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Ciências da Natureza 8 – 2.ª edição

Page 1

Natureza 8 CIÊNCIAS DA

AP

EN

AS

PA RA

D

IV

U

LG AÇ ÃO .

2a edição

ARMÊNIO UZUNIAN ERNESTO BIRNER JOSÉ EDUARDO REZENDE MARLON WRUBLEWSKI


AS

EN

AP PA RA

LG AÇ ÃO .

U

IV

D


Conteúdo

8

o ANO

NATUREZA 2a edição

LG AÇ ÃO .

CIÊNCIAS DA

ARMÊNIO UZUNIAN

D

IV

U

Mestre em Ciências na área de Histologia pela Universidade Federal de São Paulo Médico pela Universidade Federal de São Paulo Professor e supervisor de Biologia em cursos pré-vestibulares na cidade de São Paulo

PA RA

ERNESTO BIRNER Licenciado em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo Professor de Biologia na cidade de São Paulo

JOSÉ EDUARDO REZENDE

AP

EN

AS

Bacharel em Física pela Universidade Estadual de Campinas Coordenador e professor de Física, Química e Matemática em escolas particulares e cursos pré-vestibulares Trabalha com projetos de formação continuada de professores da rede privada

MARLON WRUBLEWSKI

Mestre em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal do Paraná Licenciado em Física pela Universidade Federal do Paraná Professor de Física em cursos de graduação em Engenharia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná Professor de Física do Ensino Fundamental e Médio

1


Julio E. Emöd Maria Pia Castiglia Mônica Roberta Suguiyama Neusa Sayuri Shinya Julia Jussani da Silva Shutterstock Gráfica Forma Certa

LG AÇ ÃO .

Direção Geral: Supervisão Editorial: Edição de Arte: Editoração Eletrônica: Revisão: Fotografias da Capa: Impressão e Acabamento:

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

C511 C511 2. ed. 2. ed.

D

"Inclui referências comentadas" “Inclui referências comentadas” ISBN 978-85-294-0744-9 ISBN 978-85-294-0744-9

IV

U

Ciências natureza 8° ano / Armênio Uzunian ... [et - 2. - ed. São Paulo : / Armênio Uzunian ... [et al.].al.]. - 2. ed. São- Paulo : Ciências da da natureza : 8o :ano Harbra, 2027. HARBRA, 2027. 28 cm. 276276 p. :p.il.:;il.28; cm.

PA RA

1. Ciências - Estudo e ensino (Ensino fundamental). I. Uzunian, Armênio. 1. Ciências - estudo e ensino (Ensino fundamental). I. Uzunian, Armênio. CDD: 372.35044 CDD: 372.35044 CDU: 373.3.016:5 CDU: 373.3.016:5

26-107597.2 26-107597.2

Meri Gleice Rodrigues de de Souza - Bibliotecária - CRB-7/6439 Meri Gleice Rodrigues Souza - Bibliotecária - CRB-7/6439

AS

11/09/2026 11/09/2026

AP

EN

Ciências da NATUREZA – 8o ano – 2a edição Copyright © 2027 por editora HARBRA S.A. Rua Mauro, 400 04055-041 – São Paulo – SP Tel.: (0.xx.11) 5084-2482. Site: www.harbra.com.br

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta edição pode ser utilizada ou reproduzida — em qualquer meio ou forma, seja mecânico ou eletrônico, fotocópia, gravação etc. — nem apropriada ou estocada em sistema de banco de dados, sem a expressa autorização da editora. ISBN 978-85-294-0744-9

Impresso no Brasil

Printed in Brazil


Conteúdo

3

LG AÇ ÃO .

