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Maquinas 173

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Cultivar Máquinas • Edição Nº 173 • Ano XV - Maio 2017 • ISSN - 1676-0158

Índice 4 Rodando por aí 10 Consumo em colhedoras de cana 14 Perdas na colheita de soja 17 Plantio de soja em áreas de várzea 20 Sensoriamento terrestre 22 Capa - Test Drive MF 6700 30 Sistema de irrigação automatizada 32 Destaques Agrishow 2017 41 Patentes agrícolas 44 Transbordo de cana

Destaques

Test Drive - MF 6700

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Conheça a nova série de tratores MF 6700 lançada pela Massey Ferguson na Agrishow 2017

Colhedoras de cana Saiba como reduzir o consumo de combustível em colhedoras de cana-de-açúcar

Grupo Cultivar de Publicações Ltda. Direção Newton Peter

• Editor Gilvan Quevedo • Redação Rocheli Wachholz Karine Gobbi

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Agrishow 2017 Conheça os lançamentos e destaques da maior feira de máquinas agrícolas da América Latina

Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 www.revistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br (*10 edições mensais + 1 conjunta Dez/Jan) Números atrasados: R$ 22,00 CNPJ : 02783227/0001-86 Assinatura Internacional: US$ 150,00 Insc. Est. 093/0309480 € 130,00

• Coordenador Comercial Charles Echer

• Revisão Aline Partzsch de Almeida

• Vendas Sedeli Feijó Rithiéli de Lima Barcelos José Luis Alves

• Design Gráfico Cristiano Ceia

• Coordenação Circulação Simone Lopes

Capa - Charles Echer

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Cultivar

• Assinaturas Natália Rodrigues Clarissa Cardoso • Expedição Edson Krause • Impressão: Kunde Indústrias Gráficas Ltda.

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NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL

• ASSINATURAS

• REDAÇÃO

• MARKETING

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Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@revistacultivar.com.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.


RODANDO POR AÍ Tecnologia para todos A John Deere apresentou na Agrishow máquinas cada vez mais avançadas. De acordo com o diretor de Vendas da John Deere Brasil, Rodrigo Bonato, a atividade agrícola, atualmente, é marcada pela agricultura de precisão e o gerenciamento remoto, do planejamento à colheita, com tecnologias e serviços que chegam aos produtores, independentemente do tamanho da propriedade e do segmento de atuação. “A tecnologia existe para executar operações agrícolas de forma eficiente, ou seja, para que a melhor decisão seja tomada pelo cliente e permita melhorar a rentabilidade do negócio, de forma sustentável”, explicou Bonato.

Rodrigo Bonato

Mercado em recuperação

Paulo Beraldi

Com seu portfólio completo de soluções tecnológicas para o produtor rural da região, a Valtra esteve presente na edição 2017 da Agrishow, que ocorreu em Ribeirão Preto (SP). O diretor comercial da Valtra, Paulo Beraldi, destacou a importância da participação na feira num cenário de tentativa de recuperação do mercado de máquinas. “A Agrishow é um gatilho, ela funciona como uma medida, um parâmetro de como será o investimento em máquinas agrícolas durante todo o ano”, explicou Beraldi.

Ampliação Com o lançamento de quatro linhas de tratores na Agrishow 2017, a Massey Ferguson, que retém 24% do market share de tratores na região Sudeste do Brasil, apresentou os modelos: MF 6700 Cabinado, MF 7200, MF 7700 Dyna-6 e MF 8700 Dyna-VT. “Nunca promovemos uma ampliação tão significativa do nosso portfólio como em 2017. Todos esses lançamentos integram a estratégia de longo prazo da marca que busca proporcionar ao produtor mais rentabilidade e qualidade na produção”, destacou o diretor de Vendas da Massey Ferguson Brasil, Rodrigo Junqueira. Alexandre Blasi

Rodrigo Junqueira

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Agricultura moderna Presente em mais uma edição da Agrishow, a John Deere ressaltou a importância de investimentos constantes em inovações tecnológicas e soluções para a agricultura moderna. “Tudo o que fazemos é para consolidarmos fisicamente, em cada uma de nossas iniciativas, os conceitos de tecnologia e inovação, refletidos em nossos lançamentos, serviços, atuação dos concessionários e dos distribuidores e expansões de unidades”, afirmou o diretor de Marketing da John Deere América Latina, Alejandro Sayago.

Alejandro Sayago

Grande lançamento

Alfredo Jobke

O Trator T CVT foi o grande destaque da Valtra durante a Agrishow 2017. Segundo o diretor de Marketing e Produto da AGCO para a América do Sul, Alfredo Jobke, os modelos trazem o que há de mais avançado e moderno em transmissões. “O T CVT é o grande lançamento da temporada. A Valtra tem como princípio a inovação e por isso é pioneira na fabricação de máquinas no Brasil com essa tecnologia de câmbio”, destacou Jobke.

Inovação no campo “Todas as mudanças vêm para inovar no campo”, afirmou o gerente de Marketing de Produtos Colheitadeiras da AGCO América do Sul, Douglas Vincensi, que destacou a s c o l h e i t a d e i ra s d a marca com novas motorizações. Além disso, o gerente demonstrou otimismo quanto ao mercado de máquinas. “São nítidos o otimismo e o positivismo do produtor rural que nos procurou no estande pensando em retomar os investimentos em máquinas”, garantiu Vincensi.

Douglas Vincensi


Projeto premiado A participação da Pla na Agrishow 2017 foi marcada pela comemoração do Best of the Best, um dos prêmios mais cobiçados de design do mundo. A linha de pulverizadores da marca levou o prêmio na categoria veículos e acessório – desenho de projeto, do Red Dot Award. “O Red Dot Award é um dos concursos de design profissional de produto mais respeitados do mundo. Foi uma honra ver nossos produtores reconhecidos numa premiação tão influente”, destacou o diretor de Vendas e Marketing da Pla, Maximiliano Cassalha.

Maximiliano Cassalha

Conta Comigo Brasil

Rafael Miotto

Conta Comigo Brasil: movimento idealizado pela New Holland, foi um dos destaques da marca na Agrishow 2017. “A campanha se iniciou em janeiro e já impactou 35 milhões de pessoas, que viram, curtiram, compartilharam ou deixaram depoimentos, fotos e vídeos com mensagens positivas para mostrar como o país tem vários exemplos a dar para a retomada da economia”, contou o vice-presidente da New Holland para a América Latina, Rafael Miotto.

Nova geração O gerente de Marketing da Pla, Rodrigo Oliva, apres e n t o u a n o va geração de pulverizadores da marca durante a Agrishow 2017. “A s m á q u i n a s chegam com uma série de novidades e atualizações, entre elas os motores que passam a atender a legislação de emissões, MAR-I, nova identidade visual e tanque r o t o m o l d a d o ”, explicou o gerente.

Tecnologias sustentáveis

Carlo Lambro

Série atualizada

Alexandre Blasi

Com soluções em todos os segmentos da produção agrícola expostas na Agrishow, a New Holland destacou a CR EVO, atualização da linha de colheitadeiras CR. Segundo o diretor comercial da New Holland para o Brasil, Alexandre Blasi, a marca espera um aumento de vendas de 10% no segmento de colheitadeiras. A marca também aproveitou a oportunidade para comemorar o recorde mundial de colheita de soja, que aconteceu com uma colheitadeira CR8.90 EVO.

Rodrigo Oliva

Pela quarta vez, o presidente da New Holland, o italiano Carlo Lambro, esteve presente na Agrishow. Na edição 2017, ele ressaltou o compromisso da New Holland em desenvolver tecnologias sustentáveis ao produtor agrícola. “Somos pioneiros em soluções sustentáveis para a agricultura, o trator movido a biometano é mais um exemplo desse compromisso”, afirmou. O trator a biometano, que já realizou testes no Brasil, foi apresentado aos visitantes da feira. A sua segunda geração está sendo testada na Europa, porém não há data definida para comercialização.

100 anos A nova linha CR EVO e a Plantadeira PL 6000 foram os principais produtos destacados pela New Holland durante a Agrishow 2017. Segundo o diretor de Marketing New Holland para a América Latina, Eduardo Kerbauy, além dos lançamentos, a New Holland comemora na feira 100 anos de produção de tratores.

Eduardo Kerbauy

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Soluções completas A Mahindra, empresa indiana número 1 em volume de vendas de tratores, apresentou pela primeira vez na Agrishow 2017 a parceria com a Marchesan para disponibilizar uma linha de implementos agrícolas chamada Mahindra. “A Marchesan possui um portfólio completo e adotamos alguns destes implementos para incorporar nossa linha de produtos. Com isso, ofereceremos soluções completas aos nossos clientes em termos de mecanização”, avaliou o diretor-geral de Operação da Mahindra Brasil, Jak Torreta.

Jak Torreta

Autonomus

Christian Gonzalez

Para comemorar o aniversário de 175 anos da Case IH com os brasileiros, a marca apresentou, durante a Agrishow 2017 e pela primeira vez no Brasil, o trator autônomo conceito. O modelo possui design futurista, sem cabine e é operado completamente a distância, através de um tablet. A versão piloto do trator já trabalhou 1.000ha no plantio de milho e soja nos Estados Unidos. “Nesse ano já começamos a fase dois, com projetos-piloto em outros tratores com a tecnologia autônoma para testes em outras aplicações. Com isso, entenderemos a usabilidade da interface”, ressaltou o diretor de Marketing para a América Latina, Christian Gonzalez.

Tecnologia Ultraflex Preocupada em desenvolver tecnologias que atendam às necessidades do produtor agrícola, a Michelin apresentou, pela primeira vez na Agrishow, os pneus radiais agrícolas com tecnologia Ultraflex, produzidos no Brasil, na planta de Campo Grande (RJ). “A chegada da tecnologia Ultraflex vem para revolucionar o mercado de radiais agrícolas no Brasil. Durante a Agrishow pudemos apresentar, mais uma vez, que a melhoria do rendimento agrícola começa com pneus de qualidade”, disse o diretor de Comércio e Marketing de Pneus Agrícolas da Michelin América do Sul, Christian Mendonça. Alexandre Blasi

Christian Mendonça

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Investimento constante Foi com otimismo que o vice-presidente da Case IH para a América Latina, Mirco Romagnoli, se manifestou durante a Agrishow 2017. “A Case nunca parou de investir, mesmo num cenário de crise, o que foi muito positivo para a marca”, afirmou Romagnoli. O vice-presidente ainda destacou que a feira foi palco do lançamento de diversos conceitos de agricultura de precisão e de serviços oferecidos pela marca, o que não teria sido possível sem a confiança da Case IH no mercado brasileiro.

Mirco Romagnoli

175 anos

Andreas Klauser

Hexagon Para o presidente da Hexagon Agriculture, Bernardo de Castro, a solução inteligente e integrada apresentada pela empresa na Agrishow 2017 irá ajudar as usinas de cana-de-açúcar e empresas de silvicultura a planejar, gerir, monitorar, analisar e otimizar os complexos processos de logística essenciais para a colheita, o carregamento e o transporte de cana-de-açúcar. “A Hexagon Agriculture está criando uma nova estrutura para o segmento, digitalizando processos que antigamente eram isolados e descontínuos para obter fluxos de trabalho eficientes e conectados”, explicou.

Em 2017 a Case IH completa 175 anos. O presidente mundial da marca, Andreas Klauser, esteve presente na Agrishow 2017, ressaltando a importância do mercado brasileiro para uma marca que tem 175 anos de tradição. “Nossa marca sempre foi reconhecida pela eficiência, produtividade e por auxiliar o produtor com a melhor tecnologia disponível. Nós estamos muito orgulhosos por nossa presença no Brasil proporcionar essa tecnologia aos produtores daqui”, enfatizou o presidente.

Bernardo de Castro


Cabinado A Agritech apresentou seu Trator 1160 Turbo na versão cabinada de fábrica. De acordo com o coordenador de Negócios, Cesar de Oliveira, o 1160 Turbo é multifuncional e versátil. “Além de ser o mais completo da categoria, com motor Yanmar turbo de 55cv e levante hidráulico com capacidade de até 2.200kg, agora há a possibilidade de adquiri-lo na versão cabinada, desenvolvida especialmente para garantir maior segurança e conforto nas operações, conforme exigência das normas regulares vigentes”, explicou.

Topcon

Cesar de Oliveira

GeoAgri

A GeoAgri Tecnologia Agrícola participou da Agrishow 2017 e levou a sua ampla linha de equipamentos para a Agricultura de Precisão, junto com o vant eBee SQ, um drone construído especificamente para carregar o sensor multiespectral Sequoia, sensor que captura simultaneamente dados multiespectrais de quatro bandas, além de uma câmera RGB, em um único voo. Para o gerente de Soluções em Sensoriamento Remoto, Paulo Henrique Amorim, “o vant eBee Plus é uma inovadora solução da sense Fly, fácil e intuitiva, que permite alta flexibilidade em campo”.

Para Bruno Lucio, gerente de Vendas América do Sul, a participação na Agrishow é um marco importante para a Topcon na América do Sul, pois fortalece o relacionamento com clientes, distribuidores e parceiros. “Mostramos ao mercado nosso completo portfólio de soluções para a agricultura e pecuária de precisão. Aproveitamos também para fazer o lançamento oficial do Console X35 e do Volante Elétrico AES35, o único do mercado à prova d’água”, explicou.

Bruno Lucio

Trimble

A Trimble participou da Agrishow pela terceira vez consecutiva, onde apresentou novidades que potencializam o aumento da produtividade e que possibilitam uma economia de até 90% ao agricultor, como o sistema de pulverização seletiva WeedSeeker. Para o diretor comercial para a América Latina da Divisão Agrícola, Guilhermo Perez-Iturbe, “todos os produtos apresentados são pensados para diminuírem gastos, aumentar a produtividade e, consequentemente, o lucro do produtor”.

José Marchetti e Paulo Henrique Amorim

Pioneirismo

Renato Silva

Uniport 5030 NPK Renato Silva, que assumiu o cargo de diretor-presidente da Valley Brasil em março, marcou presença na Agrishow 2017, onde a empresa realizou lançamentos e destacou seus principais produtos. “O lançamento do painel Icon10, um controle automático que permite ao produtor controlar o pivô central até mesmo pelo seu celular, mostra a vocação pioneira da Valley”, garante.

Paulo Guirão

A Jacto esteve presente na Agrishow 2017, onde realizou o lançamento da adubadora Uniport 5030 NPK. De acordo com o gerente de Produto da linha de Pulverizadores Automotrizes e Adubadoras da Jacto, Paulo Guirão, este lançamento “é uma nova geração de adubadora com tecnologias desenvolvidas pela Jacto, que possibilitam maior precisão na dosagem e uniformidade na aplicação de fertilizantes, além de viabilizar a aplicação de produtos em pó”.

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MacDon

Nova plataforma

A MacDon participou da Agrishow, onde realizou a exposição de sua plataforma Flexdraper FD75, compatível com colhedoras de todas as marcas comercializadas no Brasil. A equipe MacDon aproveitou o evento para fortalecer a marca no Brasil e esclarecer aos visitantes sobre as vantagens dos seus produtos. Com grande potencial no mercado brasileiro, a empresa também está dando prioridade no treinamento de pós-vendas, suporte técnico e operadores.

Investimentos

Robert Crain

Robert Crain, vice-presidente sênior e gerente-geral para a América da AGCO, esteve presente na Agrishow 2017, onde destacou os investimentos realizados pela companhia no Brasil e na Argentina, como o centro de peças na região de Campinas (SP) e o Laboratório de Controle de Poluentes de Emissões, onde foram investidos mais de R$ 35 milhões. Neste laboratório foram feitas todas as pesquisas com os novos motores que equipam as máquinas da marca e que precisaram se adaptar aos parâmetros ambientais do Proconve Mar-I.

Um dos lançamentos da John Deere na Agrishow foi a Plataforma Flex Draper 700FD para colheitadeiras de grãos. De acordo com o gerente de Marketing, Gustavo Barden, a nova plataforma está mais robusta e com borda corrugada autolimpante, que evita o acúmulo de resíduos e aumenta a sua durabilidade. “Também é possível invertê-la para ter maior vida útil, possui duplo guia para maior durabilidade e os degraus frontais são parafusados na parte superior para garantir praticidade e facilidade de limpeza”, explica.

