Cultivar Grandes Culturas • Ano XI • Nº 118 • Março 2009 • ISSN - 1516-358X Destaques
Nossa Capa
Ataque pr ecoce ................. ........ ......20 precoce ecoce................. ......................... ..............20
Dir ceu Gassen Dirceu
Vor az, a lagarta-d o-cartu ch o com eça a causar oraz, lagarta-do-cartu o-cartuch cho começa dan os cad ais ced on as lavour as ddee milh o anos cadaa vez m mais cedo nas lavouras milho
Paulo Roberto VValle alle ddaa Silva PPer er eir ereir eiraa
Infestação n os can avi ais ..........08 Tempo ddee ddessecar essecar ..................10 Obstáculo triplo.....................28 nos canavi aviais ais..........08 essecar..................10 Mais ddee 70% ddas as ár eas ddee pr od ução ddee áreas prod odução e-açúcar n o Br asil enfr en tam can a-d cana-d a-de-açúcar no Brasil enfren entam alta in ci dên ci em atoi des inci cidên dênci ciaa ddee n nem ematoi atoid
O m om en to e as cir cun stân ci as iid deais par mom omen ento circun cunstân stânci cias paraa essecação pré-colh eita n ad otar a ddessecação adotar pré-colheita naa pr od ução ddee sem en tes ddee soja prod odução semen entes
Índice
Ferrug em, cer cospori ose e m an cha-d e-ph om a, Ferrugem, cercospori cosporiose man ancha-d cha-de-ph e-phom oma, oli ar es que ddesafi esafi am os oenças ffoli oliar ares esafiam as ddoenças cafei cultor es br asileir os cafeicultor cultores brasileir asileiros
Expediente Fun dad or es: Milton Sousa Guerr ewton PPeter eter Fund ador ores: Guerraa e N Newton
Dir etas Diretas
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RED AÇÃO REDAÇÃO • Editor
Nem atoi des em can ematoi atoid canaa
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Dessecação em soja
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Nem atoi des em soja e milh o ematoi atoid milho
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Tri azóis em soja riazóis
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Gilvan Dutr o Dutraa Queved Quevedo • Coor den ad or ddee Red ação Coord enad ador Redação
Jani ce Ebel anice • Desi gn Gráfi co e Di agr am ação Design Gráfico Diagr agram amação
o Spodopter opteraa em milh milho Spod opter
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Nutrição em milh o milho
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Cristi an o Cei Cristian ano Ceiaa • Revisão
Alin artzsch ddee Alm ei da Alinee PPartzsch Almei eid
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Inf orm afsolo Inform ormee - Gr Grafsolo
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• Impr essão Impressão
Grupo Cultivar ddee Publi cações Ltd a. Publicações Ltda. Avenida Fernando Osório, 20, sala 27 A Pelotas – RS • 96055-000 Dir etor es Diretor etores Newton Peter e Schubert K. Peter Secr etári Secretári etáriaa Rosimeri Lisboa Alves www .r evistacultivar .com.br www.r .revistacultivar evistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br Assin atur ual (11 edições*): R$ 129,90 ssinatur aturaa an anu (*10 edições mensais + 1 edição conjunta em Dez/Jan)
Colun Colunaa ANPII
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Colun gr on egóci os Colunaa A Agr gron onegóci egócios
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Mer cad o A grícola ercad cado Agrícola
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• Coor den ação Coord enação
Charles Ri car do Ech er Ricar card Echer • VVen en das end
Ped edrro Batistin Sed eli Feijó Sedeli
CIRCULAÇÃO • Coor den ação Coord enação
Sim on Simon onee Lopes • A ssin atur as Assin ssinatur aturas
Ân gela Oliveir Âng Oliveiraa Gonçalves
GRÁFI CA GRÁFICA Kun de In dústri as Gráfi cas Ltd a. und Indústri dústrias Gráficas Ltda.
es em café Doenças ffoli oli ar oliar ares
MARKETING E PUBLI CID ADE PUBLICID CIDADE
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Di anferson Alves Dianferson Edson Kr ause Krause Núm er os atr asad os: R$ 15,00 Númer eros atrasad asados: Assin atur tern aci on al: ternaci acion onal: ssinatur aturaa In Intern US$ 130,00 Euros 110,00 Nossos TTelef elef on es elefon ones es:: (53) • Red ação: Redação: • Ger al Geral 3028.2060 3028.2000 • A ssin atur as: Assin ssinatur aturas: 3028.2070
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Por falta de espaço não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@cultivar.inf.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.
Diretas Ihara A Ihara destacou no Show Rural Coopavel o Flumyzin, utilizado no combate da buva e das principais ervas daninhas existentes na região. “São plantas daninhas de difícil controle”, explica Raphael Godinho, gerente de Herbicidas da empresa. Reginaldo Nacata, gerente de Cultura da Ihara, afirma que as expectativas para a próxima safra, assim como para a safrinha, que teve início agora, são bastante otimistas. “O custo da produção estava muito elevado devido ao preço dos fertilizantes, mas hoje já existe equilíbrio. Com a alta do dólar, retomamos a exportação. O cenário é bastante promisReginaldo Nacata e Raphael Godinho sor”, projeta.
Milenia Silas de Decaro, gerente de Marketing da Milenia, classificou a Coopavel como uma oportunidade para conhecer e reforçar o relacionamento com clientes. O time da empresa no evento contou ainda com Ivan Jarussi, coordenador de Marketing, Milena de Andrade Bartholi Holthausen, supervisora de Marketing, Antonio Sergio Moraes, gerente Regional e Paulo Renato Colares, gerente de Comunicação e Inteligência de Mercado.
Agromen A Agromen Tecnologia anunciou no Show Rural a biotecnologia Herculex, que confere proteção contra a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), principal praga foliar do milho. Também resite à brocada-cana (Diatraea saccharalis). “Na prática esta tecnologia representa economia para o agricultor, pois reduz e pode até eliminar a necessidade de investimento em pulverizações de inseticidas”, frisa Mozart Fogaça, gerente de Marketing da empresa. Também mereceram destaque os híMozart Fogaça bridos 30A70, 30A91 Hx e 20A55 Hx.
Lanxess A Lanxess, por meio de sua unidade de negócios Functional Chemicals (FCC), apresentou solução para coloração e fixação do tratamento para vários tipos de sementes como soja, milho, arroz, algodão, cevada e trigo, além de forrageiras como fumo e feijão. Marcelo Borges, representantetécnico de vendas da unidade FCC, reforça que a aplicação do produto para proteger a semente deve ser vista como uma etapa fundamental de proteção ao ataque de pragas e doenças.
Marcelo Borges, Roberta Maturana e Gilberto
Negócios Roberta Maturana, com formação em Química, é a nova coordenadora de vendas da unidade de negócios da Lanxess.
Prêmio Bayer A Bayer Cropscience destacou os produtos Soberan e Sphere, herbicida e fungicida respectivamente. Segundo Mariel Alves, gerente de Cultura Milho para o Sul, o herbicida para milho Soberan é o único produto com a capacidade de controlar as invasoras sem prejudicar a cultura, mesmo em pós-emergência, além de possibilitar aplicação junto com a adubação nitrogenada, sem necessidade de intervalos. Já o fungicida Sphere, segundo Fábio Prata, gerente de Produtos Fungicidas, é uma ferramenta inovadora para o controle das principais doenças da soja, devido aos seus ingredientes ativos que promovem proteção efetiva e mais prolongada contra os fungos.
A Dupont apresentou a tecnologia do seu novo inseticida Prêmio, ainda em fase de registro no Brasil. O produto é desenvolvido com base em uma molécula chamada Rynaxypyr. Uma das principais características, segundo o engenheiro agrônomo da companhia, Jorge Artuzi, é o baixo impacto tanto para o homem quanto para o meio ambiente. “Prêmio® é um inseticida com novo modo de ação, proporciona excelente desempenho no controle de pragas, com alto poder inseticida”, explica. A expectativa da DuPont é lançar Prêmio ainda este ano no mercado brasileiro.
Jorge Artuzi
Gerente de Marketing Graciela Mognol assumiu a gerência de Marketing de Fungicidas da Cheminova e Fabio Costa como gerente de Marketing Herbicidas e Insetidas. Ambos possuem vasta experiência no segGraciela Mognol e Fabio Costa mento agrícola.
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Kit de identificação
FMC
A Milenia apresentou kit de identificação da ferrugem da soja. Trata-se de um teste de diagnóstico rápido para saber se o fungo causador da doença contaminou a lavoura. Paulo Colares, gerente de Inteligência de Mercado e Comunicação, lembra que uma das vantagens é a agilidade. “São necessário apenas dois minutos para realizar o teste que fornece o diagnóstico mesmo antes de aparecerem as primeiras lesões na planta. Este processo antecipado assegura ao produtor maior eficiência e redução de custos.”
A FMC apresentou no Show Rural o projeto Pega Praga, em formato de videogame, desenvolvido para interação e entretimento dos visitantes. “Nosso objetivo é que o público tenha uma impressão alegre e positiva no evento e, para isso, nada melhor do que a interatividade”, explica Fernanda Teixeira, coordenadora de Comunicação da empresa.
Fungicida Battle A Cheminova lançou o fungicida Battle, para controle de doenças na cultura da soja. O lançamento foi realizado no Espaço Portal em Cascavel, onde reuniu mais de 130 pessoas entre distribuidores, cooperativas e agricultoras de todo o estado do Paraná.
Cheminova Além do fungicida Battle, mistura de triazol (flutriafol) + benzimidazol (carbendazim), posicionado preventivamente para controle das principais doenças da soja, a equipe da Cheminova apresentou outras soluções que fazem parte do manejo de doenças como o Riza (tebuconazole) e o Programa Authority (Priori + Impact).
rysta LifeScience Arysta A Arysta LifeScience destacou o herbicida Select e o inseticida Orthene. Alexandre Henrique Comar, consultor técnico-comercial da empresa, frisou a presença do Programa Aplique Bem, serviço itinerante que tem o objetivo de conscientizar os produtores sobre a importância do uso correto de defensivos Alexandre Henrique Comar agrícolas.
Agrocete Equipe da Agrocete, coordenada pelo diretor-presidente Ricardo Figueiredo, levou ao Show Rural Coopavel toda sua linha de produtos como nutrição para sementes, inoculantes, nutrição foliar, aminoácidos e óleo vegetal. Durante o evento, a empresa recebeu delegações da Argentina, Canadá, França, Japão e Paraguai.
Monsanto A Monsanto levou ao Show Rural um time de especialistas no controle de invasoras em soja, com o objetivo de capacitar os produtores para que obtenham o máximo de produtividade com a tecnologia Roundup Ready. “Queremos levar conhecimento técnico ao produtor já que o manejo pré-plantio traz uma série de benefícios ao estande”, afirma Fábio Sgarbi, gerente de Produto Soja. Diversas palestras sobre a tecnologia, sustentabilidade e lançamentos futuros ocorreram durante toda a feira no estande da empresa.
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Grafite O estande da Nacional de Grafite recebeu grande número de visitantes no Show Rural Coopavel. O público pode conhecer mais a respeito da empresa e em especial sobre o produto Grafsolo e seus benefícios.
Produquímica O Grupo Proquímica apresentou o Sulfurgran 90®, com 90% de enxofre elementar finamente moído e biodegradável, na forma de grânulos, o que facilita seu manuseio para aplicação isoladamente ou em mistura com outros nutrientes (NPK) granulados. O diretor comercial da Produquímica, Franco Borsari, afirmou que não basta vender produtos. “É necessário inovar e entender as reais necessidades da agricultura nacional, criando alternativas práticas e eficazes que gerem menor custo de produção e maior número de benefícios possíveis.”
Pioneer A Pioneer destacou o milho com tecnologia BT, gene Yeldgard, que é resistente a pragas como lagarta-do-cartucho, lagarta-da-espiga e broca-da-cana, responsáveis por grandes perdas na produtividade da cultura. Durante a feira, a equipe técnica apresentou resultados obtidos com a tecnologia, além de outros produtos recém-lançados pela empresa, como o P334, híbrido de ciclo mais precoce especialmente desenvolvido Helvio Batista e Rafael Seleme para a safrinha.
Improcrop A Improcrop do Brasil, divisão agronômica da Altech, participou pela primeira vez do Show Rural Coopavel. A empresa apresentou toda a linha Liqui-Plex, fertilizantes foliares, elaborada para atender às necessidades nutricionais de diversas culturas.
Nidera Basf A Basf deu destaque especial para a cultura do milho no Show Rural Coopavel. A empresa promoveu palestras com o pesquisador da Esalq, especialista em solos e nutrição de plantas, Antônio Luis Fancelli.
A Nidera deu destaque para a nova geração de híbridos 100% Nidera e para a Super Soja RR adaptada para as diversas regiões produtoras brasileiras. Para Fabrícia Andrade, gerente de Marketing da Nidera, o que proporciona essas sementes diferenciadas é “a metodologia ofensiva de breeding, levada a cabo nas três estações de pesquisa e duas unidades de testes da empresa no Brasil”.
Fabrícia Andrade
Itaforte Gerente Arroz Andreas Schultz é o novo gerente de Arroz e Trigo de Proteção de Cultivos da Basf. Entre suas realizações na nova função está a campanha multinstitucional “Todos Unidos Contra o Arroz Vermelho”, movimento com cunho educativo e de conscientização dos produtores brasileiros para os problemas causados pela infestação dessa planta daninha.
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Andreas Schultz
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A Itaforte BioProdutos, representada pelos engenheiros agrônomos Gabriel Moura Mascarin e Sônia Yamamoto e pelo diretor de Desenvolvimento Ariclenis Ballarotti, marcou presença no X Simpósio de Feijão Irrigado, coordenado pelo pesquisador da Esalq, Luiz Antônio Fancelli, em fevereiro, em Piracicaba. Mereceu destaque a palestra sobre o uso de Trichoderma harzianum (Trichodermil) no manejo de doenças do feijoeiro, tais como Sclerotinia sclerotiorum (mofo-branco) e Fusarium spp (fusarioses).
Bayer A Bayer CropScience apresentou na 19ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz o fungicida Nativo, a mais nova solução tecnológica da empresa à disposição dos orizicultures. Também mereceu destaque o Programa Muito Mais Arroz.
Syngenta A Syngenta escolheu a 19ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, para lançar sua linha de produtos voltados à cultura. O portfólio, composto por fungicidas, inseticidas, tratamento de semente e herbicidas, tem como foco produtividade, inovação e sustentabilidade. Nas áreas demonstrativas foram enfatizados o tratamento de sementes com Cruiser, o controle de pragas com o inseticida Actara e o combate a doenças através dos fungicidas Priori e Score. No estande da empresa os visitantes tiveram oportunidade de conversar com toda a equipe técnica, conhecer melhor o portfólio para a cultura, além de tirar dúvidas sobre o manejo de pragas e doenças que comprometem a produtividade das lavouras. Milto Facco, gerente de Suporte Técnico, e Felipe Fett, gerente de Marketing, coordenaram a equipe.
Mosaic A Mosaic fez a demonstração das diferentes linhas de produtos especiais, com destaque para a linha K-Mag. Seus benefícios, balanço nutricional e fórmulas ajustadas para as diferentes situações de cultivo foram o foco da empresa durante 19ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz.
Arroz vermelho
Iharabras A Ihara mostrou no espaço Vitrine Tecnológica, durante a Abertura da Colheita do Arroz, o herbicida Nominee 400 SC. O produto se caracteriza por ser bastante flexível quanto à época de aplicação e variação de dose/ha.
A equipe da Basf participou da 19ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. Além de destacar a eficiência do fungicida Brio no controle das principais doenças da cultura, a empresa apresentou o movimento Todos Unidos Contra o Arroz Vermelho, com a divulgação dos sete passos principais para vencer a planta daninha. Atualmente fazem parte da campanha a Associação dos Produtores de Semente de Arroz de Santa Catarina (Acapsa), Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) e RiceTec. Segundo Airton Leitas, gerente de Produtos Clearfield da Basf, outras empresas privadas e públicas são aguardadas para integrar este trabalho.