PREFÁCIO Prezados estudantes,

AP

EN

AS

PA RA

D

IV

U

É com alegria que apresentamos esta nova edição da coleção Ciências da Natureza, destinada aos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental. Nosso principal objetivo é contar com a participação de vocês em uma jornada de descobertas, perguntas e investigações pelo fascinante mundo da Ciência. Vivemos em um período de intensas transformações científicas, tecnológicas e ambientais. Por isso, esta coleção valoriza as descobertas e atualizações da Ciência, o conhecimento sobre o meio ambiente e a busca por formas mais responsáveis e sustentáveis de nos relacionarmos com o planeta. Em um país como o Brasil, que produz milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos todos os anos, mas ainda reaproveita ou recicla uma parcela pequena desses materiais, é fundamental refletirmos sobre nossos hábitos e sobre as escolhas que fazemos no cotidiano. Afinal, faz sentido desperdiçar materiais que poderiam voltar à cadeia produtiva, gerar trabalho, renda e novas oportunidades? Ao longo da coleção, vocês serão convidados a observar, questionar, investigar, levantar hipóteses, analisar evidências e buscar explicações para fenômenos que fazem parte de sua realidade. A contextualização dos conhecimentos científicos e ambientais estará sempre presente, assim como o uso consciente das tecnologias da informação. Mais do que memorizar conceitos, queremos que vocês desenvolvam a capacidade de utilizar os conhecimentos de Biologia, Química e Física para compreender o mundo e participar de decisões relacionadas à Ciência, à tecnologia, à saúde e ao meio ambiente. Também acreditamos que aprender Ciência envolve valores. Por isso, a coleção enfatiza princípios éticos e democráticos, o respeito mútuo, o cuidado com a saúde individual e coletiva e a responsabilidade com o ambiente. Conhecer a diversidade dos seres vivos e das sociedades humanas é também uma oportunidade para compreender e valorizar diferentes formas de viver, pensar e se expressar, combatendo preconceitos e respeitando a diversidade. Para nós, professores e autores, ouvir os estudantes é essencial. A curiosidade de vocês, suas perguntas e suas diferentes maneiras de observar o mundo são importantes pontos de partida para a construção do conhecimento. Por isso, procuramos criar situações que estimulem a investigação e permitam compreender fenômenos científicos, ambientais e relacionados à saúde que estão presentes no cotidiano. Esta nova edição aproxima ainda mais a Ciência da realidade dos estudantes, desperta a curiosidade e valoriza a investigação como caminho para aprender. Afinal, a Ciência não está distante de nós: ela está no corpo humano, nos alimentos, na energia que utilizamos, nas tecnologias que fazem parte de nossa vida, no planeta em que vivemos e nas questões que desafiam a sociedade. É esse o nosso convite: observem, perguntem, investiguem e não tenham medo de se posicionar diante do mundo. Esperamos que esta coleção seja uma companheira nessa caminhada e que, ao longo dela, vocês descubram que aprender Ciências é também aprender a compreender melhor o mundo e a participar de sua transformação. Esse é o desejo da editora HARBRA e de nós, autores e professores, ao apresentarmos esta nova edição, elaborada em consonância com as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os autores


Conteúdo

APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO LG AÇ ÃO .

4

Unidades organizadas segundo a BNCC

IV

U

A abertura de cada unidade, assim como de cada capítulo, com fotos motivadoras e texto cuidadosamente preparado, visa captar a atenção dos alunos, apresentando-os ao conteúdo a ser estudado e sua relação com o cotidiano. Linguagem adequada à faixa etária dos alunos

EN

Descubra você mesmo!

AS

PA RA

D

Textos escritos em linguagem acessível, de modo a facilitar a compreensão Lembre-se! dos conceitos. Dados e informações relevantes que os alunos não podem deixar de contemplar.

AP

Um convite aos alunos para pesquisar em livros da biblioteca ou por meio eletrônico, praticamente ao alcance de todos, para descobrir respostas a atividades propostas.

Fique por dentro! Pequenas curiosidades motivadoras sobre o tema em estudo.

Entrando em ação Práticas que não precisam de laboratório para serem realizadas.


Glossário

Perguntas simples sobre o tema que acabou de ser exposto, cujas respostas podem estar no próprio capítulo ou já fazer parte do repertório dos alunos.

De olho no planeta

LG AÇ ÃO .

Jogo rápido

Nova oportunidade para enriquecer o vocabulário dos leitores.

Meio ambiente, Sustentabilidade e Ética & Cidadania

A questão socioambiental, tema da atualidade, é abordada em seus três pilares, objetivando o desenvolvimento da capacidade de atuação no e sobre o mundo, importante ao exercício pleno da cidadania. Estabelecendo conexões

Cotidiano, Interdisciplinaridade e Saúde

Quadros que integram os temas abordados no capítulo com outras áreas do conhecimento, situações do cotidiano e saúde.

U

É sempre bom saber mais!

D

IV

Destacados do corpo principal do texto, esses sempre interessantes aprofundamentos podem ser abordados em sala de aula a critério do professor.

