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Maquinas 02

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Do editor Edição Número 2 - Ano I Março / Abril 2001

EMPRESA JORNALÍSTICA CERES CGCMF : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480 Rua Sete de Setembro 160 7º andar Pelotas RS 96015 300 E-mail: cultivar@cultivar.inf.br Site: www.cultivar.inf.br Assinatura anual (06 edições): R$ 29,00

DIRETOR Newton Peter EDITOR GERAL Schubert Peter EDITOR TÉCNICO Dr. Arno Dallmeyer SUPERVISOR TÉCNICO Mauro Ferreira REDAÇÃO João Pedro Lobo da Costa Gislaine Rabello (MT) Pablo Rodrigues DESIGN GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Fabiane Rittmann MARKETING Otávio Pereira

ASSINATURAS Simone Lopes ILUSTRAÇÃO Rafael Sica EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Index Produções Gráficas FOTOLITOS E IMPRESSÃO Kunde Indústrias Gráficas Ltda. COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Esalq Luiz Geraldo Mialhe Unesp Antonio Evaldo Klar Esalq Luis Antônio Balastreire Esalq Tomaz Caetano Ripoli Unisc Mauro Ferreira U. Madrid Luis Márquez UFSM Fernando Schlosser IAC Hamilton Humberto Ramos CNPDIA Edson Roberto Minatel CNPDIA Paulo Estevão Cruvinel

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GERAL / ASSINATURAS: 272.2128

REDAÇÃO : 227.7939 / 272.2105 / 222.1716

MARKETING: 272.1753 / 272.2257 / 225.1499 / 225.3314

FAX: 272.1966

Índice

Nossa Capa Foto New Holland

CIRCULAÇÃO Edson Luiz Krause

NOSSOS TELEFONES:

Quase chocante, para quem não conhece a agricultura européia, o grau de sofisticação do equipamento mostrado no Salão Internacional de Máquinas Agrícolas, em Paris, em fevereiro. São máquinas de sonho, que levam em conta, além da eficiência, o conforto e a segurança do operador, quase sempre o proprietário da terra ou seus familiares, e que não chegarão ao Brasil em um futuro próximo. Afinal, poucos aqui estariam dispostos a pagar para ter tratores ou colhedoras com cabinas que concorrem com carros de luxo. Onde as saliências de terreno, por exemplo, não afetam o operador, protegido por suspensões hidráulicas. Ou colhedoras cujas plataformas não se alteram, independente dos saltos dos pneus. Ou tratores sem pedais, comandados por uma só alavanca. Perfeitas as máquinas. Mas com vendas em baixa, mesmo no mercado subvencionado europeu. É o que mostramos nessa edição, que também acompanhou o Show Rural de Cascavel, uma amostra da realidade no Sul e Sudeste do Brasil, onde ainda valem mais a robustez e preços como fator de vendas. Que, por sinal, estão em crescimento.

Diretas e Cartas

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Máquinas para semear

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Avaliação de semeadoras

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Vilões na semeadura

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Solo com qualidade

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Irrigação por gotejamento

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Lubrificantes e aplicações

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Novidades mundiais

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Medidores de umidade

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Coopavel mostra tecnologia 28 Tração certa

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Destaques

Tecnologia em semeadura

Especialistas abordam os modelos e como utilizar a tecnologia 06

Encarte especial Tipos de tratores, seu histórico e a sua aplicação são os assuntos abordados pelo professor Fernando Schlosser

.................................................... Irrigação por gotejamento

Método traz uma série de vantagens quando bem utilizado 15

.................................................... Novidades mundiais

A tecnologia dos próximos anos foi mostrada na SIMA, feira que acontece em Paris 19 .....................................................


Rodando por aí

Congresso

Precisão

New Holland

Estão em lançamento no mercado brasileiro os tratores 7630 e 8030 S100, da New Holland. Eles possuem o sistema Dual power, que é ligado por uma tecla no painel, aumentando o torque e duplicando o número de marchas.

II SINTAG

O Centro de Mecanização e Automação Agrícola do Instituto Agronômico de Campinas vai promover, de 17 a 20 de julho de 2001, em Jundiaí SP, o II Simpósio Internacional de Tecnologia de Aplicação de Agroquímicos , o II SINTAG. O objetivo é reunir profissionais, instituições e empresas responsáveis pela política, desenvolvimento, comercialização e utilização de agrotóxicos e de equipa-

Além disso, têm oito velocidades entre 4 e 12km/h, proporcionando uma marcha adequada à realização das tarefas agrícolas. A tração dianteira auxiliar é acionada também por uma tecla no painel, ligando o sistema nos momentos de maior solicitação do trator, aumentando a durabilidade do sistema e evitando o desgaste prematuro dos pneus dianteiros.

mentos para sua utilização, para discutir o uso seguro e eficiente dos mesmos, visando a preservação da saúde e do ambiente. Na pauta conferências e debates sobre a tecnologia de aplicação, além de aspectos ligados a política nacional no uso de agroquímicos, pesquisa, extensão, novos equipamentos e evolução dos já tradicionais, segurança do aplicador e padrões em equipamentos de aplicação.

Fidelidade

A alemã Lindner teve seus tratores examinados em Paris, no SIMA, por um

Será realizado no período de 16 a 18 de outubro próximo, na ESALQ/ USP, o III Simpósio sobre Agricultura de Precisão , anuncia o coordenador do evento, prof Luiz Antonio Balastreire, para o qual serão recebidos resumos de trabalhos até o dia 20 de maio e cópia completa até 30 de julho. As normas para redação do trabalho são as mesmas utilizadas para a Revista Engenharia Agrícola, da Sociedade Brasileira de Engenharia Agrícola-SBEA, e podem ser consultadas no site http:// carpa.ciagri.usp.br/~leia

Sob o tema A Engenharia Agrícola no desenvolvimento da agroindústria em face à globalização , será realizado de 31 de julho a 03 de agosto, e,m Foz do Iguaçu, no Mabu Hotel, o XXX Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola o CONBEA 2001. O evento é uma promoção da Sociedade Brasileira de Engenharia Agrícola com o curso de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, a Unioeste. O congresso tem a professora Lúcia Helena Pereira Nóbrega como presidente, que está trabalhando forte

Lúcia (esq.) na divulgação. Lúcia estabeleceu importante parceria na área com a revista Cultivar Máquinas, através do editor técnico, professor Arno Dallmeyer, em visita ao estande da empresa no Show Rural de Cascavel. Informações pelo telefone (45) 523.6162.

Crescimento

A Massey Ferguson está apostando no crescimento da agricultura na região Centro-Norte para manter sua liderança na venda de máquinas agrícolas no País. O surgimento e ampliação de áreas em Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Oeste da Bahia - e agora no Piauí - demonstra que há uma mudança de endereço do plantio de grãos no Brasil, até porque não existe mais espaço para crescimento no Sul do País. A Massey quer ser parte desse crescimento, diz Werner Santos, gerente de Marketing do Produto, que esteve em viagem de negócios no Tocantins.

Poda

Amostra da sofisticação européia em equipamentos agrícolas, a máquina de poda de videiras, acoplada em trator, foi destaque no Salão Internacional de Máquinas Agrícolas, em Paris, pelo novo sistema de pilotagem automática. Colocado em posição e acionado o sistema, o trabalho independe do operador, que apenas supervisiona o resultado. O equipamento é próprio para terrenos planos e seu uso pode ser estudado para áreas do Nordeste e sul do RS.

público seleto e fiel de clientes. A Lindner costuma receber tratores usados na troca por novos e, os reforma na fábrica, vendendo-os depois com garantia. Fabrica poucos, cerca de 500 por ano, mas tem fila de espera.

Segurança

O Centro de Mecanização e Automação Agrícola do IAC, Fundacentro e UNESP promovem, em 24 de abril, um ciclo de palestras sobre condições de segurança no uso de tratores agrícolas. Maiores informações podem ser conseguidas através do telefone (11) 4582.8155.

Milho Safrinha

De 25 a 28 de junho acontecerá, em Londrina (PR), o VI Seminário Nacional do Milho Safrinha, a II Conferência Nacional de Pós-Colheita e o II Simpósio em Armazenagem Qualitativa de Grãos no Mercosul. A Fa p e a g r o e s t á s e c r e t a r i a n d o o e v e n t o. M a i s informações, telefone (43) 334-1601.

Balança Analítica A Gehaka lançou a primeira balança analítica totalmente nacional, com capacidade máxima de pesagem de 210 gramas e precisão de 0,0001 gramas. A AG 200 destina-se aos setores de alimentos, cosméticos, farmacêuticos, químico e de pesquisas,

entre outros. Mais informações, telefone 911) 3758-3200 ou www.gehaka.com.br

Correio Solicito a gentileza de fornecer o telefone do pesquisador Hamilton Ramos (IAC). Necessito de um esclarecimento do referido pesquisador sobre seu artigo publicado na Cultivar Máquinas de janeiro, sobre pulvarização de produtos fitossanitários.

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Máquinas

Parabéns pela ótima qualidade da revista. João Carlos Toscano Gerente Aventis Recife

Gostaria de parabenizá-los pela iniciativa de publicar uma revista como Máquinas. Já faz algum tempo que o setor demandava uma pu-

blicação deste nível para atender aos agricultores, fabricantes e usuárias de máquinas agrícolas em geral. Os artigos apresentados neste primeiro número são muito bons. Desejo que assim continuem e que a revista tenha sucesso. .

Parabéns pela qualidade e dedicação pela publicação da Máquinas, que com certeza representará com brilhantismo, a pujança de nossa Mecanização para o nosso país.

Paulo G. Magalhães FEAGRI/UNICAMP

Victório L. Furlani Neto

www.cultivar.inf.br

UFSCar

Parabéns pela excelente publicação. Este segmento (máquinas agrícolas) realmente carece de que publicações de bom nível. Desejamos muito sucesso. Cirene Gonçalves Abraforte-Assoc. Bras. Distrib. New Holland Curitiba - Pr

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Equipamentos semeadura

Opções na semeadura Tecnologia de mecanização auxilia na implantação e condução de lavouras

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á milhares de anos, des de que o homem trocou a caça pela colheita, tornando-se menos nômade, ele procurou desenvolver técnicas de cultivo das culturas que mais lhe interessavam, especialmente os cereais. Há cerca de 5 mil anos (3.000 a. C.) já se encontram registros de ferramentas rústicas de mobilizar o solo para a implantação de culturas. Os índios pré-colombianos utilizavam plantar o milho fazendo uma

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cova no solo com um bastão, aí depositando as sementes e um peixe. Ou seja, já aplicavam rudimentos de fertilização, pois o peixe é rico em fósforo. Até os dias atuais, nas íngremes encostas andinas os descendentes dos incas utilizam punções , hastes com ponta metálica, ou simplesmente apontados, para fazer covas e introduzir as sementes no solo. O que o homem civilizado fez ao correr dos séculos foi aperfeiçoar as técnicas e instrumentos, adequandowww.cultivar.inf.br

os à sua forma de trabalho e de viver. Desenvolveu-se aí (e com maior ênfase na revolução industrial, a partir do século 18) a idéia de que quanto mais mobilizado o solo, maior seria a produção das culturas. Apenas recentemente os técnicos conseguiram provar que nem sempre isto é verdade, e que os solos (e culturas) podem produzir bem sem um excesso de preparo, de mobilização. No caso brasileiro, em que o desenvolvimento da agricultura ocorreu Março / Abril 2001


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ciclo de cultura por ano, em nossos solos tropicais e subtropicais, praticando alternância de culturas (dois ciclos por ano) e sob um regime de chuvas muito mais intenso e irregular que nos países de origem. As conseqüências dessa aplicação inadequada de práticas culturais e de equipamentos começou a ser percebida já na década de 1960 no Sul do Brasil. Embora os abnegados técnicos do Ministério da Agricultura estivessem envolvidos na demarcação de curvas www.cultivar.inf.br

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apenas no século 20, e com maior intensidade a partir dos anos 50, tivemos a influência de duas correntes: a européia, por influência dos imigrantes (alemães, italianos, poloneses) e a americana, por influência da indústria que se estabelecia. Com essas influências vieram as técnicas e os equipamentos, adequados a cada uma destas regiões distintas. E por muito tempo os agricultores do Brasil usaram equipamentos adequados a regiões frias, com solos planos, um

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de nível e de cordões de contorno já desde o final da década de 1950, a erosão hídrica e suas conseqüências (voçorocas, assoreamento de rios e lagos, e queda de produtividade) se manifestavam de forma crescente. Na década de 1970, em função da política intregracionista do País, e aos baixos preços da terra, começou a corrida ao Centro-Oeste. Como grande parte dos pioneiros eram originários da Região Sul, dela levaram as formas de trabalho. Em poucos anos começou a se manifestar a degradação dos solos também naquela região.

