EDITORIAL CERTEZAS E DÚVIDAS
O
ano começou de um jeito diferente daquilo que muita gente imaginava. Deu a lógica, e não poderia ser de outro modo, pois apenas a troca de data do calendário – mais as expectativas por ela trazidas – não seria suficiente para mudar de uma hora para a outra o momento difícil pelo qual passa o País. Janeiro foi apenas o mês seguinte de um dezembro que encerrou um dos mais indesejáveis períodos para o setor do transporte rodoviário de cargas. Um ano de pouca carga, estradas vazias e frotas paradas geraram um ambiente em que todos querem ver desaparecer de suas vidas o mais rápido possível. Porém, é preciso um pouco mais de tempo para se ver e sentir com mais ênfase o início da retomada da economia brasileira. Existem hoje muitas expectativas e sinais de melhora, mas ao final de janeiro, se algo mudou foi o começo de ano com um pouco mais de otimismo. Fabricantes de caminhões dizem que voltaram a receber consultas de clientes sobre aquisição de veículos novos para suas frotas. A safra estimada em mais de 213 milhões de toneladas de grãos, prevista para este ano, é outro sinal da retomada, principalmente para movimentar vendas de caminhões rodoviários. Em diferentes setores da economia a situação tem sido de um pouco mais de otimismo, embora a roda dos negócios não tenha ainda começado a girar. Muita gente fala que o recomeço será a partir do segundo semestre, enquanto outros mais cautelosos acreditam que o Brasil voltará a andar somente em 2018. Para muitos motoristas de caminhão autônomos e empregados, este janeiro não passou de mais um mês com dificuldades para encontrar carga, e quando aconteceu o valor do frete mal pagou o combustível e o desgaste do caminhão. Embora o momento seja cruel, vale dizer que vai passar, como já aconteceu em outros tempos no Brasil. Os veteranos da estrada sabem, mesmo admitindo que desta vez a situação esteja muito mais dura. Nós também acreditamos na retomada da economia, pois é impossível imaginar que isso não vá acontecer, mesmo cientes de que há muito ainda a ser feito para botar o País no eixo. João Geraldo Editor
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SUMÁRIO
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PROFISSÃO
Longas esperas por cargas e baixos valores de frete, entre outras questões inerentes à profissão do motorista de caminhão, têm causado falta de perspectivas sobre uma provável melhora do segmento do transporte rodoviário de cargas em 2017, principalmente para quem esperava mudanças no cenário já no primeiro mês do ano
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MERCADO
A Mercedes-Benz encerrou 2016 com crescimento das vendas do Actros rodoviário e credita o avanço à performance do modelo, a ações desenvolvidas junto a clientes - dentro e fora da fábrica – e também com a rede de concessionários. No total, foram 784 unidades do modelo, mais do que dobro das 320 licenciadas em 2015
/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11)95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO DIRETOR Edson Pereira Coelho REDAÇÃO redacao@ggmidia.com.br Editor João Geraldo (MTB 16.954) Colaboradores desta edição Daniela Giopato Ilustração Michele Iacocca
28 NEGÓCIOS Ano passado, o mercado de caminhões usados teve grande importância nos negócios MAN Latin America. A montadora adquiriu 541 veículos seminovos originários de negociações envolvendo a troca por modelos zero quilômetro. O crescimento, segundo a empresa, é de 80% em relação às operações deste tipo realizadas no ano anterior
COMERCIAL Nilcéia Rocha REPRESENTANTES comercial@ggmidia.com.br Eurico A. de Assis José Antonio Fernandes Ubiratan Alves Ferreira. ADMINISTRAÇÃO Ed Wilson Furlan Juliana Vieira DIGITAL Mariana Teruya Gil Santos TI DC Code Soluções em TI Ltda.-ME DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Public. Técnicas Ltda Ricardo Lúcio Martins ASSINATURA assinatura@ggmidia.com.br 5035-0000
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TECNOLOGIA E CONFORTO DOS CAMINHÕES MODERNOS VENDAS PELA INTERNET LEVAM MOTORISTAS A PREFERIREM TRECHOS DE CURTAS DISTÂNCIAS
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ARTE arte@ggmidia.com.br Andrea Tanaka Assinatura: Anual R$ 96,00 Exemplar avulso: R$ 8,00 Edição nº 506 - Jan/Fev de 2017 Publicação de: G.G. Editora de Public.Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 Vila Alexandria - CEP 04635-021-SP Tel.: (11) 5035-0000 - Fax: (11) 5031-8647 revista@ggmidia.com.br
www.ocarreteiro.com.br A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga.
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PROMOÇÃO promocao@ggmidia.com.br Denise Finamore Anna Júlia Russo
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A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários “ROD” (Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento RR Donnelley Tiragem da edição 506 verificada por PWC, cuja carta relatório encontra-se em nosso poder
NOTÍCIAS NOVAS DEMANDAS
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Mercedes-Benz acaba de lançar quatro modelos de planos de manutenção de fábrica. São eles o BestBasic, Select, Select Plus e Complete, os quais, segundo a empresa, permitem várias composições de serviços, envolvem manutenções preventivas, reparos, troca de itens de desgaste e socorro mecânico. De acordo com Silvio Renan, diretor de peças e serviços ao cliente da marca, dessa forma eles contam com novas ferramentas para trabalhar a previsibilidade de gastos, otimizando os custos operacionais. “A cobertura dos planos de manutenção Mercedes-Benz está mais abrangente. Isso atende as novas demandas dos clientes, que captamos no relacionamento e no atendimento
que prestamos a eles” disse o executivo acrescentando que a empresa está alinhada em ouvir atentamente o que as estradas dizem e atender a cada nova solicitação com produtos e serviços eficientes e rentáveis.
CONSÓRCIO FORD
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Associação dos Distribuidores Ford Caminhões, a Abrafor, entidade que representa 118 concessionários da rede de distribuidores Ford Caminhões, assinou contrato com o Consórcio Nacional Unifisa para a criação e lançamento do Redefor Consórcio de Caminhões. A cotas serão comercializadas pelos distribuidores associados e os primeiros grupos a serem lançados terão créditos a partir de R$ 125.396,00 – para todos os modelos da marca – em grupos de
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O CARRETEIRO
300 participantes, parcelas mensais de R$ 1.066,00 e prazos de até 120 meses. A projeção é para quatro contemplações por assembleia mensal – por sorteio e lances, podendo haver lance fixo e lance livre. O presidente executivo da Abrafor, Paulo Matias, disse que a decisão de criar e lançar um consórcio aconteceu após análise e observação do comportamento das necessidades do transportador diante das atuais dificuldades econômicas vivenciadas pelo País.
