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Cultivar Grandes Culturas • Ano XVI • Nº 195 • Agosto 2015 • ISSN - 1516-358X
Cultivar
Destaques
Nossa capa
Atenção permanente - 24
A importância do manejo criterioso do bicudo na entressafra e na pós-colheita de algodão sob pena de a praga se manter e migrar para as lavouras subsequentes
Nédio Tormen/Clube Phytus
Índice
Foco na qualidade - 08 O papel de sementes sadias na proteção do desenvolvimento inicial das lavouras de soja
Diretas
06
Qualidade fitossanitária das sementes
08
Informe - Bicudo-do-algodoeiro
12
Nematoides em cana-de-açúcar
14
Controle biológico da Helicoverpa
18
Irrigação em algodoeiro
20
Capa - Manejo correto do bicudo
24
Controle da mosca-branca em milho
28
Cultivares de milho safra 2015/16
34
Herbicida 2,4-D
54
Coluna ANPII
58
Coluna Agronegócios
60
Mercado Agrícola
62
Como escolher - 34
Conheça a lista completa e todas as características das cultivares de milho disponíveis para a safra 2015/16
Expediente Fundadores: Milton Sousa Guerra e Newton Peter
REDAÇÃO
COMERCIAL
CIRCULAÇÃO
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• Coordenação
• Coordenação
Gilvan Dutra Quevedo
• Redação
Rocheli Wachholz
• Design Gráfico e Diagramação
Cristiano Ceia
Charles Ricardo Echer
• Vendas
Sedeli Feijó José Luis Alves
Rithieli Barcelos
Simone Lopes
• Assinaturas
Natália Rodrigues Clarissa Cardoso Aline Borges Furtado
• Expedição • Revisão
Aline Partzsch de Almeida
Edson Krause
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Grupo Cultivar de Publicações Ltda. CNPJ : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480 Rua Sete de Setembro, 160, sala 702 Pelotas – RS • 96015-300 Diretor Newton Peter www.grupocultivar.com cultivar@grupocultivar.com Assinatura anual (11 edições*): R$ 239,90 (*10 edições mensais + 1 edição conjunta em Dez/Jan)
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Por falta de espaço não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@grupocultivar.com Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.
DIRETAS Marketing
Solução
Ricardo Almeida acaba de assumir o cargo de diretor de Marketing da FMC Agricultural Solutions, com o desafio de coordenar a equipe alinhada com o planejamento estratégico mercadológico da diretoria de Negócios Brasil da companhia. "Estou muito motivado com esse grande desafio de liderar a equipe de Marketing e identificar novas oportunidades de negócio para essa empresa tradicional e reconhecida mundialmente. Estamos no momento de integração do portfólio de Cheminova e FMC, sempre pensando em fortalecer as soluções e o manejo para diversas culturas", destacou Almeida.
Ricardo Almeida
Sementes
Alex Merege
Alex Merege é o novo diretor de Sementes da Bayer CropScience para América Latina. O executivo, que anteriormente ocupava a posição de liderança da área na região Ásia Pacífico, em Singapura, volta ao Brasil com a missão de dar prosseguimento à estratégia de expansão do negócio de sementes da empresa na região. Formado em Administração e com MBA pela Insper/IBMEC São Paulo, Merege chegou à Bayer em 1999 para atuar como estrategista em marketing. Além da sua atuação em Singapura, nos últimos anos o executivo ocupou diferentes posições dentro da companhia, em diversas localidades do mundo.
Ethanol Summit
O presidente da FMC Corporation América Latina, Antonio Carlos Zem, foi um dos debatedores do painel “O Cenário Macroeconômico e a Busca de Competitividade para Energias Renováveis”, durante o Ethanol Summit, em julho, em São Paulo. Zem destacou ainda a relevância da participação da companhia neste encontro. “A FMC desenvolve e apoia iniciativas para a agricultura responsável e para o crescimento e o desenvolvimento da cana-de-açúcar no Brasil. Para nós é uma honra estarmos ao lado da Unica e participarmos ativamente de um dos mais respeitados eventos do mundo sobre energias renováveis faz parte dessa nossa premissa”, afirmou.
Fruto de uma parceria entre a Syngenta e a Novozymes, o inoculante biológico SYS LL Long Life passa a integrar o portfólio de Tratamento de Sementes Industrial da Syngenta. O produto é um concentrado de bactérias que promete conferir à planta melhor nodulação e, consequentemente, maior fixação do nitrogênio, possibilitando aumento de até 70% na absorção do nutriente. “O uso do novo inoculante LLI no Tratamento de Sementes Industrial confere maior comodidade ao agricultor, que recebe a semente pronta para semear, sem a preocupação de fazer esse trabalho na fazenda, sendo mais efetivo na semeadura”, enfatiza o gerente de Marketing para Tratamento de Sementes da Syngenta, André Negreiros.
André Negreiros
Sustentável
Welles Pascoal
A Dow, parceira oficial de carbono do Comitê Organizador Rio 2016, está engajada no programa de mitigação de emissões de gases de efeito estufa mais abrangente da história dos Jogos Olímpicos. A empresa vem trabalhando com produtores rurais de Mato Grosso na disseminação de práticas agrícolas mais sustentáveis que vão contribuir para a mitigação da pegada de carbono do Comitê Organizador. “O objetivo é aumentar a produtividade nas lavouras por meio de práticas agrícolas mais sustentáveis e tecnologia de ponta, utilizando menos área e mitigando a emissão de carbono com a ajuda da agricultura de precisão”, afirma o presidente da Dow AgroSciences no Brasil, Welles Pascoal.
Cana
O gerente sênior de Marketing de Negócio Agrícola da Basf, Antônio César Azenha, manifestou preocupação com o crescimento da incidência de Sphenophorus levis. Segundo dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em 2014 a praga atingiu 150 municípios. A cada 1% de colmos infestados, as perdas variaram de 0,55% a 2,08% na produção agrícola e 1,63% a 13,34% na margem de contribuição no sistema agroindustrial. “Por isso a atenção em 2015 deve ser redobrada”, alertou. A partir de julho a Basf, além de reforçar as recomendações durante encontros técnicos com produtores de cana-de-açúcar, prepara Dia de Campo específico para demonstrar resultados do Regent Duo, inseticida com dupla ação recomendado no controle de Sphenophorus.
Trigo
Antonio Carlos Zem
Duas décadas
A Rigrantec contabiliza os resultados de seus 20 anos de história. Genuinamente brasileira, a empresa, fundada em 1995, começou seu trabalho com produtos de tecnologia de aplicação. Atualmente conta com negócios na América Latina e Europa. “Contamos com uma grande e preparada equipe técnica de venda e pós-venda, atendendo pedidos com segurança e agilidade através da rede de distribuição e apoio”, lembra o diretor da empresa, Nelson Azambuja.
06 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
A Bayer CropScience participou da 9ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (grão híbrido de trigo e centeio) e do 10º Seminário Técnico de Trigo, realizados pela Biotrigo Genética, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. “O momento é de pré-plantio e de decisão por parte do produtor”, lembrou o gerente de Clientes da Bayer CropScience, Mario Rissi. “Um encontro como esse agrega conhecimento e nos ajuda com estratégias para orientar os agricultores nas tomadas de decisões diante do atual cenário do mercado”, concluiu.
Correção
Ao contrário do publicado na edição 193, no Espaço Diretas, página 08, os lançamentos da Nidera Sementes na Agrobrasília se referem à cultura da soja e não de milho.
SOJA
Foco na qualidade
Charles Echer
Sementes sadias, isentas de organismos patogênicos, ajudam a originar lavouras igualmente saudáveis e vigorosas, ao menos nas fases iniciais de desenvolvimento vegetativo. Por isso muita atenção deve ser dispensada ao material genético, para evitar problemas como baixo vigor e germinação, ocorrência de doenças nas primeiras fases de desenvolvimento das plantas, menores produtividades e custo elevado de produção
O
bom desempenho de uma cultivar no campo depende essencialmente das suas características genéticas e do manejo dispensado em todas as etapas do processo produtivo, inclusas as fases de condução a campo, colheita, beneficiamento e armazenamento. Genótipos com elevado potencial produtivo podem não corresponder à expectativa se não receberem tratamento adequado no campo. Os aspectos mais intimamente ligados à resposta produtiva de um genótipo são, sem dúvida, a população de plantas, a época de plantio, os fatores edafoclimáticos e o manejo fitossanitário da lavoura. A colheita no momento adequado e com maquinário regulado de forma correta, o beneficiamento e as condições de armazenamento irão contribuir com a manutenção da qualidade fisiológica e sanitária da semente produzida. Portanto, o investimento em determinado genótipo com elevado potencial produtivo demanda o conhecimento das condições em que suas sementes estão sendo produzidas, do perfil fisiológico e fitossanitário de suas sementes e a utilização de alta tecnologia de produção. Assim, torna-se difícil dizer qual cultivar tem apresentado melhores resultados a campo, em função da grande variação dos fatores de produção mencionados.
Mas é possível mostrar quais os genótipos disponíveis aos produtores de soja que têm apresentado melhores atributos fisiológicos e fitossanitários. Um dos fatores que mais agregam ou depreciam a qualidade fisiológica e fitossanitária de um lote de sementes está na associação de organismos causadores de doenças. Processos patogênicos já conhecidos há bastante tempo e doenças emergentes (novos processos patogênicos) têm acompanhado a expansão da cultura da soja nas áreas de cerrado do Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil, tornando o aspecto fitossanitário como o fator mais limitante na obtenção de altos índices de produtividade. São conhecidas mais de 35 espécies de fungos transmitidos por sementes de soja, sendo Colletotrichum truncatum, Fusarium spp. (especialmente Fusarium semitectum), Macrophomina phaseolina, Cercospora kikuchii, Aspergillus spp. (especialmente Aspergillus flavus), Penicillium spp. e Rhizoctonia solani, os de maior importância econômica no cerrado. O fungo Corynespora cassiicola, agente causal da mancha-alvo em soja (doença de importância crescente no cerrado) e com potencial para transmissão ou transporte por sementes, ainda não tem sido detectado com segurança em função de seu lento desenvolvimento nos testes de sanidade convencionais.
08 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Os danos causados pela associação de patógenos com sementes vão além das perdas diretas de população de plantas no campo, abrangendo também a redução do poder germinativo e do nível de vigor das sementes, a introdução aleatória e precoce de focos de infecção, a introdução de patógenos em áreas isentas, o acúmulo de inóculo em áreas de cultivo, o aumento dos custos para controle, a formação de sementes anormais (deformação e descoloração), a redução do número de sementes (menores produções), a disseminação de doenças a longas distâncias, a deterioração de sementes durante o período de armazenamento, que representa um meio de perpetuação de doenças entre gerações, a inutilização temporária de áreas para o cultivo de determinadas espécies e a contaminação de máquinas e equipamentos de colheita e beneficiamento. Desta forma, sementes sadias (isentas de organismos patogênicos) irão originar lavouras sadias e vigorosas, ao menos nas fases iniciais de desenvolvimento vegetativo. Sementes associadas a patógenos proporcionarão lavouras com desenvolvimento inicial comprometido (baixo vigor e germinação), com a ocorrência de doenças nas primeiras fases de desenvolvimento das plantas, com menores produtividades e com custo de produção mais elevado.
Gráfico 1 - Ocorrencia média de fungos de armazenamento
METODOLOGIA DE COLETA E PROCESSAMENTO DAS AMOSTRAS
A Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja) promove a cada ano o Circuito Tecnológico Aprosoja, com visitas a propriedades em todo o estado e coletando informações e amostras de sementes e fertilizantes utilizados na instalação da safra. Os dados e materiais coletados durante o circuito são utilizados para elaborar um diagnóstico da safra e estabelecer ações para a solução de problemas que afetam o complexo produtivo da soja em Mato Grosso. No Circuito Tecnológico Aprosoja 2014/2015 as amostras de sementes coleta-
Gráfico 2 - Ocorrência média de fusarium sp
das foram encaminhadas ao Laboratório de Fitopatologia da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT/Famev) para análise de germinação, vigor e sanidade. Foram encaminhadas 568 amostras de sementes. Deste total, 404 amostras não tinham recebido tratamento fungicida e foram submetidas ao teste de sanidade. As amostras compostas foram avaliadas quanto ao aspecto sanitário pelo teste de blotter ou incubação em papel de filtro. Lotes de 400 sementes divididos em oito repetições de 50 sementes foram submetidos à incubação em placas de Petri de 15cm de diâmetro esterilizadas, com três folhas de papel de
filtro umedecidas com água destilada e esterilizada. Não foi realizada esterilização superficial das sementes nem foram utilizados restritores, obtendo-se, assim, a população fúngica efetivamente presente interna ou externamente nas sementes. As placas foram mantidas em sala de incubação por sete dias a temperatura de 22ºC e fotoperíodo de 12 horas. Após o período de incubação, o registro dos fungos presentes nas sementes foi feito com a utilização de microscópio estereoscópico e biológico. As características fisiológicas (germinação e vigor) foram determinadas de acordo com as especificações da Regra para Análise de Sementes (Mapa, 2010).
Grafico 3 - Ocorrência média de Colletotrichum
DADOS OBSERVADOS
Os lotes utilizados na instalação das lavouras de soja em Mato Grosso na safra 2014/2015 e avaliados neste trabalho mostraram qualidade fisiológica e fitossanitária surpreendentemente superior aos lotes avaliados nos últimos três anos. Os baixos níveis de ocorrência (porcentagem de lotes positivos) e incidência (porcentagem de sementes infectadas ou contaminadas), refletidos sobretudo na qualidade fisiológica (germinação e vigor) das sementes e no desempenho inicial das lavouras, comprovam a qualidade das sementes utilizadas nesta safra. Através da análise da incidência de fungos patogênicos sobre as amostras de sementes de soja avaliadas foi possível verificar a ocorrência média de Colletotrichum truncatum (0,68%), Fusarium spp. (2,67%), Aspergillus spp. e Penicillium spp. (12,16%), Phomopsis sojae (0,10%), Rhizoctonia solani, Cercospora kikuchii (0,15%), Corynespora cassiicola (0,09%) e bactérias contaminantes (0,11%), portanto, os principais patógenos associados a sementes desta oleaginosa, além de fungos oportunistas ou contaminantes frequentemente encontrados sobre sementes de soja (Cladosporium sp., Rhizopus stolonifer) e agentes de controle biológico (Trichoderma spp.). Os fungos de armazenamento Asper-
Gráfico 4 - Percentual de germinação
gillus spp. e Penicillium spp. não interferiram nos atributos fisiológicos avaliados, comprovando sua presença nas camadas externas das sementes em decorrência das colheitas em condições de elevada umidade. Entre as espécies de Fusarium associadas às sementes de soja, F. semitectum é a mais comum. Contudo, nesta safra, apenas 3,4% dos lotes apresentaram índices superiores a 10% de incidência do patógeno. Apesar de sua importância como patógeno de solo responsável pelo tombamento em pré e pós-emergência, podridão radicular e mela na parte aérea da planta de soja, o fungo Rhizoctonia solani tem sido reportado em baixos níveis nas sementes utilizadas em Mato Grosso, estando presente em níveis de inóculo mais elevado nos solos cultivados com soja. Neste levantamento, o patógeno não foi encontrado nas amostras avaliadas. Entre os fungos incidentes nas sementes de soja e que causam algum processo patogênico na parte aérea, Colletotrichum truncatum é o mais preocupante, em função da precocidade da antracnose em lavouras semeadas com sementes infectadas. Neste levantamento, apenas 1,9% das amostras estava infectada pelo patógeno em níveis acima de 5% de incidência nas sementes, considerado temporariamente como pata-
mar para dano econômico. Foram registrados 92% dos lotes com vigor e germinação superior a 80%. Os resultados referentes à qualidade fisiológica e sanitária das sementes de soja plantadas na safra 2014/2015, obtidas durante o VI Circuito Tecnológico Aprosoja, Etapa Soja 2014, permitem afirmar que, nesta safra, as sementes utilizadas foram responsáveis por lavouras inicialmente vigorosas e sadias. Condições climáticas (precipitação e temperaturas) extremas, elevado teor de inóculo acumulado no solo e práticas culturais inadequadas foram os fatores responsáveis por lavouras estressadas ou com altos índices de severidade de doenças como mancha-alvo, antracnose e C podridões radiculares. Daniel Cassetari Neto, Famev/UFMT Eduardo Vaz, Aprosoja Jessica Crstinne Marques, Kamila Bezerra da Silva, Lucas Manuel Arruda Marinho, Mayara Almeida de Souza, Rafael da Silva Juliani, Savio Henrique de A. Sardinha, Vinicius Sarubi e Ygraine F. de Albuquerque, Famev/UFMT
Gráfico 5 - Percentual de vigor
A sanidade da lavoura passa também pelo uso de sementes isentas de organismos patogênicos
10 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Principal praga em algodão, o bicudo exige manejo criterioso durante o final da safra e da entressafra para prevenir altas infestações
Ourofino
INFORME EMPRESARIAL
Desafio nos algodoeiros
T
udo começou em 1983, na cidade paulista de Jaguariúna, região de Campinas. Foi nesta época e lugar que o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), principal praga da cultura, surgiu em terras brasileiras. Desde então, o inseto se disseminou para praticamente todas as lavouras da região e em pouco tempo para outras áreas produtoras do País, principalmente do Sudoeste e Nordeste. Depois de dizimar diversas lavouras de algodão, técnicas e tecnologias para um manejo adequado foram surgindo. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) indicam que o bicudo pode provocar prejuízos de até 300 dólares por hectare. Atualmente, a grande questão é o custo do manejo. Apesar de as aplicações serem mais baratas do que as de combate à lagarta, por exemplo, a frequência precisa ser maior e isso eleva significativamente o investimento. Em Mato Grosso, estado responsável por 60% da produção de algodão do país, a situação é preocupante. No início desta safra, o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) fez um alerta aos produtores locais depois de ter capturado seis B.A.S (bicudos por armadilha por semana), sendo que o índice acima de dois indivíduos por armadilha já coloca a lavoura em alerta vermelho. O entomologista e pesquisador no IMA-
mt, Eduardo Moreira Barros, explica que para aumentar as chances de êxito no controle do bicudo as ações devem ser operadas de forma coordenada e aplicadas de maneira coletiva por região. Desta forma, o agricultor pode alcançar maior produtividade e queda nos custos. Questionado sobre a expectativa de infestação na próxima safra, Barros explica que o manejo realizado ainda neste ciclo é fundamental para o resultado. “A única certeza é que teremos o bicudo nas lavouras.
12 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
A intensidade durante a safra subsequente é altamente dependente do manejo do ciclo anterior, ou seja, se neste fim de safra e no período da entressafra a praga for bem manejada, a infestação será menor”, explica. Uma forma de baratear os gastos no manejo é utilizar produtos com resultados comprovados em campo. A Ourofino Agrociência, por exemplo, oferece aos agricultores o SingularBR, um produto à base de fipronil com enorme potencial para o controle do bicudo no algodoeiro. Os gráficos mostram resultados de testes realizados pelas empresas Ceres Consultoria e Asteclan no ano de 2015. Único no mercado com formulação líquida, o produto possui 60% de ativo na formulação suspensão concentrada. “Para nós é muito importante contar com novos mecanismos de ação, impedindo que a praga crie certa tolerância aos existentes. O Singular surgiu como uma nova ferramenta e com um ativo diferente”, diz o consultor agrônomo, Luis Henrique Kasuya. A empresa, que completa cinco anos em 2015 e conta com moderna fábrica de defensivos agrícolas, recomenda que a aplicação seja feita na formação dos botões florais, antes da floração e depois da abertura do capulho. “Por ser um produto líquido, ele é muito mais eficiente. O choque no bicudo é mais rápido se comparado com os outros produtos do mercado. É uma excelente ferramenta na estratégia de resistência”, afirma o gerente técnico da C Ourofino Agrociência, Antônio Nucci.
CANA
Divulgação
Fungos aliados Fungos nematófagos, predadores ou parasitos são alternativa promissora para o controle biológico de nematoides que infestam canaviais e causam graves prejuízos aos produtores
E
ncontrar fungos parasitando ou destruindo nematoides é fato comum para quem trabalha em pesquisas que envolvem práticas de extração e contagem de nematoides do solo e de tecidos vegetais. Esses fungos são denominados nematófagos e participam diretamente da dinâmica populacional dos nematoides em geral. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do Laboratório de Microbiologia do Centro Acadêmico de Vitória, em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, processa rotineiramente amostras de solo e de raízes, especialmente de cana-de-açúcar, nas épocas de chuvas, que vão de maio a agosto, e, com menos frequência, nos períodos de poucas chuvas, que se estendem de novembro a fevereiro. Durante as análises, é comum constatar-se a ocorrência de nematoides destruídos por fungos e também nematoides ainda vivos ou recentemente mortos, envoltos em uma manta de micélio fúngico, principalmente espécimes de vida livre. Nas amostras de
solo colhidas em canaviais da Zona da Mata do estado de Pernambuco ocorrem, com uma frequência ainda não avaliada, três gêneros de fungos nematófagos, reconhecidos pela literatura especializada como importantes biorreguladores de densidades populacionais de nematoides e por isto estudados em muitos países, inclusive no Brasil. Antes de mencioná-los, é importante relembrar que existem duas categorias de fungos nematófagos: os predadores e os parasitos. Os predadores possuem biologia curiosa, especialmente quando se considera a habilidade de produzir armadilhas, por meio das quais capturam os nematoides para a sua alimentação. Os parasitos não produzem armadilhas, entretanto possuem mecanismos de fixação dos seus propágulos no corpo do nematoide, para penetrar com suas hifas, através da cutícula, e colonizar o interior, consumindo, igualmente aos predadores, todos os órgãos internos. Os nematoides são atraídos pelos fungos nematófagos por quimiotropismo. Na medida em que os
14 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
predadores atuam apenas sobre juvenis e formas adultas; machos e fêmeas, algumas espécies do grupo dos parasitos, além dessas formas de desenvolvimento, infectam ovos, exercendo forte ação supressora na população do nematoide. Os tipos mais comuns de armadilhas são os anéis constritores (Figura 1), os não constritores, as hifas adesivas, os botões adesivos e as formações hifais adesivas tridimensionais (Figura 2). Diferentes gêneros de fungos predadores produzem tipos diversos de armadilhas, mas há casos em que produzem o mesmo tipo de armadilha, são exemplos Arthrobotrys dactyloides Drechsler 1937 e Dactyllela brochopaga Drechsler 1937 que produzem anéis constritores, morfologicamente muito semelhantes. Também, espécies predadoras de um mesmo gênero podem produzir diferentes tipos de armadilhas. Por exemplo, A. dactyloides produz anéis constritores e A. oligospora Fresenius, 1.852 formações hifais adesivas tridimensionais. O gênero Arthborotys, com as suas espécies predadoras, é o
R. H. Husey
Society of Nematologists
E.E. Esser
Figura 1) a) Formação do anel constritor. A seta indica o tubo infectivo, que irá penetrar o nematoide; b) Nematoide capturado por um anel constritor de Arthrobotrys dactyloides, observa-se a forte constrição; c) Após a penetração, o corpo do nematoide é consumido pelas hifas
mais estudado e o mais comumente encontrado na natureza, entre os demais fungos predadores. As espécies que produzem anéis constritores, caso de A. dactyloides, atraem os nematoides para passarem por dentro dos seus anéis constritores, que são formados por três grandes células. Uma vez dentro do anel, as células inflam vigorosamente, quase seccionando o corpo do nematoide (Figura 1). Em seguida, por meio de um tubo de penetração (Figura 1) o fungo penetra o corpo do nematoide, coloniza todo o interior e destrói todos os órgãos, terminando o processo de alimentação e restando apenas a cutícula cheia de hifas (Figura 1). Muitos trabalhos mostrando resultados promissores para uso rotineiro desses fungos predadores em controle biológico, inclusive com indicações para formulações comerciais, têm sido publicados, a exemplo de Stirling & Smith: Field tests of formulated products containing either Verticillium chlamidosporium or Artho botrys dactyloides for biological control of root-knot nematodes in: Biological Control, 11:231-239, 1998. Entre os diversos efeitos de controle exercidos por A. dactyloides em nematoides fitoparasitos destacam-se os relativos à supressão de populações de
Meloidogyne sp., publicados por muitos pesquisadores, com destaque para R.P. Esser e colaboradores na Flórida. Ainda a respeito do gênero Arthborotys, outra espécie muito estudada é A. oligospora, reconhecida como uma das mais efetivas na arte do controle biológico de nematoides. Arthborotys oligospora tem servido para pesquisas de controle de fitonematoides e de nematoides parasitos de animais domésticos. A armadilha produzida, conforme já mencionado, é a formação hifal adesiva tridimensional, para a qual os nematoides são atraídos. Ao tocarem nessas estruturas, os espécimes ficam presos e tentam escapar, esforçando-se até a exaustão. Na medida em que tentam se livrar da armadilha, seus esforços estimulam as células do fungo a produzir mais substâncias adesivas, tornando impossível a sua libertação. Após a morte por exaustão, o fungo penetra através da cutícula e coloniza o interior do corpo do nematoide, consumindo todos os seus órgãos. A Figura 2 mostra o tipo de armadilha produzido por A. oligospora e apresenta as suas dimensões. Um detalhe curioso sobre este fungo é o fato de ter sido o primeiro a ser descrito entre os nematófagos.
