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Projecto de lei vai a votos
t e r ç a - f e i r a 1 0 d e n o v e m b r o d e 2 0 1 5 • ANO X v • N º 3 4 5 0
taipa | casas-museu vão ganhar nova vida
Hoje é dia de festa Parece ser o mote de Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, com o objectivo de revitalizar a zona das Casas-Museu na vila da Taipa. Esplanadas, um restaurante português, actividades culturais e semanas gastronómicas são algumas das promessas deixadas pelo Secretário que quer ver o local com animação diária. A Casa de Portugal foi oficialmente convidada para participar no projecto.
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tiago alcântara
Au Kam San aponta dedo à DSSOPT grande plano
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diário de bordo
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hoje macau terça-feira 10.11.2015
O parlamento da Catalunha aprovou esta segunda-feira um documento que marca o início do processo de “desanexação” de Espanha, precisamente um ano depois de uma consulta popular, feita contra a decisão do Tribunal Constitucional, que deu uma vitória esmagadora ao “sim” à independência.
horah
“Para percebermos as consequências reais [da mudança da política do filho único] por parte do Governo Central precisamos de 20 ou 30 anos. Mas é preciso perceber que esta mudança vem influenciar directamente a relação e a visão que a China e todos nós temos da família e das relações parentais”
Melody Lu • Docente da UM
“O objectivo do questionário é ter uma ideia clara das principais preocupações da comunidade portuguesa em Macau para estabelecer prioridades em relação aquilo que devemos fazer na secção junto do PS em Portugal, em Lisboa” Tiago Pereira • Líder do PS em Macau, sobre questionário aos portugueses
“O encontro entre os dirigentes [da China e de Taiwan] é impressionante” Lau Ngai Leong • Deputado de Macau à APN
“As doenças crónicas são o maior problema de saúde dos residentes, especialmente as doenças do foro cardiológico, cancerígenas e a diabetes” Lam Cheong • Chefe do Centro de Prevenção e Controlo da Doença sobre a saúde em Macau
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“Até o Chefe do Executivo respondeu, numa actividade pública, que não sabe da existência e uso desses lotes. No entanto, existem rumores que apontam para a concessão destes lotes a empresas privadas com o intuito de lucrar” Au Kam San, deputado, sobre os quatro terrenos públicos em redor do edifício da Assembleia Legislativa | P. 9
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hoje macau terça-feira 10.11.2015
Taipa Alexis Tam promete Casas-Museu com restaurante e esplanadas
Vai haver festa todos os dias
Lusitanvs é uma incógnita
tiago alcântara
As Casas-Museu da Taipa vão ganhar vida. É o que promete Alexis Tam. O projecto está em cima da mesa e a Casa de Portugal já foi convidada para ser o braço direito do Governo. Um restaurante português, momentos culturais, semanas gastronómicas e esplanadas são os planos do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura
grande plano
Questionado sobre a possibilidade do restaurante português idealizado para o projecto poder ser o actual Lusitanvs, da responsabilidade da Casa de Portugal, Alexis Tam não confirmou. “Isso é da responsabilidade da Casa de Portugal, só lhe chamamos projecto de restaurante português. É a única coisa que podemos dizer, é um restaurante que ficará muito bem naquela zona, um café, uma esplanada, uma exposição destinada à cultura portuguesa. Poderemos arranjar um grupo de dinamizadores, ou artistas portugueses, macaenses, chineses. Podemos aproveitar estes produtos artísticos para vender aos turistas ou residentes. Tudo é possível”, reforçou. Amélia António não confirmou se será o restaurante que é acolhido neste momento pela Casa de Portugal. Estando o Lusitanvs “em transição” nas instalações actuais, Amélia António indica que esta é uma questão “dramática” e que, por agora, é preferível não tomar qualquer decisão. “Quanto tudo estiver decidido aí teremos de tomar decisões”, rematou.
A
zona das Casas-Museu da Taipa vai ter mais vida. É o que promete o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, que ontem, durante uma visita às instalações das oficinas da Casa de Portugal, na Areia Preta, oficializou o convite ao grupo para se assumir como parte integrante do projecto idealizado pelo Governo. “Hoje em dia aquela zona só tem actividades durante uma semana, isto para mim não chega. Vou dar mais vida àquela parte”, prometeu o Secretário. Para já, sem grandes detalhes, sabe-se que o projecto vai ceder a única casa vazia - sendo que as restantes são museus – à casa presidida por Amélia António, para que esta possa avançar com os projectos que já tinham vindo a ser falados. Um restaurante português, algumas esplanadas, momentos culturais e semanas gastronómicas são os planos para aquela zona que, actualmente, a única coisa que recebe é a Semana da Lusofonia. “Vamos montar um restaurante português, cafés e mais esplanadas naquela zona. Arranjar alguns [artistas] portugueses para tocarem. Vai ser interessante”, argumentou Alexis Tam, acrescentando que conta ter festa e animação “todas as noites”.
Outras culturas
Com um grande destaque e aposta na cultura portuguesa, Alexis Tam disse ainda querer aproveitar outras culturas presentes no território.
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“Não é só a Casa de Portugal, também vou convidar outras associações e outros governos, por exemplo, Consulados de outros países, para organizarem algumas festas, festivais da gastronomia de todos os países”, acrescentou, sublinhando contudo que a cultura principal será sempre a portuguesa. “Actualmente a cultura portuguesa é, para nós, a mais importante”, defendeu, indicando que faz todo o sentido convidar a Casa de Portugal para assumir essa função.
“Vamos montar um restaurante português, cafés e mais esplanadas naquela zona. Arranjar alguns [artistas] portugueses para tocarem. Vai ser interessante” Alexis Tam Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura
“Quero transformar a zona numa área multicultural. Ainda vamos convidar alguns países, como a França, Itália, Brasil e, também, países asiáticos. Acredito que os governos tenham interesse em promover as suas actividades, principalmente num festival de gastronomia e nas artes”, adiantou.
Um projecto bonito
Para já ainda não há data para que o projecto entre em funcionamento, mas promete o Secretário que no início do próximo mês, durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG), irá explicar o plano mais detalhadamente. “Já falei com os meus colaboradores, com o presidente do Instituto Cultural, com a Direcção do Serviços de Turismo, com o presidente do Instituto de Desporto e vamos trabalhar todos juntos. Por mim podemos trabalhar juntos como uma sinergia. Podemos fazer um projecto maior e mais bonito”, rematou. Sem adiantar muito, Amélia António indicou que irá pensar “num plano de dinamização daquela casa e do espaço”. A ideia, diz, é criar um projecto de divulgação da gastronomia portuguesa, dos seus produtos e cultura.
“Exactamente aquilo que, há anos, o Governo nos pediu para fazer quando fomos para a Casa Amarela (...) No fundo, aqui, o que se pretende, de certa maneira, é recriar o que se pretendia fazer nessa altura”, apontou. O Fado e a “música portuguesa” serão factores importantes e de aposta no projecto. “Não temos forçosamente de ter um estilo de música, podemos ter várias coisas. Penso que dentro da ideia que o Secretário manifestou de, naquele espaço poder ser uma mostra de outros países e culturas, (...) eventualmente se pode repescar uma ideia apresentada ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) há uns anos, em que nos propúnhamos, com outras associações dos países lusófonos, a fazer, ali, naquele espaço, um evento mensal de todos os países de Língua Portuguesa”, indicou.
Tudo dentro da lei
Questionado sobre o cumprimento da Lei do Ruído – questão que se levantou durante a semana do Festival da Lusofonia, obrigando os espectáculos a terminar às 22h00 – Alexis Tam garantiu que a lei terá
Saldo Positivo O convite foi feito depois de Alexis Tam e a sua equipa visitarem durante mais de uma hora as oficinas de trabalho da Casa de Portugal. “Foi com gosto que visitei as instalações da Casa de Portugal, penso que esta tem desenvolvido muitas actividades, muitos cursos para jovens, não só portugueses mas também macaenses e chineses”, indicou o Secretário no final da visita. O trabalho realizado pelo grupo foi ainda elogiado por Alexis Tam que reconheceu o papel “positivo” e “importante” da Casa de Portugal. “Tenho acompanhado as actividades realizadas e desenvolvidas pela Casa de Portugal e penso que o Governo, principalmente a minha Secretaria, deve continuar a apoiá-la”, indicou, frisando a necessidade de tornar Macau num centro de artes e culturas.
de ser cumprida da melhor forma para que o barulho não prejudique ninguém. A zona é boa para isso, diz, apresentando ainda como hipótese a possibilidade de eventos começarem mais cedo e terminarem a horas, conforme a lei. Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
Política
A
tiago alcântara
Tectos máximos para os aumentos das rendas, mais poder de fiscalização para o Governo e o cumprimento de dois anos de contrato. São estas algumas das sugestões deixadas por um grupo de nove deputados, encabeçado por Chan Meng Kam, que apresentou à Assembleia um projecto de lei sobre o arrendamento
hoje macau terça-feira 10.11.2015
Rendas Projecto de deputados vai a votos quinta-feira
Será que é desta?
Assembleia Legislativa (AL) vai analisar e votar um projecto de lei que pretende implementar um mecanismo legal de actualização de rendas e mais fiscalização. Marcada para quinta-feira, a sessão vai permitir a discussão e eventual aprovação de um diploma há muito esperado e apresentado por nove deputados, entre os quais o mentor do projecto, Chan Meng Kam. Um dos pedidos da nova lei – que pretende alterações ao Código Civil – é que as actualizações das rendas sejam feitas de acordo com o previamente combinado pelas duas partes e sempre “dentro de um coeficiente aprovado” previamente pelo Chefe do Executivo. Este tecto teria, então, em conta “a situação do mercado imobiliário e o índice dos preços ao consumidor”.
Além disso, Chan Meng Kam, José Pereira Coutinho, Kwan Tsui Hang, Ho Ion Sang, Gabriel Tong, Song Pek Kei, Zheng Anting, Ng Kuok Cheong e Leonel Alves sugerem que o Governo tenha poder de fiscalização dos contratos de arrendamento. “Imigrantes ilegais, estrangeiros sem autorização de permanência e trabalhadores ilegais arrendam casas (...) e, perante este cenário, sugere-se que a autoridade pública possa intervir na celebração [do contrato]”, pode ler-se na Nota Justificativa.
Os deputados querem ainda que seja literalmente cumprido o que está na lei actual: que os senhorios não possam fazer contratos menores do que dois anos. Mas pedem que, no caso das pequenas e médias empresas, os arrendamentos sejam válidos por três anos, de forma a que possam expandir os seus negócios.
