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Ter para ler
Director carlos morais josé • segunda-feira 1 de julho de 2013 • ANO XII • Nº 2882
muito bublado min 26 max 30 hum 75-95% • euro 10.4 baht 0.2 yuan 1.3
José pereira Coutinho apoia posição das agências
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hoje macau
imobiliário
Venham mais cinco (séculos)
Entrevista Deputada dos Operários lutará até ao fim
O canto de Kwan A representante de uma das maiores forças tradicionais sabe que o seu tempo na política está a terminar. Mas ainda tem muito para dizer e para fazer. Ao Hoje Macau fala dos adversários, da sua visão... e da surpreendente amizade por... Susana Chou. página 2 e 3
• Acordo ortográfico
• protesto anti-florinda
Escritores moçambicanos são contra
Polícia prende “nomes grandes” da Novo Macau
Página 14 hoje macau
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violência doméstica e crianças maltratadas
• 5000 assinaturas pela criminalização • Macau “não respeita convenções” Página 6 e Última
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entrevista
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Kwan Tsui Hang não põe de lado saída da vida política
“Não me importo de ser substituída” uma representante melhor não me importo de ser substituída. Eu própria também posso sair do lugar da liderança da lista concorrente às eleições. Já pensei realmente em desistir de ser candidata, mas a FAOM considera importante a minha experiência para estar na AL e como não estou numa idade em que não me consigo mexer, decidi participar novamente (risos).
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Vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e deputada à Assembleia Legislativa (AL) desde 1996, Kwan Tsui Hang admite que pode sair desse lugar. A representante dos Operários fala ainda sobre as suas posições políticas, sem esquecer a amizade com Susana Chou
A amizade com Susana Chou
Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
O que é que a motivou no início a participar na vida política? Nunca tinha pensado nessa hipótese antes. Mas em 1996 o responsável da FAOM achou que eu poderia usar a minha experiência para responder às necessidades na AL, porque sempre tratei dos conflitos entre empregadores e operários. Achou que eu também poderia promover as leis importantes. Considero uma honra ser um dos primeiros elementos da AL depois da transição e entrar na AL com uma identidade muito ligada à sociedade. Por isso aceitei o convite. Como olha para os cargos indirectos e nomeados? Muitos dizem que os deputados nomeados deveriam acabar. Cada via de eleição tem a sua função. Eu também fui deputada indirecta pelos Operários (em 1996), mas isso não significa que não realizava trabalho na AL para defender os direitos dos operários. Na minha opinião os deputados
Em Singapura há sempre dois cargos nomeados pelo partido da oposição, é obrigatório. Isso mostra que os cargos nomeados são muitas vezes necessários. Para termos uma AL forte nem sempre as eleições por sufrágio directo ou indirecto resolvem todos os problemas
nomeados podem compensar o défice existente nas eleições directas. Como? Por exemplo, em 2009 não houve candidatos representantes do sector da educação, mas o Chefe do Executivo nomeou uma deputada. Nas eleições directas e indirectas não havia advogados suficientes para darem apoio jurídico no processo legislativo, então o Chefe do Executivo nomeou mais profissionais nesta área. No fundo a AL funciona como uma organização em prol das leis. Não se esqueça que em Singapura há sempre dois cargos nomeados pelo partido da oposição, é obrigatório. Isso mostra que os cargos nomeados são muitas vezes necessários. Para termos uma AL forte nem sempre as eleições por sufrágio directo ou indirecto resolvem todos os problemas. Temos de considerar o interesse dos residentes e não apenas os nossos próprios interesses. Como olha para o facto de muitas associações defenderem os interesses dos operários? Há uma crise de eleições na FAOM?
A difamação na política não pode ser uma maneira de obter votos, especialmente nos grupos com objectivos semelhantes. Antes as eleições em Macau eram mais tranquilas, cada grupo candidato explicava a sua estrutura política e não atacavam os outros, mas agora atacam. Isso não é saudável Somos uma federação, o que quer dizer que a FAOM é uma união de todas as associações de operários. Mas agora há de facto mais associações a surgirem e que dizem defender esses interesses. Pode ser um fenómeno positivo, mas nos últimos anos tem existido uma competição muito negativa. Porquê? A difamação na política não pode ser uma maneira de obter votos, especialmente nos grupos com objectivos semelhantes. Antes as eleições em Macau eram mais tranquilas, cada grupo candidato explicava a sua estrutura política e não atacavam os outros, mas agora atacam. Isso não é saudável. Mas isso também mostra a liberdade associativa que existe em Macau.
Como olha para o futuro da FAOM? Vai continuar a existir de forma activa, a vencer eleições? Muitos acusam a federação de receber muito dinheiro e recursos do Governo. Mas se não tivermos esse dinheiro não conseguiríamos fazer tantas coisas. Antes dependíamos de doações para tratar dos assuntos ligados aos operários, mas com uma capacidade limitada fazemos coisas limitadas. Com mais recursos podemos melhorar as instalações de saúde e as escolas, temos mais escritórios na cidade e podemos resolver melhor os conflitos. Uma vez disse que não queria participar nas eleições. Pois, com tudo isto não estou a dizer que a FAOM é a única entidade que representa os direitos dos operários. Se no futuro houver
Pode falar mais sobre a antiga presidente da AL, Susana Chou, que é sua amiga pessoal? Muitos acham estranho eu e Susana sermos amigas, porque sendo eu representante dos operários e ela dos empregadores, representamos interesses diferentes. Nunca pensei nisso antes. Posso dizer que somos grandes amigas e temos os mesmos objectivos, que é o de estar na AL não apenas para defender os interesses do nosso sector mas também de todo Macau. Ela esforçou-se muito com o seu trabalho na AL e eu aprendi muito com ela. Somos francas e não escondemos nada. Conhecemo-nos pelo nosso trabalho e tornámo-nos naquele tipo de amigas que se ajudam quando têm problemas na vida. Não tem nada a ver com os cargos que ocupámos na AL mas sim com as nossas características e objectivos pessoais. Susana Chou disse no seu blogue que o seu plano de vida era dedicar 20 anos aos negócios, mais 20 para a política e os últimos 20 anos da sua vida seriam para a caridade. Qual é o seu plano, já que está quase a chegar aos 20 anos ligada à política? (Sorrisos) Não tenho um plano tão certo e quase me esqueço que já trabalho na AL há tantos anos. Para além dos 17 anos em que estou na AL, já trabalho há quase 50 anos. O que eu faço é colocar todos os esforços em cada fase da minha vida e completar todos os trabalhos. Seria normal eu ter a reforma porque já trabalho nas fábricas desde os 12 anos. Porque é que não o faz? O que vejo é que a economia de Macau desenvolveu-se muito mas parece que a classe social base não ganhou os frutos desse desenvolvimento. Os salários aumentaram, mas os preços dos produtos de consumo e do imobiliário aumentaram ainda mais. O Governo precisa de aumentar a sua capacidade de administração porque os conflitos
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Que experiências pessoais pode partilhar e que poderão servir de referência aos jovens? Quando nasci Macau era uma pequena vila de pescadores e sofríamos porque não havia indústria do jogo e só tínhamos indústrias de transformação. A minha mãe não pôde ir à escola e eu fui a primeira filha a frequentar o ensino primário. Hoje todos dizem que não é difícil encontrar trabalho em Macau, mas eu costumo lembrar a questão da competição. Se não forem bem utilizados os recursos do Governo ao nível da educação, um dia os residentes vão sofrer os efeitos da competição dos que vêm de fora. Os jovens, principalmente, têm que estar muito atentos. Eu não tive oportunidades de estudar na escola secundária, mas hoje tenho um diploma universitário. Muitas pessoas podem completar o seu nível de educação no ensino nocturno. O que eu quero dizer é que nunca nos devemos abandonar a nós próprios.
Ainda quero usar as minhas experiências para levar os jovens a reformarem a sociedade e as leis no futuro. Ainda tenho a responsabilidade de participar na política Os agentes imobiliários vieram para a rua contra a lei de mediação imobiliária. Qual a sua opinião? Isso dá uma longa história. Já falei com vários agentes imobiliários que se queixaram, porque eu sou a presidente da comissão que discutiu a proposta de lei. Tenho de dizer que já tivemos muitas conferências com esses responsáveis, mas eles nunca reflectiram os problemas de que estão a falar agora. Isso significa que quando o Governo fez a consulta pública nunca deram atenção, não leram os jornais, não viram a televisão. Portanto quando se queixam que não conhecem o conteúdo da lei têm de olhar para o que não fizeram. Muitas das disposições do diploma têm a ver com as responsabilidades da profissão. A FAOM também já sofreu com uma agência imobiliária, pois comprámos uma casa que estava ilegal. Não sabíamos disso e a agência nada nos disse. A lei precisa de ter estas disposições e o Governo pode dar mais tempo para o problema do registo comercial obrigatório.
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Lei de Mediação Imobiliária Coutinho junta-se às agências
Mediadores de bolso a arder O deputado Pereira Coutinho foi na sexta-feira uma das vozes de protesto que se juntou à causa das agências imobiliárias na entrega de uma petição ao Governo contra a entrada em vigor da lei de Mediação Imobiliária, agendada para hoje. Opõem-se a que “vão para o desemprego” apenas por não terem uma sede comercial registada, explicou ao Hoje Macau. Por isso, hoje junta-se a nova manifestação do sector Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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já hoje que, na prática, deve entrar em vigor a Lei de Mediação Imobiliária mas, na passada sexta-feira, cerca de duzentos manifestantes exigiram que o Governo adiasse a aplicação do diploma para daqui a três anos. Os agentes imobiliários, que contam com a solidariedade de Pereira Coutinho, vão hoje manifestar-se novamente. “Vão deixar de poder exercer as suas actividades profissionais nos locais que não sejam destinados a fins comerciais, o que significa que centenas que têm as suas instalações comerciais sediados em blocos industriais e residenciais, não obstante de terem exercido a profissão por décadas, deixarão de o poder fazer”, explica o deputado sobre o apoio à causa. Sobre o assunto, chegou mesmo a falar com o director do Instituto da Habitação, Tam Kuong Man,
de modo a conseguir manter a actividade dos mediadores que a exercem em edifícios antigos que não estão registados sobre qualquer título.
Os representantes do sector entregaram na sexta-feira uma petição ao Governo onde se mostram contra a lei de mediação imobiliária. Os
tiago alcântara
sociais vão tornar-se mais fortes. Portanto ainda quero usar as minhas experiências para levar os jovens a reformarem a sociedade e as leis no futuro. Ainda tenho a responsabilidade de participar na politica.
política
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manifestantes dizem não ter sido auscultados na consulta pública do diploma, em 2008 e 2011, e defendem o adiamento da entrada em vigor da lei por três anos. Coutinho, em consonância com os manifestantes, teme que as empresas maiores do sector façam uma espécie de oligarquia, e quem irá assumir grande responsabilidade a nível de custos serão os “consumidores”, já que podem vir “a pedir valores na ordem dos 4% sobre a venda” (acima do 1% actualmente em uso). Segundo o diploma, os agentes imobiliários têm de ser licenciados e fazer o exame de ingresso técnico-profissional mas os agentes alegam que a prova tem questões fora do âmbito da profissão e consideram que alguns artigos da lei violam a privacidade de quem compra ou arrenda um imóvel. Mas a questão do código deontológico previsto na lei, não é o objecto que move Coutinho a manifestar-se, não se opondo.
Guangdong Qi Zhenli avança com o sector terciário em parceria com Macau
“Estamos preparados para a 3ª Revolução Industrial”
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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acau está incluído naquela que será a “3ª Revolução Industrial”. As palavras são de Qi Zhenli, assessor da Comissão de Economia e Informatização da província de Guangdong, que participou no “Encontro para a Cooperação no Sector de Serviços Logísticos entre Guangdong e Macau 2013”, já que em seu entender transportes e informatização são duas
áreas de expansão entre as duas regiões. “Guangdong e Macau estão ambos numa fase de desenvolvimento muito importante. Vão haver grandes mudanças entre as vias terrestres entre os dois territórios nos próximos três anos. (...) Estamos a focar-nos neste encontro na cooperação ao nível de transporte aéreo. Mas também temos de articular infra-estruturas neste encontro que serve para elevar mais oportunidades”, salientou quinta-
-feira, ao perspectivar as novas potencialidades da “ponte Y”, que liga Zhuhai-Hong Kong-Macau. Mas não sem antes salientar alguns números de êxito protocolar, nomeadamente, a nível de formalidades aduaneiras. “Há já mais de 2000 projectos do sector terciário (incluindo as logísticas) cujo o montante se estima em 3,7 mil milhões de dólares norte-americanos.” Na quinta-feira, foi celebrado um novo protocolo no sector terciário de coo-
peração nos transportes marítimos, terrestres e aéreos. Mas, no entender de Qi Zhenli, há mais para desbravar. A informatização é uma nova porta de entendimento que se abre entre as duas regiões, até porque irá nascer uma “plataforma geral para os serviços públicos.” “Através dela vai ser possível consultar o processo de transportes de mercadorias e reforçar a cooperação de indústrias, não só no mercado nacional como internacional”, apresentou. “Estamos
preparados para a 3ª Revolução Industrial, que inclui o desenvolvimento da internet e de alguns equipamentos de sistema automático, bem como o sector da indústria criativa (...) Temos também de desenvolver a indústria inovadora e cooperar com os sectores de Macau para novas medidas.” O representante de Guangdong também não esqueceu a importância de Macau enquanto “plataforma” potenciadora de projectos com países de língua portuguesa.