O seu assinalamento e primeiro registro foi feito em 1852 pelo alemão G. Fresenius no trabalho: Fresenius, G. Breitäzur Mykologie in Heft, 1/2: 1-80. 1852. Entretanto, a sua ação nematófaga só foi revelada em 1888 por W. Zopf no trabalho: Zopf, W. Zur Krnntniss der infections-Krankheiten neiderer Thiere und pflanzen in Nova Acta Leop-Carol. Deut. Acad. Nature. 52:314376. 1888. Após terem sido feitos muitos outros assinalamentos de diferentes tipos de parasitismo e estudos de controle biológico diversos, por muitos autores, Olthof & Estey, em 1963, no trabalho: Olthof, T.H. & Estay R.H. A nematoxin produce by the nematophagus fungus Arthrobotrys oligospora Fresenius in: Nature, 197: 514-515, fizeram importante descoberta revelando que exsudados ou metabólitos secundários de A. oligospora têm o poder de paralisar ou mesmo matar nematoides. Além de muito efetivo no controle de nematoides de vida livre e parasitos de planta, especialmente do gênero Meloidogyne, A. oligospora, por ser muito comum em fezes de bovinos e ovinos, tem sido estudado no controle de juvenis de endoparasitos desses dois tipos de gado, controlando J-3 da espécie Trichostrongylus
W.P. Jacobs
Society of Nematologists
Figura 2 - Estruturas de captura de Arthrobotrys oligospora. a) Formação tridimensional de hifas adesivas, vista á luz da microscopia eletrônica, b) Micrografia da mesma estrutura, indicando a sua dimensão
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15
Fotos www.bing.com/images
R. Sayre
Figura 3) a) Ovo parasitado por Paecilomyces lilacinus; b) Hifas, conidióforos e conídios de Peacilomyces lilacinus; c) uma formulação comercial de P. lilacinus
colubriformis, um nematoide parasito gastrointestinal. Aparentemente, as espécies do gênero Arthrobotrys são exclusivamente predadoras de nematoides. Em amostras de solos de canaviais nordestinos, têm sido observadas as espécies A. dactyloides e A. oligospora. Com relação ao grupo dos parasitos, mais de uma centena de espécies já foram assinaladas no mundo inteiro. Das amostras de solo de canaviais nordestinos analisadas no CAV, dois fungos deste grupo se destacam pela frequência de ocorrência. O primeiro é a espécie Paecilomyces lilacinus (Thom) Samson (Figura 3), parasito de ovos (Figura 3), juvenis e formas adultas. Este fungo tem sido frequentemente visto desenvolvendo as suas colônias em amostras de raízes de cana-de-açúcar colocadas em câmara úmida, para extração de nematoides endoparasitos. Devido à semelhança das suas colônias e algumas das suas estruturas somáticas com as do gênero Penicillium spp., fungo igualmente sapróbio mas não nematófago, P. lilacinus torna-se muitas vezes despercebido. A grande eficiência de controle de P. lilacinus está no seu parasitismo sobre juvenis e ovos de Meloidogyne inconita (Kofoid & White) Chitwood. Sua ação biorreguladora foi revelada inicialmente em campos de batata (Solanum tuberosum L.) no Peru, por P. Jatala e colaboradores. Esses resultados chamaram a atenção dos organizadores do International Meloidogyne Projet (IMP), com sede em Raleigh, Carolina do Norte, USA, que passaram a testar o seu uso em diversas partes do mundo, em diferentes culturas, sempre com sucesso. Paecilomyces lilacinus foi inicialmente industrializado e comercializado com o nome de Peacil e, mais tarde, outros produtos comerciais foram desenvolvidos (Figura 3). Expressivos resultados de controle têm sido publicados, a exemplo de Carneiro, R.M.D.G. & Cayrol, J.C. Relationship between inoculum density of the nematophagus fungus Paecilomyces lilacinus and control of Meloidogyne arenaria on tomato in: Revue Nematologie, v.14, n.4, p. 629-634, 1991. Recentemente, devido a questões toxicológicas verificadas em humanos, fato ainda em discussão, houve uma
suspensão temporária da licença de vendas, mas as aplicações já voltaram ao normal. O segundo fungo encontrado nas amostras analisadas no CAV é Catenaria anguillulae Sorokin, parasita de juvenis e formas adultas; machos e fêmeas (Figura 4). Esta espécie tem a sua ocorrência dependente de períodos chuvosos, pois os seus métodos de dispersão, fixação no corpo do nematoide, enquistamento e infecção ocorrem por meio de zoósporos monoflagelados, que necessitam de água para nadar. A ocorrência de C. anguillulae no Nordeste tem sido verificada sempre parasitando espécimes do nematoide-anelado Criconemella onoensis (Luc) Luc & Raski, um ectoparasito muito comum da cana-de-açúcar, sempre verificado nos meses de muitas chuvas. Trata-se de um parasito obrigatório e, por isto, a sua produção massal em laboratório é impossível. Entretanto, a sua ação de supressividade pode ser mantida no solo por meio de práticas culturais que não desestabilizem suas populações, evitando-se, quando possível, o uso de agroquímicos. Ainda em relação às formas parasíticas, recentemente, Moura e colaboradores (Silva, J.V.C.L., Lopes, V.L., Vasconcelos, N.M., Gomes, C.D.N. & Moura, R.M. Dois fungos nematofagos encontrados em canaviais do estado de Pernambuco, Brasil in: Anais do XXXI Congresso Brasileiro de Nematologia, Cuiabá- MT. 2013), assinalaram em canaviais nordestinos um fungo reconhecidamente de alta eficiência no controle biológico de fitonematoides; a espécie Nematophthora gynophila Kerry & Crump, do grupo dos parasitos. Esta espécie se mostrou como o mais eficiente controlador biológico do nematoide de cisto-da-batata [(Globodera rostochiensis (Wollenweber) Behrens)] no Norte de Europa, com trabalhos liderados por B. R. Kerry e colaboradores. O seu assinalamento no Nordeste do Brasil (manuscrito encaminhado para publicação no periódico Tropical Plant Disease), em alta densidade populacional, ressaltou, mais uma vez, a importância dos métodos culturais no controle dos fitonematoides na região, evitando-se o controle químico. Tal afirmação é bem justificada por meio
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de resultados obtidos por B.R. Kerry na Inglaterra. Este pesquisador, medindo o efeito do nematoide de cisto-da-batata e o seu controle por meio do fungo N. gynophila, verificou que a fumigação com formalina de solos supressivos em relação ao nematoide eliminou seletivamente o fungo e, consequentemente, favoreceu a taxa de sobrevivência do nematoide. Uma vez livre do seu antagonista, a densidade populacional do nematoide aumentou significativamente, gerando danos à cultura (Kerry, B. R. Fungi and the decrease of cereal cyst-nematode population in cereal monoculture in: EPPO Bull. 5:353-364, 1975. Há décadas passadas M.D. Linford, em pesquisa pioneira e histórico no Havaí, USA, observou que populações do nematoide das galhas (Meloidogyne spp.) eram reduzidas significativamente durante a decomposição de material orgânico incorporado ao solo (Linford, M.D. Stimulated activity of natural enemies of nematodes in: Science 85:123-124, 1937). Esses resultados despertaram o interesse dos pesquisadores quanto ao efeito da incorporação ao solo de diferentes tipos de materiais orgânicos para controle de fitonematoides. O entendimento definitivo de como esses materiais orgânicos em decomposição são capazes de reduzir danos causados por fitonematoides irá determinar os caminhos finais para o controle biológico efetivo desses fitoparasitos. Até que surja um nematicida com características toxicológicas favoráveis ao homem e ao meio ambiente, muitos esforços devem ser dirigidos em direção ao controle cultural desses organismos tão prejudiciais à agricultura. Duas hipóteses são apresentadas pelos pesquisadores para justificar as causas da ação nematicida nas práticas de incorporação de material orgânico ao solo: 1 - Produtos liberados no solo pelo material orgânico em decomposição seriam diretamente tóxicos ao nematoide; 2 - A melhoria das condições do solo, pela incorporação do material orgânico, inicia uma sucessão de eventos, favorecendo o aumento populacional de bactérias, nematoides de vida livre, fungos predadores e outros antagonistas que destroem nematoides [(Sayre, R., Promising organisms for
Figura 4 - Esquerda: sequência de eventos no processo de parasitismo de um nematoide-anelado por Catenaria anguilullidae. O processo se inicia com a dispersão de zoósporos monoflagelados em ambiente aquático, segindo-se o equistamento, penetração, colonização, formação de esporângio e liberação de novos zoósporos. Direita: fase esporangial de Nematophthora gynophila, vendo-se os esporângios dentro corpo do nematoide Moura, R.M
E.E. Esser & W.H. Ridings
biocontrol of nematodes in: Plant Disease 64 (6): 527-532 1980)]. Revisões discursivas deste assunto podem ser vistas no artigo de Kerry, B.R. Anassessment of progress toward microbial controle of plant parasitic nematode in: Journal of Nematology, v. 22, n. 45, p. 621-631, 1990 (suplemento) e em Carneiro, R.M.D.G. Princípios e tendências do controle biológico de nematoides com fungos nematófagos in: Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 27, p. 113-121, 1992. Com relação à cana-de-açúcar no Nordeste, pesquisas direcionadas ao tema controle cultural de fitonematoides devem ser consideradas prioritárias. Estas pesquisas poderão revelar a presença de outros inimigos naturais de nematoides, seus tipos de habitat, as suas densidades populacionais e suas flutuações sazonais. Esses elementos são fundamentais para a geração de uma prática de manejo para a manipulação desses possíveis micro-organismos nematófagos, objetivando o aumento da fertilidade do solo, com a redução dos índices populacionais dos fitonematoides, sem efeitos poluentes. Práticas como a indicada por Moura e Oliveira em 2009 no trabalho: Moura, R.M. & Oliveira, I.S. Controle populacional de Praylenchus zeae em cana-de-açúcar, em dois ambientes edáficos no nordeste do Brasil in: Nematologia Brasileira 33:67-73. 2009, po-
dem trazer grandes benefícios para a região, atingindo os objetivos supracitados. Com a utilização dos métodos culturais, com intensidade cada vez maior no Nordeste, poderá haver aumento da produtividade da cana-de-açúcar, proteção dos parcos e
já deficientes recursos hídricos da Zona da Mata, inclusive para consumo humano, e uma maior proteção da integridade física C dos trabalhadores rurais. Romero Marinho de Moura, Univ. Federal de Pernambuco
PRAGAS
Mais seletivos
Fotos Cecília Czepack
Parasitoides do gênero Trichogramma são aliados importantes no controle biológico de insetos como a Helicoverpa armigera, lagarta causadora de sérios danos à cultura da soja. Por isso a preservação destes inimigos naturais, com o uso de inseticidas seletivos, é importante para que se possa manter as pragas em níveis populacionais baixos
como um dos produtos mais destacados da agricultura nacional e na balança comercial. Entretanto, esse cenário de expectativa crescente de produção agrícola poderá não se concretizar em decorrência dos problemas fitossanitários que os produtores brasileiros vêm enfrentando ultimamente, em especial com uma praga polífaga, a lagarta Helicoverpa armigera.
18 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Pedro Yamamoto
A
soja é a cultura agrícola brasileira que mais cresceu nas últimas três décadas, correspondendo a quase 50% da área plantada em grãos do País. Esse número vem aumentando anualmente devido à grande diversidade do uso desta oleaginosa e ao aumento da demanda global por alimentos. Cultivada especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sul do país, a soja se firmou
Esse inseto é uma praga que apresenta ampla distribuição geográfica pelo mundo, sendo registrada em praticamente toda a Europa, Ásia, África, Austrália e Oceania. A praga não havia sido detectada no Brasil até 2013, quando sua ocorrência foi registrada em várias regiões agrícolas. O hábito alimentar polífago, em associação com uma alta capacidade de dispersão e adaptação a diferentes cultivos favoreceu o sucesso da espécie como praga, que hoje se encontra disseminada por todo o País. Características como alta taxa de consumo alimentar e capacidade de causar danos nas partes reprodutivas das culturas fizeram com que esse inseto atingisse um status de praga de grande importância econômica, chegando a US$ 5 bilhões por ano com controle e perdas de produção. Cada fêmea de H. armigera tem a capacidade de ovipositar de mil ovos a 1.500 ovos. As lagartas são de colorações variáveis de amarelo-esverdeado a castanho, apresentando algumas manchas pretas no corpo. A fase de pupa ocorre no solo. O controle desta praga é realizado principalmente com o uso de produtos químicos, por ser uma alternativa de ação rápida, confiável e econômica, levando, assim, muitas vezes ao uso indiscriminado e inadequado de inseticidas. Diante disso, vêm crescendo a preocupação e a necessidade em empregar o manejo de pragas de uma forma que integre várias estratégias e táticas de controle, destacando, assim, o controle biológico. Os inimigos naturais são os principais responsáveis pela mortalidade natural no agroecossistema e um importante componente dos programas de manejo integrado de pragas, por proporcionar eficácia no controle de pragas. Podem ser utilizados de
Os parasitoides do gênero Trichogramma são microvespas com cerca de 0,2mm a 1,5mm
forma harmoniosa com o ambiente e compatível com outras medidas de controle. Os parasitoides do gênero Trichogramma são microvespas com cerca de 0,2mm a 1,5mm, que ovipositam no interior dos ovos de outros insetos impedindo que seus hospedeiros atinjam a fase larval, que é o estágio que provoca os maiores prejuízos às culturas. O parasitismo por Trichogramma é caracterizado pela coloração escura dos ovos parasitados. São utilizados em vários países para o controle biológico de lepidópteros-praga em muitas culturas de interesse econômico. Dentre as táticas de controle da lagarta H. armigera, destaca-se a utilização desse parasitoide para diminuir a população dessa praga e consequentemente de seus danos. Em diversas culturas ainda é imprescindível a utilização de produtos químicos. Dessa maneira, o recomendado seria que, no momento da tomada de decisão, para possibilitar a utilização do controle biológico associado ao controle químico, sejam utilizados produtos seletivos aos inimigos naturais, isto é, produtos que são capazes de matar a praga sem afetar o inimigo natural, estabelecendo o manejo integrado de pragas nas grandes culturas. Com o aparecimento da H. armigera na região Centro-Oeste houve um aumento considerável do uso de inseticidas, e a partir de informações de produtores dessa região foram selecionados os inseticidas mais utilizados para o controle dessa praga na cultura da soja. Sendo assim, foram realizados estudos para verificar o efeito direto causado por inseticidas aos adultos do parasitoide, e também para determinar a persistência biológica, isto é, por quanto tempo a atividade prejudicial dos inseticidas atua sobre o parasitoide T. pretiosum. No efeito direto, em que é simulada a aplicação dos inseticidas sobre a superfície de contato do parasitoide (nesse caso cartelas contendo ovos foram pulverizadas e oferecidas aos adultos de T. pretiosum) clorpirifós, foi classificado como nocivo. Isso significa que o produto deve ser utilizado de forma extremamente criteriosa, pois pode provocar
A partir de 2013 danos provocados por Helicoverpa armigera foram registrados no Brasil
alta mortalidade do parasitoide. Já os inseticidas clorfenapir e acefato foram levemente nocivos e flubendiamida, teflubenzurom, clorantraniliprole, lambda-cialotrina + tiametoxam, indoxacarbe e metoxifenozida foram classificados como inócuos (Figura 1). Sendo assim, esses produtos são mais indicados para possibilitar a associação do controle químico com o controle biológico por serem os que menos afetam o parasitoide na forma adulta. Nos testes de persistência, em que se avalia por quanto tempo o inseticida apresenta efeito nocivo sobre adultos de T. pretiosum (nesse caso, plantas de soja foram pulverizadas e as folhas coletadas periodicamente para avaliação de mortalidade causada pelos inseticidas), os resultados indicaram que flubendiamida, teflubenzurom, indoxacarbe, acefato, clorantraniliprole e metoxifenozida foram classificados como inseticidas de vida curta, afetando o parasitoide por menos de cinco dias. Isso faz com que esses, dentre os inseticidas avaliados, sejam os mais indicados para serem utilizados antes e/ou após a liberação dos parasitoides. O inseticida clorpirifós foi considerado como moderadamente persistente, lambda-cialotrina + tiametoxam e clorfenapir como persistentes, afetando o parasitoide por mais de 31 dias (Figura 2). Como o efeito é mais prolongado, esses
inseticidas devem ser evitados em momentos de liberação do parasitoide. A diferença de resultados de lambda-cialotrina + tiametoxam entre o efeito direto e a persistência se deve à sua repelência, principalmente do princípio ativo lambda-cyhalothrin, aos adultos de T. pretiosum, causando baixa mortalidade no primeiro teste. Nos testes de persistência, o inseticida foi aplicado sobre folhas, colocadas em tubos de ensaio para contato parasitoide/ inseticida. Pela maior superfície, mesmo com repelência os insetos entraram em contato com o inseticida, aumentando a mortalidade. Embora esquecido por muitos, colocado em segundo plano pela maioria e valorizado por poucos, o papel do inimigo natural é imprescindível para manter as pragas em níveis populacionais baixo. O parasitoide T. pretiosum foi relatado em 18 diferentes hospedeiros e 13 culturas, sendo seu uso de extrema importância no controle do complexo de lepidópteros-praga. Assim, a utilização de inseticidas seletivos pode proporcionar a sua sobrevivência nas áreas cultivadas, colaborando com o controle das pragas que não foram C eliminadas pelo controle químico. Ana Clara Ribeiro de Paiva, Vitor Hugo Beloti e Pedro Takao Yamamoto, Esalq/USP
Figura 1 - Efeito direto de inseticidas sobre o parasitoide Trichogramma pretiosum Figura 2 - Persistência (em dias) do efeito de inseticidas sobre o parasitoide Trichoem soja gramma pretiosum em soja
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ALGODÃO
Fotos Leonardo Aquino
Oferta de água A irrigação pode beneficiar a produtividade do algodoeiro, especialmente quando cultivado em solos arenosos e em condições climáticas, onde é frequente a ocorrência de veranicos. Na cultura do algodão podem ser empregadas as irrigações localizadas ou por aspersão. O adequado fornecimento de água proporciona maior retenção dos botões florais, o que concorre para maior número de capulhos por planta e, com isso, maior produtividade
O
algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) destaca-se pela tolerância relativamente alta à seca. Isso advém de seus ajustes fisiológicos e de sua capacidade de crescimento e plasticidade radicular. O sistema radicular do algodoeiro pode atingir 2m de profundidade, mas a maior parte se concentra na camada de solo de 0cm - 40cm. Quando profundo permite explorar grande volume de solo e aproveitar melhor a água contida neste. Nos últimos anos, tem ocorrido expansão das áreas de cultivo do algodão em solos de textura média e arenosa devido ao menor custo da terra e à escassez de áreas de solos argilosos. No entanto, a menor capacidade de armazenamento de água desses solos associada à distribuição irregular de chuvas pode predispor a cultura a déficit hídrico e comprometer sua produtividade.
A cultura do algodão requer, durante seu ciclo de vida, entre 650mm e 900mm de água. A demanda hídrica depende das práticas culturais, da oferta de água no solo, da cultivar e da demanda evapotranspirométrica. Geralmente, na fase inicial até o aparecimento dos primeiros botões florais, o requerimento hídrico é inferior a 2mm d-1. Após essa fase, com o rápido crescimento vegetativo, aumenta-se o consumo de água que pode ultrapassar 8mm d-1. O estádio mais sensível ao déficit hídrico é o reprodutivo, durante a floração e formação das maçãs, em que o déficit ou excesso hídrico pode provocar queda das estruturas reprodutivas e reduzir a produtividade da cultura. A deficiência hídrica pode reduzir o diâmetro do caule, a altura das plantas, a retenção de maçãs e, consequentemente, a produtividade. O fornecimento adequado
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de água favorece a maior retenção de botões florais, especialmente nos primeiros ramos reprodutivos, além de aumentar a massa das sementes.
EXPERIMENTO
Para avaliar o crescimento e a produtividade do algodoeiro cultivado em solo arenoso sob condições de sequeiro ou de irrigação por aspersão ou gotejamento, foi conduzido um experimento, no período de novembro de 2008 a abril de 2009, na região norte de Minas Gerais. A área experimental fica localizada na latitude 15º 28’ 55’’ S e longitude 44º 22’ 41’’ W, altitude 554m. A precipitação e temperatura média anual são 850mm e 25º, respectivamente. A instalação da cultura e os tratos culturais foram os que comumente são preconizados para o algodoeiro. O solo da
Tabela 1 - Características químicas e físicas do solo utilizado no experimento pH (H2O, 1:2,5) 6,2 Areia grossa 30
P K --- mg dm-3 --22,0 73 Areia fina Silte --- dag kg-1 --57 3
Ca2+
Mg2+
Al3+ H+A1 T --- cmolc dm-3 --0,4 1,5 0,0 2,4 4,5 Argila Capacidade de campo Ponto de murcha kg kg-1 kg kg-1 0,100 0,044 10
Extratores: K, P: Mehlich – 1; Ca2+, Mg2+ e Al3+: extrator KCl1 mol L-1; H+Al: Ca(OAc)2 0,5 mol L-1, pH 7; Capacidade de Campo e Ponto de Murcha: umidade de equilíbrio nas tensões de -10 e -1500 kPa, respectivamente.
área experimental, de textura arenosa, é classificado como Neossolo Quartzarênico. Os atributos físicos e químicos se encontram na Tabela 1. Calagem e adubação foram baseadas nos resultados da análise química do solo e em recomendações para a cultura do algodoeiro. Na semeadura, foram aplicados N, P2O5, K2O, Zn e B, nas doses de 12kg/ha, 60kg/ ha, 25kg/ha, 2kg/ha e 1kg/ha. Em cobertura, foram aplicados 168kg/ha de N e 116kg/ha de K2O, parcelados em aplicações aos 25, 35 e 45 dias após a emergência (DAE). Utilizou-se a cultivar Delta Opal. A semeadura foi realizada em 11/11/2008. Adotou-se o espaçamento entre fileiras de 80cm e a densidade de oito plantas/m, para alcance de uma população de 100 mil plantas/ha.
Os tratamentos constaram de três sistemas de cultivo: irrigado por aspersão convencional, irrigado por gotejamento e cultivo em regime de sequeiro. Adotou-se o delineamento blocos casualizados, com 24 repetições. As unidades experimentais constituíram-se de cinco fileiras de 6m de comprimento distanciadas entre si de 0,8m. A área útil foi composta pelas três fileiras internas, menos 0,5m das extremidades. Nas parcelas irrigadas pelo sistema de gotejamento foi utilizada uma linha lateral para cada fileira de planta, com gotejadores espaçados de 0,5m e operando com vazão de 2,2L/h. Nas irrigadas por aspersão convencional, utilizaram-se aspersores com bocais de 2,8mm e 2,4mm com pressão de operação de 2,5bar e com o espaçamento de 12m x 12m. Avaliou-se a uniformidade de aplica-
Plantas irrigadas por gotejamento
ção pelo coeficiente de Cristhiansen (CUC), que foi de 92% e 84% no gotejamento e na aspersão convencional, respectivamente. Os dados meteorológicos foram registrados de uma estação localizada próxima à área do experimento. A partir desses, calculou-se a evapotranspiração de referência (ET0) de acordo com a equação de Penman Monteith. Calculou-se a evapotranspiração diária da cultura pelo produto ET0 x Kc (coeficiente de cultura). Diariamente foi reposta a lâmina, via irrigação, necessária para elevar o solo à capacidade de campo. Aos 80 dias após a emergência (DAE), ocasião em que as plantas exibiam pleno desenvolvimento das maçãs, coletou-se a parte aérea de seis plantas de cada parcela. Separam-se: folhas + caules das estruturas reprodutivas (botões florais, flores e maçãs).
Fotos Leonardo Aquino
Tabela 2 - Efeito dos Sistemas de Cultivo sobre a matéria seca (M.S.) acumulada na parte aérea, estruturas reprodutivas e altura de planta aos 80 DAE; massa de capulho, número de capulhos por planta e produtividade de algodão (em caroço) Sistema de Cultivo Irrigado por Aspersão Irrigado por Gotejamento M.S. de estruturas reprodutivas (kg ha-1) 1264 1347 M.S. de parte aérea (kg ha-1) 7269 a 7408 a Estruturas reprodutivas por planta 104,9 a 100,6 a Altura de plantas (cm) 98,9 a 103,6 a Massa de Capulho (g) 6,0 5,8 Número de Capulhos por Planta 8,8 a 8,2 a Produtividade de algodão (kg ha-1) 5426 a 5211 a
F/1
Variável
Plantas cultivadas em sequeiro (sem irrigação)
Essas partes foram secas em estufa com ventilação forçada de ar a 70ºC para determinação da matéria seca de parte aérea e de estruturas reprodutivas. Mediu-se a altura e determinou-se o número de estruturas reprodutivas por planta. A desfolha foi realizada com aplicação de carfentrazone - ethyl associado a óleo mineral no cultivo de sequeiro aos 128 DAE e nos irrigados aos 138 DAE. Procedeu-se a colheita aos 138 DAE e 148 DAE nos cultivos sequeiro e irrigado, respectivamente. Foram determinados o número e massa de capulhos abertos de 20 plantas de cada parcela. A produtividade de algodão em caroço foi determinada após a colheita dos capulhos abertos da área útil da parcela. Os dados das características avaliadas foram submetidos à análise de variância. As médias dos tratamentos foram comparadas pelo teste de Tukey a 1% de probabilidade.
DADOS OBSERVADOS
Houve aumento de todas as variáveis avaliadas com o uso da irrigação, exceto matéria seca de estruturas reprodutivas e massa de capulho, independentemente do sistema de irrigação utilizado (Tabela 2).
Sequeiro 1247 5284 b 48,4 b 77,6 b 5,9 5,0 b 2926 b
0,45ns 17,8** 77,9** 61,1** 1,23ns 101,6** 177,1**
/1 **, ns – significativo a 1% e não significativo o efeito de tratamentos pelo teste F, respectivamente; /2 Médias seguidas pela mesma letra, para cada variável, não diferem entre si pelo teste Tukey a 1% de probabilidade.
