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Maquinas 04

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Do editor Edição Número 4 - Ano I Julho / Agosto 2001

EMPRESA JORNALÍSTICA CERES CGCMF : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480 Rua Sete de Setembro 160 7º andar Pelotas RS 96015 300 E-mail: cultivar@cultivar.inf.br Site: www.cultivar.inf.br Assinatura anual (06 edições): R$ 29,00

DIRETOR

Newton Peter

EDITOR GERAL

Schubert Peter

EDITOR TÉCNICO

Dr. Arno Dallmeyer

SUPERVISOR TÉCNICO

Mauro Ferreira

A falta de energia elétrica ameaça vários pontos da cadeia agrícola brasileira. Em algumas propriedades e empresas já havia uma política de economia de energia antes de qualquer notícia sobre racionamento. É o caso de algodoeiras do Oeste Baiano e do Mato Grasso. Mas a grande massa de produtores começa agora a enfrentar o problema. Para ajudar, dedicamos nossa edição às fontes alternativas de geração de energia. Outra dúvida freqüente dos produtores é o valor dos seus equipamentos. Com metodologia especial, que analisa diversos aspectos dos tratores e evita o popular achismo , apresentamos uma ampla tabela. A partir dela, o produtor saberá por quanto comprar e vender tratores. Por falar em tratores, continuamos a dissecá-los em nosso Caderno Técnico. Nesta edição, o professor Fernando Schlosser mostra o que são e quais os principais componentes dos sistemas de potência das máquinas.

REDAÇÃO

Pablo Rodrigues

DESIGN GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

Fabiane Rittmann

Índice

Nossa Capa Foto Schubert Peter

APOIO DE ARTE

Christian Pablo Costa Antunes

MARKETING

Otávio Pereira

CIRCULAÇÃO

Edson Luiz Krause

ASSINATURAS

Raquel Jardim

ILUSTRAÇÃO

Rafael Sica

EDITORAÇÃO ELETRÔNICA

Index Produções Gráficas

Rodando por aí

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Colhendo dúvidas

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Lastramento de pneus

06

Lubrificação ideal

08

Manutenção de implementos

12

Compra de semeadoras

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Energia eólica

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Energia hidráulica

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Energia palhiço

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Cotação de tratores usados

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Entrevista John Deere

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FOTOLITOS E IMPRESSÃO

Kunde Indústrias Gráficas Ltda.

NOSSOS TELEFONES:

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GERAL / ASSINATURAS: 272.2128

REDAÇÃO : 227.7939 / 272.2105 / 222.1716

Destaques Caderno especial A transmissão de potência em tratores é o assunto tratado pelo professor José Fernando Schlosser

MARKETING: 272.1753 / 272.2257 / 225.1499 / 225.3314

FAX: 272.1966

Tratores usados Tabela de cotações de tratores usados de diversas empresas

Fontes de energia Assuntos referentes à geração de energia elétrica constituem o principal tema desta edição ....................................................

20

Escolha de semeadoras Saiba quais os fatores que devem ser considerados na hora de comprar uma semeadora ................................................... 15 Manutenção adequada A correta manutenção, seja preventiva ou corretiva, ajuda a diminuir os custos de produção ................................................... 12


Rodando por aí

Volvo Iso 14001

Pneus

A fábrica Volvo de equipamentos de construção acaba de receber a recomendação para Iso 14001. O fato é inédito, pois a Volvo Construction Equipment South América é a primeira empresa do segmento no Brasil a ser recomendada para receber esta certificação. O anúncio foi feito pela Lloyd s Register, responsável pela auditoria.

Exitus

A New Holland está lançando no mercado brasileiro o trator Exitus, um novo modelo feito para o pequeno e médio produtor que deseja modernizar seu processo produtivo e necessita de uma máquina polivalente. Produzido com a reconhecida tecnologia New Holland, o Exitus foi projetado com recursos que garantem versatilidade e simplicidade operacional. Suas principais características são a tomada de potência mecânica, com duas opções (540 rpm e sincronizada com as rodas), e a transmissão Synchro Command 12x4, que permite uma combinação entre velocidade, torque e potência para as atividades agrícolas. Isto porque o sistema oferece a melhor distribuição por marcha das velocidades utilizadas nas operações de campo.

XXX Conbea

Acontecerá, do dia 31 de julho ao dia 03 de agosto, no Hotel Mabu, Em Foz do Iguaçu/ PR, o XXX Conbea Congresso Nacional de Engenharia Agrícola. O evento terá como tema: A Engenharia Agrícola Frente ao Desenvolvimento Agroindustrial Brasileiro e o Mundo Globalizado . As inscrições poderão ser feitas no dia 31 de julho pela manhã e à tarde, no local.

IBGMonforts

Amazone do Brasil

A Amazone do Brasil lançou recentemente uma componente para semeadora de precisão pneumática grão a grão. Esse componente chamado de PSM 9000 Avant, possui múltiplas articulações, proporcionando um plantio com profundidade uniforme e compactando o centro da linha semeada com a mesma densidade. A regulagem de profundidade se realiza de modo contínuo e a escala facilita o trabalho de regulagem.

Fonte de energia

A Agrale, fabricante de grupos geradores de 4 a 23 KVA de potência, triplicou sua produção no último mês. Eles são indicados para residências, pequenas propriedades rurais e indústrias, clínicas, postos de combustível e mercados, entre outros. Segundo Carlos Érico Costamilan, diretor de Vendas e Marketing da Agrale, o importante é dimensionar o consumo de energia, analisando o número de equipamentos ligados ao mesmo tempo e a capacidade do gerador. Pode-se suprir, desta forma, gastos de energia por até 14 horas. Boa pedida em tempos de racionamento.

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Máquinas

Filtros Fram

A Sogefi Filtros FRAM foi premiada pela General Motors Mundial como fornecedor do Ano 2.000 pela sua destacada performance superior em qualidade, serviço, tecnologia e preço. O prêmio foi entregue durante cerimônia em 28 de abril de 2001, no histórico Warner Theatre. A Sogefi-Filtros FRAM representa ser a melhor entre as melhores durante o ano

A companhia alemã, IBGMonforts, possui mais de cinqüenta anos de experiência no campo de tecnologia produtora de óleo. As prensas de óleo se distinguem por seu método de prensar a frio. As prensas Komet, da IBGMonforts, possuem excelente adaptação a todo tipo de sementes.

passado e isso a gradua como uma referência no mercado. Disse Bo Andersson, executivo da Mundial de Compras da GM. Os vencedores do prêmio foram selecionados por um time global de executivos de compras, engenharia, manufatura e logística, que baseiam suas decisões no desempenho de qualidade, serviços, tecnologia e preços do fornecedor.

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A GOODYEAR possui pneus de ultratorque radial com desenho da banda de rodagem com centro aberto, o que proporciona melhor dirigibilidade em terrenos molhados. O desenho agressivo proporciona excelente tração em terrenos secos e molhados. As barras espaçadas dos pneus proporcionam a auto-limpeza, principalmente em terrenos lamacentos. Os pneus de ultratorque radial estão disponíveis em várias medidas.

Linha agrícola INA

O último lançamento da Ina foi o Rolamento de Esferas de Fixação Rápida, da linha GE, com furo sextavado e blindagem extra (CC), para aplicação em equipamentos que atuam nos mais severos meios de trabalho. A durabilidade do produto foi prolongada e sua resistência reforçada contra água, sujeira e eventuais resíduos. Mais informações podem ser obtidas: e-mail: vendaind@ina.com.br ou tel.: (15) 235-1500.

MWM - Motores

A MWM, maior fabricante independente de motores diesel para a América Latina, prevê, para este ano, um crescimento de 100% na comercialização de motores estacionários para grupo gerador, a partir do anúncio da crise no fornecimento de energia elétrica, em abril. Frente ao iminente risco de corte no fornecimento de energia elétrica e também pela necessidade de sua economia, estamos acelerando nossa produção de motores para grupo gerador para atender às solicitações do mercado , explica José Antonio Giannini, diretor comercial da MWM.

Pequenas fontes de energia O livro Aproveitamento de Pequenas Fontes de Energia Elétrica , do professor Félix A. Farret, da UFSM Universidade Federal de Santa Maria, constitui-se como leitura obrigatória em tempos de crise energética. A grande diferença entre este livro e os correlatos é que os demais se preocupam bastante com os aspectos mecânicos da microgeração de energia, enquanto que o de Farret procura enfatizar principalmente os aspectos elétricos, o controle da geração e os critérios básicos para seleção da fonte primária. Mais informações pelo tel.: (55) 220.8652

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Envie sua dúvida para: mauro.ferreira@cultivar.inf.br ou Rua 7 de setembro, 160 - 7º Andar Pelotas-RS - Cep.: 96015-300 Sugiro que façam uma matéria a respeito da tão falada Reserva de Torque em tratores. Dúvida da edição ?

Fábio Colla e-mail: mkrzyzanski@bol.com.br

?

Fig. 01

Curvas características de motores

Fig. 02

Denomina-se torque motor, o momento de torção que o virabrequim ou árvore de manivelas consegue produzir no motor. Este torque é variável, de acordo com o número de pistões do motor, taxa de compressão, comprimento da biela e do tipo de combustível utilizado, ou seja, é função do projeto do motor. Cada tipo de motor (marca e modelo), possui determinada curva de torque, potência e consumo de combustível, a qual indica o torque, a potência e o consumo de combustível correspondente a cada rotação do motor (Figura 1). Na curva de torque (Figura 2) os pontos de torque máximo e torque na rotação de potência máxima, definem a faixa de uso do motor. A reserva de torque é uma característica importante do motor, a qual define a sua versatilidade, ou seja, a capacidade de aumentar o torque à medida que ocorre a diminuição na rotação do motor. Quanto maior esta reserva, melhor é a adequação do motor ao seu uso nas tarefas agrícolas. Segundo informações obtidas pelo CENEA (1982), para um motor ciclo Diesel aspirado, pode-se considerar uma reserva de torque abaixo de 10% como um motor de pouca reserva, entre 10 e 15% como insuficiente e acima de 15% boa. Para motores turbinados, a reserva de torque não deve ser inferior a 15%. A reserva de torque pode ser calculada através da seguinte fórmula, no caso de se utilizar a curva característica de torque do motor, a qual pode ser obtida pelo fabricante do motor.

