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Maquinas 27

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Do editor Grupo Cultivar de Publicações Ltda. CGCMF : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480 Rua Sete de Setembro 160 – 12º andar 96015-300 – Pelotas – RS www.grupocultivar.com Diretor de Redação Schubert K. Peter Consultor Newton Peter OAB/RS 14.056

“Cultivar” e “Cultivar Máquinas” são marcas registradas do Grupo Cultivar de Publicações

Cultivar Máquinas Edição Nº 27 Ano III - Fevereiro 2004 ISSN - 1676-0158 www.cultivar.inf.br cultivar@cultivar.inf.br Assinatura anual (11 edições*): R$ 98,00

Prezado leitor Como acontece a cada ano, o ciclo agrícola, que envolve preparo do solo, plantio, manejo e colheita, se repete. Em cada etapa deste ciclo, são usados equipamentos diferentes que, depois, retornam aos galpões e lá ficam até que todo o processo se repita. Pensando nisto, a Cultivar Máquinas deste mês, traz como assunto de capa os cuidados necessários com a manutenção pós-plantio em semeadoras e plantadoras. Tudo para que o produtor possa conservar da melhor maneira possível o implemento e evitar surpresas desagradáveis no momento de utilizar novamente a máquina. A primeira Máquinas de 2004 traz também um caderno técnico sobre pulverização, os principais lançamentos apresentados no Show Rural da Coopavel, regulagens necessárias em arados e grades e, também, apresenta o assinante felizardo que ganhou o trator BM 110 entregue pela Cultivar no dia 11 de fevereiro na Coopavel. Uma boa leitura a todos e um feliz 2004.

(*10 edições mensais + 1 edição conjunta em Dez/Jan)

Números atrasados: R$ 15,00 Assinatura Internacional: US$ 72,00 • 68,00

Índice

Nossa Capa

• Editor

Charles Ricardo Echer • Consultor Técnico

Dr. Arno Dallmeyer • Redação

Foto Massey Ferguson

Rodando por aí

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Máquinas para destruição de soqueiras

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Manutenção pós-plantio de semeadoras

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Rocheli Wachholz • Revisão

Vandelci Martins Ferreira • Design Gráfico e Diagramação

Cristiano Ceia _____________

• Gerente Comercial

Neri Ferreira

• Assistente de Vendas

Pedro Batistin _____________

Quebra-técnica em armazenagem de grãos 14 Promoção Cultivar - entrega do trator

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Lançamentos Coopavel

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Teste drive - Trator Massey Ferguson 283

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Preparo do solo - arados e grades

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Lançamento Kepler Weber

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Coluna jurídica

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• Gerente de Circulação

Cibele Costa • Assinaturas

Luceni Hellebrandt Jociane Bitencourt

Destaques

• Expedição

Edson Krause Dianferson Alves

Manutenção de plantadoras Seja corretiva ou preventiva, a manutenção de semeadoras pós-plantio traz inúmeras vantagens ao produtor .................................................... 10

• Impressão:

Kunde Indústrias Gráficas Ltda. NOSSOS TELEFONES: (53) • ATENDIMENTO AO ASSINANTE:

3028.4013 / 3028.4015

Quebra técnica

• ASSINATURAS:

3028.4010 / 3028.4011 • GERAL

3028.4013 • REDAÇÃO:

3028.4002 / 3028.4003 • MARKETING:

3028.4004 / 3028.4005 • FAX:

3028.4001 Por falta de espaço não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@cultivar.inf.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.

Caderno especial Pulverização

Sem um índice regulamentado de quebra técnica, o Brasil tem tido prejuízos e prejudicado sua competitividade mundial ................................................... 14

Massey Ferguson 283 Veja como o Massey Ferguson 283, fabricado no Brasil desde 1987, se saiu no nosso test drive ...................................................

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Preparo do solo Apesar de o plantio direto ser a prática mais comum, a regulagem de arados e grades é uma operação importante ................................................... 28


Rodando por aí

Ampliação

Congresso Acontecerá de 17 a 19 de maio o ConBAP 2004 (Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão), nas dependências da USP/ ESALQ, em Piracicaba (SP). O evento visa buscar o que há de mais inovador e trocar informações com as pessoas diretamente envolvidas com a Agricultura de Precisão.

Prêmio A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) promoveu em dezembro, uma cerimônia para os vencedores da edição 2003 do Prêmio Abimaq, no Buffet Torres em São Paulo (SP), onde a Guarany recebeu o prêmio de exportadora do ano, no critério diversidade de mercados, por realizar vendas externas para 45países de todos os continentes, nos últimos três anos.

Novidade José Rubens Vicari é o novo diretor-geral da Garrett Engine Boosting Systems, empresa brasileira produtora de sistemas de turboalimentação de motores. Formado em Administração de Empresas e com pósgraduação em Finanças pela fundação Getúlio Vargas, Vicari é o novo responsável por todas as atividades da Garrett na América do Sul.

José Rubens Vicari

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Máquinas

Normélio Ravanello

A AGCO do Brasil conclui a ampliação da fábrica de colhedoras Massey Fergusson instalada em Santa Rosa (RS), onde foram investidos 3,6 milhões de dólares em 2003, aumentando a capacidade produtiva de 180 para 250 colhedoras por mês. “Esse é um investimento que ratifica a confiança da AGCO Corp no agronegócio brasileiro. Estamos cada vez mais competitivos e qualificados para disputar também o mercado internacional de máquinas”, afirma o vice-presidente superintendente da AGCO do Brasil e América do Sul, Normélio Ravanello.

Pós-graduação O departamento de Engenharia Rural da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel/ UFPel, oferece pós-graduação em Engenharia Rural, curso de especialização em gerenciamento e utilização de máquinas agrícolas que tem a coordenação do Prof. Antônio Lilles Tavares Machado. Informações complementares podem ser obtidas no site www.ufpel.edu.br/faem/pger

Unidade de saúde A Caterpillar Brasil inaugurou seu centro de promoção de saúde (CPS) em Piracicaba (SP), cidade onde tem sua unidade industrial. O CPS, instalado no centro da cidade, atuará na prevenção de doenças dos colaboradores da empresa e seus familiares e será administrada pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba.

Reestruturação A Case New Holland (CNH), reestruturou a diretoria comercial da marca New Holland, criando a função de diretor de Vendas para o Brasil, cargo que será acupado por Sergio Plaut. “Essa reestruturação é um esforço para estarmos mais perto dos nossos concessionários e clientes”, acrescenta o diretor comercial da CNH para a América Latina, Francesco Pallaro.

Sergio Plaut

Balanças A Toledo do Brasil está lançando uma balança rodoviária com capacidade para pesar os caminhões maiores do tipo rodo-trem. A nova balança apresenta as células de carga digitais MTX, responsáveis pela alta precisão nas pesagens. É indicada principalmente para pesagem em fazendas, armazéns e insdústrias processadoras de grãos, misturadores de fertilizantes, portos e ferrovias.As opções de plataforma variam de 25 a 30 metros de comprimento, permitindo que os novos veículos sejam pesados de uma vez.

Cotas O Consórcio Nacional Massey Ferguson entregou, no início de fevereiro, 100 cotas de máquinas agrícolas em assembléia do Grupo 500, realizada na fábrica da AGCO do Brasil. “Temos percebido um aumento significativo da demanda do consórcio de máquinas agrícolas. Se no passado ele era utilizado por pequenos agricultores na aquisição de máquinas de pequeno porte, hoje notamos a procura por pequenos, médios e grandes produtores, com máquinas de todas as potências, inclusive colhedoras”, salientou o vice-presidente superintendente da AGCO para o Brasil e América do Sul, Normélio Ravanello.

Exportações A John Deere Brasil iniciou as exportações para a safra 2004, com um embarque de 67 colhedoras no porto de Rio Grande (RS) para a Espanha e Itália. Outros três embarques estão programados entre fevereiro e abril de 2004, e o total das colhedoras exportadas para a Europa nesta safra vai atingir 350 máquinas dos modelos 1450 e 1550. A lém da Espanha e Itália, também França, Inglaterra, Lituânia, Polônia, Turquia, Alemanha, Suiça, Sérvia, Hungria e Noruega adquiriram os equipamentos brasileiros.

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Flávio Crosa

Trator A Agrale apresentou seu novo trator BX 6.110 no Show Rural Coopavel 2004 em Cascavel (PR). O modelo foi desenvolvido para a utilização no sistema de plantio direto, em médias e grandes propriedades, possui motor MWM Turbo de quatro cilindros e 105 cv de potência. “Com essa configuração, o novo BX proporcionará ao usuário ainda maior economia, especialmente de combustível”, conclui o diretor de vendas e marketing, Flávio Crosa.

Produção A divisão de sistemas de eixos e transmissões fora de estrada da ZF está investindo na ampliação e modernização de sua linha de produção e na aquisição de equipamentos para o laboratório de qualidade. O objetivo é aumentar a capacidade da linha de eixos tracionados em cerca de 60% e atingir, a partir de abril, o volume de 2,5 mil unidades por mês.

Sucessor A diretoria da dana corporation nomeou Michael J. Burns como novo CEO, presidente e diretor da companhia. Burns que presidia a General Motors europa desde 1998, sucede a Joe Magliochetti, falecido em 22 de setembro de 2003. A nomeação de Burns será efetivada no dia 1º de março.