E os senhorios também
Os deputados admitem que há casos “irrazoáveis” de subida de rendas e que muitos deles
Um dos pedidos da nova lei (...) é que as actualizações das rendas sejam feitas de acordo com o previamente combinado pelas duas partes e sempre “dentro de um coeficiente aprovado” previamente pelo Chefe do Executivo
aconteceram dentro do prazo de vigência dos contratos, mas no projecto apresentado não são só os arrendatários que saem protegidos. Também os senhorios têm um capítulo dedicado a si, contra “arrendatários trapaceiros”, os que não cumprem o pagamento das rendas ou demoram a desocupar as fracções após o termo do contrato. Apesar de admitirem que estes casos podem ser resolvidos em tribunal, os deputados falam de gastos de dinheiro e tempo e pedem que, face às revogações de contratos, seja revogada a permissão de que os arrendatários possam terminar o contrato desde que avisem com noventa dias de antecedência. Assim, nenhuma das partes pode deixar de cumprir dois anos de arrendamento no caso das habitações. Mais ainda, o grupo pede que seja implementado um Centro de
Si Ka Lon pede ao Governo que aposte nas áreas subterrâneas
O
deputado Si Ka Lon interpelou o Governo sobre a utilização de espaços subterrâneos no território. Segundo umainterpelação escrita, Si Ka Lon defende que o Executivo não fez trabalhos suficientes nessa área, nem avançou ainda com detalhes sobre os novos aterros. Nessa medida, o deputado, parceiro de Chan Meng Kam, questiona o Go-
verno sobre as propostas de aproveitamento dos espaços subterrâneos no futuro. O deputado cita o “Estudo do Sistema do Planeamento Urbanístico de Macau”, realizado em 2010, que já avançava com a ideia de aperfeiçoamento do sistema de trânsito e o desenvolvimento dos espaços subterrâneos. “Tanto a Lei de Terras
como a Lei do Planeamento Urbanístico não fazem nenhuma especificação quanto à utilização dos espaços subterrâneos, será que o Governo vai legislar sobre isso?”, questionou. Si Ka Lon deu ainda como exemplos a zona de Qianhai, em Shenzen, onde existem planos para a construção de uma rua subterrâ-
nea com oito quilómetros quadrados para responder às necessidades da sociedade em termos de espaço terrestre. Uma vez que Macau tem apenas 30 quilómetros quadrados, com uma elevada densidade populacional, Si Ka Lon defende que é necessário apostar neste tipo de infra-estruturas, a fim de atingir a diversificação.
tiago alcântara
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Arbitragem do Arrendamento, de forma a que “haja um mecanismo de arbitragem com vista a facultar mais uma opção para a resolução dos conflitos” e “simplificar o processo de resolução” dos litígios. Os deputados dão como justificação para a apresentação do projecto de lei o facto de não haver fixação oficial das rendas, “o que tem afectado o ambiente habitacional dos residentes e das PME”, mas também a antiguidade da lei actual. “O regime jurídico relativamente ao arrendamento de prédios urbanos em vigor encontra-se consagrado no Código Civil, que completou já 15 anos de vigência. Por esta razão, alguns dos seus articulados revelam-se obsoletos e desadequados face à rápida evolução do mercado de arrendamento registada nos últimos anos”, rematam. Em caso de aprovação da lei, esta só terá efeito nos contratos elaborados depois da sua entrada em vigor. A sessão plenária está marcada para as 15h00. Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
política 5
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Função Pública Fusão da DSRJDI e da DSAJ “quase concluída”
Uma casa arrumada tiago alcântara
A
fusão da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ) e dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional (DSRJDI) está quase pronta. Esta vai permitir uma forma de coordenar a produção legislativa por forma a evitar processos desnecessários, num trabalho que será feito em conjunto com a Direcção dos Serviços para a Administração e Função Pública (SAFP). A informação foi avançada no âmbito de mais uma edição do programa “Macau Talk”, no canal chinês da Rádio Macau, que contou com a presença de Kou Peng Kuan, director dos SAFP, e Diana Costa, directora substituta da DSAJ. “Estamos a criar um mecanismo de coordenação para a legislação, o que faz com que o organismo da justiça possa participar nos processos de elaboração das leis, por forma a evitar etapas desnecessárias”, confirmou Diana Costa. A responsável da DSAJ relembrou ainda que a produção de leis está actualmente a cargo de cada departamento público, e que, aquando da entrega das propostas de lei à DSAJ, estas podem não ser aceites caso sejam encontrados problemas.
“Estamos a criar um mecanismo de coordenação para a legislação, o que faz com que o organismo da justiça possa participar nos processos de elaboração das leis, por forma a evitar etapas desnecessárias” Diana Costa Directora substituta da DSAJ
“Estamos a considerar o lançamento de um inquérito por parte de uma terceira instituição de ensino superior sobre a avaliação do desempenho dos funcionários públicos, onde iremos recolher as opiniões dos cidadãos”, disse o director dos SAFP. Quanto aos trabalhos administrativos, Kou Peng Kuan pretende criar vários critérios e um sistema de supervisão dos processos, para que a população conheça as diversas fases de andamento dos trabalhos.
Tudo a andar
Kou Peng Kuan, director dos SAFP, não avança com datas, mas assegura que este ano vai ser concluída esta reestruturação. O responsável garante que trabalhadores e chefias dos dois serviços vão receber o tratamento “adequado”. Já em relação aos trabalhadores, Kou Peng Kuan garante que não vão ser dispensados funcionários e tudo está a ser feito para evitar sobreposição de funções. A fusão dos dois organismos é uma das principais tarefas apon-
Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Chan Meng Kam quer saber como é que Governo poupa dinheiro
Economizar para não desperdiçar O deputado Chan Meng Kam quer saber como é que o Governo supervisiona, de forma eficaz, a poupança das despesas desnecessárias e irracionais do Executivo agora que se avançou com medidas da austeridade. O deputado acredita que é necessário criar um regime claro para economizar dinheiro de forma contínua. Numa interpelação escrita, Chan Meng Kam recordou que desde Setembro deste ano que o Governo implementou, devido à queda das receitas brutas de Jogo, medidas de
austeridade, que envolvem cerca de 1,4 mil milhões de patacas. No entanto, para o deputado, a poupança de 1,4 mil milhões de patacas “é apenas uma pequena parte da enorme despesa financeira do Executivo em todos os anos”, apontando em especial o que o Relatório sobre a Execução do Orçamento de 2014 mostrou: que as despesas gerais do Governo atingiram 67,1 mil milhões de patacas.
Muda de vida
Chan Meng Kam considera que a economia de Macau
tadas para este ano pela tutela de Sónia Chan, mas não são estes os únicos que vão sofrer alterações. “Nos próximos dois anos o Governo vai reorganizar mais de dez serviços públicos, incluindo a fusão da Comissão do Grande Prémio com o Instituto do Desporto. Kou Peng Kuan revelou ainda que em 2016 vai ser dado maior foco à melhoria do regime de avaliação de desempenho dos funcionários públicos, bem como dos processos administrativos.
está em fase de ajustamento e as receitas financeiras “não parecem ser positivas” e diz esperar que também o Governo altere os seus hábitos de “gastar dinheiro como uma torneira de água que está sempre aberta”, sendo por isso necessário que a Administração faça bem os trabalhos de poupança. “Na sociedade de Macau têm existido algumas críticas ao Governo sobre o desperdício do cofre público, tais como as despesas de visitas, de aquisição de carros e de recepção. Como está a situação
relativamente a estas despesas? Há margem para serem ainda mais economizadas?”, questionou. Além disso, embora o Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, já tivesse afirmado que não é necessário implementar a próxima fase da austeridade, Chan Meng Kam acha que o Governo deve criar um regime claro de poupança, elaborando medidas a longo prazo, bem como introduzir uma avaliação de desempenho do uso do erário público. F.F.
Violência doméstica IAS quer coordenar serviços para ajudar vítimas
O Instituto de Acção Social (IAS) anunciou que já tem um plano para coordenar recursos de todos os inter-serviços para ajudar vítimas de violência doméstica. Em causa está a criação de linhas directas de apoio, consultas médicas e de psicologia e encaminhamentos para abrigos. O objectivo é, de acordo com o presidente do IAS, Iong Kong Io, desenvolver uma rede mais fluida para a resolução destes problemas. Segundo o Jornal do Cidadão, o presidente do IAS afirmou, após abertura de uma linha directa de 24 horas para pedidos de ajuda de violência doméstica, no domingo passado, que esta não se destina apenas às vítimas, mas sim a cidadãos que tenham conhecimento de casos semelhantes. O líder do IAS considera que a abertura da linha “permite uma melhor implementação do lema de Tolerância Zero à Violência”. No que toca ao sistema de registo central de casos de violência doméstica, Iong Kong Io confirma a recepção de 69 casos no ano passado. Cerca de dois terços envolveram marido e mulher.
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sociedade
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O
Viriato Manuel Pinheiro de Lima viu o seu contrato renovado como juiz do Tribunal de Última Instância por mais dois anos. O anúncio foi publicado em Boletim Oficial e tem efeitos a partir do próximo dia 20 de Dezembro. O magistrado já publicou uma série de artigos, incluindo um documento comentado e anotado do Código de Processo Civil no território, em 2008. A renovação do contrato foi assinada pelo Chefe do Executivo, que concordou com a “proposta da Comissão Independente responsável pela indigitação de juízes”.
Air Macau sem capacidade para voos de longo curso
A Air Macau não vai disponibilizar voos de longo curso, de acordo com declarações do presidente da empresa, Zheng Yan. A justificação, diz o responsável, é a falta de procura por este tipo de voos. “O mercado de Macau é pequeno, por isso nunca poderemos ser como Hong Kong, Pequim ou Xangai em termos de desenvolvimento de voos de longo curso”, disse. Segundo notícia da revista Macau Business, Zheng Yan não afasta a ideia, mas afirma não ser viável de momento. “Não desistimos dessa ideia e temos andado a estudá-la há anos, mas sob esta fase de ajustamento económico, os recursos dos consumidores estão a diminuir e estamos a dar mais ênfase às nossas rotas do Sudoeste Asiático”, completou o presidente.
Multas para condutores
Para já a empresa vai ser alvo de uma infracção administrativa, mas nada impede que a mesma possa ser sujeita a uma acção penal, caso a investigação o justifique. Mas a DSAT alertou ontem que os portadores dos cartões de teste de passe mensal também podem ser alvo de multas.
Silos Empresa contratada pelo Governo emitiu passes ilegais
Parque fora da lei
A Sociedade de Administração de Parques Forehap emitiu 390 cartões de teste de passes mensais no auto-silo Jardim Comendador Ho Yin em 2012, o que os torna ilegais. A empresa, contratada pelo Governo para gerir parques públicos, cobrou ainda tarifas mais altas aos portadores destes passes. A infracção vai custar 250 mil patacas hoje macau
TUI Viriato Lima continua por mais dois anos
Governo deixou de emitir novos passes mensais nos parques de estacionamento públicos em 2009, mas a Sociedade de Administração de Parques Forehap, que gere seis auto-silos públicos, decidiu emitir, a partir de 1 de Maio de 2012, 390 “cartões de teste de passe mensal” no parque de estacionamento Jardim Comendador HoYin, acção que vai contra a lei. A infracção foi anunciada ontem pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), que vai agora aplicar a infracção máxima à empresa: 250 mil patacas. Contudo, a investigação ao caso prossegue. “De acordo com os termos contratuais, a empresa infringiu as cláusulas e vamos aplicar a pena pecuniária máxima, de 250 mil patacas. A DSAT irá sancioná-la em conformidade com o contrato, não reconhecendo os passes mensais emitidos por via ilegal. A DSAT considera que existe margem de melhoria em termos do controlo dos parques de estacionamento, reiterando que as empresas de gestão dos parques devem cumprir os regulamentos de forma muito restrita”, explicou o director do organismo, Lam Hin San. Além de ter emitido 390 passes mensais - 122 para lugares não reservados para automóveis, 28 para automóveis ligeiros e 240 para motociclos -, a empresa cobrou ainda tarifas aos utilizadores do parque de estacionamento, tarifas essas mais altas do que aquelas que têm sido cobradas. Os valores para automóveis variaram entre as mil e 1200 patacas e 200 patacas para motociclos. “De acordo com o relatório da empresa, esta cobrou taxas para a utilização destes cartões de teste e também já pedimos a entrega de toda a documentação de contabilidade. As tarifas que a empresa cobrou são mais elevadas do que aquilo que exigimos de acordo com o regulamento dos auto-silos. Vamos resolver o problema o mais depressa possível devido à gravidade da situação”, acrescentou o director da DSAT. Segundo o Governo, a empresa já avisou os utilizadores do fim da medida, que coincide com o fim do contrato assinado com o Executivo. “A empresa de gestão do auto-silo vai suspender o uso destes cartões a partir de 1 de Dezembro. Achamos que é a melhor altura para resolver o problema dos passes mensais uma vez que estamos quase no final do ano”, admitiu o director da DSAT.
