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Hoje Macau 1 SET 2015 #3406

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terça-feira 1 de setembro de 2015 • ANO XIV • Nº 3406

ano lectivo começa com mais alunos na infantil

Regresso ao futuro

O dia de hoje é marcado pelo regresso às aulas em muitas das escolas de Macau. Entre as novidades do novo ano lectivo, destaque para o aumento de mais de 15% de alunos no ensino infantil, algo que levou o jardim de infância D.

José da Costa Nunes a abrir espaço para mais duas turmas, facto inédito na história do estabelecimento de ensino. O número de professores acompanha a tendência de subida, ao contrário do número de estudantes no secundário.

grande plano

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Director carlos morais josé

opinião

O mal da aldeia Pré-acto Fernando eloy

tânia dos santos Páginas 14-15

al | balanço

No comboio descendente política páginas

4-5

farmácia

Licenciatura nas contas da MUST sociedade página

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Internet pedro lystmann

concerto

Kalhor aquece CCM eventos


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diário de bordo

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hoje macau terça-feira 1.9.2015

por carlos morais josé

ontem macau

“Sei que em Macau existem muitas empregadas que têm boas relações com os empregadores, mas de facto existem também muitos casos problemáticos com as empregadas, assim como com as agências de emprego, que funcionam de forma ilegal. Isto não traz segurança aos empregadores”

Carta Aberta

édito

Excelentíssimo Senhor Secretário para as Obras Públicas e Transportes, Escrevo-lhe não para o maçar com obras públicas, terrenos, metro ligeiro mas sobre um assunto bem mais corriqueiro e, aparentemente, de fácil resolução. Estou certo de que se Vossa Excelência não dispusesse de transporte privado, certamente que nem seria necessário chamar-lhe a atenção para este problema que aflige residentes e turistas nesta bela Cidade do Nome de Deus. Trata-se (não abra a boca de espanto) da questão dos táxis. Pois é: o problema que encontrou quando tomou posse e parecia bem encaminhado nos meses que seguiram. Parecia mas não estava: a verdade é que voltámos à anarquia do costume. De novo os taxistas recusam clientes, aliciam

outros (turistas) com preços exorbitantes e desvarios vários que, normalmente, aconteciam nas cidades mais deprimidas dos países muito pouco emergentes. Aconteciam porque acontecem cada vez menos. A não ser, é claro, em Macau. Já não lhe vou pregar sobre os efeitos perniciosos para a imagem, para o desconforto que causa ao cidadão, para a vergonha que é apresentar uma cidade assim. Queria, pelo contrário, enaltecer o trabalho de quem fez quintuplicar o número de multas passadas a taxistas prevaricadores. Pois bem: não chega. Ao que parece, é para o lado em que eles conduzem melhor. E o desbragamento continua. Senhor Secretário, já lá vai mais de meio ano desde aquele saudoso dia 19 de Dezembro em que ainda não tinha que aturar os dossiês que se acumulam na sua mesa. São projectos complexos,

complicados, intrincados como quase nenhuns. Mas se não consegue pôr os carroceiros da cidade na ordem, como podemos esperar que se desenvencilhe das suas outras hercúleas tarefas, em que tem de confrontar interesses, à partida, bem mais poderosos? O poder dos taxistas não há-de ser assim tanto... Ou será que quem de facto manda menos... é o Governo? Não esqueça pois: está na altura de lhes mostrar um cartão vermelho. O que isso significa não sei, pois não passo deste seu humilde escriba e admirador, com os melhores cumprimentos, etc., etc... PS: Só para chatear (que isto não pode ser só delicadezas): aqui entre nós, no tempo dos portugueses os táxis funcionavam melhor... ai quem diria... que vergonha...

Tempestade tropical passa a furação em Cabo Verde. A tempestade tropical “Fred” que está a atingir as ilhas de Cabo Verde já passou a categoria de furacão, obrigando as autoridades a decretarem o alerta máximo e a cancelarem várias actividades

horah

Ieong Keong • Presidente da União dos Empregadores Domésticos de Macau, sobre a necessidade de legislação sobre a matéria em causa

“O Governo deveria oferecer mais apoios às famílias que têm mais de três filhos. Em Taiwan, ter um bebé dá direito a ganhar dez mil patacas do Governo. Em Macau só recebemos 1100 patacas de subsídio de maternidade” Maira Belati • Mãe de três filhos, sobre o apoio às famílias numerosas

“Queremos que a habitação nos aterros seja exclusiva para residentes. O problema é que o Governo recusa-se a falar do assunto. Está a tentar fugir ao tema que nós queremos trazer para o centro da discussão” Scott Chiang • Presidente da Associação Novo Macau, sobre as promessas do Governo para os novos aterros

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“Embora a revisão da lei tenha sido aprovada na generalidade na AL, penso que na discussão na especialidade há ainda espaço para negociar a manutenção das salas de fumo nos casinos” Zheng Anting, deputado, no balanço da segunda legislatura no mandato de Chui Sai On | P. 4

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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hoje macau terça-feira 1.9.2015

Ano lectivo arranca com mais alunos no ensino infantil

De pequenino se torce o pepino “O Governo está a implementar o ensino em turmas mais pequenas, então o número de professores está a crescer e o rácio entre professor e aluno vai ser mais razoável”

tiago alcântara

É já hoje que começam as aulas para algumas escolas do território. A DSEJ fala de um aumento do número de alunos no ensino infantil em 15,5%, comprovado pelo jardim de infância D. José da Costa Nunes, que pela primeira vez abre espaço para mais duas turmas. Número de professores também subiu

grande plano

Teresa Vong Docente da Universidade de Macau

dados sobre o novo ano lectivo, mas a mesma não se encontrou disponível. À Rádio Macau, Zélia Mieiro confirmou um ligeiro decréscimo de novas matrículas. Já estão inscritos 533, mas espera-se que ao longo desta semana a EPM obtenha mais dez inscrições. “É um bocadinho menos em relação ao ano passado mas ainda há alguns que ainda não vieram fazer as matrículas. Este número é bom, porque tudo o que é entre 500 e 700 é o ideal para qualquer instituição educativa. Também não teríamos condições de trabalho para acompanhar as necessidades pedagógicas dos alunos”. Para Zélia Mieiro, o decréscimo pode estar relacionado com o facto de vários casais portugueses terem regressado a Portugal.

O

ano lectivo 2015/2016 arranca hoje em muitas escolas do território e há novidades: se no ensino infantil há mais alunos, o mesmo não acontece com o número de estudantes do ensino secundário, que desceu. Os dados foram apresentados ontem pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) e falam de mudanças até ao nível do corpo docente. Segundo a Rádio Macau, o ensino infantil vai passar a ter mais 15,5% de alunos, ou seja, mais 19.900 crianças face ao ano lectivo passado. O jardim de infância D. José da Costa Nunes é um exemplo deste aumento, já que, segundo confirmou ao HM a directora, Vera Gonçalves, “nunca aconteceu” o facto de passarem a ter mais duas turmas para crianças de três anos. “Houve anos que tivemos que criar uma nova turma, mas nunca duas turmas como este. São 43 novos alunos só para os três anos”, explicou, adiantando que neste momento o jardim de infância conta com quatro turmas dos três anos, duas para os quatro e mais duas para as crianças de cinco anos. “Foi

“Houve anos que tivemos que criar uma nova turma, mas nunca duas turmas como este. São 43 novos alunos só para os três anos” Vera Gonçalves Directora do jardim de infância D. José da Costa Nunes

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Andreia Sofia Silva

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Filipa Araújo

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Inscrições em creches com sistema centralizado

um grande aumento”, classificou, adiantando que “mais de metade dos alunos são chineses”. Também o corpo docente foi reforçado. “Contratamos dois novos educadores, dois serventes e dois agentes de ensino”, explicou Vera Gonçalves. Quanto ao ensino secundário, o número de alunos baixou 5%, algo que Teresa Vong, docente da Universidade de Macau (UM), considera normal. “São os efeitos do decréscimo da população. Não é um caso único em Macau, acontece em todo o lado, em Hong Kong, Taiwan ou China.

Esta diminuição vai manter-se nos próximos cinco anos, devido a esse decréscimo populacional”, explicou. No total, estão inscritos 74,871 alunos para este ano lectivo, que terá uma média de 28 alunos por turma.

Mais professores

Em relação ao pessoal docente, a DSEJ garantiu ontem que vão dar aulas um total de 7129 professores, mais 4% em relação ao ano passado. Apesar do território ter sofrido com a falta de professores, Teresa

Vong não se mostra surpreendida com estes dados. “O Governo está a implementar o ensino em turmas mais pequenas, então o número de professores está a crescer e o rácio entre professor e aluno vai ser mais razoável. Não é de todo surpreendente e esse tipo de ensino, com turmas mais pequenas, está a ser implementado no ensino secundário”, explicou ao HM. No caso da Escola Portuguesa de Macau (EPM), as aulas só começam para a semana. O HM tentou contactar Zélia Mieiro, vice-presidente da escola, para saber

A DSEJ anunciou ontem a implementação de um sistema centralizado para as inscrições nas creches na internet, o qual, segundo a Rádio Macau, vai passar a funcionar em 2016. Cada criança vai passar a estar sujeita a apenas seis entrevistas. “Esta medida é um complemento para os pais e para as escolas, porque os trabalhos vão ser sempre verificados pelas escolas. Anteriormente vimos que as crianças precisavam de ir a muitas entrevistas, e desta vez vai ser limitado o número de entrevistas das crianças. esperamos aliviar o stress das crianças e evitar que os pais fiquem à espera em várias escolas”, disse Kong Chu Meng, chefe substituto do departamento de ensino da DSEJ, citada pela Rádio Macau.


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política

No balanço dos trabalhos da 2ª sessão legislativa, os deputados Mak Soi Kun e Zheng Anting argumentam que deve ser criado um período de transição para os terrenos com concessões provisórias, defendendo ainda a manutenção das salas de fumo nos casinos

hoje macau terça-feira 1.9.2015

Concessões provisórias de terrenos na mira de Mak Soi Kun

As obras sem fim à vista

Haja saúde

Na área da saúde, Zheng Anting apontou ainda o atraso do novo hospital. “Apesar do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, ter mostrado a conclusão na data prevista, os cidadãos preocupam-se com a qualidade e falta de experiência da construção do hospital. Apelo ao Governo para planear mais cedo as questões dos recursos humanos e a qualidade do pessoal para o futuro hospital.”