PA RA

Em conjunto com a turma!

AP

EN

AS

Atividades facilitadoras de integração e interação entre os membros da equipe. Estimulam o interesse e a curiosidade científica, permitem definir problemas, levantar, analisar e representar resultados, comunicar conclusões e propor intervenções.

Atividades Questões e problemas sobre os temas abordados. Nosso desafio Ao fim do capítulo, atividade de construção de mapas de conceitos.

Integrando conhecimentos Uma oportunidade para os alunos relacionarem os temas estudados a situações práticas do cotidiano.

Navegando na net Sugestão de sites relacionados ao tema do capítulo.


CONTEÚDO

Conteúdo

LG AÇ ÃO .

6

UNIDADE 1

U

1

D

IV

A DIVERSIDADE DO REINO PLANTAE

PA RA

capítulo

Vida e evolução 15 16

Briófitas.........................................................

17

O caule................................................... 31

O pequeno tamanho dos musgos ............

18

Tipos de caule .....................................

Reprodução sexuada dos vegetais ...........

18

Caules aéreos................................. 32

Reprodução sexuada dos musgos .......

19

Caules subterrâneos......................

32 33

A folha .................................................... 34 20

A folha em corte ................................. 35

Reprodução sexuada das samambaias ....

21

Folhas modificadas ............................. 38

Gimnospermas atuais ...................................

22

A circulação de água e nutrientes nas plantas com tecidos condutores........................... 39

EN

AS

Pteridófitas – samambaias, as mais conhecidas ..................................

AP

A distribuição geográfica das gimnospermas atuais .......................... 24 Reprodução sexuada das gimnospermas.

24

A importância das gimnospermas............

26

Angiospermas .............................................. 28 A organização do corpo de uma angiosperma.....................................

28

A raiz ...................................................... 29 Raízes aéreas e raízes aquáticas..........

29

Raízes modificadas............................. 30

A causa do sucesso das angiospermas: flor e polinização .....................................

40


Conteúdo

7

Tipos de fruto ................................................

44

Polinização ..............................................

41

A dispersão das sementes .............................

46

Fecundação .............................................

42

A semente e a germinação......................

47

O óvulo transforma-se em semente ....

42

Nosso desafio ...............................................

48

O ovário transforma-se em fruto .........

43

Atividades .....................................................

49

2

LG AÇ ÃO .

40

Composição química dos alimentos ............

53

D

Sais minerais .................................................

53

52

U

ALIMENTOS E NUTRIÇÃO HUMANA

IV

capítulo

A flor ........................................................

Proteínas e suas funções ...............................

55

PA RA

Aminoácidos: os “tijolinhos” que constroem as proteínas ....................... 55

56

Lipídios: amigos ou vilões? ...........................

57

Colesterol.................................................

57

AS

Carboidratos: fontes de energia ....................

De quantas quilocalorias precisamos por dia? ............................ 61

58

Reeducação alimentar ..................................

61

Tipos de vitamina ................................

59

Nosso desafio ............................................

62

Caloria: unidade de energia ......................... 60

Atividades .....................................................

63

AP

capítulo

EN

Vitamina não é remédio! ..............................

3

SISTEMA DIGESTÓRIO

Alimentos e digestão ..................................

67

66

O sistema digestório humano .......................

68

Digestão química e digestão mecânica ...

69

Enzimas: elas são fundamentais para a digestão ....................................

67

Fenômenos físicos da digestão ............

69

Enzimas e temperatura ........................

67

Boca: o começo da digestão....................

70

Os alimentos precisam ser digeridos........ 67


8

Conteúdo

Faringe: ligação entre a boca e o esôfago ..........................................

72

Esôfago: início do peristaltismo ...............

72

Estômago: início da digestão das proteínas ...................................... 73

LG AÇ ÃO .

Intestino delgado, pâncreas e fígado: um trio dos mais eficientes .................

73 74

Bile ......................................................

74

Suco entérico ......................................

74

Vilosidades intestinais .........................

75

70

Intestino grosso: formação do bolo fecal ..

75

As duas dentições ......................

71

Nosso desafio ............................................

77

Mantendo a saúde bucal...........

71

Atividades.....................................................

78

4

IV SISTEMA RESPIRATÓRIO

PA RA

capítulo

U

Dentes: nem só a mastigação depende deles ...........................

