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Cultivar
Cultivar Máquinas • Edição Nº 166 • Ano XIV - Setembro 2016 • ISSN - 1676-0158
Índice 4 Rodando por aí
Destaques
6 Distribuição de sementes 9 Gerenciamento eletrônico 12 Colheita de cana 15 Sistemas hidráulicos 18 Descarga de colhedoras 22 Capa - Trator autônomo 26 Plantio mecanizado de cana
O trator do futuro
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Conheça o trator Autônomo da Case IH, sem cabine, que traz o que há de mais avançado em Agricultura de Precisão
Colhedoras Teste de campo avalia a operação de descarga do tanque graneleiro de colhedoras em diversas situações
Grupo Cultivar de Publicações Ltda. Direção Newton Peter
• Editor Gilvan Quevedo • Redação Rocheli Wachholz Karine Gobbi • Revisão Aline Partzsch de Almeida • Design Gráfico Cristiano Ceia
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Plantadoras Confira os avanços do plantio mecanizado de cana e quais desafios para tornar a operação mais eficiente
Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 www.revistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br (*10 edições mensais + 1 conjunta Dez/Jan) Números atrasados: R$ 22,00 CNPJ : 02783227/0001-86 Assinatura Internacional: US$ 150,00 Insc. Est. 093/0309480 € 130,00
• Coordenador Comercial Charles Echer • Vendas Sedeli Feijó Rithiéli de Lima Barcelos • Coordenação Circulação Simone Lopes
Capa - Charles Echer
30 Expointer 2016
• Assinaturas Natália Rodrigues Clarissa Cardoso Aline Borges Furtado • Expedição Edson Krause • Impressão: Kunde Indústrias Gráficas Ltda.
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NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL
• ASSINATURAS
• REDAÇÃO
• MARKETING
3028.2000
3028.2070
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3028.2065
Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@revistacultivar.com.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.
RODANDO POR AÍ Vendas
Cabinados
O gerente regional de Vendas da John Deere, Tangleder Lambrecht, apresentou durante a 39ª Expointer, em Esteio, Rio Grande do Sul, detalhes do pré-lançamento da colheitadeira S.400. Trata-se de uma máquina com rotor, voltada para culturas como soja, milho e arroz, projetada para pequenos e médios produtores, mas também utilizada em grandes áreas para o acabamento de colheita em cantos e bordaduras. “É uma máquina menor com toda a tecnologia embarcada de equipamentos maiores”, explicou. A estimativa é de que a colhedora já esteja disponível na safra 2017/18.
Tangleder Lambrecht
5130 versão arroz
Christian Gonzales
Entre os destaques estiveram as colheitadeiras Axial-Flow Série 130, que inclui o modelo 5130 na versão para colheita de arroz. “Com motores eletrônicos, as máquinas já se antecipam à adequação legal de controle de emissão de poluentes do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores para Máquinas Agrícolas e Rodoviárias (Proncove Mar I), com previsão de entrada em vigor em janeiro de 2017”, explica o diretor de Marketing da Case IH para a América Latina, Christian Gonzales.
Semeadora A gerente de Marketing da Semeato, Danielle Souto, destacou durante a 39ª edição da Expointer, em Esteio (RS), a semeadora para plantio direto Newland Full, projetada para médias e grandes propriedades. Com sistema de fertilização, conta com reservatório e distribuição de adubo, construído em polietileno rotomoldado.
Danielle Souto
Tratores
Os promotores técnicos de Vendas da Yanmar Agritech, David Marçal e Odirlei da Silva, participaram da 39ª edição da Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul. No estande da marca foi apresentado o trator 1155-4, Plus, de 55 cavalos, com câmbio lateral, motor apto para biodiesel B8 e novo design.
David Marçal e Odirlei da Silva Setembro 2016 • www.revistacultivar.com.br
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A supervisora de Desenvolvimento de Concessionárias LS Mitron Brasil, Marilise Martinelli, apresentou durante a Expointer 2016 detalhes sobre a Série R de tratores cabinados da marca. Raio de giro com acionamento sem cruzetas, transmissão com super-redutor e cabine Comfort estão entre as características do R60, um dos modelos expostos no estande da empresa durante a feira.
Marilise Martinelli
Mercado e lançamentos
Paulo Berardi
O diretor comercial da Valtra, Paulo Berardi, falou a respeito do mercado de máquinas agrícolas e dos produtos da marca, durante a Expointer 2016. Berardi prevê cenário melhor para o próximo ano, com mercado um pouco superior em tratores e estável na comercialização de colheitadeiras. “Tivemos um ano de grande retração econômica e de dificuldades de obtenção de crédito, mas neste momento vemos maior estabilidade do mercado”, avaliou.
Lançamentos O diretor de Marketing do Grupo AGCO, Alfredo Jobke, abordou os investimentos em produtos como estratégia para fortalecer ainda mais a marca, mesmo num momento de instabilidade. Os produtos foco da Valtra no momento são os tratores BM 110 e BM 125i, pulverizador BS 3020H HiTech, a plantadeira Frontier CFS, a enfardadora Challenger RB452 e as colheitadeiras axiais série 800, com os modelos BC 6800, BC 7800 e BC 8800.
Alfredo Jobke
RD Ideal
A Equipe da Marini celebrou durante a Expointer mais um lançamento na linha de rodados especiais. Desta vez o destaque ficou por conta do RD Ideal, um kit de rodado duplo para colheitadeiras, que pode ser transportado em prancha, graças à medida das rodas internas não ultrapassar a largura de 3,2 metros, e pode ser instalado nas colheitadeiras das principais marcas do mercado.
Plantadora O Analista Comercial da KF Industrial, Fábio Person, destacou durante a Expointer 2016 equipamentos da marca voltados para operações de plantio e adubação. Entre as máquinas apresentadas esteve a linha de plantadoras-adubadoras de arrasto Geração 4500, composta pelos modelos 5030–A, 6040-A, 7040–A, 8050-A e 9050-A.
Premiado O trator 4233 da Agrale ganhou o Prêmio Gerdau 2016 na categoria Novidade Expointer Troféu Agricultura Familiar. Primeiro modelo isodiamétrico (rodados do mesmo tamanho) produzido no Brasil, o 4233 tem rodados dianteiros e traseiros com as mesmas dimensões, tornando-o ideal para trabalhos em espaços reduzidos e em terrenos acidentados, explicou o engenheiro de produto, Eleandro Novello.
Fábio Person
Robô CR8090 O Robô CR8090, personagem que integra o evento New Holland em Campo, foi uma das atrações no estande da empresa durante a Expointer 2016. Utilizado como estratégia para reforçar a marca, o CR8090 é uma alusão à colheitadeira da companhia que leva o mesmo nome. “Em interações com nossos especialistas, o robô auxilia na condução de dinâmicas sobre os equipamentos em exposição”, explicou o gerente de Marketing da New Holland, Cristiano Conti.
Sustentável A New Holland apresentou na Expointer 2016 o primeiro trator movido a biometano, como aposta da marca no conceito de sustentabilidade. “Não é um projeto isolado, faz parte da estratégia de sermos líderes em energia limpa”, esclareceu o diretor de Marketing para a América Latina, Carlos D’Arce, que junto com executivos da New Holland e do presidente da Usina Itaipu, Jorge Sameck, anunciou parceria para testes do trator no Brasil.
Nacionalização O Especialista de Produtos Tratores da John Deere, Marcos Balsan, participou da 39ª edição da Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul, e explicou detalhes das novas carregadoras frontais 553, 562 e 563, integrantes da linha Green System e que estiveram expostas no estande da empresa, individualmente ou acopladas a tratores da marca. Com foco no segmento pecuário, esses implementos passam a ser fabricados nacionalmente, o que, entre outras vantagens, facilita o acesso ao crédito.
Colheitadeiras Um dos destaques da Massey Ferguson na Expointer foi a MF 6690, a primeira colheitadeira com sistema híbrido fabricada na América do Sul. O time de colheitadeiras da Massey Ferguson atendeu os visitantes da feira para mostrar os diferenciais deste modelo, que foi desenvolvido para proporcionar o menor nível de perdas do mercado, mesmo em condições difíceis de colheita, como alta umidade.
Marcos Balsan
No mercado
O principal destaque da Massey Ferguson na Expointer foi o trator MF 4200 Compacto. De acordo com a equipe de Marketing de Produto, o conceito da nova família de tratores compactos e cabinados da Massey Ferguson havia sido apresentado na Agrishow deste ano, mas a partir da Expointer os produtores já puderam adquirir o novo modelo, que tem versões indicadas para culturas adensadas como cafeicultura, citricultura e horticultura.
Granbox Triflex
Odilo Marion
A Agrimec destacou na Expointer a sua carreta graneleira Granbox Triflex, equipada com dois canos que operam simultaneamente no abastecimento de adubo e semente. “Esta carreta pode ser utilizada também em operações de colheita, pois a máquina exige para isso apenas a remoção da divisória (30% semente e 70% adubo) e do cano menor”, explica o diretor da Agrimec, Odilo Marion.
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SEMEADURA
Controle necessário
Controlar a velocidade de plantio é uma necessidade quando se deseja manter a qualidade na distribuição longitudinal das sementes, garantindo espaçamento adequado entre as plantas
O
processo de semeadura é uma das etapas que exigem maior perfeição em sua execução, pois pode comprometer a rentabilidade da atividade agrícola. No sistema plantio direto, a semeadura é feita com revolvimento do solo somente na linha onde a semente é depositada. A etapa de semeadura bem conduzida busca uniformidade de distribuição e na colocação adequada
da semente no solo, aliada à correta profundidade de deposição para se obter estande correto e uniforme. A utilização de máquinas e equipamentos tem como objetivo melhorar a capacidade operacional, facilitar o trabalho do homem, melhorando assim a eficiência produtiva. Existem algumas condições necessárias para que essa semeadora consiga realizar uma distribuição adequada de
sementes, entre essas condições se destacam o mecanismo dosador de sementes, que precisa realizar uma distribuição mais regular possível, seja qual for a velocidade de deslocamento e as condições edafoclimáticas. Existem vários fatores que podem influenciar a distribuição longitudinal de plântulas. Entre eles, os principais são os mecanismos de abertura do sulco e a velocidade de operação do conjunto tratorizado que irá influenciar na velocidade do disco dosador de sementes e na patinagem da roda motriz da semeadora, ocasionando alterações na adequada distribuição longitudinal das plântulas no solo, interferindo na densidade ideal de semeadura. Uma ferramenta que tem se mostrado muito eficiente para a avaliação de operações agrícolas mecanizadas é o Controle Estatístico do Processo
Case IH
Figura 1 - Porcentagens de espaçamentos normais, falhos e duplos para cada dosadora Figura 2 - Cartas de controle distribuição longitudinal do milho com espaçamentos normais. ˭ média móvel exponennas velocidades V1=7.0 km h-1 e V2=11.5 km h-1 LSC: limite superior de controle, LIC: limite inferior de controle, x: cialmente ponderada, nas (a) velocidades V1=7,0 km h-1, (b) V2=11,5 km h-1
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(CEP), por meio das cartas de controle. Essa ferramenta pode mostrar uma visão de como o processo (ponto a ponto amostrado) está ocorrendo por meio do monitoramento ao longo do tempo, indicando eventuais falhas para possíveis melhorias do processo, com o objetivo de aumentar a qualidade destas operações. A análise da qualidade da operação de semeadura fornece subsídios para que sejam realizadas as correções necessárias para uma distribuição adequada de sementes. As cartas de controle têm por finalidade detectar os possíveis fatores externos ou as causas especiais que podem afetar o processo de semeadura. Fatores esses como máquinas mal reguladas, clima inadequado no momento da semeadura, mão de obra pouco qualificada para a realização desta operação ou até mesmo a presença de falhas e buracos no terreno podem explicar a presença de pontos fora de controle. A cultura do milho exerce um papel socioeconômico importante na cadeia produtiva, fornecendo produtos para a alimentação humana e animal e matéria-prima para as indústrias. O estudo de semeadura do milho com diferentes mecanismos dosadores contribui para um conhecimento mais apurado sobre a influência que diferentes tipos de mecanismos dosadores exercem sobre o desenvolvimento da cultura. Pesquisadores da Unesp conduzi-
Rocheli Wachholz
Figura 3 - Cartas de controle distribuição longitudinal do milho com espaçamentos falhos. LSC: Figura 4 - Cartas de controle distribuição longitudinal do milho com espaçamentos duplos. LSC: ˭ média móvel exponencialmente limite superior de controle, LIC: limite inferior de controle, x: ˭ média móvel exponencialmente limite superior de controle, LIC: limite inferior de controle, x: ponderada, nas (a) velocidades V1=7,0 km h-1, (b) V2=11,5 km h-1 ponderada, nas (a) velocidades V1=7,0 km h-1, (b) V2=11,5 km h-1
ram experimento na área da fazenda de ensino, pesquisa e extensão (Fepe) da Unesp/Jaboticabal, no estado de São Paulo. No experimento foi utilizado um trator da Massey Ferguson, modelo MF 7370, com potência de 125kW (170cv), tracionando uma semeadora da Jumil, modelo 3070, pneumática Exacta Air, composta por quatro unidades de semeadura e com quatro mecanismos dosadores de sementes diferentes no espaçamento de 0,90m. O milho foi semeado em Sistema Plantio Direto utilizando-se o híbrido simples Viptera 3 da Syngenta. Para avaliar a distribuição longitudinal de plântulas foi realizada contagem e utilizada uma trena para realizar as medições. Foram estabelecidos percentuais de espaçamentos: “duplos”, menores que 0,5 vez o espaçamento médio esperado; “normal”, de 0,5 a 1,5 vez o espaçamento médio esperado, e “falhos” maiores que 1,5 vez o
espaçamento médio esperado. Realizou-se um delineamento estatístico baseado na ótica do controle de qualidade, onde são coletadas amostras ao longo do tempo, os tratamentos corresponderam a quatro dosadores de sementes de diferentes fabricantes em semeadora pneumática, denominados de A, B, C e D, e duas velocidades de deslocamento (V1 = 7km/h e V2 = 11,5km/h) para a semeadura da cultura do milho. Foram avaliados 40 pontos amostrais (parcelas de cinco metros) por tratamento. Os resultados foram analisados com cartas de controle (Controle Estatístico de Processo CEP) utilizando-se o programa estatístico como Minitab 15.
