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Hoje Macau 10 JUN 2019 # 4305

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MOP$10

SEGUNDA-FEIRA 10 DE JUNHO DE 2019 • ANO XVIII • Nº 4305

LUSA

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

Hong Kong | Protestos voltam às ruas PÁGINA 12

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hojemacau

Fora de jogo

A Associação de Futebol de Macau recusa disputar, no Sri Lanka, o jogo de apuramento para o Mundial de 2022 por questões de segurança. Jogadores não concordam com a decisão e ameaçam

não voltar a representar a RAEM. Macau pode vir a ser punido pela FIFA e ficar impedido de participar em todas as competições regionais e internacionais de selecção e de clubes.

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GRANDE PLANO

FUNDAÇÃO RUI CUNHA

ÁRVORES DE PLÁSTICO EVENTOS

CASO LUÍS AMORIM

ACÇÕES “INÚTEIS” PÁGINA 9

SER PORTUGUÊS OPINIÃO

TNR

DIREITO DE PETIÇÃO PÁGINA 7


2 grande plano

A

selecção de Macau está em risco de ser proibida de participar nas competições com a chancela da FIFA e da Confederação Asiática de Futebol (AFC, em inglês). Em causa está a decisão da Associação de Futebol de Macau (AFM) de não ir ao Sri Lanka disputar o jogo agendado para amanhã, evocando motivos de segurança na sequência dos atentados terroristas da passada Páscoa. Como a partida faz parte da primeira ronda de qualificação para o Campeonato Mundial de 2022, a falta de comparência pode ter consequências muito pesadas para o futuro da selecção. Por esta razão, os próprios atletas revoltaram-se e ameaçam, caso não sejam autorizados a jogar, não voltar a representar a selecção da Flor do Lótus. A decisão foi comunicada aos jogadores logo na sexta-feira, pouco mais de um dia da vitória por 1-0 frente ao Sri Lanka, em Zhuhai, e oficializada na noite de sábado. Ontem, a AFM voltou a confirmar a decisão, através de uma conferência de imprensa, mesmo depois da Federação de Futebol do Sri Lanka ter emitido um comunicado a garantir que todas as condições estavam reunidas. “Tomámos esta decisão porque a AFM coloca a segurança dos jogadores acima de tudo. Não podemos correr riscos e colocar a vida dos atletas em risco. Foi por isso que tomámos a decisão de não enviar a nossa equipa para o Sri Lanka”, afirmou Chong Coc Veng, presidente da MFA. “Pedimos a compreensão. Não foi uma decisão fácil, mas tivemos de tomar esta medida difícil para proteger os jogadores. Temos de pensar nos jogadores, nas suas famílias e amigos”, acrescentou. Chong Coc Veng negou que as condições de segurança para o jogo em Colombo estivessem reunidas, apesar da Federação de Futebol do Sri Lanka garantir que haveria protecção especial para os atletas. “Sabemos que eles emitiram o comunicado. Mas nós temos

“Cumprimos todos os requisitos de segurança e tanto a AFC como a FIFA aceitaram os nossos planos de segurança para o jogo.” FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DO SRI LANKA

10.6.2019 segunda-feira

O GRANDE AUTO-GOLO

FUTEBOL MACAU RECUSA JOGAR NO SRI LANKA POR MOTIVOS DE SEGURANÇA E JOGADORES REVOLTAM-SE

O presidente da Associação de Futebol de Macau, Chong Coc Veng, impediu os atletas de irem para o Sri Lanka, por temer atentados terroristas, mas os jogadores não se conformam. O dirigente diz que a AFM está preparada para assumir a punição da FIFA, que pode passar pela suspensão de todas as competições regionais e internacionais de selecção e clubes

como referência o alerta de viagem do Governo. E foi devido a esse alerta que tomámos a decisão de não comparecer”, apontou.

REVOLTA INTERNA

Entretanto, a decisão causou revolta entre os jogadores. Como tal, foi enviada uma carta aberta à associação e ao Governo, assinada por 48 atletas das equipas A, sub-21 e sub-18, a dizer que caso não entrem em campo amanhã deixam de estar disponíveis para a selecção. “Sentimos que o futebol de Macau não tem sido respeitado nos últimos anos. Mas, finalmente, temos uma hipótese de dar um motivo de orgulho aos cidadãos de Macau, aos fãs, famílias e amigos como selecção. Estamos mais perto que nunca de atingir o objectivo e não queremos deixá-lo escapar

entre os dedos”, podia ler-se no documento. Também Nicholas Torrão, capitão, explicou ao HM o ambiente que o plantel vive. “Estamos desiludidos. Percebemos que não podem garantir a segurança, mas nós queríamos ir e estávamos prontos para assinar um termo de

ID LAVA AS MÃOS

N

a carta aberta, os jogadores pediram ao Governo ajuda para resolver a situação, de forma a poderem participar no encontro. Caso contrário, os atletas diziam não estar mais disponíveis para representar Macau. Contudo, contactado pelo HM, o Instituto do Desporto limitou-se a dizer não ter qualquer declaração a fazer sobre a situação.

responsabilidade sobre as consequências”, contou o atleta. “Se não nos deixam representar a selecção neste momento em que podemos alcançar uma fase que nunca se conseguiu alcançar antes também não faz sentido representar a selecção... É só para os amigáveis? Se é para abdicar do Mundial e do Asiático e apenas para jogar os amigáveis, que convoquem outros”, desabafou. O internacional por Macau protestou também contra o facto de os jogadores não terem sido ouvidos: “O futebol são os jogadores. Os dirigentes, intermediários e outros vêm por acréscimo. As decisões não deviam ser tomadas nos corredores”, sublinhou. Também os jogadores Cheong Hoi San, Leong Ka Hang, Lam Ngai Tong e Ho Man Fai vieram a

público criticar a decisão, através de uma conferência de imprensa coordenada pelo deputado Sulu Sou. “Perder uma oportunidade como esta vai ter um grande impacto no futebol de Macau e nas gerações futuras. Há muitos jogadores locais que têm o sonho de jogar profissionalmente. Mas a AFM abdica da participação no Mundial de uma forma muito ligeira. É um mau exemplo”, afirmou Cheong Hoi San. “O plano de segurança já foi aprovado pela FIFA e pelo AFC... Esta decisão vai ser muito negativa e mostra que não há futuro no futebol local”, acrescentou. Cheong Hoi San lamentou igualmente o facto de não poder representar a China, através das cores de Macau. “Pessoalmente, fico desiludido e com alguma vergonha.


grande plano 3

segunda-feira 10.6.2019

HOJE MACAU

Quando questionado se se demite caso as equipas de Macau fiquem impedidas de participar nas competições internacionais, Chong recusou tomar uma posição: “Adecisão foi da AFM. Mas o cenário ainda não está confirmado e não posso responder”, apontou.

SEGURANÇA APROVADA

Como é que uma situação destas nos pode impedir de representar o nosso país?”, perguntou.

“[Se me demito?] A decisão foi da AFM.”

TREINADOR DESILUDIDO

CHONG COC VENG PRESIDENTE DA AFM

Na conferência da AFM, o seleccionador de Macau confessou sentir-se desiludido com a situação e estar preparado para contar, no futuro, apenas com os atletas que se mostrem disponíveis para representar a AFM. “Estou desiludido, claro que sim. Compreendo melhor do que ninguém o esforço feito pela equipa e na preparação deste encontro”, afirmou Iong Cho Ieng. “Estou desiludido, mas não posso aceitar que se coloque em risco a segurança dos jogadores”, acrescentou. Iong referiu igualmente respeitar a opinião dos atletas de se afastarem e apontou que nas outras selecções também há jogadores que abdicam das respectivas selecções. Se em público foi esta a posição tomada por Iong, em privado o cenário poderá ter sido diferente. Falando em impressões pessoais, o jogador Cheong Hoi San diz ter sentido que Iong queria estar ao lado dos atletas. “Nós achamos que o treinador queria tomar a mesma posição e estar ao nosso lado. Mas, como sabemos, ele é empregado da associação...”, começou por dizer. A minha impressão é que ele gostava de estar ao nosso lado, mas

sabemos como é a mentalidade de Macau. As pessoas podem ter uma ideia contrária, mas não podem vir a público mostrar que são contra a instituição que os emprega”, referiu.

AFM DESCONHECE PENALIZAÇÕES

Neste momento, a FIFA ainda não publicou as regras para o Mundial de 2022 no Qatar. O regulamento está a ser finalizado depois de ter sido decidido que não haveria alargamento do número de equipas a participar na fase final. Contudo, tanto as regras do mundial de 2014, no Brasil, como da

“O futebol são os jogadores. Os dirigentes, intermediários e outros vêm por acréscimo. As decisões não deviam ser tomadas nos corredores.” NICHOLAS TORRÃO CAPITÃO DE MACAU

Rússia, em 2018, são semelhantes. Tendo o Mundial da Rússia como referência, caso uma equipa abandone a competição na fase em que Macau se encontra vê-se obrigada a pagar uma multa de 40 mil francos suíços, o que corresponde a 325 mil patacas. Já o código de conduta da FIFA define uma multa de pelo menos 10 mil francos, ou seja, cerca de 81 mil patacas para as faltas de comparência. Além da multa, a Federação de Futebol do Sri Lanka e a própria FIFA podem exigir compensações monetárias por perda de receitas, despesas com a organização, entre outras. Contudo, o mais grave é a possibilidade de ser instaurado um processo pelo Comité de Disciplina da FIFA contra a AFM. Neste caso, a associação pode ser suspensa, o que implica o afastamento da selecção e dos clubes de Macau das competições oficiais. Ontem, Chong Coc Veng admitiu que ainda não sabia quais as consequências para a AFM. “Ainda estamos a conversar com a FIFA e a AFC sobre as penalizações. A AFM está disponível para cumprir o castigo”, limitou-se a dizer sem explicar as possibilidades, além da multa.

Segundo a AFM, as discussões com a Federação de Futebol do Sri Lanka, com a FIFA e AFC para que fosse encontrado um campo neutro para o encontro já decorriam há algum tempo.AprópriaAFM terá mostrado disponibilidade para cobrir todas as despesas da Federação do Sri Lanka com a organização em terreno neutro. Porém, ao contrário de Macau, que disputou o encontro em Zhuhai, os adversários não quiseram abdicar do factor casa como forma de mostrar respeito perante os adeptos. “Tem a importância máxima para qualquer selecção poder jogar em casa diante dos seus adeptos, especialmente quando se trata de uma ronda de apuramento para o Mundial FIFA, o que só acontece uma vez a cada quatro anos”, explicou a FFSL. “Cumprimos todos os requisitos de segurança e tanto aAFC como a FIFA aceitaram os nossos planos de segurança para o jogo”, foi acrescentado. Já sobre o sistema de alerta de viagens, ao Sri Lanka pediu a Macau que olhe para o Interior da China, em que o Governo Central já baixou o nível de alerta, ao contrário da RAEM. “O Sri Lanka também tem o direito de organizar os jogos no Sri Lanka, e todos os países devem respeitar este direito”, foi acrescentado. Ainda de acordo com o comunicado oficial da Federação do Sri Lanka, os responsáveis da AFC, que vão supervisionar a partida, já estão no território e os dirigentes de Macau são aguardados durante o dia de hoje, para os compromissos normais antes de uma partida oficial. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

Sulu Sou fala em “vergonha”

Depois conhecida a decisão da Associação de Futebol de Macau em não autorizar a deslocação da selecção ao Sri Lanka, o deputado Sulu Sou organizou uma conferência com um grupo de jogadores para pedir o adiamento do encontro. O legislador lamentou todo o sucedido: “É um dia de vergonha para o futebol de Macau. Ninguém consegue compreender a decisão da Associação de Futebol de Macau”, afirmou. “Como deputado, apelo à AFM que mostre toda a informação, os documentos e correspondência dos últimos dois meses com a FIFA, AFC e entidades do Sri Lanka a pedir o adiamento do encontro”, frisou.

