Do editor Grupo Cultivar de Publicações Ltda. CGCMF : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480 Rua Nilo Peçanha, 212 96055-410 – Pelotas – RS www.cultivar.inf.br www.grupocultivar.com Direção Newton Peter Schubert K. Peter
Cultivar Máquinas Edição Nº 37 Ano III - Dezembro 04 / Janeiro 05 ISSN - 1676-0158 www.cultivar.inf.br cultivar@cultivar.inf.br Assinatura anual (11 edições*): R$ 119,00 (*10 edições mensais + 1 edição conjunta em Dez/Jan)
Números atrasados: R$ 15,00 Assinatura Internacional: US$ 80,00 • 70,00
Prezado leitor Com a expansão da área plantada a cada ano, cresce também a demanda por máquinas mais eficientes. Novas tecnologias estão disponíveis a cada dia e muitas máquinas consideradas de ponta, em pouco tempo, estão quase obsoletas. No entanto, o produtor deve ter cuidado na hora de escolher uma máquina para sua propriedade, de forma que possa ter uma relação custo/benefício interessante. Muitos equipamentos podem ser objeto de desejo de todos os produtores, porém nem sempre é necessário ter a máquina ou implemento mais caro, desde que ele cumpra com eficiência o seu objetivo final. É justamente isto que o artigo de capa se propõe: auxiliá-lo na escolha da semeadora ou plantadeira para cada situação. Esta edição trata também de irrigação, armazenagem, custos de máquinas e testes drives com o pulverizador autopropelido Parruda da Montana e a semeadora adubadora PDM PG 900 da Metasa. Lembramos que esta edição é conjunta dos meses de dezembro e janeiro. Uma boa leitura para todos e um excelente 2005!
Índice
Nossa Capa
• Editor
Charles Ricardo Echer Capa Charles Echer
• Redação
Rocheli Wachholz • Design Gráfico e Diagramação
Cristiano Ceia _____________
• Comercial
Pedro Batistin _____________
• Gerente de Circulação
Cibele Costa • Assinaturas
Rosiméri Lisbôa Alves Jociane Bitencourt Simone Lopes
Rodando por aí
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Quanto gasta sua máquina
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Semeadoras e adubadoras de precisão
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Aspersores ideais
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John Deere lança pedra fundamental
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Mecanização de várzea
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Armazenagem
24
Negócios - Empresas
29
Roçadeira 343R
30
Inauguração da nova fábrica Kepler Weber 32 Teste Drive pulverizador Parruda
34
Teste Drive semeadora PDM PG 900
40
Esporte Trator
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Coluna jurídica
46
• Gerente de Assinaturas Externa
Raquel Marcos • Expedição
Edson Krause Dianferson Alves
Destaques Como escolher
• Impressão:
Kunde Indústrias Gráficas Ltda.
Para acertar na escolha da semeadora ou plantadeira, o produtor deve usar critérios baseados nas características de sua propriedade e trator .................................................... 10
NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL
3028.2000
Aspersores ideais
• ASSINATURAS
3028.2070 • REDAÇÃO
3028.2060 • MARKETING
3028.2065
Por falta de espaço não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@cultivar.inf.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.
Assine já!
Saiba como escolher e utilizar os aspersores e quais os mais indicados para cada tipo de cultura e propriedade ................................................... 14
Máquinas na várzea A recuperação de áreas alagadas exige, além de conhecimento, a utilização de máquinas adaptadas para o trabalho nessas condições ................................................... 20
Teste drive Cultivar Máquinas Veja como o pulverizador Parruda e a Semeadora Adubadora PDM PG 900 se saíram no teste drive Cultivar Máquinas ................................................... 34
Rodando por aí
Diretoria A Abraforte (Associação Brasileira dos Distribuidores New Holland), que reúne as 180 concessionárias da marca de todo o país, elegeu a diretoria que estará à frente da instituição nos próximos dois anos. O diretor da concessionária paranaense New Agro de Campo Mourão, Mário Garibaldi, que atuava como vice-presidente administrativofinanceiro da Abraforte, foi eleito presidente da instituição e Sílvio Renato Ottoboni , da Ottoboni, de Dracena (SP), vice-presidente. O novo vice-presidente administrativo-financeiro é Raymundo Azevedo Filho e Pedro Tomaz de Souza foi eleito o vicepresidente de comunicação.
Convênio Dicionário A SBS (Special Book Services Editora) está lançando no Brasil o “Vocabulário para Ciências Agrárias inglês-português”, primeira publicação do gênero editada no país. O dicionário conta com cerca de 2,5 mil verbetes que abrangem termos técnicos e expressões usadas na comunidade científica, explicados em detalhes e por meio de ilustrações. A publicação, lançada dentro da série “Mil & Um Termos”, foi desenvolvida pelos tradutores Eduardo Murin de Souza e Milton James Oppenheimer. Informações: (11) 5535.1481
O Banco do Brasil e a AGCO do Brasil assinaram um convênio para o financiamento de máquinas agrícolas usadas, que começa a vigorar ainda em 2004 em toda a rede credenciada Massey Ferguson, possibilitando o financimento de até 100% para mini e pequenos produtores e até 80% para os demais, com prazo de três anos. O vice-presidente superintendente da Massey Ferguson e AGCO Allis para as Américas do Sul e Central, Normélio Ravanello, ressaltou a importância do convênio. “Ele vai proporcionar para nossa rede uma lubrificação no processo de compra e venda. Movimentando o usado, fazemos entrar o novo no mercado com mais facilidade”.
Norberto Luckow
Responsabilidade Social
Normélio Ravanello
Economia A Embrapa Clima Temperado, de Pelotas (RS), economizou, através do sistema de pregão, R$ 112 mil em recursos públicos na aquisição de cinco tratores. O pregão é uma espécie de leilão ao contrário onde a preferência para itens iguais recai sobre o menor preço, o que permite poupar recursos públicos. Em apenas um dos tratores de maior porte adquiridos pela Empresa, a diferença entre a oferta escolhida (R$ 114.890,00 – John Deere) e o segundo lugar (R$ 155.535,00), para equipamento semelhante, foi superior a R$ 40 mil.
Novo cargo
Colheita A New Holland, através da concessionária Bertoldi Becker, de Pelotas (RS), cedeu uma colhedora para a Estação Experimental de Terras Baixas (EETB) da Embrapa Pelotas para realizar a colheita de trigo cultivado em camalhões. A área experimental de dois hectares deve ter uma produtividade de 2,4 mil quilos por hectare, ou aproximadamente 40 sacos. a variedade utilizada foi a BRS-177, desenvolvida pela empresa e adaptada a solos encharcados.
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Máquinas
Na solenidade de lançamento da pedra fundamental da nova fábrica da John Deere, David Everitt, presidente da Divisão Agrícola para Europa, África e América do Sul e da Divisão Global de Colheitadeiras, nomeou Jim Martinez para o cargo de vice-presidente da Deere & Company, com responsabilidade pelos mercados da América do Sul. Na oportunidade, anunciou também a mudança de localização do vice-presidente sênior de Manufatura e Engenharia, cargo de responsabilidade global, da Europa para Porto Alegre.
ISO 14001
Jim Martinez
Pós-colheita Será realizado nos dias 7 e 8 de abril de 2005, em Londrina (PR), o 2º Simpósio Paranaense de Pós-colheita e o 1º Simpósio Internacional de Grãos Armazenados. Os eventos contarão com a participação do australiano Patrick Collins, um dos maiores especialistas mundiais em resistência de pragas de produtos armazenados. “A Austrália é um espelho de qualidade de armazenagem para o mundo”, atesta o pesquisador e palestrante Irineu Lorini, que está finalizando pós-doutorado naquele país.
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A AGCO do Brasil recebeu o Troféu Destaque do Prêmio Responsabilidade Social. A empresa foi campeã na categoria Grandes Empresas pelas suas ações sociais desenvolvidas em Canoas e Santa Rosa (RS), onde estão localizadas as duas unidades fabris. De acordo com o Gerente de Meio Ambiente, Segurança e Saúde Ocupacional da AGCO, Norberto Luckow, o trabalho nesta área está apenas no começo.”Temos 3,3 mil colaboradores e visamos motivá-los para a responsabilidade social”.
A Unipac, empresa do grupo Jacto, recebeu a re-certificação ISO 14001 pela sua política de preservação do meio ambiente durante o processo produtivo e nas instalações fabris e administrativas. A certificação vem como resposta à preocupação com as questões ambientais, prevenindo a poluição e promovendo o desenvolvimento sustentável, a redução dos resíduos sólidos, a preservação dos recursos hídricos e a diminuição e controle do consumo de energia elétrica.
Novembro 2004
Máquinas custos
Fotos Claas
Quanto gasta sua máquina? Saber calcular o valor horário de máquinas, que divide-se em fixos e variáveis, é fundamental no planejamento das operações e no dimensionamento do sistema mecanizado
O
custo horário das máquinas e equipamentos classicamente é dividido em custo fixo e variável. O custo fixo independe do uso da máquina, mas da posse, daí também chamado de custo de propriedade. Compoem os custos fixos a depreciação, o juro, o alojamento e o seguro. Já o custo variável depende do uso do equipamento, daí também chamado de custo de utilização e se compõe dos gastos
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Máquinas
com combustível, lubrificantes, manutenção e reparos e mão-de-obra de operação. O custo de utilização é influenciado pelas condições do local de trabalho, habilidade do operador e qualidade da manutenção. O custo fixo pode ser calculado através da equação 1. O primeiro termo da equação é a depreciação, neste caso calculada pelo método da linha reta, o segundo termo é o juro sobre o capital médio, o terceiro e o quarto,
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alojamento e seguro, respectivamente. ... ( 1 ) em que CFA é o custo fixo anual ou custo de propriedade anual em R$; VI é o valor de aquisição ou valor inicial da máquina ou implemento, em R$; VU é a vida útil da máquina ou implemento, em anos; VR é o valor residual da máquina ou implemento após VU (decimal); i é a taxa de juro anual (decimal); AL é a taxa anual do alojamento (decimal); S é a taxa anual do seguro (decimal). A depreciação do equipamento ocorre por desgaste devido ao uso e à obsolescência técnica ao longo da vida útil. A quota de depreciação tem a finalidade de compor um fundo de reposição que, somado ao valor residual do equipamento atual, deverá integralizar o valor de um equipamento novo igual ou equivalente no final do horizonte de depreciação econômica. Isso não quer dizer, porém, que ao final deste prazo o equipamento atual seja tecnicamente inservível. Além do método da linha reta, existem ainda outros métodos de depreciação que podem ser utilizados, como o da percentagem constante ou saldo decres-
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“O custo de utilização é influenciado pelas condições do local de trabalho, habilidade do operador e a qualidade da manutenção”
cente, depreciação variável, soma dos dígidos, fundo de recuperação de capital, entre outros. Para a empresa, a utilização de um ou outro decorrerá da análise das características peculiares de cada método e as necessidades contábeis e fiscais da empresa. O juro reflete o custo de oportunidade financeira sobre capital médio investido no equipamento agrícola. O seguro é uma despesa destinada a proteger o bem contra perdas parciais ou totais em decorrência de sinistros. E, finalmente, a despesa com alojamento tem a finalidade de proteger o bem da degradação física acelerada pela ação dos elementos. Observe-se que o custo fixo é uma quota anual. O custo horário de propriedade é a razão entre a quota anual de propriedade e o tempo de uso anual planejado para a máquina ou implemento (equação 2). ... (2 ) em que CF é o custo horário fixo, em R$.h; CFA é o custo fixo anual, em R$; HA é o tempo de uso anual do equipamento, em horas. Logo, no horizonte de um ano, o custo de propriedade é fixo, mas em termos horários, ele é variável porque depende do tempo de uso anual do equipamento. Daí que o planejamento das operações agrícolas e o dimensionamento do sistema mecanizado devem ser adequados não só em número, mas também na capacidade, buscando maximizar o tempo de uso anual produtivo do equipamento. Uma máquina ou conjunto subutilizado, com poucas horas de uso anual, pode representar um pesado ônus financeiro para a empresa. As despesas que compoem o custo variável ou de utilização podem ser estimadas através de equações empíricas. Convém ressaltar que se tratam de estimativas para fins de planejamento. Os custos de utilização efetivos, todavia, são fornecidos pelo acompanhamento operacional de cada trator, máquina ou implemento, com o registro de todas as despesas efetuadas, bem como os tempos e serviços executados, que o empresário rural deve
O custo variável de combustível é alterado de acordo com as características e o estado de conservação da máquina
ter num banco de dados. O custo variável referente ao combustível pressupõe a estimativa do consumo horário. O consumo horário varia de acordo com as características e estado de conservação da máquina, habilidade do operador e, sobretudo, com o tipo e as condições de trabalho. Ademais, durante a execução do serviço, há diferenças de consumo entre a operação propriamente dita e manobras, por exemplo. A ASAE (American Society of Agricultural Engeneers) propõe o primeiro termo da equação 3 para estimar o consumo médio de diesel ao longo do ano visto que o trator não opera durante todo o tempo com um fator de carga máximo mas um valor intermediário. ... ( 3 ) em que CC é custo horário do combustível estimado em R$/h; PTP é a potência máxima na TDP, em kW. PD é o preço unitário do combustível, em R$/L.
Se for considerado a potência máxima do motor, ao invés da potência máxima na TDP, o coeficiente de consumo específico deve substituído por 0,184 l/kw/h. Para uma operação particular, o consumo pode ser determinado a partir da razão entre a potência requerida pela máquina ou implemento e a potência máxima disponível na TDP ou no motor do trator, o que se denomina fator de carga. As despesas com óleo lubrificante podem ser estimadas também com base na potência do motor (equação 4). A ASAE estima em 15% do custo do combustível, considerando trocas a cada cem horas. Para os tratores nacionais, o intervalo de troca geralmente varia entre 200 e 300 horas. A relação proposta pode ser mantida visto que também se deve considerar as reposições de lubrificante do motor entre uma troca e outra, além da reposição do fluído da transmissão/sistema hidráulico. ... ( 4 ) em que CL é o custo horário de lubrifi-
“Os serviços de manutenção e reparos destinam-se a garantir o desempenho e a confiabilidade do equipamento agrícola e referem-se aos gastos com peças e mão-de-obra de oficina dispensados ao longo da vida útil”
Tabela 1 - Fatores de manutenção e reparos (ASAE, 1998) EQUIPAMENTO Trator agrícola 2 x 4 ou TDA Trator agrícola 4 x 4 ou de esteiras Semeadora Pulverizador, grade e arado Colhedora automotriz
H 12.000 16.000 1.500 2.000 3.000
FRM 1,0 0,8 0,75 0,60 0,40
cantes, em R$/h; PM é a potência do motor, em kw: PL é o preço unitário do lubrificante, em R$/l. Os serviços de manutenção e reparos destinam-se a garantir o desempenho e a confiabilidade do equipamento agrícola e referem-se aos gastos com peças e mão-de-obra de oficina dispensados ao longo da vida útil. Para o custo de manutenção e reparos, a ASAE propõe um fator de manutenção e reparos relacionado ao preço de aquisição do equipamento que expressa o total das despesas previstas com esta rubrica (equação 5). Observe-se que o resultado é um valor constante para a manutenção e reparos, que pode ser utilizado para fins de planejamento. Todavia, isso não corresponde à realidade quando se observa a evolução das despesas ao longo da vida útil. No início, ... ( 5 )
em que CMO é o custo horário da mãode-obra de operação, em R$.h; S é o salário mensal de registro, em R$. Finalmente, a somatória das rubricas calculadas resulta no custo horário direto da máquina ou implemento (equação 7). O custo hora do conjunto mecanizado é a soma dos custos horários dos equipamentos que o compoem, observado no cálculo de cada um o tempo de uso anual respectivo, conforme o planejamento das operações.