D

pancreático................................ Suco pancreático

81

Doenças que afetam o sistema respiratório ..

87

Sistema respiratório humano ........................ 81

Resfriado e gripe ......................................

87

Nariz ........................................................

82

Pneumonia ...........................................

88

82

Tuberculose..............................................

88

Voz e linguagem oral.......................... 83

Enfisema pulmonar ..................................

89

Traqueia .................................................. 84

Nosso desafio ............................................

92

Brônquios, bronquíolos e alvéolos pulmonares .........................................

Atividades .....................................................

93

AS

Por que precisamos de oxigênio? ................

80

AP

EN

Faringe e laringe.......................................

84

Pulmões, dois órgãos muito especiais...... 84 Os alvéolos pulmonares e as trocas gasosas.............................

85

Inspirar, expirar... ......................................... 85 Inspiração: o caminho do ar até os pulmões ..........................................

85

Expiração: o caminho do ar para fora dos pulmões........................................

86

Você pensa para respirar? ........................ 86


capítulo

Conteúdo

5

9

SISTEMAS CIRCULATÓRIO E LINFÁTICO 96

Coração humano: uma bomba dupla......

97

As “batidas” do coração: sístole e diástole ..................................

99

LG AÇ ÃO .

Um sistema de transporte............................. 97

Coronárias........................................... 100 Pequena e grande circulação .............. 101

Glóbulos vermelhos................................. 107

Pressão sanguínea.................................... 101

Glóbulos brancos..................................... 109

Vasos sanguíneos ..................................... 102

Plaquetas.................................................. 111

O que faz o coração bater?...................... 103

U

Imunização ............................................... 112 Vacinas: prevenção contra doenças ........ 113

IV

Doenças que afetam o sistema cardiovascular ..................................... 105

Plasma .................................................... 112

Hipertensão arterial............................. 105

D

Infarto do miocárdio ........................... 105

PA RA

Acidente vascular cerebral (AVC) ........ 105

AS

6

Sistema linfático: paralelo e auxiliar da circulação sanguínea ............................... 114 Nosso desafio........................................... 116 Atividades ..................................................... 117

SISTEMA URINÁRIO

EN

capítulo

A composição do sangue ............................. 107

Soro: outro grande aliado do sistema de defesa ............................................ 113

119

Os resíduos celulares ............................... 120

A relação dos rins com o sistema circulatório .................. 122

O sistema urinário ........................................ 121

Os rins e a formação da urina ................ 123

AP

Homeostase: em equilíbrio......................... 120

Os rins e os néfrons ...................................... 124 Néfron: a unidade funcional dos rins....... 124 Glomérulo: o filtro do néfron.............. 125 O funcionamento dos néfrons: filtração e reabsorção ..................... 126 Nosso desafio........................................... 128 Atividades..................................................... 129


10

7

SISTEMAS ESQUELÉTICO E MUSCULAR 131

O sistema esquelético humano e suas funções.......................................... 132

Nosso desafio........................................... 141 Atividades.................................................... 142

LG AÇ ÃO .

capítulo

Conteúdo

Principais ossos do esqueleto humano ......... 132 Ossos da cabeça ...................................... 133 Ossos do tronco ....................................... 133 O esqueleto dos membros ....................... 135 Cinturas escapular e pélvica .............. 135 O sistema muscular humano e suas funções 137

IV

8

D

SISTEMAS NERVOSO E ENDÓCRINO 145

PA RA

capítulo

U

Alguns músculos do corpo humano ........ 139

Sistema nervoso humano.............................. 146 Sistema nervoso central ........................... 146 Encéfalo .......................................... 147

AS

Cérebro ....................................... 147 Hipotálamo .................................... 147

EN

Cerebelo ......................................... 148 Bulbo (ou medula oblonga)............ 148

Glândula tireóidea e a regulação do metabolismo celular..................... 156

Sistema nervoso periférico ....................... 149

Glândulas suprarrenais............................ 157

Arco reflexo........................................ 150 Sistema nervoso autônomo ..................... 151

Pâncreas: regulação da taxa de glicose no sangue............................................ 158

Algumas doenças relacionadas ao sistema nervoso ......................... 151

Insulina e glucagon: o equilíbrio da taxa de glicose no sangue ......... 158

Sistema endócrino ........................................ 155

Testículos e ovários .................................. 159

Glândulas exócrinas e endócrinas ........... 155

Nosso desafio ............................................ 160

Hipófise: regular o trabalho das outras glândulas é com ela ............................ 156