COMEÇO NO BRASIL Nessa mesma década de 1970, uma empresa inglesa (ICI), no afã de vender seus herbicidas dessecantes (de contato) iniciou a divulgação de uma técnica de semeadura de culturas anuais sem preparo do solo, que viria a ser conhecida como Plantio Direto . Apoiando a iniciativa estava um grupo de técnicos alemães da GTZ (Instituição de Cooperação e Ajuda Mútua) sediados em Londrina no Paraná. Agricultores já estavam iniciando ações isoladas de experimentar a técnica. Feita esta breve retrospectiva histórica, voltemos ao assunto Preparo do Solo. Se observarmos os equipamentos disponíveis no mercado nos dias de hoje, verificamos que melhoraram, mas se necessita de mais atenção no aspecto de aplicação específica. Devemos nos dar conta que, as-

sim como em outras áreas de nossas vidas, cada caso é um caso , também no preparo do solo devemos considerar as condições específicas do local: tipo de solo, declividade, histórico da área, regime de chuvas, nível cultural do agricultor, equipamentos disponíveis, etc... As dimensões continentais do país nos oferecem grandes e marcantes diferenças de clima e solo. Adequação do equipamento ao manejo requerido pelo solo e pela cultura a ser implantada são fundamentais para o sucesso do negócio agrícola, operando com margens cada vez menores e concorrência internacional crescente. O nível de desenvolvimento é bom para algumas partes do país, mas pode ser melhorado em outras. Conforme já mencionamos, uma alternativa viável de manejo vem sendo o Plantio Direto, não apenas nas regiões tradicionais, mas também no Cerrado, onde se apregoava sua inviabilidade há duas décadas apenas.

SISTEMAS DE MANEJO Podemos classificar, de uma forma bem simplista os sistemas de manejo de solo em: Intensivo, convencional , aplicando arados e grades; Mínimo, ou reduzido , utiliza basicamente equipamentos de hastes (escarificadores, cinzéis, subsoladores), também denominado de preparo vertical; Plantio direto, envolvendo nor-

Plantio com preparo de solo convencional favorece a erosão e está sendo substituído pelo preparo direto

malmente apenas a semeadora. Pode ser apoiada em segadoras, rolos-faca ou aplicadores de agroquímicos. Os dois últimos sistemas, por evitarem em grande parte os danos ao solo, são enquadrados como conservacionistas. Cada um deles teve avanços tecnológicos nos últimos anos, tentando adequá-los às exigências das técnicas em questão, ou dos fabricantes (processos de fabricação, p. ex.): No sistema convencional , incorporou-se novos desenhos de aivecas; arados de aivecas reversíveis; arados de largura regulável; materiais mais resistentes ao desgaste; dispositivos de segurança (desarme automático), que sempre foram o ponto fraco deste tipo de equipamento. Discos cônicos ou de fundo convexo, vazados ( perfurados ) também foram disponibilizados, trazendo economia de energia e melhorias na incorporação de fertilizantes e corretivos, nem sempre dispensáveis. Já para o sistema de Preparo Míni-

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Fotos Dirceu Gassen

mo, surgiram hastes escarificadoras otimizadas, em formato e largura, ponteiras mais resistentes ao desgaste e dimensionamento correto. Em meados da década de 90 foram agregados dispositivos destorroadores aos escarificadores ( subsoladores ), iniciando no Brasil a aplicação de operações combinadas, ou conjugadas. Essas operações podem trazer economia de energia de até 35 % no total do preparo do solo, além de poupar o solo de compactação e tráfego de máquinas. Para o sistema Plantio Direto, embora a operação executada seja de semeadura, convencionou-se no âmbito da Federação de Associações de Plantio Direto na Palha, que a denominação do Sistema em si seria Plantio Direto. Assim, o uso popular consagrou a nomenclatura. Grandes modificações foram sendo introduzidas nos equipamentos nas últimas três décadas, desde a rústica Rotacaster , uma enxada rotativa de

lâminas estreitas provida de caixas de distribuição de sementes e adubos, projetada para a renovação de pastagens na Inglaterra, e trazida junto com a nova técnica nos anos 70. As principais indústrias do ramo investiram altas somas em desenvolvimento tecnológico de semeadoras de precisão (pois as principais culturas nas quais o plantio Direto se desenvolveu foram soja e milho). Outros aproveitaram a experiência e simplesmente imitaram os líderes. O importante é, no entanto, que todos os desenvolvimentos foram, e continuam sendo, feitos em conjunto com os agricultores, especialmente os pioneiros como Herbert Bartz de Rolandia (PR) ou Nonô Pereira, de Campos Gerais (PR).

FUNÇÃO DA MÁQUINA No processo produtivo agropecuário a máquina representa a evolução tecnológica no domínio das atividades envolvidas, sendo a mesma um meio utilizado pelo homem para potencializar o seu trabalho. A evolução tecnológica experimentada pela nossa sociedade forçou a substituição do trabalho braçal humano pela utilização de máquinas mais eficientes nas tarefas desenvolvidas durante a produção, forçando o homem a ocupar postos de gerenciamento e controle do trabalho destes meios por ele criado. A agricultura também passou por um processo evolutivo ao longo de sua

utilização, sendo mais acentuada nas últimas décadas com a evolução principalmente da química, o que permitiu desenvolver o sistema de cultivo plantio direto. A partir disso, as máquinas precisaram evoluir para que pudessem atender as necessidades dos produtores. A máquina tem uma função muito importante no sistema Plantio Direto, pois através dela são criadas as condições necessárias para que o mesmo seja implantado. Sua participação vai desde a preparação da área até a colheita passando pela semeadura, onde desempenha um papel fundamental e que normalmente é o motivo pelo qual muitos produtores ainda não praticam uma agricultura voltada à conservação dos recursos naturais que possuem.

SIGNIFICADO DA MÁQUINA

A máquina significa a evolução numa propriedade agropecuária permitindo diferenciar os produtores entre os que utilizam a mecanização e os que ainda praticam uma agricultura simples, sem incremento tecnológico adequado aos nossos dias. Sua utilização torna o trabalho mais rápido e eficiente permitindo obter-se qualidade com baixa demanda de tempo, liberando o homem de atividades pesadas e de rotina cansativa. Isto permite a que o mesmo tenha mais tempo disponível para o lazer, aumentando .M sua satisfação pessoal. Arno U. Dallmeyer, UFSM


Máquinas avaliação

Máquinas para semear Cuidados no manuseio e na compra de semeadoras garantem maior rendimento na lavoura

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ste artigo visa auxiliar a compreensão dos problemas mais freqüentes com máquinas para plantio direto, especialmente semeadoras-adubadoras. Constitui uma reunião de informações, coletadas e discutidas com produtores de várias regiões do Estado do Paraná, com as principais indústrias nacionais e avaliadas, nos projetos de pesquisa da Área de Engenharia Agrícola do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), nos últimos cinco anos. A adoção do plantio direto requer do produtor maior atenção e conhecimento em relação ao preparo convencional, porque com o passar do tempo, as condições locais de solo e de manejo da propriedade ganham importância na evolução do sistema, influenciando o desempenho das máquinas, principalmente das semeadorasadubadoras.

PROBLEMAS COM SEMEADORAS Um dos maiores obstáculos para expansão do plantio direto está relacionado ao uso de máquinas em solos argilosos. O tráfego de máquinas (colhedoras, tratores e pulverizadores) ali-

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Máquinas

ado à maior retenção de água no solo e ao curto período de tempo com umidade do solo propícia às operações mecanizadas, ocasionam, com freqüência, problemas de compactação nas camadas superficiais. Nas semeadoras, a aderência de solo nos sulcadores resulta em redução do corte da palha e em embuchamentos. A necessidade de utilizar hastes sulcadoras ou facões para romper a camada superficial compactada e penetrar no solo aumenta a exigência de tração das semeadoras de plantio direto, as quais passaram a requerer tratores com potências superiores a 85 cv (cavalo-vapor), nem sempre disponíveis nas propriedades. As hastes sulcadoras, por sua vez, promovem uma maior mobilização do solo nos sulcos de semeadura em relação aos discos duplos, aumentando a incidência de ervas, a possibilidade de falhas no aterramento do sulco e a ocorrência de erosão. De forma geral, as semeadoras de plantio direto comercializadas no Brasil apresentam, ainda, problemas quanto à segurança do operador e regulagens. No primeiro caso, destacase, em vários modelos, a posição inapropriada do apoio para os pés e a inewww.cultivar.inf.br

xistência de apoio para as mãos para o auxiliar que, geralmente, trabalha sobre a semeadora. Quanto às regulagens, a maior dificuldade está na mudança do espaçamento entre as linhas de semeadura, por ser uma atividade trabalhosa e demorada.

EVITANDO O EMBUCHAMENTO A aderência de solo nos sulcadores (disco de corte, disco duplo e haste) é tanto maior quanto mais alto forem os teores de argila e de água no solo. Um dos efeitos mais evidentes da aderência nos sulcadores é a abertura de sulcos mais largos e o aumento da mobilização do solo. Em geral, quando a aderência é excessiva, ou seja, quando a quantidade de solo agregado é igual ou superior à largura do sulcador, em ambos os lados e em toda superfície do mesmo, também ocorre embuchamento de palha nos sulcadores, pois esta não é cortada completamente. Por outro lado, quando a quantidade de palha na superfície do solo é reduzida, pode-se retirar o disco de corte e operar apenas com discos duMarço / Abril 2001


IAPAR

plos para sementes e fertilizante (caso haja condições de penetração no solo), de modo a reduzir a aderência de solo nos discos. Quando o volume de palha na superfície é grande, ou seja, acima de 6 ton/ha e o espaçamento entre linhas da semeadora é reduzido (menor ou igual a 50 cm), aumenta a possibilidade de embuchamentos principalmente quando se utilizam sulcadores do tipo haste. Outro fator importante, relacionado diretamente com embuchamento, é o manejo da cobertura vegetal. Máquinas que fragmentam pouco a cobertura, tais como, o rolo-faca ou colhedoras de milho sem picadores, devem ser usadas precedendo semeadoras com espaçamentos entre linhas largos (0,9 metros ou maior) e, preferencialmente, com linhas que tenham sulcadores desalinhados ( zig zag ).

COMPACTAÇÃO DO SOLO É comum no plantio direto o aparecimento de uma camada superficial do solo (entre 5 e 20 cm de profundidade) mais dura que pode ou não, dependendo do nível de compactação, prejudicar o desenvolvimento das plantas. No entanto, é difícil a determinação do nível prejudicial de compactação, pois isso depende de fatores físicos, químicos e biológicos. A compactação do solo é causada principalmente pela pressão das rodas e outros componentes das máquinas agrícolas e pode aumentar quando as operações forem realizadas com alta umidade do solo. A avaliação do nível de compactação pode ser feita através de penetrômetros ou abrindo-se uma pequena trincheira no solo. Os penetrômetros são hastes com uma ponta cônica que, introduzidas no solo, indicam a pressão requerida. Uma forma direta para identificar se a compactação é prejudicial às plantas é analisar se as raízes apresentam algum desvio lateral e se concentram na superfície. O amarelecimento das plantas e seu crescimento desuniforme também podem estar relacionados à compactação do solo. No solo, a presença de crostas superficiais e fendas, o acúmulo de água no sulco, a erosão hídrica, a presença de palha incorporada e não decomposta e o aumento da exigência de potência dos tratores também são indicativos de possíveis problemas de compactação. Deve ser considerado ainda que, antes da implantação do sistema plantio direto, o agricultor deve avaliar as condições de seu terreno e, na presença de camadas comMarço / Abril 2001

Os autores recomendam cuidados no manuseio e conservação de máquinas semeadoras

pactadas, eliminá-las. A utilização de sistemas de rotação de culturas também é uma das formas de se minimizar os efeitos da compactação do solo. Com a utilização de adubos verdes na rotação, como o nabo forrageiro e aveia, entre outros, é possível promover a descompactação biológica.

HASTE SULCADORA A melhor haste é aquela que consegue penetrar com facilidade no solo mais endurecido superficialmente, típico do plantio direto, exigindo baixa força de tração e movimentando pouco solo no sulco. O desempenho da haste depende de vários fatores, tais como velocidade de operação, posição em relação aos demais sulcadores da semeadora, condições de solo (densidade aparente, teor de umidade e resistência à penetração), nível de aderência de solo e das características geométricas da própria haste (forma). Observações realizadas pelo IAPAR mostraram que hastes com ângulo de ataque (ângulo entre a superfície superior da ponteira e a horizontal) de 20º e espessura máxima da ponteira de 20 mm têm apresentado bons resultados.

MULTISSEMEADORAS Apesar de o mercado brasileiro dispor de vários modelos de semeadoras múltiplas, ou seja, de máquinas que semeiam em precisão (soja, milho) e em fluxo contínuo (trigo, aveia) ainda é pequena a sua disseminação entre os produtores. Esta situação se deve à existência do mito de que há necessidade de a semeadora ser especializada em um determinado método de semeadura e, também, pelas dificuldades que alguns modelos comerciais apresentam para realizar as mudanças dos conjuntos dosadores. Como o mercado (produtores) conhece pouco esses modelos e a demanwww.cultivar.inf.br

da é pequena, as indústrias têm investido, principalmente, no aperfeiçoamento de máquinas para semeadura de precisão. Avaliações a campo, realizadas pelo IAPAR, têm demonstrado que o desempenho das semeadoras múltiplas são equivalentes às demais em ambos os métodos de semeadura. As múltiplas são importantes também na melhoria da qualidade do sistema de plantio direto, pois possibilitam a introdução de novas espécies vegetais viabilizando a rotação de culturas.

