Do editor Edição Número 5 - Ano I Setembro / Outubro 2001 ISSN - 1676-0158
Preparando o plantio, este mês apresentamos uma reportagem espe-
EMPRESA JORNALÍSTICA CERES
tagens de cada sistema são analisadas, fornecendo ao agricultor sub-
CGCMF : 02783227/0001-86
sídios para decidir qual o melhor para a sua propriedade.
Insc. Est. 093/0309480 Rua Sete de Setembro 160 7º andar
cial sobre as formas de preparo de solo, escrita pelo professor Walter Boller, da Universidade de Passo Fundo. As características e van-
Outro ponto importante desta edição é a questão da inspeção de
Pelotas RS 96015 300
pulverizadores. A idéia é desperdiçar menos defensivos e não conta-
E-mail: cultivar@cultivar.inf.br
minar o meio ambiente. Na Europa funciona e, possivelmente, será o
Site: www.cultivar.inf.br Assinatura anual (06 edições): R$ 29,00
futuro para o Brasil. Por fim, o nosso editor técnico explica qual o valor da qualidade. Às vezes, o produtor compra máquinas pensando apenas no preço. Você
DIRETOR
Newton Peter
já fez isso? Pois saiba que além de ter prejuízo na operação, você
EDITOR GERAL
pode enfrentar dificuldades para revender seu equipamento. O mer-
Schubert Peter
cado é sábio para avaliar o valor de uma máquina , ensina Arno
EDITOR TÉCNICO
Dallmeyer.
Dr. Arno Dallmeyer
SUPERVISOR TÉCNICO
Mauro Ferreira
REPORTAGENS ESPECIAIS
Índice
Pablo Rodrigues João Pedro Lobo da Costa
Nossa Capa Foto Schubert Peter
DESIGN GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
Fabiane Rittmann
APOIO DE ARTE
Christian P. Costa Antunes
MARKETING
Otávio Pereira
CIRCULAÇÃO
Edson Luiz Krause
ASSINATURAS
Raquel Jardim Simone Lopes
ILUSTRAÇÃO
Rodando por aí
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Colhendo dúvidas
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Preparo de solo
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Compactação do solo
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Congresso de Engenharia
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Análise de lubrificantes
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Inspeção de pulverizadores
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Potência de motores
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Agricultura de precisão
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Mecanização agrícola
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Opinião
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Rafael Sica
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Index Produções Gráficas
Destaques
FOTOLITOS E IMPRESSÃO
Preparo do solo Os cuidados com a preparação do solo reduzem os custos de produção
Kunde Indústrias Gráficas Ltda. NOSSOS TELEFONES:
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GERAL / ASSINATURAS: 272.2128
REDAÇÃO : 227.7939 / 272.2105 / 222.1716
MARKETING: 272.1753 / 272.2257 / 225.1499 / 225.3314
FAX: 272.1966
Ceres Empresa Jornalística
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Caderno especial O acoplamento e transferência de potência são abordados neste caderno pelo professor Schlosser
Inspeção de pulverizadores Saiba quais medidas a serem tomadas na hora de inspecionar os pulverizadores ...................................................
Valor da qualidade Na hora de optar por um produto, conhecer qualidades dele é fundamental ...................................................
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Rodando por aí
Dinâmica de máquinas
Pesquisas cafeeiras
Design
Chegando novidades em design no setor de máquinas agrícolas. A New Holland fazendo sensação com a nova apresentação de suas colhedoras na Europa, em que a máquina passa a ter um visual lembrando automóveis e transmite sensação de conforto e modernidade.
Agricultura de Precisão
O III Simpósio sobre Agricultura de Precisão vai ser realizado na Esalq-USP, em Piracicaba-SP, de 16 a 18 de outubro. Os interessados em informações sobre a inscrição, palestras, trabalhos e acomodações poderão obtê-las no site oficial do evento: www.ciagri.usp.br/~ap
O 27º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras será realizado de 23 a 26 de outubro, no Parque de Exposições Fernando Costa, em Uberaba-MG. O evento apresentará as principais pesquisas sobre a cultura cafeeira no Brasil. Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (34) 3319 8842.
Fertirrigação
O Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba e a Embrapa Semi-Árido, promoverão de 10 a 14 de novembro de 2003 o I Congresso Brasileiro de Fertirrigação, na cidade de João Pessoa-PB. Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone: (83) 362 23 00, ou pelo e-mail:
fertirrigação@cca.ufbp.br
Novo Trator
A John Deere Brasil S.A apresentou na Expointer o trator modelo 5403 de 75 cv. O novo trator é compacto e com menor distância entre eixos o que garante melhor manobrabilidade, alavancas de câmbio montadas em painéis laterais e pedais suspensos que aumentam o conforto para o operador. Multitarefa, o trator é próprio tanto para a pecuária de corte e de leite, como para o plantio, cultivo, pulverização e demais aplicações agrícolas compatíveis com a potência disponível.
Geradores
A Caterpillar inicia a partir deste mês a produção de grupos de geradores no Brasil, nas suas instalações de Piracicaba. Os equipamentos serão aqueles na faixa de geração entre 40 e 370 kilowatts. Motores nacionais serão utilizados nos geradores.
Retro
A retroescavadeira 416D, de 74 e 80hps, será produzida na fábrica de Piracicaba da Caterpillar. O investimento na linha de montagem atinge os US$ 4,5 milhões.
O Instituto Agronômico do Paraná IAPAR - a Itaipu Binacional e a Prefeitura Municipal de Entre Rios do Oeste apresentaram novos resultados de avaliação de máquinas para Plantio Direto. A estratégia é justamente melhorar a qualidade do plantio direto, principalmente com rotação de culturas. Para isso, os agricultores precisam de tecnologia. E o equipamento é elemento vital para este avanço , diz Rubens Siqueira, pesquisador do IAPAR. Informações adicionais com Regina Toledo pelo e-mail: retoledo@uol.com.br
Colheitadeira para arroz A colheitadeira John Deere 1450 ganhou a versão arrozeira. O modelo exibe um alimentador de trilha mais longo, o que proporciona maior eficiência de todo o sistema de trilha. Também pode ser equipada com reversor hidráulico. A cabine é de estrutura modular, com visibilidade, isolada dos ruídos e de vibrações produzidas pela máquina. Há também um painel digital com duas linhas de informações, indicando a rotação do cilindro de trilha, ventilador das peneiras, velocidade de colheita, abertura de côncavo, sendo estas funções possíveis de ajuste durante a colheita.
Volvo
Se você tem boas idéias para reduzir o número de acidentes nas ruas e estradas do País, participe do XIII Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito. As inscrições estão abertas nas categorias escola, estudante, universitário, empresa, imprensa, motorista, profissional e geral. Os participantes concorrerão a um prêmio de mil dólares e a uma viagem à Suécia. As inscrições estarão abertas até o dia 30 de março de 2002. Informações adicionais podem ser obtidas no site: www.volvo.com.br ou pelo telefone: (41) 317-8926.
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Máquinas
TAM e New Holland (Foto)
A New Holland, empresa do grupo Fiat que fabrica máquinas agrícolas em Curitiba, acaba de vender 44 tratores especiais para uso em terminais aeroportuários à TAM, num negócio de R$ 1,3 milhão. Fabricadas em Curitiba, as máquinas chegaram à sede da companhia no aeroporto de Congonhas após o comboio com 11 carretas viajar desde a capital paranaense até São Paulo.
Fankhauser
A plantadeira-adubadeira fankhauser modelo 4016-A 5/3 é projetada para plantio direto e convencional. Executa ainda plantio de precisão de grãos como soja, milho, girassol, algodão, sorgo, feijão e outros. É a única do seu porte com sistema de braços
pantográficos para o acompanhamento das ondulações do terreno. Possui, entre outras características, espaçamento entre linhas regulável. O modelo da foto apresenta capacidade de 90 kg de semente (3 linhas de milho) e 300 kg de adubo.
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Envie sua dúvida para: mauro.ferreira@cultivar.inf.br ou Rua 7 de setembro, 160 - 7º Andar Pelotas-RS - Cep.: 96015-300 Gostaria de saber como é o esquema de funcionamento da TDF (tomada de força) sincronizada com as rodas que equipam os tratores New Holland Dúvida da edição ?
Jean Karlo - Goiânia/GO
?
TDP proporcional
Fonte Mialhe
A
tomada de potência (TDP), conhecida de maneira equivocada como tomada de força (TDF), é um órgão de transferência de energia utilizada para o acionamento de implementos. Através de uma árvore de transmissão a potência é transmitida da TDP ao implemento que é deslocado e sustentado pela barra de tração ou pelo sistema hidráulico (dois pontos inferiores ou três pontos) do trator. Existem dois tipos de TDP: rotação constante e rotação proporcional.
TDP DE ROTAÇÃO CONSTANTE
Atualmente é o tipo mais usado nos tratores agrícolas, apresentando duas rotações padronizadas: 540 e 1000 rpm. Apresenta velocidade angular constante, independente da velocidade de deslocamento do trator, permanece sempre com rotação de acordo com a rotação da árvore de manivelas (virabrequim) do motor. A árvore de acionamento da TDP recebe a potência do motor pelo acoplamento de engrenagens na árvore primária da caixa de câmbio após a embreagem. Dessa maneira, qualquer marcha selecionada pelo operador não afetará a rotação da TDP.