MAIS VELOCIDADES, MENOS PRECISÃO
Conforme demonstrado na Figura 1, o aumento da velocidade de semeadura reduziu a porcentagem
No sistema plantio direto, a semeadura é feita com revolvimento do solo somente na linha onde a semente é depositada
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Fotos Antonio Ormond
A velocidade afetou bastante a porcentagem de espaçamentos aceitáveis
de espaçamentos normais e consequentemente houve um aumento de espaçamentos falhos e duplos. A uniformidade de espaçamento entre as plantas distribuídas na linha pode influenciar na produtividade da cultura. Os resultados encontrados para distribuição longitudinal foram adequados separadamente em cartas para porcentagem de espaçamentos falhos, duplos e normais. De acordo com os resultados encontrados para a distribuição longitudinal de sementes para a porcentagem de espaçamentos normais (Figuras 2a e 2b), o dosador C apresentou menor variabilidade dos dados nas duas velocidades analisadas, porém, outros também apresentaram pontos fora dos limites de controle, pontos esses que podem ser explicados por causas especiais dentro do processo de semeadura, relacionadas ao meio ambiente, devido a imperfeições e buracos e pedras existente no terreno. Já para a ocorrência de espaçaSetembro 2016 • www.revistacultivar.com.br
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mentos falhos como mostrado na Figura 3 (a) e (b) para as duas velocidades analisadas verificou-se menor variabilidade para o dosador A e o processo se manteve estável com todos os pontos dentro dos limites de controle. As diferentes velocidades de semeadura influenciaram significativamente a uniformidade de distribuição de sementes, acarretando em maiores porcentagens de espaçamentos falhos e duplos na maior velocidade empregada. Com a busca por aumento da produtividade sem a abertura de novas áreas para a agricultura, o aperfeiçoamento dos processos que compõem a cadeia produtiva está sendo muito cobrado. Entre esses processos a semeadura se torna uma das atividades em que se precisa de maior atenção, por ser o inicio das atividades. A continuidade das etapas seguintes depende da presença de um bom estande de plantas, por isso se torna essencial a verificação dos novos modelos de distribuidores de sementes que venham a entrar no mercado agrícola. Em relação à presença de espaçamentos duplos (Figuras 4a e 4b) tanto na velocidade 1 (7km/h) quanto na velocidade 2 (11,5km/h), o dosador A apresentou maior variabilidade dos dados, ou seja, os limites de controle estavam muito
afastados das médias, fato que relata uma menor qualidade no processo de semeadura. Nos três parâmetros analisados observou-se que o aumento da velocidade de deslocamento afetou de maneira negativa a distribuição de sementes, elevando o número de espaçamentos falhos e duplos. Isso comprova que o aumento da velocidade na operação de semeadura é um fator que interfere no estabelecimento de plantas, pois influencia de forma negativa na redução da porcentagem de espaçamentos aceitáveis e aumenta o número de falhas durante a semeadura. A velocidade afetou de maneira significativa a porcentagem de espaçamentos aceitáveis. O dosador D se destacou com as maiores porcentagens e também apresentou processo estável na avaliação de espaçamentos normais nas duas velocidades analisadas. Houve uma redução de cerca de 20% de espaçamentos normais comparando-se o dosador D na velocidade 1 (7km/h) para a velocidade .M 2 (11,5km/h). Antonio Tassio Santana Ormond, Carlos Eduardo Angeli Furlani, Elizabeth Haruna Kazama e Carla Segatto Strini Paixão, Fcav/Unesp Bruno Rocca de Oliveira, Fafram
O aumento da velocidade de deslocamento afetou de maneira negativa a distribuição de sementes e o número de espaçamentos falhos e duplos
TRATORES New Holland
Combinação perfeita
Gerenciamento eletrônico da injeção de diesel e automatização das caixas de transmissão formam uma combinação que entrega potência na medida certa para o trator com menor consumo de combustível
N
o início deste século foram comercializados os primeiros motores diesel com gerenciamento eletrônico, denominados Common Rail Direct Injection, primeiro em automóveis, posteriormente nos segmentos industriais,
rodoviários e agrícolas. As vantagens deste sistema de injeção de diesel sobre alta pressão são menor ruído de funcionamento, arranque frio quase instantâneo, redução no consumo e melhoria nos índices de poluição. Estes resultados foram possíveis
devido à injeção de diesel gerenciada eletronicamente, garantindo sempre que seja injetado o volume ideal de combustível, no momento certo. Alguns modelos nacionais de tratores agrícolas saem de fábrica com motores eletrônicos, ou seja, dispenSetembro 2016 • www.revistacultivar.com.br
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Tabela 1 - Síntese da análise de variância e do teste de médias para força média na barra de tração (F), velocidade (VEL), patinagem (PAT), consumo horário de combustível (CO), potência na barra de tração (PBT), rendimento na barra de tração (RBT) e consumo de combustível específico (CCE). Pinhais/PR (2016) Gerenciamento da marcha Automático Manual TESTE F CV (%)
F (kgf) VEL (km.h-1) PAT (%) CO (L.h-1) 8,28 A 5,51 33,00 B 4.446 8,06 B 5,11 38,40 A 4.314 0,740NS 5,727* 4,910NS 8,489* 1,41 13,12 9,34 2,02
PBT (cv) 136,38 A 128,78 B 17,880** 2,03
RBT (%) 64,03 A 60,46 B 17,893** 2,03
CCE (g cv.h-1) 206 B 255 A 11,016* 9,27
New Holland
Em cada coluna, para cada fator, médias seguidas de mesma letra maiúscula não diferem, entre si, pelo “Teste t - Student”, a 5% de probabilidade. NS: Não significativo; *: Significativo (5%) e **: Significativo (1%). CV %: Coeficiente de variação.
sam a bomba injetora de combustível acionada mecanicamente e passam a contar com um módulo eletrônico, gerenciando o volume de combustível no momento da injeção, rotação de trabalho de motor, além de selecionar a melhor marcha para realizar determinado trabalho, surgindo, assim, automatização das transmissões. Os automóveis adotaram o câmbio automatizado há algum tempo como opção mais barata e confortável para enfrentar os trânsitos da cidade grande. Nos tratores agrícolas, o sistema chegou há pouco tempo no Brasil, apesar de difundido no exterior, está de pouco em pouco conquistando os donos e operadores de tratores, principalmente por dois motivos: conforto e durabilidade do conjunto. Na caixa automatizada não é necessário acionar o pedal da em-
breagem para efetuar as trocas das marchas. A embreagem está presente, mas o operador não tem o comando dela. Através do joystick (alavanca de câmbio) ele pode deixar no automático, pode reduzir ou aumentar a marcha no modo sequencial. Diferente de uma caixa automática, o condutor pode intervir a qualquer momento. A caixa funciona por meio de uma central eletrônica eletro-hidráulica, que comanda as mudanças de marchas e abertura e fechamento da embreagem. Estes avanços da eletrônica embarcada nos tratores agrícolas nos últimos 15 anos resultaram em eficiência para os produtores rurais. Trata-se da simples aplicação do conceito fundamental da economia visando produzir mais, empregando os recursos de modo mais racional,
inserindo-se neste contexto também os dispositivos de gerenciamento eletrônico em tratores agrícolas.
TESTANDO A TRANSMISSÃO
Com base nestas informações, foi realizado um estudo com o objetivo de avaliar se automatização da transmissão resulta efetivamente em economia para os produtores rurais. Os trabalhos de campo foram realizados na Fazenda Experimental do Cangüiri (FEC), pertencente à Universidade Federal do Paraná (UFPR), localizada no município de Pinhais (PR). O ensaio foi realizado com delineamento em faixas, com dois tratamentos: A) Gerenciamento manual: marcha selecionada manualmente para conferir 8km/h; B) Gerenciamento automático: marcha com gerenciamento automático das marchas para conferir 8km/h, através da função AutoShift™, que possibilita a troca automática de duas marchas acima ou abaixo. Conforme a carga do implemento e/ou máquina, o software seleciona a melhor marcha para operação. Ambos os tratamentos foram realizados com cinco repetições. Para o ensaio foram utilizados dois tratores dispostos em comboio, em pista de concreto. O trator submetido
Na prática, o gerenciamento eletrônico do motor e da transmissão possibilita ao operador do conjunto mecanizado dedicar mais atenção para monitorar quantitativamente e qualitativamente a operação realizada
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RESULTADOS
A força de tração aplicada e a patinação nas duas condições de ensaio não apresentaram diferenças significativas, o que era previsto, visto que se desejava repetir a mesma exigência de carga no motor para as duas condições de seleção de marchas. Entretanto, ao operar com o gerenciamento eletrônico de marchas, o trator deslocou-se com velocidade (VEL) superior, reduzindo em 16% (CO) o consumo horário de combustível e em 19% o consumo energético (CCE), bem como apresentou uma força de tração na barra 5% (PBT) superior em relação à seleção manual de marcha. Na prática, o gerenciamento eletrônico do motor e da transmissão possibilita ao operador do conjunto mecanizado dedicar mais atenção para monitorar quantitativamente e qualitativamente a operação realizada. Ao final da jornada de trabalho certamente os resultados serão positivos, trazendo satisfação a este
operador e/ou proprietário deste conjunto mecanizado. Os dados obtidos no ensaio concluiu que automatização da transmissão maximiza o potencial energético do trator, resultando em economia aos produtores rurais. Por serem relativamente novas no Brasil, muitos produtores ainda não conseguiram conhecer na prática os benefícios destas tecnologias. Mas, cada vez
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mais modelos de tratores passarão a adotar transmissões automatizadas, o que ajudará muito o produtor a economizar combustível e maximizar .M a potência da máquina.
Samir Paulo Jasper, Luciano de Souza Ribeiro Bueno, Luciano Leite Navarini, Guilherme Luiz Parize, Maíra Laskoski e Leonardo Leonidas Kmiecik, Lata - UFPR
Instrumentação utilizada para realizar o teste
ara frenagem se utilizou um trator New Holland T8 385, da com potência nominal de 250kW (340cv) e câmbio Full Powershift, atado por cabo de aço à barra do trator ensaiado, formando o comboio para oferecer força de tração de 4.000kgf. A mensuração da força (carga) de tração foi feita através de célula de carga com capacidade de 20.000kgf, da marca Bermann, com sensibilidade de 2 ± 0,002mV/V. A determinação da velocidade do trator foi feita através de radar da marca Vansco, modelo 740030A. Para mensurar o consumo de combustível utilizaram-se dois fluxômetros Flowmate Oval M III – LSF 45L0M2, instalados, respectivamente, na linha de admissão de combustível pela bomba common rail e na linha de retorno do combustível para o tanque. Para determinação das patinagens das rodas motrizes utilizaram-se encoders
da marca Autonics, modelo E50S*, com 360 pulsos por volta. O sistema de aquisição de dados, denominado Saad IV, foi oriundo de placa de circuito impresso (PCI), projetada em software Proteus 8.1 (Labcenter Eletronics) confeccionado em fresadora LPKF ProtoMat 93s, o gerenciamento do sistema é realizado por microcontrolador, modelo aTmega 2560, marca Atmel, com 16MHz de clock, conversor analógico digital de 10 bits e alimentação de 12 volts. A frequência de aquisição foi de um hertz e os dados armazenados diretamente em disco rígido (HD externo). A potência na barra de tração, o rendimento na barra de tração e o consumo específico foram calculados através de relação das grandezas mensuradas. Após a análise de variância (Anova) as médias das amostras foram submetidas ao “Teste t - Student” de significância.
Samir Jasper
ao ensaio foi o modelo New Holland T7 245 com motor diesel, com injeção eletrônica, de potência nominal 157kW (213cv), transmissão Full Powershift Power Command 18 x 6, com gerenciamento eletrônico das marchas. No momento do ensaio o trator deslocava-se a 8km/h, tração dianteira auxiliar (TDA) acionada e rotação máxima de 2.230rpm no motor. O trator utilizou pneus dianteiros radiais (420/90R30) com insuflagem de 166 kPa (24psi) e traseiros duplados (520/85R42) com insuflagem de 124kPa (18psi) nos pneus internos e 97kPa (14psi) nos pneus externos, proporcionando uma antecipação dinâmica de 1,5%. Os pneus foram lastrados com 40% de água (somente o pneu interno traseiro), acrescidos de 22 placas de 45kgf cada na dianteira do trator e oito anéis de 227kgf no eixo traseiro, conferindo ao trator peso de 12.042kgf, distribuídos 37% da massa no eixo dianteiro e 63% no eixo traseiro.
O trator utilizado na avaliação foi um New Holland T7 245, instrumentado para avaliação da eficiência do sistema de gerenciamento eletrônico de marchas
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TRÁFEGO Case IH
Muito resistente
A resistência mecânica do solo à penetração é uma variável física importante na avaliação da sua qualidade. Ela pode determinar se o solo está muito compactado, o que em casos mais severos pode limitar o crescimento radicular da cultura e reduzir o seu potencial produtivo
A
colheita mecanizada da cana-de-açúcar está cada vez mais presente nos sistemas de produção no Brasil e traz como principais benefícios agilidade e velocidade na colheita, além de eliminar a queima da cultura, mobilização superficial dos solos e mantê-los cobertos com restos culturais, com o propósito de obter-se um menor índice de erosividade e aumento no teor de matéria orgânica. O uso contínuo do solo e o tráfego de máquinas durante o cultivo da cana-de-açúcar podem promover alterações nas propriedades físicas do solo. Dentre as principais estão a taxa de infiltração de água no solo e o aumento na resistência à penetração de raízes, o que, consequentemente, provoca queda na produção de cana-de-açúcar. É de fundamental importância coSetembro 2016 • www.revistacultivar.com.br
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nhecer a dinâmica desta prática, bem como observar as possíveis melhorias da qualidade física do solo, principalmente para avaliar os efeitos deste sistema de colheita na sua compactação. A resistência mecânica do solo à penetração tem sido frequentemente utilizada como indicador da compactação nos sistemas de manejo, por ser um atributo diretamente relacionado ao crescimento das plantas e de fácil e rápida determinação. Com isso é de grande importância que o produtor avalie a resistência mecânica do solo à penetração para determinar a necessidade de entrar com algum manejo na área.
