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Maquinas 162 online

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Cultivar

Cultivar Máquinas • Edição Nº 162 • Ano XIV - Maio 2016 • ISSN - 1676-0158

Índice 4 Rodando por aí

Destaques

9 Inspeção de pulverizadores 12 Densidade de semeadura 16 Capa - Manutenção de tratores 20 Capa - Cuidados com válvulas 22 Capa - Manutenção Sistema Hidráulico 25 Colheita mecanizada de tomate 28 Subsoladores e escarificadores

Parada necessária Entenda a importância da manutenção preventiva e saiba como realizar pequenos ajustes que deixarão sua máquina sempre pronta

Tecnologia de aplicação Inspeção de pulverizadores mostra que menos de 10% das máquinas avaliadas no campo não apresentam problemas

Grupo Cultivar de Publicações Ltda. Direção Newton Peter

• Editor Gilvan Quevedo • Redação Rocheli Wachholz Karine Gobbi • Revisão Aline Partzsch de Almeida • Design Gráfico Cristiano Ceia

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09

Para descompactar Saiba a diferença entre subsoladores e escarificadores e quais as indicações para cada um deles

Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 www.revistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br (*10 edições mensais + 1 conjunta Dez/Jan) Números atrasados: R$ 22,00 CNPJ : 02783227/0001-86 Assinatura Internacional: US$ 150,00 Insc. Est. 093/0309480 € 130,00

• Coordenador Comercial Charles Echer • Vendas Sedeli Feijó Rithiéli de Lima Barcelos • Coordenação Circulação Simone Lopes

Capa - Charles Echer

32 Eventos - Agrishow 2016

• Assinaturas Natália Rodrigues Clarissa Cardoso Aline Borges Furtado • Expedição Edson Krause • Impressão: Kunde Indústrias Gráficas Ltda.

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NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL

• ASSINATURAS

• REDAÇÃO

• MARKETING

3028.2000

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Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@revistacultivar.com.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.


RODANDO POR AÍ Aposta no Brasil O vice-presidente da Case IH para América Latina, Mirco Romagnoli, marcou presença na Agrishow 2016. Romagnoli falou com otimismo sobre a agricultura brasileira, mesmo com o cenário econômico passando por um momento difícil. “O lançamento da série 130 mostra que continuaremos apostando no Brasil e na agricultura brasileira”, afirmou Romagnoli.

Mirco Romagnoli

Financiamentos O diretor comercial da Case IH para América Latina, César Di Luca, falou sobre o banco CNH e as condições de financiamento na feira, ressaltando as oportunidades tanto para a agricultura familiar, quanto para a agricultura em escala. “O Banco CNH está aprovando financiamentos de oito anos para agricultura familiar, com 7,5% de juros ao ano, e 9% ao grande produtor”, afirmou Di Luca.

César Di Luca

O presidente mundial da Case IH, Andreas Klauser, marcou presença na Agrishow 2016. Apesar do momento instável, ele disse que está confiante na retomada das vendas no Brasil e que o crescimento da agricultura brasileira não pode ser comparado a nenhum lugar do mundo nos últimos anos. Ele também falou da retração do mercado mundialmente e do crescimento da Case IH neste cenário. “Mesmo com o mercado em retração, investimos 40 milhões de dólares no desenvolvimento da Série 130 de colheitadeiras”, explicou. Para Klauser, o crescimento da empresa está baseado na oferta de novas tecnologias e no aumento de eficiência de equipamentos, com foco na agricultura profissional.

Portfólio

“Este ano é o ano da consolidação do nosso portfólio”, afirmou o gerente de Marketing da New Holland, Carlos d’Arci, durante a Agrishow 2016. Sem lançamentos para a feira, a marca aproveitou o evento para mostrar toda a sua variada linha de soluções para os produtores que passaram pelo seu estande. d’Arci destacou também o New Holland em Campo, que passará por diversas cidades brasileiras durante 2016, apresentando os produtos da marca de forma lúdica, através de um espetáculo sobre a relação do produtor e sua máquina. Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

04

A Case IH apresentou o lançamento 2016 da marca durante a Agrishow 2016: as colheitadeiras axiais da série 130. A série conta com quatro modelos: 4130 (da classe 5), 5130 e 6130 (da classe 6) e 7130 (da classe 7). Segundo o diretor de Marketing da Case IH para América Latina, Christian Gonzalez, a série foi pensada para gerar a maior eficiência de custo ao produtor. “Apontamos, principalmente, a economia de combustível e a simplicidade na manutenção que essas máquinas trazem ao produtor”, ressaltou Gonzalez.

Christian Gonzalez

Novos motores A FPT Industrial, marca de motores do Grupo CNH Industrial, participou da Agrishow 2016 com suas tecnologias para o mercado agrícola. O presidente da FPT Industrial para América Latina, Marco Rangel, afirmou que a empresa pretende lançar 49 novas versões de motores até o final de 2016. “Além disso, todos os motores desenvolvidos já atendem às normas Tier III, que são responsáveis por controlar os níveis de poluentes emitidos por máquinas e entram em vigor em 2017”, destacou Rangel.

Marco Rangel

Linhas de crédito

Mundial

Andreas Klauser

Série 130

Carlos d’Arci

Durante a Agrishow, a New Holland ofereceu a modalidade de negócio por Barter. A operação, comum entre os produtores rurais para a aquisição de sementes, defensivos e fertilizantes, consiste na negociação de máquinas agrícolas utilizando sacas de soja como moeda de troca. Outras linhas de crédito oferecidas pela marca durante a feira foram o Consórcio New Holland e os financiamentos via Banco CNH Industrial. “Nós readequamos o consórcio lançando grupos novos e também temos o banco da fábrica, que apresenta as melhores condições de financiamento”, explicou o diretor comercial da marca, Alexandre Blasi.

Alexandre Blasi

América do Sul

Werner Santos

A AGCO anunciou a contratação de Werner Santos como vice-presidente de Vendas e Marketing para a América do Sul. Entre suas atribuições, Werner vai definir e executar estratégias para vendas e marketing. Também será responsável por aprimorar a estratégia da marca, pela introdução de lançamentos e pelo desenvolvimento de produtos e concessionárias. “Muito além de desafios, o mercado de equipamentos e serviços agrícolas apresenta oportunidades. Fico honrado em estar de volta à AGCO”, afirmou Santos, que esteve presente na Agrishow 2016.


Marca forte “Uma marca jovem, mas com uma grande história na agricultura mundial”, foi assim que o presidente mundial da New Holland, Carlo Lambro, apresentou a marca na Agrishow 2016. A presença do executivo reforçou a importância da agricultura do Brasil e da América Latina para a marca New Holland.

Carlo Lambro

Trator premiado

Considerado o “Trator do Ano 2016” durante a última edição da Feira Agritechnica de Hannover, na Alemanha, o trator Fendt 1050, da Série 1000 Vario, foi um dos destaques apresentados pela Massey Ferguson, fabricante de tratores do Grupo AGCO, na Agrishow 2016. O modelo apresentado era de 524cv de potência e 2.400Nm de torque. “O conforto e a ergonomia deste equipamento, aliados à total conectividade na operação, garantem ao Fendt 1000 Vario o atendimento às melhores práticas da agricultura de ponta disponíveis no mercado”, comentou o diretor de Marketing da AGCO para América Latina, Alfredo Jobke.

Soluções completas O vice-presidente da New Holland para América Latina, Alessandro Maritano, também esteve presente na Agrishow 2016. Alguns dos destaques da marca na feira foram o trator T9 e as colheitadeiras CR 5.85 e CR 8090. “Temos soluções completas para todos os segmentos do agronegócio e isso faz toda a diferença para o produtor rural”, ressaltou Maritano.

Alessandro Maritano

Design premiado

A Valtra destacou na Agrishow 2016 a Série N de tratores, apresentada pela primeira vez no Brasil durante a feira. Lançada no exterior em 2015, a Série N recebeu os prêmios “Machine of the Year 2016” e “Tractor of the Year 2016 – Golden tractor for design”. Os tratores da série N possuem motor de 4 cilindros, que vão de 106cv a 187cv. De acordo com o supervisor de Marketing de Tratores da Valtra, Winston Quintas, a linha possui motor AGCO Power de 185cv e torque de 730Nm, “o que garante maior robustez e versatilidade nas operações de campo, com maior economia de combustível”, ressaltou Quintas.

Alfredo Jobke

Precision Planting

Pulverizadores

Com menos de um ano de atuação no Brasil, a Precision Planting participou da Agrishow 2016. “A linha de equipamentos da Precision Planting promove a captura de dados, analisa e gera informações instantâneas, elevando a qualidade destes processos”, explicou o especialista em Desenvolvimento de Produto, André Peres. Com o conceito de “agricultura de decisão”, a Precision Planting oferece ferramentas que captam as informações no campo e as gerenciam, em seguida, por meio de aplicativos de organização de dados que corrigem dispositivos mecânicos, hidráulicos e eletroeletrônicos.

Complementando a família dos pulverizadores automotrizes, a Jacto apresentou, na Agrishow 2016, seus dois grandes lançamentos do ano: o Uniport 2530 e o Uniport 4530. “Os lançamentos tornam o portfólio da Jacto ainda mais completo. Foram desenvolvidos pensando em rendimento, economia e tecnologia, fatores muito importantes para o desempenho do trabalho no campo”, explicou o gerente de Produto da Linha Pulverizadores Automotrizes e Adubadoras, Marcus Portari.

Marcus Vinícius Portari e José Tonon Júnior

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Grandes lançamentos

Assis Strasser

A GTS do Brasil participou da Agrishow 2016 com suas novidades para o agronegócio do Sudeste. “Não poderia haver melhor ocasião para mostrarmos alguns de nossos lançamentos para o ano”, ressaltou o presidente da GTS, Assis Strasser. Entre os destaques da marca, a Carreta Graneleira Super Waggon 48.000, com capacidade para 48 mil litros.

Colheitadeiras

Douglas Vincensi

Alguns dos destaques da Massey Ferguson na Agrishow 2016 foram a colheitadeira classe 6 MF 9695 e a apresentação da primeira cobertura automática para tanque graneleiro de colheitadeiras. “Com a classe 6 é possível melhorar a operação e entregar mais resultado operacional. Para isso, aumentamos e muito a capacidade de colheita se comparada com sua antecessora e sem sacrificar custos operacionais”, afirmou o gerente de Marketing de Produto Colheitadeira da Massey Ferguson, Douglas Vincensi.

Fuse Connected

Hexagon

Na Agrishow 2016, a Massey Ferguson apresentou suas soluções em agricultura de precisão, como o Fuse Connected Services – lançamento do grupo AGCO que combina tecnologia, peças de reposição, serviços e suporte para ajudar os produtores rurais a maximizar a disponibilidade dos equipamentos por meio de manutenção preventiva e monitoramento das condições de trabalho. “O Fuse Connected Services conecta cada fase do ciclo produtivo através do gerenciamento total dos dados da fazenda, assim é possível otimizar as atividades, garantindo que não haverá máquinas paradas e atraso nos trabalhos da lavoura”, afirmou o coordenador de Marketing do Produto ATS, Niumar Dutra Aurélio.

A Hexagon Agriculture levou à Agrishow 2016 um conjunto de soluções voltadas para automação das áreas de corte, carregamento e transporte de cana-de-açúcar. De acordo com o vice-presidente Doug Schmuland, o destaque da empresa foi a integração dos controladores Ti5 e Ti7 com o módulo de monitoramento que, trabalhando de forma simultânea, permitem o monitoramento de tratores, caminhões, colheitadeiras, máquinas de infraestruturas viárias, entre outros em detalhes e de modo integrado com a plataforma SWS.

Dener Jaime e Niumar Dutra Aurélio

Pivô 5 Polegadas

Phoenix 400 A PLA do Brasil apresentou seus lançamentos para 2016 durante a Agrishow. Um dos destaques foi o Phoenix 400, pulverizador com tanque de quatro mil litros e barra de até 40 metros em fibra de carbono. “Sua principal vantagem é a autonomia de uso: com maior tanque para abastecimento, tem maior rendimento e por isso maior cobertura de solo”, afirmou o gerente de Vendas, Neri Ferreira. A fertilizadora pneumática Pegasus 4.6 Air foi mais um lançamento destacado pela empresa na feira.

Neri Ferreira

Portfólio completo

Marlise Martineli

A LS Tractor destacou o trator R60 C, modelo vencedor do prêmio Trator do Ano na categoria Especiais em 2016, na Agrishow 2016. O R60 C está equipado com motor LS Tractor Tier III e a cabine oferece nível de ergonomia internacional e baixo índice de ruído. “Este é o maior evento para o setor de máquinas agrícolas, por isto preparamos o melhor para os nossos clientes e aos produtores rurais que nos visitaram”, ressaltou a supervisora de Desenvolvimento de Concessionários, Marlise Martineli.

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A Valley Irrigação esteve presente na Agrishow 2016 com suas soluções em irrigação. No estande da empresa, profissionais capacitados receberam os visitantes para falar sobre a importância da irrigação agrícola e as melhores práticas para adotá-la nas lavouras. A empresa apresentou uma novidade para pequenas e médias áreas, o Pivô 5 Polegadas, voltado para áreas de até 40 hectares. “Entre os diferenciais, estão a facilidade de controle e o monitoramento, que simplifica a operação”, explicou o analista de projetos, Franklin Carvalho.

Franklin Carvalho

Recepção

Alex Mendes

Em Agricultura de Precisão, alguns dos lançamentos da John Deere foram a antena Star Fire 6000 e o sinal SF3, que garantem melhor precisão de sinal de satélites, com resistência ao sombreamento e aumento de disponibilidade. Segundo o especialista de Solução Integrada em Preparo de Solo, Alex Mendes, o modelo é um substituto aprimorado do receptor Star Fire 3000, modelo anterior da companhia.


Soluções Landini A Landini, marca do grupo italiano Argo Tractors, marcou novamente presença na Agrishow 2016. “Neste ano, os visitantes puderam conhecer toda a gama de tratores em nosso estande, como os modelos Mistral com tomada de força frontal 55, Rex 85F, Technofarm 60 e 75, Landforce 115 e 125 e Landpower 145, 165 e 185. A Agrishow é uma oportunidade única para apresentar todas as nossas soluções para o produtor da região Sudeste e conhecer mais sobre as suas necessidades”, afirmou o CEO da divisão Américas da Argo Tractors, Tiago Bonomo.

Tiago Bonomo

Precisão

A equipe da Trimble Brasil Soluções apresentou durante a Agrishow 2016 as novidades da empresa em Agricultura de Precisão. A especialista de Vendas e Marketing, Flávia Lledó, destacou o Sistema de Informação do Solo (SIS), equipado com sensores avançados de segmentação e de geoprocessamento para produzir informações de alta resolução, além do monitor TMX 2050, intuitivo, com tela ampla, touchscreen e sistema Android.

Super Tração Os modelos de tratores 1155 Plus e 1155 Super Tração foram os principais destaques da Agritech, empresa fabricante dos tratores e cultivadores motorizados Yanmar Agritech, na Agrishow 2016. O Modelo 1155 Plus, de 55cv, destaca-se pelo novo design, pelos comandos laterais e pelo hidráulico para 1.500kg. “É um modelo versátil, que atende diversas culturas e pode realizar múltiplas funções”, explicou o gerente de Marketing e Pós-vendas da Agritech, Pedro Cazado. Já o modelo 1155 Super Tração, também de 55cv, tem 1,35m de largura entre a parte externa dos pneus. “É um modelo desenvolvido para culturas adensadas que precisam de potência”, completou Cazado.