Esquema de funcionamento da Tomada de Potência de Rotação Constante. O acionamento é realizado pelo acoplamento de engrenagens a partir da árvore primária da caixa de câmbio Fonte Mialhe
TDP DE ROTAÇÃO PROPORCIONAL AO DESLOCAMENTO DO TRATOR
Esse tipo é usado, por exemplo, pelos tratores New Holland da linha TL. A TDP de rotação proporcional foi apresentada pela primeira vez no Brasil por volta de 1974 no trator Valmet 110. A rotação da TDP é proporcional à velocidade de deslocamento do trator. O acionamento do eixo da TDP é realizado a partir da árvore terciária (árvore de saída) da caixa de câmbio do trator ou ainda diretamente através da coroa do diferencial. Quando o operador realiza a troca da marcha na caixa de câmbio, pela união de uma engrenagem da árvore terciária e/ou através de uma luva de acoplamento com a árvore da TDP, consegue-se uma rotação proporcional à marcha selecionada na caixa de câmbio e, conseqüentemente, proporcional à velocidade angular das rodas do trator. A vantagem, segundo o fabricante New Holland, é a otimização das operações no campo, com o ritmo do implemento proporcional à velocidade de deslocamento do trator. Uma das aplicações deste tipo de TDP é o acionamento dos rodados de carretas graneleiras tracionadas ou reboques. Quando um trator apresentar uma TDP proporcional, também terá uma TDP de rotação constante, já que a grande maioria dos implementos necessita de uma rotação uniforme nos mecanismos de acionamento. Mauro Ferreira,
Engenheiro agrícola / Consultor Técnico da Cultivar Máquinas
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Esquema de funcionamento da Tomada de Potência de Rotação Proporcional. O acionamento é realizado pelo acoplamento de engrenagens a partir da coroa do diferencial Adaptado de Mialhe
Esquema de funcionamento da Tomada de Potência de Rotação Proporcional. O acionamento é realizado pelo acoplamento de engrenagens a partir da árvore terciária da caixa de câmbio Máquinas
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Solos preparo
Cuidados com o solo Claas
John Deere
É necessário o máximo de cuidado com a preparação do solo, que é um dos mais importantes componentes do custo de produção
O
preparo do solo é definido como um conjunto de operações agrícolas que envolvem a mobilização mecânica da camada arável (onde se desenvolve a maior fração do sistema radicular das plantas), promovendo o seu rompimento em torrões (agregados) de tamanho adequado, assim como a mistura ou a incorporação de material vegetal ou não, encontrado na superfície. Sendo um dos mais importantes componentes do custo de produção, o preparo do solo está relacionado com a sustentabilidade da agricultura, pois influencia a maioria das propriedades físicas do solo, afeta os processos biológicos e condiciona o estabelecimento, o desenvolvimento e a produção das plantas cultivadas. Para aumentar a produção das plantas, os sistemas de preparo têm de facilitar a conservação do solo e da água, criar condições que estimulem o desenvolvimento do sistema radicular das culturas e manter níveis favoráveis de matéria orgânica no solo. Não existe uma receita de preparo do solo que possa ser aplicada com sucesso em qualquer situação. Sistemas de preparo do solo apropriados são específicos para o solo, o clima e para a espécie cultivada, sendo as suas adaptações influenciadas por fatores biofísicos e sócio-econômicos. O preparo do solo pode ser decisivo para a produtividade das plantas cultivadas, dependendo do grau de sensibilidade destas às condições de solo. Na prática, com o ad-
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Máquinas
Preparo do solo convencional: gradagem pesada
vento da moto-mecanização no Brasil, observou-se que antes da implantação da maioria das culturas, os agricultores, baseados em recomendações técnicas provenientes de regiões onde os níveis de precipitação pluvial são mais amenos daqueles observados na maioria das regiões agrícolas do Brasil, utilizam sistemas de preparo que se caracterizam pela intensa mobilização e desagregação da camada superficial do solo, predispondo-o à rápida degradação e à erosão. A partir da tomada de consciência de que o preparo convencional do solo estava acelerando o desgaste do solo, foram desenvolvidos novos sistemas de preparo que levam em conta as características do solo, a pluviosidade da região e a disponibilidade de www.cultivar.inf.br
máquinas e equipamentos nas propriedades rurais. Estes sistemas, denominados conservacionistas, apresentam no plantio direto, onde ocorre a menor mobilização de solo possível, a modalidade de manejo considerada de excelência.
PREPARO PRIMÁRIO As operações mais profundas e grosseiras, como aração, escarificação e subsolagem, originam uma superfície irregular e são denominadas preparo primário. Essas operações visam primordialmente descompactar o solo para desfazer danos causados à sua estrutura pelo trânsito de máquinas e pela precipitação pluvial e incorporar materiais. Setembro / Outubro 2001
Setembro / Outubro 2001
Boller explica o uso das diferentes formas de preparo do solo
PREPARO SECUNDÁRIO
Claas
As operações de preparo secundário são aquelas que tem a finalidade de nivelar e destorroar a camada mais superficial do solo (leito de semeadura), para oportunizar condições favoráveis à implantação e ao desenvolvimento inicial das culturas.
cie cultivada e com o clima. O preparo secundário geralmente é necessário para adequar a camada dos 10 a 15 cm superficiais do solo a uma semeadura uniforme em distribuição e profundidade. No entanto, estas operações são responsáveis pela reversão de grande parte dos efeitos positivos do preparo primário, uma vez que tornam a compactar o solo pelos efeitos dos implementos e do tráfego dos rodados dos tratores e reduzem a rugosidade superficial do solo, facilitando a ocorrência da erosão. Outro efeito importante do preparo secundário é o controle de plantas daninhas em germinação ou emergidas após as operações de preparo primário. Por estas razões, o preparo secundário deve ser realizado, sempre que possível, através de uma única operação e esta deve ocorrer o mais próximo possível da semeadura da cultura a ser conduzida na área. As operações mais comumente utilizadas com a finalidade de realizar o preparo secundário são as gradagens com grades de discos ou grades de dentes. Também podem ser utilizados as enxadas rotativas e os cultivadores de campo, equipados com rolos destorroadores/niveladores. As grades de discos são os equipamentos predominantes e caracterizam-se pela facilidade de mane-
Preparo do solo conservacionista utilizando escarificadores que não provocam a inversão do perfil mobilizado
O principal objetivo do preparo de um leito de semeadura é a formação de uma camada de agregados, suficientemente finos e úmidos, cuja função é assegurar um bom contato com as sementes a fim de possibilitar uma rápida germinação das plantas cultivadas. Neste sentido, a qualidade desejável de um bom leito de semeadura varia consideravelmente e depende de muitos fatores relacionados com o solo, com a espéwww.cultivar.inf.br
jo, regulagens e manutenção, porém do ponto de vista conservacionista deixam a desejar, devido aos efeitos de nivelamento e destorroamento da camada superficial acompanhada pela drástica redução dos níveis de cobertura do solo com resíduos. Por sua vez, as enxadas rotativas são acionadas através da tomada de potência do trator, dispensando força de tração. Estas máquinas podem operar com facilidade em condições Máquinas
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A aração consiste no corte, na elevação e na inversão de uma leiva de solo e sua utilização em áreas de culturas anuais encontra-se em declínio, devido ao elevado custo, à demanda de tempo por unidade de área e por razões conservacionistas. Ao mobilizar uma camada de solo, os principais efeitos da aração podem ser resumidos em: descompactação do solo, com o conseqüente aumento do volume de poros, mistura de componentes minerais e orgânicos do solo, controle de plantas daninhas, incorporação de restos de culturas, adubos verdes, corretivos e fertilizantes, permitindo a obtenção de um leito de semeadura, através de operações complementares denominadas preparo secundário. A escarificação é uma operação de mobilização do solo até uma profundidade máxima de 30 cm, através de implementos de hastes, denominados escarificadores. As hastes dos escarificadores rompem a camada superficial do solo sem promover a inversão do perfil mobilizado, mantendo entre 50 e 75 % da cobertura vegetal existente sobre o solo antes do preparo. Para operar em condições de abundante cobertura vegetal (acima de 4 t/ha de matéria seca) devem ser equipados com discos de corte na frente das hastes, sob pena de ocasionar o arraste da palhada (embuchamento). Neste contexto, a sua vantagem é manter uma maior percentagem de cobertura do solo com restos culturais do que os arados, podendo constituir o preparo conservacionista, que será definido mais adiante. Como vantagem da escarificação, também podem ser apontadas a menor demanda de tempo e o menor consumo de combustível por unidade de área. Por outro lado, os equipamentos de hastes não controlam eficientemente plantas daninhas estabelecidas. Para o preparo de um leito de semeadura através de uma só operação com escarificador, há necessidade de utilizar complementos como cilindros ou rolos destorroadores/ niveladores. A subsolagem, por sua vez, é uma operação que objetiva a descompactação do solo, quando houver uma camada compactada a profundidades que ultrapassam 30 cm. Os equipamentos utilizados também são compostos por hastes, porém são mais reforçados do que os escarificadores e apresentam maior espaçamento entre as ferramentas ativas. A subsolagem é uma operação que implica em elevado consumo de energia e somente se justifica em condições especiais, quando for detectada uma camada impeditiva ao fluxo de água e/ou ao desenvolvimento do sistema radicular das plantas, em profundidades maiores de 30 cm. A implantação de uma cultura após a subsolagem, via-de-regra requer uma ou mais operações complementares pois a superfície torna-se muito irregular.
Cultivar
A escarificação é uma operação de mobilização do solo até uma profundidade máxima de 30 cm, através de implementos de hastes, denominados escarificadores
Claas
Entende-se por sistema de preparo do solo um conjunto de operações realizadas segundo uma seqüência pré-estabelecida, buscando atender aos objetivos requeridos para cada situação
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desfavoráveis ao desenvolvimento de tração (solos de várzeas), assim como em condições normais das demais áreas agrícolas. A gama de regulagens que estes equipamentos apresentam, possibilita obter diferentes distribuições do tamanho dos torrões em uma mesma condição de solo, permitindo adequar o leito de semeadura ás necessidades das culturas a serem implantadas. Os cultivadores de campo são equipamentos de hastes, promovem menor destorroamento do solo do que as grades, deixam a desejar no que diz respeito ao controle de plantas daninhas, porém incorporam menores percentagens da cobertura vegetal remanescente após o preparo primário, podendo até mesmo aumentar os níveis de cobertura do solo (desenterrando partes de plantas enterradas no preparo primário).
com o preparo convencional. Isso é obtido por meio da presença de palha na superfície do solo e através da manutenção da rugosidade superficial em níveis elevados, ou até mesmo pela combinação de ambas as situações. Especialistas em Ciência do Solo estabeleceram que a diferença fundamental entre preparo convencional e preparo conservacionista é a percentagem da superfície do solo que permanece coberta com resíduos após a semeadura. Qualquer sistema de preparo e semeadura que permita a manutenção de, no mínimo, 30 % da superfície do solo coberta com resíduos após a implantação das culturas é considerado conservacionista. Cabe lembrar que 30 % da superfície do solo coberta com resíduos proporciona 60 % de redução nas perdas de solo por erosão. Verifica-se que, além das vantagens de economia de tempo e de energia que oportunizam, os equipamentos de hastes são aqueles que proporcionam as melhores condições para caracterizar um sistema de preparo conservacionista do solo. Sistemas de manejo conservacionista do solo incluem culturas para cobertura do solo, adubação verde, rotação de culturas, manutenção de cobertura morta, preparo reduzido e plantio direto. Neste sentido, cabe enfatizar que a grande tendência para o manejo do solo em áreas destinadas á pastagens e á culturas produtoras de grãos, é o plantio direto. Os demais sistemas de preparo deverão ficar cada vez mais restritos á condi-
AGCO
Preparo conservacionista do solo
Além de atentarem contra a conservação do solo, os sistemas de preparo convencional caracterizam-se por elevado consumo de energia e demanda de tempo por unidade de área. Em outras palavras, sistemas de preparo convencional do solo apresentam fortes inconvenientes do ponto de vista da sustentabilidade econômica e ambiental. Em virtude disto, vem sendo desenvolvidos sistemas de preparo do solo alternativos, buscando reduzir os custos de produção e proteger melhor o solo contra a erosão. Sistemas de preparo do solo constituídos por um número menor de operações do que o sistema convencional e que mobilizam menor volume de solo são denominados de preparo mínimo ou preparo reduzido. Estes sistemas promovem maior rugosidade superficial e porosidade do solo do que o convencional, aumentando a capacidade de armazenamento de água e reduzindo os riscos da formação de uma crosta superficial após chuvas intensas, comuns nos períodos que coincidem com a semeadura das culturas.
SISTEMAS DE PREPARO DO SOLO Entende-se por sistema de preparo do solo um conjunto de operações realizadas segundo uma seqüência pré-estabelecida, buscando atender aos objetivos requeridos para cada situação. Convencionou-se denominar sistema de preparo convencional a todas as modalidades que utilizam operações de preparo primário com inversão das camadas do solo e conseqüente incorporação dos resíduos (sistemas de preparo convencional mantém menos de 5% da superfície do solo coberta com resíduos), através de arados ou de grades pesadas, seguidas por uma ou mais operações de preparo secundário.
