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˜ RÓMULO SANTOS
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
QUARTA-FEIRA 10 DE JULHO DE 2019 • ANO XVIII • Nº 4327
UMA FAIXA, UMA ROTA
SUNCITY GROUP
HONG KONG
MOP$10
OPINIÃO
Caminhar andando
Aplicação interior
Lei zombie
Corpo de praia
PÁGINAS 4-5
PÁGINA 8
PÁGINA 10
TÂNIA DOS SANTOS
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hojemacau
Multa bons Os resultados saltam à vista. As infracções cometidas por taxistas caíram drasticamente no ano passado. Os casos de cobrança excessiva desceram mais de 85 por cento entre Maio e Junho. A redução de infracções reportada pelas autoridades surge depois do aumento considerável das multas introduzido pela lei que veio regular o sector. PÁGINA 7
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CURVA NO RIO LI HE
DA AUDIÇÃO DOS MAPAS JOÃO PAULO COTRIM
E AGORA, JOÃO?
NUNO MIGUEL GUEDES
2 grande plano
ORIENTALISMO OBRA ESQUECIDA DO SÉCULO XIX VOLTA A SER EDITADA EM PORTUGAL
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O REGRESSO DE ´ TOMAS RIBEIRO
grande plano 3
quarta-feira 10.7.2019
Everton Machado, investigador da Universidade de Lisboa, percebeu que “As Jornadas”, livro de Tomás Ribeiro dos anos 70 do século XIX, agora reeditado em Portugal, reflecte a preocupação da época do poder político português com as colónias a Oriente
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PESAR de ter sido considerado um escritor de “segunda categoria”, esquecido no panorama literário português, Tomás Ribeiro, nascido em 1831 e falecido em 1901, deixou um importante testemunho sobre a época que viveu. Nomeadamente, no que toca à forma como, em pleno século XIX, a metrópole portuguesa não se preocupava apenas com as colónias africanas e com as pretensões materializadas pelo Mapa Cor-de-Rosa. A descoberta foi feita por Everton Machado, investigador do Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa (UL), que lança este ano, com a chancela da Biblioteca Nacional de Portugal, o estudo “O Orientalismo Português e As Jornadas de Tomás Ribeiro – Caracterização de um problema”, que se faz acompanhar da reedição da obra esquecida de Tomás Ribeiro. O livro não é mais do que um relato da viagem que o autor fez quando partiu para a Índia, onde desempenhou, pelo período de dois anos, o cargo de secretário-geral do vice-governador da Índia Portuguesa, Januário Correia de Almeida, visconde de São Januário, que seria depois Governador em Macau, em substituição de Ferreira do Amaral. As páginas de “As Jornadas” relatam, portanto, o périplo que Tomás Ribeiro fez por Espanha, França, Egipto, Áden (Iémen) e Bombaim até chegar a Goa, onde ficou entre 1870 e 1872. É em Goa que publica a segunda parte de “As Jornadas”, que também foram editadas em Portugal.
Em entrevista ao HM, Everton Machado declara que o livro, apesar de ignorado no meio literário, é importante porque revela essa preocupação com os territórios ocupados e administrados no Oriente. Apesar da Índia Portuguesa ter tido sempre o foco principal, Macau era também um território que gerava receios junto dos governantes. Já quando o Império português começa a entrar em decadência, depois do fulgor vivido no século XVI, aquando dos Descobrimentos, surge “uma obsessão com o colonialismo e o império subalterno” às mãos dos ingleses e dos franceses. “Há autores que defendem que, no século XIX, não teria havido uma questão do Oriente. Por isso, não se poderia falar de orientalismo português no século
Em entrevista ao HM, Everton Machado declara que o livro, apesar de ignorado no meio literário, é importante porque revela essa preocupação sobre os territórios ocupados e administrados a Oriente
foi considerada das mais importantes, apesar de só lá ter estado dois anos, e também por causa da sua acção em Macau, que nos mostra que ele tentou lutar pela soberania de Portugal em Macau”.
A CRÍTICA AO “DESLEIXO”
Apesar de “As Jornadas” não retratarem Macau, acabam por estabelecer um elo de ligação com o território, dado o importante papel que Januário Correia de Almeida teve no desenvolvimento da Macau portuguesa
XIX, e eu tento demonstrar através da obra de Tomás Ribeiro que afinal havia essa questão”, contou Everton Machado. “Claro que o foco maior do Governo, na altura, era África, por causa da questão do Ultimato [inglês]. Mas isso não quer dizer que o Governo não se preocupava com o Oriente. Havia de facto também interesse pelo Oriente, sobretudo pela Índia. O problema africano não deixou de lado o Oriente na segunda modernidade e a partir daí conseguiríamos falar de um orientalismo português no século XIX e XX”, frisou o autor. Importa dar o contexto de que o ultimato inglês foi a resposta britânica às pretensões territoriais portuguesas espelhadas no Mapa cor-de-rosa, que traçava uma faixa no continente africano, entre Angola e Moçambique, englobando na soberania lusa países como Zâmbia, o Zimbábue e Maláui, entre o Atlântico e o Índico. Ora, as pretensões portuguesas esbarraram no projecto ferroviário britânico que pretendia ligar a África do Sul ao Egipto. Como tal, a Rainha Vitória fez um ultimato à coroa portuguesa: Ou esquecem o mapa ou têm guerra. Apesar dos protestos do rei D. Carlos, Portugal
acaba por recuar face ao ultimato de Londres.
A PREOCUPAÇÃO COM MACAU Para o investigador, há uma questão de “centralidade” no livro de Tomás Ribeiro, pela forma como o autor “coloca as questões relativamente à Índia e ao Império português”, ao estabelecer a ideia de que “há outros orientes portugueses”. Apesar disso, “a Índia acaba por ser estruturadora e representar as grandes conquistas, como a chegada de Vasco da Gama ao território. A Índia ocupa no imaginário português um lugar especial e ‘As Jornadas’ acabam por nos dar essa realidade”, acrescentou Everton Machado. A viagem de Tomás Ribeiro é feita na companhia de vários intelectuais que iam desempenhar serviços nos territórios orientais, como foi o caso de Januário Correia de Almeida, visconde de São Januário. Este, depois de dois anos a desempenhar um importante papel como vice-governador da Índia Portuguesa, embarca para Macau. Tomás Ribeiro regressaria depois à metrópole. Apesar de “As Jornadas” não retratarem Macau, acabam por estabelecer um elo de ligação com o território, dado o importante papel que Januário Correia de Almeida teve no desenvolvimento da
Macau portuguesa. “Ele queria desenvolver Macau”, apontou Everton Machado. “Ferreira do Amaral foi o grande Governador, que no século XIX garantiu a colonização de Macau, pois havia a preocupação de garantir a soberania dos portugueses no território”, explicou o académico. O livro mostra também “a própria acção do visconde São Januário em Goa, que
“O que muitos intelectuais fazem, e o que Tomás Ribeiro faz também, é essa constante crítica ao desleixo do Governo português na altura com as suas colónias.” EVERTON MACHADO ACADÉMICO
Everton Machado recorda as palavras do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, que fala da existência, no século XIX, de “um colonialismo subalterno de Portugal”, isto porque Portugal se havia tornado “quase numa colónia formal do império britânico, pois não tinha mais nenhum poder no tabuleiro político da época”. Nesse sentido, “As Jornadas” fazem críticas ao facto de Portugal se ter rendido ao papel de país periférico e de não ter lutado para manter a glória do século XVI, tal como o fizeram outros intelectuais da época. “O que muitos intelectuais fazem, e o que Tomás Ribeiro faz também, é essa constante crítica ao desleixo do Governo português na altura com as suas colónias, ao mesmo tempo que crítica as acções dessas posições hegemónicas, exaltando sempre a grandiosidade do império português, mas, por outro lado, pondo de parte Portugal”, disse Everton Machado. No livro “O Orientalismo Português e As Jornadas de Tomás Ribeiro – Caracterização de um problema”, o autor não deixa de lembrar que Tomás Ribeiro não foi o único a lamentar a decadência do império português. “O sentimento híper-identitário é patente noutras narrativas de viajantes portugueses da altura, acompanhado da denúncia face ao desleixo da metrópole para com as colónias. São exemplos “Jornadas pelo mundo” (1895), do Conde de Arnoso, Bernardo Pinheiro Correia de Melo (1855-1911), e “No Oriente: de Nápoles à China” (1896-1897), deAdolfo Loureiro (1836-1911).” Everton Machado cita mesmo Fátima Outeirinho quando esta afirma que “os textos de Tomás Ribeiro e Adolfo Loureiro são ocasião de testemunho de um sentimento de decadência, de denúncia de uma atitude de negligência e de lamento perante a malsucedida acção governativa portuguesa nessas paragens longínquas”. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com
4 uma faixa, uma rota
O caminho
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COLÓQUIO CHUI SAI ON DEFENDE COMÉRCIO LIVRE COM PAÍSES LUSÓFONOS
“Macau, uma cidade Mundial dentro da estratégia nacional ‘Uma Faixa, Uma Rota’” foi o tema do colóquio realizado ontem na Torre de Macau onde se reuniram governantes, académicos e representantes de vários sectores sociais. Chui Sai On defendeu que o território deve apostar na livre circulação comercial entre os países de língua portuguesa e a China, e no apoio do território na internacionalização do renminbi
GCS
ESENVOLVER o livre fluxo comercial entre a China e os países de língua portuguesa pode ser a afirmação de Macau dentro do projecto nacional “Uma Faixa, Uma Rota”. A ideia foi defendida ontem pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On, no discurso de abertura do “Colóquio de Intercâmbio” sobre o posicionamento do território no âmbito da estratégia do Governo Central. “Através da Comissão de Trabalho para a construção de ‘Uma Faixa, Uma Rota’, iremos promover, a passos firmes, os vários trabalhos focando-nos no planeamento geral e no ‘livre fluxo de comércio, na integração financeira e no entendimento entre os povos”, apontou Chui. Este trabalho será feito tendo em conta os países de língua portuguesa, com Macau a “desempenhar plenamente o seu papel de plataforma de serviços de cooperação comercial”, acrescentou o Chefe do Executivo. No que respeita à promoção do entendimento entre os povos, a ideia é “aproveitar as vantagens decorrentes do estabelecimento em Macau de um número considerável de chineses regressados do exterior e das amplas relações com os países do sudeste asiático, os de língua portuguesa e a União Europeia (EU)”. Aqui, o foco é a promoção do território enquanto base para a formação de quadros bilingues em chinês e português e centro de intercâmbio na área da cultura entre a China e os países lusófonos. Neste sentido, Chui Sai On recordou que “Macau é uma cidade onde as culturas chinesa e ocidental se fundem e tem sido, desde tempos remotos, um importante entreposto da “Rota da Seda Marítima”. Desta forma, e tal como já tinha sido referido pelo Presidente chinês, Xi Jinping, “Macau continua a ter um estatuto especial e vantagens singulares e pode continuar a desempenhar um papel insubstituível”.
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ROTA CULTURAL
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participação de Macau na estratégia nacional “Uma Faixa, Uma Rota” deve ter em conta o intercâmbio cultural, apontou ontem a presidente da Casa de Portugal no território, à margem do colóquio realizado ontem. “Macau não pode estar exclusivamente dependente da parte económica, porque se só se pensar na parte económica, Macau é tragado muito facilmente”, disse preocupada com o facto de o debate acerca da participação local na estratégia nacional estar a ser dirigido essencialmente à área económica. “Só vejo que Macau possa sobreviver neste contexto se houver um investimento muito grande na parte cultural, e que isso dê força, estatuto e uma identidade”, acrescentou a responsável.
Chui Sai On, Chefe do Executivo “Macau irá desempenhar plenamente o seu papel de plataforma de serviços de cooperação comercial [entre a China e os países lusófonos].”
Macau deve ter em atenção o estatuto de “porto franco e zona do gabinete de ligação da China em Macau
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de Macau Chui Sai On não deixou de sublinhar que “a construção de ‘Uma Faixa, Uma Rota’ é uma oportunidade estratégica que permite que Macau acompanhe o desenvolvimento internacional”. Por outro lado, o governante prometeu que a RAEM vai continuar a assumir-se como “centro de serviços comerciais (…), de distribuição dos produtos alimentares (…) e de centro de convenções e exposições para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa”.
No final da sua intervenção, o Chefe do Executivo deixou a promessa de que Macau não vai desperdiçar as vantagens de que dispõe e aproveitar o facto de o Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa estar sediado no território para contribuir para o desenvolvimento de mais investimentos e operações financeiras em renminbi com os países lusófonos.
POSTO DE CÂMBIO
Também o presidente da Associação de Bancos de Macau e da sucur-
sal de Macau do Banco da China, Li Guang defendeu a importância do território no reconhecimento internacional da moeda chinesa. Para o responsável, esta internacionalização do renminbi é cada vez mais importante tendo em conta o actual desenvolvimento das relações comerciais entre a China e os países de língua portuguesa. Na sua intervenção defendeu que o território “deve melhorar os serviços de liquidação de renminbi com estes países em termos de amplitude e profundidade”.
Cabe ainda a Macau, fazer a ligação financeira com os países lusófonos e dar apoio às empresas locais de modo a “aproveitar a oportunidade” oferecida pela estratégia “Uma Faixa, Uma Rota” para que a China possa “obter um espaço mais amplo neste palco internacional”.
RECADOS DADOS
Na mesma ocasião, o subdirector do gabinete de ligação da China em Macau, Yao Jian, deixou alguns recados ao território. Para o responsável, se Macau quer realmente ser uma cidade de relevo dentro estratégia nacional “Uma Faixa, Uma Rota”, são necessárias três medidas, todas ligadas ao desenvolvimento do território enquanto plataforma, mas que divergem nas áreas de actuação. Em primeiro lugar, Yao destacou a necessidade de Macau continuar a apostar na realização de acordos multilaterais. Para o efeito o território deve aproveitar o papel de “ponte” entre os interesses da China e os dos países de língua portuguesa, que representam para Pequim “uma porta de entrada
MI JIAN, O AUSENTE
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aduaneira distinta”, características que permitem a promoção cada vez maior da livre circulação de bens, de pessoas e de capital, referiu Yao Jian, subdirector
grande ausência no simpósio organizado pela Direcção dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional foi o seu representante máximo, Mi Jian. Em sua substituição, o subdirector, Ung Hoi Ian, justificou a falta com a necessidade “do director se deslocar a uma outra reunião, em Macau, sobre a Grande Baía”. A não comparência de Mi Jian sucede à entrega de uma carta ao Comissariado contra a Corrupção (CCAC), assinada por funcionários do organismo que acusam o director de irregularidades. Apesar da denúncia, Ung Hoi Ian afirmou que “está tudo a funcionar normalmente”. “O funcionamento está bom, normal. Todos trabalham para as reuniões e para estas palestras. Todos os nossos funcionários estão a trabalhar normalmente”, apontou. Relativamente à missiva, o responsável desvalorizou a seu papel. “Eu próprio penso que não é nada de maior. O ambiente de trabalho da nossa direcção de serviços é muito harmonioso, e eu próprio também acho que o nosso director não se preocupa muito com a carta da queixa”, apontou aos jornalistas à margem do evento.
nos mercados africanos, europeus e sul-americanos”. A segunda sugestão aponta que Macau deve ter em atenção o estatuto de “porto franco e zona aduaneira distinta”, características que permitem a promoção cada vez maior da livre circulação de bens, de pessoas e de capital. Por último, cabe ao território reforçar a cooperação no que respeita à formação de talentos, acrescentou Yao Jian.