Alexandre Blasi

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Stara

Gilson Trennepohl

Quatro séries

A Massey Ferguson lançou de uma só vez quatro séries de tratores: MF 6700 Cabinado, MF 7200, MF7700 e MF 8700 Dyna-VT. A equipe de marketing da Massey Ferguson garantiu grande exposição dos novos modelos, atendendo os visitantes e clientes com demonstrações dos principais atributos de cada máquina. Os clientes brasileiros estão cada vez mais atentos ao que o mercado pode oferecer de mais tecnológico para o segmento de máquinas agrícolas e a Massey Ferguson busca estar sempre um passo à frente para atender esta demanda, explica Everton Pezzi, supervisor de Marketing do Produto Tratores MF.

Gustavo Barden

A Stara esteve presente em mais uma Agrishow e realizou o lançamento de oito produtos. Para o presidente da Stara, Gilson Trennepohl, estes lançamentos refletem o trabalho dos últimos anos da marca que vêm ao encontro das necessidades dos produtores. “São produtos inovadores que levam a melhor tecnologia embarcada, possibilitando que os produtores tenham à sua disposição máquinas e implementos que atendam às mais diversas funcionalidades do campo capazes de realizar trabalhos com maior rapidez e por um menor custo”, garante.

Agrosystem A Agrosystem, empresa de tecnologia para a agroindústria, levou para a Agrishow 2017 a sua ampla linha de produtos. A novidade foi em sua linha de agrometeorologia, o Enviro Monitor, de sua parceira, Davis. Segundo o CEO da empresa, Carlos Henrique Jacintho Andrade, com a estação meteorológica Enviro Monitor o produtor rural pode monitorar parâmetros ambientais de clima e solo e, assim, reduzir custos e evitar o desperdício.

Carlos Henrique Jacintho Andrade


Grandes lançamentos O vice-presidente de Vendas e Marketing para a América do Sul da AGCO, Werner Santos, destacou a importância do grande número de lançamentos em tratores realizados pela Valtra e a Massey Ferguson durante a Agrishow. “São produtos de ponta que certamente farão diferença no mercado nos próximos anos. Apostamos em vários formatos e modelos e na linha pesada ofertamos tratores com diferentes transmissões, que possam atender ao maior número de aplicações com uma mesma máquina, facilitando a vida dos produtores”, explicou.

Baldan A Baldan expôs aproximadamente 60 máquinas de seu portfólio na Agrishow 2017, tendo como destaques a semeadora Giga Max e o escarificador Garra 300. A semeadora vem equipada com caixa única de semente, com pressão positiva e sistema de transmissão elétrica (V Drive), que permite corte linha a linha em conjunto com o sistema de dosador a vácuo (V Set). De acordo com o gerente de Marketing, Márcio Barion, a máquina possui, ainda, sistema de telemetria, que permite ao produtor o monitoramento remoto e em tempo real da operação no campo.

Werner Santos

Netafim

A Netafim apresentou na Agrishow um implemento para colocação de mangueiras de gotejamento no solo. De acordo com Carlos Sanches, diretor de Marketing Mercosul, o implemento de cinco linhas é capaz de injetar mangueiras em até 20ha/dia. “Esta ferramenta nos ajudará a acelerar o processo de instalação de novos projetos”, garante.

Expectativa A Valtra levou para a Agrishow uma frota de tratores completamente renovada. Entre os destaques estão a Série T CVT e A4 HiTech, que esbanjam tecnologia. O time de marketing tratores da Valtra estava otimista com a grande receptividade do público e com a retomada do setor que deverá impulsionar as vendas no segundo semestre de 2017.

Fookink Trelleborg

Victor Aleixo

Presente em mais uma edição da Agrishow, a Trelleborg apresentou a sua linha de pneus radiais com destaque para o pneu VF650/60R38 da linha TM1060. De acordo com o engenheiro de Campo – Pneus Agrícolas e Florestais, Victor Aleixo, “o TM1060 tem tecnologia Progressive Traction, que oferece uma solução de alta performance para a nova geração de tratores e tem como característica maior área de contato que impulsiona a produtividade agrícola sem danificar o solo”.

A Fockink levou para a Agrishow 2017 a sua ampla linha de produtos, com destaque para os geradores a biogás e gás natural, geração de energia fotovoltaica (painéis solares) através de subestação de energia. Segundo o gerente de Marketing da Fockink, Oscar Strücker, “a geração de energia elétrica a partir de biogás e solar é sinônimo de preservação ambiental e importante fonte de renda para pequenos, médios e grandes produtores rurais, além de indústrias”.

Oscar Strücker

Errata

Corrigindo o erro que cometemos na página 25 da edição 171, o motor que equipa as colhedoras CR EVO da New Holland são FPT Cursor 10. Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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COLHEDORAS John Deere

Reduzir custos A colheita mecanizada da cana-de-açúcar representa em torno de 30% do total dos custos de produção desta cultura. Diminuir este percentual é possível, desde que observados aspectos simples como regulagens das máquinas, correta rotação do motor e velocidade ideal de colheita

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ma das atividades mais importantes na agricultura é a colheita, que representa cerca de 30% de todos os custos envolvidos. Isto se deve ao seu alto valor agregado, podendo ser compreendida como a operação mais onerosa do processo produtivo devido à alta demanda energética. Para termos um maior retorno de todos os investimentos realizados durante o ciclo produtivo de uma cultura, seja ela qual for, a colheita deve ser realizada dentro de padrões de qualidade exigidos pelos gestores da Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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operação. A fim de otimizar este processo devemos ter em mãos algumas informações relacionadas ao desempenho energético das colhedoras ou, em outras palavras, ao consumo de combustível, pois podemos gerenciar este sistema mecanizado agrícola e tomar decisões mais lógicas e criteriosas, visando à racionalização e à sustentabilidade da colheita mecanizada de cana-de-açúcar. Mesmo havendo elevado custo com a colheita mecanizada de cana-de-açúcar, esta se apresenta como alternativa viável, por conta de sua capacidade

operacionalser maior que a da colheita semimecanizada (popularmente denominada de colheita manual), por haver legislações trabalhistas que prezam a ergonomia do trabalhador rural quando o corte manual ocorre e, também, pela diminuição de impactos ambientais ocasionados pela queima da cana crua. Neste contexto, o alto consumo de combustível torna-se o maior agravante da sustentabilidade energética da colheita, na qual são consumidos cerca de 30L/h a 60L/h por colhedora, sendo que estes valores oscilam na


Case IH

colheita mecanizada de cana-de-açúcar nos espaçamentos de 1,50m e 0,90m x 1,50m, e seguem as seguintes estimativas (Tabela 1): Em virtude deste elevado valor gasto com a demanda energética, avaliar a segurança e o conforto de quem vai operar a colhedora é fundamental, pois é uma maneira de se evitar custos adicionais com a saúde do operador. Devemos, então, aplicar critérios ergonômicos de avaliação e priorizar projetos que permitam estabelecer a perfeita interação homem-máquina, pois a capacidade operacional e a eficiência do trabalho agrícola dependem das condições com que são realizados e, conjuntamente a esses fatores, associa-se a demanda energética da colheita que pode aumentar, em virtude do estresse ou desconforto do operador. Um operador em um ambiente agradável é capaz de operar e controlar melhor a máquina durante as operações em sua rotina de trabalho, resultando em maior eficiência energética. A regulagem e a utilização correta da colhedora em diferentes condições de trabalho são importantes aliadas para a redução do consumo de combustível e, neste sentido, podemos citar alguns aspectos importantes. A variação da rotação de trabalho do motor deve estar de acordo com as necessidades, buscando a faixa de consumo mínimo, relacionado à produtividade do canavial. Por exemplo, estudos apontam que em canaviais de baixa produtividade, reduzir a rotação de trabalho diminui significativamente o consumo de combustível da colhedora, em função deste controle automático. Trabalhar com a velocidade de colheita adequada em função do porte do canavial é outro aspecto que precisa ser observado. Espaçamentos entre as fileiras colhidas afetam a quantidade de combustível gasto ao longo da safra, associado com a produtividade do canavial (fluxo de material vegetal colhido). O mecanismo de corte basal com controle automático da altura de corte

visa evitar o contato dos discos e das facas com o solo, diminuindo assim a resistência ao deslocamento da colhedora. Ajustar a rotação de trabalho do extrator primário em função do dia de trabalho também é outro fator importante. Em períodos mais secos do dia pode-se diminuir a rotação e manter a eficiência na limpeza do material vegetal e mineral. É sabido que alguns fatores dependem da realidade do produtor ou da unidade produtora, por isso devemos sempre buscar pela melhor relação custo-benefício, para, afinal, termos um processo mais econômico e ainda mais sustentável, uma vez que há uma menor emissão de poluentes, devido à menor queima de óleo diesel, sendo este um objetivo que todos se empenham para conquistar. Neste contexto, pressupondo que a demanda de energia da colheita mecanizada de cana-de-açúcar seja influenciada durante a operação, o Laboratório de Mecanização Agrícola (LMA) da UFV/Viçosa e o Laboratório de Máquinas e Mecanização Agrícola (Lamma) da Unesp/Jaboticabal objetivaram neste trabalho avaliar a demanda energética de uma colhedora de mudas de cana-de-

-açúcar ao longo da colheita, por meio do controle estatístico de processo. O ensaio foi realizado em área agrícola de uma usina de cana-de-açúcar nas proximidades das coordenadas geodésicas: latitude 20º01’ S e longitude 48º56’ W, com altitude média de 516 metros. A declividade média da área agrícola da unidade produtora onde foi realizado o ensaio era de 5%, sendo que o clima predominante é Aw, de acordo com a classificação de Köeppen. O porte do canavial foi avaliado, utilizando-se de um triângulo retângulo padrão, de acordo com a metodologia proposta por Ripoli (1996), na qual foram determinados 25%, 39% e 36% de colmos deitados, acamados e eretos, respectivamente. A variedade colhida foi a RB85-5453, estando no segundo corte. A produtividade média da área colhida ao longo do monitoramento da colhedora foi de 90,91ton/ha. A colhedora utilizada possuía as seguintes características técnicas: motor 6090T PowerTech (Tier III), com nove litros, de 251kW (342cv), com quatro válvulas por cilindro, sendo equipada com o sistema Field Cruise, de controle de rotação do motor e rodados de esteiras com bitola de 1,88m. Esta colhedora

Regulagem e utilização da colhedora corretamente são importantes para a redução do consumo de combustível

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John Deere

Figura 1 - Resultados referentes às perdas avaliadas na colheita de soja com máquina de plataforma draper

O consumo de combustível varia de acordo com as condições de trabalho

não possuía o sistema automático de direcionamento (piloto automático) durante a operação. A máquina colhe somente uma fileira de plantio, no espaçamento de 1,50m. Esta colhedora possuía o tempo de uso de dois anos, com diferentes quantidades de hora-motor (2.700) e hora elevador (2.240) trabalhadas. O delineamento experimental foi realizado baseado na metodologia do controle estatístico de processo, ao longo de um turno diurno, com uma jornada de trabalho de oito horas, totalizando 50 pontos amostrais, sendo coletados a cada nove minutos aproximadamente. As variáveis ou indicadores de qualidade avaliados foram: velocidade de trabalho, consumo horário de combustível, potência efetiva e consumo específico de energia por unidade de área. O consumo horário de combustível foi coletado por meio do monitor de coluna frontal, dentro da colhedora, na qual o consumo de combustível foi quantificado por meio de sensores específicos instalados na

máquina (entrada e saída do fluxo de combustível). Os resultados foram avaliados por meio do controle estatístico de processo, utilizando as cartas de controle do tipo I (valores individuais), que possui linha central (média geral), bem como os limites superior e inferior de controle, definidos como LSC e LIC, calculados com base no desvio padrão das variáveis - para LSC, média mais três vezes o desvio padrão, e para LIC, média menos três vezes o desvio, quando maior que zero (Montgomery, 2009). Independentemente da suposição de normalidade dos dados, as cartas de controle foram elaboradas para o monitoramento do processo, sendo a análise e o conhecimento do processo essenciais para a tomada de decisão (Montgomery, 2009). O consumo horário de combustível apresentou instabilidade do processo ao longo da colheita mecanizada de mudas de cana-de-açúcar (Figura 1), ou seja, existem causas não aleatórias influenciando a colheita de mudas. Neste sentido, a possível explicação pode

Tabela 1 - Estimativas do consumo e gastos com combustível de colhedoras de cana-de-açúcar em uma safra Espaçamento entre fileiras (m) 1,50 0,90 x 1,50

Consumo (L/h) 40 60

Horas/dia de Frota de trabalho (h)* colhedoras 15 25 15 25

*Considerou-se uma eficiência de tempo de 62,5%, em condições favoráveis de trabalho. **Preço do óleo diesel nas bombas de postos de combustíveis.

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Litro de óleo diesel (R$)** 3,10 3,10

Safra (Dias) 260 260

Custo total (R$) 12.090.000,00 18.135.000,00

ser em virtude da maior quantidade de matéria-prima no interior da máquina, que aumentou a demanda de potência do motor da colhedora para o completo processamento deste material vegetal, nestes pontos fora do limite superior de controle. Voltarelli (2013) ao avaliar a qualidade de processos agrícolas mecanizados, relata que a instabilidade de um indicador de qualidade pode representar de maneira insatisfatória o desempenho da operação ou de um serviço realizado, porém o conhecimento e a correta interpretação para cada situação tornam-se fundamentais para um gerenciamento adequado da operação, para assim torná-la sustentável. Por fim, oconsumo energético de combustível durante a colheita mecanizada de cana-de-açúcar possui elevada variabilidade em virtude do dinamismo das condições que a máquina deve suportar, portanto a quantificação em tempo real deste indicador de qualidade durante a colheita se torna um eficaz meio de manter a qualidade agrícola e também proporciona maior controle do processo de colheita pelos gestores das .M unidades produtivas. Murilo Aparecido Voltarelli e Wilson de Almeida O. Junior, UFV/Viçosa Rouverson Pereira da Silva e Carla Segatto Strini Paixão, Unesp/Jaboticabal


COLHEDORAS Charles Echer

Como medir?