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Máquinas
Preparo conservacionista utilizando sistema plantio direto
Por outro lado, sistemas de preparo que mantenham os restos culturais, total ou parcialmente, sobre a superfície e que favoreçam a permanência da porosidade em valores elevados são adequados para a conservação do solo. O preparo conservacionista tem sido definido como qualquer sistema que reduz as perdas de solo ou água, quando comparado
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ções de clima, solo e culturas impeditivas ao plantio direto, cabendo-lhes, ainda, o papel de sistematização do terreno ou de prática restauradora de algumas situações eventualmente decorrentes de anos .M de manejo sem preparo. Walter Boller, Universidade de Passo Fundo Setembro / Outubro 2001
Solos
compactação Ralisch
Para a compactação do solo ser ideal é preciso que se adote um sistema de produção e não somente uma técnica
Na medida certa
SISTEMA Dentre os diversos conceitos novos e readequados que os estudos sobre a técnica do plantio direto introduziram, destaca-se o de sistema . Evidenciou-se a importância da adoção de todo um sistema de produção e não exclusivamente de uma técnica. O plantio direto somenSetembro / Outubro 2001
te tem êxito quando adotado de forma integral, com reequilibrio da fertilidade do solo, redução do potencial de infestação de plantas daninhas, rotação de culturas e permanente cobertura do solo. Da mesma forma, as pessoas responsáveis pela produção agropecuária em um empreendimento rural, não importando sua dimensão, devem fazer parte deste sistema, promovendo e seguindo planejamentos com prazos maiores, mantendo-se informado e reciclado e possibilitando que as pessoas que atuam no programa de produção tenham acesso à treinamentos e capacitações. Assim, há maiores possibilidades de os produtores acessarem o grande volume de informações continuamente gerados sobre a adoção e adequação do sistema. Portanto, o conceito da técnica do plantio direto, que nas culturas anuais surgiu com o objetivo de substituir as operações de preparo de solo pela semeadura diretamente sobre os restos culturais, evoluiu exigindo a adequação de todo o sistema de produção, surgindo os conceitos: Sistema de Plantio Direto ou Plantio Direto na Palha . www.cultivar.inf.br
PREPARO DE SOLO Outro conceito que merece ser revisado neste contexto é, justamente, o de preparo de solo. Apesar da aparente incoerência desta postura diante da idéia do plantio direto, isto se baseia em dois fatos, basicamente: a introdução da motomecanização no Brasil foi um processo de importação de tecnologia, com as operações de preparo de solo atendendo mais aos interesses de desempenho das máquinas do que da adequação destes equipamentos às características e necessidades dos diversos tipos e condições de solo; portanto, não criamos uma sapiência informal no preparo de solo e tais operações foram sendo realizadas indiscriminadamente, causando os prejuízos conhecidos; o plantio direto nasceu da idéia do no till mas, se observarmos atentamente, veremos que o que se promove é uma redução drástica no volume de solo mobilizado, passando do preparo em toda a superfície do solo para o preparo apenas nos locais onde desejamos implantar a cultura, seja por semeadura direta, plantio direto ou transplantio direto. Neste enfoque o Sistema de Plantio Direto passa a ser considerado como um Máquinas
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A
teoria do plantio direto surgiu como uma alternativa no controle da erosão. As primeiras experiências na implantação desta técnica, atenderam, principalmente, aos interesses dos produtores americanos em reduzir a crescente demanda energética e de tempo de trabalho requeridas pelas operações de preparo de solo. Tais bem sucedidas experiências anglo-americanas foram paulatinamente sendo exportadas, tendo repercutido muito bem em algumas regiões tropicais do mundo, devido às suas características conservacionistas. No Brasil a idéia evoluiu e se difundiu rapidamente, impondo algumas alterações conceituais importantes.
...
sistema com preparo localizado de solo que, quando realizado inadequadamente, pode ser prejudicial ao solo. Aglutinando estas idéias, pretende-se enfatizar que na adoção do Sistema de Plantio Direto não se abandona os conceitos do preparo de solo. Ocorre que tais conceitos devem ser potencializados para uma adequada implantação da cultura associado com a melhor conservação do solo, na condição em que se realizará a operação.
COMPACTAÇÃO DO SOLO
Cultivar
Uma das preocupações mais freqüentes nas regiões quentes, úmidas e com solos argilosos, tem sido a compactação de solo associado ao Sistema de Plantio Direto. Um dos maiores problemas na abordagem deste assunto é a generalização, sem uma avaliação mais cuidadosa das situações envolvidas. Ora vemos manifestações minimizando estes problemas, ora depara-se com manifestações infundadas de que todos os problemas que ocorrem com as lavouras sob plantio direto decorrem da compactação do solo, como ocorreu com a safra 2000/2001 de soja em algumas regiões. Nem tanto ao mar e nem tanto à terra; há problemas, há dificuldades porém há alternativas. A fertilidade do solo pode ser resumida como sua capacidade em fornecer nutrientes às plantas. Pois bem, se a planta encontra dificuldades em distribuir adequadamente seu sistema radicular, isto prejudicará sua capacidade em absorver água e nutrientes necessários, independentemente das qualidades químicas do solo. A compactação subsuperficial do solo pode ser uma destas causas
Ralisch fala sobre a compactação e seus níveis
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Máquinas
Ralisch
A fertilidade do solo pode ser resumida como sua capacidade em fornecer nutrientes às plantas
e é este nível de compactação que passa a ser preocupante. Portanto, quando se pretende avaliar a fertilidade de um solo é obrigatório que se faça, pelo menos, uma avaliação adequada de suas características físicas, além das químicas convencionais. A compactação do solo é inerente ao Sistema de Plantio Direto em culturas anuais. O fato de eliminar-se as operações de preparo de solo realizadas em todas as safras, permite que as camadas superficiais se acomodem, através da reorganização dos torrões, agregados e partículas, reduzindo os espaços poroPerfil com camada compacta a 20 cm restringindo a sos, aumentando, consepassagem das raízes quentemente, a densidade. É o efeito inverso do arejamento promovido pelo preparo conven- o revolvimento do solo, reduzir os potencicional e é fruto das ações naturais como, por ais de erosão e melhorar os níveis de dispoexemplo, o clima. Analogamente, pode-se nibilidade de nutrientes e de matéria orgâcomparar com a areia sendo transportada na nica, aspectos conseguidos com a adoção carroceria de um caminhão, que vai se aco- continuada e adequada do Sistema de Planmodando e compactando em função da tre- tio Direto. Finalmente, temos a compactação propidação sofrida. Normalmente, é esta compactação que priamente dita, aquela causada pelas operaos produtores alegam existir nas áreas em que ções agrícolas, de efeito cumulativo e que o sistema ainda não está estabilizado, obser- também atinge as áreas exploradas sob Sisvando-se apenas a superfície do solo. Esta tema de Plantio Direto, principalmente em compactação ocorre nas camadas mais su- solos com altos teores de argila. É com esta perficiais do solo e é facilmente identificável compactação que devemos nos preocupar, numa análise mais cuidadosa de um perfil pois pode causar perdas significativas de proou com penetrômetros mais sensíveis. A ma- dutividade e exigir grandes investimentos no nutenção de cobertura no solo e a rotação seu controle. de culturas minimizam os efeitos negativos NÍVEIS desta compactação. Outra compactação muito relatada é Esta compactação deve ser monitorada, aquela, em geral, identificada apenas com a penetração de uma haste com as mãos. Na aliás, sugere-se que isto faça parte do recomaioria das vezes, trata-se de uma variação mendável monitoramento da fertilidade do natural do solo, conhecida como adensamen- solo, fertilidade no sentido amplo como já to e que não é causada pelo sistema de pro- referido, que determinará as ações mais adedução adotado. Para sua identificação, deve- quadas para seu controle. Questiona-se frese realizar um rápido reconhecimento pedo- qüentemente qual o nível de compactação lógico da área avaliada para evitar incorrer que exige alguma ação. Pois bem, ela deve neste erro clássico. Sua profundidade varia ser avaliada em dois aspectos fundamentalem função da variação dos horizontes pedo- mente: 1-Abrangência: a compactação pode lógicos e sua ocorrência superficialmente está ocorrer em camadas contínuas ou em ponassociada aos níveis de erosão ocorridas na área. É uma situação que se assemelha bas- tos isolados e descontínuos, conhecidos tante com uma camada compactada, inclu- como ilhas de compactação. A ocorrência em camadas é sempre mais sive dificultando a penetração de raízes. A grave, pois prejudica toda a atividade do perfil diferença está no seu controle, já que não se muda a personalidade de um solo com facili- do solo em termos de infiltração d água, trodade. O melhor a fazer nestes casos é evitar cas gasosas, atividade biológica e penetração www.cultivar.inf.br
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compactação de um solo varia bastante existindo diversas metodologias analíticas, como densidade do solo, resistência à penetração e análise de porosidade, que adotam índices para sua classificação. Porém, em nível de campo, uma informação valiosa é a capacidade de penetração das raízes. Havendo raízes na camada compactada ou abaixo dela, isto significa que não houve limitações nas condições em que se instalou a lavoura, sendo esta compactação regenerável com os métodos culturais previstos no Sistema de Plantio Direto.
