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Cultivar Máquinas Test Drive MF 7720 Dyna-6

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CAPA

MF 7720 Dyna-6 Com sua nacionalização recente, a série de tratores MF 7700 Dyna-6 mantém seu projeto global e traz uma integração motor/transmissão que, em conjunto com um grande pacote tecnológico, facilita a vida do operador

A

proveitando dois dias de muito sol e temperatura amena tivemos a oportunidade de testar o novo modelo de trator da Massey Ferguson, o MF 7720 Dyna-6. Inserido em uma família de quatro modelos, este é o segundo em potência máxima do motor, com 210cv. Esta família foi apresentada na última Agrishow, em Ribeirão Preto, no mês de maio e já está em ritmo de comercialização pela rede de concessionárias MF. A produção se inicia no mês de setembro. A família MF 7700 é formada por quatro modelos, MF 7719 Dyna-6 (195cv), MF 7720 Dyna-6 (210cv), MF 7722 Dyna-6 (230cv) e MF 7725 Dyna-6 (250cv). Os dois primeiros modelos têm 6,6 litros e os modelos MF 7722 e MF 7725 têm capacidade volumétrica de 7,4 litros, todos com seis cilindros em linha.

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Nota-se que a normativa Proconve MAR-1 revolucionou o mercado de tratores com potência superior a 100cv. Dentro desta nova geração de tratores, este é mais um dos modelos da marca com injeção eletrônica. Como tem sido frequente na linha de tratores MF, este é um modelo que segue os projetos globais, com a tendência de fabricar aqui no País os mesmos modelos que são produzidos nos mais importantes centros industriais. Este modelo é o mesmo produzido originalmente na fábrica de tratores localizada em Beauvais, França. Mesmo com este projeto internacional, que representa uma evolução da Série 7000 Dyna-6, o modelo vendido aqui no Brasil é fabricado na unidade de Canoas (RS), com o motor proveniente da unidade da AGCO de Mogi das Cruzes

(SP), e mantém a transmissão do modelo internacional, fabricado pela Gima, de origem francesa. Como dissemos, com esta globalização, os modelos adquiriram identidade mundial e, nesta série, os principais pontos são as novas linhas estéticas, a possibilidade de contar com o sistema hidráulico de levante em três pontos e TDP frontal, a presença de suspensão no eixo dianteiro e a transmissão Dyna-6 importada da França. Por todas estas questões, referentes à tecnologia aplicada a estes modelos, o fabricante não ultrapassará a produção de 100 unidades neste ano, mesmo com a demanda apontando para um número superior de vendas. Só a concessionária Redemaq, que atende a região onde ocorreu o teste, já comercializou três


Fotos Charles Echer

unidades e não programará mais vendas, embora os interessados superem este volume.

MOTOR

Os tratores da família MF 7700 são equipados com motor AGCO Power de seis cilindros em linha, com sistema de injeção eletrônica de combustível, Common Rail. Todos os motores que equipam a linha são sobrealimentados por um turbo compressor da marca Schwitzer, associado a um intercooler para o arrefecimento do ar admitido. O sistema de injeção de combustível possui três filtros. O primeiro possui carcaça translúcida para visualização de água sedimentada na parte inferior e verificação de irregularidades de pressão do sistema. O segundo filtro apresenta o mecanismo de retirada de ar do sistema, composto por uma bomba manual e parafuso de sangria. O terceiro filtro, com malha mais fina, complementa a função dos demais. Ao longo da estrutura do motor existem sensores que monitoram a presença de água no sistema de injeção, temperatura do motor, temperatura e pressão do combustível, rotações mínima e máxima,