POTÊNCIA NECESSÁRIA No plantio direto, apesar de haver uma redução no uso de máquinas, há necessidade, de forma geral, de tratores com potências superiores em relação ao manejo convencional, devido à melhor estruturação do solo, ao maior peso das semeadoras e ao uso de hastes em solos argilosos. Estudos realizados no IAPAR, em solos muito argilosos, mostraram que a potência no motor do trator exigida para tração de sete linhas de soja com haste sulcadora praticamente dobrou quando a velocidade de operação aumentou de 4,5 para 7,7 km/h, ou seja, passou de 42 para 79 cv (cavalo-vapor). Com disco duplo, a potência subiu de 56 para 84 cv quando a velocidade passou de 9 para 12 km/h. Fica evidente, portanto, a importância de velocidade e do tipo de sulcador na definição do tamanho do trator. Resultados de avaliações em um amplo conjunto de modelos de semeadoras para plantio direto comercializadas no Paraná, mostrou que a exigência de potência das semeadoras equipadas com hastes variou entre 5,3 e 7,7 cv por linha a 10 cm de profundidade do sulco .M e 5 km/h. Augusto Guilherme de Araújo Ruy Casão Junior Rubens Siqueira, IAPAR Máquinas

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Regulagem

equipamentos

Erros na semeadura Existem várias possibilidades de erros durante uma semeadura; o dosador, geralmente mal-falado, nem sempre é o responsável

O

mecanismo dosador de se mentes é apenas um elo na cadeia de mecanismos responsáveis por cumprir a função última de uma semeadora, que é semear com precisão. A semente dosada precisa ainda ser transportada e depositada no sulco de semeadura, que deve ter uma certa profundidade e, finalmente, coberta com solo convenientemente compactado, de forma que, em qualquer uma dessas operações, podem-se gerar erros que comprometem a precisão final da semeadora. Portanto, o bom funcionamento de uma máquina, quanto à precisão, é afetado pelos seguintes tipos de erros: erro de dosagem, erro de deposição, erro de profundidade e erro de acondicionamento. A ocorrência de qualquer um deles irá comprometer o stand de plantas e a sua distribuição longitudinal na linha de semeadura, que será irregular.

ERRO DE DOSAGEM Esse é o tipo de erro mais evidente, de onde nasce a idéia equivocada

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Máquinas

de que o mecanismo dosador é o vilão quando a semeadora não está semeando com a precisão desejada. O erro de dosagem pode ser definido como o desvio da distância entre sementes dosadas em relação à distância teórica representada pelas células do dosador. O mecanismo dosador é um mecanismo complexo e bastante sensível às variações dos parâmetros de projeto e condições de operação. O estudo de trabalhos científicos sobre o assunto permitiu identificar alguns fatores que claramente afetam o desempenho desses mecanismos. São eles: (a) características das sementes (tamanho, forma, rugosidade superficial); (b) relação de tamanho e forma entre as células e as sementes (para um melhor desempenho de mecanismos com disco horizontal, por exemplo, as células devem ter um diâmetro 10% superior ao das sementes); (c) velocidade do componente rotativo (no caso do disco horizontal, velocidades tangenciais das células superiores a 0,3m/s podem danificar as sementes e prejudicar o enchimento das células); (d) desgaste dos componentes mecânicos www.cultivar.inf.br

(pode alterar a densidade de semeadura, para mais ou para menos, dependendo do mecanismo); (e) regulagens (a inexistência ou a dificuldade de proceder regulagens compromete a precisão); (f) melhoradores de fluxo (a adição de pó de grafite ou talco aumenta a precisão em dosadores de dedos prensores e pneumáticos); (g) geometria do reservatório de sementes (a forma do reservatório dever ser tal que permita uma alimentação contínua do dosador); (h) conformidade de fabricação (os processos de fabricação devem garantir as dimensões de projeto); (i) desempenho de mecanismos auxiliares (o mau funcionamento de exclusores e ejetores de sementes pode gerar falhas ou dosagem de múltiplos, além de causar danos nas sementes). Percebe-se, então, pela análise dos fatores listados, que a dosagem das sementes afeta a regularidade de distribuição longitudinal de plantas de duas formas: através de imperfeições no processo de individualização da sementes e através da danificação das sementes, tornando impossível a germinação destas, mesmo que estejam corretamente espaçadas no sulco. Março / Abril 2001


figuração do tubo condutor (diâmetro, rugosidade interna, inclinação).

New Holland

ERRO DE PROFUNDIDADE

ERRO DE DEPOSIÇÃO De nada adianta o emprego de um dosador preciso se não há controle sobre o tempo de descida de cada semente e sobre o seu deslocamento no sulco. O seguinte exemplo ilustra bem o problema: considerando-se um espaçamento entre sementes de 5 cm e velocidade de semeadura de 4,8 km/ h, um atraso de apenas 0,038s faz com que uma semente seja alcançada pela próxima. O erro de deposição pode ser definido como resultante de variações na trajetória da semente, desde sua liberação do dosador até atingir o solo, causado pelo rolamento e ricocheteamento da semente no tubo condutor, assim como pelo seu rolamento após o impacto com o solo. Os principais fatores que afetam o erro de deposição são: (a) altura do mecanismo dosador (deve ser a menor possível); (b) forma de deposição (por gravidade ou por fluxo de ar); (c) velocidade da semente (depende da velocidade do dosador, quanto maior a velocidade menor a precisão); (d) conMarço / Abril 2001

A germinação e a emergência da cultura é afetada pela profundidade de semeadura. Vê-se, portanto, que a garantia da correta profundidade de semeadura pela máquina também afeta a uniformidade de distribuição longitudinal de plantas, pois se considerando que uma semente colocada fora da profundidade recomendada (tanto acima quanto abaixo) pode não germinar ou a plântula pode não chegar à superfície, gera-se uma falha na distribuição de plantas na linha. O erro de profundidade reflete, portanto, os desvios na profundidade de abertura do sulco em relação à profundidade recomendada/regulada na semeadora. O desempenho de uma semeadora quanto à garantia da correta profundidade de semeadura pode ser afetado pelos seguintes fatores: (a) tipo de mecanismo sulcador (o desempenho de sulcadores do tipo facão e do tipo discos variam em função da classe de solo e da umidade); (b) mecanismo limitador de profundidade (deve encontrar-se o mais próximo possível do sulcador); e (c) velocidade de deslocamento (velocidades maiores tendem a gerar sulcos mais profundos).

de acondicionamento são: (a) tipo de mecanismo recobridor; (b) tipo de mecanismo compactador; e (c) regulagens. A identificação das melhores configurações de mecanismos recobridores e compactadores depende das condições de operação (tipo de semeadura, tipo de solo, umidade, cultura, quantidade de palha). Dessa forma o agricultor deve ficar alerta para quais mecanismos adaptam-se melhor ao seu processo de semeadura. Pelo que foi exposto, pode-se concluir que a precisão de semeadura depende da semeadora como um todo, incluindo-se todos os mecanismos citados e não apenas um ou outro, como é o caso do mecanismo dosador. Espera-se que com a melhor compreensão do problema da precisão das semeadoras, torne-se mais fácil a tarefa de vários profissionais ao longo do ciclo de vida dessa máquina, desde projetistas e extensionistas até o usuário final, que além de poder otimizar o seu funcionamento, poderá ser mais bem orientado quanto à aquisição de semeadoras de precisão que melhor atendam aos quesitos tratados nesse .M texto. Ângelo Vieira dos Reis, UFPel

Cultivar

ERRO DE ACONDICIONAMENTO Da mesma forma que a profundidade de semeadura, erros de acondicionamento afetam a emergência de plântulas. A quantidade de solo que recobre a semente, assim como o grau de compactação produzido nesse solo, alteram a quantidade de água e de ar disponibilizado à semente e à resistência do solo à passagem da plântula durante a emergência. A semeadora ideal deveria compactar o solo ao nível da semente no sulco, empurrar a semente contra esse solo compactado e, somente então, cobri-las com solo suficientemente solto para evitar a formação de crostas que possam dificultar a emergência. Adicionalmente, os mecanismos devem assegurar um adequado espaçamento entre as sementes e o fertilizante. Os principais fatores a afetar o erro www.cultivar.inf.br

Ângelo mostra quais os problemas que podem ocorrer na semeadora Máquinas

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Solos

Terra com qualidade A

pressão exercida pelos rodados das máquinas na superfície do solo e pelos mecanismos ativos de implementos de preparo do solo ou semeadura na sub-superfície promove o rearranjo das partículas sólidas, aproximando-as, acarretando aumento da densidade, com conseqüente redução do espaço poroso. Essas alterações na estrutura do solo afetam de forma muito intensa as complexas interações que ocorrem no sistema solo-água-planta. Os principais parâmetros físicos do solo que influem no desenvolvimento das plantas são: o volume de água facilmente disponível para as plantas (e não água armazenada ou retida no solo); condições de enraizamento, representada pela resistência mecânica do solo à penetração das raízes; aeração do sistema radicular, isto é, porosidade de aeração do solo. Esses parâmetros são afetados pelas alterações na estrutura do solo, especificamente pelo aumento da sua densidade, a qual altera o volume e a distribuição do diâmetro dos poros do solo, afeta a capacidade de enraizamento das plantas e diminui a difusão de gases. Um dos principais fatores limitantes da produção agrícola é o suprimento irregular de água para as plantas, o que é provocado pelas condições climáticas e também pelas alterações na geometria porosa do solo, que afeta o volume de água facilmente disponível. Essas alterações na porosidade alteram a dinâmica da água no solo, aumentando a ener-

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gia com que esta está retida, dificultando a absorção desta pelas raízes, além de diminuir o fluxo de água na fase saturada (infiltração) e não saturada do solo, diminuindo o transporte de nutriente até os pêlos absorventes das raízes. Toda a planta possui uma distribuição equilibrada entre o tamanho de parte aérea e do sistema radicular para fins de sustentação e suprimento de água e nutrientes. Nesse sentido, quando ocorre algum impedimento mecânico, acima de 2 MPa de resistência mecânica, que impossibilita o crescimento das raízes, fitorreguladores provocam a redução ou paralisação do crescimento da parte aérea da planta. A resistência mecânica do solo à penetração é afetada pela densidade e umidade do solo. Solos com densidade elevada, desde que a umidade se mantenha elevada, podem não apresentar problemas ao crescimento das plantas, o mesmo não ocorrendo quando da ocorrência de períodos com déficit hídrico. Daí se explica porque as plantas têm sua produtividade consideravelmente afetada em área sobre plantio direto em anos agrícolas em que ocorre déficit hídrico. O terceiro fator considerado é o fluxo de gases no solo, que ocorre nos poros livres de água (10% dos poros devem permanecer livres de água). Havendo alteração na distribuição do tamanho dos poros, normalmente os macroporos, que são os responsáveis por este fluxo, são os mais afetados. Essa diminuição, em situações drásticas, pode acarretar anaerobiose do sistema radicular, poden-

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Os efeitos da ação das máquinas e implementos agrícolas sobre a estrutura do solo (entenda-se por estrutura a forma e arranjo das partículas sólidas e poros a elas associados) são muito grandes e normalmente negativos para o desenvolvimento das plantas

do levar a planta à morte ou afetar seriamente o desenvolvimento das plantas diminuindo a sua produção. Essa condição é particularmente delicada em sistemas de produção irrigados, onde um excesso de irrigação poderá ocasionar esta deficiência de aeração. Neste contexto a física do solo assume cada vez maior importância, no sentido de oferecer às plantas as melhores condições ao desenvolvimento, prevendo e minimizando possíveis riscos a esse desenvolvimento e assim obter máximas produções com redução de custos e potencialização da ação dos insumos utili.M zados.