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“No sentido de melhorar os trabalhos de gestão dos parques, iremos proceder à revisão da gestão e dos mecanismos de controlo dos auto-silos. Em simultâneo iremos apelar aos condutores para cum-
prirem a lei, sob pena de serem também aplicadas multas.” Para o futuro a DSAT promete também inspecções mais rigorosas a outros parques de estacionamento.
“De acordo com os termos contratuais, a empresa infringiu as cláusulas e vamos aplicar a pena pecuniária máxima, de 250 mil patacas. A DSAT irá sancioná-la em conformidade com o contrato, não reconhecendo os passes mensais emitidos por via ilegal” Lam Hin San Director da DSAT
“Os trabalhos de inspecção têm sido feitos e vamos reforçar os trabalhos nos outros estacionamentos. Temos oito colegas que se responsabilizam pela gestão diária dos auto-silos e a elaboração dos contratos”, explicou o director. O HM tentou contactar de várias formas um dos dois administradores da empresa, tendo enviado questões por email. Até ao fecho desta edição não foi possível chegar à fala com a direcção da Sociedade de Administração de Parques Foieng (Forehap Parking Management, em Inglês). Andreia Sofia Silva
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Construção Novo Regime com taxas para despejo de resíduos
Condução DSEJ encontra formador ilegal
A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) indicou a descoberta de um formador de condução não licenciado, mas assegura que o caso é único e que verifica anualmente as inscrições nos cursos de condução incluídos no Programa de Aperfeiçoamento Contínuo. “(...) Até ao dia 15 de Outubro de 2015, já se procedeu a 15196 verificações da amostragem dos casos em total e o resultado mostrou que a maioria das escolas de condução cumpria as disposições das instruções do financiamento”, indicou a autoridade em comunicado. Actualmente existem 116 formadores de condução registados no Programa e “todos eles cumprem as qualificações de ensino”. O programa, iniciado em 2014, já contou com a participação de mais de 181 mil pessoas. Só nos cursos de condução contou com 28 mil participações.
Briga no Mercado Vermelho origina um feridwo
Dois talhantes envolveram-se ontem numa briga no Mercado Vermelho, sendo que um deles acabou por ser ferido com uma facada na barriga e enviado para o hospital. Lam, um dos coordenadores do departamento de relações públicas da Polícia de Segurança Pública (PSP), confirmou ao HM que a discussão ocorreu ontem por volta das 19h00, sendo que o talhante de apelido Ng feriu o talhante de apelido Chiang na barriga. Antes disso, ambos afirmaram que Ng bateu na mesa do talho de Chiang e assustou-o, sendo que Chiang terá começado a briga, ao atirar um pedaço de carne para a cara de Ng. Os bombeiros foram chamados ao local e a PSP acabou por enviar o agressor para ser alvo de uma investigação mais avançada, enquanto que Chiang foi transportado para o hospital. A PSP ainda não chegou a nenhuma conclusão quanto ao apuramento das responsabilidades no caso.
Separados à nascença
Os Serviços de Protecção Ambiental querem taxar as empresas de construção que não respeitarem os trâmites estabelecidos naquele que será o novo regime de gestão de resíduos de estaleiros. Em causa está a saturação do único aterro do território, que até lixo empilhado já tem
O
único aterro de lixo de construção existente em Macau – Aterro de Resíduos de Materiais de Construção (AMRC) - está completamente saturado e até já tem resíduos empilhados à superfície. Por isso mesmo, o Governo quer taxar os despejos de materiais. “Presentemente, o ARMC encontra-se em estado saturado e os recursos de terras são escassos”, confirmou ontem a DSPA, durante a apresentação de uma consulta pública sobre a criação de um regime de gestão de resíduos de materiais de construção, que teve início hoje e encerra a 23 de Dezembro. Um dos pontos-chave do diploma é taxar as empresas de construção civil que não cum-
pram os requisitos do referido documento. É ainda desconhecida uma calendarização para os trabalhos e, questionados pelos média sobre isso mesmo, os representantes da DSPA afirmam que datas só lá para o início de 2016. Em números, a entidade governamental está a pensar cobrar uma multa de 130 patacas
“Presentemente, o ARMC encontra-se em estado saturado e os recursos de terras são escassos” DSPA
por tonelada a quem despejar materiais de enchimento, como pedras, asfalto ou betão. A coima é bastante mais reduzida para resíduos como lama, ramos de árvores, lodo, isolamento de algodão, entre outros: apenas 30 patacas por tonelada. “Esperamos que o regime venha incentivar a separação”, acrescentou a DSPA.
Para dissuadir
É ao lado do Aeroporto de Macau que se situa o único aterro disponível na cidade. Nele, são depositados milhares de toneladas por ano. A esmagadora maioria tem um destino tão ingrato como aquele aterro: são empilhados devido à falta de terrenos.
Cão apanhado em armadilha • Um cão que pertencia a um estaleiro de obras foi apanhado numa armadilha. O caso aconteceu na Taipa e o animal continua à solta com a armadilha ainda presa. De acordo com a ANIMA, a quem foi dado o alerta, a armadilha de ferro é feita para ursos mas é utilizada para caçar cães e gatos para consumo na China continental. A ANIMA tentou resgatar o animal, mas não foi possível “por estar muito assustado”. O consumo de cães é proibido na RAEM, mas não é a primeira vez que estaleiros de obras são locais onde isto acontece. A ANIMA pede ainda que dê o alerta caso veja o animal, uma vez que este está ferido.
Para o director do organismo, Vai Hoi Ieong, a criação de uma taxa para o despejo de resíduos de construção surge como medida dissuasora para que as empresas responsáveis pelas obras tenham mais atenção àquilo que deitam fora. “Se [o despejo] for gratuito, os construtores deixam o que querem, mas se houver uma taxa, pensarão duas vezes”, acrescentou o responsável.
Milhões pelo lixo
Fazendo as contas, Vai Hong Ieong estima que o Governo poderá fazer um total de 300 milhões de patacas com base nos 4,3 milhões de metros cúbicos deixados no aterro em 2014. O regime não está ainda em vigor, mas o mesmo responsável prevê que seja necessária uma “revisão periódica anualmente” para fazer face às mudanças da sociedade. Dados estatísticos apontam para um acréscimo no volume de resíduos de quatro vezes mais em apenas cinco anos. Em 2009, a DSPA registou o despejo de 1,6 milhões de metros cúbicos, comparando com os mais de cinco milhões do ano passado. A culpa é, afirma o documento de consulta, de todos os “mega projectos de construção (...) que constituíram uma pesada pressão no funcionamento do ARMC”.
Restos para construir
As medidas de incentivo têm um duplo objectivo. É que a separação dos resíduos vai, de acordo com Vai Hoi Ieong, “reduzir a produção na fonte”, criando assim um volume menor de resíduos para tratar. O lixo despejado que sobrar e que corresponda às exigências do Governo Central irá ser empregue na construção de novos aterros em Cantão. De acordo com o documento de consulta, o processo deverá começar com o pedido, ao construtor da obra, de um plano de redução de resíduos antes do começo do projecto, “no sentido de fixar medidas para a redução” de lixo. O plano deve incluir as matérias-primas utilizadas e ter em conta uma concepção arquitectónica que poupe resíduos. Este documento, que será entregue à DSPA, fica à responsabilidade do promotor da obra. “Se o teor de resíduos da obra for superior à margem de tolerância de despejo, o promotor deve submeter à aprovação da DSPA o seu plano. Após análise, propõe-se que a margem de tolerância seja de 60 mil toneladas para as obras públicas e 300 mil para as privadas”, adianta o documento. Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
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ssociação Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau denunciou, ao Ministério Público (MP) e ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), falhas e acções alegadamente ilegais da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) em relação aos lotes públicos e privados que se encontram vazios nos Lagos Nam Van. O deputado e membro da Associação recentemente criada Au Kam San, juntamente com os
Terrenos Associação denuncia DSSOPT ao MP e CCAC por falhas
Em busca de responsabilidades
dois representantes da Associação Cloee Chao e Lei Man Chao, entregaram ontem cartas ao MP e ao CCAC, solicitando investigações aos 14 lotes concedidos para desenvolvimento privado e público, localizados nas zonas C e D dos Lagos Nam Van. Quatro destes são destinados ao desenvolvimento público.
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Vai ou não vai
Na reunião, falou-se também dos terrenos relacionados com o planeamento urbanístico, que não puderam ser aproveitados durante o tempo de concessão devido à nova lei.
Nada à vista
Au Kam San disse aos média que os quatro terrenos públicos em redor do edifício da Assembleia Legislativa (AL) não têm sido desenvolvidos de forma legal desde há 20 anos, quando foi concluído o aterro, em 1994. “Até o Chefe do Executivo respondeu, numa actividade pública, que não sabe da existência
e uso desses lotes. No entanto, existem rumores que apontam para a concessão destes lotes a empresas privadas com o intuito de lucrar”, começou por dizer. “Conforme essas informações, achamos que a DSSOPT não tem desempenhado a sua função, pois não desenvolveu os lotes públicos de acordo com a lei e é
Terras Governo não dá informações. à espera de acções judiciais
Lá vem outra vez arroz “Duas grandes destas zonas são, a primeira, a zona de Seac Pai Van que conta num total com 12 terrenos que estão perto do fim do contrato, pois o despacho é datado de 1989, perfazendo 25 anos. Os deputados quiseram saber por que dssopt
ma vez mais o Governo traz poucas – ou quase nenhumas – respostas à questão do aproveitamento dos terrenos. Depois de uma reunião com a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas, que decorreu ontem, Ho Ion Sang, presidente da Comissão, avançou unicamente que o “Governo está à espera de muitos processos judiciais”. A reunião que marcou a tarde de ontem tinha, segundo o Secretário para os Transportes Obras Públicas, Raimundo do Rosário, dois temas de discussão: o ponto de situação dos 65 lotes – da lista dos 113 – cuja falta de aproveitamento não era imputável aos concessionários e a situação actual dos lotes C e D da zona da Baía da Praia Grande (Lagos Nam Van). “Quantos aos 65 terrenos, 14 destes já foram concluídos os projectos e noutros já foram [requeridas] as licenças de utilização, ou seja, restam ainda 51 terrenos”, começou por explicar Ho Ion Sang.
preciso assumir responsabilidades penais”, indicou o deputado.
Hoje Macau
Os terrenos em redor dos lagos Nam Van estão a deixar preocupados os membros da Associação Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário de Macau, que ontem acusou a DSSOPT de não estar a par de alegadas ilegalidades lá cometidas
é que o Governo não retomou os terrenos”, explicou o presidente. Raimundo do Rosário apontou que a sua pasta está com falta de pessoal para os trabalhos necessários para essa recuperação. “O Governo disse ainda que se a concessionária pedir renovação este não vai autorizar”, clarificou, contudo, Ho Ion Sang. A segunda grande zona, e polémica, é a área da Baía da Praia Grande, em particular os lotes C e D, que já motivaram uma ida de deputados ao Comissariado contra a Corrupção e ao MP (ver em cima). Sem respostas concretas, o Governo mantém a poeira muito levantada em torno do assunto. Os deputados não sabem o que se passa com
os terrenos da Praia Grande e até o Chefe do Executivo respondeu, numa actividade pública, que não sabe da existência e uso desses lotes. (ver texto acima). Também Raimundo do Rosário admitiu ontem não saber se estão vagos ou se têm concessionários. “Estes terrenos também vão caducar no próximo ano, a Julho de 2016, e o Governo vai reaver os terrenos, segundo o artigo 48º da Lei das Terras”, indicou Ho Ion Sang, referindo-se ao artigo que indica que não pode ser feita nova renovação no caso de os lotes não serem aproveitados.
