Amanda Barbosa Vieira de Vasconcelos Ana Carolina Hasmann Bastos Estácio Anacleto de Sá Jéssica Rangel da Silveira Buarque Lucas Teixeira Tavares
Intervenções Urbanas na Avenida Conde da Boa Vista Rua da Aurora até a Rua 7 de Setembro
Sumario Introdução............................................. Mobiliário Urbano.................................. Mobilidade Urbana................................ Interfaces.............................................. Arborização........................................... Usos...................................................... Conclusão.............................................
Introdução O intuito deste trabalho é intervir no trecho da Avenida Conde da Boa Vista, que corresponde desde a Rua da Aurora até a Rua 7 de Setembro, para tornar da avenida um espaço com mais qualidade, mais dinâmico, mais vivo, saudável, seguro e sustentável para todos, garantindo também uma melhor acessibilidade e circulação, baseado na indispensável filosofia de Jan Gehl. Após uma análise coletiva, os integrantes do grupo responsabilizados por essa extensão concluíram que seria necessário interferir em todos os elementos urbanos, mesmo que minimamente para que se alcançasse os ideais discutidos (que serão detalhados mais a frente). Todas as intervenções foram pensadas e elaboradas respeitando o espaço préexistente da avenida, determinado pelos edifícios e calçadas.
Via: https://twitter.com/mrg_project08
Goldhawk Village por Jan Gehl
Mobiliário Urbano
“Cidades tem a capacidade de oferecer algo para todos, apenas porque, e apenas quando, são feitas para todos.” – Jane Jacobs O Mobiliário Urbano é o que diz respeito aos objetos inseridos nos espaços públicos que estão disponíveis para uso humano por necessidades e conforto ou apenas por design. Depois da análise deste quesito no trecho, a equipe pode concluir que apesar de planejado, o mobiliário urbano é mal distribuído.
Croqui feito sobre o livro Elementos Urbanos
Mapa feito e montado pelo grupo com base nas análises em campo
Por este motivo, foi planejada a adição de mais semáforos e faixas de pedestres, promovendo mais possibilidade de travessia para tais, incluindo nestes uma sinalização sonora para também poder atender as necessidades de deficientes visuais. Foi considerado também adicionar telefones públicos, visto que os existentes são poucos e danificados, fazendo-os em duas alturas diferentes de forma que atenda às necessidades de Portadores de Necessidades Especiais. Já relacionado ao conforto, praticidade e bem-estar resolveu-se acrescentar bancos e lixeiros com cinzeiros nas calçadas, pois o trecho é extenso e peca na falta de ambos. Além disso, é importante tanto pelo conforto quanto segurança tornar a fiação dos postes como subterrânea, evitando acidentes e diminuindo a poluição visual.
Fotografia retirada pelo grupo da Av. Conde Da Boa Vista
Para o quesito da segurança, foi concluído que era ideal adicionar postes de luz e melhor distribuí-los, visto que os existentes se mostram poucos e com espaçamento desordenado. Assim então colocariam estes nas calçadas, com duas alturas diferentes, para atender o pedestre e o motorista, além de criar divisores que, carregados a energia solar, acenderiam a noite servindo para iluminar o andar, embelezar e promover segurança, visto que eles tanto impedem que hajam travessias em locais inapropriados quanto impede que automóveis invadam a calçada.
Um ponto importante é também arrumar o comércio informal de um modo que não perturbe o fluxo da rua, não prejudique o visual e promova a venda, tornando-a mais atraente e melhor acomodada, para que a mudança que beneficie a todos. A ideia foi fixar pontos de comércio informal que se distribuem uniformemente ao longo do trecho, na praça e na antiga BigBen, “bancas” para posicionar os comerciantes, diminuindo assim a quantidade em meio à passagem. Para o uso das tais, seria necessário um cadastro na prefeitura com renovação anual, e um acordo de dividir o espaço em períodos com outro vendedor; para que ambos obtenham a oportunidade de vender seus produtos sem prejudicar o fluxo de pessoas.
Croqui feito pelo grupo sobre o livro Elementos Urbanos e colorido digitalmente
Fotografia retirada pelo grupo da Av. Conde Da Boa Vista Fotografia retirada pelo grupo da Av. Conde Da Boa Vista
Croqui feito pelo grupo sobre o livro Elementos Urbanos e colorido digitalmente Croqui feito pelo grupo sobre o livro Elementos Urbanos e colorido digitalmente
Mobilidade Urbana
“A rua é o córrego da vida da cidade...” - William H. Whyte Refere-se ao deslocamento das pessoas no espaço geográfico da cidade, com a finalidade de obter a máxima acessibilidade aos mais diferentes tipos de pessoas.
Mapa feito e montado pelo grupo com base nas análises em campo
No dicionário, mobilidade significa “facilidade para se mover” e também é o objetivo de quem planeja um espaço urbano. A causa da péssima mobilidade que encontramos está na falta de planejamento e na administração ineficiente de projetos arquitetônicos, responsáveis por desenhar o espaço público. Muitas vezes, este desenho é mal distribuído, gerando mais complicações para a mobilidade urbana em um efeito dominó negativo ou. A ideia então é tornar esse movimento fluido e prático. Após estudar esse quesito e analisá-lo no estudo de campo, notou-se que apesar de parecer visualmente bom, não atende ao que seria necessário.
Visto que é uma calçada alta, seria necessário reformar o nivelamento das calçadas, para atender melhor a acessibilidade, por tal motivo foi considerado ampliar a largura e aumentar a quantidade das rampas. Além disso, foi debatido o fato de melhorar o sistema de escoamento, pois as sarjetas se encontram em local inapropriado, aparecendo em meio às calçadas, acompanhadas de desnível da calçada, que foi feito para escoamento, mas acabou se mostrando um empecilho, principalmente para quem tem problemas de mobilidade.