... ( 6 ) ... ( 7 )
Valtra
em que CRM é o custo horário de reparos e manutenção, em R$.h-1; VI é o valor inicial do equipamento, em R$; FRM é o fator de reparo e manutenção (decimal, Tabela 1) H é o tempo de vida útil estimado do equipamento, em horas. A estimativa do custo horário da mão-de-
obra de operação das máquinas pode ser feita através da equação 6. Ressalte-se, porém, que nem sempre ela pode ser integralmente lançada no custo de utilização do equipamento, visto que é comum também desempenhar outras funções no empreendimento. Neste caso, atribui-se a proporção. Deve-se observar também os encargos sobre folha de pagamento e adicionais previstos em leis e acordos trabalhistas, sobretudo para funcionários registrados especificamente como operadores de máquinas.
em que CH é o custo horário da máquina ou implemento, em R$/h; CF é o custo horário fixo, em R$/h; CC é o custo horário de combustível, em R$/h; CL é o custo horário de lubrificantes, em R$/h; CRM é o custo horário de reparos e manutenção, em R$/h; CMO é o custo horário da mão-de-obra de operação, em R$/h. O cálculo do custo do serviço mecanizado, isto é, de cada operação planejada, é feito através da equação 8. Cada operação demanda uma quantidade de horas estimadas para concluí-la e um número de conjunto mecanizado para executá-la. O custo de utilização sofre alterações de acordo com o local de trabalho, habilidade do operador e qualidade da manutenção
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Máquinas
... ( 8 )
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Divulgação
Case
Milan e Borges explicam que se o planejamento das operações e o dimensionamento forem mal feitos, isso irá acarretar em custo adicional
de de campo operacional, que também se denomina de custo operacional da máquina ou conjunto mecanizado (equação 9). ... ( 9 )
em que CSM é o custo do serviço mecanizado da operação, em R$; NC é o número de máquinas ou conjuntos mecanizados, unidades; CHCM é o custo horário da máquina ou conjunto mecanizado, em R$/h; TD é a quantidade de tempo consumida na operação, em horas. E o custo unitário da operação será a razão entre o custo do serviço mecanizado e a área de trabalho da operação, ou ainda a razão entre o custo horário da máquina ou conjunto mecanizado pela respectiva capacida-
em que CUSM é o custo unitário do serviço mecanizado da operação, em R$/ha; CSM é o custo do serviço mecanizado da operação, em R$; A é a área de trabalho, em ha. CCO é a capacidade de campo operacional da máquina ou conjunto, em ha/h. Desta forma, para o planejador, o custo horário da máquina, implemento ou conjunto tem pouco significado. Todavia, adquire relevância quando relacionado com a sua capacidade de campo e o custo da unidade de serviço executado. Ele deve planejar as operações e dimensionar o sistema mecanizado composto por máquinas e implementos que supram as demandas do sistema de produção com o menor custo unitário por operação.
Se o planejamento das operações e o dimensionamento do sistema mecanizado forem mal feitos, isso poderá acarretar um custo adicional de pontualidade associado ao sistema mecanizado. Um excesso de máquinas em número ou tamanho, isto é, de capacidade, significará um custo fixo adicional que não será compensado pelo eventual ganho de pontualidade traduzido pela redução do tempo de operação evitando assim a redução das perdas de produtividade devido às incertezas climáticas. Por outro lado, uma falta de capacidade poderá resultar em perdas de produtividade devido ao atraso na conclusão da operação no intervalo de tempo ótimo. O planejador deve buscar, pois, um dimensionamento equilibrado do sistema M mecanizado. Marcos Milan, Esalq/USP Iackson Borges, UFPR
Implementos semeadoras
Baldan
Como escolher
A seleção e aquisição de semeadoras-adubadoras de precisão deve conciliar as características da máquina e de todo o sistema de produção, para que ela possa atender plenamente as necessidades inerentes de cada propriedade
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Máquinas
dos restos vegetais (palhada), das culturas trabalhadas, das dimensões das áreas, da topografia, entre outras características. A cobrança por parte dos produtores e a necessidade da indústria de Starasfil
A
evolução do plantio direto provocou um efeito cascata no desenvolvimento de novas tecnologias de processos e de produtos específicos (engenharia) visando o aporte tecnológico para sustentabilidade do sistema de produção, seja para aqueles que estão adotando o PD ou para a melhoria das áreas já em produção. O setor de desenvolvimento das empresas busca atender a demanda crescente dos produtores por produtos com maior qualidade, eficiência e versatilidade. A área da maquinaria agrícola talvez tenha sido o setor que mais foi cobrado e continua sendo para a geração de máquinas, equipamentos e implementos a fim de atender as especificidades do PD em função do solo,
O sistema de produção também deve ser considerado na hora de adquirir uma máquina
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permanecer na produção de máquinas agrícolas gerou um trabalho enorme e contínuo para disponibilização de produtos, num esforço conjunto entre a iniciativa privada e as instituições de pesquisas na área de mecanização, sempre com o foco na melhoria dos produtos ofertados. Hoje, pode-se dizer que este esforço tem resultados expressivos e é claramente percebido quando se participa das feiras de tecnologias e eventos espalhados por todo o Brasil, onde se tem o contato com uma quantidade e diversidade de espécimes ofertados por empresas de todas as localidades e de todos os segmentos, como pulverizadores, colhedoras, adubadores e semeadoras-adubadoras.
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“Como resultado deste trabalho, foram catalogados 278 modelos ofertados por 13 empresas”
Case
Imasa
Marchesan
Pela necessidade de haver uma classificação das máquinas, foi criado um índice de adequação que permite dividir os modelos em cinco categorias diferentes, com base em sete características técnicas
Com relação às semeadoras-adubadoras de precisão, apesar da grande oferta de modelos no mercado, muitos produtores não têm acesso fácil a todas as informações necessárias, salvo aqueles que participam de alguns eventos ou que possuem acesso ao mundo virtual. Esta carência faz com que os produtores adquiram suas máquinas por cultura regional, por ouvir falar “a aquela marca ou modelo que é bom”. Nestes casos, muitas vezes o que acaba acontecendo é que, após comprar uma determinada semeadora, esta pode não atender as necessi-
dades inerentes do seu sistema e é aí que mora o perigo, pois a marca ou modelo é que “leva a fama” pela não adequação. Portanto, na aquisição, o produtor deve conciliar as características da semeadora com as características do seu sistema de produção (solo, relevo, clima, cultura, restos de culturas, plantas de cobertura), da infra-estrutura (barracões, porteiras, talhões, carreadores), da capacidade de realizar manutenção, da assistência técnica pós-venda e da reposição de peças. Em 2002 foi realizado junto às indústrias um levantamento sobre a disponi-
bilidade de modelos de semeadoras para PD, com intuito de fornecer subsídios aos agricultores na tomada de decisão na escolha da semeadora. Como resultado deste trabalho, foram catalogados 278 modelos ofertados por 13 empresas. Atualmente encontram-se no mercado cerca de 350 modelos fornecidos por 21 marcas, demonstrando a expansão e adequação das empresas frente à demanda crescente do setor. As indústrias fabricantes de semeadoras-adubadoras estão concentradas no Sul do país distribuídas principalmente
“As indústrias de médio e grande porte podem ser também de origem familiar e conquistaram uma fatia do mercado pela qualidade de seus produtos”
Tabela de fabricantes AGRI-TILLAGE DO BRASIL (detentora da marca Baldan) JOHN DEERE S/A IMASA SÃO BENTO CNH Latino–Americana Ltda JUMIL TATU - MARCHESAN SEMEATO S/A FANKHAUSER KNAPIK MAX SODER FUNDIFERRO KÜLZER & KLIEMANN METASA STARASFIL GIHAL LAVRALE PLANTI CENTER VENCE TUDO MARIO MORGENSTERN
Fankhauser
ÍNDICE DE ADEQUAÇÃO A partir da avaliação do material técnico de publicação dos modelos catalogados em 2002 foi elaborado um banco de dados abrangendo cerca de 40 características técnicas das máquinas (dimensões, mecanismos, versatilidade, A amplitude de espaçamentos e a capacidade dos reservatórios são acionamento e opcionais), algumas das características para elaboração do índice sendo que 7 foram selecionadas para a formulação de um número índice denominado “Ín- nas e médias propriedades; 19% a catedice de Adequação” que permite classi- goria C, indicada para médias e grandes ficar os modelos em cinco categorias di- propriedades e 8% as categorias D e E, ferentes, podendo ser utilizado pelos pro- indicadas para grandes propriedades. dutores como auxílio na tomada de decisão na escolha de um modelo mais adeCONSIDERAÇÃO FINAL quado as suas necessidades. As características técnicas utilizadas O processo de tomada de decisão rena elaboração do índice foram a ampli- quer a disponibilidade de uma variedade tude de espaçamentos, o número de uni- de informações para que haja a possibidades de semeadura, a capacidade dos re- lidade de comparação a fim de propiciar servatórios de fertilizante e semente, a a seleção mais adequada, proporcionanM potência requerida, o peso e a recomen- do um melhor desempenho. dação de culturas. Através da aplicação do índice foi possível verificar que 73% Marcos Roberto da Silva e dos modelos analisados compunham as Luis Antônio Daniel, categorias A e B, indicadas para peque- Feagri/Unicamp
Divulgação
entre os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. As indústrias de pequeno porte, geralmente de origem familiar, iniciaram suas atividades realizando pequenos consertos e adequações de máquinas, atendendo uma demanda regional suprindo a falha da assistência de outras empresas. As indústrias de médio e grande porte podem ser também de origem familiar e conquistaram uma fatia do mercado pela qualidade de seus produtos ou empresas de capital externo que se instalaram ou que adquiriram alguma indústria existente no país. Apesar das indústrias de semeadoras-adubadoras estarem concentradas na região Sul, a maior expansão do mercado dessas máquinas ocorre na região central do país, onde os produtores rapidamente, por força do mercado competitivo, adqui-
rem um alto nível de desenvolvimento no sistema de produção.
A escolha da máquina deve levar em conta a demanda da propriedade, dizem Silva e Daniel
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Irrigação aspersores
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Opção acertada Na irrigação utilizando aspersores, a escolha do tipo mais adequado para cada realidade é o fator primordial para uma operação eficiente e econômica
A
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freqüência sobre os diferentes métodos de irrigação é: qual o melhor método? A resposta é: não existe um método que seja melhor do que os demais em todas as situações. Para cada situação, a escolha do método de irrigação mais adequado vai Divulgação
agricultura irrigada está, cada vez mais, se firmando como uma das principais vias de atendimento à crescente demanda por alimentos. Entretanto, fatores como a necessidade de produzir cada vez mais, com menor impacto sobre o meio ambiente, e racionalizando ao máximo o consumo de água e de energia, demonstram a importância da correta escolha e utilização das tecnologias disponíveis. A irrigação pressurizada, ou sob pressão, é uma das formas de irrigação que vem apresentando grande expansão. Neste tipo de irrigação estão incluídos métodos como a aspersão convencional, o pivô central, o canhão autopropelido, o carretel enrolador e a irrigação localizada. Uma das perguntas feitas com maior
depender de uma série de fatores, entre os quais estão: cultura, tipo de solo, clima, disponibilidade de água, topografia, tamanho da área a ser irrigada, recursos financeiros disponíveis e infra-estrutura da propriedade. Uma vez definido o método de irrigação a ser utilizado, é necessário realizar o dimensionamento do sistema, quando serão estabelecidos os equipamentos que serão empregados para a captação, condução e distribuição da água. A escolha do método de irrigação e seu posterior dimensionamento devem ser realizados com o acompanhamento de um profissional devidamente habilitado para este serviço. Entretanto, não são raras as situações em que o produtor decide, por conta própria, comprar equipamentos diretamente de uma empresa, baseado apenas na opinião de um vendedor, ou buscando montar um sistema semelhante a algum outro que ele já viu funcionando, em outra propriedade. Esta é uma decisão arriscada, pois, nas vezes em que o sistema funciona, aparentemente sem problemas, o produtor poderá estar desperdiçando dinheiro, sem perceber. Em muitas ocasiões, o produtor considera que seu sistema de irrigação está “funcionando bem”, pelo simples fato de fornecer água, em abundância, para toda a área irrigada, sem saber que talvez fosse possível alcançar resultados iguais, ou até melhores, com custos mais baixos, através da escolha de equipamentos mais adequados ou através de uma operação mais correta dos equipamentos que dispõe. Muitos dos problemas de falta de eficiência na irrigação não estão relacionados com a falta de água, mas com seu
Aspersores convencionais, também conhecidos como aspersores de impacto com diferentes bocais e que podem trabalhar com diversas pressões
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“A escolha do método de irrigação e seu posterior dimensionamento devem ser realizados com o acompanhamento de um profissional devidamente habilitado para este serviço”
uso inadequado, podendo causar desuniformidade na produção, aumento no surgimento de doenças, lavagem de defensivos, erosão do solo, perdas de fertilidade, consumo excessivo de água e de energia, entre outros problemas, sempre resultando em perdas econômicas para o produtor. Em um sistema de irrigação pressurizado, a correta escolha e operação de seus diversos componentes, desde a tubulação de sucção até os aspersores, passando pelo conjunto moto-bomba, terá influência direta sobre a eficiência do sistema. Os aspersores estão na ponta final do sistema de distribuição de água, e sua escolha irá afetar o dimensionamento de todos os demais componentes do sistema. Atualmente, existem diversos fabricantes que fornecem dezenas de modelos de aspersores, que variam desde os do tipo canhão, que fornecem grandes vazões, e são capazes de irrigar individualmente grandes áreas, até os microaspersores, utilizados na irrigação localizada, que fornecem pequenas vazões e cobrem áreas bastante reduzidas. Para determinar as especificações de funcionamento de um aspersor não bastam ape-
Figura 1
nas a marca do fabricante e o modelo. Outras características de funcionamento devem ser informadas pelos fabricantes, sendo as mais comuns abordadas a seguir: Diâmetro dos bocais - identifica o tamanho dos orifícios de saída de água. Os aspersores apresentam, em geral, um ou dois bocais para saída de água, sendo que
alguns fabricantes oferecem a possibilidade de diferentes bocais substituíveis, para um mesmo modelo de aspersor. Dessa forma, é possível adaptar um mesmo aspersor para diferentes condições de funcionamento, através da substituição de seus bocais. Vazão - indica a quantidade de água fornecida pelo aspersor, em um determi-
“Existe uma grande variedade de aspersores para irrigação, desde os pequenos aspersores de jardim, que funcionam ligados a uma mangueira, até grandes aspersores, do tipo canhão, que utilizam pressões até 50 vezes maior”
Aspersor subcopa, canhão hidráulico, aspersor retrátil antes e após instalação, microaspersor em lavoura, microaspersor rotativo em posição de funcionamento e em repouso
to moto-bomba e topografia, entre outros. Raio de alcance - indica a que distância máxima o aspersor irá lançar a água. A maioria dos aspersores molha uma área circular, que tem o mesmo como centro. Intensidade de aplicação - também conhecida como intensidade de precipitação, identifica a lâmina média de água fornecida pelo aspersor, em um dado intervalo de tempo. A escolha de um aspersor, com uma intensidade de aplicação adequada, é fundamental para se obter uma irrigação eficiente. A intensidade de aplicação deve ser compatível com a capacidade de infiltração do solo, para evitar problemas de escorrimento super-
Bricovalle
nado espaço de tempo. Pressão de serviço - identifica a pressão com que a água deve chegar ao aspersor, para que o mesmo atinja as condições de funcionamento indicadas pelo fabricante. É fundamental que os aspersores funcionem com pressões próximas à pressão de serviço, pois variações da mesma afetam as demais características de funcionamento. Em muitos modelos de aspersores, uma variação de 20% na pressão da água provoca uma variação de aproximadamente 10% na vazão fornecida. A pressão com que a água chega aos aspersores é afetada por diversos fatores, como diâmetro e comprimento das tubulações, pressão fornecida pelo conjun-
ficial da água. A intensidade de aplicação irá determinar o tempo necessário para que seja aplicada a quantidade de água necessária em cada irrigação. Espaçamento - como, em geral, a precipitação de um aspersor é maior na parte central do círculo molhado e vai diminuindo em direção à borda, é necessário garantir uma sobreposição entre as áreas molhadas pelos aspersores, como forma de compensação. O espaçamento indica as distâncias entre as posições dos aspersores, de forma a se obter uma sobreposição adequada de áreas molhadas, e uma distribuição de água aproximadamente uniforme, na área irrigada. A Figura 1 ilustra a característica de molhamento de um único aspersor e de um conjunto de quatro aspersores, com disposição quadrangular.