ACORDO DE DISTRIBUIÇÃO
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Randon Implementos acaba de anunciar parceria com a Truckvan, com 25 anos de atuação na produção de unidades móveis para capacitação profissional, treinamento, eventos, serviços e defesa e segurança. Pelo acordo, a Truckvan assume a distribuição dos produtos Randon na região metropolitana de São Paulo. A decisão integra
a estratégia de valorização da rede de distribuidores Randon, que agora são 26 grupos econômicos que cobrem todas as regiões do Brasil. É uma volta para casa”, disse Alcides Braga animado com a representação que está sendo instalada no Parque Novo Mundo, na Via Dutra/SP e que começa a operar em abril próximo.
NOVA BANDA
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Vipal Borrachas, fabricante para reformas de pneus, está lançando mais uma banda de rodagem exclusiva para o transporte rodoviário. A DV-RT4 é indicada para eixos de tração em operações de transporte que exigem alto grau de desempenho dos pneus. Uma das novidades do produto são as novas amarrações entre os blocos, as quais, segundo a empresa, proporcionam maior equilíbrio e estabilidade em condições severas de uso, além de ser ideal para veículos mais potentes que exigem mais dos pneus. Ainda de acordo com a Vipal, a nova banda de rodagem possui
alto rendimento quilométrico devido à sua maior área de contato com o piso. Outros destaques são maior resistência à abrasão, desgaste uniforme até o fim da vida útil e maior aderência em pisos escorregadios, entre outros.
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NOTÍCIAS INVESTIMENTO DE 1 BILHÃO
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Volvo anunciou investimento de R$ 1 bilhão na América Latina no período entre 2017 e 2019. Desse total, 90% serão aplicados no Brasil e o restante na expansão da rede de concessionários no Chile. Segundo o presidente do Grupo Volvo América Latina, Wilson Lirmann, a maior parte desse valor será utilizada na fábrica de Curitiba. "Investiremos em produtos, serviços e manutenção da nossa capacidade de produção”, disse o executivo. A empresa encerrou 2016 com 27,9% de participação no emplacamento de caminhões pesados, volume que lhe garantiu a liderança no segmento pelo terceiro ano consecutivo. Os destaques
pesados da marca, de acordo com Bernardo Fedalto, diretor de caminhões Volvo no Brasil, foram os modelos FH 460 e FH 540, com 1.426 unidades e 1.344 unidades, respectivamente.
INSPEÇÃO VEICULAR
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governo de São Paulo se prepara para implantar inspeção veicular na frota diesel de todo o Estado a partir de 2018. Parecida com a medida que vigorou no município paulista entre 2009 e início de 2014, a meta é verificar caminhões, ônibus e SUVs e deverá se estender também aos veículos diesel com placas de outros Estados, os quais, se estima são mais de 425 mil mensalmente. Ainda em fase de elaboração, entre as propostas em estudo, uma delas é que haja pagamento de taxa pela vistoria e
multa para veículos cujos parâmetros de emissões estiverem acima do limite determinado. Ainda não está definido, mas uma das ideias é que as inspeções sejam feitas em 46 unidades da Cetesb espalhadas no Estado, porém não está descartada a possibilidade de o serviço ser terceirizado, como fez a prefeitura paulista. Prevista pelo Código de Trânsito desde 1993, a inspeção veicular deverá ser implementada por etapas, começando por regiões onde há maior incidência de poluição e maior concentração de veículos movidos a diesel.
RODOTREM PARA 91T
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Contran delegou a ele próprio - através da resolução 640/06 - poderes para regulamentar procedimentos, itens, ensaios de segurança e especificação técnica das combinações de veículos de carga com PBTC entre 74 e 91 toneladas. De acordo com o órgão, a largura deverá ser a mesma de 2,60m, mas em relação ao comprimento, o setor canavieiro, que é o maior protagonista da resolução, quer 32m. Ainda de acordo com o órgão de trânsito, uma alternativa viável
seria manter os atuais 30m dos rodotrens e bitrens de 74 toneladas de PBTC, para evitar aumento no tempo de ultrapassagens e cruzamentos de intersecções. Quanto à altura, o setor pede 4,70m, mas os 4,40 atuais, além de ser compatível com a legislação vigente, também não criaria dificuldades para o tráfego embaixo das atuais pontes e viadutos. A combinação mais pesada teria 11 eixos no total, sendo três no cavalo-mecânico e oito nos semirreboques, (sendo 3+5).
TOPO DO RANKING
O
Banco Mercedes-Benz encerrou o ano de 2016 no primeiro lugar no ranking de repasses do Finame entre as instituições financeiras. Foram liberados no total 1,56 bilhão de reais para financiar a compra de 11.473 veículos pesados da marca Mercedes-Benz. De acordo com o presidente do banco, Bernd Barth, esse resultado é 2,6% superior ao montante de 1,52 bilhão registrado ao final
de 2015. “Essa liderança comprova que estamos cumprindo a nossa missão de trabalhar em conjunto com a fábrica e a rede de concessionários Mercedes-Benz para garantir ainda mais agilidade nos processos de repasse para o Finame, mesmo num ano como 2016, em que as instituições financeiras foram um pouco mais conservadoras na oferta dessa linha de crédito”, concluiu.