Pesquisadores avaliam perdas em colheita de soja com três diferentes métodos de amostragem com o objetivo de comparar os dados obtidos com cada um deles

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urante o processo de colheita, é normal que ocorram algumas perdas. Porém, é necessário que estas sejam sempre reduzidas a um mínimo para que o lucro seja maior. Para reduzir perdas é necessário que se conheçam suas causas, sejam estas físicas ou fisiológicas. As perdas ocorridas numa lavoura de soja são definidas em perdas de pré-colheita, perdas causadas pela plataforma de corte e perdas pelos sistemas de trilha, separação e limpeza “industrial”. As perdas também podem ser classificadas como quantitativas e qualitativas. A avaliação das perdas é feita através de determinações no campo, onde o material é recolhido em condições normais de operação, fazendo a coleta dos materiais perdidos, Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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logo após a passagem da máquina, obtendo-se o peso dos mesmos e convertendo-se o valor encontrado em perda por unidade de área, normalmente o hectare, ou perda em porcentagem do total de grãos disponíveis para colheita. Analisando dados do IBGE, relatam que o Brasil perde aproximadamente 1,5 milhão de toneladas com a colheita de soja, sendo que na safra 2015/2016, a produção nacional de soja foi de 95,631 milhões de toneladas para uma área de 33,177 milhões de hectares. As perdas na colheita são influenciadas por vários fatores tanto relacionados à cultura quanto à colhedora. Dos fatores relacionados à colhedora, pode-se dizer que as perdas podem ser relacionadas pela falta de monitoramento na colheita, pois em muitos casos o produtor

deixa de observar simples detalhes, como umidade do grão, regulagem da máquina, ou até mesmo a ineficiência do operador, isso, ao longo da colheita, apresenta uma importância econômica muito grande para o proprietário. Pesquisadores do Grupo de Estudos de Colheita Mecanizada (Gecom), vinculado à Fatec “Shunji Nishimura” Pompeia (SP), desenvolveram um experimento que teve por objetivo realizar uma avaliação das perdas totais na colheita de soja, na região do Vale do Paranapanema, interior do estado de São Paulo. Foram feitas análises através de três metodologias, para então quantificar as perdas fazendo um comparativo entre elas e de modo que fosse possível analisar a que mais se aproximava da metodologia desenvolvida pela Embrapa, utilizada


Fotos Danilo Tedesco de Oliveira

Gráfico 1 - Variação das amostragens nas diferentes metodologias

Gráfico 2 - Comparativo entre as metodologias utilizadas

como referência no experimento. O experimento foi conduzido no município de Pedrinhas Paulista (SP), situado nas proximidades do Rio Paranapanema, região conhecida como Médio Vale Paranapanema, oeste do estado de São Paulo. O solo da área foi classificado como latossolo vermelho escuro. O trabalho constou de 140 pontos amostrados em uma área de colheita mecanizada da soja, distribuídos em três métodos de amostragem de perdas totais. Foram realizadas 60 amostras da metodologia da circunferência e do metro quadrado, e respectivamente 20 amostras da metodologia da Embrapa aleatoriamente na área. Três amostras da metodologia da circunferência e do metro quadrado equivaleriam a uma amostra da metodologia da Embrapa. A primeira metodologia utilizada foi chamada de metodologia do metro quadrado, que consiste em uma armação com as dimensões de 1 x 1 metro, totalizando 1m². A segunda metodologia utilizada foi chamada de metodologia da circunferência, possuindo uma armação cilíndrica com 0,56 metro de diâmetro. Nas metodologias da circunferên-

cia e do metro quadrado os materiais que restavam nas armações após a colheita eram recolhidos, depois armazenados em sacos plásticos e identificados. Esses materiais foram pesados em uma balança semianalítica, no qual sua massa foi convertida para a mesma unidade de medida que é utilizada pelo copo medidor de perdas da Embrapa em sacos por hectare. A terceira metodologia utilizada foi a desenvolvida pela Embrapa, que possui uma área de 2m2. As dimensões do método de amostragem recomendado pela Embrapa para amostrar grãos soltos variam de acordo com o tamanho da plataforma da colhedora. Leva-se em consideração o comprimento da plataforma da colhedora, cuja medida é em metros e para obtermos uma área de 2m² basta dividir dois metros pelo comprimento da plataforma e será encontrado o valor da largura da armação. Utilizou-se o copo medidor de perdas da Embrapa, com finalidade de quantificar instantaneamente as perdas a partir da coleta dos grãos. Portanto, após as determinações feitas no momento da colheita, é possível verificar se as perdas estão

dentro dos padrões aceitáveis, caso não esteja dentro dos padrões aceitáveis o operador pode rapidamente fazer a correção dos órgãos ativos da máquina para que essa perda seja minimizada.

Metodologia de amostragem que utiliza uma área de 1m2

Amostragem com circunferência de uma armação de 0,56m de diâmetro

Amostragem proposta pela Embrapa, com área de 2m2

RESULTADOS OBTIDOS

Após a coletada dos dados realizou-se uma análise de variância onde obteve-se o valor do coeficiente de variação entre as amostragens de 13,12%, que é considerado baixo. O Gráfico 1 mostra que a metodologia do metro quadrado não apresentou grandes variações de amplitude, apresentando amostras com menor variabilidade, diferente das metodologias da Embrapa e da circunferência, que apresentaram grande variabilidade nas amostras realizadas. Analisando o Gráfico 2 pode-se verificar que as metodologias da Embrapa e da circunferência não apresentaram diferenças significativas, mostrando quase a mesma quantidade de perdas. Já a metodologia do metro quadrado apresentou valores menores de perdas, sendo diferente das metodologias da Embrapa e da circunferência.

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Gráfico 3 - Representação gráfica da metodologia do metro quadrado, com equação Gráfico 4 - Representação gráfica da metodologia da circunferência, com equação e e demonstração do R2 demonstração do R2

Gráfico 5 - Representação gráfica da metodologia da Embrapa, utilizada como referência, com equação e demonstração do R2

Charles Echer

Para se reduzir as perdas é necessário saber as suas causas

sa nos Gráficos 4 e 5 não segue o mesmo comportamento conforme esperado. Portanto, com esses resultados, pode-se concluir que a metodologia da circunferência apresentou resultados significativamente iguais aos da metodologia da Embrapa e também se torna uma metodologia fácil de ser executada em campo, sendo uma opção indicada para produtores que querem quantificar as perdas de .M forma rápida.

Danilo Tedesco de Oliveira, Lamma, FCAV/Unesp Jaboticabal Edson Massao Tanaka e Guilherme Cardozo Parmegiani, Marcilei Correa Ferreira, Fatec Shunji Nishimura Danilo Tedesco de Oliveira

Os Gráficos 3, 4 e 5 demonstram os dados expressados na forma de gráficos de dispersão. Neles é possível averiguar que a linha de tendência obtida em cada gráfico se mostrou diferente nos três resultados. Dos resultados obtidos, na representação da metodologia da circunferência, apesar de descrever resultados próximos à metodologia da Embrapa - como demonstrado no Gráfico 1 - percebe-se que a linha de tendência que está expres-

Copo medidor de perdas projetado pela Embrapa

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Rômulo Bock

SEMEADORAS

Em adaptação O plantio de soja em áreas de várzea, onde tradicionalmente é cultivada com arroz irrigado, é um caminho sem volta. No entanto, muitos ajustes devem ser feitos no conjunto de máquinas utilizadas a fim de proporcionar melhor aproveitamento da frota e tornar as operações mais eficientes

A

região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul se destaca no cenário nacional quando o assunto é arroz irrigado. Porém, com o passar dos anos e a desvalorização do grão, os produtores iniciaram o processo de implantação da cultura da soja, que hoje já soma mais de 315 mil hectares semeados, ao longo de 13 municípios produtores. Mesmo que a região apresente solos bastante diferentes dos tradicionalmente utilizados para a cultura, sendo compostos em sua maioria por argilas expansivas, que dificultam a penetração do sistema radicular, ou água e solos arenosos, nos municípios de Alegrete e Manoel Viana, a cultura vem mostrando resultados satisfatórios, uma vez que, além de incrementar a renda de muitos pro-

dutores, a soja é uma grande aliada na rotação de culturas e na limpeza das áreas dominadas pelo arroz vermelho, principal planta daninha que atinge as lavouras da região. Contudo, as áreas de várzea mostram-se como o maior empecilho para a adaptação da cultura, pois o excesso hídrico e a indisponibilidade de sementes resistentes aos solos encharcados fazem com que os períodos de alagamento, ocasionado pelo excesso de chuvas, prejudique o desenvolvimento das plantas ou cause a morte de um grande número de plantas, além de facilitar o aparecimento de doenças. Visando a redução destes problemas, os produtores estão procurando diferentes formas de manejo do solo, utilizando, além do sistema de cultivo con-

vencional, o sistema de semeadura em camalhões. Tal sistema proporciona a aeração das raízes, elevando a camada superior do solo formando sulcos, por onde a água irá escorrer, reduzindo o contato e o tempo de inundação das plantas. Normalmente, a largura dos camalhões corresponde à largura das linhas das semeadoras e colhedoras a serem utilizadas, favorecendo o momento das operações. Uma vez que os obstáculos provenientes do solo estão resolvidos, começa-se a pensar na semeadura. Dentre os principais fatores que podem influenciar na semeadura estão o erro de deposição e a dosagem das semeadoras. Sabe-se que quanto menor a distância entre o sulco para deposição das sementes e o dosador, Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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Fotos Rômulo Bock KF

O plantio de soja em várzea é feito com máquinas que elevam a linha de plantio

mais eficiente será a distribuição. Os dosadores são decisivos para a determinação do estande de plantas, sendo que o rendimento da cultura é inferior quando ocorre a baixa densidade de plantas. Quando há densidade maior que o desejado, este também se torna um agravante, considerando que a alta população pode levar as plantas ao estiolamento, facilitando o acamamento em caso de fortes chuvas ou ventos. Para a semeadura da soja podem ser utilizadas semeadoras de precisão, onde a distribuição das sementes é feita através dos discos alveolados. Estes discos funcionam individualizando, dosando e liberando as sementes nos

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sulcos. A velocidade e as irregularidades do terreno podem ser fatores que limitam seu funcionamento, uma vez que pode ocorrer a liberação de várias sementes de uma só vez. As semeadoras pneumáticas, com distribuição das sementes a vácuo, tornam a semeadura mais confiável e certeira, apresentando porcentagens de espaçamentos adequados muito maiores em comparação às semeadoras com discos alveolados. Porém, este tipo de semeadora ainda é muito difícil de ser encontrado na Fronteira Oeste. Alguns produtores, que implantam a cultura da soja apenas para a limpeza das áreas, sem a pretensão de obter lucros com esta

atividade, ainda utilizam semeadoras de fluxo contínuo adaptadas, visando à economia oriunda do investimento de uma nova semeadora. A pesquisa foi realizada em propriedades rurais dos municípios de Itaqui, Alegrete e Manoel Viana, todos do Rio Grande do Sul. A amostragem foi realizada em 20 lavouras, onde foram coletadas quatro subamostras de 40 plantas, totalizando amostras de 160 plantas em cada propriedade (Dias, 2012). Para aferir os espaçamentos entre plantas, uma trena metálica foi disposta ao lado de uma linha aleatória de semeadura e procedeu-se a leitura da distância entre plantas. Foram coletados, ainda, dados a respeito da forma como a semeadura foi realizada, entre eles os modelos dos tratores e das semeadoras utilizados, a velocidade de semeadura, o espaçamento entre linhas, o sistema de cultivo e o estande de plantas esperado durante a regulagem da semeadora. Para a avaliação da distribuição longitudinal das plantas foi calculado o percentual de espaçamentos falhos, duplos e aceitáveis de acordo com a ISO 7256/1 (ISO, 1984). Em relação ao sistema de cultivo, 70% das lavouras visitadas fazem uso do sistema plantio direto e 5% do sistema convencional. O uso de camalhões,


mais indicado para áreas facilmente alagáveis, está presente em 25% das lavouras amostradas. No tocante ao mecanismo dosador de semente das semeadoras amostradas, 55% apresentavam dosagem por disco alveolado horizontal, 40% eram equipadas com dosadores pneumáticos e, mesmo não sendo recomendado para a cultura da soja, 5% das semeadoras empregavam dosadores de fluxo contínuo, denotando que, nestas propriedades, a soja é cultivada apenas por questão de oportunidade. O espaçamento entre linhas está diretamente relacionado às máquinas que serão utilizadas durante a condução da cultura. Na região amostrada, o espaçamento de 45cm é o mais utilizado, representando 50% do total, seguido do espaçamento de 50cm (35%). Outras duas medidas ainda são utilizadas – 40cm e 47cm, totalizando, juntas, 15%. De acordo com a Anfavea (2016), os tratores podem ser classificados quanto à classe de potência como: Classe I (até 36kW), Classe II (de 36kW a 73kW), Classe III (de 74kW a 147kW) e Classe IV (acima de 147kW). Entre os tratores utilizados para as atividades de semeadura na área amostrada, 65% fazem parte da classe III. De acordo com a recomendação dos fabricantes, as semeadoras necessitam de 10cv a 15cv por linha de semeadura – valor que pode variar, por exemplo, de acordo com o tipo de sulcador de fertilizante. Observando a figura da potência específica (cv/linha), é notável que parte dos tratores apresenta excesso de potência por unidade de semeadu-

Plantio de soja sobre camalhões

Parâmetros Analisados MANEJO DO SOLO

SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE SEMENTES

ESPAÇAMENTO ENTRE LINHAS (cm)

ra, fato que apresenta diversos aspectos negativos, como maior consumo de combustível, mais compactação do solo e subutilização do trator. Por tratar-se de uma região orizícola, onde as atividades demandam maior potência dos tratores, os produtores ainda estão se adaptando à cultura da soja e acabam adquirindo semeadoras subestimadas para os tratores que possuem. Em alguns casos, a potência específica passou da margem dos 20cv/linha, ou seja, entre 50% e 100% a mais do que a potência recomendada pelos fabricantes das semeadoras. Tendo em vista que o estande final de plantas depende de inúmeros fatores, como a cultivar utilizada, ataques de pragas e doenças e clima, a regulagem da semeadora é de grande importância para o produtor que almeja melhor estande de plantas e, por consequência, maior produtividade. A figura abaixo traça um paralelo entre a densidade de semeadura e a população de plantas alcançada, mensurada pelo estande final de plantas. É possível observar que algumas propriedades sofreram uma redução maior que 50% no estande final das plantas, sendo este um valor bastante elevado, o que prejudica a produtividade da lavoura. Entre as 20 propriedades analisadas, duas alcançaram um estande final de plantas superior ao desejado, provavelmente por erros na calibração da semeadora.

MÁ DISTRIBUIÇÃO

Inúmeros são os fatores que podem ocasionar a ocorrência de má distribui-

Caracterização Camalhão Plantio Direto Convencional Disco Alveolado Pneumático Fluxo Contínuo 40 45 47 50

Total (%) 25,0 70,0 5,0 55,0 40,0 5,0 7,5 50,0 7,5 35,0

ção de plantas na linha. Diversos autores citam que, assim como o estande de plantas, a distribuição longitudinal pode estar associada à velocidade de semeadura. As irregularidades do terreno, quando a semeadura é realizada em alta velocidade, fazem com que várias sementes sejam depositadas no solo ao mesmo tempo, devido aos impactos nos sistemas dosadores. Nas propriedades amostradas, a velocidade não apresentou correlação com a regularidade de distribuição, expressa pelos percentuais de espaçamentos aceitáveis, duplos e falhos. As velocidades utilizadas variaram de 4km/h a 8km/h. Dentro de tais velocidades, também não foram encontradas diferenças na regularidade de distribuição entre os mecanismos dosadores pneumáticos e de disco alveolado.

CONCLUSÃO

A entrada da cultura da soja na região amostrada é um caminho sem volta. Neste sentido, ainda há um longo caminho a ser percorrido na qualificação das operações agrícolas para esta cultura. Os dados mais alarmantes foram aqueles relacionados à elevada potência dispendida por unidade de semeadura, elucidando que há falta de planejamento da mecanização e a redução drástica do estande de plantas em relação à população de plantas .M almejada na semeadura. Rômulo Bock, Camila Dalcin, Luana Knierim e Vilnei Dias, Lamap/Unipampa Alegrete

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AGRICULTURA DE PRECISÃO

Diagnóstico A em campo AgLeader

O monitoramento de culturas através do sensoriamento terrestre permite acompanhar o crescimento das plantas ao longo do seu desenvolvimento fenológico

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agricultura de precisão possui ferramentas modernas e tecnológicas que auxiliam na melhoria da eficiência de práticas agrícolas, tais como distribuição de fertilizantes e herbicidas a taxa variável, mapas de produtividade, condutividade elétrica do solo, mapeamento da lavoura, entre outras. Estas ferramentas fornecem ao agricultor grande quantidade de informação a respeito da variabilidade espacial de sua lavoura, permitindo a tomada de decisões mais assertivas e embasadas. Dentre as áreas de agricultura de precisão, o sensoriamento remoto é o que mais tem se destacado. Podendo ser dividido em três principais áreas: sensoriamento remoto aéreo, orbital (sensores passivos) e terrestre (sensores ópticos ativos ou sensores ativos de dossel). Estes sensores, por sua vez, têm apresentado bons resultados no manejo da lavoura, possibilitando ao produtor melhor monitoramento da mesma. Pois se sabe que dentro da mesma área existe variabilidade espacial, que deve ser estudada e monitorada para atingir a produtividade desejada. O sensoriamento proximal ou terrestre utiliza sensores ópticos ativos para o monitoramento da cultura ao longo do seu desenvolvimento fenológico, permitindo conhecer o quanto a planta está ou não vigorosa, por meio dos índices de vegetações, que são obtidos pela captação da reflectância da planta pelo sensor. Sendo que cada sensor possui bandas específicas, que emitem ondas eletromagnéticas sobre o dossel da planta, no qual é captado pelo sensor a reflectância após a interação das ondas com o alvo (planta). Assim, por meio dessa reflectância é possível gerar os índices de vegetação, que são operações matemáticas entre os valores captados em cada banda. O sensoriamento terrestre tem a finalidade de verificar a área da lavoura que está menos vigorosa, proporcionando ao produtor o acompanhamento da cultura, se a quantidade de fertilizante aplicado foi o suficiente para o desenvolvimento adequado da planta. O produtor poderá reduzir os gastos com fertilizantes quando distribuídos em déficit ou excesso e pode


ainda aproveitar as operações corriqueiras como a pulverização para realizar o monitoramento do vigor da cultura, por meio da embarcação de sensores proximais no pulverizador, diminuindo assim os custos com levantamento de dados. Com a necessidade de novas pesquisas na área de agricultura de precisão, o Laboratório de Máquinas e Mecanização Agrícola (Lamma) da Unesp – Campus de Jaboticabal -, tem realizado trabalhos com o sensoriamento proximal nas culturas de milho, amendoim e soja, como também tem feito parceira com empresas privadas como a AgLeader, que disponibilizou o OptRX (sensor óptico ativo) para o Lamma, visando ao desenvolvimento de pesquisas. Para a utilização do sensor OptRX pelo Lamma foi preciso a construção de um suporte específico para transportá-lo na lavoura e que fosse possível utilizá-lo em avaliações para o acompanhamento de todo o ciclo fenológico da cultura, ou seja, desde a semeadura até alguns dias antes da colheita. O suporte confeccionado e utilizado neste trabalho teve como base o modelo desenvolvido pela professora doutora Brenda V. Ortiz, da Universidade de Auburn (Alabama, EUA) no qual utiliza-se uma bicicleta que serve como suporte e transporte de dois sensores ópticos ativos (GreenSeeker e CropCircle) para avaliações realizadas a campo. A utilização do sensor embarcado na bicicleta permitiu o monitoramento de algumas culturas no decorrer do seu ciclo fenológico, permitindo conhecer a variabilidade espacial das plantas, como também saber em quais períodos que a planta necessita de maiores quantidades de fertilizantes, em função da sua demanda e pelo vigor da planta, por meio dos índices de vegetação. Novas técnicas de agricultura de precisão vêm surgindo para facilitar o manejo e o monitoramento da lavoura, e ainda possibilitam ao agricultor ter maior controle dessa lavoura e conhecer os problemas que estão ocorrendo em tempo real. Assim, por meio do sensoriamento