O MF 7720 Dyna-6 é equipado com motor AGCO Power de seis cilindros em linha, com sistema de injeção eletrônica de combustível Commom Rail

temperatura do ar admitido e pressão do óleo lubrificante. A falha de um destes parâmetros acarretará no corte de potência do motor e na entrada em modo de segurança, visando preservar a integridade dele. Os motores destes tratores possuem rotação de marcha lenta a 850rpm. Porém, quando o trator está em condição ociosa, ou seja, parado e sem solicitação do sistema hidráulico, aciona-se o freio de estacionamento localizado junto ao

reversor, e a rotação de marcha lenta passa para 750rpm. Este sistema denominado “Parado ocioso” ajuda a reduzir o consumo de combustível. Com objetivo de cumprir a legislação relativa aos níveis de emissões de máquinas agrícolas e rodoviárias, Proconve MAR-1, os motores da linha são equipados com sistema EGR (Exhaust Gas Recirculation). Os motores realizam a recirculação de forma interna, este procedimento é realizado por uma

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O MF 7720 pode vir com duas válvulas eletrônicas e duas mecânicas ou quatro válvulas eletrônicas como opcional

modificação do comando de válvulas. Durante a etapa de expulsão dos gases da combustão, a válvula de admissão permite que uma parte destes retorne ao coletor de ar, para ser admitida em um novo ciclo. Este sistema recebe o nome de iEGR. A presença de gases já queimados no ar admitido reduz a temperatura máxima na câmara de combustão, reduzindo, assim, os níveis de emissões de óxidos de nitrogênio, que são nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. Com a utilização de iEGR, fica dispensado o uso do sistema de catalisador seletivo em

Suspensão da cabine é composta por molas e amortecedores

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Este modelo vem com tração dianteira auxiliar (TDA) da marca ZF, com acionamento eletro-hidráulico

conjunto com o fluido Arla 32. Para facilitar o diagnóstico de falhas que podem ocorrer durante o funcionamento do motor, aproveitando sua condição de controle eletrônico, o fabricante dispôs um sistema de identificação, utilizando um relatório pelo monitor, que apresenta os códigos de erros, facilitando a identificação e a correção dos problemas, como entupimento de filtros, falta de combustível, pressão insuficiente etc.

TRANSMISSÃO

Os tratores da família MF 7700 utilizam transmissão Dyna-6 com 24 velocidades à frente e 24 à ré, resultante da combinação de quatro grupos de velocidades com seis marchas e um sistema de reversão. A faixa de velocidades alcançadas varia de 1,5km/h a 40km/h. A transmissão é do tipo Semi-PowerShift, que permite a troca de marchas com o trator em condição de carga. Ressalte-se que é uma transmissão que apresenta uma total interação motor/transmissão, facilitada pelo uso da eletrônica. A transmissão apresenta dois modos de operação, trabalho e transporte. No modo trabalho, a troca sequencial de marchas entre diferentes grupos é bloqueada, isto ocorre para resguardar a integridade do sistema de transmissão. Já no modo transporte, não existe esta restrição, podendo-se utilizar todo o escalonamento de marchas, de forma sequencial. Como o trator não possui uma alavanca para a seleção de marchas, são configuradas marchas de arrancada à

frente e à ré. O reversor, posicionado à esquerda do volante, tem função de selecionar o sentido de deslocamento, a troca de marchas sequencial e a função embreagem. A embreagem também possui o ajuste de sensibilidade, podendo, assim, deixá-la mais suave ou agressiva. Também relacionado à troca de marchas existe uma alavanca “T” à direita do console. Tanto esta alavanca como o reversor são utilizados sem o auxílio do pedal da embreagem, visto que este tem uso obrigatório apenas na partida do motor, por questões de segurança e cumprimento de normas. Como configuração de transmissão, a linha MF 7700 também apresenta o


Fotos Charles Echer

O eixo dianteiro é equipado com suspensão composta por dois cilindros de dupla ação que proporcionam oscilação e suspensão, que pode ser ajusta a partir do monitor de informações integradas (SIS)

modo automático. Neste modo é selecionada uma marcha limite para deslocamento e a rotação configurada para efetuar a troca. Desta forma, o trator troca de marcha automaticamente, quando atingir a rotação selecionada, repetindo este recurso até alcançar a marcha-limite selecionada. Além dos modos manual e automático de transmissão, existe o modo DTM (Dynamic Tractor Management). Neste modo selecionam-se a marcha de trabalho e as rotações máxima e mínima do motor, assim, o sistema ajustará automaticamente a rotação do motor em função da demanda de carga do implemento, mantendo-se constante a velocidade de

