PUB
AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
hojemacau MOP$10
PUB
Ter para ler
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEGUNDA-FEIRA 10 DE OUTUBRO DE 2011 • ANO XI • Nº 2468
TEMPO AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 24 MAX 29 HUMIDADE 55-95% • CÂMBIOS EURO 10.7 BAHT 0.2 YUAN 1.2
Há 100 anos foi a revolução que mudou a China
LEIA TUDO NO ECHO MACAENSE Direitos dos arguidos | Advogados levantam dúvidas a alterações no Código de Processo Penal
Antes de ser já o era
A proposta de revisão do Código de Processo Penal (CPP) não parece convencer totalmente os advogados de Macau, que consideram apresentar algumas lacunas – os direitos dos arguidos não estão realmente salvaguardados e a eliminação da instrução não vai trazer qualquer utilidade. Mas há mais. Muito mais. > PÁGINA 2
Quando há 100 anos os republicanos chineses derrubaram a dinastia Qing, Sun Yat-sen foi nomeado o primeiro presidente da jovem república. Em Macau, a festa deve ter sido grande em casa de Francisco Hermenegildo Fernandes, fundador do primeiro jornal bilingue do território e amigo do revolucionário chinês. O “Echo Macaense” guardou assim um lugar de destaque da imprensa local. Por isso hoje resolvemos fazer andar o tempo um pouco para trás: em jeito de homenagem reproduzimos, num caderno especial, o que teria sido o “Echo Macaense”, copiando o estilo antigo mas preenchendo-o com notícias de hoje. Pretendemos também com isto chamar a atenção para o papel que Macau desempenhou na revolução de 1911, como espaço de acolhimento para Sun Yat-sen e outros revolucionários. O papel desta terra e de Francisco Hermenegildo Fernandes demonstra assim, uma vez mais, a profunda e antiga amizade entre os povos chinês e português, cabendo a nós a obrigação de a aprofundar no nosso quotidiano. Quanto a esta humilde edição especial, espero que, no mínimo, se divirtam. Carlos Morais José
PUB
Ecologia
O GOVERNO É PASSIVO E PARECE QUE GOSTA • Centrais
Bolinha
LAM PAK DERROTA KA I NA FINAL • Página 10
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
2
POLÍTICA
Processo Penal | Advogados alertam para que direitos dos arguidos não sejam esquecidos
Celeridade ou retrocesso? Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
N
A sexta-feira, cerca de meia centena de profissionais do direito reuniram-se na Associação dos Advogados de Macau (AAM) para debaterem a revisão proposta pela Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional (DSRJDI). Com a presença de Chu Lam Lam, directora da DSRJDI, e Jorge Neto Valente, presidente da AAM, os advogados frisaram sobretudo a necessidade de proteger o arguido. Alguns presentes alegaram mesmo que o objectivo de tornar mais eficientes os tribunais arrastava consigo o problema de se ver o arguido “como um dado estatístico”. A nova proposta, cuja consulta pública teve início em Setembro, prevê, por exemplo, o aumento dos casos que podem ser julgados por tribunal singular – apenas com um juiz -, passando os crimes até cinco anos a não necessitarem de julgamento colectivo, como o vigente actualmente. Segundo o Executivo, o objectivo é evitar longos períodos de espera e libertar os juízes do colectivo para os casos mais graves. Outra das alterações em discussão é o alargamento dos poderes do Ministério Público (MP): se deve este passar ou não a ter autonomia para aplicar medidas de coacção – além do termo de identidade e residência e à excepção da prisão preventiva – sem necessitar que sejam confirmadas pelo juiz de instrução criminal. Esta ainda não é uma proposta concreta, mas surge no texto de consulta como uma questão a ser discutida. Aparentemente, os advogados do terrirório já têm resposta para ela. Neto Valente tinha já comentado a atribuição deste tipo de competências ao MP como uma violação à Lei Básica, que prevê a
existência de um juiz de instrução criminal (JIC). Os advogados juntam-se ao presidente da AAM e afirmam que a eliminação do JIC pode fazer com que existam casos de abuso de poder, uma vez que um mesmo órgão faz o papel de polícia, acusador e juiz, ficando tudo nas mãos da acusação. Os profissionais defendem que colocar um magistrado, cuja competência é a de investigar, a aplicar as medidas de coacção é grave e pode favorecer a acusação, deixando de parte os direitos do arguido. Como causa consequente à dissolução do JIC, a proposta de revisão do CPP lança ainda outro debate, que se prende com a eliminação ou restrição da instrução. Actualmente esta é uma fase facultativa, que tem como finalidade a decisão de deduzir acusação ou de arquivar o processo, permitindo ou impedindo que este chegue a julgamento. Mas, se o Executivo considera a sua eliminação como uma elevação do princípio acusatório do MP e vê a possibilidade de elevar a eficiência dos processos, já os advogados não concordam com a escolha, tendo em conta, mais uma vez, os direitos do acusado. “Sem a fase de instrução, o princípio acusatório poderá sair favorecido. Ao ser facultativa [a instrução] não cria engrenagem do processo, bem pelo contrário, faz o saneamento dos processos que não deviam chegar ao Tribunal Judicial de Base e que entopem o triubnal”, frisou uma das advogadas presentes na AAM. A profissional alertou mesmo que, no ano passado, em apenas 6,6% dos casos foi pedida a instrução, pelo que não é compreensível a necessidade de a eliminar.
DECLARAÇÕES E EXCLUSÃO DE DEFENSOR
Na proposta é também dada mais margem de manobra ao juiz para
permitir no julgamento a leitura de declarações anteriormente feitas pelas várias partes intervenientes no processo perante as autoridades judiciárias. Para os advogados este não é um sistema viável, já que o arguido não tem conceitos jurídicos para saber que declarações deve ou não prestar e, além disso, tudo o que diz às autoridades na altura da dentenção está numa fase inicial, onde a perturbação do indivíduo pode afectar a sua capacidade declarativa. A proposta prevê que sejam alterados os processos sumário e sumaríssimo, nunca aplicado em Macau, e a criação do processo simplificado. A aplicação do processo sumário é alargada a crimes puníveis com pena de prisão de limite máximo não superior a cinco anos – ao contrário dos actuais três. O sumaríssimo passa a ser aplicado a crimes puníveis com pena de prisão de limite máximo não superior a cinco anos – em vez dos actuais dois. Entre as preocupações dos advogados, está o facto de no processo sumaríssimo, declarações feitas pelo arguido na altura da detenção poderem ser utilizadas em julgamento quando este o MP “concordarem”. Os profissionais não compreendem como se pode chegar a este acordo. A possibilidade do arguido se apresentar sem defensor obriga a que os advogados intervenham também, alertando para que esta medida possa prejudicar o réu. “Permitir que o MP diga ‘confesse, eu dou-lhe uma multa e assim não tem de ir a julgamento, é algo que viola a Lei Básica e os direitos civis e políticos da pessoa, bem como a presunção da inocência”, considerou uma advogada presente na conferência. A dispensa da audiência, uma das medidas a alterar neste tipo de processo, é algo que traz
RUI RASQUINHO
A proposta de revisão do Código de Processo Penal (CPP) não parece convencer totalmente os advogados de Macau, que consideram que a revisão apresenta algumas lacunas – os direitos dos arguidos não estão salvaguardados a 100% e a eliminação da instrução não vai trazer qualquer utilidade. O Hoje Macau assistiu à apresentação das opiniões dos advogados à entidade responsável pela revisão
complicações quando a aplicação do processo sumaríssimo foi alargada para crimes puníveis até cinco anos. Uma das justificações do Executivo para as alterações neste procedimento especial é fazer com um processo que nunca se utilizou no território seja, de facto, utilizado. Estas medidas economicistas, que visam, diz o Executivo, a eficiência, podem diminuir os direitos e garantias do arguido. Segundo o Governo, a revisão está a ser feita “em nome da celeridade processual” do CPP. Mas para um dos advogados presentes na sala, esta justificação não pode ser dada como fundamento, já que o CPP tem sido mais eficiente do que o Código de Processo Civil, que não está à espera de nenhuma revisão: em 2010, a taxa de eficiência no tratamento dos processos do civil foi de 47%, enquanto no penal foi de 69%. Os advogados alertaram para o facto da celeridade poder, neste caso, ser inimiga da justiça e
frisaram mesmo que algumas medidas poderiam resultar em atropelos graves ao CPP e um retrocesso no princípio do inquisitório. Neto Valente já tinha sugerido que a revisão do CPP fosse feita com alguma precaução, dada a natureza do documento. Para o presidente da AAM, a duração das penas é aspecto merecedor de atenção. “Matar ou ferir alguém é mais grave do que roubar um relógio. Não defendo que se roube um relógio, mas acho que não se deve aplicar uma pena de por exemplo dez anos, por a quem rouba um relógio e aplicar 15 a quem mata alguém”, disse à margem de uma cerimónia há duas semanas. O alargamento de alguns prazos, como o de interposição de recurso, foi bem-vindo para os advogados. Na sexta-feira, houve ainda quem relembrasse que a prisão preventiva poderia ser substítuida pelo uso de pulseiras electrónicas.
Esta qualidade de serviço, se é que a palavra é sequer aqui aplicável, é totalmente inaceitável. Não discuto sequer se estamos perante um caso de pura negligência; ou se há elementos que permitam a observadores menos cândidos indagar-se sobre outras explicações alternativas. Mas parece óbvio que a situação, tal como aqui descrita, não deverá deixar de merecer a intervenção das autoridades da RAEM. José I. Duarte P.15
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
3
Lei de Combate ao Alojamento Ilegal não precisa de revisão, diz Governo
Tudo controlado, mesmo sendo “difícil” Joana Freitas
Joana.freitas@hojemacau.com.mo
N
ÃO é altura para rever a lei de prestação ilegal de alojamento. Quem o afirma é o Executivo, que alerta, contudo, para o facto de ser cada vez mais complicado detectar o funcionamento de pensões ilegais no território. Em declarações aos jornalistas na sexta-feira, o Governo admitiu algumas dificuldades em eliminar este mal comum das ruas de Macau, já que os exploradores de fracções que oferecem quartos a baixo custo são “cada vez mais discretos”. Mas a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) afirma que vai reforçar, para já, o trabalho de campo na detecção de pensões não autorizadas. “Não vamos avançar
com medidas legais, mas sim com medidas de natureza operacional”, frisou Manuel Pires, subdirector da DST. “Ouvimos a opinião do sector da área jurídica e a lei não carece de revisão”, acrescentou André Cheong, director dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ). Tanto a DSAJ, como a DST e a Polícia de Segurança Pública (PSP), que trabalham em conjunto para acabar com as pensões ilegais, dizem estar a ter êxito com a aplicação da lei e consideram que o diploma “atinge os objectivos”. Desde Agosto de 2010, foram 163 as pensões consideradas ilegais que as autoridades identificaram, sendo que 54 exploradores foram multados. Ainda assim, têm-se re-
gistado contínuos aumentos na prática de alojamento ilegal e há diversos casos de reincidência. “Macau é uma cidade de turismo e eles [os exploradores] vêem a prestação ilegal de alojamento como uma forma de ganhar dinheiro, vale a pena o risco”, explica João Costa Antunes, director da DST. Os preços altos praticados pelos hotéis de luxo são a principal justificação para a procura deste tipo de pensões. Mas o Governo assegura estar a investir nos hotéis mais acessíveis: “Estamos a fazer com que o tratamento [de licenciamento de hóteis mais baratos] seja mais célere, que nâo tenham de cumprir tantas obrigações a que os outros de 4 ou 5 estrelas estão sujeitos”, adiantou o director da DST.
