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Máquinas 171 - Março 2017

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Cultivar Máquinas • Edição Nº 171 • Ano XV - Março 2017 • ISSN - 1676-0158

Índice 4 Rodando por aí 8 Impurezas na colheita de cana 12 Qualidade na colheita de cana 15 Cuidados na montagem de pneus 18 Transmissões utilizadas em tratores 21 Distribuição de água em pivô central 24 Capa - Test Drive CR7.90 EVO 32 Etapas da colheita de café 36 Lançamentos da Expodireto 2017 44 Distribuição geométrica no plantio

Destaques

Test Drive - CR7.90 EVO

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Conheça em primeira mão a colhedora CR7.90 EVO da New Holland que traz várias novidades tecnológicas

Colhedoras de cana Interferência da velocidade de deslocamento na qualidade do produto colhido

Grupo Cultivar de Publicações Ltda. Direção Newton Peter

• Editor Gilvan Quevedo • Redação Rocheli Wachholz Karine Gobbi

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Pneus

• Revisão Aline Partzsch de Almeida

• Vendas Sedeli Feijó Rithiéli de Lima Barcelos José Luis Alves

• Design Gráfico Cristiano Ceia

• Coordenação Circulação Simone Lopes

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Saiba quais são os cuidados necessários na hora de montar pneus novos em aros usados

Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 www.revistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br (*10 edições mensais + 1 conjunta Dez/Jan) Números atrasados: R$ 22,00 CNPJ : 02783227/0001-86 Assinatura Internacional: US$ 150,00 Insc. Est. 093/0309480 € 130,00

• Coordenador Comercial Charles Echer

Capa - Charles Echer

C

Cultivar

• Assinaturas Natália Rodrigues Clarissa Cardoso • Expedição Edson Krause • Impressão: Kunde Indústrias Gráficas Ltda.

NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL

• ASSINATURAS

• REDAÇÃO

• MARKETING

3028.2000

3028.2070

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3028.2065

Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@revistacultivar.com.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.


RODANDO POR AÍ PL 6000

Cristiano Conti

Jan Além dos tratores e colheitadeiras, a New Holland destacou sua semeadora PL 6000, que pode chegar a 36 linhas em chassis acoplados. De acordo com o gerente de marketing, Cristiano Conti, a PL 6000 pode gerar um aumento de 30% no rendimento operacional comparado a outras máquinas similares e “foi desenhada para ser altamente durável com o mínimo de intervenções diárias”.

Agricultura de Precisão

Claudiomiro dos Santos

Agritech

A Valtra levou também seu portfólio de soluções em Agricultura de Precisão. “O público da Expodireto buscou soluções para agricultura de precisão, por isso levamos a eles todo o nosso portfólio, com destaque para as novas linhas de tratores, pulverizadores e colheitadeiras, equipadas com motores eletrônicos que garantem menor emissão de poluentes e consumo de combustível”, afirmou o gerente de Vendas da Valtra, Luiz Cambuhy.

A Agritech, destacou os modelos GK 200, 1235 Parreira, 1145 Parreira e 1055 Parreira, além do trator 1155 SE cabinado e também os modelos 1185 S e 1160 com plaina agrícola. “Acreditamos no clima de otimismo que a feira trouxe pra nós. O volume de público superou os outros anos que participamos e o resultado foi muito positivo”, afirmou o gerente de Marketing da Agritech, Arthur Romão.

Luiz Cambuhy

Arthur Romão

LS Planter

Sem deriva

Um dos principais atrativos no estande da LS Tractor foi a recém-lançada plantadeira LS Planter. De acordo com o diretor comercial André Rorato, foram quatro anos de estudos e testes plantando nas mais variadas condições de solo no Brasil antes do lançamento. “As inovações tecnológicas apresentadas foram ao encontro do propósito da LS, que é de estar sempre buscando tecnologias únicas, e este produto é recheado delas. O mercado está receptivo por inovações, e este é o nosso objetivo, atender às demandas dos produtores rurais”, enfatizou.

Os visitantes que passaram pelo estande da TeeJet Technologies na Expodireto 2017 puderam conferir uma demonstração da dinâmica de gotas e manejo da deriva. “A dinâmica de gotas disponibilizada para o agricultor é uma ótima oportunidade de visualização do processo”, destacou o regional sales manager da Teejet, Rodrigo Alandia Roman.

Alexandre Ronaldo Blasi Pereira e André Rorato

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A Jan expôs seus mais novos produtos na Expodireto 2017 e aproveitou o evento para estreitar os laços com seus clientes. “A feira foi um momento importante para a Jan, pois mostramos nosso portfólio de equipamentos e também aproveitamos a oportunidade para conversar com o consumidor final e saber de suas expectativas e necessidades, para que possamos trabalhar de maneira a atender da melhor forma seus pedidos”, explicou o gerente Comercial da Jan, Claudiomiro dos Santos.

Rodrigo Alandia Roman (direita)


Retomada

Fockink

A Valtra comemora o aumento de vendas nos primeiros meses de 2017 e a perspectiva de um ano com crescimento de aproximadamente 15% a 20% no mercado de tratores e 15% no mercado de colheitadeiras. Para o diretor comercial Paulo Beraldi, os produtores voltaram a investir e, além de comprar máquinas novas, estão aumentando os investimentos para adoção de tecnologias de ponta, fato que está contribuindo para o aumento de produtividade nas principais culturas.

A Fockink apresentou, durante a Expodireto Cotrijal, a versão diesel do Ecopump, equipamento desenvolvido para reduzir o consumo de energia, de água e ao mesmo tempo aumentar a produtividade e a eficiência do pivô. Segundo o gerente de Negócios-Irrigação da Fockink, Bruno Rauber, “a Fockink está preenchendo uma lacuna que resolve o problema daqueles produtores que não conseguem ter fonte de energia elétrica junto ao pivô, assim eles não ficam sem esta importante ferramenta para o conjunto de equipamentos para irrigação, que é o Ecopump”.

Paulo Beraldi

Bruno Rauber (direita)

Miac

Menos poluentes

O foco da Miac na Expodireto foi sua linha de produtos voltados para grandes culturas. De acordo com o vendedor para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Gisvaldo Fiotti, a empresa direcionou seus produtos para o agricultor da região Sul. “Nossos destaques foram os equipamentos vagão graneleiro Big Bag, utilizado para embalar grãos em sacos do tipo bag, e o nivelador e destorroador de solo, equipamento que não necessita de regulagens e sua aplicação é realizada logo após o plantio direto de grãos”, destacou Fiotti.

Os novos tratores da Linha BH Valtra vêm com motores eletrônicos equipados com a tecnologia de Recirculação Interna do Gás de Escape (iEGR), que atende aos parâmetros ambientais do Proconve MAR-I. De acordo com o diretor de Marketing da AGCO, Alfredo Jobke, a AGCO investiu mais de R$ 35 milhões no primeiro laboratório de controle de poluentes de emissões. “O Brasil é o primeiro país da América Latina que está dando este passo na redução de poluentes”, garantiu.

Gisvaldo Fiotti

Alfredo Jobke

Otimismo

Fortalecimento

Adriano Ferraz Chiarini

O gerente de Vendas de Tratores da Agrale, Adriano Ferraz Chiarini, está otimista em relação à retomada do crescimento das vendas de máquinas agrícolas. A empresa destacou na Expodireto seus tratores 4233, utilizado principalmente na produção de uvas, e 5075 Compact, que pode ser utilizado nas mais diversas atividades agrícolas, tem como diferencial estar adequado para os padrões de aviários mais modernos e que pode ser adquirido através dos diversos programas de financiamentos de máquinas agrícolas.

A Pla do Brasil marcou presença na Expodireto 2017, onde acolheu clientes de vários municípios do Rio Grande do Sul e expôs sua linha completa de pulverizadores autopropelidos. De acordo com o diretor de Vendas e Marketing Maximiliano Casalha, o evento é uma oportunidade para aumentar a aproximação da empresa com os clientes, que é uma das ambições para os próximos anos, juntamente com o fortalecimento da marca, abertura e consolidação de novos pontos de vendas em lugares estratégicos e capacitação de pessoas de vendas e pós-vendas.

Maximiliano Casalha

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Crescimento A equipe da Marini participou da Expodireto consolidando seu crescimento no mercado nacional de rodados agrícolas. A feira também foi especial para a empresa, pois marcou o lançamento oficial da parceria com a LS Tractor que, a partir de agora, terá a sua rede de concessionárias como ponto de venda dos produtos Marini.

Expansão Pelo quinto ano consecutivo a Mahindra do Brasil marcou presença na Expodireto. De acordo com o diretor-geral de Operações, Jak Torreta Jr, a feira é uma oportunidade para apresentar aos produtores os tratores comercializados pela marca. Ele também comemora a expansão da marca no Brasil, que já possui 14 revendas e tem a região Sul como um dos principais mercados.

Jak Torreta Jr

Case IH

Série S400 A John Deere apresentou aos visitantes da Expodireto a Série S400 com as colhedoras S430 e S440. De acordo com o gerente de Marketing Tático, Celso Monteiro Jr, a S430 é a primeira máquina do grupo 3, na faixa dos 200cv, equipada com rotor no lugar do sistema saca-palhas. “A S430 é uma máquina 100% brasileira que vem também com piloto automático e com tração auxiliar que é ideal para trabalho em lavouras arrozeiras”, garante.

Giovane Bitencourt Ribeiro e Antonio Paim de Sá Celso Monteiro Jr

Expectativa

Rodrigo Junqueira

O diretor de Vendas da Massey Ferguson, Rodrigo Junqueira, está confiante na retomada das vendas em 2017. Ele acredita que haja um incremento na casa dos 10% nas vendas de máquinas em relação a 2016, já que a renda agrícola também foi maior em relação ao ano passado. “Estamos com uma expectativa positiva e preparados para atender a demanda”, garante.

Agrimec O Guincho Agrícola para Bag e a Carreta Graneleira Granbox Triflex 15500A foram as novidades apresentadas pela Agrimec durante a 18ª edição da Expodireto Cotrijal. “A feira reforça o bom momento da agricultura e o clima é de otimismo, refletido pela boa fase do agronegócio e a expectativa de uma boa produtividade nas lavouras de verão”, ressaltou o diretor-presidente da Agrimec, Odilon Marion.

Odilon Marion

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A Case IH levou para a Expodireto seu portfólio completo com soluções do plantio à colheita. Para o supervisor regional de Vendas Giovane Bitencourt Ribeiro, os destaques da marca ficaram por conta da nova semeadora Easy Riser 3200 e os tratores e colheitadeiras com novas motorizações que atendem as normas de emissões de poluentes do Proconve MAR-1. Já o supervisor de negócios, Antonio Paim de Sá, destacou o início das comemorações dos 175 anos da Case IH, que ocorrem durante todo o ano de 2017.

Híbrida Um dos destaques da Massey Ferguson na Expodireto foi a colheitadeira híbrida MF 4690, ideal para propriedades que trabalham com agricultura familiar. De acordo com o gerente de Marketing Produto, Douglas Vincensi, “a MF 4690 é um modelo híbrido, que oferece desempenho superior por trabalhar com duplo rotor, que dá mais agilidade ao processamento do produto”, garante.

Assis Strasser

Douglas Vincensi

GTS A GTS do Brasil destacou o descompactador Terrus Ferttium, que injeta calcário no momento da descompactação. “A GTS, por meio de pesquisas, identificou um problema de nível global com relação ao solo e à sua qualidade. Este problema afeta diretamente a produção das lavouras. Por isso que desenvolvemos o Terrus Ferttium; ele vem em antemão a esta questão e pode aumentar a produtividade em até 20 sacos por hectare no caso da soja”, afirmou o CEO da empresa, Assis Strasser.


COLHEDORAS Valtra

Qualidade no corte

Avaliação em campo mensura perdas e impurezas em três sistemas de colheita da cana no estado de São Paulo

C

om o crescimento da demanda de cana-de-açúcar e a competitividade de preço dos produtos, o setor agrícola está buscando maior eficiência e melhor tecnologia para o campo, investindo, assim, em equipamentos que proporcionam menor perda de matéria-prima, redução da contaminação da cana-de-açúcar com impurezas minerais e, consequentemente, maiores lucratividades. A mudança no sistema de colheita da cana, do corte manual com carregamento mecanizado para corte mecanizado sem queima (cana crua), resultou inicialmente em elevação acentuada nas Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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perdas de cana, podendo ultrapassar 15% e aumento nas impurezas vegetais e minerais enviados à indústria. Na colheita mecanizada de cana-de-açúcar, a regulagem inadequada da colhedora e de seus equipamentos de limpeza em função das condições do canavial pode aumentar a presença de impurezas vegetais e/ou minerais, assim como as perdas de matéria-prima. As ferramentas que podem ser bastante úteis e ajudar o produtor e as usinas de cana-de-açúcar no controle da qualidade nas etapas do processo de amostragens de impurezas, principalmente nos processos repetitivos, são as

cartas de controle de processo. Estas cartas podem ser consideradas uma opção para o monitoramento de determinados processos, para a análise dos resultados e a posterior tomada de decisão sobre determinada atividade relacionada às operações agrícolas mecanizadas, visando incrementar o nível de qualidade do processo. Diante do exposto, avaliamos a qualidade da cana-de-açúcar colhida, levando-se em consideração as quantidades de impurezas minerais e vegetais nos turnos A, B e C, rotacionados das 7h às 15h, das 15h às 23h e das 23h às 7h, em três sistemas de colheita: semimecanizado (SM) (na qual a cana foi queimada para posterior colheita), mecanizado próprio (MP) e mecanizado terceirizado (MT). A coleta de dados foi realizada nas fazendas pertencentes à Usina Vale, totalizando 1.700ha, no município de Onda Verde (SP). As amostras foram obtidas durante a colheita da cana-de-açúcar no período de 23 de março a 27 de abril de 2015, canavial com dez anos


Fotos Paulo Roberto de Sousa Júnior

de idade na primeira avaliação, cultivares RB835486, RB855035, RB855156, RB855453, RB925345 e RB966928, com produtividade total da usina de 77t/ha. Durante a colheita semimecanizada da cana, foi utilizado um trator Valtra, (180cv), de potência no motor a 1.800rpm, fabricado em 2001. Para a colheita mecanizada própria da cana utilizou-se uma colhedora John Deere, modelo 3520, fabricada em 2010 com 342cv de potência no motor a 2.100rpm. Na colheita mecanizada terceirizada da cana utilizou-se uma colhedora da John Deere, modelo 3520, fabricada em 2014, com 380cv de potência no motor a 2.200rpm. Os dados sobre impurezas foram obtidos com a utilização de uma sonda oblíqua que retira amostras de matéria-prima da carga, que são analisadas no laboratório da Usina Vale. Após a homogeneização das amostras, foram pesados 10kg do material, sendo consideradas e separadas como impurezas vegetais as folhas, as palhas, as ponteiras e as plantas daninhas. Depois, foram separados os rebolos das impurezas minerais com o auxílio de uma peneira malha 5mm. A quantificação das impurezas minerais foi feita através do método de calcinação, diferença das cinzas entre cana

suja (impurezas minerais e vegetais) e cana limpa (amostra de dez rebolos de cada turno), extrapolando para unidade usual quilos de impureza mineral por tonelada de cana transportada. Essas cartas foram utilizadas com o objetivo de avaliar a qualidade da operação, utilizando-se como indicadores de qualidade das amostragens de impurezas vegetais e minerais. Para indicador de qualidade envolvendo impurezas minerais, dentro do turno A (Figura 1), tanto para a amostragem mecanizada própria quanto para a mecanizada terceirizada, foram constatados pontos fora do limite superior de controle, demonstrando uma baixa qualidade no processo de amostragens. Observou-se, ainda, que a frente mecanizada terceirizada (MT), apesar da ocorrência de um ponto fora de controle, apresentou menor variabilidade, ou seja, melhor qualidade, com pontos pouco distantes entre os limites superior e inferior de controle, devido ao fato deste sistema apresentar maquinários mais novos e com inovações tecnológicas. A ausência de mecanismo flutuante nas máquinas utilizadas provocou aumento nos índices de impurezas na carga, que implicam redução da qua-

lidade tecnológica da matéria-prima fornecida para moagem e perdas de cana no campo, além da necessidade de alta potência para cortar e movimentar o volume de solo. Em relação às impurezas minerais do Turno B, ilustradas na Figura 2, verificou-se a existência de pontos fora de controle nos três sistemas de colheita, o que provavelmente contribuiu para o aumento da variabilidade do processo e, consequentemente, menor qualidade no sistema semimecanizado, o que pode ter sido ocasionado pelo carregamento da cana junto com impurezas minerais para o transbordo por meio da garra das carregadoras. Os sistemas mecanizado próprio e mecanizado terceirizado apresentaram pontos mais próximos da média de impurezas, 21,4kg/TC e 18,3kg/ TC, respectivamente. Devido ao porte mais ereto do canavial e à utilização dos cortadores de pontas, evitando que esse material seja levado junto à carga no veículo de transbordo e consequentemente os valores de impurezas vegetais sejam mais baixos. As cartas de controle para impurezas minerais do Turno C (Figura 3) demonstram a existência de pontos fora de controle nos três sistemas de colheita, o que provavelmente contribuiu para a perda da qualidade do processo nos sistemas. Os sistemas mecanizado próprio e mecanizado terceirizado