Sob déficit hídrico comumente há redução da expansão foliar, da altura de plantas e do número de ramos reprodutivos por planta, o que se reflete em menor crescimento e produtividade do algodoeiro. A matéria seca de estruturas reprodutivas aos 80 DAE não foi influenciada pelos tratamentos. No entanto, na colheita a irrigação promoveu maior número de capulhos por planta, o que resultou em maior produtividade de algodão em caroço. O algodoeiro é sensível ao déficit hídrico após o início de florescimento e na fase de formação e crescimento de maçãs. A irrigação beneficia a produtividade do algodoeiro por aumentar o pegamento de estruturas reprodutivas, especialmente daquelas formadas por último no terço superior do dossel da planta (Figura 1). A precipitação total superou a evapotranspiração da cultura ao longo do ciclo (Figura 2). No entanto, devido ao cultivo em solo arenoso e com baixa capacidade de armazenamento (Tabela 1) associado a períodos de veranicos, especialmente após início de florescimento, houve efeito benéfico da irrigação. Foi suplementada a lâmina líquida de 278mm de água via irrigação durante o
ciclo da cultura. A irrigação pode propiciar crescimento de produtividade por aumentar a massa de capulho, mas principalmente por acrescer o número de capulhos por planta. O acréscimo de produtividade com o uso da irrigação variou de 78% a 85% em relação ao cultivo sem irrigação. Não houve diferença entre a produtividade obtida com o uso do sistema de aspersão convencional ou de gotejamento (Tabela 2). O acréscimo de produtividade com a irrigação está associado a uma série de fatores, tais como cultivar utilizada, sistema de preparo e manejo do solo, textura do solo, distribuição da precipitação pluvial, dentre outros. Conclui-se, portanto, que a irrigação, independentemente do sistema, aumentou o acúmulo de matéria seca da parte aérea, a altura de plantas e a produtividade de algodão em caroço. Esta operação ainda propiciou acréscimos de produtividade de 78% a 85% em relação ao cultivo sob conC dições de sequeiro. Leonardo Angelo de Aquino Paulo Geraldo Berger Junia Maria Clemente Universidade Federal de Viçosa
Figura 2 - Precipitação, evapotranspiração da cultura e temperatura média durante a condução do experimento. Januária - MG (2009)
Figura 1 - Estruturas reprodutivas (botões florais e maçãs) em plantas não irrigadas (A) e irrigadas (B)
22 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
CAPA
Atenção permanente
Aldair Kossmann
Desde a emissão dos primeiros botões florais os cuidados com o manejo do bicudodo-algodoeiro devem ser intensificados. Contudo, medidas de controle não podem ser negligenciadas em outras fases como o final da safra e a pós-colheita, sob pena de o inseto se manter e migrar para lavouras subsequentes
O
bicudo-do-algodoeiro, Anthonomus grandis Boheman, 1843 (Coleoptera: Curculionidae), é a principal praga da cultura do algodoeiro no Brasil, responsável por elevadas perdas de produtividade. Os prejuízos são oriundos da sua agressividade ao atacar as estruturas reprodutivas do algodoeiro, especialmente os botões florais e as maçãs, alvos da alimentação e reprodução da praga. O desenvolvimento das fases de ovo, larva e pupa no interior das estruturas reprodutivas, aliado ao comportamento dos adultos, que se alojam entre as brácteas, ficando protegido das aplicações, dificulta o controle deste inseto. O bicudo-do-algodoeiro coloniza preferencialmente as lavouras de algodão, assim que a cultura emite os primeiros botões florais, estruturas preferidas para alimentação e oviposição. Nesta fase, iniciam-se os principais cuidados relacionados ao manejo
da praga, especialmente o monitoramento e às aplicações de inseticidas, que quase sempre são sequenciais. Estas aplicações variam de três a cinco, devido à emergência dos adultos ocorrer constantemente, ao nível de infestação e ao controle de indivíduos que escapam das últimas pulverizações. A partir da emissão dos primeiros botões florais até a abertura do primeiro capulho, maior atenção é direcionada ao controle do bicudo-do-algodoeiro na lavoura. Esta ação tem por objetivo garantir o maior número de estruturas reprodutivas e, consequentemente, uma boa produtividade. Entretanto, medidas de controle devem ser adotadas também no final de safra, com o intuito de reduzir a população da praga nesta fase. De fato, o bicudo alimenta-se e se reproduz no fim de safra, utilizando botões florais do ponteiro da planta e, também, as maçãs macias (<10 dias). Infestações tardias po-
24 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
dem ainda causar perdas de produtividade, garantindo ainda uma elevada população para passar o período de entressafra nos refúgios e migrar para o cultivo de algodão subsequente. Por isso, é correto afirmar que os altos níveis populacionais da praga na lavoura atual são influenciados pelo manejo da praga na safra anterior, pois o bicudo-do-algodoeiro que está colonizando a área é aquele residual da safra passada. Assim, espera-se que, ao realizar um bom manejo da praga na safra anterior – especialmente no final do ciclo do algodoeiro – e uma destruição bem feita de soqueira e plantas tigueras, a população que irá colonizar a lavoura subsequente seja reduzida. Com o intuito de auxiliar os produtores a reduzirem a população e consequentemente estabelecerem uma boa convivência com o bicudo-do-algodoeiro, são recomendadas medidas de manejo que devem ser
Eduardo M. Barros
Edenilson Souza
Lavoura com intenso ataque do bicudo no final da safra
consideradas na fase final de desenvolvimento das lavouras de algodão: 1- Ações conjuntas entre produtores, para alinhar aplicações de inseticidas entre propriedades vizinhas (datas, horários e produtos), concentração nas atividades de manejo e trocas de informações, para a padronização das ações de manejo. 2- Aplicações de inseticida em final de ciclo, a fim de manter as aplicações para o bicudo-do-algodoeiro mesmo após a abertura dos primeiros capulhos, dividir as aplicações, deixando a última coincidindo com a desfolha, para a redução populacional
no final de safra. 3- Priorização das técnicas recomendadas pela Tecnologia de Aplicação, realizando aplicações dos inseticidas com equipamentos ideais e regulados, sejam
Aldair Kossmann
Eduardo M. Barros
Maçã de algodoeiro, no final da safra, com elevado ataque de bicudo
bicos hidráulicos ou rotativos, pulverizações com condições ambientais adequadas (por exemplo vento, inversão térmica, umidade relativa, temperatura) e atenção às misturas de adjuvantes, espalhantes, óleo etc. 4- Instalação de Tubos Mata Bicudo (TMB), inicialmente na pré-colheita, mantendo-a até 30 dias antes do próximo plantio do algodão. Recomenda-se instalar em todo perímetro externo do plantio do algodão ou no mínimo nas áreas consideradas portas de entrada e saída (refúgios). 5- Carregamento e transporte adequado de fardos, rolos e/ou caroço de algodão, a fim de evitar a propagação de plantas em beira de rodovias, estradas vicinais, algodoeira etc. Plantas que nascem e se desenvolvem nestes locais abrigam inúmeras pragas (especialmente, o bicudo-do-algodoeiro) e, como não existe manejo nestas plantas, as pragas se mantém e multiplicam, migrando para as lavouras comerciais posteriormente. 6- Destruição eficiente de soqueira e bom manejo de plantas tigueras, nos dias atuais os principais fatores que têm contribuído para o aumento populacional do bicudo-do-algodoeiro são a rebrota de plantas soqueira e a presença de plantas tigueras nos talhões/áreas de plantio. Anteriormente, a praga migrava para as áreas de refúgio e reduzia seu metabolismo,
C
Destruição mecânica da soqueira
Larvas do bicudo-do-algodoeiro no interior da maçã de algodão no final da safra. Observar o grande número de indivíduos capaz de se desenvolver em uma maçã
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Eduardo M. Barros
Arquivo IMAmt Eduardo M. Barros
entrando em dormência reprodutiva e se alimentando esporadicamente de pólen e frutos de plantas do Cerrado. Entretanto, com a dificuldade atual de manejo de plantas remanescentes de algodão, seja soqueira ou tiguera (por exemplo plantas transgênicas resistentes ao herbicida glifosato), o bicudo-do-algodoeiro está se mantendo e se reproduzindo no interior dos talhões/áreas, sendo um ambiente favorável não só para o inseto passar o período da entressafra, mas também para se multiplicar, conseguindo atingir elevadas populações para o cultivo de algodão subsequente. 7- Colheita rápida e bem feita, pois quanto mais concentrada for esta operação, maior será o período para destruição dos restos culturais nas propriedades. 8- Cumprimento de vazio sanitário, previsto por lei, aonde não é permitido o cultivo e/ou presença de plantas nas áreas. 9- Monitoramento na entressafra. É altamente recomendável monitorar as áreas de algodão, através do armadilhamento, utilizando armadilhas iscadas com feromônio
sexual do bicudo (grandlure), iniciando 30 dias antes do plantio e mantendo-o até o início do surgimento dos primeiros botões florais. Além disso, recomenda-se a instalação de Tubos Mata Bicudo em todo perímetro externo do plantio do algodão, e quando não for possível, utilizar pelo menos nas áreas consideradas portas de entrada e saída (refúgios). Vale ressaltar que o histórico de captura de bicudo/armadilha/semana (número BAS) determina a definição das zonas de infestação, auxiliando nas aplicações a partir do surgimento do primeiro botão floral (B1). A classificação das zonas de infestação segue os seguintes parâmetros: Zona verde – 0 BAS, sem necessidade de aplicação; Zona azul – 0 a 1 BAS, fazer uma aplicação; Zona amarela – 1 a 2 BAS, fazer duas aplicações sequenciais, com intervalo de cinco dias; Zona vermelha – acima de 2 BAS, fazer três aplicações sequenciais, com intervalo de cinco dias. 10- Destruição de plantas de algodão às margens de rodovias e estradas vicinais, bem como no entorno de algodoeiras, para eliminar qualquer tipo de planta hospedeira. É preciso chamar a atenção nesta etapa final do cultivo, fase em que os prejuízos causados pelo bicudo-do-algodoeiro são considerados mínimos, pois acredita-se
Tubo Mata Bicudo instalado no perímetro da lavoura
26 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Armadilha iscada com feromônio Grandlure na bordadura do talhão de algodão
que a produção já está garantida e que a população da praga nesta etapa não causará problemas e/ou perdas consideráveis. Devido a essa mentalidade equivocada, em geral, a cadeia produtiva negligencia o manejo da praga no fim da safra e não se atenta para os riscos que esses indivíduos podem representar para a safra seguinte. Entretanto, sabendo-se da capacidade adaptativa da praga, principalmente através do sucesso em se manter na entressafra e migrar para lavouras subsequentes, as medidas de manejo de final de safra devem ser adotadas de forma rigorosa, por toda cadeia produtiva do algodão, sempre de forma conjunta e coordenada por região, com o objetivo de minimizar problemas futuros por meio da redução da pressão da C praga no início da safra seguinte. Eduardo Moreira Barros e Jacob Crosariol Netto, IMAmt Guilherme Gomes Rolim e Felipe Colares, UFRPE
Barros, Crosariol Netto, Rolim e Colares destacam manejo no final da safra e pós-colheita de algodão
MILHO
Voo nefasto
Eliane Quintela
Hospedeiro considerado até recentemente como improvável, ao longo dos últimos anos o milho também tem passado a abrigar infestações da mosca-branca, Bemisia tabaci, biótipo B, o que representa uma ameaça potencial para outras espécies comerciais de gramíneas, como sorgo, capim Brachiaria e canade-açúcar, cultivada extensivamente no Brasil. Estratégias adotadas de modo integrado são a saída para manejar adequadamente esta praga cosmopolita, com capacidade para se alimentar de mais de 600 espécies de plantas
A
mosca-branca Bemisia tabaci pertence a um complexo de espécies morfologicamente semelhantes, que estão em constante evolução. No Brasil, pelo menos, quatro espécies de B. tabaci estão presentes: Middle East Ásia Menor 1 - MEAM1 (biótipo B), Novo Mundo e Novo Mundo 2 (biótipo A). A mosca-branca Mediterrâneo - MED (biótipo Q) foi observada em 2013 no Rio Grande do Sul, ainda não havendo relato de sua dispersão para outras regiões do Bra-
sil. O biótipo Q é resistente aos inseticidas neonicotinoides e juvenoides e também transmite espécies de vírus que não estão presentes no Brasil, tais como o ToTV (vírus tomate assado) e o TYLCV (amarelo tomate leaf curl vírus), importantes doenças virais no tomate em países que ocorrem o biótipo Q. Este novo biótipo coletado no Brasil pode mudar o atual cenário das espécies de vírus predominantes no País. A B. tabaci foi descrita há mais de 100 anos, e desde então se tornou uma
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das pragas mais importantes do mundo na agricultura tropical e subtropical, bem como em cultivo protegido. Adapta-se facilmente a novas plantas hospedeiras e regiões geográficas, tendo sido observada em todos os continentes, exceto na Antártida. O transporte internacional de material vegetal e de pessoas, bem como o aumento da produção e das áreas agrícolas, tem contribuído para a propagação geográfica desta espécie. No Brasil, antes da introdução do biótipo B em 1991, B. tabaci era praga importante somente do feijão como vetor do vírus do mosaico dourado do feijoeiro. Após sua introdução, a propagação e o aumento no tamanho da população do biótipo B foram favorecidos pelo sistema de cultivo agrícola do Brasil. Esta praga cosmopolita alimenta-se de mais de 600 espécies de plantas e a gama de plantas hospedeiras tem aumentado no decorrer do tempo, o que tem sido atribuído, entre outras razões, ao uso de práticas agrícolas de monocultivo irrigado. Este grande número de hospedeiros tem permitido que a mosca-branca reproduza e migre de forma rápida tanto nos vários hospedeiros silvestres e nos cultivados como algodão, soja, tomate, feijão, batata, melão etc, muitas vezes atingindo tamanhos extremamente elevados de população. “Nuvens” de mosca-branca têm sido observadas no Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraná, Mato Grosso e Goiás, provocando perdas que variam de 30% a 100% em diversos cultivos. Além disso, devido ao clima tropical e longo período vegetativo, uma segunda safra de milho, conhecida como "safrinha", é plantada em fevereiro, imediatamente após a colheita de soja ou feijão plantada durante outubro e novembro de cada ano. Este sistema agrícola tem favorecido a reprodução do biótipo B no milho nos últimos três ou quatro anos, um hospedeiro até recentemente improvável para esta praga (Figura 1). A capacidade demonstrada do biótipo B de B. tabaci completar seu ciclo de vida no milho tem implicações em outros sistemas agrícolas tropicais de todo o mundo, onde o milho é cultivado como uma das principais culturas para a alimentação animal e humana e produção de biocombustíveis. A colonização de milho pelo biótipo B de B. tabaci é uma ameaça potencial para outras espécies comerciais de gramíneas, incluindo o sorgo, o capim Brachiaria e a cana-de-açúcar, que são cultivados extensivamente no Brasil. Perdas excessivas na produção de grãos, hortaliças e plantas ornamentais por B. tabaci biótipo B tem sido obser-
Fotos Eliane Quintela
Adultos e ovos de mosca-branca
Ninfas em todos os estágios de desenvolvimento e pupários vazios
vadas no mundo todo. As perdas são decorrentes da transmissão de vírus (mais de 150 espécies), danos diretos pela alimentação da seiva do floema, por causar distúrbios fisiológicos na planta, e pela excreção de substância açucarada que favorece o crescimento de fungos nas folhas (fumagina). O principal método de controle da mosca-branca continua sendo o uso de inseticidas sintéticos, que são aplicados várias vezes praticamente durante todo o ano, nas diversas culturas. Vários inseticidas, apesar de serem comercializados com nomes diferenciados, são constituídos pelos mesmos princípios ativos. Os inseticidas mais utilizados para o controle de mosca-branca são os neonicotinoides, as misturas de neonicotinoides + piretroides e os reguladores de crescimento (juvenoides e inibidores de síntese de quitina), o que trouxe, como consequência, uma redução na eficiência e no poder residual. Nenhuma estratégia de controle, quando usada isoladamente, tem demonstrado ser efetiva para o manejo da mosca-branca e dos vírus que este inseto transmite. As medidas de controle devem ser iniciadas antes da semeadura e precisam ser planejadas de forma que a população da mosca-branca seja mantida baixa, pois, uma vez fora de controle, dificilmente qualquer que seja a medida utilizada terá um resultado satisfatório. A Embrapa, com o apoio de várias instituições (secretarias de Agricultura, universidades, órgãos de extensão rural, cooperativas, sindicatos rurais etc) tem concentrado esforços para que as várias ações de manejo da mosca-branca e dos vírus que estão sendo planejadas possam
estar disponíveis para o setor produtivo. Ações para a formação de multiplicadores estão sendo intensificadas com vistas a estimular maior adoção do manejo integrado de pragas (identificação de pragas e inimigos naturais, manejo da resistência de insetos a inseticidas, tecnologia de aplicação de produtos, rotação de culturas, controle biológico etc) no sistema de produção agrícola. A meta é implementar estes métodos através de ações conjuntas com a comunidade, incluindo atividades C educacionais e de extensão. Eliane D. Quintela Embrapa Arroz e Feijão
Plantas de feijão infectadas com o vírus do mosaico dourado
ESTRATÉGIAS DE MANEJO • Manter as áreas de produção no limpo (não deixar plantas vivas na safra e entre safra). Deve-se eliminar as plantas espontâneas, soqueiras e rebrotas de algodão, tigueras de soja, feijoeiro comum e outras culturas hospedeiras após a colheita. As lavouras abandonadas ou com ciclo interrompido e as plantas voluntárias deverão ser destruídas imediatamente. • A rotação de inseticidas com modo de ação distinto é de fundamental importância para evitar ou retardar a evolução da resistência da mosca-branca aos inseticidas recomendados para o seu controle (consultar http://www.irac-br.org). • Evitar o plantio escalonado das culturas efetuando a semeadura das hospedeiras da mosca-branca (soja, feijão, algodão, tomate etc) no menor
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espaço de tempo possível, procurando obter maior concentração e uniformidade da época de semeadura. Estabelecer calendário de plantio para cada região produtora. • Observar as épocas de vazio sanitário para as culturas do feijoeiro e tomate que foram instituídas pelos estados; • Implementar a tecnologia de Manejo Integrado de Pragas (MIP) nos diversos cultivos, como feijoeiro, soja, algodão, tomate, milho e outras culturas do sistema produtivo, para preservar o potencial de controle biológico existente, propiciando a atuação de inimigos naturais, de maneira que aumente a biodiversidade nos agroecossistemas e se restabeleça o equilíbrio das populações de pragas e seus inimigos naturais.
MILHO
Como escolher
Cultivar
Conheça a lista completa com as 477 cultivares de milho disponíveis no mercado de sementes do Brasil para a safra 2015/16, bem como as características agronômicas, o potencial produtivo, a adaptabilidade ao clima, a tolerância a pragas e doenças, o ciclo e as regiões em que o cultivo é possível
34 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Figura 1 - Porcentagem das 323 cultivares de milho no mercado na safra 2015/16, Figura 2 - Percentual das diferentes classes de comportamento em relação às que dispõe de informações sobre o comportamento da cultivar em relação às principais doenças da cultura do milho, das cultivares disponíveis no mercado na principais doenças safra 2015/16
A
semente é o principal insumo de uma lavoura e sua escolha deve merecer toda atenção do produtor que deseja ser bem-sucedido em seu empreendimento. Aspectos relacionados às características da cultivar (tais como potencial produtivo, estabilidade, resistência a doenças e adequação ao sistema de produção em uso e às condições edafoclimáticas) deverão ser levados em consideração, para que a lavoura se torne mais competitiva. A escolha de cada cultivar deve atender às necessidades específicas, pois não existe uma única variedade superior que consiga atender a todas as situações regionais. Como não existe uma cultivar superior, mesmo para um local definido, é interessante a utilização de um conjunto de cultivares, de forma a maximizar a possibilidade de sucesso. De acordo com dados obtidos diretamente das empresas produtoras de sementes de milho, para uso na safra 2015/16, estão sendo ofertadas 477 cultivares de milho, sendo 284 cultivares transgênicas e 193 cultivares convencionais. A título de comparação, houve redução de apenas um material em relação às cultivares disponíveis na safra 2014/15. A dinâmica de renovação das cultivares foi menor nesta safra: enquanto na safra passada, 97 novas cultivares (76 transgênicas e 21 convencionais) foram acrescentadas e 86 cultivares (37 transgênicas e 49 convencionais) deixaram de ser comercializadas, nesta safra (2015/16), apenas 57 novas cultivares (35 transgênicas e 22 convencionais) foram acrescentadas e 56 (42 transgênicas e 14 convencionais) cultivares deixaram de ser vendidas. Dentre as cultivares acrescentadas ao mercado, 27 apresentam de fato genética nova, sendo 17 híbridos simples, um híbrido simples modificado, cinco híbridos triplos e dois híbridos intervarietais e uma variedade.
Uma cultivar pode ser comercializada tanto na forma convencional como também com várias versões transgênicas. Por outro lado, existem cultivares comercializadas apenas com algum evento transgênico (não apresentando a versão convencional). Desta forma, dentre as 477 opções de mercado, 323 são de fato materiais genéticos diferentes e os demais 154 são variações de eventos transgênicos. Destes 323 materiais, 191 cultivares são comercializadas na versão convencional, que podem ainda ser também vendidas com algum evento transgênico. Outras 132 cultivares são comercializadas apenas em versões transgênicas, não possuindo opções convencionais. Analisando apenas estas 323 cultivares (genéticas diferentes), verifica-se um predomínio de híbridos simples, modificados ou não (60,07%). Os híbridos triplos, modificados ou não (18,57%), híbridos duplos (9,91%) e as variedades, híbridos intervarietais e “Top Cross” (11,45%) completam as opções de mercado. As cultivares precoces são dominantes (66,56%), seguidas pelas híper e superprecoces (24,14%). As semiprecoces e normais representam apenas 8,97% das opções de mercado. Dentre as cultivares superprecoces e as precoces, há um predomínio de híbridos simples e triplos (89,74% e 81,86%, respectivamente). Por outro lado, dentre as cultivares semiprecoces ou de ciclo normal há um predomínio dos híbridos duplos e variedades (72,42%) comparados com os híbridos simples (20,68%) e híbridos triplos (6,90%). Além de cultivares direcionadas para a produção de grãos, há indicação de cultivares para produção de silagem, tanto de planta inteira (138 cultivares), quanto silagem de grãos úmidos (16 cultivares), sendo que 14 cultivares são indicadas para os dois tipos de silagem. 19 cultivares são recomendadas para
a produção de milho verde. As características descritas nas Tabelas 1 e 2 são mais adequadas para cultivares de milho para a produção de grãos e de silagem. Para as cultivares de milho de uso especial, como canjica, pipoca, doce e para a indústria de amido, o agricultor deverá verificar outras características importantes, de acordo com as exigências do consumidor ou da indústria processadora.
CULTIVARES TRANSGÊNICAS
Dentre as cultivares transgênicas, há uma predominância de híbridos simples (82,39%). Até a safra 2012/13 as cultivares transgênicas eram todas híbridas simples ou triplas. Atualmente, também estão sendo comercializados três híbridos duplos transgênicos (um a menos do que na safra passada). Estão sendo oferecidos no mercado para a safra 2015/16 284 cultivares de milho resistente a insetos da ordem lepidóptera e/ou com resistência a herbicidas. São 66 cultivares com a marca VT PRO, (milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera (MON89034). As cultivares apresentam a terminação PRO. Outras 53 cultivares levam a marca Herculex I (milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera (TC 1507: Bt Cry1F 1507). As cultivares apresentam as terminações H, HX ou Hx. Há 18 cultivares com a marca YieldGard (milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera (MON 810: Milho Guardian). As cultivares apresentam as terminações Y, YG, TP ou Bt Três cultivares carregam a marca Agrisure TL (milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera (Bt11). As cultivares apresentam a terminação TL. Cinco cultivares possuem a marca TL Viptera. (milho geneticamente modificado
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YieldGard) (milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera e tolerante ao herbicida glufosinato de amônio (Milho TC1507 x MON 810). As cultivares apresentam a terminação YH. Seis cultivares contam com as marcas Herculex I, YieldGard e Roundup Ready (milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera e tolerante aos herbicidas glufosinato de amônio e glifosato (Milho TC1507 x MON810 x NK603). As cultivares apresentam a terminação YHR. As cultivares, convencionais ou transgênicas, que estão no comércio para safra 2015/16 com suas principais características e recomendações estão listadas na Tabela 1. Também é muito importante o conhecimento do comportamento das cultivares com relação às doenças. Na Tabela 2 são apresentadas informações sobre o comportamento das cultivares com relação às principais doenças, tais como fusariose, ferrugem-comum (Puccinia sorghi), ferrugem-branca (Physopella zea), ferrugem-polisora (Puccinea polysora), mancha-branca (etiologia indefinida), helmintosporiose – (Helminthosporium turcicum, Helminthosporium maydis), enfezamento, cercosporiose e doenças do colmo e dos grãos.