ATALHO PARA A EUROPA
Macau deve ser o protagonista no desenvolvimento de relações com a UE defendeu o presidente fundador da Cheung Kong Graduate Shool of Business, Xiang Bing. Para Xiang, “a UE tem um papel muito importante no comércio global”, pelo que “a cooperação estratégica entre a China e a UE se torna cada vez mais importante”. Tendo em conta que “Macau e os países da UE têm uma boa história de cooperação e um bom relacionamento”, perante um “contexto de grandes mudanças globais e nesta nova época de desenvolvimento chinês (…), Macau pode ser a ponte de colaboração e a ligação emocional [com a UE]”, disse na sua intervenção. Neste sentido, cabe ao território “desempenhar o papel de ‘janela’ com os países e os territórios de língua portuguesa”, disse. Este papel do território é tanto mais importante dado o momento actual, “marcado pela crescente importância da UE no comércio global” e do “relacionamento entre os países Europeus e a China”. Por outro lado, é de aproveitar as tensões que se vivem com os Estados Unidos, tanto em relação à China como em relação à própria Europa, “para conseguir uma maior aproximação com a UE”, considerou já em declarações à margem do evento. O especialista em economia internacional apontou ainda a importância do “círculo económico do confucionismo”, ou seja, uma nova área económica da qual constam países que de alguma forma têm as suas culturas influenciadas pela filosofia do pensador chinês. Fazem parte deste círculo o Japão, Coreia do Sul, Macau, Hong Kong, Taiwan e Singapura, “que juntos formam uma potência económica de liderança internacional”. O académico sugeriu ainda a criação de um instituto comercial luso-chinês para promover as relações comerciais entre as partes. Além disso, Xiang Bing referiu que Macau tem de apostar no desenvolvimento “nas áreas da educação e das indústrias criativas e culturais”, para se poder valer das suas vantagens “particulares” no sentido de contribuir para as politicas nacionais. O colóquio realizado ontem foi organizado pela Direcção dos Serviços de Estudo de Política e Desenvolvimento Regional. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
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Director da Faculdade de Letras (Ref. N.º FAH/DEAN/07/2019) A Universidade de Macau (UM) é a única universidade pública em Macau, posição esta que lhe confere uma vantagem singular no desenvolvimento de uma universidade de prestígio mundial, com características regionais. Nos últimos anos, a UM tem vindo a conhecer enormes progressos, assim como um prestígio internacional crescente pelo seu ensino, investigação e serviço à comunidade. A instituição conta com o maior sistema de colégios residenciais na Ásia e um modelo pedagógico singular, composto por quatro componentes (educação especializada, educação holística, educação através da investigação e de estágio e educação comunitária). Todos estes elementos proporcionam uma educação conducente ao desenvolvimento integral dos estudantes. Além disso, a UM recruta, internacionalmente, académicos de excelência, a fim de criar um ambiente de aprendizagem multilíngue e multicultural para os estudantes. Com o desenvolvimento da área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e as iniciativas recentes da UM, destinadas à promoção da investigação de ponta e dos cursos interdisciplinares, a instituição enfrenta oportunidades sem precedentes e oferece excelentes perspectivas de desenvolvimento profissional em diversas áreas. A Universidade de Macau convida candidaturas para o cargo de Director da Faculdade de Letras. Faculdade de Letras A Faculdade de Letras da Universidade de Macau dedica-se ao desenvolvimento de disciplinas académicas em Letras e Humanidades. Com cerca de 1.200 estudantes, a Faculdade ministra cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento de alta qualidade, nas áreas das línguas chinesa, inglesa, portuguesa e japonesa, como também da História, da Filosofia e da Religião. Além disso, a Faculdade ministra igualmente disciplinas de Educação Holística para toda a Universidade. Mais de 110 docentes com perfis internacionais leccionam nesta Faculdade e trazem para as salas de aula não só os seus conhecimentos académicos, como também a sua experiência prática e de estudos nas áreas das Letras e Humanidades, realizando, simultaneamente, actividades de investigação de referência nas respectivas áreas. As informações mais detalhadas sobre a Faculdade de Letras estão disponíveis em https://fah. um.edu.mo/. Director da Faculdade de Letras O Director deve possuir experiência considerável na gestão duma faculdade, no planeamento académico estratégico, no design curricular, na organização de laboratórios e no desenvolvimento de investigação, devendo ainda estar dedicado à prossecução da excelência de ensino, investigação e serviço. O candidato deve possuir, em particular, as seguintes qualificações: 1. Detentor de doutoramento numa área relevante; 2. Professor catedrático ou superior, com distinta e internacionalmente reconhecida experiência de investigação e académica; 3. Excelente capacidade de liderança académica, dedicação ao desenvolvimento de investigação e experiência de ensino superior de boa qualidade; 4. Notável capacidade da gestão e comunicação; 5. Domínio da língua inglesa que é a língua de trabalho; o conhecimento do chinês/português será uma vantagem. Remuneração O candidato seleccionado auferirá uma remuneração anual de MOP1.328.800 (aproximadamente USD164.050) ou superior, tributável, de acordo com as respectivas qualificações académicas e experiência profissional. Em Macau, actualmente a taxa máxima do imposto sobre o rendimento é de 12%, mas a taxa efectiva situa-se entre os 5% e 7% após várias isenções discricionárias. Além de uma remuneração competitiva, a UM oferece ainda uma série de benefícios, incluindo seguro de saúde, Fundo de Previdência, alojamento/subsídio de residência e outros subsídios. Para mais detalhes sobre as regalias para os funcionários, é favor visitar https://www.um.edu.mo/ admo/vacancy_faq/. Procedimentos de candidatura As informações mais detalhadas sobre este lugar estão disponíveis em https://career.admo.um.edu.mo/. Nomeada pela UM, a empresa Perrett Laver prestará serviços de consultoria para o recrutamento deste cargo. É favor enviar uma carta de candidatura, um currículo vitae detalhado em inglês e outros materiais relacionados com a candidatura para o seguinte endereço, com a indicação do número de referência FAH/DEAN/07/2019. 1901 Wilson House, 19-27 Wyndham Street, Central, Hong Kong Email: Kieran.Pollentine@perrettlaver.com Tel: +852 3702 6498 Este lugar permanecerá aberto até que seja preenchido. A análise das candidaturas e a nomeação começarão de imediato. É favor entregar os materiais de candidatura até 11 de Agosto de 2019 para garantir uma apreciação atempada. Após a submissão da candidatura, os candidatos que não sejam convidados para entrevista dentro de 3 meses, podem considerar a respectiva candidatura não seleccionada. Para mais informações, é favor contactar Sr. Kieran Pollentine (Tel: +852 3702 6498). *** Será observada a confidencialidade relativamente aos dados pessoais fornecidos pelos candidatos. Estes dados serão apenas usados para os processos de candidatura *** ** Em caso da igualdade de qualificações académicas e experiência profissional, será dada prioridade aos detentores de Bilhete de Identidade de Residente Permanente de Macau **
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DST ESPERADA OCUPAÇÃO HOTELEIRA DE 90 POR CENTO NO VERÃO
RÓMULO SANTOS
quarta-feira 10.7.2019
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ELENA de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo, disse que a taxa de ocupação de hotéis durante as férias de Verão deverá ser superior a 90 por cento. A responsável adiantou ainda que apesar do esperado aumento do número de excursionistas, com a abertura da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, tal não se deve reflectir na taxa de ocupação hoteleira. De acordo com o Jornal do Cidadão, Helena de Senna Fernandes adiantou também que o número de visitantes aumentou 20 por cento nos primeiros cinco meses deste ano, números que explicam a elevada taxa de ocupação esperada para os meses de Verão. “Antes da abertura da nova ponte os excursionistas chegavam a Macau de noite e começavam a visita no dia seguinte. Mas agora eles chegam primeiro a Zhuhai, depois visitam Macau no dia seguinte de manha e à noite voltam para seu local de residência”, acrescentou a directora. Quanto ao alojamento de baixo custo, a directora disse ainda que foram recebidas muitas candidaturas nos últimos anos, mas que muitas envolvem projectos de remodelação de edifícios, o que obriga a coordenação entre vários departamentos públicos.
Crime Excursionistas queixam-se de extorsão
Um grupo de excursionistas do Interior da China que visitou Macau e Hong Kong queixou-se de ter sido burlado. Aém dos 2000 renminbis pagos pela visita de três dias e duas noites, com dormidas incluídas, acabou por ter várias despesas que supostamente já estavam incluídas no pacote de viagens. De acordo com um trabalho da MASTV, entre as despesas extra esteve uma deslocação ao Hotel e Casino Venetian, pela qual cada excursionista teve de pagar 200 renminbis à agência. Contudo, mais tarde, essa cobrança acabou mesmo por ser cancelada, uma vez que os turistas apresentaram queixa junto das autoridades locais. Porém, apesar de terem poupado os 200 renminbis, o mesmo não terá acontecido em outras deslocações em Hong Kong e Macau onde aos excursionistas foi cobrado um valor extra. Além disso, em Hong Kong foram ainda obrigados a fazer compras em lojas à escolha da agência.
TÁXIS NOVA LEI LEVA A REDUÇÃO DE 77 POR CENTO NAS INFRACÇÕES
Resultados à vista Os casos de cobrança excessiva caíram de 327 para 47 no espaço de um mês, depois da entrada em vigor da nova lei que regula o sector. Para estas irregularidades, a multa aumentou das mil patacas para um valor máximo de 15 mil patacas
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número de infracções cometidas por taxistas sofreu uma quebra de 77 por cento depois da entrada em vigor da nova lei que regula o sector. Entre Maio e Junho, o número de casos passou de 493 para 113. Os dados foram revelados ontem pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), citados pelo jornal Ou Mun. No que diz respeito a cobranças excessivas, em Maio as autoridades receberam 327 queixas, um número que caiu consideravelmente, 85,6 por cento, em Junho para os 47 casos, uma quebra de 280 casos. Importa referir que com a entrada
em vigor da nova lei dos táxis, a multa para a cobrança excessiva subiu de mil patacas para um valor entre as 6 mil e as 15 mil patacas, dependendo do dinheiro cobrado. Em relação à recusa do serviço, a quebra foi de 100 infracções, segundo as autoridades, de 121 casos para 21. Neste caso, está actualmente em vigor uma multa
A associação AMCTM pediu ao Governo um aumento de 15 por cento sobre o custo final das viagens de táxi
de 3 mil patacas, que representa um aumento de mil patacas. No capítulo das outras infracções não houve qualquer redução no valor, que se manteve nas 45 ocorrências. É o somatório dos três tipos de casos que registou uma quebra de 77 por cento, de 493 ocorrências para 113. Além das infracções cometidas por taxistas, o Corpo de Polícia de Segurança Pública revelou na segunda-feira ter realizado várias operações sobre a forma como as pessoas atravessam as ruas e os carros cedem a passagem. Assim, entre 3 e 8 de Julho, a polícia identificou 31 casos de peões que atra-
vessaram a rua fora da passadeira ou quando a luz do semáforo para peões estava vermelha. A multa nestas situações é de 300 patacas. Por outro lado, foram registados 25 casos em que os condutores não cederam a passagem a peões nas passadeiras, prática que é punida com uma multa máxima 2.500 patacas. Finalmente, registaram-se igualmente 75 casos de pessoas a conduzir ao telemóvel e 63 ocorrências de condutores sem cinto de segurança.
AUMENTOS NOS PREÇOS
A redução das infracções já tinha sido antevista pela Associação de Auxílio Mútuo de Condutores de Táxi de Macau (AMCTM), através do presidente Tony Kuok, que na semana passada defendeu que a nova lei ia permitir um desenvolvimento mais saudável do sector. Além disso, a AMCTM pediu igualmente ao Governo o aumento de 15 por cento sobre o custo final das viagens. Também durante oAno Novo Chinês os taxistas querem ter direito a cobrar mais 15 patacas por viagem, comparando com os preços actualmente praticados. O Governo ainda não tomou uma posição face a este pedido de aumento. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
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Crime Russo suspeito de aceder a 50 mil dólares com cartões falsos Um cidadão russo, que alegadamente trabalhava para uma organização europeia que fabricava cartões falsos, terá levantado 50 mil dólares de Hong Kong numa caixa ATM junto ao Mercado Vermelho e na zona do Fai Chi Kei. A Polícia Judiciária (PJ) descobriu que o suspeito entrou no território através da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau no mês passado, juntamente com um
Um jornal ligado à Xinhua escreveu um artigo a descrever a alegada app da empresa junket que, a partir de um cartão SIM de Macau, permite fazer apostas no Interior da China. A empresa liderada por Alvin Chao nega ilegalidades
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Suncity é acusada por um jornal ligado à agência estatal chinesa Xinhua de ter um mega-esquema de jogo ilegal no Interior da China, com recurso a cartões de telemóvel de Macau, para a realização de apostas à distância. A notícia foi publicada pelo jornal Eco-
cúmplice. Foram feitos 20 levantamentos de montantes entre 1.000 a 5.000 dólares de Hong Kong, valores que eram usados pelo grupo para investir em criptomoeda. O homem, de 30 anos de idade, considerado como o elemento principal do grupo criminoso, foi detido na zona do Porto Interior. A PJ continua à procura do cúmplice, que está em fuga.
Tráfico de droga Residente de Hong Kong detido em Macau Um homem de 27 anos de idade, alegadamente ao serviço de uma associação criminosa de Hong Kong, foi detido em Macau pela prática de tráfico de droga. A PJ terá recebido informações sobre a alegada venda de droga em estabelecimentos nocturnos de Macau. Após investigações, as autoridades interceptaram o homem durante a madrugada de ontem, na Praça de Ponte e Horta, zona do Porto Interior,
na posse de um saco com 0,31 gramas de cocaína, que vale cerca de mil patacas no mercado negro. O suspeito disse às autoridades que tinha dívidas e que, por esse motivo, começou a trabalhar para a rede de tráfico de droga de Hong Kong a troco de dois mil dólares de Hong Kong como recompensa. Aquando da detenção, o suspeito já teria vendido mais de 50 sacos de cocaína.
JOGO SUNCITY GROUP ACUSADA DE GERIR JOGO ILEGAL PARA A CHINA
Teletrabalho interior nomic Information Daily, que relata que o esquema funciona com recurso a uma aplicação móvel que permite aceder ao que acontece nas mesas de jogo da Suncity, nos casinos do Camboja e Vietname. De acordo com a publicação, quando os jogadores vêm a Macau com a empresa junket é-lhes, alegadamente, fornecido um cartão SIM local, por 100 dólares de Hong Kong. Com esse número, os jogadores conseguem ultrapassar a censura online chinesa e instalar a aplicação da Suncity. Desta forma, podem jogar online em tempo real, enquanto assistem ao vídeo das mesas de jogo no Camboja ou Vietname. Por outro lado, caso sejam mais conservadores, podem ainda utilizar o número para telefonar a um empregado da Suncity e fazer a aposta. Contudo, a grande preocupação mencionada no artigo é o facto da promotora de jogo ter, alegadamente, instalado um departamento no Interior da China com o
o negócio são reportados às entidades competentes de forma regular, criteriosa sem que haja qualquer falsidade nas declarações”, foi acrescentado. A Suncity disse também que o conteúdo do artigo era “falso” e que continha “conjunturas” que causaram “danos sérios” à imagem do Grupo, pelo que a administração reserva o direito de mover acções legais contra o jornal que faz parte do grupo Xinhua, ou seja, que está ligado ao Governo chinês.
