Lee Sio Kuan voltou à acção após o protesto pacífico do Dia Nacional. A associação anunciou que iria dar início a um protesto silencioso em frente à sede do Instituto de Habitação de Macau (IHM), perto da Ilha Verde, hoje às 11h30 para exigir apartamentos baratos para os residentes jovens que ganham cerca de 15 mil patacas por mês. Ao contrário de propostas anteriores, a associação espera criar um projecto que funcione como um esquema de cooperativa – os potenciais compradores pagariam pela terra e custos de construção do edifício, proporcionais ao tamanho da unidade individual que pretanderem comprar – a associação acredita que os preços do metro quadrado ficaram abaixo das 600 patacas, graças à eliminação de intermediários. Em declarações à rádio da TDM, Lee disse que cerca de 40 pessoas participariam do protesto e que esperava chegar ao diálogo com Chui Sai On.
preços faria com que o projecto funcionasse como habitação económica, e descreveu a relação das autoridades com os investidores imobiliários como um jogo. “Algumas pessoas sugerem que o preço final dos apartamentos da gama baixa está a subir porque o mercado está numa relação de ‘jogo’ com o Governo. Vamos certamente mantermo-nos de olho na situação e há uma hipóteses de que venhamos a tomar novas medidas se for necessário”, afirmou. O jogo dos investidores, como sugere Wong, também inclui acesso sem paralelo à informação do mercado que poderia levar os compradores a “tomar uma decisão apressada em meio a uma atmosfera de factos ambíguos”. O envolvimento de estrangeiros no mercado de imóveis local parece estas a decair: o valor das transacções imobiliárias realizadas por não-residentes representava mais de metade (57,2 por cento) do valor total em 2007, mas o rácio caiu para 19,1 por cento nos primeiros oito meses de 2010. De qualquer forma, Wong assinalou que os estrangeiros podiam estar a estabelecer empresas em Macau para serem identificados como compradores locais e que não fazia sentido isolar essas firmas das outras. Tendo Wong Chan Tong pedido mais tempo para provar a efectividade das 10 medidas, Matthew Liu, professor assistente da Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau (UM), concordou que a execução e consistência dessas medidas era essencial para o sucesso e que as pessoas não deveriam esperar um escorregão imediato dos preços dos bens, o que teria de resto efeitos perversos, como uma dieta muito acentuada para perder peso. Liu considera que a abordagem do Governo de Macau é uma dieta equilibrada e saudável, comparável às de outras regiões que também precisaram fazer face às suas bolhas imobiliárias. “As pessoas queixam-se de que as medidas não são efectivas em apenas dois ou três meses. Isso não está certo”, afirmou. “Levará de três a sete anos para verificar se um desenvolvimento ordenado ocorreu.”
Filme do Pavilhão de Macau recebe prata O Pavilhão de Macau na Expo 2010 já obteve vários prémios internacionais, nomeadamente o Red Dot Design Award para o design do seu interior e o prémio de prata e mérito da 46ª Competição Internacional de Comunicação Audiovisual de Chicago para o filme projectado no interior do “Coelhinho”. A razão da atribuição dos prémios reside na forma como o filme é apresentado, impressionando de forma profunda os visitantes. O filme narra a procura da “Lanterna Imperial – Coelho de Jade” numa noite da Festa do Bolo Lunar. A cerimónia da dita atribuição, terá lugar no próximo dia 16, durante o Festival Internacional de Filmes de Chicago. Parte do filme do Pavilhão de Macau, será apresentada na parte da tarde do dia 20, na zona de disseminação da Competição Internacional de Comunicação Audiovisual.
A cidade de Zhuhai conseguiu manter os seus reservatórios em “nível normal”, já com os olhos postos no final da época húmida previsto para a próxima semana, como as cidades do Oeste do Delta do Rio das Pérolas a prepararemse para um novo provável aumento da salinidade no Outono. Zhuhai também activou um sistema de monitoramento da qualidade da água nas imediações do ponto de recolha da água não tratada para abastecer Macau na semana passada, para pub
Novo sistema para garantir qualidade da Água em Macau
Zhuhai a controlar salinidade garantir um fornecimento de água limpa na temporada de alta salinidade. O encarregado da empresa de fornecimento de água em Zhuhai afirmou ontem à agência Xinhua que os reservatórios da cidade tinham todos sido enchidos até níveis normais antes do fim da época húmida, a 15
de Outubro. A cidade está a contar com uma baixa precipitação no trecho superior do Rio das Pérolas no final do ano, o que causaria uma escassez de água fresca vinda do norte e, consequentemente, aumentaria o nível de salinidade ao longo do rio. O governo de Zhuhai começou a reencher estrategicamente
os seus reservatórios em Agosto, um mês antes do que no ano passado, de forma a acumular água potável suficiente para diluir a água salgada durante os meses do Inverno. A cidade já tinha conseguido armazenar 31 milhões de metros cúbicos de água a 30 de Setembro. Um novo e bem maior
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reservatório está em construção no trecho superior do rio, com a conclusão da barragem a ser prevista para finais de Abril de 2011. O reservatório terá capacidade para acumular 43,3 milhões de metros cúbicos, o suficiente para responder às necessidades de dissolução de salinidade de Macau e Zhuhai até 2020. O Governo de Macau tem apoiado financeiramente a construção da barragem. Entretanto, um sistema automático de monitoramento de qualidade para
o abastecimento de água potável em Macau deu início às operações no final do mês passado. Cerca de 20 monitores químicos automatizados foram instalados ao longo do rio Xijiang em Zhuhai, para detectar regularmente os níveis do pH (acidez), azoto amoniacal e cloretos na água não tratada, enquanto o organismo regulador irá observar esses indicadores de hora em hora para controlar a poluição. A qualidade da água na semana passada foi considerada normal.
Comparações:
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Que valor tem a Arte no íntimo das pessoas? Será verdadeiramente necessária para o dia-a-dia de cada um, esse contacto? Há dias abriu na Casa Garden uma exposição que levou alguns dos nomes de maior vulto artístico em Macau para as paredes da galeria e um concorrido público que se deleitou com as obras expostas, confirmando o potencial de Macau para uma progresso efectivo nesta área. Investir ou não, acaba por não ser a questão. A validade da Arte vive no seu confronto com a realidade, na sua exploração, na fruição que exerce a quem a contempla. Um diálogo de dois sentidos. Entre os participantes está Konstantin Bessmertny, que é também um dos mentores da associação Art For All que organiza a mostra intitulada “Salão de Ountono”. O pintor russo estabelecido há muito em Macau é um dos poucos que, seguindo os seus próprios passos, alcançou uma distinção especial perante o público, com uma carreira internacional consistente que lhe permite elevar a sua arte em exclusivo como exercício da sua profissão. A conversa foi instintiva e ocasional, no meio de um copo de vinho e do registo social. Mas como quem levanta a tampa de um cozinhado só para ver o que está lá dentro, somos invadidos por uma série de aromas e de sensações espontâneas que nos abrem o panorama. Foi um pouco o que aconteceu. Para além de pintor também compras obras de arte? Com certeza, mas mais cerâmica e peças de colecção, peças abandonadas que precisam de apoio. Não lhes chamo um investimento, mas com o objectivo de lhes dar uma vida. Normalmente o senso comum das pessoas que investem em arte é fazer dinheiro com essa compra. Por isso há muitas coisas abandonadas. Como por exemplo? Por exemplo, cerâmicas ou pequenas partes de livros, livros antigos, documentos históricos, com os quais ninguém se preocupa. Para mim é como fazer uma pesquisa pessoal que acaba
“A verdadeira arte não é Konstantin Bessmertny | o exemplo de quem conhece o xadrez
por ser um prazer e de certo modo dou-lhes a oportunidade de uma segunda vida. Para as outras coisas que alguém já está a tomar conta eu não dou tanta importância. E também não gosto de pinturas. Mas gostas das tuas pinturas? Não, não gosto das minhas pinturas. O que eu gosto é do processo de as executar. É isso que é importante. Mas, na verdade, detesto arte contemporânea. Porquê? Porque é sempre em deAntónio Falcão | bloomland.cn
António Falcão
cultura masia, sempre com muita informação e muito do mesmo. E qualquer um é artista. Também porque não há hardware, só existe software. Cheio de truques de engenhocas [gadgets], carrega-se no botão e já está. A arte contemporânea é uma maneira de enganar o público? Exactamente. A Arte existe da integração entre o hardware e o software, não se pode usar software se não existir hardware. Os músicos ainda conseguem perceber esta perspectiva.