Pedro Cazado

Isodiamétrico

A novidade da Agrale para a Expoagro Afubra foi o trator 4233 isodiamétrico, ou seja, possui rodados dianteiros e traseiros do mesmo tamanho. De acordo com Fernando Franke, gerente comercial da loja de Santa Cruz, este “novo modelo possui dimensões reduzidas, tornando-o ideal para trabalhos em culturas baixas e estreitas, que exigem equipamentos menores”.

New Holland

Agritech

A New Holland, junto com a Lider Tratores, marcou presença na Expoagro Afubra. “É uma grande feira do ramo agrícola para o pequeno produtor. Aqui são feitos muitos contatos e o resultado final é sempre muito animador”, destacou Gabriel Cardoso, gerente comercial da Lider Tratores.

A Agritech destacou na Expoagro Afubra os modelos 1175 e 1185 com cabine de fábrica, lançados recentemente. Segundo Oswaldo Wetzker, coordenador de Negócios, “estes tratores atendem a necessidade dos produtores da região, pois possuem diversos itens que fazem deles os modelos mais completos da categoria”.

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Linha Agrícola

Geração II

A empresa chinesa XCMG participou da Agrishow com toda sua linha para infraestrutura de agronegócio e lançou novas linhas, Florestal e Agrícola, produzidas também no Brasil. “As novas máquinas contêm acessórios devidamente selecionados, aumentando a usabilidade, a tecnologia e otimizando ainda mais a eficiência”, afirmou a gerente de Marketing, Amanda Machado.

Com o objetivo aproximar os produtores gaúchos e os pequenos agricultores, a Valtra participou da Expoagro Afubra com sua linha de tratores da família Série A Geração II: A650 (66cv), A750, (78cv), A850 (85cv) e A950 (96cv). “A feira foi uma boa oportunidade para um contato mais próximo com o agricultor familiar. Tivemos um ótimo retorno ao trazer como principal destaque para o evento os tratores da Série A Geração II, que proporcionam um consumo menor de combustível e um baixo valor de manutenção, recursos que foram muito bem aceitos pelo público do evento”, explica Fabrício César Müller, coordenador Fabrício César Müller comercial da Valtra.

Larysse Novaes, Letícia Medeiros e Amanda Machado

Soluções MF

Guilherme Trein

Fardos

A Massey Ferguson apresentou seus produtos e serviços destinados à agricultura familiar, com destaque para a colheitadeira híbrida MF 6690, o trator MF 6711R Dyna4 de 112cv e as máquinas da série MF 6700 R Dyna-4. A Massey Ferguson também destacou o MF 255, líder de vendas na cultura do fumo, e expôs a linha de implementos, como plantadeiras, plainas, enfardadeiras e distribuidores de fertilizantes. “A Massey Ferguson possui uma completa gama de produtos para atender do pequeno ao grande produtor, do preparo à colheita”, ressalta Guilherme Trein, coordenador de Vendas da Massey Ferguson.

Pequena propriedade

A Case IH apresentou na Expoagro Afubra suas tecnologias para agricultura familiar, destacando a linha de tratores Farmall e outras máquinas que fazem parte do programa Mais Alimentos. De acordo com José Luciano da Silva, consultor de Vendas pela Tratorpeças Mário, de Lajeado, “a Case IH está superando as expectativas dos agricultores da região com o desempenho dos tratores em qualquer atividade com um sistema hidráulico de alta capacidade”.

Carlos Martinatti

A enfardadora prismática L340, destinada a recolhimento de palhiço e operações de pecuária, foi outro lançamento da Jonh Deere na 23ª edição da Agrishow. Para mostrar a robustez e a durabilidade do equipamento, a companhia levou para a feira uma máquina já utilizada na produção de 13 mil fardos. “Não se enxerga qualquer ponto de solda, tampouco houve substituição de peças”, observou o especialista de Produto Solução Pecuária, Carlos Martinatti. Um dos diferenciais da enfardadora reside na capacidade de recolhimento com baixa impureza mineral, o que impacta positivamente na qualidade dos fardos.

Marketing Tático A estrutura montada pela John Deere chamou a atenção dos visitantes da 23ª edição da Agrishow. Uma extensa área coberta foi utilizada para acolher a enorme gama de equipamentos e soluções da marca. A gerente de Marketing Tático da Jonh Deere, Fabiana Franco, explicou que houve uma mudança de estratégia ao dispor os produtos por segmentos como cana, grãos, pecuária, construção, florestal, agricultura de precisão, serviços pós-venda e financeiros. Os destaques da marca foram apresentados em intervenções ao vivo de especialistas da companhia.

Fabiana Franco

AG Leader

A equipe da AG Leader estava animada na Agrishow 2016. Com diversos lançamentos, a empresa apresentou equipamentos voltados à Agricultura de Precisão, como os displays AgLeader Incommand 800 e Incommand 1200, além do aplicativo para IOS Agfiniti Mobile.

Cana Para a colheita de cana, a Jonh Deere lançou os modelos CHS 570 e CHS 670. Equipadas com sistema Econoflow, as colhedoras prometem operação 8% mais eficiente, com aumento na capacidade de colheita ou economia de combustível, quando comparadas com o modelo anterior, 3520. A especialista em Soluções em Colheita da John Deere, Caroline Serrano, destacou a maior simplicidade operacional dos modelos, além de mais segurança e melhor servicibilidade, com facilidade para inspeções e manutenções. Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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Caroline Serrano


PULVERIZAÇÃO

Jeferson Luis Rezende

Longe do ideal

Calcanhar de Aquiles dos sistemas produtivos agrícolas, a tecnologia de aplicação é um tema que ainda está longe de ser dominado pelos produtores, ocasionando perdas em produtos, equipamentos e falhas no controle

O

mundo do agronegócio tem passado cada vez mais por mudanças importantes em toda a sua cadeia produtiva. O aumento da população mundial traz consigo a necessidade de uma agricultura mais eficiente, competitiva e sustentável. É possível observar o quanto, e como, as aplicações fitossanitárias estão mudando. O trato cultural de hoje é diferente do realizado há dois ou três anos e, mais ainda, daquele realizado na década passada. Se até pouco tempo atrás era possível aplicar sem maiores preocupações, pois não existiam ervas tolerantes/resistentes, pragas vorazes e doenças cada vez mais virulentas, hoje temos tudo isso e um pouco mais. Embora tenham aportado diferentes moléculas de defensivos no mercado, o fato concreto é que as pulverizações se tornaram menos eficientes sob todos os aspectos. Consequência disso é o aumento considerável da dose e do número de aplicações a que as culturas

e o meio ambiente vêm recebendo. Os fatores que estão pesando mais na balança têm a ver principalmente com o uso de máquinas e equipamentos utilizados para aplicação de defensivos agrícolas. É comum ver pulverizadores agrícolas em mau estado de conservação, mal regulados, com pontas inadequadas ou desgastadas. Somados ao uso frequente de doses excessivas de defensivos, contribuem para a ineficiência das aplicações e a contaminação ambiental.

AVALIAÇÃO DE PULVERIZADORES

Pensando em reduzir ou, ainda, eliminar os gargalos surgidos no campo na área de tecnologia de aplicação, a Cooperativa Agrária, no interior do Paraná, em parceria com a empresa Inquima Tecnologia em Aplicação, produtora de aditivos potencializadores de calda, criou o programa de avaliação de pulverizadores, denominado Acerte no Alvo.

Os trabalhos foram iniciados em 2015, em dois grupos de produtores. No total, foram vistoriados 32 itens em 44 equipamentos de aplicação de defensivos. O intuito foi identificar os problemas em ordem de grandeza que estão reduzindo a eficiência de controle das principais pragas e doenças nas culturas de cereais. Na Tabela 1 são apresentados os fatores que mais pontuaram nas máquinas e nos equipamentos avaliados. A iniciativa identificou problemas que interferem decisivamente no resultado das aplicações. Como, por exemplo, em 55% das máquinas avaliadas constatou-se a presença de pontas de pulverização desgastadas. A escolha de pontas adequadas para o tratamento fitossanitário é imprescindível para que todo o trato cultural possa ter a efetividade esperada.

INSPEÇÕES

Durante as inspeções verificou-se o Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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Fotos Jeferson Luis Rezende

Dos 44 pulverizadores inspecionados/avaliados, somente quatro equipamentos, ou seja, 9%, foram aprovados ao final das inspeções, considerados aptos para aplicação de defensivos

excesso de particulado sólido aderido na malha dos filtros, mesmo com uma importante ferramenta surgida nos últimos 15 anos, os adjuvantes sintéticos, que contribuem para tornar o processo de aplicação mais eficaz. Estes produtos erradicam a presença de borras e espumas, diminuindo perdas por vento, reduzindo/eliminando fitotoxicidades (injúrias). Mas, devido às misturas de produtos incompatíveis no tanque, surgem os danos mecânicos permanentes nas pontas de pulverizações e redução da eficiência de controle. Em 50% das máquinas avaliadas foi constada a presença de vazamentos. Outro tipo de vazamento que chama a atenção é sobre a falha do sistema antigotejo, problema encontrado em 30% das máquinas avaliadas. Este, por sua vez, tem a finalidade que evitar o gotejamento de defensivos quando cessa a aplicação, contribuindo, assim, para evitar desperdícios, superdosagens de produtos no campo, o que, por sua vez, pode causar fito e ao mesmo tempo evitar contaminações do solo e da água. Nos equipamentos tracionados por trator verificou-se que em 30% dos inspecionados a rotação da TDP (tomada de potência) estava abaixo da recomendada pelo fabricante do pulverizador, que neste caso é 540rpm (rotação por minuto).

apresentavam a proteção do eixo cardã. A falta deste equipamento de proteção pode ocasionar ferimentos graves e até fatais, caso parte do EPI entre em contato com a parte móvel do mesmo. Também em 25% dos equipamentos foi constatada a posição incorreta das mangueiras e/ou porta-bicos, ocasionando perdas signicativas de cobertura de superfície. Além dos problemas abordados, houve outros de menor incidência, mas o que precisa ser frisado é a questão das manutenções preventivas que deixam a desejar. Do total de 44 equipamentos inspecionados/avaliados, somente quatro equipamentos, ou seja, 9,09%, foram aprovados ao final das inspeções, estando, assim, aptos a aplicarem defensivos. No programa de Inspeções das Máquinas, as que estavam aptas ou as que

foram submetidas à manutenção de acordo com os itens inspecionados, ao final, receberam um selo de aprovação no programa. O que mais importa neste contexto não é o selo em si, mas a existência de uma máquina que não conseguirá pulverizar o defensivo de maneira eficaz ou uma máquina que fará o trato cultural dentro do melhor desempenho. O intuito é que seja refeita a inspeção pelo menos uma vez ao ano, assim, é possível agregar mais segurança e eficiência no uso de defensivos agrícolas. Muitas aplicações acontecem nas condições mais extremas, com alta temperatura e baixa umidade relativa. E isso, com certeza, impacta na qualidade do trato cultural. Ao longo das inspeções foi possível observar muitas máquinas operando além do limite aceitável de temperatura e umidade relativa. O acervo de informações copiladas possibilitou mesurar, inclusive, quanto se perdeu diretamente por causa do uso de uma máquina mal regulada/ajustada. Lembrando, a calibração adequada do pulverizador é o primeiro passo

Posicionamento errado de mangueiras e falta de proteção do cardã

Um dos problemas foi o excesso de particulado sólido nos filtros

SEGURANÇA

A questãos de segurança também foram abordadas e constatou-se que 25% das máquinas inspecionadas não Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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Tabela 1 - Itens da inspeção que não estavam em conformidade

Outro grave problema encontrado foi o grande número de vazamentos em várias partes do sistema de pulverização

para garantir o sucesso da aplicação de defensivos, visto que é uma tarefa que determinará as melhores condições operacionais da máquina.

COMPARATIVO

Em um caso real, foi avaliado o trato cultural de duas áreas próximas (lado a lado), onde na primeira o produtor fez os ajustes necessários na sua máquina (atendeu as recomendações do programa Acerte no Alvo). Ao final do período obteve uma redução de R$ 80,33 por hectare, ou seja, 27,56% em relação àquele que fez uso dos mesmos ativos e aplicou em condições semelhantes. Fato interessante é que, a maioria das manutenções a serem realizadas nas máquinas é simples. Depende de baixo investimento. No exemplo acima, na “reforma” do pulverizador, foram gastos R$ 1.200,00, com um retorno de R$ 5,36 para cada R$ 1,00 investido na manutenção do equipamento. Além da economia em relação ao número de aplicações (duas aplicações a menos), houve também incremento no rendimento, sendo a média destas áreas de 2.353kg por hectare para a máquina certificada/aprovada, e de 1.604kg para a não certificada. Ou seja, incremento real de 749kg/ha, correspondendo a R$ 513,98. Este acréscimo no rendimento foi devido ao controle das principais enfermidades da cultura. Nestes novos tempos, a pulverização de defensivos se tornou um dos processos mais complexos e importantes da

lavoura. Se feita de maneira inadequada, certamente os resultados serão sofríveis e não tão bons quanto o desejado. A redução dos custos de manejo pode ser alcançada através da melhoria logística-operacional e de processos. Máquinas reguladas, velocidades operacionais adequadas, taxas de aplicação, pontas e adjuvantes ajustados e, acima de tudo, respeito aos limitantes ambientais: trato cultural exitoso. Para manter as boas práticas agrícolas é imprescindível que o empresário rural e o seu recomendante técnico padronizem os processos operacionais da propriedade, levando em conta todas as exigências agronômicas conhecidas. Há que se tratar a pulverização como uma ação técnica, que deve ser realizada com conhecimento e cuidado. É necessário realizar avaliações sobre a qualidade

da operação realizada, a fim de se obter altas eficiências. A escolha das taxas de aplicações pode ser uma oportunidade para melhorar a logística da propriedade, reduzindo custos de hora-máquina e, ao mesmo tempo, tornar o processo mais eficaz. Os tratos culturais não podem ser realizados improvisadamente, de forma curativa. As entradas precisam ser na medida do possível, antecipadas, a fim de que os danos causados pelas plantas invasoras, por pragas e pelas doenças sejam minimizados e, eventualmente, .M evitados. Étore Francisco Reynaldo, Fapa Thiago Martins Machado, UFMT Jeferson Luís Rezende e Edgar Zuber, Inquima

Em 25% dos equipamentos foi constatada a posição incorreta de mangueiras e porta-bicos, ocasionando perdas significativas de cobertura de superfície

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SEMEADORAS Fotos Eduardo Copetti

Densidade correta

Com o plantio de culturas de inverno é necessário preparar e regular as semeadoras levando em conta a importância da densidade de semeadura, que é fundamental para o bom desenvolvimento das plantas

U

m aspecto fundamental para a maximização da produtividade diz respeito ao número de plantas a serem utilizadas e a sua distribuição na área. Essa definição da população de plantas tem sido estudada pela pesquisa, e é dependente da interação entre a cultivar utilizada e das condições de cultivo que provavelmente ocorrerão, como, por exemplo, fertilidade do solo, condições de precipitação, temperatura ambiente, local e época de semeadura, entre outros fatores. No caso das culturas de grãos finos, ou as chamadas culturas de inverno do Sul do País, a densidade de semeadura também é fator decisivo, pois esta pode propiciar melhor equilíbrio dos componentes de rendimento, resultando em melhor produtividade. A densidade de semeadura de grãos finos tem grande influência na capacidade de perfilhamento das cultivares. Na instalação de uma lavoura de Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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grãos finos, deve-se determinar a quantidade econômica de semente a ser utilizada, a fim de se promover a diminuição dos custos de produção, propiciar melhor desenvolvimento fisiológico da planta e maximizar sua produção. Há diferenças na capacidade de perfilhamento entre genótipos, conforme a densidade de semeadura,

sendo observada maior competitividade intraplanta e interplanta, quando ocorre baixa e elevada densidade de semeadura, respectivamente. O efeito da competição entre plantas é determinante na produção de perfilhos e implica diretamente na produtividade de grãos e seus componentes. As cultivares com alto potencial de perfilhamento apresentam capacidade

