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Maquinas 25

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Do editor Grupo Cultivar de Publicações Ltda. CGCMF : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480 Rua Sete de Setembro 160 – 12º andar 96015-300 – Pelotas – RS www.grupocultivar.com Diretor de Redação Schubert K. Peter

“Cultivar” e “Cultivar Máquinas” são marcas registradas do Grupo Cultivar de Publicações

Cultivar Máquinas Edição Nº 25 Ano III - Novembro 2003 ISSN - 1676-0158 www.cultivar.inf.br cultivar@cultivar.inf.br Assinatura anual (11 edições*): R$ 98,00 (*10 edições mensais + 1 edição conjunta em Dez/Jan)

Prezado leitor Será que você realmente conhece as diferenças existentes entre o seu carro e os tratores agrícolas? Esta edição pode lhe ajudar a desvendar alguns mistérios destas duas máquinas. Um comparativo bastante esclarecedor, feito pelo Dr. Luis Márquez, da Universidade Politécnica de Madrid, Espanha, aborda as principais semelhanças e diferenças nos projetos de tratores e carros de passeio. Entre outros assuntos, destacamos também o uso de silos de polietileno para armazenar grãos e forragens, um novo conceito em armazenamento, que na Argentina já estoca 20% de toda a produção de grãos. Ainda nesta edição, abordamos o uso da agricultura de precisão em lavouras de café, test drive com a plantadora John Deere 9211 VacuMeter, manejo e compactação do solo e as vantagens do diesel aditivado sobre o diesel comum. Uma boa leitura a todos!

Números atrasados: R$ 15,00 Assinatura Internacional: US$ 72,00 • 68,00

Índice

Nossa Capa

• Editor

Charles Ricardo Echer • Consultor Técnico

Foto Claas

Rodando por aí

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Comparação entre trator e carro

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Compactação de solo

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Diesel aditivado

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Armazenagem com silobag

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4x4 - Travessia de rios

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Agricultura de precisão em café

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Teste drive - Plantadora John Deere 9211

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Máquina gigante para pulverizar

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Opinião

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Dr. Arno Dallmeyer • Redação

Rocheli Wachholz • Revisão

Vandelci Martins Ferreira • Design Gráfico e Diagramação

Cristiano Ceia _____________

• Gerente Comercial

Neri Ferreira

• Assistente de Vendas

Pedro Batistin _____________

• Gerente de Circulação

Cibele Costa • Assinaturas

Luceni Hellebrandt Jociane Bitencourt

Destaques

• Expedição

Edson Krause • Impressão:

Kunde Indústrias Gráficas Ltda.

Compactação do solo

Assine já!

NOSSOS TELEFONES: (53)

Saiba como fazer o manejo adequado e a descompactação do solo garantindo uma boa produtividade .................................................... 12

• ATENDIMENTO AO ASSINANTE:

3028.4013 / 3028.4015

Armazenagem na lavoura

• ASSINATURAS:

Novo conceito em armazenagem, o SiloBag ganha espaço entre produtores de grãos ...................................................

3028.4010 / 3028.4011 • GERAL

3028.4013 • REDAÇÃO:

3028.4002 / 3028.4003

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• MARKETING:

Agricultura de precisão

3028.4004 / 3028.4005 • FAX:

O uso da agricultura de precisão em lavouras de café ajuda a corrigir problemas de produção ...................................................

3028.4001 Por falta de espaço não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@cultivar.inf.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.

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Precisa e veloz Veja como a plantadora 9211 VacuMeter da John Deere se saiu no test drive Cultivar Máquinas ................................................... 32


Rodando por aí

Viagem Técnica

Bernhard Kiep

Exportações

No final de outubro, 47 alunos e dois professores do Curso de Engenharia Mecânica da Faculdade Horizontina (Fahor) realizaram viagem técnica para o Estado de São Paulo. O objetivo da viagem foi visitar cinco fábricas, Valtra, Goodyear, Cummins, INA e Tatu-Marchesan, uma usina de cana-de-açucar, a Vale do Rio Doce, o Museu de Mecanização Agrícola, Agromen e duas feiras técnicas, o Salão Duas Rodas e Feira Nacional do Transporte. A viagem contou com o apoio das empresas Goodyear, Tatu-Marchesan, Valtra e John Deere. Todos foram unânimes em reconhecer a importância da iniciativa e encontram-se motivados para novas saídas em busca de informações e aperfeiçoamento.

Fábrica em MT A Valmont Indústria e Comércio Ltda irá investir cerca de R$ 10 milhões na construção de sua segunda fábrica em território brasileiro. Segundo o diretor-presidente da empresa no Brasil, Bernhard Kiep, só falta definir o lugar. “Já nos decidimos pela construção, porém ainda não escolhemos o local, pode ser em Rondonópolis ou Cuiabá. Talvez demore semanas ou até meses para chegarmos a uma definição”, explica. Atualmente o Brasil é o terceiro maior mercado da Valmont, ficando atrás apenas dos EUA e da África.

PNQ 2003 A divisão de cardans da Dana, Gravataí (RS), responsável pela fabricação de eixos cardans, cruzetas e colunas de direção Spicer, foi a vencedora do Prêmio Nacional da Qualidade – PNQ 2003 na categoria Grandes Empresas. O prêmio aponta as empresas que mais se destacaram na prática da excelência em gestão empresarial 2003.

Doutorado Em 2004, começarão as atividades de doutorado em Mecanização Agrícola, dentro do Programa de Pós Graduação em Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Santa Maria (RS). A área de mecanização agrícola, que já dispunha de mestrado, realizou uma intensa reformulação da grade curricular, acrescentando novas disciplinas de acordo com o grupo de professores da área. A especialidade do grupo é a atuação dentro de duas linhas de pesquisa: projeto e utilização de máquinas agrícolas e relação solo x máquina x planta. O grupo de professores é formado por oito especialistas, todos com doutorado, que receberão alunos de todo o Brasil e dos países da América Latina. O programa encontra-se recomendado pela Capes e disponibilizará bolsas e ajudas a alunos destacados.

ISO 14001

A International Engines South América concluiu a produção do primeiro lote de cabeçotes que serão fornecidos para a nova família de motores eletrônicos. Na primeira quinzena de novembro, duas mil unidades foram embarcadas pelo porto de Rio Grande (RS) para a planta da International Engine Group em Melrose Park, no estado de Illinois, (USA). Segundo o presidente da International Engines, Waldey Sanchez, o programa de produção e exportação dos cabeçotes é o ponto de partida para que a empresa passe a fabricar o motor completo a partir do momento em que a planta americana atingir a sua capacidade máxima.

A ZF Lemförder, fabricante de componentes de suspensão e de direção pertencente ao Grupo ZF, acaba de conquistar a certificação ISO 14001. A empresa localizada em Sorocaba (SP), foi recomendada pelo órgão certificador Det Norske Veritas (DNV), por possuir uma política de respeito ao meio ambiente, realizar projetos de melhoria contínua dos processos produtivos visando à preservação dos recursos naturais empregados e adotar programas de controle de poluentes. Para Wilson Honório Sapatel, diretor da ZF Lemförder do Brasil, o Sistema de Gestão Ambiental é uma importante ferramenta que visa a elevação da consciência individual para a preservação da natureza, a busca da meWilson Sapatel lhoria contínua da qualidade de vida do ser humano, o desenvolvimento econômico sustentado e a preservação do meio ambiente para as gerações futuras.

Oficinas rurais Os produtores de Minas Gerais interessados em terem na sua propriedade oficinas próprias, para fazerem reparos e manutenção de máquinas e equipamentos, podem buscar uma das linhas de financiamento incluídas no Plano Safra 2003/2004, lançado pelo governo do Estado por intermédio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com o Secretário da Agricultura, Odelmo Leão, o programa de crédito foi criado por meio de uma parceria entre a Secretaria e o Banco do Brasil. Para montar sua oficina, cada produtor pode pedir de R$ 500 a R$ 5.000, com o prazo de três anos, carência de até seis meses e prestações semestrais. Os interessados devem procurar uma agência do Banco do Brasil para aderirem ao programa e podem fazer as consultas também pelo telefone.

Inauguração A pedra fundamental da nova unidade da Kepler Weber, em Campo Grande (MS) foi lançada no mês de outubro. O investimento na fábrica foi de R$ 85 milhões e ela irá produzir silos armazenadores, secadores, elevadores e demais equipamentos destinados à armazenagem e manuseio de grãos. A unidade deverá entrar em operação dentro de 12 meses, quando o Grupo duplicará sua capacidade de produção. Ela será construída numa área de 80 hectares e vai criar 500 novos postos de trabalho direto e cinco mil indiretos.

Waldey Sanchez

Goodyear O gerente de produto (fora de estrada e agrícola) da Goodyear do Brasil, Ronaldo Rios, está muito satisfeito com a consolidação da fabricação da linha de pneus agrícolas nas fábricas brasileiras da Goodyear. No último ano o segmento de pneus fora de estrada apresentou um crescimento significativo se comparado com os outros tipos de produtos da marca.

Nova fábrica A CNH inaugurou em novembro nova unidade de fabricação de plataformas para colhedoras. A nova unidade, instalada na planta da empresa em Curitiba (PR) produzirá plataformas para as colhedoras da marca New Holland modelos TC 55, TC 57 e TC 59, e dos modelos Axial-Flow 2388 e Extreme, da Case IH.

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Máquinas

Novidades A Agrale S.A. apresentou duas novidades na 5ª Feira de Transporte Terrestre, no início do mês, em Santiago do Chile. Uma delas foi o chassi MT 12.0 Low Entry, especialmente produzido para o mercado de transporte urbano de passageiros e a outra é o caminhão Agrale 9200, recentemente lançado no Brasil. O chassi MT 12.0 Low Entry, com 9.700 mm de comprimento e 2.035 mm de largura, apresenta como principal vantagem a maior área de piso rebeixado do segmento, 66% a mais que os modelos similares, que apresentam 50% do piso rebaixado. O caminhão 9200 é o único em sua categoria com cabine estendida e com carroceria de 6.27 metros. Possui designer moderno, com linhas harmoniosas e funcionais, sinalizadores de direção integrados ao conjunto ótico, faróis principais com lentes lisas de policarbonato e faróis auxiliares antineblina normais de série, que ampliam a visibilidade , o conforto e a segurança.

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Dallmeyer e Rios Novembro 2003


Comparação trator x carro

Fotos Luis Márquez

Potência canalizada sem peso aderente não se pode conseguir uma boa capacidade de tração. Em conseqüência disto, no motor do automóvel se admite potência máxima em elevado regime de funcionamento. No trator agrícola isto não serve para nada, já que complicaria ainda mais o projeto da transmissão. A partir destas considerações, comecemos a comparação dos elementos fundamentais, para passar depois aos demais componentes de cada uma das “máquinas” consideradas.

OS MOTORES

Será que você realmente sabe quais são as diferenças e semelhanças entre um trator e um carro? Entenda o funcionamento de cada um na comparação feita entre um trator New Holland e o Fiat Stilo Abarth, ambos com motores de 170 cv

É

muito freqüente em ambientes urbanos considerar-se o trator agrícola como “máquina de segunda classe”. Muitos usuários de tratores também têm dificuldade para entender as diferenças entre os tratores que operam e seus próprios automóveis, e de certa maneira, e em função disto, confundem potência com capacidade de tração. Depois de testar durante mais de mil quilômetros, tanto em autopista como em estrada e cidade, um Fiat Stilo Abarth, com caixa de câmbio Selespeed, me pareceu interessante fazer alguns comentários comparando o que oferece este modelo de automóvel, do tipo “familiar” e desempenho esportivo, com um trator agrícola de mesma potência e do mesmo Grupo Industrial, o New Holland 8670, o menor dos “extra grandes”, evolução do modelo que até há pouco tempo se designava como Fiat G170.

O PONTO DE PARTIDA Muitos usuários não entendem que estas

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Máquinas

duas “máquinas” possam ter a mesma potência. No automóvel a potência se valoriza em função da velocidade máxima que pode alcançar: 213 km/h para a versão de 5 portas do Stilo Abarth. No caso do trator, o que conta mais é a sua capacidade de tração em velocidade apropriada para os trabalhos de campo, que no NH 8670 pode chegar a ultrapassar, se bem lastrado, 10 toneladas. Deve-se lembrar que a potência é calculada pelo produto da força pela velocidade; se a velocidade é elevada, a “força” terá que ser baixa o suficiente para vencer a resistência aerodinâmica do veículo e a que necessita para a resistência ao rolamento. Quando o que interessa é capacidade de tração, a velocidade deve ser necessariamente baixa, o que muda completamente o panorama, começando pelo projeto de um motor apropriado, mas, sobretudo no que se relaciona à caixa de câmbio e à massa do conjunto, já que

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Na Europa é muito freqüente o emprego de motores diesel turbocomprimidos de elevados rendimentos nos automóveis, em função da diferença no custo do combustível, e no Fiat Stilo também se encontra esta oportunidade com a versão JTD de 115 CV. De qualquer forma, nesta ocasião consideramos o motor de 2446 cm3 de versão gasolina, com 5 cilindros e 20 válvulas, que é o que proporciona 170 CV. Nos tratores agrícolas europeus, a gasolina é um luxo que não se pode permitir; pela robustez e pela eficiência dos motores diesel, esta é a opção que todos escolhem. Assim o New Holland 8670 dispõe de um motor de 7 480 cm3 (3 vezes maior que no Stilo Abarth) com 6 cilindros, turboalimentado, que proporciona 125 kW (170 CV) a 1 800 rotações/min, e 110 kW ao regime nominal de 2 200 rotações/min. Estes rendimentos se referem ao ensaio do motor instalado no trator e realizando as determinações em um eixo de saída externa, conhecido como a “tomada de potência”, durante um ensaio continuo de duas horas de duração, de maneira que se a medição fosse feita diretamente no volante do motor, os rendimentos seriam aproximadamente 10% superiores às indicadas. Aqui já aparecem diferenças interessantes: a potência máxima aumenta à medida que se reduz o regime de funcionamento do motor desde o que se considera como nominal, até chegar a um máximo a 1800 rotações/min, ofe-