A MULHER, A MORTE E A PENSÃO ILEGAL
A morte de uma mulher, na semana passada, num edíficio dos ZAPE pode estar ligada à exploração de uma pensão ilegal. As autoridades não confirmam ainda o facto, alegando “precisarem de mais fundamentos”, mas a vizinhaça afirma que a mulher – encontrada sem vida debaixo da cama – e o marido estariam a subarrendar os quartos de uma fracção desde Janeiro.
DEPUTADO PREOCUPADO COM OS EFEITOS NEFASTOS DO VÍCIO DO JOGO
Jogar com responsabilidade
Virginia Leung
Virginia.leung@hojemacau.com.mo
A
ascensão impressionante dos casinos em Macau trouxe desenvolvimento económico, mas também, como seria de esperar, efeitos sociais nocivos, sobretudo no que diz respeito ao vício do jogo e problemas associados. Preocupado com o fenómeno, o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Lee Chong Cheng apresentou uma interpelação escrita para saber o que estava a ser ou ia ainda ser
feito a respeito da promoção do “jogo responsável”. “Nestes 10 anos, a vasta expansão da indústria do jogo proporcionou a Macau uma boa base para acumular riqueza, assim como consequências sociais e os impactos negativos estão em expansão, de acordo com a indústria do jogo”, afirmou Lee Chong Cheng, sublinhando a importância de consolidar legislação para regular a actividade do jogo e a urgência em se promover o chamado “jogo responsável”. A quantidade de jogadores
compulsivos está a aumentar a olhos vistos, sendo cada vez mais os adeptos dos casinos com altas dívidas acumuladas devido à incapacidade de resistir ao seu vício. Na sua interpelação escrita, Lee Chong Cheng questiona o Governo se tem a intenção de promover medidas concretas em prol do “jogo responsável” e se tem ideia de como incentivar os estabelecimentos de jogo a assumirem uma maior responsabilidade social. O deputado sublinhou a urgência em difundir a prática do “jogo responsável” para garantir que as pessoas tenham consciência dos efeitos devastadores do vício do jogo. O Governo está a avançar na preparação de legislação para impedir os jogadores compulsivos de entrarem em recintos de jogo, mas Lee Chong Cheng queixa-se de que a operacionalidade dessa legislação está a ser posta em causa. O parlamentar questionou como poderia o Governo assegurar que as medidas seriam de facto implementadas.
Neste momento, há 31 pensões licencidas em Macau, que oferecem 576 quartos. Mais 12 estão em lista de espera para obtenção de licença – com oferta de 368 quartos. A lei de combate ao alojamento ilegal entrou em vigor em Agosto de 2010 e fez com que as multas aplicadas aos exploradores aumentassem de 60 mil patacas para 200 mil a 800 mil patacas. O trabalho das autoridades ficou mais complicado com a prática mais discreta da parte deste tipo de pensões – agora os exploradores não fazem publicidade e não assinalam as portas. Contudo, o Governo acredita que reforçar o trabalho de campo vai permitir continuar a ter sucesso contra o problema.
TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO QUEIXAM-SE DE MAIS DE DOIS MESES DE SALÁRIOS EM ATRASO
Fiado nas obras U
M grupo de trabalhadores da construção locais e de Hong Kong marchou para o Venetian no final da semana passada em protesto contra mais de dois meses de salários em atraso. A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) está a tratar do caso. Os trabalhadores chegaram ao Venetian na sexta-feira por volta das 11h, com uma faixa negra a protestar contra o que avaliam ser
muitos milhões de patacas de salários em dívida. O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) foi para o local para manter a ordem, enquanto a DSAL enviou pessoal encarregado de perceber a situação. Os queixosos alegam ter recebido os cheques de pagamento dos salários, mas foram rejeitados pelos bancos, havendo neste momento alegadamente entre dois e três meses de salários atrasados. Haverá cerca de 60 trabalhadores envolvidos, sendo que alguns foram pedir ajuda à DSAL. Cerca de 10 deles terão permanecido no local de protesto, recusando-se a voltar ao trabalho. Haverá neste momento, de acordo com encarregados das empresas de construção em causa, mais de três milhões de patacas em atraso pelo subempreiteiro e, actualmente os patrões estão a reunir com os subempreiteiros, em Hong Kong, para avaliar quanto é que podem estes pagar para restabelecer a situação. - V.L.
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
4
Deputado critica estagnação da cidade sempre que há tufão
Virginia Leung
virginia.leung@hojemacau.com.mo
M
SOCIEDADE
ACAU deseja estabelecer-se como um Centro Mundial de Turismo e Lazer. Essa é uma das frases mais repetidas nos últimos tempos, mas para que esse desejo se concretize há uma série de coisas que não podem continuar como até aqui, nomeadamente a forma como a cidade reage à situação de tufão, considera Ho Ion Sang. O deputado da Assembleia Legislativa (AL) criticou a paralisação nos transportes a que se assiste sempre que é emitido o sinal 8, ao apresentar uma interpelação escrita sobre o problema. “Macau é como uma cidade morta”, sempre que há um tufão mais forte, queixou-se Ho Ion Sang, lembrando os mais recentes tufões que levaram a que os transportes estivessem paralisados, incluindo os autocarros dos casinos, que também suspenderam provisoriamente os serviços, levando a que muitos turistas ficassem retidos no aeroporto e nos terminais marítimos. Para uma cidade que pretende ser uma capital turística internacional, Macau não se pode dar ao luxo de reagir dessa forma às intempéries, considera o deputado. As três pontes que ligam Macau à Taipa são encerradas durante situações meteorológicas especiais, havendo apenas um túnel na base da ponte Sai Van a abrir ao trânsito de carros particulares, onde normalmente se verificam congestionamentos, observou Ho Ion Sang. “Os taxistas”, assinalou também, “aproveitam a oportunidade para cobrar exorbitâncias e se recusarem a prestar serviço, o
Macau, a “cidade morta”
que está também a contribuir para prejudicar a imagem da cidade”. O deputado sublinha a falta de escolha que obriga os residentes e turistas a pagar muito acima do preço normal do taxímetro. Tudo isso junto esteve na base da interpelação escrita apresentada por Ho Ion Sang, que gira em torno desses problemas causados pelo mau tempo e os tufões, em que questiona se o Governo considera proceder ao estabelecimento de regulamentos unificados para a organização laboral das pessoas obrigadas a trabalhar com ou sem tufão, de forma a proteger tanto a segurança dos trabalhadores como o seu direito e interesse em trabalhar. Dado que os transportes ficam praticamente suspensos quando há sinal 8 de tufão, muitos residentes e turistas acabam retidos para se abrigarem do mau tempo. Daí que o deputado entendeu ser adequado perguntar ao Executivo se existiam ou não condições para proporcionar serviços de transporte limitados durante os tufões, de forma a satisfazer as necessidades de turistas e residentes. O parlamentar questionou ainda, dado o problema da falta de opções de ligação de Macau à Taipa, se o Governo iria ou não concluir um trabalho d estudo exaustivo sobre a possibilidade de construção de uma quarta ponte Macau-Taipa ou mesmo um túnel submarino para garantir a ligação.
DEPUTADA EXIGE MECANISMO QUE PREVINA ABUSOS NO PROGRAMA DE APERFEIÇOAMENTO CONTÍNUO
Cursos ocos apesar dos nomes bonitos O
Governo avançou com o “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo” numa iniciativa com custos de 500 milhões de patacas, para proporcionar aos habitantes de Macau a oportunidade de continuar o seu processo de aprendizagem e melhoramento de qualificações profissionais. No entanto, a deputada Angela Leong teme que os enormes montantes envolvidos possam gerar abusos, pelo que apresentou
uma interpelação escrita, em que refere a existência de alguns cursos com nomes bonitos mas sem utilidade prática. A generalidade da população vê com bons olhos o programa, admitiu Angela Leong, mas a verdade é que algumas instituições educativas, numa tentativa de atrair mais participantes para os seus cursos, empenham-se em arranjar “nomes bonitos” para os programas, mas descuram da sua verdadeira
utilidade e aplicação prática. A deputada sugere, por isso, que o Governo reveja a situação da implementação do programa e reforce o mecanismo de fiscalização e aprovação, para evitar justamente que haja organizações a tentar tirar vantagem do programa sem procurar, em troca, prestar um bom serviço. O reforço da monitoração é necessário, defende, para assegurar que essas instituições garantam uma boa qualidade educativa e
evitar que elas aumentem injustificadamente os preços dos cursos, ou seja, evitar que haja organizações a tirar proveito sem que os residentes beneficiem realmente do programa. Após a promoção do programa, observou a deputada, houve instituições educativas que aumentaram significativamente as suas propinas. Angela Leong criticou também o facto de o programa não beneficiar também os residentes
menores de 15 anos, que têm de arcar com as (agora ainda mais) altas despesas dos cursos. “É o mesmo que aconteceu quando o Governo promoveu os vales médicos – algumas clínicas aumentaram de forma irracional os seus preços, criando uma situação em que os residentes acabaram por não beneficiar verdadeiramente”, lembrou a parlamentar. Na sua interpelação escrita, Angela Leong assinalou ainda que o sítio oficial
do programa na Internet era de consulta complicada e de difícil acesso à informação, pelo que apelou ao Governo para que tratasse de tornar o site mais simples e amigo do utilizador. A deputada questionou ainda o Executivo sobre se pretendia aprofundar a investigação e discussões para o estabelecimento de departamentos de mecânica e engenharia eléctrica, e se já havia um calendário para a legislação respectiva. - V.L.
PREÇO DOS BILHETES DE JETFOIL COM MUDANÇAS
O Executivo concedeu autorização à Cotai Strip para ajustar, a partir do próximo dia 12, os bilhetes de jetfoil de várias carreiras entre Macau e Hong Kong e para oferecer um desconto em algumas tarifas, aos residentes de Macau. Tendo em conta diversos factores foi autorizado pelo governo da RAEM o aumento de tarifas de classe económica entre 17 a 18 patacas e foi autorizada a descida, entre 7 a 39 patacas, para a primeira classe. A operadora oferece um desconto entre 11 a 15 patacas nas tarifas, para os residentes de Macau que utilizem as carreiras entre Macau – Sheung Wan, Macau – Kowloon, no sentido de atender às necessidades dos residentes nessas deslocações, bem como reduzir o impacto causado pelo ajustamento de tarifas.
M
AIS de 60 riquexós vão ser re c u p e r a d o s pelo Governo, naquela que é uma tentativa de preservar um meio de transporte histórico em Macau. Mas o apoio financeiro – que está estimado em 600 mil patacas - não se limita ao arranjo dos triciclos. A Direcção de Serviços de Turismo (DST) assinou na sexta-feira um protocolo com a Associação dos Condutores de Tricicolos de Macau, para que alguns dos riquexós estejam também expostos nos pontos de maior atracção turística. Leal Senado, Templo de A-Má e as Casas-Museu da
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
5
Governo compromete-se a melhorar serviço de riquexós
Recuperar a história Taipa foram os locais escolhidos para receberem os riquexós, entre quinta-feira e domingo. “Neste momento, o nosso principal objectivo é, de uma forma indirecta, promover a actividade do riquexó”, explicou ao canal português da TDM João Costa Antunes, director da DST. Para isso, frisou ainda o responsável, o Executivo procedeu à recuperação dos cerca de 60 trici-
clos que existem em Macau, providenciou um uniforme para que os motoristas deste tipo de transporte possam ser melhor identificados e alugou alguns riquexós para a exposição aos turistas. Em Macau, os triciclos eram utilizados pelos residentes como forma de transporte regular nos anos 60. Agora, só os turistas fazem uso deste serviço, até porque os mais jovens não
querem seguir a profissão. A DST quer melhorar este problema. “Mais importante do que subsidiar uma actividade é criar condições para que [ela] seja reconhecida, valorizada e devidamente paga”, disse Costa Antunes. É que ser motorista destes triciclos rende cerca de duas mil patacas por mês. Neste momento, o território tem 60 condutores e 30 riquexós operacionais. - J.F.