METODOLOGIA de raízes e é tanto mais prejudicial quanto mais espessa e superficial. Se assemelha com os pés de grade e pés de arado do sistema convencional e está normalmente associado à adoção do sistema em condições inadequadas. Tais camadas podem ter sido herdadas do sistema convencional que não foram convenientemente controladas para a implantação do sistema ou podem se originar dentro do próprio sistema quando operações agrícolas são realizadas repetidamente em condições inadequadas ou quando o programa de rotação de culturas e de coberturas não é eficiente. Quanto maior o potencial regional para formação destas camadas, mais importantes são as práticas de rotação de culturas e formação de cobertura morta sobre o solo. A adoção integral do Sistema de Plantio Direto é bastante eficiente para combatê-la, sendo rara a necessidade da descompactação mecânica (Fig. 1). A formação de ilhas de compactação está normalmente associada à passagem dos rodados dos equipamentos e um bom gerenciamento das operações agrícolas reduzem significativamente seus efeitos. 2- Intensidade: o grau de Setembro / Outubro 2001
Dentre as diversas metodologias existente para se avaliar a fertilidade física do solo, uma das ricas é a do Perfil Cultural, que prevê a abertura de uma trincheira na área a ser avaliada. Nas paredes desta trincheira, ou perfis, avalia-se a condição física do solo, associado ao enraizamento das plantas. Nos próprios perfis podem ser feitas outras amostragens de interesse, com, por exemplo, químicas, biológicas e físicas do solo. Na análise da compactação permite associar com uma identificação pedológica, para diferenciar de um eventual adensamento, possibilitando identificar a abrangência e intensidade da mesma. Por ser uma metodologia qualitativa, permite muita flexibilidade nos critérios avaliados, exigindo do avaliador desprendimento e um pouco de treinamento para diferenciar as estruturas do solo. Em algumas regiões, o controle à compactação é fundamental e, para isto, um gerenciamento da operações agrícolas que permitam às tomadas de decisão com uma previsão dos riscos envolvidos alia-se à adoção do Sistema de Plantio Direto de qualidade, mas este é um assunto para uma pró.M xima oportunidade. Ricardo Ralisch,
Universidade Estadual de Londrina
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Congresso ciência
Tecnologia e precisão senvolvimento de novos sistemas para Agri- cos renováveis na agricultura (Dr. José Tocultura de Precisão , fazendo uma retrospec- maz V. Pereira (FUNCAMP/UNICAMP/ tiva histórica, sanando dúvidas, e indicando FEM); Sistema industrial de produção anirumos para a pesquisa e o desenvolvimento mal e vegetal: desafios (Dr. Irenilza de Alendo assunto. car Näas, UNICAMP/FEAGRI); ViabilidaAs demais palestras, embora um pou- de econômica do uso de agricultura de precico mais focadas a áreas específicas foram são em plantio direto (Dr. Reinaldo Gomide, assistidas com interesse e muito valoriza- EMBRAPA/CNPMS); Irrigação de precisão das pelos assistentes: Uso racional de sistemas irrigados face aos novos desafios (Dr. Luiz Antônio Lima, UFLA / RainbirdMG); Engenharia agrícola: biomassa x energia x meio ambiente (Dr. Jorge de Lucas Jr., UNESP / FCAV SP); Alimentos transgênicos (Silvia M. Yokoyama, Técnica Presidenteda SBEA Irenilza (esq.) Monsanto); Bioscoordenou a abertura do Congresso sistemas integrados (Alexandre Akira Takamatsu, TECPAR); Tecnologia (Dr. Renato Silvio da Frota Ribeiro, UFC). de produtos minimamente processados (Dr. O XXXI CONBEA deverá ser realizado Celso Moretti, EMBRAPA/CNPH); A enge- na segunda quinzena de julho de 2002 na cinharia de conservação de solo e água aplicada dade de Salvador-BA, promovido pela Unia realidade brasileira (Dr. Fernando Falko versidade Federal da Bahia, através do pessoPruski, UFV); Manejo de recursos energéti- al do Campus de Cruz das Almas. Cultivar
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XXX Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola foi realizado de 31 de julho a 03 de agosto de 2001, com um sucesso sem precedentes, num hotel de Foz do Iguaçu -PR, promoção da SBEA (Sociedade Brasileira de Engenharia Agrícola) e da UNIOESTE (Universidade Estadual do Oeste do Paraná). Foram apresentados 305 trabalhos, sendo 25 em forma oral e 280 posters, nas seções de: máquinas e mecanização agrícola; engenharia de água e solos; energia na agricultura; construções rurais e ambiência; ciência e tecnologia pós-colheita; ensino, pesquisa, extensão e política profissional; saneamento e controle ambiental; topografia, aerofotogrametria e sensoriamento remoto. Um dos pontos altos do evento foram as palestras que ocorreram ao longo dos 4 dias. A de abertura foi feita pelo Dr. Roberto Rodrigues da ACI-SP, A engenharia agrícola frente ao desenvolvimento agro-industrial brasileiro e o mercado globalizado . Rodrigues encantou os presentes com seus conhecimentos, sua experiência e seu carisma. O agronegócio no MERCOSUL: dimensão econômica, setores chave e interdependência industrial foi o tema abordado pelo Dr. Marco Montoya da UPF, e mostrou que instabilidades momentâneas não devem afetar as relações comerciais entre os países do bloco. Dr. Mark Moore da AGCO européia, um dos pioneiros no assunto, discorreu sobre De-
Agricultura de precisão no CONBEA 2001
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tema Agricultura de Precisão continua despertando o interesse de pesquisadores e empresários, sejam agricultores, sejam fabricantes. Não poderia ter sido diferente no XXX Conbea, dia 2 de agosto de 2001. em Foz do Iguaçu/PR. Interessantes observações foram apresentadas pelos usuários, num campo em que ainda há muito o que explorar, a desenvolver. Muitas oportunidades para quem estiver atento e com possibilidades de investir tempo e/ou dinheiro.
PRINCIPAIS PONTOS Abertura pela Pres. da SBEA Dra. Irenilza Alencar Näas representante no CIGR e
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no Clube de Bologna. O material resultante do debate será enviado ao Clube de Bologna (O Clube é um dos mais importantes fóruns mundiais de discussão da mecanização agrícola, e congrega representantes de vários países proeminentes na atividade, inclusive no Brasil) como subsídio. Debate apresentado pelo Dr. Evandro Chartuni Mantovani, vice-presidente da SBEA. Destacou a necessidade de competitividade da agricultura e o desafio de adaptação às novas tecnologias, especialmente a agricultura de precisão e a biotecnologia. O propósito deste workshop é discutir o tema com a comunidade científica a partir das experiências acumuladas que serão relatadas pelos convidados: Moderador Prof. José Paulo Molin da www.cultivar.inf.br
ESALQ-USP 1996- eventos técnico-científicos começam no País, discutindo o tema. Começam os trabalhos de pesquisa, com mapas de produtividade e análises de correlação. As correlações até agora se mostram baixas. AP é dividida em: coleta, análise e correlação, segundo o pesquisador. Busca interferir com base na variabilidade especial, nas manchas . No Brasil deve haver atualmente cerca de 70 colhedoras com monitor de colheita, das quais provavelmente 60 em funcionamento. Para permitir a expansão do sistema devem ser reduzidos os custos. Observações sobre alguns tabus : a interpretação dos mapas não é automática. Não existem rotinas automáticas de interpretação; GPS Setembro / Outubro 2001
O objetivo de todo o trabalho é diminuir a incerteza nos trabalhos agronômicos nas propriedades, respeitando as condições de clima e solo como indicadores de sucesso na agricultura
Setembro / Outubro 2001
tografia aérea, podendo então localizar as propriedades individuais numa base cartográfica. O objetivo de todo o trabalho é diminuir a incerteza nos trabalhos agronômicos nas propriedades, respeitando as condições de clima e solo como indicadores de sucesso na agricultura. Engº. Agr. Jorge Hilbert, INTA, Castelar - Argentina O INTA atua no segmento como órgão de extensão, visando a adequação da tecnologia ao agricultor. Para tanto se apoiam em con-
Cultivar
Fundação ABC, Carambeí PR A Fundação congrega 1100 agricultores, ligados a 3 cooperativas. Em um projeto de AP com visão de 5 anos, em parceria com empresas de máquinas, sementes e agroquímicos. No início do projeto não se conhecia os equipamentos do mercado nacional, somente os americanos. A chegada de equipamentos mais acessíveis ao mercado alavancou o projeto. O estudo começa no entendimento da variabilidade espacial dos solos. Está sendo mon-
Relato das experiências dos usuários da agricultura de precisão, apontada como caminho para o desenvolvimento
tado um banco de dados consistente de toda a região de abrangência das cooperativas. Atualmente estão com 60 mil ha cadastrados, num banco de dados dinâmico, capaz de integrar as informações. Para a realização dos mapas de cada propriedade foi contratado um vôo de foCultivar
é uma ferramenta, não um fim; AP não é só para grandes proprietários; não há necessidade de altíssima precisão, como a acurácia sub-métrica; mapa de produtividade é confiável. Agricultura de precisão é uma forma de aprender a gerenciar melhor . Agricultor Herbert Walter Schlatter, Chapadão do Céu GO Está na agricultura há 14 anos. Iniciou em AP em 1996/97 em parceria com a John Deere através de uma visita de reconhecimento de tecnologias aos Estados Unidos. Em 1997 instalou um monitor de colheita numa colhedora JD 9510 para iniciar o mapeamento. Considera-se um pioneiro, e disposto a correr o risco do pioneirismo. Atualmente tem 4 colhedoras na fazenda mas apenas uma mapeando, nos 2,4mil ha. de cultivo. Está fazendo correção de solo baseado nos mapas de colheita. Problemas apontados: a qualidade dos fertilizantes para realizar a aplicação com taxa variável (problemas de segregação); necessidade de melhorias na precisão dos equipamentos; pesquisas multidisciplinares, desenvolvimento em parcerias para absorver os altos custos. Evitar a sobreposição de esforços, a busca da notoriedade acadêmica ou interesses particulares. Pede seriedade na pesquisa, visando o aumento de produtividade e redução de custos. O passo importante seria em equipamentos de pulverização, onde mais se manifestaria a redução de custos. O agricultor vê no desenvolvimento da tecnologia não um benefício individual, de produtores, ou da indústria, mas uma ferramenta para o crescimento integrado do País. Eng.º Agrícola Luís Minoro, Fazenda Campo Bom, Chapadão do Sul MS A Fazenda pertence à Reichert Agropecuária, 46 mil ha, cerca de 30 mil ha com lavouras. Possui 23 tratores e 21 colhedoras, sendo 8 JD 9510 Maximizer, 8 MF 38, 4 SLC 7200 e 1 JD STS; um pulverizador autopropelido; veículos de apoio. Em 1998 iniciaram em AP com um kit de demonstração devido a problemas de importação de 4 máquinas encomendadas. Em 1999 4 MF 38 se agregaram à frota e mais 8 em 2000. Problemas ocorridos: sinal de GPS, especialmente no verão, na colheita de milho; roedores (ratos) atacando as cabines das máquinas, roendo a fiação; dificuldades de leitura dos manuais, nem sempre em português. Mapas de produtividade dos sistemas (Greenstar e Fieldstar) são incompatíveis, não podem ser acoplados. Os sensores sujam e desgastam, especialmente os de fluxo de massa, gerando leituras falhas ou inexistentes. Problemas também de calibração dos sensores, por exemplo o de velocidade. Dificuldade de análise estatística e de metodologia, notadamente nos mapas de produtividade. Falta um aplicativo para esta tarefa. Eng.º Agr. Marcos Valentini, Diretor da
sultores ligados ou não a empresas do Mercosul. Atualmente existem 320 colhedoras com monitor de rendimento na Argentina, cerca de 50 % dos monitores estão em funcionamento, segundo os fabricantes. Como há um grande número de contratistas na Argentina, a discussão atual é da aquisição das informações neste sistema de trabalho.
DISCUSSÃO
Schlater acredita que a AP deva ser uma mola mestra na busca de melhorias e modernização www.cultivar.inf.br
Nas muitas intervenções pode-se entender que algumas inquietações ainda rondam o tema: treinamento de pessoal em todos os níveis, principalmente operadores das máquinas; definições filosóficas claras do que seja AP, e qual seu espectro; uso e propriedade das informações dos mapas, seja de fertilidade, seja de produtividade; necessidade de trabalho multiprofissional e multidisciplinar; a validação das tecnologias pela pesquisa. Fica claro que, como outras tecnologias, a AP é um caminho sem volta, e que quem quiser se manter competitivo no futuro deve habilitar-se, pois o desenvolvimento não pode ser .M freado, nem interrompido. Máquinas
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Lubrificantes testes
Análises nos óleos lubrificantes detectam avarias nos mecanismos, evitando danos mais complexos ao equipamento
Proteção da máquina Q
uando se pretende ter controle sobre as condições de manutenção de máquinas e prevenir paradas indesejáveis durante o trabalho, podemos utilizar um método altamente eficaz e confiável, as análises do óleo lubrificante do mecanismo em questão.