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Fotos Luis Márquez

“O regime de potência máxima de cada um destes motores fala por si mesmo, só 2 100 rotações/min em comparação com 6000 do automóvel”

No trator a potência se valoriza por sua capacidade de tração, em velocidade apropriada, para os trabalhos de campo

recendo uma particularidade que se conhece como “potência constante” ou “potência extra”, muito apreciada no trabalho agrícola como no trabalho de preparo do solo quando se produzem sobrecargas, que não teriam nenhum interesse em um automóvel convencional. Outra particularidade do trator é uma reserva de torque do motor, de 44%, para chegar a um torque máximo de 746 Nm, em comparação aos 221 Nm do motor do Fiat Stilo. O regime de potência máxima de cada um destes motores fala por si mesmo, só 2 100 rotações/min em comparação com 6000 do automóvel. Indiscutivelmente cada motor está projetado para sua função: o do trator foi projetado para oferecer torque motor e robustez, fazendo parte da estrutura resistente da “máquina”, podendo trabalhar de maneira contínua no regime de potência máxima. O motor do Stilo Abarth, tem projeto para conseguir elevada potência em um volume reduzido e poder impulsionar um veículo a grande velocidade e com elevada aceleração, deixando espaço abundante para transporte de passageiros e bagagens. No tanque de combustível também aparecem diferenças importantes: o trator tem capacidade de 416 litros, suficiente para trabalhar durante uma jornada completa, em comparação aos 58 do Fiat Stilo, o que lhe permite percorrer mais de 400 km sem reabastecer.

drodinâmica atrai aos que consideram que os câmbios automáticos são pouco interessantes e pouco eficientes, ou que eles trocam manualmente melhor as marchas. A verdade é que a rapidez na troca de marchas com esta caixa, especialmente quando se reduz, é surpreendente. Inclusive funcionando na posição de automático simula perfeitamente a caixa automática clássica, ainda que a forma de arrancar surpreende um pouco aos acostumados a manusear um câmbio automático convencional. Indiscutivelmente esta caixa de 5 velo-

cidades é o complemento do motor com o que vem equipado o Fiat Stilo Abarth. As relações de transmissão vão desde 3,800:1 na 1ª, até 0,914 na 5ª, com redução no diferencial de 3,562:1. Do ponto de vista de um usuário normal, condutor habitual de veículos de elevada potência, pelos rendimentos do motor e da facilidade que proporciona o Selespeed para trocar de marcha, o usuário se dá conta que lhe sobra potência em todos os sentidos. As acelerações que se conseguem podem dar inveja a muitos esportivos. Isto poderia significar que a caixa de câmbios e seu sistema de controle supera o que ofe-

AS TRANSMISSÕES Falar da transmissão Selespeed é falar do máximo em automóveis com rendimentos esportivos. A ausência de uma embreagem hi-

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inclusive com o veículo industrial de transporte rodoviário.

OUTROS DETALHES

Caixa de transmissão e escalonamento de marchas do New Holland 8670

recem os tratores agrícolas, certo? O New Holland 8670 tem uma caixa PowerShift de 18 marchas para frente e 9 para trás, que lhe permite conseguir velocidades de avanço, para o regime nominal do motor de 2 100 rotações/min, entre 2,77 e 40,03 km/h. Este modelo de trator também nao tem embreagem e o controle é feito com uma só alavanca similar a que se utiliza no Stilo Abarth, ainda que sua forma de ação é diferente: deslocando-a para frente se inicia a marcha, se a deslocamos para trás o trator freia progressivamente e troca de sentido. Em qualquer das posições, deslocando a alavanca para a direita se passa a uma velocidade mais alta; se a deslocamos para a esquerda passa a uma velocidade mais baixa. Como a seleção é feita com a alavanca na posição central (neutro) o arrancar para frente e para trás se realiza progressivamente passando automaticamente desde a mais baixa até a selecionada, sem que o condutor tenha que preocupar-se. Se isto for considerado pouco, a mais de 10 km/h, em operações de transporte com reboques, ela se transforma em um cambio automático que seleciona a velocidade mais apropriada em cada momento, de forma que se consiga o melhor aproveitamento do motor. Pode-se acrescentar ainda que as relações de transmissão mais baixas chegam a ser de até 254 rotações por minuto do motor por cada volta do eixo das rodas traseiras, que indica que se multiplica o torque do motor já especialmente elevado de 500 Nm (no regime nominal) por 254, proporcionando no conjunto das rodas aproximadamente 13 toneladas-metro de torque. Isto explica a robustez que se exige das transmissões dos tratores para suportar estes

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Controles de transmissão “Selespeed” do Fiat Stilo Abarth

esforços tão importantes, mas ao mesmo tempo a necessidade de contar com tração em ambos eixos e pneus apropriados para as cargas que vão suportar, sem que sua pressão interna possa superar valores que desestruturem o solo agrícola, motivo pelo qual necessita manter-se abaixo dos 1,4 bar. Pode-se dizer que um fabricante de tratores é um fabricante de transmissões; os motores podem ser comprados de um especialista, mas a transmissão marca a diferença da indústria do trator agrícola com a do automóvel, ou

Para todos fica claro que a forma do automóvel se adapta à necessidade de conseguir um espaço confortável para os passageiros, de modo que possa se deslocar com velocidade e segurança em retas e em curvas. As suspensões, os freios, a distribuição de pesos, a aerodinâmica, são complementos diretos do motor e transmissão. O que não fica tão claro para o cidadão normal é o porquê dos tratores agrícolas terem uma estrutura diferente; rodas muito grandes de maior tamanho atrás que na frente, contrapesos dianteiros, engates abundantes e nenhum tipo de suspensão entre as rodas e a estrutura do trator. Por ser uma máquina projetada para realizar esforços de tração, por isto o seu nome, se produz uma transferência de carga da frente para trás, o que explica o maior tamanho das rodas traseiras, ao mesmo tempo dando possibilidade de colocar lastro na parte frontal. A necessidade da tração nas quatro rodas fica clara quando se considera que a potência, da mesma maneira que a massa do trator, cresce com o cubo de um comprimento, enquanto que a superfície de apoio somente o faz com o quadrado deste comprimento. A partir de certa potência a tração integral é imprescindível, já que no caso contrário não se poderia utilizar a baixa velocidade. Além disto, os pneus utilizados marcam claras diferenças com respeito ao Sti-

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Ao girar as rodas dianteiras o eixo que as suporta também vira, reduzindo o raio de giro

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Fotos Luis Márquez

“Quanto à posição dos comandos, o trator ganha, sem dúvida nenhuma. O painel se desloca eletricamente até a posição mais conveniente de acordo com o gosto do condutor”

A posição “city”, no Fiat Stilo Abarth facilita o giro da direção, para ser usado em cidades

lo Abarth, que possui rodas de 16 polegadas com pneus 205/55 R16. No New Holland as rodas são de 42 polegadas no eixo traseiro, com o pneu 20.8 R 42 que pode ser duplado, e rodas de 30 polegadas no dianteiro com o pneu 19.9 R32. A razão disto tudo: transmitir o peso do trator ao solo agrícola sem que seja necessária uma elevada pressão interna. A velocidade está limitada por construção. Por outro lado, ainda que agora comecem a ser projetadas suspensões primárias para os tratores agrícolas, a necessidade de controlar de maneira precisa a posição das máquinas que são acionadas no campo e a importância de que em todo momento a aderência seja máxima obrigou a utilizar assentos com suspensão como alternativa. Algo verdadeiramente necessário porque a freqüência de vibração dos tratores agrícolas se aproxima das freqüências de ressonância do corpo humano, o que faz que a hérnia de disco seja uma enfermidade profissional muito freqüente nos operadores de trator. Surpreende, quando se opera um trator agrícola, a facilidade com que se gira a direção, de maneira similar de quando se conecta a posição “city” no Fiat Stilo. Isto é

mais necessário nos tratores que nos automóveis, pela maior massa que incide sobre as rodas diretrizes, mas também pelo afundamento dos pneus sobre o solo agrícola. Além disto, no caso do New Holland 8670 o eixo dianteiro realiza um giro junto com as rodas, de maneira que as rodas diretrizes chegam a um ângulo de 65º, o que permite um diâmetro de giro de somente 9,14 m com uma distância entre eixos de 3,115 m (versão SuperSteer), enquanto o Fiat Stilo Abarth, com 2.600 m de distância entre eixos necessita 11,1 m No caso dos freios há diferenças construtivas importantes, ainda que não no que se referem a rendimento. No Fiat Stilo o sobre dimensionamento no eixo dianteiro e a montagem de ABS confere potência e segurança em qualquer situação, mas em um trator agrícola com um peso máximo próximo as 10 toneladas e que pode arrastar um reboque até próximo 4 vezes este peso, os freios não foram motivo de descuido. Por estarem instalados na própria transmissão, funcionando em banho de óleo, suportam uma utilização prolongada, e para aumentar a eficácia se conecta a tração dupla no momento de iniciar-se a frenagem. Além disto, com a prioridade da frenagem nas rodas traseiras, ainda que estas se descarreguem dinamicamente durante a frenagem, a estabilidade da trajetória está assegurada.

CONCLUINDO Muitas outras diferenças poderiam ser citadas entre o Fiat Stilo Abarth e o New Holland 8670 derivadas das funções para as que foram projetados, mas vou me limitar às que podem ser mais comuns, como são os controles e o posto de condução. Neste item, ainda que o posto de condução do Abarth seja excelente, o do New Holland

não fica, de maneira nenhuma atrás. O painel de controle de trator agrícola pode considerarse tão completo como o do automóvel em sua versão mais equipada. Não pensem que o “navegador” é exclusivo do automóvel; já é um equipamento disponível para o trator com uma função precisa: marcar a posição da máquina no campo e automatizar as operações agrícolas no que se conhece como “agricultura de precisão”. Quanto à posição dos comandos, o trator ganha, sem dúvida nenhuma. O painel se desloca eletricamente até a posição mais conveniente de acordo com o gosto do condutor. Aqui há uma diferença clara com o apoio de braços que se situa, entre os assentos dianteiros do Fiat Stilo. Ele impede a utilização do freio de mão (também freio de socorro), algo que sem dúvida a Fiat terá que mudar. Espero que estes comentários lhes possam servir para compreender as diferenças entre tratores e automóveis. Talvez isso ajude os condutores de carros de passeio a “respeitar” ao condutor do trator, que incomoda quando andamos por estrada, já que não é culpa sua que tenha, por construção, limitada sua velocidade máxima a 40 km/h. A verdade é que nem todos os tratores são iguais em rendimentos ao New Holland 8670, modelo utilizado na comparação, mas tampouco todos os automóveis são o Fiat Stilo Abarth com Selespeed. Nos motores podem ganhar os automóveis, nas transmissões os tratores levam vantagem, ainda que esta vantagem se paga, já que o preço de venda de um trator da classe “extra grande” supera em muito o dos automóveis consideraM dos como esportivos ou de luxo. Luis Márquez, Universidad Politécnica de Madrid – Espanha Traduzido por José Fernando Schlosser

Vista interna do Fiat Stilo Abarth, e painel de controle do New Holland 8670: em termos de conforto cada um dos modelos possui o que há de melhor para o usuário

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Compactação solos Claas

Quando há queda na produtividade, dificilmente as causas são relacionadas com a compactação do solo, porém a falta de manejo adequado e a necessária descompactação causam sérios prejuízos

O limite da terra A

aplicação de cargas dinâmicas no solo produz tensões tanto na interface pneu/solo como em profundidade. Essas tensões, geralmen-

Valores médios de condutividade hidráulica saturada (Ks) de um Latossolo Vermelho distrófico, na profundidade de trabalho, avaliada antes e depois do corte dos implementos. ACI: antes do corte do implemento; DCI: depois do corte do implemento.

