Cultivar Máquinas • Edição Nº 148 • Ano XIII - Fevereiro 2015 • ISSN - 1676-0158
Nossa capa
Test Drive - MF Dyna-4
Conheça a série Dyna-4 de tratores da Massey Ferguson, cheia de inovações tecnológicas
Destaques
Pulverizadores
Colhedoras
Saiba o que e quando revisar sua colhedora, garantindo que ela esteja sempre pronta para o trabalho
16
27
• Editor
Gilvan Quevedo
• Redação
Charles Echer Rocheli Wachholz
• Revisão
Aline Partzsch de Almeida
• Design Gráfico e Diagramação
NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL
• ASSINATURAS
• REDAÇÃO
• MARKETING
3028.2000 3028.2060
3028.2070 3028.2065
20
Índice
Conheça os pulverizadores inteligentes, que identificam o alvo desejado e aplicam o produto somente sobre ele
Cristiano Ceia
Capa: Charles Echer
Matéria de capa
• Comercial
Sedeli Feijó José Luis Alves Rithiéli de Lima Barcelos
C
Rodando por aí
06
Agricultura de precisão
12
Pulverizadores inteligentes
16
Máquinas contaminadas com pragas
18
Nossa capa - Test Drive MF Dyna-4
20
Manutenção de colhedoras
27
Ficha Técnica - SOL TT Fastfill VS
30
Turboatomizadores
34
Show Rural Coopavel 2015
36
Assinatura anual (11 edições*): R$ 189,90 (*10 edições mensais + 1 edição conjunta em Dez/Jan)
Grupo Cultivar de Publicações Ltda.
Números atrasados: R$ 17,00 Assinatura Internacional: US$ 150,00 € 130,00
• Assinaturas
Direção Newton Peter
Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@revistacultivar.com.br
• Expedição
www.revistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br CNPJ : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480
• Coordenação Circulação
Simone Lopes
Natália Rodrigues Clarissa Cardoso Aline Borges Furtado Edson Krause
• Impressão:
Kunde Indústrias Gráficas Ltda.
Cultivar
Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.
RODANDO POR AÍ
Fuse Technologies
A AGCO apresentou o conceito Fuse Technologies, estratégia que visa ajudar o produtor rural a direcionar o melhor uso da tecnologia para o seu negócio. A iniciativa global envolve desenvolvimento de produtos, apoio e treinamento da equipe técnica e serviço especializado de atendimento ao cliente, abordando todos os aspectos da tecnologia de agricultura de precisão. “Este lançamento é o próximo passo na evolução da Agricultura de Precisão, que é a integração entre essas diferentes ferramentas”, afirma Niumar Dutra Aurélio, coordenador de Marketing do Produto ATS Massey Ferguson.
Portfólio completo
Além dos lançamentos MF 6000R Dyna4 e a colheitadeira classe 7 MF 9795 Trident, a Massey Ferguson exibiu mais 36 produtos como plantadeiras, implementos e pulverizadores, e demonstrou para os agricultores brasileiros todos os serviços disponíveis para aqueles que buscam eficiência e rentabilidade operacional. “O objetivo da marca é atender e superar as expectativas dos agricultores que buscam máquinas que os auxiliem a produzir mais, melhor e em menos tempo, sem abrir mão de modernidade, qualidade e facilidade de operação e manutenção”, explica o diretor de Marketing da AGCO, Alfredo Jobke Alfredo Jobke.
Novo diretor comercial
Niumar Dutra Aurélio (esquerda)
Super7
O maior destaque no estande da Massey Ferguson ficou por conta da nova colheitadeira classe 7, a MF 9795 Trident, que chega ao mercado brasileiro com mais de 25 itens inovadores. “Também conhecido como Super7, o equipamento foi desenvolvido com base em pesquisas realizadas com os produtores rurais mais exigentes, entregando mais economia de combustível, eficiência e rentabilidade operacional”, explica Douglas Vincensi, gerente de Marketing de Produto Colheitadeiras e Enfardadoras da AGCO América do Sul.
Douglas Vincensi (direita)
BC 7800
A Valtra lançou durante o Show Rural a nova classe 7 da Valtra, a BC 7800, que chega ao mercado com capacidade de colheita em média de 450 a 550 sacas de soja por hora, com picos de 650 sacas. “Pensada para ser a melhor colheitadeira axial da classe 7 já fabricada no Brasil, essa máquina é inspirada na colheitadeira BC 8800 e tem vários itens exclusivos e inovadores, como o maior rotor do mercado, sistema de côncavos bipartidos e com suspensão e, ainda, um novo canal alimentador do rotor, tudo isso para alcançar grande capacidade de processamento”, garante Paulo Paulo Beraldi Beraldi, diretor comercial da Valtra.
06
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
A New Holland Agriculture anunciou Alexandre Blasi como o novo diretor comercial da marca no Brasil. Há 11 anos no grupo CNH Industrial, o executivo atuava no Banco CNH Industrial para o Brasil, como diretor comercial e de Marketing. “É um grande desafio assumir o cargo, mas estou confiante e com grande entusiasmo para contribuir com o crescimento da New Holland em todos os cantos do Brasil”, comenta ele, sobre a nova função.
Alexandre Blasi
Superando desafios
A primeira grande feira de 2015, o Show Rural serviu como termômetro do setor agrícola para o restante do ano. Mesmo com previsão de um ano menor que 2014, empresas como a New Holland apresentaram novos equipamentos durante a feira. “Acreditamos que 2015 será um ano de ajustes para a agricultura brasileira, sendo o primeiro semestre um período bom para as vendas, uma vez que o produtor deverá aproveitar as taxas do Moderfrota”, afirma Alessandro Maritano, vice-presidente da New Holland para a Alessandro Maritano América Latina.
Portfólio ampliado
O gerente de Marketing para o Brasil da New Holland, Eduardo Nicz, destacou o grande portfólio que a empresa oferece ao mercado brasileiro. Com uma vasta gama de tratores e colheitadeiras, a New Holland está reforçando também seu time de semeadoras e implementos como as pás carregadeiras para os tratores da linha TL. Outro lançamento importante foi o pulverizador autopropelido SP 2500 Premium.
Eduardo Nicz
Tratores John Deere
A John Deere destacou no Show Rural a linha de modelos cabinados 5078E, 5085E e 5090E que foram desenvolvidos para atender a um pedido do produtor que está em busca de mais tecnologia e conforto para garantir mais produtividade, com a agilidade dos utilitários, em qualquer condição climática. Ainda da Série 5E, a empresa apresentou os modelos 5055E, 5075E e o fruteiro 5075EF, que agora passa a ser financiado pelo Finame, especial para culturas como maçã, café, laranja e cítricos. “Mais econômico tanto em operações leves como em pesadas e o mais estreito da categoria, possui agilidade, robustez e baixa manutenção, 16% mais que o principal concorrente”, explica Marcos Marcos Bolsan Bolsan, gerente de Tratores.
Mais vendas
A Pla do Brasil comemorou um incremento de 25% nas vendas do Show Rural 2015 em relação à edição de 2014. Segundo Renato Silva, diretor de Vendas e Marketing da Pla, aproximadamente 70% do volume total de vendas durante a feira foi com o Hydra 200, pulverizador lançado durante o Show Rural. “O APP (Agricultura de Precisão Pla) também teve excelente aceitação, e a conclusão que chegamos é de que o cliente realmente valoriza receber toda a tecnologia embarcada no produto de série. Por isso que a partir deste ano todos os nossos produtos autopropelidos sairão com piloto automático de fábrica.”, destacou.
Classe 7
O time da Valtra presente no Show Rural comemorou o lançamento da colhedora classe 7, que conta com sistema de limpeza multiestágios, sistema de resfriamento V-Flow, sistemas de suporte de côncavos em H, entre outros diferenciais.
Receptividade
A LS Tractor apresentou sua linha completa de tratores durante o Show Rural. Segundo Cristiano Duma, gerente de Marketing, os tratores da LS Tractor estão tendo excelente receptividade pelos produtores brasileiros, o que explica o grande número de concessionárias que a empresa inaugurou nos últimos anos. Para o gerente comercial, Ronaldo Pereira, o sucesso da marca no Brasil está vinculado à qualidade do produto e a características como menor raio de giro da categoria, inversor de frente e ré sincronizado (Syncro Shuttle), super-redutor, direção hidrostática ajustável e motores MWM com alto nível de economia de combustível”, garante Pereira.
Cristiano Duma e Ronaldo Pereira
Crescimento
A Titan Pneus apresentou modelos com novas medidas durante o Show Rural. São pneus para tratores, pulverizadores e colheitadeiras com tecnologias novas e exclusivas que permitem que ele suporte mais carga, sem a necessidade de aumentar a pressão interna. “Todos os pneus desenvolvidos pela Titan são projetados em parceria com as principais montadoras do País, garante Leandro Pavarin, gerente de Vendas para o Brasil.
A Agritech apresentou aos produtores paranaenses os tratores cafeeiros 1175 Super Estreito (75cv) e 1155 Super Estreito (55cv), os mais estreitos das categorias, direcionados especialmente para a cultura de café adensado, e o 1155 New Cabinado (55cv), o primeiro modelo da categoria a sair com cabine original de fábrica no Brasil. Embalado pelos bons negócios no Show Rural, o gerente da Divisão de Vendas da Agritech, Nelson Watanabe tem expectativas boas para 2015, com “previsões de crescimentos, lançamentos e de um aumento significativo no número de vendas de tratores no ano”.
Leandro Pavarin
Nelson Watanabe (esquerda)
Renato Silva (direita)
Mais opções
08
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
TeeJet
A TeeJet marcou presença no Show Rural, onde apresentou sua linha completa de bicos e monitores de vazão, com destaque para a linha de bicos Turbo Teejet e o Monitor de Vazão por Bico TeeJet Sentry 6140. De acordo com Rodrigo Román, gerente de Vendas da TeeJet, o monitor “detecta entupimentos de forma imediata, pontas danificadas ou desgastadas, dando um feedback imediato ao operador de qualquer variação que ocorre na linha”, garante.
Rodrigo Román (direita)
Jan
A Jan esteve presente em mais uma edição do Show Rural Coopavel onde realizou o lançamento do Lancer Mutiuso 22.000. De acordo com o gerente comercial, Claudiomiro dos Santos, “é mais uma opção que a empresa oferece aos produtores para otimizar tempo e custo da operação pois executa simultaneamente a distribuição de dois produtos, um em cada compartimento, de gesso e calcário ou fósforo e potássio por exemplo, e ainda reduz a compactação do solo e os custos no manejo cultural”.
Claudiomiro dos Santos (esquerda)
Nova Fábrica M arini
Marini, empresa fabricante de rodados, alongadores de eixo, aros, discos A e peças para máquinas e implementos agrícolas, inaugurou no mês de janeiro, na cidade de Passo Fundo/RS, a nova unidade da fábrica de rodas Marini. Segundo o diretor fundador, Luiz Telmo Marini, “ o investimento faz parte do plano estratégico da empresa e aumenta consideravelmente a capacidade instalada, abrindo oportunidade para atender a demanda dos clientes OEM, além dos demais clientes da cadeia comercial da Marini”.
Múltipla
A Semeato destacou durante o Show Rural sua semeadora múltipla SSM 33VS, que passou por um processo de reengenharia e foi aprimorada. “O sistema Vacuum System da semeadora SSM 33 é um sistema preciso para distribuir sementes de soja, milho, algodão, sorgo, feijão, entre outras culturas denominadas grãos graúdos, explica Valdes Canabarro, gerente de Serviço de Campo da Semeato.
Agrosystem
A Agrosystem esteve presente no Show Rural Coopavel apresentando a EPP – Embreagem para Plantio de Precisão, que pode proporcionar um plantio preciso, possibilitando o desligamento das linhas de plantio de maneira independente, através do acionamento elétrico ou pneumático, consequentemente, reduzindo o desperdício de sementes e evitando a sobreposição em arremates e bordaduras, deixando seu plantio com acabamento.
Topografic
A Baldan lançou durante o Show Rural sua nova semeadora Topografic, que copia terrenos com topografia acidentada. A nova máquina de plantio da Baldan foi desenvolvida com sulcador pino funil, desarme e rearme automático ou a opção de discos duplos. Já o desligamento das catracas é feito por meio de controle remoto, uma novidade entre as máquinas agrícolas. A Topografic apresenta discos de corte de 20 ou 22 polegadas, caixa para ferramentas, dispositivo de água para limpeza geral, cabeçalho articulável. A plataforma com extensor ainda agiliza e oferece praticidade na hora do abastecimento.
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
09
Diretor de Marketing
Christian Gonzalez assumiu o cargo de diretor de Marketing para a América Latina. A mudança é estratégica dentro do corpo diretivo da marca. Com mais de 15 anos de experiência na CNH Industrial e Grupo Fiat, Gonzalez ocupou nos últimos anos posições de liderança na Europa, nas funções de marketing para os setores automotivo e de máquinas agrícolas. O executivo assumiu, também, por mais de dois anos, o comando no desenvolvimento e implementação de campanhas e estratégias globais de um dos maiores grupos de bens de capital do mundo, a CNH Industrial.
Foco no cliente
Christian Gonzalez
Expectativa superada
A Case IH encerrou a 27ª edição do Show Rural Coopavel comemorando um aumento de 15% no volume de vendas comparado com a edição de 2014. Segundo Mirco Romagnoli, vice-presidente da Case IH para a América Latina, o incremento ocorreu principalmente devido à disponibilidade de crédito e às taxas atraentes do Moderfrota. “Somente nos dois primeiros dias de feira registramos 10% a mais em vendas em comparação ao mesmo período do ano passado. Enquanto o mercado aguarda um leve recuo em 2015, esperamos um primeiro semestre positivo”, afirma. O saldo positivo também teve a ajuda das condições climáticas favoráveis a essa safra de verão no Sul do País. De acordo com Romagnoli, o otimismo dos produtores com a perspectiva de alta nesta colheita também resultou em Mirco Romagnoli uma busca maior por máquinas agrícolas.