Separação das impurezas vegetais das minerais

Pesagem da amostra de impurezas vegetais

Parte da matéria-prima após separação das impurezas

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Figura 1 - Cartas de controle para impurezas minerais (kg TC-1) do turno A para os três sistemas de amostragens utilizados na colheita mecanizada de cana-de-açúcar. Carta de - Média média móvel. (LSC: Limite superior de controle. LIC: Limite inferior de controle. x:

Figura 2 - Cartas de controle para impurezas minerais (Kg TC-1) do turno B para os três sistemas de amostragens utilizados na colheita mecanizada de cana-de-açúcar. Carta de - Média média móvel. LSC: Limite superior de controle. LIC: Limite inferior de controle. x:

Figura 3 - Cartas de controle para impurezas minerais (Kg TC-1) do turno C para os três sistemas de amostragens utilizados na colheita mecanizada de cana-de-açúcar. Carta de média móvel. LSC: Limite superior de controle. LIC: Limite inferior de controle. x:- Média

Figura 4 - Cartas de controle para impurezas vegetais (Kg TC-1) do turno A para os três sistemas de amostragens utilizados na colheita mecanizada de cana-de-açúcar. Carta de - Média valores individuais. LSC: limite superior de controle. LIC: Limite inferior de controle; x:

Figura 5 - Cartas de controle para impurezas vegetais (Kg TC-1) do turno B para os três sistemas de amostragens utilizados na colheita mecanizada de cana-de-açúcar. Carta de média móvel. (b) Carta de amplitude móvel. LSC: Limite superior de controle. LIC: Limite inferior de controle. x:- Média

Figura 6 - Cartas de controle para impurezas vegetais (Kg TC-1) do turno C para os três sistemas de amostragens utilizados na colheita mecanizada de cana-de-açúcar. Carta de média móvel.. LSC: Limite superior de controle. LIC: Limite inferior de controle. x:- Média

apresentaram pontos mais próximos da média de impurezas, 21,5kg/TC e 17,9kg/TC, respectivamente. No Turno A, em relação às impurezas vegetais (Figura 4), observou-se que dentro dos três sistemas de colheita Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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houve presença de pelo menos um ponto situando-se fora do limite superior de controle, tornando assim um processo instável (baixa qualidade). Em relação à variabilidade do processo, os três sistemas se comportaram de forma

semelhante, com média 191kg/TC para a carta de valores individuais. Para os sistemas mecanizado próprio e terceirizado, o aumento de impurezas vegetais pode estar relacionado com o fato de ser cana crua. Estudos


Fotos Paulo Roberto de Sousa Júnior

observaram que sem a queima prévia resultou em aumento de 15% das impurezas vegetais (palha, palmitos e folha verde) e minerais adicionados ao processamento industrial. As cartas obtiveram alta variabilidade de amostragens, ou seja, pontos distantes da média, que possivelmente ocorreu devido à época de colheita coincidir com a temporada de chuvas na região, o que prejudicou a queima eficiente da cana para posterior colheita, deixando assim uma grande quantidade de impurezas vegetais no sistema semimecanizado. Outros autores encontraram valores elevados de impurezas vegetais, o que foi justificado pela falta de utilização dos cortadores de pontas, em decorrência do canavial encontrar-se deitado, fato que proporcionou o alto índice de ponteiros presentes na matéria-prima colhida. De acordo com a Figura 5, cartas de controle de impureza vegetal do turno

Sonda oblíqua que retira quantidades de matéria-prima da carga

B, nota-se que a menor variabilidade ocorreu no sistema de colheita mecanizado terceirizado, apesar de conter um ponto fora do limite superior de controle. De acordo com as cartas de controle

de impureza vegetal do turno C, nota-se que a menor variabilidade ocorreu no sistema de colheita mecanizado próprio, apesar de conter pontos fora do limite superior de controle, evidenciando causas especiais no processo que podem estar relacionadas aos fatores: máquina, mão de obra, meio ambiente, matéria-prima, métodos e medição. Por fim, para as impurezas minerais, os sistemas mecanizado próprio e terceirizado apresentaram comportamento semelhante, ambos com melhor qualidade de processo. Para impurezas vegetais, os três turnos apresentaram processo instável e variabilidade semelhante. Dentro do controle de qualidade, o sistema semimecanizado mostrou-se .M com as maiores variabilidades. Aline Spaggiari Alcântara, Antonio Tassio Santana Ormond, Paulo Roberto de Sousa Júnior, Rouverson Pereira da Silva e Elizabeth Haruna Kazama, Lamma, Fcav/Unesp


COLHEDORAS John Deere

Mais lenta e limpa A qualidade da matéria-prima da cana-de-açúcar é diretamente influenciada por vários fatores, e a velocidade da colheita é um dos principais. Definir a velocidade ideal determina os níveis de impurezas, a qualidade e o valor do produto e ainda reduz custos e problemas com máquinas e equipamentos

A

cultura da cana-de-açúcar é uma das mais importantes do agronegócio brasileiro, consolidando o país como o maior produtor mundial, ocupando uma área de 8,6 milhões de hectares destinada à produção sucroalcooleira e, mais recentemente, seus produtos residuais têm sido utilizados para a geração de energia elétrica renovável a partir da queima do bagaço e do palhiço. Diante da demanda dos bicombustíveis em substituição aos derivados de petróleo, a alteração do Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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método de colheita tem ajudado a promover, em nível mundial, a ideia da sustentabilidade do etanol combustível como fonte alternativa de energia, tendo forte apelo social e ambiental. A qualidade operacional na colheita mecanizada de cana-de-açúcar é avaliada levando-se em consideração a sua eficácia tanto de capacidade operacional, como nas diversas operações do processo, sendo elas: limpeza da matéria-prima (ao final do processamento), qualidade tecnológica do material colhido e índice

de perdas de matéria-prima industrializável durante a colheita, não se restringindo apenas à capacidade efetiva em quilos por hectare, como são geralmente considerados em estudos do desempenho operacional de colhedoras de cana-de-açúcar. A velocidade de deslocamento e a rotação do motor são fatores significantes no consumo de combustível de colhedoras de cana-de-açúcar, sendo que quanto maior a velocidade e rotação, maior o consumo horário de combustível. Contudo, a escolha da configuração de velocidade e ro-


Case IH

tação é influenciada pela condição da cultura no momento da colheita, sendo fator fundamental para a redução do consumo de combustível por tonelada colhida. As perdas de cana durante a colheita podem ser classificadas em visíveis e invisíveis. As perdas visíveis são aquelas que ocorrem na forma de cana inteira, toco, tolete e pedaço de cana e são facilmente identificadas e coletadas no campo. Além das perdas visíveis, outra parcela de cana é perdida na colheita mecanizada, chamada de perdas invisíveis, que ocorrem na forma de caldo, serragem e pequenos estilhaços, durante o processamento interno da matéria-prima na colhedora, devido aos impactos mecânicos dos sistemas de corte, processamento, transporte e limpeza. O resultado da colheita mecanizada deveria ser composto apenas com cana picada. Entretanto, podem conter materiais indesejados, denominados de impurezas, que podem ser de duas origens: mineral e vegetal. A presença desse material na carga causa interferência no processo de fabricação de açúcar e álcool, causando desgastes desnecessários em equipamentos e interferindo na qualidade do produto final. Como a limpeza do material colhido é realizada pelos extratores (primário e secundário), existe uma relação direta entre perdas e impurezas. Para a redução das perdas, devemos utilizar uma rotação dos extratores apropriada para a variedade da cana e as condições do canavial. A impureza mineral é composta por terra e pedriscos e a vegetal compõe-se de palha e ponteiros vindos da matéria-prima. Na Tabela 1 é possível observar a classificação dos níveis de impurezas vegetais e minerais, sendo eles baixo, médio e alto. O sistema de limpeza da colhedora tem como função separar esses materiais da carga. No entanto, parte ainda permanece junto com a cana, sendo levada para a usina onde pode alte-

rar a qualidade do açúcar, e também gera redução do valor a ser pago pela matéria-prima. A impureza mineral é extremamente danosa aos equipamentos (colhedora e indústria), pois causa desgaste excessivo em inúmeros equipamentos por abrasão, aumenta a perda de sacarose, aumenta as paradas da usina pelo desgaste, quebras de equipamentos e exige mudanças no processo. Pesquisadores do Grupo de Estudos de Colheita Mecanizada (Gecom) vinculados à Fatec “Shunji Nishimura” Pompeia (SP), conduziram um experimento na área da Fazenda Santa Tereza, localizada no município de Cabrália Paulista, no estado de São Paulo. O intuito foi o de avaliar a quantidade de impurezas vegetais e minerais encontradas na matéria-prima que seria enviada para a indústria sucroalcooleira, em função de diferentes taxas de alimentação na colheita mecanizada de cana-de-açúcar. A variedade da cultura implantada na área foi a RB6515, com idade de quatro cortes e o espaçamento entre ruas de 1,5 metro. Foi utilizada a colhedora Case classe XII, ano de fabricação 2008, equipada com motor Cummins (potência de 335cv), transmissão hidrostática, esteira Heavy Duty picador com pressão

de 1.000psi e o hidráulico com 2.200psi. Durante a colheita o exaustor primário foi calibrado para se manter na velocidade de 800rpm. Como apoio à colheita utilizaram-se dois tratores Valtra modelo BM125i, ano de fabricação 2008, acoplados a dois transbordos com capacidade para dez toneladas de cana-de-açúcar. Para comparar a produção real da área sem perdas, com a que foi colhida no ensaio, foram realizadas análises biométricas em pontos representativos do canavial, colhendo manualmente dez metros lineares de cana-de-açúcar para cada amostragem. Foram determinadas as velocidades de deslocamento da colhedora, sendo elas 5,6km/h e 7km/h, demarcou-se um percurso de 30 metros a ser colhido com o auxílio da colhedora. Após a máquina executar a colheita com a velocidade desejada, a operação era parada para se retirar uma parcela desta colheita no transbordo e cada amostra era devidamente separada e identificada. De acordo com o croqui do ensaio representado pela Figura 1, o procedimento para coleta de amostras no transbordo foi repetido por três vezes para cada velocidade de deslocamento

Parte das impurezas permanece junto com a cana e é levada para a usina onde pode alterar a qualidade do açúcar e o preço da matéria-prima

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Valtra

Figura 1 - Croqui do ensaio realizado para coleta das amostras

Valtra

A velocidade da colheita e do rotor interfere diretamente na qualidade do produto colhido

5,6km/h e 7km/h, ou seja, no final coletaram-se nove amostras, separando os materiais encontrados em impurezas vegetais e minerais. As amostras já devidamente separadas foram pesadas e identificadas de acordo com cada velocidade de colheita e taxa de alimentação. Depois dos ensaios realizados, as informações coletadas em campo foram tabuladas. Podemos verificar na Tabela 2 que a análise biométrica apresentou uma média de 65.177t/ha. Para calcular a taxa de alimentação foram utilizados os dados da biometria, multiplicando o valor médio da produção, pela velocidade de deslocamento da máquina. Tendo assim a taxa de alimentação em quilos por segundo, foram realizados também os cálculos para o levantamento das médias do peso das amostras coletadas no transbordo, conforme pode-se verificar na Tabela 3.

Para quantificar as impurezas minerais e vegetais foram calculados os percentuais das impurezas encontradas nos ensaios. Analisando a Tabela 4 percebe-se um maior arranquio de raízes quando a colheita ocorre na velocidade mais alta, e com isso obteve-se um aumento na quantidade de areia, elevando o índice de impurezas. No estudo foi possível observar que a capacidade de processamento da matéria-prima durante a colheita não sofreu alterações e quando se aumentava a velocidade de colheita, consequentemente tinha um aumento da taxa de alimentação. Ao realizar a colheita na velocidade de 7km/h, obteve-se um aumento das impurezas minerais de 42% em relação à colheita realizada a 5km/h. Portanto, pode-se concluir que a qualidade da matéria-prima é diretamente influenciada pelo aumento

Tabela 1 - Classificação das impurezas vegetais e minerais

Nível de impurezas Baixo Médio Alto

Percentual de impurezas vegetais (%) < 3,5 4a6 >7

Percentual de impurezas minerais (%) < 0,7 0,7 a 1,20 > 1,20

da velocidade de deslocamento da colhedora, apresentando um aumento nos níveis de impurezas minerais. Com aumento dessas impurezas na matéria-prima que será entregue à indústria sucroalcooleira pode ocorrer avarias que irão interferir na qualidade do açúcar e consequentemente gerar uma redução no valor pago pela mesma. Vale ressaltar que essa impureza também é danosa à colhedora e aos equipamentos da indústria sucroalcooleira. Sendo assim, é preferível que acolheita seja realizada na velocidade mais baixa de 5km/h, assim preservando a qualidade .M da matéria-prima. Danilo Tedesco de Oliveira e Aline Spaggiari Alcântara, Fcav/Unesp Edson Massao Tanaka, Eduardo Eugênio Smaniotto, Gilberto Saturninho Francisco e Vagner Varandas, Fatec “Shunji Nishimura”

Tabela 2 - Produtividade média da análise biométrica

Amostras 1 2

Cana (kg) 81.000 88.000

Palmito (kg) 12.600 13.930

Total (kg) 93.600 101.930

Produtividade Média (kg/ha): 65.177

Tabela 3 - Resultados da taxa de alimentação e média dos pesos das Tabela 4 - Média da representatividade de impurezas em diferentes amostragens em diferentes velocidades de deslocamento da colhedora velocidades de colheita Velocidades (km/h) 5 6 7

Taxa de alimentação (kg/s) 13,6 16,3 18,9

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Peso médio das amostragens (kg) 4,168 5,815 4,16

Material e Velocidades Impurezas Vegetais (Palha/Palmito) Impurezas Minerais (Areia) Impurezas Totais Raiz (unidade)

5 km/h 15,2% 2,4% 17,6% 0,3

6 km/h 9,7% 5,4% 15,1% 4,6

7 km/h 15,8% 12,6% 28,5% 6,3


PNEUS TigerCat

Aro certo

A montagem de pneus agrícolas requer alguns cuidados que devem ser observados principalmente em relação à conservação do aro e das suas dimensões e aplicações

O

s pneus agroflorestais são estruturas imprescindíveis para o adequado funcionamento de tratores, uma vez que proporcionam equilíbrio e direcionamento aos mesmos e ainda são a única fonte de amortecimento das vibrações impostas durante o trabalho ao operador. Eles são o único elemento de ligação do trator com o solo, onde a potência gerada pelo motor é convertida pelo pneu em força de tração, que propicia a sua locomoção e a tração (força útil) das demais máquinas e os equipamentos agrícolas, tornando relevante a importância nos

custos operacionais de campo. Um sistema de rodado é formado pela união do pneu com a roda, que é constituída pelo aro e o disco. O disco é a parte da roda, acoplado ao eixo do trator e ao aro, sendo o aro o local onde os talões do pneu mantêm-se assentados e acomodados, formando, teoricamente, um único corpo (pneu e roda). Para cada tipo construtivo e dimensão de pneu existe um modelo de aro, com largura e ângulo específico de assentamento do talão. Da mesma forma, o disco é constituído por furações que devem estar de acordo com o eixo do trator ou

máquina autopropelida. Existem dois tipos principais de aros, que levam em consideração o ângulo de assentamento do talão dos pneus agrícolas, sendo eles, os aros com ângulo de 5° e 15°, representados na Figura 2. Os aros com ângulo de 5° são combinados com flanges altas e com diâmetros de 24”, 38”, 42” e são utilizados em tratores ou máquinas com eixos motrizes ou eixos sem tração. Em contrapartida, os aros com ângulo de 15° possuem flanges baixas e seu diâmetro finaliza com 0,5” como 17.5”, 22.5”, 30.5”, sendo esses instalados em equipamentos com eixos livres ou nos eixos de tratores 4x2 com tração dianteira auxiliar, que utilizam pneus de baixa pressão e alta flutuação (Bpaf).