TIPOS DE ASPERSORES Existe uma grande variedade de aspersores para irrigação, desde os pequenos aspersores de jardim, que funcionam ligados a uma mangueira, utilizando a pressão das torneiras residenciais, até grandes aspersores, do tipo canhão, que utilizam pressões até 50 vezes maior. A seguir são apresentados alguns dos principais tipos de aspersores e suas características básicas. Aspersores convencionais - também conhecidos como aspersores de impacto. O jato de água, que sai do aspersor, empurra uma haste móvel, contra a ação de uma mola. Esta mola força o retorno da haste a sua posição original, provocando um impacto, que causa o giro do aspersor em torno de seu eixo. Existe uma grande variedade destes aspersores no mercado. Pode-se encontrar aspersores que trabalham com baixas pressões, em torno de 15,0m.c.a. (metros de coluna de água), pequenas intensidades de aplicação, em torno de 2,0mm/h e com raio de alcance de 6,0m. Por outro lado, encontram-se aspersores com pressão de
A vazão fornecida pelo aspersor é um dos principais fatores que devem ser observados na sua escolha
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60,0m.c.a., intensidades de aplicação em torno de 22,0mm/h e raio de alcance superior a 35m. Em geral, os espaçamentos utilizados com estes aspersores podem variar de seis a 36m. Devido a esta variedade de modelos, este é o tipo de aspersor mais utilizado em sistema de irrigação, pois se adapta a quase todos os tipos de culturas. Aspersores subcopa - são aspersores convencionais, porém com ângulo de inclinação do jato quase horizontal, a fim de evitar que seja molhada a parte aérea das plantas. São indicados para culturas frutíferas e ornamentais, quando não for conveniente molhar frutos, folhas e/ou
flores. Canhões hidráulicos - são aspersores que trabalham com pressões médias e altas, na faixa de 30 a 90m.c.a. e cujo raio de alcance pode variar de 25 a 95m. Podem ser ligados diretamente às tubulações, da mesma forma que os aspersores convencionais, ou montados sobre estruturas móveis, para permitir o deslocamento ao longo da área irrigada. São indicados para áreas maiores, com culturas pouco sensíveis ao impactos das gotas, como pastagens, cana-de-açúcar, etc. Aspersores setoriais - possuem a capacidade de molhar apenas uma parte de um círculo. Possibilitam uma maior uniformidade de distribuição de água, quando a área a ser irrigada é muito estreita. São indicados para fazer irrigação junto a cercas e construções. Aspersores retráteis - são aspersores que ficam “embutidos” no solo, permanecendo ocultos durante o tempo em que não estiverem funcionando. Quando colocados em funcionamento, a pressão da água provoca a elevação da haste do aspersor, que passa então a irrigar a área. É indicado para gramados esportivos, parques e jardins. Apresenta a vantagem de ser bastante discreto e de não interfe-
Diferentes modelos de microaspersores
Microaspersor invertido em estufa
rir, nem ser danificado, nos trabalhos de aparo de grama e no trânsito de pessoas, por exemplo. Microaspersores - é a denominação
“Uma escolha bem informada é o melhor caminho para alcançar os resultados desejados, com custos mais baixos e sem agredir o ambiente”
Raio de alcance de 6,0 a 12,0m Pressão de serviço Média (20,0 a 50,0 m.c.a.) Raio de alcance de 12,0 a 36,0m Alta pressão (50 a 90 m.c.a.) Raio de alcance de 30,0 a 95,0m
Aplicação Gramados Hortas Canteiros de flores Pomares Pequenas áreas Pomares Pequenas áreas Hortas Irrigação subcopa Soja Feijão Milho Batata Abóbora Adaptável a quase todos os tipos de culturas e irrigações sobrecopa Cana de açúcar Pastagens Café Milho Limitado a solos com alta infiltração
geral dada a um conjunto de aspersores de pequenas dimensões, que trabalham com baixas pressões e pequeno raio de alcance. São indicados para irrigação de culturas em linha e irrigação de subcopa, em fruticultura, por exemplo, pois possibilitam irrigar o solo sem molhar a parte aérea das plantas, reduzindo a incidência de doenças. São indicados, também, para utilização em estufas, em viveiros para silvicultura e plantas ornamentais. O raio de alcance destes equipamentos varia em torno de 0,5 a 10m. Alguns modelos, chamados autocompensantes, possuem mecanismos para uniformizar a precipitação fornecida, sendo indicados, principalmente, para linhas de irrigação mais longas. Os dois principais tipos de microaspersores são os estáticos (ou estacionários) e os rotativos. Microaspersores estáticos - também conhecidos como “sprays”, são aspersores que não apresentam partes móveis. Distribuem a água pelo direcionamento de um jato contra um defletor de distribuição. O impacto do jato de água, contra o defletor, causa sua pulverização e distribuição. O formato do defletor determina o padrão de distribuição da água e o tamanho das gotas. Em geral, para um mesmo modelo de aspersor, os fabricantes oferecem diferentes opções de defletores, para que possa ser escolhido o que melhor se adapte às necessidades da cultura que será irrigada. Trabalham com baixas pressões, na faixa de quatro a 30
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Ilustração (fotos: Naan)
mca. São bastante utilizados em irrigação localizada, mas podem ser utilizados em sistemas de pivô central, através do uso de pendurais reguláveis, proporcionando uma aplicação de água mais próxima da cultura e com uso de menores pressões. Alguns destes aspersores produzem uma precipitação bastante pulverizada, formando uma névoa, no interior dos viveiros e são utilizados para controlar as condições climáticas, para a produção de mudas que necessitem de altos valores de umidade relativa. São os chamados “nebulizadores”. Alguns modelos podem ser utilizados tanto fixados ao solo, com o jato dirigido para cima, como fixado no teto de estufas, com o jato dirigido para baixo.
Microaspersores rotativos são pequenos aspersores que apresentam um emissor de água rotativo. O movimento do emissor é provocado pelo impulso obtido a partir do próprio jato de água que ele emite. Alguns modelos apresentam a capacidade de recolhimento do orifício emissor, quando não estão em funcionamento, para evitar a entrada de poeira e insetos, evitando seu entupimento. Na hora de escolher aspersores, é necessário conhecer bem as características das alternativas disponíveis. Existem diversos fatores, vantagens e desvantagens, que devem ser levados em consideração. Um aspersor que produza uma aplicação de água mais pulverizada, por exemplo, possui menor potencial de dano a flores e frutos, porém aumenta as perdas por evaporação e a deriva de água provocada pelo vento. Entre os principais fatores que devem ser considerados estão: o espaçamento, a intensidade de aplicação, a uniformidade de distribuição, a forma da área de molhamento, a altura de montagem, o potencial de deriva; o impacto das gotas sobre o solo e as plantas; a pressão requerida e a vazão necessária. Uma escolha bem informada é o melhor caminho para alcançar os resultados desejados, com custos mais baixos M e sem agredir o ambiente. Vitor Emanuel Quevedo Tavares, Marcelo Peske Hartwig e Luis Carlos Timm, DER/Faem/UFPel
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Tipo de Aspersor Pressão de serviço muito baixa (4,0 a 10 m.c.a.) Raio de alcance de 1,0 a 6,0m Pressão de serviço baixa (10,0 a 20,0 m.c.a.)
Os autores explicam que não há um método de irrigação melhor do que os demais em todas as situações, mas um mais adequado
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Evento
John Deere Charles Echer
Mais tratores
Com a nova fábrica em Montenegro, a John Deere espera aumentar a produção de máquinas montando tratores e colhedoras em unidades diferentes
A
John Deere realizou o lançamento da pedra fundamental de sua nova fábrica no dia 16 novembro, dedicada à produção de tratores agrícolas. A unidade será situada no município de Montenegro, no Rio
Grande do Sul, localizado a 50 quilômetros de Porto Alegre. Este empreendimento representará um investimento total calculado em U$ 250 milhões, sendo 80 milhões em prédios e equipamentos e 140 milhões em
capital de giro, mais 30 milhões destinados à fábrica de Horizontina, também no Rio Grande do Sul, para adequar-se ao novo complexo industrial. A nova unidade deverá gerar 500 empregos diretos, além de 1,5 mil indiretos, devendo entrar em produção na segunda metade de 2006. A fábrica de Montenegro vai produzir tratores agrícolas enquanto a unidade de Horizontina, a maior e mais importante unidade fabril da empresa na América do Sul, estará concentrada na produção de colheitadeiras e plantadeiras, mantendo assim, uma forte sinergia com o novo complexo. “Vamos investir em uma nova fábrica de tratores para aumentar a nossa capacidade instalada em toda a linha de produtos, cada unidade no seu foco”, afirmou Jim Martinez. A decisão de investir mostra a confiança da empresa no crescimento do Brasil e em sua vocação agrícola. “Esse acréscimo de capacidade fortalecerá a posição da Deere na crescente economia agrícola do Brasil, onde milhares de hectares de campos transformam-se em lavouras produtivas a cada ano”, afirmou Robert Lane, Chairman and Chief Executive Officer da Deere & Company, ao anunciar o investimento nos Estados Unidos. A escolha do Rio Grande do Sul, e mais especificamente do município de Montenegro, foi resultado de criteriosa análise. Foram considerados fatores como a localização geográfica em relação à unidade de Horizontina e aos países do Mercosul, a logística e as vias de acesso desde as principais regiões produtoras, a proximidade de infra-estrutura portuária e de fornecedores e a disponibilidade de mão-de-obra M qualificada no estado.
Mecanização várzeas
Dirceu Gassen
Máquinas na várzea A recuperação de áreas alagadas, que no Brasil somam cerca de 25 milhões de hectares, exige, além de conhecimento, a utilização de máquinas adaptadas para o trabalho nessas condições
O
Brasil é detentor de grande extensão de terras de várzeas, possui cerca de 25 milhões de hectares e com o uso adequado dessas áreas o país poderá consolidar-se como um dos principais produtores de alimentos do mundo. Sabe-se que, deste total, aproximadamente 10% são bem explorados, 50% é explorado irracionalmente e 40% encontram-se totalmente inexplorado. Diante da perspectiva da gradual incorporação dessas áreas ao processo produtivo, a mecanização constitui-se no principal elemento impulsionador da recuperação dessas áreas, portanto é através do uso de máquinas e equipamentos adaptados que se consegue recuperar e dar uso racional as várzeas, incorporando, ao sistema produtivo, as áreas ociosas de alto potencial de fertilidade, com o possível uso de sistemas de irrigação. Busca-se ainda, o incremento da produtividade e da produção além de uma contínua exploração das áreas benéficas ao
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longo do ano com alternância das culturas exploradas.