Especialistas
Além de pulverizadores e distribuidores que foram destaques na feira, a Jacto apresentou o projeto Dicas do Especialista, um conteúdo exclusivo, disponibilizado no site da empresa, que oferece dicas práticas sobre tecnologias de aplicação de defensivos, fertilizantes e colheita mecanizada de café. “O conteúdo está disponível no site da empresa para ser acessado por produtores e clientes e traz informações sobre pulverizações mais precisas, calibração e bicos adequados, monitoramento das atividades, com informações sobre velocidade, taxa de aplicação e condições ambientais, entre outras dicas fundamentais para o aumento da eficiência operacional dos equipamentos”, explica José Tonon, gerente de Marketing da Jacto.
A Case IH não anunciou apenas novas máquinas durante o Show Rural da Coopavel. De acordo com o gerente de Serviços para a América Latina, Auri Orlando, a empresa está investindo forte em ações para estar cada vez mais próximo do cliente nos serviços de pós-vendas, com disponibilidade de peças e serviços no menor tempo possível. “Também estamos investindo no treinamento constante de pessoas para garantir mais eficiência nas lavouras”, garante. Um dos destaques do relacionamento com o cliente é o MaxCase, um suporte avançado para fazer chegar qualquer peça e serviço no menor tempo possível até o cliente.
Auri Orlando
Adubação precisa
Arci Mendes, gerente de Novos Negócios da Jacto, falou da importância do treinamento dos produtores para tornar a operação de distribuição de adubo mais eficiente. A Jacto oferece tecnologia específica para uma adubação precisa, uniforme e com menor desperdício e é “uma das únicas empresas da América do Sul que oferecem um produto que permite versatilidade de aplicação, mesmo em contextos adversos de clima e temperatura, com possibilidade de adubar à taxa variável a partir de um mapa de aplicação, gerando benefícios econômicos e ambientais para Arci Mendes o produtor”, garante.
Linha 500
Além de apresentar pela primeira vez a Linha 500 no Show Rural, a Agrale expôs sua linha completa de tratores e o caminhão 10.000. “O lançamento da feira, o trator 540.4, tem foco em pequenas propriedades rurais que exijam máquinas versáteis, além de ser utilizado na cafeicultura e fruticultura em função das dimensões reduzidas do equipamento, destaca Silvio Rigoni, gerente de Tratores. O trator tem motorização de quatro cilindros e design mais moderno, que facilita também as manutenções periódicas.
Rodado Triplo
Silvio Rigoni
Com destaque para o recém-lançado Rodado Triplo, a Marini marcou presença em mais uma edição do Show Rural. “Com o mercado comprando cada vez mais máquinas maiores, os rodados também seguem esta tendência e tornam-se cada vez maiores e com mais capacidade de tração e carga”, garante Marini.
José Tonon (direita)
10
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
AGRICULTURA DE PRECISÃO
Traçado planejado
Planejamento de percursos otimizados das máquinas exige um bocado de inteligência artificial, mas os resultados geralmente significam ganhos de tempo, mais eficiência nas operações e economia de combustível
N
o campo da agricultura de precisão, um esforço considerável é despendido em otimizar o uso de recursos usados direto na produção como sementes, fertilizantes e defensivos. Mas há também um recurso indireto e oneroso necessário na produção agrícola, as máquinas. Máquinas podem tomar de 20% a 40% dos custos de produção, considerando seu custo de aquisição e operação, e seu uso ineficiente pode ser tão custoso como fertilização ineficiente. O desenvolvimento de sistemas de orientação em máquinas agrícolas permite muita acurácia para trafegar em passadas paralelas. Estas ferramentas são essenciais em estratégia de controle de tráfego visando à criação de passadas paralelas a serem repetidas ao longo dos anos. Isso eleva a necessidade de um bom planejamento destes percursos. Ao observar mapas de talhões, um agricultor ou operador deve decidir, por intuição, os padrões de trabalho a serem
12
utilizados e que auxiliarão a máquina a utilizar o menor tempo possível em operações improdutivas. Mas, quando a máquina irá operar sobre o campo, diversas dúvidas sobre direcionamento, sobreposição, comprimento das passadas etc, como é possível observar no Box 1. Enquanto algumas destas questões podem ser mais facilmente respondidas utilizando apenas intuição, para outras a resposta não é tão simples; e começa a se tornar mais e mais complicado quando estes impactos devem ser considerados em conjunto. Declive e propriedades da máquina (largura de trabalho, autonomia, raio de giro) têm papel nestas questões e, algumas vezes, apenas após alguns anos de experiência agrícola no campo e algumas tentativas e erros de percursos, um trajeto otimizado é encontrado. O planejamento de percursos (do inglês path planning) procura encontrar rotas otimizadas a serem seguidas pelas máquinas utilizando simulações de computador,
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
possibilitando que um grande número de trajetos seja testado, resultando em um percurso otimizado de tal maneira que seria dificilmente encontrado por intuição. O planejamento aqui explicado não é o mesmo que os projetos de “sistematização” atualmente implementados no setor canavieiro, onde percursos são elaborados intuitivamente (a partir das linhas de nível, por exemplo) em frente ao computador. Pois estes não simulam cenários nem calculam impactos específicos de tempo de manobra ou perda de potencial de solo por erosão.
DEFININDO UMA DIREÇÃO DE TRABALHO
Uma regra geral utilizada por agricultores é de encontrar um percurso que possua o menor número de passadas, começando o trabalho a partir da borda mais longa do talhão. Mas, aplicado ao planejamento de percursos, o resultado encontrado nem sempre é esse. Na Figura 1, mesmo com um talhão de formato simples, a regra de se escolher a
Charles Echer
Figura 1 - Cinco padrões diferentes de percursos simulados sobre um talhão, o talhão em destaque (c) mostra o resultado com o menor número de passadas
A
B
C
D
Figura 2 - Manobra com grande consumo de tempo e espaço e a sobreposição criada por esta
E
borda de talhão mais longa (a) não resultou no menor número de manobras. Em talhões complexos a decisão pode ser mais difícil. Este tipo de análise se torna mais importante quanto maior o custo da manobra; manobras de máquinas como colhedora de cana-de-açúcar (que depende da manobra da colhedora e do transbordo) e de aviões (com grande raio de giro) possuem um impacto maior. Considerar apenas o número de manobras não é sempre a melhor opção. Quando a máquina segue em direção a uma borda com um ângulo acentuado (não perpendicular), dois fatores indesejáveis podem ocorrer: a manobra deverá ser mais elaborada (demandando mais espaço e tempo) e a sobreposição de cabeceira é maior, como pode ser visto na Figura 2.
Para se reduzir os impactos com sobreposições, pode ser mais benéfico evitar certas direções de trabalho, mesmo que estas possuam um menor número de manobras. Em percursos calculados em computador é possível obter o custo de cada manobra considerando estes três fatores: espaço, tempo e sobreposição; e somar estes para cada padrão de trabalho desejado. A Figura 3 mostra a escolha de um padrão de percurso otimizado sobre um talhão agrícola, baseado em uma direção de trabalho que levaria a um baixo número de manobras e também reduzida sobreposição de cabeceiras. Em casos como o da Figura 3, a sobreposição de área nas cabeceiras variou entre 0,6% e 1,12% (0,9ha a 1,58ha). O gráfico também aponta que um dos menores números de manobras é ligado à maior perda com
Figura 3 - Rota otimizada e gráfico de impacto de manobras e de sobreposição na cobertura do terreno
sobreposição, o que levaria a um custo maior com distribuição de adubo (principalmente a lanço), plantio/semeadura e pulverização.
MANOBRANDO ENTRE TRAJETOS
O tipo de manobra também vai influenciar o tempo e o espaço necessário. A Figura 4 mostra as manobras mais comuns realizadas por máquinas. Com a disponibilidade de sistemas de direção automática (piloto automático) com acurácia subdecimétrica é possível a escolha de rápidas manobras diretas ao se “pular” uma passada em sistemas de “abre e fecha circuito”. Neste caso, a ordem em que as passadas devem ser puladas pode também ser resolvida em otimização computacional. A Figura 5 mostra os resultados de tempo e espaço economizados por manobras mais rápidas em um talhão de quatro hectares, onde manobras bulbo de lâmpada (à esquerda) são substituídas por manobras diretas (à direita).
Figura 4 - Tipos mais comuns de manobra encontrados em operações agrícolas
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
13
Figura 5 - Economia encontrada para dois tipos diferentes de manobra para uma mesma direção de trabalho
Figura 6 - Rotas otimizadas para dois pulverizadores diferentes trabalhando em um mesmo talhão
Com o tempo calculado para cada manobra, é possível obter o tempo total gasto para qualquer direção de trabalho tentada. Uma colhedora pode não ter a mesma direção de trabalho ótima de uma semeadora. Para culturas de tráfego em entre linha, simulações devem ser feitas para várias direções de trabalho para cada operação, somando tempo gasto para cada uma.
ABASTECIMENTO DE MÁQUINAS
Quando se busca diminuir o número de manobras, aumentando o comprimento dos trajetos, pode haver crescimento no número de vezes em que a máquina deve abastecer (insumos) para não terminar vazia em meio ao talhão. Se, ao olhar para um mapa de contorno de um talhão a direção de trabalho não é tão óbvia, é certamente mais difícil prever os locais onde uma máquina deverá parar. Percursos planejados em computador podem ajudar a determinar os locais onde a máquina será abastecida, assim como propor uma rota em que a máquina chegue ao final de um talhão da forma mais
14
vazia possível, próximo a estradas, para ser reabastecida. Negligenciar o fator abastecimento pode comprometer o bom uso da calda existente no tanque do pulverizador (por exemplo), fazendo com que ele tenha que ser reabastecido quando ainda há uma boa quantidade de calda, mas insuficiente para seguir um trajeto longo. Isto pode ser observado na Figura 6. Na Figura 6 duas rotas otimizadas
foram criadas para o mesmo talhão e dois pulverizadores diferentes. A primeira rota (esquerda) é ótima para um pulverizador de 2.000L de autonomia de calda, enquanto a rota da direita é destinada a um pulverizador que possui 5.000L de capacidade de calda. Neste caso, para o pulverizador de menor capacidade, otimizar o número de paradas de abastecimento compensou mais manobras. Se o pulverizador de menor capacidade seguisse a maior borda, calculou-se que o tempo adicional a ser gasto seria de 64.51 minutos.
EVITANDO REGIÕES INEFICIENTES
Em talhões irregulares, é quase impossível de se evitar pequenos trajetos nas operações agrícolas em suas periferias. Estas regiões geralmente apresentam os seguintes problemas: dificuldade de manobrar (necessidade de manobras elaboradas, Figura 2) com maior sobreposição no uso de insumos, isolamento das estradas (dificultando acesso para abastecimento) e maior tráfego indesejado sobre as culturas (tráfego dos rodados de pulverizador sobre a cultura, por exemplo). Ao se efetuar a seleção de trajetos periféricos, observa-se a pequena proporção de área em relação ao número de manobras destes. Simulação computacional de trajetos permite observar influências da direção de trabalho ao se escolher rotas que possibilitem a existência do menor número destes em um talhão. Na Figura 7 o percurso à esquerda possui mais trajetos a serem seguidos do que o da direita, mas com menor perda em trajetos não lucrativos. Estudos que avaliem a relação custo-benefício para cada trajeto passando por um talhão merecem atenção. Na cana-de-açúcar, estudos utilizando-se de dados recentes de custos de mecanização e lucro por unidade de área concluíram que é necessário que uma fileira de cana possua um mínimo de 50m de comprimento para que esta pague pelos custos de manobras realizadas para
Figura 7 - Talhão recoberto por trajetos em duas direções de trabalho onde áreas periféricas não lucrativas são encontradas
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
trafegá-la, nas operações que a percorrem.
TRAJETOS CONSIDERANDO RELEVO
Em terrenos declivosos, escolher uma direção de trabalho retilíneo não é possível devido à necessidade dos trajetos estarem perpendiculares ao declive, que quase sempre segue em um padrão curvo. Para tal, um linha curva base (geralmente uma curva de nível) é a fonte original das quais os percursos paralelos deverão ser criados. Para replicação destes percursos paralelamente, dois principais fatores devem ser considerados: trafegabilidade e potencial declive ao longo do trajeto. A trafegabilidade pode ser comprometida devido à concavidade de uma curva, onde as linhas paralelas dobram-se umas sobre as outras até o ponto em que o percurso não é mais trafegável. A Figura 8 ilustra esse fenômeno. A redução da curvatura de uma linha base é uma necessidade nos planejamentos de percursos curvos, o que pode levar o mesmo a problemas em manter o percurso em perpendicularidade ao declive. Isso leva à demanda da mensuração do potencial erosivo de um trajeto para saber se este é adequado. Incorporando-se o método de replicação de trajetos paralelos com o modelo de elevação digital de um terreno (medidas específicas de elevação sobre toda uma área) e equações de estimativas de erosão hídrica; surgem ferramentas capazes de estimar o potencial erosivo a partir de qualquer sugestão de curva base sobre uma superfície. Um exemplo de aplicação desta ferramenta pode ser visto na Figura 9. Trabalhos estão sendo conduzidos para a integração dos aspectos operacionais ligados ao planejamento dos trajetos de uma máquina (número de manobras, so-
breposição de produtos, custo individual de manobra, abastecimento de insumos e perda de solo por erosão). Esforços de trabalhos sendo conduzidos em diferentes locais do mundo estão visando à otimização do trabalho de máquinas à medida que a adoção de sistemas de direção automática (piloto automático) e estratégias de tráfego
controlado de máquinas avançam. Porém, as ferramentas disponíveis ainda se limitam à criação de linhas, sem criação e estudos .M de cenários. Mark Spekken e José P. Molin, Esalq/USP
Figura 8 - Percursos curvos paralelos criados a partir de uma linha base (verde)
Figura 9 - Resultados obtidos pelo modelo para perda de solo no talhão e em áreas e subáreas utilizando outras opções de percurso
PERGUNTAS QUE SURGEM AO OBSERVAR MAPAS AGRÍCOLAS - Qual a melhor direção de trabalho? - Onde a operação deve começar? - Quanta área será sobreposta em cabeceiras? - Qual o impacto erosivo de um dado padrão de trabalho? - Como uma máquina deve manobrar no final de passadas? - Em que locais a máquina irá esvaziar (de sementes, adubo ou calda de pulverização)? - Qual seria o benefício a ser obtido de outra máquina, com outras capacidades? - As passadas curtas em extremos de talhões são economicamente viáveis de serem trabalhadas?