Duarte Alves Se fosse eu, levava os jogadores

No ano passado, o Benfica de Macau realizou dois jogos na Coreia do Norte a contar para a Taça AFC. A Coreia do Norte é um Estado que se encontra em “guerra” com a Coreia do Sul e a matéria levantou questões aos dirigentes. Porém, segundo Duarte Alves, dirigente do clube, foram cumpridas as exigências da AFC e tudo correu bem. “Falámos com a AFC sobre eventuais receios. Mas eles disseram que a Federação da Coreia do Norte cumpria todos os requisitos, que os planos de segurança eram seguidos e que no passado nunca tinha havido problemas”, contou, ontem, ao HM. “Acabámos por ir e correu tudo bem. Não houve problemas”. Duarte Alves considerou também que perante a aprovação, tanto da AFC como da FIFA, que não resta a Macau outra alternativa que não seja comparecer no encontro, mesmo que a selecção considere que seria mais seguro jogar em terreno neutro. Finalmente, Duarte Alves referiu que a associação devia respeitar a opinião dos jogadores, uma vez que quase todos se mostraram disponíveis para viajar.


4 política

10.6.2019 segunda-feira

CHEFE DO EXECUTIVO NOVO CANDIDATO “SEM HIPÓTESES”, SEGUNDO LARRY SO

Derrotado logo à partida Em contrapartida, os desafios não são bem vistos por Pequim, pelo que Leung terá que estar preparado para não ter qualquer apoio por parte do Governo Central que “vai tentar manter Macau longe de qualquer distúrbio que possa ameaçar a harmonia social”.

GCS

Leung Kuok Chao pretende candidatar-se a Chefe do Executivo. Para Larry So, a candidatura do empresário não terá sucesso e será difícil conseguir os votos necessários para ser nomeado candidato pelo Colégio Eleitoral

CANDIDATO CONFIANTE

Por seu lado, Leung Kuok Chao, que anunciou na passada sexta-feira a intenção de se candidatar a Chefe do Executivo, está confiante em conseguir o apoio necessário, de acordo com informação veiculada pela Rádio Macau. O objectivo de Leung é representar a população, nomeadamente das camadas mais desfavorecidas, refere a mesma fonte.

“S

EM hipóteses!” É desta forma que o comentador político Larry So definiu ao HM a possibilidade de Leung Kuok Chao ser nomeado candidato ao cargo de Chefe do Executivo, depois de mostrar intenção de entrar na corrida. Uma das razões que “derrota” o empresário à partida tem que ver com a altura em que a demonstra a sua intenção. Para Larry So, já é uma candidatura tardia, porque o candidato até agora conhecido, Ho Iat Seng, tem trabalhado no sentido de reunir vários apoios. “Quando todos já pensavam que não iria haver mais ninguém interessado em concorrer para as nomeações de candidatos a Chefe do Executivo, surgiu Leung Kuok Chao. Ele já apareceu demasiado tarde. Ho Iat Seng apresentou muito cedo a sua intenção e tem trabalhado no sentido de reunir apoios e tem conseguido e isto tudo antes do período destinado à nomeação de candidatos”, aponta o académico. Recorde-se que os candidatos ao cargo de Chefe do Executivo podem ser apresentados conjuntamente por, pelo menos, 66 membros da Comissão Eleitoral, sendo

“Este candidato novo, se quiser ter 66 ou mais votos para que possa ser nomeado, vai ter que trabalhar arduamente para isso e ainda assim vai ser muito difícil. Duvido que consiga ter nomeações suficientes.” LARRY SO ANALISTA POLÍTICO

que cada membro pode propor um só candidato. “Este candidato novo, se quiser ter 66 ou mais votos para que possa ser nomeado, vai ter que trabalhar arduamente para isso e ainda assim vai ser muito difícil. Duvido que consiga ter nomeações suficientes”, refere So. O colégio, composto por 400 membros e que ainda não está definido, é eleito a 16 de Junho. Já as eleições para o Chefe do Executivo ainda não têm data marcada, sendo

vontade de Pequim que se realizem em Agosto.

SEM O APOIO MAIOR

A dificultar o processo de Leung Kuok Chao acresce ainda o já conhecido apoio do Governo Central à candidatura do também presidente da Assembleia Legislativa que, considera Larry So, vai influenciar a concordância dos membros da Comissão Eleitoral. “Penso que o facto de o Governo

Imprensa Oficial Ng Kuok Cheong pede aproveitamento do antigo edifício O deputado Ng Kuok Cheong interpelou o Governo a pedir explicações quanto à reutilização do terreno e antigo edifício da Imprensa Oficial, situado na Rua da Imprensa Nacional. O pró-democrata re-

fere que depois de a Imprensa Oficial se ter mudado para o Centro de Serviços da RAEM em Pac On, Taipa, no fim do mês passado, o antigo edifício passou a representar um desperdício de

recursos públicos. Além disso, Ng Kuok Cheong pergunta ao Governo o valor da renda do escritório do Gabinete do secretário para a Economia e Finanças e da Secretaria para os Transportes

e Obras Públicas, sugerindo que eles se podiam mudar para aquele antigo edifício. O objectivo desta mudança seria o uso eficaz dos terrenos públicos e minimizar o desperdício de recursos.

Central apoiar Ho Iat Seng vai condicionar as nomeações dos membros [do colégio Eleitoral] e estes vão tentar estar alinhados com Pequim”, disse. No entanto, para Larry So, a possibilidade de um novo candidato pode dar outra dinâmica ao período eleitoral. “A eleição para o Chefe do Executivo é tida como uma coisa garantida. Aparecer alguém a dizer que vai desafiar esse sistema é uma coisa boa”, disse.

Leung Kuok Chao, tem 45 anos e é director de uma empresa de investimento. Participou em 2005 nas eleições legislativas, como número 2 da lista da Associação Pela Democracia e Bem-Estar Social de Macau, onde arrecadou cerca de quatro mil votos, representando 3,5 por cento, resultado que não foi suficiente para ser eleito como deputado. A lista, que corria com o número 10, era liderada por Wong Cheong Nam, um dos nomes da primeira geração de pró-democratas de Macau. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

Poluição do ar SMG esclarecem padrões de medição Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) esclareceram o deputado Lei Chan U sobre as referências utilizadas para medir os índices de poluição do ar, prometendo estabelecer comparação em termos regionais. “Actualmente, o padrão da qualidade do ar em Macau é baseado nos valores intermédios temporários recomendados pela Organização Mundial de Saúde. Além disso, a investigação

cooperativa de prevenção e controlo conjunto da poluição atmosférica nas regiões de Guangdong, Hong Kong e Macau e Delta do Rio das Pérolas será tomada como referência desta direcção, de modo a melhorar o padrão da qualidade do ar atempadamente”, referem os SMG numa resposta a interpelação escrita assinada pelo deputado ligado aos Operários.


política 5

segunda-feira 10.6.2019

Transportes públicos Lam U Tou quer coordenação entre metro e autocarros Linhas que garantam a transferência de circulação dos passageiros que utilizam o Metro Ligeiro e os autocarros é o pedido de Lam U Tou ao Executivo. Em declarações ao jornal do Cidadão, o presidente da Associação da Sinergia de Macau disse que “não havendo oferta para as deslocações entre

o Metro Ligeiro e os autocarros, é difícil que a entrada em funcionamento do metro seja útil”. Estas declarações surgem em resposta à intenção do Governo de reduzir os autocarros com a entrada de funcionamento do Metro Ligeiro, medida que para Lam não se justifica. O líder associativo defende

ainda que as tarifas dos autocarros devem ser distintas entre residentes e turistas para evitar o abuso dos visitantes no uso dos transportes públicos locais. Para o efeito, o presidente da Sinergia de Macau sugere a emissão de passes pessoais para que as tarifas possam ser diferentes.

Três deputados pró-democracia lem- AL PRÓ-DEMOCRATAS LEMBRARAM TIANANMEN NO HEMICICLO braram no final da semana passada os 30 anos do massacre de Tiananmen na Assembleia Legislativa de Macau e pediram a Pequim para não “fugir à mais novo de Macau, da moralidade e ameaçam investigação para "se proceder verdade histórica”, considerando que putado Sulu Sou, usou da palavra erodir a memória e as feridas”, a uma averiguação indepencriticar o comportamen- considerou o pró-democrata. dente e imparcial (...) dar uma a sociedade exige “verdade, indemni- para to do poder central: “nestes satisfação aos familiares das zação e responsabilização” 30 anos, o país e o mundo QUESTÃO DE FAMÍLA vítimas e dos desaparecidos"

Gritos mudos

“V

continuam a ser apelidadas de bandidos, e os seus familiares continuam a enfrentar esta miséria sem fim. É isto que não conseguimos esquecer”, referiu o deputado pró-democrata, de 62 anos, no plenário da passada quinta-feira. Na declaração logo depois de Au Kam San, o de-

Já Ng Kuok Cheong pediu a criação de uma comissão de

e, por fim "indemnização às vítimas e às suas famílias".

“Depois de 30 anos, ainda não há justiça para as vítimas, que continuam a ser apelidadas de bandidos, e os seus familiares continuam a enfrentar esta miséria sem fim. É isto que não conseguimos esquecer.” AU KAM SAN DEPUTADO

RÓMULO SANTOS

ERDADE, indemnização e responsabilização (…) sem isto, esta história não terá fim”, afirmou o deputado Au Kam San. “Depois de 30 anos, ainda não há justiça para as vítimas, que

conheceram mudanças vertiginosas, e olhar para a frente tornou-se desculpa para fugir à verdade histórica, que foi substituída por uma falácia que inverte a relação causa-efeito, insinuando que sem repressão sangrenta não haveria crescimento económico”. “Estas afirmações ultrapassam os limites mínimos

Na semana passada, mais de 200 pessoas em Macau lembraram as vítimas e disseram à Lusa temer que no futuro não possam fazer esta homenagem, que é silenciada e proibida na China continental. Entre as 19h30 e as 22h manifestantes e turistas foram-se juntando em frente a um palco onde os organizadores passaram filmagem dos acontecimentos de há 30 anos em Pequim. Muitos dos manifestantes sentaram-se no chão e acenderam velas em memória às vítimas que o Governo Central nunca admitiu. Em Hong Kong mais de 100 mil pessoas homenagearam as vítimas.

SEGURANÇA SOCIAL ASSEMBLEIA APROVA TRANSFERÊNCIA DE 3% DOS 'LUCROS' PARA FUNDO

A

Assembleia Legislativa (AL) aprovou na quinta-feira, na generalidade, uma proposta de lei que prevê transferir 3 por cento do saldo do orçamento do território para o Fundo da Segurança Social, para responder à pressão do envelhecimento acelerado da população. A proposta de lei foi aprovada por

unanimidade. “Esta proposta é para aumentar as vias de receita do fundo” de forma a garantir o funcionamento sustentável do regime de segurança social de Macau, afirmou o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, na AL. A intenção é acautelar o aumento do encargo com as pensões de

idosos, dado o “envelhecimento da população da RegiãoAdministrativa Especial de Macau [RAEM] no futuro, a um ritmo acelerado”, de forma a “consolidar a estabilidade financeira a médio e longo prazo”, explicou. A grande maioria dos deputados que usou da palavra demonstrou alguma preocupação com o

facto de, se e quando, as receitas do jogo diminuírem, os 3 por cento anuais poderem ser um valor bruto insuficiente, sugerindo, nos anos em que as receitas do jogo sejam menores que a percentagem suba para os 4 ou mesmo 5 por cento. O vice-presidente do Conselho de Administração do Fundo de

Segurança Social, Un Hoi Cheng, presente no debate, informou que neste momento as reservas do Fundo cifram-se nas 83,7 mil milhões de patacas. “Esperemos aumentar a médio longo prazo o Fundo de Segurança Social”, garantiu o secretário para a Economia e Finanças.