operação. Quando a alteração de rotação não for suficiente para suprir a exigência de carga, o sistema reduzirá de marcha automaticamente. O modo DTM buscará sempre trabalhar na menor rotação do motor, visando menor consumo de combustível. Pode-se ainda alterar a velocidade de resposta do motor às sobrecargas encontradas. Com uso destinado a operações especiais, a transmissão dispõe como opcional o sistema Creeper. Este sistema trata-se de um super-redutor que proporciona velocidades que variam de 0,33km/h a 2,21km/h a 1.800rpm, distribuídas em 12 marchas à frente e

12 marchas à ré. Desta forma, o sistema de transmissão pode resultar em 36x36. A eletrônica embarcada no trator ainda permite a memorização de duas marchas de trabalho no sistema, acionadas por botões no console. Os sistemas de embreagem e transmissão são acionados de forma eletro-hidráulica. Assim, não há ligações mecânicas entre seus mecanismos e os comandos que os acionam. Das 24 velocidades disponíveis na versão standard, a transmissão apresenta 11 velocidades em faixas comumente utilizadas nos trabalhos de campo (4km/h a 12km/h). O escalonamento ainda apresenta sobreposição de velocidades entre os grupos, evitando a troca dos mesmos durante o trabalho. A redução final é do tipo planetária epicicloidal, com fixação do aro através de eixo passante. Este sistema permite a melhor regulagem de bitola dos rodados, tanto com rodagem simples quanto dupla. Os freios de serviço funcionam de forma integrada ao sistema pneumático, quando o trator é equipado para o transporte de vagões de cana.

TOMADA DE POTÊNCIA

A tomada de potência está disponível para operação nas rotações convencionais de 540rpm com eixo fixo de seis estrias e ainda 1.000rpm utilizando eixo flangeado de 21 estrias. A transmissão do movimento passa pela embreagem independente no volante do motor, entra na caixa de velocidades através de engrenagens selecionadoras de velocidades Agosto 2017 • www.revistacultivar.com.br

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O acesso ao posto do operador é facilitado pela escada e os apoios

até o eixo de saída. Para seleção de velocidades de utilização da TDP (540 e 1.000rpm), estão dispostos na coluna à direita do operador os interruptores acionados eletro-hidraulicamente. O trator ainda dispõe de um interruptor para acionamento da TDP no para-lama traseiro esquerdo, utilizado após programação da rotação de trabalho na tela do monitor de informações integradas (SIS). A linha MF 7700 tem como opcional de fábrica a utilização de TDP dianteira de 1.000rpm, com sentido anti-horário de trabalho.

onde a capacidade máxima da bomba só é atingida quando necessário. Um opcional para o sistema hidráulico do trator é o Power Beyond, quando se permite a conexão de implementos que exijam alto fluxo hidráulico ou linha de sinal. Quanto às válvulas de controle remoto (VCR), o trator do teste estava equipado com duas válvulas eletrônicas e duas válvulas mecânicas, tendo como opcional a utilização de quatro válvulas eletrônicas. Tratores equipados com VCR eletrônicas podem realizar o controle externo de uma das válvulas através de um interruptor localizado no para-lama traseiro do lado esquerdo. Uma alavanca de descompressão equipa os tratores da série, permitindo a retirada dos terminais das mangueiras com maior facilidade. A capacidade máxima de levante do sistema hidráulico de três pontos dos modelos MF 7719, MF 7720 e MF 7722 é de 9.300kg, e de 9.950kg para o MF 7725, equipados com sistema de fixação do implemento por meio de olhais de engate rápido. Os controles de posição, Intermix e de carga são realizados pelo Controle Eletrônico de Elevação (ELC) através de um sensor de levantamento, posicionado na coluna à direita da cabine. O controle externo de levante do sistema hidráulico está disponível em todos os modelos da linha. Os tratores da família MF 7700

podem ser equipados com sistema hidráulico de três pontos dianteiro, com duas VCRs eletrônicas e linha de retorno livre. O sistema de três pontos dianteiros possui capacidade de 4.000kg de levante.

