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Hoje Macau 11 JAN 2019 #4208

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

LUSA

ANGOLA

AS FARPAS DE ‘TCHIZÉ’ GRANDE PLANO

SHENZHEN

Cooperação em alta OPINIÃO

IAM

PAUL CHAN WAI CHI

CONDE DE SÃO JANUÁRIO

Reforços já trabalham

CINESTESIAS I

ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO

APRENDIZAGEM VALÉRIO ROMÃO

JOGO DE SOMBRAS JOSÉ NAVARRO DE ANDRADE

hojemacau

Descubra as diferencas ´ Sónia Chan nega que os funcionários públicos impedidos de frequentar o curso de mestrado de Administração Pública por não dominarem o chinês sejam vítimas de discriminação. A

secretária para a Administração e Justiça justifica-se com a especificidade dos cursos e dá como exemplo a exigência de domínio do português na formação de magistrados.

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FRINGE | PÁRA, ESCUTA E OLHA EVENTOS

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JOAN MIRÓ

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MOP$10

SEXTA-FEIRA 11 DE JANEIRO DE 2019 • ANO XVIII • Nº 4209


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11.1.2019 sexta-feira

“NÃO QUERO SER ANGOLA UM SEGUNDO RAFAEL MARQUES” FILHA DE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS LANÇA CRÍTICAS AO ACTUAL PRESIDENTE

Welwitschea ‘Tchizé’dos Santos é filha do anterior Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e deputada pelo partido Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Em entrevista à agência Lusa, tece algumas críticas a João Lourenço, actual Presidente, e diz que esta não é a transição que os angolanos esperavam para o país

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deputada ‘Tchizé' dos Santos, filha do anterior chefe de Estado, afirmou que a transição no poder não é a que Angola esperava, defendendo que o Presidente da República deve deixar de ser o “único” que pode “brilhar”. Em entrevista à Lusa, em Lisboa, Welwitschea ‘Tchizé' dos Santos reagiu aos primeiros meses de liderança de João Lourenço, que sucedeu ao pai, e que tem vindo a afastar elementos da família de José Eduardo dos Santos de posições do poder. Questionada sobre a existência de uma “caça às bruxas” em An-

gola, a deputada e empresária foi lacónica: “Eu não posso afirmar isso, porque se afirmar se calhar saio daqui e sou processada pelo Presidente da República por difamação. E não quero ser um segundo Rafael Marques", numa referência ao activista, alvo de vários processos por denúncias sobre a liderança de José Eduardo dos Santos. Tendo presente o recente momento de tensão entre João Lourenço, que acusou José Eduardo dos Santos de ter deixado os cofres públicos “vazios”, prontamente refutadas pelo ex-chefe de Estado, a deputada confessa a surpresa.

“Eu falo como angolana, não era a transição que nenhum dos angolanos esperava. Para mim, a transição era uma festa, um momento ímpar e havia ali uma transição extremamente pacífica e sem contradições. Entretanto, pelas declarações do ex-Presidente e do actual Presidente, há uma contradição pública, não é desejável para nenhum partido político", no caso o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), afirmou. Além deste momento, a transição ficou marcada também pela prisão de um dos filhos de José Eduardo dos Santos, José Filomeno dos Santos, investigado pela gestão do Fundo Soberano de Angola. Embora sem fazer comentários sobre o processo e sobre o irmão, ‘Tchizé' dos Santos defende uma pacificação, face ao momento actual. “Nós não queremos novos ‘Rafaeis Marques’, não queremos novos heróis, não queremos novos presos políticos e gostava de pedir que todos se abstivessem da tentação de manipular, ou tentar manipular, os órgãos do Estado, usando qualquer tipo de influência”, criticou. Por isso, enfatizou, Angola arrisca actualmente “perder uma grande oportunidade de fazer um ‘restart’ [recomeço]”, na atual liderança de João Lourenço. “Mas ‘restart’ não quer dizer que se vai perdoar incondicionalmente os erros todos que acontecerem para trás e as pessoas que

cometeram uma série de erros que afectaram todos", disse. Nesse sentido, a deputada do MPLA defende que o governo deve "apenas priorizar o que é de facto importante. Há mais angolanos a passar fome do que há um ano atrás, há dois anos atrás, há três anos atrás, vamo-nos focar nestas pessoas”.

PLURALISMO, PRECISA-SE

Recorrendo ao lema “Melhorar o que está bem e corrigir o que

“Por acaso não sonho ser Presidente da República, mas se sonhasse, porque é que as pessoas têm de me olhar com um ar de piada?”

está mal”, adoptado pelo MPLA partido no poder e pelo qual é deputada há três mandatos além de membro do Comité Central, desde 2017, ainda com José Eduardo dos Santos no poder, ‘Tchizé' dos Santos reclamou por uma mudança. “Corrigir o que está mal também passa por deixarmos de vivermos num Estado em que a única pessoa que pode ter opinião é o Presidente da República, que a única pessoa que pode aparecer, brilhar e ser aplaudida é o Presidente da República. Numa democracia, num país, há vários actores, em várias áreas”, criticou. “Tem que haver uma nova geração de políticos e alguns mais-velhos, que existem e que são ponderados e que são pela conciliação, que diga ‘desculpem, mas não foi esta a Angola que todos sonhamos’. A Angola que todos sonhamos, que José Eduardo dos Santos, apesar de ser odiado por muitos, mas que é amado por muitos mais, construiu connosco é uma Angola do diálogo, da conciliação, do perdão e da reflexão e da projecção do futuro”, afirmou. Para ‘Tchizé' dos Santos, ao não ter avançado com a recandidatura a Presidente da República nas eleições de 2017, tendo então avançado João Lourenço, José Eduardo dos Santos fê-lo “justamente para que pudesse ser lembrado como um bom patriota e democrata”.


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FOTOS LUSA

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“Não se volta a candidatar, faz uma transição no poder, porque queria em vida ver a consolidação e a consagração dessa democracia que hoje em dia é irrefutável”, apontou a empresária e politica angolana, afirmando que o pai “não teve vida própria dos 37 anos de idade até hoje” por causa de Angola. “Está na hora de os angolanos entenderem que José Eduardo dos Santos fez questão que a democracia angolana fosse irreversível ao dar o passo que deu e todos nós devemos saber honrar, tal como honramos a paz efectiva, o calar das armas, acho que devemos saber honrar esse exemplo, único em África (…) Então, agora vamos aceitar que por conveniência politica – porque política é conveniência – por bajulação, por adoração, por incompreensão dos tempos ou incapacidade de leitura da Historia se continuem a cometer os mesmos erros?” - questionou ainda. A deputada de 40 anos, desde 2008 no parlamento angolano, assume-se filha de um homem que “deixou um legado em Angola”. “Aguentou o país e a primeira coisa que fez foi abolir a pena de morte. Em 1979 [quando sucedeu ao primeiro Presidente angolano, António Agostinho Neto, o Presidente tinha poder discricionário, a primeira coisa que ele fez foi ter querido deixar de ter poder discricionário para

mandar matar as pessoas. Aboliu a pena de morte”, recordou.

CONTINUAR O LEGADO

Nesse sentido, a deputada assumiu o objectivo de continuar o “legado” do pai, apesar da resistência que diz sentir em alguns sectores do partido, desde Setembro liderado por João Lourenço. Welwitschea ‘Tchizé' dos Santos reconhece que a sua intervenção activa no MPLA tem motivado

“Temo que, depois desta entrevista, possa chegar a Luanda e me seja instaurado um processo disciplinar dentro do partido.”

contestação. “Eu temo que, depois desta entrevista, possa chegar a Luanda e me seja instaurado um processo disciplinar dentro do partido e ser expulsa do Comité Central, por exemplo. E seria muito conveniente porque, de acordo com a cultura do MPLA, os únicos que podem ser candidatos à presidência do partido são os membros do Bureau Político e os membros do Comité Central”, afirmou. É que, ressalva a empresária, de 40 anos e desde 2008 no parlamento angolano, “ser do Comité Central [do MPLA] faz muita diferença”. “Algumas pessoas acham, eventualmente, ou imaginam, que eu seja uma pessoa muito interventiva, que gosto muito de emitir opiniões, porque posso eventualmente ter algum tipo de ambição política. Por um lado, tentaram-me desvalorizar durante muito tempo, desacreditar. Tentaram criar, alguns com mãos invisíveis, campanhas de assassínio de caráter, tentando mostrar-me com uma pessoa maluca, emocionalmente instável, desequilibrada”, criticou. A transição de liderança do MPLA tem sido marcada por algumas clivagens. “Não vou julgar ninguém, não vou apontar o dedo a ninguém, mas posso dizer que José Eduardo dos Santos fez questão de, pelo seu próprio pé, deixar o poder, fazer a transição, foi porque ele quis deixar, como o seu maior legado, a democracia plena e irreversível, o Estado democrático de direito ideal ou pelo menos a caminhar para tal.

E como filha, eu sinto que é este o legado a que me tenho que agarrar, a par do da paz, e lutar por ele. Esteja onde estiver”, afirmou. Questionada sobre o seu futuro político, desde logo na hierarquia do MPLA, ‘Tchizé' dos Santos insiste que pode ser “mais útil no sector privado” ou na sociedade civil. Ainda assim admite: “É como em tudo, as pessoas que em 1961 [início da luta armada contra o poder colonial português] pegaram

“Eu falo como angolana, não era a transição que nenhum dos angolanos esperava.”

em catanas… ninguém quer pegar numa catana e correr o risco de ser morto por um canhão. Quando as pessoas não têm mais nada a perder, lançam-se para a frente”.

“NÃO SONHO SER PRESIDENTE”

Na mesma entrevista, ‘Tchizé’ dos Santos assegura que não tem o sonho de concorrer à Presidência da República. “Por acaso não sonho ser Presidente da República, mas se sonhasse, porque é que as pessoas têm de me olhar com um ar de piada? Mas o senhor que foi nomeado agora para governador de Luanda e o ministro Adão de Almeida, que têm a mesma idade do que eu, já são vistos como potenciais candidatos. E porque é que tenho de ser vista como uma piada?”, questionou. “Não estou a dizer que queira ou que vá ser, mas enquanto for a uma realidade que uma mulher seja posta em causa desta maneira eu vou continuar a lutar”, criticou. Sublinhando que não idealizou “uma carreira política”, sublinha que o “maior erro” dos políticos angolanos, sobretudo “das gerações mais velhas, que não tiveram outras oportunidades”, é tornarem-se “políticos profissionais”. “E são estes que têm receio que esta competitividade, esta meritocracia, lhes venha retirar valor e vão manipulando e gerindo as circunstâncias, de acordo com o seu interesse”, disse ainda. Paulo Julião (Lusa)


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A secretária compara a exigência do domínio do chinês para frequentar curso de mestrado da Administração Pública aos cursos em que magistrados também têm de provar que falam português

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secretária para a Administração e Justiça recusa haver discriminação devido ao facto dos funcionários públicos que apenas dominam o português ficarem automaticamente afastados do Curso de Mestrado da Administração Pública. Este é um mestrado que vai ser leccionado em mandarim no Interior da China, e que vai permitir promoções dentro