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10.6.2019 segunda-feira

Aviso 〔N.º 29/2019〕

Aviso 〔N.º 31/201〕

Assunto: Notificação de audiência Local: Rua do Dr. Ricardo de Sousa, barraca n.o 15-04-01-050-001, Macau (área assinalada na planta de localização em anexo) Comunica-se aos utilizadores da barraca acima mencionada Lei Pui Kei e outros que, na sequência de verificações efectuadas por este Instituto, se detectou que a actividade de construção de portões de ferro explorada na barraca n.º 15-04-01-050-001 foi transmitida e que, nos termos da alínea c) do artigo 4 do Decreto-lei n.º 6/93/M, de 5 de Fevereiro, nas edificações informais inventariadas não é permitido a transmissão a qualquer título de direitos sobre a edificação; nos termos da alínea b) do artigo 13.º do mesmo Decreto-Lei, é obrigatoriamente cancelado o registo do estabelecimento no recenseamento, se for verificada por este Instituto a sua transmissão, total ou parcial, a qualquer título. De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código de Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, devem apresentar, por escrito, a sua contestação e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas, no prazo de 10 dias, a contar da data da afixação do presente aviso. Se não for apresentada contestação por escrito no prazo fixado ou a mesma não for aceite por este Instituto, de acordo com o disposto da alínea b) do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 6/93/M, de 15 de Fevereiro, este Instituto irá proceder ao cancelamento de respectivo registo, no recenseamento, do estabelecimento da edificação acima referida; além disso, de acordo com a alínea d) do artigo 17.o do mesmo Decreto-Lei, deve proceder-se ao encerramento dos estabelecimentos comerciais e industriais cujo recenseamento tenha sido cancelado pela verificação de algumas das circunstâncias previstas no artigo 13.º; no caso de o estabelecimento ser efectivamente encerrado, este Instituto irá iniciar o processo de desocupação e demolição da edificação informal de acordo com o previsto nos artigos 21.º, 24.º e 28.º do mesmo Decreto-Lei. Para consulta do respectivo processo, poderão dirigir-se ao IH, sito na Estrada do Canal dos Patos, n.º 220, Edifício Cheng Chong, r/c L, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar a Divisão de Fiscalização de Habitação P­ública deste Instituto através do tel. n.º 2859 4875. Instituto de Habitação, aos 4 de Junho de 2019 O Presidente, Arnaldo Santos

Assunto: Notificação de audiência Local: Rua do Dr. Ricardo de Sousa, barraca n.o 15-04-01-050-001, Macau (área assinalada na planta de localização em anexo) Comunica-se ao utilizador da barraca acima mencionada Lei Chiu que, conforme averiguações efectuadas por este Instituto, foi descoberto que o interessado supra citado adquiriu uma habitação económica. De acordo com a alínea c) do n.º 2 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 6/93/M, de 15 de Fevereiro, são cancelados os elementos de registo daqueles que deixem de residir na edificação informal onde se encontravam recenseados, se for confirmado, por parte deste Instituto, que possuem ou mantêm outra habitação em condições de utilização como residência permanente. De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, deve apresentar, por escrito, a sua contestação e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou demais provas, no prazo de 10 dias, a contar da data da publicação do presente aviso. Se não apresentar contestação, por escrito, no prazo fixado ou a mesma não for aceite por este Instituto, segundo o disposto do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 6/93/M, de 15 de Fevereiro, este Instituto irá cancelar os seus elementos de registo na edificação informal. Para consulta do respectivo processo, poderá dirigir-se ao IH, sito na Estrada do Canal dos Patos, n.º 220, Edifício Cheng Chong, r/c L, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar a Divisão de Fiscalização de Habitação Pública deste Instituto através do tel. n.º 2859 4875. Instituto de Habitação, aos 4 de Junho de 2019. O Presidente, Arnaldo Santos


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segunda-feira 10.6.2019

C

OMO a legislação das relações de trabalho não estabelece se os trabalhadores devem apresentar-se ao serviço em dias de condições atmosféricas adversas, como quando passam tufões, Ella Lei interpelou o Governo para esclarecer as dúvidas nesta matéria. A deputada pretende também saber se após a retirada do sinal n.º 8 de tempestade tropical os trabalhadores têm de regressar aos postos. Para já, empregados e patrões só têm como orientação o documento “Aspectos a ter em conta pelas partes laborais em situações de tufão, chuvas intensas, trovoada e storm surge” distribuído pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). Ella Lei recorda que nos dois últimos anos Macau sofreu com a passagem de dois super tufões e que é necessário que a DSAL tenha em conta o desenvolvimento social, as condições de tráfego e de clima para rever as indicações a dar às partes envolvidas na relação laboral. A deputada, ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau, pergunta se a DSAL pretende introduzir medidas de “circunstâncias extremas”, como em Hong Kong, e se vão ser elaboradas normas e regulamentos mais claros para empresas privadas. J.N.C

A

porta-voz da associação Greens Philippines Migrant Workers Union, Benedicta Palcon, disse ao HM que o deputado Vong Hin Fai não tem razão quando diz ser necessário verificar a existência legal das associações que representam os trabalhadores migrantes antes de agendar uma reunião sobre a revisão da lei das agências de emprego. “Foi-nos explicado que as leis de Macau garantem o direito de petição e que não existem restrições sobre o seu registo ou sobre o facto de serem ou não associações de Macau”, referiu. A petição assinada por representantes de seis associações de defesa dos direitos dos trabalhadores migrantes foi entregue ao presidente da Assembleia Legislativa (AL), Ho Iat Seng, em Abril deste ano. Erik Lestari, porta-voz do grupo Indonesian Migrant's Rights Advocate, adiantou

AGÊNCIAS DE EMPREGO ACTIVISTA CONTESTA PALAVRAS DE VONG HIN FAI

A lei que não ouve ao HM que ainda não foi agendada qualquer data. Na última reunião da 3ª Comissão Permanente da AL, que actualmente analisa na especialidade a proposta de lei relativa às agências de emprego, Vong Hin Fai adiantou que é necessário verificar a existência legal destas associações. “Em primeiro lugar, temos de saber se estas seis entidades existem de facto, ou não, em Macau, ou seja, são registadas em Macau. Vamos através do nosso gabinete de relações públicas contactar estas seis entidades para verificar se existem ou não”, apontou. Uma consulta ao Boletim Oficial da RAEM permite concluir que apenas duas destas associações estão registadas. O Grupo de Concernente Trabalhadores Migrante Indonésios Peduli foi registado em 2010, enquanto que a Associação dos Trabalhadores Migrantes Indonésios em Macau publicou os estatutos em 2008. No que diz respeito à Federação Internacional dos Trabalhadores Domésticos, trata-se de uma ONG presente em todo o mundo, estando representada nesta iniciativa por Fish Ip, coordenadora para a zona da Ásia-Pacífico.

SILÊNCIO TOTAL

Na petição enviada a Ho Iat Seng pede-se a suspensão da discussão da análise na especialidade do referido diploma até que as entidades que representam os trabalhadores migrantes sejam ouvidas, uma vez que estes são os principais visados pela alteração da lei. “O Governo da RAEM não deveria adoptar a proposta de lei até que os representantes dos órgãos que defendem os trabalhadores migrantes sejam ouvidos de forma adequada”, lê-se.

SOFIA MARGARIDA MOTA

TRABALHO ELLA LEI PEDE REVISÃO DE ORIENTAÇÕES PARA DIAS DE TUFÃO

Benedicta Palcon contesta as palavras do deputado Vong Hin Fai quanto à legalidade da ONG que dirige, afirmando que qualquer pessoa ou entidade tem, aos olhos da lei, o direito à petição. Na carta dirigida a Ho Iat Seng, e que é assinada por seis responsáveis por ONG, pede-se que a proposta de lei seja suspensa até que as associações de trabalhadores migrantes sejam ouvidas

Além disso, os peticionários defendem que, “apesar dos trabalhadores não residentes (TNR) serem os mais visados neste processo de revisão, estamos, na maioria, excluídos”. “Não estamos informados sobre o processo e não conhecemos a proposta de lei. Esta e todos os documentos relacionados estão escritos em chinês e português e não estamos aptos a compreender o que está escrito e discutir esses pontos de forma apropriada. Não estamos conscientes da existência de qualquer consulta pública ou de outra submissão de opiniões que tenha tido lugar”, acrescentam. Além de pedirem o fim das cauções pagas por parte dos TNR, é também exigida a criação de uma lista, a cumprir por parte das agências de emprego,

“Foi-nos explicado que as leis de Macau garantem o direito de petição e que não existem restrições sobre o seu registo ou sobre o facto de serem ou não associações de Macau.” BENEDICTA PALCON ACTIVISTA

quanto às responsabilidades a assumir num processo de recrutamento. Os peticionários pedem que as agências utilizem documentos numa linguagem que os TNR compreendam, além de defenderem o fim de “quaisquer formas de intimidação”. “Quaisquer acções de intimidação por parte das agências de emprego deveriam ser proibidas. Muitas vezes as agências intimidam os TNR a fim de os forçar a pagar cauções ou a seguirem ordens irracionais”, referem. Os deputados receberam ainda o pedido para que a nova proposta de lei “garanta que os TNR não devem assumir quaisquer custos, dívidas ou cumprir trabalho forçado durante os processos de recrutamento e emprego”. Neste sentido, é dito no documento que a obrigação do pagamento de cauções deixa os TNR em situação de dívida e trabalho forçado. “O estabelecimento do pagamento de uma caução à agência, que é 50 por cento do primeiro salário mensal, a pagar após os primeiros 60 dias de emprego, deixa-os

numa situação de dívida. As agências podem colaborar com os empregadores para contratar e despedir trabalhadores a fim de obterem mais lucros.” Nos primeiros 60 dias de trabalho com o novo empregador, um trabalhador “pode sofrer abusos” e ser “silenciados por parte das agências para que estas recebam a totalidade das cauções”. Sendo assim, o Governo deveria esclarecer, na proposta de lei, o conceito de “remuneração base”. A petição denuncia ainda a recolha de pagamentos extra por parte das agências de emprego. “Não são claras as actividades ou serviços pelos quais uma agência pode cobrar. As agências acrescentam custos adicionais, relacionados com exames médicos ou alojamento, para receber mais dinheiro dos trabalhadores.” É também exigido o aumento das sanções a aplicar caso as agências não cumpram a lei. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


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S últimos três galgos que têm como destino o exterior, partem hoje da Sociedade Protectora dos Animais de Macau - ANIMA - com destino à Austrália. Fazem parte de um grupo de 18 animais destinados especificamente àquele país, como forma de alerta. “A 26 de Outubro começámos a trabalhar e a mandar os primeiros galgos para fora e no dia 26 de Março fechámos o canídromo, ou seja em seis meses o canídromo encerrou. Isto não significa necessariamente que todos os animais tivessem realojados porque nós

GALGOS ÚLTIMOS CÃES DO CANÍDROMO PARTEM HOJE PARA A AUSTRÁLIA

A derradeira viagem guardámos os galgos para irem para a Austrália apenas para chatear os australianos da indústria” das corridas de cães, apontou o presidente da ANIMA, Albano Martins, ao HM. De acordo com o responsável “99 por cento daqueles galgos, vieram da Austrália ao longo destes anos todos e portanto tinha algum interesse que a ANIMA conseguisse colocar alguns animais naquela país”, até para que a questão das corridas seja publicamente discutida. No canídromo de Macau, ao longo do seu funcionamento com a exploração de corridas, morreram entre 15 a 18 mil animais, acrescentou Albano Martins. Na ANIMA ainda vão ficar cinco galgos, todos eles animais do canídromo que vieram já depois do encerramento, sendo que três deles “provavelmente poderão ser adoptados localmente pela famílias que os estão a realojar”. Dos 532 galgos deixados nas instalações do canídromo pela empresa que detinha a exploração das corridas de cães, a Yat Yuen, até Junho do ano passado, 15 morreram, 307 foram enviados para os EUA, 60 para Itália, 70 para o Reino Unido, 15 para França, cinco para Alemanha e 26 para Hong

KELSEY WILHELM

São três os galgos do canídromo que partem hoje para a Austrália, terminando assim o processo de realojamento internacional de mais de 500 cães abandonados pela Yat Yuen. Albano Martins está satisfeito com a operação de realojamento feita em tempo “recorde”

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Kong. Os restante foram adoptados pela própria ANIMA.