A Suncity disse que o conteúdo do artigo era “falso” e que continha “conjunturas” que causaram “danos sérios” à imagem do Grupo
objectivo de cobrar dívidas e pagar prémios. Este tipo de operações é feito com recurso a bancos paralelos, que são frequentemente PUB
utilizados para a entrada e fuga de capitais do Interior. Por outro lado, o facto de os pagamentos serem feitos em yuans fez com que, segundo o artigo, milhares de milhões tenham sido colocados a circular na plataforma, para depois serem utilizados em apostas. Como consequência, o artigo cita um “especialista do jogo” não identificado que aponta que o esquema “causa danos enormes ao tecido social, económico e à segurança financeiro do Interior da China”.
TUDO MENTIRA
Depois da publicação do artigo no Economic Information Daily, a Suncity emitiu um comunicado a negar qualquer prática ilegal: “A Suncity [...] não opera qualquer tipo de jogo online” pode ler-
-se no documento, em chinês. “Todo o negócio é realizado de acordo com a legislação em Macau e os dados operacionais sobre
RETIRADA DE LICENÇA
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pós a notícia, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos reuniu com um representante da Suncity e avisou a empresa que mesmo as actividades fora de Macau podem fazer com que lhe seja retirada a licença para operar como promotora do jogo. A informação foi enviada através de uma resposta ao HM e a DICJ refere que “acompanha o caso com toda a atenção”. Ao mesmo tempo, no comunicado é apontado que qualquer tipo de actividade relacionada com jogo online é ilegal.
Após a divulgação das notícias, o banco de investimento Sanford C. Bernstein emitiu um relatório sobre o acidente e apontou que a publicação do jornal é um aviso às empresas presentes em Macau. “O artigo em si pode ser uma mensagem de aviso para a Suncity e talvez para outros operadores de jogo à distância, para que reduzam a forma como promovem as operações fora do território, pode ler-se na nota do banco de investimento, citada pelo portal GGR Asia. Por outro lado, a Sanford C. Bernstein aponta que esta é a primeira vez que os junkets são ligados ao jogo online, o que poderá ter consequências negativas: “Os junkets podem enfrentar maior escrutínio devido aos negócios fora do território [...] e à forma como interagem com os clientes”, foi acrescentado. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
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quarta-feira 10.7.2019
VISTOS GOLD SÓCIO DE STANLEY HO REJEITA ACUSAÇÕES DE BURLA EM DIREITO DE RESPOSTA
IAM Moedas atiradas para lagos totalizam 3 mil patacas
O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) recolheu 3.000 patacas “nos últimos anos” de lagos dos jardins do território. A informação foi avançada pelo organismo que não foi capaz de explicar a duração do período em que as 3.000 patacas foram recolhidas. “O IAM procede a limpezas regulares das moedas que estão dentro dos lagos sob a sua gestão. Na sua grande maioria, são moedas de 10 ou 50 avos. O montante recolhido ao longo dos anos é de cerca 3000 patacas”, escreveu o IAM, face a uma questão do HM. Em relação ao destino do dinheiro, o IAM explicou que “é utilizado para caridade e acção social. Por outro lado, o organismo presidido por José Tavares deixou o apelo para que as pessoas não lancem moedas aos lagos e que se o fizerem arriscam-se a serem advertidas pelos trabalhadores destes espaços públicos. “Lançar moedas para dentro dos lagos não é considerada uma prática correcta. Cabe aos trabalhadores dos parques transmitir essas instruções caso se deparem com tal situação”, foi apontado.
DSEJ Programa de aperfeiçoamento contínuo estende-se a Zhuhai
O programa de desenvolvimento contínuo vai arrancar em Zhuhai com cursos de software, redes de internet e manutenção de veículos aéreos não tripulados. A informação foi adiantada pelo Chefe da Divisão de Extensão Educativa da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), Wong Chi Iong ao programa Fórum Macau. “A próxima fase do Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo vai subsidiar os residentes que frequentem cursos e realizem exames de credenciação na área da Grande Baía e vai aplicar-se primeiro em Zhuhai”, disse. Relativamente à aprovação de projectos dentro do referido programa, o responsável assegurou que “todas as candidaturas são estritamente analisadas” e que o organismo “dá muita importância às qualificações dos formadores, sublinhando que na terceira fase do programa “o 82 por cento dos instrutores possuem ‘mestrado e doutoramento’, um aumento significativo em relação aos 63 por cento das fases anteriores”.
Está tudo nos conformes
Choi Man Hin, presidente do conselho de administração do grupo Estoril Sol, rejeitou ontem acusações de burla depois de um jornal português ter noticiado um alegado caso de ilegalidades no âmbito de atribuição de vistos gold. O empresário nega que a sociedade envolvida esteja em risco de falência
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ERCA de uma semana depois do diário português Público ter noticiado um alegado caso de burla que envolve elevados investimentos em armazéns em Portugal e uma empresa cujo sócio é parceiro de negócios de Stanley Ho, eis que o responsável vem rejeitar as acusações de que é alvo. Num direito de resposta publicado ontem no Público, Choi Man Hin assegura que o jornal publicou “informações desvirtuadas e inverdades manifestas” sobre o caso que envolve a empresa de que é sócio, a sociedade POAO II – Investimentos Imobiliários. O responsável assegura que não tirou, “até ao momento, qualquer proveito financeiro do investimento realizado, estando, em conjunto com os demais sócios, a trabalhar no sentido de ultrapassar os resultados menos positivos”. Apesar da venda de armazéns a investidores chineses estar a ser investigada pelo Ministério Público (MP), Choi Man Hin defende que “a acusação de 'burla' é uma difamação lamentável”. “No âmbito da minha participação no capital da sociedade construtora do centro POAO, jamais pratiquei qualquer acto ou omissão que possa ser qualificada como tal, pelo que repudio veemente todas as acusações que me vem imputadas”. Oito investidores chineses acreditavam estar a comprar lojas na zona de Porto Alto, Samora Correia, no concelho de Benavente, quando se depararam com armazéns adquiridos numa zona comercial “fantasma”. Além disso, dizem ter sido vítimas de especulação imobiliária nesse negócio, sendo que muitos não
tem ainda os vistos gold que lhes foram prometidos.
“UMA ALTERNATIVA”
O empresário assegura que a sua participação neste projecto tem um carácter pessoal. “Trata-se de um projecto que pretendia constituir alternativa à sobrecarga que se verificava nas lojas situadas
“Projecto pretendia constituir alternativa à sobrecarga que se verificava nas lojas situadas no Martim Moniz.” CHOI MAN HIN EMPRESÁRIO
no Martim Moniz, construindo-se um espaço onde a comunidade chinesa residente na área metropolitana de Lisboa pudesse desenvolver os seus negócios.” O investimento feito na POAO II “não tem qualquer relação com os cargos que exerce no grupo Estoril Sol ou outras entidades”, assume o empresário, que dá conta que Stanley Ho “não tem qualquer relação directa ou indirecta com a sociedade POAO II”. Na reportagem do Público foi noticiado que a POAO II tinha entregue um pedido de insolvência, algo que preocupava os investidores chineses, pois tinha sido feito uma promessa de aquisição dos armazéns ao fim de cinco anos. Choi Man Hin “acredita na prosperidade do espaço (locali-
zado no centro grossista do Porto Alto, Samora Correia, concelho de Benavente) e no projecto em desenvolvimento, não sendo a sociedade actualmente objecto de qualquer processo de insolvência”. “Muito pelo contrário, (a POAO II) é detentora de um património de valor elevado”, assegura o responsável. Além das queixas apresentadas contra a POAO, está também envolvido o escritório de advogados que mediou a assinatura dos contratos, com o nome de Rui Cunha, Glória Ribeiro e Associados. O advogado de Macau Rui Cunha já assegurou nada ter a ver com este caso, apesar do escritório em causa assumir ligações à RAEM. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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10.7.2019 quarta-feira
A Chefe do Executivo de Hong Kong disse ontem que a lei da extradição, que provocou uma série de protestos, está “morta”. O grupo que tem organizado as manifestações desvalorizou a declaração de Carrie Lam e garantiu que os protestos vão continuar
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U considero a lei da extradição morta”, disse Lam durante uma conferência de imprensa, acrescentando que os trabalhos de preparação desta medida foram “um completo fracasso”. Lam não deixou claro se a lei vai ser completamente abandonada, conforme exigido pelos manifestantes, mas sugeriu que não pretende continuar com o processo. Além disso, a Chefe do Executivo anunciou a criação de um comité de investigação independente para supervisionar a acção
HONG KONG CARRIE LAM DÁ A LEI DA EXTRADIÇÃO COMO “MORTA”
Crónica de uma morte anunciada Carrie Lam, Chefe do Executivo de Hong Kong
da polícia durante os protestos que se verificaram na cidade durante o último mês e ainda o estabelecimento de uma plataforma para o diálogo com os opositores da lei. “Vou publicar o resultado deste relatório para que todos saibam o que aconteceu durante o último mês, as pessoas que participaram, tanto os manifestantes quanto os policias, poderão fornecer provas sobre o que aconteceu”, disse. A Chefe do Executivo de Hong Kong assumiu “total responsabilidade” pela crise, mas não atendeu a uma das principais reivindicações dos manifestantes - a sua demissão - e pediu “uma oportunidade,
tempo e espaço” para devolver Hong Kong ao normal.
PALAVRAS OCAS
O principal grupo que está na base das manifestações nas últimas semanas em Hong Kong desvalorizou de imediato a “morte” da lei da extradição e prometeu novas manifestações. Estas palavras “não significam nada de novo”, disse a porta-voz da Frente Civil de Direitos Humanos, Bonnie Leung, em conferência de imprensa, numa alusão à declaração de Carrie Lam. Na opinião de Bonnie Leung, a líder do Governo da antiga colónia
britânica não garantiu que a lei vai ser completamente abandonada: “Lam ainda se recusa a dizer que remove a iniciativa”, afirmou. “Se as nossas cinco exigências não forem ouvidas por Carrie Lam e pelo seu Governo, a Frente Civil de Direitos Humanos continuará a realizar manifestações e comícios”, sublinhou a porta-voz. A activista exigiu a retirada definitiva do projecto de lei, a demissão de Carrie Lam, que os protestos não sejam identificados como motins, a libertação dos detidos e a abertura de uma investigação sobre a violência policial. Esta última reivindicação já foi aceite pela Chefe do Executivo que, na sua declaração aos jornalistas, anunciou a criação de um comité de investigação independente para supervisionar a ação da polícia durante os protestos que se verificaram na cidade durante o último mês. “Como é que o Governo pode pedir aos manifestantes que respeitem o Estado de Direito, quando ele próprio não o faz?”, questionou a activista. Bonnie Leung criticou ainda a acção policial no último domingo, cujos agentes “se recusaram a mos-
trar os seus crachás de identificação ou usar uniformes no exercício das suas funções”. A organização não-governamental Amnistia Internacional (AI) também já se pronunciou sobre as palavras proferidas por Carrie Lam, considerando-as de “vagas”. “A recusa de Lam em reconhecer as consequências fatais da lei extradição promete continuar a inflamar a situação em Hong Kong”, disse em comunicado o diretor da organização não-governamental em Hong Kong, Man-kei Tam.
PROBLEMAS PROFUNDOS
No seu discurso, Lam dirigiu-se aos mais jovens, protagonistas dos protestos mais violentos: “temos que ouvir as gerações mais jovens e de diferentes sectores para saber o que pensam”, disse, anunciando a criação de “uma plataforma para um diálogo mais aberto “com universidades e estudantes. O que aconteceu, reconheceu a Chefe do Executivo, “mostra que existem
“Se as nossas cinco exigências não forem ouvidas por Carrie Lam e pelo seu Governo, a Frente Civil de Direitos Humanos continuará a realizar manifestações e comícios.” BONNIE LEUNG PORTA-VOZ DA FRENTE CIVIL DE DIREITOS HUMANOS
MERCADO AUTOMÓVEL VENDAS RECUPERAM E SOBEM 4,9 POR CENTO EM JUNHO
JUSTIÇA SUÉCIA RECUSA EXTRADITAR FUGITIVO POR TEMER TRATAMENTO DESUMANO
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A
S vendas de automóveis na China registaram um aumento homólogo de 4,9 por cento em Junho, após 12 meses consecutivos em queda, informou ontem a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. A mesma fonte atribuiu o aumento a grandes descontos oferecidos pelas concessionárias. Os vendedores reduziram os veículos armazenados e que não cumprem com as novas e mais rígidas regulações sobre emissão de poluentes, que entraram em vigor em grande parte do país, no início do mês. A Associação destaca também a subida de 24,9
por cento das vendas de veículos de luxo, em Junho, e de veículos eléctricos, que venderam quase o dobro, em termos homólogos. No entanto, apesar do optimismo temporário, o sector alerta que, em Julho - baixa temporada na China -, as vendas poderão cair devido à recuperação dos preços, após agressivas promoções nos dois meses anteriores. No mesmo dia, o fabricante chinês Geely advertiu, num comunicado enviado à Bolsa de Hong Kong, que os seus
lucros líquidos podem cair cerca de 40 por cento, no primeiro semestre de 2019, face ao mesmo período do ano passado. Em 2018, as vendas de automóveis na China caíram 5,8 por cento, para 22,35 milhões de veículos, no primeiro declínio anual desde 1990, coincidindo com outros indicadores negativos da economia chinesa. O abrandamento do maior mercado automóvel do mundo é um retrocesso para as principais construtoras do sector, que anunciaram planos de milhares de milhões de euros, visando cumprir com as metas do Governo chinês para o desenvolvimento de veículos eléctricos.
máxima instância jurídica da Suécia recusou ontem extraditar um fugitivo para a China, justificando que o detido ficaria sujeito a pena de morte, tortura ou tratamento desumano, o que violaria a Convenção Europeia dos Direitos Humanos. O Supremo Tribunal ditou que a extradição de Qiao Jianjun "não pode acontecer". Não houve reacção imediata do Governo chinês. Ex-chefe de uma instalação de armazenamento de grãos na China, Qiao é acusado de lavagem de dinheiro e desvio de milhões de dólares, entre outras ofensas. Foi inicialmente detido na Suécia, em Agosto de 2018, a pedido da China, mas acabou por ser libertado em 19 de Junho, e detido novamente cinco dias
depois, a pedido dos Estados Unidos, onde é acusado de lavagem de dinheiro, na Califórnia. Qiao permanece detido a aguardar uma decisão sobre se pode ou não ser extraditado. "Há o risco de que na China seja submetido a perseguição por razões políticas" e "condenado à morte e submetido a tortura, tratamento ou punição desumanos ou degradantes", argumentou o tribunal. A mesma instância considerou "provável" que Qiao tenha cometido os alegados crimes, em 2011, e que se estima envolverem o desvio de 31 milhões de dólares. Qiao, que também é conhecido como Feng Li, deixou a China em 2011 e mudou-se para os Estados Unidos, onde se naturalizou cidadão norte-americano.
Em 2019, pediu asilo à Suécia, mas até hoje não foi tomada qualquer decisão sobre o pedido de asilo, segundo o tribunal. A emissora sueca SVT noticiou que Qiao mora na Suécia com um nome diferente desde 2015.
