Cultivar Máquinas • Edição Nº 170 • Ano XV - Fevereiro 2017 • ISSN - 1676-0158
Índice 4 Rodando por aí 8 Semeadoras pneumáticas 12 Sistema dosador de fertilizantes 15 Implementos para preparo de solo 18 Ficha Técnica - Jonh Deere S400 22 Capa - Test Drive LS Planter 29 Mistura em tanque 32 Trator movido a metano 34 Ficha Técnica - BS3120H HiTech 38 Coopavel 2017
Destaques
Test Drive - Semeadora LS Planter Conheça a LS Planter, a primeira semeadora da LS Tractor que chega ao mercado com diversas inovações
Semeadoras Saiba quais são os principais cuidados que devem ser tomados na manutenção de semeadoras pneumáticas
Grupo Cultivar de Publicações Ltda. Direção Newton Peter
• Editor Gilvan Quevedo • Redação Rocheli Wachholz Karine Gobbi
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Pulverizadores Entenda os riscos existentes na mistura de produtos em tanque na hora de pulverizar
Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 www.revistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br (*10 edições mensais + 1 conjunta Dez/Jan) Números atrasados: R$ 22,00 CNPJ : 02783227/0001-86 Assinatura Internacional: US$ 150,00 Insc. Est. 093/0309480 € 130,00
• Coordenador Comercial Charles Echer
• Revisão Aline Partzsch de Almeida
• Vendas Sedeli Feijó Rithiéli de Lima Barcelos José Luis Alves
• Design Gráfico Cristiano Ceia
• Coordenação Circulação Simone Lopes
Capa - Charles Echer
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Cultivar
• Assinaturas Natália Rodrigues Clarissa Cardoso • Expedição Edson Krause • Impressão: Kunde Indústrias Gráficas Ltda.
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NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL
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Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@revistacultivar.com.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.
RODANDO POR AÍ Colheitadeiras
Fortalecida
Entre as novidades apresentadas pelo time de colheitadeiras da Massey Ferguson estão a MF 5690 e a MF 6690, com 220cv e 265cv, respectivamente, dotadas do motor eletrônico AGCO Power, e a axial MF 9795 Trident, modelos que estão adequados à norma de emissão de gases Mar-1. Para o gerente de Produtos, Everton Pezzi, os principais diferenciais das colheitadeiras MF são maior rendimento e menor consumo de combustível, com aumento de produtividade, grãos mais limpos e inteiros no tanque e menos paradas para manutenção. O modelo MF 9795, classe 7, foi desenvolvido com base em pesquisas realizadas com os produtores rurais que buscavam características de produtividade e economia.
A Industrial KF marcou sua participação no Show Rural com a exposição de vários modelos de máquinas e equipamentos, como a Plantadora Só Semente Generalle, de 26 linhas; o Pulverizador de 800 litros Harpia; a Carreta Graneleira de 36.000 litros Granhulk e a Plantadora Adubadora Hyperplus S Articulada. Para Fabio Person, analista comercial da Industrial KF, a empresa teve a participação fortalecida também pelo aumento na rede de revendedores autorizados no estado do Paraná.
Everton Pezzi (esquerda)
Fabio Person (esquerda)
UniPilot Pro
Conta Comigo Brasil
A TeeJet Technologies levou para o Show Rural sua linha completa de bicos e equipamentos para pulverização. No entanto, o destaque ficou por conta do lançamento UniPilot Pro, piloto elétrico com um pacote tecnológico que possibilita extrair o máximo do sistema de GNSS TeeJet. De acordo com o gerente de Vendas, Rodrigo Roman, “o equipamento é de fácil instalação e pode ser usado em diferentes veículos, com precisão passada a passada desde os níveis de GNSS autônomo até RTK”.
A New Holland aproveitou o Show Rural para lançar o movimento Conta Comigo Brasil, que convoca o produtor rural a encabeçar a forte expectativa para a retomada do crescimento do País. O movimento se apoia em exemplos bem-sucedidos dos produtores rurais. “Com todos juntos, acreditamos que a mudança é possível, colocando o País novamente no rumo do desenvolvimento. O agronegócio sabe que o Brasil pode contar com ele”, afirmou o vice-presidente para a América Latina da New Holland, Rafael Rafael Miotto Miotto.
Mais potência
Ano bom
Alexandre Blasi
A New Holland está otimista em relação ao ano de 2017. Para o diretor comercial da marca, Alexandre Blasi, a expectativa é de um crescimento de mercado de pelo menos 15% em vendas de tratores e colheitadeiras em relação ao ano passado. Para Blasi, o preço das commodities, que se apresenta num bom patamar, o clima favorável e o valor do dólar são alguns fatores que ajudam a embasar a expectativa de um ano melhor.
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Carlos Schimidt
A New Holland apresentou no Show Rural sua linha de colheitadeiras TC com novos motores que atendem à nova legislação de emissão de gases Mar-1. Uma das vantagens desta alteração é que a série terá um aumento de potência na ordem de 22% na TC 5070, passando de 180cv para 220cv, e 11% na TC5090, que passará dos 240cv para 267cv. “Agora as TCs têm os mesmos motores eletrônicos já consagrados na família de tratores T7”, explica o especialista de Marketing de Produtos para Colheitadeiras, Carlos Schimidt.
PL 6000
GSI
No segmento de semeadora a New Holland lançou no Show Rural 2017 o modelo PL 6000. A nova semeadora gera um aumento de, na média, 30% no rendimento operacional devido à economia de tempo na manutenção diária, à autonomia da caixa de sementes e de adubo e à velocidade de plantio. “Todas essas vantagens somadas representam uma disponibilidade mecânica de três horas a mais nas mesmas aplicações dos concorrentes”, explicou Marcos Melo, gerente de Marketing de Produto para Plantio da New Holland.
A GSI apresentou no Show Rural 2017 o seu amplo portfólio, especialmente os lançamentos mais recentes realizados em 2016. A área de armazenagem da GSI Brasil reforça a grande inovação apresentada no ano passado, a fornalha Block-Velox, que foi reconhecida com o prêmio Gerdau Melhores da Terra no ano passado. “O equipamento é resultado de um projeto genuinamente brasileiro, tendo comprovada sua resistência e durabilidade, com baixa manutenção e alta eficiência energética”, destacou o diretor comercial Armazenagem de Grãos, José Luiz Viscardi Junior.
Hexagon
Pro Solus
A Hexagon Agrculture lançou no Show Rural 2017 o Virtual Wrench, serviço para suporte técnico remoto dos controladores agrícolas Ti5 e Ti7. Segundo o gerente comercial América Latina, Marcio Blau, através dessa plataforma é possível atualizar o software dos controladores TI automaticamente pela internet e também fazer o controle remoto do equipamento. “O usuário poderá ver a tela do seu computador de bordo, em tempo real, no navegador de internet e interagir com o equipamento”, garante.
A Pro Solus levou para o Show Rural sua linha de produtos para a agricultura de precisão com destaque para o GPS DUX. De acordo com o diretor, Fernando Mizote, o GPS DUX realiza o registro de histórico das atividades desenvolvidas, trabalho em reta, curvas e cabeceiras, evita sobrepassadas, faz medição de áreas trabalhadas, atualizações automáticas gratuitas on-line e apresenta tela de 7”, barra de luz e tela colorida.
Jefferson Kohler
TIER 3 A FPT Industrial apresentou no Show Rural sua gama de motores Tier 3/MAR-1. “Para se dimensionar a evolução da tecnologia de controle de emissões, os novos motores emitem em média 60% menos poluentes em relação a um motor anterior, explicou o especialista da FPT Industrial, Gustavo Teixeira. A marca vem também aumentando cada vez mais sua participação em projetos ligados ao agronegócio e exibiu os motores Cursor 9 e N67, que equipam grandes plantadeiras, tratores e máquinas de construção.
Três anos de garantia
Gustavo Teixeira
A Mahindra do Brasil, fabricante de tratores, fez sua primeira participação no Show Rural, onde apresentou seus tratores fabricados na planta de Dois Irmãos, no Rio Grande do Sul. De acordo com o diretor geral de Operações, Jak Torreta Jr, o grande diferencial da marca é a garantia de três anos, inédita para tratores no Brasil. “Essa garantia é oferecida porque os tratores são projetados de forma robusta e potente, com o know-how de uma empresa que é a terceira na venda de tratores abaixo de 120cv nos Estados Unidos e que produz mais de 220 mil tratores por ano na Índia”, explica Torreta.
Jak Torreta Jr.
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Easy Riser 3200 A versão 2017 da plantadeira Easy Riser 3200, lançada no Show Rural, apresenta menos pontos de lubrificação e maior rendimento operacional. “A nova plantadeira apresenta depósitos de fertilizantes 25% maiores, depósitos de sementes 30% maiores, aumentando a autonomia de plantio em mais 3,8 hectares”, explica o gerente de Marketing de produto, Giovani Polastro.
Giovani Polastro
Com o Show Rural 2017 a Case IH encerrou o ciclo de lançamento das colheitadeira s A x i a l - F l o w 130, um dos mais importantes lançamentos da marca no Brasil. “Outro destaque da marca foram as colheitadeiras Axial-Flow Série 230, que possuem motor FPT Cursor 10, com 426cv, um aumento de 39cv”, explica Eduardo Junior, gerente de Produtos.
Série 800 A Valtra destacou suas colheitadeiras Série 800 que seguem as especificações técnicas do Proconve MAR-1. As colheitadeiras axiais BC6800, BC7800 e BC8800 contam com o sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR), que oferece ganhos de potencial nominal e manutenção do consumo de combustíveis. “Nos testes de engenharia, as máquinas Série 800 da Valtra conseguiram reduzir os níveis de consumo dos motores não emissionados em comparação com os modelos antigos, uma das grandes vantagens das colheitadeiras Valtra”, afirma Fernando Petroli, supervisor de Marketing do Produto Colheitadeiras AGCO.
Fernando Petroli
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O principal destaque da John Deere no Show Rural foi a nova Série S400 de colheitadeiras, que conta com dois modelos: S430 e S440. “O principal destaque das máquinas da Série S400 é a substituição da tecnologia saca-palha pelo rotor, uma revolução tecnológica principalmente para os pequenos e médios produtores, ávidos por inovações que tragam simplicidade operacional, menor índice de perdas, melhor limpeza e qualidade do grão, com resultados efetivos no final da colheita”, explica o gerente de Produtos, Marcos Balsan.
Marcos Balsan
Novos motores
Axial-Flow
Eduardo Junior
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Série S400
A Case IH reforçou a substituição dos motores em suas principais linhas de tratores. Os tratores que receberam adequação às novas normas de emissão de poluentes foram da Linha Farmall A, os modelos Puma 140cv, 155cv, 170cv e 185cv, além do Magnum. O time de tratores esteve presente no estande da Case IH para atender os clientes e tirar todas as dúvidas sobre as novas motorizações.
Lauro e Rafael
Quarta geração A Valtra lançou no Show Rural a quarta geração de tratores BH, com seis novos modelos e motorizações de 145cv a 220cv. “A quarta geração da série BH traz a melhor tecnologia para o motor para atendermos às exigências da legislação. Nesta nova geração mantivemos a estrutura robusta e a simplicidade de manutenção dos sistemas, o que resulta em uma máquina mais eficiente no campo”, explica Winston Quintas, supervisor de Marketing de Tratores da Valtra.
Winston Quintas
SEMEADORAS
Desempenho máximo
Massey Ferguson
Na busca pela excelência produtiva, muitos produtores estão investindo cada vez mais em sistemas de semeadura com auxílio de ar na distribuição de sementes. Mas na ânsia de alcançar os melhores resultados de maneira rápida, muitos se esquecem de tomar uma série de cuidados na operação e regulagem destes sistemas, o que pode comprometer o desempenho final do conjunto e da lavoura
E
m tempos de crise, nunca a vocação agrícola do Brasil esteve colocada em patamares de tamanha responsabilidade na manutenção do PIB do país e na condução do mesmo a melhores níveis de desenvolvimento. Muito desse cenário se deve ao incansável trabalho de produtores rurais na busca pela excelência produtiva. Em meio a essa realidade, inúmeros trabalhos nos mostram o importante papel do processo de semeadura na obtenção de maiores produtividades, sendo que alguns pesquisadores e técnicos da área chegam a afirmar que um correto processo de semeadura pode ser responsável por 20% a 30% do resultado final de produção em culturas como milho, feijão e soja, por exemplo. A busca por melhorias no segmento de plantio, aliada a facilidades na obtenção de crédito para financiamento (cenário este que se estendeu até meados de 2015), fez com que muitos produtores entrassem na busca por Fevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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sistemas que tornassem a atividade mais assertiva e eficiente, migrando para plantadeiras com sistema de distribuição de sementes a vácuo, ou simplesmente plantadeiras pneumáticas. Sabidamente, estes sistemas utilizam pressão de ar para succionar e distribuir de forma precisa as sementes nos sulcos de semeadura, proporcionando aumento na qualidade do estande inicial de plantas e, em muitos casos, economia no consumo de sementes. Ambos os fatores são muito importantes. Se pensarmos na cultura do milho, por exemplo, uma má distribuição de plantas pode acarretar em uma germinação desuniforme, gerando assim as chamadas plantas dominadas, com potencial produtivo bastante comprometido, o que inevitavelmente resultará em perdas na produtividade. Na outra mão, temos outro fator essencial que é a economia de sementes resultante de um correto processo de distribuição, ponto importante em um cenário onde
uma saca de 60 mil sementes de um bom híbrido de milho pode ultrapassar a faixa dos R$ 800,00/saca em algumas regiões do País. O mercado atual expressa bem, pelos seus números, o aumento da procura por estes sistemas. Nos últimos três anos, segundo informações regionais de mercado na região das Missões (RS), por exemplo, uma das maiores empresas de máquinas e implementos do País chegou a uma evolução que salta da casa dos 25% de procura em 2013 para mais de 50% do total de linhas de plantio comercializadas com esta tecnologia em 2016. Todavia, a busca por tais resultados e o próprio marketing realizado acerca do potencial de trabalho destas máquinas, muitas vezes levam o produtor a desconsiderar uma série de particularidades e detalhes que, se negligenciados ou mal regulados podem acarretar em falhas de plantio, sérias perdas de produtividade final e redução da vida útil de alguns componentes da
plantadeira. O que era pra ser a salvação da lavoura acaba se tornando uma enorme dor de cabeça para o produtor. Mas com o conhecimento prévio, seguindo uma série de dicas e prestando atenção a alguns macetes simples de funcionamento, dá pra garantir sim os resultados almejados pelo produtor.
estejam corretos, é altamente recomendável a verificação diária do nível do óleo hidráulico do trator antes de iniciar a atividade, com o implemento em repouso e em terreno plano. O reservatório deverá sempre estar acima do nível mínimo, para evitar oscilações de fluxo, comuns em terrenos inclinados e a baixos níveis de óleo.
