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Maquinas 40

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Do editor Grupo Cultivar de Publicações Ltda. CGCMF : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480 Rua Nilo Peçanha, 212 96055-410 – Pelotas – RS www.cultivar.inf.br www.grupocultivar.com Direção Newton Peter Schubert K. Peter

Cultivar Máquinas Edição Nº 40 Ano III - Abril 05 ISSN - 1676-0158 www.cultivar.inf.br cultivar@cultivar.inf.br Assinatura anual (11 edições*): R$ 119,00

Prezado leitor, Você tem em suas mãos uma edição muito especial e recheada de novidades. Depois do comparativo entre os tratores de 120 cv, publicado no segundo semestre do ano passado, chegou a vez de apresentar três supermáquinas da pulverização: os autopropelidos Gafanhoto da Servspray, o Parruda da Montana e o Multiple da Metalfor, todas as máquinas com capacidade para 3 mil litros de calda. Sem dúvida, é um comparativo sem precedentes, realizado por uma equipe isenta e capacitada, que lhe esclarecerá muito sobre esses gigantes. Preparamos também um material especial com as novidades do Salão Internacional de Máquinas Agrícolas, o Sima, realizado em Paris, França, e outros assuntos importantes para o dia-a-dia da sua propriedade, como regulagem de semeadoras e uso de aditivos em máquinas agrícolas.

(*10 edições mensais + 1 edição conjunta em Dez/Jan)

Números atrasados: R$ 15,00

Uma boa leitura a todos.

Assinatura Internacional: US$ 80,00 • 70,00 • Editor

Charles Ricardo Echer

Índice

Nossa Capa

• Redação

Maria Karla Torres • Revisão

Silvia Maria Pinto • Design Gráfico e Diagramação

Cristiano Ceia _____________

• Comercial

Pedro Batistin _____________

Capa Charles Echer

Rodando por aí

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Uso de aditivos

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Abrindo a clareira

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Pulverização aérea sem piloto

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Sincronia total entre semeadora e trator

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Sima 2005

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Comparativo - pulverizadores autopropelidos 28 Lançamento

38

Cibele Costa

4x4 - Macaco Hi-Lift

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• Assinaturas

Esporte Trator

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Coluna jurídica

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• Gerente de Circulação

Rosiméri Lisbôa Alves Jociane Bitencourt Simone Lopes • Gerente de Assinaturas Externa

Raquel Marcos

Destaques

• Expedição

Edson Krause Dianferson Alves

Máquina aditivada Utilizar aditivos e lubrificantes ajudam a melhorar o rendimento das máquinas, além de garantir a conservação quando ociosas .................................................... 06

• Impressão:

Kunde Indústrias Gráficas Ltda. NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL

O piloto sumiu

3028.2000 • ASSINATURAS

3028.2070

Caderno especial

• REDAÇÃO

Precisão na pulverização

3028.2060 • MARKETING

3028.2065 Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@cultivar.inf.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.

Helicópteros sem pilotos para pulverizar lavouras ganham espaço entre os produtores japoneses ................................................... 14

O show da Europa Saiba tudo o que aconteceu na 71ª edição do Sima, uma das maiores e melhores feiras de máquinas agrícolas da Europa ................................................... 22

Duelo de gigantes Comparamos os autopropelidos Gafanhoto, Parruda e Multiple e mostramos como funcionam esses gigantes da pulverização ................................................... 28


Rodando por aí

Viagem técnica

Agroinformática A Sociedade Brasileira de Informática Aplicada à Agropecuária e Agroindústria (SBI-Agro) promove o 5o Congresso Brasileiro de Agroinformática, na cidade de Londrina (PR), de 28 a 30 de setembro de 2005. O tema desta edição será “Agronegócio, Tecnologia e Inovação”. Mais informações pelo site www.uel.br/ eventos/agroinformatica

Novo cargo

Uma comitiva de 22 empreendedores canadenses, da Província de Ontário, estiveram no Brasil no mês passado para conhecer a agropecuária brasileira. As visitas técnicas foram feitas à Cooperativa Castrolanda, Cooperativa Agrária em Entre Rios, Coodetec, Copacol em Cafelândia e à Cooperativa Copavel em Cascavel, todas no Paraná. A viagem foi programada e acompanhada pela Agritours Brasil, agência de viagem especializada em turismo voltado para profissionais do agronegócio.

Sucesso de vendas Os novos equipamentos da Trimble, lançados na Agrishow Cerrado, foram sucesso absoluto no estande da Santiago & Cintra. O piloto automático, AutoDrive, e a nova versão do agGPS 150 utilizam os mais avançados recursos tecnológicos para otimizar produtividade e diminuir custos.

O presidente da Associação Brasileira de Engenharia Agrícola, Evandro Mantovani, assumiu recentemente a Chefia da Secretaria de Gestão e Estratégia, da Embrapa, em Brasília, a convite do presidente da empresa, Silvio Crestana.

MARK Letícia de Castro Rechden, diretora executiva da Mark Brasil, empresa gaúcha que fabrica máquinas embutidoras para silos bolsa, promete novidades para quem trabalha com esse tipo de tecnologia de armazenagem. “Após o sucesso da embutidora In Grain 100, colocaremos no mercado uma máquina extratora com diferenciais que agradarão aos produtores”, garante.

Rodrigo Tamani

Mudança

Luis César da Silva

O professor Luis César da Silva passou a integrar os quadros da Universidade Federal de Espírito Santo, especificamente, no Centro de Ciências Agrárias, na cidade de Alegre. Sua área de atuação permanece a de Engenharia de Processamento de Produtos Agrícolas.

Letícia de Castro Rechden

Posse Kepler Weber na Síria

Evandro Mantovani

Novo Cargo José Sidnei Kamphorst assumiu o cargo de Gerente de Serviços na Empresa de Máquinas Agrícolas Pontagrossenses ( Macponta). Sua função vai ser transformar o PósVendas de Suporte ao Cliente em uma efetiva unidade de negócio lucrativo para a concessão.

O Grupo Kepler Weber acaba de assinar contrato de US$ 1,44 milhão com a empresa Middle East Factores Vegetable Oil CO, do grupo AKHARAS, para fornecer equipamentos de armazenagem de soja destinados a um complexo de extração e refino de óleo em Homs, a 100 Km de Damasco, na Síria. O complexo é constituído de quatro silos, cada um com capacidade de armazenagem para 10 mil toneladas de grãos. A previsão de início de operação do complexo em Homs é novembro de 2005.

Othon Eça

Sucesso Há três anos no mercado brasileiro, a Ipesa Silos está conseguindo números incríveis na comercialização do silobag Ipesa. No primeiro ano, foram comercializadas 400 unidades. Na última safra, os números já ultrapassaram as 4 mil unidades. No mês de março, a equipe da empresa e revendedores da região do Mato Grosso percorreram o estado nos dias de campo da Fundação Mato Grosso, apresentando a novidade para os produtores.

Eugênio Brunheroto é o novo presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI) para o biênio 2005/2007. Assumiram também como vice-presidentes: Antônio Alfredo T. Mendes, Ângelo Tadeu Piasseta, Bernhard Kiep, Francisco Nuevo, Nilson Schemmer, Pedro de Oliveira Garcia, Regis Bueno e Uri Goldstein.

Errata José Sidnei Kamphorst

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Máquinas

Na última edição da revista Cultivar Máquinas (Edição 39, página 20), publicamos erroneamente a autoria do artigo Inovação no sulco. O artigo foi feito em conjunto pela empresa Civemasa Implementos Agrícolas Ltda. e por Gilmar da Silva, Creupi (SP).

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Eugênio Brunheroto

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Máquinas

lubrificantes e aditivos Claas

Máquina aditivada

Por causa da ociosidade, algumas máquinas agrícolas degradam mais no período da entressafra do que quando estão em operação. Por isso, é necessário utilizar aditivos e lubrificantes que ajudem a conservar os equipamentos e melhorar o rendimento

O

s atuais tratores, colhedoras e im plementos agrícolas tornaram-se máquinas sofisticadas e de alto desempenho, exigindo, para o seu uso eficiente, lubrificantes de alta qualidade que respondam bem à crescente severidade dos serviços. A lubrificação é um dos principais itens de manutenção de máquinas agrícolas e deve, portanto, ser entendida e praticada para aumento da vida útil dos equipamentos. Diante dessa nova realidade, empresas fabricantes de lubrificantes e aditivos, como a Bardahl, identificaram na agricultura uma oportunidade de ampliar seu mercado de atuação, com o desafio de criar uma linha de produtos destinados à manutenção desses equipamentos, aumentando sua vida útil, como já ocorre com os veículos de passeio. Em 2001, a empresa tinha apenas um produto no segmento agrícola e hoje conta com uma linha completa de vinte e três produtos, para proteger, lubrificar e melhorar a performance dos equipamentos.

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Máquinas

Durante as entressafras, muitos equipamentos, como aqueles usados na colheita do algodão, chegam a ficar parados de três a nove

meses. Essa inatividade contínua provoca um grande deterioramento do maquinário. Além disso, o agricultor precisa ficar atento a um inimigo presente no dia-a-dia do campo e que pode comprometer, num curto prazo, todo o equipamento, provocando um irreparável prejuízo financeiro. Os fertilizantes e, principalmente, o adubo são elementos altamente corrosivos que têm em sua composição ácidos, cálcio, magnésio, entre outros. Em contato prolongado com o equipamento, acabam corroendo partes importantes do mesmo. Para que isso não ocorra, é necessário usar lubrificantes, ou graxas que neutralizam tais efeitos.

A FUNÇÃO DOS LUBRIFICANTES Os lubrificantes são substâncias que, colocadas entre duas peças móveis ou uma fixa e outra móvel, formam uma película protetora que tem como função reduzir o atrito e o desgaste; auxiliar na diminuição do calor e na vedação do motor; fazer a limpeza das peças; proteger contra a corrosão; evitar a entrada de impurezas e transmitir força e movimento. Os lubrificantes apresentam-se principalmente nos estados sólido (grafite), pastoso (graxas) e líquido (óleos lubrificantes). Os óleos lubrificantes podem ser de origem animal ou vegetal (óleos graxos), derivados de petróleo (óleos minerais), ou produzidos em laboratório (óleos sintéticos), podendo ainda ser constituídos pela mistura de dois ou mais tipos (óleos compostos). As principais características dos óleos lubrificantes são a viscosidade, o índice de viscosidade (IV) e a densidade. A viscosidade mede a dificuldade com que o óleo escorre. Quanto mais viscoso for um lubrificante, mais difícil de escorrer. Portanto, será maior a sua capacidade de manter-se entre duas peças móveis, fazendo a lubrificação das mesmas. A viscosidade dos lubrificantes não é constante, ela varia com a temperatura. Quando esta aumenta, a viscosi-

Em fazendas onde as frotas são maiores, o ideal é armazenar aditivos e lubrificantes na própria propriedade

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“O produto é biodegradável e possui características semi-secativas, com um solvente que, após sua evaporação, cria uma película de natureza cerosa e flexível, resistente ao atrito”

dade diminui, e o óleo escoa com mais facilidade. O Índice de Viscosidade mede a variação da viscosidade com a temperatura. A densidade indica o peso de uma certa quantidade de óleo a uma certa temperatura e é importante, para verificar se houve contaminação ou deterioração de um lubrificante. Os principais tipos de aditivos são: antioxidantes, anticorrosivos, antiferrugem, antiespumantes, detergente-dispersante, melhoradores do Índice de Viscosidade, agentes de extrema pressão etc. A Bardahl possui um protetivo biodegradável preventivo e anticorrosivo para equipamentos agrícolas em geral, chamado Agroprotetivo 200. Ele protege todos os equipamentos agrícolas da ação agressiva do ambiente, bem como dos problemas de corrosão causados por adubos, fertilizantes e defensivos agrícolas em geral. O produto é biodegradável e possui características semi-secativas, com um solvente que, após sua evaporação, cria uma película de natureza cerosa e flexível, resistente ao atrito. Essa película isola e protege os implementos agrícolas por longos períodos da ação agressiva do ambiente. O Agroprotetivo 200 é indicado justamente para proteção das partes externas de plantadeiras, tratores e plataformas de colheitadeiras. Basta uma pulverização antes e outra depois da colheita para proteção do equipamen-

Fotos Bardahl

Os aditivos auxiliam na conservação dos componentes do motor e aumentam o rendimento das máquinas

to durante o período de inatividade.

PROBLEMAS COMUNS NO DIESEL Outra questão que incomoda e prejudica quem trabalha no campo é a contaminação que

ocorre no óleo diesel e que compromete diretamente a vida útil dos equipamentos agrícolas. Por uma série de fatores, o diesel que chega aos tanques dos implementos tem a presença indesejada de água, fungos, bactérias e enxofre. É preciso detalhar cada problema.


“Por se tratar de um combustível higroscópico, ou seja, que absorve a umidade do ar, o diesel geralmente absorve a umidade contida nos tanques de armazenagem”

Presença de água Por se tratar de um combustível higroscópico, ou seja, que absorve a umidade do ar, o diesel geralmente absorve a umidade contida nos tanques de armazenagem. A água não é retida no processo de filtragem dos postos, utilizado para filtrar o diesel antes do abastecimento dos veículos, retendo somente a borra e material sólido em suspensão. Assim, mesmo o diesel sendo filtrado, a água acaba indo para o tanque dos veículos, podendo causar o travamento dos bicos e a corrosão na bomba injetora, e a criação de novas colônias de fungos e bactérias nos tanques dos veículos abastecidos.

Partículas e borras Com raríssimas exceções, o diesel nunca chega do posto em condições normais.