FMC A FMC apresentou durante a 19ª Abertura da Colheita do Arroz áreas demonstrativas da Tecnologia GP (Tecnologia Gamit Star & Permit Star) do fungicida Emerald e dos inseticidas Furadan e Mustang 350 EC. A Tecnologia GP promete qualidade e segurança através do tratamento de sementes, evitar a matocompetição inicial e controlar gramas perenes, além de facilitar o manejo da água e evitar a seleção de plantas daninhas resistentes.
Dow A Dow AgroSciences destacou durante a Abertura da Colheita do Arroz a eficiência do herbicida Ricer, defensivo agrícola responsável pelo controle das principais ervas daninhas e demais produtos com foco nesta cultura. A equipe técnica esteve sob a coordenação do gerente de Marketing para Arroz, Joacir Rossi e o gerente da Regional Sul, Oswaldo Debiagi.
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Cana-de-açúcar José Francisco Garcia
Canaviais infestados Mais ddee 70% ddas as ár eas cultivad as com can a-d e-açúcar estão atu alm en te infestad as áreas cultivadas cana-d a-de-açúcar atualm almen ente infestadas ci ca, com o por um ais espéci es ddee n em atoi des ddee gr an de importân umaa ou m mais espécies nem ematoi atoid gran and importânci ciaa econômi econômica, como o o con tr ole é comple eloid ogynee javani javanica incognita Pratylen atylench chus Como contr trole complexxo Meloi dogyn ca, M. in cognita e Pr atylen ch us zeae. Com e a err adi cação pr ati cam en te impossível, rresta esta ao pr od utor lançar mão ddee estr atégi as erradi adicação prati aticam camen ente prod odutor estratégi atégias de m an ejo que evitem o compr om etim en to ddaa pr od utivi dad man anejo comprom ometim etimen ento prod odutivi utivid adee
A
área de cultivo de cana-de-açúcar tem aumentado significativamente a cada ano e, com isso, os problemas fitossanitários passam a ser uma constante. A expansão da cultura para regiões de solos arenosos, com condições climáticas favoráveis, tem agravado os problemas com fitonematoides. Nematoides são organismos vermiformes que atacam o sistema radicular e comprometem a absorção de água e nutrientes, reduzindo drasticamente a produtividade da cultura. Em cana-de-açúcar citam-se como mais importantes os formadores de galhas (Meloidogyne javanica e M. incognita) e os causadores de lesões radiculares, especialmente Pratylenchus zeae.
DANOS Os nematoides de galhas caracterizamse por penetrar a raiz, injetar substâncias tóxicas e induzirem sítios específicos de alimentação, onde permanecerão durante todo o ciclo de vida. Em geral, nas raízes da planta infectada ocorre a formação de nodosidades, denominadas galhas, no entanto, este sintoma não é comum no sistema radicular da canade-açúcar. Os nematoides de lesões radiculares, por sua vez, penetram o sistema radicular e movimentam-se livremente no seu interior, formando pequenas galerias na região cortical, o que
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compromete a atividade normal das raízes. Ambos os tipos de infecção servem como porta de entrada para patógenos oportunistas que habitam o solo, como fungos e bactérias, o que em geral aumenta os danos ocasionados pelos nematoides. Levantamentos realizados em diferentes regiões do Brasil mostram a frequência e as populações cada vez mais elevadas destes nematoides. Considerando os dados levantados pode-se afirmar que é superior a 70% o percentual das áreas cultivadas infestadas por uma ou mais espécies de grande importância econômica. Na região noroeste do Paraná, por exemplo, Meloidogyne spp. e Pratylenchus spp. foram encontrados em 93% e 87% das áreas de plantio de cana-de-açúcar, respectivamente. Atualmente, alguns aspectos adicionais ao parasitismo de nematoides em cana-de-açúcar devem ser considerados. O primeiro é a ocorrência conjunta de Meloidogyne e da bactéria causadora do raquitismo das soqueiras, Leifsonia xyli subsp. xyli, que além de dificultar o diagnóstico exato do patógeno que está ocasionando prejuízos à cultura, causa danos com efeito aditivo, ou seja, somam-se os problemas provocados pelos nematoides aos casados pela bactéria. Outro fator importante é que em algumas regiões, após o vencimento do contrato de arrendamento das terras, os proprietários
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tendem a retomar as atividades agrícolas nas áreas de plantio de cana. Neste caso, os prejuízos com os cultivos subsequentes têm sido altos, já que culturas como soja, algodão, feijão e outras são suscetíveis a ambos os nematoides. É importante salientar que Pratylenchus tem assumido importância cada vez maior na cultura da soja, assim, áreas temporariamente arrendadas para o plantio de cana merecem atenção especial antes de serem novamente destinadas às culturas anuais. Outra prática que tem sido comum no noroeste do Paraná e também em outras regiões agrícolas do país, é a utilização de áreas de pastagem degradada para o cultivo de cana. Considerando que a maioria das pastagens utilizadas é suscetível aos nematoides de lesões radiculares, estabelece-se o cultivo da cana-de-açúcar em solos com elevada população inicial do patógeno no solo.
CONTROLE O controle de nematoides em cana-deaçúcar é complexo e, após o estabelecimento dessas espécies na área, a erradicação torna-se praticamente impossível. Então, o produtor precisa manejá-las de forma que a produtividade não seja comprometida. Um dos métodos mais práticos e econômicos para o controle de nematoides é o uso de variedades resistentes. No entanto, para a cultura da cana tem-se observado que as ca-
são os mais comumente aplicados. Os organofosforados, como terbufós, têm sido menos utilizados, por causarem problemas de fitotoxidez quando usados em associação aos herbicidas. Em geral, os nematicidas são empregados no momento do plantio ou aplicados na soqueira, sendo os melhores resultados observados para o tratamento na cana-planta. Além da redução da população de nematoides no solo, tais produtos podem apresentar efeito fitotônico, aumentando o número de perfilhos e a altura da planta, resultando em acréscimo médio na produtividade de oito toneladas a 20 toneladas por hectare. Contudo, é importante ressaltar que isto não é uma regra, e em alguns casos a relação custo/benefício não se mostra vantajosa. Em geral, o insucesso do controle químico de fitonematoides está associado ao manejo incorreto. Deve-se evitar a utilização de produtos nas formulações líquidas em períodos chuvosos. Isto porque ocorrerá a rápida lixiviação desses defensivos, sendo indicado, neste caso, o uso de granulados. O inverso também deve ser observado, pois o uso de granulados em épocas de baixa precipitação promove a volatilização do produto, comprometendo o controle dos nematoides no momento mais crucial, durante o estabelecimento da cultura. Outro aspecto importante é saber se realmente os nematoides são os responsáveis pelos prejuízos que ocorrem na lavoura. Tem sido
O uso de variedades resistentes é um dos métodos mais práticos e econômicos, salienta Cláudia
comum, em diversas regiões, a aplicação de nematicidas de forma indiscriminada e, em alguns casos, em áreas onde as populações estão muito baixas ou ausentes. Esta prática eleva o custo de produção, além de depositar no ambiente produtos altamente tóxicos. Daí a importância de realizar o levantamento das populações de nematoides no solo, antes da adoção do controle. O produtor deve consultar um engenheiro agrônomo, para proceder as amostragens e o encaminhamento do materiC al para laboratório especializado. Cláudia Regina Dias-Arieira e Davi Antonio Oliveira Barizão, Universidade Estadual de Maringá
Fotos Cláudia Regina Dias-Arieira
racterísticas produtividade e resistência são inversamente correlacionadas, ou seja, variedades com alta produtividade mostram-se suscetíveis aos principais nematoides da cultura. Outro agravante é o fato de que é comum no campo a ocorrência de populações mistas, o que dificulta a escolha do material a ser plantado. Com a falta de material resistente disponível no mercado, a rotação de culturas assume papel importante para o manejo destes patógenos. O uso de espécies como crotalárias e mucunas em rotação com a cana traz diversos benefícios. Além de tais plantas atuarem como antagonistas aos nematoides, possibilitam a fixação de nitrogênio, que ficará disponível no solo para a cultura subsequente e ainda adiciona ao solo matéria orgânica, que servirá como substrato para microorganismos antagonistas. A adição de matéria orgânica ao solo é sempre uma importante ferramenta para o controle destes patógenos, tanto pela ação direta de liberação de substâncias tóxicas durante o processo de decomposição, quanto por ativar microorganismos antagonistas habitantes do solo. Apesar dos métodos alternativos serem citados como importantes estratégias de controle, a utilização de produtos químicos destaca-se como mais comumente empregada na cultura da cana e, quando feita corretamente, apresenta resultados compensatórios. Produtos carbamatos, como carbofuran e aldicarbe,
O uso de nematicida, além de reduzir a população de nematoides no solo, pode apresentar efeito fitotônico, aumentando o número de perfilhos e a altura da planta
Nematoides comprometem a absorção de água e nutrientes e, com isso, reduzem o desenvolvimento da cultura
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Soja
Quando dessecar Ao ad otar a ddessecação essecação pré-colh eita n od ução ddee sem en tes ddee soja é fun dam en tal adotar pré-colheita naa pr prod odução semen entes fund amen ental estabelecer o m om en to corr eto par cação. PPar ar a-se fun dam en tal mom omen ento correto paraa a apli aplicação. araa isso, torn torna-se fund amen ental conh ecer tod as as etapas ddee ddesenvolvim esenvolvim en to ddaa plan ta. TTambém ambém m er ecem ser conhecer todas esenvolvimen ento planta. mer erecem observad os o tipo ddee ddessecan essecan te ose e o m od o ddee ação observados essecante te,, a ddose mod odo
A
dessecação é uma técnica que consiste em uma única aplicação de determinado produto químico para secar a cultura artificialmente, promovendo a rápida e completa secagem de todas as partes verdes da planta. Dentre os dessecantes disponíveis no mercado, os ingredientes ativos diquat e paraquat merecem destaque por apresentarem características necessárias para serem utilizados em dessecação. O diquat é especialmente recomendado na dessecação da cultura da soja e das plantas daninhas de folhas largas. O paraquat é considerado “irmão” do anterior, por possuir o mesmo modo de ação, sendo porém, mais eficaz no controle de plantas daninhas de folhas estreitas. Ambos são herbicidas dessecantes do grupo químico dos bipiridílios, não-seletivos e de ação de contato, o que exige cuidados durante sua aplicação para que não ocorra deriva, evitando-se possíveis prejuízos em lavouras vizinhas. Devido à rápida ação desses produtos químicos sobre o tecido foliar verde, a época de aplicação é de fundamental importância para evitar perdas no rendimento da cultura, assim como é primordial que a qualidade fisiológica das sementes de soja seja mantida em
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padrões aceitáveis. Entretanto, a época de aplicação é considerada o ponto mais crítico da dessecação, exigindo muitos cuidados. É de suma importância que o produtor tenha conhecimento de todas as etapas de desenvolvimento da planta (estádios fenológicos). De maneira geral, a aplicação deve ser realizada quando as sementes estão fisiologicamente maduras, pois nessa fase já ocorreu o máximo acúmulo de matéria seca, onde as sementes já estão completamente cheias, deixando de servir como “drenos”, ou seja, cessam o acúmulo de fotoassimilados tornando-se independentes da planta-mãe, passando ao processo de perda de água (desidratação). Nesse estádio, as vagens começam a amarelecer, com 50% das folhas amareladas, normalmente de dez dias a 15 dias antes da data prevista para a colheita. A coloração marrom-escura do hilo da semente também indica a maturidade fisiológica. A partir desse momento, a dessecação pode ser iniciada.
EM QUE SITUAÇÕES ADOTAR Apesar de ser uma técnica que apresenta várias vantagens, a dessecação não deve ser interpretada como prática rotineira, sendo necessários critérios para decidir quanto à sua
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utilização. Determinados pesquisadores indicam a dessecação apenas em situações extremas: para controlar o excesso de plantas daninhas, por interferirem no processo de colheita mecanizada e também para uniformizar as plantas de soja que se apresentam com maturação desuniforme, que, por sua vez, é ocasionada por uma série de fatores, principalmente pelo ataque de percevejos e heterogeneidade da fertilidade do talhão. Dependendo das condições climáticas, lavouras dessecadas podem atingir o ponto de maturação de colheita de dez dias a 15 dias antes da secagem natural da planta na lavoura. Pesquisas revelam que o atraso da colheita, associado às condições climáticas (excesso de chuva e variação da umidade relativa do ar), acarreta alternância de ganho e perda de água das sementes, o que provoca o aumento das porcentagens de rachadura e enrugamento do seu tegumento. Em consequência disso, temse aumento do processo de deterioração e diminuição dos percentuais de germinação das sementes, em virtude da maior facilidade de penetração de patógenos e maior exposição do tecido embrionário às condições adversas do ambiente. Além disso, a antecipação da co-
Fotos Matheus Zanella
Efeito da aplicação dos dessecantes Diquat e Paraquat em diferentes épocas sobre a germinação de sementes de soja
Quando cerca de 50% das folhas estiverem amareladas, as vagens já estão completamente cheias, cessam o acúmulo de fotoassimilados e tornam-se independentes da planta-mãe
DESSECAÇÃO X QUALIDADE FISIOLÓGICA Diversos autores já discutiram a utilização de produtos químicos na cultura da soja como meio de antecipar a colheita e concluíram que o emprego de dessecantes provoca melhoria no poder germinativo das sementes. Durigan (1979), por exemplo, estudou os efeitos da aplicação de paraquat sobre a germinação e o vigor das sementes de duas cultivares de soja. Após vários testes, concluiu que as sementes originadas das plantas dessecadas foram sempre superiores em germinação e vigor, ainda que não significativamente quando comparadas às sementes oriundas das plantas que não receberam o dessecante. Alguns trabalhos têm mostrado que a dessecação em pré-colheita da cultura da soja não interfere na incidência de doenças e nem na germinação de sementes, mesmo que após adotada ocorram períodos chuvosos. Pesquisas realizadas confirmam que a dessecação não diminui a germinação e que, pelo contrário, usando-a, o poder germinativo é incrementado. Alguns testes feitos no Brasil mostraram que a porcentagem de germinação de sementes das plantas não dessecadas foi menor quando comparada com as dessecadas. Além disso, sementes obtidas de parcelas não tratadas apresentaram elevado nível de infecção por microorganismos (Aspergillus sp. e Fusarium sp.) e de danos, quando comparadas com as sementes provenientes de parcelas dessecadas. Apesar desses estudos, alguns pesquisadores não recomendam a dessecação da soja em pré-colheita para campos de produção de semente, mas apenas para produção de grão, por acarretar redução do vigor e da germinação das sementes.