ARO CERTO

Conforme mencionado anteriormente, nos tratores e máquinas em que o eixo exerce tração, ou seja, recebe torque, a utilização do aro com ângulo de 5° Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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Nonononononono

Figura 1 - Componentes da roda Largura do aro Flange

O recartilho é uma seção do aro com ranhuras onde o talão do pneu fica acomodado e a sua função é aumentar o atrito, para impedir o giro do pneu sobre o aro

é recomendada. É no aro do pneu o local onde ocorre o fenômeno denominado giro ou deslizamento dos talões. O giro do pneu sobre o aro acontece quando o torque transmitido pelo trator e a resistência imposta pelo equipamento durante a operação excedem a tensão normal do talão no aro (pressão de compressão) e a força de atrito entre o pneu e o aro deixa de ser suficiente para deixar os dois corpos interligados. Existe uma forte tendência de ocorrer o giro do pneu no aro em tratores com potência acima de 224kW (300cv) e para torques acima de 1.000N.m. Quando o pneu gira mais de uma volta completa sobre o aro, esse movimento passa a ser contínuo (não cessa) devido ao desgaste ocorrido no talão, e o pneu deve ser então substituído, porém se os talões se movimentarem em um intervalo entre dez e 15 centímetros, este fato ainda não é considerado crítico. Nos pneus que utilizam câmara de ar qualquer movimentação do talão sobre o aro provoca a quebra da válvula de enchimento da câmara e, consequentemente, ocorrerão perda de ar e esvaziamento do pneu. O giro do pneu sobre o aro pode ser atribuído à montagem inadequada, sendo a adoção de medidas preventivas antes, durante e após a montagem do pneu a melhor forma de evitar esta ocorrência. Previamente à montagem uma inspeção minuciosa e rigorosa no Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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aro, roda e pneu é necessária. No aro devem ser levados em consideração o diâmetro, a circunferência, a largura, a altura do flange, o ângulo de assentamento do talão do pneu, se o mesmo possui recartilhado, qual é a sua altura e largura e se o mesmo não está danificado. O recartilhado (Figura 3) caracteriza-se por uma seção do aro com ranhuras, onde o talão fica acomodado e a sua função é aumentar a rugosidade e, com isso, o atrito com o talão, tentando impedir o giro do pneu sobre o aro. Caso o aro já tenha sido utilizado, a remoção de resíduos deve ser feita, bem como o descarte de aros oxidados, com soldas, deformados ou com rachaduras. A reconstituição do aro com soldagem e a confecção de novos recartilhados podem ser uma opção viável dependendo

Disco

de cada empresa.

INSPEÇÕES E MONTAGEM

Os talões são as regiões do pneu que ficam acomodadas sobre o aro e, neste caso, é uma parte importante de inspeção para avaliar seu estado. Eles devem estar intactos, sem nenhuma quebra ou rachadura e, se possível, sua largura deve ser mensurada. Além disso, é importante verificar se eles não possuem anomalias ou vícios de fabricação. Após a inspeção da roda (aro e disco) e do pneu, o próximo passo é a montagem do pneu no aro, a qual precisa ser realizada por profissionais treinados e com ferramentas especializadas. Os flanges do aro e os talões do pneu devem ser lubrificados com pasta de montagem à base de água, sabão neutro ou

Figura 2 - Ângulos de assentamento do talão em aros agrícolas


óleos vegetais de secagem rápida, sendo contraindicada a utilização de grafite e lubrificantes à base de derivados do petróleo (vaselina), pois esses produtos podem ocasionar a degradação da borracha do talão, por serem compostos que reagem com a mesma. A partir do momento que os talões do pneu estão montados dentro do aro, inicia-se o enchimento do pneu com ar. Os fabricantes de pneus agroflorestais estabelecem que a pressão máxima de enchimento seja de 2,5bar ou 36psi para pneus radias agrícolas utilizados em tratores que não fazem o uso de câmara de ar, chamados de tubeless. Após o enchimento total do pneu com ar examina-se toda a circunferência e se verifica se os talões foram acomodados corretamente no flange do aro. Após este processo é necessário reduzir a pressão de enchimento para a pressão de trabalho, especificada pelo manual técnico do fabricante, que leva em consideração o peso que incide sobre o pneu, a velocidade do veículo, o torque recebido desde o motor e o tipo de operação. É importante que a pressão de inflação dos pneus seja verificada em um intervalo mínimo de sete dias, uma vez que o uso da baixa pressão de inflação pode aumentar a possibilidade de o pneu girar sobre o aro e ao mesmo tempo provocar danos na carcaça, reduzindo, consequentemente, a vida útil

Em aros usados é necessário tirar os resíduos antes de colocar novo pneu

Aros oxidados, com soldas, deformados ou com rachaduras devem ser descartados e substituídos por novos

do pneu. Por outro lado, baixas pressões no pneu trazem vantagens como maior área de contato que proporciona maior tração e menor consumo de combustível específico devido à menor patinagem do pneu, finalizando em maior eficiência. Durante as operações de preparo do solo o giro do pneu sobre o aro pode ocorrer com maior frequência, devido à realização de subsolagem com elevada profundidade e solo compactado (maior exigência de tração dos pneus). O baixo teor de água no solo (umidade) também é um fator agravante quando do seu preparo.

ADAPTAÇÕES

Muitos dos equipamentos passam por modificações, adaptações e incremento de novas ferramentas e essas transformações aumentam de forma considerável seus pesos e, consequentemente, exigem maior potência do trator, resultando em maior esforço dos pneus. É bastante comum se ver no campo a utilização de equipamentos maiores do que deveriam para o tamanho do trator, ou seja, o trator está subdimensionado para essa operação, não havendo adequação do conjunto motomecanizado. Assim, durante as operações diárias, a transmissão do trator e de demais componentes, como os pneus, fica submetida às sobrecargas que podem resultar em futuros dados, avarias e quebras desses componentes. Na hora de adquirir novos tratores

ou equipamentos, é recomendado consultar os profissionais da área de mecanização e os especialistas dos fabricantes, para se ter uma montagem e o uso correto com bom dimensionamento do conjunto trator-equipamento. Nesta hora alguns parâmetros devem ser considerados, como a potência e o torque requeridos pelo equipamento e a potência e o torque disponíveis pelo trator (útil). A vida útil do pneu está diretamente relacionada à sua correta seleção, às técnicas adequadas de montagem e ao controle rígido da pressão de inflação. Desta forma, o pneu agrícola proporcionará ao trator maior capacidade operacional efetiva, minimizando a compactação do solo e reduzindo o consumo de combustível específico (consumo por área ou por tonelada), proporcionando otimização do trabalho no campo e aumentando .M sua eficiência.

Victor Aleixo, Trelleborg

Figura 3 - Locais do pneu e aro a serem lubrificados

.M

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TRANSMISSÕES

Qual escolher?

As empresas têm disponibilizado a cada ano uma maior diversidade de tratores, com diferentes especificidades. A observação do tipo de transmissão é um dos itens mais importantes a serem levados em consideração para que as atividades na propriedade sejam realizadas com eficiência

Valtra

maior que o limite mínimo da marcha posterior, ou seja, se a marcha anterior apresentar limite máximo de 10km/h, a marcha posterior deve apresentar limite mínimo de 10km/h ou menos, assim, haverá o melhor aproveitamento energético com menor consumo específico de combustível (kW/h), o que equivale ao realizar o mesmo trabalho com menor consumo horário (L/h). Além disso, devem apresentar relações suficientes para a realização de pelo menos três tipos de atividades: trabalhos lentos com uma demanda alta de potência; trabalhos em que se utiliza boa parte da potência disponível e são realizados em velocidades de até 12km/h; e trabalhos de transporte, em que a velocidade de deslocamento é alta e a exigência de potência é muito baixa.

A

través da modernização da agricultura e dos métodos de cultivo adotados, tornou-se imprescindível a utilização de mecanismos que permitam atingir alto grau de eficiência nas mais diferentes atividades que venham a ser desenvolvidas. Estes mecanismos, em alguns casos, visam atingir a demanda de veículos de transporte rodoviários e, posteriormente, passaram a equipar as máquinas agrícolas buscando atender uma diversidade de tarefas. Como exemplo disto, têm-se alguns dos sistemas de transmissão que equipam atualmente os tratores agrícolas, obtendo, nos últimos anos, um grande avanço em relação ao aporte tecnológico destes mecanismos. Visto que os tratores agrícolas devem operar em diversas vias de transporte e também realizar uma série de atividades, como tracionar máquinas Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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e implementos, é imprescindível que o sistema de transmissão consiga receber, transformar e transmitir a potência do motor aos rodados motrizes e para os distintos sistemas de acoplamento de implementos agrícolas (tomada de potência e sistema de levante hidráulico, por exemplo). Assim, ao contrário dos automóveis, esse mecanismo em máquinas agrícolas necessita possibilitar uma ampla variação de velocidades, frente à imensa variação da demanda de potência em seus sistemas de acoplamento. Dessa forma, uma transmissão teoricamente ideal seria aquela que proporcionasse um número infinito de combinações de velocidade e de força de tração, nas condições de potências disponibilizadas pelo motor em questão. Junto a isso, devem apresentar uma variação da velocidade em que o limite máximo da marcha anterior deve ser igual ou pouco

TIPOS DE TRANSMISSÃO

Nos tratores agrícolas brasileiros existem basicamente dois tipos de transmissões: mecânicas e hidromecânicas. As primeiras subdividem-se em três categorias: deslizante, parcialmente sincronizada e sincronizada. Nestas, a potência do motor é transmitida através do atrito entre elementos mecânicos, ou seja, através do contato direto das engrenagens, presentes na caixa de câmbio, e da embreagem. No entanto, no caso das transmissões parcialmente sincronizadas e sincronizadas, há a presença de anéis que regulam a velocidade de giro das engrenagens que serão acopladas, possibilitando a troca de marchas com o trator em andamento, o que não é possível nas anteriores. No caso das parcialmente sincronizadas, estes anéis estão presentes apenas em algumas marchas, normalmente nas mais altas.


Divulgação

Tabela 1 - Classe dos tratores agrícolas em função da potência motora em kW Classes I II III IV

Esquema que ilustra um sistema de transmissão e o sentido do movimento partindo do motor

Já a transmissão hidromecânica é a associação de componentes de transmissão hidráulica (utiliza a energia de movimento do fluido para transmitir potência) e mecânica, e o escalonamento das marchas ocorre através do fluxo de óleo, fazendo com que a troca de marchas seja mais precisa e suave, além de poder ser realizada com o trator em movimento. No que diz respeito à manutenção, as transmissões mecânicas apresentam menor custo e menor probabilidade de vir a apresentar falhas, ao passo que as hidromecânicas apresentam um custo mais elevado em virtude de seu maior número de componentes. Ao se obter um sistema de transmissão que oferece adequado escalonamento de marchas, possibilitando o aumento da diversidade de operações que podem ser desenvolvidas, os tratores agrícolas

conseguirão atingir velocidade de deslocamento e disponibilidade de potência adequadas à operação agrícola realizada. Tal fato poderá ocasionar economia de combustível e, consequentemente, acréscimo na eficiência operacional. Contudo, nem sempre um mecanismo com maior aporte tecnológico pode proporcionar tais ganhos, visto que uma transmissão mecânica, por exemplo, pode suprir adequadamente determinadas demandas. A partir disso, fez-se um levantamento das diferentes transmissões presentes nas classes de potência motora dos tratores agrícolas brasileiros. Através de busca em catálogos técnicos, manuais, folhetos e contato direto com os fabricantes foi possível confeccionar um banco de dados digital. Ao todo, foram obtidos quatro fabricantes que produzem 113 modelos de tratores nas mais diferentes classes de potência motora, conforme metodologia

Figura 1 - Porcentagem de tratores agrícolas presentes em cada classe de potência motora

Potência (kW) Até 36,9 (50,2cv) 37 a 73,9 (50,3 a 100,5cv) 74 a 146,9 (100,6 a 199,7cv) Acima de 147 (199,8cv)

proposta pela Anfavea (Tabela 1). Após a análise dos dados e a classificação quanto à classe de potência motora, obteve-se a distribuição do número de tratores por classe conforme ilustra a Figura 1. A classe de potência motora I apresentou 13,30% de tratores agrícolas, o que representa 15 tratores. Já a classe II, 52,20%, que representam 59 tratores. A classe III apresentou 23% de tratores, 26. Por fim, a classe IV de potência motora apresentou 11,50%, o que representa 13 tratores. O fato de as classes II e III concentrarem a maior parte dos tratores justifica-se em razão de serem equipamentos com uma maior versatilidade, pois possuem massa e potência suficientes para realizar atividades diversas. Estas vão desde a semeadura, até mesmo aos tratos culturais, em uma escala adequada. Já os tratores acima de 147kW (199,8cv), classe IV, podem ser utilizados para todas estas atividades, porém, seu uso é aconselhado para quando são realizadas em grande escala, como em uma operação de semeadura utilizando uma máquina de grande porte, por exemplo. Ou seja, são mais aconselhados em atividades em que se necessita uma maior demanda energética e relação a peso/potência.