COMPACTAÇÃO
A resistência do solo à penetração pode ser classificada como valores baixos de 0,1MPa a 1MPa; moderados de 1MPa a 2MPa; altos de 2MPa a 4MPa;
muito altos de 4 a 8MPa e extremamente altos acima de 8MPa. Considera o limite de 2MPa como forte restrição ao crescimento radicular para muitas culturas anuais, sendo um critério para restrição física ao crescimento das plantas. A resistência mecânica do solo à penetração (RMP) constitui uma das variáveis físicas consideradas relevantes na avaliação da qualidade do solo, podendo apresentar grande variação no espaço em função da distância que for avaliada. É sabido que na natureza os fenômenos ambientais e agronômicos, como o de resistência à penetração, não acontecem ao acaso, ou seja, os dados são relacionados com seus vizinhos e quando separados por pequenas distâncias são mais parecidos do que os separados por grandes distâncias, portanto, são dependentes espacialmente. A geoes-
tatística é a ferramenta mais adequada para se conhecer matematicamente esta relação espacial, desde que se conheçam as coordenadas geográficas da posição de onde as amostras foram obtidas. O uso da geoestatística comprova a existência da dependência espacial da resistência à penetração por meio da análise de semivariogramas, que são representações gráficas da semivariância em relação à distância. Em seguida, é possível interpolar os dados em distâncias menores do que os amostrados no campo sem tendência e com variância mínima por meio do método de interpolação chamado krigagem e o que permite a elaboração de mapas de resistência do solo à penetração para a área de estudo.
AVALIAÇÃO
Com o objetivo de avaliar a compactação do solo foi realizado um experimento conduzido na fazenda Modelo, área de produção mecanizada de cana-de-açúcar pertencente à Cooperativa de Produtores de Cana-de-Açúcar de Rio Branco (Cooperb), localizada em Lambari D’Oeste (MT), em um solo classificado como latossolo vermelho distrófico. A área avaliada ocupava aproximadamente 15ha, com 400m x 373m, sendo manejado sob sistema plantio direto e colheita mecanizada com o cultivo da cana-de-açúcar desde 2004. O plantio desta cultura foi realizado com espaçamento entre linhas de 1,5m. O local foi demarcado por pontos em grade de 11 colunas e dez linhas, dis-
Fotos Erick Samogin
Nas profundidades de 5cm até 45cm o valor foi maior do que 2MPa
tanciados 30m na direção Y e 36m na direção X, perfazendo um total de 110 pontos amostrais conforme mostra a Figura 1. Os pontos de amostragem foram georreferenciados com GPS, marca Garmin. Para determinar a resistência do solo à penetração, utilizou-se um penetrômetro de impacto modelo IIA/ Planalsucar-Stolf com ângulo de cone de 30°, onde, para cada batida, foi anotada a profundidade atingida até chegar a 45cm. Simultaneamente à determinação da resistência mecânica do solo à penetração foram coletadas amostras de solo, para determinação da sua umidade. Foram feitas coletas ao acaso, totalizando 20 pontos amostrais. Sendo cada ponto com três profundidades de, 0m a 0,15m, 0,15m a 0,30m e 0,30m a 0,45m. As médias da umidade do solo, obtidas pelo método gravimétrico, foram de 0 a 0,15m - 18,7%; de 0,15m a 0,30m - 17,4%; e de 0,30m a 0,45m - 20,19%.
Figura 1- Grade de amostragem com os 110 pontos (30 x 36m)
Elevados valores de resistência do solo podem ocorrer por circunstância dos menores teores de água no solo, a resistência tende a um decréscimo linear com o aumento do teor de água. Nos dados de resistência à penetração analisados pela estatística descritiva, foi observado que os valores mínimos de resistência mecânica do solo à penetração (RMP) não variaram em todas as profundidades, apresentando o valor de 0,549MPa, já os valores máximos variaram de 6,025MPa a 10,13MPa. Nas profundidades de 5cm até 45cm o valor foi maior do que 2Mpa, valor que restringe o pleno crescimento das raízes de muitas culturas anuais, portanto, o solo pode estar compactado e provocar queda de produtividade. As maiores médias, consideradas como altas foram obtidas na profundidade de 10cm – 25cm, que pode ser devido ao tráfego das máquinas agrícolas utilizadas para a colheita mecanizada ou o pouco revolvimento do solo. Esses valores podem ser limitantes ao crescimento radicular, dificultando o desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar e, consequentemente, reduzindo o potencial produtivo. Os valores de resistência mecânica do solo à penetração (RMP), com valores em MPa, foram interpolados por krigagem considerando a dependência espacial e construídos os mapas. A construção de mapas de variabilidade espacial com os valores obtidos por meio da krigagem é importante
O uso contínuo e o tráfego de máquinas durante o cultivo podem promover alterações nas propriedades físicas do solo
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para a verificação e interpretação da variabilidade espacial e, sobretudo, no processo de tomada de decisão. De acordo com os mapas, verifica-se a existência de variabilidade espacial em todas as profundidades. Nas camadas abaixo de 10cm foi observada maior variação na compactação do solo com uma tendência dos maiores valores de MPa estarem localizados nas áreas centrais do talhão. Estes resultados podem ser decorrentes do tipo de sistematização do solo no talhão, tráfego intenso de maquinários nessa linha central ou manejo na colheita mecanizada. Recomenda-se a utilização dos mapas da resistência do solo à penetração para diagnóstico da sua compactação e delimitação em zonas de manejo da física do solo para fins de descompactação e aumento da produtividade da cana-de .M açúcar no talhão em estudo.
Erick Marinho Samogim, Glaucilino Miguel da Silva Alves e Zulema Netto Figueiredo, Unemat Célia Regina Grego, Embrapa Taniele Carvalho de Oliveira e Paulo César Lima e Silva, Unemat
Produção de cana no Brasil
A
tualmente o Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, com aproximadamente 3,1 milhões de hectares. O Mato Grosso produziu na safra 2013/2014, 16,9 milhões de toneladas. A indústria brasileira de cana-de-açúcar mantém o maior sistema de produção de energia comercial da biomassa através do etanol e do uso quase total do bagaço como combustível. A expansão da cana-de-açúcar se deu e continua ocorrendo pela substituição de áreas antes ocupadas por outras culturas e pastagens. Atualmente, as áreas de cerrado são as mais cogitadas para as próximas safras, tornando-se necessárias pesquisas específicas que possam direcionar práticas mais adequadas à realidade desse bioma, com o intuito de minimizar os efeitos negativos de manejos inadequados.
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Figura 2 - Mapas das variáveis interpoladas por krigagem que apresentaram dependência espacial no nível de RMP (valores em MPa)
TECNOLOGIA
Tarefa leve
A utilização de sistemas hidráulicos em máquinas agrícolas já acontece há muito tempo. No entanto, estes sistemas são tão importantes que cada vez mais novas aplicações surgem com o intuito de facilitar a vida dos operadores
C
om o aumento da demanda na produção de alimentos, elevação dos custos de produção e dificuldades para encontrar mão de obra qualificada para exercer as atividades agropecuárias, a mecanização agrícola surge como uma alternativa na melhoria das práticas de produção. Nesse contexto, o surgimento de máquinas maiores e mais potentes se tornou comum, pois ocorre a necessidade de se trabalhar em áreas cada vez maiores, em um menor espaço de tempo. Como na agricultura intensiva seria praticamente impossível, ou inviável, realizar várias operações no dia a dia apenas utilizando a força física do homem, surge a demanda por equipamentos que exerçam atividades com um menor esforço do operador. Por isso, nos dias de hoje, é comum o uso de elementos hidráulicos em máquinas agrícolas que possibilitem executar trabalhos mais pesados com maior controle e precisão, utilizando o mínimo esforço humano. Os sistemas hidráulicos são muito conhecidos e estão presentes na maior parte dos tratores, seja nos sistemas de direção, de engate de três pontos, de acionamento do blo-
queio de diferencial, de controle remoto ou mesmo no sistema de acionamento da tomada de potência (TDP), entre outras funções. Entretanto, praticamente todas as máquinas agrícolas recorrem ao uso desses sistemas, devido a inúmeras vantagens apresentadas, como fácil instalação dos componentes oferecendo grande flexibilidade; um sistema autolubrificante e baixa relação peso/ potência consumida. Esses sistemas apresentam a capacidade de “multiplicar” a força exercida em um ponto, fato esse requerido por muitos implementos e máquinas agrícolas. Este fenômeno se dá devido ao chamado princípio de Pascal, que estabelece que a alteração de pressão produzida em um fluido (óleo) em equilíbrio se transmite integralmente a todos os pontos do fluido e às paredes do seu recipiente. Para ser mais claro, o conceito de cada sistema hidráulico é simples, ao aplicar uma pressão em um ponto, o fluido hidráulico transporta a energia pela tubulação para impulsionar algum outro elemento situado ao final de seu caminho conforme mostra a Figura 1. Com isso, uma força F1 relativa-
mente pequena, aplicada em um êmbolo de área A1 pode ser ampliada em um êmbolo maior de área A2, gerando uma força F2.
COMPONENTES DOS SISTEMAS HIDRÁULICOS
A partir dos elementos básicos que compõem um sistema hidráulico (bomba, filtro, reservatório, válvulas, atuadores, fluido hidráulico, tubos e mangueiras), já é possível realizar atividades no meio rural que facilitam e auxiliam os operadores. Dessa forma, vamos conhecer um pouco mais sobre cada um desses componentes mostrados na Figura 2.
BOMBAS
As bombas são equipamentos que transformam a energia mecânica (energia transmitida por meio de força) em energia hidráulica (energia transmitida por meio de uma massa de fluido), provocando a circulação do fluido pelo circuito hidráulico. Entre as mais utilizadas em instalações de máquinas agrícolas, têm-se as de engrenagem, de palhetas e a de pistão.
TUBULAÇÃO E RESERVATÓRIO
As tubulações servem para transClaas
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Figura 1 - Princípio de Pascal em sistemas hidráulicos
fluido e impedir que ocorram prejuízos ao sistema em caso de elevação indevida da pressão.
ATUADORES E FLUIDO HIDRÁULICO
portar o fluido hidráulico de um ponto a outro e fazer a ligação entre os componentes. Podem ser do tipo rígido, feitas de aço ou cobre, ou flexíveis (mangueiras), fabricadas basicamente de plástico reforçado por fibra. Estas últimas geralmente são mais utilizadas em máquinas agrícolas. Os reservatórios são tanques com o objetivo de armazenar e facilitar a manutenção do fluido utilizado nos sistemas hidráulicos. Além disso, possui uma série de acessórios com o intuito de melhorar suas funções, assim como indicador de nível, termômetro, orifício ao fundo para esvaziar o reservatório e a tampa na qual possui um filtro que possibilita a entrada e saída do ar sem poluentes.
Charles Echer
VÁLVULAS
Utilizadas para direcionar o fluido que irá acionar um determinado cilindro ou motor hidráulico, podendo ser ativadas pelo operador ou de forma automática. Também são usadas para regular a pressão, controlar o fluxo de
Atuadores são responsáveis por transformar a energia hidráulica, proveniente do fluido, em energia mecânica. Podem ser do tipo linear (cilindros e pistões) ou rotativos (motores hidráulicos). O fluido hidráulico tem a função de transmitir energia por meio da pressão, além de atuar na lubrificação das partes móveis dos componentes, dissipar o calor, amortecer oscilações de pressões, proteção contra a corrosão e eliminar partículas abrasivas e impurezas. Normalmente são utilizados óleos minerais.
APLICAÇÕES
A utilização dos sistemas hidráulicos no meio rural é maior do que se imagina, já que estão presentes em um grande número de implementos e máquinas agrícolas. À vista disso, será mostrado alguns exemplos mais atuais de onde são empregados, permitindo, deste modo, melhorar o desempenho da máquina.
COLHEDORAS
Empregado na maioria das colhedoras de cereais, os elementos hidráulicos permitem o aumento da eficiência de
A grande quantidade de atividades que são realizadas usando sistemas hidráulicos ilustra a importância dos equipamentos
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colheita, proporcionando um maior controle sobre a posição e velocidade dos elementos, tal como um menor esforço do operador. Vale salientar que cada vez mais estão sendo substituídos os sistemas mecânicos por hidráulicos em colhedoras, já que as melhorias de desempenho proporcionadas por esses são consideráveis. Entre as principais funções realizadas pelos sistemas hidráulicos em colhedoras está a da transmissão hidrostática, na qual a bomba de óleo hidráulico acionada pelo motor tem a função de alimentar um ou dois motores hidráulicos, situados no eixo das rodas gerando o movimento de tração da máquina. Também estão sendo utilizados para acionamento e regulagem dos componentes de corte, condução, trilha, retrilha, sistema de limpeza, distribuição dos resíduos, bem como depósito e descarga do produto, entre outros.
IMPLEMENTOS
Os elementos hidráulicos também são empregados em vibradores de tronco de azeitonas e outras frutas, que são acionados por sistemas hidráulicos principalmente devido à necessidade de evitar que a vibração não se propague para o trator. Funções como o movimento vibratório, o ajuste de altura e a abertura e fechamento da garra que segura o tronco são funções executadas por motores e cilindros hidráulicos.