Essas informações revelam que a técnica da dessecação em pré-colheita em campos comerciais de produção de sementes de soja ainda é um assunto bastante complexo, apresentando muitas controvérsias na comunidade científica, exigindo, de fato, a realização de mais estudos com relação a tal assunto. Quando o produtor de sementes optar pela dessecação em pré-colheita da lavoura, cuidados especiais devem ser tomados com relação ao tipo, dose, modo de ação e época em que o dessecante será aplicado. Pois, além da possibilidade de haver resíduo do produto em sua composição química, inviabilizando sua utilização tanto para sementes quanto para grãos, a qualidade fisiológica das sementes também poderá ser prejudicada. Contudo, se a aplicação for realizada de maneira adequada, poderá haver maior uniformidade da maturidade fisiológica da lavoura, antecipação da colheita em alguns dias e obtenção de sementes de maior qualidade fisiológica e sanitária. Durante o ano agrícola 2006/07 foi conduzido experimento no Sítio Ivani, município de Santa Carmem, Mato Grosso, com o objetivo de verificar o efeito dos dessecantes diquat (Reglone®) e paraquat (Gramoxone®) aplicados em diferentes épocas sobre o potencial fisiológico de sementes de soja. Os dessecantes foram aplicados no estádio R6.0 (vagens com granação de 100% e folhas verdes), R7.1 (início a 50% de amarelecimento de folhas e vagens), R7.2 (entre 51% e 75% de folhas e vagens amarelas) e R7.3 (mais de 76% de folhas e vagens amarelas). No ponto de maturação de colheita (R9), as sementes foram coletadas e submetidas ao teste de germinação, conforme as Regras para Análise de Sementes (RAS). Os resultados obtidos podem ser observados no gráfico abaixo. Nesse estudo foi possível verificar que as testemunhas (sementes oriundas das parcelas não dessecadas) apresentaram os mai-
ores percentuais de germinação quando comparadas com as plantas dessecadas nos estádios R6.0, R7.1 e R7.2, mostrando que a dessecação nessas épocas provoca prejuízos acentuados sobre a germinação das sementes, independentemente do tipo do dessecante aplicado. Os efeitos prejudiciais da dessecação em relação ao poder germinativo de sementes de soja também já foram estudados por outros autores. Concluímos que, a época mais favorável à dessecação, tanto com diquat quanto com o paraquat, foi o estádio R7.3. Pode-se inferir que, quando a dessecação da cultura é realizada de maneira segura, no momento correto e com um bom conhecimento do produtor, pode resultar na obtenção de sementes de boa qualidade fisiológica. Para que o produtor não obtenha resultados negativos com dessecação em pré-colheita, além do conhecimento dos estádios de desenvolvimento da cultura da soja, é imprescindível a identificação da maturidade fisiológica das sementes. C Claudinei Kappes Divulgação
lheita, proporcionada pela dessecação, pode reduzir os prejuízos causados por insetos, principalmente os percevejos, que costumam incidir sobre a cultura no final do ciclo.
Claudinei alerta para a importância de o produtor conhecer estádios fenológicos da planta
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Soja
Vilão em alta
Expan ovas egiões cas ee m on ocultivo Expansão culturas milho para novas egiões, práticas mon onocultivo Expansão das culturas dee soja milhoo par paraa n n ovas rregiões rregiões egiões práti cas dde dde m on ocultivo ee são ddas as cultur as dde soja ee milh para novas egiões,,, práti práticas mon onocultivo plan os tr ator es avor ecem ci dên ci aa alarm an te oo planti tios sucessão entr tre atores avorecem inci cidên dênci cia alarman ante planti ti sucessão cessão estão estão en en tree os os ffator ffator ator es que que ffavor ffavor avor ecem aa in in ci dên ci alarm an te ddo ddo planti tios os em em su sucessão entr tre atores avorecem inci cidên dênci cia alarman ante oo Br taque er ee pr nnem atói ddee ddas as Pratylen atylench chus no Brasil. Ataque poder provocar ematói atóid Pr ch us em atói ddas as lesões lesões (((Pr Pratylen atylen ch us)) n n Brasil. asil. A A taque tem tem oo pod pod er dde dde provocar ovocar ematói atóid Pratylen atylench chus) no Brasil. Ataque poder provocar esm oo invi as pr or prejuízos superior ores mesm esmo inviabilizar lavouras prejuízos ejuízos superi superi ores es aa 50% 50% ee até até m m esm inviabilizar abilizar lavour lavour as prejuízos superior ores mesm esmo inviabilizar lavouras
A
s culturas de soja e milho têmse destacado entre as de maior importância no cenário econômico do Brasil, gerando uma cadeia de setores ligados à produção, ao beneficiamento e à comercialização. Na medida em que se expandiram, com a ocupação de novas áreas, encontraram locais muito favoráveis para a multiplicação de algumas pragas e doenças. Somam-se a isto as práticas de monocultivo e plantios em sucessão, ano após ano, com aumento dos níveis de ataque e limitação à produção. Nesse contexto, um dos maiores beneficiários foi o nematoide das lesões, também conhecido como Pratylenchus, que alcançou populações alarmantes em milho e soja, dentre outras culturas como algodão, cana-de-açúcar e abacaxi. Os prejuízos em várias propriedades já contabilizam valores acima de 50%,
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se considerados os últimos anos, sendo comum a predominância de reduções progressivas da produção ao longo dos anos, até a inviabilização das áreas.
DIAGNOSE O nematoide Pratylenchus difere do que é costumeiro se observar em campo, como galhas e cistos, que permitem diagnósticos após o arranquio das plantas e observações cuidadosas das raízes. Este nematoide não apresenta a fase ou estádio de engorda, mas permanece vermiforme e sempre ativo, entrando e saindo das raízes, provocando lesões e ovipositando por onde se locomove. Com menos de um milímetro, os jovens e os adultos sugam raízes, provocam lesões, abrem porta de entrada a fungos e bactérias e ocasionam o chamado complexo de doenças, podendo apenas ser realizada a diagnose no laboratório.
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AGRAVANTES As perdas são acentuadas em solos com textura arenosa, com populações altas de Pratylenchus, irregularidades de chuvas ou com manejos culturais que não evitam estresses nutricionais e climáticos. Os sintomas aparecem desde o desenvolvimento inicial, como tem sido observado em soja no eixo compreendido ao longo da BR-163 no Mato Grosso, onde se cultiva mais de 1,7 milhão de hectares. Tem sido observada a perda da raiz pivotante ou principal, desequilibrando a extração pela planta de água e nutrientes do solo. Em muitos casos as plantas podem emitir raízes secundárias em grande quantidade como se estivessem em uma tentativa de manter o desenvolvimento, contudo, a produção neste caso já se acha comprometida. Reboleiras, como se observam em locais com Meloidogyne (galha) e Heterodera (cisto) não têm sido re-
Dirceu Gassen
Fotos Mauro Junior Natalino da Costa
Detalhe de uma alta infestação de Pratylenchus extraídos de raízes de soja no Mato Grosso
Amostragens devem ser realizadas em pontos ao longo de um caminhar em zigue-zague
evitem desestruturações de solo, tem-se então a permanência de raízes durante dois anos ou mais (principalmente raízes de milho) e, enquanto estiveram presentes, conterão ovos em estado de dormência. Assim, por exemplo, em lavoura onde se cultivou milho e onde o Pratylenchus se multiplicou, a sua colheita implica em manutenção por três anos ou mais das raízes no solo com ovos de Pratylenchus, e a cultura que vem a seguir, por exemplo, a soja, sofrerá intensamente, tendo-se em vista que os nematoides sairão dos ovos, atacando imediatamente as raízes em formação.
MANEJO INTEGRADO
gra para aqueles com Pratylenchus, mas sim, todo o local é atacado. A facilidade de contaminação de grandes áreas através de inundação ou encharcamento nos períodos chuvosos causa infestações de talhões inteiros, com perda de estande generalizado, baixo desenvolvimento e pouca produção.
Uma das principais medidas adotadas para o controle tem sido a utilização de crotalária, que deve ser semeada logo após a colheita na tentativa de reduzir a população do parasita. Esta planta apresenta propriedades nematicidas naturais, além de contribuir para os índices de matéria orgânica do solo. As espécies Crotalaria spectabilis, Crotalaria breviflora, Cro-
talaria mucronata e Crotalaria ochroleuca são excelentes redutoras de população.
REDUTORES DE POPULAÇÃO Os trabalhos conduzidos mostraram que existem fatores relacionados ao melhoramento genético permitindo reduzir o nível de reprodução dos nematoides nas raízes de algumas cultivares. Estas respostas tornam promissores os programas de manejo em que se incluem cultivares de baixo fator de reprodução de nematoides nas raízes. Assim, as espécies vegetais têm sido classificadas em redutores populacionais se não apresentam fatores de reprodução acima de 1,0. Estes fatores de reprodução implicam em se quantificar a variação populacional ao longo do tempo. Assim, se o híbrido de milho possuir fator de reprodução de 0,4 e se ao ser semeado tem no solo população de 1.000 Pratylenchus, ao final, na colheita, terá reduzido para 400 ou até menos. Por este motivo, os estudos se acentuam em manejos que permitam a redução populacional, proteção e estímulos ao desenvolvimento de raízes, priorizando ao máximo o volume radicular. Espécies de milheto e girassol também têm sido indicadas como reduto-
NÍVEIS DE INCIDÊNCIA A incidência de nematoides das lesões é cada vez maior e mais de 80% das lavouras desta região já apresentam níveis considerados potenciais de causar perdas. Os milhares de indivíduos observados em uma única planta representam o resultado de plantios sucessivos de soja e milho. Assim, existe sempre a oferta de alimento e no período de entressafra os restos de raízes mantêm ovos em estado de dormência até a semeadura da próxima cultura. Como o plantio direto estabelece que se
Tanto raízes de plantas daninhas como de milho são atacadas pelo nematóide das lesões
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Tabela 1 - Fatores de reprodução (FR) de Pratylenchus brachyurus em algumas por nematoides que destroespécies vegetais. Média de seis repetições. Embrapa Soja, março de 2007 em as raízes e as plantas não Espécie Vegetal FR1 EPM2 conseguem recupera-las raEspécie Vegetal FR1 EPM2 pidamente. Estes problequiabo 'Santa Cruz' (padrão susc.) 6,6 0,6 milho 'BRS 3123' 0,7 0,5 mas podem ser agravados 3,3 1,2 mucuna anã Brachiaria decumbens 0,6 0,3 nas regiões onde ocorrem guandu anão IAPAR 43 0,6 0,3 milho 'P 30F80' 2,9 0,7 veranicos e também que mucuna cinza 2,7 1,0 guandu Fava Larga 0,4 0,5 apresentem solos arenosos. 2,2 0,9 0,4 0,4 soja 'BRSMT Pintado' girassol 'Hélio 358' labe-labe sorgo 'IG 150' milheto 'ADR 500' Brachiaria brizantha Crotalaria junceae girassol 'IAC Uruguai' aveia preta girassol 'Embrapa 122' milho 'BRS 2114'
2,2 2,2 1,8 1,7 1,3 1,1 0,9 0,7 0,7
0,7 1,0 0,9 0,6 0,6 0,5 0,4 0,3 0,3
milheto 'ADR 300' girassol 'Catissol' milheto 'ADR 7010' girassol 'Hélio 251' milheto 'BN2' Crotalaria breviflora Crotalaria spectabilis Crotalaria mucronata Crotalaria ochroleuca
1FR = população final de nematóides/população inicial (600 espécimes).
ras de população por apresentarem reduzidos fatores de reprodução de Pratylenchus.
DURAÇÃO Estudos têm demonstrado que nas propriedades onde se investe em tecnologias para o controle de nematoides, a recuperação dos patamares de produção desejados somente ocorre pelo menos de dois a três anos após o início da implementação das medidas. Estes dados apontam que a sobrevivência dos nematoides tem sido prolongada através de ovos que entram em dormência nos restos de raízes e também com a permanência em hospedeiros alternativos.
ÍNDICE DE MATÉRIA ORGÂNICA
0,2 0,2 0,2 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
0,2 0,2 0,2 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
UTILIZAÇÃO DE NEMATICIDAS
Na utilização de nematicidas, sejam empregados em tratamento de sementes ou no sulco de plantio, é importante que se façam avaliações dos níveis populacionais, em laboratório, no início do desenvolvimento da cultura e aproximadamente 45 dias após. Além disso, são recomendadas avaliações de características agronômicas tais como peso de raízes, altura de plantas, profundidade de raízes e número de estruturas reprodutivas da planta, para que se possam tirar conclusões da eficácia de sua utilização.
INDICAÇÕES DE CULTIVARES Soja - NK 7074, SYN 9074 RR, DM 309, P98 C81, P98 C11 Milho - P30 K75, BRS 3123, BRS 2114, PENTA, IMPACTO, MAXIMUS, TORK, SHX 5080, SHX 7129
TRATAMENTO DE SEMENTES COM PRODUTO QUÍMICO Estudos atuais na Fundação Rio Verde com Avicta Completo™ (produto registrado para algodão no Brasil e em fase de registro para as culturas de milho e soja) no tratamento de sementes, demonstraram eficiência sobre o desenvolvimento de plantas de milho, provavelmente influenciado por diminuição dos efeitos de nematoides e fungos sobre as raízes destas plantas. Quanto ao rendimento de grãos, foi significativamente maior com a utilização do produto, em relação a outros tratamentos testados.
Detalhe do dano à raízes de outro nematóide: Meloidogyne javanica
O desenvolvimento das plantas é bastante comprometido devido o ataque de nematóides às raízes
• Visitar os talhões com sintomas e também aqueles aparentemente sadios, amostrando em ziguezague; • Coletar solo e raízes cuidadosamente e colocar em uma sacola plástica; • Fechar o plástico mantendo a umidade e não expor ao sol e se possível manter em caixa de isopor ou na geladeira; • Identificar na amostra as condições locais, fatores climáticos e nutricionais para se estudar controle; • Identificar as espécies existentes no local, inclusive plantas daninhas e a sua população.
DISSEMINAÇÃO Ocorre quando partículas de solo ou de raízes contaminadas com ovos, juvenis, adultos ou formas de resistência de nematoides são transportadas de um ponto até outro, assim temos: • Veículos que trafegam em estradas vicinais e transportam solo e raízes nos pneus, formando novo foco em outros locais; • Máquinas e implementos utilizados intensamente para o manejo cultural levam por toda parte, a partir do ponto com maior população, solos e raízes contaminados; • Chuvas intensas que inundam e encharcam o solo, muitas vezes elevando o lençol freático e permitindo espalhar os vermes por toda a área; • Redemoinhos de vento na entressafra levam restos de raízes e solos contaminados a grandes distâncias, formando noC vos pontos de proliferação. Mauro Junior N. da Costa, Jader Queiroz Rocha e Rodrigo Marcelo Pasqualli, Fundação Rio Verde
Fotos Mauro Junior Natalino da Costa
O perfil de solo tem importante papel quando se trata de medidas integradas de controle. Sua porcentagem de matéria orgânica pode definir o sucesso ou o fracasso da utilização de outras medidas, pois influencia na formação de raízes primárias e secundárias. As propriedades localizadas no Cerrado apresentam certa dificuldade de formação de bom perfil devido à rápida decomposição de matéria orgânica, com altas temperaturas e chuvas intensas, assim, estas áreas normalmente ficam vulneráveis a severas perdas quando atacadas
AMOSTRAGEM DE SOLO E RAÍZES
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O nematoide das lesões, Pratylenchus, está com população alarmante em milho e soja, alerta Mauro
Soja
Menos sensível
Red ução ddaa sen sibili dad em ddaa soja aos tri azóis n de Redução sensibili sibilid adee ddaa ferrug ferrugem triazóis naa safr safraa 2007/2008 acen acend alerta verm elh o par esses fun gi ci das ddee fform orm cações vermelh elho paraa uso ddesses fungi gici cid ormaa isolad isoladaa e em apli aplicações sequen ci ais do ddaa U niversi dad er al ddee Uberlân di onitor sequenci ciais ais.. Estu Estud Universi niversid adee Fed Feder eral Uberlândi diaa (UFU) m monitor onitoraa yrhizi e as m udanças n o patóg en o vari abili dad enéti ca ddee P. pach pachyrhizi mu naa população ddo patógen eno variabili abilid adee ggenéti enética
A
ferrugem da soja se constituiu na mais importante doença de plantas no Brasil nos últimos cinco anos. Com a implantação de sistemas de monitoramento, vazio sanitário, uso de cultivares mais tolerantes e com resistência parcial ao fungo, tratamento de sementes e aplicações preventivas de fungicidas reduziram-se as perdas pela doença nos 22 milhões de hectares nos últimos dois anos. Após a ressurgência da ferrugem no Brasil, desde 2002, tem-se percebido no campo uma redução na sensibilidade do fungo aos fungicidas triazóis que foram usados continuadamente na forma curativa ou erradicativa com o objetivo de diminuir os danos e as perdas pela doença. Para monitorar as mudanças na população do patógeno, frente aos fungicidas, foi desenvolvido pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) um esquema de monitoramento da variabilidade genética de P. pachyrhizi com base em folhas destacadas após aplicação dos
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triazóis mais usados na cultura nos campos de soja. Populações de todo o Brasil enviadas pela equipe de campo da Basf foram isoladas por meio de binocular estereoscópica, a partir de uma única pústula em início de esporulação. Foram caracterizadas como da espécie citada utilizando o kit molecular da empresa Envirologix, Lote 071217A, cedido pela Milênia Agrociências. Foram avaliadas duas populações obtidas em Uberlândia e Goiânia, respectivamente. As inoculações foram realizadas com suspensão de 100.000 urediniosporos.ml-1 após 24h da aplicação dos fungicidas nas concentrações em ppm (Tabela 1). A população de Uberlândia foi avaliada nas doses de: 0,2ppm, 1ppm, 5ppm, 15ppm, 20ppm, 100ppm e 200ppm, dos seguintes fungicidas: miclobutanil, tetraconazole, ciproconazole, protioconazole e tebuconazole. A população de Goiânia foi avaliada pelas seguintes doses; 0,1ppm, 1ppm, 10ppm, 50ppm, 100ppm e 200ppm. Foram utiliza-
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dos os mesmos fungicidas anteriores, exceto o miclobutanil. Após 21 dias de incubação foram avaliadas a severidade e a quantidade de pústula/cm2. A incubação ocorreu na temperatura de 22 graus Celsius e umidade relativa acima de 90%, em câmara de crescimento de plantas do Laboratório de Micologia e Proteção de Plantas da UFU (Lamip). O ensaio foi instalado em duas (Uberlândia) e três (Goiânia) repetições (gerbox), com substrato adequado ao teste. Cada gerbox tinha em seu interior quatro folíolos retirados em plantas crescidas na mesma condição e sem exposição ao inóculo externo. Foram obtidos a severidade média e o número médio de pústulas/cm-2 para os quatro folíolos. De posse dos dados realizou-se a análise de variância pelo software Sisvar (Ufla), bem como o teste de Tukey a 5% para avaliar o efeito dos diferentes fatores (fungicidas e doses). Cada ensaio foi avaliado independentemente em função das diferentes doses (concentrações) (Tabelas 1 e 2).