MODALIDADES DE OPERAÇÃO Saneamento agrícola É uma modalidade de projeto hidroagrícola que tem por objetivo amenizar o problema de enchente através das seguintes técnicas:
Por serem áreas de baixa capacidade de sustentação, acidentes como atolamentos são comuns
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a) Retificação e dragagem de cursos d’água: através desta técnica conseguese adequar a seção natural do curso d’água, para uma seção calculada, visando suportar o volume de água em épocas de maiores precipitações pluviométricas. b) Diques marginais, ou seja, obras constituídas essencialmente por barragens longitudinais, construídas ao longo dos cursos d’água de médio e grande porte, tendo por objetivo o confinamento das águas de cheia. Em geral, são construídas com materiais escavados em valas de empréstimo justafluviais, apresentando por isto, custo relativamente baixo. c) Reservatório para atenuação das cheias, que tem por objetivo armazenar uma parte das vazões de enchentes, de maneira a minimizar o pico de cheia no local que se procura proteger. d) Leitos de alívios de cheias, os quais têm duas funções na atenuação das cheias, que são:
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“A retirada do excesso de umidade possibilita a mecanização convencional, acelera a aeração do solo, facilitando o desempenho do sistema radicular das plantas”
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• proporcionar grandes capacidades de armazenamento, de pouca profundidade, mas capazes de reter uma parte das águas da enchente; • proporcionam um outro caminho para as águas de montante, maior velocidade e menor altura das águas ao longo de certa distância acima do ponto de bifurcação. Drenagem agrícola É uma modalidade de recuperação de solos encharcados, constituindo na retirada da água superficial e no controle de altura do lençol freático, através da abertura de drenos, com o objetivo de possibilitar a mecanização e proporcionar o preparo do solo, para melhor desenvolvimento do sistema radicular das plantas. Sistematização Regularização e nivelamento da superfície do solo com topografia irregular. Na irrigação por superfície, a sistematização é de grande importância, pois, evita possíveis ocorrências de erosão, causada pela declividade do terreno.
MECANIZAÇÃO RACIONAL Constitui a espinha dorsal no aproveitamento dessa imensa fronteira agrícola. É prudente não se descartar o uso da mão-de-obra humana, válida para a implementação de pequenas obras. Contudo, é oportuno salientar que o desenvolvimento de máquinas e equipamentos com rendimento de até dez vezes superior ao desempenho da força humana, veio viabilizar e concretizar tecnicamente os projetos de desenvolvimento hidroagrícola.
O uso da valetadeira rotativa garante uma construção perfeita dos drenos
Para se ter boas condições de trabalho a retroescavadeira deverá estar adaptada com pranchões
Para cada modalidade de projeto, ou seja, saneamento agrícola, drenagem e sistematização, destinados à recuperação de áreas específicas, são requeridos um conjunto de diversos tipos de máquinas e equipamentos, ao qual se denomina patrulha motomecanizada. Como exemplo, tomando o saneamento agrícola como uma modalidade de projeto, destinado a minimizar ocorrências de cheias em determinadas áreas, sua execução geralmente envolve a remoção de grande volume de terra, com abertura e aprofundamento de leito de rios e riachos, através de máquinas como escavadeiras hidráulicas com potência acima de cem cv. Outra modalidade de projeto de drenagem agrícola consiste na retirada da
água superficial e no controle da altura do lençol freático, podendo ser executado através de equipamentos como retroescavadeiras, escavadeiras de pequeno porte, valetadeiras rotativas e até mesmo o uso de subsolador. A retirada do excesso de umidade possibilita a mecanização convencional, acelera a aeração do solo, facilitando o desempenho do sistema radicular das plantas. Para proporcionar melhor resposta nos projetos de irrigação e drenagem tem-se a sistematização ou nivelamento do terreno. Para esta operação, o uso adequado de máquinas como motoniveladoras, tratores de esteira, lâminas niveladoras tracionadas por tratores pneumáticos, tem papel relevante. Os usos racionais destes equipamentos proporcionam uma completa regularização da topografia da várzea a ser trabalhada, deixando-a apta para receber culturas com alto grau de tecnologia. Comprovam estes resultados as áreas de várzeas praticamente improdutivas que, depois de recuperadas, elevam sua produtividade em até cinco vezes, como é o caso da cultura do arroz inundado,
“O uso da caçamba adequada com o tipo de solo e tipo de máquina é fator preponderante para o bom desempenho dos serviços tanto na qualidade como no rendimento”
Fotos Ruralminas
pneus ou esteiras em solos firmes, e sobre pranchões de madeira em solos de baixa sustentação. Características principais: • pressão sobre o solo: o uso de pranchões de madeira, conforme descrito no Quadro 2, reduz a pressão sobre o solo. Quadro 2 - Dimensões dos pranchões (cm) e área de apoio (cm2)
A escavadeira hidráulica é utilizada em obras de saneamento agrícola e macro-drenagem
que atinge produtividade em alguns casos superior a 10 t/ha.
PRINCIPAIS MÁQUINAS UTILIZADAS As principais máquinas utilizadas neste processo são: retroescavadeira, escavadeiras hidráulicas e trator de pneu acoplado com valetadeira rotativa, que para conseguir sustentação sobre o solo tem que estar adaptadas para trabalhar nas condições impostas pela várzea. Retroescavadeira São tratores com carregador frontal e adaptado com retroescavadeira, sendo que, nas obras de drenagem, utiliza-se somente do sistema retro para escavação. Tem como características principais: • pressão de trabalho sobre o solo: define-se como pressão de trabalho a razão existente entre o peso da máquina acrescido da força de escavação e a superfície de apoio. O Quadro 1 apresenta as dimensões e áreas respectivas aos pranchões adaptados às máquinas usando aumentar a sua área de contato. Quadro 1 - Dimensões e áreas referentes aos pranchões Local de aplicação (superfície de apoio) Estabilizador – lado direito Estabilizador – lado esquerdo Carregadeira Superfície total de apoio
Dimensão (cm) 200 x 60 x 6 200 x 60 x 6 250 x 80 x 6
Área (cm2) 12.000 12.000 20.000 44.000
Local de aplicação (superfície de apoio) Sob as esteiras (10 cm de eucalipto) Superfície total
Dimensão (cm) 700 x 400
Área (cm2) 28.000 28.000
Peso da escavadeira..... 16.300 kg Força de escavação..... 10.800 kg Operador..... 100 kg Peso total..... 27.200 kg Nestas condições, a pressão de trabalho sobre o solo é de 0,97 kg/cm 2. Trator de pneus com valetadeira rotativa Compõe-se de um trator de pneus (potência acima de 115 cv) com super redução de velocidade, com 1.000 rpm na tomada de potência acoplada a uma valetadeira rotativa de grande porte com capacidade de escavação de até um metro de profundidade. Características principais. • Pressão sobre o solo: a redução da pressão sobre o solo é basicamente conseguida através da duplagem dos pneus conforme descrito no Quadro 3. Quadro 3 - Dimensões dos pneus (cm) e superfície de apoio (cm2) Local de aplicação (superfície de apoio) Pneus traseiros Pneus dianteiros Superfície total
Dimensão (cm) 4 x 100 x 50 4 x 70 x 30
Área (cm2) 20.000 8.400 28.400
Peso do trator, considerando a força efetuada durante o processo de escavação..... 8.000 kg
Peso da valetadeira..... 500 kg Operador..... 100 kg Peso total..... 8.600 kg A pressão sobre o solo, nestas condições é de 0,30 kg/cm 2. Além das máquinas citadas acima existem outras que também desempenham um papel muito importante na recuperação das várzeas inundadas, são elas: An-
Peso da retroescadeira..... 6.450 kg Força de escavação..... 4.180 kg Operador..... 100 kg Peso total..... 10.730 kg Pressão de contato..... 0,24 kg/cm2 Para efeito comparativo, a pressão exercida no solo por um homem de 70 kg é de 0,15 kgf/cm 2 quando parado e 0,30 kgf/cm2 quando andando. Escavadeira hidráulica São máquinas que se deslocam sobre
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As dimensões das caçambas podem variar de acordo com a inclinação do talude e com a área de escavação
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Divulgação
Segundo os autores apenas 10% dos 25 milhões de hectares de várzea são bem explorados
TIPOS DE CAÇAMBAS MAIS UTILIZADAS
fidraga, Drag-line, Escavadeira Kamo-3x, Trator de Esteiras especialmente desenvolvido para sistematização de várzeas, Komatsu D50 P (pantaneiro), Trator de Pneus convencional, acoplado a niveladoras, taipadeiras e scrapers e trator de es-
teiras convencional. Por se tratar de áreas de baixíssima capacidade de sustentação os acidentes nas várzeas são muito comuns, principalmente com relação ao atolamento das máquinas.
O uso da caçamba adequada com o tipo de solo e tipo de máquina é fator preponderante para o bom desempenho dos serviços, tanto na qualidade como no rendimento. A inclinação dos taludes, as dimensões das bases maior e menor, a capacidade e o peso são especificações importantes na escolha da caçamba em função da obra a ser executada. As caçambas classificam-se em: • retangular: utilizada em terrenos estáveis; • trapezoidal: utilizada em terrenos de baixa sustentação; • de limpeza: perfurada para permitir a passagem de água e lama fina, retendo vegetação e o material mais pesado responsáM vel pelo assoreamento do canal. Haroldo Carlos Fernandes e Carlos Alberto Viliotti, UFV
Armazenagem micotoxinas
Fotos Cereal Research Centre
Perigo iminente O uso da aeração que movimenta o ar através da massa de grãos e é prática comum no mundo, possibilita o controle das micotoxinas que podem ser mortais ou carcinogênicas
O
s grãos agrícolas depois de colhidos, secados e limpos devem ser armazenados de maneira adequada até que o produto obtenha as melhores condições para sua comercialização. Durante a armazenagem a qualidade dos grãos deverá ser mantida por meio de técnicas apropriadas. A não observação dos aspectos de qualidade dos grãos durante a armazenagem poderá provocar desde alteração simples a perda total do produto. Um dos importantes pontos na manutenção da qualidade de grãos armazenados é a sua temperatura, que juntamente com o teor de umidade estabelecerão a possível longevidade da armazenagem. Os grãos agrícolas durante a armazenagem podem ser considerados, em seu todo, um ecossistema onde estão presentes fungos, bactérias, insetos, etc, se alimentando e se desenvolvendo nesta massa de grãos. Os insetos devem estar ausentes mediante adoção de medidas preventivas, principalmente com relação à infestação inicial no campo e integridade dos grãos durante a colheita e o préprocessamento. Os grãos no campo, antes da maturação, estão expostos à invasão de muitos fungos causadores de doenças. Estes fun-
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gos, ecologicamente chamados de “fungos de campo”, necessitam de água livre para o seu crescimento e paralisam seu desenvolvimento logo que a umidade decresce para 22–25% b.u. Assim, os fungos de campo pouco contribuem para a deterioração no armazenamento. Os principais fungos de campo, em cereais, são pertencentes às espécies dos gêneros Alternaria, Cladosporum, Fusarium e Helmintosporium. Os fungos de campo podem causar a perda da cor natural ou brilho dos grãos e, assim, reduzir o valor comercial do produto. Quando transmitido pelas sementes, além de reduzirem o poder germinativo e vigor, os fungos de campo podem causar podridões nas raízes e outras doenças impedindo o estabelecimento das plântulas no campo.
Um outro grupo de fungos, ecologicamente denominado de “fungos de armazenamento”, desenvolve-se em grãos com umidade de armazenamento (11– 13% b.u.). Os fungos desse grupo encontram-se, principalmente, nos gêneros Aspergillus e Penicillium, sendo o primeiro mais comum nos processos de deterioração. Por definição, pode-se dizer que os fungos de armazenamento são aqueles que se desenvolvem em grãos com umidade em equilíbrio com a umidade relativa do ar, entre 68 a 90%. Sendo imperceptíveis a olho nu, torna-se impossível, nos exames de rotina, verificar a presença dos fungos antes dos grãos apresentarem danos. Os principais fatores que afetam a ati-
Aspergillus spp. e Penicillium spp. pertencente ao grupo ecologicamente denominado de fungos de armazenamento
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“Sendo imperceptíveis a olho nu, torna-se impossível, nos exames de rotina, verificar a presença dos fungos antes dos grãos apresentarem danos”
Fazer uma boa limpeza dos equipamentos utilizados na armazenagem evita proliferação de fungos
Grãos atacados por Aspergillus spp. em avançado estágio de deterioração
vidade dos fungos são o teor de umidade dos grãos, a temperatura, a concentração de CO2, a quantidade de inóculo dos fungos presente na massa de grãos, os insetos, as condições do tegumento ou casca dos grãos e as impurezas existentes na massa armazenada. As espécies de fungos do armazenamento diferem entre si quanto à necessidade de umidade para seu crescimento. O Aspergillus halophilicus inicia sua invasão quando a umidade dos grãos encontra-se em equilíbrio com a umidade relativa do ar de 69%, o A. restrictus, com 70%, o grupo A. glaucus com 73%, o A. ochraceus e o A. candidus ocorrem em grãos em equilíbrio com UR de 80%, enquanto o A. flavus, com UR de 85%. Ocorre, na verdade, uma sucessão ecológica das espécies de fungos à medida que os grãos são deteriorados e simultaneamente umedecidos em conseqüência da liberação de água pela respiração. Os fungos que invadem os grãos em equilíbrio com umidade relativa de 68% a 70% não provocam aquecimento, mas iniciam a deterioração. Se o fungo A. glaucus invadir em seguida os grãos, a temperatura pode aumentar rapidamente atingindo a faixa de 35 a 45ºC. Com a ocorrência desse fungo, a umidade dos grãos pode aumentar de 1 a 1,5%, favorecendo então a ocorrência do A. candidus. A umidade e a temperatura aumentam ainda mais, permitindo o crescimento do A. flavus e A. parasiticus. A temperatura da massa de grãos nestes casos pode atingir 55ºC. Se a temperatura con-
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tinuar a aumentar, fungos e bactérias termofílicas iniciam o seu crescimento ocasionando rápida deterioração. Há mais de 150 espécies de fungos que podem se desenvolver em um grande número de substratos destinados tanto à alimentação humana quanto animal. Através de recentes estudos epidemi-
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ológicos a respeito das moléstias que manifestam em animais de criação alimentados com rações contaminadas, chegouse à conclusão de que os agentes causadores não eram propriamente os fungos, mas sim substâncias originadas de seu metabolismo secundário denominadas micotoxinas. Portanto, micotoxinas são agentes químicos produzidos durante o metabolismo secundário de fungos filamentosos, que contaminam alimentos e rações animais, produzindo efeitos agudos (micotoxicoses) ou crônicos, via de regra, carcinogênicos. Micotoxinas podem ser formadas, mantidas ou reduzidas durante a produção, o armazenamento ou durante o pro-
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“Fica difícil para o agricultor, de maneira geral, ter conhecimento do nível de contaminação dos alimentos, senão na hora da comercialização do produto”
Fotos Cereal Research Centre
Massa de grãos infestada por fungos, que podem se desenvolver em um grande número de substratos destinados tanto a alimentação humana quanto a animal
cessamento dos alimentos. Fungos toxigênicos são relativamente comuns e podem germinar, crescer e elaborar suas toxinas em uma grande variedade de substratos quando a umidade, a temperatura e a aeração são favoráveis. As micotoxinas são inevitáveis e é impossível impedir totalmente a sua presença durante a colheita, a armazenagem e os processos de práticas pós-colheita. As aflatoxinas ocupam posição de destaque dentre as micotoxinas tanto pelos efeitos tóxicos ao homem e animais como pela facilidade de substratos para crescimento dos fungos produtores e pelas dificuldades de remoção dos alimentos contaminados. Portanto, o monitoramento destes metabólitos tóxicos em grãos sensíveis constitui importante medida preventiva. Seus efeitos nas pessoas variam conforme a exposição, a dosagem, a sensibilidade e a forma de exposição, que pode ser pela inalação, contato com a pele ou ingestão. O prejuízo causado pelas toxinas de fungos presentes nos cereais não deve ser menosprezado, pois as manifestações de sua ação podem variar de vômitos ocasionais a convulsões e morte repentina. É importante lembrar que as toxinas podem estar presentes nos alimentos, mesmo após a eliminação dos fungos. Além disso, muitas delas são resistentes a processos industriais, tais como o cozimento. Somen-
te a determinação dos níveis de toxinas nos cereais pode garantir a qualidade destes nutrientes, evitando-se o risco de intoxicações por micotoxinas. Fica difícil para o agricultor, de maneira geral, ter conhecimento do nível de contaminação dos alimentos, senão na hora da comercialização do produto. Por isso a melhor prática é a adoção de técnicas preventivas, como: • Treinar os operadores e demais funcionários nas tarefas que serão realizadas durante e depois da colheita; • Fazer manutenções e inspeções periódicas dos equipamentos e silos que serão utilizados nas operações de colheita e pós-colheita; • Proceder a limpeza cuidadosa dos equipamentos que serão utilizados na colheita e armazenamento, como colhedoras, transportadores, silos, armazéns, sacarias e demais instalações; • Regular equipamentos e máquinas para colheita de maneira a provocar o menor índice de danos possíveis aos grãos; • Colher os grãos com teor de umidade recomendado, quanto mais os grãos permanecerem no campo maior será sua infestação inicial; • Não misturar cargas (caçambas) de produto bom com de produto visualmente ruim ou de catação; • Não deixar produto úmido em car-
Tabela – Teor de umidade (% b.u.) mínimo de grãos, umidade relativa ótima (%) do ar intergranular e temperatura (ºC) para o desenvolvimento de algumas espécies de fungos de armazenamento Espécie de Fungo Aspergillus restrictus A. glaucus A. candidus A. ochraceus A. flavus Penicillium spp.