O QUE SÃO As análises de óleos lubrificantes são informações obtidas do óleo usado que serão utilizadas pela manutenção preventiva/preditiva de equipamentos mecânicos lubrificados, destacando-se os motores de combustão interna, caixas de marchas, diferenciais, sistemas hidráulicos, etc.. A eficiência desta técnica é incontestável quando aplicada em tratores agrícolas, máquinas que estão constantemente sujeitas à contaminação por poeira, água, etc., advindas do ambiente de trabalho altamente contaminado. Devido às suas características, os motores a combustão são os equipamentos em que o óleo lubrificante sofre a maior contaminação/deterioração, se comparados com outros equipamentos, portanto, é também aquele que exige o maior número de testes para uma análise.
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Espectrofotômetro de absorção atômica pura determinação / quantificação de elementos metálicos presentes no oléo
Os testes mínimos necessários em uma análise para óleo usado de um motor são: odor, aparência, viscosidade, presença de água, quantificação de fuligem, ponto de fulgor e presença de metais. Deve-se esclarecer que outros testes podem ser utilizados a medida que se façam necessários, como por exemplo o TBN (índice de basicidade total), o TAN (índice de acidez total), densidade, corrosão, etc..
OBJETIVO DAS ANÁLISES O objetivo das análises é a proteção do equipamento mecânico. As análises permitem que uma avaria mais séria seja evitada com a eliminação precoce da causa desta avaria. Por exemplo: a penetração de poeira no motor devido a um problema qualquer no sistema de filtragem, a longo prazo irá acarretar desgaste acelerado nas peças móveis e, por conseqüência a sua falência. Um bom programa de análise consegue detectar o problema em no máximo 60 horas de utilização, tempo médio usado entre uma coleta e outra para análise. Coleta-se também amostras quando da desmontagem do equipamento que tenha sofrido quebra e na ocasião da substituição da troca da carga de óleo lubrificante. www.cultivar.inf.br
A maleta de testes é eficiente para frotas de até 60 máquinas Setembro / Outubro 2001
O auxílio de um profissional competente e experiente é muito importante, pelo menos na fase de implantação da técnica
Resultado do ensaio
Contaminação por água
Redução da viscosidade
Aumento da viscosidade
Contaminação por insolúveis
Viscosímetro cinemático determina a viscosidade do óleo utilizado
No quadro a seguir são correlacionados os resultados e as possíveis causas
COMO E ONDE FAZER São três as possibilidades, se analisarmos o caso monetariamente. Para frotas de até quinze máquinas, o mais conveniente é a utilização de serviços terceirizados. Existem laboratórios em escolas do SENAI, das próprias Companhias de Petróleo e particulares que prestam este tipo de serviço. Para frotas de até sessenta máquinas, ficará mais em conta a utilização de maletas de testes, cuja eficiência comprovamos em nossa tese de doutorado. Para frotas maiores é conveniente que se implante um laboratório de testes físico-químicos.
RESULTADOS OBTIDOS Em nosso trabalho de mestrado comparamos o número de problemas deSetembro / Outubro 2001
Causas prováveis 1- Condensação: operações a baixa temperatura, ventilação inadequada do cárter, uso excessivo em marcha lenta, períodos curtos em serviços intermitentes. 2 - Elevado vazamento de gases: anéis ou camisas gastas, restrições no sistema de escape. 3 - Vazamento de refrigerante: juntas de cabeçote vazando, cabeçote apertado com torque indevido, bloco ou cabeçote rachados. 1 - Uso de produto menos viscoso. 2 - Diluição pelo combustível: alimentação excessiva de combustível, bicos injetores gotejando, alimentação de ar ou sistema de escape obstruído. 1 - Uso de produto mais viscoso. 2 - Contaminação por água, e por fuligem do combustível. 3 - Degradação: refrigeração inadequada, operação com mistura pobre, períodos de drenagem excessivamente prolongado. 1 - Fuligem do combustível: operação com mistura rica, bicos injetores defeituosos, entrada de ar de admissão obstruída. 2 - Entrada de poeira: manutenção inadequada do filtro de ar, vazamento de ar no sistema de admissão. 3 - Desgaste metálico: geralmente relacionado com a quantidade de impurezas aspiradas, manutenção inadequada dos filtros de ar.
tectados no óleo lubrificante de motores de tratores agrícolas. Os que eram analisados rotineiramente apresentaram 18,4% de problemas e, nos do outro grupo, onde a técnica não era utilizada, apareceram problemas em 70% das análises realizadas. Desta forma fica evidente a diminuição da possibilidade de quebras e de necessidade de manutenção de emergência durante o trabalho dos tratores, devido às informações fornecidas pelas análises. Ainda como conseqüência da utilização desta técnica, trabalhos mostram que se pode obter em torno de 45% de economia no consumo de lubrificante. Isto ocorre porque o controle do lubrificante permite que este seja utilizado além do tempo estabelecido pelo fabricante do motor, com absoluta segurança.
ALGUMAS RECOMENDAÇÕES Recomenda-se alguns cuidados quando da implantação do sistema: Análises esporádicas não funcionam, o histórico das análises do óleo lubrificante do equipamento é muito importante na fase de interpretação dos resultados obtidos. Só se obtém este histórico com um programa rotineiro de análises. O fato de se analisar o óleo lubrifiwww.cultivar.inf.br
Amostra de óleo lubrificante para análise
cante não o tornará melhor ou pior, ou seja, as análises não influenciam na qualidade do lubrificante, como tentam afirmar alguns vendedores de lubrificantes. O auxílio de um profissional competente e experiente é muito importante, pelo menos na fase de implantação .M da técnica. Marcos Roberto Bormio, DEM - FEB/UNESP - Bauru/SP Máquinas
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Pulverizadores inspeção
O estado dos pulverizadores utilizados pelos produtores poderá ser avaliado praticamente, otimizando o uso de agroquímicos e reduzindo o impacto ambiental
De olho na máquina
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Fotos Antuniassi
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isando a otimização do uso de agroquímicos e a redução do impacto ambiental, mais de 20 países em todo o mundo vêm realizando inspeções periódicas em pulverizadores agrícolas. Aplicando-se este conceito à agricultura brasileira, o conhecimento do estado de conservação e operacionalidade destas máquinas poderia nortear pesquisas e investimentos em orientação de uso e manutenção, além da redução do impacto ambiental. Assim como a preocupação ambiental com o uso de veículos automotores fez surgir a inspeção compulsória prevista no Código Nacional de Trânsito, o histórico de uso inadequado de pulverizadores no Brasil é um desafio para a implantação de um processo de inspeção para pulverizadores. O objetivo do Projeto IPP - Inspeção Periódica de Pulverizadores é avaliar o estado de pulverizadores agrícolas e implantar um projeto piloto de inspeção periódica no Brasil. Contando com apoio da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, o Projeto IPP está sendo realizado pelo Núcleo de Ensaio de Máquinas e Pneus Agrícolas da Fa-
culdade de Ciências Agronômicas da UNESP - Campus de Botucatu, sob coordenação do Prof. Dr. Ulisses R. Antuniassi.
HISTÓRICO Avaliações de componentes isolados dos pulverizadores são realizadas desde a década de 40, mas apenas no final dos anos 60 é que surgiram os primeiros programas de inspeção para máquinas de pulverização. A tabela mostra um panorama dos programas de inspeção em atividade nos países da Europa, indicando o ano de início das atividades, a obrigatoriedade ou não da inspeção e o número de máquinas inspecionadas até 1998.
EXPERIÊNCIA EUROPÉIA
A inspeção periódica dos pulverizadores melhora o estado destes equipamentos www.cultivar.inf.br
Usando a Itália como exemplo, o Centro de Ensaio de Pulverizadores de Bolzano iniciou o programa de inspeções de pulverizadores em 1985, tendo avaliado em 1989 um total de 60 pulverizadores de barras, concluindo que somente 8 apresenSetembro / Outubro 2001
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siva de produtos e que, com investimentos de baixo custo em reparos, calibração correta e informação aos usuários, as máquinas poderiam ser readequadas às melhores condições de trabalho.
INSPEÇÕES PERIÓDICAS
Ulisses Antuniassi é o coordenador do projeto
dada ao processo educativo do usuário ou proprietário da máquina.
INSPEÇÕES NA AMÉRICA LATINA
Antuniassi
O Projeto IPP - Inspeção Periódica de Pulverizadores, desenvolvido pela FCA/UNESP, representa uma das primeiras ações organizadas para a implantação deste tipo de atividade na América Latina. Diversos estudos têm mostrado a precariedade da maioria das máquinas pulverizadoras no Brasil, e a situação não é diferente nos demais países latino-americanos. Como exemplo, levantamento realizado nos anos 90 na Argentina mostraram que 70% das máquinas utilizavam bicos defeituosos, ocasionando aplicação irregular e exces-
É possível identificar pontos positivos e vantagens nas inspeções periódicas de pulverizadores para todos os segmentos da agricultura envolvidos com aplicações de produtos fitossanitários. Agricultores, fabricantes de defensivos, de pulverizadores e seus componentes serão beneficiados tanto pela redução de custos como pelo melhor controle do impacto ambiental da aplicação dos agroquímicos. No caso do agricultor, o resultado direto da otimização dos tratamentos fitossanitários trará resultados na competitividade de seus produtos no mercado, tanto do ponto de vista econômico como ambiental. Ainda, a certificação de equipamentos com relação a critérios de qualidade e segurança das aplicações poderá facilitar a revisão de processos relativos a proibições locais de uso de alguns defensivos, como vem ocorrendo em alguns municípios brasileiros. Para os fabricantes e fornecedores de componentes, o mercado de peças de reposição deverá tomar novos rumos, havendo um grande incentivo na substituição de bicos, filtros, manômetros, barras, etc. Entretanto, o maior benefício a ser obtido com os programas de inspeção periódica de pulverizadores se refere à sociedade como um todo, visto que a otimização do uso de agrotóxicos trará, certamente, um menor impacto ambiental do processo de produção agrícola.