Vilson Antonio Klein Universidade de Passo Fundo

Klein explica como a máquina pode influir na qualidade dos solos

Março / Abril 2001

Vilson Klein

cuidados


Irrigação

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o passado a água e a terra agricultável eram consideradas mundialmente como recursos abundantes e renováveis. No limiar do Século XXI, porém, são reconhecidos como os recursos naturais mais valiosos e escassos. Por isso a comunidade agrícola mundial está ciente da necessidade de se adotar práticas agrícolas sustentáveis para conservar a água e evitar danos às terras cultiváveis. Onde o fornecimento regional de água limitado, as demandas já estão gerando conflitos; e na medida em que aumenta a pressão sobre os recursos hídricos do planeta, decisões difíceis serão exigidas, com os agricultores e a população em geral vendo-se forçados a adotar programas de conservação. A tecnologia da irrigação por gotejamento envolve diretamente a urgente necessidade de conservar e proteger o ambiente, ao permitir que o agricultor distribua de maneira uniforme a água e os elementos nutritivos à zona das raízes em quantidades precisas para atender as necessidades das plantas. Isso significa o uso de menores quantidades de água, fertilizantes e demais produtos químicos, ao mesmo tempo em que se aumentam os rendimentos e se obtêm produtos de melhor qualidade. A irrigação por gotejamento teve origem na Inglaterra, nos anos 40, mas só se desenvolveu como tecnologia comercialmente viável na década de 60, nos Estados Unidos e Israel, com o lançamento dos plásticos de polietileno. De início os produtores agrícolas não consideravam prático o sistema, porque o viam como um método muito diferente dos tradicionais, de irrigação por aspersão ou inundação. Entretanto, anos de pesquisa conjunta entre produtores, universidades e órgãos governamentais demonstraram suas inúmeras vantagens. Hoje, como resultado de seus comprovados benefícios agronômicos, de conservação e econômicos, a irrigação por gotejamento logrou aceitação geral e está sendo aplicada cada vez mais por produtores competitivos em todo o mundo no cultivo de hortaliças, frutas, cereais, flores, algodão, cana de açúcar e vinhedos, entre outros. Março / Abril 2001

Gota a Gota Gotejamento pode ser uma boa alternativa para o uso racional da água

MÉTODOS TRADICIONAIS Os métodos tradicionais, de inundação e aspersão, aplicam a água em altas quantidades e em grandes áreas, com limitada dispersão exatamente nos pontos necessários, nas raízes das plantas. Esses sistemas rápidos e amplos desperdiçam água pelo escorrimento, evaporação e lixiviação profunda. Também lixiviam os produtos químicos e fertilizantes fora da zona radicular das plantas. Um sistema de irrigação por gotejamento distribui a água lenta e diretamente na zona radicular, através de ca-

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nos e mangueiras flexíveis de polietileno, com emissores ou gotejadores incorporados em linha, que se estende ao longo das linhas das plantas. Num sistema bem planejado, esses emissores aplicam a água com uniformidade em todo o campo. O objetivo do agricultor é manter as condições de umidade do solo próximas das ideais e levar às plantas os elementos nutrientes de forma contínua, para reduzir o estresse e promover o desenvolvimento constante. Isso se obtém através de ciclos de irrigação leves porém constantes fornecendo os elementos nutrientes via sistema, na freqüência requerida pela cultura. Máquinas

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gotejamento


A irrigação programada permite que a água e o fertilizante cheguem exatamente quando e onde são necessários

Filtros são equipamentos básicos para que o sistema de gotejamento funcione adequadamente

Os sistemas de irrigação por gotas podem estender-se pelo terreno ou ser enterrados a profundidades de 4 a 30 cm. Os sistemas enterrados são menos suscetíveis a danos mecânicos e aos causados por pragas. As tecnologias de irrigação por gotas mais importantes para o futuro são a cinta de gotejamento e os emissores em linha. Os principais fatores que determinam o tipo mais apropriado são a aplicação, os custos, as condições de campo e as práticas de manejo. A cinta de gotejamento é uma mangueira de finas paredes com os gotejadores ou emissores moldados na parede do tubo. Estão disponíveis com espessuras de paredes de 0,12 a 0,40 cm e com distâncias entre gotejadores de 10 a 60 cm. Há disponíveis muitas taxas de fluxo para atender às necessidades de cultivos específicos e condições particulares. A cinta de gotejamento é a tecnologia mais efetiva e por isso usada amplamente em culturas em linha de uma só temporada e larga duração. Os gotejadores em linha têm um emissor moldado que se instala no interior do tubo no processo de extrusão. Esse tipo de mangueira para gotejamento vem com espessuras de parede de 0,20 a 1,25 mm e distâncias entre emissores de 40 a 120 cm. Os emissores em linha são os mais usados em aplicações a longo prazo de vinhedos e hortas. Pode-se projetar um sistema de irrigação desse tipo para propriedades de qualquer tamanho, mas todos terão componentes principais similares: bomba, filtros, reguladores de pressão, válvulas e cinta de gotejo. Um componente opcional, porém recomendável, é um subsistema de injeção de produtos agroquímicos e fertilizantes. Em sistemas mais avançados tecnicamente costuma-se instalar também reguladores automáticos de válvulas, medidores de fluxo, sensores de umidade, por exemplo.

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VATANGENS DO SISTEMA Originalmente pensava-se que a conservação da água era o principal benefício do sistema. A experiência demonstrou que a irrigação por gotejamento bem planejada e bem administrada oferece outras vantagens agronômicas e econômicas igualmente importantes e, em conseqüência, produtores agrícolas de todo o mundo estão adotando essa tecnologia. Algumas de suas vantagens específicas são: Maior qualidade e rendimentoCom os métodos tradicionais de irrigação não é prático aplicar a água e o fertilizante em pequenas quantidades ou com freqüência. Por isso a cultura alterna momentos de escassez com outros de excesso de água. A irrigação programada permite que a água e o fertilizante cheguem exatamente quando e onde são necessários, produzindo colheitas mais abundantes e de melhor qualidade. Conservação da água- A irrigação leva a água na quantidade certa para aproveitamento. Além disso, os sistemas de gotejamento não umedecem toda a superfície. Como resultado, as perdas de água por evaporação, lixiviação profunda e escorrimento são reduzidas ao mínimo ou eliminadas. Isso não somente conserva água como também reduz a contaminação do lençol freático. Flexibilidade de trabalho- A irrigação por gotejamento não impede a execução de outros trabalhos simultâneos, na superfície, como a pulverização ou colheita. Insumos de baixo custo- Ela torna também possível a aplicação uniforme de água, agroquímicos e fertilizantes na medida em que são necessários, economizando caros insumos. Não raro reduz o custo de produção de 25 a até 50%. Conservação de energia- A baixa

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pressão que requerem esses sistemas (0,5 bar) requer pouco bombeamento, consumindo portanto menos energia do os sistemas de aspersão. Menos doenças- A incidência de doenças fúngicas é menor porque a folhagem não se molha e a umidade do solo é controlada. Menos invasoras- Irrigando-se apenas as plantas, e não o terreno todo, o crescimento de ervas daninhas entre as linhas diminui. Eficiência em solos difíceis- Os sistemas de gotejamento são ideais para solos pesados, com taxas de infiltração baixas, pois a água pode ser aplicada em fluxo suficientemente baixo para que o solo a absorva, reduzindo ou eliminando o escorrimento superficial. Os solos arenosos, sem capacidade de armazenar a umidade, também podem ser cultivados dessa forma, usando-se irrigação mais freqüente.

DESVANTAGENS DO EQUIPAMENTO Com suas inúmeras vantagens, os sistemas de irrigação por gotejamento têm certas desvantagens de custo e operacionais, a maioria das quais podem ser superadas através de um bom planejamento do sistema, instalação apropriada, manutenção e manejo adequado e contínuo. Algumas desvantagens: O custo inicial de um sistema como esse é mais alto do que os outros. É preciso adquirir filtros, bombas reguladoras, válvulas, medidores e canalizações. Os cultivos com esse sistema requerem mudanças no sistema de trato de solo, semeadura e colheita. É preciso educar e capacitar o pessoal que vai operá-lo. O pequeno orifício dos gotejadores pode obstruir-se com água suja. Por isso é necessário analisar-se a qualidade da água para detectar-se problemas. Algumas culturas não germinam bem nesse sistema. É necessário usarse um sistema de aspersores portáteis para a germinação. Um sistema de irrigação por gotejamento não torna boa uma operação agrícola. Ao contrário, para assegurar o êxito, deve-se começar com uma boa operação e adotar-se o sistema, ajustando as práticas ao novo método. A irrigação por gotejamento é uma tecnologia comprovada de rápida expansão, compatível com os objetivos mundiais de conservação da água e prote.M ção ambiental.

Melvin Long AA Março / Abril 2001

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Máquinas

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lubrificantes

O

desenvolvimento da agricultura brasileira está, sem dúvida, ligado à modernização dos meios de produção, com a utilização de insumos modernos que multiplicam a nossa capacidade de produzir alimentos e fibras a preços competitivos. O setor de máquinas agrícolas é um dos que sofreu maior evolução nos últimos anos, com a incorporação de tecnologia antes restrita ao setor automotivo. Os modernos tratores, colhedoras e implementos agrícolas se tornaram máquinas sofisticadas e de alto desempenho, exigindo para o seu uso eficiente lubrificantes de alta qualidade que respondam bem à crescente severidade dos serviços a que estão sujeitos estes equipamentos. A lubrificação, é um dos principais itens de manutenção de máquinas agrícolas e deve, portanto, ser entendida e Março / Abril 2001

praticada para conservá-las e manter o rendimento delas, aumentando a vida útil das mesmas. De modo geral, os componentes das máquinas agrícolas que necessitam lubrificação são: mancais de atrito, mancais de rolamento, eixos sem fim, eixos telescópicos, engrenagens, correntes, pistões, juntas universais e bombas.

O QUE SÃO LUBRIFICANTES? Quando as superfícies dos componentes de algum tipo de máquina se movem em contato uma com as outra, produzem a fricção ou atrito, e esta gera calor e causa desgaste. O lubrificante é uma substância colocada entre estes componentes em movimento para reduzir a fricção e proporcionar o deslizamento suave e fácil, um contra o outro, com o mínimo desgaste e man-

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Por que lubrificar?

tendo a temperatura normal. Os lubrificantes tem por função: Reduzir a fricção e o desgaste das peças. Diminuir o calor gerado pela fricção das peças. Auxiliar na refrigeração, no caso dos motores. Auxiliar a vedação ou perda de pressão dos motores. Evitar a entrada de impurezas nos mancais. Fazer a limpeza das peças. Proteger contra a corrosão. Transmitir força e movimento através de cilindros hidráulicos. Há três tipos de lubrificantes: os lubrificantes líquidos, que são os óleos lubrificantes, os lubrificantes pastosos que são as graxas e os lubrificantes sólidos. Os lubrificantes sólidos são utilizados em equipamentos que trabalham em altas temperaturas, sendo portanto de pouco interesse para as máquinas agrícolas. Em certos casos são misturados com lubrificantes líquidos e pastosos para melhorar sua resistência ao calor gerado pelo atrito entre superfícies. Como exemplo de lubrificantes sólidos podemos citar o talco, a grafite e o bissulfeto de molibdênio. Na agricultura, a grafite é utilizada na lubrificação no depósito de sementes das semeadoras, com a finalidade de diminuir os danos mecânicos nas sementes e as falhas de colocação das sementes no solo. Os lubrificantes líquidos, também conhecidos como óleos lubrificantes, são os mais usados em máquinas agrícolas. Estes lubrificantes podem ser de 3 tipos de origem ou bases diferentes: orgânica , mineral e sintética. Os óleos lubrificantes de origem orgânica, são feitos a partir de gorduras animais e vegetais, e hoje não são mais utilizados como lubrificantes, mas , como é o caso do óleo de mamona, como aditivo para melhorar as qualidades de alguns tipos de óleo. Os óleos lubrificantes de base mineral, são extraídos do petróleo e são os óleos mais usados em tratores e máquinas agrícolas. Já os óleos lubrificantes de base sintética foram desenvolvidos em laboratório, a partir de substâncias quími-


O Poder lubrificante se refere unicamente às propriedades redutoras do atrito interno dos óleos que trabalham em serviços severos cas, especialmente desenhadas para conferirem características de viscosidade superiores às dos óleos minerais, porém com custos de fabricação bem mais elevados que os dos óleos minerais. Por isso tem se tornado comum a mistura dos dois tipos , que é chamado de óleos lubrificantes de base mista, que é utilizada para formular lubrificantes de elevada qualidade. Os lubrificantes pastosos são conhecidos como graxas ( palavra esta que se origina do latim crassus ou grassus , que significa gordura); são

ção das mesmas. Quanto menos viscoso for um óleo lubrificante, mais rapidamente ele quando bombeado chegará aos locais nos deve fazer a lubrificação, porém terá dificuldades de manter-se lá. Ao utilizarmos um óleo muito viscoso (muito grosso ), nas manhãs frias, ele terá dificuldade de chegar às áreas que necessitam ser lubrificadas, provocando um desgaste maior do motor. Se utilizarmos um óleo pouco viscoso (muito fino ), quando o motor

Mobil

Os óleos lubrificantes para motor reduzem o atrito e o desgaste das peças, mantêm o motor internamente limpo e dissipam o calor gerado dentro do motor

utilizados em locais onde os óleos (líquidos) não conseguem parar para fazer uma completa lubrificação. As graxas são feitas pela mistura de um óleo lubrificante (de base mineral ou sintética) e de uma substância encorpante, chamada de agente espessante, e tem como função reduzir o atrito, o desgaste, o aquecimento e proteger contra a corrosão.

CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES Algumas características dos óleos lubrificantes são extremamente importantes para a escolha e uso adequado dos mesmos. A viscosidade é considerada a propriedade mais importante dos óleos lubrificantes, ela mede a dificuldade com que um líquido escoa ou escorre. Quanto mais viscoso for um lubrificante (mais grosso), mais difícil de escorrer, portanto será maior a sua capacidade de manter-se entre duas peças móveis fazendo uma melhor lubrifica-

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aquecer ele escoará com muita facilidade, prejudicando também a lubrificação e aumentando o desgaste do motor. A escolha da viscosidade correta para as temperaturas de trabalho é importante, pois um óleo tem que proporcionar adequada lubrificação em todas as estações do ano. A viscosidade dos lubrificantes não é constante, pois varia com a temperatura. Quando se eleva a temperatura de um óleo lubrificante a sua viscosidade diminui, e quando a sua temperatura diminui ele fica mais viscoso. Esta variação da viscosidade em função da temperatura não ocorre em todos os óleos da mesma maneira. Alguns óleos ficam menos viscosos mais rapidamente que outros. O Índice de Viscosidade (IV) mede a variação da viscosidade com a temperatura; quanto mais alto este índice, menor será a influência da temperatura sobre a viscosidade. Isto indica que este óleo é menos viscoso ( grosso ) em manhãs frias e mais viscoso em dias quentes,

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quando comparado a um óleo com Índice de Viscosidade menor. Portanto um óleo com maior Índice de Viscosidade irá proteger melhor o motor contra o desgaste. Outra característica importante é a Densidade, pois ela indica o peso de uma certa quantidade de óleo a uma certa temperatura; isto pode nos indicar se houve contaminação ou deterioração de um lubrificante. Por exemplo se um óleo for contaminado por água, aumentará a densidade do óleo. O Ponto de fluidez é a temperatura na qual o óleo pára de fluir ou escorrer, isto é congela, é muito importante para regiões sujeitas a invernos rigorosos, o que não é o caso da grande maioria do território nacional. O Poder lubrificante se refere unicamente às propriedades redutoras do atrito interno dos óleos que trabalham em serviços severos, tais como em motores diesel de alta rotação e cargas elevadas. Para melhorar alguma qualidade já existente nos óleos lubrificantes, porém em grau insuficiente, ou conferindo-lhes outras que ele não possua, especialmente quando o lubrificante é submetido a condições severas de trabalho, isto é, para aumentar a sua eficiência, são adicionados aos mesmos substâncias chamadas de aditivos. Seus objetivos e finalidades e, conseqüentemente, seus mecanismos de ação são muito variados. Os principais tipos de aditivos são: Antioxidantes: reduzem a oxidação do lubrificante em contato com ar. Anticorrosivos: protegem as partes do ataque de contaminantes ácidos dos óleos lubrificantes. Detergentes-dispersantes: mantêm as superfícies metálicas limpas e evitam a formação de borras nos óleos lubrificantes. Agentes de Extrema Pressão (EP ou HD): formam uma camada protetora resistente que protege as peças do contato metal contra metal. Melhoradores do Índice de Viscosidade (I.V.): diminuem a variação da viscosidade com a temperatura. Abaixadores do Ponto de fluidez: evitam que o óleo se congele. Antiespumantes: evitam a formação de espuma. Antiferrugem: protegem da ferrugem as peças feitas de metais ferrosos. Agentes emulsificantes: tornam os óleos emulsionáveis (erradamente .M ditos solúveis ) em água.

Antonio Carlos Loureiro Lino CMAA IAC Março / Abril 2001

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Evento SIMA

Novidades Mundiais Nota do Editor Equipamentos dignos de um filme de ficção científica ao lado de arados de aiveca. Tratores e colhedoras de grãos cujas cabinas nada devem em conforto a automóveis de luxo. Material de sonho, inacessível mesmo ao bolso do agricultor europeu, de hábito recheado de subsídios. Esse foi o panorama do Salão Internacional de Máquinas Agrícolas, promovido em Paris de 18 a 23 de fevereiro e cujos 22 hectares de estandes foram visitados por mais de 250 mil pessoas, vindas de todo o Velho Continente, apesar das temperaturas geladas do inverno francês. Sofisticados tratores, sem pedais, manobrados por uma alavanca no estilo cyberstick que empurrada para a frente Março / Abril 2001

lhe dá a velocidade desejada e que puxada para trás o trazem de ré, colhedoras cujas plataformas não se alteram mesmo quando os pneus ultrapassam altos obstáculos, tratores com suspensão hidráulica que, não importa os acidentes do terreno, levam o operador suavemente, como no asfalto perfeito, as melhores máquinas mostradas aos europeus mostraram uma constante: todas foram projetadas considerando o conforto e a segurança do operador. Embora o preço de algumas as tornem inacessíveis a certos bolsos, a maioria teve levada em conta a condição dos compradores. Equipamentos médios, projetados para propriedades agrícolas européias de cerca de 70, 80 hectares, todos enfatizawww.cultivar.inf.br

vam, nos manuais impressos, suas características de segurança, a palavra mais ouvida na Europa da era da vaca louca e da aftosa. Convivendo com os arados, peças quase desaparecidas das exposições brasileiras e ainda donos de suas posições na Europa, graças ao clima, os novos materiais, sofisticados ao extremo, não perderam de vista no entanto o aspecto econômico: compra quem pode e neles vê melhor operacionalidade. A grande peculiaridade é que esse equipamento, sofisticado e caro, porém confortável e seguro, é usado no dia a dia pelo seu proprietário, ou pela esposa ou filhos. Por isso é tão importante e é comprado apesar do preço. Máquinas

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Fotos Cultivar

Feira Internacional de Máquinas mostra as tendências do setor, que deverão chegar ao Brasil nos próximos anos


MÁQUINAS PREMIADAS NO SIMA 2001 Luis Márquez Universidad Politécnica de Madrid

Como vem sendo habitual na França, antes do acontecimento do Salão Internacional de Máquinas Agrícolas - SIMA, realizado em Paris de 18 a 23 de fevereiro, o Comitê para o Fomento da Pesquisa Técnica divulga a lista de máquinas que, em sua opinião, significam avanço tecnológico, outorgando as qualificações na forma de Medalhas de Ouro, de Prata, ou simplesmente Menções . A partir da sua implementação, tornou-se possível formar uma idéia do que está sendo a evolução do setor de máquinas agrícolas na Europa, especialmente no que se relaciona com a agricultura e a pecuária francesa e da Europa Central. Utilizando esta referência fez-se uma análise por grupos de máquinas, destacando as novidades mais significativas.

Os tratores Neles a aparição de novidades é freqüente, já que as grandes empresas fabricantes dedicam fortes recursos à pesquisa. Antes de mais nada destacam-se os sistemas de comando e controle dos implementos de arrasto, baseados em um protocolo de comunicações padronizado e a utilização de uma caixa de entrada que facilita o intercâmbio de informação entre o implemento e o trator. Como já estava generalizado para a transmissão de informação entre o posto de condução e os demais elementos da máquina, também nestes casos se utiliza o sistema Bus Can . Um exemplo disto são os sistemas apresentados por AGCO, na sua linha de tratores Fendt Vario das séries 700 a 900 (Medalha de Ouro), e pela Renault Agriculture (Medalha de Ouro).

O trator Renault foi premiado por seu sistema de condução automática com alta precisão

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Máquinas

Trator Fendt com o sistema Vario. No destaque a alavanca de controle

No caso da Renault, o sistema se utiliza também de um carregador frontal da Faucheux. Em ambos os casos, se consegue um aumento da eficiência dos equipamentos em função de uma melhora dos aspectos ergonômicos do posto de condução. A Renault Agriculture também foi premiada com uma Medalha de Prata por seu sistema Tractosat de condução automática de tratores agrícolas, a partir de um sistema GPS cinemático com precisão milimétrica, que permite duas aplicações práticas: a condução automática sobre a parcela, depois de dar uma volta ao redor da mesma que serve de calibração, e a utilização de balizas marcando as passadas combinada com a memorização da seqüência de operações nas cabeceiras. Com respeito à ergonomia do posto de condução, o mais destacável é a cabina autonivelante para tratores Same Deutz-Fahr (Medalha de Ouro), que isola o condutor mantendo a cabina vertical, independentemente das irregularidades do terreno, utilizando cilindros hidráulicos de duplo efeito comandados eletronicamente. Para o controle do sistema se utiliza um giroscópio, dois acelerômetros (longitudinal e transversal) e sensores de velocidade e de sentido de deslocamento,

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realizando as correções até pendentes de 25%. Além disto, a cabina separada do motor permite uma redução sensível do nível sonoro. Como elementos complementares do trator, cabe destacar a Medalha de Prata outorgada a Waltersheid pelo braço de engate do terceiro ponto com regulagem no comprimento mediante um sistema automático ativo (sensor de comprimento integrado), que permite automatizar a gestão do engate dos implementos, memorizando os comprimentos com as que deve trabalhar o braço superior em cada tipo de implemento. Também recebeu Medalha de Prata um dispositivo de troca e conexão automática de equipamentos acionados do trator, fabricado por Mailleux. Este equipamento permite, mediante sistemas de condução mecânicos situados sobre um chassi porta-ferramentas, a conexão/ desconexão mecânica, hidráulica e elétrica dos diferentes implementos sem necessidade de que o operador desça do trator. O sistema mecânico faz com que se retirem os protetores móveis que dão lugar às conexões hidráulicas e elétricas. Também foram destacados com Menção: a caixa de câmbio com um sistema de gestão automatizada das marchas, apresentada por New Holland; um sistema de balizamento eletrônico mediante GPSd, apresentado por RDS; eixo dianteiro de trator com suspensão ativa e independente em cada roda da Renault; e a suspensão pneumática no eixo dianteiro dos tratores agrícolas apresentada pela Valtra Valmet. Março / Abril 2001


Preparo do solo e semeadura Neste grupo de máquinas o mais significativo é a caixa de transmissão para máquinas de trabalho do solo acionadas a partir da tomada de potência, apresentada por Vigolo da Itália (Medalha de Prata), reconhecida como Novidade Técnica na última EIMA de Bolonha. Ela combina um sistema de segurança com limitação de torque transmitido à máquina baseado na utilização de uma roda dentada de dois elementos, o exterior com dentes, que são os que transmitem o movimento às demais engrenagens da caixa de transmissão e o interior, que recebe o movimento da tomada de potência. Quando é superado o nível de torque estabelecido, o elemento interior se desengata da coroa dentada, interrompendo a transmissão à caixa, mas de modo que as perdas de potência dissipada sejam mínimas. Também se destacaram com Men-

A semeadora Sicam-Rau, premiada pelo sistema de seleção isolada de cada semente através de tambor perfurado acionado por motor elétrico

ção os sistemas de gestão e controle automático das funções hidráulicas para arados arrastados apresentados tanto por Lemken como por Pöttinger. Em equipamentos para a semeadura o mais destacável é a semeadora universal para a semeadura de precisão (grão a grão) apresentada por Sicam-Rau (Medalha de Ouro). Esta utiliza um tambor perfurado, acionado em rotação por um motor elétrico, que se encarrega de selecionar isoladamente

cada semente, realizando-se o transporte pneumático até o elemento sulcador. O tambor permite semear 19 filas simultaneamente, o que significa uma capacidade de trabalho de até 110 grãos por segundo por fila (trigo). Torna possível a semeadura de precisão com todo tipo de sementes, reduzindo-se desta maneira as quantidades de semente necessárias para a implantação da cultura.

Equipamento para pulverização O distribuidor de adubo mineral da Kuhn recebeu medalha de ouro. Dispõe de um calculador eletrônico que define o regime de rotação dos discos

O mais significativo é a Medalha de Ouro outorgada à Kuhn pelo seu distribuidor de adubo mineral Axera H EMC, de disco duplo, com sistema de regulagem automática em função das diferenças de pressão do óleo que alimenta os motores hidráulicos, que aciona a cada um dos discos espalhadores. Um calculador eletrônico define Março / Abril 2001

para cada regime de rotação dos discos, em função da dose que se deseja aplicar e da largura de distribuição, as diferenças de pressão necessárias entre a alimentação do óleo aos motores e o retorno ao depósito. Ainda assim inclui um sistema de dosificação proporcional ao avanço, capaz de corrigir as variações de velocidade sobre a parcela e a redução de vazão para

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trabalhar nas bordas das mesmas. Para a aplicação de fitossanitários cabe destacar a Medalha de Prata outorgada à Caruelle Nicolas por seu sistema de elevação em paralelogramo para as barras porta-bicos em seus pulverizadores montados aos três pontos do sistema hidráulico do trator. Também foram dadas Menções à Matrot pelo seu pulverizador autopropelido equipado com uma transmissão hidromecânica, e, em relação com as instalações de irrigação, à Bauer pelo dispositivo de sangria automática de bombas centrífugas para trabalhar com esterco líquido e águas com carga biológica, e à Irrifrance pela técnica anticorrosão utilizada para a proteção das canalizações de irrigação. Máquinas

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A New Holland recebeu destaque pela caixa de câmbio com sistema de gestão automatizada das marchas

Colheita e pós-colheita O mais significativo são as Medalhas de Prata outorgadas à Claas pelo seu recolhedor de espigas de milho e à Kverneland pela envolvedora (plastificadora) de fardos combinada com a enfardadora. Claas oferece um novo conceito de rolos arrancadores de espigas de forma cônica, que faz com que os talos sejam deslocados para baixo, com velocidade progressivamente crescente,

com um arranque mais suave das espigas. A forma dos rolos permite uma plataforma mais curta e compacta; também se oferece a possibilidade de integrar o sistema de picamento dos talos com caixas de transmissão modulares. Kverneland oferece um equipamento combinado, enfardadora-envolvedora, na qual se destaca o eixo autodirigido que faz com que a envolvedora

siga, de maneira precisa, o caminho da enfardadora, permitindo, além disto, a correção do efeito de deriva que se produz quando se trabalha em terreno declivoso. Este eixo, designado como Autosteer , pode utilizar-se em outros conjuntos de máquinas para facilitar as manobras de equipamentos combinados arrastados pelo próprio trator. Dentro do grupo de máquinas de colheita, ainda cabe destacar as menções à Euromark pela sua enfardadora para fardos cilíndricos de câmara variável e núcleo macio, e à Mercure pelo filme elástico para fardos redondos. Em equipamentos de pós-colheita o mais significativo é o sistema eletrônico para a pré-classificação de fruta, eliminando as de aspecto defeituoso, apresentada por Maf, que recebeu Medalha de Prata. O sistema de controle de qualidade utiliza, para a aquisição de imagens, quatro pares de câmaras (infravermelho e cor) por linha, situadas de maneira estratégica para observar a totalidade do fruto, combinado com um sistema informático multi-processo independente em cada linha.