A música contemporânea é baseada no folclore, a música clássica não se pode fingir que é música contemporânea clássica porque toda a base é uma partitura. Mas como é que se pode fazer arte contemporânea se não se conhecem partituras? Essa é a questão. Para se conhecerem partituras é preciso um longo processo de aprendizagem. Mas agora a falsidade da arte contemporânea corre à procura de gadgets, novos gadgets, esse é o verdadeiro proble-
ma. A invenção da televisão, a invenção de novos telefones, rádio, vídeo e por aí fora. As pessoas ficam exaustas só com o encontro com esses novos materiais. Mas o hardware não está presente, porque de facto os artistas podem usar qualquer coisa, desde que tenham o hardware. Se isso acontecer, por exemplo, pode ser um fotógrafo, se souber de que é feita a composição, as cores, etc., pode ser um pintor. Não precisam de invenções. Então a arte contemporânea
é um forma menor de arte? Não. Não se define a coisa assim como arte contemporânea ou arte clássica. Há bom e mau. E não há ainda uma definição estabelecida. Infelizmente os jovens, esses que se dizem artistas, tentam correr atrás de um conceito. É tão fácil, basta ler as revistas de arte, ir às feiras de arte e vê-se qual é o melhor artista, aquele que tem mais sucesso, que é bem vindo em qualquer museu, então cria-se algo semelhante, cria-se uma fórmula do que se deve fa-
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Europa-China | Relações Interculturais (Sécs. XVI-XVIII)
Realiza-se a partir de hoje no Centro Cultural e Científico de Macau um colóquio que aborda as relações e contactos culturais entre a China e a Europa. O país do Império do Meio é hoje um dos pólos do sistema de relações internacionais. Este estudo, no passado e no presente, é uma das prioridades na agenda internacional da investigação científica e da divulgação cultural. Ao longo de três dias, quinze investigadores estrangeiros e cinco investigadores portugueses, vão debater temas e problemas das transferências de Ciência e Tecnologia, Arte e informação. Estudos de caso, de Matteo Ricci a Tomás Pereira, e fontes em diversas línguas vão estar em controvérsia dialogal.
zer para ser famoso e para a próxima somos nós que lá estamos. E claro essa receita nunca passa pela pintura, porque a pintura tornou-se um médium antigo de fazer arte. No entanto, a fórmula das novas coisas funciona muito bem e vai-se atrás dessas engenhocas. E é isso que acontece, a arte contemporânea é algo sobrevalorizado. Quanto a essa fórmula de como ficar famoso, pode sempre verificar-se com o tempo, a verdadeira arte pode sobreviver séculos, a
arte dos nossos dias, com os truques dos nossos dias, vive um par de anos, no máximo uma década. Não usas os teus truques? Quando se conhecem os truques é fácil apontá-los. Eu tento ser honesto. Era um rapaz de seis anos que começou a fazer uns pinturas. Nunca escolhi a minha profissão por causa do dinheiro. Sinceramente, a decisão de ser um artista foi sempre o meu plano B. Mas sabia que por ser artista ia ser importante e isso tudo. Mas não seguiste as regras do jogo seguiste o que estava dentro de ti. Sim, claro. Mas não quer dizer que o meu modelo seja o mais acertado. Foi uma questão de oportunidade. E Macau fez parte disso. Macau fez com que eu pudesse estar escondido no sossego do estúdio a trabalhar, assim não tive que me consumir. Imagino-me a viver em Hong Kong ou noutro sítio como Nova Iorque ou Londres, e já estaria morto só por tentar sobreviver. Aqui há calma suficiente e sem a questão dos impostos avassaladores existente nos outros locais. Mas de qualquer modo, o alvo da arte, não é fazer algo que saia de nós próprios. É para ter prazer enquanto estamos a trabalhar, A verdadeira arte acontece dentro do estúdio, depois do estúdio já não importa. É como fazer amor? Exactamente. [risos] Se alguém quiser comprar arte em Macau, como aqui neste acontecimento, que se pode dizer sobre isso? Talvez não se compreenda bem o conceito desta exposição. Não se está a mendigar, como aqueles que vão para as portas das igrejas. A verdadeira arte não é para venda. Neste caso os artistas não estão a vender, os artistas reais devem apenas permitir que as pessoas comprem. O sentido da arte é apenas fazê-la para nós
próprios. Se alguém gosta, ficamos felizes. Se alguém compra, ainda melhor, ficamos triplamente felizes. E isso permite-nos produzir mais e pensar naquilo que estamos a fazer. Mas é preciso que aconteçam acontecimentos como este para que se construa um mercado. Sim essa é a ideia de alguns. Eu tenho a minha própria filosofia. Eu já estou há muito tempo em Macau e vi o mundo lá fora, e sei que muitos países do mundo gostariam de ter uma cidade assim como esta, com tantas galerias. Principalmente este espaço antigo. Tem presença, tem as suas personagens, o jardim, devia ser aproveitado como um centro de eventos. Com muitos acontecimentos. Concertos de rock, conferências, provas de vinho, eventos alternativos, instalações de vídeo, festivais de cinema. Há sem dúvida imensas coisas que se podem construir em redor de pequenos espaços, que não precisam de ser grandiosos como os museus, até o Guggenheim em Nova Iorque é na realidade um espaço pequeno. E isso mostra o potencial que Macau tem. Não é preciso construí-lo com a verdadeira intenção de elevar um mercado. Não se trazem as pessoas para comprar. Fazse aquilo de que se gosta para nós próprios e mostrase às pessoas. Na verdade se não partilhamos aquilo que fazemos o nosso esforço deixa de ter valor. Como um filosofo disse: “Não há sentido para o nosso conhecimento se ninguém souber aquilo que sabemos.” Tenho o mesmo conceito para as artes visuais. Se o fazemos para nós próprios é uma coisa mas temos de encontrar um suporte. É preciso encontrar a empatia dos outros. Sim. E se alguém o quer coleccionar melhor para o artista e para Macau.