Figura 2 - Tipo de transmissão encontrada em cada classe de trator agrícola brasileiro

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Fotos Divulgação

Corte em uma transmissão de trator, onde é possível observar desde os componentes que se acoplam ao motor até as reduções finais dos eixos e a TDP

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tor em movimento. No entanto, estas podem ser encontradas apenas nos tratores das classes III e IV. Assim, o aporte tecnológico no que diz respeito às transmissões de tratores agrícolas é crescente conforme a potência motora dos mesmos. Com a necessidade de tratores com menor potência motora, visando apenas trabalhos leves ou em baixa escala, necessitando custo reduzido em relação aos demais para que sua aquisição torne-se viável, as empresas optam por utilizar tecnologia mais simples em relação aos tratores de maior potência, mas que, ainda assim, ofereçam a possibilidade de realizar uma série de tarefas, com gasto de energia e em velocidades adequados.

baixa potência motora, ainda utilizam-se sistemas mais simples, com a finalidade de oferecer aos produtores um equipamento de menor custo de aquisição. O avanço na agricultura está fazendo com que as montadoras disponibilizem uma maior diversidade de tratores para a aquisição dos produtores, com as mais diferentes especifidades. Assim, é de suma importância analisar e avaliar as informações sobre cada produto disponibilizado pelos fabricantes e se estes equipamentos conseguirão exercer com eficiência as atividades na propriedade, sempre levando em consideração as suas .M particularidades. Pablo do Amaral Alonço, Airton dos Santos Alonço, Tiago Rodrigo Francetto e Dauto Pivetta Carpes, Laserg/UFSM

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Atualmente, há uma crescente modernização dos sistemas de transmissão utilizados, porém, para os modelos de

Sistema de transmissão hidrostática dotada de epicicloidal

Valtra

Junto a isso, observa-se um crescente incremento de tecnologia sobre o sistema de transmissão conforme o aumento das classes de potência motora, ou seja, tratores das classes III e IV tendem a ser equipados com sistemas de transmissão mais avançados que os das classes I e II, como pode-se observar através da Figura 2. O tipo de transmissão predominante nos tratores agrícolas é a mecânica sincronizada, que faz com que a troca de marchas seja facilitada, já que possibilita que a mesma ocorra com o trator em movimento, podendo ser encontrada nos tratores de todas as classes de potência. Já as transmissões mecânicas deslizantes, cujo aporte tecnológico é o menor dentre todas as transmissões que equipam os tratores, encontram-se apenas nas classes I e II, enquanto que as transmissões mecânicas parcialmente sincronizadas, uma opção mais barata em relação às totalmente sincronizadas, onde os fabricantes procuram dispor da sincronização apenas nas marchas em que normalmente apresenta maior demanda para a realização das tarefas agrícolas, podem ser encontradas apenas nos tratores da classe II de potência. Em contrapartida, as transmissões hidromecânicas, que apresentam o maior aporte tecnológico, proporcionam ao trator um maior número de marchas e possibilitam a obtenção de uma grande variedade de velocidades e potência com o tra-

Sistema de transmissão em sua distribuição no trator


IRRIGAÇÃO

Eficiência a longo prazo

Divulgação

A irrigação é fator primordial para que os produtores brasileiros possam fazer até três safras ao ano, já que a irregularidade na distribuição pluviométrica tem reflexo direto na produtividade. Assim, estudo avaliou a eficiência de três pivôs centrais após 15 anos de uso e constatou os principais problemas que o sistema apresentou ao final deste período

N

o Brasil, grande parte de seu território possui condições climáticas favoráveis à agricultura intensiva, podendo, em alguns locais, se conseguir até três safras ao ano, sendo limitada apenas pelas irregularidades na distribuição pluviométrica. A irrigação, por sua vez, consegue garantir condições hídricas satisfatórias durante o ano todo, possibilitando assim o cultivo na época mais seca. De todos os métodos de irrigação existentes, a aspersão é a mais utilizada. Possui características importantes como elevada uniformidade de distribuição da água, eficiência de irrigação, bom controle do volume de água aplicado e adaptabilidade a diversas culturas, relevos e tipos de solo.

O aumento da produção na agricultura irrigada está diretamente relacionado com a utilização de sistemas de irrigação eficientes, embora na maioria destas áreas o volume aplicado de água seja superior ao realmente necessário para a produção pertinente de alimentos. Assim, torna-se importante a utilização de equipamentos projetados adequadamente e que garantam um bom retorno do investimento aplicado pelo produtor, pois permite um melhor uso racional da água, otimizando a quantidade a ser aplicada, bem como o momento certo de aplicar, aumentando o número de colheitas em um determinado período. Atualmente, o Brasil possui uma área irrigada total de 6.200.000ha, sendo que desses, 1.275.000ha são com pivô cen-

tral. Este sistema de irrigação tipo pivô central requer não só conhecimento da cultura, do solo, dos recursos hidrícos disponíveis e dos dados climáticos, mas também a quantificação da água a ser aplicada e principalmente sua eficiência na distribuição e uniformidade. Diante disso, busca-se uma utilização de equipamentos mais eficientes, sendo fundamental para a economia de água e de energia sem, no entanto, pôr em risco o rendimento da cultura implantada. A desuniformidade de água gera áreas irregulares, com déficit ou excesso de umidade, e com a adequação da uniformidade tem-se aumento nos gastos, como operação e manutenção dos sistemas. Os elementos que afetam a uniforMarço 2017 • www.revistacultivar.com.br

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Fotos Yane de Freitas da Silva

Figura 1 - Coeficiente de uniformidade dos três pivôs

Teste de uniformidade sendo feito com os coletores instalados

midade de distribuição da água são o vento, a temperatura do ar, a umidade relativa, a evaporação, a altura do emissor, a velocidade de deslocamento da máquina, o espaçamento e o tipo de aspersor. Quando estes fatores são monitorados corretamente, pode-se chegar a uma economia de 25% de água no sistema, sem prejudicar a cultura. Para calcular essa eficiência na distribuição são utilizados muitos coeficientes para expressar a água aplicada por esse sistema de irrigação, sendo o mais utilizado o proposto por Christiansen (1942), mais conhecido como Coeficiente de Uniformidade de Christiansen (CUC). A análise, por sua vez, teve por objetivo avaliar a eficiência e a uniformidade de aplicação de água de três sistemas pivô central comparando a data de sua instalação, onde espera-se que houve próximo de 100% de uniformidade, após 15 anos de uso intenso das máquinas. A propriedade em que foi realizado o teste pertence ao Grupo Damha, no município de Pereira Barreto, interior de São Paulo, com precipitação e tempe-

ratura médias anuais respectivamente de 1.300mm e 24,1ºC, o tipo climático local é tropical úmido com estação chuvosa no verão e seca no inverno. A propriedade apresenta uma complexa estrutura de equipamentos e sistemas de irrigação, cujo sistema autopropelido de irrigação por aspersão é o de maior aceitação pelos produtores, tendo como objetivo suprir as necessidades de alimentos da atividade pecuária implantada na propriedade, com o resultado de produção de três safras por ano, aproximadamente. Em 2000, na instalação dos equipamentos, adquiridos todos do mesmo fabricante, foram realizadas as avaliações de desempenho, tiveram como objetivo a avaliação destes ainda novos, para, assim, classificá-los segundo a uniformidade apresentada e todos os equipamentos se mostraram de acordo com o projetado e desejado. Depois de 15 anos, aproximadamente, foram realizadas novas avaliações com o intuito de sanar possíveis problemas com bocais e tubos, os quais causavam índices de uniformidade abaixo do desejado,

que têm como maiores problemas o comprometimento da produtividade das culturas e o não atendimento da demanda hídrica. Foram realizadas as avaliações adotando o ponto mais alto, pois seria a parte das áreas com maiores problemas de pressão. Foram utilizadas duas linhas radiais de pluviômetros dispostos com ângulo de três graus entre si e os coletores foram posicionados a 0,3 metro de altura. O volume coletado foi medido o mais rápido possível, para diminuir o efeito da evaporação. Foram instalados também pluviômetros com 10mm de água em cada pivô para medir a evaporação durante o teste e determinadas as perdas, por diferença. A velocidade do pivô foi regulada para andar aplicando 10mm de lâmina para o teste. Com o cronômetro, mediu-se o tempo necessário para que cada equipamento fizesse o percurso entre as duas linhas de pluviômetros. Durante a avaliação, efetuaram-se leituras da pressão inicial (base do pivô) e a pressão final (manômetro instalado na extremidade do equipamento), da

Para calcular a eficiência na distribuição de água os pesquisadores utilizaram o Coeficiente de Uniformidade de Christiansen (CUC), com a utilização de coletores distribuídos ao longo do percurso e monitoramento climático através de estações móveis

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Tabela 1 - Resultados obtidos e calculados para cada pivô avaliado PIVO A B C

VC m3/h 408,5 587,0 260,7

VP 431,0 598,0 375,0

RI m 488,8 693,7 563,3

AI Ha 101,2 157,3 103,0

LP mm 4,8 4,9 3,8

LLC mm 4,4 4,6 2,4

VUT m/s 0,034 0,042 0,031

VC= Vazão calculada, VP= Vazão do projeto, RI= Raio irrigado, AI= Área irrigada, LP= Lâmina de projeto, LLC= Lâmina líquida calculada, VUT= Velocidade da última torre

Vazamento em tubulações altera a eficiência dos equipamentos

velocidade da última torre, da velocidade do vento, da velocidade (%) do teste, da lâmina do projeto, do raio irrigado, da área irrigada e da precipitação ocorrida. Para determinar as variáveis climáticas, foi utilizada uma miniestação agrometeorológica instalada a um metro e meio de altura do solo, situada a um quilômetro do local dos testes, onde foi possível determinar a temperatura do ar, a umidade relativa, a direção e a velocidade do vento. Os resultados evidenciaram um grau de desgaste de equipamentos devido ao uso intenso, principalmente no pivô C, que teve uma uniformidade menor que 60%, tal fato pode estar relacionado por ele ser o único a ter três safras no ano, fazendo, assim, que o equipamento não tenha uma manutenção adequada e um tempo de reparos. Quando comparada a vazão calculada de projeto e a obtida no teste, pode-se notar que todos os três pivôs não atingiram a vazão desejada,

podendo ser justificada pelo tempo de uso e alguns fatores ocasionarem a perda de vazão, como vazamentos e entupimento de aspersores. Estes sistemas de irrigação do tipo pivô central funcionam com a mesma velocidade angular, porém a velocidade linear difere em cada uma das torres da linha lateral de aspersão e para que a lâmina de irrigação seja a mesma na área toda, estes sistemas são irrigados com combinações de bocais distintos ao longo da linha lateral. Para tanto, requerem um rigoroso dimensionamento hidráulico dos emissores, onde bocais apresentam diâmetros crescentes a partir do ponto do pivô (Figura 1). Os pivôs centrais classificados como A, B e C tiveram, respectivamente, os seguintes CUCs: 82%, 76% e 57%, valores estes, classificados como baixos pelas normas da ABNT. A uniformidade de aplicação de água em pivôs pode ser afetada por diversas formas, desde a saída da água dos orifícios dos bocais até a superfície do solo e também para fora da área de alcance do equipamento. Portanto, são necessárias algumas me-

Tabela 2 - Classificação do coeficiente de uniformidade de Christiansen (CUC) pela ABNT Classificação Muito boa Boa Regular Ruim Inaceitável

CUC (%) Maior que 90 85-89 80-84 60-79 Menor que 60

didas de conservação do equipamento para que se possa otimizar a eficiência de aplicação e melhorar o sistema, diminuindo o desperdício de água e aumentando a vida útil da máquina. Para a Fazenda analisada em questão, a ideia seria a troca de tubos com vazamentos e de emissores que estejam entupidos, pois estes, além de aumentar a pressão até o fim da tubulação, diminuem a lâmina em alguns pontos da área irrigada e aceleram o difusor. São importantes a manutenção e o manuseio corretos para que se consiga, mesmo depois de um período de 15 anos, ainda manter a produtividade das culturas irrigadas .M com esse sistema de irrigação.

Yane de Freitas da Silva, Univ. Estadual Júlio de Mesquita Filho


CAPA

CR7.90 EVO N

A CR7.90 EVO da New Holland é realmente uma evolução nas colhedoras da marca, trazendo várias novidades tecnológicas que se somam a sistemas já consagrados das séries anteriores

e m s e m p re a Re v i s t a Cultivar Máquinas tem oportunidades como esta, que relataremos aos nossos leitores nesta edição. Muitas vezes a máquina que iremos testar é levada a alguma área ou é máquina pertencente a algum agricultor. Desta vez tivemos a oportunidade de visitar uma das áreas de teste da New Holland e conhecer o novo modelo, futuro lançamento da marca, a colhedora CR7.90 EVO, em pleno processo de validação. Este novo modelo, que foi apresentado aos concessionários em 2016 terá seu lançamento público no Agrishow. Há meses ela está em testes de validação pela engenharia

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do fabricante, em diferentes locais do país.Este é um modelo totalmente novo que vai integrar a família CR se posicionando na Classe VII alta, ou seja, é uma máquina maior que a atual CR9060 Premium. A nova grade ficará composta dos modelos CR5.85, a CR6.80, que substituirá a CR6080; a CR7.80, que substituirá a CR9060 Premium; a nova CR7.90 EVO e a CR8.90, que substituirá a CR8090.

CR7.90 EVO

A máquina que testamos possui as mesmas dimensões da atual CR8090 no quesito de processamento de colheita, o que a New Holland chama

de chassi largo. É uma máquina direcionada à colheita de soja e milho, com uma característica marcante de oferta de customização. Serão ofertadas versões que facilitem o atendimento aos aspectos particulares de cada produtor. Evidentemente que a vantagem do posicionamento adequado do cliente se somará ao menor custo deste novo modelo. Ela possui motor Cursor 10, com 313kW (425cv) de potência nominal e 358kW (487 cv) de potência máxima e uma diminuição do depósito de grãos, que passou de 14.500 para 12.300 litros. Com esta configuração, a taxa de des-


carga passou de 142 litros/segundo da CR8090 para 126 litros/segundo, neste modelo. A transmissão hidrostática de potência, embora o modelo seja menor, manteve-se a mesma, com quatro velocidades e acionamento eletro-hidráulico. O motor, como dissemos, é um FTP Cursor 10, Turboalimentado, com seis cilindros e 10,3 litros de capacidade volumétrica, que atende as novas normas de emissão de poluentes MAR-I, de acordo com Proconve, através do sistema de EGR, ou seja, recirculação interna de gases. Com isso, não necessita a utilização de aditivo Arla32 e não tem nenhuma restrição quanto à utilização do diesel, S500. O torque máximo é 1.600Nm a 1.700rpm. Pela capacidade de processamento da máquina e a experiência adquirida nos testes prévios, o fabricante está recomendando o uso de uma plataforma de 40 pés. Neste modelo, estávamos usando uma plataforma tipo Draper da

Fotos Charles Echer

O motor é um FTP Cursor 10, turboalimentado, com 6 cilindros e 10,3 litros de capacidade volumétrica, 313kW (425cv) nominal e 358kW (487cv) máxima

New Holland, padrão nesta faixa de máquinas, com barra de corte flexível. O sistema de flutuação utiliza um conjunto de molas de borracha que facilmente pode seguir o nível

do solo, fazendo com que as perdas decorrentes da posição de baixa inserção das primeiras vagens sejam neutralizadas. Bem à frente do operador fica

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Fotos Charles Echer

A trilha e a separação são feitas conjuntamente pelo sistema de duplo rotor de 22 polegadas de diâmetro cada distribuindo o material no sistema de limpeza, que para a linha EVO teve alteraçoes para entregar ainda mais performance

uma caixa central que controla as navalhas. Nós, inclusive, a utilizávamos como referência para o posicionamento nas linhas de colheita. Este conceito traz como principais vantagens a diminuição de vibrações decorrentes do movimento alternativo da barra de corte e a diminuição da largura dos divisores da plataforma, pela menor estrutura lateral necessária para conter o sistema. Para a limpeza da caixa central de acionamento das navalhas, um jato de ar é aplicado automaticamente a cada quatro minutos, aproximadamente.