EIXO DIANTEIRO E DIMENSÕES

Os tratores da série MF 7700 são equipados com tração dianteira auxiliar (TDA) da marca ZF, com acionamento eletro-hidráulico por um interruptor de ativação na coluna direita da cabine, permitindo acionar a tração com o trator em movimento. A tração no modo automático é acionada quando o freio é utilizado e funciona de acordo com a velocidade e o ângulo de direção. Entre uma das grandes novidades deste trator que testamos, encontramos o eixo dianteiro equipado com suspensão, composta por dois cilindros de dupla ação que proporcionam oscilação e suspensão. A altura da suspensão pode ser ajustada para facilitar o engate de algum implemento. Estes tratores da linha MF são equipados com a função SpeedSteer, que possibilita ao operador o ajuste de direção, onde seleciona o número de voltas do volante necessárias para um determinado ângulo de direção, facilitando manobras de cabeceiras. O bloqueio do diferencial dianteiro

SISTEMA HIDRÁULICO

O sistema hidráulico apresenta vazão de 150 litros/min e pressão máxima de 200bar em sistema de centro fechado, utilizando uma bomba de pistão de deslocamento variável, que proporciona alto fluxo em baixas rotações do motor,

A cabine é ampla e possui assento aquecido e com suspensão pneumática. Os principais comandos estão todos localizados à direita do operador

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Fotos Charles Echer

Base RTK proporciona operar com variação de até 2,5cm, o que é muito importante em operações que exijam precisão nas passadas

Hydralock é acionado eletro-hidraulicamente, realizando o bloqueio das quatro rodas. O controle é realizado por meio de dois interruptores localizados na coluna à direita na cabine, tendo como opções os modos manual e automático. Durante o teste, o trator estava equipado com pneus dianteiros de medidas 600/65 R28 e traseiros duplos na medida 20.8-42 R1. Estão disponíveis diferentes opções de rodados simples ou duplos, cabendo ao cliente a escolha. A Série MF 7700 pode ser equipada com várias medidas e larguras de banda, tipo radial ou diagonal. O trator utilizado no teste estava configurado com lastragem metálica, composta por 12 massas de 55kg e uma massa de 265kg na dianteira. Na parte traseira, contava com duas massas de 95kg e uma de 150kg em cada rodado. O depósito de combustível desta série tem capacidade de 515 litros, que permite maiores jornadas de trabalho sem abastecimento. O trator possui comprimento total de 5.149mm, distância entre eixos de 2.973mm e peso máximo lastrado de 11.275kg.

CABINE E POSTO DO OPERADOR

A cabine da Série MF 7700 é baseada no padrão internacional da marca e

produzida nacionalmente. Para chegar ao posto de operação, o acesso é feito por uma escada com quatro degraus bem dispostos, com superfície antiderrapante e pega-mãos. Pode-se entrar na cabine pelos dois lados, sendo o esquerdo o principal. Na parte traseira há uma abertura com janela basculante que, juntamente com a porta ao lado direito do operador, podem ser utilizadas como saídas de emergência. A estrutura da cabine fornece ampla visibilidade e espaço, com as colunas traseiras deslocadas para frente para facilitar a visualização do implemento. Ela apresenta também um bom conforto acústico e de qualidade do ar. Quanto à segurança do operador, a estrutura de proteção no capotamento (EPC) possui seis pontos incorporados à cabine, atendendo às normas nacionais e internacionais. Esta cabine possui uma suspensão para diminuir as vibrações, standard de fábrica. É composta por molas e amortecedores (sistema coil over) montados em ambos os lados da parte posterior da cabine e duas estruturas flexíveis de borracha na parte superior que fornecem movimento limitado. Pode-se optar ainda pela cabine fixa, sem sistema de amortecimento. O assento do operador possui aque-

cimento e suspensão pneumática como padrão, que se adapta ao peso do operador. Para facilitar a visualização do implemento durante a operação, o assento possui o recurso de giro lateral. À esquerda do operador, há um assento auxiliar que dispõe de cinto de segurança para um acompanhante. O sistema de