Curva de torque e potência do motor; a coluna verde a esquerda apresenta a faixa de uso

Fig. 03

Reseva de torque

Curva de torque do motor

Fonte: Valtra

Por exemplo, vamos calcular a reserva de torque de um motor aspirado, conforme a curva de torque do motor do trator (Figura 3): Torque na rotação de potência máxima = 19mkgf. Torque máximo (rotação de 1400rpm) = 21mkgf

Fonte: New Holland

Outra forma de identificar a reserva de torque dos motores empregadas nos tratores e colhedoras automotrizes, é feita através da observação dos valores indicados nos catálogos dos fabricantes. Atualmente os motores aspirados que equipam os tratores possuem reserva de torque entre 14 e 22% e para motores turboalimentados, entre 14 e 44%. Na prática este é um valor a ser consultado no momento da escolha de uma marca e modelo de trator, já que valores maiores de reserva de torque, indicam um melhor desempenho do equipamento para as tarefas na propriedade rural, diminuindo a necessidade de constantes troca de marchas e aumentando a capacidade operacional (maior área trabalhada pelo tempo) do conjunto trator-implemento. Mauro Ferreira,

Consultor Técnico da Cultivar Máquinas

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Fonte: Valmet

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Pneus

desempenho

Lastramento na medida

A

gem e consumo excessivo de combustível. Por outro lado, o lastramento excessivo aumenta a compactação do solo e a resistência ao rolamento, criando maiores solicitações tanto nos pneus quanto nos componentes mecânicos do trator. A operação de lastrar o pneu com água deve ser feita com a roda montada no veículo e levantada do solo. Fotos Goodyear

tração, ou força de tração, que um pneu pode exercer é proporcional ao peso exercido por ele contra o solo. Aumentando o peso das rodas motrizes do trator no chão, aumentará sua tração. Os pneus com lastro insuficiente patinam excessivamente, provocando arrancamentos e trinca na base das barras, determinando perda de velocidade, desgaste rápido da banda de roda-

SEQÜÊNCIA DA OPERAÇÃO: 1. Retirar o núcleo da válvula No caso de um pneu já inflado, retirar o núcleo da válvula e esvaziar completamente o pneu. No caso de ter instalado na roda um pneu novo ou usado, inflar o pneu até a pressão de 35 libras, a fim de assentar corretamente os talões e a câmara de ar no aro. Depois esvaziar completamente o pneu. 2. Encher o pneu com água Erguer o eixo até que o pneu deixe de tocar o solo. Para pneus diagonais: Girar a roda até a válvula do pneu ficar na posição superior (12:00 horas) . Usando uma mangueira de água comum, acoplada a um adaptador, encher o pneu até a altura da válvula (75% do pneu), até que o volume excedente vaze através da mesma. Em seguida, recolocar o núcleo. Para pneus radiais: No pneu radial não recomenda-se utilizar lastro líquido. Se necessário, utilize o procedimento a seguir:

A operação de lastramento proporciona patinamento adequado e melhor desempenho dos tratores

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A operação de lastrar o pneu com água deve ser feita com a roda montada no veículo e levantada do solo

1º) Erguer o eixo até que o pneu deixe de tocar o solo. 2º) Girar a roda até a válvula do pneu ficar na posição 4:00 ou 8:00 horas. 3º) Usando uma mangueira de água comum, acoplado a um adaptador, encher o pneu até a altura da válvula (40% de água, no máximo), até que o volume excedente vaze através da mesma. Em seguida, recolocar o núcleo. 4º) Inflar o pneu com ar ainda com a válvula na posição superior, inflar 1 ou 2 libras acima da pressão de operação. 5º) Finalmente, girar a roda até que a válvula fique na posição inferior (06:00 horas), recolocar a roda no solo e calibrar o pneu à pressão correta para o tamanho e a lonagem, de acordo com a Tabela de Inflação e Carga do Fabricante.

Pneu radial

AR (25%)

AR (60%)

ÁGUA ENTRANDO (40%)

ÁGUA ENTRANDO (75%)

TUBO DE AR

MANGUEIRA DE ÁGUA Fonte: Goodyear

Obs.:

Coloque a tampa na válvula, para evitar a entrada de impurezas (terra, poeira) que danificam o núcleo e causam vazamentos. Sempre que for efetuada a checagem da pressão, certifiquem-se de que a válvula esteja na posição inferior (06:00 horas). . M

Pneu diagonal

TUBO DE AR

MANGUEIRA DE ÁGUA

Fonte: Goodyear

Para calibrar pneus lastrados com água, usar o calibrador especial (água-ar) para este fim. Para esvaziar um pneu lastrado com água, basta girar a roda até a válvula do pneu ficar na posição inferior (06:00 horas) e retirar o núcleo.


Lubrificantes utilização

Usos, vantagens vantagens ee Usos, tipos de... de... tipos

A

transmissão hidromecânica, também conhecida como Power Shift , é composta de um conversor de torque associado a um conjunto de engrenagens satélites de engrenamento constante, que permite a troca de marchas sem interromper a transmissão de potência do motor. O lubrificante indicado para esse tipo de transmissão semi-automática precisa ter boa fluidez em tempo de frio, alto índice de viscosidade, modificadores de fricção, boa estabilidade térmica, proteger contra altas cargas e resistir à oxidação. Um tipo de lubrificante foi especialmente desenvolvido para esse tipo de transmissão e chamado de ATF (fluido para transmissões automáticas em inglês). Normalmente o ATF tipo A sufixo A atende à maioria das transmissões desse tipo encontradas no mercado.

ÓLEOS PARA SISTEMAS HIDRÁULICOS O sistema hidráulico de levantamento de três pontos em um trator é responsável pela elevação e posicionamento de implementos e máquinas agrícolas. A direção hidráulica ou hidrostática, que também é acionada hidraulicamente pode ser ou não in-

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dependente do sistema hidráulico. Algumas máquinas agrícolas possuem transmissão hidrostática, isto é, não possuem embreagem, câmbio, diferencial nem redução final; nesse caso, a potência de motor é transformada em pressão de óleo por uma bomba hidráulica e depois novamente em movimento por um motor hidráulico ligado às rodas motoras do veículo. Em função da complexidade do seu uso, os óleos para hidráulicos precisam possuir: viscosidade adequada, bom índice de viscosidade, estabilidade, resistência à corrosão, compatibilidade com material dos retentores, propriedades antiespumantes. Os lubrificantes utilizados em sistemas hidráulicos de tratores e máquinas agrícolas são classificados segundo as normas ISO e DIN. São as mesmas normas utilizadas para óleos utilizados em máquinas ferramentas, como tornos, frezadoras e outras máquinas industriais.

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Lubrificantes ESPECIAIS

CLASSIFICAÇÃO ISO A classificação ISO (International Standards Organization) é semelhante à classificação SAE, já vista na matéria anterior, que se baseia apenas na viscosidawww.cultivar.inf.br

Para cada sistema existe um óleo adequado; o uso de outro compromete seu funcionamento Julho / Agosto 2001


Para uma lubrificação adequada, deve-se observar a regularidade da aplicação e que não haja excesso ou falta de graxa

CLASSIFICAÇÃO DIN Já a classificação DIN baseia-se na qualidade do óleo mineral, de maneira que as duas se completam: (tabela 1)

ÓLEOS MULTIFUNCIONAIS Alguns fabricantes desenvolveram um óleo lubrificante chamado de universal ou multifuncional, que possui um alto índice de viscosidade e aditivos que garantem boa proteção a motores turboalimentados ou de aspiração natural, a todos os tipos de transmissão mecânica convencional e também à maioria dos circuitos hidráulicos clássicos. Muitos fabricantes de tratores atualmente indicam esse tipo de lubrificante para a transmissão e sistema hidráulico. Esse tipo de óleo não é classificado pelas normas anteriormente vistas, recebendo apenas a designação de Óleos Multifuncionais ou TOU (óleo universais para tratores, em inglês)

TIPOS DE GRAXA O tipo e as características das graxas se devem ao tipo de agente espessante do qual ela é constituída; normalmente é utilizado nas graxas convencionais, os sabões metálicos como os de cálcio, sódio e lítio (tabela 2). Podese ainda usar como espessante outros materiais como sílica-gel ou argilas especiais (bentonita), que são pouco empregadas devido ao seu elevado custo.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS Consistência: Indica se uma graxa é dura ou mole, isto é, se ela é difícil ou facilmente penetrável ou deformável; é uma das características mais importantes das graxas, pois influencia a formação da camada responsável pela lubrificação e a capacidade de bombeamento da mesma. Quanto menor a variação de consistência, melhor será o desempenho da graxa no uso prático.

Oxidação: A oxidação, absorção do oxigênio, produz a deterioração da graxa e a diminuição da sua capacidade de lubrificação. Alguns tipos de graxa se oxidam com maior facilidade que outros. Quanto maior a temperatura, mais a graxa se oxida e mais freqüentes deverão ser as trocas e reposições. Cor: A cor da graxa não determina a sua qualidade. Separação do óleo: As graxas, quando armazenadas durante longo período, apresentam razoável tendência à decomposição, separando-se o óleo do sabão.

AGENTE ESPESSANTE Aditivos para graxas As característica das graxas podem ser melhoradas com o uso de aditivos, e os tipos mais comuns são: Inibidores de oxidação: que inibem a oxidação e, portanto, a deterioração das graxas. Inibidores de corrosão: protegem as peças lubrificadas com graxa de serem ataca-

Cultivar

de do óleo lubrificante, desconsiderando o seu uso. O grau ISO indica que a viscosidade do óleo pode variar até 10% acima ou abaixo daquele valor. Como exemplo, o óleo ISO VG 68 (utilizado no sistema hidráulico de alguns tratores Valmet) cuja viscosidade pode variar de 61,2 a 74,8 centistokes (cSt).

GRAXAS LUBRIFICANTES

GRAXA = ÓLEO MINERAL + ESPESSANTE + ADITIVOS

A principal vantagem da graxa é que ela não escorre do lugar em que é colocada, como acontece com os óleos lubrificantes, reduzindo o custo de lubrificação, dispensando-se sistemas de vedação dispendiosos, além de impedir o ingresso de água e impurezas. Possuem, porém, um menor poder de resfriamento que os óleos. A graxa é indicada em certos pontos de máquinas e implementos agrícolas, tais como mancais de arado, grades, enxadas rotativas, estrias de acoplamento de cardan e cubos de roda, onde é necessário um lubrificante que não escorra. Para uma lubrificação adequada, deve-se observar a regularidade da aplicação e que não haja excesso ou falta de graxa. Julho / Agosto 2001

Alguns tipos de lubrificação podem ser realizados no local de trabalho

Capacidade de bombeamento: Indica a facilidade ou dificuldade com que uma graxa é bombeada, isto é, a força que se faz para bombeá-la. É uma característica importante nos sistemas de lubrificação centralizada. Está ligada à consistência e à viscosidade aparente da graxa. Ponto de gota: É a temperatura na qual a graxa começa a gotejar, isto é, derreter. E uma característica importante para os equipamentos que trabalham a altas temperaturas. Resistência à água: Pelo fato de algumas máquinas trabalharem em ambientes com muita umidade, esta característica torna-se extremamente importante nesses casos. Estabilidade: Diz-se que uma graxa é estável quando ela consegue manter por mais tempo a sua consistência. www.cultivar.inf.br

das por produtos corrosivos. Agentes anti-desgastes ou de Extrema Pressão: formam uma película na superfície da peça que resistem a altas cargas de trabalho, diminuindo o seu desgaste. Agentes de adesividade: melhoram a adesividade da graxa às peças a serem por ela lubrificadas. Lubrificantes sólidos como grafite e bissulfeto de molibidênio (MoS2): também diminuem o desgaste.