Figura 2 – Componentes dos sistemas hidráulicos
Case IH
TESOURAS DE PODA HIDRÁULICA
Para uma numerosa poda seletiva de frutas são utilizadas tesouras de acionamento elétrico, pneumático e hidráulico. Entretanto, o acionamento mais utilizado em tesouras grandes que requerem cortes de maior esforço é o hidráulico, o qual, ao proporcionar uma pressão do óleo, permite um corte mais eficiente com menor gasto de energia. As tesouras também podem ser acopladas aos sistemas externos do trator ou ter uma central hidráulica independente, esta sendo acionada pela TDP ou por um motor próprio.
A utilização dos sistemas hidráulicos no meio rural é maior do que se imagina, já que estão presentes em um grande número de implementos e máquinas agrícolas
Nesses implementos, os sistemas hidráulicos têm sua principal função na reversão das aivecas em torno de seu próprio eixo, com isso é possível que a operação seja executada em ambos os sentidos de deslocamento do conjunto trator-implemento. Também poderão ser encontrados em alguns equipamentos, dispositivos de segurança, que permitem que as aivecas levantem e retornem a profundidade de trabalho uma vez encontrado um obstáculo no caminho. Charles Echer
OUTRAS APLICAÇÕES
Além dessas aplicações, os sistemas
Valtra
ARADOS DE AIVECA
hidráulicos também são empregados em semeadoras para elevar o marcador de linhas, na abertura e fechamento de tampas nas enfardadoras, na regulagem da largura de trabalho de alguns escarificadores, no acionamento de um triturador de rama de poda, no acionamento da turbina de geração de vácuo em semeadoras que empregam a dosagem de sementes por dosadores com auxílio pneumático. Também são empregados no semirreboque misturador e distribuidor de ração, no enrolador de fardos, em implementos de grandes larguras de trabalho que são frequentemente rebocados em virtude da sua elevada massa, onde se utilizam atuadores para
o rebaixamento das rodas para a posição de trabalho ou de transporte, entre outros tantos implementos e máquinas. A grande quantidade de atividades no dia a dia do meio rural que são realizadas utilizando sistemas hidráulicos ilustra a importância desses equipamentos na evolução das máquinas que surgiram para facilitar a vida do agricultor, proporcionando um melhor desempenho e precisão para as máqui.M nas e os implementos agrícolas. Bruno Christiano C. Ruiz Zart, Airton dos Santos Alonço, Tiago Rodrigo Francetto e Rafael Sobroza Becker, Laserg/UFSM
Hidráulica na história
A
Os sistemas hidráulicos são muito conhecidos e presentes nos tratores
Ao longo dos anos, houve uma grande evolução dos componentes hidráulicos
pesar dos fundamentos da hidrostática serem descobertos há muito tempo por Arquimedes (século III a.C.), nas primeiras décadas do século 20 os tratores agrícolas ainda eram fabricados com total ausência de componentes hidráulicos. Em meados de 1929, foi introduzido por Renault um sistema de elevador hidráulico para tratores agrícolas, no qual um atuador empurrava uma corrente para erguer implementos, no entanto, não se obteve sucesso. Em 1934, a John Deere fabricou o primeiro trator em série composto de elevador hidráulico para levantar implementos agrícolas. Posteriormente, ao longo dos anos, houve uma evolução dos componentes hidráulicos, chegando esses a ser utilizados na grande maioria das máquinas agrícolas.
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COLHEDORAS
Descarga rápida O método de descarregamento do tanque graneleiro interfere no rendimento operacional das colheitadeiras e pequenos ajustes no planejamento da colheita podem fazer uma grande diferença na velocidade da operação
S
egundo o levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a produção de soja no estado de Mato Grosso, maior produtor nacional, na safra 2014/2015, representa cerca de 29,5% da produção total de soja no Brasil. Todavia, o atraso na colheita de soja no estado de Mato Grosso resulta na semeadura tardia do milho, podendo a produtividade ficar comprometida se a deficiência hídrica coincidir com o período do florescimento. Para não comprometer a produtividade da cultura do milho o processo de colheita de soja deve ser realizado de maneira eficiente e rápida com um bom gerenciamento da frota a ser utilizada, fatores indispensáveis para o sucesso da operação. O gerenciamento de frotas é o ramo do gerenciamento agrícola que tem por preocupação a otimização dos estágios mecanizados da produção.
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Ao se tratar da movimentação da produção, as atividades de carga e descarga dos veículos são responsáveis pelas maiores parcelas na formação dos custos de transporte, juntamente com a otimização do tempo destinado a esta operação. Um dos fatores que afetam consideravelmente a eficiência de campo das colhedoras é a estratégia de descarga do produto acumulado no graneleiro. A descarga pode ser realizada diretamente em caminhões nas cabeceiras dos talhões ou sem parar a operação de colheita, descarregando o produto em carretas do tipo transbordo, otimizando a operação de colheita, sendo a prática comum no Médio-Norte de Mato Grosso a descarga na cabeceira. Tal prática parece pouco apropriada para a região, considerando o montante de grão produzido e o porte das colhedoras utilizadas.
Com base no exposto foi realizado um levantamento do tempo desperdiçado nos processos de descarregamento das colhedoras, sejam estes realizados em caminhões na cabeceira do talhão ou com o uso de carretas agrícolas do tipo transbordo, e seu respectivo impacto na capacidade operacional quando comparados os dois sistemas de descarregamento utilizados na região Médio-Norte de Mato Grosso. O estudo foi realizado na safra de soja 2014/2015 em três diferentes propriedades na região Médio-Norte de Mato Grosso, duas localizadas no município de Tabaporã, e uma localizada no município de Ipiranga do Norte, entre os meses de fevereiro e março. Os dados foram coletados conforme a rotina de trabalho de cada fazenda. Em duas das propriedades, uma localizada no município de Ipiranga do Nor-
te (I) e outra localizada no município de Tabaporã (II), utilizava-se o sistema de descarregamento em caminhões na cabeceira do talhão, totalizando para este sistema dez avaliações. Na terceira propriedade localizada no município de Tabaporã (III), utilizava-se o sistema de descarregamento com o uso de carretas agrícolas do tipo transbordo. Nesta propriedade foram avaliadas quatro máquinas trabalhando com quatro veículos transbordo durante três dias, totalizando 12 avaliações. No total foram feitas 22 avaliações em oito modelos de máquinas, conforme a Tabela 1. Para coleta dos dados utilizou-se uma planilha na qual foram registradas as seguintes atividades relacionadas às diferentes etapas que ocorrem durante a operação de colheita mecanizada: tempo em que a máquina se encontra na condição de colheita; tempo gasto pela máquina para descarregar; tempo de translado com a máquina cheia e tempo de translado com a máquina vazia. Tentou-se monitorar as operações por talhões de maneira que o tempo total monitorado fosse definido como tempo para concluir a operação
Fotos Charles Echer
Um dos fatores que afetam consideravelmente a eficiência de campo das colhedoras é a estratégia de descarga do produto acumulado no graneleiro
do talhão. Porém, durante algumas avaliações, as condições climáticas impossibilitaram o monitoramento da operação no talhão inteiro. Os resultados obtidos no monitoramento das operações de descarregamento em caminhões na cabeceira do talhão das propriedades I e II são apresentados na Tabela 2. Os parâmetros de estatística descritiva, média e faixa dos valores para porcentagem de Ptp, Td, Ttc e Ttv são apresentados na Tabela 3.
Já nas avaliações realizadas na propriedade III, onde havia quatro veículos transbordo para quatro colhedoras, não foi observado nenhum descarregamento de colhedoras direto nos caminhões. O descarregamento das máquinas era feito nos transbordos sem interromper a operação de colheita. Apenas o transbordo fazia o transporte da produção dentro do talhão, e a colhedora de grãos não exercia outra função além de colher. Dessa maneira, não resultou em tempo perdido devido ao descarregamento
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Tabela 1 - Descrição das máquinas avaliadas Número de Máquinas 4 1 1 1 1 1 1 1
Fabricante
Modelo
John Deere Massey Ferguson Massey Ferguson Case John Deere John Deere John Deere John Deere
9770 STS 9790 9790 2388 S660 9750 STS 9470 STS 1550
Tipo de Plataforma Esteira Caracol Esteira Caracol Caracol Caracol Caracol Caracol
Largura da Plataforma (m) 12.2 9.1 9.1 9.1 10.7 10.7 10.7 9.1
.M
Método de Descarregamento Em transbordo Em caminhões Em caminhões Em caminhões Em caminhões Em caminhões Em caminhões Em caminhões
Tabela 2 - Resultado do monitoramento obtido nas propriedades I e II onde os descarregamentos .M das colhedoras eram feitos nos caminhões parados nas cabeceiras dos talhões Propriedades
Colhedora
I
Massey Ferguson 9790 Massey Ferguson 9790 Massey Ferguson 9790 Massey Ferguson 9790 Case 2388 John Deere STS 9750 John Deere 1550 John Deere S660 John Deere S660 John Deere STS 9470
II
Tm (h) 3:35:10 4:20:35 1:49:30 3:55:10 3:22:15 1:41:55 1:15:30 1:32:53 1:49:30 1:13:55
Ptp 25.6 31.1 38.8 31.2 25.8 15.5 24.5 19.8 18.8 13.3
Tempo perdido (%) Td 10.7 13.4 8.8 11.3 11.9 9.8 12.1 10.5 8.8 6.5
Ttc 7.0 12.6 18.6 16.3 8.0 3.2 9.4 4.4 2.9 2.3
Ttv 7.8 5.1 11.3 3.5 5.9 2.5 3.0 4.9 7.1 4.5
Tabela 3 - Resultados das percentagens de Ptp, Td, Ttc e Ttv para as propriedades I Ptp (%)
Propriedades I II
média 30.5 18.4
faixa 25.6 - 38.8 13.3 - 24.5
Td (%) média 11.2 9.6
no sistema de colheita utilizado na propriedade III. Com base nos dados apresentados, a faixa de tempo total perdido no descarregamento entre as duas propriedades ficou entre 13.3% e 38.8%. O tempo total perdido médio da propriedade I (30.5%) foi consideravelmente maior que da propriedade II (18.4%) indicando que a última foi relativamente mais eficiente no processo de descarga. Diferença considerável, podendo ser justificada pelo fato da propriedade (II) apresentar melhor planejamento da operação de colheita. A máquina entrava de um lado do talhão com o graneleiro vazio e quando retornava, já fazia descarregamento no caminhão que se encontrava próximo Setembro 2016 • www.revistacultivar.com.br
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Ttc (%)
faixa 8.8 - 13.4 6.5 - 12.1
média 12.5 4.4
faixa 7.0 - 18.6 2.3 - 9.4
.M
Ttv (%) média 12.5 4.4
faixa 7.0 - 18.6 2.3 - 9.4
na região de cabeceira. É possível notar que tanto o tempo translado com máquina cheia quanto o tempo translado vazia foram menores na propriedade II, indicando que os pontos de parada de início da operação de colheita estavam próximos do caminhão. Na propriedade I, o tempo translado cheia médio foi praticamente o dobro do tempo translado vazia médio, indicando que as máquinas paravam o processo de colheita antes de terminar a passada no talhão e se deslocavam com o graneleiro cheio até o caminhão para fazer o descarregamento. Pode-se também observar que o tempo de descarga médio da propriedade II foi menor que o tempo de descarga médio da propriedade I. Levando em conta as especificações do fabricante, as máquinas da propriedade I apresentavam tempo de descarga teórico semelhante (aproximadamente 120s). Já na propriedade II, o tempo teórico de descarga variou entre 86s e 137s devido à gama de modelos que foram avaliados durante o período monitorado. Porém, o tempo de descarga da propriedade I variou entre 8.8% e 13.4%, indicando que fatores como descargas de graneleiros incompletos ou manobras enquanto descarregava (por exemplo, para acomodar o produto quando a carga do caminhão estava sendo finalizada)
Mesmo usando o método de descarregamento direto no caminhão na cabeceira do talhão, o planejamento pode contribuir substancialmente para a melhoria da operação
Fotos Charles Echer
Como realizar o cálculo de tempo
A
porcentagem do tempo perdido (Ptp) devido ao descarregamento foi obtida conforme equação (1): O dimensionamento ou recorte dos talhões, de modo a prever o local no qual a máquina estará com o graneleiro cheio, ajuda a agilizar a operação
estavam acontecendo. Outro fator que pode influenciar consideravelmente o tempo de descarga é a habilidade do operador em posicionar o duto de descarregamento da colhedora em relação à carroceria do caminhão de maneira que a descarga possa ser realizada com agilidade.