ADMINISTRAÇÃO SÓNIA CHAN NEGA DISCRIMINAÇÃO EM CURSO DE MESTRADO

Tudo nos conformes da Função Pública. A organização está a cargo do Instituto Nacional de Administração da China e do Instituto Politécnico de Macau. “Este curso é organizado em cooperação com uma instituição do Interior da China. Cada curso tem os requisitos próprios”, começou por explicar Sónia Chan. Depois comparou a situação com os cursos para os magistrados formados na RAEM: “Por exemplo, no curso dos magistrados, se os candidatos não forem capazes de dominar o português também não podem entrar”, apontou. “Não podemos dizer que há discriminação. Se uma pessoa quiser fazer um curso tem de ver as condições e cada curso tem os seus requisitos”, completou. Apesar do exemplo da secretária, as situações não são idênticas. Ao contrário do mestrado para a função pública, os cursos para a formação de

Pensões ilegais Matéria para resolver ainda este ano Sónia Chan promete fazer tudo para que uma eventual criminalização das pensões ilegais entre na Assembleia Legislativa antes de Dezembro, altura em que termina o seu actual mandato. A promessa foi feita, ontem, em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião de uma comissão sobre arbitragem. “Vamos fazer todos os nossos esforços”, afirmou a secretária para a Administração e Justiça. Ao mesmo tempo garantiu que se

magistrados exigem que os candidatos dominem as duas línguas oficiais do território. Assim, no caso de uma pessoa que tem como língua materna o português, esta tem de conseguir dominar o chinês. O cenário oposto também acontece, uma pessoa que tenha como língua materna o chinês, precisa de dominar o português. Sónia Chan foi igualmente confrontada com o cenário do

houver alteração à lei, que haverá uma consulta pública: “é um dos procedimentos exigíveis”, indicou. Sobre o andamento do grupo de trabalhos para estudar se as pensões ilegais devem ser criminalizadas, Sónia CHan explicou que o grupo foi constituído há pouco tempo e que na próxima semana vai ser realizado o primeiro encontro. Por este motivo ainda não há data para a tomada de uma decisão: “Ainda precisamos de tempo”, explicou.

“Por exemplo, no curso dos magistrados, se os candidatos não forem capaz de dominar o português também não podem entrar.” SÓNIA CHAN SECRETÁRIA PARA A ADMINISTRAÇÃO E JUSTIÇA

curso se realizar numa instituição do Interior da China, em vez de decorrer em Macau. Em relação a esta questão, a secretária admitiu que não estava na posse de toda a informação sobre o contrato assinado para o curso.

QUEIXAS DE FUNCIONÁRIOS

O novo mestrado em Administração Pública causou polémica junto dos funcionários do Governo devido a três aspectos. Por um lado, só está disponível para falantes de chinês e, por outro, para que as propinas sejam assumidas pelo Governo é necessária uma carta de recomendação de um dos chefes. Também aos candidatos é exigida uma licenciatura em Administração Pública do Interior da China. O caso levou inclusive o deputado José Pereira Coutinho, ligado à Associação dos Trabalhadores

da Função Pública de Macau, a escrever uma interpelação ao Executivo: “Muitos trabalhadores ao terem conhecimento do respectivo Regulamento e interessados em participar no respectivo mestrado ficaram muito tristes e descontentes e vieram queixar-se ao nosso Gabinete de Atendimento aos Cidadãos alegando, por exemplo, que estão a ser discriminados por não dominarem uma das línguas oficiais”, escreveu o legislador. José Pereira Coutinho questionou também o Executivo sobre os critérios para as cartas de recomendações, uma vez que se teme que o sistema seja utilizado para favorecer determinadas pessoas, e perguntou qual a razão de ser exigida uma licenciatura do Interior da China, em vez de um grau académico local. João Santos Filipe

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METRO PEDIDA CLARIFICAÇÃO DE “MATÉRIAS CONFIDENCIAIS” NOS RELATÓRIOS DE ACIDENTES

Trocado por miúdos

Um artigo elaborado pelo Governo permite excluir “matérias confidenciais” dos relatórios técnicos da investigação de acidentes com o Metro Ligeiro. No entanto, as matérias abrangidas não estão definidas. Deputados exigem explicações GCS

3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa quer que o Governo deixe muito claro que tipo de matérias vai ser deixado de fora dos relatórios públicos, no caso das investigações técnicas sobre acidentes com o Metro Ligeiro. Em causa está o artigo da proposta de lei que define que o relatório público deve excluir as partes confidenciais, apesar da investigação apenas focar as razões do acidente, sem indicar responsabilidades criminais. O documento que está a ser analisado pelos deputados não indica quais são as matérias confidenciais. “Perguntámos o que se considera como ‘matérias confidenciais’ que vão ser excluídas. O Governo disse-nos que vai estudar o assunto e definir bem o âmbito deste artigo e depois responder aos deputados”, informou o presidente da comissão, Vong Hin Fai, no final do encontro. “O Governo não nos deu nenhum exemplo de matérias confidenciais, apesar de termos perguntado. Como estamos a falar de uma investigação de natureza técnica, que não apura responsabilidades criminais, apenas não compreendemos a confidencialidade”, apontou o deputado. “Não estamos a falar de uma investigação que foque propriamente dados pessoais, dados das vítimas ou outras questões que envolvam sigilo. O Governo diz que vai responder e, pelo menos, explicar as instruções”, acrescentou.

PRAZOS MAIS CURTOS

Além desta questão, os deputados querem ainda que o Governo antecipe o prazo em que está legalmente obrigado a apresentar ao público as conclusões dos relatórios finais das investigações técnicas. Segundo a primeira proposta, o prazo apresentado foi de um ano e tem como inspiração o caso dos acidentes de aviação. Porém, é considerado excessivo pelos deputados. “A comissão considera que um ano é um prazo muito longo. O resultado deve ser apurado o mais rapidamente possível e deve ser igualmente disponibilizado ao público tão brevemente quanto possível”, afirmou Vong. Também o prazo para a aplicação das recomendações levantou

Vong Hin Fai, deputado “Não estamos a falar de uma investigação que foque propriamente dados pessoais, dados das vítimas ou outras questões que envolvam sigilo”

controvérsia. O documento define 90 dias para as alterações. Os deputados entendem que é muito tempo e que devem ser aplicadas com urgência. No entanto, o Governo diz que um prazo inferior a 90

Arbitragem Recurso a tribunais limitado As pessoas que recorrerem aos mecanismos de arbitragem só vão poder anular as decisões nos tribunais nos casos que fiquem expressamente definidos na lei. A revelação foi feita por Ho Ion Sang, deputado que preside à comissão que está com o diploma em mãos. De

acordo com o deputado dos Kaifong, esta é uma medida para reforçar o carácter das decisões dos centros de arbitragem. Por outro lado, a última palavra sobre a aplicação das decisões dos centros de arbitragem fora de Macau vai ficar com os tribunais da RAEM.

dias é difícil de cumprir, caso seja necessário comprar equipamentos no exterior. Por sua vez, Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Pública, que participou

na reunião, fez um balanço positiva da mesma. “Foi muito bom, altamente eficaz e eficiente. Acabámos a primeira ronda [de análise do documento] e agora vamos fazer o nosso trabalho”, resumiu. “Não

Locação AMCM sem poder decisório Apesar de emitir pareceres sobre a emissão e revogação de licenças às empresas de locação financeira, a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) não vai ter poder de decisão sobre estas matérias. A questão ficou definida ontem na comissão que está a analisar a proposta da lei na Assembleia Legislativa. Ainda de acordo com Chan Chak Mo, a última palavra vai depender sempre do Chefe do Executivo, à imagem do que já acontece com as instituições bancárias do território.

há consenso sobre todos os artigos, mas vamos rever a lei e apresentar uma versão revista, para aproximar as posições”, concluiu. João Santos Filipe

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área jurídica figura como um dos três novos domínios em que Macau e Shenzhen vão cooperar. O acordo, firmado ontem após uma reunião conjunta, tem como objectivo “incentivar a colaboração entre operadores de Direito das duas regiões em matéPUB

Leque mais aberto Firmados três protocolos de cooperação com Shenzhen

ria legislativa, arbitragem e resolução de litígios”. Já o segundo memorando prevê o reforço dos laços com vista ao desenvolvimento de indústrias culturais de “alta qualidade”, enquanto o terceiro traduz uma aposta na juventude, consagrando oportunidades de intercâmbio, estágio e emprego para jovens de Macau em empresas de renome de Shenzhen. Este último surge, aliás, em articulação com a Grande Baía, visando, entre outros, elevar a competitividade regional. Em causa o projecto de integração económica que aspira transformar Macau, Hong Kong e nove cidades da província de Guangdong (incluindo Shenzhen), numa metrópole de nível mundial. O acordo-quadro para o desenvolvimento da estratégia da Grande Baía foi firmado em 1 de Julho de 2017, em Hong Kong, num acto testemunhado pelo Presidente da China, Xi Jin-

ping, mas desde então pouco foi materializado, estando a faltar as políticas concretas, cujo anúncio, por parte de Pequim, se espera que tenha lugar em breve.

ANO DE EFEMÉRIDES

Os três acordos firmados na reunião conjunta – que juntou dezenas de dirigentes de ambas as partes – cobrem “novas áreas”, sublinhou o secretário para a Economia e Finanças, no final do

“Estamos numa nova era e, à luz do projecto de construção da Grande Baía, temos de abrir mais âmbitos de cooperação.” CHEN RUGUI PRESIDENTE DO MUNICÍPIO DE SHENZHEN

encontro, dando particular relevo ao facto de serem celebrados num ano “bastante importante”, tanto por causa da Grande Baía, dado que devem ser anunciadas as políticas em concreto, como por efemérides de peso. Lionel Leong recordou que, em 2019, não só se assinalam os 70 anos da implementação da República Popular da China, como também os 40 anos da criação de Shenzhen e os 20 anos de vida da RAEM. “Agora, estamos numa nova era e à luz do projecto de construção da Grande Baía temos de abrir mais âmbitos de cooperação, pelo que estes três protocolos são bastante importantes para estreitar laços”, apontou, por seu turno, o presidente do município de Shenzhen, Chen Rugui. Diana do Mar

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Macau e Shenzhen assinaram ontem três protocolos, abrindo o âmbito da cooperação ao domínio jurídico, ao emprego para jovens e ao ramo das indústrias culturais e criativas

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STÃO finalmente em funções no Centro Hospitalar Conde de São Januário os três médicos recentemente contratados em Portugal.Ainformação foi adiantada ontem por Lei Chin Ion, director dos Serviços de Saúde de Macau (SSM), à margem de uma visita do secretárioAlexis Tam no âmbito dos trabalhos de prevenção da gripe. “Actualmente temos apenas três médicos portugueses, e os dez médicos serão recrutados mais tarde”, apontou, tendo adiantado que nem todos os currículos apresentados deram resposta às necessidades dos SSM. “No ano passado recebemos muitos currículos de médicos portugueses, alguns achamos que eram adequados, mas outros não”, referiu o responsável máximo dos SSM, admitindo que “os médicos de Pequim, Taiwan e Hong Kong também são muito bons”. Foi em Fevereiro do ano passado que foi publicada uma nota no website da Ordem dos Médicos em Portugal a anunciar a existência de 14 vagas para médicos especialistas, tendo em conta “o crescimento e desenvolvimento da medicina” no território. Os salários oferecidos variavam entre as 84.915,00 e 114.750,00 patacas para a prestação de 45 horas semanais de trabalho.