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
15
PULVERIZADORES Fotos Divulgação
Pulverizadores inteligentes
Os pulverizadores inteligentes já são realidade em algumas lavouras. Além de gerar economia de até 50% no volume aplicado, eles garantem também menor impacto ambiental e maior eficiência no controle
A
vida dos agricultores brasileiros já fora mais doce. Apesar da tendência de aumento da demanda mundial por alimentos e energia, o produtor rural precisa cada vez mais ser competitivo. Neste cenário, o tratamento fitossanitário que se reporta ao controle de insetos, ácaros, doenças e plantas daninhas pede mais eficiência no campo. Reduzir a quantidade de litros aplicados por hectare, diminuir perdas por deriva durante a pulverização e aumentar a capacidade operacional de pulverizadores, ou seja, seu rendimento em hectares tratados por hora, são as metas desejadas por todo e qualquer agricultor. Entretanto, esta tarefa não tem sido fácil.
16
Apesar de constantes e maciços os investimentos em novas máquinas, atingir tais metas com o atual portfólio brasileiro de pulverizadores exige muito mais da capacitação, do treinamento e de um elementar conhecimento teórico e prático do operador em tecnologia de aplicação do que da própria tecnologia embarcada nos pulverizadores. A proposta dos pulverizadores inteligentes, nome que advém do termo em inglês “smartsprayers”, consiste no uso de tecnologias sensitivas para detecção de plantas invasoras ou parcelas com danos causados por pragas e/ou doenças e sua pulverização localizada em tempo real, o que não acontece com as pulverizações tradicionais. O método de pulverização tradicional
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
ou área total é caracterizado pela sua considerável ineficiência devido à aplicação de produtos fitossanitários em áreas não alvo, por exemplo, a entre linha de plantas culti-
Autores abordam as vantagens da utilização de pulverizadores inteligentes nas lavouras
Diferenciação entre plantas daninhas (em vermelho) e plantas de beterraba (em verde) com técnicas de visão artificial
vadas de uma plantação. De acordo com pesquisas, tais perdas são de aproximadamente 60%. Isto posto, a necessidade de diminuir os desperdícios e a poluição do ambiente impulsionou o desenvolvimento de métodos de pulverização em faixa e localizado. Em linhas gerais, os pulverizadores inteligentes caracterizam-se pela correta colocação do produto no alvo, na quantidade requerida, de forma econômica e com o mínimo de contaminação humana e ambiental. Logo, estes pulverizadores representam uma modalidade de intervenção fitossanitária mais sustentável, sendo uma solução para o uso excessivo de herbicidas, fungicidas, acaricidas e inseticidas na agricultura e, consequentemente, seus impactos ambientais. Várias tecnologias sensitivas estão sendo utilizadas na detecção de alvos, sendo a visão artificial, a análise espectral e o sensoriamento remoto as principais. A detecção de alvos por visão artificial utiliza aspectos morfológicos para a segmentação de características, como: forma, estrutura, cor e padrão das plantas. Na análise espectral, imagens multiespectrais e características de refletância são empregadas. Já no sensoriamento remoto, são adotados os índices de vegetação e imagens hiperespectrais enviadas por satélites ou aeronaves. A partir das tecnologias de visão artificial
Pulverização localizada de herbicida em tempo real em plantas daninhas com Weedseeker
e análise espectral, pesquisadores norte-americanos e europeus desenvolveram um sistema de pulverização de herbicida. Com múltiplas câmeras para a coleta de imagens no campo, foi possível detectar, quantificar e classificar por tamanho as plantas daninhas na linha e entre linha das culturas de soja e milho e, deste modo, efetuar a pulverização localizada. Neste estudo, verificou-se a economia de 48% de herbicida. Na Austrália, pesquisas também nesta linha e subsidiadas pela Corporação de Pesquisa e Desenvolvimento em Cana-de-açúcar (Sugar Researchand Development Corporation – SRDC) demonstraram que é possível reduzir 50% o uso herbicidas em cana, utilizando a tecnologia Weedseeker, a qual adota sensores optoeletrônicos para a detecção de plantas daninhas e a aplicação de herbicidas simultaneamente. Com relação ao sensoriamento remoto, tem-se adotado esta tecnologia para monitorar a sanidade vegetal de plantações e, consequentemente, tomar a decisão de realizar o controle químico. Os sensores remotos têm como atributo a capacidade de adquirir uma grande escala de informações por fotografia aérea (por exemplo, com drones), imagens de satélite, entre outros. Exploradas estas informações junto à análise espectral de características das plantas e ín-
dices de vegetação, bons resultados têm sido obtidos. Pesquisadores conseguiram detectar os danos causados pela infestação de pulgões em cultivo de trigo. Verificaram-se diferentes índices de vegetação em áreas localizadas do cultivo decorrente do estresse provocado por duas espécies de pulgões. Nota-se que, várias são as vantagens proporcionadas pelas tecnologias mencionadas. Porém, os sistemas de detecção presentes nestes equipamentos ainda apresentam limitações e são necessárias mais pesquisas. Um dos principais entraves dessas tecnologias ainda permanece, a maioria dos resultados significativos até agora tem sido conseguida em condições específicas, sendo difícil ou inviável economicamente sua reprodução em condições práticas. Contudo, os pulverizadores inteligentes apresentam um alto potencial comercial. Do ponto de vista dos agricultores, tem-se a redução do uso de produtos fitossanitários e custos de produção; e do ponto de vista científico, a perspectiva de tornar o tratamento fitossanitário mais eficiente, tanto no tocante à sustentabilidade econômica quanto ambiental e social. .M Henrique B. N. Campos, Marcelo da Costa Ferreira e Dieimisson P. Almeida, NEDTA/Unesp Jaboticabal
Estrutura com diversas formas de aplicação da pulverização
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
17
IMPLEMENTOS
Carona indesejada Charles Echer
A desinfecção de máquinas e implementos agrícolas, ao mudar de uma área para outra, pode evitar o transporte de pragas, algumas importantes, como é o caso dos nematoides
O
s nematoides constituem um sério problema para o cultivo de diversas culturas em praticamente todas as regiões do mundo. As perdas
18
podem variar de 20 até 100% da produção, dependendo da densidade populacional, suscetibilidade da cultivar, espécie de nematoide, tipo de solo e condições ambientais (tempera-
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
tura e umidade relativa). No Brasil, os danos mais significativos são resultantes do ataque do nematoide-das-galhas, principalmente Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica, que são as espécies com maior distribuição (Embrapa, 2010). Em países com clima tropical e subtropical, os nematoides encontram condições como umidade e temperaturas ideais para reprodução e alimentação. Tais fatores são agravantes no controle destes patógenos, os quais, após terem se estabelecido em uma área, são de erradicação muito difícil. No Brasil, as espécies que causam os maiores danos às grandes culturas como soja, algodão, cana-de-açúcar e milho são Meloidogyne javanica, Meloidogyne incognita, Heterodera glycines, Pratylenchus brachyurus e Rotylenchulus reniformis (Torres et al). É muito comum o abandono de áreas agrícolas pela infestação de nematoides, obrigando os agricultores a abrir novas áreas, porém, isso gera custos muito elevados. O controle do nematoide ocorre principalmente seguindo princípios fitopatológicos: como exclusão, erradicação, regulação e imunização. A exclusão é usada para evitar a infestação de áreas indenes por espécies ou novas raças, na propriedade ou numa região geográfica maior, ou seja, evitar a introdução e a disseminação. A erradicação dos nematoides exige a rotação de culturas com espécies de verão e de inverno não hospedeiras e/ou antagonistas, objetivando a redução da densidade populacional da praga. A regulação é a modificação do ambiente e nutrição das plantas, já a imunização é a utilização de cultivares resistentes a determinadas espécies ou raças. Existem diversas formas de disseminação de nematoides, entretanto, destacam-se a irrigação com água contaminada, em especial quando a fonte da água está próxima ao local de lavagem das raízes; a utilização de sementes sujas com pequenos torrões de terra contaminados aderidos a elas e a movimentação de animais e do homem em áreas de cultivo (Embrapa, 2010). Porém, é necessário destacar que a disseminação por máquinas e implementos agrícolas contaminados tem chamado bastante atenção. É muito comum o uso de máquinas e implementos transitarem durante a mesma jornada de trabalho entre áreas sadias e áreas infestadas por nematoides. As máquinas e os
Aline Castro Praciano
implementos podem levar à introdução de patógenos radiculares, que ficam aderidos junto às partículas de solo presentes nas enxadas rotativas, grades, arados, subsoladores e nos pneus de tratores agrícolas, podendo ser veiculados propágulos não somente de nematoides, mas de fungos e bactérias. A disseminação de doenças por máquinas e implementos toma proporções ainda maiores quando se trata de cooperativas, onde as máquinas são compartilhadas entre um maior número de produtores agrícolas e consequentemente um maior número de áreas. Recomenda-se a adoção de práticas culturais que impeçam a disseminação como a limpeza de máquinas e implementos agrícolas antes de executar trabalhos nas áreas ainda não infestadas (Embrapa, 2007). Para eliminar o risco de contaminação por nematoides, as máquinas e os implementos agrícolas devem passar por uma limpeza com jatos fortes de água, os equipamentos mais adequados para essa limpeza são as lavadoras de alta pressão, antes de operar com esses equipamentos em outra área. Todos os equipamentos devem ser lavados, porém, deve-se dar maior atenção aos rodados e aos órgãos ativos dos equipamentos agrícolas que entram em contato com o solo, verificando a total remoção de torrões de solo. As águas residuárias dessa lavagem devem ter destino seguro, caso contrário, também será veículo de infestação de nematoide, assim como o cuidado com a limpeza da cabine do trator e com as botas dos operadores de trator. A dispersão do nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines) no Brasil está ocorrendo com muita rapidez. Em 91/92 estimava-se a área infestada em 10.000ha. Atualmente, essa área oscila em torno de um milhão e meio de hectares. Entretanto, existem muitas propriedades localizadas em municípios considerados infestados, onde o nematoide de cisto da soja (NCS) ainda não está presente. Entretanto, existem muitas propriedades localizadas em municípios considerados infestados, onde o NCS ainda não está presente. Assim, a prevenção ainda deve ser a principal estratégia. O trânsito de máquinas, equipamentos e veículos
A
B .M
C
D
Após o trabalho com o subsolador lavar o disco de corte (A), os rodados de transporte (B), a haste (C) e também todos os discos da grade (D)
tem sido o principal agente de dispersão do NCS no País (Embrapa, 1997). O controle químico mediante o uso de nematicidas é antieconômico e pouco efetivo. Em excesso, esses produtos são tóxicos ao homem e ao meio ambiente, além de custos elevados das aplicações (Embrapa, 2005). O controle de áreas infestadas por nematoides pode ser realizado através do controle cultural, como rotação de culturas, plantas antagônicas e alqueive ou pousio. Porém, essas alternativas de controle são muito onerosas ao produtor e nem sempre o resultado é positivo. Para adotar alqueive como controle cultural de uma área infestada por nematoide, deve-se excluir toda vegetação do solo, inclusive as plantas invasoras, por no mínimo dois anos, realizando sempre o revolvimento do solo por meio de aração e gradagens. É interessante que os produtores tenham consciência da importância da limpeza, desinfecção e desinfestação de máquinas e
implementos, principalmente quando esses equipamentos são transportados para outros estados. Fiscalização nas barreiras sanitárias em relação à sanitização dessas máquinas deveria ser realizada. As máquinas e os implementos agrícolas durante a jornada de trabalho provocam atrito nas copas das plantas, dessa forma, propágulos de fungos e bactérias ficam aderidos, além de provocar injúria aos galhos e folhas, gerando uma porta de entrada para esses patógenos. Por isso a limpeza de máquinas e implementos agrícolas antes de iniciar uma nova área é extremamente importante. .M Aline Castro Praciano, Daniel Albeiro, Erialdo de Oliveira Feitosa, Deivielison Ximenes S. Macedo, Viviane Castro dos Santos e Rafaela Paula Melo, Universidade Federal do Ceará
CAPA
MF Dyna-4 Testamos os tratores da recém-lançada e muito aguardada série Dyna-4 da Massey Ferguson, que apresenta além de um design moderno, muita tecnologia embarcada e uma transmissão que facilita o trabalho do operador no campo
T
Esta série possui motor AGCO Power 44DTl2 de quatro cilindros, 4,4 litros e turbo intercooler
20
alvez poucos modelos de trator tenham sido tão esperados pelo mercado, como estes que testamos para esta edição da Cultivar Máquinas. Havia uma grande expectativa, tanto dos concessionários da marca Massey Ferguson, como de técnicos que conheciam estes modelos e, principalmente, a sua transmissão de potência. Enfim, depois desta espera, já estão sendo fabricados na unidade da AGCO, em Canoas, os modelos da série 6700R Dyna-4. Embora diversas partes dos novos modelos sejam perfeitamente iguais às dos modelos fabricados no exterior, a produção dos componentes será na unidade de Canoas, no Rio Grande do Sul. Somente a transmissão de potência, ponto alto deste trator, será importada da fábrica da AGCO em Beauvais, no nordeste da França.
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
Portanto, o trator terá produção nacional, com projeto internacionalizado da maioria dos componentes. A cabine, que é igual à do modelo europeu, será fabricada em Mogi das Cruzes, em outra unidade da AGCO. Embora esta série de tratores já tenha sido apresentada aos concessionários e ao público na última edição do Agrishow 2014, como um trator conceito e recentemente lançada na feira de Cascavel, o Show Rural 2015, a efetiva fabricação e disponibilidade comercial inicia no mês de março. A série será composta inicialmente por três modelos, 6711R Dyna-4 -112cv, 6713R Dyna-4 - 122cv e 6712R Dyna4 - 132cv. No teste, pudemos testar o primeiro e o terceiro modelo da série. A grande novidade para a linha deste fabricante é a transmissão, que pelas características preenche uma lacuna
Fotos Charles Echer e Rocheli Wachholz
frequentemente solicitada pelos clientes da empresa. O público-alvo destes três modelos são agricultores que buscam um trator com transmissão powershift, com outros itens de conforto e tecnologia que não estão presentes em outros modelos e marcas. O piloto automático é uma marca destes modelos, que utilizam o Auto Guide 3000. Há três opções para o cliente ao adquirir o trator: sem preparação para piloto automático, com preparação para piloto automático e com piloto automático de fábrica. Os modelos com preparação e com piloto terão o sistema hidráulico de centro fechado e 105 litros por minuto de vazão e o sensor de ângulo de roda. Quando for escolhido o modelo sem piloto o sistema hidráulico será de centro aberto com vazão de 98 litros por minuto. O Auto-Guide 3000 tem dois níveis de precisão disponíveis, o decimétrico (que utiliza sinal de correção via satélite - Omnistar G2) e o centimétrico (RTK). Nos dois tipos de receptores, caso não se utilize nenhuma correção diferencial, pode-se trabalhar com precisão submétrica (modo autônomo), através do algoritmo interno de correção TRUPASS. A escolha por um ou outro nível de precisão depende fundamentalmente do tipo de operação que a máquina ira trabalhar. Este trator como todos os outros da linha AGCO poderão ser equipados com telemetria Massey Ferguson
através do sistema AgCommand.