Sabidamente, a grande maioria das plantadeiras pneumáticas presentes no mercado requisita fluxo de óleo hidráulico para realização da distribuição de sementes. Isto porque uma ou mais turbinas realizam o processo de formação de vácuo, necessário para que as sementes sejam distribuídas precisamente, uma a uma, durante o processo de plantio. O funcionamento destas turbinas está atrelado ao fluxo de óleo do sistema hidráulico do trator, ou de sistemas hidráulicos independentes em alguns casos, aplicados diretamente no implemento. Nas situações onde o trator é o responsável por fornecer o fluxo hidráulico à turbina, o mesmo deve ser equipado com um sistema hidráulico com função de fluxo contínuo de óleo, uma vez que durante o processo de funcionamento, uma ou mais válvulas do controle remoto (dependendo do número de turbinas e tamanho da plantadeira) são responsáveis por enviar fluxo de óleo durante todo o funcionamento do conjunto, independentemente das oscilações de rotação do motor. Também é necessário que o operador acople corretamente as mangueiras e, principalmente, identifique o acoplamento da(s) mangueira(s) de drenagem da turbina. Esta drenagem nada mais é do que a captação do excedente de óleo ocupado durante o processo e que deve retornar ao trator, caso contrário, ocorrerão incrementos no consumo de óleo hidráulico que, se não percebidos pelo operador, poderão acarretar em falhas na formação do vácuo e, por consequência, na distribuição de sementes. Mesmo que todos os acoplamentos
De maneira geral, quanto mais homogênea a semente e quanto melhor sua área de contato, melhor será sua distribuição. Sementes de formato arredondado e superfície lisa, como no caso da soja, por exemplo, requerem menores fluxos de ar para que se mantenham em contato com o disco de distribuição. Sementes com formato mais irregular ou de estrutura plana e superfície rugosa, como no caso do milho, tendem a necessitar maior atenção durante a regulagem da pressão de ar, e dependendo do peso da semente requerem maiores pressões em comparação com a soja. O peso das sementes, em um raciocínio lógico, também influencia na seleção da correta pressão e ar, sendo que, quanto maior, mais alta terá de ser a pressão regulada. Em situações com sementes muito leves, onde o operador intuitivamente diminui o vácuo do conjunto, deve-se
CUIDADOS COM O TRATOR
John Deere
SEMENTE E TERRENO
tomar muito cuidado com o tipo de terreno onde o conjunto trabalha. Em terrenos com inclinações abruptas, terraços ou áreas compactadas que promovam vibrações na plantadeira, baixas pressões de operação podem acarretar em falhas de distribuição, uma vez que o movimento natural do conjunto em reação a estas situações fará com que a semente solte-se de sua célula no disco antes do momento onde normalmente ela deveria se soltar (ponto onde há o corte de fluxo de ar para deposição da semente). Via de regra, se recomenda que o operador e/ou técnico realizem a verificação dos níveis de pressão de ar durante várias vezes ao longo de um dia de operação, principalmente em talhões onde o terreno seja desuniforme ou onde haja a necessidade de trocar o tipo de semente no mesmo talhão. O ajuste fino da pressão pode ser feito ainda em mecanismos que eliminam os grãos duplos presos a uma mesma célula, diretamente no disco. Muitos sistemas têm pequenas janelas de inspeção na superfície de cada linha de distribuição, por onde o operador pode verificar se cada célula está ocupada por apenas uma semente. Agora um dos pontos mais importantes diz respeito à área de contato da semente. Esta deverá proporcionar fácil aderência à célula, bem como
Além do desgaste, vibrações e longas jornadas de trabalho sem limpeza do sistema também podem colaborar na geração de folgas, que impedem o funcionamento correto
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Semeato
Em terrenos com inclinações abruptas, terraços ou áreas que promovam vibrações na plantadeira, utilizar baixas pressões pode acarretar falhas de distribuição
Valtra
Grafite ajuda a diminuir o atrito aumentando a vida útil do sistema
rápida deposição da semente durante o corte do fluxo de ar. Produtos como polímeros líquidos misturados ao tratamento de sementes melhoram consideravelmente a aderência das mesmas. Mas uma das maneiras mais eficazes de se garantir esta situação é a aplicação de grafite na semente seca. E não pense que aquela velha prática de colocar um pouco de grafite na caixa ao final do abastecimento é suficiente. O grafite deverá recobrir de forma ampla a todas as sementes utilizadas. Desta forma, pode-se lançar mão da atividade de “tamboreamento” prévio das sementes na propriedade. Alguns produtores utilizam tambores grandes onde homogeneízam as sementes com grafite, após as mesmas já terem passado pelo processo de tratamento. Outros ainda utilizam betoneiras de construção civil para realizar este processo.
Também podem-se utilizar aparelhos rotativos com helicoides, atuando como misturadores em reservatórios maiores ou diretamente nas caixas de sementes da plantadeira. E, por fim, aos que preferirem investir um pouco mais em qualidade de semente, os tratamentos industriais, comumente oferecidos por grupos de vendas de sementes, são os que melhor recobrem a semente, deixando sua superfície bastante uniforme e lisa, o que favorece a qualidade na distribuição. Independentemente da tática adotada. O importante é que 100% das sementes estejam recobertas. Para finalizar este quesito, nunca esqueça de realizar o tratamento de sementes de forma bastante prévia à sua utilização. Esta regra se aplica principalmente para a soja. Grande é o número de produtos que utilizam base líquida e que são aplicadas as sementes em tratamento antes do plantio. O problema é que se as sementes ainda estiverem com um mínimo resquício
Quando o trator for o responsável por fornecer o fluxo hidráulico à turbina, o mesmo deve ser equipado com um sistema hidráulico com função de fluxo contínuo de óleo
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de umidade decorrente do tratamento, o tegumento, popularmente conhecido como “pele” das mesmas, poderá aderir às células dos discos ao invés da semente como um todo aderir. Desta forma, aquela célula passa a não mais acomodar sementes, pois sempre estará “suja”, resultando em falhas na deposição e distribuição das mesmas. Uma simples dica como essa pode evitar grandes dores de cabeça durante as operações de campo.
CUIDADOS COM A PLANTADEIRA
Para que haja o retorno esperado do investimento neste tipo de equipamento é necessário que o operador identifique qual o melhor disco para a correta distribuição de cada tipo de semente e de cada dosagem populacional. Um menor número de células, como os discos de 30, 40 ou 45 células, é recomendado para culturas como milho, feijão e soja (a baixas populações). Em algumas cultivares de soja, por exemplo, com altas populações, esses discos citados podem não ser a melhor estratégia para uma correta distribuição. Isto porque, a maiores velocidades de deslocamento, um menor número de células pode requisitar uma relação de transmissão (pares de engrenagens) que resulte em uma grande rotação destes discos. Este aumento da rotação pode acarretar em um desgaste prematuro da superfície do disco, o que implica em “fuga de vácuo” pelo sistema de distribuição. Para evitar este incremento de rotação,
discos com 60, 75 e 120 células podem ser uma boa opção. E falando em desgaste dos discos, de tempos em tempos é necessário verificar a formação de folgas no acoplamento do disco, comum ao longo do trabalho. Além do desgaste, vibrações e longas jornadas de trabalho sem limpeza do sistema também podem colaborar na geração dessas folgas. Para corrigi-las existe a possibilidade de ajustar o espaçamento do disco dentro da estrutura de distribuição, o que impede possíveis fugas de ar, que comprometem a qualidade da distribuição de sementes. Por fim, cabe salientar que existem produtos que protegem o desgaste prematuro desses discos, muitos deles utilizam um tipo de grafite em base líquida, aplicada em spray e que adere ao disco, criando uma camada protetora na superfície do mesmo, evitando o contato direto entre as partes.
PLANTIO MONITORADO
Já temos identificados todos os pontos que devem fazer parte do checklist diário do operador e/ou técnico da fazenda. Mas, e se algo der errado durante a atividade? Evidentemente, os problemas serão decorrência da prática, e acredite, por melhor regulado que esteja o conjunto, o operador não estará imune a falhas e problemas de execução e distribuição durante o plantio. O primeiro ponto a ser monitorado
Cultivar
John Deere
Produtos no mercado ajudam a proteger o sistema de desgastes prematuros
diz respeito à velocidade de plantio. Fabricantes asseguram que sistemas pneumáticos mantêm sua capacidade de precisão elevada a até 10km/h. Porém, garantir essa velocidade sem conhecer o tipo e as condições de terreno é genérico demais para condições tão subjetivas. Em alguns casos, onde o terreno seja bastante irregular, a precisão no funcionamento dos discos pode até permanecer elevada, porém, o caminho entre o disco e a deposição da semente no sulco sofre interferências do ambiente e da velocidade de deslocamento. Boa dica: sempre que puder e tiver conjuntos bem dimensionados, prefira não explorar o máximo em velocidade, para que realmente extraia o melhor em resultados do conjunto. Por fim, não abra mão de um bom monitor de plantio. Esse equipamento
É necessário verificar o óleo hidráulico do trator diariamente
tem um valor agregado incalculável à sua atividade, visto que não temos a possibilidade de constantemente pararmos a atividade para desenterrar sementes e realizar contagens. Óbvio que o uso destes monitores não elimina a necessidade do acompanhamento in loco para verificar distribuição e profundidade, mas serve para que qualquer alteração no sistema seja alertada ao operador, conferindo ao mesmo a capacidade de intervir e corrigir o problema de forma rápida e precisa. Seguindo essas dicas simples, uma boa parte do potencial da sua próxima safra já estará .M devidamente garantida. Gustavo Heller Nietiedt, Engenheiro Agrônomo
SEMEADORAS Valtra
Redutor de perdas
Mecanismo redutor de perdas no distribuidor de fertilizantes auxilia a manter o fluxo em diferentes inclinações verticais de trabalho e condições de umidade
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agricultura brasileira está cada vez mais tecnológica, tanto na área de sementes, manifesto por cultivares com elevado potencial produtivo em condições adversas, quanto - e especialmente na área de mecanização agrícola, com máquinas e implementos agrícolas equipados com sensores e cada vez mais autônomos. A cada ano a produção do País aumenta sem ampliar a área, no entanto, os potenciais genéticos das principais commodities ainda não estão sendo alcançados. O potencial produtivo de uma cultura está relacionado diretamente com a condição do ambiente que a planta irá se desenvolver, estando intimamente relacionada à sua semeadura. Por isso, problemas nessa operação comprometem a produtividade, repercutindo na redução da Fevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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lucratividade da atividade. Na semeadura, um dos problemas está na variação da dosagem de fertilizantes por dosadores do tipo rosca helicoidal. Segundo Frantz et al (2011), de 292 modelos de semeadoras analisadas, 89,38% utilizam dosador do tipo rosca helicoidal, qualificando-se assim como o mais empregado no país. A dosagem do fertilizante neste sistema se dá pelo movimento rotatório de uma rosca helicoidal, em que o material transportado preenche o espaço entre helicoide, para após ser deslocado do reservatório para o tubo condutor e deste até o sulco no solo. Este dosador é encontrado no mercado brasileiro basicamente em três modelos: rosca helicoidal por gravidade (que iremos chamar por DRHg), por transbordo (que iremos chamar por DHt) e/ou transbordo
lateral. Pesquisas demonstram variações no DRHg de até 50% (Portella et al, 1998), isso em laboratório, quando se vai para medidas a campo, as nossas pesquisas demonstraram variações de até 71,62%. Algumas pesquisas apontam para a redução drástica da variação com uso de dosadores com transbordo, em até 30%, em relação ao por gravidade. A variação de dosadores de rosca se deve às variações da velocidade de rotação, inclinação do terreno e umidade do fertilizante, em especial a granulometria do fertilizante. Em vista desse cenário, o Núcleo de Estudos de Solos e Máquinas Agrícolas (Nesma), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul Campus Sertão, vem desenvolvendo pesquisa há cinco anos com tais dosadores, e buscou nesse trabalho
Divulgação
Gráfico 1 - Coeficiente de variação da distribuição (%) do dosador de fertilizante com mecanismo de redução de perdas e sem o mesmo em diferentes condições de relevo e umidade do fertilizante
Dosador tipo rosca helicoidal por transbordo, comercialmente chamado de Fertisystem
avaliar o desempenho desse dosador de fertilizantes do tipo rosca helicoidal por transbordo com um mecanismo redutor de perdas trabalhando em diferentes inclinações verticais de trabalho e condições de umidade do fertilizante. O experimento foi desenvolvido no Nesma do IFRS - Campus Sertão. O teste foi realizado em laboratório, em uma bancada de testes de dosadores de fertilizante equipada com regulagens de inclinação em sentidos longitudinal e transversal. Na parte inferior da bancada havia uma esteira, que era acionada por um motor de indução com velocidade constante de 5,04m/s. O dosador utilizado para o ensaio foi do tipo rosca helicoidal por transbordo, comercialmente chamado de Fertisystem, trabalhando com rotação de 60rpm. Foi desenvolvido um mecanismo redutor de perdas, que que reduz o espaço interno da rosca, que é um dos influenciadores da variação de distribuição de fertilizante. Sendo assim, os tratamentos em estudo foram a presença desse mecanismo de redução de perdas, que iremos usar a sigla Mred, e ausência desse, SMred, trabalhando em três inclinações de trabalho, simulando dessa forma semeadura em 0°, +11° e -11°, nível, aclive e declive, respectivamente, com fertilizantes seco e úmido. O fertilizante granulado utilizado tinha
Cultivar
COMO FOI REALIZADO O TESTE?
fórmula 2-23-23, na condição normal apresentava umidade de 4,9%, e após foi umedecido até 9,8%. O dosador de fertilizante foi equipado com um mecanismo de preenchimento interno constituído de uma peça, fabricado em tecnil, contendo dimensão interna exata ao eixo de transmissão da rosca, eliminando assim qualquer folga. A coleta do fertilizante dosado para avaliar a distribuição foi realizada em uma calha com potes coletores, simulando assim um deslocamento linear. Foi analisado o coeficiente de variação da distribuição de fertilizante, bem como a amplitude dos dados (diferença do maior para o menor), sendo realizada avaliação estatística com teste de
Tukey a 5%.