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Macau despede-se de Henrique de Senna Fernandes
A derradeira página O último adeus a Henrique de Senna Fernandes aconteceu este fim-de-semana com as exéquias fúnebres que levaram muitos dos residentes de Macau a deslocarem-se à igreja de São Lázaro e à Sé Catedral para uma homenagem sentida ao grande escritor macaense. Senna Fernandes nasceu em Macau a 15 de Outubro de 1923. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu a sua profissão de advogado ao longo da sua vida em Macau, à qual complementou com a de professor na Escola Comercial Pedro Nolasco e Liceu de Macau. Faleceu na passada segunda-feira vítima de doença prolongada. Durante a sua carreira de escritor publicou quatro obras. Dois livros de contos de Macau, ‘Nam Van’ e ‘Mong-Há’, e os romances ‘Amor e Dedinhos de Pé’ e ‘A Trança Feiticeira’, ambos passados ao cinema. Deixa, pelo menos, três outros por terminar – ‘A Noite Nasceu em Dezembro’, ‘O Pai das Orquídeas’ e ‘Os Dores’, aos quais dedicou os seus últimos anos. O seu desejo de escrever e de manter uma actividade interventiva na sociedade levaram-no a colaborar com jornais como A Voz de Macau, Notícias de Macau, O Clarim e Gazeta Macaense e com as revistas O Mosaico e a Revista de Cultura de Macau. Foi condecorado quatro vezes pela administração portuguesa - Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1986); Medalha de
antónio mil-homens
é para venda”
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Mérito Cultural do Governo de Macau (1989); Medalha de Valor do Governo de Macau (1995) e Grão-Oficial da Ordem de S. Tiago de Espada (1998). Já sob a administração chinesa, seria distinguido com a Medalha de Mérito Cultural (2001) e dois doutoramentos Honoris Causa em Literatura pelo Instituto Inter-Universitário de Macau, em 2006, e pela Universidade de Macau, em 2008, tendo ainda sido eleito Académico Correspondente Português de Academia Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, em 2003. O advogado e escritor deixa viúva, sete filhos, nove netos e dois bisnetos e uma grande saudade a todos aqueles que desfrutaram do seu convívio.
Companhia australiana no CCM
Dança de lado nenhum O Centro Cultural de Macau apresentou este fim-de-semana o espectáculo de dança “Lado Nenhum”, com duas intensas performances concebidas pela companhia australiana Dança do Norte, com a audiência do Pequeno Auditório do CCM rendida aos seis bailarinos que pisaram o palco. Inspirado pelas suas próprias experiências quotidianas e pelas imagens do fotógrafo norteamericano Gregory Crewdson, o coreógrafo Ross McCormack concebeu uma peça de dança-teatro que descreve a solidão urbana e combina sentimentos solitários, paisagens vazias dos subúrbios das grandes cidades, com a iluminação ténue das ruas. Como em outras sessões, os bailarinos foram levados aos limites das suas capacidades físicas numa tentativa de definir os espaços habitados pelas personagens que vestiam. Fundada em Queensland (Austrália) em 1985, a Dança do Norte tornou-se recentemente numa das maiores companhias australianas de dança contemporânea, calcorreando o seu país e atingindo um reconhecimento internacional com passagens por locais como o Japão, Singapura, Londres, Alemanha, e agora também em Macau.
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desporto
Alberto Lisboa recusa expectativas elevadas para o Mundial B de hóquei em patins
Gonçalo Lobo Pinheiro hojemacau@yahoo.com
A selecção de hóquei em patins de Macau confirma a sua presença para mais um Campeonato do Mundo B da modalidade a ter lugar em Dornbirn (Áustria), de 24 a 30 de Outubro, mas, segundo o seleccionador Alberto Lisboa, a equipa não vai preparada. “Não estamos com as expectativas elevadas. Vamos fazer o nosso melhor”, disse ao Hoje Macau. “Com os recursos que nos deram só podemos almejar a melhor classificação possível”. Alberto Lisboa tem vindo a queixar-se da falta de condições para criar uma selecção capaz de competir ao mais alto nível. “Com apenas três treinos semanais, recintos usados e não apropriados, bem como a indisponibilidade dos atletas devido aos seus compromissos laborais, julgo que vamos ter um campeonato muito complicado”, constatou. “Os jogadores não são profissionais, têm os seus empregos paralelos e nem sempre estão disponíveis para os compromissos da selecção. Os atletas são obrigados a gerir as próprias férias de modo a garantirem as suas presenças nos Mundiais e Asiáticos.” Macau não se pode queixar de não possuir pavilhões para a prática desportiva, no entanto, os espaços
não estão preparados para o hóquei em patins. “Só pedimos às entidades que comprem tabelas. Existem tabelas que ficam presas por ventosas e que não estragam o recinto de jogo mas, segundo as entidades, o grande problema são os patins que estragam os campos, o que é pura mentira”, atirou Lisboa. Os campeões asiáticos já não tiveram condições aquando do Campeonato Asiático, no ano passado. “Já não fomos campeões como antigamente em que era tudo fácil. Taiwan, Japão e Índia são países emergentes na prática do hóquei e, devido à fraca aposta em Macau, estamos a começar a perder terreno”, lembrou. Neste momento, o que preocupa mais a Alberto Lisboa é a falta de ritmo que a equipa tem. “Quem tem que competir com todos estes factores e que depois compete com equipas que de ano para ano vão evoluindo bastante, exactamente por terem torneios e contacto com outras equipas de níveis diferentes, tornando-se cada vez mais difíceis de defrontar tanto a nível físico como a nível técnico”, disse, resignado, o seleccionador da RAEM. Para o treinador, o desporto no território está a chegar a um ponto de não retorno. “É necessária uma reciclagem do desporto em Macau. Os governantes têm de ter a noção de que não basta apenas dinheiro
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Reciclagem desportiva, já!
Convocados para o Mundial • Guarda-Redes: Leong Chak In e Paulo Gibelino • Jogadores: Hélder Ricardo, Nuno Antunes, Alfredo Almeida, Ricardo Atraca, Dionísio Luz, João Ramos e Alberto Lisboa • Seleccionador: Alberto Lisboa
Femininos são uma incógnita Este ano o hóquei feminino abdicou de estar presente no Mundial da modalidade em Alcobendas, Espanha. Para Alberto Lisboa, “não há jogadoras suficientes porque desistem facilmente”. Por outro lado, a calendarização da competição não permitiu a muitas das atletas darem o seu contributo por estarem dedicadas aos estudos. “As universidades e escolas já abriram portas. As atletas não podem e nem querem ausentar-se por muito dias, porque o hóquei é apenas amador. Elas não vêem um horizonte muito alargado na modalidade”, afirmou. O treinador português receia que o futuro da equipa feminina não seja sorridente. “As coisas não estão paradas, mas quase. As atletas continuam a treinar mas faltam muito. Umas estudam, outras trabalham, outras arranjam namorado e nunca mais voltam. Há ainda o mesmo problema que nos masculinos – a falta de competição com outras equipas.”
para a evolução das modalidades. Têm de ser criadas condições para captar novos valores, senão as modalidades em geral, e o hóquei em particular, acabarão rapidamente. Não há, por exemplo, estatuto de trabalhador-atleta e isso é algo que poderia proteger os praticantes”, analisa Lisboa. A equipa macaense parte no dia 20 de Outubro. No seu caminho podem estar países como a Áustria, os Estados Unidos, a Nova Zelândia, a África do Sul, a Índia, o Egipto, a Holanda, o Uruguai, Israel e o Japão. O calendário de jogos, no entanto, não está definido devido a dúvida da participação de algumas selecções.