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PROFISSÃO
UM ANO QUE AINDA NÃO COMEÇOU Longas esperas por cargas e baixos valores de frete, entre outras questões, têm causado falta de perspectivas sobre uma provável melhora do segmento do transporte rodoviário de cargas em 2017, principalmente para quem esperava mudanças no cenário já no primeiro mês do ano
POR Daniela Giopato
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mbora haja expectativa de melhora a partir do segundo semestre deste ano, por parte de diferentes setores, na estrada o mês de janeiro terminou exatamente como foi 2016: volume muito baixo de cargas a serem transportadas - o qual causa longas esperas para contratar um carregamento - e valores pagos pelos fretes muito abaixo das necessidades dos motoristas empregados ou autônomos. Com a mesma cara de 2016, sem cargas para serem transportadas, quem esperava mudanças
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O CARRETEIRO
FOTOS Alexandre Andrade
no cenário já em janeiro teve certa decepção com o ano novo e já pensa se vale a pena insistir no negócio de caminhão ou partir para outra área. É o que já está fazendo Luiz Antônio Oliveira, 34 anos de idade e 14 de profissão, de São Luiz Gonzaga/RS, que trabalha como empregado e recebe comissão. “Vou avaliar como a situação vai ficar até o meio do ano. Se continuar do jeito que está penso em parar e procurar uma outra oportunidade de trabalho”, explica. Em janeiro, Luiz fez apenas
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PROFISSÃO
Luiz Antonio fez apenas uma viagem em janeiro e viu suas despesas crescerem devido ao maior tempo esperando por carga
Baixa rentabilidade e insegurança na estrada levaram Dilberto Ribeiro a entrar num quadro de depressão que o afastou da atividade por um período
uma viagem. Quando conversou com a reportagem da revista O Carreteiro ele estava parado num posto de serviço da BR-116 havia duas semanas. Naquele momento, conforme disse, não havia qualquer previsão de conseguir uma carga de retorno para o Sul. “Fico muito mais tempo longe de casa e além da saudade da minha esposa e meus dois filhos os custos aumentaram muito”, reclamou. Oliveira relatou que naquele dia gastou R$ 500,00 em compras no mercado para cozinhar na caixa do seu caminhão. Além disso, ele já acumulava despesas também com banhos, ao preço de R$ 10,00 em alguns postos. “Outro dia paguei R$
12,00 num pão com manteiga e café. Isso é um absurdo”, comentou, acrescentando que a diária recebida da empresa não cobria todas as despesas na estrada e com isso seu salário sempre acaba sendo comprometido. O carreteiro Dilberto Londero Ribeiro, 26 anos de idade e cinco de profissão, disse que em 2016 ficou até setembro afastado da empresa em que trabalhava, devido a problemas de depressão. No início de 2017 ingressou em uma nova empresa e voltou para a estrada. Ele explicou que o estresse da profissão, mais a baixa rentabilidade do caminhão e a falta de segurança o levaram a um quadro depressivo. “Tinha medo de ir para a estrada e
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não voltar mais. Foi terrível. Mas agora acabou. Tenho que trabalhar”, afirmou. Em janeiro ele fez apenas duas viagens e disse ter se espantando com a situação do mercado, de fretes baixos e custos altos. Filho de caminhoneiro, Dilberto afirma que sempre gostou muito de caminhão e chegou a pensar que se aposentaria na profissão. “Mas, hoje vejo que está muito difícil se manter na atividade e ter boas expectativas”, lamentou. Lembrou que há três anos a situação era um pouco melhor. Disse que fazia a média de seis viagens por mês e conseguia juntar até R$ 1000,00 por semana, mas atualmente mal consegue pagar as con-
tas. “Faltam dois anos para minha esposa se formar em veterinária e até lá quero pensar em algum trabalho mais próximo de casa e de maior rentabilidade. Temos o sonho de comprar a nossa casa”, destacou. Outro motorista, José Ramiro Capeletti, 53 anos e 18 de profissão, de Ijuí/RS, também reclama do baixo movimento na atividade. Em janeiro deste ano ele disse que fez apenas uma viagem e admitiu não ter expectativa de melhora. “Estou bastante incomodado, pois não sabemos quando vamos conseguir carga de retorno”, disse bastante chateado na ocasião. Diferente dos colegas, Capeletti não cozinha no caminhão e prefere fazer suas refeições em
O carreteiro José Ramiro Capeletti diz que já viveu momentos mais críticos e acha que a diferença agora é o tempo que está durando esta crise
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PROFISSÃO
Cristiano Mees ficou parado por cinco meses em 2016, conseguiu um emprego para rodar o Brasil inteiro, mas quer voltar a fazer viagens curtas
Com queda no faturamento entre 30 e 40%, o autônomo Antonio Zeferino não conseguiu em 2016 manter seu hábito de trocar de caminhão a cada cinco anos
restaurantes e reclama que está ficando cada dia mais caro trabalhar na estrada. “Não vejo sinais de melhora. Para mim, 2017 será a mesma coisa que 2016, mesmo assim espero apenas que haja mais opções de fretes”, comentou. Apesar das dificuldades enfrentadas, ele lembra que já vivenciou momentos mais críticos na profissão e acha que a diferença dessa e de outras crises é o tempo que está demorando para passar. “No início de 2009 cheguei a ficar parado durante 30 dias num posto de serviço esperando por carga. O pátio ficou lotado de caminhões e depois melhorou um pouco. Quem
sabe 2017 seguirá no mesmo ritmo?”, disse esperançoso. Para o catarinense de Chapecó Cristiano Mees, 27 anos de idade e oito de profissão, 2016 foi um ano ruim para os profissionais comissionados, porque o valor do frete não acompanhou o aumento dos custos do transporte. “Isso realmente deixou a situação muito difícil”. Outro momento duro enfrentado por Cristiano foi a perda do emprego no ano passado. Disse que ficou parado por cinco meses e quando conseguiu uma nova oportunidade teve de começar a viajar por várias regiões do Brasil. “Antes eu fazia rotas curtas, estava sem-
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pre em casa, mas gora chego a ficar mais de 20 dias na estrada”, contou. Seu projeto para este ano é voltar a trabalhar em trechos mais próximos de Chapecó. Se para os motoristas empregados a situação está ruim, para os autônomos não é diferente. O gaúcho de Canoas Antônio Zeferino, de 54 anos de idade e 26 de profissão, de Canoas/RS, por exemplo, afirma que 2016 foi um ano muito fraco, pouca carga e sem valor de frete. “Meu faturamento caiu entre 30 e 40%”, avaliou. Antônio diz que atualmente ganha apenas para pagar as contas e a situação não permite que o carreteiro sonhe em trocar de caminhão. “Eu costumava trocar a cada cinco anos, mas em 2016 não consegui, ficou inviável”, disse o autônomo esperançoso de que ainda possa haver oportunidade de fazê-la 2017. Se possível sua expectativa é de fazer um financiamento de 12 meses no máximo. “Mas do jeito que que o ano começou, não sei não”, pestanejou. Para não ficar parado, Antônio está transportando fruta temporariamente. Essa alternativa o ajudou a não ficar sem carga neste começo de ano. “Já sou aposentado. Se as coisas não melhorarem não vou insistir na profissão. Vou vender o caminhão e ficar em casa ao lado da minha esposa. O problema será a falta que vou sentir da estrada”, brincou. Já o carreteiro Maurício Lima Gomes, 34 anos e 15 de profissão, que faz a rota Mercosul, diz que trabalhou bastante em 2016 e está
Nascido em família de motoristas, Maurício Lima Gomes trabalhou bastante em 2017 e diz que pretende seguir em frente e crescer na profissão
com boas expectativas para 2017. “Quero investir na profissão. Não penso em abandoná-la, pois só sei fazer isso. Sou de uma família de motoristas e ainda tenho esperança de crescer na atividade”, afirmou. A expectativa de Gomes para 2017 é de comprar um caminhão e fazer rotas mais curtas para estar com a esposa e o filho de quatro anos a cada dois dias. “Quero mesmo é melhorar a minha qualidade de vida e ficar mais perto da família”, finalizou. www.ocarreteiro.com.br
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MERCADO
FOCO NOS RODOVIÁRIOS A Mercedes-Benz encerrou o ano de 2016 com alta nas vendas do Actros rodoviário e credita o crescimento à performance do modelo, ações desenvolvidas pela empresa junto a clientes, dentro e fora da fábrica, e à rede de concessionários
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O CARRETEIRO
FOTOS Divulgação
POR João Geraldo
U
ma das metas a serem cumpridas pela Mercedes-Benz este ano é aumentar a participação no segmento de caminhões estradeiros, no qual concorre com modelos das famílias de pesados Axor e Actros, ambos disponibilizados em diferentes versões para variadas aplicações. A empresa encerrou 2016 com o emplacamento de 784 unidades do Actros rodoviário, volume mais do que o dobro das 320 licenciadas em 2015. De acordo com o vice-presidente de vendas, marketing, peças e serviços caminhões e ônibus da companhia, Roberto Leoncini, o Actros apresentou excelente resultado em 2016. Incluindo também as versões fora de estrada, o crescimento superou a marca de 75%. Em números, foram 903 unidades contra 514 no ano anterior.