Fevereiro 2004


Implementos algodão Fotos Odilon Reny R.F. Silva

Eliminar é preciso A destruição das soqueiras em algodão é um processo que, apesar de dificultar e encarecer a produção, se tornou essencial para quebrar o ciclo de pragas potencialmente prejudiciais que se abrigam nos restos culturais; conheça os principais métodos e implementos usados para este fim

O

algodoeiro é uma planta que precisa, como medida profilática, ser eliminada logo após a colheita, pois ao contrário, continuará vegetando, servirá de hospedeiro de pragas e doenças. Os restos culturais desta planta, também denominados de soqueira, abrigam pragas potencialmente prejudiciais como o bicudo, a lagarta rosada da broca da raiz e a ramulose, que continuarão a se reproduzir, aumentando o potencial de ataque nas lavouras do próximo ano. Desta forma, é essencial que os restos culturais sejam totalmente eliminados, o mais rápido possível, para quebrar o ciclo das pragas de importância econômica para a cultura do algodão, principalmente na região Centro Oeste, onde não ocorre diapausa destas pragas. A destruição destes restos culturais, embora seja um processo que dificulta e encarece a produção, tornou-se prática obrigatória em 1953 e, a partir de 1993, por meio de portaria ministerial, foi repassada aos estados a incumbência de definir as datas limites para a permanência das soqueiras no campo. Grande parte da destruição dos restos da cultura do algodão na região dos cerrados tem sido feita por meio de roçada baixa e incorporação profunda dos restos culturais, utilizandose de implementos agrícolas como roçadoras e grades pesadas. O uso da roçadora mecânica, de forma isolada, trabalhando a uma altura de 10 a 15cm da planta, com o corte e a fragmentação da parte vegetal, não é suficiente a ponto de destruir completamente a planta, uma vez que ela rebrotará. Assim, sempre se utiliza a roçada, associada a outro método de destrui-

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Máquinas

ção de soqueiras, como a aração ou a gradagem. Dos diversos métodos que estão sendo empregados na eliminação da soqueira a roçada baixa, seguida da incorporação através das grades pesadas à profundidade de aproximadamente 15 cm é o que apresenta o melhor resultado no controle populacional de insetos pragas do algodoeiro. Este método, no entanto, mobiliza o perfil cultural do solo, exige alta potência e alto consumo de combustível, aumentando os custos da lavoura, além de não se adequar aos princípios da moderna agricultura sustentável. O uso das grades causa um forte impacto na estrutura do solo, provocando erosão, reduzindo os níveis de matéria orgânica e formando, ao longo do tempo, uma camada compactada na subsuperfície do solo que tende a inviabilizar o cultivo do algodoeiro. Sendo assim,

agricultores e pesquisadores têm buscado alternativas que possibilitem a destruição da soqueira do algodão, com um custo baixo e que sejam menos agressivos ao solo do que as grades de discos. Umas das alternativas que está sendo utilizada pelos agricultores é o uso do controle químico, associado a implementos de trituração. Neste método, os restos culturais do algodão são triturados por meio de roçadoura de eixo horizontal, também chamada de triturador de restos vegetais, a uma altura entre 10 e 15 centímetros. Quando a rebrota aparece são aplicados, por meio de pulverizadores, herbicidas com a finalidade de eliminá-la. A destruição química dos restos culturais do algodoeiro tem sido feita pelo uso de herbicidas como Gliphosato e 2,4 D amina em combinação. Os resultados dessas práticas são ainda questionados, uma vez que este controle não tem apresentado a efici-

A roçada baixa seguida da incorporação dos restos culturais do algodão tem apresentado os melhores resultados no controle dos insetos

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Outubro 2003


JAN Máquinas Agrícolas

ência que a medida exige, além do fato que os herbicidas empregados têm problema de registro para este tipo de uso. A destruição da soqueira do algodão pelo uso de triturador de restos vegetais, seguido da aplicação de herbicidas, tem sido justificada pela possibilidade de manter os restos vegetais sobre o solo e não apresentar qualquer tipo de mobilização, quesitos necessários para a adoção ou manutenção do sistema “plantio direto”. No entanto, é preciso regular a rotação do rotor do triturador e a velocidade de trabalho de forma que os fragmentos da planta não fiquem muito pequenos, pois se decomporiam rapidamente e o efeito de palhada estaria comprometido. Quanto mais rápido girar o rotor da roçadoura ou quanto menor a velocidade do trator, menores serão os fragmentos obtidos. Os trituradores existentes no mercado têm largura efetiva de trabalho variando de 1,8 a 4,6 metros e consomem, respectivamente, de 60 a 120 CV de potência do trator. O movimento das facas oscilantes, que efetuam o corte do material, é provido pela TDP do trator, por meio de eixo cardã e sistema de transmissão para ampliar a rotação de 540 para 1750 rpm. Algumas empresas que fabricam implementos agrícolas tomaram a iniciativa de desenvolver projetos de implementos com a finalidade de destruir os restos culturais do algodão. O

Ikeda

“A destruição química dos restos culturais do algodoeiro tem sido feita pelo uso de herbicidas como Gliphosato e 2,4 D amina em combinação”

O matabroto-algodão e o triturados de restos vegetais são implementos desenvolvidos especialmente para facilitar a destruição dos restos culturais do algodão

“matabroto-algodão” é um exemplo disso. Ele é um subsolador que foi desenvolvido especialmente para eliminação da soqueira do algodão. Este implemento tem como órgãos ativos lâ-

minas, presas às pontas das hastes, que trabalham horizontalmente na subsuperfície do solo, de forma a extirpar o sistema radicular das plantas que acabam morrendo após alguns dias.


JF Máquinas Agrícolas

“O uso do fogo, como forma de eliminar a parte aérea do algodoeiro, não é prática recomendada, do ponto de vista do manejo do solo e da preservação do meio ambiente”

capacidade de penetração no solo e, para solos argilosos deve-se utilizar inclinações menores que as utilizadas para solos arenosos. Um outro implemento disponível no mercado é o “arrancador picador de soqueira do algodão” que foi, também, desenvolvido exclusivamente para este fim. Neste caso, o equipamento dispensa o uso do triturador ou roçadora, pois consegue arrancar e triturar as plantas de algodão em uma única operação. A potência utilizada pelas partes móveis da máquina é proveniente da TDP do trator, por meio de eixo cardã e requer aproximadamente 40 CV de potência para cada fileira. A máquina dispõe de discos de corte de palhada e hastes sulcadoras para cortar o sistema radicular das plantas. Após o arranquio as plantas são conduzidas para um rotor horizontal, com facas na diagonal, que trituram as planta em pedaços de 38 a 42 mm. O material triturado é lançado para traz por meio da força tangencial transferida pelo rotor. Os implementos existentes no mercado, destinados ao manejo dos restos culturais do algodão podem apresentar algumas deficiências, tais como baixa capacidade operacional, exigência alta de potência, necessidade de utilização de mais de um equipamento para efetivamente destruir as soqueiras e intensa movimentação do solo. Baseado nisso é que várias empresas e instituições de pesquisa do ramo agrícola estão investindo no desenvolvimento de protótipos destruidores de soqueira do algodão. Exemplos disso são o arrancador da Indústria

Este implemento está disponível em versões com 4 e 6 hastes e exige em torno de 25 a 30 CV de potência do motor para cada haste, sendo que esta potência pode ser, ainda, maior para solos argilosos ou quando ele está seco. Por ser um subsolador, o “matabrotos-algodão” pode promover a quebra de eventuais camadas compactadas que possam ter se formado na subsuperfície do solo, acima da profundidade de operação das lâminas, ao mesmo tempo em que extirpam as raízes do algodoeiro, pois estas rompem o solo e o elevam, para depois depositá-lo no mesmo lugar. As lâminas desse implemento mobilizam uma sessão de solo de 60 centímetros de largura por uma profundidade de 15 a 20 centímetros. O uso do “matabroto-algodão” requer, de qualquer forma, que a parte aérea das plantas do algodoeiro seja eliminada, anteriormente, por meio de trituradores ou roçadouras, para promover a rebrota e para que o solo fique desimpedido. O uso do fogo, como forma de eliminar a parte aérea do algodoeiro, não é prática recomendada, do ponto de vista do manejo do solo e da preservação do meio ambiente. O “arrancador de soqueira do algodão” é outro implemento disponível no mercado para o manejo dos restos desta cultura. Este Implemento, disponível nas versões de quatro a seis fileiras, tem como órgãos ativos discos de 32 polegadas de diâmetro e exige potência do trator entre 70 e 100 CV, dependendo do número de fileiras. Ele processa o arranquio das plantas pela ação dos dois discos que trabalham emparelhados, um de cada lado da fileira de plantas, em posição diagonal e inclinada em relação às plantas. A ação dos discos, em profundidade, arranca as plantas do algodão, revolvendo-as para a superfície. A utilização do arrancador de soqueiras do algodão não dispensa a utilização de implementos para trituração da parte aérea das plantas e a penetração dos seus discos é dependente das condições do solo e do ângulo de inclinação dado aos discos, em relação à vertical. Quanto mais inclinados eles estiverem, menor será sua

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Máquinas

Aloisio Bianchini, DSER - Famev/UFMT

Fotos Odilon Reny R.F. Silva

O arrancador picador de soqueira de algodão dispensa o uso do triturador ou da roçadora

de Máquinas Remagril, com o apoio da EMBRAPA-CNPA e o eliminador de soqueiras da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), que estão sendo desenvolvidos com o apoio financeiro do FACUAL (Fundo de Apoio à Cultura do Algodão). O arrancador Remagril é um equipamento constituído, basicamente, de uma enxada rotativa que atua em duas fileiras de plantas. É um equipamento montado no engate de três pontos e trabalha na superfície do solo, na fileira do algodão destruindo partes das raízes e do caule da planta. O protótipo que está sendo desenvolvido pela UFMT é uma máquina de arrasto, com acionamento pela TDP e tem o seguinte princípio de funcionamento: uma haste escarificadora perturba o solo na região das raízes para facilitar o arranquio; dois cilindros de tração arrancam a planta que é conduzida a um picador, com auxílio de uma esteira condutora; após a trituração da planta, o picador redistribui o material picado sobre o solo por meio de um difusor. O interesse apresentado pelo setor agrícola na solução do problema da eliminação das soqueiras do algodão é grande e acreditamos que nos próximos anos teremos várias opções de equipamentos para este fim, que possam atender plenamente as necessidades dos cotonicultores brasileiros. M

A eliminação dos restos culturais do algodão evita que pragas e doenças como o bicudo, a lagarta rosada da broca da raiz e a ramulose prejudiquem a safra seguinte

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Fevereiro 2004


Plantadeiras manutenção

Prevenir custa menos Charles Echer

A manutenção das plantadeiras, seja corretiva ou preventiva, é um fator fundamental na obtenção de sucesso na safra, garantindo uma vida útil prolongada e maior valor de revenda ao implemento