MOTOR
O motor que equipa os dois modelos testados é AGCO Power modelo 44DTCl2 de 4
cilindros com volume de 4,4 litros, com turbo intercooler e bomba Bosch de injeção mecânica, com potência máxima de 112cv entre 2.000rpm e 2.200rpm no modelo MF 6711R (Norma ISO TR 14396) e 132cv no modelo MF 6713R. O tanque de combustível tem a capacidade para 210 litros de óleo diesel e é fabricado de material de polietileno, possuindo chapa de proteção na parte inferior e nas laterais próximas aos rodados. O reabastecimento é facilitado pelo fato do tanque estar posicionado ao nível do solo e o bocal de abertura do tanque ser amplo e elevado, reduzindo o risco de derrame de combustível. Outra característica positiva é quanto aos procedimentos diários de manutenção do motor. Vale destacar o fácil acesso aos filtros para limpeza e troca e a presença do reservatório transparente para verificação do nível do fluido do sistema de arrefecimento do motor. Há ainda uma tela protetora que impede que partículas possam obstruir ou danificar o radiador e existe a possibilidade do deslocamento lateral desta tela, para facilitar a sua limpeza.
Os tratores da série estão equipados com sistema hidráulico que possui vazão de 98 litros por minuto com duas válvulas de controle remoto (VCR) de dupla ação. Como opcional o cliente pode pedir mais duas válvulas VCR
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
21
A coluna de direção da série possui diversas regulagens possibilitando ajustes do ângulo e profundidade da direção, que tem incorporada também o painel e diversas alavancas de comandos
TRANSMISSÃO DE POTÊNCIA E TDP
Quando da confirmação do teste nos interessamos por conhecer em detalhes o câmbio tipo Powershift que equipa estes tratores. A transmissão de potência Dyna-4, fabricada pelo Grupo Gima, especialmente para a AGCO, tem 16 velocidades à frente e 16 à ré, divididas em quatro grupos, com quatro velocidades em cada grupo. A troca de marchas internamente é feita com uso de pacotes de disco, com acionamento eletro-hidráulico. Em termos operacionais possui dois modos de trabalho, utilizando duas alavancas. A primeira é a alavanca shuttle colocada na coluna de direção e a outra é a alavanca T, colocada no console lateral, ao alcance da mão direita do operador. O modo transporte (identificado pelo símbolo lebre), utilizado para as operações de deslocamento sem excessivos esforços de tração, possibilita a troca sequencial de grupo e de velocidade, com apenas toques na alavanca da coluna de direção ou se o operador desejar também
na alavanca T sem pressionar botão, não necessitando pisar no pedal da embreagem. No modo campo (símbolo tartaruga), a troca de velocidade é sequencial dentro do grupo, através da alavanca da coluna de direção, que também serve como inversor. Quando se vai trocar de grupo, o sistema envia um sinal sonoro ao operador indicando que ele pode prosseguir a troca que é realizada através da alavanca T. Apertando um pequeno botão com o dedo polegar direito pode-se trocar de marcha, mudar de grupo, sem necessidade de acionar a embreagem. Portanto, é possível trocar todas as 16 marchas, sem acionamento da embreagem, nem parar o trator. É realmente um avanço tecnológico substancial, para um câmbio que não é automático. A Tomada de potência (TDP) desta série é de acionamento eletro-hidráulico, através de um interruptor que tem três posições. Na primeira posição liga-se a TDP, na segunda a TDP fica em posição neutro, e na terceira posição estará no modo freado, que em resumo é um freio hidráulico da TDP, para as situações
No que diz respeito à manutenção, o projeto procurou facilitar o acesso aos filtros, bateria e sistema de arrefecimento do motor
22
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
em que, por medida de segurança, ela não deva ser utilizada. Há um modo automático em que levantando o implemento no sistema hidráulico de três pontos a TDP desliga automaticamente. Em termos de velocidades padronizadas esta série oferecerá como equipamento standard a TDP com rotação de 540rpm e 540E (eco). Nesta segunda opção, já consagrada no Brasil, o regime de rotação do motor é mais reduzido, aumentando a economia de combustível naquelas situações em que a exigência de torque é menor. A rotação de 1000rpm pode ser solicitada pelo cliente como um item opcional. Interessante ressaltar que todos estes acionamentos são feitos por interruptores colocados na coluna lateral direita, com simples toques do operador. Também como opcional o fabricante oferece para estes modelos uma alternativa de um Super-redutor (creeper), com acionamento hidráulico, para velocidades muito reduzidas entre 0,03km/h e 2,2km/h, que serve para operações especiais. Para o acionamento deste recurso basta que o trator esteja com a transmissão posicionada no modo neutro, o que se
Um dos diferenciais desta série é o design do capô do motor que foi projetado para ampliar a visão do operador desde o posto de comando
Fotos Charles Echer e Rocheli Wachholz
consegue facilmente posicionando a alavanca da coluna de direção na posição do meio. O trator modelo 6713R testado pela nossa equipe estava equipado com creeper.
TRANSMISSÃO AO EIXO DIANTEIRO
Todos os tratores da série 6700R possuem tração dianteira auxiliar (TDA) reforçada (Heavy Duty) da marca Dana, que permite maior capacidade de carga, possuindo preparação para o uso de lâmina frontal. O raio de giro é de 5,13 metros e 55 graus de ângulo de esterçamento, segundo fabricante. Os modelos ainda possuem bloqueio total do diferencial traseiro e dianteiro, proporcionado maior poder de tração em solos de baixa aderência. O acionamento da TDA e do bloqueio do diferencial é eletro-hidráulico, permitindo a ativação com o trator em movimento. A TDA, em casos de esquecimento, é automaticamente acionada quando for ativado o bloqueio do diferencial traseiro.
PESOS E DIMENSÕES
Os tratores utilizados no teste possuíam lastragem do tipo metálica, composta por contrapesos na dianteira e discos acoplados aos aros traseiros. O modelo 6711R estava equipado com dez contrapesos de 40kg cada na parte dianteira. Nas rodas traseiras possuíam dois discos metálicos totalizando 95kg em cada roda, sendo que o peso máximo, com lastragem metálica e líquida para esse modelo, é de 6.324kg. Já para modelo 6713R o peso máximo permitido com lastro é de 7.282kg, sendo que o trator disponibilizado para o teste possuía 14 contrapesos de 55kg cada um na parte dianteira e dois contrapesos de 72kg na parte traseira. Os modelos desta série podem ser equipados com rodados simples ou duplos no eixo
Visão geral do modelo 6711R testado onde é possível observar portas com escada em ambos os lados, além da possibilidade de abrir todo o vidro traseiro da cabine e bascular os vidros laterais
traseiro, e ainda há a possibilidade de serem equipados com rodado traseiro tipo Pavt. Os rodados duplos são opcionais e podem ser disponibilizados de duas formas: tipo com flange e parafusos ou de engate rápido. O cliente também pode escolher entre as várias opções de pneus, disponibilizadas pelo fabricante, de perfil diagonal ou radial. Para o teste o modelo 6711R estava equipado com pneus diagonais no eixo traseiro da marca Goodyear Dyna Torque II 18.4-34 R1 e 14.9 24 R1 Super All Traction 23 da marca Firestone na dianteira. Já no
trator MF 6713R o rodado traseiro era do tipo radial, da marca Trelleborg TM800 na medida 600/65R38 e dianteiro 480/65R28 também da mesma marca.
SISTEMA HIDRÁULICO
O sistema de levante de três pontos é da categoria III com capacidade máxima de elevação de 4.950kg no olhal ou 4.260kg a 610mm do olhal para todos os tratores da série MF 6700R Dyna-4. O controle de posição do sistema hidráulico é eletrônico, apresentando
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
23
Visão geral do posto de comando do operador e do console lateral onde estão localizadas as principais alavancas e comandos do trator, além do monitor do sistema de agricultura de precisão
ainda um botão de prioridade de vazão que direciona o fluxo de óleo para o sistema de controle remoto hidráulico, que está localizado na coluna à direita do operador no grupo dos botões de regulagem da velocidade de descida e subida do levante hidráulico e de três pontos e da regulagem de sensibilidade de reação do sistema de levante. Ainda neste grupo de botões pode-se selecionar o modo automático de controle de velocidade de subida e descida do levante, calculadas pelo trator de acordo com o peso do implemento e a velocidade de deslocamento. Outra característica positiva identificada pela equipe de teste ao utilizar o sistema hidráulico foi a facilidade para realizar as manobras de cabeceira, devido à presença de um botão que, com apenas um toque, fazia a subida e a descida do levante hidráulico, além do ajuste de profundidade do implemento ao utilizar de maneira cômoda o botão giratório lateral. Outro ponto positivo é a presença dos botões de subida e descida do levante, posicionados no para-lama traseiro, muito úteis ao realizar o acoplamento de implementos ao trator. Também foi possível visualizar a suspensão ativa em funciona-
mento onde sistema hidráulico absorvia os impactos verticais quando o implemento estava em posição de transporte. Os tratores desta série estão equipados com sistema hidráulico que possui vazão de 98 litros por minuto com duas válvulas de controle remoto (VCR) de dupla ação, com funções de fluxo contínuo, detente e flutuação na versão standard e a regulagem da vazão é feita na primeira válvula. Como opção o cliente pode pedir mais duas válvulas VCR, com desarme automático de flutuação, regulagem de vazão realizada em todas as válvulas e vazão de 105 litros por minuto.
ERGONOMIA E SEGURANÇA
No que se refere à ergonomia, ambos os modelos que foram submetidos ao teste demonstram um projeto moderno, com muita facilidade ao acesso. Os dois tratores testados estavam equipados com assento para o operador de classe superior, com a opção de suspensão pneumática com excelente dispositivo de amortecimento de vibrações e com a possibilidade de vários ajustes e regulagens, inclusive giro lateral, que podem ser feitos de acordo com a necessidade do operador.
No lado esquerdo do operador há um assento auxiliar com prolongador e cinto de segurança, que oferece conforto e segurança para um acompanhante. Os comandos se encontram bastante acessíveis e instrumentos bem visíveis e de fácil leitura, o painel dianteiro é rico em detalhes com tacômetro, termômetro, indicações do volume de combustível e luzes de alerta, com a presença de um display digital multifuncional de alta resolução mostrando informações do câmbio, velocidade de deslocamento, rotação do motor, entre outras informações. A coluna de direção é ajustável em ângulo e profundidade e incorporada a ela estão presentes no lado direito o comando para acionamento dos limpadores dos vidros, controle de luzes e buzina, além do teclado de configuração do painel e de programação das marchas e modos de operação. À esquerda do volante está colocada a alavanca de reversão. Para a segurança do operador, o fabricante teve certa preocupação com relação à proteção de partes móveis do motor, isolando o operador do risco de acidentes. Em ambos os modelos foram atendidas as normativas regulamentadoras de obrigatório cumprimento, como por exemplo a estrutura de proteção (EPC) de seis pontos incorporados à cabine e os adesivos indicativos de segurança. Na parte traseira e lateral da cabine há janelas basculantes e no lado direito há uma porta que serve como saída de emergência, pois a entrada padrão é pelo lado esquerdo. A grande área envidraçada proporciona uma ótima visibilidade e o design do capô desenvolvido para melhorar a visão frontal do operador é evidente quando observado do posto de operação. No lado direito do assento do operador está presente um console lateral e coluna onde está posicionada a maioria dos comandos com botões emborrachados e indicação de acionamento luminoso. Neste mesmo
O posto do operador tem assento de classe superior, com a opção de suspensão pneumática com dispositivo de amortecimento de vibrações e possibilidade de vários ajustes e regulagens, inclusive giro lateral. O assento auxiliar possui cinto de segurança
24
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
Fotos Charles Echer e Rocheli Wachholz
Console lateral onde estão instalados os principais comandos e alavancas do trator
Alavanca shuttle utilizada para trocar o grupo de marchas e também as marchas de cada grupo
Painel frontal cheio de detalhes com presença de um display digital multifuncional
lado está localizado um monitor que proporciona boa visibilidade ao operar com o piloto automático, que na ocasião equipava os tratores testados, podendo proporcionar uma redução da fadiga do operador ao final de uma determinada jornada de trabalho.
quantidade de palha de milho era enorme e estava úmida, além do que o escarificador, não possuía disco de corte de palha. Mesmo assim, operamos na 3ª marcha com rotação próxima aos 2000rpm, com uma velocidade real de 6km/h a 7km/h. Para a operação de semeadura utilizamos a marcha 2ªB em rotações de 1.860rpm a 2.000rpm, com velocidades de
5km/h a 6km/h, utilizando o recurso do piloto automático. Surpreendeu-nos a facilidade do uso deste recurso, com este modelo de trator. Trabalhando com a semeadora em condições operacionais ficou muito fácil fazer as passadas em sequência. Basta marcar uma linha A-B de referência e depois alinhar o trator próximo ao trajeto que se quer fazer e um sinal branco
TESTES
Para os testes de campo contamos com a colaboração da equipe de marketing do fabricante, engenheiro Eder Dornelles Pinheiro, que é coordenador de Marketing Produto Tratores da MF, e o estagiário Paulo Marsiaj, que é acadêmico do curso de Agronomia Ulbra Canoas. Foi muito importante a colaboração da equipe, que nos disponibilizou dois tratores, com equipamentos adequados e uma excelente área de campo para que pudéssemos aproveitar bem o tempo, testando os equipamentos. No MF 6711 Dyna-4 acoplamos um escarificador cinco hastes, fabricado pela Industrial Becker, modelo ASM5-1.60, e no MF 6713 Dyna-4 engatamos uma semeadora MF de nove linhas, modelo MF 510 M45, com espaçamento entre linhas de 50cm, com disco de corte, facão para adubo, disco defasado para semente, duas rodas limitadoras de profundidade e duas rodas compactadoras. Inicialmente queríamos conhecer com detalhe a nova transmissão e para isto fizemos uma série de trajetos, no sentido do comprimento da parcela, no modo transporte e campo, trocando de marchas continuamente. Ficamos muito impressionados pela facilidade do uso no sistema transporte, em que se cria quase um câmbio sequencial, com pequeno step, quase imperceptível na troca de marchas. Para o modo campo, comprovamos a questão da troca de grupos, onde, após utilizar todas as marchas, para passar de grupo o sistema avisa que este deverá ser trocado e facilmente isto pode ser feito com a alavanca T. Fizemos vários testes com o sistema e comprovamos o seu ótimo funcionamento e precisão nos engates. Fixando o modo campo, passamos a testá los com os dois tratores e dois implementos disponíveis. A operação de escarificação ficou um pouco prejudicada em função de que a
A série conta com portas de acesso com escadas nos dois lados do trator. No entanto, do lado direito deve ser utilizada somente como porta de emergência e o acesso rotineiro deve ser sempre pela porta esquerda
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
25
Fotos Charles Echer e Rocheli Wachholz
Os tratores utilizados no teste possuíam lastragem do tipo metálica, composta por contrapesos na dianteira e discos acoplados aos aros traseiros
aparece no painel, indicando que se está próximo. Aperta-se este sinal na tela do monitor e este troca para a cor verde, indicando que o sistema encontrou o melhor trajeto e a direção é entregue ao piloto automático. Como recurso extra se pode fazer linhas de referência A-B em curva e com desvios de obstáculos e elas servirão de base para as paralelas. Também se pode informar ao sistema de que a linha de referência será a última e este aceita referenciar-se por ela. Enfim, foi um dia de muito prazer para a equipe, que pôde desfrutar de um teste muito interessante e com recursos tecnológicos inovadores que, sem dúvida, farão a diferença para o cliente que adquirir os .M tratores desta série.