QUAIS FORAM OS RESULTADOS
O mecanismo redutor de perdas demonstrou menores índices de amplitude de distribuição (Ad), conforme é visualizado na Tabela 1, sendo 5,35g contra 8,59g do dosador sem este mecanismo, esta diferença causará uma variação de até 150kg de fertilizante por hectare, considerando uma semeadura com espaçamento de 0,40m entre linhas. Relativo à umidade, um dos itens que mais geram problemas no campo por causa do encrostamento dos fertilizantes nas roscas dosadoras, percebe-
Dosador Fertisystem é um dos modelos mais utilizados em semeadoras de precisão comercializadas no Brasil
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Tabela 1 - Amplitude de distribuição linear do dosador de fertilizante com Figura 1 – Demonstração do dosador de fertilizante rosca helicoidal por transbordo (Mred) e sem (SMred) mecanismo de redução de perdas trabalhando em trabalhando em aclive, nível e declive condições de fertilizante seco e úmido Tratamento Mecanismo de redução de perdas Sem mecanismo de redução de perdas Média
Seco 3,35 bB* 8,01 aA 5,68 B
Úmido 7,35 bA 9,16 aA 8,26 A
Média 5,35 b 8,59 a
New Holland
* Médias seguidas pela mesma letra minúscula na linha e maiúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
-se que com o uso do mecanismo de redução de perdas houve uma redução da amplitude de 9,16g para 7,35g, ou seja, os picos de dosagem ao longo da linha de distribuição foram reduzidos em 19,8%. É necessário salientar que nessas condições de umidade do fertilizante deve ser evitada a aplicação por devido aos problemas operacionais, embora muitas vezes no campo alguns problemas fogem da gerência. O coeficiente de variação (CVd) nos fornece uma informação muito importante na avaliação de dosadores de fertilizantes, pois é o valor que nos aponta como está a distribuição linear de fertilizantes. Podemos visualizar no Gráfico 1 uma tendência contrária aos dados de amplitude, em que o mecanismo redutor de perdas (Mred) na média apresentou maiores índices de CVd, isso irá acarretar em desuniformidade de plantas, pois haverá locais com maior fertilidade e outros com menor.
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Nas diferentes condições de umidade do fertilizante percebe-se que no aclive ocorreram as maiores variações com adição de umidade, 34,8% contra 23,4% do nível e 10,8% no declive. Tal fato é explicado pela ação da gravidade, que está a favor desta, conforme é visto no desenho da Figura 1, em que o bocal de saída está em um nível mais baixo que a alimentação Quando o mecanismo redutor de perda é retirado, o aclive não é mais o maior problema, pois como o fertilizante está mais agregado ele mesmo acaba se “segurando”. A ampliação do CVd foi de 1,1% entre o seco e o úmido, sendo que a condição de trabalho que teve a pior distribuição foi declive, na ordem de 30,6%, contra 23,6% na condição de nível. Tal resultado deve estar relacionado ao fato de que o fertilizante úmido se agrega num volume maior na condição de declive e resulta em dosagens de agregados maiores (bolotas), o que foi
visto na prática, em vez de dosar em grânulos.
RESULTADOS
O mecanismo redutor de perdas foi eficiente na redução dos picos de dosagem, porém, houve maior variação da dosagem do fertilizante ao longo da linha, assim, levando a considerações de que a redução do espaço interno da rosca sozinha não é a técnica de solução. Em relação à condição de umidade do fertilizante, com o dosador trabalhando normalmente sem o mecanismo em estudo, na condição seco há maiores variações no aclive, e com elevada umidade todas condi.M ções são pioradas. David Peres Da Rosa, Roger Toscan Spagnolo, Alisson Alves, Cesar Augusto Cansian e Marcos Longaretti, Nesma, IFRS – Campus Sertão
IMPLEMENTOS
Preparando o terreno
New Holland
São diversos os sistemas de preparo de solo para o plantio de novas culturas. No entanto, alguns são mais eficientes do que outros por manter a estrutura do solo, favorecer a germinação e garantir a presença de umidade e nutrientes
O
s sistemas de manejo do solo, também denominados por alguns pesquisadores de sistemas de produção, proporcionam diferentes condições de cobertura. Pois onde ocorre intensa mobilização/ movimentação do solo, normalmente favorece a maior incorporação dos resíduos vegetais que ficam sobre a superfície. Como exemplo destes sistemas clássicos tem-se o sistema de preparo convencional do solo, que preconiza uma aração (arados de aiveca ou disco) a uma profundidade de 0,30m a 0,40m, seguida de duas gradagens destorroadoras-niveladoras a uma profundidade de até 0,15m. Sistemas de produção com o uso da grade para incorporação de palhada têm sido muito utilizados, e também favorecem a incorporação de resíduos vegetais. Já os sistemas de manejo do solo ou produção que preconizam o mínimo de revolvimento tendem a manter na superfície maior quantidade de resíduos. O fato da maior cobertura vegetal favorece um menor aquecimento do
solo, como também perdas de umidade. Além do benefício de propiciar o crescimento e a manutenção de organismos no solo. Os sistemas tradicionais deste conceito são o sistema plantio direto (SPD) e o cultivo mínimo, que visam fazer a semeadura sobre uma palhada. Tradicionalmente no SPD não ocorre mobilização do solo em larga escala, apenas na fileira de semeadura, com o uso da haste sulcadora da semeadora-adubadora que faz a deposição do adubo. No SPD as semeadoras-adubadoras são dotadas de discos de corte de palha para que não haja problemas de embuchamento. Uma recomendação importante é que a botinha esteja no mínimo a 0,10m de profundidade, pois desta forma o adubo será posicionado à maior profundidade e longe da semente, favorecendo também o crescimento radicular. Para o produtor também é importante pensar em um sistema de rotação de culturas, que é a premissa básica do SPD. Sem rotação de culturas o sistema se torna uma sucessão de culturas,
muito utilizada em algumas regiões do Brasil, onde se faz soja no verão e milho safrinha. E desse modo, não se pode caracterizar este sistema de produção como SPD, mas como algum tipo de sistema sem revolvimento do solo. Outro sistema que tem sido muito comentado é o cultivo mínimo, no qual que tem sido adotado o uso de escarificadores que fazem o preparo do solo localizado e em profundidade. Os equipamentos mais recomendados são aqueles que possuem disco de corte para palha e rolo destorroador, deixando o solo adequado para a semeadura. A recomendação geral é para que estes equipamentos sejam regulados para trabalhar até 0,35m de profundidade, pois irão fazer a remoção de camadas compactadas que estejam até esta profundidade. Normalmente, nos sistemas sem mobilização do solo há um acúmulo de cargas e tendem a manter camadas compactadas, originadas pelo tráfego de máquinas, nas camadas de 0,20m a 0,30m de profundidade. Assim, além de fazer a remoção de camadas compacFevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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Fotos Jorge Wilson Cortez
tadas, este sistema, o cultivo mínimo, com o uso do escarificador, tem sido caracterizado por manter a cobertura vegetal no solo acima de 30%, o que o caracteriza como um sistema conservacionista. Quando a quantidade de palha sobre a superfície do solo é elevada, pode prejudicar a distribuição das sementes e o desempenho da semeadora-adubadora, e desse modo faz-se necessário o uso de algum tipo de manejo da palhada para ajudar a uniformizar a distribuição dos resíduos. Tradicionalmente os produtores apenas fazem a aplicação de herbicidas nas áreas caracterizando como sistema de manejo químico, no entanto, outros sistemas podem ser utilizados, como a gradagem, citado anteriormente. Outros equipamentos de princípio mecânico podem ser utilizados para melhorar a distribuição e uniformização dos resíduos, dentre os que podem ser citados rolo-faca, triturador de palha e até mesmo segadoras, muito utilizadas para corte da forragem. Os sistemas de produção, além de proporcionar diferentes condições de resíduos vegetais sobre o solo podem afetar a emergência e a estabilização de um estande de plantas adequado. Uma vez que, para se ter uma boa colheita, é necessário que se tenha de início uma boa semeadura. Portanto, a análise dos sistemas de produção para o estande de plantas é extremamente importante, pois caso seja constatada falha no estande, talvez seja possível fazer uma nova
semeadura na área. Com intuito de estudar a interação entre os sistemas de manejo da palhada e os sistemas de manejo do solo ou produção, pesquisadores da Universidade Federal da Grande Dourados, em Dourados, Mato Grosso do Sul, realizaram experimento utilizando os equipamentos rolo-faca (RF), triturador de palhas (TR), segadora (SG), uma gradagem (GR1), duas gradagens (GR2) e manejo químico (MQ) como manejos da palhada, e sistema plantio direto (SPD), escarificação anual (EA) e escarificação com efeito após um ano (EA1), com sistemas de manejo do solo. A área experimental foi montada em blocos casualizados no esquema de parcela subdividida. Neste artigo serão apresentados o efeito destes sistemas sobre a cobertura vegetal do solo e o estande de plantas de soja. As parcelas da área utilizada estavam com resíduos vegetais de milho, e como a condução do milho de segunda safra (safrinha) foi em consórcio com Brachiaria ruziziensis, a quantidade de palha na área era elevada, fazendo-se necessário algum tipo de manejo.
EQUIPAMENTOS TESTADOS
Os equipamentos de manejo da palhada foram: rolo-faca, que possui lâminas de corte distribuídas e ângulo de incidência dimensionado para permitir o corte; triturador, equipado com rotor de facas curvas de aço que trabalham em alta rotação por minuto;
segadora, dotada com barra de corte, com quatro rotores laminados; grade destorroadora-niveladora, tipo off-set, de arrasto, com 20 discos de 0,51m de diâmetro (20”) em cada seção, sendo na seção dianteira discos recortados e lisos na traseira, na profundidade de 0,15m; e manejo químico, com pulverizador de barra. Para a escarificação utilizou-se um escarificador de cinco hastes, com ponteira estreita de 0,08m a 0,35m de profundidade, que possuía disco de corte para palha e rolo destorroador. A semeadura da soja foi com uma semeadora de disco horizontal (mecânica) com haste sulcadora (botinha) para adubo e disco duplo para semente, com espaçamento entre fileiras de 0,45m. Após a semeadura, coletaram-se os dados da população de plantas na fileira central de cada subparcela em dois metros de comprimento. A coleta dos dados da porcentagem de cobertura do solo após a operação de semeadura foi realizada utilizando um fio encapado com 7,5m de comprimento e com marcações equidistantes de 0,15m, resultando em 50 pontos de leitura, sendo a coleta de forma cruzada, resultando em 100 pontos por subparcela, conforme metodologia adaptada de Laflen et al (1981). Os dados de cobertura vegetal indicaram que em áreas sem revolvimento do solo (plantio direto) o manejo da palhada com herbicida (químico) proporciona a maior cobertura vegetal do
Outros equipamentos de manejo da palhada utilizados no experimento foram triturador de palhas (esq), rolo-faca (centro) e segadora (dir), além de escarificador e grade destorroadora-niveladora
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Cobertura vegetal (%) nos sistemas de manejo do solo e palha
.M
População de plantas por hectare nos sistemas de manejo do solo e palha
solo. Em ordem decrescente seguido pelo manejo com segadora e rolo-faca, que foram considerados similares ao SPD. Os sistemas com duas gradagens, uma gradagem e triturador foram os que apresentaram os menores valores de cobertura vegetal. De modo geral, quando se utiliza o sistema de produção plantio direto, o mesmo é capaz de proporcionar mais de 30% de cobertura vegetal, preconizado para sistemas conservacionistas. Fica evidente que o sistema que foi escarificado há um ano conseguiu recompor parte da cobertura vegetal, sendo considerados similares os manejos químicos, rolo-faca e com uma gradagem. Os demais tratamentos foram considerados inferiores, sendo triturador, segadora e duas gradagens. No sistema com escarificação anual ocorre maior incorporação da cobertura vegetal, principalmente quando associado a manejo de palhada, que favorece o enterrio dos resíduos. Mesmo assim, com a escarificação feita todo ano, a quantidade de resíduos sobre o solo ficou acima de 30%, o que nos permite caracterizá-lo como um sistema conservacionista. Com relação ao SPD e à escarificação com efeito após um ano, a escarificação anual apresenta a menor quantidade de palhada.
Na análise da população de plantas por hectare no sistema plantio direto com manejo químico, verifica-se que há a maior população e foi considerado similar apenas ao triturador, e os demais tratamentos foram considerados inferiores. Já na escarificação com efeito após um ano verificou-se que triturador, duas gradagens e manejo químico, apresentaram os melhores resultados para a população de plantas. Os demais tratamentos, segadora, uma gradagem e rolo-faca apresentaram as menores populações. O rolo-faca mais uma vez ficou em último lugar para a quantidade de plantas por hectare, isso pode estar relacionado às facas de corte encostarem no solo e causarem alguma perturbação que acabou prejudicando a deposição das sementes no solo, como também a emergência. Na escarificação anual com o revolvimento do solo e geração de torrões na área, os melhores resultados da população de plantas na área ocorreram após passar uma e duas gradagens, que provavelmente fizeram o destorroamento e nivelamento na área de modo a permitir um melhor contato solo-semente. E o sistema com uma gradagem diferiu do manejo químico, que foi considerado inferior nesta situação. Os demais tratamentos foram conside-
rados similares, apesar da menor população da segadora. Fica evidente que o rolo-destorroador do escarificador não foi capaz de nivelar o solo a ponto de permitir uma adequada germinação e emergência, de modo que a gradagem se mostrou necessária. Portanto, verifica-se que a escarificação anual do solo reduz a cobertura vegetal, mas que após um ano da escarificação a palhada do solo é similar a uma área de sistema plantio direto, principalmente quando o manejo da palhada e os resíduos vegetais são químicos. O efeito do sistema de manejo/produção na população de plantas por hectare indicou que o manejo com sistema plantio direto e manejo químico da palhada favorecem a germinação e a emergência, condicionando a uma maior população. No sistema com escarificação após um ano a trituração da palha favoreceu a maior população. E na escarificação anual, o uso da gradagem para uniformização do solo (destorroamento e nivelamento) se mostrou necessário para obter uma .M maior população de plantas. Jorge Wilson Cortez, José Lucas Gonçalves Greiter, Ian Felipe Bernal de Carvalho, Magno Cano Marques, Matheus Anghinoni e Matheus Delabrio Bonato, UFGD
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FICHA TÉCNICA
Série S400 Lançada no segundo semestre de 2016, a nova série de colheitadeiras da John Deere ganhou em tecnologia embarcada e substituiu o sistema saca-palha pelo mesmo rotor já utilizado nos modelos da Série S
A
John Deere apresentou na Expointer em agosto de 2016 uma nova série de colheitadeiras, uma das grandes apostas da companhia para 2017. A Série S400 possui os modelos S430 e S440, que têm como grande atrativo a substituição da tecnologia saca-palha pelo rotor, já utilizado nos modelos da Série S. Esta nova série representa um grande avanço tecnológico, principalmente para os pequenos e médios produtores, ávidos por inovações que tragam simplicidade operacional, menor índice de perdas, melhor limpeza e qualidade do grão, com resultados efetivos no final da colheita. As inovações também estão presentes na tecnologia embarcada, antes disponível somente em colheitadeiras de grande porte/potência, como piloto automático, monitor de perdas e mapa de produtividade. Além do sistema DF4 e o Ajuste Automático ao Terreno, maior eficiência do sistema de limpeza e reduzido índice de perdas ao colher em aclives ou declives. A Série S400 é um projeto 100% nacional, pensado para as necessidades dos produtores do nosso País e promete entregar 25% mais performance, 50% a mais de qualidade dos grãos e 75% menos perdas.