O processo de inspeção é importante para a redução de custos www.cultivar.inf.br
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tavam condições adequadas para uso e 47% produziam uma distribuição irregular. Na Irlanda, inspeções voluntárias realizadas até 1993 mostraram que somente 16% dos pulverizadores apresentavam um bom padrão de distribuição, enquanto 39% apresentavam distribuição inaceitável. A Bélgica adotou a obrigatoriedade de inspeção dos pulverizadores em uso a partir de 1995, estabelecendo como objetivos principais a manutenção dos equipamentos e a educação dos usuários. A metodologia desenvolvida para a avaliação previa análises visuais e mensuráveis de diversos órgãos e componentes das máquinas, a qual possibilitou avaliar 2952 pulverizadores no período de setembro de 1995 a abril de 1996, dos quais 86% foram aprovados para uso. Na Noruega, a inspeção de pulverizadores agrícolas teve início em 1991, sendo que os testes foram possíveis a partir da construção de mais de 70 laboratórios móveis, desenvolvidos pela Universidade Agrícola da Noruega. Dentre os principais parâmetros avaliados, destaca-se a possibilidade e precisão de calibração do equipamento para uma taxa de aplicação predeterminada, controle da vazão e distribuição dos bicos e, ainda, a precisão do funcionamento do manômetro. Na maior parte dos países, as inspeções periódicas têm sido realizadas utilizando-se unidades móveis de avaliação e visitas programadas às propriedades ou cooperativas. Nessas avaliações são atribuídos certificados de condição de uso e/ou orientação aos usuários para um melhor uso e manutenção, objetivando uma redução da quantidade de defensivos agrícolas utilizados e, conseqüentemente, redução do custo e do impacto ambiental. Em alguns casos, a certificação através de inspeções periódicas pode incluir a autorização ou não da continuidade do trabalho com os equipamentos. No caso de pulverizadores reprovados , há a necessidade de uma reavaliação após os devidos reparos. Nestes países, a exemplo do que ocorre com veículos automotores, a tendência é que as avaliações se tornem compulsórias. Apesar do caráter técnico das inspeções, todos os programas europeus ressaltam a importância deste processo como agente redutor de custos, além da minimização e prevenção da contaminação de alimentos e do ambiente. De uma análise geral dos objetivos estabelecidos para as inspeções de pulverizadores, independente de ser espontânea ou obrigatória, podese observar na Europa a real importância
Cultivar
Na maior parte dos países, as inspeções periódicas têm sido realizadas utilizando-se unidades móveis de avaliação e visitas programadas às propriedades ou cooperativas
A unidade móvel de inspeção é composta de um veículo utilitário para transporte dos equipamentos até as propriedades rurais, onde as inspeções são realizadas
Ano de início 1968 1971 1975 1984 1985 1988 1988 1989 1990 1991 1994 1995 1995 1996
Obrigatoriedade Sim Sim Sim (regional) Sim Não Sim Não Sim Não Não Sim Sim Sim Não
O PROJETO IPP O projeto IPP foi implantado pelo NEMPA - Núcleo de Ensaio de Máquinas e Pneus Agrícolas da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP - Campus de Botucatu, sob coordenação do Prof. Dr. Ulisses R. Antuniassi. A partir de um projeto de pesquisa financiado pela FAPESP Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, uma estrutura completa para inspeções a campo foi estabelecida no segundo semestre de 2000. A unidade móvel de inspeção é composta de um veículo utilitário para transporte dos equipamentos até as propriedades rurais, onde as inspeções são realizadas. Neste projeto piloto para a avaliação da viabilidade da implantação de inspeções periódicas de pulverizadores no Brasil, o trabalho corresponde à Tese de Doutoramento do aluno Marco Antonio Gandolfo, do curso de pós-graduação em Agronomia - Energia na Agri-
cultura da FCA/UNESP. Gandolfo, que é professor da Fundação Faculdades Luiz Meneghel (Bandeirantes/PR), está realizando inspeções voluntárias nas regiões produtoras de grãos próximas a Assis/SP. O objetivo desta etapa piloto é realizar cerca de 80 inspeções, considerando diferentes tipos e idades de equipamentos, tamanhos de propriedades, etc., de forma a gerar informações para que se possa avaliar o estado atual dos pulverizadores e a receptividade do processo de inspeções.
PROCEDIMENTO DE INSPEÇÃO Nesta etapa piloto do projeto IPP os pulverizadores estão sendo avaliados diretamente nas propriedades, sem que o agricultor seja alertado para isso, buscando-se diagnosticar a real condição destes equipamentos. Em uma inspeção típica, os técnicos do projeto IPP avaliam e/ou identificam as seguintes características: Antuniassi
...
Número inspecionado 167000 20000 130000 25000 22500 20000 7000 20000 40000 28000 40000 -
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Computador é utilizado para armazenamento de dados
CONSIDERAÇÕES FINAIS A consciência e responsabilidade dos técnicos e agricultores com relação ao uso de agrotóxicos é fundamental para o futuro da agricultura. A realização de inspeções periódicas compulsórias em pulverizadores nos países desenvolvidos mostra que a preocupação com a qualidade das operações e com a minimização do impacto ambiental é uma tendência irreversível. Portanto, a agricultura brasileira precisa estar preparada para esta nova etapa. . M Ulisses R. Antuniassi FCA/UNESP - Botucatu/SP
Avaliação dos componentes isolados dos pulverizadores são realizadas desde a década de 40
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Identificação do equipamento Constituição e dimensões Estado dos componentes: Bicos, Barras, Filtros, Comandos, Regulador de pressão, Manômetro, Mangueiras, Anti-gotejadores Integridade estrutural e vazamentos Proteção de partes móveis Aferição do volume de calda e dosagem pretendidos Coeficiente de variação da vazão dos bico. Após cada inspeção, o proprietário da máquina recebe um certificado e um selo de conformidade do Projeto IPP. A próxima etapa do projeto prevê um segundo tipo de ação, onde os agricultores serão convidados a trazer seus pulverizadores para participar de um dia de inspeção , o qual será realizado de maneira centralizada, em conjunto com uma cooperativa ou associação de produtores. A realização de inspeções coletivas facilitará o uso de técnicas ainda mais modernas de avaliação, como o uso de dispositivos eletrônicos para a automação dos procedimentos de inspeção. Antuniassi
País Alemanha Slovenia Áustria Croácia Itália Holanda Suécia Suíça Espanha Noruega Dinamarca Bélgica Finlândia Inglaterra
Fonte: Ganzelmeier & Rietz (1998)
Inspeção periódica de pulverizadores agrícolas em alguns países europeus
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Motores
características
Potência de catálogo E
rada em catálogos nem sempre diz a norma seguida ou, se trata de potência bruta ou potência efetiva , o que gera confusão ao comparar modelos de fabricação diferente. Tal questão torna-se particularmente interessante quando envolve licitação pública para aquisição de tratores. Se o edital não menciona o padrão a ser seguido, como fazer uma comparação entre modelos competitivos? É importante que seja especificada uma norma a ser seguida para informação da potência em catálogo ou folhetos de especificações do produto, pois conforme o procedimento adotado, diferentes normas podem gerar valores de potência diferentes. Normalmente, são utilizadas para referência de potência do motor as normas NBR ISO 1585 (antiga NBR 5484), SAE J1349 e DIN 70020, cada uma com suas particularidades. As principais diferenças ocorrem nas condições atmosféricas de referência e/ou nas fórmulas de correção. A potência SAE apresenta sempre valores superiores. Exemplo de fornecimento de potência em um trator agrícola O ideal é que seja fornecida a potência efetiva líquida ( aquela desenvolvida pelo motor com todos os seus equipamentos e acessórios ao seu funcionamento autônomo, na sua aplicação particular ), porque nessa condição é de se esperar que o valor obtido embora menor, seja mais próximo daquele que o usuário vai realmente dispor. Visando uniformizar tais informações somos a favor de m geral, a característica técnica que mais atrai o interesse do usuário quando da aquisição de um trator agrícola é a potência no motor. Apesar de muitas outras características serem importantes na escolha do trator, como por exemplo, potência na TDP, escalonamento de marchas, tipo de tração, força no engate de três pontos, disponibilidade de tomada hidráulica, requisitos de conforto e segurança, sem dúvida que a característica básica que sintetiza ou representa, de forma genérica o desempenho do trator é a potência que pode desenvolver. Muitas, porém, são as potências do trator: potência do motor, potência na tomada de potência, potência na barra, potência hidráulica. A figura ilustra três formas de fornecimento de potência em um trator agrícola. Devido à falta de conhecimento da maioria dos usuários e à falta de regulamento que discipline o assunto, a potência do motor decla-
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John Deere
Especialista fala sobre a importância de se normatizar a informação da potência em catálogos e folhetos
que no Brasil, seja seguida a norma NBR ISO 1585: 1996. Embora esta norma, por motivos desconhecidos, exclua de sua aplicação, motores para uso em tratores agrícolas, na prática, o procedimento e as fórmulas de redução (ou correção ) de potência são equivalentes as da ISO 2288: 1989 (atualmente cancelada) e que era especificamente dirigida a motores de máquinas e tratores agrícolas. Vale ressaltar que as normas brasileiras NBR 13400: 1995 e NBR 10400: 1997 mencionam o uso da NBR ISO 1585 para fazer constar a potência do motor no Relatório de Ensaio, na parte referente às características técnicas do trator. Assim, ao comparar catálogos, esse é .M mais um item a observar. Ila Maria Corrêa, CMAA/IAC Cultivar
Ila Corrêa descreve os critérios de medição de potência Máquinas
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Solos manejo
Precisão sem satélites Mesmo sem GPS é possível determinar a posição dos pontos de amostragem e fazer o manejo localizado
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ou manejo localizado, muitas das quais nos ajudarão a avaliar a possibilidade de prescindir dos satélites. Os objetivos da AP são apoiar e facilitar, mediante o uso das tecnologias mencionadas, a aplicação do manejo localizado (MSE), que nada mais é do que dividir as unidades de produção em sub-unidades de manejo homogêneo, cujo tamanho e forma resultam das condições variáveis oferecidas pelo solo em suas propriedades físicas e químicas, aplicando-se doses variáveis de insumos (sementes, fertilizantes, pesticidas) em cada local em função de suas necessidades peculiares.
Dessa análise se pode entender que a AP facilitou o manejo das unidades de produção em uma perspectiva de MSE, mas não condiciona, ou seja, para a implementação do MSE somente é necessária a intenção, de parte dos produtores agrícolas, e da capacidade, por parte dos técnicos, para adaptar a cada condição os conceitos do manejo localizado. Isto passa a ser relevante, dado o alto custo exigido pela implementação das tecnologias e, portanto, o seu ainda restrito uso nos países em desenvolvimento, onde os produtores agrícolas das culturas tradicionais ainda não têm acesso completo a seus benefícios.
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té 1996 a agricultura de precisão (AP) era praticamente desconhecida na América do Sul. Naquele ano alguns centros tecnológicos do Chile e Argentina iniciaram programas de pesquisa com ensaios de campo para determinar as potencialidades desta corrente tecnológica no aumento da eficiência produtiva das culturas tradicionais, principalmente de cereais. O desenvolvimento da AP deveu-se ao surgimento de novas soluções computacionais, de satélites, eletrônicas e mecânicas que permitiram modernizar as etapas de amostragem, análise e interpretação da fertilidade dos solos e o registro de rendimento das culturas, ao mesmo tempo que possibilitavam sua representação espacial em forma de mapas. Entre as tecnologias associadas à AP estão: os equipamentos de posicionamento geográfico (GPS), os sistemas de informação geográfica (GIS); os monitores de rendimento (YM), semeadoras e aplicadores de insumos em doses variáveis; além de uma série de softwares que permitem manejar e interpretar a informação mediante a análise geoestatística dos dados. Cabe destacar que em todo o mundo se chama genericamente agricultura de precisão a tudo que se relaciona com GPS, monitores de rendimento, aplicação de doses variáveis e mapas de variabilidade espacial na agricultura, existindo claras diferenças com o MSE (sigla em espanhol)
Manejo localizado otimiza a produção www.cultivar.inf.br
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O desenvolvimento da AP deveu-se ao surgimento de novas soluções computacionais, de satélites, eletrônicas e mecânicas
análises de dependência espacial e a interpolação prévia ao mapeamento, permitem incluir este tipo de referências, prescindindo assim dos sistemas geográficos de coordenadas.