Franciele Morlin Carneiro

USO DE SENSORES ÓPTICOS

remoto proximal é possível gerar vários produtos, dentre eles mapas com índices de vegetação, que estão relacionados ao vigor da cultura. Sendo que a partir dos índices de vegetação é possível realizar a recomendação de nitrogênio em taxa variável por meio de algoritmos para algumas culturas, como cana-de-açúcar, milho, algodão e outras. Além disso, o produtor pode desenvolver junto com seu consultor ou cooperativa os algoritmos próprios para a predição de produtividade e recomendação de nitrogênio, dependendo da cultura. Para se ter produtos consistentes é necessário realizar um mapeamento de qualidade e ter alguns cuidados no momento da coleta dos dados para que estes representem de forma real a variabilidade existente no campo, ainda mais por se tratar de sensores ópticos, que se baseiam na reflectância da superfície da folha, e que pode variar por muitos motivos. Com base nisso, o produtor deve estar atento no momento da operação, principalmente no que diz respeito à orientação do sensor e à altura de trabalho, respeitando sempre os parâmetros indicados pelo fabricante. Alguns momentos do dia também devem ser evitados, como períodos onde há orvalho ou após chuvas, quando a folha ainda apresenta grande quantidade de gotas em sua superfície, pois a água altera a dinâmica das ondas eletromagnéticas emitidas pelo sensor e também possui a característica de absorver as ondas no infravermelho, fazendo com que os índices sejam alterados por conta dessa propriedade de absorção. Dependendo da finalidade do le-

vantamento, como, por exemplo, para predição de produtividade, é necessário que se faça no estádio fenológico, onde haja maiores correlações com a produtividade da cultura que se está avaliando. Caso contrário, serão gerados resultados discrepantes da realidade, fazendo com que se perca o dinheiro investido no mapeamento e processamento dos dados, além da possível tomada de decisões errôneas com base em informações que não representam a realidade da lavoura. Os sensores ópticos ativos fornecem informações valiosas ao produtor, no entanto, para que eles funcionem de forma adequada e que gerem resultados confiáveis é necessário que o mesmo faça sua parte no processo, tomando todos os cuidados durante o levantamento, processamento e gestão dos dados para suas tomadas de decisão. Tendo em vista a grande necessidade de desenvolvimento de pesquisas aplicadas ao campo envolvendo o sensoriamento remoto proximal, o Laboratório de Máquinas e Mecanização Agrícola continua seus esforços em desenvolver conhecimento na academia e levá-lo direto ao campo, onde realmente se faz necessária a sua chegada. Além disso, a parceira entre empresas e universidades é primordial para o aprimoramento e desenvolvimento de novas pesquisas, que busquem solucionar problemas resultantes da área acadêmica e do pro.M dutor rural. Franciele Morlin Carneiro, Cristiano Zerbato, Patricia Candida de Menezes, Lucas Augusto da Silva Gírio, Mailson Freire de Oliveira e Carlos Eduardo Angeli Furlani, Lamma, FCAV/Unesp Jaboticabal

Sensor OptRX acoplado em uma bicicleta utilizada por pesquisadores da Unesp para monitoramento de culturas através do sensoriamento proximal

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CAPA

MF 6700

Lançada na Agrishow 2017, a Série 6700 vem com três diferentes motorizações, de 115cv a 135cv, com transmissão manual 12x12 com reversão mecânica ou hidráulica em versões cabinada e plataformada

Q

uando se inicia o ano, alguns fabricantes preparam lançamentos de novos produtos para o Show Rural de Cascavel, mas a grande expectativa é para o que ocorre durante a Agrishow, quando é lançada a grande maioria das novidades. Nesta edição, em Ribeirão Preto, tivemos o lançamento dos modelos Massey Ferguson 4292 Xtra, da série MF 6700 cabinada e das séries MF 7200 e MF 7700. Para esta edição tivemos a oportunidade de testar os modelos MF 6711 e MF 6713 plataformados, que foram lançados na última Expodireto, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul. Aos poucos, a Massey Ferguson transforma a sua linha de tratores oferecidos ao mercado brasileiro, para os modelos globais, e atualiza os modelos com potência acima de 100cv para os requisitos exigidos pela Normativa MAR-I, que trata de redução de emissões em motores de tratores agrícolas. Esta série de tratores, composta de três modelos, inicia com 115cv no modelo MF 6711, 125cv no modelo MF 6712 e encerra com o modelo MF 6713, de 135cv. São motores com injeção eletrônica e intercooler, que toleram uso de

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diesel comum, S10 e S500 sem qualquer problema e necessidade de alteração. Para facilitar a identificação desta série, o fabricante denominou como MF 6700, onde o 6 representa a distância entre eixos, o 7 a geração e substituindo os zeros por 11, 12 e 13 representa-se a potência de 115cv, 125cv e 135cv, respectivamente.

MOTOR

Os motores dos tratores são fundamentais para disponibilizar energia para que os demais mecanismos funcionem de maneira adequada à dimensão do trator. Nos modelos avaliados neste teste os motores são da marca AGCO Power, de quatro cilindros, com volume deslocado de 4,4 litros e equipados com turbo intercooler. Na série, a potência máxima (norma SAE J1995) é de 115cv, 125cv e 135cv, nos modelos MF 6711, MF 6712 e MF 6713, respectivamente. Todos os três contam também com injeção eletrônica de combustível e

injeção tipo Common Rail. Para atender a regulamentação nacional, que limita as emissões de gases poluentes expelidos ao ambiente por parte das máquinas agrícolas e rodoviárias (MAR-I), do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos


Fotos Charles Echer

Módulo eletrônico do motor, responsável pelo gerenciamento de combustível

aproveitamento dos gases queimados e consequentemente uma menor emissão ao exterior pela descarga, permitindo uma redução significativa na emissão de gases poluentes. Quando se utiliza o combustível Diesel S10, se incrementa a redução das emissões de gases, devido à menor concentração de enxofre no combustível, no entanto o sistema de alimentação

pode funcionar com o Diesel S500, sem prejuízos ao seu correto funcionamento e limitação de emissões. Esta característica facilita, em casos específicos ou de necessidade, a utilização do combustível que estiver disponível na propriedade. Durante o teste, chamou-nos a atenção a facilidade encontrada nestes modelos para a realização das manutenções. Inicialmente, o capô basculante,

Automotores (Proconve), os motores dos tratores testados possuem um sistema de recirculação interna dos gases de escape (iEGR), sem a necessidade de qualquer tipo de catalisador. Através do projeto de um novo comando de válvulas, esse sistema permite um maior cruzamento entre a abertura da válvula de admissão de ar e a válvula de escape, realizando

Sistema hidráulico e válvulas de centro aberto com regulagem de vazão

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Fotos Charles Echer

-hidráulico, a embreagem mecânica é substituída por um sistema de embreagem do tipo úmida, que utiliza o óleo do sistema hidráulico para seu funcionamento. Este é acionado de forma elétrica através de uma unidade de controle eletrônico. A alavanca localizada à esquerda do volante, responsável pela seleção do sentido de deslocamento do trator, também serve como embreagem, quando movimentada para cima. Devido à utilização de embreagem do tipo úmida acionada por comandos elétricos, existe um botão na alavanca de marchas que exerce esta função. Assim, nesta versão, a troca de marchas pode ser realizada sem o uso do pedal da embreagem, apenas pressionando o botão e deslocando a alavanca. É importante ressaltar que apenas com o pedal da embreagem é que se consegue dar partida no trator. As embreagens auxiliares não possuem tal função. Desde modo, a linha MF 6700, com reversão eletro-hidráulica apresenta três formas de utilização da embreagem, pelo pedal, pela alavanca de reversão posicionada à esquerda do volante e pelo botão na alavanca de marchas. Junto ao reversor próximo ao volante existe um seletor elétrico, responsável pela regulagem da sensibilidade da embreagem, podendo assim deixá-la

O comprimento total do trator é de 4.758mm e a distância entre eixos 2.500mm

facilita o acesso aos principais componentes, permitindo a verificação e reposição, se necessária, do óleo lubrificante e líquido de arrefecimento de forma rápida e segura. Outro destaque positivo é a presença de uma tela protetora para impedir que partículas externas possam obstruir o radiador e diminuir sua eficiência. A mesma ainda desloca-se lateralmente para facilitar sua limpeza.

SISTEMA DE TRANSMISSÃO

E VELOCIDADES

Os tratores Massey Ferguson da linha MF 6700 são equipados com transmissão mecânica 12x12, com 12 marchas à frente e 12 a ré, que são resultado da combinação de seis marchas sincronizaMaio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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das em dois grupos de velocidades, alta e baixa. A troca de grupo no sentido de baixa para alta é do tipo sincronizada, o que não ocorre no sentido contrário, alta para baixa. O sistema de reversão apresenta duas versões, a reversão mecânica e a eletro-hidráulica. Para a reversão mecânica há uma alavanca à esquerda do painel de instrumentos do trator e para seu acionamento é necessário o uso do pedal da embreagem, assim como na utilização da alavanca de marchas e a alavanca de grupos. Esta versão apresenta uma embreagem do tipo seca com material cerametálico, que é acionada hidraulicamente. Já no sistema de reversão eletro-

Console lateral onde estão alavancas e controles


Nilson Konrad

A Série MF 6700 tem também versões cabinadas para maior conforto ao operador

com uma reação mais suave ou mais agressiva. Durante o teste verificamos que o trator possui bom escalonamento de marchas, apresentando opções de velocidades que variam de 1,3km/h a 28,4km/h tanto à frente quanto a ré. A transmissão do MF 6700 ainda possui, como opcional, o sistema Creeper. Este é um super-redutor acionado de forma eletro-hidráulica, proporcionando marchas de 0,1km/h a 2,1km/h, utilizadas em operações especiais, que requeiram baixas velocidades de deslocamento. No que se refere às opções de velocidades entre os grupos de transmissão, os tratores da linha MF 6700 apresentam sobreposição de velocidades entre os mesmos. Isso significa que as últimas marchas do grupo de baixa têm maior velocidade que as primeiras marchas do grupo de alta. Isto ocorre para que haja maior disponibilidade de velocidades em cada grupo, evitando a troca dos mesmos durante o trabalho. A redução final montada na série é do tipo planetária epicicloidal, com fixação do aro por flange. O freio de serviço é do tipo disco úmido composto por 18 discos, sendo que destes dez são orgânicos e oito metálicos, com o seu acionamento realizado de forma hidráulica. Já o freio de estacionamento possui acionamento mecânico e o bloqueio

do diferencial é acionado por sistema eletro-hidráulico.

EIXO DIANTEIRO E TDP

Todos os tratores da linha MF 6700 são equipados com tração dianteira auxiliar (TDA) da marca Dana e um dos pontos observados durante o teste é que ela pode ser acionada com o trator em movimento, pois seu acionamento se dá na forma eletro-hidráulica por um interruptor à direita, no console. Os tratores possuem bloqueio do diferencial integrado, o que significa que ativado o bloqueio do diferencial traseiro, o dianteiro é acionado automaticamente. O eixo dianteiro apresenta ângulo de manobra de 55º, visando ao menor desgaste dos pneus e mais agilidade nas manobras. A redução final é do tipo planetária epicicloidal.

Alavanca do sistema da reversão eletro-hidráulica

A tomada de potência (TDP) dos tratores desta linha é do tipo independente. A transmissão de potência para a mesma é feita diretamente do volante do motor por uma embreagem multidisco. Esta é composta por quatro placas e acionada de forma eletro-hidráulica. O acionamento da TDP é feito por um interruptor no console à direita do operador que possui três posições. Na posição central a TDP estará neutra, o que permite que o eixo gire livre e facilite o acoplamento da árvore cardânica que une o trator aos implementos. Quando o comando é deslocado para frente esta será acionada e, em casos especiais, a TDP ficará freada quando colocada na terceira posição. Além da tomada de potência (TDP) convencional de 540rpm obtida a 1.920rpm do motor, estes tratores dispõem de outras duas opções, 540rpm para o modo econômico e 1.000rpm, alcançadas com rotações de 1.560rpm e 1.964rpm do motor, respectivamente. O cliente pode optar entre a utilização de um eixo fixo de seis estrias (540rpm) ou um eixo com flange, que permite o uso da TDP de seis (540rpm) e 21 estrias (1.000rpm).

SISTEMA HIDRÁULICO

A linha MF 6700 apresenta sistema hidráulico com vazão standard de 57 litros/min e pressão de 200bar. Este ainda apresenta como opção uma segunda bomba hidráulica posicionada em paralelo, que ao ser acionada aumenta a vazão do fluxo de óleo para 98 litros/min. O acionamento da bomba auxiliar é feito por um comando elétrico, através de um interruptor tipo botão, no console. Tanto a bomba hidráulica principal quanto a auxiliar são bombas de en-

Sistema de arrefecimento composto por diversos radiadores

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Fotos Charles Echer

Posto do operador é plataformado e possui comandos da TDP na direita do assento, facilitando sua utilização

grenagens e seu fluxo é inteiramente direcionado para as válvulas de controle remoto. O trator dispõe de duas válvulas de centro aberto na versão standard ou três válvulas de centro aberto como opcional. As duas versões apresentam uma das válvulas com regulagem de vazão como opcional. Junto à bomba hidráulica principal o fabricante montou outra bomba com vazão de 33 litros/min que é responsável por fornecer pressão aos sistemas hidráulicos internos do trator, como o controle da direção hidrostática, lubrificação da transmissão, acoplamento da tração dianteira, bloqueio do diferencial, embreagem e tomada de potência (TDP). O sistema hidráulico de levante em três pontos do trator possui capacidade de levante de 4.950kg na rótula e 4.260kg a 610mm do olhal do braço inferior. O controle de posição, profun-

A coluna de direção é escamoteável e como novidade o painel se desloca junto com o volante

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Novo painel traz inúmeras informações e alertas

didade e Intermix do levante são feitos inteiramente de forma eletrônica. Esta linha de tratores apresenta, além do sistema convencional de olhal para

Antena do sistema GPS instalada sobre o capô da cabine

fixação do implemento aos três pontos, opção de montagem de um terminal de engate rápido.