LOCAL E CONCESSIONÁRIO
P
ara o teste drive nossa equipe deslocou-se até o Município de Não-Me-Toque, localizado no planalto médio do estado do Rio Grande do Sul. Com economia voltada para o agronegócio, Não-Me-Toque sedia a Expodireto, importante feira do setor agrícola e é conhecida por ser a Capital Nacional da Agricultura de Precisão. O local de realização do teste foi uma área cedida por um parceiro da Concessionária Massey Ferguson para a região. Na propriedade são cultivados soja e milho e os testes foram
José Fernando Schlosser, Gustavo Santos e Juliane Damasceno, Nema - UFSM
Diversos comandos do sistema hidráulico podem ser feitos a partir de botões nos dois para-lamas traseiros
26
O sistema de iluminação é composto por faróis frontais, além de quatro faróis na parte frontal da cabine e quatro na parte traseira
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
feitos em uma área com resteva em que estava sendo colhido milho. A concessionária que apoiou a realização do teste é a revenda Augustin, que iniciou suas atividades como revendedor de máquinas e implementos agrícolas no município de Não-Me-Toque no ano de 1950, passando no ano de 1962 a ser representante dos produtos Massey Ferguson. Atualmente a Augustin abrange 75 Municípios da região norte do Rio Grande do Sul e mais 37 municípios na Região Sudeste do Paraná.
COLHEDORAS
Hora do check-up
A manutenção de colhedoras deve ser vista pelo produtor como uma etapa importante e necessária para manter o equipamento sempre em dia, pronto para desempenhar sua função de maneira eficiente e sem surpresas desagradáveis
A
s máquinas e os implementos agrícolas apresentam desgastes naturais ao longo de suas vidas úteis, decorrentes da execução das operações agrícolas. Estes desgastes podem ser acentuados quando tais operações e/ou características das culturas exigem esforços extremos ou proporcionam condições inadequadas ao funcionamento normal das máquinas como, por exemplo, das colhedoras autopropelidas de grãos, utilizadas na colheita do arroz irrigado. Conforme Gastão Moraes da Silveira (2001), a manutenção bem feita é o meio mais eficaz para se obter o máximo rendimento, sendo que os custos de manutenção, incluindo mão de obra e peças de reposição, são consideravelmente baixos se comparados com os benefícios alcançados, os quais se expressam por meio de custos operacionais menores. As colhedoras autopropelidas de grãos apresentam inúmeros componentes que necessitam de revisão contínua por meio de um conjunto de procedimentos que visam mantê-las nas melhores condições de uso e funcionamento. Inicialmente, pode-se classificar a manutenção em periódica e corretiva, sendo a primeira realizada de acordo com um cronograma preestabelecido pelo fabricante da máquina, geralmente baseado em um determinado número de horas de trabalho. Já a manutenção corretiva, como o próprio nome sugere, visa corrigir ou reparar algum componente que sofreu um desgaste excessivo ou quebra decorrente de condições extremas de operação ou particularidades da cultura. O período pós-colheita, ou entressafra, é considerado o momento ideal para realizar a manutenção das colhedoras, pois se conhece todos os problemas apresentados durante a safra anterior. Após ser revisada, pode ser
armazenada e estará pronta para a colheita da próxima safra. O grande problema destas máquinas serem armazenadas sem a devida manutenção decorre do esquecimento de determinados problemas que ocorreram na safra anterior, sendo que, no momento que a máquina entrar em operação, estes problemas irão aparecer novamente. Além disso, a manutenção realizada momentos antes de iniciar a colheita muitas vezes não contempla todos os itens que necessitam ser revisados, tanto para a manutenção periódica quanto para a manutenção corretiva. É pertinente salientar que as colhedoras não “quebram” quando paradas, mas sim quando estão em funcionamento. Paradas indesejáveis acarretam em sérios problemas, principalmente os que se referem ao planejamento da mecanização agrícola, provocando atrasos na colheita e, consequentemente enormes prejuízos ao agricultor. A seguir serão descritos os principais itens que devem ser observados durante a manutenção de uma colhedora autopropelida de grãos, no período de entressafra, levando-se em consideração as horas de trabalho, conforme estabelecido pelos manuais dos fabricantes e desgastes de alguns dos principais componentes.
PLATAFORMA DE CORTE
A plataforma de corte é um dos componentes mais importantes de uma colhedora. Segundo a Embrapa (2014), entre 80% e 85% das perdas de grãos durante a colheita ocorrem por ação dos mecanismos que constituem a plataforma (molinete, barra de corte e condutor transversal). A correta manutenção dos elementos mecânicos é de fundamental importância, pois interferirá no andamento da colheita e também contribuirá na redução
das perdas. A barra de corte sofre um desgaste natural provocado pelo atrito direto com a cultura, bem como acúmulo de solo entre as navalhas ou facas e contrafacas, acentuando o processo de desgaste. Recomenda-se verificar as folgas entre as facas e contrafacas, pois se estas forem pequenas haverá um desgaste excessivo destes componentes e se as folgas forem grandes haverá um aumento da vibração do conjunto. Se as facas e as contrafacas apresentarem partes quebradas ou desgastadas, deverão ser substituídas. O condutor transversal, também conhecido como caracol, é considerado outro elemento que sofre desgastes, principalmente na colheita do arroz irrigado, devido à ação da abrasividade da palha e dos grãos. Esses desgastes diminuem a capacidade de alimentação, além de arremessar grãos e/ou plantas inteiras para fora da plataforma de corte. Isso ocorre devido à formação de saliências nas extremidades, sendo recomendada a troca do helicoide nesses casos. Alguns elementos como rolamentos, caixa de acionamento da barra de corte, mangueiras, cilindros hidráulicos, árvore cardânica de acionamento, dedos retráteis, também devem ser revisados, bem como a parte inferior da plataforma (chapa e sapatas deslizantes), que muitas vezes passam despercebidos pelos agricultores. No caso das plataformas draper, da mesma forma recomenda-se uma vistoria rigorosa de todos os seus componentes.
CONDUTOR LONGITUDINAL
O condutor longitudinal, conhecido como “pescoço” da colhedora, também apresenta desgastes. Devido a isso, é importante que os cilindros e as mangueiras de acionamento hidráulico, tensão das correntes, integridade das barras e o espaço entre a esteira condutora e o fundo Charles Echer
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
27
Fotos Alexandre Russini
Mangueiras de acionamento hidráulico da plataforma de corte (esquerda) e esteira do condutor longitudinal (direita)
Condutor transversal “caracol”
do canal alimentador sejam inspecionados. É comum observarmos que após algumas safras, ocorre um processo natural de desgaste das chapas metálicas da parte inferior do condutor, originado, principalmente, pela abrasividade, no caso da cultura do arroz irrigado.
SISTEMA DE TRILHA, SEPARAÇÃO E LIMPEZA
O sistema de trilha, separação e limpeza constitui a principal unidade da colhedora e apresenta uma série de elementos que necessitam de revisões e manutenções frequentes. Tanto no sistema de trilha radial quanto axial, alguns componentes apresentam desgastes como, por exemplo, barras ou dentes do cilindro de trilha. Inspeções de rolamentos, retentores e correias também constituem uma ação de extrema importância, pois a quebra ou ruptura de um desses elementos na máquina poderá ocasionar a parada de toda a operação de colheita. Tanto as correias quanto os rola-
mentos trabalham sobre carga contínua, sofrem aquecimento e estão expostos à poeira e ao calor, fazendo com que suas vidas úteis sejam reduzidas significativamente. No que diz respeito aos rolamentos, estes não podem apresentar ruído e aquecimento excessivo, necessitando ser substituídos quando estiverem nessas situações. Essa ocasião deve ser aproveitada para realizar a limpeza dos pontos de lubrificação (pinos graxeiros), se existirem, pois, eventualmente, podem ser os causadores do problema devido à lubrificação deficiente. As correias que apresentarem rachaduras e as correntes com desgastes aparentes também deverão ser substituídas, pois caso isso ocorra durante a colheita a máquina ficará horas parada até que o conserto seja realizado. As peneiras e o ventilador também devem ser revisados com o objetivo de encontrar possíveis rachaduras, quebras e/ou corrosões. O elevador de grãos limpos e o de retrilha são os componentes que apresentam os maiores desgastes no sistema. Normalmente os danos ocorrem na divisão interna e nas laterais dos elevadores devido ao desgaste oriundo do fluxo de grãos, necessitando que o conserto seja realizado por profissionais da área. Nas correntes transportadoras também ocorrem danos semelhantes, requerendo manutenção adequada.
Elementos filtrantes: filtro de ar primário e secundário. Devem ser trocados conforme o cronograma preestabelecido pelo fabricante
28
Os transportadores helicoidais, que recebem os grãos da peneira inferior ou da retrilha, bem como o espalhador localizado no interior do tanque graneleiro e tubo de descarga, apresentam pouca durabilidade, principalmente quando a colhedora é utilizada nas lavouras de arroz, devido ao desgaste excessivo provocado pela cultura. Quando o agricultor dispõe de mão de obra qualificada e especializada na propriedade, pode-se fazer a substituição dos helicoides, reaproveitando os eixos originais, porém, na maioria das vezes, é feita a substituição de todo o conjunto, elevando os custos de manutenção. Quando se faz necessário realizar algum tipo de reparo utilizando solda elétrica, deve-se ter atenção redobrada. Caso não seja possível retirar a peça com problemas para realizar o serviço, os módulos eletrônicos e/ou cabos da bateria devem ser desligados por um profissional especializado. Caso contrário, a corrente elétrica formada quando ocorrer o fechamento do arco de solda poderá danificar o sistema elétrico e eletrônico, principalmente nas colhedoras modernas.
MOTOR, SISTEMA DE TRANSMISSÃO E SISTEMA HIDRÁULICO
O motor e os sistemas de transmissão e
O motor e os sistemas de transmissão e hidráulico das colhedoras seguem rigorosamente o cronograma de manutenção periódica, obedecendo a um determinado número de horas
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
Rotor axial de separação (esquerda) e base inferior do rotor (direita)
hidráulico das colhedoras de grãos seguem rigorosamente o cronograma de manutenção periódica, obedecendo a um determinado número de horas de trabalho. Assim, cada fabricante faz as suas recomendações, especificando todos os intervalos que deverão ser realizadas as trocas de óleo dos sistemas hidráulico e de transmissão, englobando também as trocas dos óleos das reduções finais e do motor. Na maioria das vezes, os fabricantes recomendam a troca dos elementos filtrantes (filtros), incluindo os do sistema de alimentação de ar e combustível. Caso a máquina não tenha atingido o número de horas predeterminado para que as trocas de óleos e filtros sejam efetuadas, basta fazer uma
simples conferência de seus níveis mínimos e máximos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A manutenção da colhedora de grãos é considerada uma etapa importante e deve ser realizada conforme o plano de manutenção especificado pelo fabricante. Está baseada em critérios técnicos e organizacionais, garantindo assim um andamento normal da atividade de colheita, sendo que qualquer problema decorrente da falta de manutenção provocará um atraso no planejamento da propriedade, elevando, de forma considerável, os custos de .M produção.