O efeito da competição entre plantas é determinante na produção de perfilhos e implica, diretamente, na produtividade de grãos e seus componentes


Componentes de rendimento do trigo

superior na manutenção da elevada produtividade de grãos, quando cultivadas em baixa densidade de semeadura. No caso específico destas culturas, existe uma tendência em se utilizar densidades baseadas mais no conhecimento empírico, consagrado pela tradição de plantio da cultura, do que com o rigor técnico que exige a recomendação. Portanto, para se fazer uma recomendação da quantidade de semente de trigo ou de outros grãos pequenos, deve-se considerar critérios intrínsecos à semente, como o peso de mil sementes, vigor e/ ou poder germinativo, e extrínseco, como sistema de plantio, número de sementes aptas por metro quadrado (estande de planta/m²) a ser atingido, espaçamento, fertilidade do solo, necessidade hídrica e elementos climáticos predominantes no local ou região de plantio. Recomendações feitas sem critério técnico podem acarretar em estandes mal dimensionados, com diminuição do potencial produtivo da cultura, desperdício de sementes

Rodas limitadoras de profundidade servem para garantir que as sementes sejam distribuídas uniformemente, de modo que a sua germinação seja mais simultânea

e, como consequência, aumentos nos custos de produção com prejuízo na rentabilidade da atividade agrícola do produtor. Os componentes do rendimento da cultura do trigo: número de grãos por espiga, massa média de grãos e número de espigas por unidade de área são altamente dependentes da contribuição do número de afilhos férteis por unidade de área, para a expressão do rendimento de grão final. Em condições favoráveis para a cultura do trigo, há uma produção uniforme na população de colmos, com o surgimento de afilhos regularmente espaçados, enquanto em condições de estresse, são observados diferentes padrões

População de final de plantas de trigo em função da semeadura em diferentes profundidades

de afilhamento, resultando em menor aproveitamento de nutrientes, com queda na produtividade da lavoura. O efeito da competição entre plantas é determinante na produção de afilhos, com implicações diretas no rendimento de grãos e seus componentes. Neste contexto, genótipos de trigo com reduzido potencial de afilhamento são mais dependentes da densidade de semeadura. Desta forma, a identificação do número ideal de indivíduos por unidade de área, bem como qual densidade é mais estável e responsiva à melhoria da qualidade do ambiente, pode determinar o máximo rendimento de grãos, com o balanço ideal dos componentes do rendimen-

Densidade de plantas/m2 de trigo em função de diferentes velocidades de semeadura. (Biotrigo, 2014)

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A

Densidade de semeadura nas diferentes regiões

pesquisa recomenda oficialmente as seguintes densidades de semeadura de trigo no Brasil, em função da região produtora: Rio Grande do Sul e Santa Catarina A densidade de semeadura indicada é de 250 sementes viáveis/m² para cultivares semitardias e tardias e de 300 a 330 sementes viáveis/m² para cultivares médias e precoces. Para cultivares tardias, quando semeadas para duplo propósito (pastejo e colheita de grãos ou somente pastejo), a densidade indicada é de 330 a 400 sementes viáveis/m². Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo As densidades variam de 60 a 80 sementes por metro ou de 200 a 400 sementes viáveis/m², em função de ciclo, porte das cultivares e, algumas vezes, dos tipos de clima e solo. Minas Gerais, Goiás, Bahia, Mato

to, sem o risco de ter excesso ou falta de plantas.

MECANISMOS DOSADORES

DE SEMENTES

Os mecanismos de rotor acanalado são os mais utilizados nas semeadoras de grãos finos. A principal variação existente está na configuração dos canais do rotor, que podem ser retos ou helicoidais. O rotor acanalado helicoidal proporciona vazão de sementes mais uniforme devido ao fato de as sementes serem distribuídas gradativamente pela helicoide e, não em punhados, como no caso do rotor reto. O mecanismo dosador (um para cada linha) está posicionado no fundo do reservatório de sementes e é acionado por um ou dois eixos (lado direito e lado esquerdo) que atravessam toda a largura do reservatório. A quantidade de sementes a ser distribuída é determinada pelo tamanho da seção do rotor que fica exposta à massa de sementes no reservatório e também pela velocidade de rotação empregada no eixo Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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Grosso e Distrito Federal A densidade indicada para trigo de sequeiro é de 350 a 450 sementes aptas/m². Em solos de boa fertilidade, sem alumínio trocável, deve-se utilizar 400 sementes aptas/m². Para o trigo irrigado, a densidade indicada é de 270 a 350 sementes aptas/m². No caso do triticale, a densidade de semeadura indicada é de 350 a 400 sementes viáveis/m², já para a cevada recomendam-se de 225 a 250 sementes viáveis/m².

acionador do rotor.

PROFUNDIDADE DE SEMEADURA

A profundidade de semeadura é um dos fatores que mais influenciam a emergência e o desenvolvimento das culturas. Em se tratando de Plantio Direto, controlar a uniformidade da profundidade de colocação das sementes se torna um pouco mais difícil, devido à presença da camada da palha na superfície do solo, que resulta em irregularidades no microrrelevo. Isto se agrava, principalmente, quando a palha não está distribuída de maneira uniforme na superfície do solo. A determinação profundidade de deposição das sementes no sulco está condicionada aos fatores solo (umidade e características físicas e químicas), sementes, clima e manejo das culturas de cobertura. A semente deve ser depositada em uma profundidade que possibilite um bom contato com a umidade do solo. A uniformidade no desenvolvimento fenológico das plantas na lavoura é

um dos requisitos importantes para otimizar a eficiência do arranjo de plantas no aproveitamento dos recursos do meio. Estandes com emergência uniforme favorecem a formação de plantas homogêneas quanto a sua arquitetura. Plantas com emergência tardia apresentam pequena capacidade de recuperação, contribuindo pouco para a produtividade final da lavoura. Maiores profundidades de colocação das sementes podem causar dificuldades de emergência das plantas devido ao maior consumo energético das reservas das sementes. Profundidades inferiores a 2cm podem determinar dificuldades na germinação e emergência em situações de baixo teor de umidade no solo e, também, devido ao menor contato da semente com o solo. A profundidade de semeadura é um dos fatores que mais influenciam na uniformidade de emergência das plântulas. Variações na profundidade de semeadura ocasionam diferenças na época de emergência das plântulas. Sementes depositadas mais profundamente possuem geralmente emergência mais lenta do que aquelas colocadas mais próximas da superfície, sob condições favoráveis de umidade no solo. Na semeadura de grãos finos a profundidade de semeadura deve ficar entre 2cm e 5cm. Nas semeadoras, existem dois sistemas para determinar a profundidade de colocação das sementes: rodas limitadoras de profundidade, utilizadas em máquinas múltiplas, e aros limitadores de profundidade, geralmente utilizados nas semeadoras de grãos finos. A ocorrência de plantas dominadas, devido ao atraso na emergência das plântulas provocado por diferenças na profundidade de deposição das sementes, tem relação direta com a qualidade da operação de plantio. Nesse sentido, todos os fatores que influenciam um plantio de qualidade devem receber o máximo de atenção, pois é nessa operação que se determina o número de plantas viáveis que será obtido na colheita.


SEMENTE JUNTO COM FERTILIZANTES

As semeadoras utilizadas na implantação das culturas de grãos finos possuem um sulcador único para a semente e para o fertilizante, portanto, a deposição das sementes ocorre junto com o fertilizante. Neste caso, o efeito salino dos fertilizantes sobre as sementes é minimizado, uma vez que a concentração do produto nos sulcos de semeadura é baixa em função do menor espaçamento entre linhas de semeadura, ou seja, a dosagem de fertilizante desejada será distribuída em um número maior de linhas. Sendo assim, as linhas distribuem pequena quantidade de adubo, que na maioria das vezes não afetará as sementes.

Fotos Eduardo Copetti

VELOCIDADE DE SEMEADURA

Predominantemente as dosagens de sementes destas culturas são estabelecidas em kg/ha, portanto, a semeadora deverá distribuir um volume de sementes. Em vista disso, de forma empírica, tem se generalizado a informação de que estas culturas podem ser semeadas em qualquer velocidade que assim mesmo se obterão estandes de plantas satisfatórios. Na verdade, sem uma análise criteriosa da lavoura, em função da necessidade de um elevado número de plantas/ m², é possível que, visualmente, obtenham-se estandes adequados, porém, é sabido que altas velocidades

Quantidade de fertilizante/metro em função de diferentes espaçamentos entre linhas CULTURA MILHO SOJA TRIGO

ADUBAÇÃO (kg/ha) 300 300 300

ESPAÇAMENTO (m) 0,70 0,45 0,17

de deslocamento na semeadura de grãos finos também afetam a distribuição das sementes, prejudicando a formação da lavoura e a obtenção das populações recomendadas. No caso das culturas de grãos finos (trigo, arroz, cevada, aveia), as velocidades recomendadas variam entre 6km/h – 8km/h. Quando a semeadora for submetida a altas velocidades de deslocamento durante a operação de plantio, ocorrerá diminuição expressiva na população final de plantas.

VELOCIDADE E MOBILIZAÇÃO DO SOLO

Volume de solo mobilizado representa a quantidade de solo que é revolvida após a passagem da semeadora-adubadora, sendo que valores elevados podem proporcionar problemas de perda de solo quando da ocorrência de precipitação após a operação de semeadura, principalmente em áreas declivosas, além de comprometer a continuidade de características físicas desejáveis do solo agrícola sob semeadura direta. O teor de umidade do solo também é um fator que tem influência significativa na mobilização de solo, quando da realização da semeadura.

Velocidade de plantio muito elevada revolve bastante o terreno e pode ocasionar problemas de perda de solo quando chove após a operação de semeadura

GRAMAS/METRO 21,0 13,5 5,1

.M

SEMENTES/METRO 3-5 12-20 50-60

Área de solo mobilizada na semeadura de trigo, em função da velocidade de operação Parâmetro

Velocidade de Operação (km/h) 9,8 12,6 6,2 Área Mobilizada (cm2) 17,9 b 24,4 ab 30,3 a Médias seguidas pela mesma letra minúscula não diferem entre si, a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey. Adaptado de Dias (2010).

Percentual de cobertura do solo e rendimento de grãos, em função de diferentes velocidades de semeadura de trigo Velocidade (km/h) 4,3 7,1 13,5

Cobertura do Solo (%) 72,6 a 60,7 b 52,8 c

Rendimento de Grãos (kg/ha) 2.731 2.427 2.124

Médias seguidas pela mesma letra minúscula não diferem entre si, a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey. Adaptado de Klein et al (2008).

Outros autores não constataram diferença significativa entre os tratamentos para o rendimento de grãos da cultura do trigo, bem como para os seus componentes de rendimento, peso hectolítrico, nº grãos/espigueta e nº espiguetas/espiga. Alguns autores constataram que o incremento de velocidade de 4,3km/h para 13,5km/h, provocou uma diferença absoluta na produtividade de 607kg/ha. Já os resultados em relação ao percentual de restos culturais presentes sobre a superfície do solo após a semeadura mostram que houve redução significativa no percentual do solo coberto por restos culturais em função do aumento na velocidade de semeadura. A semeadura é uma operação delicada que não permite erros, e a atenção durante a operação é de extrema importância, pois erros cometidos durante a semeadura são irreversíveis e poderão inviabilizar a produção. O sucesso de uma cultura depende de uma boa semeadura, por isso, atenção especial deve ser dada a esta operação. .M

Eduardo Copetti, Semeato

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Charles Echer

CAPA

Hora de cuidar A manutenção adequada de tratores e máquinas agrícolas ajuda a reduzir os custos da mecanização, além de evitar paradas desnecessárias e redução do tempo de vida útil dos equipamentos

D

entre as medidas mais efetivas para a redução do custo da mecanização agrícola nos diversos sistemas de produção está a manutenção adequada dos tratores. Como sistemas mecânicos complexos, essas máquinas são constituídas por componentes que exigem cuidados específicos, em momentos adequados, para o correto funcionamento. Manutenção pode ser genericamente denominada como o conjunto de cuidados adotados para o funcionamento contínuo e indeterminado de máquinas, ferramentas, equipamentos e estruturas. Para os tratores, esses Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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cuidados são necessários para evitar, além dos custos diretos, relacionados a quebras e às substituições de peças, os indiretos, que são os custos por conta da indisponibilidade do equipamento no momento em que seu uso é necessário. Um exemplo seria a interrupção do trabalho por um vazamento de óleo, cuja solução geralmente é barata de resolver, porém, se isso tiver de ser feito durante a operação de semeadura, o atraso pode gerar grande impacto na produtividade e no lucro.

TIPOS DE MANUTENÇÕES

Quando se repara um equipamento

que apresenta desempenho abaixo do esperado ou que está impossibilitado de operar (quebra), realiza-se a manutenção corretiva. Esse tipo de manutenção pode ser planejada ou não, e o que a caracteriza é a atuação após um fato já ter ocorrido, sendo necessário, portanto, restaurar as condições de funcionamento. A manutenção corretiva não planejada deve ser evitada de todas as formas, dados os impactos sobre o trabalho que deixa de ser realizado no campo. A manutenção preventiva pode ser entendida como a atuação visando reduzir ou evitar a falha ou queda no


e os desgastes prematuros.