TECNOLOGIA

Como item opcional, a linha MF 6700 possui o AgCommand, que é um sistema de telemetria que permite o monitoramento do trator, sua localização e indicação de parâmetros de utilização. Com este opcional, se permitem o gerenciamento e o monitoramento em tempo real das atividades que a máquina está realizando, podendo ser observado o tempo de máquina parada e em trabalho fora de uma área delimitada, que se venha a configurar. Embora os dois tratores do teste não estivessem equipados com este sistema, o fabricante informou que todos os tratores da série MF 6700 saem da linha de montagem preparados para receber o AgCommand, bastando o cliente solicitar no momento da aquisição ou mesmo depois de já tê-lo usado. Devido ao uso de sistema de injeção eletrônica de combustível, os tratores da série MF 6700 permitem a memorização de uma determinada rotação através de um interruptor localizado no painel de instrumentos. Assim, basta colocar o motor em uma rotação que deseja operar, pressionar este botão por cinco segundos e esta ficará memorizada, podendo retornar a ela sempre que se retornar ao trabalho, após uma manobra. Nesta nova geração de tratores a equipe de testes comprovou que com

o novo sistema de injeção é possível dispor de muito mais informações ao operador do que se tinha antes, com a injeção mecânica de combustível. No painel de instrumentos podem ser verificadas a rotação de TDP, o consumo de combustível em litros por hora, a área trabalhada, a distância percorrida pelo trator, a velocidade de avanço e o número de horas que faltam para cada uma das operações de manutenção periódica, conforme configuração feita pelo cliente. Em relação à área trabalhada, esta função só irá contabilizar se o operador estiver utilizando o sistema de levante hidráulico, que será acionado sempre que os braços inferiores sejam abaixados, iniciando a contabilização da área

Depósito de combustível teve capacidade ampliada para 170 litros

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Fotos Charles Echer

dianteira auxiliar e nas manobras de cabeceira. Este comportamento foi observado através do baixo índice de patinamento e da rapidez com que pudemos realizar as manobras.

OPCIONAIS

Capô basculante facilita o acesso ao motor e todos os itens que necessitam de manutenções periódicas

ou quando a tomada de potência for acionada.

DIMENSÕES E CAPACIDADES

A autonomia de combustível para realizar o trabalho por longas jornadas é fundamental em tratores desta potência, por isto o fabricante dotou estes modelos com um depósito de combustível de 170 litros. Fabricado em material de polietileno, o tanque possui bocal amplo

e mais elevado e está colocado entre os rodados dianteiros e traseiros no lado esquerdo, abaixo da plataforma, posição que facilita a operação de reabastecimento e evita desperdícios no derrame de combustível. Durante a avaliação no campo, observou-se que o comprimento total do trator (4.758mm) e a distância entre eixos (2.500mm) proporcionam bom desempenho da máquina no trabalho, principalmente na atuação da tração

Rodados para a Série 6700

D

urante o test drive, o MF 6713 estava equipado com pneus traseiros nas medidas 23.1x30 R2 e dianteiros 14.9x28 R2, já o MF 6711 estava montado com o conjunto 18.4x34 R1 na traseira e 14.9x24 R1 na dianteira. Além dos rodados montados nos tratores testados, esta linha permite trabalhar com outras oito diferentes configurações de rodados. Com nove diferentes combinações, os tratores da série MF 6700 podem ser equipados tanto com configurações de pneus R1 como R2 e, dentro destas opções, pode-se ainda optar por configurações de rodado duplo traseiro. Sendo assim, das sete opções de pneus R1, duas delas podem ser montadas com rodados duplos, sendo 16.9X38 R1 na traseira e 14.9x24 R1 na dianteira e também 13.6x38 R1 na traseira e 12.4x24 R1 na dianteira. Ainda como opção de pneus R1, tem-

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-se uma alternativa de conjuntos de rodados para trabalhos em área florestal. Já para a opção de pneus R2, os tratores têm como modo optativo duas possibilidades de montagem, uma sendo 23.1x30 R2 na traseira e 24.9x28 R2 na dianteira e a outra opção na traseira fica o rodado 23.1x26 R2 e na dianteira o 14.9x24 R2. Rodados disponíveis para linha MF 6700 Dianteiro Traseiro 14.9-24 R1 18.4-34 R1 14.9-28 R1 18.4-38 R1 14.9-24 R1 16.9-38 R1 Duplo 14.9-26 R1 23.1-30 R1 14.9-28 R2 23.1-30 R2 14.9-24 R1 Florestal 18.4-34 R1 Florestal 12.4-24 R1 13.6-38 R1 12.4-24 R1 13.6-38 R1 Duplo 14.9-24 R2 23.1-26 R2

Os principais opcionais à disposição dos clientes desta série são as diferentes opções de tomada de potência econômica, inclusive com opção de 1.000rpm e o super-redutor, explicado anteriormente. Outro opcional da linha MF 6700 é a terceira válvula do controle remoto, que tanto pode vir montada no modelo novo, como adaptada posteriormente. Também está disponível o desarme automático do controle remoto. Neste caso a válvula tem o retorno à sua posição neutra quando o cilindro hidráulico atinge seu curso máximo. Ainda como opcionais desta série estão cabine com teto solar para trabalhos com carregador frontal e joystick para carregador frontal. Agora, após o lançamento na Agrishow 2017, a linha 6700 conta também como opcional para esta série da versão cabinada, que poderá equipar os três modelos.

O TESTE

A equipe da Massey Ferguson que nos apoiou neste teste, liderada pelo

O MF 6713 estava lastrado com 14 contrapesos dianteiros de 55kg cada um


engenheiro Eder Dornelles Pinheiro, do Marketing da AGCO, configurou o trator para a operação de gradagem em uma área que é destinada ao cultivo do arroz. Nos auxiliou de forma efetiva o coordenador de Marketing de Produtos e ATS da Itaimbé Máquinas Ltda, senhor Mauricio Machado da Rosa. No momento da avaliação, a área se encontrava em pousio com o solo apresentando baixa umidade, favorecendo a execução desta operação. O trator MF 6713 foi equipado com pneus de medida 14.9-28 R2 modelo PD22 da marca Pirelli na parte dianteira e no eixo traseiro na medida 23.1-30 R2 de mesma marca e modelo. Foram utilizados também 14 contrapesos dianteiros de 55kg cada, colocados no suporte frontal, totalizando 770kg. Para melhor avaliar o trator, várias opções de marchas e velocidades foram testadas durante a operação de gradagem. Optou-se por trabalhar na segunda marcha da caixa alta, com acelerador manual na posição máxima, obtendo-se velocidade média de 7,59km/h. Durante a operação, mediu-se também o percentual de patinamento das rodas motrizes e obteve-se 4,48%, considerado baixo para esse tipo de operação. Saímos do teste bem impressionados com a novidade que encontramos e com a expectativa de que estes modelos, com injeção eletrônica, poderão auxiliar a manter a liderança de mercado da Massey Ferguson, principalmente para aquele segmento representado pelo cliente que deseja um trator versátil,

O

Local do teste

local do teste foi escolhido pelo concessionário Massey Ferguson, Itaimbé Máquinas Ltda, no município de Formigueiro, localizado na região central do estado do Rio Grande do Sul, na propriedade de Mário Augusto Ceolin que, juntamente com seu pai e dois irmãos, cultiva arroz em uma área de 450 hectares. Esta área está dividida em duas propriedades, uma com 50 hectares no município de São João do Polêsine e outra na localidade de Pitangueira, distante 8km do centro do município de Formigueiro. Com uma área de 400ha, esta segunda propriedade foi a utilizada para realizar as nossas avaliações. O agricultor Ceolin nos recebeu motivado pela oportunidade de sediar as avaliações dos novos tratores da MF em suas áreas e, também, pelo excelente resultado

de fácil operação e manutenção, mas que, ao mesmo tempo, traga as últimas novidades tecnológicas disponíveis para .M esta máquina.

Filtro e acessórios que necessitam de manutenções mais frequentes foram colocados do lado menos quente do motor

da produção obtida na cultura do arroz, que ainda não estava concluída, no entanto já era motivo de comemoração. Durante todo o dia de avaliações, percebeu-se um forte entrosamento entre os irmãos, dividindo-se nas diversas atividades realizadas na propriedade como colheita, transporte, recebimento, processamento e armazenamento do arroz. Com o trabalho da família e de mais quatro colaboradores, a propriedade é destaque na produção de arroz irrigado pelos ótimos resultados obtidos anualmente. O senhor Ceolin nos contou que sempre busca atualizar-se sobre novas técnicas e uso de tecnologias, e acredita que a perseverança, o capricho no trabalho realizado e o bom entendimento familiar garantem esse sucesso.

José Fernando Schlosser, Gilvan Bertollo, Giácomo Muller e Fernando Oliveira, Nema/UFSM

O MF 6711 estava montado com o conjunto 18.4x34 R1 na traseira e 14.9x24 R1 na dianteira

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IRRIGAÇÃO Cultivar

Irrigação de precisão Sistemas de irrigação automatizados necessitam de calibração para evitar desperdício e melhorar a eficiência de sua utilização

A

água é um recurso essencial para a vida e ao desenvolvimento socioeconômico, consequentemente seu uso consciente minimiza uma possível crise hídrica. Portanto, ações urgentes devem ser implementadas no sentido de melhorar a eficiência de sua utilização. É extremamente necessário identificar o manejo correto da cultura como sendo uma importante ação em prol do seu melhor desenvolvimento e nesse sentido a irrigação assume um importante papel no aumento da produção, que independentemente das variações climáticas durante o ano, pode tornar a atividade agrícola/pecuária mais competitiva. Porém, em se tratando de irrigação, seu maior problema está relacionado justamente à aplicação da água, pois quando não há aplicações deficitárias, afetando diretamente a produção, há aplicações excessivas acarretando lixiviação de nutrientes e consequentemente desenvolvendo doenças à cultura. Por esse motivo, vem crescendo cada vez mais o número de produtores rurais que passaram a utilizar a irrigação de precisão como Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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estratégia para alcançar uma relação eficiente entre o volume de água utilizado e a produtividade da cultura, garantindo um aumento significativo tanto na produtividade, quanto na sua rentabilidade. No Brasil, a proposta de utilizar sistema de controle automático no manejo de irrigação ainda é bastante inicial e a maioria dos existentes e comercializados, além de importados, é sistema dedicado, ou seja, cada entrada de referência corresponde a uma condição fixa de operação, pois a bomba e as válvulas são acionadas em datas e períodos pré-programados. É o que denominamos de controle de irrigação sob malha aberta (Figura 1). O sistema desenvolvido pelo doutorando Ruy de Aguiar Araújo Júnior, sob orientação do professor doutor José Eduardo Pitelli Turco, do Departamento de Engenharia Rural da Unesp Campus Jaboticabal, é o que denominamos de controle de irrigação sob malha fechada – controle automático (Figura 2), onde a bomba e as válvulas são acionadas a partir das informações provenientes de sensores climáticos.

Portanto, a principal diferença entre os dois sistemas de controle está na aplicação da lâmina de irrigação, pois enquanto no controle em malha aberta o valor da lâmina é prefixado, no controle em malha fechada a lâmina de irrigação é calculada em função da real necessidade da cultura, ou seja, trata-se de uma lâmina de irrigação ideal que a cultura receberá, para que não haja nem excesso nem restrição hídrica durante o seu desenvolvimento.

CALIBRAÇÃO DOS SENSORES

Os sensores são instrumentos que realizam medições das variáveis que se deseja saber, por exemplo: sensor de temperatura, de radiação solar, de umidade relativa do ar, de velocidade do vento, dentre outros. São responsáveis por coletar as medidas necessárias para se determinar o valor da lâmina de irrigação a ser aplicada na cultura. Mas, será que essas medidas são realmente confiáveis? É justamente nesse momento que devemos evidenciar a importância de um processo de calibração de todos os sensores, sem a qual os


Figura 1 - Representação de um sistema de controle de irrigação em malha aberta

processos decisórios de aplicação da lâmina de irrigação serão induzidos ao erro, nesse caso específico, aplicando uma lâmina de água maior ou menor do que a necessária. Para exemplificarmos, se um sistema de irrigação, por falta de calibração de seus sensores, aplicar uma lâmina de 1mm a mais em um hectare, teremos uma aplicação desnecessária de dez mil litros de água na cultura/solo. Portanto, dada a importância dos valores medidos pelos sensores para a aplicação da lâmina de irrigação, é fundamental entender que a calibração dos instrumentos exerce um papel fundamental tanto na confiabilidade das medidas realizadas, quanto para assegurar uma gestão ambiental mais eficiente. No caso específico do projeto de pesquisa, foram calibrados dois sensores: o de temperatura atmosférica e o de precipitação. Tais sensores compõem um controlador automático de irrigação cujas principais funções são medir a temperatura e as precipitações ocorridas durante 24 horas por dia, calcular a evapotranspiração da cultura, calcular o valor da lâmina de irrigação e calcular o tempo de irrigação (período em que a bomba e as válvulas permanecerão acionadas). O procedimento de calibração desses sensores foi realizado no Laboratório de Instrumentação Meteorológica (LIM) do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), situado no município de Cachoeira Paulista (SP). Tal procedimento busca atender o padrão de rastreabilidade ao NVLAP – National Voluntary Laboratory Accreditation Program, dos EUA e um sistema de rastreabilidade à Rede Brasileira de Calibração (RBC), do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e

Figura 2 - Representação de um sistema de controle de irrigação em malha fechada

Tecnologia (Inmetro). Basicamente, o processo de calibração é caracterizado pela relação existente entre os valores medidos e as incertezas de medição. O intuito de analisarmos as incertezas (possíveis erros de medição) é para garantirmos a confiabilidade dos dados a serem utilizados pelo controlador automático de irrigação e consequentemente possibilitar que as decisões sejam mais acertadas quanto ao momento e à quantidade de irrigação. A metodologia utilizada na calibração do sensor de temperatura foi baseada na comparação direta entre os valores medidos pelo sensor do controlador automático de irrigação e um sensor com um valor padrão de referência, por meio de uma câmara climática do fabricante Cincinnati Sub Zero, modelo ZPH-16-1.5HAC. Foram analisados quatro valores de temperatura na sequência 20ºC, 30ºC, 40ºC e 10ºC, sendo que a justificativa do teste de 10ºC ter sido realizado logo após o de 40ºC, foi no intuito de se analisar a histerese entre os limites mínimo e máximo de temperatura.

Já a metodologia utilizada na calibração do sensor de precipitação foi baseada na simulação de um mesmo valor de precipitação, porém com intensidades diferentes: 2rpm, 5rpm e 15rpm, com quatro repetições cada uma delas. Ressalta-se que nesse caso específico, a preocupação foi com precipitações abaixo de 20mm, pois acima desse valor a chuva supriria a necessidade de irrigação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Já não é de hoje que a automação é considerada como sendo uma das ferramentas mais eficientes na redução dos custos de produção e especialmente nas atividades agrícolas e agropecuárias. Atualmente vem se tornando cada vez mais utilizada como ação estratégica na busca da rentabilidade da atividade, mostrando a importância da tecnologia na tomada de decisão no processo de gestão. E sabendo da importância que os procedimentos de calibração possuem dentro de um sistema de irrigação de precisão, ao levar em consideração tal procedimento o produtor rural certamente alcançará maior competitividade e produtividade por área, viabilizando, com isso, uma prática mais eficiente .M para o manejo do ecossistema. Ruy de Aguiar Araújo Júnior e José Eduardo Pitelli Turco, Unesp Jaboticabal Márcio Antônio A. Santana e Patrícia Lúcia de O. Guimarães, LIM/INPE

Gráfico 1 – Correlação entre os valores de temperatura obtidos pelo sensor controlador automático de irrigação em relação ao sensor padrão SPRT (Standart Platinum Resistance Thermometer)

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EVENTOS

Agrishow 2017 A

Marcada por grandes lançamentos, a Agrishow 2017 foi também um momento de retomada das vendas de máquinas agrícolas

24ª edição da Agrishow, que ocorreu de 1º a 5 de maio em Ribeirão Preto (SP), movimentou mais de R$ 2,2 bilhões em negócios e teve a participação de 159 mil visitantes. A feira deste ano teve uma recuperação de 13% em relação à movimentação da edição de 2016. Por segmento, o crescimento na intenção de compra de máquinas e equipamentos é: armazenagem (11%), grãos (12%), pecuária (11%), irrigação (20%) e outros (19%). Realizamos um apanhado dos principais lançamentos de máquinas agrícolas da feira, que este ano chamaram atenção pela tecnologia apresentada pelos fabricantes.