REOLIAN MELHOR, AFIRMA DIRECTOR-GERAL, MAS AINDA SEM ONDE ABASTECER
Só falta o Governo cumprir C
ERCA de 70% das falhas que a Reolian tinha estão solucionadas, diz Cedric Rigaud. O director-geral da transportadora franco-chinesa que está desde 1 de Agosto a servir o território afirmou aos jornalistas, na sexta-feira passada, que a empresa está em condições de operar correctamente. Agora falta só o Governo cumprir a parte dele. Desde avarias nos autocarros mais pequenos, a falta de pontualidade e escassez de motoristas, a Reolian vinha constantemente a ser acusada de prestar um mau serviço à população de Macau. A fazer parte das notícias da imprensa quase durante uma semana seguida, a companhia assume agora que falta apenas solucionar o problema do abastecimento. Recorde-se que já não foi a primeira vez que um autocarro da Reolian pára para abastecer com passageiros lá dentro. Há duas semanas, o Hoje Macau contactou a companhia, que afirmou não ter ainda lugar para abastecimento privado – como todas as outras – e ter já enviado uma proposta ao Executivo. O nosso jornal falou também com o Governo que dizia não ter recebido qualquer documento. Na sexta-feira, Cedric Rigaud voltou a confirmar o envio de um documento que propunha a ocupação dos terrenos ao lado da Torre de Macau para a colocação de um posto de abastecimento. “Até termos lugar, não podemos fazer nada”, afirmou o director-geral da empresa, que ainda aguarda resposta do Executivo. A Reolian tem 425 autocarros em funcionamento e cerca de 400 motoristas, dos quais metade ainda não completaram dois anos de experiência. Cedric Rigaud diz querer primar pela qualidade, mas admite que este ano a empresa sofrerá prejuízos, até porque os salários dos motoristas foram aumentados sem que tal tivesse tido previsto.
COMBATE AO TRÁFICO ATIRA TRÊS PARA A PRISÃO O Ministério Público (MP) concluiu mais uma investigação preliminar desta vez em casos relacionados com questões de tráfico de drogas. Resultado: três suspeitos ficam em prisão preventiva. No primeiro caso, ocorrido no dia 22 de Setembro, a polícia apreendeu, durante uma busca num quarto de hotel, 64,5 gramas de metanfetamnina e 21 pílulas de ma gu. Alguns destes estupefacientes destinavam-se a consumo próprio mas a maioria era para ser vendida. Foram presas quatro pessoas, residentes locais e do interior da China, com idades compreendidas entre os 32 e 56 anos. Neste caso o procurador do MP promoveu junto do juiz a aplicação de prisão preventiva a dois dos suspeitos. O segundo caso, que implica um suspeito indonésio de 32 anos, aconteceu quando este foi detido no dia 15 de Setembro aquando da sua chegada ao Aeroporto Internacional de Macau vindo da Malásia. As suspeitas tornaram-se factos quando o arguido, por intermédio de um scanner, revelou no seu corpo 21 cartuchos de heroína com o peso total de 252,44 gramas. Ao indonésio também foi decretada medida de prisão preventiva.
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
6 Carlos Picassinos info@hojemacau.com.mo
“O
início da fotografia na China: Uma nova forma de representar Macau”. Foi esta o tema da conferência que o investigador Rogério Puga proferiu, no final de Setembro, no âmbito do seminário permanente de estudos sobre Macau, da Universidade Nova de Lisboa, sobre a primeira fotografia capatada na China, representando a Baía da Praia Grande, e os efeitos políticos e culturais da nova representação do enclave. Que efeitos? “A fotografia ajudou a materializar uma imagem da identidade europeia” demarcando-a dos chineses e de outras culturas presentes no território, diz Puga nesta entrevista ao Hoje Macau. Hoje essas fotos constituem fontes essenciais para o conhecimento da história local e das relações com o exterior. Como é que a primeira fotografia da China representa Macau? Como é que aconteceu? A primeira tentativa (sem sucesso) de fotografar na China foi a do Dr. Richard Woosman (1815-1888) e do major George Alexander Malcom (1810-1888), o médico e o secretário de Sir Henry Pottinger, em Jiaoshan (Zhengjiang), nas proximidades do rio Yangtze, em Julho de 1842, portanto, já após a Guerra do Ópio. Até 1861 a fotografia na China foi feita quase exclusivamente por soldados, turistas, diplomatas, missionários e fotógrafos comerciais estrangeiros, havendo registos de poucos profissionais chineses activos na segunda metade do século XIX, um dos quais Lai Afong. Relativamente a Macau, em 1844 Jules Itier (1802-1877) viaja com a missão comercial francesa à Ásia e as suas fotos da China e de Macau são as mais antigas que se conhecem. Dos daguerreótipos de Itier sobreviveram cerca de quatro dezenas, de entre os quais alguns de Macau, onde Itier chega a 15 de Agosto de 1844 com duas máquinas de daguerreótipos na bagagem. Itier é então o primeiro fotógrafo a registar imagens do enclave, tendo também fotografado o tratado de paz sino-francês em 24 de Outubro de 1844 a bordo do navio L’Archimède em Whampoa. Como podemos verificar através do diário do viajante francês, a Praia Grande é das primeiras vistas que ele tem de Macau a 15 de Agosto de 1844 e fotografa-a amiúde. A 5 de Setembro, Itier
CULTURA Rogério Puga, investigador, sobre as origens da fotografia na China
“Macau devia apostar na fotografia como indústria cultural”
Jules Itier, vista da Prai Grande, 1844. A primeira fotografia da China
“O processo de recriação imaginária dos espaços imperiais é levado a cabo também através da fotografia. O desejo do público por fotos de locais (como Macau) e povos longínquos, recebe uma nova carga de autenticidade através daquilo a que poderíamos chamar ‘realismo neutral’ da objectiva da máquina fotográfica” descreve as duas tancareiras que o transportam à ilha da Lapa, tal como o templo de A-Má, junto do qual Itier desembarca no regresso da ilha, chamando-lhe templo dos rochedos. Os grupos de pessoas que pousavam para Itier em Macau teriam decerto que permanecer sentados ao sol (quanto mais forte melhor) durante cerca de 15-20 minutos, o que era desconfortável. Que efeitos teve sobre o olhar dos europeus sobre os chineses ou vice-versa? Houve algumas repercussões políticas, por exemplo? As imagens que Jules Itier e outros fotógrafo s como Willaim P. Floyd registam são as mesmas que os artistas chineses
e ocidentais, como Chinnery, pintavam e que também John Thomson (1837-1921) capturaria e publicaria em Illustrations of China and Its People, que contém uma foto da Praia Grande tirada da colina da Penha. No início, os fotógrafos acompanhavam embaixadas, tendo-se alguns deles estabelecido gradualmente em Macau, Hong Kong ou em Xangai. As fotos revelam as preferências estéticas do fotógrafo, e embora a máquina fotográfica que, de início não era fácil de carregar, permitisse ao artista fotografar, rápida e comodamente, qualquer ângulo ou viela de Macau em comparação com o acto de pintar. Actualmente, a fotografia
é estudada no âmbito de quase todos os ramos do Saber, bastando recordar nomes de disciplinas como Sociologia e Antropologia Visual, que exploram a sociedade e as interacções humanas com base na fotografia entendida como arte, técnica e (também) como performance. Do ponto de vista teórico, a fotografia é considerada, desde a sua invenção, uma arte e uma ciência intimamente relacionada com a realidade que representa, reclamando para si a exactidão e fidelidade à realidade que os clientes de George Chinnery também esperavam nos seus retratos. As fotografias de Macau de que nos ocupamos são obras de arte, exemplos pioneiros da história da fotografia na China e nos Estados Unidos da América e fontes pictóricas essenciais para o estudo da história da Macau Oitocentista. Quando essas fotos antigas começam a ser vistas como reflexo da herança e do património histórico o seu valor cultural, nacional e económico muda e passam a ser publicadas como testemunhos e imagens do
passado em formato de postal ilustrado. Era uma tecnologia só acessível aos europeus e por isso imagino que existisse um olhar dominante e colonial também sobre a figura do chinês? Sim, a questão colonial está também presente, a forma de olhar ou ignorar o Outro, o ângulo de que se fotografa. As fotos do Peabody Essex Museum que apresentei quase não contemplam figurantes chineses. Tal como a arte chinesa para exportação veiculava estereótipos sobre a China, também a fotografia ajuda a construir e disseminar uma imagologia em torno dos locais representados, da geografia imaginária do império e da visualização desse espaço. O processo de recriação imaginária dos espaços imperiais é levado a cabo também através da fotografia. O desejo do público por fotos de locais (como Macau) e povos longínquos, já antes pintadas por artistas chineses e por Chinnery, recebem agora uma nova carga de autenticidade através daquilo a que poderíamos chamar ‘realismo neutral’ da objectiva da máquina fotográfica. A fotografia ajuda também a materializar uma imagem da identidade europeia por contraste ao aspecto do Outro, e a identidade chinesa por contraste às demais existentes em Macau, como a lusófona, a anglófona, a parse, a arménia, entre tantas outras. Gradualmente, fotógrafos chineses como Afong aprendem e desenvolvem a arte de fotografar. Que se retratava, sobretudo, nessa época? As mesmas vistas que eram pintadas por artistas chineses e por George Chinnery, panoramas da cidade, como a Praia Grande, embora a fotografia permita agora captar momentos e práticas sociais e religiosas nao presents nos quadros de Macau. Como é que de Macau a fotografia se estendeu ao resto da China? A China Meridional é também fotografada por residentes
DELEGAÇÃO DA APOMAC VISITA PEQUIM E TAIYUAN
ANTÓNIO FALCÃO
Uma delegação composta por duas dezenas de elementos liderada pelo Presidente da Assembleia Geral da APOMAC, Jorge Fão, deslocou-se à Taiyuan e a Pequim nos dias 24 a 30 de Setembro do corrente ano, com o apoio logístico do Gabinete de Ligação da República Popular da China na RAEM. Na cidade de Taiyuan foi recebida pela Subdirectora dos Assuntos Estrangeiros do Município de Taiyuan, Wang Junlan, onde percorreram várias instalações do Centro da Comunidade e de Saúde daquele município e deu para trocar impressões e conhecer o seu funcionamento. A delegação da APOMAC visitou ainda vários lugares pertencentes ao património mundial protegidos pela UNESCO.
estrangeiros e turistas que são fotógrafos amadores. No entanto, a Segunda Guerra do Ópio (18561860) traz à China uma nova vaga de fotógrafos para registar os conflitos bélicos e os seus efeitos sobretudo para a imprensa. O uso da fotografia generaliza-se, os estúdios comerciais passam a vender postais e fotos turísticas e os viajantes organizam álbuns de viagem como os que se encontram no PEM. Nas décadas de (18)60-70 vários fotógrafos PUB
estabelecem estúdios em Hong Kong e é provável que tivessem visitado e fotografado Macau, onde turistas e as elites ocidental e chinesa seriam potenciais clientes, nomeadamente o fotógrafo norte-americano Charles Leander Howard (18241903), o seu sócio Howard e o assistente Milton Miller, que adquiriria o estúdio por volta de 1861. Um dos fotógrafos de Hong Kong que visitou Macau e de quem nos foram cedidas pelo PEM seis fotografias de Macau é o britânico William Pryor Floyd, sobre quem pouco sabemos. Acha que Macau poderia apostar nesta área da fotografia, ou do audiovisual, como indústria cultural uma vez que tem esta tradição? Absolutamente, e deveria. Seria uma forma de recuperar material histórico, valorizá-lo, valorizar o passado multicultural e pioneiro da cidade e incorporar esse legado na indústria do turismo local, recordando a dimensão regional, nacional e internacional de Macau.