Equipamentos para a pecuária O mais significativo é a Medalha de Ouro outorgada à Lucas pelo sistema picador multi-forragem nos reboques misturadores-distribuidores de alimento para o gado. O objetivo do sistema premiado é assegurar a regulagem da vazão de alimentação das forragens e da palha a granel ou em fardos utilizando um trado móvel formada por discos em rotação com um pente fixo cujos dentes se situam tangentes aos discos. A regulação do pente é a que permite controlar a profundidade de deslocamento, produzindo-se uma alimentação uniforme que demanda uma potência constante ao trator que aciona o equipamento misturador. Também foram outorgadas duas Medalhas de Prata: à Calvet por uma pá carregadora misturadora-distribuidora de alimentos e à Diabolo Manus por um sistema de controle à distância da sala de ordenho. O equipamento de Calvet está dirigido às pequenas explorações pecuárias, já que permite a preparação de rações completas com mistura de forragem herbácea, milho e concentrados de uma maneira simplificada, já que está

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Máquinas

Os tratores Massey Fergusson impressionaram pela imponência e pelo sistema de suspensão hidraúlica que proporciorna segurança e conforto ao operador

projetado para sua colocação sobre um braço telescópico ou sobre o engate de três pontos do trator. A fresadora desensiladora e de mistura, aciona-se mediante um motor hidráulico que se alimenta desde o sistema hidráulico do trator. O equipamento apresentado por Diavolo Manus permite a leitura e o controle à distância do conjunto de pa-

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inéis eletrônicos instalados na sala de ordenho, como os pulsadores eletrônicos, o sistema de desengate automático dos ordenhadores ou dos medidores da quantidade de leite. A vantagem principal que se deriva de sua utilização é o controle dos diferentes elementos sem ter que intervir fisicamente nas caixas de controle individual. Março / Abril 2001


Transporte e manejo de produtos Dois dos equipamentos, premiados com Medalha de Prata, que se podem incluir neste item são: um carregador de geometria variável de Faucheux e um sistema de freio de segurança de Ste Nouvelle Leboulch. No carregador de geometria variável de Faucheux a correção angular da concha se consegue a partir da informação que é fornecida pelos sensores de percurso incorporados aos cilindros hidráulicos. A gestão do conjunto dos movimentos se realiza por micro controladores numéricos programáveis, podendo-se programar a cinemática do conjunto em função do tipo de opera-

Os tratores Valtra apresentaram o novo logotipo da empresa. A grande novidade foi a suspensão pneumática no eixo dianteiro

ção que se deseja realizar. O sistema de frenagem de segurança de Ste Nouvelle Leboulch está projetado para sua montagem em série sobre o circuito de frenagem dos reboques e se encontra conectado eletricamente ao trator por uma

A linha pesada de tratores John Deere teve forte apelo para o público. A empresa apresentou também os modelos leves para horticultura

Equipamentos e produtos variados Para completar a panorâmica geral das máquinas premiadas, deve-se indicar as Medalhas de Prata outorgadas à Alo, pela suspensão ativa com gestão automática para as roçadoras, à Cder, pelo programa de combinação de informação cartográfica e imagens, e à Station de Recherche du Comité Nord, pela nova variedade de batatas. O equipamento apresentado por Alo permite melhorar a precisão do trabalho das roçadoras de braços articulados quando se deslocam por taludes e desníveis. Utiliza um sensor potenciométrico, situado no ponto de giro do Março / Abril 2001

braço, que mede o movimento do paralelogramo e o ângulo da unidade, enquanto que um segundo sensor mede a pressão do óleo em um cilindro de efeito simples. Um calculador controla o circuito hidráulico em função da informação que lhe transmitem os sensores mediante comunicação sobre BusCan. Isto permite, em seu conjunto, um aumento da velocidade de trabalho, enquanto que se reduz a tensão para o condutor do trator. A Medalha de Prata outorgada à Cder foi dirigida a premiar um programa informático que permite combinar

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tomada de 12 volts. No desengate acidental do reboque, se produz uma ruptura no circuito elétrico, liberando-se o óleo de um acumulador de nitrogênio a pressão que se encarrega de acionar os freios do reboque automaticamente.

imagens com informação cartográfica, o que oferece a possibilidade de analisar, de maneira conjunta, as fotografias sobre evolução das colheitas tomadas desde satélites ou aviões em vôo, com as operações agrícolas ligadas à agricultura de precisão . Em relação à Medalha de Prata outorgada à uma variedade de batata, deve-se destacar que é a primeira vez que se premia algo que não pode considerar-se como equipamento agrícola no seu sentido mais amplo, mas, de certo modo, com este prêmio se segue a tendência de algumas feiras especializadas, de incorporar tudo o que possa ser considerado, direta ou indiretamente, como fator de produção . Esta variedade de batata premiada se caracteriza por seu pequeno tamanho (30 a 42 mm). Para completar esta visão geral dos equipamentos premiados, fica a referência como Menção à: Acemo, por uma unidade de fabricação de alimentos; à Bioressources Technologies, por seu procedimento de compostagem em sacos ventilados; à CNIPT, pela sua guia para a produção racional de batata de larga duração; à Groupama Assurances, pela sua fabricação de roupa de segurança ; e à Isagri, pelo seu programa informático dirigido a controlar a viabilidade nas empresas de recolhimento e transformação de colheitas. Além disto, se deu uma menção em bloco para três empresas que oferecem serviços em Internet para agricultores e profissionais do equipamento agrícola, que são: Agrionline Occasions, Esperou Technologies e Farmpartner.com Máquinas

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Medidores

instrumentação

Aparelhos com tecnologia ultrapassada ou mal-regulados podem causar grandes prejuízos para o agricultor

Umidade Incorreta

TECNOLOGIA NO BRASIL A tecnologia de Armazenagem de

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Máquinas

grãos no Brasil poderia ser considerada, de certa forma, muito recente, em comparação com as demais práticas e operações de produção agrícola. A matéria ou disciplina Secagem e Armazenagem de Grãos foi lecionada num curso de Agronomia, pela primeira vez no Brasil em 1967 na Universidade Federal de Viçosa. Nos cursos de Engenharia Agrícola, introduzidos no Brasil em 1972, este assunto faz parte do currículo mínimo dentro da matéria de Engenharia de Processamento ou Pré-processamento de produtos agrícolas. Mesmo nos dias de hoje, em muitos dos cursos de Agronomia ainda não é lecionada a referida disciplina e, em muitos outros são assuntos ou tópicos abordados em outras disciplinas, como, em Tecnologia de Alimento , Construções Rurais , Mecanização Agrícola , Economia Rural , Comercialização Agrícola dentre outras. Isso significa que muitos dos profissionais que atuam no setor, não tiveram a oportunidade de receber treinamento formal sobre o assunto. Muitos aprenderam freqüentando cursos de extensão e outros, na prática, com autodidatismo. Isso explica a razão dos contrastes tecnológicos existentes no setor. Existem unidades armazenadoras que convivem com sistemas informatizados de última geração de controle de Secagem e Aeração convivendo com secadores que utilizam a queima de lenha como

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fonte de calor (por culpa do Governo Federal, através do antigo Conselho Nacional do Petróleo), medidores de umidade obsoletos como o do tipo UNIVERSAL convivendo com equipamentos de última geração do primeiro mundo. Atualmente, no caso específico de medidores de umidade, no segmento de unidades armazenadoras de grande porte, além do tipo UNIVERSAL, basicamente, três equipamentos mais modernos, disputam o mercado brasileiro (Modelo G800 da GEHAKA; Modelo GAC 2100 da DICKEY JOHN e o modelo 919 da MOTOMCO, o primeiro de fabricação brasileira e os outros fabricados nos EUA).

MEDIDOR UNIVERSAL O medidor de umidade do tipo Universal , de origem norte americana, foi muito utilizado na década de 1950 nos EUA e aposentado no início da década de 1960. No entanto, no Brasil seu uso ainda é muito comum e de preferência de muitos técnicos tanto de órgãos oficiais e de privados. Em alguns casos, considera-se o Medidor Universal como o equipamento referencial. Seu funcionamento baseia-se na condutividade elétrica, propriedade física que correlaciona a passagem de corrente elétrica com o teor de água dos grãos. Em outras palavras, quanto mais água tiver o grão, mais corrente elétrica passará através dele. Março / Abril 2001

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esta safra são esperados mais de 90 milhões de toneladas de grãos. Todos eles, em alguma instância, da colheita ao processamento ou consumo, passarão por um processo de medição de umidade. Erros ou fraudes na medição de umidade podem ser cometidos. No primeiro caso, involuntariamente ou por falta de informações e, no segundo caso, por má fé. Em ambos os casos irão representar prejuízos, se o erro for para mais, para quem está entregando o produto (geralmente o produtor) que sofrerá desconto maior e, caso for para menos, para quem está recebendo. Imagine, numa hipótese muito otimista em que se incorra num erro aparentemente insignificante de 1%. Em 100 mil toneladas de grãos representariam 1 mil toneladas ou praticamente 16.6 mil sacas de 60 kg. Se considerarmos toda a produção anual, a diferença seria de 900 mil toneladas ou 15 milhões de sacas. Agora imagine se este erro ou a fraude for de 2%, 3% ou mais. Assim, o conhecimento das operações de medição de umidade, dos equipamentos utilizados, e das fontes de erros e fraudes irá promover uma comercialização mais justa.


O Gac2100 possui o sistema de medição de umidade por capacitância elétrica que proporciona verificar o teor de água do produto

É um aparelho, indubitavelmente bem robusto, em que uma amostra de grãos, farelo ou farinha, é colocada entre dois eletrodos e comprimida. Uma corrente elétrica é gerada, girando-se a manivela de um magneto, que atravessa a amostra. Assim, quanto mais úmida for a amostra, maior a passagem de corrente elétrica e, obviamente, quanto mais seca, menor a passagem. A leitura da passagem de corrente elétrica é indicada por um ponteiro no corpo do magneto. Como a passagem de corrente elétrica através da amostra, depende também da temperatura da mesma, é feita a correção da temperatura lida no termômetro do aparelho. Lembrandose de que a temperatura é da amostra e não do ambiente. A leitura do teor de água é transcrita para um documento ou tabela, da qual se calcula o devido desconto.

FONTES DE ERROS Aparelho descalibrado. Poderá indicar valores acima ou abaixo do real,

dependendo de o quanto está descalibrado. A diferença poderá chegar para mais ou para menos de 4%; Compressão da amostra. Se o operador comprimir a mais, indicará teor de água maior. Muitos operadores e empresas recebedores de grãos inescrupulosos ajustam o disco indicador de compressão para comprimir além do indicado para promover desconto maior do fornecedor. Manipulando-se o disco graduado e ajustando-se o ponteiro com a temperatura, não a da amostra, mas do ambiente, como é comum, o resultado será distorcido. Amostras retiradas de um secador tende a apresentar um percentual de umidade abaixo da real porque a medição é feita por contato e as camadas mais superficiais dos grãos, recém saídos do secador, estão mais secas que no interior dos grãos. Assim, se for medida a umidade no dia seguinte, esta mesma amostra, estará com 1% ou mais de umidade. Adicione-se às fontes de erros mencionadas, o ato de transcrever o valor indicado erroneamente para um documento ou tabela devido à distração e/ou lapsos de memória do operador. Também, quando manuscrito, os garranchos que podem confundir, por exemplo, o número 1 por 7 ou mesmo até por 4 e vice-versa. O aparelho mostra o resultado mas não registra. Os resultados são passíveis de manipulação.

MEDIDORES ELETRÔNICOS AUTOMÁTICOS

Medidor eletrônico GEHAKA G800para medição de umidade da massa de grãos

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Máquinas

Neste grupo pertencem, dentre outros, os principais comercializados no Brasil, os modelos: G800 da GEHAKA; GAC 2100 da Dickey John e 919E da MOTOMCO. Todos os três modelos utilizam a capacitância elétrica como propriedade física para correlacionar com o teor de água do produto. www.cultivar.inf.br

As principais características comuns dos medidores: A confiabilidade dos resultados de todos eles dependerá, primordialmente da calibração feita com o produto específico. Assim, se a calibração foi feita para milho mole e se utilizarmos para milho duro, haverá diferença nos resultados. A operação de determinação de umidade é automática em todos os três modelos e não há possibilidade de manipulação do operador no resultado durante a operação A temperatura da amostra é tomada automaticamente; O resultado é mostrado no visor digital e todos eles possuem uma saída serial que pode ser conectado a uma impressora ou ao computador, eliminando-se a transcrição manual do resultado. Cada determinação é realizada em menos de 20 segundos e a operação não destrói a amostra testada (No UNIVERSAL a amostra é esmagada). Todos os três têm o procedimento de auto-calibração antes de se iniciar a medição Todos os três foram testados comparativamente nos Laboratórios do CENTREINAR Centro Nacional de Treinamento em Armazenagem

MODELO G800 DA GEHAKA As principais características deste medidor são: Fabricação brasileira. Para operar o aparelho, estabelece-se através do menu o produto a ser medido. A alimentação da amostra no aparelho é feita com um copo próprio, de volume conhecido de grãos, que é derramada na câmara de medição. Automaticamente, determina-se a temperatura, o peso e a umidade da amostra cujo resultado aparece no visor digital. Fornecem o percentual de água do grão, a temperatura, o peso da amostra e o peso por hectolitro.