RESULTADOS
Os dados mostram que mesmo usando o método de descarregamento direto no caminhão na cabeceira do talhão, o planejamento pode contribuir substancialmente para a melhoria da operação de colheita como um todo. Detalhes como o dimensionamento ou recorte dos talhões, de modo a prever o local no qual a máquina estará com o graneleiro cheio, ajuda a agilizar a operação. Um fator importante que restringe muitas fazendas na região Médio-Norte a otimizar seu sistema de colheita em termos de capacidade operacional é o
mau planejamento em termos de número de caminhões. Muitas propriedades não possuem Unidades Armazenadoras de Grãos, sendo o armazenamento da produção realizado por terceiros, caso das propriedades dos municípios I e II. Em dias de clima favorável a operação de colheita, chegou a ficar suspensa por longos períodos por falta de caminhões. Já na propriedade III, que possui Unidade Armazenadora de Grãos, o proprietário consegue controlar toda logística de secagem, recebimento do produto e transporte da produção. Porém, na propriedade III, enquanto as colhedoras não perderam tempo de colheita para o descarregamento, foi observado que muitas vezes um ou mais transbordos estavam ociosos no campo, indicando outro ponto a ser otimizado na operação de colheita. De acordo com os resultados, conclui-se que vários são os fatores que interferem na logística e no rendimento operacional em um sistema de colheita
Ptp = Td + Ttc + Ttv * 100 Tm em que, Ptp – tempo total perdido devido ao descarregamento (%) Td – tempo de descarga (h) Ttc – tempo translado cheia (h) Ttv – tempo translado vazia (h)
de grãos, como recorte dos talhões, método de descarregamento da colhedora e planejamento no número de veículos responsáveis por transporte. Conclui-se que o uso de transbordo pode, obviamente, otimizar a eficiência de campo de uma colhedora, uma vez que na operação analisada, as colhedoras não perderam tempo descarregando. Já sistemas com descarregamento direto em caminhões nas regiões de cabeceira podem comprometer a eficiência de campo das colhedoras, uma vez que foi observado que até 38.8% de tempo perdido deve-se a descarregamentos .M nas avaliações conduzidas. Angelo Joaquim Seolin da Silva e Rodrigo Sinaidi Zandonadi, UFMT
CAPA
Sozinho no campo Exibido pela primeira vez em agosto, o trator conceito Magnum Autônomo da Case IH dá uma visão de como serão os tratores e as máquinas agrícolas do futuro, chegando a um nível de tecnologia e precisão inimaginável há poucos anos
O trator autônomo foi construído para uma interface completamente interativa, permitindo o monitoramento remoto das operações pré-programadas
A
Case IH causou grande euforia entre os amantes de máquinas agrícolas ao apresentar seu trator conceito autônomo na Farm Progress Show 2016, uma das maiores feiras agrícolas dos Estados Unidos, realizada em Boone, Iowa. Baseado no trator Magnum comercializado pela marca, o trator do futuro não tem cabine e pode funcionar autonomamente com um grande alcance de implementos de campo.
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Não se trata de uma encenação ou de uma jogada de marketing apenas para mostrar um projeto estático numa feira agrícola. Esta incrível máquina existe e já trabalha em campos experimentais nos Estados Unidos. Também é verdade que não será possível ainda levar uma
para casa e causar inveja aos vizinhos. Mas talvez num futuro bem próximo ela possa integrar a frota dos produtores que gostam de investir em tecnologias avançadas. Os primeiros passos para que isso aconteça logo já foram dados com a sua apresentação e testes em campo. O trator autônomo foi construído para uma interface completamente interativa, permitindo o monitoramento remoto das operações pré-programadas. O sistema a bordo leva automaticamente em consideração as larguras dos complementos e estabelece o percurso mais eficiente dependendo do terreno, obstruções e máquinas em uso no mesmo campo. Remotamente, o operador pode supervisionar e ajustar os caminhos e parâmetros pelo computador ou tablet. As tarefas da máquina também podem ser modificadas em tempo real pela interface remota ou avisos meteo-
rológicos automáticos. O usuário será informado de que está faltando combustível no trator ou de que o estoque de sementes/fertilizantes está baixo, por exemplo. Um caminho manual pode ser planejado de qualquer ponto no campo para um local predefinido em que o reabastecimento ou carga de sementes/fertilizantes possa ocorrer. Quando estiver completo, o veículo retornará para o último ponto onde parou e voltará a fazer seu trabalho.
Fotos Case IH
O
Projeto inovador
Centro de Estilo da CNH Industrial (CNH Styling Center) utilizou o Case IH Magnum atual como o ponto inicial do trator autônomo conceitual da empresa. A Equipe de Projeto Industrial reimaginou o trator para uma era autônoma futura, eliminando a estação tradicional do operador e
criando as linhas dinâmicas e elegantes do conceito Magnum. Os faróis agressivos, o capô esculpido e a silhueta diferenciada são complementados pelos para-lamas dianteiros de fibra de carbono, aros de pneus em duas tonalidades, preto e vermelho, e luzes de status de funcionamento de LED.
COMO NASCEU O TRATOR AUTÔNOMO
Para o desenvolvimento dessa tecnologia autônoma do trator conceito, a CNH Industrial trabalhou em parceria com seu fornecedor de tecnologia a distância, a ASI, Soluções Autônomas Incorporadas, uma empresa líder em soluções autônomas não rodoviárias, com base em Utah, nos EUA. Com base nos tratores convencionais de alta potência, Magnum, da Case IH, e T8, da New Holland, e usando o GPS em conjunto com os sinais de correção do satélite mais apurados para uma condução ultraprecisa, e registro e transmissão imediata dos dados do campo, o conceito do trator autônomo da CNH Industrial foi projetado para permitir a implantação, o monitoramento e o controle completamente
remoto das máquinas. Os tratores conceituais são configurados em duas versões distintas. Elas oferecem o potencial para o uso da tecnologia autônoma da CNH Industrial para remover completamente o operador da cabine – no caso do conceito da Case IH. Ele é autônomo e pode ser acionado quando são executadas tarefas compatíveis, podendo ser perfeitamente integrado às frotas já existentes e, embora a tecnologia usada seja sem operador, utiliza motor, transmissão, chassis e engates convencionais. O projeto da Case IH foi construído no chassi de máquina padrão da Série Magnum. O sistema de
controle autônomo foi então integrado na arquitetura do veículo, para assegurar o controle da direção, transmissão, aceleração e frenagem, engate traseiro (ajuste de altura, fluxo hidráulico, saídas elétricas).
SOB CONTROLE
Uma interface integralmente interativa foi desenvolvida para controlar os tratores autônomos, enquanto fornece simultaneamente o retorno do registro e da transferência dos dados operacionais de forma imediata e segura. O processo de operação de cada trator começa com a introdução dos mapas
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Acesso a dados de qualquer lugar
O
trator e seus acessórios podem ser monitorados e controlados de tablets ou computadores, em três diferentes telas. Isso permite que os usuários acessem os dados onde quer que estejam, desde sua pick-up enquanto verificam os campos, enquanto cuidam do gado ou até mesmo de casa. Isso facilita a tomada de decisão no momento correto para melhorar a eficiência e produtividade operacional. Além disso, os agricultores manterão total controle e propriedade de seus dados. Uma tela que mostra o percurso exibe o avanço do trator, outra exibe os registros da câmera ao vivo, fornecendo ao usuário até quatro imagens em tempo real (duas frontais e duas traseiras), enquanto uma tela adicional
permite o monitoramento e a modificação dos principais parâmetros e comandos da máquina, tal como a velocidade do motor, os níveis de combustível e as configurações do implemento – taxa de semeadura ou força vertical descendente da plantadeira, por exemplo. A rota para o campo também pode ser planejada, ela deve envolver estradas e vias particulares.
depois, configurando o trator para sua tarefa, numa sequência que leva pouco mais que 30 segundos. Em seguida, a máquina e os acessórios podem ser monitorados e controlados tanto por um computador quanto por um tablet, três telas operacionais.
DESEMPENHO
dos limitadores físicos do campo no sistema e, em seguida, a utilização do software de planejamento de percurso integrado para estabelecer as rotas de campo mais eficientes para a máquina – a tecnologia autônoma é mais adequada para os trabalhos que a viabilizam e que necessitam do mínimo de intervenção complexa do operador, como cultivo, plantio, pulverização e corte. Esse sistema responde automaticamente à largura do implemento e também traça os percursos mais eficientes quando está trabalhando com várias máquinas, incluindo aquelas que funcionam com diferentes implementações e com requisitos operacionais variados. Também é possível traçar o percurso manualmente para o reabastecimento ou quando forem necessários trajetos Setembro 2016 • www.revistacultivar.com.br
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personalizados. Assim que a elaboração de percursos for finalizada, o usuário pode escolher um trabalho em um menu pré-programado pela simples seleção do veículo, escolhendo o campo e,
Através do uso do radar, com reflexão, geração e telemetria de Luz, e das câmeras de vídeo a bordo, o veículo pode perceber os obstáculos parados ou em movimento no seu caminho e parar sozinho até que o operador, notificado por alertas sonoros e visuais, especifique um novo percurso. O trator autônomo também parará imediatamente se o sinal do GPS ou dados de posição for perdido, ou se o botão de parada
O trator autônomo pode se integrar perfeitamente à frota já existente de máquinas agrícolas, com mínimas alterações operacionais
Fotos Case IH
manual for pressionado. Cada um dos sistemas de detecção e percepção tem um sistema auxiliar interno, que iniciará se o sensor principal falhar. Se os dois sistemas falharem, a máquina é levada a parar imediatamente. Essa tecnologia também permite que vários tratores autônomos funcionem como uma frota ou simultaneamente em várias subfrotas designadas para campos separados, cada uma designada com mapas e trajetos pré-programados. Pode-se ter um trator puxando um implemento acompanhado de perto por outro operando uma plantadeira. As tarefas podem ser modificadas em tempo real, como em situações onde uma tempestade esteja se aproximando. No futuro, esses tratores conceituais serão capazes de utilizar “big data”, tal como informações do satélite meteorológico em tempo real para fazer automaticamente o melhor uso das condições ideais, independentemente da intervenção humana, seja qual for a hora do dia. Por exemplo: o trator irá parar automaticamente caso mudanças climáticas aparentes possam causar um problema, depois ele retorna ao trabalho quando as condições estiverem suficientemente melhores. Como alternativa, se estiverem em estradas privadas, eles podem ser enviados
para outro destino do campo onde as condições estejam melhores – solos que sejam mais leves ou não tenham recebido chuva, por exemplo. A interface do tablet também pode ser montada em outra máquina de onde o operador possa supervisionar suas atividades. Do banco de uma colheitadeira ou trator, o operador pode
monitorar o andamento e eventuais alterações do desempenho de uma combinação trator/plantadeira autônomos trabalhando no mesmo campo ou em campos vizinhos. Desta forma, tratores autônomos podem se integrar perfeitamente à frota já existente de máquinas agrícolas, com mínimas alterações operacionais. Alternativamente, vários tratores autônomos podem ser colocados em funcionamento em um campo ou campos separados, nas mesmas tarefas ou tarefas sucessivas – como cultivo e semeadura –, tudo isso pode ser controlado pela mesma interface.
FUTURO DA AGRICULTURA
Essas tecnologias autônomas foram projetadas para que, no futuro, possam ser ainda mais desenvolvidas para permitir sua aplicação em todas as linhas de equipamentos numa frota de agricultores modernos. Isso pode incluir todas as linhas de tratores, equipamentos de colheita e veículos de suporte, tal como .M pulverizadores.
Trator autônomo da New Holland
A
lém do trator autônomo da Case IH, baseado no modelo Magnum, o Grupo de Inovação da CNH Industrial desenvolveu simultaneamente projeto baseado no trator T8, da New Holland, também usando o GPS em conjunto com os sinais de correção do satélite mais apurados para uma condução
ultraprecisa, e registro e transmissão imediata dos dados do campo. No entanto, o trator conceitual da New Holland mantém sua cabine para proporcionar flexibilidade de operação, com a operação humana tradicional para o transporte em estradas e durante as tarefas onde a automatização não é adequada.
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PLANTADORAS Fotos Charles Echer
Avanço no plantio O plantio mecanizado de cana-de-açúcar tem avançado nos últimos anos e a cada safra novas tecnologias surgem para tornar a operação ainda mais precisa
A
cultura da cana-de-açúcar tem, nos últimos tempos, passado por intensas transformações, e a primeira grande transformação foi a eliminação gradual da colheita manual e consequentemente da queimada dos canaviais. A introdução das colhedoras de cana picada nos canaviais levou à segunda transformação: a introdução do plantio mecanizado. Isso ocorreu porque as equipes de corte manual eram utilizadas, na entressafra, para a realização do plantio manual e conforme elas foram sendo eliminadas não havia mão de obra para o plantio, forçando o desenvolvimento das plantadoras de cana. Mas o fator definitivo para a consolidação do plantio mecanizado foi a aplicação forte da Legislação Trabalhista que regulamenta a mão de obra no campo, através da NR-31, que proibiu definitivamente os trabalhadores rurais de trabalharem sobre veículos agrícolas/rodoviários como carrocerias, reboques e carretas agrícolas, utilizados no campo para a distribuição manual de mudas no plantio manual da cana-de-açúcar. Setembro 2016 • www.revistacultivar.com.br
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Por ser uma cultura semiperene sendo possível a realização de vários cortes da mesma soqueira, em média cinco a seis cortes, o plantio é uma atividade muito importante, pois impacta em sucessivas colheitas.
PLANTIO MECANIZADO
O plantio mecanizado de cana é realizado através da propagação vegetal usando toletes, que são pedaços do colmo de cana proveniente da colheita mecanizada e contém de duas a três gemas, que germinam para produzir as plântulas e raízes, estabelecendo o canavial. Desta forma, o canavial de onde são extraídas as gemas deve ter boa sanidade, garantia que existe somente a variedade desejada e qualidade dos colmos produzidos, pois impacta na germinação e estande das plantas, no vigor e desenvolvimento das plantas, na não disseminação de doenças que podem comprometer a produção, como, por exemplo, raquitismo, e na longevidade dos canaviais. Um novo sistema de produção de mudas foi desenvolvido nos últimos anos para garantir a produção de mudas
sadias que garantirão um canavial de qualidade após o plantio. Este sistema foi denominado de Muda Pré-Brotada (MPB), desenvolvido pelo Instituto Agronômico de Campinas, e consiste no plantio das gemas em tubetes, que são tratadas para ter alto grau de qualidade e sanidade e colocadas para crescer em ambiente controlado e então transplantada em campo através de uma máquina distribuidora de mudas. As empresas Basf, Syngenta e outras agroquímicas do mercado também estão nessa linha de desenvolvimento. Um dos fatores de limitação dessa tecnologia é a falta de equipamentos adequados para o plantio mecanizado desses tubetes. Os equipamentos existentes ainda necessitam de muito desenvolvimento para atingir um nível aceitável de qualidade de plantio. A operação de plantio mecanizado inicia-se com uma série de operações de sistematização da área e o preparo do solo. A sistematização consiste em adequar a área à operação mecanizada, fazendo com que o formato dos talhões esteja de tal modo a permitir um bom desempenho operacional dos equipa-
mentos de plantio e principalmente da colheita mecanizada que será realizada, em média, cinco a seis anos seguidos após o plantio.
