HO IAT SENG
Novo Macau marca manif na porta da TDM
Air Macau com grão na asa
hoje macau Nº 4741
QUINTA-FEIRA 1-4-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
ÚLTIMA
Braços ao alto
A Fosun informou ontem que novas vacinas da BioNtech, cujo primeiro lote apresentava defeitos na embalagem, que levaram à sua suspensão, já estão a caminho de Macau. Portanto, quem já tomou a primeira dose poderá levar a segunda e quem não tomou poderá iniciar a sua vacinação. PÁGINA 7
FERNANDO VITÓRIA, EX-ASSESSOR DA INSPECÇÃO DE JOGOS
MACAU PRECISA DE UM CÓDIGO DO JOGO ENTREVISTA
CONCESSIONÁRIAS
ELEITORES SOBRE RODAS PÁGINA 5
BOUQUET
ANTÓNIO CABRITA
NADA ESTÁ PERDIDO GONÇALO WADDINGTON
KOSUBLOG
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VACINAS DA BIONTECH JÁ ESTÃO A CAMINHO DE MACAU
SANDS ORGANIZOU SEMINÁRIO PATRIÓTICO ÚLTIMA
MOP$10
2 entrevista
1.4.2021 quinta-feira
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FERNANDO VITÓRIA
“Deveria ser criado um Código de Jogo” EX-ASSESSOR JURÍDICO DA DICJ
O antigo jurista da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) defende que há ainda muita legislação dispersa nesta área e defende a compilação num Código. Em entrevista, Fernando Vitória afirma que a quebra nas receitas pode ser “um bom argumento” para “pressionar” Pequim a “abrir mais concessões de jogo” Recentemente, um académico do IPM defendeu que Macau deveria legalizar o jogo online. Há espaço para avançar nesta matéria? Falou-se muitas vezes sobre o jogo online. Houve alguns requerimentos formalizados por sociedades que não eram as concessionárias para [a legalização]. Mas a conclusão dos decisores políticos era sempre a mesma: se já tínhamos tantos casinos e não precisávamos, à data, de mais dinheiro, para quê o jogo online? Havia a convicção de que era mais uma causa de adição. Creio que não se avançou a sério por razões políticas e sociais. Faz algum sentido neste momento, mas não sei até quando este momento [de crise] se vai prolongar. Na China temem um bocado o jogo online, mas na verdade as pessoas já jogam online, com as apostas desportivas. Há um certo receio de que isso se torne de tal maneira popular que se torne um vício comunitário. Mas era uma possibilidade. Mantém-se as lotarias chinesas, e já foi defendido que esse tipo de jogo deveria acabar em prol da renovação do sector. Concorda que haja mudanças ao nível das lotarias quando se renovarem as concessões? Sim, porque é um sector que foi muito desprezado. É muito antigo, mas nunca houve grande investimento nas casas de lotarias chinesas, embora elas sejam muito importantes do ponto de vista cultural. Não se deveria acabar com o Fantan, embora as receitas sejam
simbólicas, nem como as lotarias chinesas, porque isso faz parte da chinesa. Na questão das novas concessões o Governo continua a não avançar grandes detalhes. Isso poderá ter influência nos investimentos futuros? Já se deveria ter dado uma indicação geral da política do Governo em relação às actuais concessionárias. Essa é a questão principal do conceito de concessão que tem várias vantagens, mas que tem esta desvantagem, que se verifica na fase final da concessão: com o receio de a perder, a concessionária deixa de fazer investimentos. Isso é mau do ponto de vista da receita e até do ponto de vista da imagem do Governo. Sei que agora há a desculpa da pandemia e da incerteza quanto à política da China acerca da saída dos seus cidadãos para Macau. Mas depois olhamos para o Cotai e os projectos avançam, apesar de serem investimentos que já estavam programados. Já há muitos anos. Mas isso foi uma das coisas extraordinárias que aconteceram em Macau e isso deve-se ao Sheldon Adelson [ex-CEO da Sands China, recentemente falecido], que arrastou todos os outros. Projectos que estavam programados há cinco ou seis anos, foram agendados nos bancos. Em 2015 havia o compromisso por parte do Governo com cinco casinos. Neste momento, as coisas estão no fim de período, não sei
se depois de mais um ano ou dois os investimentos vão continuar, até porque há limitações de espaço. Daqui a diante vai ser diferente. Os investimentos no Cotai vão abrandar bastante. A questão das subconcessões tem agora de ficar totalmente esclarecida com um novo concurso público? Tem de ficar resolvido e esta é a melhor oportunidade. Na realidade, nem se podem considerar como sendo subconcessionárias porque reportam directamente ao Governo e não à concessionária. Como a lei diz que só podem existir três concessionárias, estamos perante um dilema legal. Teria de se mudar a lei e não sei se haverá problemas na Assembleia Legislativa (AL). Esse era um dos grandes receios. Mas factos são factos, e a solução passa mesmo por uma alteração da lei na AL. A primeira subconces-
“A China manifestou preocupação junto da nossa direcção [DICJ, sobre o domínio dos americanos no sector do jogo].”
sionária, a Venetian SA, era para ser a sociedade gestora da Galaxy. Mas como eles se desentenderam e tornaram a relação impraticável, não havia possibilidade nenhuma de comunicação, teve de se arranjar uma solução de recurso, e foi essa, a da subconcessão. Porque se desentenderam? Nem uns, nem outros estavam interessados em explicar os pormenores do desentendimento. Mas teve, desde logo, a ver com uma concepção de jogo de Sheldon Adelson, que vinha de Las Vegas, e que trazia um know-how extraordinário, que chocou com a maneira mais cautelosa e até diferente da Galaxy, mais ligada à realidade chinesa de Hong Kong. Isso nunca foi dito publicamente, mas os investimentos previstos pelo senhor Adelson eram completamente incomportáveis para a Galaxy. A Galaxy não estava preparada para dar garantias financeiras. A solução da subconcessão até nem foi má, foi a possível na altura. Resolveu o problema de uma forma prática, mas não do ponto de vista jurídico-legal. Um dia destes, nos tribunais, corre-se o risco de alguém invocar a ilegalidade ou a falta de fundamentação da actividade de uma subconcessionária. Convém acautelar isso, sobretudo se houver interesses. Não há também um certo status quo a manter para que isso não aconteça? Sim. O pragmatismo chinês acaba por nunca colocar isso em questão de uma forma directa, mas a questão tem de ser resolvida do ponto de vista legal, sob pena de haver conflitos de interesses. Aí o juiz tem de aplicar a lei e isso criaria um problema complicado para o Governo. Há uma nova redução do número de promotores de jogo licenciados. É um sinal dos novos tempos? Temos a crise do jogo e também a mudança de postura das concessionárias?
O futuro passa por aí. Mas a grande revolução com a liberalização do jogo não foi ao nível dos casinos nem das concessões, foi a nível dos junkets. Era terra de ninguém. Havia três ou quatro regras, mas aquilo nunca funcionou como uma verdadeira actividade legal. Era algo tão disperso e opaco que era preciso fazer algo. Progrediu-se bastante e a lista dos promotores acabou por ficar reduzida, porque perceberam que as exigências legais já não permitiam trabalhar como antes. A pouco e pouco percebemos que todos os anos havia sempre menos promotores. A tendência era ficarem os mais preparados e os que tinham melhores condições do ponto de vista de organização societária e financeira. Essa redução é natural e não quer dizer que a actividade se reduza completamente, quer dizer é que eles têm de começar a funcionar de uma forma mais transparente. E resolver o problema do financiamento. Em que sentido? Acho que o principal problema dos promotores é a forma como obtêm o dinheiro. E muito, o que dá origem depois a casos como o da Dore. É também algo que tem de ser alterado na lei. É. A questão principal aí é que eles estavam numa zona cinzenta, mas ilegal, de angariar financiamento através de juros muito elevados. Estavam a entrar na zona cinzenta de oferecerem juros muito altos às pessoas que tinham uma promessa de rendimento elevadíssimo se investissem junto dos promotores. E eles estavam a cumprir porque faziam muito dinheiro, mas isso é uma actividade bancária. Depois com tanto dinheiro surgiram vários problemas. Não tinham bancos por detrás para gerir tanto dinheiro. Os promotores mais importantes foram para a bolsa de valores de Hong Kong e aí já existe um controlo mais apertado sobre a
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sua actividade, mas na angariação de fundos muitos continuam a viver num mundo sem regras e que contraria a ordem jurídica de Macau. Não podem dizer que não conheciam esta situação porque isso foi discutido na AL. Foi dito que essa era uma actividade de bancos. A percepção de que os junkets estão ligados ao mundo do crime terá cada vez mais tendência para desaparecer? Quando estava em Macau tinha a percepção de que havia muita actividade criminosa e até violenta associada aos junkets. Mas aos poucos, com a regulamentação e maior transparência da sua actividade, isso foi-se alterando. Deixou de haver a conotação com o crime mais violento para haver a conotação com o branqueamento de capitais e com a transferência de dinheiro de diversas proveniências, como a China. O dinheiro aparecia não se sabe bem de onde, com valores extraordinários. A propósito da regulamentação de branqueamento de capitais fiz o
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“Talvez esta situação de redução das receitas do jogo possa ser um bom argumento para pressionar o Governo Central a abrir mais concessões.” primeiro inquérito destinado a pessoas que queriam jogar além de um certo limite. A maioria das respostas à pergunta “qual a origem do dinheiro?”, era “a minha mãe deu-me”. Mas a situação também não era como os americanos pintavam, que achavam que era um mundo completo de branqueamento ou de apoio ao terrorismo. Não é, porque falamos de transferências entre a China e uma região autónoma que está integrada na China. Mas penso que em Macau não é possível, de um momento para o outro, dispensar os promotores de jogo. Há uma tradição e prática que tem alimentado os casinos.