A

agricultura brasileira, nestes últimos anos, está em processo de franca expansão, passando de 80 milhões de toneladas de grãos produzidos na década passada, para mais de 100 milhões de toneladas, obtidas no ano passado. O mérito deste crescimento deve-se, especialmente, aos produtores, que têm investido fortemente em novas tecnologias de produção, buscando soluções para os seus problemas. As máquinas agrícolas têm uma grande parcela de contribuição na obtenção destes resultados, pois a tecnologia que está sendo agregada aos equipamentos, pela indústria, tem proporcionado melhorias significativas no desempenho e performance das mesmas. A utilização das máquinas em uma propriedade tem por objetivo a realização de tarefas de uma forma rápida e eficiente, dentro de um período pré-estabelecido, de acordo com as exigências das diferentes cultu-

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Máquinas

ras, nas diferentes regiões agrícolas do país. Sabe-se que a operação de plantio de qualquer cultura, constitui-se em um dos principais fatores para o sucesso no estabelecimento de uma lavoura, portanto devese dar à semeadora a verdadeira importância que ela representa dentro do processo produtivo. Uma boa semeadora deve possibilitar o estabelecimento rápido e uniforme da população de plantas desejadas, para isto, a mesma, deve colocar a semente no lugar certo e na quantidade certa, além, de formar um ambiente que proporcione condições adequadas ao processo de germinação. No entanto, a correta utilização das semeadoras, preconiza a tomada de certos cuidados, principalmente em se tratando da correta manutenção e conservação da máquina. Fatores estes, que são imprescindíveis para o bom rendimento da máquina e que podem determinar o sucesso ou o fracasso da lavoura.

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No Brasil, as distintas condições de clima e solo, possibilitam a semeadura de grãos, praticamente durante todo o ano, porém, as ditas “culturas de verão”, ainda são as que representam a maior produção e a maior área cultivada. A semeadura destas culturas inicia no mês de setembro e estende-se até meados de dezembro, dependendo da região. Pode-se dizer que uma semeadora específica para grãos graúdos, trabalha aproximadamente 60 dias por ano. Neste período, cada dia deve ser aproveitado ao máximo para permitir que a cultura seja implantada dentro da época recomendada para a obtenção dos melhores rendimentos, portanto, é importante que a máquina esteja em plenas condições de trabalho. Neste contexto, é de extrema importância que na administração do parque de máquinas da propriedade, esteja bem definido o programa de manutenção das máquinas. No caso específico das semeadoras, que pos-

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“Pode-se dizer que uma semeadora específica para grãos graúdos, trabalha aproximadamente 60 dias por ano”

Fotos Semeato

suem uso sazonal, ou seja, após terminado o período de plantio, a máquina passa por um longo período sem atividade, há tempo suficiente para a execução da manutenção preventiva que poderá ser realizada em dois diferentes períodos: logo após a semeadura e/ou na pré-semeadura da nova cultura. É importante em um programa de manutenção, evitar que a semeadora seja lembrada somente alguns dias antes do período de semeadura recomendado para as diferentes culturas, evitando a corrida contra o tempo, que obriga a fazer uma revisão às pressas, geralmente, com custos maiores e qualidade menor. Isto, muitas vezes, origina uma “torcida” para que a chuva não venha, pois a máquina ainda não está pronta para trabalhar. Manutenção define-se como as ações necessárias para a conservação ou restauração de determinados componentes. A manutenção preventiva visa manter a máquina sempre em condições ideais de utilização, minimizando a manutenção corretiva, a fim de que a mesma execute adequadamente suas tarefas. Obviamente, quando a máquina estiver em operação, poderão ocorrer problemas devido ao mau uso, acidentes, desgastes ou defeitos de fabricação. A ocorrência destes fatos, exigirá, então, a realização da manutenção corretiva. Um dos principais objetivos da manutenção preventiva é evitar o acúmulo de pequenos defeitos ou problemas que podem levar a uma maior danificação da máquina, com a conseqüente perda de tempo e au-

O fertilizante é o principal responsável pela corrosão, portanto é necessário lavar os reservatórios

Fevereiro 2004

As correntes são um dos itens que mais necessitam de limpeza e manutenção

mento dos custos para efetuar os reparos. As semeadoras, em especial, necessitam de cuidados únicos, visto que seus principais mecanismos (sulcadores, limitadores de profundidade, compactadores) trabalham sempre em contato direto com o solo sendo bastante exigidos, pois, normalmente, as condições são adversas. O bom desempenho de uma semeadora, é obtido logo após o seu uso, através da realização da manutenção pós-plantio, para tanto, recomenda-se que, após o término das atividades de semeadura, sejam realizadas as seguintes tarefas: • a máquina deve ser lavada com água

Mancais: verificar rolamentos, retentores e ajustar folgas

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Inspeção da semeadora no final do plantio evita futuros prejuízos

quente e sabão neutro para a remoção de todos os resíduos, principalmente de fertilizante, que é o grande vilão da corrosão; • os mangotes e demais componentes de borracha devem ser retirados da máquina, limpos e armazenados em local seco, protegido da luz solar e bem ventilado; • as correntes devem ser retiradas e lavadas com querosene ou óleo diesel, após deixá-las em imersão em óleo lubrificante durante 2 dias e posteriormente pendurálas em local isento de pó; • limpar os reservatórios de sementes para retirar os resíduos dos produtos utilizados no tratamento das sementes e/ou inoculação. Desmontar os distribuidores de sementes e limpá-los; • liberar a pressão de todas as molas existentes na máquina, deixando-as soltas, até o próximo plantio. Isto evita que as molas fiquem “cansadas”; • lubrificar toda a máquina; • desmontar sulcadores, limitadores de profundidade e compactadores para verificar o estado dos rolamentos e retentores. Ajustar possíveis folgas; • inspecionar a semeadora: analisar se

Máquinas

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“É importante a utilização de peças genuínas para garantir o melhor desempenho da semeadora”

Fotos Semeato

há peças desgastadas ou quebradas; • atenção especial na limpeza de todo o sistema e componentes responsáveis pela distribuição de fertilizante; • ao final, pode-se pulverizar a máquina com óleo, para garantir uma maior proteção; • armazenar em local seguro e, de preferência, coberto; • armazenar a máquina, sobre os pés de apoio e com os calços nos cilindros hidráulicos; Nesta fase é muito importante o papel do operador, pois ele tem conhecimento do comportamento da máquina durante o trabalho e dos eventos ocorridos durante a utilização da mesma, fatos que devem ser considerados na realização da manutenção do equipamento. A decisão de realizar a revisão logo após o término da semeadura, depende das particularidades de cada propriedade, como por exemplo, a disponibilidade de recursos para aquisição de peças e também a mão-de-obra

Manchas de ferrugem diminuem muito a vida útil das semeadoras

A)

Atenção especial deve ser dispensada aos componentes responsáveis pela distribuição de fertilizantes

disponível no momento. O certo é que, após a semeadura, há um período longo de tempo que a máquina permanecerá parada. Tempo este, mais do que suficiente, para a realização e análise dos orçamentos assim como para a entrega das peças através dos revendedores autorizados. É importante a utilização de peças genuínas para garantir o melhor desempenho da semeadora. Caso não seja possível a realização da revisão ou manutenção logo após o plantio, é importante que haja a consciência da necessidade de realizar estas tarefas, com tempo hábil, para que a máquina esteja em condições ideais quando iniciar o próximo plantio, para que não ocorra a perda do período ideal recomendado para o plantio da nova safra. Muitos agricultores dispensam poucos

cuidados às semeadoras. Isto evidencia-se pelo fato de se encontrar com facilidade, máquinas enferrujadas, com componentes gastos ou quebrados, deixadas no tempo ou armazenadas junto a adubos ou fertilizantes. É importante ressaltar que, com a correta manutenção e armazenagem, a semeadora terá maior vida útil e maior valor de revenda. Explorar ao máximo a vida útil da semeadora corresponde a um ganho significativo sobre o valor investido em sua aquisição. Para que isto, de fato ocorra, é preciso atender todas as recomendações de utilização e manutenção indicados peM los fabricantes. Eduardo Copetti, Semeato S/A.

C)

B)

A) O implemento jamais deve ficar exposto à ação do tempo; B) Manutenção criteriosa traz bom rendimento no plantio; C) O sulcadores, limitadores de profundidade e compactadores devem ser desmontados e verificados após o plantio

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Máquinas

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Fevereiro 2004


Armazenagem controle

Kepler Weber

Quanto se perde? Por não possuir normas que determinem um indice de quebra técnica, o Brasil perde grãos durante a armazenagem, deixa de ser competitivo no cenário mundial, acarretando em sérios prejuízos

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Máquinas

O QUE É QUEBRA TÉCNICA Antes de se definir o que significa “Quebra Técnica”, é importante esclarecer o que ocorre com produto durante a armazenagem. Reiteramos que perda de peso de grãos ocorre comumente durante a armazenagem, no seu manuseio, nos tratamentos dos grãos na unidade armazenadora e esta perda ocorre devido a diversos fatores tais como: a) Perdas de grãos, de partes, de forma pulverulenta e de impurezas que ocorrem no transporte e no pré-processamento. b) Perdas de peso referente à perda de massa seca devido à atividade fisiológica ou biológica como a respiração, infestação de fungos, fermentação. c) Perdas devido à infestação de pragas tais como insetos, roedores e pássaros. d) Perdas de umidade durante o seu manuseio, armazenagem e secagem. Pode-se calcular o percentual de perda de peso por meio da seguinte fórmula:

úmida Ufinal - % de umidade final em base úmida Exemplo: Se um lote de grãos chega na Recepção com 14% de umidade e na Expedição saiu com 12%, o percentual de perda de peso, aplicando-se a formula, será de 2,27% e não de 2% como muita gente aplica. É importante chamar a atenção sobre os tipos de medidores de umidade mais adequados, pois leituras viciadas ou manipuladas constituem uma “fonte” de quebra de peso. Para operações mais intensas, alguns medidores como os eletrônicos, com autocalibração, princípio de capacitância, onde os resultados da leitura, além de aparecer no visor do painel Gehaka e Motomco

A

“Quebra Técnica” em armazenagem de grãos no Brasil tem sido um dos assuntos mais polêmicos e controversos no setor, causando transtornos e prejuízos, tanto para o armazenador como para o usuário, dependendo de como e qual o valor do índice aplicado. No Brasil não existem normas ou regulamentações sobre a “Quebra Técnica”, fundamentados tecnicamente em pesquisas como em outros países, causando perdas durante a armazenagem e trazendo prejuízos para o Brasil. Até recentemente, praticava-se em todo o país a aplicação de um índice de 0,3% de perda de peso admissível por mês de armazenagem, índice empírico oriundo de uma armazenadora oficial do sul desde a década de 1960. De modo geral, com a adoção de boas práticas de armazenagem, ocorriam sobras no final da operação e para aqueles que não adotavam práticas preconizadas resultavam em perdas. Mais recentemente, a Conab (Cia Nacional de Abastecimento), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento instituiu o programa de “Quebra Zero”, que ao invés de assumir a quebra de peso utiliza um artifício, pagando uma sobretaxa para compensar as perdas de peso.