Croqui feito pelo grupo sobre o livro Elementos Urbanos e colorido digitalmente
Outro fator ligado a isso seria consertar e melhorar as paradas de ônibus (que serão melhores introduzidas no tópico “Arborização”), pois as atuais não conseguem atender a demanda de passageiros e nem consegue comportar os mesmos, para que sentem ou se protejam do sol e chuva, além de aumentar a quantidade das faixas de pedestre para diminuir os grandes percurso que os mesmos têm que percorrer para chegar ao outro lado da avenida e elevar as faixas para evitar carros em alta velocidade e valorizar o pedestre, além de por duas faixas na diagonal, facilitando a locomoção.
Fotografia retirada pelo grupo da Av. Conde Da Boa Vista
Fotografia retirada pelo grupo da Av. Conde Da Boa Vista
Interfaces
“A arquitetura é um fato de arte, um fenômeno de emoção, além das questões de construção” – Le Corbusier
empreendimentos e que sejam de preferência abertos e convidativos, mostrando seu conteúdo ao povo, tornando desse fragmento da avenida um local mais dinâmico, belo e receptivo.
As interfaces correspondem a transição entre o espaço público e o privado. Isso incorpora, principalmente, fachadas e vitrines, que mesmo não fazendo parte do espaço público diretamente, interferem no mesmo drasticamente, fazendo-nos até mudar nosso pensamento sobre uma rua ser realmente segura ou confiável, por exemplo.
Imagens da reforma na fachada da loja São Marcos
Antes e depois da reforma de loja Espaço Verde Paisagismo Via: citymais.com Reformas de Fachadas de Prédios
Porém, visto que é privado, não se pode modificar, apenas propor. Por isso foi pensado em propor que haja um incentivo por parte da prefeitura que se apliquem reformas regulares nos edifícios privados pelos seus proprietários ou pelo governo em edificações públicas, incluindo a pintura, e que os estabelecimentos de comércio e serviços tenham todos a sua própria fachada, com o nome de seus
Arborização
“By leaves we live.” - Patrick Geddes A arborização é a parte do urbanismo no qual avalia, estuda e projeta a frequência, porte e tipo de árvores que se terá em algum ambiente. Após constatar que nesse trecho a arborização é quase nula, pode-se concluir que seria necessária a criação de pequenos espaços com alegretes para a plantação de árvores de pequeno porte distribuídos pela calçada, no qual foi visado as árvores ‘Dama-da-noite’ e ‘Magnólia’, pois ambas são ditas como extremamente belas e perfumadas, muito interessante para arborização urbana devido seu porte, além de serem plantas próprias para o clima da região, dando variedade para que a avenida não se torne monótona. Também sobre as árvores, foi considerada a criação de alegretes altos com Ipê Tabebuia, para substituir a cerca de metal que existe no meio da avenida, criando um ambiente mais bonito e arborizado.
Ipê
Croqui feito pelo grupo sobre o livro Elementos Urbanos e colorido digitalmente
Magnólia
Dama-da-noite
Inspirado nas paradas de Caxias do Sul, propomos a criação de telhados verdes com captação de energia solar nas coberturas das paradas de ônibus, no qual ,para estes, o grupo reconheceu as plantas ‘Amor-agarradinho’ e ‘Ixora’ como boas escolhas, pois além de ajudar na arborização do local, na diminuição d a temperatura, contribui para a estética da avenida e se adaptam ao clima local com facilidade, visto que são comuns por aqui.
Amor-agarradinho
Fotografia retirada pelo grupo da Av. Conde Da Boa Vista
Parada de Caxias do Sul
Ixora
Usos
“Cada nova situação requer uma nova arquitetura.” – Jean Nouvel O uso é o emprego de atividades ou finalidades à um local como, por exemplo, com fins residenciais, comerciais, serviços, institucionais, etc. Se resumem às atividades existentes naquele espaço, podendo ser justaposição de casas e edifícios com práticas econômicas, sociais ou culturais.
Mapa feito e montado pelo grupo com base nas análises em campo
A partir disso, teve-se a ideia de propor e incentivar que as propriedades sem utilização virassem um local de convivência tal como um restaurante, bar ou pub, para tornar a avenida mais habitável e aproveitável não só para as pessoas que trabalham, mas que estariam lá pelo lazer. Consequentemente a noite estará mais movimentado e menos perigoso, se estruturando num ótimo ponto de diversão e com localidade acessível. No trecho proposto da avenida Conde da Boa Vista é perceptível que é há uma construção sem uso e outras edificações com espaços do térreo, próprio para comércio, vazios.
Via: terrysong.blogspot.com
Conclusão Após a análise, resolveu-se basear nas propostas do arquiteto Jan Gehl e discutir propostas para construir os tópicos respeitando as proporções de cada elemento presente no texto, deixando em primeiro plano a dimensão humana, com o pedestre e suas relações interpessoais e com o ambiente como foco principal para propor um espaço vivo, saudável, dinâmico, sustentável, seguro e principalmente confortável e convidativo ao povo, não só para a circulação mas para a convivência. Logo, chegou-se à conclusão que todos os elementos merecem uma atenção diferenciada dependendo da necessidade de cada tópico e mudanças essenciais para chegar aos pontos discutidos anteriormente.
Primeiro mapa das reformas feito e montado pelo grupo com base nas análises em campo
Primeiro croqui do esboço das reformas feito pelo grupo, colorido digitalmente
“Uma boa cidade é como uma boa festa- pessoas ficam mais tempo do que o necessário porque elas estão aproveitando a si mesmas” - Jan Gehl