SAÚDE TRÊS NOVOS MÉDICOS PORTUGUESES JÁ TRABALHAM NO SÃO JANUÁRIO

Mais batas brancas

O director dos Serviços de Saúde de Macau, Lei Chin Ion, adiantou ontem que os três médicos portugueses recentemente contratados já estão a trabalhar no Centro Hospitalar Conde de São Januário. Não há ainda data para a contratação de mais dez médicos de Portugal

“No ano passado recebemos muitos currículos de médicos portugueses, alguns achamos que eram adequados, mas outros não.” LEI CHIN ION DIRECTOR SSM

O secretário voltou a mostrar intenções de uma aposta governamental no turismo de saúde, mas não para já. “Não vamos desenvolver essa área para já, mas talvez no futuro, pois somos muito bons no turismo. Mas a nossa prioridade não é o turismo de saúde, para já”, rematou.

TURISMO ADIADO

Alexis Tam, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, garantiu que a questão dos recursos humanos não

Alexis Tam Problemas de gestão do IC resolvidos O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, comentou ontem a escolha do director do Museu de Arte de Macau para o cargo de vice-presidente do Instituto Cultural (IC), tendo dito que, com a nova equipa, estão ultrapassados os problemas de gestão do IC. “Não estou preocupado porque a presidente do IC [Mok Ian Ian] está a trabalhar bem e a tratar bem do problema de gestão. O IC tem cada vez mais trabalho e é reconhecido pela população, no futuro vamos continuar a ter mais atividades na área cultural e eu estou satisfeito com o trabalho do IC”, apontou. Quanto ao nome que irá substituir Chan Kai Chon na direcção do MAM, ainda não está decidido.

tem afectado a qualidade dos serviços de saúde prestados. “A questão dos recursos humanos não vai afectar a nossa dedicação na melhoria do sistema de saúde. Estamos muito felizes com a cooperação que temos vindo a ter com Portugal, China e até Hong Kong ou Singapura. Enviamos muitos doentes para Hong Kong. Temos muitas políticas para apoiar os nossos pacientes, e se não puderem ser tratados em Macau irão receber tratamento no estrangeiro, é uma boa política.” Em relação à contratação de mais dez médicos portugueses, tudo vai depender “da sua vontade para trabalharem em Macau”.

Andreia Sofia Silva

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GRIPE GOVERNO VAI ADQUIRIR MAIS 20 MIL VACINAS

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LEXIS Tam, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, assegurou ontem que serão adquiridas pelos Serviços de Saúde de Macau (SSM) mais 20 mil vacinas, o que perfaz um total de 170 mil disponíveis para serem administradas de forma gratuita aos residentes permanentes. Para Alexis Tam, este número “é suficiente para toda a população”, sendo que mais de 80 por cento das crianças já foram vacinadas, bem como os idosos nos lares. O Governo está também a preparar um plano de

incentivo à vacinação junto dos estudantes do ensino superior. Relativamente aos trabalhadores não residentes, Lei Chin Ion, director dos SSM,

defendeu que estes têm de suportar a factura das vacinas no serviço de saúde privado, uma vez que “a prioridade é para os residentes permanentes”.

Desde Setembro que foram registados 14 casos de gripe, mas o secretário revelou estar satisfeito com os trabalhos de prevenção e acompanhamento por

parte do serviço público de saúde. Quanto ao caso da criança de quatro anos diagnosticada com encefalite devido à gripe, está a ser acompanhado no São Januário, não existindo novidades sobre o seu estado de saúde. Alexis Tam falou aos jornalistas à margem de uma visita ao centro de saúde do Tap Seac e do serviço de urgência pediátrica e para adultos do hospital São Januário, onde falou com alguns doentes e acompanhou o processo de diagnóstico e tratamento dos casos de gripe.


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CENTRO DE CIÊNCIA OBRAS DE REPARAÇÃO VÃO CUSTAR 100 MILHÕES

Que rico planetário

O representante máximo dos accionistas do Centro de Ciência, Liu Chak Wan, adiantou que as obras de reparação da estrutura principal vão custar 100 milhões de patacas, um valor que se aproxima do custo de construção do edifício. O empresário justificou o elevado custo com a inflação

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S obras de reparação do edifício que alberga o Centro de Ciência de Macau vão custar cerca de 100 milhões de patacas. O valor foi ontem anunciado pelo empresário Liu Chak

Wan, responsável máximo pelo grupo de accionistas da empresa gestora do edifício, a Centro de Ciência S.A. Nas palavras de Liu Chak Wan, é necessária uma nova concepção e instalações, sendo que o novo

edifício ficará semelhante ao actual. De acordo com o Jornal do Cidadão, o também membro do conselho de curadores da Fundação Macau, explicou que, devido à passagem do tufão Mangkhut pelo território, houve várias placas de

alumínio que ficaram deslocadas, além de que muitas já estavam envelhecidas. A inflação foi a principal razão apontada por Liu Chak Wan para o custo elevado da obra. “É preciso ter em conta que o edifício foi feito há mais de dez anos. Nessa altura pagava-se 600 patacas por cada pé quadrado de construção, mas agora paga-se duas mil patacas, pelo que o preço aumentou quatro vezes.” A obra vai demorar mais de um ano a ficar concluída, um prazo que Liu Chak Wan justifica com o facto de ser necessário pensar numa só proposta que seja boa e que resolva todos os problemas. De frisar que, além dos estragos causados pela passagem do tufão Hato, o Centro de Ciência sofreu um incêndio em 2015, incidentes que provocaram o fecho temporário do espaço e a realização de trabalhos de reparação.

MILHÕES E MILHÕES TIAGO ALCÂNTARA

O valor de 100 milhões aproxima-se do que, em 2006, foi pago pelo projecto de construção do edifício, levado a cabo pela Companhia de Construção e Obras de Engenharia Tong Lei, Limitada. O despacho, assinado pelo ainda Chefe do Executivo Edmund Ho, mostra que a obra de construção teve um custo de 337 milhões de patacas. No caso do projecto de arquitectura, entregue à empresa Ieoh Ming Pei e Pei Partnership, Architects, custou aos cofres públicos mais de três milhões de patacas, pagas entre 2002 e 2003. Lau Si Io, ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas é, desde 2015, presidente do conselho de administração da Centro de Ciência S.A. Andreia Sofia Silva (com V.N.)

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Liu Chak Wan “É preciso ter em conta que o edifício foi feito há mais de dez anos. Nessa altura pagava-se 600 patacas por cada pé quadrado de construção, mas agora paga-se duas mil patacas, pelo que o preço aumentou quatro vezes.”

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ANG Chen, professor de Matemática na Universidade de Macau, figura como um dos dois estrangeiros candidatos ao cargo de reitor da Universidade de Coimbra (UC). O anúncio foi feito pela instituição de ensino superior que deu conta de que há cinco interessados em suceder a João Gabriel Silva, que cumpre, este ano, o seu segundo mandato. Investigador nascido em Singapura, doutorado em Física pela Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, Yang Chen lecciona actualmente Matemática na Universidade de Macau. A segunda candidata estrangeira é Duília Fernandes de Mello,

Contas ambiciosas Professor da Universidade de Macau candidato a reitor da Universidade de Coimbra

doutorada em astronomia pela Universidade de São Paulo e professora catedrática da Universidade Católica da América. Segundo o ‘site’ da associação Mulher das Estrelas, criada pela própria, Duília de Mello publicou mais de 100 artigos científicos, colabora com o Goddard Space Flight Center, da NASA, tendo sido escolhida, em 2014, pela revista brasileira Época, como uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil.

A comissão eleitoral informou, na noite de quarta-feira, em nota de imprensa, que foram aceites cinco candidaturas, tendo sido também excluídos cinco processos, “por não-cumprimento dos requisitos formais estipulados”. O actual vice-reitor Amílcar Falcão, professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, o docente e investigador na área da inteligência artificial Ernesto Costa e o director da Faculdade de Letras, José Pedro

Paiva, são os outros nomes, tendo já anunciado as suas candidaturas no ano passado. As eleições para reitor da Universidade de Coimbra para o mandato 2019-2023 vão decorrer numa reunião plenária do Conselho Geral, a 11 de Fevereiro, havendo a 4 do mesmo mês uma audição pública dos candidatos e uma segunda sessão, apenas para membros do Conselho Geral, no dia seguinte. O Conselho Geral da Universidade de Coimbra é constituído por 18 representantes dos professores e investigadores, cinco estudantes, dois trabalhadores não docentes e não investigadores e dez elementos externos à instituição.

ENSINO MACAU E PORTUGAL PREPARAM-SE PARA TER MAIS CINCO ESCOLAS GEMINADAS

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ACAU e Portugal vão ter, em breve, mais cinco escolas geminadas. Representantes de escolas do território deslocam-se ao Porto, no próximo mês, por ocasião do Ano Novo Chinês, com o reforço da cooperação na agenda. Escola Hou Kong, Escola da Ilha Verde, Escola dos Moradores, Escola Gonzaga Gomes e Colégio de São José pretendem geminar-se com a Escola Secundária Carlos Amarante (Braga), a Escola Secundária Augusto Gomes (Matosinhos), a Escola Secundária Oliveira Júnior (São João da Madeira), a Escola Secundária Eng.º Calazans Duarte (Marinha Grande), e a Escola Secundária D. Duarte (Coimbra). Actualmente, existem duas escolas de Macau geminadas com estabelecimentos de ensino de Portugal (Escola Oficial Zheng Guanying e Pui Ching). A informação foi revelada ontem pelo director dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), Lou Pak Sang, num encontro com jornalistas, em que explicou que os representantes das cinco escolas integram uma delegação de Macau, composta por aproximadamente 80 alunos e professores, que vai deslocar-se ao Porto. Esta visita, durante a qual vão ter lugar espectáculos protagonizados por estudantes, figura como uma das actividades delineadas pelos 40 anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a China. D.M.


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PORTO INTERIOR OBRA DA ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DE ÁGUAS PLUVIAIS VAI CUSTAR MAIS DE 90 MILHÕES

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obra de construção de ‘box-culvert’ da estação elevatória de águas pluviais do norte do Porto Interior deve custar mais de 90 milhões de patacas. A estimativa foi facultada pelo Governo que adiantou que a empreitada deve arrancar ainda no primeiro trimestre. Segundo o jornal Exmoo News, o montante foi avançado na quarta-feira durante uma reunião do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, convocada para a apresentação do ponto de situação dos trabalhos contra inundações no Porto Interior. Após o encontro, os membros do conselho consultivo indicaram ainda que a obra tem a duração prevista de 718 dias, ou seja, de aproximadamente dois anos. Choi Tat Meng, membro do conselho consultivo, referiu que o Governo teve como referência as experiências de cidades como Guangzhou e Shenzhen, e concluiu, com base na altura máxima das marés, que muretes com três metros de altura podem impedir entrada de águas durante a passagem de tufões como o Hato e o Mangkhut. O mesmo responsável explicou ainda que se forem mais altos podem afectar a segurança estrutural nos edifícios e nas fundações de estradas à volta. Relativamente às comportas para prevenção de inundações, Choi Tat Meng referiu que, no ano passado, já teve resposta do Governo Central sobre a concepção geral e que o Executivo já apresentou um estudo sobre a viabilidade da obra para ouvir opiniões das autoridades chinesas, devendo a empreitada arrancar depois de elaborada a concepção pormenorizada. V.N.