Quando os tanques dos postos são velhos, ou sem manutenção adequada, o combustível fica comprometido. Dentro dos tanques de armazenamento dos postos, é necessário instalar filtros, caso contrário os resíduos passam para o tanque do combustível do automóvel. Assim, borras e partículas em suspensão, originadas da água absorvida pelo combustível e da corrosão no tanque, se transferem para o veículo. Quando o diesel é bombeado dos reservatórios para o tanque de ônibus, caminhões e utilitários, transporta junto a água com os fungos que se misturam ao combustível. As conseqüências aparecem nos bicos e bombas injetoras dos veículos a diesel, levando mecânicos especializados a afirmar que o Valtra

Presença de fungos e bactérias A água, quando presente no tanque de armazenamento de óleo diesel, leva ao desenvolvimento e à multiplicação de colônias de microorganismos (bactérias, fungos e leveduras) que se alimentam do diesel, gerando um material com aspecto de lama, de cor marrom ou escura, e que se denomina borra. A borra é constituída de colônias de bactérias e de produto de corrosão dos tanques. Além da borra, são gerados ácidos orgânicos, álcoois e ésteres. Os produtos químicos formados pelos microorganismos, além de provocar corrosão dos tanques de armazenagem, estabilizam a emulsão entre água e diesel. O diesel, com essas substâncias, fica deteriorado e apresenta um cheiro forte e azedo, tornando difícil a separação desta água.

Os motores mais modernos, nas máquinas atuais, sofrem mais com a presença de impurezas no combustível

Os danos por causa da presença de água, enxofre, fungos e bactérias no combustível podem ser minimizados com o uso de aditivos certos

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Máquinas

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Charles Echer

Fotos Bardahl

Renato e Marcelo mostram as vantagens de usar aditivos em máquinas agrícolas

tível, devido à ação corrosiva de seus compostos e à formação de gases tóxicos com SO2 (dióxido de enxofre) e SO3 (trióxido de enxofre), que ocorre durante a combustão do produto. Na presença de água, o trióxido de enxofre leva à formação de ácido súlfurico (H2SO4), que é altamente corrosivo para as partes metálicas dos equipamentos, além de ser poluente.

ADITIVOS RESOLVEM O PROBLEMA

combustível estava adulterado. Na realidade, a corrosão e a água acabam ficando no tanque, comprometendo a qualidade do diesel. Para se ter um produto de alta qualidade, é necessário separar a água e o óleo diesel. Presença de enxofre O enxofre é um elemento indesejável, sobre alguns aspectos, em qualquer combus-

Para a solução de problemas como a presença de enxofre, água, borra e partículas, fungos e bactérias no diesel e tanque, a Bardahl indica três produtos. O Agro Super Diesel é um aditivo para conservação do sistema de alimentação de tratores e máquinas agrícolas dotados de motores ciclo diesel. Ele limpa e mantém o sistema de alimentação livre de depósitos de impurezas de modo a evitar incrustações na cabeça dos pistões, bicos injetores, bomba injetora, primeiros anéis, válvulas e demais partes metálicas. Como resultado, obtém-se maior economia

de combustível. O recém-lançado Power Diesel limpa e protege o sistema de alimentação de picapes, utilitários, caminhões, ônibus e frotas. Possui na sua formulação detergente e dispersante, que mantêm limpo o sistema de injeção, evitando incrustações dos depósitos de carbono na cabeça dos pistões, bicos injetores, válvulas e demais partes metálicas. Já o agroprotetivo é um produto anticorrosivo que atua tanto na fase líquida como na fase vapor. É especialmente recomendado para veículos e máquinas agrícolas que ficam parados por um período acima de um mês, como por exemplo, tratores, colheitadeira e máquinas agrícolas nas entressafras e geradores usados ocasionalmente na falta de energia elétrica. Garante proteção, também, para tanques e reservaM tórios subterrâneos, quando inativos. Marcelo Escarabajae Renato G. Boccia, Bardahl


Máquinas

preparo do solo Fotos Divulgação

Abrindo a clareira O processo de desmatamento e preparo inicial de solo exige máquinas bastante específicas e operações complexas, levando o produtor a optar, na maioria das vezes, por terceirizar a operação

N

esta nova era de escassez de recursos e economia globalizada, que exige um alto grau de competitividade de todos os segmentos, o setor agroflorestal brasileiro deve buscar o caminho da modernidade, adotando tecnologias avançadas a fim de se tornar rentável e, desta forma, poder sobreviver. O homem do campo deve, portanto, exercer o verdadeiro papel de empresário rural, buscando adotar sempre técnicas aprimoradas de gerenciamento e condução do seu negócio com o intuito de alcançar altas produtividades, baixos custos, melhor qualidade de seus produtos e, conseqüentemente, maior lucratividade do empreendimento. Nesse sentido, as chances do agricultor obter incrementos significativos na sua remuneração encontram-se cada vez mais associadas a um maior grau de precisão na tomada de decisões relativas ao gerenciamento de suas atividades. Entretanto, para que isso ocorra, é necessário que o agricultor disponha de um sistema de informações adequado (preciso e confiável) a respeito de todo seu negócio.

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Máquinas

Como exemplos de algumas das tecnologias disponíveis para se alcançar esse objetivo, podem-se citar a adoção de sementes selecionadas, uso de fertilizantes, aplicação de agrotóxicos, implantação de sistemas de irri-

gação etc. Entretanto, uma etapa fundamental que não pode ser esquecida corresponde ao preparo adequado do solo com o uso de máquinas e equipamentos apropriados. Ressalta-se que, da qualidade dessa etapa, de-

Desenho de lâmina em “V” ou Fleco, utilizada para corte e derrubada das árvores

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“As chances do agricultor obter incrementos significativos na sua remuneração encontram-se cada vez mais associadas a um maior grau de precisão na tomada de decisões relativas ao gerenciamento de suas atividades”

penderá o êxito das fases subseqüentes do processo produtivo e, conseqüentemente, do empreendimento como um todo. O preparo inicial do solo corresponde ao conjunto de operações realizadas num dado terreno, com a finalidade de dar-lhe condições de receber sementes ou órgãos de reprodução vegetativa de plantas cultivadas. Esse preparo do solo compreende as operações necessárias, para criar condições de implantação de culturas, em áreas não utilizadas anteriormente com essa finalidade, podendo as referidas áreas estarem, ainda, cobertas de vegetação natural ou de alguma forma de regeneração desta, a qual deverá ser eliminada (desmatada) e, ainda, necessitem alguma movimentação de terra, para tornar a sua superfície regular e facilmente trabalhável. O preparo inicial do solo caracteriza-se, assim, pelas seguintes etapas: desmatamento, que envolve as operações de derrubada da vegetação e retirada da madeira; destocamento; enleiramento e/ou encoivaramento do material derrubado, com sua posterior destruição e limpeza do terreno. A movimentação de terras, envolve as operações de terraplanagem (aterro e desaterro); valetamento; dragagem; drenagem e sistematização do solo.

PREPARO INICIAL DO SOLO O preparo inicial do solo compreende as

Lâminas fixas ou anguláveis, utilizadas em terraplanagem, não têm o mesmo desempenho de lâminas projetadas para a operação de enleiramento

operações necessárias para criar condições de implantação de culturas, em áreas não utilizadas anteriormente com essa finalidade. Desta maneira, as áreas referidas podem ainda estar cobertas de vegetação natural ou de alguma forma de regeneração desta, a qual deverá ser eliminada, e ainda necessitar alguma movimentação de terra, para

Dispositivos legais

A

legislação ambiental tem por objetivo básico o disciplinamento do uso dos recursos naturais, por meio de medidas legais que estabeleçam limitações e critérios para a sua utilização. Os dispositivos legais se encontram na forma da Lei Federal n0 4.771 de 15 de setembro de 1965, que instituiu o 20 Código Florestal Brasileiro, o qual apresenta as seguintes características principais. - Dispõe, em seu Art. 10, que “as florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do País, exercendo-se os direitos de propriedade com as limitações que a legislação em geral e, especialmente esta lei estabelece”. - No seu Art. 20 e 30 define as áreas de preservação permanente, ou seja, ao longo de coleções d’água, em nascentes, no topo de elevações, nas encostas com declividade superior a 450 nas restingas, nas bordas dos

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tabuleiros e chapadas, em terrenos com altitude superior a 1800 metros, nas áreas metropolitanas definidas em Lei e, ainda, em áreas declaradas por ato do poder público. - No seu Art. 16 cria a figura da reserva florestal legal, devendo ser de no mínimo 20% da área total da propriedade. - O Art. 44 estabelece que a reserva florestal legal na Região Norte e na parte norte da Região Centro-Oeste será de no mínimo 50% da área de cada propriedade. Outro ponto importante a ser observado é a exigência de um plano de manejo florestal. Excetuando-se as unidades de conservação de uso indireto, ou seja, as reservas biológicas, parques estaduais e parques municipais, a exploração de florestas nativas, primárias, em estado médio ou avançado de regene”ração somente poderão ser susceptíveis de corte segundo um Plano de Manejo Florestal. Este plano de manejo deve ser subscrito por técnicos habilitados e aprovado pelos órgãos competentes.

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tornar a superfície regular e facilmente trabalhável. As operações de desmatamento se iniciam com a eliminação da vegetação, comumente conhecida como derrubada. Dependendo do tipo de vegetação encontrada, a derrubada resulta em troncos cortados sobre o solo, ou então da vegetação com troncos e raízes sobre o solo. No primeiro caso, o arrancamento dos tocos terá de ser realizado em uma operação separada. O material resultante da derrubada será então amontoado em leiras, na operação chamada enleiramento, a qual visa deixar uma área mínima de terreno coberto com a vegetação eliminada, que será posteriormente queimada. Finalmente, faz-se a limpeza do solo, visando à eliminação de pequenas raízes ou ramos que não puderam ser levados até às leiras.

DESMATAMENTO Alguns fatores importantes devem ser

Lâmina lisa e fixa, com movimento ascendente e descendente e variações laterais

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“As condições de solo que afetam o desmatamento incluem a profundidade da camada superficial, o tipo de solo, o teor de água e a presença de rocha ou pedras”

Lâmina em ângulo, também chamada de “ROME K/G”

A lâmina lisa e móvel possui variações de ângulo de operação

considerados na hora de realizar o desmatamento, como: Vegetação – constitui-se em um dos principais fatores a serem considerados, uma vez que, em função de sua caracterização, escolhe-se o método a ser utilizado no desmatamento, bem como pode-se fazer uma previsão do tempo necessário e dos custos envolvidos na operação. Por esse motivo, é necessária uma perfeita caracterização da vegetação, o que inclui a sua classificação e o levantamento de suas condições através de amostragens. A vegetação normalmente encontrada em uma operação de desmatamento pode ser mata virgem, ou suas diferentes formas de regeneração (capoeirão, capoeira ou capoeirinha), ou aquela típica de solos ácidos e de baixa capacidade de retenção de água, que são os cerradões, cerrado,

campo sujo ou campo limpo. No primeiro caso, a vegetação normalmente é de porte elevado e uniforme. Nos demais casos, a vegetação constitui-se de árvores de caules tortos, casca grossa e cuja altura varia em função do tipo encontrado, ficando seu diâmetro máximo em torno de 10 -12 m. Condições de solo – as condições de solo que afetam o desmatamento incluem a profundidade da camada superficial, o tipo de solo, o teor de água e a presença de rocha ou pedras. Topografia – declividade acentuada e presença de acidentes topográficos podem limitar o uso de certos equipamentos. Chuvas e condições meteorológicas – as operações desde o corte até a queima são afetadas pelas variações de temperatura e pelo volume de chuva que ocorre

Estimativa de custos

A

s operações de desmatamento dificilmente são realizadas a velocidades constantes e, neste caso, a estimativa de desempenho deve ser feita utilizando-se fórmulas e tabelas especificamente desenvolvidas pelos fabricantes da lâmina para esse fim. Basicamente, a estimativa é feita calculando-se o tempo necessário para trabalhar um hectare, nas operações de corte e enleiramento. Para o caso de corte, a estimativa do tempo para um hectare é dada por: T = X(A.B + M1N1 + M2N2 + M3N3 + M4N4 + D. F). Onde: T = tempo por hectare, em minutos; A = fator de concentração ou presença de cipós que afetam o tempo básico; X = fator de concentração de madeiras de lei que afetam o tempo básico; B = tempo básico para cada trator, por ha; M = minutos por árvore, em cada classe de diâmetro; N = número de árvores por hectare, em cada classe de diâmetro, obtido no levantamento no campo; D = soma dos diâmetros, em metros, de todas as árvores por hectare, com diâmetro acima de 1,80 m ao nível do solo, obtida no levantamento no campo; F = minutos por metro de diâmetro para árvores com mais de 1,90 m de diâmetro.

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durante as mesmas. Finalidade do terreno – o terreno desmatado pode ser utilizado com diversas finalidades, tais como rodovias, barragens, culturas etc., e o método a ser utilizado será escolhido em função dessa finalidade.

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS Na derrubada da vegetação são utilizados equipamentos desenvolvidos especialmente para essa finalidade, alguns de uso mais freqüente e outros usados apenas em situações especiais. Esses equipamentos são na sua maioria acoplados em tratores de esteiras (devido a sua maior potência disponível na barra de tração, maior capacidade de tração e empurro e menor danificação do material rodante) e realizam o corte das árvores, enleiramento do material cortado, limpeza da área e retirada dos tocos. Os mais utilizados são as lâminas cortadoras de árvores, que estão disponíveis em dois tipos: lâmina em V, ou lâmina fleco, e lâmina em ângulo, também chamada de “ROME K/G”.

LÂMINAS FIXAS OU ANGULÁVEIS Além das lâminas cortadoras de árvores, podem ser eventualmente utilizadas as lâminas usadas normalmente em terraplenagem. Como são projetadas para serviços de movimentação de terra, essas lâminas não são bem adaptadas à operação de desmatamento, e o seu desempenho operacional, portanto, é menor que o das lâminas cortadoras. Além disso, na operação de enleiramento, como a lâmina não tem a superfície traseira de apoio encontrada nas cortadoras de árvores, há a tendência de juntar muito solo nas leiras, dificultando a operação de queima das

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ENLEIRAMENTO O enleiramento consiste basicamente em amontoar ou empilhar o material derrubado em leiras contínuas, espaçadas umas das outras de 30 a 100 metros, dependendo da declividade do terreno, da densidade do material derrubado e do tipo de equipamento utilizado ou disponível. Além das próprias lâminas frontais empurradoras, citadas anteriormente, o enleiramento pode ser feito com o emprego do Ancinho-Enleirador.