CLASSIFICAÇÃO DAS GRAXAS As graxas são classificadas quanto à sua consistência pela NLGI (National Lubrificating Grease Institute ), onde o grau varia com a peMáquinas

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A graxa é constituída da mistura de um líquido lubrificante (óleo mineral ou sintético), de um produto sólido ou semi-sólido (agente espessante) e aditivos, e tem como função reduzir o atrito, o desgaste, o aquecimento e proteger contra a corrosão. É o óleo que realmente lubrifica e o agente espessante é responsável pela retenção do óleo.


Tabela 2

Tabela 1

A presença de água e de outros contaminantes poderão causar mudanças nas condições do óleo tais como diminuição ou aumento da viscosidade

Classificação

Característica

C CL H-L H-LP

óleo lubrificante para circulação Idem anterior, com maior poder anticorrosivo óleos hidráulicos sem aditivos antidesgaste Idem anterior, com aditivos antidesgaste

TIPO DE SABÃO

Classe NLGI 0 1 2 3 4 5 6

RESISTÊNCIA À ÀGUA TEMPERATURA ALTA ROTAÇÃO Ótimo Pobre Bom Bom Pobre

Pobre (até 80O) Bom (até 110O) Bom (até 120O) Ótimo (até 180O) Ótimo (acima de 200O)

Pobre Bom Bom Bom ótimo

Consistência Principais aplicações semi fluida fluida mole media dura muito dura extra dura

Engrenagens mancais de rolamento e mancais de deslizamento Vedação em labirinto

Critérios na escolha de lubrificantes Para escolher corretamente os lubrificantes utilizados em tratores e máquinas agrícolas deve-se sempre: Consultar o manual do equipamento para conhecer as especificações do fabricante do equipamento. No caso das graxas , não tendo o manual do equipamento usar, quando possível, graxa de lítio, grau de consistência 2, pois apresenta melhores características de desempenho (resistência à água, temperatura e alta rotação) e boa capacidade de bombeamento. No caso de óleos lubrificantes opte sempre por óleos multiviscosos, que farão uma boa lubrificação em qualquer época do ano, inverno e verão.

CUIDADOS NA LUBRIFICAÇÃO

Gerais Não fazer a lubrificação com a máquina funcionando; Não deixar óleo ou graxa derramados nos locais de trabalho; Cultivar

Tabela 3

Cálcio Sódio Lítio Complexo de Lítio Sem sabão

CLASSIFICAÇÃO DAS GRAXAS

O comboio de manutenção é um importante aliado na eficiência das máquinas; ele pode ser construído pelo produtor, como é o caso acima

... netração de um cone em um recipiente con-

tendo graxa. Quanto maior a penetração, mais macia será a graxa. De acordo com o valor deste índice de penetração, lhes é dado um número que varia de 0 a 6 e uma denominação como se pode observar na tabela 3. Como se pode observar nesta tabela, quanto mais alta a numeração que a graxa recebe, maior é a sua consistência.

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Máquinas

Usar panos que não soltem fiapos; Usar vasilhames limpos para evitar contaminações; Manter em ordem os extintores de incêndio; Fazer a lubrificação nos períodos recomendados pelo fabricante; Consultar sempre o manual do equipamento. www.cultivar.inf.br

Óleos Verificar o nível do óleo lubrificante periodicamente; Completar, se necessário; Não misturar diferentes tipos ou marcas de lubrificantes; Trocar o óleo lubrificante no período especificado pelo fabricante; Não remontar óleo lubrificante; Limpar as tampas de abastecimento antes de abrir; Fazer a troca com o motor ou câmbio quentes, para facilitar o escoamento do óleo; Ao trocar o óleo troque também o filtro. Graxas Limpar bem os pinos graxeiros antes da lubrificação; Substituir os pinos graxeiros entupidos; Retirar o excesso de graxa dos pinos graxeiros e mancais, para evitar o acúmulo de poeira.

FALHAS DE LUBRIFICAÇÃO

Falhas na lubrificação podem causar vários tipos de problemas para os motores de tratores, veículos e máquinas agrícolas, e normalmente são devidas à utilização de óleos de baixa qualidade, intervalo de troca muito longo e filtragem inadequada. A utilização de óleos de baixa qualidade, trocas a intervalos muito longos e filtragem inadequada poderão provocar depósito de verniz, formação de borra, diminuição da vida do óleo e do filtro, aumento de desgaste de anéis, cilindros, mancais e válvulas, anéis presos e aumento dos custos de manutenção. Causas das mudanças nas condições do óleo A presença de água e de outros contaminantes poderão causar mudanças nas condições do óleo tais como diminuição ou aumento da viscosidade. A presença de água no óleo, podem ocorrer devido a trincas no cabeçote, vazamentos na junta do cabeçote, ventilação do carter deficiente, temperatura do óleo muito baixa, serviço intermitente (liga/desliga) e contaminações externas. Já a presença de outros contaminantes é devido a problemas na filtragem do óleo ou do ar de alimentação do motor. A diluição do combustível ou mistura com óleo de menor viscosidade, podem causar a diminuição da viscosidade. Por outro lado o aumento da viscosidade se deve a intervalo de trocas muito longo, sobrecarga no motor, arrefecimento deficiente, filtragem de óleo ou do ar deficientes, ao mau estado dos anéis, contaminações ou uso de óleo de baixa quali.M dade. Antonio Carlos Loureiro Lino, Afonso Peche Filho e Ila Maria Correa, Centro de Mecanização e Automação agrícola / IAC

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Manutenção Bertoldi Becker S.A.

implementos

A manutenção de máquinas agrícolas, preventiva ou corretiva, tem um papel decisivo no sucesso de uma safra

Prevenção custa menos

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Marchesan

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utilização de máquinas na execução das mais diversas operações, dentro de uma propriedade rural visa, principalmente, a realização de tarefas de uma forma mais rápida, eficiente e com maior conforto ao operador, permitindo aumento da capacidade individual de trabalho e produtividade. No entanto, o uso de máquinas preconiza a tomada de certos cuidados, principalmente com relação a sua correta manutenção e conservação. Fatores estes que, são determinantes no melhor rendimento da máquina e que podem levar ao sucesso ou fracasso da safra. Pode-se definir manutenção como as ações necessárias para que um determinado item seja conservado ou restaurado de modo a poder permanecer de acordo com uma condição específica (ABNT, 1971). Esta pode, ainda, ser

Os pontos de lubrificação são conhecidos através do manual do implemento

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dividida em manutenção preventiva e manutenção corretiva. A manutenção preventiva visa manter a máquina, sempre em condições ideais de utilização e conservação, a fim de que a mesma execute adequadamente suas tarefas. Porém, podem ocorrer imprevistos ocasionados por: uso inadequado, danificação acidental, desgaste da máquina ou componente e/ou defeito de fabricação. A ocorrência destes fatos leva a execução da manutenção corretiva. Quando se adquire uma máquina nova, esta vem com um manual de instruções, onde se encontram esclarecidos todos os procedimentos e aspectos relacionados à sua correta manutenção. O ideal é lê-lo e seguir estas instruções. Muitas vezes, entretanto, não é dada a devida importância às informações ali contidas, sendo os manuais esquecidos ou simplesmente não lidos pelo operaJulho / Agosto 2001


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Obs.: a ponta da relha pode ser recuperada por estiramento a quente ou substituída através da soldagem de uma nova ponta. É importante manter, sempre, um jogo de relhas sobressalentes. Ao recuperar-se a relha, deve-se tomar cuidado com a manutenção das sucções vertical e horizontal. Para os arados de discos necessita-se; verificar a folga do cubo da roda guia e dos mancais de sustentação dos discos; lubrificar todas as partes móveis do arado; verificar se os discos encontram-se limpos e afiados; apresentando desgaste acentuado, devem ser substituídos.

Lilles fala sobre a importância de uma boa manutenção de máquinas agrícolas

Apresenta-se a seguir, informações que podem possibilitar a execução de serviços básicos de manutenção. São discriminados itens gerais de manutenção para algumas máquinas e implementos agrícolas. Evidentemente, certos equipamentos, devido as suas especificidades, poderão apresentar características que não são abordadas nas informações aqui apresentadas. Para tornar mais claro cada um dos serviços de manutenção, os mesmos são divididos da seguinte forma: serviços que devem ser realizados diariamente, preventivamente e de conservação .

A manutenção dos escarificadores e subsoladores pode ser realizada conforme estabelecido abaixo. verificar torções na estrutura; manter parafusos e porcas bem apertados; verificar o estado das ponteiras, mantendo sua afiação; em caso de desgaste excessivo, substituí-las. lubrificar os rolamentos das rodas de profundidade, caso o implemento as tenha. Obs.: se o escarificador apresentar um

DIARIAMENTE: Para os arados de aivecas e discos, pode-se proceder da seguinte forma; verificar torções na estrutura; manter parafusos e porcas bem apertados; Para os arados de aivecas deve-se; Manter, caso possuam, o facão ou sega circular afiados. Lubrificar os cubos das segas circulares; verificar o estado das relhas, manter sua afiação, substituí-las quando necessário; verificar as sucções vertical e horizontal. www.cultivar.inf.br

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dor ou responsável pelo maquinário. Caso não sejam observadas as recomendações constantes nos mesmos, poderão ocorrer problemas que podem levar à necessidade de consertos mais freqüentes, com custos elevados. Outra situação, pode ser aquela advinda da aquisição de uma máquina ou implemento usado, da qual muitas vezes não se possui o manual de instruções. Nestes casos, o proprietário deve procurar informar-se sobre as peculiaridades do modelo adquirido, na falta destas informações, deve seguir orientações gerais de manutenção de máquinas semelhantes. Uma recomendação importante, quando se fala de manutenção, é evitar o acúmulo de pequenos defeitos ou problemas, os quais podem levar a uma maior danificação da máquina, com a conseqüente perda de tempo e aumento no dispêndio de recursos para efetuar os consertos. Uma adequada manutenção, ajustes corretos e um armazenamento apropriado após sua utilização, são fatores importantes que vão permitir às máquinas e implementos agrícolas trabalharem de maneira correta por um grande período de tempo, com um mínimo de gastos, evitando-se a ocorrência de contratempos durante seu uso. Muitos agricultores dispensam poucos cuidados às suas máquinas e implementos, isto evidencia-se pelo fato de se encontrar com facilidade, nas propriedades rurais, equipamentos enferrujados, com suas peças ativas gastas ou quebradas, deixados ao tempo ou guardados junto a adubos e fertilizantes. As máquinas e implementos agrícolas, necessitam de cuidados especiais para cumprirem, adequadamente, as suas funções, visto que seus mecanismos são bastante solicitados e encontram-se expostos a situações muito adversas. Portanto, é preferível sacrificar-se algumas horas do dia para fazer a manutenção a arriscar-se à ocorrência de danos maiores, os quais vão proporcionar maior necessidade de tempo para saná-los, atrasando os trabalhos a serem executados, além de serem de um custo mais elevado. Através da manutenção preventiva faz-se inspeções, ajustes e eliminação de defeitos. São, portanto, operações que devem ser realizadas periodicamente, algumas diariamente, outras em períodos de tempo mais espaçados. Após a utilização da máquina ou implemento, em uma determinada tarefa, deve-se proceder os serviços de ajustes, eliminação de defeitos ou falhas e conservação.