A)

B)

% Perda de Peso = 100 onde: %Perda de Peso Percentual de perda de peso em relação ao peso inicial Uinicial - % de umidade inicial em base

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A) Medidor de umidade universal: muito utilizado no Brasil B e C) Medidores eletrônicos: não sofrem interferência do o

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“Geralmente o comprador de grão absorve os custos relativos a quebra e não o produtor. Os índices variam entre os armazenadores, de ano a ano e por tipo de grão”

têm saída serial que pode ser conectada a uma impressora ou ao computador e praticamente não há interferência do operador nos resultados, são mais indicados. Por outro lado, ainda é muito utilizado no Brasil o medidor de umidade do tipo “Universal”, de origem norte americano e que nos EUA foi aposentado no início de 1960. É um medidor cuja leitura é falha nas faixas de umidade muito baixas ou muito altas e permite a manipulação de resultados com maior facilidade. É um aparelho ideal para lesar os clientes. Assim posto, podemos definir: “Quebra Técnica de Armazenagem”, é uma terminologia técnico-operacional que pode ser definida como a perda de peso de grãos armazenados que ocorre durante a armazenagem de perdas não mensuráveis. Assim posto, a “Quebra Técnica de Armazenagem” seria basicamente a diferença de pesos entre a Recepção e a Expedição, descontada a perda mensurável (umidade, impurezas e dependendo dos critérios, considerar a perda de matéria seca). Índice de Quebra Técnica” é o percentual máximo de “Quebra Técnica” admissível, geralmente estabelecido pelos órgãos governamentais nas operações de armazenagem.

COMO DETERMINAR O ÍNDICE Reconhecido o fato de que perdas ocorrem durante a armazenagem e a necessidade de se estabelecer índices limites de perdas de peso, ou quebra de peso, de tal forma que o armazenista não seja prejudicado e nem permita que adote um índice arbitrário e abusivo lesando o usuário, este será o objeto deste artigo. No Canadá, a primeira vez em que foi estabelecido formalmente o índice de “Quebra Técnica na Armazenagem” foi em 1912. Desde então os valores deste, ou melhor, destes índices foram reavaliados periodicamente promovendo mudanças tanto para mais ou para menos ao longo dos anos. Estes índices são estabelecidos pelo Regulamento de Grãos do Canadá da Comissão Canadense de Grãos.

C)

, apesar de apresentar falhas; perador, são os mais indicados

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Os atuais índices praticados no Canadá, os quais estão sendo revisados são mostrados no Quadro 1, relembrando o fato de que este desconto somente é feito nas unidades primárias, isto é, nos sistemas coletores onde o agricultor deposita seus grãos. Dos silos coletores para os intermediários, subterminais e terminais não há mais desconto. Nos Estados Unidos as deduções ou quebras técnicas não são controladas pelo governo. Os índices de quebra são estabelecidos pelas indústrias e variam dependendo do grão (commodity). As deduções podem ter bases quantitativas ou monetárias. Tanto o comprador de grãos como o vendedor pode absorver os custos associados com a quebra de peso na armazenagem e é bastante variável entre as indústrias (compradores de grãos). Na Austrália as quebras de peso na armazenagem também não são controladas pelo governo. Geralmente o comprador de grão absorve os custos relativos à quebra e não o produtor. Os índices variam entre os armazenadores, de ano a ano e por tipo de grão. Tanto nos Estados Unidos como na Austrália as quebras na armazenagem são autoreguladas e são praticadas sem a interferência do governo. Na atual revisão dos índices de quebra técnica sendo feita no Canadá a metodologia utilizada é aproximadamente a seguinte: a) Um conjunto de dados obtidos durante nove anos (safra 1990/91 a 1998/99) das unidades armazenadoras coletoras serão analisadas. b) As informações sobre os dados dos produtos: trigo, trigo duro, aveia, centeio e cevada foram agrupados sob o termo “cereais”. Além destes outros grãos como linho, canola, mostarda, ervilhas, lentilhas, girassol e milho foram analisadas. c) De modo simplificado, foi computado o peso de entrada em silos coletores primários pela diferença de peso na expedição. Foram observados: a) Determinados silos acusavam sobra de grãos todos os anos consistentemente e outros acusavam quebra todos os anos; b) Outros silos registravam aumentos de sobras com o passar dos anos e outros perda; c) Havia unidades que ora tinha sobra, ora quebra; d) Na armazenagem de cereais, considerando-se o número de unidades armazenadoras, durante os nove anos, foi praticamente meio a meio com relação a sobras e quebras. No geral 54,76% das unidades obtiveram sobras e 45,24% quebras; e) Nos casos de armazenagem de canola e ervilha, em todos os anos o número de unidades armazenadoras tiveram mais quebras do que sobras. No geral, para canola, 64,14% das unidades armazenadoras tiveram quebra e

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Máquinas

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“Os valores envolvidos nas demandas judiciais por causa das quebras de peso na armazenagem, do governo contra armazenadoras, são realmente vultosos”

Fotos Centreinar

35,88% sobras e para ervilha, 64,12% das unidades tiveram quebra e 35,88% sobras. Eles concluíram que numa análise global, indica uma grande variabilidade dos dados de quebras e sobras e atribuem a inúmeros fatores como: a) Diferença em eficiências entre as unidades armazenadoras primárias; b) Muitas das unidades podem ter evoluído tecnicamente com adição de novos equipamentos (principalmente os de pré-limpeza) e de procedimentos ou tecnologia durante o período (nove anos); c)Mistura de produtos do mesmo tipo, mas de diferentes classificações pode ter sido feita; d) Práticas operacionais diferentes; e) Problema de escala entre os silos coletores primários e os intermediários; f) Diferença de calibração das balanças; g) O modo com que o gerente da unidade armazenadora intermediária manipula ou administra as sobras pode causar erros na análise. Após todo este trabalho ficaram de decidir entre três opções: a) Manter o status quo, isto é, conservar o índice de quebra técnica incidindo somente para as unidades armazenadoras primárias; b) Desregulamentar deixando que cada unidade armazenadora primária estabeleça seu próprio índice; ou c) Estabelecer a “quebra zero” para todas as instâncias. No Brasil, a tentativa feita como foi mencionado no início, o projeto consistia basicamente no seguinte: 1. A Conab e o Centreinar iniciariam um trabalho identificando, dentre as unidades armazenadoras da Conab, aquela que fosse representativa de cada região brasileira de importância em armazenagem, que fosse dotada de condições tecnológicas mínimas e gerenciadas por técnico compatível com o nível de exigência do trabalho; 2. As unidades armazenadoras seriam classificadas de acordo com os requisitos exigidos; Quadro 1 – Tabela de desconto relativo a Quebra Técnica praticado no Canadá. Índices de Quebra Técnica Máxima Permissível na Unidade Armazenadora Primária (coletora) estabelecidos pelo Regulamento de Grãos do Canadá da Comissão Canadense de Grãos Tipo de Grão 1. Trigo, aveia, cevada e centeio 2. Linho, canola 3. Outros grãos

Desconto em % Grãos sadios Grãos úmidos e ardidos 0,10 0,20 0,35 1,00

0,52 1,00

Obs.- O desconto é feito somente uma vez nos silos coletores primários.

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Máquinas

O transporte é um dos fatores que contribui para que haja diminuição da massa de grãos

3. Inicialmente seriam selecionados os grãos de maior importância econômica; 4. A metodologia a ser adotada seria elaborada, inicialmente pelo Centreinar/Univ. Fed. Viçosa em conjunto com a Conab, ABNT e Inmetro, em função do montante de recursos e da viabilidade na condução do projeto; 5. Pesquisas de laboratório serão conduzidas paralelamente no Centreinar/UFV para respaldar os resultados. 6. O trabalho por sua natureza é de médio e de longo prazo e oportunamente serão agregados na parceria, outras instituições filiadas a ABCAO, cooperativas e sindicatos dos armazenadores, etc. Simultaneamente os dados e a metodologia seriam submetidos à análise do público e apresentados em seminários, em eventos relacionados com o setor ou em seminários próprios. No estádio atual consideramos imprescindível a participação de órgãos governamentais, de abrangência nacional como é o caso da Conab, com respaldo de órgãos de Normatização (ABNT e Inmetro) e de pesquisa, também de abrangência nacional com credibilidade pela comunidade como o Centreinar no estabelecimento de índices de quebra-técnica de armazenagem no Brasil. Quando se refere a um projeto desta natureza, naturalmente segue-se a questão: De onde sairá o recurso? Como mencionamos anteriormente, os valores envolvidos nas demandas judiciais por causa das quebras de peso na armazenagem, do governo contra armazenadoras, são realmente vultosos. Não temos o número exato de demandas judiciais desta natureza que estão em andamento, mas tendo o conhecimento de algumas delas, diríamos que seriam mais que suficientes para execução do projeto pelo menos por um ano.