Melco Trabalhadores ganham bónus até ao Ano Novo Chinês

A operadora de jogo Melco Crown anunciou ontem a atribuição de um bónus aos trabalhadores de áreas não ligadas à gestão, e que equivale a um mês de salário. Esse montante será distribuído antes do Ano Novo Chinês. Lawrence Ho, CEO da operadora, disse, citado por um comunicado, que a atribuição do bónus “é o reconhecimento pela dedicação, lealdade e trabalho árduo da equipa de trabalhadores fora da área de gestão, que estão integrados de forma activa nos objetivos da Melco”.

TECTO FALSO NO NEW YAOHAN SOLTOU-SE E CAUSOU TRÊS FERIDOS

O céu está a cair

Ao contrário do habitual, a Polícia de Segurança Pública não anunciou o caso aos jornalistas, mas nega que tenha havido tentativa de “esconder” o acontecimento. Uma das pessoas feridas está internada e tem pela frente uma recuperação de dois meses

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RÊS pessoas ficaram feridas no centro comercial New Yaohan, depois de um tecto falso ter caído, no sétimo andar. O caso aconteceu no domingo, e a PSP, ao contrário do habitual, não reportou aos jornalistas a ocorrência. Apenas ontem, após a informação ter começado a circular nas redes sociais, e ter sido publicada no Ou Mun Iat Pou, é que as autoridades revelaram o caso. Segundo a informação disponibilizada pela PSP ao HM, o acidente aconteceu por volta das 15h00 e entre os feridos estão uma mãe, com cerca de 40 anos, e filha, com cerca de 12 anos. A mãe encontra-se na

situação mais complicada, uma vez que ainda está internada com ferimentos na cintura e cabeça. A PSP não avançou mais pormenores sobre a condição física da mulher, e os Serviços de Saúde, apesar de contactados para o efeito, também não disponibilizaram a informação. Contudo,

Segundo a publicação Oriental Daily, de Hong Kong, a mulher tem uma recuperação pela frente de cerca de dois meses

segundo a publicação Oriental Daily, de Hong Kong, a mulher tem uma recuperação pela frente de cerca de dois meses. Alguns comentários das redes sociais apontavam ainda para o facto da mulher não conseguir mexer-se da cintura para baixo, quando foi transportada para o hospital. Em relação à filha, a PSP avançou que a criança sofreu lesões na cintura, mas que já teve alta. De acordo com os comentários à notícia, os responsáveis pelo centro comercial, que está sob a alçada da Sociedade de Diversões e Turismo de Macau, teriam “lavado as mãos” da ocorrência. Porém, segundo o Ou Mun Iat Pou, este não terá sido o caso. Em declarações ao jornal,

os responsáveis pelo centro comercial lamentaram o incidente e afirmaram estarem disponíveis para pagarem todas as despesa hospitalares dos feridos. O acidente aconteceu no sétimo andar do New Yaohan, onde estavam a ser realizados trabalhos de renovação.

TUDO ÀS CLARAS

Numa conferência de imprensa, realizada ontem, a PSP negou que tenha havido intenção de encobrir o acidente. Ao mesmo tempo, responsabilizou o centro comercial por nunca ter revelado o que aconteceu, quando telefonou para os bombeiros a pedir o auxílio das ambulâncias. A mesma situação foi explicada ao HM: “Quando nos foi dado o alerta só foi dito que havia feridos, não nos foi explicado que tinham sido causados pela queda de um tecto”, contou fonte da PSP. Também na conferência de imprensa foi revelado que por dia acontecem, em média, entre 70 e 80 ocorrências e que apenas algumas são comunicadas aos órgãos de comunicação social, normalmente as consideradas mais mediáticas e com maior impacto para a sociedade. João Santos Filipe (Com V.N.)

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Uma performance interactiva e inesperada, com o objectivo de alertar as pessoas para a dependência do telemóvel é o que vai acontecer nos próximos dias 19 e 21 de Janeiro com “Phubber Drama”, uma iniciativa criada por Cherrie Leong. A performance vai ter lugar junto do edifício da administração pública e do templo de Kun Iam para deixar um recado: “é preciso o convívio pessoal”

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Despertar real FRINGE “PHUBBER DRAMA” ALERTA PARA DEPENDÊNCIA DAS REDES SOCIAIS

vir, avançar para o público na rua, e fazer, com ele, uma performance. O objectivo é conseguir promover uma reflexão capaz de “encorajar uma mudança nas pessoas e nas suas atitudes para que deixem de usar tanto o telefone”.

TEMPO DE PARAR

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S pessoas já não estão umas com as outras”, começa por dizer ao HM a responsável por “Phubber Drama”, a performance interactiva que pretende alertar o público para o uso excessivo do telemóvel. Aliás, o termo “phubbing” está agora “na moda” e define este

fenómeno de ligação virtual permanente das pessoas, acrescenta Leong. Mas até que ponto estas ligações estão a privar as pessoas de estarem umas com as outras? Esta foi a questão que levou a artista local a criar“Phubber Drama”. “Actualmente quando nos juntamos com amigos e família, estamos sempre a utilizar o telefone em vez de PUB

comunicarmos uns com os outros, directamente e cara a cara”, começa por explicar. O fenómeno é visível em todo o lado, quer quando as pessoas estão em grupo, ou sozinhas enquanto andam nos transportes e pela rua. “As pessoas estão permanentemente ligadas”, sublinha Cherrie Leong. Perante esta alienação, Cherrie Leong decidiu inter-

A ideia não é deixar de utilizar este dispositivo que já faz parte da vida de todos, mas sim que parem e que tenham em conta o tempo que passam efectivamente com a família e com os amigos e a forma como comunicam nestas situações. Por outro lado, a responsável tem notado que a dependência da sociedade actual no número de gostos no facebook ou de seguidores noutras plataformas começou ser preocupan-

te, sendo que “todas as pessoas centram a sua existência nas plataformas sociais e fazem delas a sua vida”. Todo este mundo, que não existe na realidade, está a alterar a forma como as pessoas estão umas com as outras e “está na altura de repensar o lugar dos amigos e da família real”, refere, sendo que, “as

“As pessoas centram a sua existência nas plataformas sociais e fazem delas a sua vida.” CHERRIE LEONG CRIADORA DE “PHUBBER DRAMA”

O regresso de Wood O Festival icónico volta a acontecer em Agosto para assinalar 50 anos

S 50 anos do festival de Woodstock vão ser assinalados com uma celebração que irá contar com três dias de actuações, e que vai decorrer em Agosto na localidade de Watkins Glen, no estado de Nova Iorque. A informação foi avançada pelo co-fundador do festival, Michael Lang, segundo noticiou a revista Rolling Stone, citada pela agência noticiosa espanhola EFE. “Haverá ‘hip-hop’, ‘rock’ e algo de ‘pop’, e algumas bandas herdeiras do festival original”, explicou Lang sobre a lista de artistas que encabeçará o novo Woodstock, entre 16 e 18 de Agosto, nos Estados Unidos da América, e deverá contar com mais de 40 grupos. A organização não avança, para já, com nomes para os três palcos, remetendo essa informação para quando os bilhetes estiverem à venda, em Fevereiro. Lang admite, porém, “reuniões” e “bandas do Woodstock original”. O co-fundador mostrou-se também desejoso de que o

público seja intergeracional, como aconteceu no evento comemorativo de 1994. Segundo Michael Lang, entre as opções de alojamento estará o ‘glamping’(um campismo com mais glamour), e será assegurado um “acesso mais fácil às casas de banho portáteis”. Este foi um dos problemas no festival Woodstock que decorreu no mesmo estado em

1999, num fim de semana com altas temperaturas, e terminou com registo de incêndios, uma morte por ‘overdose’ e agressões sexuais, lembra a Rolling Stone. Segundo a revista, depois do festival os promotores tiveram de lidar com uma onda de processos judiciais. Sobre a edição de 1999, Lang reconheceu agora que


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relações humanas estão cada vez mais esquecidas”. No fundo, Cherrie Leong pretende com “Phubber Drama” a busca de um equilíbrio entre o virtual e o real que considera perdido.

SITUAÇÃO SURPRESA

A iniciativa integra o cartaz da edição este ano do festival Fringe que tem hoje início oficial e o evento vai ter lugar nos dias 19 em frente ao edifício da administração pública e no dia 21 em frente ao templo de Kun Iam, sempre junto da paragem de autocarros. A performance vai ser feita “inesperadamente e os artistas vão aparecer do nada, e da mesma forma vão desaparecer”. Apesar de ter uma duração de apenas cinco minutos, “haverá tempo para interagir”. “Tentamos fazer alguma coisa diferente porque queremos que as pessoas se juntem a nós. Vamos claro, aproximarmo-nos de quem estiver a utilizar o telefone”, aponta Leong. Sofia Margarida Mota

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dstock “não deveria ter deixado a contratação a cargo de outros”, mas referiu que o “Wodstock’99 foi só uma experiência musical sem significado social […], foi apenas uma grande festa”.

DE VOLTA ÀS ORIGENS

“Com esta edição, vamos voltar às origens e à intenção original. Desta vez, teremos tudo sob controlo”, salientou o responsável. A escolha da localidade de Watkins Glen deve-se ao facto de a localização original, em Bethel (também no estado de Nova Iorque), ter sido transformada em 2006 num espaço para concertos, com 15 mil lugares. Para a comemoração do cinquentenário do festival original, eram necessários mil hectares, com acessos e infraestruturas”. Sobre a génese do evento, Lang destacou que “o Woodstock, na sua encarnação original, prendia-se com activismo e mudanças sociais”, modelo que quer trazer de volta à edição deste ano.

FOTOGRAFIA JORGE MOLDER APRESENTA NOVAS OBRAS

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artista visual Jorge Molder vai apresentar uma nova série de obras em fotografia na exposição "Jeu de 54 Cartes", que é inaugurada a 25 de Janeiro nas Carpintarias de São Lázaro, em Lisboa. Nesta exposição, que estará patente até 30 de Março, Jorge Molder apresenta um novo trabalho com base na estrutura típica do baralho de cartas francês, constituído por quatro naipes de 13 cartas cada. A série está dividida em seis partes, e inclui 52 imagens repartidas por quatro naipes, designados por "Caras", "Mãos", "Bocados", "Espectros", e mais dois ´jokers´. Nascido em Lisboa, em 1947, Jorge Molder estudou Filosofia e, desde 1977, quando fez a primeira exposição individual, tem vindo a mostrar o seu trabalho em galerias, centros de arte e museus em Portugal e no estrangeiro. Foi artista convidado da 22.ª Bienal de São Paulo (1994) e representou Portugal na 48.ª Bienal de Veneza (1999). Recebeu o Prémio Associação Internacional de Críticos de Arte/ Portugal 2006/7 e, em 2010, o Grande Prémio EDP Arte. "Rei Capitão Soldado Ladrão" foi a maior mostra mais recente do seu trabalho em Portugal, em 2013, repartida entre o Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado e o Museu da EDP, em Lisboa, e viria a ser apresentada em Madrid. Em 2015 mostrou obras na colectiva "Olhos nos Olhos", na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, apresentada na Galeria de Exposições Temporárias.


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CHINA/EUA NEGOCIAÇÕES SOBRE COMÉRCIO EVITAM DIVERGÊNCIAS FUNDAMENTAIS

Primeiros passos

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ASHINGTON disse ontem que as negociações que esta semana decorreram em Pequim sobre a guerra comercial entre os dois países se focaram na promessa da China de comprar mais bens norte-americanos, sem abordar as políticas industriais chinesas. Já o ministério chinês do Comércio revelou que os dois lados "manterão contactos próximos", ao longo das próximas semanas. Nenhum dos países avançou detalhes sobre qual será o próximo passo das negociações. Tratou-se do primeiro frente-a-frente desde que, no início de Dezembro, os Presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, respectivamente,

concordaram uma trégua de 90 dias, para encontrar uma solução para as disputas comerciais que ameaçam a economia mundial. O Departamento do Comércio dos EUA revelou que as conversas se focaram na promessa da China de comprar uma "quantidade substancial" de produtos agrícolas, energia, bens manufacturados e outros produtos e serviços.