Cultivar

Uma recomendação importante, quando se fala de manutenção, é evitar o acúmulo de pequenos defeitos ou problemas, os quais podem levar a uma maior danificação da máquina


Cultivar

Para evitar surgimento de pontos de ferrugem, deve-se retocar a pintura, sempre que necessário

Observar o funcionamento geral dos mecanismos dosadores; Verificar o funcionamento e regulagem dos órgãos de recobrimento; Inspecionar o estado geral das transmissões e pneus; Evitar deixar os depósitos com sementes ou adubos.

PREVENTIVAMENTE

As máquinas de preparo de solo pelas condições adversas em que atuam devem ter uma correta manutenção preventiva

... rolo destorroador, deve-se engraxar seus rolamentos e verificar seu estado geral.

Com relação à manutenção das semeadoras, pode-se, em linhas gerais, seguir o que é estabelecido a seguir. fazer a lubrificação geral da máquina; observar o estado, alinhamento e regulagem dos sulcadores, trocando-os quando necessário; verificar os tubos de distribuição, principalmente quanto à ocorrência de entupimentos. Substituí-los, no caso de encontrarem-se danificados;

John Deere

As recomendações de manutenção para as grades agrícolas de discos, são as seguintes. verificar e apertar a porca de fixação do eixo; ajustar, regular e apertar as porcas e limpadores dos discos; lubrificar os mancais; verificar o estado dos discos, mantendo-os limpos e afiados. Caso algum deles encontre-se danificado, deverá ser, imediatamente, substituído. Obs.: se a grade apresentar mancais de rolamento de lubrificação permanente (banho de óleo), serão necessários os seguintes cuidados: verificar, diariamente, o nível do óleo. Posteriormente este procedimento

pode ser adotado para cada 120 horas ou 10 dias de trabalho; trocar o óleo de acordo com o prazo e recomendações estabelecidos pelo fabricante da máquina; ocorrendo vazamentos no mancal, fazer uma vistoria geral, com substituição das partes defeituosas.

Antonio Lilles Tavares Machado, UFPel

Para facilitar as tarefas de manutenção os fabricantes apresentam esquemas demonstrativos

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Ao final da utilização do equipamento, este deve ser lavado, verificando-se e consertando-se e substituindo-se, imediatamente, as peças que estiverem danificadas ou desgastadas. No caso de existirem partes móveis, estas devem ser desmontadas, limpas e lubrificadas. Também é necessário verificar o estado dos rolamentos, eliminando folgas e substituindo vedações que se encontrem desgastadas. Posteriormente, essas peças devem ser engraxadas e remontadas. Para evitar surgimento de pontos de ferrugem, deve-se retocar a pintura, sempre que necessário. A manutenção de conservação segue o mesmo padrão para todas as máquinas. Realizada a manutenção preventiva, o equipamento deve ser guardado em lugar seco, protegido do sol e da chuva, longe de fertilizantes e animais domésticos (galinhas). Para prevenir a corrosão das suas partes ativas, indica-se que as máquinas agrícolas fiquem apoiadas sobre calços ou pranchões de madeira, evitando seu contato direto com o solo. Consegue-se uma maior proteção, principalmente dos elementos ativos, cobrindose as máquinas com uma camada de graxa fina, óleo ou qualquer tipo de produto anticorrosivo. Tomando-se os cuidados, acima descritos, certamente os equipamentos apresentarão um adequado rendimento, executando as tarefas a que são destinados de forma eficiente. Também se aumenta a segurança do operador e diminui-se os custos envolvidos em longas paradas para consertos. É mais racional e eficiente fazer uma manutenção preventiva, pois assim, evita-se o acúmulo de pequenos defeitos e também a necessidade de executar consertos, mais demorados e de maior custo, justamente na época em que mais se precisa do equipamento. Os aspectos aqui relacionados dizem respeito à manutenção preventiva, a divisão é feita apenas para facilitar o entendimento e .M distribuição das tarefas no tempo.

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Semeadoras compra

Desempenho, suporte suporte pós-venda pós-venda Desempenho, praticidade de de uso uso são são os os ee praticidade principais aspectos aspectos para para decidir decidir principais qual oo equipamento equipamento ideal ideal qual

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cobertura vegetal, a penetração do sulcador para abertura de um sulco estreito no solo não mobilizado e o aterramento do sulco com solo e palha. Para isso, passaram a incorporar novos componentes de mobilização do solo como discos de corte, hastes sulcadoras, discos duplos, rodas controladoras de profundidade, discos ou rodas aterradoras e rodas compactadoras. A evolução tecnológica incorporou, ainda em relação às convencionais, mudanças para operar sobre coberturas vegetais, suportar maiores esforços em virtude do trabalho em solos mais duros e sobre terraços de base larga.

BOA SEMEADURA Em qualquer sistema, a semeadura deve possibilitar o estabelecimento rápido e uniforme da população de plantas desejada. Para isso, a semeadora deve formar um ambiente que possibilite a absorção de água pelas sementes, com condições de temperatura e disponibilidade de oxigênio adequadas ao processo de germinação. A germinação deverá ocorrer o mais rápido possível para reduzir o risco de ataque de pragas do solo e, para isso, as sementes necessitam de um contato total com o solo de modo a ace-

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lerar a absorção de água. A profundidade de semeadura é outro fator importante e depende principalmente da cultura, textura e umidade do solo. Em geral, a profundidade deve variar entre 2 e 6 cm, sendo tanto mais profunda quanto mais arenoso for o solo devido à menor retenção de água. É necessário observar, também, o espaçamento e a densidade de semeadura recomendados para cada espécie e cultivar. A densidade depende da população de plantas desejada e da qualidade da semente (vigor e porcentagem de germinação), as quais vão determinar a quantidade de sementes a serem dosadas por metro linear. Outro aspecto importante no plantio direto, relativo ao ambiente das sementes, é a cobertura com palha do sulco de semeadura para evitar a perda de água do solo e o encrostamento superficial. O ideal seria a realização do plantio direto invisível , ou seja, que após a semeadura não fosse possível observar nenhum vestígio do sulco formado pela semeadora.

UMIDADE DO SOLO O ponto ideal para semeadura no sistema de plantio direto é aquele onde o solo

(Cont. na pág. 18)

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plantio direto é um sistema de manejo onde a semeadura é realizada com revolvimento mínimo do solo, preservando-se a cobertura vegetal de sobre sua superfície. Recomendase que o sulco seja o menor possível, porém com tamanho suficiente para adequada cobertura, contato das sementes com o solo e separação destas do fertilizante. É o sistema mais apropriado para a produção agrícola em clima tropical, promovendo melhoria das condições físicas e químicas do solo, reduzindo o uso de máquinas, mão-de-obra e o consumo de combustível. Além disso, melhora as condições ambientais pela redução da erosão e do uso de agroquímicos. A médio e longo prazo, verifica-se, ainda, uma redução nos custos de produção. Um sistema de plantio direto com qualidade deve, obrigatoriamente, incorporar uma rotação de culturas e manutenção da cobertura vegetal, tornando indispensável o uso de adubos verdes . Para o plantio direto são requeridas máquinas específicas para semeadura e manejo da cobertura vegetal. As semeadoras foram as máquinas que mais sofreram modificações para operação no plantio direto, devido à necessidade de realizar o corte da

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Escolha certa


Dirceu Gassen

apresenta baixa ou nenhuma aderência nos sulcadores; quando o solo mobilizado não forma torrões e a cobertura vegetal é cortada completamente e não é empurrada para dentro do sulco pelo disco de corte. Nesta condição, o teor de água no solo caracterizao como na consistência friável, o qual pode ser identificado retirando-se uma amostra do solo na profundidade de trabalho e comprimindo-a levemente entre as duas mãos. Se, ao romper a amostra formarem-se diversos pequenos agregados que podem ser agrupados novamente, então o solo está friável. Abaixo da friabilidade (solo seco), os agregados formados não serão reagrupados e, se estiver acima (solo úmido), a amostra deforma-se bastante antes de romper-se e formam-se poucos e grandes agregados.

entre linhas reduzido (menor que 50 cm). O rolo-faca realiza o acamamento e o corte total ou parcial do material, dependendo de suas características construtivas. Como a palha não é muito picada, a decomposição dos resíduos é mais lenta; sua eficiência depende do tipo de cobertura, do desenvolvimento da planta na época do manejo, da umidade do solo e da regularidade da sua superfície. Além disso, quando a semeadura requer um espaçamento menor que a distância de corte das lâminas, aumenta muito a possibilidade de embuchamento na semeadora.