Falando das decisões dos tribunais, Macau atingiu um nível de excelência na área do Direito do jogo? Há ainda um caminho a percorrer, até porque sobre o jogo não há muitas decisões. Há questões ligadas ao jogo, como as actividades de promoção de jogo. Creio que os juízes, a maior parte deles, não têm nenhuma especialidade em Direito do jogo. Há um conjunto de normas que ainda não foram devidamente testadas nos tribunais e que são um bocado polémicas, tal como a da responsabilidade solidária das concessionárias em relação à actividade dos promotores. Os tribunais não estão preparados para isso. Havia a ideia de que estas questões nunca deveriam ir para os tribunais, mesmo na Administração portuguesa sempre se fugiu a essa ideia de levar estes casos para tribunal. Então há um longo caminho a percorrer por parte dos tribunais e da legislação e há que aperfeiçoá-la, não em função dos problemas suscitados pelo passado, mas também pela experiência dos juízes. Estes devem ser ouvidos. Mas apesar das
melhorias introduzidas a legislação está ainda bastante dispersa, deveria ser criado um código do jogo. Acredita que pode haver jogo na Ilha de Hengqin? A Macau Legend Development, de David Chow, investiu num complexo comercial, o 勵駿龐都廣場PONTO, por exemplo. Não lhe sei dizer. Mas, com David Chow tudo é possível. É um empresário carismático? À sua maneira é. Em todos os investimentos que ele fez em Macau ninguém percebia muito bem como é que ele conseguia tão rapidamente concretizá-los, mesmo que só dessem prejuízos, como é o caso da Doca dos Pescadores. Ele tem uma maneira diferente de ser empresário. Havia rumores de que tinha ligações especiais a Stanley Ho. Neste momento, ele consegue ter o apoio do Governo Central. É um dos fortes candidatos a uma licença de jogo? Acredito nisso, mas depende de muitos interesses e da abertura do
Governo Central em relação ao alargamento do número de concessões. Isso tem sido falado, até para satisfazer a vontade de David Chow e a mais um ou outro que foram deputados. Há lugar a mais empresários locais. Há a questão do equilíbrio entre as concessões chinesas e as americanas. Depois de Pansy Ho ter vendido uma parte da sua participação na MGM creio que houve algum receio de que os americanos passassem a dominar o sector do jogo. E a China manifestou preocupação junto da nossa direcção [DICJ]. Esse pode ser um argumento para que haja mais concessões a empresários ligados a Macau, Hong Kong e China. Poderemos ter seis concessões e mais uma? A ideia da concessão é limitativa. Mas em relação às licenças de jogo pode haver dezenas e de várias formas. Talvez esta situação de redução das receitas do jogo possa ser um bom argumento para pressionar o Governo Central a abrir mais concessões. Andreia Sofia Silva
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CUPÕES ELECTRÓNICOS ASSOCIAÇÕES DEFENDEM MODELO MISTO
É para o menino e para a menina A Aliança do Povo e a Associação de Sinergia de Macau acreditam que as melhorias ao plano de benefícios ao consumo devem passar pela coexistência entre os modelos do cartão de consumo e dos cupões electrónicos de desconto. Além disso, o plano deve disponibilizar verbas à partida para abranger crianças e idosos
O
S responsáveis da Associação Aliança de Povo de Instituição de Macau, Nick Lei, e da Associação de Sinergia de Macau, Ron Lam, concordam que as melhorias prometidas pelo Governo sobre o mal-amado plano de benefícios ao consumo deve integrar os modelos do cartão de consumo e dos cupões electrónicos de desconto. Outro dos desejos apontados pelos responsáveis por ocasião de um encontro promovido ontem
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EI Chin Ion cumpriu ontem o último dia como director dos Serviços de Saúde (SSM) e, na altura da despedida, teve direito a um louvor por parte da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong U. “Ao cessar as funções como director dos Serviços de Saúde, é justo destacar e louvar Lei Chin Ion pelo seu elevado desempenho profissional prestado na área da saúde pública”, pode ler-se na mensagem,
pela Aliança do Povo, passa por disponibilizar à população verbas para gastar logo à partida. Para Nick Lei, além de considerar que os métodos de utilização dos apoios “devem ser simples” à imagem do que aconteceu com as rondas do cartão de consumo, a utilização dos “métodos de pagamento electrónico” devem ser integrados, tal como no último plano de apoio apresentado pelo Governo. “Se seguirmos os princípios do cartão de consumo é possível abranger todas as faixas etárias (…) e, caso o Governo opte por disponibilizar à população verbas para gastar à partida, pode injectá-las através dos meios de pagamento electrónico. A coexistência dos dois métodos pode ser uma direcção rumo ao futuro,” argumentou o responsável. Nick Lei sugere ainda que o valor a distribuir à partida deve manter-se nas 5.000 patacas, pois “o cuidado com a população desempregada e subdesempregada deve ser mantido a longo prazo”. O responsável disse também defender outras medidas, como subsídios às tarifas de água e electricidade, mas aplicadas à imagem do que aconteceu após o tufão Hato, onde era atribuído um valor total fixo. Por seu turno, Ron Lam defendeu também a simplificação do novo plano de benefícios ao consumo, sublinhando que a população deve ter acesso a “descontos imediatos”. “A forma de aplicar o desconto imediato pode atingir todos os destinatários, incluindo as crianças,” indicou.
Continuar a apoiar
O presidente da Associação de Sinergia de Macau, Ron Lam, quer
ainda que o Governo preste mais atenção às pequenas e médias empresas (PME) e lançar mais medidas concretas de apoio ao emprego. “Como a pandemia está a durar mais tempo que o previsto, o Governo devia ponderar novos empréstimos sem juros para as PME e a prorrogação do prazo de reembolso”, apontou Ron Lam. Recorde-se que o “Plano de garantia de emprego, estabilização da economia e asseguramento da qualidade de vida da população 2021”, anunciado no dia 15 de
A lei da natureza
Elsie Ao Ieng U louvou Lei Chin Ion que deixou cargo de director dos SSM
que foi determinada logo a 19 de Março. O fim do mandato de Lei Chin Ion dos Serviços de Saúde ficou marcada pela decisão de proibir uma manifestação contra os cupões electrónicos de consumo. O caso não é mencionado no louvor, no entanto, a secretária destacou o percurso
do médico. “O director Lei Chin Ion esteve empenhado na reforma do sistema de saúde, na alteração das carreiras especiais do pessoal de saúde, na uniformização do internato complementar entre sector público e privado, na criação da Academia Médica de Macau, na elaboração do regime da
Março tem provocado o descontentamento generalizado da população. Para usufruir do programa de cupões de consumo, os residentes, trabalhadores não-residentes e estudantes do Interior em Macau
“A coexistência dos dois métodos pode ser uma direcção rumo ao futuro.” NICK LEI ALIANÇA DE POVO
qualificação e inscrição para o exercício de actividade dos profissionais de saúde da RAEM, na promoção das subunidades de saúde na obtenção de acreditação, a fim de articular com as normas internacionais”, é recordado. “Ao mesmo tempo, promoveu activamente a legislação sobre o controlo do tabagismo, no sentido da construção de uma cidade sem tabaco, e a construção de várias novas instalações médicas, com o objectivo de elevar o nível dos serviços
poderiam acumular um máximo de 4.800 patacas em vales, caso gastem, entre Maio e Dezembro, 14.400 patacas. Numa nota divulgada no passado sábado, o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong assegurou que, após a recolha de opiniões sobre o plano de benefícios ao consumo por meios electrónicos, o programa original receberá melhoramentos para ir mais ao encontro do modelo de utilização do cartão de consumo. Nunu Wu com P. A.
médicos e criar uma base sólida para o desenvolvimento da saúde no futuro”, é acrescentado.
Luta contra a covid-19
Lei Chin Ion ingressou nos SSM em 1985 e contou com 36 anos de serviço. Ao longo da carreira, exerceu as funções de director do Centro Hospitalar Conde de S. Januário e ainda de subdirector dos SSM. Finalmente, em Abril de 2008, Lei chegou ao topo da carreira com a nomeação para director dos
Serviços de Saúde. Ao longo deste percurso, a secretária não esquece as lutas contra a SARS, em 2003, e a Covid-19. “O director Lei Chin Ion, sempre demonstrou um elevado grau de profissionalismo, responsabilidade e liderança, tendo liderado as equipas na luta contra a epidemia, assegurando a vida e a segurança da população”, é destacado. Lei Chin Ion foi substituído como director dos SSM por Alvis Lo Iek Long.
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política 5
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Direito Penal Acordo judiciário com Coreia do Sul entra em vigor
O Governo de Macau anunciou ontem a entrada em vigor do acordo relativo ao Auxílio Judiciário Mútuo em Matéria Penal com a Coreia do Sul. A informação foi publicada ontem em Boletim Oficial. “O Governo da Região Administrativa Especial de Macau e o Governo da República da Coreia efectuaram a notificação recíproca de terem sido cumpridas as formalidades internas exigidas para a entrada em vigor do acordo”, lê-se. O compromisso foi celebrado em Outubro de 2019, altura em que o gabinete da Administração e Justiça de Macau indicou que o acordo visa “reforçar a cooperação mútua no âmbito da entrega de infractores em fuga entre as duas jurisdições, com vista a apurar a responsabilidade penal do agente e o cumprimento da pena que lhe foi aplicada, assegurar e fazer a justiça, bem como salvaguardar a segurança e a estabilidade social”.
DSAJ Trigo mantém-se à frente do Centro de Formação Jurídica
Manuel Marcelino Escovar Trigo viu a comissão de serviço para o cargo de director do Centro de Formação Jurídica e Judiciária renovada durante um ano. A novidade foi avançada ontem no Boletim Oficial, através de despacho do secretário para a Administração e Justiça. A decisão foi justificada pelo facto de Escovar Trigo “possuir experiência e capacidade profissionais adequadas para o exercício das suas funções”. Além deste cargo, Escovar Trigo é ainda professor visitante na Faculdade de Direito da Universidade de Macau.
Elevadores Lei para melhorar inspecção avança em 2021
Em resposta a interpelação escrita de Lam Lon Wai, a directora dos Servições de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Chan Pou Ha, assumiu que em 2021, o Governo tenciona estabelecer um regime jurídico para melhorar o actual mecanismo de inspecção aleatória. Perante as preocupações do deputado, entre as quais sugeriu a realização de uma inspecção “a todos os equipamentos de Macau”, Chan Pou Ha avançou que está actualmente em curso a implementação experimental de um mecanismo de inspecção aleatória destinada a elevadores “declarados” e localizados em “instalações governamentais, estabelecimentos sujeitos à licença administrativa e nas habitações públicas”. A directora da DSSOPT transmitiu ainda que actualmente “não está a ser ponderada a inspecção de todos os elevadores instalados em Macau”.
ELEIÇÕES CONCESSIONÁRIAS VÃO PODER TRANSPORTAR TRABALHADORES PARA VOTAR
São as regras do jogo
Empresas que disponibilizem meios de transportes para as urnas estão impedidas de fazer propaganda, antes e durante o percurso. Caso sejam detectadas infracções, a CAEAL promete actuar
A
S concessionárias do jogo vão poder disponibilizar autocarros para que os trabalhadores vão votar no dia 12 de Setembro nas eleições legislativas. No entanto, qualquer acções de propaganda durante as viagens ou que possam influenciar o sentido de voto são consideradas ilegais. O cenário foi traçado pelo presidente da Comissão de Assuntos Eleitorais daAssembleia Legislativa (CAEAL), Tong Hio Fong, à saída de um encontro com representantes do sector do jogo. “Quanto à disponibilização de transporte, se for só transporte e não envolver materiais de propaganda eleitoral, tudo bem. Mas, se no veículos houver slogans e outros materiais de propaganda eleitoral, então estão a infringir a lei”, afirmou o juiz. No entanto, Tong Hio Fong também destacou que mesmo que haja propaganda, que a escolha do eleitor é sempre individual, uma vez que o voto é secreto. “No dia de voto não estamos a exigir às
concessionárias [que permitam às pessoas votarem], mas as todas entidades de domínio público e privado. Quanto a influências na tendência de voto, acho que o próprio eleitor tem o direito de decidir o seu voto. E quando chega à assembleia de voto, o voto é secreto”, sublinhou. Quanto ao encontro com as seis concessionárias e representantes do sector do jogo, a reunião serviu para transmitir as orientações sobre as obrigações de respeitarem os deveres de imparcialidade durante as suas operações. Entre estes deveres, encontra-se a proibição de realizar
actividades de campanha durante o expediente de trabalho. “As concessionárias disseram que vão cooperar plenamente com as exigências da nossa comissão e que se vão manter atentas e com todo o cuidado para informarem os trabalhadores de todas as observações”, destacou sobre a resposta.
Permissão para cobrir
O presidente da CAEAL abordou igualmente o comunicado de terça-feira, em que foi explicado que os órgãos de comunicação social nunca foram considerados “meios de publicidade”. A polémica surgiu depois da comissão ter tentado im-
“No dia de voto não estamos a exigir às concessionárias [que permitam às pessoas votarem], mas as todas entidades de domínio público e privado. Quanto a influências na tendência de voto, acho que o próprio eleitor tem o direito de decidir o seu voto. E quando chega à assembleia de voto, o voto é secreto.” TONG HIO FONG PRESIDENTE DA CAEAL
por orientações para que qualquer material noticioso relacionado com as eleições fosse ocultado durante o período de reflexão e no dia do voto. Aposição levou a que aAssociação de Jornalistas de Macau emitisse um comunicado a criticar a CAEAL devido a “uma interpretação errada que confunde jornalismo e propaganda eleitoral”. “O nosso comunicado teve como objectivo explicar os assuntos. Não estamos a restringir as reportagens, ou quando fazem entrevistas. São materiais noticiosos. Estamos a revelar actos de propagada eleitoral”, afirmou Tong. “Algumas reportagens que só se dedicam a determinada entrevista, a um só candidato e que envolvem programa político. Isto incorre em propaganda política, mas reportagens não são materiais de propaganda”, acrescentou. Tong afirmou também que os órgãos de comunicação social que tenham dificuldades para ocultar materiais dos portais que devem comunicar este aspecto à CAEAL. João Santos Filipe
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TSI ADVOGADO PORTUGUÊS GANHA À AAM POR CAUSA DE INSCRIÇÃO PROVISÓRIA
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Deland Wong Wai Man, vice-presidente do IC “Quando fizemos as investigações, também tivemos como referência artigos e publicações, mas não conseguimos provar que este era o terreno da alfândega antiga.”