Atividades ..................................................... 161

AP

Medula espinhal (ou medula espinal) . 148

Glândulas paratireóideas: reguladoras da taxa de cálcio no sangue................ 157

Navegando na net ........................................ 163


capítulo

Conteúdo

9

SISTEMA GENITAL

11

164

Gravidez.................................................. 171

Fecundação........................................ 165

Menopausa .............................................. 172

Sistema reprodutor masculino ...................... 166

Nosso desafio ............................................... 173

O caminho dos espermatozoides ............ 167

Atividades ..................................................... 174

LG AÇ ÃO .

Células sexuais ou gametas.......................... 165

Testosterona e as características sexuais secundárias ........................................ 167 Sistema reprodutor feminino ........................ 168 Formação dos óvulos imaturos ................ 169

D

10

GRAVIDEZ, PARTO E SEXUALIDADE RESPONSÁVEL 176

PA RA

capítulo

IV

Hormônios femininos e as características sexuais secundárias............................. 171

U

Ciclo menstrual........................................ 169

Crescimento e desenvolvimento: as mudanças no comportamento............. 177

Fertilização in vitro .................................. 187

Puberdade feminina ............................ 180

Cuidados na gravidez ................................... 190

EN

AS

A adolescência........................................ 179

Do embrião ao feto: as etapas do desenvolvimento ................................ 188 Parto: o momento do nascimento................. 192

Fecundação: encontro entre os gametas masculino e feminino.............................. 183

A formação de gêmeos ................................. 194

Da fecundação à implantação do embrião no útero............................................... 184

Métodos contraceptivos artificiais............ 195

AP

Puberdade masculina ......................... 182

Contracepção: evitando a gravidez .............. 195 Vasectomia e ligadura de tubas uterinas........................................... 196 Pílula anticoncepcional ..................... 196 Outras formas de contracepção hormonal........................................ 197 DIU: dispositivo intrauterino ............... 198 Métodos de barreira................................. 198


12

Conteúdo

Preservativos (camisinhas) ................. 198

Sífilis ....................................................... 201

Diafragma ........................................... 199

Condiloma acuminado ............................ 202

Métodos contraceptivos naturais ............. 199

Herpes genital.......................................... 202

“Tabelinha” e abstinência sexual temporária ...................................... 199

AIDS ....................................................... 203

Infecções sexualmente transmissíveis ........... 200

Nosso desafio........................................... 205

Cancro mole ............................................ 201

Atividades ..................................................... 206

LG AÇ ÃO .

Coito interrompido ............................. 200

PrEP e PEP: como se prevenir e como se tratar................................. 203

Gonorreia ............................................. 201 INTEGRANDO CONHECIMENTOS

Reprodução assexuada e sexuada: descendência, sobrevivência e adaptação ................................ 210

U

UNIDADE 2

11

PA RA

capítulo

D

IV

Matéria e energia 213 ORGANIZAÇÃO DA MATÉRIA 214 Energia térmica .......................................... 224

O mundo em transformação: a distinção entre fenômenos físicos e químicos ......... 217

Energias sonora e luminosa ......................... 224 Estados físicos da matéria ............................. 225

A matéria e suas propriedades...................... 218

Mudanças de fase .................................... 226

Propriedades gerais .................................. 218 Propriedades específicas.......................... 219

Fatores que interferem nas mudanças de fase ............................................ 227

Propriedades químicas........................ 219

Nosso desafio ............................................ 232

Propriedades físicas............................. 219

Atividades ..................................................... 233

A propriedade física chamada densidade ............................... 220

Navegando na net ........................................ 234

AP

EN

AS

De que é feita a matéria ............................... 215

Conversão de unidades................................ 221 Energia .......................................................... 222 Energia mecânica .................................... 223 Energia elétrica ........................................ 224


capítulo

Conteúdo

12

13

A ENERGIA DOS MOVIMENTOS 235 Nosso desafio ............................................... 249

Transformação da energia........................ 239

Atividades ..................................................... 250

LG AÇ ÃO .