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política
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Manifestação acabou com detenções à porta da casa da secretária
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Contra a Florinda marchar, marchar O protesto pela demissão da secretária para a Administração e Justiça fez parar algumas ruas e acabou junto à casa de Florinda Chan, mas as forças de segurança travaram o movimento e chegaram a prender alguns “fanosos” Cecília Lin*
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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manifestação até que decorreu mais ou menos pacificamente. Mas, pelas 21 horas, junto à casa de Florinda Chan, a polícia acabou por prender alguns manifestantes, incluindo Scott Chiang, Sou Ka Hou (nº2 de Au Kam San), Bill Chou, Lei Kuok Keong (vice da ANM) e Lei Kin Iun, alegando agressão aos agentes da autoridade. À hora de fecho da nossa edição, Jason Chao, que não foi detido, encontrava-se na esquadra da polícia a tentar resolver o problema. Antes destes acontecimentos de última hora, quase que se conseguia prever que os polícias não iriam deixar os manifestantes cumprir o seu objectivo principal: chegar à casa da secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, depois de passar pela última parte do percurso, junto aos lagos Nam Van. As cerca de 200 pessoas que empunhavam cartazes com a secretária vestida de preto e a pedir a sua saída do Executivo conseguiram quebrar o cerco imposto pela Polícia de Segurança Pública (PSP), mas as autoridades conseguiram criar
outra barreira humana junto à sede do Governo. Scott Chiang, vice-presidente da Associação Novo Macau (ANM) e um dos rostos mais importantes do movimento, disse que iriam parar os protestos naquele momento, mas alguns dos manifestantes dirigiram-se à residência de Florinda Chan de forma individual. Contudo, mesmo esses acabaram por falhar na subida para a Colina da Penha, tendo sido interceptados por outros polícias. O deputado Au Kam San mostrou o seu cartão de deputado, e disse que o travão dado pela polícia vai contra as disposições da Assembleia Legislativa (AL). Para além disso, exigiu falar com o chefe de operações da PSP.
Ida ao MP
Depois do pequeno confronto, o chefe da PSP acabaria por deixar os jornalistas atravessar o cordão humano. Mui San Meng, comissário adjunto, falou com a comunicação social mas não apresentou razões para as iniciativas da policia. Mais tarde, o deputado Ng Kuok Cheong, também da ANM, acabaria por revelar ao Hoje Macau que os manifestantes dirigiram-se para o Ministério Público (MP) para se queixarem de um acto “sem razão justa”. Não foram apenas os membros da ANM que seguraram os cartazes carregados de preto. Kam Sut Leng, a professora que outrora fez furor com uma mini-saia, estava de calças e protestava com o megafone. Bill Chou, professor da Universidade de Macau, também lá estava, bem como o deputado José Pereira Coutinho e o seu número dois para as eleições. Ao Hoje Macau, Coutinho frisou ter sido “uma participação positiva, ordeira, pacata” e em que “muitas pessoas de fora acabaram por se juntar”. Algo que é “um sinal muito importante para o Governo de Macau de que a má governação deve acabar”. - *com R.M.R.
Moradores do Sin Fong protestaram Ontem também foi dia de manifestação para os moradores do edifício em ruínas Sin Fong Garden, cujo processo ainda está nas mãos do Governo. O protesto aconteceu junto ao edifício, onde foi exigida uma reunião com o secretário para as Obras Públicas e Transportes, Lau Si Io. Segundo a imprensa chinesa, os moradores referiram que o Governo já ofereceu propostas para que terceiros intervenham no que diz respeito à investigação e arbitragem, mas alegam não ter dinheiro para os contratar.
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Eleições Candidato será mandatário e cabeça de lista. Estorninho pondera acção judicial
Pedruco em dose dupla
No dia em que se reuniu com os seus apoiantes no jardim de São Francisco, o líder da Macau Século XXI não descartou a hipótese de vir a ser também número um da sua lista. José Estorninho, ex-mandatário, não apareceu no encontro mas enviou comunicado às redacções onde revela ter avançado “com queixa à comissão para os assuntos eleitorais” e pondera ainda “uma acção judicial” contra Pedruco Andreia Sofia Silva* andreia.silva@hojemacau.com.mo
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oi uma espécie de comício a meio gás. Poucas foram as pessoas que apareceram ontem no jardim de São Francisco para debater com Luiz Pedruco os assuntos da Macau Século XXI, lista que se vai candidatar às eleições deste ano. E a ausência notada foi de José Estorninho, antigo mandatário da lista, que só mais tarde, por meio de comunicado enviado às redacções, acusou Pedruco de pôr “em causa o trabalho de toda uma equipa” e, por isso, pondera avançar com “uma acção judicial”, além da queixa já apresentada à Comissão para os Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL). Ontem à tarde, o objectivo do actual mandatário era reunir as diversas comunidades para encontrar os membros da lista, algo que acabou por ser adiado. Mas Luiz Pedruco assumiu que poderá ocupar os dois lugares de destaque. “Em princípio, a não ser que haja algo em contrário, eu vou ser o cabeça de lista. O mandatário sou eu também. A lei permite e acho
epois de terminado o prazo da fase de reconhecimento das comissões de candidatura às eleições, na passada sexta-feira, o jornal Ou Mun entrevistou vários especialistas com o intuito de analisar o que poderá acontecer em Setembro. Lou Sheng Hua, professor do curso de Administração Pública do Instituto Politécnico de Macau (IPM) disse que o aumento do número de candidatos deve-se às modificações ocorridas na Lei Eleitoral o que, na sua opinião, “provocou o entusiasmo na participação por parte de pessoas de diferentes classes sociais”. Lou acredita que, embora ainda não tenham surgido iniciativas antes do período
o senhor Luiz Pedruco que, com o seu comportamento, pôs em causa a honra e o bom nome do signatário.” Ainda antes, sobre a não participação de Estorninho no encontro, Pedruco fez saber que o anterior mandatário não quis ouvir esclarecimentos públicos sobre o assunto publicamente, além de que desconhece por completo a queixa contra si dirigida. “Também foi convidado para estar cá e está tudo em aberto. Optou por não vir e para mim tinha toda a oportunidade de estar cá e fazer as devidas declarações e perguntar-me directamente o que aconteceu, porque parece que ele deu uma entrevista em que diz que foi excluído e não sabe porquê. Se não apareceu cá é porque está satisfeito.”
Nomes da lista
Pedruco, na convocatória publica de ontem à tarde, disse ainda que já foram sondadas algumas pessoas para pertencerem ao projecto. “Temos sempre alguém em mente, mas queria que fosse decidido numa situação mais ampla. Pelos vistos a população aceita por não estar aqui, porque o silêncio é uma forma de aceitação. E com base nisto vou
fazer a minha decisão sobre quem é que vai fazer parte da lista, que vai ter entre quatro e 14 candidatos.” Decisões finais só entre hoje e a próxima semana, já que o prazo limite para entregar os nomes da lista e o respectivo programa politico termina dia 8 de Julho. Esta será composta por “portugueses com origem em Portugal, macaenses de origem portuguesa e chineses.”
“Número aquém”
Apesar das poucas pessoas que compareceram no jardim, Pedruco
não se mostrou desmotivado. “É uma coisa inédita e sabemos que em Macau a política não se faz desta maneira. Vejo que o número está um pouco aquém mas compreendo, hoje é um dia de muito calor e sendo um Domingo é um dia de família. Como lancei este desafio para a comunidade em geral, posso indicar que o silêncio é uma forma de aceitação. Estou convencido que as comunidades portuguesas e macaense aceitam aquilo que eu vou decidir para a constituição da nossa lista. - * com R.M.R.
Especialistas fazem prognóstico das legislativas
Mais candidaturas sem “surpresa” oficial de campanha eleitoral, o aumento do número de candidatos poderá gerar mais acções irregulares, pelo que a Comissão para os Assuntos Eleitorais “não
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que não sou o único que faz isto”, disse aos jornalistas. Sobre a nova decisão, Estorninho não se fez “ouvir” mas deixou duras críticas ao seu anterior companheiro. “A inexplicável atitude do senhor Luiz Pedruco põe em causa o trabalho de toda uma equipa em prol da Lista ‘Macau Século XXI’, destruindo dessa forma toda a confiança em si depositada”, acusou, sem deixar de frisar o seu trabalho - na procura de assinaturas - como fundamental para que Pedruco pudesse concorrer às eleições. “A conduta do senhor Luiz Pedruco é, no mínimo, altamente censurável e inviabiliza qualquer possibilidade de continuidade do signatário na Lista “Macau Século 21”, assim como o seu apoio”, avançou, sem antes anunciar que vai recorrer aos tribunais para obter justiça neste caso. “Face ao insólito da situação, o signatário apresentou junto da Comissão de Eleições uma queixa para que esta entidade averigúe a regularidade do processo de apresentação da candidatura da Lista “Macau Século XXI” (...) Independentemente do resultado dessa investigação, o signatário pondera uma acção judicial contra
pode ser branda” nestas questões, disse. Questionado sobre o que poderá acontecer nas legislativas, Lou Sheng Hua referiu que o aparecimento de novos
grupos e novos candidatos mostram as mudanças que têm ocorrido na sociedade. Contudo, embora o académico mostre agrado face a esta questão, tal “não chega
Paul Pun entregou assinaturas A última sexta-feira foi o dia para a entrega dos últimos pedidos de reconhecimento de candidaturas, pelo grupo de Paul Pun, secretário-geral da Cáritas e de Hoi Weng Chong, o homem que se manifesta na cidade, conhecido pelo “Estranho Vermelho”. No total há 22 grupos participantes, número considerado histórico nas eleições. Segundo os responsáveis, as comissões de candidatura têm de entregar a lista completa e programa político até ao dia 8 de Julho. A lista oficial dos candidatos será publicada pelos Serviços de Administração e Função Pública no dia 10.
para alterar os padrões antigos e actuais da política”.
Sem surpresa
Sou Man Yan, também professor do IPM, concordou com o seu colega e defendeu que as eleições este ano não terão grandes diferenças face a 2009. O docente disse que os grupos compostos por jovens, “aos quais havia sido depositada alguma esperança” acabaram por abandonar a candidatura, algo que fez com que as eleições fiquem “sem surpresa nenhuma”. Sou Man Yan disse ao Ou Mun que os grupos emer-
gentes têm uma fraca base de apoio e que não vão “intensificar o sistema eleitoral”, “bem pelo contrário”: “vão dar mais oportunidades de eleição aos actuais deputados”, diz o professor. Ao mesmo jornal um político, cujo nome não surge identificado no texto, referiu que as eleições “parecem intensas mas na verdade não são”. Esse político disse que como Macau está numa fase de “mudança” são necessárias forças que consigam promover esse facto, com pessoas que sejam pragmáticas, racionais e criativas. Tal político afirma não existir “nem força nem essas pessoas nos grupos candidatos”, razão pela qual concluiu que não vão existir grandes avanços nas eleições.
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Violência doméstica Grupo pelo crime público consegue mais de cinco mil apoiantes
Próximo alvo vão ser os deputados
basta o esforço do IAS em ajudar as vítimas e aconselhar os infractores. Cecilia Ho quer, por isso, contar com a ajuda dos deputados.
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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ais de cinco mil pessoas já assinaram a petição que pretende transformar a violência doméstica em crime público. O Grupo de Cidadãos pela Violência Doméstica como Crime Público, responsável pela iniciativa de recolher assinaturas para entregar ao Governo, decidiu encontrar-se com representantes do Instituto de Acção Social (IAS) para mostrar que, afinal, a sociedade quer o contrário do que é dito pela Administração. Recorde-se que o Governo decidiu alterar a proposta inicial da Lei de Combate à Violência Doméstica de crime público para semi-público, em nome da harmonia social. Cecilia Ho, uma das organizadoras do Grupo, explica ao Hoje Macau que, o ideal, seria juntar as duas versões da proposta de lei. “Nós conversámos com o IAS no sentido de lhes mostrar o nosso ponto de vista em tornar a violência doméstica como crime público. É o que temos feito por meses. O IAS tentou convencer-nos dos benefícios da segunda versão (semi-público), mas nós conhecemo-los já. Consideramos é que as duas versões combinadas é que são eficientes.” Ou seja, a protecção às vítimas e aconselhamento aos abusadores e, ao mesmo
Convencer os deputados
tempo, criminalizar a violência de forma a que possa ser denunciada por qualquer pessoa.
Tigre sem dentes
A professora do Instituto Politécnico de Macau – em conjunto com o Grupo – tinha o objectivo de reunir 1500 assinaturas para provar ao Executivo que a so-
ciedade quer tornar este tipo de violência num crime público. No entanto, através do movimento do Facebook “Tolerância Zero para a violência doméstica em oposição a crime semi-público”, e de recolha de assinaturas na rua, chegaram às mais de cinco mil. Assinaturas que, contudo, não foram entregues ao IAS. “Optamos
Arquitectura Governo cria novas regras para conseguir aprovar projectos à primeira
Chegar, mostrar e vencer O
Governo viu-se obrigado a criar novas regras para a aprovação de projectos de arquitectura e ampliação, devido a ter de devolver mais de metade das propostas entregues no ano passado por falta de cumprimento de requisitos. O novo documento elaborado pela Administração – denominado Instruções para Elaboração de Projectos de Arquitectura e de Ampliação – vem trazer novidades, especialmente no que diz respeito à forma de apresentação do projecto, às medidas da construção, a situação do domínio do terreno e outras, que podem ser encontradas na página electrónica da Direcção dos Serviços de Solos,
Obras Públicas e Transportes (DSSOPT). A ideia principal do Governo é permitir que o projecto seja logo aprovado na primeira vez em que é submetido à apreciação. “Por violação de algumas das principais disposições legais foi perdido algum tempo pela necessidade de devolução ao requerente de alguns projec-
tos e subsequente reapreciação após a introdução das devidas alterações, conduzindo assim por sua vez atrasos no início da obra”, pode ler-se num comunicado do organismo. Actualmente, o prazo legalmente fixado para a apreciação dos projectos de arquitectura e de ampliação é de 105 dias. - J.F.
por mantê-las connosco e apresentar ao Governo mais tarde, porque o IAS é um ‘tigre sem dentes’, não tem poder para mudar a lei. Do ponto de vista deles, o melhor que podem fazer é focarem-se na prevenção. Não lhes subtemos as assinaturas porque, francamente, eles não têm poder para mudar isso.” Na opinião da académica, não
Como pode ser então contornado o problema? Quem faz as leis são os deputados, recorda Cecilia Ho, e são esses o seu alvo. Anteriormente, o Grupo já tinha criticado alguns deputados – principalmente os nomeados pelo Executivo – que se mostravam preocupados que a Lei contra a Violência Doméstica ficasse entalada na Assembleia Legislativa por estar quase a acabar a legislatura. “A próxima fase são os candidatos a deputados”, explica a académica ao Hoje Macau. “Queremos convidar todos a virem ter connosco e a responder com qual proposta de lei concordam – crime público ou semi-público –, para que as pessoas que queiram votar saibam o que defendem. Os obstáculos a esta lei vêm do lado legislativo.” Apenas “quatro ou cinco” deputados assinaram a petição a favor do crime-público. As restantes assinaturas partiram de professores, assistentes sociais, trabalhadores do jogo, vítimas de violência doméstica e estudantes, entre outras. Cecilia Ho acrescenta ainda que pouco está a ser feito para ensinar às pessoas sobre qual é a diferença entre os dois tipos de criminalização.