Mais de 90% das 323 cultivares disponíveis (genéticas diferentes), apresentam informações sobre seus comportamentos em relação às principais doenças, exceto em relação à fusariose (Physopella zeae), enfezamento e Diplodia sp (Figura 1). Levando em consideração as informações fornecidas pelas empresas de semente, verifica-se que em termos médios, as cultivares se apresentam como medianamente resistentes ou tolerantes (variando de 42,13% para o complexo enfezamento a 62,03% no caso da Diplodia sp) (Figura 2). Por outro lado, somando as cultivares altamente tolerantes (AT) e as cultivares resistes (R) e as tolerantes (T), estes valores variam de 16,69% para a P. sorghi e 34,93% para as doenças de colmo. As cultivares consideradas como Medianamente Suscetíveis (MS), suscetíveis (S) ou com Baixa Tolerância (BT), foram agrupadas e variam de 8,78% para doenças de colmo a 33% para a C Puccinia polysora (Figura 2). José Carlos Cruz, Israel Alexandre Pereira Filho e Emerson Borghi, Embrapa Milho e Sorgo Eduardo de Paula Simão, Fapemig
Cultivar
resistente a insetos da ordem lepidóptera (MIR162). As cultivares apresentam a terminação Viptera. Existem no mercado dois eventos transgênicos que conferem resistência ao herbicida glifosato aplicado em pós-emergência: o NK603, marca Roundup Ready, e o GA 21 –TG. Além disso, existe a tecnologia Liberty Link de tolerância a herbicidas formulados com glufosinato de amônio presente nos milhos Herculex I. O evento GA 21 – TG só é comercializado estaqueado com outro evento. Existem cinco cultivares com os eventos Bt11, MIR162 e GA21 (milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera e tolerante ao herbicida glifosato (Milho Bt11 x MIR162 x GA21). As cultivares apresentam a terminação Viptera 3. Existem 18 cultivares que apresentam resistência ao herbicida glifosato aplicado em pós-emergência: o NK603, marca Roundup Ready (NK603: milho geneticamente modificado tolerante ao herbicida glifosato (Milho Roundup Ready 2). As cultivares apresentam as terminações R ou RR2. Na safra 2012/13 havia 38 cultivares transgênicas para, simultaneamente, o controle de lagartas e com resistência ao herbicida glifosato e /ou glufosinato de amônio aplicados em pós-emergência do milho. Este número passou para 65 na safra 2013/14, para 101 na safra 2014/15 e, na safra atual (2015/16), aumentou para 115. São 37 cultivares com a tecnologia Powercore (PW), marcas VT PRO, Herculex I e Roundup Ready (milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera e tolerante aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio (Milho MON89034 x TC1507 x NK603). As cultivares apresentam as terminações Prox ou PW. Outras 41 cultivares são das marcas VT PRO e Roundup Ready (milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera e tolerante ao herbicida glifosato (Milho MON89034 x NK603). As cultivares apresentam a terminação PRO2. Existem 12 cultivares do milho com a tecnologia VT PRO 3 que combina características de resistência a pragas aéreas e de raiz, além de ser tolerante ao herbicida glifosato. (Milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera e tolerante ao herbicida glifosato (Milho MON89034 x MON88017). As cultivares apresentam a terminação PRO3. Oito cultivares possuem as marcas Herculex I e Roundup Ready (milho geneticamente modificado resistente a insetos da ordem lepidóptera e tolerante ao herbicida glifosato (Milho TC1507 x NK603). As cultivares apresentam as terminações HR, Há 11 cultivares com a marca Optimum Intrasect (Herculex I estaqueado com o
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É importante que o produtor esteja atento às características das cultivares para verificar se atendem à sua necessidade
Tabela 1 - Características agronômicas das cultivares de milho disponíveis no mercado na safra 2015/16 Cod cultivar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
Cultivar AG 1051 AG 4051 PRO AG 5011 AG 5011 YG AG 5055 PRO AG 7088 AG 7088 RR2 AG 7088 PRO AG 7088 PRO2 AG 7088 PRO3 AG 7088 PROX AG 7098 PRO AG 7098 PROX AG 7098 RR2 AG 7098 PRO2 AG 8011 PRO AG 8021 PRO AG 8025 AG 8025 RR2 AG 8025 PRO2 AG 8041 PRO AG 8061 PRO AG 8061 RR2 AG 8061 AG 8061 PRO2 AG 8088 PRO AG 8088 PRO2 AG 8500 PRO AG 8544 PRO2 AG 8580 PRO AG 8676 PRO AG 8676 PRO2 AG 8677 PRO2 AG 8690 PRO3 AG 8780 PRO AG 8780 PRO3 AG 9000 PRO3 AG 9010 PRO AG 9025 PRO3 AG 9030 PRO AG 9030 PRO2 AG 9030 PRO3 AG 9030 AG 9030 RR2 AG 9040 AG 9045 AG 9045 RR2 AG 9045 PRO AG 9045 PRO2 AG 9045 PRO3 DKB 175 PRO DKB 177 DKB 177 PRO DKB 177 PRO2 DKB 177 RR2 DKB 230 PRO3 DKB 240 PRO DKB 240 PRO2 DKB 240 PRO3 DKB 240 RR2 DKB 250 PRO DKB 250 PRO2 DKB 275 PRO DKB 285 DKB 285 PRO DKB 285 PRO2
Transgênica/ convencional convencional transgênica convencional transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica convencional convencional transgênica transgênica transgênica transgênica convencional convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica
Tipo de transgênia PRO YG PRO RR2 PRO PRO2 PRO2 PROX PRO PROX RR2 PRO2 PRO PRO RR2 PRO2 PRO PRO RR2 PRO2 PRO PRO2 PRO PRO2 PRO PRO PRO2 PRO2 PRO3 PRO PRO3 PRO3 PRO PRO3 PRO PRO2 PRO3 RR2
RR2 RR2 PRO2 PRO3 PRO PRO PRO2 RR2 PRO 3 PRO PRO2 PRO3 RR2 PRO PRO2 PRO PRO PRO2
Tipo
Ciclo
HD HT HT HT HT HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HT HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS
SMP SMP P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP P P P P P HP P P P P P P SP SP SP SP
Graus Dias /dias 950 960 870 870 860 880 880 880 880 880 880 880 880 880 880 820 845 835 835 835 835 845 845 845 845 870 870 860 845 880 904 904 845 834 820 820 800 770 785 795 795 795 795 795 790 780 780 780 780 780 852 860 860 860 860 780 830 830 830 830 830 830 811 811 811 811
Época de Plantio C/N/T/S C/N/T/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N C/N C/N C/N C/N C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S S S C/N C/N C/N C/N C/N C/N C/N/S C/N/S C/N C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S N/S C/N C/N C/N C/N C/N C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N C/N C/N C/N C/N C/N C/N C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S
Uso G/SPI/MV G/SPI/MV G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SGU G/SGU G/SGU G/SGU G/SGU G/SGU G/SGU G/SGU G/SGU G/SGU
Cor do Densidade Textura grão (Plantas/ha) do grão AM 45-50 DENTADO AM 45-50 DENTADO AM 50-55 DENTADO AM 50-55 DENTADO AL 50-60 SMDURO AL 55-65 SMDURO AL 55-65 SMDURO AL 55-65 SMDURO AL 55-65 SMDURO AL 55-65 SMDURO AL 55-65 SMDURO AM/AL 60-65 SMDENT AM/AL 60-65 SMDENT AM/AL 60-65 SMDENT AM/AL 60-65 SMDENT AM 60-75 DENTADO AM/AL 50-60 SMDENT AM 65-75 DENTADO AM 65-75 DENTADO AM 65-75 DENTADO AM/AL 65-75 SMDURO AL 60-70 SMDENT AL 60-70 SMDENT AL 60-70 SMDENT AL 60-70 SMDENT AL 55-60 DURO AL 55-60 DURO AL 50-60 SMDENT AM/AL 50-55 SMDENT AL 65-75 SMDENT AL 65-75 DENTADO AL 65-75 DENTADO AM/AL 65-75 SMDENT AM/AL 65-75 SMDENT AM/AL 65-80 SMDENT AM/AL 65-80 SMDENT AM 55-60 SMDENT AL 65-75 DURO AM 65-75 DENTADO AL 65-75 SMDURO AL 65-75 SMDURO AL 65-75 SMDURO AL 65-75 SMDURO AL 65-75 SMDURO AL 65-75 DURO AM/AL 65-70 SMDENT AM/AL 65-70 SMDENT AM/AL 65-70 SMDENT AM/AL 65-70 SMDENT AM/AL 65-70 SMDENT AM/AL 65-75 SMDURO AM/AL 55-65 SMDURO AM/AL 55-65 SMDURO AM/AL 55-65 SMDURO AM/AL 55-65 SMDURO AM/AL 70-80 SMDURO AM 70-80 DENTADO AM 70-80 DENTADO AM 70-80 DENTADO AM 70-80 DENTADO AM 70-80 DENTADO AM 70-80 DENTADO AM/AL 65-75 SMDENT AM/AL 65-75 SMDENT AM/AL 65-75 SMDENT AM/AL 65-75 SMDENT
38 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Resistência Altura Altura Acamamento Espiga (m) Planta (m) A 2,60 1,60 A 2,50 1,40 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,25 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,25 1,20 M 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 M 2,30 1,30 A 2,65 1,24 A 2,65 1,24 A 2,65 1,24 A 2,65 1,24 M 2,30 1,20 M 2,30 1,20 M 2,30 1,20 M 2,15 1,20 A 2,30 1,3 A 2,30 1,3 A 2,30 1,3 A 2,30 1,3 A 2,20 1,2 A 2,20 1,2 A 2,20 1,2 A 2,29 1,13 A 2,00 1,00 A 2,30 1,22 A 2,00 1,05 A 2,00 1,05 A 2,00 1,05 A 2,00 1,05 A 2,00 1,05 A 2,10 1,05 A 2,20 1,20 A 2,20 1,20 A 2,20 1,20 A 2,20 1,20 A 2,20 1,20 A 2,20 1,15 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,30 1,30 A 2,20 1,15 A 2,25 1,20 A 2,25 1,20 A 2,25 1,20 A 2,25 1,20 A 2,25 1,20 A 2,25 1,20 A 2,10 1,10 A 2,10 1,10 A 2,10 1,10 A 2,10 1,10
Região de adaptação SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL, SP, MG SUL, SP, MG SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO CO, SE, NE, PR, RO,TO CO, SE, NE, PR, RO,TO CO, SE, NE, PR, RO,TO CO, SE, NE, PR, RO,TO SUL e SE SUL e SE SUL e SE SUL e SE SUL e SE SUL e SE SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO CO, SE, NE , RO,TO CO, SE, NE, RO, TO SUL, CO, SE, NE, RO, TO SUL, CO, SE, NE, RO, TO SUL,CO, SE, NE, RO SUL, MS,DF,GO,MG,SP SUL , MS, MG,SP SUL , MS, MG,SP SUL, SP, MS SUL,CO, SE, NE, RO SUL, MG, SP SUL, CO, SE, NE, RO, TO SUL, CO, SE, NE, RO, TO SUL, CO, SE, NE, RO, TO SUL, CO, SE, NE, RO, TO SUL, CO, SE, NE, RO, TO SUL,CO, SE, NE, RO SUL, MS,DF,GO,MG,SP SUL, MS,DF,GO,MG,SP SUL, MS,DF,GO,MG,SP SUL, MS,DF,GO,MG,SP SUL, MS,DF,GO,MG,SP SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL, MG, SP SUL, MS,SP SUL, MS,SP SUL, MS,SP SUL, MS,SP SUL, MS,SP SUL, MS,SP SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO
Empresa Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb
Cod cultivar 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
Cultivar DKB 285 PRO3 DKB 290 DKB 290 PRO DKB 290 PRO3 DKB 310 PRO DKB 310 PRO2 DKB 315 PRO DKB 330 DKB 330 PRO DKB 330 PRO2 DKB 330 RR2 DKB 340 PRO2 DKB 350 PRO DKB 390 DKB 390 PRO DKB 390 PRO2 DKB 390 PRO3 DKB 390 RR2 30B30H 30B39H 30B39HR 30F35 30F35H 30F35HR 30F35YH 30F53 30F53E 30F53EH 30F53H 30F53HR 30F53YH 30F53YHR 30F90H 30K73 30K73H 30K73YHR 30K75 30K75Y 30R50 30R50H 30R50YH 30R50YHR 30S31 30S31H 30S31YH 30S31YHR 32R22H 32R22YHR 32R48H 32R48YH BG7032H BG7037H BG7046 BG7046H BG7049 BG7049H BG7049YH BG7060 BG7060H BG7060HR BG7061H BG7318H BG7318YH BG7330 BG7330H P1630H P2530 P2530H
Transgênica/ convencional transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica convencional convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica convencional transgênica convencional transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica convencional transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica convencional transgênica
Tipo de Tipo transgênia PRO3 HS PRO3 HS PRO HS PRO3 HS PRO HS PRO2 HS PRO HSm HS PRO HS PRO2 HS RR2 HS PRO2 HS PRO HT HS PRO HS PRO2 HS PRO3 HS RR2 HS HX HT HX HS HR HS HS HX HS HR HS YH HS HS HS HX HS HX HS HR HS YH HS YHR HS HX HS HS HX HS YHR HS HSM YG HSM HS HX HS YH HS YHR HS HS HX HS YH HS YHR HS HX HS YHR HS HX HS YH HS HX HS HX HS HS HX HS HT HX HT YH HT HT HX HT HR HT HX HT HX HS YH HS HS HX HS HX HS HS HX HS
Ciclo SP SP SP SP P P SP SP SP SP SP P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P SP SP SP SP P P P P P P P P P P SP SP SP SP SP SP SP SP
Graus Dias /dias 811 840 840 840 870 870 815 810 811 811 811 870 860 870 870 870 870 870 136 138 138 139 139 135 135 136 136 136 136 136 136 131 140 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 136 118 118 128 128 140 137 137 137 137 137 137 137 137 137 129 120 120 130 130 116 125 125
Época de Plantio C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S N N N N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N N N N N/S N/S N/S N/S N N N N N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N N N N/S N N N/S N/S N N N
Uso G/SGU GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SGU G/SGU G/SGU G/SGU GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI/SGU G/SPI/SGU GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI/SGU G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI/SGU GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI/SGU G/SPI/SGU
Cor do Densidade Textura Resistência Altura Altura Região de grão (Plantas/ha) do grão Acamamento Espiga (m) Planta (m) adaptação AM/AL 65-75 SMDENT A 1,10 2,10 Sul,CO,SE,NE,RO AM/AL 65-75 DENTADO A 1,20 2,25 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AM/AL 65-75 DENTADO A 1,20 2,25 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AM/AL 65-75 DENTADO A 1,20 2,25 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AM/AL 60-65 SMDURO A 1,25 2,20 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AM/AL 60-65 SMDURO A 1,25 2,20 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AL 65-70 SMDURO A 1,20 2,40 Sul,CO,SE,NE,RO AM/AL 65-75 SMDENT A 1,10 2,10 Sul,CO,SE,NE,RO AM/AL 65-75 SMDENT A 1,10 2,10 Sul,CO,SE,NE,RO AM/AL 65-75 SMDENT A 1,10 2,10 Sul,CO,SE,NE,RO AM/AL 65-75 SMDENT A 1,10 2,10 Sul,CO,SE,NE,RO AM/AL 60-65 SMDURO A 1,25 2,20 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AL 65-70 SMDURO A 1,20 2,20 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AM/AL 55-65 SMDURO A 1,25 2,20 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AM/AL 60-65 SMDURO A 1,25 2,20 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AM/AL 60-65 SMDURO A 1,25 2,20 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AM/AL 60-65 SMDURO A 1,25 2,20 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AM/AL 60-65 SMDURO A 1,25 2,20 Sul,CO,SE,NE,RO,AC AL 55-65 SMDURO A 1,30 a 1,40 2,80 a 3,0 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AM/AL 55-65 SMDURO A 1,3 a 1,4 2,90 a 3,10 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AM/AL 55-65 SMDURO A 1,3 a 1,4 2,90 a 3,10 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-72 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,9 a 3,2 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-72 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,9 a 3,2 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-72 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,9 a 3,2 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-72 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,9 a 3,2 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-72 SMDURO A 1,10 a 1,20 2,60 a 2,80 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-72 SMDURO A 1,10 a 1,20 2,60 a 2,80 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-72 SMDURO A 1,10 a 1,20 2,60 a 2,80 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 60-80 SMDURO A 1,10 a 1,20 2,60 a 2,80 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 60-80 SMDURO A 1,10 a 1,20 2,60 a 2,80 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 60-80 SMDURO A 1,10 a 1,20 2,60 a 2,80 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 60-80 SMDURO A 1,10 a 1,20 2,60 a 2,80 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AM 50-65 DURO A 1,40 a 1,50 2,90 a 3,10 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AM/AL 50-65 SMDURO A 1,30 a 1,50 2,80 a 3,0 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AM/AL 50-65 SMDURO A 1,30 a 1,50 2,80 a 3,0 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AM/AL 50-65 SMDURO A 1,30 a 1,50 2,80 a 3,0 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-72 SMDURO A 1,25 a 1,35 2,75 a 2,85 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-72 SMDURO A 1,25 a 1,35 2,75 a 2,85 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 60-70 SMDURO A 1.2 a 1.35 2.6 a 2.9 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AM 60-70 SMDURO A 1.2 a 1.35 2.6 a 2.9 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AM 60-70 SMDURO A 1.2 a 1.35 2.6 a 2.9 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AM 60-70 SMDURO A 1.2 a 1.35 2.6 a 2.9 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-70 SMDURO A 1.5 a 1.6 3.0 a 3.2 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-70 SMDURO A 1.5 a 1.6 3.0 a 3.2 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-70 SMDURO A 1.5 a 1.6 3.0 a 3.2 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AL 55-70 SMDURO A 1.5 a 1.6 3.0 a 3.2 Sul,CO,SE,NE e TO,RO,RR,AC AM 50-65 SMDURO M 1,1 a 1,25 2,7 a 2,85 Sul,MG,SP e MS AM 50-65 SMDURO M 1,1 a 1,25 2,7 a 2,85 Sul,MG,SP e MS SI 50-65 SMDURO M 1,10 A 1,20 2,70 a 2,80 Sul,SP,MG,MS e GO SI 50-65 SMDURO M 1,10 A 1,20 2,70 a 2,80 Sul,SP,MG,MS e GO AM/AL 55-65 SMDURO M 1,30 A 1,50 3,00 a 3,20 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR AM/AL 60-65 SMDURO A 1,30 a 1,50 3,00 a 3,20 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR AM/AL 55-65 SMDURO A 1,30 a 1,50 3,00 a 3,20 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR AM/AL 55-65 SMDURO A 1,30 a 1,50 3,00 a 3,20 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR AL 50-65 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,9 a 3,2 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR AL 50-65 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,9 a 3,2 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR AL 50-65 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,9 a 3,2 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR AL 50-65 SMDURO A 1,30 a 1,40 2,80 a 3,0 Sul,SP,MG,GO,DF,MS,BA AL 50-65 SMDURO A 1,30 a 1,40 2,80 a 3,0 Sul,SP,MG,GO,DF,MS,BA AL 50-65 SMDURO A 1,30 a 1,40 2,80 a 3,0 Sul,SP,MG,GO,DF,MS,BA AM/AL 60-65 SMDURO M 1,35 a 1,45 2,80 a 2,90 Sul,CO,SE AL 65-80 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,8 a 3,10 Sul,CO,SP AL 65-80 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,8 a 3,10 Sul,CO,SP AL 60-70 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,8 a 3,10 Sul,SP,MG,GO,DF,MS,BA AL 60-70 SMDURO A 1,4 a 1,55 2,8 a 3,10 Sul,SP,MG,GO,DF,MS,BA AM 50-65 SMDENT M 1,1 a 1,25 2,7 a 2,85 Sul,CO e SP AM/AL 60-65 SMDURO M 1,1 a 1,25 2,7 a 2,85 Sul AM/AL 60-65 SMDURO M 1,1 a 1,25 2,7 a 2,85 Sul
Empresa Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil
www.revistacultivar.com.br • Agosto 2015
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Cod cultivar 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38
Cultivar
Transgênica/ convencional P2830H transgênica P3161 convencional P3161H transgênica P3340 convencional P3340H transgênica P3340YH transgênica P3431H transgênica P3646 convencional P3646H transgênica P3646YH transgênica P3844H transgênica P3862H transgênica P3862YH transgênica P4285 convencional P4285H transgênica P4285YH transgênica P4285YHR transgênica Celeron TL transgênica Defender Viptera transgênica Feroz Viptera transgênica Fórmula TL transgênica Fórmula Viptera transgênica Garra Viptera transgênica Supremo Viptera transgênica Impacto Viptera 3 transgênica Maximus Viptera 3 transgênica Penta Viptera3 transgênica Status Viptera 3 transgênica Velox TL transgênica Truck Viptera 3 transgênica 2A106HR transgênica 2A401PW transgênica 2A550Hx transgênica 2A550PW transgênica 2A620PW transgênica 2B210PW transgênica 2B346PW transgênica 2B433Hx transgênica 2B433PW transgênica 2B512Hx transgênica 2B512PW transgênica 2B587 convencional 2B587HX transgênica 2B587PW transgênica 2B587RR transgênica 2B604Hx transgênica 2B604HR transgênica 2B604PW transgênica 2B633PW transgênica 2B655Hx transgênica 2B655PW transgênica 2B688RR transgênica 2B688Hx transgênica 2B688PW transgênica 2B707Hx transgênica 2B707PW transgênica 2B710HX transgênica 2B710PW transgênica 2B610PW transgênica 2B810PW transgênica 2B877PW transgênica WxA504 convencional WXB650 convencional DB2A525Hx transgênica DB2B339Hx transgênica DB2B339PW transgênica 2B647PW transgênica 2B678Hx transgênica
Tipo de transgênia HX HX HX YH HX HX YH HX HX YH HX YH YHR TL VIPTERA VIPTERA TL VIPTERA VIPTERA VIPTERA VIPTERA3 VIPTERA3 VIPTERA3 VIPTERA3 TL VIPTERA3 HR PW HX PW PW PW PW HX PW HX PW HX PW RR2 HX HR PW PW HX PW RR2 HX PW HX PW HX PW PW PW PW
HX HX PW PW HX
Tipo
Ciclo
HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HSm HD HS HS HT HS HS HS HS HS HS HSm HSm HS HS HS HS HT HT HT HT HT HT HS HS HS HS HSm HSm HSm HT HT HT HT HT HT HS HS HS HS HS HS HSm HS HS HS HT HT HS HT
SP SP SP SP SP SP SP P P P P P P P P P P SP P P SP SP P P P P P P HP P HP SP P P P SP SP SP SP P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P N N P P P P P P P
Graus Dias /dias 128 131 131 133 133 133 136 136 136 136 138 140 140 142 142 142 142 SI SI SI SI SI 870 890 895 890 870 SI SI SI 760 820 825 825 845 800 840 840 840 840 815 815 815 815 848 848 848 850 840 840 860 860 860 890 890 850 850 860 920 870 850 865 835 805 805 860 860
Época de Plantio N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N N N/S N/S N/S N/S C/N C/N/S C/N/T/S C/N C/N N/T/S C/N/S C/N/T/S C/N/S C/N/S C/N C C/N/S C/S C/N/T/S C/N/T C/N/T C/N/T/S T/S T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S N/T/S N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/S C/N/T/S C/N C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S
Uso GRÃOS G/SPI/SGU G/SPI/SGU G/SGU G/SGU G/SGU G/SPI/SGU GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS G/SPI/SGU G/SPI/SGU G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS SPI/G I.AMIDO I.AMIDO GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI
Cor do grão AL AM/AL AM/AL SI SI SI AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM AM AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AM/AL AM/AL AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AL AL AM/AL AL AL AL AL AL AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL LR/Ceroso AL LR AM/AL AM/AL AM/AL AM
40 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Densidade (Plantas/ha) 60-80 60-65 60-65 50-65 50-60 50-60 60-65 55-65 55-65 55-65 60-65 55-65 55-65 55-65 55-65 55-65 55-65 60-65 60-65 60-65 60-65 60-65 60 55-65 55-60 55-65 55-65 60-70 60-70 60-65 60-65/50-55 60-75/55-65 60-75/50-65 60-75/60-65 55-70/50-60 50-60/50-60 50-60/50-60 60-65/50-55 60-65/50-55 55-65/45-55 55-65/45-55 55-70/50-55 55-70/50-55 55-70/50-55 55-70/50-55 55-65/45-50 55-65/45-50 55-65/45-50 60-65/50-60 55-60/50-55 55-60/50-55 55-60/45-55 55-60/45-55 55-60/45-55 60-65/50-55 60-65/50-55 55-65/50-55 55-65/50-55 60-70/50-55 65-70/50-55 55-65/45-60 60-65/50-55 55-70/50-60 60-70 55-65/50-55 55-65/50-55 60-70/50-55 55-65/50-45