‘Fury II: Armageddon’ cancelado devido a acusações de peculato
Já ninguém briga na gaiola Um torneio de artes marciais em gaiola programado para acontecer no City of Dreams durante o fim-de-semana foi cancelado devido a acusações de peculato. Segundo o site Mixed Martial Arts Rising (MMARising), o promotor do evento, Damien Roche, é procurado pela polícia de Hong Kong, sob a acusação de ter roubado quase 13 milhões de dólares de Hong Kong. O City of Dreams anunciou o cancelamento do evento por “circunstâncias alheias”, mas não
quis esclarecer os verdadeiros motivos. A explicação chegou através do website especializado na modalidade: o casino descobriu que o promotor terá desviado 600 mil dólares para pagar alojamentos aos atletas no hotel Hyatt. Recentemente, Damien Roche já tinha sido acusado de levar à falência o Kontact MMA Training Centre de Hong Kong. Os contabilistas da empresa concluíram que Roche, que ocupava o cargo de director, roubou mais de 12 milhões
de dólares de Hong Kong aos cofres do ginásio. Assim que teve conhecimento do cancelamento do evento, Roche suspendeu todos os quartos de hotel dos 20 combatentes e ainda os voos de regresso. Os lutadores só descobriram que já não iam participar no ‘Fury’ quando chegaram a Macau. Alguns atletas conseguiram já voltar a casa, mas outros, como os brasileiros Carina Damm e Rodrigo Caporal e o norte-americano Mike Dizak, continuam sem tecto e apeados em Macau.
Sebastian Vettel vence em corrida atribulada O alemão Sebastian Vettel foi o mais rápido a cumprir o circuito de Suzuka, no Japão, logo seguido pelo companheiro de equipa, Mark Webber. O australiano reforçou assim a liderança do campeonato do mundo de pilotos, numa corrida que ficou marcada por várias incidentes, que obrigaram à desistência de seis pilotos. O acidente entre Felipe Massa (Ferrari) e Vitantonio Liuzzi (Force India) foi o mais grave e obrigou mesmo a parar a corrida, para limpeza da pista. O terceiro lugar do pódio ficou para Fernando Alonso (Ferrari). O Grande Prémio do Japão, assolado pelo mau tempo, permitiu ainda a Button, Hamilton, Schumacher, Kobayashi, Heidfeld, Barrichello e Buemi pontuarem.
Sporting derrotou Kan Fong por 2-1 mas falhou qualificação
Quando a vitória não basta Marco Carvalho
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Um escasso e valioso golo impediu que o sete da formação do Sporting Clube de Macau avançasse para a segunda fase da edição de 2010 do Campeonato da 2ª Divisão da Bolinha. O conjunto leonino, agora orientado por Agostinho Caetano, derrotou a formação do Kan Fong por duas bolas a uma, numa partida que se afigurava de tudo ou nada para a formação verde e branca, mas o resultado afigurouse insuficiente para que o Sporting de Macau seguisse em frente na competição. Depois de ter perdido um encontro e de ter vencido outro nas lides da série AZ do segundo escalão da Bolinha, o sete leonino partia para o derradeiro encontro da fase de grupos da competição consciente de que apenas a vitória interessava para que o Sporting alcançasse aquilo que Benfica e Casa de Portugal já haviam alcançado, a passagem à segunda fase do certame. O sete leonino até entrou bem no encontro, dominando por completo nos minutos iniciais, mas havia de ser o Kan Fong o primeiro a marcar, na sequência de
um contra-ataque rápido conduzido aos doze minutos. Os leões responderam à medida e chegaram ao empate menos de dois minutos depois de terem sofrido golo, num livre-directo cobrado de forma irrepreensível por Pedro Maia. Em posição frontal, o atleta, que vestia a braçadeira de capitão na era em que a dupla Paulo Conde/Mandinho orientava a equipa, rematou rasteiro e forte, fazendo a bola passar por debaixo do corpo do guarda-redes do Kan Fong. O segundo golo chegou apenas na segunda metade, num lance em que Pedro Maia volta a estar em protagonismo. Aos 32 minutos, o autor do primeiro golo leonino é ceifado por um adversário no coração da área do Kan Fong e o juiz da partida não teve dúvidas, assinalando grande penalidade. Chamado a converter a partir da marca de sete metros, o capitão Luís Monteiro não teve dificuldades em marcar, colocando o Sporting na frente do marcador. Perdulário, o conjunto verde e branco acabou por desperdiçar várias oportunidades. Em noite não, o angolano Ahód de Carvalho acabou por falhar oportunidades
flagrantes por duas ocasiões, acabando desse modo por impedir que o conjunto leonino progredisse na competição. Os golos de Pedro Maia e Luis Monteiro acabaram por se revelar insuficientes para colocar o Sporting na segunda fase da prova. O Sporting somou três pontos, mas mas não conseguiu carimbar a passagem à fase eliminatória da segunda divisão da Bolinha dada a desvantagem que apresentava face aos seus mais directos rivais no que toca à diferença entre golos marcados e golos sofridos.Qualificaram-se para a segunda fase da competição o Kan Fong e Ngan Ieng.
Paulo Bento estreia-se com exibição de encher o olho
Portugal novamente na corrida A Selecção Nacional alcançou o primeiro triunfo na campanha de apuramento para o Campeonato da Europa, ao vencer a Dinamarca por 3-1. Uma grande vitória na estreia de Paulo Bento, numa noite marcada pela grande exibição de Nani. O extremo realizou uma exibição inspiradora e, em dois minutos, tranquilizou os milhares de adeptos portugueses que se deslocaram ao Estádio do Dragão. No segundo tempo, a equipa das quinas desacelerou, deu mais posse de bola aos dinamarqueses, no entanto, saiu para o contra-ataque de forma perigosa. Contra a corrente do jogo, a Dinamarca reduziu a desvantagem aproveitando um erro de marcação da equipa portuguesa e a infelicida-
de de Ricardo Carvalho que introduziu a bola na própria baliza. O génio de Nani voltou a vir ao de cima, entregando de bandeja a possibilidade de Cristiano Ronaldo fazer o terceiro golo. Este não desperdiçou e fez o resultado final. Em dia de estreia ao comando da Selecção Nacional, Paulo Bento entregou aos jogadores o mérito da vitória de Portugal diante da Dinamarca. “Os segredos não são desvendados em três dias e quatro treinos. Em primeiro lugar há que dar mérito a quem o tem verdadeiramente. Os jogadores, pela qualidade que demonstraram e pela simplicidade de processos no decorrer dos 90 minutos, merecem este triunfo”, afirmou o treinador português. Paulo Bento aproveitou também para elogiar o público. “Uma pala-
vra de apreço para o público. Foram muito importantes. Esperamos que depois de jogo da Islândia, sim porque esta vitória só faz sentido se ganharmos na Islândia, haja o mesmo apoio mas com mais adeptos”, justificou. Quanto ao apuramento para o Europeu, não o promete, mas garante que o caminho está aberto e se respira agora mais tranquilamente. “Disse no dia da minha apresentação que o objectivo era estar no Euro 2012. Conseguimos o primeiro objectivo que era ganhar este jogo. Terá significado maior ganhando na Islândia. Não se garante o apuramento no final de quatro jogos. Mas entrámos na luta”, garantiu. Portugal ganhou, convenceu e volta a estar na rota do apuramento para o campeonato da Europa.