O

s deputados Mak Soi Kun e Zheng Anting realizaram ontem uma conferência de imprensa para traçar o balanço dos trabalhos da 2ª sessão da Assembleia Legislativa (AL). No encontro com a imprensa, os deputados pediram ao Governo para criar um período de transição para os terrenos sujeitos a concessão provisória, com prazos de aproveitamento que acabam este ano. “Esta é uma zona cinzenta na Lei de Terras. Antes da sua

do Jogo têm estado em quebra, teme que o sector fique influenciado, bem como os seus 80 mil funcionários do Jogo. “Embora a revisão da lei tenha sido aprovada na generalidade na AL, penso que na discussão na especialidade há ainda espaço para negociar a manutenção das salas de fumo nos casinos. Desta forma podem ser consideradas questões como a saúde dos funcionários, turistas, a empregabilidade dos trabalhadores e o desenvolvimento da indústria”, referiu Zheng Anting.

implementação, em 2013, os projectos com concessões provisórias poderiam ser alvo de renovação. O problema que actualmente enfrentamos é que existem vários projectos de grande envergadura

cujas concessões expiram no final do ano e não podem ser renovadas por causa da lei. Caso não se implemente um período de transição, milhares de proprietários podem perder o dinheiro já pago pelas

Críticas à Comissão de Talentos Para Mak Soi Kun, a Comissão de Desenvolvimento de Talentos tem vindo a ignorar o problema dos recursos humanos no sector da construção, a segunda maior indústria em Macau, uma vez que não fez estudos como fez nas áreas do Jogo, exposições ou hotelaria. Como presidente da Comissão de Acompanhamento para os

Assuntos das Finanças Públicas, Mak Soi Kun diz já ter solicitado “várias vezes” ao Governo para entregar a proposta de revisão da Lei do Enquadramento Orçamental para a discussão na AL, pedindo a alteração dos prazos de apreciação no hemiciclo, por forma a evitar o mau uso do dinheiro dos cofres públicos.

fracções, e isso não é justo porque adquiriram as casas de forma legal”, disse Mak Soi Kun. De frisar que 20 proprietários de casas no edifício Pearl Horizon já se queixaram ao Governo sobre esse assunto, pedindo uma prorrogação do prazo de concessão.

Más influências

Quanto à questão da proibição do fumo do tabaco nos casinos, Mak Soi Kun reiterou que a proibição total é a meta que todos querem atingir, no entanto, como as receitas

Democratas mantêm críticas à actuação do Governo

Caras novas, os mesmos problemas N o segundo mandato de Chui Sai On como chefe do Governo de Macau, a Associação Novo Macau (ANM) vê caras novas e “mais acções de relações públicas”, mas “nenhum sinal de melhoria” na governação. “As mudanças são ‘light’. Há um pequeno aspecto positivo que é o facto de os Secretários falarem com mais frequência [no canal em chinês] da rádio, mas eu não vejo nisso mais do que uma actividade de relações públicas, porque a participação nos programas não ajudou a melhorar os seus desempenhos”, disse à agência Lusa Jason Chao, recentemente eleito para um lugar de vice-presidente na ANM. Uma das matérias em que Jason Chao criticou a actuação do Executivo é o plano de desenvolvimento dos novos aterros, apresentado este Verão e desde logo envolto em polémica pelo volume de habitação prevista e pela altura máxima autorizada para construir poder

vir a ‘roubar’ a vista sobre património protegido pela UNESCO. “O Governo assumiu a posição de defender o plano sem genuinamente tomar em consideração a opinião pública”, criticou.

Das intromissões

O antigo líder da ANM aponta “tentativas de interferência nas sessões públicas sobre os novos aterros pela Associação dos Conterrâneos de Jiangmen”, de que fazem parte os deputados Mak Soi Kun e Zheng Anting. Esta organização, recordou o activista da Novo Macau, saiu à rua, em Maio do ano passado, a favor de uma proposta de lei que previa elevadas regalias para os antigos titulares dos principais cargos públicos na reforma e que viria a ser retirada na sequência da ampla contestação na sociedade. A diferença, disse Jason Chao, é que após esse grande protesto – o maior desde o fim da

administração portuguesa, em 1999 – os jovens de Macau “se tornaram mais vigilantes das acções do Governo”. “O plano de desenvolvimento dos novos aterros está a gerar muita atenção da opinião pública e dos jovens. Mas não só: no ano passado, conseguimos mobilizar milhares de pessoas para participar e apoiar o ‘Umbrella Movement’, em Hong Kong”, observou. Menos interessados no Chefe do Executivo, os pró-democratas estão sobretudo atentos ao dia-a-dia dos Secretários. “Chui Sai On não precisa de publicidade porque já não tem a pressão de ser reeleito. Nos últimos tempos não o temos visto na TV, os Secretários têm estado mais activos – especialmente Alexis Tam (titular da pasta dos Assuntos Sociais e Cultura). Alguns já começaram a fazer apostas sobre quem vai ser o próximo candidato a Chefe do Executivo”, afirmou. HM/LUSA

“O problema que actualmente enfrentamos é que existem vários projectos de grande envergadura cujas concessões expiram no final do ano e não podem ser renovadas por causa da lei. Caso não se implemente um período de transição, milhares de proprietários podem perder o dinheiro já pago pelas fracções” Os dois deputados defendem que o Governo deve aumentar a eficiência e a transparência, bem como a qualidade dos serviços públicos. Prometem ainda supervisionar os trabalhos do Governo, “sem ter medo de ofender os poderosos e ricos”. Nos três escritórios dos deputados, foram recebidos 380 pedidos de ajuda durante a 2ª sessão legislativa, sendo que 90% dos pedidos já foram resolvidos. A maior parte dos pedidos diz respeito a questões de saúde, assistência económica ou direitos dos consumidores. Flora Fong

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política 5

hoje macau terça-feira 1.9.2015

Jogo é peça fulcral no primeiro ano do mandato de Chui Sai On

Como apertar o cinto? No primeiro ano em que ocupa o segundo mandato como Chefe do Executivo da RAEM, Chui Sai On enfrenta uma quebra histórica das receitas do sector que move a economia. Sonny Lo diz que esse é o grande desafio a enfrentar. Democratas criticam falta de acções

A

penas 380 votos valeram um segundo mandato ao líder de Macau, Chui Sai On, que, depois da contestação social do ano passado, enfrenta hoje uma inédita rota descendente do jogo. “O grande desafio actualmente é lidar com a contracção das receitas dos casinos e ao mesmo tempo diversificar (a economia) para outros sectores além do Jogo; enfrentar este problema e lidar com (a desaceleração do) crescimento da economia chinesa e também com a oscilação nas bolsas”, disse à agência Lusa o académico Sonny Lo. “Penso que Macau está a entrar numa fase em que tem de fazer ajustes às circunstâncias económicas, tanto regionais, como globais”, sublinhou o professor e director do Departamento de

O

deputado Si Ka Lon criticou o facto da companhia aérea Air Macau ter a exclusividade da concessão apesar de não desempenhar a responsabilidade de desenvolver o mercado aéreo local de forma activa. O deputado diz ainda que a empresa não

Ciências Sociais do Instituto de Educação de Hong Kong. No dia da reeleição – 31 de Agosto de 2014 –, as receitas dos casinos já tinham iniciado (em Junho) a curva descendente, mas ainda era difícil prever que a tendência se ia manter ininterrupta 15 meses depois, ou que o volume do negócio do sector iria baixar para valores de 2011. As previsões continuam a ser “difíceis”, disse Sonny Lo, até porque o Governo formado a 20 de Dezembro “mantém o ‘status quo’ e continua a libertar informação aos bocados”.

Vozes na rua

num ‘cerco’ à Assembleia Legislativa contra um diploma que previa elevadas compensações financeiras aos titulares dos principais cargos públicos aquando da respectiva passagem à reforma. A proposta de lei votada na generalidade acabaria por ser retirada. Além da reivindicada introdução do sufrágio universal pela “máquina” da Associação Novo Macau, o período pré-reeleição de Chui Sai On fica marcado por protestos dos trabalhadores dos casinos que, com uma média salarial superior a 1.500 euros, pediam melhores remunerações e horários, e facilidades de progressão nas carreiras nas operadoras de Jogo concessionadas pelo Governo. Um ano depois, o cenário é de expectativa. “Enquanto observadores, estamos muito interessados no início da revisão das licenças do Jogo no final deste ano (…) Parece que o Governo já tem elencados vários critérios”, salientou Sonny Lo, estimando que nas negociações estejam já em cima da mesa questões como “a gestão das relações laborais, o desenvolvimento do sector extra jogo e a evolução profissional dos funcionários actuais” das operadoras.

Apertar o cinto

A primeira metade do ano passado foi profícua em manifestações, e o dia da eleição não foi excepção. A contestação social intensificou-se no final de Maio, com o maior protesto desde 1999 a resultar

Sonny Lo recordou que, nos últimos meses, o governo tem vindo a mencionar “medidas de austeridade” se as receitas dos casinos se fixarem numa média mensal abaixo de 20.000 milhões de

Si Ka Lon questiona serviços da Air Macau

Exclusividade no espaço aéreo oferece serviços de qualidade e deseja saber como é que o Governo supervisiona o seu funcionamento.

As criticas constam numa interpelação escrita entregue ao Governo, na qual Si Ka Lon aponta que,

embora tenha o “logótipo de Macau”, a Air Macau não tem desenvolvido o mercado de transporte aéreo

local nem tem fomentado a criação de uma rede aérea, o que tem efeitos na expansão do número de passageiros internacionais no território. “O maior problema é quando os cidadãos se queixam do cancelamento ou atraso na chegada dos voos, e a Air Macau não consegue oferecer informações verdadeiras ou concretas. Para além disso, tem falta de um mecanismo de urgência com carácter humanitário, o que causa cansaço e queixas junto dos passageiros”, referiu o deputado.