MANUTENÇÕES ADEQUADAS

desempenho do equipamento. Segue um plano previamente elaborado em que há intervalos definidos em cada subsistema das máquinas. Em unidades de produção com sistemas mecanizados contendo muitas máquinas é comum a prática da manutenção preditiva. Nesta há um acompanhamento sistemático de parâmetros de desempenho e de indicadores que permitem definir o momento das trocas de componentes e de materiais como óleo e filtros. Este tipo de manutenção permite a realização de trocas apenas quando necessário e antes que ocorra qualquer falha, porém, é pouco viável se

Fotos Leandro Gimenez

Verificação e limpeza do filtro de ar do motor

o número de equipamentos for pequeno, não justificando os investimentos na estrutura necessária. Os tratores agrícolas requerem manutenções contínuas ao longo da vida útil, definidas pelos fabricantes e apresentadas nos manuais, os denominados planos de manutenção que especificam as ações a serem realizadas desde intervalos diários até milhares de horas de uso. Em função de diferenças no projeto, que podem inclusive ser determinantes na escolha por um ou outro modelo, há alguma oscilação nos intervalos de manutenção para os mesmos sistemas nos tratores agrícolas. Os fabricantes buscam elevar esses intervalos de modo a maximizar o tempo de uso e disponibilidade por meio de projetos e componentes mais avançados. Seguir os procedimentos descritos no manual de instruções é seguir os procedimentos definidos pelo fabricante, evitando, assim, as quebras

O desgaste das máquinas está intimamente associado à elevação da temperatura em função da geração do atrito entre seus componentes. A realização da manutenção adequada nos sistemas que impedem a entrada de impurezas nas máquinas eleva expressivamente sua vida útil. No sistema de alimentação de ar a manutenção de filtros limpos, mangueiras e braçadeiras íntegras impede a entrada de poeira no motor, evitando o desgaste prematuro e a perda de potência. De modo complementar, a limpeza e as trocas dos filtros de diesel impedem a entrada de impurezas que causam entupimentos e desgaste no sistema de alimentação e nos componentes internos do motor, além da perda de potência com consequente aumento do consumo de combustível. A lubrificação adequada, por meio da troca de óleo do motor, do sistema hidráulico e da transmissão, é fundamental para impedir o desgaste prematuro de peças que apresentam contato íntimo e estão expostas a cargas e condições extremas. Mas não apenas as trocas de filtros e dos lubrificantes impedem tais problemas, os cuidados como a limpeza do trator são fundamentais para facilitar a detecção de vazamentos, trincas e danos diversos. Durante a lavagem, cuidados devem ser tomados de modo a impedir

Na esquerda, vazamento de combustível que pode permitir a entrada de impurezas; na direita, a checagem e eliminação da água e impurezas do combustível

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Fotos Leandro Gimenez

Checagem do óleo do motor e da transmissão é fundamental para garantir vida longa aos componentes

a entrada de água através dos respiros da transmissão, assim como o acúmulo de água nos componentes eletrônicos. Pouco adianta realizar a troca de óleo e manter o sistema hidráulico sem vazamentos se não forem observadas a qualidade do óleo e a presença de impurezas no óleo dos implementos que são acionados pelo trator. A manutenção dos tratores passa, portanto, pela manutenção de equipamentos que são por eles acionados hidraulicamente. No caso da lubrificação feita com graxa, necessária em muitos equipamentos, deve ser realizada periodicamente conforme intervalo apresentado no manual, sendo fundamental atentar para as condições de uso. Neste aspecto, embora os manuais tragam uma recomendação, em função de condições como: terreno alagado, poeira, palha, temperaturas altas entre outras, pode haver variações. Um exemplo típico é a necessidade de realizar limpeza

Para evitar contaminação, os pontos de acoplamento devem ser mantidos limpos

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frequente nos radiadores quando há poeira ou palhiço durante a colheita, impedindo a adequada troca de calor e, com isto, elevando a temperatura do motor e do óleo do sistema hidráulico, o que pode causar danos severos. Outro exemplo é o deslocamento em terrenos alagados, como na produção de arroz.

RODADOS

Embora os rodados usualmente recebam pouca atenção, eles são fundamentais para transferir a potência do trator aos equipamentos tracionados. O reaperto das porcas de fixação deve ser verificado semanalmente, assim como a pressão dos pneus e a presença de cortes ou danos que possam ser reparados antes de se tornarem irrecuperáveis. Além de permitir a disponibilidade dos tratores, a manutenção também contribui para valorizar o equipamento, que pode ser comercializado ao final da

Verificação dos respiros da transmissão, que devem ser mantidos limpos

vida útil com maior facilidade. Tal como o uso de peças originais, que apresentam maior durabilidade e asseguram o correto funcionamento sem causar danos a outros componentes.

TRANSMISSÃO

O sistema de transmissão dos tratores é responsável pela transformação da potência gerada no motor em combinações de velocidade de deslocamento e força para tração. É um sistema no qual há grande diversidade construtiva entre os fabricantes, havendo desde modelos com caixas de mudança totalmente mecânicas e manuais até os hidráulicos totalmente automatizados. Pelo fato de

O sistema de arrefecimento do motor deve ser limpo sempre que houver acúmulo de material que possa prejudicar a troca de calor


Intervalos de manutenções em tratores Variação de intervalos entre manutenções para diversos componentes dos tratores Intervalo Diário

Semanal Centenas de horas Milhares de horas A verificação da pressão dos pneus é necessária para evitar desgaste

haver um grande número de componentes submetidos a esforços elevados é fundamental assegurar a correta lubrificação neste sistema. No entanto, há ocorrência de erros como a utilização de óleo com baixa qualidade ou especificação inadequada, além de trocas com intervalo muito acima do recomendado pelo fabricante. Além disso, o momento de troca muitas vezes é definido com base em inspeção visual, um erro, dado que as alterações que se processam pelo uso são efetivamente quantificadas apenas por meio de instrumentos específicos. A contaminação do óleo através da entrada de impurezas pelo respiro deve merecer atenção especial. Para a troca do óleo é interessante que a transmissão esteja em temperatura de operação, o que facilita o escoamento e proporciona adequada remoção das impurezas geralmente depositadas ao fundo dos reservatórios e carcaças.

MOTORES ELETRÔNICOS

Os motores modernos com controle eletrônico permitem maior precisão na injeção do combustível. Tais motores favorecem uma dosagem e queima mais adequada do diesel na câmara de combustão, empregando um duto único para manutenção do combustível sob

Manutenção Limpeza de filtros, verificação do nível da água no sistema de arrefecimento, eliminação de água do sistema de alimentação de combustível, verificar sistema de arrefecimento Reaperto dos rodados, lubrificação em pinos graxeiros, checagem e ajuste de correias, checagem do nível de óleo do motor, limpeza geral Troca do óleo do sistema hidráulico, troca do óleo do motor, substituição de filtro de combustível e de óleo lubrificante Trocas de óleo e componentes da transmissão

elevada pressão, válvulas solenoides, uma gama de sensores e uma central de controle. Os sistemas eletrônicos permitem ainda a adequação do regime de trabalho do motor em função das características de operação, reduzindo o consumo de combustível nas operações mais leves e elevando a potência naquelas em que o esforço é máximo. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), por intermédio do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). O Proconve MAR – 1 (MAR – Máquinas agrícolas e rodoviárias), estabeleceu requisitos que terão impacto na adoção de motores mais limpos e os motores eletrônicos serão uma das estratégias para atender aos critérios. A legislação entrará em vigor de forma escalonada, de modo que devem estar adequados a partir de 2017 os modelos comercializados com potência acima de 101cv e, a partir de 2019, aqueles abaixo dessa faixa de potência. Para estes novos motores existem soluções como a Recirculação do Gás de Escapamento (EGR), através da qual o gás do escape retorna à câmara de combustão do motor, reduzindo a temperatura de combustão e a formação de óxidos de nitrogênio, sendo então necessárias alterações no sistema de alimentação forçada. A Redução Catalítica Seletiva (SCR) é outra estratégia na qual um

reagente líquido (“Arla”, “adblue”) é pulverizado no escape, ocorrendo reação química em um catalisador que neutraliza a geração dos óxidos de nitrogênio. Consumo em torno de três litros para cada 100 litros de diesel. Ambos os sistemas, EGR e SCR, empregam componentes adicionais, e para seu uso é necessária a utilização de combustível com menor teor de enxofre. O uso de combustível inadequado pode causar danos ao motor e alterações para burlar a necessidade do uso do Arla geram perda da garantia. Apesar de a adoção ser gradual e ainda estar um degrau abaixo do Tier4, já presente no exterior, o usuário de máquinas agrícolas deve estar atento à qualidade do combustível e às manutenções adicionais exigidas e especificadas pelo fabricante. Como boa parte do comportamento destes novos motores está sujeita ao controle eletrônico, a manutenção nem sempre poderá ser realizada na fazenda, dado que o diagnóstico requer ferramentas também eletrônicas. Nesse caso é fundamental contar com a revenda ou um bom prestador de serviços que deve estar preparado para oferecer os serviços de diagnóstico e reparação de forma adequada. .M Leandro M. Gimenez, Marcos Milan e Thiago L. Romanelli, Esalq/USP

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CAPA Fotos Cleber Muniz de Brito

Cuidados com válvulas O sistema hidráulico exige uma manutenção cautelosa, principalmente no que diz respeito às válvulas de conexão, que devem estar sempre funcionando corretamente

C

om a modernização das máquinas agrícolas, seus sistemas evoluíram juntos, mas também trouxeram algumas preocupações. Uma dessas preocupações é a contaminação do óleo do sistema hidráulico e os seus efeitos sobre os componentes que formam este sistema. A caracterização da contaminação dos fluidos hidráulicos se confirma pelo desgaste prematuro das peças internas que compõem o sistema hidráulico, causando sérios prejuízos materiais, além dos períodos de máquina parada para manutenção nos momentos em que elas são mais requeridas. Amodernização e a motorização dos tratores agrícolas transformaram essas máquinas em elevado potencial tecnológico, sendo assim, as manutenções ficaram mais exigentes e a mão de obra especializada tanto na manutenção quanto na operação tornou-se uma necessidade para que todos os componentes e sistemas funcionem com perfeição. Se voltarmos na história, poderemos confirmar que os primeiros tratores Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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eram a grandes e pesados, o que dificultava tanto a sua autopropulsão quanto a dos implementos, e os seus sistemas não eram tão eficientes, mas graças a essa evolução, essas máquinas se encheram de tecnologias para facilitar a vida de quem as usa. Na maioria dos tratores agrícolas, o acionamento de vários componentes é feito por meio do sistema hidráulico. E para que eles executem as tarefas utilizando o sistema hidráulico, os tratores agrícolas possuem sistemas de direção, sistema de levante do engate de três pontos, sistema de acionamento da tomada de potência, sistema de acionamento do bloqueio de diferencial, acionamento da tração dianteira auxiliar e sistema do controle remoto. Este último sistema citado é o que falaremos. O sistema é comumente chamado levante hidráulico de controle remoto, sendo conectado a um cilindro ou motor hidráulico ao implemento, tendo mangueiras hidráulicas com terminais de engate rápido como condutores do fluido hidráulico. Os tipos de válvulas de controle re-

moto que acoplam os tratores agrícolas variam conforme a potência disponível, vazão e pressão necessária, tipo de bomba (centro aberto ou fechado) e tecnologia embarcada na máquina. Na condição de bomba hidráulica de centro aberto, é permitido ao atuador um movimento livre enquanto o fluxo da bomba é devolvido ao tanque em baixa pressão; ao contrário do sistema de centro fechado, em que o fluido não é devolvido ao tanque enquanto permanece sem atuar. São classificadas ainda pelo tipo e medida de conexão, pelo tamanho e pela faixa de operação. Entram em operação de acordo com a pressão oferecida e a força da mola de retorno, podendo assumir várias posições entre os limites de totalmente abertas e totalmente fechadas. As bombas podem ser acionadas através de um comando elétrico a um solenoide, por força muscular, mecânica, pneumática ou hidráulica. Quando utilizadas em motores hidráulicos, por exemplo, estas devem ter um retorno livre ao reservatório, para promover fluxo livre de fluido, evitando, assim, superaqueci-


Sistema hidráulico de controle remoto

O

Válvulas expostas podem ocasionar problemas no sistema hidráulico

Válvulas bem protegidas evitam contaminações e desgastes prematuros

mento do sistema. O sistema de levante hidráulico de controle remoto funciona muito bem quando: as manutenções, como troca de óleo, mangueiras, bombas, conexões, válvulas, cilindros, motores hidráulicos e demais componentes, são feitas por uma equipe capacitada para isso e em local apropriado, pois o mínimo de impurezas que ficar contaminará o óleo e, consequentemente, ocorrerá o carcaceamento da bomba. Por isso, para prevenir as avarias, deve-se conhecer o sistema hidráulico, seu funcionamento, efetuar as manutenções e utilizar os óleos conforme recomendações dos fabricantes. A maioria dos problemas com o sistema hidráulico ocorre pela falta de

mão de obra qualificada e até mesmo por descuidos cometidos pela equipe de manutenção. É claro que o uso contínuo dos componentes que trabalham sob alta pressão tem seu desgaste natural, mas as manutenções corretamente praticadas promoverão o bom funcionamento, .M garantindo a vida útil do sistema.

Detalhe das válvulas limpas e sem vazamentos

Cleber Muniz de Brito BM Consultoria e Treinamentos

N

s tratores são projetados para puxar, empurrar, acionar e transportar máquinas e implementos agrícolas. E as principais finalidades de um sistema hidráulico de controle remoto são: • Subir, descer, girar os implementos ou seus componentes • Conter o fluido do processo suportando todos os rigores das condições de operação. Como o óleo passa por uma válvula, esta deve ter todas as características mecânicas para resistir a pressão, temperatura, corrosão, sujeira e possíveis contaminantes do fluido • Dar a resposta necessária ao sinal de atuação do controlador que atua como dosador de fluxo, transformado em força que movimenta uma haste ou gira um eixo • Manter pressurizada uma linha de trabalho ou absorver uma possível queda de pressão dessa linha

Cuidados com as válvulas

o momento do acoplamento e desacoplamento do engate rápido (macho x fêmea) ocorrem os maiores problemas. Nesse caso, os motivos que levam a contaminar o óleo hidráulico são: • Não efetuar a devida limpeza nas conexões no momento do acoplamento, deixando que as impurezas contaminem o fluido • Não drenar o óleo do cilindro hidráulico e das mangueiras dos implementos quando se usam marcas diferentes de tratores, pois cada fabricante tem a sua própria formulação para compor o fluido e isso pode provocar um efeito antagônico • Não usar o óleo recomendado pelo fabricante pode comprometer a integridade dos componentes • Não retirar a pressão do sistema antes do desacoplamento obriga o operador da máquina a efetuar uma operação indesejável no pino macho de abertura da válvula batendo contra outra superfície (geralmente metálica), provocando a redução do curso de abertura devido ao impacto • Não colocar os tampões de proteção das conexões nos seus devidos lugares após

o uso faz com que a poeira e outros resíduos acumulem nas válvulas e contaminem o fluido no momento da conexão. • Reaproveitamento de óleo contaminado no sistema insere resíduos indesejáveis no sistema • Não substituir o óleo hidráulico no seu devido tempo ou não obedecer as recomendações dos fabricantes pode ocorrer danos e a perda da garantia da máquina • Não manter o nível de óleo hidráulico dentro do limite recomendado provoca o mau funcionamento, lentidão nas respostas dos comandos, superaquecimento e injúrias no sistema • Não substituir os filtros nos prazos recomendados e nas suas devidas capacidades pode oferecer resistência no fluxo do fluido, perda de pressão e mau funcionamento no sistema hidráulico

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Fotos Ricardo Ferreira Garcia

CAPA

Uso correto O sistema hidráulico é uma parte muito importante do trator agrícola, pois é ele que possibilita a maior parte dos trabalhos com implementos agrícolas

U

ma das principais fontes de potência, responsáveis pela alta produção agrícola com significativa economia de mão de obra, é o trator agrícola. A ele podem ser acoplados e adaptados inúmeros implementos e máquinas capazes de realizar as mais diferentes operações agrícolas requeridas na área rural. Normalmente, os tratores agrícolas Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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possuem, como forma de transmitir potência, a barra de tração, a tomada de potência (TDP) e o sistema hidráulico, composto pelo engate de três pontos e válvula de controle remoto (VCR). Os implementos e as máquinas podem ter acoplamento montado, quando atrelados aos três pontos do sistema de engate hidráulico do trator; semimontado, quando atrelados aos dois pontos

inferiores deste sistema de engate; e de arrasto, quando acoplados à barra de tração do trator. Além destas formas de acoplamento, o trator pode transmitir potência conjuntamente com a TDP e a válvula de controle remoto acionadas, conforme a demanda do implemento e disponibilidade do trator. A válvula de controle remoto (VCR) tem como função direcionar óleo com alta pressão, através de conexões hidráulicas, para pistões e bombas hidráulicas de máquinas e implementos agrícolas, para exercerem diversas funções como movimentar pás, lâminas, caçambas e outros setores e partes de máquinas, além de acionar motores hidráulicos de bombas pulverizadoras, distribuidoras de produtos, semeadoras, entre outras máquinas. O sistema VCR do trator é constituído basicamente por acopladores na parte posterior do trator, alavancas ou botões de controle posicionados na plataforma de operação do trator, reservatório, bomba, filtros, válvulas de controle e alívio e tubulações. A bomba hidráulica, acionada pelo motor do trator, provoca a circulação do óleo hidráulico, alimentando-se desde o depósito que assegura um abastecimento contínuo. A válvula de alívio, presente entre a bomba e a válvula de controle, permite o excesso de fluido retornar ao reservatório. Uma válvula de controle canaliza o óleo segundo as condições impostas ao sistema direcionando seu sentido ou interrompendo o fluxo. Finalmente, o cilindro receberá o fluido em circulação e o transformará em trabalho efetivo quando for solicitado, se estendendo ou retraindo. Neste

