Cultivar Máquinas • Edição Nº 184 • Ano XVII - Maio 2018 • ISSN - 1676-0158
Índice 4 Rodando por aí 10 Trator New Holland movido a biometano 12 Perdas na colheita de arroz 16 Empresas - ZF lança novos eixos 17 Irrigação em cana-de-açúcar 20 Tecnologia de Aplicação 23 Capa - Motores: emissão de poluentes 26 Motores: diferentes sistemas 29 Empresas - Raven inaugura nova sede 30 Colheita mecanizada de café conilon 33 Agrishow: lançamentos e destaques
Destaques
Limpos e potentes
23
Conheça as tecnologias para controle de emissões existentes nos motores agrícolas
Tecnologia de aplicação Como garantir uma pulverização eficiente, sem perdas e com o máximo de aproveitamento
Grupo Cultivar de Publicações Ltda. Direção Newton Peter
• Editor Gilvan Quevedo • Redação Rocheli Wachholz Karine Gobbi
20
Colhedoras de café
• Revisão Aline Partzsch de Almeida
• Vendas Sedeli Feijó Rithiéli de Lima Barcelos José Luis Alves
• Design Gráfico Cristiano Ceia
• Coordenação Circulação Simone Lopes
30
Uso de colhedoras em lavouras de café conilon
Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 www.revistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br (*10 edições mensais + 1 conjunta Dez/Jan) Números atrasados: R$ 22,00 CNPJ : 02783227/0001-86 Assinatura Internacional: US$ 150,00 Insc. Est. 093/0309480 € 130,00
• Coordenador Comercial Charles Echer
Capa - AGCO
C
Cultivar
• Assinaturas Natália Rodrigues Clarissa Cardoso • Expedição Edson Krause • Impressão: Kunde Indústrias Gráficas Ltda.
NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL
• ASSINATURAS
• REDAÇÃO
• MARKETING
3028.2000
3028.2070
3028.2060
3028.2065
Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@revistacultivar.com.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.
RODANDO POR AÍ Pacote de garantias Atenta às necessidades dos clientes dos diversos ramos de atividades do agronegócio, a Michelin reforçou sua presença no segmento agrícola durante a Agrishow 2018. “Mais uma vez levamos à Agrishow novidades que incentivam e fortalecem a evolução do agronegócio no País. Além de pneus desenvolvidos para a realidade brasileira, lançamos durante o evento o mais completo pacote de garantias comerciais do mercado”, afirmou o diretor comercial de Pneus para Transporte Fora da Estrada da Michelin, Christian Mendonça.
Christian Mendonça
Pensamento global
Carlo Lambro
Presente em mais um ano de Agrishow, o presidente global da marca New Holland, Carlo Lambro, falou da importância de pensar globalmente, e agir localmente – além de comentar a importância do mercado brasileiro para a New Holland. “Um dos pilares da empresa é nossa presença global. Sempre pensamos globalmente, e fazemos lançamentos globais. Mas com estratégias locais, para cada uma das regiões que atuamos. Temos mais de dois mil distribuidores e mais de cinco mil pontos de venda no mundo, esses parceiros nos ajudam a pensar nas necessidades locais e no desenvolvimento do produto para cada necessidade do agricultor”, ressaltou o presidente.
Biometano Com a apresentação do trator movido a biometano, a New Holland compartilhou com os visitantes da Agrishow sua filosofia para energias alternativas e uma fazenda autossuficiente em energia. “Temos um sonho: uma fazenda que consegue gerar a própria energia dentro das aplicações da própria propriedade agrícola. Ao mesmo tempo em que buscamos uma solução que é ambientalmente correta com a energia a biometano, também ressaltamos a economia ao produtor rural com esse tipo de combustível”, explicou vice-presidente da New Holland para a América Latina, Rafael Miotto. A New Holland desenvolveu o primeiro protótipo do trator em 2013 e, depois de muitos testes pelo mundo – inclusive no Brasil –, o trator conceito foi o grande destaque da marca na feira. Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
04
Rafael Miotto
Mais economia Segundo o diretor de Marketing de Produto da New Holland, Eduardo Luis, os comparativos do trator movido a biometano com os movidos a diesel pelos produtores rurais, são inevitáveis. “Por isso, o que buscamos é o desempenho, a produtividade e a autonomia similares às soluções movidas a diesel. Só conseguimos atingir essa performance em função do desenvolvimento de um motor exclusivo para o biometano”, destacou Luis. O executivo ainda afirmou que a energia a biometano promove em torno de 30% de economia ao produtor, em comparação a diesel.
Eduardo Luis
Agricultura de Precisão
Alexandre Blasi
Para o diretor Mercado Brasil da New Holland, Alexandre Blasi, a agricultura de precisão não faz parte do futuro, mas já é o presente do agricultor. “É fundamental o produtor integrar toda frota. Cada vez mais o agricultor faz a conta na ponta do lápis, e quanto mais dados de produtividade e rendimento de área ele tiver, mais eficiência ele terá em suas tomadas de decisão com relação à propriedade rural”, ressaltou Blasi.
Centro das Estratégias Uma gama de clientes que vai desde o pequeno ao grande produtor rural, a New Holland destaca seu papel no desenvolvimento de soluções que auxiliem o agricultor brasileiro a vencer barreiras. “Quando a gente coloca o produtor rural no centro da nossa estratégia, e olha pelos olhos dele, a gente vê esse desafio, de que para produzir da forma que o Brasil pode produzir, nós temos que estar dispostos a enfrentar”, garantiu o diretor de Marketing Comercial, Felipe Vieira. Pensando nisso, a marca levou todas as suas soluções e o portfólio de produtos aos produtores do Sudeste durante a Agrishow 2018.
Felipe Vieira
Investimento
Mais concessionárias
Jak Torretta e Cleo Franklin Na Agrishow 2018, a Mahindra do Brasil anunciou que passa a ser gerida pela própria Mahindra & Mahindra, e se reporta à unidade dos Estados Unidos, assim como ocorre com as operações realizadas no México e no Canadá. A presença do vice-presidente de marketing das Américas, Cleo Franklin, durante a feira ressaltou a importância do Brasil para a marca Mahindra. A empresa também focou na ampliação da rede de concessionárias, passando de 11 para mais de 20 no país ao longo do próximo ano. “A Mahindra quer investir forte na ampliação e qualificação da rede de concessionárias para garantir a cobertura e o pós-venda, algo que é muito importante para nós”, explicou o diretor-geral de Operações da Mahindra, Jak Torretta.
Na área de colheitadeiras, a AGCO destacou o investimento em uma nova linha de montagem na planta de Santa Rosa (RS), responsável pela fabricação nacional de colhedoras e colheitadeiras. “Estamos colocando um foco muito grande na área de plataformas de corte. Hoje, a AGCO tem a maior família de plataformas de corte do mercado, que se completa com o lançamento da plataforma de 45 pés realizado aqui na Agrishow. O conjunto de colheitadeira e plataforma cria um benefício tanto em consumo, quanto em qualidade de colheita, que vai definir um novo patamar no mercado de máquinas axiais”, enfatizou o diretor de Marketing da AGCO para América do Sul, Alfredo Jobke.
150 novos produtos
Primeira colheitadeira
Um dos destaques da Mahindra, durante a Agrishow 2018, foi a apresentação de sua primeira colheitadeira ao mercado brasileiro. O equipamento, fabricado pela empresa finlandesa Sampo Rosenlew, inicia os testes de validação no segundo semestre, com nacionalização prevista para daqui a três anos. “Com o acordo com a marca Sampo Rosenlew, conseguimos entrar em outro segmento para proporcionar soluções cada vez mais completas aos produtores brasileiros”, explicou o gerente de Vendas da Mahindra, Jalison Cruz.
Luís Felli Jalison Cruz
Novidades
Eduardo Nunes
Para os produtores que planejavam renovação de frota, a Massey Ferguson lançou em primeira mão, na Agrishow 2018, as séries de tratores MF 4700 e MF 5700 e a plataforma draper 9255, de 45 pés, para colheitadeiras axiais. “Com o desafio de janelas de cultivo cada vez mais curtas, máquinas e implementos com tecnologia são grandes aliados do empresário agrícola. Conectados às necessidades do campo, nós levamos para a feira novidades que contribuem para aumento de rentabilidade e economia operacional”, disse o diretor de Vendas da Massey Ferguson, Eduardo Nunes.
Alfredo Jobke
A AGCO aproveitou a presença na Agrishow 2018 para destacar a incorporação da tecnologia Precision Planting às plantadeiras do grupo. “Em agosto de 2017, a AGCO adquiriu a empresa Precision Planting, e a tecnologia da marca é o que existe de mais avançado em termos de tecnologia de plantio, que traz um ganho substancial de produtividade aos agricultores que usam esses equipamentos”, ressaltou o presidente da AGCO para a América do Sul, Luís Felli. Em ciclo de investimento de cinco anos, a AGCO está investindo em desenvolvimento de plantas e engenharia para novos produtos na América do Sul o valor de US$ 300 milhões. “Entre o final de 2017, até 2019, estamos colocando no mercado mais de 150 novos produtos”, disse o presidente.
Mercado brasileiro O vice-presidente de Vendas e Marketing da AGCO para a América do Sul, Werner Santos, aproveitou a presença na Agrishow para falar sobre a importância do mercado agrícola para a balança comercial brasileira, ressaltando que, apesar das turbulências do mercado nacional, a agricultura mostra resultados que levantam a economia do País. “O agro é muito importante para o Brasil, além de ser um fator que faz extrema diferença em nossa balança comercial”, disse o vice-presidente.
Werner Santos
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
05
SureDrive A Ag Leader Tecnology lançou a linha de equipamentos para controle e monitoramento de plantio: o SureDrive. A ferramenta, desenvolvida para ser instalada na maioria das plantadeiras disponíveis no mercado, é capaz de fazer taxa variável de sementes, abertura e fechamento de linha e ainda compensação de curvas linha a linha. “O SureDrive veio para colocar o produtor no comando de sua operação de plantio. Entre seus principais benefícios estão a economia de sementes, a melhora do índice de singulação e ainda a distribuição da semente ao longo da linha” comentou o gerente regional de Vendas da Ag Leader para a região Sudeste, Vitor Miller.
Tratores
Silvio Campos
A Case IH destacou a colhedora de cana A8810 e os tratores Steiger durante a Agrishow 2018. “Tivemos uma expansão muito grande do portfólio de trator, e hoje nos orgulhamos em dizer que temos uma das ofertas mais completas de tratores do País: com soluções que vão de 60cv até 620cv, para atender todos os tipos de operação”, disse o diretor de Marketing de Produto da Case IH para a América Latina, Silvio Campos. A linha Steiger possui tratores que vão de 370cv a 620cv, sendo uma das mais fortes do mercado, projetada para proporcionar potência máxima em qualquer atividade.
Investimentos constantes O vice-presidente da Case IH para a América Latina, Mirco Romagnoli, destacou o crescimento de portfólio e nível de investimento constante da marca Case IH com sua participação na Agrishow 2018. “O que a gente faz é desenvolver produtos novos: por exemplo, nossa linha de colheitadeiras foi totalmente renovada nos últimos dois anos. Lançamos a série 130, agora relançamos a série 230. Esse é o DNA da nossa marca, o desenvolvimento de tecnologia. E nos últimos anos, devido a uma recessão do mercado, investir em novos produtos pediu muita coragem”, brincou o vice-presidente.
Mirco Romagnoli
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
06
Manutenção do futuro Produto conceito, pensado para facilitar a manutenção de máquinas no campo: a Case IH apresentou, na Agrishow 2018, um óculos de realidade virtual que oferece informações 3D da máquina e pretende ser uma ferramenta para otimizar e oferecer dinamismo aos concessionários e ao produtor rural. A tecnologia oferece rapidez em uma situação de colheita dos principais grãos do Brasil e, por meio da visualização digital e do acesso remoto, auxilia o produtor na solução de desafios de montagem e produtividade da máquina. “Isso é um exemplo de agricultura do futuro, e do que a gente pode fazer pelo produtor. O que a gente quer é sempre entregar facilidade ao nosso cliente”, disse o responsável por serviços da Case IH para América Latina, Auri Orlando.
Auri Orlando
Gesto de amor
Diogo Melnick
A Case IH fez a doação de um trator, modelo Farmall 80 plataformado, para o Hospital de Câncer de Barretos. A chave da máquina foi entregue aos representantes do hospital durante a Agrishow. O trator será rifado e toda a verba arrecadada será revertida para a entidade “Na feira começamos com a venda da rifa, e essa venda vai até o mês de setembro em toda nossa rede de concessionários”, destacou o diretor de Marketing Comercial da Case IH para a América Latina, Diogo Melnick. O sorteio será realizado no dia 26 de setembro deste ano.
Padronização A principal novidade da Agrale na Agrishow, junto com o lançamento do trator 6185, foi a padronização nas cores de seus tratores. Com uma pintura única, todos os tratores da marca serão prata metálico com rodas e detalhes em vermelho escuro. “Essa padronização visa facilitar a identificação dos tratores da marca. Seremos a única montadora a oferecer tratores com pintura metálica com padrão automotivo”, explica o gerente de Vendas de Tratores da Agrale, Adriano Chiarini.
Adriano Chiarini
Versatilidade e robustez Destaques no estande da Massey Ferguson, os novos pulverizadores MF 8125 e MF 9130 Plus chamaram a atenção dos visitantes. Projetados para oferecer mais produtividade diária e menor consumo de combustível, os autopropelidos se destacam também pela alta capacidade de tração, o chassi flexível, a segurança e o conforto operacional. “O pulverizador é a máquina que mais trabalha durante a safra porque entra diversas vezes na lavoura para realizar as aplicações necessárias. Com isso, o produtor necessita de um equipamento que seja robusto, versátil e confiável”, diz Vitor Kaminski, supervisor de Marketing Produto Pulverizadores da AGCO para a Massey Ferguson. “Com esses atributos, o MF 8125 proporciona o máximo potencial de produtividade, qualidade na aplicação, além de manter elevada a vida útil de toda a estrutura do pulverizador”, acrescenta.
Um dos modelos que mais chamaram a atenção no estande da Valtra foi o BH 184, sétimo modelo da Linha BH Geração 4. Além de ser lançamento, o modelo estava estilizado e atraiu ainda mais os olhares dos visitantes. “A Valtra é a primeira marca a oferecer no Brasil um trator no segmento de 180cv equipado com quatro cilindros. Esse diferencial garante maior economia de combustível e menor custo de manutenção, o que, por sua vez, aumenta o rendimento do produtor rural”, afirma Winston Quintas, supervisor de Marketing de Tratores da Valtra. A transmissão mecânica Heavy Duty é outra vantagem operacional dessa linha de trabalho pesado, que é indicada para operações com cana-de-açúcar, como transporte do transbordo, por exemplo.
Vitor Kaminski
Novas séries
Douglas Vincensi
BH 184
Duas séries de tratores da Massey Ferguson evoluíram e foram apresentadas na Agrishow. As tradicionais séries MF 4700 e 5700 com tratores de 75cv a 105cv receberam novos motores eletrônicos de três cilindros, além da versatilidade das transmissões nas duas famílias. “A série MF 4700 possui opções de transmissão 12x12 e 8x8, na reversão mecânica e eletro-hidráulica. Já a MF5700 possui transmissão 12x12, que, atrelada à reversão mecânica ou eletro-hidráulica, proporciona maior gama de marchas do mercado”, garante o coordenador de Marketing Tratores AGCO, Douglas Vincensi.
MF 4700 E MF 5700
A equipe de tratores da Massey Ferguson teve motivos de sobra para comemorar. As séries MF 4700 e MF 5700, que receberam inovações em seus projetos, chamaram a atenção dos visitantes da Agrishow e foram sucesso nas apresentações dos modelos no estande da marca. “Os novos motores eletrônicos de três cilindros, a maior capacidade de levante e vazão da categoria, além de maior escalonamento de marchas de trabalho do mercado, com a opção de contar com um súper creeper, são destaques na Série MF 4700, garante o gerente de Marketing de Produto, Eder Dornelles Pinheiro.