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PLATAFORMAS DE CORTE
As colheitadeiras S400 disponibilizam uma gama de tamanhos de plataformas de 16 a 22 pés, a fim de atender às mais diversas necessidades, considerando o tamanho da propriedade, o tipo de terreno, as condições logísticas, entre outros fatores. As plataformas HydraFlex 600F copiam melhor o solo, proporcionando uma altura total de flutuação de 15,2cm, o operador pode ajustar manualmente ou em modo automático a pressão da barra de corte no solo para compatibilidade com as condições da colheita. As plataformas rígidas 600R são indicadas para a colheita do arroz e possuem componentes resistentes a desgaste e condições adversas de trabalho, com uma lâmina de corte de alto desempenho. As plataformas 600C para a colheita de milho são desenhadas para aproveitar as vantagens das novas Colheitadeiras S400 com maior desempenho, maior capacidade de trilha, separação e limpeza, entregando um conjunto balanceado
O tubo de descarga permite trabalhar com plataformas de até 25 pés
para colheita de altas produtividades. Estão disponíveis em diferentes tamanhos e espaçamentos. O sem-fim da nova plataforma de milho é mais largo, gerando alimentação mais constante e suave, com maior capacidade e redução de perdas. Elas possuem chassi extremamente robusto com diferentes espaçamentos (45cm, 50cm, 52.5cm, 60cm, 70cm, 80cm e 90cm) e com diversas opções em número de linhas, apresentando melhor desempenho nas diversas condições de colheita do milho, seja em pé, deitadas, inclinadas ou que apresentam plantas daninhas. A plataforma de milho 600C permite uma alimentação mais limpa de material, aumentando a separação da espiga de milho.
Fotos John Deere
As chapas despigadoras de milho são facilmente ajustadas a partir da cabine. Além disso, o controle automático de altura compensa o desnivelamento do solo. Para a manutenção, foi facilitado o acesso às linhas e à regulagem do ângulo de ataque dos bicos divisores, sem necessidade de ferramentas.
ESPECIFICIDADES DO ALIMENTADOR
O alimentador do cilindro da Série S400 transporta o material da plataforma para o rotor de forma consistente e uniforme suportando altas cargas. Já o reversor de série permite mais segurança nos momentos mais difíceis de colheita. O módulo de alimentação integrado irá sempre alimentar o rotor de forma homogênea, independentemente do
O Piloto Automático AutoTrac direciona automaticamente a máquina sobre uma linha planejada de colheita
ângulo de inclinação do alimentador, garantindo o máximo desempenho e disponibilidade durante a colheita.
TRILHA E SEPARAÇÃO
A John Deere inova mais uma vez, sendo a primeira empresa a produ-
zir no Brasil o conceito de rotor neste porte de colheitadeira, o que é um dos destaques que promoverão uma revolução no campo. A S400 é equipada com o exclusivo sistema de trilha e separação rotativa TriStream. Seu desenho cônico faz com que melhore a capacidade de trilha do material, a alimentação é mais suave, proporcionando maior qualidade do grão e reduzindo o consumo de potência e o consumo de combustível. Este rotor possibilita trabalhar com produto mais úmido e lavouras em condições extremas de colheita. A versatilidade é outra grande diferença destas novas colheitadeiras, atendendo diversos tipos de cultivos e condições, e isto também está presente na área funcional de trilha e separação, oferecendo opções variadas para
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Equipadas com os motores agrícolas John Deere PowerTech E e PowerTech Plus de 6,8 litros as colheitadeiras S430 e S440 têm, respectivamente, 201cv e 238cv de potência nominal e podem trabalhar com plataformas de 16 a 22 pés
atender melhor caso a caso.
SISTEMA DE LIMPEZA
As colheitadeiras S430 e S440 contam com sistemade limpeza DF4 e Ajuste Automático aos Terrenos. Eles proporcionam alta capacidade de limpeza dos grãos e reduzido índice de perdas. O DF4 possui maior comprimento das peneiras superior e inferior e novo desenho do canal de direcionamento de ar do ventilador. Os defletores Side Hill promovem uma distribuição uniforme por toda a extensão da peneira. Já o Ajuste Automá-
tico ao Terreno controla a abertura das peneiras e a velocidade do ventilador, ajustando-os automaticamente de acordo com a inclinação da máquina quando colhe em subidas e descidas.
ARMAZENAGEM DOS GRÃOS
Rendimento operacional, proteção aos grãos colhidos, facilidade de inspeção e manutenção, estes são os conceitos considerados na concepção do tanque graneleiro e tubo de descarga da Série S400.
Capacidade de armazenamento de grãos, compatível com sua alta eficiência operacional, o tanque de grãos da S400 possui sensores de nível para advertir o operador quando o mesmo atingiu sua capacidade. O nível do tanque de grãos também está conectado com as luzes do giroflex para alertar os operadores que fazem a logística de grãos no campo. Os novos modelos S430 e S440 têm boa taxa de descarga e permitem que a operação possa ser executada durante a colheita, sem reduzir a velocidade de deslocamento da colheitadeira, por conta da reserva de potência que é acionada automaticamente nesta situação. O comprimento do tubo descarregador foi projetado para que a operação de descarga possa ser executada de forma segura, desta forma a S430 suporta plataformas de corte de até 22 pés e a S440 plataformas de corte de até 25 pés.
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
O Ajuste Automático ao Terreno controla a abertura das peneiras e a velocidade do ventilador, ajustando-os automaticamente de acordo com a inclinação da máquina
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As novas colheitadeiras S430 e S440 foram projetadas para atender à necessidade desejada do tamanho do material picado e também sua distribuição, afim de que o material possa se decompor e retornar os nutrientes disponíveis no solo de forma homogênea. Ajustes simples e rápidos de serem feitos são características-chave das novas colheitadeiras S430 e S440, para atender ta-
Fotos John Deere
A cabine ampla possui assento ergonômico e controladores instalados no console na lateral direita do banco do operador. O monitor da colheitadeira apresenta condições de colheita e dados que podem ser transformados em mapas de produtividade
manhos diferentes de plataformas, tipo de cultivos e, ainda, maneiras diversas de gerenciamento destes resíduos.
MOTORES
Equipadas com os motores agrícolas John Deere PowerTech E e PowerTech Plus de 6,8 litros, as colheitadeiras S430, S440 têm respectivamente 201cv e 238cv de potência nominal, atendendo de forma eficiente aos diferentes requerimentos e necessidades. A Série S400 vem equipada com um sistema eletrônico que auxilia no desempenho do equipamento, mantendo a rotação constante, a fim de que a colheitadeira possa manter a produtividade de maneira mais homogênea e constante durante todo o período de colheita. É possível acompanhar através de um gráfico a potência utilizada na operação através do monitor PDU Plus, também padrão na Série S400.
AutoTrac Rowsense, que é uma solução para tornar a operação mais fácil e eficiente. Esta tecnologia une os dados de posição de satélite do receptor StarFire com dados recolhidos do sensor de linha, proporcionando alta precisão e eficiência na colheita de milho.
AGRICULTURA DE PRECISÃO
A agricultura de precisão está cada vez mais presente na vida dos agricultores, pois esta é uma das formas de tornar a atividade agrícola mais eficiente e rentável, otimizando recursos e aumentando a produtividade.
Na Série S400, o monitor de produtividade auxilia o agricultor a tomar a decisão mais acertada para os plantios subsequentes, através de mapas de produtividade, tomar conhecimento de forma detalhada da variabilidade de atributos do solo, permitindo, desta forma, o gerenciamento localizado da área. Sensores montados nos elevadores de grãos mensuram a produtividade e umidade dos grãos colhidos. A extração dos dados do monitor da colheitadeira, transformados em mapas de produtividade, mostra de forma georreferenciada as variações .M que existem na área colhida.
PILOTO AUTOMÁTICO AUTOTRAC
O Piloto Automático AutoTrac utilizado na nova série direciona automaticamente a máquina sobre uma linha planejada de colheita. Através do acionamento automático do sistema hidráulico da direção, o operador foca na qualidade da colheita e necessita somente realizar as manobras de cabeceira. Para a colheita de milho, a nova série traz o Guia Inteligente para Colheita de Milho Fevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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CAPA
LS Planter
Testamos a Semeadora LS Planter E 12045, lançada pela LS Tractor há menos de um mês, que chega ao mercado com grandes inovações e exclusivo sistema de semeadura que substitui as correntes e rodas dentadas por eixo flexível
E
m geral os equipamentos que mais testamos na Revista Cultivar Máquinas são os tratores, as colhedoras e os pulverizadores autopropelidos. No entanto, quando temos a oportunidade de testar outro tipo de máquina sempre esperamos que sejam modelos que possam trazer novidades para os nossos leitores. Neste sentido, a
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semeadora LS Planter é inovadora, recheada de detalhes e nos trouxe muitas curiosidades desde o início dos contatos que fizemos com o fabricante. Na verdade, a LS Planter é resultado de um acordo da LS Tractor com o fabricante gaúcho de equipamentos EixoPlant, da cidade de Passo Fundo (RS), que vai fabricar a máquina sob o modelo
LS Planter. Para conhecer melhor o lançamento da LS Tractor fomos até o Show Rural Coopavel, na cidade de Cascavel, no Paraná. Esta é a primeira entre as grandes feiras agrícolas brasileiras do ano e costuma trazer novidades, como lançamentos de novos produtos pelas empresas. A LS Tractor é uma empresa sul-coreana que se consolidou no mercado
brasileiro como fabricante de tratores. Tem sua unidade de fabricação em Garuva, no estado de Santa Catarina. Como parte de sua estratégia de ampliar seu portfólio de produtos e oferecer soluções em diferentes setores da mecanização, a LS optou por entrar no mercado de semeadoras de precisão e ir ao encontro dos clientes que buscam novas alternativas, com inovações tecnológicas. Com este conceito a empresa EixoPlant, apresentou um novo projeto com a capacidade de suprir esta demanda da LS Tractor. Deste acordo, a EixoPlant será responsável pela fabricação, reposição de peças e treinamento dos técnicos da LS Tractor que, por sua vez, serão responsáveis por todo o suporte e atendimento pós-vendas na rede de concessionários da marca distribuídos pelo Brasil. Desta forma, a LS oferecerá uma
Fotos Charles Echer
Caixas de transmissão elétricas responsáveis pela movimentação do sistema de semeadura da LS Planter
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Fotos Charles Echer
O acionamento de dosadores por um cabo flexível que substitui as correntes e rodas dentadas é a maior inovação desta máquina em relação às concorrentes
gama de máquinas de semeadura de cinco a 16 linhas que cobre exatamente toda a sua faixa de potência dos tratores. Pelo que pudemos constar de uma análise visual e no teste que fizemos no campo, é uma máquina bastante inovadora, com vários itens interessantes que analisaremos para os nossos leitores.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
O engate da máquina ao trator é do tipo arrastado, ou seja, acoplado apenas à barra de tração do trator. Não há modelos de engate aos três pontos do sistema hidráulico do trator. Este tipo de engate, em geral, é utilizado principalmente em máquinas de semeadura direta, que necessitam todo o peso da máquina sobre os órgãos sulcadores, sendo o trator utilizado apenas para
tracionar a máquina e fornecer potência hidráulica, neste caso elétrica, que explicaremos posteriormente, para acionar os órgãos ativos da máquina. O engate possui diversas regulagens para fixar a altura e a horizontalidade da lança, tanto na união com o trator quanto na união com o chassi da máquina. Como é de praxe neste tipo de máquina há um macaco de apoio e regulagem de altura da barra, para suportar o peso e auxiliar no acoplamento ao trator. Não foi o caso do teste e talvez nem seja utilizado nos tratores da LS, mas o fabricante oferece engate tipo tandem para grandes tratores, onde duas semeadoras podem ser unidades pelo cabeçalho da máquina duplicando o número de linhas.
ESTRUTURA E LINHAS
O chassi da máquina que dá suporte
aos demais componentes é bastante robusto, com barras transversais e longitudinais de tamanho avantajado, o que faz com que a máquina chegue ao seu modelo maior com 9.000kg de peso total. Como nos referimos antes, as máquinas, dependendo do modelo, podem ter de cinco a 16 linhas de semeadura e o espaçamento entre elas pode variar de 30cm a 45cm, apenas por deslocamento lateral das linhas sobre a barra transversal que a suporta. Neste sentido, vimos que o projetista, para facilitar a regulagem do espaçamento entre linhas e diminuir o esforço dos operadores, dispôs abraçadeiras robustas, com guias para auxiliar o trabalho. Em geral, um dos pontos mais visados em avaliação de máquinas de semeadura, principalmente aquelas direcionadas ao processo que se convencionou chamar de plantio direto, é a linha de adubação e semeadura. Nesta máquina, o conjunto de componentes na linha de sulcamento e posicionamento do adubo é formado por um disco de corte de palha, um sulcador fixo tipo facão e seus suportes e dispositivos de regulagem. O fabricante colocou uma mola vertical para variar a pressão do facão e outra horizontal para regular a pressão de corte do disco. Isto traz uma grande vantagem, que é a independência entre a regulagem de pressão do facão e do disco, podendo ser aproveitada para casos em que há variação de quantidade da palha, por exemplo. Na linha de sulcamento e deposição
A LS Planter foi projetada para facilitar o acesso do operador na hora de abastecer os depósitos de sementes e adubo, com escadas e apoios de mãos presentes nos dois lados da máquina
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da semente foi projetado um sistema pantográfico, com sulcador de semente utilizando um duplo disco desencontrado, com limitadores laterais ao lado do centro do eixo, que podem ser metálicos ou revestidos de borracha. O sistema pantográfico é dotado de mola e amortecedor, para realizar pressão, adequar-se às ondulações do terreno e evitar a flutuação do sistema. A regulagem da profundidade de semeadura depende de vários fatores, mas prioritariamente é feita por meio do limitador, colocado em ambos os lados do disco sulcador. Para uma leve compactação do solo e a retirada do ar na zona próxima à semente foram colocadas rodas compactadoras em ângulo direcionado ao centro do sulco. Há regulagens de pressão e de angulação das rodas suficientes para várias combinações deste dispositivo.