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Milho
Sorgo
Soja
UR (%)
13,5-14,5 14,0-14,5 15,0-15,5 15,0-15,5 18,0-18,5 16,5-19,0
14,0-14,5 14,5-15,0 16,0-16,5 16,0-16,5 19,0-19,5 17,0-19,5
12,0-12,5 12,5-13,0 14,5-15,0 14,5-15,0 17,0-17,5 16,0-18,5
70 73 80 70 82 80-90
Temperatura (oC) mínima ótima 5 -10 30 – 35 0-5 30 – 35 10 - 15 45 – 50 4 24 – 25 10 - 15 40 – 45 -5 - 0 20 – 25
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retas ou caminhões por mais de seis horas, sem revolvimento; • Proceder a pré-limpeza cuidadosa dos grãos; • Secar os grãos de forma homogênea e a níveis seguros sem provocar danos térmicos aos grãos (trincas); • Proceder a limpeza dos grãos até o mínimo de impurezas possível, lembrar que as impurezas, além de estarem com um teor de umidade maior que os grãos, ainda poderão ser foco inicial de infestação com fungos e insetos; • Armazenar os grãos de maneira segura e livre de fungos e insetos; • Acompanhar cuidadosamente, por meio de um sistema de termometria, a evolução da temperatura dos grãos, observando focos de aquecimento, que são pontos propícios para o desenvolvimento acelerado de fungos e insetos; • Quando possível, acionar de tempos em tempos o sistema de aeração para homogeneizar a temperatura na massa de grãos e evitar a migração de umidade; • Fazer amostragem e proceder verificações periódicas na massa de grãos durante a armazenagem; • Se necessário, executar o controle de insetos e roedores no produto armazenado; • No recebimento de cargas de grãos de terceiros deve-se fazer a amostragem, a classificação, a separação de grãos com danos fúngicos, o reconhecimento do tipo de fungo, a detecção da toxina e a determinação da concentração. Este produto, se aceito, deverá ser separado dos demais, bem como resíduos e quirelas para utilização em ração de baixo risco. A descontaminação de grãos, alimentos e rações animais contendo micotoxinas pode ser realizada através de processos físicos, químicos ou biológicos. Porém, a descontaminação dificilmente é
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conseguida na totalidade. Deve-se tomar muito cuidado com o destino dado ao alimento descontaminado e qual a sua utilização, pois resíduos de micotoxinas poderão permanecer no alimento. De acordo com o diagrama de conservação de cereais (Figura 1), que busca correlacionar as condições que favorecem a deterioração em função da umidade dos grãos e da temperatura de armazenamento, a condição teórica ideal para armazenamento seria aquela representada pelo ponto situado abaixo à esquerda, onde o teor de umidade e a temperatura atingem o mínimo. Observa-se que acima de 18ºC sempre haverá riscos de deterioração. Para temperaturas mais elevadas, os riscos somente serão menores quando o teor de umidade for mais baixo. O grão com alto teor de umidade corre o risco do desenvolvimento de fungos e da perda da viabilidade, já o grão seco corre o risco de ataque de insetos. Grãos limpos, secos e mantidos com temperaturas mais baixas são condições ideais para um bom armazenamento. Por fim, recomenda-se: • Que os grãos sejam armazenadas com teor de umidade inferior a 13% b.u.; • Que os armazéns sejam desenvolvidos de acordo com a região onde vão
Aeração
H
Na aeração de grãos, as vazões de ar utilizadas são muito pequenas e o processo de resfriamento é lento
ser construídos e que sejam dotados de equipamentos de aeração com a finalidade de resfriar e uniformizar a temperatura na massa de grãos e evitar a migração de umidade; • Uso de protetores (fumigantes ou inseticidas, caso necessário) a fim de eliminar insetos, pois os mesmos liberam umidade e calor facilitando o desenvolvimento de fungos; • Pesquisa (desenvolvimento) de produtos naturais alternativos de toxidade nula para os seres humanos e animais; • Desenvolvimento de infra-estrutura técnica de armazenamento para diminuir as perdas causadas pelos insetos e fungos. Atualmente, o armazenamento a gra-
Figura 1 - Diagrama de conservação de cereais (Burges e Burrel)
oje, a aeração, técnica que movimenta o ar através da massa de grãos, é prática comum em todo o mundo e é aceita como técnica de conservação da qualidade dos grãos armazenados. Nas regiões tropicais, onde não é possível a obtenção de ar frio, a aeração deve ser utilizada com cuidado, considerando que, em alguns casos, podem ser obtidos resultados negativos. No Brasil, as regiões Sul e Sudeste apresentam condições favoráveis para a aplicação da técnica de aeração na manutenção da qualidade de grãos armazenados. nel, tanto em silos como em graneleiros, por um período de tempo prolongado, somente é possível mediante a utilização de um sistema de aeração bem projetado e adequadamente manejado. O fenômeno simples da aeração de uma massa de grãos é possível, pelo fato de ser essa massa um material “poroso” e não compacto. O volume total ocupado pelo grão apresenta uma certa porcen-
“O tempo de aeração necessário para resfriar completamente a massa de grãos, é, então, igual ao tempo acumulado dos diversos períodos de aeração”
Fotos Divulgação
Esporos de fungos vistos em microscopio
seguintes objetivos: resfriamento da massa de grãos; evitar a migração de umidade; retirar “bolsas de calor” da massa de grãos; conservação temporária de grãos; secagem limitada; remoção de odores da massa de grãos e aplicação de fumigantes; Para o término da operação de aeração é necessário obter o resfriamento através de toda a massa de grãos, isto é, quando a diferença de temperatura entre diferentes camadas estiver compreendida entre 1 e 2 oC. Portanto, é de grande importância a utilização de sistemas de termometria para o acompanhamento da temperatura da massa de grãos ao longo de toda a altura da célula de armazenagem do produto, o que permitirá o controle e a determinação do final do processo de resfriamento. Na prática, o tempo de aeração pode ser fracionado, por exemplo, como ocorre freqüentemente, escolhendo os períodos noturnos, que de um modo geral
apresentam ar ambiente mais frio e energia elétrica mais barata. O tempo de aeração necessário para resfriar completamente a massa de grãos, é, então, igual ao tempo acumulado dos diversos períodos de aeração. A cada noite, a zona de resfriamento atinge uma determinada altura dentro da célula de armazenamento e durante as paradas diurnas permanece estacionária, devido à propriedade do grão de ser um mau condutor térmico. Entretanto, esse modo de proceder só é viável para grãos secos, ou seja, com teor de umidade próximo ao recomendado para uma armazenagem segura. Se a massa de grãos estiver com umidade acima da recomendada, a aeração deverá ser contínua, de modo que a zona de resfriamento atinja o mais rapidamente posM sível a camada superior. Ednilton Tavares de Andrade, UFF
Cereal Research Centre
tagem de espaços “vazios” entre os grãos, através dos quais o ar pode circular. Na aeração de grãos, as vazões de ar utilizadas são muito pequenas e, conseqüentemente, o processo de resfriamento e uniformização da temperatura da massa é bastante lento, exigindo muitas horas para ser realizado plenamente. Além disso, é exigido que o ar ambiente a ser forçado através da massa de grãos esteja em condições de temperatura e umidade relativa adequadas, de maneira a evitar-se possíveis riscos de umedecimento ou secagem. É importante ressaltar que a aeração atingirá mais eficientemente seus objetivos se for utilizada como medida preventiva e não como ferramenta corretiva. Um sistema de aeração engloba, de maneira geral, um dispositivo para movimentar e forçar a passagem do ar através da massa de grãos (ventilador) e um sistema de alimentação de distribuição de ar (dutos); A utilização da aeração pode atender os
Dutos de aeração no fundo de um silo, que ajudam a evitar a contaminação por fungos
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Máquinas
Andrade alerta para a importância de utilizar a aeração como medida preventiva
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Negócios empresas
Fotos Montana
Filial no Mato Grosso
Inovação
A
Semeato conquistou o 3º lugar no ranking das 50 empresas que mais inovam no Sul do país, 7º lugar entre as 50 mais inovadoras do Brasil e o 1º lugar no segmento de máquinas agrícolas, segundo o ranking divulgado pela Revista Amanhã (edição de novembro/2004). O levantamento foi feito a partir de dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que classificou as empresas brasileiras que mais reivindicaram patentes para seus produtos e processos entre 1993 e 2003, sendo que a Semeato deM positou 85 patentes no INPI.
lhões, aplicados na costrução do prédio, contratação de pessoal e montagem de toda a infra-estrutura. A filial atenderá principalmente os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Sul da Bahia, Semeato
A
Montana Indústria de Máquinas, empresa fabricante de pulverizadores, está inaugurando uma filial em Rondonópolis (MT). O investimento na unidade foi de cerca de R$ 2,5 mi-
onde serão centralizadas a distribuição de peças de reposição para os revendedores, assitência técnica e treinamento. De acordo com o presidente da companhia, Gilberto Junqueira Zancopé, a instalação da nova unidade faz parte dos planos da Montana de investir no pós-venda. “Queremos facilitar o acesso por parte dos nossos clientes, aos serviços de pós-vendas prestados pela empresa”. M
Equipamentos roçadeira 343R
Fotos Husqvarna
Roçada garantida
Já disponível no mercado brasileiro, o modelo 343R de roçadeiras Husquvarna alia bom desempenho e segurança
ficação, além de minimizar possíveis torções no eixo.
SISTEMA DE CORTE A roçadeira 343R é fornecida de série com lâmina de três pontas, limitador da altura da lâmina com rolamento, protetor de lâmina, cabeçote com fio de nylon e seu respectivo protetor, além do pino trava e da chave de boca. A troca do sistema de corte é muito simples e rápida de se efetuar. A remoção do protetor da lâmina ocorre soltando um único parafuso em uma das extremidades e desprendendo duas alças localizadas na outra extremidade. A lâmina se desprende com uso de uma chave de boca e do pino trava, que tem a finalidade de, além de preservar a segurança, impedir a movimentação do eixo de transmissão durante o serviço.
APLICAÇÕES A roçadeira 343R é recomendada para trabalhos intensivos e contínuos que requeiram potência e robustez do equipamento. Sua aplicação é principalmente para corte dos mais va-
Como ut
A
Husqvarna, empresa com mais de 300 anos de história, disponibiliza para o mercado brasileiro a roçadeira 343R, de 2,0kW (2,7 cv), conhecida em diversos continentes, desenvolvida para roçar diferentes vegetações nos mais variados tipos de ambientes e temperaturas. Possui um conjunto amplo de características técnicas que a diferencia dos demais equipamentos disponíveis no mercado, como tanque de combustível à frente do motor, que auxilia no equilíbrio entre os pesos das extremidades frontal e traseira do equipamento; cinto Duo Balance 55, com alças mais largas e densas e amplo suporte costal que conferem maior conforto ao operador, e o elo de acoplamento do cinto “mosquetão” com mola, que facilita o encaixe do cinto. O guidão tem formato dife-
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Máquinas
renciado, mais estreito e curvo, sendo fixo por borboleta que possibilita girá-lo, facilitando tanto o transporte como armazenamento do equipamento. A base elevada do guidão inclinada em sete graus, confere maior estabilidade e durabilidade, além de facilitar o manuseio da roçadeira mesmo em terrenos inclinados. O pino de travamento da caixa de transmissão é magnético, facilitando a troca de conjuntos de corte. Entre outras características, a 343R possui amortecedores em borracha entre o tanque de combustível e o motor e molas em aço na base do guidão, que ajudam a reduzir sensivelmente os níveis de vibrações transmitidas às mãos do operador. O eixo cardan é isolado por bucha e, por isso, proporciona menores temperaturas, níveis de vibrações no conjunto e melhor lubri-
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T
odo e qualquer trabalho com roçadeira deve ser efetuado por pessoas qualificadas e que tenham recebido treinamento adequado de uso seguro e manipulação correta do equipamento. Cada vegetação requer a utilização de um sistema de corte apropriado. Dependendo de cada situação e necessidade, pode-se utilizar, na roçadeira 343R, diferentes equipamentos de corte, conforme segue:
OPERANDO COM LÂMINAS A roçadeira 343R vem equipada de fábrica com lâmina de três pontas. Este tipo de lâmina é utilizado para a roçada dos mais variados tipos de grama e vegetação rastei-
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“A roçadeira 343R é recomendada para trabalhos intensivos e contínuos que requeiram potência e robustez do equipamento”
riados tipos de grama e ervas devido à possibilidade de uso de diferentes tipos de lâminas, além do cabeçote com fio de nylon. É indicada para roçadas em beiras de rodovias, parques, clubes, canteiros de ruas, avenidas, sítios e fazendas, e pode ainda ser utilizada na desbrota de pequenas árvores e na poda de arbustos - desde que utilizando-se o conjunto de corte apropriado.
alto desempenho, cinto com alças mais largas, densas e acolchoadas, peso bem distribuído entre as extremidades, ângulo da transmissão de 35 graus em relação ao solo, base do guidão elevada e inclinada em sete graus em relação ao tubo, guidão mais estreito e curvo e avançado sistema de amortecimento de vibrações.