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Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) aprovou ontem a planta de condições urbanística para um edifício no Pátio do Amparo, na zona protegida da Avenida Almeida Ribeiro. No entanto, durante a discussão, o arquitecto André Lui Chak Keong alertou o Instituto Cultural (IC) para o terreno ser o local da antiga alfândega da dinastia Qing, um símbolo da soberania da China sobre Macau. A alfândega foi destruída pelo Governador Ferreira do Amaral, por volta de 1844, quando decidiu expulsar os mandarins chineses de Macau e fazer com que Portugal deixasse de pagar impostos à China, pelo aluguer do território. André Lui mostrou-se preocupado por acreditar que no terreno ainda pode haver as fundações da alfândega. “Este terreno é muito especial. Sabemos que, antes, nesta área estava a alfândega da dinastia Qing. Por isso, eu e outros especialistas e estudiosos escrevemos artigos sobre a localização nesta área”, começou por dizer André Lui. “Sabemos que esta alfândega era muito importante porque era um órgão administrativo autónomo que foi destruído pelo Governador Ferreira do Amaral [...] É um
PATRIMÓNIO APROVADA PLANTA PARA LOCAL ONDE PODERÁ TER SIDO ALFÂNDEGA ANTIGA
A história no terreno O Conselho do Planeamento Urbanístico aprovou uma nova planta para um terreno onde arquitectos locais acreditam que ficava a antiga alfândega chinesa, destruída por Ferreira do Amaral símbolo que mostra que a China sempre teve soberania sobre Macau”, justificou. “Por isso, é também um local de educação patriótica e gostava que o IC fizesse um estudo mais profundo sobre o local. Tenho informações que posso fornecer”, acrescentou. No entanto, a representante do IC, Deland Wong Wai Man, afirmou que o Governo
já fez um estudo arqueológico no local e que os resultados não indicaram que a alfândega fosse ali. “Quando fizemos as investigações, também tivemos como referência artigos e publicações, mas não conseguimos provar que este era o terreno da alfândega antiga”, disse a vice-presidente do IC. “Já antes fizemos os estudos arquitectónicos e
descobrimos fundações que foram estudadas e tratadas. Só depois é que devolvemos o terreno ao proprietário. Mas o resultado que obtivemos não indicou que fosse o terreno da alfândega”, sublinhou.
MUST em suspenso
Também ontem, o Conselho do Planeamento Urbanístico teve em mãos a aprovação de uma nova planta de condições urbanísticas para Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST). Os proprietários da universidade pretendem aumentar o índice de ocupação do solo máximo, que actualmente é de 25 por cento para os 40 por cento, assim como o limite de construção em altura para cerca de 50 metros. Os membros ouvidos não se opuseram à proposta, mas Vong Kock Kei alertou que aquela zona deverá ter limites de construção em altura devido à proximidade ao aeroporto. Face a este desenvolvimento, a presidente do CPU, Chan Pou Ha, também directora dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), considerou que a discussão devia ser adiada, para haver análise de mais elementos antes de ser tomada uma decisão. João Santos Filipe
Tribunal de Segunda Instância (TSI) rejeitou um recurso apresentado pela Associação de Advogados de Macau (AAM) contra um advogado português a quem recusou a inscrição provisória. O caso remonta a Julho de 2012, quando o advogado, já inscrito na Ordem em Portugal, pediu inscrição à AAM, aceite em Setembro desse ano mediante o cumprimento de uma formação de três meses na área do Direito de Macau. Foi também feito o pedido de residência para a obtenção do BIR. A 4 de Outubro do mesmo ano, a AAM estendeu o período de adaptação ao Direito de Macau para seis meses, exigindo ainda ao causídico o cumprimento de uma série de obrigações estabelecidas no Regulamento do Acesso à Advocacia, incluindo “a sua permanência na RAEM durante o período de adaptação”. O BIR foi atribuído ao advogado a 9 de Janeiro de 2013, com validade até 8 de Janeiro do ano seguinte. No entanto, a 3 de Abril de 2013, o advogado pediu a sua inscrição definitiva na AAM, que foi nega-
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da, “em virtude da sua ausência da RAEM em maior parte do período de adaptação”. O causídico recorreu desta decisão para o Tribunal Administrativo, que lhe deu razão. A AAM recorreu depois para o TSI, mas este assinalou, no acórdão, que “no período de adaptação de A [o advogado português] não se vislumbra qualquer acção de formação que exigisse a constante permanência na RAEM”. Além disso, a AAM “não conseguiu indicar o fundamento legal da revogação da inscrição”, além de que “os advogados inscritos provisoriamente na AAM não se podem equiparar a advogados estagiários”. Entende o TSI que “a revogação da inscrição provisória dos advogados portugueses na AAM não tem assento no Estatuto do Advogado, no Código Disciplinar dos Advogados, no Regulamento do Acesso à Advocacia ou no Protocolo entre a Ordem dos Advogados de Portugal e a Associação dos Advogados de Macau”, pelo que a sua decisão “é legalmente infundada”.
Trânsito Aumento de veículos matriculados
Em Fevereiro deste mês estavam matriculados 244.313 veículos em Macau, o que representa um crescimento de 1,5 por cento face ao período homólogo. Entre as viaturas matriculadas, 111.606 são automóveis ligeiros e 103.171 motociclos, o que correspondeu a aumentos de 1,8 por cento e 3,2 por cento, respectivamente. Em Fevereiro de 2021, o movimento de automóveis nos postos fronteiriços situou-se nos 303.539, um crescimento de 120,9 por cento, em termos anuais. Os movimentos de automóveis ligeiros (285.558) e o de automóveis pesados de carga (16.439) subiram 137,5 por cento e 30,9 por cento, respectivamente. Ao nível do aeroporto, em Fevereiro realizaram-se 634 voos comerciais, menos 44,3 por cento, face a Fevereiro de 2020. A carga aérea movimentada foi de 1.826 toneladas, um acréscimo de 183,4 por cento, em termos anuais.
Conselho de Curadores Marreiros renova mandato
De acordo com um despacho assinado pelo Chefe do Executivo, Carlos Marreiros renovou o seu mandato como membro do Conselho de Curadores do Fundo das Indústrias Culturais. A renovação de mandato entra em vigor a partir de 16 de Abril, mas não é feita qualquer referência à sua duração.
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ILIPE Froes, pneumologista e coordenador do gabinete crise da Ordem dos Médicos criado para acompanhar a situação da covid-19 em Portugal, defende que o cumprimento de um intervalo de seis a oito semanas para a toma da segunda vacina da Pfizer-BioNTech não prejudica a eficácia da mesma. “Em Portugal poderíamos ter separado [as duas doses] das vacinas da Pfizer entre seis a oito semanas. Diria que o ideal é fazer o mais próximo do recomendado para o fabricante, mas esperar entre seis a oito semanas não deve ter repercussão nenhuma e até pode ter ganhos de duração.” O especialista respondeu, desta forma, à questão da garantia da eficácia da vacina, uma vez que a mesma foi suspensa em Macau e Hong Kong devido a defeitos na embalagem, não havendo ainda data para a toma da segunda dose da vacina por parte da população local. Filipe Froes foi o orador de uma palestra sobre a pandemia promovida pela Fundação Rui Cunha (FRC), intitulada “O Bom, o Mau e o Vilão”. O responsável falou da importância de continuar a “testar, a fazer rastreios e a vacinar”, sendo que a vacina mais importante “é a do conhecimento”, defendendo a importância de afastar o movimento de negacionismo da pandemia. “Há ainda muitas dúvidas em relação à efectividade da vacina e há ainda muitas questões por resolver. Mas a vacina é uma certeza, é o princípio do fim da pandemia”, rematou. A.S.S.
Transportes CAM com prejuízo de 652 milhões de patacas
A Companhia do Aeroporto Internacional de Macau anunciou um prejuízo líquido em 2020 de 652 milhões de patacas, um resultado causado pela diminuição abrupta do número de passageiros devido à pandemia. “Desde o surto da covid-19, a indústria global da aviação civil tem sido duramente atingida. O mercado aéreo de passageiros encolheu drasticamente devido ao impacto devastador da pandemia”, lembrou num comunicado divulgado na terça-feira a Companhia do Aeroporto Internacional de Macau (CAM). Em 2020, no aeroporto internacional de Macau, registaram-se “16.962 movimentos de aeronaves, com uma diminuição anual de 78 por cento”, enquanto o número de passageiros diminuiu 88 por cento, para 1,17 milhões.
FOTOS GCS
BIONTECH FOSUN PREPARA ENVIO DE NOVO LOTE DA PARA MACAU VACINA PFIZER ESPECIALISTA GARANTE EFICÁCIA
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Abram alas
O Director Executivo da Fosun Pharma, Wu Yifang, garantiu que um novo lote da vacina da BioNTech está pronto para envio. Isto, dependendo dos resultados da investigação iniciada, no decurso dos defeitos detectados nas embalagens do lote enviado para Macau e Hong Kong. Os SSM, recordam que a segunda dose da vacina pode ser administrada até 42 dias depois da toma da primeira dose
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reinício do plano de vacinação contra a covid-19 em Macau, com recurso ao fármaco produzido pela BioNTech pode estar mais próximo. A Fosun Pharma, distribuídora da vacina da BioNTech em Macau e Hong Kong garantiu que um novo lote de vacinas está pronto para ser enviado para os dois territórios. A informação foi avançada pelo Director Executivo da Fosun Pharma, Wu Yifang ao South China Morning Post (SCMP). O lote de substituição será enviado para Macau e Hong Kong, de acordo com os resultados da investigação iniciada pela BioNTech/Fosun Pharma logo após a vacinação ter sido suspensa a 24 de Março, a pedido da farmacêutica. “Vai existir um novo lote de vacinas para Hong Kong e Macau para resolver os problemas relacionados com a continuidade do programa de vacinação”, afirmou Wu ao SCMP. Segundo o responsável, o novo lote de vacinas da BioNTech “já foi preparado”, sendo, no entanto, necessário “assegurar que a investigação está completa e que não há margem para incertezas”. “As vacinas são produtos preventivos, e têm de cumprir os critérios mais elevados”, acrescentou. Recorde-se que, a inoculação contra a covid-19 com recurso à vacina da BioNTech foi suspensa após detectadas deficiências relacionadas com as tampas dos frascos do lote 210102, correspondente a todas as vacinas mRNA existentes em Macau, já inoculadas e por inocular.“Até agora, a BioNTech e a Fosun Pharma não têm motivos para duvidar que a segurança do produto esteja em risco. No entanto, como medida cautelar, durante o período de investiga-
ção, a inoculação do lote número 210102 deve ser suspensa até ao final da investigação. Esta medida preventiva visa garantir a segurança da vacinação”, pode ler-se no comunicado emitido pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus no dia da suspensão.No território vizinho, segundo uma fonte contactada pelo SCMP, o Governo de Hong Kong deverá reactivar o plano de vacinação “durante os feriados da Páscoa”.
Com tranquilidade
Contactados pelo HM, os Serviços de Saúde (SSM) sublinharam que, assim que existirem novidades sobre a retoma do plano de vacinação com o fármaco da BioNTech as mesmas “serão avançadas pelo Centro de Coordenação”.
“Vai existir um novo lote de vacinas para Hong Kong e Macau para resolver os problemas relacionados com a continuidade do programa de vacinação.” WU YIFANG FOSUN PHARMA
Sobre a situação das pessoas que já foram inoculadas com a primeira dose, os SSM reiteram que as pessoas podem estar “tranquilas”, recordando, segundo uma nota divulgada na terça-feira que invoca as recomendações da Organização Mundial da Saúde, que “não há problema em vacinar-se com a segunda dose, nas duas semanas posteriores ao período de 28 dias”.