Tabela 1 - Redução na sensibilidade de um isolado da ferrugem da soja obtido de uma uredínea (monopustular) a partir de folhas de Uberlândia-MG. UFU, Uberlândia, 2007-8 Fungicida Tebuconazole Ciproconazole Protioconazole Miclobutanil Tetraconazole
0ppm 50 A d 50 A d 50 A c 50 A d 50 A b
0,2ppm 35 A c 35 A c 25 A b 35 A c 10 B a
Fungicida Tebuconazole Ciproconazole Protioconazole Miclobutanil Tetraconazole
0ppm 14,5 A a 14,5 A a 14,5 A a 14,5 A a 14,5 A a
0,2ppm 10 A a 4,5 B b 4,0 B c 11,5 A a 1,5 B a
1
Isolado Uberlândia - Severidade (%) 1ppm 5ppm 10ppm 15ppm 15 B c 5,0 BC b 2,5 A ab 5 A ab 20 B a 00 C a 00 A a 00 A a 40 A c 22,5 A b 00 A a 00 A a 15 B b 15 AB b 00 A a 00 A a 00 C a 00 C a 00 A a 00 A a Pústula/cm2 1ppm 5ppm 10ppm 15ppm 3,7 B b 1,0 A b 0,5 A b 0,5 A b 2,0 B b 0Ab 0Ab 0Ab 9,5 A c 2,3 A c 0Ac 0Ac 1,5 B b 1,5 A b 0Ab 0Ab 0Bb 0Ab 0Ab 0Ab
20ppm 00 A a 00 A a 00 A a 00 A a 00 A a
100ppm 00 A a 00 A a 00 A a 00 A a 00 A a
200ppm 00 A a 00 A a 00 A a 00 A a 00 A a
20ppm 1Ab 0Ab 0Ac 0Ab 0Ab
100ppm 0Ab 0Ab 0Ac 0Ab 0Ab
200ppm 0Ab 0Ab 0Ac 0Ab 0Ab
Médias seguidas de mesma letra minúscula na horizontal (concentrações) e maiúscula vertical (fungicidas) não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
Tabela 2 - Redução na sensibilidade de um isolado da ferrugem da soja obtido de uma uredínea (monopustular) a partir de folhas de Goiânia-GO. UFU, Uberlândia, 2007-8 Fungicida Protioconazole Ciproconazole Tebuconazole Tetraconazole
0ppm 15 A a 15 A a 15 A a 15 A a
0,1ppm 1,2 C b 10 A b 5Bb 10 A b
1ppm 0,4 C c 1Bc 5Ab 5Ac
Fungicida Protioconazole Ciproconazole Tebuconazole Tetraconazole
0ppm 15 A a 15 A a 15 A a 15 A a
0,1ppm 1,5 D b 10 B b 1Db 13 A a
1ppm 0,2 B b 1Bc 0Bb 5Ab
1
Isolado Goiânia - Severidade (%) 10ppm 50ppm 0Bc 0Ac 0Bd 0Ad 2Ac 0Ad 0Bd 0Ad Pústula/cm2 10ppm 50ppm 0Ab 0Ab 0Ac 0Ac 0Ab 0Ab 0Ac 0Ac
100ppm 0Ac 0Ad 0Ad 0Ad
200ppm 0Ac 0Ad 0Ad 0Ad
100ppm 0Ab 0Ac 0Ab 0Ac
200ppm 0Ab 0Ac 0Ab 0Ac
Médias seguidas de mesma letra minúscula na horizontal (concentrações) e maiúscula vertical (fungicidas) não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
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Matheus Zanella
Com base nas Tabelas 1 e 2 observa-se que a partir da dose 10ppm todos os fungicidas foram eficazes na redução da severidade de Pakopsora pachyrhizi, exceto o fungicida tebuconazole, que não foi capaz de inibir 100% da infecção e do desenvolvimento da doença, bem como inibir a esporulação do patógeno para a população de Uberlândia (50% de severidade na testemunha). Esta população foi mais agressiva que a de Goiânia (15% de severidade da doença na testemunha). Todos os fungicidas se mostraram estatisticamente eficientes nas diferentes doses utilizadas, exceto o protioconazole na população de Uberlândia na dose 0,2ppm, tebuconazole 0,2ppm, miclobutanil a 0,2ppm e tetraconazole 0,2ppm que foram iguais à testemunha. Na população de Goiânia, o tetraconazole a 0,1ppm demonstrou ser igual à testemunha (sem fungicida) estatisticamente. Pelos resultados apresentados para as duas populações monopustulares (Goiânia e Uberlândia) percebe-se ação diferenciada dos fungicidas, que se deve possivelmente às diferentes sistemicidades dos triazóis, formulações e especificidades diferenciadas no mecanismo de ação (inibição da biossíntese de esteróis) ainda não estudadas. Na realidade são seis diferentes passos metabólicos de inibição, que podem variar de fungicida triazol para triazol. De maneira geral a sensibilidade do patógeno aos diferentes triazóis pode estar ocorrendo devido a uma mudança populacional do fungo ainda não dimensionada geneticamente. Possivelmente tenhamos no campo
Fotos Fernando Juliatti
As Figuras de 1 a 5 apresentam esta redução na sensibilidade do patógeno na safra 2007-8 quando avaliada em laboratório em câmara de crescimento
FIGURA 1
FIGURA 2
FIGURA 3
FIGURA 4
como novas populações do patógeno, em áreas estabelecidas como problema ou possível falha de controle. Pesquisas realizadas na UFU demonstram que ocorre também interação de fungicidas com genótipos de soja, fato este que deve ser investigado nos trabalhos de “base line” (bioensaios). Estudos realizados em outros laboratórios privados no Brasil têm demonstrado que inicialmente a inibição in vivo do patógeno ocorria a partir de 0,5ppm para todos os triazóis. Portanto, a redução na sensibilidade ocorreu na grandeza de até 20 vezes. Os resultados demonstram eficácia diferenciada dos diferentes triazóis para as populações avaliadas de Minas Gerais e Goiás
FIGURA 5
vários biótipos ou raças do fungo atuando de forma conjunta, com maior pressão da doença nos plantios tardios. Urge deste modo, a continuidade do presente estudo e também verificar novas populações que estão sendo multiplicadas a partir de uma pústula isolada. Outros triazóis ainda não testados (flutriafol) deverão ser avaliados nos próximos meses, bem
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com redução da sensibilidade do patógeno em baixas concentrações (menor que 10ppm). Com base nos resultados infere-se que o uso de triazóis de forma isolada deve ser evitado em aplicações sequenciais no campo. Recomenda-se buscar alternâncias entre diferentes triazóis e estrobilurinas, intercaladas ou não com triazóis de formas isoladas com o objetivo de reduzir a pressão de seleção sobre o fungo, que parece estar ocorrendo no campo. As pequenas alterações na sensibilidade (“shift”) podem ser interpretadas em função de trabalhos anteriores da Bayer (Paulínia – SP) que encontrou sensibilidade máxima em anos anteriores até 0,5ppm para o fungicida tebuconazole. Sabe-se que as doses de campo chegam às vezes até 500ppm, muito acima das concentrações usadas em trabalhos desta natureza (bioensaios). Mas de qualquer forma o alerta vermelho deve ser observado e analisado na safra 2008-9, principalmente em plantios tardios e com cultivares de ciclo mais tardio, onde a pressão da doença é maior. O diagrama da Figura 6 resume as observações realizadas nos testes biológicos.
Figura 6 - Alerta vermelho para perda da sensibilidade da ferrugem da soja aos fungicidas triazóis Fungicida Tebuconazole Protioconazol Miclobutanil Ciproconazol Tetraconazol Vermelho – Com infecção
Professor Juliatti, Érika e Fellipe, equipe que desenvolveu os ensaios com os fungicidas triazóis
A Figura 7 apresenta a redução da sensibilidade em campo experimental da UFU na safra 2007-8 frente ao uso de três aplicações sequenciais de tebuconazole 0,4l.ha-1 e o bioensaio em laboratório para monitoramento. É importante relatar que a redução da sensibilidade do fungo aos triazóis ocorrida na safra passada em alguns estados do Brasil (MG, MT e GO) se deve ao uso erradicante (“pulverização apaga incêndio”) do princípio ativo tebuconazole e outros de forma contínua após algumas epidemias que podem ter pressionado a população do patógeno, quando as aplicações não são preventivas. A mortalidade das pústulas não é total neste princípio de controle pelas dificuldades de atingir o alvo, assim como os diferentes momentos de infecção do fungo. Após a pulverização, quando ocorre o lançamento de folhas novas nas cultivares de crescimento indeterminado, os novos folíolos saem desprotegidos. Maior cautela deve ser adotada no uso destes fungicidas na forma preventiva como tem sido discutido e defendido pelos especialistas de fitopatologia de soja de todo o Brasil nos encontros técnicos e científicos. Na Figura 8 apresenta-se uma ilustração de como ocorre a redução na sensibilidade aos fungicidas no campo. Para uma possível re-
0ppm
0,1ppm
1ppm
5ppm
10ppm
20ppm
50ppm
100ppm
Verde – Sem infecção
Figura 7 - A - Redução na eficiência de tebuconazole em campo em plantios tardios e após dez dias da severidade da doença; B – Bioensaio com folha destacada sob UR>95% e 22o Celsius; C-Câmara de incubação e D Detalhes das pústulas após 15 dias da inoculação artificial (falha de controle)
dução, de controle no campo, nas epidemias tardias, poderão ser usadas diferentes misturas de triazóis e estrobilurinas de diferentes C fabricantes.
Fernando Cezar Juliatti, Érika Sagata e Fellipe Otávio Silva Parreira, UFU
Figura 8 - Desenvolvimento da perda da sensibilidade aos fungicidas sistêmicos em campo
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Milho
Ataque precoce o-cartu ch o) tem ocorri do cad A in ci dên ci Spodopter opteraa frugiper frugiperd (lagarta-do-cartu o-cartuch cho) ocorrid cadaa vez inci cidên dênci ciaa ddee Spod opter da (lagarta-d mais ced on as lavour as ddee milh o, tr an sf orm an do-a em um as pr agas ini ci ais ddaa cedo nas lavouras milho, tran ansf sform orman and umaa ddas pragas inici ciais cultur a. PPor or isso, além ddo o con tr ole n ea, a rrecom ecom en dação é ddee que o pr od utor cultura. contr trole naa parte aér aérea, ecomen end prod odutor não ddescui escui de ddo om onitor am en to e ad ote o tr atam en to ddee sem en tes com pr od utos escuid monitor onitoram amen ento adote tratam atamen ento semen entes prod odutos an tem pr oteção ddas as plân tulas até 20 di as após a em er gên ci sistêmi cos gênci ciaa sistêmicos cos,, que gar garan antem proteção plântulas dias emer ergên
E
Rogério Inoue
ntre os fatores responsáveis pela baixa produtividade de milho no Brasil, os insetos estão entre os principais, com capacidade de causar reduções em até 50% dos rendimentos, caso não sejam devidamente controlados. Os resultados de pesquisa gerados pela Embrapa e outras instituições brasileiras permitem a introdução dos preceitos de manejo integrado dessas pragas (MIP). No entanto, ainda são poucas as iniciativas no país para a implementação do MIP na cultura do milho. O que se verifica é o uso unilateral de inseticidas químicos, aplicados geralmente sem levar em conta a real necessidade ou a época apropriada, e pior, sem considerar o impacto ambiental dos produtos e da aplicação, tanto no que diz respeito ao solo, à água, ao aplicador e aos insetos benéficos, incluindo, por exemplo, insetos polinizadores e os próprios agentes de controle biológico. Por estas e outras razões, estão sendo documentadas em diferentes áreas de cultivo, populações de Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho) resistentes a inseticidas. O potencial produtivo da planta de milho no Brasil geralmente é muito mais elevado do que a produtividade real obtida em áreas de produção. Juntos, os fatores bióticos (doenças, plantas invasoras e insetos pragas) podem tirar toda a lucratividade do agricultor. Portanto, considerando o número relativamente alto de espécies com grande poder destrutivo ao milho, num curto espaço de tempo (entre o plantio e cerca de 20 dias após) é essencial levar em consideração tais pragas no planejamento da lavoura. Embora com diferentes registros de formulações comerciais de produtos para uso contra as diversas pragas iniciais da cultura do milho, seja através do tratamento de se-
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mentes ou através da pulverização, a pesquisa tem mostrado vantagens para o uso do tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos. O custo do tratamento, em geral, oscila entre o equivalente à produção de 80 quilos a 120 quilos de grãos. Essa produção, considerando uma expectativa de produtividade de seis mil quilos por hectare, representa apenas 2% da produtividade e é de longe muito inferior à perda média (em torno de 20%) verificada em áreas atacadas pelas pragas iniciais. Embora com presença mais comum quando a planta está na fase de cartucho pleno, a lagarta-do-cartucho tem também ocorrido com grande frequência logo após a emergência da planta, portanto, podendo ser também considerada uma praga inicial. Nesse caso, se a planta estiver protegida por inseticida sistêmico apropriado, não haverá danos significativos pelo menos durante o período de atuação do produto químico, geralmente entre 15 dias ou 20 dias após a emergência. A planta mais desenvolvida (tendo sido danificada ou não pelas pragas iniciais) fatalmente será também atacada pela lagarta-do-cartucho. Nessa fase seu controle é muito importante, pois se não manejada adequadamente pode ocasionar danos também nas partes reprodutivas do vegetal, local onde a utilização de medidas convencionais de controle, como as pulverizações, por exemplo, são bastante dificultadas. O manejo adequado da praga é fundamental para evitar o prejuízo em virtude do dano que ocasiona e que pode chegar a 50% da produtividade. Medidas eficientes de controle equivalem ao preço de dois sacos de grãos de milho. Para o correto manejo da lagarta-do-cartucho é fundamental a determinação da época de ocorrência da praga na área. Apesar de ser possível a identificação da praga através do monitoramento da sua postura na planta ou do dano na folha (folhas raspadas ou furadas dentro da lavoura), esse procedimento muitas vezes não é feito no tempo, na frequência ou na precisão necessária. O uso de armadilha contendo atraente sexual (arma-
Ivan Cruz
Dirceu Gassen
que nela pousarem. No interior da estrutura, no seu teto, é o local onde se fixa o feromônio. Inicialmente a armadilha é colocada no centro da área plantada a uma altura de um metro da superfície do solo. Quando a planta ultrapassar esta altura a armadilha deve ser levantada de maneira a ficar sempre na mesma altura da planta. A armadilha deve ser utilizada na densidade de uma para até cinco hectares. O ponto de decisão para entrar com medida de controle da praga se dá quando forem capturadas, em média, três mariposas por armadilha. A época inicial de colocação da armadilha na área de milho vai depender da estraté-
O uso de armadilha de feromônio, contendo atraente sexual, mostra-se como uma vantajosa ferramenta para decisão sobre a necessidade de utilização de medidas de controle para a lagarta-do-cartucho
dilha de feromônio) está se mostrado um método vantajoso como ferramenta para decisão sobre a necessidade de utilização de medidas de controle para a lagarta-do-cartucho em milho. Os resultados gerados pela Embrapa Milho e Sorgo têm demonstrado que, se houver indicação para uso de medida de controle com produto químico através de coletas em armadilha de feromônio, a eficiência no combate à praga é no mínimo 20% superior ao sistema tradicional, que é baseado na presença da lagarta na planta, muitas vezes em estágio de desenvolvimento, que não seria eliminada com as doses recomendadas, o que favorece o desenvolvimento de populações resistentes aos inseticidas ou até mesmo quando se utiliza o parâmetro “porcentagem de folhas raspadas”. Em ambos os casos, pode-se subestimar a população real da praga em determinada área de cultivo. Para maior precisão desses métodos haveria necessidade de abrir e danificar a planta para se detectar a presença da praga e aumentar a representatividade em termos de número de amostras a ser levantado. Mesmo assim, geralmente são encontradas na área lagartas de diferentes fases de desenvolvimento. Depen-
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dendo da distribuição das classes etárias das lagartas haveria necessidade de ajustes na dose do produto a ser empregado, o que aumenta o custo do controle. Esse fato dificilmente ocorrerá quando se utiliza a armadilha de feromônio, uma vez que, pelos conhecimentos da bioecologia da praga, o método permite a certeza de utilização de medida de controle para os ovos ou para as lagartas em fase de grande suscetibilidade aos produtos, ou seja, lagartas de até 10mm de comprimento. A ferramenta permite, inclusive, maximização do uso do controle biológico através da liberação de “vespinhas” do gênero Trichogramma ou de outro método de controle de menor impacto ambiental.