Energia e sociedade ...................................... 236 Energia mecânica......................................... 242 Princípio da Conservação da Energia ...... 244 Trabalho, potência e energia ........................ 245

UNIDADE 3

D

13

FENÔMENOS ATMOSFÉRICOS E PREVISÃO DO TEMPO 256

PA RA

capítulo

IV

U

Terra e Universo 255

Temperatura do ar .................................... 265

Rotação.................................................... 257

Massas de ar ............................................ 266

Translação ................................................ 257

Frentes frias e frentes quentes.............. 266

Estações do ano .................................. 258

Ciclones: furacões e tufões.................. 267

Lua – satélite natural da Terra................... 259

Ventos ...................................................... 268

Eclipses ............................................... 260

Brisa marítima e brisa terrestre ............ 268

Meteorologia e previsão do tempo............... 262

Nosso desafio ............................................... 270

Tempo e clima ......................................... 262

Atividades ..................................................... 270

Fatores atmosféricos relacionados com o tempo........................................... 263

Navegando na net........................................ 271

AP

EN

AS

O planeta Terra ............................................. 257

Umidade do ar e chuvas.......................... 263 Pluviômetro............................................. 264 Pressão atmosférica ................................. 265 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS.......................................................................... 272


1

AP

EN

AS

PA RA

D

IV

U

LG AÇ ÃO .

UNIDADE

fOTOs1501GpR/sHUTTERsTOCK


VIDA E

AP

EN

AS

PA RA

D

IV

U

LG AÇ ÃO .

EVOLUÇÃO

você já parou para pensar na importância das plantas para a vida na Terra? além de fazerem parte da grande diversidade de seres vivos do planeta, elas fornecem alimentos ricos em nutrientes essenciais para o nosso organismo. Mas o que acontece com esses nutrientes depois que nos alimentamos? dentro do corpo, as células transformam as substâncias dos alimentos em energia, que permite respirar, estudar, praticar esportes, manter a temperatura corporal e realizar todas as atividades do dia a dia. nesta unidade, vamos conhecer melhor o reino Plantae e também os sistemas que mantêm o corpo humano em funcionamento.


capítulo

1

AS

PA RA

D

IV

U

LG AÇ ÃO .

A DIVERSIDADE DO REINO PLANTAE

EN

Você já se perguntou de onde vem o chocolate que consumimos no dia a dia?

AP

essa delícia tem uma longa história. Povos antigos, como os astecas, que viveram na região onde hoje fica o México entre os séculos Xiv e Xvi, já utilizavam o cacau. eles preparavam uma bebida amarga chamada xocoatl, feita a partir das sementes do cacau, consumida principalmente por governantes e em rituais importantes. Com a chegada dos europeus à américa, o cacau foi levado para a europa, onde sua preparação foi sendo modificada ao longo do tempo até chegar ao chocolate que conhecemos hoje. o chocolate tem origem no cacaueiro (Theobroma cacao), uma árvore que pode

atingir cerca de 12 metros de altura. Seus frutos contêm sementes ricas em gordura e água, que passam por etapas como secagem ao sol, torra e trituração. esse processo gera uma massa de cacau, da qual se obtém a manteiga de cacau e a torta de cacau. a combinação desses componentes com açúcar e leite dá origem aos diferentes tipos de chocolate. assim, um alimento tão presente no cotidiano passa por um longo processo que começa em uma planta. neste capítulo, vamos conhecer melhor o reino Plantae e entender a diversidade e a importância das plantas para a vida na Terra. ECOpimsTUdiO/sHUTTERsTOCK


CaPÍTulo 1 • a diversidade do reino Plantae

17

Sob a denominação plantas enquadram-se seres que pertencem a quatro filos vegetais: briófitas (musgos, hepáticas), pteridófitas (samambaias, avencas), gimnospermas (pinheiros, ciprestes) e angiospermas (laranjeiras, pau-brasil, roseiras). neste capítulo, estudaremos os representantes dos três primeiros filos.

LG AÇ ÃO .

Briófitas

Fique por dentro!

Hepáticas é um nome que deriva do grego, hepatos = fígado, porque os primeiros estudiosos julgavam que as bifurcações da lâmina se assemelhavam às subdivisões externas (lobos) do fígado humano.