ASPECTOS DA ESCOLHA

ANTECEDENDO A SEMEADURA Antes da semeadura, máquiAtravés da avaliação do desempenho das semeadoras nas para manejo da cobertura vedescobre-se qual a ideal para cada situação getal podem ser utilizadas, com o objetivo de cortar e acamar o material e distribuí-lo uniformemente na picador e distribuidor de palha, acoplados superfície do solo, visando-se reduzir o com- às colhedoras automotrizes constituem um primento da palha e evitar seu acúmulo jun- método eficiente e de baixo custo para o to aos sulcadores das semeadoras. É impor- manejo de resíduos de milho, soja e trigo, tante salientar que não há, obrigatoriamen- onde a faixa de deposição pela colhedora te, necessidade de manejo mecânico das co- deve ser igual à largura de corte da plataforberturas. A seleção da máquina para mane- ma. Quando não se dispõe de colhedoras jo da cobertura depende do tempo desejado com picadores ou quando se deseja manede permanência da palha sobre o solo; da jar outras plantas de cobertura, pode-se usar capacidade de semeadora para operar sobre roçadora, triturador ou rolo-faca. Os dois a palha; da infestação por ervas e seus mé- primeiros realizam uma fragmentação extodos de controle químico e das caracterís- cessiva, recomendada apenas quando há ticas, desenvolvimento e quantidade de grande quantidade de massa vegetal e quanmassa vegetal das plantas de cobertura. O do se utiliza semeadoras com espaçamento

Os principais aspectos estão relacionados ao desempenho, suporte pós-venda e manejo de máquina. O preço deve ser analisado sempre considerando os aspectos citados, pois um investimento inicial menor que apresente problemas de desempenho inadequados posteriormente ou de suporte técnico e reposição de peças lento pode provocar prejuízos elevados ao produtor. Quanto à avaliação de desempenho, o produtor deve procurar informações junto às revendas regionais das várias indústrias; ouvir a opinião de produtores que possuem os modelos mais recentes no mercado; procurar os órgãos de assistência técnicas regionais e analisar boletins técnicos com avaliações realizadas por institutos de pesquisa. Depois de selecionados os modelos e configurações que parecerem mais adequados à condição de sua propriedade, o produtor deve solicitar, às revendas, demonstrações a campo de cada modelo antes de tomar a decisão de aquisição. Atenção especial deve ser dada aos sulcadores, pois são estes componentes que apresentam as maiores restrições de desempenho e vêm sofrendo alterações com freqüência. Quanto ao suporte pós-venda deve-se ob-

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Grande parte das razões da baixa produção em uma lavoura está relacionada diretamente ao desempenho da semeadora

servar a distância entre a propriedade e o revendedor mais próximo, a qualidade do serviço, inclusive da entrega técnica, e o estoque de peças disponível. Em relação ao manejo da máquina, os principais aspectos a serem observados são: facilidade para realizar a mudança de espaçamento das linhas de semeadura e, no caso de semeadoras múltiplas, da troca dos conjuntos dosadores e das linhas; a existência e a facilidade de operação de marcadores de linhas; a facilidade de realizar as regulagens dos sulcadores (pressão das molas, profundidade de operação, posição de operação, etc...) e da dosagem de sementes e fertilizante; facilidade de acoplamento e nivela-

Autores explicam os cuidados na escolha e na regulagem das semeadoras

mento da semeadora; existência de pontos de lubrificação suficientes e facilidade de acesso; existência de dispositivos de segurança contra acidentes para os operadores; autonomia de trabalho com sementes e fertilizante e a qualidade dos manuais de operação e peças.

REGULAGEM DAS SEMEADORAS Grande parte das razões da baixa produção em uma lavoura está relacionada diretamente ao desempenho da semeadora. Procure seguir as recomendações do fabricante de sua máquina e as dicas a seguir : 1. opere sempre com a semeadora nivelada. Dificuldades de penetração dos discos de corte no solo devem ser solucionadas ajustando-se sua posição (altura) e a pressão das molas. O nivelamento pode ser checado medindo-se a altura da barra portaferramentas (onde se acoplam as linhas de semeadura) em relação à superfície do solo, nas partes frontal e traseira da máquina; 2. verifique, com cuidado, todos os componentes do dosador de sementes, selecionando os discos e anéis adequados ao Julho / Agosto 2001

tamanho (comprimento, largura e altura) das sementes. Procure observar se existem pequenas imperfeições no conjunto dosador, principalmente nas peças fundidas, que possam ocasionar danos nas sementes e falhas no plantio; 3. percorra um trecho de, pelo menos, 15 metros no campo e nas condições de operação, coletando sementes e fertilizante em todas as linhas de semeadura. Se houver diferenças marcantes no número de sementes dosadas ou no peso de fertilizante, entre as linhas, provavelmente existem problemas de montagem das máquinas (comuns em máquinas novas), de desgaste ou quebra de peças, os quais poderão ser corrigidos antes do início da semeadura. Verifique, também, se todas as linhas atingem a profundidade desejada de trabalho. Se houver diferenças, observe o funcionamento de cada uma delas, principalmente das mais próximas às rodas da semeadora, pois estas podem estar ocasionando algum bloqueio no movimento das linhas o que só pode ser observado durante a operação. Observe, também, as linhas que estão operando sobre o rastro dos rodados do trator e, caso necessário, aumente a pressão nas molas das mesmas para uniformizar a profundidade de semeadura; 4. a velocidade de trabalho é muito importante para se obter a população de plantas desejada e movimentar menos o solo. Avalie se, na velocidade selecionada, o número de sementes dosadas atinge o desejado, coletando-as na saída do tubo de descarga ; 5. siga sempre as recomendações de pressão nos pneus da semeadora e do trator e de lastragem do trator ; 6. verifique se as rodas compactadoras em V estão pressionando o solo sobre a semente. Se isso estiver ocorrendo, mude sua angulação para que a pressão seja ao lado das sementes ; 7. lubrifique diariamente a semeadora durante a época de semeadura. Leia e siga as recomendações do manual de operação da semeadora-adubadora. . M Rubens Siqueira, Ruy Casão Junior e Augusto Guilherme de Araújo, IAPAR www.cultivar.inf.br

Rua Francisco Teodoro, 450 - Vila Industrial CEP 13035-430 - Campinas - SP Fone: (19) 3272.8544 - Fax: (19) 3272.9527 Site: www.fenes.com.br - E-mail: fenes@dginet.com.br Máquinas

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Energia geração

Força do vento

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Revolução Industrial trouxe consigo as invenções das máquinas de produção, como os teares industriais, tais máquinas assim como os moinhos de farinha exigiam uma certa constância da velocidade, evidenciando uma das desvantagens da energia eólica em relação à força animal e à roda d´agua, que é o fato de sua ocorrência ser irregular e de intensidade variável. Para contornar a variação de intensidade surgiram, ainda no século XVI, os primeiros sistemas de controle ou limitação de potência, sendo mencionados o freio aplicado ao eixo das pás existindo inclusive esquemas de Leonardo da Vinci de um freio de cintas aplicado a roda acionadora - e a inclinação do eixo das pás em relação ao horizonte. Tais aperfeiçoamentos permitiram integrar os moinhos de vento também a estas unidades produtivas, e até o século XVIII - século do surgimento da máquina a vapor - os moinhos de vento, juntamente com as rodas d´agua, marcavam muitas paisagens.

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TIPOS DE TURBINAS EÓLICAS Os aerogeradores e aeromotores costumam ser classificadas pela posição do eixo do seu rotor que pode ser vertical ou horizontal, a seguir mencionaremos os principais modelos relativos aos tipos de classificação mencionados.

EIXO HORIZONTAL Esta disposição necessita de mecanismo que permita o posicionamento do eixo do rotor em relação à direção do vento, para um melhor aproveitamento global, principalmente onde se tenha muita mudança na direção dos ventos. Encontramse ainda moinhos de vento seculares com direcionamento do eixo das pás fixo, mas situam-se onde os ventos predominantes são bastante representativos, e foram instalados em épocas em que os citados mecanismos de direcionamento ainda não haviam sido concebidos.

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Os principais modelos diferem quanto às características que definem o uso mais indicado, sendo eles: Rotor multipás - atualmente representa a maioria das instalações eólicas, tendo sua maior aplicação no bombeamento d´agua. Suas características tornam seu uso mais próprio para aeromotores, pois dispõem de uma boa relação torque de partida / área de varredura do rotor, mesmo para ventos fracos, em contrapartida seu melhor rendimento encontra-se nas baixas velocidades, limitando a potência máxima extraída por área do rotor, que não é das melhores, tornando este tipo pouco indicado para geração de energia elétrica. O fato de alguns autores de livros, escritos em outras décadas, contrariamente a percepção atual, apontaremno como sendo a melhor opção devido à sua característica de menor variação de velocidade do rotor em função da velocidade do vento, devia-se as limitações de controle da curva de tensão de saída dos sisJulho / Agosto 2001


Os aerogeradores e aeromotores costumam ser classificadas pela posição do eixo do seu rotor que pode ser vertical ou horizontal

temas de geração de energia disponíveis naquelas épocas, o que restringia o aproveitamento da energia gerada, a uma faixa estreita de velocidade do rotor. Com o desenvolvimento da eletrônica este panorama mudou, pois os sistemas atuais podem ser facilmente projetados para uma faixa de velocidade bastante ampla e com um rendimento bastante satisfatório, passando o fator determinante a ser a potência obtida pelo rotor em relação a área de varredura, onde os modelos de duas e três pás se destacam com um rendimento muito superior. Rotor de três ou duas pás - é praticamente o padrão de rotores utilizados nos aerogeradores modernos, isto se deve ao fato da grande relação de potência extraída por área de varredura do rotor, muito superior ao rotor multipás (embora isto só ocorra em velocidades de vento superiores), pois além do seu rendimento máximo ser o melhor entre todos os tipos, situa-se em velocidades mais altas. Entretanto, apresenta baixos valores de torque de partida, e de rendimento para velocidades baixas, características que apesar de aceitáveis em sistemas de geração de eletricidade, incompatibilizam seu uso em sistemas que requeiram altos momentos de força e ou carga variável.

EIXO VERTICAL

de suas pás, devido ao movimento de rotação, terem constantemente alterados os ângulos de ataque e de deslocamento em relação à direção dos ventos, gerando forças resultantes alternadas, o que além de limitar o seu rendimento, causa vibrações acentuadas em toda sua estrutura. Rotor Savonius - Apresenta sua curva de rendimento em relação à velocidade próxima a do rotor de multipás de eixo horizontal, mas numa faixa mais estreita, de menor amplitude, seu uso, como o daquele, é mais indicado para aeromotores, princi-

OS AEROGERADORES Com o surgimento da máquina a vapor, dos motores de combustão interna e das grandes usinas de eletricidade e rede de distribuição, os sistemas eólicos foram relegados a um segundo plano por um bom tempo, permanecendo em algumas aplicações, como o bombeamento d´agua em áreas rurais e salinas, além de outras mais raras. Durante a crise do petróleo, na década de 70, a energia eólica voltou a ser bastante cogitada, e os avanços da aerodinâmica e surgimento da eletrônica, permitiu o aparecimento de aerogeradores muito eficientes e com o custo por KW, quando utilizado em sistemas de grande porte interligados à rede de distribuição, comparável com o das hidroelétricas, com isto desde a década de 80, tem sido cada vez mais comuns a instalação de parques eólicos em vários países principalmente da Europa e nos Estados Unidos, atualmente podem ser encontrados em nível comercial aerogeradores com potências nominais de até 1,5MW. Os aerogeradores pequenos para sistemas autônomos de carregamento de baterias também evoluíram bastante incorFotos Vitor Tavares

A principal vantagem das turbinas de eixo vertical é não necessitar de mecanismo de direcionamento, sendo bastante evidenciada nos aeromotores por simplificar bastante os mecanismos de transmissão de potência. Como desvantagens apresentam o fato

A energia eólica pode trazer uma fonte de renda extra ao produtor rural

palmente para pequenos sistemas de bombeamento d´agua, onde o custo final devido a simplicidade do sistema de transmissão e construção do rotor propriamente dito, podem compensar seu menor rendimento. Rotor Darrieus - Por ter curva de rendimento característica próxima a dos rotores de três pás de eixo vertical, são mais compatíveis com o uso em aerogeradores, mas como nestes os sistemas de transmissão já são bastante simples, seja qual for o tipo de disposição do eixo do rotor, o Darrieus perde uma das vantagens comparativas. Além disto a necessidade de sistema de direcionamento para o outro tipo de rotor, é compensada pela facilidade de implementação de sistemas aerodinâmicos de limitação e controle de potência, que amplia a faixa de utilização em relação a velocidade dos ventos e deixa-o muito menos suscetível a danos provocados por ventos muito fortes. Desta forma o Darrieus parece ficar em plena desvantagem em relação ao rotor de eixo horizontal, sendo seu uso pouco notado.