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Falamos em competitividade dentro da globalização, no entanto, se lembrarmos que o Canadá estabeleceu formalmente o primeiro índice de quebra técnica em 1912 e que até a presente data não foi estabelecido no Brasil nenhum critério ou normas relativas ao problema, embasado em trabalhos científicos, torna-se altamente preocupante. Após 1983, o Centreinar e a Conab fizeram novas tentativas frustradas para o estabelecimento dos referidos índices. A expectativa está no atual ministro da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento que, por ser grande conhecedor do setor de armazenagem, poderá sensibilizar-se e resolver de vez o problema M que tem causado tantos transtornos. Tetuo Hara, Centreinar/UFV

Tetuo alerta para a necessidade de se estabelecer um indice de quebra técnica e evitar prejuízos

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Especial premiação

Marcio Pereira Slompo

Trator entregue O

pimenta malagueta, kinkan, abóbora e maracujá. Assinou as revistas Cultivar Hortaliças e Frutas e Cultivar Máquinas após conhecê-las na Tramaton, revendedor New Holland, onde negociava a compra de um trator - que não aconteceu. A notícia de que havia sido o contemplado surpreendeu Celso. “Nem acreditei no que estava acontecendo. Logo eu, que nunca tive sorte em nenhum sorteio em toda minha vida.” Neto de japoneses, Celso vive com seu pai Joaquim e sua mãe Tereza no interior de Piraju. Ele, sua irmã, que vive na cidade, e seu ir-

mão que mora no Japão, são a terceira geração de uma família de japoneses que chegaram na região na década de 40 e, por muito anos, tiveram o algodão e o café como base da produção da família. Não bastassem as dificuldades comuns dos proodutores pequenos, a crise do café, em 1985, obrigou a família Saiki a abadonar o cafezal e recorrer a outras culturas que fossem mais rentáveis. A busca por novidades sempre esteve bastante presente na trajetória de Celso. Mesmo trabalhando no sítio desde menino, aos 30 anos foi para o Japão onde trabalhou por dois anos

Fotos Charles Echer

governador do Paraná, Roberto Requião, entregou o trator Valtra BM 110 a Celso Itiro Saiki, vencedor da promoção Assinaturas Premiadas, do Grupo Cultivar. A cerimônia aconteceu no dia 11 de fevereiro no estande a Valtra, no Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR). Presentes também o presidente da cooperativa, Dilvo Grolli, o diretor do Grupo Cultivar, Newton Peter, e o gerente de marketing da Valtra, Paulo Beraldi. Celso Saiki cultiva sua propriedade de 40 hectares em Piraju, interior de São Paulo, com

O trator BM 110, sorteado entre os assinantes das revistas do Grupo Cultivar, custa aproximadamente R$ 100 mil

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Máquinas

Em sua propriedade, Celso produz aproximadamente cinco hectares de maracujá, todo irrigado pelo nétodo de gotejamento

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“Embora não tenha fechado negócio na concessionária, não saiu de mãos abanando: levou consigo um cupom de assinaturas que estava dentro de um exemplar da revista Cultivar Máquinas”

na indústria automobilística e, no seu retorno ao Brasil, optou por percorrer as estradas brasileiras, fretando cargas de produtos eletrônicos. Hoje, certo de que o sitio é o seu lugar, investe em maquinário e tecnologias novas para tornar seus produtos mais competitivos. Os cerca de 15 hectares cultivados com pimenta, kinkan, abóbora e maracujá são irrigados com gotejamento e boa parte do processo de tratamento e adubação é feita através de fertirrigação. Nos cinco hectares cultivados com maracujá, Celso colhe aproximadamente 30 toneladas por ano, em duas safras, e confessa que os custos de produção ainda são altos se comparados com o preço do produto final. “O preço pago ao produtor, em torno de R$ 0,90 centavos, é muito distante do preço final que o consumidor paga quando compra a fruta no mercado”, comenta. Subtraídos os custos com defensivos, fertilizantes, embalagens e mão-deobra, o lucro não passa de R$0,40 centavos por quilo. Mesmo assim, ele está ampliando a área plantada e pretende tecnificar ainda mais a produção como forma de agregar mais valor ao produto. A produção de pimenta malagueta, pimenta dedo-de-moça e kinkan, embora abranja uma área bem menor, também é bastante tecnificada e está sendo ampliada. Um dos principais desafios para ele é manter a plantação sadia e livre de insetos.

FOI À NEW HOLLAND, ASSINOU CULTIVAR E GANHOU UM VALTRA

P

ensando adquirir mais um trator, Celso Saiki levantou-se numa manhã de novembro do ano passado e dirigiu-se à Tramaton, concessionária New Holland para a região de Piraju. Embora não tenha fechado negócio, não saiu de mãos abanando: levou consigo um cupom de assinaturas que estava dentro de um exemplar da revista Cultivar Máquinas, que teve a oportunidade de conhecer na concessionária e assinou as revistas Máquinas e HF. Dois meses depois, antes mesmo de receber o segundo exemplar de sua assinatura, ganhou um Valtra BM 110.

Saiki acompanha todas as etapas da produção de seus produtos, desde o plantio até a embalagem


Evento coopavel

Marcio Pereira Slompo

Mais um show

A

LANÇAMENTOS Por ser a primeira grande feira do ano, diversas empresas aproveitaram para apresentar produtos novos. É o caso da Jacto, que apresentou o pulverizador Advanced 3000 com barras de alumínio. A máquina já está no mercado há vários anos, mas com barras convencionais. As barras de 24 metros, agora possuem seis metros de cada lado construídos em alumíno, o que a torna mais leve e agiliza a aplicação. “As barras de alumínio, por serem mais leves, nos possibilitarão em breve aumentar o tamanho das barras”, garante José Tonon Junior, do departamento de Marketing da Jacto. A empresa garante que em breve as máquinas

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Máquinas

que hoje têm barras de 24 metros, poderão chegar até a 36 metros de comprimento, sem mudar a estrutura do pulverizador.

PLATAFORMA US 1250 A GTS do Brasil apresentou a nova geração de plataformas “Top Line” com capacida-

de para até 18 linhas. O lançamento mantém a principal característica das plataformas antigas, que é a construção em polietileno e alumínio, mas conta com um novo desenho mais arrojado. A versão Top Line possui rolos despigadorres fundidos com 6 aletas que melhoram o desempenho da plataforma em lavouras com alta infestação de ervas daninhas; sem-fim re-

Charles Echer

ssim como a agricultura brasileira e paranaense, o Show Rural da Coopavel bateu novo recorde no número de público e de vendas. A 16ª edição recebeu cerca de 140 mil pessoas, número 10% superior à edição do ano passado. Conhecida até pouco tempo como uma feira vitrine, o Show Rural hoje já é um evento onde, principalmente as empresas de máquinas agrícolas, fecham importantes negócios, com números expressivos.

O Advanced 3000 ganhou seis metros de cada lado da barra em alumínio, mais leve e ágil

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“Por ser a primeira grande feira agrícola do ano, o Show Rural da Coopavel apresentou as primeiras novidades tecnológicas para 2004”

Fotos Charles Echer

Plataforma de milho GTS Top Line: novo visual, com diversas melhorias

colhedor com variação independente de velocidade, e o “Easy Detach”, sistema de encaixe dos bicos que facilita o manuseio, limpeza, lubrificação e manutenção da plataforma.

TM COM SUPER FLOW O trator TM 150 da New Holland agora está equipado com o Super Flow, sistema hidráulico de vazão constante e regulável nas válvulas remotas que permite uma vazão de 70 litros de óleo por minuto (17 litros a mais do que a versão anterior, que era de 53 litros) e circuito hidráulico de centro fechado, que substituiu o circuito de centro aberto. Esses novos recursos possibilitam uma vazão constante e fluxo regulável nas válvulas remotas para o implemento acoplado ao trator. Com este modelo, a New Holland se adapta a o mercado que apresenta cada vez mais implementos que utilizam motores hidráulicos e necessitam deste sistema para obter melhor desempenho.

Novo sistema hidráulico do TM 150 garante uma vazão de 70 litros por minuto

sempenho e diminuindo o nível de ruído. Possuem ainda até três válvulas de controle remoto, ROPS, faróis de trabalho (teto) e retrovisores, pára-lamas dianteiros, TDP - 540, 540/ 540E, 540/1000, luz de freio, tomada para carreta, luz de neblina, contrapesos longitudinais frontais e contrapesos traseiros.

maior uniformidade longitudinal e transversal mesmo em baixas velocidades. Este opcional é feito com material anticorrosivo e possui apenas um ponto de lubrificação. Outra vantagem está no sistema de abertura do dosador, feito com sistema de pressão que dispensa o uso de parafusos.

MULTIPLANDADORA MPS A Imasa apresentou a multiplantadora MPS de 12 a 20 linhas com duas opções de sistema de dosagem de fertilizantes. Ao comprar a multiplantadora, o produtor pode escolher optar pelo sistema de distribuição de fertilizantes com dois eixos helicoidais, que também pode ser usado para distribuir sementes miúdas ou calcário, com grande precisão, ou ainda optar pelo sistema de roscas semfim, principal novidade da plantadora. Este sistema tem maior precisão, não sofre influência com o desnível do terreno, possibilita

A principal novidade da MPS é o opcional distribuidor de ferlitizantes com sem-fim

BL 77 No mercado desde outubro do ano passado, a linha BL (Brazilian Light) fez a sua primeira aparição em feiras nacionais com modelos que vão de 77 a 88 cv nas versões 4x2 e 4x4. Os tratores BL possuem motores Valtra com oito marchas à frente e quatro à ré, sistema de lubrificação sob pressão e arrefecimento a ar com radiador. O sistema hidráulico conta com estabilizadores reguláveis, controle remoto com uma, duas ou três válvulas de simples ação e engate rápido, circuito em série, sistema hidráulico de três pontos e vazão máxima no hidráulico de 40 l/min. A pressão máxima do sistema de 18 MPA e sua capacidade de levante é de 3000 Kgf (2200 Kgf a 610 mm do olhal). Os freios são a disco em banho de óleo e independente nas rodas traseiras. O câmbio sincronizado e os garfos seletores com Teflon facilitam as mudanças de marchas, aumentando o de-

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A linha BL da Valtra tem opcionais de 77 a 88 cv nas versões 4x2 e 4x4

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Trator Trator teste

Fabricado desde 1987 na versão 4x2 e a desde 1996 na versão 4x4, o MF 283 é o campeão de vendas da Massey Ferguson no Brasil e também um grande conhecido do mercado mercado externo pela força e versatilidade

Básico, mas vers O

trator MF 283 pode parecer no vidade a alguns brasileiros, pois ele é visto com mais freqüência em nosso mercado desde o ano 2000. Mas na verdade é fabricado em Canoas (RS) desde 1987 na versão 4x2 e desde 1996 na versão com Tração Dianteira Auxiliar, visando o mercado de exportação. Como há algum tempo as empresas se deram conta de que nossa agricultura é tecnologicamente tão avançada quanto ou até superior a tradicionais mercados externos, estão disponíveis também no mercado interno alguns produtos até então exportados apenas. É o caso deste MF.