Saca-palhas (acima) e conjunto de peneiras (abaixo)
Alexandre Russini e Eloir Missio, Unipampa – Campus Itaqui José Fernando Schlosser, Marcelo Silveira de Farias e Juan Paulo Barbieri, Nema – UFSM
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
33
FICHA TÉCNICA
SOL TT Fastfill VS
Projetada para grandes áreas, a semeadora Sol TT Fasfill da Semeato apresenta modelos de até 26 linhas de 45cm de espaçamento, possibilitando alto rendimento na operação
D
estinada ao Plantio Direto de grãos graúdos em médias e grandes propriedades, a semeadora SOL TT Fastfill da Semeato foi projetada para trabalhar com alto rendimento operacional e precisão no plantio e, pelo seu tamanho, o projeto também priorizou a facilidade nas operações e no transporte. A máquina apresenta caixa central de sementes, chassi articulado, transporte longitudinal e possui a maior capacidade de insumos (adubo e semente) da categoria no mercado brasileiro. Ela está disponível nos modelos Sol TT Fastfill VS 2224: 22 linhas de 50cm ou 24 linhas de 45cm e - SOL TT FasfillVS 2426: 24 linhas de 50cm ou 26 linhas de 45cm. Esta linha de plantadeiras possui duas versões diferentes: Seed (somente semente) e versão Combinada (semente + adubo) e foi desenvolvida
30
para proporcionar maior eficiência na operação de semeadura, aliando maior qualidade de plantio e a maior produtividade (rendimento) operacional, no Plantio Direto de grãos graúdos. Ela é também uma máquina autotransportável, que facilita o deslocamento de uma área a ser plantada até outra, diminuindo o período de transporte, o que permite aproveitar melhor as janelas ideais de plantio. A qualidade do plantio pode ser traduzida pela utilização de linhas de semeadura pantográficas montadas em um chassi com dois módulos flexíveis, que oferece plenas condições para a realização da semeadura mesmo em terrenos irregulares. A máquina apresenta reservatórios centrais de sementes onde as mesmas são conduzidas por fluxo de ar através da câmara de transporte Atac até o distribuidor de sementes localizado sobre as linhas de semeadura. A distribuição
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
das sementes é realizada através do sistema pneumático Vacuum System, que possibilita individualizar as sementes com precisão para que as mesmas sejam distribuídas de forma equidistante. A transmissão eletro-hidráulica com sistema Isobus possibilita facilidades ao operador na calibração da quantidade de sementes e fertilizantes. O monitoramento das linhas é a segurança do operador para evitar problemas na plantabilidade da lavoura.
CHASSI E RODADOS
O chassi desta máquina é denomidado Flexiframe, constituído por dois módulos articuláveis entre si, que permitem uma melhor “copiagem” da topografia do solo, pois apresentam uma articulação de 21° entre si. Ao todo, são seis rodados pantográficos, com grande curso que permite que a máquina acompanhe as ondulações do terreno, além
Fotos Semeato
O reservatório de adubo HC confere uma capacidade de 5.170 litros de adubo, proporcionando grande autonomia
de proporcionar grande altura em relação ao solo, tanto em posição de trabalho, como em posição de transporte. Os rodados apresentam sistema de posicionamento através de trava, para se adaptar à operação que será realizada: plantio ou transporte, e podem girar 360° com a possibilidade de ajuste da sensibilidade de movimento através de freio por atrito. Cada um dos dois módulos do chassi possui três rodados para facilitar o equilíbrio do peso e de esforços de reação do solo ao chassi.
SISTEMA DE LEVANTE
O sistema hidráulico de levante é compos-
A máquina está equipada com o sistema Isobus permitindo que se utilize o mesmo console do trator para controlar a plantadeira, não havendo necessidade de instalar outro equipamento no trator
to por seis cilindros hidráulicos, que têm em seu interior vedações de última geração para garantir maior vida útil. Em seu exterior os pontos de apoio são feitos através de rótulas que proporcionam uma grande flexibilidade aos cilindros, transferindo aos mesmos apenas esforços axiais.
SISTEMA DE TRANSMISSÃO ISOBUS
A transmissão, tanto de fertilizantes quanto de sementes, é realizada através de motores hidráulicos. O sistema hidráulico da transmissão de adubo e de sementes apresenta consumo reduzido de óleo hidráulico, fazendo com que ocorra economia de combustível e redução de temperatura do óleo do sistema hidráulico do
trator. O sistema é composto por motores de alto torque e baixa rotação, proporcionando movimentos contínuos de rotação, o que melhora a distribuição de sementes e fertilizantes. A máquina está equipada com o sistema Isobus - padrão internacional de comunicação eletrônica entre diferentes máquinas de diferentes fabricantes. Este sistema controla a transmissão, possibilitando alterar as dosagens de sementes e fertilizantes com um simples toque na tela. O sistema Isobus permite que se utilize o mesmo console do trator para controlar a plantadeira, não havendo necessidade de instalar outro equipamento no trator. Com este sistema, a máquina está preparada para fazer aplicações em taxa variável, tanto de adubo como de
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
31
Fotos Semeato
sementes. Para isso, é necessário apenas que o console do trator também esteja preparado.
SISTEMA DE FERTILIZAÇÃO
Os reservatórios de fertilizantes são confeccionados em polietileno de baixa densidade, material inerente à corrosão. O sistema de alta capacidade de armazenamento, denominado HC, confere à SOL TT Fastfill capacidade de 5.170 litros de adubo, o que proporciona grande autonomia à plantadeira, reduzindo o número de paradas para abastecimento consideravelmente, aumentando assim seu rendimento diário. A distribuição de adubo é realizada por um novo sistema de roscas dosadoras Sflow, de grande desempenho, que atende as exigências de distribuição de fertilizantes. O conjunto dosador de adubo possui exclusivo sistema de gavetas e cápsula. As gavetas têm a função de interromper a saída de adubo das linhas que não serão utilizadas para a semeadura e também para realizar serviços de manutenção. A cápsula, confeccionada em PVC, aloja no seu interior a rosca sem-fim,
A distribuição de sementes é realizada através do sistema VS, com grande precisão e capacidade de individualizar
32
diminuindo a aderência de adubo e o desgaste do sistema, além de facilitar as operações de substituição e manutenção do sistema. Para atender as diferentes necessidades regionais de corte de palhada e deposição de adubo no solo, estão disponíveis três opções de sulcadores de adubo: facão guilhotina com disco de 20”, discos duplos defasados e disco incorporador, onde o adubo é depositado na superfície do solo. No caso das máquinas Seed, o corte da palhada é realizado através de disco de corte de 20”. Os discos de corte possuem um sistema de regulagem de pressão facilitado, uma vez que a mola que transfere a pressão aos mesmos é frontal, portanto, de fácil acesso. A articulação do mesmo ocorre sobre um sistema de embuchamento sextavado que evita desgastes,
aumentando sua vida útil.
SISTEMA DE SEMEADURA
Os dois reservatórios de semente FastFill têm capacidade de 1.600 litros cada um, formando assim 3.200 litros, o que dá aproximadamente 2.440kg de capacidade total, posicionados um em cada módulo articulável. Este arranjo propicia grande agilidade e rapidez nos momentos de abastecimento e, em função da sua grande capacidade, proporciona à plantadeira maior autonomia de plantio, por consequência maior rendimento diário. A disposição dos reservatórios de sementes, um em cada módulo do chassi, proporciona igualdade de peso sobre todas as linhas da plantadeira. Os reservatórios dispõem da tecnologia denominada Atack, que é uma câmara de transporte de sementes através de fluxo de
As linhas pantográficas de semente trazem em sua estrutura o sistema de transmissão Flex Shaft composto por cabo flexível com engate rápido de fácil manuseio
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
Nas fotos acima podemos observar à esquerda uma máquina levantada em posição de manobras e à direita uma máquina em posição de transporte
ar, que realiza a condução das mesmas para os distribuidores de sementes conforme a necessidade de cada linha de plantio. Este dispositivo é autolimpante, o que auxilia o operador nos momentos de troca de variedade de sementes e/ou limpeza dos reservatórios. As linhas de semeadura são pantográficas, desencontradas com grande flutuação. A amplitude vertical da linha permite a semeadura sobre terraços e depressões, mantendo sempre a semente em profundidade adequada. A fixação dos braços do pantógrafo é realizada através de mancais lubrificados que diminuem o desgaste da mesma e aumentam a vida útil dos componentes. A distribuição de sementes é realizada através do sistema Vacuum System, com grande precisão e com grande capacidade de individualizar as mesmas. O mecanismo é de fácil manutenção, pois possui somente uma parte móvel: o disco distribuidor de sementes, que trabalha sobre uma pista deslizante confeccionada com material especial, com alta resistência e durabilidade. As linhas de semente trazem em sua estrutura o sistema de transmissão Flex Shaft composto por cabo flexível com engate rápido de fácil manuseio. Este sistema proporciona o movimento rotacional contínuo e uniforme, beneficiando a distribuição de sementes. O sistema de limitador de profundidade, composto por rodas limitadoras reguláveis, pode ser ajustado de forma a se adequar às
diversas condições de plantio. Sem adição de componentes, é possível posicionar as rodas limitadoras ligeiramente atrás do disco sulcador de semente, bem como aproximá-las do disco sulcador, tendo como objetivo homogeneidade da profundidade da semente e acabamento do sulco. O sistema apresenta ainda regulagens de ângulo de trabalho e posicionamento lateral das rodas limitadoras com relação aos discos defasados. Rodas que trabalham de forma independente uma da outra, com sistema de
balancim. As rodas compactadoras V-Press realizam o fechamento do sulco, cobrindo a semente para que a mesma permaneça em contato com o solo. O sistema V-Press apresenta regulagens de pressão de compactação sobre o solo e ainda ajuste do ângulo de trabalho das rodas cobridoras. Os mesmos rodados que são utilizados na operação de plantio também são utilizados para o transporte da máquina. Em posição de transporte, a máquina apresenta uma largura .M de apenas cinco metros.
A distribuição de adubo é realizada por um novo sistema de roscas dosadoras Sflow®
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
33
PULVERIZADORES
Cobertura total Charles Echer
A uniformidade de distribuição vertical da calda em turboatomizadores ainda é um desafio para os produtores. Às vezes por falta de regulagens adequadas, mas muitas vezes também por equipamentos mal projetados
N
a aplicação de defensivos em culturas arbóreas, um dos fatores que mais afetam sua eficiência e sua eficácia é a uniformidade de distribuição do fluxo de vento e de calda ao longo do dossel da planta. As aplicações de defensivos têm ganhado cada dia mais a atenção do agricultor, da sociedade, das instituições responsáveis pela proteção do meio ambiente e segurança alimentar, dos órgãos da fiscalização trabalhista e, principalmente, dos consumidores. A aplicação de defensivos é uma prática agrícola que exige bastante conhecimento dos agentes envolvidos em sua execução. Um aplicador treinado poderá contribuir significativamente com a qualidade da aplicação, mas apenas treinar o operador não representa garantia de sucesso nos tratamentos fitossanitários. É necessário também que os pulverizadores estejam em condições satisfatórias de manutenção e uso para a realização das atividades, de modo a melhorar a qualidade das operações. Nos últimos anos, as metodologias e os equipamentos empregados na aplicação de defensivos têm evoluído consideravelmente. No entanto, muitas melhorias ainda podem ser feitas em relação às falhas existentes nos
34 14
projetos de construção dessas máquinas. Há, portanto, a necessidade da realização de ensaios nesses equipamentos para buscar soluções para o aproveitamento da corrente de ar e para o aumento da eficiência de funcionamento do pulverizador e que seja, técnica, econômica e ambientalmente confiável. Os pulverizadores hidropneumáticos são dotados de pontas de pulverização para o fracionamento da calda em gotas e um ventilador para o transporte das gotas até o interior do dossel da planta, por meio da movimentação do ar no interior da copa das árvores. A corrente de ar conduz as gotas para dentro da copa por meio de seu movimento turbulento. Entretanto, há um dispêndio de energia para o funcionamento do ventilador e grande parte desta é perdida em função da distribuição da coluna de ar. Existem alternativas de projeto disponíveis no mercado com capacidade diferenciada de aproveitamento do fluxo de ar e calda. O dossel das plantas varia com a idade e espécie de planta. Portanto, faz-se necessário que o direcionamento da coluna de ar seja ajustado pelo operador, de modo a fornecer maior volume e vazão de ar em locais onde a copa apresenta-se mais densa. A seleção das
Dezembro Fevereiro 2011 / Janeiro 2015 • www.revistacultivar.com.br 2012 • www.revistacultivar.com.br
pontas dispostas na barra pode ser realizada levando em consideração a arquitetura da copa, que podem produzir e direcionar gotas de maior diâmetro para a parte superior e menor diâmetro para a parte inferior do dossel, em função da massa foliar da cultura em questão (Figura 1). O fluxo de ar nos pulverizadores hidropneumáticos tem a importante função de movimentar as folhas de modo a permitir a deposição das gotas no dossel inferior. Além desta função, o fluxo de ar deve auxiliar a distribuição uniforme das gotas, visto que no caso dos ventiladores axiais o ar é turbilhonado para misturar as gotas e distribuí-las melhor na planta. A velocidade do ar varia com a altura do ventilador em função do seu projeto, o que torna a distribuição e a penetração das gotas um problema que deve ser solucionado. A Figura 2 mostra a velocidade do ar tomada a 0,50 metros, verticalmente da ponta mais proeminente da barra, visando identificar o comportamento do ar no dossel da planta. Esta amostra constatou que do lado direito a velocidade é maior no terço médio inferior, enquanto do lado esquerdo a velocidade é maior na parte central superior da copa. Já na Figura 3, é possível ver os dados onde a velocidade foi tomada radialmente à barra de pulverização, visando identificar se o fluxo de ar apresentava a mesma velocidade nesta posição radial ao ventilador. A distribuição do fluxo de ar, pelos ventiladores, tem a função de deslocar a massa de ar parada no interior da copa da planta e introduzir uma nova massa de ar carregada de gotas. Neste estudo da velocidade do ar foi possível constatar que as pontas dispostas na barra, em forma de semiarco, não têm a mesma distância em relação ao alvo, pois as pontas da parte inferior e superior da barra estão mais afastadas do dossel da planta. Esta é uma das razões, juntamente com a menor velocidade do ar, para a deposição de calda ser menor na parte superior das plantas. No Brasil, ainda não existem trabalhos que apontem com exatidão uma faixa ideal para a vazão de ar na pulverização em plantas arbóreas. Os pomares geralmente não são conduzidos com podas e este é um indicativo de que o volume ideal de ar, necessário para conduzir as gotas para o interior da copa das plantas, seja maior que aquele recomendado na Europa. Estes resultados demonstraram que a distri-
Cleyton Batista Alvarenga
Figura 1 - Distribuição de pontas com produção de diferentes tamanhos de gotas
Tipos de pulverizadores para aplicação em culturas de porte arbóreo
buição do ar foi desuniforme verticalmente na barra porta-bicos em função, principalmente, do projeto de construção dos ventiladores axiais. Os valores de velocidade, em relação ao estudo no plano radial, foram maiores na posição relativa à ponta sete em ambos os lados, devido à manutenção da proximidade do anemômetro da parte superior da barra. A intensidade do fluxo de ar é determinada pela velocidade do ar gerada pela turbina, influenciando diretamente a distribuição vertical do líquido aplicado. Diferentes projetos e características de defletores têm sido desenvolvidos para pulverizadores com fluxo de ar. Desse modo, a altura da turbina pode influenciar a eficiência da aplicação em relação à planta. A maior ou menor altura da turbina pode impedir que a calda alcance folhas em diferentes posições no dossel. Sendo assim, quanto maior a distância entre as pontas de pulverização e o alvo, menor será a capacidade do ar em transportar as gotas e maior será a probabilidade de evaporação e deriva. É possível construir uma estrutura simples e relativamente barata que pode ser construída pelo produtor para verificar a distribuição da calda verticalmente. Utilizando esta estrutura foi possível observar que nas pontas da parte inferior da barra a quantidade de produto é muito maior que na parte superior quando se emprega pontas iguais, o que indica ser necessária alteração da ponta em função da arquitetura de copa. Na Figura 4, é possível observar que naquelas pontas com até dois metros de altura o volume coletado atingiu, aproximadamente 200ml, porém, acima dessa altura praticamente não foi coletado líquido após cinco minutos pulverizando. No entanto, lavouras de café, por exemplo, alcançam altura de 4,5 metros e o depósito na parte superior é muito pequeno. O coeficiente de variação para pulverizadores de barra é em torno de 7%, quando comparado ao obtido em pulverizações hidropneumáticas equipadas com ventilador axial, o coeficiente de variação foi de 136%, 136% e
141% para as pressões de 633kPa, 844kPa e 1.055kPa, respectivamente. A pulverização em árvores depende da geometria da copa e exige que o volume de calda, por vezes, seja maior no dossel superior da planta. O agricultor, por meio da seleção de pontas, pode alterar o volume aplicado em cada nível do dossel. Entretanto, a influência do ventilador pode provocar uma irregularidade na distribuição de calda. Isto ocorre por que a maioria das gotas
é direcionada para baixo, tomando a mesma .M direção do fluxo de ar. Cleyton Batista de Alvarenga, UFU Mauri Martins Teixeira, UFV Paula Cristina Natalino Rinaldi, UFRRJ Robson Shigueaki Sasaki, IF-Sudeste MG
Figura 2 - Velocidade de distribuição vertical do ar a 0,5 m da saída do ventilador
Figura 3 - Velocidade de distribuição radial do ar a 0,5 m da saída do ventilador
Figura 4 - Uniformidade de distribuição volumétrica vertical
Visão interna do sistema pneumático de semeadura montado em cada linha, com um pequeno reservatório de sementes, e disco vertical, responsável por selecionar as sementes e inseri-las no tubo para serem depositadas no solo
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
35
EVENTOS Sedeli Feijó
O ano começa com o Show Rural A
Com mais público e volume de negócios que 2014, a 27ª edição do Show Rural da Coopavel animou os organizadores e expositores
27ª edição do Show Rural da Coopavel, realizada de 2 a 6 de fevereiro em Cascavel no Paraná, animou produtores, empresas e profissionais que dependem do agronegócio. Por ser o primeiro grande evento agrícola do ano, a feira é tida como um termômetro do agronegócio. A edição de 2015 superou as expectativas dos organizadores que esperavam uma edição semelhante à de 2014. Com um público total de 230 mil visitantes, o volume de negógios superou em R$ 400 milhões a edição de 2014 e chegou aos R$ 2 bilhões comercializados durante os cinco dias de feira. O setor de máquinas agrícolas foi um dos mais movimentados da feira, onde os visitantes conferiram diversos lançamentos e novidades. Apresentaremos a seguir o que foi destaque na edição deste ano.