“O grande desafio actualmente é lidar com a contracção das receitas dos casinos e ao mesmo tempo diversificar (a economia) para outros sectores além do Jogo” Sonny Lo Académico

patacas. “Para ser justo para com o Governo, eles estão agora a entrar numa fase nova de desafios económicos e sociais, a nível local, regional e global. Como apertar o cinto? As finanças públicas e a sustentabilidade do desenvolvimento económico de Macau serão os indicadores críticos do sucesso da governação”, adiantou. O académico considerou ainda que o executivo tem de ser “mais pro-activo ao lidar com a possível reintrodução de órgãos municipais”. Para Sonny Lo, o restabelecimento de órgãos municipais seria uma “reforma política ao estilo de Macau”, e teria a vantagem de “fornecer um canal útil para a participação dos cidadãos na vida pública, de canalizar as queixas dos jovens que parecem não estar muito satisfeitos com o desempenho do governo, e de aumentar a responsabilização do executivo”. HM/LUSA

Si Ka Lon acrescentou que, numa empresa que é a “imagem de Macau”, o sócio maioritário é o Governo, pelo que a sociedade coloca elevadas expectativas na empresa, e que a companhia aérea deveria ser a imagem do sector. Contudo, o deputado diz que a Air Macau continua a disponibilizar serviços de má qualidade, o que se distancia do objectivo de Macau em se tornar um “Centro Mundial de Turismo e Lazer”. O deputado, número dois de Chan Meng Kam na Assembleia Legislativa (AL), pede que a Air Macau melhore os serviços consoante o contrato de concessão assinado com o Governo. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo


6 política

hoje macau terça-feira 1.9.2015

Jason Chao Activista quer investigação por abuso de poder

Gastos 18 milhões em estudos sobre turismo

A empresa AECOM – Asia Company Limited venceu o concurso público para a “Prestação de Serviços do Plano Geral do Desenvolvimento da Indústria do Turismo de Macau”. O despacho foi ontem publicado em Boletim Oficial (BO) e o contrato vai custar aos cofres públicos mais de 18 milhões de patacas. O dinheiro será pago à empresa através do Fundo de Turismo.

Remodelação de reservatório custa 34,3 milhões

O Governo vai pagar à Companhia de Construção e Engenharia Kin Sun (Macau) Limitada mais de 34,3 milhões de patacas para a remodelação do reservatório G70, localizado na Guia. De acordo com despacho publicado em Boletim Oficial, serão pagos 10 milhões de patacas ainda este ano e os restantes 24,3 milhões em 2016. A Kin Sun Macau nasceu em 1981 e é uma empresa subsidiária da Kin Ching China Limited, empresa de Hong Kong especializada em fundações no mercado local.

O

deputado Leong Veng Chai pede explicações ao Governo sobre a problemática tão discutida das condições dos guardas prisionais do Estabelecimento Prisional de Macau (EPM). Numa interpelação escrita, o número dois de José Pereira Coutinho, questiona o Governo se o mesmo vai analisar os episódios de agressões aos guardas prisionais por parte dos reclusos. Leong Veng Chai

Governo debaixo de olho U m ano depois do lançamento do referendo civil que contestou a eleição do chefe do Governo de Macau, os organizadores preparam-se para lançar um relatório no qual acusam o governo de “abuso de poder sem precedentes”. O relatório deverá ser divulgado na primeira semana de Setembro, disse à agência Lusa Jason Chao. A 31 de Agosto de 2014, Chui Sai On foi reconduzido como Chefe do Executivo por 380 votos de um colégio eleitoral formado por apenas 400 pessoas. No mesmo dia, a organização do referendo civil declarado “ilegal” pelo Governo anunciava que 7.762 pessoas – ou 89,3% dos 8.688 participantes – tinham votado contra o candidato único ao cargo. O caso do referendo que levou, logo no lançamento da votação nas ruas (a 24 de Agosto), à detenção, por algumas horas, de cinco activistas – incluindo de Jason Chao – está longe de estar encerrado e já conheceu vários contornos. Quase um ano depois de ter sido apontado o desrespeito de uma ordem do Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais (GPDP), que considerava ilegal a recolha de dados dos participantes no referendo, no final de Julho passado o activista disse ter recebido uma carta do mesmo organismo a pedir esclarecimentos sobre a alegada transferência dos dados para o estrangeiro.

Governo de Macau, não para lucrar com isto, mas por uma questão de justiça”, alegou, ao invocar o pedido feito ao Ministério Público. Jason Chao invocou ainda que os voluntários do referendo civil e jornalistas da revista satírica a Macau Concealers – à qual está ligado – “continuam tecnicamente sob investigação”, reclamando que “todos deveriam ter uma resposta o mais breve possível”. “Francamente não antecipei isto”, reconheceu, assumindo ter desobedecido às ordens das autoridades para entregar os dados pessoais voluntariamente fornecidos pelos residentes que participaram no referendo. “Mas, em última análise, garantimos a oportunidade a mais de oito mil pessoas de exprimirem a sua oposição a Chui Sai On”, concluiu.

Sem margem para dúvidas

Por esta situação em concreto, a organização do referendo civil incorre numa multa entre 8.000 e 80.000 patacas. “Eu já estava à espera da supressão do Governo, mas a extensão do abuso do poder por parte das autoridades foi além da minha imaginação”, disse.

Ataques frontais

Jason Chao atacou em concreto a actuação de Sónia Chan – então directora do GPDP e actual Secretária para a Administração e Justiça – e de Wong Sio Chak – na

altura director da Polícia Judiciária, hoje Secretário para a Segurança. Em Setembro de 2014, Jason Chao apresentou uma queixa no Ministério Público contra o GPDP por abuso de poder com a finalidade de impedir o referendo civil. Depois de quase um ano à espera de resposta, o activista pede uma investigação a Sónia Chan e Wong Sio Chak e uma compensação financeira. “Queremos ver se o sistema judicial consegue manter-se independente e imparcial. (…) Pretendo uma compensação por parte do

O referendo, que arrancou a 24 e terminou a 31 de Agosto de 2014, tinha duas perguntas: uma sobre a introdução do sufrágio universal para a eleição do chefe do executivo em 2019 e outra sobre a confiança da população no candidato único. Dos 8.688 votos, 7.762 (ou 89,3%) ‘chumbaram’ o único candidato à liderança de Macau, 528 abstiveram-se, 388 deram o seu voto de confiança e os restantes dez votaram em branco. A Associação Novo Macau, a maior organização pró-democracia do território, apelou em Outubro do ano passado a uma revisão da actual legislação de protecção de dados numa reunião com o Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais. O grupo, que esteve também envolvido na organização do referendo civil quer que Macau actualize a sua legislação de acordo com as novas directivas aprovadas pelo Parlamento Europeu. HM (com Lusa)

EPM Pedidas medidas de protecção para guardas prisionais

Presos às más condições menciona um caso de um recluso que repetidamente tem agredido guardas, inclusive um sub-chefe, mas até ao momento o “organismo nunca deu resposta imediata aos casos, o que, em termos preventivos reflecte a sua insuficiência para tratar de casos deste tipo, ignorando

até a gravidade dos mesmos, pois continua a deixar que os guardas prisionais corram riscos aquando o exercício das suas funções”.

Lei violada

Mas não só de segurança se trata. O deputado explica que a violação da Lei dos

Estatutos dos Trabalhadores da Administração Pública continua a ser uma constante, pois os guardas prisionais continuam a prestar onze horas de trabalho nocturno sem intervalos. Mesmo depois do Governo, durante a apresentação das Linhas

de Acção Governativa, ter afirmado que iria tomar medidas, nada foi feito. Quando é que está situação irá estar resolvida, indaga o deputado. Por fim, Leong Veng Chai, questiona ainda porque razão é que este tipo de autoridade não tem a sua

Obra Social – tal como as outras forças de segurança têm – permitindo-lhes receber apoio. “(...) é injusto e abate significativamente o seu moral”, defende o deputado, defendendo que o “Governo deve pensar em criar a Obra Social para eles, com vista a aliviar as pressões de trabalho dos guardas prisionais e a manter a sua disponibilidade nos postos de trabalho”. Filipa Araújo

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sociedade

hoje macau terça-feira 1.9.2015

A MUST vai oferecer, já no próximo ano lectivo, uma licenciatura em Farmácia. Fica, no entanto, a dúvida sobre se o novo curso vai permitir que os recém-licenciados exerçam funções enquanto Farmacêuticos

A

Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla inglesa) vai oferecer uma nova licenciatura em Farmácia a arrancar no ano lectivo 2016-2017. O curso tem a duração de cinco anos e é ministrado em chinês e inglês. No entanto, desconhece-se ainda se o conteúdo deste curso possibilita o exercício da profissão de Farmacêutico. De acordo com despacho publicado em Boletim Oficial, o

MUST oferece nova licenciatura em Farmácia

Será que é desta?

Os alunos podem escolher de entre uma série de matérias, incluindo Microbiologia, Química da Medicina Tradicional Chinesa, Química Medicinal, Experiências de Anatomia e Fisiologia, entre outras em Farmácia, de 900 horas e que dá direito a 30 créditos.

Falta de reconhecimento curso obriga à conclusão de 185 créditos, a maioria constante do quadro de ciências exactas. Os alunos podem escolher de entre uma série de matérias, incluindo Microbiologia, Química da Medicina Tradicional Chinesa, Química Medicinal, Experiências de Anatomia e Fisiologia, entre outras. Esta nova licenciatura em Farmácia inclui ainda uma série de disciplinas das Ciências Sociais e das Humanidades e um estágio

Recorde-se que outras universidades locais – como o Instituto Politécnico de Macau – oferecem cursos na área de Farmácia, mas estes não são reconhecidos pelos Serviços de Saúde como cursos de acesso à profissão de Farmacêutico. “Os alunos que concluíram esta licenciatura [em Ciência de Técnicas Bio-Médicas] não podem ser inscritos como farmacêuticos, mas podem ser inscritos como ajudantes técnicos de farmácia. Quer a nível internacional, quer em Macau, os ajudantes técnicos de farmácia / técnicos de diagnóstico

e terapêutica exercem as funções sob orientação de farmacêuticos. São auxiliares dos farmacêuticos”, referiram os SS há cerca de quatro meses em comunicado. A questão surgiu por via de uma interpelação escrita de Chan Meng Kam. O deputado criticava o facto dos recém-licenciados daquele curso não poderem exercer funções como farmacêuticos na RAEM, mas serem autorizados a fazê-lo no continente. O HM tentou obter mais informações sobre as saídas profissionais do curso junto do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Economia PIB cai mais de 25%

Aos altos e baixos O Visitas em excursões caem 22,3% em Julho

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urante o mês de Julho, Macau recebeu 820 mil visitantes em tipologia de excursão, mais 16,3%, face ao mês passado, mas menos 22,3% face a Julho de 2014. Relativamente à nacionalidade, 687 mil visitantes são oriundos da China Continental, uma queda de 19,1%, 55 mil de Taiwan, menos 24%, 16 mil de Hong Kong, menos 44,8% e 12 mil provenientes da Coreia, ou seja, menos 61,7%. Relativamente aos residentes, os dados da Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC) indicam que durante o mês de Julho, 137 mil residentes viajaram para o exterior com recurso a serviços de agencia de viagens, ou

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seja, uma queda de 6,8% quando comparado com Julho do ano anterior. Os locais de viagem mantêm a tendência anual: China Continental, 80,3%, Taiwan, 6,7% e Japão com 4%. Relativamente à actividade hoteleira, os dados fornecidos indicam que em Julho existiam 102 hotéis e pensões em actividade, disponibilizando 30 mil quartos, mais 7,2% do que no mês anterior. Desta oferta de quartos, 20 mil correspondiam a hotéis de cinco estrelas, representando 66,6% do bolo total de oferta. No mês em estudo, 978 mil pessoas hospedaram-se em Macau, ou seja, mais 4,6% em termos anuais. A taxa de ocupação média fixou-se nos 80,6%. F.A.