Destaques PLA Três máquinas chamaram a atenção dos visitantes no estande da PLA: o distribuidor de produtos sólidos, Pegasus 4.6 Air, e os autopropelidos Orion 250, com capacidade para 2,5 mil litros, e Taurus 320, de 3,2 mil litros. De acordo com Rodrigo Oliva, gerente de Marketing de Produto, o “Pegasus 4.6 Air está preparado para interpretar um mapa de aplicação em doses variáveis com um sistema preciso, independentemente de serem doses altas ou baixas.” A máquina possui motor MWM 218cv, tanque de produto de 4.6m³ e transmissão hidrostática 4x4 Danfoss.
Rodrigo Oliva
Do menor ao maior
O maior integrante da família de tratores da LS Tractor desembarcou de vez na Agrishow 2018. O modelo H145, que já está sendo fabricado e comercializado no Brasil, tem motor Perkins de 4.4 litros, Turbo Intercooler de 145cv, transmissão Synchro Shuttle de 12x12 ou Power Shuttle de 20x20, tomada de força de três velocidades e eixo dianteiro Carraro. Outro modelo que chamou atenção foi o menor integrante da família LS, o MT25, com motorização e 25cv. “Ampliamos o portfólio e, assim, o leque de produtores que poderão contar com nossos tratores, garantiu o gerente de produto”, Astor Kilpp.
Ronaldo Pereira e Astor Kilpp
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
07
Stara
70 anos Entre os diversos destaques da Jacto nesta edição da Agrishow, o aniversário de 70 anos da empresa deu o tom no estande da companhia. Para o presidente da Jacto Agrícola, Fernando Gonçalves, o compromisso da empresa nestes 70 anos de atividade é garantir ao produtor o acesso às tecnologias que o tornam cada vez mais competitivo e com a possibilidade de otimizar sua produção. “Ao longo desses 70 anos de história, a empresa apresentou diferentes produtos e tecnologias, visando atender às necessidades específicas dos agricultores das diferentes regiões onde atua”, garante Gonçalves.
Fernando Gonçalves
Ampliação
Com um estande amplo e todos os produtos do portfólio expostos ao público, a Raven levou à Agrishow muitas novidades e antecipou tendências tecnológicas. Com foco em oferecer produtos para o controle de aplicação, a empresa alicerça suas atividades na qualidade de produtos e serviços oferecidos pela empresa. Um dos destaques nesta edição da feira foi o Sistema de Controle de Bicos Hawkeye, uma das primeiras tecnologias de bocal de modulação por largura de pulso, que oferece maior precisão na taxa de aplicação e compensação em curvas.
Gilson Trennepohl
AgrOn Production
A Hexagon Agriculture apresentou a sua linha de produtos com destaque para o lançamento da HxGN AgrOn Production, uma solução inteligente de gestão de cultivos. “A solução ajudará para que possamos atingir novos níveis de cultivos e eficiência, representando o que de mais avançado existe na tecnologia agrícola no mundo. Por isso, decidimos fazer o lançamento oficial na Agrishow, uma das maiores feiras do setor”, pontuou o presidente da Hexagon Agriculture, Bernardo de Castro.
Orion
No caminho certo
Um dos destaques da Orion na Agrishow foi o Portal Cygni AG, uma ferramenta que possibilita, através de imagens de satélite, visualizar anomalias na lavoura, identificar o problema existente e intervir nos locais afetados de forma precisa e eficaz. Esta ferramenta permite, uma vez identificado o problema, a aplicação de insumos e defensivos em taxa variável apenas nas áreas afetadas, gerando economia de produtos e preservando os inimigos naturais. Outro destaque foi o equipamento HF-300 para aplicação de defensivos no sulco de plantio de culturas hortifrúti.
Ao comemorar 40 anos de história, a Trimble levou para a Agrishow 2018 a sua ampla linha de produtos e novidades para o agricultor brasileiro com destaque para o Monitor Trimble GFX-750 e o EZ-Pilot Pro. De acordo com o diretor comercial para a América Latina da Divisão de Agricultura da Trimble, Guillermo Perez-Iturbe, o conjunto formado pelo monitor GFX-750 e o sistema de direcionamento EZ-Pilot Pro se integra como uma solução de agricultura de precisão eficiente, e com um grande diferencial, que é um valor de investimento mais acessível para o produtor. “O sistema de direcionamento EZ-Pilot Pro garante o alinhamento perfeito da máquina na linha e tem excelente custo x benefício”, concluiu Guillermo.
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
08
Dois importantes lançamentos chamaram a atenção no estande da Stara: o autopropelido Imperador 3.0, que agrega as funções de pulverizador, distribuidor de fertilizantes e de sementes leves, além de mais três versões da Semeadora Absoluta, que agora possui versões de 26 a 44 linhas de plantio. “São dois importantes lançamentos que vêm para facilitar o trabalho dos produtores”, garante o presidente da Stara, Gilson Trennepohl.
Yanmar A Yanmar apresentou a sua linha completa de produtos para o segmento agrícola, com destaque para os tratores Solis de 26cv a 90cv, nas versões Rops, Cabine e Estreito, além da linha de motocultivadores e a transplantadeira de mudas de hortaliças. “A feira proporciona uma oportunidade ímpar para a realização de negócios e estabelecimento de novas parcerias e relacionamentos, sobretudo nesta nova fase de retomada ao setor agrícola”, explicou o supervisor de Vendas Agrícolas da Yanmar, Fernando Figueiredo.
A Prometeon ofereceu durante a Agrishow a possibilidade de toda a linha de pneus agrícolas da Prometeon ser financiada por meio das linhas BB Investe Agro com prazos de até cinco anos e taxas atrativas. Outro destaque ficou por conta da Linha PHP e da Série 01, além do pacote Agro DNA Solution. “A Agrishow é uma ocasião ideal para anunciarmos a possibilidade de financiamento de nossos pneus agrícolas por meio da linha BB Investe Agro. Além disso, mostramos o que temos de mais modernos e eficiente com nossas linhas de produtos e serviços”, afirmou o diretor comercial Agro da Prometeon, Alexandre Stucchi.
Alexandre Stucchi
Versatilidade
Vipal
Guilherme Rizzotto
Pacote Agrishow
A Vipal Borrachas marcou presença na Agrishow 2018, levando soluções para tratores, caminhões e implementos destinados a todas as necessidades da produção agrícola. Para o diretor comercial e de Marketing da Vipal Borrachas, Guilherme Rizzotto, o objetivo da empresa na feira foi alcançado. “Tivemos uma boa presença de público e colocamos toda a nossa linha de produtos e os novos lançamentos à disposição do consumidor, através dos nossos reformadores autorizados”, garante.
55 anos
A comemoração de 55 anos de fundação foi um dos destaques da Piccin na Agrishow 2018, onde a empresa apresentou o portfólio completo de produtos para o preparo do solo e agricultura de precisão. “Este é um ano importante para nós. Completamos 55 anos de atividades e ao longo dos últimos anos nos dedicamos para levar o que há de melhor ao produtor em termos de economia, durabilidade e aplicação”, destacou a diretora comercial da Piccin, Ligia Peccin.
Ligia Peccin
A Perkins e a MDPower, empresa do Grupo Sotreq e Máster Distribuidor da marca Perkins no Brasil, estiveram presentes na 25ª Agrishow, onde apresentaram a família de motores 1100 da Perkins. O destaque ficou por conta dos modelos 1103, de três cilindros; o 1104, de quatro cilindros; e o 1106, de seis cilindros. De acordo com o gerente de Marketing da Perkins para a América Latina, Rafael de Souza, “estas versões são silenciosas e flexíveis para atender vários setores, desde bombas d’água até colheitadeiras, entre outros, e atendem os níveis de emissões de poluentes MAR-I”.
Agricultura familiar A Jumil realizou o lançamento da plantadora adubadora Supera III. Outro destaque da empresa foi a conquista do Prêmio Gerdau 2018 na categoria Agricultura Familiar, com a colhedora de forragem JM4200SH com Cracker, da Jumil. Segundo a diretora comercial da Jumil, Patrícia Morais, receber este prêmio é uma honra e um incentivo para toda a equipe da Jumil. “O reconhecimento acontece através dos clientes e usuários que avaliaram e oportunizaram esta premiação. Esta conquista fortalece ainda mais a convicção dos investimentos que foram realizados”, concluiu.
Patrícia Moraes
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
09
TECNOLOGIA Fotos New Holland
O elo que faltava
Apresentado com exclusividade antes da Agrishow, novo trator conceito da New Holland, movido a biometano, promete ser o elo que faltava na propriedade para dar autonomia energética para os produtores rurais
U
m trator movido a biogás produzido a partir de restos culturais e dejetos gerados na propriedade, com custo inferior ao diesel, mantendo a mesma eficiência e ainda reduMaio 2018 • www.revistacultivar.com.br
10
zindo em até 80% as emissões em comparação com um motor padrão a diesel, é o que promete o novo trator conceito da New Holland. Com estimativa de chegar ao mercado em três anos, design futu-
rista e foco na agricultura, o trator foi apresentado com exclusividade pela primeira vez na América Latina no final de abril, na Chácara Marujo, em Castro (PR), que já utiliza um outro trator New Holland, com motor adaptado para funcionar a biometano. Desde 2006, a New Holland vem fazendo testes com combustíveis alternativos como propano, hidrogênio e biodiesel e, mais recentemente, de 2013 pra cá, vem desenvolvendo o modelo movido a biometano, que de acordo com o gerente de Marketing de Produto, Nilson Righi, é uma ótima alternativa para o produtor. “O biometano reduz os impactos do efeito estufa e também permite que o produtor possa transformar um passivo ambiental ruim em energia”, explica. Segundo o executivo, o motor FPT
do trator conceito foi completamente desenvolvido para funcionar com gás, o que é diferente, por exemplo, dos motores adaptados para este combustível. “O motor a gás não tem nenhuma diferença para o motor a diesel em termos de durabilidade, custos de manutenção e desempenho. Além disso, conta com uma grande facilidade de abastecimento e é capaz de trabalhar o dia inteiro sem ter que parar para reabastecer”, afirmou Righi. A aposta da empresa é que o biometano vai se tornar uma alternativa energética muito viável para os produtores rurais nos próximos anos. De acordo com o vice-presidente da New Holland para a América Latina, Rafael Mioto, já há a discussão no Governo e também na iniciativa privada para alavancar os investimentos na área. “As ações ambientais tão importantes, mas que não trazem junto a rentabilidade econômica, tendem a caminhar devagar. Foi sem dúvida um desafio técnico e tecnológico desenvolver um trator eficiente e produtivo para fechar o elo que faltava na fazenda sustentável em energia, elemento-chave do conceito de ‘energy independent farm’, em que a fazenda não produz apenas alimentos, mas também a biomassa que precisa para gerar energia e executar suas operações”, conclui.
A aposta da empresa é que o biometano vai se tornar uma alternativa energética muito viável para os produtores rurais nos próximos anos
Jan Haasjes, proprietário da Chácara Marujo, possui na sua propriedade biodigestores, onde coloca os dejetos produzidos na granja de mais de nove mil matrizes de suínos e mais alimentos descartados de supermercados que são entregues na propriedade. Os resíduos viram biofertilizante, empregado nos 800ha de grãos que possui, energia utilizada para o funcionamento da fazenda e ao aquecimento da granja, e o metano gerado neste processo é filtrado para produzir o biometano, utilizado no trator que está em testes na propriedade há um ano. No entanto, Haasjes reclama
O trator foi apresentado com estimativa de chegar ao mercado em três anos, com design futurista e foco na agricultura
que, apesar de conseguir produzir uma boa quantidade de gás, não possui ainda à disposição no País máquinas que utilizam o biometano para funcionar. “Eu produzo o gás, mas me faltam máquinas e caminhões compatíveis com ele. Preciso de apenas mais um componente, as máquinas, que em países da Europa já estão à disposição dos produtores”, conclui o produtor. O novo trator conceito movido a biometano possui motorização NEF de seis cilindros, com 180hp de potência e 740Nm de torque, o que lhe permite o desempenho equivalente ao modelo movido a .M diesel.
Detalhe do sistema de armazenamento do metano e componentes do motor
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
11
COLHEDORAS
Perdas identificadas O
Novo método de identificação de perdas na plataforma, criado pelo Nimeq, da Universidade Federal de Pelotas, facilita a coleta e a interpretação dos dados obtidos na lavoura
arroz irrigado é cultivado numa área de aproximadamente 1,083 milhão de hectares no estado do Rio Grande do Sul, com produção de 7,4 milhões de toneladas. O sistema de colheita destas áreas é totalmente mecanizado, sendo que perdas quantitativas são inerentes a este processo. Não existem dados exatos sobre as perdas totais durante a colheita de grãos nas lavouras brasileiras, porém, estimativas dão conta de que as mesmas encontram-se em torno de 20% da produção total. Durante o processo de colheita mecânica, as perdas quantitativas deveriam ser inferiores a 3% do total de grãos disponíveis para serem colhidos
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
12
na lavoura, porém, no caso da lavoura de arroz, estudos demonstram que essas perdas podem atingir 10%. Perdas na lavoura podem ser classificadas em três tipos: perdas pré-colheita, perdas no processo de colheita e pós-colheita. As perdas pré-colheita são aquelas que ocorrem antes do processo de colheita, por fatores climáticos, naturais e ataque de animais. As perdas que ocorrem durante o processo de colheita (perdas devido à colhedora) podem ter origem na implantação inadequada da lavoura (escolha da variedade/cultivar, erros na semeadura/adubação, falta de tratamento fitossanitário adequado), podem ocorrer devido a fatores climáticos (ocorrência de ventos e chuvas intensas, causando acamamento) e a
fatores operativos, como o estado de manutenção, regulagens e qualificação do operador. Já as perdas denominadas de pós-colheita são aquelas que ocorrem no processo de transporte, beneficiamento e armazenamento do produto.
PERDAS NA COLHEDORA
Nas colhedoras, as perdas podem ser analisadas em dois locais distintos: parte frontal (devem-se à plataforma de corte) e parte posterior da máquina (que resultam dos sistemas de trilha, separação e limpeza). A plataforma de corte apresenta como função cortar, recolher e encaminhar a cultura para a unidade de trilha, sendo composta por separadores, barra
de corte, molinete, condutor helicoidal (caracol) ou esteira (draper) e canal alimentador. A diferença entre a plataforma que utiliza o sistema draper é que, neste caso, o sistema responsável por recolher o produto que cai na base da plataforma e é encaminhado ao canal alimentador, não é um cilindro helicoidal, mas sim esteiras de borracha. Considerando que a colheita é a etapa final do processo produtivo, as perdas devem ser mantidas dentro de padrões aceitáveis, a fim de não comprometer a lucratividade da lavoura. Portanto, a avaliação sistemática das perdas de grãos nas lavouras, aliada a um processo de constante regulagem da colhedora, reduz a quantidade de grãos perdidos, garantindo a produtividade e a lucratividade esperadas da lavoura. Devido à complexidade dos diferentes métodos utilizados para avaliar as perdas na colheita em lavouras de arroz, principalmente aquelas que ocorrem na plataforma de corte, a equipe do Núcleo de Inovação em Máquinas e Equipamentos Agrícolas (Nimeq) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) desenvolveu uma metodologia prática para analisar as perdas na plataforma de corte em lavouras de arroz irrigado, a qual pode ser empregada para outras culturas, onde a barra de corte trabalhe numa altura vertical mínima de 30cm.
MÉTODO CONVENCIONAL
O método comumente utilizado prevê a utilização de armação de 1m2 de
Fotos John Deere
Considerando que a colheita é a etapa final do processo produtivo, as perdas devem ser mantidas dentro de padrões aceitáveis
área, que deve abranger toda a largura da plataforma de corte da colhedora. Inicialmente se faz a determinação da quantidade de grãos disponíveis para serem colhidos pela máquina na lavoura, a qual é obtida com a coleta dos grãos disponíveis em uma área de 1m2, para tanto se utiliza uma armação quadrada com 1m de lado. Com essa mesma armação se faz a determinação das perdas pré-colheita. Para a determinação das perdas na plataforma, a colhedora deve ser parada durante o processo de colheita, desligada a plataforma de corte e a máquina retrocedida. À frente de onde ficar a marcação dos pneus dianteiros da colhedora, deve ser colocada a armação de 1m2 e coletados os grãos caídos. Da quantidade de grãos assim obtidos deve ser subtraído o valor referente à perda pré-colheita anteriormente registrado. Posteriormente a estas determinações, nas quais, geralmente, apenas
se contam os grãos, deve-se proceder ao cálculo da sua equivalência em peso, para tanto se pode utilizar o peso específico do grão com o qual se está trabalhando. Desta forma será possível calcular as perdas quantitativas de grãos em função da produtividade da lavoura, obtendo-se um resultado percentual que indicará a necessidade ou não de se fazer ajustes na máquina. Esse método é de difícil execução em lavouras de arroz irrigado, podendo levar a erros amostrais, visto que, em muitos casos, na hora da colheita resta uma certa quantidade de água na lavoura. Soma-se a isso o fato de que a quantidade de grãos que deverão ser contados normalmente é bastante alta.