Apesar de não ter conseguido cumprir com os objectivos a que se propunha, o novo técnico do Sporting Clube de Macau mostrou-se satisfeito com rendimento da equipa naquela que foi a época de estreia dos leões nas lides do futebol de sete do território: “Esta equipa do Sporting, por coincidência, ficou com um lote de jogadores que devido aos seus empregos têm muita dificuldade pub
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11 em treinar, mas eles hoje foram generosos, tiveram cabeça fria, procuraram pôr em campo a estratégia que se tinha combinado e fizeram, na minha opinião, para aquilo que é possível ao Sporting nesta altura, um óptimo jogo”, referiu Agostinho Oliveira ao Canal Macau. Melhor sorte teve a formação do “Papa Tudo”, um conjunto formado por atletas portugueses que é este ano uma espécie de equipa-satélite dos leões do território. A formação empatou a uma bola com o Fan Wui, no derradeiro encontro da série B da competição e carimbou a passagem à segunda fase da prova, uma fase para a qual se apuraram também a Casa de Portugal e o sete da Casa do Sport Lisboa e Benfica em Macau. Ao Organismo Autónomo de Futebol da Casa de Portugal em Macau coube, de resto, a honra de inaugurar a fase a eliminar do Campeonato da 2ª Divisão da Bolinha, numa partida de má memória frente ao Sai Kei. Depois de há pouco mais de uma semana ter levado a melhor sobre o Veng Kei por cinco bolas a duas com uma exibição irrepreensível, a formação orientada por Pelé despediu-se da edição de 2010 da Bolinha com uma dura derrota por dois golos sem resposta.
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[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1 – Dono da casa em relação aos criados; faúlha. 2 – Grande desejo; alimento abundante e delicioso. 3 – Fabricar por meio de urdidura; a mim; filho de burro e égua ou de cavalo e burra. 4 – Aperta com nó; discurso em público; nome de duas espécies de cotovias. 5 – Prep. que designa diferentes relações, como posse, matéria, lugar, providência, etc.; acolá; estrada que estabelece a ligação de um lugar para outro. 6 – Voz de algumas aves, especialmente a do mocho; voz do gato. 7 – Irmão dos pais ou dos avós; prep. designativa da relação de meio, qualidade, etc.; pedra de amolar. 8 – Criada de quarto; um milhar; termo. 9 – Contr. da prep. em com o art. def. a; sétima nota da escala musical; fruto da amoreira e de algumas espécies de silvas. 10 – Sentença; enfurecer. 11 – Corajoso; caixilho de madeira para os vãos das janelas, etc. VERTICAIS: 1 – Pintura cuja tinta é temperada com água; parte do corpo humano onde o membro inferior se liga ao tronco. 2 – Deus da guerra (na mitologia romana); irmã dos pais ou dos avós. 3 – Depressão e elevação da superfície das águas; vaso de pedra para líquidos; medida itinerária chinesa. 4 – Grito aflitivo; pessoa encarregada da educação de crianças nobres ou ricas; prep. designativa de falta, exclusão, ausência, condição, excepção. 5 – Qualquer objecto com forma cilíndrica; coisa delicada que se oferece. 6 – Amerício (s.q.); sorri; nome da letra grega que corresponde ao P latino; aquelas. 7 – Espécie de veado, de cauda comprida e galhos achatados na parte superior; tudo o que promove um movimento. 8 – Forma um só; caminhar ou dirigir-se para o lugar onde estamos; terceira nota da escala musical. 9 – Naquele lugar; apetite sexual dos animais em determinados períodos; na parte exterior. 10 – Geme (gír.); encarar. 11 – Matilha de cães a correr; m.q. cômoro.
Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-AMO. FAGUILHA. 2-GANA. MANA. 3-URDIR. ME. ME. 4-ATA. ORO. CIA. 5-DE. ALI. VIA. 6-PIO. MIO. 7-TIO. POR. MO. 8-AIA. MIL. FIM. 9-NA. SI. AMORA. 10-LEMA. IRAR. 11-ANIMOSO. ARO. VERTICAIS: 1-AGUADA. ANCA. 2-MARTE. TIA. 3-ONDA. PIA. LI. 4-AI. AIO. SEM. 5-ROLO. MIMO. 6-AM. RI. PI. AS. 7-GAMO. MOLA. 8-UNE. VIR. MI. 9-LA. CIO. FORA. 10-MIA. MIRAR. 11-COMARO.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
«Postcards From A Young Man»
Os Manic Street Preachers estão de regresso à boa forma numa fase de equilíbrio entre a maturidade de 20 anos a gravar e a ingenuidade persistente na criação. «Postcards From A Young Man» tem o equilíbrio necessário entre adrenalina e sentimento. E tem um punhado muito alargado de canções para recordar. Razões mais que suficientes para que estes Manic Street Preachers ingenuamente maduros continuem a ter razões para continuar a sua conquista.
[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 13:20 17:30 19:00 19:30 20:25 20:30 21:00 22:00 22:55 23:00 23:30 00:00 00:30
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I Love You, Man Addicted To Love Singles Trial And Error Swept Away How To Make It In America United States Of Tara No.1 Ladies’ Detective Agency I Love You, Man
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Informação Macau Cable TV
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[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro
13 Raio [X] Blandícies da terra * Henrique de Senna Fernandes
O panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca) está em vias de extinção
Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo
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• Bar Oporto Tv Praia 17 2859 4643 • Maria’s Comida Portuguesa Patane 8A 2823 3221
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[ ] Cinema
Sala 1 Resident evil afterlife [C] Um filme de: Paul W. S. Anderson Com: Milla Jovovich, Ali Larter, Wentworth Miller 14.30, 16.15, 19.30, 21.30
SALA 2 detective dee [C] (Japonês com legendas em inglês) Um filme de: Hark Tsui Com: Andy Lau, Carina Lau 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
SALA1 devil [C] Um filme de: John Erick Dowdle Com: Chris Mesina, Geoffrey Arend 18.00
Sala 3 Brooklyn’s finest [C] Um filme de: Antoine Fuqua Com: Richard Gere, Don Cheadle, Ethan Hawke 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Manuel devassara mundos, estivera nos cruzeiros de África, familiarizara-se com os trópicos e calmarias, sequioso de aventura e da paixão do mar. Abordara a Macau, transferido para a marinha privativa da província e, durante anos se deixara seduzir pelos exotismos e sortilégios do burgo macaense. Já dava por finda a comissão, quando a guerra estalou com todo o seu cortejo de horrores. O mar era então a sua ideia obsidiante. A África, a Índia, o Extremo Oriente, tudo palmilhara, mas nenhuma terra o atraíra, a ponto de nela assentar arraiais para sempre. Nem o berço natal, a aldeia ribeirinha, debruçada sobre o estupendo Atlântico, conseguira prendê-lo. Mas agora queria vê-la antes de se embrenhar outra vez nos riscos e nas fainas do mar. E à irmã também que desaparecera do lar e só depois de tantos anos lhe solicitara uma reconciliação. Enegreceram-lhe o espírito dolorosas crises de nostalgia, amargando-lhe a situação de encarcerado, quando toda a sua alma pedia o oceano. Os amigos estranhavam que não soubesse jugular as melancolias nem pudesse adaptarse à crua realidade da guerra. Nada lhe sabia bem naquelas horas conturbadas - os colegas, a rotina do serviço, a cidade com os seus prazeres. Isolava-se, ensimesmado, preferindo a solidão dos pontos recatados. Gostava, sobretudo, de admirar os crepúsculos da Penha, de admirar o sol a esconder-se por trás da Lapa imponente. Assistia, empolgado, ao regresso lento e cansado dos juncos, atulhados de peixe saltitante. Enternecia-o o ramalhar dos pinheiros da Guia que lhe blandiciavam recordações. O Mirante de D. Maria, onde os seus olhos furavam o mar até o horizonte e acarinhavam as Nove Ilhas, sentinelas verdes que guardavam os caminhos marítimos. O Jardim de Camões, as suas frondes sussurrantes. Passava tardes inteiras na curva do Bom Parto, junto à barraca do pescador, a presenciar a recolha das redes, onde prateavam muges e tainhas. Ou nas verduras do Campal em brincadeira com a petizada do Tap-Seac, sob o olhar vigilante das criadas. Estrada de Cacilhas, Montanha Russa, Ilha Verde. Recantos da Cidade do Santo Nome de Deus, a cujo silêncio e beleza ia rogar sossego para os seus pesares. * excerto de A Chan, A Tancareira