PUB HM • 2ª VEZ • 11-1-19

ANÚNCIO Execução Ordinária

CV3-14-0143-CEO

3º Juízo Cível

EXEQUENTE: BANCO INDUSTRIAL E COMERCIAL DA CHINA (MACAU) S.A. (中國工商銀行(澳門)股份有限公司), com sede em Macau na Avenida da Amizade, nº 555 – Macau Landmark, Torre ICBC, 18º andar. EXECUTADO: CHAN I TAK (陳以德), masculino, residente em Macau na Estrada Nova de Hac Sá, nº 181-E, Complexo “Hellene Garden” – Wealthy Villa Lot 6 – Tower V (Hibiscus Court), 6º andar J. *** FAZ-SE SABER QUE nos autos acima indicados, foi resolvida a venda por meio de propostas em carta fechada, dos seguintes bens penhorados do executado Chan I Tak. IMÓVEIS PENHORADOS Denominação: Fracção autónoma denominada pela letra “I6” do 6.º andar I. Situação: Estrada Nova Hac-Sa, nºs 181-A a 291 e Avenida de Luís de Camões, nºs 190-J a 190-S. Fim: Para habitação. Número de matriz: 050638. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 22632 a fls. 145 do Livro B71K. O valor base da venda é de MOP$9.742.080,00. Denominação: Fracção autónoma denominada pela letra “J6” do 6.º andar J. Situação: Estrada Nova de Hac-Sa, nºs 181-A a 291 e Avenida de Luís de Camões, nºs 190-J a 190-S. Fim: Para habitação. Número de matriz: 050638. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 22632 a fls. 145 do Livro B71K. O valor base da venda é de MOP$9.742.080,00. Denominação: 1/136 e 2/136 avos da fracção autónoma “A1”. (3 em total) Fim: Para estacionamento. Situação: Estrada Nova de Hac-Sa nºs 181-A a 291 e Avenida de Luís de Camões nºs 190-J a 190-S. Número de matriz: 050638. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: nº 22632, a fls. 145 do livro B71K. O valor base a venda de cada um é de MOP$908.160,00. *** Os 5 bens imóveis acima mencionados foram apreendidos pelo Ministério Público no processo-crime. Procede-se à venda judicial por proposta fechada, separadamente, dos referidos bens imóveis. São convidadas todas as pessoas com interesse na compra dos imóveis penhorados, a entregarem as suas propostas na Secção Central deste Tribunal, até ao dia 15 de Fevereiro de 2019, antes das 17:30 horas, devendo as propostas conter no envelope da proposta a indicação de “PROPOSTA EM CARTA FECHADA” bem como o “NÚMERO DO PROCESSO CV3-14-0143-CEO”. No dia 18 de Fevereiro de 2019, pelas 9,45 horas, no Tribunal Judicial de Base da RAEM, proceder-se-á à abertura das propostas de preço superior ao do valor base da venda apresentadas, a cujo o acto podem os proponentes assistir. É fiel depositário dos imóveis penhorados a Sra. CHONG IM WA, com domicílio profissional na Avenida da Amizade, Edifício Landmark, Torre do Banco ICBC, 18º andar, que está obrigada a mostrar o imóvel a quem pretenda examiná-lo (artº 786º, nº.6 do C.P.C.M.). Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação do imóvel supra referido, podem, querendo, exercerem o seu direito no próprio acto da abertura das propostas, se alguma proposta for aceite, nos termos do art.º 787º do C.P.C.M. RAEM, 4 de Janeiro de 2019

Mas o mesmo comunicado enfatizou também a insistência de Washington em "mudanças estruturais" na política chinesa para o sector tecnológico, mais acesso ao mercado ou melhor protecção da propriedade intelectual e o fim da ciberespionagem sobre segredos comerciais de firmas norte-americanas. Os dois países aumentaram já as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um. Trump exigiu que a China ponha fim a subsídios estatais para certas indústrias estratégicas, à medida que a liderança chinesa tenta transformar as firmas do país em importantes actores em atividades de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos, ameaçando o domínio norte-americano naquelas áreas.

ALTA PRESSÃO

Os dois lados podem estar a caminho de um “acordo estreito”, mas “os falcões comerciais dos EUA” querem “limitar o âmbito desse acordo e manter a pressão sobre Pequim” RELATÓRIO DA EURASIA GROUP

abdicar dos seus planos, que considera cruciais para elevar o estatuto global do país. Os dois lados podem estar a caminho de um "acordo estreito", mas "os falcões comerciais dos EUA" querem "limitar o âmbito desse acordo e manter a pressão sobre Pequim", consideram num relatório analistas da consultora Eurasia Group. "O risco de as negociações falharem continua a ser significativo", lê-se. O comunicado do Departamento do Comércio dos EUA afirma ainda a necessidade de uma "verificação contínua" e "aplicação efectiva", em caso de acordo, reflectindo a frustração norte-americana, face a acordos feitos com Pequim no passado e que não foram cumpridos.

EXÉRCITO PEQUIM CONSIDERA ABRIR NOVAS BASES MILITARES NO EXTERIOR

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China não descarta abrir mais bases militares no exterior, caso exista "necessidade", afirmou um tenente-general das Forças Armadas chinesas, depois de, em 2017, Pequim ter inaugurado a sua primeira instalação militar além-fronteiras, no Djibuti. Citado pelo jornal oficial China Daily, He Lei, antigo vice-presidente da Academia de Ciências Militares do Exército de Libertação Popular (ELP), afirmou que a abertura de novas bases vai depender de "dois factores". "Esta questão será determinada pela necessidade em prestar melhor apoio às missões da ONU", afirmou. "Em segundo lugar, a abertura depende

da aprovação do país onde a base está localizada", acrescentou He Lei, garantindo que, na ocorrência destas condições, "a China pode construir novas bases de apoio no exterior". O responsável salientou que a principal função destas instalações é fornecer "apoio logístico" às unidades chinesas além-fronteiras, e não criar uma base para as forças militares do país. Inaugurada em 2017, a única base militar da China no exterior fica no corno de África e visa "fornecer apoio logístico" às tropas chinesas envolvidas em missões anti-pirataria, operações de paz da ONU e resgates no Golfo de Áden e na costa da Somália.

Mas o Partido Comunista Chinês está relutante em

TAIWAN PACOTE PARA ALIVIAR EFEITOS DA GUERRA COMERCIAL

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primeiro-ministro de Taiwan, anunciou ontem um pacote de medidas económicas para aumentar a procura interna no país, uma medida que tem como objectivo aliviar os efeitos da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos. "Devido às mudanças económicas globais, como o conflito comercial entre os Estados Unidos e a China (...), a procura interna vai tornar-se um factor chave na estabilização do crescimento económico nacional", disse Lai Ching-te, segundo

um comunicado divulgado pelo Governo. As exportações insulares caíram 2,6% em Dezembro, em comparação com o período homólogo de 2017, segundo dados oficiais, e os especialistas económicos consideram que as exportações de Taiwan em 2019 irão decrescer ainda

mais, especialmente se o conflito comercial entre Washington e Pequim continuar. A redução da carga tributária, o incentivo ao turismo, a organização de grandes eventos e a redução do consumo energético são algumas das medidas anunciadas pelo primeiro-ministro.

“Esta mudança na política económica anunciada por Lai visa responder às expectativas negativas sobre as exportações taiwanesas, que contribuem com mais de 70% do PIB", disse o professor de economia da Universidade Central de Taiwan, Chen Pi-fen, à agência noticiosa espanhola Efe. As revisões em baixa da receita de empresas como a Apple e a Samsung levou à diminuição das receitas das empresas taiwanesas que vendem componentes para estas empresas multinacionais.


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líder norte-coreano, Kim Jong-un, terá dito ao homólogo chinês, Xi Jinping, que quer "obter resultados" que resolvam o impasse nuclear na península coreana, durante a segunda cimeira com o Presidente norte-americano, Donald Trump. O comentário foi citado na imprensa estatal chinesa, um dia depois de Kim regressar a Pyongyang no seu comboio blindado e composto por mais de vinte carruagens, após uma visita oficial a Pequim. Tratou-se da quarta visita de Kim à China, no espaço de dez meses, num esforço para acertar estratégias com o único grande aliado do regime norte-coreano, antes de uma segunda cimeira com Trump. A visita ocorreu depois de representantes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte se reunirem no Vietname para acertarem o local para uma segunda cimeira com Trump. A Coreia do Norte "vai-se esforçar para que a segunda cimeira, entre os líderes (norte-coreanos) e norte-americanos alcance resultados que sejam bem recebidos pela comunidade internacional", afirmou Kim, citado pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. Todos os lados devem "trabalhar, em conjunto, para chegar

Boas intenções Kim Jong-un quer que cimeira com Trump dê resultados que permitam desnuclearização

a uma resolução abrangente na questão da península coreana" e a Coreia do Norte "continuará disposta à desnuclearização e a resolver a questão da península coreana através do diálogo e da consulta", acrescentou. Kim disse ainda que Pyongyang quer que as suas "preocupa-

ções legítimas" sejam devidamente respeitadas, numa referência ao desejo do regime por garantias de segurança e um possível tratado de paz, que ponha formalmente fim à Guerra da Coreia (1950-1953). Kim enalteceu ainda o papel de Xi Jinping na redução das tensões regionais, notando que a "tensão na

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península coreana diminuiu, desde o ano passado, e que o importante papel da China neste processo é óbvio para todos". Xi Jinping afirmou que a China apoia a cimeira entre os EUA e a Coreia do Norte e que espera que os dois países "encontrem um meio termo". A agência noticiosa oficial norte-coreana afirmou que Xi aceitou um convite para visitar a Coreia do Norte, mas sem avançar mais detalhes.

“A Coreia do Norte vai-se esforçar para que a segunda cimeira, entre os líderes (norte-coreanos) e norte-americanos alcance resultados que sejam bem recebidos pela comunidade internacional.”

ÁGUAS MORNAS

KIM JONG-UN

Donald Trump e Kim Jong-un reuniram-se, em Singapura, no ano passado, num encontro histórico que ocorreu depois de, em 2017, as tensões terem atingido níveis inéditos desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), na sequência dos sucessivos testes nucleares de Pyongyang e à retórica beligerante de Washington. No entanto, desde então houve pouco progresso real no desarmamento nuclear. Analistas consideram que a visita de Kim faz também parte de um esforço para obter o apoio da China, que permita reduzir as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, na sequência de vários testes atómicos e com misseis balísticos, e que isolaram

ainda mais a débil economia do país. No seu discurso de Ano Novo, Kim expressou frustração pela falta de progresso nas negociações com Washington, afirmando que sem uma redução das sanções e garantias de segurança, Pyongyang poderá ter que encontrar "um novo caminho". A Yonhap revelou que Kim reuniu com Xi durante uma hora, na terça-feira, e participou depois num banquete no Grande Palácio do Povo, junto à praça Tiananmen, oferecido por Xi e a sua esposa, Peng Liyuan.