PREPARO DO SOLO
O preparo do solo na cana-de-açúcar é muito importante, pois uma nova intervenção na estrutura do solo será realizada apenas no plantio do próximo ciclo, daqui seis anos aproximadamente, e a longevidade da soqueira depende das condições do solo que a suporta, garantindo assim adiar sua renovação. Atualmente as formas mais utilizadas no preparo de solo para plantio da cana são preparo convencional, preparo reduzido e plantio direto. O preparo convencional consiste das operações convencionais de subsolagem, aração, gradagens para a eliminação das soqueiras e incorporação de corretivos de solo, operações que mobilizam demasiadamente o solo, gastando muito combustível e recursos. O preparo
reduzido ou mínimo substitui as operações convencionais de preparo do solo realizadas na totalidade da área por um preparo somente na linha, onde a cana será plantada, e consiste de uma subsolagem e eliminação química ou mecânica da soqueira, por isso é uma técnica preservacionista, sendo indicado para áreas não intensamente compactadas, que não necessitam de calagem e sem problemas de pragas de solo.
PLANTIO DIRETO
O plantio direto é o que menos mobiliza o solo e que maneja os restos vegetais, no caso da cana-de-açúcar, a palha deixada após a colheita, revolvendo apenas o local onde a muda e os insumos (adubos e agroquímicos) serão depositados. Este sistema é bastante desenvolvido na produção de grãos no Brasil, com tradição desde a década de 1970, sendo iniciado na Região Sul do Brasil e depois se estendendo para as regiões Centro-Oeste e Norte, juntamen-
te com a expansão das áreas de grãos. Uma etapa muito importante do processo, que é realizada antes do plantio, é relacionada à colheita e ao transporte das mudas. Nos primórdios do plantio mecanizado, foi verificado que a colhedora de cana picada era uma das maiores fontes de danos às gemas, fazendo com que fosse necessária uma maior quantidade de gemas para garantia de um canavial com estande adequado. Por isso, foram necessárias diversas alterações na colhedora de cana, fazendo com que o nível de danos fosse diminuído consideravelmente. O maior cuidado com relação ao transporte é relacionado ao custo e à eficiência da operação, pois a cana que será usada no plantio é transportada através de transbordos de cana picada para curtas distâncias ou em caminhões especialmente projetados para esta operação para distâncias maiores e então transferida às plantadoras no local de plantio. O plantio mecanizado consiste na
Valtra
O plantio direto é o que menos mobiliza o solo e que maneja os restos vegetais, no caso da cana-de-açúcar
execução pela plantadora de todas as operações envolvidas no plantio: abertura dos sulcos, aplicação de fertilizantes, distribuição das mudas, aplicação de defensivos agrícolas (fungicidas e inseticidas) e cobertura dos sulcos, considerando-se o plantio em duas linhas simultâneas de cana, normalmente com espaçamento de 1,5m. Alguns modelos aplicam também torta de filtro. As carretas transportadoras de mudas carregam em geral quatro toneladas de mudas. Existe uma variação da plantadora para ser utilizada em áreas com espaçamento alternado, principalmente em solos arenosos, com linhas de plantio com espaçamento de 0,9m entre si e 1,6m de entre linha. A expectativa é de que este sistema, que possibilita melhor fechamento da cultura e maior insolação, além de facilitar o tráfego controlado, traga um aumento de produtividade, principalmente para solos de baixa fertilidade e arenosos.
NOVAS TECNOLOGIAS
Falando um pouco mais profundamente do sistema de plantio mecanizado, foram desenvolvidas tecnologias em todas as etapas do processo: área de máquinas e equipamentos agrícolas, técnicas agronômicas, de fitossanidade, variedades adequadas, qualidade da muda, logística, entre outras. LembranSetembro 2016 • www.revistacultivar.com.br
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do que o plantio tem um agravante para o desenvolvimento de tecnologia; não existem áreas experimentais para se testar o sistema. Os aprimoramentos dos equipamentos são feitos em tempo real durante a operação de plantio comercial e isso dificulta o desenvolvimento dos mesmos, e os custos de um erro de direcionamento de projeto pode chegar a R$ 8.000,00 por hectare. Mesmo dentro desse contexto, a evolução do desenvolvimento de equipamentos foi uma das mais acentuadas dentro do sistema de plantio mecanizado. Atualmente o setor produtivo conta com pelo menos quatro grandes empresas fabricantes de plantadoras de cana-de-açúcar, sendo que as novidades mais atuais estão relacionadas ao controle das operações do plantio, como utilização de câmeras em diversos pontos da plantadora; sensores dosadores de insumos; controladores de dispositivos hidráulicos; automação de processos internos; introdução de aferidores de velocidade, e georreferenciamento por GPS. As câmeras inicialmente foram utilizadas para auxiliar o operador da plantadora durante o trabalho noturno, porém, atualmente estão sendo empregadas em maior quantidade com o objetivo de substituir o operador da plantadora, restando ao operador do trator controlar estas funções. Nos
equipamentos mais modernos, como é o caso pioneiro da plantadora automatizada da empresa DMB, estas funções já estão totalmente automatizadas. Trata-se de uma tecnologia de ponta, que reduz custo de mão de obra e teve sua eficácia comprovada nas avaliações de plantios feitos com esse equipamento. Os sensores geralmente são utilizados para controlar a dosagem dos insumos, líquidos ou sólidos, e podem estar diretamente relacionados à velocidade de deslocamento da plantadora, a fim de manter a dosagem especificada. A integração com um sistema de georreferenciamento permite aplicação de taxas variáveis, otimizando a operação de aplicação do insumo e reduzindo os custos operacionais. Dispositivos eletrônicos de controle possibilitam sincronizar a velocidade de deslocamento da plantadora com a dosagem de toletes no sulco, bem como da dosagem dos fertilizantes e agroquímicos aplicados no sulco, sendo possível aumentar ou diminuir a quantidade de toletes e dos demais insumos em tempo real, conforme desejado. A tecnologia de georreferenciamento também permite a utilização de dispositivos de auxílio direcional, mais comumente denominado de piloto automático. Este sistema requer a utilização de equipamentos de maior acuracidade, a fim de garantir maior precisão no paralelismo das linhas de plantio. Uma vez georreferenciada, a área de plantio é possível utilizar esta mesma informação para fazer a colheita nos próximos anos, facilitando a operação em condições adversas e reduzindo o pisoteio na linha de plantio.
CUSTOS
De forma geral, os aspectos mais importantes a serem lembrados em um sistema de plantio mecanizado são época de plantio, variedade e condição da muda, sistematização e preparo do solo, máquinas e implementos, controle de qualidade e equipe e os principais problemas são uma má distribuição das mudas, gemas danificadas, profundida-
DBM
Divulgação
Uma vez georreferenciada a área de plantio é possível utilizar esta mesma informação para fazer a colheita nos próximos anos
de irregular de plantio e falhas no canavial acarretando menor produtividade. Além dos impactos descritos, a formação do canavial, com suas operações de preparo do solo, plantio e tratos culturais de cana planta (cana antes do primeiro corte), tem grande importância no custo total de produção de cana-de-açúcar. Levantamento realizado pelo PECEGE – Esalq – USP em 2015, a implantação do canavial tem custo de R$ 6.884,00 por hectare, dividido da seguinte forma: preparo tem valor de R$ 1.892,00, tratos culturais de R$ 969,00 e plantio de R$ 4.033,00. Apesar dos dados acima serem relativamente novos, os custos de plantio mecanizado atuais, levantados em número representativos de unidades produtoras de cana-de-açúcar, giram em torno de R$ 8.000,00, sendo a muda um dos pontos de maior impacto nesses custos. Uma tonelada de muda está custando para o produtor de R$ 100,00 a R$ 140,00 por hectare, além dos custos do frete para transportar essa muda da área de viveiro para as áreas de plantio; lembrando que se utiliza no plantio mecanizado de dez a 20 toneladas de muda por hectare, de acordo com o grau de confiança do produtor, na uniformidade de dosagem da plantadora utilizada. Estes valores de custos de plantio, excluindo-se o valor do custo dos tratos culturais, devem ser rateados pela produção total de cana durante os anos nos quais este canavial está produzindo, portanto, quanto maior for a longevidade deste canavial (quatro, cinco ou mais cortes), mais diluído será este custo. Para se ter uma visão mais global da evolução do plantio mecanizado na região Centro-Sul do Brasil, dados da
Autores falam das novas tecnologias no plantio mecanizado da cana
Unica mostram que na safra 15/16 foram plantados 596,5 mil hectares de cana (dados de 183 usinas produtoras), sendo 472,6 mil hectares (79,4%) de áreas de plantio mecanizado e 124,5 mil hectares (20,6%) de áreas de plantio manual. Como estes números são representativos do total de usinas da região Centro-Sul, podemos concluir que atualmente a região Centro-Sul tem 80% da área com plantio mecanizado e 20% com plantio manual. Finalizando, a expectativa é que daqui a no máximo cinco anos não mais exista o sistema de plantio manual de cana e, consequentemente, 100% das áreas plantadas serão pelo sistema mecanizado e mais algumas outras novas tecnologias em fase de desenvolvimento. O plantio mecanizado “ideal” ainda requer muitos desafios tecnológicos a serem vencidos. Porém, trata-se de um sistema que,
N
com a continuidade desse desenvolvimento e a adoção de equipamentos adequados para colheita, transporte e plantio, juntamente com um bom planejamento da reforma do canavial, certamente resultará na opção mais viável em termos logísticos, econômicos e estratégicos para o setor sucroalcooleiro. Neste contexto é fundamental a continuidade do investimento em pesquisa e desenvolvimento, a fim do setor não perder o “timing” neste processo e ser surpreendido no futuro com equipamentos de baixo desempenho e que não atendam às expectativas ou que limitem as estimativas de .M lucros no setor sucroalcooleiro. Marcelo de Almeida Pierossi AgroPerforma Consultoria Agrícola José Guilherme Perticarrari PertiAgri Consultoria Agrícola
Plantio de cana nas regiões brasileiras
a região Centro-Sul, produtora de cerca de 90% da cana-de-açúcar no Brasil e que compreende os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o plantio de cana é realizado em diferentes períodos do ano, recebendo distintas denominações: • Setembro a início de dezembro Denominada de cana de ano, que é a cana plantada logo no início das chuvas e que tem pouco tempo para vegetar, ocasionando uma menor produtividade, e por isso ela só é adotada em cerca de 20% dos casos. • Janeiro a abril - Denominada de cana de ano e meio, na qual o canavial permanece em repouso por alguns meses após a remoção da última colheita ou é
usado para rotação de cultura com alguma leguminosa ou oleaginosa, principalmente amendoim, soja e crotalária, como adubação verde para afixação do nitrogênio. A produtividade neste tipo de plantio é superior à anterior, porém, o tempo entre o último corte e o primeiro corte do ciclo sendo plantado é de no mínimo 18 meses, daí o nome do sistema. • Maio a agosto - Denominada de cana de inverno, que tem realização na época de estiagem e por isso demanda irrigação para o estabelecimento da cultura. Suas produtividades são próximas às obtidas pela cana de ano, porém, com um tempo de vegetação de cerca de 14 a 15 meses.
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EVENTOS
Expointer 2016 A
Embaladas pela expectativa de retomada nas vendas no último trimestre do ano, as empresas de máquinas agrícolas trouxeram para a Expointer os principais lançamentos de 2016
pesar da forte ligação com a pecuária, as máquinas e os implementos agrícolas foram os itens mais procurados na 39ª edição da Expointer, realizada de 27 de agosto a 4 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, Rio Grande do Sul. De acordo com as instituições financeiras presentes na feira, o volume de negócios este ano chegou a R$ 1,5 bilhão e superou a edição anterior. O mercado de máquinas não apresentou muitos lançamentos e os fabricantes optaram por destacar as já lançadas em feiras agrícolas que ocorreram este ano em diferentes regiões do Brasil. Nós conferimos o que cada empresa exibiu nesta edição e apresentamos os principais destaques e lançamentos da feira.
JACTO
A Jacto levou para a Expointer 2016 um portfólio focado na diminuição de desperdício de produto, tempo e trabalho. A empresa apresentou dois lançamentos: o Uniport 2530 e o Uniport 4530. Na linha de pulverizadores tratori-
zados, o destaque foi o Condor 800 AM 18. Novidades em bicos de aplicação e a nova versão do Sistema Otmis Maps Telemetria para agricultura de precisão, bem como a versão OtmisNET Mobile também foram apresentadas no evento. O grande destaque, o modelo Uniport 4530, possui reservatório de 4.500 litros, barras de pulverização de 36 metros e apresenta rendimento operacional de até 80 hectares por hora. Quando comparado com equipamentos que possuem reservatório de 3.000 litros e barras de 30 metros, o Uniport 4530 apresenta aumento do rendimento operacional em até 30% e redução do amassamento em até 17%. Já o Uniport 2530 foi formatado para trabalho nas diversas condições de terreno, pulverizando em rampas de até 30%. Possui reservatório de 2.500 litros e 30 metros de barra. O vão livre fixo é de 1,60 metro. Já na parte de agricultura de precisão, a Jacto apresentou uma nova versão do sistema Otmis Maps Telemetria. Entre as possibilidades dessa ferramenta, destacam-se a certificação
O Uniport 4530 possui reservatório de 4.500 litros, barras de pulverização de 36 metros e apresenta rendimento operacional de até 80 hectares por hora
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da aplicação de defensivos conforme o programado, no volume de aplicação desejado, e também checando se as condições climáticas estavam adequadas, como a temperatura e a umidade relativa no momento da aplicação.