MODELO GAC 2100 DA DICKEY JOHN Este medidor de umidade é, hoje, o medidor de umidade oficial para efeito de Classificação Oficial de Grãos nos EUA. Para a operar o medidor, do mesmo modo que os outros, ao ligar o medidor, há o procedimento de auto-ajuste e através do menu, estabelece-se o produto a ser medido. Coloca-se uma quantidade de Março / Abril 2001

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As amostras devem ser tomadas de tal forma que elas representem o lote como um todo

amostra acima da necessária na moega. Acionando-se o botão carregar , automaticamente a amostra cai na câmara de medição, ocorre o corte do excedente e procede-se a leitura da temperatura, da umidade e do peso da amostra. No visor aparecem a umidade, temperatura e o peso por hectolitro.

MODELO 919E DA MOTOMCO Até recentemente, este modelo foi o medidor de umidade oficial para efeito de Classificação Oficial de Grãos nos EUA por um período de mais de 30 anos. Depois de estabelecido o produto a ser medido, a alimentação da amostra é feito derramando-se os grãos, cuidadosamente, na moega, até a quantidade indicada no visor com um sinal sonoro. Automaticamente o equipamento determina a temperatura e a umidade. No caso específico do milho, o equipamento obriga a repetir a medição por

três vezes antes de fornecer a leitura da umidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS É extremamente importante lembrar que, mesmo utilizando-se do melhor medidor de umidade, se não forem tomados os devidos cuidados na coleta das amostras, de nada valerão os investimentos, a precisão e a exatidão dos aparelhos. As amostras devem ser tomadas de tal forma que elas representem o lote como um todo. É imperativo que se passe por um Homogeneizador e Divisor de amostras (tipo Boerner) ou por um Quarteador. Além das recomendações das técnicas de amostragem, o manuseio da amostra com mãos molhadas de suor, em vasilhames inadequados, colocadas em ambientes excessivamente quentes, frios, úmidos ou secos pode alterar a característica dos grãos quanto ao seu teor de água.

É também recomendável que se tenha no laboratório, um medidor de umidade de método direto, como por exemplo, o de destilação com óleo vegetal (fornece resultado em torno de 20 minutos) para, em caso de dúvida, poder verificar, periodicamente se os resultados dos medidores de umidade automáticos estão de acordo. Esta é uma prática adotada por muitas cooperativas, estatais e multinacionais. Imagine o prejuízo se um medidor estiver descalibrado em mais ou menos, por exemplo, 3%. Ficou demonstrado de que com o uso do obsoleto medidor de umidade do tipo Universal é possível fraudar dados, de modo geral com prejuízos, principalmente do produtor. Após estas considerações, esperamos ter contribuído de alguma forma para que o produtor tenha uma remuneração justa sem sofrer des.M falques do sistema.

Tetuo Hara, UFV

Po rt Medidor P or tátil de Umidade em Grãos

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Show Rural destaques

Fotos Cultivar

Show de máquinas

Criado para difundir tecnologia aos cooperados da Coopavel e agricultores da região de Cascavel (PR) o Show Rural superou todos os limites e se transformou em um dos principais eventos agrícolas do Brasil. Este ano foi visitado por 115 mil pessoas. As máquinas apresentadas ao produtor foram um show à parte, pois o evento costumava ter a marca mais forte das empresas de produtos fitossanitários. Produtores e técnicos que participaram do evento acompanharam os avanços tecnológicos dos tratores, colhedoras automotrizes, pulverizadores e outros implementos agrícolas. Para melhor apresentar os materiais, optamos por publicar fotos de algumas das novidades mostradas e de equipamentos que mereceram destaque.

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1 5. FANKHAUSER

1. AGCO MASSEY FERGUSON

Colhedora MF 34 Apresenta cabina proporcionando ao operador um ambiente confortável e comandos ergonômicos. Uma alavanca de comando multifunção permite o acionamento das principais funções da colhedora. Apresenta painéis laterais removíveis, permitindo o acesso aos mecanismos quando necessitar limpeza e manutenção. A máquina está preparada para receber equipamentos de monitoramento de colheita, GPS e outras, uma vez que o computador de bordo é equipamento de linha.

2 2. COLOMBO

Colhedora Double Master recolhe, trilha, limpa, classifica, armazena ou ensaca o produto colhido. O equipamento é tracionado e acionado pelo trator, podendo processar 400 sacas de feijão por dia.

3. TRELLEBORG

4. METASA

Pneu agrícola de tração de baixa pressão Linha de pneus largos de baixa pressão interna. Estes pneus melhoram o desempenho dos equipamentos e reduzem a compactação do solo, devido a maior largura e a baixa pressão interna, aumentando a área de contato do pneu com o solo.

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Máquinas

Semeadora 5040 Permite a semeadura de soja, milho, sorgo, girassol, feijão, algodão entre outros. O distribuidor de sementes pode ser do tipo disco horizontal ou opcionalmente pneumático. Pode executar a semeadura direta ou convencional. Permitem a semeadura entre 9 e 16 linhas de soja e entre 5 a 9 linhas de milho. Opcionalmente permite a instalação de monitor eletrônico de sementes e hectarímetro.

Semeadora SDM 2023 dentre as mais novas empre4 sas do segmento, a Metasa lançou uma semeadora para Plantio Direto que permite semear também culturas de linhas próximas, como o trigo e o arroz. Diferentes tipos de dosadores, e duas fileiras de sulcadores intercalados, o que lhe permite melhor fluxo de palha, conferem-lhe um aspecto gigantesco. O cuidado no detalhe está demonstrado nos pneus de alta flutuação, distribuindo melhor o peso da máquina sobre o solo.

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8. SFIL

Sembra 2000 Semeadura direta para pequenos produtores. Máquina autopropelida que realiza a semeadura em duas linhas de culturas como milho, soja, feijão e sorgo. Permite a semeadura com espaçamentos entre 45 e 90 cm. Desenvolvida em conjunto com a Embrapa Trigo.

6 6. AGROTECNO - MACRO JET

Pulverizador autopropelido Possui cabine com isolamento em fibra de vidro, ar condicionado e filtros antibactericida e antigermicida. Tanque para calda de 2300 litros e recipiente para lavar frascos com capacidade de 100 litros. Pode ser adaptado a tratores Ford e Massey Ferguson e é compatível com todos os modelos de pulverizadores do mercado.

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11 11. NOGUEIRA

Colhedora de forragem para material enleirado ou em linha - PECUS 9004. A nacionalização desta colhedora de forragem de duas linhas, fruto de parceria com a européia Kverneland, trouxe uma redução de preço na ordem de 20 %.

8 9. VALTRA

Trator Valtra 900 a empresa de origem finlandesa renumerou seus tratores de porte médio, criando a chamada Linha 100. O modelo 900 tem potência de 86 C.V. motor Valtra turbinado de 3 cilindros, novo desenho externo, inovações nos sistemas hidráulico e elétrico e câmbio sincronizado de engrenagens helicoidais, o que diminui sensivelmente o nível de ruído em operação.

12. MAX

Semeadora PC 2125 Semeadora para o sistema plantio direto, indicado para pequenas propriedades, proporcionando a semeadura de soja, milho, feijão e sorgo. Permite o uso de 5 linhas de semeadura com espaçamento entre linhas de 45cm.

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7. SLC JOHN DEERE

Semeadora 909 CT semeadora de precisão projetada para nichos de mercado, com habilidade para cruzar terraços ( CT ), mantém o sulcador de semente em contato com o solo mesmo em condições de desnível. A estrutura foi redimensionada para resistir aos esforços, o sulcador de adubo é intercambiável (disco duplo ou haste) e as caixas de transmissão são ajustáveis sem ferramentas. Os dosadores de semente podem ser mecânicos ou pneumáticos.

13. GOODYEAR

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Linha de pneus agrícolas radiais para tração o mercado brasileiro tem à disposição uma completa gama de pneus radiais para tração, com suas vantagens conhecidas de aumento de capacidade de tração e diminuição de compactação e de consumo de combustível

10. JUMIL

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Semeadora Natura 2400 Semeadora pneumática para hortaliças e legumes, para 4 a 6 linhas de semeadura. Realiza a semeadura de cenoura, cebola, alface, tomate, milho, soja, algodão, feijão entre outros.

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10 Máquinas

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17. JACTO

Airbus 500 dentre vários lançamentos a empresa mostrou este aplicador de agroquímicos que é um novo projeto do Arbus, agora com depósito de capacidade de 500 litros de calda.

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20. STARA

Manuseio a granel com ampla linha de equipamentos voltados à conservação do solo, a Stara destacou sua linha de equipamentos para manuseio de grãos e fertilizantes a granel, incluindo carreta graneleira, tubo de descarga posterior com rosca helicoidal, e carregador frontal com dispositivo para içar bolsas gigantes ( bigbale ).

14. PIRELLI

Linha de pneus agrícolas diagonais para tração tradicional fornecedora de pneus para tratores deste tipo de construção, embora tenha condições de fornecer também os radiais sob demanda, a Pirelli mostrou novos e eficientes desenhos da banda de rodagem.

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15. FOCKINK

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Máquinas de limpeza de grãos com mercado consolidado de fornecedora de silos metálicos, a empresa direciona seus esforços em equipamentos de limpeza de grãos, de corpo metálico, com grande resistência e durabilidade.

Secador de café Opera em fluxo cruzado e pode beneficiar outros cereais como soja e milho. Proporciona alto 18 rendimento de secagem, adequando-se a pequenas, médias e grandes propriedades. Apresentam secagem rápida e uniforme, agilidade na carga e descarga, controle da temperatura da massa de grãos, operação e manutenção simples. Possuem capacidades de 10 ou 20m³.

19. STIHL

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Colhedora CASE 2388 com plataforma para milho Possui sistema de trilha e separação por fluxo axial, cabina climatizada, painel digital com monitor de eixos, de retrilha e monitor de perdas, alavanca multifunção e canal de alimentação com reversor protegido por embreagem.

18. KEPLER WEBER

16. COMIL

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21.CNH - CASE

Pivô central a empresa multifacetada mostrou seu pivô central que é instalado com capacidades de irrigação que vão dos 10 aos 180 hectares por unidade. Atente-se para o fato de que todo o comando computadorizado é construído pela própria empresa, mostrando sua competência tecnológica.

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Moto-poda equipamento importado da matriz alemã (com previsão de nacionalização) que permite realizar podas e desbastes com lança extensível até 5 metros.

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22 22. JF

Ensiladora JF 80 máquina ajustada à tecnologia de ensilagem de milho com grão úmido.

23. DINÂMICAS DE CAMPO

Durante o evento ocorreram as dinâmicas com os tratores, colhedoras automotrizes e equipamentos para a semeadura, além de colhedoras de forragem, dando a oportunidade aos i ntere ssados, em verificar o desempenho das máquinas 23 no campo.

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Rodados

características

Tração ideal

Há grande oferta de tratores no mercado; ao optar por um, o agricultor deve considerar se está comprando o produto que mais se adapta às suas necessidades

Março / Abril 2001

desenvolvimento de estudos que visam a melhoria de sua construção, utilização e seleção adequada, em função da operação a ser executada, do tipo e condições de solo e das características do trator utilizado. Por conta disso é que se tem diferentes configurações de rodado: 4x2, 4x4, esteira, meia esteira e outras.