USO DA ARMADILHA DE FEROMÔNIO A armadilha de feromônio é composta de uma parte física e de atraente sexual (feromônio) sintético direcionado para os machos da espécie. A parte física tem formato de triângulo que é fixado em uma haste através de arame quando utilizado no campo. Dentro da estrutura é colocado material plástico quadriculado contendo na sua superfície cola suficiente para aprisionar os insetos
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Cultivar
gramas de manejo integrado nas próximas safras. Ao se capturar a densidade preconizada de mariposas nas armadilhas, a efetiva intervenção na área agrícola vai depender da estratégia a ser utilizada. Se a opção for o controle biológico através de vespinhas do gênero Trichogramma (disponível comercialmente no Brasil), sua liberação deve ser imediata. Recomendam-se novas liberações nos casos em que a mariposa continue na área (detectada nas armadilhas). Presença das vespinhas no início de aparecimento da mariposa da praga significará maior eficiência do controle. Geralmente ocorre efeito sinérgico entre as vespinhas liberadas e os demais agentes de controle biológico existentes naturalmente na área. Se a opção for para inseticida via pulverização, a aplicação é recomendada dez dias após a captura de três mariposas, mesmo que se continue capturando mais insetos na armadilha. A pulverização efetiva deve ser realizada com inseticida seletivo (sem efeito ou efeito mínimo sobre os inimigos naturais e/ou insetos benéficos, como os polinizadores) e de baixo impacto ambiental. Essas informações podem ser encontradas no rótulo do produto ou diretamente com agentes da extensão rural ou da pesquisa. Por ocasião da pulverização as lagartas estarão com aproximadamente 10mm e, portanto, muito suscetíveis aos inseticidas, o que facilita a escolha de produtos que preencham as qualidades para uso no MIP. Em condições normais, pode ser esperado efeito residual do produto aplicado, ao redor de cinco a seis dias. O fluxo de captura de mariposa servirá para orientar o produtor sobre esse residual. Uma nova aplicação de inseticida será necessária quando novamente forem cap-
Ivan Cruz alerta para o cuidado com o uso indiscriminado de inseticidas químicos
turadas três mariposas (número acumulado), considerando a captura a partir do quinto dia após a pulverização. Geralmente não exigirá uma terceira pulverização porque a planta já se encontrará bem desenvolvida e tolerante ao ataque da praga e também devido à presença de inimigos naturais na área. A frequência de substituição da base colante vai depender do número de insetos capturados. Se a densidade da praga estiver alta (muitos insetos capturados) recomenda-se a troca da base a cada 15 dias. O feromônio também deverá ser substituído nesta mesC ma época. Ivan Cruz, Embrapa Milho e Sorgo
Rogério Inoue
gia de manejo adotada. Quando a semente tiver sido tratada com inseticida sistêmico, com ação entre 15 dias e 20 dias da semeadura, a armadilha pode ser colocada neste intervalo. Caso a semente não tiver sido tratada, a armadilha deve ser distribuída no campo logo no início da emergência da planta. Mesmo quando a semente de milho tiver sido tratada, porém, em casos de uso da armadilha pela primeira vez, e quando possível economicamente, é interessante o monitoramento da praga desde o início da emergência da planta. Dessa maneira será possível a formação de banco de dados sobre a presença da praga em nível local de muita importância para o estabelecimento de pro-
O monitoramento da lavoura desde a emergência das plantas permite a formação de um banco de dados sobre a presença da praga para as safras subsequentes
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Fotos Charles Echer
Milho
Plantio planejado AA pr prod odutivi utivid ade milho aind muito long prod odutivi utividdad adee dde dee milh milhoo ain ainddaa está está m muito uito lon longgee ddo doo poten nutri utrien entes potenci cial pode alcançar. suprimen ento nutri utrien entes tes potenci cial podee alcançar alcançar.. EE oo suprim suprimen ento dee n al que que pod to dde m ostra-se principal limitante para pleno mostr ostra-se a-se oo prin principal cipal ffator fator ator limitan limitante te par paraa oo plen plenoo ddesenvolvim esenvolvimen ento plantas tas. ortanto, fund amen ental esenvolvimen ento to ddas das as plan plantas tas.. PPortan Portan ortanto, funddam amen ental tal to, éé fun pr etamen ente estratégi atégias prepar eparar corretam ar corr corretam etamen ente te oo solo solo ee lançar lançar mão mão dde dee estr estratégi atégias prepar eparar as com essagem, como garan anti tia como calagem dos os comoo aa calag calagem gessag essagem, em, bem bem com comoo dda daa gar garan anti tiaa ddos em ee aa ggessag elem elemen entos essenci ciais nutrição cultura ciais ais àà n nutrição utrição dda daa cultur culturaa elemen entos tos essen essenci
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A
o analisar a produtividade média do milho no Brasil (3,5 mil toneladas/hectare ou aproximadamente 58 sacas), observa-se que está muito aquém do potencial produtivo atingido pela pesquisa ou por bons produtores (por volta de dez toneladas/hectare ou 167 sacas) (Vitti & Favarin, 1997). Dentre os fatores que interferem no processo, o manejo químico do solo, associado a aspectos climáticos, é ainda o que mais limita a produtividade dessa cultura. O milho (Zea Mays L.) possui elevado potencial produtivo e uma forte interação ambiental. Por essa razão, necessita ser rigorosamente planejado e criteriosamente manejado, com o objetivo de expressar plenamente sua capacidade produtiva. A fertilidade do solo é um dos principais fatores responsáveis pela baixa produtividade do milho, seja para grãos ou para silagem. Esse fato deve-se, além do solo, à elevada capacidade extrativa da cultura, combinada com a grande demanda hídrica (170kg matéria seca/hectare/dia), responsável pela baixa produtividade nas áreas de sequeiro, principalmente quando ocorrem impedimentos físicos e/ou químicos em subsuperfície, o que reduz o desenvolvimento radicular e a oferta de água (Vitti & Nussio, 1993). Além dos macronutrientes orgânicos (C, H, O), oferecidos pela atmosfera (CO2, H2O, O2), o milho necessita de nutrientes minerais fornecidos pelo solo e/ou fertilizante: N, P, K, Ca, Mg, S, B, Cu, Mn, Zn e Mo. As quantidades de nutrientes extraídas e exportadas, nos grãos ou na silagem, pela cultura do milho, em função da produtividade, estão apresentadas na Tabela 1. Observa-se que a extração de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio aumenta com o crescimento da produção, e que a maior exigência do milho refere-se a nitrogênio e a potássio, seguidos por cálcio, magnésio e fósforo. No que se refere à exportação dos nutrientes pelos grãos, o fósforo é quase todo translocado (80% a 90%), seguido pelo nitrogênio (75%), enxofre (60%), magnésio (50%), potássio (20% a 30%) e cálcio (10% a 15%). Isso implica que a incorporação dos restos da cultura do milho devolve ao solo grande parte dos nutrientes, principalmente potássio e cálcio, contidos na palhada Com relação aos micronutrientes, as quantidades requeridas pelas plantas de milho são muito pequenas (Tabela 2). Entretanto, a deficiência de um deles pode ter efeito tanto na desorganização de processos metabólicos quanto na deficiência de um macronutriente (Vitti & Favarin, 1997).
CORREÇÃO E ADUBAÇÃO MINERAL As práticas corretivas mais tradicionais e econômicas que permitem maior eficiência na absorção de nutrientes são a calagem e a gessagem, que ao promoverem maior aumento no sistema radicular, proporcionam melhor aproveitamento de água e consequentemente de nutrientes. Calagem A calagem, além de ser fonte de Ca e Mg, aumenta a oferta de nutrientes, principalmente a de P, K, S e Mo, reduz a absorção de Al3+, Fe2+ e Mn2+, aumenta a atividade microbiana, propiciando maior mineralização da M.O. e maior fixação biológica no N2, bem como melhora a estrutura do solo. Existem vários critérios de calagem, em função da região agrícola, sendo os principais os seguintes. a) Critério da saturação por bases (V%): mais empregado no estado de São Paulo e locais específicos de outros estados, que utiliza a seguinte equação: NC= (V2-V1).T 10. PRNT Onde: NC = necessidade de calagem em t/ha para a camada de 0 - 20cm; V2 = saturação por bases almejada para a cultura do milho, conforme apresentado na Tabela 3. V1 = Saturação por bases atual do solo T = capacidade de troca catiônica potencial do solo em mmolc.dm-3 PRNT = poder relativo de neutraliza-
ção total do calcário b) Critério da neutralização do alumínio e elevação dos teores de Ca e Mg = Minas Gerais, Paraná e região do Cerrado. NC (t/ha) = [ 2 x cmolc Al.dm-3 + (2 – cmolc. dm-3 Ca + Mg) c) Método do tampão SPM (estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina) – recomendação de calcário visando elevar o pH do solo a 6,0. Na implantação do sistema de plantio direto, incorporar o calcário o mais profundo possível, e após proceder a aplicação superficial do calcário, porém, em doses máximas por vez de 2,0t/ha a 2,5t/ha, respectivamente, em solos arenosos e argilosos, dispensando a aplicação quando o V% = 50% em sistema de plantio direto consolidado. Gessagem Os principais objetivos da prática de gessagem na cultura do milho são condicionamento do subsolo e fornecimento de S e Ca. Deve ser realizada após a calagem, para o condicionamento do subsolo (20cm - 40cm), quando apresentar uma das seguintes características: Ca < 0,5cmolc.dm-3 ou Al > 0,5cmol.dm-3 ou m% > 30 ou V% < 35. Podem ser utilizados os seguintes critérios: a) Teor de argila: NG (t.ha-1) = 5,0 x argila (g.kg-1). b) Saturação por bases: elevar o V% a 50.
Tabela 1 - Extração média de nutrientes pela cultura do milho destinada à produção de grãos e silagem em diferentes níveis de produtividade Tipo de exportação Grãos
Produtividade t.ha-1 3,65 5,80 7,87 9,17 10,15 Silagem 11,60 (matéria seca) 15,31 17,13 18,65
Nutrientes extraídos (kg.ha-1) N P K Ca Mg 77 9 83 10 10 100 19 95 17 17 167 33 113 27 25 187 34 143 30 28 217 42 157 32 33 115 15 69 35 26 181 21 213 41 28 230 23 271 52 31 231 26 259 58 32
Fonte: Coelho & França (1995)
Tabela 2 - Extração e Exportação de micronutrientes pela cultura do milho para produção de 1t de grãos Milho
B
Cu
Extração Exportação
18 4
11 2
Fe
Mn g/ha 211 33 12 6
Mo
Zn
0,9 0,5
38 19
Fonte: adaptado de Malavolta et al, (1997) e Bull, (1993)
NG = (50 - V1).T 50 onde: NG = necessidade de gessagem em t/ha V1 = Saturação por bases atual do solo (20 – 40cm) T = capacidade de troca catiônica potencial do solo em cmolc.dm-3 (20-40cm), para um T máximo de 10cmol.dm-3. Quando não houver necessidade de gesso para condicionamento de subsuperfície e o teor de S apresentar valores menores do que 15mg.dm-3 na camada de 20cm – 40cm, aplicar 500kg de gesso (75kg/ha de S), suficientes para dois a três cultivos. • Adubação nitrogenada A adubação nitrogenada é função da produtividade e do histórico da área. Na adubação de plantio aplicar aproximadamente 35kg/ha a 40kg/ha-1 de N. O restante em cobertura em torno de 90kg/ha-1 (solos arenosos) a 120K/.ha-1 (solos argilosos) e produtividade esperada de 9t/ha a 10t.ha1 , no estádio de quatro folhas a seis folhas totalmente desenvolvidas (no máximo 30 dias após a germinação).
O milho exige um solo fértil e até os micronutrientes, embora requeridos em pequenas quantidades, podem causar desorganização de processos metabólicos na planta, como também inibir a ação de um macronutriente
• Adubação fosfatada A adubação fosfatada envolve filosofias. a) Fosfatagem – aplicada em área total em pré-plantio, em solos com teor de P abaixo do nível crítico (Presina < 30mg/dm-3 ou PMelich < 6mg/dm-3 a 24mg/dm-3 em função do teor de argila (> 55% a < 10% de argila) nas dosagens médias de 100kg/ ha-1 a 150kg/ha-1 de P2O5, utilizando fon-
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Tabela 3 - Valores de saturação por bases(V%) recomendados por região de cultivo Região São Paulo
V2(%) 70 (M.O. < 50 g.Kg-1) 50 (M.O. > 50 g.Kg-1) Minas Gerais 60 Paraná 70 (argila > 350g.kg-1) 50 (argila < 350g.kg-1) Mato Grosso e nortedo Mato Grosso do Sul 50 Mato Grosso do Sul 60
Tabela 4 - Interpretação de análise de solo e recomendação de adubação corretiva de K para culturas anuais Teor de K mg.dm-3 0 – 25 26 – 50 > 50
mmolc.dm-3 < 0,6 0,7 – 1,3 > 1,3
K2O Kg.ha-1 100 50 0
Fonte: Vilela et. al. (2004).
tes solúveis em HCi (fosfatos naturais reativos ou termofosfatos). No sulco de plantio, quando o P do solo estiver igual ou acima do nível crítico, aplicar 10kg/ha-1 de P2O5 por tonelada de milho a ser produzido, utilizando fontes solúveis em CNA + H2O, ou seja, para uma produção de 10t/ha-1, aplicar de 100kg/ha-1 a 120kg/ha-1 de P2O5, em função da textura do solo. • Adubação potássica A adubação potássica pode ser feita em pré-plantio em solos mais argilosos ou pósplantio em solos mais arenosos conforme recomendação da Embrapa (Tabela 4). Pode-se também utilizar o critério para elevação do K na CTC do solo para a faixa de 3,0% a 4,0%. • Plantio No sulco de plantio empregar doses máximas de 50kg/ha-1 a 60kg/ha-1 de K2O, doses de manutenção que correspondem à produção potencial de 10t/ha -1 (6,0kg/t-
O boro é fundamental para o aumento do sistema radicular
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1
de grãos de K2O).