LIGADOS À CAUSA

Apesar de “satisfeito” com o resultado do realojamento dos animais em tempo “recorde”, Albano Martins admite que se tratou de “uma

“Guardámos os galgos para irem para a Austrália apenas para chatear os australianos da indústria.” ALBANO MARTINS PRESIDENTE DA ANIMA

TIAGO ALCÂNTARA

Autocarros Descartadas mais renovações a “curto prazo” O director da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), Lam Hin San acredita que depois das renovações dos contratos de concessão de exploração de autocarros deste ano, não serão necessárias novas renovações a “curto prazo”. De acordo com a Rádio Macau, a razão tem que ver com o facto dos serviços das duas companhias que exploram os autocarros públicos “estarem a melhorar”, apontou à mesma fonte. Para o responsável, a concepção do contrato de renovação estará pronta até 31 de Outubro. Este ano o volume de passageiros de autocarros aumentou 5 por cento pelo que os novos contratos contemplam medidas para facilitar as viagens durantes os períodos que envolvem uma maior circulação de pessoas, acrescentou.

operação complicada”. “Fomos colocados de repente nesta situação de resolver a situação de 532 animais que estavam vivos e prometemos que a resolvíamos. Acabámos por resolver em muito menos tempo”, disse. O processo foi realizado com “muito esforço”, até

porque “o investimento não tem em conta apensas o dinheiro, mas também os esforços que envolveram toda uma organização que estava dedicada essencialmente a animais de rua”, apontou sublinhando que todo o trabalho foi feito de forma gratuita com os “poucos meios” de que a associação dispunha. Já em termos financeiros, “a ANIMA terá gasto cerca de meio milhão de patacas e não teve nenhum apoio financeiro local”. Recorde-se que a Yat Yuen suportou

Porto Interior Choque de navios de carga sem feridos Dois navios de carga colidiram ao fazer o percurso entre o terminal marítimo de passageiros da Taipa e o canal do Porto Interior, segundo informação do canal chinês da Rádio Macau. Não foram registados feridos entre a tripulação, mas um dos navios afundou parcialmente. Os dois navios são suspeitos de transportar sobrecarga e de violar as regras de navegação, informou a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA). Às 8h10 da manhã de ontem, as pessoas foram evacuadas de urgência do navio que estava a inclinar e a tombar lateralmente dentro da água. Foi relatado que havia pó de pedra dentro da embarcação e que o navio ficou encalhado na proximidade do Porto Interior, representando um potencial bloqueio à navegação através

do canal. A DSAMA alerta os navios para prestarem atenção no local e anunciou que vai colocar instruções temporárias e emitir sinais marítimos de aviso.

custos, no montante de 70 milhões de patacas.

TERRA CONDICIONADA

Entretanto, a ANIMA continua a atravessar dificuldades financeiras, mas a maior preocupação de Albano Martins prende-se com a conquista da concessão definitiva do terreno de Coloane que, para já, está limitado a contratos de cedência anuais. “O terreno é a questão que mais nos preocupa porque se nos for assegurado o terreno nós podemos crescer”, referiu. A parcela de terra está neste momento ocupada com “barracas” que abrigam cerca de 50 cães. Não sendo destinada a edificação, estas barracas são consideradas ilegais e têm sido o argumento das Obras Públicas para negar a concessão definitiva. Mas Albano Martins não cede. “Se for necessário tiramos o telhado de chapa e pomos umas sombrinhas. Vamos ter que negociar com as obras públicas porque não vamos matar os animais para poder satisfazer as condições do Governo para nos cederem o terreno”, apontou o responsável. “Mandarmos matar cerca de 50 animais para nos poderem dar a concessão do terreno é coisa que a ANIMA não vai fazer”, sublinhou Albano Martins que considera que a origem do impasse da concessão definitiva terá que ver com “alguma má vontade provavelmente ou com alguns burocratas no meio deste percurso todo.” Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

Táxis Quinze infracções desde 3 de Junho

Foram registadas 15 infracções desde a entrada em vigor da nova lei de táxis no passado dia 3 de Junho. A informação foi adiantada por Vong Vai Hong, segundo comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), ao canal chinês da Rádio Macau. As infracções envolveram essencialmente o abuso na cobrança de tarifas, a recusa do transporte e falta de identificação do condutor. O responsável afirma ainda que as autoridades têm intensificado as acções de Inspecção e consideram que a medida tem produzido efeitos satisfatórios. Vong Vai Hong referiu também que foram instaladas 350 paragens de táxis para satisfazer as necessidades do público.


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segunda-feira 10.6.2019

DSAMA Concurso Público da Nam Kwong em acompanhamento A Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) está a analisar o concurso público por si organizado em que as três propostas apresentadas estão ligadas à empresa Nam Kwong. Em causa estão os trabalhos de renovação do sistema de combustíveis no Terminal Marítimo

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longa batalha judicial que os pais do jovem Luís Amorim travam nos tribunais da RAEM parece ter chegado ao fim sem que uma decisão lhes tenha sido favorável. Um acórdão recentemente divulgado do Tribunal de Segunda Instância (TSI) considera que o recurso contra a RAEM é “absolutamente inútil”. “Não cabe ao tribunal presumir nem ficcionar os motivos do inconformismo dos recorrentes”, pode ler-se. O colectivo de juízes considerou ainda “absolutamente inútil o conhecimento do recurso” e que, caso o fizesse, “seria desrespeito pelo que decidido e transitado em julgado está”. Contactado pelo HM, o advogado dos pais de Luís Amorim, Pedro Redinha, acusa o sistema jurídico de falta de seriedade. “Ao fim de tantos anos, o TSI veio afirmar que esta acção não tem acolhimento no sistema jurídico de Macau. Como é que é possível este tribunal ter pendente esta acção durante anos, para justamente nesta altura virem dizer que esta acção não tem fundamento legal? Parece que estamos todos a brincar uns com os outros”, acusou. Redinha disse ainda que “a decisão não oferece uma ideia de seriedade do sistema em que estamos inseridos”, lembrando que esta foi “uma das acções com mais tempo nos tribunais”, cerca de três anos. Pedro Redinha frisou que “esta era sempre uma acção complexa para o sistema”, tendo em conta que “mexe com o sistema”. “Ao fim deste tempo o nosso TSI entende que esta acção não tem

de Passageiros do Porto Exterior. No concurso foram apresentadas três propostas, duas das quais foram rejeitadas, e todas tinham a Companhia de Produtos Químicos e Petrolíferos Nam Kwong como accionista. “A DSAMA está analisar o caso em questão. Por enquanto, não há mais informação disponível”

afirmou o organismo, ao HM. Segundo uma decisão do Tribunal de Segunda Instância, validada pelo Tribunal de Última Instância, quando num concurso público há mais do que uma proposta com o mesmo accionista as mesmas devem ser rejeitadas porque colocam em causa o princípio da concorrência.

LUÍS AMORIM DECISÃO “NÃO OFERECE IDEIA DE SERIEDADE” DO SISTEMA JURÍDICO

A brincar aos tribunais

O Tribunal de Segunda Instância considerou “inútil” a acção dos pais do jovem Luís Amorim, que foi encontrado sem vida aos 17 anos debaixo da Ponte Nobre de Carvalho, em 2007. O advogado dos pais, Pedro Redinha, lamenta uma decisão demasiado tardia e diz que o acórdão do tribunal “não oferece uma ideia de seriedade do sistema em que estamos inseridos” base legal no ordenamento jurídico. Só tenho pena que esta descoberta tenha sido feita agora, tinha poupado tempo e dinheiro”, adiantou. O causídico afasta também a possibilidade de os pais intentarem mais acções legais contra a RAEM. “É preferível os advogados dedicarem-se as acções que merecem o gosto do sistema”, ironizou. O HM tentou ainda chegar à fala

com os pais de Luís Amorim, sem sucesso.

UM LONGO PROCESSO

O caso de Luís Amorim arrasta-se nos tribunais desde 2012, ano em que os pais decidiram recorrer ao Tribunal Administrativo (TA) para intentar uma acção de responsabilidade civil extracontratual contra a RAEM, exigindo das autoridades uma indem-

nização de 15 milhões de patacas por “danos não patrimoniais sofridos por falhas ou deficiências de investigação das autoridades de investigação criminal da RAEM”. Antes disso, já o Ministério Público (MP) havia arquivado o processo de inquérito para fins de investigação por três vezes, uma vez que não se conseguiu apurar “a causa da morte do falecido, se foi

por motivo de suicídio, de homicídio ou de acidente”. O acórdão do TSI agora divulgado recorda que os pais apontaram como falhas das autoridades criminais uma “anómala catalogação do caso, inicialmente, como suicídio, o que desviou a investigação em detrimento da verdade”, além de ter sido cometidos “erros grosseiros na autópsia realizada em Macau e na metodologia

Pedro Redinha, advogado “Como é que é possível este tribunal ter pendente esta acção durante anos, para justamente nesta altura virem dizer que esta acção não tem fundamento legal? Parece que estamos todos a brincar uns com os outros.”

de inquirição das testemunhas”. Além disso, “foram recusados a segunda autópsia e o exame laboratorial do vestuário do falecido para o recolhimento das provas essenciais e houve interpretação indevida das provas como as palavras escritas na coxa do falecido”. A sentença do TA foi conhecida em 2016, tendo os juízes decidido que não havia “fundamento legal para suportar uma indemnização pela responsabilidade civil resultante dos actos lícitos ou ilícitos praticados no desempenho de função judicial” por parte do MP. O corpo de Luís Amorim foi encontrado a 30 de Setembro de 2007, “deitado na Avenida Dr. Sun Yat-Sen, sob a Ponte Nobre de Carvalho, tendo-se verificado lesões em várias partes do seu corpo”. O corpo seria encaminhado para o Centro Hospitalar Conde de S. Januário, onde foi declarada a morte. Na altura, “o médico do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, com base no relatório da autópsia, identificou a laceração da aorta provocada pela queda de lugar elevado como causa da sua morte”. Andreia Sofia Silva

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segunda-feira 10.6.2019

EXPOSIÇÃO FOTOS PREMIADAS DE EDUARDO LEAL NA FUNDAÇÃO RUI CUNHA A PARTIR DE AMANHÃ

Árvores vestidas de plástico São imagens que sugerem uma dança de sacos ao vento que envolvem arbustos quase estrangulados e sem vida. A beleza das fotos é inquietante. E deu vários prémios mundiais ao fotojornalista Eduardo Leal, que a partir de amanhã expõe o trabalho na FRC

A

multipremiada exposição “Plastic Trees” de Eduardo Leal é inaugurada amanhã, às 18h30, na galeria da Fundação Rui Cunha, onde ficará patente ao público durante duas semanas. É um conjunto de imagens que demonstram a presença dos resíduos plásticos nos lugares mais recônditos, uma visão sobre o lixo resultante do excesso de consumo a nível mundial. “A série ‘Plastic Trees’ foi feita para chamar a atenção para este problema, com foco na disseminação de sacos plásticos no Altiplano Boliviano, onde milhões de sacos viajam com o vento até se enredarem nos arbustos nativos”, pode ler-se na página web da FRC. A mostra reúne as imagens de uma série que valeu ao autor, mestre em fotografia documental, vários prémios internacionais, como os Sony World Photo Awards, o Lens Culture Earth Award, os Moscow International PhotoAwards e o prémio Estação Imagem nacional. Foi ainda finalista do galardão Atkins CIWEM, para a Melhor Fotografia do Ano em termos de Ambiente. Eduardo Leal, que desde 2016 é professor convidado da Universidade de São José em Macau, viveu vários anos na América do Sul, onde trabalhou

tentando obter “a perspectiva certa para transformar os pequenos arbustos em árvores”. De facto, as “árvores de plástico” são pequeníssimos arbustos, “o maior não sendo mais do que o tamanho de duas mãos”, que Eduardo Leal procurou recriar como árvores, “numa tentativa metafórica de demonstrar a dimensão do problema”, confessou à Lens Culture.

O DRAMA DOS SACOS

como fotojornalista para diversas publicações de prestígio, como a Time, The Washington Post, Al Jazeera America, ou CNN, entre muitas outras.