Do ponto de vista do executivo, esse resultado mostra que o Actros está efetivamente ganhando aprovação dos clientes e cita que quem está usando está gostando, principalmente pela média de consumo. Leoncini credita o bom desempenho do modelo também às diversas ações que vêm sendo realizadas pela empresa, como o boxe rápido, operação no cliente e também estar na rota dos extrapesados, entre outras. “Nossa rede de concessionários atua em todos os Estados brasileiros e tem presença nas principais rotas de transporte de carga e logística do Brasil. Quem roda pelo País tem sempre um concessionário próximo para atender suas necessidades”, reforçou. O Actros rodoviário 2651 6X4, lançado em outubro de 2015 com foco no transporte de grãos, foi um dos destaques da
Actros estradeiro encerrou o ano passado com mais de 750 unidades licenciadas. Volume é mais do que o dobro emplacado durante os 12 meses de 2015
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MERCADO marca, com 260 unidades emplacadas. De acordo com Leoncini, as somadas aos resultados de outras versões contribuíram para a marca aumentar sua presença no segmento de extrapesados, saltando de 21,5% em 2015 para 22,9%. O Actros tem sido aplicado também em diferentes operações, tais como transporte de cargas frigorificadas, tanques de combustíveis, transporte de produtos químicos e de grãos, cegonheiro e porta contêiner. Em 2016, a Mercedes-Benz comemorou 60 anos da instalação da sua primeira fábrica no Brasil, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Foi também o ano em que a fabricante obteve o maior número de caminhões a partir de 3,5 tonela-
das de PBT licenciados no País. No total foram 14.962 unidades, contra 13.690 da sua principal concorrente, a MAN Latin America, que há anos detinha o primeiro lugar em emplacamentos de veículos comerciais. O emplacamento de caminhões da marca acima de seis toneladas de PBT vem crescendo desde 2013, conforme destacou Roberto Leoncini. De acordo com ele, de 24,7% em 2013; 25,8% em 2014 e 26,7% em 2015, a participação da Mercedes subiu para 29,6% em 2016. “Parte da nossa participação de mercado vem das melhorias aplicadas ao Atego 8X4 e aos modelos de maior porte”, destacando que os resultados obtidos pelos modelos pesados se devem também ao compromisso da empre-
Instalação de concessionárias nas rotas de caminhões e mudanças no atendimento ao cliente contribuíram para o desempenho da marca em 2016
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sa em ouvir o que os clientes têm a dizer para transformar suas demandas em novas soluções. Segundo o executivo, o slogan “As estradas falam e a Mercedes-Benz ouve” já faz parte do dia a dia dos profissionais de todas as áreas da empresa. Ele conta que profissionais da fábrica tem ido até os clientes para conhecer suas operações, suas demandas e também recebido muitos deles em São Bernardo do Campo, além de ações de demonstração e teste-drive nas transportadoras e eventos do setor e de motoristas. “Como resultado, a Mercedes-Benz obteve a liderança nas vendas de caminhões no Brasil em 2016 e foi também a marca mais premiada do setor”, finalizou.
Roberto Leoncini reforça que o slogan “As estradas falam e a Mercedes-Benz ouve” já faz parte do dia a dia dos profissionais de todas as áreas da empresa
DE VOLTA À LIDERANÇA
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e acordo com números do Renavam, ano passado foram licenciados 50.562 caminhões entre janeiro e dezembro. O número é divulgado pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos automotores); deste total, 14.962 unidades são da marca Mercedes-Benz e garantiram a liderança do mercado à marca em emplacamentos de caminhões acima de 3,5 toneladas de PBT.