INOVAÇÕES
O sistema de acionamento por um cabo flexível deixa a máquina trabalhando de forma mais leve, exigindo apenas 10cv de potência por linha
Dentre os componentes mais importantes de uma semeadora de precisão destacam-se os dosadores de adubo e de semente. Estes dispositivos determinam em primeiro plano a precisão de uma máquina na distribuição longitudinal dos fertilizantes e das sementes no sulco, que são fatores de determinação da qualidade deste tipo de máquina. Esta máquina utiliza um sistema de dosagem do adubo inovador e muito interessante, que é o Pulso Zero. É um componente único, blindado e composto de um material à prova de corrosão, com pequenos depósitos de adubo, colocados de forma helicoidal, que sempre estão com uma parte dele em contato com o adubo e com a saída dele. Pode atender variações de doses desde 16kg/ha a 900kg/ha, apresentando vários pontos de inovação em relação
aos dosadores convencionais e mesmo em relação a outros de maior tecnologia. Este dispositivo é um item exclusivo no mercado, que foi projetado no desenvolvimento desta nova máquina. Para a dosagem das sementes foram disponibilizadas três formas de acionamento: mecânico (M), elétrico (E) e hidráulico (H), que proporcionam movimento ao dosador do tipo disco alveolado, colocado na posição horizontal. A primeira letra do tipo de acionamento acompanha o nome do modelo da máquina. Portanto, a E12045 é uma semeadora com acionamento elétrico, com 12 linhas e 45cm de espaçamento entre linhas. O sistema de acionamento dos dosadores é composto por um cabo flexível, dispositivo inovador, talvez a maior novidade da máquina, que elimina o sistema técnico formado
por correntes e rodas dentadas tradicionalmente utilizadas na maioria das máquinas ofertadas no mercado brasileiro. É um sistema patenteado pelo fabricante e traz como vantagens a impossibilidade de salto de dentes e de desgaste dos discos e correntes e, ainda, a flexibilidade do sistema e a durabilidade. O sistema de acionamento dos discos dosadores está instalado na base do sistema pantográfico. Este sistema deve inovar de verdade o projeto de novas semeadores no país e no exterior, pois sendo um cabo flexível, ele pode acionar o dispositivo de dosagem de semente, utilizando três caraterísticas básicas, que é proporcionar o giro, ser flexível e manter a elasticidade por um grande período de tempo. Isso tudo, mantendo maior uniformidade no giro do mecanismo dosador acionado, independentemen-
Conjunto de acionamento do sistema de semeadura
Conjunto de ataque ao solo com discos desencontrados e facão sulcador
Sistema de deposição de sementes com rodas limitadoras de profundidade
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Fotos Charles Echer
A LS Planter pode ser configurada de cinco a 16 linhas com espaçamentos de 45cm e 50cm
te de possíveis oscilações verticais dos mecanismos abridores de sulcos e, portanto, contribuindo para maior precisão na distribuição das sementes. O fabricante ainda divulga junto ao modelo da máquina a expressão geométrica, referindo-se à possibilidade de colocar as sementes em posições diferentes quando se avalia uma linha em relação à outra. Isto, de acordo com o fabricante, é possível pela posição diferente em 90 graus da posição do acionamento do mecanismo dosador. Cada um dos dosadores, de maneira intercalada, utiliza posições diferentes do acionamento do disco, possibilitando uma deposição em arranjo diferente em cada linha. O pessoal da agricultura rústica e que trabalha com posicionamento de plantas de culturas perenes, como o eucalipto, conhece este sistema como plantio em quincôncio, que é um arranjo de sete plantas, com uma na posição central. Este é o sistema que melhor distribui o espaço vital entre as plantas de superfície. O depósito final da semente, colocado sobre o disco dosador, tipo disco alveolado colocado na posição horizontal é do tipo pipoqueira. Notamos que o fabricante não economizou em regulagens. Há vários pontos que se combinam entre si para possibilitar a variação de profundidade, de deposição de semente e adubo e da forma de compactar o solo sobre a semente. Algumas regulagens são do tipo giratório, com passo de rosca Fevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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e outras de encaixe.
DEPÓSITOS DE SEMENTES E ADUBO
Quanto aos depósitos de adubo e semente, colocados na parte superior da máquina, nota-se que o centro de gravidade do depósito de adubo está colocado sobre a posição central entre o disco de corte e o sulcador-facão. O transporte da semente do depósito à pipoqueira é feito por uma traqueia tipo mangueira corrugada. Para o transporte da máquina e a re-
gulagem da altura de trabalho desta em operação, o que tem função direta com a profundidade de deposição de adubo e semente, o fabricante disponibilizou dois sistemas: o primeiro com quatro rodas colocadas em posição central na máquina, acionadas por um robusto pistão hidráulico entre cada par de rodas para os modelos entre dez e 16 linhas e com rodas laterais para máquinas até 11 linhas. Para facilitar e tornar ergonômico o trabalho do operador e do abastecimento da máquina, existem duas escadas retráteis, com quatro degraus, em ambos os lados. Com estas escadas se faz o acesso à plataforma que vai de um lado ao outro da máquina. Em ambos os lados da plataforma encontram-se pega-mãos para auxiliar na subida.
TESTES EM CAMPO
Para testar esta máquina a Revista Cultivar Máquinas deslocou uma equipe técnica até o Show Rural Coopavel, em Cascavel, e em área próxima à feira pudemos vê-la trabalhando. Em função das chuvas da semana não foi possível fazer um teste completo neste local, com o que pudemos verificar a sua capacidade de abrir os sulcos e as possíveis regulagens que a máquina disponibiliza. Sem
O dosador de adubo Pulso Zero é um componente blindado e composto de um material à prova de corrosão, com pequenos depósitos dispostos de forma helicoidal, que garantem uma distribuição contínua e uniforme
dúvida, um dos pontos que nos atraíram desde o momento em que conhecemos a máquina foi verificar o funcionamento do mecanismo inovador de acionamento do dosador de sementes. Verificamos a sua capacidade em alterar posição, flexionar-se e acionar de modo ininterrupto o dosador. Mesmo assim, em face das dificuldades em realizar um teste completo num único local, optamos por oferecer aos nossos leitores as informações ainda mais fundamentadas, que foram
tomadas pela equipe da Universidade de Passo Fundo (UPF), que fez um amplo trabalho de pesquisa com esta e outras máquinas semeadoras, no Campo Experimental da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, em Passo Fundo (RS), sob a coordenação do professor Walter Boller com sua equipe de acadêmicos. Nestes testes, realizados sobre cobertura de aveia-preta dessecada, colocaram-se as sementes de soja a uma profundidade de 5cm, com espaçamen-
to entre linhas de 45cm. Para avaliar a máquina foram determinados percursos de 100 metros, com aproveitamento dos 60m centrais e foram coletados dados imediatos de semeadura e de plantas para estimativa de produtividade. Nesta avaliação de distribuição longitudinal, em que se verifica a capacidade da semeadora em estabelecer uniformemente os espaçamentos entre as sementes na linha, a LS Planter colocou 62,8% dos espaçamentos dentro da faixa estabelecida como normal, 17,2%
Acumulador de pressão auxilia no amortecimento de impactos
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Fotos Charles Echer
Engate tipo tandem possibilita o acoplamento de duas semeadoras
enquadrado como falhos e 20% como duplos. Quando a avaliação se fez ao final do ciclo da cultura, com a avaliação da produtividade de grãos, a máquina foi a que melhor desempenho teve entre as outras avaliadas pela equipe da UPF, inclusive uma com dosador do tipo pneumático, que se supõe seja um sistema mais desenvolvido e mais caro. A mesma equipe, avaliando a capacidade da semeadora em manter a qualidade de semeadura, operando com velocidades mais altas, verificou que esta máquina, mesmo operando a velocidades de 8km/h manteve percentuais baixos de espaçamentos duplos (5,88%) e falhas (15,63%), além de proporcionar 78,50% de espaçamentos aceitáveis entre sementes de milho
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Uma das partes do teste foi realizada em área próxima ao parque onde acontece o Show Rural da Coopavel, em Cascavel (PR)
híbrido. Pelos testes realizados de forma integrada pelas equipes da LS Tractor e da EixoPlant estima-se que de uma maneira geral, os tratores terão de dispender de 10cv por linha para as condições médias, portanto sendo possível que os tratores LS Plus 100 e Plus 80 tracionem semeadoras de dez e oito linhas, respectivamente. Nos próximos meses a Revista
Cultivar Máquinas testará o modelo de semeadora LS Planter com transmissão hidráulica, que está em fase final de testes e promete trazer outras inovações além das apresentadas no modelo que .M testamos. José Fernando Schlosser e Marcelo Silveira de Farias, UFSM Walter Boller, UPF
Charles Echer
PULVERIZAÇÃO
Possível ou perigosa?
A combinação de produtos em tanque tem sido uma prática cada vez mais adotada na busca pelo aumento da capacidade operacional dos pulverizadores e para a redução de custos, no entanto vários aspectos precisam ser criteriosamente observados para que os resultados não sejam indesejados
A
aplicação de produtos fitossanitários nas culturas brasileiras para controle de plantas daninhas, pragas e doenças vem crescendo intensamente, onerando os custos de produção, dada a elevada demanda por horas dos equipamentos a campo. Devido a estes custos e à necessidade de realizar o tratamento fitossanitário de grandes áreas cultivadas em um menor intervalo, há uma busca pelo aumento da capacidade de campo operacional dos pulverizadores. Uma das práticas correntes que visa este ganho operacional é a combinação de produtos em tanque, que consiste na adição de dois ou mais produtos no tanque do pulverizador.
Entretanto, pode haver desvantagens ligadas aos possíveis efeitos adversos desconhecidos das misturas de ingredientes ativos, principalmente com aqueles relacionados à incompatibilidade físico-química, aos efeitos fitotóxicos, de perda de eficácia das moléculas fitossanitárias (antagonismo) e à ecotoxicologia dos compostos. A ocorrência de incompatibilidade físico-química poderá gerar resíduos que causam danos em componentes do circuito hidráulico de pulverizadores e comprometem a qualidade e a eficiência das aplicações. Efeitos adversos dessa prática podem ocorrer devido à incompatibilidades físico-química com ou sem a formação de aglomerados e
precipitados oriundos da interação entre os diferentes componentes presentes na calda. Os eventos de incompatibilidade físico-química de fácil visualização são representados pela ocorrência de processos de floculação, cristalização, precipitação, separação de fases ou formação de sobrenadante e grumos. A ocorrência de uma dessas evidências da incompatibilidade dependerá sempre das próprias propriedades físicas e químicas dos produtos adicionados na calda, assim como de fatores como a intensidade de agitação da calda, da temperatura da água e da taxa de aplicação que interfere na concentração das formulações na calda. Esta incompatibilidade pode Fevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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acarretar em entupimento de filtros e pontas de pulverização, resultando em dificuldades operacionais com excessivas paradas para desentupimento durante as aplicações. Além dos riscos aos operadores e probabilidades de danos aos acessórios do pulverizador, há consumo de tempo em atividades que não são a finalidade da operação, considerando que os produtos colocados no tanque pretendem ser distribuídos numa determinada área para controle de problemas fitossanitários e não para pararem nos filtros bloqueando as operações. Por outro lado, a incompatibilidade não visível a olho nu ocorre quando a mistura em tanque altera a composição dos ingredientes combinados, podendo gerar elevação da fitotoxicidade ou redução da eficácia de controle, diminuindo a produtividade. Esses resultados podem ocorrer devido a alterações de pH, que influenciam diretamente na dissociação de produtos. Nestes casos, há ainda a possibilidade de haver degradação ou indisponibilização dos ingredientes ativos por meio de processos de hidrólise e complexação ou encapsulamento. Todas estas alterações significam que parte dos produtos não é aplicada junto com as gotas pulverizadas, ou seja, há diminuição da quantidade de produto disponível para o controle dos alvos da aplicação devido às perdas pelas reações dentro do tanque.
IDENTIFICAR E EVITAR POSSÍVEIS PROBLEMAS
No campo, uma forma prática de identificar a compatibilidade físico-química de produtos fitossanitários é realizar um teste antes da pulverização em garrafas plásticas incolores. O procedimento implica realizar a mistura dos mesmos produtos a serem adicionados no tanque de pulverizador a uma garrafa plástica (tipo PET, por exemplo) com auxílio de provetas ou seringas na mesma proporção (concentração) esperada no tanque. O operador ou técnico deve simular a sequência de mistura, as proporções dos produtos e da água, exatamente como ocorreria no tanque do pulverizador. A observação visual deve ser realizada logo após a mistura e intervalos que compreenderá o tempo gasto para pulverizar a calda contida no tanque (sugestão: 0; 0,5; 1; 1,5 e 2 horas após o preparo da calda). Em cada momento de avaliação da compatibilidade e estabilidade da calda usar uma peneira de abertura similar à dos filtros pré-bomba e o contido no anterior do bico de pulverização. Este teste deve ser avaliado durante alguns minutos após a mistura, observando em cada intervalo os aspectos da calda quanto à homogeneidade/heterogeneidade (floculação, sedimentação, separação de fases e formação de grumos) e formação de espuma. A capacidade de redispersão da calda deve ser realizada mediante nova agitação. De acordo com os resultados
Filtro de bico de pulverização (esq.) e filtro pré-bomba, ambos entupidos devido à incorreta mistura de produtos em tanque
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observados, as recomendações das misturas poderão ser validadas e utilizadas de forma correta (Tabela 1). Outra forma de diminuir os riscos de incompatibilidade dos componentes da calda é a ordem de colocação dos produtos no tanque, do “de diluição mais fácil” para o “de diluição mais difícil” (Tabela 2). No campo, muitas vezes nos deparamos com situações em que há a adição de produtos com a mesma formulação, nestes casos fica o questionamento: qual adicionar primeiro? Em estudos realizados no Nedta/ Unesp - Campus de Jaboticabal, com três formulações de diferentes sais de glifosato associados a fertilizantes foliares à base de manganês quelatizado, que normalmente são aplicados em soja RR para controlar plantas daninhas em pós-emergência e suprir a planta com o micronutriente. No momento da adição dos produtos na calda, constatou-se formação de flóculos, cristais e sedimentos. Tal problema foi solucionado ao realizar testes de ordem de mistura em que se verificou a necessidade de adicionar primeiro o glifosato e depois a formulação do fertilizante foliar pré-diluído. Um sistema de agitação eficiente no tanque é necessário e poderá atuar de maneira efetiva na manutenção da dispersão das formulações dos produtos na calda de forma homogênea, desde a preparação até a pulverização da calda. Vale salientar que formulações em que há partículas em suspensão na formulação
A: Presença de grumos em calda com glifosato associado ao fertilizante foliar (Co + Mo) imediatamente após o preparo. B: Presença de grumos em calda com glifosato (sal de isopropilamina) associado ao fertilizante foliar (Co + Mo) duas horas após o preparo, agitação para redispersão e, mantidas em repouso por 10 (dez) minutos
Fotos Dieimisson Paulo Almeida
Formação de flóculos, cristais e sedimentos no momento da preparação da calda ao adicionar o fertilizante foliar (Mn) e posteriormente o glifosato (sal diamônio)
(exemplo: pós molháveis, suspensões e emulsões) devem ficar em agitação constante para evitar separação, pois os dispersantes (surfactantes) contidos na formulação podem não ser suficientes para garantir a estabilidade no tanque. Portanto, quando adicionadas à calda o agitador será fundamental para manter a calda homogênea.