UNIDADES DE MANEJO HOMOGÊNEO
GEOREFERENCIAMENTO As demandas de georeferenciamento nascem da necessidade de se saber, exatamente, em que setor da unidade de produção tomou-se uma amostra de solo ou em que setor produziu-se uma determinada resposta no cultivo. Somente desta forma se podem localizar e mapear, posteriormente, as variáveis que se deseja conhecer. A vantagem de montar um mapa para cada variável (de rendimento, conteúdo de nitrogênio, etc) está na possibilidade de separar uma unidade de produção (lavoura, talhão, etc) em duas ou mais, menores (unidades de manejo), em função de uma significativa diferença das variáveis mapeadas. Este processo exige necessariamente o referenciamento, com coordenadas, dos pontos de amostragem (solo, rendimento). Setembro / Outubro 2001
Prescindir do uso de um GPS significa não georeferenciar a posição dos pontos de amostragem, ou seja, não lhes dar uma coordenada geográfica. Porém mesmo sem GPS é possível determinar a posição de um ponto no espaço, sempre e quando se contar com um local de referência próximo, a partir do qual se descreva a posição de qualquer ponto mediante distâncias e ângulos. Se a referência for um eixo imaginário de coordenadas (X, Y), bastaria descrever, para cada ponto, uma distância sobre o eixo X e outra distância sobre o eixo Y. Da mesma forma, o uso de um nível ou de um teodolito para efetuar um levantamento topográfico dos pontos de amostragem permitiria conhecer sua posição em um eixo de três dimensões (X,Y,Z). Felizmente os softwares que executam processos geoestatísticos, necessários para realizar as
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Luis Flores comenta que a precisão não depende necessariamente dos satélites Máquinas
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Tratamento de áreas homogêneas; divisão da lacuna em talhões
Quando não se puder contar com GPS e/ou quando impossível realizar amostragem de solo, seja pelo alto custo da análise ou pelo alto número de amostras a analisar, pode-se recorrer a outras técnicas para determinar os limites e magnitudes dos fatores limitantes que afetam o rendimento das culturas. Os limites separam as unidades de manejo, enquanto as magnitudes nos indicam as doses de insumos a aplicar em cada uma delas. Se os fatores limitantes do rendimento forem as variáveis do solo (físicas e/ou químicas), e desconhecendo-se suas distribuição espacial e taxa de variação (sem uso de nível ou GPS), pode-se recorrer à delimitação de uma característica de solo mais geral e que pode ser mais fácil de determinar (por mosaicos ou fotografias), como os grandes grupos de solo, sua classificação e séries, ou alguma outra peculiar a cada região. Demonstrou-se que as variáveis de solo (físicas e químicas) são, em geral, inerentes ao tipo de solo (argiloso, arenoso, etc) e portanto pode-se usar manejo diferenciado para cada um destes tipos e de forma homogênea em um determinado local. Claramente a separação de unidades de manejo sob esse critério é aplicável quando existe mais de um tipo de solo em uma unidade de produção. Mesmo em unidades onde haja um só
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Recomenda-se que a forma de cada unidade de manejo se adapte para facilitar as operações de semeadura e fertilização
Agricultura de precisão apóia e facilita o manejo localizado
... tipo de solo alguma outra característica (topografia, posição, profundidade de solo, etc), poderia converter-se no critério de separação. Deve-se considerar que a simples divisão de uma unidade de produção em duas unidades de manejo já representa um uso mais eficiente dos insumos e mais homogênea resposta em rendimento. Recomenda-se que a forma de cada unidade de manejo se adapte para facilitar as operações de semeadura e fertilização, considerando que não se possui GPS nem máquinas de aplicação variável que possam evitar as dosagens automáticas durante as operações. Pode-se recorrer à linearização dos limites irregulares de cada unidade de manejo ou a utilização dos limites naturais, como estradas internas ou canais de irrigação. As doses de insumos a aplicar em cada unidade de manejo deverão ser determinadas considerando a experiência do agricultor, o rendimento potencial e a história do manejo da área. Certamente se assume, ao definir unidades de manejo, que cada uma possui características homogêneas de solo e, portanto, a possibilidade de se obter uma ou mais amostras de solo em cada unidade, sem necessidade de georefenciá-las, para apoiar a decisão da dose de fertilizante a usar. A aplicação da dose de fertilizantes deve ser feita respeitando os limites de cada unidade de manejo. Quando possível dever-se-á alterar na marcha a calibragem da dose da máquina semeadora ou de distribuição de fertilizantes, adaptando-se a mudança entre uma unidade de manejo e outra. Esta operação pode ser executada manualmente ou usando controladores eletrônicos de dosagem de sementes, pesticidas ou fertilizantes. O ajuste da dose de fertilizan-
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te para cada unidade de manejo requer a avaliação de várias temporadas de plantio até determinar a dose ótima que maximiza o rendimento por unidade de fertilizante em cada unidade de manejo. Para isso é necessário o registro de rendimento médio em cada unidade de manejo definida. Quando em uma unidade não houver resposta ao aumento de dose de algum fertilizante é porque outro fator limitante (p.ex. compactação de solo) está impedindo o rendimento e, portanto, outra estratégia de manejo (como aração profunda) deverá implementar-se para obter o máximo potencial de crescimento.
CONCLUSÕES O manejo localizado não depende dos satélites, mas das tecnologias de informação e da capacidade dos técnicos para usá-las adequadamente. A implementação do MSE requer apenas uma correta interpretação dos fatores limitantes e um correto critério de divisão das unidades de produção em duas ou mais unidades de manejo menores. As unidades de manejo devem possuir diferentes magnitudes do mesmo fator limitante ou apresentar outras diferenças que, portanto, demandem uma aplicação diferenciada de insumos. Sucessivos ajustes de prescrição permitirão alcançar o máximo potencial de rendimento em cada unidade de manejo e, finalmente, assegurar o uso eficiente dos fatores produtivos que maxi.M mizem seus retornos econômicos. Luis A. Flores Molina, INIA Quilamapu-Chile Setembro / Outubro 2001
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A solução para os problemas da mecanização deverá passar por um amplo programa de pesquisa
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No entanto, para que isso acontecesse, nos anos 80, foi necessária a ação coletiva que marcou o famoso período das adaptações nas semeadoras para viabilizá-las à prática do plantio direto. Nesse mesmo período houve um envolvimento muito grande de técnicos, agricultores e indúsA inovação das máquinas para semeadora tria e o resultado foi a proporcionam seu melhor desempenho consagração de soluções em semeadoras que logo se tornariam produtos de mercado e problemas de pragas e doenças associadas à presença de palha nas lavouras. Foi também popularizariam o plantio direto pelo país. Também nesse período, a cultura do milho nessa época que o feijão foi inserido como uma se consagrava na região e avanços significativos importante alternativa nos sistemas de rotação aconteciam nas áreas de fertilidade do solo e de culturas da região e fonte de recursos para controle de plantas daninhas, sempre associa- investimento quando os preços de comercialização disparavam ocasionalmente. das aos primórdios do plantio direto. Em 1984, sabedores da necessidade de inoNos anos 90 as indústrias tomaram para si a responsabilidade da continuidade dos traba- var e romper as dificuldades impostas pela inlhos de inovação nas máquinas de semeadura e trodução do plantio direto na região, os agrinessa época começavam a surgir os maiores cultores se organizaram e criaram a Fundação
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ocupação da região do Paraná conhecida como Campos Gerais com lavouras é um fenômeno relativamente recente. Um dos fatos marcantes nesse processo foi a chegada de agricultores de origem holandesa na região. A colônia Castrolanda comemora neste ano seu quinqüagésimo ano de fundação. Já a colônia Batavo em Carambei, completou seus 90 anos e há 40 anos se instalaram os imigrantes na região de Arapoti. Além destes, muitos outros agricultores se instalaram na região, que se firmou como um importante pólo da agricultura de grãos no país. Outra marca registrada da região é a pecuária leiteira que cresce 10% ao ano, produzindo mais de 500 mil litros de leite por dia. Os Campos Gerais foi consagrado como o berço do plantio direto no Brasil, que surgiu calcado no paradigma da necessidade do controle da erosão dos solos nas áreas declivosas que predominam na região. Na década de 70 a agricultura era tradicionalmente vinculada ao binômio soja-trigo, um sistema que exigia dois preparos intensivos do solo por ano em uma região que não se ressente por falta de chuvas. Esse modelo já estava esgotado e foi gradativamente substituído pelo plantio direto.
Fotos New Holland
Desafios de Mecanização
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ABC, uma organização privada de pesquisa aplicada e dirigida aos interesses dos associados ligados às cooperativas Arapoti, Batavo e Castrolanda. Hoje a Fundação ABC responde por uma área cultivada de 160 mil ha e conta com um quadro de pesquisadores com programas nas áreas de fitotecnia, fertilidade do solo, plantas invasoras, fitossanidade e economia agrícola. Recentemente, algumas investidas na mecanização agrícola evidenciaram a grande necessidade de abordagens nessa área. Os agricultores, via de regra, são fortemente identificados com máquinas e o grau de mecanização agrícola da região é elevado, por vezes excessivos. Prova disso é que revendas de tratores e colhedoras locais já bateram recordes nacionais de vendas. Em 1998, num esforço conjunto entre as três empresas fabricantes de colhedoras de grãos brasileiras com trabalho liderado pela Fundação ABC e apoio da ESALQ/ USP, foi conduzido um amplo levantamento do estado da arte em perdas de grãos na colheita. Esse trabalho evidenciou, acima de tudo, o elevado nível de tecnificação dos agricultores. Os níveis de perdas em soja foram considerados baixos se comparados com os padrões nacionais. Nessa mesma época iniciava-se um trabalho de investigação na área de Agricultura de Precisão, também ligado à ESALQ/USP. A Fundação ABC se envolveu intensamente nessa tarefa e em 1999 estruturou-se um amplo programa que visava a avaliação das técnicas apregoadas pela Agricultura de Precisão. A partir de então se passou a considera-la como uma ferramenta a ser gradativamente proposta para adoção pelos associados, na medida em que forem se firmando os conceitos de gerenciamento da produção, considerando a variabilidade espacial da produtividade e dos seus fatores limitantes. Essas duas frentes Mecanização e Agricultura de Precisão totalmente novas para a instituição, levaram a reestruturação e inclusão de um novo programa de pesquisa, inaugurado no inicio deste ano com a contratação de um pesquisador que deve liderar as ações dessas duas frentes de trabalho. A pesquisa em Mecanização Agrícola é um desafio a parte para a instituição, acostumada com a experimentação agronômica clássica. Algo que também é inédito nessa investida é a parceria com a Cooperativa Agrária de Entre Rios, por meio da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (FAPA), outra entidade de forma organizacional semelhante e com os mesmos objetivos e que responde por mais 100 mil ha de lavouras. O programa de pesquisa em Mecanização Agrícola está sendo concebido, conduzido e amparado em conjunto pelas duas fundações. A razão é simples ambas apresentam semelhanças nos sistemas
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A pesquisa em Mecanização Agrícola é um desafio a parte para a instituição, acostumada com a experimentação agronômica clássica
Avaliações de perdas na colheita de soja no Paraná indicaram baixos níveis em comparação ao padrão nacional
de cultivo, módulos rurais, etc. Dessa forma, a união de esforços deve viabilizar um programa de pesquisa que atenda os associados das duas fundações. Numa primeira aproximação estão sendo definidas as prioridades de pesquisa e os primeiros trabalhos já estão em curso. As atividades mais prementes e comuns às duas regiões estão sendo priorizadas. Nesse contexto, têm sido apontados temas que são velhos conhecidos do setor de mecanização e que se potencializaram na região em função de ausência de ações de investigação.