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FROTA
QUESTÃO DE TECNOLOGIA
FOTO: Divulgação
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Carreteiros que dirigem caminhões modernos reconhecem os benefícios da tecnologia a respeito do conforto, segurança e desempenho do veículo, mas existe também profissionais que acreditam que dirigir fazendo boa média e cuidar bem da manutenção são elementos que podem igualar modelos mais antigos com os novos
POR Erik Valeriano
A
tecnologia no setor automotivo segue ano a ano promovendo novidades. Automatização começou em larga escala com veículos de passeio e na última década invadiu o setor de transporte pesado. Parte da frota de caminhões brasileiros, produzida nos últimos três anos já sai da fábrica computadorizada. Tal fato representa direção de alta sensibilidade, caixa de câmbio automatizada, bancos com múltiplas regulagens, ar condicionado, sistema inteligente de frenagem, computador de bordo, sensor de chuva, detector de distração do motorista, além de suspensão inteligente para a cabine entre outros itens que contribuem para a eficiência do veículo, conforto do motorista e segurança. Essa comodidade está presente em quase 80% das transportadoras de Mato Grosso. O Estado, segundo último levantamento do IBGE, concentra quase 30% da frota de caminhões pesados do Brasil. Além disso, boa parte das empresas de transportes estão localizadas no
município de Rondonópolis, região Sul, a 222km de Cuiabá e conhecida nacionalmente como capital do bitrem. Na cidade os motoristas empregados só dirigem máquinas modernas e normalmente após longo período de treinamento nas empresas. “É possível tirar muitos benefícios desses caminhões, mas para isso é preciso conhecê-los de A a Z” , conforme disse Rosano Reis Flausino Araújo, supervisor de frota da Roma Transportes. Segundo ele, por isso a empresa qualifica os funcionários, para que todos entendam como funciona o sistema completo dos veículos e os usem de forma adequada. “Assim evitamos manutenção, ganhamos em produtividade e as viagens ficam até 15% mais baratas”, justifica. Nos planos da empresa consta ter uma frota totalmente automatizada nos próximos anos, porque as perdas incentivam as empresas a investirem ainda mais na automatização da frota. Para o gerente da Roma Transportes, Cristiano Freitas, a tecnologia invadiu as cabines www.ocarreteiro.com.br
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FROTA
É possível tirar muitos benefícios dos novos caminhões, mas para isso é preciso conhecer bem o veículo, disse o supervisor de frota, Rosano Reis Araújo
A tecnologia invadiu as cabines e trouxe facilidades que condicionam o motorista e resultam em expressiva melhora da produtividade, afirmou Cristiano Freitas
de forma irreversível. “A questão implica numa série de facilidades, as quais condicionam o motorista, oferecem conforto e segurança. O resultado é a expressiva melhora na produtividade”, reconhece. As afirmações acima são ratificadas pela motorista empregada Angelina Borges, carreteira que está a pouco mais de um ano e meio no volante. “O caminhão mais parece um robô, quando alguma coisa não vai bem ele avisa, reduz parte do desempenho até você encontrar socorro. Num passado não muito distante, o carro quebrava e o motorista era obrigado a encostar”, relata Angelina acrescentando que nunca ficou parada na estrada por problema no caminhão. Porém, muitos motoristas ainda
estão acostumando com a novidade. É o caso do autônomo paranaense Gildo Aparecido Samuel. Dos seus 52 anos de vida, 30 foram dedicados ao volante de caminhão. Ele comenta que nos últimos cinco anos ele viu e conheceu muitas inovações nos pesados. “É uma realidade completamente diferente daquela que estávamos acostumados. A caixa automatizada diminui o cansaço, o banco parece que abraça, a cabine não sacode, sem falar na quantidade de botões e sensores” relaciona. Samuel diz que a adaptação demorou um pouco, no início achou estranho entender aquilo tudo, quando se está acostumado a olhar apenas para dois, três medidores no painel. “Mas vale a pena, hoje levanto cedo para pegar
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estrada com a impressão que estou em casa. Termino o dia, com corpo inteiro. O cansaço é quase zero e as dores pelo corpo praticamente sumiram”, afirmou. Enquanto uma parte da categoria é inserida na era digital, outros realizam o caminho contrário. Um exemplo é o caminhoneiro Francisco Assis de Lima, de Sinop/MT, 56 anos de idade e mais de 30 de experiência na estrada. Ele contou que até o início de 2015 trabalhou como empregado e dirigia umas das versões de caminhão mais modernas do Brasil. Para realizar o sonho de guiar seu próprio veículo, saiu da empresa e comprou um cavalo-mecânico ano 2000. Embora se sinta feliz por ter conquistado seu objetivo, tem sentindo a mudança tanto no corpo, quanto no bolso.
“É bom ter o próprio caminhão, mas é complicado dirigir um veículo que não contém a evolução dos últimos anos”, reconheceu Francisco Lima. Ainda de acordo com ele, a média de combustível não favorece, a manutenção é cara e o corpo fica constantemente desgastado. “Tenho dores na coluna e na perna. Meu cansaço hoje é 50% maior do que dois anos atrás”, reclama dizendo que sua intenção é de ficar alguns anos com esse carro e tentar comprar um automatizado de segunda mão. Em meio a vários depoimentos favoráveis aos caminhões mais modernos e com tecnologias recentes, a reportagem da Revista O Carreteiro encontrou num posto de combustível em Rondonópolis/
O caminhão parece um robô, quando alguma coisa não vai bem ele avisa, reduz parte do desempenho até você encontrar socorro, comenta a carreteira Angelina Borges
O câmbio automatizado reduz o cansaço, o banco parece que abraça e a cabine não sacode. Uma realidade diferente, relatou o autônomo Gildo Aparecido Samuel www.ocarreteiro.com.br
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FROTA
Quando era empregado Francisco Assis de Lima trabalhava com um caminhão novo, como autônomo ele tem um modelo 2001 e diz que sente cansaço e maior custo
O veterano Arilton Gonçalves acredita que os caminhões modernos são programados para favorecer transportadoras e não vê vantagem para o autônomo
MT, o motorista Arilton Gonçalves dos Santos. O paranaense de 58 anos fala com orgulho de sua história no volante, a qual já passa dos 38 anos. Ele afirmou que já dirigiu praticamente todas marcas e modelos de veículos pesados, exceto caminhões automatizados. “Não quero e nem faço questão. Esses caminhões estão programados para favorecer somente as transportadoras. Mas para nós que somos autônomos não vejo vantagem”, justifica. Arilton destaca ainda que um conjunto completo custa quase um milhão de reais, enquanto pagou R$ 140 mil pelo seu caminhão ano de fabricação 2001. “Já paguei todo o veículo, não tenho dívidas e vivo muito bem
com ele”, enfatizou. O autônomo tem opinião de que um caminhão mais antigo tem capacidade para obter desempenho semelhante aos novos. Com relação ao combustível disse que qualquer motorista é capaz de fazer média. “Não precisa de computador para isso e o desgaste também pode ser reduzido com manutenção constante, aliás, a manutenção é outra coisa favorável em caminhões como o meu. “Se quebrou vou lá, identifico o problema e pronto. Os caminhões de hoje quebram, ficam todos desprogramados e aí você tem de procurar uma autorizada para reprogramar. Não faço questão nenhuma de entrar na era dos botões”, conclui.