TRABALHAR COM SEGURANÇA
MANUTENÇÃO PARA DURAR MAIS Assim como qualquer outra roçadeira, a 343R deve ser submetida à verificações diárias, semanais e mensais. Desta forma, o usuário poderá certificar-se de que o produto está trabalhando de maneira segura e de acordo com as recomendações do fabricante. Dentre as verificações diárias, o operador deve observar o estado geral do equipamento, atentando-se para as condições: do cinto de apoio do equipamento, do funcionamento do botão liga-desliga, da trava do acelerador, do conjunto de corte, principalmente as fixações do protetor, e da lâmina/trimmer, além de seus respectivos desgastes. Os parafusos e porcas também devem ser verificados e, caso seja preciso, devem ser reapertados. O filtro de ar deve
A 343R possui motor com 2,7 cv e possibilita o uso de três sistemas de corte
ser limpo e, em caso de obstrução, deve ser substituído.
ERGONOMIA Entre as vantagens, segundo o departamento técnico da empresa, que contribuem para a o bom desempenho da 343R estão o motor de
Ao operar com roçadeiras, utilize sempre equipamentos de proteção individual (óculos, luvas, calças longas e sapatos fechados), pois podem ocorrer arremessos de objetos que acarretem lesões. Utilize sempre peças originais na reposição, pois garantem melhor desempenho e maior vida útil ao produto. Sempre que adquirir um equipamento, leia com atenção o manual de instruções pois nele encontram-se importantes indicações de utilização, bem como de manutenções periódicas, além das características técnicas do equipamento. Além da 343R, a Husqvarna possui outros modelos para os diversos tipos de aplicações. São os modelos 235R, 325RDx, 323R, 142R, M 132R e roçadeira costal 142RB.
ilizar os diversos sistemas de corte e, ainda, evitar as áreas recém cortadas no movimento de retorno.
OPERANDO COM FIO DE NYLON
ra. O movimento de roçada sempre deve ser pendular e lateral, onde o corte ocorre na movimentação da direita para a esquerda e o retorno na movimentação contrária. Se durante a roçada o operador inclinar levemente a lâmina para a esquerda, a relva acumula-se em uma linha, facilitando assim a recolha. Trabalhar sempre ritmicamente com os pés afastados, firmes e totalmente apoiados sobre o solo facilita a execução. O copo de apoio da lâmina deve tocar no solo, pois foi desenvolvido para proteger a lâmina de eventuais contatos. Para se evitar o risco de travamento da lâmina (embuchamento), a recomendação é de trabalhar sempre com alta aceleração
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O corte com fio de nylon é recomendado para acabamentos ao redor de calçadas, postes, árvores, bancos, placas, etc. Também é muito utilizado em locais onde há grande circulação de pessoas. Em terrenos gramados e desempedidos, a recomendação é utilizar o fio de nylon paralelo ao solo, evitando pressionar o trimmer contra o chão, pois isto pode danificar a grama. Em geral, o fio de nylon remove facilmente a grama baixa, plantas e ervas, porém, pode danificar cascas de árvores e arbustos sensíveis. Para reduzir possíveis danos a vegetação, é recomendado utilizar o fio com tamanho aproximado de 10 a12 cm, ou trabalhar com velocidades reduzidas.
cortam troncos mais grossos. Para queda de árvores para a direita, a serra circular deve ser conduzida obliquamente para a direita e para cima. Para quedas para a esquerda, conduza a serra para a direita e para baixo. Troncos mais grossos devem ser serrados dos dois lados. Verifique com atenção a direção de queda do tronco e, depois, serre primeiro o lado de queda. Caso a serra fique presa no tronco, jamais puxe a máquina para solta-la, pois podem ocorrer avarias ao equipamento, além de machucar o operador. O correto é desligar o equipamento, soltar as empunhaduras, agarrar o tubo com ambas as mãos e puxar até soltá-lo.
OPERANDO COM SERRAS CIRCULARES As serras circulares são geralmente utilizadas para desbravamentos florestais e abate de pequenas árvores e arbustos, devendo haver atenção redobrada para possíveis retrocessos, principalmente quando se
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Máquinas
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Empresa
Kepler Weber
Abrindo fronteiras A Kepler Weber inaugura sua nova unidade industrial em Campo Grande (MS) e dobra sua capacidade de produção de sistemas de armazenagem
O
O complexo industrial ocupa 35 mil metros quadrados de construção
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Máquinas
Weber em atividades terceirizadas, somando cinco mil postos de trabalho, pelos cálculos da empresa. O complexo industrial da empresa em Mato Grosso do Sul ocupa 35 mil metros quadrados de área construida, somando-se as partes administrativa e industrial, numa área de 80 hectares. A unidade de Panambi (RS) manterá a gama de produtos do grupo incrementando a produção de equipamentos destinados a instalações industriais, portuárias, estruturas metálicas, peças e serviços de reposição e inox. A Rocheli Wachholz
implantação da fábrica foi uma questão estratégica, já que, além dos incentivos, outros critérios foram observados. O fato de a região estar ligada ao restante do Brasil por rodovias já prontas, possuir ferrovias e hidroelétricas e um aeroporto na cidade também foram fatores decisivos para a escolha. A unidade vai gerar 500 novos postos de trabalho diretos, dos quais cerca de 200 trabalhadores já foram treinados e contratados, sendo que praticamente todos são de Campo Grande e região. As vagas indiretas serão geradas através de pequenas e médias empresas que vão atuar juntamente com a Kepler Rocheli Wachholz
Kepler Weber
grupo Kepler Weber inaugurou, na capital sul-mato-grossense, a sua nova fábrica passando a capacidade de produção da empresa de 50 mil toneladas de aço para 100 mil toneladas por ano, tornando-a a maior produtora de sistemas completos de armazenagem de grãos do mundo. Os investimentos na nova unidade foram de US$ 35 milhões, incluindo o capital de giro para o ano que vem. O Grupo Kepler Weber utilizou recursos do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO), através do Banco do Brasil, do BNDES e próprios. De acordo com o diretor-presidente da empresa, Othon d’Eça Cals de Abreu, a escolha do estado do Mato Grosso do Sul para a
A unidade deverá gerar mais de cinco mil empregos diretos e indiretos
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A fábrica inaugurada vai dobrar a capacidade de produção da empresa
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“A máquina testada era praticamente nova, tendo semeado apenas uma lavoura de milho e iniciando a semeadura de soja sobre resteva de trigo recém colhido”
Kepler Weber
Núcleo residencial Tuiuiú
N
o mês de junho, o diretor-presidente da empresa junto com o prefeito municipal de Campo Grande, André Puccinelli, entregaram as casas populares do Núcleo Residencial Tuiuiú, localizado próximo à fábrica, através do programa PPP (Parceria Público-Privada), onde a empresa investiu R$ 1 milhão. O Núcleo é composto por cem casas populares, cada uma com 40 m2, construídas num terreno de 30 mil m², doado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande. Das cem casas, 40 estão destinadas a
unidade de Campo Grande produzirá silos, secadores, elevadores e demais equipamentos destinados à armazenagem e manuseio de grãos e
um centro internacional de treinamento. Abreu explica ainda que nos Estados Unidos 65% da safra é armazenada em propriedades e na Europa este índice é de 50%. Já no Brasil, este percentual é de aproximadamente 9%, mas deve crescer nos próximos anos e é esta demanda que a nova fábrica pretende suprir. O Grupo Kepler Weber detém a liderança em armazenagem de cereais na América Latina e o terceiro lugar no ranking mundial, com 60% do mercado nacional de armazenagem de cereais, 36% do mercado argentino, 70% do
operários da Kepler Weber, 25 para famílias que serão reassentadas dentro do Programa de Desfavelamento “Mudando para Melhor” e as outras 35 para famílias selecionadas pela Prefeitura. Os moradores receberam junto com as casas um Centro Comunitário de 250 m², construído pela Kepler Weber e posteriormente adotado, para que a empresa possa desenvolver um trabalho social junto à infância e à adolescência e ainda uma praça com playground e uma quadra poliesportiva. chileno e 90% do uruguaio. Em seus processos logísticos a nova fábrica vai utilizar os mais modernos equipamentos de movimentação, armazenagem e controles existentes no mercado. O carregamento dos caminhões será realizado em área interna, com tempo sincronizado de entrada e saída dos boxes. Os controles dos produtos serão feitos através de identificações com códigos de barra e leitores óticos serão responsáveis pelo monitoramento e rastreabilidade dos produtores desde a fase M de produção até o embarque. RW
Pulverizador teste
Conforto e robu Com sistema de suspensão pneumático e grande vão livre, o pulverizador Parruda surpreende pelo bom desempenho e simplicidade na operação
E
m meio a tantas dificuldades de aplicação de produtos fitossanitários, é espantoso ver o quanto a tecnologia a ela direcionada evoluiu nos últimos anos. Esta foi a sensação da equipe da Cultivar Máquinas ao testar o pulverizador autopropelido Parruda MA 3027 HS da Montana.
Os eixos fixos no chassi por barras tensoras e a suspensão pneumática evitam impactos
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Máquinas
Os eixos são fixados ao chassi através de barras tensoras e suspensão pneumá-
tica ativa. Válvulas reguladoras controlam o ajuste dos movimentos da suspensão, sem transmitir os impactos para a máquina, assim, o sistema oferece excelente conforto ao rodar, amortecendo eficazmente os impactos das irregularidades do terreno. Tal sistema, sem dúvida alguma, é um dos principais diferenciais desta máquina. Rocheli Wachholz
Quando se refere a tamanho, o Parruda MA 3027 HS é realmente gigante. A máquina vazia pesa 7600 kg, com seus 3,65 m de altura, 3,36 m de largura e 8,45 m de comprimento. Quando se associa tais dimensões a seu vão livre de 1,54 m (pneus 12.4x36), talvez o maior da categoria, conclui-se que a afirmação inicial não é nenhum exagero. Como as demais máquinas desta categoria, tais di-
SISTEMA DE SUSPENSÃO
Rocheli Wachholz
TAMANHO
mensões representam uma certa dificuldade para o transporte “embarcado”, em caminhões de piso rebaixado, mas nenhum problema para deslocamento rodando em áreas rurais.
O vão livre e a falta de proteção da parte inferior do cofre de alojamento eleva o risco de acidentes
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O vão livre de 1,54m, talvez o maior da categoria, facilita o deslocamento em áreas rurais
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“O sistema de transmissão é hidrostático, com tração 4x4 hidro constante e independente nas quatro rodas, realizada por motores de roda de alto torque e baixa rotação”
Fotos Hamilton Ramos
stez UNIDADE MOTRIZ O motor é um MWM modelo 6.10 T com seis cilindros em linha, turboalimentado, com potência de 185 cv (136 kW) e torque de 64,5 mkgf a 1600 rpm. Sua montagem frontal facilita as operações de manutenção, apesar de reduzir a visibilidade do rodado, dificultando seu adequado posicionamento na linha da cultura quando necessário. Além disso, o vão livre de 1,54 m, associado à falta de proteção na parte inferior do local de alojamento do motor, permite o fácil acesso de mãos a partes móveis, como polias e hélice do radiador, e quentes, como o cano de escape, elevando os riscos de acidentes.
O sistema de transmissão é hidrostático, com tração 4x4 hidro constante e independente nas quatro rodas, realizada por motores de roda de alto torque e baixa rotação. Tal sistema permite que o pulverizador não tenha pedais, com todos os comandos de velocidade e frenagem realizados através de um manche adequadamente posicionado ao lado direito do operador. Não existe câmbio, apenas um botão no qual se limita a velocidade máxima em 22 km/h para as situações de trabalho e em 45 km/h para transporte. O sistema hidrostático permite ainda a automatização do sistema de abertura e fechamento da bitola, possibilitando a rápida adequação desta a diferentes espaça-
O sistema hidrostático permite a automatização de abertura e fechamento da bitola
mentos de plantio, com larguras variando entre 2,80 e 3,50 m.
CABINA A cabina possui um sistema de ar-condicionado, equipado com filtros de carvão ativado para elevar a segurança do aplicador. Apesar de não se observar uma pressão positiva na cabina, forçando o ar a sair ao
“O volante tem regulagem de posição com relação ao operador e possui um dispositivo para apoio da mão que simplifica muito o giro em manobras”
Fotos Hamilton Ramos
das barras de pulverização. Ao lado direito do operador, imediatamente acima do painel de controle, está posicionado o controlador eletrônico da pulverização (marca Arag, modelo Bravo 300) que, além de manter constante o volume de aplicação e facilitar ações de ligar e desligar seções da barra de pulverização ou alterar a pressão de pulverização, ainda permite o controle de variáveis da pulverização tais como distância percorrida, área pulverizada, horas trabalhadas, volume de calda no tanque, volume pulverizado, tensão na bateria e vazão em litros por minuto. Este controlador mostrou-se de fácil regulagem e com excelente interface com o usuário. Opcionalmente, como no caso do equipamento avaliado, o Parruda pode ser equipada com sistema de navegação com barra luminosa (barra de luz) para controle das faixas de aplicação.