AS

PA RA

D

IV

U

CHEpEsCH/sHUTTERsTOCK

Musgos são as mais conhecidas briófitas (do grego, bryon = = musgo + phyton = planta). Possuem pequeno tamanho, crescem eretos e formam uma espécie de tapete verde em barrancos, rochas ou troncos de árvores.

a estrutura de um musgo compreende os rizoides, finíssimos fios que prendem o musgo ao solo e dele retiram água e nutrientes minerais, o cauloide e os filoides, que correspondem à parte aérea, visível. os filoides são lâminas muito delgadas, sem nenhum revestimento protetor.

Lembre-se!

não existem briófitas vivendo na água do mar.

Estrutura de um musgo. Tanto nas células do cauloide como nas dos filoides existem cloroplastos, organelas nas quais ocorre o processo de fotossíntese. (Cores-fantasia. Ilustração fora de escala.)

filoides lUis mOURa/acervo da editora

AP

EN

Musgo da espécie Polytrichum comune. Muito comum em ambientes úmidos das regiões Sul e Sudeste do Brasil, já é encontrado nos estados de Goiás, Amazônia e Roraima.

cauloide rizoides


18 unidade 1 • vida e evolução

O pequeno tamanho dos musgos

Fique por dentro!

Qualquer sistema de transporte eficiente (de sangue, de seivas, metroviário, rodoviário, aeroviário etc.) permite vencer distâncias maiores em tempo menor. uma das consequências é o crescimento dos organismos ou das cidades, por exemplo.

o pequeno tamanho dos musgos, quando comparado ao de uma árvore, pode ser explicado pela diferença no transporte de substâncias através do corpo desses dois tipos de vegetais. no interior do corpo de um musgo, não existe um sistema especializado no transporte de água e minerais absorvidos do solo. a água move-se lentamente de célula a célula, desde as pequenas ramificações dos rizoides até atingir as partes mais altas da planta. Já nas árvores existe um sistema especializado de transporte, formado por finíssimos tubos, que começam nas raízes e terminam nas folhas. Pelo interior desses tubinhos a solução de água e sais minerais flui velozmente e atinge a copa, compensando rapidamente as perdas através das folhas, o que possibilita a vida mesmo em ambientes relativamente secos. Graças a esses finíssimos tubos, chamados de vasos condutores, o tamanho das árvores pode ser maior.

LG AÇ ÃO .

Como nas briófitas não existe um sistema de transporte através de vasos, essas plantas são consideradas avasculares.

U

Lembre-se!

IV

Reprodução sexuada dos vegetais

AP

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Muitos grupos de algas e todos os componentes do reino Plantae reproduzem-se sexuadamente por meio de um ciclo reprodutivo no qual ocorre uma alternância de duas gerações, cada qual produzindo a outra. acompanhe pelo esquema abaixo. nesse ciclo, a reprodução ocorre, em uma das gerações, com a produção de gametas, que, por meio da fecundação, geram uma célula denominada zigoto. o zigoto se desenvolve e origina a outra geração, que, por sua vez, produz células denominadas esporos. estes, ao germinarem, originam novos indivíduos produtores de gametas. as plantas que produzem os gametas são chamadas de gametófitos e as que produzem os esporos são chamadas de esporófitos. Geração produtora de gametas esporos

Geração produtora de esporos

gameta masculino (anterozoide)

fecundação e formação do zigoto

Ciclo reprodutivo nos componentes do reino Plantae.

gameta feminino (oosfera)


CaPÍTulo 1 • a diversidade do reino Plantae 19 lUis mOURa/acervo da editora

Reprodução sexuada dos musgos

Hepática do gênero Marchantia. As porções mais elevadas, semelhantes a sombrinhas com a borda recortada, são os esporófitos e só aparecem na época da reprodução.

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Esporófitos do musgo Polytrichum comune.

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acompanhe o texto pelas imagens ao lado. esporófito os gametófitos dos musgos, que têm sexos separados (gametófitos masculinos e femininos), produzem gametas em órgãos microscópicos localizados no topo de cada planta. Gametas masculinos móveis, dotados Esporófito sobre de flagelos, são liberados e, com o auxílio de gotículas gametófito gametófito de musgo. de água do ambiente, alcançam o topo da planta fe(Cores-fantasia.) minina, onde se dá o encontro com um gameta feminino (fecundação), esporófitos originando-se o zigoto. o zigoto desenvolve-se e forma o esporófito, que cresce apoiagameta masculino (móvel) do no topo do gametófito feminino. o esporófito dos musgos é formado apenas por uma fina haste que sustenta, no ápice, uma cápsula (dilatação) onde se formam os esporos. gametófitos femininos liberação de sustentando esporófitos ao amadurecer, o esporófito esporos libera os esporos, que, caindo em locais favoráveis, desenvolvem a gametófito feminino geração seguinte, isto é, os novos gametófitos. gametófito masculino esporos nos musgos, a geração gametofítica é a mais duradoura. o Ciclo reprodutivo em musgos. esporófito é passageiro, não possui clorofila, é incapaz de realizar fotossíntese e, por isso, vive do alimento orgânico produzido pelo gametófito feminino, sobre o qual se apoia.