“Não está definido o intervalo máximo entre a segunda e a primeira dose. As recomendações da Organização Mundial da Saúde, apontam para que esta vacina possa ser administrada no prazo de 42 dias após a inoculação da primeira dose, pelo que não há problema em vacinar-se com a segunda dose, nas duas semanas posteriores ao período de 28 dias. Obviamente, não que não é recomendado que o intervalo entre a primeira e segunda
dose seja muito longo”, apontou o Centro de Coordenação. Até terça-feira, 49.308 pessoas foram vacinadas em Macau. Destas, 6.215 com a primeira dose da vacina da BioNTech. Para aqueles que pretendem ser inoculados no imediato, a única hipótese passa por recorrer à vacina inactivada da Sinopharm. Pedro Arede
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1.4.2021 quinta-feira
MUSEU DO GRANDE PRÉMIO UNIVERSIDADE DE SÃO JOSÉ FAZ IMPRESS
Impressiona INSTITUTO CULTURAL COMEÇA HOJE O “MÊS DA PROMOÇÃO CULTURAL”
A
RRANCA hoje a iniciativa “Mês da Promoção Cultural” organizada pelo Instituto Cultural (IC) que pretende promover “a beleza da cultura na sua vida quotidiana através de actividades artístico-culturais, enriquecendo a difusão e transmissão multicultural”. A ideia é ligar a comunidade "ao quotidiano das pessoas, encorajando os mais variados tipos de público a participar em actividades culturais”. O workshop “Sou Um Pequeno Espectador” acontece na Escola de Teatro do Conservatório de Ma-
cau entre os dias 11 e 25 de Abril, das 11h às 14h30, onde os instrutores da escola irão orientar as crianças através do teatro interactivo. Está também agendada a série de workshops “Em Contacto com o Património Cultural Intangível”, que proporcionará experiências interactivas de dança do leão, técnicas de confecção de doces de barba de dragão e técnicas de fabrico de pivetes. O programa inclui ainda uma palestra sobre estética, com o tema “A Beleza Omnipresente na Vida”, onde a presidente do
IC, Mok Ian Ian, e o director musical e maestro principal da Orquestra de Macau (OM), Lu Jia, abordarão tópicos como vestuário, alimentação, acomodação e transporte, além de discutirem “temas da vida como a beleza e os gostos de cada um com os participantes, sob a forma de um chá da tarde”. Será também lançada uma série de curtas-metragens intituladas “Um Minuto e Meio de Arte e Cultura” na página “IC Art” no Facebook.
IC Hush realiza-se entre 26 de Junho e 11 de Julho O Instituto Cultural (IC) anunciou ontem a realização do festival Hush!, que vai decorrer entre 26 de Junho e 11 de Julho, “em vários locais de espectáculos ao longo da costa” de Macau. O principal ponto do festival volta a ser no Centro de Ciência de Macau, onde vão decorrer vários concertos de música pop nos dias 10 e 11 de Julho, além irem ser instaladas 100 tendas. Neste sítio vão estar
à venda “diversos produtos e especialidades gastronómicas locais”, e os interessados podem candidatar-se aos espaços entre 1 e 30 de Abril. O IC dá prioridade a “produtos musicais ou de design originais”, “antiguidades” e “serviços de interesse público” porque tem como objectivo “diversificar a oferta do evento e permitir ao público desfrutar dos concertos num ambiente de lazer”.
A Universidade de São José está a desenvolver um projecto de impressão em três dimensões de carros de competição para o Museu do Grande Prémio. Ao HM, Gerald Estadieu, coordenador de investigação do departamento de design da instituição de ensino, diz que a colaboração é inovadora pela forma criativa como é usada a tecnologia
A
BERTO recentemente, o Museu do Grande Prémio conta com um projecto inovador desenvolvido pela Universidade de São José (USJ), que mistura design com técnicas de impressão em três dimensões. O motor é a criatividade. Ao HM, o docente e coordenador de investigação do departamento de design da USJ, Gerald Estadieu, explicou detalhes de um projecto que ainda não está concluído e que arrancou “há uns meses”. “Estamos a imprimir, com recurso à impressão 3D, modelos de escala reduzida, de um metro, de alguns carros, para que o público possa vê-los de outra perspectiva. Produzimos também um vídeo a mortrar como foram produzidos estes modelos e que está a ser exibido no museu. Pediram-nos para digitalizar três carros de diferentes períodos, de 1967, 1990 e 2012.” Estes modelos não foram a primeira escolha da USJ. “Cada carro é composto por cerca de 50 peças diferentes. A partir daí foi um trabalho artístico mais comum, com recurso a pintura e acabamentos para ocultar imperfeições e através da criação do ambiente à volta dos carros. Desenhamos também uma mesa e o texto que está no fundo, por exemplo”, acrescentou.
quinta-feira 1.4.2021
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SÃO 3D DE CARROS DE COMPETIÇÃO
antes motores Esta não é a primeira vez que a USJ colabora num projecto desta natureza, uma vez que há dois anos foi desenvolvida uma parceria com o Museu de Arte de Macau e Museu Britânico. “Era uma exposição do Museu Britânico sobre pinturas renascentistas italianas e convidaram-nos para fazer uma área experimental onde, com base nas obras, criámos um objecto físico capaz de oferecer uma nova dimensão à pintura. Estamos a falar de obras de arte muito valiosas e frágeis em que não se pode tocar. Mas, neste caso, foi possível tocar no objecto que criámos, criando uma perspectiva única, particularmente para as pessoas portadoras de deficiências visuais.” PUB.
Apesar de a tecnologia não ser uma novidade em Macau, esta é das poucas vezes que a impressão em 3D é usada para fins criativos. “Algumas universidades têm impressoras 3D, mas são normalmente usadas para fins de engenharia. Não são como
“Estamos a imprimir, com recurso à impressão 3D, modelos de escala reduzida, de um metro, de alguns carros, para que o público possa vê-los de uma outra perspectiva.” GERALD ESTADIEU DOCENTE USJ
nós, que tentamos abrir o laboratório a todos os que estejam interessados.” “Gostaria de dizer que este projecto não é inovador”, adiantou o docente. “Normalmente as impressoras 3D são utilizadas para gerar peças em projectos de engenharia e aqui procuramos utilizar mais em áreas como o design, arquitectura, fashion design e outros projectos. Queremos mesmo utilizar esta tecnologia como ferramenta útil na criação de projectos artísticos inovadores. E nesse sentido sim, somos os únicos em Macau e os primeiros a ter esse tipo de experiência em Macau. Esperamos mais.”
O Minchee Lab
Gerald Estadieu tem colaborado com a associação BABEL no pro-
grama “Arte na Escola”, através do workshop “Já imaginaste imprimir o teu próprio rosto?”, que tem a última sessão hoje, 1 de Abril. Mas outro dos projectos no qual tem estado envolvido é no Minchee Lab, “uma espécie de laboratório virtual que pretende ser base para a realização de workshops à distância”. Esta é a primeira iniciativa do género em Macau e não está mais desenvolvida devido à falta de fundos. “A ideia era criar um fab lab fora da universidade, aberto ao público. Mas, infelizmente, nunca conseguimos, até agora, fundos adequados e recursos humanos para o gerir de forma permanente. Por isso, nunca tivemos oportunidade de montar este projecto fora da USJ.” Ainda assim, o Minchee Lab tem estado activo. “Fazemos workshops, como por exemplo o que aconteceu no Museu de Ciência e no Museu de Arte de Macau. Temos conseguido concretizar aquilo que pretendemos em diversos espaços sempre que precisamos. Desta vez, fizemos na Escola Portuguesa de Macau [com o programa Arte na Escola].” Andreia
Sofia Silva (com P.A.)
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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1. Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53.º da Lei n.º 10/2013 <<Lei de Terras>>, de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: -
Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 27A e 27AA e Avenida Marginal do Patane, n.ºs 388 a 394, em Macau, (Edifício Pou Lai Kok);
-
Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 111 a 113, Rua Sul do Patane, n.ºs 5 a 39 e Avenida Marginal do Patane, n.º 680, em Macau, (Edifício Centro Comercial Wa Pou);
-
Avenida do Almirante Magalhães Correia, n.ºs 152 a 246 e Rua Nova da Areia Preta, n.ºs 52 a 92, em Macau, (Edifício Centro de Serviços da RAEM);
-
Estrada Marginal da Areia Preta, n.ºs 24 a 124, Rua do Canal Novo, n.ºs 23 a 121, Rua Nova da Areia Preta, n.ºs 112 a 206 e Avenida do Almirante Magalhães Correia, n.ºs 156 a 252, em Macau, (Edifício Kin Wa)
-
Estrada Marginal da Areia Preta, n.ºs 168 a 274, Avenida do Nordeste, n.ºs 171 a 267, Rua Nova da Areia Preta, n.ºs 252 a 358 e Rua do Canal Novo, n.ºs 22 a 120, em Macau, (Edifício Hoi Pan Garden);
-
Rua Nova da Areia Preta, n.ºs 253 a 359, Avenida do Nordeste, n.ºs 315 a 411, Avenida 1º de Maio, n.ºs 306 a 410 e Rua do Canal Novo, n.ºs 168 a 264, em Macau, (Edifício Kam Hoi San);
- Avenida 1º de Maio, n.ºs 162 a 266, Rua 1º de Maio, n.ºs 12 a 108, Rua Nova da Areia Preta, n.ºs 111 a 213 e Rua do Canal Novo, n.ºs 167 a 263, em Macau, (Edifício U Wa); -
Rua do Pai Kok, s/n, na Ilha da Taipa, (Edifício Subestação Nova Taipa).
2. Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam à Recebedoria destes serviços, situada no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Serviços da RAEM das Ilhas, para os efeitos do respectivo pagamento. 3. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 12 de Março de 2021. O Director dos Serviços de Finanças Iong Kong Leong
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 8/P/21
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 9/P/21
Faz-se público que, por despacho de Sua Excelência, o Chefe do Executivo, de 2 de Fevereiro de 2021, se encontra aberto o Concurso Público para o «Fornecimento de Medicamentos do Formulário Hospitalar (Grupo 2) aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 31 de Março de 2021, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 99,00 (noventa e nove patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde no R/C do Centro Hospitalar Conde S. Januário) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo).
Faz-se público que, por despacho da Ex.ma Senhora Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, de 23 de Março de 2021, se encontra aberto o Concurso Público para o «Fornecimento de Equipamentos Laboratoriais Cedidos como Contrapartida e Fornecimento de Reagentes para os Ensaios de Carga Viral de Vírus Transmitidos pelo Sangue ao Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 31 de Março de 2021, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP42,00 (quarenta e duas patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo).
As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 18 de Maio de 2021.
As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 27 de Abril de 2021.
O acto público deste concurso terá lugar no dia 20 de Maio de 2021, pelas 10 horas, na “Sala de Reunião”, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau.
O acto público deste concurso terá lugar no dia 28 de Abril de 2021, pelas 10,00 horas, na “Sala de Reunião”, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau.
A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/SeguroCaução de valor equivalente.
A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP450.000,00 (quatrocentas e cinquenta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente.