Concessionário Redemaq

A

Redemaq é considerada uma revenda pioneira da marca Massey Ferguson, com mais de 57 anos de funcionamento ininterruptos. A loja matriz é localizada em Santo Ângelo (RS), com filiais em Ijuí, Cruz Alta, Tupanciretã, São Borja e Itaqui. O senhor Carlos Alberto Pippi é o diretor-presidente e o senhor Roberval S. Silva, diretor superintendente. A Revenda é bastante avançada na área de tecnologia, com intenso trabalho de adoção da Tecnologia Fuse, e está investindo muitos recursos para aumentar a cobertura com antenas RTK, podendo ser considerada a maior do Sul do Brasil e da rede MF, segundo informações repassadas à equipe de teste. Inclusive, a concessionária tem planos para instalar uma estação repetidora próxima ao local dos testes para favorecer este produtor e demais clientes. Representando a concessionária, nos acompanhou durante o teste o senhor Eder Leandro Hoch, que é gerente de Vendas e Fuse da concessionária.

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Nononononononono

Rotor de pulso zero distribui fertilizantes com grande precisão

O Dyna-6, recentemente nacionalizado, segue todos os padrões construtivos globais da marca

iluminação é amplo e facilita operações noturnas, possibilitando maior visibilidade em vários ângulos. Quanto à disposição dos elementos internos da cabine, tem-se o volante, que apresenta ajuste de posição de ângulo e profundidade e um amplo console no lado direito. O painel de instrumentos, colocado à frente do volante, dispõe de diversas informações funcionais e de alertas para melhor controle do operador, possuindo 12 telas de configuração e seis telas de

Local do teste

O

local escolhido para o teste foi uma propriedade rural localizada do distrito de Carovi, no município de Capão do Cipó. Os proprietários da empresa rural Agrobio Cereais são Itanir Bilibio e seu filho Guilherme Bilibio, que administram uma área de aproximadamente 3.600 hectares, que no inverno produz aveia, trigo, canola e no verão, soja e milho, além da criação de gado sobre áreas de pastagens. A família Bilibio é um cliente bem conceituado da Redemaq e que tem incrementado a área de produção nos últimos dois anos. É um cliente de duplo domicílio, sendo, no caso desta semeadora, comprador da loja de Santo Ângelo, pela sua área de São Miguel das Missões.

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informação, disponíveis em modo padrão e avançado. Os comandos principais estão dispostos neste console do lado direito do operador, distribuídos de forma em que o acesso e o acionamento são facilitados, estando os dispositivos mais utilizados durante a operação integrados ao apoio de braço, posição que favorece o seu acionamento. Sobre este console, há dois monitores, para o controle do trator, da operação e do piloto automático. O monitor C1000 (CCD Datatronic) tem funcionalidades de configuração e controle do trator e dos equipamentos acoplados. Trata-se de um monitor da central de controle da máquina, responsável pela configuração do trator. Estas configurações dizem respeito às funções do motor, à transmissão, ao sistema hidráulico, às informações operacionais e à memorização de tarefas. A cabine conta com um compartimento, ligado ao condicionador de ar, para conservação de alimentos e líquidos utilizados pelo operador. O modelo que testamos era equipado com duas tomadas de energia como padrão, localizadas na parte traseira, e frontal à direita. O trator possui uma placa sinalizadora de veículo lento, ainda não obrigatória no Brasil, para veículos que trafegam a menos de 40km/h, e auxilia na identi-

ficação do trator quando em transporte na rodovia.