Remoção da pressão interna da mangueira hidráulica


momento, o cilindro realiza uma força proporcional ao seu diâmetro interno e à pressão hidráulica do óleo, movendo o objeto anexado. Pode existir ainda um motor hidráulico, que acionado por uma válvula específica de bombeamento constante, permite acionar eixos motrizes, entre outros. Na prática, este conjunto se completa mediante tubulações, filtros, conexões e em casos mais complexos, incorporando outros tipos de válvulas segundo os fins desejados. Estrutura-se assim um sistema hermético capaz de suportar determinadas pressões de funcionamento, transmitindo um determinado nível de energia hidrostática. Os acopladores localizados no trator, ou receptáculos, são do tipo fêmea e permitem o engate rápido de acopladores machos localizados nas pontas das mangueiras hidráulicas de implementos agrícolas. Estas conexões são normatizadas, tal como recomendam a ISO (Organização Internacional de Normatização) e a SAE (Sociedade de Engenheiros Automotrizes). Os acopladores fêmeas e machos devem possuir a mesma medida e não apresentar desgastes para permitir o perfeito engate sem perda de pressão e óleo. Os tratores agrícolas possuem normalmente dois pares de acopladores, podendo ser instalados mais, de acordo com as características da bomba hidráulica do trator. Inicialmente, deve-se retirar as pro-

Massey Ferguson

CONECTANDO OS TERMINAIS

Acopladores macho e fêmea

Detalhes do sistema hidráulico

teções contra pó dos acopladores do trator e da extremidade da mangueira, assegurando-se de que os terminais estão limpos. Antes de fazer a conexão dos acopladores do implemento ao trator, deve-se verificar se a mangueira do implemento está sob pressão, caso esteja, o operador não conseguirá fazer a junção do macho à fêmea – se ele forçar o acoplamento, pode inclusive se ferir com o fluido, que pode escapar na tentativa de conexão e penetrar na pele e nos olhos, causando lesões graves. Para remover a pressão da ponta da mangueira, pode-se pressionar o acoplador macho a uma superfície não metálica para mover a válvula de retenção, localizada em sua ponta, até se verificar que não saia mais óleo. Em algumas situações de alta pressão em que não for possível esta descompressão, é importante aliviar de alguma forma a pressão que existe no cilindro hidráulico, retirando a carga

sobre ele, fazendo o apoio ou elevando o setor da máquina que esteja porventura causando a pressão no cilindro hidráulico. Por isto é sempre importante descomprimir o sistema antes do desacoplamento e manter o implemento em posição de repouso em que o hidráulico não fique sob pressão. É importante também observar com certa frequência o estado geral de conectores, mangueiras e cilindros em busca de defeitos físicos, desgastes e vazamentos. Para conectar as mangueiras, deve-se empurrar firmemente sua ponta (macho) contra o receptáculo do acoplador (fêmea). Os conectores possuem válvulas internas de segurança para impedir vazamento de óleo em caso de desconexão acidental. Caso isto ocorra, é necessário despressurizar o sistema, limpar os conectores e reinstalar as mangueiras. Deve-se observar as mangueiras do implemento para determinar qual

Terminais das válvulas de controle remoto (VCR), geralmente encontrados em pares nos tratores agrícolas brasileiros

Deve-se evitar acionar a alavanca do controle quando não há nenhuma mangueira conectada ao sistema hidráulico

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Fotos Ricardo Ferreira Garcia

Após o desacoplamento das válvulas, deve-se limpar os terminais e os respectivos tampões e cobrir os conectores para mantê-los limpos e protegidos

deve ser usada para estender o cilindro quando as alavancas de VCR forem acionadas. Se forem acopladas de forma invertida, deve-se desacoplar e inverter para a correta posição.

SISTEMA DE CONTROLE REMOTO

O sistema de controle remoto pode funcionar com cilindros de simples ação ou dupla ação. Quando utilizar o cilindro de simples ação, após acoplado, deve-se verificar o funcionamento do sistema, atentando-se para a observação do

nível de óleo hidráulico – o volume de óleo requerido para estender o cilindro não deverá fazer com que o nível do óleo hidráulico desça abaixo da vareta de medição. A alavanca de controle, em alguns modelos de tratores, possui a posição de flutuação. Para colocar a alavanca nesta posição, ela deve ser movida totalmente para frente, vencendo a resistência da mola da alavanca. Nesta posição, o cilindro acoplado neste terminal pode estender-se ou retrair-se livremente, como uma situação de um implemento

Mantendo o sistema funcionando - Não acionar a alavanca de controle com o motor ligado e sem nenhuma mangueira conectada, para não forçar a bomba, válvulas, retentores e demais componentes do sistema hidráulico. - Realizar a manutenção periódica do implemento e trator de acordo com o manual do fabricante. - Observar certos cuidados com empréstimo de implementos – uma vez que o óleo hidráulico do trator circula pelas conexões hidráulicas e pelos cilindros

dos implementos acoplados, é importante sua manutenção periódica com verificação do nível e troca de filtro devido à possível contaminação proveniente de outros implementos e tratores, que podem estar com óleo usado e contaminado com impurezas. Esta contaminação pode também ser proveniente de vazamentos em conexões e retentores dos implementos, que permitem a entrada de umidade e impurezas no sistema, contaminando o óleo hidráulico circulante.

que trabalha em contato com o solo acompanhando suas irregularidades sem oferecer resistência ao movimento vertical. Quando não necessitar da função de flutuação, deve-se colocar a alavanca no ponto morto para evitar a ativação acidental da flutuação. Alguns implementos possuem motores hidráulicos, que exigem o funcionamento das válvulas em posição de bombeamento constante. Este sistema está presente em alguns modelos de tratores ou pode ser instalado como opcional. Para desacoplar as conexões, é necessário antes retrair o cilindro hidráulico para proteger sua haste contra danos se for possível. Na sequência, deve-se aliviar a pressão hidráulica das mangueiras, desligando-se o motor e acionando a alavanca para frente e para trás, até perceber que o cilindro não tem mais movimento. Após o desacoplamento, deve-se limpar os terminais e os respectivos tampões e cobrir os conectores para mantê-los limpos. .M Ricardo Ferreira Garcia e José Francisco Sá V. Junior, Uenf

.M

Antes de conectar um implemento, deve-se retirar as proteções dos acopladores e assegurar que os terminais estejam limpos

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Antes de fazer a conexão dos acopladores, deve-se verificar se a mangueira do implemento está sob pressão


TRATORES Fotos Tulio de Almeida Machado

Perdas evitadas A

A cultura do tomate é uma das mais sensíveis no processo de colheita, exigindo cuidado dos operadores e calibragens bem realizadas

operação da colheita mecanizada é uma das mais importantes ferramentas em todo o processo produtivo da cultura do tomate para processamento industrial. Nesse contexto, quanto menores as perdas decorrentes na colheita, haverá um maior incremento na produtividade, refletindo futuramente na maior produção total. O tomate é um produto muito sensível e que requer vários tratos culturais, o que gera um alto custo com mão de obra e hora/máquina. Por isso, há uma preocupação por parte dos produtores na mensuração das perdas na colheita. As colhedoras utilizadas atualmente possuem um sistema de trilha que destaca as ramas dos frutos através da

vibração forçada de um rotor, sendo este sistema utilizado em grandes culturas, como o café. O sistema de trilha deve possuir regulagem precisa, pois quanto melhor for esta, melhor será o desempenho e a eficiência no momento da operação. Em culturas mais tradicionais, como a soja e o milho, os estudos realizados sobre o sistema de trilha são muito comuns, porém, o mesmo não ocorre com a cultura do tomateiro. O Controle Estatístico de Processo é uma técnica utilizada nos processos de produção que auxilia na detecção de problemas no processo de um produto, visando diminuir desperdícios e retrabalhos, bem como aumentar a produtividade.

O uso do controle estatístico de processo nesta operação agrícola pode vir a ser fundamental, pois o mesmo pode nos apresentar uma visão de como o processo está ocorrendo, indicando eventuais falhas e possíveis melhorias para as próximas operações. Diante do exposto, pressupondo-se que exista certa variabilidade nas perdas de frutos na colheita mecanizada de tomate industrial, objetivou-se avaliar a qualidade da operação da colheita mecanizada de tomate industrial, em função das perdas no sistema de trilha, por meio do controle estatístico de processo. O presente estudo foi realizado no município de Morrinhos, Goiás, sendo utilizada a cultivar de tomate Heinz Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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Figura 1 - Cartas de controle para as perdas do sistema de trilha para a máquina 1

Figura 2 - Cartas de controle para as perdas do sistema de trilha para a máquina 2

Figura 3 - Cartas de controle para as perdas do sistema de trilha para a máquina 3

Detalhe da plataforma de recolhimento, por onde os frutos entram na máquina

9553 transplantada em um sistema de plantio direto. O processo de colheita aconteceu 125 dias após o transplantio, sendo utilizada para a avaliação das perdas uma colhedora autopropelida da marca Guaresi, modelo G-89/93 MS 40”, com motor Fiat-Iveco 129 kW. Durante o trabalho, a colhedora foi utilizada com a rotação do motor em 1.900rpm e velocidade média operacional de 1,14m/s. No momento da colheita, onde foram coletados os dados, o solo se encontrava com teor de água médio de 18,4%. O delineamento experimental adotado foi inteiramente casualizado com quatro repetições, constituído de três colhedoras com diferentes idades (M1: 7.255 h; M2: 2.984 h; M3: 6.512 h). As perdas no sistema de trilha foram caracterizadas por frutos que não se desprenderam das ramas após a passagem da colhedora na área. Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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Para a quantificação das perdas foi utilizado um gabarito com área de 1m2 (1x1m), onde, após a passada da colhedora, foram coletados em cada um dos pontos os materiais necessários para as avaliações das perdas. Após o material ser recolhido, o mesmo foi ensacado, identificado e pesado em balança digital, modelo AD2000 com precisão de 0,01g. Após a pesagem do material recolhido, os valores foram extrapolados para kg/ha. As cartas de controle de processo foram elaboradas a partir dos parâmetros estatísticos do processo de perdas no sistema de trilha, considerando-se como linha central a média das perdas no sistema de trilha em cada máquina e a amplitude média composta pelo limite superior de controle (LSC) e pelo limite inferior de controle (LIC). Os limites de controle LSC e LIC foram

calculados com base no desvio padrão das variáveis, correspondendo a 3σ e -3σ, respectivamente. Na Figura 1 são apresentados os resultados das perdas no sistema de trilha para a máquina 1. A média geral nesta ocorrência foi de 8.263kg/ha, em que os limites superiores e inferiores foram 19.699kg/ha e -3.174kg/ha, respectivamente. Neste contexto, observou-se que todas as observações estão dentro do controle. A amplitude dos valores das observações apresentou média de 4.300kg/ ha e obteve menores valores entre as observações 2 e 3, onde os valores encontrados estiveram próximo de 0 (LIC). De modo geral, a amplitude entre as observações não ultrapassou os limites superior e inferior de controle, indicando que o processo não sofreu interferência de causas especiais. O


Fotos Tulio de Almeida Machado

A colheita do tomate é realizada por colhedoras que possuem um sistema de trilha que destaca as ramas dos frutos através da vibração forçada de um rotor, sendo este sistema utilizado em grandes culturas, como o café

desgaste nos mecanismos internos interfere na eficiência de trilha, e mesmo com uma regulagem adequada o mecamismo é comprometido pela condição atual de seus elementos. Na Figura 2 são apresentados os resultados das perdas no sistema de trilha para a máquina 2. A média geral nesta ocorrência foi de 5.250kg/ha, em que os limites superior e inferior foram 12.298kg/ha e -1.798kg/ha, respectivamente. A amplitude dos valores das observações apresentou média de 2.650kg/ ha e manteve-se variando entre a média das diferenças, principalmente entre as observações 2 e 4. A amplitude entre as observações não excedeu os limites superior e inferior de controle, indicando que o processo não sofreu interferência de causas especiais. Esta máquina apresentou perdas menores, e isso pode ser explicado pelo menor tempo de uso e consequentemente menor desgaste dos mecanismos de trilha. A regulagem de operação de um sistema de trilha com menor tempo de uso também possui maior precisão e com isso há uma maior eficiência de trabalho de seus mecanismos internos. Na Figura 3 são apresentados os resultados das perdas no sistema de trilha para a máquina 3. A média geral nesta ocorrência foi de 7.613kg/ha, em

que os limites superior e inferior foram 13.109kg/ha e 2.116kg/ha, respectivamente. Esta máquina apresentou perdas menores que a máquina 1 e maiores que a máquina 2, sendo que este comportamento pode ser explicado pela quantidade de horas trabalhadas das máquinas (valor intermediário entre as máquinas 1 e 2). A amplitude de valores das observações apresentou média de 2.067kg/ha e manteve-se variando entre a média das diferenças, principalmente entre as observações 2 e 3. As observações não ultrapassaram os limites superior e inferior de controle, indicando que o

processo não sofreu interferência de causas especiais. As perdas no sistema de trilha pelas colhedoras testadas ficaram dentro dos limites de controle e padrões estabelecidos nesse estudo, sendo que as máquinas com menor número de horas trabalhadas apresentam menores .M perdas no sistema de trilha.

Túlio de Almeida Machado e Haroldo Carlos Fernandes, Universidade Federal de Viçosa Cristiane Fernandes Lisboa e Daniel Antônio da Cunha, Universidade Estadual de Goiás João Paulo Barreto Cunha, Univ. Fed. Rural do Rio de Janeiro

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Fotos Charles Echer

IMPLEMENTOS

Para descompactar A subsolagem e a escarificação são operações fundamentais para manter a produtividade nas lavouras. A descompactação com estes implementos também aumenta a aeração do solo e incorpora restos de cultura

O

solo é o principal suporte da produção agrícola, portanto, todas as práticas realizadas antes da implantação têm significado especial, tudo que venha a melhorar as condições químicas, físicas e biológicas, favorecem o desenvolvimento das culturas, resultando em maiores lucros. A utilização contínua de máquinas, o pisoteio de animais e as chuvas seguidas de secas favorecem o adensamento do solo, podendo reduzir o desempenho produtivo das atividades agrícolas. Com o passar do tempo o espaço poroso diminui, reduzindo capacidade de aeração e armazenamento hídrico, Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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e neste momento é necessária alguma medida corretiva. Neste momento acontece o preparo do solo; este tem por objetivo melhorar a distribuição física do mesmo, aumentando a capacidade de retenção de água e ar, favorecendo um melhor desenvolvimento radicular. Recentemente houve uma crescente preocupação dos pesquisadores e agricultores em preservar os recursos naturais, principalmente o solo e a água, para isto o preparo convencional (aração e/ou gradagem) vem sendo substituído por outras operações que desagrega menos o solo e mantém maior quantidade de resíduos vegetais

em sua superfície. Assim, apareceram novas tecnologias, como, por exemplo, o preparo reduzido do solo com equipamentos denominados escarificadores. O monitoramento da resistência mecânica à penetração ao longo do perfil do solo é de suma importância, pois permite localizar a camada compactada e, assim, tomar a decisão mais correta sobre qual equipamento utilizar. Normalmente as máquinas projetadas para revolver o solo pelo método convencional tendem a enterrar os resíduos culturais, ou seja, contra os princípios do sistema conservacionista, neste sentido melhorias têm sido obser-


Escarificador (direita) e subsolador (esquerda)

vadas nos últimos anos. Neste sentido, a combinação de sistemas de preparo menos intensivos e a manutenção de resíduos na superfície podem contribuir decisivamente para a sustentabilidade da agricultura. Estudos mostram que com 20% de cobertura vegetal sobre a superfície é suficiente para reduzir as perdas do solo em 50%.