Produto Interno Bruto (PIB) de Macau registou um decréscimo real de 26,4‰ em termos anuais no segundo trimestre, de acordo com a estimativa revelada ontem em comunicado pela Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC), sendo superior ao do primeiro trimestre, momento em que se registou uma queda de 24,5%. No documento, a DSEC explica que a contracção económica deve-se, principalmente, “à queda das exportações dos serviços”, destacando-se o Jogo, com uma queda

anual de 40,5%, e a exportação de outros serviços, com 21,5% de queda. Ainda assim, o investimento, a despesa de consumo privado e a despesa de consumo final do Governo subiram 3,2%, 2,0% e 5,7%, respectivamente, sendo que este aumento provocou “a diminuição do impacto causado pela retracção económica”.

Outras subidas

As exportações de bens também aumentaram, ultrapassando os 25%, assim como o consumo privado que apresentou uma ligeira subida. “Embora a taxa de desemprego tenha sido de 1,8%, subiu tenuemente 0,1%, o mercado de emprego e o rendimento gerado pelo emprego ainda permanecem estáveis, impulsionando a despesa de consumo privado a crescer 2%, em termos anuais”, indica. Também as despesas de consumo final das famílias, tanto no mercado local como estrangeiro, cresceram 1,3% e 7,2%, respectivamente. O mesmo se verificou com a despesa do Governo que apresentou um aumento de 5,7%. Na mundo privado, o investimento por este sector subiu 1,6%, sendo que a formação bruta de capital fixo expandiu-se 3,2%. “Realça-se que o investimento em construção subiu 3,1% pois estavam em curso várias instalações de turismo e entretenimento de grande envergadura”, pode ler-se. Por outro lado, o investimento em equipamentos do sector privado reduziu em 8,3%, destacando-se ainda, o investimento na construção, 45,2%. Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

Parquímetros Mais 80 novos estacionamentos

São 80 os novos lugares de estacionamentos disponíveis desde ontem. A direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) informou que os novos lugares estão equipados com parquímetro tarifado em seis patacas por hora, com poste azul. Este tipo de estacionamento é indicado apenas para situações que impliquem ocupação de lugar no máximo até uma hora. A partir de ontem as ruas de Coimbra e Bruxelas dos NAPE, a rua do Comandante Mata e Oliveira na Praia Grande, e as ruas de Foshan e Coimbra na Taipa estão equipadas com o novo tipo de estacionamento. A DSAT informa ainda, em comunicado, que irá proceder à revisão da medida dentro de seis meses, em ordem a “estudar os trabalhos da fase seguinte consoante a situação”.

Fórum organiza seminário sobre formação de bilingues

O Seminário sobre Ensino e Formação de Bilingues entre a China e os Países de Língua Portuguesa realizase nos próximos dias 7 e 8 de Setembro no Instituto Politécnico de Macau (IPM). O evento é organizado pelo Fórum Macau, pelo IPM e pelo Gabinete de Apoio ao Ensino Superior. “O presente Seminário tem como tema principal a ‘importância da língua nas relações económicas entre a China e os Países de Língua Portuguesa: o papel de Macau na formação de bilingues’”, define o Fórum Macau em comunicado. Para a sessão de dois dias, foram convidados professores e especialistas em língua portuguesa de instituições de ensino superior de Portugal e outros países. Presentes estarão ainda representantes do sector industrial e comercial de Macau.


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eventos

Ginástica para seniores na Casa de Portugal

A Casa de Portugal organiza, entre terça-feira e 16 de Dezembro, um curso de Condição Física para Seniores, com a lotação máxima de 15 pessoas e o custo de 1400 patacas. De acordo com a organização, o curso é composto por 28 sessões que se realizam todas as segundas e quartasfeiras, das 10h00 às 12h00. Leccionado pelo instrutor Pelé em português e inglês, foi criado pela Escola de Artes e Ofícios.

Lobo Antunes homenageado no Instituto Cervantes

O escritor António Lobo Antunes vai ser homenageado na quinta-feira, em Lisboa, pelo Instituo Cervantes «A editora da Universidade de Talca, no Chile, tem vindo a publicar uma colecção que reúne os autores que foram distinguidos com o Prémio Iberoamericano de Letras “José Donoso”. O prémio tem o nome do que foi talvez o romancista chileno mais importante do século XX e um dos expoentes do chamado «boom» das letras latino-americanas», revela um comunicado da D. Quixote. «António Lobo Antunes, que recebeu este prémio em 2006, vê agora publicado nesta colecção um volume que reúne algumas das suas Crónicas, intitulado “Las Cosas de la vida”, que será apresentado em Lisboa esta quinta-feira, dia 3 de Setembro, às 18h30, no Instituto Cervantes.»

hoje macau terça

O “mestre da improvisação”, Kayhan Kalhor toca na próxima sexta-feira com outros três artistas de música persa e indiana, esperando-se um concerto maioritariamente composto por instrumentos de cordas e nomes internacionais da música oriental

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músico iraniano Kayhan Kalhor, conhecido como “o compositor e mestre iraniano de Kamancheh”, actua com a sua banda no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) às 20h00 da próxima sexta-feira. O Kamancheh é um instrumento de cordas semelhante a uma viola que junta as culturas persa e indiana e a sua sonoridade encontra-se presente nos estilos musicais curdo, turco, arménio e do Azerbaijão. Kalhor foi nomeado quatro vezes para os prémios Grammy e, de acordo com a organização, é “hoje uma força criativa na cena musical” por ter democratizado o conhecimento da música persa no mundo ocidental. O músico, que tem estudos sobre música de várias zonas do Irão, fez parte de digressões mundiais enquanto solista de colectivos como a Filarmónica de Nova Iorque ou a Orquestra Nacional de Lyon. O artista é também co-fundador dos conhecidos grupos Dastan, Ghazal: Improvisações Persas e Indianas e Mestres da Música Persa. De

Concerto Iraniano Kayhan sexta-feira CCM

Ai que Kalhor acordo com o CCM, Kalhor compôs peças para conhecidos artistas iranianos e para televisão e cinema, incluindo a banda sonora do filme de Francis Ford Copolla, Youth Without Youth. A sua mais recente actuação no território teve lugar em 2010, quando tocou no projecto Silk Road, de Yo Yo Ma.

Outras cordas

O autor vai tocar com Narendra Mishra, famoso pela sua

À venda na Livraria Portuguesa Fernando Pessoa dito por Sinde Filipe • Fernando Pessoa Este livro acompanhado por um CD reúne um conjunto de 28 poemas de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos que podem ser ouvidos na voz do actor Sinde Filipe. O arranjo musical de Laurent Filipe animou alguns dos mais belos poemas de sempre.

interpretação de sitar, um instrumento de cordas da família do alaúde. Mishra começou, segundo comunicado do CCM, a dar concerto com apenas dez anos de idade, concluindo os seus estudos com o mestre deste instrumento, Ustad Vilayat Hussain Khan. “O seu talento reflectiu-se no seu trabalho dedicado e na sua devoção à sitar clássica”, escreve o CCM. Narendra Mishra tocou também no Jubileu de Ouro da Rainha de Inglaterra em 2002 e foi

convidado actuar no Festival de Música de Leeds, no Reino Unido. Aos dois juntam-se Ali Bahrami Fard, ao comando de um santour, e Sandeep Das, com uma tabla. Um santour é originalmente persa e é também um instrumento de cordas. Já a tabla é de percussão e assemelha-se a um tambor, sendo particularmente famoso da Índia.

Alimento espiritual

De acordo com o CCM, “na cultura tradicional persa,

a música funciona como uma ferramenta espiritual”. É, assim, um meio para a mente “explorar, meditar e para exaltar a alegria” da vida. “Adicione-se uma dose de misticismo e somos transportados para um plano de existência muito mais elevado”, acrescenta a organização. “A improvisação e a composição são ambas importantes quando se faz música e, como anteriormente mencionado, Kalhor

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Diário de Inverno • Paul Auster Pensas que nunca te vai acontecer, que não te pode acontecer, que és a única pessoa no mundo a quem essas coisas nunca irão acontecer, e depois, uma a uma, todas elas começam a acontecer-te, como acontecem a toda a gente. Paul Auster, incansável criador de ficções e de personagens inesquecíveis, vira agora o olhar para si próprio e para o sentido da sua vida. As descobertas da infância e as experiências da adolescência, o compromisso com a escrita - que marcou a sua entrada para a idade adulta -, as viagens, o casamento, a paternidade, a morte dos pais... Uma vida que transborda das páginas deste Diário de Inverno, um definitivo auto-retrato construído com a paixão e a transbordante criatividade literária que são as marcas distintivas da identidade deste escritor amado pelos leitores e admirado pela crítica.