Poucas palavras
O Governo não dá detalhes sobre as terras, mas conta já que esta parcela de terrenos tenha “muitos processo judiciais no futuro”. “Segundo as informações divulgadas sobre os 22 terrenos [recuperados] estão pendentes [casos] no tribunal, ou seja, segundo a lei, as concessionárias podem recorrer ao
Au Kam San destacou ainda que os 14 lotes concedidos para desenvolvimento privado também estão desocupados desde 2001. Citando informações dos contratos da concessão, justificou que os concessionários deviam lá construir habitações com cerca de 200 mil metros quadrados, estabelecimentos comerciais de mais de mil metros quadrados, hotéis de 156 mil metros quadrados e outros complexos até 2005. Contudo, “nenhum metro quadrado foi desenvolvido”, de acordo com Au Kam San. “A DSSOPT permitiu que as concessionárias deixassem os lotes desocupados sem que nada lhes fosse feito”, acusou. “Nenhum deles foi tratado, mesmo dez anos após prescrição da concessão dos terrenos e ainda se permitiu o aumento da altura dos projectos dos construtores nos lotes”, adiantou. A situação corrente, lamenta Au, dá azo para que “os proprietários dos terrenos lucrem na mesma sem um aumento de custo pelo atraso no começo das obras de tratamento do terreno”, considerou. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Tribunal de Segunda Instância. Por isso, prevemos que também possam existir muitas acções judiciais no futuro. Mas o Governo reitera que irá reaver os terrenos de acordo com a lei”, frisou o presidente da Comissão. Sobre estas duas zonas, o Governo nada adianta, nem sobre quais as concessionárias que os detêm e muito menos sobre o seu aproveitamento. “Segundo o Governo, em 2006, foi cancelado o regulamento do desenvolvimento da zona [da Praia Grande]. De acordo com a UNESCO desde que foi aprovado o Centro Histórico de Macau, por razões de património cultural, o Governo suspendeu alguns projectos. É por isso que não foi possível aproveitar os terrenos daquela zona”, argumentou. Admitindo problemas no planeamento urbanístico, o Governo tende a arrastar uma situação que só por si é demorada. Para existir um planeamento urbanístico é necessário ser elaborado um Plano Director, que ainda não foi feito, e que segundo Ho Ion Sang demora “uns cinco anos”. Só depois deste estar concluído é que se pode avançar com um plano de pormenor. Filipa Araújo
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MAP Iniciativa chega ao fim com mais de 1700 participantes
Um primeiro grande voo
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Macau Architecture Promenade (MAP), projecto desenvolvido pela BABEL desde final de Outubro até início deste mês, contou com a participação de 1700 pessoas, número que deixa a organização confiante para uma próxima edição. Este ano marcou a estreia da iniciativa, que contou com 38 actividades para miúdos e graúdos por essa cidade fora. Entre workshops, actividades para famílias, visitas e tours, exibição de filmes, exposições e palestras, Macau ficou, por uns dias, mais colorida. Só no playLAND – intervenção dos Like Architects no espaço do Centro de Ciência de Macau – teve lugar durante dois dias e a presença de mais de 500 crianças. O projecto Bodies in Urban Spaces contou com 1200 partilhas só no WeChat e 18 mil visualizações no Facebook. Mais de sete mil pessoas partilharam fotografias da experiência que teve lugar pelas ruas. No cômputo geral, foram mais de 36 mil as visualizações dos conteúdos digitais da MAP entre os dias 10 de Outubro a 5 de Novembro. Entre os países que mais acederam estão Portugal e Macau, mas também Hong Kong, Reino Unido, Suíça, Alemanha, Espanha e Brasil. “O MAP partiu de um mapeamento dos recursos culturais existentes procurando articula-los de forma inovadora e criativa”, refere a organização. De entre uma série de objectivos conseguidos, a BABEL foi mais longe e conseguiu permitir que o Treeplets, de João Ó e Rita Machado, fique no campus da Universidade de Macau (UM) até final de Novembro, “em reconhecimento do trabalho concluído”. No programa total estiveram integrados 30 artistas locais e internacionais, com colaboração de 40 organizações públicas e privadas, de universidade a infantários, de associações culturais e desportivas a museus. Leonor Sá Machado
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história e a recuperação do Parque Nacional da Gorongosa, a principal área protegida de Moçambique, que viu quase 90% da sua fauna dizimada após o fim da guerra civil, em 1992, estarão em exposição em Macau este mês. A iniciativa é da Associação dos Amigos de Moçambique em Macau, que desenvolveu a exposição, em cooperação com a direcção do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), explicou ontem à Lusa o vice-presidente da Associação, Carlos Barreto. Entre 14 e 29 de Novembro, estarão em exposição na Torre de Macau um conjunto de fotografias e filmes fornecidos pelo PNG, que a Associação apresenta como sendo “talvez a maior história de restauração da vida selvagem em África”. Os filmes em exibição integram dois sectores, um deles formado por pequenas metragens, de um a dois minutos. O segundo integra filmes mais longos, de até 25 minutos. Em qualquer caso, tratam-se de imagens e filmes que
Moçambique Histór
Regr explicam o que é o parque e as actividades de recuperação que estão em curso. “Pretende-se dar a conhecer a história do parque, estabelecido em 1924 no centro de Moçambique, a vida selvagem, a preservação do meio ambiente, as novas espécies descobertas entretanto e desconhecidas até à data e a integração das comunidades no projecto de restauração
“Pretende-se dar a em 1924 no centro d preservação do mei entretanto e descon comunidades no pr
Associação dos Amigos de M
À venda na Livraria Portug O Novo Vegetariano • Yotam Ottolenghi
Com os seus restaurantes de grande sucesso e livros de recei Yotam Ottolenghi tornou-se um dos novos talentos mais p mundo da culinária e da escrita de livros gastronómicos. O l receitas exclusivas e originais, muitas das quais desenvolvida para a coluna “New Vegetarian” da revista Guardian Weeken de Ottolenghi vem das suas raízes mediterrânicas e do seu am nal pelos ingredientes. Não sendo ele próprio um vegetarian de cozinhar com legumes é totalmente original e inovador sabores intensos e combinações surpreendentes e ousadas.
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Diogo Muñoz em residência artística
Diogo Muñoz, pintor, estará no território para uma residência artística entre os dias 16 e 28 de Novembro, no Albergue SCM. A sua permanência vai servir “para a recolha e sistematização de material etnográfico, histórico, social, cultural, fotográfico e pictórico, com entrevistas a diferentes personalidades locais”. A exposição das obras resultantes desses materiais deverá decorrer no próximo ano, ainda sem data marcada.
Associação de deficientes organiza carnaval
No próximo dia 15 de Novembro o pátio do Albergue SCM recebe um carnaval organizado pela Associação dos Familiares Encarregados dos Deficientes Mentais de Macau, com um programa “que consiste em diversas actividades e jogos cujos objectivo é partilhar com a comunidade a diferença e compartilhar a alegria e felicidade com a comunidade”. A associação foi criada em 1992 por um grupo de pais de portadores de deficiência mental. A entrada é livre.
Vela St. Regis Macau cria parceria com velejador Nick Moloney
ria do Parque de Gorongosa na Torre de Macau
resso à vida deste paraíso”, explicou a Associação dos Amigos de Moçambique em Macau, num comunicado. Carlos Barreto sublinhou que está em causa um projecto com uma “imagem muito positiva” e lembrou que Macau pretende afirmar-se como uma plataforma para o estreitamento das relações entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Neste contexto, a associação considerou que seria “interessante” levar até à região chinesa um “aspecto” que não está propriamente relacionado com as relações comerciais e económicas, mas que é “muito importante” e pode, por outro lado, ajudar a desenvolver essas relações. A entrada na exposição é gratuita e, para já, está garan-
conhecer a história do parque, estabelecido de Moçambique, a vida selvagem, a io ambiente, as novas espécies descobertas nhecidas até à data e a integração das rojecto de restauração deste paraíso”
Moçambique em Macau
guesa
itas bestsellers, promissores do livro inclui 120 as inicialmente nd. A inspiração mor incondiciono, a sua forma ra, baseada em
tida a visita de perto de mil alunos de escolas de Macau.
Fauna em recuperação
Em 2005, o Governo moçambicano assinou com a fundação do filantropo norte-americano Gregory Carr uma parceria por vinte anos com vista à recuperação da área protegida. Numa entrevista à Lusa em Outubro, o director do PNG, Mateus Mutemba, disse que a fauna parque está “em franca recuperação”, contando agora com quatro mil espécies, algumas novas para a Ciência. Segundo o director do PNG, a população de elefantes registava menos de cem animais no pós-guerra e está agora estimada em mais de 500, os búfalos, que chegaram
a ser 14 mil em 1972, caíram para 60 em 2000 e são agora mais de 600, tornando-se “muito frequente vê-los nas planícies da Gorongosa em manadas de cem indivíduos”. A população de pivas subiu de 3500 para 35 mil e a Gorongosa acolhe a maior população desta espécie de grande antílope em África. Os pala-pala são agora 800 e as próprias impalas sofreram “uma recuperação visível” e já abundam no parque. “Fizemos também a reintrodução de elandes, búfalos, bois-cavalos, alguns hipopótamos e elefantes, para ter melhoramento genético, e registamos com satisfação que, associadas ao ritmo de recuperação natural de algumas espécies, já contribuem para que haja mais diversidade”, referiu o director do parque. Salientando que o PNG nunca tinha sido muito estudado, Mateus Mutemba disse que três levantamentos de biodiversidade foram realizados desde o início do projecto de restauro e que identificaram cerca de quatro mil espécies, algumas das quais inéditas. LUSA/HM
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Cozinha Chinesa • Li Ching
Li Ching, o autor deste livro, era conhecido entre os seus amigos pela alcunha de «restaurante ambulante». Natural de Hai Nan, viajou pelo mundo ensinando a sua arte. Neste livro revela-nos muitos segredos da milenária cozinha chinesa. As sopas, os mariscos e peixes, as aves, o porco, as outras carnes e o arroz são tratados em capítulos separados, sendo também dados muitos conselhos práticos que facilitam a confecção das receitas.
O St. Regis Macau vai apoiar o bicampeão de vela norte-americano Nick Moloney. Com inauguração do hotel prevista para o próximo mês, a parceria foi anunciada há dias e Moloney vai participar na corrida de Hong Kong Dragon Run e no desafio IP Global Trichallenge. “Actualmente, ando a treinar para a Dragon Run, uma prova de surf-ski, que é muito disciplinada, coisa que eu também sou”, disse o atleta durante o anúncio da parceria. “Não é a primeira vez que embarco num desporto aquático alternativo e fico muito contente de simplesmente acabar os 24km da corrida, uma vez que é uma prova muito competitiva”, acrescentou. Moloney tem estado a treinar com Sean Rice, campeão mundial de surf-ski. Já o director-geral do complexo hoteleiro, Paul Cunningham, felicitou o atleta e mostrouse “lisonjeado” pelo facto da cadeia apoiar um velejador renomado. “Estamos muito felizes por anunciar uma parceria com um homem cujos feitos históricos falam por si e cujas histórias de experiências na água inspiraram tanta gente”, afirmou Cunningham.
SIGGRAPH 2016 Maior feira de tecnologia acontece na RAEM
A próxima edição da maior feira de software e hardware do mundo, a SIGGRAPH, acontece em Macau para o ano. Esta é tida como “a maior e mais prestigiosa convenção e exposição de computação gráfica e técnicas interactivas da Ásia”, refere a organização em comunicado. O objectivo desta feira é “promover” as tecnologias de computador destinadas à produção de desenhos animados. Em jogo estarão imagens flutuantes, animação e aplicações interactivas. A SIGGRAPH estreou-se na Ásia em 2008, com edições a terem lugar na China, em Hong Kong, na Coreia do Sul, no Japão e em Singapura. A realização deste evento no território foi anunciada pela vogal executiva do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, Irene Lau. De acordo com a organização, estima-se que marquem presença cerca de cinco mil profissionais da área.