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
7
TEATRO-DANÇA NO PALCO DO CENTRO CULTURAL DE MACAU
Dançar contra o esquecimento N
O sábado, sobe ao palco do Centro Cultural de Macau o grupo de teatro experimental Soda City,com a tour Memory Blueprint. Coreagrafada pela artista local Candy Kuok, a peça mostra a continuação do espectáculo Memory, que fez parte do Festival Fringe de Macau no ano passado. Taiwan, Hong Kong e Macau juntos em palco querem perceber porque é que o “lugar onde se vive parece estar a desligar-se da cidade das suas recordações” – foi este pensamento que motivou Candy Kuok, que além de coreógrafa, actua em conjunto com os outros artistas. Um espectáculo que mostra como utilizar a dança para responder a esta e outras questões. Pode ver os bailarinos utilizarem o corpo, dando-lhe uma visão do futuro (Blueprint), fazendo-o,
contudo, regressar ao passado (Memory). As duas perspectivas são colocadas juntas no teatro: num primeiro acto os artistas fundem-se em movimentos rápidos e lentos, que fazem lembrar um barco à vela cruzando mares. “A faísca que deu origem à criação de Memory Blueprint surgiu do encontro na Índia entre o músico local Cult_loc, responsável pela música, e MU Child de Taiwan. Em diversas alturas, Candy também esteve na Índia para estudos espirituais. Entre esses encontros e o cruzamento de percursos de vida, eles acumularam memórias do mesmo lugar e começaram a reflectir sobre os seus respectivos locais de origem”, escreveu Li Wai Tat, crítico de Macau, sobre a peça. Memory Blueprint traz-lhe Macau na ponta do corpo.
vida
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
8
Entrevista | Shim Hojae, professor da Universidade de Macau
Lia Coelho
lia.coelho@hojemacau.com.mo
O que critica na política do Governo relativamente à protecção ambiental? É absurdo a quantidade de casinos que se constrói, sem que haja um estudo de impacto ambiental. O Governo deu-me uma razão, plausível, talvez para Macau - querem que os casinos sejam construídos o mais rapidamente possível, para não se pagar impostos e quem sabe até puder ter dinheiro para me pagar o salário, sendo eu funcionário público. Mesmo assim opus-me à edificação do Star World e do Wynn Casino, que antes eram um parque público. Noutros locais a preocupação é ter espaços verdes para o bem-estar das pessoas, aqui acabam com eles. As questões ambientais estão na agenda do Governo. Considera que as medidas estabelecidas são suficientes? Os governantes estão atentos, mas não acho que as medidas sejam suficientes. De forma geral, Macau está a melhorar a nível da preocupação ambiental, só que muito lentamente. É uma melhoria em linha recta, e não em sentido ascendente. E o mais incrível é que só há cerca de três anos é que existe um departamento responsável pelo ambiente. Antes existia apenas um conselho, com 12 ou 15 elementos, que se reuniam informalmente. No ano passado, estabeleceram finalmente um sistema de avaliação de impacto ambiental. Tem algum feedback da população?
Passividade que polui
Shim Hojae, professor e investigador na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Macau, na área da Engenharia Ambiental, em entrevista ao Hoje Macau, fala de uma Macau poluída, de um Governo passivo na hora de fazer cumprir a lei ambiental em vigor e aponta o dedo à falta de investimento e ao desleixo das entidades responsáveis pelas questões ambientais. Especialista em tratamento de águas residuais e solos, Shim afirma que existe ainda um longo caminho a percorrer, até se poder falar na região como uma cidade verde. Há alguma preocupação concreta? Por vezes pergunto às pessoas o que acham da qualidade ambiental em relação há cinco ou dez anos atrás. Talvez 99 por cento das pessoas locais sentem que está a piorar. Eles queixam-se basicamente de tudo, estão preocupadas e afirmam que há 10 anos atrás era melhor. Agora há mais pessoas, mais carros, motas e mais lixo a ser produzido. E dizem-me que tenho sorte em ser estrangeiro, porque posso dizer o que penso, de forma livre. E quando diz o que pensa? Dizem-me que levanto demasiados problemas, mas não considero que esteja a fazer nada de mal, só estou a alertar para o facto de terem que pensar no futuro. Como se pode alterar o rumo das coisas? Sendo Macau uma cidade de casinos e de turistas, não é fácil educar quem vem de fora. Os residentes estão
Click ecológico
UM PASSEIO DE OUTONO • Para celebrar a chegada do Outono, um grupo de pessoas caminha através da floresta em Uetliberg, em Zurique, Suíça.
a melhorar a nível de educação ambiental, mas como é que se ensina quem vem de fora, principalmente da China? Esse é o grande problema e está a causar todos os outros problemas. Mas a educação tem que partir de quem governa. Sim, o Governo tem que estar sempre na linha da frente, a dar o exemplo. Comparando com Hong Kong, que também tem muitos visitantes chineses, tudo funciona de maneira diferente - é mais rigoroso e a lei é muito semelhante, mas todos cumprem. E porquê? Porque o Governo é rigoroso. Então quer dizer que aqui não se faz cumprir a lei? O Governo é muito passivo. Não se fazem cumprir as sanções, mesmo os polícias se virem alguém a cuspir para o chão não actuam. O mesmo acontece com as beatas de cigarros que as pessoas atiram constantemente para o chão. Isto são dois exemplos de que aqui a aplicação da lei não é rígida. A legislação de nada serve, se não passar das palavras para as acções. Quais são os maiores problemas ambientais que a região enfrenta? A qualidade do ar, da água e do solo. Está-se a dar um primeiro passo na
melhoria da qualidade do ar dentro dos casinos, escolas ou hospitais. Mas o ar do exterior continua a ser um problema, porque circula e nós recebemos o ar da China o que se torna difícil de controlar. A água que consumimos também vem do Continente e o rio está cada vez mais poluído. Basta ver a quantidade de indústrias existentes ao longo do rio, que actualmente são das que mais produzem no mundo inteiro. E esta água residual é das mais difíceis de tratar sem tecnologia. Como analisa a qualidade da água para consumo? A água vem da China para Macau e para Hong Kong. Tiramos águas superficiais e do rio para beber, armazenamos no reservatório e depois é tratada pela Companhia das Águas de Macau. Mas o problema está quando chega aos consumidores, que passa por uma canalização que não é limpa regularmente. A pergunta que faço é se consegue beber água directamente da torneira? Provavelmente não. Apesar da publicidade que a entidade responsável faz sobre a qualidade, ninguém faz um uso directo. O que se pode fazer para reverter esta situação?
Noutros países a canalização é constantemente renovada, aqui isso não acontece. E outra agravante é o facto das pessoas viverem maioritariamente em apartamentos e os tanques de água também não são limpos e muito menos é verificada a qualidade da água. E isso devia ser feito. Nos casinos a situação é igual. O tratamento das águas residuais é eficiente? Existem cinco planos de tratamento de águas residuais domésticas. A maior é em Macau, seguido de Coloane, Taipa, aeroporto e outro na fronteira com Zhuhai. Cada um é feito por empresas privadas diferentes, o que faz com que seja difícil de controlar a eficiência. Fala-se que as novas fracções públicas vão seguir uma estratégia amiga do ambiente. Sim, estão a tentar, mas eu acho que ainda há um grande caminho a percorrer. Um dos meus projectos é melhorar a eficácia do tratamento actual das águas, mas é algo que ainda vai demorar. E a quantidade de casinos que existem ou que ainda vão ser construídos dificulta a resolução do problema. Considera, então, que o tratamento deveria ser melhorado? Como? O nível de eficácia é baixo, a água que é despejada directamente no mar, não vai suficientemente tratada. E a água do mar vai e vem, é um ciclo. Para já, há que melhorar a eficiência dos sistemas usados e tentar reforçar a limpeza dos tanques e das tubagens. Uma boa hipótese seria que cada hotel casino tivesse o seu tratamento de águas residuais, assim podia ser reutilizada. Existe um grande desperdício de água? O gasto por pessoa, em Macau, é semelhante a outras regiões. O que noto aqui é que, ao contrário do que acontece noutros locais, onde o maior consumo é feito em banhos, no território é nas descargas sanitárias – o que faz sentido sendo uma cidade de turistas e hotéis – mas
NOVO PASSO NA INVESTIGAÇÃO DAS CÉLULAS ESTAMINAIS
Cientistas norte-americanos conseguiram pela primeira vez produzir células estaminais embrionárias humanas a partir da reprogramação de um ovócito (óvulo) não fecundado, abrindo caminho à futura produção de células estaminais específicas para um determinado doente. As células estaminais embrionárias são pluripotentes, ou seja, dão origem a todas as outras que constituem o organismo. Este é mais um passo para a futura utilização destas células no tratamento de doenças como a de Alzheimer ou Parkinson.
que é a mais difícil de tratar, ainda mais com falta tecnologia eficiente. Reciclam-se as águas residuais em Macau? Não muito. Todos os dias são tratados mais de 160.000 metros cúbicos de águas residuais, que não é reutilizada, é despejada directamente no mar. Assim sendo, qual é o grande objectivo do tratamento que é feito? Tenta, quanto possível, diminuir o nível de contaminação da água, que em Macau é bastante alto. Que melhorias são necessárias? A modernização da tecnologia. Mas, aqui havendo cinco empresas privadas a operar, cada uma com o seu sistema e na maioria das vezes com contratos temporários, não é tarefa fácil. E os equipamentos são caros. Quer dizer que não compensa às empresas investirem em novos equipamentos? Não sei, é difícil que aconteça. Uma empresa privada tem como PUB
prioridade o lucro. Mas, por outro lado o Governo está-lhes a pagar o serviço. Comparando com a RAEHK o cenário é diferente – o que diz respeito ao ambiente é dirigido e mantido pela entidade governamental. Aqui, não, apenas supervisiona. As pessoas estão conscientes destes problemas? Sim. O que está errado é a falta de rigor na aplicação da lei, a população não sente necessidade de a seguir e dá, além do mais, trabalho. Se não for dado um retorno, como já começa a existir em termos de reciclagem, as pessoas não fazem nada. Dar um incentivo a quem recicla é um primeiro passo. Como avalia a reciclagem feita em Macau? A solução para o lixo produzido é a co-incenadora, queimar tudo. Ainda não existe reciclagem. Às vezes vou na rua e olho para dentro dos ecopontos e está tudo misturado.