PROBLEMAS OCULTOS
Mesmo com a adição dos produtos no tanque na ordem correta e com a avaliação visual das misturas realizadas, pode-se estar sujeito a problemas não percebidos visualmente antes da aplicação. Em um trabalho realizado no Nedta/Unesp - Campus de Jaboticabal com a mistura de acaricida e inseticida, prática comumente realizada na cultura dos citros, não observou-se incompatibilidade entre os produtos utilizados. Porém, quando avaliada a mistura sobre o alvo biológico, neste caso o ácaro da leprose Brevipalpus sp., observou-se nos resultados que a aplicação da mistura de acaricida e inseticida resultou em redução de aproximadamente 60% da mortalidade dos ácaros comparada à aplicação do acaricida isoladamente. Isto
evidencia a ocorrência de efeito antagônico de uma molécula sobre a outra, que resulta em perda de eficácia de controle do alvo. No processo de tomada de decisão nas aplicações, é importante definir as estratégias para realizar as misturas em tanque. Antes de tudo, é necessário analisar os objetivos da aplicação, entender o estado fisiológico da cultura, conhecer as possíveis interações entre os produtos e pesquisar sobre as possíveis incompatibilidades. Ainda, no caso de se decidir pelo uso de misturas, considerando que a água é o principal veículo da aplicação, deve-se atentar
para a elevada concentração da calda em volumes de aplicação muito reduzidos, pois estas podem aumentar os riscos de incompatibilidades entre os produtos no tanque. As informações científicas a respeito da mistura de herbicidas, inseticidas, fungicidas e fertilizantes foliares em tanque estão limitadas tanto no meio acadêmico e científico quanto a campo, deixando uma lacuna quanto à utilização da prática. Assim, estudos fundamentados em métodos científicos que visem entender melhor e responder aos questionamentos relacionados às interações entre os produtos no tanque do pulverizador podem gerar conhecimento aplicável, de forma a fornecer uma base ao profissional ligado à atividade, para o estabelecimento de recomendações técnicas, considerando as particularidades das situações encontradas no campo. Isto poderá trazer mais segurança aos técnicos e agricultores, tanto para uma aplicação mais eficiente - consequentemente melhores resultados no controle dos alvos -, quanto para capacidade operacional e segurança .M aos operadores e ao ambiente. Jaqueline Franciosi Della Vechia, Dieimisson Paulo Almeida, Renata Thaysa da Silva Santos e Marcelo da Costa Ferreira, Unesp/FCAV
Tabela 1 - Critérios para avaliação dos resultados obtidos em cada avaliação
Condição Compatível Compatível sob agitação Incompatível/heterogêneo
Recomendação Homogêneo em todos os momentos de avaliação Homogêneo sob agitação Heterogêneo em qualquer avaliação
Fonte: ABNT NBR 13875, 2014.
Tabela 2 - Ordem de colocação dos produtos fitossanitários na mistura de tanque Ordem de adição dos produtos 1 2 3 4 5 6
Tipo de formulação Água Grânulos dispersíveis em água (WG, GrDA) Pó molhável (PM, DF) Suspensão concentrada (SC) Concentrado solúvel (CS) Concentrado emulsionável (CE)
Fonte: ABNT NBR 13875, 2014.
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TRATOR Fotos New Holland
Com biogás Primeiro trator movido a biometano no mundo está sendo testado no Brasil pela primeira vez. A máquina da New Holland utiliza como combustível os gases gerados de resíduos orgânicos e tem previsão de estar disponível comercialmente entre 2020 e 2021
O
btido através da purificação do biogás, o biometano é a aposta da New Holland para o futuro do abastecimento de suas máquinas. O trator T6.140 é o primeiro do mundo completamente movido com gás biometano, e aqui no Brasil vem sendo testado na propriedade da família Haacke, na cidade de Santa Helena do Oeste, no Paraná. Os principais objetivos dos testes são verificar a adaptabilidade do modelo às terras brasileiras e identificar os potenciais desafios a serem Fevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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superados até o modelo estar pronto para entrar no mercado. O trator, que foi produzido na Inglaterra e já passou por testes na Itália, tem seu primeiro protótipo testado no Brasil, porém a segunda geração já vem sendo testada na Europa e deve chegar ao Brasil dentro de seis meses. Com capacidade para armazenar 300 litros de metano comprimido em nove cilindros distribuídos pelo trator, o T6.140 tem à disposição a estrutura de produção de biometano
da propriedade de André Haacke, que já possui parceria técnica com a Itaipu Binacional em um projeto-piloto de produção de biometano. O biogás é produzido desde 2012 para aproveitamento energético e, numa parceria com o Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIBiogás), em 2014 a família Haacke iniciou a produção do biometano. Além de abastecer o trator e uma caminhonete, o combustível gerado no local atende à frota com 54 veículos da Itaipu Binacional. Somente em 2016 foram realizados 934 abastecimentos que disponibilizaram 8.656m³ de biometano para a frota da hidrelétrica. A propriedade em Santa Helena tem cerca de 40 hectares, produz milho e aveia para o gado confinado e ainda cria aves para a produção de ovos. Os dejetos gerados pelo gado confinado e pela criação de aves são utilizados na geração do biogás e, consequentemente, do biometano. Para montar a estrutura
de biodigestor e a adaptação da granja, a família paranaense investiu cerca de R$ 500 mil. “Instalamos aviários automáticos e os dejetos passaram a ser descartados a cada dois dias. Além da produção de energia para a granja, que nos proporciona mais segurança em dias de muito calor, conseguimos resolver o problema que tínhamos com geração de dejetos”, contou André Haacke. No Brasil, o biometano foi oficialmente registrado em 2015 como combustível para veículos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), porém o gás vem sendo pesquisado como alternativa ao petróleo há pelo menos dez anos. Com uma autonomia para aproximadamente seis horas de trabalho, o abastecimento do trator com biometano pode chegar a uma economia de 40% em comparação ao diesel, em resultados obtidos nos testes na Itália. Outro diferencial é a redução da emissão de gases poluentes em 80%, o que firma o compromisso da New Holland de ser líder no desenvolvimento de pesquisas em energias limpas. “Com o teste em uma área brasileira, podemos confirmar a autonomia de pelo menos cinco horas da máquina nas condições que os produtores rurais do país trabalham. Também poderemos observar a economia no consumo de combustível”, contou o gerente de Marketing de Produto, Nilson Righi. Ainda segundo Righi, os maiores obstáculos
A propriedade de 40 hectares onde o trator está sendo testado produz o próprio biometano para abastecer o trator e uma frota de 54 veículos
técnicos da produção são criar tanques que aguentem a pressão do gás e otimizar a autonomia do trator, que ainda é um desafio a ser superado. A New Holland, que já investiu 15 milhões de dólares no desenvolvimento da tecnologia, prevê propriedades rurais com o perfil da Granja Haacke – que trabalhem para ser autossuficientes em energia, através da produção do biometano - como potencial para o sucesso do projeto. A marca pretende entrar com o modelo no mercado brasileiro entre 2020/2021. “O principal desafio são os pontos de abastecimento. Nas
André Haacke, da propriedade Santa Helena, é um dos parceiros da New Holland nos testes com o trator a biometano
propriedades que já geram biogás, a substituição será facilitada”, ressaltou Righi, que ainda afirmou que até que não haja um desenvolvimento maior e mais incentivo dessa matriz energética, a produção do trator no Brasil não é justificada. Para o diretor-presidente do CIBiogás, Rodrigo Régis de Almeida Galvão, ainda há pouco incentivo para o desenvolvimento do combustível e o custo é muito alto. “É preciso incentivar a produção, que só será consolidada quando modelos de negócios forem colocados em prática”, enfatizou. .M
Para o gerente de Marketing, Nilson Righi, a tecnologia é um sucesso e o desafio será com pontos de abastecimento
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FICHA TÉCNICA
BS3120H HiTech A
Lançamento da Valtra, o BS3120H HiTech tem novo design e motor eletrônico com tecnologia iEGR que atende à nova legislação MAR-1
Valtra apresentou no Show Rural da Coopavel 2017 o novo modelo de Pulverizador BS3120H HiTech. Ele vem com motor eletrônico que carrega a tecnologia iEGR (Sistema de Recirculação de Gases de Escape Interno). O novo pulverizador atende à regulamentação MAR-I, controlando a emissão de monóxido de carbono (CO), material particulado (MP), hidrocarboneto (HC) e nitrogênio (NOX). Isso significa que além de atender à nova lei, o pulverizador da Valtra passa a contar com a melhor tecnologia disponível no mercado, cujo diferencial é a otimização do controle de emissões, garantindo alto desempenho e baixo consumo de combustível. A nova versão do Pulverizador BS3120H HiTech mantém as principais características, que consagraram o produto desde sua versão anterior, como potência, chassi flexível, tração 4x4, piloto automático com três níveis de precisão, telemetria, sistema EndCap na pulverização, tubulação de pulverização em aço inoxidável e vão livre de 1,65m.
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A cabine possui 5m² de área envidraçada, dando ao operador espaço interno e excelente visão da área externa e da barra de pulverização
SISTEMA DE PULVERIZAÇÃO
O BS3120H HiTech é equipado com tanque de produto com capacidade para três mil litros e barras de 28m ou 25m e possui um sistema de pulverização de alto desempenho, o controlador da pulverização possui tela
touch screen que gerencia de forma precisa a pulverização, controlando o fechamento e a abertura automática das seções de pulverização, evitando assim desperdício ou falha na aplicação, além de fornecer ao operador todas as informações necessárias para o controle da aplicação. Através da válvula PWM é gerenciada a bomba de pulverização, fazendo com que esta funcione na rotação mais adequada conforme a taxa desejada e velocidade da máquina, au-
Fotos Valtra
O motor do novo pulverizador é AGCO Power de 200cv que atende à legislação MAR-1 de emissões de poluentes
mentando assim a vida útil de todo o sistema. O novo sistema EndCap não permite que fique pressão residual na tubulação de pulverização e melhora o tempo de resposta de fechamento das seções de pulverização, mantendo-a completamente cheia de defensivo sem a presença de ar no sistema, esta é outra característica que melhora a qualidade da aplicação e também ajuda a diminuir o desperdício de defensivo. Além das características citadas acima, o BS3120H HiTech possui bomba de pulverização centrífuga confeccionada em aço inox e tubulação de pulverização também em aço inoxidável. Outro ponto que destacamos é o sistema de segurança do sistema de pulverização, que protege todo o sistema em caso de picos de pressão na pulverização. O BS3120H HiTech pode ser equipado também com pontas de final de barra que auxiliam na aplicação em locais de difícil acesso como beiras de mato ou cercas.
Sistema de recarga do tanque e incorporador de defensivo também utilizado para tríplice lavagem de embalagens
ESTAÇÃO DE RECARGA DE DEFENSIVO
A estação de recarga de defensivo do BS3120 HiTech é de fácil acesso e possui comandos intuitivos com iluminação própria para trabalhos noturnos, características que permitem que o técnico que está abastecendo o equipamento consiga realizar a recarga do pulverizador de forma rápida e segura. O incorporador de defensivos químicos fica em posição ergonômica e possui esguicho de alta pressão para lavagem das embalagens vazias de defensivos. A lavagem das embalagens é feita com o mínimo de água, pois possui tanque de água limpa e bomba pneumática individuais para esta operação. Outra característica importante é o sistema de segurança, que, quando acionado, não permite que o operador arranque com a máquina sem a liberação do técnico que está abastecendo o pulverizador. O BS3120H HiTech ainda é equipado com tanque
de água limpa para desinfecção das mãos do técnico abastecedor e pode ser equipado também com uma bomba de recarga extra para auxiliar no reabastecimento do equipamento.
CABINE
A cabine do BS3120H HiTech foi desenvolvida para oferecer o máximo de segurança e conforto ao operador. A sua localização, no entre-eixo da máquina, evita que os solavancos provenientes das irregularidades do terreno não passem diretamente para o operador. Possui ar-condicionado quente e frio e dois filtros de carvão ativado que asseguram ao operador maior conforto e segurança durante as aplicações. A cabine é ampla e os principais comandos são ergonomicamente distribuídos no console, que se movimenta solidário ao banco pneumático. O operador possui ampla visão da área de trabalho, pois sua cabine possui 5m² de área envidraçada. Outra característica importante
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O tanque de produto é de três mil litros, garantindo maior autonomia de trabalho
é a escada de acesso, que conta com retração e extensão automática, ou seja, assim que o operador aciona o freio de estacionamento, a escada baixa automaticamente e vice-versa. Além disto, a escada de acesso à cabine, a plataforma de acesso e o guarda-corpo obedecem as normas de segurança vigentes.
CHASSI E SUSPENSÃO
O chassi é flexível e sem pontos de solda. Esta característica construtiva, aliada à suspensão pneumática controlada por válvulas reguladoras individuais e eixos independentes ao chassi com ângulo de movimentação de 12°, confere ao equipamento maior capacidade de tração nas mais variadas condições de solo, garantindo assim uma excelente produtividade diária e uma maior vida útil de todo sistema.
TRAÇÃO 4X4
Aliada ao sistema de chassi flexível, eixos independentes em relação ao chassi e suspensão pneumática ativa, a transmissão hidrostática 4x4 cruzada garante uma capacidade de rampa de 28%. Com essa novidade, o pulverizador é indicado para trabalhar nas mais diversas regiões produtoras do Brasil, se adequando aos mais variados tipos de solo e topografia.
MANUTENÇÃO
As novas saídas de ar comprimido Fevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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O chassi do BS3120H HiTech é flexível, proporcionando maior capacidade de tração em qualquer tipo de solo e topografia
(uma dentro da cabine e outra na lateral esquerda da máquina junto da estação de recarga) facilitam os processos de limpeza e a manutenção diária da máquina. O novo sistema de filtragem das barras de pulverização asseguram um ganho de rendimento operacional
no procedimento de limpeza dos filtros em cerca de 60%, aumentando, assim, a disponibilidade do equipamento a campo. Todos os filtros e visores de níveis dos óleos estão localizados em posições de fácil acesso para verificações diárias e trocas.
Fotos Valtra
PACOTE TECNOLÓGICO
O BS3120H HiTech conta com um pacote tecnológico de última geração que garante ao equipamento uma aplicação de qualidade sem desperdício de defensivo e menor impacto ambiental. O controlador de pulverização é um C3000 com tela touch screen de 12,1”. A plataforma de operação é de fácil desempenho e entrega ao operador informações necessárias para um melhor gerenciamento da aplicação, mostrando em tempo real o mapa de aplicação. O BS3120H HiTech é equipado com fechamento e abertura automáticos das seções de pulverização, característica que evita o desperdício de defensivo ou falha na aplicação, além de diminuir o estresse do operador, aumentando assim o seu rendimento diário. O piloto automático é hidráulico e pode ser adquirido conforme o nível de necessidade de cada produtor. São três níveis de precisão: submétrico, de-
Os comandos estão localizados no console lateral à direita do operador, junto com o controlador de pulverização C3000 com tela de 12,1”
cimétrico e centimétrico e o novo modelo já vem preparado de fábrica para receber sinal de correção Omnistar.