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Kalhor foi nomeado quatro vezes para os prémios Grammy e, de acordo com a organização, é “hoje uma força criativa na cena musical” por ter democratizado o conhecimento da música persa no mundo ocidental é um mestre da improvisação, capaz de passagens contemplativas bem como de demonstrações de virtuosismo. Como ele lidera um ensemble que abrange as tradições indiana e persa, os seus companheiros musicais vão responder às suas improvisações com os seus próprios rasgos, assim contribuindo para esta extraordinária viagem musical asiática”, destaca. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

festival anual de animação AniMacau acontece este ano entre 16 e 25 de Outubro e vai, pelas mãos do Centro Cultural de Macau (CCM), dar a conhecer 10 novas produções, duas delas dedicadas aos mais novos. “Para além do além” e “O 7º anão” são histórias para crianças, a primeira versando sobre o coelho Johan, que parte numa aventura em busca da sua mãe. O filme foi nomeado para um Urso de Cristal no Festival Internacional de Cinema de Berlim, no ano passado. “O 7º Anão” dá a conhecer “uma mescla hilariante de personagens” dos contos de fadas, incluindo a Cinderela, o Capuchinho Vermelho e a Branca de Neve. Todos num só filme. Para todas as idades, o CCM disponibiliza “Os Moomins na Riviera”, com personagens clássicas de banda desenhada criadas pelos finlandeses Tove e Lars Jansson. Já o realizador argentino, Juan José Campanella traz a Macau “Matrecos”, uma história que faz uso da imaginação para criar um mundo onde os jogadores de matraquilhos ganham vida e são heróis em salvação de uma cidade. Campanella é o realizador da famosa obra de 2009, “O Segredo dos seus Olhos”. Da região francesa de Annecy chega “O Menino e o Mundo”, vencedor do Festival Internacional de Cinema Animado daquela localidade. O filme utiliza desenhos que parece pintados a lápis-de-cor, transportando o público para “um mundo mágico”, informa o CCM. Finalmente, voa da Coreia do Sul a película intitulada “Mais claro do que parece”, produção que alia quatro

Animação Dez produções internacionais no CCM

Festival transversal

histórias “descontraídas e refrescantes”.

Ser criança para sempre

Para um público mais amadurecido, o AniMacau apresenta “O Congresso”, do realizador Ari Folman. O filme caracteriza-se como um “híbrido de animação e imagem real” produzido em França e interpretado pelos grandes nomes do cinema norte-americano, Robin Wright, Harvey Keitel e Danny Huston. A obra estreou-se em 2013 em Cannes e ali reali-

Programação Data

Hora

Filme

16.10 • Sexta

21:30

Patema Invertida

17.10 • Sáb

16:30

Matrecos

17.10 • Sáb

21:30

O Congresso

18.10 • Dom

14:30

Para além do Além

18.10 • Dom

16:30

Os Moomins na Riviera

23.10 • Sexta

21:30

Pos Eso

24.10 • Sáb

16:30

Mais Claro do que Parece

24.10 • Sáb

21:30

Pedras nos bolsos

25.10 • Dom

14:30

O 7º Anão

25.10 • Dom

16:30

O Menino e o Mundo

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dade à ficção. É Wright quem protagoniza a película na pele de si própria. A história torna-se ficção no momento em que um estudo de cinema de Hollywood pede à actriz que venda a sua identidade do cinema para mais tarde ser digitalizada e usada de forma ilimitada. O contrato entre as duas entidades tem uma particularidade: Wright nunca envelhecerá no holograma, mas 20 anos depois de ter sido assinado, a actriz e o mundo já não são a mesma coisa. A película gira em volta dos conceitos de velhice e era digital, criando o debate sobre até quando dura a beleza. Do Japão surge “Patema Invertida”, uma “uma aventura de ficção científica que utiliza um conceito semelhante a ‘Upside Down’, filme que explora o amor entre duas pessoas que vivem em mundos gravitacionais opostos. O AniMacau guarda ainda lugar para a comédia de terror “Pos Eso”. Filmada em stop-motion e produzida em Espanha, fala de doenças mentais e possessões do espírito. Finalmente, surge da Letónia “Pedras nos Bolsos”, um retrato que fala de “mentes muito peculiares”. L.S.M.


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hoje macau terça-feira 1.9.2015

DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO

Anúncio O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 3ª vez do ano 2015 (1)

Fins O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM.

(2) Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM. (3) Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes. (4)

Valor de Apoio Financeiro (1) Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00)

(5)

Data do Pedido Alínea (1) do número anterior Todo o ano Alínea (2) do número anterior A partir do dia 1 até 14 de Setembro de 2015 (O próximo pedido será realizado no dia 4 ao 15 de Janeiro de 2016)

(6)

Forma do Pedido Devolvido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 273 /2004,"Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro", publicado no B. O. N° 47 de 22 de Nov., para o FDCT. Endereço do escritória: Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n° 411-417, Edf. “Dynasty Plaza” 9° andar, Macau. Para informações: tel. 28788777; website: www.fdct.gov.mo.

(7)

Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 273 /2004, processa o "Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro". O Presidente do C. A. do FDCT Ma Chi Ngai 2015 / 8 / 31

A Direcção dos Serviços de Turismo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, faz público que, de acordo com o Despacho de 7 de Agosto de 2015 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação do serviço de organização da “Parada de Celebração do Ano Novo Chinês do ano 2016”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.ºs 335-341, Edifício “Hotline”, 12.º andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, mediante o pagamento de duzentas patacas (MOP200,00); ou ainda consultar o website da Direcção dos Serviços de Turismo: http://industry. macautourism.gov.mo, e fazer “download” do mesmo. A sessão de esclarecimento será realizada no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.ºs 335-341, Edifício “Hotline”, 14.º andar pelas 10:00 horas do dia 1 de Setembro de 2015. O limite máximo do valor global da prestação deste serviço é de MOP18.000.000,00 (dezoito milhões de patacas) Critérios de adjudicação e factores de ponderação: Critérios de adjudicação Preço Coordenação do serviço: Concepção da “design”, tema e programa da Parada Plano de coordenação Plano e desenho de organização das actividades Número de pessoal necessário para a prestação do serviço Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço Informações sobre os equipamentos a serem utilizados Plantas e desenhos da colocação dos equipamentos e dos materiais de decoração (“design” do padrão e planta das localizações) Plano de produção dos materiais de decoração Plano de montagem e desmontagem Experiência e competência técnica do concorrente

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Factores de ponderação 20% 30%

30%

20%

Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.ºs 335-341, Edifício “Hotline”, 12.º andar, durante o horário normal de expediente e até às 17:45 horas do dia 23 de Setembro de 2015, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou, alternativamente, em inglês, prestar a caução provisória de MOP360.000,00 (trezentas e sessenta mil patacas), mediante: 1) depósito em numerário à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitidos à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau. O acto público do concurso será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.ºs 335-341, Edifício “Hotline”, 14.º andar pelas 10:00 horas do dia 24 de Setembro de 2015. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 20 de Agosto de 2015.

O Director Substituto Cheng Wai Tong


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hoje macau terça-feira 1.9.2015

O

consórcio chinês Fosun, proprietário em Portugal da companhia de seguros Fidelidade, anunciou ontem um aumento de 97% dos lucros no primeiro semestre, face a 2014, impulsionado por um crescimento recorde do segmento das seguradoras. A empresa com sede em Xangai lucrou 3.617 milhões de yuan nos primeiros seis meses deste ano. Assumida como “estratégica para o crescimento” do grupo, a área dos seguros lucrou 1.789 milhões de yuan, um aumento de 89 milhões de euros, face a 2014, assinala o relatório semestral da empresa.

Grupo Fosun quase duplica lucros

Rico semestre O documento revela que a compra da Luz Saúde (antiga Espírito Santo Saúde) por 460 milhões de euros, permitiu à Fosun “expandir a sua presença no sector da saúde”. O grupo, que é também um dos candidatos à compra

3.617

milhões de yuan lucros nos primeiros seis meses deste ano

do Novo Banco, nos últimos anos adquiriu participações em companhias de seguros na China continental, Estados Unidos e Hong Kong, e investiu igualmente nos sectores da saúde, imobiliário, turismo e indústria farmacêutica.

Activos seguros

No final do primeiro semestre deste ano, os seus activos no domínio dos seguros excediam 143.199 milhões

Taur Matan Ruak inicia primeira visita oficial à China

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Presidente da República timorense, Taur Matan Ruak, inicia esta terça-feira a sua primeira visita oficial à China, durante a qual está previsto, segundo informou ontem o seu gabinete, uma ampla agenda de encontros e cerimónias. Taur Matan Ruak, que estará na China até 5 de Setembro, é acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Hernâni Coelho, e de outros responsáveis timorenses. Em comunicado, o seu gabinete explica que a visita visa “agradecer à República Popular da China por ter sido o primeiro país a reconhecer a declaração de independência de Timor-Leste a 28 de Novembro de 1975 e a estabelecer relações diplomáticas com Timor-Leste aquando da restauração da independência a 20 de Maio de 2002”. Durante a visita, explica ainda, Taur Matan Ruak quer agradecer o “contributo da China para o desenvolvimento de Timor, e intensificar a cooperação entre os dois países, nomeadamente nas áreas de turismo, agricultura através da criação da Zona

de Desenvolvimento Agrícola através de Tecnologia Avançada, desenvolvimento do capital humano, gás e petróleo”. Uma cooperação, refere, que se pode intensificar “no âmbito da ‘Nova Rota da Seda’ dada a posição geográfica estratégica de Timor-Leste na região da Ásia e Pacífico. Taur Matan Ruak aproveitará a visita para convidar os responsáveis chineses a participarem, a 28 de Novembro, nas comemorações do 40.º aniversário da Proclamação da Independência de Timor-Leste, marcadas para o enclave de Oecusse.

de yuan, representando quase metade (44,8%) do total do grupo, aponta o relatório. A maior parte dos activos da Fosun está denominada em euros (45,2%) e dólares norte-americanos (34.8%), enquanto a moeda chinesa, o yuan, representa apenas 10% do total. pub

“A diversificação dos investimentos em diferentes moedas permitiu ganhar resistência ao impacto da volatilidade do mercado de câmbios”, lê-se no documento. Em 2014, as acções da Fosun na bolsa de Hong Kong valorizaram-se 41%, mas, desde Junho, já perderam um terço do valor, face ao pico atingido em Maio, acompanhando as acentuadas quedas nas praças financeiras chinesas. Este ano, o grupo acrescentou à sua carteira o Cirque du Soleil e concluiu a compra do emblemático Club Méditerranée, confirmando a aposta no sector lazer e estilo de vida, que corresponde já a 17% do total de activos. Fundado em Xangai, no início da década de 1990, a Fosun é considerada um dos consórcios privados chineses mais activos além-fronteiras. O seu presidente, Guo Guangchang - conhecido como “o Warren Buffet da China” - é licenciado em Filosofia e mestre em Gestão, e conta com uma fortuna estimada pela Forbes em 9.300 milhões de dólares.