NOS ARREDORES DE UYUNI

Em entrevista à revista holandesa de fotografia contemporânea, Lens Culture, cujo prémio principal arrecadou em 2015, Eduardo Leal contou que durante anos viajou pelo mundo inteiro, mas especialmente pela América Latina e pela Ásia, onde sempre se incomodou com as bonitas paisagens estragadas pela quantidade de lixo e de detritos. “E a maioria são sacos de plástico”. “Decidi, então, fazer algo para chamar a atenção para o problema. Mas sabia que seria difícil fotografar sacos de plástico e torná-los visualmente interessantes para o espectador”. Demorou, segundo revelou à referida publicação, anos até encontrar o modo certo de exprimir o que sentia. “Um dia, quando caminhava pelos arredores da cidade de Uyuni, na Bolívia, encontrei este lugar incrivelmente belo, coberto de sacos de plástico. Naquele momento, tive a certeza que era ali que iria fazer algo sobre o tema”. O que fez foi testar a luz e a perspectiva, até descobrir como registar não só a beleza,

mas também o significado daquelas imagens. “Foi uma questão de voltar ao mesmo local, dia após dia, à mesma hora, de modo a captar a luz de forma consistente e procurar os objectos para mim mais cativantes”, fazendo questão de acrescentar que “produzi estas minhas composições movendo-me apenas à volta das árvores e procurando os melhores ângu-

“O mundo consome 1 milhão de sacos de plástico por minuto, sendo o objecto de consumo mais omnipresente” a nível global EDUARDO LEAL

los. Nunca toquei em nenhum saco de plástico nem encenei os objectos fotografados. Isso é muito importante para mim: trabalhando como fotojornalista, tenho consciência da importância de não arranjar as fotos ou manipular a verdade”. A única coisa que admite ter alterado no local, para poder fotografar, foi o buraco que escavou com as próprias mãos,

No final do trabalho, “completamente diferente de tudo o que havia feito até à data”, ficou sem saber que destino dar ao conjunto de imagens, “já que as plataformas para as quais eu costumava trabalhar, não estavam interessadas neste tipo de projectos conceptuais”. Felizmente, o resultado foi “deslumbrante” e “intrigante” o suficiente para o colocar na linha de vários prémios internacionais, fazendo o público reflectir e questionar-se sobre o drama subjacente: a poluição do planeta. No manifesto da exposição da FRC, Eduardo Leal refere mesmo que “o mundo consome 1 milhão de sacos de plástico por minuto, sendo o objecto de consumo mais omnipresente” a nível global. “O problema é ainda mais grave nos países com maiores dificuldades, onde as infra-estruturas de gestão de resíduos não estão realmente desenvolvidas. A acumulação de sacos plásticos no meio ambiente causa deterioração das paisagens, dos solos agrícolas e está associada à morte de animais domésticos e selvagens”. A mostra pode ser visitada até ao próximo dia 24 de Junho. Raquel Moz

raquelmoz.hojemacau@gmail.com

FESTIVAL DE GASTRONOMIA E VINHOS CHEFE VÍTOR MATOS NO CLUBE MILITAR

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chefe português Vitor Matos regressa, a partir de hoje a Macau, para liderar o festival de gastronomia e vinhos de Portugal, organizado pelo Clube Militar, que assinala este ano o 149.º aniversário. Até 19 de Junho, Vitor Matos e os chefes-assistentes João Araújo

e Helena Castro vão contribuir para a promoção da gastronomia portuguesa no território, anunciou o Clube Militar. Este festival integra também a programação “Junho - Mês de Portugal”, promovido pelo Consulado-geral de Portugal em Macau, no âmbito da celebração do Dia de

Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Com um percurso profissional dividido entre Portugal e a Suíça, Vitor Matos, de 42 anos, estudou cozinha e pastelaria, entre 1992 e 1995, em Neuchâtel, Suíça. Ao longo de mais de 20 anos de carreira, conquistou várias distinções,

incluindo a atribuição de uma estrela Michelin para o seu restaurante Antiqvvm, no Porto, no ano passado. Esta é a segunda vez que Vitor Matos apresenta a sua “cozinha de sabores e aromas tradicionais de Portugal” no Clube Militar, onde em 2016 liderou este mesmo festival de gastronomia e vinhos.


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HONG KONG DEZENAS DE MILHARES EM PROTESTO CONTRA LEI DAS EXTRADIÇÕES

O parque da discórdia

As ruas de Hong Kong voltaram a encher-se de manifestantes. Em causa está a proposta de lei do Governo que permite a entrega de fugitivos para o interior da China

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Visita Ministra da Cultura de Portugal já está em Pequim

A ministra da Cultura de Portugal, Graça Fonseca, chegou ontem a Pequim, para uma visita oficial que se estenderá até quarta-feira, no âmbito do Festival de Cultura Portuguesa na China, anunciou o Ministério da Cultura. O programa oficial de Graça Fonseca terá início esta segunda-feira, dia 10, e vai decorrer até quarta-feira, 12 de junho. “Na lógica de intercâmbio destas comemorações”, este ano irá realizar-se também, em Portugal, o Festival da Cultura Chinesa. O Festival de Cultura Portuguesa na China inclui a realização, ao longo do ano, de “diversos eventos culturais em domínios tão variados como a música clássica, o fado, o teatro, as artes plásticas, a dança contemporânea, o canto lírico, o cinema e a tradução de obras literárias portuguesas para mandarim”. PUB

Edital Edital n.º 01/DAT/2019 Assunto: Terreno com a área de 886,74m2, situado na ilha da Taipa, junto ao Caminho da Povoação de Cheoc Ká. Declaração de caducidade da concessão. Processo n.º 13/2019 da Comissão de Terras. Processo n.º 6198.02 do Departamento de Gestão de Solos. Revelando-se impossível a sua notificação pessoal, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, faz-se saber ao concessionário do terreno supra-identificado, Cheoc Hoi, bem como aos seus herdeiros e demais interessados, o seguinte: 1. Por Despacho do Secretário para os Transportes e Obras Públicas n.º 12/2019, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 23, II Série, de 5 de Junho de 2019, foi tornado público que, por despacho do Chefe do Executivo de 20 de Maio de 2019, foi declarada a caducidade da concessão do terreno com a área de 886,74m2, situado na ilha da Taipa, junto ao Caminho da Povoação de Cheoc Ká, de que Cheoc Hoi era titular, por causa do pedido de renovação ter sido indeferido, nos termos e fundamentos do parecer do Secretário para os Transportes e Obras Públicas, de 8 de Maio de 2019, os quais fazem parte integrante do referido despacho do Chefe do Executivo. 2. Em consequência da caducidade referida no número anterior, as benfeitorias por qualquer forma incorporadas no terreno revertem, livre de ónus ou encargos, para a Região Administrativa Especial de Macau, sem direito a qualquer indemnização por parte dos interessados, destinando-se o terreno a integrar o domínio privado do Estado. 3. Do acto do Chefe do Executivo referido no n.º 1 cabe recurso contencioso para o Tribunal de Segunda Instância, no prazo de 30 dias, contado a partir da publicação e afixação do presente edital, nos termos da subalínea (1) da alínea 8) do artigo 36.º da Lei n.º 9/1999, republicada integralmente pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 265/2004, e da alínea a) do n.º 2 do artigo 25.º e da alínea b) do n.º 2 do artigo 26.º, ambos do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 110/99/M, de 13 de Dezembro. 4. Os interessados podem ainda reclamar para o autor do acto, Chefe do Executivo, no prazo de 15 dias, contado a partir da publicação e afixação do presente edital, nos termos do n.º 1 do artigo 148.º e da alínea a) do artigo 149.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro. 5. O processo da Comissão de Terras pode ser consultado pelos interessados na Divisão de Apoio Técnico da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, sita em Macau, na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 18.º andar, durante as horas de expediente, podendo ser requeridas certidão, reprodução ou declaração autenticada dos respectivos documentos, mediante o pagamento das importâncias que forem devidas, nos termos do artigo 64.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro. Aos 5 de Junho de 2019. A Directora de Serviços, Subst.ª Lam Mei Le

EZENAS de milhares de pessoas estiveram ontem nas ruas de Hong Kong em protesto contra plano do Governo que visa permitir extradições para a China continental. O parque Vitória foi o local convocado para o protesto e, segundo relata a agência noticiosa Efe, esteve lotado durante várias horas. O branco foi a cor predominante e a escolhida para este protesto, bem como guarda-chuvas amarelos, símbolo das manifestações em favor da democracia em 2014. O plano do executivo chinês também já foi criticado pelo último governador de Hong Kong, o britânico Chris Patten, que disse na semana passada que se trata de um “terrível revés” para a reputação daquele território. O Governo de Hong Kong apresentou ao Conselho Legislativo (parlamento) uma proposta de lei que autoriza a extradição de condenados em fuga para vários países, incluindo a China continental, com os quais não tem actualmente acordos de extradição.

Esse protesto foi liderado por organizações de defesa dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, e reuniu meio milhar de pessoas. “Esta proposta inflige um terrível golpe no Estado de Direito, na estabilidade e segurança de Hong Kong e no seu estatuto de importante centro de comércio internacional”, disse Pattern, governador de Hong Kong até 1997, quando a administração passou para a China.

O parque Vitória foi o local convocado para o protesto e esteve lotado durante várias horas A fórmula ‘um país, dois sistemas’serviu para a integração de Hong Kong e Macau na República Popular da China, em 1997 e em 1999, respectivamente, com o estatuto de regiões administrativas especiais, e garante que as políticas socialistas em vigor no resto da China não se aplicam nos territórios, que gozam de “um alto grau de autonomia”, à exceção da Defesa e das Relações Externas, que são da competência exclusiva do Governo Central chinês.

GOLPE FATAL

As alterações à lei da extradição – que muitos críticos afirmam colocar a população à mercê de um sistema judicial chinês opaco e politizado - motivou, em Abril, a maior manifestação em Hong Kong desde o “Movimento dos Guarda-chuvas”, em 2014.

COMÉRCIO ESTADOS UNIDOS E CHINA TENTAM ATENUAR TENSÕES

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secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, reuniu-se ontem com o governador do Banco do Povo da China, Yi Gang, para discutir as negociações entre os dois países com vista a resolver as tensões comerciais. “Tive uma reunião construtiva com o governador do Banco do Povo da China (banco central), Yi Gang, durante a qual tivemos discussões francas sobre

questões comerciais”, disse o representante dos Estados Unidos através da sua conta no Twitter. Este encontro aconteceu à margem reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20, que decorreu este fim de semana em Fukuoka, no sudoeste do Japão. Esta é a primeira reunião de alto nível entre os dois lados em quase um mês, embora o próprio

Mnuchin tenha procurado diminuir as expectativas, afirmando no sábado que a reunião não seria composta por uma “sessão de negociação”. O secretário do Tesouro previu que um progresso real poderia ser feito durante a cimeira do G20, que será realizada em Osaka, nos dias 28 e 29 de Junho. Nesta ocasião, espera-se que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês,

Xi Jinping, se encontrem, o que poderia levar a uma solução para a guerra comercial que ocorre entre os dois países desde o ano passado. A reunião ministerial Fukuoka está a ser marcada por tensões comerciais entre estas duas potências e o seu impacto sobre a economia global, uma questão que se espera que se faça alusão na declaração final da reunião do G20.


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segunda-feira 10.6.2019

Malásia Proibidos telemóveis em reuniões do Governo

O Governo da Malásia emitiu uma directiva que proíbe ministros e funcionários governamentais de entrarem com telemóveis, e outros dispositivos tecnológicos, em reuniões importantes de forma a evitar fugas de informação, noticiou sábado a imprensa local. De acordo com o jornal malaio The Star, o decreto veta ainda o uso de relógios inteligentes, câmaras ou gravadores de voz em comités de segurança nacional, em comités sobre o Orçamento de Estado e em reuniões de relações internacionais. “Esta norma tornou-se numa necessidade porque o uso descontrolado desses dispositivos por agências do governo pode ter uma implicação e compromisso de segurança negativa”, disse o Director Geral da Segurança Nacional, Sanusi Sidek. “As medidas serão tomadas contra qualquer membro que não cumprir com a directiva”, com penas de até sete anos de prisão, acrescentou.

DIREITOS HUMANOS FILIPINAS RECUSAM INQUÉRITOS DA ONU

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Presidência filipina rejeitou sábado o apelo a uma investigação às violações dos direitos humanos, lançado na sexta-feira por 11 especialistas da ONU, considerando tratar-se de uma “interferência” nos assuntos do país. Os especialistas pediram, na sexta-feira, aos membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU, abertura de um inquérito sobre as graves violações de direitos humanos, notando em particular “o grande número de pessoas mortas pela polícia no quadro da alegada luta contra o tráfico de droga”. Segundo dados oficiais, mais de 5.300 suspeitos foram mortos pela polícia desde o início da “guerra contra a droga”, lançada pelo Presidente Rodrigo Duarte após a sua eleição, há três anos. Os defensores dos direitos humanos estimam que o número real seja três vezes mais elevado. Este apelo dos especialistas da ONU “é não só idiota, mas uma ingerência inadmissível na soberania das Filipinas”, afirmou ontem, em comunicado, o porta-voz da Presidência filipina Salvador Panelo. O responsável acusa estes especialistas de “difundirem informações parciais e absolutamente falsas”, antes de sublinhar que, nas Filipinas, “aqueles que falam contra a campanha antidroga e acusam o Presidente de violações dos direitos humanos foram rejeitados pelo eleitorado filipino”. Os aliados do Presidente venceram as eleições no mês passado, assumindo o controle do Senado e da Câmara dos Representantes. A “guerra contra a droga” é a bandeira política do Presidente Duterte, que a defende vigorosamente contra todas as acusações vindas do exterior. Os seus críticos consideram que esta luta se tornou uma “guerra contra os pobres”, alimentando um clima de ilegalidade e impunidade no país.

