“Portugal um país onde tudo o que fazemos se é
centra volta uma mesa” à
de
TEXTO Patrícia Santos Fernandes FOTOS D.R.
Em 2008 nascia em Delí, na Índia, aquilo que viria a tornar-se uma revolução no mundo dos bares e restauração. O guia Zomato chegou a Portugal em 2014 e é já bem conhecido de todos os portugueses. Consultar horários de funcionamento, ementas e preços, mapas de localização, contactos, fotografias e avaliações fazem da Zomato uma plataforma de referência no que a restaurantes e bares diz respeito. Portugal é já o segundo melhor mercado mundial para a Zomato e Lisboa a sede da empresa para a Europa. Em entrevista à Grande Consumo, Miguel Ribeiro, Country Manager da Zomato, fala-nos do sucesso da plataforma, da sua entrada em Portugal e dos projetos futuros.
Grande Consumo - A Zomato chegou a Portugal em 2014 e, três anos depois, é já é conhecido pela maioria dos portugueses. Como é que esta “criação” indiana chegou até nós? Miguel Ribeiro - Antes de entrar para a Zomato, estava a pensar criar o meu próprio negócio. Uma hora depois de ter enviado um e-mail para uma empresa na Índia que não conhecia, mas na qual vi potencial, recebi uma mensagem do CEO a convidar-me para uma conversa via Skype. Após 10 minutos, desafiou-me para largar tudo e ir para a Índia daí a duas semanas. Ajudá-lo a mudar o mundo. Foi numa viagem de comboio entre Cascais e o Cais do Sodré que começou esta aventura. Em novembro de 2013, aterrava em Nova Delí, na Índia, para me sentar com Deepinder Goyal, o CEO da Zomato, fundada em 2008. Três meses mais tarde, Portugal seria o destino de embarque para fundar de raiz as operações em Lisboa. Estávamos em fevereiro de 2014. Tal como em todos os países em que estamos presentes, colocámos em prática o conceito de “feet on street”, visitando e registando todos os espaços existentes em toda e cada rua da cidade, com uma equipa de 25 pessoas no terreno (13 membros nacionais e 12 da equipa indiana) a recolher informação em todos os restaurantes, cafés, bares e “nightlife” durante três semanas. Esta equipa está agora diariamente nas ruas para garantir que recolhe os dados
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