MÉTODO NIMEQ
Tentando contornar este problema e agilizar a obtenção de resultados sem perder a precisão, a equipe do Nimeq desenvolveu uma metodologia para
Detalhes da plataforma de corte draper utilizada no experimento
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
13
Figura 1 - Ilustra a localização exata das perdas na plataforma 625D
Figura 1 - Ilustra a localização exata das perdas na plataforma 625D
obtenção da quantidade de perdas na plataforma de corte em lavouras de arroz irrigado. Esta metodologia consiste em determinar, ao longo da largura da plataforma, em locais predeterminados, a perda de grãos. Isso também possibilita identificar os pontos que geram as maiores perdas e relacioná-las às condições de trabalho da máquina, como velocidade de deslocamento, tipo de plataforma e altura de corte. Para isso, foram projetados coletores de PVC em forma de calha com dimensões de 15cm x 75cm com área individual de 1.125cm², os quais são posicionados sobre o solo, nas entre linhas da cultura, regularmente espaçados ao longo da largura da plataforma de corte da máquina. Para o teste desta metodologia realizaram-se dois experimentos de campo: um no Departamento de Treinta y Tres, no Uruguai, em lavoura de 200ha de arroz irrigado e outro na Província de Entre Rios, na Argentina, numa lavoura de 850ha de arroz irrigado. A colhedora utilizada, em ambos os casos, foi da marca John Deere modelo Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
14
9670 STS Rice com o módulo Single Tine Separation (STS), na qual foram utilizadas duas plataformas com sistema draper dos modelos 625D, com 7,60m, e 630D, com 9,10m de largura, respectivamente. Para maior precisão na quantificação das perdas na plataforma, foi definido que o número de coletores utilizados seria variável de acordo com a largura da plataforma, a fim de se obter uma área de coleta mínima de 1,200m2. Na plataforma 625D foram utilizados 12 coletores, obtendo-se uma área de co-
leta de 1,350m², já na plataforma 630D foram utilizados 14 coletores, tendo uma área de coleta total de 1,575m². Os coletores foram posicionados de maneira equidistante, ao longo da plataforma de corte, e após a passagem sobre estes, a colhedora era parada, a plataforma desligada e a máquina retrocedida. Os grãos captados pelos coletores foram, então, contados e a operação repetida, no mínimo, três vezes. Desta forma não se faz necessária a obtenção das perdas pré-colheita, visto que os grãos captados pelos coletores se referem apenas à perda da plataforma de corte, o que reduz o tempo gasto no processo. Outro ponto importante é que, com a utilização desta metodologia torna-se possível localizar ao longo da largura da plataforma, quais os pontos que geram maiores perdas, o que é impossível com a utilização do método tradicional. Na Figura 1 são apresentadas as perdas na plataforma de corte, obtidas para a colhedora modelo 625D, sendo possível observar que os maiores valores ocorrem nas extremidades e no centro da plataforma. Quando se determinaram as perdas referentes à plataforma 630D, verificou-se que as mesmas apresentaram uma distribuição lateral praticamente igual à da plataforma 625D, embora com um volume maior de perdas (Figura 2). Nota-se que, a exemplo do caso anterior (625D), as maiores perdas também ocorrem nas extremidades e no centro. Quando se compara o método convencional com o proposto pelo Nimeq,
Foram projetados coletores de PVC em forma de calha com dimensões de 15cm x 75cm com área individual de 1.125cm²
Fotos Antonio Liles Machado
As perdas podem ser analisadas em dois locais distintos: parte frontal e parte posterior da máquina
verifica-se que o primeiro é bastante trabalhoso, demorado e de difícil entendimento, principalmente para os produtores e operadores de máquinas, além de não fornecer os pontos exatos das perdas ao longo da plataforma. Se comparado com as demais técnicas, a utilização do método Nimeq,
Equipe da UFPel que testou o novo método de avaliação de perdas em colhedoras de arroz
possibilita a identificação das perdas de grãos por locais específicos ao longo da plataforma, pois os grãos ficam retidos dentro dos coletores, facilitando a contagem, ou mesmo a pesagem direta, podendo-se gerar gráficos que facilitam a visualização e o entendimento do .M processo de perdas.
Antonio L. T. Machado, Ângelo Vieira do Reis, Fabricio A. Medeiros, Mauro F. Ferreira, Roberto L. T. Machado, Tiago Vega Custódio, César Silva de Morais e Marina Peter Schwab, Nimeq, UFPel
EMPRESAS
De olho no amanhã Além de ampliar sua atuação no mercado de eixos agrícolas, com opções para tratores de menor potência, com uso voltado para fruticultura e cafeicultura, a ZF apresenta o protótipo do trator conceito semiautônomo, desenvolvido em conjunto com a montadora austríaca Lindner
amortecedores e embreagens durante a Agrishow 2018.
CONCEITO PARA O FUTURO
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
16
Fotos ZF
C
onfiante na importância da agricultura e do agronegócio para o desenvolvimento da economia do país, a ZF lançou no dia 11 de abril o novo Eixo Narrow – para tratores de 25cv a 70cv -, que será apresentado com exclusividade durante a Agrishow 2018 – feira que ocorre de 30 de abril a 4 de maio, em Ribeirão Preto (SP). A empresa alemã, conhecida por ser uma das maiores fabricantes de chassis e peças para a indústria automotiva do mundo, aproveitou o lançamento para destacar produtos tradicionais de seu portfólio, que também estarão à disposição dos produtores rurais que quiserem conhecer mais durante a feira. Em 2015, com a aquisição da chinesa Kintra – do grupo YTO -, uma joint venture possibilitou a ampliação da atuação da ZF no mercado. O Eixo Narrow faz parte de um portfólio de eixos-portal estreitos da Série Kintra – já com engenharia ZF. “A nomenclatura portal define o conceito ‘blindado’, que caracteriza a vedação de todos os elementos rotativos do eixo. O vão livre aumentado torna a aplicação do produto ideal para fruticultura e cafeicultura”, explicou o diretor de Vendas da ZF para América do Sul, Sílvio Furtado. Além do Eixo Narrow, um produto
que foi apresentado pela primeira vez na Agrishow 2017, como lançamento, e agora já está no mercado em produção, nos tratores e concessionários de máquinas, é o Eixo TSA23. Produzido para tratores na faixa de potência de 160cv a 240cv, com uma interface para suspensão dianteira, bloqueio hidráulico e diferencial, e sensor de esterçamento integrado. O TSA23, que teve sua aplicação testada em parceria com a Unesp Jaboticabal, já tem disponibilidade da versão 3m – voltado principalmente para o cultivo da cana-de-açúcar. “A versão de 3m possibilita a transformação do eixo para a operação de cana. A partir do momento que ele não precisa mais do uso do eixo de 3m, com o kit ele pode fazer a troca em uma oficina ou concessionário - de volta para a versão standard”, afirmou o gerente de Unidade de Negócios para Tecnologia Industrial da ZF América do Sul, Paulo Vecchia. A versão 3m será demonstrada este ano na Agrishow. Além de eixos, a marca apresenta a linha de
Projeto de trator conceito semiautônomo foi apresentado
A ZF também apresentou o protótipo do seu trator conceito – semiautônomo -, a tecnologia aposta em um trator guia e um trator seguidor, que aprende o trajeto a ser feito e consegue repeti-lo independentemente. Com uso de sensores lidar e radar, câmeras e GPS, o trator “reconhece” a proximidade de qualquer obstáculo, agindo de forma a evitar acidentes e alertando o produtor rural no tablet ou aparelho celular. “Com a utilização do gerenciamento das informações, conseguimos ter uma visão 360º do espaço, e com o processamento de dados, podemos sempre priorizar segurança e produtividade dentro deste conceito”, ressaltou Vecchia. O projeto é uma parceria com a montadora austríaca Lindner, e explora tendências de conectividade e automação. Para Vecchia, é importante desenvolver e estar à frente do que há de mais moderno na área, porém desafios infraestruturais ainda prejudicam a aplicação desse tipo de tecnologia. .M
Paulo Vecchia e Silvio Furtado falaram sobre os planos da ZF
IRRIGAÇÃO
Rendimento líquido As áreas cultivadas com cana-de-açúcar aumentaram mais de 47% nos últimos dez anos, porém a produtividade média das lavouras chegou a passar por períodos de decréscimo. Para um maior retorno econômico e aumento da produtividade, o uso de técnicas que permitam maior controle ambiental, como a irrigação, torna-se fundamental
A
cultura da cana-de-açúcar ocupa grande destaque no cenário agrícola brasileiro, fato demonstrado pelo crescimento da área de cultivo, passando de 5,84 milhões de hectares na safra 2005/06 para estimativas de 8,61 milhões de hectares em 2018/19 (aumento de 47,4%). No entanto, a produtividade não apresentou tendência de crescimento durante o mesmo período. Na safra 05/06, a produtividade média nacional da cultura foi de 74t/ha, passando para 72,6t/ha em 18/18, sendo que em alguns anos agrícolas, como nas safras 11/12 e 12/13, ocorreram decréscimos médios de rendimento de até 9t/ha em relação a 05/06 (Conab, 2018). Para um maior retorno econômico ao produtor, o aumento da produtividade do canavial é imprescindível, porém, existe a necessidade da utilização de novas técnicas no manejo da lavoura. Dentre os manejos que podem ser adotados para isso, destacam-se a utilização de mudas pré-brotadas no plantio, o uso de cultiva-
res adaptadas ao ambiente de produção e a utilização de sistemas de irrigação. Com as alterações climáticas, como períodos de longas estiagens, o uso de técnicas que permitam maior controle ambiental na agricultura torna-se imprescindível. Dessa maneira, a irrigação por gotejamento subsuperficial ganha destaque. Dentre os sistemas de irrigação, este é o que apresenta a maior eficiência de aplicação de água. Além disso, permite aplicação de defensivos via água para controle de pragas de solo (quimigação) e possibilita a fertirrigação, diminuindo custos com horas/máquina e aumentando a eficiência da adubação, uma vez que a aplicação pode ser parcelada em diferentes fases durante o ciclo. A cana-de-açúcar é a cultura que possui a maior área irrigada do Brasil, com 1,7 milhão de hectares (ANA, 2017). Entretanto, em quase a totalidade da área irrigada (98,5%) existe somente a denominada “irrigação de salvamento”, muitas vezes através da aplicação de vinhaça, visando
Valley
dar melhores condições para o desenvolvimento inicial da cultura. A lâmina aplicada por essa modalidade de irrigação raramente ultrapassa 80mm, apresentando pequena condição de indicar cultivares que são responsivas à irrigação, uma vez que a demanda hídrica ao longo do ciclo da cultura ultrapassa 1.200mm. Com isso, estudos que aplicam água durante todo o ciclo da cultura são necessários para avaliar a responsividade de diversas cultivares à irrigação. A quantificação da demanda hídrica pela planta é fator primordial para a lucratividade de lavouras de cana-de-açúcar irrigada. Em muitos casos, a quantidade de água aplicada é muito inferior ou superior à real necessidade da planta, causando prejuízos econômicos e ambientais. Nesse sentido, deve-se monitorar diariamente o consumo hídrico pela cultura, aplicando-se a quantidade de água adequada para cada estádio da cana-de-açúcar. O monitoramento da necessidade da irrigação pode ser realizado por diversos métodos, Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
17
Figura 1 - Produtividade de colmos de cinco cultivares de cana-de-açúcar sob irrigação deficitária, irrigação suplementar e não irrigadas, 1ª soca e 2ª a soca
dentre os quais os mais conhecidos estão na utilização de sensores de umidade do solo e também por meio da estimativa da evapotranspiração da cana-de-açúcar. Em regiões onde a disponibilidade hídrica é limitada, ou seja, a vazão outorgada é pequena, a irrigação sob déficit hídrico é uma das alternativas para o manejo hídrico da cana-de-açúcar. Essa modalidade de manejo de irrigação visa fornecer água em quantidade menor do que a requerida pela cultura. Como o risco de diminuição da produtividade nessa situação existe, deve-se escolher variedades de cana que toleram pequeno déficit hídrico sem afetar drasticamente seu rendimento, porém as mesmas variedades devem ser responsivas à irrigação. Em experimento com cinco cultivares de cana-de-açúcar realizado na região canavieira do estado de São Paulo, foi avaliado o efeito de diferentes regimes de irrigação por gotejamento subsuperficial na produtividade de colmos da cana (Figura 1) e de açúcar (Figura 2) para dois anos de avaliação (1ª e 2ª soca). Os manejos hídricos consistiam em irrigação suplementar (Sup), irrigação deficitária (Def) e não irrigado (Seq). A irrigação suplementar foi aquela que aplicou água em quantidade suficiente para suprir toda a necessidade da cana-de-açúcar, enquanto que a deficitária consistiu em aplicar somente 50% da necessidade hídrica. O tubo gotejador utilizado na irrigação foi o modelo Durázio/ Petroisa, com vazão de 1,5 litro por hora e instalado sob a linha de plantio. Para os dois anos de estudo, as cultivares CTC 4 e RB 86-7515 foram as que apresentaram o menor incremento em produtividade quando irrigadas. Além disso, a cultivar IAC 95-5000 não apresentou Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
18
grande incremento em produtividade entre os manejos de irrigação suplementar e deficitária, indicando que não apresenta perdas de produtividade quando mantida sob irrigação deficitária. Para as cultivares IACSP 93-3046 e IAC 91-1099 observa-se que há um incremento de produtividade significativo quando são irrigadas. Esses dados demonstram a necessidade de informações e pesquisas que indiquem a variedade de cana-de-açúcar ideal para cultivos irrigados, pois a escolha da variedade correta é fundamental para o sucesso da canavicultura irrigada. De um modo geral, e para condições edafoclimáticas do interior do estado de São Paulo, pode-se afirmar que para o cul-
tivo de 1ª e 2ª soca, a irrigação promove aumento de produtividade na cana-de-açúcar da ordem de 30t/ha. Também se pode afirmar que a queda de produtividade entre uma safra e outra é menor nas áreas irrigadas. As cultivares CTC 4, IACSP 93-3046, RB86-7515, IAC95-5000 e IAC91-1099 no sequeiro alteraram a sua produtividade entre os anos em -16%, -0,7%, -6%, -9% e -11%, respectivamente, enquanto que para a irrigação suplementar as alterações foram de -2%, -3%, +16%, -9% e -3%, respectivamente. A produtividade de açúcar (Figura 2) é obtida pela multiplicação da produtividade de colmos (t/ha) pela concentração de açúcar total recuperável (ATR em
Tabela 1 - Produtividade de cultivares de cana-de-açúcar sob manejos irrigado e sequeiro em diversas localidades e tipos de solo CULTIVAR IRRIGADO (t/ha) RB931011 170 SP791011 105 RB855536 122,80 SP80-3280 133,90 RB86-7515 118,80 RB72454 171,21 SP90-3414 132,56 SP79-1011 155,00 RB81-3804 177,50 RB94-3365 193,20 RB86-7515 186,00 RB855536 225,20 RB855453 249,02 RB86-7515 72,00 RB855536 67,00 SP83-2847 63,00 SP89-1115 61,00
SEQUEIRO (t/ha) 140 115 95,60 91,90 84,90 132,41 106,80 71,20 79,90 80,60 87,60 214,60 178,06 61,00 60,00 59,00 57,00
CICLO 1° ano 1° ano 2° ano 2° ano 2° ano 2° ano 3° ano 1° ano 1° ano 1° ano 1° ano 1° ano 1° ano 4° ano 4° ano 4° ano 4° ano
LOCAL Teresina/PI Teresina/PI Jaú/SP Jaú/SP Jaú/SP Botucatu/SP Piracicaba/SP Carpina/PE Carpina/PE Carpina/PE Carpina/PE Guaíra/SP Rio Verde/GO Jaú/SP Jaú/SP Jaú/SP Jaú/SP
SOLO PVAd PVAd PVe PVe PVe NV PVAe PAd PAd PAd PAd ** LVdf PVe PVe PVe PVe
LVef: Latossolo Vermelho eutroférrico; PVe: Argissolo Vermelho eutrófico; NV: Nitossolo Vermelho; PVAe: Argissolo Vermelho-amarelo eutrófico; PAd: Argissolo Amarelo distrófico; LVdf: Latossolo Vermelho distroférrico; ** Não relatado. Informações retiradas dos trabalhos de Oliveira et al. (2014), Arantes (2012), Barbosa et al. (2012) e Andrade Júnior et al. (2017)
Fotos Alexandre B. Dalri
Figura 2 - Produtividade de açúcar (ATR) de cinco cultivares de cana-de-açúcar sob irrigação deficitária, irrigação suplementar e não irrigadas