Fotografias sobre património no Tap Seac
Inaugura no próximo dia 14 de Novembro uma exposição com fotografias sobre o património material e imaterial de Macau, uma iniciativa que resulta de um concurso realizado pelo Instituto Internacional de Macau (IIM), Associação de Fotografia Digital de Macau e do Clube Leo Macau Central, com o patrocínio da Fundação Macau. Entre os dias 14 e 19, o público poderá ver as fotografias de jovens artistas no edifício da Caixa Escolar, na praça do Tap Seac, de forma gratuita. A iniciativa “visa desenvolver um maior conhecimento sobre a historicidade de Macau junto dos cidadãos jovens locais”, e conta ainda com o apoio da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ).
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china
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m jornal estatal da China acusou ontem a líder da oposição e candidata presidencial em Taiwan, Tsai Ing-wen, de ser “tacanha e egoísta”, na sequência das suas críticas a um encontro entre os líderes dos dois lados. Os presidentes da China e de TaiwanXi, Jinping e Ma Ying-Jeou, respectivamente, reuniram-se no sábado passado, em Singapura, num encontro inédito. Tsai Ing-wen, líder do Partido Democrático Progressista, mais céptico em relação a Pequim, atacou Ma Ying-Jeou por não ter defendido a democracia e liberdade em Taiwan, durante o encontro, e por não se ter referido à ilha como República da China. Em editorial, o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do Partido Comunista Chinês (PCC), disse que Tsai “cometeu gafes”, descrevendo-a como “raivosa”. Ela “expôs o seu apoio à independência”, escreveu o jornal, aludindo a uma postura que Pequim ameaça retaliar “usando a força”, caso se concretize. “As palavras de Tsai são reveladoras da sua tacanhez e extremo egoísmo politico ao colocar os votos acima do desenvolvimento pacífico dos dois lados do Estreito de Taiwan”, refere o Global Times.
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Jornal do PCC acusa líder da oposição em Taiwan de ser “tacanha”
Guerra de palavras
Global Times
(PCC), o antigo governo nacionalista (Kuomintang) refugiou-se na ilha de Taiwan, onde continua a identificar-se como governante de toda a China. Pequim considera Taiwan uma província chinesa e defende a “reunificação pacífica”, segundo a mesma fórmula adoptada para Hong Kong e Macau (“Um país, dois sistemas”). Do ponto de vista da diplomacia internacional, existe a República Popular da China, governada pelo PCC, e a República da China, na ilha de Taiwan, mas ambos os lados rejeitam uma divisão definitiva. Taiwan tem previsto para Janeiro a realização de eleições legislativas, e Tsai é a favorita a ganhar o exercício, numa altura em que a opinião pública taiwanesa olha com desconfiança para as relações cada vez mais estreitas com a China comunista.
Eleições a caminho
Depois da guerra civil chinesa ter acabado, com a vitória do Partido Comunista da China
Poluição no norte supera 50 vezes recomendação da OMS
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arte do norte da China encontrava-se ontem coberta por uma nuvem acre, após o nível de poluição superar em quase 50 vezes os níveis considerados aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Adensidade das pequenas partículas PM 2.5, as mais susceptíveis de se infiltrarem nos pulmões e de atacarem o sistema respiratório, atingiu 860 microgramas por metro cúbico em Changchun, capital da província de Jilin, no nordeste do país. É um nível que supera largamente os 25 microgramas considerados aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde. O governo municipal anunciou, entretanto, o “nível três” de alerta, que inclui a proibição de actividades ao
“As palavras de Tsai são reveladoras da sua tacanhez e extremo egoísmo politico ao colocar os votos acima do desenvolvimento pacífico dos dois lados do Estreito de Taiwan”
ar livre nas escolas, e uma lembrança aos residentes para optarem por transportes públicos, permanecerem em espaços fechados e “tomarem precauções”. A poluição tornou-se, nos últimos anos, uma das principais fontes de descontentamento popular na China, e está relacionada com centenas de milhares de mortes prematuras.
As partículas PM 2.5 podem causar doenças cardíacas, enfarte e patologias do aparelho respiratório, como o enfisema e o cancro do pulmão. A densidade das pequenas partículas atingiu 1.157 microgramas por metro cúbico em Shenyang, capital da província de Liaoning, segundo dados do gabinete de protecção ambiental local. “Ao sair de casa sentes que o ar te queima os olhos, a garganta irritada”, disse um residente local, citado pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. Em 2014, a ar em quase 90% das principais cidades chinesas ficou aquém dos padrões de qualidade, segundo uma avaliação divulgada pelo ministério chinês da Protecção Ambiental.
Só 10% dos casais de Pequim inscritos para ter segundo filho
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penas 10% dos casais de Pequim se inscreveu para ter um segundo filho, desde que no ano passado a liderança chinesa decidiu aliviar a política de “um casal, um filho”, imposta em 1980 e entretanto abolida. “A maior parte dos casais não quer aumentar o seu agregado familiar”, notou ontem o jornal oficial chinês China Daily, citando dados da Comissão Municipal de Saúde e Planeamento Familiar. O número de casais que se inscreveram para ter um segundo filho em Pequim (cerca de 55.851) ficou muito aquém dos 550.000 previstos pelas autoridades. Os números ilustram a mudança de mentalidades
nas grandes metrópoles chinesas, onde muitos jovens rompem com a tradição, optando por casar tarde e ter apenas um filho, independentemente da flexibilização ditada pelo Governo. A China, nação mais populosa do mundo com 1.370 milhões de habitantes, decidiu no mês passado abolir a política de “um casal, um filho”, pondo fim a um rígido controlo da natalidade que durava há mais de 30 anos. Amedida, que deverá ser progressivamente implantada, significa um alargamento da flexibilização da política de filho único, iniciada em 2014 e que permitia aos casais em que ambos os cônjuges são filhos únicos terem uma segunda criança.
“A questão agora é saber quem é que tem tempo e dinheiro para criar duas crianças?”, comentou na altura à agência Lusa um funcionário de um órgão estatal chinês. A taxa de fertilidade no país, que na década de 1970 era 4,77 filhos por mulher, desceu em 2013 para 1,4, atingindo quase o nível de alerta de 1,3, considerado globalmente como “a armadilha da baixa fertilidade”. Segundo dados oficiais, em 2050, um terço da população chinesa terá 60 ou mais anos e haverá menos trabalhadores para sustentar cada reformado.
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presidente da China, Xi Jinping, viajará na próxima semana à Turquia e Filipinas para participar da cimeira do G20 e do Fórum Ásia-Pacífico (APEC), anunciou ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Xi Jinping estará na cimeira que reúne as 20 principais economias do mundo entre os dias 15 e 16 de Novembro e depois viajará para Manila, entre 17 e 19 de Novembro, detalhou a mesma fonte. A deslocação do líder chinês, que na semana passada visitou o Vietname e Singapura, ocorre num período de crescente tensão entre Pequim e Manila face à disputa territorial nas ilhas Spratly, no Mar do Sul da China. Pequim tem aumentado, nos últimos anos, a sua presença naquele arquipélago, rico em recursos marinhos e energéticos, e reclamado total ou parcialmente pela China, Filipinas, Brunei, Malásia, Vietname e Taiwan. Um navio militar dos Estados Unidos da América, país aliado das Filipinas e
Xi Jinping na cimeira do G20 e Fórum Ásia-Pacífico
Encontro de gigantes
que contesta a reclamação territorial chinesa, navegou recentemente perto das “ilhas artificiais”, construídas pela China nas disputadas águas, levando protestos e a uma reação firme de Pequim.
“Os barcos e aviões norte-americanos irão voar, navegar e operar onde a lei internacional permite”, afirmou a propósito o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter.
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Open Tender Notice Request for Proposal –Design Consultancy Service for Runway Overlaying Works (RFQ-213) 1. Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 2. Tendering method: Open tendering 3. Objective: To select a specialist airport works Designer for a detailed design
works for the runway overlaying works at Macau International Airport.
4. Release of tender documents: Tender Notice and Tender Document can be downloaded from the website www.camacau.com until 7 days prior to the deadline for submission of Bidders’ tenders. Please regularly check the website for any clarification or changes/ modification/amendment in the Tender Document. 5. Location and deadline for submission of Bidders’ tenders: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 4th Floor, CAM Office Building, Av. Wai Long, Taipa, Macau Before 12:00 noon on 15 January 2016 (Macau Time) The addressee of the tender shall be Chairman of the Executive Committee. The tenders received after the stipulated date and time will not be accepted. 6. CAM reserves the right to reject any tender in full or in part without
stating any reason.
-END-
A China foi o país anfitrião da cimeira da APEC no ano passado e em 2016 receberá a reunião do G20, em Hangzhou, capital da província costeira de Zhejiang.
Pequim vai celebrar aniversário do nascimento de Sun Yat-sen
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China anunciou que em 2016 celebrará o 150.º aniversário do nascimento de Sun Yat-sen (1866-1925), pai da revolução que em 1911 ditou o fim do período dinástico e fundador do Partido Nacionalista Kuomintang (KTM). O KTM, que após a guerra civil chinesa se refugiou na ilha de Taiwan, continua a identificar-se como governante de toda a China. As celebrações vão-se concentrar, sobretudo, no dia 12 de Novembro de 2016, em homenagem a um “grande patriota, herói nacional e líder da revolução democrática”, assinalou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. O anúncio surge após um histórico encontro, no sábado passado, entre os líderes do Partido Comunista chinês (PCC) e do KMT, os presidentes da China e Taiwan, Xi
Jinping e Ma Ying-Jeou, respectivamente. Do ponto de vista da diplomacia internacional, existe a República Popular da China, governada pelo PCC, e a República da China, dirigida pelos nacionalistas, mas ambos os lados rejeitam uma divisão definitiva. Apesar da divisão, que dura desde 1949, a figura de Sun Yat-sen, o “pai” da China moderna, foi sempre admirada no continente chinês, visto que a hostilidade contra o PCC foi iniciada pelo seu sucessor, o general Chiang Kai-shek.
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a revolta do emir
artes, letras e ideias
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Pedro Lystmann
The Ritz-Carlton Bar & Lounge
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minha impressão da imagem Ritz-Carlton, em geral, não é favorável mas é baseada em escassos exemplos. Não conheço muitos. O de Cantão e o de Kuala Lumpur exploram uma propensão demasiado conservadora para o meu gosto. O de Hong Kong, de desejo amodernado, recolhe mais o meu favor, não total. O seu bar Ozone, sito no 118° andar, para além de oferecer uma vista inédita, demonstra uma dedicação generosa (mas não particularmente ousada) à bebida. O antigo hotel, em Central, era clássico e sóbrio, fininho. O de Macau não poderia senão adaptar-se ao gosto local. Mas nada disso obsta a que, como já tantas vezes aqui foi dito, no meio das dúvidas que o gosto regente impõe, a oferta não seja de excelente qualidade. O que me aborrece é que continue a não haver em Macau um único bar de hotel em que haja uma ousadia contemporânea que, acrescente-se, o de Hong Kong também não cumpre com distinção. Não
se espere igualmente uma clientela arrojada nas suas ideias, desejos ou aparência, antes o amolecimento habitual. Hier findest du keine Anita Berber. Cumpre-se em pleno a maldição de Auden. Este bar do Ritz-Carlton tem, no entanto, uma bondosa vantagem sobre muitos outros bares de hotel de Macau (e de repente estou a lembrar-me dos bares dos hotéis Wynn, Wynn Encore, Star World, New Emperor, Four Seasons): abre às 10 da manhã para as bebidas individuais e serve bebidas misturadas a partir das 2 da tarde. Inclino-me, contudo, a concordar parcialmente com uma das suas funcionárias que me confessou que ninguém pede cocktails às 10 da manhã. O seu desenho, pouco aventureiro como se esperava de um Ritz-Carlton em Macau, contém algumas boas surpresas. Entra-se para um salão de pé direito muito alto e com uma iluminação sóbria situado num 51°andar. As paredes exibem revestimentos em madeira e, por trás do balcão, abre-se, com estrondo, uma grande superfície em vidro
cujo efeito diurno ainda não recebi. O balcão, longo, mostra-se muito confortável, oferece um indispensável foot rail e os bancos altos têm um pequeno amparo que previne quedas para trás. Deixo um elogio à escolha de recusar abusar da sua situação num 51° piso e de se refugiar num recolhimento que a sua banda - felizmente quase imperceptível – nunca ousa ferir. Este bar é longe para quem parte de Macau. O mesmo acontece com, por exemplo, o Bar Azul, o Lan ou o Macallan. Mas, como acontece com este último, em que a oferta de mais de 400 whiskys e whiskeys promove deslocação própria, o bar do Ritz-Carlton merece também uma viagem particular. O que ele introduz é uma não muito ousada mas suficiente especialização em gin: 17 marcas diferentes, provenientes da Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos e Escócia. Estes podem combinar-se segundo receita do próprio cliente que tem à sua escolha 9 flores, especiarias ou frutas diferentes e 5 marcas diferentes de água tónica.