Textura Resistência Altura Altura Região de do grão Acamamento Espiga (m) Planta (m) adaptação SMDURO A 1.20 a 1,30 2,8 a 3,10 PR,SP, MG,GO,DF,TO SMDURO M 1,35 a 1,45 2,80 a 2,90 Sul,SE,MS,MT,GO SMDURO M 1,35 a 1,45 2,80 a 2,90 Sul,SE,MS,MT,GO DURO M 1,35 a 1,45 2,80 a 2,90 Sul,CO,SE,NE,TO,RO,RR DURO A 1,35 a 1,45 2,80 a 2,90 Sul,CO,SE,NE,TO,RO,RR DURO A 1,35 a 1,45 2,80 a 2,90 Sul,CO,SE,NE,TO,RO,RR SMDURO A 1,1 a 1,25 2,4 a 2,6 Sul,CO,SE SMDURO A 1,30 a 1,40 2,80 a 3,00 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR SMDURO A 1,30 a 1,40 2,80 a 3,00 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR SMDURO A 1,30 a 1,40 2,80 a 3,00 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR SMDURO A 1,4 a 1,55 2,8 a 3,10 Sul,CO,SE,NE,TO,RO,RR SMDURO A 1,40 a 1,50 2,90 a 3,10 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR SMDURO A 1,40 a 1,50 2,90 a 3,10 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR DURO A 1,30 a 1,50 2,90 a 3,10 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR DURO A 1,30 a 1,50 2,90 a 3,10 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR DURO A 1,30 a 1,50 2,90 a 3,10 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR DURO A 1,30 a 1,50 2,90 a 3,10 Sul,CO,SE,BA,TO,PI,MA,PE,AL,CE,SE,PA,RO,RR DURO A 1,13 2,22 Sul, SP (Sul), MS (Sul) DURO A 1,20 2,20 Brasil DURO A 1,26 2,48 Sul ,CO, SE, BA,MA,PI DURO A 1,13 2,22 Sul, CO, SP (Sul), MS (Sul) DURO A 1,13 2,22 Sul, CO, SP (Sul), MS (Sul) DURO A 1,30 2,23 Sul ,CO, SE DURO A 1,28 2,47 Sul ,CO, SE DURO A 1,24 2,46 Sul ,CO, SE DURO A 1,28 2,47 Sul ,CO, SE DURO A 1,18 2,07 Sul, SP (Sul), MS (Sul) DURO A 1,33 2,33 Sul ,CO, SE DURO A 1,17 2,09 Sul DURO A 1,24 2,46 CO, SE SMDENT M 1,06 2,10 Sul e regiões Tropical Transição e Baixa SMDURO A 1,05 2,05 Brasil SMDURO A 1,10 2,00 Sul, região Tropical Alta e Tropical de Transição SMDURO A 1,10 2,00 Sul, região Tropical Alta e Tropical de Transição SMDURO A 1,23 2,20 Brasil SMDURO A 1,09 2,12 Brasil SMDENT A 1,10 2,12 Brasil SMDENT A 1,10 2,10 Brasil SMDENT A 1,10 2,10 Brasil SMDURO A 1,30 2,30 Brasil SMDURO A 1,30 2,30 Brasil SMDENT A 1,05 2,05 Brasil SMDENT A 1,05 2,05 Brasil SMDENT A 1,05 2,05 Brasil SMDENT A 1,05 2,05 Brasil SMDURO A 1,25 2,25 Brasil SMDURO A 1,25 2,25 Brasil SMDURO A 1,25 2,25 Brasil SMDURO A 1,25 2,15 Brasil SMDURO A 1,20 2,15 Brasil SMDURO A 1,20 2,15 Brasil SMDURO A 1,15 2,10 Sul, regiões Tropicais de Transição e Baixa SMDURO A 1,15 2,10 Sul, regiões Tropicais de Transição e Baixa SMDURO A 1,15 2,10 Sul, regiões Tropicais de Transição e Baixa SMDURO A 1,30 2,30 Brasil SMDURO A 1,30 2,30 Brasil SMDURO A 1,10 2,02 Brasil SMDURO A 1,10 2,02 Brasil SMDENT M 1,30 2,30 Brasil SMDURO A 1,35 2,35 Regiões Tropicais e demais regiões sob Consulta SMDURO A 1,35 2,35 Brasil DURO A 1,10 2,00 Sul, SP, MG SMDURO A 1,30 2,25 Sul, SP, MG SMDURO A 1,30 2,30 Brasil SMDENT A 1,20 2,20 Brasil SMDENT A 1,20 2,20 Brasil SMDENT M 1,30 2,30 Brasil SMDENT A 1,25 2,25 Brasil
Empresa Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Du Pont do Brasil Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Syngenta Seeds Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences
Cod Cultivar cultivar 1 20A55 2 20A55Hx 3 20A55HR 4 20A55PW 5 20A78 6 20A78HX 7 20A78PW 8 30A16HX 9 30A16PW 10 30A37 11 30A37Hx 12 30A37PW 13 30A37RR 14 30A68HX 15 30A68PW 16 30A77Hx 17 30A77PW 18 30A91Hx 19 30A91PW 20 30A91HR 21 30A95PW 22 MG300PW 23 MG652HX 24 MG652PW 25 MG699PW 26 MG580PW 1 BRS 1060 2 BRS 1010 3 BRS 3040 4 BR 205 5 BR 206 6 BRS 2223 7 BRS 2020 8 BRS 2022 9 BR 106 10 BRS Caatingueiro 11 BRS 4157 Sol-da-manhã 12 BRS Planalto 13 BRS MISSÕES 14 BRS Caimbé 15 BRS Gorutuba 16 BR 5011 Sertanejo 17 BRS 4103 1 NS 50 PRO 2 NS 56 PRO 3 NS 90 PRO 4 NS 90 PRO2 5 NS 92 PRO 6 BX 907 YG 7 BX 967 YG 8 BX 920 YG 9 BX 898 YG 10 BX 970 YG 11 BX 970 12 BX 1293 YG 13 NS 70 14 NS 82 1 XB 8010 2 XB 8010 Bt 3 XB 7253 4 XB 9003 5 XB 9003 Bt 6 XB 8030 7 XB 8030 Bt 8 XB 6010 9 XB 6012 10 XB 6012 Bt 11 XB 7116
Transgênica/ Tipo de convencional transgênia convencional transgênica Hx transgênica HR transgênica PW convencional transgênica HX transgênica PW transgênica HX transgênica PW convencional transgênica HX transgênica PW transgênica RR transgênica HX transgênica PW transgênica HX transgênica PW transgênica HX transgênica PW transgênica HR transgênica PW transgênica PW transgênica HX transgênica PW transgênica PW transgênica PW convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional transgênica PRO transgênica PRO transgênica PRO transgênica PRO2 transgênica PRO transgênica YG transgênica YG transgênica YG transgênica YG transgênica YG convencional transgênica YG convencional convencional convencional transgênica Bt convencional convencional transgênica Bt convencional transgênica Bt convencional convencional transgênica Bt convencional
Tipo Ciclo Graus Dias /dias HT P 843 HT P 843 HT P 843 HT P 843 HT SP 823 HT SP 823 HT SP 823 HS P 910 HS P 910 HS SP 810 HS SP 810 HS SP 810 HS SP 810 HS SP 825 HS SP 825 HS P 810 HS P 810 HSm P 902 HSm P 902 HSm P 902 HT P 845 HSm SP 800 HSm P 840 HSm P 840 HT P 830 HS P 815 HS SMP 913 HS P 819 HT P 825 HD P 788 HD P 895 HD SP 788 HD P 826 HD P 836 V SMP 788 V SP 702 V P 751 V P SI V P 810 V SMP 894 V SP 765 V P SI V P 823 HS SP SI HS SP SI HS P SI HS P SI HS P SI HS SP SI HS SP SI HS P SI HS SP SI HS SP SI HS SP SI HS P SI HS P SI HS P SI HD P 835 HD P 835 HT P 845 HS SP 810 HS SP 810 HD P SI HD P SI HS SP SI HS P SI HS P SI HT P SI
Época de Plantio C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N N/S N N N/S N N N/S C/N C/N N/T/S N/T/S C/N/T/S C/N N/T/S C/N C/N N/S N/S N/T/S N/T/S N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/S C/N/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/T/S
Uso G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI
Cor do grão AL AL AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AV LR/AV LR AM/AL AM/AL AM/AL LR AL AM AM AL AM/LR AM AM/AL AM/AL SI AM/AL LR LR LR LR LR LR LR AM LR AM AM LR LR LR LR LR LR LR LR AL AL AL AL AL AL
Densidade (Plantas/ha) 60-65/50-60 60-65/50-60 60-65/50-60 60-65/50-60 60-65/50-60 60-65/50-60 60-65/50-60 60-65/55-60 60-65/55-60 60-70/50-60 60-70/50-60 60-70/50-60 60-70/50-55 60-70/50-55 60-70/50-55 60-70/50-55 60-70/50-55 60-70/50-60 60-70/50-60 60-70/50-60 55-65/50-60 60-70/50-60 60-70/50-60 60-70/50-60 55-65/50-65 60-75/55-65 55-65/45-49 60/40-50 50-55 50-55 50 50-55/40-45 50-55 50-55 40-50 40-50 40-50 40-50 50 50-55/45-50 40-50 45-50 50-55/45-50 65 70 65 65 70 70 60 65 65 65 65 60 65 65 50-55/40-45 50-55/40-45 50-55/40-45 55-60/50-55 55-60/50-55 50-55/40-45 50-55/40-45 50-55/45-50 50-55/40-45 50-55/40-45 50-55/40-45
Textura Resistência Altura Altura Região de do grão Acamamento Espiga (m) Planta (m) adaptação SMDURO A 1,10 2,30 Brasil SMDURO A 1,10 2,30 Brasil SMDURO A 1,10 2,30 Brasil SMDURO A 1,10 2,30 Brasil SMDENT A 1,20 2,20 Brasil SMDENT A 1,20 2,20 Brasil SMDENT A 1,20 2,20 Brasil SMDURO A 1,25 2,24 Região Tropical Alta, Tropical Transição, Tropical Baixa. sob consulta Subtropical Alta SMDURO A 1,25 2,24 Região Tropical Alta, Tropical Transição, Tropical Baixa. Sob consulta Subtropical Alta. SMDURO A 1,10 2,20 Brasil SMDURO A 1,10 2,20 Brasil SMDURO A 1,10 2,20 Brasil SMDURO A 1,10 2,20 Brasil SMDURO A 1,20 2,15 Região Tropical Alta, Tropical Transição, Subtropical Alta e Baixa. Sob consulta Tropical Baixa SMDURO A 1,20 2,15 Região Tropical Alta, Tropical Transição, Subtropical Alta e Baixa. Sob consulta Tropical Baixa SMDURO A 1,20 2,25 Brasil SMDURO A 1,20 2,25 Brasil SMDURO A 1,30 2,30 Brasil SMDURO A 1,30 2,30 Brasil SMDURO A 1,30 2,30 Brasil SMDURO A 1,20 2,25 Brasil SMDURO A 0,99 2,00 Região Tropical Transição, Tropical Baixa, Subtropical Alta e Subtropical Baixa. Sob consulta Tropical Alta. SMDURO A 1,25 2,26 Brasil SMDURO A 1,25 2,26 Brasil SMDURO A 1,20 2,22 Brasil SMDURO A 1,10 2,10 Brasil SMDENT A 1,04 2,06 CO, SE, NE, N, PR SMDURO M 1,00 2,10 Brasil exc. RS e SC DENTADO M 1,05-1,25 2,17 Brasil exc. RS e SC SMDENT M 1,15 2,20 CO,SE,NE, PR,TO SMDENT M 1,30 2,30 Sul, CO, SE, NE SMDURO M 1,10 2,10 Brasil exc. RS e SC SMDURO M 1,14 2,16 Brasil exc. RS e SC SMDENT MA 1,13 2,13 CO, SE,NE, PR SMDENT M 1,40 2,40 Brasil exc.RS SMDURO M 0,90 1,90 NE DURO M 1,20 2,30 Brasil SMDURO M 1,10 1,75 Sul DENTADO M 1,40 2,20 RS, SC, PR (sul) SMDURO M 1,10 2,15 CO,SE,NE e PR DURO M 0,79 1,70 NE (Semiárido) SMDENT M 1,20-1,50 2,00-2,30 NE SMDURO M 1,02 2,10 CO,SE,NE, N e PR SMDURO A 1,25 2,32 Sul, SE, CO e RO SMDURO A 1,19 2,28 Sul, SE, CO,BA e RO SMDURO A 1,21 2,29 CO, SE, PR, BA e RO SMDURO A 1,21 2,29 CO,MG,PR,RO,SP SMDURO A 1,23 2,31 SE,CO,PR, RO,BA SMDENT A 0,98 2,25 Sul,DF,GO,MG,MS,SP DURO A 1,08 2,16 Sul, CO, MG,SP SMDENT A 1,19 2,41 Sul,DF,GO,MG,MS,SP SMDURO A 0,90 2,20 Sul,MS,SP SMDURO A 0,90 2,15 Sul,CO,SP, MG e BA SMDURO A 0,90 2,15 Sul,CO,MG,RO,SP DURO A 1,21 2,32 Sul,CO, SP, MG,BA,TO,MA,PI,RO SMDURO A 1,2 2,28 CO, SE, PR, BA e RO SMDURO A 1,2 2,28 CO, SE, PR, BA e RO DURO MA 0,95 2,00-2,15 CO, MA,MG,PE,PI,PR,SP DURO MA 0,95 2,00-2,15 CO, MA,MG,PE,PI,PR,SP DURO A 1,20 2,25 CO, PR,SP, MG,BA, TO DURO A 0,96 1,95 CO,MG,PR,SP DURO A 0,96 1,95 CO,MG,PR,SP DURO A 1,10 2,10 CO,PR,SP,MG,BA,MA,PI DURO A 1,10 2,10 CO,PR,SP, MG,BA,MA,PI DURO M 1,15 2,10 CO,MG,PR,SC,SP SMDURO MA 1,30 2,25 Sul,CO,SP,MG,BA SMDURO MA 1,30 2,25 Sul,CO,SP,MG,BA SMDURO M 1,20 2,20 CO,PR,SC,SP,MG,BA,TO
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Empresa Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Nidera Nidera Nidera Nidera Nidera Nidera Nidera Nidera Nidera Nidera Nidera Nidera Nidera Nidera Semeali Semeali Semeali Semeali Semeali Semeali Semeali Semeali Semeali Semeali Semeali
41
Cod Cultivar cultivar 12 XB 4013 13 XB 7116 Bt 14 90XB06Bt 1 AS 1575PRO 2 AS 1551PRO 3 AS 1551PRO2 4 AS 1572PRO 5 AS 1590PRO 6 AS 1596 PRO2 7 AS 1596 RR2 8 AS1555 PRO2 9 AS1555 PRO 10 AS1555 RR2 11 AS1598 PRO 12 AS1581 PRO 13 AS1660 PRO 14 AS1656 PRO2 15 AS1656 PRO3 16 AS 1656 RR2 17 AS 1661 PRO 18 AS 1665 PRO 19 AS 1633 PRO2 20 AS 1573 PRO 21 AS 1666 PRO3 1 SHS 3031 2 SHS 4070 3 SHS 4080 4 SHS 4090 5 SHS 5050 6 SHS 5070 7 SHS 5090 8 SHS-5560 9 SHS 7070 10 SHS 7090 11 SHS 7770 12 SHS 7990 13 SHS 7990 PRO2 1 AL Piratininga 2 AL Avaré 3 AL Bandeirante 4 Cativerde 02 5 AL Bianco 6 AL 34 1 IAC AIRAN 2 IAC 8390 3 IAC 125 4 IAC 8077 5 IAC 8046 1 CD 308 2 CD 316 3 CD 316Hx 4 CD 384 5 CD 384Hx 6 CD 393 7 CD 397 Pro 8 CD 324 Pro 9 CD 3408 Hx 10 CD 3344 Hx 11 CD 3715 PRO 12 CD 324 PRO2 13 CD 384 PW 14 CD 3715 PRO2 15 CD 316 PRO2 16 CD 3765 PW 17 CD 3770 PW 18 CD 3612 PW 1 RS 20 2 RS 21
Transgênica/ Tipo de Tipo convencional transgênia convencional HD transgênica Bt HT transgênica Bt HS transgênica PRO HS transgênica PRO HS transgênica PRO2 HS transgênica PRO HS transgênica PRO HT transgênica PRO2 HS transgênica RR2 HS transgênica PRO2 HS transgênica PRO HS transgênica RR2 HS transgênica PRO HS transgênica PRO HSm transgênica PRO HS transgênica PRO2 HS transgênica PRO3 HS transgênica RR2 HS transgênica PRO HS transgênica PRO HS transgênica PRO2 HS transgênica PRO HSm transgênica PRO3 HS convencional V convencional HD convencional HD convencional HD convencional HT convencional HT convencional HT convencional HT convencional HS convencional HS convencional HS convencional HS transgênica PRO2 HS convencional V convencional V convencional V convencional V convencional V convencional V convencional V convencional HIV convencional Top cross convencional HIV convencional HIV convencional HD convencional HS transgênica HX HS convencional HT transgênica HX HT convencional HS transgênica PRO HT transgênica PRO HS transgênica HX HT transgênica HX HT transgênica PRO HS transgênica PRO HS transgênica PW HT transgênica PRO2 HS transgênica PRO2 HS transgênica PW HS transgênica PW HSM transgênica PW HT convencional V convencional V
Ciclo P P SP P SP SP P SP P P P P P P P SP P P P SP SP P P SP P N P SP SP SP P P P SP P P P SMP SMP SMP SMP SMP SMP P N SP N P P SP SP P P P P P P SP P P P P SP P P P P N
Graus Dias /dias SI SI SI 850 805 805 855 810 850 850 815 815 815 920 935 810 830 830 830 808 810 810 855 810 860 900 860 820 810 820 840 840 880 810 840 840 840 880 880 880 860 870 860 780 860 750 860 800 780 750 750 850 850 870 900 850 850 770 850 850 850 850 750 850 850 850 635 862
Época Uso de Plantio C/N/T/S GRÃOS C/N/T/S G/SPI C/N/S GRÃOS N/S GRÃOS N GRÃOS N GRÃOS N GRÃOS S GRÃOS N/S GRÃOS N/S GRÃOS N/S GRÃOS N/S GRÃOS N/S GRÃOS N/S GRÃOS N/S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS N/S G /SPI/SGU S GRÃOS C/N/T/S G/SPI C/N/T G/SPI C/N/T/S G/SPI C/N/T/S G/SPI C/N/S G/SGU C/N/S G/SGU C/N/S G/SGU C/N/T/S G/SGU C/N G/SGU C/N/T/S G/SGU C/N/T/S G/SGU C/N/T/S G/SGU C/N/T/S G/SGU N/S G/SPI/MV N/S G/SPI N/S G/SPI N/S SPI/MV N/S GRÃOS N/S G/SPI C/N/S G/SPI C/N/S G/SPI C/N/S PIPOCA C/N/S G C/N/S G N/S G/SPI S GRÃOS S GRÃOS N G/SPI N G/SPI N GRÃOS N G/SPI N GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS N GRÃOS N G/SPI S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS N GRÃOS C PIPOCA N GRÃOS
Cor do grão AL AL LR AM/AL AM AM AM AL AM AM AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AM LR LR LR LR LR LR AV LR AV AV AV AM/AL AL AL AM BRANCO AL AM/AL AL AL AL AL AL AM AM AL AL AL AM AM AL AM/AL AM/AL AM AL AM/AL AM AM AM/AL AM/AL AM/AL Branco
42 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Densidade (Plantas/ha) 50-55/40-45 50-55/40-45 55-60/50-55 55-60 65-75 65-75 55-65 50-60 50-60 50-60 60-70 60-70 60-70 60-65 60-65 55-60 65-75 65-75 65-75 55-60 55-60 60-65 60-65 65-75 50-55 50-55 55-60/50-55 60-65/50-55 55-60/50-55 55-60/50-55 55-60/50-55 60-65/50-55 55-60 60-65/55-60 60-65/50-55 60-65/50-55 60-65/50-55 45-50/35-40 50-60/40-45 50-55/40-45 40-45/30-35 45-50/35-40 50-55/40-45 55-60 55-60 60-65 55-60 60 50-60 55-65 55-65 50-60 50-60 60-70 55-65 60-70 50-60 55-65 60-65 60-70 50-60 60-65 55-65 60-65 55-60 60-65 75 40
Textura Resistência Altura Altura do grão Acamamento Espiga (m) Planta (m) DURO M 1,20 2,20 SMDURO M 1,20 2,20 DURO A 0,97 1,98 SMDURO A 1,40 2,35 SMDURO A 1,23 2,28 SMDURO A 1,23 2,28 SMDENT A 1,40 2,67 DURO A 1,13 2,08 SMDENT A 1,38 2,50 SMDENT A 1,38 2,50 SMDURO M 1,23 2,29 SMDURO M 1,23 2,29 SMDURO M 1,23 2,29 SMDURO A 1,38 2,50 SMDURO M 1,38 2,50 SMDURO A 1,24 2,26 SMDURO A 1,45 2,60 SMDURO A 1,45 2,60 SMDURO A 1,45 2,60 SMDURO A 1,22 2,24 SMDURO A 1,85 2,05 SMDURO A 1,30 2,45 SMDENT A 1,40 2,67 SMDURO A 1,40 2,40 SMDURO A 1,30 2,40 DENTADO A 1,60 2,70 SMDURO A 1,30 2,40 DURO A 1,10 2,20 SMDURO M 1,00 2,00 DURO M 1,00 2,00 SMDURO A 1,20 2,20 DURO A 1,10 2,20 DURO A 1,20 2,30 DURO A 1,00 2,10 DURO A 1,10 2,20 DENTADO M 1,30 2,60 DENTADO M 1,30 2,60 SMDENT M 1,30 2,32 SMDURO M 1,25 2,32 SMDURO M 1,23 2,30 DENTADO M 1,30 2,40 SMDURO M 1,27 2,32 SMDURO M 1,23 2,30 SMDENT A 1,25 2,35 SMDURO A 1,40 2,45 Duro M 1,10 2,04 SMDURO A 1,30 2,33 SMDENT A 1,25 2,28 SMDURO M 1,09 1,94 SMDURO M 1,00 2,00 SMDURO M 1,00 2,00 SMDURO A 1,20 2,30 SMDURO A 1,20 2,30 DURO A 1,50 2,80 SMDENT A 1,50 2,70 SMDURO A 1,20 2,10 SMDURO A 1,13 2,08 SMDURO A 1,08 2,18 SMDURO A 1,20 2,10 SMDURO A 1,20 2,10 SMDURO A 1,20 2,30 SMDURO A 1,20 2,10 SMDURO M 1,00 2,00 SMDENT A 1,07 2,32 SMDURO A 1,20 2,50 SMDENT A 1,23 2,20 SMDURO M 1,16 2,20 DENTADO M 1,69 2,72
Região de adaptação CO, PR, SP, MG, AL, BA GO,MT, PR,SP GO,MT,PR,SP SUL, CO, SP, MG, BA SUL, SP, MS SUL, SP, MS SUL, SP, MG, MS SUL, CO, SP, MG CO, SE, NE, PR, RO,TO CO, SE, NE, PR, RO,TO RS, PR, SP, GO, MS, BA RS, PR, SP, GO, MS, BA RS, PR, SP, GO, MS, BA SP, MG, GO, BA SP, MG, GO, BA PR, SP, GO, MS RS, PR, SP, MG (Sul) PR, SP, MG, GO, BA, MS, MT SUL, MS, MT, GO, SP, MG SUL, MS, MT, GO, SP SUL, MS, MT, GO, SP SUL, CO, SP, MG SUL, SP, MG, MS SUL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL SUL,SE,CO,NE BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL BRASIL CO CO SP CO CO Sul, CO, SE, CO, Paraguai Sul e Paraguai Sul e Paraguai Sul, SE, CO e Paraguai SUL, SE e CO Sul, SE, CO e Paraguai SUL, SE e CO Sul Sul Sul SUL, SE e CO SUL SUL, CO, SE SUL, CO, SE SUL SUL SUL, CO, SE SUL, CO, SE RS, SC RS, SC
Empresa Semeali Semeali Semeali Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Santa Helena Sementes Cati Cati Cati Cati Cati Cati IAC Forma Sementes IAC-Sellas IAC IAC Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Coodetec Fepagro Fepagro
Cod cultivar 3 4 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 1 2 3 4 5 1 2 3 4 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 1 1 2 3 1 2 1 2 3 4 5
Cultivar
Transgênica/ convencional Fepagro 22 convencional Fepagro S 395 convencional GNZ 2004 convencional GNZ 2005 convencional GNZ 9505 PRO transgênica GNZ 9501 PRO transgênica GNZ 9626 PRO transgênica GNZ 2005 YG transgênica GNZ7280 convencional GNZ7201 convencional IPR 114 convencional IPR 119 convencional IPR 127 convencional IPR 164 convencional PZ 677 convencional PZ 242 convencional PZ 240 convencional PZ 204 convencional PZ 316 convencional DG 501 convencional DG 601 convencional DG 213 convencional DG 627 convencional BM 810 convencional BM 3061 convencional BM 620 convencional BM 502 convencional BM 709 convencional BM 207 convencional BM 911 convencional BM 3066 convencional BM 3063 convencional BM 820 convencional BM 840 PRO transgênica BM 780 PRO transgênica BM 3063 PRO2 transgênica BM 709 PRO2 transgênica BM 3066 PRO2 transgênica PL 6880 convencional BRAS 3010 convencional LG 6304 PRO transgênica LG 6030 PRO transgênica LG 6030 PRO2 transgênica LG 6030 RR2 transgênica LG 6036 PRO transgênica LG 6036 PRO2 transgênica LG 6038 PRO transgênica LG 6038 PRO2 transgênica LG 6033 PRO2 transgênica LG 6033 PRO transgênica LG 6033 convencional LG 6050 PRO3 transgênica LG 6050 PRO2 transgênica SG 6418 convencional SG 6011 convencional SG 6302 convencional LG 6310 convencional Engopa 501 convencional SCS 154 - Fortuna convencional SCS155 Catarina convencional SCS156 Colorado convencional Orion convencional Taurus convencional ZNT 1530 convencional PR 27 D 28 convencional PR 1150 convencional PR 3350 convencional Anhembi convencional
Tipo de transgênia
PRO PRO PRO YG
PRO PRO PRO2 PRO2 PRO2
PRO PRO PRO2 RR2 PRO PRO2 PRO PRO2 PRO2 PRO PRO3 PRO2
Tipo
Ciclo
V HT HS HTm HS HS HS HTm HS HS V HD HS V HD HT HS HS HS HT HS HD HS HS HT HT HD HS HD HT HS HT HS HS HS HT HS HS HT HD HSM HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HT HSm HT HT V V V V HD HD HS HD HS HT V
P P P SP SP P P SP P P P P P P P P P P P P SP SP P P P SP P SMP P SP P P P P P P SMP P N P P P P P P P P P P P P P P P SP P P N P P P N N SP SP P SP SI
Graus Dias /dias 810 770 850 820 815 860 840 820 840 840 870 890 865 870 725 727 874 874 874 820 810 813 830 822 882 807 852 867 852 807 838 867 852 852 852 867 867 838 900 815 850 890 890 890 885 885 860 860 850 850 850 880 880 865 790 800 765 SI SI SI SI SI SI 780 785 820 790 SI
Época de Plantio N N N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N N/S N/S N/S C/N/S N/S N N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N N N/S N/S N/S N/S N/S N/S N N/S N/S C/N/T/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S C/N/S N N/S N/S N/S N/S C/N C/N C/N N/S N/S C/S N/S N/S N/S SI
Uso GRÃOS GRÃOS G/SPI/MV GRÃOS GRÃOS GRÃOS/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS/SPI GRÃOS/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS/SPI G/SPI/SGU G/SGU G/SPI/SGU G/SPI/SGU GRÃOS SPI/MV GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI GRÃOS G/SPI G/SPI GRÃOS G/SPI GRÃOS G/SPI GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SGU G/SPI/SGU G/SPI/SGU G/SPI/SGU G/SPI/SGU G/SPI/SGU G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS G/SPI/SGU G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI GRÃOS G/SPI GRÃOS GRÃOS SI
Cor do grão AL AM/AL AM/AL AL AL AM/AL AL AL AL AM/AL AM BRANCO BRANCO AM AL AL AL AM AM AM AM AM AM AV AM AV AV AV/AL AV AM AM AM AV AM AV/AL AM AV/AL AM AM AM AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AM/AL AM AM/AL AM/AL AV AV AL AL AV LR AL SI
Densidade (Plantas/ha) 50 55 50-57/45-50 55-60/50-55 60-65 55-60 55-60 55-60/50-55 60-65/55-60 60-65/55-60 50-55 55-60/45-50 50-55/45-50 50-55 50-55 50-55 55-60 60-65 55-60 50-55/45-50 55-60/50-55 55-65/50-60 55-60/50-55 60-65/50-55 45-60 60-65/45-55 60-65/50-55 60-65/50-55 60-65/50-55 60-70 60-70 60-65/50-55 60-65/50-55 60-65/50-55 60-65/50-55 60-65/50-55 60-65/50-55 60-70 55-60 45-60 55-62 50-60 50-60 50-60 55-70 55-70 55-62 55-62 55-62 55-62 55-62 55-62 55-62 55 55-65 55-60 55-60 45-50 50 50 50 55-60 55-65 60-62/50-55 50-60 55-65 55-65 SI
Textura do grão SMDURO SMDENT SMDENT SMDURO SMDENT SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDENT SMDURO SMDURO DURO SMDURO SMDURO SMDURO DURO SMDENT SMDENT SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO DENTADO SMDURO SMDURO SMDENT SMDURO SMDENT DENTADO DENTADO DURO SMDURO SMDURO DENTADO SMDENT DENTADO DENTADO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO DURO DURO SMDURO SMDURO DENTADO DURO Duro dURO SMDENT SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SI
Resistência Acamamento M MA M M A M M M A M M M M M A A A A A A A A A A M A A A A A A A A A A A A A M M M A A A A A A A A A A A A M A A A M A A A MA M MA MA A MA SI
Altura Espiga (m) 1,13 1,14 1,15-1,30 1,10-1,30 1,10-1,30 1,30-1,40 1,30-1,50 1,10-1,30 1,20-1,35 1,20-1,35 1,15 1,25 1,15 1,15 1,15 1,17 1,10 1,20 1,20 1,15 1,10 1,10 1,10 1,30 1,60 0,80 1,30 1,50 1,20 0,80 1,40 1,40 1,20 1,20 1,20 1,40 1,50 1,40 1,35 1,40 1,10 1,60 1,60 1,60 1,55 1,55 1,6 1,6 1,15 1,15 1,15 1,2 1,2 1,16 1,00 1,20 1,35 1,80-2,20 1,20 1,20 1,30 1,20 1,30 1,10 1,20 1,20 1,15 SI
Altura Planta (m) 2,26 2,34 2,30-2,70 2,10-2,40 2,10-2,30 2,30-2,40 2,30-2,70 2,10-2,40 2,30-2,70 2,30-2,70 2,30 2,40 2,30 2,30 2,25 2,30 2,20 2,10 2,10 2,20 2,10 2,10 2,20 2,50 2,80 2,20 2,50 2,60 2,40 2,20 2,40 2,40 2,20 2,20 2,20 2,40 2,60 2,40 2,62 2,70 2,10 2,60 2,60 2,60 2,50 2,50 2,60 2,60 2,30 2,30 2,30 2,40 2,40 2,10 2,10 2,20 2,60 2,80-3,20 2,30 2,30 2,40 2,10-2,30 2,35-2,70 2,10 2,25 2,25 2,20 SI