Autocarros Governo responde à Reolian sobre processo em tribunal
“Desfasamento” entre planeado e realidade D
epois da Reolian ter anunciado que ia colocar o Governo em tribunal, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) veio a público pronunciar-se. “O Governo respeita a decisão tomada pela Sociedade de Transportes Públicos Reolian de iniciar um processo judicial”, pode ler-se num comunicado enviado aos jornalistas. A empresa dos autocarros verdes anunciou na semana passada que iria entrar com um processo
judicial contra o Executivo, pelo facto de não lhe ter sido pago o valor da actualização de 23,3% das tarifas que foram pagas às outras duas operadoras de autocarros. Na resposta à empresa, o Governo admite que houve melhorias, mas assegura que essas não foram suficientes para que a Reolian viesse a ter benefícios. “Apesar de ter melhorado e elevado os serviços, existe um desfasamento acentuado entre o grau de execução do plano e os serviços e as
expectativas da sociedade. Levadas em consideração de forma compreensiva as opiniões, não foi tratada por enquanto a actualização do preço da prestação de serviços da Reolian.” A Administração diz que lhe compete “controlar estritamente as companhias de autocarros, fazendo-as exercer efectivamente os serviços, em conformidade com o estipulado no contrato” e frisa que as opiniões do público estão relacionadas com a actualização dos preços. - J.F.
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Jogo em Macau Congresso dos EUA preocupado com lavagem de dinheiro
Las Vegas joga as suas cartas
Para o responsável da reguladora do jogo, aqui citado pela Reuters, as medidas de controlo chinesas no que toca ao dinheiro gasto pelos chineses do continente incentiva os jogadores a “lavarem o dinheiro” através dos gangues de Macau. “O risco, se é que posso falar francamente, é a China e a forma como sei que estão a tentar acabar com a corrupção. O controlo da moeda seria provavelmente uma mudança que ajudaria a reduzir o risco [da lavagem de dinheiro].” Recorde-se que a China proíbe os cidadãos do continente de trazerem mais de 20 mil yuan de fora do país – um limite que, dizem os membros da comissão – é demasiado pequeno e que , por isso, leva os jogadores VIP a procurarem formas de contornar esse limite. De forma ilegal e, geralmente – diz a imprensa -, através das tríades. William Reinsch, presidente da comissão, culpa os casinos pelas eventuais actividades ilegais. “A estrutura dos casinos, efectivamente, permite às pessoas utilizarem os casinos para contornar este controlo de capital.”
Os residentes do continente estão limitados no que toca a sair do país com dinheiro e isso, considera o congresso norte-americano, propulsionado pelos interesses de Las Vegas, está a incentivar a lavagem de dinheiro em Macau. Washington diz que não se está a fazer o suficiente para evitar actividades ilícitas nos casinos do território Joana Freitas
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ashington está de olho em Macau e não pelas melhores razões. Uma comissão do congresso norte-americano acusa as autoridades dos EUA de não estarem a fazer o suficiente contra os riscos de eventuais lavagens de dinheiro nos casinos das operadoras de jogo norte-americanas em Macau. O grupo – criado propositadamente para avaliar as consequências na segurança nacional criadas pelas trocas entre China e EUA – é composto por senadores, advogados e peritos em políticas públicas, nomeados tanto pelos democratas como pelos republicanos. Numa audiência em Washington, na semana passada, a comissão frisou que a existência de salas VIP nos casinos de Macau limitava a capacidade de evitar lavagem de dinheiro e outras actividades ilícitas. Isto, de acordo com a imprensa norte-americana. “É permitido, de forma alargada, que transacções criminais aconteçam assim que se deixa de alcançar directamente a porta do casino” atirou A.G. Burnett, presidente do Conselho de Administração do Regulador de Jogo do Nevada.
Sancionar ou talvez não
A.G. Burnett
Mas há quem tenha uma visão mais complexa de como a coisa funciona no território. “A verdade é que não temos qualquer ideia do que se passa em Macau”, disse um ex-senador republicano, Jim Talent. “Parece-me que há tanto a escapar-se por entre as fendas”, acrescentou Michael Vessel, consultor de serviços sociais.
Os junkets e as tríades
De acordo com a imprensa norte-americana, os comentários do
congresso no que diz respeito a actividades ilegais ligadas aos casinos no território prendem-se com a existência de “junkets” e seitas. Os junkets são os responsáveis por encher as salas VIP dos casinos, a troco de comissões. E, para os membros da comissão, é só fazer as contas. “É do conhecimento comum que essas salas são, há muito, dominadas pelo crime organizado”, referiu Burnett, acrescentando que, ainda assim, acredita que a influência dos junkets nos casinos está a diminuir.
Questionado sobre se Nevada não poderia fazer mais face à lavagem de dinheiro nos casinos norte-americanos baseados na RAEM e se, alguma vez, as operadoras foram castigadas por esse tipo de ilegalidades, Burnett evoca os gastos financeiros para contornar a situação. “O Estado do Nevada nunca sancionou nenhuma operadora, mas não podemos esquecer que, muito provavelmente, muitas já sofreram devido a terem de pagar os custos de investigação feito pela reguladora de jogo. É que a viagem [dos EUA] para a China não é barata.” Já não é a primeira vez que os EUA manifestam preocupação face à possível lavagem de dinheiro em Macau. Em 2011, estudos publicados na imprensa davam conta que o câmbio de moeda e as receitas de casinos têm vindo a assumir-se como focos por excelência de operações ilícitas. Os prémios de casinos, por exemplo, são tidos como uma forma de disfarçar a ilegalidade na obtenção de grandes quantias de dinheiro.
Exportações de Macau sobem 17%
O valor das mercadorias exportadas por Macau nos primeiros cinco meses deste ano está a subir 17% face ao mesmo período de 2012, fruto do forte aumento das reexportações que totalizam quase 88% das vendas ao exterior. Dados estatísticos divulgados pelos Serviços de Estatística de Macau indicam que entre Janeiro e Maio Macau vendeu ao exterior produtos no valor de 3.858,5 milhões de patacas (369,8 milhões de euros), dos quais 3.013 milhões de patacas (288,8 milhões de euros) em produtos reexportados. A reexportação de produtos estava a subir 30% face ao período de Janeiro a Maio de 2012, enquanto a exportação doméstica, de produtos no valor de 845,6 milhões de patacas (81 milhões de euros), caiu 14%. Entre os produtos exportados, os têxteis, outrora o motor das vendas ao exterior, têm agora um peso de pouco mais de 10% na estrutura, com vendas no valor de 382,2 milhões de patacas (36,6 milhões de euros), uma queda homóloga de 18%. Já os produtos não têxteis, com vendas de 3.476,3 milhões de patacas (333,4 milhões de euros), estavam a subir 23%. Ao longo dos primeiros cinco meses, os principais mercados de destino dos produtos “made in Macau” foram Hong Kong (56%) e a China continental (16%). No capítulo das importações, Macau comprou produtos no valor de 32.259 milhões de patacas (3.094 milhões de euros), mais 13% face aos primeiros cinco meses de 2012 e fixando o défice da balança comercial em 28.400,4 milhões de patacas (2.724 milhões de euros), um agravamento de 11,1% face ao mesmo dado comparativo apurado nos primeiros cinco meses de 2012. O principal fornecedor de produtos a Macau é a China continental (32%), seguida de Hong Kong (13%), França (9%), Itália e Suíça (8%) e Japão (6%).
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ltos funcionários chineses, entre os quais o presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Yu Zhengsheng, deslocaram-se, de urgência, à região autónoma de Xinjiang, onde os tumultos de quarta-feira resultaram em 35 mortos. De acordo com a imprensa chinesa, a mobilização de altos quadros ocorre depois de o Presidente chinês, Xi Jinping, se ter reunido com o Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC), a cúpula do poder, para coordenar o restabelecimento da estabilidade social e a protecção dos interesses dos habitantes da região autónoma de Xinjiang. Em Urumqi, capital de Xinjiang, Yu Zhengsheng afirmou, numa reunião com as autoridades locais que a China vai mitigar “com dureza” e de acordo com a lei, os ataques “terroristas”. “Vamos aumentar as acções para acabar com os grupos terroristas e as organizações extremistas”, sublinhou, em declarações citadas hoje no portal china.org., reproduzidas pela agência Efe. O mesmo responsável acrescentou que apesar de Xinjiang ter sofrido, nos últimos anos, um desenvolvimento económico, os “separatistas” dentro e fora da China aumentaram os seus esforços e muitos problemas enraizados que ameaçam a estabilidade social de Xinjinag “não foram resolvidos”. Definindo os atentados “terroristas” como “graves ameaças à unidade e à estabilidade social de Xinjiang”, Yu Zhengsheng instou ao reforço das medidas de segurança, com especial
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Altos funcionários realizam visita urgente à região de Xinjiang
O império contra-ataca incidência em áreas chave e instituições, apelando aos residentes locais “para manterem a calma e a vigilância” face aos ataques. Na reunião também participou o secretário da Comissão Política e Legislativa do
Partido Comunista Chinês, Meng Jianzhu, que facultou detalhes sobre as medidas a tomar contra os “terroristas” em Xinjiang. Meng Jianzhu apontou que os recentes ataques “revelaram a natureza de-
sumana dos terroristas, os quais são inimigos comuns dos grupos étnicos”, considerando, neste sentido, que os agentes da polícia devem atacar as suas atividades “com severidade”. Na quarta-feira, 35 pes-
soas morreram na localidade de Lukqun, em Xinjiang em tumultos, nas vésperas de se assinalar o quarto aniversário do pior conflito étnico da China, ocorrido a 5 de julho de 2009. Em julho de 2009, os
Incidentes provocam 200 mortos
Esquadra atacada por 100 motociclistas I
ncidentes violentos têm acontecido desde a semana passada na região de Xinjiang, oeste da China, dias antes do quarto aniversário de um sangrento confronto entre a minoria uigure e a maioria han, que deixou quase 200 mortos e resultou numa grande operação de segurança. Os episódios de violência mais recentes aconteceram na sexta-feira, 28, na região de Hotan. Num dos
incidentes, mais de 100 pessoas em motocicletas e armadas com facas tentaram invadir uma esquadra de polícia em Karakax, informou o Global Times. Noutro episódio, um grupo armado realizou um ataque na cidade de Hanairike, segundo o portal de notícias do governo regional de Xinjiang, sem dizer que tipo de armas o grupo usava. A agência estatal de notícias Xinhua informou a ocorrência de
um “ataque violento” na tarde de sexta-feira no centro da cidade de Hotan. Não houve vítimas dos dois ataques que, segundo a agência, foram rapidamente controlados. O novo portal de notícias do governo, o Tianshan Net, informou que não houve vítimas em Hanairike. O activista uigure exilado Dilxat Raxit, porta-voz do Congresso Mundial Uigure, sediado na Ale-
Finanças Regulador bancário chinês afirma
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distúrbios entre han, a etnia maioritária na China, e uigures causaram perto de 200 mortos, na capital da região, Urumqi. Os uigures são a maior etnia de Xinjiang, de cultura turcófona e religião muçulmana, constituindo cerca de 45% dos 21,5 milhões de habitantes da região e os han 40%, mas em Urumqi, estes são largamente maioritários. Há 60 anos, os uigures representavam cerca de 90% da população de Xinjiang e na década de 1930, quando a China estava mergulhada na guerra civil entre nacionalistas e comunistas, chegou a existir no território uma República do Turquistão Oriental. A região autónoma de Xinjiang é um território quase 18 vezes maior que Portugal - rico em petróleo, gás natural, cobre, ouro e outros recursos minerais - e faz fronteira com sete países, entre os quais o Afeganistão, Paquistão e três ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central (Quirguistão, Tajiquistão e Cazaquistão).
principal regulador bancário da China disse neste sábado que a liquidez no sistema bancário chinês é suficiente e prometeu controlar os riscos com dívida de governos locais, o sector imobiliário e “shadow banking”. Apesar de turbulências que levaram os juros futuros a dispararem ao longo das duas últimas semanas, bancos têm reservas mais do que suficiente para suas necessidades, disse neste sábado o presidente da
Uma ampla liquidez Comissão Regulatória Bancária Chinesa (CBRC, na sigla em inglês), Shang Fulin, num fórum financeiro. “Ao longo dos últimos dias, devido a factores múltiplos, o problema de baixa liquidez apareceu no mercado. Mas, de maneira geral, a liquidez no nossos sistema bancário não é escassa”, disse em discurso no Fórum Lujiazui em Xangai. Shang disse que as reservas em excesso totais no sistema
bancário chinês totalizam 1,5 bilião, o que segundo ele representa mais do que o dobro do montante necessário para necessidades de pagamento e liquidação. Sobre a questão de qualidade de activos bancários e, particularmente, a exposição de bancos a dívida local e ao mercado imobiliário, Shang reconheceu riscos, mas disse que eles são administráveis. “Recentemente, algumas or-
ganizações internacionais e fontes da indústria expressaram preocupações com uma desaceleração no crescimento económico chinês, dívida de governos locais, o mercado imobiliário e áreas relacionadas”, afirmou Shang. “Actualmente todos estão completamente cientes dos riscos. Contanto que adoptemos medidas de controle de risco apropriadas, esses riscos são controláveis”, emendou.
manha, contestou as informações, dizendo que houve vários protestos na área de Hotan contra o que os uigures chamam de políticas repressivas em Xinjiang. Segundo ele, 48 pessoas foram detidas. “Trata-se de uma crise de sobrevivência”, disse Dilxat Raxit, que pediu o envio de observadores internacionais para a região para ajudar a conter o que chamou de violência excessiva contra os uigures.