Destocadores do tipo retro-destocador, destocador traseiro e destocador com esporão

mesmas. A lâmina para terraplanagem, antes mencionada, pode ser do tipo fixo (“bulldozer”) ou angulável (angledozer). Na lâmina angulável, a regulagem do ângulo da mesma é feita através de três olhais, onde podem ser fixados os seus braços laterais de suporte. Esses olhais estão colocados na armação de suporte da lâmina, de ambos os lados, nas posições anterior, média e posterior. Variando-se a posição de acoplamento dos braços de suporte, podem-se obter ângulos da lâmina para a esquerda, reto, ou para a direita, em relação à direção de deslocamento.

CORRENTÃO É o meio mais barato para o desmatamento em grande escala de terras cobertas de árvores de pequeno diâmetro e matagal, em lugares onde a vegetação é rala. O trabalho é feito por intermédio de correntes muito grossas e pesadas, arrasta-

das por tratores de esteiras com potência mínima disponível no motor na faixa de 120 a 150 cv. Por regra geral, o comprimento do correntão deverá ser de dois a três vezes a distância entre os tratores. Em cada uma das extremidades e a intervalos de 30 m, deverá ele ter elos com olho giratório em todas as direções, para evitar que a corrente se torça.

TRITUCAP É um equipamento de origem alemã que recentemente foi testado no Brasil pela Embrapa no desmatamento de áreas com vegetação de menor diâmetro. Trabalha acoplado na dianteira de um trator de pneus. Além dos citados acima, para a derrubada das árvores, podem ser utilizados outros equipamentos, como trator tracionando cabo-de-aço ou corrente; lâminas empurradoras e tesourão.

DESTOCA Para a mecanização de toda a área desmatada, há necessidade de se eliminem os tocos, através da operação de destoca. A destoca pode ser realizada através de processos mecânicos ou químicos. Através de processos mecânicos, podem ser utilizados implementos específicos, como destocador com esporão, retro-destocador e o conjunto trator de pneus-destocador (carregado pelo sistema de levantamento hidráulico e acionado pela tomada de potência do trator). Quando o produtor optar por processo químico, pode utilizar os processos oxidantes e os explosivos. No caso de oxidantes, utiliza-se o NaNO3 em perfurações feitas no toco. O produto químico acelera a decomposição do toco. Ao optar por explosivos, utiliza-se dinamite. É um método muito eficiente, porém de alto risco e necessita da autorização das M Forças Armadas.

Universidade Federal de Viçosa

Clóvis Bervaud

Haroldo Carlos Fernandes e Carlos Alberto Viliotti, Universidade Federal de Viçosa

O Tritucap é um equipamento desenvolvido na Alemanha, recentemente testado no Brasil em vegetações de menor diâmetro

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Haroldo e Carlos explicam quais os melhores equipamentos para preparo inicial do solo

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Pulverização novidades

Fotos Divulgação

O piloto sumiu Você contrataria um avião para semear, adubar, ou pulverizar sua lavoura sem piloto a bordo? Embora possa parecer impossível num primeiro momento, já existem produtores utilizando a tecnologia com elevada eficiência e em larga escala

N

os Estados Unidos, Brasil e outros países com grandes lavouras, a aplicação dos produtos químicos e sementes por aviões, tanto de asa fixa, quanto por helicópteros especializados, vem ganhando força. Esse tipo de aplicação também ganhou alguma aceitação no Japão. Entretanto, resultou num custo relativamente elevado para a pequena área de terra cultivada em cada fazenda neste país, e a deriva dos produtos químicos para as áreas circunvizinhas causou muitos problemas, paralisando a expansão da atividade. A pouca oferta de mão-de-obra nas propriedades rurais japonesas e as limitações ao uso de pulverizadores terrestres, especialmente devido ao risco de exposição dos operadores, exigiram uma ação radical na busca de novas tecnologias.

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Máquinas

A EXPERIÊNCIA A empresa Yamaha iniciou, há cerca de dez anos, o desenvolvimento e a venda de pequenos helicópteros não tripulados, visando atender comunidades agrícolas que necessitavam de um novo modelo de equipamento, para tratar suas lavouras com rapidez, baixo custo e sem amassar as plantas da cultura. Outras empresas também estão criando equipamentos similares, que se enquadram no conceito de aeronaves não tripuladas (Uninhabited Aerial Vehicles – UVAs), adotadas com finalidades militares e civis. Hoje, os helicópteros da Yamaha estão testados e aprovados para o controle de pragas e adubação de soja, feijão, trigo, arroz e hortaliças, além de pinheiros e frutíferas cultivadas em terrenos com acentuada declividade. A área tratada a cada ano com estes moderníssimos equipamentos vem crescendo enormemente,

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tornando-os indispensáveis para determinados segmentos de agricultores daquele país, especialmente aos que dedicam especial atenção à proteção do ambiente e à produção de alimen-

O “downwash” dos rotores ajuda o defensivo a alcançar a planta inteira

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“Hoje, os helicópteros da Yamaha estão testados e aprovados para o controle de pragas e adubação de soja, feijão, trigo, arroz e hortaliças, além de pinheiros e frutíferas cultivados em terrenos com acentuada declividade”

tos mais saudáveis. Na cultura do arroz, a área envolvida com pulverizações de inseticidas mostrou uma radical mudança no tipo de equipamento adotado, chegando as pequenas e modernas aeronaves não tripuladas a superar a área tratada anualmente pelos helicópteros convencionais (veja o gráfico).

VANTAGENS Conhecido como robô aéreo, o helicóptero Yamaha proporciona uma capacidade diária de trabalho superior a 30 hectares, podendo pulverizar de 6 a 10 hectares numa hora. Embora o rendimento seja inferior aos índices de 100 a 400 ha/dia dos helicópteros tripulados, é muito superior aos 4 ou 5 ha/dia obtidos no Japão com pulverizadores terrestres. Aplicações comunitárias em áreas infestadas por insetos permitem que múltiplos lotes sejam pulverizados numa só operação, ajudando a conseguir um sincronismo estratégico da aplicação sobre uma área total de terra mais extensa. Tal prática reduz a freqüência dos tratamentos, o que diminui de modo eficaz o volume total de pesticidas pulverizados, contribuindo significativamente para reduzir o impacto ambiental e os custos.

O tamanho do helicóptero possibilita o transporte em caminhonetes ou carretas puxadas por tratores

O robô aéreo da Yamaha pulveriza produtos químicos de uma altura de 3 a 4 metros acima das plantas, o “downwash” dos rotores (fluxo aerodinâmico vertical descendente típico do vôo de helicópteros) ajuda o pesticida a alcançar a planta inteira, inclusive a face inferior das folhas e a base da vegetação. Assim, pequenos volumes de calda com produtos químicos podem ser pulverizados uniformemente.

DOWNWASH Os pequenos helicópteros não tripulados

são altamente populares entre os trabalhadores mais jovens das fazendas, que podem pulverizar pesticidas, manejando o controle remoto a uma distância confortável, sem precisarem entrar nas lavouras, nem serem expostos aos produtos químicos.

CARACTERÍSTICAS O helicóptero pode ser facilmente carregado por duas pessoas e transportado em caminhonetes. Tem uma ampla gama de aplicações, incluindo áreas inundadas e com acentuadas


“O equipamento tem sido utilizado para exame do crescimento das plantas de arroz, pelo Ministério da Agricultura do Japão, através de análises gráficas de imagens aéreas das lavouras”

declividades, de difícil operação para equipamentos terrestres. Sua operação requer um operador e um navegador. Seu comprimento e altura são 3,60 e 1,08 metros, respectivamente. O peso máximo na decolagem é de 94 kg, sendo a capacidade de carga líquida de até 24 kg. Sua autonomia é de uma hora de vôo. O motor de 246 cc é refrigerado a água, com dois cilindros horizontalmente opostos. O combustível é gasolina, misturada a

óleo dois tempos, na proporção 50:1. A partida é elétrica.

COMO FUNCIONA Existem pesquisa e desenvolvimento de helicópteros industriais não tripulados em vários países, mas o robô aéreo da Yamaha modelo R50 foi o primeiro a realizar demonstração real de pulverização agrícola. A cada ano, inovações são inseridas no equipamento, tornando mais fácil e segura sua operação, entre elas: sistema de sustentação, dispositivos para evitar colisões, componentes mais compactos e leves, sensor de azimute, sensor GPS, inclusive com sinal diferencial (DGPS) e controlador de velocidade constante. Tamanha tecnologia fez com que cerca de um mil destes helicópteros já tenham sido vendidos, e mais de seis mil pessoas já estejam treinadas pela empresa, para operar as aeronaves. Para conseguir um vôo com boa estabilidade e segurança, o helicóptero é equipado com o sistema de YACS-G, que usa uma unidade GPS, para detectar a altura e a velocidade, além do sistema de controle de manobras YACS, que controla os lemes através de um computador. Esses sistemas permitem ao operador controlar com grande facilidade as velocidades e as manobras de vôo, que exigiriam ajustes intrincados, proporcionando uma operação eficaz do pulverizador e reduzindo significativamente a fadiga do operador. O controle remoto é utilizado para dar a partida, comandar a decolagem e o vôo, além de dispositivos extras como um interruptor para a limpeza do interior do tanque de produtos. Possui baterias intercambiáveis para sua operação.

DISPOSITIVOS PARA APLICAÇÃO O sistema agrícola da aeronave, para pulverização, é composto por dois tanques de produtos com capacidade unitária de 12 litros (po-

O helicóptero tem 3,60 m de comprimento por 1,08m de altura e pesa 94 kg

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Charles Echer

Fotos Divulgação

Eugênio explica como funciona o helicóptero para aplicação sem piloto

sicionados um em cada lado do helicóptero), bomba de pulverização e barras com bicos especiais, para volumes de calda entre 8 e 16 L/ ha. Os tanques de químicos podem ser substituídos facilmente, contribuindo para uma operação eficiente e rápida. A largura da barra de pulverização é de 1,9 m, dobrável, podendo tratar faixas entre 5,0 e 7,5 m a cada vôo sobre a lavoura. Bicos especiais e larguras de faixa específicas são empregados em cada tipo de cultura a tratar. Aplicação de líquidos Para aplicar sementes, fertilizantes e agroquímicos granulados, o sistema consta dos tanques e de um distribuidor rotativo de grânulos com diâmetro de 0,3 m. A taxa de aplicação pode ser ajustada através de uma alavanca até vazões de 28 kg/min. Os dispositivos para sólidos e líquidos podem

ser facilmente intercambiáveis. Aplicação de sólidos Quando diversos tanques estão disponíveis, podem ser cheios antecipadamente com os produtos químicos e substituídos rapidamente, melhorando significativamente a eficiência da operação.

OUTROS USOS Entre outras vantagens e aplicações dos helicópteros não tripulados, destacam-se: podem operar em talhões muito perigosos para vôos tripulados; podem examinar áreas com observação e precisão de uma perspectiva tridimensional. Assim, o equipamento tem sido utilizado para exame do crescimento das plantas de arroz, pelo Ministério da Agricultura do Japão,

através de análises gráficas de imagens aéreas das lavouras. Outra utilização muito importante é a observação ambiental, feita no Japão, Mongólia, América do Norte, Austrália, Malásia, para conferir maior precisão aos dados obtidos por satélites. Fornece dados espectrais de medição da estrutura de superfícies congeladas, bem como de vários revestimentos terrestres, do deserto à floresta. O emprego desse tipo de aeronave em outros países depende de legislação específica, principalmente em razão de normas de segurança militar e validação para a aplicação de pesticidas. Informações complementares podem ser obtidas nos sites www.yamahamotor.co.jp/global/business/sky/agricultural ou www.eugenioschroder.cjb.net. M Eugênio Passos Schroder, Schroder Consultoria


Prática

passo a passo

Sincronia total

Baldan

Embora a operação de plantio pareça fácil, é necessário cuidar de uma série de detalhes na regulagem de tratores e semeadoras, evitando má funcionamento do conjunto, perda de tempo e desperdício de sementes

A

pós a tomada de decisão sobre o sistema de manejo da cultura a ser implantada, é executada a semeadura através de máquinas denominadas semeadoras. Essas máquinas também podem distribuir adubo e semente ao mesmo tempo, sendo assim denominadas semeadora/adubadora. A semeadura é uma operação agrícola delicada, pois não aceita erros, e a atenção du-

rante a operação é de extrema importância, pois erros cometidos poderão inviabilizar a produção. O sucesso da cultura depende de uma boa semeadura, por isso, alguns cuidados são necessários, para garantir o sucesso da operação.

TRATOR Ao regular o conjunto trator/semeadoraadubadora, alguns pontos básicos devem ser observados no trator, como:

manutenção: antes de iniciar a semeadura, todos os itens referentes à manutenção do trator devem ser revistos, sendo que o operador deverá ter em mãos o manual da máquina; bitola: refere-se à distância entre os centros dos pneus no mesmo eixo, logo, existem duas bitolas: a dianteira e a traseira. A bitola ideal é aquela em que não ocorra linha de semeadura sobre o rastro do pneu do trator; lastragem: operação responsável em por a patinhagem do trator em níveis aceitáveis através da adição ou retirada de pesos nos eixo do trator. O limite de patinhagem depende do tipo de solo em questão, podendo este limite variar de 10 a 15%.