COMÉRCIO JAPÃO E EUA DISCUTEM DESEQUILÍBRIOS ENTRE OS DOIS PAÍSES

Toca a afinar a balança À margem do encontro que reúne em Fukuoka ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20, Steven Mnuchin e Taro Aso debateram o relacionamento das duas nações ao nível da economia e da segurança

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secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, e o ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, discutiram ontem como lidar com o desequilíbrio no comércio entre os dois países. “Discutimos a cooperação entre os Estados Unidos e o Japão em diferentes questões económicas e de segurança”, disse o secretário do Tesouro dos EUA através de sua conta no Twitter. Ambos os representantes discutiram essas questões à margem da reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 que decorre neste fim de semana em Fukuoka, no sudoeste do Japão. Os dois países aliados, estão actualmente a negociar um tratado comercial bilateral.

No final do mês de Maio, o Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a criticar o “tremendo desequilíbrio” no comércio entre o Japão e os Estados Unidos, uma alusão ao excedente japonês, uma das razões que motiva Washington a negociar um novo acordo com Tóquio. “Temos que alcançar o Japão, eles têm feito muito mais negócios connosco, mas gostaríamos de fazer um pouco mais de negócios com eles”, insistiu. Nestas negociações, os Estados Unidos procuram garantir um maior acesso ao mercado japonês em produtos como carne bovina e suína e trigo. O Japão importa grande parte destes produtos da Austrália e da Nova Zelândia, graças ao acordo comercial transpacífico,

conhecido como TPP, do qual a administração Trump decidiu retirar os Estados Unidos. Tóquio, por sua vez, pede tarifas mais baixas para produtos industriais japoneses, incluindo veículos, uma das principais exportações para os EUA.

MOEDA À PARTE

Na reunião de ontem, o ministro das Finanças do Japão informou o representante norte-americano que a posição japonesa é de que o acordo de comércio não deve incluir qualquer disposição sobre a sua política monetária. Donald Trump, tem acusado repetidamente o Japão de desvalorizar o iene para impulsionar as suas exportações de automóveis para os Estados Unidos e ameaçou impor limitações ao setor industrial japonês.

A moeda japonesa permaneceu fraca em relação ao dólar, ao euro e a outras moedas nos últimos anos, como resultado de várias medidas de flexibilização monetária aplicadas pelo Banco do Japão, uma estratégia projectada para tirar o país asiático do seu longo ciclo de deflação. Essa desvalorização do iene favoreceu as exportações japonesas, tornando as empresas nipónicas mais competitivas no exterior. Durante a reunião dos ministros do G20, que se concluiu neste domingo, estiveram em análise os efeitos sobre a economia global do surgimento de políticas proteccionistas, os crescentes desequilíbrios entre os fluxos comerciais e os impactos da tecnologia.


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10.6.2019 segunda-feira

Anúncio【36/2019】 Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, é notificado, por este meio, o candidato a habitação económica constante da tabela seguinte: Nome do requerente

N.o do boletim de candidatura

N.o do processo

LAO AN CHEONG

82201306507

11/EAS/2019

Nos termos do n.o 3 do artigo 26.o da Lei n.o 10/2011 (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.º 11/2015, os candidatos devem apresentar, dentro do prazo fixado, os documentos necessários para a apreciação substancial, não tendo o candidato a habitação económica constante na tabela acima mencionada apresentado, dentro do prazo fixado, os documentos necessários para a apreciação substancial, pelo que, de acordo com a alínea 2) do n.o 1 do artigo 28.o da Lei acima referida, o adquirente seleccionado poderá ser excluído do concurso. O referido candidato a habitação económica pode apresentar justificação escrita e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou demais provas que sejam favoráveis ao seu contraditório, no prazo de 10 dias, a contar da data de afixação do presente anúncio. Caso não seja apresentada justificação escrita no prazo fixado, ou a mesma não seja aceite por este Instituto, nos termos da alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da referida Lei, o adquirente seleccionado é excluído do concurso. Para consultar o respectivo processo, poderá, durante as horas de expediente, dirigir-se ao Instituto de Habitação, sito na Estrada do Canal dos Patos, n.º 220, Edifício Cheng Chong, r/c L, Macau, ou contactar o Sr. Sio, através do telefone n.º 2859 4875 (Ext. 751). Instituto de Habitação, aos 3 de Junho de 2019. O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, Nip Wa Ieng

A ASSOCIAÇÃO DOS MACAENSES CELEBRA O DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS


segunda-feira 10.6.2019

Já sei: alguém disse a verdade...

Paulo Maia e Carmo texto e ilustração

Pintura de Wen Zhengming para um único olhar

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ÉRARD David (c.1455-1523) foi um mestre da pintura flamenga em cuja obra se percebe a sedução da pintura italiana à qual associou o rigor e o brilho das cores, característico da pintura do Norte. Num pequeno quadro que pintou cerca do ano 1515, mostra uma cena familiar de uma mãe alimentando um filho ao colo. O título, «A Virgem da sopa de leite», da pintura que se encontra nos Musei di Strada Nuova, em Génova, revela algo que não nos é imediatamente perceptível, dado o conjunto de características que habitualmente acompanham este género de pinturas religiosas. Ou seja, a imagem não é mais do que uma mãe e o filho, um facto tanto mais curioso quanto se sabe que o mais conhecido corpo da obra de David são temas religiosos, com os reconhecidos atributos de cada personagem retratada. As pequenas dimensões da obra (41,1 X 32 cm) sugerem o fim a que se destina: o culto privado, a que a cena conferiria um valor de espelho moral. A prática de iluminador de manuscritos como que prenunciava essa vocação para um tema tão íntimo. Dir-se-ia uma pintura conscienciosamente feita para um observador específico, o que podemos deduzir pela comparação dos vários quadros deste tema, quase idênticos, em reproduções feitas por métodos mecânicos, que o pintor fez e que se distinguem em minuciosos detalhes. Wen Zhengming (1470 -1559), conhecido igualmente como Wen Bi, tam-

bém fez uma pintura só para o olhar de uma pessoa, embora a reprodução estivesse completamente fora de causa para um mestre da pintura dos «homens de cultura». Esse reconhecimento foi uma fama muitas vezes entendida como referente imutável contra o qual muitos criadores se vieram a rebelar. Do seu êxito, o modo como foi exaustivamente copiado, fala Wang Yuanqi (1642-1715): «(…) Quanto aos grandes pintores (…) como Wen Bi e Shen Zhou (…) os seus trabalhos estão todos misturados com pinturas falsas.» Do seu estatuto canónico se insurgiram os pintores individualistas da última transição dinástica, como Shitao, que nele viam um bloqueio ao livre fluir do Dao. A pintura «Ciprestes e rochas», que fez em 1550 é, porém, uma suave revelação. O texto ao lado da pintura, na elegante caligrafia de Wen, tem um valor idêntico ao pintado e explica tratar-se de uma oferta a um amigo mais jovem que se encontra doente. Daí os ciprestes, agarrados a rochas, dos quais a medicina tradicional extrai produtos curativos, como por exemplo, calmantes de irritações da pele. A alusão feita no texto a um eminente poeta da dinastia Tang, como comparação à promessa literária do amigo doente reforça o carácter elegante da oferta que o destinatário podia observar sozinho, numa única folha de um rolo horizontal. Numa rara demonstração de intimidade, que nunca poderia ser representada da forma como Gérard David mostrou uma mãe alimentando o filho.

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TROVOADAS

O QUE FAZER ESTA SEMANA Diariamente

EXPOSIÇÃO | “PEDRAS E PEDRINHAS” Casa de vidro do Tap Seac

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EXPOSIÇÃO | “ESPAÇO E LUGAR” Casa Garden EXPOSIÇÃO | EXPOSIÇÃO “BELEZA NA NOVA ERA: OBRASPRIMAS DA COLECÇÃO DO MUSEU NACIONAL DE ARTE DA CHINA” MAM EXPOSIÇÃO | “100TH ANNIVERSARY OF THE MAY FOURTH MOVEMENT IN CHINA” IFT

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DE MÃOS DADAS 15

Unidos que evitará a imposição de tarifas aos produtos mexicanos e estendeu a mão aoPresidentenorte-americano,masavisouqueos“compromissossãoparacumprir” 16 16

SOLUÇÃO DO PROBLEMA 15

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7 65 6 1 4 8 32 3 90 8 29 2 6 3 1 54 5 07 0 3 89 58 75 67 6 4 1 04 70 7 3 2 9 85 68 6 21 82 08 0 9 36 73 57 5 45 14 71 7 6 92 09 80 8 76 07 0 4 1 3 98 29 2 9 8 25 02 40 14 1 6 3 3 3 41 4 5 8 0 27 2 69 2 2 36 3 9 7 5 10 1 84

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VIDA DE CÃO

EXPOSIÇÃO | DESENHOS DA RENASCENÇA MAM | Até 30/06

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UM FILME HOJE

6 86 78 7 54 95 9 20 12 31 3 2 60 16 41 54 5 8 7 5 capítulo 2 98 da39saga3 6 04 0 5O1terceiro John Wick, protagonizado 9 34 3 0 8por7 61 26 2 4Keanu Reeves, começa onde segundo 7 9 capítulo 6 3terminou: 0 5 2 1 84 7 ocom o herói a fugir a sete pés 1 5 de7assassinos 2 8 3 9 46 0 de0um universo interessados em arrecadar os 4 17que a1sua cabeça 9 6vale.0 58 35 3 7milhões Sem grande necessidade para 2 3 ou4uso75 3argumento, 67 6 9 80 8 da palavra, “John Wick 3 – Parabellum” 8 6 19de4porrada 1 24com72 7 3 5 é uma sessão mais 8 de duas 5 0 3 1 74 97 69 5 0pouco 32vez 1horas. Não 8 admira, uma que o realizador do filme, Chad Stahelski, fez carreira em Hollywood como duplo. Com um piscar de olho aos filmes de gun fu de Hong Kong, o terceiro capítulo de John Wick deixa adivinhar um próximo episódio, empurrado pelo sucesso de bilheteira. João Luz

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PROBLEMA 16

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S U D O K U

TEMPO

10.6.2019 segunda-feira

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Há muito tempo que as pessoas do futebol se queixam da incompetência da Associação de Futebol de Macau e há a ideia que os responsáveis só servem para criar 6 a4quem1 quer 5 fazer 3 o7desporto 2 9 obstáculos local crescer. Os clubes dedicam esforços 9 0 2 8 5 3 4 e6 recursos a tentarem organizar um campeo8 7 9competitivo, 6 0 os5jogadores 1 4 nato minimamente envolvem-se com sacrifício pessoal e no 3 1 7 4 2 8 0 5 final todos são prejudicados pelas decisões de quem0não2gosta 5de futebol 3 1 mas9que6tem8 de lá estar, por motivos políticos. O cenário 4 e9até há6 faxes 0 que7 não2são3lidos1 é frequente só para7se evitar o trabalho 8 4 9 6 de 0participar 5 3 nas competições internacionais. Mesmo 1 3do programa 8 2 de9 investimento 4 7 0 os resultados de sub-23 são maus. Agora a associação 5 6 3 7 8 1 9 2 decide que não vai a jogo. O Governo do Sri Lanka, AFC0 e a FIFA 2 a5 1 consideram 4 6 8que7 há condições de segurança. Mas a AFM, qual condutor em contramão que acha que todos os outros é que estão errados, recusou jogar. A maior parte dos jogadores queria ir a jogo, mesmo a segurança 9 5 se 4 6 7não0estivesse 8 2 100 por cento assegurada... O balneário até 2 0O mais 3 grave 9 5é que7com1esta4 se revoltou... decisão Macau arrisca-se a ficar quatro 7 1 8 2 4 5 6 9 anos a ver os outros jogar e até os clubes podem 8 ficar 4 impedidos se inscreverem 0 3de 6 9 2 7 nas competições internacionais. Já quando 6 do3Benfica 2 de1Macau, 8 as4decisões 5 0 foi o caso indirectas da AFM fizeram com que 1 7 9 5 0 3 4não8 houvesse apoio suficiente para se participar 5 8vez na 6 Taça 7 AFC. 1 O2Chao9Pak3 uma segunda Kei pode estar no mesmo caminho. Se até 0 9 1 4 3 6 7 5 agora a tendência era sempre a mesma, ou seja contrariar 3 2quem 7quer8fazer9o futebol 1 0local6 crescer, esta decisão marca uma nova fase: 4 6 5 à0destruição 2 8activa 3 da1 começamos a assistir selecção e do futebol local. João Santos Filipe