Dívida externa da China aumentou para 764.970 mil milhões
A dívida externa da China totalizou 764.970 milhões de dólares no final de Março, ficando acima dos 736.990 milhões de dólares com que encerrou 2012, revelou, esta noite, a Administração Estatal de Divisas. A dívida a curto prazo, a maioria contraída a credores estrangeiros, ascendeu a 565.680 milhões de dólares, valor que traduz um aumento face ao registado em Dezembro, quando era de 540.930 milhões de dólares. A dívida a médio e longo prazo também cresceu, cifrando-se em 199.290 milhões de dólares, contra os 196.060 milhões de dólares, indicou a instituição, no seu portal na Internet. O volume da dívida não inclui dados das regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong.
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Imobiliário Chineses investem mais nos EUA
Sete palmos de terra Só perdem para os canadianos entre os maiores compradores estrangeiros de casas nos EUA. “Etão apenas a começar”, afirma Steve Collins, director internacional da Jones Lang LaSalle Capital, empresa do sector imobiliário. “A criação de riqueza lá é incrível.”
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primeira leva foi de japoneses. Cheios de dinheiro, invadiram os EUA para comprar locais famosos como o Rockefeller Center, em Nova York. Agora, quase 25 anos depois, é a vez dos chineses investirem no mercado imobiliário dos EUA – e com mais força que os seus rivais. Sem se deixar abalar pelos erros imobiliários do Japão nos anos 1980 – alguns investidores pagaram exorbitâncias por propriedades americanas –, os chineses estão a espalhar os seus investimentos pelos Estados Unidos. Inicialmente eram apenas investimentos isolados, mas agora há uma corrida por negócios de biliões de dólares e propriedades que são vistas como troféus. Só que, ao contrário dos temores – injustificados nos anos 1980 de que os japoneses “comprariam a América”, o investimento chinês está a ser bem-vindo e até comemorado nos EUA. A maior preo-
cupação que existe, neste momento, é que, com a economia chinesa a dar sinais de fraqueza, os chineses possam repetir o exemplo japonês e bater em retirada. No entanto, pelo menos até este momento, as dificuldades na terra natal não refrearam o apetite pelo mercado americano, como mostram os recentes negócios anunciados em Nova York. Um desses marcos foi a compra de parte do edifício General Motors, em Manhattan, pela empresária Zhang Xin e pela família Safra, de origem brasileira, no início deste mês. Em 2011, o braço imobiliário do HNA Group (empresa aérea chinesa) pagou US$ 265 milhões por um prédio de escritório em Nova York. E os investidores adquiriram grandes hotéis na Califórnia, como o Sheraton Universal, próximo do famoso estúdio de cinema, e o Crowne Plaza, em Burlingame, perto do aeroporto de San Francisco. Mas o apetite chinês não pára nos grandes prédios.
APOIO ESTATAL
E, pelo menos por enquanto, o governo chinês encoraja esses investimentos e até ajuda a financiá-los. O resultado é que o Bank of China é hoje a principal fonte estrangeira de financiamento no mercado imobiliário americano, superando os bancos europeus. Essa busca por propriedades nos EUA é também reflexo do governo de Pequim pretender diversificar os seus investimentos. Os chineses são os principais credores dos EUA, com mais de US$ 1 bilião em títulos do governo americano, mas esses papéis, entre os mais seguros do mundo, geram um retorno baixo. “Tem crescido muito nos últimos dois anos o apoio político para outras aplicações que não os títulos do Tesouro dos EUA e isso tem encorajado os investidores chineses a olhar para o sector imobiliário em grandes mercados, como o de Nova York”, afirma Thilo Hanemann, director de pesquisa do Rhodium Group, que analisa tendências económicas globais.
África Obama diz que China não é ameaça
Quanto mais, melhor O
s Estados Unidos não se sentem ameaçados pelo crescimento do comércio e dos investimentos da China e de outras nações emergentes na África, disse o presidente dos EUA, Barack Obama, neste sábado. Insinuações de que os EUA perderam terreno em negócios em África para a China têm perseguido o presidente norte-americano, mas Obama disse que o aumento da participação chinesa foi benéfica para todos. “Eu não me se sinto ameaçado pelos chineses. Sinto que é uma coisa boa”, disse
Obama durante uma visita à África do Sul. Quanto mais for investido na África, mais rapidamente o continente menos desenvolvido do mundo pode ser integrado na economia global, afirmou o primeiro presidente dos EUA afro-americano. “Eu quero toda gente a investir em África. Quanto mais, melhor.” A China tem expandido o seu alcance em África desde o início do novo século. O país ultrapassou os Estados Unidos como o maior parceiro comercial da África, em 2009, informou um relatório de Fevereiro do governo dos EUA.
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Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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gonçalo lobo pinheiro
stá tudo a postos. O 60.º Grande Prémio de Macau decorre este ano entre os dias 9 e 10 e 14 a 17 de Novembro, com mais de uma dezena de corridas e eventos especiais. Além das já habituais corridas de grande destaque – como o Grande Prémio de Fórmula 3, este ano participado pelo Star River - Windsor Arch, e o Grande Prémio de Motos -, Macau vai receber novas animações. Entre os mais de 200 pilotos, chegam super estrelas prontas para acelerar naquele que é considerado um dos circuitos urbanos mais perigosos para carros e motas: o Circuito da Guia. Macau começou como local amador para os entusiastas dos desportos motorizados, mas faz agora parte da lista dos lugares preferidos dos pilotos.
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GP Macau recebe 60.ª edição e traz novas corridas ao território
Duas semanas acelerantes
É o jubileu de diamante e, por isso, promete muita animação. O Grande Prémio de Macau acontece pela 60.ª vez e traz ao território não quatro, mas seis dias de corridas intensas O território vai ser palco de três corridas principais – a Fórmula 3, as duas rondas de Macau no Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA e a 47.ª Edição do Grande Prémio de Motos -, a par com outras corridas, onde se destacam a Taça GT de Macau e a Taça de Carros de Turismo de Macau. É o único encontro mundial de corridas em circuito urbano que junta automóveis e motas. Mas, este ano, há mais. O novo cartaz inclui a Corrida Lotus Grande China e
a Fórmula Mestres China. O primeiro junta pilotos do interior da China, Taiwan, Hong Kong e Macau. A segunda, traz alguns dos pilotos mais conhecidos do Grande Prémio de Macau que vão competir numa série de carros exclusivos. No circuito da Guia, vai ainda poder ver corridas exclusivamente entre Audi R8 e Lamborghini.
na passada sexta-feira, pela Comissão do Grande Prémio. O coordenador, João Manuel Costa Antunes, apresentou ainda diversas actividades, que incluem eventos para toda a família. É o caso do espectáculo de carros de estrada, supercarros e motos nos dias 8 e 10 de Novembro, na Praça do Tap Seac e da Amizade. Já de 9 a 17 de Novembro, o Venetian rece-
be uma exposição de carros clássicos. Na conferência da semana passada ainda não foram anunciados nomes de pilotos, que só se vão saber em Outubro. O orçamento estipulado para este ano é mais baixo do que o do ano passado – a Comissão do Grande Prémio espera gastar entre 50 a 55 milhões de patacas.
População incluída
A apresentação do 60º Grande Prémio de Macau foi feita
calendário 10 DE NOVEMBRO • 06:00 – Fecho do Circuito • 06:30 às 07:00 – Inspecção do Circuito • 07:30 às 09:00 – Treinos livres • 09:15 às 10:00 – Corrida de Interport MAC/HKG – Hotel Fortuna – 10 voltas • 10:25 às 11:10 – Taça Audi R8 LMS -10 voltas • 11:35 às 12:20 – Taça Porsche Carrera Asia - 10 voltas • 12:45 às 13:45 –Taça de Carros de Turismo de Macau – 12 voltas • 14:10 às 14:55 – Lamborghini Super Trofeo Asia Serie – 10 voltas • 15:05 às 15:35 – Evento especial • 16:00 às 16:45 – Fórmula Mestres China Série – 10 voltas • 18:30 – Abertura do circuito
16 DE NOVEMBRO • 06:00 – Fecho do Circuito • 06:30 às 07:00 – Inspecção do Circuito • 07:30 às 07:50 – Treinos livres do 47º Grande Prémio de Motos de Macau – Star River, Windsor Arch • 08:20 às 09:20 – Corrida Lotus Grand China – 10 voltas • 09:50 às 10:50 – Macau Road Sport Challenge – Suncity Group – 10 voltas • 11:20 às 12:20 – Master Challenge – 8 voltas • 12:50 às 13:10 – Treinos da Taça GT de Macau – City of Dreams (cronometrados) • 14:00 às 14:50 – Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 – Star River, Windsor Arch (prova classificativa) – 10 voltas • 15:30 às 16:30 – 47º Grande Prémio de Motos de Macau • 18:30 – Abertura do Circuito
17 DE NOVEMBRO • 06:00 – Fecho do Circuito • 06:30 às 07:00 – Inspecção do Circuito • 07:55 às 08:05 – Treinos livres da Taça GT de Macau • 08:30 às 08:45 – Treinos livres do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA • 09:20 às 10:20 – Taça GT de Macau – 12 voltas • 10:45 às 13:00 – Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA • 15:30 às 16:30 – Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 – 15 voltas • 18:30 – Abertura do Circuito
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GP Estudo mostra que residentes querem dias de corridas como feriados
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O trânsito, esse problema
s residentes não querem trabalhar em dia de Grande Prémio. A conclusão é de um estudo feito pela Universidade de Macau (UMAC) sobre o 59º. Grande Prémio, que teve lugar o ano passado. Encomendado pela Comissão do Grande Prémio, o estudo revela que os residentes apoiam o evento, mas temem o trânsito e confusão que provoca. Por isso, sugerem ao Executivo que declare
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feriados os dias das corridas. Quase 65% das pessoas inquiridas disseram ter sido já afectadas pelo trânsito, que é, por sua vez, considerado pela maioria (80%) como o factor mais negative do evento. João Manuel Costa Antunes admite que a possibilidade de seguir a sugestão não foi deixada de fora. “Não é uma proposta que tenha sido abandonada. Está a ser estudada de forma detalha.” Do total de cinco mil
inquiridos, perto de 80% consideram Macau como o local ideal para a realização do Grande Prémio, ao mesmo tempo que defendem que deve continuar, já que, dizem, “aumenta o renome do território ao nível internacional”. De acordo com o inquérito, os turistas que chegam à RAEM para assistir a este evento tendem a ficar mais tempo em Macau, gastando em média cinco mil patacas com comida e alojamento.
Dos visitantes que cá vêm, os mais fanáticos são de Hong Kong (45%), enquanto que apenas 33% chegam do continente com o propósito de assistir ao Grande Prémio. Já no que diz respeito aos residentes de Macau, 40% viram pelo menos uma corrida inteira, enquanto mais de metade asseguram que vão estar presentes no 60º Grande Prémio, este ano. A maioria dos turistas promete regressar no futuro.- J.F.
Regras para subsídios mantêm-se
Nova torre de controlo a caminho
Não vão mudar os critérios para atribuição de subsídios aos pilotos locais que correm no Grande Prémio de Macau. Os pilotos que queiram receber apoios do Governo têm de acabar as provas. Mas, as regras podem vir a mudar e não para melhor do ponto de vista dos pilotos. João Manuel Costa Antunes, coordenador da Comissão do Grande Prémio, admite que, no futuro, poderão a vir ser premiados com subsídios os pilotos que atingirem determinados resultados. A ideia é beneficiar aqueles que são mais dedicados nas corridas. “O que pretendemos é que haja um constante aperfeiçoamento e que os melhores consigam desenvolver-se”, frisou Costa Antunes.
Já está a ser construída a nova torre de controlo do circuito do Grande Prémio, tendo os trabalhos de demolição da antiga terminado no dia 20 deste mês. “O actual edifício do Grande Prémio foi construído há duas décadas, mas a estrutura do evento foi aumentando e temos, neste momento, mais corridas, mais pilotos e mais equipas”, explicou Costa Antunes, coordenador da Comissão do Grande Prémio. A nova torre será três vezes maior do que a actual e a ideia, diz Costa Antunes, é que consiga albergar a quantidade de pessoas que cada vez mais se têm juntado ao evento. Prevê-se que esteja concluída no final de Outubro. Além da torre, também a estrada vai sofrer obras de renovação do piso e serão colocadas mais barreiras para evitar acidentes.