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Máquinas

Cultivar Máquinas foi conhecer este modelo no município gaúcho de Senador Salgado Filho, com o apoio da concessionária Pippi Máquinas de Giruá-RS. A propriedade de Waldemar Kelm e Filhos foi disponibilizada para o test drive, em uma área onde se acabava de colher milho. Como lá existem dois tratores do mesmo modelo um foi equipado com um pulverizador de barras e o outro com uma semeadora de precisão de arrasto. Uma característica não muito comum em especificação de tratores é um grande número de itens que podem ser escolhidos pelo cliente. Não são opcionais, são itens de série, que podem ser

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de um tipo ou outro, conforme poderá ser visto na lista de especificações. Nossas impressões estão registradas a seguir.

MOTORIZACÁO O motor que fornece 86 CV (63,3 kW) a 2200 rpm medidos pela norma DIN, ou 82 CV (60,3 kW) se medidos pela ISO (mais próxima da Norma Brasileira) é um diesel de 4 tempos, marca Perkins, modelo P 4000 de 4 cilindros em linha, aspiração natural. A cilindrada de 4.100 cm3 e injeção direta permite torque de 319 Nm (32,5 mkgf), tendo seu pico

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“Uma característica não muito comum em especificação de tratores é um grande número de itens que podem ser escolhidos pelo cliente”

Fotos Charles Echer

mecânico. A caixa de câmbio mecânica pode ser de 12 velocidades à frente e 4 à ré (uma construção clássica da Massey Ferguson inglesa, com 3 marchas principais, um redutor na entrada da caixa de câmbio e uma reduzida epicíclica na saída), ou de 8 velocidades à frente e 2 à ré (caixa de 4 marchas com reduzida epicíclica na saída). Da caixa de câmbio o movimento é levado ao diferencial que possui bloqueio mecânico de acionamento por pedal e transmissão final epicíclica. A tração dianteira auxiliar é provida por um eixo ZF com bloqueio automático e que pode ter acionamento (opção) central ou lateral (caso no qual se consegue um ganho de vão livre e de ultrapassar obstáculos). Pela sua construção, a troca de marchas exige um certo esforço adicional.

MANOBRABILIDADE Com uma distância entre eixos de 2,135 m (4X2) e 2,37 m (4X4 TDA) e bitolas variando de 1,39 m a 1,99 m (dianteira 4X2) e 1,645 a 2,04 m (4X4 TDA) e traseiras de 1,56 a 2,165 m o trator consegue bons raios de giro como 3,56 m (4X2) e 3,75 m (4X4 TDA) com a aplicação de freios, ou 4,01 m (4X2) e 4,22 m (4X4 TDA). Em áreas com pouco espaço, o MF 283 consegue ser ágil nas manobras mais exigentes.

DIREÇÃO E FREIOS A direção é hidrostática com bomba independente de engrenagens. O freio é de discos nas rodas traseiras, com

Perfomance Potência do motor, na rotação nominal: DIN 70020 kw (cv) ISO 1585 kw (cv) SAE j270 - kw (HP) Potência máxima da TDP: DIN 70020 - kw (cv) ISO 1585 - kw (cv) SAE j270 - kw (HP)

63,3(86) 60,3(82) 70,0(95) 53,0(72) 50,7(69) 58,8(79) 319(32,5) 2200

Torque máximo do motor @ 1350 rpm - Nm (mkgf) - DIN

Rotação nominal do motor - rpm Motor Marca Modelo Número de cilindros Cilindrada - cm³ Aspiração Transmissão Tipo: Redutor de velocidades(creeper):

Perkins P 4000 4 4100 Natural

Deslizante 8x2 Engren. constante 12x4 Opcional 4x2 ou 4x4 lat

Tomada de potência Tipo - Standard - Opcional Rotação nominal da TDP - rpm Rotação do motor, à rotação nominal da TDP-rpm Capacidades Tanque de combustível - l Cárter do motor - l Transmissão/hidráulico - l

Dependente Independente 540 1900

75 7 42(4x2)/43(4x4)

átil a 1200 rpm, o que permite operação em baixa rotação com bom desempenho, e baixo consumo específico. Esta característica pode não ser tão bem aproveitada com o uso da Tomada de Potência, pois a rotação nominal da TDP a 540 rpm é com 1900 rpm no motor. A máxima potência na TDP é de 72 CV (DIN) ou 69 CV (ISO)

TRANSMISSÃO A primeira parte da transmissão (que está montada solidária ao motor), é uma embreagem tipo disco duplo seco, de acionamento

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O motor é Perkins, modelo P4000 e fornece 86 cv de potência

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“O repotenciamento de um produto vencedor, como o MF 275, e sua posterior evolução, criou outro produto de ampla aceitação no mercado, ajustado à sua faixa de potência e preço”

Fotos Charles Echer

Tabela de velocidades Rotação do motor – rpm 2200 Rodado Traseiro - 18,4 - 34R1 Frente 12x4 1 2.60 2 3.26 3 3.84 4 4.77 5 7.23 6 8.99 7 10.65 8 13.23 9 15.69 10 19.50 11 29.58 12 36.75 Ré Ré 1 3.23 2 4.01 3 13.21 4 16.41 Sistema hidráulico Controles

Capacidade de levante na rótula - kgf Standard Variável Vazão máxima - l/min Pressão máxima - bar (kgf/cm²) Pesos e dimensões na versão 4x4 Peso de embarque Peso máximo com lastro Comprimento total Altura máxima Distância entre eixos Vão livre médiom Bitolas (mínima/máxima) dianteira traseira Raio de giro - mm com freio Esquerdo Direito sem freio Esquerdo Direito

Freios N° de discos Tipo Acionamento Estacionamento Tipo

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8x2 2.60 3.80 7.0 8.60 10.40 15.20 27.9 34.20 ————Ré 2.90 11.90 ——-

Posição, profundidade, reação, bombeamento constante e transporte 2100 2500 17 210(214)

3185kg 3953kg 4125mm 2580mm 2370mm 290mm

A opção de usar eixo lateral para a tração dianteira possibilita maior vão livre

4 discos em banho de óleo em cada semi-árvore, de acionamento mecânico. O freio de estacionamento é atuado sobre os pedais direcionais.

OPERADOR O operador trabalha protegido por arco de segurança (ROPS). No mesmo arco está fixada uma cobertura, que é equipamento padrão. Os instrumentos e controles estão posicionados na posição clássica central. O projeto dos comandos é bom, com o único senão para o comando do acelerador, que quando do acionamento manual está “invertido” com relação aos modernos conceitos de segurança operacional, isto é, a aceleração é feita de encontro ao corpo do operador. Seria interessante que a aceleração se desse no sentido de afastamento do corpo, pois em situação de perigo o homem tem a tendência de encolher os bra-

Acesso simples para manutenção e troca da bateria e filtros

ços, e faria instintivamente a desaceleração. É uma alteração simples de ser feita, mas que pode ocasionar um significativo aumento de segurança para o operador O assento ergonômico com suspensão com molas e amortecedor é ajustável em altura e posição.

DESIGN Absolutamente clássico, de acordo com o perfil da marca. Os comandos são firmes, podendo exigir um pouco menos de esforço. Um outro problema a ser solucionado é o degrau de acesso à plataforma, estreito, sem superfície antiderrapante, e bem mais alto que o preconizado pela norma. Ao descer o operador não tem visibilidade sobre o degrau, o que pode ocasionar quedas ou contusões nas pernas, caso ele não acerte o pé no estreito espaço do mesmo.

1645/2040 mm 1560/2165 mm

3750 mm 3780 mm 4220 mm 4340 mm

4 de cada lado Discos em banho de óleo Mecânico

O operador pode acessar o painel de fusíveis do seu posto de comando

Trava manual dos pedais

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O degrau de acesso à plataforma é estreito, alto e difícil de ser visualizado para descer

SISTEMA HIDRÁULICO O sistema hidráulico também é o clássico, com capacidade de levante de 2100 kgf, ou com os opcionais pistões externos de 2500 kgf. A pressão de trabalho é ótima, com alívio a 210 bar (214 kgf/cm2). Uma limitação está no caudal da bomba (fluxo) que é de apenas 17 litros/min. Para uso de acionamentos remotos ou comandos externos o fluxo é de 42 l/ min, com alívio a 170 bar. Opcionalmente podem ser adquiridas uma ou duas válvulas

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O sistema hidráulico tem capacidade de levante de 2100kgf, mas tem limitaçãode 17 litros/min

de controle remoto independentes.