Região de adaptação RS, SC RS, SC Brasil Brasil CO, SE, PR PR,SE,NE,CO,N PR,SE,CO,MS SE,NE,Sul,CO,N PR,SE,NE,CO,N PR,SE,NE,CO,N Sul, CO, SP, MG, RO Sul, CO e SP, MG Sul, CO e SP, MG Sul,CO,SP, MG e RO CO,SE, N, NE, PR CO,SE, N, NE, PR CO,SE, N, NE, PR CO,SE, N, NE, PR CO,SE, N, NE, PR Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil SUL,CO,SE Brasil Sul,CO,SE Brasil Sul,SE Sul,SE Brasil CO, SE CO, SE CO, SE Brasil Sul,CO,SE Sul,CO,SE Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil CO,N,NE, PR CO,N,NE, PR Sul,CO, SE, N Sul,CO, SE, N Sul,CO, SE, N Sul,CO, SE, N Sul,CO, SE, N Sul, MS Brasil Brasil Brasil CO Sul Sul Sul CO, SE, NE CO, SE, NE CO,PR,SP,MG,TO,MA,BA, PI Brasil CO,SE,NE,PR CO,SE,NE,PR CO,SE,NE,PR
Empresa Fepagro Fepagro Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Iapar Iapar Iapar Iapar Primaiz Sementes Primaiz Sementes Primaiz Sementes Primaiz Sementes Primaiz Sementes Datagene Pesq. e Sem. Datagene Pesq. e Sem. Datagene Pesq. e Sem. Datagene Pesq. e Sem. Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Biomatrix Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Limagrain Brasil Agência Emater Epagri Epagri Epagri Bionacional Sementes Bionacional Sementes Priorizi Sementes Priorizi Sementes Priorizi Sementes Priorizi Sementes Priorizi Sementes
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43
Cod cultivar 1 2 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 1 2 3 4 5 1 2 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 1
Cultivar Agri 143 Agri 104 RG 01 RG 02 A Robusto RG 03 ALFA 10 ALFA 90 ALFA 20 ALFA 50 SM 966 SM 511 FTH960 PRE 22D11 PRE 32D10 PRE 22T10 PRE 22S11 PRE 22T10 TP PRE 22S11 TP PRE 22S18 TP AX 727 MS 2010 MS 2013 MS 3022 AM 606 AM 811 AM 997 AM 9724 AM 4001 AM 4002 AM 4003 RB 9108 PRO RB 9210 RB 9210 PRO RB 9210 PRO2 RB 9308 RB 9308 PRO RB 9110 RB 9110 PRO RB 9110 PRO2 RB 9004 PRO RB 9004 PRO2 RB 9005 PRO RB 9006 PRO RB 9006 PRO2 RB 9077 PRO RK3014 BALU 184 BALU 761 BALU 188 BALU 929 V BALU 280 PRO DSS 1001 Ipanema ADV9275PRO ADV9434PRO ADV9434PRO2 PAC105 ADV9339 ADV9860 JM 4M50 JM 4M02 JM 3M51 JM 2M77 JM 2M55 JM 2M70 JM 2M90 SW 5130
Transgênica/ convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional transgênica transgênica transgênica convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional transgênica convencional transgênica transgênica convencional transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional convencional convencional convencional convencional Transgênica convencional convencional Transgênica Transgênica Transgênica Convencional Convencional Convencional Convencional Convencional Convencional Convencional Convencional Convencional Convencional Convencional
Tipo de transgênia
YG YG YG
PRO PRO PRO2 PRO PRO PRO2 PRO PRO2 PRO PRO PRO2 PRO
PRO
PRO PRO PRO2
Tipo
Ciclo
HS HS HD HD V HT HS HS HD HSM HT HS HT HD HD HT HS HT HS HS HS HS HS HT HS HS HS HS V V V HS HS HS HS HT HT HS HS HS HS HS HS HS HS HT HT HD HD HT HSm HS HIV V HS HS HS HS HS HS HD HD HT HS HS HS HS HS
P P P P P P P N N N P P P SP P SP SP SP SP SP P P P P SP P P P P SMP SMP P SP SP SP P P SP SP SP P P P P P P P P P SP P P SMP N P P P P P P P P P P P P P P
Graus Dias /dias SI SI 765 760 780 790 850 900 830 900 850 870 850 810 845 805 810 805 810 810 SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI 845 810 810 810 858 858 790 790 790 865 865 840 825 825 830 830 792 798 790 825 790 SI SI 850 859 859 850 868 880 840 840 850 850 840 850 840 SI
Época Uso Cor do Densidade Textura Resistência Altura Altura de Plantio grão (Plantas/ha) do grão Acamamento Espiga (m) Planta (m) N/S GRÃOS AM/AL 50-60/40-45 SMDURO A 1,00 2,10 N/S GRÃOS AL 50-60/40-45 SMDURO A 0,90 1,90 N/S G/SPI AL 50-55 SMDURO A 1,20 2,30 N/S G/SPI AL 50-55 SMDURO A 1,10 2,50 N/S G/SPI AL 50-55 SMDURO M 1,40 2,60 N/S G/SPI AM 50-55 SMDENT A 1,20 2,10 C/N/T/S GRÃOS AL 50-60 SMDURO A 1,10 2,10 C/N/T/S G/SPI/MV AM 45-50 SMDURO A 1,55 2,80 C/N/T/S G/SPI/MV AM 45-50 SMDURO A 1,20 2,20 C/N/T/S G/SPI/MV AL 45-50 SMDURO A 1,25 2,30 C/N/T/S G/SPI AL 55-70 SMDURO MA 1,20 2,40 C/N/T/S G/SPI AV 55-70 SMDURO MA 1,15 2,20 C/N/T/S G/SPI AL 55-70 SMDURO MA 1,20 2,40 C/N/S G/SPI AL 55-63 SMDURO M 1,30 2,30 C/N/S G/SPI AL 55-75 SMDURO A 1,40 2,40 C/N/S G/SPI AM 55-75 SMDURO A 1,40 2,40 C/N/S G/SPI AM/AL 55-80 SMDURO A 1,00 2,00 C/N/S G/SPI AM 55-75 SMDURO A 1,40 2,40 C/N/S G/SPI AM/AL 55-80 SMDURO A 1,00 2,00 C/N/S G/SPI AM/AL 55-75 SMDURO A 1,30 2,40 C/N/S G/SPI AM/AL 55-65 SMDENT A 0,75-1,65 1,52-2,50 C/N/S G/SPI/MV AM/AL 55-65 SMDENT M 0,95-1,56 1,80-2,90 C/N/S G/SPI/MV AL 55-65 SMDURO M 0,80-1,65 1,55-2,50 C/N/S G/SPI/MV AL 55-65 SMDURO M 0,85 1,8 C/N/S G/SPI/MV AM/AL 55-65 SMDURO MA 0,70-1,30 1,45-2,50 C/N/S G/SPI/MV AM/AL 55-65 SMDENT A 0,80-1,50 1,50-2,50 C/N/S G/SPI/MV AM/AL 55-65 SMDENT A 0,90-1,58 1,60-2,55 C/N/S G/SPI AM/AL 55-65 DENTADO A 1,12 2,35 C/N/S G/SPI/MV AL 45-60 SMDURO A 0,80-1,20 1,60-2,00 C/N/S G/SPI/MV AL 45-60 SMDURO A 0,80-1,40 1,95-2,50 C/N/S G/SPI/MV AM 45-55 SMDENT A 0,80-1,40 1,95-2,50 N G/SPI AM/AL 60-65 SMDENT A 1,20-1,50 2,10-2,50 N/S GRÃOS AL 65-70/55-65 DURO A 1,00-1,20 1,90-2,20 N/S GRÃOS AL 65-70/55-65 DURO A 1,00-1,20 1,90-2,20 N/S GRÃOS AL 65-70/55-65 DURO A 1,00-1,20 1,90-2,20 N/S G/SPI AL 50-60/50-55 DURO MA 1,30-1,60 2,20-2,60 N/S G/SPI AL 50-60/50-55 DURO MA 1,30-1,60 2,20-2,60 N/S G/SPI AM/AL 60-70/50-60 SMDENT A 1,00-1,10 1,90-2,10 N/S G/SPI AM/AL 60-70/50-60 SMDENT A 1,00-1,10 1,90-2,10 N/S G/SPI AM/AL 60-70/50-60 SMDENT A 1,00-1,10 1,90-2,10 N/S G/SPI AM 60-65 DENTADO A 1,10-1,30 1,90-2,10 N/S G/SPI AM 60-65 DENTADO A 1,10-1,30 1,90-2,10 N/S G/SPI AM/AL 60-70/55-60 SMDENT A 1,10-1,40 2,00-2,40 N/S G/SPI AL 60-65/50-60 DURO A 1,00-1,30 2,00-2,20 N/S G/SPI AL 60-65/50-60 DURO A 1,00-1,30 2,00-2,20 N G/SPI AL 50-60 DURO MA 1,30-1,60 2,20-2,60 N/S G/SPI AL 50-60/50-55 DURO A 1,10-1,30 1,90-2,10 C/N/S G/SPI AV 45-55 DURO A 0,93 2,00 C/N/S G/SPI AL 55-60/45-50 DURO A 1,02 2,16 C/N/S G/SPI AV 55-60 SMDURO A 0,95 2,05 C/N/S G/M.Verde AL 55-60 DURO A 0,96 2,08 C/N/S G/SPI AL 60-65 DURO A 0,94 2,06 N/S G/SPI AL 50 SMDURO MA 1,20 2,35 N/S G/SPI AM 50 SMDENT MA 1,36 2,38 N/S G/SPI AM/AL 65-70/55-60 SMDURO BOA 1,10 - 1,30 2,20-2,40 N/S G/SPI AL 60-65/55-60 SMDURO BOA 1,20 - 1,40 2,30-2,50 N/S G/SPI AL 60-65/55-60 SMDURO BOA 1,20 - 1,40 2,30-2,50 N/S G/SPI AL 60-65/55-60 SMDURO BOA 0,90 - 1,10 1,90-2,10 N/S G/SPI AL 60-65/55-60 SMDURO BOA 0,70 - 0,90 1,80-2,00 N/S G/SPI AL 60-65/55-60 SMDURO BOA 1,10 - 1,30 2,20-2,40 N/T/S GRÃO LR 55-70/50-55 DURO M/A 1,15 2,10 N/T/S G/SPI AL 55-65/50-55 SEMIDUR M 1,10 2,10 N/T/S G/SPI AL 55-60/50-55 SEMIDUR A 1,15 2,18 N/T/S GRÃO AL 55-65/50-55 SEMIDUR A 1,15 2,15 N/T/S G/SPI AM/AL 55-70/50-55 SEMIDENT A 1,15 2,20 N/T/S G/SPI AL 55-70/50-55 SEMIDUR A 1,15 2,20 N/T/S G/SPI AL 55-70/50-56 SEMIDUR A 1,15 2,15 C/N/S G/SPI AL 50-60 DURO A 0,63-1,68 1,40-2,35
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Região de Empresa adaptação CO e SE de 200 a 60Om de altitude) Agricom Seeds CO e SE de 200 a 60Om de altitude) Agricom Seeds Sul, CO, SE, BA, RO, MA, TO Selegrãos Sul, CO, SE, BA, RO, MA, TO Selegrãos Sul, CO, SE, BA, RO, MA, TO Selegrãos Sul, CO, SE, BA, RO, MA, TO Selegrãos CO, SE, NE, N Sementes Alfa CO, SE, NE, N Sementes Alfa CO, SE, NE, N Sementes Alfa CO, SE, NE, N Sementes Alfa Sul, CO, SE, NE Beckman Sementes Sul, CO, SE, NE Kws Melhoramento e Sem. Sul, CO, SE, NE Beckman Sementes Sul, CO Sempre Sementes Sul, CO Sempre Sementes Sul, CO Sempre Sementes Sul, CO Sempre Sementes Sul, CO Sempre Sementes Sul, CO Sempre Sementes Sul, CO Sempre Sementes Sul,CO,MG, SP Melhoramento Agropastoril Sul,CO,MG,SP Melhoramento Agropastoril Sul,CO,SP Melhoramento Agropastoril Sul,CO,SP Melhoramento Agropastoril MS Melhoramento Agropastoril Sul,CO,SP Melhoramento Agropastoril Sul,MS,MT Melhoramento Agropastoril Sul,CO,SP, MG Melhoramento Agropastoril Sul Melhoramento Agropastoril Sul,MS,SP Melhoramento Agropastoril Sul Melhoramento Agropastoril CO,SE,NE Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes Brasil Riber Kws Sementes CO,SE,NE,N Riber Kws Sementes CO,SE,NE,N Riber Kws Sementes Brasil Sementes Balu Brasil Sementes Balu Brasil Sementes Balu Brasil Sementes Balu Brasil Sementes Balu Brasil Di Solo Brasil Di Solo Sul,Transiçâo e Centro Advanta Sementes Transição e Centro Advanta Sementes Transição e Centro Advanta Sementes Transição e Centro Advanta Sementes Transição e Centro Advanta Sementes Transição e Centro Advanta Sementes Sul, CO, MG, SP, BA Jmen Sementes Sul, CO, MG, SP, BA Jmen Sementes Sul, CO, MG, SP, BA Jmen Sementes Sul, CO, MG, SP, BA Jmen Sementes Sul, CO, MG, SP, BA Jmen Sementes Sul, CO, MG, SP, BA Jmen Sementes Sul, CO, MG, SP, BA Jmen Sementes Sul, CO, MG, SP, PA, TO, BA, MA, RO Sem West Com. de Sementes
Cod cultivar 2 3 4
Cultivar SW 5156 SW 5198 SW 5560
Transgênica/ convencional Convencional Convencional Convencional
Tipo de transgênia
Tipo
Ciclo
HS HS HT
P P P
Graus Dias /dias SI SI SI
Época de Plantio C/N/S C/N/S C/N/S
Uso G/SPI G/SPI G/SPI
Cor do Densidade grão (Plantas/ha) AV 50-60 AM/AL 50-60 AL 50-60
Textura do grão SMDENT SMDURO DURO
Resistência Acamamento A MA A
Altura Espiga (m) 0,85-1,60 0,82-1,65 0,65-1,55
Altura Região de Empresa Planta (m) adaptação 1,70-2,88 SUL, CO, MG, SP, PA, TO, BA, MA, RO Sem West Com. de Sementes 1,55-2,50 SUL, CO, MG, SP, PA, TO, BA, MA, RO Sem West Com. de Sementes 1,35-2,45 SUL, CO, MG, SP, PA, TO, BA, MA, RO Sem West Com. de Sementes
Legenda: Tipo : V - variedade; HIV- Híbrido intervarietal; HD - Híbrido duplo; HT - Híbrido triplo; HTm - Híbrido triplo modificado; HS - Híbrido simples; HSm - Híbrido simples modificado Ciclo : HP - hiperprecoce; SP - superprecoce; P - Precoce; SMP - Semiprecoce; N - Normal Graus Dias/dias: valores sem especificação se referem a graus dias em ºC Época de Plantio : C - Cedo; N - Normal; T - Tarde; S - Safrinha Uso : G - Grãos; SPI - Silagem da planta inteira; SGU - Silagem de grãos úmidos; MV - Milho verde Cor do Grão : AL - Alaranjado; LR - Laranja; AV - Avermelhado; AM - Amarela Densidade de plantas : mil plantas na safra/mil plantas na safrinha Textura do grão : SMDENT - Semidentado; SMDURO - Semiduro Resistência ao Acamamento : A - Alta; M - Média; MA - Média a alta Nível de Tecnologia : A - Alto; M - Média; B - Baixa SI - Sem informaçã
Tabela 2 - Comportamento das cultivares de milho disponíveis no mercado brasileiro na safra 2015/16 em relação às principais doenças cod resistencia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49
cultivar
fusariose
AG 1051 AG 4051 PRO AG 5011 AG 5011 YG AG 5055 PRO AG 7088 AG 7088 RR2 AG 7088 PRO AG 7088 PRO2 AG 7088 PRO3 AG 7088 PROX AG 7098 PRO AG 7098 PROX AG 7098 RR2 AG 7098 PRO2 AG 8011 PRO AG 8021 PRO AG 8025 AG 8025 RR2 AG 8025 PRO2 AG 8041 PRO AG 8061 PRO AG 8061 RR2 AG 8061 AG 8061 PRO2 AG 8088 PRO AG 8088 PRO2 AG 8500 PRO AG 8544 PRO2 AG 8580 PRO AG 8676 PRO AG 8676 PRO2 AG 8677 PRO2 AG 8690 PRO3 AG 8780 PRO AG 8780 PRO3 AG 9000 PRO3 AG 9010 PRO AG 9025 PRO3 AG 9030 PRO AG 9030 PRO2 AG 9030 PRO3 AG 9030 AG 9030 RR2 AG 9040 AG 9045 AG 9045 RR2 AG 9045 PRO AG 9045 PRO2
MT MT T T T MT MT MT MT MT MT T T T T MT AT SI SI SI MT MT MT MT MT MT MT T MT T T T MT MT MT MT T T T T T T T T MT SI SI SI SI
Puccinia sorghi MT BT T T AT T T T T T T T T T T T T AT AT AT MT MT MT MT MT T T T T T T T T T T T T BT T MS MS MS MS MS MT AT AT AT AT
Physopella zeae MT MT MT MT BT BT BT BT BT BT BT T T T T BT MT SI SI SI SI T T T T BT BT T T T T T T MT MT MT SI BT SI MS MS MS MS MS MT SI SI SI SI
Puccinia polysora T AT BT BT AT T T T T T T T T T T BT BT SI SI SI S T T T T T T MT S T T T MT BT BT BT SI MT SI S S S S S BT MT MT MT MT
Mancha Branca T AT MT MT AT T T T T T T T T T T T T MT MT MT T MT MT MT MT T T T T MT T T MT MT S S MT MT MT MT MT MT MT MT SI T T T T
Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm) T T T T AT T T T T T T SI SI SI SI MT MT SI SI SI SI SI SI SI SI MT MT T SI SI SI SI SI SI SI SI SI MT SI SI SI SI SI SI T SI SI SI SI
Exserohilum turcicum T AT AT AT AT T T T T T T T T T T T T MT MT MT T MT MT MT MT MT MT T MS MT MT MT MT T T T T MT BT MS MS MS MS MS MT AT AT AT AT
Diplodia maydes/ Diplodia macrospora T T AT AT SI MT MT MT MT MT MT SI SI SI SI MT MT SI SI SI SI MT MT MT MT MT MT T SI MT T T SI SI SI SI SI T SI SI SI SI SI SI MT SI SI SI SI
Cercospora zeae-maydis T T T T T T T T T T T T T T T T BT BT BT BT MT S S S S MT MT T T MT MT MT T T MT T MT BT T MT MT MT MT MT M BT BT BT BT
Doenças do colmo (Col+Dip+Fus) MT T T T T T T T T T T T T T T MT AT T T T T T T T T MT MT T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T
Sanidade grãos BT BT BT BT T T T T T T T T T T T T AT MT MT MT T S S S S BT BT T T MT MT MT T T T T MT T MT T T T T T SI T T T T
www.revistacultivar.com.br • Agosto 2015
45
cod resistencia 50 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33
cultivar
fusariose
AG 9045 PRO3 DKB 175 PRO DKB 177 DKB 177 PRO DKB 177 PRO2 DKB 177 RR2 DKB 230 PRO3 DKB 240 PRO DKB 240 PRO2 DKB 240 PRO3 DKB 240 RR2 DKB 250 PRO DKB 250 PRO2 DKB 275 PRO DKB 285 DKB 285 PRO DKB 285 PRO2 DKB 285 PRO3 DKB 290 DKB 290 PRO DKB 290 PRO3 DKB 310 PRO DKB 310 PRO2 DKB 315 PRO DKB 330 DKB 330 PRO DKB 330 PRO2 DKB 330 RR2 DKB 340 PRO2 DKB 350 PRO DKB 390 DKB 390 PRO DKB 390 PRO2 DKB 390 PRO3 DKB 390 RR2 30B30H 30B39H 30B39HR 30F35 30F35H 30F35HR 30F35YH 30F53 30F53E 30F53EH 30F53H 30F53HR 30F53YH 30F53YHR 30F90H 30K73 30K73H 30K73YHR 30K75 30K75Y 30R50 30R50H 30R50YH 30R50YHR 30S31 30S31H 30S31YH 30S31YHR 32R22H 32R22YHR 32R48H 32R48YH BG7032H
SI MT MT MT MT MT T MT MT MT MT MT MT MS MS MS MS MS MT MT MT MT MT MT SI MS MS MS MT MS MT MT MT MT MT MR MR MR R MR MR MR R R R R R S R R MS R R MS MS R MR MR MR S R MS MS S S MS MS MR
Puccinia sorghi AT AT T T T T T AT AT AT AT AT AT AT AT AT AT AT AT AT AT AT AT MT MT T T T AT AT MT MT MT MT MT R R R MS MS MS MS MS R R R R MR R MR R R R MR MR MS R R R R R R R MS MS R R MS
Physopella zeae SI MS MS MS MS MS SI AT AT AT AT AT AT MT MT MT MT MT AT AT AT MS MS T MS MT MT MT MS MS S S S S S MR MR MR S R R R MS R R R R R R MS MR MR MR MR MR MS R R R MS MR MR MR S S MS MS MS
Puccinia polysora MT MS MS MS MS MS MS AS AS AS AS AS AS MS MS MS MS MS AS AS AS MS MS MT S S S S MS AS MS MS MS MS MS MS MS MS MR R R MS S S S S S S S R R R R MR MR S MR S S R MR R R S S S S MR
Mancha Branca T AT MS MS MS MS T MT MT MT MT MT MT T T T T T T T T AT AT MT MS MT MT MT AT MS AT AT AT AT AT S S S MR MS MS MS MS MS MS MS MS MR MS MR MS MS MS R R MS MR MR MR MR MR MR MR S S S S R
Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm) SI SI T T T T SI BT BT BT BT BT BT SI SI SI SI SI BT BT BT AT AT T MT T T T AT T AT AT AT AT AT SI SI SI SI SI SI R S SI SI SI SI S SI R SI SI SI SI SI SI SI S S R SI R R S S MS MS R
46 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Exserohilum turcicum AT MS T T T T T T T T T T T AT AT AT AT AT T T T MT MT MT T MS MS MS MT MT MS MS MS MS MS R R R MS MR MR MS R R R R R R R MR R R R R R MR MR MR MR MR S MR MR MS MS R R S
Diplodia maydes/ Diplodia macrospora SI SI MT MT MT MT SI MT MT MT MT MT MT SI SI SI SI SI MT MT MT MT MT T T MT MT MT MT MT T T T T T SI SI SI SI SI SI R MR SI SI SI SI MR SI MR SI SI SI MR MR SI SI MS MS SI MR MR MR S S SI SI R
Cercospora zeae-maydis BT T MT MT MT MT T AS AS AS AS AS AS MS MS MS MS MS AS AS AS AT AT S T MT MT MT AT T MS MS MS MS MS R R R MR S S S MS MS MS MS MS MR MS R R R R R R MS MS MS MS MR R MR MR MS S R R R
Doenças do colmo (Col+Dip+Fus) T AT MT MT MT MT T T T T T T T AT AT AT AT AT T T T T T MT T T T T T T AT AT AT AT AT MR MR MR R R R R R R R R R R R R R R R R R MR MR MR MR R R R R MS MS S S R
Sanidade grãos T T T T T T T MT MT MT MT MT MT AT AT AT AT AT MT MT MT S S T MT MT MT MT S MT T T T T T MR MR MR MS MR MR MR MS MR MR MR MR S MR MR MR R R MR MR MS R R R MR MR MR MR S S S S MS
cod resistencia 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21
cultivar
fusariose
BG7037H BG7046 BG7046H BG7049 BG7049H BG7049YH BG7060 BG7060H BG7060HR BG7061H BG7318H BG7318YH BG7330 BG7330H P1630H P2530 P2530H P2830H P3161 P3161H P3340 P3340H P3340YH P3431H P3646 P3646H P3646YH P3844H P3862H P3862YH P4285 P4285H P4285YH P4285YHR CELERON TL DEFENDER Viptera FEROZ Viptera FÓRMULA TL FÓRMULA Viptera GARRA Viptera SUPREMO Viptera IMPACTO Viptera 3 MAXIMUS Viptera 3 PENTA Viptera3 STATUS Viptera 3 Velox TL TRUCK Viptera 3 2A106 HR 2A401PW 2A550 Hx 2A550 PW 2A620PW 2B210PW 2B346PW 2B433 Hx 2B433 PW 2B512 HX 2B512 PW 2B587 2B587 HX 2B587 PW 2B587RR 2B604HR 2B604 Hx 2B604 PW 2B633PW 2B655 Hx 2B655 PW
R R R MS MS MS R R R S MS MS S S S MR MR MS MR MR R R S S S S S MR MS MR R R R R MR MR MS MR MR MR MR MR MR MS MR SI MR SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI
Puccinia sorghi R MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR SI SI MS MS MS R R R S S S MR MR MR MR SI R MR MR R MR MR MS MR MS MS MS MR MR MR MR MS MR SI MR MR MR MR MR MR S si MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR
Physopella zeae MR MR MR MR MR MR R R R MR SI SI R R S MR MR MS MS MS MS MS MS R R R R SI MR MR R R R R SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI si si MR MR si SI si MS MS MR MR MR MR MR MR R R R si MR MR
Puccinia polysora R MS MS MR MR MR S S S MS S S S S S S S R MS MS MS MS MS MS MR MR MR R R R R R R R MS MS MS MS MS MS R MR MR MS MR SI MR S MR MS MS MR MR MR MS MS MR MR MS MS MS MS MR MR MR MR MR MR
Mancha Branca R S S MR MR MR MS MS MS S S S MR MR S S S S MS MS MS MS MS R R R R MR R R R R R R MS MS MS MS MS MR S MR MR MS MS SI MR MS MS MS MS MS MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR
Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm) SI SI SI R R R MR MR MR R SI SI R R SI MS S R R R MR MR R R SI SI SI R SI SI R SI R R SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MS R MR MR MS S SI S S MS MS R R R R MS MS MS MR MR MR
Exserohilum turcicum R MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR S R R MR MS MS S S S R R R R R MS MR R R MR MR MR MR MR MR MR MR S MR MR MR MS SI MR MS MR MR MR MR MR MR MS MS MR MR MS MS MS MS MR MR MR MR MS MS
Diplodia maydes/ Diplodia macrospora SI MS MS MR MR MR MS MS MS MR SI SI SI SI S MS MS R MS MS R R R MR SI SI SI R R MR SI SI R R MS MR MR/R MS MS MR/MS MS MR/MS MR MR MS SI MR/MS MR SI SI SI MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MS MS MR MS MS
Cercospora zeae-maydis R MS MS MR MR MR MR MR MR S MS MS MR MR S R R R MS MS MS MS MS S R R R R R R R R MR MR MS MS MS S S MS MR MR MR MS MR SI MR MS MR MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR
Doenças do colmo (Col+Dip+Fus) R MR MR R R R R R R MR MR MR MR MR MR MS MS MR MR MR MR MR MR R MS MS MS R MR MR R R R R MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS SI MR MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR R R R MR MR MR
Sanidade grãos S S S MS MS MS MR MR MR R S S MR MR S S S R MR MR R R R MS R R MR S R R R R R R MR MR MR MR MR MR MR MR MS MR MR SI MR MR MR R R MR MR MR MR MR MR MR R R R R MR MR MR MR MR MR
www.revistacultivar.com.br • Agosto 2015
47
cod cultivar resistencia 22 2B688 HX 23 2B688 PW 24 2B688 RR 25 2B707 Hx 26 2B707 PW 27 2B710 HX 28 2B710 PW 29 2B610PW 30 2B810PW 31 2B877PW 32 WxA504 33 WXB650 34 DB2A525 Hx 35 DB2B339Hx 36 DB2B339PW 37 2B647PW 38 2B678Hx 1 20A55 2 20A55HR 3 20A55Hx 4 20A55PW 5 20A78 6 20A78HX 7 20A78PW 8 30A16HX 9 30A16PW 10 30A37 11 30A37Hx 12 30A37PW 13 30A37RR 14 30A68HX 15 30A68PW 16 30A77Hx 17 30A77PW 18 30A91HR 19 30A91Hx 20 30A91PW 21 30A95PW 22 MG300PW 23 MG652HX 24 MG652PW 25 MG699PW 26 MG580PW 1 BRS 1060 2 BRS 1010 3 BRS 3040 4 BR 205 5 BR 206 6 BRS 2223 7 BRS 2020 8 BRS 2022 9 BR 106 10 BRS Caatingueiro 11 BRS 4157 Sol-da-manhã 12 BRS Planalto 13 BRS Missões 14 BRS Caimbé 15 BRS Gorutuba 16 Sertanejo 17 BRS 4103 1 NS 50 PRO 2 NS 56 PRO 3 NS 90 PRO 4 NS 90 PRO2 5 NS 92 PRO 6 BX 907 YG 7 BX 967 YG 8 BX 920 YG
fusariose SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MR SI MR MR SI MS SI MR SI MR SI SI SI SI MR SI R MR R R R R R MR
Puccinia sorghi MR MR MR MS MS MR MR MR MR MS MR SI MR MR MR MR MS MS MS MS MS MR MR MR MS MS MR MR MR MR MS MS MR MR MS MS MS MR MR MR MR R MR S MS R MR MR MR MR SI MR SI MR SI MR R SI MR MS MR MR R R MR R MR MR
Physopella zeae MR MR MR MR MR MR MR SI SI SI MR SI MR SI SI SI SI SI SI SI SI MR MR MR SI SI MS MS MS MS SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI S MR MS MR MR MS R SI MR SI MR SI SI MS SI MR MS MS R R R MR SI MR MR
Puccinia polysora MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR R MS MR MR MR MR MR MR MR MR MS MS MS MR MR MR MR MR MR MS MS MS MS MR MR MR MS MS MR MR MR MS S MR S MS MS MS S SI MR SI MR SI MR S SI MR MR S MS R R R R MR MS
Mancha Branca MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MR MR MS R MS R MS MS MS S S SI MR SI MR SI MR MS SI MR MS MS S MR MR R MR MS MS
Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm) MS MS MS R R MR MR MR SI SI SI SI MS SI SI MR MS MS MS MS MS MS MS MS MS MS MR MR MR MR MS MS MR MR MS MS MS MS MR MR MR MR MS SI MR SI MS MS MR SI SI MR SI MR SI SI SI SI MR SI MR MR R R R SI MR MR
48 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Exserohilum turcicum MS MS MS MR MR MS MS MR MS MR SI MR MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MR MR MR MR SI R SI MR MR MR MR SI MR SI MR SI MR SI SI MR SI MR R MR MR R R MS MR
Diplodia maydes/ Diplodia macrospora MR MR MR MS MS MS MS MR MR MR MR MR MR MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MR MR R SI SI SI SI MR SI SI SI MR SI MR MR SI SI SI MR MR R R R SI MR MR
Cercospora zeae-maydis MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR R MR S SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI S SI SI SI MR MR R R MR S MR MR
Doenças do colmo (Col+Dip+Fus) MR MR MR R R MR MR MR MR MR MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MS MS MS MR MR MR MR si MR MR MR MR SI MR MR MR MR SI MS SI MR SI MR SI MR SI SI MR SI R R R R R R R MR