O resto do cardápio não causa grandes surpresas e é muito parecido como o do bar Ozone, a instalação de Hong Kong da mesma marca hoteleira: poucos champagnes, 11 chás diferentes, 9 cocktails de assinatura, 7 clássicos, uns 5 mocktails, os espíritos habituais, algum vinho, a habitual escolha banal de cervejas e, marca importante de intenções sérias, uma dedicação muito bem cumprida ao gelo. Recordo que o Ozone, em Kowloon, mostrou de início uma inclinação para o gin, com cerca de 6 entradas diferentes. Desconheço se esta se mantém. Estamos num universo onde não se podem esperar grandes surpresas. Começa a ser evidente que não será em hotéis que aparecerá um bar de características excepcionais no que pertence à excepcionalidade e rotatividade das bebidas e à hodiernidade do seu desenho. Pode dizer-se que o gin, e especialmente o gin tónico, ganhou uma fama que aborrece, que esta oferta de 17 marcas não causa grandes frissons e que um gin tónico é uma mistura que se alcança com facilidade em casa. É verdade. Mas este conjunto de marcas pode ser utilizado para martinis secos não em lista mas já intensamente desejados, ou em outras misturas. Como seria de esperar, o nível do serviço e o sentido de hospitalidade é elevado e o bar percorre-se sem percalços com a ajuda pronta e muito profissional do pessoal de serviço (que não me parece conter staff local). Como tal, a pequena especialização gínica, o cuidado no desenho (mesmo que conservador), o serviço, a hospitalidade e a dimensão imperial das suas paredes e dos corredores que levam às casas de banho e aos elevadores e a um outro espaço de lounge a uso, aconselham visita. Por enquanto parece que este lugar escapou à maldição que percorre a maioria dos bares das albergarias de Macau: a ausência de clientela. Resta ver se permanecerá em roteiro ou se a sua frequência não passa de uma moda. Na próxima semana, acrescentar-se-á a estas fúteis linhas uma apreciação do bar Heart, sito no Ascott, e uma reformulação da lista de bares de hotel que se apresentara aqui há cerca de um ano. Tendo desaparecido o Crystal Piano bar e o Jaya (penso), continuamos reduzidos a 13 pobres instalações. (continua)
( F ) utilidades
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8.57
Teatro “Play Games”, de Myan Myan Antigo tribunal, 20h00 Entrada a 50 patacas
Sexta
0.22
Cineteatro
O que fazer esta semana Amanhã
baht
1.26
Cinema
Sala 1
Spectre [b]
Filme de: Sam Mendes Com: Daniel Craig, Cristoph Waltz, Lea Seydoux 14.15, 18.45, 21.30
Are you here [c]
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Jill wong Com: Nina Paw, Helena Law, Susan Shaw, Jacquelin Chong 17.00
Our times [b]
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Ding Sheng Com: Andy Lau, Liu Ye, Wu Roufu,
Teatro “Brinquedo, Arroz e Chuva”, Clube Long Fung Lagos Nam Van, 20h00 Entrada a 50 patacas
yuan
15
Wang Qianyuan 14.15, 16.45, 19.15 Sala 2
Are you here [c]
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Jill wong Com: Nina Paw, Helena Law, Susan Shaw, Jacquelin Chong 21.45 Sala 3
She remembers, he forgets [b] Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Wong Say Ping Com: Miriam Yeung, Jan Lamb 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Workshop de dança, música e poesia (Unitygate) Fundação Rui Cunha, 19h00 Entrada livre
Aconteceu Hoje
10 de novembro
Nasce Álvaro Cunhal, histórico comunista
Sábado Competição Internacional de Dança do Leão MGM, 15h00 Entrada livre
Diariamente Exposição “Salão de Outono”, obras de 29 artistas locais (até 28/11) Fundação Macau Entrada livre
U m l i v r o h o j e “Blood” (Joseph Glass, 2002) Susan Shader é uma psicóloga forense e psíquica que investiga crimes em série de um criminoso violento. Mas, enquanto a mulher tenta descobrir quem é a pessoa por trás do “The Undertaker”, há um outro prisioneiro que é solto e que anda atrás dela. O livro de Glass – extremamente bem escrito – não poupa detalhes e não se fica pela tradicional narração da história numa narrativa ordenada e cronológica, permitindo – quase como um filme - intenso suspense até ao fim do livro. Joana Freitas
Exposição “Aguadas da Cidade Proibida”, de Charles Chauderlot (até 07/2016) Museu de Arte de Macau Entrada a cinco patacas
• Dez de Novembro é dia de homenagear Álvaro Cunhal, na data do seu nascimento. Apesar de ser natural da cidade de Coimbra, mudou-se para a capital com a família e concluiu a formação na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde iniciou a sua actividade revolucionária. Em 1931, com 17 anos, filia-se no Partido Comunista Português (PCP) e integra a Liga dos Amigos da URSS e o Socorro Vermelho Internacional. Três anos mais tarde, torna-se representante dos estudantes no Senado da Universidade de Lisboa. E no ano seguinte, chega a secretário-geral da Federação das Juventudes Comunistas. A sua actividade política e cívica era intensa, até que em 1936 é recrutado para o Comité Central do PCP, depois de uma visita à então URSS. A escrita era a sua maior paixão e, por isso, desde muito jovem colaborou com alguns jornais, como O Diabo, a Seara Nova, algumas publicações clandestinas do PCP, o Avante e O Militante, onde também assina diversos artigos de intervenção. Os ideais comunistas e oposição ao Estado Novo levaram-no à prisão, em 1937, 1940 e 1949-1960. Foram 13 anos de reclusão, oito dos quais em total isolamento. Cunhal foi torturado, mas manteve o silêncio de um inocente. E foi na prisão que se dedicou à escrita ainda com maior intensidade, rubricando diversos trabalhos, como a tradução e ilustração da obra Rei Lear, de William Shakespeare. Até que no dia 3 de Janeiro de 1960, Cunhal e alguns camaradas comunistas levam a cabo a célebre “fuga de Peniche”, que resultou de um plano perfeito. Entre 1961 e 1992, foi secretário-geral do PCP, sucedendo a Bento Gonçalves, até ser substituído por Carlos Carvalhas. Em 1962, enviado pelo partido para Moscovo e para Paris. Regressa a Portugal com o 25 de Abril de 1974 e comemorou com Mário Soares a conquista da Democracia. Foi ministro sem pasta em governos provisórios e deputado à Assembleia da República, entre 1975 e 1992. Foi ainda conselheiro de Estado. Em 1995, revela a sua obra, que escreveu sobre o pseudónimo de Manuel Tiago. Álvaro Cunhal morre a 3 de Junho de 2005, em Lisboa.
João Corvo
fonte da inveja
Não há vela sem tufão.
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opinião
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“Emerging markets are the financial markets of economies that are in the growth stage of their development cycle and have low to middle per capita incomes. Emerging markets possess a greater upside in the long term because of their strong economic growth. Specifically, they offer the best opportunity for higher returns and diversification. Emerging economies account for about two thirds of the world’s land massthat’s a large part of the world that you can’t afford to miss out on!” The Little Book of Emerging Markets: How To Make Money in the World’s Fastest Growing Markets Mark Mobius
Ken Scott, Unfinished Business
O desenvolvimento das economias emergentes
O
desenvolvimento económico podia situar-se nos grandes mercados da Europa e América do Norte, mas nas últimas décadas surgiram atractivos emergentes na Ásia e América do Sul. As primeiras mudanças no poder económico global, uma mega tendência com efeitos directos no centro dos negócios começaram a dar-se. Mas enquanto as empresas se encontram a trabalhar para captar novos consumidores das regiões emergentes, as mudanças tecnológicas podem ser consideradas como outra mega tendência, que atinge todos os mercados e estão a transformar o consumo, numa experiência muito mais complexa, que exige novas respostas. Tendo em consideração a aproximação ao novo cenário, o seu impacto nos negócios, as estratégias que as empresas estão a implementar e os casos de sucesso., a primeira conclusão que se pode retirar é de que a tecnologia não é um problema, e a título de exemplo, é de salientar que os países desenvolvidos e grande parte dos países em desenvolvimento registaram grandes progressos desde o inicio do nosso milénio na adopção de novos métodos digitais de comunicação, como telefones inteligentes ou Internet de banda larga. A sustentabilidade ambiental é uma preocupação de longo prazo em muitos casos, que vão desde a necessidade de proteger as florestas tropicais amazónicas no Brasil e as preocupações sobre o aumento da intensidade de carbono na Índia e os altos níveis de poluição do ar e da água na China. Todavia, as ameaças mais importantes ao desenvolvimento económico apontam primeiro para a estabilidade económica e de seguida para as instituições políticas e sociais. O aumento dos níveis da dívida, em particular, poderá produzir bolhas de crédito que eventualmente podem rebentar. É um facto também, que o crescimento da força laboral nos mercados emergentes irá abrandar à medida que as populações aumentem de idade, sobretudo na China e na Rússia, e se tivermos em consideração a pressão social por melhores salários, poderá esperar-se que os centros de produção se desloquem para locais de mão-de-obra mais baratos, ou que sejam realojados em mercados
avançados da América do Norte e Europa. Daí o poder-se concluir que as instituições e as infra-estruturas necessitam de melhorar de forma significativa, em muitos países. Os países do G7 têm os mercados plenamente desenvolvidos e mais importantes do mundo, que tradicionalmente têm dominado o poder económico e político mundial, e que é constituído pelos Estados Unidos, Japão, Itália, Reino Unido, França, Alemanha e Canadá. O grupo E7 é constituído pelas sete maiores economias emergentes do mundo, incluídos os BRIC, e que são a China, Índia, Brasil, Rússia, México, Indonésia e Turquia. É de prever que em 2030 situar-se-ão entre os doze maiores mercados do mundo. É de considerar os países do F7 ou de economias de fronteira, a partir de sete
mercados pequenos e altamente dinâmicos que são a Nigéria, Colômbia, Peru, Marrocos, Vietname, Bangladesh e Filipinas. Este grupo tem rendimentos médios abaixo dos países do grupo E7, mas em muitos casos está a crescer mais rapidamente. O futuro do poder económico global será disputado indiscutivelmente pelos actuais mercados emergentes. O grupo de países do E7 estava há vinte anos muito atrasado em relação ao G7, mas a distância encurtou-se consideravelmente e é de crer que em 2030, o grupo E7 será relativamente maior que o G7, em termos de tamanho das suas economias. Tendo por base estas perspectivas, as organizações estão a aumentar as suas operações nas regiões do grupo E7, uma estratégia conveniente, sem margem
para dúvidas, mas que também poderá ser insuficiente se tivermos em consideração o longo prazo. As empresas devem repensar as suas estratégias para mais além dos BRIC e do grupo E7, para procurar uma série mais ampla de oportunidades, e para tal existe o novo grupo F7. Trata-se de economias que pelo seu tamanho estão num nível imediatamente inferior ao do grupo E7 e dos BRIC, mas que continuarão a desenvolver-se nos próximos dez a quinze anos, e que se irão converter em grandes mercados de consumo. As projecções de crescimento económico entre 2030 e 2050 para trinta e dois países que representam cerca de 85 por cento do PIB mundial, fazem antecipar que os países mais desenvolvidos, terão uma queda no
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jorge rodrigues simão
seu crescimento, enquanto a maioria dos países em desenvolvimento e as economias emergentes aumentariam o seu crescimento. É de considerar também, que o rendimento médio “per capita” continuará a ser significativamente maior nas economias avançadas no fim da primeira metade do século, pelo que a actual separação com os países em desenvolvimento é demasiado grande para poder haver uma significativa aproximação nos próximos trinta e cinco anos. A fim de analisar a partir de uma perspectiva holística as economias desenvolvidas e emergentes a empresa transnacional “PricewaterhouseCoopers”, líder prestadora de serviços nas áreas de auditoria e consultoria criou o denominado por “Índice ESCAPE2”, que combina vinte indicadores, em cinco