kg/t). Observa-se que para as cultivares pouco responsivas à irrigação (CTC 4 e RB 86-7515), a produtividade de açúcar não foi incrementada significativamente sob irrigação, pois a produtividade de colmos foi próxima à da obtida no sequeiro. Para outras, como a IAC 93-3046, a IAC 955000 e a IAC 91-1099, os incrementos de açúcar superaram 5t/ha. Destaca-se um fato relevante para a cana-de-açúcar irrigada: a produtividade de açúcar para algumas cultivares na 2ª soca foi superior à 1ª soca (Figura 2). Como a produtividade de colmos foi superior na 1ª soca esperava-se maior rendimento em açúcar para o ano anterior. No entanto, verificou-se que o teor de açúcar (kg por tonelada) para a 2ª soca foi superior ao da 1ª, afetando o rendimento final. Isso ocorreu, pois para a 1ª soca o corte foi realizado no início da safra (maio), enquanto que para a 2ª soca, no meio da safra (julho). A cana-de-açúcar intensifica o processo de maturação sob déficit hídrico e/ou temperaturas baixas (<20°C). No início da safra, muitas regiões produtoras ainda apresentam temperaturas que permitem o crescimento vegetativo da cultura, fato ainda mais pronunciado em lavouras irrigadas (sem ou pequeno
Cana cultivada sem irrigação (A) e cultivada com irrigação suplementar (B)
déficit). Dessa maneira, quando irrigada, a cana-de-açúcar não deve ser colhida no início da safra, até mesmo para cultivares precoces, visando obter o máximo rendimento tecnológico. A Tabela 1 apresenta dados de produtividade de diversas cultivares de cana-de-açúcar sob irrigação suplementar e não irrigadas, em diferentes solos, servindo de informação para a escolha de cultivares responsivas ou não à irrigação. Resultados experimentais com cana-de-açúcar irrigada indicam que em regiões com precipitação anual inferior a 1.000mm, o uso da irrigação é indispensável para obter elevados rendimentos, sendo os incrementos independentes das cultivares. Para regiões com precipitação anual superior a 1.000mm, observa-se que os incrementos de rendimento são influenciados pelo genótipo, o que indica que a escolha da cultivar a ser irrigada nessas regiões deve ser muito mais criteriosa e técnica. A implantação do sistema de irrigação por gotejamento em canaviais deve ser analisada em função de vários fatores, tais como custos de implantação e manutenção, aumento da longevidade da lavoura, além dos benefícios já citados que
Mesmo talhão mostra a diferença do cultivo de cana em sequeiro e irrigada
a irrigação traz ao produtor. Atualmente, o custo de implantação do gotejamento na cana-de-açúcar fica entre R$ 8.500,00 e R$ 12.000,00 por hectare, variando em função do tamanho da área, da topografia do terreno, do modelo do tubo gotejador, do sistema de bombeamento e de filtragem e espaçamento da cultura. Em uma análise objetiva, considerando que o custo variável é igual ao benefício indireto da irrigação e que uma lavoura irrigada tenha uma longevidade de dez anos e de sequeiro, de cinco anos, com amortização da implantação da irrigação de R$ 4.500,00 por hectare referente ao custo para a renovação do canavial, dessa maneira, considerando o valor de RS 70,00 a tonelada de cana-de-açúcar e depreciando o restante do custo da implantação da irrigação em dez anos, aumentos de produtividade de 5,7t/ha a 10,71t/ha já seriam suficientes para que a irrigação por gotejamento fosse viável ao canavicultor. Portanto, nota-se que, mesmo em regiões que apresentam condições favoráveis para o cultivo da cana-de-açúcar, a irrigação pode aumentar a lucratividade do produtor. Para isso, deve-se levar em conta informações técnicas indispensáveis. Dentre elas, destacam-se o manejo adequado da irrigação e a escolha correta da cultivar de cana-de-açúcar. Sendo assim, o conhecimento técnico prévio é fundamental para a adoção da irrigação em cana-de-açúcar, uma vez que depois que o sistema foi implantado, pouco se .M pode fazer para alterá-lo. Alexandre B. Dalri, Anderson Prates Coelho e João Alberto Fischer Filho, Unesp
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
19
PULVERIZADORES
Soma de fatores A adoção de boas práticas agrícolas, desde a escolha da formulação, passando pela regulagem dos equipamentos até a aplicação correta, garante uma pulverização segura e eficiente
A
Tecnologia de Aplicação é uma área de estudo multidisciplinar que visa à correta colocação do produto biologicamente ativo no alvo, quando e se necessário, de forma econômica e com o mínimo de contaminação ambiental. Abrange o controle de insetos, ácaros, plantas daninhas e agentes patogênicos nas diferentes culturas e considera procedimentos desde a formulação dos produtos aplicados e da preparação das caldas até a aplicação eficiente e segura e o gerenciamento das operações. No contexto dos tratamentos fitossanitários estão envolvidos custos de produção significativos do processo produtivo da agropecuária, com reflexos importantes na sustentabilidade das culturas. A utilização de volumes elevados é comum devido à distribuição aleatória e generalizada dos alvos nos cultivos, inclusive em locais de difícil acesso aos produtos fitossanitários, como sob tecidos vegetais ou sob o solo. Tradicionalmente, as pulverizações são realizadas lançando as caldas de fora para o interior do dossel vegetal, implicando dificuldades de atingir o subdossel. Por conta disto é comum que apenas uma pequena quantidade
de gotas alcance o baixeiro, ao mesmo tempo em que pode haver escorrimento de calda das folhas na parte mais exposta da cultura. Por outro lado, para aumentar a penetração das gotas para o baixeiro, são utilizadas gotas menores, que são sujeitas a perdas por evaporação e por deriva, deslocando-se para áreas distantes daquela destinada ao tratamento fitossanitário (Figura 1). Todas estas perdas, via de regra, são compensadas por maiores volumes de calda ou mesmo por maior número de aplicações, ambas onerosas tanto para a atividade quanto para o ambiente. Com isto, tem-se verificado crescimento contínuo no uso dos produtos fitossanitários, agravado pelo surgimento de pragas e doenças exóticas e pela seleção de organismos resistentes. Para a proteção das gotas finas em menores taxas de aplicação são disponíveis estratégias como atuar com a barra mais baixa ou com a assistência de ar, selecionar as horas mais úmidas, menos quentes ou com menos vento durante o dia, ou utilizar adjuvantes. Cada uma das técnicas depende de quão críticas são as situações no momento das aplicações, que resultem em perdas das gotas.
Quanto ao uso de adjuvantes, tem sido um assunto de grande interesse para produtores agrícolas devido às propostas de proteção às gotas para a redução de deriva e da evaporação, o melhor espalhamento das gotas e uma possível melhora na absorção da calda pelos alvos. Com isto, tem-se expandido rapidamente o número de produtos comerciais. Com função de aumentar a eficiência por modificar determinadas características da calda, o adjuvante não apresenta propriedade fitossanitária. Seus efeitos destacam-se na redução da tensão superficial das caldas pulverizadas, diminuindo a força de ligação entre as moléculas de água, o que aumenta o espalhamento das gotas sobre as superfícies tratadas, com maior cobertura e probabilidade de contato com o alvo biológico (Figura 2). Pode haver ainda um aumento da afinidade da calda com a superfície tratada, o que aumenta o espalhamento da gota. A tensão superficial refere-se às forças que existem na interface entre fluidos, impedindo que eles se misturem. Dentre os líquidos utilizados para pulverização, normalmente
Jacto
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
20
Kuhn
Um dos principais desafios na hora de aplicar é controlar a deriva de produtos
Para a proteção das gotas finas em menores taxas de aplicação, uma das alternativas é a utilização de adjuvantes
a água é a que possui a maior tensão superficial. A adição de adjuvantes à calda de pulverização pode alterar estas forças da interface, modificando a interação das superfícies. Com isto, espectro das gotas pulverizadas também pode ser alterado, podendo promover os efeitos que podem resultar em proteção contra evaporação e deriva, com meteorologia desfavorável. Na superfície vegetal, há uma estru-
tura cerosa complexa denominada de cutícula, que age como uma barreira para a troca de líquidos nas plantas. As características da cutícula variam de espécie para espécie e das condições climáticas. Esta superfície pode ser lipofílica ou hidrofílica e com ou sem pilosidade. Estas características, além de interferirem diretamente na retenção das gotas sobre as superfícies no momento
Figura 1 - Isolinhas da distribuição espacial da deriva de aplicação de acaricida em citros. Método do inverso do quadrado da distância (IQD). Fonte: Pita, 2015 (https://alsafi.ead. unesp.br/bitstream/handle/11449/ 132173/000855287.pdf?sequence=1&isAllowed=y).
das aplicações, podem influenciar a quantidade de depósitos de ingredientes ativos após a ocorrência de chuvas (Tabela 1). A interação entre caldas e os intervalos entre a aplicação e as chuvas implicam quantidades diferentes de depósitos remanescentes sobre as superfícies. Atuando com boas práticas agrícolas, desde a seleção de formulações, bom preparo de calda e uso da tecnologia adequada para a aplicação, é possível obter resultados satisfatórios do tratamento fitossanitário tanto do ponto de vista da eficiência, quanto da .M segurança das aplicações. Ricardo Augusto Decaro e Marcelo da Costa Ferreira, Unesp, Jaboticabal
Figura 2 - Espalhamento de gota sobre folha de laranja em função do uso de óleo mineral em calda aquosa
Tabela 1 - Médias de quantidade de calda depositada em folhas de citros após diferentes intervalos de chuva artificial, com e sem adjuvantes. Fonte: Decaro et al, 2016 (http://dx.doi.org/10.1590/0103-8478cr20150064) Produto
Adjuvant Spirodiclofen Polydimethyl2 Phosphatidyl3 Propargite Polydimethyl2 Phosphatidyl3 Imidacloprid Polydimethyl2 Phosphatidyl3
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
22
0h* 3,73 2,09 1,44 1,65 2,28 1,12 3,1 2,73 1,18
1h 6h 12h 24h 0,99 aB1 1,22 aAB 2,05 aA 1,12 aB 0,62 aB 0,76 aAB 1,60 aAB 1,6 aA 0,52 aB 0,72 aAB 0,87 aAB 1,52 aA 0,77 aA 0,97 aA 1,02 aA 1,16 aA 0,92 aA 0,95 aA 1,53 aA 1,26 aA 0,24 aA 0,49 aA 1,05 aA 0,81 aA 0,93 aA 1,35 aA 1,82 aA 1,73 aA 0,73 aA 1,38 aA 1,07 abA 0,91 abA 0,83 aA 0,68 aA 0,99 bA 0,74 bA
MOTORES
Potente e limpo Os novos padrões para o controle de emissões em máquinas agrícolas exigem motores mais limpos que, por causa da tecnologia incorporada, garantem ainda mais potência e estabilidade Divulgação/FPT Industrial
Policíclicos Aromáticos (HPA), que de acordo com alguns pesquisadores, sua ocorrência no ambiente tem se tornado preocupante, pois além de serem abundantes são possíveis carcinógenos humanos.
FASE DO PROCONVE MAR-I
A
atual conjuntura mundial tem dado maior atenção para as questões ambientais, em busca de novas alternativas para um desenvolvimento sustentável da população. Dentre estas alternativas, podemos citar a criação de programas de controle de emissões de gases poluentes e materiais particulados, provenientes da queima de combustíveis fósseis por motores de combustão interna, que são liberados na atmosfera. No Brasil, a situação não é diferente, e já está se buscando redução das emissões de poluentes, similar aos atuais padrões já estabelecidos em países europeus e norte-americanos. Quanto às emissões de gases de
escape provenientes de veículos automotores, após a combustãodo combustível são liberadas concentrações significativas de monóxidos de carbono (CO) e dióxido de carbono (CO2), óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos sulfúricos (SOx), hidrocarbonetos (HC) e materiais particulados (MP). Muitos destes gases, além de danos representativos ao ambiente, como efeito estufa e chuva ácida, provocam também sérios danos à saúde humana, principalmente relacionados ao sistema respiratório. Já os materiais particulados estão relacionados aos problemas como insuficiência cardíaca, enfartes e doenças pulmonares crônicas. Quanto aos hidrocarbonetos, destacam-se os Hidrocarbonetos
No que diz respeito ao controle das emissões de poluentes, provenientes dos motores de combustão interna, que equipam veículos rodoviários, máquinas agrícolas e para construção, desde o ano de 1986, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) criou, por meio de ações governamentais, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). Este programa estabelece diretrizes, prazos e padrões legais de emissões para diferentes categorias de veículos automotores, que devem ser cumpridas pelos fabricantes. Conforme a resolução do Conama 433/2011, a fase Proconve MAR-I, é aplicável para máquinas agrícolas e de construção, estabelecendo os limites de emissões de poluentes como: MP, CO, NOx e HC, exigindo desta forma modificações nos motores, bem como a utilização de óleo Diesel com menor teor de enxofre. Os limites máximos de emissões para máquinas agrícolas e rodoviárias estabelecidos pelo Proconve MAR-I são apresentados no Quadro 1. Desta forma, também foi estabelecido um cronograma para entrada em vigor da fase MAR-I, de forma escalonada, exigindo que os fabricantes lancem mão de tecnologias e incorporem sistemas de controle de emissões de poluentes em máquinas Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
23
Divulgação/FPT Industrial
que 20% a 30% dos gases retornem ao interior da câmara de combustão, reduzindo a temperatura da combustão. Esse sistema permite uma redução de aproximadamente 50% na emissão de NOx.
REDUÇÃO CATALÍTICA SELETIVA
Os novos motores são mais econômicos e garantem maior desempenho às máquinas agrícolas
agrícolas e de construção, conforme o Quadro 2.
TECNOLOGIAS DE CONTROLE DE EMISSÕES
Para atender a legislação, os fabricantes tiveram que realizar modificações em seus motores, contemplando desde sistemas de injeção de combustível a sistemas mais avançados para o controle de emissões. Mudanças significativas ocorreram no sistema de alimentação de combustível, sendo incorporado o controle eletrônico de injeção que, devido à elevada pressão do sistema, permite maior precisão na injeção de combustível, por meio do uso de injetores que utilizam válvulas solenoides ou tecnologia piezolelétrica. Além disso, as pressões de injeção superiores em relação às bombas injetoras mecânicas convencionais e a injeção controlada eletronicamente permitem melhor atomização do combustível no interior da câmara
de combustão, diminuindo significativamente o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de poluentes. No que se refere ao pós-tratamento dos gases de escape, dois sistemas podem ser utilizados: a Recirculação dos Gases de Escape (sistema EGR – Exhaust Gas Recirculation) e a Redução Catalítica Seletiva (sistema SCR – Selective Catalityc Reduction). Esses sistemas visam reduzir, principalmente, as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx). De acordo com pesquisadores, a emissão regulamentada para veículos movidos a óleo diesel consiste em mais de 90% de NOx.
RECIRCULAÇÃO DOS GASES DE ESCAPE
O sistema EGR utilizado nos motores de ciclo diesel apresenta conjuntos de válvulas no sistema de alimentação de ar, atuando por diferença de pressão entre a entrada de ar limpo e a saída dos gases de escape, permitindo
O sistema SCR se caracteriza por pulverizar no interior do sistema de escapamento uma solução de ureia concentrada (32% de ureia e o restante água desmineralizada), denominada de Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32). A mistura de ureia com os gases de escape causa uma reação química, transformando as emissões de NOx em nitrogênio (N2) e vapor d’água, sem efeitos à saúde e ao ambiente. O consumo de Arla varia em função do fabricante, mas geralmente fica entre 4% e 6% do consumo de combustível. Segundo a Petrobras, o Arla 32 não é um combustível e tampouco um aditivo ao combustível, sendo que a sua reposição é feita em um reservatório específico, de forma separada do combustível.