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BOLETIM DE PNEUS CLASSIFICADOS
ALINHAMENTO DE REBOQUES E SEMI-REBOQUES
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tema alinhamento/desalinhamento de um conjunto cavalo-mecânico mais o semirreboque é complexo e de solução normalmente trabalhosa. Quando se fala em conjuntos de oito ou nove eixos, mais os estepes, se chega a valores vultuosos, considerando que o preço de um pneu 295/80R22,5, por exemplo, está por volta de R$1.500,00. Portanto o valor total ultrapassa R$ 50.000,00. Todos os eixos do conjunto (cavalo mecânico mais semirreboque) devem estar perfeitamente alinhados, perpendiculares aos chassis e sem qualquer desvio. Se um dos eixos estiver com 5mm de desalinhamento, por exemplo, significa que a cada metro rodado para a frente, esse eixo vai arrastar 5mm para o lado onde está a resultante perpendicular do eixo. Isso é determinante para uma boa ou má performance do pneu. O desempenho do pneu é medido pelo seu custo por quilômetro rodado. Portanto, quanto mais quilometragem se conseguir obter, menor será o custo por quilômetro. Veículos que sofreram acidentes, que trafegam normalmente com sobrecarga ou que rodam por estradas muito irregulares, são mais
propensos a apresentar desvios nos eixos e chassis. Hoje existem equipamentos para medição de todos os eixos de um conjunto capazes de esquadrinhar o veículo como um todo, identificando onde exatamente se encontra o problema, que pode ser no eixo ou no chassi. Em muitas das oficinas espalhadas pelo Brasil, os operadores verificam somente a divergência/ convergência, uma operação mais simples de se fazer. É importante ter um bom profissional operando esses equipamentos, com conhecimento de geometria veicular, que sabe exatamente o que está fazendo em cada etapa do alinhamento. Existe uma grande carência de profissionais competentes para se realizar um bom serviço de Geometria Veicular, pois depende de conhecimentos de medidas e de geometria básica. Um bom alinhamento não é barato, mas é melhor pagar um preço justo e ter a certeza de ter o conjunto totamente alinhado, pois cada eixo tem de ser tratado individualmente com relação ao chassi e os demais eixos. Tudo tem de estar paralelo e perpendicular em relação ao chassi.
Esse Boletim é de responsabilidade de Guilherme Junqueira Franco, consultor na Área Automotiva Pesada e com a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida pode ser tirada diretamente pelo e-mail: guijunqueirafranco@gmail.com www.ocarreteiro.com.br
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NEGÓCIOS
FÓRMULAS QUE DÃO RESULTADOS Vendas de caminhões novos à base de troca com usados e consórcio se destacaram nas ações da MAN Latin America em 2016 como soluções para movimentar os negócios da empresa num ano de crise econômica
REDAÇÃO
28 O CARRETEIRO
FOTOS Divulgação
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mercado de caminhões usados teve grande importância nos negócios das montadoras durante o ano de 2016. A MAN Latin America, por exemplo, anunciou que adquiriu 541 veículos seminovos, 80% a mais que em 2015. Em números, informou a empresa, foram 541 unidades originárias de negociações envolvendo a troca por modelos zero quilômetro. O consórcio também contribuiu para alavancar as vendas de pesados ano passado. O vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da companhia, Ricardo Alouche, lembrou que o negócio ganhou força devido à crise econômica do País. O executivo explica que os clientes usaram veículos usados como parte do pagamento na aquisição de novos e as-
sim obtiveram redução no total do valor a ser financiado. “Em momentos de economia recessiva, e alta competitividade, é preciso ser diferente e criar novas fórmulas de comercialização, disse Alouche, acrescentando que os clientes que desejavam renovar suas frotas também enfrentaram dificuldades em negociar os usados com motoristas autônomos devido à baixa do mercado. Ainda de acordo com o executivo, os caminhões usados adquiridos pela MAN Latin America têm garantia de procedência e passam por revisão antes de serem vendidos. Durante o ano de 2016 foram comercializados 332.144 caminhões usados no País. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo a entidade, comparan-
A entrega de 400 veículos comerciais pelo consórcio demonstra a importância da modalidade para a Man Latin America
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NEGÓCIOS do com modelos novos, a média do ano foi de 6,8 unidades para cada modelo zero quilômetro. Em 2015 a média foi de cinco usados para cada novo: 71.787 zero quilômetro e 329.281 usados vendidos.
Caminhões usados como parte do pagamento na compra de novos reduziram valor de financiamento de clientes, destacou Ricardo Alouche
CONSÓRCIO EM ALTA
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consórcio também teve grande importância nos negócios da MAN Latin America e nas estratégias de distribuição de veículos comerciais da montadora no varejo. Entre 2015 e 2016 a empresa entregou 400 unidades das marcas Volkswagen e MAN pela modalidade, conforme disse Carlos Rocca, gerente de operações comerciais e pedidos especiais de caminhões. Ele disse que o consórcio tem ganhado cada vez mais importância para a montadora e a expectativa é positiva em relação ao número de cotas ativas a serem contempladas pelos grupos
em andamento. Um número que supera 3.000 cotas, segundo Rocca. Em 2016, a MAN Latin America vendeu 2.178 cotas de consórcio – as quais representaram crescimento de 110% em relação a 2015, por meio das administradoras de consórcio BR Qualy e Maggi. “A modalidade deverá seguir em alta nos próximos anos, refletindo o amadurecimento do mercado consumidor que passou a enxergar no consórcio uma importante forma de planejamento para ampliação e renovação da frota”, acrescentou.
CAMISA DE CILINDRO
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ma das primeiras novidades da MAN Latin America para 2017 é a oferta da camisa de cilindro original para reparo do bloco do motor. Ricardo Alouche diz que trata-se de um componente desenvolvido pela engenharia da empresa para ser disponibilizado aos clientes com custo reduzido. “Para
30 O CARRETEIRO
se ter uma ideia das vantagens, a vida útil do motor pode ser ampliada significativamente com a oportunidade da instalação da camisa por três vezes para esse reparo” detalhou. A peça está disponível na rede e conta com garantia de um ano da montadora se instalada na própria rede.