CASE IH
A Case IH apresentou no Show Rural 2015 o novo pulverizador Patriot 250 Extreme. O equipamento conta com tanques de 2.500 litros e barras de 24 ou 27 metros, nova motorização e tração independente, gerando mais potência e desempenho em regiões de topografia irregular.
36
A linha tem tecnologia embarcada que reduz o consumo de combustível em até 30%. A cada mil hectares, o Patriot 250 Extreme pode consumir até 177 litros a menos de diesel por aplicação, em comparação com os principais modelos do mercado. Equipado com motor Case IH FPT de 165cv, quatro cilindros, sistema Common Rail de injeção e Turbo Intercooler, o Patriot 250 Extreme tem também como diferencial o sistema de auxílio da tração independente. O conjunto de tração inteligente regula o fluxo de óleo em quatro fluxos independentes, permitindo que as rodas trabalhem individualmente. Toda linha de pulverizadores Patriot Case IH vem com piloto automático de fábrica e corte automático de seção, tecnologia AFS de agricultura de precisão, sistema de amortecimento, suspensão hidráulica ativa, além do acionamento Autoboom para garantir estabilidade vertical e ajuste automático de altura de barras. A Case IH também lançou sua nova linha de Pá Carregadeira Frontal (Front Loader), com quatro modelos: L530, L540, L550 e L560. O implemento foi projetado para se encaixar nos tratores Farmall 80 e 95. As novas pás carregadeiras possibilitam aos tratores
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
trabalhar com carregamento, movimentação ou levantamento de objetos e produtos dentro das unidades agrícolas. As pás utilizam a vazão
Fotos Cultivar
O Patriot Extreme da Case IH conta com tanques de 2.500 litros e barras de 24 ou 27 metros, nova motorização e tração independente
hidráulica do equipamento para movimentar os pistões e, assim, executar as articulações e obter a força necessária para todas as tarefas. A linha também possui estrutura leve, suportando de 1.500kg, no modelo L530, a 1.900kg, no L560. A tecnologia de autonivelamento, presente nas carregadeiras L550 e L560, proporciona aumento de capacidade de elevação e velocidade, sem interferir no consumo do trator. Alcançando uma altura de até 3,85m, os implementos atendem demandas de estocagem ou manipulação de fardos de feno, sementes, fertilizantes, entre outros. Uma das principais vantagens deste novo sistema é a facilidade de instalação, o Fitlock System faz com que a conexão entre o implemento e o trator seja rápida e eficaz. Outra tecnologia é o PCH System, que aumenta a capacidade de elevação e velocidade da carregadeira, sem necessidade de requisitos extras de energia a partir do trator.
Fotos Semeato
A agrale deu destaque para a linha 500, apresentada pela primeira vez aos produtores paranaenses
Outro destaque da Case IH são os modelos de colheitadeira com sistema axial, presentes na Axial-Flow 2566 e 2688, ideais para trabalhar com plataformas 20, 25 e 30. Foram expostos também os modelos 2799, 7230 e 9230 que possuem igualmente motores de alta performance, capacidade e produtividade. O modelo 2799 vem com rotor Small Tube, que apresenta maior capacidade de processamento do produto colhido, e com motor eletrônico, ideal para operar com velocidade de colheita por muitas horas, em diversas condições de cultura. Atualmente, a Case IH possui nove modelos de colhedoras axiais que vão da classe 5 à classe 9, incluindo a maior em capacidade produtiva de fabricação nacional e única de classe 9, a Axial-Flow 9230. A Agrale apresentou no Show Rural Coopavel pela primeira vez o novo modelo da Linha
500, o Agrale 540.4, com 40cv que amplia a família 500 dos tratores, onde o modelo tem como foco a versatilidade, além de ser uma ótima opção para pequenas propriedades e também para cafeicultura e fruticultura, em função das dimensões reduzidas do equipamento. Entre os diferenciais está o motor de quatro cilindros, que garante maior desempenho e menor nível de ruído. Possui design moderno, capô basculante e inversor de marchas de série. Outro destaque é o trator 5105, com 105cv de potência e transmissão 10x2 de série, com opção 12x12 com inversor de marchas ou 20x4 com super-redutor, direção escamoteável e telescópica e ampla plataforma de operação. Além do novo modelo, a fabricante também expôs sua família completa de tratores, a linha 6000 com modelos entre 105 e 168cv e a linha 4000 de baixa potência, além do caminhão 10000, focado no escoamento da produção agrícola e
O trator 1185 S (85cv), foi o destaque da Agritech e também representou o trator número 100 mil da empresa
Entre os destaques da Marini, está o rodado triplo para grandes máquinas
AGRALE
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
37
Fotos Cultivar
Um dos lançamentos da Pla do Brasil foi o pulverizador Hydra 200 desenvolvido para as propriedades das regiões Sul do Brasil
em serviços rurais.
JOHN DEERE
A John Deere apresentou no Show Rural Coopavel 2015 todos os modelos da nova Série S de colheitadeiras e também produtos como os tratores cabinados da Série 5E de plantadeiras, pulverizadores, colhedoras de cana-de-açúcar e produtos destinados a feno e forragem. A nova Série S de colheitadeiras está disponível em cinco modelos (S540, S550, S660, S670 e S680), são equipamentos que interagem com o operador da máquina, possibilitando finalizar a colheita até sete dias antes do previsto. As máquinas possuem monitor de controle Command Center, sensível ao toque, e o sistema inteligente Harverst Smart, que varia a velocidade da colheitadeira automaticamente, possibilitando a operação no ponto máximo de
performance, ou seja, aumenta ou diminui a velocidade e rotação do motor para a entrada de grãos, garantindo a qualidade dos grãos. A nova Série S disponibiliza o sistema de limpeza DF3, que por ter área 30% maior e divisores longitudinais, limpa melhor os grãos, separando os resíduos sem danificá-los ou perdê-los na lavoura (disponível nos modelos S660, S670 e S680). Já a transmissão automática ProDrive, não necessita troca de marchas em velocidades até 40km/h, garantindo mais constância em terrenos acidentados ou deslocamentos noturnos sem qualquer intervenção do operador e está disponível nos modelos S670 e S680. A marca reafirmou sua aposta no mercado de tratores e apresentou a linha de modelos cabinados 5078E, 5085E e 5090E. Ainda da Série 5E, os modelos em destaque foram 5055E e 5075E, que possuem a opção de serem
Um dos lançamentos da Massey Ferguson foi a colheitadeira Classe 7, MF9795 Trident, que chega com inovação em mais de 25 itens
38
Entre os lançamentos da Titan estão os pneus IF320/90R42 e IF380/90R46, desenvolvidos para pulverizadores
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
financiados pelo programa Mais Alimentos, do Ministério de Desenvolvimento Agrário. Grande destaque também para o fruteiro 5075EF, que passa a ser financiado pelo Finame, especial para culturas como maçã, café, laranja e cítricos. Possui agilidade, robustez e baixa manutenção. Ainda no segmento de tratores, a John Deere também apresentou os modelos médios 6110E, 6110J, 6125J e 6180J. Os tratores podem ser equipados com o sistema de soluções MAS de agricultura de precisão da John Deere, e o agricultor tem a possibilidade de utilizar o piloto automático e a antena Star Fire. Os tratores da linha 6J também podem ser utilizados em aplicações especiais, como em cana-de-açúcar. Já o trator da Série 8R (8295R) passou por atualizações e agora garante maior desempenho, segurança e conforto. O 7225J apresenta uma cabine altamente tecnológica, opções de pneus e uma variedade de transmissões. Para a cana-de-açúcar, a John Deere apresentou, além dos tratores utilizados em aplicações, a colhedora 3522, que garante mais estabilidade em terrenos acidentados e um novo sistema automático de flutuação. Com essa colhedora é possível colher duas linhas de cana ao mesmo tempo com espaçamento de 1,10m. Trata-se de uma máquina com mais resistência, durabilidade e praticidade, que se adapta às irregularidades do solo, reduzindo o impacto de carga e evitando paradas des-
A Miac lançou sua colhedora de mandioca Maniva 2 LR
necessárias. A marca ainda disponibiliza um exclusivo simulador de colheita de cana, que replica exatamente as situações do campo, com o máximo de realidade possível. Um dos grandes lançamentos da empresa é a plantadeira DB40, que possui um sistema de taxa variável, permitindo o controle automático de dosagem das sementes, e o sistema RowCommand, que garante a maximização dos recursos de plantio e uma economia que pode ultrapassar 7%. Já a plantadeira da Série 2100 leva o exclusivo dosador de sementes John Deere VacuMeter garantindo precisão e evitando desperdícios na distribuição de sementes que são depositadas no local correto. Outra novidade é a Transmissão Variável de Fertilizante e Semente, que possibilita entre outros parâmetros de trabalho registrar o mapa de aplicação de sementes e fertilizante. Permite também controlar taxas de dosagem através da velocidade de GPS (ou radar do trator), uso de mapas de aplicação de sementes e fertilizante para distribuição automática das taxas de aplicação, sendo que qualquer ajuste manual de taxas será feito de dentro da cabine, diretamente no GS3, proporcionando ganho de tempo e facilidade.
AGRITECH
O trator 1185 S (85cv), lançamento da Agritech em 2015, foi uma das novidades que a empresa preparou para o Show Rural Coopavel. O modelo marcou o trator número 100 mil produzido pela fábrica. Outro modelo apresentado foi o 1175 S (75cv). Ambos os tratores destacam-se por apresentarem como diferenciais o câmbio sincronizado, o sistema de direção hidrostática, o eixo dianteiro - mais robusto e com maior eficiência de tração -, o sistema de refrigeração de água e óleo integrado e o levantador hidráulico com Sistema Autolift.
MARINI
A Marini levou sua ampla linha de produtos
A Valtra apresentou sua nova colhedora classe 7, BC7800, uma máquina que colhe em média 450 a 550 sacas de soja por hora
para o Show Rural Coopavel 2015. Um dos destaques da empresa foi o lançamento do rodado triplo. Entre as vantagens deste modelo está o aumento da força e tração, que permite conduzir implementos nas mais diversas culturas e terrenos e ainda a diminuição da compactação do solo.
PLA DO BRASIL
A Pla do Brasil levou ao Show Rural Coopavel seus primeiros lançamentos do ano. Um dos destaques foi o pulverizador Hydra 200 desenvolvido para as propriedades das regiões Sul do Brasil, como o Paraná. Considerado o menor e o mais simples de todos os pulverizadores do portfólio, apresenta toda tecnologia das máquinas maiores. O Hydra 200 foi desenvolvido para atender especialmente os produtores que estão em processo de mecanização, saindo da máquina de arraste para o autopropelido.