SEMEADORA

O posisionamento correto das rodas compactadoras evita a compactação exagerada

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Máquinas

O alinhamento e a profundidade uniforme das sementes são fundamentais

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Depois de regulados os pontos específicos do trator, é hora de avaliarem-se os pontos referentes à semeadora. sementes: o sulco de deposição das sementes deve apresentar formato em “V”, para obter alinhamento perfeito das plantas; o distanciamento uniforme entre sementes tem que

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“A semeadura é uma operação agrícola delicada, pois não aceita erros, e a atenção durante a operação é de extrema importância, pois erros aqui cometidos poderão inviabilizar a produção”

John Deere

Após acertar os detalhes do trator e semeadora separadamente, é hora de alinhar e sincronizar máquina e implemento. Acoplamento: quando a plantadora/semeadora é montada ao engate de levante de três pontos, a aproximação do trator ao implemento deverá ser feita com marcha ré reduzida, seguindo a seqüência de, primeiro, acoplar o braço inferior esquerdo do hidráulico (1º ponto) ao implemento, depois, o terceiro braço hidráulico (3º ponto) ao implemento e, então, acoplar o braço inferior direito do hidráulico (2º ponto) ao implemento. Para semeadoras de arrasto, deve-se ajustar o cabeçalho do implemento à barra de tração do trator, através do pino, contra pino e trava, fazendo com que a barra de

MEDIDAS Os últimos ajustes, mas não menos importantes, são as regulagens de espaçamento entre linhas, marcadores de linha e regulagem do mecanismo dosador de sementes. Espaçamento entre linhas: é executado marcando-se, na barra porta-ferramentas, as distâncias desejadas, tendo-se como referência o centro da mesma. Quando o número de linhas for ímpar, devemos instalar uma linha no centro da barra porta-ferramentas e distribuir as demais no espaçamento recomendado para a cultura. Quando o número de linhas da semeadora for par, devem-se tomar o centro da barra porta-ferramenta e distribuir metade do espaçamento para o lado direito da barra e a outra metade para o lado esquerdo, instalando uma linha de semeio em cada. As demais linhas de semeio são instaladas com o espaçamento normal de linhas. Marcadores de linhas: para manter o espaçamento entre linhas constante, utilizamse riscadores na orientação do operador. Para o seu correto funcionamento, devem-se observar a marcação no solo e a distância de haste por meio da fórmula:

John Deere

Baldan

O adubo deve ser depositado lateralmente e a dez centímetros abaixo da semente

Vista do sistema de engates de três pontos da semeadora Baldan

CONJUNTO TRATOR/SEMEADORA

tração trabalhe fixa. Nivelamento transversal: o nivelamento transversal deve ser realizado através da manivela niveladora, existente no braço direito do sistema hidráulico do trator, com finalidade de nivelar transversalmente o conjunto trator/semeadora, fazendo com que o semeio tanto da linha do lado direito como do esquerdo trabalhem na mesma profundidade. Esta tarefa só é realizada em semeadoras montadas. Nivelamento longitudinal: ao trabalhar com semeadora montada, nivela-se através da luva telescópica do 3º ponto. Na de arrasto, utiliza-se dispositivo encontrado no cabeçalho ou na barra de tração (rabicho) do trator, modificando a sua curvatura. Esta tarefa visa nivelar a parte dianteira da semeadora e distribuidor de adubo com a parte traseira responsável pela distribuição das sementes. Centralização - tem a finalidade de melhor distribuir a largura da semeadora em relação ao trator, sendo operação realizada nas semeadoras montadas através das correntes estabilizadoras dos braços inferiores do sistema hidráulico.

Sistema de três pontos do trator, com as manivelas niveladoras na lateral Baldan

ser observado através do mecanismo distribuidor; a profundidade de deposição de sementes deverá ser uniforme, para que a emergência das plantas aconteça de forma simultânea; a compactação lateral do solo ao redor da semente deve ser feita para que não ocorra formação de bolhas de ar, evitando a criação de ambiente favorável a desenvolvimento de patógenos. adubo: o mecanismo dosador de adubo tem que estar em perfeitas condições operacionais, a fim de manter a regulagem uniforme durante a operação; o condutor de adubo ao solo tem que depositá-lo lateralmente e a 10 cm abaixo da semente, o que estimula o desenvolvimento radicular e evita a queima de sementes.

L = (b + e) – v 2 L = distância do marcador b= espaçamento total da semeadora e = espaçamento entre linhas v = bitola do trator Ajuste da pressão que o sistema fará sobre o solo

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Mecanismo dosador de sementes: o primeiro passo para regular o mecanismo dosa-

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O marcador de linha é fundamental para manter uma distância constante entre linhas

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Baldan

“O sucesso da cultura depende de uma boa semeadura, por isso, alguns cuidados são necessários para garantir o sucesso da operação”

Baldan

O número par ou ímpar de linhas definirá a forma de regulagem da distância entre elas

John Deere

O sistema dosador de adubo deve estar em perfeitas condições para evitar sub ou superdosagens

dor de sementes será determinar a quantidade de semente/metro e, a seguir, iniciar a regulagem que pode ser realizada através da troca do disco perfurado, ou por meio da troca de engrenagem. Na primeira situação, os seguintes passos deverão ser seguidos: • deslocar o conjunto trator/semeadora até a área a ser semeada; • retirar o depósito de semente do chassi da semeadora de modo que a coroa do distribuidor de sementes fique visível; • deslocar o conjunto, na área, marcando com uma estaca o início do deslocamento; • deslocar o conjunto de modo que a coroa do distribuidor de sementes realize dez voltas; • marcar com outra estaca o final do deslocamento; • medir a distância percorrida durante as dez voltas da coroa; • multiplicar o número de sementes recomendado por metro pela distância percorrida durante o deslocamento das dez voltas da coroa; • dividir o número de semente do passo anterior por dez; • o resultado do passo anterior será o número de células (furos) que o disco deverá apresentar.

Fazendo as contas, para ser preciso

S

e você quiser garantir a precisão na deposição dos grãos e adubos, existem algumas fórmulas que poderão lhe auxiliar na operação. A fórmula abaixo pode ser utilizada ao realizar a regulagem do dosador de sementes através das engrenagens da roda motriz eixo movido da semente A = B1 x C1 x D1 . B2 C2 D2 A : espaçamento entre sementes B1 : número de dentes da coroa B2 : número de dentes do pinhão C1 : número de dentes engrenagem da roda motriz C2 : número de dentes engrenagem do mecanismo dosador de sementes D1 : perímetro da roda motriz D2 : número de furos do disco

Mecanismo dosador de adubo: o primeiro passo será determinar a quantidade de adubo/metro. A quantidade de adubo por hectare é determinada pela análise de solo, e a regulagem da quantidade de adubo por metro é dada pela fórmula: Operação de regulagem da distribuição de sementes através da troca de engrenagens

Baldan

A=B/C A – quantidade de adubo por metro B – quantidade de adubo/ha C – 10.000 / espaçamento entre linhas

Baldan

Em seguida, os próximos passos são: • deslocar o conjunto trator/semeadora até a área a ser semeada; • deslocar o conjunto, na área, marcando com uma estaca o início do deslocamento; • deslocar a roda motriz até perfazer dez

Sistema pneumático de distribuição de sementes

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Máquinas

A quantidade de sementes pode ser definida com o uso de diferentes discos perfurados

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voltas; • marcar com outra estaca o final do deslocamento; • medir a distância percorrida durante as dez voltas da roda motriz; • multiplicar o resultado da fórmula acima pela distância achada no passo anterior, o que resultará na quantidade de adubo que deverá cair, ao dar dez voltas na roda moM triz. Nilo Coutinho Magalhães e José Henrique dos Santos, Engenheiros Agrônomos

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Evento

SIMA 2005

Show na Europa Mais de 1.350 expositores e 200 mil pessoas fizeram da 71ª edição do Sima, em Paris, um evento histórico, marcado pela tecnologia avançada e pelo grande número de máquinas para pequenas e médias propriedades

T

Do lado de fora do Salão Internacional de Máquinas Agrícolas, a neve tomava conta da paisagem

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emperaturas de até seis graus negativos não impediram que mais de 200 mil pessoas visitassem, durante cinco dias, o Salão Internacional de Máquinas Agrícolas, de 27 de fevereiro a 03 de março, em Paris, batendo todos os recordes de público do evento, que já está em sua 71ª edição. No total, 1.375 empresas expositoras, de 45 países, levaram seus produtos ao Parque de Exposições de Villepinte, ao norte de Paris. Do lado de fora, a neve chegou a 20 cm

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de altura no parque ao redor dos sete pavilhões da exposição, que ocupavam 22 hectares de área coberta e provida de calefação. No interior, as mais modernas tecnologias competiam pela atenção dos visitantes, 50 mil deles estrangeiros, vindos não só de toda a Europa, como da Ásia e América do Norte. Um grupo de 450 jornalistas (230 estrangeiros) cobriu o evento. Os organizadores premiaram 36 empresas pela qualidade das inovações apresentadas. Três empresas receberam medalhas de

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“No total, 1.375 empresas expositoras, de 45 países, levaram seus produtos ao Parque de Exposições de Villepinte, ao norte de Paris”

Fotos Newton Peter

especial.

A NOVA EUROPA

ouro; 11, de prata, e 22 receberam menções honrosas (ver box com a relação). Este ano, o SIMA registrou a chegada maciça de participantes do Leste Europeu, seja na forma de expositores, seja na de visitantes. Ao lado dos clientes ocidentais de sempre, alinharam-se milhares de poloneses, checos, húngaros, russos, ucranianos, turcos e bielo-russos. Da Ásia, vieram grandes contingentes de coreanos e chineses, em

A ampliação da União Européia para 24 países, desde 1o de maio de 2004, deu um enorme impulso aos diferentes setores do mercado agrícola. De 130 milhões de hectares cultiváveis, a União Européia passa a registrar 166 milhões, um aumento de 30%. A área efetivamente cultivada passou de 70 para 100 milhões de hectares. O número de agricultores também deu um salto de 57%, chegando agora a 11 milhões. Na antiga “Europa dos 15”, a alimentação representava 16% da despesa total. Nos dez países recém-chegados, representa 28%. Até 2004, a população ativa dedicada à agricultura era de 4% na UE. Os novos países integrantes têm 13,4 %. A França, maior produtor agrícola europeu (representando 23%, com 54,9 mil hectares), colhe 66,5 milhões de toneladas de cereais, 5,6 de oleaginosas e 31,5 de beterraba açucareira, seus produtos mais representativos em quantidade, seguidos pelo vinho e a carne bovina. Mas o que os franceses querem mesmo é avançar na produção de máquinas agrícolas, de olho no imenso mercado europeu. A França detém 23% das vendas de máquinas contra 18 e 17% da Itália e Alemanha, respectivamente. Todos querem crescer, voltados para os 18 milhões de hectares que a Polônia cultiva, os 5,9 milhões da Hungria, 4,3 da República Checa, 3,5 da Lituânia, 2,5 da Letônia, 2,4 da Eslováquia e superfícies menores da Estônia, Eslovênia, Chipre e Malta, mas nem por isso menos importantes para quem quer vender. Países como a Hungria, Lituânia e Letônia estão empenhados em promover o crescimento da agricultura familiar, dada as pequenas dimensões das propriedades (18 hectares em média na Letônia, por exemplo). Despertou a atenção, igualmente, a chegada de um público muito jovem à procura de soluções. Agricultores de pouca idade, ao

Máquinas pequenas tomaram conta de grande parte dos estandes nesta edição

contrário do que acontecia em outros anos, examinavam as máquinas em exposição, discutiam sua adequação ou não às suas fazendas e debatiam preços. Muitos jovens casais participaram, numa clara demonstração do interesse em permanecer na atividade agrícola.

MÁQUINAS MULTIUSO Os observadores que participaram das últimas edições do SIMA – que se realiza a cada dois anos – destacaram, como maior novidade do salão, a diversificação do maquinário, produto da globalização, em especial da integração européia. Ao lado das grandes colhedoras, dos enormes tratores e arados superdimensionados, um número impressionante de novidades pequenas. Camionetas, providas de caçambas móveis e pás dianteiras, micro-tratores de potência e modelos variados e, grande curiosidade, as maiores multinacionais, fabricantes de


“O mercado é tão bom que até mesmo fabricantes de carros esportivos luxuosos, como a italiana Lamborghini, apresentaram uma variada linha de tratores médios e pequenos, buscando os novos consumidores”

Fotos Newton Peter

Marcas renomadas e conhecidas pela tecnologia, também apostaram nas pequenas máquinas

super-colhedoras e tratores gigantes, oferecendo cortadores de grama e micro-tratores em atenção ao setor de jardinagem, mas com interesse maior nos dez novos integrantes da União Européia. É que a União Européia, agora integrada por 25 países, passou a se constituir em um mercado dos mais interessantes. Enquanto França, Itália e Alemanha, com a Inglaterra, ainda se preocupam mais com as grandes máquinas, países como Grécia, Portugal, Luxemburgo, Irlanda e Espanha, por exemplo, demandam produtos de porte modesto, em função das pequenas dimensões das propriedades agrícolas. E o resultado disso foi percebido no SIMA, na presença de pequenos tratores e camionetas,

Para os brasileiros que adoram tecnologia, o evento é uma oportunidade para ver com antecedência lá boa parte do que chegará ao Brasil nos próximos anos

providas de acessórios que permitem ao pequeno produtor – de reduzido poder aquisitivo, também - sua utilização contínua e em várias atividades. O resultado foi amplamente aplaudido. Os pequenos 4x4 que, em anos anteriores, eram curiosidade apenas, em função do alto custo e da utilidade duvidosa, servindo mais para passeios do que trabalho, surgiram este ano providos de caçambas, pás dianteiras e até braços telescópicos para limpeza de laterais de estradas. O mercado é tão bom que até mesmo fabricantes de carros esportivos luxuosos, como a italiana Lamborghini, apresentaram uma variada linha de tratores médios e pequenos, buscando os novos consumidores.

MOSTRA GERAL Se o SIMA já se apresentava como o principal evento de divulgação das novidades tecnológicas em maquinário agrícola, este ano este papel ficou evidente pelo extremo cuidado na divulgação do evento, que levou ao Parque de Villepinte 200 mil pessoas, na maioria produtores, interessados em representação e venda. Uma babel idiomática e até cenas de piquenique improvisado foram observadas nos sete pavilhões da exposição, dado o alto preço da alimentação na França ( o tradicional baguette, um sanduíche comum, vendido a R$ 25,00 e um copo de cerveja, a R$ 20,00) e o baixo poder de compra dos europeus

Máquinas para usos diversos tanto para a agricultura como para áreas urbanas foram apresentadas

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Máquinas

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“Naturalmente, as multinacionais presentes no Brasil também estavam lá, mas estas não contam, pois ali participavam com seus braços franceses”

do leste. A solução era comprar em supermercado e levar o lanche. Nos espaços reservados aos jornalistas, que receberam tratamento principesco, o inglês era a língua dominante, mas conversas reservadas em finlandês, chinês e outros idiomas nem sempre identificados estavam sempre ocorrendo.