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tonalidades António de Castro Caeiro

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dos conceitos mais fascinantes da fenomenologia de Husserl. Hoje, fala-se também de propriocepção, uma percepção do próprio ou na formulação clássica de Kant: percepção. A palavra latina dizia: animadversio: viragem para a alma ou para o espírito. A cinestesia em Husserl é uma percepção do movimento e da mudança. Ao olhar através da janela de um veículo pelo qual somos transportados, vemos tudo parado no seu interior, quando o exterior, todo ele, está em movimento. As árvores, os candeeiros, os objectos inamovíveis parecem estar em movimento, os carros na faixa contrária passam por nós a uma velocidade extraordinária. O juízo não crítico seria: nós estamos parados e tudo o mais está em movimento. Mas percebemos que somos nós que estamos a ser deslocados, nós estamos em movimento, e o movimento da nossa deslocação efectiva produz um movimento aparente dos objectos que estão parados. O nosso ponto de vista, aponta a alvos que podem parecer estar em movimento e estão parados e vice versa há objectos que parecem estar parados e estão a mover-se. A nossa perspectiva está continuamente a alterar-se, a ser ganha e a ser perdida, a transformar-se. Pegamos nela para ter um horizonte. Deixamo-la cair. Voltamos a ganhar perspectiva noutros tempos e noutras circunstâncias. A nossa experiência está continuamente a sintetizar descontinuidades temporais e descontiguidades espaciais. Todos os objectos da carruagem do comboio estão parados aparentemente. E, contudo, é o comboio e as suas carruagens que estão em movimento. Mas não só. Se olhar para uma mosca a voar, percebo os espaços que se constituem em segmentações paralelas atrás da mosca até à parede e entre a mosca e o meu nariz. Ela voa rapidamente da direita para a esquerda e da esquerda para a direita, de cima para baixo e de baixo para cima, aproxima-se e distancia-se. Mas onde ela aparece é um ponto absolutamente descontíguo. É o contínuo temporal que liga a mosca ao longe, em direcção do canto superior esquerdo do tecto com a mosca perto, à minha frente, sem eu perceber as linhas que esboçou até estar de novo próxima de mim. Ao mesmo tempo, toda a sala se metamorfoseia catastroficamente. A parede lá ao fundo desloca-se no seu todo, toda ela, da direita para a esquerda, quando a mosca voa da esquerda para a direita. Desfoca-se e duplica quando fixo a mosca. Volta a ficar focada quando fito a parede e a mosca duplica-se, porque eu entorto os olhos. É também assim que provocamos uma alteração nos conteúdos percepcionados: ao olhar para qualquer lado incutimos na cena perceptiva uma alteração. O mesmo se passa quando viramos a cabeça, nos viramos para a esquerda e para a direita,

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Ó Portugal, se fosses só três sílabas

Cinestesias I HO SIU-KEE AUREOLA NO.13 CATALOGUE

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nos levantamos e sentamos, deitamos e pomos de pé, quando andamos, corremos, paramos. Há uma composição contínua entre o que é um produto da imaginação ou da fantasia e o que é efectivamente realidade. O que é efectivamente realidade é composto, colmatado nas suas lacunas, com uma composição irreal. Movimento e inércia, transformação e inalteração estão continuamente a dar-se. Mesmo o que aparentemente é o mesmo está em mutação contínua. Percebemos o romper do dia e o cair da noite com uma alteração das condições de luminosidade: clarear e escurecer, mas também esfriar e aquecer.

A mudança não é a deslocação no espaço ou o movimento motor. É outra coisa. Não temos bem a percepção de ter mudado, de como a mudança altera a nossa maneira de vermos quem somos e de vermos os outros

O dia seguinte dá-nos a secretária como a deixamos no dia anterior. O escritório é encontrado como sempre o temos encontrado, o mesmo se passa com praias, sítios onde não vamos há muito tempo ou só lá fomos uma única vez. A última vez da apresentação de um sítio é ligada com a primeira vez que voltamos a ver essa apresentação: alguém, uma coisa, uma paisagem, nós no espelho. Tudo pode estar no mesmo sítio e não apresentar indícios da sua alteração. E, contudo, são momentos diferentes do tempo que estão a ligados entre si e com essa ligação também o meu quarto de ontem é percebido como o meu quarto hoje, alguém na semana passada é percebido como alguém nesta semana, mas a outra pessoa da semana passada, de ontem ou de hoje de manhã não é dada agora neste instante do mesmo modo nem da mesma maneira. Eu agora não sou o mesmo de há pouco. Nem os outros nem as outras coisas. E a ligação faz-se não se sabe bem como. A cinestesia compõe a realidade. Liga movimento ao repouso, temos diferentes no mesmo sítio e sítios diferentes no mesmo sítio. E a propriocepção, a percepção de si? Estou sempre eu a acompanhar todos os sítios onde vou? Quando durmo acompanho-me? Quando perco os sentidos, quando me distraio, quando perco a atenção, quando não estou “lá” e estou “longe”, o meu eu acompanha todas as minhas representações, como diria Kant? E os estados de espírito com que vivi mo-

mentos da minha vida, fiz experiências, tive começos e fins, será que os acompanho? Ser eu é diferente agora e na infância ou juventude. Sermos nós é diferente ao longo das horas do dia, dos dias da semana, dos meses do ano, dos anos e das épocas da vida. Temos a sensação de que somos os mesmos e de que tudo pode mudar. A mudança não é a deslocação no espaço ou o movimento motor. É outra coisa. Não temos bem a percepção de ter mudado, de como a mudança altera a nossa maneira de vermos quem somos e de vermos os outros. Pensamos ou podemos pensar que tal como as árvores e os candeeiros parados dão a sensação de que estão a mover-se e nós é que estamos parados, podemos pensar que é tudo o resto que muda, todos os outros que são diferentes, e nós próprios somos os mesmos, não mudamos. E pode ser o contrário: podemos achar que mudamos, que sofremos experiências que nos alteraram o âmago do nosso ser, que tudo é agora diferente do que foi e não sabemos muito bem já quem somos, no que nos tornamos. Mas os outros não são bem quem foram. Outros há que são o mesmo e relativamente a eles somos também os mesmos. Mas que identidade é essa na mutação, no movimento, na alteração, na mudança? Qual é o próprio de si para cada um daqueles que conhecemos? Como temos uma apercepção do próprio que é cada um de nós na relação com todos os outros, conhecidos e desconhecidos?


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

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Eterna aprendizagem

OFÍCIO DOS OSSOS

A

minha mãe tinha um hábito que eu, em criança, detestava. Quando me levava a uma consulta médica ou a um bailarico de imigrantes – ocasiões nas quais nos era exigido um aprumo suplementar – humedecia a ponta dos dedos com a língua e alinhava-me as grossas – e perpetuamente desarrumadas – sobrancelhas. Era tanto um gesto de cuidado como um tique incontrolável. Anos mais tarde, ao levar o meu filho à escola – ele que herdou de ambos lados da família umas sobrancelhas de nível florestal – dou por mim a mimetizar o gesto materno: antes de ele entrar na aula, componho-lhe as calças, ajeito-lhe o cabelo e alinho-lhe as sobrancelhas com um dedo húmido de saliva. Como numa das mais belas canções da Elis Regina: “Minha dor é perceber / Que apesar de termos feito tudo o que fizemos / Ainda somos os mesmos e vivemos / Ainda somos os mesmos e vivemos / Como os nossos pais...” Não foi só esse gesto que herdei da minha mãe; devo-lhe igualmente a teimosia, uma boa porção de sarcasmo, a capacidade de me rir de mim próprio e, tentando futilmente pôr de parte a inevitável lamechice que vem à tona sempre que falo da minha mãe, provavelmente as melhores partes de mim. Do meu pai recebi a propensão a não saber quando estar calado, o gosto pela caça, pelo tabaco e pelo álcool e uma tendência a não acabar algumas das tarefas que me disponho a fazer, sobretudo se implicarem construir ou arranjar qualquer coisa. Só percebi verdadeiramente os meus pais quando eu próprio fui pai. Sobretudo de todas a vezes em que falho ser pai, em que sou demasiado pequeno ou demasiado fraco para a tarefa incessante de educar e de cuidar de alguém. Nessas alturas lembro-me dos rostos fechados deles, tolhidos pela vergonha de não estarem à altura e pelo medo de nunca o conseguir estar. Conheço agora por dentro esses rostos. Essa declinação visual

da impotência que todos os pais e mães desde sempre conheceram e exprimiram. A vivência da paternidade reperspectiva a condição de filho; de repente estamos do outro lado da fronteira, mal preparados, como quase em tudo na vida, e vivemos finalmente o interior dos gestos e das decisões de que víamos apenas, e mal, a casca. De repente percebemos as limitações, a angústia, o cansaço e, sobretudo e de uma forma completa e vertiginosa, o amor e a sua urgência complexa. A minha mãe nunca percebeu porque é que eu quis tirar filosofia ou escrever. Não aprovou muitas das minhas escolhas na vida, nomeadamente as que implicavam uma relação de custo-benefício no mínimo duvidosa. Mas nunca fez mais do que opor-se-lhes verbalmente. Nunca fez por me condicionar a escolha do caminho ou por me cercear a liberdade. Essa é a majestade suprema do amor materno: amar aquilo que não compreendemos, amar mesmo aquilo que exprime o que não gostamos. Enquanto pai, sei que nunca vou estar à altura da tarefa que me coube. Nunca ninguém está. Como escreve Philip Larkin, no poema This Be The Verse: “They fuck you up, your mum and dad / They may not mean to, but they do.” A minha módica esperança é a de nunca achar-me na posse da ilusão do conhecimento suficiente para ser pai. De achar-me sempre aquém, em falta e em dívida – sem que estas me esmaguem – para querer ser sempre melhor pai do que o sou hoje. Porque esse é o tributo maior que posso prestar ao meu pai e à minha mãe. Esse é talvez o único tributo possível.