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te, causam compactação nas diferentes camadas do solo e a intensidade dessa compactação será função da resistência interna do solo e das características da carga que está sendo aplicada. Se a resistência interna do solo for excedida, devido ao tráfego de máquinas, a densidade do solo é significativamente aumentada, ocasionando mudanças na sua porosidade, com conseqüente redução da macroporosidade e da condutividade hidráulica. Essas alterações, indesejáveis à estrutura do solo, implicam no comprometimento da disponibilidade de água e nutrientes, tendo como conseqüência o declínio da produtividade das culturas. Apesar dessas constatações obtidas em estudos de avaliação e predição da compactação dos solos agrícolas, o binômio tráfego x sustentabilidade da estrutura do solo, tem sido colocado à margem do modelo da agricultura atual, que deve ser tecnicamente correta e economicamente viável. Se por um lado, máquinas e implementos cada vez mais potentes e, con-

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seqüentemente, mais pesados são desenvolvidos e equipados com o que há de mais moderno no setor, pelo outro, a preocupação com a sustentabilidade da estrutura dos solos agrícolas durante a condução da cultura, a cada cultivo, tem sucumbido ao tráfego e aos sistemas de preparos, que na sua grande maioria, têm desrespeitado a capacidade de suporte de carga (CSC) do solo, apesar dos esforços de alguns profissionais da área. Parte das pesquisas que investigam o comportamento da estrutura dos solos agrícolas, em particular no Brasil, avaliam a compactação das camadas do solo, considerando as mais diversas variáveis e fatores. Entretanto, verifica-se que quase todas as metodologias adotadas se restringem em identificar o fenômeno da compactação, lançando mão, na maioria das vezes, apenas de alguns dos atributos do solo, desconsiderando qualquer possibilidade preditiva. Em áreas cultivadas com cana-de-açúcar ou com grãos esta realidade não é diferente. Os métodos utili-

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“As pressões de contato são diretamente responsáveis pela distribuição de tensão e compactação nas camadas dos solos agrícolas”

Valores médios de pressão de preconsolidação (sp) de um Latossolo Vermelho distrófico, na profundidade de trabalho, avaliada logo depois do corte do implemento e apenas depois da colheita. DCI: depois do corte do implemento; DC: depois da colheita.

zados são os mesmos de três décadas passadas e não possibilitam predizer a CSC do solo de forma que, em manejos futuros, os efeitos indesejáveis do tráfego e da mecanização possam ser evitados. O resultado desse descompasso, isto é, a falta de conhecimento da CSC do solo que está sendo explorado e a pressão de contato ocasionada pelo tráfego, implica em prejuízo. Prejuízo para o solo, que a cada ciclo da cultura é depauperado; prejuízo para o produtor, que tem que investir em máquinas mais potentes e caras, prejuízo para a sociedade, que a cada ano observa o resto de suas fronteiras agrícolas ser incorporado no processo produtivo. Essa matéria tem por objetivos apresentar outras alternativas de metodologias que estão sendo aplicadas em estudos de diagnóstico da compactação e predição da CSC dos solos agrícolas, as quais têm contribuído com o dimensionamento e gerenciamento do tráfego de máquinas e por conseguinte, na prevenção da compactação do solo agrícola.

responsáveis pela distribuição de tensão e compactação nas camadas dos solos agrícolas. A falta de metodologias adequadas, assim como, o trabalho e o tempo dispensado aos ensaios constituem as maiores dificuldades para torná-la um parâmetro rotineiro a ser utilizado em estudos e avaliações da compactação dos solos agrícolas. Para a sua determinação, quatro etapas são fundamentais: 1) inicialmente, se deve levantar informações técnicas das operações mecanizadas executadas na propriedade com uma rigorosa caracterização das máquinas, equipamentos e implementos; 2) determinar as características dimensionais, ponderais e ponderodimensionais das referidas máquinas, equipamentos e implementos agrícolas; 3) obter e avaliar as áreas de contato das máquinas e equipamentos agrícolas através de metodologias específicas que garantam a confiabilidade do ensaio; 4) correlacionar as características dimensionais, ponderais e poderodimensionais das máquinas, equipamentos e implementos com as suas referidas áreas de contato, para determinar as pressões de contato aplicadas

ao solo. Das etapas citadas, talvez quantificar a área de contato seja a mais trabalhosa e complicada. Trabalhosa porque além do conhecimento técnico, requer uma certa infra-estrutura, e complicada porque nem sempre é possível quantificá-la em condições dinâmicas, isto é, diretamente no campo. Neste caso lança-se mão de métodos matemáticos indiretos que ajudam a estimar a transferência de peso, assim como, a área impressa em superfície rígida. O método da elipse, proposto por Barger e seus colaboradores desde 1966 tem sido o mais utilizado. Mais recentemente, com o advento da informática, a utilização da imagem digital tem se mostrado como uma das alternativas viáveis. Informações mais detalhadas a respeito deste último método, podem ser conseguidas junto ao grupo de pesquisa do Núcleo de Ensaio de Máquinas e Pneus Agrícolas (Nempa), da Faculdade de Ciências Agronômicas - Unesp de Botucatu. Contudo, tem se verificado que ambos os métodos possibilitam estimar apenas a área média, os quais provavelmente, acre-

QUANTA CARGA O SOLO SUPORTA? Definir a CSC em solos agrícolas é definir o quanto de carga o solo pode receber sem que a sua estrutura sofra compactação adicional, de forma não recuperável. Isto acontece quando a resistência interna do solo é ultrapassada, o que, geralmente, ocorre quando as pressões de contato do rodado e, ou dos implementos excedem a CSC do solo. Neste sentido, duas providências devem ser tomadas: a primeira é quantificar os carregamentos e, ou pressões de contato que estão sendo aplicadas ao solo durante o seu manejo e a segunda é quantificar a pressão de preconsolidação, isto é, a pressão que o solo pode suportar sem que venha sofrer compactação adicional.

PRESSÕES DE CONTATO As pressões de contato são diretamente

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Valores de áreas de contato estimadas indiretamente pelo método da elipse e mensuradas digitalmente in situ em superfície rígida e em um Latossolo distrófico na condição de friabilidade.

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“A consistência do solo é definida como as manifestações das forças de coesão e adesão atuando sobre a massa de solo”

Áreas de contato, cm2 Preparo

Reais

Estimadas pelos métodos

Digitalizada

SA GA AA AD Média

Elipse

RP (1)

Campo

SR

Campo

SR (2)

1.137 1.563 1.932 2.102 -

2496 2496 3027 2686 -

2.600 2.985 3.279 3.415 -

529 529 627 563

Garra no campo 551 633 679 716 -

Carga aplicada pelo pneu, kg 2165 2227 2256 2239

Pressões de contato, kPa

Razão

No campo Real (3) (A) 187 140 115 104 -

Méd (4) (B) 82 73 67 64 -

Máx (5) (C) 385 345 326 307 -

A/B 2,28 1,92 1,72 1,63 1,89

C/B 4,69 4,73 4,86 4,79 4,77

(1) – relação matemática utilizando a regra da proporcionalidade; (2) – superfície rígida; (3) - pressões de contato para áreas de contato reais medidas no campo, recomendadas para um solo na condição de consistência friável; (4) – pressões de contato para áreas de contato estimadas pelo método da elipse não considerando o tipo de consistência do solo; (5) – pressões de contato para áreas de contato de garras no campo estimadas pela regra da proporcionalidade, recomendadas para um solo na condição de consistência de tenacidade.

ditamos estar subestimando a avaliação das pressões de contato. Afirmações como estas foram feitas por Trabbic e colaboradores desde o ano de 1959, os quais mostraram que as pressões máximas ocorrem no centro da banda de rodagem, reduzindo a medida que se aproxima dos flancos. Cañavate, no ano de 1968, ressaltou que a pressão sob as travas pode atingir de 4 a 5 vezes a pressão média, isto é, a pressão obtida em função da área de contato média, e que entre as travas ocorre a pressão mínima. Dr. Reginaldo Barboza da Silva investigando o assunto e buscando uma relação entre a área de contato avaliada pelo método da elipse em superfície rígida e a área de contato medida diretamente no campo, também constatou que o método da elipse superestima em até 4,77 vezes os valores da área de contato e, por conseguinte, subestima nessa mesma proporção as pressões de contato, o que significa em média 477%. A proposta sugerida pelo pesquisador para estimar a área de contato da garra no campo, utilizada na determinação das pressões máximas, abre mão de transdutores de pressão, uma tecnologia cara e não difundida ainda no Brasil, e sugere uma relação matemática, obtida a partir de dados de campo, que tem como base matemática a regra da proporcionalidade, a qual é descrita pela equação que segue: AGECP = R x ACMCP, onde: R= AGRSR/AGESR AGECP: área de garra estimada no campo ACMCP: área de contato média no campo estimada pelo método da elipse AGRSR: área de garra real na superfície rígida AGESR: área de garra estimada na superfície rígida pelo método da elipse Tudo isso é verdadeiro, se considerar que as garras do pneu não causaram recalque e, por conseguinte não adentraram ao solo, o que de fato só ocorre em solos com baixos conteúdos de água e que estejam na região de tenacidade, a qual se estende até o limite

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de contração do solo. Contudo, sabe-se que a faixa de consistência adequada do solo que deve ser trabalhada é a de friabilidade, a qual fica entre o limite de plasticidade e o limite de contração. Nesta condição de consistência do solo, certamente ocorrerá a penetração parcial ou total das garras e, dependendo da transferência de peso, parte dos flancos tocam ao solo, servindo, portanto, como área de apoio. Apesar do solo sofrer recalque, há a possibilidade do mesmo manter os seus atributos, pois nesse conteúdo de água o solo ainda mantém as propriedades de elasticidade. Para essa condição, os ensaios conduzidos pelo Dr. Reginaldo, nos quais foi considerada a transferência de peso dos implementos grade aradora, arado de discos, arado de aivecas e semeadora/adubadora, mantendo constante o tipo e pressão de inflação do

pneu, teor de água no solo, tipo de solo e manejo, mostraram que o método da elipse superestimou em média 1,89 vez os valores de área de contato, quando comparados aos valores determinados em campo. Isso significa que os valores de pressões de contato es-

A)

B)

C)

D)

Etapas para mensuração e correlação da área de contato em superfície rígida e no campo. a) impressão da área de contato do pneu em superfície rígida; b) detalhe da obtenção da área de contato no campo; c) digitalização da área de contato deixada pelas garras; d) mensuração da área de garras do pneu através de um programa computacional, que neste caso foi o Spring versão 3.0

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Fotos Nempa/FCA

que quando os ensaios de compressibilidade são feitos em solos que não receberam nenhuma pressão prévia, a relação entre a pressão aplicada e a densidade do solo será linear (reta de compressão virgem) e qualquer pressão aplicada resultará em deformações não recuperáveis. Entretanto, quando estes são realizados em solos que já tenham uma história de tensão, as deformações resultantes, representadas pela componente da curva de compressão secundária, poderão ser recuperáveis ou não. Recomenda-se que, para ser cultivado ou trafegado, as características mecânicas do solo devam atender o que preconiza a região da curva de compressão secundária, pois segundo o Dr Moacir S. Dias Junior e colaboradores, é este o componente da curva de compressão que reflete a história de manejo do solo e que está sendo desconsiderado na modelagem da compactação do solo. Estes pesquisadores defendem que a pressão de preconsolidação é a maior a pressão que o solo já suportou no passado e, portanto, a pressão máxima que, aplicada ao solo, não provocará compactação adicional.

A UMIDADE E O TRÁFEGO tão sendo subestimados em média 89%. O pesquisador fundamenta a sua hipótese em resultados de pesquisas do seu doutoramento e de trabalhos correlatos a respeito da sustentabilidade estrutural dos solos agrícolas avaliada através dos modelos de compressibilidade, os quais têm mostrado que a capacidade de suporte de carga dos nossos solos, quantificada pela pressão de preconsolidação (sp), está muito acima dos valores de pressões de contato indicadas na literatura. Dados levantados pelo pesquisador e colaboradores têm mostrado que a CSC de solos tropicais, dependendo da consistência em que se encontram, podem atingir valores de até 600 kPa, o que significa dizer que os valores de pressão de contato estimados com base em áreas de contato médias, que segundo a literatura têm variado em torno de 80 a 120 kPa, estão muito aquém das pressões que um dia já foram impostas aos nossos solos.

O tráfego de máquinas tem se apresentado como a grande responsável pelo surgimento de camadas compactadas dos solos agrícolas. Ele se comporta como uma força externa e a extensão ou intensidade do seu efeito depende dos atributos físicos e mecânicos, químicos, mineralógicos e da própria história de manejo do solo. Estudos revelam que,

Modelos de compressibilidade da profundidade 0,27 a 0,30 m de um Latossolo Vermelho distrófico, depois de submetidos a deferentes manejos. Em detalhe a média de pressões de contato sugerida pela literatura (A), desconsiderando a consistência do solo; a média de pressões de contato calculada em função da área real (B) para o solo na condição de friabilidade e a média das pressões de contato de garra estimada no campo (C) para o solo na condição de tenacidade.

quando os demais fatores mantêm-se constantes, a umidade é que governa a quantidade de deformação que pode ocorrer no solo. Assim, estando o solo mais seco, maior será a sua capacidade de suporte de carga e menor a probabilidade de compactação. Alguns trabalhos indicam que as operações agrícolas feitas em solos com umidades inadequadas (fora da região de friabilidade), podem comprometer a estrutura do solo. Portanto, o conhecimento da consistência do solo antes das operações é fundamental para um manejo ade-

PRESSÃO DE PRECONSOLIDAÇÃO A pressão de preconsolidação (sp) é uma indicadora de quanto de carga e, ou pressão de contato que o solo pode receber sem que sofra compactação adicional. Obtida de uma curva de tensão versus deformação (curva de compressão do solo, a qual representa graficamente a relação entre o logaritmo da pressão aplicada e a densidade do solo) a sp tem sido apresentada como uma alternativa para medir a CSC dos solos agrícolas. Resultados de pesquisas têm mostrado

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Curva de compressão do solo mostrando a curva de compressão secundária, a reta de compressão virgem, com suas regiões de deformações elásticas e plásticas, respectivamente, a posição da pressão de preconsolidação (?p) e o índice de compressão (m).

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“O sucesso do prognóstico de um problema observado no campo seja ele de origem físico-hidrciomecânico, químico ou biológico, depende de uma análise ou ensaio criterioso e adequado”

Representação esquemática dos estados e limites de consistência do solo. LC: limite de contração; LP: Limite de plasticidade; LL: limite de liquidez. Fonte: Silva, 2002.

quado. A consistência do solo é definida como as manifestações das forças de coesão e adesão atuando sobre a massa de solo. Essas manifestações influem em propriedades como dureza ou tenacidade, friabilidade, plasticidade e pegajosidade, podendo indicar a tendência do solo em aderir a outros corpos como, por exemplo, às máquinas e equipamentos agrícolas. Assim, o conhecimento dos limites e dos estados de consistência do solo é de grande valia na tomada de decisões como, por exemplo, a condição de umidade ideal do solo para a realização das operações agrícolas. Contudo, estudos realizados pelos professores Marcos Koiti Kondo e Moacir de S. Dias Junior revelam que, caso sejam aplicadas ao solo pressões maiores do que a sua capacidade de suporte de carga, a compactação ocorre, mesmo que o tráfego se dê na zona de friabilidade.