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7 3 8 2 9 1 5 4 0 JOHN WICK 3-PARABELLUM | CHAD STAHELSKI 9 6 1 4 7 2 9 8 3 0 0 7 9 3 8 2 1 6 1 5 6 0 4 3 7 9 8 3 4 5 6 1 0 3 2 7 5 8 2 5 6 7 1 0 9 8 9 0 8 5 6 4 3 2 2 7 9 3 2 4 6 5 1 6 1 4 7 8 9 0 6 5 4 2 3 1 0 5 8 7 4

X-MEN: DARK PHOENIX SALA 1

X-MEN: DARK PHOENIX [B] Um filme de: Simon Kinberg Com: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

SALA 3

ALADDIN [A] FALADO EM INGLÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Guy Ritchie Com: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Cott, Marwan Kenzari 14.30, 16.45, 19.15

SALA 2

GODZILLA II: KING OF MONSTERS [B] A DOG’S JOURNEY [A] Um filme de: Michael Dougherty Com: Vera Farmiga, Ken Watanabe, Sally Hawkins, Kyle Chandler 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

Um filme de: Gail Mancuso Com: Dennis Quaid, Kathryn Prescott, Marg Helgenberger, Henry LAu 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota Colaboradores Amélia Vieira; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gisela Casimiro; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Navarro de Andrade; José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rita Taborda Duarte; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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desporto 17

segunda-feira 10.6.2019

A excepção e a regra

Turquia vence França em dia sem mais surpresas na qualificação para o Euro2020

A

GP CINCO CONSTRUTORES ESPERADOS NA TAÇA DO MUNDO DE GT

Ponto de partida

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Á são conhecidas as primeiras informações sobre a quinta edição da Taça do Mundo de GT da FIA que se disputará no programa da 66ª edição do Grande Prémio de Macau. A edição do ano passado teve boa adesão por parte dos construtores, mas só conseguiu reunir catorze viaturas, o número limite para a prova se realizar. Este ano é esperada uma grelha de partida mais composta. Na conferência de imprensa de apresentação do Grande Prémio, no mês passado, Chong Coc Veng, Coordenador da Subcomissão Desportiva da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, referiu que “as equipas da FIA e da Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau (COGPM) tomaram já medidas com o objectivo de atrair mais pilotos a Macau e para melhorar ainda mais a corrida para o espectadores.” A prova continuará a ser co-organizada pela influente SRO Motorsports Group que,

numa comunicação enviada às equipas na passada quarta-feira, esclarece que o “formato manter-se-á praticamente inalterado: com pilotos e equipas apoiados pelos construtores em luta por um dos mais prestigiados títulos das corridas de GT”. A estrutura do fim-de-semana da Taça do Mundo também não sofrerá alterações, estando previstos dois treinos-livres de 30 minutos, uma sessão de qualificação com a mesma duração, uma corrida de qualificação de 12 voltas, provavelmente a ser realizada no sábado do evento, e a corrida decisiva de 18 voltas, ou 75 minutos, no domingo. Como é tradição, as viaturas

participantes também deverão ser expostas na Praça do Tap Seac no fim-de-semana que antecede o evento, proporcionando à comunidade local um contacto muito próximo com algumas das máquinas que irão animar o fim-de-semana de 16 e 17 de Novembro. Para além da importância do triunfo na prova, os concorrentes também irão contender pelas 725,000 patacas, em prémios monetários, que estarão em jogo.

QUEM VIRÁ?

Neste momento ainda é cedo para prever quem serão os pilotos e equipas que irão marcar presença no Circuito da Guia em

O ano passado cinco construtores disseram “sim” ao desafio de Macau – Audi, BMW, Mercedes-AMG, Nissan e Porsche. Os quatro gigantes da indústria automóvel germânica deverão repetir a presença este ano, tendo a BMW (...) e a Porsche já admitido as suas intenções publicamente

Novembro. No entanto, segundo a comunicação enviada aos potenciais intervenientes, “nesta fase inicial estamos a contar com pelo menos cinco construtores”. O ano passado cinco construtores disseram “sim” ao desafio de Macau – Audi, BMW, Mercedes-AMG, Nissan e Porsche. Os quatro gigantes da indústria automóvel germânica deverão repetir a presença este ano, tendo a BMW, que venceu o ano passado com o brasileiro Augusto Farfus, e a Porsche já admitido as suas intenções publicamente. A Bentley, a Honda, a Lamborghini e a Nissan são outros construtores que também estarão a ponderar um regresso à RAEM. Além dos pilotos “Ouro” e “Platina” segundo o ranking da FIA, a prova irá aceitar a presença de pilotos “Prata”. Para incentivar a presença dos mesmos, haverá prémios monetários para os três melhores classificados. Os dois pilotos de automobilismo mais representativos do território, os portugueses André Couto e Rodolfo Ávila, são únicos categorizados pela FIA como “Silver”. O período de inscrições para a prova dura de 28 de Junho até ao dia 31 de Agosto. Contudo, a lista de inscritos só será tornada pública na habitual Conferência de Imprensa da COGPM no mês de Outubro. Sérgio Fonseca

info@hojemacau.com.mo

derrota da campeã mundial França, por 2-0, na visita à Turquia foi sábado a grande surpresa da terceira jornada de qualificação para o Euro2020 de futebol. O desaire dos gauleses deixa o rival no primeiro lugar do grupo H, com o pleno de nove pontos em três jogos, enquanto os gauleses repartem o segundo posto com a Islândia, que venceu a Albânia por 1-0. O triunfo começou a ser desenhado aos 30 minutos, em livre cobrado para a área, com Demiral a cabecear para o centro onde o central Kaan Ayhan surgiu, também de cabeça, a marcar. Volvidos 10 minutos, uma perda de bola na fase de construção defensiva resultou em contra-ataque rápido dos anfitriões, culminado com remate cruzado do jovem médio Cengiz Ünder. A vice-campeã do mundo Croácia ultrapassou o País de Gales por tangencial 2-1, êxito que começou com um autogolo do defesa James Lawrence (17), ao tentar aliviar um cruzamento na esquerda. Em lance confuso, com ressaltos e cortes falhados, a bola chegou ao médio Ivan Perisic (48), que rematou para o 2-0, antes do médio David Brooks (77) ‘bailar’ em frente a um defesa e rematar de fora da área, num dos mais belos golos da jornada europeia. A Croácia partilha o comando do grupo E com a Hungria, que ganhou por 3-1 no Azerbaijão, enquanto o País de Gales e Eslováquia, ambos com apenas dois encontros disputados, têm três pontos, podendo igualar os rivais.

LEI DOS MAIS FORTES

AAlemanha ganhou por 2-0 na Bielorrússia, o segundo êxito em outros tantos desafios, contudo é a Irlanda do Norte a comandar a ‘poule’C, pois averbou o terceiro triunfo, com reviravolta 2-1 na visita à Estónia. A Itália não deu hipóteses à Grécia em Atenas e venceu por 3-0 com tentos de Barella (23), Insigne (30) e Bonucci (33), somando o máximo de nove pontos no grupo J, mais três do que a Finlândia, que conquistou os três pontos ante a Bósnia-Herzegovina, enquanto os helénicos e os bósnios têm apenas quatro. A Bélgica construiu um tranquilo 3-0 sobre o Cazaquistão e está na frente da ‘poule’ I com nove pontos, mais três do que a Rússia, que ‘esmagou’São Marino por 9-0, e Escócia que se superiorizou ao Chipre por 2-1. Portugal integra o grupo B no qual soma apenas dois pontos – comprometedores empates caseiros com Ucrânia e Sérvia -, atrás da Ucrânia que tem sete pontos e Luxemburgo com quatro, ambos em três partidas realizadas.


18 opinião

10.6.2019 segunda-feira

JOSÉ SIMÕES MORAIS

Ser português

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OJE, dia de Portugal gostaria de dar existência ao estar português de quem consegue englobar versus os globalizadores que, saídos das modernas escolas europeia usam apenas o pensar anglo-saxónico como forma de ser, fazendo-se como centro e só a si se vêem. Heraclito versus Demócrito. A pena que trago em mim devo-a à demissão no momento em que obrigaram os professores a dar as aulas, sem lhes permitir que estas pudessem acontecer e por isso a formatação da juventude num formal pensamento concreto, sem a abstracção do espaço a possibilitar ao Ser realizar-se pela harmonia no estar. Isto ocorreu em Portugal, nas Escolas de formação dos professores nos finais dos anos 80 do último século do II milénio. Apenas interessava ensinar o saber fazer sem des-cobrir o lugar do estar. Por tudo isto deixei de leccionar, teriam esses estudantes hoje os seus quarenta e tantos anos e são dessa estirpe os actuais ocupantes dos lugares de chefia na maioria das instituições portuguesas. Educados com uma realidade Absoluta apenas para o mercado de trabalho, não lhes foi dado o espaço do espírito do estar fora da materialidade e assim, apenas pelo valor do material e suas relações fazem a existência. Para terem de provar e a maximizada glória de serem reconhecidos, foram-lhes entregues os lugares do poder, tratando os

seus semelhantes como escravos, como eles o são.

HOMENS SEM ESPÍRITO

Não foi bonito como o actual cônsul tratou a idosa comunidade portuguesa de Macau. Para revelar o afastamento e a pouca importância que dá aos antigos portugueses residentes em Macau, ou melhor, o desconhecimento que tem sobre essa população, o cônsul com os seus quarenta e muitos anos de idade, resolveu mostrar a sua modernidade e ao contrário do que sempre aconteceu para a recepção na Residência Consular no evento relativo ao 10 de Junho, apenas permite aí entrar quem de forma electrónica se inscrever. Justificação: esta é uma alteração que se prende com a necessidade de se adoptarem práticas mais condizentes com o século XXI. Ora aqui está a razão da atitude [pouco simpática e educada] do cônsul português de Macau à saída do Clube Militar, de olhando para um grupo de portugueses aí reunidos, virar a cara sem sequer esboçar um qualquer sinal de cumprimento. Nós já vivemos no primeiro século do III milénio e o cônsul está ainda num espaço de uma continuidade

O cônsul com os seus quarenta e muitos anos de idade, resolveu mostrar a sua modernidade e ao contrário do que sempre aconteceu para a recepção na Residência Consular no evento relativo ao 10 de Junho, apenas permite aí entrar quem de forma electrónica se inscrever

do passado e por isso não nos viu, pois ocupamos distintos lugares de existência. Creio ser isso que distingue os antigos portugueses residentes de Macau do último século do II milénio, dos reinóis que, após a passagem da administração portuguesa para a chinesa, a Macau chegaram adejados e envergando aventais trazendo o fito de nos venderem o ópio da sua Absoluta civilização. Chegaram para ensinar a saloiice de quem traz as verdades com que culturalmente foram educados e assim vestidos, vêm investidos na presunção da importância das suas autoridades estatutárias. Nesse bullying nos tratam como foram tratados e ensinados a observar pelo semelhante destroem tudo o que à volta deles é diferente, sem atenção ao outro pois educados pela competição sem espaço para o que os contradiz, não o entendem, logo não existe. Os portugueses devem a existência ainda de Macau [para além dos maquistas] aos que em meados do século XX chegaram sobretudo como militares e aqui se quedaram casando e constituindo família, permitindo a continuidade da comunidade portuguesa. Devido à sua actual idade não fazem uso das novas tecnologias e assim, não puderam escolher os conteúdos da TDM, nem podem agora assistir na casa consular à festa do 10 de Junho, restrita à nova geração de reinóis para aqui enviada com o intuito de explicar o caos, com que lhes arquitectaram a sua existência, aos que reconhecem haver ordem no Universo. Com direitos individuais, pois crêem ser os últimos a sair da mesa do banquete, ainda não perceberam que se assim for têm autofágica-mente de se comer a si próprios, quando acabada a comida para o qual servirão os que à sua volta se encontram.