DESIGN, ACESSOS E PLATAFORMAS A cabina possui ar-condicionado, com sistema de carvão ativado, assento ergonômico com suspensão de molas e painel de controle que comanda todo o sistema hidráulico e as barras
invés de entrar, nenhuma abertura oriunda do projeto da máquina que facilite a entrada do ar externo foi observada. Amplos espelhos retrovisores externos facilitam a verificação das condições de operação das barras traseiras de pulverização. O assento ergonômico com suspensão de molas e amortecedor é ajustável em altura e posição. Ao lado esquerdo do operador existe um assento auxiliar que pode ser utilizado por um instrutor, supervisor ou aprendiz. O volante tem regulagem de posição com relação ao operador e possui um dispositivo para apoio da mão que simplifica muito o giro em manobras. A direção é hidrostática e, na coluna de direção, observa-se mostradores analógicos com as funções de contador de rpm, horímetro, marcador de temperatura e combustível. Todo o sistema hidráulico e as barras são controlados por botões dentro da cabina, com sistema on/off de acionamento, montado em painel posicionado à direita do operador que, com pouco treino, estará apto a operá-lo adequadamente. Aliás, o painel de controle é um dos pontos altos deste equipamento. Compacto e ergonômico, acolhe, além dos botões, um manche de comando de velocidade. À mão do operador estão mostradores e botões que permitem visualizar o nível de calda no tanque através de visor digital, adequar a máxima e mínima quantidade de calda no tanque, selecionar o sistema de bombas para abastecimento ou aplicação, selecionar a velocidade para tra-
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Máquinas
balho ou transporte, alterar a bitola, ajustar ou recolher o sistema de barras e acionar o freio de estacionamento. Além disso, como itens de segurança, observa-se também um botão de habilitação, necessário para que qualquer dos botões de controle do painel obedeçam ao comando de acionamento, e uma chave geral. O manche de comando de velocidade é um controle multifuncional que se destaca pela sua praticidade. Com pequenos movimentos de punho e dedos, e o braço adequadamente apoiado, controlase a velocidade à frente, através do posicionamento do manche para frente, ou à ré, através do seu posicionamento para trás, servindo também como freio para o equipamento. Assim, com a rotação do motor constante em 2000 rpm, obtêm-se qualquer das velocidades. Além disso, através de botões posicionados à altura do polegar, pode-se controlar o sistema de articulação e altura
O acesso à escada é dificultado pelos 77 cm que separam o primeiro degrau do chão
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O design do pulverizador é bastante agradável e imponente, chamando a atenção por uma adequada integração entre seus componentes. O acesso à cabina inicia-se por uma escada traseira, com 35 cm de largura e degraus espaçados de 25 cm com cinco cm de piso antiderrapante. Apesar do apoio de mãos, o acesso à escada é dificultado pelos 77 cm que separam o chão do primeiro degrau, bem como pela pequena área de acesso (0,80 x 0,57 m) proporcionada pela proximidade do sistema de barras. A partir da escada, caminha-se paralelamente ao tanque de calda por uma plataforma lateral com 54 cm de largura, equipada com guarda-corpo, existente em ambos os lados do pulverizador, até atingir-se a cabina de comando. Dessa forma, tanto o acesso à cabina quanto a partes superiores do tanque de calda são possíveis com um adequado grau de segurança. As plataformas de acesso ao motor, alcançadas através das plataformas laterais, possuem 0,4 x 1,10 m, são adequadas ao
O guarda-corpo, existente em ambos os lados, permite um seguro acesso à cabine
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deslocamento do operador e, mais baixas que as laterais, com 1,9 m do chão. Não possuem guarda-corpo, atendendo mesmo assim a normas brasileiras de segurança, que exigem a presença do componente em altura superior a dois m.
SISTEMA DE PULVERIZAÇÃO O tanque de calda, confeccionado em fibra de vidro, tem capacidade de três mil litros, possui quebra-ondas internamente para melhorar a estabilidade do conjunto quando em operação e está equipado com sensor eletrônico do nível de calda, sendo possível o dimensionamento do máximo e mínimo volumes permitidos no tanque através da cabina de comando. O sistema de agitação da calda é hidráulico, com capacidade de até 200 l/min a pressão de 5 bar. Para evitar prejuízos a esse sistema, como danos ao selo mecânico da bomba, recomenda-se que o sensor de mínimo volume de calda no tanque esteja regulado entre 50 e 70 l. O acesso à boca do tanque através das plataformas laterais é bastante facilitado, havendo um desnível de apenas 1,10 cm entre o piso da plataforma e a boca, sem nenhuma obstrução lateral, permitindo que
O tanque de calda tem capacidade de três mil litros; quebra-onda e é de fibra de vidro
possíveis operações manuais de abastecimento sejam realizadas de forma segura. O sistema hidráulico de pulverização possui duas bombas centrífugas, sendo que a primeira, com vazão de 500 l/min, é utilizada no circuito de abastecimento, enquanto que a segunda, com capacidade para 430 l/ min, alimenta o sistema de pulverização. A alternância entre sistemas é realizada pelo operador, a partir do painel de controle na cabina de comando. Um dispositivo de indução para adição de produtos ao tanque e lavagem das embalagens vazias equipa o pulverizador. Ele está
O dispositivo de indução para adição de produtos ao tanque está localizado a 1,3 m do solo
localizado no lado direito da máquina e, em posição de operação, a boca de abastecimento situa-se a 1,3 m do solo, altura esta que permite a operação segura com baixo risco de contaminação do operador. A bomba que aciona este dispositivo é a do sistema de pulverização sendo que, através de uma válvula de três vias, o operador seleciona utilizar a água do tanque de pulverização ou a
“Tratar grandes áreas com baixos custos, confiabilidade e alta eficiência. Dentro desse conceito, não há como não se impressionar ao testar um pulverizador como o Parruda MA 3027 HS”
Fotos Rocheli Wachholz
Hamilton Ramos
A barra de pulverização pode trabalhar a alturas que variam de 0,6 a 2,2 m
água vinda de um reservatório de água limpa, com capacidade para 500 l, utilizada também para as operações de asseio do operador, através de uma torneira, e para a operação de lavagem do tanque após a pulverização. Tal forma de acionamento, entretanto, pode originar alguns problemas, tais como o esvaziamento do tanque de água limpa com pouco mais de um minuto de funcionamento da bomba, ou mesmo a contaminação do tanque de água limpa com calda, como conseqüência de um possível refluxo ao se acionar a válvula de três vias. Formas de evitar tais problemas devem ser estudadas e um circuito complementar, visando descontaminar a parte interna do depósito após as operações de adição de defensivos e lavagem de embalagens, deve ser incorporado. O sistema de levante das barras, acionado pelo operador de dentro da cabine através de componentes eletro-hidráulicos, aliado ao sistema de estabilidade das barras, que utiliza amortecedores com nitrogênio, permite a adequada manutenção e a rápida correção, quando necessário, da altura da barra ao alvo, mesmo nas maiores velocidades. Durante as avaliações, mesmo em velocidades como 18 km/h, a estabilidade pro-
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Máquinas
A barra possui 27 m, é auto-estável e o sistema de pulverização está dividido em cinco seções
porcionada pelo sistema foi extremamente eficiente. Além disso, os pistões hidráulicos utilizados nas operações de abertura e fechamento das barras possuem freios, como forma de evitar que as barras colidam com a estrutura do pulverizador na operação de recolhimento para transporte. A barra de pulverização, que pode ser regulada para trabalhar a alturas variando entre 0,60 e 2,20 m, é auto-estável, com 27 m de comprimento e sistema de pulverização dividido em cinco seções confeccionadas em aço inox, comportando no total 54 bicos com acoplamento para quatro pontas através de engate rápido e sistema anti-gotejo, espaçados em 50 cm. Todas as seções possuem controle individual de pressão, permitindo a uniformização da vazão mesmo quando uma ou mais seções da barra estão fechadas. Como opções, a barra pode ser fornecida também com 25 m ou com sete seções. Todo o controle e acionamento das barras é realizado de dentro da cabina de comando, sem que, no entanto, como recomendam as normas internacionais de segurança, haja mangueiras pressurizadas dentro da mesma. Todo o sistema de pulverização é monitorado pelo controlador da Marca
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O pesquisador Hamilton Ramos coordenou o teste drive realizado em Uberlândia (MG)
Arag, modelo Bravo 300, localizado na cabina de comando.
IMPRESSÕES GERAIS Tratar grandes áreas com baixos custos, confiabilidade e alta eficiência. Dentro desse conceito, não há como não se impressionar ao testar um pulverizador como o Parruda MA 3027 HS. É novamente a tecnologia brasileira dando um show de qualidade em uma máquina capaz de pulverizar 300 a 400 ha por dia, com eficácia, segurança e conforto para o operador. Alguns pontos ainda podem ser melhorados de forma a elevar ainda mais seus padrões de qualidade e segurança, entretanto, nenhuma dúvida há de que representa uma importante ferramenta ao empresário rural brasileiro rumo a sua comM petitividade no mercado mundial. Hamilton Humberto Ramos, IAC
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Semeadora teste
Prática e simples A
proveitando o início do plantio de soja no Rio Grande do Sul, a equipe da Cultivar Máquinas testou a semeadora Metasa PDM PG 900 em Tapejara (RS), numa lavoura onde o trigo havia sido colhido recentemente. Os dados de uma recente pesquisa de campo feita com agricultores, fabricantes de semeadoras, professores e pesquisadores da área, publicados nos anais do XXXIII Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola , revelaram que a facilidade de regular e de dar manutenção à semeadora, preferencialmente sem o uso de ferramentas, são considera-
Visão geral de uma linha mostra os discos sulcadores e rodas limitadoras de profundidade
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Máquinas
dos atributos essenciais de uma boa máquina. Parece que a equipe de projeto da Metasa já sabia dessa informação há algum tempo, pois na semeadora PDM PG 900 o agricultor tem excelente acesso aos pontos de manutenção e não precisa mais do que duas chaves diferentes para realizar todas as regulagens, inclusive a troca de espaçamentos entre as linhas de semeadura. Sabe-se que se os procedimentos de manutenção e de regulagem são fáceis de serem feitos, eles efetivamente serão feitos, o que, sem dúvida, resulta numa melhor qualidade no processo de semeadura, com todos os benefícios daí advindos. A semeadora PDM PG 900 da Metasa destina-se ao plantio direto (também pode realizar a semeadura com o solo preparado) de culturas de verão, trabalhando com nove linhas para a soja ou cinco linhas para milho. De acordo com o fabricante, requer de 90 a 108cv no motor do trator para ser tracionada através da barra de tração, dependendo do tipo de sulcador utilizado. Os três mil kg da máquina são sustentados por quatro pneus tipo militar 7.00x16 (dez lonas), os quais recebem o maior ou menor peso da semeadora durante o plantio em função da regulagem prévia dos batentes do cilindro hidráulico central, comandado pelo trator, em função da maior
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ou menor necessidade de corte da palhada e do solo. O ajuste fino da carga sobre as linhas é feito individualmente através da tensão de molas.
Todas as regulagens manuais na linha de sementes da máquina podem ser feitas sem o auxílio de ferramentas
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“A máquina testada era praticamente nova, tendo semeado apenas uma lavoura de milho e iniciando a semeadura de soja sobre resteva de trigo recém colhido”
Fotos Charles Echer
Metodologia do teste
D
Aliando segurança e simplicidade, a semeadora PDM PG 900, testada pela equipe da Cultivar Máquinas, mostrou que é possível ter em uma mesma máquina tecnologia e bastante praticidade SISTEMA SULCADOR O conjunto de ataque ao solo é composto por por um disco de borda lisa de
iz um mestre em projeto de máquinas: dúvida requer decisão, decisão requer critérios. Da mesma forma um teste, por mais simples que seja, requer a definição de parâmetros a serem medidos além de métodos para a avaliação desses parâmetros. Dada a impossibilidade de realização de testes funcionais completos (ensaios) de acordo com normas brasileiras ou internacionais, os quais poderiam determinar – entre outras coisas – a precisão da semeadura e a demanda de potência na barra de tração, a semeadora PDM PG 900 foi avaliada com base no coeficiente tecnológico de semeadoras. A metodologia proposta por pesquisadores da UNISC e da UFSM1 , identifica o nível tecnológico dos mecanismos empregados na máquina em dez 17” (18” como opcional) seguido de sulcador de discos duplos defasados (16” e 15½”) para o adubo. Para a semente, o sulcador é do mesmo tipo, com regulagem de profundidade por rodas limitadoras laterais e fechamento do sulco através de compactador duplo, aro estreito tipo “V” (há opção de rodas de borracha). Tanto para o adubo quanto para a semente há a possibilidade de instalação de sulcadores tipo facão. Para a movimentação vertical da linha de adubo é utilizado um braço rígido pivotado enquanto que para a linha da semente é utilizado um mecanismo de quatro barras (paralelogramo). A dosagem da semente é feita por mecanismo de disco horizontal montado individualmente sobre a linha de semeadura a pouca distância do solo, enquanto que a dosagem do adubo é feita por dosadores de rosca sem-fim de aço no interior de carcaça de polímero montadas sob o fundo do reservatório de fibra
diferentes sistemas ou classificações (sistema de acoplamento, sistema de adubo, segurança etc), associando-os a um nível de desempenho funcional observado num grande número de trabalhos de pesquisa desenvolvidos em todo o país. Assim, pelo conhecimento de um determinado mecanismo já se pode ter uma idéia de seu funcionamento. Esse método é bastante abrangente e rigoroso na pontuação, muito parecido com a forma com os agricultores julgam as máquinas: não esperam nada menos do que o ótimo. Isso se reflete na pontuação atribuída a cada mecanismo, onde os sabidamente mais eficientes recebem a pontuação máxima e os que apresentam problemas recebem pontuações muito reduzidas. de vidro do fertilizante. A máquina testada era praticamente nova, tendo semeado apenas uma lavoura de milho e iniciando a semeadura de soja sobre resteva de trigo recém colhido. O espaçamento entre linhas era de 45 cm. Nesse aspecto é interessante notar que entre cada um dos dois conjuntos de rodas as linhas tinham apenas 44 cm de espaçamento. Não foi possível determinar se havia uma restrição para a montagem do espaçamento de 45cm ou se foi um erro no ajuste das linhas. A semeadora foi tracionada com folga por um trator MF 292 nas marchas 3ª reduzida baixa (˜ 5,5km/h) e alta (˜ 7,5km/h), dependendo da umidade do solo e do relevo do local. Na velocidade mais alta produziu um sulco com 15cm de largura em média, tendo sido observado, em alguns locais, larguras de até 18 cm. Como o solo estava muito úmido devido à ocorrência de chuva na noite an-
Plataforma extensível auxiliar facilita a operação de transbordo e carregamento da máquina
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Máquinas
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“O acoplamento do robusto cabeçalho da semeadora ao trator é facilitado pela presença de um macaco de rosca-sem-fim acionado por manivela”
Fotos Charles Echer
Merece atenção a simplicidade das regulagens no final da linha e as cores berrantes que indicam as zonas mais perigosas da máquina
terior e devido à velocidade relativamente alta utilizada, as larguras de sulco observadas podem ser consideradas normais e até mesmo pequenas. Como se pode observar através dos critérios de avaliação utilizados (ver box), a PDM PG 900 destaca-se nos itens de manutenção e no sistema de acoplamento, obtendo a nota máxima no teste. Isto se deve, entre outras coisas, ao reduzido número de pontos de lubrificação (uso de mancais blindados nos discos duplos e na transmissão do dosador de sementes) e a facilidade de acesso aos pontos de lubrificação existentes, os quais são claramente indicados por adesivos na própria máquina, que também informam a periodicidade da tarefa. O acoplamento do robusto cabeçalho da semeadora ao trator é facilitado pela presença de um macaco de rosca sem-fim acionado por manivela. Já o nivelamento da semeadora pode ser facilmente conseguido escolhendo-se um das quatro posições de ajuste do ponto de engate à barra de tração e
A pressão sobre a linha de sementes é uma das únicas regulagens que requer ferramentas
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Máquinas
ajustando-se o braço esticador superior.