IMPRESSÕES GERAIS A Massey é líder de mercado há várias décadas no Brasil e em alguns mercados externos. O repotenciamento de um produto vencedor, como o MF 275, e sua posterior evolução, criou outro produto de ampla aceitação no mercado, ajustado à sua faixa de potência e preço. O preço médio da versão 4x4 sem cabine é de R$ 86.000,00 e, na ver-

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O operador trabalha protegido por arco de segurança (ROPSn) de acordo com as normas

são cabinada, pode chegar a R$ 105.000,00. Estes preços são válidos para o do Rio Grande do Sul mas podem variar, dependendo do índice de ICMS incidente em cada Estado. O ponto marcante é que a máquina tem tecnologia desenvolvida com base em nossas condições, mais severas que aquelas encontradas em países mais avançados tecnologicamente. A durabilidade e confiabilidade devem ser levadas em conta na hora da opção da compra. Tantos produtores não podem M estar errados! AD

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Implementos regulagem

Tatu

Na medida Praticamente extinto após a adoção do plantio direto, o uso de arados e grades deve ser feito de forma racional e com implementos bem regulados, a fim de evitar danos na estrutura do solo

A

ração é todo conjunto de operações destinadas a mobilizar o solo com o objetivo de prepará-lo para receber órgãos reprodutivos e proporcionar um bom desenvolvimento das plantas cultivadas. O preparo periódico do solo, quando executado racionalmente, permite uma alta produtividade a um menor custo de produção, porém quando mal controlado contribui para uma maior degradação do solo, podendo destruir suas propriedades físicas, químicas e biológicas. Neste sentido, devemos analisar o tratamento a dar ao solo para sua exploração agrícola, definindo a viabilidade econômica, técnica e conservacionista.

REGULAGENS TRATOR/ARADO A regulagem do conjunto trator/arado é de fundamental importância na operação, pois influi diretamente na qualidade do serviço, no rendimento do conjunto, nos gastos de combustível, nos reparos etc. Para isto, algumas tarefas devem ser executadas.

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O primeiro passo é o preparo do trator para a aração. Cada operação agrícola tem suas características próprias e a utilização do trator como fonte de potência deve ser tal, que permita sua adaptação a cada uma das condições operacionais. Para que o trator fique nas condições ideais de operação, deve executar as seguintes etapas para sua utilização como fonte de potência do arado. Ajustar as bitolas - para dimensionar a distância ideal entre rodados podemos ter o manual do implemento em mãos ou, quando não dispor da tabela de conversão, calculá-las através da fórmula ao lado. Engate do arado montado ao trator – observar se os pinos de engate do arado são de categoria equivalente ao diâmetro dos olhais, tendo a preocupação de adequar corretamente o terceiro ponto com o orifício correspondente no cavalete ou viga “C” do trator para que a sensibilidade do sistema hidráulico ajude na operação. No arado reversível os braços inferiores têm duas opções de acoplamento, devendo ser acoplados no furo

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superior quando a aração for ser realizada em solo duro e na inferior em solo macio pois permite que o arado tenha altura variável em relação ao sistema de engate. Lastreamento do trator – deve-se ter o cuidado de determinar a necessidade, quantidade e distribuição de lastros nos eixos do trator. Nivelamentos do conjunto trator/arado - tem a finalidade de fazer com que o conjunto se desloque em condições de realizar a aração com menor desgaste e esforço de tração do trator. Os nivelamentos do conjunto trator/arado reversível são realizados objetivando deixar o arado nivelado em relação ao trator, por isto, deverá ser realizado em local plano, enquanto que, para o conjunto trator/arado fixo o implemento trabalhará nivelado ao solo, sendo os nivelamentos conseguidos após realizar o primeiro sulco, pois na segunda passada o trator já opera com as rodas direitas dentro do sulco momento em que o conjunto deverá ser nivelado. Nivelamento transversal – responsável pelo plano vertical, como o arado montado é fixo no trator, acompanha a inclinação deste quando uma das rodas traseiras entra no sulco. Por este motivo é necessário nivelar o arado transversalmente, ou seja, nivelar no sentido de sua largura, fazendo com que o arado fique na horizontal para que os discos cortem à mesma profundidade. Este nivelamento é realizado através da manivela niveladora existente no braço inferior direito do engate de três pontos. No conjunto

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“Deve-se ajustar o comprimento desses estabilizadores, de modo a obter a mesma distância entre os braços e o trator, nos dois lados, para pontos eqüidistantes”

QUANDO É NECESSÁRIO ARAR

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opção pela utilização do prepa ro convencional ou sistema de plantio direto não segue regras pré-estabelecidas. A opção do agricultor deve ser feita em função de vários aspectos presentes em sua propriedade, tais como; tipo de solo, declividade do terreno, incidência de chuvas na época de implantação da cultura, maquinário dis-

Centralização do arado – com o arado acoplado procede-se o alinhamento de seu centro de resistência, que deverá coincidir com a linha de tração. A linha de tração passa pelo eixo de simetria do trator, no plano vertical. Essa regulagem é feita ajustandose as correntes ou barras estabilizadoras existentes em ambos os braços inferiores de engate do sistema hidráulico. Deve-se ajustar o comprimento desses estabilizadores, de modo a obter a mesma distância entre os braços e o trator, nos dois lados, para pontos eqüidistantes. Tal ajuste impede que surjam forças laterais, as quais tenderão a desviar o trator da linha de aração.

ÂNGULOS DE TRABALHO DOS DISCOS Ângulo vertical ou de penetração - o ângulo formado entre a borda do disco e uma perpendicular imaginária, que passa no ponto em que este toca o solo, tem grande influência na profundidade de corte do conjunto de discos dos arados, através da

Fotos Tatu

trator/arado fixo este nivelamento faz com que o eixo transversal do arado fique paralelo ao solo, sendo realizado com o mesmo localizado em posição de trabalho, isto é, com a rodas do lado direito dentro do sulco previamente já construído, enquanto que, para o conjunto trator/arado reversível se nivela transversalmente em local plano fazendo com que os braços intermediários do sistema hidráulico apresentem o mesmo comprimento. Nivelamento longitudinal – responsável pelo plano horizontal, é o nivelamento feito no sentido do comprimento do arado. Através deste nivelamento se consegue o trabalho dos discos a uma mesma profundidade, ou uma tolerância de atuação onde o primeiro disco aprofunde cinco cm a menos que o último. É realizado através do braço superior (terceiro ponto) do engate. À medida que se modifica o comprimento da luva telescópica do terceiro ponto implicará na variação da profundidade de trabalho do primeiro e do último disco.

ponível, disponibilidade de recursos, etc. Alguns são decisivos à tomada de decisão e opção por um ou outro sistema. Regiões de solos declivosos, com facilidade de adensamento, elevada incidência de chuvas no período de preparo, bem como a possibilidade de economia de combustível são bons indicativos a opção pelo sistema de plantio direto.

modificação de sua inclinação no plano vertical, fazendo-os ficarem mais em pé ou mais deitados, implicando na penetração dos discos no solo. A regulagem vertical pode variar o ângulo de 15 a 25º. Como regra geral deveremos trabalhar com os discos mais inclinados (em pé) em situações em que o solo apresenta estrutura mais dura, implicando em uma menor largura de corte e, menos inclinados (mais deitados) em ocasiões da aração ser praticada em solos mais macios, o que acarreta uma maior largura de corte. Nos arados de discos fixos montados, este ângulo pode ser modificado através da mudança de posições da cunha existente entre o disco e o pedestal, enquanto que nos arados de discos reversíveis montados se processa através da modificação do fuste e do capitel na coluna suporte de discos. Ângulo horizontal ou de corte – é aquele formado pela borda do disco com a linha do deslocamento ou linha de tração. Está relacionado com a largura de corte do conjunto de discos do arado. Permite uma variação de 46 até 60º, também afetando a profundidade de aração. A modificação da posição dos discos em relação à linha de tração é realizada, nos arados de discos fixos montados, através da rotação do eixo transversal localizado no lado direito do eixo transversal, enquanto que nos arados de discos reversíveis montados é realizado através do batente do apo, que são parafusos de comprimento ajustável, localizados no chassi, e permitem que o ângulo formado entre o corpo do apo e a linha de deslocamento seja aumentada ou diminuída, isto é, maior ou menor largura de corte respectivamente. Regulagem da roda guia – para realizar esta regulagem devemos ter duas preocupações, o deslocamento da roda guia dentro do sulco aberto pelo último disco e a pressão da mola. Para arado de discos fixos a roda guia deverá trabalhar no fundo do sulco deixado pelo último disco, enquanto que nos arados de discos reversíveis, a mesma trabalhará no meio do fundo do sulco

BITOLAS MAIS USUAIS PNEUS 11 x 28 12 x 38 13 x 24 13 x 28 15 x 30 15 x 34 18 x 26

Arado reversível: é importante nivelar o conjunto trator/arado evitando desgaste desnecessário no trator

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BITOLA - discos de 26” (m) 1,42 1,42 1,52 1,52 1,62 1,62 1,62

BITOLAS - discos de 28/30” (m) 1,52 1,52 1.62 1,62 1,72 1,62 1,72

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“A regulagem do conjunto trator/grade é de fundamental importância na operação, pois influi diretamente na qualidade do serviço, no rendimento do conjunto, nos gastos de combustível, nos reparos etc”

A) EIXO; B) CALOTA; C) DISCO; D) MANCAL; E) ESPAÇADOR DE DISCOS; F) CONJUNTO: ARRUELA, PORCA E TRAVA

OPERAÇÃO DE GRADAGEM A gradagem é uma operação agrícola usada no preparo periódico do solo, que tem como principal função o destorroamento, nivelamento e eliminação de espaços vazios modificando assim a porosidade do solo arado para posterior instalação de partes vegetativas de plantas, isto é, realizar o plantio ou o semeio.

ÉPOCA PARA GRADAGEM

PROFUNDIDADE DA OPERAÇÃO Dependerá de cada situação em que for empregada, antes da aração a grade só tem a função de corte da vegetação, vindo assim a não ter necessidade de aprofundar, enquanto que na quebra da crosta superficial do solo dependerá da profundidade em que se encontra a camada compactada, enquanto que após a aração a profundidade da gradagem está relacionada com a profundidade da aração, e, em situações diversas dependerá de cada caso em que for empregada. A gradagem pode ser superficial quando trabalha até 10 cm de profundidade enquanto que profunda trabalha de 20 a 30cm.