Esta é a realidade aqui, o que se diz, não é o que se faz. Separar o lixo, vale a pena, sabendo desta situação? Todo o lixo produzido vai para a co-incineradora para ser queimado. Tendo apenas esta solução, o ideal é que seja feito separadamente. Algo que também começa a ter melhorias. Já existe separação do lixo no local, o que anteriormente não se fazia, diminuindo assim a propagação de dioxinas no ar. Podemos dizer que o ar de Macau acarreta perigos para a saúde? A olho nu não, mas era preciso medir a qualidade do ar mas, devido ao elevado preço dos equipamentos para medição, tal também não acontece. O Governo devia investir mais em equipamento. Também é especialista em biotecnologia ambiental. Pode explicar melhor este processo. Tenho dois projectos: um para melhorar o tratamento de águas residuais e outro para limpeza do
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
9
Sabia que... indústria do vestuário e do calçado consome mais que qualquer outra?
• À excepção da agricultura, a
solo, de forma a ir buscar água que possamos reutilizar. Em ambos recorro à engenharia genética e à microbiologia. Relativamente ao tratamento da água, utilizamos determinado tipo de microrganismos para tratar diferentes poluentes. Para o solo, o procedimento é retirar os organismo vivos que habitam na porção de terra a tratar, em laboratório procedemos à alteração genética e voltamos a colocá-los no solo, com a capacidade de limpar os poluentes. Tem apoio financeiro do Governo para desenvolver os projectos?
Sim, mas não sei até quando. Os equipamentos necessários para que haja um desenvolvimento sustentável são demasiado caros e não acho que o Governo da RAEM esteja disposto a disponibilizar uma quantia de dinheiro tão alta. Concorda quando se afirma que Macau tem tudo para ser uma cidade amiga do ambiente? Perguntando assim, temos que separar ar, água e terra. Mas em nenhum dos casos a qualidade é suficientemente boa. Como disse o caminho ainda é longo.
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
10 GRANDE PRÉMIO PROMOVIDO EM HONG KONG A Comissão do Grande Prémio de Macau (CGPM) e a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) realizaram, ontem, um evento de promoção em Hong Kong para dar a conhecer a 58ª edição evento de desporto motorizado, que decorrerá nos próximos dias 17 a 20 de Novembro, em Macau. A acção promocional, que atraiu inúmeros residentes e turistas, foi oficialmente inaugurada às 13h, com a presença do director dos Serviços de Turismo, João Manuel Costa Antunes. Uma mota e um carro de Fórmula 3 marcaram presença no local, em áreas reservadas para o efeito. Fez-se, igualmente, uma breve apresentação da história do Grande Prémio e do circuito da Guia.
DESPORTO Lam Pak derrotou Ka I na final da Bolinha
A vingança serve-se fria
BENFICA VENCE JOGO-TREINO COM O BELENENSES (3-0) O Benfica venceu hoje o Belenenses, por 3-0, em jogo-treino disputado à porta fechada no Caixa Futebol Campus, no Seixal. Os golos da equipa encarnada foram apontados por Rodrigo (46 minutos) e Nolito, que bisou, aos 56 e 66 minutos, respectivamente. O jogo serviu para dar ritmo às duas equipas, que apresentaram as melhores opções do momento. Recorde-se que o Benfica tem várias ausências devido à presença de jogadores nas várias selecções (Rúben Amorim, Eduardo, Cardozo, Gaitán, Maxi Pereira, Witsel, David Simão, Nélson Oliveira e Mika), além dos lesionados Javi García e Enzo Pérez. RICARDO GOMES DIZ TER SIDO NEGLIGENTE Brasil inteiro está feliz com a evolução espectacular de Ricardo Gomes, treinador do Vasco da Gama, vítima de um AVC no passado dia 28 de Agosto em pleno Estádio do Engenhão, no derby com o Flamengo. “Estou a recuperar bem. O cenário foi muito, muito grave mesmo. Mas fui negligente. Tudo isso aconteceu porque fui burro! Eu não tomava os remédios... E isso é tão simples. Agora já estou a tomar”, revelou o antigo defesacentral do Benfica ao Jornal Extra. O técnico recordou ainda morte do pai devido à mesma doença: “Ele recuperou de um primeiro AVC, mas já não resistiu ao segundo, aos 66 anos. Hoje teria 86”.
Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
O
Lam Pak sagrou-se ao fim da tarde de sexta-feira o grande vencedor da edição de 2011 do Campeonato de Futebol de Sete de Macau, ao derrotar no encontro decisivo da competição o campeão em título Ka I com um golo solitário do dianteiro chinês Yiu Ka Lam. Numa partida morna, em que nenhuma das equipas conseguiu criar grandes oportunidades, o grupo de trabalho orientado pelo veterano Chan Man Kin foi mais feliz, vingando a derrota sofrida há sensivelmente um ano frente ao mesmo rival. Sem chamar a si um domínio avassalador sobre o encontro, a formação azul e branca conseguiu ainda assim ser a equipa que por mais vezes levou o perigo ao último reduto adversário, abeirando-se do golo à passagem dos treze minutos num remate forte de Li Jia Sheng. O Ka I só aos 23 minutos conseguiu esboçar uma respos-
ta, com o nigeriano Christopher Nwardou a tentar a sorte com dois remates consecutivos e a falhar o enquadramento com a baliza adversária em ambas as ocasiões. Numa questão de segundos, o perigo saltou da grande área do Lam Pak para a grande área da formação orientada por Rui Cardoso. O treinador português, que conduziu o Windsor Arch à conquista do bicampeonato nas lides do futebol de onze, viu Yiu Ka Lam endereçar um primeiro aviso às hostes adversárias, num remate forte desferido de fora da área e travado com alguma sorte por um defesa do Ka I. A formação orientada por Chan Man Kin terminou a primeira parte com nota positiva. Mais diligentes no ataque, os homens do Lam Pak mostraram durante os primeiros 25 minutos um melhor domínio de bola, uma maior acerto táctico e mais vontade para triunfar no encontro e na competição, mas a pausa acabou por reabilitar, ainda que intermitentemente, as aspirações do Ka I. Os vencedores da edição de
2010 da “Bolinha” regressaram ao relvado sintéctico do Campo D. Bosco parcialmente transfigurados e dominaram o encontro de forma incontestada durante os primeiros dez minutos da primeira parte, antes do conjunto azul e branco – o preferido dos mais de trezentos adeptos que assistiram ao encontro nas bancadas do recinto – conseguir sacudir a pressão e voltar a chamar a si as rédeas da partida. Pouco convincente no capítulo da finalização, o Ka I consegue levar perigo até à baliza adversária sobretudo em lances de bola parada. Aos 32 minutos, a formação orientada por Rui Cardoso abeira-se do golo na cobrança de um livre-directo ao qual o guarda-redes do Lam Pak responde com uma defesa apertada. O sete do grupo de trabalho às ordens de Chan Man Kin vinga a iniciativa três minutos depois, mas o remate de Yiu Hok Man quase não incomoda o último homem do sector defensivo adversário. A história da partida escre-
veu-se com outros argumentos quatro minutos depois. Aos 39 minutos, o reforço You Ka Lam voltou a fazer do Lam Pak um clube campeão, ao aproveitar uma falha do guarda-redes do Windsor Arch Ka I para apontar o tento que decidiu o nome do grande vencedor da edição de 2011 do Campeonato de Futebol de Sete de Macau. Em desvantagem, a formação que há um ano se despediu da prova com motivos para fazer a festa tentou ainda relançar a discussão do desafio, mas o melhor que conseguiu foi beneficiar de um livre directo à entrada da área, a punir falta sobre Nicholas Torrão. O dianteiro português ainda pediu grande penalidade , mas o juiz do encontro considerou que o lance se materializou fora do último reduto do Lam Pak. Os oito derradeiros minutos da partida foram para Rui Cardoso e companhia minutos de apressada agonia, com a equipa a dar o tudo por tudo para garantir o empate. O placard não voltaria, no entanto, a sofrer alterações: mais cínico e eficiente, o Lam Pak destronou o todo poderoso Ka I, colocando um fim a uma série de triundos que redundaram na conquista de dois campeonatos, de duas Taças da Associação de Futebol de Macau e de um Campeonato de Futebol de Sete. Para Chan Man Kin, técnico que há mais de duas décadas comanda os destinos do Lam Pak, o triunfo na “Bolinha” é justo, até porque a final foi ganha pela formação que mais argumentos mostrou dentro de campo: “O Ka I continua a ser, a meu ver, a formação mais forte do futebol de Macau, mas o Lam Pak protagonizou um campeonato mais duro e estava melhor preparado para triunfar nesta final. O Ka I apurou-se para a final com mérito, mas estava integrado num grupo relativamente fácil. Nós tivemos de competir com algumas das formações mais fortes de Macau para conseguir chegar ao encontro que decidiu o Campeonato. A nossa equipa era mais forte e demonstrámo-lo na final”, sustenta o veterano treinador. Relegado à segunda posição do pódio, o Ka I viu o Monte Carlo terminar a prova no terceiro lugar. Orientada por William Long, a formação “canarinha” derrotou o Grupo Desportivo da Polícia de Segurança Pública no encontro de atribuição do terceiro e quarto lugar. O único tento do encontro foi apontado pelo brasileiro Bruno Nogueira aos 45 minutos.
SELECÇÃO ELISEU, O JOGADOR DO MOMENTO
O esquerdino foi um caso sério no jogo com a Islândia. Um golo delicioso, duas assistências. Eventual regresso ao campeonato português travado por cláusula de 16 milhões de euros. Eliseu um pouco à imagem de Pauleta. Não apenas pela principal afinidade que os une (ambos nasceram nos Açores) mas também pelo facto de o esquerdino não ser figura altamente reconhecida no campeonato português, tal como o antigo número 9 da Selecção Nacional. O jogador passou um pouco despercebido em Portugal e saltaria do Belenenses para o Málaga em 2007, acabando por preencher mais de metade da sua carreira no futebol de alto nível lá por fora.
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
11
F1 | Vettel assume-se como sucessor de Schumacher
A pista aos seus pés
O
FALTAM TRÊS PONTOS A NELO VINGADA PARA DESAFOGAR O DALIAN SHIDE
Só mais uma vitória Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
A
equipa chinesa Dalian Shide, treinada pelo português Nelo Vingada, está a três pontos de conseguir a tão almejada permanência. Para isso tem de ganhar o próximo jogo e acabar logo com as indecisões. “Já podíamos estar safos mas faltam três pontos. Matematicamente ainda não podemos descansar mas temos sete pontos de avanço o que me deixa bastante esperançoso”, referiu Nelo Vingada ao Hoje Macau. Depois de mais um empate (2-2) ante o Tianjin Teda, o técnico português quer resolver as contas da permanência já na próxima partida diante do Shaanxi Chanba. “Espero ganhar o próximo jogo para depois descansar e pensar na estrutura da próxima época.” O treinador chegou à China depois de ter sido campeão na Coreia do Sul e, depois de uma época de grandes sacrifícios, espera, no próximo ano, lutar pelos lugares cimeiros. “Não foi fácil. Quando cheguei o Dalian estava mesmo muito em baixo e conseguimos ultrapassar as adversidades. Para o ano o meu desejo é estar a lutar pelos primeiros lugares com Jaime Pacheco [Beijing Guo’An] e Manuel Barbosa [Shandong Luneng]”, afirmou Nelo Vingada.