BLAIR DUPRE, FATHER AND SON

Valério Romão

Só percebi verdadeiramente os meus pais quando eu próprio fui pai. Sobretudo de todas a vezes em que falho ser pai, em que sou demasiado pequeno ou demasiado fraco para a tarefa incessante de educar e de cuidar de alguém. Nessas alturas lembro-me dos rostos fechados deles, tolhidos pela vergonha de não estarem à altura e pelo medo de nunca o conseguir estar. Conheço agora por dentro esses rostos


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sexta-feira 11.1.2019

PLANO DE CORTE José Navarro de Andrade

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Sujeitos indeterminados

C

OM tanto ardor se arrepelam os assuntos alçados à ordem do dia que ganham estes proporção cósmica, como se deles dependesse a fortuna e a regularidade do mundo. Mas logo que no cata-vento sopram outras excitações tudo se dissipa sem seguimento, efeito ou desfecho. Voltar atrás tempos depois – mesmo que tão só um par de semanas – ao que foi dito e vigorosamente discutido é como ir a um passado remoto onde as coisas se apresentam tão esdruxulas e embaraçosas como as calças à boca-de-sino dos anos 70 se as vestíssemos hoje. Exumar tais assuntos é capaz de valer a pena se for tido que as larvas da memória deixam a limpo o que tanto corrupio não degradou. No dia 1 de Janeiro lá houve então mais uma Mensagem de Ano Novo de Sua Excelência o Presidente da República, despendida pelo actual incumbente. Televisivamente é uma tradição encetada por Américo Tomaz, que a comunicava com monocórdica dicção de mestre-escola e fixado nos papéis, apontando para a câmara a cabeça de sáurio. Figurão manhoso e grotesco em partes iguais, tão nulo que a história o descurou, na última alocução que proferiu – mal sabia ele… – no primeiro dia de 1974, este Almirante de secretária estadeou com plenitude a sua vacuidade em frases como: “todos nós devemos ser profundamente humanos e, ao mesmo tempo, profundamente portugueses” ou “a Pátria tem o direito de a todos pedir que se unam cada vez mais.” Adágios que da Miss Alabama 2018 a um qualquer vereador autárquico, ninguém desdenharia. Confirma-se, portanto, que apesar de vivermos tempos bem mais desenvoltos que os do antigamente, a tradição de rotundidade da Mensagem de Ano Novo mantém-se inalterável. Serve sobretudo o discurso para azafamar as editorias políticas das redações, sempre ávidas de páginas chamativas, pondo em marcha um carrocel de declarações derivativas e subsequentes que passam optimamente por informação noticiosa. O que resolve a contento o quebra-cabeças que é fechar um jornal num dia em que estando todos, do povo aos responsáveis por ele, a jiboiar os excessos da quadra, nada acontece além dos folgazões e gélidos primeiros banhos de praia do ano. Aos canais televisivos a mensagem presidencial fornece a antena de pelo menos 48 horas de debate e comentário, com comentadores (passe a redundância), um inclinado à esquerda, outro ao centro e eventualmente um terceiro apresentado como académico, infundindo assim um aroma de neutralidade e ciência (da social, não da autêntica) à cavaqueira. Nas famigeradas redes sociais, onde um fósforo a arder equivale ao incêndio

de Roma, a prédica presidencial é combustível óptimo para as apocalípticas altercações do costume. Por ali o mundo acaba todos os dias. Os partidos também lá reagiram como lhes cumpre. Os partidos gostam muito de reagir porque lhes dá prova de vida e lhes permite exibirem, com “convicção”, “responsabilidade” e “sentido de Estado”, a determinação e a contundência que têm como múnus. Com o tremendismo em que excele o actual inquilino de Belém, depois de em 13 parágrafos se aliviar do rol de chavões inerentes à credibilidade do cargo, entrou a alarmar as portuguesas e os

portugueses interpelando-os com uma exigência. Afinal era tão só para lhes pedir que votassem nas eleições que irão pontuar o ano. Talvez não fosse momento para grandes explicações, mas decerto que o rogo seria menos inócuo se minimamente trouxesse luz ao perturbante facto de cada vez menos portuguesas e portugueses, e cada vez com menos crença, exercerem um direito inigualável e fundamental que os devia deixar orgulhosos por dele poderem fazer uso. Guardado estava o bocado… Após algumas recomendações paternais, eis que o Supremo Magistrado da Nação solta a frase que concitou as atenções gerais:

No jogo de sombras em que protagonistas e figurantes actuam na ordem política vigente, este sujeito subentendido a que se referia O Senhor Presidente da República é a entidade mais enigmática e procurada pelo comum cidadão-eleitor

“Podemos e devemos ter a ambição de dar mais credibilidade, mais transparência, mais verdade às nossas instituições políticas.” Sem deixar os seus créditos por mãos alheias, os reactivos partidos retorquiram que sim senhor, que era mesmo isso, que tinha toda a razão. De igual modo a caravana de comentadores que segue estes dizeres, queimou toda a lenha da sua retórica para lançar sinais de fumo, com muitos rodeios e especulações, a propósito da sentença. A todos faltou contudo, esclarecer um pormenorzinho. Estando subentendido o sujeito da oração e fugindo todos os intervenientes de calçarem esses sapatos, a quem afinal foi dirigida a invectiva? “Nós” quem? Ninguém se acusando é de supor que aos deuses ou à estratosfera. No jogo de sombras em que protagonistas e figurantes actuam na ordem política vigente, este sujeito subentendido a que se referia O Senhor Presidente da República é a entidade mais enigmática e procurada pelo comum cidadão-eleitor. “Eles” deviam dar um prémio a quem o encontrasse.


18 (f)utilidades MUITO

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NUBLADO

O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje UMA NOITE COM PIANO NA GALERIA Fundação Rui Cunha | 18h30

Amanhã BE-ATS “ LIGHT FLOW “ Live Music Association | Das 22h00 às 4h00

Diariamente EXPOSIÇÃO | “A “A STATE OF BLISS” DE ZHAO QIAN Fundação Rui Cunha | 18h30 EXPOSIÇÃO | PAISAGEM MUTANTE Museu de Arte de Macau | Até 10/02/2019 REENCARNAÇÃO DE ALLEN WONG Creative Macau

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MENTIRAZINHA 37

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C I N E M A

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VIDA DE CÃO

O CARTOON STEPH 39

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UM LIVRO HOJE

87 8 02 0 51 35 3 69 6 3 69 6 5 4 0 18 1 27 60 6 89 8 47 4 2 35 3 4 3 21 2 5 07 60 6 98 6 74 7 03 20 2 1 8 9 8 2 5 91 39 3 76 7 04 1 30 43 4 6 98 9 2 75 59 5 8 27 2 41 4 03 0 5 41 4 9 8 6 07 0 32 72 7 60 36 3 59 5 14 1

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EXPOSIÇÃO | JARDIM BRILHANTE Museu de Arte de Macau | Até 24/02/2019

Cineteatro

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2 9 70 53 05 16 47 34 1 8 98 6 51 63 5 9 7 2 0 34 37 69 08 3 2 4 0 96 85 51

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83 7 8 4 6 9 1 2 5 60 30 7 3 2 06 74 58 69 1 25 45 0 36 2 59 07 3 18 1 94

8 2 31 90 84 25 59 67 3 6 63 8 9 1 0 27 5 76 94 2

4 87 3 8 45 30 2 1 76 9

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S U D O K U

TEMPO

11.1.2019 sexta-feira

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O caso aconteceu ontem por volta das 18h08, com uma assessora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transporte (DSSOPT), e mostra a magia das 18h00. Os contactos 5 entre 4 jornalistas 8 6 e1assessores 9 7do 2 Governo não se regem pelas regras normais, há contactos fora das 2 feitos 7 3 9 horas 0 tradicionais 5 6 4 de trabalho, comunicados emitidos quase à 4 há3uma9lógica 2 diferente. 5 6 Só8que 7 meia noite, há quem trabalhe na DSSOPT e se ache 1 0 6 Os7contactos 8 3disponi5 9 acima desta lógica. bilizados por este departamento não falam 7 ou2pelo4menos 0 de9forma8 fluente. 3 1 português É um problema? Sim e não. A boa-vontade 3 1 5 8 6 2 4 0 e o inglês permitem contornar o problema e asseguram 0 que8se faz 1 o trabalho. 3 4 Mas, 7 ontem 2 6 a senhora assessora não tinha boa-vontade. Já passavam das 18h00 9 6 7 5e simplesmente 2 1 0não 3 lhe apetecia falar com jornalistas. Só que eu 6 sabia. 5 O0 Governo 1 7também 4 9não 8 ainda não diz que depois das 18h00 não se devem 8os assessores... 9 2 4“Olá, 3 é João 0 Filipe 1 5 contactar do Hoje Macau. fala inglês?”, perguntei na língua de Shakespeare. Claro que fala, já antes os meus colegas tinham falado com ela. Talvez até eu já tivesse falado com ela, não me 3 recordo. 6 À5minha 1 pergunta 9 2 segue7 8 -se um grande silêncio. Estranho. Arrisco dizer no4meu8quase inexistente cantonense 7 0 2 3 1 6 “Inglês?”. “No”, oiço como resposta. 6 Pergunto 7 9 na5redacção, 1 0mas3será 4 Choco-me. que a ... fala mesmo inglês? Chegamos a 8 uma 2 alternativa. 3 9 5 acordo: 0 fala. 4 Procuro Ligo 7 a outro dos três contactos disponibilizados 1 3 Atende 6 4uma 5voz simpática, 7 0 2 pela DSSOPT. explica-me como devo fazer face 7 9 2 8 0 6à minha 4 3 dúvida para a DSSOPT. Agradeço. Antes de desligar 9 não 2 resisto 1 3a confirmar: 6 5 “A8sua 0 colega ... fala inglês?”, questiono. “Sim”, 8 resposta... 5 0 Agradeço 7 4 mais 1 6uma 9 oiço como vez e desligo o telefone... E fico a pensar... 0 4mente9de forma 7 8tão 2 Se uma 5 assessora clara 1 e num assunto tão pequeno, imagino qual 2 1 das 3 informações 6 8 4dadas9aos 5 será a veracidade jornalistas... João Santos Filipe

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9A PONTE SOBRE8O DRINA 1 7| IVO 4 ANDRIC 0 2 | 1945 3 9 8 9 6 3 5 2 8 0 4 5 4 9 1 0 6 7 8 3 1 7 5 2 3 8 1 6 0 4 1 7 5 8 9 0 2 6 3 2 3 0 6 4 9 7 5 6 3 8 6 9 5 4 1 2 0 0 2 4 1 7 6 5 8 7 6 0 9 7 3 5 4 1 2 5 4 8 2 1 3 9 7

THE POOL SALA 1

MORE THAN BLUE [B] FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Gavin Lin Com: Jasper Liu, Ivy Chen 14.30, 21.30

THE POOL [C] FALADO EM TAILANDÊS LEGENDADO EM CHINÊS/INGLÊS Um filme de: Ping Lumpraploeng Com: Theeradej Wongpuapan, Ratnamon Ratchiratham 16.30, 19:30 SALA 2

Com: Yuki Yamada, Asuka Saito, Honoka Matsumoto, Takara Sakumoto 14.30, 16.30, 21:30

BUMBLEBEE [B] Um filme de: Travis Knigth Com: Hailee Steinfeld, John Cena, Jorge Lendeborg Jr 19:15

Em A Ponte Sobre o Drina, uma ponte em Visegrad, na Bósnia-Herzgoniva, é a personagem principal que permite acompanhar a complexidade da região. Através de diferentes histórias, que acompanham a evolução temporal da ponte desde a construção, no século XVI,

até à 1.ª Guerra Mundial, o leitor tem a oportunidade de conhecer algumas das características culturais dos Impérios Otomano e Austro-Húngaro, e mais importante do que isso, as diferenças entre os principais habitantes das região: sérvios e bósnios muçulmanos. João Santos Filipe

SALA 3

A DOG’S WAY HOME [A] Um filme de: Charles Martin Smith Com: Bryce Dallas Howard, Ashley Judd, Alexandra Shipp 14.30, 16.30, 21:30

YOU ARE THE APPLE OF MY EYE [B]

RALPH BREAKS THE INTERNET: WRECK-IT RALPH 2 [A]

FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS/INGLÊS Um filme de: Yasuo Hasegawa

FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Rich Moore, Phil Johnson 19.15

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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Navarro de Andrade; José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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opinião 19

sexta-feira 11.1.2019

um grito no deserto PAUL CHAN WAI CHI

JOAN MIRÓ

Instituto para os Assuntos Municipais

U

MA das primeiras tarefas que o Governo da RAEM enfrenta em 2019, é a constituição do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), um corpo estatutário que deveria ter sido criado em 2002, para substituir a Câmara Municipal de Macau Provisória. Após um adiamento de mais de uma década, o Governo finalmente adicionou à Lei Básica a fundação do IAM. No que respeita à escolha dos membros do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais do IAM, existem muitas opiniões favoráveis à eleição de alguns deles por sufrágio directo, uma prática de longa data, à semelhança do processo em vigor no Conselho Consultivo do IACM. No entanto, o Governo tem agido de forma a ignorar esta prática esperando que os 25 membros do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais venham a ser escolhidos por nomeação do Chefe do Executivo. Quanto aos candidatos por auto-recomendação, a maioria é representativa do campo pró-governamental. Quando o Governo anunciou publicamente que o mecanismo de auto-recomendação era aplicável aos candidatos a membros do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais, encoragei os membros do campo pró-democracia a

apresentar candidaturas e ofereci-me para lhes obter cartas de recomendação. Espero que o Chefe do Executivo escolha, a partir das listas entregues, pessoas talentosas e competentes, de forma a que os membros do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais possoam incluir representantes dos diversos sectores da sociedade e, assim, poder existir uma participação equilibrada entre os diferentes interesses da sociedade de Macau. Mas, por vezes, as boas intenções são estilhaçadas pela realidade política. O actual Governo mostrou, durante o último mandato, ser incapaz de quebrar o ciclo vicioso da escolha de representantes dentro dos pequenos círculos das elites político-económicas. Contas feitas, o Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais é basicamente formado por mandatários do campo pró-governamental e por membros transitórios do Conselho Consultivo do IACM. Se não se quebrar este ciclo, haverá um défice de participação da sociedade na admnistração governamental. A composição do recém-fundado Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais revela-se um caso de consanguinidade política, que carece de credibilidade. Este cenário indicia que este orgão virá a constituir uma parafernália política.