SISTEMA DE TRILHA E SEPARAÇÃO

Acreditamos que pode interessar muito aos nossos leitores a explicação do duplo rotor TwinPitch. Estes dois rotores são formados por 44 barras de trilha e separação cada, que a nosso ver é um dos pontos positivos desta linha e, por conseguinte, deste modelo. Na entrada dos rotores o fabricante colocou um sistema de alimentação, formado por uma dupla hélice, que serve manter o fluxo constante de produto e garantir que haja sempre material entrando nos rotores. Na cobertura dos rotores existem aletas ajustáveis, que podem ser reguladas para aumentar e diminuir o tempo de permanência do material quando está sendo trilhado e separado. Há possibilidade de ajuste das aletas da Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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cobertura conforme a condição de cada cultura. Olhando-se os rotores lateralmente se nota que a primeira parte do cilindro utiliza barras redondas para a trilha e a segunda parte utiliza arames largos. Esta configuração é dada em função do estado em que está o produto a ser processado em cada posição dos rotores. A trilha e a separação são feitas

conjuntamente pelo sistema axial por meio dos dois rotores de 22 polegadas, sistema exclusivamente usado pelas colhedoras CR. O sistema industrial deste novo modelo é igual ao da CR 8090, que é de uma classe maior. O fabricante optou pelos rotores de 22 polegadas para que este modelo tenha maior capacidade de processamento, que segundo os testes da equipe da New


Holland tem 65% mais de produção com este aumento em relação aos rotores de 17 polegadas. Vale ressaltar que a transmissão de potência aos rotores utiliza um sistema denominado pelo fabricante de Maxitorque, que evita que haja perda por patinamento no acionamento e por conta disto a interrupção do processo de trilha e separação. Toda esta massa de grãos processada pelos rotores é entregue ao sistema de limpeza, formado por peneiras otimizadas para aumentar a performance. O sistema de limpeza de dupla ação tem grande área de limpeza e recebe ar de um ventilador, para a extração de material fino.

CABINE E CONTROLES

A cabine, colocada sobre quatro blocos de borracha, para o amortecimento das vibrações, é a mesma desde a CR5.85 até a CR8.90, e na máquina do teste pudemos observar alguns itens da CR8090, que poderão ser configurados como

As laterais possuem sistema de abertura simples e prático, facilitando o acesso para manutenções e verificações diárias

opcionais nos novos modelos, como por exemplo, a opção de um frigobar posicionado atrás do assento, o sistema de iluminação com cinco faróis tipo xenon, colocados de forma a atender uma visualização de 180

graus a partir do posto do operador. O assento é extremamente cômodo, com muitas regulagens de ajuste de posição, e a superfície é em couro, o que melhora o contato do corpo do operador com a superfície. Enfim, reconhecemos muitas qualidades de conforto e segurança para o operador, tanto no trabalho diurno como noturno. O console lateral é muito prá-

Escada de acesso à parte superior é simples e eficiente

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Fotos Charles Echer

Espalhador com defletores por aletas garante uma distribuição homogênea da palha sobre o solo

tico, além de ser muito acessível para o controle da máquina. Existe à disposição do operador um descansa-braço e à mão direta um controle multifunção com as teclas e os interruptores de mais frequente utilização na colheita. Na parte da frente, um enorme monitor, com display colorido Intelliview IV e tela sensível ao toque, onde se podem receber informações, tanto do desempenho da máquina, como da operação, baseado em prévias configurações. O monitor atua como um microcomputador, que permite inclusive que se gravem os trabalhos e os exportem por meio de uma porta USB, para a coleta dos dados.

umidade (monitoramento de colheita) e a antena receptora de GPS NH 372. Além disto, se o produtor quiser também, a máquina pode vir com o pacote de piloto de automático, IntelliSteer, da New Holland, que usa sinal DGPS, RTK e outros sinais pagos, para garantir uma precisão que pode chegar ao padrão centimétrico. Os novos modelos da série EVO poderão ser equipados com sistema IntelliCruise, que é um sistema de controle de velocidade com base na taxa de entrada de material. É um opcional sensacional. Tivemos que trocar de máquina para vê-lo

funcionando, mas valeu a pena. Por sinal, a equipe técnica da New Holland não mediu esforços para nos mostrar tudo o que perguntamos ou pedimos informação. O sistema ajusta a velocidade de deslocamento da máquina de acordo com o parâmetro escolhido, a carga do motor ou a perda acumulada de grãos. Se o cliente quiser privilegiar a utilização do motor e fixar uma carga limite, a máquina controlará a velocidade de deslocamento. Se o que se quer fixar é um nível pequeno de perdas, a velocidade será controlada por ele. Na verdade experimentamos o sistema e pela qualidade de processamento da máquina é necessário fixar uma carga muito alta do motor ou níveis baixíssimos de perda para que a velocidade venha a ser afetada. Para o trabalho na velocidade em que estávamos operando a máquina, a necessidade de ajuste foi pequena. Este modelo de colhedora utiliza um sistema de limpeza da palha (Blowoff) que adere à tela rotativa, acionando um sopro de ar sobre ela sempre que a descarga é acionada. Os rodados standard deste modelo são o traseiro 600/65R28 e o dianteiro 520/85R42, sem opção de rodado único na dianteira. A CR7.90 EVO tem duas opções de eixos, o standard e o 4x4, ambos ajustáveis.

O TESTE

Dificilmente a equipe da Revista

AGRICULTURA DE PRECISÃO

A Colhedora New Holland modelo CR7.90 é uma máquina de última geração, portanto está totalmente adaptada para o uso de recursos de agricultura de precisão, conforme os opcionais que cada cliente desejar. O cliente pode adquirir com o pacote completo ou mesmo se não o fizer, pode ir completando o sistema a partir da base standard que fornece o fabricante. Desta base, o cliente pode chegar ao pacote completo, com sensor de produtividade e sensor de Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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A taxa de descarga é de 126 litros/segundo. Dois avisos sonoros indicam os níveis do graneleiro: um com 75% da capacidade e outro quando atinge 90%


A limpeza da tela rotativa é feita automaticamente na descarga de grãos

Cultivar Máquinas tem oportunidades tão boas para realizar um teste como esta. Havia mais de um modelo à disposição, trabalhando na colheita entre as outras máquinas do produtor. Havia tempo à disposição e uma equipe extremamente acessível para informação e com vontade de ver-nos operando a máquina. Por tudo isto, pudemos fazer horas de colheita, com descarga de grãos e manobras da máquina. Os trajetos eram longos, com o enchimento do depósito de grãos a cada trajeto, de forma que os comboios formados pelos tratores e reboques graneleiros estavam sempre disponíveis, bastando abrir o tubo de descarga ou ligar as luzes giratórias (giroflex), que já estavam a postos

Escada de acesso à cabine é extremamente acessível e prática

O assento em couro possui várias regulagens de ajuste de posição

para a descarga quando o depósito de grãos estava completo. Na operação, o fabricante aplicou um aviso sonoro para o enchimento de ¾ do graneleiro e outro para totalmente cheio (full), que se aciona com 90%, para permitir uma manobra de descarga e evitar que a máquina

se encha no meio da parcela, o que geraria trajetos sem colheita. Pelas condições da lavoura, trabalhamos em 2ª marcha com o rotor em alta, com o motor a 2.100rpm, o que nos dava uma utilização entre 100% a 105% de carga no motor, na velocidade média de 8,2km/h.

Display colorido IntelliviewT IV com tela sensível ao toque traz todas as informações de desempenho e operação. O console lateral é bastante prático e possui também um controle multifunção com as teclas e os interruptores de mais frequente utilização

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Fotos Charles Echer

Comentamos com o pessoal da New Holland que nos impressionou bastante o baixo ruído no interior da cabine. Também ficaram marcadas a estabilidade da rotação do motor e a velocidade, mesmo com uma produtividade média de 60 sacos por hectare.

LOCAL DO TESTE

O teste foi realizado no município de Ipameri, em Goiás

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O local do teste com a New Holland CR7.90 EVO ocorreu na Fazenda Santa Genoveva, dos irmãos Cambrea, especificamente na área da Fazenda São Camilo, no município de Ipameri, em Goiás. Ipameri é um município que está no vértice de um triângulo, com lados de aproximadamente 70km, nos outros dois vértices estão as cidades de Pires do Rio e Campo Alegre. Os patriarcas da família Cambrea são cinco irmãos, naturais de Ribeirão Preto, em São Paulo, que

chegaram à região em 1985. Dos cinco irmãos, três já são falecidos, e agora inicia a participação nos negócios da família a segunda geração, composta por oito filhos. Nos acompanharam no teste os irmãos e primos Ricardo Cambrea e Marcio Cambrea, Rodrigo Cambrea e Antonio Cambrea Filho. O Grupo Cambrea é uma holding que tem também Agropecuária IC Ltda, da qual somente os pais são proprietários. A área total da fazenda é de 4.100 hectares de soja e 200 hectares de milho, com 235 hectares de feijão no inverno. A produtividade média do local em que estávamos trabalhando era de 50 sacos por hectare. Na área, eles possuem uma frota de cinco colhedoras e sete tratores de médio para grande porte, sendo cinco da marca New Holland. Embora sejam clientes também de outra


marca, aos poucos estão migrando para a New Holland, com a aquisição de novos tratores e colhedoras. A atuação do concessionário está sendo positiva e decisiva neste processo. Eles estão bastante satisfeitos com a parceria estabelecida com a New Holland no desenvolvimento das novas máquinas. Consideram que estão auxiliando no desenvolvimento de máquinas e que a procura do fabricante foi acertada. A parceria parece ser boa para ambas as partes. Na avaliação específica deste modelo, que está colhendo intensamente nesta safra, eles são unânimes em considerar que “agora a New Holland acertou a máquina”, para os padrões da necessidade dos .M agricultores.

F

Equipe

omos apoiados no teste pela equipe da New Holland, formada por Luiz Palharin, que é engenheiro responsável pela validação dos produtos New Holland, atualmente trabalhando

com produtos CR, principalmente colhedoras e plataformas; Marcelo Teles, também da área de Desenvolvimento e Validação, e Laercio Pereira Silveiro, da área de Serviços.

José Fernando Schlosser, Nema/UFSM

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COLHEDORAS Jacto

Por etapas Como a colheita mecanizada do café acontece em mais de uma operação, a varrição e o recolhimento exigem grande eficiência e qualidade no menor tempo possível, para que os produtores possam aproveitar ao máximo a janela de colheita. Para tanto, se torna imprescindível estar atento às regulagens e às especificidades de cada etapa

A

colheita mecanizada do café acontece em duas fases. Na primeira delas ocorrem a derriça e o recolhimento do café contido nas plantas, enquanto que na segunda tem-se o recolhimento do café presente no solo, comumente chamado de “café de varrição”. A queda do café no solo pode acontecer por vários motivos, como variedades com maior facilidade de desprendimento dos frutos, estádio avançado de maturação dos frutos, incidência de pragas e doenças, pluviosidade ou, ainda, pela própria ação da colheita mecanizada.

COLHEITA DO CAFÉ DA PLANTA

A colhedora opera a cavaleiro Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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sobre a linha de café, envolvendo as plantas por dois cilindros munidos de hastes vibratórias que derriçam os frutos, que, removidos dos ramos, caem no interior da colhedora, sendo submetidos ao sistema de limpeza e posteriormente transportados para o sistema de armazenamento e transporte. Apesar de conceitualmente se ter poucas alterações das colhedoras, dos ajustes, incrementos tecnológicos, assim como do aprimoramento dos operadores, a colheita mecanizada hoje é amplamente utilizada na cafeicultura moderna. A eficiência das colhedoras é altamente dependente das condições da lavoura, assim como de suas regulagens. Normalmente, nas lavouras brasileiras,

ocorrem de uma a quatro floradas a partir de setembro, este fato faz com que haja necessidade de se ajustar a colhedora a cada situação. Quando se tem apenas uma grande florada, os frutos chegam ao estádio de colheita de maneira uniforme, podendo colhê-los de uma só vez. Por outro lado, quando se tem várias floradas, os frutos apresentam grande desuniformidade no período de colheita, dificultando a colheita de uma só vez, sendo necessário colher com mais de uma operação. Para evitar a elevação do nível de danos às plantas bem como aumentar a quantidade de café colhido no estádio maduro utiliza-se a colheita mecanizada seletiva. A colheita seletiva consiste em realizar mais de uma


Tiago de Oliveira Tavares

operação de colheita, com menores vibrações da haste e maior velocidade de deslocamento. No entanto, como na maioria das operações agrícolas mecanizadas a colheita mecanizada não obtém 100% de eficiência, pois apesar das melhorias na máquina e no método de colheita, as colhedoras possuem algumas deficiências. Um exemplo de deficiência está no sistema recolhedor, quando se tem quantidades elevadas de café e material vegetal desprendidos em decorrência da colheita, podendo haver dificuldade de separação, fazendo com que parte deste café caia sob a saia do cafeeiro juntamente com as folhas, elevando a quantidade de café caído no solo. A colheita mecanizada plena e/ou seletiva pode gerar queda de 10% a 20% dos frutos no solo, parte pela capacidade limitada do sistema de recolhimento e parte pelo arremesso, para fora da máquina, dos frutos pelo contato das hastes vibratórias. Além do café caído pela colheita mecanizada, esses frutos são somados aos que caem naturalmente antes da colheita. Este fato demonstra a necessidade econômica de se recolher o café caído, pois caso não seja recolhido, o nível de perdas representará um elevado prejuízo econômico para o produtor. O recolhimento manual

Esquema funcional do arruador-soprador

apresenta baixa capacidade operacional e alto custo, sendo muitas vezes inviável e, portanto, é uma operação que deve ser substituída pela mecanização ao longo do tempo.