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problemas mais profundos que não devemos ignorar”. Ao considerar como morta as emendas à lei, que permitiriam extraditar suspeitos de crimes para territórios sem acordo prévio, como é o caso da China continental, Carrie Lam alterou o que tem sido o seu discurso nas últimas semanas. Carrie Lam recusou-se sempre a retirar definitivamente a proposta de lei. A Chefe do Executivo tinha suspendido de forma indeterminada e afirmado que se até Julho de 2020, a proposta de lei não voltasse ao Conselho Legislativo o documento perderia validade. “Em Julho do próximo ano termina o mandato do actual Conselho Legislativo. O trabalho legislativo foi suspenso e não há um processo para ser retomado, para o qual não temos calendário”, afirmou Lam, em meados de Junho, após um protesto violento no território, onde também voltou a pedir “as mais sinceras desculpas” à população pela crise desencadeada com as emendas à lei da extradição. Os defensores da lei argumentam que, caso se mantenha a impossibilidade de extraditar suspeitos de crimes para países como a China, tal poderá transformar Hong Kong num “refúgio para criminosos internacionais”. Os manifestantes dizem temer que Hong Kong fique à mercê do sistema judicial chinês como qualquer outra cidade da China continental e de uma justiça politizada que não garanta a salvaguarda dos direitos humanos.
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acordo, que inclui a venda de 108 tanques M1A2T Abrams, além de 250 mísseis Stinger, “não vai afectar o equilíbrio militar na região”, segundo Washington. A venda acordada entre os EUA e Taiwan inclui outros veículos e munições. O Pentágono informou o Congresso na segunda-feira sobre o contrato, com o qual os EUA reforçam o estatuto de principal fornecedor de armas para a ilha. Os Abrams M1A2T “vão contribuir para a modernização da frota de tanques, aumentando a sua capacidade de enfrentar ameaças regionais presentes e futuras e fortalecer a segurança nacional” de Taiwan, acrescentou. Com os mísseis, Taiwan procura “expandir a estrutura da sua área de defesa existente para responder a ameaças”, reforçou o Pentágono. Washington, apesar de ter rompido as relações diplomáticas com Taipé para reconhecer Pequim como único representante da China, continua a ser, no entanto, o aliado mais forte daquela ilha e o seu principal fornecedor de armas. No dia 30 de Maio, a China acusou os Estados Unidos de estarem a “brincar com o fogo” ao procurarem fortalecer relações com o território reivindicado pelo Governo chinês, e ao enviarem navios para o estreito de Taiwan. Pequim considera Taiwan uma província chinesa e defende a “reunificação
CRIME HOMEM QUE MATOU CRIANÇAS EM ATROPELAMENTO CONDENADO À MORTE
O
homem que matou seis crianças e feriu outras 20 pessoas na China, atropelando-as deliberadamente à saída da escola, em Novembro do ano passado, foi ontem condenado à morte, anunciou a agência oficial chinesa Xinhua. Han Jihua, um desempregado de 29 anos, embateu com o seu carro num grupo de mais de 60 crianças e dois professores enquanto estes atravessavam a rua, na cidade de Huludao (Nordeste da China), em 22 de Novembro. O homem fugiu de imediato do local, mas foi detido uma hora depois. O tribunal considerou que o crime foi “premeditado e motivado por uma raiva contra a sociedade
causada por dificuldades financeiras e de relações interpessoais e conjugais”. Segundo divulgaram os órgãos de comunicação social um dia depois do atropelamento, o autor do ataque “estava alterado” depois de uma discussão com a sua mulher. A decisão pela pena de morte deveu-se à “natureza do crime e ao seu impacto social”, referiu o tribunal, acrescentando que o móbil foi “deplorável e vil” e que Han Juhua o fez de forma “atroz”. Na altura do crime, a polícia descreveu o homem como uma pessoa introvertida, paranoica, de mentalidade fechada e com tendências suicidas.
As imagens do atropelamento, gravadas por uma câmara de segurança e divulgadas nas redes sociais, mostram o veículo a desviar-se e a ganhar velocidade em direcção a uma multidão que estava em frente da escola. Embora a China faça o possível por manter uma imagem de país seguro, os ataques a escolas são bastante comuns e este incidente junta-se a outros que aconteceram nos últimos meses. O último destes casos aconteceu em 26 de Outubro de 2018, quando uma mulher de 39 anos feriu 14 crianças num jardim de infância em Chongqing (Centro da China) com uma faca de cozinha.
Gasolina no fogo EUA anunciam venda de mísseis e tanques a Taiwan
pacífica”, mas já ameaçou “usar a força” caso a ilha declare a independência.
REACÇÃO DE PEQUIM
AChina pediu aos Estados Unidos que “cancelem imediatamente” a venda de armamento a Taiwan no valor de 2,2 mil milhões de dólares e aprovada pelo Departamento de Estado norte-americano. “Devemos evitar mais danos nas relações sino-
-norte-americanas”, afirmou o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Geng Shuang, em conferência de imprensa. Esta não é a primeira vez que os EUAvendem armas a Taiwan, apesar da oposição de Pequim. “A China pede aos Estados Unidos (...) que cancelem imediatamente o projecto de venda de armas a Taiwan e que travem qualquer vínculo militar com Taiwan”, disse Geng. “Devemos evitar minar ainda mais as relações sino-americanas, a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan”, acrescentou. A venda coincide também com uma altura em que a relação entre Pequim e Washington se deteriora, face a uma guerra comercial que dura há um ano. “A venda de armas pelos Estados Unidos a Taiwan é uma violação grave dos princípios fundamentais do direito internacional e das relações internacionais”, disse Geng Shuang. “O lado chinês exprime a sua profunda insatisfação, bem como oposição resoluta, e já protestou oficialmente com Washington”, apontou. A China cortou os contactos com o Governo da Presidente Tsai Ing-wen, do Partido Progressista Democrático (DPP), pouco depois da sua eleição, em 2016, e implementou uma estratégia para reduzir o apoio entre os eleitores da ilha. Isto inclui incentivos para os taiwaneses trabalharem na China, apelando especialmente aos jovens e trabalhadores do sector tecnológico, frustrados pelo pequeno mercado taiwanês e pelos salários estagnados. Pequim tem também isolado Taiwan: nos últimos três anos, cinco países cortaram relações diplomáticas com Taipé, que tem agora apenas 17 aliados diplomáticos.
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 28/P/19
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 29/P/19
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 24 de Junho de 2019, se encontra aberto o Concurso Público para «Prestação de Serviços de Pulverização do Óleo Larvicida aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 10 de Julho de 2019, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1. º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP37,00 (trinta e sete patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 9 de Agosto de 2019. O acto público deste concurso terá lugar no dia 12 de Agosto de 2019, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP72.480,00 (setenta e duas mil, quatrocentas e oitenta patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente.
Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo, de 11 de Junho de 2019, se encontra aberto o Concurso Público para o «Fornecimento de Medicamentos do Extra-formulário Hospitalar aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 10 de Julho de 2019, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1. º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP79,00 (setenta e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 19 de Agosto de 2019. O acto público deste concurso terá lugar no dia 20 de Agosto de 2019, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/SeguroCaução de valor equivalente.
Serviços de Saúde, aos 3 de Julho de 2019.
Serviços de Saúde, aos 4 de Julho de 2019.
O Director dos Serviços Lei Chin Ion
O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
12 eventos
Visão interior
PINTURA PAULA REGO DOA 28 OBRAS À CASA DAS HISTÓRIAS
A pintora Paula Rego doou 28 gravuras que se vão juntar ao acervo da Casa das Histórias, em Cascais, e integrar já a próxima exposição, que abre amanhã naquele museu. A mostra tem como título “Olhar para Dentro”
A
pintora Paula Rego doou 28 obras de gravura ao acervo da Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, revelou à agência Lusa a coordenadora da programação e conservação desta instituição, Catarina Alfaro. Algumas dessas gravuras irão ser mostradas na exposição "Olhar para Dentro", que reúne 60 anos de produção de obra gráfica de Paula Rego, com cerca de 200 peças, que será inaugurada amanhã, na Casa das Histórias, em Cascais. De acordo com a Fundação D. Luís I, que organiza a mostra com a Câmara Municipal de Cascais, no âmbito da programação do "Bairro dos Museus", a exposição é inaugurada no dia 11 de Julho, às 18h30, e ficará patente até 17 de Novembro. Com curadoria de Catarina Alfaro, a exposição apresentará entre desenhos preparatórios para a execução das gravuras, chapas de cobre e trabalhos mais recentes, e menos conhecidos. “Olhar para Dentro" inclui doações da artista, que decidiu completar a colecção da sua obra gráfica pertencente à Câmara Municipal de Cascais, à Fundação D. Luís I e à Casa das Histórias Paula Rego.
PRESENTE MAIOR
Contactada pela Lusa, Catarina Alfaro sublinhou que esta doação "é extremamente importante, porque é a maior entregue desde a doação feita para abrir o museu
GAUTIER DEBLONDE
10.7.2019 quarta-feira
Casa das Histórias Paula Rego, em 2009", já que a artista portuguesa radicada em Londres tem vindo a fazer doações pontuais. "São 28 obras de gravura de vários períodos criativos da artista, nomeadamente de séries como 'Mutilação Genital Feminina', 'Life Room' e 'Dama de Pé de Cabra'", precisou a programadora, conservadora e curadora da exposição, que é inaugurada amanhã.
A
S obras de restauro do quadro “A Ronda da Noite”, do pintor holandês Rembrandt, já começaram, no Rijksmuseum, em Amesterdão, e podem ser acompanhadas pelo público, em directo, no local ou ‘online’, anunciou a instituição. Uma equipa de vinte especialistas internacionais está a trabalhar dentro de uma estrutura de vidro, que estabelece uma distância de sete metros em redor do quadro, para que o processo da obra possa ser visto pelo público. Restauradores, historiadores de arte, cientistas e fotógrafos compõem a equipa de trabalho para o restauro da obra, que deverá durar pelo menos um ano e meio, segundo fontes do museu, citadas pela agência espanhola Efe. A “Operação Ronda da Noite”, definida pelo director do museu de Amesterdão, Taco Dibbits, como “a maior investigação” na história do quadro, também vai ser transmitida via internet, na página oficial do Rijksmuseum. Durante o processo de restauro, serão usadas “as
Operação nocturna Público pode assistir ao restauro de “A Ronda da Noite” do pintor holandês Rembrandt
técnicas mais avançadas”, segundo o responsável, com apoio de inteligência artificial, a partir de informação reco-
lhida por ‘scanner’ com raio X e infravermelhos, e uma lupa que aumenta dezenas de vezes a superfície, de modo
a estudar e analisar, numa primeira fase, cada uma das partes desta pintura.
INOVAÇÃO E ARTE
Em comunicado, o museu explica que este estudo intensivo irá centrar-se no conhecimento do processo de pintura original, dos materiais e da técnica
de Rembrandt, do impacto dos tratamentos anteriores e das intervenções mais recentes, assim como a degradação e o possível futuro da pintura. A fase de investigação, que deverá durar cerca de um ano, irá recolher 12.500 fotografias de resolução “extremamente alta” e desenvolver uma ima-
gem 3D (em três dimensões) da obra, cita a agência Efe. A última intervenção no quadro “A Ronda da Noite”, submetido a 25 restauros, documentados ao longo da sua história, remonta a mais de quarenta anos, após um ataque de vandalismo, em 1975, que deixou a pintura com rasgos e cortes feitos com uma faca, explica a agência France Presse. O quadro “A Ronda da Noite” pesa 337 quilos, tem 3,8 metros de altura por 4,5 metros de largura, é um definido como um dos “mais ambiciosos” de Rembrandt, pintado em meados do século XVII, explicou o director do Rijksmuseum, na apresentação do projecto. Para Taco Dibbitis, a obra “pertence ao mundo inteiro”, defendendo “que o público tem o direito de ver o que é feito na pintura”. Esta obra inspirou, em Portugal, o último romance da escritora Agustina Bessa-Luís, “ARonda da Noite”, publicado em 2006, que relata a história ficcional de uma família que tem na sua posse uma cópia do quadro de Rembrandt, vivendo na incerteza da verdadeira autoria daquela obra.
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quarta-feira 10.7.2019
“São 28 obras de gravura de vários períodos criativos da artista, nomeadamente de séries como ‘Mutilação Genital Feminina’, ‘Life Room’ e ‘Dama de Pé de Cabra’.” CATARINA ALFARO CURADORA
Entre outras temáticas, a exposição "Olhar para Dentro" revela ainda o gosto de Paula Rego pelo universo da literatura tradicional infantil através de um conjunto de gravuras inspirado em cantigas e PUB
rimas de berço inglesas, que a artista conhece desde a infância, aquando da sua educação no colégio inglês St. Julian's School, em Carcavelos. Nascida em Lisboa, Paula Rego, que completou 84 anos em Janeiro
deste ano, começou a desenhar ainda em criança, e partiu para a capital britânica com apenas 17 anos, para estudar na Slade School of Fine Art. Em Londres conheceu o marido, o artista inglês Victor Willing, falecido
em 1988, cuja obra Paula Rego já mostrou por várias vezes no museu Casa das Histórias, em Cascais. Nas últimas décadas, a pintora tem abordado temas políticos, como o abuso de poder, e sociais, como o aborto, entre outros do universo feminino. Em 2010, foi nomeada Dame Commander of The Order of the British Empire pela Coroa Britânica, pela sua contribuição para as artes. Em 2016 recebeu a medalha de honra da cidade de Lisboa. Paula Rego está representada em várias das mais importantes colecções públicas europeias, em museus e em prestigiadas exposições, em todo o mundo.
Design Associação Chiu Yeng traz especialistas mundiais para workshop
“Hangzhou via Berlin to Macau” é o nome do workshop promovido pela Associação Cultural Chiu Yeng, que traz a Macau alguns designers de renome entre os dias 2 e 5 de Setembro. A iniciativa integra um projecto de cursos de Verão, liderado pelo designer gráfico chinês radicado em Berlim, Jianping He, o “Y Design Summer”. Alem de He, são também formadores o japonês especialista em caligrafia Katsumi Asaba, o designer gráfico alemão Markus Weisbeck e o ilustrador, também germânico, mas que trabalha entre Paris, Berlim e São Francisco, Henning Wagenbreth. O workshop tem o custo de 5 mil patacas.
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Direcção dos Serviços de Finanças Anúncio - Concurso Público nº 1/CP/DSF-DGP/2019 Objectivo: Fornecimento de artigos e componentes para veículos aos Serviços da Administração Pública da RAEM durante o ano de 2020. Entidade adjudicante: Secretário para a Economia e Finanças
Direcção dos Serviços de Finanças Anúncio - Concurso Público nº 2/CP/DSF-DGP/2019 Objectivo: Fornecimento de géneros alimentícios aos Serviços da Administração Pública da RAEM durante o ano de 2020. Entidade adjudicante: Chefe do Executivo Entidade onde decorre o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Finanças
Entidade onde decorre o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Finanças Prazo e local de entrega das propostas: Dia 25 de Julho de 2019, até às 17:30 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças”, Departamento de Gestão Patrimonial – 8º andar – sala nº 810 Data, hora e local de Abertura do concurso: Dia 26 de Julho de 2019, às 10:00 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Prazo e local de entrega das propostas: Dia 29 de Julho de 2019, até às 17:30 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças”, Departamento de Gestão Patrimonial – 8º andar – sala nº 810 Data, hora e local de Abertura do concurso: Dia 30 de Julho de 2019, às 09:30 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Data e local de Entrega das amostras: Dia 12 de Agosto de 2019 Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Data e local de Entrega das amostras: Dia 22 de Agosto de 2019 Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Caução Provisória: Valor: Dez mil patacas (MOP$10.000,00) Modo de prestação: garantia bancária ou depósito em numerário: - para prestação mediante garantia bancária, deve apresentar documento conforme o modelo constante do ANEXO IV do programa do concurso; - para prestação através de depósito em numerário, deve ser solicitada a respectiva guia de depósito no Departamento de Gestão Patrimonial destes Serviços e posteriormente proceder ao depósito no banco indicado.