Bolsas chinesas encerram no vermelho

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As acções chinesas caíram ontem depois de subidas substanciais registadas na quinta e sexta-feira da semana passa, no âmbito dos esforços governamentais para combater a manipulação dos mercados, segundo a Xinhua. O Índice Composite de Xangai caiu 0,82% ou 26,22 pontos, cotando-se nos 3,205.99 pontos. Já o principal índice da bolsa de Shenzhen também encerrou no vermelho, ao perder 2,32%, fixando-se nos 10,549.16 pontos. As praças financeiras chinesas voltaram assim às perdas, depois de fortes subidas registadas nos últimos dois dias da semana passada, os quais se seguiram a cinco jornadas de graves quedas que abalaram os mercados internacionais.


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hoje macau terça-feira 1.9.2015

a revolta do emir

artes, letras e ideias

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S

eria difícil de imaginar, há duas décadas, as vantagens que a internet nos traz hoje em dia como acompanhamento de leitura. Relembro este avanço, comovido, a propósito da leitura de um livro de W.G.Sebald, Austerlitz. No seu início descreve-se um quadro de Lucas van Valckenborch, um pintor flamengo do século XVI, em que umas figurinhas patinam no gelo em Antuérpia. Em segundos a internet oferece-me o quadro, em tamanho decente e pormenor suficiente. Vejo, entre muitos patinadores, a senhora de amarelo caída no gelo e o senhor de calções vermelhos que a ajuda a levantar-se, burgueses contentes e um grupo entretido em volta de uma fogueira. Logo de seguida consigo ver fotografias da grandiosa Estação Central de Antuérpia onde se passa o início da história de Sebald e onde nunca estive. Alguns dirão que os seus livros contêm fotografias porque existe neles uma necessidade imensa de mostrar e eu não poderia estar mais de acordo, mesmo que esteja enganado. Estas fotografias, abundantes, acabam por marcar ainda mais intensamente a profunda solidão que envolve as figuras que Sebald examina nos seus livros de uma maneira que só a fotografia consegue fazer. Os seus livros são como fotografias porque estas, ao mostrar, com rigor, acabam por nos transmitir a impossibilidade de ver verdadeiramente. Sabemos, ao ver as fotografias que os seus livros exibem e ao ler as suas ideias sobre os mecanismos da memória, que a garantia de permanência e realismo que a fotografia parece oferecer não passa também de uma ilusão. Por outro lado, as explicações de Sebald são de uma clareza ofuscante, os objectos, edifícios, paisagens e impressões oferecidos com extrema delicadeza, mas também com extrema precisão. Isso acontece, por exemplo, na descrição do cemitério de Piana, na Córsega, no texto Campo Santo que dá o título a um dos seus livros. Esta mecânica poderia levar-nos a pensar que a escrita é mais eficaz na representação do passado que a imagem fotográfica, ou indicar para a relativa ineficácia de ambas. Uma das malandrices que Sebald nos oferece é uma que de início passa quase despercebida, e se tal acontece é porque existe uma mestria difícil de igualar: a quase total inexistência, em alguns textos, de parágrafos. O texto Campo Santo, por exemplo, não tem ne-

Pedro Lystmann

Internet

nhum e em Austerlitz há longas passagens construídas da mesma maneira. Austerlitz, a figura protagonista do livro com o mesmo nome, é-nos mostrada pelo autor muito detalhadamente, com uma bondade que não consegue disfarçar a admiração que aquele lhe causa. No entanto, quanto mais nos é mostrado mais nos convencemos da inutilidade da demonstração. Milan Kundera (em The Art of the Novel) fala da ilusão do presente: “There would seem to be nothing more obvious, more tangible and palpable than the present moment. And yet it eludes us completely. All the sadness of life lies in that fact. In the course of a single second, our senses of sight, of hearing, of smell, register (knowingly or not) a swarm of events and a parade of sensations and ideas passes through our head. Each instant represents a little universe, irrevocably forgotten in the next instant.” *

Em The Emigrants Sebald conta-nos a história de quatro homens cujos destinos sofreram vários tipos de desajustes devido aos acontecimentos da Segunda Grande Guerra e à perseguição que vitimou os judeus durante os anos 30 e 40. Termina com a descrição crua de umas fotografias tiradas no gueto de Litzmannstadt, estabelecido em Lodz em 1940. A última é a fotografia de três mulheres de cerca de vinte anos, entretidas no trabalho de fazer carpetes. “interrogo-me sobre como se chamariam estas mulheres Roza, Luisa e Lea, ou Nona, Decuma and Morta”. E depois o silêncio. Foi também Sebald que me fez voltar a Bruce Chatwin, outro autor que se mostra obsessivo em mostrar. Regressei ao autor inglês através de uma referência directa não a si próprio mas ao seu biógrafo, Nicholas Shakespeare. Lembre-se que Chatwin tem cinco livros de ficção, todos

passados em lugares muito diversos: Patagónia, País de Gales, Austrália, Benin e Checoslováquia. Shakespeare percorreu todos esses lugares em busca do seu Chatwin, e é esta viagem que Sebald elogia.** No livro What Am I Doing Here, que reúne vários tipos de pequenos textos este espalha-se pela União Soviética, o Benim, os Camarões, Hong Kong, Paris, o Peru ou o Afeganistão. A sua obsessão pelo nomadismo, que o leva a teorizações não aceites por todos, tem uma semelhança grande em alguns dos textos de Sebald, onde as histórias que neles se revelam implicam quase sempre uma deslocação – muitas vezes forçada. Em What Am I Doing Here, conta-nos que encontrou em Werner Herzog uma pessoa que partilha com ele a ideia do valor sacramental de caminhar e o seu valor como actividade poética que pode curar os males do mundo e continua contando um episódio ilustrativo desta crença: quando, em 1974, Herzog soube que Lotte Eisner estava a morrer, dispôs-se a percorrer a pé, através de um inverno rigoroso, a distância entre Munique e Paris “confiante de que poderia, de certa forma, curá-la através da sua caminhada”. Quando chegou ao apartamento de Eisner esta recuperara e viveu durante mais dez anos. O entusiasmo que os livros de Chatwin suscitam é um entusiasmo juvenil e o rosto do próprio Chatwin nunca abandonou esse brilho entre o do adolescente e o de um sério diletante. O que não conheço em Sebald é a confusão de alguns textos de Chatwin (em Songlines), uma escrita aos tropeções, uma obsessão por compreender algo que claramente nunca conseguiu perceber e muito menos sistematizar. Mas serviu para ir ver na internet o que é um dasyurus geoffroii e pensar na nomadização e nas origens da humanidade. Outra vantagem da internet (este pequeno passeio começou por aí) prende-se com o acesso imediato a imagens animadas e/ou música. Nunca ouvira falar de Kevin Volans antes de ler o elogio que Chatwin lhe estende num dos textos constantes de What Am I Doing Here. A leitura do texto sobre o compositor sul-africano enriquece-se rapidamente porque a internet disponibiliza várias das peças deste compositor que estudou com Stockhausen e de quem eu nunca ouvira falar. * retirado do monumental livro de Gardiner, John Eliot, Music in the Castle of Heaven, 2013. ** ver Sebald, W.G., “The Mystery of the Red-Brown Skin”, em Campo Santo.


( F ) utilidades

hoje macau terça-feira 1.9.2015

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tempo possibilidade de trovoadas min 24 max 28 hum 80-98% • euro 8.94 baht 0.23 yuan 1.28

Cineteatro

O que fazer esta semana

Cinema

hitman: agent 47 Sala 1

hitman: agent 47 [c] Filme de: Aleksander Bach Com: Rupert Friend, Hanna Ware, Thomas Kretschmann 16.05, 21.45

legendado em chinês Filme de: Chris Columbus Com: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan 19.30

wild city [c]

Sala 3

Falado em cantonês e mandarim legendado em chinês e inglês Filme de: Ringo Lam Com: Louis Koo, Shawn Yue, Tong Liya 14.15, 17.55, 19.45 Sala 2

pixels [b]

legendado em chinês Filme de: Chris Columbus Com: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan 14.30, 16.30, 21.30

Hoje exposição comemorativa do 70.º aniversário da vitória da guerra de resistência do povo chinês contra o japão Museu das Ofertas Sobre a Transferência de Soberania Entrada livre

Diariamente Projecto Influxus 2015 (até 23 de Setembro) Babel Entrada livre 12º Aniversário da Creative Macau “Rich Life”, concerto de Concrete Lotus e exposição de arte, 18h00 Creative Macau Entrada livre Exposição de fotografiade Mo Shah (até 21/09) Galeria Fabrik, Hong Kong Entrada livre

Exposição “Artefactos de Excelência – Gravações de Carimbos por Luo Shuzhong” Museu de Arte de Macau, das 10h00 às 19h00 (até 28/2) Entrada livre Exposição “Saudade” (até 30/9) MGM Macau Entrada livre

h o j e h á f i l m e Boyhood (Richard Linklater, 2014) Uma das coqueluches da última edição dos Óscares de Hollywood pode surpreender muitos e deixar outros com a sensação de que, afinal, este filme não é assim tão espectacular como isso. Por isso, o melhor é mesmo ver, com o risco de provocar reacções tão diferentes. “Boyhood” é o típico filme norte-americano que fala sobre tudo o que é americano, sem esquecer o uso normal de armas e Barack Obama. Durante três horas, espera-se por aquele final que não surpreende. Andreia Sofia Silva

“A Arte de Imprimir” (até Dezembro) Centro de Ciência de Macau Entrada livre Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre

Falado em japonês legendado em chinês e inglês Filme de: Nikhil Advani Com: Takuya Kimura, Keiko Kitagawa 14.30, 16.45, 21.30

attack on titan [c]

Falado em japonês legendado em chinês e inglês Filme de: Shinji Higuchi Com: Haruma Miura, Kiko Mizuhara 19.30