UTILIZAÇÃO DE COMBUSTÍVEIS ALTERNATIVOS
Com a adição compulsória de 8% de biodiesel (B8) ao óleo diesel mineral, com aumentos previstos de 9% e 10% para 2018 e 2019, respectivamente, permite uma redução significativa nas emissões de HC, CO e MP. Porém, ocorre maior liberação de NOx, sendo que o uso de biodiesel promove um incremento que varia de 5% a 15%.
Quadro 2 – Cronograma para entrar em vigor, de forma escalonada, a fase Proconve MAR-I
2015 2017 2017 2019
Máquinas de Construção Abrange novos modelos introduzidos/lançados no mercado com potência igual ou superior a 50cv (37kW) até 761cv (560kW). Todos os modelos com potência igual ou superior a 25cv (19kW) até 761cv (560kW). Máquinas Agrícolas Contempla todos os modelos com potência igual ou superior a 101cv (75kW) até 761cv (560kW). Todos os modelos com potência igual ou superior 25cv (19kW) até 761cv (560kW).
Fonte: Adaptado da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
24
Fotos Charles Echer
Quadro 1 – Limites máximos de emissão de gases poluentes para motores de máquinas agrícolas e rodoviárias (Proconve MAR-I) Potência - P* (kW)** CO (g/kWh) HC + NOx (g/kWh) MP (g/kWh) 130 ≤ P ≤ 560 3,5 4,0 0,2 75 ≤ P ˂ 130 5,0 4,0 0,3 37 ≤ P ˂ 75 5,0 4,7 0,4 19 ≤ P ˂ 37 5,5 7,5 0,6 Fonte: Conama - Resolução Nº 433, de 13 de julho de 2011. CO (monóxido de carbono); HC (hidrocarbonetos); NOx (óxidos de nitrogênio); MP (material particulado). As emissões devem observar a norma ISO 8178-1 (2006), correspondente à NBR ISO 8178-4 (2012), da ABNT. *Potência máxima do motor de acordo com a Norma ISO TR 14396 (2002). **Potência do motor em kW (para converter para cv basta dividir por 0,7355).
Isto pode ser explicado pelo fato de o biodiesel apresentar poder calorífico menor em relação ao óleo diesel mineral, sendo que a injeção do mesmo volume de combustível favorece a formação de uma mistura pobre (relação ar/combustível), sendo que a elevada temperatura origina a formação de óxidos de nitrogênio, que está diretamente relacionada ao tipo de motor e às configurações do sistema de injeção. Este problema praticamente desaparece no momento da utilização de sistemas de pós-tratamento dos gases, como os sistemas EGR e SCR, descritos anteriormente, visto que a eficiência do sistema SCR, por exemplo, pode alcançar valores superiores a 90%, na redução das emissões de óxidos de nitrogênio. Outro fator relevante refere-se à utilização de óleo diesel mineral com menores teores de enxofre como, por
Para atender a legislação, os fabricantes tiveram que realizar modificações em seus motores
exemplo, o diesel S10. Este combustível apresenta, em função das suas características, redução nas quantidades emitidas de óxidos de nitrogênio e de enxofre, e materiais particulados, podendo ser utilizado em máquinas agrícolas antigas, que não dispõem de sistema eletrônico de injeção de combustível e pós-tratamento dos gases de escape. Ainda, o grupo de pesquisa do Laboratório de Agrotecnologia (Agrotec), vinculado ao Núcleo de Ensaios de Máquinas Agrícolas (Nema) da UFSM, vem desenvolvendo trabalhos com a utilização de combustíveis alternativos ao óleo diesel mineral em motores agrícolas. Recentemente, foram avaliados o desempenho e as emissões de poluentes de um motor ciclo diesel utilizando óleo diesel S500 puro e em mistura com etanol hidratado. Com base nos resultados, pôde-se concluir que o uso de até 12%
de etanol em mistura com óleo diesel mineral proporciona redução significativa nas emissões de poluentes, sem perda considerável nos parâmetros de desempenho do motor, torque e potência. Cabe ressaltar que se trata de um experimento científico, e não se recomenda o uso desta mistura em motores agrícolas. Portanto, faz-se necessária a adequação dos motores que equipam as máquinas agrícolas para atender as exigências da legislação vigente, fase do Proconve MAR-I. Desta forma, serão alcançadas as metas referentes ao controle de emissões de poluentes, assegurando melhor qualidade do ambiente e sustentabilidade para as .M gerações futuras. Alexandre Russini, Unipampa, Itaqui Marcelo Silveira Farias e José Fernando Schlosser, UFSM
MOTORES
Sistemas diferentes Como funcionam os diferentes sistemas utilizados nos motores eletrônicos que trabalham com o objetivo comum de diminuir as emissões de gases poluentes
A
resolução 433, de 13 de julho de 2011 do Conama, estabeleceu duas etapas para o cumprimento do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), de forma que, desde 2017 (etapa 1), as máquinas agrícolas com potência igual ou superior a 75kW já atendem os limites da fase MAR-I, assim como, para 2019 (etapa 2), máquinas com potência entre 19kW e 75kW também deverão atender estes mesmos limites. Desta forma, algumas novas tecnologias foMaio 2018 • www.revistacultivar.com.br
26
ram introduzidas no mercado e serão apresentadas a seguir.
SISTEMA SCR
O Sistema SCR (Selective Catalytic Reduction - Redução Catalítica Seletiva) é composto basicamente de um catalisador. Para este sistema, temos a necessidade de fluido composto de 32,5% de ureia de alta pureza e 67,5% de água desmineralizada, denominado no Brasil como Arla 32 (Agente Redutor Líquido de Óxido de Nitrogênio Automotivo).
Esta substância é injetada (na condição de pulverização) e, ao misturar-se com os gases de escape da combustão no escapamento, forma amônia + óxido de nitrogênio (NH3 + NOx) antes da passagem pelo catalisador. Após a passagem pelo catalisador, existe a formação de nitrogênio (N2) e vapor de água (H2O), além dos gases de exaustão dentro dos limites estabelecidos. O Sistema SCR é composto, basicamente de um catalisador, (que possui também a função de silencioso para o sistema), uma bomba de alimentação de Arla 32, um tanque, um injetor de Arla 32, um sensor de temperatura (instalado antes da passagem dos gases pelo catalisador) e um sensor de NOx (instalado logo após a passagem dos gases pelo catalisador). Basicamente, todo o controle do Sistema SCR e do motor diesel é realizado por uma unidade de controle eletrônico (ECU).
SISTEMA EGR
O Sistema EGR (Exhaust Gas Re-
Valtra
modelo, os gases passam por um processo de resfriamento (em geral, resfriado pelo próprio líquido de arrefecimento do motor, onde a troca de calor é feita através de um radiador especial para a aplicação) para posteriormente entrar na requeima do cilindro. Todos os gases de escape possuem fluxo controlado por um sistema eletrônico e, através de uma válvula tipo borboleta, faz a liberação dos gases para o ambiente ou permite que os mesmos sejam direcionados para a admissão do próximo ciclo. Este sistema é instalado, em geral, junto ao bloco do motor.
IEGR
circulation - Recirculação dos Gases de Escape) consiste na tecnologia de requeima de parte dos gases de escape, de modo que estes gases, misturados ao ar de admissão, farão parte do ciclo de admissão do próximo cilindro que entrará em operação. Esta recirculação faz com que a queima tenha uma temperatura menor de combustão e exista uma menor quantidade de oxigênio, resultando em menor quantidade de óxido de nitrogênio (NOx). O gerenciamento e o controle dos particulados são feitos através do controle da queima de combustível (quantidade de combustível injetada). Para este modelo de controle de emissões, temos dois muito utilizados pelo mercado que são o cEGR e o iEGR.
CEGR
O Sistema cEGR (Cooled Exhaust Gas Recirculation – Recirculação dos Gases de Escape Resfriado) consiste na tecnologia de requeima de parte dos gases de escape, porém, neste
O Sistema iEGR (Internal Exhaust Gas Recirculation – Recirculação dos Gases de Escape Interno) consiste na tecnologia de requeima de parte dos gases de escape, misturados ao ar de admissão, porém, neste modelo, existe uma via interna, no próprio bloco do motor, ou seja, não existe nenhum tipo de resfriamento antes da chegada no ciclo de admissão do próximo cilindro. Este é considerado o modelo mais simples para controle de emissões de gases de escape. Externamente, não é possível diferenciar o motor sem controle de emissões e com iEGR. No mercado atual, existem máquinas com motores com injeção mecânica (com bombas injetoras) e máquinas com motores eletrônicos que utilizam esta tecnologia (motores mecânicos atendem até a potência aproximada de 130cv).
Processo catalítico com a utilização de Arla 32
Catalisador SCR com Injetor de Arla 32
Montagem
Injetor de Arla 32 (em destaque)
Tanque de Arla 32
PONTOS IMPORTANTES ENTRE SCR E CEGR
Entre máquinas de maior potência, podemos estabelecer o comparativo entre os sistemas SCR e cEGR. As máquinas com Sistema cEGR (sistema instalado diretamente no motor) destacam-se por ser um sistema sem itens adicionais ao motor na instalação e sem a necessidade do uso do
Bomba de Alimentação de Arla 32
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
27
Renato Maraes
Modelo Básico de Sistema EGR
Sistema cEGR (em destaque) que utiliza a Recirculação dos Gases de Escape
Arla 32. Entretanto, as máquinas com Sistema SCR destacam-se por promover economia de combustível, pois toda a operação para controle das emissões está sob responsabilidade do sistema SCR, com um consumo de Arla 32 entre 3% e 5% (em relação ao consumo de combustível), permitindo o motor trabalhar com poucas alterações de configuração. Entre máquinas de menor potência, podemos estabelecer o comparativo entre os motores com injeção mecânica e motores com injeção eletrônica (ambos com sistema iEGR). As máquinas com motores mecânicos com iEGR destacam-se pelo menor custo de aquisição e a manutenção simplificada, enquanto as máquinas com motores eletrônicos com iEGR destacam-se por serem mais econômicas (consumo de combustível em até 8% em média, menor, quando comparado aos motores mecânicos com iEGR), agilidade da resposta em operação e direcionamento para auxílio de manutenção (orientação e aviso para as manutenções preventivas e alarmes para manutenções corretivas).
CONCLUSÃO
As tecnologias existentes no merMaio 2018 • www.revistacultivar.com.br
28
Charles Echer
MOTORES MECÂNICOS X ELETRÔNICOS COM IEGR
cado nacional oferecem diferentes vantagens, porém, os motores eletrônicos com sistema SCR oferecem diferencial em economia e durabilidade comparados ao sistema que elimina o uso do Arla 32 (cEGR). Já os motores eletrônicos iEGR possuem versatilidade operacional quando para manutenção em relação aos motores mecânicos. Para atender aos parâmetros ambientais em vigor no Brasil desde 2017, por exemplo, a Valtra optou pelos motores AGCO Power com tratamentos de emissões baseados nas tecnologias iEGR em equipamentos de até 250cv, como os tratores da Série BH Geração 4, com a tecnologia
SCR sendo empregada nos modelos de potência maior, como as colheitadeiras da Série BC 800 e a colhedora de cana BE 1035e. Mesmo com foco em custo operacional reduzido, a empresa conseguiu aplicar estas tecnologias com o preço dos equipamentos competitivos para o mercado. O sistema do motor permite o monitoramento do desempenho em tempo real, resultando em melhor e mais rápida análise das condições do motor durante o funcionamento, o que, por sua vez, melhora a eficiência e a disponibilidade do .M equipamento. Renato Morais, Valtra
Os motores eletrônicos com sistema SCR oferecem diferencial em economia e durabilidade em relação aos sistemas mecânicos
EMPRESAS
Expandir para consolidar
Raven
Com o objetivo de ampliar a participação no mercado de controladores de aplicação, a Raven inaugurou sua nova sede no Brasil com foco no atendimento especializado e em inovações
A
Raven Industries, voltada para tecnologia de agricultura de precisão, anunciou no último dia 24 de abril sua expansão para o Brasil com abertura de uma sede regional em Paulínia (SP). Fundada em Sioux, em 1956, como projetista e fabricante de balões de pesquisa de alta atitude, a Raven está organizada em três unidades de negócios e possui mais de mil funcionários pelo mundo. No Brasil, alinhada com a divisão de tecnologia aplicada da empresa, contará com uma nova instalação com mais de 20 funcionários até o final de 2018. Localizada nos arredores de Campinas, a instalação se beneficiará da cadeia de valor Raven e está posicionada para oferecer benefícios nas áreas de serviço, qualidade e inovação. Com recursos destinados a vendas, trei-
namento, reparos, armazenagem e montagem, a sede fornecerá aos clientes serviços técnicos, suporte e reparos de produtos. Durante a cerimônia de inauguração da nova sede da Raven, o gerente de Vendas para a América Latina, Alberto Maza, falou dos planos de expansão e dos próximos passos no Brasil. “A expansão da Raven no Brasil já estava sendo planejada há mais de dois anos, por isso hoje é um marco para toda a nossa equipe. Vamos aproveitar todas as áreas de expansão com o cliente no centro do nosso foco, visando sempre ter uma assistência técnica eficaz e ágil para melhor atender no campo”, explicou. No mercado de controle de aplicação, a Raven oferece produtos em agricultura de precisão projetados para reduzir custos de operação e melhorar os rendimentos e a renta-
bilidade. Produtos como o Sistema de Controle de Bicos, destinado às culturas de milho e soja no Brasil, e o Sistema Hawkeye, que será uma das primeiras tecnologias de controle de bicos individuais por pulso introduzidas no mercado sul-americano. De acordo com o diretor de Operações e Vendas Internacionais da América Latina, Jeff Rohlena, a Raven está investindo e expandindo as operações no Brasil porque o País é uma das maiores economias do mundo. “Nós vamos competir levando em consideração quatro pilares: qualidade, serviço, inovação e alta .M performance”, enfatizou.
PRINCIPAIS PRODUTOS
H
awkeye: sistema de controle individual de bicos por pulsos, que possibilita um padrão de pulverização constante. Sidekick Pro: sistema de injeção direta de produtos na barra, com até cinco tanques de produtos diferentes em um único pulverizador. Raven Rate Control Module (RCM): módulo de controle de taxa Isobus, com capacidade de controlar até cinco produtos em uma única ECU para aplicações de líquidos e sólidos. CR7: computador compacto de campo ISO UT de sete polegadas, plug-and-play, com telas de trabalho customizáveis. Viper 4+: a quarta geração de computadores de campo que se integra a toda linha de produtos Raven.
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
29
COLHEDORAS Fotos Case IH
Colheita possível Estudos mostram que a colheita mecanizada do café conilon pode ter eficiência similar à da operação realizada no café arábica, desde que as colhedoras estejam com as frequências de trabalho e velocidades operacionais corretamente reguladas e adequadas a cada tipo de material genético
A
falta de mão de obra no campo tem preocupado os produtores de café conilon. Ela afeta a safra, eleva os custos de produção e torna o produto menos competitivo no mercado nacional e internacional. Há melhores condições de trabalho e salários nos centros urbanos e isso se torna ainda mais crítico durante o período de colheita, quando a demanda por trabalhadores aumenta. Como consequência, muitos produtores não conseguem colher na condição recomendada, com no mínimo 80% de maturação dos frutos, e precisam se antecipar para Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
30
garantir uma colheita completa, sem prejuízos maiores. Mas com uma grande quantidade de grãos ainda verde é inevitável a perda de qualidade e rendimento. Para driblar esse cenário, os produtores de café conilon buscam alternativas para uma safra mais produtiva e uma delas é a mecanização. Nas colheitas de café arábica – culturas parecidas –, por exemplo, a colheita mecanizada tem sido realizada de forma eficiente e economicamente viável e, apesar das divergências entre as plantas e o manejo, é possível usar esses mesmos maquinários nas lavouras
de conilon. O café conilon tem particularidades como múltiplos caules, variando de três a cinco ramos ortotrópicos, plantas menos eretas, plantio de clones em linha, polinização cruzada, sistema radicular mais superficial, ausência de queda de frutos após a maturação fisiológica, lavouras cultivadas em áreas mais quentes e com altitude inferior a 500 metros. Todas essas características morfológicas, somadas ao atual manejo adotado, dificultam o uso de sistemas mecanizados, frequentemente aplicados na colheita do café arábica. No entanto, as soluções e as oportunidades
vieram de estudos de adaptação do manejo e da viabilidade técnica e econômica. Na produção agrícola, a colheita é uma etapa que se destaca pelo elevado investimento envolvido e os retornos financeiros obtidos por meio da comercialização das culturas. Atualmente, é uma das mais importantes etapas da safra, e ano a ano depende da tecnologia para ter competividade. Os principais benefícios da colheita mecanizada são produtos de melhor qualidade, redução nas perdas durante a colheita e possibilidade de aumento nos lucros. Em lavouras de café arábica, estima-se uma redução no custo total da colheita mecanizada de até 60% em relação à colheita manual. Esses níveis de redução de custos só foram possíveis por causa das adaptações feitas nas máquinas e lavouras nos últimos anos para aumentar a eficiência e minimizar as perdas. Atentos à necessidade de gerar resultados positivos também nas safras de café conilon, foram iniciados os primeiros ensaios de campo com uma colhedora automotriz Case IH em lavouras comerciais em plantio tradicional e plantio preparado para colheita mecanizada, entre 2013 e 2016, no norte do estado do Espírito Santo. O objetivo foi avaliar índices técnicos da colheita mecanizada em diferentes condições de manejo.