Numa apreciação à prestação dos colegas e do campeão Guangzhou Evergrande, o técnico português desfez-se em elogios. “O Guangzhou é a melhor equipa. Tem os melhores jogadores e têm uma pérola da América do Sul que é o argentino Conca. O possível segundo lugar de Jaime Pacheco, que está na China pela primeira vez, é resultado do seu notável trabalho e Manuel Barbosa, agora no comando do Shandong, pode trazer de novo o clube à ribalta”, referiu. O Dalian Shide ocupa a décima terceira posição com 28 pontos e ainda vai jogar contra o Shaanxi Chanba (casa), Shanghai Shenhua (fora), Jiangsu Shuntian (casa) e Hangzhou Greentown (fora).
JAIME PACHECO EMPATA (1-1) FRENTE A MANUEL BARBOSA
Na 26.ª jornada, a equipa chinesa de Jaime Pacheco, o Beijing Guo’An, empatou a uma bola na deslocação ao terreno do Shandong Luneng, treinada pelo também português Manuel Barbosa. As equipas mantêm assim as mesmas posições, com Jaime Pacheco em segundo lugar e Manuel Barbosa em sexto. As duas equipas voltam a defrontar-se nas meias-finais da Taça, sendo certo que uma delas marcará presença na final.
alemão Sebastian Vettel sagrou-se ontem o mais jovem bicampeão mundial da Fórmula 1, aos 24 anos e 98 dias, confirmando-se como o sucessor natural do compatriota Michael Schumacher e abrindo a porta a uma nova era na categoria. O terceiro lugar no Grande Prémio do Japão, 15.ª etapa do Mundial de Fórmula 1, foi suficiente para Vettel (Red Bull-Renault) assegurar o título, quando faltam quatro provas para o fim do campeonato. Vettel, cujo percurso na categoria rainha do desporto automóvel é um portento de precocidade, bateu em quase um ano o recorde do espanhol Fernando Alonso, que em 2006 se sagrou bicampeão aos 25 anos e 85 dias, e por mais de dois o de Schumacher, que conquistou o segundo título com 26 anos e 292 dias, em 1995. Na temporada passada, o piloto da Red Bull já tinha sido coroado o mais jovem campeão mundial da história da Fórmula 1, retirando quase meio ano à idade com que o
britânico Lewis Hamilton arrebatou o cetro em 2008 e dando continuidade ao desempenho em 2009, quando se sagrou o mais precoce vice-campeão do Mundo. Schumacher, Alonso e Hamilton estão a ser varridos por Vettel dos livros dos recordes da Fórmula 1: em 2007, tornou-se o piloto mais jovem a pontuar, na primeira prova em que participou, ao levar o BMW Sauber ao oitavo lugar no Grande Prémio dos Estados Unidos, e, alguns meses mais tarde, foi o mais jovem a liderar uma corrida, no Japão, já ao volante de um Toro Rosso. Os espetadores do Grande Prémio de Itália de 2008 assistiram a uma série de máximos de precocidade estabelecidos pelo prodígio alemão, ainda na equipa satélite da Red Bull. Em apenas um fim de semana, Vettel tornou-se o mais jovem a obter a “pole position”, a ganhar uma corrida, e, consequentemente, a subir ao pódio e conquistar uma “dobradinha”. Em 2009, no Grande Prémio da Grã-Bretanha, fixou um novo
marco de precocidade, ao conquistar a “pole”, ganhar a corrida e estabelecer a volta mais rápida na mesma prova. No ano seguinte, Vettel partiu para a última prova na terceira posição do campeonato, a 15 pontos do líder Alonso, mas conseguiu sair de Abu Dhabi com o título mundial, num ano em que ajudou a Red Bull a vencer o seu primeiro campeonato de construtores e foi o piloto mais jovem a repetir a vitória na mesma corrida, no Grande Prémio do Japão. O domínio do germânico acentuou-se esta época e pode ameaçar os recordes de alguns históricos da Fórmula 1: em 15 corridas, Vettel só falhou o pódio na Alemanha (quarta posição), tendo ganho nove provas, sido segundo em quatro e terceiro numa – hoje, no Grande Prémio do Japão –, com um total de 12 “pole positions” conquistadas. Igualou o máximo de Alonso de 2006, com nove corridas consecutivas concluídas nos dois primeiros lugares no mesmo ano, e ameaça os recordes de Schumacher referentes ao maior número de vitórias (13, em 2004) e de presenças no pódio (pleno de 17, em 2002) na mesma época. No sábado bateu o recorde de “poles” na mesma temporada, que Nigel Mansell fixara em 14 em 1992 e o máximo de vitórias partindo do primeiro lugar da grelha, também pertencente ao britânico (nove, também em 1992), está igualmente ameaçado, uma vez que este ano Vettel já soma oito. Ameaçado está igualmente o máximo relativo ao número de presenças na primeira linha da grelha de partida na mesma época, partilhado por Alain Prost (1993) e Damon Hill (1996). Vettel começou a reescrever a história da Fórmula 1 a partir do momento em que se sentou num monolugar. Em 2006, assumiu-se como o piloto mais jovem a participar num Grande Prémio, na Turquia, ainda que como terceiro piloto, tendo mesmo estabelecido a volta mais rápida da sessão. Tal como a maioria dos atuais pilotos da Fórmula 1, começou muito novo a competir no karting, mas o único grande título fora da modalidade rainha surgiu em 2004, ao sagrar-se campeão da Fórmula BMW ADAC, numa carreira que passou também pela Fórmula 3 e pela Fórmula Renault.
ANÚNCIO
PUB.
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
12
2º PROGRAMA DE COOPERAÇÃO NA ÁREA JURÍDICA ENTRE A UNIÃO EUROPEIA E MACAU Organização: Centro de Formação Jurídica e Judiciária Programa co-financiado pela União Europeia
WORKSHOP SOBRE A QUESTÃO DA SUPRESSÃO DO JUÍZO DE INSTRUÇÃO: EXPERIÊNCIA FRANCESA Datas: Temas:
20/10/2011, 18:00 ~ 20:00 ^
^
^ ^
Procedimento criminal actualmente aplicável em França (Nathalie MALET); Fortalecimento da crítica ao sistema actual (Fanny BUSSAC); A proposta de reforma (Fanny BUSSAC); A reforma controversa (Nathalie MALET).
Língua:
Inglês, com tradução simultânea para cantonense e português
Local:
Auditório do Edifício Administração Pública, na Rua do Campo, n.°162, Cave
Oradoras:
z
Fanny Cyrille BUSSAC
Vice-Procuradora em Paris, França z
Nathalie Sandra MALET
Coordenadora de Formação da Escola Nacional de Magistratura de França Destinatários Data Limite para Inscrições: Contacto:
Licenciados em Direito 2011/10/17 28713843
Dra Ashley Lei ou Dra Alice Hong
O boletim de inscrição e o respectivo programa podem ser obtidos no website deste Centro (www.cfjj.gov.mo)
al 07/10/2011
Governo da Região Administrativa Especial de Macau Direcção dos Serviços de Identificação
AVISO A partir de 10 de Dezembro de 2009, os titulares do bilhete de identidade de residente permanente da Região Administrativa Especial de Macau (BIRP da RAEM) que tenham completado 11 anos de idade e que satisfaçam os requisitos (obs. 1) podem, através de registo prévio por vontade própria, e mediante a apresentação do bilhete de identidade de residente permanente, utilizar as passagens automáticas (Canal-e) para entrarem e saírem de Hong Kong.
- Os titulares do BIRP da RAEM que tenham completado 18 anos de idade e que satisfaçam os requisitos, para tratarem do registo prévio, podem recorrer: 1. Ao balcão de registo do Departamento de Imigração do Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong instalado no Terminal Marítimo Hong Kong/Macau, sito no Sheung Wan, Shun Tak Centre, Hong Kong (na área que antecede os balcões de processamento de formalidades de entrada do átrio das chegadas), ou ao balcão de registo que se encontra na China Ferry Terminal, sito em Tsimshatsui (na área posterior dos balcões para o processamento de formalidades de entrada do átrio das chegadas) (Horário de funcionamento: 2.ª feira a Domingo, das 8H00 às 24H00); ou 2. Aos quiosques de serviço automático que se encontram instalados no átrio do rés-do-chão do Edifício China Plaza, Centro de Serviços da RAEM (sito na Areia Preta), no átrio das partidas do Terminal Marítimo do Porto Exterior e do Terminal Marítimo Provisório da Taipa.
- Os indivíduos com idade compreendida entre os 11 e os 18 anos que satisfaçam os requisitos, devem dirigir-se com acompanhamento de um dos pais ou seu tutor aos balcões de registo do Departamento de Imigração de Hong Kong acima referidos, para tratar do registo prévio. (obs. 2) Para mais informações sobre as formalidades do registo, pode consultar o website da DSI: www.dsi.gov.mo ou ligar para o número: 28370777.
Os residentes permanentes de Macau habilitados e depois de ter efectuado com sucesso o processo do registo, podem utilizar os canais-e que se encontram disponíveis: (1) no Terminal Marítimo Hong Kong/Macau, no Shun Tak Centre em Sheung Wan, Hong Kong (na área do lado esquerdo dos balcões de processamento de formalidades de entrada do átrio das chegadas); e (2) no China Ferry Terminal de Tsimshatsui. No acesso aos canais-e, deve colocar, primeiro, o BIR, com a face virada para cima e a imagem do rosto à esquerda, no dispositivo de leitura; após o que retira o BIR e abrir-se-á a porta de acesso à área de verificação de impressão digital; se os dados coincidirem, é-lhe emitida uma senha de entrada, impressa com as condições e o prazo de permanência. Para problemas encontrados no acesso aos canais-e, os usuários registados podem recorrer às linhas de assistência da DSI 83940542 ou 83940507.
Obs.1: refere-se a indivíduos que não necessitam de obter previamente visto para entrarem em Hong Kong. Para mais pormenores, por favor consultar o webisite da DSI: www.dsi.gov.mo. . Obs.2: Na apresentação do pedido, os indivíduos acima referidos devem apresentar o original dos seguintes documentos: (1) Documento de identificação do requerente e do pai ou da mãe, ou do tutor que acompanhe as formalidadades do registo do requerente; (2) Certidão de nascimento válida do requerente; os nascidos em Macau devem apresentar a certidão narrativa de registo de nascimento para fins do pedido da emissão do BIR, emitido pela Conservatória do Registo Civil de Macau; (3) Documentos comprovativos sobre o exercício do poder paternal ou da tutela, no caso de o requerente ser acompanhado pelo tutor para efeitos de registo (se o documento é escrito apenas em língua portuguesa, deve ser acompanhado da respectiva tradução em chinês ou inglês). *Informações fornecidas pelo Departamento de Imigração do Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong Direcção dos Serviços de Identificação, aos 10 de Outubro de 2011.
[f]utilidades Cineteatro | PUB
SALA 1
JOHNNY ENGLISH REBORN [B] Um filme de: Oliver Parker Com: Rowan Atkinson, Dominic West 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 2
THE SORCERER AND THE WHITE SNAKE [B] FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Siu-Tung Ching Com: Jet Li, Shengyi Huang, Raymond Lam 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
[ ] Cinema Um filme de: James Wan, Leigh Whannell Com: Patrick Wilson, Rose Byrne, Barbara Hershey 14.30, 16.30, 21.30
ONE DAY [B] Um filme de: Lone Scherfig Com: Emma Morley, Jim Sturgess, Patricia Clarkson 19.30
Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-SURDA. APTAS. 2-ATAIS. POEMA. 3-CASAI. ODIAR. 4-AMAL. M. AMIO. 5-R. ROSICRE. U. 6-T. GEMIA. T. 7-ERMA. A. MIAM. 8-SOA. CIA. ARU. 9-SITUA. METAL. 10-EXAME. ACEDA. 11-SAIAM. ROSAS. VERTICAIS: 1-SACAR. ESSES. 2-UTAM. TROIXA. 3-RASAR. MATAI. 4-DIALOGA. UMA. 5-ASI. SE. CAEM. 6-MIMAI. 7-APO. CI. AMAR. 8-PODARAM. ECO. 9-TEIME. AITES. 10-AMAI. TARADA. 11-SAROU. MULAS.
SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
13
SALA 3
SOLUÇÕES DO PROBLEMA
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição
www.hojemacau.com.mo
INSIDIOUS [C]
HORIZONTAIS: 1-Mulher que ouve muito mal. Que têm aptidão. 2-Apertais com nó. Obra em verso. 3-Ligai pelo matrimónio. Sentir aversão. 4-Condutor de palanquim na Índia. O m. q. ami (planta). 5-O m. q. rosicler. 6-Pranteava, chorava. 7-Despovoada. Gritam (Fig.). 8-Produz som. Acto de ciar (Mar.). Sapo amazónico. 9-Coloca num lugar certo. Substância mineral simples, boa condutora do calor e da electricidade. 10-Prova a que alguém é submetido. Consinta. 11-Desocupem. Venturas. VERTICAIS: 1-Arrancar. Pronome demonstrativo (pl.). 2-Joeiram, outam. Pacóvio trouxa. 3-Achanar. Tirai a vida. 4-Conversa com outra pessoa. A primeira de uma série ou ordem. 5-Segurei com a mão. Catedral. Pendem. 6-Animai. 7-Constelação austral. 101 (Rom.). Prezar, venerar. 8-Desbastaram. Reflexão da voz. 9-Insista. Embarcações de recreio. 10-Prezai. Sexualmente degenerada, anormal. 11-Cicatrizou, curou. Pessoas ruins e manhosas (Fig.).
REGRAS |
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011
[Tele]visão www.macaucabletv.com TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:30 RTPi Directo 16:00 Selecção Nacional AA: Portugal - Islândia (Repetição) 17:30 Que Loucura de Família 18:00 Música Movimento (Repetição) 18:30 Contraponto (Repetição) 19:30 Amanhecer 20:25 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 TDM Desporto 22:00 JK 22:30 Pão Amargo 22:55 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 Portugueses Pelo Mundo 00:15 Telejornal - Repetição 00:45 RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Magazine EUA Contacto – N. Jersey 15:00 O Mundo de Cá - Documentário – O Dente de Buda 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Quem Quer Ser Milionário – Alta Pressão 18:00 Resistirei 18:45 Linha da Frente 19:00 Pai à Força 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine EUA Contacto – N. Jersey 22:30 Ingrediente Secreto - Bivalves 23:00 Portugal no Coração TVB PEARL 83 06:00 Bloomberg Game Changers 07:00 First Up 07:30 NBC Nightly News 08:00 Putonghua E-News 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Angelo Rules 16:30 Geronimo Stilton 17:00 Wild Animal Baby Ecplorers 17:30 Tales of Tatonka 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 America’s Funniest Home Videos 18:50 Global Ideas 19:00 The Wall Street Journal Report 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 The Pearl Report 20:30 Supernatural 21:30 Ultimate Power Builders 22:30 Market Place 22:35 The Mentalist 23:35 The CEO Connection 23:40 World Market Update 23:45 News Roundup 00:00 Earth Live 00:05 Band of Brothers 01:30 The Wall Street Journal Report 01:55 FIFA Football World 02:20 European Art at the MET 02:30 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 16:00 19:00 19:30 20:00 20:30 21:00 22:00 22:30
American League Championship Series 2011 National League Championship Series 2011 (Delay) Baseball Tonight International 2011 (LIVE) Sportscenter Asia KIA X Games Asia 2011 Tour Of Brunei 2011 1st Leg Highlights Euro Beach Soccer League Superfinal Switzerland vs. Italy Sportscenter Asia Rugby World Cup 2011 Quarterfinal #1 Ireland vs. Wales
STAR SPORTS 31 12:00 Rugby World Cup 2011 Quarterfinal #1 Ireland vs. Wales 14:00 Ifmfx Freestyle World Championships 14:30 FIA F1 World Championship Raceday 2011 Japanese Grand Prix 15:15 FIA F1 World Championship 2011 - Main Race Japanese Grand Prix 17:15 FIA F1 World Championship Chequered Flag 2011 Japanese Grand Prix 18:00 Rugby World Cup 2011-Weekly Highlights 19:00 Kolon Korea Open Day 3 Highlights 20:00 Kolon Korea Open Day 4 Highlights 21:00 Game 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 Sbk Superbike World Championship 2011 - Highlights 22:30 Engine Block 2011 23:00 FIA F1 World Championship Highlights 2011 Japanese Grand Prix STAR MOVIES 40 11:00 Let Me In 13:05 The Lost Future 14:40 Nowhere Boy 16:20 Kung Pow: Enter The Fist 17:50 Black Death 19:40 Paranormal Activity 21:10 Desperado 23:00 Red Water 00:35 Hot Shots! HBO 41 12:00 13:40 15:00 16:45 18:15 20:20 22:00 00:00
Grown Ups Observe And Report The Boy Who Could Fly Shorts Julie & Julia Fargo Big Love Legion
CINEMAX 42 12:00 14:00 15:45 16:00 17:45 19:00 20:30 22:00 23:30
The Rookie Missing In Action Epad On Max 131 Merrill’S Marauders I Married A Monster From Outer Space Interzone Hercules And The Lost Kingdom Darkman Ii: The Return Of Durant Scarface
MGM CHANNEL 43 12:15 Exposed 14:00 Secret Screams 15:30 If It’s Tuesday It Still Must Be Belgium 17:15 Jason’s Lyric 19:15 Until September 21:00 Number One Fan 22:45 The Mudge Boy 00:15 Panga DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters 14:00 How Beer Saved The World 15:00 Explosions Gone Wrong
16:00 17:00 18:00 18:30 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 00:00
Construction Intervention River Monsters How It’s Made How Do They Do It? Gold Rush: Alaska Beyond Survival With Les Stroud Dual Survival Man vs Wild Deadliest Catch Dual Survival
NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 Big, Bigger, Biggest 14:00 Into The Crystal Cave 15:00 Classified: CIA Confidential 16:00 Hiroshima: The Next Day 17:00 Monster Fish 18:00 Helicopter Wars 19:00 Seconds From Disaster 20:00 Megaship 21:00 Classified: CIA Confidential 22:00 Stalking Hitler’s Generals 23:00 Locked Up Abroad 00:00 Classified: CIA Confidential ANIMAL PLANET 52 13:00 Nick Baker’s Weird Creatures 14:00 Must Love Cats 15:00 Raw Nature 16:00 Buggin’ With Ruud 17:00 The Haunted 18:00 Colossal Squid 19:00 Animal Witness 20:00 Nick Baker’s Weird Creatures 21:00 Raw Nature 22:00 Cats 101 23:00 The Haunted 00:00 Colossal Squid HISTORY CHANNEL 54 13:00 Modern Marvels 14:00 Gettysburg 16:00 Hidden Cities 17:00 Swamp People 18:00 Modern Marvels 19:00 Ufo Hunters 20:00 IRT Deadliest Roads 21:00 Pawn Stars 23:00 The Pickers 00:00 Kings Of Restoration BIOGRAPHY CHANNEL 55 13:00 I Survived... Beyond And Back 14:00 Hoarders 15:00 Marisa Tomei 16:00 Brad Pitt 17:00 Flip This House 18:00 Sell This House 18:30 Caesars 24/7 19:00 Hoarders 20:00 Storage Wars 22:00 Anita Mui 23:00 Hoarders 00:00 Intervention AXN 62 12:15 13:05 14:00 14:55 15:50 16:40 17:30 18:20 19:15 20:10 21:05 22:00 23:50 00:45
CSI: Miami Ncis: Los Angeles The Amazing Race Justified CSI: Miami Leverage Ncis: Los Angeles Wipeout The Amazing Race Top Chef Ncis: Los Angeles The Voice The Amazing Race (Season 19) The Voice
STAR WORLD 63 08:00 America’s Next Top Model 19:05 How I Met Your Mother 19:30 Melissa & Joey 20:00 Hell’s Kitchen 20:55 America’s Next Top Model 21:50 Glee 22:45 The Bachelorette 23:40 How I Met Your Mother 00:05 America’s Next Top Model (MCTV 51) National Geographic Channel 13:00 BIG, BIGGER, BIGGEST Informação Macau Cable TV
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
14
PUB.
OPINIÃO
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
15 n a m a r g em
Poderá o aeroporto sobreviver assim? A
S questões que se relacionam com o futuro do aeroporto de Macau são recorrentes. Ainda recentemente, um responsável da administração cessante suscitava nos órgãos de comunicação social a questão da própria sobrevivência do aeroporto. Poucos duvidarão que se justificava a revisão do contrato de concessão existente com a companhia de ‘bandeira’. Mas a reavaliação das condições de operação de outras companhias presentes no território também será necessária. Até porque, nalguns casos, as suas condições de operação parecem insuficientes, quando não mesmo inaceitáveis. Permitam-se usar um exemplo concreto e recente que ilustrará o que pretendo dizer com isto. Outros casos dignos de nota haverá: situações ‘overbooking’ ou de atrasos que periodicamente envolvem esta ou aquela empresa vêm certamente à memória. Mas uma situação de que recentemente tive conhecimento e que quero aqui descrever é, em certo sentido, negativamente exemplar. E levanta questões mais profundas pois reflecte, parece-me, lacunas graves da regulação do sector. E porque convém que as coisas tenham nomes, a empresa em causa neste incidente é a Cebu Pacific. Suponha, assim, que recentemente tinha voo reservado e que desejava cancelá-lo. A empresa garante, nos termos do contrato de transporte (cláusula 6.1.3.), que qualquer reserva ou sector de uma reserva podem ser cancelados até 24 horas antes da sua realização. Caso contrário, a viagem considera-se realizada. Tranquilizadoramente, na sua página da internet, encontra-se uma ligação para uma página de ‘gestão da reserva’ que indica que se podem levar a cabo diversas acções relacionadas com aquela, aí se incluindo a sua alteração e cancelamento. Ora, seguindo o ‘link’ chega-se a uma página onde tudo o que é indicado parece ser possível excepto... cancelar. A alternativa, conclui o cliente algo perplexo, será tentar entrar em contacto com o serviço de apoio telefónico da empresa. Isto é, um telefone nas Filipinas – e tarifa internacional, portanto. Liga-se e, durante o primeiro minuto, ouve-se publicidade à companhia. Depois,
Poucos duvidarão que se justificava a revisão do contrato de concessão existente com a companhia de ‘bandeira’. Mas a reavaliação das condições de operação de outras companhias presentes no território também será necessária. Até porque, nalguns casos, as suas condições de operação parecem insuficientes, quando não mesmo inaceitáveis. aparece uma gravação lamentando o facto de todos os operadores estarem ocupados; e, enquanto nos garante que a nossa chamada é muito importante para a empresa, pede-nos para esperar um pouco mais. Segue-se mais publicidade... e “a sua chamada é muito importante para nós”, etc... e mais publicidade... e “a sua chamada, etc”... Ao fim de cinco minutos aparece um operador que simpaticamente pergunta ao que se vem. –“É para tratar de um cancelamento”. Infelizmente, a partir daí a qualidade da comunicação degrada-se. Perguntam o nome (não seria mais lógico perguntar pelo código da reserva?); e entre o soletrar do nome e os sucessivos mal-entendidos, prolonga-se um penoso exercício de comunicação. E a chamada cai... E faz-se nova chamada. E o ciclo repete-se, quase como um eco da primeira tentativa. E a chamada cai, e tenta-se fazer nova chamada, e... Eco do eco... Passou quase uma hora desde que se começou o processo. E tudo o que se conseguiu foi um quarto de hora de comunicações internacionais inconsequentes, pagas para proporcionar ao cliente o prazer
de ouvir publicidade à empresa e confortantes palavras sobre o quão aquilo que ele tem para dizer é importante para ela. O ainda não totalmente desesperado cliente decide adoptar uma nova abordagem - mandar um email. Clica no “Guest feedback form”, única forma aparente de o fazer. E chega a uma janela onde lhe pedem, nomeadamente: nome (primeiro, último e médio); endereço e número da residência (para enviar um email?!); números de fax, telemóvel e email; número e data de voo. Deve ainda descodificar um elemento gráfico (temem, parece, que uma qualquer máquina aborrecida os tente contactar por desfastio). E, muito importante, deve também identificar a categoria em que se insere o tema do email, a seleccionar de uma lista de três tipos: congratulações, queixas, ou pedidos de informação. Sem que esta escolha seja feita, e toda, mesmo toda, a informação anterior seja prestada, não se pode escrever nada. Não é necessário ir mais adiante: o leitor, tal como o cliente em causa, já percebeu que não é por aqui que se chega lá.