• Adubação com enxofre As necessidades de fornecimento de S poderão ser satisfeitas desde que o elemento seja fornecido pelo menos uma vez no programa regular de adubação, como fonte de N (sulfato de amônio = 24% de S), ou de P2O5 (superfosfato simples = 12% de S, ou multifosfato magnesiano = 4,2 a 8,0% de S ou termofosfato magnesiano = 4,0 a 6,0% de S). No caso em que nenhum dos adubos empregados contenha enxofre, pode-se usar o gesso agrícola (15% a 16% S) em doses correspondentes ao fornecimento de 20k/ha-1 de S (para produtividades de até 6.000kg/ha-1 de grãos) e 40kg/ ha-1 S (para produtividades maiores). Porém, como esse gesso é aplicado em cobertura a lanço no pré-plantio, as doses podem ser aumentadas para 500kg/ha -1 (75kg/ha-1 de S) para viabilidade operacional. Esta dose é suficiente, no mínimo para duas safras agrícolas. • Micronutrientes Os micronutrientes podem ser fornecidos através de três vias: semente, solo e folha (principal gargalo para aumento da produtividade). A tendência de resposta a micro se dá principalmente em solos sob plantio direto (alta M.O.), com pH corrigido, elevados níveis de P e altas produtividades. O boro deve ser aplicado preferencialmente via solo em doses de 0,7kg/ha-1 a 1,0kg/ha-1 de B localizado no sulco de plantio e preferencialmente na forma de ulexita (10% de B), bem como via herbicida, na dessecação, na forma de ácido bórico. Esse nutriente é fundamental para o aumento do sistema radicular e formação do
A maior exigência do milho refere-se a nitrogênio e potássio, seguidos por cálcio, magnésio e fósforo
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tubo polínico e consequentemente maiores florescimento e pegamento dos grãos. Aplicar zinco no sulco de plantio, principalmente nos primeiros anos de plantio direto, em dosagens de 3kg/ha-1 (solos arenosos) a 5kg/ha-1 (solos argilosos), na forma de oxisulfato e preferencialmente agregado a uma fonte de P2O5. Complementar com a aplicação via foliar associada a fontes de Mn e Cu, nos estádios V4 e V8 (quatro folhas e oito folhas totalmente desenvolvidas, respectivamente). Também é interessante a aplicação de Zn via semente junto a produtos fitossanitários, o que proporciona uniformidade da cultura, em doses de aproximadamente 90g/ha-1 a 100g/ha-1 de Zn. A utilização de Mn via foliar é um fato para essa cultura, associado principalmente ao Zn e ao Cu em solos com altos teores de matéria orgânica. Assim, recomenda-se o fornecimento de aproximadamente 150g de Mn e de Zn (na forma de quelatos) a 300g (na forma de sais) no estádio V4 ou em duas aplicações (meia dose em V4 e meia dose em V8). Quanto ao cobre, pelo fato de ser íon metálico com maior afinidade em formar complexos estáveis com a matéria orgânica, em áreas de plantio direto estabelecido, bem como em lavouras com alta umidade, deve-se redobrar o cuidado com a
Fotos Charles Echer
ADUBAÇÃO
E
m termos práticos, a adubação pode ser definida pela seguinte expressão: Adubação = (planta – solo) x f
falta de cobre, suprindo as necessidades, neste caso, com aplicação foliar. Loman Fº et al (2001), observaram aumentos de 100% na produção de grãos de milho pela aplicação de Cu via foliar de em solos de várzeas (alta M.O. e alta umidade).
CONSIDERAÇÕES FINAIS A cultura do milho apresenta potencial genético para altas produtividades em regiões tropicais, principalmente pelas condições climáticas (luz, temperatura e precipitação), sendo a fertilidade do solo o fator limitante. Para a construção e a manutenção da fertilidade do solo, estabelecer as seguintes etapas do manejo químico: a) Amostragem e análise química e fí-
sica do solo, nas camadas superficiais e subsuperficiais; b) Práticas corretivas como calagem, gessagem, fosfatagem e potassagem; c) Adubação no sulco de plantio com doses de N na faixa de 35kg/ha-1 a 40kg/ ha-1, associada a doses máximas de 60kg/ ha-1 de K2O, bem como a adubação de P2O5 e micronutrientes, principalmente o boro; d) Adubação de N em cobertura no estádio de quatro folhas a seis folhas totalmente desenvolvidas; f) Adubação de K2O em pré-plantio em solos argilosos ou em cobertura, no estádio V4, em solos arenosos; g) Adubação foliar, principalmente com
Ou seja, é necessário dimensionar três fatores básicos: (I) Planta: nutrição das plantas quanto a elementos exigidos, quantidades necessárias, época e local para o fornecimento dos nutrientes; (II) Solo: avaliação da fertilidade do solo, utilizando-se principalmente da diagnose visual, diagnose foliar, histórico da área e análise de solo; (III) uso eficiente do fertilizante (f), o que é função do sistema de plantio, práticas conservacionistas, fontes e parcelamento dos nutrientes, aplicações a taxas variáveis (agricultura de precisão) e principalmente de práticas corretivas, como a calagem e gessagem. Em função do conhecimento desses fatores é estabelecido o manejo químico do solo, que começa por práticas corretivas seguidas de manutenção (Vitti & Mazza, 2002). Mn e Zn no estádio V4 e se necessário repeti-la no estádio V8, podendo estar associada a doses menores de Cu, elemento de alta reatividade no solo; h) Monitoramento com análise foliar, utilizando o método Dris para a interpretação; i) Analisar e avaliar o sistema de rotação e de culturas de espera, principalmente C em termos de adubação nitrogenada. Godofredo Vitti, Felipe Falda Leite e Julio César Priori, Esalq
Café Cultivar
Desafio triplo A in ci dên ci oenças ffoli oli ar es com o ferrug em, cer cospori ose e m an cha-d e-ph om inci cidên dênci ciaa ddee ddoenças oliar ares como ferrugem, cercospori cosporiose man ancha-d cha-de-ph e-phom omaa an to a qu ali dad os grãos par nas lavour as ddee café rred ed uz tan to a pr od ução qu lavouras eduz tanto prod odução quan anto quali alid adee ddos paraa a com er ci alização. PPor or isso é fun dam en tal conh ecer m ais sobr demi ologi comer erci cialização. fund amen ental conhecer mais sobree a epi epid emiologi ologiaa e os sin tom as ddestas estas ddoenças oenças par ealizar o con tr ole n om om en to certo e ddee fform orm eta sintom tomas paraa rrealizar contr trole no mom omen ento ormaa corr correta
O
café é um dos principais itens de exportação agrícola do Brasil, resultando em valores financeiros expressivos para o país. No entanto, vários aspectos podem reduzir tanto a produção quanto a qualidade dos grãos. Entre esses fatores encontram-se as doenças do cafeeiro como a ferrugem, a cercosporiose ou mancha olho-de-pomba, a mancha-de-phoma e a antracnose que se destacam devido às perdas que podem causar em ambientes com clima favoráveis e cafeeiros suscetíveis.
FERRUGEM No Brasil, desde que foi identificada em 1970, por Medeiros, na Bahia, a ferrugem está relacionada a perdas. Atualmente, em condições favoráveis para a doença, as perdas na produção podem chegar a 50%, sem contar os danos que estendem-se aos anos seguintes. Além desse efeito quantitativo, não se pode esquecer que a qualidade é essencial para agregar valor ao café comercializado. A ferrugem é responsável por causar quedas de
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folhas e consequentemente a morte de ramos do cafeeiro. Nessa colheita, sem folhas, o cafeeiro perderá sua capacidade produtiva e de formar grãos de café perfeitos, ou seja, com boa qualidade de bebida. Na próxima safra será pior ainda, pois a planta gastará suas reservas para produzir folhas e não flores (naqueles ramos que não morreram). Então a produtividade poderá cair e a qualidade mais ainda. Uma característica importante desse fungo é que somente sobrevive nas folhas vivas, de onde retira nutrientes e água necessários para completar seu ciclo de vida. Infelizmente, a única fase de vida visível é a de reprodução, quando identificamos a doença, reconhecemos o seu sinal, vemos a ferrugem. É o fungo multiplicando, justamente por acabar de absorver as reservas das folhas e não ter mais como sobreviver, necessitando disseminar e atingir novas folhas e áreas sadias. Quando estava em fase de colonização ou se alimentando, raramente fomos capazes de reconhecê-lo. Dessa forma, quando diagnosticamos a doença em algumas fo-
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lhas, várias outras ou mesmo áreas de uma mesma folha estão sendo atacadas e não as identificamos com certeza. O sinal da ferrugem é apenas a ponta do “iceberg”. Caso as condições sejam favoráveis à doença será uma questão de tempo para encontrarmos várias outras folhas doentes e após 5% de incidência em aproximadamente 15 dias a 20 dias a doença poderá chegar a níveis de 20% ou superiores. Sintomas Os sintomas da ferrugem, na verdade são sinais, caracterizam-se por manchas arredondadas, com massa pulverulenta de esporos de cor amarelada na face inferior das folhas. Epidemiologia Em relação à epidemiologia da doença, em lavoura adulta, a incidência está intimamente relacionada com a carga de frutos da planta. Nos anos de alta produção, quando é maior a severidade, os primeiros sintomas aparecem em dezembro-janeiro. De março a
Fotos Edson Ampélio Pozza
abril ocorre grande aumento da doença, atingindo o máximo em junho-julho. Progresso ao longo do tempo característico da ferrugem do cafeeiro entre agosto de 1999 e janeiro de 2001 (Pinto, 2002) Os fatores que favorecem epidemias da ferrugem são lavouras com alta carga pendente, plantas com alta densidade foliar no início do período chuvoso, molhamento foliar prolongado, além das condições climáticas favoráveis (temperatura e umidade), sistema radicular malformado, superficial e portanto incapaz de absorver nutrientes. Enfim, a doença é o resultado da interação do patógeno, ambiente, que inclui o clima e também o solo e o hospedeiro, no caso o cafeeiro. Dessa forma ocorrerão diversas situações tanto entre as lavouras quanto dentro da própria lavoura, que resultarão em diferentes quantidades de doença. Sendo assim, na prática, deve-se estar atento a essas diferenças, pois o manejo será diferente.
CERCOSPORIOSE OU MANCHA DE OLHO-PARDO Uma outra doença de destaque é a cercosporiose, ou mancha de olho-pardo ou olho-de-pomba, uma das mais antigas relatadas nas Américas e no Brasil, desde a introdução da lavoura cafeeira, também causada por um fungo, Cercospora coffeicola, que pode estar relacionada a perdas desde o viveiro até o campo. Foram citadas perdas no rendimento de até 30%. A sua importância tem aumentado principalmente devido às maiores produtividades, proporcionadas por novas técnicas de manejo, ao avanço das lavouras rumo a novas áreas, muitas delas irrigadas e a adubação muitas vezes incompatível com a capacidade de produção de novas cultivares e linhagens. Até o momento não existem cultivares resistentes a essa doença. Outro fato de extrema importância é a perda na qualidade de bebida devido a essa doença. Quando a doença ocorre nas folhas pode causar sua queda, tanto no viveiro quanto no campo. Se ocorrer na lavoura em produção, poderá expor os frutos ao sol, fato visível
Mancha de olhopardo em folhas
Sintomas de cercospora negra em folhas do cafeeiro no cerrado mineiro
principalmente no terço superior da planta. A cercosporiose apodrece a casca do fruto exposta ao sol, que tende a grudar no pergaminho, dificultando seu descascamento e facilitando a fermentação por fungos indesejáveis. Além disso o fungo pode se alimentar do grão, que consequentemente perderá sua estrutura e em geral dará origem a grãos quebrados e/ou chochos (o famoso boia). Vários desses grãos tendem ainda a cair no chão, dando origem ao café de qualidade inferior de bebida. Quanto à queda de folhas, o efeito na produtividade é o mesmo da ferrugem.
desequilíbrio nutricional, principalmente em relação ao cálcio e ao potássio, à presença de alumínio em grandes concentrações, reforçada pela bianualidade e temperatura favoráveis ao patógeno. Além dos sintomas nas folhas, nas plantas em produção a doença pode ocorrer também nos frutos. Os sintomas são pequenas manchas necróticas e deprimidas, de cor marrom a negra, estendendo-se no sentido dos polos do fruto. Os frutos doentes têm seu processo de maturação acelerado, caindo antes da colheita, e o que reduz a sua qualidade (Juliatti e Silva, 2001). Além do mais, a casca ou pergaminho tende a ficar aderida ao fruto, resultando em fermentação inapropriada. A doença também aumenta a quantidade de frutos quebrados e de conchas e reduz o peso dos grãos. A antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) nos frutos pode causar os mesmos sintomas, porém em cima das manchas surge a esporulação rosa do fungo.
Sintomas Observam-se nas folhas manchas circulares com diâmetro de 0,5cm a 1,5cm, de cor castanho-claro a marrom-escuro, com centro branco-acinzentado, quase sempre envolvidas por um halo amarelado. Na cafeicultura do cerrado, quando a irrigação for realizada via pivô central ou tripa, observa-se o sintoma denominado Cercospora Negra, devido ao maior número de horas com molhamento foliar e também ao
Progresso ao longo do tempo característico da ferrugem do cafeeiro entre agosto de 1999 e janeiro de 2001 (Pinto, 2002)
Epidemiologia Plantas debilitadas por qualquer causa
Redução na quantidade de doença (área abaixo da curva de progresso da incidência) Cercosporiose em cafeeiro submetido a diferentes lâminas de irrigação
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Evolução da ferrugem do cafeeiro na testemunha sem tratamento e em função do controle químico de alguns defensivos
adversa, tais como ventos frios e desbalanço nutricional, são mais suscetíveis à cercosporiose. Períodos de estiagem favorecem a doença devido às plantas tornarem-se deficientes em nutrientes. Em áreas irrigadas por gotejamento, tanto Boldini (2002) quanto Santos (2002), observaram redução significativa na incidência da cercosporiose, quando a lâmina de irrigação variou de 0% a 100% da evaporação do tanque classe A. Redução na quantidade de doença (área abaixo da curva de progresso da incidência). Cercosporiose em cafeeiro submetido a diferentes lâminas de irrigação As condições ideais para ocorrer a doença são umidade relativa alta, temperaturas entre 10°C e 25°C e excesso de insolação ou maior luminosidade. O início da epidemia dá-se nos meses de janeiro a fevereiro com máximo de doença entre junho e agosto. Menores índices pluviométricos a partir de março e temperaturas amenas favorecem a maior intensidade da doença. A irrigação, acompanhada de adubação equilibrada, pode reduzir sua incidência. A cercosporiose pode provocar intensa desfolha, principalmente no terço superior da planta, expondo os frutos a alta insolação e os predispondo ao ataque do patógeno.
Produtividade do cafeeiro em função da aplicação de Azoxistrobina pré e/ou pós florada visando principalmente o controle do complexo de doença Phoma /Colletotrichum
MANCHA-DE-PHOMA Em regiões de altitude elevada, acima de 900m, de clima frio e umidade alta, pode ocorrer a mancha-de-phoma, que em poucos dias ocasiona perdas significativas, causando também necrose de ramos. Além de danos nas folhas e frutos tem o poder de provocar, junto com a antracnose, causada por Colletotrichum gloeosporioides, necrose em pedúnculos florais, queda de flores e em estádio mais avançado, a queda de pequenos frutos, reduzindo sua quantidade por árvore. No Brasil foi identificado como principal agente etiológico o fungo Phoma tarda (Pfenning & Salgado, 2000). Sintomas Nas folhas novas, os sintomas caracterizam-se por manchas circulares, de cor escura e tamanho variado. Quando as lesões atingem as bordas das folhas, fazem com que se curvem e apresentem rachaduras. Nos ramos, o fungo causa lesões deprimidas escuras que podem envolver todo o diâmetro do ramo e provocar a seca da extremidade. A podridão da região da roseta e do pedúnculo floral é capaz de derrubar as flores do cafeeiro, sintoma que pode estar associado à presença do fungo Colletotrichum gloeosporioides.