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Protecção ambiental Primeiro autocarro eléctrico a circular a partir de Julho
Finalmente sobre rodas... verdes Finalmente que deu ao Governo para investir nos transportes públicos nãopoluentes. É uma experiência mas melhor que nada
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primeiro autocarro eléctrico de Macau já começou a circular e pode começar a ser utilizado já no início deste mês. A garantia é do Governo que vê neste um dos projectos de maior alcance no que respeita à protecção ambiental do território, incluído nas Linhas Gerais do Planeamento para a Reforma e Desenvolvimento da Região do Delta do Rio das Pérolas (2008-2020) e na Política Geral do Trânsito e Trans-
portes Terrestres de Macau (2010-2020), dois planos governamentais que prevêem a introdução de transportes públicos amigos do ambiente no centro histórico de Macau e nos bairros antigos. De acordo com a Direcção dos Assuntos de Tráfego (DSAT), a fase de testes já terminou e a utilização pelo público vai ajudar a perceber se a forma como o autocarro trabalha se encaixa nas necessidades de Macau. O veículo chegou a Macau no dia 26 de Junho e vai andar, a título experimental, apenas pela Taipa e pelo Cotai, com vias relativamente planas e largas, a fim de testar o transporte com carga. As viagens serão gratuitas. “A DSAT espera que, através destes ensaios, possa conhecer a eficácia durante o funcionamento efectivo deste tipo de veículo perante as particularidades das condições geográficas
e situação rodoviária de Macau”, explicou, por meio de comunicado divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social na passada sexta-feira. Por outro lado, a DSAT também vai querer ouvir a opinião pública para
melhor satisfazer a população. “Serão recolhidos os comentários dos utentes do autocarro eléctrico através da utilização experimental dos cidadãos e turistas, proporcionando fundamentos de referência e indicadores importantes para a melhor
implementação da respectiva política”, avançou ainda. O projecto faz parte ainda dos planos da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) de transformar “Macau num centro de baixo carbono” ao “Criar em conjunto uma vida ecoló-
gica”, tendo por isso dado já início a uma série de políticas e medidas conducentes a controlar as emissões dos veículos a motor. Por outro lado, o Governo também incumbiu uma entidade de investigação de realizar pesquisas e estudos no que se refere aos modelos de veículos amigos do ambiente adequados à situação real de Macau, planeamento de infra-estruturas de apoio e elaboração de políticas a curto, médio e longo prazo para introdução e promoção de veículos amigos do ambiente. O Governo garantiu ainda que está a incentivar as companhias de autocarros a elevar os padrões técnicos dos seus veículos, em termos da protecção ambiental, introduzindo a utilização da nova fonte de energia para o sector dos transportes públicos, com vista a mitigar o impacto causado pelas emissões dos veículos pesados de passageiros no ambiente. A referência, para o novo modelo, veio do interior da China, Japão, Coreia, Hong Kong e Taiwan, que já introduziram veículos eléctricos nos seus mercados.
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ASSOCIAÇÃO GERAL DE AUTOMÓVEL DE MACAU - CHINA
Aos pilotos de Macau que queiram participar na corrida de “Macau GT Cup” do 60º Grande Prémio de Macau, têm que participar no mínimo de uma das provas dos seguintes eventos, e que seja classificado no resultado final. -
Audi R8 LMS CUP 2013
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Ferrari Challenge Asia Pacific 2013
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GT Asia Series 2013
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Lamborghini Super Trofeo Asia Series 2013
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Porsche Carrera Cup Asia 2013
Em caso de dúvidas favor de ligar para 28726578 durante o horário de expediente ou enviar e-mail para aamc@macau.ctm.net para informações.
segunda-feira 1.7.2013
cultura
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The Economist dedica obituário da semana a Padre Lancelote Rodrigues
De Macau para o mundo
Nasceu em Malaca, viveu em Macau, mas a sua fama chegou mais longe. A The Economist fala esta semana no padre Lancelote Rodrigues como um homem bom, mas pouco dado a moralismos Joana Freitas
num instante. Escuro, corpulento, de óculos, nas suas vestimentas brancas, ele subiria a uma sampana para abraçar um homem velho ou pôr-se-ia de cócoras para ver crianças a atirar fogo de artifício. Podíamos ouvi-lo também, berrando em diversas línguas – cantonês, malaio, português com gosto a soja – ou a cantar alto e gentilmente com a sua guitarra, enquanto a multidão dançava. Para as centenas de refugiados que passaram pela ilha de Macau nos anos 1940, o padre Lancelote era o portador da felicidade e o guardador de uma nova vida.”
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
revista The Economist dedicou um obituário ao Padre Lancelote Rodrigues, tornando-o assim no terceiro português a receber a distinção de estar na prestigiada publicação londrina, que existe desde 1843.
Num artigo de uma página, o padre de Macau é descrito como tendo sido um homem bondoso, mas não purista. “Ser moralista não estava na sua natureza, ele próprio tinha os seus vícios”, pode ler-se. “Confortar [os refugiados] convenceu Lancelote a - caso ele fosse útil e dedicado o suficiente - tornar-se padre. E padre, ele se tornou.” A publicação, que dedica a secção do obituário a pessoas de renome na história ou a figuras de importância internacional, descreve a forma como o padre Lancelote dedicou a sua vida a ajudar refugiados que, na altura, vinham de diversos partes do globo. “Os anos 1940 trouxeram os portugueses de Xangai, mais vieram durante a Revolução Cultural nos anos 1960. Nos anos 1970 e 1980 centenas de barcos cheios de vietnamitas chegaram e, nos anos 1990, multidões de timorenses procuraram refúgio. Todos eles encontraram o padre
A CIA Lancelote, mais velho mas nem por isso menos brincalhão e influente.” A revista continua, traçando um perfil do padre e justificando o seu gosto pelo uísque: Lancelote Rodrigues tinha sangue português e irlandês da parte do pai e malaio e holandês do lado materno. “Uma mistura fácil de potências coloniais, conjugado com o melhor vinho verde e Johnny Walker.” O artigo não vem assinado, mas a forma de escrita partiu de alguém que aparenta ter conhecido bem o padre Lancelote. “No meio da multidão de pessoas ansiosas e magras podíamos vê-lo
Não falta ainda teorias da conspiração e mistério rodeando o padre de Macau ou, como ele gostava de se auto-intitular, “sir Lancelote da garrafa redonda”. A The Economist traça ainda um perfil de um padre possivelmente informador da CIA – a agência dos serviços inteligentes norte-americanos. “Entre 1952 e 1967, ele recebeu ajuda no valor de 90 milhões de dólares americanos dos EUA. Em troca, deu-lhes informação sobre a China comunista, afastando rumores de que era um informador da CIA, mesmo estando bastante confortável em oferecer um lugar a um agente da CIA na sua mesa de convívio.”
A revista assegura que o padre mantinha uma vasta rede de contactos e amigos, a quem pedia ajuda “em almoços de camarões grelhados, peixe de caril, paella e o seu uísque com água”. “Boa comida, bebida e conversa nunca falharam, descobriu, para angariar dinheiro.”
O lado triste
A The Economist chama-lhe “o incansável embaixador da felicidade”, para explicar que havia duas apenas duas coisas que o faziam triste e uma, era o facto de os refugiados que sucediam não fazerem o esforço de unir os seus países de origem com aqueles onde viviam, a outra era que o cristianismo estivesse a perder influência em Macau. Independentemente disso, continua a peça, “ele era de uma casta quase extinta: macaense colonial, para quem o credo, raça ou cor não interessam, mas que tinha o coração e as portas abertos para aqueles cuja fé os trazia até ele”. O padre Lancelote Rodrigues morreu em Macau, vítima de doença prolongada, no dia 17 de Junho. Tinha 84 anos. Nota: A The Economist é conhecida como sendo uma revista, mas é, na realidade, um jornal semanário com centenas de anos de história
Museu português reaberto em Malaca
O
Com a bênção de S. Pedro
museu no bairro português de Malaca, na Malásia, reabriu este fim de semana ao público, por ocasião das festas de São Pedro, embora as obras de reparação não estejam totalmente concluídas, disse à Lusa o secretário-geral do comité, Richard Hendricks. “Estamos a celebrar a nossa festa de São Pedro entre 28 e 30 de Junho e esperamos atrair turistas para o museu”, afirmou o secretário-geral do Portuguese Settlement Committee. Encerrado desde o final do ano passado, aquando da passagem à reforma do antigo encarregado do museu,
Edgar Overee, o espaço reabre agora “mais limpo, mais bem organizado e com mais objectos expostos”. “Vamos estar a projectar a cultura portuguesa e euro-asiática de Malaca, as suas ações e estilos de vida, desde a chegada dos portugueses, em 1511. O povo Kristang em Malaca é único e rico na sua cultura, o que significa que temos muito para oferecer aos locais e estrangeiros”, descreveu. Richard Hendricks adiantou que o museu ainda requer algumas obras de renovação, como a instalação de ar condicionado, de forma a possibilitar a
projecção de diapositivos, entre outras actividades, e torná-lo mais atractivo para os turistas, mas que o espaço já está disponível para consulta por parte dos alunos. O museu, esclareceu o secretário-geral do Portuguese Settlement Committee, foi iniciado pelo regedor Peter Gomes há cinco anos, tendo sido estabelecido com fins académicos, para apoiar os “programas étnicos para os estudantes em toda a Malásia”. “Chegavam grupos com até 80 estudantes, por isso precisávamos de um local para lhes dar apoio.
Um membro sénior do ‘Portuguese Settlement Panel’, o sr. Edgar Overee, assumiu a tarefa de atender estes estudantes. O museu foi então criado e foram dispostos elementos sobretudo a pensar nas necessidades dos estudantes”, acrescentou. Agora com mais itens expostos - incluindo peças em barro e artigos têxteis o espaço museológico tem por objectivo atrair mais turistas. “Depois de muitas discussões levadas a cabo (…) estamos a melhorar o museu para disponibilizar informações sobre os grupos étnicos, mas
também para os turistas. O PERZIM - órgão governamental ligado ao museu - está a renovar o espaço, vai colocar ares condicionados e estantes. E continuamos à procura de mais elementos relacionados com a presença portuguesa para mostrar”, acrescentou. As autoridades locais contrataram entretanto um novo encarregado - Jerry Alcantra - para gerir o museu. As festividades em homenagem a São Pedro prolongam-se numa série de iniciativas oficiais e cerimónias religiosas, durante todo o fim de semana.
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“O Amanhecer do Azeite” na Livraria Portuguesa
O Grão-Mestre da Confraria do Azeite de Portugal, Francisco Almeida Lino, vai estar presente no lançamento do livro da sua autoria “O Amanhecer do Azeite” hoje, dia 1 de Julho, pelas 18h30 na Livraria Portuguesa, em Macau. O livro, em versão trilingue Português, Chinês e Inglês, resulta da vontade do autor de esclarecer os leitores interessados em alargar os conhecimentos sobre o azeite, nomeadamente, como avaliálo e como utilizá-lo. A sessão de apresentação do livro na Livraria Portuguesa vai contar com a presença do jornalista, chefe do canal português da Rádio Macau e Vice-Chanceler da Confraria do Azeite de Macau, Gilberto Lopes, assim como do advogado, presidente da Associação dos Macaenses e Membro do Conselho Fiscal da Confraria do Azeite de Macau, Miguel de Senna Fernandes. O lançamento da edição trilingue de “O Amanhecer do Azeite” é uma das iniciativas integradas no programa da criação da Confraria do Azeite de Macau. Promover o consumo do azeite e derivados em Macau, na China Continental e na Ásia em geral é o principal objectivo da Confraria que pretende, igualmente, apoiar a valorização dos conhecimentos sobre o azeite.
Guilherme de Melo morreu aos 82 anos
O jornalista e escritor Guilherme de Melo morreu hoje aos 82 anos no hospital de São José, em Lisboa, onde estava internado há três semanas devido a um cancro, disse à agência Lusa o afilhado Guilherme de Sousa. Nascido em Lourenço Marques no dia 20 de janeiro de 1931, Guilherme de Melo iniciou a sua carreira de jornalista em Moçambique e terminou-a no Diário de Notícias para onde foi trabalhar depois de se ter mudado para Lisboa em Outubro de 1974. “A Estranha Aventura: contos” (1961) é o primeiro da dezena e meia de livros que escreveu, entre os quais se encontram igualmente “Menino Candulo, Senhor Comandante” (1974), “Os Leões Não Dormem Esta Noite” (1989), “Gaivota: um olhar (por dentro) da homossexualidade” (2002) e “Crónicas de Bons Costumes” (2004). Guilherme de Melo estava reformado “há mais de 10 anos” e “já não escrevia há muito tempo”, adiantou Guilherme de Sousa.
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cultura
segunda-feira 1.7.2013
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Escritores moçambicanos na diáspora repudiam Acordo Ortográfico
Uma machadada no monstro
O
s participantes num encontro de escritores moçambicanos na diáspora aprovaram uma moção de repúdio do Acordo Ortográfico por “não ter em conta as especificidades” dos países que engloba, disse ontem o presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. “Para nós é uma decisão mais política, não tem em conta as especificidades de cada um dos países que compõem a comunidade de países de língua portuguesa e, neste caso, de Moçambique. Nós temos uma forma própria de escrever, de falar o português e querem-nos tirar isso. Nós não aceitamos que nos imponham uma forma de escrita”, explicou o poeta Delmar Maia Gonçalves à agência Lusa. A moção foi aprovada no sábado, no final do VI encontro do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, que durou três dias e que contou com perto de meia centena de participantes. pub
Assinalando que não fala pelos escritores que estão em Moçambique, Delmar Maia Gonçalves declarou-se, no entanto, convicto de que “grande parte deles não quer também este acordo ortográfico, não acredita nele, não se revê nele”. A moção considera o Acordo
Ortográfico “muitíssimo prejudicial, visto que empobrece e desagrega o idioma de um modo geral, introduzindo ainda inúmeras incorreções e incongruências exaustivamente apontadas já por filólogos portugueses e brasileiros, o que aliás motivou o recuo do Brasil na sua aplicação”.