Caução Provisória: Valor: Quinze mil patacas (MOP$15.000,00) Modo de prestação: garantia bancária ou depósito em numerário: - para prestação mediante garantia bancária, deve apresentar documento conforme o modelo constante do ANEXO IV do programa do concurso; - para prestação através de depósito em numerário, deve ser solicitada a respectiva guia de depósito no Departamento de Gestão Patrimonial destes Serviços e posteriormente proceder ao depósito no banco indicado.
Consulta do Programa do Concurso, do Caderno de Encargos e da Relação dos artigos a adquirir: - Durante o horário normal de expediente, na Sala nº 810 do Departamento de Gestão Patrimonial (8º andar) do Edf. “Finanças”. Preço das cópias dos referidos documentos e respectivo suporte informático: Cinquenta patacas (MOP$50,00); ou por - Descarregamento gratuito na página electrónica da DSF (website: http://www.dsf.gov.mo)
Consulta do Programa do Concurso, do Caderno de Encargos e da Relação dos artigos a adquirir: - Durante o horário normal de expediente, na Sala nº 810 do Departamento de Gestão Patrimonial (8º andar) do Edf. “Finanças”. Preço das cópias dos referidos documentos e respectivo suporte informático: Cinquenta patacas (MOP$50,00); ou por - Descarregamento gratuito na página electrónica da DSF (website: http://www.dsf.gov.mo)
Critérios de adjudicação: O prazo e as condições de fornecimento de cada produto, neste concurso são definidos no programa do concurso, e a adjudicação de cada fornecimento é feita segundo os seguintes parâmetros e percentagens: a) Preço – 40% b) Qualidade do produto a fornecer – 45% c) Qualidade dos produtos, idêntica, aos fornecidos nos últimos 3 anos – 15%
Critérios de adjudicação: O prazo e as condições de fornecimento de cada produto, neste concurso são definidos no programa do concurso, e a adjudicação de cada fornecimento é feita segundo os seguintes parâmetros e percentagens: a) Preço – 40% b) Qualidade do produto a fornecer – 45% c) Qualidade dos produtos, idêntica, aos fornecidos nos últimos 3 anos – 15%
Tempestade: Em caso de encerramento destes Serviços por motivos de tempestade ou outras causas de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura das propostas, inicialmente estabelecidos, serão alterados de acordo com os pontos nºs 5.6.2 e 7.1. do programa do concurso.
Tempestade: Em caso de encerramento destes Serviços por motivos de tempestade ou outras causas de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura das propostas, inicialmente estabelecidos, serão alterados de acordo com os pontos nºs 5.6.2 e 7.1. do programa do concurso. O Director dos Serviços Iong Kong Leong
O Director dos Serviços Iong Kong Leong
Direcção dos Serviços de Finanças Anúncio - Concurso Público nº 3/CP/DSF-DGP/2019 Objectivo: Fornecimento de água engarrafada para beber aos Serviços da Administração Pública da RAEM durante o ano de 2020. Entidade adjudicante: Secretário para a Economia e Finanças
Direcção dos Serviços de Finanças Anúncio - Concurso Público nº 4/CP/DSF-DGP/2019 Objectivo: Fornecimento de artigos de limpeza aos Serviços da Administração Pública da RAEM durante o ano de 2020. Entidade adjudicante: Secretário para a Economia e Finanças Entidade onde decorre o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Finanças
Entidade onde decorre o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Finanças Prazo e local de entrega das propostas: Dia 30 de Julho de 2019, até às 17:30 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças”, Departamento de Gestão Patrimonial – 8º andar – sala nº 810 Data, hora e local de Abertura do concurso: Dia 31 de Julho de 2019, às 15:00 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave Caução Provisória: Valor: Dez mil patacas (MOP$10.000,00) Modo de prestação: garantia bancária ou depósito em numerário: - para prestação mediante garantia bancária, deve apresentar documento conforme o modelo constante do ANEXO IV do programa do concurso; - para prestação através de depósito em numerário, deve ser solicitada a respectiva guia de depósito no Departamento de Gestão Patrimonial destes Serviços e posteriormente proceder ao depósito no banco indicado. Consulta do Programa do Concurso, do Caderno de Encargos e da Relação dos artigos a adquirir: - Durante o horário normal de expediente, na Sala nº 810 do Departamento de Gestão Patrimonial (8º andar) do Edf. “Finanças”. Preço das cópias dos referidos documentos e respectivo suporte informático: Cinquenta patacas (MOP$50,00); ou por - Descarregamento gratuito na página electrónica da DSF (website: http://www.dsf.gov.mo) Critérios de adjudicação: O prazo e as condições de fornecimento de cada produto, neste concurso são definidos no programa do concurso, e a adjudicação de cada fornecimento é feita segundo os seguintes parâmetros e percentagens: a) Preço – 40% b) Certificação de qualidade – 20% c) Condições de armazenagem e transporte do produto a fornecer – 25% d) Qualidade dos produtos, idêntica, aos fornecidos nos últimos 3 anos – 15% Tempestade: Em caso de encerramento destes Serviços por motivos de tempestade ou outras causas de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura das propostas, inicialmente estabelecidos, serão alterados de acordo com os pontos nºs 5.6.2 e 7.1. do programa do concurso. O Director dos Serviços Iong Kong Leong
Prazo e local de entrega das propostas: Dia 26 de Julho de 2019, até às 17:30 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças”, Departamento de Gestão Patrimonial – 8º andar – sala nº 810 Data, hora e local de Abertura do concurso: Dia 29 de Julho de 2019, às 10:00 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave Data e local de Entrega das amostras: Dia 5 de Setembro de 2019 Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave Caução Provisória: Valor: Dez mil patacas (MOP$10.000,00) Modo de prestação: garantia bancária ou depósito em numerário: - para prestação mediante garantia bancária, deve apresentar documento conforme o modelo constante do ANEXO IV do programa do concurso; - para prestação através de depósito em numerário, deve ser solicitada a respectiva guia de depósito no Departamento de Gestão Patrimonial destes Serviços e posteriormente proceder ao depósito no banco indicado. Consulta do Programa do Concurso, do Caderno de Encargos e da Relação dos artigos a adquirir: - Durante o horário normal de expediente, na Sala nº 810 do Departamento de Gestão Patrimonial (8º andar) do Edf. “Finanças”. Preço das cópias dos referidos documentos e respectivo suporte informático: Cinquenta patacas (MOP$50,00); ou por - Descarregamento gratuito na página electrónica da DSF (website: http://www.dsf.gov.mo) Critérios de adjudicação: O prazo e as condições de fornecimento de cada produto, neste concurso são definidos no programa do concurso, e a adjudicação de cada fornecimento é feita segundo os seguintes parâmetros e percentagens: a) Preço – 40% b) Qualidade do produto a fornecer – 45% c) Qualidade dos produtos, idêntica, aos fornecidos nos últimos 3 anos – 15% Tempestade: Em caso de encerramento destes Serviços por motivos de tempestade ou outras causas de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura das propostas, inicialmente estabelecidos, serão alterados de acordo com os pontos nºs 5.6.2 e 7.1. do programa do concurso. O Director dos Serviços Iong Kong Leong
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quarta-feira 10.7.2019
Direcção dos Serviços de Finanças Anúncio - Concurso Público nº 5/CP/DSF-DGP/2019 -
Direcção dos Serviços de Finanças Anúncio - Concurso Público nº 6/CP/DSF-DGP/2019 -
Objectivo: Fornecimento de artigos de escritório e de filmes aos Serviços da Administração Pública da RAEM durante o ano de 2020.
Objectivo: Fornecimento de combustíveis aos Serviços da Administração Pública da RAEM durante o ano de 2020.
Entidade adjudicante: Chefe do Executivo
Entidade adjudicante: Chefe do Executivo
Entidade onde decorre o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Finanças
Entidade onde decorre o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Finanças
Prazo e local de entrega das propostas: Dia 31 de Julho de 2019, até às 17:30 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças”, Departamento de Gestão Patrimonial – 8º andar – sala nº 810
Prazo e local de entrega das propostas: Dia 1 de Agosto de 2019, até às 17:30 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças”, Departamento de Gestão Patrimonial – 8º andar – sala nº 810
Data, hora e local de Abertura do concurso: Dia 1 de Agosto de 2019, às 10:00 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Data, hora e local de Abertura do concurso: Dia 2 de Agosto de 2019, às 10:00 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Data e local de Entrega das amostras: Dia 18 de Setembro de 2019 Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Caução Provisória: Valor: Dez mil patacas (MOP$10.000,00) Modo de prestação: garantia bancária ou depósito em numerário: - para prestação mediante garantia bancária deve apresentar documento conforme o modelo constante do ANEXO IV do programa do concurso; - para prestação através de depósito em numerário, deve ser solicitada a respectiva guia de depósito no Departamento de Gestão Patrimonial destes Serviços e posteriormente proceder ao depósito no banco indicado.
Caução Provisória: Valor: Quinze mil patacas (MOP$15.000,00) Modo de prestação: garantia bancária ou depósito em numerário: - para prestação mediante garantia bancária deve apresentar documento conforme o modelo constante do ANEXO IV do programa do concurso; - para prestação através de depósito em numerário, deve ser solicitada a respectiva guia de depósito no Departamento de Gestão Patrimonial destes Serviços e posteriormente proceder ao depósito no banco indicado. Consulta do Programa do Concurso, do Caderno de Encargos e da Relação dos artigos a adquirir: - Durante o horário normal de expediente, na Sala nº 810 do Departamento de Gestão Patrimonial (8º andar) do Edf. “Finanças”. Preço das cópias dos referidos documentos e respectivo suporte informático: Cinquenta patacas (MOP$50,00); ou por - Descarregamento gratuito na página electrónica da DSF (website: http://www.dsf.gov.mo) Critérios de adjudicação: O prazo e as condições de fornecimento de cada produto, neste concurso são definidos no programa do concurso, e a adjudicação de cada fornecimento é feita segundo os seguintes parâmetros e percentagens: a) Preço – 40% b) Qualidade do produto a fornecer – 45% c) Qualidade dos produtos, idêntica, aos fornecidos nos últimos 3 anos – 15% Tempestade: Em caso de encerramento destes Serviços por motivos de tempestade ou outras causas de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura das propostas, inicialmente estabelecidos, serão alterados de acordo com os pontos nºs 5.6.2 e 7.1. do programa do concurso.
Consulta do Programa do Concurso, do Caderno de Encargos e da Relação dos artigos a adquirir: - Durante o horário normal de expediente, na Sala nº 810 do Departamento de Gestão Patrimonial (8º andar) do Edf. “Finanças”. Preço das cópias dos referidos documentos e respectivo suporte informático: Cinquenta patacas (MOP$50,00); ou por - Descarregamento gratuito na página electrónica da DSF (website: http://www.dsf.gov.mo) Critérios de adjudicação: O prazo e as condições de fornecimento de cada produto, neste concurso são definidos no programa do concurso, e a adjudicação de cada fornecimento é feita segundo os seguintes parâmetros e percentagens: 1) Gasolina e Gasóleo Leve: a) Preço – 55% b) Acessibilidade dos postos abastecedores – 35% c) Qualidade dos produtos, idêntica, aos fornecidos nos últimos 3 anos – 10% 2) Gás butano: a) Preço – 70% b) Qualidade dos produtos, idêntica, aos fornecidos nos últimos 3 anos – 30% Tempestade: Em caso de encerramento destes Serviços por motivos de tempestade ou outras causas de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura das propostas, inicialmente estabelecidos, serão alterados de acordo com os pontos nºs 5.6.2 e 7.1. do programa do concurso.
O Director dos Serviços Iong Kong Leong
O Director dos Serviços Iong Kong Leong
Direcção dos Serviços de Finanças Anúncio - Concurso Público nº 7/CP/DSF-DGP/2019 -
Direcção dos Serviços de Finanças Anúncio - Concurso Público nº 8/CP/DSF-DGP/2019 -
Objectivo: Fornecimento de material de construção aos Serviços da Administração Pública da RAEM durante o ano de 2020.
Objectivo: Fornecimento de artigos ecológicos aos Serviços da Administração Pública da RAEM durante o ano de 2020.
Entidade adjudicante: Secretário para a Economia e Finanças
Entidade adjudicante: Secretário para a Economia e Finanças
Entidade onde decorre o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Finanças
Entidade onde decorre o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Finanças
Prazo e local de entrega das propostas: Dia 25 de Julho de 2019, até às 17:30 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças”, Departamento de Gestão Patrimonial – 8º andar – sala nº 810
Prazo e local de entrega das propostas: Dia 30 de Julho de 2019, até às 17:30 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças”, Departamento de Gestão Patrimonial – 8º andar – sala nº 810
Data, hora e local de Abertura do concurso: Dia 26 de Julho de 2019, às 15:00 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Data, hora e local de Abertura do concurso: Dia 31 de Julho de 2019, às 10:00 horas Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Data e local de Entrega das amostras: Dia 10 de Outubro de 2019 Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Data e local de Entrega das amostras: Dia 16 de Outubro de 2019 Avenida da Praia Grande, nºs 575, 579 e 585, Edf. “Finanças” – Auditório da Cave
Caução Provisória: Valor: Dez mil patacas (MOP$10.000,00) Modo de prestação: garantia bancária ou depósito em numerário: - para prestação mediante garantia bancária, deve apresentar documento conforme o modelo constante do ANEXO IV do programa do concurso; - para prestação através de depósito em numerário, deve ser solicitada a respectiva guia de depósito no Departamento de Gestão Patrimonial destes Serviços e posteriormente proceder ao depósito no banco indicado. Consulta do Programa do Concurso, do Caderno de Encargos e da Relação dos artigos a adquirir: - Durante o horário normal de expediente, na Sala nº 810 do Departamento de Gestão Patrimonial (8º andar) do Edf. “Finanças”. Preço das cópias dos referidos documentos e respectivo suporte informático: Cinquenta patacas (MOP$50,00); ou por - Descarregamento gratuito na página electrónica da DSF (website: http://www.dsf.gov.mo) Critérios de adjudicação: O prazo e as condições de fornecimento de cada produto, neste concurso são definidos no programa do concurso, e a adjudicação de cada fornecimento é feita segundo os seguintes parâmetros e percentagens: a) Preço – 40% b) Qualidade do produto a fornecer – 45% c) Qualidade dos produtos, idêntica, aos fornecidos nos últimos 3 anos – 15% Tempestade: Em caso de encerramento destes Serviços por motivos de tempestade ou outras causas de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura das propostas, inicialmente estabelecidos, serão alterados de acordo com os pontos nºs 5.6.2 e 7.1. do programa do concurso. O Director dos Serviços Iong Kong Leong
Caução Provisória: Valor: Dez mil patacas (MOP$10.000,00) Modo de prestação: garantia bancária ou depósito em numerário: - para prestação mediante garantia bancária, deve apresentar documento conforme o modelo constante do ANEXO IV do programa do concurso; - para prestação através de depósito em numerário, deve ser solicitada a respectiva guia de depósito no Departamento de Gestão Patrimonial destes Serviços e posteriormente proceder ao depósito no banco indicado. Consulta do Programa do Concurso, do Caderno de Encargos e da Relação dos artigos a adquirir: - Durante o horário normal de expediente, na Sala nº 810 do Departamento de Gestão Patrimonial (8º andar) do Edf. “Finanças”. Preço das cópias dos referidos documentos e respectivo suporte informático: Cinquenta patacas (MOP$50,00); ou por - Descarregamento gratuito na página electrónica da DSF (website: http://www.dsf.gov.mo) Critérios de adjudicação: O prazo e as condições de fornecimento de cada produto, neste concurso são definidos no programa do concurso, e a adjudicação de cada fornecimento é feita segundo os seguintes parâmetros e percentagens: a) Preço – 40% b) Qualidade do produto a fornecer – 45% c) Qualidade dos produtos, idêntica, aos fornecidos nos últimos 3 anos – 15% Tempestade: Em caso de encerramento destes Serviços por motivos de tempestade ou outras causas de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e a hora de abertura das propostas, inicialmente estabelecidos, serão alterados de acordo com os pontos nºs 5.6.2 e 7.1. do programa do concurso. O Director dos Serviços Iong Kong Leong
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10.7.2019 quarta-feira
“As sombras têm exaustiva vida propria”
A Poesia Completa de Li He
馮 小 憐 灣頭見小憐,請上琵琶弦。 破得春風恨,今朝值幾錢。 裙垂竹葉帶,鬢濕杏花煙。 玉冷紅絲重,齊宮妾駕鞭。
Feng Xiao-lian Numa curva do rio vi Xiao-lian E pedi-lhe que tocasse para mim seu alaúde. Mesmo tendo dissipado a nossa melancolia de amor, Quase nada ganhou hoje.1 A sua saia segura num cinto de folhas de bambu, Flor de alperce molhada de névoa lhe encharca o cabelo. O jade está frio, pesadas as cordas vermelhas. Selou seus cavalos e abandonou o palácio de Qi.