E O BRASIL? De tudo, restou a pergunta óbvia: os fabricantes brasileiros de máquinas não perceberam ainda, ou não se interessam por este mercado de 11 milhões de agricultores? Nem uma só empresa brasileira fabricante de qualquer produto esta-

va entre as já mencionadas 1.375 de 45 países. Não foi o caso da Índia, por exemplo, que se lançou ao SIMA com grande força; dos coreanos e, é claro, dos chineses. Naturalmente, as multinacionais presentes no Brasil também estavam lá, mas estas não contam, pois ali participavam com seus braços franceses. Os organizadores ainda estranham a omissão brasileira. Apenas uma empresa nacional de irrigação estava presente. Um grande esforço de divulgação do evento vem sendo feito no país desde 2001. Jornalistas brasileiros passaram a acompanhar a mostra e a apontar com insistência o mercado potencial. Nem o governo brasileiro, nem os fabriM cantes ainda acreditaram. NP

Reconhecimento para as melhores máquinas do ano O

s organizadores destacaram 36 produtos pelas inovações tecnológicas introduzidas. Três receberam Medalhas de Ouro e 11 Medalhas de Prata.

MEDALHAS DE OURO

da (ou vice-versa) se traduz por variações importantes no deslocamento dos pneus e da angularidade do trator em relação ao terreno. www.la-forge.fr

nar a posição das torres vizinhas, reagindo em seqüência. www.bauer-at.com • Charlier (França) Arado não convencional de largura variável

• Matrot Equipements (França) Dispositivo de estabilização de pulverizador

• Dussau Distribuition (França) Robô de lavagem multifunção.

Trata-se de um grupo de lavagem de alta pressão, com sistema de progressão automática, um sistema de guia mecânico ou eletrônico e um braço articulado telescópico capaz de se deslocar em um raio de dois ou três metros ao redor do robô, dirigido por um autômato de uso sensível. www.dussau-distribuition.com • Laforge (França) Correção automática da altura de suportes Durante o trabalho combinado com ferramentas dianteiras-traseiras, a passagem de uma posição de trabalho a uma posição levanta-

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Máquinas

É constituído por dois pontos oscilantes, com dois cilindros hidráulicos, situados em ambos os lados da ponte, e por um cilindro hidráulico, montado em circuito fechado com o cilindro hidráulico da rampa para o seguimento do terreno, um eixo de oscilação e um indicador de inclinação. Os três ângulos são constantemente iguais. A rampa segue automática e suavemente todas as mudanças de terreno. www.matrot.fr

Ao contrário dos convencionais, que apresentam conjuntos de arados funcionando em interação com os demais, o arado “Blaxta” apresenta conjuntos dispostos lateralmente, cada um trabalhando seu próprio sulco. jean.chesneau.epieds@wanadoo.fr • Claas (França) Colhedora automotriz

MEDALHAS DE PRATA • Bauer (Áustria) Central de comando para pivôs de irrigação A unidade de controle para os sistemas de irrigação com “can-bus boards” é formada por um sistema de tubos sobre torres de propulsão, Cada torre consta de um motor, uma unidade de comando elétrico e um dispositivo captador conectado à unidade de comando, para determi-

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O novo conceito de trabalho desta colhedora Cougar permite alcançar uma largura de operação não imaginado até agora (14 m), oferecendo condições de visibilidade da cabina para os cinco grupos de discos de três metros de largura e de transporte inovadores. www.claas.com • Hardi Evrard (França) Variação hidráulica

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Fotos Newton Peter

de pulverizador O dispositivo “Vareitrack” permite a mudança em marcha de uma via do pulverizador autopropelido ou de qualquer outro material agrícola. Esta mudança é automática desde a cabina do trator e permite conservar o paralelismo das rodas e o diagrama de direção. www.hardifr.com • Hardi Evrard (França) Filtro de aspiração protegido Nos pulverizadores agrícolas, no momento de abertura do filtro, os riscos de derrame e respingos são fatores contaminantes. O novo filtro é um componente de prevenção e facilita as operações de limpeza do conjunto. www.hardi-fr.com • Irrifrance (França) Tubo para manejo de canos de irrigação Para se obter uma informação precisa das medidas de saída e de pressão no caso em lugar de no aspersor, precisa-se ter em conta as dimensões físicas tomadas nos dois lugares. A inovação consiste em assegurar a exatidão das doses e em melhorar a eficácia da irrigação. www.irrifrance.com

cascata O dispositivo em cascata das semeadoras pneumáticas “Venta”se distinguem das tradicionais por dois elementos: um separador que elimina o fluxo de ar, antes que os grãos penetrem nos canais, e um regulador de fluxo das sementes. www.kuhn.fr • Rostselmash (Rússia) Contra-cilindro debulhador rotativo A inovação proposta se destina a uma colhedora axial cujo contra-cilindro debulhador é colocado em rotação em sentido inverso ao movimento da peneira, preservando-se melhor qualidade do grão e evitando danos em condições de umidade, além de realizar limpeza permanente. www.rostsel mash.com • Sat Plan (França) Caixa eletrônica para coleta de dados O Sat Trace se apresenta na forma de uma caixa eletrônica que contém um receptor GPS,

• Sulky Burel (França) Console eletro-hidráulico para semeadoras O console permite, desde a cabina, controlar as funções hidráulicas, a gestão da dosificação e sua distribuição lateral, bem como a automatização de algumas funções para as manobras de final de campo sobre as semeadoras de grande tonelagem. www.sulkyburel.com • Tecnoma (França) Programador anti-derramamento Este programador automático de enchimento antiderramamento é uma solução que permite eliminar a maior fonte de contaminação representada pelo derramamento dos pulverizadores ao fim da operação de abastecimento. www.tecnoma.com Empresas que receberam Menções honrosas: AGCO Divisão Fendt; Agrisem; Altec; Amazone; AVR; Bugnot; CDER/Arvalis/Eads/ John Deere; CETIM; Claas; Cochet; Denis; Godê & Fils; Gouvy; Hardi Evrard; John Deere; Kverneland Group; Lucas; Orvalex; Rabaud; Sears Seating; Seko Spa; e Walterscheid.

• Kuhn (França) Elemento de semadura em

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memória de massa e uma rede de sensores colocados na máquina. Os sensores básicos são colocados nos acessórios que passam a transmitir o estado de funcionamento do aparelho. www.satplan.fr

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Máquinas

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Comparativo

pulverizadores autopropelidos

Teste de gigantes Comparamos os soberanos para grandes pulverizações, que estão ganhando cada vez mais espaço e substituindo pulverizadores de arrasto. Seja qual for a sua necessidade, um destes modelos certamente será na medida que você procura

N

uma iniciativa inédita, a Revista Cultivar Máquinas realizou um comparativo entre três pulverizadores autopropelidos de 3 mil litros. Participaram do comparativo a Servspray, com o Gafanhoto Hydro 4x4, a Montana, com o Parruda MA 3027 HS, ambos com barra de pulverização de 27 m, e a Metalfor, com o Multiple 3000 AB, com barra de 25 m, todos com capacidade de

depósito de 3 mil litros. As empresas disponibilizaram máquinas novas, devidamente reguladas, pneus lastrados, depósito cheio de água limpa e um operador e/ou técnico capacitado, para acompanhar o teste comparativo. Os testes foram realizados na área demonstrativa do Show Rural Coopavel, durante a sua realização de 31 de janeiro a 04 de fevereiro de 2005, em Cascavel, Paraná.

CARACTERÍSTICAS DIMENSIONAIS O Parruda vazio pesa 7.600 kg, tem 3,65 m de altura, 3,36 m de largura, 8,45 m de comprimento e um vão livre de 1,54 m (com pneus 12.4x36). O Gafanhoto pesa 6.130 kg vazio, tem 3,9 m de altura, 3,04 m de largura, 6,6 m de comprimento e um vão livre de 1,48 m (com pneus 12.4x38). O Multiple é o de menor vão livre entre os equipamentos (1,30 m), com pneus 12.4x36, pesa 7.070 kg vazio, 3,5 m de altura, 3,2 m de largura e 7,7 m de comprimento. Como as demais máquinas dessa categoria, as dimensões desses pulverizadores representam uma certa dificuldade para o transporte “embarcado” em caminhões de piso rebaixado, mas nenhum problema para rodar em áreas rurais.

MOTORIZAÇÃO O Gafanhoto e o Parruda possuem motor diesel MWM de 4 tempos, modelo 6.10 T, de 6 cilindros em linha, turboalimentado, cilindra-

Lado a lado, as três máquinas de três mil litros mostraram força e versatilidade nos testes comparativos

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“Numa iniciativa inédita, a Revista Cultivar Máquinas realizou um comparativo entre três pulverizadores autopropelidos de 3 mil litros”

Fotos Charles Echer e Hamilton H. Ramos

O Multiple possui transmissão mecânica, já, no Parruda e Gafanhoto, ela é do tipo hidro

da de 6,45 litros e taxa de compressão de 16:1. A injeção direta, com bomba rotativa de controle mecânico, proporciona uma potência de 135 kW (185 cv) a 1800 rpm, medida de acordo com a Norma NBR 5484. O torque de 640 Nm é bem posicionado, tendo seu pico a 1600 rpm. O motor tem todos os seus componentes (bomba d’água, compressor e comando de válvulas) acionados por engrenagens, sem correntes ou correias, o que lhe dá mais confiabilida-

de e menor manutenção ou riscos de interrupção de trabalho por quebra. O nível de emissões se enquadra no padrão EPA 98/Euro 1. Já o Multiple está equipado com motor Cummins, modelo 6B 5.9, com potência de 89 kW (120 hp), sistema de transferência mecânica 4x2 composto de caixa EATON de cinco velocidades, e diferencial A/B EATON 19050. O torque é é de 42,8 kgm e o regime de trabalho é de 2300 rpm.

Uma diferença visível entre os pulverizadores avaliados é quanto à localização do motor. Enquanto nos modelos Gafanhoto e Multiple, ele está localizado na parte central superior, no Parruda, ele se localiza na parte frontal superior. Essa localização frontal do motor do Parruda, associada ao elevado vão livre e à falta de uma adequada proteção na parte inferior, permite o livre acesso de mãos a partes móveis do motor, como polias e hélice do radiador, elevando risco de acidentes em relação ao Gafanhoto e ao Multiple. No entanto, o Multiple também deve providenciar uma proteção adequada ao sistema de polias para acionamento da bomba de pulverização, localizada na parte central do chassi, a fim de reduzir o risco de acidentes. Nenhum dos pulverizadores avaliados apresentou uma adequada proteção de partes quentes com relação aos canos de escape. No pulverizador Parruda, o problema é relativamente acentuado, uma vez que o cano de escape pode ser acessado pelo operador a partir do solo, entretanto, nos dois outros equipamentos, o contato através das plataformas de acesso também é facilmente conseguido, elevando o risco de acidentes.

TRANSMISSÃO, SUSPENSÃO E FREIOS O sistema de transmissão do Gafanhoto e do Parruda é hidrostático, com tração 4x4 hidro constante e independente nas 4 rodas, realizada por motores de roda de alto torque e baixa rotação. O Gafanhoto possui duas bombas independentes que alimentam o sistema de

Os três modelos apresentaram falta de proteção adequada em algumas partes quentes da máquina que podem resultar em queimaduras ao operador

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“Todas as cabinas possuem amplos espelhos retrovisores externos e sistema de ar condicionado, equipado com filtros de carvão ativado, para elevar a segurança do aplicador”

Fotos Charles Echer e Hamilton H. Ramos

Os três modelos são dotados de suspensão pneumática ativa, com válvulas reguladoras que controlam o ajuste dos movimentos da suspensão, sem tranmitir impactos das irregularidades do terreno

rodado em “X”, o que é um diferencial em relação aos demais, já que cada bomba controla duas rodas. A transmissão do Multiple é mecânica, com correntes na transmissão final, diferencial da Eaton, reduzida elétrica e tração 4x2 mecânica, o que lhe confere certa desvantagem inicial quanto à rapidez de troca de velocidade operacional. Tais construções determinam o tipo de freio, que, no Parruda e no Gafanhoto, é pelo circuito hidráulico de tração e, no Multiple, é hidráulico, auxiliado a ar comprimido. Todos os pulverizadores avaliados possuem suspensão pneumática ativa. Válvulas reguladoras controlam o ajuste dos movimentos da suspensão, sem transmitir os impactos para a máquina, assim, o sistema oferece excelente conforto ao rodar, amortecendo de forma eficaz os impactos das irregularidades do terreno. Tal sistema, sem dúvida alguma, é um dos principais diferenciais deste tipo de pulverizador. No entanto, enquanto o Parruda e o Gafanhoto possuem estabilizador do chassi tipo barra pantográfica logitudinal e transversal simples, o Multiple apresenta apenas a longitudinal. Com relação a velocidades, segundo dados

técnicos das empresas, o Parruda apresenta faixa de 0 a 44 km/h, para deslocamento, e de 0 a 22 km/h, para trabalho, o Gafanhoto, faixa de 0 a 26 km/h, para deslocamento, e de 0 a 18 km/h, para trabalho. Já o Multiple, devido ao tipo de transmissão que utiliza, apresenta escalonamento de velocidade que vai de 4 a 36 km/ h, com duas gamas (alta e baixa), de 5 marchas a frente. Numa faixa operacional de 10-20 km/ h pode-se optar por quatro velocidades diferentes.