“Os últimos anos foram penosos e a maior parte das empresas a nível global foram obrigadas a lidar com numerosos processos de melhoria da eficiência e contenção de custos para continuar a competir no mercado. No entanto, enquanto isso acontecia, o ambiente em que operam, mudou completamente”
dimensões, como o crescimento económico e estabilidade; progresso e coesão social; tecnologia das comunicações; instituições políticas, legais e regulamentares e sustentabilidade do meio ambiente. Quanto às economias do grupo E7, o índice identificou indicadores abaixo da média global no período de 2007 a 2013. A China substituiu os Estados Unidos como a maior economia mundial em 2014 em termos de paridade de poder aquisitivo. Se for feita uma projecção, é de prever que o mesmo sucederá com o PIB à taxa de câmbio de mercado para o ano de 2030. É de prever que para 2030, sete das doze maiores economias do mundo provenham de mercados emergentes, do grupo E7. Seria desejável que 70 por cento das empresas
perspectivas
tivessem pelo menos uma unidade global de negócios, com sede na Ásia antes de 2020. É de esperar que o tamanho da classe média na região Ásia Pacífico, supere a Europa e a América do Norte, em 2015. É de prever que o grupo E7 superará o G7, em tamanho e poder aquisitivo (em termo de taxa de câmbio de mercado) em 2030. É de esperar que no prazo de cinco anos as economias de fronteira, as do grupo F7, sejam maior um terço. Os últimos anos foram penosos e a maior parte das empresas a nível global foram obrigadas a lidar com numerosos processos de melhoria da eficiência e contenção de custos para continuar a competir no mercado. No entanto, enquanto isso acontecia, o ambiente em que operam, mudou completamente. A tecnologia tem transformado as relações, os clientes têm aumentado o seu poder, existem novos concorrentes, tudo acontecendo rapidamente, e se as empresas tivessem de escolher uma única constante, esta seria a alteração. Neste contexto, as empresas devem voltar a focar-se no crescimento, pois as peças chave do seu modelo de negócio, por vezes, não se encaixam bem, na forma a lidar com os novos desafios colocados pelo meio em que actuam. A procura de crescimento tem levado as empresas a estar presentes em mais países, para expandir a gama de produtos, a ter mais canais, clientes, fornecedores e colaboradores, ao incorporar mais tecnologias e a fazer aquisições e alianças. Tudo isto gerou empresas maiores, mais complexas e que incorporam novos mecanismos de coordenação, que tendem a criar ainda mais complexidade. Os negócios deixaram de ser simples, faz muito tempo, traduzido num mercado único para ser fornecido a partir da mesma área geográfica. Tudo mudou rapidamente e os negócios são internacionais. É comum que a expansão internacional se tenha realizado de forma acelerada, dando prioridade ao crescimento sobre a estrutura operativa e fiscal, criando um ecossistema complexo e difícil de gerir dada a abundância de empresas, organizações, estruturas e heterogeneidade de processos. As empresas devem responder com mais rapidez e agilidade às contínuas mudanças do mercado, mas não têm muitas das vezes a informação necessária que necessitam para tomar decisões estratégicas com segurança, e tal acontece, porque os responsáveis pela tomada de decisões estão acorrentados ao enorme volume de dados, e carecem de informação rigorosa e útil que lhes traga um valor acrescentado aos negócios. É necessário que as empresas ao estabelecer-se em determinado mercado, e nomeadamente, nos países do grupo F7 possam contar com informação exacta, dinâmica, integrada e capaz de prever com rapidez o comportamento do mercado, devendo ser uma informação que seja partilhada por toda a organização e com um nível de alinhamento estratégico que exige o ambiente em que actuam.
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Arnaldo Gonçalves
crepúsculo dos ídolos
Um encontro inesperado dois lados do Estreito, no quadro do rejuvenescimento da pátria chinesa, objectivo programático definido, por Xi, como central no período que levará até 2020. Nesta data celebrar-se-á o centenário da fundação do Partido Comunista Chinês. Ao tomar entre mãos o mais difícil dos problemas, legado, pela história, Xi Jinping quis dizer que resolverá também esse problema com sentido de responsabilidade e consciência dos seus deveres, como líder da maior nação asiática. Subentendido está o não uso da força para resolver a questão do estatuto futuro da ilha rebelde. Qual o pano de fundo em que o encontro teve lugar? Desde logo, o abrandamento do crescimento da economia chinesa face a valores recordes de décadas anteriores, prevendo o 13.o Plano Quinquenal que o PIB crescerá na ordem dos 7%. Valor que a maioria dos observadores considera excessivamente ambicioso. Em segundo lugar, a situação complexa decorrente do ‘crash’ na Bolsa chinesa, em 12 de Junho passado, levando à volatilização dos ganhos em Bolsa dos investidores privados que imediataSteven Spielberg, Bridge of Spies
L
yndon B. Johnson disse que a paz é uma jornada de um milhar de milhas e deve ser empreendida um passo de cada vez. Recordei-me, destas palavras, a propósito do encontro Xi Jinping-Ma Ying-Jeou no passado sábado, em Singapura. Tudo indicaria que não iria resultar mas foi dado um passo gigantesco. Foi o primeiro encontro entre os líderes da China Continental e de Taiwan em 66 anos. Desde que o líder do Kuomintang se retirou para Taiwan depois de ter sido derrotado na guerra civil chinesa. Na verdade, não surgiu do acaso. O Presidente de Taiwan já vinha insistindo na urgência do encontro entre as duas partes, desde a reunião da APEC no Paraguai, em 2013. Lien Chan, presidente honorário do Kuomintang e Eric Chu, o candidato do partido às eleições presidenciais de 16 de Janeiro do próximo ano, insistiram na sua oportunidade, em viagens que fizeram a Pequim em 2014 e em Maio de 2015. Qual o sentido do encontro quando Ma Ying-Jeou deixa a presidência no início do próximo ano? Duas leituras são possíveis. A mais imediata, é que existem receios que a provável vitória da candidata do Partido Democrático e Progressista, Tsai Ing-Wen, nas eleições presidenciais do próximo ano, lance Taiwan na rota de um maior distanciamento ou fricção com Pequim. É conhecida a reacção que a celebração do acordo de comércio e serviços entre Pequim e Taipé despertou entre sectores do eleitorado mais anti-Pequim. Ao materializar-se o encontro, seria de esperar uma inversão do sentido de voto dando novas hipóteses ao candidato Eric Chu. A segunda leitura é que tendo sido o Kuomintang a dirigir nestas seis décadas a resistência ao governo comunista de Pequim lhe caberia dar o passo mais significativo para que o status quo seja por alguma forma materializado, num acordo mais consistente e duradouro. Ma Ying-Jeou terá querido assim simbolizar que Taiwan não rejeita as suas responsabilidades históricas de apaziguamento entre os dois lados que têm a mesma origem étnica, falam a mesma língua e são vizinhos próximos. Mas não poderia ter ido mais longe. Porque isso teria sido retirar legitimidade política ao governo de Taipé. Na verdade, tendo a reunião ocorrido sem agenda prévia e sem declaração final conjunta, não foi claro se Ma Ying-Jeou e Xi Jinping se reuniram na qualidade de presidentes de dois partidos conectados pela história ou como presidentes de dois países. A República Popular da China é largamente reconhecida como governo legítimo da China por uma expressiva maioria de países, a República da China é apenas reconhecida por vinte países. Que interesse tinha o encontro para Xi Jinping? Era a oportunidade de lançar uma negociação mais aprofundada entre os
“Mao Ze-Dong terá dito que as mulheres “sustentam a metade do céu”. Em Taiwan esse desiderato, será, provavelmente realidade” mente puseram as suas carteiras de acções em outras praças financeiras mais fiáveis. Em terceiro lugar, a luta anti-corrupção desencadeada pelo Presidente Xi Jinping que colhendo o aplauso da opinião pública interna, tem gerado resistências dentro do partido comunista. Alguns sectores olham para esta como um puro ajuste de contas com opositores internos do secretário-geral e menos um exercício de transparência e de afirmação da legalidade. Tendo um poder interno que nenhum presidente da China tem desde Deng Xiao Ping, Xi Jinping sabe que o terreno que pisa é movediço. À medida que o tempo passa o progresso social advindo do crescimento
da economia pode ser minado por outras circunstâncias que têm a ver com a instabilidade social e política, o envelhecimento da população, a degradação do ambiente em razão da poluição, o desemprego das novas gerações que concluíram a universidade na perspectiva da absoluta empregabilidade, a falta de competitividade do sector público empresarial ou a indolência dos lideres partidários em razão do seu aburguesamento. Sendo Taiwan uma carta fora do baralho no tão iconizado <sonho chinês>, o encontro simboliza que Pequim guarda todo o poder de iniciativa e não foge à resolução de qualquer problema, por maior e mais difícil que ele se apresente. Quais as expectativas dos dois lados para as negociações que aparentemente sobem a um novo estádio? Do lado de Taiwan podem identificar-se quatro objectivos. Primeiro guardar a independência económica, política e de defesa conquistada nos últimos sessenta e seis anos. Segundo manter o seu sistema de defesa autónomo, sob o chapéu estratégico-militar dos Estados Unidos, no quadro do acordo de assistência mútua e de defesa. Terceiro preservar-se como democracia constitucional, assegurando a defesa plena das liberdades civis e políticas e a livre eleição dos representantes dos taiwaneses no Parlamento Yuan. Quarto melhorar a posição de Taiwan no ranking dos parceiros comerciais de Pequim, sendo a ilha o quinto parceiro comercial, a seguir aos Estados Unidos, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul. Do lado de Pequim, quatro objectivos parecem elegíveis. Primeiro a reunificação de Taiwan com a RPC, no quadro da política ‘Um país, dois sistemas’. Segundo forçar a que Taiwan abandone o Tratado de Defesa e Assistência Mútua celebrado (e renovado) com os Estados Unidos. Terceiro levar a que Taiwan reconheça o governo de Pequim como o único governo da China e do povo chinês, abandonando a política de se reivindicar como governo legítimo do ente <China>. Quarto dissuadir Washington de tomar uma posição assertiva na equação da questão de Taiwan, tratando-a como uma questão interna chinesa. O apontamento de Xi Jinping na sua declaração escrita de ‘duas partes unidas pelo sangue’ tem esse objectivo concreto. Olhando para as expectativas traçadas, dir-se-á que muita coisa separa os dois lados do Estreito: o princípio <uma só China> pelo lado de Pequim; o <consenso de 1992> pela parte de Taiwan. Irá afirmar-se uma nova liderança taiwanesa a partir das eleições de Janeiro de 2016. Se as previsões se confirmarem duas mudanças decisivas ocorrerão: pela primeira vez é uma política já nascida em Taiwan – Tsai Ing-Wen – e com boas qualificações que governará os destinos da ilha. Tsai é licenciada pela Universidade de Taiwan e doutorada pela London School of Economics. Por outro lado, uma mulher à frente de uma das nações emergentes da Ásia. É o contraponto do que acontece no outro lado do estreito: nenhuma mulher integra o Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês. Mao Ze-Dong terá dito que as mulheres “sustentam a metade do céu”. Em Taiwan esse desiderato, será, provavelmente realidade.