MODELOS DE COMPRESSIBILIDADE

Fotos Nempa/FCA

Entre os métodos mais utilizados na avaliação da compactação estão a determinação

da densidade do solo, condutividade hidráulica no campo e laboratório, distribuição do tamanho de poros, resistência do solo à penetração, uso da micromorfologia e exame de trincheira. O ensaio do Próctor, que tem por princípio estimar a densidade máxima de um solo em função de uma umidade específica, tem sido freqüentemente utilizado. Contudo, apesar da sua relativa simplicidade, trata-se de um ensaio limitado para o estudo da compactação de solos agrícolas, pelo simples fato de prescindir à destruição da estrutura, apagando a história de manejo do solo. Uma metodologia alternativa às que estão sendo usualmente utilizadas é a predição da CSC através da modelagem da compressibilidade do solo. Utilizada com um certo sucesso, em áreas exploradas com reflorestamento e usinas de cana-de-açúcar, a metodologia tem como base a utilização da pressão de preconsolidação, a qual pode predizer a máxima pressão que um solo pode suportar a diferentes umidades, permitindo, portanto, maiores condições na prevenção da compactação. A obtenção dos modelos se dá em três etapas distintas, cuja acurácia e apli-

cação dos modelos dependerá do critério e treinamento técnico do pesquisador: a) Obtenção das amostras: esta etapa consiste em tirar uma amostra no campo, de acordo com a área de interesse (linha de tráfego, linha de cultivo, área compactada), monólitos indeformados, garantindo sempre que possível, a manutenção da estrutura do solo, tal como se encontra no campo. Essa é a forma de garantir que a história do manejo a ser avaliada, seja preservada. Os anéis de amostragem têm dimensões de 2,5 x 6,0 cm de altura e diâmetro, respectivamente, as quais são compatíveis com os assembles que acompanham o consolidômetro. Estes, depois de cravados e extraídos do solo com o auxilio de um mostrador desenvolvido especificamente para esse fim, são devidamente impermeabilizados (papel film e parafina), objetivando manter a umidade de campo e encaminhados ao laboratório. b) Compressibilidade da amostra: em laboratório, as amostras depois de acertadas cuidadosamente, respeitando sempre o volume do anel, são saturadas por capilaridade com água destilada. Após 48 horas, as amostras são transferidas para o extrator de placa porosa e, quando necessário, colocadas à temperatura ambiente. Recomenda-se que as umidades sejam definidas com base nos limites de consistência (Limite de liquidez LL, limite de plasticidade - LP e limite de contração - LC). Posteriormente, as amostras são submetidas aos ensaios uniaxiais usando um consolidômetro, seguindo a metodologias específicas, que na grande maioria preconizam a aplicação dos seguintes ní-

Profundidades e procedimentos recomendados para a amostragem de monólitos indeformados a serem submetidos aos ensaios de compressibilidade

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Procedimentos em laboratório para realização dos ensaios de compressibilidade. Da esquerda para a direita: acerto das amostras, ajustar as amostras às umidades de interesse em função dos limites de consistência e por fim, submetê-las aos ensaios uniaxiais.

veis de pressão: 25, 50, 100, 200, 400, 800 e 1600 kPa até que 90% da deformação máxima na amostra seja obtida. Plotando-se os valores de deformação das amostras (índice de vazios e, ou densidade do solo) em função da logaritmo da pressão aplicada, obtémse a curva de compressão dolo, da qual será conhecida a sp. c) Elaboração do modelo de compressibilidade: Os valores de sp são plotados em função da umidade (U) a que cada amostra foi submetida e ajustados ao modelo sp = 10 (a+bU) , proposto pelo professor Moacir, após os trabalhos do seu doutoramento. A partir desses modelos é possível identificar que pressão o solo possa vir a receber em função do conteúdo de água, de maneira que seja preservada a sustentabilidade da sua estrutura. Acreditamos que as informações proporcionadas por este modelo, associadas aos valores dos limites de consistências e a uma devida caracterização das pressões de contato do parque de máquinas, podem ser consideradas hoje, o conjunto de medidas que mais se ajustam à manutenção da sustentabilidade da estrutura dos solos agrícolas. E neste caso, questionamentos como: I) que pressão de contato o solo suporta - para que possa ser dimensionado adequadamente o conjunto mecanizado a ser utilizado – II) a que teor de água o solo deve estar no momento do tráfego - para que seja evitado o comprometimento da estrutura do solo – possam, guardando as peculiaridades de cada estudo, ser respondidos. Todavia, ressaltamos que a generalização e extrapolação de respostas de modelos matemáticos empíricos para outros pedoambientes que, geralmente, fogem das condições do estudo inicial; a falta de conhecimento da relação dos processos físicos e mecânicos, químicos e mineralógicos; a dependência espacial no solo e a falta de metodologias apropriadas para predizer a compacta-

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ção, ainda constituem os principais fatores que entravam o estudo desse fenômeno.

AMOSTRAGEM DE SOLO ADEQUADA O sucesso do prognóstico de um problema observado no campo seja ele de origem físico-hídrico-mecânico, químico ou biológico, depende de uma análise ou ensaio criterioso e adequado. Mas, tudo isso fica comprometido se, no momento da amostragem, recomendações técnicas não forem devidamente observadas. Na avaliação dos atributos físicos-hidricos-mecânicos (como por

exemplo, a densidade do solo, condutividade hidráulica do solo saturado ou própria pressão de preconsolidação) que preconizam uma amostragem indeformada, isto é, manutenção da estrutura dos monólitos de solo, tal como a mesma se encontra no campo, os cuidados devem ser redobrados. Os métodos tradicionais utilizam um castelo ou o cilindro de Uhland, os quais pelo fato de solicitar uma energia de impacto através da queda de um peso ou golpes de uma marreta para cravamento do anel no solo, têm sido constantemente criticados pelos pesquisadores da área de solo. Somam-se a isto a morosidade, excesso de trabalho e a demanda de tempo, fatores que não mais se coadunam com o modelo de agricultura atual. Com os avanços da agricultura moderna, especificamente onde a agricultura de precisão (AP) é uma realidade, o rigor no momento da amostra deixou de ser o único desafio da amostragem de solo, seja ela deformada ou indeformada. Na AP, com a inclusão das grandes áreas (campos de soja, milho, áreas sucroalcooleiras, entre outras) a necessidade de um grande número de amostras, o georeferenciamento das mesmas, a resposta de algumas análises em tempo real, preconizam uma maior agilidade no processo de amostragem, a qual não tem sido possível com os equipamentos tradicionais (trados, amostrador de Uhland). Dessa forma a obtenção de amostras a partir de processos manuais tem se restringido a pequenas gle-

Detalhe do amostrador de solo hidráulico-eletrônico automatizado no sistema de GPS mostrando o sistema de cravação

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“O problema maior talvez seja derrubar alguns tabus. Por exemplo, se a produtividade diminuiu, os primeiros motivos conduzem sempre à falta de fertilizante, corretivo ou de um agrotóxico qualquer”

Detalhe do amostrador de solo mostrando a cravação e a extração de monólitos indeformados em anéis padrão

bas, cabendo aos pesquisadores e às empresas a missão de desenvolver novos equipamentos para amostragem automatizada do solo. Neste sentido, com o apoio da FAPESP – Fundação de Amparo e Apoio á Pesquisa do Estado de São Paulo, a equipe do professor Dr. Kleber Pereira Lanças projetou e desenvolveu um amostrador de solo hidráulico-eletônico automatizado com sistema de localização GPS para realizar amostragens deformadas e indeformadas em solos de distintas granulometrias e graus de consistências até a profundidade de 0, 60 m. O amostrador foi instalado em uma Unidade Móvel de Amostragem de Solo (UMAS) instrumentada, a qual é tracionada por um trator, permitindo realizar amostragens de forma aleatória ou através de malhas quadradas, retangulares ou seguindo a curva de nível do terreno. Nesta unidade está instalada uma barra de luzes (“light bar”) no painel do trator que indica o alinhamento longitudinal do caminhamento do conjunto na propriedade. O sensor de rotação instalado na roda envia os pulsos elétricos para uma buzina e, ou lâmpada, que fornece o sinal para que o tratorista pare quando chegar no ponto que deve ser objeto de amostra, já previamente determinado. Com isso, podem ser obtidas as distâncias longitudinais e transversais desejadas entre os pontos amostrais, criando-se uma malha de dados coerente com o estudo de variabilidade espacial dos atributos do solo a serem investigados. O amostrador de solo tem como princípio de funcionamento a extração de monólitos indeformados de solo dispostos internamente em um anel de aço com dimensões de 69,5 de diâmetro interno e 25 mm de altura. Esse anel é inserido internamente a um tubo que se movimenta linearmente, de forma

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normal ao solo, através de acionamento hidráulico. As dimensões do tubo schudule são: diâmetro interno de 3” e diâmetro externo de 3,5” e comprimento de 1,35 m. Externamente a esse tubo gira um outro tubo schudule com as seguintes dimensões: diâmetro interno de 3,5” e diâmetro externo de 4” e comprimento de 1,10 m, o qual possui uma rosca sem fim de duas entradas de ferro chato de ¼” por 2” soldadas em forma de helicóide, tendo nas extremidades facas de corte de aço rápido e uma ponteira. O amostrador é acionado pelo sistema hidráulico do trator através de engates de mangueiras no “controle remoto”. Os movimentos do dispositivo são divididos em duas partes: acionamento rotativo da rosca externa para o corte de solo e o acionamento linear do tubo interno, equipado com os anéis, para extração do solo. Ambos os acionamentos são realizados através de motores hidráulicos comandados por uma válvula com acionamento de três vias. A transmissão do mecanismo de rotação do motor hidráulico para rosca externa é feita através de um par de engrenagens de 43 dentes cada uma, com módulo 4. Para o movimento linear o amostrador é suportado em um carrinho com 4 rodas de aço movimentando-se internamente nas vigas laminadas verticais de 3”. A transmissão do movimento rotativo do motor hidráulico para o tubo de movimento linear é realizada através de corrente de passo 5/8” de comprimento 3,90 m e duas engrenagens de 16 dentes, sendo uma na parte superior do amostrador no motor hidráulico e a outra na parte inferior do carrinho de suporte do aparelho. Ambas as pontas da corrente estão fixas na caixa de transmissão do amostrador. Todo o sistema mecânico dele é montado sobre um outro carrinho com 4 rodas que corre, internamente

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sobre vigas “U” laminadas 4” e compõe a estrutura da unidade móvel, permitindo o deslocamento transversal do equipamento em relação à carreta, possibilitando a amostragem em diversos pontos, sem o movimento do trator. Toda a estrutura do amostrador está instalada na parte frontal da unidade móvel, logo após o cabeçalho. O equipamento é prático, eficiente e rápido durante as amostragens. A amostragem de um monólito indeformado (anel volumé-

Extração de solo utilizado em ensaio de compressibilidade

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trico) na camada superficial (0,0 a 0,15 m) não leva mais do que 45 segundos, enquanto na subsuperfície (0,25 a 0,40 m), aproximadamente 80 segundos. O equipamento foi testado em solos sob as mais diferentes condições: a) consistência – independendo do conteúdo de água no solo (tenaz, friável ou plástico) o desempenho do amostrador foi satisfatório; b) granulometria – quanto mais fina a granulometria maior foi o sucesso da amostragem, entretanto, em solos com granulometria mais grosseira (areias e cascalhos) a amostragem indeformada torna-se mais complicada, em função da sustentação do solo no anel volumétrico; c) tipo de cobertura – não foi verificada a necessidade de limpar a palhada sobre o solo, pois a disposição e angulação das facas na extremidade da ponteira permitiu retirada do material de cobertura, tornando dessa forma, mais rápida a operação. Atualmente, a UMAS está sendo utilizada em áreas sucroalcooleiras do sudoeste paulista, e qualquer contato no intuito de parcerias pode ser mantido pelo endereço apresentado no fim dessa matéria.

Detalhe do amostrador de solo hidráulico-eletrônico

PREVENIR OU DESCOMPACTAR Os ganhos da utilização de toda a logística e conhecimento, apresentados e discutidos até aqui, são significativos e diversificados. Ganha a sociedade por ter a garantia de que a razão, bom senso e principalmente, o

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compromisso da utilização de uma agricultura pautada no conceito da sustentabilidade estão sendo aplicados; e ganham os produtores, que certamente poderão evitar investimentos futuros para reverter um quadro de depauperação do solo. Um fato que ilustra e que ocorre cotidianamente nas propriedades, aonde o tráfego agrícola é continuamente exigido, são os investimentos dispensados à descompactação. Usualmente, esta operação tem sido feita de forma arbitrária, isto é, sem o conhecimento da profundidade em que se encontram as camadas de maior resistência mecânica, ou mesmo, o quanto da área está compactada. A falta destas informações leva o produtor a optar por uma subsolagem, aonde na verdade uma simples escarificação ou até mesmo uma gradagem poderia resolver o problema, tendo como conseqüência um maior gasto de energia, consumo de combustível, desgaste de peças, atraso do plantio, e principalmente, perda de tempo e dinheiro, já que na maioria das vezes, não conseguem romper as camadas compactadas de forma eficiente. Acredita-se que a solução para tudo isto, vai além da tecnologia, pois ela esta aí, pronta e preparada para ir a campo. O problema maior talvez seja derrubar alguns tabus. Por exemplo, se a produtividade diminuiu, os primeiros motivos conduzem sempre à falta de fertilizante, corretivo ou de um agrotóxico qualquer. Tentar explicar que tal fato, provavelmente, se deveu a baixos índices de aeração e condutividade hidráulica do solo, baixos teores macroporos e elevada densidade do solo,

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alterados pelo tráfego pesado da colheita passada realizada, certamente em condições de umidade inadequada do solo, devido aos grandes índices pluviométricos, é quase sempre perda de tempo. A tendência é que algumas coisas melhorem, e que o produtor tenha consciência de que tão importante quanto uma análise do complexo sortivo, está um mapa de isocompactação evidenciando não apenas a variabilidade de uma distribuição granulométrica (argila, silte e areia) mas, informações da capacidade de suporte de carga do solo, que hoje, já pode ser modelada a partir da resistência do solo à penetração e M da pressão de preconsolidação. Reginaldo Barboza da Silva e Kleber Pereira Lanças FCA/Unesp Moacir de S. Dias Junior DCS/UFLA

Kléber Lanças e Reginaldo da Silva falam da importância de se fazer um bom manejo do solo