O BS3120H HiTech possui sensor automático de nivelamento das barras de pulverização e é equipado com cinco sensores que fazem a leitura do relevo e ajudam o operador a manter a barra sempre nivelada em relação ao alvo da aplicação. O gerenciamento e o acompanhamento do equipamento podem ser feitos de forma remota através do sistema AGCOMmand de telemetria que disponibiliza informações, como velocidade de deslocamento, hora motor, aviso de .M máquina fora de área etc.
O BS3120H HiTech possui sensor automático de nivelamento das barras
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EVENTOS Divulgação
Show 2017 Em clima de retomada do crescimento, o Show Rural da Coopavel 2017 foi palco de vários lançamentos e movimentou mais de R$ 2 bilhões
R
ealizado desde 1989, o Show Rural Coopavel é uma vitrine tecnológica anual que atrai as maiores e melhores empresas do agronegócio internacional. No ano de 2017, a feira atingiu um total de 253.068 visitantes que puderam conhecer tudo o que há de mais moderno no setor de máquinas agrícolas. Os 520 expositores das empresas nacionais e estrangeiras tiveram uma oportunidade de apresentar seus portfólios e lançar suas tecnologias na primeira grande feira do agronegócio anual. O evento movimentou R$ 2 bilhões em apenas uma semana, e vai gerar negócios durante o ano todo - já que parte do faturamento é realizada depois do evento. A seguir, podemos conferir alguns dos destaques das empresas de máquinas.
JOHN DEERE
Destacando soluções desde o plantio até a colheita, com recursos de agricultura de precisão, a John Deere participou mais uma vez do Show Rural Coopavel. Uma das apostas da marca na feira foi o JD Link, solução de gerenciamento agrícola que tem como objetivo a gestão da propriedade de forma remota. O acesso às informações precisa ser feito por meio Fevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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de conexão com a internet, que envia e processa dados para o gerenciamento de fatores relacionados à disponibilidade, aos custos e ao desempenho do maquinário. Em questão de maquinário, o principal destaque no evento foi a nova Série S400 de colheitadeiras, que conta com dois modelos: S430 e S440. Com substituição da tecnologia saca-palha pelo rotor, os equipamentos possuem a tecnologia Rotor TriStream, com três seções descentralizadas (alimentação, trilha e separação), que permite uma melhor separação do grão e da palha. Além disso, também está presente o sistema DF4 de limpeza, que ajusta a abertura das peneiras para alto desempenho mesmo em subidas e descidas. Os modelos contam com os recursos de agricultura de precisão, como mapa de produtividade e piloto automático, que não estavam disponíveis nos modelos saca-palha. O tanque graneleiro está maior e proporciona 6% mais capacidade. Para o plantio, o destaque foi a linha de plantadeiras 1100, com os modelos 1107 (de cinco a sete linhas), 1109 (de oito e nove linhas), 1111 (de dez e 11 linhas) e 1113 (de 12 e 13 linhas), que possuem o sistema VacuMeter. O
dosador a vácuo mantém a qualidade das sementes, distribuindo-as uniformemente, evitando sementes duplas e/ou falhas. Além disso, dentro do propósito de Soluções Integradas da companhia, a John Deere apresentou a lança DualFlex GreenSystem para as plantadeiras Série 1100 de todos os tamanhos. As lanças permitem unir duas plantadeiras 1100 para aumentar a produtividade na lavoura. Uma vez acoplada às plantadeiras, a lança permite trabalhar com ambas as máquinas e apenas um trator.
MASSEY FERGUSON
O destaque da Massey Ferguson para a edição 2017 do Show Rural Coopavel foi a nova geração do Pulverizador MF9130 Plus, com motor eletrônico IEGR (Sistema de Recirculação de Gases de Escape Interno – tradução do inglês para o português). O novo equipamento atende à regulamentação MAR-I, controlando a emissão de monóxido de carbono (CO), material particulado (MP), hidrocarboneto (HC) e nitrogênio (NOx). A nova versão do Pulverizador MF9130 Plus mantém as principais características, tais como potência de 200cv, chassi flexível, tração 4x4, piloto automático, telemetria, sistema EndCap na pulverização, tubulação de pulverização em aço inoxidável e vão livre de 1,65m. A novidade é que, com a reformulação, a máquina começa a ser produzida com design global, ou seja, adota o mesmo desenho dos tratores fabricados pela AGCO Europa e Brasil. Entretanto, o grande diferencial é o novo motor eletrônico IEGR, que facilita o controle de operação e manutenção, permitindo, assim, mais disponibilidade de máquina para o trabalho em campo. Além do pulverizador, a marca destacou os três novos tratores da família MF 6700R Dyna-4 – os modelos MF 6711R, MF 6712R e MF 6713R; e também seus modelos de colheitadeiras híbridas e axiais. Os modelos MF 6711R, MF 6712R e MF 6713R, equipados com motor AGCO Power de quatro cilindros com 110cv, 120cv e 130cv, respectivamente. As novas funções motor e transmissão eletrônica englobam controle de rotação, baixo consumo de combustível e evolução do sistema de transmissão, que efetua as
Fotos Cultivar
O principal destaque da John Deere foi a nova Série S400 de colheitadeiras
trocas de marcha automaticamente. Anteriormente, a transmissão com gerenciamento eletrônico só era encontrada em tratores de alta performance com motores acima de 200cv. A linha Massey de colheitadeiras também possui adequação às novas exigências da legislação ambiental MAR-1, já em vigor. São máquinas equipadas motor eletrônico AGCO Power. A tecnologia adotada para as colheitadeiras híbridas MF 5690 e MF 6690 foi a Recirculação Interna do Gás de Escapamento (iEGR). Já para o modelo axial MF 9795 Trident foi adotada a tecnologia SCR (Redução Catalítica Seletiva). As colheitadeiras axiais e híbridas possuem motores eletrônicos que facilitam o diagnóstico de falhas e aviso de revisões para o operador, o que simplifica as manutenções periódicas. Na tecnologia iEGR, o layout do motor permanece o mesmo e a emissão de poluentes é controlada pelo sistema de recirculação interna de gases, reduzindo a temperatura da combustão e formação de óxido de nitrogênio (NOx). No caso do sistema SCR, é utilizado o reagente líquido Arla 32 (composto de água e ureia) nos gases de escape para neutralizar a geração de óxido de nitrogênio por meio de uma reação química. Como o processo ocorre no catalisador, o funcionamento do motor é otimizado, resultando em menor consumo de combustível e manutenção da disponibilidade de torque, potência e alto desempenho da máquina.
PLA
A PLA, empresa especializada na fabricação de pulverizadores e distribuido-
A PLA apresentou as atualizações dos pulverizadores Hydra 200 e Orion 250
res de sólidos, apresentou as atualizações dos pulverizadores Hydra 200 e Orion 250 no primeiro evento agrícola de 2017, o Show Rural Coopavel. Os principais diferenciais dos modelos atualizados para este ano são: nova identidade visual da frente e da cabine - que possui acabamento interno renovado - e um novo painel de comando com sistema de pulverização agrupado em uma única tela; novo tanque rotomoldado, em polietileno, facilitando a higiene e evitando o acúmulo de resíduos nas paredes internas; e novos motores, que passam a atender a legislação de emissões, MAR-1. Além da redução nos índices de emissão, ambos tiveram um acréscimo de 16% em torque e seguem sendo do
Pulverizador MF9130 Plus, com motor eletrônico IEGR, da Massey
fabricante MWM. Além das atualizações feitas nesses modelos, a PLA participou com seu portfólio completo na feira, que conta com sete modelos de máquinas: cinco hidrostáticas: Hydra 200, Orion 250, Taurus 300, Taurus 350 e Phoenix 400 e duas mecânicas: M250 e M300.
MAHINDRA
A fabricante de tratores Mahindra participou pela primeira vez do Show Rural Coopavel, onde apresentou os modelos de tratores nacionais, fabricados em Dois Irmãos, no Rio Grande do Sul, e lançou a garantia para três anos. Na linha de produtos nacionais, os modelos 8000 4WD Mais Alimentos e 9200 4WD foram os destaques. Já o trator importado 4530 4WD, com potência de 42cv, atua com grande performance na agricultura familiar. O modelo possui motor de alto Torque NEF: 238Nm de torque máximo; transmissão para trabalho pesado: oito marchas à frente e mais oito marchas à ré; eixo dianteiro reforçado com direção hidrostática; embreagem durável e com alta capacidade de transferência de potência do motor. Já o modelo 8000 4WD possui pedais de freio e embreagem suspensos, alavancas de marchas e grupos laterais, inversor de marchas no volante e plataforma ergonômica, facilitando a operação. Motor de alto Torque NEF; eixo dianteiro reforçado; embreagem dupla; sistema de três pontos e válvula de controle remoto.
VALTRA
Com seu portfólio completo, a Valtra apresentou suas soluções para o visitanFevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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Fotos Cultivar
A Mahindra apresentou seus tratores com garantia de três anos
te que passou pelo Show Rural Coopavel. Entre os destaques da marca, o pulverizador BS3020H Hitech, a Série 800 de colheitadeiras e os tratores da Série BH Quarta Geração. O pulverizador da Valtra é equipado com um pacote tecnológico que inclui piloto automático com três níveis de precisão, controlador de 12,1” touch screen, gerenciamento da bomba de pulverização através de válvula PWM, fechamento e abertura automáticos das seções de pulverização e sistema de telemetria. A transmissão hidrostática 4x4 cruzada permanente e a suspensão pneumática ativa, aliadas ao chassi flexível, conferem ao BS3020H HiTech uma maior vida útil do sistema. O tanque de produto de três mil litros de capacidade e a velocidade de aplicação, que pode chegar até 30km/h, proporcionam maior autonomia diária de trabalho. A máquina vem equipada
também com o sistema End-Cap no circuito de pulverização, característica que melhora o tempo de resposta do fechamento das pontas de pulverização, fazendo com que se tenha o mínimo de desperdício de defensivo. O sensor automático de nivelamento das barras vem com cinco sensores, que ajudam a manter a barra estável na altura desejada em relação ao alvo. O pulverizador BS3020H HiTech é vendido nas versões Grãos e Cana, com barras de 25 e 28 metros. O agricultor pode optar também pelo piloto automático Auto-Guide 3000 com precisão centimétrica, utilizado para a agricultura de precisão, que garante um traçado exato durante a aplicação, evitando sobreposições ou falhas. Os novos motores eletrônicos AGCO Power são o grande destaque nas colheitadeiras Série 800. Seguindo as especificações técnicas do Proconve MAR-1, as colheitadeiras axiais BC6800,
Enfardadora Big Pack 870 HDP XC High Speed, da Krone
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Pulverizador BS3020H Hitech, da Valtra, com nova motorização
BC7800 e BC8800 contam com sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR), que oferece ganhos de potencial nominal e manutenção do consumo de combustíveis. O sistema de processamento axial possui rotor, côncavos com suspensão e maiores áreas de trilha e separação, o que gera maior capacidade de colheita para todos os tipos de cultura. A Valtra também oferece um pacote tecnológico para a agricultura de precisão, disponível para todas as colheitadeiras da Série 800: monitor de produtividade Fieldstar II, piloto automático Auto-Guide 3000 e telemetria AGCOMmand. As colheitadeiras estão disponíveis de fábrica com as plataformas Draper de 25 a 40 pés, totalmente produzidas no Brasil.
KRONE
A Krone participou da Coopavel 2017 com sua linha de produtos para o segmento de feno e forragem. O destaque
LS Planter traz diversas inovações no sistema de transmissão e plantio
Semeadora Princesa da Stara, indicada para o cultivo de milho, soja e algodão
ficou por conta da enfardadora Big Pack 870 HDP XC High Speed, que apresenta maior capacidade de enfardamento devido à frequência mais alta do soquete e uma pré-câmara maior, o que resulta em fardos de maior densidade e até 25% mais pesados. Além disso, possui sistema de alimentação variável VFS e o sistema de corte Xcut. O Multi Bale High Speed oferece praticidade ao produtor. Devido a essa tecnologia é possível que nove pequenos fardos individuais sejam amarrados em um só, o que torna mais fácil o manuseio no campo, com até 20 vezes menos fardos para coletar e carregar em comparação com os fardos HD.
LS TRACTOR
A LS Planter foi o principal destaque da LS Tractor durante o Show Rural Coopavel 2017. Durante a feira, foram lançados três modelos da plantadeira: com sistema de transmissão mecânica, elétrica e hidráulica, e 36 versões, nos tamanhos que variam de três a 18 linhas. A LS Planter se diferencia pela distribuição geométrica regular das sementes, sem falhas, duplicidade ou danos nas sementes. Já a distribuição de fertilizantes utiliza um mecanismo de pulso zero, com precisão volumétrica em qualquer condição topográfica. Um dos principais diferenciais da linha de plantadeiras LS Planter é o sistema de transmissão que trabalha com cardã no lugar das convencionais correntes.
STARA
A Stara destacou o distribuidor auFevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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Autopropelido 7040, da Metalfor, equipado com transmissão automática Allison modelo 2500
topropelido Hércules 6.0, a plantadora Princesa e o pulverizador autopropelido Imperador 3.0, que é resultado da união da tecnologia do pulverizador Imperador e do distribuidor. O autopropelido reúne um pulverizador com barras centrais e um distribuidor, podendo realizar as duas operações no mesmo equipamento. O pulverizador permite o parcelamento das aplicações de fertilizantes e defensivos, com a manutenção do mesmo rastro. A máquina possui motor MWM de 205cv Turbo e sistema de transmissão hidro 4x4, permitindo trabalhar em terrenos com inclinação de até 31,7%. A bomba hidráulica é LS (LoadSensing), sistema que disponibiliza a vazão necessária para o implemento, acoplado ao motor. Para a pulverização, possui reservatório de calda de 2.400 litros, produzido em polietileno. Com barras centrais, garante a estabilidade durante a aplicação, mesmo em terrenos com desnível. O Imperador 3.0 é equipado com o controlador Topper 5500 e Telemetria
InCommand 1200 foi um dos destaques da Ag Leader
Stara. Outro destaque na feira, a plantadora Princesa é indicada para o cultivo de milho, soja e algodão, e conta com a distribuição de sementes e fertilizantes. A plantadora está disponível nos modelos com 16, 18 e 20 linhas de plantio (com espaçamento de 45cm). O chassi da Princesa possui articulação, o que proporciona a melhor copiagem do terreno durante o plantio. O sistema de transporte é patenteado, onde a articulação com fechamento lateral facilita a passagem por estradas, pontes e porteiras estreitas, deixando a plantadora com apenas 4,85m no modelo com 16 linhas e 5,75m para o modelo de 18 linhas. O implemento está disponível em dois modelos, a Princesa DPS, com caixa de sementes suspensa, e a Princesa Top, com caixa de sementes central. No modelo com caixa de sementes central, a plantadora é equipada com o controlador Topper 5500 e Telemetria Stara.