COLHEITA DO CAFÉ DE “VARRIÇÃO”

Esta fase é composta por duas etapas ou duas operações mecanizadas. A primeira consiste em retirar todo o material presente sob as plantas, inclusive o café, e enleirá-lo no centro da entre linha. Já na segunda etapa, recolhe-se esta leira e separa-se o café das impurezas. Para a primeira etapa, realiza-se a operação de varrição mecanizada, utilizando-se um arruador/soprador montado, tracionado e acionado por um trator com potência nominal igual ou superior a 44,2kW (60cv) no motor, trabalhando em velocidade de até 3km/h. A máquina possui uma turbina que gera uma corrente de ar com elevada potência, dois tubos direcionadores de ar (sopradores) e dois discos varredores (arruadores). O ar é direcionado lateralmente, sob a copa dos cafeeiros, removendo todo o material vegetal ali presente e o depositando no centro da rua paralela a seu sentido de deslocamento. Os discos varredores possuem placas de borracha ou plástico que raspam

o material presente no centro da rua, previamente soprado, formando uma leira central, formada em decorrência dos sentidos alternados que os discos arruadores rotacionam (horário e anti-horário). As leiras são compostas de resíduos vegetais (pó de folhas, folhas e fragmentos de ramos), de resíduos minerais (terra, torrões e pedras) e de frutos de café (Tavares et al, 2015a). Para iniciar o serviço, o operador eleva a roda de transporte e aciona, por meio do sistema hidráulico, os sistemas que serão utilizados. A qualidade da operação deve ser frequentemente monitorada pelo operador e quando há ineficiência no sistema soprador, os dutos condutores de ar devem ser reajustados. Caso se observem grãos remanescentes fora do espaço das leiras, deve-se ajustar os discos varredores, fazendo com que os mesmos exerçam maior pressão sobre o solo, aumentando a capacidade de varrição. Por outro lado, quando a varrição não permite presença de grãos remanescentes e faz leiras com grande conteúdo de impurezas minerais (solo), deve-se reajustar reduzindo a pressão dos discos varredores sobre o solo, permitindo varrer os frutos sem o ajuntamento de solo. No recolhimento mecanizado

Esquema funcional da recolhedora

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Fotos Tiago de Oliveira Tavares

A

B

C

Demonstração da operação de varrição mecanizada: antes da operação (A), após a utilização do sistema soprador (B) e após a utilização do sistema varredor (C)

utiliza-se uma recolhedora acionada por um trator, de preferência 4x2 TDA, devido à massa da mesma, com potência nominal de 55,2kW (75cv) no motor. É recomendado trabalhar com 540rpm na TDP e velocidades operacionais de até 2km/h. A recolhedora é constituída por uma esteira recolhedora, cilindro trilhador, um conjunto de peneiras, turbina e caçamba graneleira. A esteira recolhe o material enleirado (café e os resíduos vegetais e minerais) e internamente o submete a um cilindro e a um conjunto de peneiras que separam o café, trituram os resíduos vegetais e eliminam resíduos minerais; no final das peneiras a turbina succiona e retira as impurezas mais leves que os grãos de café, armazenando somente o café em seu compartimento graneleiro de 3m3. Porém, a separação ainda não é completamente eficiente, de forma que no depósito, juntamente com o café, há impurezas minerais e vegetais. Por meio do esquema funcional da recolhedora notam-se os componentes que realizam as três fases no processamento do café. Na primeira fase ocorre o recolhimento pela esteira recolhedora e rolo recolhedor. Posteriormente, na segunda fase, acontece a separação do café dentre as impurezas, realizada pela atuação conjunta do cilindro, peneiras e turbina de ar. Por fim, o elevador Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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transporta o café e o armazena na caçamba graneleira. Da mesma forma que a varrição, o operador deve monitorar integralmente a qualidade da operação de recolhimento. Devem-se observar principalmente três pontos. Verificar periodicamente se a plataforma está recolhendo satisfatoriamente as leiras ou se está ficando café sem recolher; verificar também a saída da turbina de ar, observando se o café está sendo eliminado junto com as impurezas e, por fim, o café, na caçamba graneleira, deve apresentar nível satisfatório de pureza (Tavares et al, 2015c). Caso a eficiência do recolhimento não esteja satisfatória, o operador deverá reduzir a velocidade de descolamento, uma vez que a rotação da esteira e do rolo recolhedor é equivalente à rotação da TDP, devendo, portanto, não ser alterada, obede-

cendo às recomendações do trator. A redução da velocidade faz com que a esteira fique por mais tempo em contato com o solo (rotações por metro), elevando a capacidade de recolhimento. Por outro lado, se as condições do solo permitirem recolher satisfatoriamente o café, a velocidade não deverá ser reduzida por dois motivos. O primeiro é relacionado com a capacidade operacional, pois quanto maior, melhor; e o segundo é a redução de impurezas minerais, pois quando se tem menor tempo de contato da plataforma recolhedora com o solo, captura-se menor quantidade de impurezas minerais (solo), o que favorece o sistema interno de limpeza (Tavares et al, 2015a). No sistema de limpeza, os possíveis problemas ocorrem principalmente nas peneiras e na turbina de ar. Em algumas situações de elevado nível de impurezas vegetais, lavouras

Detalhe do sistema de limpeza (esquerda) e válvula de regulagem do fluxo de ar (direita)


subsoladas, por exemplo, as peneiras apresentam limitações na capacidade de separação, resultando em elevado nível de impureza no café. Normalmente neste caso pode-se reduzir a velocidade operacional, desta forma o fluxo de material que entra na recolhedora é menor, favorecendo o processo de separação do sistema. Outra forma é a substituição da peneira original da recolhedora por outra de maior orifício, o que permite maior vazão e separação das impurezas, porém, deve-se observar se os grãos de café não estão passando pelos orifícios, em caso afirmativo, não é recomendada a substituição. Quanto à turbina de ar, quando é observada a eliminação de grãos de café pela ventilação, deve-se ajustar a abertura do fluxo de ar, fechando a entrada de ar. Este procedimento resulta na redução da potência de sucção e para de eliminar os grãos. Desta forma, deve-se regular o ar para que se tenha eliminação satisfatória de impurezas leves em conjunto com a não eliminação de grãos (Tavares et al, 2015c). Nas operações mecanizadas de varrição e recolhimento, assim como em todas as outras, deve-se buscar sempre realizar o serviço com o máximo de eficiência e qualidade no menor tempo possível. Existem vários trabalhos na literatura que enfatizam que, principalmente na colheita, necessita-se de agilidade visando colher maior área em um curto período de tempo - conhecido como janela de colheita -, possibilitando adequar de maneira correta a frota à área que será colhida. Neste sentido, o Laboratório de Máquinas e Mecanização Agrícola (Lamma) da Unesp de Jaboticabal em suas atribuições realizou uma série de ensaios com estas duas operações. Um desses ensaios consistia em verificar o desempenho da recolhedora com quatro quantidades de café operando em duas velocidades, a fim de verificar possíveis limitações das máquinas a estas situações.

Tabela 1 - Perdas de café em duas velocidades operacionais e quatro níveis de café Perdas de café no recolhimento (kg de café beneficiado/ha)

Velocidades

Níveis de café

5 sacas 10 sacas 20 sacas 40 sacas 1,26km/h 6.58 aA 3.29 aA 9.05 aA 12.34 aA 1,83km/h 5.76 aA 9.87 aAB 12.34 aAB 23.86 aB 59.80 CV (%) Sistema de recolhimento em trabalho

O experimento foi realizado no município de Presidente Olegário (MG, nas coordenadas geodésicas: latitude 18º02’04” S e longitude 47º27’38” O, com altitude média de 917 metros, declividade média de 3% e clima Aw de acordo com a classificação de Köeppen (1948). A lavoura utilizada possui variedade catuaí vermelho IAC 144, plantada em dezembro 2005 (dez anos), com espaçamento de quatro metros entre ruas e 0,5 metro entre plantas, totalizando cinco mil plantas/h, plantada em círculo, irrigada via pivô central. O experimento foi desenvolvido em esquema fatorial (2x4) no qual havia duas velocidades operacionais (1,26km/h e 1,83km/ha), quatro níveis de café (5, 10, 20 e 40 sacas de café beneficiados/ha) e três repetições, totalizando 24 unidades experimentais. O conjunto mecanizado foi composto por um trator John Deere 5425N e uma recolhedora Miac Master café II), operando nas marchas 1aA e 2aA. Os tratamentos foram: T1 = velocidade de 1,26km/ ha e 5 sacas de café beneficiadas; T2 = velocidade de 1,26km/ha e 10 sacas de café beneficiadas; T3 = velocidade de 1,26km/ha e 20 sacas de café beneficiadas; T4 = velocidade de 1,26km/ha e 40 sacas de café beneficiadas; T5 = velocidade de 1,83km/ ha e 5 sacas de café beneficiadas; T6 = velocidade de 1,83km/ha e 10 sacas de café beneficiadas; T7 = velocidade de 1,83km/ha e 20 sacas de café beneficiadas; T8 = velocida-

*Médias seguidas por mesmas letras minúsculas, comparadas nas colunas, e maiúsculas, comparadas nas linhas, não diferem entre si, pelo teste de Tukey a 0,05 de significância.

de de 1,83km/ha e 40 sacas de café beneficiadas. As variáveis analisadas foram: perdas no recolhimento kg café coco; perdas no recolhimento kg café beneficiadas; perdas limpeza kg café coco; perdas limpeza sacas beneficiadas; eficiência de limpeza. Pelos resultados obtidos (Tabela 1) nota-se que na menor velocidade operacional as diferenças encontradas nos níveis de café estudado não foram significativas, por outro lado, na maior velocidade, foi observado que as perdas de café apresentaram um aumento gradativo de acordo com o aumento do nível de café. Entretanto, todas as perdas são muito pequenas quando comparadas à quantidade de café a ser recolhido, demonstrando a grande eficiência das máquinas em recolher o café. Para que a eficiência da máquina aumente consideravelmente é recomendado que, em quantidades maiores de café, o recolhimento seja realizado com menores velocidades, fator que, segundo os resultados, provocam menores perdas. Vale ressaltar que o preparo pré-colheita deve ser muito bem realizado para garantir que as máquinas consigam fazer a operação com o máximo de .M eficiência possível. Tiago de Oliveira Tavares, Rouverson Pereira da Silva, Elizabeth Haruna Kazama e Felipe Santinato, Unesp Bruno Rocca de Oliveira, Fafram - Ituverava Vantuir de Albuquerque Silva, Colégio Agrícola de ES do Pinhal

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EVENTO

Melhor que a expectativa Embalada pelo bom momento do agronegócio e projeção de uma colheita histórica de grãos no Rio Grande do Sul, a Expodireto Cotrijal 2017 foi também palco de grandes lançamentos

A

18ª edição da Expodireto Cotrijal, que ocorreu de 6 a 10 de março em Não-Me-Toque, Rio Grande do Sul, movimentou pelos expositores mais de R$ 2,1 bilhões, uma alta de 34% em comparação com 2016, superando, inclusive, a previsão inicial de crescimento de 15%. No total, 511 expositores mostraram o melhor nos setores de máquinas agrícolas, tecnologia e defensivos, agricultura familiar, equipamentos e a participação de 70 países. E um público total de 240 mil pessoas. A Cultivar Máquinas acompanhou a feira e buscou em cada empresa as novidades apresentadas nesta edição do evento. Confira os principais lançamentos e destaques.

JOHN DEERE

Em mais um ano de participação numa das feiras mais expressivas do agronegócio brasileiro - a Expodireto

Cotrijal, a John Deere apresentou todas as suas soluções e tecnologias aos visitantes. O grande destaque da marca foi a nova Série S400 de colheitadeiras, que conta com dois modelos: S430 e S440. Os equipamentos possuem tecnologia Rotor TriStream – substituindo a antiga tecnologia saca-palha – com três seções descentralizadas (alimentação, trilha e separação), que permitem melhor separação do grão e da palha. A máquina também possui o sistema DF4 de limpeza, que ajusta a abertura das peneiras para alto desempenho, mesmo em subidas e descidas. Os modelos contam com os recursos de agricultura de precisão como mapa de produtividade e piloto automático, que não estavam disponíveis nos modelos saca-palha. O tanque graneleiro também está maior e proporciona ao produtor rural 6% mais de capacidade. No segmento de tratos culturais, a marca destacou o pulverizador autopropelido 4630, que traz precisão ao

O grande destaque da John Deere foi a nova Série S400 de colheitadeiras, que conta com dois modelos: a S430 e a S440

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agricultor, com barras de pulverização que conferem estabilidade da aplicação e um menor raio de giro. Para o plantio, o destaque foi a linha de plantadeiras 1100 – que compreende os modelos 1107 (de cinco a sete linhas), 1109 (de oito e nove linhas), 1111 (de dez e 11 linhas) e 1113 (de 12 e 13 linhas). A linha é equipada com o sistema VacuMeter, dosador a vácuo que distribui as sementes de maneira uniforme, mantendo sua qualidade e evitando sementes duplas e/ou falhas. Outro destaque da marca foram os tratores utilitários da Série 5E, com os modelos 5065E, 5078E e 5090E. Ainda em tratores, os modelos da linha 7J, que contam com o eixo dianteiro TLS, exclusivo sistema de suspensão da marca. Ainda nos modelos 7J, o assento do operador possui suspensão ativa que trabalha diretamente na redução de até 90% dos movimentos verticais, o que possibilita mais conforto durante a operação. Outro importante destaque foi a Série 6J,

A Mahindra destacou os modelos de tratores 8000 4WD Mais Alimentos e 9200 4WD


Fotos Cultivar

com os novos motores eletrônicos que proporcionam melhor aproveitamento do combustível. No estande foi apresentado o novo trator 6100J, indicado principalmente para o trabalho com grãos e pecuária.

índices de emissão, ambos tiveram um acréscimo de 16% em torque e seguem sendo do MWM. As demais máquinas da marca assumirão a nova roupagem até o final de 2017. Para a Expodireto, além do lançamento, foram expostas outras máquinas da fabricante, como os pulverizadores Orion 250, modelo Exportação, e a Taurus 300 Túnel de Vento.

pela distribuição geométrica regular das sementes, sem falhas, duplicidade ou danos nas sementes. Já a distribuição de fertilizantes utiliza um mecanismo de pulso zero, com precisão volumétrica em qualquer condição topográfica. A LS Tractor também esteve presente com todo seu portfólio de tratores. Como destaque, o modelo R60C, que possui uma cabine com baixo nível de ruído e de vibração, proporcionando ergonomia e conforto ao operador. O modelo é equipado com motor LS Tractor Tier III, que confere baixo consumo de combustível e de emissão de gases. O R60 C possui menor raio de giro (3,25m), tomada de força em três velocidades, altura do solo de 50,7cm, tomada de força independente operada a partir do painel, direção hidrostática, controle remoto independente, transmissão 32x16 com super-redutor e eixo frontal blindado. Já os demais modelos das séries G, R, U e P possuem inversor de frente e ré sincronizado (Syncro Shuttle), direção hidrostática ajustável, garantindo melhor ergonomia ao operador.

Aposta da marca LS Tractor para entrar no segmento de implementos de plantio, a semeadora LS Planter foi o principal destaque da marca durante a Expodireto Cotrijal. Durante a feira, foram apresentados três modelos da plantadeira: com sistema de transmissão mecânica, elétrica e hidráulica, e 36 versões, nos tamanhos que variam de três a 18 linhas. A LS Planter se diferencia

Acreditando no clima de otimismo entre os produtores de uva para a safra deste ano, a Agritech, empresa fabricante dos tratores e cultivadores motorizados Yanmar Agritech, apostou nos modelos da linha parreira para a 18ª Expodireto Cotrijal. Entre os modelos destacados estão GK 200, 1235 Parreira, 1145 Parreira, 1055 Parreira, além do Trator 1155 SE cabinado. A linha parreira é ideal

MAHINDRA

Com fábrica própria instalada em Dois Irmãos, no Rio Grande do Sul, a indiana Mahindra participou da Expodireto Cotrijal pela quinta vez. A marca destacou os modelos de tratores 8000 4WD Mais Alimentos e 9200 4WD. O modelo 8000 4WD possui pedais de freio e embreagem suspensos, alavancas de marchas e grupos laterais, inversor de marchas no volante e plataforma ergonômica, facilitando a operação. Motor de alto torque NEF, eixo dianteiro reforçado, embreagem dupla, sistema de três pontos e válvula de controle remoto.

PLA

Em primeira mão para os gaúchos, a Pla apresentou a atualização do pulverizador autopropelido Hydra 200 na Expodireto Cotrijal. A cabine do Hydra 200 está com acabamento interno renovado e vidro verde, o que melhora a visibilidade do operador em aplicações noturnas. Outra mudança, a instalação do Sistema Isoview, um painel de comando com sistema de pulverização e todos os acionamentos da máquina unificados em uma única tela. Para finalizar, os modelos foram atualizados com motores que passam a atender a legislação de emissões, MAR-I. Além da redução nos

A Pla apresentou a atualização do pulverizador autopropelido Hydra 200

LS TRACTOR

A semeadora LS Planter foi o principal destaque da LS Tractor durante a Expodireto Cotrijal

AGRITECH

A Agritech deu destaque para o GK 200, 1235 Parreira, 1145 Parreira, 1055 Parreira, além do Trator 1155 SE cabinado

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As Carretas Graneleiras 8017 da Fankhauser se destacaram pela robustez e rapidez de descarga

para o cultivo, pois possui um tamanho compacto e foi desenvolvida para que trafegue por baixo dos parreirais. Além da linha voltada para o cultivo de videiras, a marca destacou o trator 1155 Plus, modelo da já consagrada Série 1100. Com 55cv, o trator possui sistema autolift e capacidade máxima de elevação no engate de 1.500kg, tomada de potência independente e câmbio lateral, o que resulta em mais conforto ao operador da máquina.