“Empobrece-nos completamente, nós já somos pobres, mas somos ricos em termos de línguas, nós temos outras línguas além do português e não se estão a lembrar disso”, insistiu o escritor, de 44 anos. Segundo Delmar Maia Gonçalves, a posição tomada “já tardava”, até porque os escritores moçambicanos em Portugal têm acompanhado a situação no país “em que reina uma certa confusão”. “Em Portugal (…) há espaços que não respeitam o acordo, que não usam a grafia definida, depois há outros que já usam. Não faz sentido nenhum, é uma confusão completa, uma baralhação”, disse. A moção vai agora ser enviada para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, para o Instituto Camões e para os Ministérios da Educação de Portugal e de Moçambique, disse ainda à Lusa o autor de “Moçambiquizando” e de “Inquietação”, que está em Portugal desde 1987.
Por mais escavações na Belchior Carneiro
Depois do Instituto Cultural (IC) ter comprovado que existem provas históricas na rua D. Belchior Carneiro, atrás das Ruínas de São Paulo, eis que especialistas em arqueologia da Academia Chinesa de Ciências Sociais da China defendem que podem ser feitas mais escavações. Contudo, e segundo a Rádio Macau, ainda não existe um plano específico para a realização de mais trabalhos arqueológicos, porque os responsáveis ainda estão a analisar os vestígios que já foram encontrados. Os arqueólogos dizem ainda que podem existir “novos tesouros históricos” escondidos entre o Leal Senado e a zona das Ruínas. Os especialistas do continente dizem ainda precisar de mais um ano para terminar os trabalhos, algo que já dura desde 2010. Até ao momento foram descobertos um poço e peças de porcelana. As análises feitas até ao momento mostram que o poço servia para o armazenamento de água, enquanto que as peças de porcelana serão datadas dos finais da dinastia Ming e outras do início da dinastia Qing. Resta saber se o Governo de Macau seguirá os conselhos destes especialistas vindos até aqui do continente.
segunda-feira 1.7.2013
cultura
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hoje macau
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Shrek e o Panda do Kung Fu são alguns dos personagens que vêm para ficar nos meses de Verão no Cotai Strip. Macau acolhe as estrelas do mundo animado, tornando-se a primeira cidade, fora dos Estados Unidos, a deslocar da tela para o mundo real estes espectáculos interactivos. A Sands China Ltd espera assim aumentar as estadias, sobretudo de famílias, estimando já uma taxa de ocupação a 100% nos próximos dias. A DreamWorks, por seu turno, quer apostar cada vez mais em estúdios e produções na China Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com
O
Sands Cotai Central foi ontem invadido por personagens animados, bem conhecidos do público infantil e juvenil. O objectivo da Sands China Ltd, sucursal da empresa americana do magnata Sheldon Adelson, é diversificar a oferta bem como o perfil de visitantes, agarrando famílias de vários mercados por meio do entretenimento. A parceria foi feita com a DreamWorks, o estúdio de animação de Hollywood, que
Estreia absoluta de “Turbo” em Macau “Turbo” é a mais recente aposta cinematográfica da Dreamworks, que conta a história de uma cobra que sonha ganhar a corrida de automóveis “Indy 500”. A antestreia vai ter lugar no próximo dia 13 de Julho, no Veneatian Theatre, no Cotai, uma das maiores salas de cinema da região. “Será uma autêntica experiência ao estilo de Hollywwod porque terá uma das telas mais largas. Será um grande evento”, antecipa Yosshi Maruyama. No entanto, não estará acessível para o grande público, só podendo ser visto nas salas de cinema de Macau e Hong Kong na semana seguinte.
Personagens da DreamWorks saem da tela e escolhem como pousio Macau
Negócio sério no reino da fantasia quer estar mais próximo de um dos seus maiores admiradores (o público chinês). Ontem, a sessão de fotografias e o desfile de Shrek, o Panda do Kung Fu, o Alex, de “Madagáscar”, entre outras “estrelas” da DreamWorks, foi apenas uma amostra do que pode ser visto até finais de Setembro, em Macau, pelo público e hóspedes dos hotéis do Sands Cotai Central, numa estreia absoluta fora do mercado americano. “Neste momento, fora dos Estados Unidos, apenas aqui no Cotai Strip há uma localização onde as famílias podem desfrutar da ‘Experiência Dreamworks’”, revela Yoshi Maruyama, responsável mundial de localização de entretenimento da Dreamworks. E por que é que foi este o destino de férias em família escolhido pelo estúdio de animação californiano? A resposta está relacionada com o facto de Macau crescer como cidade internacional mas é quase exclusivamente o mercado chinês que interessa. “Naturalmente, a China Continental é um grande público-alvo, oito filmes animados do Top 15 são êxitos de bilheteira da DreamWorks neste mercado. As pessoas na China adoram os filmes que produzimos, por isso é uma parceria natural lançar esta experiência aqui onde se antecipa que muitos turistas chineses venham de visita.” De facto, a DreamWorks parece voltar-se em força para aquele que é considerado já o segundo maior mercado cinematográfico - numa altura em que o crescimento do americano se encontra a estagnar - tendo avançado no ano passado com uma “joint venture” com três empresas chinesas para pôr de pé a terceira sequela do “Panda do Kung Fu”. Mas esta não será uma aposta única. “Haverá um grande
pacote de filmes e conteúdos que serão relevantes à audiência chinesa, que estamos a desenvolver na China. Por isso, a resposta é sim, estamos activamente a procurar estúdios e desenvolvimentos no mercado local”, afirmou ontem o responsável da Dreamworks aos jornalistas, no Sands Cotai Central, sem no entanto confirmar se Macau poderá ser o local idealizado para a instalação de mais um estúdio. Ou seja, aposta-se em produção local, a pensar no mercado chinês mas os consumidores internacionais ainda não são esquecidos. “Claro que será muito relevante para os consumidores chineses mas há muitas histórias culturais que são de interesse significante à população mundial (...) Não será diferente dos outros filmes, por isso teremos versões criadas em mandarim mas para o mercado relevante será gravado na língua ou legendado.” Sobre os investimentos no programa aqui em Macau, e nos estúdios na China, o estúdio californiano, bem como a Sands,
fecham-se em copas, apelidando-a de relação “win-win”, onde ambos ficam a ganhar com o negócio.
Ocupação a 100%
A escolha, de resto, parece ter sido acertada. Segundo explica Brendon Elliott, vice-presidente de vendas e marketing da operadora, a taxa de ocupação avizinha-se animadora nos próximos dias. “Estamos a 100% nos próximos dias e há muitas pessoas com interesse em viver a experiência ao vivo no Cotai Strip Resorts”, avançou, naquela que é uma franja de visitantes que pretendem ver acrescida. “20% dos nossos visitantes já são crianças e isso é antes de entrarmos no Verão. Por isso, agora que está à porta vê-se que há um volume de famílias e crianças já a aproveitar. E esta experiência só vem reforçar este público-alvo.” Em seu entender, o desenvolvimento da Ilha da Montanha e a expansão das instalçações das Portas do Cerco pode também dar o empurrão necessário ao aumento de turistas, particularmente famílias,
com estadias mais prolongadas dos visitantes provenientes da China, Coreia, Japão, Taiwan, Índia e, particularmente, Hong Kong.
Diversificar é palavra de ordem
A ideia de alargar o espectro de visitantes, fazendo de Macau um destino de lazer familiar, está já na agenda Governo, que se associa a este novo programa, por meio da Direcção dos Serviços de Turismo. Edward Tracy, director executivo da Sands China, fez questão de frisar na inauguração do programa de parceria com a DreamWorks que o trabalho é feito em parceria com a Administração no sentido de perseguir o objectivo da diversificação económica. “A Sands China mantém o compromisso de oferecer opções de alto calibre e diversificadas, com a ‘Experiência DreamWorks nos Resorts do Cotai Strip’, continuamos com o mesmo compromisso de diversificar a indústria de turismo”, disse o responsável máximo da operadora no território.
“Shreakfast” com famílias da Cáritas Mais de 250 famílias desfavorecidas e crianças com doenças crónica, da Caritas, marcaram presença no “Shreakfast”. A experiência de pequenoalmoço, com as personagens do filme “Shrek” da Dreamworks, que vai estar disponível até 30 de Setembro nos pacotes de verão de estadia nos hotéis do Sands Cotai Central - Sheraton, Holiday Inn e Conrad. “Estou muito contente com esta oportunidade porque nunca tinha vivido nada assim. Os meus filhos quando viram o Shrek a aparecer pensaram estar num filme”, explicou Kou Hoi Kam, mãe de duas crianças de 6 e 11 anos, ao Hoje Macau.
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desporto
segunda-feira 1.7.2012
Bruno Martinho garante primeiro grande troféu do Benfica
Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
À
segunda temporada, o primeiro título. A Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau alcançou ao início da noite da última sexta-feira o maior feito do seu ainda recente historial, ao derrotar o Windsor Arch Ka I pela margem mínima no encontro decisivo da edição de 2013 da Taça da Associação de Futebol de Macau. Depois de ter perdido para o Clube Desportivo Monte Carlo a principal prova do desporto-rei do território por apenas um ponto, a formação encarnada procurava encerrar a temporada em classe, face a um emblema que procurava remediar uma época desastrosa com o triunfo na segunda mais cotada prova do futebol do território. O terceiro lugar na Liga de Elite não foi propriamente um resultado brilhante para uma formação que procurava o penta-campeonato e na final da Taça de Macau, o Ka I foi a primeira equipa a levar perigo ao último reduto do adversário, com Carlos Reginaldo da Silva a colocar Juan de Castro à prova na baliza do Benfica. A resposta do onze encarnado difícilmente se poderia ter revelado mais eficaz e aos cinco minutos do primeiro
D
uas derrotas, um empate, dezasseis golos sofridos, três marcados. Macau despediu-se do torneio de futsal dos Jogos Asiáticos em Recinto Coberto na derradeira posição do grupo A da competição, com apenas um ponto. No derradeiro desafio da fase regular do certame, a formação orientada pelo português Manuel Cunha salvou a face do futsal do território ao conseguir empatar a duas bolas frente à
Gonçalo lobo pinheiro
Festa encarnada na final da Taça
tempo, Bruno Martinho firmou o nome nos anais da história do clube, ao concluir com um cabeceamento oportuno uma boa jogada do ataque das águias do território. O avançado português correspondeu com frieza a um centro de Jorge Tavares, apontando o único golo de uma partida com lugar cativo na história da instituição. Em desvantagem, o Ka I não virou as costas à luta e apostou ainda mais em termos ofensivos, mas nunca conseguiu colocar em cheque a
resistência da defesa encarnada. Cesinha, de bola parada, foi o primeiro a levar perigo ao último reduto do Benfica após o golo, mas a iniciativa acabou por ser travada pela linha defensiva das águias. Sem alguns dos seus habituais titulares, o Ka I perdeu o avançado cabo-verdeano Alison Brito para lesão logo no início do desafio e a contrariedade acabou por afectar a eficácia da formação orientada por Joseclér. Mais eficaz, o Benfica – que emprestou à selecção de futsal do
território Luis Amorim, Chan Pak Chun e dois outros atletas menos utilizados – esteve várias ocasiões perto de marcar o segundo, mas Tam Heng Wa mostrou-se atento e travou com classe um livre-directo que levava selo de golo. Na sequência do pontapé de canto que se seguiu, Bruno Martinho conseguiu mesmo colocar a bola de novo no fundo da baliza adversária, mas a jogada acabou por ser inviabilizada pelo trio de arbitragem por alegado fora-de-jogo do dianteiro português. O avançado encarnado contestou a decisão do juiz da partida, mas os protestos revelaram-se inócuos e o tento foi mesmo anulado. Na recta final da primeira metade, Carlos Reginaldo da Silva assina uma das melhores jogadas ofensivas do Ka I, ao deixar para trás meia defesa encarnada, antes de servir Christopher Nwarou. O dianteiro nigeriano não conseguiu rematar nas melhores condições, permitindo a defesa fácil de Juan de Castro e desperdiçando a melhor oportunidade de que a formação orientada por Joseclér dispôs em toda a partida. Muito activo, Carlos Reginaldo da Silva ainda rematou à malha lateral antes ainda do final da primeira etapa, mas o desempenho do avançado brasileiro nunca se revelou suficientemente voraz para colocar em risco a vantagem de
que dispunha o Benfica. No início da etapa complementar, a formação orientada por Bruno Álvares perdeu Lei Kam Hong para lesão. Pouco depois, Edgar Teixeira desenha uma das melhores jogadas da segunda parte, ao solicitar Bruno Martinho com um passe rasteiro, mas o dianteiro das águias acabou por chegar tarde ao lance. A resposta do Ka I surge numa conjugação de esforços entre Cesinha e Nicholas Torrão. O internacional do território respondeu a um bom cruzamento do brasileiro com um remate acrobático, que ainda fez cantar ao de leve a barra da baliza de Juan de Castro. O onze encarnado ficou reduzido a dez unidades aos 41 minutos, com Fábio Silva a ver o cartão vermelho directo depois de uma entrada dura sobre um adversário. O lance esteve na origem de alguma confusão no miolo do terreno do estádio da Taipa e as trocas de palavras e de acusações obrigaram à interrupção da partida durante alguns minutos. Em desvantagem númerica, o Benfica apostou na defesa do resultado. Juan de Castro respondeu de forma atenta a um livre directo apontado em posição frontal ao último reduto encarnado e na resposta, Pio Júnior quase marca o segundo, ao responder com um remate deficiente a um bom cruzamento do brasileiro Fabrício Lima.Atento, Juan de Castro dirimiu com uma sapatada a última grande oportunidade do desafio e garantiu que o Benfica se despedia da temporada de 2013 com motivos para sorrir, com a conquista do primeiro grande troféu do seu historial, a Taça da Associação de Futebol de Macau.