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Combustível Claas

óleo diesel

Força sem desgaste A simples troca de óleo diesel comum por aditivado pode prolongar a vida de bicos e bombas injetoras e garantir melhor desempenho nas atividades agrícolas

U

m dos grandes avanços na tecnologia de combustíveis foi à colocação no mercado do óleo diesel aditivado. As vantagens de sua utilização são muitas conforme explicações a seguir. Um ponto bastante importante para que se tenha um rendimento máximo quando da utilização do óleo diesel aditivado é que seu consumo seja contínuo. De nada adianta fazer uso dele alternadamente com o óleo diesel comum. É gastar dinheiro à toa. Outro cuidado bastante importante é efetuar as três primeiras trocas dos filtros de combustível, após se começar a usar o óleo diesel aditivado, com a metade do tempo prescrito pelo fabricante do motor. Isto se deve ao fato do óleo diesel aditivado ter componentes detergentes-dispersantes em sua composição o que poderia ocasionar uma limpeza tanto no sistema de combustível do motor como nos tanques de armazenagem

O diesel aditivado (dir.) suporta, sem formar depósitos, as elevadas temperaturas dos sistemas de injeção

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do óleo diesel, levando a uma obstrução precoce dos filtros de combustível. Passado este período, a periodicidade da troca de filtros de combustível passa ser a recomendada pelo fabricante do motor. Com a evolução tecnológica dos motores diesel, principalmente devido à incorporação de componentes eletrônicos aos sistemas de injeção, verificou-se que o diesel convencional vinha apresentando alguns problemas tais como: a obstrução precoce dos bicos injetores; corrosão nos bicos e elementos da bomba injetora; freqüentes necessidades de regulagem nos sistemas de injeção comandados convencional e eletronicamente etc. Face a isto, a Petrobras desenvolveu o Extra Diesel Aditivado. Isto se deveu, em parte, à necessidade de um produto que tivesse maior estabilidade química a fim de suportar as elevadas temperaturas dos modernos sistemas de injeção. É possível perceber que o óleo diesel aditivado possui uma estabilidade muito maior que o diesel comum suportando, sem formar depósitos, as elevadas temperaturas existentes nos sistemas de injeção. O escurecimento do óleo diesel denota que o processo de oxidação do produto está ocorrendo. A Petrobras, com o apoio do seu centro de pesquisa – Cenpes, efetuou teste de campo com 22 veículos, durante 18 meses, percorrendo 5.500.000 km para chegar à formulação ideal do Extra Diesel Aditivado.

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Evite o desperdício e reduza os custos A vantagem principal da utilização do óleo diesel aditivado, conforme veremos a seguir, é a manutenção dos bicos injetores desobstruídos por muito mais tempo e, como conseqüência, uma melhor atomização do óleo diesel com as vantagens conhecidas. A ação detergente/dispersante do óleo diesel aditivado mantém limpo todo o sistema de alimentação de combustível. A perfeita pulverização do diesel garante uma combustão mais eficiente, produzindo máxima potência, sem desperdício de combustível e reduzindo o tempo e a freqüência das manutenções. Veja na próxima página, algumas fotos comparativas entre bicos injetores utilizando diesel comum e óleo diesel aditivado. Percebe-se que o injetor utilizando o óleo diesel comum encontra-se parcialmente obstruído o que provoca uma pulverização deficiente do combustível. Vida útil do motor e tanques A presença de compostos anticorrosivos no óleo diesel aditivado minimiza o desgaste por corrosão na presença de água oriunda da condensação da umidade relativa do ar, assim como da erosão provocada pelas partículas geradas pela corrosão. A bomba injetora, os bicos injetores, os tanques de combustível para armazenagem do óleo diesel e o tanque de combustível do veículo

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terão a sua vida útil prolongada. Nas fotos, verificamos a diferença entre elemento e bico utilizando diesel comum e óleo diesel aditivado. Produtos anticorrosivos presentes no óleo diesel aditivado formam película protetora nas superfícies metálicas destas peças. Reduz a tendência a formar emulsão A ação desemulsificante do óleo diesel aditivado minimiza a geração de emulsão em presença de água (condensação da umidade do ar). A ocorrência de emulsão propicia a proliferação de microorganismos que intensificam o processo corrosivo e obstruem os filtros devido à formação de borras. O desemulsificante provoca a precipitação da água em suspensão no óleo diesel levando-as para o fundo do tanque. Daí a necessidade da drenagem freqüente das instalações de armazenamento de combustível. Aumenta o intervalo de trocas de filtros Como já foi dito anteriormente, o óleo diesel aditivado apresenta maior estabilidade, reduzindo a tendência de formação de depósitos nas temperaturas de operação de combustível. A seguir, vemos uma comparação entre filtros utilizando óleo diesel comum e óleo diesel aditivado (mesmos intervalos de troca). A maior estabilidade do óleo diesel aditivado diminui, sensivelmente, a formação de produtos de oxidação (borras) provocados pelas elevadas temperaturas de operação dos sistemas de injeção. Autonomia e rapidez no abastecimento A presença de aditivo anti-espumante no óleo diesel aditivado reduz a formação de espuma no tanque de combustível, garantindo rápido e completo enchimento, sem riscos de transbordamento que é fonte de grande transtorno para os que lidam com óleo diesel, além de contaminar o solo nos locais dos postos de abastecimento. Nas fotos a seguir percebemos que, em um mesmo intervalo de tempo, é possível colocar mais óleo diesel aditivado no tanque de combustível, em um mesmo período de tempo (considerando-se tanques de mesmo volume). Isto evita os transtornos de derramamentos e acelera o abastecimento para proprietários de frotas numerosas. Redução de custos com combustível Testes realizados pela petrobras em bancadas e frotas evidenciaram que o uso do óleo diesel aditivado proporciona economia de combustível em torno de 5 %, variando em função da idade da frota e dos cuidados com a manutenção.

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Preservação do meio ambiente O óleo diesel aditivado contribui, também, para melhorar a qualidade do ar reduzindo as emissões de nitrogênio até 10 %; de hidrocarbonetos até 20 %; de monóxido de carbono até 15 %; de particulados até 25 % no período de aquecimento do motor e até 15 % com o motor aquecido; fumaça (escala bosch) até 30 %.

Fotos Petrobras

“A ocorrência de emulsão propicia a proliferação de microorganismos que intensificam o processo corrosivo e obstruem os filtros devido à formação de borras”

A

B

CONCLUSÃO Um ponto a se destacar, porém, é que todas as vantagens do óleo diesel aditivado não serão sentidas se não drenarmos regularmente a água dos tanques, se não utilizarmos um filtro-prensa para filtração do combustível e se não adquirirmos produto de fornecedores confiáveis. Reiteramos que somente o uso continuado do óleo diesel aditivado garantirá uma limpeza eficiente do sistema de injeção, uma maior vida útil dos elementos e bicos injetores, um prolongamento da vida útil dos elementos filtrantes de combustível, uma maior rapidez no abastecimento de frotas numerosas e uma redução na emissão de poluentes gasosos. Apesar dos avanços, as empresas de combustíveis continuam investindo na melhoria da qualidade dos combustíveis nacionais procurando proporcionar a seus clientes produtos que garantam melhor desempenho nos equipamentos que M os utilizem. Marcos Thadeu G. Lobo, Petrobras Distribuidora S/A

C

D

O óleo diesel aditivado obstrui menos os bicos injetores (A), forma película protetora nas superfícies metálicas (B), diminui a quantidade de espuma no tanque de combustíveis (C) e proporciona maior vida útil aos filtros (D)

QUANTO CUSTA?

O

preço do óleo diesel aditivado está em torno de 2% superior ao do óleo diesel comum. No estado do Mato Grosso, por exemplo, o óleo diesel comum custa R$ 1,442/l e o aditivado custa R$ 1,471/l ( preços médios ). Uma diferença de R$ 0,029 centavos por litro (2%). O custo de reparo de uma bomba injetora fica por volta de R$ 800,00 a R$ 1500,00 e o custo de um bico injetor fica por volta de R$ 180,00 (os motores diesel podem ter 4, 6 e até 8 bicos injetores). Se pegarmos como exemplo um trator de 140 cv, com um tanque de 150 litros, a diferença na hora de encher o tanque é mínima. Se completar com diesel comum o valor será de R$ 216,30; com diesel aditivado R$ 220,65, uma diferença de R$ 4,35 em 150 litros. Se considerarmos um consumo médio de 9 litros por hora, o trator fará em média 17 horas de trabalho com um tanque. O custo adicional com diesel aditivado por hora trabalhada será de R$ 0,27 centavos. Isto é, com uma diferença de R$ 0,27 centavos por litro, para compensar a troca de bomba e bicos injetores, serão necesários aproximadamente 90 mil litros O custo maior, no entanto, fica por conta do tempo que é perdido, no caso de uma peça quebrada, quando a máquina fica paralisada em épocas preciosas como plantio ou colheita. Por isso pode-se dizer que vale a pena usar um produto aditivado, já que a sua função principal é a conservação dos sistemas de injeção.

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Armazenagem silobag

Ipesa

Um novo conceito em armazenagem, denominado silobag, feito com túneis de polietileno de aproximadamente 60 metros, já armazena 20% de toda a produção de grãos na Argentina. Entenda como funciona o processo e quais são os custos da operação

Estoque na lavoura O

chamado SiloBag é uma ferramenta relativamente recente que permite armazenar diferentes grãos na própria lavoura, de um jeito mais econômico, sendo possível uma maior rotação da mercadoria em locais onde existem ou não unidades armazenadoras. Estes silos são túneis de polietileno de 60 metros de comprimento e 2,7 metros de diâmetro, que permitem armazenar cerca de três mil sacas, dependendo do grão. Mesmo tendo 60 metros de comprimento, o produtor pode confeccionar bolsas incompletas, armazenando o volume desejado, cortando a bolsa e reservando o excedente de polietileno para armazenar outro grão. A capacidade de trabalho neste sistema é bastante elevada, já que as máquinas embutidoras podem armazenar entre 150 a 180 toneladas por hora, o que equivale à quantidade colhida por seis ou sete colhedoras trabalhando simultaneamente. Estes silos de plástico reduzem a quantidade de capacidades inativas nos silos comuns, por exemplo, em produtos diferenciais como são as sementes de espécies autógamas (trigo, soja), ou àquelas que apresentam característi-

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cas especiais e que precisam de um diferencial de comercialização aos commodities, como trigo com glúten, milho vermelho, soja transgênica, sementes com anomalias etc. Existe também a possibilidade de manipulação para a comercialização da produção de grãos por parte do produtor. Isto evita movimentos inadequados, como transportes, movimento de carga e descarga. Por não ocorrer a entrada do ar externo, não há elevação da temperatura da semente armazenada, o que permite o armazenamento da mercadoria com um determinado grau de umidade. Isto origina um grande aliado nas pontas da colheita onde podem existir inconvenientes como disponibilidade dos caminhões, falta do espaço em plantas, em silos próprios ou de terceiros,perdas de tempo nas plantas de secagem pela pequena capacidade delas frente à habilidade de trabalho das colhedoras. No caso dos cereais forrageiros o benefício pode ser duplo: é possível dar ao gado um grão sem nenhum custo extra de transportes e preparação, e ainda comercializar, sem problemas, os excessos quando tiver acabado o ciclo de suplementação.

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Esta ferramenta já é utilizada há vários anos na Argentina, com um crescimento nos últimos anos, tanto no espaço dos produtores como entre os armazenadores e contratantes, principalmente os de trigo, soja, milho, girassol, aveia e cevada. Hoje, a Argentina armazena aproximadamente 20% de toda a produção agrícola com este sistema. No Uruguai o silobag também é utilizado em grande escala. Já existem pesquisas no Brasil, Paraguai, Bolívia, Espanha, França e Rússia, trabalhando com espécies apropriadas para as condições climáticas de cada país.

PRATICIDADE DO SISTEMA O sistema de armazenamento em SiloBag apresenta algumas vantagens a respeito dos silos tradicionais, como por exemplo, permitir um manejo muito mais flexível do armazenamento do grão. Uma das maiores preocupações dos armazenadores e produtores diz respeito às plantas de silagem, que geralmente impossibilitam guardar pequenos volumes de algumas espécies.

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“A ausência do oxigênio neste tipo de armazenamento permite manter o grão com determinado grau de umidade, porque ao não respirar, a semente não eleva sua temperatura e conseqüentemente não se deteriora”

Fotos Ipesa

O produtor pode confeccionar bolsas incompletas, armazenando o volume desejado

Os exemplos mais comuns que surgem nas plantas instaladas são a semente do trigo ou da soja, onde as possibilidades são a de utilizar silos que tenham maior capacidade e desperdiçar o espaço, ou comprar vários silos de pouca capacidade, o que limita a quantidade de plantação para reter ou vender como grão comum os volumes que excedam a capacidade dos silos. Além disso, podem ocorrer misturas das sementes de origens e qualidades diferentes. Neste caso, um jogo da má qualidade com a semente pode determinar a perda de toda a massa armazenada. Uma situação similar ocorre com produtos diferentes como os trigos melhorados, com alto nível de proteína ou com qualidade elevada para padaria, e que atingem preços altos em determinados períodos do ano. Geralmente no momento em que está mais valorizado, este material é perdido por não existir uma ferramenta apropriada de armazenamento. O mesmo acontece com sojas convencionais (não transgênicas) que têm mercados especiais na Europa e na Ásia ou aqueles que seus volumes não são interessantes do ponto de vista dos commodities. Deste jeito é possível adicionar à lista alguns produtos com determinadas características como, por exemplo, os milhos modificados para a produção avícola, os vermelhos que têm um mercado interessante, aqueles originados nos estabelecimentos definidos como de produção orgânica, girassóis para doces, girassóis com óleo oléico, etc.