Serviços de Saúde, aos 25 de Março de 2021. O Director dos Serviços Lei Chin Ion
Serviços de Saúde, aos 25 de Março de 2021 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
1.4.2021 quinta-feira
NOTIFICAÇÃO EDITAL N.º 15/2021 (nota de acusação) Considerando que se revela ser impossível notificar, nos termos do n.º 1 do artigo 72.º do Código de Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, os indivíduos abaixo mencionados, por ofício, telefone, pessoalmente ou outra forma, Lai Kin Lon, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho (DIT), Lei Sio Peng, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho (DIT), Substituta, mandam que se proceda, nos termos do n.º 2 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M – “Regime geral das infracções administrativas e respectivo procedimento”, conjugado com o n.º 1 do artigo 93.º do CPA, à notificação dos mesmos, para no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do dia seguinte ao da publicação da presente notificação edital, entregar nestes Serviços a defesa e as alegações escritas em relação às eventuais infracções: 1. Processo n.º 2944/2019: TRIEU THI CHA (titular de Título de Identificação de Trabalhador Não Residente), tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, é suspeita de ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar. Nos termos da alínea 2) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, a eventual infractora pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 2. Processo n.º 2944/2019: KWON HYE YOUNG (titular do Passaporte da Coreia do Sul), tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, é suspeita de ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar. Nos termos da alínea 2) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, a eventual infractora pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 3. Processo n.º 2944/2019: NGUYEN THI SON (titular do Passaporte da Vietname), tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, é suspeita de ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar. Nos termos da alínea 2) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, a eventual infractora pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 4. Processo n.º 2944/2019: VU THI TRANG (titular do Passaporte da Vietname), tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, é suspeita de ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar. Nos termos da alínea 2) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, a eventual infractora pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 5. Processo n.º 2943/2019: HOANG THI LOAN (titular de Título de Identificação de Trabalhador Não Residente), tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, é suspeita de ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar. Nos termos da alínea 2) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, a eventual infractora pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 6. Processo n.º 2943/2019: NGUYEN HUYNH TUYET ANH (titular de Título de Identificação de Trabalhador Não Residente), tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, é suspeita de ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar. Nos termos da alínea 2) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, a eventual infractora pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 7. Processo n.º 2943/2019: DO DINH THUY (titular de Título de Identificação de Trabalhador Não Residente), tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, é suspeito de ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar. Nos termos da alínea 2) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, o eventual infractor pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 8. Processo n.º 2943/2019: NGUYEN THI HUONG (titular de Título de Identificação de Trabalhador Não Residente), tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, é suspeita de ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar. Nos termos da alínea 2) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, a eventual infractora pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 9. Processo n.º 2943/2019: NGUYEN THI HOAI VAN (titular de Título de Identificação de Trabalhador Não Residente), tendo autorização para permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, é suspeita de ter prestado actividade a empregador diferente daquele para o qual foi autorizado a trabalhar. Nos termos da alínea 2) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, a eventual infractora pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 10. Processo n.º 1157/2020: ALMAS, AREEB MOHAMMAD (titular de Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong), proprietário da “WARUNG BAROKHA”, é suspeito de ter contrato o trabalhador não residente a quem tenha sido concedida autorização de permanência na RAEM para trabalhar para outro empregador, sendo titular de autorização não nominal de contratação de trabalhador não residente. Nos termos da alínea 3) do n.º 1 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, o eventual infractor pode ser punido com multa de $10 000,00 (dez mil patacas) a $20 000,00 (vinte mil patacas). Ao mesmo tempo, nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 33.º da mesma Lei, o eventual infractor também pode estar sujeito à sanção acessória de revogação de todas ou parte das autorizações de contratação de trabalhadores não residentes concedidas, acompanhada da privação, pelo período de seis meses a dois anos, do direito de pedir novas autorizações. 11. Processo n.º 1000/2020: ALMAS, AREEB MOHAMMAD (titular de Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong), proprietário da “WARUNG BAROKHA”, é suspeito de ter contrato um trabalhador não residente a quem tenha sido concedida autorização de permanência na RAEM para trabalhar para outro empregador, sendo titular de autorização não nominal de contratação de trabalhador não residente. Nos termos da alínea 3) do n.º 1 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, o eventual infractor pode ser punido com multa de $10 000,00 (dez mil patacas) a $20 000,00 (vinte mil patacas). Ao mesmo tempo, nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 33.º da mesma Lei, o eventual infractor também pode estar sujeito à sanção acessória de revogação de todas ou parte das autorizações de contratação de trabalhadores não residentes concedidas, acompanhada da privação, pelo período de seis meses a dois anos, do direito de pedir novas autorizações. 12. Processo n.º 1760/2020: WANG JIAN (titular do passaporte da República Popular da China), é suspeito de ter aceitado a prestação de trabalho por um trabalhador não residente, não sendo titular de autorização de contratação válida. Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, o eventual infractor pode ser punido com multa de $10 000,00 (dez mil patacas) a $20 000,00 (vinte mil patacas). Ao mesmo tempo, nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 33.º da mesma Lei, o eventual infractor também pode estar sujeito à sanção acessória de revogação de todas ou parte das autorizações de contratação de trabalhadores não residentes concedidas, acompanhada da privação, pelo período de seis meses a dois anos, do direito de pedir novas autorizações. 13. Processo n.º 1388/2020: LE XUAN HOANG (titular do Passaporte da Vietname), é suspeito de ter prestado trabalho na RAEM sem autorização para aqui permanecer na qualidade de trabalhador. Nos termos da alínea 1) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, o eventual infractor pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 14. Processo n.º 2109/2020: XIE RENFANG (titular de Salvo Conduto para Hong Kong e Macau, da República Popular da China), é suspeito de ter prestado trabalho na RAEM sem autorização para aqui permanecer na qualidade de trabalhador. Nos termos da alínea 1) do n.º 5 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – “Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes”, o eventual infractor pode ser punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas). 15. Processo n.º 1833/2020: LIU MULIAN (titular de Título de Identificação de Trabalhador Não Residente), é suspeita do exercício pessoal e directo de actividade em proveito próprio, sem autorização administrativa para esse efeito, cometendo eventualmente infracção à alínea 4) do artigo 2.º, conjugada com o n.º 1 do artigo 3.º do Regulamento Administrativo n.º 17/2004 “Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal”. Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º do mesmo Regulamento, a eventual infractora pode ser punido com multa de $20 000,00 (vinte mil patacas) a $50 000,00 (cinquenta mil patacas). Ao mesmo tempo, nos termos do artigo 10.º do mesmo Regulamento, a eventual infractora também pode estar sujeito à sanção acessória de impedimento de exercício de qualquer actividade laboral na RAEM por um período de dois anos. 16. Processo n.º 2315/2020: KAU MANG WING (titular de Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong), é suspeito do exercício pessoal e directo de actividade em proveito próprio, sem autorização administrativa para esse efeito, cometendo eventualmente infracção à alínea 4) do artigo 2.º, conjugada com o n.º 1 do artigo 3.º do Regulamento Administrativo n.º 17/2004 “Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal”. Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º do mesmo Regulamento, o eventual infractor pode ser punido com multa de $20 000,00 (vinte mil patacas) a $50 000,00 (cinquenta mil patacas). Ao mesmo tempo, nos termos do artigo 10.º do mesmo Regulamento, o eventual infractor também pode estar sujeito à sanção acessória de impedimento de exercício de qualquer actividade laboral na RAEM por um período de dois anos. 17. Processo n.º 1893/2020: PAT PING (titular de Bilhete de Identidade de Residente de Hong Kong), é suspeita do exercício pessoal e directo de actividade em proveito próprio, sem autorização administrativa para esse efeito, cometendo eventualmente infracção à alínea 4) do artigo 2.º, conjugada com o n.º 1 do artigo 3.º do Regulamento Administrativo n.º 17/2004 “Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal”. Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º do mesmo Regulamento, a eventual infractora pode ser punido com multa de $20 000,00 (vinte mil patacas) a $50 000,00 (cinquenta mil patacas). Ao mesmo tempo, nos termos do artigo 10.º do mesmo Regulamento, a eventual infractora também pode estar sujeito à sanção acessória de impedimento de exercício de qualquer actividade laboral na RAEM por um período de dois anos. Os eventuais infractores acima mencionados poderão, dentro das horas de expediente, levantar a respectiva nota de acusação no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, sendo-lhes também facultada a consulta dos respectivos processos, mediante requerimento escrito. Findo o prazo acima referido, a falta de apresentação da defesa escrita é considerada como tendo sido efectuada, de facto, a audiência do eventual infractor. Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 25 de Março de 2021. A Chefe do D.I.T., Substituta Lei Sio Peng
quinta-feira 1.4.2021
china 11
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CORRUPÇÃO IRMÃOS LI FAZEM SENSAÇÃO NA INTERNET
Milhões, carros e vícios Três irmãos basicamente dominavam a distribuição de energia na cidade de Harbin. E só a davam a quem lhes pagava. A história mexeu com as redes sociais
O
S funcionários condenados por corrupção na província de Heilongjiang, no Nordeste da China, tornaram-se numa sensação na internet devido à extensão da sua riqueza, incluindo mais de 100 carros de luxo e fundos equivalentes a 3 mil milhões de yuans. Li Wei, antigo director adjunto da Harbin Electric Power Bureau, uma subsidiária da State Grid Corporation da China, e os seus dois irmãos mais novos foram acusados. Um dos irmãos estava encarregado de projectos de energia eléctrica em Harbin, capital de Heilongjiang, e o outro dirigia várias empresas de instalações eléctricas. Em conjunto, controlavam 77 por cento do sistema de energia eléctrica local. Os irmãos Li eram suspeitos de um total de 24 delitos, incluindo ferimentos intencionais, transacções forçadas, e um ajuntamento para se envolverem em promiscuidade sexual. Li Wei e o seu irmão Li Tong foram ambos condenados à morte com uma pena suspensa de dois anos. As ofensas dos três irmãos vieram a lume num programa que a emissora estatal CCTV transmitiu na segunda-feira, que cobre a campanha do governo chinês contra a corrupção. O programa revelou as vidas pródigas dos irmãos Li, incluindo a grande quantidade de antiguidades encontradas nas suas casas e carros de luxo, incluindo um Rolls-Royce, Bentley e Chrysler Hunter de edição limitada encontrados nos seus estacionamentos com um valor estimado de quase 100 milhões de yuan. Os irmãos Li também possuíam um total de 69 propriedades. A riqueza dos irmãos e o seu consumo conspícuo espantou a
“Pensava já saber o quão ricos os funcionários corruptos podem ser, mas estava claramente enganado”, lê-se num comentário de um utilizador do Weibo
internet chinesa. Na plataforma Sina Weibo, um hashtag "funcionários corruptos descobertos a ter centenas de carros de luxo como um autoshow" teve 60 milhões de vistas e 18.000 comentários. "Pensava já saber o quão ricos os funcionários corruptos podem ser, mas estava claramente enganado", lê-se num comentário de um utilizador do Weibo. A polícia descobriu que os irmãos Li dirigiam projectos ilegais de subcontratação no valor de mais de 3,16 mil milhões de yuan. De acordo com a investigação, Li Wei geralmente atribuía os projectos de fornecimento de
energia ao seu irmão Li Tong, antigo director-geral da Harbin Electric Power Industrial Group Corporation, que mais tarde os subcontrataria ao seu irmão Li Jian. Com poder a nível governamental e projectos a nível empresarial, os três irmãos formaram um "império electrónico" em Harbin. "As empresas que quisessem electricidade tinham de passar primeiro pelos irmãos Li. Se se candidatassem à electricidade da forma normal, esta não seria fornecida, mas poderiam pedir directamente aos irmãos Li o fornecimento de energia", disse uma vítima no programa de televisão, acrescentando
Confinamento em localidade vizinha de Myanmar
As autoridades chinesas decretaram o confinamento durante uma semana da localidade de Ruili, na fronteira com Myanmar, após um surto em que foram identificados seis contágios locais de covid-19 e três assintomáticos. Segundo o diário digital Shine, dos seis casos confirmados, cinco são referentes a cidadãos chineses e o restante a um birmanês, tendo ainda sido diagnosticados três casos assintomáticos, que a China não inclui na contagem diária, provenientes do país vizinho. Desde 27 de Março que as autoridades chinesas não anunciavam casos de contágio local. Os habitantes da cidade de Ruili, situada na província de Yunnan, deverão permanecer em casa durante uma semana, tendo as autoridades anunciado que vão realizar testes gratuitos à população, de 210.000 pessoas. As autoridades decretaram o encerramento de todos os estabelecimentos comerciais, exceto os de produtos alimentares e as farmácias, autorizando apenas uma pessoa de cada agregado familiar a sair de casa para efetuar as compras necessárias. O posto fronteiriço de Jiegao, que une os dois países, foi fechado até novo aviso.
NASA instada a corrigir tratar Taiwan como “país”
que as pessoas também seriam espancadas e expulsas da cidade se não cumprissem as ordens. Os relatórios mostraram que os irmãos também tinham tomado drogas e violado uma rapariga com menos de 14 anos. Subornaram também a polícia para que lhes fosse aplicada uma pena menor de 5.000 yuan. Li Wei era trabalhador numa empresa de instalação de energia eléctrica em Harbin na sua juventude e chegou ao cargo de assistente do director-geral do Harbin Electric Power Bureau em 2010, antes de subir ainda mais na hierarquia da empresa.
O Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado respondeu à inclusão de Taiwan como “país” no portal da NASA website, exortando à imediata correcção do erro. “Temos uma atitude clara e firme de que a ilha de Taiwan faz parte da China”, disse a porta-voz Zhu Fenglian numa conferência de imprensa na quarta-feira. Recentemente, a NASA listou Taiwan como um “país” num formulário de candidatura para a actividade “envie o seu nome a Marte” no seu portal, no qual os candidatos podem colocar os seus nomes num chip e enviá-lo para o espaço. “A NASA violou severamente o princípio de uma só China e as disposições dos três comunicados conjuntos China-EUA. Não só é contra o consenso internacional sobre o princípio de uma só China, como também fere os sentimentos do povo chinês”, disse Zhu.