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Os rotores de três pás são muito utilizados nos aerogeradores modernos, proporcionando a máxima eficiência entre todos os tipos


Atualmente os maiores parques instalados são os do Ceará, representados pelo de Taíba com 5MW e o de Prainha com 10 MW

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porando novas tecnologias, tendo com isto ampliado muito sua faixa de utilização, existem atualmente varias opções na faixa de 50 a 600W nominais. No Brasil o primeiro aerogerador de grande porte foi instalado no arquipélago de Fernando de Noronha, em 1992, tratando-se de uma turbina de 75KW, com rotor tripá de 17 metros de diâmetro, tendo o mesmo sido integrado ao sistema de fornecimento de energia, formando um sistema híbrido com o gerador diesel já existente na ilha, patrocinando uma economia de aproximadamente 10% no consumo de diesel, alem da redução de emissão de poluentes. O Atlas Eólico da Região Nordeste (CBEE & ANEEL - 1998), demonstra o grande potencial que o Brasil tem a explorar, dispondo ao longo da costa grandes áreas de ventos bastante regulares e de boa velocidade. Em 1998 foi inaugurada em Sorocaba-SP, a Wobben Windpower, subsidiária da ENERCON, passando a produzir no país aerogeradores com potência de 600 KW. Com a instalação, em janeiro de 1999, do parque eólico de Palmas no Paraná primeiro parque eólico da região Sul - o incremento de seus 2,5MW, promoveu a elevação da potência instalada no país, que já ultrapassa os 20MW. Atualmente os maiores parques instalados são os do Ceará, representados pelo de Taíba com 5MW e o de Prainha com 10 MW. Em Minas Gerais encontra-se o de Gouvêia com 1MW.

FORNECIMENTO E ARMAZENAMENTO Apesar de ser uma fonte relativamente barata a energia eólica apresenta algumas características que dificultam seu uso como fonte regular de energia, além de sua ocorrência ser irregular para pequenos períodos, a quantidade de energia diária disponível, pode variar em muitas vezes de uma estação do ano para outra, em um mesmo local. O fato de a potência disponível variar com o cubo da velocidade do vento, dificulta a questão do dimensionamento e a escolha do local para instalação, limitando seu uso apenas em regiões de ventos fortes e relativamente constantes. Atualmente os sistemas mais comuns de fornecimento de energia utilizando sistemas eólicos são: Sistemas eólicos de grande porte interligados a rede pública de distribuição

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- por dispensarem sistemas de armazenamento são bastante viáveis representando atualmente a maior evolução em sistemas eólicos, já apresenta custos paritários ao das hidrelétricas. Nesta configuração os sistemas eólicos podem ter uma participação na ordem de 15% do fornecimento total de energia, envolvendo a definição deste percentual, estudos específicos de vários fatores que garantam fornecimento regular e a qualidade de energia do sistema interligado como um todo. Sistemas híbridos diesel-eólico de médio porte - nestes os geradores eólicos podem representar fator de economia de combustível com custos bem atraentes para locais onde não dispõe da rede de distribuição interligada e dependam de geradores a diesel para fornecimento de energia elétrica, como o motor diesel garante a regularidade e estabilidade no fornecimento de energia, dispensando sistemas de armazenamento, e o transporte do diesel representa um custo adicional, a implementação de aerogeradores é neste caso bastante compensador e recomendado. Sistemas eólicos autônomos / armazenamento - sistemas de energia eólica autônomos para fornecimento regular de eletricidade, tornam-se bastante dispendiosos devido as complicações dos sistemas de armazenamento, que devem compensar não só as variações instantâneas e diárias, mas também compensar a variação da disponibilidade nos períodos do ano, Sendo sua aplicação limitada a pequenos sistemas para recarga de baterias, em regiões remotas, principalmente para fornecimento de eletricidade para equipamentos de comunicação e eletrodomésticos, onde o benefício e conforto compensam o alto custo por watt obtido. Outros usos diversos a geração de eletricidade, como aeromotores para bombeamento d´agua são mais compatíveis com o uso singular da energia eólica. Talvez o desenvolvimento de tecnologias de obtenção, aplicação e estocagem do hidrogênio, venham a representar uma nova opção para um sistema de armazenamento compatível com a energia eólica, possibilitando sistemas eólicos ou eólicos-solares au.M tônomos economicamente viáveis. Rômulo Rostand

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Energia eólica

Bom negócio As primeiras utilizações de energia eólica deram-se com as embarcações. Algumas publicações mencionam vestígios de sua existência por volta do ano 4.000 a.C., recentemente testemunhados por um barco encontrado em um túmulo sumeriano da época, no qual havia também remos auxiliares. Por volta do ano 1.000 a.C., os fenícios, pioneiros na navegação comercial, utilizavam-se de barcos movidos exclusivamente à força dos ventos. Ao longo dos anos, vários tipos de embarcações à vela foram desenvolvidos, com grande destaque para as Caravelas surgidas na Europa no século XIII e que tiveram papel destacado nas Grandes Descobertas Marítimas. Atualmente agricultores e pecuaristas nos Estados Unidos estão descobrindo que possuem não apenas a terra, mas também os direitos eólicos que acompanham a sua propriedade. Um fazendeiro em Iowa, que arrenda parte de sua propriedade à concessionária local para instalação de uma turbina eólica, chega a ganhar cerca de US$ 2.000 R$ 5.100 - por ano em royalties pela eletricidade gerada. A utilização de energia eólica vem crescendo rapidamente, já que seu custo por quilowatt/hora é baixíssimo, algo entre 7 e 14 centavos de real, dependendo principalmente da velocidade do vento no local. Desde que as fazendas eólicas entraram em atividade nos Estados Unidos, este já conseguiu elevar sua capacidade de geração de energia elétrica em 29 %. Esse crescimento não está limitado aos Estados Unidos. Em todo o mundo, a geração da eletricidade eólica aumentou 39% em 1999. Na Dinamarca, por exemplo, o vento já fornece 10 % da eletricidade. O potencial da energia eólica é imenso, ao contrário do que se pensa. Um estudo realizado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos demonstrou que com apenas três estados Dakota do Norte, Kansas e Texas é possível gerar energia eólica suficiente para atender às necessidades de toda a nação norte-americana. As turbinas de energia eólica, alinhadas através de uma fazenda, não interferem com o uso do solo para a agricultura ou pecuária. Os produtores podem, portanto, usufruir ao máximo dos benefícios dessa forma alternativa de geração de energia. Julho / Agosto 2001


Energia Ademar Michels

hidráulica

Utilizando quedas d´água da propriedade consegue-se gerar eletricidade

Energia da água

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energia elétrica, devido à inviabilidade econômica das instalações das mesmas e da indisponibilidade de energia elétrica no estado. A construção de micro-centrais hidrelétricas está hoje inserida no contexto do desenvolvimento auto-sustentável regional, possibilitando o acesso à energia de uma parcela da população, que está à margem do desenvolvimento, fixando residência nestas regiões mais atrativas, contribuindo para a diminuição do êxodo rural. Com o aproveitamento dos recursos hídricos existentes na região, é possível, se não resolver, amenizar o problema de distribuição de energia elétrica, contribuindo para a diminuição do consumo de outras formas de energia, que do referencial ecológico são poluentes. Diante da necessidade de construir e aperfeiçoar uma instalação hidrelétrica, será feito um estudo sobre viabilidade econômica e social da Micro Central Hidrelétrica da Ponte em São Francisco de Paula no RS. Será desenvolvido um elemento capaz de gerar

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infra-estrutura para a região. Com a finalidade de servir de referencial, criando condições para um estudo social e econômico viável para abertura de vários outros precedentes, na área de micro-centrais hidrelétricas, será apresentado um estudo para desenvolver tecnologias e ampliar esta ampla área de Micro-Centrais Hidrelétricas. Em turbinas hidráulicas, a energia cinética da água em fluxo, se converte em energia mecânica de rotação. A potência teórica é determinada pela altura estática e pela vazão da água. Para calcular a potência disponível deve-se considerar também a transformação de energia devido à fricção do fluido nos condutos, e o rendimento dos equipamentos instalados. Para o cálculo aproximado da potência é utilizado a seguinte fórmula : onde: Pe = Potência no eixo (KW) Q = vazão (m,3/s) H = altura (m) Máquinas

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grande desenvolvimento científico e tecnológico da civilização moderna está relacionado com uma crescente demanda de energia, seja ela oriunda de fontes renováveis ou não. Isto porque a energia não é apenas um componente da infra-estrutura industrial de um país, mas faz parte do estilo de vida das sociedades atuais que incluem atividades cada vez mais dependentes desse insumo para satisfazer suas necessidades de transporte, habitação, saúde e educação. No Brasil, entre as principais fontes de geração de energia elétrica disponíveis, a energia hidráulica é a mais importante fonte primária, pelo montante do potencial disponível e pela sua atratividade econômica. Tratase, além do mais, de fonte renovável, não sujeita a aumentos conjunturais de preço e interrupções de fornecimento. Identifica-se porém, a problemática da questão ambiental para equacionar o seu aproveitamento. Existem ainda, no Rio Grande do Sul, cem mil propriedades rurais que não são contempladas com as redes de distribuição de

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Fotos Ademar Michels

Casa de máquinas e duto forçado; da casa de máquinas obtém-se proteção aos equipamentos contra as intempéries

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Um dos fatores para a determinação da turbina a ser utilizada é a velocidade de rotação específica ou coeficiente de forma do rotor de Addison. É um elemento fundamental para a seleção do tipo de máquina mais adequado a determinada situação. Isto porque, com base em ensaios de modelos, determinaram-se faixas de valores de nqA para os quais os diversos tipos de máquinas possuem o seu melhor rendimento.

onde: nqA = velocidade de rotação específica ou coeficiente de forma do rotor de Addison, adimensional; n = velocidade de rotação em rps; Q = vazão em m3/s; g = aceleração gravitacional, m/s H = altura de queda da água em m;

Tipos de condutos: Diâmetro externo 150 mm Diâmetro interno 143 mm Comprimento 19 barras de 6 m num total de 114 m.