RODADOS PNEUMÁTICOS Da primitiva roda de ferro à roda pneumática, muita tecnologia foi desenvolvida. Os primeiros tratores construídos eram equipados com rodas de ferro providas de garras, mas estas transmitiam muitas vibrações ao operador. Razão porque a introdução do pneumático em tratores agrícolas tinha, a princípio, a finalidade de propiciar conforto ao operador, pois a borracha absorvia boa parte dessas vibrações. Com o aperfeiçoamento dos processos de obtenção da borracha e combinação de outros elementos utilizados na construção do pneu, estes passaram a apresentar também vantajosas características de resistência e aderência ao solo. As configurações mais comuns dos www.cultivar.inf.br

rodados pneumáticos estão representadas nos tratores classificados como 4x2 e 4x4, passando pelo trator 4x2 auxiliar (ou trator com tração dianteira auxiliar). Saliente-se que as designações aqui usadas e ainda não normatizadas são quase um consenso no meio técnico. De modo que se entende aqui como trator 4x2 aquele que tem um eixo de tração e um eixo com rodas direcionais; 4x4 o de quatro rodas iguais e tração em dois eixos, às vezes chamada de tração dupla; 4x2 auxiliar o que tem quatro rodas de tração, mas com tração opcional no eixo dianteiro, também chamada de tração dianteira auxiliar ou assistida. Mas o que diferencia um do outro em termos de aplicação? Os tratores convencionais, de duas rodas de tração (4x2), respeitadas as suas limitações, destinam-se, a princípio, para tarefas diversas na propriedade agrícola. Possuem, em geral, motores com potência de até 100 cv e caracterizam-se pelo desenvolvimento de pequeno esforço de tração, pela versatilidade para manobrar em espaços reduzidos, e para realizar cultivos em linha e transporte. Por sua limitação de tração, se adequam melhor a solos de textura média e em regiões Máquinas

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ara produzir tração, o trator se vale basicamente de um motor, de um sistema de transmissão e de um sistema de rodado, como se diz em geral. O rodado é um conjunto de órgãos que, além de sustentar o peso do trator, permite a autopropulsão, o direcionamento e, principalmente, a transformação da potência do motor em potência útil na barra. Mas a potência do motor que chega ao rodado, denominada potência no eixo, é distribuída na sobreposição da resistência ao rolamento, nas perdas por patinagem, na interação rodado-solo e na produção de trabalho útil na barra de tração. De modo que o uso mais eficiente de potência do trator é obtido quando se alcança maiores valores de potência na barra, com mínimos valores nas demais formas. Para o cumprimento dessas funções e requisitos são identificados dois tipos de rodado: a) rodado pneumático; b) rodado de esteira. Cada um desses tipos apresenta características tais que possibilitam vantagens e desvantagens em diversas situações de campo. Muito da energia produzida pelo trator (20 a 50 %) se perde na interface pneu-solo, o que leva a contínua necessidade de


Os tratores 4x4 são pesados e de grande porte, apresentam potência no motor acima de 120 cv e podem ter chassi rígido ou articulado; com preço que varia de R$ 250 mil a R$ 350 mil com preços bem inferiores a estes (a grande maioria varia de R$ 25 mil a R$ 90 mil). Pode-se dizer que os tratores 4x2 aux. têm, quase, cara de um trator convencional com coração de 4x4, isto é, as rodas dianteiras com menor diâmetro que as traseiras, com possibilidade de controle da direção (como nos 4x2), mas quando a tração dianteira é acionada possibilita maior capacidade de tração (como nos 4x4). Estudos realizados no Centro de Mecanização e Automação Agrícola e outros, mostram que a força de tração de um trator TDA pode ser aumentada em até 30% em relação a mesma versão com tração simples. Inicialmente introduzida em tratores com potência acima de 100 cv, a tração dianteira assistida foi tão bem aceita no mercado, que também equipam tratores em quase todas as faixas de potência, inclusive abaixo de 40 cv. Inúmeros trabalhos técnicos-científicos comparando o desempenho de tratores 4x2 e 4x2 aux. comprovam, além do aumento de tração, redução da patinagem das rodas motrizes e aumento da capacidade operacional, com o uso de tratores com TDA. As vantagens do 4x2 aux. são mais evidenciadas em condições adversas (terrenos inclinados, solos úmidos, áreas irrigadas) onde os tratores convencionais têm dificuldades de operar.

Ila Corrêa

de moderado índice pluviométrico, que não compromete as condições de aderência dos pneus no solo. Tratores desse tipo são encontrados na faixa de R$15 mil a R$ 50 mil. Embora os tratores convencionais ocupem uma fatia boa do mercado - o aumento das propriedades agrícolas que demandou aumento na largura dos implementos e uso de maior velocidade de deslocamento na execução das operações agrícolas, principalmente a de preparo do solo - foram sendo substituídos pelos tratores com tração nas quatro rodas (4x4). Os tratores 4x4 são pesados e de grande porte, apresentam potência no motor acima de 120 cv e podem ter chassi rígido ou articulado; com preço que varia de R$ 250 mil a R$ 350 mil. Adequam-se melhor a solos pesados, em tarefas com alta exigência de tração, oferecem maior segurança em terrenos mais declivosos (a distribuição de peso por eixos lhes dá grande estabilidade longitudinal) e melhor capacidade de frenagem, uma vez que o freio atua nas quatro rodas. Não se adequam, porém, às operações de cultivo, por conta do tamanho dos pneumáticos. Já os tratores 4x2 aux., que se constituem em uma alternativa intermediária às duas configurações, apresentam, guardadas as devidas proporções, vantagens próximas aos 4x4,

Tipos de banda de rodagem dos pneus agrícolas. Vê-se (esq. para a dir.) dois-a-dois: pneu radial de baixa pressão, pneu diagonal com garras longas e curtas, pneu diagonal e pneu radial convencional

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Sendo o peso sobre o rodado um dos determinadores da capacidade de tração neste tipo de trator, a concentração de peso no eixo dianteiro tem muita influência. Para melhor eficiência de tração o ideal é que se situe entre 40 e 45 % do peso total, no eixo dianteiro, enquanto que os tratores 4x2 apresentam cerca de 20 a 35%. Muitas vezes, entretanto, o agricultor altera essa lastragem, retirando ou colocando peso, e não usa todo o potencial do trator. Para fins de comparação, apresenta-se na Tabela valores representativos da eficiência de tração para os diversos tipos de trator, conforme adotado pela American Society of Agricultural Engineers. Mas a eficiência de tração e todos os demais parâmetros (velocidade, consumo de combustível, patinagem, características técnicas) que podem apontar vantagens para um ou para outro tipo, nem sempre definem sozinhos a compra de um trator. O custo de aquisição ainda exerce forte influência. Reverter essa valoração, ponderando sobre o total de horas trabalhadas no ano, a aplicação desejada e as condições de campo disponíveis é tarefa que o agricultor deveria considerar na hora de compra da máquina.

PNEU NA MEDIDA CERTA Seja qual for o tipo de rodado pneumático, o importante é utilizar o conjunto de pneus adequado. No campo não é incomum encontrar certas improvisações em tratores 4x2: de um lado do eixo dianteiro um pneu agrícola tipo F2 e de outro, um pneu de utilitário tipo Jeep. Uma comparação com o homem é válida. O que acontece quando se calça um sapato apertado, folgado ou um tipo e outro simultaneamente? Não é desconfortável? O pé força para um lado, a postura desalinha e o desempenho para andar fica prejudicado. Com o sapato adequado, a pisada é firme e a passada é segura. A mesma coisa acontece com o trator agrícola que precisa usar a medida certa de pneumáticos. Esta pode até ser mais de uma, dependendo da indicação do fabricante (standard ou opcional). É importante que sejam observados os modelos possíveis de utilização quando da troca do pneumático. Nem todas as rodas servem para qualquer aplicação agrícola. O desempenho e duração das mesmas vão depender Março / Abril 2001

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Cultivar

do seu tamanho, do desenho da banda de rodagem, da pressão de inflação e de outros fatores. O manual de operações, o folheto de especificações técnicas, o representante ou o fabricante podem auxiliar nessa escolha.

RODADO DE ESTEIRA As modalidades deste tipo de rodado já são tantas que merecem uma classificação apropriada. Levando em conta o material das esteiras, existem os tratores com esteira de metal e os tratores com esteira de borracha, equipados normalmente com duas esteiras (uma de cada lado). Considerando a configuração ou arranjo do sistema, são tradicionalmente conhecidos os de meia-esteira e os de ¾ de esteira. Mas como chamar os sistemas utilizados pelo Challenger 45 e pelos tratores da série 8000T da John Deere? E o Quadtrac da Case (Steiger), que dispõe de quatro esteiras de borracha, independentes. Seria este um trator de semiesteira? Tais sistemas são desenvolvimentos relativamente recentes que se propõem a melhorar a distribuição de peso do trator sobre as esteiras, minimizando a compactação e permitindo melhor acompanhamento das irregularidades do terreno. Os tratores de esteiras, pela sua Março / Abril 2001

RODAS PNEUMÁTICAS X ESTEIRAS DE BORRACHA Para melhor conhecer as potencialidades do rodado com pneus e do rodado com esteiras de borracha, reproduzimos a seguir, resultados e comentários de testes realizados pelo Centro de Pesquisa de Máquinas Agrícolas, de Alberta, no Canadá, ao compararem o desempenho de tração de vários modelos Challenger, com tratores com tração nas quatro rodas (4x4) em várias condições de solo. Nesses testes foram medidas a potência no motor, a potência na barra de tração, a velocidade de deslocamento, a patinagem e a qualidade do conforto para se locomover. Diferenças bem definidas foram encontradas entre os dois tipos de rodado. Resumidamente, as esEficiência de tração para teiras de borracha ganhatratores com rodados pneumáticos ram em força de tração, na facilidade de otimizar o deTrator Solo não-preparado Solo preparado sempenho do sistema de tração e mostraram um 4x2 0,72 0, 67 leve ganho na eficiência de 4x2 auxiliar 0,77 0,73 produzir potência útil, en4x4 0,78 0,75 quanto que os pneumáticos f

Ila mostra os tipos de rodados utilizados nas máquinas agrícolas

constituição, são tratores de elevado peso total (9 a 23 t), apresentam potência no motor que pode chegar a 400 cv. Os preços dos modelos disponíveis no mercado brasileiro variam de R$ 150 mil a R$ 350 mil o que, aliado às características próprias do trator, significa que sua aquisição não é viável para pequenos ou médios produtores. Os tratores de esteira prestam-se a serviços pesados, com alta exigência de tração, sendo utilizados não só em operações agrícolas, mas também em operações de desmatamento, terraplenagem, construção de barragens de terra e outras. Em relação ao trator de quatro rodas pneumáticas, o trator de esteira é definitivamente mais estável, pois é baixa a localização do seu centro de gravidade e tem maior aderência no solo, o que proporciona baixíssimos índices de patinagem. Como aspecto negativo tem-se a limitação de velocidade de deslocamento, o que em modelos mais modernos, como os citados, isso já não é problema, pois podem desenvolver até 30 km/h. Além disso, a falta de versatilidade para cultivos em linhas, o alto preço de aquisição e elevada despesa de manutenção do sistema rodante, particularizam o seu uso.

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Solo solto 0,55 0,65 0,70

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Trator agrícola Challenger 65C da Caterpillar equipado com esteiras de borracha, que proporcionam maior área de contato com o solo, reduzindo a compactação e aumentando a tração

ganharam no controle para esterçar e no custo global. O conforto para se deslocar, foi semelhante para ambos. A Figura 1 permite clara visualização de resultados obtidos com um Challenger 65 (270 cv) e um trator 4x4 (270 cv) equipado com rodado duplo (oito pneus radiais) ambos pesando 14,5 t. A respeito de força de tração como se vê na Figura 3, a curva de desempenho proporcionada pela esteira de borracha sobe acentuadamente para pequenos níveis de patinagem enquanto que a curva do rodado pneumático aumenta gradualmente sobre uma larga faixa de patinagem, sem alcançar altos valores para a relação força de tração/peso. Os autores comentam que a esteira de borracha pode realmente desenvolver mais força de tração que o pneumático, mas que isso não é o mais importante. Na maioria das operações agrícolas, a potência na barra, que é o produto de força vezes a velocidade de deslocamento, é que conta. Embora ambos os sistemas tenham tração para desenvolver 200 cv de potência na barra a velocidades acima de 8,0 km/h, a capacidade de tração adicional das esteiras de borracha em desenvolver 200 cv a velocidades tão baixas quanto 5,0 km/h não é uma grande vantagem, uma vez que a maioria das operações agrícolas é realizada a velocidades maiores. Considerando-se como otimização do sistema de tração a seleção do peso e do arranjo adequado de pneus para uma dada condição de trabalho (velocidade, força, condição de solo), o uso de um trator no seu ponto ótimo proporciona melhor desempenho e custo de operação menor. Otimizar um tra-

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tor com rodado pneumático para uma dada velocidade, força de tração e condição de solo pode requerer mudanças na lastragem e na pressão de inflação. Uma vez que envolve planejamento, medições e manuseio de lastros pesados, é freqüente que isso seja feito apenas uma vez para o trator. Assim, o trator com pneumáticos pode nem sempre estar na configuração ótima para a condição de trabalho do momento. Com esteiras de borracha, não há pressões nem lastros para trocar. A Figura 2 mostra que as esteiras de borracha desenvolvem máxima potência na barra ao longo de uma faixa maior de velocidades, do que os pneumáticos. Isto significa que no trabalho diário as esteiras conseguiriam liberar mais potência, porque elas mantêm cerca da mesma eficiência a despeito de mudanças nas condições de operação, o que é uma grande vanta-

gem. Os pneumáticos, entretanto, apresentam outro problema que as esteiras não têm. Sob carga, em algumas situações, os tratores com pneumáticos têm a tendência de apresentar power hop , que é aquele movimento de pular/saltar enquanto está tracionando. E, ajustar o trator para reduzir esse problema pode afastá-lo da sua condição ótima. Quanto à eficiência da liberação de potência na barra, pequena diferença foi encontrada entre os dois sistemas de rodado avaliados (Figura 3). Ambos alcançaram eficiências máximas similares (cerca de 80%) só que em níveis de patinagem diferentes. Além disso (Figura 4), as esteiras de borracha mantiveram sua eficiência sobre larga faixa de tração e condições de .M solo. Ila Maria Corrêa, DEA-IAC AGCO

Trator convencional 4x2 com pneus direcionais dianteiros e de tração traseiros. Tem como finalidade o uso geral nas propriedades rurais

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