1
Feng Xiao-lian foi uma exímia tocadora de alaúde (pi-pa) e dançarina que se tornaria na favorita de Hou-Zhu (regnet 566-77) da Dinastia Qi do Norte. Caída a dinastia, escondeuse entre a plebe. Contudo, o Imperador Wu (regnet 560-78) capturou-a e deu-a a um dos seus príncipes.
Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 17
quarta-feira 10.7.2019
João Paulo Cotrim
METRO, LISBOA, 20 JUNHO Gostava de o ter lido em Sines, por coisas que nada mudariam. «parágrafo único: salvar da/ devastação. Nomear… objectivar/ o Mundo, prendendo-o por/ liames decentes, ligaduras.» Os mapas só se mexem quando bastamente dobrados, encolhendo-se nos bolsos, recolhendo dos restos, cotão e agrafo, saliva e fiapo de pano, maneiras de reorganizar o horizonte. Anotemos as coordenadas: «Al Berto: A Busca. A Solidão, A Morte. E Sempre este Nosso Idioma [cartas inéditas e outras raridades, transcrição quase diplomática anotada por Paulo da Costa Domingos] (ed. viúva frenesi)». Atirado às feras leitoras para assinalar os setenta e um anos de Al Berto, esta compilação ergue-se testemunho de época, de grupo, até de geografias (coincidentes na santa catarina, quinta e bairro, ambas tornadas vizinhança), mas sobretudo de encontros. Ninguém como o Paulo para dizer política quando afirma o íntimo. Na literatice de hoje respira-se ambiente tóxico, com uma intimidade a ser castigada parvamente apenas por pertencer aos outros, quando se incensa esta tão só por pertencer aos nossos, ainda que os nossos durem fósforo antes de passarem a outros. Neste opúsculo acontece planta que dura um dia, ou antes efêmero insecto, ou, melhor, a extrema combinação de ambos: em torno de versos e sua leitura livre desponta uma amizade que floresceu de mil maneiras antes da morte a cercear. «Dias retorcidos a ferro, alguns com a suavidade/ do tweed, ou em lamúrias de sangue/ mal drogado pelas veias, e depois o tal regresso/ ao noticiário, ao mito, à museologia.» Insisto, só o Paulo para fazer da navalha algo que nos apeteça beijar. ANTENA 2, LISBOA, 28 JUNHO Estranho que a morada de um alcatifado silêncio, mesmo por entre as frases dos que falam, sejam os estúdios da rádio. O vermelho luminoso dos «No Ar», dentro por extenso, fora apenas no sonoro vermelho, impõem o respeito devido ao normal funcionamento da mais desabrida curiosidade. No corredor, sussurrados, no aquário, tudo se faz possível – ei-lo, o doméstico animal que cruza idealizado com concreto, bruto que às vezes morde, outras se aconchega para ser a pedir carícias. (Parece gato, assim descrito, mas não nos deixamos enganar). Encontro-me, por acidente e na vez do exterior do vidro duplo, no miolo-estúdio do Paulo [Alves Guerra], enquanto este descasca camadas ao Levi [Condinho]. Assisto, na primeira fila, ao espectáculo em vias de extinção da esclarecida curiosidade: o jornalista a sobre-
Da audição dos mapas de viagens e mapas, dos absolutamente irrequietos. O Luís [Gomes] mudou-se de armas e bagagens – as segundas já descritas, tomando por primeiras os caracteres de chumbo e demais ajudantes de pôr tinta no papel – para o Oeste. Convém distância do centro a certas artes, as de mastigar mistérios como as criar modos de viajar no desconhecido. Agora que nos perdemos nisto da rede, custa mais perceber que cada livraria, em o sendo, se deixa fazer igual às outras. Uma livraria, mais ainda a de fundos, e portanto agravada no caso dos alfarrabistas, ganha o feitio, o recorte, o perfil de quem a alimenta. Em boa verdade, desta ao quilo, que não a engano, freguesa, aplica-se a qualquer comerciante, um vedor de necessidades. Nisto, sinto-me em casa, só de estar por perto da máscara do astrolábio, dos tchokwe, da bússola do colonialista, do velhíssimo símbolo da fertilidade, daquela carta marítima onde os destinos confluem, do cavalo em madeirame parvamente calmo, quando devia ser baleia a esmagar-nos. Trouxe o mobiliário à colação, mas o essencial reside na conversa, no percurso único, no saber disperso e marinheiro, na presença do Luís, o único capaz de trazer o mar e por inteiro às bordas do castelo.
TIAGO SEIXAS, ROSA DO VENTO
diário de um editor
voar que nem vespa o maduro entrevistado em floresta de memórias e papéis e cd’s e o mais que nos vai ajudando a ser nas obsessões e outras identidades, picando nas carapaças, nas timidezes, nas agendas do que não posso deixar de dizer, até que os voos os soltam a ponto de apenas ser. Para os ouvintes. Dou por mim a pensar que a rádio alarga o especto do silêncio, tal o humano faz à alma, que só ela sabe ser toda em si. Rodo o botão e sintonizo o Filipe Pires do «Canto Ecuménico», e o metal que se dobra de sonora maneira «Para vos falar de toda essa música do Universo/ do Universo conhecido e criado na (tua) alma de barro eu digo miosótis…» e estendendo-se até «extensas palpitantes águas». Mas podia apanhar o Mahler em que concordámos, quando chamado à conversa, quando devia a escolha ser um dos jazz. Para sermos, precisamos de rios tornados próximos pela sede e pelo mergulho, nos quais aprender a dança e o detalhe da letra e da melodia. A mesa do almoço acrescenta alguém que vem confirmar os meus laços ao Oeste, o das míticas ressonâncias. Fazendo contas de cabeça, cóbois só dois ou três, o
Henrique [Manuel Bento Fialho], o João [Nazário] e, além dos que me escapam, este que agora se ajunta, o Bernardo [Trindade], mestre do laço laçado aos mais brutos animais. (Não vislumbro nem índios nem índias, por agora). O pudor, mais pela lamechice do que pela bruteza, não permite descrever o que aqui aconteceu em torno de Alcobaça e seus mosteiros, altaneiros ou rasteiros, o passado e suas estreitezas, o presente e suas possibilidades. A minha memória diz oboé, diz mamas, diz vanguarda, diz liberdade, tudo com anos de diferença e dores distintas. Falámos, como se ali estivesse, de Tarcísio Trindade, por estas e outras tantas razões: «Doze marcos quilométricos brancos/Actualizam a paisagem// Estáticos na berma da estrada/Ornamentam o itinerário da viagem». Paulo, bota aí Arnold Schönberg, só porque sim e por ser título do poema-mesa onde nos espelhamos, que lemos, no qual viajamos. ARTES E LETRAS, ÓBIDOS, 29 JUNHO A palma da mão marcava linha em direcção às míticas poltronas, cadeirões, maples que se fazem centro de um universo forrado a lombadas, imagens-fortes, restos
ALFA PENDULAR, ALGURES, 6 JULHO Aguardo o momento em que escreva desço a norte, mas não será desta. Projecto comum faz-me subir a Campanhã com o Luiz [Pires dos Reys], que não carecia de pôr y no nome para agravar afinydades. Logo ali na estação, um dos seus autores, Côta Seixas, confessa-se-me devedor de um vinho caseiro, dos de gosto mal-educado. A memória não me ajuda nunca, estou a quase a abdicar da dita, ou pelo menos a castigá-la (não me lembro de como o fazer). Tinha o acontecido raízes nas Correntes da Póvoa. Haja quem faça contabilidade dos encontros e das conversas. Celebro a coincidência de livro na mão, este «Fabulário Amoral de Fauna & Flora» (ed. Edições Sem Nome), pequena colectânea de deliciosas absurdezas, ilustradas por Tiago Seixas, que desenha sobre a quadrícula das latitudes e longitudes. A que esta página contém ilustra o micro-conto «Rosa dos Ventos», que fala da convivência carnal entre as estações. Mas para ilustrar a delícia de desfazer quilómetros no vidro da janela do comboio trago «Adrede». «Por não ouvir, um surdo pede a um absurdo que, por escrito, lhe diga quem é. Com caneta permanente, de tinta extinta, o absurdo que não houve responde ao surdo que não ouve: – sou tudo o que há e não existe, o princípio do nada, o fim do infinito.»
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10.7.2019 quarta-feira
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 270/AI/2019 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora CHENG CHING PING, portadora do Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong n.° R8923xxx e portadora do Documento de Identificação para Vistos da RAEHK n.° D00172xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 5/DIAI/2018, levantado pela DST a 08.01.2018, e por despacho do signatário de 13.06.2019, exarado no Relatório n.° 206/DI/2019, de 29.05.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 1047, Edf. Nam Fong, Bloco 3, 8.° andar O onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ------------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 13 de Junho de 2019. O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 279/AI/2019 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora ZHENG LEDAN, portadora do Passaporte da RPC n.° E34635xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 39/DI-AI/2018, levantado pela DST a 01.03.2018, e por despacho do signatário de 11.06.2019, exarado no Relatório n.° 212/DI/2019, de 28.05.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua Cidade do Coimbra n.° 416, Jardim Brilhantismo, 10.° andar Z onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ------------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 11 de Junho de 2019. O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 340/AI/2019 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LAM SOI KAI, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 50456xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 45/DI-AI/2018, levantado pela DST a 01.03.2018, e por despacho do signatário de 11.06.2019, exarado no Relatório n.° 246/DI/2019, de 29.05.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de S. João de Brito n.° 36, Edf. Heng Van, 2.° andar G onde se prestava alojamento ilegal.---------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ------------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 11 de Junho de 2019. O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 348/AI/2019 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor TANG SHIU FAI, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente de Hong Kong n.° D4314xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 65/DI-AI/2018, levantado pela DST a 29.03.2018, e por despacho do signatário de 11.06.2019, exarado no Relatório n.° 254/DI/2019, de 30.05.2019, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua do Terminal Maritimo n.os 93-103, Edf. Centro Internacional de Macau, Bloco 4, 11.° andar H onde se prestava alojamento ilegal.--------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ------------------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 11 de Junho de 2019. O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong
DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO Torna-se público que, de acordo com o Despacho de 28 de Junho de 2019 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação dos serviços de coordenação e produção das cerimónias para o 4.º “Festival Internacional de Cinema e Cerimónia de Entrega de Prémios‧Macau”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, encontrando-se o referido processo igualmente patente no website da Direcção dos Serviços de Turismo (http://industry.macaotourism.gov.mo), podendo os concorrentes fazer “download” do mesmo. A Sessão de esclarecimento será realizada no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 11:00 horas do dia 12 de Julho de 2019. Os pedidos de esclarecimento devem ser feitos por escrita e apresentados até ao dia 26 de Julho de 2019 pelas 17:30 horas na área dos Avisos Públicos do website da Indústria Turística de Macau (http://industry.macaotourism.gov.mo), as respectivas respostas também serão publicadas no mesmo website. Preço base: MOP4.500.000,00 (quatro milhões e quinhentas mil patacas) Critérios de adjudicação e factores de ponderação: Factores de Critérios de adjudicação ponderação Preço 20% Contéudo do serviço: - Design do tema dos locais para as cerimónias de abertura, encerramento e entrega de prémios; - Design do tema das ceremónias e design da programação com os respectivos efeitos finais em desenhos (cerimónias 45% de abertura e passadeira vermelha, encerramento e entrega de prémios e passadeira vermelha); - Plano dos recursos humanos e respectiva distribuição dos trabalhos para a execução dos serviços a prestar, de acordo com os requisitos do nº 4.3 das “Cláusulas Técnicas, Gerais e Especiais” do “Caderno de Encargos” Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço: - Informações sobre os equipamentos a serem utilizados, de acordo com os requisitos do nº 4.2 das “Cláusulas Técnicas, Gerais e Especiais” do “Caderno de Encargos”; 25% - Desenhos e design de localização dos respectivos equipamentos e decorações (desenhos e plantas de localização); - Plano de produção dos materiais de decoração; - Plano de montagem e desmontagem. Experiência do concorrente 10% Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 17:45 horas do dia 26 de Agosto de 2019, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou, alternativamente, em inglês, prestar a caução provisória de MOP90.000,00 (noventa mil patacas), mediante: 1) depósito em numerário à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitidos à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau. O acto público do concurso será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 27 de Agosto de 2019. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados a concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 3 de Julho de 2019. O Director dos Serviços, Subst.º Cheng Wai Tong
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quarta-feira 10.7.2019
Nuno Miguel Guedes
J
Á há algum tempo que tinha isto para dizer. Digo-o agora, por razões que mais adiante explicarei. Pode ter relevância para uns, nenhuma para outros; está certo. Mas é a verdade e neste momento a verdade incomoda-me. Explico: quando escrevo uma crónica, mais do que querer dar o meu pequeno olhar sobre as coisas, escrevo na esperança arrogante de honrar um legado. Nunca o esqueço, pelo menos. Falo de uma escola de cronistas de que me sinto próximo - mas que nem por sombras chegarei a uma mísera palavra com a mesma qualidade. Falo de gente como Nelson Rodrigues, Antônio Maria, Otto Lara Resende, Rubem Braga. Homens que escreviam diariamente – diariamente, por Deus! - e tinham sempre algo para dizer, e sabiam-no dizer com o coração, pegando-nos pela mão e usando a elasticidade da língua portuguesa com uma ternura precisa. Como uma bebida desejada que actua directamente e em simultâneo na cabeça e no coração. Quando escrevo, então, é natural que haja sempre uma pegada, uma sombra de epígono. E quando isso acontece (e acontece sempre) e é detectado, eu fico contente porque é um elogio. Escrevo um dia depois da morte de João Gilberto. Estes homens que acima citei conheceram-no, assistiram ao que aconteceu, alguns foram até cantados por ele (como foi o caso de Antônio Maria), escreveram sobre ele. Por isso, hoje a sombra é maior, porque estes nomes que invoco não chegam nem servem quando quero dizer adeus a um bocadinho de mim. Nesta altura maiores, melhores e sempre merecidas elegias já terão sido escritas e ditas a este génio misantropo e maníaco da perfeição. A minha não irá acrescentar nada. Mas, sendo uma necessidade egoísta, não deixa de ser uma necessidade. Depois de Sinatra, Gilberto é para mim – e suspeito que para muitos – o maior interprete da música popular. Amarro-me a esta analogia forçada e injusta para ambos, sabendo que o estilo e o repertório eram diferentes, apenas porque não consigo melhor para dizer o quanto cabem na minha vida. Mas refugio-me na seminal biografia da Bossa Nova de Ruy Castro, Chega de Saudade, e sei que Sinatra tem uma ligação remota com o movimento – e logo, com João Gilberto. Mas há mais, há tanto que aquele baiano rezingão deixa. A forma doce como canta, as inflexões subtis em determinados versos: oiçam Saudades da Bahia e reparem como é cantado o verso “ai se ter saudade é ter algum defeito/ eu pelo menos mereço o direito”, sílaba prolongada e subida na hora certa, o “eu” dito na mesma nota do que “defei-
E agora, João? DREW BARDANA
DIVINA COMÉDIA
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to”, uma construção que pulveriza qualquer coração de granito. A falsa simplicidade da guitarra, acordes dificílimos e em suave atraso com a melodia de voz, o que por vezes causa aparente dissonância – daí os puristas (porque são sempre eles, seja qual for o assunto) dizerem que desafinava. Felizmente a resposta veio cantada e é o que sabemos. E depois, tanto, tanto. João Gilberto, como Tom Jobim, é um dos símbolos daquela revolução conservadora, que mudou sem deixar para trás o que tinha de ficar. Uma vertigem musical feita por
miúdos de classe média, bonitos e que dividiam o seu tempo entre o amor pela música, a praia e o fascínio pelo sexo feminino. Uma das minhas canções preferidas, Se É Tarde Me Perdoa, é um perfeito exemplo. Com letra de Ronaldo Bôscoli – ele próprio um moço bem-apessoado e com grande popularidade entre as garotas – fala do regresso e do perdão, de alguém que vadiou durante a noite, viu mil amores e mesmo assim regressa, como um Ulisses boémio. O último verso é um achado de economia e comoção: “Vinha só cansado”. João
“João é a possibilidade da esperança, da redenção através da arte. É dos que deixam vida nas vidas, dos que inspiram.”