Lavoura preparada para a colheita mecanizada com alta produtividade
Os primeiros testes foram feitos em lavouras de plantio tradicional, com três a quatro hastes (ramos ortotrópicos) por planta e espaçamento 3-3,5 x 1m (Tabela 1). A máquina apresentou eficiência de derriça e de colheita variando de 85% a 93% e 70% a 78%, respectivamente – níveis levemente inferiores aos alcançados na colheita de café arábica. Já a perda de chão variou de 10% a 21%, pelo fato de a lavoura apresentar plantas multicaules (com três a cinco hastes) e arqueadas, diminuindo a vedação do sistema de recebimento, criando espaços para a queda de frutos no chão. Em geral, o cafeeiro conilon não apresenta queda natural dos frutos maduros no chão, como ocorre no arábica, o que favorece a eficiência de derriça e de colheita e, consequentemente, minimiza as perdas na lavoura. Em algumas situações, o recolhimento do volume de frutos do chão é considerado viável para o cafeeiro arábica, em função do volume e do
custo operacional. Estudos indicam que a eficiência dos sistemas de recolhimento pode variar de 50% a 85% para o café arábica, dependendo da sistematização do terreno. Assim, em virtude da produtividade do café conilon ser superior à do arábica, o uso de recolhedoras de chão pode ser uma alternativa para aumentar a eficiência do sistema mecanizado. Esses resultados em lavouras tradicionais foram promissores, embora inferiores aos normalmente obtidos em lavouras de café arábica. Vale destacar que as lavouras não foram preparadas para as colhedoras, com presença de irregularidades no terreno, plantas com crescimento desuniforme e tombadas, e, em alguns casos, não foi apresentada uniformidade de maturação de frutos na linha. Nesses ensaios, a configuração das máquinas, o número de passadas da máquina na linha, a velocidade da colheita, a frequência de agitação, o grau de maturação dos frutos e a arquitetura das plantas alteraram o processo de derriça e de colheita, carecendo de ajustes específicos a cada condição de lavoura. Em um segundo momento, foram realizadas avaliações em lavouras adequadas à colheita mecanizada (conforme Tabela 2), visando melhorar os índices técnicos. Clones selecionados com características de interesse para a colheita meca-
Os principais benefícios da colheita mecanizada são produtos de melhor qualidade, redução nas perdas durante a colheita e possibilidade de aumento nos lucros
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
31
Case IH
nizada foram plantados em linhas alternadas com espaçamento de 3,23,5 x 0,5m e duas hastes por plantas. Nos testes realizados em lavoura preparada verificou-se a eficiência de derriça e de colheita variando de 85% a 97% e de 75% a 87%, respectivamente, com média superior aos testes realizados em lavouras tradicionais (Tabela 1). As perdas de chão em lavouras preparadas foram de 10% a 14%, ou seja, reduziram em relação aos testes anteriormente realizados em lavouras tradicionais. Os resultados foram positivos e similares aos atingidos na colheita de café arábica, o que indica a viabilidade do uso dessas colhedoras também para a colheita de café conilon. Atualmente, os níveis de perdas no cafeeiro arábica são de 6% a 8% devido às melhorias que foram implementadas no sistema de recolhimento da colhedora Case IH ano/modelo 2018. Estima-se obter o mesmo para o conilon em lavouras sistematizadas para a colheita mecanizada. Mesmo com a redução das perdas para o chão, o recolhimento do solo pode ser viável para o cafeeiro conilon, que carece de mais estudos operacionais e econômicos.
Colheita de café conilon com a colhedora Case IH em lavoura preparada para a colheita mecanizada
Os estudos de colheita mecanizada do café conilon apontam a eficiência da operação similar à operação realizada no café arábica, desde que as colhedoras estejam com as frequências de trabalho e velocidades operacionais corretamente reguladas e adequadas a cada tipo de material genético. Por isso, é essencial para o sucesso das operações mecanizadas ajustar essas regulagens, assim como definir tecnicamente as características da lavoura e formas de condução do cafeeiro conilon.
Tabela 1 - Resultados de testes com a colhedora Case IH em lavouras tradicionais e preparadas no norte do Espírito Santo
Lavoura Tradicional Lavoura Preparada
Velocidade de Colheita 1,0 – 1,6 km h-1 1,0 – 1,6 km h-1
Eficiência Derriça 85 – 93% 85 – 97%
Colheita 70 – 78% 75 – 87%
Perda de Chão 15 – 21% 10 – 14%
Fonte: Adaptado de Souza et al (2017).
Os resultados indicaram uma viabilidade técnica para o uso das colhedoras automotrizes em lavouras de café conilon, com potencial de aplicação em áreas comerciais. Contudo, são necessárias alterações no manejo das plantas, como a proposta na Tabela 2, em relação à condução tradicional, para uma maior eficiência de colheita e redução das perdas de frutos no solo. Da mesma forma, estudos futuros também são necessários para melhorar os índices técnicos, além de acompanhar possíveis sazonalidades na produtividade das plantas, garantindo a longevidade das lavouras e a sus.M tentabilidade da produção. Gustavo Soares de Souza e José Antônio Lani, Incaper Maurício Blanco Infantini, CNH Industrial
Tabela 2 - Características e ações de manejo para o preparo de lavouras para a colheita mecanizada Característica / Ação -Escolha de clones com menor tombamento lateral - Alinhamento das mudas no plantio - Plantio de apenas um clone por linha, alternando clones entre as linhas - Redução do espaçamento na linha de plantio de 1,0 para 0,5-0,7m - Corte apical (lavouras novas) ou recepa (lavoura em renovação) a 60cm - Condução de duas brotações (ramos ortotrópicos) por planta e alinhadas - Desbrota periódica
Objetivo - Manter hastes eretas - Facilitar a entrada das plantas na unidade de derriça - Padronizar a altura das plantas e a maturação dos frutos - Manter um stand adequado de hastes produtivas - Reduzir as perdas de chão - Alinhamento do plantio, padronizar a altura das plantas e a posição dos frutos - Manutenção da arquitetura das plantas com hastes alinhadas no sentido do plantio
Fonte: Adaptado de Souza et al (2017).
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
32
EVENTOS Agrishow
Vitrine de tendências Superando expectativas dos organizadores, a 25ª edição da Agrishow atingiu R$ 2,7 bilhões de negócios iniciados na feira. Durante os cinco dias de evento, 159 mil pessoas conheceram o que há de mais moderno em soluções voltadas para o agronegócio brasileiro
M
aior feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, a 25ª Agrishow ocorreu em Ribeirão Preto (SP), de 30 de abril a 4 de maio, e alcançou um crescimento na realização de negócios de cerca de 22%, em relação ao ano de 2017, o que significa um volume de R$ 2,7 bilhões. Na edição anterior, foram registrados negócios da ordem de R$ 2,2 bilhões. Por seg-
mento, o crescimento na intenção de compra de máquinas e equipamentos é: armazenagem (15%), grãos, frutas e café (25%), pecuária (8%) e irrigação (14%). Na feira, a 19ª Rodada Internacional de Negócios reuniu fabricantes brasileiras de máquinas, implementos agrícolas, pecuária e equipamentos de irrigação, com compradores (importadores, distribuidores e re-
presentantes) procedentes da África do Sul, da Etiópia, do Irã, da Nigéria, do Peru, do Quênia, da Rússia, da Tanzânia e do Zimbábue. Foram 16 compradores estrangeiros, que durante três dias reuniram-se com 60 empresas brasileiras, em uma ação de promoção comercial que resultou em cerca de 520 reuniões e mais de US$ 24 milhões, entre negócios fechados e futuros para os próximos 12 meses. Denominada Projeto Comprador, a Rodada Internacional de Negócios foi organizada pelo Programa Brazil Machinery Solutions, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Nos cinco dias de evento, 159 mil visitantes, nacionais e internacionais, passaram pelos portões da feira. As mais de 800 marcas expositoras nacionais e internacionais ressaltaram a qualificação desses visitantes, sobretudo compradores e produtores Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
33
Fotos Cultivar
O pulverizador automotriz Uniport 4530 com reservatório de 4.500 litros e barras de 36 metros foi destaque
rurais de pequeno, médio e grande portes do Brasil e do exterior.
JACTO
Com um reservatório de 4.500 litros e barras de 36 metros, o pulverizador automotriz Uniport 4530 foi um dos grandes destaques da Jacto na Agrishow 2018. A máquina, por meio de um sistema de controle, apresenta acionamento eletrônico dos bicos. Com o controle de abertura e fechamento automático bico a bico, proporciona precisão nas aplicações, economia de produto e menor impacto ambiental. Outro sistema direcional do pulverizador é o Unitrack, que permite manobras mais precisas com menor raio de giro. Com esse sistema, o produtor reduz o amassamento na manobra em até 40%. A transmissão hidrostática inteligente 4x4 e o controle automático de tração independente da máquina proporcionam maior desempenho em diferentes tipos de solo. A transmissão final de torque para as rodas é realizada por redutores do tipo planetário, o que permite o deslocamento em velocidades de até 55km/h, dependendo das condições das vias, limitando-se às áreas de pulverização e às vias internas da propriedade. A altura de trabalho da barra e do vão livre disponibiliza o uso em todas as fases de desenvolvimento das culturas. As Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
34
A Vipal preparou duas novidades em bandas de rodagem: a DV-MTE e a VT830
barras atingem a altura máxima de 2,75m, proporcionando aplicação em tratamentos de final de ciclo em culturas como o milho. Além do Uniport 4530, a marca destacou o Uniport 2030, o Uniport 3030 Canavieiro e a adubadora tracionada Tellus 10.000 NPK. Para o mercado de citros, a Jacto apresentou o pulverizador tratorizado Arbus 4000 Tower.
VIPAL
A Vipal, que conta com uma linha de produtos específica para o agronegócio, preparou duas novidades em bandas de rodagem: a DV-MTE e a VT830. A DV-MTE é a primeira banda exclusiva da marca para aplicações severas. Desenvolvida para atender os mais exigentes índices de resistência ao picotamento e ao corte, tradicionalmente identificados no segmento florestal e em usinas. O desenvolvimento da banda apresenta alto poder de tração e formulação otimizada para terrenos agressivos. Ainda garante aderência em terrenos escorregadios, como lama. De igual importância, a VT830 também chega para ampliar a gama de desenhos para OTR. É indicada para os segmentos fora de estrada e misto em pneus radiais no eixo de tração, e seu composto apresenta eficaz resistência por abrasão. As amarrações
entre blocos laterais e centrais, igualmente, promovem maior sustentabilidade na rodagem.
TRIMBLE
As novidades em agricultura de precisão apresentadas pela Trimble na Agrishow 2018 incluem o GFX750, monitor com conectividade aprimorada, comunicação Isobus e facilidade de operação. O novo monitor é aplicável a toda frota da lavoura, independentemente das marcas. Além disso, o controlador NAV-900, que acompanha o produto, possibilita a transferência de uma máquina para outra de forma rápida e fácil. A marca também destacou o EZ-PilotPro, monitor que garante o alinhamento ideal da máquina na linha, engatando com a máquina parada e
A Trimble apresentou o GFX-750, monitor com conectividade aprimorada
A Grazmec destacou a tratadora de sementes GV 240i, onde o tratamento é feito pelo sistema Spray System
em marcha a ré. O piloto conta com um melhor sistema de aquisição de linha e, ainda, possibilita o uso do mesmo equipamento em categorias de piloto automático. As duas soluções podem ser utilizadas em conjunto pelo produtor rural.
GRAZMEC
A Grazmec destacou a tratadora de sementes GV 240i. O tratamento é feito pelo sistema Spray System (que pulveriza a semente), com dosagem eletrônica simples de operar, em tela
A Firestone apresentou a nova linha Performer RowCrop para pulverizadores
touchscreen e sem contato com A Case IH apresentou aos produtores do Sudeste, o produto – o que na Agrishow 2018, o pulverizador Patriot 350 possibilita o armazenamento de até dez receitas em seu software. Além para uso em eixos livres de implemende toda tecnologia embarcada de con- tos agrícolas e carretas de transbordo troles digitais do volume de sementes em usinas de cana-de-açúcar. O pneu e dosagens das caldas, a GV 240i conta foi pensado exclusivamente para que com silo pulmão e novos carros fron- o produtor obtenha uma menor comtais integrados e deslizantes, o que pactação do solo. evita investimentos em periféricos, e viabiliza o abastecimento em grandes CASE IH quantidades. Outro diferencial é a As principais novidades da Case IH, saída da semente tratada, que foi pro- apresentadas aos produtores do Sujetada para atender as mais variadas deste, na Agrishow 2018, foram o pulalturas de bags - estrutura compatível verizador Patriot 350, os lançamentos com a grande maioria das elevações de série da Colhedora de Cana A8810 de empilhadeiras e pás carregadeiras e o Trator Steiger. O novo pulverizador a campo. Patriot 350 da Case IH possui três opções de tamanhos de barra, 27, 30 e FIRESTONE 36 metros, e como item de série, nove No estande da Firestone, os visi- seções, que evitam o desperdício de tantes foram apresentados à nova aplicações e causam menor impacto linha Firestone Performer RowCrop ambiental. Com o chassi de suspensão para pulverizadores. O produto foi ativa, projetado para obter resistência construído com cintas de aço que com o mínimo de peso, o Patriot 350 é permitem carregar mais carga a capaz de alcançar lugares desafiadovelocidades elevadas, característica res com a menor compactação de solo. que auxilia na economia de tempo e Ele combina uma estrutura tubular de combustível. Com o design patentea- alta resistência com uma suspensão do, Dual AngleLug, a área de contato é ativa. Além disso, a máquina possui aumentada e assim proporciona cerca bom desempenho em aclives, mesmo de 4% de tração adicional. quando totalmente carregada. Outro modelo apresentado foi o Também no segmento de pulveriFlotation Implement 600/50-22.5 zação, o Patriot 250 Extreme é ideal Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
35
A Miac apresentou sua colhedora de mandioca de duas linhas Maniva 2LR aos visitantes
para condições extremas, projetado para terrenos de topografia com maiores irregularidades, em que o produtor necessita de potência, tração e alta performance. A máquina é equipada com um motor Case IH FPT de 165cv, quatro cilindros, sistema Common Rail de injeção e Turbo Intercooler. A grande novidade da feira para o produtor de cana foram as atualizações realizadas à série A8810 de colhedoras de cana. A série conta com modelos de uma linha e para espaçamento duplo alternado. As colhedoras A8810DA trabalham com duas linhas e espaçamento de 0,9m x 1,5m. Já as máquinas para uma linha são ofertadas com esteiras e pneus. As máquinas também apresentam o sistema Autofloat, que funciona como um copiador de solo dos divisores de
A Stara apresentou sua grande novidade, o Imperador 3.0, um autopropelido 3 em 1
linha, facilitando a operação, já que ele controla automaticamente a altura dos divisores de linha, sendo possível ajustá-lo em até três níveis de resposta.