LOGÍSTICA Também é importante o melhoramento da logística da colheita, onde por problemas de estradas, falta de caminhões ou déficit do armazenamento, como aconteceu no ano passado com a “safrinha”, o produtor fica obrigado a deter a colheita, suportando a queda dos preços dos grãos além de ter que pagar sobretaxas e direitos de recepção. Se o agricultor tiver um sistema mais versátil como é o embutido em silos descartáveis é possível mudar esta realidade, possibilitando a ele adaptar-se às variações do mercado mundial, onde os commodities estão deixando de ser interessantes do ponto de vista econômico, principalmente para os médios e pequenos produtores.

QUALIDADE ARMAZENADA É notável a diferença relativa entre a qualidade dos grãos armazenados neste sistema e os armazenados de maneira tradicional. Isto se deve ao fato de o produto não ter contato com os agentes exteriores, e basicamente não existir nenhum movimento de ar dentro da bolsa. Por ser um organismo vivo, a semente respira e está modificando suas características mesmo estando em estado de latência. É por isso que a co-

municação com o ar produziria uma mudança. Utilizando este sistema é possível garantir que isto não vai ocorrer. Não tendo oxigênio, as características da semente permanecem inalteráveis. Em função disto, no Uruguai, os moinhos de farinha pagam um preço mais alto pelo trigo armazenado em sacas, depois da colheita. O polietileno é também uma barreira para a entrada dos insetos, que são pragas nos grãos armazenados, como por exemplo, os gorgulhos que deterioram seriamente a sua qualidade. Como não existe essa barreira nos silos convencionais, é necessário monitoramento permanente e aplicações periódicas de inseticidas residuais para controlar os possíveis focos de ataque. A ausência do oxigênio neste tipo de armazenamento permite manter o grão com determinado grau de umidade, porque ao não respirar, a semente não eleva sua temperatura e conseqüentemente não se deteriora. Em sistemas tradicionais são exigidos sistemas de ventilação. Isto é importante, principalmente nos grãos forrageiros, porque nas plantas de alimento equilibrado, o grão deve ter uma umidade de 17% para poder ser processado, deste jeito o produtor pode evitar o custo da secagem e vendê-lo diretamente. O mesmo acontece quando

A capacidade de enchimento da máquina embutidora pode chegar a 250 t/hora

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num estabelecimento destina-se este tipo de cereal à alimentação de animais. Sem gerar despesas inúteis, pode ser guardado até que seja consumido, diminuindo significativamente o preço da ração e conseqüentemente melhorando a margem bruta da atividade do gado.

MÁQUINAS PARA ENCHER Para utilizar o silobag são necessárias algumas máquinas específicas utilizadas nas operações de enchimento dos silos e, posteriormente, na retirada dos grãos. A máquina embutidora que realiza o processo de enchimento do silo é composta por um mecanismo que recebe os grãos e, através de uma rosca sem fim, os conduz ao interior da bolsa. A potência requerida para acionar a máquina é de pelo menos 45 cv e tomada de potência de 540 rpm. A capacidade de produção da máquina, se regulada adequadamente, pode chegar a 250 toneladas por hora. O controle do fluxo de grãos é feito através do freio da máquina. Por incrível que pareça, ele é a peça chave de todo o processo de embutimento dos grãos, pois ao ser empurrado para dentro do silo, os grãos faTRATOR Potência Valor Novo Valor Residual Vida Útil Utilização anual COMBUSTÍVEL preço consumo MANUTENÇÃO Peças de Reposição Trator

45 34800 11600 15 50

HP R$ R$ anos horas/ano

1,31 9

R$/litro litros/hora

290

R$/ano

Custo em reais por Tonelada Custo em Reais por saco MÁQUINA PARA EMBUTIR Valor a Novo Valor Residual Vida Útil Uso anual MANUTENÇÃO Peças de Reposição FUNCIONÁRIOS Operário JURO Juros, Custo de oportunidade CUSTOS HORÁRIOS Amortização Trator Juros Manutenção Combustível Amortiz. Embols. Juros Manutenção Funcionários CUSTO TOTAL CUSTO TOTAL

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1,15 0,07 7150 1000 10 50

R$ R$ anos hs/ano

25

R$/ano

1,5

R$/hora 10

30,93 46,40 5,80 11,79 35,67 35,67 1,45 4,35 172,06 1,15

R$/hora R$/hora R$/hora R$/hora R$/hora R$/hora R$/hora R$/hora R$/hora R$/Tn

% % 18,0 27,0 3,4 6,9 20,7 20,7 0,8 2,5

zem pressão para que a máquina se desloque para frente. É neste momento que o freio deve ser usado corretamente, de forma que o grão não cause pressão demasiada e estique o plástico. Se o plástico esticar além do permitido, a impermeabilidade do sistema fica comprometida. Caso ocorra o contrário, podem ficar bolsas de ar entre os grãos, espaços que podem ser brechas para focos de elevação da temperatura, o que também pode comprometer a qualidade da armazenagem. Os freios mais indicados são do tipo discos ou lonas, que garantem uma frenagem mais suaves e sem solavancos. O custo aproximado desta máquina fica em torno dos R$ 23 mil.

PARA DESCARREGAR Para retirar os grãos do silo utiliza-se outra máquina, diferente da usada na operação de embutimento. É uma máquina de funcionamento simplificado, que também utiliza o sistema de roscas sem fim. Na verdade são três roscas sem fim que compõem o sistema, uma principal central acionada pela tomada de potência do trator e duas roscas varredoras laterais, acionadas mediante o hidráulico do trator. Cada sem fim lateral é equipada por um conjunto varredor, composto por escovas que trabalham continuamente em contato com o piso e cobre toda a extensão longitudinal do mesmo. O controle de toda a máquina é feito por um grupo de hidráulicos acoplados no próprio

A ausência do oxigênio neste tipo de armazenamento evita a deterioração dos grãos

equipamento. Todo o conjunto de extração está ligado ao chassi central, com compostos que auxiliam na absorção das irregularidades do terreno. Para trabalhar com sua capacidade máxima de trabalho, que é de 100 a 120 toneladas de grãos por hora, é necessário que o trator tenha pelo menos 70 cv, equipado com tomada de potência de 540 rpm, e distribuidor hidráulico auxiliar com duas saídas para cilindros. Diferente do processo de enchimento, o esvaziamento das bolsas não fica restrito ao uso de máquinas. Dependendo da necessidade e do tipo de produto armazenado, a retirada pode ser feita com outros tipos de material, como pás, por exemplo. O uso da máquina é indicado para realização de operações de silos inteiros ou vários silos ao mesM mo tempo. Héctor Daniel Malinarich, Ipesa

CUSTO DO SISTEMA O custo da armazenagem em silogbag é mais baixo se comparado com os custos que se produzem normalmente. O quadro ao lado apresenta o custo operacional do processo de enchimento do silo. Consideramos que uma máquina pode embutir cerca de 150 toneladas por hora e que uma tonelada equivale a 16,7 sacas. Os valores são estimativos e, em alguns casos, existe uma sobre dimensão. Além disto agregamos o custo estimado da bolsa para um produtor de R$ 2.200, dá um custo total por saca de R$ 0,77. Temos que considerar que este custo é o mesmo seja para um dia, uma semana, um mês ou um ano. Independentemente do tempo que o produtor decida manter armazenado seu grão, seu custo será só de R$ 0,77 por saca.

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Camionetas condução

Uma manobra mal feita ao atravessar o rio pode fazer com que a água seja aspirada pela entrada de ar do motor, provocando o calço hidráulico e inutilizando-o imediatamente

Prudência na travessia Paulo B.C. Gaiotto

A

Bielas do motor de um Vitara danificadas pelo calço hidráulico

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abordagem dos obstáculos requer o conhecimento da altura máxima de travessia de seu veículo, o que pode ser verificado no manual do proprietário. É bom saber que uma manobra desastrada pode danificar seriamente o motor de seu 4x4. Trechos profundos poderão provocar a entrada de água no compartimento do motor, que poderá ser aspirada pela entrada de ar, provocando o calço hidráulico e inutilizando o motor imediatamente. Os motores a gasolina ou a álcool levam uma certa vantagem, porque ao te-

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Alta velocidade: maneira incorreta de abordar a água

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“Para evitar surpresas desagradáveis, faça antes uma inspeção a pé e veja se o trajeto não esconde armadilhas como pedras grandes ou buracos profundos” Fotos Técnica 4x4

Gilberto Kaminski

Travessias profundas exigem preparo do veículo, como a instalação do snorkel.

rem a parte elétrica da distribuição molhada, o motor desliga, muitas vezes, antes do ar ser aspirado. Para os motores a diesel, o calço hidráulico pode ocorrer mais facilmente, pois na ausência da parte elétrica, o combustível manterá o motor funcionando até que a água alcance a entrada de ar. Para evitar surpresas desagradáveis, faça antes uma inspeção a pé e veja se o trajeto não esconde armadilhas como pedras grandes ou buracos profundos. Retorne ao veículo e acione a tração 4x4, blocante (se tiver), e engate a primeira reduzida, que deverá ser usada até o final, não troque de marchas durante a travessia. O deslocamento não deve ser rápido a ponto de espirrar a água no párabrisa, pois desta forma, inevitavelmente, entrará água também pelo compartimento do motor. Faça com que se forme uma pequena onda em frente do pára-choque dianteiro, isto vai provocar uma depressão logo embaixo do motor, criando uma camada de ar entre ele e a água. Siga dessa maneira até o final da travessia. Se possível, dirija a favor da correnteza e em diagonal para a outra margem. Não pare durante a travessia, mas se um imprevisto o obrigar a isso, mantenha o motor ligado e ligeiramente acelerado, para evitar que a água entre pelo escapamento. Quando terminar a travessia tome

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cuidado com os freios, pois o sistema de lonas fica sem atrito com o tambor de freio, necessitando de tempo para secar, o que já não é tão crítico nos modelos com freio a disco. Independente do tipo de sistema, procure rodar alguns minutos com o pé pressionando levemente o pedal de freio, pois assim o atrito irá secar as lonas e pastilhas, devolvendo o controle do veículo. Para trechos profundos, com mais de 80cm de água, há que se tomar cuidado com a correnteza, que, se houver, poderá dificultar muito a travessia. Além disso, a água pode invadir a cabine ou pior, atingir a entrada de ar do motor. A solução para o motor é mais simples, e consiste na instalação de uma tomada elevada de ar, também conhecida como snorkel. O equipamento é composto por um tubo instalado na entrada de ar do filtro, elevando-a para a parte mais alta do veículo. A instalação do snorkel requer um bom isolamento e vedação na ponta do tubo, que será conectado à entrada de ar do filtro. Com esses cuidados e o preparo do veículo, será mais fácil e seguro enfrentar rios que cruzam as trilhas, e também as inundações de verão em pleno centro M das grandes cidades. João Roberto de C. Gaiotto, Goodyear

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Mapeamento Mapeamento café

Charles Echer

Com o uso da agricultura de precisão é possível identificar áreas com níveis de produção diferentes e conseqüentemente adotar as medidas necessárias para igualar a produtividade

Controle preciso C

om o processo da globalização e suas conseqüências, como o aumento da competitividade, passa a ser fundamental a adoção de novas tecnologias para o sucesso de qualquer atividade agrícola. Entre as tecnologias e conceitos que surgiram recentemente, estão os conceitos da agricultura de precisão, que permitem o monitoramento da variabilidade espacial das culturas, visando à otimização da produção agrícola, a minimização do impacto ambiental, provocado pela utilização de insumos agrícolas e a redução dos custos de produção. O café é uma das culturas mais importantes no Brasil, que é o maior produtor mundial, com 27% da produção total (safra 2001) e, apesar da importância desta cultura para a agricultura brasileira, os conceitos da agricultura de precisão ainda não foram adotados para ela. O mapeamento de produtividade de culturas é uma das fases da agricultura de precisão. Para as culturas de cereais, os métodos e equipamentos necessários para essa finalidade já são relativamente bem conhecidos, e fazem parte inclusive de equipamentos já comercializados no país. Este não é o caso de culturas especiais como a de laranja, de cana-de-açúcar

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e de café, para as quais não existem, ou são poucas, as pesquisas sobre a utilização dos conceitos de agricultura de precisão. Pelos motivos acima, foi desenvolvido pelo autor um projeto de pesquisa, para desenvolver materiais e métodos para mapear a produtividade de uma cultura de café, com colheita mecanizada, em duas fazendas no Estado de São Paulo, e analisar a variabilidade espacial desta cultura, visando ao seu gerenciamento localizado e ao aproveitamento do potencial daqueles conceitos para o aumento da produtividade e para a utilização mais racional dos insumos.

AGRICULTURA DE PRECISÃO De acordo com a definição deste autor, a agricultura de precisão é um conjunto de técnicas que permite o gerenciamento localizado de culturas. Um novo significado ao gerenciamento da produção agrícola é dado pela agricultura de precisão, fundamentado na existência da variabilidade espacial dos fatores de produção. Para o desenvolvimento de qualquer estudo, envolvendo os conceitos da agricultura de precisão, normalmente, as ferramentas utiliza-

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das incluem um sistema de posicionamento global diferencial – DGPS, sistemas de informações geográficas – SIG e a análise estatística descritiva e geoestatística.

MAPA DE PRODUTIVIDADE Para se obter um mapa de produtividade a área a ser mapeada é dividida em seções menores chamadas células, sendo a produtividade medida em cada uma delas.

ÁREAS E CULTURAS O mapeamento da produtividade de uma

Figura 1: Colhedora de café utilizada na Fazenda Santa Rita

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“O sistema desenvolvido para ambos os trabalhos foi projetado e construído para medir diretamente e, em tempo real, a massa de grãos colhidos, não exigindo, para tanto, que fossem determinadas a sua umidade e a densidade”

cultura de café foi realizado em duas áreas, a primeira delas na Fazenda Santa Rita com 1,1 ha, localizada no município de Pinhal, Estado de São Paulo, com a variedade Catuaí Amarelo, com 14 anos, em um solo podzólico amarelo. Uma segunda área foi utilizada na Fazenda Matinha, município de Pedregulho, região de Franca/SP, com quatro ha com o cultivar Catuaí IAC 144, com cinco anos de idade, em um latossolo vermelho.