TRABALHOS DESENVOLVIDOS A cultura do milho se firmou na região com produtividades que facilmente alcançam 10 t/ha. A palha produzida é significativa e representa um grande desafio à implantação das culturas de inverno. As semeadoras com espaçamentos mínimos entre linhas andando sobre palha de milho, por vezes mal espalhada, têm apresentado problemas que podem ser minimizados se o cenário for bem caracterizado. Um projeto está contemplando o levantamento da realidade da colheita de milho na região e sua relação com a deposição da palha (especificamente para a cultura do milho). Nesse sentido existem diferentes sistemas em uso na região. Muitos agricultores utilizam picador de palha na colhedora, outros o desligam alegando que o picador requer muita potência, além de danificar a máquina pelo excesso de vibração que causa e pelos impactos da palha na lataria, causando muitas vezes perfurações. Existem também os espalhadores centrífugos de palha com discos horizontais. Nesse contexto existem máquinas que variam de três a seis ou mais linhas e também as colhedoras axiais, que apresentam comportamento diferenciado de arremesso da palha por não possuírem sacapalhas. Os dados estão sendo coletados na colheita em curso e a meta é cobrir a diversidade de sistemas vigentes. www.cultivar.inf.br
Na etapa seguinte serão monitoradas algumas das lavouras que serviram para a caracterização da distribuição de palha. Nessas será avaliada a qualidade da semeadura, bem como o desempenho das culturas de inverno. Na região tem se manifestado o efeito de isolante térmico da palhada, especialmente em invernos mais rigorosos, e na presença de muita palha a ação das geadas tem sido mais nociva. Esse e outros fatos deverão ser alvo do estudo que está sendo proposto. Outra preocupação viva entre os agricultores ligados às duas fundações diz respeito às máquinas distribuidoras de fertilizantes a lanço. Em um primeiro momento a demanda é relacionada à adubação de cobertura das culturas de inverno. No entanto esse problema se potencializa na medida em que a adubação a lanço se populariza, em parte pelo apoio da pesquisa na área de fertilidade e principalmente pelo aumento da eficiência da operação de semeadura pela redução ou mesmo eliminação do adubo na semeadora. As máquinas que vêm sendo utilizadas para espalhar fertilizantes e corretivos a lanço têm como característica uma dependência muito grande da qualidade e condição física do produto a ser aplicado. A aplicação de calcário no Brasil é tida como uma operação de baixa qualidade por conta disso. Já as aplicações de adubos sólidos acontecem com um pouco mais de critério, porém existe muita falta de informação, especialmente relacionada à largura efetiva que cada máquina pode trabalhar com cada produto. Isso parece simples aos olhos de quem procura simplificar os procedimentos de campo e adotar largura coincidente com a do pulverizador, por exemplo. O resultado muitas vezes chega a ser visível, com lavouras manchadas em faixas, principalmente no caso da adubação nitrogenada de cobertura em milho e em culturas de inverno. Um projeto está sendo proposto para averiguar essas ocorrências ao nível de fazenda. Para isso, durante a condução das lavouras de Setembro / Outubro 2001
preocupações sempre atuais relacionadas ao plantio direto como a compactação da camada superficial do solo por conta da sua não mobilização, a questão das hastes e discos como rompedores de solo das semeadoras, qualidade de semeadura das culturas de verão e a relação custo-benefício das semeadoras pneumáticas. A mecanização da colheita do feijão e das forragens, também é um dos desafios que o programa deverá abordar, bem como outros itens. É sabido que para se desenvolver um programa de pesquisa em mecanização agrícola há uma demanda de investimentos, tanto maior quanto mais sofisticada for a investigação. Tanto a Fundação ABC quanto a FAPA não dispõem de recursos que permitam um programa de pesquisa básica ou avançada na área. O programa visa, acima de tudo, diagnosticar os problemas enfrentados pelos usuários. A solução desses problemas será negociada com os fornecedores que são os fabricantes dos produtos. Ao mesmo tempo serão detectadas demandas e viabilizados treinamentos em todos os níveis da cadeia que envolve as operações mecanizadas. Nesse processo, as parcerias com as empresas de máquinas agrícolas e com instituições do ramo são de extrema importância para agilizar e viabilizar as ações que levem
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inverno desse ano estarão sendo realizados testes em máquinas de agricultores, nas condições de regulagem que eles adotam e que representam a realidade local. Espera-se com isso evidenciar o problema para, numa segunda etapa, atuar buscando soluções. Associado a este problema está sendo estruturado um trabalho de avaliação da contribuição da qualidade física dos fertilizantes na qualidade da operação de adubação a lanço. Os adubos granulados de mistura de grãos oferecem problemas relacionados à segregação de partículas quando arremessadas. Isso também contribui para a geração de desuniformidade nas aplicações. Está sendo estruturada outra frente na área de pulverização, onde os agricultores e técnicos, em prospecções de demanda, têm apontado diversos problemas principalmente relacionados com deriva e desempenho de bicos associado a produtos. Também existe a necessidade de informação mais balizada a respeito de aquisição de tecnologias diferenciadas como o uso de gotas transportadas por vento e gotas carregadas eletricamente. Várias outras ações estão sendo delineadas como resultado das prospeções de demanda e na medida em que forem sendo viabilizadas, serão implementadas. Nesse contexto há
Molin relata os desafios da mecanização agrícola
benefícios diretos ao usuário que é o alvo de .M todo esse esforço. José P. Molin, ESALQ/USP Marcos L. Valentini, Fundação ABC Leandro M. Gimenez
Opinião
ualidade é uma característica intrínseca dos produtos, e nem sempre perceptível à primeira vista. Quando nós nos dispomos a pagar mais por uma roupa de grife, estamos querendo o quê? Queremos o status , sim. Mas buscamos também, o caimento sob medida, o estilo, confecção impecável e a durabilidade. Com máquinas agrícolas ocorre exatamente o mesmo, e com um acréscimo: procuramos adquirir um bem durável, que estará conosco por 5, 10 ou 20 anos! Vejamos: 1. Quem nos assegura o status ? A imagem da marca, a posição no mercado, a tradição, nossa experiência passada (ou de nossos formadores de opinião) com este ou aquele fabricante é que vai nos dar a sensação de status, o orgulho de pertencer a determinada família . Nos países de primeiro mundo existem verdadeiras legiões de aficionados por marcas de automóveis, e que as defendem com a paixão de um torcedor de time de futebol. Existem também os clubes de admiradores de tratores, notadamente os antigos e fora de linha ( oldtimers , ou oldies ): Lanz, Schlüter, International, Hanomag, MB trac, etc... Embora a palavra de ordem seja olhar para frente, avançar sempre, e rápido, nos habituamos a ligar as boas experiências do passado às situações com que nos deparamos no presente, ou que antevemos para o futuro. Por isto não vemos com bons olhos as marcas tipo vagalume, que, ora estão presentes no mercado, ora desaparecem para voltar muitos anos depois. Que garantias temos com elas para o futuro? 2. O caimento da máquina, o feito sob medida é representado pela adequação dela à nossa situação individual, seja em termos de tamanho ajustado, seja em termos de sofisticação ou opcionais. Interessante: neste ano estamos assistindo ao lançamento de tratores chamados desespecificados , ou seja, os fabricantes estão retirando itens de especificação que nem todos os agricultores necessitam (ou desejam), oferecendo em contrapartida preços mais acessíveis, sem descuidar no entanto de outras características do produto, como a facilidade de manutenção, dimensionamento dos componentes, ou o conforto do
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operador. Aspectos ligados à ergonomia, à facilidade de uso e ajuste estão neste item. 3. O estilo nos mostra a adequação do projeto ao tempo. Todos sabemos que não vamos usar nossas máquinas em competições de velocidade, mas gostamos de desenhos modernos, aerodinâmicos , ou não ? Se nossos automóveis, nossos eletrodomésticos, nossas casas estão sempre recebendo desenhos diferentes, inovadores, por que nossas máquinas agrícolas, tratores, devem ficar com as formas e os conceitos do passado ? Certamente esta característica nos orgulha, e nos dá prazer operá-las. Maria E. Dallmeyer
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Qual o valor da qualidade?
Arno Dallmeyer é Editor Técnico da Cultivar Máquinas e Professor Titular de Máquinas Agrícolas no CT/UFSM
4. A confecção impecável é traduzida pelo cuidado na fabricação das peças, dos componentes. Todos os fabricantes têm (ou deveriam ter) um controle de qualidade nos diferentes estágios de fabricação e montagem de
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seus produtos. O grau de tolerância deste controle de qualidade é que diferencia uma marca de outra. 5. A durabilidade está ligada diretamente à vida útil da máquina. Um dos fatores de alto impacto no custo operacional das máquinas é a depreciação. Portanto, quanto mais tempo ela durar, maior será o número de horas no denominador da equação de cálculo e menor o custo operacional. Ao determinar o valor residual de uma máquina, nos acostumamos a contar um valor de sucata , normalmente ao redor de 10%. Hoje verificamos que existe um forte e ascendente mercado de máquinas agrícolas usadas, modificando aquele panorama de sucateamento. Outros aspectos, como freqüência e custo dos reparos, e de manutenção de rotina, podem modificar o custo operacional. Numa agricultura cada vez mais competitiva, globalizada (e sem subsídios, no caso brasileiro) fica evidente a vantagem de um menor custo operacional das máquinas. Este é um tema que voltaremos a discutir no futuro. Temos que analisar também a rentabilidade da nossa máquina. Não pensar apenas em velocidade de operação, mas na capacidade de trabalho, e aliada a ela a relação custobenefício. Precisamos pensar em eficiência operacional. Muitas vezes o barato sai caro, especialmente quando nos baseamos apenas no valor de aquisição (valor inicial) de uma máquina. Ela pode ser um pouco mais cara (pelos motivos já elencados acima) na aquisição, mas depois se torna mais rentável, diminuindo a participação do componente máquina no custo de produção. E, outra vez, chegamos ao item valor da máquina. Quanto maior a qualidade reconhecida, e o mercado é sábio neste ponto, maior será o valor de revenda do usado. Basta fazer um paralelo com o mercado de caminhões, ou de automóveis. São pontos a ponderar no momento da opção por um produto, ou uma marca. Aprendemos que na maioria das vezes qualidade e preço andam juntos. E que valor é muito mais .M que o número que expressa o preço...
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