ESCARIFICADORES E SUBSOLADORES

Escarificadores e subsoladores são equipamentos que trabalham a superfície e subsuperfície do solo para promover desagregação de camadas compactadas, a fim de facilitar a penetração de raízes das culturas, da água e do ar, para as camadas mais profundas do solo, sem incorporar a matéria orgânica. A escarificação é a prática pela qual se rompem camadas adensadas e/ou compactadas formadas no interior do solo, causada pelo tráfego intenso de máquinas, pisoteio animal e operações de preparo do solo, com uso de arados e grades, atuando em menor profundidade (até 30cm). Alguns autores diferenciam as ope-

Figura 1 - Tipos de hastes de escarificadores/subsoladores

rações de subsolagem da escarificação por meio da profundidade de trabalho. Para profundidades entre 5cm e 15cm tem-se a escarificação superficial; para valores de 15cm a 30cm, escarificação pesada e para profundidades maiores que 30cm, tem-se a subsolagem (podendo chegar a profundidade de até um metro). É bom salientar que a profundidade não é a única e nem a principal diferença entre subsoladores e escarificadores. Os escarificadores podem ser considerados implementos para o preparo do solo, substituindo o arado e a grade, enquanto que os subsoladores são utilizados para romper camadas compactadas a profundidades maiores. Devido ao fato de trabalharem a maiores profundidades, os subsoladores são equipamentos que exigem alto consumo energético para sua utilização, provavelmente o maior entre as operações agrícolas, tornando sua operação

mais onerosa. Por isso, é preciso ter certeza da necessidade de se fazer a subsolagem, o que pode ser feito observando o perfil do solo no local a ser trabalhado, com uso de penetrômetros ou penetrógrafos ou por meio de análises físicas do solo, como teor de água, densidade e granulometria. Os escarificadores são implementos agrícolas de hastes robustas e pontiagudas, presas a um chassi de duas ou três barras, que revolvem pouco o solo, sem destruir seus agregados. São equipamentos de uso relativamente recente entre os agricultores, que, entretanto, vêm tendo sucesso junto àqueles que se preocupam em elevar a produtividade, evitando ao mesmo tempo a compactação do solo e a erosão. Dentre as vantagens dos subsoladores está a facilidade de penetração, e sua limitação é a alta demanda de potência por haste (exige tratores com

Ponteira com asas (direita) e sem asa (esquerda)

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Fotos Charles Echer

Dentre as vantagens dos subsoladores está a facilidade de penetração e uma das limitações é a alta demanda de potência por haste, que exige tratores maiores. No entanto, são capazes de revolver solos altamente compactados, como o da foto da esquerda

maior fonte de potência), não devendo ser utilizados em solos com alto teor de água, o que resultará em um elevado consumo horário de combustível.

ESCARIFICADORES E SUBSOLADORES

A barra porta-ferramentas, também denominada de chassi, é o local onde são fixadas as hastes, podendo apresentar formato de quadro ou angular. É importante que as hastes não sejam fixas para que, em função das condições operacionais, o espaçamento entre hastes possa ser variado. A distribuição das hastes (independentemente do tipo de chassi) deve ser feita de maneira que a haste que abre o primeiro sulco não

N

Vantagens e limitações dos escarificadores

o caso dos escarificadores, as vantagens são: desagrega menos o solo do que o preparo convencional com arado e grade; deixa resíduos de palha na superfície (70%); quebra as camadas compactadas que ocorrem nos solos mecanizados entre 10cm e 25cm de profundidade; aumenta a infiltração e a capacidade de retenção de água no solo; diminui sensivelmente os riscos de erosão pela menor desagregação do solo e pelos resíduos que ficam na superfície, bem como pela maior infiltração de água.

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fique na mesma posição transversal que a haste que abrirá o segundo sulco paralelo. Desta forma, há formação de um vão livre entre as hastes, de maneira que não haja acúmulo material, permitindo a ação da ponteira no solo. A haste constitui-se de uma barra de aço plana, com espessura entre uma e duas polegadas, equipada com molas tensoras ou dispositivos de segurança que se rompem com sobrecarga, sendo fixadas por meio de sistemas deslizantes, permitindo regulagem variável do espaçamento entre as mesmas. As hastes podem ter os seguintes formatos: Reta vertical: faz com o solo um ângulo a 90°; Reta inclinada: faz com o solo um ângulo de 30°, 45° ou 60°; Curva

Ressalta-se, ainda, que não existe a formação do chamado pé de arado ou pé de grade, possuindo maior rapidez do trabalho em relação ao arado, economia de combustível, fácil regulagem e desenvolvimento da operação a campo. Dentre as limitações, pode-se destacar o fato de serem impróprios para áreas com touceiras de gramíneas ou altamente infestadas com plantas daninhas, menos eficientes no controle de plantas daninhas em comparação com o arado e a pouca adequação para áreas novas, cheias de tocos e raízes.

e Parabólica (Figura 1). A exigência da demanda de potência do trator ou por haste diminui na sequência, iniciando-se pela haste reta, reta inclinada, curva e parabólica. A ponteira é o órgão ativo do subsolador e do escarificador, esta se desloca sob a superfície do solo à frente da haste, promovendo o seu rompimento. A largura da ponteira determina a profundidade ideal de trabalho; deve-se trabalhar na profundidade de cinco a sete vezes a largura da ponteira em uso; ao se trabalhar em profundidade maior que a aceitável não haverá um rompimento tridimensional do solo. As ponteiras podem ser com asa ou sem asa. As ponteiras sem asa variam de quatro a oito centímetros de largura, devem possuir um ângulo de ataque entre 20º e 25°. As ponteiras com asa possuem largura acima de 8 centímetros, possibilitando um trabalho a maiores profundidades, suas principais dimensões são: ângulo de abertura, ângulo de envergadura e largura de envergadura. A regulagem de profundidade deve ser feita ajustando a altura das rodas de controle, estas podem ser de aço ou pneu. Nos subsoladores montados, que são acoplados ao sistema hidráulico de três pontos, a profundidade de trabalho deve ser regulada apenas pela roda limitadora de profundidade, liberando todo o sistema hidráulico do trator, para


evitar possíveis sobrecargas. Os tipos mais comuns de escarificadores e subsoladores são os de arrasto e montados, porém, existem ainda os vibratórios, em que as hastes oscilam no sentido transversal por meio de um eixo excêntrico motriz montado no chassi e acionado pela TDP. Estes equipamentos reduzem o esforço de tração em mais de 30%, desde que a frequência de vibração da ferramenta coincida com as frequências naturais do solo.

OPERAÇÃO E REGULAGEM

Para realizar uma operação adequada, são necessárias algumas considerações, conforme veremos a seguir.

PROFUNDIDADE DE SUBSOLAGEM

A profundidade de subsolagem deve ser escolhida em função da localização da camada compactada ou adensada no perfil do solo. Normalmente adota-se como profundidade de subsolagem 5cm a 10cm abaixo da camada compactada, não devendo ultrapassar cinco a sete vezes a largura da ponteira, o que é denominado profundidade crítica. Para profundidades maiores que a crítica, não ocorre aumento significativo de área mobilizada, causando compactação do solo e ainda um aumento significativo da demanda de potência por hastes.

sua vez, é diretamente proporcional à capacidade de campo. Para um subsolador com ponteiras sem asas, o espaçamento entre hastes na faixa de 1 a 1,5 vez a profundidade de trabalho. No subsolador com ponteiras com asas, o espaçamento deve ser de 1,5 a 2 vezes a profundidade de trabalho.

VELOCIDADE DE TRABALHO

Os valores adotados na prática para a operação de subsolagem estão na faixa de 2km/h a 6km/h, porém, depende da unidade motora a ser utilizada. A capacidade de campo é influenciada pelo aumento e diminuição da velocidade. As operações de subsolagem e escarificação exigem grande esforço na

barra de tração, o que, às vezes, torna necessária a adição de peso (lastros) ao trator. Para uma adequada lastragem devem ser observados os limites de carga indicados pelo fabricante para cada medida de pneu e, também, as características do trator. Caso isso não seja observado poderão ocorrer diminuição da capacidade de trabalho do trator, redução da velocidade, aumento do consumo de combustível, aumento da patinagem e o desgaste da banda de .M rodagem.

Tiago de Oliveira Tavares, Murilo Aparecido Voltarelli, Carla Segatto Strini Paixão, Adão Felipe dos Santos e Rouverson Pereira da Silva, Lamma/Unesp Jaboticabal

Acessórios para escarificadores e subsoladores

O

s subsoladores ou escarificadores podem apresentar alguns acessórios, tais como: Torpedo: de formato tronco-cônico colocado na parte traseira inferior da haste do subsolador. Forma um túnel (galeria), funcionando como drenos subterrâneos em terrenos de várzeas, os quais podem permanecer de sete a oito anos. O diâmetro varia de 3cm a 20cm.

Disco de corte: indicado para escarificadores e subsoladores com chassi quadrado ou retangular. É posicionado na frente das hastes para evitar embuchamentos em áreas com restos vegetais. Rolo destorroador: utilizado nos escarificadores, tem a função de destorroar e nivelar o solo, localiza-se atrás das hastes, substitui, em parte, a grade niveladora.

NÚMERO DE HASTES

O número de hastes de um sulcador dependerá da disponibilidade de potência do trator para executar a tração, porém, a eficiência energética e operacional cresce com o aumento do número de hastes.

ESPAÇAMENTO ENTRE HASTES

O espaçamento entre hastes é um parâmetro operacional muito importante, pois influi diretamente na largura de corte total do equipamento (número de hastes multiplicado pelo espaçamento entre hastes) que, por Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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EVENTOS

Agrishow 2016 Com mais de 150 mil visitantes e 800 expositores, a 23ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola superou as expectativas em meio a um período de crise e comercializou R$ 1,95 bilhão

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Agrishow 2016 que aconteceu de 25 a 29 de abril, em Ribeirão Preto (SP), obteve resultado positivo com a realização de negócios da ordem de R$ 1,95 bilhão, superando o valor da edição anterior, que foi de R$ 1,9 bilhão. Durante a semana, mais de 150 mil pessoas visitaram a feira em busca de lançamentos e novidades nos estandes de máquinas e implementos agrícolas. Realizamos um apanhado dos principais lançamentos apresentados na feira, marcada por máquinas cada vez mais tecnológicas e cheias de novidades. Confira o que foi destaque este ano.

CASE IH

A Case IH destacou, durante a Agrishow 2016, o modelo 2016 da Colhedora de Cana A8800, os tratores da Linha Puma e o grande lançamento para o ano de 2016: as colheitadeiras axiais Axial-Flow Série 130. A linha é composta de quatro modelos: 4130 (da classe 5), 5130 e 6130 (da classe 6) e 7130 (da classe 7). Esse lançamento é um dos maiores da história da fa-

bricante no Brasil. Foram investidos 40 milhões de dólares no desenvolvimento do projeto, testes de campo e na preparação de uma linha de montagem exclusiva na fábrica de Sorocaba, no interior de São Paulo. Na nova Série 130, os motores mecânicos foram substituídos por motores eletrônicos FPT Industrial (FPT NEF 6 para os modelos 4130 e 5130 e FPT Cursor 9 para os modelos 6130 e 7130) de até 378 cavalos. Os modelos 5130, 6130 e 7130 receberam o novo rotor Small Tube, cujo espaço da área de debulha e separação ficou 26% maior. Também receberam um novo tanque graneleiro, que possui capacidade para armazenar até 10.600 litros, dando mais autonomia à máquina. A linha Puma, destaque da Case IH na parte de tratores, agora oferece mais versatilidade com dois novos modelos, 200 e 215, que se juntam ao Puma 230, recentemente lançado pela marca. A categoria de tratores multifuncionais fica ainda mais completa para aplicações como preparo de solo, plantio, tracionando transbordos ou com grandes implementos, e opções

de potência nominal de 197cv, 213cv e 234cv, respectivamente. Outro grande destaque da Case IH foi a Colhedora de Cana A8800 - Modelo 2016, que apresenta peças mais resistentes e que possibilitam maior vida útil dos componentes, gerando menos gasto em manutenção ao produtor. Um novo sistema de iluminação auxilia nos reparos noturnos, com ponto de luz dedicado à parte frontal do equipamento e um pendente para utilização 360º. Novos rolamentos dos rolos alimentadores tiveram uma redução de 83% no seu tempo de troca, transformando uma operação de 15 horas, em duas horas e meia. A centralização dos pontos de lubrificação é outro diferencial que possibilita realizar a tarefa em 30 minutos (a cada 50 horas de colheita). A Case IH também apresentou na Agrishow 2016 a plantadeira de 48 linhas Easy Rider, que foi exposta junto ao trator Quadtrac 550 esteiras, um dos maiores tratores do mundo.

MASSEY FERGUSON

A Massey Ferguson levou todo seu

A nova Série 130 da Case IH vem com motores eletrônicos FPT Industrial - FPT NEF 6 para os modelos 4130 e 5130 e FPT Cursor 9 para os modelos 6130 e 7130. Já a série Puma de tratores tem dois novos modelos 200 e 215

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Fotos Cultivar

A Massey Ferguson trouxe para a Agrishow o trator Fendt 1050 da Série 1000 Vario, um trator de 540cv. Na linha de colheitadeiras foi apresentado o conceito de cobertura automática de tanques graneleiros

portfólio para a Agrishow 2016 e fez uma surpresa ao produtor do Sudeste brasileiro: a marca apresentou o trator escolhido como “Trator do Ano 2016” durante a última edição da Feira Agritechnica de Hannover, na Alemanha, o Fendt 1050, da Série 1000 Vario. O modelo, que esteve em exposição na feira, tem 524cv de potência e 2400Nm de torque, e conta com o sistema Fendt iD, que disponibiliza alto torque em baixa rotação do motor, combinando o novo motor 6 cilindros de 12.4L com a mais recente geração de transmissão Fendt Vario. A linha Fendt 1000 Vario destaca-se por ser o único produto no conceito de chassi rígido nessa faixa de potência. Desenvolvidos para maximizar a eficiência entre a combinação de potência e torque, os tratores desta família trabalham com motor, sistema de transmissão e sistema hidráulico precisamente alinhados, com o objetivo de garantir a maior eficiência no consumo de combustível. O Fendt 1050 Vario chega para ocupar e desenvolver um novo segmento no mercado, o de alta potência (acima de 500cv). Os modelos desta linha também destacam-se pelo sistema Vario Drive, que fornece torque variável e independente aos eixos dianteiro e traseiro, de acordo com a necessidade de cada sistema. Na linha de colheitadeiras, a Mas-

sey Ferguson destacou a MF 5690, que compõe a linha de equipamentos classe 4, e a MF 9695, na linha de classe 6 da marca. As MF 5690 são equipadas com um motor de seis cilindros turbo intercooler AGCO Power de 7.4 litros, capaz de entregar até 220cv a 2.100rpm. A colheitadeira também é equipada com o piloto automático Auto Guide 3000, sistema de telemetria AgCommand e com o monitor de produtividade Fieldstar II. A colheitadeira classe 4 da marca pode ser equipada ainda com plataformas de 16, 18 e 20 pés da família MF 8250 Dynaflex (flexível ou rígida). Já a MF 9695 é equipada com um motor de seis cilindros turbo interco-

oler AGCO Power de 8.4 litros, sendo capaz de entregar até 380cv em reserva, 350cv de potência nominal e 370cv de potência máxima. Possui taxa de descarga de grãos de 88 litros por segundo e tanque com capacidade de armazenagem de 10.570 litros, proporcionando eficiência operacional. O maquinário apresenta sistema de arrefecimento “V-Cool”, que oferece alta capacidade de resfriamento e, consequentemente, maior vida útil ao motor. O sistema realiza a limpeza dos radiadores por ciclo hidráulico reverso mesmo durante a operação de colheita. Entre os diferenciais da máquina está o projeto em H do sistema de suporte dos côncavos, que permite ade-

Um dos destaques no estande da Valtra foi o Trator Challenger MT875E com esteiras e potência de 655cv, o que equivale a um trator de 750cv de pneus

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Motor MWM de 205cv Turbo e sistema de transmissão hidrostática

Modelo da Série N, premiado na Europa, também foi exposto pela Valtra

quar a configuração da máquina para vários tipos de cultura. A colheitadeira MF 9695 trabalha com plataforma Draper de 25 pés. Entre os outros destaques da marca estavam as séries de tratores MF 4200 e 6700R Dyna-4, a plantadeira MF 700 CFS e a linha de produtos destinada a fenação e biomassa.