COLHEDORAS A colheita realizada na primeira área foi feita utilizando-se uma colhedora da marca Brastoft existente na propriedade e mostrada na Figura 1. Esta colhedora tem como característica a derriça do café através de dedos vibráteis, sendo os grãos conduzidos através de um elevador de descarga lateral, onde há uma carreta de quatro rodas que se desloca na linha paralela à que está sendo colhida. A colheita mecanizada na Fazenda Matinha foi realizada com uma colhedora da marca Korvan, originária dos Estados unidos, modelo 9200*, motor John Deere® a diesel, com potência de 67,6 kW. O renque de café passa por dentro da máquina, entre dois eixos com hastes que vibram numa freqüência de 900 a 1000 ciclos por minuto. Os frutos limpos seguem, por uma esteira, para a descarga na carreta.

TRATOR E CARRETA

SISTEMA AUTOMÁTICO DE PESAGEM A pesagem dos grãos colhidos foi feita recolhendo-se o material que se escoa na saída do elevador lateral, em um dispositivo de pesagem automática, composto de quatro células de carga marca Sodmex, tipo NA 140, com capacidade de até dois mil kgf cada, com uma acurácia de 0,1 kgf, montadas sob um depósito de lona, como mostra a foto abaixo. O sistema desenvolvido para ambos os trabalhos foi projetado e construído para medir diretamente e, em tempo real, a massa de grãos colhidos, não exigindo, para tanto, que fossem determinadas a sua umidade e a densidade.

USO DO DGPS Para a localização da colhedora, à medida que ela se deslocava sobre o renque de plantas a ser colhido, na Fazenda Santa Rita, foi utilizado um DGPS formado por uma antena de GPS fixa como base montada no Centro de Informática na Agricultura da Esalq (Ciagri) e um

Fotos Divulgação

Em ambas as propriedades uma carreta de quatro rodas foi utilizada para a recepção dos grãos de café, com capacidade para 3000 kg, tracionada por um trator MF 265 cafeeiro, com potência de 47,8 kW.

Figura 2: Diagrama do DGPS, sistema de pesagem e sistema de aquisição de dados utilizados no projeto

Tanque de lona apoiado sobre as células de carga

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“O sistema de pesagem automática se mostrou adequado para este tipo de estudo, indicando uma possibilidade de seu uso em colhedoras comerciais, adaptadas para o mapeamento da produtividade”

sistema móvel composto por um receptor de GPS, marca Trimble, modelo PRO-XL, com capacidade de leitura de até oito canais. A este receptor ligava-se uma antena, a qual foi fixada sobre a colhedora. Na Fazenda Matinha, para a localização da colhedora no campo, durante a operação de colheita, utilizou-se um DGPS (Sistema de Posicionamento Global Diferencial), marca Ashtech com dez canais e acurácia de um metro. O esquema do sistema automático de pesagem e o sistema de posicionamento global diferencial (DGPS) utilizados neste projeto estão ilustrados na Figura 2. Para a geração e a análise dos dados do mapa de produtividade, utilizaram-se os seguintes programas: “SSTOOLBOXâ3.2.b.0”, produzido pela Sstools Dev. Group.,“Excel for Windows 2.0” produzido pela Microsoft, “GS + Geoestatistic for the Environmental Sciences”, e “Statistic for Windows” produzido pela Statsoft, Inc.

CÁLCULO DA PRODUTIVIDADE Realizada a determinação dos pontos representativos dos centros das células, os quais continham os valores de peso acumulado de grãos no interior do “bigbag”, foram determinadas as produtividades individuais de cada célula. A área de cada célula foi calculada, multi-

plicando-se o comprimento dela pelo espaçamento entre renques da cultura correspondente a 3,6 metros. A produtividade foi calculada, dividindo-se o peso acumulado naquela distância, pela área respectiva. O comprimento das células para o cálculo da produtividade foi de dez metros, sendo que o valor de produtividade desta área foi representado no meio da célula, portanto a cinco metros das suas extremidades transversais. A produtividade foi transformada em kg/m linear de renque, e a partir desse valor, em kg.ha de café recém-colhido (café da roça).

ANÁLISE DOS DADOS Figura 3: Mapa de isolinhas de produtividade para a Fazenda Santa Rita

Figura 4: Mapa de isolinhas de produtividade para a Fazenda Matinha

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Fez-se uma análise estatística descritiva para a verificação do comportamento dos dados quanto às medidas estatísticas de posição e de variabilidade, bem como em relação à distribuição normal. Os dados foram analisados pelos momentos estatísticos: média, variância, desvio padrão, assimetria, curtose e coeficiente de variação. Na análise geoestatística, o comportamento dos dados de massa do material colhido é associado às suas posições na região de amostragem. Para identificar a estrutura de dependência espacial, utilizou-se a função semivariância. O semivariograma foi gerado pelo programa “GS+” que o calculou automaticamente e ajustou o modelo teórico que melhor caracterizava o fenômeno na área estudada. O modelo teórico, utilizado na interpolação de va-

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lores em pontos não amostrados, foi a técnica de krigagem ordinária.

GERAÇÃO DO MAPA DE PRODUTIVIDADE Para cada célula criada, identificada pelas coordenadas geográficas de seu centro, foi determinada uma produtividade correspondente, formando assim, um banco de dados contendo os valores de latitude, longitude e produtividade correspondentes. Após realizada a etapa de formação de banco de dados no programa Excel, a planilha completa, contendo todas as células do talhão georreferenciadas com as respectivas produtividades de cada ponto, foi exportada para o programa “SStolbox 3.2.0.b” utilizado para a obtenção do mapa de produtividade do café, utilizando-se aplicações sucessivas da krigagem ordinária.

MAPEAMENTO DA PRODUTIVIDADE Os dados obtidos das localizações e massa, após terem os seus posicionamentos corrigidos e analisados pelo programa de SIG utilizado, resultaram nos mapas de isolinhas da produtividade da cultura de café, ilustrados nas Figuras 3 e 4. Os resultados obtidos, na Fazenda Santa Rita, sugerem que a variabilidade espacial dos valores de produtividade da cultura do café, como se tem verificado nas demais culturas, onde os conceitos da agricultura de precisão já

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Charles Echer

podem se caracterizar em zonas de manejo, e devem ser gerenciadas de forma localizada, o que indica o potencial de utilização dos conceitos de agricultura de precisão para a cultura de café.

CONCLUSÕES

Luiz Antonio Balastreire, Esalq

Divulgação

foram utilizados, é bastante grande, com a menor produtividade de 118 kg/ha e a maior produtividade de 22670 kg/ha, o que corresponde a uma variação de 192 vezes, em um talhão com aproximadamente 1,1 ha. Os resultados obtidos na Fazenda Matinha, também evidenciaram uma grande variabilidade dos valores da produtividade do café, variando de um mínimo de 26 kg.há-1 a um máximo de 8783 kg.ha, o que corresponde a uma variação de 337 vezes em uma área de 4 ha. As diferenças de produtividade, nas diversas áreas de ambos os talhões, sugerem que elas

Os resultados obtidos permitem chegar às seguintes conclusões: A variabilidade espacial da produtividade da cultura do café, como se tem verificado nas demais culturas onde os conceitos da agricultura de precisão já foram utilizados, é bastante grande, com variações entre mínima e máxima produtividade de 192 vezes, em um talhão com aproximadamente 1,11 ha na primeira propriedade estudada, e uma variação de 337 vezes em uma área de quatro ha na segunda. O sistema de pesagem automática se mostrou adequado para este tipo de estudo, indicando uma possibilidade de seu uso em colhedoras comerciais, adaptadas para o mapeamento da produtividade. O mapa de produtividade mostrou que existem regiões onde a produtividade é bem maior que a média. A investigação das causas, que levaram a essa maior produtividade, poderá permitir a identificação de providências que permitam aumentar a produtividade das demais áreas e o seu conseqüente benefício. Os DGPS utilizados apresentaram acurácia adequada para a elaboração do mapeamento de produtividade do café. Os programas, utilizados para a elaboração dos mapas de produtividade, mostraram-se adequados para a aquisição e processamento dos dados, bem como para a elaboração dos M mapas de produtividade.

Sistema completo, operando na Fazenda Matinha, município de Pedregulho - SP

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Plantadoras Plantadoras teste

C

orte preciso, trajeto reto, sem saltos e trabalho silencioso são alguns elementos que se destacam na plantadora da John Deere 9211 VacuMeter, testada pela equipe da Cultivar Máquinas na propriedade do Sr Juarez Michelin, de Colorado, RS. O teste foi realizado em condições de plantio direto sobre área cultivada com aveia preta sem ser dessecada. A plantadora foi tracionada por um trator John Deere 7505, com 140 cv de potência. Para falar da máquina, é necessário que comecemos pelo chassi principal, elemento responsável por absorver os principais impactos e vibrações do trabalho. O chassi da 9211 é do tipo tubular, com tamanho de 4500 mm, construção que permite um uso mais intenso mesmo em condições extremas de trabalho. O modo de acoplamento ao trator é de arrasto, com lança dotada de várias regulagens de acoplamento e nivelamento da máquina. O modelo testado está equipado com nove linhas de plantio, mas a máquina possui configuração para trabalhar com 11 linhas com espaçamentos de até 40 cm. A linha de plantio é composta por um disco de corte, sulcador do tipo haste. Os sulcadores de semente são discos duplos em “V” com roda calibradora de profundidade. O fertilizante é distribuído em seis caixas de polietileno rotomoldados com capacidades individuais de 350kg. A distribuição do adubo é feita com rosca sem fim de ferro fundido, mas esta plantadora dispõe também opção de distribuidor de adubo do tipo mola.

Fotos Charles Echer

Rápida e precisa Bom corte da palhada e eficiência mesmo em velocidades mais altas talvez sejam os diferenciais da plantadora John Deere 9211 VacuMeter. Veja como ela se saiu no test drive da Cultivar Máquinas

DISTRIBUIÇÃO PNEUMÁTICA O mecanismo distribuidor de sementes é do tipo pneumático. Talvez este item seja um diferencial nesta máquina. O sistema a vácuo, utilizado neste modelo é denominado pela empresa de “VacuMeter”. A planta-

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dora é feita para ser acoplada em tratores John Deere, mas quem não consegue unir as duas coisas e opta pela plantadora, pode adquirir um kit de adaptação, que permite o usar este sistema com outros tratores, com a mesma precisão do conjunto original. As caixas de sementes também são compostas por polietileno rotomoldado, com capacidades individuais de 42 kg. Outro sistema exclusivo da empresa é o controlador de profundidade “Walking System”

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PRECISÃO NA DISTRIBUIÇÃO Os sistemas de distribuição baseados na depressão de ar (“vácuo”) são seguramente mais precisos que os mecânicos equivalentes, pois estão menos sujeitos à variação do tamanho das sementes manipuladas. Embora a tecnologia já seja conhecida há décadas, ela ainda representa um “desconhecido” no País e pode encontrar alguma resistência. Na máquina que examinamos pudemos compro-

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“Quando carregada, pronta para entrar em operação, a plantadeira leva em seus depósitos 2.100 kg de adubo nas seis caixas e 380 kg de sementes em seus nove reservatórios”

Detalhes da linha de plantio, com discos de corte, sulcador haste, discos duplos em “V”, roda limitadora de profundidade e rodas compactadoras

var o funcionamento regular. Um fator que ajuda a orientar a queda da semente após sair do dosador é o tubo de queda, de perfil parabólico, que conduz as sementes suavemente até o sulco, fazendo com que cada uma percorra o mesmo trajeto, garantindo a manutenção do espaçamento estabelecido.

RENDIMENTO O rendimento em si será variável, dependendo da velocidade de deslocamento do trator, da forma do campo, das demoras de abastecimento, da habilidade do operador. Mas uma coisa é certa: a máquina pode operar a velocidades maiores que aquelas dotadas de dosador mecânico convencional (discos alveolados), sem perdas de eficácia. Portanto: ponto para o sistema VacuMeter.

CAPACIDADE É claro que este modelo não é um top de linha, porém, sua configuração está próxima dos modelos mais avançados da John Deere. Quando carregada, pronta para entrar em operação, a plantadora leva em seus depósitos 2.100 kg de adubo nas seis caixas e 380 kg de sementes em seus nove reservatórios. Somando o peso

do fertilizante com a semente, a plantadora inicia o plantio com 2.478 kg, além do seu peso vazia que é de 3.940kg. Para arrastar os 6.418 kg entre plantadora e suprimentos são necessários nada menos do que 120 cv de potência no motor do trator, o que quer dizer que o produtor que pretende adquirir uma máquina com esta configuração, deve ter em seu parque de máquinas alguém que tenha força suficiente para poder realizar um plantio sem injuriar o solo e a própria máquina.

disco de corte permitem atingir profundidade suficiente para o estabelecimento de uma linha de cultura. O sulcador tipo haste (existe uma opção mais robusta) para adubo permite, correta-

PLANTIO DIRETO No Brasil temos aprendido nos últimas três décadas que nem sempre o tipo de dosador é o mais importante, o mais relevante numa operação de semeadura. Com o advento, e agora o crescimento do sistema plantio direto sabemos que os mecanismos sulcadores podem fazer muita diferença, e por vezes compensar alguma deficiência de distribuição por conta de uma melhor acomodação e enterrio das sementes. No caso da 9211 existe um robusto disco de corte liso, que em condições mais severas deveria ser trocado por um corrugado ou até um recortado, melhorando sua habilidade de corte da palha. As regulagens do

Plataforma ampla com barras laterais bastantes seguras


“Ergonomia e segurança são pontos altos desta máquina, como de resto prioridades e fatores decisivos nos projetos da John Deere”

diatamente ao lado) também fazem com que a profundidade de semeadura não seja afetada por irregularidades do terreno. As rodas compactadoras estreitas, em “V” cumprem sua função, embora em condições de umidade acima do normal possam ter problemas de embuchamento.