MIAC
Com um destaque diferenciado, a Miac apresentou sua colhedora de mandioca de duas linhas Maniva 2LR aos visitantes da Agrishow. A máquina possui um sistema exclusivo de eliminação de cepa. O sistema de correia dupla, esteira elevadora e mesa separadora é o grande diferencial da novidade. A colhedora possui um dispositivo para ensacar e armazenar em bags: colhe e faz a separação da mandioca, deixando somente a parte útil. As rodas esterçantes da máquina facilitam os acabamentos de colheita. A máquina utiliza tratores de potência
mínima de 75cv (4x4) com super-redução e rodado estreito.
STARA
Na abertura da Agrishow 2018, a Stara apresentou sua grande novidade, o autopropelido 3 em 1. O Imperador 3.0 agora conta com três funções: pulverização, distribuição e semeadura de sementes leves. Para tornar a semeadura de cobertura mais eficaz, o Imperador 3.0 traz um sistema pneumático que proporciona a semeadura de mix de sementes leves em toda a extensão da barra. Isso proporciona uma cobertura com melhor uniformidade, utilizando o mesmo rastro da pulverização, o que reduz o tempo de operação, as perdas por amassamento e o consumo de combustível. Os produtores que já
A Baldan destacou a Giga Max, plantadeira com distribuidores Agritech levou sua linha completa para a agricultura familiar, pneumáticos controlados por motores elétricos linha a linha com opção de tratores e microtratores entre 11cv e 85cv
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
36
Fotos Cultivar
A Helibras destacou o helicóptero Esquilo modelo AS350 B3+
possuem o autopropelido Imperador 3.0 podem colocar em suas máquinas o novo sistema. Dependendo do tamanho da barra da máquina, a semeadura de cobertura pode ser feita em 27 ou 30 metros de extensão. Após o lançamento da plantadeira articulada Absoluta 44 na Agrishow 2017, a Stara apresentou mais três modelos: Absoluta 34 – 32, Absoluta 32 – 30 e Absoluta 28 - 26. As Absolutas são plantadoras pneumáticas desenvolvidas para oferecer agilidade no plantio onde a fertilização acontece em operação separada.
BALDAN
Empresa de implementos e máquinas agrícolas, Baldan destacou a Giga Max, plantadeira com distribuidores pneumáticos controlados por motores elétricos linha a linha. A marca, além de oferecer o corte linha a linha, aplica a compensação no plantio em curva para garantir o espaçamento ideal entre sementes. O diferencial da máquina vem do equilíbrio entre a mecânica e os dosadores acionados por motores elétricos em cada linha de plantio. O equipamento é oferecido com configurações que vão de 22 a 42 linhas de plantio. Outro destaque foi a Movere, Grade Niveladora Articulada, implemento que auxilia o produtor no manejo de preparo de solo. Com essa grade
A Agrale apresentou o novo modelo 6185, ideal para agricultura de escala, como cana, algodão, arroz, milho e trigo
niveladora faz-se, também, operações de manejo da palhada após a colheita. O equipamento está disponível nas versões de 88, 108 e 124 discos espaçados em 200mm, larguras de trabalho que vão de 8,30m a 11,80m.
é essencial, especialmente em aplicações como pulverização. Linha de modelos cabinados de fábrica: 1155-4, de 55cv; 1155-4 Super Estreito; 1160, de 55cv; 1175-4, de 75cv, e o modelo 1185, de 85cv.
A Agritech, empresa fabricante dos tratores e cultivadores motorizados Yanmar Agritech, levou à Agrishow sua linha completa para a agricultura familiar, com opção de tratores e microtratores entre 11cv e 85cv. A empresa fabrica tratores, microtratores e implementos agrícolas voltados para os produtores familiares - destaque para linhas que atendem a fruticultura, a horticultura ou culturas adensadas como o café. Entre os destaques apresentados pela marca no evento está a linha de tratores versão cabine de fábrica. A versão cabinada foi desenvolvida para garantir maior segurança e conforto nas operações, conforme exigências das normas regulatórias vigentes. As cabines são equipadas com estruturas monobloco de proteção contra capotamento, porta traseira ampla, controles do ar-condicionado com botões de comandos de fácil acesso, sistemas de ar frio, e a renovação do ar da cabine ocorre por meio de um sistema eletrônico. A segurança ocupacional proporcionada pelas cabines
Ciente da importância do agronegócio para o desenvolvimento da economia brasileira, a Helibras destacou o helicóptero Esquilo modelo AS350 B3+ com sua participação na Agrishow 2018. O uso do helicóptero no agronegócio vem crescendo em razão das grandes distâncias percorridas em suas atividades – ele proporciona o ganho de tempo de empresários agrícolas na locomoção entre propriedades. Os helicópteros da família Esquilo, formada pelos modelos H125 e H130, podem ser configurados para o mercado corporativo/VIP, com acabamento de luxo, piloto automático, espaço para cinco passageiros mais o piloto, motor Arreil 2D Turbomeca, equipamentos e acessórios para voo visual, sistema de advertência de tráfego, entre outros. A aeronave conta com o financiamento do BNDES, por meio do programa Finame, em até 120 meses, por ser um produto de fabricação brasileira.
AGRITECH
HELIBRAS H125
AGRALE
A Agrale apresentou sua nova Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
37
A Ag Leader apresentou seus displays e o Sure Drive aos A Husqvarna traz ao mercado brasileiro o Automower, um agricultores do Sudeste brasileiro robô cortador de grama, que trabalha de maneira autônoma
pintura metálica com padrão automotivo que equipa todos os tratores da marca, desde o final de 2017. Os tratores agora seguem uma padronização nas cores prata com detalhes em vermelho. A marca apresentou o novo modelo 6185 no evento - ideal para agricultura de escala, como cana-de-açúcar, algodão, arroz, milho e trigo. O trator é equipado com motor MWM turboalimentado, com potência máxima de 175cv. Possui transmissão mecânica parcialmente sincronizada 24F x 12R, com escalonamento de marchas, fácil acionamento e três opções de velocidade em cada marcha. Destaque para o conjunto ótico, desenvolvido para longas jornadas de trabalho, com oito faróis LED e quatro halógenos. O trator é equipado com
tecnologia de agricultura de precisão, com piloto automático e GPS de fábrica como opcional.
AG LEADER
A Ag Leader apresentou seus displays e o Sure Drive aos agricultores do Sudeste brasileiro na Agrishow 2018. O display InCommand oferece uma solução para cada tipo de operação e de atividade no campo. Ele também proporciona um controle eficiente da máquina, além de informações instantâneas para simplificar decisões cruciais que têm impacto no rendimento e na rentabilidade. Já o Sure Drive é um motor elétrico que atua como uma embreagem no controle de seção linha por linha de sementes. É capaz de modificar a po-
A Perkins e a MDPower focaram na importância do agronegócio, com destaque para os motores da família 1100
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
38
pulação com um simples toque na tela e realiza a compensação da população em plantios em curva, deixando o estande de plantas uniforme.
HUSQVARNA
Com uma série de lançamentos para o ano de 2018, a Husqvarna traz ao mercado brasileiro o Automower, um robô cortador de grama, que trabalha de maneira autônoma. O robô é alimentado por uma bateria e sua tecnologia permite que retorne automaticamente para a estação de carga quando a bateria está próxima do fim. Capaz de trabalhar 24 horas por dia, opera em diferentes tipos de gramados, como terrenos íngremes (inclinação de até 24°), e em diferentes condições climáticas, inclusive
A Raven destacou o sistema de controle de pulverizador Hawkeye para as operações feitas em grandes culturas
Fotos Cultivar
sob chuva. Com design moderno, a novidade ainda conta com alarme antifurto, navegação por GPS e sistema de conectividade via aplicativo de celular.
PERKINS
Focando na importância do agronegócio para a economia brasileira, a Perkins e a MDPower, empresa do Grupo Sotreq e Máster Distribuidor da marca Perkins no Brasil, marcaram presença na 25ª Agrishow. No evento, o destaque ficou para os motores da família 1100 da Perkins - os modelos 1103 de três cilindros, o 1104 que tem quatro cilindros e o 1106, com seis cilindros. Versões silenciosas e flexíveis, que atendem uma variedade de setores. A marca garante baixo custo de manutenção, devido à durabilidade do lubrificante, e economia de até 6% com o consumo de combustível. Esses motores podem ser utilizados em bombas d’água, colheitadeiras, e atendem os níveis de emissões de poluentes MAR-I.
RAVEN
Com o anúncio da expansão para o Brasil e inauguração de uma sede regional em Paulínia, São Paulo, a Raven Industries destacou suas soluções em agricultura de precisão na Agrishow 2018. A participação na feira estabeleceu uma relação
A Interpump mostrou as novas bombas hidráulicas agrícolas Takarada e Osper
estreita com produtores do Sudeste, e a marca aproveitou a oportunidade para destacar o sistema de controle de pulverizador Hawkeye para as operações feitas em grandes culturas como milho, soja e cana. O Hawkeye é o primeiro sistema PWM (Pulse Width Modulation) introduzido no mercado da América do Sul. A tecnologia PWM oferece consistência de pressão e tempo de reação em toda a barra, independentemente da frequência de fluxo ou velocidade no solo. Além disso, o sistema gera a compensação de giro. Uma ampla faixa de operação dos bicos existentes mantém o tamanho das gotas e o padrão de pulverização consistentes.
A Piccin destacou o Distribuidor de Sementes e Adubo Piccin, para ser utilizado no Escarificador Piccin Controle Remoto
O grande destaque da Hexagon foi o lançamento da HxGN AgrOn Production
INTERPUMP
A Interpump apresentou suas novidades na Agrishow 2018, entre elas as novas bombas agrícolas BHT 9150 da marca Takarada, a BHO 9150 da marca Osper, e o Kit Hidráulico para Patola. As novas bombas hidráulicas agrícolas Takarada e Osper, com saída DIN 9611, são birrotacionais e possuem um deslocamento volumétrico de 110cm³/rev ou 120cm³/rev, com pressão continua máxima de 210bar e pórtico de saída (roscas) 1.1/4” BSP. O Kit Hidráulico para Patola apre-
A Landini deu destaque para o Brutus 90 cabinado, o Landpower 175 e a Série 7 230
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
39
Um dos destaques da Prometeon foi a família de pneus radiais PHP
senta um mini-Power Pack, da marca Hydroven, uma das marcas da Interpump Group. Cilindros customizáveis e válvulas de retenção Walvoil se configuram como solução para semirreboques canavieiros, plataformas elevatórias de carga e descarga, e outros equipamentos que necessitem de automações hidráulicas.
principal utilização do Master DH EI O é nas culturas perenes, como: laranja, café, eucalipto, mamão e frutíferas em geral, nas quais a correção será em área localizada, onde a aplicação de material é embaixo ou do lado da saia da planta. Quando forem utilizados no plantio, os nutrientes serão depositados em sulcos.
Lançamento na Agrishow 2018, a Piccin destacou o Distribuidor de Sementes e Adubo Piccin, um acessório desenvolvido para ser utilizado no Escarificador Piccin Controle Remoto (EPCR-300). Esta combinação foi pensada para diminuir os custos do agricultor, pois o acessório garante a distribuição de sementes/adubo na mesma operação com o trator, em área total. Outro destaque do portfólio da empresa foi o Master DH EI O (Distribuidor Hidráulico de Adubos e Orgânicos com Esteiras Independentes). O equipamento, desenvolvido para aplicação de corretivos de solo, possui um sistema de distribuição por centrifugação que é acionado por motores hidráulicos, um sistema de descarga dianteiro, um sistema para inversão de cabeçalho e esteiras independentes, que proporciona à máquina uma distribuição adequada por desligamento individual das esteiras. A
A Hexagon Agriculture participou da Agrishow pelo 9º ano consecutivo. O grande destaque em 2018 foi o lançamento da HxGN AgrOn Production, uma solução inteligente de gestão de cultivos - integrando software e hardware. A solução conecta, sincroniza e otimiza as operações agrícolas. A AgrOn Production não foi a única novidade que a Hexagon apresentou no evento - a HxGN AgrOn Core Box, solução que integra tratores e implementos agrícolas em uma única interface de usuário, também foi exposta no estande. Além disto, os computadores de bordo da Hexagon foram destaque em estandes de três parceiros da empresa: Kamaq, Agrale e Nonino.
PICCIN
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
40
A Kuhn mostrou o Stronger 4000, que possui motor de 7.2L e 280cv, transmissão hidrostática Eco Drive 4x4
HEXAGON
LANDINI
Brutus 90 cabinado, Landpower 175 e Série 7 230: esses foram os destaques da Landini em sua participação pela Agrishow 2018. O trator Lan-
dpower 175 é equipado com motor FPT 6 cilindros, turbo e intercooler, potência elevada com motor mecânico e adequada à legislação MAR-1/ Tier 3. A transmissão Landini 36x36 velocidades, com reversor e super-redutor de série, confere versatilidade e rentabilidade de operação. O posto de condução está montado sobre uma plataforma com amplo espaço e com todos os comandos e alavancas posicionados de forma ergonômica e funcional.
PIRELLI
A Prometeon – empresa que produz e comercializa pneus para caminhão, ônibus, tratores e máquinas de construção e mineração com a marca Pirelli – esteve presente na Agrishow 2018, onde exibiu algumas novidades no segmento de pneus agrícolas, nas linhas PHP e PDR22. Um dos destaques da Prometeon no evento foi a família de pneus radiais PHP, com rendimento horário até três vezes superior ao de um pneu convencional. A linha PHP também apresenta uma banda de rodagem projetada para expulsar a terra acumulada no pneu. Sua camada de borracha mais larga entre a banda de rodagem e a carcaça, e os novos compostos especialmente desenvolvidos para aumentar a vida útil do pneu, oferecem maior resistência a cortes e lacerações durante o
Fotos Cultivar
A LS Tractor lançou na Agrishow 2018 o trator H145, com ampliação da oferta de potência da marca
plantio e a colheita. O modelo PHP85 ganha uma nova medida, 380/85R24, ampliando o leque de opções para os produtores. Além disso, o pneu é construído com materiais que reduzem o impacto ao meio ambiente e compostos que alongam a vida útil do produto.
KUHN
Novo na gama internacional de pulverizadores autopropelidos, com destaque para o design da cabine, com linhas dinâmicas e um interior silencioso, o Stronger 4000 foi o destaque da Kuhn na Agrishow 2018. A máquina possui motor de 7.2 litros e 280cv (Tier 3A), transmissão hidrostática Eco Drive 4x4. Também oferece um novo sistema antipatinagem de rodas individual, barras de alumínio de 36m ou 40m de largura, distância do solo de 1,80m, depósito de calda de aço inoxidável com capacidade para quatro mil litros, e um depósito de combustível de 600 litros. A máquina incorpora a suspensão exclusiva das barras Equilibra da Kuhn e o sistema de pulverização de alto fluxo. O pacote de tecnologia Isobus inclui um terminal virtual Android para transmissão de rumo magnético (TMHD), que oferece a possibilidade de se conectar a um sistema de telemetria e fazer cor-
A Jan mostrou aos visitantes as especificações do pulverizador autopropelido Power Jet 2650
reções de GPS (RTK por satélite ou terrestre).
LS TRACTOR
Celebrando o quinto ano de fabricação de tratores no Brasil, a LS Tractor lançou na Agrishow 2018 o trator H145, com ampliação da oferta de potência da marca. A série de produtos chega para atender um novo nicho de mercado dentro do portfólio da LS Tractor. Na outra ponta de potência, o modelo MT25, de 25cv, foi o destaque – ideal para o segmento indoor e a micropropriedade rural. A série H foi pensada com base nas
condições tropicais da agropecuária brasileira. O modelo H145 possui motorização Perkins de 4.4 litros, Turbo Intercooler de 145cv, transmissão Synchro Shuttle de 12x12 ou Power Shuttle de 20x20, tomada de força de três velocidades e eixo dianteiro Carraro. A produção do trator no Brasil começou no mês de maio de 2018. O modelo MT25 é ideal para atuação em aviários, horticultura de estufa, micropropriedades rurais e chácaras. O modelo possui motor diesel três cilindros Tier 4, transmissão HST – hidrostática, com duas opções de marcha – alta e baixa, controle
A Valtra lançou o trator BH 184, o modelo é o sétimo da Linha BH Geração 4
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
41
A Massey Ferguson lançou durante a Agrishow, a plataforma 9255 Dynaflex, de 45 pés, desenvolvida para colheitadeiras axiais da classe 8
remoto duplo e levante hidráulico de Categoria 1 com capacidade de levante de 440kg.