CABINA Todas as cabinas possuem amplos espelhos retrovisores externos e sistema de ar condicionado, equipado com filtros de carvão ativado, para elevar a segurança do aplicador. No Parruda, apesar de ampla, a cabina possui vidros com cantos vivos e escurecidos pela colocação de adesivos, constituindo-se em pontos cegos que poderiam ser reduzidos. Também o capô, com desenho pouco rebaixado, contribui para a redução da visibilidade. No Gafanhoto, além de se observarem linhas escuras que se tornam

pontos cegos na junção dos vidros, estes são planos, o que pode resultar em espelhamento na presença de pó ou resíduos. Apesar disso, a visibilidade pode ser considerada boa principalmente se levar-se em conta que as barras são frontais. Já o Multiple é o que apresenta as melhores características de cabina, com um amplo espaço interno e adequada visão, tanto frontal quanto lateral. Os assentos ergonômicos, com suspensão de molas e amortecedor, são ajustáveis em altura e posição, mas não em inclinação. Ao lado esquerdo do operador, nos pulverizadores Parruda e Multiple, existe um assento auxiliar que pode ser utilizado por um instrutor, supervisor ou aprendiz. Os volantes tem regulagem de posição com relação ao operador e, nos pulverizadores Parruda e Multiple, possuem um dispositivo para apoio da mão (com necessidade de melhoria do acabamento, pois tem bordos não suavizados) que simplifica bastante o giro em manobras. No pulverizador Gafanhoto, apesar da possibilidade de ajuste do volante, só existem duas posições de fixação, o que nem sempre atende à necessidade do operador. A direção do Parruda e do Gafanhoto é hidrostática e, na coluna de direção, observam-se mostradores analógicos de funções como contador de rpm, horímetro, marcadores de temperatura e combustível. No Multiple, a direção é hidrostática, e a coluna não apresenta mostradores analógicos, estando estes posicionados à esqueda e acima do posto do operador. Todo o sistema hidráulico e as barras, nos pulverizadores Gafanhoto e Parruda, são controlados por botões dentro da cabina, com sistema on/off de acionamento, montado em console posicionado à direita do operador, que, com pouco treino, estará apto a operá-lo adequadamente. Aliás, o console de controle é um dos pontos altos destes equipamentos. Compacto e ergonômico, acolhe, além dos botões, um manche de comando de velocidade. À mão do operador, estão mostradores e botões que permitem realizar diferentes tarefas, tais como visualizar o nível de calda no tanque através de visor digital, selecionar a velocidade para trabalho ou transporte, alterar a bitola, ajustar ou

Os modelos Gafanhoto e Parruda têm o painel com mostradores analógicos de funções como contador de rpm, horímetro, marcadores de temperatura e combustível junto à direção. Já no Multiple, os mostradores estão posicionados à esquerda e acima do posto do operador

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Plataformas de acesso: bastante estreita no Multiple e sem guarda no Gafanhoto

De cima para baixo, os consoles do Parruda, Gafanhoto e Multiple

sole de controle também existe, no entanto, é bem mais simples e com menos funções, controlando apenas a aceleração, o acionamento da bomba, do sistema de controle da bitola e as luzes. Os demais controles e mostradores estão espalhados pela cabina, em posições por vezes afastadas do operador. Ao lado direito do operador, imediatamente acima dos consoles de controle, estão posicionados os controladores eletrônicos da pulverização (marca Arag e modelo Bravo 300 para o Parruda e o Multiple; marca Raven e modelo SCS 4500 NVM para o Gafanhoto) que, além de manter constante o volume de aplicação e facilitar ações de ligar/desligar as seções da barra de pulverização, ou alterar a pressão de pulverização, ainda permitem o controle de variáveis da pulverização, tais como distância percorrida, área pulverizada, horas trabalhadas, volume de calda no tanque, volume pulverizado, tensão na bateria e vazão em litros por minuto. Esses controladores, de fácil regulagem e com excelente interface com o usuário, serão discutidos mais adiante.

comando e ao tanque de calda é realizado através de um sistema de escada e plataformas. No pulverizador Parruda, esse acesso se dá pela parte traseira da máquina, por meio de uma escada com dimensões adequadas (0,34 m largura e 0,24 m entre degraus), no entanto, a altura do primeiro degrau (0,73 m) e a área livre deixada entre o corpo do pulverizador e o sistema de barras (0,80 x 0,57 m) podem constituir-se em complicadores a esta operação, apesar do apoio de mão que se estende ao longo de toda a escada. Após vencida a escada, o acesso ao tanque de pulverização e à cabine de comando é realizado de forma bastante segura através de uma plataforma com 0,55 m de largura, equipada com guarda-corpo com proteção horizontal e transversal. Nos pulverizadores Gafanhoto e Multiple, as escadas são frontais. No Gafanhoto, o primeiro degrau situa-se a 0,30 m do solo, e a escada possui 0,28 m de largura e 0,31 m entre degraus, com apoio para mãos a partir do terço superior, o que permite um acesso seguro ao pulverizador. Uma vez vencida a escada, o acesso à cabina e ao tanque de pulverização se dá por meio de uma plataforma que, apesar de ampla (0,43 m), não possui guardacorpo, elevando o risco de quedas, quando as barras estão abertas. Em condição de transporte, a área útil para deslocamento na plataforma

recolher o sistema de barras e acionar o freio de estacionamento. Além disso, como itens de segurança, observa-se também um botão de habilitação, necessário para que qualquer dos botões de controle do painel obedeça ao comando de acionamento. O manche de comando de veACESSOS E PLATAFORMAS: SEGURANÇA locidade é um controle multifuncional que se destaca pela sua praticidade. Com pequenos Em todos os pulverizadores avaliados, demovimentos de punho e dedos, e o braço ade- vido à altura dos mesmos, o acesso à cabine de quadamente apoiado, controla-se a velocidade à frente, através do posicionamento do manche para frente, ou à ré, através do seu posicionamento para trás, servindo também como freio para o equipamento. Assim, com a rotação do motor constante em 1.800 rpm (Gafanhoto) ou 2.000 rpm (Parruda), obtém-se qualquer das velocidades. Além disso, através de botões posicionados à Item Gafanhoto Paruda altura do polegar, pode-se Motorização MWM 6.10 T MWM 6.10 T controlar o sistema de arti- Potência 185 cv 185 cv culação e altura das barras de Transmissão Hidrostática 4x4 Hisdrostática 4x4 pulverização. Para que tal sis- Sistema Independente em X Único tema chegasse ainda mais próximo do ideal, poderia ser Circuito hidráulico de tração Circuito hidráulico de tração acrescentado um controlador Freios Capacidade Tanque 3000 litros 3000 litros de altura desse console, busSuspensão Pneumática Pneumática cando um melhor ajuste às 27 metros 27 metros diferentes estaturas de ope- Tamanho da barra Raven SCS 4500 BVM ARAG Bravo 300 radores. No Multiple, o con- Controlador eletrônico de pulverização

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Múltiple Cummins 6B 5.9 120 cv Mecânica 4x2 Caixa EATON de 5 velocidades e diferencial A/B EATON 19050 Hidráulico auxliado ar comprimido 3000 litros Pneumática 25 metros ARAG Bravo 300

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“Em todos os pulverizadores analisados, o piso das plataformas e os degraus das escadas possuem superfície antiderrapante”

Fotos Charles Echer e Hamilton H. Ramos

A altura do primeiro degrau da escada até o solo muda muito de uma máquina para outra. Enquanto, no Parruda, o primeiro degrau está a 73 cm do solo, no Multiple e no Gafanhoto, está a 58 cm e 28 cm, respectivamente

é sensivelmente reduzida, em função de parte desta ser ocupada pelo sistema de barras, entretanto, nesta situação, as barras funcionam como guarda-corpo. No pulverizador Multiple, a altura do primeiro degrau (0,58 m) e a distância entre degraus (0,40 m) da escada são relativamente elevadas, além de a largura dos degraus ser bastante reduzida (0,20 m), apresentando apenas uma pequena alça para apoio das mãos, fixada sobre o piso da plataforma, o que torna bastante inseguro o acesso. A plataforma de acesso à cabine possui uma largura de 0,40 m, é parcialmente obstruída pelo espelho retrovisor e não está provida de guarda-corpo no primeiro terço de sua extensão, proporcionando um certo grau de insegurança. Problemas mais sérios neste aspecto são observados na plataforma do tanque de calda. Inicialmente, há um desnível de 0,55 m entre as duas plataformas. A largura desta plataforma é de 0,20 m e, apesar de possuir guarda-corpo, o sistema de fixação deste é posicionado sobre a área de caminhamento, possibilitando tropeços e elevando o risco de queda. Diferentemente da Parruda, onde o guarda-corpo apresenta componentes horizontais e transversais, na Multiple observam-se apenas os componente horizontais, com um vão livre de 0,45 m entre a haste do guarda-corpo e o piso da plataforma, espaço que pode não ser suficiente, para reter uma pessoa em caso de queda. Assim, com relação aos acessos, todos os pulverizadores apresentam pontos positivos e negativos que podem ser melhorados. No entanto, a plataforma de acesso ao tanque de calda do pulverizador Multiple é a única que apresenta um elevado índice de insegurança. Em todos os pulverizadores analisados, o piso das plataformas e os degraus das escadas possuem superfície antiderrapante.

dente do movimento do veículo), fixando as barras do circuito hidráulico, montado no sistema de barra úmida (calda circula dentro da barra), com corpos multi-pontas fixados a espaços regulares. Todas as barras possuem um sistema de escamoteamento das pontas, no caso de choque em obstáculos, e limitadores de altura nas extremidades, para impedir que as pontas toquem o solo em situações de instabilida-

de temporária. Diferenças foram observadas apenas na forma de construção de cada um de seus componentes. Nos pulverizadores Gafanhoto e Parruda, os controles de recolhimento e ajuste de altura das barras de pulverização são eletro-hidráulicos, comandados a partir de botões devidamente identificados, situados no console de operação. Nestes pulverizadores, como medida de segurança, existe um botão de habilitação a ser acionado antes de qualquer botão de comando, afim de se evitar um acionamento involuntário. No pulverizador Multiple, tais controles são realizados por meio de um sistema hidráulico, acionado por alavancas localizadas ao lado e atrás do banco do operador. Apesar de o posicionamento destas alavancas possibilitar o fácil acesso da posição de operação, a localização dos adesivos indicativos de suas funções praticamente impossibilita sua leitura da mesma posição, dificultando a operação. O sistema de barras no Gafanhoto é montado na parte frontal do pulverizador, o que melhora muito a visibilidade do conjunto pelo operador, mas pode prejudicar a uniformidade

BARRAS DE PULVERIZAÇÃO Todos os pulverizadores avaliados possuem o sistema de barras bastante semelhantes em sua concepção, formado basicamente por uma barra auto-estável (estabilidade indepen-

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da aplicação, principalmente na parte central da barra, uma vez que o equipamento em deslocamento irá atravessar a cortina de gotas, podendo alterar a trajetória destas em direção ao alvo. Neste pulverizador, dois bicos são ainda posicionados atrás do pneu traseiro, complementando a barra dianteira, impossíveis de serem visualizados pelo operador da cabina de comando. Apesar de a cabina do pulverizador estar equipada com um adequado sistema de filtragem do ar, a posição frontal da barra também poderá predispor o operador a um maior risco de intoxicação no caso de uma manutenção inadequada deste sistema. Por outro lado, a posição frontal da barra permite que os pinos com acionamento pneumático, que compõem o sistema de travamento das barras para transporte, sejam visíveis da cabina, reduzindo a possibilidade de acidentes. Nos pulverizadores Parruda e Multiple, o sistema de barras é montado na parte traseira do equipamento, sendo a visualização do conjunto realizada pelo operador por meio de amplos espelhos retrovisores. Dessa forma, não é possível a visualização de todas as pontas de pulverização posicionadas atrás do corpo do equipamento a partir da cabina de comando. Há que se salientar que é possível montar a barra na parte posterior do gafanhoto com pequenas adaptações. Por serem equipamentos dimensionados para operação em velocidades relativamente elevadas, uma estrutura por vezes negligenciada nos pulverizadores autopropelidos, mas que possui relação direta com a capacidade operacional da máquina e a qualidade da aplicação, é a proteção das pontas, posicionadas imediatamente atrás dos pneus, contra barro e detritos lançados pelos próprios pneus, principalmente em solos úmidos, que poderão entupir ou danificar tais pontas. Nos pulverizadores avaliados, o único a fornecer uma adequada proteção contra o problema foi o Multiple, onde o sistema de pára-lamas traseiro possui uma altura adequada do solo, para promover tal proteção. No Parruda, não existe um pára-lamas traseiro ou qualquer outro tipo de proteção para essas pontas, enquanto que, no Gafanhoto, apesar do sistema de barras dianteiro e da existência de pára-lamas dianteiros e traseiros, os dois bicos montados atrás dos pneus estão muito próximos a estes, para que os pára-lamas possam fornecer uma proteção adequada, necessitando de proteção complementar. Com relação às barras, no pulverizador Parruda, estas são construídas de forma a dar proteção à barra de bicos, tanto na parte frontal quanto na distal, ao longo de toda sua extensão, reduzindo a possibilidade de danos ocasionados por choques mecânicos durante as operações de manobra e deslocamento. No pulverizador Multiple, tal proteção também existe, exceto na extremidade da barra, onde a proteção é apenas frontal. Já, no Gafanhoto, apesar

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de existir uma proteção frontal e distal ao longo de toda a barra de bicos, as pontas de pulverização, diferentemente dos outros dois, são projetadas para baixo dessa proteção, ficando mais

expostas a possíveis danos por choques mecânicos. Os limitadores de altura da ponta da barra nos pulverizadores Parruda e Multiple, maio-

Controladores da pulverização

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odos os pulverizadores avaliados são equipados com controladores eletrônicos da pulverização, sendo que o Parruda e o Multiple utilizam o controlador Arag modelo Bravo 300 e o Gafanhoto, o controlador Raven modelo SCS 450 NVM. Apesar das diferenças em suas concepções, ambos são fáceis de operar e fornecem informações bastante semelhantes. Como nos autopropelidos, em função de sua velocidade de operação, o tempo de resposta destes controladores na correção da pulverização é extremamente importante. Para verificar diferenças realizou-se um teste comparativo desta habilidade. Inicialmente, os pulverizadores foram regulados para distribuir 150 l/ha de calda. Em seguida, o pulverizador, na rotação de trabalho recomendada pelos fabricantes, foi posto a trabalhar a 8 km/h, elevandose então a velocidade para 12 km/h e reduzindo a novamente para 8 km/h, anotando-se o tempo necessário para que o controlador retornasse ao volume de calda inicial em cada uma das operações. No pulverizador Multiple, por ser de transmissão mecânica, o teste foi realizado pela alteração das marchas entre 2ª e 3ª reduzidas, avaliadas previamente, para proporcionar velocidades próximas às pretendidas. Nestas velocidades, o tempo de resposta para o Gafanhoto e o Parruda esteve sempre entre 1 e 2 s, enquanto que para o Multiple, apesar dos parâmetros de configuração dos controlador estarem exatamente iguais ao Parruda, o tempo de resposta esteve sempre próximo de 10 s. Nenhuma explicação lógica foi encontrada para esta expressiva diferença. O Gafanhoto é o único que vem equi-

Acima, manômetro do Gafanhoto, na parte externa da cabine, e tabela de vazão

pado com barra de luzes, responsável pela orientação do operador, e GPS, para determinar a velocidade de deslocamento do pulverizador. Nos demais o sistema é opcional. Como forma complementar de controle da pulverização, o Gafanhoto apresenta também um manômetro de diâmetro adequado, posicionado à frente e ao lado da posição do operador, externamente à cabina. Quando utilizado em conjunto com a tabela de vazão das pontas, em função da pressão fixada no interior da cabina, o manômetro permite ao operador analisar a confiabilidade do sistema e detectar mais rapidamente possíveis falhas. O Multiple também apresenta um manômetro de menor diâmetro com a mesma finalidade, entretanto, neste caso, o manômetro encontra-se dentro da cabina, próximo ao controlador eletrônico, o que não é recomendado por normas internacionais de segurança, uma vez que a mangueira que alimenta este manômetro está pressurizada, e um possível rompimento ou vazamento poderá contaminar a cabina e o operador.