Sanidade grãos MS MS MS R R MS MS R MS MS R R MR SI SI R MS MR MR MR MR MR MR MR MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MR MS MR MR MR MR SI MS SI MR SI MR MR SI MR SI R R R R R R MR R
cod resistencia 9 10 11 12 13 14 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 1 2 3
cultivar
fusariose
BX 898 YG BX 970 YG BX 970 BX 1293 YG NS 70 NS 82 XB 8010 XB 8010 Bt XB 7253 XB 9003 XB 9003 Bt XB 8030 XB 8030 Bt XB 6010 XB 6012 XB 6012 Bt XB 7116 XB 4013 XB 7116 Bt 90XB06Bt AS 1575PRO AS 1551PRO AS 1551PRO2 AS 1572PRO AS 1590PRO AS 1596 PRO2 AS 1596 RR2 AS1555 PRO2 AS1555 PRO AS1555 RR2 AS1598 PRO AS1581 PRO AS1660 PRO AS1656 PRO2 AS1656 PRO3 AS1656RR2 AS1661PRO AS1665PRO AS1633PRO2 AS1573PRO AS1666PRO3 SHS 3031 SHS 4070 SHS 4080 SHS 4090 SHS 5050 SHS 5070 SHS 5090 SHS-5560 SHS 7070 SHS 7090 SHS 7770 SHS 7990 SHS 7990 PRO2 AL Piratininga AL Avaré AL Bandeirante Cativerde 02 AL Bianco AL 34 IAC AIRAN IAC 8390 IAC 125 IAC 8077 IAC 8046 CD 308 CD 316 CD 316Hx
MS MR MR R R R MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MS MS MS MR T T T T MT MT MT SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI T SI MT MT MT MT MS MT MT MT MT MT MT MT MT MS MS MS MS MS MS R R MR R R MR SI SI
Puccinia sorghi MR MR MR MR R R MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MR MR T T T T MT T T MT MT MT SI SI SI T T T SI SI T T T MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MS MS MS MS MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR
Physopella zeae R S S MR R R MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MS MS MS MS MS MS MS MS S MS MS MR MR MR
Puccinia polysora MR MR MR MR R R MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MR MS MR T MS MS MS S T T MS MS MS MT MT MS MS MS MS MT SI T MS MT MT MT MT MT MT MT MT MT MS MT MT MT MT MS MS MS MS MS MS MR MR S MR MR MS MS MS
Mancha Branca MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MS T MT MT T T MT MT MS MS MS MT MT MT MS MS MS MS T T T MT MT MT MT MT MS MS MS MT MS MT MT MT MT MS MS MS MS MS MS MR MR MR MR MR MS MS MS
Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm) SI SI SI SI R R MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR SI SI SI MS MS T T SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MS SI MT MS MT MT MT MS MT MT MT MT MT MS MS MS MS MS MS MS MS R R MS R R MR SI SI
Exserohilum turcicum MR R R R MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR T MT MT T S T T SI SI SI MT MT MS T T T SI MT T T T MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MS MS MS MS MS MS MR MR MS MR MR MR MR MR
Diplodia maydes/ Diplodia macrospora SI SI SI MR R R MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR T MT MT T SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MS SI SI T SI MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MS MS MS MS MS MS R R R R R MR MS MS
Cercospora zeae-maydis MR R R R R R MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MT MT MT T S T T MS MS MS T T MT MS MS MS MS MT T MT MT MT MT MT MT MS MS MS MT MS MT MT MT MT MS MS MS MS MS MS MR R MS MR MR MR MR MR
Doenças do colmo (Col+Dip+Fus) MS MR MR MR R M/R MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MS MR MS MR T T T T SI T T T T T T T T SI SI SI SI SI SI T SI MT MT MT MT MS MT MT T MT MT MT MT MT MS MS MS MS MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR
Sanidade grãos MR MR MR R R R MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR T MT MT T MT MT MT T T T T MT T MT MT MT SI SI T T MT MT MT MT MT MT MT MT MT T MT T MT MT MS MS MS MS MS MS MR R MR R R MR MR MR
www.revistacultivar.com.br • Agosto 2015
49
cod resistencia 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 1 2 3 4 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 1 2 3 4 5 1 2 3 4 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
cultivar
fusariose
CD 384 CD 384Hx CD 393 CD 397Pro CD 324Pro CD 3408Hx CD 3344Hx CD 3715PRO CD 324PRO2 CD 384PW CD 3715PRO CD 316PRO2 CD 3765PW CD 3770PW CD 3612PW RS 20 RS 21 FEPAGRO 22 FEPAGRO S 395 GNZ 2004 GNZ 2005 GNZ 9505 PRO GNZ 9501 PRO GNZ 9626 PRO GNZ 2005 YG GNZ7280 GNZ7201 IPR 114 IPR 119 IPR 127 IPR 164 PZ 677 PZ 242 PZ 240 PZ 204 PZ 316 DG 501 DG 601 DG 213 DG 627 BM 810 BM 3061 BM 620 BM 502 BM 709 BM 207 BM 911 BM 3066 BM 3063 BM 820 BM 840 PRO BM 780 PRO BM 3063 PRO2 BM 709 PRO2 BM 3066 PRO2 PL 6880 BRAS 3010 LG 6304 PRO LG 6030 PRO LG 6030 PRO2 LG 6030 RR2 LG 6036 PRO LG 6036 PRO2 LG 6038 PRO LG 6038 PRO2 LG 6033 PRO2 LG 6033 PRO LG 6033
SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MR MR MR MR MR R SI MR MS R MR MR SI SI SI MR MR MR SI MR SI MT MT MT MT SI SI SI SI SI SI MR MR SI SI SI SI SI SI MR SI SI MS SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI
Puccinia sorghi MR MR MS MR MR SI SI SI MR MR SI MR SI SI SI R MR R R R MR MR R S MR MR MR MR MR MR MR MR R MR MR R MT MT MT T MR MR MS MS MS MS R R MS MS MS MS MS MS MR MR MR T MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR
Physopella zeae MS SI SI MR SI SI SI SI SI SI SI MR SI SI SI R MR R R MR R MR R MS R R R SI SI SI SI S S SI R SI MT MT MT MT MR MR MS MR R MR MR MR MR MR MR MR MR R MR R MR MT MR MR MR MR MR MT MT MT MT MT
Puccinia polysora MR MR MS MS MR MR MS R MR MR R MS MR MR SI R MR R R MS MR MR R MS MR MR MR MR MR MS MR MR R MR R R MS MS T MT MR MS MR MR MR MR S S MR MR MR MR MR MR MS MR MR S MT MT MT M M MT MT MT MT MT
Mancha Branca MR MR MR MR MS S S R MS MR R MS MR MR MR R R R R MR MS MS R MS MS MR MS MR MR MR MR MR R MR MR R MT MS MT MS MR MS MS MR MR MR MS S MR MR MR MR MR MR S MR MR MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT MT
Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm) SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI R R R R R MR MR MR MR MR MR MR MR SI SI MR MR R MR R R MT MT T MT MR MR MS MR MR MR MS SI SI SI SI SI SI MR SI MR MR T SI SI SI SI SI SI SI MS MS MS
50 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Exserohilum turcicum MS MS MR MR MS SI MR R MS MS R MR MR MR MR MR MR MR MR R R MR MR MR R MR MR SI SI SI MR MR R MR MR SI MT MT MT MT S MR S MS MS MS MR MR MS MS MS MS MS MS MR MR R MS MR MR MR MR MR MR MR MT MT MT
Diplodia maydes/ Diplodia macrospora SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MS SI SI SI SI SI SI SI R MR MR MR MR MR MR MR SI SI SI SI SI SI SI MR SI MT MT MT MT SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MR R MT MR MR MR MR MR MT MT MT MT MT
Cercospora zeae-maydis MR MR MR R MS MS MS MR MS MR MR MR MR MR MR SI SI SI SI MS MS MS R MR MS MR MR MR MR MR MR R R R R R MT MS MT MT MR MR MS MR R MR MS MS MR MR MR MR MR R MS MR MR MT MR MR MR MR MR MR MR T T T
Doenças do colmo (Col+Dip+Fus) MR MR MR R MR MR MR MR MR MR MR MR R MS MR R MR R R MR MR R MR MR MR R MR MR MR MR MR MR MR SI MR SI MT MT MT T MR MR R MR R MR R MR MR MR MR MR MR R MR MR MR T MS MS MS SI SI SI SI T T T
Sanidade grãos MS MS R MR MR MR MR R MR MS R MR MR MR MR R MR R R MR MR MS MR R MR MR MR SI SI SI SI T AT AT AT AT MT MT MT MT MR MS MS MR MS MR R MR MR MR R R MR MS MR R MR MT SI SI SI SI SI SI SI MR MR MR
cod resistencia 14 15 16 17 18 19 1 1 2 3 1 2 1 2 3 4 5 1 2 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 1 2 3 4
cultivar
fusariose
LG 6050 PRO3 LG 6050 PRO2 SG 6418 SG 6011 SG 6302 LG 6310 ENGOPA 501 SCS 154/Fortuna SCS155 Catarina SCS156 Colorado ORION TAURUS ZNT 1530 PR 27 D 28 PR 1150 PR 3350 ANHEMBI Agri 143 Agri 104 RG 01 RG 02 A ROBUSTO RG 03 ALFA 10 ALFA 90 ALFA 20 ALFA 50 SM 966 SM 511 FTH960 PRE 22D11 PRE 32D10 PRE 22T10 PRE 22S11 PRE 22S11 TP PRE 22T10 TP PRE 22S18 TP AX 727 MS 2010 MS 2013 MS 3022 AM 606 AM 811 AM 997 AM 9724 AM 4001 AM 4002 AM 4003 RB 9108 RB 9210 RB 9210 PRO RB 9210 PRO2 RB 9308 RB 9308 PRO RB 9110 RB 9110 PRO RB 9110 PRO2 RB 9004 PRO RB 9004 PRO2 RB 9005 PRO RB 9006 PRO RB 9006 PRO2 RB 9077 PRO RK 3014 BALU 184 BALU 761 BALU 188 BALU 929V
SI SI MS T MT SI SI MR MR MR MR MR SI SI SI SI SI MR R MR MR MR MR SI SI SI SI MT MT MT SI SI SI SI SI SI SI MR MR MR SI MR MR MR MR MR MR MR R R R R R R R R R R R R R R R R MR MS SI MR
Puccinia sorghi MR MR MR BT MT MT SI MS SI SI MR MS MS MR MR MR SI MR MR R R R R MR MR MR MR MT MT MT MR R MR MR MR MR MR MR MR MR SI MR MR MR MR MR MR MR R R R R R R R R R R R R R R R R MR MR SI MR
Physopella zeae MT MT SI BT MT MT SI SI SI SI MR S S MS MR MR SI R R R R R R MR MR MR MR MT MT MT SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MR R R R R R R R R R R R R R R R SI SI SI SI
Puccinia polysora MT MT MR MT T MT SI MR MR MR MR MR MS MR MR MR SI MR MR MR MR MR MR AR AR AR AR MR MS MS MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR SI MR MR MR MR MR MR MR R R R R R R MS MS MS R R MS R R R MS MS SI SI SI
Mancha Branca MS MS MR MT MT MS SI S MS MR MR S/MS MR MR S MR SI R R T T T T S AR MR MR MT MT MT MR MR MR MR MR MR MR MR MR MT SI MR MR MR MT MR MR MR R MS MS MS MR MR MS MS MS R R MR MR MR MR MS MR MS SI MR
Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm) T T SI MT AT MT SI SI SI SI MR MR MS MS MR MR SI MR S T T T T MR MR MR MR T T T MR MR MS MS MS MS MS SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI R R R R MR MR MR MR MR R R R MR MR MR R SI SI SI SI
52 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
Exserohilum turcicum MT MT MR T T MS SI MS MR MR MR S MR MS MR MS SI MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR MT MT MT MS R MS T T MS MS MR MR MT SI MR MR MR MR MR MR MR R MR MR MR MS MS MR MR MR MR MR MR MS MS MS MR MR MR SI SI
Diplodia maydes/ Diplodia macrospora MT MT SI T T MR SI MS MS MS MR MS SI SI SI SI SI MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI R R R R R R R R R R R R R R R R SI SI SI SI
Cercospora zeae-maydis T T SI MT MT MT SI SI SI SI MR S MR MR MR MS SI S S MR MR MR MR MR MR MR MR MT MT MT MS MR MS MR MR MS MS MR MR MT SI MR MR MR MR MR MR MR R MS MS MS R R MS MS MS R R MR R R R R SI SI SI SI
Doenças do colmo (Col+Dip+Fus) T T MS T T SI SI SI SI SI MR MR MR MR MR MR SI R R MR MR MR MR MR MR MR MR MT MT MT SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI R R R R R R R R R R R R R R R R MR MR SI MR
Sanidade grãos MR MR MR T T MT SI SI SI SI S S MR MR MR MR SI R R R R R R MR MR MR MR T T T MR MR MR MR MR MR MR MR MR MR SI MR MR MR MR MR MR MR R MR MR MR MR MR R R R MR MR R R R MR R MR MR SI SI
cod resistencia 5 1 2 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4
cultivar
fusariose
BALU 280 PRO DSS 1001 Ipanema ADV9275PRO ADV9434PRO ADV9434PRO2 PAC105 ADV9339 ADV9860 JM 4M50 JM 4M02 JM 3M51 JM 2M77 JM 2M55 JM 2M70 JM 2M90 SW 5130 SW 5156 SW 5198 SW 5560
MR SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI MR MR MR MR
Puccinia sorghi MR MR MR M M M A A A R R MR MS R R MS MR MR MR MR
Physopella zeae SI MR MR SI SI SI SI SI SI MR MS/MR MR MR MR MR MR SI SI SI SI
Puccinia polysora SI MR MR M M M M M M MR MR MR R MR R R MR MR MR MR
Mancha Branca MR MR MR M M M M M M R MS/MR R R MS/MR R R MR MR MT MR
Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm) SI MR R SI SI SI SI SI SI R R R R R MR R SI SI SI SI
Exserohilum turcicum SI SI MR A A A M M M MR MS/MR MR R R R R MR MR MT MR
Diplodia maydes/ Diplodia macrospora SI MR MR SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI
Cercospora zeae-maydis SI SI SI A A A A A A R MS MR R MR MR MR MR MR MT MR
Doenças do colmo (Col+Dip+Fus) MR SI SI SI SI SI SI SI SI MR MS MR R MS/MR MR MR SI SI SI SI
Sanidade grãos MR SI SI A A A A A A R R R MR MS/MR R R MR MR MR MR
Legenda : AT - Altamente tolerante; T - Tolerante; MT - Medianamente tolerante; BT - Baixa tolerância; AR - Altamente resistente, R - Resistente, MR - Medianamente resistente; MS - Medianamente suceptível; S - Suceptível; AS - Altamnete suceptível; SI - Sem informação
HERBICIDAS
Comportamento seguro
Divulgação
Embora exista o potencial de transporte vertical e horizontal do herbicida 2,4-D no solo, o risco de contaminação de águas subterrâneas e superficiais é pequeno, em função das características e dos sistemas agrícolas empregados no Brasil
O
2,4-D é considerado um produto seguro para o uso agrícola. Em artigo publicado na Revista Cultivar, Osipe & Osipe (2009) destacam que em relação aos aspectos toxicológicos, este herbicida é um dos produtos fitossanitários com o maior número de análises e avaliações realizadas por várias instituições científicas em todo o mundo. Segundo Andrade (2000), especialista em análise de várias modalidades de risco, as decisões sobre o 2,4-D já podem se basear no princípio da incerteza mínima, pelo grande volume de informações científicas existentes sobre este herbicida utilizado na agricultura há mais de 60 anos. O princípio da incerteza mínima é aplicado quando há um grande volume de informações de qualidade sobre determinado produto, de modo que seja possível previsibilidade segura de seu comportamento toxicológico e ambiental. Após anos de avaliações, recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (Usepa) concluíram que o 2,4-D na agricultura e pecuária tem baixo risco à saúde humana e animal e ao meio ambiente quando usado de acordo com as
instruções de rótulo. Por isto, como ponderaram Osipe & Osipe (2009), o 2,4-D tem sido empregado em mais de 70 países para uso em diferentes ambientes agrícolas, não agrícolas e até em ambientes aquáticos. Alguns destes usos são empregados há mais de 50 anos e não geraram qualquer proibição em país algum do mundo. Isso foi ratificado recentemente por reavaliação publicada oficialmente em 2007 pelas agências de saúde e de meio ambiente do Canadá. O presente texto terá como foco principal o comportamento do 2,4-D no solo, considerando as características químicas e físicas da matriz do próprio solo e da molécula de herbicida. É importante frisar que o 2,4-D é um herbicida aplicado em pós-emergência sobre as plantas daninhas, onde apenas uma fração de produto atinge o solo. No entanto, após a morte, as plantas se depositam sobre o solo e, nesta condição, há pouco 2,4-D remanescente da quantidade recebida na aplicação e este pequeno resíduo é rapidamente cometabolizado no processo de decomposição da planta. A movimentação de qualquer substância química no ambiente pode ocorrer pelo ar (deriva, volatilização) ou pelo solo, associada ao movimento da água. O transporte do
54 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
herbicida 2,4-D depende de suas próprias características e das características físico-químicas do solo em que é aplicado. Uma grande preocupação no caso de produtos fitossanitários é o carreamento vertical para as camadas mais profundas, podendo até atingir o lençol freático, e também o carreamento horizontal, quando é levado para cotas mais baixas do terreno pela erosão laminar. Se a enxurrada ocorrer algum tempo após a aplicação do herbicida, a degradação microbiana já terá atuado e haverá pouco produto a ser carregado. Algumas detecções deste produto em águas superficiais estão normalmente associadas à aplicação em culturas inundadas, como o arroz, ou a aplicações próximas dos corpos hídricos. Para que ocorra a lixiviação ou perdas por escoamento superficial é necessário que o herbicida se encontre na solução do solo. O 2,4-D aplicado ao solo pode seguir alguns caminhos: (I) degradação microbiana, (II) adsorção pelos coloides ou outras partículas ou (III) permanecer na solução do solo. A degradação microbiana é a principal via de dissipaçãodo 2,4-D no solo. Logo após sua aplicação, a degradação é acelerada e esta rápida degradação tem sido associada com as baixas concentrações do herbicida encontradas em maiores profundidades do perfil do solo. Em pesquisa realizada para quantificação da degradação do 2,4-D, verificou-se que esta molécula, após sete dias da aplicação, sofreu redução de 95% na concentração na camada até cinco centímetros do solo e após 34 dias foi encontrado somente na concentração de 0,01 parte por bilhão (ppb). Não houve qualquer concentração detectável a 90cm de profundidade (White et al, 1976). Existem alguns relatos de concentração do herbicida 2,4-D em profundidades maiores que meio metro, o que pode ser explicado pela rápida via de escoamento preferencial da água no solo em locais de raízes mortas, reduzindo expressivamente o tempo de contato com os microrganismos do solo. Quando o 2,4-D atinge diretamente o
ocorrer a ionização da molécula, alteração nas cargas elétricas do solo e a solubilização do carbono orgânico. Nos valores de pH dos solos adequados para o cultivo de lavouras no Brasil, a molécula do 2,4-D estará em sua forma aniônica, com carga predominantemente negativa, o que a disponibiliza na solução do solo e a torna mais suscetível à degradação microbiana. Este processo biótico de degradação reduz a possibilidade de percolação do 2,4-D para as camadas profundas do solo. Assim, considera-se que a facilidade de rápida degradação microbiana do 2,4-D no solo seja um dos atributos ambientais mais importantes da molécula. Em solos com baixos teores de matéria orgânica, o teor e a qualidade da argila mineral também podem ter grande influência na retenção do 2,4-D. As argilas minerais normalmente apresentam cargas negativas e podem promover repulsão das moléculas do 2,4-D, as quais têm o caráter aniônico. Por isso, a textura do solo tem pouca importância na retenção deste herbicida. Em solos ricos em argila com elevada atividade de carga, como vermiculita e montmorilonita há pequena retenção deste herbicida ao passo em que em solos ricos em sesquióxidos de ferro e alumínio a sorção é maior. Os solos brasileiros são ricos em argilas com baixas atividades de carga e, por isso, o risco de lixiviação de 2,4-D não é elevado. Outros fatores podem afetar a sorção do 2,4-D, tais como a temperatura, a umidade e o tempo de contato solo/herbicida. O aumento da temperatura pode influenciar negativamente a sorção. O maior tempo de contato entre o solo e o herbicida aumenta significativamente a sorção, assim, diminuindo a disponibilidade do herbicida em solução. A forte sorção dos produtos químicos no solo, denominada por resíduo-ligado, é um dos fenômenos mais importantes no processo de transporte e destino final dos herbicidas aplicados ou que atingem ao solo. Este processo foi demonstrado para o 2,4-D e se deve à formação de ponte catiônica com metais bivalentes. A liberação do 2,4-D na forma de resíduo-ligado é muito difícil de ocorrer, ficando o herbicida praticamente imóvel no solo. Finalmente, a umidade pode favorecer a retenção do 2,4-D por mecanismos de difusão do herbicida para o interior dos agregados do solo. O problema com chuvas apenas é muito importante quando ocorre em alta intensidade e logo após a aplicação, antes que as interações do herbicida no solo e a degradação microbiana possam se efetivar. Em decorrência dos fatores citados, o potencial de mobilidade do 2,4-D no solo pode se manifestar com maior ou menor intensidade, mas para que ocorra a lixiviação é necessário que o herbicida se encontre na solução do solo. Daí ter sido ressaltada a importância do
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processo de sorção. Há maior probabilidade de percolação do 2,4-D em solos de textura arenosa e pobres em matéria orgânica, pois a infiltração de água no perfil é mais rápida, facilitada pelo maior número de macroporos. Mas nestas condições, a atividade microbiana também é maior (maior aeração do solo) e, dependendo da microbiota presente, da umidade e temperatura, a degradação pode ser muito rápida, minimizando o movimento vertical do herbicida. O movimento horizontal do 2,4-D por carregamento pela enxurrada depende da utilização de práticas conservacionistas, cobertura vegetal e a umidade do solo por ocasião da aplicação do herbicida. Quando a cobertura pelas plantas daninhas é intensa, muito pouco 2,4-D atinge a superfície do solo e, também, a enxurrada é dificultada. Em sistemas agrícolas que mantêm a cobertura do solo, o carregamento pela enxurrada é pouco expressivo. Também é importante frisar que não é recomendada a aplicação do 2,4-D quando há risco de chuva nas próximas horas. Portanto, é possível concluir que embora exista o potencial de transporte vertical e horizontal do 2,4-D no solo, o risco de contaminação de águas subterrâneas e superficiais é pequeno, em função das características dos solos e dos sistemas agrícolas empregados no Brasil, como o plantio direto e cana-crua, com práticas conservacionistas bem executadas. Também é importante considerar que a rápida decomposição microbiana e a formação de resíduo-ligado auxiliam na redução do risco. O risco de exposição a organismos não alvos é muito pequeno e as preocupações ambientais desta modalidade de exposição também o são. Todos os comentários realizados neste texto se baseiam na literatura e nas observações de vários pesquisadores e agricultores em todos estes anos do uso do C 2,4-D na agricultura e pecuária. Robinson Antonio Pitelli, Unesp, Jaboticabal/SP Divulgação