Cercosporiose em frutos de cafeeiro (esq.) e sintomas da mancha-de-phoma nas folhas
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Epidemiologia A doença é favorecida por períodos intermitentes de frio, temperatura de 180C a 190C, vento frio, chuva e altitude acima de 900m, onde geralmente ocorre o microclima descrito anteriormente. Como as lesões desenvolvem-se a partir de um dano mecânico no tecido, a ocorrência de ventos e chuvas abundantes (ou de granizo) favorece a doença. Essas condições climáticas, durante o ano, geralmente ocorrem nos meses de março/abril e setembro/outubro, podendo variar de uma região para outra (Fernandez-Borrero, 1961). Deve-se evitar ao máximo, quando da ocorrência da doença, a aplicação de nitrogênio, principalmente em lavouras irrigadas.
CONTROLE INTEGRADO A cafeicultura avançou principalmente em novas regiões como o cerrado, em Minas Gerais e Bahia e até no Norte do País. Esses plantios, conciliados a novas técnicas como a irrigação, o adensamento, o manejo da adubação e da calagem e o emprego de novos fungicidas, aumentaram a produtividade, portanto passível de maiores níveis tanto da ferrugem quanto da cercosporiose e da mancha-de-phoma. O controle da ferrugem pode ser feito pela utilização de variedades resistentes como o Icatu vermelho, o Icatu amarelo, o Obatã, o Iapar 59, o Tupi, o Catucaí, Catiguá MG1 e MG2, entre outras. Porém, a maioria das lavouras no Brasil ainda é plantada com cultivares suscetíveis. Sendo assim, para se controlar essas doenças, no sistema convencional de condução, em cultivares suscetíveis e condições favoráveis de ambiente, torna-se necessário aplicar fungicidas, tanto protetores quanto curativos. Dentre os protetores encontram-se os dos grupos dos cúpricos e as estrobilurinas. Este último destaca-se por ser sistêmico, com efeito translaminar, sendo eficiente principalmente no controle da ferrugem e da cercosporiose, com início da aplicação sempre antes do começo da doen-
Edson Ampélio Pozza
ça, ou seja, de forma preventiva e em baixos níveis de doença. As estrobilurinas, entre elas a azoxistrobina, podem ser aplicadas no controle de doenças na florada, sempre que possível em duas pulverizações. Uma na fase de cotonete e outra após as pétalas caírem, entre 30 dias a 45 dias após a primeira. Vale lembrar que devemos atingir as flores e não as folhas. Para realizar essa pulverização, a nutrição com macronutrientes e micro, principalmente B e Zn, deve estar em equilíbrio. Além disso é preciso contar com a ajuda do clima para que as temperaturas não sejam demasiadamente altas na época da florada e também não ocorra déficit hídrico. Devido às condições adversas, mesmo com pulverização bem realizada, poderão ocorrer aborto de flores e queda de chumbinhos. Para a ferrugem destaca-se ainda o ciproconazole, que em aplicação via solo estará associado a um inseticida, proporcionando bom controle de ferrugem e das pragas do cafeeiro. A pulverização de fungicidas, principalmente para a ferrugem, deve ser realizada no início da doença, nos primeiros sintomas, que na verdade são os sinais, e correspondem à última fase do ciclo do fungo. Desse modo podem existir diversas folhas sendo parasita-
Podridão ocasionada por Phoma tarda em ramos. Observam-se os picnídios dos patógenos
das, com sintomas ainda não detectados pelo produtor e que necessitam controle. Além do mais, deve-se evitar que novos esporos sejam produzidos. Devido a isso, recomenda-se a realização antecipada das aplicações de solo, ou
seja, entre os meses de outubro e novembro e as pulverizações foliares em dezembro, sempre em baixos níveis de doença. A aplicação de fungicidas deve sempre levar em consideração o bom estado do equipamento de pulverização e a tecnologia de aplicação, o manejo da lavoura cafeeira dentro do agroecossistema, principalmente a adubação com macro e micronutrientes, os objetivos e o aspecto social de cada produtor na comunidade onde está inserido, além do destino de sua produção, ou seja, a responsabilidade socioambiental. Deve-se lembrar que, antes de pensar na doença, é preciso zelar pela boa nutrição e manejo da cultura. Para cumprir tal fim, a recomendação necessita ser sempre realizada por profissional treinado e capacitado para essa finalidade, o engenheiro agrônomo. Evolução da ferrugem do cafeeiro na testemunha sem tratamento e em função do controle químico de alguns defensivos Produtividade do cafeeiro em função da aplicação de azoxistrobina pré e/ou pós-florada visando principalmente ao controle do complexo de doença Phoma/Colletotrichum. C Edson Ampélio Pozza, Universidade Federal de Lavras
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Arroz
Entrave marrom
Par cultor possa m aximizar seus rresultad esultad os em pr od utivi dad ali dad araa que o orizi orizicultor maximizar esultados prod odutivi utivid adee e qu quali alid adee oced er o m an ejo corr eto ddee ddoenças oenças com oam an cha par da. dos grãos é pr eciso pr preciso proced oceder man anejo correto como man ancha pard En tr atégi as ddee con tr ole se ddestaca estaca o uso ddee fun gi ci das uas apli cações Entr tree as estr estratégi atégias contr trole fungi gici cid as,, com ddu aplicações cações,, um o estádi o ddee emborr acham en to e outr ação umaa n no estádio emborracham achamen ento outraa n naa flor floração
A
cultura do arroz tem alcançado nos últimos anos incremento conside-rável de produtividade, principalmente no Rio Grande do Sul, estado responsável por mais da metade de toda a produção no Brasil, com aproximadamente um milhão de hectares cultivados. No entanto, alguns fatores podem influenciar negativamente a produtividade. Merecem destaque as doenças, capazes de causar severas perdas de rendimento, dependendo do ano. Entre o complexo de doenças que atacam a cultura do arroz, a mancha parda ou
mancha marrom, causada pelo fungo Bipolaris oryzae (sin. Drechslera oryzae), vem crescendo. Atualmente é considerada a segunda em ordem de importância em nível de dano para as lavouras do Estado, assim, para que se possa avançar ainda mais em ganhos de produtividade e qualidade de grãos, é preciso manejá-la de forma a diminuir ao máximo possível seu potencial de danos, diante da intensificação de ataque nas últimas safras em arroz irrigado. O inóculo primário de B. oryzae está presente nas sementes ou no solo e é altamente transmissível. A infecção ocorre geralmente
no estádio de floração onde as hifas penetram na epiderme das folhas através do apressório, uma espécie de orifício formado a partir do tubo germinativo, começando assim a colonização dos tecidos (que são mortos por toxinas liberadas pelo fungo). A infecção é favorecida pela presença de água livre na superfície foliar, porém, umidade relativa do ar acima de 80% já é suficiente para que ocorra o processo. Outros fatores também interferem na incidência da doença, como temperaturas entre 20ºC e 30 ºC, luminosidade e o estado nutricional das plantas. Cultivar
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Produtividade de lavouras de arroz irrigado em função da época de aplicação de fungicidas
culo secundário para os grãos. Nas folhas, os sintomas caracterizam-se por lesões circulares ou ovais, de coloração marrom-escura, centro acinzentado ou esbranquiçado e margens pardas ou averGiuvan Lenz
A suscetibilidade à mancha parda cresce com o aumento da idade da planta, tendo seu pico nos estádios de floração e grão leitoso, onde as folhas e espiguetas são facilmente infectadas. O conteúdo de sílica nas folhas é negativamente correlacionado com a incidência de mancha parda. A população de plantas, estresse (por excesso ou falta de água), baixa fertilidade do solo (principalmente em relação à adubação com potássio) e ainda o uso de nitrogênio em níveis elevados afetam, também, a incidência de B. oryzae, já que criam condições adequadas ao desenvolvimento da doença devido aos tecidos ficarem mais tenros, aumentando assim a suscetibilidade da planta, o que provoca aumento de lesões, além de diminuição da qualidade de grãos e do rendimento. A mancha parda pode atacar o coleóptilo, folhas, bainhas, ramificações das panículas, glumelas e grãos. A partir da infecção de algumas plantas, se tem uma fonte de inóculo secundário do fungo, que se dissemina facilmente pelo vento e pela chuva, infectando outras plantas. Como os sintomas inicialmente manifestam-se nas folhas logo após a floração, estas se tornam, mais tarde, fonte de inó-
melhadas. As lesões nas bainhas são semelhantes às das folhas. Nos grãos, as manchas têm coloração marrom-escura e, muitas vezes, coalescem, cobrindo-os completamente. Esse fungo pode se alojar no interior das sementes, causando descoloração e enrugamento dos grãos, sendo freqüentemente encontrado em áreas de produção de arroz, tanto irrigado como de terras altas. Quando a doença se manifesta logo após a emissão das panículas, a infecção das espiguetas é capaz de provocar a sua esterilidade. Os danos associados à mancha parda são decorrentes da redução na germinação das sementes, da morte de plântulas originadas de sementes infectadas, destruição de área foliar e infecção dos grãos. As lesões foliares cobrem parte considerável da folha, diminuindo a área fotossinteticamente ativa. Os grãos atacados interferem no rendimento de engenho proporcionando meno-
As folhas infectadas da planta servem como inóculo para a infecção dos grãos
A mancha parda, quando se manifesta logo após a emissão das panículas, é capaz de provocar a esterilidade das espiguetas
alizadas duas aplicações, uma no estádio de emborrachamento seguida de uma segunda no estádio de floração, pois assim é oferecida maior proteção às plantas com aplicações preventivas, antes da infecção pelo fungo, protegendo as espiguetas no período
Fotos Giuvan Lenz
res percentagens de grãos inteiros, visto que os grãos tornam-se quebradiços. Isso ocorre devido à infecção do fungo, no estádio de enchimento de grãos, que causa diminuição da deposição de fotoassimilados, proporcionando assim, queda da resistência mecânica. O rendimento de grãos inteiros diminui consideravelmente em áreas não tratadas com fungicidas, o que determina perdas econômicas na comercialização, já que a quantidade de grãos inteiros determina o valor pago pelo produto. Em anos com condições ideais para a incidência e desenvolvimento do fungo a necessidade de controle da doença é ainda maior. Porém, alguns estudos mostram que o controle, mesmo em anos de baixas severidades, tem se mostrado uma técnica eficiente para que se obtenha maiores produtividades. O controle de mancha parda envolve o uso de cultivares resistentes, tratamento de sementes e emprego de fungicidas sistêmicos, que proporcionem proteção à folha bandeira e aos grãos, sendo que os produtos utilizados para controle de brusone na sua maioria também são eficientes no controle de mancha parda. Com a utilização de fungicidas, observam-se melhores resultados quando são re-
Sintomas de mancha parda em folhas de arroz irrigado
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de maior sensibilidade. Quando o tratamento for feito com apenas uma aplicação, recomenda-se realizá-la no estádio de emborrachamento de forma preventiva, usando fungicidas sistêmicos com período residual longo. A aplicação nesse estádio mostra-se mais eficiente em relação à aplicação realizada apenas na floração, porque ao invés de se controlar o fungo já instalado e em desenvolvimento, é feito um controle preventivo, evitando-se a infecção pelo patógeno. Entre os grupos de fungicidas que podem ser utilizados, uma maior eficiência no controle de doenças pode ser alcançada com estrubilurina + triazol. Isso porque a estrubilurina apresenta ação residual prolongada, e é lentamente liberada, agindo a nível celular, induzindo respostas de defesa da planta contra infecções subseqüentes, e o triazol tem ação sistêmica, caracterizando-se por ser eficiente tanto no controle preventivo como curativo das doenças. Quando se busca a otimização das condições de desenvolvimento da cultura do arroz irrigado, por altas produtividades, torna-se imprescindível a realização do controle das doenças. Assim a mancha parda, por ter demonstrado alto potencial de danos nas últimas safras em condições favoráveis, aparece como uma das doenças a serem controladas, destacando-se o método químico, com o uso de misturas de fungicidas, por oferecerem bom desempenho frente ao patógeno. C Giuvan Lenz, Ivan D. da Costa, Adriano Arrué e Leandro N. Marques, UFSM
Informe
Fotos Caetano Marciano de Souza Fotos Caetano Marciano de Souza
Aplicação precisa Estu do apon ta ben efíci os ddaa adição ddee Estud aponta benefíci efícios lubrifi can te sóli do gr afite n ormi dad lubrifican cante sólid grafite naa unif uniformi ormid adee de distribuição ddee fertilizan tes fertilizantes
am quantidades diferentes além dos problemas de entupimento das tubulações de distribuição, relacionados ao formato dos grãos do fertilizante e à sua higroscopicidade. No intuito de sanar esta deficiência foi estudado o efeito da adição de um lubrificante sólido, o grafite, ao fertilizante. Este estudo envolveu o aumento de doses de grafite e sua ação na uniformidade de distribuição e diminuição de entupimentos, analisando-se a variação da quantidade de fertilizante aplicada por metro. A adição de Grafsolo a fertilizantes granulados e organomineral resultou em maior precisão na quantidade aplicada assim como em melhor uniformidade de distribuição. A melhor dose, para ambos os fertilizantes, foi de 5g/kg-1 do produto, devendo ser recomendada para aplicação no campo. A adição de Grafsolo resultou também em diminuição do entupimento das tubulações resultando na não-necessidade de paradas para limpezas, o que reforça a recomendação para que seja adicionado aos fertilizantes. C Caetano Marciano de Souza, Universidade Federal de Viçosa
A
obtenção de elevadas produtividades no setor agrícola é dependente de uma série de fatores. Alguns são de difícil controle (ou, face à tecnologia atual de controle impossível ou, ao valor econômico, de controle antieconômico), podendo-se citar como exemplos o clima e a luminosidade. Outros são de controle possível (entre eles a cultura a ser estabelecida, o manejo dela, a irrigação, a adubação etc). À medida que o uso da tecnologia de produção é otimizado, alguns fatores possíveis de limitar a produtividade passam a apresentar importância quando antes, em sistemas menos otimizados, não mostravam relevância e não eram controlados. Assim é que a uniformidade de distribuição de fertilizantes passa a ocupar interesse agronômico no atual quadro tecnológico por afetar diretamente a produtividade das culturas já que o nível tecnológico empregado é
elevado. Em agricultura mecanizada a distribuição de sementes e fertilizantes é feita por máquinas. A distribuição de sementes é realizada de maneira a evitarem-se falhas e duplas, para algumas culturas (entre elas o milho e a soja), a distribuição uniforme só foi conseguida pelo emprego de um lubrificante nas sementes, no caso o grafite. Ao tempo em que a distribuição uniforme de sementes foi muito trabalhada, a distribuição uniforme de fertilizantes também vem sendo estudada tanto sob o ponto de vista de melhoramento nas unidades distribuidoras quanto sob o ponto de vista de melhor adequação dos fertilizantes para melhorar a distribuição (granulação). Entretanto, independentemente de reais avanços obtidos, as máquinas disponíveis apresentam problemas na uniformidade de distribuição dos fertilizantes, fazendo com que, para mesmas distâncias, cai-
A área experimental foi estaqueada de 10m em 10m, totalizando 15 repetições
Linha de plantio em área experimental onde foram testados os efeitos do produto
Área do experimento logo após a realização do plantio
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Coluna ANPII
Negligenciada Falta ddee atenção e inf orm ações ddef ef asad as sobr inform ormações efasad asadas sobree a ca ddo o nitr ogêni o pr eju di cam a utilização fix ação bi ológi fixação biológi ológica nitrogêni ogênio preju ejudi dicam desta técni ca em cultivos ddee soja n o Br asil técnica no Brasil
O
Brasil, juntamente com a Argentina, é o país que melhor utiliza a fixação biológica do nitrogênio (FBN) na cultura da soja. Hoje, com os inoculantes disponíveis no mercado, é possível obter-se produtividades acima de 3,5 mil quilos/hectare sem o uso de fertilizantes nitrogenados. Através dos anos, toda a rede ligada à FBN foi sendo aperfeiçoada, desde a pesquisa, com a seleção de estirpes de Bradyrhizobium altamente eficientes, passando pelo Ministério da Agricultura, que vem aperfeiçoando constantemente a legislação e chegando às empresas produtoras de inoculantes, tanto as brasileiras como as argentinas que exportam para o Brasil, que investiram fortemente na