Painéis de controle da pulverização do Multiple, Parruda e Gafanhoto

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“Os sistemas de auto-estabilização das barras, adotados pelos três equipamentos avaliados, são todos pantográficos, mas de construção relativamente diferente”

Fotos Charles Echer e Hamilton H. Ramos

Os bicos de pulverização ficam mais expostos no Gafanhoto, enquanto que o Parruda e o Multiple apresentam melhor proteção para os mesmos

Os três sistemas estabilizadores de barras são pantográficos. O Parruda adota um sistema composto por molas e amortecedores, enquanto que o Gafanhoto e o Multiple tem sistema de auto-nivelamento por basculante

res e posicionados mais distantes da ponta da barra, são montados de forma a interceptar a pulverização, proporcionando escorrimento de calda pelos mesmos, o que não acontece com o Gafanhoto, onde esta estrutura, menor e posicionada na ponta da barra, fornece uma adequada segurança contra choques sem interferir na distribuição da calda. Os sistemas de auto-estabilização das barras, adotados pelos três equipamentos avaliados, são todos pantográficos, mas de construção relativamente diferente. O Parruda adota um sistema composto por molas e amortecedores, enquanto que o Gafanhoto e o Multiple, um sistema de auto-nivelamento por basculante. Dentre os pulverizadores, apenas o Gafa-

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nhoto possui amortecedores também para estabilidade horizontal. Nos outros dois equipamentos, este amortecimento é realizado por juntas de nylon. Em todos os equipamentos, os amortecedores do sistema de estabilização trabalham com acumuladores de nitrogênio, conferindo agilidade e confiabilidade ao sistema. Para analisar as possíveis diferenças entre os sistemas adotados pelos pulverizadores em avaliação, foi proposto um teste bastante simples. Inicialmente, a barra foi estabilizada a 1 m de altura. Em seguida, promoveu-se um rápido abaixamento manual da ponta, até que o limitador de altura atingisse o solo, anotandose o tempo necessário e a nova altura de estabilização em três repetições. Os pulverizado-

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res Parruda e Multiple estabilizaram-se novamente em 1,0 m após, respectivamente, 4,4 e 5,6 segundos. O Gafanhoto estabilizou-se após 4,1 s, entretanto, a altura de estabilização foi de 0,53 m. Dessa forma, o menor tempo de resposta, para atingir a altura original, foi obtido pelo Parruda. Com relação ao Gafanhoto, segundo o técnico da empresa que acompanhou os testes, este mau resultado deveu-se à regulagem inadequada do sistema de ajuste da sensibilidade do tempo de retorno e à impossibilidade de se regulá-lo no momento da avaliação. Já, na avaliação visual realizada posteriormente, com os pulverizadores trabalhando em terreno irregular, à velocidade de 10 km/h, diferenças na estabilização da barra não foram evidentes entre os equipamentos.

CIRCUITO HIDRÁULICO Todos os equipamentos analisados possuem tanque de calda, confeccionado em fibra de vidro (Parruda e Multiple) ou polipropileno (Gafanhoto) com capacidade de 3 mil litros, e quebra-ondas interno para melhorar a estabilidade do conjunto quando em operação, diferindo basicamente no formato. O do Parruda

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Os limitadores de altura do Parruda e do Multiple estão localizados de forma que causam interceptação da pulverização e escorrimento de calda pelos mesmos. No Gafanhoto, a estrutura não interfere nas gotas

está também equipado com sensor eletrônico do nível de calda, sendo possível o dimensionamento do máximo e mínimo volumes admitidos no tanque a partir da cabina de comando. Para evitar prejuízos ao sistema, como danos ao selo mecânico da bomba, o fabricante recomenda que o sensor de mínimo volume de calda no tanque esteja regulado entre 50 e 70 litros. Neste pulverizador, o sistema de agitação da calda é hidráulico, com capacidade de até 440 l/min à pressão de 5 bar, sem possibilidade de controle pelo operador. O Multiple utiliza um sistema semelhante de agitador, entretanto, o volume de retorno pode ser dimensionado pelo operador. No Gafanhoto, o volume mínimo de calda não pode ser dimensionado, sendo que o sistema assume o tanque como vazio, quando restam cerca de 50 l de calda, acionando um alarme na cabine, quando tal nível é atingido. O sistema hidráulico de pulverização de todos os pulverizadores possui duas bombas centrífugas, entretanto, com utilização e conceitos totalmente distintos. No Parruda, a primeira, com vazão de 500 l/min, é utilizada no circuito de abastecimento do tanque, enquanto que a segunda, com capacidade para 430 l/ min, alimenta o sistema de pulverização, o dispositivo de indução para incorporação de produtos ao tanque (“hopper”) e o lavador de embalagens vazias. A alternância entre sistemas é realizada pelo operador a partir do painel de controle na cabina de comando. No Multiple, uma bomba, montada imediatamente ao lado do “hopper” e do lavador de embalagens, é utilizada no acionamento deste sistema e no abastecimento do tanque, enquanto que outra, com vazão de 250 l/min, é utilizada no sistema de pulverização. No Gafanhoto, uma bomba de 431 l/min é utilizada em praticamente todo o sistema hidráulico de pulverização, existindo, entretanto, uma segunda com vazão de 18 l/min apenas para acionamento do lavador de embalagens. Não há qualquer implicação desta diversidade de sistemas sobre a qualidade da pulverização, no entanto, suas impli-

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cações sobre a segurança da aplicação ainda serão discutidas mais adiante. Um dispositivo de indução para adição de produtos ao tanque (“hopper”) e lavagem das embalagens vazias também equipa os pulverizadores. Todos são escamoteáveis e estão à uma altura do solo que permite a operação segura, com mais de 15 litros de capacidade, como requerem as normas internacionais de qualidade, mas diferindo na forma de acionamento. No Parruda, a bomba que aciona este disposi-

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tivo é a do sistema de pulverização, sendo que, através de uma válvula de três vias, o operador seleciona utilizar a água do tanque de pulverização ou a água vinda de um reservatório de água limpa, com capacidade para 500 l, utilizada também para as operações de asseio do operador, através de uma torneira, e para a operação de lavagem do tanque após a pulverização. Tal forma de acionamento, entretanto, pode originar alguns problemas, tais como o esvaziamento do tanque de água limpa com pouco mais de 1 minuto de funcionamento da bomba, ou mesmo a contaminação do tanque de água limpa com calda, como conseqüência de um possível refluxo ao se acionar a válvula de 3 vias. Formas de evitar tais problemas devem ser estudadas, e um circuito complementar, visando descontaminar a parte interna do depósito, após as operações de adição de defensivos e lavagem de embalagens, deve ser incorporado. No Multiple, o sistema é semelhante ao do Parruda, diferindo pela existência do circuito de descontaminação da parte interna do depósito do “hopper” e pela impossibilidade de utilização da água limpa na descontaminação de embalagens. Neste caso, que é o mais comum em pulverizadores, existe ainda a necessidade de se certificar que a rotina empregada, ao se

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“Todas as máquinas avaliadas são muito boas, com desempenho satisfatório. Com a base de dados gerada, elas terão tudo para ser excelentes em um futuro muito próximo”

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Os paralamas traseiros do Parruda e do Gafanhoto não são baixos o suficiente para evitar que o barro atinja os bicos de pulverização, diferente dos paralamas do Múltiple, que estão a uma altura adequada

utilizar água do tanque de calda na descontaminação das embalagens, é eficiente em proporcionar tal descontaminação. Também no Multiple, a distância existente entre o sistema de rodado traseiro e o do “hopper”, quando em posição de trabalho, restringe o acesso do operador ao tanque de água limpa para asseio pessoal em caso de contaminação. Assim, a alteração do posicionamento deste tanque pode ser estudada como forma de evitar tal problema. No Gafanhoto, também se observa um circuito de descontaminação da parte interna do depósito do “hopper”, e a incorporação de produtos ao tanque de calda, efetuada com a utilização da própria calda do tanque, é realizada por bomba específica. No entanto, o sistema de descontaminação de embalagens é acionado por circuito independente, alimentado a partir de um tanque com água limpa com capacidade de 145 l, utilizado também nas operações de asseio do operador, através de uma torneira, e de lavagem do tanque após a pulverização, o que fornece ao sistema uma alta capacidade de descontaminação das embalagens com extremamente baixa probabilidade de contaminação do operador. Com relação ao sistema de filtragem, todos os pulverizadores avaliados apresentavam pelo menos 3 filtros: um pré-bomba, com peneira malha 50; outro em cada seção das barras de pulverização (filtro de linha), com peneira malha 100; e outro nos bicos (peneira dos bicos), com peneira malha 50. Apesar desta configuração padrão, nenhuma das pontas que equipavam as barras necessitavam o uso de malha 100. Assim, em função dos problemas de re-

tenção que esta malha pode proporcionar quando da utilização de agrotóxicos com a formulação pó molhável (PM) ou suspensão concentrada (SC), o padrão 100 poderia ser alterado por 50 sem prejuízo à pulverização, mas com grande benefício à capacidade operacional dos pulverizadores. Algumas diferenças foram observadas com relação ao filtro pré-bomba. No Gafanhoto, este filtro é metálico e faz parte do sistema de troca de calor para resfriamento do sistema hidráulico, havendo, entre este e os filtros de linha, um outro filtro autolimpante. A forma de limpeza do elemento filtrante no filtro metálico, entretanto, não nos é muito clara. No Multiple, apesar de o filtro apresentar um formato relativamente convencional, ele é montado na vertical e a aproximadamente 1,70 m do solo, o que faz com que, durante sua abertura em uma operação de limpeza, a calda escorra pelo corpo do filtro, e conseqüentemente, pela mão do operador, predispondo este a uma maior exposição e conseqüentemente a um maior risco de contaminação. O posicionamento do filtro na horizontal, como ocorre no Parruda, elevaria a segurança na operação de limpeza, uma vez que a calda dentro do filtro passaria a escorrer diretamente para o solo. A barra de pulverização, no pulverizador Parruda, é construída com canos em aço inox de 19 mm no sistema de barra úmida e dividida em 5 seções. Os 55 bicos de pulverização, modelo quadrijet (posição para 4 pontas) com sistema antigotejante da Arag, estão posicionados a 0,50 m e são equipados com pontas da Teejet ou Magno. O abastecimento de calda em seções de barras mais distantes, e mesmo as

conexões entre seções da barra, são realizadas por mangueiras que, quando longas, são fixadas por semi-estruturas que evitam dobras. As pontas de cada uma das seções da barra são vedadas com um sistema de tampa metálica rosqueada a fim de facilitar possíveis manutenções. No Multiple o sistema de barras é semelhante ao do Parruda, com a exceção de que em uma mesma barra possui 2 conjuntos de bicos, um espaçado a 0,35 m e equipado com 71 bicos pentajet com sistema antigotejante da Arag e pontas Teejet, a ser utilizado em pulverizações, e outro espaçado a 0,50 m com sistema de bico único também com antigotejante, a ser utilizado na aplicação de fertilizantes líquidos, segundo informações do técnico da empresa que acompanhou as avaliações. Também diferentemente do anterior, as mangueiras mais longas são unidas com fitilhos plásticos para evitar dobras e as pontas de cada seção são soldadas, dificultando operações de manutenção. O Gafanhoto também é em tudo semelhante ao Parruda, com a exceção de que possui 6 seções de barra e está equipado com 55 bicos trijet com antigotejante também da Arag e pontas Lechler ou Teejet, espaçados de 0,50 m. As mangueiras mais longas possuem proteção plástica ou estão fixadas por fitilhos para evitar dobras

O filtro localizado verticalmente no Múltiple e no Gafanhoto possibilita a contaminação na hora da troca, diferente do Parruda, tem um posicionamento horizontal e evita escorrimento do produto nas mãos do operador

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e as pontas das seções de barra possuem sistema de vedação com sistema de tampa plástica rosqueada, facilitando a manutenção. Apesar das diferenças encontradas, não se espera que elas possam de qualquer forma interferir na qualidade da operação.

DIRIGIBILIDADE E DESEMPENHO Uma curiosidade que certamente move muitas pessoas é com relação às manobras destas máquinas “gigantes”. Evidentemente, com barras de pulverização de 25 ou 27 metros, as manobras de reentrada no talhão são cumpridas sem problemas. As dificuldades aparecem em manobras junto a obstáculos como valas, cercas ou estradas. Fomos verificar então os diâmetros de giro com as situações de bitola aberta e fechada (média de três repetições), apresentadas na tabela acima. Verifica-se que todos os pulverizadores possuem ajuste de bitolas, numa gama que varia de cerca de 2,70 m a 3,10 ou 3,30 m, mas esta característica pode ser mais útil no ajuste ao espaçamento das culturas que na manobrabilidade. Outra expectativa, que certamente reflete o pensamento de alguns agricultores, é quanto

Raio de giro (m) Pulverizador Montana Parruda Metalfor Multiple Servspray Gafanhoto

Bitola aberta 18,30 18,45 —-

Bitola fechada 17,08 17,35 19,50

ao desempenho das máquinas em aclives, devido à transmissão hidrostática. Realizamos um teste para verificar se há dificuldades de deslocamento ou não. As máquinas eram paradas na parte inferior de uma rampa de 80 metros de comprimento e inclinação de 7 % e deveriam subir, com carga, arrancando da imobilidade. Mediu-se a velocidade final de cada uma delas. Verificou-se que todas cumpriram galhardamente a tarefa, chegando ao topo com velocidades superiores às usuais de trabalho. O Gafanhoto atingiu 22,5 km/h contra 21,3 km/ h do Parruda (os dois com transmissão hidrostática), e o Multiple, apesar da transmissão mecânica e sua potência 30 % menor no motor, alcançou louváveis 17,9 km/h.