SISTEMA DE PLANTIO Também merecem atenção os sistemas de acondicionamento da semente e a segurança operacional da semeadora. Todo o conjunto da linha das sementes (controle da profundidade e do fechamento do sulco e compactadores) é plenamente acessível ao operador, apresentando ainda uma facilidade de regulagem poucas vezes vista. Todas as regulagens necessárias podem ser feitas sem o auxílio de ferramentas através de manoplas corretamente dimensionadas e que requerem baixo esforço do operador. Adicionalmente, a critério do produtor, o compactador duplo, aro estreito tipo “V”, pode ser substituído por um de roda de borracha. A PDM PG 900 também é uma máquina que atende bem aos requisitos de segurança, como a presença de estruturas de proteção (pintadas de cores berrantes para chamar a atenção do auxiliar em momentos de perigo), piso antiderrapante e adesivos de advertência. O que ainda faltou na máquina avaliada foi a presença de sinalização de trânsito. Outro aspecto que se reflete positivamente no aspecto segurança, embora tenha sido pensado sob a ótica da ergonomia, é a presença de uma plataforma auxiliar ex-
O alinhamento das rodas dentadas é feito com espaçadores flexíveis de material plástico
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A abertura e o acesso ao dasador de sementes é simples e não requer o uso de ferramentas
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Os reservatórios são de material sintético que, além de deixar a máquina mais leve, impede a corrosão
tensível utilizada nos momentos de reabastecimento de adubo, possibilitando o transbordo dos sacos diretamente da carreta. A semeadora não foi bem avaliada nos aspectos gerais e acessórios e de multifuncionalidade, mas isso não chega a comprometer a qualidade do projeto e a performance da máquina. Essa avaliação reflete a impossibilidade de se realizar o plantio de culturas de inverno e a ausência de itens acessórios como o monitor eletrônico de sementes. Merece ainda destaque a facilidade
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com que é possível limpar e trocar o disco dosador de sementes quando necessário (sem o uso de ferramentas) e a rapidez com que se pode alterar a relação de transmissão, tanto para alterar a densidade de semeadura como para modificar a quantidade de adubo. Durante o teste foi sorteada uma densidade de semeadura, o que corresponde ao engrenamento de um par específico de rodas dentadas na parte dianteira da máquina, e solicitado a um dos agricultores (o qual não havia feito antes essa tarefa) para que fizesse a alteração. Em apenas 59 segundos o ajuste estava feito. Isso somente é possível porque a regulagem é feita sem ferramentas (mesmo o esticador de correntes tem acionamento manual) e o alinhamento das rodas dentadas é feito com auxílio de espaçadores flexíveis feitos de material plástico. Na página ao lado é possível ver uma das poucas regulagens feitas com auxílio de ferramenta: pressão sobre a linha de sementes.
nologias modernas nos aspectos ergonômicos, de manutenção, de segurança e de operacionalidade; e o emprego de soluções robustas e consagradas pelos agricultores como dosadores de disco horizontal, transmissão por correntes, reservatórios de material sintético e dosasores de adubo tipo M rosca sem-fim. Angelo V. Reis, UFPel
CONSIDERAÇÕES FINAIS Pelo que se pôde ver durante os testes, a semeadora PDM PG 900 da Metasa é uma máquina que deve atender de forma muito boa às expectativas dos médios produtores de grãos, principalmente no sistema de plantio direto. Isso se deve basicamente ao harmonioso balanço entre tec-
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Ângelo Reis coordenou o teste realizado no município de Tapejara (RS)
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por Arno Dallmeyer - arnomaq@yahoo.com.br
Acelera... O
Trekker-Trek encerrou seu ano, no qual ocorreram três provas. A de julho, em Holambra, nós já noticiamos anteriormente. Trazemos desta vez os resultados das duas provas de novembro, e o resultado final do ano. O grande vencedor, Dick Vigarista (mas que não engana ninguém, pois já vinha mostrando sua categoria há tempo) está em destaque. Na próxima edição os resultados do Arrancadão 2004. Boas festas a todos, bom ano novo, cheio de mais emoções, adrenalina e sucesso!!!
Trekker-Trek
Dick Vigarista, O Campeão ca de 1.500 cv, que consomem 15 litros de metanol por puxada. Sem bons e consistentes patrocinadores uma equipe deste porte e qualificação se manteria com mais dificuldades. O apoio de Adubos Hydro, Pulysul, Anfal, Skarcelly e Quimirus Burg conduziu também estas marcas à glória.
A
equipe dos pilotos Henrique e Geraldo Reijers, conquistou no ano de 2004 os louros das maiores categorias do Trekker-Trek brasileiro, a livre 3.400 e a 4.400. O trator é baseado num Massey Ferguson MF 95 X, com motorização formulada pela equipe: seus quatro motores são, respectivamente um Big Block V8 7.5 litros de cilindrada, dois Chevrolet 4.1 litros e um Chevrolet 4.8. Dos 24 cilindros são extraídos cer-
COLOCAÇÃO 1º 2º 3º COLOCAÇÃO 1º 2º 3º COLOCAÇÃO 1º 2º 3º
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CATEGORIA LIVRE 2400 INICIANTES METROS PUXADA 76,69 2ª 75,06 2ª 73,53 2ª CATEGORIA LIVRE 2400 EQUIPE METROS PUXADA Ronik 91,06 2ª Trovão Azul 89,09 2ª Silver Star 81,88 2ª CATEGORIA LIVRE 3400 EQUIPE METROS PUXADA Dick Vigarista 88,07 2ª Faisquinha 81,80 2ª Yellow Power 70,46 2ª CATEGORIA LIVRE 4400 EQUIPE METROS PUXADA Dick Vigarista 86,85 2ª Faisquinha 79,07 2ª Roque Santeiro 68,65 2ª EQUIPE Furacão Pit Bull Alligator
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EQUIPES Alligator Furacão Fenômeno Kami Kase Pit Bull EQUIPES Ronik Trovão Azul Yellow Power Silver Star Mad Max EQUIPES Dick Vigarista Faisquinha Yellow Power Delta Power Roque Santeiro EQUIPES Dick Vigarista Faisquinha Roque Santeiro Delta Power White Succes
RESULTADOS EM HOLAMBRA II - SP - 14 de Novembro - XI Holambra Feest COLOCAÇÃO 1º 2º 3º
RESULTADO GERAL PONTUAÇÃO TEMPORADA 2004 CATEGORIA LIVRE 2400 INICIANTES HOLAMBRA HOLAMBRA II CASTROLANDA 8 5 6 6 8 5 5 4 8 4 0 0 0 6 0 CATEGORIA LIVRE 2400 HOLAMBRA HOLAMBRA II CASTROLANDA 6 8 6 5 6 8 8 4 4 4 5 5 3 0 0 CATEGORIA LIVRE 3400 HOLAMBRA HOLAMBRA II CASTROLANDA 8 8 6 6 6 5 2 5 8 2 4 4 5 0 0 CATEGORIA LIVRE 4400 HOLAMBRA HOLAMBRA II CASTROLANDA 6 8 8 8 6 5 5 5 6 4 0 0 3 0 0
TOTAL 19 19 17 4 6 TOTAL 20 19 16 14 3 TOTAL 22 17 15 10 5 TOTAL 22 19 16 4 3
RESULTADOS EM CASTROLANDA - PR - 27 de Novembro
PILOTO Marcos G. Eltink Diego Stolterborg Luiz Antonio B. Silva
COLOCAÇÃO 1º 2º 3º
PILOTO Rolando M. Niens Patrick Groot Henricus Walravens
COLOCAÇÃO 1º 2º 3º
PILOTO Geraldo Reijers Renato Eltink Johannes Eltink
COLOCAÇÃO 1º 2º 3º
PILOTO Henrique Reijers Renato Eltink Luiz Barboza Junior
COLOCAÇÃO 1º 2º 3º
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CATEGORIA LIVRE 2400 INICIANTES METROS PUXADA 91,08 1ª 84,80 1ª 73,53 2ª CATEGORIA LIVRE 2400 EQUIPE METROS PUXADA Trovão Azul 89,27 3ª Ronik 83,93 3ª Silver Star 99,18 2ª CATEGORIA LIVRE 3400 EQUIPE METROS PUXADA Yellow Power 83,91 2ª Dick Vigarista 82,43 2ª Faisquinha 80,93 2ª CATEGORIA LIVRE 4400 EQUIPE METROS PUXADA Dick Vigarista FP 2ª Roque Santeiro 53,13 2ª Faisquinha 16,07 2ª EQUIPE Fenômeno Alligator Alligator
PILOTO Renato T. Eltink Luiz Antonio B. Silva Luiz Antonio B. Silva PILOTO Patrick Groot Rolando M. Nies Henricus Walravens PILOTO Johannes Eltink Geraldo Reijers Renato Eltink PILOTO Henrique Reijers Luiz Barboza Junior Renato Eltink
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Informe jurídico • Newton Peter • OAB/RS 14.056 • consultas@newtonpeter.com.br
Sobre a CLT
H
á alguns dias, um jornalista me perguntava sobre os pro blemas trabalhistas enfrentados pelos produtores rurais. Havia incompreensão em suas idéias iniciais. Manifestava-se o mal do “presente contínuo” a que o historiador Erich Hobsbawn, definido certa vez por Roberto Campos como um simpático e ingênuo marxista, referia-se ao falar sobre as sociedades do Século XX. A total ausência de perspectiva história nas pessoas, que pensam habitar um limbo no tempo, sem qualquer referência com passado e futuro, assusta. Acho que o ensino está cada vez pior neste país. Meu colega (também sou jornalista), numa mistura de questionamento e afirmativa, colocava a legislação trabalhista num inóspito e quente pedaço do inferno. A idéia de regular as relações trabalhistas é antiga, embora o modelo conhecido atualmente seja uma conseqüência da forma como o trabalho passou a ser desempenhado com a Revolução Industrial. O Código de Hamurabi (1750 a.C.), ao disciplinar atividades obreiras, estabelecia preços para as várias modalidades de trabalho e concedia três dias de descanso remunerado para cada mês trabalhado. Antes dele, a legislação vigente na cidade-reino de Eshnunna (entre 1825 e 1787 a.C.) apresentava orientação semelhante. Anos mais tarde, a Lei Mosaica lançou o repouso hebdomadário, os gregos diferenciaram o trabalho desempenhado por jornada do realizado por tarefa e os romanos, sob Diocleciano, fixaram salário para os trabalhadores livres. Há referências ao rigor da lei romana, que punia com pena de morte artesãos que reivindicassem salários acima dos legalmente fixados. No Brasil, em tempos mais recentes, a legislação trabalhista desempenhou bem sua função. A Consolidação das Leis do Trabalho, em 1943, serviu para modificar uma situação de quase exploração do trabalho menos qualificado. O fato de conter dispositivos demasiadamente onerosos não a desqualifica, apenas demonstra a necessidade de adequá-la às necessidades atuais.
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EVITANDO PROBLEMAS Voltando ao tópico da conversa, aproveito para dar alguns conselhos genéricos para os leitores minimizarem problemas trabalhistas. Não existem milagres! Cumprir a lei é sempre a opção mais barata. Caso o produtor considere elevados os valores referentes a direitos trabalhistas, melhor reduzir a quantidade de funcionários e cobrar maior produtividade dos que ficam. Quem permanecer deve ser tratado conforme determina a lei. É a melhor política. Logo na contratação, pode-se checar as referências e o desempenho do candidato em empregos anteriores. Há tendência de o funcionário repetir comportamen-
ral. Se a prestação de serviço se realizar com pessoalidade, não-eventualidade, sob dependência do empregador rural e mediante salário, o trabalhador rural será um empregado rural. Características da relação de emprego: • Pessoalidade – o próprio empregado é quem presta o serviço, que executa as tarefas, não podendo contratar auxiliares ou se fazer substituir por outra pessoa; • Não-eventualidade – o serviço é relacionado com a atividade rotineira da propriedade; • Remuneração – o empregado recebe pagamento pela execução do serviço; • Subordinação – o empregado trabalha sob as ordens do patrão ou de seu representante, sujeito a horário e a outras regras que definem a forma da execução do serviço.
CARTEIRA E OUTROS CASOS
tos, bons e maus. Alguém que costumava se atrasar, cumpria ordens parcialmente ou demonstrava pouco empenho tende a manifestar essas características. Aprovado o candidato, não caia na tentação de contratar “na confiança”, leia-se sem carteira, numa relação em que as duas partes estão erradas, o empregador e o empregado, mas somente o primeiro arca com o custo financeiro de uma eventual ação judicial. Cuidado com as empreitadas ou terceirizações. As características abaixo auxiliam na identificação de um empregado rural efetivo, mesmo que o contrato formal seja realizado através de uma empresa. O fato real, na lei trabalhista, é mais importante que os contratos, portanto, é fácil descaracterizar terceirizações na Justiça. Considera-se trabalhador rural a pessoa que presta serviço a empregador ru-
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A anotação na Carteira de Trabalho do empregado deverá ser feita imediatamente após a contratação. O prazo legal para a devolução da carteira anotada é de 48 horas. As anotações obrigatórias: data de admissão, salário, função, natureza do contrato, duração e outras condições especiais. As anotações não podem ser rasuradas ou emendadas. Atenção, pois nenhuma anotação prejudicial ao empregado pode constar na carteira (faltas, afastamentos, advertências etc). Quando o funcionário mora na fazenda, horário de trabalho rígido e controlado é coisa sagrada. Empregado que resolve problemas a qualquer hora está à disposição do produtor e, portanto, tem direito a receber por isso. Há, ainda, a questão do transporte. Se o trabalhador mora afastado da fazenda, o tempo de transporte até o local de trabalho conta como hora trabalhada. De tempos em tempos, o produtor deve também avaliar se os responsáveis pela parte burocrática das contratações estão com os documentos dos funcionários em dia. Na dúvida, consulte seu advogado.
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