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Depois de 3 meses, ele acordou. Aquela sim tinha sido uma senhora hibernação. Estava tudo bagunçado. A fome bateu e ele viu que não tinha outra alternativa: pegou o machado e uma maleta, respirou fundo e foi à caça. Percebeu que estava sedentário demais, mas suas presas continuavam espertas o suficiente para fugir mais rápido do que ele poderia alcançar. Era uma tentativa e uma frustração, outra tentativa e outra frustração. E toda vez que a oportunidade escorria entre seus dedos, depois de horas de perseguição e muito esforço. Ele parava, descansava e encontrava forças para continuar. Enfim, chegou um momento que era tudo ou nada. Ele pegou seu machado, segurou firme, mirou e jogou em direção à presa. De repente, aquele bicho-de-sete-cabeças caiu no chão. Vitorioso, pegou seu troféu e voltou para casa. Ligou a TV, acendeu o fogo, pegou a cerveja e olhou para aquele papel: agora já não caçava mais para si, caçava para aquela empresa, que o traria à vida novamente.

O homem moderno das cavernas - A anônima mais conhecida  

uma caça cotidiana, presente nos tempos modernos