José I. Duarte
Em suma, parece ser materialmente impossível cancelar um voo online. E a via telefónica, admitindo-se que alguma vez se lá consiga chegar, rapidamente poderá ficar mais cara que o próprio bilhete. Numa última, ainda não totalmente desesperada tentativa, o cliente desloca-se ao aeroporto. A empresa não tem representação própria. Mas faz-se representar, em conjunto com outras, por uma empresa com balcão no átrio de partidas. E aqui, cai finalmente o pano. E com estrondo: ali, só estão autorizados a fazer reservas! Para qualquer outro assunto, deverá contactar a companhia através do serviço de atendimento telefónico. Ora isto passa-se com uma empresa que opera voos de e para Manila e Clark todos os dias. Esta qualidade de serviço, se é que a palavra é sequer aqui aplicável, é totalmente inaceitável. Não discuto sequer se estamos perante um caso de pura negligência; ou se há elementos que permitam a observadores menos cândidos indagar-se sobre outras explicações alternativas. Mas parece óbvio que a situação, tal como aqui descrita, não deverá deixar de merecer a intervenção das autoridades da RAEM. Desde logo, do Conselho de Consumidores - pois que parece inquestionável que as condições efectivas de cancelamento das reservas não são de molde a defender os interesses legítimos dos consumidores. E, ao contrário, parecem resultar na impossibilidade prática de aqueles exercerem os seus direitos contratuais. E, por outro lado, das autoridades aeroportuárias e, por extensão, do governo. A eles compete velar para que a natureza e qualidade dos serviços prestados pelas operadoras aqui presentes satisfaça padrões mínimos. Que são necessários, por um lado, para a protecção dos consumidores e para a responsabilização das operadoras pela apropriada execução das suas obrigações contratuais. E, por outro lado, para a preservação de condições de concorrência equilibradas entre as diversas companhias aéreas. Ou podem vir todas a achar que não há necessidade de ter serviços de clientes em Macau, ou que o respeito pelas sua obrigações contratuais não é imperativo. E isso também seria o fim do aeroporto de Macau.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Lia Coelho; Rodrigo de Matos; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos M. Cordeiro; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@ hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
c a r t o on
O LUTO
por Steff MORREU PADRE LUÍS ARCHER, CIENTISTA O padre Luís Archer, pioneiro do estudo da genética em Portugal, morreu este sábado, à tarde, aos 85 anos, no Hospital Santa Maria, depois de se ter sentido mal pela manhã. O jesuíta era natural do Porto, mas viveu grande parte da vida em Lisboa, onde durante 40 anos morou na Residência de Escritores «Brotéria». Luís Archer vivia desde 2010 na Enfermaria do Colégio S. João de Brito, em Lisboa. Em 1964, Luís Archer começou a estudar bioquímica e genética na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, onde fez o doutoramento em genética molecular em 1967. Durante 20 anos, trabalhou em investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência e foi professor catedrático de Genética Molecular na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa de 1979 a 1996. A Sociedade Portuguesa de Genética homenageou o cientista, criando o Prémio Prof. Doutor Luís Archer. O funeral realiza-se este domingo com missa de corpo presente, às 15 horas, na Igreja do Colégio de S. João de Brito. O féretro segue depois para o cemitério dos Olivais, onde será cremado, por vontade de Luís Archer.
“NEVERMIND” LIDERA TABELA DE VENDAS A reedição de “Nevermind”, dos Nirvana, 20 anos depois, entrou directamente para o primeiro lugar da tabela nacional de vendas em Portugal. Várias caixas com a reedição do icónico álbum foram lançadas na semana passada e o mais curioso é que “Nevermind” tira o lugar a “Pearl Jam Twenty”, dos Pearl Jam, disco da banda sonora do documentário que festeja os 20 anos da banda também de Seattle. “Nevermind” foi editado originalmente em Setembro de 1991.
BCP “estuda” Pequim, Xangai e Cantão para abertura de sucursal
O cheiro do dinheiro
O
Banco Comercial Português (BCP) pediu uma licença de pleno direito para abrir uma sucursal na China para explorar “nichos de mercado” com a mira apontada às cidades de Pequim, Xangai e Cantão, disse em entrevista à Agência Lusa o director-geral da sucursal de Macau. “Apresentámos o pedido de licença de abertura e ainda estamos a estudar um dos três pólos”, apontou José João Pãosinho, ao indicar que o banco “não está a considerar” Hong Kong por se tratar de “um mercado maduro”. Na China “o objectivo do banco não será fazer retalho porque seria um suicídio em termos financeiros”, vincou o director da sucursal do BCP. “A orientação será mais para nichos de mercado privilegiando-se a necessidade de empresas chinesas e de particulares com negócios no âmbito da lusofonia”. “Basta que consigamos penetrar nessa área para que o volume de negócios seja suficientemente atractivo”. Um ano depois de ter iniciado actividade plena em Macau, deixando o ‘offshore’, o balanço do BCP “é positivo”, avaliou José João Pãosinho. “Foi-nos possível oferecer taxas de juro competitivas nos depósitos, beneficiar de operações de crédito com ‘spreads’ interessantes e, simultaneamente, alargar operações com
Ciclone
algumas empresas da China, em especial da província de Cantão, que têm relações comerciais com países africanos de língua portuguesa”, explicou. O desenvolvimento da filial “assentou naquilo a que o banco chamou de triângulo China-Europa-África” e que passou a “losango” depois de o banco somar ao seu “objetivo estratégico” operações com o Brasil, onde apresentou um pedido de licença numa parceria com o Banco Privado Atlântico de Angola. No âmbito das atividades no Oriente, “está em curso um acordo com o China Development Bank, que vai permitir uma linha de financiamento à sucursal do BCP em Moçambique de montantes significativos para apoio à economia moçambicana intermediada pela nossa subsidiária”, adiantou José João Pãosinho. Em Macau, o BCP continua a desenvolver os acordos estabelecidos com o ICBC em termos de remessas de emigrantes chineses quer em Portugal, quer em África, bem como “as operações de ‘trade-finance’ e a lançar as bases daquilo que virá a ser a sucursal no futuro”, disse o responsável. “Continuamos num processo de crescimento, mas cauteloso”, referiu, ao realçar que a conjuntura internacional assim o recomenda. Depois do “excepcional” 2010, “apontamos
atingir, no final do ano, a faixa dos cinco milhões de euros, observou, ao recordar que a alteração para ‘onshore’ passou a implicar pagamento de impostos. “Fechámos com 6,7 milhões [de euros], mas tivemos um conjunto de operações não recorrentes, se evoluirmos para um número daquela grandeza será um ano razoável”, disse, ao defender que o BCP está a cumprir aquilo a que se propôs. Actualmente, o segmento mais forte são os depósitos, depois de o banco ter procedido à ‘desalavancagem’ para aumentar o grau de liquidez, com o euro a assumir “um peso significativo”. “Somos bastante competitivos em termos de taxas de juro”, disse ao explicar que a rede de balcões da concorrência acarreta custos não existentes no BCP. Este ano, o BCP lançou várias iniciativas oferecendo, entre outras, operações em renmimbis sem as restrições que a maior parte dos clientes encontra em Macau de apenas poder transaccionar um montante limitado por dia, embora isso não seja possível em dinheiro vivo. Apesar de haver clientes a procurar o renmimbi como “moeda de refúgio”, José João Pãosinho lembrou que existe uma “barreira significativa”, devido a “restrições muito fortes às transferências” entre Macau e a China.
No problema reside a parte estúpida da sua solução. Por Fernando
SEGUNDA-FEIRA 10.10.2011 www.hojemacau.com.mo
AMANDA KNOX VÍTIMA DE ASSÉDIO NA PRISÃO A norte-americana Amanda Knox, que esteve detida nos últimos quatro anos acusada de ter matado a colega de quarto, revelou que durante esse tempo foi vítima de assédio sexual por parte de um administrador da prisão. A estudante regressou a casa em Seattle esta semana, depois de ter sido absolvida pelo tribunal italiano do homicídio da colega de quarto britânica em 2007. Uma carta escrita por Knox dá os detalhes da manipulação e intimidação sexual que diz ter sido vítima na prisão, em Itália. De acordo com a CBS, Amanda terá ouvido coisas “inapropriadas” de um administrador do estabelecimento prisional, que a terá levado ao seu escritório sozinha à noite. A história completa sobre Knox, que inclui uma entrevista com o pai de Amanda, será transmitida este sábado à noite nos Estados Unidos, no programa “48 Hours Mistery” da CBS. OBAMA TERÁ AUTORIZADO MORTE SEM JULGAMENTO O presidente norte-americano, Barack Obama, terá autorizado a morte de Anwar al-Aulaqi, o imã muçulmano radical ligado à Al-Qaeda nascido nos Estados Unidos e que se encontrava escondido no Iémen. Segundo o New York Times, a administração norte-americana fez um documento secreto que permitiu o assassínio de Anwar al-Aulaqi. A imprensa internacional diz este domingo que se trata de um caso inédito nos Estados Unidos de autorização de assassínio de um cidadão norte-americano. O New York Times indica que o documento de 50 páginas foi escrito em Junho de 2010, depois de várias conversações, que culminaram na decisão de matar o cidadão americano sem julgamento. Note-se que o imã radical, inimigo público número um de Washington e um dos terroristas mais procurados do mundo, foi morto em finais de Setembro no Iémen. SAMSUNG TENTA IMPEDIR IPHONE 4S A Samsung vai apresentar acções judiciais contra a Apple e tentar impedir a venda do iPhone 4S em França e Itália. James Chung, porta-voz da Samsung, disse que, em França e na Itália, as marcas podem pedir aos tribunais providências cautelares contra um produto, antes mesmo de este estar à venda. Numa declaração da Samsung, pode ler-se: “A Apple continua a violar flagrantemente os nossos direitos de propriedade intelectual e a usar livremente a nossa tecnologia. Vamos proteger a nossa tecnologia, rapidamente e em força.”