METALFOR
O fabricante de máquinas agrícolas Metalfor apresentou seu novo pulverizador autopropelido 7040, equipado com uma transmissão totalmente automática Allison modelo 2500. As transmissões Allison possuem a Continuous Power Technology (Tecnologia de Potência Contínua), que usa um conversor de torque para multiplicar a força do motor, proporcionando mais tração para as rodas motrizes. Para os pulverizadores, as transmissões automáticas Allison possibilitam o trabalho no solo molhado ou
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O principal destaque da Case IH foi a Axial-Flow 9230
arenoso, mantendo a rotação do motor na faixa de funcionamento e a bomba de pulverização no modo ideal de operação.
AG LEADER
InCommand 1200, carro-chefe da linha InCommand, é a solução da Ag Leader em agricultura de precisão que foi destaque durante o Show Rural Coopavel. Com InCommand 1200 é possível obter informações instantâneas, que simplificam decisões cruciais que afetam a rentabilidade, com a possibilidade de acessar dados e mapas de campo do tablet em qualquer lugar. O InCommand possibilita comunicação entre displays, imagens de satélite, conexão sem fio com o Ag Finiti Mobile, barra de luzes integrada, funcionalidade durante o ano todo, controle avançado de plantio, assim como monitoramento de colheita.
CASE IH
Entre as principais novidades apresentadas pela Case IH no Show Rural Coopavel deste ano, o destaque foi a nova plantadeira Easy Riser 3200. Com menos pontos de lubrificação (apenas dois em toda a máquina), o agricultor reduz em até oito horas por mês o tempo parado para lubrificação. Além de oferecer maior disponibilidade do equipamento, a plantadeira também oferece capacidade de plantio com o menor dano às sementes, usando o dosador Precision Planting. Com a maior capacidade de armazenamento de adubo (+ 25%) e de semente (+ 30%), o novo modelo consegue plan-
A nova semeadora da Kuhn, Versa AirFlow, possui dois rotores centrais de distribuição de adubo
tar 3,8 hectares a mais. Somado a isso, oferece um melhor corte de palha, com discos de 20” e suporte em garfo duplo, desencontro entre as linhas de 400mm e flexibilidade para trabalhar nas mais variadas condições de plantio. No segmento de colheitadeiras, o destaque ficou para a Axial-Flow 9230. A máquina possui potência nominal de 510cv, potência máxima de 570cv e é equipada com motor 13L Case IH Cursos FPT, já em conformidade com a nova regulamentação MAR-1. Possui um tanque graneleiro com capacidade para 12.330 litros e sua velocidade de descarga é de 113L/s. Os acionamentos Power Plus utilizam um acionamento específico para o rotor e outro acionamento para o alimentador e a plataforma de corte. O Power Plus CVT (Transmissão Continuamente Variável) proporciona a eficiente transferência de potência de um sistema mecânico com a conveniência do controle hidráulico variável. Esses acionamentos são equipados com os mesmos conjuntos de embreagem usados nos tratores Steiger (que possuem potência superior a 500hp). O Power Plus CVT possui diversas faixas de velocidade, além de oferecer o benefício adicional de acionamentos por eixo cardã para operar as maiores plataformas e enfrentar as condições de colheita mais difíceis, podendo ser revertidos tanto a plataforma e o alimentador quanto o rotor. O controle e o funcionamento da máquina estão incorporados na tela colorida touch screen AFS Pro 700. As funções de mapeamento
e monitoramento de rendimento são mostradas através do AFS Pro 700, o qual possui entrada USB e vídeo.
KUHN
Com a colaboração de engenheiros brasileiros, franceses, alemães e norte-americanos, a Kuhn do Brasil apresentou no Show Rural sua nova plantadora para culturas de verão: a Versa AirFlow. A máquina é a primeira plantadora do Brasil com adubo pneumático, o que auxilia na uniformidade de germinação e incorporação de adubo no solo. A Versa AirFlow possui dois rotores centrais de distribuição de adubo, abastecidos por uma carreta com 4,4 mil litros de capacidade. Duas turbinas geram uma pressão positiva que empurram o adubo até as duas centrais de distribuição e organizam o fluxo do material para cada linha, garantindo a medida certa até o sulco de plantio. Por chegar na terra com pressão positiva, o adubo se posiciona de maneira ideal no solo, além de se incorporar à terra evitando danos à semente. Com a ampliação do número de linhas nos últimos anos, um problema recorrente é o transporte das plantadoras. Para solucionar essa situação, a Kuhn desenvolveu o sistema Wing. Como duas asas que se levantam, o implemento, de até dez metros de área de trabalho, fica com apenas 3,2 metros de largura no rodado de transporte e 4,8 metros de largura total para locomoção. A plantadora tem de 16 a 22 linhas de plantio, com espaçamento de 45cm ou 50cm. Fevereiro 2017 • www.revistacultivar.com.br
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A Sollus lançou sua carreta graneleira de 35 mil litros, a Big Bazuka
Com o novo distribuidor Precision Planting de segunda geração, o VSet 2, integrado a uma nova linha de plantio Kuhn e pantógrafos com 45cm de flutuação no adubo e na semente é possível ter uma deposição ideal da semente no sulco, além de não haver falhas nem sementes duplas. O VSet 2 foi desenvolvido especificamente para plantio direto no Brasil, prevenindo entrada de poeira, palha e sujeira em geral, sendo atualmente o que há de melhor em distribuição de sementes no mercado.
SOLLUS
A Sollus destacou, durante o Show Rural Coopavel, a carreta graneleira com
capacidade de armazenar mais de 35 mil litros (ou 30 toneladas de grãos): a Big Bazuka. Além disso, possui capacidade de descarregar todo seu conteúdo em dois minutos, o que faz com que 250 sacas por minuto sejam descarregadas. A máquina também possui rodado tandem de 23.1-30, que evita a compactação do solo durante deslocamento e um computador de bordo para registrar e identificar onde os grãos foram colhidos dentro da lavoura. Uma balança acoplada monitora a produtividade de cada metro colhido e um sensor de umidade ajuda a avaliar a qualidade do grão e auxiliar na correção do manejo. Essas ferramentas auxiliam o produtor de soja e milho a
O lançamento da Jan foi o Pulverizador autopropelido Spartan
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A linha Otmis Maps Telemetria para pulverizadores de arrasto foi um dos destaques da Jacto
trabalhar conhecendo em tempo real seu rendimento em cada área e a planejar o manejo.
JAN
A Jan apresentou seu pulverizador autopropelido Spartan, assim como todo seu portfólio de soluções tecnológicas. O Spartan possui velocidade de descolamento de até 42km/h com a máquina vazia e três modos de deslocamento: transporte, trabalho e manobra. O comando de barra é hidráulico, acionado por eletroválvulas. A máquina possui lavagem com incorporador Hydro em polietileno, com capacidade para 26 litros; tanque de água limpa com capacidade
A Valley apresentou o Pivô 5 Polegadas Valley para pequenas propriedades
Fotos Cultivar
para 250 litros e tanque de combustível com capacidade para 300 litros, ambos em polietileno.
VALLEY
A Valley apresentou o Pivô 5 Polegadas Valley, voltado para irrigação de baixo custo para áreas de até 40 hectares. O produto contempla tanto as necessidades técnicas quanto operacionais, específicas para essas propriedades. Os pivôs Valley possuem sistema pino-bola, que permite movimentação em todas as direções, assegurando maior vida útil a toda a estrutura, justamente pela maior flexibilidade. Para facilitar a vida do agricultor e reduzir o consumo de energia e água, é equipado com sistemas de telemetria e irrigação de precisão, que resultam na redução de viagens no campo para verificação e acionamento de equipamentos.
JACTO
O portfólio de pulverizadores automotrizes e colhedoras Jacto já está em conformidade com a fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) MAR-1. A marca aproveitou a feira também para mostrar essa e outras atualizações ao produtor rural do Paraná. A integração do motor diesel eletrônico com a transmissão possibilitou que a Jacto obtivesse um melhor desempenho, com menos emissões de poluentes. Esse recurso está disponível nos modelos de pulverizadores Uniport 2530, 3030 e 4530. O modelo Uniport 4530 possui motor diesel com 243cv, reservatório de 4.500 litros e
Na linha de pulverizadores tratorizados, o destaque com o foco na redução de custos é o Condor 800 AM 18. Suas barras de 18 metros com acionamento hidráulico proporcionam alta capacidade operacional. Os pulverizadores tratorizados também possibilitam o monitoramento operacional através da linha Otmis.
LANDINI
O trator LandForce 120 foi o grande destaque da Landini
barras de pulverização de 36 metros. Apresenta rendimento operacional de até 80 hectares por hora, com aumento do rendimento operacional em até 30% e redução do amassamento em até 17%. Outro modelo é o Uniport 2530, que foi formatado para trabalho nas mais diversas condições de terreno, pulverizando em rampas de até 30% de declive. É uma máquina leve, com potência de 198cv e baixo consumo de combustível. Possui reservatório de 2.500 litros e 30 metros de barra. O vão livre fixo é de 1,60 metro e o chassi possui alta flexibilidade e resistência para as mais diversas condições de terreno. Os pulverizadores automotrizes Uniport apresentam tecnologias embarcadas da linha Otmis, como, por exemplo, Controlador Automático de Seções, Controlador Automático Bico a Bico, Piloto Automático Hidráulico e Correção de Sinal RTX. Também pode ser equipado com Correção de Sinal RTK, Sensor de Umidade e Temperatura e Otmis Maps Telemetria.
Semeadora Pampeana Macanuda 65000 lançada pela Vence Tudo
O trator LandForce 120 foi o grande destaque da Landini no Show Rural Coopavel 2017. O modelo é equipado com motor FPT Injeção Direta NEF 4, com potência máxima de 112cv e transmissão Landini com reversor completamente sincronizado e super-redutor de série, que permite 16 x 16 velocidades. O produto é equipado com duas bombas de engrenagem em linha, que permitem capacidade de vazão de 29L/min na direção, 66L/min no hidráulico e capacidade de levante de 4.500kg nos dois modelos, possui ainda duas válvulas de controle remoto de série.
TEEJET
Destaque da TeeJet durante o Show Rural Coopavel, o piloto automático elétrico UniPilot Pro é um pacote tecnológico do qual é possível extrair o máximo do sistema de GNSS TeeJet. É de fácil instalação e pode ser usado em diferentes veículos, com precisão passada a passada desde os níveis de GNSS autônomo até RTK. Ele é equipado com três sensores que medem em três eixos, o que significa nove eixos sendo medidos centenas de vezes por segundo, além de poder optar
Lançamento da Fankhauser, as plantadoras 5048 Flex podem ser configuradas com 11, 13, 15 e 17 linhas de plantio
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Fotos Cultivar
pelo sensor de ângulo de direção, o que irá garantir precisão total na operação.
NEW HOLLAND
FANKHAUSER
As plantadoras 5048 Flex da Fankhauser são o lançamento da marca para o ano de 2017 e foram apresentadas pela primeira vez durante o Show Rural Coopavel. A máquina possui um sistema de articulação, onde um mesmo chassi articula dois pontos diferentes, formando um ângulo de 7º. Ela foi projetada para plantio de soja, milho, feijão, girassol, entre outros, principalmente em terrenos irregulares, já que seu sistema de articulação proporciona um plantio uniforme. A plantadora executa plantio direto e convencional e os reservatórios de adubo e semente foram confeccionados em polietileno. O distribuidor de adubo é do tipo rosca sem-fim, modelo Fertisystem. Possui, também, sistema troca rápida de engrenagens para regulagens de adubo e semente. As tecnologias opcionais da máquina compreendem caixa de braquiária, sistema de taxa variável, sulcados com desarme, marcador de linha, monitor de semente e sistema de distribuição de sementes pneumático ou titanium. O modelo pode ser configurado com 11, 13, 15 e 17 linhas de plantio.
VENCE TUDO
A Vence Tudo esteve presente no Show Rural Coopavel com seu destaque para o plantio: a Semeadora Pampeana Macanuda 65000. A máquina está disponível para pré-adubação nas culturas da
A Teejet lançou o piloto automático elétrico UniPilot Pro
soja e do milho, com dosador de precisão na linha e opcional de taxa variável. O equipamento possui 65 linhas, capacidade de armazenamento de 2.990kg de sementes (46kg/linha) e capacidade de 5.826kg de adubo (89kg/linha). O espaçamento das linhas é de 17cm. A plantadora adubadora articulada Magnum, da Jumil, foi a grande novidade da marca para os visitantes do Show Rural Coopavel. A máquina é articulada com 11 e 13 linhas de plantio. As molas frontais proporcionam alto desempenho, assim como um bom posicionamento de semente. Na integração ILP, a Jumil disponibiliza caixa de sementes finas para plantio consorciado. O produtor tem a opção de caixa de sementes única e distribuição de sementes mecânica ou pneumática.
A semeadora Magnum foi a grande novidade da Jumil
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JUMIL
Presente com todo seu portfólio de tecnologia, o grande destaque da New Holland durante o Show Rural Coopavel foi a Semeadora PL 6000. A nova semeadora gera um aumento de, em média, 30% no rendimento operacional devido à economia de tempo na manutenção diária (somente dois pontos de lubrificação em toda a máquina), à autonomia da caixa de sementes e de adubo e à velocidade de plantio. A PL 6000 foi projetada para trabalhar em diversos tipos de terrenos e condições de palhada, com suas linhas de sementes e adubo com amplitude de trabalho e com grande poder de corte. Fabricada na planta da New Holland em Piracicaba (SP), a semeadora é equipada com transmissão por cabo de alta precisão, distribuindo as sementes com reduzida variação nos espaçamentos. Ela pode ser configurada com 11, 13, 15, 17 e 19 linhas de 45cm de espaçamento em chassi único, e 24, 28, 32 e 36 linhas de 45cm em chassis acoplados. Para espaçamentos de 50cm, há modelos com 12, 14, 16 e 17 linhas em chassi único e 22, 24, 28 e 32 linhas em chassis acoplados. Além disso, a New Holland, em parceria com a Itaipu Binacional, apresentou os resultados dos primeiros testes feitos com o primeiro trator a biometano a ser testado no Brasil. O veículo é um protótipo desenvolvido na Europa, a partir do modelo T6.140, da New Holland, e foi exposto no estande .M de Itaipu durante a feira.
Semeadora PL 6000 da New Holland, projetada para trabalhar em diversos tipos de terreno