[Henrique escreveu Macau como ninguém]
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14
opinião
e dCarlos i t oMorais ri aJosél
ca r ta a o di r ector Macau insuficiente
Corvos e liberdade Há semanas, como a que passou, em que mais valia não sair de casa. Tivemos de dizer adeus a Henrique de Senna Fernandes e este jornal bateu o recorde mundial de gralhas na primeira página, ainda por cima na manchete. Estou aqui hoje a pedir desculpa aos nossos leitores que não merecem o nosso descuido. As gralhas são uma “inevitabilidade” e existem em todos os jornais, mas “corvos” do calibre apresentado bicam demasiado no nosso amor-próprio, na língua portuguesa e no respeito que os leitores merecem. Por isso, aqui estou a apresentar, em meu nome e de toda a equipa do Hoje Macau, as minhas humildes desculpas. * O Ocidente resolveu pressionar a China, em nome dos direitos humanos, ao atribuir o Prémio Nobel da Paz a Liu Xiaobao. Já no passado o mesmo acontecera com o Dalai Lama. Trata-se de situações diferentes, já que Liu se encontra preso num calabouço chinês e o homem do Tibete passeia pelo mundo. O que há em comum entre estes dois homens? Ambos têm relações privilegiadas com os Estados Unidos da América. Coincidência? Talvez sim ou talvez não. A China reagiu mal, isto na semana seguinte ao seu primeiro-ministro ter andado a apregoar abertura e mais democracia em fóruns internacionais e entrevistas a órgão de comunicação social estrangeiros. Não sei se Wen Jiabao é tão bom actor como dizem mas estou curioso para ver quais serão os passos seguintes da abertura chinesa.å E depois perguntamo-nos: será que liberdade de expressão é sinónimo de democracia? Sinceramente, não nos parece. Nos EUA, por exemplo, existe a primeira mas o acesso ao poder está bastante condicionado pelos interesses económicos e outros. Seja como for, para mim a liberdade é um direito fundamental dos seres humanos e falta-me o ar quando penso que poderia viver num país onde essa liberdade é severamente limitada. O caso chinês é complexo. O país é gigante, superpopulado, de grande complexidade e com uma história recente (últimos 200 anos) muito atribulada e manipulada por estrangeiros. Contudo, depois de ter iniciado as reformas económicas e, sobretudo, tecnológicas, é muito difícil reprimir a liberdade de expressão. Perguntamonos também se a repressão das ideias terá alguma real utilidade, atendendo ao facto de que hoje é praticamente impossível restringir o acesso à informação por causa das novas tecnologias. O que acontece nas sociedades ocidentais é precisamente o contrário: o excesso de informação é tanto que ninguém liga nenhuma a nada. Enfim, se o crime de Liu é ter apresentado algumas ideias e um abaixo-assinado na internet, entendemos que devia ser libertado.
(parte 1)
Passagens recentes por várias cidades no Japão, Formosa, Tailândia e Vietname (vou esquecer a Alemanha) obrigaram-me a reflectir sobre algo que um gosto talvez cego por Macau me impedira de fazer. Se os sinais estavam lá faltava algo que me forçasse a sistematizar insuficiências de que me apercebera mas teimava em não admitir. Numa altura em que se fala tanto, na apreciação urbana, de qualidade de vida e de índices de felicidade, convirá prestar uma atenção, que não pretende de modo algum mostrar-se exaustiva, a algumas das falhas que não permitem que uma cidade como Macau - onde o tratamento que a administração dispensa à cultura, ao ambiente e ao planeamento urbano, para citar apenas 3 áreas essenciais para que se fale em qualidade de vida, é de nível infantil – possa sequer pensar em garantir um lugar ao sol. O que eu sei é que sondagens e estudos que se têm feito ultimamente sobre qualidade de vida e índices de felicidade concordam num ponto. O de que essa qualidade mais facilmente se manifesta não em cidades muito grandes ou países muito populosos mas em cidades pequenas ou de tamanho médio e em países em que uma população pouco elevada em número não permite grandes assimetrias no acesso à qualidade. Por isso é que na revista Newsweek, na lista dos “100 Melhores Países do Mundo” (não estou a brincar, esta lista existe) liderada pela Finlândia, só aparece, entre os 10 primeiros, um país com um número elevado de habitantes, o Japão. Por isso é que num número de Verão da revista Monocle em que se faz um levantamento das cidades onde se vive melhor aparecem muitas cidades de dimensão média como
c arto o n por Steff
Copenhaga, Zurique, Helsínquia, Genebra ou Oslo, para citar apenas algumas cidades que têm populações relativamente parecidas em número com a população de Macau. Paris e Tóquio são as únicas duas cidades grandes, em 25 escolhidas, que entram nesta lista encabeçada este ano por Munique e que termina com a escolha de Lisboa, uma cidade aparentemente tolerante, cheia de sol e com pouco crime. Macau tem localização, tem dinheiro e tem um número de habitantes propício a um modo de vida mais rico a todos os níveis. Outras circunstâncias jogam igualmente a seu favor, como uma taxa de criminalidade baixa ou a relativa facilidade de deslocação. Mencione-se, a título de curiosidade, que esta mesma revista dedica no seu número de Setembro um artigo a Macau onde a ideia geral que se dá do território é precisamente a de uma cidade com potencial para ser mais do que um lugar com hotéis e casinos de gosto duvidoso. Algo de tenebroso se está a passar. Pode acontecer a Macau o que aconteceu a um país como Portugal que, na sua história recente se podia ter transformado numa espécie de uma Dinamarca do sul - com mais sol - mas não conseguiu aproveitar esta oportunidade. e se transformou num país de extremos, moderno para alguns mas pobre para muitos. Macau não tem nenhuma livraria
Macau não tem nenhuma livraria com a dimensão que uma cidade com mais de meio milhão de habitantes e com o nível de desenvolvimento que exibe precisa. Em Taipé eu vi uma livraria completamente cheia de leitores e consumidores às 11 horas da noite
de um domingo de chuva intensa. Vi pessoas de todas as idades a ler e a comprar revistas de informática e livros de história e filosofia. Vi livros e revistas em várias línguas. Vi que levaria algum tempo a pagar os livros que queria comprar pelo número de pessoas que estavam à minha frente. Vi pessoas de várias idades e aspectos a entrar na livraria quando eu, perto da meia noite, a abandonei carregado de uma imensa tristeza porque na minha cidade não existe uma única livraria com a dimensão que ela precisa. Em Fukuoka também vi boas livrarias e Fukuoka, que figura em 14° lugar na lista da revista Monocle, é uma cidade pequena. Esta cidade é, aliás, um bom exemplo a outro nível. Cidade pequena e algo incaracterística no passado, conseguiu ganhar alguma notoriedade porque investiu no concurso de arquitectos de renome. Há obras de arquitectura que por si só têm o poder de mudar o rosto de uma cidade. Fukuoka é hoje uma das cidades japonesas mais interessantes e vibrantes, talvez a terceira depois de Tóquio e Osaka. Macau é uma cidade que precisa de mudar. Mas voltemos às livrarias. Não seria preciso ir a Taipé ou a Fukuoka. Em Zuhai também conheço uma livraria muito grande onde se vêem muitas pessoas a ler, o que me surpreende pouco num país onde o respeito pela escrita (e a sua necessidade) é grande. O que me surpreende é em Macau não haver nenhuma livraria. O que me surpreende é o traço mental que faz com que em todas as imensas galerias de lojas que existem em todos os novos grandes empreendimentos de Macau ninguém se tenha lembrado de abrir uma livraria. (continua) Leitor identificado
prémio nobel da paz
A vida é muito
séria para ser levada a brincar.