Futsal de Macau em último na fase de grupos
Um empate na despedida congénere da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong. As duas formações partiam para a derradeira jornada da fase de grupos do torneio já com o futuro decidido. Depois de terem perdido os dois primeiros jogos frente à Coreia do Sul
e ao Koweit e na despedida aos Asiáticos em Recinto Coberto de Incheon, as selecções do Lótus e da Bauhínia lutavam mais pelo bom nome do que própriamente por um brilharete na competição. No Ginásio Estudantil pub
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de Gongbu, Macau foi a formação que primeiro deu mostras de querer despedir-se da Coreia do Sul com o queixo erguido. A formação orientada por Manuel Cunha assumiu desde cedo as despesas ofensivas da partida e inaugurou o marcador aos nove minutos, numa jogada concluída por Paulo Cheang, jogador do Monte Carlo. A vencer por uma bola, o grupo de trabalho do Lótus não esmoreceu, continuou a pressionar o último reduto do adversário e dilatou com alguma naturalidade o marcador aos 14 minutos, numa jogada concluída por Chan Man Hou. O intervalo acabou por favorecer a formação da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong. Em
desvantagem no placard, o cinco da antiga colónia britânica dificilmente poderia ter entrado na segunda metade de forma mais convincente, com Li Hang Wui a reduzir a desvantagem logo aos dois minutos da etapa complementar. Macau permaneceu, ainda assim, à frente do marcador até ao último minuto do tempo regulamentar, mas nos derradeiros instantes da partida Chow Ka Wa repôs a igualdade no marcador. Ape-
sar do empate e de ambas as equipas terem terminado a fase regular da competição em igualdade pontual, Hong Kong coleccionou melhores registos frente à Coreia do Sul e ao Koweit (derrotas por 7-1 e 4-2, respectivamente), relegando a selecção do território para o derradeiro lugar do grupo A. Depois de ter perdido com a Coreia do Sul no primeiro encontro que disputou na competição, na sexta-feira passada a selecção do Lótus voltou a somar novo desaire rotundo, frente ao Koweit. A formação do Médio Oriente derrotou o conjunto orientado por Manuel Cunha por cinco bolas a zero, com golos de Hamad al-Awadhi (2), Mohammad Mohammad, Shaker Almutairi e Ahmad Alfarsi.O Koweit acabou de resto por vencer as contas do grupo A, ao derrotar no último encontro da fase regular da competição a Coreia do Sul por 5-3. - M.C.
segunda-feira 1.7.2013
[ ] Cinema
Sala 3
Um filme de: Zack Snyder Com: Henry Cavill, Russel Crowe, Amy Adams, Kevin Costner 14.30, 19.00
(Falado em cantonês) Um filme de: Lee Hwan-gyeong Com: Shin Chinawut, Namcha Sheranat, Sean Jindachote 14.30, 18.00
World war z [c]
Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 17.00, 21.30 Sala 2
World war z [3d] [c]
Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 14.30, 19.30
man of steel [3d] [b]
Um filme de: Zack Snyder Com: Henry Cavill, Russel Crowe, Amy Adams, Kevin Costner 16.30, 21:30
epic [3d] [A]
epic [A]
(Falado em cantonês) Um filme de: Lee Hwan-gyeong Com: Shin Chinawut, Namcha Sheranat, Sean Jindachote 16.15, 19.45
now you see me [b]
Um filme de: Louis Leterrier Com: Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Mélanie Laurent 21.30
VERTICAIS: 1 – Pintura cuja tinta é temperada com água; parte do corpo humano onde o membro inferior se liga ao tronco. 2 – Deus da guerra (na mitologia romana); irmã dos pais ou dos avós. 3 – Depressão e elevação da superfície das águas; vaso de pedra para líquidos; medida itinerária chinesa. 4 – Grito aflitivo; pessoa encarregada da educação de crianças nobres ou ricas; prep. designativa de falta, exclusão, ausência, condição, excepção. 5 – Qualquer objecto com forma cilíndrica; coisa delicada que se oferece. 6 – Amerício (s.q.); sorri; nome da letra grega que corresponde ao P latino; aquelas. 7 – Espécie de veado, de cauda comprida e galhos achatados na parte superior; tudo o que promove um movimento. 8 – Forma um só; caminhar ou dirigir-se para o lugar onde estamos; terceira nota da escala musical. 9 – Naquele lugar; apetite sexual dos animais em determinados períodos; na parte exterior. 10 – Geme (gír.); encarar. 11 – Matilha de cães a correr; m.q. cômoro.
Soluções do problema
Aqui há gato Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1 – Dono da casa em relação aos criados; faúlha. 2 – Grande desejo; alimento abundante e delicioso. 3 – Fabricar por meio de urdidura; a mim; filho de burro e égua ou de cavalo e burra. 4 – Aperta com nó; discurso em público; nome de duas espécies de cotovias. 5 – Prep. que designa diferentes relações, como posse, matéria, lugar, providência, etc.; acolá; estrada que estabelece a ligação de um lugar para outro. 6 – Voz de algumas aves, especialmente a do mocho; voz do gato. 7 – Irmão dos pais ou dos avós; prep. designativa da relação de meio, qualidade, etc.; pedra de amolar. 8 – Criada de quarto; um milhar; termo. 9 – Contr. da prep. em com o art. def. a; sétima nota da escala musical; fruto da amoreira e de algumas espécies de silvas. 10 – Sentença; enfurecer. 11 – Corajoso; caixilho de madeira para os vãos das janelas, etc.
[Tele]visão TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Telejornal + 360° (Diferido) 14:40 RTPi Directo 18:10 Cougar Town - Sr.1 18:30 Contraponto (Repetição) 19:30 Vingança 20:30 Telejornal 21:00 TDM Desporto 22:20 Escrito nas Estrelas 23:00 TDM News 23:30 Com Ciência 00:00 Telejornal - Repetição 00:30 RTPi Directo informação tdm RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Consigo 15:00 Canadá Contacto 2013 15:30 Em Reportagem (Madeira) 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Anticrise 17:15 Portugal Aqui Tão Perto 18:15 O Teu Olhar (Telenovela) 19:00 Programa a designar 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:15 Canadá Contacto 2013 22:45 Verão Total 30 - FOX Sports 13:00 (Delay) FIM Mx2 World Championship 2013 15:00 US Women’s Open Championship Day 4 17:00 FIA F1 World Championship 2013 Highlights British Grand Prix 18:30 Chio Aachen 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 (LIVE) The Championships, Wimbledon 2013 Round Of 16 31 - STAR Sports 09:00 The Championships, Wimbledon 2013 Early Round Matches
17:30 The Championships, Wimbledon 2013 Best Of Week 1 18:30 (LIVE) The Championships, Wimbledon 2013 Round Of 16 40 - FOX Movies 11:35 The Beach 13:30 What To Expect When You;Re Expecting 15:20 21 Jump Street 17:10 Bad Ass 18:40 Once Upon A Time 19:25 Cat 8 - Part 1 Of 2 21:00 Spy Kids: All The Time In The World 22:30 X-Men: First Class 00:40 What To Expect When You;Re Expecting 41 - HBO 11:00 Enemy Of The State 13:10 Like Crazy
14:40 16:15 17:55 20:00 22:00 22:30 23:30
Journey 2: The Mysterious Island Coyote Ugly The Karate Kid Hellboy Veep Game Of Thrones S.W.A.T.
42 - Cinemax 12:30 Battle Force 14:15 Dracula Dead And Loving It 16:00 Jason And The Argonauts 17:45 A Few Good Men 20:10 Sucker Punch 22:00 Dead Birds 23:30 Flight Of The Conchords 00:30 Mardi Gras: Spring Break
HORIZONTAIS: 1-AMO. FAGUILHA. 2-GANA. MANA. 3-URDIR. ME. ME. 4-ATA. ORO. CIA. 5-DE. ALI. VIA. 6-PIO. MIO. 7-TIO. POR. MO. 8-AIA. MIL. FIM. 9-NA. SI. AMORA. 10-LEMA. IRAR. 11-ANIMOSO. ARO. VERTICAIS: 1-AGUADA. ANCA. 2-MARTE. TIA. 3-ONDA. PIA. LI. 4-AI. AIO. SEM. 5-ROLO. MIMO. 6-AM. RI. PI. AS. 7-GAMO. MOLA. 8-UNE. VIR. MI. 9-LA. CIO. FORA. 10-MIA. MIRAR. 11-COMARO.
À venda na Livraria Portuguesa A Vida Passou Por Aqui • Luís Francisco
Que relação poderá existir entre um motorista de táxi à beira da reforma, um toxicodependente que rouba carteiras, um arquitecto com mão leve, uma solteirona apostada em fazer o bem ou uma rapariga que disse aos pais que andava na faculdade e, afinal, vive à custa de um homem casado? Numa história com uma construção extremamente original, em que desfilam figuras muito diferentes, mas todas inesquecíveis, A Vida Passou por Aqui é uma espécie de confirmação da teoria do efeito borboleta: porque, na teia que é a vida, sempre que alguém puxa um fio, mesmo sem se dar conta, acaba por embaraçar, mais do que gostaria, as vidas alheias…
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
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Cineteatro | PUB
Sala 1
Man of steel [b]
futilidades
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Jonas Savimbi – no lado errado da História • Emídio Fernando
Biografia de Savimbi no momento em que se assinalam dez anos da sua morte. «Jonas Malheiro Savimbi, aos 32 anos, atingia a sua grande e almejada glória ao ser eleito, por unanimidade e aclamação, presidente de uma nova organização política, precisamente na mesma região onde viria a ser abatido 36 anos depois. Mais tarde, assumia que a ideia, de criar um novo movimento, nascera em Champaix, uma vila na Suíça, em conversas com Tony da Costa Fernandes e cujos estatutos começaram a ser redigidos por ambos.» Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Do absurdo à desfaçatez Que em Macau se vive quase sempre na raia do absurdo, isso já não é novidade para ninguém. E os exemplos não vêm daqui nem dali, vêm de todo o lado, independentemente da profissão, do volume da carteira ou da nacionalidade. Eles são tantos que nem vale a pena citar, analisar, desmembrar. Por um lado, admiro este carpe diem em que muitos por aqui vivem, esta febre de “não deixes para amanhã o que podes ganhar hoje”, esta voracidade sem limites e sem vergonha, que tudo a alguns permite, perante a passividade dos outros, a grande maioria, a tal que vê passar os comboios e o dinheiro e vai contentando com uns convitezinhos e umas graçolas de mau gosto que vão sendo deixadas cair pelos tubarões. Contudo, não podemos ser injustos porque a estupidez e a cupidez não conhece classes. Aqui parece comer tudo da mesma gamela e tocar o mesmo gamelão: o do absurdo. Por exemplo, qualquer mortal que utilize os táxis desta santa cidade sabe que vivemos reféns de toda espécie de chantagem e que a maioria dos veículos são uma vergonha, que o comportamento dos motoristas é um nojo e nada é feito para melhorar esta situação. Apanhar um táxi em Macau, na maior parte das horas do dia e da noite, é uma espécie de descida aos infernos e isto tem de acabar. Grande parte dos carros já nem acendem a luz de “livre”. Não, escolhem os clientes consoante lhes convém. A situação é uma vergonha para uma cidade que se quer internacional e basta olhar para Hong Kong para se ver a diferença. Por isso não me venham com o absurdo de que se trata de uma questão cultural ou outras lérias. É mas é falta de polícia, de fiscalização, de autoridade, por parte das autoridades competentes e das incompetentes. É preciso uma desfaçatez tão grande que se fosse sólida dava para construir a ponte entre Macau e Hong Kong. Como não é e como por aqui se vive neste alegre reino do vale quase tudo, segue jogo sem interrupções, que o árbitro é cegueta. Do absurdo à desfaçatez ainda vai um grande passo, mas no Macau de hoje há quem tenha pernas de gigante. Curiosamente, nunca é para o bem comum.
Pu Yi
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O cão comeu-me o orçamento de Estado Ricardo Araújo Pereira
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O tempo veio a demonstrar que um estadista verdadeiramente ambicioso deve sonhar com um governo, uma maioria, um Presidente e um Anthímio do Azevedo
In Visão
uando Vítor Gaspar justificou a queda do investimento em Portugal com a chuva, milhares de alunos do ensino secundário terão festejado. Há um número bastante limitado de boas desculpas para não fazer os trabalhos de casa, e mesmo essas, à força de serem repetidas, têm vindo a perder prestígio. O falecimento dos avós, por exemplo, só pode ser alegado, no máximo, quatro vezes - muito pouco para os 12 anos de escolaridade obrigatória, uma vez que, em média, não permite ao aluno livrar-se de mais do que um trabalho por cada três anos, o que tem sido lamentado por madraços de todos os tempos e lugares.
O aparecimento de uma nova justificação, além do mais com o alto patrocínio do ministro das Finanças, alegrou certamente jovens de todo o país. Sá Carneiro tinha sonhado com um governo, uma maioria e um Presidente, mas o tempo veio a demonstrar que um estadista verdadeiramente ambicioso deve sonhar com um governo, uma maioria, um Presidente e um Anthímio do Azevedo. As condições climáticas têm sido injustificadamente descuradas pela ciência política. Nenhum ministro, por mais hábil que seja, consegue controlar o défice com uma humidade relativa superior a 65 por cento.