CHORO MASCARADO DE RISO

Na máscara do desenho que envolve este palco do teatro da vida aqui narrado, re-

vemos o atomista Demócrito e o seu riso mascarado de quântico Heraclito choro. A arte representa a mentira mais verdadeira que a própria verdade e por isso Pessoa nos dá a dor como fingida dor que é dor que deveras sente. Mas actualmente já não se sente, pois não se está, apenas se É; ser com uma autoridade estatutária, sem trazer a Natural e a do Saber, que vem subvertida com as Verdades apreendidas de Escola. VER traz pelo espelho o reflectido ЯЭVЄR. Com o Demócrito riso mascarado de Heraclito choro pretendemos demonstrar que, choramos por entender haver uma mão que desmancha para não nos apercebermos do caminho, já sem o movimento de representação para construir a realidade, mas temerariamente rimos dos retratos com que nos vamos agrilhoando como Ser Humano; ainda Vivo? Se esse movimento expansivo nas faces, rir de contente não me é permitido pois só um tolo se ri ao deitar fora as jóias herdadas dos seus antepassados, contraindo a face percorro as rugas do tempo que leva o choro a ver as memórias a perderem-se. Por falta de atenção, ao caminhar construímos as imagens mentais alicerçadas em retratos, fragmentos sem representação que tomamos como Verdades. E por essas jóias perdidas recebemos joio. A palha com que enchemos o nosso templo. Em realidades ligadas ao formal de uma cartesiana ciência, não se realiza o momento de mutação do Presente, yin complemento yang, movimento reflectido que respira na harmonia do Universo, abrangência do Espaço por onde Espinosa [a ser pisado] nos trouxe as emoções do caminhar e Einstein complementou com os três módulos da relatividade das mutações. Esgravatamos cientificamente até ao nano, quando as proporções estão desde a Antiguidade representadas na geometria sagrada das Pirâmides. Caminhar para abrir à mente as portas do espelho pela reflexão e não pela projecção e por isso o mar para Portugal. Há necessidade de rever o conceito de civilização na Ocidental mentalidade, que velha niilista não deixa passar à idade do idoso. Vive actualmente centrada em si mesma como adulta ilha e não consegue reflectir-se continental-mente pelo outro. Vemos os que trabalham por Portugal a serem dizimados e governados pelos que comprados pelo joio pretendem que este país entre pelo multi-nacional e não pelo Universo da idade, de quem pelas diferentes civilizações se encontra na gramática do sagrado estar divino. E daí o riso de quem ao chorar pela tragédia encara a ironia da comédia na figura que está a representar pelo tanto rir que o choro lhe provoca, e realiza o que resta da memória pelos restos dos alimentos nas bordas da boca, confins da História, vislumbradas pelas emoções do viver: as linhas com que desenhamos o auto-retrato. Pela vibração do som falado, explicado na realidade da acção, desapertamos o nó górdio.


opinião 19

segunda-feira 10.6.2019

encarnações JOÃO LUZ

EUGENE DELACROIX, LE 28 JUILLET. LA LIBERTE GUIDANT LE PEUPLE

Liberdade

E

TERNA fome da alma, torrente imparável que destrói todos os obstáculos com força de elemento natural. Chama mais brilhante que se alimenta do combustível da opressão e da violência. Denominador comum de todos os mortais, aspiração dos imortais, transversalmente universal como a carne e o sangue, como um impulso de amor. A busca da liberdade confere humanidade como a ânsia pela transcendência e a habilidade de sonhar, uma avassaladora paixão que tolda os sentidos até ser consumada, como uma nuvem carregada que já não aguenta conter o derrame líquido. O grito que se solta e repele o cheiro a cárcere que se entranha no corpo e espírito, que quebra as amarras da submissão, que derrota iniquidades e exércitos de servidão. A liberdade não se domina ou modera, o seu exercício é absoluto, soberano, maior que todas as doutrinas e ideais combinados. A sua força pode parecer enfraquecida, latente, mas nunca se extingue, impossível de não cumprir o desígnio de concretização como uma maré que sobe empurrada pela massa dos astros. Expressão máxima do que é o Homem, natureza e condição humana em acção. Musa de poetas e filósofos, matéria onírica, pesadelo dos tiranos, doce e vingativa revolução que paira por cima de todas as ditaduras como uma tempestade inevitável. Simplicidade

que derrota a prepotência, maioridade que ganha ao infantilismo a que os déspotas votam os seus súbditos, clarão luminoso que leva a verdade ao mais obscuro recanto. Uns quantos teorizaram que todos os homens e mulheres estão condenados a ser livres, que essa é a sua génese, a página em branco desde o primeiro segundo de vida, a condição na qual se nasce. Outros entendem que jamais alguém será totalmente livre, que o mundo vive acorrentado à pessimista equação entre desejo e escolha consciente. Onde quer que esteja a chama da verdade, entre natureza bruta e fria racionalidade, os raios de sol vão sempre iluminar a treva. Entre as muitas mentes brilhantes que se debruçaram sobre o tema, há quem entenda a liberdade como uma emanação material, longe das teorizações burguesas metafísicas e ideais abstractos, a satisfação de se poder ser e fazer. Também é comum descrever-se a liberdade como uma espécie de fronteira que demarca onde um indivíduo acaba e o outro começa, a barreira que circunscreve uma unidade de vida e a divide da seguinte. A questão dos limites da liberdade condicionada socialmente está no cerne da verdadeira definição do que é ser livre. Estarão as várias liberdades individuais conectadas e depen-

Musa de poetas e filósofos, matéria onírica, pesadelo dos tiranos, doce e vingativa revolução que paira por cima de todas as ditaduras como uma tempestade inevitável

dentes umas das outras? A condição de se ser livre é algo pessoal ou social? Apesar da validade teórica e ética de uma liberdade que se realiza no confronto individual, a sua acepção pessoal vinca a existência. A característica intrínseca, inerente à pessoa, faz com que mesmo o encarcerado seja naturalmente livre. A certeza desta autonomia ultrapassa todas as celas, métodos de controlo, violência de Estado, terror assassino, doença e mesmo a inevitabilidade da morte. Apesar de amordaçado, o grito de liberdade esgueira-se entre os dentes, como um sopro que se agiganta. Fora do plano teórico, ser livre na sociedade em que vivemos pode reduzir-se ao simples privilégio de não nos chatearem os cornos, de termos acesso ao luxo do silêncio fora do alcance do WIFI. Sair de cabeça erguida do labirinto de produção e consumo onde meio mundo anda perdido, cumprindo a profecia de Debord do cativeiro do entretenimento e das falsas escolhas. Acordar para dias formatados por obrigações de toda a ordem, viver contido, confortável em passividade segura, evitando ao máximo o risco e o perigo de ser desbragadamente livre, para além dos limites das convenções sociais e até das leis. A liberdade é difícil de definir. Já a submissão é mais fácil de identificar, sente-se na pele, aterroriza os que ainda não foram aprisionados, fustiga a pele de quem ousa dizer uma palavra verdadeira, castra a criatividade e a expressão artística. O problema para quem aspira ser livre é que também a violência é inerente ao ser humano. Enquanto a experiência da humanidade durar, duas forças contraditórias vão continuar um conflito sem tréguas: liberdade e subjugação.


Os partidos são um mal necessário nos países livres. Alexis de Tocqueville

PALAVRA DO DIA

segunda-feira 10.6.2019

G20 RECUPERAÇÃO “MODERADA” DO CRESCIMENTO ATÉ FINAL DO ANO

O

S ministros das Finanças e os responsáveis dos bancos centrais do G20 anunciaram ontem que acreditam que o crescimento global recuperará “moderadamente” até ao final deste ano e em 2020. Durante os dois dias de reunião em Fukuoka, no Japão, que antecipa a cimeira do G20 que se realizará entre 28 a 29 de Junho na cidade japonesa de Osaka, os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais referiram que o crescimento global “parece

estar a estabilizar”, em termos gerais, e que se projecta “uma melhoria moderada nos próximos meses e em 2020”. No entanto, realçam que continuam a monitorizar de perto as “tensões comerciais e geopolíticas” que estão a desacelerar o crescimento económico global. Os ministros das Finanças e os responsáveis do G20 chamam ainda a atenção para o facto de o crescimento ser baixo e os riscos económico-financeiros apresentarem uma tendência de desaceleração, embora se

assista a uma intensificação das tensões comerciais e geopolíticas, numa clara referência ao diferendo entre os Estados Unidos e a China. O G20 reconhece ainda a importância do comércio internacional e dos investimentos como motores do crescimento, produtividade, inovação, criação de emprego e desenvolvimento. Chama também a atenção para a redução dos desequilíbrios globais das contas correntes nacionais, que podem afectar a evolução da economia global.

China Seis mortos e um desaparecido após fortes chuvas Seis pessoas morreram e uma está desaparecida depois das fortes chuvas e inundações que atingiram o sudeste da China, informou ontem a agência de notícias oficial Xinhua. Cerca de 88 mil pessoas foram retiradas da província de Jiangxi após fortes chuvas, granizo, ventos e inundações, segundo a Xinhua. As fortes chuvas também destruíram mais de 100 casas nesta região, e as autoridades

procederam à distribuição de mantas, tapetes de bambu e outros suprimentos de socorro nas áreas afectadas. As autoridades de emergência disseram à Xinhua que as chuvas, que começaram na semana passada, causaram inundações em quatro cidades, incluindo Nanning e Guilin. Ainda de acordo com as autoridades, o mau tempo e as chuvas fortes devem continuar até ao próximo dia 12. PUB

Não pagamos

Boris Johnson ameaça não pagar para acordo de saída da União Europeia

O

ex-MNE britânico Boris Johnson disse ontem que se for escolhido para suceder a Theresa May na chefia do Governo, não pagará a factura de saída acordada com a UE até que Bruxelas conceda melhores condições para o Reino Unido. A ameaça de Boris Johnson, o favorito para suceder a Theresa May na liderança dos conservadores, vem expressa numa entrevista na edição de ontem do jornal britânico Sunday Times. “Creio que os nossos amigos e parceiros devem entender que o dinheiro vai ficar retido até que haja maior clareza no caminho a seguir”, frisou Johnson na sua primeira entrevista desde que anunciou a candidatura para liderar o Partido Conservador. Para conseguir um “bom acordo”, “o dinheiro é um grande lubrificante”, acrescentou o político ‘tory’, advertindo ao mesmo tempo que o Reino Unido se deve preparar

para a possibilidade de deixar a UE sem um pacto no dia 31 de Outubro, data limite fixada por Bruxelas para ratificar os termos de saída acordados. A factura do ‘Brexit’ é o valor que o Governo britânico se comprometeu a pagar quando deixar a UE em termos de responsabilidades adquiridas, incluindo as reformas de funcionários britânicos que trabalharam no bloco da UE. Londres e Bruxelas estimaram em Dezembro que

“Creio que os nossos amigos e parceiros devem entender que o dinheiro vai ficar retido até que haja maior clareza no caminho a seguir.” BORIS JOHNSON EX-MNE BRITÂNICO

esse montante é de cerca de 39 mil milhões de libras.

NA FRENTE

Johnson começou com vantagem no processo das primárias conservadoras, que se iniciaram oficialmente na segunda-feira e cujo vencedor herdará o número 10 da Downing Street (residência oficial do primeiro-ministro britânico) no final de Julho. “Sinto uma responsabilidade pessoal real, porque eu ajudei a produzir aquele resultado do referendo (do ‘Brexit’) e todos os dias penso no que devemos fazer para tirar o melhor proveito dessa oportunidade”, disse Johnson. O também ex-autarca de Londres é o candidato preferido por 43 por cento dos conservadores, enquanto o seu rival mais próximo, o ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, obteria 12 por cento do apoio dos militantes, de acordo com uma sondagem de intenção de voto publicada pelo influente blogue conservador ConservativeHome.


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Hoje Macau 10 JUN 2019 # 4305 by Jornal Hoje Macau - Issuu