ELEMENTO GERADOR Os geradores são máquinas usadas para a produção de energia elétrica. Sua operação está baseada no princípio de indução elétrica. Os geradores produzem corrente alternada e podem ser monofásicos fornecendo uma voltagem de 200 a 240 volts, e estão disponíveis geralmente até os tamanhos que não excedam 12 KW. Os geradores trifásicos são mais versáteis em relação ao uso final da eletricidade. As Unidades usadas em Micro-Centrais Hidrelétricas produzem uma voltagem de 380 a 440 volts

entre fases e 200 a 240 volts entre qualquer fase e neutro sendo que sua freqüência deve ser de 60 Hertz. A rede de distribuição deve ser composta de 4 cabos e a carga gerada distribuída em apenas 3 fases balanceadas dentro dos limites prescritos. Em pequenas instalações de hidroenergia é aconselhável a instalação de um gerador síncrono trifásico auto regulável, de anéis deslizantes devido ao seu baixo custo de manutenção. Características do gerador Gerador Negrini Trifásico Tipo ATE Potência = 30 KVA Rotação de Trabalho = 1800 Freqüência = 60 HZ Voltagem = 220/380/440 Volts Cós = 0.8 Motores e aparatos elétricos requerem uma voltagem e freqüência estáveis. Um gerador elétrico produz voltagem e freqüência estáveis somente com o fluxo constante. Uma turbina hidráulica entrega tal velocidade constante a uma abertura dada pela comporta, que sem carga em seu eixo se mantém constante. Variando a carga, ou seja conectando ou desconectando potência se obtêm variação de velocidade que por sua vez causam variações em voltagem e a freqüência da eletricidade produzida. Para manter tais variações dentro de limites aceitáveis, é necessário incorporar um controlador da turbina, também chamado de regulador. Neste caso, será testada carga constante para uma vazão constante.

ANÁLISE FINANCEIRA Como visto ao longo destas Diretrizes, a implantação de uma usina hidrelétrica, no caso uma mCH, importa em custos que, evidentemente, devem gerar benefícios eco-

TURBINA A turbina utilizada nesta instalação é do tipo Francis Rápida, devido enquadrarse a uma série de fatores dentre eles, adequar-se ao nqA. Característica da turbina Vazão = 0.144 m3/s Altura nominal = 25 m rotação n = 1176 rpm Potência 20 Cv Os condutos são projetados para atender as necessidades da turbina de maneira a admitir a pressão exercida pelo fluido levando em consideração o golpe de aríete causado pela interrupção do fluxo quando executado o fechamento da válvula de controle.

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Máquinas

A turbina é um elemento fundamental para a micro-central hidrelétrica; Converte a energia cinética da água em energia mecânica de rotação que vai para o gerador www.cultivar.inf.br

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Os geradores são máquinas usadas para a produção de energia elétrica. Sua operação está baseada no princípio de indução elétrica

nômicos e ambientais que compensem os investimentos a serem realizados. Os benefícios econômicos significam recompensar financeiramente os investimentos realizados, garantindo ao investidor o retorno do capital aplicado. Ressalta-se que, do ponto de vista de política macroeconômica, no Brasil, a implantação de uma usina hidrelétrica, que utiliza um recurso renovável e abundante como combustível, no caso a água, substitui, com algumas vantagens, incluindo os aspectos ambientais, a implantação de usinas que utilizam outros combustíveis (óleo, carvão, gás, etc.). Os benefícios significam as melhorias no padrão de vida da população que usufruirá da energia a ser produzida, principalmente nos casos em que a MCH for implantada em região pouco desenvolvida. Os reflexos sobre todos os setores da economia regional são imediatos, incluindo também os associados às condições de saúde da população. As melhorias, em alguns casos, são quantificáveis através de previsões, como, por exemplo, o aumento da produção agrícola e industrial e, ainda, na oferta de empregos locais, diretos e indiretos. Em outros casos,

a quantificação das melhorias é difícil, como, por exemplo, as relacionadas com a saúde, lazer e bem estar da população, advindas da iluminação pública e doméstica, bem como as possibilidades de recreação em torno do reservatório. A análise financeira do empreendimento deverá ser feita considerando o resultado dos Estudos Finais realizados, incluindo todos os custos para implantação da MCH. Com base em todos os custos estimados, monta-se o diagrama de fluxo de caixa do empreendimento (DFC), considerandose as receitas e despesas. A avaliação da economicidade de um empreendimento desta natureza pode ser efetuada com diversos graus de profundidade e de diferentes maneiras. Todos os métodos devem permitir a avaliação da viabilidade financeira do empreendimento, no período ou horizonte determinado (prazo de autorização, vida útil do empreendimento ou outro período escolhido), considerando-se as entradas e saídas de capital (fluxo de caixa) no referido período. A análise financeira, do ponto de vista do investidor ( equity ), deverá ainda levar em con-

ta, não só a remuneração requerida do seu capital (capital próprio), mas a do capital de terceiros (empréstimo, ou outras formas de participação de terceiros). Dentre os métodos de análise financeira, são muito utilizados o método do fluxo de caixa descontado (valor presente líquido VPL), o método da taxa interna de retorno do investimento (TIR), o método das mínimas receitas requeridas, além de outros que possibilitem a determinação da viabilidade ou não do empreendimento. Na análise a ser feita sugere-se determinar a tarifa de equilíbrio do empreendimento, utilizando um dos métodos mencionados ou outro semelhante. A tarifa de equilíbrio do empreendimento será, aquela que representa o valor mínimo, pelo qual a energia vendida, durante o período ou horizonte determinado, equilibra todos os custos envolvidos, incluindo as remunerações do capital pró.M prio e de terceiros. Ademar Michels, Marcel Squinzani, UFSM


Energia palhiço

Em tempos tempos de de crise crise de de energia energia oo Em palhiço da da can-de-açúcar, can-de-açúcar, devido devido palhiço ao seu seu alto alto potencial potencial energético, energético, ao começa aa despertar despertar oo interesse interesse começa dos canavieiros canavieiros dos

Alternativa energética J

á que o governo federal elegeu São Pedro como o grande vilão da crise energética por que atravessa o país. Já que, erroneamente, esse mesmo governo tenta culpar as empresas privadas de energia pela falta de investimentos no setor, o que é uma grande bobagem. Já que o governo demonstrou, mais uma vez, uma grande incompetência gerencial e preditiva. Já que, segundo o mesmo, o cidadão, o empresário, os comerciantes brasileiros são perdulários no que se refere ao consumo de eletricidade. Já que o Brasil é um país que tem a maior área agricultável com condições climáticas das mais invejáveis, do mundo, está na hora de se tomar duas atitudes. Primeira, acabar com essa mistificação, para não dizer, o rosário de mentiras que nossos mandatários tentam através da mídia oficiosa impor, goela abaixo, aos cidadãos. São Pedro não tem nada com a crise energética! As companhias privatizadas representam apenas 20% do parque energético, portanto, não

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são elas as principais responsáveis pela falta de investimentos no setor. A verdade é que o governo, nos últimos anos ficou muito mais preocupado e ocupado em esconder os esqueletos da corrupção de seus apaniguados no armário do que desenvolver políticas sérias, não apenas no setor energético, mas também em uma série de outros setores fundamentais para o desenvolvimento do país. Quanto a dizer que somos perdulários no consumo de eletricidade é um escárnio! Basta verificar dados internacionais. O Brasil consome, em média 2.000 kWh/pessoa. Países de nosso nível ou até abaixo deste consomem o seguinte: Argentina (2.1000, Uruguai (2.400), Líbia (2680), Jamaica (2350), Cazaquistão (3150), sem falar em USA (12.5000 e Noruega (25.000). Chego a conclusão de que o governo federal, através de seus técnicos, políticos e periferia apresentam um ego muito maior que seus próprios QIs! Ou então imaginam que o brasileiro é retardado mental! www.cultivar.inf.br

O fato desse mais novo samba do crioulo doido criado por FHC e equipe faz com que, mais uma vez, o cidadão pague a conta. Se depender de novos investimentos em hidrelétricas ou mesmo nas altamente poluidoras ter-

O enleiamento do palhiço proporciona o seu enfardamento para posterior utilização Julho / Agosto 2001


Fotos Ripoli

Uma opção de curto prazo, com excedentes de matéria-prima para produção de energia elétrica são as usinas de açúcar localizadas, principalmente em São Paulo, Paraná, Goiás, e Mato Grosso do Sul

O material enfardado facilita o seu manuseio e o transporte

moeléctricas movidas a gás boliviano, a situação somente poderá ser amenizada dentro de 3-4 anos, a não ser que, daí sim, São Pedro nos ajude e faça cair sobre o Brasil um verdadeiro dilúvio. Uma opção de curto prazo, com excedentes de matéria-prima para produção de energia elétrica são as usinas de açúcar localizadas, principalmente em São Paulo, Paraná, Goiás, e Mato Grosso do Sul. Estas, primeiramente necessitam melhorar as eficiências de suas caldeiras que utilizam o bagaço, para produzir energia elétrica. Tais eficiências são baixas visto que nunca houve a preocupação, hoje existente com escassez energética, e sempre havia sobra de bagaço para consumo próprio. Estimativas da ESALQ-USP dão conta de que, o potencial de bagaço excedente nos estados acima citados, em curto prazo poderá abastecer uma população de consumidores de baixa renda, por volta de 5 milhões de pessoas. Claro que há necessidade de o governo fornecer financiamentos adequados para que as usinas e destilarias se ajustem. Cabe lembrar que, devido à própria característica das localizações geográficas das unidades canavieiras, estas utilizarão as atuais linhas de transmissão, sem necessidade, portanto, de investimentos nessa área. E o que é importante frisar, fornecerão energia exatamente no período de estiagem nessas regiões. Na área canavieira de Ribeirão Preto, 5 usinas já, há alguns anos, estão fornecendo excedentes de energia elétrica por elas gerados, às concessionárias privadas. Todavia, existe uma outra matéria-prima que, pode, deve e, com certeza, já começa a despertar o interesse imediato dos canavieiros. Trata-se do palhiço da cana de açúcar, que vem a ser o produto de colheita meJulho / Agosto 2001

canizada sem queima prévia do canavial, como infelizmente ainda ocorre, quando a colheita é realizada manualmente. Pois bem, o equivalente energético do palhiço gira em torno de 1,2 barris de petróleo por tonelada de material. Esse palhiço, constituído de ponteiros, folhas verdes, palha e frações de colmos não recolhidos pelas colhedoras, é encontrado nos canaviais na ordem de 9 a 28 toneladas/ha. Ou seja, dependendo das condições da cultura, um hectare de canavial, oferece entre 11 e 33 equivalentes barris de petróleo. Nessas regiões a área cultivada com cana é da ordem de 2, 7 milhões de hectares, fica claro o desperdício que o país está tendo em não aproveitar uma biomassa renovável para diminuir sua dependência de outras fontes de geração de eletricidade. Considerando que, apenas 1.365.000 ha sejam passíveis de serem colhidos sem queima prévia, em função de condições de relevo, principalmente, considerando, ainda, as devidas perdas durante a queima desse material, a conseqüente geração de vapor e sua transformação em eletricidade, ou seja, as perdas devidas às transformações energéticas, apenas o palhiço poderá em curto prazo, abastecer uma população da ordem de 7 milhões de pessoas de consumo de baixa renda (padrão referenciado pelas concessionárias). Comparativamente, na região sul, se fosse possível juntar toda a palha de arroz resultante das beneficiadoras, este material poderia produzir energia elétrica para abastecer apenas 260 mil consumidores de baixa renda. Portanto, o que falta é ação no lugar de retórica! A biomassa aí está para ajudar o brasileiro a não ter que dormir com o pesadelo de apagões e com a sangria de tarifas de ener.M gia elétrica escorchantes. Tomaz Caetano Ripoli Esalq - USP www.cultivar.inf.br