VALTRA

Durante a Agrishow 2016 e pela primeira vez no Brasil, a Valtra apresentou um modelo da linha de tratores da Série N. Lançada no exterior no segundo semestre de 2015, a Série N, que é fabricada na Finlândia, recebeu os prêmios “Machine of the Year 2016” e “Tractor of the Year 2016 – Golden tractor for design”. Os tratores possuem motor de 4 cilindros, que

vão de 106cv a 187cv, remetendo ao já consagrado BM125i (1º trator de quatro cilindros turbo-intercooler na faixa de 130cv de potência). A Série N possui motor AGCO Power de 185cv e torque de 730Nm. A marca também expôs dois modelos de pulverizadores: Challenger Rogator 1300 Spinner e Terragator 8300 Airmax. O Rogator possui chassi flexível e caixa de produto de 7,3m³, atua em uma faixa de trabalho de até 36 metros, o que resulta em maior rentabilidade para o produtor rural. Além disso, conta com um pacote tecnológico composto pelo sistema de telemetria AgCommand, taxa variável e piloto automático. Por sua vez, o Terragator é um pulverizador equipado com os sistemas Airmax e Granular bin, que são responsáveis por possibilitar maior precisão na distribuição de fertilizantes e micronutrientes, e permite que dois produtos sejam aplicados ao mesmo tempo. Este pulverizador atinge até 40km/h e é capaz de cobrir mais hectares por jornada de trabalho. Este modelo também é equipado com sistema de telemetria AgCommand, taxa variável e piloto automático. Um dos lançamentos da Valtra no evento foi o trator com esteira de borracha da marca Challenger, o MT875E. Disponível para venda pela primeira vez na Agrishow 2016, o trator possui potência de 655cv, o que equivale a um trator de 750cv de pneus. Um dos destaques deste equipamento é o sistema Mobil-trac, tecnologia patenteada pela

Challenger que foi desenvolvida para reduzir a compactação do solo. Com este sistema, o índice de patinagem é reduzido em 10% devido à grande área de contato das esteiras com o solo. O lançamento vem equipado com motor AGCO Power de 12 cilindros e, com o sistema Mobil-trac, torna-se o único trator agrícola originalmente feito para utilizar esteiras de borrachas. Outro grande destaque da marca Valtra foi a plantadeira Nova Frontier CFS (Central Fill System), que possui caixa central de sementes, o que agiliza o abastecimento. O implemento possui também sistema Taxa Variável, tecnologia que permite fazer uma programação específica para determinar a distribuição de sementes e fertilizantes de acordo com um mapa de recomendação planejado pelo produtor ou pelo agrônomo responsável. Os modelos da nova Frontier CFS vão de 11 até 30 linhas. As versões têm ainda transmissão das linhas de semente pneumática através de cabo flexível, o que ajuda a reduzir as manutenções da máquina.

NEW HOLLAND

A New Holland levou para a Agrishow 2016 toda sua linha de máquinas e equipamentos agrícolas para o pequeno, o médio e o grande produtor. Dentre os produtos, os destaques foram a plantadeira PL5000 e as colheitadeiras da família CR, a CR8090 e a CR5.85. Para os produtores rurais que possuem pulverizadores New Holland,

A New Holland destacou as colheitadeiras CR8090 e CR5.85 e o espaço NH Connect, que apresenta a linha de agricultura de precisão e simula um escritório que recebe em tempo real todas as informações geradas pelas máquinas que estão em campo

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Entre os destaques da John Deere estão as colhedoras de cana CH570 e CH670 com sistema Econoflow. Também chamou a atenção dos visitantes o trator articulado 9520 R para grandes áreas

uma novidade: uma linha de bicos para pulverizadores já é distribuída pelos concessionários New Holland Agriculture em todo o País. O lançamento da nova gama de peças aconteceu no início do ano e foi apresentada como uma das novidades do setor de pós-venda na edição deste ano da Agrishow. No total, a linha é composta por 56 itens para nove diferentes aplicações, com as variáveis de capas, filtros e utensílios. A nova linha é fabricada com dois tipos de materiais: em polímero e em polímero com cerâmica. As vantagens da utilização da cerâmica estão ligadas à maior durabilidade do bico em comparação aos bicos paralelos disponíveis no mercado. A linha de bicos da New Holland pode ser utilizada em diversas lavouras e pulverizadores de arrasto, acoplados e autopropelidos. Outra novidade foi a apresentação de uma estação meteorológica Isobus, que auxilia o produtor nas tomadas de decisão desde o plantio até a colheita, fornecendo dados como: velocidade do vento, compensada de acordo com a velocidade do veículo, umidade do ar, temperatura e pressão barométrica. A nova estação também permite a configuração de alarmes de acordo com sua utilidade no campo. Na parte de implementos, a plantadeira PL5000 se destaca por sua excelente distribuição de sementes, garantindo um estande de plantas uni-

formes. A caixa central de sementes da PL5000 possui capacidade para mais de mil quilos por chassi, e os reservatórios de fertilizantes armazenam até seis toneladas de adubo. Já na parte de colheitadeiras um dos destaques da marca foi a classe 8 CR8090, que possui tubo que mede até 8,9 metros e garante total segurança ao trabalho de descarga em movimento. A máquina possui também tanque com capacidade para 14.500 litros. Todo esse volume pode ser descarregado em menos de dois minutos, a uma taxa de 142L/s, em uma operação realizada com o acionamento de poucas teclas na alavanca multifunção dentro da cabine. A máquina já vem equipada com o sistema completo de agricultura de precisão, que inclui GPS e piloto automático, além de um monitor que indica o rendimento e a umidade do grão colhido em tempo real. A CR8090 apresenta potência nominal de 489hp, podendo atingir até 550hp de potência máxima, e pode trabalhar com plataformas de 40 e 45 pés.

JOHN DEERE

A John Deere marcou presença mais uma vez na maior feira agrícola da América Latina, a Agrishow 2016. O estande mostrou mais de 50 equipamentos destinados à agricultura, à pecuária, à construção e ao setor florestal, além de serviços pós-venda

e financeiros. Entre os destaques da marca estiveram a plantadeira 1107 a vácuo, o pulverizador 4630, no segmento canavieiro as colhedoras CH570 e CH670, a enfardadora prismática L340, que atua no recolhimento de palhiço para geração de biomassa, e os tratores da linha 5E, com piloto automático de fábrica. As colhedoras de cana CH570 e CH670 possuem sistema Econoflow, responsável por trazer melhorias nos mecanismos de alimentação, limpeza e hidráulico. Nesses modelos, a cabine ficou 30% maior para melhor visibilidade e espaço interno; com acesso pelos dois lados com portas laterais, o que proporciona mais segurança, e uma alavanca multifuncional que realiza dez funções a mais ao alcance do operador. As colhedoras também possuem AutoField Cruise, sistema que ajusta automaticamente a rotação do motor com base na sua carga, fator este que evita o uso excessivo de combustível em situações de baixa demanda de potência e tira a necessidade do ajuste manual. Outra característica importante dessas máquinas é o CICB, Controle Integrado de Altura do Corte de Base, que simplifica a operação, pois tira do operador a função de controlar constantemente a altura dos divisores de linha e corte de base, isso porque os divisores passam a ser flutuantes e Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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O modelo R60 C foi o destaque da LS Tractor durante a Agrishow 2016

tornam-se a referência de altura para a atuação do corte de base. Na linha de pulverizadores, o destaque foi o 4630, que também conta com uma versão canavieira, e agora possui barra de aplicação maior, de 27 metros, que contém sete seções, possibilitando maior efetividade nas aplicações. A máquina possui tanque de combustível com capacidade de 269 litros e tanque de solução com capacidade de 2.270 litros. Além disso, possui o sistema SprayStar, que controla o fluxo da pulverização. Outro destaque em pulverização foi o modelo 4730 com barra de fibra de carbono, com 36 metros e 9 seções.

Também foram destaque os tratores de alta potência da John Deere, séries 7J e 8R, amplamente utilizados nos canaviais, em trabalhos de transbordo e atividades que necessitam de alto desempenho dos equipamentos em condições mais exigentes. Porém, a novidade da marca na área de tratores foi a Série 5E de tratores utilitários, com os modelos cabinados (5078E, 5085E e 5090E) e os modelos 5055E, 5065E e 5075E. O fruteiro 5075EF, especial para culturas como maçã e citros, também marcou presença. Para o plantio, a John Deere destacou a plantadeira 1107, agora com o

A Jacto destacou o pulverizador autopropelido Uniport 3030 com barras de 36 metros

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Os tratores 7215, os maiores modelos fabricados pela Agrale, foram destaques no estande da empresa

sistema VacuMeter. O dosador a vácuo apresenta melhorias que mantém a qualidade das sementes, distribuindo-as uniformemente, evitando sementes duplas e/ou falhas, o que oferece um ambiente favorável para as plantas se desenvolverem. Ainda no segmento de plantadeiras, o modelo DB40 possui sistema de taxa variável, permitindo o controle automático de dosagem das sementes, e o sistema RowCommand, que desliga automaticamente as seções da plantadeira e garante a maximização dos recursos de plantio e uma economia que pode ultrapassar 7%, pois evita o desperdício de sementes. A Caixa de Semeadura de Grãos Finos GreenSystem foi outro destaque da marca, com a função de plantar sementes finas para gramíneas e leguminosas. A unidade é montada sobre o chassi das plantadeiras 1100 e 2100 e não demanda nenhuma alteração nos equipamentos. Outra novidade foi o simulador de colheita de grãos, utilizado para capacitar operadores, dentro do pacote de soluções da companhia oferecido através das redes e concessionários da marca, além do sistema Tandem Greensystem, que permite a união de duas plantadeiras série 1100, que também chamou a atenção.

LS TRACTOR

O trator R60 C foi o destaque da LS


Tractor durante a Agrishow 2016. O trator foi produzido a partir do modelo que ganhou o prêmio Trator do Ano na categoria Especiais, em 2015, o R60. A novidade neste trator é uma cabine que oferece um padrão de ergonomia de nível internacional, um baixo índice de ruído, vedação e fácil acesso a todos os comandos. O R60 C tem motor LS Tractor Tier III, que lhe confere economia de combustível e reduzida emissão de gases poluentes. O trator possui também tomada de força independente, operada a partir do painel, direção hidrostática, controle remoto independente, transmissão 32x16 com super-redutor e eixo frontal blindado. O R60 C vem se juntar ao time de tratores da fábrica sul-coreana que possui quatro séries, G, R, U e Plus, e 15 modelos, com potências que vão de 40cv a 105cv.

AGRALE

A Agrale apresentou sua linha completa de tratores, de 15cv a 215cv de potência – com destaque para os dois mais recentes lançamentos da marca, os modelos 4233 e 7215 – na Agrishow 2016. Principal novidade da marca no evento, o novo Agrale 7215 é equipado com motorização MWM de 215cv de potência, transmissão com 16 velocidades (12 frente quatro à ré) sendo cinco velocidades na faixa de 5km/h a 9km/h. Ampla cabine equipada com ar-condicionado, que garante maior conforto e segurança, sistema de piloto automático (tecnologia embarcada/ opcional) e alta vazão no sistema hidráulico (192L/min). Outra novidade na feira, o trator Agrale 4233 com potência de 30cv, tração integral 4x4, sendo o primeiro modelo isodiamétrico (rodados do mesmo tamanho) produzido no Brasil. Possui dimensões reduzidas, o que permite ao operador trabalhar mais próximo do solo e amplia a segurança em terrenos irregulares e íngremes, tornando-se ideal para trabalhos em culturas baixas e estreitas, como na viticultura (uva latada), fruticultura,

avicultura, entre outras.

JACTO

A Jacto destacou sua linha de equipamentos para o setor agrícola na Agrishow 2016. Entre eles, os lançamentos do ano: Uniport 2530, Uniport 4530, além de novas adaptações para Uniport 3030 e Condor 800 AM 18. Entre as novidades, também os aplicativos Otmisnet Mobile para acompanhar em tempo real o trabalho das máquinas Uniport 3030, trazendo informações, alertas e indicadores que podem contribuir com a melhoria da gestão operacional, e Jacto SmartSelector, que aponta as melhores opções de bicos que podem ser acoplados nas máquinas. Lançado em 2012, o Uniport 3030 da Jacto levou novidade à Agrishow 2016: o pulverizador automotriz ganhou o sistema direcional nas quatro rodas Unitrack, desenvolvido pelo Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Jacto e que permite manobras mais rápidas e redução do amassamento nas manobras. Outra grande novidade da máquina é a possibilidade da ser adquirida com barras de 36 metros, além das de 28 e 32 que já estão no mercado desde o seu lançamento. Além dessas novidades, o modelo 2016 da Uniport 3030 chega ao mercado com novos abre linhas,

que minimizam os danos às culturas mais densas. O aplicativo Jacto SmartSelector é outra novidade da máquina, que vai permitir que o usuário escolha de forma correta o bico de pulverização que deverá ser utilizado em cada ocasião. Já o Otmisnet Mobile é um aplicativo para smartphones na plataforma Android, com monitoramento on-line (telemetria) e indicadores operacionais. O serviço pode ser usado pelos clientes Jacto para acompanhar em tempo real o trabalho das máquinas Uniport 3030, pulverizador automotriz da Jacto, trazendo informações, alertas e indicadores que podem contribuir com a melhoria da gestão operacional.