OUTROS DETALHES

A roda compactadora, quando trabalha em solos muito úmidos, pode embuchar

mente, a deposição do adubo em profundidade maior que a semente, e abre um sulco também em solo com adensamento superficial, ou baixo teor de umidade na superfície. Os discos duplos de diâmetro diferenciado fazem com que não empastem em condições de trabalho com excesso de umidade e abrem um sulco em “V” regular, característica deste sistema de sulcador, o que garante uma boa homogeneidade de profundidade de deposição de sementes. As rodas de controle de profundidade acopladas ao sulcador (ime-

Os marcadores de linha de discos côncavos recortados são com cilindros externos. O acionamento é feito automaticamente, quando previamente regulado. Ao chegar no final da linha, ao levantar a plantadora, o marcador em uso recolhe automaticamente e o correspondente é acionado novamente quando a linha de plantio entra em contato com o solo. A plataforma de acesso aos reservatórios é bastante ampla, construída com chapas de aço dotadas de perfurações que evitam possíveis escorregões e acidentes. Barras de proteção na parte traseira da plataforma também são altas o suficiente para evitar quedas sobre a linha de plantio. As escadas de acesso à plataforma foram colocadas nos dois lados da máquina, o que agiliza o processo de carregamento dos reservatórios, embora a máquina pudesse ter uma altura total menor, o que facilitaria as operações de abastecimento, especialmente quando este for feito manualmente. Ergonomia e segurança são pontos altos desta máquina, como de resto prioridades e fatores decisivos nos projetos da M John Deere.

Da cabine do trator o operador consegue ter o controle das operações da máquina

Detalhe da distribuição das mangueiras que compõem o sistema a vácuo

Vacuômetro proporciona precisão maior na distribuição de sementes Especificações Técnicas da Plantadeira John Deere 9211 Acoplamento Tipo Arrasto Configuração Máxima Número de linhas 11 Espaçamento - cm 40 Chassi Tamanho - mm 4500 Rodado Posição RF Quantidade 4 Tipo 7.50-16 10PR Caixa de Adubo Quantidade 6 Capacidade - Kg 6x350 Mecanismo Distribuidor de Adubo Tipo Sem-Fim de Rosca Cônica Caixa de Sementes Capacidade - Kg 11x42 Mecanismo Distribuidor de Semente Sim VacuMeterTM Peso Vazia Com configuração Máxima - Kg 3940 Potência Requerida Mínima - cv 120

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Novembro 2003


Novidade Fotos AGCO

pulverizadores

Gigantes do cerrado

A linha de pulverizadores RoGator, utilizada geralmente em grandes propriedades pode aplicar mais de 700 hectares por dia

A

necessidade de operações rápidas, eficientes e com alta qualidade é uma exigência da agricultura competitiva. Em pulverizações de produtos químicos, essas características proporcionam ao agricultor a possibilidade de trabalhar com dosagens corretas do produto nos períodos do dia em que possui as melhores condições ambientais, resultando em lavouras mais produtivas com baixo custo, ou seja, mais dinheiro no bolso do produtor. A alta produtividade e a grande precisão dos pulverizadores da AgChem é reconhecida mundialmente e serve como referência para equipamentos de ponta nas aplicações agrícolas. A AGCO do Brasil está lançando sua nova linha de Pulverizadores RoGator 2004, nos modelos 864 com tanque de três mil litros e o 1264 Combo de 4.500 litros. São máquinas versáteis que permitem pulverizar líquidos e aplicar sólidos, granulados e calcários. Esses pulverizadores não são mais novidade para o grande produtor brasileiro, pelo menos para quem vive e trabalha no Cerrado, onde 15 equipamentos já estão em funcionamento. O projeto Rogator contempla o conforto do operador e uma alta capacidade de trabalho. As principais características para o alto rendimento de trabalho são suas barras de 30m de largura, o motor Caterpillar de alta potência e a possibilidade de atingir velocidades maiores durante a operação, tais condições permitem a esses equipamentos fazer mais de 700 hectares por dia de trabalho. A grande largura de aplicação aliada à alta

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Máquinas

velocidade se destaca no campo, onde o usuário pode comprovar na prática o funcionamento do sistema de estabilização da barra, a qual é fixa em um único ponto absorvendo as oscilações provenientes das irregularidades do terreno mantendo estável o barramento. Outro diferencial é o chassis flexível FlexFram, uma exclusividade que proporciona um maior grau de torção e, mesmo em condições difíceis, não perde o contato com o solo e nem a tração. Também essa velocidade poderia ser uma preocupação para o operador, porém esse tem grande conforto no trabalho, devido ao assento com suspensão pneumática e a suspensão do próprio equipamento. O conforto é tido como ponto forte do Rogator. Na hora de operar o equipamento, ao soltar o freio de estacionamento, a escada sobe automaticamente e ele está pronto para rodar. A cabine é pressurizada com filtros de carvão ativado, ar acondicionado e visibilidade de 360º, permitindo a observação total das barras de aplicação. Os comandos têm uma disposição ergonômica e se encontram ao alcance da mão. São operados mediante uma alavanca multifunção, que também comanda o avanço da máquina. Concentra ainda os principais controles tornando o trabalho simples e fácil, sem fadiga do operador e com maior qualidade na execução do mesmo. Também as principais funções da pulverização são monitoradas e controladas por um computador de bordo, o Raven, que é fornecido como equipamento básico, que libera o operador de tarefas cansativas podendo monitorar

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e imprimir ainda mais qualidade ao trabalho. Como opcional também pode estar equipado com controlador Falcon, o que habilita o equipamento para a agricultura de precisão, permitindo fazer aplicações à taxa variável com base em programações agronômicas. As facilidades operacionais passam pela transmissão hidrostática de quatro marchas com tração nas quatro rodas, além de propiciar má-

A escada sobe automáticamente ao soltar o freio de estacionamento

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“O tanque dos RoGator é de aço inox, único no Brasil, permitindo maior limpeza do equipamento eliminando resíduos da aplicação anterior”

peadas e prontas para este tipo de aplicação. Para a aplicação de granulados há uma barra denominada Airmax, que aplica granulados em uma faixa de trabalho de 21m com absoluta precisão e rapidez. A caçamba pode levar 6.000 kg e trabalhar com ótima aplicação a 35 km/h, inclusive com dias de vento. O RoGator é um pulverizador ideal para as grandes lavouras. Presta um excelente serviço onde há necessidade de um serviço rápido e preciso mesmo sob condições extremas, como por exemplo, nas lavouras de cana de açúcar onde o trabalho M é extremamente pesado. Ficha Técnica

RoGator 864

Motor

A facilidade operacional passa pela transmissão hidrostática de 4 marchas com tração nas 4 rodas

xima tração em todos os terrenos, o que é mais uma causa para o equipamento atingir até uma velocidade de 52 km/h. A bitola é ajustada da cabina mediante controles hidráulicos, inclusive permitindo trabalhar com bitolas diferentes na frente e na parte traseira, reduzindo a compactação do solo. A barra de pulverização, dividida em cinco seções, pode ser aberta e fechada mediante válvulas elétricas colocadas sobre a mesma. Portabicos triplos permitem a troca de bico com um simples giro do conjunto com a mão, também possui dispositivos antigotejos em todas as pontas, assim o contato do operador com o equipamento em trabalho e o produto químico é mínimizado, bem como os riscos de contaminação do trabalhador e do ambiente. O tanque dos RoGator é de aço inox, único no Brasil, permitindo maior limpeza do equipamento eliminando resíduos da aplicação anterior. Para facilitar a limpeza da máquina há um tanque de água limpa e um sistema de autolimpeza que lava, além do tanque de produto, também as barras. O RoGator 1264 Combo possui a versatilidade de trabalhar com produtos líquidos e sólidos. Por vezes é um pulverizador de 4500 litros, que simplesmente ao trocar o tanque de líquido por um depósito para fertilizantes sólidos, transforma-o em um aplicador de sólidos. Estes equipamentos estão com o sistema de agricultura de precisão de fábrica, sendo muito usados em prestações de serviços na venda de fertilizantes aplicados com a taxa variável, já que muitas áreas no Brasil se encontram ma-

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Tração Bitola Pneus Chassi Comprimento Altura Vão livre Barra Portabicos Bomba Tanque Cabine

Control da pulverização

7.2Litros CATÒ 3126B, controlado eletronicamente 250 hp. Dois tanques de combustível Capac. 492 litros Hidrostática em tandem 4x4 permanente Hidráulica 3,05 – 3,86 14.9R46 (380/90R46) FlexFrameÒ Aço carbono seção “C” 6,84 m 3,66 m 1,22 m 30,5 m – 5 seções -comandadas por válvulas elétricas Triplos, com antigotejo, separação 0,50 m Hypro centrífuga, 474 l/min com controle eletrohidraúlico Aço inox. 3.785 litros – agua limpa 416 litros Montada sobre coxins de borracha. Assento com suspensão a ar. Presurizada com ar-acondicionado e três níveis de filtragem de ar com filtro de carbono Computador Raven – ou Falcom para aplicação a taxa variável por gps

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RoGator 1264Combo 8.8Litros CATÒ C-9, controlado eletronicamente 305 hp. Dois tanques de combustível Capac. 492 litros Hidrostática em tandem 4x4 permanente Hidráulica 3,05 – 3,86 14.9R46 (380/90R46) – 24.5R32 FlexFrameÒ Aço carbono seção “C” 7,37 m 3,84 m 1,22m 30,5 m – 5 seções - comandadas por válvulas elétricas Triplos, com antigotejo, separação 0,50 m Hypro centrífuga, 474 l/min ou 605 l/min com controle eletrohidraúlico Aço inox. 4.542 litros – agua limpa 416 litros Montada sobre coxins de borracha. Assento com suspensão a ar. Presurizada com ar-acondicionado e três níveis de filtragem de ar com filtro de carbono Computador Raven – ou Falcom para aplicação a taxa variável por gps

Máquinas

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Opinião

As vacas continuam gordas...

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de mercado correntes, que enxurrada, hein? Nossa frota de tratores, diz-se há muitos anos, anda ao redor de 540.000 unidades. Imaginando a clássica taxa de reposição de 10 % ao ano, percebemos que seriam necessários mais de 50.000 tratores apenas para a reposição da frota, sem pensar em crescimento. Bem, as necessidades de meArquivo

O

Brasil precisou passar por muitos economistas, administrado res, engenheiros e outros “cuidando” da agricultura, para finalmente, sob a batuta de um engenheiro agrônomo, oriundo e proclamado agronegócio redescobrir sua vocação agrícola. Aliás, desculpe, não é só vocação: são condições edafo-climáticas e muita competência. Erramos sim, como no caso da deterioração de nossos solos enquanto copiávamos os sistemas europeus e americanos de produção, de preparo do solo. Mas acordamos a tempo, revertemos o jogo e hoje somos o país em que o plantio direto mais cresce, e com mais qualidade se pratica. Somos modelo mundial nesta técnica. Outros exemplos existem, iguais e mais contundentes que este. Quero dizer que estamos no nosso rumo, e que se suprirmos nosso agro de melhores vias de escoamento, um pouco mais de infra-estrutura de armazenamento e uma logística ajustada, vamos longe, muito longe. Neste momento, em que nos vêm notícias de uma quebra de safra de soja em nosso maior concorrente no mercado global, e em que estamos vendo preços de R$ 50,00 a saca (US$ 16,60) tendemos a entrar em euforia. Vamos com cautela, mas não posso deixar de pensar que teremos novamente um “ano cheio“ para nossa indústria de máquinas agrícolas e de insumos, e este crescimento se estendendo aos concessionários, aos prestadores de serviço independentes, e aos fornecedores de insumos. Se neste ano já registramos índices surpreendentes, crescendo muito, em momentos que outros tipos de indústria nem se mexiam, com exportações em alta, que esperar de 2004? No mínimo o mesmo resultado de 2003. Daí vem a minha reflexão: se agora com os preços “recompostos”, isto é, ajustados aos aumentos astronômicos de alguns insumos básicos, agregando também um pouco mais de lucro, se mantiverem os volumes

Arno Dallmeyer é Consultor Técnico da Cultivar Máquinas e Professor Titular de Máquinas Agrícolas no CT/UFSM

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canização estão mudando, concordo, se faz mais hectares com o mesmo número de kW, mas uma coisa é incontestável, nossa frota continua envelhecendo. Nossa indústria está produzindo (para o mercado interno) apenas a metade da mencionada necessidade. Como primeira premissa, os agricultores vão comprar tratores e máquinas para a renovação ou a modernização de sua frota (existem muitas novidades e “modernidades” surgindo, não?). Como segunda, muita gente está envelhecendo, ou saindo do contato direto com as máquinas. E então volto ao ponto que tenho falado já em outras ocasiões: estes atuais e “novos” operadores, gerentes e até proprietários precisam passar por treinamentos para exercer sua função com eficiência e competitividade. Todos sabemos que os governos não tem priorizado estas áreas, e sequer hoje tem recursos para tal. E não conseguiriam a agilidade (os gigantes são lentos e custam a reagir) que o setor exige. Que tal então, se as indústrias, através de seus órgãos de classe, criassem uma instituição, uma fundação, um fundo, seja o que for, para estimular (e financiar) o treinamento dos agricultores, operadores e gestores do agronegócio. Seria bem interessante do ponto de vista de seu balanço social, tão valorizado atualmente, melhoraria ainda mais as condições de produção do Brasil, e também muito importante, manteria o mercado aberto para estas mesmas indústrias por muito, muito tempo. Este fundo pode estimular também as pesquisas aplicadas (dirigidas aos interesses do mercado, claro), e os testes e ensaios de nossas máquinas, garantindo seu desempenho e nossa segurança e saúde. Mecanismos existem para tal, inclusive fiscais. Por favor, mantenham-me informado a respeito das boas novas e ações neste sentiM do!

Julho Novembro / Agosto 2003 2003


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