REGULAGEM EM TANDEM MONTADOS A regulagem do conjunto trator/grade é de fundamental importância na operação, pois

Tatu

A época depende da situação em que a gradagem é utilizada. Ao utilizar a pré-aração com a finalidade de quebra da crosta superficial, não há necessidade de muita antecedência, mas ao utilizá-la para corte da vegetação de cobertura a antecedência deve ser tal que ao iniciar a aração o material de cobertura já tenha secado. Após a aração, a gradagem pode ser iniciada assim que o material de cobertura murchar ou quando o solo estiver fácil de desagregar os torrões. E, em situações diversas, a gradagem de-

penderá da situação em questão.

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influi diretamente na qualidade do serviço, no rendimento do conjunto, nos gastos de combustível, nos reparos etc. Para isto, são necessárias que sejam executadas algumas tarefas. Preparação do trator para gradagem - cada operação agrícola tem suas características próprias e a utilização do trator como fonte de potência deve ser tal que permita sua adaptação a cada uma das condições operacionais. Para que o trator fique nas condições ideais de operação, deve executar as seguintes etapas para sua utilização como fonte de potência da grade Ajustar as bitolas - a bitola do trator ao operar com grade de discos em tandem montado tem de ser tal que a largura de corte do implemento seja maior que as bitolas do trator. Engate da grade ao trator – observar se os pinos de engate da grade são de categoria equivalente ao diâmetro dos olhais. Verificar o modo de acoplamento do implemento e seus cuidados, tendo a preocupação de adequar corretamente o terceiro ponto com o orifício correspondente no cavalete ou viga “C” do trator para que a sensibilidade do sistema hidráulico ajude na operação. Em tratores que apresentam braços intermediários do hidráulico com furos oblongos, os braços inferiores trabalharam, ao operarem com grade, neste local para que o implemento tenha uma oscilação lateral livre em relação ao trator. Como a aração e gradagem são operações que mexem com a estrutura do solo, a regulagem certa é fundamental para que a operação seja eficiente, sem M comprometer o solo. José Henrique dos Santos e Nilo Coutinho Magalhães, Engenheiros Agrônomos

Grade hidráulica: uma boa regulagem do conjunto trator/grade reduz gastos com combustíveis e reparos dos implementos

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Arado reversível com pistão de reversão e arado fixo canavieiro: ajustes são fundamentais

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Lançamento Lançamento Kepler Weber

Fotos Charles Echer

Limpos e secos A Kepler Weber lança a linha de máquinas de limpeza de grãos e secadores de coluna para atender a demanda brasileira que bate recordes de produção a cada ano

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grupo Kepler Weber lança no mercado em 2004 a linha Safety Cleaning System, de máquinas de limpeza e a linha Automatic Drying System, de secadores de coluna, que estarão disponíveis para comercialização no segundo semestre deste ano, depois de terem sido testadas e aprovadas em algumas propriedades nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná.

MÁQUINAS DE LIMPEZA A nova linha de máquinas de limpeza estará disponível em sete versões variando de 30 até 300 ton/h. De acordo com o Gerente de Engenharia da empresa, José Floriano N. Xavier, a nova linha possui caixa de peneiras fechada, que evita que todo o pó seja expelido para o ambiente; câmara com recirculação de ar, que devolve para o meio ambiente 15% do ar que é utilizado no processo e ainda tem como opcional a colocação de filtros de manga, que aumenta a filtragem do ar de 70%, para particulas maiores que 40 mícrons, para 99% com particulas maiores que 5 mícrons. As máquinas possuem também sensores de segurança, responsáveis pelo desligamento automático no caso de as peneiras ultrapassarem o campo de segurança. O movimento das peneiras é circular oscilatório, que evita o acúmulo de sujeiras e possibilita uma secagem mais rápida e uniforme dos grãos. O acionamento das máquinas é interno, o

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que reduz o risco de acidentes com os operadores. Possuem também menor número de peças móveis, diminuindo a quantidade de itens e manutenções por equipamento. O consumo de energia, para uma máquina que trabalha com 50 ton/h, é de 5 cv., menos do que outras máquinas que consomem em média 8 cv. para cada 40 ton/h.

SECADORES Os secadores da linha Automatic Drying System contam com capacidades que variam de 10 a 300 ton/h e são todos concebidos de forma modular. Esta concepção traz como principais vantagens a possibilidade de fazer futuras ampliações na estrutura que já existe na propriedade. A padronização dos modelos permite ainda que as peças para reposição sejam mais facilmente encontradas e que independente da capacidade do silo, o produtor não precise ter diversos tipos de peças em seu estoque. Ainda são apontadas como vantagens deste sistema modular a redução no tempo de entrega e montagem dos secadores. A versão de colunas foi desenvolvida especialmente para grãos de difícil escoamento como café e arroz e para grãos que tenham alto teor de impurezas, em torno de 4%, índice superior ao que normalmente é aceito (entre 1 e 1,5%). O sistema é autolimpante e o processo de secagem não precisa ser interrompido para que a limpeza seja realizada. O

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secador pode permanecer carregado com grãos úmidos durante a noite. Os secadores da linha ADS podem vir dotados com um software que permite o controle e acompanhamento de todas as operações realizadas no secador, bem como a realização de operações através do software na própria fazenda ou pela internet. Com isto a secagem dos grãos pode ser acompanhada de qualquer lugar. O software armazena todas as informações referentes ao processo de secagem possibilitando ao produtor exportar ou imprimir estes dados. A linha pode receber asistência técnica a qualquer momento, já que se o produtor permitir também a equipe da empresa pode acessar o banco de dados e saber o que está acontecendo no secador, agilizando a tomada de deciM sões e evitando prejuízos.

Equipe de engenheiros que desenvolveu as novas linhas de máquinas de limpeza e de secadores

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Informe jurídico • Newton Peter • OAB/RS 14.056 • consultas@newtonpeter.com.br

Nova Cofins é inconstitucional

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esde a bobagem jurídica com o FINSOCIAL, em 1985, não se ouviam tantas opiniões sobre a ilegalidade de um tributo como agora, com a entrada em vigor das alterações da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (o famigerado Cofins) em fevereiro de 2004, em observância da Medida Provisória Nº 135, de 30 de outubro de 2003. E não só porque altera de 3% para 7,6% a alíquota. Inconstitucional é o principal adjetivo atribuído pela maioria dos juristas brasileiros - excluídos os do Governo Federal, claro - e já há várias Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINS) protocoladas no Supremo Tribunal Federal. Alguns juízes federais já concederam liminares para manter a alíquota de 3%. Sem discutir os termos da MP 135, pois o espaço aqui não permite, é preciso dizer que o Governo pretextou, ao alterar a legislação, desonerar o setor produtivo, que pagava Cofins em efeito cascata, ou seja, nas várias etapas da produção industrial. Mas deu um tiro no pé, pois os termos da Medi-

da geram situações de desigualdade entre contribuintes que se encontram em situação equivalente. Pelo menos três dispositivos da Constituição Federal (CF) foram desrespeitados pela MP 135, o principal sendo o art 246, pelo qual “é vedada a adoção de medida provisória na regulamentação de artigo da Constituição cuja redação tenha sido alterada por meio de emenda promulgada entre 1 de janeiro de 1995 até a promulgação desta emenda, inclusive”. Ora, o art 246 foi acrescido à CF pela Emenda Constitucional Nº 7, de 15 de agosto de 1995, e modificado pela Emenda Nº 32, de 11 de setembro de 2001. Nada a discutir, portanto. Outro artigo da CF atropelado pelo Governo, o 150,II, trata do princípio da isonomia tributária. No caso específico das receitas decorrentes de prestações de serviços, a MP acabou por onerar excessivamente a carga tributária, enquanto que para o industrial a não-cumulatividade da Cofins garantiu maiores possibilidades de creditamento, chegando em certos casos a valores inferiores aos recolhidos no sistema anteri-

or. As alíquotas são iguais, mas a sistemática de apuração da base de cálculo é distinta, o que infringe o princípio da isonomia, onerando mais o setor de serviços do que os demais segmentos da economia. Finalmente, há o art 150,IV, da CF, que veda o confisco. A majoração da alíquota de 3% para 7,6% , um brutal aumento de carga tributária para o setor terciário, que em alguns casos chega a 150%, caracteriza-se como um confisco de bens do contribuinte, bem como em negativa de seu direito de propriedade, garantido constitucionalmente. O próprio presidente do Supremo, ministro Maurício Corrêa, opinou sobre a inconstitucionalidade de ordem material e formal da MP 135. Formal por não se poder alterar, por Medida Provisória, artigos da CF modificados recentemente, por Emenda Constitucional promulgada a partir de 1995. E material pela quebra do princípio da isonomia, como o acima exposto. Assim, aos contribuintes, um conselho: não percam tempo e procurem com urgência um advogado tributarista.

Decidido nos tribunais Horas in itinere - O tempo despendido pelo empregado, em condução fornecida pelo empregador, até o local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte regular público para seu retorno, é computável na jornada de trabalho. O tempo, mesmo em trânsito, que extrapola a jornada legal é considerado extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. Compensação - Se o obreiro tem capacidade para celebrar contrato de trabalho, assinar recibos de salários e de rescisão contratual, pode, também, celebrar acordo, escrito ou tácito, de compensação de horário. Quem pode o mais, pode o menos. Contratada a compensação, a jornada em domingos ou feriados não é considerada trabalho extraordinário, face à compensação nos demais dias da semana.

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Tempo de serviço - Comprovado o exercício da atividade empregatícia rural, por menor de 14 anos, é de se computar esse tempo de serviço para fins previdenciários, independente do recolhimento das contribuições a ele correspondentes. Aluno Aprendiz - É possível contagem de tempo de serviço do período prestado como aluno-aprendiz em escola técnica. A vedação constitucional de trabalho ao menor de 14 anos não impede que se reconheça o tempo de serviço para fins previdenciários. Falta grave - A ausência de anotação na CTPS representa falta grave do empregador e não tem de ser questionada de forma imediata pelo empregado prejudicado. A falta de anotação não implica mera infração administrativa; pelo contrário, causa inúmeros e significativos prejuízos ao trabalhador.

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