MASSEY FERGUSON

Com uma ampliação representativa do seu portfólio de tratores, a Massey Ferguson aproveitou sua participação na Agrishow 2017 para lançar quatro novas séries: MF 6700 Cabinado, MF 7200, MF 7700 Dyna-6 e MF 8700 Dyna-VT. Todos os modelos são equipados com o motor eletrônico AGCO Power,

que atende à nova legislação ambiental MAR-I de redução de emissão de gases. A linha MF 7700 Dyna-6 chega com quatro novos modelos: MF 7719 (195cv), MF 7720 (210cv), MF 7722 (230cv) e MF 7725 (250cv), equipados com piloto automático, sistema hidráulico de três pontos - dianteiro e traseiro -, gerenciamento eletrônico do motor (DTM), telemetria e motor eletrônico. O grande diferencial da série é a possibilidade do uso de dois implementos, um dianteiro e outro traseiro. A linha ainda possui transmissão Powershift, que possibilita a troca de marchas e a inversão de frente para ré sem o uso da embreagem. Adequadas para propriedades de pequeno a grande porte, a linha MF 6700 Cabinado chega com três modelos: MF 6711 (115cv), MF 6712 (125cv) e MF 6713 (135cv). Os modelos possuem capacidade de levante de 4.950kg para a realização de trabalhos mais pesados e com excelente vazão hidráulica. A transmissão manual 12x12 com reversão mecânica ou eletro-hidráulica proporciona agilidade nas

manobras. Com potência disponível na faixa de 300cv a 400cv, os MF 8700 Dyna-VT foram projetados para trabalhar com grandes implementos, possuem levante hidráulico frontal e grande capacidade no levante traseiro (12 toneladas). O principal diferencial está na transmissão Dyna-VT (CVT – Transmissão Constantemente Variável), o que permite que o operador selecione uma velocidade de operação (no lugar das marchas). Com isso, o trator consegue trabalhar com velocidades entre 30m/h a 42km/h. O último lançamento em tratores foi a série MF 7200, com máquinas de 149cv a 190cv de potência. Os tratores estão disponíveis nos modelos MF 7214, MF 7215, MF 7217 e MF 7219 e são indicados para lavouras de grãos e canaviais. A série possui transmissão sincronizada 12x5, piloto automático (exceto no modelo MF 7214), telemetria, motor eletrônico e um sistema hidráulico com três pontos de levante, sendo equipado também com controle remoto de alta vazão. Além do lançamento das linhas de tratores, a Massey Ferguson apresentou seu portfólio de soluções do plantio à colheita, com destaque para a colheitadeira híbrida MF 4690, que possui 200cv de potência, capacidade de armazenamento de 5.500 litros e 18 pés de plataforma. A plantadora MF 700 CFS e uma nova versão do pulverizador MF 9130 Plus também foram apresentadas aos produtores que visitaram o estande da empresa.

LS TRACTOR

A linha MF 7700 Dyna-6 chega com os modelos MF 7719, MF 7720, MF 7722 e MF 7725

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O ano de 2017 marcou a entrada da LS Tractor para o segmento de plantadeiras com o lançamento da LS Planter, que foi o destaque da marca durante sua participação na Agrishow 2017. A


O principal destaque da LS foi o lançamento da semeadora LS Planter Hidráulica

plantadeira chega com três modelos: com sistema de transmissão mecânica, elétrica e hidráulica, e 36 versões, nos tamanhos que variam de três a 18 linhas. A LS Planter se diferencia pela distribuição geométrica regular das sementes, sem falhas, duplicidade ou danos nas sementes. A distribuição de fertilizantes utiliza um mecanismo de pulso zero, que confere precisão volumétrica em qualquer condição topográfica, e o corte e o ataque do solo são feitos pelo Sistema Sulcador Anti-impacto. Todos os modelos são montados com chassi estrutural Flex Frame, uma tecnologia que possibilita a plantadeira trabalhar em qualquer tipo de topografia com alta capacidade de torção, permitindo até oito graus de flexão, sem causar trincas na estrutura. A montagem modular das linhas de plantio permite diversas opções de espaçamento entre linhas, a partir de 30 centímetros. Além do lançamento da LS Tractor, a marca apresentou seu portfólio de tratores, com destaque para o modelo R60C, que possui uma cabine com baixo nível de ruído e de vibração, proporcionando ergonomia e conforto ao operador. O modelo é equipado com motor LS Tractor Tier III, possui menor raio de giro (3,25m), tomada de força em três velocidades, tomada de força independente operada a partir do painel, direção hidrostática, transmissão 32x16 com super-redutor e eixo frontal blindado.

MAHINDRA

Empresa com maior volume de

Um dos destaques da Mahindra foi o Max 26XL de 26cv

venda de tratores do mundo, a indiana Mahindra participou da Agrishow 2017 com seu portfólio de tratores. A marca, que possui fábrica em Dois Irmãos, no Rio Grande do Sul, destacou o modelo nacional 8000 e o modelo 9500 S. Também lançou o Max 26XL, trator compacto produzido no Japão pela Mitsubishi Tractor, empresa adquirida em 2017 pela Mahindra. O trator Mahindra 8000 (motor com 80cv) chega ao mercado com plataforma integral de operação, conjunto óptico com lanternas dianteiras e traseiras de LED e novo design. Os modelos 8000 S e 9500 S (motor com 92cv) são equipados com motores Mahindra NE-476/TC Turbo e NE-495/TC Turbo, respectivamente. Os modelos também são providos com

freios a disco em banho de óleo, possuem capacidade de levante de 3.000kg e transmissão mecânica sincronizada com caixa reversora. Já o Max 26XL é capaz de operar com variedade de implementos, com uma capacidade de levante de 1.000kg. Movido a diesel e motor com 26cv de potência, o trator vem com oito marchas à frente e oito marchas a ré.

AGRALE

Focada na versatilidade de sua linha de tratores, que vão dos 15cv aos 215cv, a Agrale esteve presente mais uma vez na Agrishow, Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação. Os grandes destaques da montadora foram o novo trator 575 Super

A Agrale lançou o trator 575 Super plataformado de 75cv de potência

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A linha de tratores 8R possui seis modelos com potências de 270cv a 400cv

Plataformado, o trator 540 Cabinado - único modelo nesta faixa de potência com cabine de fábrica - e o trator 7215, modelo de maior potência da marca. Também foram expostos no evento os demais modelos da linha de tratores, caminhões e ônibus da marca. O principal lançamento da Agrale foi o trator 575 Super, que chega com nova plataforma de trabalho, reposicionamento das alavancas de comando, inversor e super-redutor de série, assento mais confortável e coluna de direção escamoteável e telescópica, o que proporciona ao operador ergonomia na operação. O 575 Super, habilitado pelo programa Mais Alimentos, do Governo Federal, oferece também versatilidade

e economia. O modelo é equipado com motor MWM Maxx Force 4.0A e possui 75cv de potência. A transmissão é mecânica sincronizada 15x15 e o sistema hidráulico possui capacidade de levante de 2.000kg com engate de três pontos. Além do 575 Super, também esteve em exposição no estande a linha de tratores compactos, com modelos equipados com inversor e super-redutor, e com opção de cabine, ideais para o manejo do café e fruticultura, por exemplo.

JOHN DEERE

Um estande com mais de 50 produtos expostos em todos os segmentos que a marca atua, soluções de agricultura de precisão, serviços de pós-vendas e

A Pla destacou o Taurus 320, com novo design e barras de 36 metros

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financeiros marcaram a presença da John Deere na Agrishow 2017. Entre os destaques para a agricultura, o lançamento do trator 8400R, novo integrante da linha 8R. E para a colheita, o lançamento da Plataforma Flex Draper 700FD. Além disso, a marca destacou o JD Link, solução de telemática para gerenciamento de operações remotamente. A linha de tratores 8R possui seis modelos com potências de 270cv a 400cv. As máquinas possuem suspensão independente ILS e tração para puxar grandes implementos. O novo modelo 8400R possui 400cv de potência nominal e maior tração em seus pneus duplados 800/70R38. O equipamento está preparado para trabalhar com todas as plantadeiras da John Deere. No plantio, o destaque ficou para as plantadeiras da Série 2100, com grande capacidade de carga de fertilizantes e alcance de mais de 200kg/linha. Os dosadores de fertilizante ProMeter trabalham com precisão em terrenos inclinados e o Sistema Dual Flex Pro permite que os chassis funcionem de forma independente para acompanhar o perfil do solo. Para a colheita de grãos, o lançamento da Plataforma Flex Draper 700FD para colheitadeiras foi o diferencial no evento. Com borda corrugada autolimpante, ela evita o acúmulo de resíduos e aumenta a durabilidade. É possível invertê-la para ter maior vida útil, possui duplo guia e os degraus frontais são parafusados na parte superior para garantir praticidade na limpeza. Durante a feira ocorreu, também,

O destaque da Piccin foi o Distribuidor Hidráulico de Adubos e Orgânicos com Esteiras Independentes


o lançamento da linha de tratores 7J, solução para desafios de operações pesadas. No estande, o modelo 7230 foi apresentado como solução para a atividade canavieira. Os tratores da série contam com Pacote de Luzes Premium, que possibilita 360º de iluminação com luzes frontais, traseiras e laterais; Antena StarFire 6000 + sinal SF3 para maior precisão e estabilidade; e o Eixo Dianteiro TLS, sistema de suspensão para maior tração. Os tratores 7J têm compatibilidade com as plantadeiras John Deere 1100, 2100 e DB.

PLA

A Agrishow 2017 foi a oportunidade perfeita para a Pla apresentar sua nova geração de máquinas aos produtores rurais na região Sudeste. Os modelos expostos no estande da empresa foram o distribuidor de sólidos Pegasus 4.6 Air; o pulverizador autopropelido de 3.200 litros, com barra de 36 metros, Taurus 320; e o pulverizador autopropelido de 2.500 litros, com barra de 27 metros, Orion 250. A nova geração dos produtos conta com quatro diferenciais. Uma nova identidade visual, que garantiu à marca o prêmio de design Best of the Best na categoria veículos e acessório – desenho de projetos, premiado pelo Red Dot Award, maior concurso de design profissional do mundo. Além de novo design, a cabine dos produtos conta com eletrônica embarcada através do Sistema Isoview, painel de comando com sistema de pulverização e todos os acionamentos da máquina unificados em uma única tela. Outro diferencial é o novo tanque rotomoldado em polietileno, que facilita a limpeza e evita acúmulo de resíduos nas paredes internas. Além disso, o tanque de água limpa está com maior litragem, passando de 300 para 400 litros, o que possibilita a melhor distribuição do peso da máquina, melhorando sua capacidade de rampa em terrenos inclinados. O último diferencial é o motor, que passou a ser fornecido 100% pela MWM e foi atualizado para atender a legislação de emissões MAR-I. Por ser um motor

A grande novidade da New Holland foi o lançamento da série de colhedoras CR EVO

eletrônico, diminui o risco de avarias e facilita que qualquer erro de operação seja avaliado.

PICCIN

A Piccin Implementos Agrícolas apresentou um amplo portfólio de produtos e lançamentos na Agrishow 2017. Um dos destaques foi o lançamento do Distribuidor Hidráulico de Adubos e Orgânicos com Esteiras Independentes, Master 3000 DH EI-O. Ele foi desenvolvido para aplicação de corretivo de solo com foco

nos orgânicos e tem como grande diferencial a inversão do cabeçalho para a aplicação em área total. Possui sistema de distribuição por centrifugação acionado por motores hidráulicos, sistema de descarga dianteiro direcionado e esteiras duplas independentes com acionamento elétrico. A principal utilização do Master 3000 DH EI-O é nas culturas perenes, como laranja, café, eucalipto, mamão e frutíferas em geral, em que a correção é feita de forma linear em área localizada, onde a aplicação de material é embaixo

O principal lançamento da Valtra foi a Série T CVT de tratores

Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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Sem dúvida, o Autonomus da Case IH foi a grande atração da Agrishow 2017

ou ao lado da saia da planta. O Distribuidor de Sementes e Adubo Piccin, um acessório, desenvolvido para ser utilizado no Escarificador Piccin Controle Remoto (EPCR – 300), e o Subsolador Piccin Controle Remoto (SPCR) também foram apresentados em primeira mão na feira.

NEW HOLLAND

O destaque da New Holland durante a Agrishow 2017 foi o lançamento da evolução das colheitadeiras de duplo rotor: a série CR EVO. A linha, que é totalmente fabricada no Brasil, tem como precursora a CR5.85, que foi lançada em 2015. Os novos modelos apresentados foram CR6.80 (Classe 6), CR7.80 (Classe 7), CR7.90 (Classe 7 alta, um novo segmento) e CR8.90 (Classe 8). Todos os motores foram atualizados para atender a legislação MAR-I/Tier3, que determina os parâmetros de emissão de gases por máquinas agrícolas, e produzidos pela FPT Industrial, marca do grupo CNH. Entre as principais características da linha CR EVO está a implementação de um novo canal alimentador, que foi reforçado em todos os modelos para garantir um maior fluxo da palha. Além disso, há ainda a opção do exclusivo sistema ASP para detecção eletrônica de pedras nos modelos CR5.85 e CR6.80. O sistema de limpeza foi melhorado para Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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entregar desempenho ao agricultor em qualquer condição da cultura. As máquinas também oferecem eixo traseiro com e sem ajuste de bitola, tração auxiliar, largura de transporte abaixo de 3,20m (CR 5/6/7.80), espalhador de disco hidráulico (CR 5/6.80), aletas ajustáveis dos rotores e, como opcionais, todas as ferramentas de agricultura de precisão PLM. Além disso, todas as CR EVO podem ser equipadas com sistema IntelliCruise, tecnologia que analisa a carga com que o motor está operando e regula automaticamente a velocidade para o melhor rendimento da máquina. A CR8.90, maior colheitadeira da marca a ser fabricada no Brasil, possui 503cv de potência, tubo de 8,9 metros, tanque graneleiro com capacidade de 14.500 litros e de descarga de 142L/s. O grande diferencial desse modelo é o

sistema de distribuição de palha por discos com motor hidráulico (Opti-Spread), que proporciona a distribuição perfeita da palha em plataformas de 40 a 45 pés. Esse modelo foi o responsável pelo recorde mundial de colheita de soja, que aconteceu na Fazenda Irmãos Mingori, no município de Formosa do Rio Preto (BA), no dia 5 de abril. A colheita, equivalente a 7.329 sacas de soja (439.730kg), aconteceu durante oito horas de trabalho com um único operador. A máquina alcançou o feito com uma plataforma Draper de 45 pés. Toda a descarga de grãos foi realizada com a colheitadeira em movimento com a ajuda do piloto automático. A New Holland também apresentou a colheitadeira Classe 10, CR10.90. A máquina importada possui motor cursor 16 da FPT Industrial, com 598cv de potência nominal e 652cv de máxima, tanque graneleiro de 14.500 litros e taxa de descarga de 142L/s. A colheitadeira possui tecnologia duplo rotor, com rotores TwinPitch de 22 polegadas para alto desempenho. Além de se estabelecer na área de colheita, a marca apresentou toda sua gama de produtos para todos os segmentos na feira. Um dos destaques foi a plantadeira PL 6000, projetada para trabalhar em diversos tipos de terrenos e condições de palhada, com suas linhas de sementes e adubo com amplitude de trabalho e com grande poder de corte. A semeadora é equipada com transmissão por cabo de alta precisão, distribuindo as sementes com reduzida variação nos espaçamentos. Ela pode ser configurada com 11, 13, 15, 17 e 19 linhas de 45cm de espaçamento em chassis únicos, e 24,

A Baldan lançou a plantadeira de grande porte Giga Max


A Grazmec lançou a carreta para tratamento de sementes TS 15

28, 32 e 36 linhas de 45cm em chassis acoplados. Para espaçamentos de 50cm há semeadoras com 12, 14, 16 e 17 linhas em chassis únicos e 22, 24, 28 e 32 linhas em chassis acoplados.