FANKHAUSER

As Carretas Graneleiras 8017 da Fankhauser foram o destaque da marca. Devido à sua robustez e rapidez de descarga, a carreta torna o transporte dos grãos mais seguro. Essa rapidez se deve ao sem-fim com espessura de 4,25mm e tubo de descarga de 500mm de diâmetro. O sobretanque amplia a capacidade

de carga e evita o repique de grãos na descarga da colheitadeira. A ponteira do rodado da 8017 é montada, o que proporciona fácil substituição. O cilindro de registro possui comando hidráulico, que permite abertura do registro do tubo de descarga diretamente do trator. O registro pode ser aberto parcial ou totalmente. A carreta também possui opcionais de balança eletrônica e arco para lona. O modelo possui capacidade volumétrica de 17 mil litros e capacidade aproximada de 225 sacas de soja.

KUHN

A Kuhn do Brasil apresentou sua nova plantadora para culturas de verão: a Versa AirFlow. A máquina é a primeira plantadora do Brasil com adubo pneumático, o que auxilia na uniformidade de germinação e incorporação de adubo no solo. A Versa AirFlow possui dois rotores

A Grazmec lançou a TS15 Spray System, máquina que realiza o tratamento de sementes on farm

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A Kuhn do Brasil apresentou sua nova plantadora para culturas de verão: a Versa AirFlow

centrais de distribuição de adubo, abastecidos por uma carreta com 4,4 mil litros de capacidade. Duas turbinas geram uma pressão positiva que empurram o adubo até as duas centrais de distribuição, e organizam o fluxo do material para cada linha, garantindo a medida certa até o sulco de plantio. A plantadora tem de 16 a 22 linhas de plantio, com espaçamento de 45cm ou 50cm. Para o transporte, o implemento de até dez metros de área de trabalho, fica com apenas 3,2 metros de largura no rodado de transporte e 4,8 metros de largura total para locomoção. A distribuição também está com atualização. Com o distribuidor Precision Planting de segunda geração VSet 2, integrado a uma nova linha de plantio Kuhn e pantógrafos com 45cm de flutuação no adubo e na semente, é possível ter uma deposição ideal da semente no sulco.

A GTS do Brasil lançou o Raspper 600 e o Terrus Ferttium durante a Expodireto Cotrijal 2017


Fotos Cultivar

A Stara lançou a sua nova linha Reboke Ninja com quatro diferentes modelos

GRAZMEC

Vários lançamentos foram realizados pela Grazmec e o principal ficou por conta da TS15 Spray System, máquina que realiza o tratamento de sementes onfarm, ou seja, direto na lavoura. A TS15 Spray System possui capacidade de carga de até 15 mil litros ou 10.500kg e tratamento de 500 sacas/h de soja. O sistema de tratamento de sementes é gerenciado eletronicamente via painel funcional “Sistema Multiplexador”. A máquina é equipada com plataforma abastecedora do grafite turbo; bombas peristálticas com sensores que permitem a exata dosagem de produtos densos ou líquidos, e compartimento para transporte dos produtos até o local do trabalho. A aplicação dos produtos é realizada através de atomizadores no helicoide, proporcionando maior uniformidade na cobertura da semente.

A Implementos Agrícolas Jan apresentou o Pulverizador Spartan 3000, destaque do seu portfólio de produtos

de e a economia de tempo. O modelo é o primeiro a combinar a tecnologia de descompactação de solo com a injeção de calcário e o nível de fertilização do solo.

STARA

Com tradição na produção de carretas agrícolas, a Stara lançou na Expodireto Cotrijal a sua nova linha Reboke Ninja. As carretas foram desenvolvidas pensando no transporte de grãos e estão disponíveis em quatro modelos: Reboke Ninja 19000, Reboke Ninja 24000, Reboke Ninja 33000 e Reboke Ninja 40000. As máquinas objetivam altas performances de trabalho, devido a um tubo de descarga de 500mm de aço carbono; a capacidade de descarga pode alcançar 10.000kg/min nos modelos Reboke Ninja 33000 e Reboke Ninja 40000; 8.500kg/min no modelo Reboke Ninja

GTS

A GTS do Brasil lançou o Raspper 600 e o Terrus Ferttium durante a Expodireto Cotrijal 2017. Por descompactar a superfície até as camadas mais profundas, Terrus foi desenvolvido para reduzir ao mínimo o revolvimento da camada superficial sem danificar a estrutura do solo, proporcionando melhores condições para o desenvolvimento radicular das plantas. O modelo Terrus Ferttium injeta o calcário com alta pressão no solo, além de fazer a descompactação simultaneamente, gerando a praticida-

24000, e 8.000kg/min no modelo Reboke Ninja 19000. Além disso, possuem regulagem de altura e ângulo de giro de 50° para facilitar os trabalhos no campo. Além do lançamento no segmento de carretas, a Stara apresentou também o distribuidor autopropelido Hércules 6.0, a plantadora Princesa e o pulverizador autopropelido Imperador 3.0.

FOCKINK

O destaque da Fockink foi o equipamento Ecopump na versão diesel, que compõe o Sistema Supremo de Irrigação. Como parte do pacote que compõe o Sistema Supremo de Irrigação (Sistema de Alinhamento Supremo, Painel Supremo e Sistema Inteligente de Bombeamento Ecopump), o Ecopump é um equipamento que realiza a tarefa de controlar o fluxo de água que é enviada para o pivô. Ele consegue isto através de um controle de bombeamento que varia a potência no eixo do motor em função da vazão de água, baseada na topografia de cada terreno. Primeiramente concebido para usar energia elétrica, o novo modelo é apresentado na versão diesel para atender todos os produtores que não têm acesso à energia elétrica em seus pivôs.

JAN

O destaque da Fockink foi o equipamento Ecopump na versão diesel

A Implementos Agrícolas Jan S/A apresentou o Pulverizador Spartan 3000, destaque do seu portfólio de produtos. O Spartan 3000 foi desenvolvido com Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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Fotos Cultivar

O destaque da Agrimec foi a Carreta Graneleira Granbox Triflex 15500

sistema de transmissão hidrostática, possui motor eletrônico de 190cv MWM; 1,60m de vão livre; bitola regulável até 3,20m, 30 metros de barras (com tubulação em aço inox), piloto automático e corte de seções via satélite. Ele também possui velocidade de descolamento de até 42km/h com a máquina vazia e três modos de deslocamento: transporte, trabalho e manobra. O comando de barra é hidráulico, acionado por eletroválvulas. A máquina possui lavagem com incorporador Hydro em polietileno, com capacidade para 26 litros. Tanque de água limpa com capacidade para 250 litros, e tanque de combustível com capacidade para 300 litros, ambos em polietileno.

AGRIMEC

Entre os produtos apresentados pela Agrimec, o destaque foi a Carreta Graneleira Granbox Triflex 15500. A linha Triflex apresenta dois canos que operam simultaneamente no abastecimento de adubo e sementes, agilizando o trabalho das plantadeiras. Estas carretas possuem divisória na proporção 30% para sementes e 70% para adubo. No período da colheita é possível remover a divisória e o cano acaba sendo utilizado para descarregar as sementes.

A Miac destacou o Vagão Graneleiro Big Bag IV, utilizado para acondicionar os diversos tipos de grãos em sacos tipo bag

Graneleiro Big Bag IV, utilizado para acondicionar os diversos tipos de grãos em sacos tipo bag. O trabalho acontece através de quatro bicas que abrem e fecham pelo acionamento de uma alavanca, descarregando os grãos por gravidade, evitando atritos e danos mecânicos. Possui, ainda, sistema hidráulico para elevar e abaixar sua estrutura, aproveitando a altura de descarregamento de todas as recolhedoras e colhedoras de grãos.

JACTO

A Jacto apresentou para clientes e visitantes da Expodireto mais um lançamento no segmento de pulverização que passa a ser comercializado: o bico de pulverização J3D. Com o objetivo de aumentar a cobertura da pulverização em alvos mais difíceis, o novo bico J3D é indicado para a aplicação de todos os

MIAC

A Miac Máquinas Agrícolas esteve presente em mais uma edição da Expodireto Cotrijal, onde destacou o Vagão Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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A Jacto apresentou o bico de pulverização J3D

tipos de insumo. Produzido em plástico, cria gotas entre médias e finas, que são distribuídas em um ângulo de 100º. Cores no padrão ISO facilitam a identificação dos bicos que se diferenciam pela vazão, a pressão e a velocidade de trabalho da máquina. Os bicos devem ser colocados nas barras com direções intercaladas para criar a pulverização 3D, alcançando as plantas de forma vertical, horizontal e transversal.

METALFOR

A Metalfor do Brasil apresentou seu novo pulverizador autopropelido 7040, equipado com uma transmissão totalmente automática Allison modelo 2500. As transmissões Allison possuem a Continuous Power Technology (Tecnologia de Potência Contínua), que usa um conversor de torque para multiplicar a força do motor, proporcionando mais tração para as rodas motrizes. Como o conversor de torque experimenta pouco desgaste, as transmissões automáticas requerem apenas as revisões periódicas que substituem fluidos e filtros para manter máximo desempenho. Isso permite que as máquinas dos produtores tenham menores períodos de inatividade. A máquina possui motor Cummins QSB 4.5 eletrônico de 160 HP, que é programado eletronicamente para atuar junto com a caixa para selecionar a potência e o torque exatos a cada momento, dependendo da carga e a condição de


Novo pulverizador autopropelido 7040 da Metalfor, equipado com transmissão totalmente automática

trabalho.

CYCLOAR

Preocupada em desenvolver soluções que auxiliem na conservação de grãos no pós-colheita, a Cycloar participou da edição de 2017 da Expodireto Cotrijal com seu Sistema de Aeração Intensificada Cycloar. O sistema oferece uma nova tecnologia para aeração/ventilação em silos e armazéns, promovendo a renovação ininterrupta do ar interno, com poder de exaustão pelo princípio de convecção natural, sem custos adicionais de manutenção e energia elétrica. A ventilação interna constante evita o choque térmico na cobertura pela diferença de temperaturas interna/externa, que causa prejudicial efeito da condensação e de gotejamento sobre a camada superior de grãos armazenados, resultando em mofo, apodrecimento, micotoxinas e ger-

A Cycloar destacou seu Sistema de Aeração Intensificada Cycloar

minação. O sistema possui dois cilindros justapostos entre si, com diâmetros e alturas diferentes e venezianas invertidas (venturi), sendo seguro quanto a chuvas (estanqueidade) e fortes ventos.

AGRALE

No estande da Agrale na Expodireto Cotrijal, os visitantes puderam conferir um vasto portfólio de produtos desenvolvidos para agricultura, com destaque para os tratores 540, 575 e 5105. A Linha 500 possui motorização MWM de 75cv, os modelos 575.4 e 575.4 Compact oferecem transmissão totalmente sincronizada com inversor de série, item que proporciona versatilidade, economia operacional e de combustível e conforto para o operador. O trator 540 cabinado, com 40cv de potência, possui cabine original de fábrica, o que oferece proteção às intempéries climáticas e ganho de

A Agrale deu destaque para os tratores 540, 575 e 5105

segurança nas aplicações. Outro destaque do 540 é a transmissão, totalmente sincronizada e com inversor de marchas de série. Outro destaque foi o trator 5105, que tem como características principais versatilidade e desempenho. Com baixo custo de manutenção, o modelo atende aos mais diversos tipos de aplicações e culturas daquela região. Com motor MWM de 101cv de potência, tem transmissão 10x2 de série, com opcionais 12x12 com inversor de marchas, e 20x4 com super-redutor.

MARINI

A Expodireto Cotrijal marcou o lançamento de novos produtos da marca Marini, como o Rodado Duplo Harvest, redesenhado para melhorar o transporte de colheitadeiras. O Rodado garante uma menor compactação do solo, economia

A Marini fez o lançamento do Rodado Duplo Harvest, redesenhado para melhorar o transporte de colheitadeiras

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Fotos Cultivar

A nova plantadeira Easy Rider 3200 foi o principal destaque da Case IH

de combustível, maior conforto para o operador, além de maior segurança na hora de colher.

CASE IH

A nova plantadeira Easy Rider 3200 foi o principal destaque da Case IH. A marca também ressaltou os novos modelos de tratores e colheitadeiras homologados pelo Proconve MAR-I - regra que estabelece limites de emissões para os motores de novos equipamentos agrícolas e de construção. A Easy Rider 3200 se caracteriza por possuir menos pontos de lubrificação (apenas dois em toda a máquina), com isso, o agricultor reduz em até oito horas por mês o tempo parado para lubrificação. A plantadeira também oferece capacidade de plantio com o menor dano às sementes, usando o dosador Precision Planting. Com a maior capacidade de armazenamento de adubo (+25%) e de semente (+30%), o novo modelo consegue plantar 3,8 hectares a mais. Somado a isso, oferece um melhor corte de palha, com discos de 20” e suporte em garfo duplo, desencontro entre as linhas de 400mm e flexibilidade para trabalhar nas mais variadas condições de plantio. Para a colheita, a Case IH destacou a colheitadeira Axial-Flow 9230. A máquina possui potência nominal de 510cv e potência máxima de 570cv e é equipada com motor 13 L Case IH Cursos FPT, já em conformidade com a nova regulamentação MAR-I. Possui um tanque graneleiro com capacidade para 12.330 litros e sua velocidade de descarga é de 113L/s.Os acionamentos Power Plus Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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A Valtra destacou o pulverizador BS3020H Hitech, a Série 800 de colheitadeiras e os tratores da Série BH Quarta Geração

utilizam um acionamento específico para o rotor e um outro para o alimentador e plataforma de corte. O Power Plus CVT (Transmissão Continuamente Variável) proporciona a eficiente transferência de potência de um sistema mecânico, com a conveniência do controle hidráulico variável. Esses acionamentos são equipados com os mesmos conjuntos de embreagem usados nos tratores Steiger (que possuem potência superior a 500hp). O Power Plus CVT possui diversas faixas de velocidade variáveis, além de oferecer o benefício adicional de acionamentos por eixos cardã para operar as maiores plataformas e enfrentar as condições de colheita mais difíceis, podendo ser revertidos tanto a plataforma e o alimentador quanto o rotor. O controle e o funcionamento da máquina estão incorporados na tela colorida Touch Screen AFS Pro 700. As funções de mapeamento e monitoramento de rendimento são mostradas através do AFS Pro 700, o qual possui entrada USB e vídeo.

VALTRA

Os principais destaques da Valtra ficaram por conta do pulverizador BS3020H Hitech, a Série 800 de colheitadeiras e os tratores da Série BH Quarta Geração. O pulverizador BS3020H Hitech é equipado com um pacote tecnológico que inclui piloto automático com três níveis de precisão, controlador de 12,1” touch screen, gerenciamento da bomba de pulverização através de válvula PWM, fechamento e abertura automáticos das seções de pulverização e sistema de telemetria. A transmissão hidrostática

4x4 cruzada permanente e a suspensão pneumática ativa, aliadas ao chassi flexível, conferem ao BS3020H Hitech uma maior vida útil do sistema. O tanque de produto de três mil litros de capacidade e a velocidade de aplicação que pode chegar até 30km/h proporcionam maior autonomia diária de trabalho. A máquina vem equipada também com o sistema End-Cap no circuito de pulverização, característica que melhora o tempo de resposta do fechamento das pontas de pulverização, fazendo com que se tenha o mínimo de desperdício de defensivo. O sensor automático de nivelamento das barras vem com cinco sensores, que ajudam a manter a barra estável na altura desejada em relação ao alvo. O pulverizador BS3020H Hitech é vendido nas versões Grãos e Cana, com barras de 25 e 28 metros. O agricultor que busca melhores resultados pode optar também pelo piloto automático Auto Guide 3000 com precisão centimétrica, utilizado para a agricultura de precisão, que garante um traçado exato durante a aplicação, evitando sobreposições ou falhas. Os novos motores eletrônicos AGCO Power são o grande destaque nas colheitadeiras Série 800. Seguindo as especificações técnicas do Proconve MAR-I, as colheitadeiras axiais BC6800, BC7800 e BC8800 contam com sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR), que oferece ganhos de potencial nominal e manutenção do consumo de combustíveis. O sistema de processamento axial possui rotor, côncavos com suspensão e maiores áreas de trilha e separação, o


que gera maior capacidade de colheita para todos os tipos de cultura. A Valtra também oferece um pacote tecnológico para a agricultura de precisão, disponível para todas as colheitadeiras da Série 800: monitor de produtividade Fieldstar II, piloto automático Auto-Guide 3000 e telemetria AGCOMmand. As colheitadeiras estão disponíveis de fábrica com as plataformas Draper de 25 a 40 pés, totalmente produzidas no Brasil.