NEW HOLLAND
Novidade em energia limpa e o grande destaque da New Holland Agriculture durante a Expointer 2016, o trator T6.140, movido a biometano, é uma tecnologia que permite a redução do custo de combustível, mantendo desempenho operacional com mais sustentabilidade. A linha T6 atende todos os tipos de culturas, em diversas operações na propriedade, o que garante o potencial desse novo modelo. Além da potência tradicional da linha, o protótipo emite 80% menos CO2 do que com combustível fóssil, a um preço acessível e aproveitando o crescente acesso a biocombustível. O trator tem capacidade de armazenar 300 litros de metano comprimido. Essa quantidade dá uma autonomia de cinco a seis horas de trabalho ininterrupto, além de uma economia que pode variar em até 40% em relação ao custo do diesel. Além do trator movido a biometano, a empresa destacou o pulverizador SP2500 Premium, com motor FPT de quatro cilindros, turbo com potência de até 165cv e capacidade para operar até 40km/h. O tanque de combustível é de 182L e o tanque de produto de 2.500L. O tamanho da barra de pulverização pode ser de 24m a 27m, o que confere versatilidade ao produtor, que pode escolher o tamanho de acordo com a sua necessidade. Já na parte de colheitadeiras, um dos destaques da marca foi a classe 8 CR8090, que possui tubo que mede até
Fotos Cultivar
ideal de trabalho. A máquina já vem equipada com o sistema completo de agricultura de precisão, que inclui GPS e piloto automático, além de um monitor que indica o rendimento e a umidade do grão colhido em tempo real.
das, resultando em 22, 26, 30 e 34 linhas. O produto possui disponibilidade de cinco sistemas diferentes de sulcadores para a deposição de adubo, pela utilização de linhas de semeadura pantográficas com grande flutuação. O reservatório central de sementes da Newland Full FastFill tem capacidade de 2.000 litros. A condução de sementes até o distribuidor é realizada através de fluxo de ar e se dá pelo sistema Atac (Air Flow Transport Chamber). A transmissão da linha de semente do sistema Vacuum System é realizada através de um cabo flexível chamado Flexshaft, que evita possíveis falhas no sistema de distribuição de sementes. Outro diferencial é o Distribuidor Pneumático Semeato de Fertilizantes (DPSF), que permite maior agilidade no abastecimento e maior precisão na distribuição de fertilizantes. A Newland Full FastFill também apresenta duas opções para a transmissão de semente e adubo: o sistema eletro-hidráulico com Isobus e o sistema mecânico através de caixas de câmbio.
A Semeato destacou a Newland Full FastFill, com 13, 15, 17 ou 19 linhas, uma semeadora-adubadora para grãos graúdos com caixa central de sementes e com sistema pneumático central para distribuição de adubo. Há a possibilidade de trabalhar com duas máquinas acopla-
A Marini levou à Expointer o kit rodado duplo ou de fixação de rodas com sistema de castanhas lançado durante a Agrishow 2016. Este kit possibilita mudar a bitola, abrindo ou fechando o espaçamento, sem tirar a roda, de forma simples e rápida. O kit de rodas especiais
Novidade em energia limpa é o grande destaque da New Holland Agriculture durante a Expointer 2016, o trator T6.140, movido a biometano
8,9 metros e proporciona segurança ao trabalho de descarga em movimento. A máquina possui também tanque com capacidade para 14.500 litros, volume que pode ser descarregado em menos de dois minutos - a uma taxa de 142L/s - em uma operação realizada com o acionamento de poucas teclas na alavanca multifunção dentro da cabine. A CR8090 possui também sistema Intelli Cruise, que analisa a carga com que o motor está operando e regula automaticamente a velocidade. Ele funciona também com base no índice de perda de grão, não ultrapassando a velocidade
SEMEATO
A Semeato destacou a Newland Full FastFill, com 13, 15, 17 ou 19 linhas, uma máquina para grãos graúdos
MARINI
A Marini levou à Expointer o kit rodado duplo ou de fixação de rodas com sistema de castanhas lançado na Agrishow
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Fotos Cultivar
A John Deere fez o pré-lançamento da colheitadeira S400, que tem como atrativo a mudança da tecnologia saca-rolha para rotor
é indicado para aplicações em pulverização, pela facilidade de alteração de bitola que se adapta aos espaçamentos das diferentes culturas. Também foi lançado na feira o RD Ideal, um kit de rodado duplo para colheitadeiras, que pode ser transportado em prancha, graças à medida das rodas internas não ultrapassar a largura de 3,2 metros.
JOHN DEERE
A John Deere participou da Expointer 2016 com novidades e evoluções tecnológicas em seu portfólio. Nesta edição da feira, a marca faz o pré-lançamento da colheitadeira S400, que tem como atrativo
a mudança da tecnologia saca-rolha para rotor. Chamada de Rotor TriStream, a tecnologia possui três seções descentralizadas (alimentação, trilha e separação) e permite uma melhor separação dos grãos da palha. Os visitantes também puderam conferir o modelo S550 com plataforma 613C para colheita de milho. O grande diferencial deste equipamento está no desempenho nas mais variadas condições de colheita e a versatilidade, capaz de colher outras culturas - como a soja e o feijão. Os visitantes também puderam vivenciar a experiência de colheita, através do simulador GoHaverst, que traz situa-
A francesa Kuhn apresentou suas plantadoras e semeadoras, equipamentos desenvolvidos para fazer o plantio na palhada
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ções reais do cotidiano do agricultor para ampliar as habilidades dos operadores da Série S de colheitadeiras. O produto é direcionado aos profissionais experientes que desejam extrair ainda mais os potenciais da máquina e também às pessoas que necessitam conhecer os benefícios das colheitadeiras antes mesmo de atuar na lavoura, otimizando o processo de aprendizagem de colheita. A John Deere também apresentou suas soluções em agricultura de precisão, como o JD Link, ferramenta para gerenciamento agrícola que tem como objetivo melhorar a gestão da propriedade de forma remota. O acesso às informações, feito através da internet, permite o processamento de dados para avaliação de fatores como disponibilidade, custos e desempenho do maquinário. A marca destacou suas linhas de tratores Série 6 e Série 5E. A Série 6 possui sistema de transmissão Power Quad, o que torna possível realizar a troca de marchas sem parar o equipamento, economizando tempo e diminuindo custos. Já para operações de grande porte, os representantes foram os modelos 7195J e 8270J. Também ganharam destaque as plantadeiras 1107 e 2115, equipadas com o sistema VacuMeter e produtos da linha Green System, como as novas carregadoras frontais 553, 562 e 563, agora fabricadas nacionalmente.
KUHN
A francesa Kuhn apresentou suas
A GTS levou para a Expointer sua plataforma de colheita Flexer em duas versões
A Jumil lançou a colhedora de forragens JM4200 com cracker, de uma linha, voltada para a quebra de grãos
plantadoras e semeadoras, equipamentos desenvolvidos para fazer o plantio na palhada, como a Quadra Venta, semeadora rebocada para plantio direto, o grande destaque da marca no evento. Desenvolvida para plantio de grãos finos, a semeadora é indicada para culturas de inverno e também para plantio de arroz e pastagens. Seu chassi equilibrado consegue transpor taipas em lavouras de arroz com eficiência, permitindo trabalho em terrenos agressivos. A Quadra Venta se destaca também pela facilidade de alternar de posição de trabalho para posição de transporte em dois minutos. Com tecnologia Isobus, realiza comunicação entre trator e semeadora, permitindo a calibração através da cabine de operação, e possui dosadores pneumáticos Rauch, que geram uniformidade de estande de plantio. Ela pode atingir até 100 hectares por dia de plantio, pois apresenta um reservatório de 3.500 litros, o que acarreta em poucos abastecimentos durante a jornada de trabalho. Suas linhas pantográficas, aliadas às articulações do chassi, copiam completamente o solo. A Quadra Venta oferece chassi de 9m e 10m de largura, podendo chegar a 80 linhas de plantio.
A KF levou para a feira suas plantadorasadubadoras de arrasto Geração 4500
(ambas em alumínio) e Série Prime (em aço carbono). Duallflot agrega tecnologia, com integração entre eletrônica e hidráulica, conta com transmissão dupla sincronizada e sistema de travamento hidráulico mecânico. Características presentes também na Série S. Já a Flexer Prime vem com transmissão simples e sistema de travamento mecânico.
JUMIL
A Jumil lançou na Expointer a colhedora de forragens JM4200 com cracker, de uma linha, voltada para a quebra de grãos para silagem, com foco na alimentação animal de pecuária leiteira. Trata-
-se de implemento com versão exclusiva no mercado, que conta com 12 facas picadoras em “Z”, alta velocidade de trabalho e fácil regulagem das contrafacas. De acordo com o fabricante, em tratores de 65cv a 110cv produz até 28 toneladas por hora, dependendo das condições da lavoura. Pode ser utilizada em culturas como milho, sorgo, cana-de-açúcar e capim.
KF
A KF levou para a feira suas plantadoras-adubadoras de arrasto Geração 4500. Entre os modelos da marca está o 7040-A, com capacidade aproximada
GTS
A GTS do Brasil levou para a Expointer sua plataforma de colheita Flexer, com mais de 15 metros de largura, que conta com versões Duallflot, Série S
Já na gaúcha Tramontini algumas das principais novidades da marca foram os tratores isométricos, reversíveis e articulados
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Fotos Cultivar
A Massey Ferguson lançou oficialmente durante a 39ª edição da Expointer a versão cabinada para a Série MF 4200 Compacto
para 933 quilos de adubo e 220 quilos de semente de soja. O implemento pesa 2,7 mil quilos e demanda trator com potência de 80 cavalos. A largura entre linhas é de 50cm em soja e 100cm em milho. Entre os diferenciais dos modelos Geração 4500 se destaca o desencontro das linhas dianteiras, de aproximadamente 380mm. Seu sistema pantográfico se adapta aos diversos tipos de solo e palhada. Possuem distribuição de semente por discos horizontais e de adubo por sistema rosca sem-fim, troca rápida do disco de semente e do anel base e apresentam caixa de transmissão com sistema de câmbio.
TRAMONTINI
Já na gaúcha Tramontini algumas das principais novidades da marca foram os tratores isométricos, reversíveis e articulados, que são fruto de um acordo de cooperação internacional fechado recentemente entre a fabricante gaúcha e a montadora italiana Antonio Carraro. O negócio com a multinacional visa à distribuição e à comercialização dos tratores no primeiro momento. Entretanto, faz parte do acordo com os italianos a nacionalização de tecnologia, onde as máquinas passariam a ser montadas no parque fabril da Tramontini, em Venâncio Aires (RS). Através deste projeto, a empresa pretende oferecer ao mercado Setembro 2016 • www.revistacultivar.com.br
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tratores de aplicações específicas e tecnologia superior. Três modelos estiveram expostos ao público no setor de máquinas na Expointer: TRX 7800 (cabinado), TN 6400 (articulado) e ST 5800 (reversível). Os equipamentos possuem potências entre 50 cavalos e 75 cavalos, desenvolvidos especialmente para regiões de difícil acesso ou montanhosas, onde geralmente são cultivados frutas, hortaliças, café, entre outras culturas. Ainda por serem reversíveis, os tratores podem trafegar em ambas as direções, apenas alterando a posição do banco, que gira juntamente com o painel, invertendo o sentido de deslocamento. Também possuem modelos com sistema de levante frontal, além do traseiro, o que permite utilizar dois implementos ao mesmo tempo. Os modelos estão disponíveis com ou sem cabine e com transmissão sincronizada de 16 marchas à frente e mesma quantidade de marchas à ré.
produto. A série é composta de três modelos: MF 4265 (65cv), MF 4275 (75cv) e MF 4283 (85cv), versões indicadas para culturas adensadas como cafeicultura, citricultura e horticultura. Para atender os profissionais deste segmento, a marca desenvolveu os novos modelos com cabine para que os operadores possam ter melhores condições de trabalho durante a jornada. Além disso, têm estrutura de proteção contra capotamento, comandos ergonomicamente posicionados e ar-condicionado. Outra novidade são os faróis em linha, na parte superior frontal do capô e no teto da cabine, que proporcionam maior profundidade e amplitude lateral, o que resulta em melhoria na eficiência durante os períodos noturnos, por exemplo. O pulverizador MF 9030 Plus foi outro destaque da marca na feira. A máquina é equipada com motor AGCO Power de seis cilindros, com 200cv de potência, transmissão hidrostática com tração 4x4, vão livre de 1,65m em relação ao solo. Outro diferencial da máquina é o sistema EndCap, que não permite que fique pressão residual na tubulação de pulverização, mantendo-a completamente cheia de defensivos agrícolas, permitindo uma pulverização mais uniforme. Outra característica importante deste sistema é que ele melhora o tempo de resposta no
MASSEY FERGUSON
A Massey Ferguson lançou oficialmente durante a 39ª edição da Expointer a versão cabinada para a Série MF 4200 Compacto. O conceito da nova família de tratores compactos e cabinados da Massey Ferguson havia sido apresentado na Agrishow deste ano, mas foi a partir da Expointer que passou a comercializar o
A Case Construction Equipment lançou a escavadeira hidráulica CX220C
O Imperador 3.0 da Stara conquistou o Prêmio Gerdau Melhores da Terra 2016 na categoria Novidade Expointer
acionamento e desligamento das seções de pulverização. Um dos destaques em colheitadeiras foi a MF 5690, que compõe a linha de equipamentos da classe 4, voltada a produtores de pequenas propriedades rurais. Com um motor de seis cilindros turbo intercooler AGCO Power de 7.4 litros, a colheitadeira consegue chegar a 220cv (2.100rpm). Já a MF 6690, também destaque da empresa, é a primeira colheitadeira com sistema híbrido fabricada na América do Sul, desenvolvida para proporcionar o menor nível de perdas do mercado, mesmo em condições difíceis de colheita, como alta umidade. A Massey Ferguson também apresentou o Fuse Connected Services – estratégia de agricultura de precisão que
Além do 7215, a Agrale destacou o trator isodiamétrico 4233, que levou o Prêmio Gerdau Melhores da Terra
combina tecnologia, peças de reposição, serviços e suporte adequados para ajudar os produtores rurais a otimizar suas operações e maximizar a disponibilidade dos equipamentos por meio de manutenção preventiva e monitoramento das condições de trabalho. O Fuse Connected Services trabalha com um sistema de telemetria, que permite controlar remotamente a frota em operação no campo.