TESTE

A oportunidade que se abre ao testar um trator equipado com alta tecnologia é provar todos estes avanços e, além de compreendê-los, verificar sua funcionalidade e utilidade. Por isto, durante o teste, toda a equipe teve oportunidade de realizar vários trajetos, utilizando uma semeadora acoplada e operando em diversos modos. Este trator possui um opcional importante que oferece a série, o sistema de telemetria AgCommand®. Este sistema é capaz de registrar informações de posição e operação da máquina durante o trabalho de campo. Esta tecnologia é utilizada no controle e gerenciamento de frotas, visto que as informações são transmitidas aos usuários em tempo real. O sistema de telemetria é composto por um módulo eletrônico, instalado de fábrica, que coleta e armazena os dados da máquina antes do envio. Composto por uma antena responsável pelo posicionamento e o envio das informações coletadas e um suporte de back-office para acesso aos dados via internet. Também pudemos testar uma importante opção desta série, que é o piloto automático Auto-Guide 3000. A Série MF 7700 vem preparada para receber este opcional, mesmo se o cliente não o adquirir na primeira compra. São três


Fotos Charles Echer

os níveis de precisão disponíveis. Nível submétrico, com precisão menor que 1,5m; nível decimétrico, em torno de 10cm, ou com sinal via base RTK, com precisão de 2,5cm. Durante a operação, vimos a facilidade de - ao realizar a manobra, apenas um toque em um ícone na tela - o trator adquire a informação para posicionar-se na linha previamente marcada como paralela. Pelo apoio recebido da equipe do fabricante pudemos utilizar o sistema mais preciso, com uma antena RTK instalada na área de testes. O piloto automático trabalha em

conjunto com um monitor touchscreen de 12,1 polegadas. Este apresenta fácil configuração, devido ao arranjo dos comandos no display. O trator também conta com o acoplamento de cabo padrão Isobus, permitindo a transferência de dados entre piloto automático do trator e os sistemas eletrônicos do implemento nele acoplado. O Isobus trata-se de um engate padronizado, permitindo que o sistema de GPS do trator transfira dados, por exemplo, de mapas de fertilidade para máquinas de qualquer fabricante com sistema de taxa variável.

Também testamos outras funcionalidades relacionadas à comunicação do equipamento com o operador. Um dos exemplos de informação valiosa para a adaptação do trator à operação é a presença de um indicador de patinamento das rodas traseiras do trator. Em operações que utilizam implementos acoplados ao levante de três pontos, podem-se integrar estes dois sistemas informando um valor limite de patinamento. Quando este valor for atingido, o sistema diminuirá a profundidade de trabalho do implemento, buscando atender o valor predefinido. Para o Test Drive do MF 7720 Dyna-6 foi realizada uma operação de semeadura sob sistema de plantio direto sobre aveia. Foi utilizada uma semeadora Massey Ferguson modelo MF 713 CFS de 12 linhas, com espaçamento de 50cm entre linhas. Durante o teste percebeu-se o alto nível de conforto operacional proporcionado pelo trator. Este conforto operacional é resultado do conjunto de mecanismos responsáveis pela absorção das oscilações do solo até o operador. Entre estes mecanismos destacam-se a suspensão dianteira, o conjunto de amortecedores da cabine e o assento pneumático. Verificamos que os comandos de maior frequência de utilização estão posicionados em locais de fácil acesso ao operador, como no caso dos que estão instalados no console à direita do assento principal. A regulagem angular e de profundidade do volante também auxilia no melhor conforto durante o trabalho. O sistema de transmissão sequencial permitia a troca de marchas pelo simples toque na alavanca, dispensando o uso do pedal da embreagem ou a necessidade de parada do trator. Quando utilizado o modo DTM de transmissão, a operação tornou-se ainda mais fácil, pois a rota-

O MF 7720 possui sinalização para trafegar em rodovias. Através de botões no para-lama esquerdo é possível ativar várias funções do sistema hidráulico