Máquinas

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Pulverização Jacto

dicas

Bem limpo 2.

Limpar completamente o pulverizador com, se possível, um produto detergente. Depois disso deve-se proteger as partes metálicas contra a corrosão, aplicando-se com pincel uma solução de lubrificante e diesel, meio a meio.

Limpar todos os filtros. Usar jatos de ar comprimido, com um produto de limpeza neutro no caso de entupimento. Verificar o estado das juntas e substituir os filtros se necessário.

7.

Verificar o estado das mangueiras e substituir as partes trincadas ou quebradas. Não hesitar em trocar juntas ou válvulas duvidosas. Observar se o dispositivo anti-gotejamento funciona bem.

Verificar cuidadosamente o nível de óleo na bomba e caixas de transmissão. Se necessário, completar o nível recomendado pelo fabricante. Não ultrapassar a data da próxima troca.

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Máquinas

8.

5.

Assegurar-se do bom estado das lanternas traseiras e demais sinais de trânsito, para uma locomoção segura na estrada, se for o caso.

4.

Verificar o estado dos pinos de tomadas elétricas e assegurar-se de que nenhum corpo estranho permaneça. Ar comprimido pode eventualmente servir para uma limpeza perfeita.

6.

3.

Limpar cada ponta, usando escova macia e água. Escovas metálicas devem ser evitadas, pois podem comprometer o ângulo de pulverização original. Portanto, é preciso um trabalho paciente nos grandes equipamentos.

Engraxar as peças móveis. Transmissões, articulações, mecanismos de suspensão e peças móveis do distribuidor. Verificar igualmente a tensão correta das correias.

Aferir o funcionamento do equipamento controlando o estado das pontas e a forma dos jatos. Se uma nova aferição for necessária, contatar o concessionário.

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9.

10. Controlar a pressão dos pneus e os parafusos de fixação da roda. Verificar o bom estado das tomadas de óleo e do cardã e a livre passagem de fios entre o pulverizador e o trator. Fotos Cultivar L´Actualité

1.

Equipamento bem cuidado tem sua vida útil prolongada. O pulverizador, pelo tipo de produtos que aplica nas lavouras, exige atenção especial para proteção de seus componentes. Aqui os principais pontos a observar antes de se iniciar uma nova safra.

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Colhedora

Cultivar

cana-de-açúcar

sento com suspensão a ar, melhor posicionamento dos comandos de operação, maior visibilidade e redução do nível de ruído de 85 para 78 decibéis. A nova cabine é basculante, com abertura lateral de 60o, facilitando o acesso ao motor e diminuindo o tempo de manutenção da máquina. Foi desenvolvido também um novo sistema de pintura para a série 7000, que utiliza poliuretano com alto teor de solidez para dar maior resistência à abrasividade da cana.

PARCERIA DE PESO

A

Case apresentou mudanças nas colhedoras da tradicional série 7000. O conjunto picador ganhou maior eficiência no sistema de alimentação; o triturador do conjunto despontador recebeu novo sistema de fixação das facas; a mesa de giro ganhou um sistema hidráulico de amortecimento do giro; o sistema de alimentação passa a ter um exclusivo sistema de regulagem da altura no disco de corte lateral e melhores vedações no corte de base. Outra mudança pode ser observada na cabine de comando, que passa a oferecer maior conforto ao operador. Ele ganha as-

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Case

Novidade na colheita

A Case IH, fábrica de máquinas agrícolas do Grupo Fiat, produz as colhedoras de cana-de-açúcar da série 7000. As novas máquinas, conforme explica a empresa, são resultado da experiência de 30 anos da Case IH na colheita mecanizada de cana no Brasil e da tecnologia australiana da Austoft, pioneira no desenvolvimento desse tipo de máquina. A marca Case IH / Austoft é resultado desta parceria Com dois modelos A7000, equipada com pneus, e A7700, com esteiras as novas máquinas têm capacidade de colheita de 800 a 1.000 toneladas de cana por dia. Possuem motor de 330 HP e podem trabalhar a uma velocidade de até 12 km/hora, com rendimento médio de até 80 ton/hora, dependendo das condições da cultura. A marca Case IH/Austoft sempre esteve na dianteira da pesquisa e desenvolvimento tecnológico da mecanização da cana. Com a série 7000, aperfeiçoamos ainda mais o processo de colheita e o rendimento das máquinas , explica Sérgio Verdicchio, Su.M pervisor de Vendas da Case IH.

A colhedora equipada com esteiras traz como benefícios a redução da compactação do solo e a melhor estabilidade www.cultivar.inf.br

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Entrevista

Cultivar

Investindo no Brasil Presidente mundial da divisão agrícola da John Deere fala sobre o mercado mundial e anuncia recursos para expansão das atividades

Ferdinand Korndorf, presidente da divisão agrícola mundial da John Deere, tem a simpatia e atraqüilidade das pessoas que sabem o que estão dizendo. Na Central Administrativa da John Deere, situada no John Deere Place, às margens da John Deere Road, à qual se tem acesso pela John Deere Parkway, na cidade de Moline no Estado de Illinois, Fred mostra otimismo com a recuperação da economia americana e com o Brasil, para onde anuncia novos investimentos. A John Deere fatura US$ 13 bilhões por ano. Sua divisão agrícola responde por cerca de US$ 6,5 bilhões. O restante é proveniente de operações financeiras (banco John Deere), de fábricas de equipamentos para construção, e de um Sistema de Saúde. Máquinas: Nos últimos dez anos viuse uma série de aquisições, fusões, agregações das grandes linhas de máquinas agrícolas. Como a John Deere se vê neste ambiente, está mais para comprar ou para ser comprada? Ferdinand Korndorf: Penso que a maior parte do crescimento vai ser orgânica (interna). Sempre haverá alguma empresa pequena em algum lugar que nós poderíamos adquirir, mas a idéia de uma grande fusão não tem consistência. Veja o caso da fusão mais recente, onde a nova empresa tem tremendas dificuldades de integrar os canais de distribuição, criando incerteza, confusão, moral baixo, inclusive com diferentes velocidades de decisão. Esta é uma das razões pelas quais nós desacreditamos a idéia de uma fusão. A outra é legal: nós temos uma posição tal no mercado americano e em boa parte do mercado europeu, que no caso de uma fusão nos colocaria

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Máquinas

como truste. Nós não poderíamos pensar nesta possibilidade, pois nossa participação no mercado ficaria tão grande que isto não seria permitido. Máq: Em que mercado haveria mais possibilidade de ocorrerem aquisições ou fusões deste tipo? FK: Eu não vejo nenhuma possibilidade iminente disto ocorrer. Nós estamos fazendo um enorme esforço de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, em engenharia de novos produtos, visando consolidar nossas operações ao redor do mundo. Apenas após esta consolidação é que a empresa consideraria esta possibilidade. Máq: Existe uma previsão da duração da recessão americana? FK: Bem, esta recessão está um pouco ligada à mudança de governo recente. Ela já dura dois trimestres, e ninguém acredita que ela vá perdurar por outro período maior que este. Já há sinais de retomada de crescimento econômico. Máq: A John Deere tem um prognóstico de como será a próxima safra de grãos americana? FK: É muito difícil fazer uma previsão destas devido aos fatores climáticos, mas mantidas as condições vigentes até o momento, os números devem ser semelhantes à safra anterior. Máq.: A fábrica de Horizontina tem condições (tamanho) para assimilar o crescimento da demanda do Centro-Oeste? FK: A população que vive hoje em Horizontina não conseguiria suprir uma fábrica maior que a que temos lá hoje. A força de trabalho hoje está no limite. Máq: A John Deere tem algum plano de investimento novo no Brasil? FK: As expansões certamente vão pas-

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sar pelas regiões mais produtivas, especialmente por uma questão de logística. Eu não saberia dizer hoje onde vão ser. O futuro passa por novos investimentos na região mais central do Brasil. Máq: Seria uma fábrica nova, ou a transferência da fábrica de Horizontina para lá? FK: Sim, novos investimentos. Não há nenhuma razão para a transferência da fábrica de Horizontina, ela está bem ajustada, e de fato a única limitação é a falta de mão-de-obra. Máq: Considerando o crescimento da agricultura brasileira, em quanto tempo a Deere pensa em realizar estes investimentos, e qual o volume previsto? FK: Esse tipo de pergunta é estratégica, e posso dizer que serão alocados os recursos necessários. De forma geral que os investimentos são feitos de forma contínua. Não existem investimentos pontuais em nosso caso. Estamos constantemente investindo em tecnologia, tanto na operação atual quanto na futura. Com relação a novos investimentos, a velocidade da economia e a nova demanda por equipamentos John Deere é que vão sinalizar o momento exato em que os investimentos serão materializados. Máq: Como o Sr. vê o potencial de mercado da chamada linha laranja, tratores para uso não agrícola, como em prefeituras, parques, etc...? FK: Vejo com bons olhos. São os tratores de 40-70 HP. Esta é a faixa de potência que nós fabricamos na maior quantidade de locais no mundo. Nós os fabricamos no Brasil, nos USA, na índia, na China, na Turquia, nós os mandamos fabricar sob contrato. Este é o tamanho de trator que tem mais deman.M da de unidades em todo o mundo. Julho / Agosto 2001


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