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE MÉDICOS ESPECIALISTAS CHINESES EM MISSÃO DE TRÊS ANOS
U
MAequipa composta por oito médicos chineses de diferentes especialidades deverá chegar na próxima semana a São Tomé e Príncipe para uma missão de três anos, anunciou a embaixadora chinesa na capital são-tomense. "A saúde é uma área muito importante da cooperação
bilateral entre os nossos dois países e os que já trabalharam em são Tomé e Príncipe deram grandes contribuições para a melhoria dos serviços médicos e troca de experiências nesta área", disse Xu Yngzhen à imprensa. Os oito médicos, especializados em cirurgia geral,
cardiologia, acunpuntura e ginecologia, deslocam-se ao arquipélago para prestar serviços no principal hospital do país, Ayres de Menezes, e no Centro Policlínico de Água Grande, ao abrigo de um acordo assinado segunda-feira entre os dois países.
A diplomata chinesa disse esperar que com a deslocação desta segunda missão médica chinesa a São Tomé e Príncipe "ambas as partes trabalhem numa área tão importante para intensificar ainda mais a cooperação e sobretudo a amizade entre os dois povos".
O ministro da Saúde, Edgar Neves, disse que a prestação de serviço desta nova equipa médica em São Tomé e príncipe "representa um fortalecimento grande ao sistema nacional de saúde". "Deixa-nos mais confortados com a qualidade da assistência que vamos prestar às
nossas populações, por um lado, e na componente formação, representa uma área extremamente importante, pois vai contribuir para que os nossos profissionais aprendam muito dos conhecimentos dos especialistas chineses", referiu Edgar Neves.
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ANTÓNIO CABRITA
Bouquet
Vou ao hipermercado e perco o norte ao tempo certo da fruta. Qual é a época das cerejas? E dos pêssegos? Haverá mangas nas árvores todo o ano? E de morangos, que profusão é esta? Eu ainda me recordo, mas nenhuma filha minha conseguirá entender a propriedade dos haikus em relação às estações do ano, que evidentemente nesse género poético se confundem com as maturações da vida. Sempre me atraíram os haikus, mas raras vezes fui capaz de os cometer, acho que por falta de humildade. Escrevo um haiku e não deixo que a redoma do silêncio poise sobre ele, penso de imediato que lhe falta algo, que lhe posso acrescentar xis. Em dias de menor orgulho páro num soneto, mais vulgar é estragar um haiku (enfim!) com uma baba desmedida. Angustia-me que me tomem por Satie, que não me acreditem como Rachmaninoff. Uma das lições mais difíceis da vida é a que se estampa no haiku de Buson: «Para cantar/ o rouxinol/ só entreabre o bico.» Talvez aos oitenta consiga dizer com o Hokusai, mais dez anos e conseguirei desenhar com vida o voo de um moscardo. Até aí, cagança e manha. Capturei dois haikus numa
Canção do Mário Quintana. Ei-los, em CANÇÃO MEIO ACORDADA: (...) Lua de ouro entre o nevoeiro/ Do sono que se esgarçou./ Laranja! Grita o pregoeiro.(...) Sob os arcos da manhã./ (Os gatos moles do sono/ Rolam laranjas de lã.) Se eu fosse o Mário Quintana, acabaria por transformar o poema em dois haikus, mas ainda bem que ele nos deu a alegria de me contrariar. Noutro poema, também só ficaria com o que aqui cito, CANÇÃO DE OUTONO PARA SALIM DAVI: O outono toca realejo/ No pátio da minha vida. Mas isto sou eu a ler dois poemas de 1940. E o Quintana acabou por fazer, na generalidade, uma obra magicamente enxuta, cristalina, e bem-humorada como em poucos. Não sei porquê, cheira-me que a feliz “leveza” do Jorge de Sousa Braga, teve aqui um mestre. Em frente à paragem do chapa há uma tasca atamancada – cimento cru e grades sobre bandas de vermelho pintadas para anunciar uma marca de cerveja - como são quase todas na periferia de Maputo, ladeada por duas garagens, uma que parece o Museu do Escape, a outra especializada na recauchutagem de pneus. Engraçado é os nomes escolhidos para as garagens:
diário de próspero
a Auto-Motora Passarinho e a Auto-Motora Passarão. Explicam-me na tasca que ambas pertencem a dois cunhados desavindos, e que a primeira, a dos escapes, é de alguém de apelido Passarinho, o que determinou o nome da outra garagem, escolhida por pirraça e sarcasmo. Mas a graça completa-se porque redescubro este mimo - e isto configura aquilo a que o Jung chamava uma “sincronicidade” - no dia em que releio a obra completa de Mário Quintana, vejam a delícia: POEMINHO DO CONTRA, «Todos esses que aí estão/ Atravancando o meu caminho,/ Eles passarão.../ Eu passarinho!» Os haikus, que são de uma concretude ímpar, não hesitam em restituir-nos o sentimento do mistério ou do inefável, e transportam-me para uma certa ambiência que estampa esta ideia de Montale: «Toda a arte que não renuncia à razão, mas que nasce do choque da razão com algo que não é razão, pode também chamar-se metafísica». Esta tensão sempre existiu, e acho piada que no horizonte da aporia ou do cinismo instalado no seio das sociedades servomaterialistas, se abeire, como se do magno regresso das andorinhos se tratasse, a
1.4.2021 quinta-feira
metafísica. Pois como escapar à natureza, que julgavámos dominada – agora que o Covid nos demonstrou a vanidade da nossa arrogância? Daí que, de vez em quando, voltar ao haiku, nos habilite a uma primeira terapia, a um banho de modéstia. À sua maneira, noutros domínios, e até no domínio das ideias, podem aflorar sínteses admiráveis. Do arguto Valéry: “Todos os políticos leram a História, mas fico com a impressão de que só a leram para daí retirar a arte de reconstituir as catástrofes” – condensando este nosso tempo, pasme-se, num poema inacabado. Mas falta ainda aqui um bom ingrediente, que encontramos nos melhores haikus e nas melhores ideias, o qual talvez traduzisse assim: só quando uma ideia faz despontar uma sensibilidade, um novo discernimento, é que deixamos de ser apenas intérpretes de projecções passadas e reféns da sedução da inteligência que naquelas se arma. Um bom haiku rompe, impõe um novo olhar. Daí que considere que só uma destas aproximações que intentei em baixo cumpre o desiderato (- e já nem falo da métrica). E deixo ao leitor, como se fosse um teste americano, a apalpação duma (sua) hipótese: 1 O girassol não delata./ Não há peças sobressalentes/ para a polinização. 2 Amarelece a sede na carne/ das begónias. Deus/ já seria um excesso. 3 Tempestade,/ encavalitam-se as cerejas/ nas orelhas do vento! 4 Honra ao atavio/ à gordura na picanha:/ a tua carícia fora de horas. 5 Retirada a onda/ dormimos à beira mar sob/ a custódia dos despojos. 6 O meu corpo é o corrimão/ em que se coça/ a puída criança do tempo. 7 De galochas não és um camponês/ o haiku não te dá a santidade/ que desejo é esse, se a beijas?, 8 Terrível mas verdadeiro,/ o dizer do Buson: canta o cuco,/ sem parentes nem fedelhos. 9 Queres ouvir as estrelas?/ Ouve o chamado/ de bronze dos grilos. 10 Crisântemos à altura da cintura/ e diante dos olhos a escarpa/ dos teus olhos que se afastam. 11. Vejo os cães a polir o teu afecto/ pela alba, na praia/ que me interditaste. 12 Duas mil insónias sem abrigo/ esmaltaram na lua/ a luz dos olhos dela. 13 Desejo inédito inunda a pélvis/ da minha namorada:/ comer ostras na lua. 14 Não subestimes o tigre/ que bafeja esta página/ rasgada pelos olhos do leitor.
quinta-feira 1.4.2021
GONÇALO WADDINGTON
SEGUNDO ACTO CENA 1 Estamos agora numa estufa com paredes de plástico bastante espessas. A luz branca e fria que inunda o espaço vem das lâmpadas fluorescentes no tecto. Gonçalo está deitado no chão, encostado a uma das paredes de plástico. Uma porta, também plastificada, abre-se e entram dois cientistas com fatos de protecção integral, máscaras, toucas, viseiras, luvas e óculos. Uma tem aparelhómetros de medição e a outra vai tomado notas num bloco de folhas bastante usado. Gonçalo abre os olhos e fixa-os nos três investigadores. Faz menção de se levantar, mas o corpo não corresponde. Os olhos mexem-se nas órbitas e os dedos das mãos dão sinal de querer reagir, nada mais. Elas não dão pela sua presença na estufa. Gonçalo Podem ajudar-me? [pausa] Olá…! Aqui… Uma das cientistas vai indicando o valor das suas medições, mas o volume da sua voz, bem como a articulação, parecem vindos de outro tempo. Tudo lhe sai arrastado, entrecortado e com eco. Cientista Medidora [mexendo no aparelhómetro] Es… tá… á… á… á… á a… a… gra… var… ar… ar… ar…? A cientista do bloco de notas e uma caneta fala também do mesmo modo, com voz arrastada e ecoante, como se chegasse ali vinda de outro tempo. Tira um pequeno gravador do seu bolso, pendura-o ao pescoço e carrega no botão vermelho. Cientista Anotadora Sim… im… im… im… im… im. Cientista Medidora Pronto… onto… onto. [pausa] Então… ão… ão… ão… a temperatura… ura… ura… ura… vinte e três graus… ês graus… ês graus… ês graus. [pausa] Humidade… ade… ade… ade… normal… al… al… al. [desiludida] Tudo normal… al… al… al. Cientista Anotadora [escrevinhando no bloco] Ao vigésimo… ésimo… ésimo… terceiro dia… eiro dia… eiro dia… eiro dia, tudo igual… gual… gual… gual. [pausa] Não há alterações… ções… ções… significativas… ivas… ivas… Cientista Medidora O cheiro… eiro… eiro… é igual… al… al… al.
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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Nada está perdido Gonçalo já nem os dedos das mãos consegue mexer. Mas os olhos continuam nas cientistas que ainda não deram por ele ali deitado. Gonçalo Os meus amigos não são meus amigos… eles não sabem que não são meus amigos, acham até que são excelentes amigos. Acham que é um privilégio eu poder ser amigo deles… têm-se muito em conta. Têm em conta o dinheiro que têm… o poder que têm… mas não têm noção da vontade que têm de ver os outros subjugados à sua influência… Cientista Anotadora Paro de gravar… ar… ar.. ar? Gonçalo De gravar o quê? Cientista Medidora Podes parar… arar… arar. Gonçalo O que é que está a gravar? Estás a gravar a nossa conversa? [pausa] Estava a falar dos meus amigos… dos que se acham meus amigos, aliás… queres que eu me cale.