CASE CONSTRUCTION
A escavadeira hidráulica CX220C versão florestal, para colheita de madeira de reflorestamento, como pínus e eucalipto, foi o lançamento da Case Construction Equipment na Expointer 2016. O projeto foi desenvolvido para atender à demanda de colheita de madeira de reflorestamento, utilizada principalmente pela
A LS Tractor apresentou para os produtores gaúchos o trator R60 C durante a Expointer 2016
indústria de celulose. Com um processador Harvester, implemento diferenciado desenvolvido por uma empresa parceira, acoplado na extremidade do braço, o conjunto derruba, corta as toras com comprimentos programados e, se necessário, descasca a madeira colhida. O modelo possui também proteção em toda sua estrutura para evitar danos causados por queda de galhos. A cabine do operador é protegida por grades nas partes superior e frontal, além de um vidro blindado de 12mm que garante a integridade do operador em caso de quebra da corrente de corte da serra. A máquina é equipada com motor FPT Industrial de 145HP, com certificação Tier3, de baixa emissão de poluentes.
O grande destaque da JAN foi o Pulverizador Power Jet 2500, que possibilita a escolha de barramento frontal ou traseiro
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Fotos Cultivar
O destaque da Valley foi a plataforma de gestão de informações para manejo hídrico, chamada Irriger Connect
STARA O Imperador 3.0 conquistou o Prêmio Gerdau Melhores da Terra 2016, na categoria Novidade Expointer, divisão Agricultura de Escala, e foi o grande destaque da Stara durante a Expointer. A máquina é o resultado da união da tecnologia do pulverizador Imperador e do distribuidor Hércules. O autopropelido reúne um pulverizador com barras centrais e um distribuidor, podendo realizar as duas operações no mesmo equipamento. O pulverizador permite o parcelamento das aplicações de fertilizantes e defensivos, com a manutenção do mesmo rastro. A máquina possui motor MWM de 205cv Turbo e sistema de transmissão hidro 4x4, permitindo trabalhar em terrenos com inclinação de até 31,7%. A bomba
A Agrimec apresentou a carreta graneleira Granbox Triflex Multifuncional
hidráulica é LS (LoadSensing), sistema que disponibiliza a vazão necessária para o implemento, acoplado ao motor. Para a pulverização, possui reservatório de calda de 2.400 litros, produzido em polietileno. Com barras centrais, garante a estabilidade durante a aplicação, mesmo em terrenos com desnível. Para distribuição, possui reservatório em inox com capacidade de até três toneladas. Possui, também, comporta dupla e esteira de borracha com dispositivo autocentralizador da fita transportadora para maior precisão na aplicação. O Imperador 3.0 é equipado com o controlador Topper 5500 e Telemetria Stara.
AGRALE
A Agrale expôs sua linha completa
O grande destaque da Case IH no evento foi a linha de colheitadeiras Axial-Flow Série 130, em especial para o Rio Grande do Sul
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de produtos para o produtor gaúcho na Expointer 2016. Entre os destaques estão o trator Agrale 7215, com 215cv, modelo de maior potência fabricado pela marca, e o trator 4233, primeiro modelo isodiamétrico (rodados do mesmo tamanho) produzido no Brasil e ganhador do Prêmio Gerdau 2016 na categoria Novidade Expointer Troféu Agricultura Familiar. O trator premiado possui dimensões reduzidas, tornando-se ideal para trabalhos em culturas baixas e estreitas, que exigem equipamentos de dimensões reduzidas, como na viticultura (uva latada), fruticultura e avicultura, entre outras. O trator 4233 possui rodados dianteiro e traseiro com as mesmas dimensões, o que faz com que o operador trabalhe mais próximo do solo e amplia a segurança em terrenos irregulares e íngremes. O modelo possui altura mínima até o assento de apenas 760mm - a menor de seu segmento. Equipado com motor Agrale M790, com 30cv de potência, transmissão de 12 marchas (oito à frente e quatro à ré), e capacidade de levante hidráulico de 1.050kg, além controle remoto de série e arco de segurança retrátil. Já o trator 7215, o maior modelo produzido pela Agrale, conta com uma cabine exclusiva, que propicia maior segurança, e é equipado com o motor MWM MaxxForce de seis cilindros, turboalimentado, e intercooler, com 215cv de potência. Com transmissão sincroni-
zada de 16 marchas (12 à frente e quatro à ré), o modelo apresenta escalonamento de marchas que permite um grande número de velocidades de trabalho. Outros destaques são o sistema hidráulico de vazão (210L/min a 2.300rpm) e a válvula de vazão contínua de série, com dez vias para acoplamentos, sendo seis vias para controle remoto e quatro vias para o controle de vazão.
LS TRACTOR
A LS Tractor apresentou para os produtores gaúchos o trator R60 C durante a Expointer 2016. A novidade neste trator é a cabine que oferece um padrão de ergonomia de nível internacional, baixo índice de ruído, vedação e fácil acesso a todos os comandos. O R60 C tem motor LS Tractor Tier III, que lhe confere economia de combustível e reduzida emissão de gases poluentes. O trator possui também tomada de força independente, operada a partir do painel, direção hidrostática, controle remoto independente, transmissão 32x16 com super-redutor e eixo frontal blindado. O R60 C vem se juntar ao time de tratores da fábrica sul-coreana que possui quatro séries (G, R, U e Plus) e 15 modelos, com potências que vão de 40cv a 105cv.
JAN
O grande destaque da JAN foi o Pulverizador Power Jet 2500, que possibilita a escolha de barramento frontal ou traseiro no mesmo modelo da máquina. O produto possui computador de pulverização, que mantém constante o volume de pulverização mesmo com variação de velocidade de deslocamento ou alteração na rotação do motor diesel, além da visualização e memorização de dados de trabalho. O pulverizador é equipado com motor MWM Internacional MS 4001 T de 130cv - Turbo Diesel e suspensão pneumática ativa. O vão livre é de 1,35m e a largura da máquina é de 3m com as barras fechadas. As barras podem ir de 22m a 25m e a altura é de no mínimo 0,6m e no máximo 2m. A empresa aproveitou a feira, tam-
bém, para divulgar o Smart Jan, departamento criado pela marca para incorporação e desenvolvimento de tecnologias, focado em agricultura de precisão.
VALLEY
A Valley participou da Expointer 2016 com três novidades para o setor de irrigação. O principal deles foi o lançamento da plataforma de gestão de informações para manejo hídrico, chamada Irriger Connect, que objetiva a otimização do uso da água por parte do produtor rural, evitando desperdícios e aumentando a produtividade. O Irriger Connect integra diversas ferramentas e atividades relacionadas à irrigação, como aferição e calibração dos equipamentos de irrigação, software para gestão da irrigação, estação meteorológica automática, programa de Treinamento, fieldcommander, análise e monitoramento dos custos da irrigação e agricultura de precisão. Outro destaque foi o Pivô 5 Polegadas Valley, voltado para irrigação de baixo custo para pequenas e médias áreas, de até 40 hectares. A Valley também apresentou o Consórcio Valley, para facilitar aos produtores rurais a aquisição de pivôs. Os planos de aquisição oferecidos pela companhia podem ser quitados em até 60 meses sem juros, por meio de parcelas mensais, trimestrais ou semestrais.
O crédito disponível é de R$ 250 mil a R$ 1 milhão.
AGRIMEC
A Agrimec apresentou o Guincho Agrícola para Bag Multifuncional GBM, equipamento que visa a segurança e mobilidade no manuseio de bag para abastecimento de aviões agrícolas, suportando Big Bag de lança de até 2.500kg, com alcance total de até seis metros. Outro grande destaque da marca foi a Carreta Granbox Triflex Multifuncional 20.000, que graças aos dois canos existentes, executa simultaneamente suas tarefas: abastecendo as plantadeiras com adubo e sementes no plantio e acompanhando o trabalho de recolhimento de grãos na colheita. Ideal para produtores de grãos em geral, o implemento otimiza recursos, economizando tempo e mão de obra, e pode ser aplicado nas culturas de arroz, soja, trigo e milho.
CASE IH
A Case IH apresentou diversas soluções, como a linha de tratores Puma, com os modelos 200, 215 e 230. A categoria recebeu reforços para aplicações, tanto de grãos quanto às relacionadas ao setor canavieiro, com opções de potência nominal de 197cv, 213cv e 234cv. Os modelos possuem injeção eletrônica de combustível Common Rail e a
A plataforma Draper HiFlex Valtra Série 600 FD, de 40 pés (12,19m), garante o aumento e a homogeneização do volume de material colhido
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Cultivar
Os principais destaques da PLA foram os pulverizadores Hydra 200 e Taurus 300
transmissão Full Powershift 18x6 com AutoShift, 18 velocidades à frente e seis à ré. Outro diferencial é o gerenciamento no modo APM (sigla em inglês para Gerenciamento Automático de Produtividade), item de série desses tratores, no qual o operador pode selecionar a rotação desejada e o sistema se encarrega de realizar o ajuste da marcha mais adequado para determinada operação. Caso aconteça sobrecarga em algum momento, o equipamento reduz a marcha e, na sequência, retorna à ideal. A linha Puma é equipada com motor turbo intercooler de seis cilindros FPT Case IH de certificação Tier III, de 6,7 litros, eixo dianteiro HD, cubo que passa a ter quatro planetárias e novo diferencial traseiro. Outro grande destaque da marca no evento foi a linha de colheitadeiras Axial-Flow Série 130, em especial para o Rio Grande do Sul a versão para colheita de arroz do modelo 5130. A Série 130 foi o grande lançamento da Case IH no ano de 2016, composta de quatro modelos: 4130 (da classe 5), 5130 e 6130 (da classe 6) e 7130 (da classe 7). A nova série vem equipada com novos motores eletrônicos (FPT NEF 6 para os modelos 4130 e 5130, e FPT Cursor 9 para os modelos 6130 e 7130) de até 378 cavalos. Os modelos 5130, 6130 e 7130 receberam o novo rotor Small Tube, cujo Setembro 2016 • www.revistacultivar.com.br
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espaço da área de debulha e separação ficou 26% maior. O tanque graneleiro, com capacidade para armazenar até 10.600 litros, teve a cobertura redesenhada e ganhou uma extensão em lona na parte interna, evitando a entrada de chuva e reduzindo as perdas.
VALTRA
A Valtra destacou o pulverizador BS 3020H HiTech. Com uma série de avanços, o modelo é a evolução do BS 3020H e traz mudanças ergonômicas e tecnológicas. Uma das novidades é o sistema EndCap, que melhora o tempo de resposta no acionamento das pontas de pulverização em cerca de 85%, graças à remoção do ar da tubulação, o que torna o acionamento das válvulas antigotejo mais preciso e eficiente. Outra característica é que o sistema EndCap atua expelindo o ar presente dentro da tubulação de pulverização, o que a mantém completamente cheia de calda, proporcionando uma pulverização mais uniforme e com melhor qualidade, sem pressão residual. Além do pulverizador, a Valtra também destacou as colheitadeiras BC6800 e BC8800. A BC6800 é uma Super Classe VI Plus, com motor AGCO Power 84 WI, de seis cilindros turbo intercooler, com 350cv de potência nominal a 2.100rpm, potência máxima de 370cv e potência reserva de 380cv. O tanque de grãos tem
capacidade de 10.570 litros e vazão de 88L/s, o rotor axial é de 3,56m de comprimento e 700mm de diâmetro, o maior do segmento, e podem ser acopladas plataformas de caracol, de 25 ou 30 pés, ou draper, de 25, 30 ou 35 pés, ou, ainda, de milho até 15 linhas/45cm. A BC8800, equipada com plataforma draper de 40 pés, possui motor AGCO Power 98 ATI, de sete cilindros turbo intercooler, com 470cv de potência nominal a 2.100rpm, potência reserva de 495cv e potência máxima de 510cv. Conta ainda com tanque de grãos de 12.334 litros e vazão de 150L/s (a maior do mercado), rotor axial de 3,56m de comprimento e 800mm de diâmetro. A plataforma Draper HiFlex Valtra Série 600 FD, de 40 pés (12,19m), garante o aumento e a homogeneização do volume de material colhido. O projeto da barra de corte proporciona regulagem fácil dos ajustes para todas as condições de colheita.
PLA DO BRASIL
Os principais destaques da PLA foram os pulverizadores Hydra 200 e Taurus 300. O Hydra 200 é o menor e mais simples de todos os pulverizadores autopropelidos do portfólio da marca, porém, foi desenvolvido com tecnologia semelhante à das máquinas maiores, característica da marca PLA. Ele foi projetado especialmente para os produtores que estão em processo de mecanização, saindo do equipamento de arraste para o autopropelido. Comparado à máquina de arraste, o Hydra 200 trabalha em menor tempo, devido à sua leveza, com 1,45 metro de vão livre. Já o Taurus 300 é capaz de aplicar em médias e grandes áreas com agilidade devido à sua autonomia de tanque e ao tamanho de barra. Tem motor Mercedes Benz de 218 cavalos, tanque de três mil litros, transmissão hidrostática Sauer Danfoss, bomba de pulverização Hypro e suspensão pneumática ativa. A cabine está montada sobre calços de amortecimento para proporcionar maior estabilidade ao operador e está equipada com piloto automático PLA – Autoline e controlador PLA – Ultranave 32, ar-condicionado e escada hidráulica. .M