VALTRA

Grande lançamento da Valtra para a temporada, os tratores da Série T CVT foram destaque durante a Agrishow 2017. Foram expostos quatro modelos, de diferentes potências: T195 CVT (195cv), T210 CVT (210cv), T230 CVT (230cv) e T250 CVT (250cv). Todos possuem

Console X35 e volante AES-35 foram os destaques da TopCon

Colhedora de mandioca Minava 2 LR foi o lançamento da Miac

de fábrica o câmbio CVT (Transmissão Continuamente Variável), completamente automático e com quantidade “ilimitada” de marchas. Além disso, com o número “infinito” de marchas, o câmbio com gerenciamento Power Control opera de forma mais inteligente, diminuindo o consumo de combustível e mantendo a potência de trabalho. Outra novidade é a suspensão no eixo dianteiro. Com maior eficiência de tração do eixo dianteiro, o índice de patinagem é reduzido, aumentando o rendimento operacional. Os modelos da série T CVT possuem bomba com vazão hidráulica de 190L/ min, até quatro válvulas eletrônicas e TDP com quatro velocidades. As máquinas ainda têm capacidade de levante de até 9.600kg e exclusivo sistema hidráulico frontal com capacidade de 4.000kg, sendo aptas ao trabalho com qualquer tipo de implemento. Ainda em tratores, a nova solução da marca para o segmento de média potência é a Série A Geração 4. O produtor pode escolher entre três modelos: A114 (115cv), A124 (125cv) e A134 (135cv), todos com opção cabinado e plataformado. A série chega com sistema HiShift, onde o operador pode trocar de marcha acionando um botão localizado na alavanca de câmbio sem a necessidade de usar o pedal de embreagem. Os novos modelos ainda são equipados com motores eletrônicos AGCO Power de quatro cilindros com sistema de controle de emissões iEGR.

Para a colheita de grãos, a marca destacou a nova Série 800 de colheitadeiras axiais. Lançadas no início do ano, as máquinas BC6800 (360cv a 390cv), BC 7800 (415cv a 450cv) e BC 8800 (470cv a 500cv) são preparadas para receber todos os itens de agricultura de precisão oferecidos pela Valtra: monitor de produtividade FieldStar II, piloto automático Auto-Guide 3000 e telemetria AgCommand. Alguns dos destaques da série são maior rotor, côncavos com suspensão e maiores áreas de trilha e separação. Essas funções, aliadas ao motor eletrônico AGCO Power, com o sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR), contribuem para que a máquina seja mais econômica. As colheitadeiras BC7800 e BC8800 possuem maior velocidade de descarga, que chega a 150L/s, além do sistema de arrefecimento V-Flow, o qual é aplicado em toda a série e elimina a necessidade de manutenção diária. As colheitadeiras Valtra estão disponíveis de fábrica com as plataformas Draper de 25 a 40 pés, totalmente produzidas no Brasil. O portfólio da marca inclui ainda as plataformas flexíveis Série 600FD (Draper) de 30 e 40 pés, a Série 600F (caracol) e as plataformas específicas para a cultura de milho, nas versões L, M e Hichopper. Entre outros destaques da marca na feira, o pulverizador BS3120H, com tanque de três mil litros e vão livre de 1,65m, e a plantadora Frontier CFS, que possui caixa central com capacidade Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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Jaguar 840 foi o destaque da Claas

A Jacto lançou a adubadora Uniport 5030 NPK com reservatório de 5 mil kg

para 1.450 litros de sementes, dosador pneumático e sistema pantográfico, que acompanham as imperfeições do solo para garantir uma aplicação regular e precisa.

CASE IH

Autonomia foi a palavra que definiu a participação da Case IH na Agrishow 2017. A marca apresentou, pela primeira vez no Brasil, o seu trator autônomo conceito. Baseada no modelo do Magnum, a máquina possui estilo único, sem cabine, com design futurista, e foi construída com interface completamente interativa, permitindo o monitoramento remoto das operações pré-programadas. O modelo, que ainda não possui data de comercialização definida, poderá trabalhar por 24 horas por dia, proporcionando eficiência operacional nas atividades desde o preparo do solo ao plantio e pulverização. Além do trator conceito, a Case IH disponibilizou todo seu portfólio de produtos. Para os produtores de cana, a marca apresentou o modelo 2017 da colhedora de cana Séries A8000 e A8800, que conta como principal diferencial o sistema que controla automaticamente a rotação do ventilador do sistema de arrefecimento. Ele se baseia nas temperaturas do ar de admissão, água e óleo para que o ventilador se ajuste à velocidade de rotação com o menor gasto de potência. Outra novidade nestas máquinas é a função Auto Turn, sistema automatizado de acionamento e Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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de desligamento das funções de colheita a cada manobra que proporciona menor consumo de combustível e menor desgaste dos componentes. Para a colheita de grãos, o destaque foi o lançamento da Colheitadeira Axial Flow Série 230 Extreme. Equipada com motores FPT Industrial Cursor 10 e Cursor 13, a linha Axial Flow utiliza o sistema CVT (Transmissão Continuamente Variável), que proporciona eficácia na transmissão de energia. O tanque de grãos está 17% maior e a velocidade de descarga chega a 159L/s. Outras novidades são a diminuição do diâmetro do rotor e o aumento das gengivas, além da nova gaiola do rotor, que tem ajuste simultâneo de todas as aletas propulsoras. No segmento de tratores, o grande destaque da marca foi a ampliação do portfólio, com a apresentação dos modelos Magnum 380 CVT e Steiger 370cv, 420cv, 470cv e 550cv. O Magnum 380 CVT é equipado com motor FPT Industrial intercooler de 8,7 litros e seu

desempenho com Power Boost pode chegar à potência máxima de 441cv. Com suspensão dianteira integral e com menos 80% de pontos de lubrificação, garante a estabilidade das operações.

BALDAN

A Baldan destacou a Giga Max. A máquina vem equipada com uma caixa única de sementes com pressão positiva e sistema de transmissão elétrica (V Drive) que permite corte linha a linha em conjunto com sistema de dosador a vácuo (V Set), que garante uma distribuição precisa e uniforme gerando economia de sementes e aumento da produtividade. Possui ainda sistema de telemetria que permite ao produtor o monitoramento remoto e em tempo real da operação no campo.

TOPCON

A TopCon deu destaque para o console X35 e o volante AES-35. O X35 apresenta como principais novidades o

A principal novidade da Stara foi a Plantadeira Absoluta que pode chegar a 40 linhas de plantio


O lançamento da ZF foi eixo TSA23 para tratores de 160cv a 240cv

recurso Horizon Xtend e ao conectar várias câmeras Ag ao X35, poderá controlar e visualizar vários locais simultaneamente. O equipamento conta ainda com tela de 12.1 polegadas. Exibição de três minijanelas simultâneas na tela, mapas exportáveis de contorno em formato “.shp” e cobertura da área já integravam o pacote de benefícios de seu antecessor – X30. O volante AES-35 projetado para tratores sem direção automática e sem preparo hidráulico de fábrica pode ser instalado em máquinas com e sem cabine. O motor elétrico de alto torque do AES-35 pode operar tanto para frente quanto em marcha a ré para produzir a direção automática em todos os níveis de precisão quando usado com o receptor/ controlador de direção Topcon AGI-4.

GRAZMEC

A Grazmec apresentou sua ampla linha de produtos, tendo como destaque a TS 15. A carreta realiza o tratamento de sementes na lavoura no momento do plantio. Com capacidade máxima de carga de 15 mil litros, a TS15 trata até 420kg/min de soja, com três tipos de tratamento e aplicador de grafite e/ou pó secante. Carreta vem equipada com iluminação para trabalho noturno e todo o sistema de tratamento pode ser operado via controle remoto.

MIAC

A Miac participou da Agrishow 2017 com sua ampla linha de produtos,

A MacDon apresentou sua plataforma FlexDraper FD75, de até 45 pés

tendo como destaque o colhedora de mandioca Minava 2 LR. A máquina vem equipada com duas linhas e exclusivo sistema de eliminação da cepa, sistema de correia dupla, esteira elevadora e mesa separadora, dispositivo para ensacar e armazenamento em bags, colhe e despinica a mandioca deixando somente a parte útil e rodas esterçantes para facilitar os acabamentos de colheita. A novidade na Minava 2 LR é a presença do “afofador”, que tem como finalidade levantar/soltar a mandioca para facilitar a sua colheita, sem danificá-la.

JACTO

A Jacto Máquinas Agrícolas levou para a Agrishow 2017 a sua ampla linha de máquinas com soluções em adubação, pulverização e agricultura de precisão. O destaque ficou por conta do lançamento da adubadora Uniport 5030 NPK. A máquina é uma automotriz com reservatório de 5.000kg de capacidade e faixa de aplicação de até 50 metros. Possui como principal diferencial o Sistema Precision Way, que controla a dosagem, o ponto de queda do fertilizante nos discos e o formato das pás, permitindo distribuir os insumos na dose certa com qualidade e uniformidade ao longo de toda faixa de aplicação. Ele também possibilita a utilização do Smart Set que é um site que contém toda a informação necessária para auxiliar o ajuste de faixa de

aplicação. Também vem com controle de bordadura que tem como função ajudar a reduzir erros de aplicação nas operações de bordadura, evitando aplicar fertilizante em áreas não desejadas como carreadores e áreas de reserva, e o controle automático de seções que permite a segmentação da faixa de aplicação em até 12 seções, controladas automaticamente.

STARA

A Stara lançou oito produtos nas áreas de plantio, transporte de grãos e fertilizantes, pulverização e telemetria. A linha de plantio foi contemplada com três lançamentos com destaque para a Plantadeira Absoluta. Desenvolvida para o plantio em áreas onde a fertilização acontece em operação separada, a plantadeira está disponível em dois modelos, de 40 e 44 linhas de plantio, com sistema de transporte inovador e excelente copiagem do solo. Os demais lançamentos foram a nova linha de Rebokes Ninja nos modelos 19000, 24000, 33000 e 40000; a linha de Rebokes Inox com os modelos 15000, 20000, 25000 e 30000; o Pulverizador Autopropelido Gladiador 2300 e o distribuidor na mesma máquina. A Stara também lançou a nova Telemetria Stara, a plantadeira Cinderela e o Desligamento Linha a Linha.

CLAAS

Em sua quarta participação da Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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como novidade um sensor de esterçamento embutido na carcaça lateral. A tecnologia possui interface com o GPS das montadoras e atua para manter sempre o trator no percurso correto. Em caso de desvio do trajeto, o sensor corrige o ângulo de esterçamento para que o trator volte para a rota estipulada, não prejudicando a cultura. O eixo TSA23 possibilita o trabalho com implemento frontal devido à sua elevada capacidade de carga, otimizando a operação do trator, que pode ao mesmo tempo, utilizar o implemento traseiro.

TIGRE

A Tigre lançou seis novos modelos de Aspersores de Impacto

Agrishow a Claas trouxe uma ampla linha de produtos para os segmentos de silagem, forrageiras e fenação. O destaque ficou por conta da Jaguar 840, equipada com a plataforma de milho independente Orbis 450. A colheitadeira vem equipada com motor Mercedes Benz OM 460 LAR6 260Kw/354cv (ECE R 120) Stage IIIA (Tier 3). Esta máquina é uma classe 5, com tambor multifacas de corte preciso, processador de Grãos Multi Crop Cracker M, sistema de informação e de comando Cebis, lubrificação central automática e Telematics, que permite o monitoramento on-line de máquina. Além disso, ela vem dotada de detector de metais, detector de pedras, plataforma de corte para milho, sorgo e outras culturas de porte ereto. Possui largura de trabalho de 4,50m, colheita independente de fileiras e transmissão de força via engate rápido com a Plataforma Jaguar.

ZF

A ZF lançou o eixo da família TSA23 como nova tecnologia embarcada, específico para o segmento agrícola. O eixo TSA23 foi desenvolvido para equipar tratores agrícolas com faixa de potência entre 160cv e 240cv e possui Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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O Grupo Tigre participou da Agrishow 2017 onde apresentou a linha de Aspersores de Impacto e a linha de Aspersores para Pivô Central, com destaque para o lançamento de duas novas linhas de aspersores. Dentro da linha de Aspersores de Impacto, a Tigre ofereceu seis novos produtos: Pingo Setorial, Pingo Giro, Midi Setorial, Midi 360°, Eco e Sempre Verde. Já na linha de Aspersores para Pivô Central a companhia apresentou três itens: Spray Asfix, Regulador Exact e Refix.

MACDON

A MacDon participou da Agrishow 2017, onde apresentou sua plataforma Flex Draper FD75. Ela é uma plataforma flutuante, dividida em três seções com molinete duplo, que permite que o chassi inteiro da plataforma, a barra de corte e o molinete sigam os contornos do terreno como uma unidade. Ao mesmo tempo possui uma relação fixa entre a barra de corte e o molinete, mantendo uma distância pequena entre eles, mesmo quando estiver completamente flexionada, o que garante uma alimentação suave ao longo de toda a largura da plataforma. O molinete pode ser facilmente ajustado para uma das quatro posições de ângulo de ataque para se adequar às condições da colheita. A barra de corte em forma de “C” promove um fluxo de material suave. Mesmo em culturas acamadas e quebradiças, ela mantém a esteira apertada e selada contra a barra de corte para um melhor desempenho

de colheita. A FD75 está disponível nos tamanhos 30, 35, 40 e 45 pés.

VALMONT

A Valley Irrigação lançou o Icon, primeiro painel inteligente para pivôs centrais. Ele traz funcionalidades como controle remoto a distância sem internet. O produto foi desenvolvido em material resistente para enfrentar as mais diversas condições climáticas. Além de trabalhar de forma programada e fazer irrigação de taxa variável, o Icon utiliza sensores de clima que ajudam na tomada de decisão sobre quando e quanto irrigar. Ele também possibilita acesso ao estado do pivô em tempo real e gera relatórios com dados e histórico de informações em formatos personalizáveis e fáceis de ler. O Icon vem na versão Icon10 e na versão IconX, que pode ser instalada em pivôs antigos ou de outros fabricantes. A Valley também lançou o RhinoGator, um pneu feito de resinas compostas e resistentes de alta densidade, feito para substituir os pneus convencionais utilizados em pivôs centrais. O RhinoGator não necessita de manutenção, tem menor risco de furos, cinco anos de garantia e encaixa-se em rodas padronizadas do .M pivô.

Um dos lançamentos da Valley foi o pneu para pivô central RhinoGator


MECANIZAÇÃO

Inventos desprotegidos

Muitos produtores rurais são inventores natos, criando soluções criativas para melhorar o desempenho de suas máquinas ou adaptá-las a algumas aplicações específicas. Mas se resolvem patentear sua invenção podem ficar por mais de dez anos aguardando uma definição

O

agronegócio familiar brasileiro é um importante fator de geração de renda, sendo responsável pela maior parte da produção de alimentos e por empregar cerca de 80% da mão de obra no meio rural. Mesmo contribuindo de forma decisiva para a economia regional e nacional, a agricultura familiar demanda de máquinas agrícolas que quais sejam desenvolvidas no sentido de suprir suas necessidades. Desta forma, a mesma é eleita como protagonista da política orientada para o desenvolvimento rural, com agricultores familiares, que se inse-

rem neste contexto como produtores de novas tecnologias, adaptando e criando máquinas e equipamentos adequados às suas exigências. A propriedade familiar se configura, portanto, como um laboratório de protótipos, os quais são projetados e testados pelo próprio agricultor, utilizando de noções empíricas ao seu cotidiano para o desenvolvimento dos dispositivos. Produzir e adaptar máquinas e equipamentos não são empecilhos ao produtor, a maior dificuldade ocorre, sem dúvida, quando este pensa em registrar sua invenção,

pois o processo burocrático de obtenção de patente é dispendioso (em valores) e extenuante (em tempo). Esse letárgico transcurso oficial, de reconhecimento de uma inovação, é chamado de patente de invenção. Segundo o INPI a “patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação”. Com este título, o inventor ou o detentor da patente tem o direito de impedir terceiros, sem o seu consentimento, de produzir, usar, colocar à venda, vender ou importar produto ou objeto de sua patente e/ou processo ou produto obtido diretamente pelos autos por ele patenteados. Em contrapartida, o inventor se obriga a revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente. O núcleo de inovação em máquinas e equipamentos agrícolas (NIMEq), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), preocupado com a comunidade inventiva, constituída de produtores familiares, tem procurado ao longo dos anos, tanto projetar novas ferramentas para suprir a escassez do setor, quanto auxiliar e orientar os produtores a requer corretamente suas patentes. Atualmente, o NIMEq conta com dez solicitações de patentes, oriundas da averiguação das necessidades junto aos produtores, as quais vêm sendo divulgadas em feiras destinadas aos mesmos. Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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Fotos Antônio Lilles Tavares Machado