JAN
No estande da Jan na Agrishow 2018, o visitante pôde conhecer as especificações do pulverizador autopropelido Power Jet 2650. A máquina automotriz possui tração 4x4, barra traseira e capacidade de tanque de 2.650 litros. O equipamento é utilizado para pulverização de defensivos agrícolas e fertilizantes, equipado com sistema de barras autoestáveis que medem 25m ou 27m (opcional) com iluminação auxiliar, suspensão hidráulica por acumulador de ni-
trogênio e altura de trabalho entre 0,60m e 2,42m. O motor é eletrônico de 160cv Turbo Aftercooler. O sistema de transmissão possui caixa de câmbio de cinco velocidades à frente e uma à ré; freio hidráulico e suspensão pneumática ativa. Outros diferenciais são o piloto automático e o controle automático de pulverização eletrônico de sete seções.
VALTRA
Lançamento na Agrishow 2018, o trator BH 184 da Valtra foi um dos destaques da marca no estande. O modelo é o sétimo da Linha BH Geração 4. A novidade é equipada com motor 180cv de quatro cilindros. A trans-
A Titan Pneus expôs a tecnologia LSW (Low Sidewall), responsável por permitir maior estabilidade da máquina
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
42
missão mecânica Heavy Duty é outra vantagem operacional dessa linha de trabalho pesado, que é indicada para operações com cana-de-açúcar, como transporte do transbordo, por exemplo. O novo modelo faz parte da Linha BH Geração 4, que foi completamente renovada em 2017 e agora passa a oferecer sete opções de faixas de potência. Além do novo BH184, o produtor rural pode optar pelos tratores BH144 (145cv), BH154 (159cv), BH174 (179cv), BH194 (195cv), BH214 (210cv) e BH224 (220cv). Os tratores de entrada da Linha BH da Valtra, modelos BH144 e BH154, serão apresentados com quatro cilindros, tecnologia que diminui o consumo de combustível e custo de manutenção. Destaque para o BH154, o primeiro trator com motor de quatro cilindros com 159cv no Brasil. Outro modelo que vale ser enfatizado é o BH194, evolução do antigo BH180. No segmento canavieiro, a Valtra apresenta a BE1035 Mudas, primeira colhedora de mudas de cana do mercado brasileiro. A máquina utiliza sistema de esteiras de borracha, substituindo os rolos transportadores, reduzindo em 46% os pontos de atrito das mudas no equipamento. O resultado da tecnologia é a preservação das gemas, parte responsável pela germinação de novas plantas.
A PLA deu destaque ao Pegasus 4.6 Air, uma tecnologia que integra a fertilização sólida e a agricultura de precisão
Fotos Cultivar
Entre as novidades da Tatu Marchesan, a já conhecida Usap chega na versão adubo e semente, de 18 a 50 linhas de plantio
MASSEY FERGUSON
A Massey Ferguson lançou durante a Agrishow, a plataforma 9255 Dynaflex, de 45 pés, desenvolvida para colheitadeiras axiais da classe 8. Com a novidade, a marca se posiciona no mercado com uma maior oferta de plataformas draper, oferecendo ao agricultor uma gama de produtos de 25 a 45 pés. Especialmente projetada para o modelo MF9895, a nova plataforma aumenta o rendimento operacional em até 10% de área colhida no fim do dia, em relação ao modelo de 40 pés. A facilidade no acoplamento à máquina e nos ajustes da plataforma é outro diferencial. Com a novidade, regulagens podem ser feitas de dentro do próprio equipamento, auxiliando o operador em tarefas como o ajuste do ângulo de ataque da plataforma em relação ao solo. O sistema de corte de 13,7 metros e barra flexível em toda a extensão permite uma colheita ágil e uniforme, nas mais diversas condições de solo. Para uma melhoria na capacidade de processamento da máquina, a plataforma 9255 conta com o sistema de transporte por esteira de borracha, o que permite que o material colhido siga todo na mesma direção, com melhor fluxo de massa e alimentação homogênea. Já no segmento de plantio, as já conhecidas linhas MF 500 e MF 700
A Semeato mostrou as plantadeiras New Land que realizam a semeadura direta de grãos graúdos
CFS contam, agora, com os dosadores pneumáticos Precision Planting, que conferem maior plantabilidade ao equipamento. Em função do novo sistema de semeadura vSet, é possível atingir mais de 99% de singulação. O singulador e o disco específico para as culturas são simplificados e não exigem regulagem, evitando erros de calibração. A MF 700 CFS possui versões de 11 a 30 linhas e disponibilidade de configuração nos espaçamentos de 45cm, 50cm, 76cm e 90cm. O grande destaque da linha está na caixa central de sementes CFS (Central Fill System), com capacidade de 1.450 litros.
TITAN
A Titan Pneus expôs a tecnologia LSW (Low Sidewall), responsável por permitir maior estabilidade da máquina, no pneu LSW 80055R46. Pneus LSW apresentam uma relação de aspecto baixa (< 70%) e uma menor lateral do costado comparado a um pneu agrícola padrão. Essa característica ajuda na diminuição da deformação da lateral do costado do pneu (causa principal de desconforto ou balanço), o que mantém o operador mais confortável e evita, ou diminui, o galope, um tipo de vibração que acomete a máquina agrícola. Com um conjunto de roda mais largo que um pneu padrão de trator, o talão do pneu LSW é maior e, por isso, tem um
assentamento melhor na roda, o que contribui diretamente para aumentar a durabilidade, dissipa melhor o calor na região e aumenta a vida útil do pneu, pois preserva a área de junção pneu/roda, que está sempre sujeita às condições mais severas de trabalho.
PLA
A PLA celebrou mais uma participação na Agrishow, destacando o Pegasus 4.6 Air, uma tecnologia que integra a fertilização sólida e a agricultura de precisão. O manejo da fertilização e a semeadura de cobertura através de doses variáveis, sistema eletromecânico, maior largura de trabalho e comando de doses automáticas, são características importantes desse equipamento. Além disso, está preparado para interpretar um mapa de aplicação em doses variáveis com um sistema preciso, independentemente de serem doses altas ou baixas. A máquina possui motor MWM 218cv, tanque de produto de 4.6m³ e transmissão hidrostática 4x4 Danfoss. Também é equipada com bitola ajustável 2,80m – 3,20m, barra de 30m com acionamento eletro-hidráulico, controlador e piloto hidráulico de série. Outros destaques da marca foram os pulverizadores autopropelidos Orion 250, com capacidade para 2,5 mil litros, e o Taurus 320, de 3,2 mil litros. O Orion 250 vem equipado Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
43
A New Holland Agriculture escolheu a Agrishow para mostrar o primeiro trator movido a biometano
com sistema Isoview, tecnologia com eletrônica embarcada que facilita o modo de operação, e motorização MWM. O sistema Isoview proporciona painel de comando com sistema de pulverização e todos os acionamentos unificados em uma tela.
TATU MARCHESAN
Para a edição 2018 da Agrishow, a Tatu Marchesan preparou lançamentos em plantadeiras. Entre as novidades, a já conhecida Usap chega na versão adubo e semente, de 18 a 50 linhas de plantio, o que oferece mais economia e rendimento. Além disso, distribuição pneumática de sementes Precision Planting, transmissão por cabos de aço e desligamento linha a linha Isobus. A empresa também preparou novidades focadas na agricultura familiar, com o lançamento de plantadeiras habilitadas no programa de financiamento Mais Alimentos. Uma delas é a plantadeira hidráulica PHT Flex, que possui articulação pantográfica das linhas de sementes.
SEMEATO
Ideais para médias e grandes propriedades, as plantadeiras New Land realizam a semeadura direta de grãos graúdos, e foram destaque da Semeato na Agrishow 2018. A plantadeira possui caixa central de sementes Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
44
O principal destaque da Mahindra foi o lançamento do primeiro trator cabinado da marca no Brasil – o modelo 9500 S
Fastfill, com opção de versão Seed (somente semente). A distribuição de adubo é feita pelo sistema Sflow, enquanto a de sementes é Vacuum System. A rosca dosadora Sflow, em função do seu perfil e pelo sistema de enclausuramento do fertilizante dentro da cápsula dosadora, resulta em melhor continuidade do fluxo do fertilizante. A transmissão dos mecanismos distribuidores de fertilizantes e de sementes é realizada através de correntes e engrenagens acionadas pelos rodados da máquina. Caixas de câmbio de fácil acesso, localizadas nas laterais da máquina, junto à plataforma de abastecimento, determinam as quantidades que serão distribuídas. As linhas pantográficas são projetadas para trabalhar nas mais variadas situações. Desencontradas e com grande flutuação, permitem o plantio sobre terraços e depressões, mantendo a semente em profundidade adequada. A New Land 13 possui 13 linhas, com capacidade de adubo de 2.610kg e 1.050kg de sementes. Já a New Land 15 possui 15 linhas, capacidade de adubo de 2.950kg e 1.050kg de sementes.
NEW HOLLAND
A Agrishow é a primeira feira da América Latina a receber o trator movido a biometano desenvolvido pela
New Holland Agriculture. O conceito simboliza a transformação energética nas propriedades rurais do Brasil, com a possibilidade de o produtor buscar sua independência de combustível. O protótipo possui motor FPT Industrial. A motorização NEF, de seis cilindros, desenvolve 180cv de potência e 740Nm de torque, o que garante um desempenho equivalente ao modelo movido a diesel. Em condições reais de campo, o novo conceito movido a biometano produz, pelo menos, 10% menos emissões de CO2 e reduz o total de emissões em 80% em comparação com um motor padrão a diesel. Seu desempenho ambiental melhora ainda mais quando alimentado por biometano produzido a partir de restos de colheitas e resíduos de culturas energéticas de origem agrícola. Na nova geração, a New Holland reinventou o estilo de trator, tomando como inspiração o design automotivo, para criar uma aparência integrada, ao mesmo tempo em que acentua elementos de estilo icônico da marca, como as luzes e as entradas de ar agressivas do capô. A marca também criou o exclusivo assento em formato de folha. A cabine envidraçada tem uma visibilidade de 360 graus. O teto arqueado de vidro conta com um receptor totalmente integrado de
Fotos Cultivar
O destaque da Orion foi o pulverizador HF-300, que realiza a aplicação de defensivos agrícolas direto no sulco de plantio
Precision Land Management (PLM), e um interior que oferece ambiente operacional organizado, com todos os controles essenciais no apoio de braço e parâmetros adicionais controlados por um display interativo. O conceito tem também a mesma durabilidade e os intervalos de serviços, gerando uma redução de custos de até 30%. O tanque de combustível usa uma estrutura tubular em camadas compostas, o que permite um dia inteiro de autonomia. Além do trator movido a biometano, a New Holland lançou o seu próprio drone, para auxiliar o produtor rural na otimização da propriedade rural. Toda a linha de tratores, de baixa potência até o maior já produzido pela marca, esteve presente na feira. Além dos tratores, duas colheitadeiras recordistas mundiais – a CR8.90 e a CR10.90.
A Yanmar deu destaque para os tratores Solis de 26cv a 90cv, nas versões Rops, Cabine e Estreito
vazão para controle remoto (62L/ min). A cabine Mahindra visa o conforto do operador, a qualidade e a segurança. Seu design, com contornos arredondados, entrega mais visibilidade. A cabine é equipada com ar-condicionado, limpador de para-brisa, faróis de trabalho dianteiros e traseiros e tapete da plataforma com sistema fono-absorvente, que diminui os níveis de ruído da cabine. Um dos maiores destaques da Mahindra no evento foi a apresentação de sua primeira colheitadeira ao mercado brasileiro. O equipamento,
modelo C12, fabricado pela empresa finlandesa Sampo Rosenlew, inicia os testes de validação no segundo semestre, com nacionalização prevista para três anos.
ORION
Destaque da Orion na Agrishow 2018, o pulverizador HF-300 realiza a aplicação de defensivos agrícolas diretamente no sulco de plantio nas culturas de hortifrúti. O modelo possui tanque com capacidade de 300 litros em PEMB-UV8. O tanque de água é de 30 litros, com pressão de lavagem de
MAHINDRA
Com o diferencial dos cinco anos de garantia de fábrica de seus produtos, a Mahindra marcou presença na Agrishow 2018. O principal destaque foi o lançamento do primeiro trator cabinado da marca no Brasil – o modelo 9500 S. Equipado com motor Mahindra NE-495/TC Turbo de 95cv, o modelo conta com plataforma integral de operação, maior capacidade de levante hidráulico (3.700kg) e
A John Deere lançou o Conectividade Rural, uma solução para um dos principais desafios do agricultor brasileiro: a falta de conexão no campo
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
45
60 PSI. O pulverizador possui sistema intuitivo no acionamento automático de injeção, e o Sistema de Injeção Teejet vem de série.
de gerenciamento de dados da John Deere - também serão disponibilizadas para o Centro de Operações, que receberá todo o backup do programa, com a vantagem de poder ser acessado de diversos computadores, em diferentes lugares, reunindo todos os dados da fazenda em uma interface intuitiva.
JOHN DEERE
Maio 2018 • www.revistacultivar.com.br
46
YANMAR
Fotos Cultivar
Atenta aos desafios do agricultor brasileiro, a John Deere lançou na Agrishow uma solução para o maior deles: a falta de conexão no campo. Com o nome Conectividade Rural, a iniciativa levará acesso à internet aos produtores, preenchendo a lacuna de infraestrutura do país, para que as tecnologias destinadas a melhorar a agricultura possam ser utilizadas em todo o seu potencial. A iniciativa, em parceria com a Trópico - empresa dedicada ao desenvolvimento, à produção e à distribuição de equipamentos de telecomunicações -, consiste na instalação de torres de transmissão de acordo com a necessidade de cada produtor, que permitirão que ele esteja conectado à internet, mesmo em locais onde as operadoras móveis não alcançam. O Conectividade Rural representa a real conexão entre a lavoura, as máquinas e as pessoas. A partir dele, o agricultor pode transferir o escritório para o campo e integrar todas as plataformas e softwares da John Deere, além de programas externos, para gerenciar sua propriedade e seus colaboradores a qualquer momento e em qualquer lugar. Além disso, a companhia anuncia também o lançamento do Centro de Operações, uma plataforma de gerenciamento de dados on-line que integra informações agronômicas, de máquina e produção. O cruzamento de dados colhidos pelas máquinas durante o plantio, a aplicação de insumos e a colheita permite que o agricultor identifique oportunidades de redução de custos, de otimização da operação das máquinas e zonas de manejo; tudo de forma segura, centralizada e a distância. As principais funcionalidades disponíveis no Apex - outro importante software
A Yanmar apresentou a linha completa de produtos para o segmento agrícola, com destaque para os tratores Solis de 26cv a 90cv, nas versões Rops, Cabine e Estreito, além da linha de motocultivadores e a transplantadeira de mudas de hortaliças. A série Solis 75/90 possui características desenvolvidas para atender às necessidades do campo, desde o plantio até a colheita, com baixo consumo de combustível e eficiência. A versatilidade no uso da TDP proporciona maior rendimento e economia de combustível, através da opção da TDP Econômica com rotação mais baixa do motor, e também possibilita a inversão da rotação do eixo TDP quando selecionado o modo proporcional em marcha a ré. A tração dianteira auxiliar (TDA) propor-
ciona maior desempenho ao trator, através da significativa diminuição de patinamento, graças a seu eixo dianteiro, e limitador automático de patinamento entre as rodas. Os tratores possuem forte desempenho na preparação de solo, devido, principalmente, à maior distância entre eixos, o que aumenta a aderência dos pneus do eixo dianteiro e diminui a possibilidade de empinamento, favorecendo operações como aração e subsolagem.
JUMIL
Lançamento da Jumil na Agrishow 2018, a Plantadora Adubadora Supera III possui chassi articulado de três corpos, o que possibilita ampla articulação e garante plantabilidade mesmo em áreas mais difíceis, como terrenos irregulares e sobreposição de terraços. Por ser flexível e copiar melhor o terreno, proporciona ao produtor mais linhas de plantio com menos consumo de potência do trator. Disponível nos modelos de 15 e 17 linhas, está preparada para receber todos os pacotes tecnológicos disponibilizados pela Jumil, molas pneumáticas, sistema Easytech, entre .M outros.
A Jumil lançou a Plantadora Adubadora Supera III, com chassi articulado de três corpos, possibilitando ampla articulação e plantabilidade mesmo em áreas difíceis