STARA

A plataforma para milho Brava +, o distribuidor autopropelido Hércules 6.0, a plantadora Princesa e o pulverizador autopropelido Imperador 3.0 foram os destaques da Stara na Agrishow 2016. A união da tecnologia do pulverizador Imperador e do distribuidor Hércules forma o Imperador 3.0. O autopropelido reúne um pulverizador com barras centrais e um distribuidor, podendo realizar as duas operações no mesmo equipamento. O pulverizador permite o parcelamento das aplicações de fertilizantes e defensivos, com a

A plantadora Princesa da Stara com distribuição de sementes e fertilizantes está disponível nos modelos com 16, 18 ou 20 linhas de plantio

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Fotos Cultivar

Modelo 1155 Plus, de 55cv, da Agritech destaca-se pelo novo design, pelos comandos laterais e pelo hidráulico para 1.500kg

manutenção do mesmo rastro. A máquina possui motor MWM de 205cv Turbo e sistema de transmissão hidro 4x4, permitindo trabalhar em terrenos com inclinação de até 31,7%. A bomba hidráulica é LS (LoadSensing), sistema que disponibiliza a vazão necessária para o implemento, acoplado ao motor. Para a pulverização, possui reservatório de calda de 2.400 litros, produzido em polietileno. Com barras centrais, garante a estabilidade durante a aplicação, mesmo em terrenos com desnível.

Para distribuição, possui reservatório em inox com capacidade de até três toneladas. Possui, também, comporta dupla e esteira de borracha com dispositivo autocentralizador da fita transportadora para maior precisão na aplicação. O Imperador 3.0 é equipado com o controlador Topper 5500 e Telemetria Stara. Lançamento na feira, a plantadora Princesa é indicada para o cultivo de milho, soja e algodão, e conta com a distribuição de sementes e fertilizantes. A plantadora está disponível nos modelos com 16, 18 ou 20 linhas de plantio (com espaçamento de 45cm). O chassi da Princesa possui articulação, o que proporciona a melhor copiagem do terreno durante o plantio, o que traduz em maior homogeneidade mesmo em terrenos acidentados. O sistema de transporte é patenteado,

Destaque da PLA, o console integrado equipará todas as máquinas da empresa

A Hexagon destacou o conjunto de soluções CCT para usinas

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A Semeato lançou a semeadora Newland Full FastFill, com 13, 15, 17 ou 19 linhas com caixa central de sementes

onde a articulação com fechamento lateral facilita a passagem por estradas, pontes e porteiras estreitas, deixando a plantadora com apenas 4,85m no modelo com 16 linhas e 5,75m para o modelo de 18 linhas. O implemento está disponível em dois modelos, a Princesa DPS, com caixa de sementes suspensa, e a Princesa Top, com caixa de sementes central. No modelo com caixa de semente central, a plantadora é equipada com o controlador Topper 5500 e Telemetria Stara.

AGRITECH

A Agritech lançou na Agrishow 2016 o trator 1185 S Turbo Cabinado, modelo de 85cv que ganhou nova cabine e outros diferenciais. As cabines do 1185 S Turbo são equipadas com estruturas (monobloco) de proteção contra capotamento (EPCC), a porta traseira é ampla e de grande abertura, os controles do ar-condicionado possuem botões de comandos com fácil acesso, com os sistemas de ar quente e ar frio, e a renovação do ar da cabine ocorre por meio de um sistema eletrônico, que funciona com um simples toque em um botão. O operador também tem à sua disposição todo o acionamento das alavancas lateralmente, resultando em mais conforto e praticidade; além disso, o trator é plataformado, oferecendo mais facilidade às operações. O trator vem equipado com mo-


A Precision Planting destacou o controlador de sementes VDrive

tor Yanmar Turbo de 85cv, câmbio sincronizado, sistema de direção hidrostática, eixos robustos, sistema de refrigeração integrado e levantador hidráulico com Sistema Autolift. Entre outros destaques da marca que acabaram de chegar ao mercado estão os modelos 1155 Plus e 1155 Super Tração. O Modelo 1155 Plus, de 55cv, destaca-se pelo novo design, pelos comandos laterais e pelo hidráulico para 1.500kg. Já o modelo 1155 Super Tração, também de 55cv, tem 1,35m de largura entre a parte externa dos pneus.

SEMEATO

A Semeato aproveitou a participação na Agrishow 2016 para apresentar a sua semeadora Newland Full FastFill, com 13, 15, 17 ou 19 linhas. É uma semeadora adubadora de grãos graúdos com caixa central de sementes e com sistema pneumático central para distribuição de adubo. Também há a possibilidade de se trabalhar com duas máquinas acopladas, resultando em 22, 26, 30 e 34 linhas. A Newland Full FastFill possui a disponibilidade de cinco sistemas diferentes de sulcadores para a deposição de adubo, utilização de linhas de semeadura pantográficas com grande flutuação, alta precisão do distribuidor de sementes, além da uniformidade na profundidade de deposição das sementes, o que resulta numa emergência uniforme.

O reservatório central de sementes da Newland Full FastFill tem capacidade para dois mil litros. A condução de sementes até o distribuidor é realizada através de fluxo de ar, e se dá pelo sistema Atac (Air Flow Transport Chamber). A transmissão da linha de semente do sistema Vacuum System é realizada através de um cabo flexível chamado Flexshaft, que evita possíveis falhas no sistema de distribuição de sementes. O implemento também possui Distribuidor Pneumático Semeato de Fertilizantes – DPSF – que permite maior agilidade no abastecimento e maior precisão na distribuição de fertilizantes.

PLA DO BRASIL

A PLA do Brasil apresentou seus lançamentos do ano a todos os produtores presentes na Agrishow 2016. Um dos destaques foi o Phoenix 400, pulverizador com tanque de quatro mil litros e barra de até 40 metros em fibra de carbono, o que garante leveza mesmo numa máquina de grande porte. O outro lançamento da empresa foi o distribuidor de sólidos - fertilizadora pneumática - Pegasus 4.6 Air, máquina autopropelida que serve tanto para aplicação de fertilizantes sólidos como também para semeaduras de

cobertura. Outras máquinas que estiveram em demonstração no evento foram o pulverizador Taurus 300 com túnel de vento - pulverizador com tanque de três mil litros de calda; e Hydra 200 - o menor pulverizador na família PLA. A PLA possui sete modelos de pulverizadores autopropelidos no seu portfólio: M250, M300, Hydra 200, Orion 250, Taurus 300, Taurus 350 e Phoenix 400.

HEXAGON

O grande destaque do estande da Hexagon Agriculture na Agrishow 2016 foi o conjunto de soluções CCT para as usinas sucroalcooleiras e sucroenergéticas. Essas soluções são focadas na automação das áreas de corte, carregamento e transporte da cana-de-açúcar, e suas principais funções são coordenar e otimizar as operações logísticas, sincronizar os recursos (transbordos e colhedoras) em operação na frente de colheita, efetuar a comunicação entre máquinas para habilitar o transporte e a sincronização de informações. Além disso, outro destaque do estande foi a integração dos controladores Ti5 e Ti7 com o módulo de Monitoramento, que, trabalhando de forma simultânea, permite o monitoramento de tratores, caminhões, colheitadeiras,

O destaque da Marini foi o kit rodado duplo ou de fixação de rodas com sistema de castanhas

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o kit rodado duplo ou de fixação de rodas com sistema de castanhas, que possibilita mudar a bitola, abrindo ou fechando o espaçamento sem tirar a roda, de forma simples e rápida. O kit de rodas especiais é indicado para aplicações em pulverização, pela facilidade de alteração de bitola que se adapta aos espaçamentos das diferentes culturas.

KUHN

A Kuhn lançou na Agrishow 2016 o distribuidor de fertilizante Accura ST 5000

máquinas de infraestruturas viárias, entre outros em detalhes e de modo integrado com a plataforma SWS.

PRECISION PLANTING

A linha de equipamentos da Precision Planting também foi apresentada na Agrishow 2016. Os equipamentos promovem a captura de dados durante o trabalho dos implementos, analisa e gera informações instantâneas, elevando a qualidade destes processos. A linha de produtos é formada pelo monitor de plantio SeedSense, o aplicativo Field View, o distribuidor de sementes eSet/vSet, o sensor Wavevision, o controlador de população de sementes por sessão (RowFlow) ou por linha (VDrive) e pelo YieldSense, lançado na Agrishow, primeiro produto da empresa para a etapa da colheita. Todos os equipamentos podem ser instalados de forma simples em plantadeiras e colheitadeiras disponíveis no mercado. A Precision Planting oferece ferramentas que gerenciam as informações colhidas por meio de aplicativos de organização de dados que corrigem dispositivos mecânicos, hidráulicos e eletro-eletrônicos, gerando, consequentemente, melhores práticas agronômicas. O distribuidor de sementes eSet/ vSet faz a correção de problemas ao longo do plantio. É um equipamenMaio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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to que evita falhas e duplas devido ao seu design interno, que conta com singulador flutuante, buchas internas, entre outras características únicas. Já o monitor de plantio SeedSense sinaliza por cores, em sua tela touchscreen, o desempenho da plantadeira, permitindo precisar quais são as regulagens necessárias na máquina para evitar problemas operacionais e perdas. Todas as informações juntas são vistas no monitor e cada linha, semente a semente, pode ser verificada na tela individualmente com um simples toque.

MARINI

A Marini levou à Agrishow 2016

A Kuhn lançou na Agrishow 2016 o distribuidor de fertilizante Accura ST 5000. Com patenteado sistema de distribuição CDA, consegue aplicação com o coeficiente de variação dentro das exigências dos padrões europeus e, também, aplica adubos granulados em uma largura útil de aplicação de até 42 metros. O perfil de Distribuição Triangular proporciona maior uniformidade. A baixa rotação (17rpm) do distribuidor com movimento axial evita o dano mecânico dos grãos, preserva suas partículas, evitando a formação e dissipação de pó durante a aplicação. O sistema de esteira livre garante alimentação constante aos discos de distribuição, fazendo com que a dosagem nos pratos seja sempre constante de acordo com a abertura da comporta dosadora. O distribuidor ainda possui GPS, controlador automático de distribuição (taxa fixa e variável), piloto automático hidráu-

A GTS lançou a carreta para transporte de grãos Waggon 48000, com capacidade para 48.000 litros


lico, correção de sinal e compensador de terreno.

GTS

A GTS do Brasil também marcou presença na Agrishow 2016 com três lançamentos: plataforma para colheita de milho Futtur; plataforma para corte de cereais RollFlex e o principal destaque, a carreta para transporte de grãos Waggon 48000. Ela é a maior carreta graneleira do mercado, com capacidade para 48 mil litros que podem ser descarregados a uma velocidade de 416 sacas por minuto. Entre os principais itens estão balança digital, freio a ar, suspensão, eixo dirigível, TDP com entradas para 540rpm e 1.100rpm e tubo de descarga de 623mm. A GTS do Brasil levou ainda uma nova versão do descompactador de solo Terrus: o SuperTerrus, com 20 hastes descompactadoras e aproximadamente 12 metros de largura de trabalho. Os equipamentos estão disponíveis para colheitadeiras de classe superior, 8, 9 e as futuras da classe 10, que logo devem estar disponíveis no mercado brasileiro.

METALFOR

Na Agrishow 2016, a Metalfor mostrou sua nova linha de pulverizadores autopropelidos. O Metalfor 7040 possui uma construção nova com chassi mais reforçado e preparado para maiores exigências, mantendo o mesmo baixo peso de modelos anteriores. O modelo agora terá sua versão 4x4 hidrostática que se soma ao 4x2 lançado no início do ano, além das opções em barras de 25 a 36 metros e tanques de 2.500 a 3.500 litros de capacidade. O motor dianteiro proporciona melhor distribuição de peso entre eixos dianteiro e traseiro. Possui também cabine com visão de 360°, monitoramento e sensorização eletrônica e toda a tecnologia em agricultura de precisão.

XCMG

A XCMG escolheu a Agrishow

O pulverizador autopropelido Metalfor 7040 faz parte da nova linha lançada pela empresa

2016 para o lançamento oficial de sua linha Agrícola e Floresta. Entre os destaques da empresa, a Pá Carregadeira ZL30BR e a Retroescavadeira XT870BR. A ZL30BR possui motor Cummins 6BT5.9 com 94kW de potência nominal e o peso operacional da máquina é de 10.800kg. A capacidade da caçamba é de 1,8m³ e o tempo total do ciclo da máquina é de dez segundos. Sua altura de descarga é de 2.930mm e a distância de descarga é de 1.000mm. Já a Retroescavadeira XT870BR possui motor MWM 4.10TCA, com potência de 73,5kW. A máquina possui 0,8m³ a 1m³ de capacidade de caçamba, com altura máxima de despejo de 2.770mm e alcance máximo de 755mm. O peso total da retroescavadeira varia de 7.300kg a 7.800kg e sua velocidade máxima é de 38km/h. O Braço de Carregamento possui oito articulações, que facilitam na movimentação e no desempenho da máquina, e uma força de escavação de 66kN. Já o Braço de Escavação possui força de 57kN.

TRIMBLE

A Trimble Brasil Soluções mostrou novidades. Um dos destaques foi o monitor TMX-2050, intuitivo, com tela touchscreen de alta defini-

ção e sistema Android, que permite adicionar Apps específicos para o produtor. O monitor abrange um leque maior de personalizações das operações agrícolas, fornece soluções customizadas, contando ainda com sistema de manobra automática de cabeceira. Assim como os demais produtos Trimble, o TMX-2050 pode ser instalado em máquinas de qualquer marca. Outro destaque foi o Sistema de Informação do Solo (SIS), que utiliza sensores avançados de segmentação e de geoprocessamento para produzir informações de alta resolução. Estas informações podem ser utilizadas para tomar decisões de irrigação, drenagem, fertilidade, além de criar mapas de solo, com o objetivo de maximizar o potencial do crescimento das plantas em cada ponto da propriedade. O ponto de encontro destas tecnologias é o sistema ConnectedFarm, que oferece recursos de gerenciamento de informações. Com o aplicativo gratuito, ConnectedFarm Field, o produtor tem uma ferramenta de gestão de dados de campo baseada na Web, em que pode gerenciar as delimitações de seus campos, dados de tarefas e mapas de vigor das culturas. Com uma interface gráfica amigável ao usuário, o produtor pode analisar a rentabilidade do campo e tomar Maio 2016 • www.revistacultivar.com.br

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Fotos Cultivar

A XCMG destacou sua linha de máquinas para construção e linha agrícola, como a Pá Carregadeira ZL30BR

melhores decisões financeiras para suas operações. Também foi exposto o Sistema de Pulverização Seletiva Weedseeker, equipado com sensores capazes de identificar e liberar a aplicação de herbicidas apenas quando plantas daninhas entram em seu campo de visão, o que, segundo o fabricante, resulta em redução de até 80% nos gastos com esse tipo de insumo.

AG LEADER

A AG Leader lançou na Agrishow

A AG Leader lançou os displays AgLeader Incommand 800 e 1200

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A Trimble apresentou o monitor TMX-2050, que pode ser instalado em máquinas de qualquer marca

2016 dois displays: o AgLeader Incommand 800 e o Incommand 1200. Os displays são totalmente touchscreen e vêm de fábrica com adaptador WiFi que possibilita acesso remoto, para o caso de suporte técnico, e transmissão de dados sem fios. Também foi lançado na Agrishow o aplicativo Agfiniti Mobile, disponível por enquanto na plataforma iOS para iPad e pode ser baixado na Apple Store de forma gratuita. Com ele é possível realizar o download de todas as informações contidas nos displays de forma rápida e simples.

LANDINI

Os tratores da Landini também estiveram expostos durante a Agrishow 2016. Entre os destaques da marca esteve a linha Multifarm, evolução da Technofarm, com os modelos de 75cv, 80cv e 90cv Turbo, o Mistral, de 55cv com tomada de força e cabine com teto solar, além do LandPower e o Landforce. O Mistral, equipado com cabine padrão europeu, possui como diferenciais vedação e ar-condicionado localizado no teto, com melhor refrigeração e facilidade de .M acesso ao filtro.

Entre os destaques da Landini está o trator de 55C Mistral 55 Cabinado


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