DICA FEDERAL
ATENÇÃO AUMENTA SEGURANÇA
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iariamente os motoristas profissionais dividem a estrada com condutores menos experientes e pouco habituados à rotina das rodovias. Estes motoristas, em geral, têm pouca prática em conduzir nas estradas e também não costumam passar longos períodos de tempo ao volante. Por esta razão estão mais propensos a manobras que podem colocar a segurança própria e a dos demais usuários das rodovias em risco. Esse condutor, que não está todos os dias dirigindo Brasil afora em nossas rodovias, tem mais dificuldade em compreender que um caminhão ou carreta carregados precisam de um espaço muito maior para frenagem em relação aos carros de passeio. Também não imaginam o tempo que se leva para que um cargueiro pesado atinja a velocidade de tráfego da via e, numa subida íngreme, nem imaginam que se o caminhão “perder o embalo” vai ter de subir bem mais devagar, quase parado, prejudicando a fluidez do tráfego para todos que vem atrás. Por estas razões, cabe a nós, profissionais da estrada, que conhecemos
os macetes e perigos das rodovias, cuidar da segurança destes motoristas menos experientes e de suas famílias. Quantas vezes nos deparamos com carros de passeio que, de maneira impaciente, pedem passagem em locais inapropriados? Quantas vezes não foi necessário interromper uma manobra de ultrapassagem pela metade após uma única oportunidade surgida depois de vários quilômetros? E isso para deixar que um carro de passeio pudesse nos ultrapassar com segurança, para logo depois o motorista passar ao nosso lado gesticulando e esbravejando. Tudo isso certamente já aconteceu com qualquer caminhoneiro brasileiro. Contudo, especialistas da estrada que somos, temos a função de proteger esses motoristas com menos conhecimento, ainda que eles não saibam ou reconheçam isso.Quando tiver de ceder a passagem a um motorista afobado, mesmo que ele seja mal-educado, sorria e lembre-se que você é um profissional, conhece muito mais de estrada do que ele e pode ter acabado de salvar as vidas de uma família inteira. Por: Ricardo de Paula, policial rodoviário federal). www.ocarreteiro.com.br
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O CARRETEIRO
INTERNACIONAL
MUDANÇA DE PERFIL O crescimento das entregas de mercadorias em razão do comércio eletrônico está causando falta de carreteiros alemães que queiram dirigir em trechos de longas distâncias. Essa mudança fez crescer a contratação de motoristas do Leste Europeu por parte de empresas alemãs, as quais tem recebido críticas devido às condições de trabalho oferecidas aos profissionais estrangeiros
POR Wilgen Arone
34 O CARRETEIRO
FOTO: Divulgação
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carreteiro solitário, que faz viagens longas e passa vários dias fora de casa na estrada, está diminuindo do mercado alemão. Análise realizada em 2016 pela Dekra Deutscher Kraftfahrzeug-Überwachungs-Verein - (Clube Automobilístico de Vigilância Alemã) sobre o mercado de trabalho da categoria no país,
constatou que em 59% dos casos a procura é por motoristas para atuarem regionalmente. Em 2009 a procura por condutores regionais era de 41%. Já para viagens longas, inclusive fora do país, o índice chega a apenas 7%. Os responsáveis por essa mudança são o comércio eletrônico e a estabilidade do mercado financeiro, que levam empresas a prowww.ocarreteiro.com.br
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INTERNACIONAL curarem motoristas para atuarem regionalmente, dentro da Alemanha. Dados estatísticos apontam crescimento de 42% do mercado online no país entre 2012 e 2016, e a expectativa é de evolução de 12% em 2017. Os dados em milhões apontam um crescimento de 42 % de 2012 até 2016. Não só grandes empresas são responsáveis pelo desenvolvimento do comércio eletrônico. Pequenos produtores e serviços regionais também ajudam a alavancar os negócios. “Criei um serviço de entregas de legumes e frutas. O consumidor faz seu pedido pela internet e faço entregas dos alimentos regionais, direto do agricultor para o consumidor final, contou Thomas Schrott. Com a nova realidade, a qualificação do motorista também muda. Isso porque o contato mais frequente com o cliente final exige boa aparência, boa expressão oral, confiabilidade e que saiba trabalhar bem em equipe. “Precisamos de condutores que sejam tanto comunicativos quanto profissionais que cumpram com as necessidades exigidas no mercado”, disse Hendrik Jansen, gerente do setor de aprendizado e serviços da logística Dachser. Wolfgang Hüttemann, 67 anos, há mais de 30 anos na profissão, lembra que o motorista combina com o consumidor o local e a hora da entrega e tem janela de tempo definida. “Quem trabalha no transporte regional tem de fazer as entregas no tempo combinado, se isso não acontece criamos uma 36 O CARRETEIRO
Criei um serviço de entregas de legumes e frutas. O consumidor faz seu pedido pela internet e faço entregas direto do agricultor, contou Thomas Schrott.