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Tânia dos Santos
sexanálise
William Wyler, Roman Holiday
taniarsdossantos@gmail.com
E o amor?
O
amor, que já se tentou explicar na voz da literatura, da música, da arte e da ciência, gosta de se manter envolto em mistério. Por alguma razão que o conceito, talvez da mesma forma que o sexo, é um tópico de conversa desejado. Se não é amor no seu estado puro, fala-se bastante de relações humanas em geral. De como nos ligamos e desligamos dos outros, como nos mantemos ou como nos queremos alienar ou como podemos viver num mundo tão cheio de pessoas, que ao mesmo tempo é inundado pela nossa individualidade. Perder-me em definições de amor talvez seja um processo sem sentido, porque, como qualquer outra emoção humana, há quem o viva de formas distintas em momentos distintos e em contextos culturais que moldam estas coisas românticas da nossa vida, de forma distinta. Acho que já faz parte do bom senso dos demais que existem vários tipos de amor. Focar-me-ei, portanto, no amor que interessará a esta sexanálise: o amor romântico. O amor romântico é aquele que sentimos por alguém estranho a nós. O amor aproxima quem outrora foi um desconhecido mas que gradualmente se envolve nas malhas emotivas que nos tornam humanos. Esta forma de gostar de alguém, para além
de pressupor companheirismo, amizade e compromisso, envolve sexo. A perspectiva moderna-naturalista trouxe (e ainda bem) uma visão alternativa do sexo, percebendo-o separado de tudo resto, como uma necessidade biológica, tal como comer e dormir (daí terem começado a surgir os tão convenientes amigos coloridos). Mas e o amor? Porque é que o acto de procriação está tão ligado a este sentimento, que uns sentem e outros dizem que não, mas que nos é impossível ficar indiferentes às suas insistentes formas sociais, discursivas e relacionais? Apesar de existirem momentos onde o sexo e o amor são entendidos como mutuamente exclusivos, uma outra visão insiste na bidireccionalidade dos mesmos, e no seu constante sistema de alimentação, ou seja, sexo melhora o amor, e o amor melhora o sexo. Apesar de ser um sistema mediado por outras possíveis variáveis (nada no mundo é de tão directo efeito), os estudos mostram que, de facto, maior satisfação sexual, maior satisfação conjugal/relacional, e que das muitas fórmulas que tentam perceber como nos apaixonamos, o sexo está entre as prescrições para atingir o pico de sensação romântica. Não me parece totalmente descabido se pensarmos que sexo proporciona momentos de alto teor íntimo. Pessoas nuas, e por isso num estado de vulnerabilidade maior do que o normal, pessoas a quererem prazer e a oferecê-lo também. Se existe quem consiga ser especialmente egoísta no
acto do sexo, o mais comum dos humanos tem uma missão altruísta, uma dedicação ao outro e do que o outro poderá sentir. Por isso o sexo, por mais preverso que possa ser percebido por camadas sociais mais púdicas, pode ser entendido como um acto de cuidado e de carinho que queremos oferecer a outra pessoa. Não é completamente à toa que são beijos, abraços e carícias que preparam a majestosa escadaria do orgasmo. Para além de que o ‘orgasmar’ em companhia, provavelmente, constitui um importante momento de revelação para si e para o outro. Mostram-se as manias, as caras esquisitas, os ruídos estranhos, todas aquelas coisas que acontecem quando se é atacado pela sensação de prazer e se perde o controlo sobre as coisas.
Mas e o amor? Porque é que o acto de procriação está tão ligado a este sentimento, que uns sentem e outros dizem que não, mas que nos é impossível ficar indiferentes às suas insistentes formas sociais, discursivas e relacionais?
O amor e o sexo são amigos de longa data e disso a sociedade humana já entendeu. Se as representações de sexo já são complicadas de desconstruir pela negatividade que lhes é assumida, sejam pelos vocábulos que se utilizam ou pela simplicidade que lhe é negada, a discussão do amor encontra dificuldades muito diferentes. Se um é excessivamente negativo, o outro pode ser excessivamente positivo, ou vice-versa, porque há todo um mundo de perspectivas. Por isso misturá-los não é tarefa fácil, pelo menos dentro da dita diversidade. Porque no nosso íntimo, na nossa privacidade emotiva, há ideias de uma clareza tremenda. E isto há-de saber quem se apaixonou e teve o melhor sexo da sua vida. O sexo é um acto de amor. Corrijo-me: o sexo pode ser um acto de amor (porque pode ser muita coisa, como tenho vindo a declamar ao longo de semanas). O sexo é um acto altamente social de possibilidade romântica porque constitui uma partilha e uma troca: de fluidos e de momentos. O meu lado hippie está neste momento a gritar pela uniformização e inclusão do amor no sexo. Óbvio que não se ama tudo o que se fode, mas, pelo menos, cuida-se e mima-se, nem que seja por umas horas somente. Se o amor está ausente, há um gostar simples e singelo. Se o amor atacou os corpos em contacto, bem-vindos ao momento mais espectacularmente belo e aterrador das vossas vidas.
hoje macau terça-feira 10.11.2015
Estudo sobre mecanismo de alerta de turismo chega no fim do ano
A
directora dos Serviços de Turismo (DST), Helena de Senna Fernandes, afirmou ontem que espera concluir em breve o estudo sobre a criação de um mecanismo de alerta de turismo, algo que existe já nas regiões vizinhas. Segundo o Jornal do Cidadão, Helena de Senna Fernandes foi questionada sobre a situação de urgência implementada nas Maldivas devido à agitação política, tendo já a cidade vizinha de Hong Kong emitido uma alerta amarelo sobre o turismo naquele país, mas o mesmo não se fez em Macau. A directora afirmou que até ao momento não recebeu pedidos de ajuda de residentes de Macau que viajaram para as Maldivas, tendo recebido apenas três pedidos de informação sobre a situação, para compreender se era possível continuar a viajar para as ilhas. O organismo sugere
que os cidadãos consultem as agências de viagem para qualquer dúvida. Helena de Senna Fernandes avançou que ainda está a estudar a criação de um sistema de alerta de turismo. A proposta estará, segundo a directora, concluída até ao final do ano e seguirá para apreciação superior. “Temos como referência o sistema de alerta de turismo de Hong Kong, das regiões vizinhas e do interior da China, depois fazemos um sistema apropriado à situação de Macau”, indicou. A responsável frisou ainda que uma alerta de turismo não é um sistema para que os residentes possam devolver os bilhetes de viagens, algo que só podem fazer através de seguros. Helena de Senna Fernandes disse ainda que já negociou com o sector de seguros sobre os critérios de avaliação de risco. F.F.
Mourinho ainda intocável
pub
A derrota do passado sábado com o Stoke City não beliscou a confiança do dono do Chelsea em José Mourinho. Segundo a BBC, Roman Abramovich mantém o apoio ao treinador e o português não tem o lugar em risco. Notícias sobre a possível saída de Mourinho do clube após o jogo com o Norwich, a 21 de Novembro, serão, segundo a mesma fonte, meramente especulativas. O desaire do último sábado, o sétimo em 12 jogos na Premier League, deixou o Chelsea no 16.º lugar a classificação com 11 pontos, a 15 dos líderes Manchester City e Arsenal.
cartoon
50 anos de ditadura militar
por Stephff
Partido de Suu Kyi reclama vitória na Birmânia
História que se volta a repetir O partido da oposição birmanesa liderada pela histórica dissidente e Prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi anunciou esta segunda-feira que conseguiu 70% dos votos já contados em todo o país. Os primeiros resultados oficiais começaram já a ser divulgados, mas ainda não têm dimensão suficiente confirmar esta estimativa. Caso o valor anunciado pela Liga Nacional para a Democracia (LND) se confirme, o partido de Suu Kyi conseguirá a maioria parlamentar nas primeiras eleições verdadeiramente multipartidárias na Birmânia. A Liga precisa de pelo menos 67% dos votos para formar Governo sozinha, uma vez que a Constituição reserva um quarto do Parlamento aos militares, que governam o país desde um golpe de Estado, no início dos anos 60. Os resultados finais só serão anunciados esta terça-feira, mas o braço político do exército birmanês, o partido União Social para o Desenvolvimento (USPD), no poder, admitiu já a derrota eleitoral. Os primeiros resultados começaram a ser anunciados na manhã de segunda-feira, para já dando 16 deputados à Liga em 17 assentos já atribuídos – dos 498 totais. “Temos uma maior percentagem de derrotas do que de vitórias”, disse Htay Oo, presidente interino do USPD. O Presidente
da Birmânia, Thein Sein, antigo general, ainda não fez declarações, embora Htay Oo seja visto como o seu braço direito. Suu Kyi falou aos apoiantes ainda antes de o seu partido anunciar as primeiras projecções – para além dos 70% nacionais, a LND diz que conseguiu 80% do voto nas regiões centrais, onde é mais forte. “Ainda é um pouco cedo para congratular os nossos candidatos, que serão os vencedores”, disse Suu Kyi, em Rangum. “Quero recordar-vos a todos que até os candidatos que não venceram têm de aceitar os vencedores”, acrescentou.
Derrota assumida
Esta não é a primeira vez que a Liga e Suu Kyi vencem as eleições na Birmânia. Fizeram-no em 1990, nas primeiras eleições livres desde o golpe de Estado militar da década de 60. Os militares, contudo, não reconheceram a vitória da
Aung San Suu Kyi
LND, apesar de esta ter conseguido 81% dos votos. O exército anulou as eleições e aprisionou Suu Kyi, que passou os 15 anos que se seguiram em prisão domiciliária. Segundo os militares e o partido do Governo, não há possibilidade de isto voltar a acontecer. Nesta segunda-feira, ao admitir a derrota do poder, o presidente interino do USPD disse que a sua organização aceitaria os resultados. “Perdemos. Temos de encontrar a razão pela qual perdemos. No entanto, aceitamos os resultados sem quaisquer reservas. Ainda não sabemos os resultados finais com certezas.” As eleições de domingo são um passo importante no processo de transição democrática na Birmânia, iniciado em 2011, mas é difícil avaliar o grau de mudança que um Governo da LND pode trazer ao país. Os militares – que, oficialmente, estão fora das decisões políticas, mas que controlam o partido no poder – são quem decidem os ministros do Interior, da Defesa e das Fronteiras. Para além do mais, Suu Kyi está impedida de ser Presidente da Birmânia, por ter filhos de nacionalidade estrangeira. É o Parlamento que designa o líder do país, numa votação que está agendada para Março. Mesmo impedida de ser eleita, Suu Kyi já anunciou que, se a Liga vencer as eleições, ela vai “ficar acima do Presidente”. Público