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ção do motor ajustava-se à demanda de potência. Parece que esta foi a opção preferida pela equipe de testes. O monitor do sistema de piloto automático, C3000, permite uma ótima visualização da área trabalhada e das linhas de tráfego geradas no talhão. A tela touchscreen e os comandos intuitivos facilitam sua configuração e operação, enquanto o display CCD Datatronic apresentava as informações funcionais. O CCD Datatronic também permite a gravação de operações de manobras. Nesta função é memorizada uma sequência de atividades ao entrar e sair das manobras de cabeceira. Como por exem-

plo, o levantamento do implemento pelo sistema hidráulico, a troca de marchas e a mudança de rotação do motor, entre outras funções. Depois de realizada a programação, estas operações são cumpridas automaticamente pelo sistema eletrônico, assim que acionado o botão responsável pela execução. Este recurso facilita de forma significativa a operação, visto que o operador fica responsável apenas pela condução do trator durante a manobra. Isto foi testado por toda a equipe, com aprovação unânime. Durante o teste foi programado para que o trator movimentasse a semeadora através da VCR eletrônica, e que ocorresse

a troca de marcha e redução da rotação durante a manobra. Com este recurso, as atividades de manobra de cabeceira foram resumidas em ativar e desativar a programação de manobrar o trator. O controle das VCRs só é possível por meio da programação quando estas forem do tipo eletrônico. As válvulas de acionamento mecânico não permitem este tipo de recurso. Durante o teste, perguntamos ao representante técnico da MF que nos acompanhava, engenheiro Eder Dornelles Pinheiro, se, durante as entregas técnicas e os treinamentos, havia dificuldades dos operadores em absorver tanta

isolando linhas, podendo chegar a 900mm e 1.000mm, situações cada vez menos utilizadas pelos produtores. Embora nas regiões Sul e Sudeste ainda se utilizem máquinas de pequena dimensão, em estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso, e Nordeste, como a Bahia, as opções de 30 linhas são as preferidas. Esta família de máquina foi totalmente desenvolvida para o Sistema de Plantio Direto (SPD) do Brasil, que tem características e exigências diferentes dos sistemas internacionais. Acompanhou-nos no teste o senhor Geferson Kloh, que trabalha no setor de Marketing de Produtos e Implementos da AGCO e está nesta função há aproximadamente 11 anos, na unidade de Ibirubá. O chassi das semeadoras MF 700 CFS é construído em tubos quadrados e retangulares,

visando maior resistência mecânica da estrutura e versatilidade de diferentes configurações. Estas seções são livres, sem peças soldadas, permitindo que as linhas de corte de palha, os sulcadores e as linhas de sementes possam ser mais bem distribuídas ao longo da largura do implemento. A semeadora apresenta duas seções de apoio, cada uma com dois rodados, internos ao chassi. Os rodados possuem sensor de velocidade da roda, que informa ao monitor de plantio ou sistema VRD, para os sistemas de precisão. O reservatório de sementes CFS (Central Fill System) é único e central, com capacidade de 1.450 litros. O volume é suficiente para garantir a colocação de uma unidade de bigbag de qualquer cultura a ser trabalhada, reduzindo o tempo de abastecimento da semeadora, com aumento de eficiência operacional. O compartimento de fertilizante conta com capacidade de 222kg por linha de adubo utilizada. Estas capacidades de fertilizantes e sementes visam à sincronia de utilização, buscando que os dois produtos se esgotem com o mesmo tempo de uso. Desta forma, o abastecimento pode ser feito com os dois insumos de uma única vez. Tanto o mecanismo de corte de palha, quanto o sulcador principal da linha MF 700 CFS possuem sistema pantográfico independente, portanto a pressão de corte da palha e do solo é regulada através de molas de compressão totalmente independentes. A linha de corte de palha da semeadora utilizada apresentava disco

Semeadora MF 700 CFS

P

ara realizar o teste com o modelo MF 7720 Dyna-6 buscamos formar um conjunto harmônico entre trator e semeadora, utilizando um modelo MF 713 CFS. Este modelo faz parte da família MF 700 CFS, composta por seis modelos, sendo três de montagem em tandem. Os modelos 711, 713 e 715 são semeadoras individuais e os modelos 722, 726 e 730 são máquinas grandes formadas por acoplamento em tandem de dois dos primeiros modelos. A MF 713 CFS, utilizada nos testes, tem 12 linhas, com espaçamento de 0,50m. Na família 700, os espaçamentos podem variar de 450mm a 500mm, para as culturas como a soja e o milho, e 760mm especialmente para o algodão. Este espaçamento é padrão no algodão, pois compatibiliza com as colhedoras em linhas, que utilizam esta medida. Também se pode trabalhar com espaçamentos maiores,