canta isto como ninguém e sempre me emocionou. Só que esta canção e o seu tema vem já de uma tradição da música brasileira: se ouvirem o lindíssimo Camisa Amarela, samba de Ary Barroso feito muito antes da Bossa Nova, verão muitas semelhanças. E os últimos versos, ditos pela mulher que perdoa: “Passada a brincadeira/ele é só para mim”. É, João é isso: passado, presente e futuro da nossa alma, espelho e consolo. O único cantor que fui ver duas vezes seguidas – mesmo que na primeira ele tenha saído a meio do concerto, irritado com a mudança do posicionamento da orquestra. João é a possibilidade da esperança, da redenção através da arte. É dos que deixam vida nas vidas, dos que inspiram. Vai ficar, João, vai ficar sim. Mas agora, João, e nós - como é que nós vamos fazer?
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10.7.2019 quarta-feira
desporto 21
quarta-feira 10.7.2019
FIFA ASSOCIAÇÃO ACEITA DECISÃO E PREPARA-SE PARA PAGAR MULTA
Respeitinho é bonito
O castigo imposto pela FIFA foi aceite pela AFM, que não abre o jogo sobre eventuais responsabilidades internas. No entanto, a associação castigou o Ka I com desclassificação da Taça devido à vitória por 21-18 no jogo de protesto
A
Associação de Futebol de Macau (AFM) respeita a multa imposta pela FIFA e vai proceder ao pagamento da multa de 10 mil francos suíços. A posição foi comunicada ontem ao HM, pela entidade que coordena o futebol local. Em causa está o encontro da 2.ª mão de pré-qualificação para o Mundial de 2022, no Sri Lanka, que a selecção da Flor do Lótus perdeu por falta de comparência, após ter optado por não participar. A decisão foi justificada com “motivos de segurança” relacionados com os atentados terroristas
ocorridos no Sri Lanka na época da Páscoa. “Respeitamos a decisão tomada pela FIFA face à não-participação e respeitamos o montante imposto como multa, que vamos pagar”, disse, ao HM, um porta-voz da AFM. Depois de ter vencido a primeira mão por 1-0 diante do Sri Lanka, a selecção de Macau foi castigada com falta de comparência e a respectiva derrota por 3-0, pelo Comité Disciplinar da FIFA. A direcção liderada por Cheong Coc Veng ainda tentou levar o jogo para campo neutro, mas a hipótese foi rejeitada pela FIFA. Por esse motivo, a AFM foi multada.
Contudo, os dirigentes da AFM recusam assumir responsabilidades na sequência do caso e quanto a possíveis demissões a resposta dada pela porta-voz da associação cingiu-se a “não há comentários a fazer”.
“Respeitamos a decisão tomada pela FIFA face à não-participação e respeitamos o montante imposto como multa, que vamos pagar.” AFM
A decisão do castigo da FIFA foi tomada a 27 de Junho e até ontem ainda não tinha havido uma posição por parte da AFM.
HANG SAI E KA I CASTIGADOS
Também ontem foi divulgado o castigo aplicado ao Hang Sai e ao Ka I na sequência do encontro em que as equipas protestaram a decisão da AFM de abdicar do jogo de qualificação para o Mundial. Na partida a contar para a Taça de Macau, o Ka I acabou por derrotar o Hang sai por 21-18, num encontro com 39 golos. Porém, ontem a AFM comunicou que após investigação ao incidente que o Ka
I, apesar de ter vencido, foi desclassificado, assim como o Hang Sai. Por outro lado, as formações foram advertidas e em resposta, as direcções dos clubes prometerem coordenar no futuro e controlar melhor os atletas para evitar este tipo de situações. Com esta decisão a Taça ainda não tem o calendário
da próxima ronda definido, mas estão apuradas as seguintes equipas: Benfica de Macau, Ching Fung, Chao Pak Kei, Monte Carlo e Tim Iec. João Santos Filipe
info@hojemacau.com.mo
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FUTEBOL ACADÉMICO DE VISEU DE FORA TRÊS ÉPOCAS
O
Académico de Viseu vai ser excluído por três anos das competições profissionais, por falsas declarações sobre a inexistência de dívidas a jogadores em 2017/18, decidiu ontem o Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). No acórdão do pleno do CD da FPF, a que a agência Lusa teve acesso, o clube viseense foi condenado à “sanção de exclusão das competições profissionais em três épocas desportivas” e ao pagamento de uma multa de 4.464 euros. Em causa está a declaração de não dívida apresentada na candidatura ao licenciamento para a época 2018/19, devido a alegados atrasos no pagamento a três futebolistas, dois dos quais dizem ter acordado verbalmente esta situação e um outro que assegura ter recebido em numerário. Em 28 de Dezembro de 2018, foi instaurado um processo disciplinar ao clube, por “eventual prestação de falsas informações à
Liga”, nomeadamente sobre o cumprimento dos pressupostos de natureza financeira para a época 2018/19, em que viria a terminar no 11.º lugar do segundo escalão. O Académico de Viseu está entre os clubes licenciados pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para a temporada 2019/20, anunciou o organismo, em 21 de Junho último. A punição do clube ocorre já ao abrigo do novo regulamento disciplinar da LPFP, aprovado em 22 de Junho último em Assembleia Geral da FPF, que diminuiu para metade a sanção a aplicar neste tipo de infracções, para um mínimo de três e um máximo de cinco épocas desportivas, quando a anterior moldura penal estipulava uma pena entre seis e 10. Os primeiros jogos da época 2018/19 estão previstos para os próximos dias 27 e 28, com as eliminatórias da primeira fase da Taça da Liga, em que participam apenas os clubes das duas competições profissionais.
Wimbledon Serena Williams bate Riske e apura-se para as meias-finais
A tenista norte-americana Serena Williams, campeã de Wimbledon por sete vezes, qualificou-se ontem para as meias-finais do
torneio londrino de relva, terceiro ‘Grand Slam’ de 2019, ao vencer a compatriota Alison Riske. Serena Williams, 10.ª do ranking mundial, impôs-se pelos parciais de 6-4, 4-6 e 6-3, batendo em duas horas e três minutos Riske, 55.ª da hierarquia da WTA, que disputou pela primeira vez os quartos de final de um ‘major’, após ter eliminado a australiana Ashleigh Barty, líder da
classificação do circuito feminino. Nas meias-finais da prova britânica, que venceu em 2002, 2003, 2009, 2010, 2012, 2015 e 2016 e na qual procura conquistar o 24.º título do ‘Grand Slam’, Serena Williams, de 37 anos, vai defrontar a vencedora do encontro entre a checa Barbora Strycova, 54.ª do ranking, e a britânica Johanna Konta, 18.ª tenista do mundo.
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 332/AI/2019
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 334/AI/2019
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora ZHANG LANXIANG, portadora do Salvo-conduto de Residente da China Continental para Deslocação a Taiwan n.° L00050xxx e portadora do Passaporte da RPC n.° E13597xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 155/DI-AI/2017 levantado pela DST a 14.06.2017, e por despacho do signatário de 11.06.2019, exarado no Relatório n.° 240/DI/2019, de 27.05.2019, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção n.° 636, Edf. King Xiu Garden, 8.° andar G.---------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo DecretoLei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 11 de Junho de 2019. O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LO UN WAN, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 13913xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 132/DI-AI/2017 levantado pela DST a 01.06.2017, e por despacho da signatária de 24.06.2019, exarado no Relatório n.° 241/DI/2019, de 11.06.2019, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.° 1142-M, Centro Internacional de Macau, Bloco 12, 8.° andar B, Macau onde se prestava alojamento ilegal.------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 30 dias, conforme o disposto na alínea a) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo DecretoLei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Centro Hotline’’, 18.° andar, Macau.------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 24 de Junho de 2019. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
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10.7.2019 quarta-feira
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TEMPO POSSIBILIDADE DE TROVOADAS MIN 26 MAX 30 HUM 75-98% • EURO 9.01 BAHT 0.26 YUAN 1.16
O QUE FAZER ESTA SEMANA Diariamente
EXPOSIÇÃO | ”CORES DA ÁSIA” Casas Museu da Taipa | Até 22/09
VIDA DE CÃO
QUAL O NOSSO LUGAR?
EXPOSIÇÃO | “CABEÇAS FELIZES” Praça Jorge Álvares | Até 15/08 EXPOSIÇÃO | “DE HOLLYWOOD AO MÓNACO”” Galaxy Macau | Até 28/08 EXPOSIÇÃO | “ENCONTRO INESPERADOS” City of Dreams | Até 31/08 EXPOSIÇÃO | EXPOSIÇÃO “BELEZA NA NOVA ERA: OBRAS-PRIMAS DA COLECÇÃO DO MUSEU NACIONAL DE ARTE DA CHINA” MAM
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Cineteatro
C I N E M A
TUDO PARA CORRER BEM 37
Destemidos pedestres atravessam uma ponte que colapsou em Sylhet, no nordeste do Bangladesh. Apesar da circulação de veículos pesados na ponte ser proibida, a estrutura cedeu depois de um camião carregado com sacas de cimento ter tentado a travessia.