Padre Manuel teixeira [1912-2003]
Dito da Semana
“Ele (Fernando Chui Sai On) nunca será um Obama. Falta-lhe uma pitada de carisma, mais à vontade. Jamais pegaria com ternura numa criança ao colo ou abraçaria um idoso”. LARRY SO EM DECLARAÇÕES AO HOJE MACAU
Traduzir, editar e divulgar
A melhor maneira de perpetuar a sua memória é traduzir, editar e divulgar os seus livros. E fomentar a sua forma de estar na vida. falava na necessidade de um líder para a comunidade portuguesa de Macau, ideia que, de todo, não lhe agradava – ficará muito satisfeito em ver que os elogios e as mensagens desta semana não se perdem nos minutos seguintes ao momento de
se recordar a sua vida e obra. A melhor maneira de perpetuar a sua memória é traduzir, editar e divulgar os seus livros. E fomentar a sua forma de estar na vida. Os que cá ficam têm a obrigação de honrar o seu legado.
Acontecimento da Semana
Auscultação tardia • O Chefe do Executivo continua a sua viagem pela RAEM. Deixou o conforto do gabinete no Palácio do Governo e foi ao encontro do povo. Esta semana andou pela zona norte e ouviu mais algumas associações locais. Uma atitude meritória, que ajuda a consubstanciar a política de uma Administração mais transparente, que pretende estar mais próxima dos que normalmente não são ouvidos pelo poder.
Nada tenho contra este esforço, mas pareceme que veio um pouco tarde. A menos de um mês da apresentação das Linhas de Acção Governativa não há já tempo para inserir no documento muito do que lhe têm dito as pessoas com quem tem conversado. Se a cidade para os idosos - para falar na ideia positiva do meu amigo Francisco Manhão - merecesse acolhimento, não seria para 2011, pois não
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15 ol h a del a
Fernando Chui Sai On e Obama
• Em quase 21 anos de permanência em Macau, vi partir Carlos Assumpção, Morais Alves, Estima de Oliveira, Silveira Machado, Henrique de Senna Fernandes, entre outros. Homens que, ao seu jeito e maneira, ajudaram a moldar a sociedade, a transformar a Cidade do Nome de Deus num local único, que todos amamos e que, para muitos, passou a ser a principal casa, embora aqui não tenham nascido. Henrique de Senna Fernandes simbolizava o que a definição de macaense tem mais de nobre, como realçou no sábado Jorge Neto Valente. Do que foi e representa o homem, o advogado, o escritor, o docente, o pai e o amigo já muitos falaram e escreveram. O seu amigo Wu Zhiliang, agora presidente da Fundação Macau, já disse que está disposto a apoiar a tradução dos seus livros para chinês. Uma obrigação - digo eu - não só da Fundação Macau, como de outras instituições locais, como o Instituto Cultural. É também necessário reeditar as suas obras, divulgá-las junto dos mais jovens e nos países de língua portuguesa. E estimular os estudantes, nomeadamente os que frequentam a Escola Portuguesa, a conhecer Nam Vam – Contos de Macau, Mong-Há – Contos de Macau, Amor e Dedinhos de Pé e a Trança Feiticeira. O entrevistado que protestava quando o interrompia - “não seja Judite ou Maria Elisa”, como me chamou na conversa, gravada em 2001, que o Canal Macau transmitiu esta semana, ou se irritava quando escrevia ou
segunda-feira 11.10.2010
há espaço para estudar e contemplar esse projecto. O mesmo sucede com muitas outras sugestões. Em 2011 será melhor ouvir mais cedo a população, de modo a ter tempo para estudar e, provavelmente, introduzir nas Linhas de Acção Governativa as ideias e aspirações do povo. Caso contrário, este périplo por Macau não será mais que uma boa operação de marketing.
Gilberto Lopes
A Figura da Semana
O Nobel da Paz • Sem surpresas, o Prémio Nobel da Paz foi entregue a Liu Xiaobo, o que deixou as autoridades chinesas à beira de um ataque de nervos. Já é tempo de Pequim mudar de atitude. O argumento de que os outros países e instituições internacionais não devem interferir nos assuntos internos da China está gasto. A sua prisão não tem qualquer justificação e a libertação deve, de resto, inserir-se no que defendeu recentemente o primeiro-ministro chinês. Wen Jiabao disse, em entrevista à CNN, que “a liberdade de expressão é essencial em todos os países, é uma via de desenvolvimento como outras”. Partindo desse pressuposto, então não se deve condenar e prender os que têm ousado criticar o Governo central e o Partido Comunista chinês. A abertura política de que Wen Jiabao tem falado nos últimos tempos não significa que vamos ter democracia à ocidental, mas pode passar por passos como a libertação do Prémio Nobel da Paz. Cenário difícil, como reconhecem quase todos os analistas, mas que ajudaria a China a afirmar-se ainda mais no panorama internacional. Liu Xiaobo deve ir a Oslo receber o galardão. Não acredito muito, mas seria uma óptima jogada política e diplomática de Pequim.
MAIS e menos + Numa altura em que tanto se fala de indústrias culturais, o Salão de Outono que está a decorrer na Casa Garden evidencia que, a este nível, algo está a mudar em Macau. Juntar na mesma exposição nomes consagrados e novos valores merece o nosso aplauso. E a Casa Garden está mais dinâmica. Ana Paula Cleto lá vai conseguindo dar algum protagonismo à Fundação Oriente. - A troca de bandeiras no Consulado no dia 5 de Outubro foi uma brincadeira de mau gosto. Se há por cá quem tenha saudades da monarquia deve assumi-lo, sem se refugiar em actos cobardes, como bem notou Manuel Cansado de Carvalho. Se tinha outros objectivos também. A crítica ou a defesa de outras opiniões e pontos de vista deve ter rosto(s).
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a fechar segunda-feira 11.10.2010
Medina Carreira Sócrates foi “uma desgraça”
“Este primeiro-ministro foi realmente uma desgraça para este país”, afirmou Medina Carreira, em entrevista, este domingo, à TSF, acrescentando que José Sócrates “não tem estratégia nenhuma, senão andar a fazer espectáculo”. “Nem tocou nos aspectos financeiros, nem tocou nos aspectos económicos”, acusou o fiscalista, adiantando que o chefe do Governo vai “conciliando as circunstâncias, para ver se vai durando”. O Presidente da República, Cavaco Silva, na sua opinião, “devia ter enviado uma mensagem à Assembleia da República e responsabilizar mais os políticos e mais cedo, ou seja, antes da crise internacional”, defendeu.
Chávez visita Portugal e “amigo”
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visitará Portugal nas próximas semanas, para aprofundar as relações económicas bilaterais, em resposta a um convite feito na quinta-feira pelo primeiro-ministro, José Sócrates. “Falei com o primeiro-ministro de Portugal, que convidou-me e vou passar por Portugal. É um dos nossos maiores amigos na Europa”, disse.