zes nem sequer recomendando a inoculação. A Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII), montou um curso sobre o tema, encontrado no site da associação: www.anpii.org.br . • Falta de uma comunicação sistemática entre os órgãos de pesquisa e a assistência técnica, seja nas unidades da Emater, seja nas cooperativas. Esta falta de comunicação faz com que os profissionais estejam, na maioria das vezes, com informações defasadas sobre o uso de inoculantes. • Produtos utilizados nas sementes, recomendados pelos órgãos de pesquisa, mas que não passaram por testes de compatibilidade com o Bradyrhizobium. Hoje se tem o absurdo de produtos usados nas sementes,
minário, outro pesquisador recomendou o uso de manganês via semente, sem se dar conta do enorme prejuízo que isto pode causar ao suprimento de nitrogênio para nitrogênio. Como enfrentar estas ameaças e colocar a FBN no patamar de importância que esta tecnologia tem para a rede produtiva de soja? Somente com ações muito fortes por parte dos órgãos de pesquisa, juntamente com as empresas produtoras de inoculante, se poderá modificar a situação e fazer do uso de inoculantes nas culturas de leguminosas uma prática incontestável por todos seus benefícios tanto individuais como para a população brasileira. A Embrapa, com uma larga folha de serviços prestados à FBN, sensi-
Mais e mais agricultores passarão a compreender que o inoculante é um produto que traz ampla gama de benefícios e que deve entrar na programação de todo o plantio de soja no país qualificação de seus profissionais, na modernização de equipamentos e no desenvolvimento de processos mais produtivos. Com tudo isto, o agricultor tem à sua disposição inoculantes de excelente qualidade, que dispensam o aporte de fertilizantes nitrogenados na cultura da soja. Algumas ameaças, entretanto, têm se avolumado no país, podendo comprometer a tecnologia da inoculação (fator de economia para o agricultor, de menor uso de energia para o país e extremamente útil para o meio ambiente). Algumas destas ameaças: • Pouca ênfase ao assunto FBN nas escolas de Agronomia e formadoras de técnicos agrícolas. Isto faz com que o profissional, ao se deparar com a cultura da soja e de outras leguminosas, tenha conhecimentos muito superficiais sobre o tema, muitas ve-
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contendo micronutrientes como manganês, zinco e cobre, três elementos com forte poder bactericida. O uso destes produtos nas sementes vai eliminar todas as bactérias do inoculante, comprometendo o fornecimento de nitrogênio, o nutriente exigido em maior quantidade pela soja. • Infelizmente, também, em alguns setores da pesquisa a FBN não está sendo encarada com a devida seriedade. Há pesquisadores de fora da área que recomendam o uso de nitrogênio mineral na soja, em dosagens acima de 20kg/ha, comprometendo a formação de nódulos e, por extensão, o suprimento de N e a produtividade. Existem dezenas de trabalhos, no Brasil e em vários países, mostrando que é totalmente desnecessário e muitas vezes até prejudicial o uso de fertilizante nitrogenado na cultura da soja. Também há pouco, em um se-
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bilizou-se com o tema e, juntamente com a ANPII, organizará um amplo programa de divulgação a ser implantado a partir do segundo trimestre do ano, compreendendo peças publicitárias, treinamento de profissionais da assistência técnica, fôlderes, palestras e outros mecanismos que permitam levar os últimos avanços da inoculação aos agrônomos e técnicos agrícolas. Com isto, mais e mais agricultores passarão a compreender que o inoculante é um produto que traz ampla gama de benefícios e que deve entrar na programação de todo o plantio de soja no país. C
Solon Araujo, consultor técnico e de marketing da ANPII
Coluna Agronegócios
Cana, a discussão necessária
E
m dezembro de 2007 realizou-se em Poznan (Polônia), a Conferência do Clima, promovida pela ONU. Obviamente, a peça de resistência do evento foram as Mudanças Climáticas Globais, em curso no planeta. Dois aspectos dominaram as discussões: como reduzir a intensidade das mudanças e como conviver com elas. Para diminuir a intensidade, a conclusão óbvia é a redução das emissões de gases de efeito estufa, onde pontifica o uso de energia renovável, em substituição às fontes fósseis. Para conviver com as mudanças serão necessários avanços tecnológicos de porte. No caso da agricultura, as principais prioridades apontam para o de-
interessante repassar o assunto, que estará em voga nos próximos anos. Por exemplo, durante o evento, o doutor Macedo apresentou suas mais recentes contribuições, como a atualização dos dados sobre as emissões do etanol brasileiro e as projeções para o ano 2020. O primeiro estudo sobre o impacto do etanol de cana na redução do efeito estufa data de 15 anos atrás, o que mostra não apenas a preocupação do Brasil com a sustentabilidade na produção de biocombustíveis, como ressalta a experiência que acumulamos neste tipo de estudo. Uma das vantagens da cana para a redução dos gases de efeito estufa é a possibilidade de co-geração de eletri-
Imagens de sensoriamento remoto por satélite demonstraram que, em 2007 e 2008, pastagens (45%) e áreas já ocupadas pela agricultura anual (50%) foram responsáveis por 95% da área incorporada ao cultivo de cana (mais de dois milhões de hectares). Outros 2% foram deslocados da produção de citrus e de áreas de reflorestamento. Mesmo na condição futura, em que o Brasil seja compelido a expandir a produção de etanol, para atender ao mercado interno ou ao comércio internacional, não se esperam consequências ambientais negativas, considerando que o país dispõe de enorme estoque de terras disponíveis – mesmo considerando as limitações
Uma das vantagens da cana para a redução dos gases de efeito estufa é a possibilidade de co -geração de eletricidade co-geração senvolvimento de material genético tolerante à seca e a temperaturas mais altas. Durante a Conferência, um evento paralelo reuniu pesquisadores e cientistas de diferentes países para discutir, especificamente, os benefícios do etanol de cana-de-açúcar para a mitigação do aquecimento global. As apresentações foram efetuadas por especialistas do Brasil, dos Estados Unidos e da União Europeia e constam do livro Sugarcane ethanol: contributions to climate change mitigation and the environment publicado pela Wageningen University, da Holanda, e está disponível para download para os interessados. O pesquisador da Nipe/Unicamp, Isaias Macedo, é um dos autores do livro.
EMISSÕES Nós brasileiros já estamos, de alguma maneira, informados sobre a contribuição do etanol de cana para a redução da emissão dos gases de efeito estufa, ao contrário do que ocorre com cidadãos de outros países, onde o etanol não é de uso corrente, como no Brasil. De qualquer maneira, é sempre
cidade, que atende tanto às necessidades das usinas como serve para exportação de excedentes à rede elétrica brasileira. A diretiva europeia que promove o uso de energias renováveis exclui a bioeletricidade destinada ao uso externo às usinas, o que distorce sensivelmente a contribuição do etanol de cana para reduzir as emissões. Colocando a bioeletricidade no cálculo, como um todo, o etanol de cana atinge 92% de redução na emissão de gases de efeito estufa, em comparação com a gasolina, o que é um caso único, em escala global, de benefício ambiental pela geração de energia de biomassa.
USO DA TERRA Pessoas mal informadas – ou mal intencionadas – por vezes atribuem o desmatamento na Amazônia ao avanço da produção de cana no Brasil. Um estudo recente do International Institute for Applied Systems Analysis, baseado em Viena, analisou as mudanças no uso da terra no Brasil, em decorrência da expansão canavieira.
impostas pelo zoneamento agroecológico - e porque, para começar qualquer projeto de produção, são necessários pelo menos três anos de estudos de impacto socioambiental para obter o licenciamento.
IMPORTÂNCIA É importante discutir estas questões, como é vital a continuidade de estudos e levantamentos que comprovem à exaustão os benefícios ambientais do etanol, para evitar que uma grande oportunidade de que dispõe a sociedade global – substituir combustíveis fósseis por biocombustíveis – venha a ser comprometida por enviesamentos na discussão, motivados por interesses meramente comerciais de negócios já estabelecidos ou de concorrentes com receio de serem deslocados do mercado pelas vantagens C competitivas do etanol. Décio Luiz Gazzoni Engenheiro agrônomo, membro do Painel Científico Internacional de Energia Renovável do Conselho Internacional de Ciências
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Coluna Mercado Agrícola
Vlamir Brandalizze brandalizze@uol.com.br
Crise mundial abrirá bons espaços para agronegócio brasileiro O quadro de crise econômica internacional vivido nestes primeiros dois meses do ano dá sinais de que o Brasil deverá conseguir crescer na participação mundial no abastecimento de alimentos. Certamente veremos algumas empresas brasileiras ceifadas pela crise, mas aquelas que estiveram mais saudáveis levarão vantagem e certamente todo o setor conseguirá avançar porque o quadro geral mundial nos trará grandes oportunidades. Os países que mais devem sofrer com a crise são aqueles que mais subsidiam a agricultura e as primeiras medidas começam aparecer, como foi apontado pelo presidente Barack Obama no final de fevereiro, que pretende reduzir a distribuição de dinheiro aos grandes produtores (nesta primeira etapa serão níveis de US$ 3,00 bilhões a US$ 5,50 bilhões, o que certamente trará como reflexo a redução da oferta de alimentos). Na Europa a crise também deverá trazer redução da oferta de recursos ao setor agropecuário, porque o dinheiro sumiu e os países não têm como manter gastos tão altos como os vistos até aqui. Até mesmo os japoneses começam a indicar que terão de reduzir custos. Outros fatores também podem beneficiar o Brasil. Comenta-se que o governo da Argentina irá assumir as exportações do agronegócio, buscando melhorar a entrada de dólares e impostos, o que certamente irá refletir na redução dos preços aos produtores e na queda da produção e perda no ritmo do crescimento da safra local, porque obviamente os investimentos serão reduzidos. Como o mundo continuará crescendo a uma média de 100 milhões de pessoas por ano, ou seja, meio Brasil a mais para comer a cada ano que passa e nada de áreas novas para plantar, teremos mais espaço e cotações mais atrativas para a produção brasileira. A luz no fim do túnel começa a piscar a nosso favor de agora em diante.
MILHO Colheita lenta Os produtores do Paraná apontam que, além da estiagem, as perdas agora estão atreladas ao excesso de chuvas que ocorreram em fevereiro e derrubaram a produtividade e à qualidade das plantações. Com o mercado mostrando pressão de baixa nas cotações no final de fevereiro e começo de março, típico desta época (agora com a demanda das mãos para a boca e pouco capital de giro), há pouco espaço para crescer neste mês. As exportações devem continuar em bom ritmo e assim tirar os excedentes do mercado brasileiro, deixando o abastecimento do segundo semestre todo atrelado à safrinha, que está em plantio. Com expectativa de superar as nove milhões de toneladas exportadas.
SOJA Safra chegando em bom ritmo Os produtores estão satisfeitos com a produtividade, que, mesmo com a estiagem, tem mostrado números acima das expectativas, indicando que as perdas maiores se concentraram no Paraná e Mato Grosso do Sul, porque no Rio Grande do
Sul a safra estava no início ou em plantio quando a seca chegou e assim, com as chuvas do final de janeiro e de fevereiro, o quadro local normalizou. A safra do Mato Grosso está com avanço forte da colheita, com boa produtividade e grande parte chegando para quitar contratos programados. O setor espera que o governo implemente B4 ou 4% de biodiesel no diesel do meio do ano em diante e, desta forma, aumente o consumo interno de soja para este fim. As cotações mostram ligeira queda neste período de safra, mas isso é típico em março e pode ter avanços positivos em abril e maio, quando começa o plantio nos Estados Unidos da América.
FEIJÃO Colheita diminui em março As lavouras andaram em bom ritmo de colheita em fevereiro, em Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e também em São Paulo e tudo aponta que nesta segunda quinzena de março em diante a colheita fique localizada na região de Irecê, no Nordeste, e fraca nas demais áreas que já terão colhido a maior parte das plantações. Desta forma,
para termos avanço nas cotações em março teríamos que ter crescimento na demanda, que pode vir somente no final do mês e no começo de abril. Segue entre os R$ 75,00 e R$ 100,00 por saca, e pouco fôlego para alterações no curto prazo. Podendo mostrar níveis melhores de abril em diante.
ARROZ Colheita abastecendo as indústrias A safra estará no pico da colheita neste mês de março e assim teremos pouco espaço para avanço nas cotações nestas próximas semanas. Com a demanda no varejo com expectativa de crescimento, mas sem trazer grande apoio para as cotações no casca. O governo acena com apoio para o setor via EGF, mas os resultados deverão vir somente em abril, quando se espera pela redução das vendas do casca e pressão de alta. Com níveis previstos para este mês de março de R$ 28,00 a R$ 32,00 ao casca do Rio Grande do Sul e calmaria no setor. A demanda tende a crescer forte neste mês em diante e mostra boas expectativas para o ano, com consumo acima da produção e escassez de arroz na virada de 2009 para 2010.
CURTAS E BOAS TRIGO - Técnicos do governo apontaram que o trigo da Rússia (que poderia chegar aqui por preços baixos) não serve para a panificação, por ser produto usado para produção de bolachas e biscoitos. Desta forma, a saída será trazer produto dos Estados Unidos ou do Canadá, o que certamente não liquidará abaixo dos US$ 300 por tonelada e assim manterá as cotações do produto interno em crescimento durante todo o ano. Com níveis entre os US$ 500/550 por tonelada e abaixo para o produto do Rio Grande do Sul, que pode até ser usado para exportação, porque o mercado mundial segue comprador de trigo neste ano. ALGODÃO - A safra deste ano está muito abaixo do verificado nos anos anteriores e dessa forma o quadro dos preços tende a ser mais favorável do que o inicialmente previsto. Mas neste momento o mercado comenta sobre perdas ocorridas na Bahia, aonde a estiagem pegou boa parte da safra. Com isso o mercado sinaliza que pode ser positivo nos próximos meses. Com poucos negócios e indicativos considerados fracos pelos produtores neste começo de ano. EUA - A boa notícia deste mês vem do anúncio do presidente Barack Obama, que pretende reduzir o volume de recursos usados em subsídios aos grandes produtores locais e de que a produção de etanol continuará acelerada, com
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indicativo de que as 91,4 milhões de toneladas de milho, usadas neste último ano, saltarão para 104,1 milhões de toneladas na nova safra 09/10, favorecendo países exportadores de milho que crescerão em participação frente aos espaços deixados pelos americanos. CHINA - A estiagem continuou prejudicando as lavouras de inverno do país, onde aproximadamente 50% da safra de trigo foi comprometida. Como parte deste produto tem uso em ração, obrigará o país ao aumento das importações de soja para compensar estas perdas. ARGENTINA - A seca trouxe grandes prejuízos à safra portenha. Há indicativos de que a safra de soja fique entre 40 milhões de toneladas e 44 milhões de toneladas, ante as 50 milhões de toneladas previstas inicialmente. Agora se aponta, também, que o milho não deverá ir além de 12 milhões de toneladas, contra 20,5 milhões de toneladas previstas. Dessa forma as exportações poderão não chegar a oito milhões de toneladas contra cerca de 16 milhões de toneladas do ano passado. A melhor notícia aos produtores do Brasil, se confirmada, será a estatização das exportações do agronegócio argentino, com chances de queda nas futuras safras e quebradeira no setor produtivo local e mais espaço para os exportadores brasileiros.