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informação e tecnologia no uso de um trator, com todos estes dispositivos eletrônicos. Taxativamente, ele nos relatou casos em que, a princípio, se presumia que haveria problema de aprendizado e treinamento e, ao final, tanto a equipe técnica da MF, como os clientes se surpreenderam positivamente. O sistema, depois de um treinamento, passa a ser muito fácil de utilizar, mesmo para aqueles operadores com baixa formação .M escolar clássica. José Fernando Schlosser Luis Fernando V. de Oliveira e Bruna Batistella Nema/UFSM

liso de 22”. Mas também dispõem das opções de disco liso de 20” e disco corrugado de 20”. Como mecanismo de deposição de adubo, a semeadora pode utilizar duas opções: disco duplo desencontrado ou sulcador. O disco duplo possui 17” de diâmetro, apresentando formato em “V”. Este é comumente utilizado em sistema de semeadura convencional. O sulcador disponibilizado para esta linha pode ser fixo ou com sistema de desarme-arme. Este sistema é utilizado em solos com presença de pedras, onde, sem o desarme da haste do sulcador, ocorreria a quebra da estrutura. Assim como o sistema de corte de palha, os sulcadores possuem regulagem de pressão por mola. Para a dosagem de fertilizante, esta máquina utiliza um dosador da marca Fertisystem, que é isento de pinos graxeiros, o que reduz o tempo de manutenção diária. As semeadoras da série MF 700 CFS possuem dois tipos de dosadores de sementes que podem ser oferecidos ao produtor: dosador mecânico e dosador pneumático. O dosador mecânico possui acionamento por rodas dentadas e correntes e tem como mecanismo dosador o disco alveolado montado horizontalmente no reservatório tipo pipoqueira. O

Fotos Charles Echer

O teste foi realizado no município de Capão do Cipó, com o apoio da concessionária Redemaq

dosador pneumático utiliza pressão negativa para dosagem de sementes, a partir da turbina de vácuo instalada ao lado do reservatório central, realizando a sucção de sementes e dosagem em disco de aço inoxidável, montado verticalmente em relação à linha de semeadura. O acionamento se dá por um cabo flexível para cada linha. Em ambos os dosadores, a semente é transportada da caixa central (CFS) para os dosadores, pela pressão de ar exercida por uma turbina instalada no outro lado do reservatório central. Ela é encarregada de criar a pressão que promove o deslocamento da semente do reservatório, através de condutores, até as linhas de distribuição. Para o sulcamento do solo onde será depositada a semente, a máquina é equipada com mecanismo sulcador do tipo disco duplo defasado e desencontrado de 16”. Estão disponíveis dois tipos de limitadores de profundidade de deposição da semente. O limitador traseiro, que equipava a semeadora utilizada no teste, onde são montadas duas rodas pivotadas e anguladas que acompanham o terreno de modo independente. Também se pode utilizar o mecanismo com rodas fixas e angulares ou pivotadas planas, neste caso colocadas ime-

O mecanismo de corte de palha e o sulcador principal possuem sistemas pantográficos independentes

diatamente ao lado do sulcador de sementes. Outra configuração disponível é o limitador lateral rente ao disco, montado nas laterais dos discos duplos de sementes de forma independente e com braços articulados. A regulagem do limitador lateral ao disco é realizada através de uma alavanca e por manípulo roscado para limitador traseiro. O mecanismo compactador disponível na semeadora em teste é do tipo “V” e possui como regulagens o ângulo entre as rodas e a pressão exercida no solo. Como opcional, o fabricante oferece um compactador plano, composto por uma roda simples, possuindo regulagem de pressão na roda. Cabe ao agricultor a escolha do mecanismo que melhor se adapta às características de solo e planta.

Depósito de fertilizantes tem capacidade de 220kg por linha

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