[ CONTINUA ]
As duas cientistas sentam-se no chão, no meio da estufa. A anotadora continua preparada para escrever, seja o que for. A medidora pousa os aparelhómetros no chão e suspira profundamente. Cientista Medidora Quando é que se assume o falhanço… sume o falhanço… sume o falhanço? Gonçalo Na amizade? [pausa] Nunca… Cientista Anotadora [encolhe os ombros] Quem é que o tem de assumir… de assumir… de assumir? Gonçalo Na amizade? [pausa] Quem se sente mal… Cientista Medidora Quem?! Gonçalo Neste caso, eu… Eu é que me estou a queixar. Cientista Anotadora Sim… im… im. Quem… em… em?! Quem lidera… era… era… era? A equipa… ipa… ipa? Todos… odos… odos? Gonçalo Quem lidera a amizade? [sorri]
Sim, é uma boa pergunta… já me ocorreu. Cientista Medidora Todos… odos… odos… odos. [pausa] Convém que todos admitam… mitam… mitam… Mas quem lidera, era… era… tem de ter colhões para verbalizar o falhanço… balizar o falhanço… balizar o falhanço… balizar o falhanço. Gonçalo Balizar o falhanço… [ri-se] Sinto-me mal no meu grupo de conhecidos - já não posso dizer que sejam amigos - assumo-o sem vergonha. Mas não sinto vontade de verbalizar nada… não vale a pena, nada irá mudar. Afasto-me… é mais fácil. Cientista Anotadora Eu não vejo falhanço… falhanço… falhanço, para já… ara já… ara já. Cientista Medidora Não? A anotadora abana a cabeça negativamente. Os seus olhos rasgados e cada vez mais fechados dão a entender que deve estar a sorrir por trás da máscara. Cientista Anotadora É pouco tempo, ainda… inda… inda. Cientista Anotadora [pouco convencida] Talvez… ez… ez… ez. Gonçalo Não é nada pouco tempo. [pausa] Há muito tempo que é óbvio… para mim. Quando os vejo competir pela atenção… como se ainda houvesse atenção possível para dar… pelo menos da minha parte… já chega. É o que eu penso, já chega. Não quero mais… vou-me afastar… As duas cientistas levantam-se e deixam-se ficar caladas, olhando para todos os lados da estufa. Menos para Gonçalo, que continua deitado no chão. Gonçalo [continuando] Desisto… Elas retomam as medições, desta vez sem falar. A medidora anda dois passos, carrega no botão de um dos aparelhómetros e mostra o resultado à colega que imediatamente o anota no seu precioso bloco. Gonçalo Desisto?! As duas terminam as suas medições e saem da estufa. Fecham a porta de plástico e desligam as fluorescentes, ficando apenas uma luz de presença alaranjada. Gonçalo Olá…! [pausa] NÃO ME CONSIGO MEXER!
14 [f]utilidades
TEMPO
AGUACEIROS
MIN
24
MAX
28
HUM
UM DISCO HOJE S U D O K U 2 8 3
6
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3 3 5 1 7 8 4 4 3 6 9 9 2
1 9 4 8 2 1 3 6 7 4 5
7 6 3 9 4 4 5 7 9 8 5 2 1
1
9 8 2
3 1 3 4 7 6 2 5 4 8 9 5
2 7 5 82 9 1 43 3 6
8 4 3 2 7 6 1 5 1 9 6
7 4 6 9 3 1 3 6 5 2 2 4 8
6 86 9 3 4 5 24 1 7 2
4 32 75 5 1 8 9 6 2
2 6 1 5 4 9 8 4 7 3 6
5 7 6 5 8 7 4 3 9 9 2 1
9 2 1 6 7 49 3 5 8
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9 2 7 4 6 5 1 3 8 3 7 5 5 8 1 9 4 2 7 6 3
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7 1 5 4 2 6 3 9 8
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BAHT
0.25
1.22
C I N E M A
SALA 1
FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Ryuichi Yagi, Takashi Yamazaki 14.30, 16.30, 19.30
Basta ouvir a orquestração de Ecstasy of Gold, a trilha do filme “O Bom, o Mau e o Vilão” que abre todos os concertos dos Metalllica para nos apercebermos que estamos perante algo especial. S&M, que não é mais do que a abreviatura de “Symphony & Metallica” é o albúm ao vivo que resultou da performance da banda norte-americana em Abril de 1999 no Berkeley Community Theatre, em conjunto com a Orquestra Sinfónica de São Francisco. O resultado é um cocktail 7surpreendentemente harmónico clássico 6ee omonumental 3heavy2metal, 5 entre 9 o4de 7 1 capaz levar 1qualquer 5 4um a6abanar 8 a cabeça 7 9ao 3 sabor de violinos, harpas, oboés 9e, claro, 8 da 7 incontornável 3 2 1 voz4de 6 8James 1 Hetfield. 9 2 6Pedro 5 Arede 3 4
YUAN
Shun Oguri 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 3
THE CROODS: NEW AGE [A]
FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Joel Crawford 14.30, 16.15, 18.00, 19.45
GINTAMA THE VERY FINAL [B]
FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Chizuru Miyawaki 21.30
READY O/R KNOT [B]
FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Anselm Chan Mou Yin Com: Carlos Chan, Michelle Wai, Hedwig Tam Sin-Yin, Chu Pak Hong 21.30
SALA 2
GODZILLA VS. KONG [B] Um filme de: Adam Wingard Com: Alexander Skarsgard, Millie Bobby Brown,
2 8 1 9 4 7 3 6 5 8 2 8 4 5 9 2 1 3 6 8 5 8 2 4 1 9 7 6 3 2 3 1 7 6 4 8 2 9 7 3 6 2 5 8 1 4 9 5 8 2 6 5 9 7 1 3 DORAEMON 2 2 4 8 5 7 1 9 3 6 7 7 6 3 STAND 4 BY2ME 1 9 5 6 1 5 3 9 4 2 7 8 3 4 6 1 7 8 2 5 9 5 4 2 3 8 9 7 1 9 7 3 8Propriedade 6 2 Fábrica 4 de5Notícias, 1 Lda Director Carlos 2 Morais 7 José 5 Editores 4 3João9Luz; José 1 C.8Mendes 6 Redacção Andreia1Sofia9Silva; 8João Santos 7 6Filipe;5Pedro4Arede;2 Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 8 5 1 6Gonçalo 2 M.Tavares; 7 3 Gonçalo 9 4Waddington; Inês Oliveira; 7 João 2 Paulo 1 Cotrim; 8 4José Simões 6 5Morais; 9 Luis3Carmelo; Nuno Miguel 9 Guedes; 7 Paulo 1 José 8 Miranda; 5 4Paulo3Maia6e www. Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 4 2 7 9Olavo8 Rasquinho; 3 6 Paul1Chan5Wai Chi; Paula Bicho;4Tânia6dos 3Santos9Grafismo 5 2 7Rómulo 1 Santos Agências2Lusa;3Xinhua5Fotografia 1 7Hoje6Macau;8 Lusa; 4 Paulo 8 Borges, hojemacau. GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia com.mo 3 6 9 1Welfare 4 Morada 5 8Pátio2da Sé,7n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, 5 9Macau;8Telefone 7 28752401 1 3 Fax628752405; 2 4e-mail info@hojemacau.com.mo; 6 8 4Sítio9www.hojemacau.com.mo 3 2 5 7
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8 3 2 4 9 6 7 5 1
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3 6 7 9 2 8 1 5 4 5 8 3 6 7 9 2 1 4
8 5 4 7 1 3 2 6 9 6 4 9 2 5 1 8 7 3
6 7 1 8 3 2 9 4 5 7 2 4 1 6 5 3 9 8
9 8 5 6 4 7 3 1 2 9 1 5 3 4 8 7 6 2
2 4 3 1 5 9 7 8 6 8 3 6 9 2 7 5 4 1
4 2 6 3 7 1 5 9 8 1 9 8 7 3 6 4 2 5
7 1 9 4 8 5 6 2 3 4 5 7 8 1 2 9 3 6
7 5 4 8 6 3 2 9 1
5 3 8 2 9 6 4 7 1
10 8 1 5 3 2 4 9 7 6
3 9 2 6 7 5 8 1 4
6 7 4 1 9 8 3 5 2
4 3 8 9 5 2 1 6 7
7 2 9 8 1 6 4 3 5
1 5 6 4 3 7 2 9 8
9 4 7 5 8 3 6 2 1
2 6 3 7 4 1 5 8 9
5 8 1 2 6 9 7 4 3
3 6 2 5 9 4 1 8 7
12 8 9 7 1 3 2 5 4 6
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3 8 6 2 9 7 1 5 4
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9 4 2 5 8 1 6 7 3
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7 6 9 3 4 5 8 1 2
4 2 8 7 1 6 9 3 5
quinta-feira 1.4.2021
opinião 15
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a propósito de
Olavo Rasquinho*
O OCEANO, O CLIMA E O TEMPO O DIA Meteorológico Mundial (DMM) é celebrado em 23 de março desde 1961, no mesmo dia em que entrou em vigor a Convenção da Organização Meteorológica Mundial (OMM), em 1950. Anualmente é escolhido um tema, que é desenvolvido para chamar a atenção das autoridades e do público para um determinado assunto. O tema deste ano, “O Oceano, o Clima e o Tempo”, serve de pretexto para enfatizar a interdependência entre a hidrosfera e a atmosfera, as quais, conjuntamente com a criosfera, a litosfera e a biosfera, compõem o sistema climático. Quando nos referimos ao “tempo”, pensamos em nuvens, vento, chuva, céu limpo ou nublado, frio ou calor, etc., que poderão ocorrer hoje, amanhã ou, em geral, num período relativamente curto. Já quando nos referimos ao clima, a imagem que nos vem ao espírito é a do tempo médio num período mais longo. Normalmente, para caracterizar o clima de uma região, recorre-se aos valores médios dos parâmetros meteorológicos registados durante um determinado período, de preferência 30 anos no mínimo. Nunca é demais realçar a importância dos oceanos para o tempo e o clima. A sua proximidade atua como que um íman que atrai as populações. Estima-se que cerca de 40% da população mundial habita numa faixa de 100 km junto ao mar. Por outro lado, aproximadamente 90% do comércio mundial é feito através de rotas marítimas. Neles são despejadas diariamente milhares de toneladas de efluentes domésticos, industriais e agrícolas, frequentemente não devidamente tratados. Os derramamentos de óleo e a exploração mineira oceânica também contribuem para a sua poluição. Os oceanos ressentem-se do aquecimento global devido à crescente injeção de gases de efeito estufa na atmosfera, aumentando a sua temperatura, o que potencia a fusão do gelo marítimo, o aumento do nível do mar e a danificação de ecossistemas, como os recifes de coral, de grande importância para a reprodução de numerosas espécies piscícolas. A OMM conta com 193 membros, em que 187 são Estados e 6 são Territórios Membros. Macau foi admitido como Território Membro em 23 de janeiro de 1996, ainda sob administração portuguesa. Curiosamente, para certos assuntos, o voto de um Território Membro vale tanto como o de um Estado Membro. É o caso, por exemplo, da nomeação do Secretário-Geral, que é feita durante os congressos, de 4 em 4 anos, com base no resultado da votação de todos os Estados e Territórios Membros. Assim, para este efeito, o voto de Macau conta tanto como o voto de um grande país, como o Canadá ou a Fede-
ração Russa. Pode-se então afirmar que a China tem direito a 3 votos para a eleição do Secretário-Geral, o cargo executivo mais importante da OMM. Os votos de Macau e de Hong Kong são teoricamente independentes dos da China, mas é natural que haja um acordo informal para que convirjam no mesmo candidato. No XIV Congresso da OMM (Genebra, 5-24 maio 2003), o delegado do México criticou este processo de nomeação do Secretário-Geral, tendo pedido esclarecimento por que razão a China tinha direito a 3 votos, o que a colocava em vantagem em relação aos outros países (neste congresso foram apenas 2 votos, por a delegação de Macau não ter podido participar devido à pneumonia SARS). Perante este comentário, o Secretariado da OMM explicou que a China e o Reino Unido haviam solicitado ao XII Congresso (Genebra, 30 maio-21 junho 1995), a inclusão de Hong Kong com a designação “Hong Kong, China” como Território Membro, e que a China e Portugal procederam de igual modo no XIII Congresso (Genebra, 4-26 maio 1999). Ambos os pedidos foram aceites, na medida em que estas regiões administrativas possuem Serviços Meteorológicos próprios, condição para que pudessem usufruir desse direito, conforme estipulado na Convenção da OMM. A China não é caso único, atendendo a que há outros países que também têm direito a mais do que um voto, como, por exemplo, o Reino Unido e a França, devido a administrarem territórios ultramarinos, considerados Territórios Membros. Ninguém acreditaria que os Territórios Caribenhos Britânicos, ou a Polinésia Francesa, votariam de maneira discordante das respetivas potências administrantes. A realidade é que, nos corredores da sede da OMM, durante os congressos, os representantes de alguns países continuam a comentar este processo de eleição. Voltando ao tema do DMM deste ano, é importante salientar a necessidade de assegurar o equilíbrio entre as várias componentes do sistema climático, com especial ênfase para os oceanos e a atmosfera, que têm vindo a sofrer degradação das suas características. Os oceanos cobrem cerca de 70% da superfície da Terra e constituem o maior condicionador das condições meteorológicas. A alteração das suas características repercute-se no comportamento do tempo e, consequentemente, do clima. O aquecimento global, que se atribui à injeção de gases de efeito de estufa resultantes de atividades antropogénicas, afeta não só a atmosfera mas também os oceanos. O aumento da temperatura da água do mar potencia a evaporação, o que implica transferência de energia do mar para a atmosfera, sob a forma de calor latente de evapora-
ção. Perante esta realidade, é natural que haja tendência para uma maior frequência e (ou) intensidade de ciclones tropicais. O que aconteceu na estação dos furacões de 2020, no Atlântico Norte, favorece esta interpretação, na medida em que houve 30 ciclones tropicais aos quais foram atribuídos nomes próprios (tempestades tropicais e furacões), o que fez com que se esgotassem os nomes da lista previamente elaborada pelo Comité dos Furacões (com sede em Miami), entidade homóloga do Comité dos Tufões (com sede em Macau). As listas dos furacões são usadas rotativamente de 6 em 6 anos. Assim, a lista usar em 2021 será a mesma de 2026, exceto no que se refere a eventuais ciclones tropicais cujos nomes virão a ser retirados, devido à sua forte atividade e consequências nefastas. Estas listas constam de 21 nomes de pessoas, alternadamente femininos e masculinos, em ordem alfabética, sem usar 5 letras (Q, U, X, Y e Z), pouco utilizadas como primeiras letras de nomes próprios. A estação dos furacões de 2020 foi, desde que há registos, a mais ativa de sempre. A seguir ao último nome da lista teve de se recorrer, pela segunda vez, a letras gregas para os designar. Foram 9 os ciclones tropicais que excederam a lista: Alpha, Beta, Gamma, Delta, Epsilon, Zeta, Eta, Theta e Iota. Curiosamente, a primeira destas (Alpha) foi atribuída a uma tempestade subtropical que se dissipou sobre Portugal, em 18 de setembro de 2020.