NEW HOLLAND

O grande destaque da New Holland foi o trator 7630, edição comemorativa de 30 anos de produção dos tratores Série 30. A novidade esteve exposta pela primeira vez no Brasil na feira. Os tratores da Série 30 são os mais vendidos da New Holland no país, com mais de 60 mil unidades fabricadas em três décadas. Com 110cv, o trator 7630 que esteve exposto no estande da marca na feira tem o design semelhante aos atuais, mas com uma pintura especial em branco no teto e nos para-lamas e com adesivos comemorativos. O trator da Série 30 é fabricado somente na planta da marca em Curitiba (PR) e conta com o novo motor mecânico MAR-I/Tier 3, o que garante maior reserva de torque e potência. Outro destaque da marca na feira foi a Semeadora PL 6000, que gera um aumento de, na média, 30% no rendimento operacional devido à economia de tempo na manutenção diária (somente dois pontos de lubrificação em toda a máquina), à autonomia da caixa de sementes e de adubo e à velocidade de plantio. A

PL 6000 foi projetada para trabalhar em diversos tipos de terrenos e condições de palhada, com suas linhas de sementes e adubo com amplitude de trabalho e com grande poder de corte. Fabricada na planta da New Holland em Piracicaba (SP), a semeadora é equipada com transmissão por cabo de alta precisão, distribuindo as sementes com reduzida variação nos espaçamentos. Ela pode ser configurada com 11, 13, 15, 17 e 19 linhas de 45cm de espaçamento em chassis únicos, e 24, 28, 32 e 36 linhas de 45cm em chassis acoplados. Para espaçamentos de 50cm, há semeadoras com 12, 14, 16 e 17 linhas em chassis únicos e 22, 24, 28 e 32 linhas em chassis acoplados. Para a colheita, o produtor pode conhecer a nova versão da linha de colheitadeiras TC, que agora está equipada com o novo motor eletrônico MAR-I/Tier 3, alinhado com a legislação sobre emissão de gases poluentes. A TC tem aumento de até 22% na potência, com redução no consumo de combustível.

MASSEY FERGUSON

A Massey Ferguson levou para a Expodireto Cotrijal sua nova linha de tratores plataformados da família MF 6700, equipados com motor eletrônico AGCO Power, que atende a nova legislação ambiental MAR-I de redução de emissão de gases. São máquinas que se adaptam às propriedades de pequeno, médio e grande portes. Os modelos MF 6711 (115cv), MF 6712 (125cv) e MF 6713 (135cv), lançados na versão plataformada, possuem maior capacidade de levante com até 4.950kg, para a realiza-

O grande destaque da New Holland foi o trator 7630, edição comemorativa de 30 anos dos tratores Série 30

ção de trabalhos com implementos mais pesados, com excelente vazão hidráulica. A transmissão manual 12x12, com reversão mecânica ou eletro-hidráulica, aumenta a agilidade nas manobras. A distribuição adequada de controles e instrumentos permite ganhos de produtividade. É possível memorizar uma rotação de trabalho, e com um toque no painel o motor já atinge a rotação, gerando economia de combustível. Os tratores possuem capô basculante que facilita o acesso para manutenções, reduzindo o tempo gasto nas inspeções diárias. O tanque de combustível tem capacidade para 170 litros, o que garante maior autonomia. A colheitadeira híbrida MF 4690 foi o destaque da marca na feira em soluções de colheita. Com 200cv de potência, a MF 4690 é ideal para propriedades que trabalham no sistema de agricultura familiar e se enquadra no sistema de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do governo federal. O equipamento é dotado do motor eletrônico AGCO Power (sistema iEGR) e possui alto desempenho para equipamentos de sua categoria, com baixo consumo de combustível, perdas reduzidas, alta capacidade de processamento e baixo custo de manutenção. A MF 4690 trabalha com 18 pés de plataforma, proporcionando um alto nível de produção. Com taxa de descarga de 86L/s, a maior da categoria, e tanque de grãos com capacidade de armazenamento de 5.500 litros, a MF4690 fica mais tempo disponível para .M a colheita.

A Massey Ferguson levou para a Expodireto Cotrijal sua nova linha de tratores plataformados da família MF 6700

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SEMEADORAS

Distribuição geométrica Fabio Dorini

A velocidade de semeadura interfere diretamente na uniformidade de distribuição de sementes de milho e soja, mas essa influência pode ser diferente dependendo do sistema de distribuição utilizado

N

a produção de milho, um bom arranjo de plantas é importante para que se atinja uma produtividade satisfatória. O problema está na dificuldade Março 2017 • www.revistacultivar.com.br

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em se conseguir um estande de plantas com uma boa uniformidade e as semeadoras são elementos de fundamental relevância para o estabelecimento das culturas. A

qualidade do estande inicial, no aspecto mecânico do processo de semeadura, pode estar relacionada com o desempenho dessas máquinas, assim como da sua velocidade de deslocamento no campo. Os mecanismos dosadores são responsáveis por quantificar as sementes que serão distribuídas longitudinalmente na linha, levando-as da parte interna do depósito até o tubo de distribuição, que permite a obtenção da densidade de sementes desejadas, proporcionando o mínimo de dano a elas (Silva, 2000). Numerosos trabalhos experimentais indicam que na maioria das semeadoras a qualidade de semeadura diminui quando se aumenta a velocidade de trabalho. Também é consenso dentre especialistas em mecanização agrícola que alguns dos fatores mais relevantes para uma semeadura bem-sucedida em culturas como o milho é a correta seleção dos discos dosadores e o manejo adequado das máquinas para a semeadura. Este trabalho teve por objetivo avaliar os efeitos de três modelos de dosadores de sementes e de três velocidades de deslocamento de uma semeadora-adubadora sobre a uniformidade de distribuição das sementes de milho em sistema de semeadura direta.

EXPERIMENTO

Pesquisadores da Universidade


Fotos Fabio Dorini

Na semeadora com distribuição geométrica o acionamento dos discos alveolados se dá através de um cabo flexível

de Passo Fundo realizaram ensaio conduzido na área experimental da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, em Passo Fundo (RS), na região do Planalto Médio do Rio Grande do Sul, com altitude 687m acima do nível do mar, entre setembro de 2015 e outubro de 2015. O clima da região é fundamental úmido (Cfa) e variedade subtropical (Cfa), com temperatura média anual de 22ºC (Kuinchtner & Burial, 2001). O solo da área é classificado como Latossolo Vermelho-Escuro típico, (Embrapa, 2015). Para semear o milho foi utilizada uma semeadora-adubadora pneumática a vácuo (adaptação não comercial) com quatro linhas, uma semeadora-adubadora de discos alveolados com sete linhas e uma semeadora-adubadora (Geométrica) com sete linhas. O espaçamento adotado foi de 0,45m entre linhas, o delineamento experimental foi de blocos casualizados com arranjo fatorial (3 x 3), com seis repetições, sendo três velocidades de semeadura (4km/h, 6km/h e 8km/h) e três mecanismos dosadores de sementes: pneumático, convencional e convencional modificado (Eixo Plant Geométrica). O que mais diferencia a semeadora com dosador convencional da geométrica é o acionamento dos discos alveolados.

Na primeira é utilizado um eixo longitudinal, com pivotamento na extremidade anterior, enquanto que na Geométrica, o acionamento se dá através de um cabo flexível. As sementes utilizadas no experimento foram do híbrido AG 9025, sendo selecionados os discos

O

dosadores com orifícios de formato circular com 12mm de diâmetro mais os anéis apropriados para essas sementes. As semeadoras foram reguladas para distribuir quatro sementes de milho por metro de linha, o que corresponde a um espaçamento nominal (EN), ou seja à distância esperada entre as plantas de 0,25m. A variável analisada foi: distribuição longitudinal das sementes (espaçamentos falhos, duplos e aceitáveis), conforme ABNT (1994). Após cessar a emergência das plântulas, mediram-se as distâncias entre as mesmas com o auxílio de uma régua graduada em mm, classificando posteriormente os espaçamentos entre plântulas em aceitáveis (distâncias entre plântulas de 0,5 até 1,5 vez EN), plantas duplas (distâncias entre plântulas menores que 0,5 vez EN) e espaçamentos falhos (distância entre plân-

Sistema EixoPlant com distribuidor geométrico

sistema EixoPlant, testado neste experimento é um sistema de acionamento blindado, sem correntes, com um eixo giratório, elástico e flexível, elimina a necessidade de lubrificação em pontos de difícil acesso, com vantagens na redução dos custos de manutenção e dos riscos aos operadores. As necessidades de paradas de máquinas para manutenção são minimizadas, oportunizando um melhor aproveitamento das janelas de plantio. Estes sistemas adotados pela EixoPlant em suas máquinas exigem menos força de tração, reduzindo em muito, a potência necessária para tração da máquina tanto quanto o consumo de combustível. As semeadoras são dotadas de distribuidores de sementes CBK, é um sistema de alta eficiência, e com isso proporciona uma distribuição regular, com baixo coeficiente de variação (CV), sem causar quebras e descascamento da semente e sem alterar na velocidade da queda da semente. Este sistema utiliza um disco dosador de sementes com simples carreira

de furos, reduzindo as falhas e a duplicidade de plantas. O sistema de dosagem de fertilizantes CBK PULSO ZERO – (Fertidoser), permite uma dosagem volumétrica precisa, contínua e uniforme, sem pulsos, evitando derramamentos involuntários de fertilizantes nas paradas da máquina ou em fins de cursos de semeadura. Os volumes são regulados com precisão somente pela rotação do sistema, não possuindo roscas sem fim ou limitadores de vazão.

Cabo flexível substitui as correntes de transmissão

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tulas maiores que 1,5 EN), conforme estabelecido em Norma da ABNT. Com isso, foram calculadas as porcentagens de espaços aceitáveis que variam entre 12,5cm e 37,5cm, os espaços falhos, com distâncias entre plântulas maiores que 37,5cm, e as plantas duplas que foram aquelas onde as distâncias entre plântulas foram menores que 12,5cm. A frequência de espaçamentos entre plântulas obtidos em cada uma das três classes foi expressa em porcentagem. Com os dados tabulados, procedeu-se à análise estatística através do F-teste (análise de variância) e teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em relação aos espaçamentos falhos, Garcia et al (2006) relataram a ocorrência de aumentos na porcentagem de espaçamentos falhos e múltiplos e a redução de espaçamentos aceitáveis ao se elevar a velocidade de deslocamento da semeadora. Os resultados obtidos nestas tabelas evidenciam o efeito do aumento da velocidade de semea-

A semeadora geométrica proporcionou maior eficiência na distribuição

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Tabela 1 - Porcentagem de plantas de milho duplas, em função da semeadura com três modelos de semeadoras e de três velocidades de operação

Tabela 3 - Porcentagem de espaçamentos aceitáveis entre plantas de milho, em função da semeadura com três modelos de semeadoras e de três velocidades de operação

Velocidade (km/h) Modelo de 6,0 8,0 semeadora 4,0 Pneumática C 3,25 a B 13,38 a A 23,75 a Discos alveolados 1 B 2,00 a A 6,38 b A 5,38 b Geométrica A 3,25 a A 2,50 c A 5,88 b

Velocidade (km/h) Modelo de 6,0 8,0 semeadora 4,0 Pneumática A 90,25 a B 70,50 b C 59,75 b Discos alveolados 1 A 91,12 a B 71,88 b B 72,63 a Geométrica A 92,25 a B 85,50 a C 78,50 a

** Médias seguidas pelas mesmas letras minúsculas dentro de cada coluna e médias antecedidas pelas mesmas letras maiúsculas dentro de cada linha não diferem significativamente entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

** Médias seguidas pelas mesmas letras minúsculas dentro de cada coluna e médias antecedidas pelas mesmas letras maiúsculas dentro de cada linha não diferem significativamente entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

Tabela 2 - Porcentagem de falhas entre plantas de milho, em função da semeadura com três modelos de semeadoras e de três velocidades de operação

Tabela 4 - População de plantas de milho híbrido AG 9025 por hectare, em função da semeadura com três modelos de semeadoras e de três velocidades de operação

Velocidade (km/h) Modelo de 6,0 8,0 semeadora 4,0 Pneumática B 6,50 a A 15,50 b A 16,50 b Discos alveolados 1 B 6,88 a A 21,75 a A 22,00 a Geométrica B 4,50 a A 12,00 b A 15,63 b

Velocidade (km/h) Modelo de 6,0 8,0 semeadora 4,0 Pneumática B 84107 b B 87289 a A 92304 a Discos alveolados 1 A 84462 b B 75608 c B 74114 b Geométrica A 90566 a B 82629 b B 78488 b

** Médias seguidas pelas mesmas letras minúsculas dentro de cada coluna e médias antecedidas pelas mesmas letras maiúsculas dentro de cada linha não diferem significativamente entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

** Médias seguidas pelas mesmas letras minúsculas dentro de cada coluna e médias antecedidas pelas mesmas letras maiúsculas dentro de cada linha não diferem significativamente entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade de erro.

dura em relação à uniformidade de distribuição de sementes de milho e concordam com os relatos de Fey et al (2000). Este autor demonstrou que o aumento da velocidade na operação de semeadura implicou maior desuniformidade da distribuição longitudinal de plantas de milho, sendo isto um dos grandes problemas em relação à formação de um estande ótimo para ter altos rendimentos em milho. Por outro lado, os modelos de dosadores apresentaram diferenças entre si, sendo que na velocidade 6km/h a semeadora Geométrica proporcionou uma maior porcentagem de espaçamentos aceitáveis em relação à pneumática e à de discos alveolados 1. Já com 8km/h a semeadora Geométrica não diferiu daquela de discos alveolados 1, mas ambas diferiram da pneumática.

deslocamento das semeadoras-adubadoras é fator causador de desuniformidade da semeadura, uma vez que promove aumentos nos espaços falhos e diminuição nos espaços aceitáveis entre as sementes de milho. Os três modelos de dosadores induzem a diferenças na qualidade da distribuição longitudinal de sementes de milho, sendo as velocidades entre 4km/h e 6km/h aquelas que resultam em maior uniformidade na distribuição das sementes de milho. Nas maiores velocidades a semeadora-adubadora Geométrica proporciona maiores porcentagens de espaçamentos aceitáveis entre sementes de milho (maior uniformidade) quando comparada às demais máquinas avaliadas neste .M experimento.

CONCLUSÕES

O aumento da velocidade de

Fábio Dorini, Janquiel Benedetti e Walter Boller, UPF


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Máquinas 171 - Março 2017 by Grupo Cultivar - Issuu