solo, parte é degradada pelos microrganismos e a outra parte vai para a solução do solo. A parte que fica diluída na solução do solo inicia um processo de reação com os coloides presentes, gerando algumas interações que podem reter o herbicida, impedindo seu transporte. A adsorção do herbicida é uma ação física importante neste processo de retenção do produto. É importante explanar sobre as características químicas do 2,4-D que podem atuar na sua interação na matriz do solo. Este herbicida apresenta um caráter ácido e possui um grupo polar carboxílico com alta afinidade pela água e um radical fenil com elevada afinidade para solventes orgânicos. A capacidade de se ionizar em valores de pH predominantes em nossos solos e a relativa elevada solubilidade, tornam possíveis várias interações com os constituintes do solo, algumas bastante complexas. Assim sendo, é importante que se relatem as condições para sorção e lixiviação do 2,4-D em diferentes cenários agrícolas do Brasil, enfatizando as interações entre os aspectos químicos e físicos do solo e da molécula. A capacidade de sorção dos coloides é um dos principais fatores de retenção de produtos fitossanitários na matriz física, reduzindo sua presença na solução do solo e, com isso, impedindo sua mobilidade para camadas mais profundas do perfil. Os processos mais importantes de retirada dos herbicidas da solução do solo são: absorção pelos vegetais, mineralização pelos microrganismos e adsorção pelos coloides. O 2,4-D é um herbicida potencialmente móvel na matriz do solo, mas esta movimentação varia com a quantidade e qualidade da matéria orgânica, composição mineralógica, textura, pH, temperatura e umidade do solo. Neste aspecto é importante relembrar que são muitas as variáveis envolvidas neste processo, sendo impossível generalizar ou determinar um modelo padrão que seja aplicável em qualquer situação. O coeficiente de sorção (Kd) do 2,4-D obtido diferente em solos varia entre dois e 12. Esta variação é reflexo das modificações nas características físico-químicas do substrato. A quantidade, a natureza e a qualidade do carbono orgânico são consideradas como os responsáveis mais decisivos pelo processo de sorção do 2,4-D no solo. Por isso, a liberação do 2,4-D da fase fixa para a solução do solo é maior em solos pobres em matéria orgânica. Sistemas de cultivo que proporcionam aumento da matéria orgânica natural dos solos como a plantio direto na palha, o corte da cana-crua e a adubação orgânica são muito importantes para retenção deste herbicida na fase fixa, reduzindo o risco de movimentação vertical. O pH também pode alterar a oferta do 2,4-D para a solução do solo. A sorção tende a diminuir com a elevação do pH, pois pode
Pitelli aborda comportamento do herbicida 2,4-D no solo
COLUNA ANPII
Tecnologia em foco Importância da prática da inoculação para a produtividade e rentabilidade da soja ganha destaque em palestras do mais importante fórum de discussões sobre esta cultura no Brasil, realizado em junho, em Santa Catarina
N
o VII Congresso Brasileiro de Soja - Mercosoja 2015, em junho, em Florianópolis, Santa Catarina, foi realizado painel sobre a importância da Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN) para a cultura da soja nos países do Cone Sul, em especial Brasil, Argentina e Uruguai. Neste painel três apresentações reiteraram de forma muito enfática a importância da prática da inoculação para a produtividade e rentabilidade da cultura da soja nos três países. O pesquisador Alejandro Perticari, do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), da Argentina, enfatizou todo o trabalho experimental desenvolvido há vários anos na seleção de cepas de elevada eficiência e em resultados de ensaios de campo nas principais regiões produtoras de soja daquele país. Em sua palestra mostrou que, economicamente, a soja seria inviável se não utilizasse a inoculação como fonte de aporte de nitrogênio. Na mesma linha a pesquisadora Elena Beyhaut, do Instituto Nacional de Investigación Agropecuária (Inia), do Uruguai, historiou todo caminho de sucesso da pesquisa e da utilização de inoculantes naquele país, que montou um dos mais eficientes sistemas de fiscalização de inoculantes, assegurando ao agricultor um produto altamente eficaz na fixação de nitrogênio. A pesquisadora também enfatizou que a soja naquele país vizinho é cultivada sem aporte de nitrogênio mineral, obtendo seu suprimento de nitrogênio via FBN. Em relação ao Brasil a pesquisadora Mariângela Hungria, da Embrapa Soja, mostrou o acervo de trabalhos de pesquisa não só daquela unidade da Embrapa, mas também de outras que vêm desenvolvendo trabalhos com inoculantes. Reforçou de modo muito enfático que é possível obter elevadas produtividades em soja com o uso somente da FBN como fonte de nitrogênio
e que os inoculantes utilizados no país têm se mostrado altamente eficientes nas lavouras das mais diversas regiões do Brasil. Entretanto, para a obtenção de resultados expressivos, é necessário que o agricultor use as Boas Práticas de Inoculação, que vão desde a compra do inoculante, que deve ser escolhido por sua qualidade e não pelo menor preço, passando pelo correto armazenamento e, muito importante, pelo uso adequado, seguindo as orientações constantes nas instruções de uso. Outro ponto abordado pela pesquisadora foi o uso de sementes pré-inoculadas, e as inoculadas no tratamento
O simples fato de misturar um inoculante com outros produtos na hora do tratamento industrial não assegura que as bactérias estarão viáveis e aptas a fornecer todo o N necessário para as plantas
industrial. Esta técnica, que facilita enormemente o processo de semeadura, pode se constituir em uma armadilha para o agricultor. É importante que seja exigido o registro do inoculante para tal finalidade e que a empresa que comercialize as sementes assegure que haverá pelo menos o número mínimo de bactérias necessário para uma boa inoculação na hora do plantio. O simples fato de misturar um inoculante com outros produtos na hora do tratamento industrial não assegura que as bactérias estarão viáveis e aptas a fornecer todo o N necessário para as plantas. É necessário todo um trabalho de pesquisa e desenvolvimento para se obter um inoculante, aditivos e processos de inoculação que assegurem a sobrevivência das bactérias, em especial na presença de fungicidas e inseticidas. Daí a necessidade da exigência de registro no Ministério da
AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO (MAPA)
Justamente para auxiliar os agricultores na escolha das sementes que apresentem a viabilidade de bactérias, a Embrapa Soja montou um esquema operacional para analisar rapidamente amostras que sejam enviadas pelos agricultores para assegurar que estejam de fato comprando bactérias vivas nas quantidades recomendadas pela pesquisa. Assim, o mais importante fórum de discussões da soja no Brasil mostra, sem sombra de dúvidas, a importância da inoculação para a cultura que hoje se constitui em uma das principais pautas de exportação do Brasil, responsável por boa parte do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. A Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII) participou do evento e das discussões, contribuindo mais uma vez para o desenvolvimento da FBN no país. C Solon C. de Araujo, Consultor da ANPII
58 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
COLUNA AGRONEGÓCIOS
A
Agronegócios globais: os próximos dez anos
Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicaram em julho uma análise prospectiva do agronegócio global, para o período de 2015 a 2024. Embora suas conclusões não difiram, em termos gerais, do que tenho aqui escrito, pela importância do documento destaco os aspectos que, de acordo com a FAO/OCDE, devem fazer a diferença nos próximos anos (key drivers), complementados por meus comentários: 1. Movimentos de preços divergentes e antagônicos, no início do período. Os preços internacionais apresentaram diversas tendências conflitantes em 2014. Para os principais grãos, dois anos de colheitas recordes elevaram os estoques e pressionaram para baixo os preços dos cereais e das oleaginosas. Nos produtos derivados de animais, os suprimentos mais apertados devido à recomposição de rebanhos e surtos de doenças geraram preços recordes de carne, enquanto os preços dos produtos lácteos caíram abruptamente, após atingir recordes históricos. Assim, ajustes a fatores que pressionam o curto prazo serão protagonistas em 2015/16, cedendo espaço para fundamentos estruturantes de oferta e demanda, no médio prazo. 2. Preços em queda no médio prazo. Nos últimos 20 anos observou-se, inicialmente, uma continuação de queda histórica de preços, seguido de um período de dez anos de relativa estabilidade, e uma ascensão de preços entre 2003 e 2013. Com base em fundamentos de mercado, os preços reais devem retomar a tendência de declínio de longo prazo, que vigorou até meados dos anos 1990. Portanto, os produtores devem se preparar para um período de margens mais apertadas, salvo interferências climáticas. Os preços devem acomodar-se em patamares inferiores ao pico de 2007/08, ao longo dos próximos dez anos, modulados por ganhos de produtividade e por respostas fortes a sinais de mercado, com a oferta sendo ligeiramente superior à demanda – logo, estoques confortáveis. A demanda, por um lado, será contida pela inelasticidade em países ricos e pela aproximação da saturação do consumo per capita de produtos básicos, em algumas economias emergentes. Por outro lado, prevê-se a sequência do processo de inclusão social, devido ao crescimento da economia mundial,
diminuindo o contingente de pessoas com deficiência nutricional. 3. Proteína animal em alta. Esse será o grande destaque, inclusive alavancando outros setores como cereais e óleos. As principais mudanças na demanda concentrar-se-ão em países em desenvolvimento, onde a população continuará a crescer, embora a taxas decrescentes a cada ano, e pelo aumento da renda per capita, além do movimento global de urbanização. Os preços de carne e lácteos deverão crescer mais que os preços dos grãos, com exceção daqueles utilizados para a alimentação animal. Estas tendências estruturais poderão ser compensadas por fatores específicos, como ocorreu na década passada com o impulso do uso de milho para produção de etanol nos EUA. 4. Biocombustíveis em baixa. Entretanto, este último fato não deve se repetir, pois a produção de biocombustíveis arrefece nos EUA e na União Europeia, em contraposição ao crescimento no Brasil e na Indonésia. Este quadro pode mudar, em função de acordos que possam ser alinhavados na reunião do IPCC, a realizar-se em Paris, em dezembro de 2015. O valor despendido pela energia influencia os preços agrícolas, pois petróleo em baixa tende a reduzir os preços agrícolas, por custos menores de energia e de fertilizantes. Porém, preços mais baixos de petróleo inibem a produção de biocombustíveis, salvo onde existem mandatos ou outras políticas públicas. Deve aumentar a produção de etanol de cana, no Brasil, pelo crescimento da mistura obrigatória na gasolina (27,5%), com perspectivas de um marco regulatório de biodiesel mais agressivo, até para suportar a maior demanda esperada para a proteína de soja, e a necessidade de equilibrar o mercado de óleo, menos dinâmico. Também é esperada maior produção de biodiesel na Indonésia, devido aos incentivos ora em curso. 5. Produtividade em alta. O grande impulsionador do aumento da produção será o incremento da produtividade, reduzindo a pressão por expansão da fronteira agrícola. Na Ásia, Europa e América do Norte, a produção agrícola adicional ocorrerá quase exclusivamente por incrementos de rendimento, enquanto na América do Sul e na África as melhorias de rendimento conviverão com aumento da área agrícola, devido à pressão de demanda do mercado internacional. O maior protagonista será a
América Latina, com destaque para o Brasil, sendo modesto o crescimento da produção na África, devido ao conjunto de problemas estruturais que o continente precisa resolver. 6. Concentração de exportação em alta. As exportações de commodities agrícolas tendem a ficar cada vez mais concentradas em poucos países – aumentando os riscos de mercado enquanto as importações dispersam-se por um número crescente de países. Os riscos de mercado se referem àqueles associados com catástrofes naturais – com ênfase para as Mudanças Climáticas Globais - ou à adoção de medidas que perturbem o comércio internacional. As projeções indicam o crescimento do volume comercializado no mercado internacional, porém, sem a dinâmica intensa dos dez anos anteriores. 7. Prepare-se para o choque! O estudo alerta que, ao longo da década, existe a probabilidade de um grave choque aos mercados, por ser esta a marca histórica anterior. O mercado está sujeito a uma plêiade de incertezas, que não podem ser adequadamente precisas. Considerando as variações históricas das taxas de rentabilidade, as flutuações – por vezes abruptas - dos preços do petróleo, e as variáveis condicionantes do crescimento econômico, entende-se que há uma alta probabilidade de ocorrer pelo menos um grave choque nos mercados internacionais, dentro dos próximos dez anos. Vale aqui a minha recomendação de sempre: contabilidade de produtor agrícola é quinquenal e não anual, reserve uma poupança nos anos bons para enfrentar os ruins. Em resumo, o agronegócio continuará a ser um segmento muito importante da economia mundial. Em particular, o agronegócio continuará sendo o grande negócio do Brasil, fundamental para o nosso desenvolvimento, e só não será maior pelo ônus do Custo Brasil, que lhe é imposto. Atenção deve ser dada às variáveis diretrizes do período, como a estabilidade de preços abaixo do patamar de pico, e a importância dos ganhos de produtividade. A redução das margens por unidade de área indica uma tendência de dificuldades sérias para pequenos produtores rurais, o que pode ocasionar um processo de concentração de terras. Esse fato deveria induzir ações do Governo Federal para reforçar a agricultura familiar, evitando que a redução de preços dos produtos agrícolas inviabilize a atividade de muitos pequenos C produtores. Decio Luiz Gazzoni
O autor é engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Soja
60 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br
COLUNA MERCADO AGRÍCOLA
EUA perde para o clima e favorece nova safra do Brasil Os EUA foram penalizados duramente pelo clima, em ano de El Niño, com chuvas torrenciais, inundações, perdas de lavouras, replantio fora de época e até parte das áreas impedida de ser plantada. Este cenário trouxe argumentos positivos em Chicago para o crescimento das cotações, que avançaram em todos os grãos. A soja alcançou patamares bem acima dos dez dólares e o milho avançou para 4,50 dólares, ambos os níveis favorecem o novo plantio brasileiro e dão condições de lucratividade aos produtores que estavam temendo entrar em um ano de custos em crescimento e preços que não cobririam estes valores. Os produtores americanos, que no ano passado tinham plantado 33,8 milhões de hectares de soja e colheram pouco mais de 108 milhões de toneladas do grão, com o clima perfeito para uma lavoura, agora têm dúvidas sobre o que realmente foi plantado. Em julho o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que a área cresceu e teria superado os 34,4 milhões de hectares. Contudo, até a última semana de plantio técnico faltava mais de 1,4 milhão de hectares para ser plantado, sendo que boa parte pode não ter sido colocada na terra porque os produtores temem por não ter garantia de colheita. Estas lavouras vão ficar prontas somente em novembro e correm riscos de perdas com geadas quando estiverem formando as vagens. Com este cenário a safra real ficou menor e desta forma a produção pode não ir além de 100 milhões de toneladas de soja nos EUA, frente às projeções do USDA que apontavam para patamares superiores a 105 milhões de toneladas. O que chama a atenção é que o mercado já reagiu e seus operadores tendem a ter mais informações sobre o que ocorre nos campos que propriamente os técnicos do USDA, que ultimamente têm errado feio. Um exemplo pode ser visto nos estoques americanos que vinham sendo mantidos artificialmente altos, quando a realidade era outra. A demanda segue aquecida e mesmo com momentos de turbulências na economia da China, o país seguirá importando em ritmo acelerado. Em junho houve novo recorde com a compra de cerca de 8,1 milhões de toneladas. Um indício de que os chineses buscam se proteger frente a possíveis altas que possam aparecer no mercado nos próximos meses.
MILHO
safra atual (mais de 85%), restando pouco para este reduziu o preço mínimo de garantia e isso servirá de
Safrinha com colheita lenta e perdas pelas chuvas segundo semestre. Há avanços também nos negócios desestímulo aos produtores do Sul, que tenderão ao
O mercado do milho assiste à colheita da safrinha andar em ritmo lento. Em julho as chuvas sobre o Paraná e parte do Mato Grosso do Sul trouxeram perdas, com tempestades atingindo as lavouras e derrubando as plantas, além de queda na qualidade devido à alta incidência de grãos ardidos nestas regiões, com diminuição da produtividade e aumento dos descontos sofridos pelos produtores que vêm entregando os grãos junto às cooperativas e aos comerciantes. Mesmo com as perdas no Paraná e no Mato Grosso do Sul, a safra é grande, devendo passar dos 47 milhões de toneladas, com fôlego inclusive para chegar próximo de 50 milhões de toneladas. Já há grandes volumes desta produção contratados para a exportação a partir de agosto e tudo caminha para novo recorde de exportação (em 2013 foram 26,4 milhões de toneladas exportadas). Com boas expectativas para as cotações neste segundo semestre e forte demanda interna.
da safra nova 2015/16, cuja comercialização estava lenta e agora já alcança mais de 20 milhões de toneladas negociadas somente em julho para entrega entre março e maio de 2016. Os indicativos nos portos foram favoráveis e deram margem positiva aos produtores (entre R$ 75,00 e R$ 78,00 a saca, com rumores até acima deste patamar para os grandes lotes do Centro-Oeste). O mercado segue de olho nesta nova safra que caminha para um crescimento que irá passar de um milhão de hectares, e superar os 33 milhões de hectares plantados. O cenário segue otimista e virão mais oportunidades de negócios para este novo ano agrícola. FEIJÃO
Com boa demanda e redução da oferta
O mercado do feijão está em fase de colheita das lavouras irrigadas do Brasil Central. É bom relembrar que este é o ano do feijão e do arroz, com potencial de consumo crescente devido ao quadro econômico SOJA brasileiro. As ofertas nestas próximas semanas devem Comercialização da Safra 15/16 mostrar produto novo, mas bem valorizado, com diavançou forte em julho Os produtores já negociaram a maior parte da minuição da oferta de setembro em diante. O governo
plantio da soja no lugar do feijão. Também será um limitante de oferta neste novo ano, com possíveis períodos de escassez, o que obrigará os produtores a acompanhar de perto o mercado para plantar na hora certa e ter o produto disponível nos períodos de pouca oferta. Desta forma haverá grandes flutuações nas cotações, principalmente quando houver pouca oferta do grão. ARROZ
Ainda mostrando oferta e pouca demanda
O mercado do arroz teve um julho frágil, com mais vendedores que compradores. As cotações seguiram sem grandes novidades, mostrando indicativos pela saca entre R$ 31,00 e R$ 34,00 no Rio Grande do Sul e até abaixo de R$ 30,00 para o produto que ia para as indústrias de parboilização. A expectativa é de que em agosto o quadro comece a mudar, com mais demanda e menor oferta de produto. Há espaço para crescer (talvez uns R$ 2,00 a saca) nas próximas semanas e avanços ainda maiores entre setembro e dezembro. Os produtores tendem a diminuir as áreas cultivadas com arroz e plantar mais soja.
CURTAS E BOAS TRIGO - O mercado internacional esteve de olho nas perdas americanas devido às chuvas. O país perdeu produtividade e qualidade, assim, as cotações do trigo, que vinham em queda livre, mostraram reação em julho e já dão sinais que devem ser maiores neste segundo semestre. No Brasil houve queda de plantio devido ao mercado fraco e aos produtores desestimulados e, para piorar o quadro, ocorreu excesso de chuvas em julho. Já existem indicativos de prejuízos porque os produtores perderam os momentos ideais de tratamento das lavouras. Tudo caminha para uma safra menor e para complicar o abastecimento interno. A Argentina está com a menor área de trigo em quase 100 anos e desta forma terá menos para exportar neste novo ano. Sinalizando que poderá ser um ano de boas cotações aos produtores brasileiros. ALGODÃO - O mercado estava em colheita no Centro-Oeste e na Bahia em julho e os produtores seguravam a comercialização à espera de momentos melhores à frente. Com expectativa de que tenham condições de vender entre outubro e dezembro, quando se aguardam níveis mais atrativos internamente. Alguns seguirão embarcando os contratos de exportação, porque há boa demanda pelo algodão brasileiro, que tem alta qualidade e há mercados que pagam mais por este produto. CHINA - As importações vêm batendo recorde. Dados do governo chinês apontam que em junho foram cerca de 8,1 milhões de toneladas de soja e no acumulado do primeiro semestre, 35,2 milhões de toneladas. Lembrando que o segundo semestre normalmente tem números maiores de importações de soja pelos chineses.
A demanda segue forte no país e os chineses continuarão comprando forte, porque a soja ainda está barata. UCRÂNIA - Os ucranianos estão com a safra nos campos e tiveram problemas com temperaturas muito altas e chuvas abaixo do ideal, mas a safra evolui próxima da normalidade e há indicativos de 24 milhões de toneladas a 25 milhões de toneladas de milho. ARGENTINA - A colheita do milho, que em outros anos estaria fechando no meio de julho, ainda apresentava grandes áreas para serem colhidas. Há atraso, mas mesmo assim a safra é boa e com indicativos de colheita de 25 milhões de toneladas. Os produtores sinalizam que devem avançar com a soja em cima de áreas de milho e arroz neste novo ano agrícola. A estimativa é de passar de 60 milhões de toneladas de soja em 2015/16. EUA - Os produtores norte-americanos esperam que o El Niño dê uma trégua em agosto, período fundamental de definição da colheita, porque as lavouras estão em floração e formação das vagens e espigas e não toleram seca e calor extremo. Há indicativos de que pode haver ainda calor forte. Se confirmado, mais perdas deverão ocorrer e a safra esperada, de 105 milhões de toneladas de soja e de 340 milhões de toneladas de milho (ambos em forte queda frente ao ano passado), poderá ser ainda menor. Se isso se confirmar, novos patamares de preços deverão ser formados no mercado internacional, que poderá avançar outros 10%, se as temperaturas realmente C alcançarem patamares superiores a 40ºC.
Vlamir Brandalizze brandalizze@uol.com.br
62 Agosto 2015 • www.revistacultivar.com.br