As criações se originam de uma ideia, o que não é empecilho para os produtores rurais, pois a maioria desses “engenheiros do campo”, já apresenta a inovação concretizada. No

entanto, é importante esclarecer que não é possível patentear ideias, pois a Lei de Propriedade Industrial (LPI) exclui de proteção como invenção e como modelo de utilidade uma série de ações, criações, ideias abstratas, atividades intelectuais, descobertas científicas, métodos ou inventos que não possam ser industrializados. Algumas destas criações podem ser protegidas pelo Direito Autoral, mas não pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A grande dificuldade é como proceder a partir deste ponto. Geralmente, os produtores procuram identificar pessoas que, de alguma forma, tenham algum vínculo com alguma instituição de pesquisa ou com programas de extensão rural. Porém, realizando esta ação, o produtor corre o risco de ter sua inovação copiada e/ou patenteada por outra pessoa. O ideal é que o mesmo conheça seus direitos e os passos a serem adotados quanto à sua criação. Uma forma de o produtor divulgar sua criação é através da inscrição de sua inovação no Prêmio Gerdau Melhores da Terra, o qual foi criado há 32 anos com o intuito de reconhecer as inovações originadas no campo, acompanhadas da indústria de máquinas e equipamentos agrícolas, e aponta as mais modernas e eficientes criações do setor. O Prêmio é dividido em três categorias: Destaque, Novidade Expointer e Pesquisa e Desenvolvimento. Cada uma tem sua especificidade, ou seja, na categoria

Semeadora de plantio direto para tração animal ou tratores de rabiças

Semeadora-adubadora para plantio direto com sulcador rotativo

Semeadoras-adubadoras de tração mecânica e tração animal

PATENTES DE INOVAÇÃO NO BRASIL

O Brasil é considerado um país com fraca atividade inovativa. O baixo número de patentes (41.453 patentes válidas) revela dificuldade em converter o know-how produzido em bens e serviços. O país ocupa, desta forma, o 19º lugar no ranking mundial de produção de conhecimento. Nos anos de 2003 a 2013 foram concedidas 34.189 patentes, evidenciando a defasagem entre produção científica e geração de inovação. Tal situação se revela preocupante em um contexto onde o principal motor do crescimento econômico é o desenvolvimento tecnológico. Esse quadro resulta, também, de um arcabouço institucional de apoio à inovação ainda em processo de desenvolvimento. No Brasil, essa arquitetura começou a ser implantada em meados da década de 1990, com a promulgação de leis de proteção à propriedade intelectual e a instituição dos Fundos Setoriais para financiamento à pesquisa e ao desenvolvimento e promoção de sinergias entre segmento empresarial e instituições de pesquisa. Posteriormente, em 2004, foi promulgada a Lei da Inovação e em 2010 o país já contava com um total de 234.797 pesquisadores com 103 patentes registradas, no referido ano. Em 2014 esse número triplicou, sendo protocoladas 334 inovações tecnológicas, apresentando um crescimento de 224%. Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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Congressos, seminários, palestras, dentre outros, sobre inovação tecnológica, propriedade intelectual e patentes, têm discutido o assunto com a finalidade de avaliar os fatores que impedem a conversão da pesquisa acadêmica brasileira em patentes. Um desses fatores, talvez o principal, é a falta de iniciativa de universidades em investirem em projetos inovadores. Entretanto, empregar em inovações não é um empecilho para o produtor desenvolver seus equipamentos, pois aqui o foco é outro. A problemática que se estende ao meio rural é no sentido de registrar e divulgar seus inventos, devido à burocracia vigente, a qual desestimula o produtor a melhorar sua vida no campo.

COMO PROCEDER


Colhedora-beneficiadora de cebolas para agricultura familiar

Máquina para tratamento térmico de plantas daninhas

Destaque quem pode se inscrever são produtores inseridos na agricultura familiar e de escala, com máquinas e equipamentos que tenham no mínimo um ano de existência e estejam em uso no mercado e no campo. Já a categoria Novidade Expointer reconhece os produtos lançados há menos de um ano e que estejam presentes na feira do ano vigente. A terceira categoria Pesquisa e Desenvolvimento é voltada a acadêmicos e profissionais de ciências agrárias, ligados ou não às instituições de ensino, com trabalhos que contribuam para o avanço da agricultura, para produtividade, para a qualidade de vida e para a preservação do meio ambiente das populações rurais. Esse prêmio é uma excelente alternativa para o reconhecimento da inovação, mas isto não garante ao agricultor os direitos de autoria. A forma correta de proteger seu invento é, efetivamente, registrar a patente do produto. Para tanto, o produtor/inventor pode acessar através da internet o site do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), onde encontra uma página com as questões mais recorrentes sobre patentes, e um passo a passo, no qual constam os trâmites a serem realizados para o patenteamento de inovações. O pedido de patente deve conter: requerimento, relatório descritivo, reivindicações, desenhos (se for o caso), resumo e comprovante do pagamento da retribuição relativa ao depósito. Quando o pedido é encaminhado

é que as dificuldades aumentam, pois o Brasil tem hoje uma fila de mais de 180 mil inovações à espera de uma avaliação, para saber se receberão um registro de patente ou não. Na prática, isso significa uma espera média de 11 anos para que as invenções brasileiras sejam chanceladas pelo INPI. A demora, além de paralisar alguns serviços de pequenas e médias empresas que dependem das aprovações para tocarem seus negócios, desestimula a veia empreendedora de muitos brasileiros. Esse atraso de registro acarreta aumento no valor da patente, pois enquanto o registro não é aprovado, a inovação vai gerando custos até ser aprovada. Se o processo fosse efetuado rapidamente, estima-se que o valor das patentes brasileiras, em média, ficariam em torno de R$ 5.000,00, porém esse valor pode se estender a R$ 10.000,00, dependendo do procedimento de requisição de patente. O montante anteriormente citado não é de fácil obtenção ao pe-

queno produtor rural, entretanto, se esse processo retarda, pode gerar um custo anual em torno de R$ 1.000,00 nos anos inicias, com reajuste anual acrescido de juros, a fim de manter a patente. Fora as outras tarifas com o pedido, como exame, expedição da carta patente dentre outros. Dependendo do número de anos que a requisição fica tramitando, o valor estimado de R$ 5.000,00 pode dobrar e até mesmo triplicar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A letargia no processo de registro de inovações brasileiras acarreta para o agricultor familiar inacessibilidade na obtenção de patentes e isso ocorre devido ao dispêndio de tempo para realizar as avaliações e aos altos valores exigidos para a requerer o documento. Tais fatores acabam gerando um desestímulo aos produtores em patentear suas criações. Portanto, as mesmas acabam por não serem patenteadas, sendo passíveis de cópia por parte de outros setores. Para melhores resultados, o governo brasileiro poderia agilizar a política de patenteamento, no sentido de beneficiar inventores e pesquisadores, visando ao crescimento econô.M mico e tecnológico do país. Antônio Lilles Tavares Machado, Laurett de Brum Mackmill, Felipe Cruz Borges, Roberto Lilles Tavares Machado e Fabricio Ardais Medeiros, UFPel

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IMPLEMENTOS Valtra

Na ponta do lápis A gestão de implementos e máquinas agrícolas, quando embasada em dados de custo operacional, pode melhorar toda a rentabilidade da empresa e auxiliar o produtor na escolha do equipamento que irá lhe trazer maior retorno financeiro

O

s custos agrícolas são muito bem definidos e estão disponíveis em várias publicações ao alcance do agricultor, o que falta é o uso adequado destas informações para uma gestão eficaz e eficiente. A ciência econômica divide os custos em dois grandes grupos: os custos fixos, também chamados de custo de propriedade, e os custos variáveis, também chamados de custo operacional. Dentro Maio 2017 • www.revistacultivar.com.br

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dos custos fixos temos os custos de depreciação, juros, taxas, seguros e o custo com abrigo ou garagem. Já os custos variáveis são compostos pelos gastos com óleos combustíveis e lubrificantes, as despesas com reparo e manutenção e o trabalho do operador. Cabe ressaltar que podem existir outras subdivisões ou mesmo a alocação de um custo em outra divisão, isto depende da linha de pensamento utilizada.

Os custos variáveis são difíceis de ser alocados para os equipamentos, pois, no meio agrícola, estes dados vêm de diferentes pontos de dentro da propriedade, dificultando sua integração e coleta. A compreensão dos custos que envolve a utilização de máquinas em uma propriedade agrícola influencia na gestão da produção em três áreas: na condição para minimização dos custos de produção, na seleção das culturas para rotação da produção e assim maximizar os lucros no período produtivo e nas considerações de mudanças estruturais ou tecnológicas, como expansão ou contração das culturas ou mesmo com a entrada de outras culturas (Kastens, 1997).

TRANSBORDO DE CANA

O implemento agrícola transbordo foi projetado para coletar a cana que sai das colhedoras e a conduz para fora da lavoura até um transporte rodoviário que leva a cana colhida até uma unidade processadora. Este implemento possui pneus adequados para a menor compactação do solo na lavoura, por isso foi aceito no processo de corte,


carregamento e transporte da cana. Existem poucas pesquisas sobre este implemento, principalmente no que se refere ao seu Custo de Reparo e Manutenção (CRM). Um trabalho desenvolvido por pesquisadores da Feagri - Unicamp procurou mostrar a necessidade de transformações de dados coletados em informações para a gestão de equipamentos, mostrando como o CRM varia em função da vida do equipamento. Para isso foram utilizados dados de 211 equipamentos com os custos despendidos ao longo de 12 anos de observações. Estes dados foram cedidos por uma empresa agrícola fornecedora de cana, da região de Ribeirão Preto (SP), que possui um sistema informatizado de controle de frota da Assiste, empresa especializada em desenvolvimento de sistemas técnicos e prestação de serviço de consultoria na área de manutenção automotiva. O estudo se baseou no CRM que é composto por: despesas com peças próprias, do estoque da empresa (DPP); despesas com mão de obra própria, dos mecânicos da empresa (DMOP); despesas com peças de terceiros, peças compradas de outra empresa (DPT); despesas com mão de obra de terceiros, mecânicos de outra empresa (DMOT); rateio de peças (RP); rateio de mão de obra (RMO); e despesas com pneu (CP). Para se ter eficiência na gestão de frota, a condição principal é ter um sistema de coleta de dados com infor-

Case IH

Os custos variáveis são difíceis de ser alocados

mações que consigam mostrar os gastos despendidos para cada máquina. Ilustrando o procedimento, tome-se como exemplo um implemento transbordo que sofre uma avaria, quebra a ponta de eixo de um dos rodados. Este equipamento é recolhido à oficina da empresa para reparo e a soldagem e a usinagem da ponta de eixo são realizadas por uma empresa terceira que presta este tipo de serviço. Na oficina da propriedade a peça é retirada pelo mecânico. Deve-se então realizar o apontamento das horas trabalhadas e das despesas com mão de obra própria (DMOP). Os serviços de solda e torno na ponta de eixo são feitos pelo mecânico da empresa terceira. Têm-se as despesas com peças de terceiros (DPT) e as despesas com mão de obra de terceiros (DMOT) e a peça volta para a oficina onde será montada. Para montar, o mecânico precisa de um retentor que tem em estoque na própria empresa. Com isso, tem-se despesa com

Gráfico 1 - Diagrama de dispersão dos pontos

peças próprias (DPP) e mais uma vez a despesa com mão de obra própria na montagem. Outro detalhe é o sistema de rateio de peças e mão de obra, que são aqueles custos que não se consegue alocar diretamente a um equipamento. No exemplo citado acima, para retirar a ponta de eixo do implemento foi utilizado um maçarico a gás para cortar. O gás utilizado pelo maçarico não é quantificado para um equipamento individual, neste caso se usa o sistema de rateio de consumo por todos os equipamentos que utilizaram deste insumo na oficina e assim se chega ao custo de rateio de peças (RP), utilizado para cortar a peça no transbordo, e o exemplo de mão de obra rateada segue o mesmo raciocínio. Com isso, se consegue mensurar o CRM de cada equipamento que será dado por Reais (R$) por unidade de tempo. Neste caso, ao final de cada mês, é realizada a apuração destes custos, ou seja, tem-se um CRM mensal para cada equipamento da frota, lembrando que um mesmo equipamento pode sofrer vários reparos ao longo de um mesmo mês. Como se tratam de valores monetários ao longo de um tempo, se faz necessária a aplicação de correção monetária. Neste trabalho utilizou-se o IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo), que é considerado a inflação oficial do País e é medido pelo IBGE. Os valores acumulados mensalmente foram atualizados e somados

Gráfico 2 - Comparação entre equipamentos diferentes

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A

de se renovar alguns equipamentos e o quanto isso acarretará em redução de custo, ou seja, com esta informação pode-se chegar ao momento melhor para se trocar o equipamento. Outra informação que pode ser obtida utilizando este método de análise é a comparação entre marcas de transbordos diferentes. Dentro dos dados que a empresa possui, foram selecionadas duas marcas de transbordo, uma denominada A e outra denominada de C, pertencente a fabricantes diferentes, mas com características semelhantes. Todos os passos do método da Asabe foram refeitos para as duas marcas de transbordo, até se chegar à equação para cada uma das marcas. As duas equações foram plotadas no mesmo esboço, Gráfico 2. Com relação ao ARM, a marca A apresenta uma qualidade superior à da marca C pois apresentou menor ARM ao longo da vida, isto é um fato relevante para a aquisição de novos equipamentos no futuro, pois os transbordos da marca A tendem a apresentar menores CRMs ao longo da sua vida útil, o que acarretará uma economia na produção.

Equação

equação que descreve esta relação é: ARM = 2728,3 * Vida1,8653 Onde ARM = custo reparo e manutenção acumulado, em reais Vida = será o ano de utilização. Para Vida ≥ 1

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CONCLUSÃO

Valtra

para o final de cada ano. Com isso, se têm os custos anuais de cada equipamento. Como esta pesquisa trabalhou com vários anos seguidos, estes valores foram todos trazidos para um dia base igual, fazendo assim a equiparação em termos monetários. Existem poucos estudos realizados sobre o CRM. A American Society of Agricultural and Biological Engineers (Asabe) possui um método para avaliar o valor de CRM em função da vida útil de equipamentos agrícolas e apresenta estes resultados para diversos equipamentos, no entanto não possui um estudo sobre o transbordo de cana. O método da Asabe utiliza o CRM acumulado (ARM), ou seja, os valores são somados ano a ano, neste método pode-se verificar uma melhor adequação dos dados a uma função potência. Montando um diagrama de dispersão com os pontos levantados, onde no eixo X estão os valores da vida em anos de utilização e no eixo Y, os valores dos custos corrigidos, pelo IPCA e acumulados, ARM, pode-se notar que eles não apresentam uma relação linear, o que foi verificado, também, nos trabalhos similares realizados pela Asabe. Seguindo a literatura sobre relação entre ARM e vida do equipamento, realizou-se uma transformação matemática nos dois conjuntos de pontos com a finalidade de descrever a equação (Box) que melhor representa a relação entre o ARM e a vida do equipamento que é representada por uma função potência. Esta informação é indispensável para ser feita uma previsão de despesas futuras na hora de planejar a nova safra e verificar também a necessidade

O método de análise da Asabe é eficiente para correlacionar o CRM e a vida dos equipamentos, pois apresentam, para este estudo, um coeficiente de

correlação de 83,07%, que demonstra o quanto a variação do CRM sofre com a variação do tempo de uso, ou a vida do implemento. Outra informação relevante que pode ser observada é que quando se agrupam os dados por marca de equipamentos, o resultado fica ainda melhor, pois as equações que descrevem o fato ficam com um coeficiente de correlação maior ainda. A gestão destes equipamentos, quando embasada em dados de custo operacional, como no caso do CRM, pode melhorar toda a rentabilidade da empresa visto que muitas informações podem ser geradas com estes dados, como no exemplo mostrado, auxiliando o produtor na escolha do equipamento que irá lhe trazer maior retorno financeiro. Cabe ressaltar, e isto se verificou neste trabalho, que a qualidade dos dados é fundamental para uma boa gestão, além de se ter um acompanhamento ao longo do tempo, pois como pode ser notado, muitas empresas não conseguem manter uma boa gestão das máquinas devido à falta de acompanhamento .M sistemático dos dados. Cezario Benedito Galvão, Antônio José da Silva Maciel e Angel Pontin Garcia, Feagri – Unicamp Ângelo Domingos Banchi, Assiste Eng. de Software Técnicos


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