20 unidade 1 • vida e evolução KOsmOs111/sHUTTERsTOCK

Pteridófitas – samambaias, as mais conhecidas

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Samambaias são pteridófitas (do grego, pteris = samambaia). além delas, são também pteridófitas as avencas, o xaxim (samambaiaçu ou “samambaia gigante”), a cavalinha (equisseto), os licopódios, as selaginelas, entre outras. Pteridófitas são as primeiras plantas nas quais existem vasos condutores de seivas, aqueles finíssimos tubos a que nos referimos no caso das árvores. Por isso, essas plantas podem atingir um tamanho maior do que o das briófitas. as pteridófitas são, então, as primeiras plantas vasculares a ocupar o meio terrestre, iniciando uma conquista promissora que culminou com a formação de grupos mais complexos, como veremos nos capítulos seguintes. o esquema abaixo mostra como é organizado externamente o corpo de uma samambaia comum. as folhas ramificadas em folíolos emergem de um caule subterrâneo do tipo rizoma. o prefixo rizo, que você conheceu anteriormente, refere-se à raiz. na verdade, por ser subterrâneo, o rizoma exerce uma função parecida com a de uma raiz. do rizoma emergem finas raízes, que o fixam ao solo, e as folhas, que crescem para o meio aéreo.

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(a) Samambaias e (b) avencas são exemplos de pteridófitas mais conhecidas.

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rizoma

(a) Samambaia adulta típica; (b) folha jovem; (c) detalhe da folha, evidenciando os folíolos.


CaPÍTulo 1 • a diversidade do reino Plantae

21

Reprodução sexuada das samambaias

liberação de esporos

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esporófito jovem protalo

soros na face inferior dos folíolos

fecundação da oosfera pelo anterozoide

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Os pontos escuros que ficam na face inferior dos folíolos são soros, locais em que são produzidos os esporos.

desenvolvimento do esporo

gameta feminino (oosfera)

gameta masculino (anterozoide)

gametófito

Ciclo reprodutivo da samambaia. (Cores-fantasia. Ilustrações fora de escala.)

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na época da reprodução, surgem pontos escuros na face inferior dos folíolos. esses pontos escuros denominam-se soros e correspondem aos locais em que são produzidos esporos. liberados e atingindo locais favoráveis, os esporos se desenvolvem e originam pequenas lâminas esverdeadas, que são notadas por um observador bem atento. Pois bem, essas lâminas, também denominadas de protalos (do grego, pro = antes + thallos = ramo, broto), correspondem aos gametófitos, ou seja, a geração produtora de gametas. Cada protalo é capaz de produzir na face inferior, que se mantém em contato com uma fina camada de água no solo, tanto gametas masculinos quanto femininos. nessa película de água, os gametas masculinos nadam ao encontro dos gametas femininos. ocorrida a fecundação, origina-se o zigoto que, ao se desenvolver apoiado no protalo em que se formou, gera uma nova samambaia (esporófito), enquanto o protalo (gametófito) morre. AS PÁGINAS 22 A 276 FORAM SUPRIMIDAS NESTA VISUALIZAÇÃO. Para maiores informações entre em contato conosco: promocao@harbra.com.br

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ao se reproduzirem sexuadamente, as samambaias realizam o ciclo padrão de reprodução com duas gerações alternantes (esporófito e gametófito) comum a todos os vegetais, eesporófitos que você conheceu na reprodução dos musgos. Mas com uma importante diferença: nas samambaias, a geração duradoura é o esporófito, que é a planta que você vê nas matas ou plantada em vasos. acompanhe o texto a seguir com o esquema ao lado do ciclo de vida de uma samambaia comum.


Natureza 8 CIÊNCIAS DA

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2a edição

ISBN 978-85-294-0744-9

9 788529 407449


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