1 de setembro

Nasce Lobo Antunes, o escritor dos mitos reais

Concerto de Kayhan Kalhor e Amigos, 20h00 Centro Cultural de Macau Bilhetes entre as 150 e as 300 patacas

Exposição de Fotografia de Velhos Templos de Macau Museu de Arte de Macau (até 31/12) Entrada livre

hero 2015 [b]

Aconteceu Hoje

Sexta-feira

‘Blademark’, exposição de pintura de Fortes Pakeong (até 12/09) Albergue SCM Entrada livre

pixels [3d] [b]

• Hoje é dia de homenagear o escritor António Lobo Antunes, que nasceu em Lisboa a 1 de Setembro de 1942. ‘Memória de Elefante’, ‘Os Cus de Judas’ e ‘Conhecimento do Inferno’, os seus três primeiros livros, revelaram desde logo o grande autor que se escondia num anónimo médico do Hospital Miguel Bombarda. António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, licenciou-se em Medicina e optou pela Psiquiatria. De 1971 a 1973, participou na Guerra do Ultramar, em Angola, como tenente-médico do Exército. Enquanto exerceu no Hospital Miguel Bombarda (foi psiquiatra até 1985), escreveu três livros, aclamados como grandes obras pela crítica. ‘Memória de Elefante’, ‘Os Cus de Judas’ e ‘Conhecimento do Inferno’ – livros de um autor marcado pela guerra colonial – catapultaram Lobo Antunes para o centro da discussão literária. Já depois de deixar o Miguel Bombarda, prossegue a sua obra, com mais quatro livros (‘A Explicação dos Pássaros’, ‘Fado Alexandrino’, ‘Auto dos Danados’ e ‘As Naus’) que trespassam a história de Portugal, desde os Descobrimentos até à Revolução de Abril. Depois de revisitar estes factos, não da perspectiva do povo heróico, mensagem que sempre foi transmitida, Lobo Antunes faz uma visita à sua infância e adolescência, ao local onde viveu: o bairro de Benfica, em Lisboa. O autor junta factos e personagens que estão para além deste período da sua vida, representação de pessoas que também tiveram forte preponderância na sua vida, já como adulto. Das crises conjugais (o divórcio que superou) às contradições dos mitos dos Descobrimentos, dos traumas da guerra às memórias de infância, Lobo Antunes viaja pelo tempo, recorrendo às letras que os conhecimentos de psiquiatria lhe permitiram escolher. A dimensão do seu trabalho mereceu um sublinhado com alguns dos mais prestigiados galardões de literatura, como o Prémio Jerusalém (2005) e o Prémio Camões (2007). Em 2008, o Ministério da Cultura de França atribui a Lobo Antunes as insígnias de Comendador da Ordem das Artes e das Letras francesas.

fonte da inveja

Se fores para ali, não digas que vens daqui.

João Corvo


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opinião

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Fernando Eloy | 义來

chá (muito) verde

A

credito ser um caso vulgar no mundo a existência, aqui e acolá, daquilo que normalmente se designa por “leis não escritas”, ou seja, práticas correntes que não obedecem a nenhum princípio legal subjacente mas cumpridas religiosamente e com um apego tal como se fossem, de facto, leis. Macau, claro, não é excepção. Muito pelo contrário. Uma das mais famosas dessas “leis”, agora julgo que em desuso ao ponto de muitos recém-chegados nunca terem ouvido falar nela, é a pitoresca “20/24”, ou seja: “Tens 20 quilos e 24 horas para te pores a andar daqui para fora!” Assim mesmo, com exclamação e tudo. Não me parece que esta “lei” tenha alguma vez sido aplicada por qualquer tribunal de Macau mas, como os espanhóis com as bruxas, que terá sido aplicada terá, e que serviu durante muito tempo de aviso ou ameaça velada também. Mas se a “20/24” será coisa de um passado quase cinematográfico existe outra bem

Chianca de Garcia, aldeia da roupa branca

O mal da aldeia

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HM-2ª vez 1-9-15 Arrolamento n.º

Anúncio FM1-15-0105-CDL-A

Juízo de Família e de Menores

Requerente: WONG KIT HENG, casada, de nacionalidade chinesa, com residência em Macau, na Estrada de Sete Tanques n.º 595 e 601, Villa Belle Rose I e II, “S”, 1.º andar. Requerido: LEONG WA, casado, de nacionalidade chinesa, com residência em Macau, na Avenida Dr. Sun Yat-Sen 945-973Y, One Central Residences, Bloco III, 22.º andar B. FAZ-SE SABER que pelo Tribunal Judicial de Base da RAEM, notificando os comproprietários abaixo identificados: HUANG YAOYUAN, de sexo masculino, com residência em Macau, na Rua de Francisco Xavier, nºs 10-12, 4.º andar A, e LIANG NAILIU, de sexo masculino, com residência em Macau, na Rua de Francisco Xavier, nºs 10-12, 4.º andar A. Por decisão proferida em 1 de Junho de 2015, e despacho proferido a fls. 547, referente aos autos de Arrolamento acima identificado, foi ordenado o arrolamento de 1/2 (metade indivisa) das fracções autónomas, do prédio sito em Macau, no Beco do Cavalo n.º 17 a 17-A e na Travessa dos Tingidores n.º 19, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 13234 a fls. 131 do Livro B35, inscrição da propriedade horizontal n.º 26886 a fls. 81v do Livro F35, inscrita em nome da requerente e do requerido sob o n.º 5466 a fls. 192v do Livro G88A, registada a aquisição a favor da requerente WONG KIT HENG e do requerido LEONG WA. Correm éditos de TRINTA (30) DIAS, contados a partir da segunda e última publicação do anúncio, notificando os comproprietários acima identificados, para no prazo de DEZ (10) DIAS, findo dos éditos, fazerem as declarações que entenderem quanto ao direito da requerente e do requerido acima mencionados e ao modo de o tornar efectivo (nos termos do disposto do art.º 750.º do CPCM). Mais nos termos do disposto do art.º 367.º n.º 2 do CPCM, o juízo nomeou o próprio detentor das coisas arroladas como o depositário.

R.A.E.M., aos 19 de Agosto de 2015. ***

presente a qual, como é típico destas práticas correntes, diz muito do sentir e do agir de uma comunidade. Para ser prático vou chamar-lhe “Mal da Aldeia”, naturalmente imbuída do espírito do velho aforismo “Dividir o Mal Pelas Aldeias”. A aldeia aqui é um termo importante porque define o espírito desta “lei” da terra na sua curteza de vistas e na sua incapacidade de perceber que existe um mundo para além destes 25 km2, apesar da muralha ter caído há muito. Mas, ao contrário de outras leis, esta é especialmente dedicada às gentes locais; enquanto a “20/24” tinha um espírito mais universalista pois podia ser aplicada a um qualquer cidadão, residente ou não, de uma qualquer parte do mundo, a “Mal da Aldeia” é especialmente aplicada aos residentes. Ou seja, em Macau quando se trata de distribuir subsídios ou apoios a profissionais independentes; leiam-se artistas, pilotos de automóveis, produtores... a regra é dar um bocadinho a todos em

Mentalidade de aldeia, conceito anacrónico que em nada contribui para o bem comum pois ao “dividir o mal pelas aldeias” apenas se obtém uma série de ejaculações precoces e nunca uma relação satisfatória vez de apostar seriamente nos mais qualificados. Resultado: uma dispersão completa de recursos e nenhum dos beneficiados (?) a conseguir sequer imaginar objectivos ambiciosos. Nos automóveis, quem não terminar o Grande Prémio local vê-se sem subsidio da Fundação Macau mesmo que ganhe provas realmente importantes lá fora; e não terminar uma prova acontece aos melhores. Logo não se arrisca, porque ninguém é parvo ao ponto de comprometer uma época por causa de uma prova que, em boa verdade, pouco ou nada conta em termos desportivos mas muito em termos de carreira por causa desta distorção absurda. Perdem os pilotos, perde o público, perde o Grande Prémio - uma “lose-lose situation”. Nos filmes dá-se cem mil aqui, trezentas ali, duzentas acolá para depois poderem dizer que Macau tem muita gente a fazer filmes, ou seja, muitos realizadores mas nem sequer assistentes de produção tem porque os exíguos orçamentos atribuídos pela “Mal da Aldeia” não permitem formar nem manter equipas. Além disso, todos os que fazemos

filmes sabemos que produções a sério capazes de ambicionarem para além do circuito “TDM - Centro Cultural - festas de amigos”, não custam nem cem, nem duzentos nem sequer um milhão e meio como o Instituto Cultural nos quer fazer acreditar. No entanto, se o proponente vier de fora (com as credenciais certas) a “Mal da Aldeia” já não é aplicada. Este tipo de “jurisprudência” nasce de mentalidades pequena, do medo de errar, do receio de decidir, do pânico do que os vizinhos vão dizer e não de um qualquer senso de justiça. A “Mal da Aldeia” é mesmo isso, perniciosa, e não se coaduna com uma cidade que se pretende afirmar no mundo e, para não irmos tão longe porque as viagens não cabem nos orçamentos, até no contexto da China. Mentalidade de aldeia, conceito anacrónico que em nada contribui para o bem comum pois ao “dividir o mal pelas aldeias” apenas se obtém uma série de ejaculações precoces e nunca uma relação satisfatória. Macau tem de aprender a pensar grande para além do fogo de artificio. Macau tem de saber arrojar sob pena do futuro ser uma condenação ao inferno das boas intenções e ao limbo do esquecimento. Continuar a dar apoios a todos e mais alguns apenas porque ostentam um BIR e para ficar bem na foto de grupo, em vez de concentrar meios naqueles que realmente têm valor é uma asneira inqualificável. Viver na quimera de que uma cidade de meio milhão de habitantes possa ter meio milhão de talentos é uma ingenuidade imperdoável.