MASSEY FERGUSON
A Massey apresentou no Show Rural Coopavel 2015 seus principais lançamentos. Foram destaques a nova série de tratores MF 6000R Dyna-4 e a colheitadeira classe 7 MF Trident,
A Stara lançou seu trator ST Max 180, com motor MWM Turbo de seis cilindros com câmbio Semi-Power Shift de 54 marchas para frente e 18 para trás
ambas novidades para o mercado brasileiro. A nova série de tratores, composta pelos modelos MF 6711R, MF 6712R e MF 6713R, é equipada com motores AGCO Power Turbo de quatro cilindros com 112cv, 122cv e 132cv, respectivamente. Os tratores são o resultado da combinação da transmissão Dyna-4 com os motores da marca. Já a nova colheitadeira classe 7 MF9795 Trident chega com inovação em mais de 25 itens. Possui motor de sete cilindros AGCO Power com 9,8 litros, capaz de entregar até 450cv e garantir a potência necessária na operação com maior economia de combustível. Além disso, o sistema de trilha e separação de grãos foi reprojetado e agora denominado Trident. O pulverizador MF 9030 conta com motor AGCO Power de seis cilindros com 200cv de potência e transmissão hidrostática com tração 4x4 cruzada permanente e três velocidades. Conta também com chassi flexível, conhecido como Flex Frame, que garante melhor capacidade de tração em qualquer tipo de solo, topografia e também auxilia na estabilidade da barra de pulverização. Outro ponto a destacar é a construção do chassi em aço, liga estrutural
O destaque da Kuhn/Montana foi a plantadora pneumática rebocada para o plantio direto Marathon CC
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
39
sem o uso de solda e com eixos não rígidos em relação ao chassi, que permite maior flexibilidade e garantia maior de vida útil. Outro destaque da marca foi a plantadeira MF 500 Seed Pneumática, ideal para qualquer tipo de solo. Com dosadores pneumáticos de sementes, o modelo apresenta diversas vantagens como menor dano às sementes e maior precisão na aplicação. Disponível nas versões de oito a 17 linhas, com possibilidade de até 34 linhas em tandem, a série vem equipada com a nova linha pneumática de sementes. As plantadeiras da série Seed foram desenvolvidas para atender produtores que realizam adubação antecipada em janelas reduzidas de plantio. Com um reservatório maior, o agricultor ganha rendimento da semeadura plantando mais hectares por hora. Também foram apresentadas as principais tecnologias voltadas à agricultura de precisão da Fuse Technologies, Estratégia Global de Tecnologia da AGCO, com piloto automático Auto-Guide 3000, o sistema de telemetria AgCommand e o monitor de produtividade Fieldstar II.
TITAN
A Titan Pneus – detentora da marca Goodyear Farm Tires – apresentou durante a Coopavel 2015 as novas soluções nas linhas de pneus para a agricultura de alta escala. Entre os destaques estiveram os pneus IF320/90R42 e IF380/90R46, desenvolvidos com alta tecnologia e voltados para Pulverizadores. Para o segmento de colheitadeiras axiais de alta potência a Titan incorporou no seu portfólio de pneus o modelo 7.00-16 ALL Implement.
MIAC
A Miac apresentou a colhedora de mandioca modelo Maniva 2 LR. A colhedora arranca duas linhas de mandioca (90cm) por vez, pode ser tracionada por tratores de pequeno porte (75cv) e vem equipada com sistema hidráulico independente do trator para acionar os mecanismos de colheita e de eliminação da cepa. A nova colhedora de mandioca Maniva 2 LR foi projetada para atender a demanda na cultura, diminuindo a mão de obra e trazendo agilidade na hora da colheita
VALTRA
A Valtra apresentou no Show Rural 2015 a sua linha leve de tratores voltada à agricultura familiar e lançou 12 novos modelos da família Série A Fruteiro e Série A com cabine. Os tratores da Série A Geração II – A650 (66cv), A750 (78cv), A850 (85cv) e A950 (96cv) vêm equipados com sistema de injeção com bomba em linha, que proporciona menor consumo de combustível e baixo custo de manutenção. Na nova versão, os maquinários contam ainda com um sistema de fixação dos radiadores com trilhos que facilita as limpezas periódicas. Outro
40
destaque é a plataforma que está maior e a coluna de direção regulável, com ajustes de altura e profundidade. Com a reformulação da linha, a Série A Fruteiro tem agora quatro modelos: o A650F (66cv), A750F (78cv), A850F (86cv) e o A950F (95cv). Com plataforma totalmente plana, a Série A Fruteiro possui sistema hidráulico de fluxo constante de até 40 litros por minuto. Na área de colheita, foi apresentada a nova classe 7 da Valtra BC7800, uma máquina que colhe em média 450 a 550 sacas de soja por hora, com picos de 650 sacas, e possui rotor de 80cm por 3,65m de comprimento. Ela possui sistema de côncavos bipartidos e suspensão, e um novo canal alimentador do rotor. Estas três áreas em conjunto são denominadas como TriZone. Além do sistema de processamento, foi introduzido um exclusivo motor de sete cilindros, que entrega alta potência (410cv – potência nominal e 450cv – potência extra) com menor consumo de combustível. Para a proteção do motor é utilizado o sistema V-Flow, que elimina a necessidade de tela rotativa, reduzindo as manutenções diárias ou paradas por sobreaquecimento. Conta ainda com reversão inteligente, que elimina partículas que podem causar o entupimento dos radiadores. No sistema de armazenagem e descarga, possui
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
12.334 litros no tanque de grãos e 150 litros por segundo de vazão de descarga. A posição do rotor também diferencia a colheitadeira classe 7, que por estar localizado diretamente sobre o sistema de limpeza, elimina a necessidade de caracóis transportadores, proporcionando menor dano aos grãos e menos peças móveis para manutenção. A Valtra também apresentou a sua nova enfardadora, a Challenger 2270, desenvolvida para realizar trabalhos pesados e chama a atenção pela segurança operacional e estrutura robusta. Já a Challenger RB452 pode ser utilizada em fardos retangulares, para efetuar trabalhos mais pesados e recolher diversos tipos de materiais. Um dos principais diferenciais deste equipamento é o sistema de trabalho, que conta com uma alimentação direta com alta capacidade de recolhimento, sendo um equipamento de câmara variável, possibilitando a produção de fardos com vários tamanhos, entre 0,76 e 1,58m de diâmetro. Em implementos, a Valtra apresentou duas soluções: A Plantadeira HiTech Seed, desenvolvida para atender agricultores que preferem fazer adubação a lanço (em superfície), ou seja, para aqueles que, devido à janela de plantio, não utilizam fertilizantes no momento da se-
Fotos Cultivar
de recursos das propriedades agrícolas. Essa estratégia desenvolvida pela Valtra é baseada nos seguintes conceitos: redução do tempo de parada, gerenciamento de frota e consultoria.
STARA
meadura. Já a plantadeira HiTech Taxa Variável funciona mediante uma programação especifica que determina a distribuição de sementes e fertilizantes de acordo com o desejado. Na divisão de equipamentos voltados à agricultura de precisão (ATS – Sigla em inglês para Soluções em Tecnologia Avançada), a Valtra tem como novidade a Fuse Technologies, estratégia que visa a integração e otimização
A Stara realizou o lançamento comercial da plantadora de grande porte Estrela. Disponível nos modelos com 20, 22, 24 e 26 linhas com caixa de adubo, articulada, e o rodado de plantio localizado entre as linhas permite uma melhor copiagem do terreno, garantindo a manutenção do espaçamento entre as linhas de plantio mesmo em terrenos com desníveis. Outra novidade é o rodado de transporte que permite que a plantadora seja “dobrada” para o transporte, possibilitando o acesso por estradas estreitas e pontes, sem perder tempo entre um talhão e outro. O DPS (Distribuição Precisa de Sementes) é o sistema pneumático que equipa as plantadoras da Stara, incluindo a Estrela. Com ele, o plantio realizado apresenta maior uniformidade, sem a presença de plantas duplas e falhas. A Stara realizou também o lançamento do trator ST Max 180, com sistema hidráulico exclusivo, equipado por quatro válvulas de saída, duas com fluxo contínuo, operadas por joystick, que facilita as operações. Motor MWM Turbo de seis cilindros com câmbio Semi-Power Shift, com 54 marchas para frente e 18 para trás. Outro diferencial é o Topper 5500, o mais moderno controlador para Agricultura de Precisão que permite a comunicação instantânea entre as operações e o controlador, garantindo maior precisão e qualidade nas operações e nas informações.
KUHN MONTANA
A Kuhn do Brasil levou para a Coopavel 2015 sua ampla linha de produtos com aplicação para o plantio, pulverização e fertilização. A Plantadora Pneumática Rebocada para o Plantio Direto Marathon CC esteve entre os
A Implementos Agrícolas Jan realizou o lançamento do Lancer Multidistribuidor 22.000 de adubos e fertilizantes
implementos destacados pela empresa. Com capacidade de plantio de mais de 140ha por dia (dez horas diárias a 10km/h), oferece altos rendimentos diários para o produtor. Apresenta como principais características maior agilidade na mudança de talhões, transporte das sementes por pressão positiva, transmissão hidráulica simples, corte de seção e controle da dosagem em um mesmo equipamento e profundidade constante para uma germinação uniforme.
NEW HOLLAND
A New Holland reservou como um dos principais destaques do Show Rural Coopavel 2015 o pulverizador SP2500 Premium. O novo sistema de alimentação com nova turbina eleva a potência da máquina para até 165cv. Além disso, o novo filtro de ar e o sistema de arrefecimento mais eficiente exigem pouca manutenção, favorecendo a vida útil do motor. O SP2500 Premium traz uma série de destaques, entre os quais distribuição de peso 50x50, transmissão hidrostática cruzada e suspensão dianteira ativa de série, banco de instrutor, vão livre de 1,65m com pneus 320/90 x R42, barra de pulverização de 24m ou 27m garantindo maior resistência e cabine silenciosa e confortável. O exclusivo sistema de suspensão proporciona deslocamento suave e excelente desempenho em subidas. Com o novo sistema de tração Intelli Divider, em caso de perda de tração em uma das rodas, é possível mantê-la em até 75% de capacidade nos rodados que estão em contato com o solo. Para otimizar e facilitar as atividades no campo, a New Holland apresentou a carregadeira agrícola. O implemento é a novidade do ano da marca e o primeiro resultado da parceria com a MX, maior fabricante de carregadeiras do mundo. A estrutura e a capacidade são as principais características da novidade. O produto suporta até 1.900kg e pode chegar a uma altura de 3,85m. A expectativa da marca para os próximos anos é lançar carregadeiras para os tratores TL cabinados e para as linhas T6, Série
A LS Tractor destacou os modelos da Série Plus 100 equipados com motor Tier III, com controle eletrônico de implementos
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br
41
Fotos Cultivar
plemento, alavanca Power Shuttle (opcional), controle remoto com três pares de válvula e dois pares para implemento dianteiro, plataforma do operador plana e ainda apresenta o menor giro da categoria (55°). A série de tratores G40 vem equipada com motor de três cilindros com injeção direta e refrigerado a água, potência de 40cv, direção hidrostática e transmissão Synchro Shuttle com 12 marchas à frente e 12 à ré.
SEMEATO
A Semeato apresentou a sua linha completa de produtos. O destaque da feira foi para a já conhecida semeadora Sol TT Fastfill. A máquina conta com linhas de semeadura pantográficas, montadas em um chassi com dois módulos articulados que oferece plenas condições para a realização do plantio mesmo em terrenos irregulares. São seis rodados pantográficos com giro livre que atuam tanto na posição de trabalho como na posição de transporte. Os rodados apresentam prático sistema de posicionamento através de trava para se adaptar à operação que será realizada: plantio ou transporte.
O destaque da Semeato foi a semeadora Sol TT Fastfill, que chega ao mercado com linhas de semeaduras pantográficas
30, T7 E TT. Os visitantes da feira puderam fazer um test drive no trator T6 no espaço de demonstração durante os cinco dias da feira. A linha T6 é composta por três modelos de média potência: T6.110 (com 112cv), T6.120 (123cv) e T6.130 (134cv). Outro diferencial é o novo sistema de desengate, que em minutos o trator pode ser desconectado da carregadeira e utilizado em outra atividade e permite o trabalho em diferentes aplicações e culturas como soja, milho, arroz, pecuária e nas usinas de cana. Existe uma variedade de implementos, os três tipos principais são a pá, a big bag (gancho para levantar) e a lâmina (para raspagem do chão, limpeza, manutenção de estradas). Para cada família de trator, o produtor tem uma carregadeira específica formada por três partes: o chassi do trator que conecta, os braços e o implemento. Os produtores também puderam conhecer a colheitadeira CR6080, que recebeu premiação máxima do Prêmio Gerdau Melhores da Terra 2014, o Troféu Ouro na categoria Destaques. O sistema de trilha e separação, a limpeza de grãos, os distribuidores de palha rotativos, entre outros diferenciais, garantem menor perda e melhor qualidade dos grãos colhidos.
O equipamento é uma variação do Lancer Multidistribuidor 25.000, este acoplado em caminhão, que foi um dos ganhadores do Prêmio Gerdau Melhores da Terra na última Expointer em Esteio (RS).
LS TRACTOR
A LS Tractor levou sua ampla linha de tratores das séries Plus, U e R, para o Show Rural. Entre os destaques foram apresentados os modelos da Série Plus 100 e G40. Os tratores Plus 100 são equipados com motor Tier III, com baixa emissão de poluentes e baixo consumo de combustível, controle eletrônico do im-
KF
A Industrial KF apresentou o seu novo distribuidor de fertilizantes a lanço, O Titan 1.400 Litros. O distribuidor conta com reservatório em polietileno, com desenho que suporta impactos e tensões, suporte para lona, grade interna de proteção, escada traseira removível para melhor acesso ao compartimento de carga e mexedor excêntrico. Os protetores, discos, aletas, parafusos são em aço inox, garantindo durabilidade a estes componentes. O produto conta com duas opções para acionamento de vazão de fertilizantes, por espia ou opcionalmente com cilindro hidráulico. A Industrial KF terá .M mais novidades ainda neste ano.
JAN
A Implementos Agrícolas Jan realizou o lançamento do Lancer Multidistribuidor 22.000 de adubos e fertilizantes. O equipamento foi desenvolvido para distribuir dois insumos ao mesmo tempo, conta com reservatórios independentes para realizar esta operação, reduzindo o amassamento do solo e promovendo uma redução de custos no manejo cultural.
42
A Industrial KF apresentou o seu novo distribuidor de fertilizantes a lanço, Titan 1.400 Litros, com reservatório em polietileno
Fevereiro 2015 • www.revistacultivar.com.br