30 ciclones tropicais no Atlântico em 2020 poderá ser consequência das alterações climáticas
5 ciclones tropicais simultâneos em 2020-09-14: Paulette, Rene, Sally, Teddy e Vicky (Imagem NOAA)
A primeira vez que se recorreu ao alfabeto grego foi em 2005, em que ocorreu a segunda estação de furacões mais ativa. A seguir à letra “W” (Wilma) teve de se
O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico
designar os ciclones tropicais seguintes por Alpha, Beta, Gamma, Delta, Epsilon e Zeta. Foi neste ano que o furacão Vince, anterior ao Wilma, afetou a Madeira e o sul de Portugal continental, já como tempestade tropical.
Imagem de radar da tempestade subtropical Alpha (IPMA)
Note-se que têm havido discussões no Comité de Furacões para acabar com a prática de designar as tempestades tropicais e os furacões por letras do alfabeto grego, o que levou à decisão de que, de futuro, não serão mais usadas. Chegou-se à conclusão que as populações têm tendência a subestimar a perigosidade destes sistemas meteorológicos quando não se lhes atribui nomes próprios. Assim, no Atlântico Norte, se na próxima estação de furacões o número de ciclones tropicais ultrapassar 21, aplicar-se-ia uma lista suplementar já estabelecida para esse efeito, com o mesmo número de nomes da lista inicial. O 22º ciclone tropical passaria a chamar-se “Adria” e o último da lista suplementar teria “Will” como nome. É de salientar que os ciclones tropicais se formam sempre sobre os oceanos, em zonas em que a temperatura da água é mais elevada (estatisticamente no mínimo 26,5 graus Celsius), e que, apesar de serem fenómenos por vezes extremamente violentos, são imprescindíveis para o equilíbrio do sistema climático, fazendo com que haja transporte de energia das latitudes mais baixas para as mais altas. Nunca foi tão importante como agora compreender a interação entre os oceanos, o tempo e o clima, na medida em que, sem este conhecimento, não se poderá concretizar o objetivo nº 14 da “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015: “Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e recursos marítimos para o desenvolvimento sustentável”. A ONU, atenta a esta realidade, deu início este ano à “Década da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030)”. *Meteorologista
“Quando te recusas a ver o mundo a preto e branco, tens contra ti os fanáticos de todas as cores.” PALAVRA DO DIA
O
chefe do executivo de Macau disse esperar que a empresa de aviação Air Macau ajude na promoção turística do território junto da população da China continental. Segundo um comunicado divulgado na terça-feira, Ho Iat Seng esteve reunido com o presidente do Conselho de Administração da Air Macau, Zhao Xiaohang, tendo dito que “espera que a Air Macau e o sector de turismo promovam, conjuntamente, esta mensagem junto dos cidadãos do Interior da China”. “Macau não regista casos locais confirmados de Covid-19 há 366 dias consecutivos, sendo uma cidade saudável, segura e adequada para viajar”, recordou o chefe do executivo do território. Na mesma nota, Ho Iat Seng detalhou ainda que a aposta deve passar pela mensagem de que Macau é um território seguro de covid-19. O líder do Governo lembrou ainda que compreende as dificuldades que o sector da aviação está a atravessar devido à pandemia, mas referiu que as autoridades estão empenhadas “a aproveitar este momento para otimizar as infraestruturas e equipamentos de apoio do Aeroporto Internacional de Macau, dando início a obra de extensão do Terminal de Passageiros na zona sul do Aeroporto, com o objetivo de oferecer mais espaço para os turistas na zona de espera e, ao mesmo tempo, preparar-se para a recuperação de passageiros”. Já o responsável da Air Macau, segundo a mesma nota, afirmou que “a pandemia de covid-19 teve um grande impacto na companhia, mas considerando a estabilidade da situação epidemiológica no Interior da China e Macau, o número de visitantes tem vindo a registar um aumento constante, esperando que este recupere significativamente no segundo semestre do corrente ano”. Nos dois primeiros meses deste ano entraram na região administrativa especial chinesa 983.887 visitantes, menos 67,3%, face ao período homólogo de 2020, quando Macau lançou as primeiras restrições fronteiriças, com o Governo a ordenar o encerramento dos casinos, o que praticamente paralisou a economia. Os números são justificados pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) com a “influência das medidas de prevenção e controlo da pandemia da pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus adotadas por diversos países/territórios”.
A
Eles prometem voltar Campeonato da China de Fórmula 4 anuncia corrida no GP Macau
A
organização do Campeonato da China de Fórmula 4, o MiTime Group, anunciou ontem nas redes sociais o calendário para a temporada de 2021, aonde se destaca um possível regresso ao Circuito da Guia no mês de Novembro. Segundo a publicação, o campeonato “irá ao Circuito da Guia Macau pelo segundo ano consecutivo, tornando-se o destaque da 68ª edição do Grande Prémio de Macau”. Ainda é possível ler que “a grandiosidade do Grande Prémio de Macau de Fórmula 4 ainda está fresco na nossa memória. Na temporada de 2021, o Campeonato da China de F4 Shell Heineken da FIA e o Grande Prémio da China Fórmula na sua corrida final irá novamente colocar um pé na Região Administrativa Especial de Macau, com duas corridas como foco do 68º Grande Prémio de Macau, com os
pilotos e as equipas em acção no Circuito da Guia”. O calendário de quatro provas ontem anunciado revela que o início da temporada está agendado para o fim de semana de 19 e 20 de Junho aqui ao lado, no Circuito Internacional de Zhuhai. Depois, a caravana da Fórmula 4 chinesa desloca-se ao circuito citadino de Wuhan, numa data a designar no mês de Setembro. Por fim, os monolugares Mygale-Geely irão acompanhar a Taça do Mundo FIA de Carros de Turismo - WTCR em Ningbo, quinze dias antes da deslocação a Macau.
Fórmula 3
Este anúncio acaba por ser uma surpresa, pois acontece três semanas depois da Federação Internacional do Automóvel (FIA) ter colocado a Taça do Mundo de Fórmula 3 da FIA em Macau no calendário internacional. O regresso das
máquinas de Fórmula 3 ao evento de automobilismo da RAEM está obviamente pendente do alívio das restrições impostas à chegada de estrangeiros ao território. A presença da Fórmula 3, não impede, no entanto, que haja também a corrida de Fórmula 4. No passado, houve programas do Grande Prémio de Macau que incluíram a prova de Fórmula 3, em concomitância com outras corridas de monolugares, como a Fórmula Renault, a Fórmula BMW, a Fórmula Masters China, a Fórmula Ásia ou a Fórmula Campus. A estreia da Fórmula 4 em Macau aconteceu no ano passado, como alternativa ao cancelamento da habitual corrida de Fórmula 3, que se disputou ininterruptamente de 1983 a 2019. Charles Leong, piloto da RAEM, foi o vencedor de uma corrida que colocou em pista dezassete concorrentes. Sérgio Fonseca
TDM Novo Macau marca reunião à porta da emissora “A 4 de Abril vamos apoiar a liberdade de imprensa em Macau”. Foi com esta mensagem que a Associação Novo Macau convocou uma reunião popular à porta da TDM no próximo domingo, às 16h, na Rua de Francisco Xavier Pereira. A associação argumenta que PUB.
1.4.2021
Sands China promoveu no Parisian seminário patriótico
GCS
Ho Iat Seng espera ajuda da Air Macau
Jean Birnbaum
quinta-feira
a liberdade de imprensa é um direito fundamental e um “bem precioso para a RAEM”, lê-se na publicação de Facebook. Sulu Sou disse ao Hoje Macau que, até à hora de fecho desta edição, a polícia fora notificada e que não tinha sido levantada qualquer objecção.
Sands China Ltd. acolheu um seminário para membros da sua equipa e jovens locais na quarta-feira no The Parisian® Macau, sobre as recentes sessões da Assembleia Nacional Popular (ANP) e da Conferência Consultiva Política Popular Chinesa (CPPCC), e o princípio Um País, Dois Sistemas. Segundo os organizadores, “o objectivo era ajudar os participantes a desenvolver uma compreensão profunda do espírito das sessões do ANP e CPPCC, do 14º Plano Quinquenal Nacional, e da implementação de Um País, Dois Sistemas em Macau. Intitulado “Sands China Distinguished Speaker Forum Series - the Spirit of NPC and CPPCC, and the Sustained Implementation of ‘One Country, Two Systems’ in Macao”, o seminário foi liderado por três convidados: Ng Sio Lai, membro da ANP e director da União Geral das Associações de Moradores; Lok Po, membro da ANP e director do jornal Ou Mun; e Ng Chi Leong, membro do CPPCC e presidente do Comité Administrativo da Fundação Macau. Cerca de 460 pessoas participaram no seminário, incluindo a direcção da Sands China e jovens da comunidade. Para o evento, a Sands China convidou o Departamento de Assuntos Económicos do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM e o Gabinete de Inspecção e Coordenação de Jogos da RAEM (DICJ) como conselheiro e como entidade de apoio, respectivamente. O seminário contou com a participação e aconselhamento de Zuo Xianghua, director-geral adjunto do Departamento de Assuntos Económicos do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central da RAEM. Na sua intervenção, Ng Sio Lai destacou alguns pontos-chave do 14º Plano Quinquenal Nacional, e sugeriu que as autoridades do continente restabelecessem o processo de visto electrónico para o Programa de Visitas Individuais (IVS) o mais rapidamente possível, a fim de impulsionar a recuperação económica de Macau. Já Lok Po sugeriu que Macau aprofundasse a sua cooperação com o continente, especialmente na área da Grande Baía e Hengqin, a fim de facilitar a diversificação económica. Ng Chi Leong sugeriu que Macau desenvolvesse uma abordagem sistemática no que diz respeito à educação, selecção e formação para cultivar o espírito de “Amar a Pátria e Amar Macau”. Também encorajou os jovens locais a equiparem-se e a aumentarem a sua competitividade para abraçarem as oportunidades da Grande Baía, de modo a integrarem-se no desenvolvimento nacional. Segundo a organização, este tipo de seminário é “parte do esforço contínuo da Sands China para promover a educação profissional, e para reforçar de forma abrangente os conhecimentos dos funcionários sobre o ambiente empresarial e o desenvolvimento nacional, de modo a dar contributos essenciais para o desenvolvimento de Macau como centro mundial de turismo e lazer”.