O desemprego não baixa se a temperatura mínima for sistematicamente inferior a 12 graus. E os juros da dívida sobem com os aguaceiros fortes de noroeste. Ainda assim, há quem considere que a desculpa apresentada por Vítor Gaspar inaugura um novo tipo estratégia: avançar com a chuva como justificação para o fracasso é uma espécie de política molha-parvos. Mas quem tem dúvidas de que o clima influi decisivamente na governação, visite a enevoada Noruega, que por isso mesmo não passa da cepa torta, e depois compare com o espectacular desenvolvimento económico
das soalheiras ilhas de Cabo Verde. Não admira que os povos tropicais se organizem com frequência para, disponibilizando um pouco da sua riqueza, ajudar os pobres países nórdicos, prejudicados pelo clima inclemente. Faz falta, no entanto, integrar mais claramente o factor meteorológico no discurso político, em especial nas campanhas eleitorais. Terá mais credibilidade o partido cujas promessas tomarem em consideração as variáveis climáticas. “Não cortarei o 13.º mês se o anticiclone dos Açores bloquear as frentes frias”, por exemplo, é uma promessa moderna.
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AVISO A partir de 10 de Dezembro de 2009, os titulares do bilhete de identidade de residente permanente da Região Administrativa Especial de Macau (BIRP da RAEM) que tenham completado 11 anos de idade e que satisfaçam os requisitos (obs. 1) podem, através de registo prévio por vontade própria, e mediante a posse do bilhete de identidade de residente permanente, utilizar as passagens automáticas (Canal-e) para entrarem e saírem de Hong Kong. • Os titulares do BIRP da RAEM que tenham completado 18 anos de idade e que satisfaçam os requisitos, para tratarem do registo prévio, podem recorrer:
1. Ao balcão de registo do Departamento de Imigração do Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong instalado no Terminal Marítimo Hong Kong/Macau, sito no Sheung Wan, Shun Tak Centre, Hong Kong (na área que antecede os balcões de processamento de formalidades de entrada do átrio das chegadas), ao balcão de registo que se encontra na China Ferry Terminal, sito em Tsimshatsui (na área posterior dos balcões para o processamento de formalidades de entrada) ou ao serviço de piquete do Departamento de Imigração da RAEHK (os locais supracitados têm o seguinte horário de funcionamento: das 2.ªs feiras aos Domingos, das 10H00 às 18H00); 2. Aos quiosques que se encontram no átrio do rés-do-chão do Edifício China Plaza, Centro de Serviços da RAEM (sito na Areia Preta), no átrio das partidas do Terminal Marítimo do Porto Exterior e do Terminal Marítimo Provisório da Taipa.
• Os indivíduos com idade compreendida entre os 11 e os 18 anos que satisfaçam os requisitos, devem dirigir-se, com acompanhamento de um dos pais ou seu tutor, a um dos balcões de registo do Departamento de Imigração de Hong Kong acima referidos, para tratar do registo prévio. (obs. 2) Para mais informações sobre as formalidades do registo, pode consultar o website da DSI: www.dsi.gov.mo ou ligar para o número: 28370777. Os residentes permanentes de Macau habilitados e depois de ter efectuado com sucesso o processo do registo, podem utilizar os canais-e que se encontram disponíveis: (1) no Terminal Marítimo Hong Kong/Macau, no Shun Tak Centre em Sheung Wan, Hong Kong; (2) no China Ferry Terminal de Tsimshatsui; (3) Tuen Mun Ferry Terminal; (4) Fronteira Luohu; (5) Shenzhen Bay Control Point; (6) Lok Ma Chau Spur line; (7) Hong Kong Internacional Airport. No acesso aos canais-e, deve colocar, primeiro, o BIR, com a face virada para cima e a imagem do rosto à esquerda, no dispositivo de leitura; após o que retira o BIR e abrir-se-á a porta de acesso à área de verificação de impressão digital; se os dados coincidirem, é-lhe emitida uma senha de entrada impressa as condições e o prazo de permanência. Para informações mais detalhadas sobre as passagens automáticas em postos de fronteira de Hong Kong, queira visitar o portal electrónico do Governo da RAEHK : Para problemas encontrados no acesso aos canais-e, os usuários registados podem recorrer às linhas de assistência da DSI 83940542 ou 83940507. Obs.1: refere-se a indivíduos que não necessitam de obter previamente visto para entrarem em Hong Kong. Para mais pormenores, queira consultar o webisite da DSI: www.dsi.gov.mo. . Obs.2: Na apresentação do pedido, os indivíduos acima referidos devem apresentar o original dos seguintes documentos: (1) Documento de identificação do requerente e do pai ou da mãe, ou do tutor que acompanhe as formalidadades do registo do requerente; (2) Certidão de nascimento válida do requerente; os nascidos em Macau devem apresentar a certidão narrativa de registo de nascimento para fins do pedido da emissão do BIR, emitido pela Conservatória do Registo Civil de Macau; (3) Documentos comprovativos sobre o exercício do poder paternal ou da tutela, no caso de o requerente ser acompanhado pelo tutor para efeitos de registo (se o documento é escrito apenas em língua portuguesa, deve ser acompanhado da respectiva tradução em chinês ou inglês). *Informações fornecidas pelo Departamento de Imigração do Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong Direcção dos Serviços de Identificação, aos 1 de Julho de 2013.
Consulta Pública sobre a Revisão do Regime Jurídico da Administração das Partes Comuns do Condomínio 2013.04.30 – 2013.07.31 Locais para a obtenção do documento: 1. Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional 2. Instituto de Habitação 3. Centro de Informações ao Público 4. Centro de Serviços da RAEM 5. Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça 6. Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e respectivos Centros de Prestação de Serviços ao Público e Postos de Atendimento e Informação Consulta e descarregamento do documento de consulta: 1. Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional: http://www.dsrjdi.ccrj.gov.mo 2. Instituto de Habitação: http://www.ihm.gov.mo Apresentação de opiniões e sugestões: Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional Correio electrónico: consultation@dsrjdi.gov.mo Fax: (853) 2875 0814 Endereço postal: Alameda Dr. Carlos D’ Assumpção, n.º 398, Edifício CNAC, 6.º andar, Macau
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Administração de condomínios Parte I – Por dentro do Documento de Consulta
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Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional já publicou o documento de consulta sobre o Regime Jurídico da Administração das Partes Comuns do Condomínio. Condomínio significa um edifício com muitos apartamentos independentes. A Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional efectuou pelo menos três consultas públicas em dois meses para discutir o documento de consulta. Estes encontros tiveram uma grande adesão por parte dos cidadãos. Os motivos que levaram a população a aderir em tão grande número são óbvios. Os problemas de administração de condomínios ocorrem diariamente em Macau. Entre eles constam: 1. Existem duas empresas para administrar um condomínio, e.g. La Baie Da Noble 2. Os proprietários dos condomínios não chegam a acordo sobre as taxas de administração; e 3. Não há uma terceira parte de seguros de condomínio, etc. No passado, o governo de Macau não dava muita importância à administração de condomínios porque o problema não era tão óbvio e o governo achava que a questão não devia ser regulamentada pelo direito público. Com o passar dos tempos o problema passou a ser um assunto muito sensível, tanto para o governo, como para os proprietários individuais. Do ponto de vista governamental a maioria dos condomínios são demasiado velhos. Em caso de acidente, se os proprietários não tiverem seguro, a solução para compensar as vitimas passa a ser um problema. Estas questões afectam a população em geral e não apenas os proprietários. Não é só uma questão de direito privado, é também uma questão de direito criminal. Direito privado significa leis relacionadas com questões individuais, como por exemplo o direito de trabalho que lida com as relações entre patrões e empregados, ou direito contratual que regula os contratos entre as partes. O Direito público lida com a relação entre o governo e os cidadãos. Como por exemplo, o direito criminal regula a relação entre o governo e os infractores, ou a lei fiscal que lida com os impostos dos cidadãos. Do ponto de vista dos potenciais proprietários individuais de condomínios os preços actuais são muito altos. Um cidadão normal
de Macau provavelmente nem investindo todas as poupanças de uma vida conseguirá comprar um apartamento. Quando um destes cidadãos consegue adquirir um apartamento o seu sentido de propriedade ganha força. Fará tudo o que puder para manter o espaço em boas condições. Este tipo de proprietário é o “verdadeiro dono de um apartamento”. Esta forma de estar é oposta à dos “investidores profissionais do mercado imobiliário”. Embora comprem os apartamentos, tratam-nos como commodities. Adquirem os apartamentos, mantêm-nos durante algum tempo e quando os preços sobem, vendem-nos. Se comparar-mos estes dois tipos de proprietários, aquele que
cartoon por Steff
tem realmente a intenção de ficar a viver no apartamento é que deve ser considerado o verdadeiro dono, não o investidor. Esta situação é óbvia no caso dos condomínios recém-construídos. Como estas construções são recentes e não necessitam de grandes reparações nem de manutenção, a motivação para contribuir para um fundo de garantia é baixa, sobretudo da parte dos investidores, porque do lado dos verdadeiros donos essa vontade é grande. O caso do La Baie Des Noble é um exemplo típico. O fundo consolidado ou de garantia é um montante fixo que os proprietários pagam a uma empresa para administrar um condomínio. Este fundo serve para reparações e manutenção.
edward snowden
De acordo com o Código Civil os condomínios são administrados pelos proprietários e pelas empresas administrativas. Para determinar o valor das taxas e dos fundos o melhor é controlar ambos. O Código Civil não determina claramente qual o número de proprietários e de empresas administrativas . Esta falha no Código Civil pode criar problemas. Se lermos os jornais verificamos que há várias disputas entre proprietários num único condomínio. Os proprietários são diferentes uns dos outros e cada qual defende os seus interesses. O papel do governo não deve ser o de defender os interesses das partes mas sim garantir que cada qual cumpre os seus deveres de reparação e manutenção. Se isto acontecer a população está salvaguardada. Outras questões, como as taxas, os regulamentos das empresas administrativas e das reuniões de proprietários podem ser determinadas pelos próprios proprietários As leis relacionadas com a gestão de condomínios estão no Código Civil. Existem quase 50 artigos nesta área, que são insuficientes para lidar com um assunto tão complexo. Para colmatar esta falha o Documento de Consulta sugere uma operação detalhada na matéria. O Documento aborda as seguintes áreas: 1. Aperfeiçoamento do regime de convocação 2. Aperfeiçoamento das regras de funcionamento da assembleia geral 3. Regime de representação 4. Consagração expressa da composição da administração e da sua capacidade para a prática de actos jurídicos 5. Clarificação da relação entre a administração e as empresas de administração, suas competências e responsabilidades 6. Constituição e gestão do fundo comum de reserva 7. Adopção da lei avulsa para a definição do regime jurídico da administração das partes comuns do condomínio 8. Introdução da natureza ambulatória das despesas de condomínio e consagração do dever de informação É impossível abordar detalhadamente todos estes pontos num só artigo. Vamos concentrar-nos nos pontos seis e oito que são os mais vitais para a população em geral.
continua na próxima semana *Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Soraia Zhou[estagiária] Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Visita Secretário de Estado traz alimentos
O Secretário de Estado português da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, está em Macau para aumentar a cooperação com a actual região administrativa especial da China e transformar a cidade numa “plataforma” para produtos portugueses. “Fundamentalmente (queremos) aumentar a cooperação com Macau, pretendemos alargar aquilo que tem sido um sector importante na área agroalimentar que tem sido a abertura do mercado chinês”, disse. Nuno Vieira e Brito estabeleceu no seu primeiro contacto oficial, com Alex Vong, do IACM, um “entendimento no sentido de aumentar a cooperação na área da segurança alimentar permitindo que entre Portugal e Macau se iniciem diligências com base na nova Lei de Segurança Alimentar de Macau e no novo Conselho de Segurança Alimentar de Macau”. É, segundo o governante, um trabalho que, primeiro ao nível técnico e depois ao nível do sector do agroalimentar e da exportação de produtos portugueses, intensifique a cooperação bilateral.
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Directora de centro de protecção infantil denuncia
Macau despreza convenções
A
directora do centro de protecção infantil da associação de luta contra os maus tratos às crianças de Macau, Choi Hao Kei, disse ao Jornal do Cidadão que a RAEM não está a seguir a Convenção Internacional dos Direitos da Criança, da alçada da UNICEF. O Governo está a pôr os nossos filhos em risco”, frisou ao jornal de língua chinesa. Choi disse ainda que as leis existentes só funcionam quando a segurança e
a saúde dos menores estão sob ameaça, mas defende que as crianças “precisam mais do que isso”. A directora destacou ainda que é preciso haver uma legislação “bem clara e completa” que defina as violações e punições correspondentes, a fim de que a população esteja ciente da lei. “Como sabemos, tornar a violência doméstica crime público tem sido muito falado, mas parece me que pouca gente se preocupa com legislação sobre a protecção dos menores”, defendeu.
Contudo, Choi também confessou que “existe pouca possibilidade de projectar uma nova lei para proteger as crianças”, visto que também é um assunto polémico tal como a violência doméstica. “Mas seria possível estabelecer uma comissão só para tratar dos assuntos dos menores”, defendeu. “Em Macau já existe a comissão para os assuntos dos idosos, dos jovens e das mulheres. É urgente estabelecer uma comissão para os assuntos das crianças.”
Pedidos de apoio psicológico aumentam Segundo o Jornal do Cidadão, o centro de apoio psicológico da Associação Geral das Mulheres tem vindo a receber cada vez mais pedidos de ajuda, até cerca de 30 por mês. 16% desses pedidos requerem intervenção psiquiátrica, enquanto que 10% estão ligados a casos de violência doméstica. Os dados foram avançados por Tse Wing Sze, sub-directora do centro. Tse Wing Sze considera que as mulheres necessitam actualmente de mais apoio porque sofrem mais pressões. Quanto à violência doméstica, a responsável acredita que não só causa danos físicos como psicológicos às vítimas e familiares. A sub-directora do centro não está contra a transformação da violência doméstica num crime público.