4 9 4 2 5 1 7 0 6 7 36 3 6 0 9 8 2 9 2 1 5 1 4 37 3 6 7 0 6 0 2 8 2 19 1 5 3 1 3 7 4 9 8 0 6 20 2 4 0 5 0 6 3 9 6 9 2 87 8 2 8 2 1 5 7 4 5 4 93 9 6 6 7 4 6 4 8 3 1 0 95 29 5 3 9 3 01 0 86 28 2 74 2 1 65 6 37 43 4 8 90 8 0 9 8 2 9 2 4 7 5 13 1 SOLUÇÃO DO PROBLEMA 37
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3 0 FILME 9 7 6 4 7 HOJE 4 8 2 15 UM 7 8 2 7 9 2 9 5 0 1 3 0 63 6
5 1 8 3da4 8Palma 1Vencedor 7 4 9 7 9 20 2 2 no 0 Festival 5 3 6 7 19 1 2de4 Ouro de Cannes deste ano, 6 1 4 1é2um0filme 8 2 8 73 7 9 Shoplifters que foca a família 1 6 9 6 87 58e 5 42 4 0 questiona as ideias 2 8 4 1 so9 3 5 76 7 8pré-estabelecidas bre a noção do am7 3 ideal 3biente 2 5 62 06o10 1 48 4 para 0 76 37 dos 3 mais 1 49 54 85 8 6crescimento novos. Vítima de vio9 5doméstica, 8 04 2Juri, 0 2 6 1 73 9 lência
de quatro anos, vive com os pais, numa 41 família tradicional, até ao dia em que é TOY STORY 4 1 7 8na5 4 5 6 9 0 2 encontrada rua6por um casal de criminoLEGENDADO EM CHINÊS 2 9É3neste9 ambiente 3sos. 0 6 8 0 8 4 7 14 1 Um filme de: Chris Renaud 14.30, 16.30, 19.30 improvável 6 4 0 1 4 que 1 pela 2 53 75 87 98 6 0primeira vez a menina ALADDIN [A] 5 encontrar 2 3 9o7amor vai 19 1 0 6 4 FALADO EM INGLÊS LEGENDADO EM CHINÊS de uma família. João 9 8 3 6 3 7 24 2 1 5 Um filme de: Guy Ritchie Santos Filipe Com: Will Smith, Mena Massoud,
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SALA 1
SPIDER-MAN: FAR FROM HOME [B] Um filme de: Jon Watts Com: Tom Holland, Samuel L. Jackson, Jake Gyllenhaal, Zandaya 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2
UGLYDOLLS [A] FALADO EM CANTONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kelly Asbury 14.30
TOY STORY 4 [A] Um filme de: Josh Colley Com: 16.30, 19.30, 21.30 SALA 3
THE SECRET LIFE OF PETS 2 [A] FALADO EM CANTONENSE
Naomi Cott, Marwan Kenzari 19.15
A LONG GOODBYE [A] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Nakano Ryota Com: Aoi Yu, Takcuchi Yuko, Matsubara Chicko, Yamazaki Tsutomu 21.30
8 3 4 5 1 0 2 7 9 6 1 4 6 8 5 3 0 9 2 7
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4 8 3 1
38 70 4 8 6 5 3 1 2 89 07
57 3 1 2 86 09 4 45 8 60
PROBLEMA 38
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2 5 78 0 30 6 9 1 61 93 7 4
4 61 7 3 48 50 6 9 92 5
5 89 7 51 78 60 03 4 32 6
93 76 1 2 24 35 0 8 69 07
2 8 4 5 17 26 0 1 3 59 9 7 94 78 12 63 25 41 6 0
9 0 6 3 21 82 8 7 4 15 5 0 29 97 71 46 82 04 3 8
4 25 9 47 92 78 56 3 60 1
06 83 2 9 37 24 8 0 45 91
81 2 0 4 49 17 5 98 6 23 0 48 5 1 93 12 7 6 84 9
38 6 3 0 4 1 7 9 75 82 7 4 60 45 9 1 93 72 8 6
3 71 25 9 0 54 92 6 7 8 1 2 6 64 5 8 49 7 0 3
S U D O K U
ESPECTÁCULO | FUERZA BRUTA WAYRA MGM Theatre | Até 4 de Agosto
6 7 2 8 3 5 9 0 1 4
O recente caso do fim da licenciatura em tradução e interpretação chinês/ português para nativos de português, no Instituto Politécnico de Macau (IPM), não é sinal de fraca estratégia do Governo ou do próprio IPM em prol do ensino da língua, mas é resultado da história do território, do seu sistema de ensino e das características socioculturais muito específicas. Em primeiro lugar, o ensino dos bilingues em Macau começou tarde e nunca teve uma estratégia por parte da Administração portuguesa, salvo raras excepções. Além disso, as comunidades de expatriados, e não falo apenas da portuguesa, nunca tiveram muito interesse na aprendizagem do chinês, por falta de necessidade no dia-a-dia. Presumo que em Hong Kong aconteça 6 com 9 3a diferença 1 5 de 4 que 2 o7 o mesmo, inglês é uma língua mais falada. É de 5 2 8 7 6 3 1 9 lamentar o encerramento de uma licenciatura7pensada 4 0para9portugueses, 2 8 5ou 6 para pessoas que dominem totalmente 0 por1 falta 2 de4alunos. 3 6Faz-nos 9 5 a língua, pensar 4 no nosso 8 9papel 0 em1Macau 2 7nos 3 dias de hoje, no papel que tivemos e no 3 7 6que5queremos 8 1 ter0no 2 posicionamento futuro.8 E contra 5 7mim3falo,0 pois 9 nunca 4 1 encontrei espaço temporal e mental na 0 para 4 2aprender 9 5chinês. 6 8 minha 1 agenda Com a Grande 2 6 Baía 1 Guangdong-Hong 8 7 0 3 4 Kong-Macau à porta, queremos con5 6 4que7apenas 8 0 tinuar 9 a ser3portugueses falam inglês? Andreia Sofia Silva
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8 0 1 7 5 4 6 3 9 2
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8 SHOPLIFTERS9| HIROKAZU 4 0 1KOREEDA 7 6 | 2018 5 8 3 2 9 7 3 5 9 0 1 2 4 8 6 3 8 6 4 5 2 9 0 7 1 3 6 2 1 8 6 3 7 9 5 4 0 0 3 2 1 8 6 0 4 9 7 5 7 6 5 9 4 8 3 1 2 0 7 4 0 7 3 2 5 8 6 1 9 4 5 4 9 7 0 1 5 3 6 2 8 1 5 0 2 7 9 4 8 3 6 1 2 1 8 6 3 4 2 7 0 5 9
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3 1 2 5 8 0 7 4 3 5 5 46 14 91 39 73 87 8 02 0 5 2 0 8 5 7 1 9 6 3 4 3 0 7 6 1 5 8 9 9 6 4 3 7 9 0 2 1 39 3 26 2 0 54 5 71 7 8 8 9 8 4 5 2 1 0 6 17 31 63 6 2 80 58 45 4 9 0 5 9 6 0 8 3 7 2 48 4 39 3 1 62 6 50 5 7 2 3 1 4 5 8 6 0 5 7 5 01 0 8 39 3 62 6 4 80 8 47 4 5 39 3 12 1 6 4 7 2 3 6 9 5 8 4 8 5 4 95 9 1 60 36 73 7 2 54 05 80 8 6 17 31 93 9 2 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota 7 8 9Amélia 7 Caeiro; 9 3Falcão; 5Lobo Pinheiro; João Paulo 8 Cotrim; 6 José 9 Drummond; 2 7 José4Navarro 1 de5 0 0 1 52 5 4 8Colaboradores 63Vieira;6António Cabrita; António 71 Castro 92 António 06Gisela0Casimiro; 84 8 Gonçalo 5 1José Simões 8 79Morais; 7Luis Carmelo; Michel Reis; 3 Nuno 9 Miguel 5 Guedes; 0 4Paulo8José Miranda; 2 7Paulo6Maia1e Carmo; Rita Taborda Duarte; 0 1Rui Cascais; 8 9Rui Filipe 4 Torres; 6 Sérgio 3 7 4 4 6 20 32 53 1Andrade; Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária 3 9www. 7 5 0 1 3 2 9 4 87 8 6 42 4 5 0 1 6 6 12 71 87 58 45 94 9 30 3 hojemacau. com.mo
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opinião 23
quarta-feira 10.7.2019
sexanálise
Corpo de praia
RESORT CORBUSIER, MAAIKE CANNE
TÂNIA DOS SANTOS
C
OMO procuramos o corpo perfeito? Representações disto e daquilo que ditam o que é bonito e feio, ou aceitável. As formas como tentamos chegar a este corpo perfeito deixam imenso espaço para discussão. Devemos nós submetermo-nos à maravilha do controlo total do nosso corpo? Quando chegam os meses mais quentes, a pressão publicitária para encontrarmos (em nós) o corpo perfeito parece que se intensifica. As pessoas despem-se com o calor e com isso podem estar a mostrar aquilo que não é aceitável. A celulite, a gordura ou as estrias. Note-se que esta é uma dificuldade particularmente ocidental, talvez particularmente mediterrânica onde as praias são um estilo de vida. De qualquer modo, mesmo que os padrões de beleza se alterem, não deixam de existir – aqui e ali. Há do belo idadismo no que toca a estes corpos. Parece que os corpos velhos já não devem ter direitos de exposição como se fosse uma ofensa, passíveis de censura. Só que os padrões de beleza são construídos – e podem ser reconstruídos também. Não há nada de fundamental no corpo que envelhece, nós é que o essencializamos para algo que não convém a ninguém. ‘Basta’ transformamos a nossa forma de pensar para não nos chocarmos com a pouca perfeição e a velhice de cada um.
As pessoas detentoras de vaginas e que se regem pela heteronormatividade das relações parece que cedem mais a estas pressões. Não porque são (só) homens que ditam padrões de beleza - apesar de serem sobretudo os homens. Estas dinâmicas vêm de uma expectativa relacional de que os homens são visuais e as mulheres não, que os homens cedem à tentação dos corpos e as mulheres não, e mais outras coisas parvas que aparecem nos estudos – e representações diárias – que mostram que as diferenças de género são estáticas, biológica e fisiologicamente definidas. Quando já deveríamos ter ultrapassado esta visão retrograda do género, do corpo e da beleza. A censura do corpo feminino leva a absurdos que continuam a prevalecer desde há décadas – provavelmente desde há séculos. Pêlos, mamilos, exposição a menos ou exposição a mais. Parece que o corpo tido como feminino é frequentemente es-
“A censura do corpo feminino leva a absurdos que continuam a prevalecer desde há décadas – provavelmente desde há séculos. Pêlos, mamilos, exposição a menos ou exposição a mais. Parece que o corpo tido como feminino é frequentemente escrutinado ora por uma razão ou por outra.”
crutinado ora por uma razão ou por outra. Os burkinis são repressivos, os fios dentais progressivos – caso se tenha um rabo em condições de ser mostrado. Perfeito. O corpo é dissidente quando vai contra a corrente. Mas esta dissidência é só para os corajosos que ousam mostrar-se. Não é fácil submetermo-nos aos olhares de escrutínio constantes. Produz-se saber à naturalidade do corpo que tantos outros querem artificial. Tal como também se produz a artificialidade no sexo. Se o futuro do sexo passa por robôs que podem ser comprados de acordo com as nossas preferências corporais – levamos ao extremo o controlo que queremos ter sobre tudo. Nada contra a criação (e a criatividade) mas dá muita vontade pôr limites quando esta produção implica uma anulação completa do corpo tal como ele é. Estes corpos belos não são só os que têm feições bonitas ou que possuem características dignas de capas de revista actuais. Os corpos de variadas cores da pele, formas e cores de cabelo passam pelo crivo do ‘aceitável’ também. Num mundo onde ainda nos obcecamos pela beleza da pessoa caucasiana só demonstra o quão atrasados ainda estamos para abraçar a nossa beleza (essência?). Não é por acaso que certas gentes andam a criticar a nova pequena sereia da Disney – porque agora será negra. Como se já não estivéssemos demasiado cansados de (re)produzir o corpo aceitável, sem crítica, sem auto-reflexão, sem desejo de controlo. O corpo de praia é o que vai à praia – estou farta de dizer. Tornando o corpo político é o que nos permite ir à praia quando o corpo não é ‘belíssimo’ – de acordo com os critérios que andam aí.
“A razão vos é dada para discernir o bem do mal.” Dante Alighieri
quarta-feira 10.7.2019
PALAVRA DO DIA
Olha quem fala TRUMP CHAMA “ESTÚPIDO” A EMBAIXADOR BRITÂNICO QUE O ACUSOU DE INCOMPETÊNCIA
O
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez ontem uma ameaça velada ao colocar-se em frente a um caça F-35 e afirmar que aqueles aviões alcançam qualquer local do Médio Oriente, incluindo o Irão ou a Síria. O aviso, feito durante uma visita a uma base aérea, aconteceu um dia após o Irão ter anunciado que ultrapassou o nível de enriquecimento de urânico determinado pelo acordo do nuclear, assinado em 2015 pelo Irão, os Estados Unidos, a China, a Rússia e países da União Europeia. O Irão “deve lembrar-se que estes aviões conseguem alcançar qualquer local do Médio Oriente, incluindo o Irão e, com toda a certeza, a Síria”, disse Netanyahu depois de se colocar em frente ao caça. O primeiro-ministro de Israel já tinha pedido, no fim-de-semana, às potências mundiais que aplicassem “sanções imediatas” ao Irão assim que fosse ultrapassado o nível de enriquecimento de urânio. Para Benjamin Netanyahu, o enriquecimento de urânio só pode ter como objectivo a criação de bombas atómicas, pelo que os líderes ocidentais devem cumprir o combinado e impor novas sanções ao Irão.
Nigéria Doze mortos em explosão de oleoduto
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Doze pessoas morreram na explosão de oleoduto que ocorreu, na quinta-feira, na sequência de uma tentativa de roubo de combustível em Lagos, indicaram ontem as autoridades nigerianas. Duas pessoas tiveram morte imediata e os restantes 10 sucumbiram às queimaduras no hospital, indicou um responsável do Ministério da Saúde. A explosão, que aconteceu na zona de Ijegun, na capital económica da Nigéria, causou ainda duas dezenas de feridos e destruiu mais de 30 veículos. "Devido à gravidade das queimaduras sofridas pelos feridos, alguns queimados a 100 por cento, registámos 10 mortos", indicou Titilayo Gonçalves, secretário-geral do ministério. Os outros feridos encontram-se na unidade de cuidados intensivos e a sua condição é estável, acrescentou. A explosão de oleodutos causada durante tentativas para retirar combustível é frequente na Nigéria, causando em regra vítimas mortais.
O
Presidente dos EUA, Donald Trump, qualificou o embaixador britânico em Washington como “uma pessoa muito estúpida”, depois de terem sido reveladas mensagens confidenciais em que o diplomata dizia que o Governo norte-americano era “incompetente”. A revelação pelo jornal inglês Sunday Mail de telegramas diplomáticos em que o embaixador britânico em Washington, Kim Darroch, se referia ao Governo dos EUA como “incompetente” e “instável” levou o Presidente norte-americano a reagir de novo ontem, dizendo que aquele diplomata é “uma pessoa muito estúpida” e anunciando que não teria mais contacto com ele. A primeira-ministra britânica, Theresa May, já disse que está ao lado do embaixador, perante a reacção do Presidente norte-americano, apesar do embaraço diplomático, que já levou o Governo do Reino Unido a pedir formalmente desculpas ao Governo dos EUA. “Eu não conheço o embaixador, mas disseram-me que ele é um tonto pomposo. Digam-lhe que os EUA têm agora a melhor economia e forças militares do mundo”, escreveu hoje Donald Trump na sua conta pessoal da rede social Twitter. Donald Trump aproveitou ainda para voltar a criticar a
forma como a primeira-ministra britânica lidou com o processo do ‘Brexit’. “Eu disse a Theresa May como lidar com a questão, mas ela preferiu ir pelo seu tolo caminho e não o conseguiu fazer”, escreveu Trump no Twitter. “A boa notícia para o Reino Unido é que em breve terão um
novo primeiro-ministro”, acrescentou o Presidente dos EUA.
DISCO PEDIDO
Este incidente diplomático cria agora um dilema para o futuro primeiro-ministro (que todas as sondagens dizem que deverá ser Boris Johnson, antigo ministro dos
REUTERS
ISRAEL NETANYAHU AMEAÇA IRÃO AO EVOCAR CAÇAS F-35
Donald Trump “Eu não conheço o embaixador, mas disseram-me que ele é um tonto pomposo. Digam-lhe que os EUA têm agora a melhor economia e forças militares do mundo.”
Negócios Estrangeiros de Theresa May, que tem sido elogiado por Trump), que terá de escolher entre manter Darroch, arriscando problemas diplomáticos, ou substitui-lo, dando a ideia de que cedeu à pressão de Donald Trump. “Não se pode mudar um embaixador a pedido de um país”, disse William Hague, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, numa entrevista à estação televisiva BBC. “E tarefa dos embaixadores fazer uma avaliação honesta do que acontece nos países onde estão destacados”, explicou Hague. Nos telegramas, Darroch, que está no posto de embaixador em Washington desde 2016, sugeriu que para se comunicar com Donald Trump é preciso “apresentar os argumentos de forma simples”, dizendo que não acreditava em mudanças com o evoluir do tempo. “Não acreditamos que esta administração se torne substancialmente mais normal; menos disfuncional; menos imprevisível; menos dividida; menos diplomaticamente desajeitada e incompetente”, escreveu o embaixador num dos telegramas. O actual ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, já disse que haverá uma investigação à fuga de informação que permitiu a divulgação dos telegramas diplomáticos, dizendo que “se e quando houver responsáveis, eles serão fortemente condenados”.
INGLATERRA CORBYN FAZ CAMPANHA PELA PERMANÊNCIA NA UE
O
líder do partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, anunciou ontem que o principal partido da oposição vai fazer campanha para o Reino Unido ficar na União Europeia (UE) num novo referendo ao ‘Brexit’. A posição é o resultado de uma consulta com membros do governo sombra, deputados, sindicatos afiliados e o comité executivo do ‘Labour’ e também de militantes, mas só será aplicada se o sucessor de Theresa May tentar sair da UE sem um acordo, ou com um acordo negociado pelo partido Conservador. “Quem quer que se torne no novo primeiro-
-ministro, deve ter a confiança para propor o seu acordo, ou a saída sem acordo, de volta ao povo numa votação pública”, defendeu Corbyn, numa mensagem enviada ontem aos militantes. Nessas circunstâncias, acrescentou, “o Partido Trabalhista fará campanha para permanecer [na UE] contra uma saída sem acordo ou um acordo ‘tory’ que não proteja a economia e os empregos”. Tanto Jeremy Hunt como Boris Johnson, os dois candidatos à liderança do partido Conservador, cargo que dará acesso à po-
sição de primeiro-ministro, têm afirmado a determinação em implementar o ‘Brexit’ até ao prazo de 31 de Outubro, admitindo uma saída sem acordo se Bruxelas não aceitar negociar a controversa solução para a fronteira na Irlanda do Norte. Corbyn lembrou que o partido aceitou o resultado do referendo de 2016, quando 52 por cento dos eleitores britânicos votaram pela saída britânica da UE, mas reconheceu que a questão do ‘Brexit’ “tem dividido as nossas comunidades e, às vezes, o nosso partido também”.