MÚSICA DA SEMANA Dos idos de 1997... “Open your Mind” - Usura


opinião 15

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Tânia dos Santos

taniarsdossantos@gmail.com

sexanálise

P

reparativos são mais ou menos necessários dependendo da personalidade de quem os pratica. Há quem queira ser espontâneo ou há quem tente preparar ao ínfimo pormenor tudo o que vai acontecer. Isto sou eu a pensar na generalidade, para quem gosta de viajar, organizar um jantar ou nas nossas rotineiras vivências. O que se faz com preparativos para sexo? Preparações logísticas, mentais e físicas contribuem para a performance e à sua optimização. Poderia pensar em lingerie da mais alta qualidade, uns acessórios excitantes daquelas lojas que não têm direito a montra. Há diferentes níveis de criatividade que mostram todo o potencial apimentador do sexo, que vai de organização kinky até a uma lubrificação bem feita, para a coisa correr bem. Para mulheres se prepararem para sexo, convém existir alguma dica de que a coisa vai acontecer. Para as mais preocupadas, depilação e lingerie são questões importantes a serem consideradas. Para as menos preocupadas, talvez não seja necessário, mas sei lá, convém haver um preservativo à mão. Pois que a ânsia para o sexo faz o tico e o teco aumentarem a sua actividade fantasiosa. Pois que de fantasias se vive o prazer, e a lubrificação também agradece. Sexo não é penetração vaginal, única e exclusivamente. Se a sua definição é vista como tal, talvez que daí se justifique o uso do sexo anal para evitar a sua tão assustadora e possível disrupção (talvez nunca entenderam que ‘sexo’ está em sexo anal...). Se se concentrarem em fantasias, naquelas imagens mentais que nos assolam dia e noite em dias mais sexualmente necessitados, o que se vê: corpos, toques, apertos e entradas e saídas (digitais, orais, genitais). Um saudável salpicar de tudo. Chegamos então à fantástica conclusão que sexo na sua definição redutora não satisfaz os apetites de todos quando tentamos teórica e empiricamente percebê-la. Que isto tem que ver com preparativos e, em especial, preliminares? Pois que os preliminares deveriam ser menos pre, tornando-se parte do processo, do acto, da concepção. Sem este q.b. de preparação mental e física, o pinar pouco se via. Os preliminares são popularmente entendidos como aquele tempo necessário antes de sexo que se estende por mais tempo por vontade das mulheres e por menos tempo por vontade dos homens, com a importante função biológica de lubrificação. Há um estudo que vem mostrar que, na verdade, o tempo que se deseja para os tais preliminares é o mesmo, tanto para homens como para mulheres (tenho que agradecer a referência académica ao blog da Leonor - prontoadespir.me - com textos sobre sexo de uma audácia e descomplicação sem igual). Escandaloso pensar que há mulheres que cortam os seus preliminares

Woody Allen, Mighty Aphrodite

Pré-acto

porque acham que ele não quer, e homens que são levados no embalo do que acreditam ser vontade dela, e não reclamam por mais! Mais preliminares para estas mesas, por favor! O estudo também mostra que as expectativas são entendidas através de estereótipos sexuais que temos do parceiro, que têm pouca consideração das necessidades individuais, e mais – das do casal e da sua dinâmica. Não querendo cair em clichés, vou cair: senhores e senhoras, é preciso comunicar. Comunicar verbal ou não verbalmente se querem continuar no amasso, se o querem apressar. Whatever. Claramente que existem situações onde longos preliminares (não estou a gostar nada desta palavra, é do sufixo, mas à falta de melhor...) não fazem sentido. Pensem naquela rapidinha antes de ir trabalhar, por exemplo. Enaltecendo a funcionalidade dos liminares (não resulta) que pode ser mais

ou menos propositada, o foreplay (gosto mais) traz não só o desenrolar de um desejo inusitado e descontrolado, mas faz uso da imaginação do prazer. Vai do uso da pele

Escandaloso pensar que há mulheres que cortam os seus preliminares porque acham que ele não quer, e homens que são levados no embalo do que acreditam ser vontade dela, e não reclamam por mais! Mais preliminares para estas mesas, por favor!

(referido anteriormente) à criatividade dos jogos genitais e zonas erógenas que com classe e eficácia são estimuladas. Reparem que me referi a classe, porque destes automatismos esperam-se a ausência… de classe. Usar os mamilos como sintonizadores de rádio à espera de um interruptor de vontade sexual, não impressiona. Nada contra estimular mamilos per se, mas há que não ficar por aí. Há desespero por encontrar uma fórmula milagrosa de excitação que por vezes é confundida com o estimular um mamilo, ora o direito, ora o esquerdo e dedilhar o clitóris, à vez – no sentido dos ponteiros do relógio. A ocasional lambidela no pescoço, o afogar orelhas em saliva, já lhes conhecemos as manhas. De interesse o prazer e uma optimização lubrificadora (de ambas as partes), uma fórmula infalível talvez seja uma procura desnecessária. Mas que não vá desencorajar o explorar, as explorações sexuais.


Activado rastreio experimental contra cancro do colo-rectal

cartoon por Stephff

protestos na malásia

Os Serviços de Saúde (SS) promovem a partir de hoje um programa piloto de rastreio ao cancro do colo-rectal, o qual contará com mil vagas para residentes. Segundo um comunicado, o rastreio será gratuito e inclui um exame de sangue oculto nas fezes, sendo que os dados obtidos “servirão de referência para promover a implementação do rastreio do cancro colo-rectal a toda a população”. Nos últimos dez anos, este tipo de cancro tem sido um dos três que mais ocorrem em Macau, com uma média anual de 170 novos casos e 70 casos mortais. Os SS referem, com base em dados de 2013, que o cancro do colorectal já ultrapassou os casos de cancro pulmonar, “passando a figurar como o cancro mais comum em Macau”.

Banguecoque Polícia procura mais dois suspeitos por atentado

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Dois novos suspeitos, uma tailandesa e um homem não identificado, são procurados por alegadas ligações ao atentado à bomba num templo em Banguecoque, depois de materiais para o fabrico de bombas terem sido apreendidos num apartamento nos arredores da cidade. “O primeiro suspeito é uma mulher, Wanna Suansan, de 26 anos”, disse o porta-voz da polícia numa declaração transmitida na televisão. Foi divulgada uma imagem da mulher com a cabeça coberta com um ‘hijab’ (véu). Esta foi a primeira vez que o nome e imagem de um suspeito foram divulgados na televisão desde o ataque a 17 de Agosto. “Também há outra pessoa a morar no mesmo local: é um homem, de nacionalidade desconhecida”, acrescentou. O ataque ao templo Erawan, no centro da capital tailandesa, muito frequentado pelos turistas, nomeadamente asiáticos, resultou em 20 mortos – a maioria turistas da Ásia – e 120 feridos. As autoridades tailandesas detiveram um suspeito pelo ataque no fim de semana.

forefront

hoje macau terça-feira 1.9.2015

Jogo Mais salas VIP fechadas a partir deste mês

A

calçado Dois em cada três pares vêm da China

Sapato à Pequim A produção mundial de calçado aumentou 8% em 2014, para 24 mil milhões de pares, destacando-se a China como “líder indiscutível” ao fabricar quase dois em cada três pares de sapatos, segundo dados do último World Foowear Yearbook. Elaborado e distribuído em todo o mundo pela Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), aquele que é descrito como “o mais complexo barómetro à industria de calçado a nível internacional” – e cuja edição relativa a 2014 foi apresentada em Julho na Alema-

nha - evidencia que a estrutura geográfica da indústria permanece “praticamente inalterada” relativamente ao passado recente. “A nível internacional a China é o líder indiscutível, produzindo quase dois em cada três pares de sapatos vendidos no mundo”, conclui o trabalho, segundo o qual a Ásia é responsável por 88% da produção mundial de calçado, sendo seis dos 10 principais produtores de calçado mundial países asiáticos. Já a Europa assegurou, no ano passado, apenas 3% da produção mundial de calçado.

Mudança consistente

Analisando a evolução ao longo dos últimos cinco anos, assistiu-

-se a um aumento “significativo” da quota mundial da Ásia, que passou de 49% em 2010 para 52% em 2014, com a China a assumir aqui a liderança e a vir “consistentemente” consolidando a sua posição ao longo dos anos. Os EUA e a Índia surgem no segundo e terceiro postos, respectivamente. Os dados do World Foowear Yearbook para 2014 apontam também novos níveis recordes no comércio internacional de calçado, com as exportações a somarem 16 mil milhões de pares e 133 mil milhões de dólares. Também aqui a China consolidou a liderança “de forma esmagadora”, segundo destaca a APICCAPS, sendo a origem de mais de sete em cada 10 pares de calçado exportados. No ano passado, no ‘top 15’ dos principais exportadores mundiais apenas constam países asiáticos (como a China, Vietname, Hong Kong e Índia) e europeus (Itália, Bélgica, Alemanha, Países Baixos, Espanha, França, Portugal, Roménia, Eslováquia e Reino Unido).

s duas salas VIP da empresa David Group serão reduzidas a apenas uma. Também a empresa Galaxy Hung Lei VIP Club irá suspender o negócio a partir do início deste mês. As notícias surgem através de uma mensagem enviada pelo grupo Forefront of the Macao Gaming. A empresa David Group que possuía sete salas VIP, nos casinos L’Arc, MGM, Four Season e Galaxy – fechou portas a três em Janeiro deste ano – vê agora o seu negócio reduzido a uma sala. O grupo Galaxy Hung Lei VIP Club também não escapa à tendência. “Devido à influência de todo o ambiente económico de Macau, a empresa Galaxy Entertainment decidiu suspender o negócio do clube a partir do dia 1 de Setembro, depois do resultado infrutífero de negociação entre as várias partes”, esclareceu o grupo Forefront of the Macao Gaming, em comunicado. Quanto à mão de obra, o Galaxy Hung Lei VIP Club defendeu que irá tratar dos processos de despedimentos dos funcionários de acordo com regulamentos definidos na Lei das Relações Laborais. No mesmo comunicado, a empresa agradece a dedicação dos funcionários nos quatro anos de existência das salas. No caso da David Group, a empresa não revelou ainda o futuro dos funcionários, mas o grupo Forefront afirmou já ter recebido feedback dos trabalhadores a mostrarem vontade para mudarem de profissão para outros sectores que não o Jogo. O fecho das salas VIP tem sido uma constante, algo que aconteceu também em outras operadoras deste tipo de salas, como a “Man Shui”, do casino Wynn. A Direção dos Serviços para Assuntos Laborais (DSAL), como avançou o HM na semana passada, confirmou já ter recebido mais de 60 pedidos de ajuda de funcionários das salas VIP. F.F.


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Hoje Macau 1 SET 2015 #3406 by Jornal Hoje Macau - Issuu