Dilma tem sete pontos de vantagem
A candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à presidência do Brasil, Dilma Rousseff, ganharia a segunda volta das presidenciais brasileiras ao adversário José Serra com uma vantagem de sete pontos se as eleições fossem realizadas ontem. Uma sondagem feita pelo instituto Datafolha para o jornal Folha de S. Paulo e a cadeia de televisão Globo, dá à candidata do PT 48% das intenções de votos. José Serra, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ficaria com 41% dos votos.
Liverpool caminha sozinho
O lema “Nunca caminhamos sozinhos” pode não salvar o Liverpool do abismo. O clube inglês tem de pagar 320 milhões de euros ao Banco Real da Escócia até ao próximo dia 15, correndo o risco de ficar sujeito a administração judicial caso não consiga saldar a dívida. A solução para o problema, segundo notícia divulgada pela BBC, pode passar por vender urgentemente o histórico clube inglês e neste momento está em análise uma proposta de 345 milhões de euros da empresa norte-americana New England Sports Ventures, proprietária da equipa de basebol Boston Red Sox. Internamente, porém, o Liverpool está dividido. O presidente Martin Broughton e a maioria dos elementos da Administração são favoráveis à venda, contudo os donos do Liverpool, os multimilionários norte-americanos Tom Hicks e George Gillet, não querem vender, pois entendem que a proposta de 345 milhões de euros é insuficiente e que o clube vale o dobro.
Solomon Burke morreu
Solomon Burke morreu, aos 70 anos, no aeroporto de Schipol, em Amesterdão, na Holanda, para onde viajava, para dar um concerto na amanhã, num conhecido clube da capital holandesa. As autoridades holandesas já confirmaram a morte do cantor e compositor soul, mas as causas ainda não são conhecidas, remetendo novos esclarecimentos para mais tarde. O artista norte-americano é o autor de vários êxitos musicais, entre eles o conhecido “Everybody Needs Somebody to Love”, tendo editado, ao longo da sua carreira, cerca de 45 discos e colaborado com outros artistas, como Otis Redding, Rolling Stones, Tom Waits, Bob Dylan, Elvis Costello, Eric Clapton, Bem Harper ou Dolly Parton. Vencedor de um Grammy, o seu nome integra o Rock and Roll Hall of Fame e é apontado como introdutor do ritmo gospel nas musicas de soul e rock´n roll.
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IACM esclarece sobre a recolha selectiva de lixo
Será que o velho vira novo? António Falcão
hojemacau@yahoo.com
A discussão sobre a reciclagem do lixo municipal está na ordem do dia. Destacada pelo Hoje Macau na sua última edição, a conjectura de que os resíduos separados pela população acabam por ter o mesmo fim do lixo recolhido pelos serviços municipais – a incineração - mereceu um comunicado de imprensa por parte do Instituto dos Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). Lê-se no documento que “em nenhuma fase da recolha selectiva, o lixo é queimado.” A afirmação contradiz o relatado pelo académico Chan Shek Kiu, membro do Conselho Consultivo do Ambiente, e por um dirigente associativo, durante uma mesa redonda sobre sustentabilidade, na Universidade São José. Ambos insistiram na ideia - já há muito nas suspeitas da população - de que a separação do lixo não termina num processo de reciclagem, mas sim nos fornos da incineradora, perto do Aeroporto de Macau. No comunicado, o IACM aponta o incentivo feito aos residentes de Macau com o aumento efectivo dos postos de recolha selectiva de lixo, espalhados por vários locais da cidade, que atingem actualmente as 221 unidades. Descrevem-se também todos os andamentos envolvidos neste processo: a recolha dos resíduos realiza-se
três vezes por semana pela empresa CSR e é “transportado para uma empresa localizada na Ilha Verde, onde a separação em plástico, papel e metal é novamente verificada”. Aí é compactado em blocos de um metro cúbico que seguem directamente para a China interior, onde os resíduos são alvo de tratamento, dada a impossibilidade de esse processo ser efectuado no território.
No entanto, em Abril, o presidente do IACM, Tam Vai Man, num colóquio sobre assuntos comunitários na vila da Taipa, assegurava que os resíduos recicláveis eram separados numa fábrica situada ao lado da central de incineração. Por isso, dizia Tam, “é tão fácil que o público tenha uma imagem errada” formulando as suas dúvidas. Nessa ocasião, o dirigente informou
ainda que a quantidade de lixo reciclável produzido diariamente em Macau era insuficiente para que se pensasse em construir uma central de reciclagem. Ora, na nota à imprensa do IACM, elucida-se que “a recolha selectiva de lixo tem vindo a aumentar, atingindo já cerca de 20% do total do lixo produzido em Macau”. Nos dados estatísticos sobre o ambiente referentes ao ano de 2009, a Direcção dos Serviços de Estatísticas (DSE) informa que os “Resíduos sólidos transportados para a Central de incineração” foram de 324.808 toneladas. O que significaria que o lixo reciclado seria de cerca de 65 mil toneladas. No mesmo documento da DSE, pode averiguar-se que os “Resíduos reciclados” foram de 236.598 quilos para o papel, 37.168 quilos para o plástico, e 24.575 quilos para o metal, perfazendo na totalidade 298.341 quilos de matéria reciclada - o que corresponde a pouco mais de 0,9% do lixo transportado para a incineradora. Só o lixo doméstico superou as 159 mil toneladas. Se os resíduos são verdadeiramente reciclados, nenhuma das imagens enviadas pelo IACM é elucidativa, já que nenhuma mostra o lixo efectivamente separado. No filme deste processo ainda muito falta esclarecer. Uma coisa sabemos, alguém não sabe fazer bem as contas.
Terapeuta nega ter sido contratada por Manuel Silvério
Sentença massajada dia 25 O Tribunal Judicial de Base (TJB) precisou de três sessões para ouvir todas as testemunhas no âmbito do julgamento do antigo presidente do Instituto do Desporto Manuel Silvério, por alegado abuso de poder. O Ministério Público (MP) acusa, de acordo com os resultados da investigação do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), o ex-director - que se declarou novamente inocente - de ter sido responsável pela contratação de uma massagista que conhecera numa sauna e que não tinha qualificações necessárias para exercer funções na área de traumatologia desportiva. Ao ser ouvida em tribunal, a técnica
envolvida no escândalo negou ter sido contratada directamente pelo arguido e esclareceu que decidiu abandonar o seu trabalho no Centro de Medicina Desportiva porque “era muito cansativo” e a remuneração era inferior à que ganhava quando trabalhava na sauna Tai Pan. “Sabia que era um alto funcionário mas não ao certo que cargo desempenhava. Se tenho esta técnica de curar clientes decidi experimentar ir lá com o sentido de ajudar as pessoas”, afirmou ao colectivo de juízes. Após as alegações finais, o TJB deu por concluído o julgamento e marcou a leitura da sentença para o próximo dia 25.
Reformas de Macau escapam aos cortes
Os reformados de Macau que recebem as suas pensões através da Caixa Geral de Aposentações (CGA) não terão cortes nas reformas, escapando assim às medidas de austeridade decretados pelo governo de Lisboa, disse ao Hoje Macau o dirigente da APOMAC, Francisco Manhão. A garantia foi transmitida por um responsável da CGA, em resposta à questão colocada pela APOMAC, adiantou Francisco Manhão.