CONCLUSÃO É sempre interessante realizar avaliações de máquinas é sempre interessante, ainda mais quando se sabe da seriedade dos testes realizados pela revista Cultivar Máquinas que sempre os realiza de maneira isenta, de modo a relatar as impressões e a funcionalidade de cada máquina. Mais interessante ainda é o convite para realizar testes como este, já que envolve diferentes fabricantes e existem, obviamente, interesses comerciais. Entretanto, ações como essa são de extrema importância tanto para o fabricante, como ferramenta no desenvolvimento dos equipamentos, quanto para o produtor, como base técnica de apoio à decisão no momento da aquisição de um novo equipamento. Logicamente, em se tratando de máquinas com geração mais recente de projetos (se comparados com tratores ou colheitadeiras), os pulverizadores autopropelidos têm alguns aspectos que podem ser melhorados, especialmente à luz

Quanto custa cada máquina

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bviamente, o custo de aquisição de tais máquinas deve ser pensado com base no benefício que proporcionam em grandes áreas. Os dois pulverizadores com tecnologia de transmissão semelhante, que são o Gafanhoto e o Parruda, possuem preços também bastante semelhantes. Na época desta avaliação, o Gafanhoto podia ser adquirido por R$ 412 mil, incluso o sistema de GPS e barras de luz originais, enquanto que o preço do Parruda era R$ 410 mil, inclusos quatro conjuntos de pontas de pulverização. O pulverizador Multiple, com transmissão mecânica, podia ser adquirido por R$ 326 mil, e esta sensível diferença de preço pode compensar alguma característica de desempenho inferior aos outros dois. dos modernos conceitos de ergonomia, segurança e usabilidade. Dessa forma, temos a certeza de que com os pontos aqui identificados, positivos ou negativos, estaremos dando nossa contribuição ao desenvolvimento deste tipo de pulverizadores, avaliados ou não neste teste, cada vez mais importantes ao agronegócio brasileiro. Por fim, gostaríamos de agradecer à Revista e aos fabricantes por esta oportunidade e acrescentar que todas as máquinas avaliadas são muito boas, com desempenho satisfatório, e que, com a base de dados gerada, elas terão tudo para ser excelentes em M um futuro muito próximo. Hamilton Humberto Ramos, IAC Arno Dallmeyer, UFSM Francisco Faggion

Hamilton Ramos, Arno Dallmeyer e Francisco Faggion foram os responsáveis pelo comparativo entre os autopropelidos

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Negócios lançamentos

Inovação na metereologia Divulgação

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Agrosystem está lançando a Vantage Pro2, uma estação metereológica que oferece um inovador conjunto de sensores integrados, reunindo coletor de chuva, sensores de temperatura e umidade e anemômetro. Dísponível nas versões wireless e cabeada, a nova estação possui uma barra de mensagens móvel que mostra os detalhes da previsão por extenso e algumas informações extras sobre as condições do momento, além de escala vertical que muda de acordo com o que estiver sendo mostrado no gráfico. A barra também exibe gráfico das últimas 24 horas, dias ou meses de leituras, incluindo análises extras de temperatura, pluviosidade, razão de precipitação, vento e pressão barométrica. Ela possui definição de até 70 alarmes, para variar as funções simultaneamente, além de rosa-dos-ventos com 16 rumos que mostram a direção atual e a direção dominante do vento com

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resolução de um grau; ícone de gráfico que indica qual função está sendo exibida no momento; exibição dos dados atuais ou de máximas e mínimas de até 24 dias, meses ou anos diferentes; ícones de previsão, indicando como estará o tempo. A Vantage Pro 2 possui gráficos de oito fases da lua; campos de hora e data, indicando o horário do nascer e do pôr-do-sol; hora e data das máximas e mínimas, com data do ponto de dados mostrado no gráfico. Ela tem a antena extensa para rádio com espectro espalhado por salto de freqüência; seta de tendência de cinco posições que indica a pressão barométrica; área de exibição fixa, mostrando as variáveis metereológicas mais importantes constantemente e área de exibição variável que permite escolher as temperaturas ou umidades do solo internas ou extras. O dispositivo exibe índice UV ou umidade das folhas; resfriamento pelo vento, ponto de

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condensação ou dois índices de aquecimento diferentes, e possui de teclas de comando para simplificar a entrada de dados, percorrer os dados do gráfico ou visualizar as máximas e mínimas ao longo do tempo. Além disso, a Vantage Pro2 mostra a quantidade de precipitação mensal ou anual, da razão de precipitação, da evapotranspiração ou da intensidade de radiação solar; ícone que avisa quando está chovendo e exibe pluviosidade diária ou da pluviosidade no momento. O usuário poderá ainda personalizar a estação adicionando controles extras como o WeatherLink. Este sistema está disponível em vários modelos e é compatível com as estações Davis, incluindo a nova Vantage Pro2 e faz a análise e a representação gráfica dos dados. O Data Logger é instalado no console da estação, armazenando dados coletados, e ainda possibilita a transferência desses daM dos para um computador.

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por Arno Dallmeyer - arnomaq@yahoo.com.br

Acelera...

Tem caminhão na arrancada XIV Prova de Arrancada Nacional de Caminhões Em Balneário Arroio do Silva - SC - 3 a 6 de Março de 2005

final, caminhões também podem ser tratores? Existe até a denominação caminhão-trator para os poderosos cavalosmecânicos.Por isto, hoje mostramos aos nossos leitores um pouquinho da prova de arrancada de caminhões que já é tradição no litoral sul de Santa Catarina no final do verão. Boa viagem!

Fotos Divulgação

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Arrancadão de tratores Equipes não cochilam

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nquanto esperam o início das atividades de 2005, as equipes se preparam com novos e mais competitivos bólidos. Veja o trator da equipe Lazarin-Racing de Maripá (PR) (categoria Tratorshow - Arrancadão de Tratores®), que fez o maior sucesso no estande da Petrobras na Expo-Londrina de 7 a 17 de abril. O Agrof-1, geração II, foi bastante modificado, com novo estilo na forma tubular, além de leve, não causa a resistência do ar. Para a temporada 2005, o peso mínimo dos tratores passou a ser de 1900 kg. A maioria das equipes está reduzindo o peso do trator, usando de muita criatividade, sem afetar a beleza do design e a segurança estrutural da maquina. Outra tendência são as rodas dianteiras esportivas de liga leve que ajudam a dar o toque tuning. A mecânica é ainda um MWM Turbo-diesel, envenenado com 350 cv, mas, está prevista troca de motor e de marca, pois o piloto Ivan Schanoski, que pontuou em todos os GPs de 2004, pretende ser campeão em 2005 e, para tanto, vai buscar apoio em outro fabricante de motores. A Petrobras, Vipal e Firestone são patrocinadores Máster do Arrancadão de Tratores®.

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Arrancadão começou em 1986, no Arroio do Silva, que possuía uma vasta extensão de areia em sua orla marítima, possibilitando a realização de eventos de grande distância. Hoje, o evento está fixado no Parque Municipal da Arrancada, Bairro Areias Brancas, Praia da Meta, onde se encontraram melhor estrutura, qualidade de solo, de acesso e largura da praia, para montagem da arena. Atrai um público aproximado de 150 mil pessoas. As provas são supervisionadas pela Fauesc (Federação de Automobilismo do Estado de Santa Catarina), que homologou o regulamento em 17 de fevereiro de 2004. A organização se esforça para fazer as provas de forma organizada e segura. Veja alguns itens observados: Os competidores devem apresentar no ato da inscrição a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com a categoria correspondente. Somente podem pilotar os caminhões seus proprietários e/ou motoristas devidamente autorizados. A largada é feita por sinal luminoso. Os caminhões são divididos em quatro categorias: • Toco: até 250 cv (dois eixos) • Truck: até 250 cv (três eixos) • Cavalo Mecânico até 380 cv - Toco (dois eixos) • Força Livre. Caminhões especiais e importados somente participam na categoria Força Livre, assim como caminhões com chassi e cabine modificados. A aspiração (turbinamento) e bomba são livres para todas as categorias. Os caminhões das categorias Toco e Truck até

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250 cv devem estar equipados com carroceria e demais acessórios obrigatórios (inclusive estepe). Para a categoria cavalo mecânico até 380 cv, é permitido o uso do estepe fixado na 5ª roda. Os veículos devem estar equipados com pneus originais de fábrica. Não são aceitos outros tipos de pneus. A pista tem o comprimento de mil metros, sendo 500 m para competição e 500 m para área de escape. Somente o piloto é permitido na cabine do caminhão. Os pilotos deverão passar por teste de bafômetro, estando sujeitos à desclassificação, se o aparelho registrar níveis alcoólicos superiores ao limite máximo determinado pela legislação vigente. Os pilotos devem estar equipados com cinto de segurança, calça longa e calçado fechado. Será obrigatório o uso de equipamentos de segurança determinados pela legislação, ex.: extintor de incêndio dentro da validade etc. O piloto que infringir qualquer norma estabelecida pela Lei Nacional de Trânsito, fora do perímetro da prova, estará sujeito à multa, apreensão do veículo e desclassificação da prova. A estimulante premiação constou de dois carros, duas motos, quatro televisores, duas bicicletas e dois aparelhos de DVD. VENCEDORES CATEGORIA TOCO 1º Lugar: Jéferson Nunes 2º Lugar: Ênio Zuchinali 3º Lugar: Dalmir Zanete CATEGORIA TRUCK 1º Lugar: Bileco 2º Lugar: Emerson Nunes 3º Lugar: Sergio Carminati

CATEGORIA 380 CV 1º Lugar: Edson Beber 2º Lugar: Antonio Gonçalves Junior 3º Lugar: José Zapeline CATEGORIA FORÇA LIVRE 1º Lugar: Adão dos Santos 2º Lugar: Célio Emidio 3º Lugar: Marcelo Santos

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Informe jurídico • Newton Peter • OAB/RS 14.056 • consultas@newtonpeter.com.br

“Restos” de horas extras

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m dos problemas mais comuns enfrentados pelas empresas nos tribunais refere-se ao cumprimento do pagamento de horas extras. Sobram nos tribunais casos de funcionários descontentes com a forma de remuneração do trabalho extra e é preciso ficar atento, para evitar surpresas. Há diversos casos de funcionários que buscam na justiça recebimento de horas extras mesmo que não constem no cartão-ponto. Aliás, é muito comum algumas empresas cometerem o erro de orientar funcionários a bater o ponto e permanecer trabalhando. Além de irregular, essa situação é facilmente provada com testemunhas. Um exemplo muito comum acontece em casos de funcionários com certo grau de liderança. Há algum tempo atrás um funcionário responsável pelo trabalho de 30 pessoas, que cumpriam jornadas em três turnos diferentes, tentou obter na justiça pagamento por horas extras que, alegava ele, não constavam no cartão. Como cabe à empresa provar o contrário, é necessário manter a documentação em dia. Mesmo tendo o preposto da empresa e as testemunhas informado ao juiz que o funcionário era encarregado dos três turnos existentes, a análise dos registros foi favorável, mas apenas neste caso. É preciso, sempre, certificar-se de que estão sendo tomadas todas as providências, para garantir que a empresa possa provar que agiu dentro da lei. É necessário provar que, sempre que o funcionário em questão necessitou prorrogar a jornada de trabalho, esse tempo foi anotado e pago. Por exemplo, se o horário final da jornada é às 17h, um cartão-ponto com saídas marcadas após esse horário em dias e semanas alternados será muito

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útil em um tribunal. Mostra que, quando houve necessidade de estender a jornada, ela foi devidamente marcada. Mas isso não é tudo. Não basta anotar no cartão-ponto. É preciso fazer o pagamento de cada mi-

mês, acumulados com outros minutos e quem sabe algumas horas não pagas de outros meses, podem representar bastante dinheiro. Sendo assim, quando houver necessidade de reter o funcionário por mais tempo dentro da empresa, deve-se manter atualizado o pagamento de horas trabalhadas além da jornada habitual. No acumulado de alguns anos, pode representar um valor considerável. HORAS DE PRONTIDÃO

nuto extra, sob pena de deixar margem para questionamento. O alerta é feito porque é bastante comum as empresas “arredondarem” horários e valores. E é aí que pode existir uma brecha para discussão que invariavelmente termina de forma desfavorável para as empresas. Numa eventual disputa judicial, o funcionário sairá ganhando na maioria dos casos. Por exemplo, tendo prestado, em determinado mês, 16 horas e 55 minutos extras e recebido por 16 horas e 35 minutos, resta o pagamento dos 20 minutos não contabilizados. Um ponto importante é que essas horas extras que restaram por serem pagas, numa eventual sentença judicial, terão certamente adicionados cálculos de juros e correção monetária, além de reflexos em 13° salário, férias, repousos semanais e feriados. Além disso, esses 20 minutos não pagos num

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Da mesma forma, as horas de prontidão, quando o funcionário fica de folga, mas nas dependências da empresa (alojamento, por exemplo), também são sujeitas a problemas legais. Se, ao encerrar a jornada de trabalho, o funcionário permanece à disposição da empresa, podendo ser chamado a qualquer momento, isso significa que está trabalhando e deve ser remunerado. “Folga” pressupõe que o empregado pode se ausentar e aproveitar o tempo da maneira que quiser. Sempre que o funcionário for convocado a trabalhar deve receber a remuneração respectiva ou, pelo menos, ter a possibilidade de converter essas horas ou períodos trabalhados em folga compensatória. O contingenciamento da disponibilidade pessoal do empregado é que faz a diferença. A impossibilidade de se ausentar e a necessidade de ficar no alojamento ou na fazenda à espera de ordens agrava a questão. Vale lembrar que, num tribunal, numa decisão favorável ao empregado, em que a empresa teria que pagar as horas de prontidão, fatalmente serão incluídos valores relativos a repousos semanais, férias e 13° salário. M Este artigo é uma compilação de texto publicado na edição de abril/ 05 da revista Cultivar Justiça

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