Recentemente estive em Taiwan, durante as últimas eleições. Nessa altura tive oportunidade de falar com algumas pessoas e de tentar perceber a sua opinião sobre o conceito de “Um País, Dois Sistemas” e percebi que muitas delas o rejeitam. A estrondosa derrota do Partido Democrático Progressista (PDP) nestas eleições, foi um castigo infligido pelo povo pela atitude arrogante deste partido, pelo desrespeito da opinão popular e por defender, sobretudo, os seus próprios interesses. O conceito “Um País, Dois Sistemas” foi uma jogada de tudo-por-tudo de Deng Xiaoping para lidar com os problemas levantados por Hong Kong, Macau e Taiwan. Não havia precedentes que servissem de modelo para esta nova situação e a ideia destinava-se a resolver os problemas. Se o incidente de 4 de Junho de 1989 nunca tivesse ocorrido, acredito que a China estaria mais aberta ao mundo e teria avançado mais. Se os meus leitores tiverem boa memória, hão-de lembrar-se que a China declarou, à data, que Hong Kong permaneceria como estava por mais 50 anos, que não haveria tropas aquarteladas em Macau e que Taiwan poderia ter o seu próprio exército. É lamentável que Deng Xiaoping tenha falecido antes da transferência de soberania de Hong

A composição do recém-fundado Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais revela-se um caso de consanguinidade política, que carece de credibilidade. Este cenário indicia que este órgão virá a constituir uma parafernália política Ex-deputado e antigo membro da Associação Novo Macau Democrático

Kong. O conceito original de “Um País, Dois Sistemas” foi perdendo gradualmente flexibilidade durante o processo de implementação e, hoje em dia, é caracterizado por lutas ideológicas e desconfianças. No caso de Hong Kong, a ideia original da escolha do Chefe do Executivo por sufrágio universal passou a ser uma miragem e o fracasso da evolução constitucional provocou dissenções sociais. A parte dos “Dois Sistemas” acabou por se tornar um mero apêndice de “Um País”. Macau, continua a depender da indústria do jogo e da política de “Vistos Individuais” dos turistas continentais para manter a prosperidade e a estabilidade. Embora a economia continue em alta, ainda persistem muitos problemas sociais. O atraso desta ecologia política impediu que fossem revelados os méritos do conceito “Um País, Dois Sistemas”. A forma como os membros do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais do IAM vão ser escolhidos é o exemplo máximo desse atraso. Por isso, como é que o povo de Taiwan pode confiar no conceito “Um País, dois Sistemas” quando vê a forma como funciona em Hong Kong e em Macau? Este ano assinala-se na China o 100º aniversário do Movimento 4 de Maio, um movimento que exaltou ideias ocidentais, particularmente a ciência e a democracia. Mas, hoje em dia, “ciência e democracia” continuam a não passar de um slogan na China, onde a tecnologia substituiu a Ciência e a indigitação substituiu a eleição democrática. Se esta situação não se alterar, o futuro da China não será auspicioso e o princípio “Um País, Dois Sistemas” conhecerá novas crises.


Quer-me quando menos o merecer, pois será aí que mais o necessito. PALAVRA DO DIA

Osho

AUTOMÓVEIS VENDAS RECUAM PELA PRIMEIRA VEZ DESDE 1990

Condução pouco amiga Motorista da Transmac punido por conduzir a falar ao telemóvel na Ponte da Amizade

A

PUB

S vendas de automóveis na China caíram 5,8%, em 2018, para 22,35 milhões de veículos, no primeiro declínio anual desde 1990, segundo dados difundidos ontem pela imprensa estatal, coincidindo com outros indicadores negativos da economia chinesa. Em Dezembro passado, as vendas registaram uma queda homóloga de 19,3%, para 2,22 milhões de unidades, no sétimo mês consecutivo de queda homóloga, segundo o China Daily. “A situação é mais grave do que imaginávamos”, afirmou o presidente da Associação da China para Automóveis de Passageiros, Cui Dongshu, citado pelo jornal. Cui considerou que a desaceleração do ritmo de crescimento da economia chinesa, o aumento dos preços da habitação e as perdas nas praças financeiras do país “minaram a confiança dos clientes”. Entre as marcas mais afectadas constam a General Motors (queda homóloga de 9,9%) ou do maior fabricante de automóveis da China, o SAIC Motor (um aumento homólogo de 1,75%, depois de ter crescido 6,8%, em 2017). A construtora chinesa Geely aumentou as suas vendas em 20%, face a 2017, ficando 5% aquém da sua meta oficial. Mas Cui Dongshu acredita que o mercado, depois de “bater no fundo”, vai voltar a crescer, este ano, graças à redução das taxas alfandegárias sobre veículos importados dos Estados Unidos e os esforços dos fabricantes chineses para reduzir inventário, a partir do segundo semestre do ano passado. “Haverá um crescimento positivo, de pelo menos 1%, em 2019”, considerou o responsável, afirmando que “o Governo está a estudar oferecer novos incentivos à compra de veículos”.

FUTEBOL JOSÉ MOURINHO SEM INTENÇÃO DE REGRESSAR A PORTUGAL

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M motorista da Transmac foi suspenso por ter sido apanhado a conduzir enquanto falava ao telemóvel, informou a empresa em comunicado. O incidente ocorreu na manhã de ontem no autocarro 51A, que estabelece a ligação entre o complexo habitacional The Praia, no Fai Chi Kei, e a Avenida do Vale das Borboletas. Imagens de um vídeo amador, colocado a circular pouco tempo depois nas redes sociais, mostram o condutor, com o corpo debruçado sobre o volante que segura com os cotovelos, enquanto mexe activamente no telemóvel colocado em cima

do tabliê, durante a travessia da Ponte da Amizade. Em comunicado, a empresa indica que, após investigação, concluiu que, de facto, o motorista estava a utilizar o telemóvel enquanto conduzia. Dado que o incidente constituiu uma violação das regras, a transportadora decidiu aplicar um “castigo severo”, renovando os apelos a todos os motoristas para que prestem atenção à condução segura. A Transmac pede desculpa ao público, garantindo que vai continuar a reforçar a formação dos motoristas. Dados facultados pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) ao HM indicam que, entre Janeiro e

Novembro do ano passado, foram registados 1.442 acidentes envolvendo autocarros, ou seja, sensivelmente 130 por mês. Isto apesar de ter havido uma diminuição de 3,5 por cento em comparação com os primeiros 11 meses de 2017. Do total, 778 casos foram imputados à responsabilidade das operadoras, isto é, 53,9 por cento. Mudança de via de forma negligente, circulação sem a devida distância em relação ao veículo precedente, excesso de velocidade e travagem súbita, levando à queda ou desequilíbrio de passageiros, figuram como as principais causas dos acidentes de viação envolvendo autocarros, de acordo com a DSAT. D.M.

SEUL CO-FUNDADORA DE ‘SITE’ PORNOGRÁFICO FOI CONDENADA A QUATRO ANOS DE PRISÃO E A MULTA

A

co-fundadora do maior ‘site’ pornográfico da Coreia do Sul foi condenada ontem a quatro anos de prisão, num contexto de indignação sul-coreana contra a “pornografia com câmara espia”. Dezenas de milhares de sul-coreanos participaram nos últimos meses de protestos contra esse fenómeno, chamado de “molka”, cujos vídeos sem autorização mostravam imagens de mulheres na casa de banho, escola, nos transportes e vestiários. O ‘site’ Soranet, fundado em 1999, oferecia dezenas de milhares de vídeos pornográficos, incluindo filmes de “vingança pornográfica” ou mesmo as tais imagens de mulheres em locais públicos. A produção ou distribuição de pornografia é ilegal na Coreia do Sul. O Soranet foi encerrado em 2016 após reclamações de grupos de defesa dos direitos das mulheres.

A sua proprietária, de 45 anos, identificada pelo seu nome de família, Song, foi sentenciada a quatro anos de prisão e ao pagamento de uma multa de 1,4 mil milhões de won (um milhão de euros) por ajuda e cumplicidade na distribuição de material obsceno.Song foi condenada por “violar gravemente a dignidade universal dos outros”, de acordo com um comunicado do tribunal, no qual se sublinha que esta obteve um lucro “enorme”. A mulher agora condenada viveu durante anos, em fuga, na Nova Zelândia antes de ser detida em Junho passado, depois de ter sido forçada a regressar quando as autoridades sul-coreanas cancelaram o seu passaporte. O seu marido e outro casal, também co-proprietários do ‘site’, todos cidadãos australianos ou com autorização de residência permanente, encontram-se fora da Coreia do Sul.

sexta-feira 11.1.2019

treinador português José Mourinho disse ontem ter a motivação “em alta” para prosseguir a carreira, mas garantiu que, neste momento, não tem intenção de voltar a trabalhar no futebol português. Em declarações à CMTV, Mourinho, despedido recentemente do Manchester United, disse que não gosta de falar quando está desempregado, mas que, por respeito ao Benfica, quis assegurar que não é opção para o clube lisboeta. “A melhor maneira de respeitar um grande clube e um grande presidente, que demonstrou ser verdadeiramente amigo, é dizer qualquer coisa. Dizer que não fui convidado, dizer que, se eventualmente fosse, o presidente e o Benfica seriam os primeiros a saberem a minha decisão. Também ajudando um pouco a retirar a conversa sobre o assunto, acho que posso dizer que neste momento não tenho qualquer tipo de intenção de trabalhar em Portugal”, afirmou. Sobre o futuro, Mourinho disse que as suas “motivações estão como nunca” e que está “em alta”, mas que agora tem direito a esperar por um novo projecto. “Agora tenho direito à minha tranquilidade, à minha espera, ao meu tempo de autocrítica, de análise de tudo aquilo que vivi nos últimos anos, com a tranquilidade de poder pensar e preparar-me para a próxima etapa”, assumiu.


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