imagem ruim com os nossos clientes e perdemos a confiança deles”, acrescentou Hüttemann. A segurança com o transporte, carregamento e descarregamento são itens de grande importância para o motorista, pois qualquer tipo de defeito na mercadoria provocado pelo transporte - pode prejudicar a imagem da empresa. Também é importante entender o processo logístico do estoque pensar adiante quando for entregar ou
retirar uma mercadoria. Por outro lado, com a tecnologia dos caminhões o trabalho ficou mais fácil, conforme destacou o motorista Michael Friez, 47 anos, 19 de profissão. “Hoje em dia temos navegador e internet a disposição, o que simplifica tudo”, disse, lembrando que conhecimento técnico continua sendo importante para quem deseja trabalhar na área. A falta de motoristas no mercado contribuiu para que a profissão se tornasse um pouco mais atrativa para pais de família. Trechos internacionais são feitos por empresas terceirizadas ou por filiais localizadas no exterior, onde não existe a falta de condutores. Os contratados geralmente vêm do Leste Europeu, mas essa prática tem recebido críticas da mídia. Tais condições de trabalho levaram a vice-presidente do Sindicato Verdi, Andrea Kocsis, (Die Vereinte Dienstleistungsgewerkschaft –
No transporte regional temos de fazer as entregas no tempo combinado, para não perdermos a confiança dos cliente, disse Wolfgang Hüttemann
Sindicato Unificado de Serviços) a criticar esse modelo de ocupação e a exigir mudanças tanto por parte das empresas quanto dos políticos. Outro problema apontado por Andrea Kocsis é a exploração dos motoristas do Leste Europeu por parte da maior empresa de correios da Alemanha, a qual, segundo ela, contrataria trabalhadores de sub-empresas por um valor irrisório, caracterizando a exploração. Uma das críticas é o descaso com a Lei que estabelece os descansos diários do motorista, os O motorista tem de ser comunicativo, profissional e cumprir as necessidades exigidas pelo mercado, explica o gerente de serviços Hendrik Jansen www.ocarreteiro.com.br
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INTERNACIONAL Com a tecnologia existente hoje nos caminhões, o trabalho ficou mais fácil. Temos navegador e internet à disposição, comentou Michael Friez
quais devem ser feitos em veículos adequados. Já os semanais podem ser fora da cabine. Nos finais de semana as carretas não podem rodar. E sendo assim os carreteiros são obrigados a passar o tempo de descanso dentro dos veículos, geralmente parados em um estacionamento. “Outros Estados da União Europeia implementam as regras diárias de descanso e de período de repouso semanal regularmente. Na França, por exemplo, há multas elevadas tanto para o condutor quanto para a empresa para a qual ele está dirigindo. “Aqui isso não é controlado e nem sancionado, reclamou Andrea Kocsis.” O carreteiro Casian Mircea, 27 anos de idade, da Romênia, permanece duas semanas na estrada e 38 O CARRETEIRO
três dias em casa. Ele contou que passa os finais de semana no caminhão, mas para o seu chefe é indiferente se ele dorme no hotel ou no caminhão. “Eu prefiro o caminhão”, afirmou. Geralmente os motoristas do Leste Europeu trabalha três semanas ou mais sem pausa. Gunter Mulln, 63 anos de idade, admite conhecer colegas que vivem nessas condições. Explica que eles transportam quase de tudo pela Europa e ficam 14 dias em casa e três meses viajando. Além das condições de trabalho, as críticas recaem também sobre a remuneração e a inexistência de regulamentação. Segundo Andrea Kocsis, os condutores não têm contrato de trabalho
Andrea Kocsis critica as condições de trabalho impostas aos motoristas do Leste Europeu que aceitam dirigir caminhões em viagens de longas distâncias
O carreteiro romeno Casian Mircea conta que há casos de motoristas que não precisam cruzar a fronteira e dirigem sem contrato de trabalho
escrito e muito menos um acordo salarial decente. Casian Mircea acrescenta que há casos de o motorista trabalhar sem contrato de trabalho, mas observa que isso acontece somente quando se atua dentro do país, porque na fronteira é necessário apresentar documentação. “Se você atravessa a fronteira tem de ter contrato”, reforça. O fato é que com as estradas internacionais não são mais atrativos para o motorista alemão. Além disso, há dois tipos de salários, um com valores que variam de 1.300 a 1.600 euros com jornada de trabalho pesada e os de 2.200 a 2.600 euros com uma jornada de trabalho mais amigável, que permite passar mais tempo com a família.
O veterano Gunter Mulln diz que conhece motoristas que chegam a permanecer várias semanas longe de casa viajando por toda a Europa
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HISTÓRIAS DO ZÉ
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O CARRETEIRO
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A IMPORTÂNCIA DO LAR
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mês de fevereiro é lembrado pelo Carnaval, uma das mais famosas festas do Brasil. São quatro dias de muita música e dança, comemoração que em algumas regiões do país pode se estender por quase duas semanas. Apesar do ambiente festivo nem tudo é alegria nesses dias. Durante o Carnaval o consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas aumenta muito, problema que aliado com a imprudência e má conservação das estradas acaba causando mais acidentes. Por isso, carreteiro, se estiver rodando durante o carnaval, fique atento. Além dos perigos da estrada, a época da popular festa também aumenta os riscos da exploração sexual contra crianças e adolescentes, grupo normalmente vulnerável e que durante os dias de Carnaval fica ainda mais exposto, seja na estrada ou fora dela. Para o carreteiro que está na estrada é muito importante ser vigilante. O olhar atento pode ser o primeiro passo para impedir a exploração sexual de crianças e adolescentes.
No ano em que o Programa Na Mão Certa completa 10 anos, você que já é nosso principal aliado irá novamente se unir aos esforços de proteção da infância e da adolescência. Nesse Carnaval, se ver ou suspeitar de qualquer situação de violência contra crianças e adolescentes, incluindo exploração sexual, denuncie. Se estiver numa rodovia federal, ligue 191. Dirigindo em qualquer outra estrada ou cidade, disque 100. Outra boa opção é o aplicativo Proteja Brasil, que indica telefones, endereços e o melhor caminho para chegar a delegacias especializadas de infância e juventude, conselhos tutelares, varas da infância e organizações que ajudam a enfrentar a violência contra crianças e adolescentes nas principais cidades brasileiras. O aplicativo é gratuito e basta baixar nas lojas Apple Store ou Google Play. E se você tiver uma história de proteção para contar, grave a mensagem e envie pelo WhatsApp para (11) 96861-2665, para a campanha “Juntos na Estrada pela Infância”.
Para saber mais, acesse: Childhood Brasil www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa www.namaocerta.org.br
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CLASSIFICADOS Amigo motorista, você já pode mandar sua mensagem para publicarmos na Revista O Carreteiro também pela nossa página no Facebook: facebook.com/ ocarreteiro e WhatsApp: (11)95428-8803. Não se esqueça de colocar sua cidade e Estado.
Recado Mando um abraço para meu irmão Martelinho, que trabalha na empresa Excelsior. Admiro muito ele, um vencedor. Peço a Deus para abençoá-lo e protegê-lo. Maria Aparecida da Silva Barra Mansa/RJ
Bate coração Tenho 25 anos de idade e gostaria de fazer novas amizades, ou até mesmo conhecer um amor da estrada. Gosto muito de viajar. Keila Nunes Miracatu/SP keilanunes48@gmail.com Sou pregador e quero encontrar uma moça evangélica, de qualquer denominação, para namoro sério. José Roberto Cianorte/PR WhatsApp: 44) 99711-9955 www.ocarreteiro.com.br 47
CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Bate coração Tenho 40 anos de idade, sou sincera, fiel e quero encontrar uma pessoa madura, também fiel e sincera, para um relacionamento sério. Dispenso aventureiros e aventuras! Sou uma mulher guerreira e quero um homem de caráter e responsável para sermos felizes. Bruna Serafim Silva Campo Belo/MG brunaserafim @gmail.com
"Marido de mulher implicante odeia final de semana e feriados." Procuro alguém para relacionamento sério com idade entre 55 e 60 anos. Tenho 1,70m, olhos azuis, cabelos curtos e ruivos e disponibilidade para viajar. Dispenso os homens casados. Nancy de Fátima Curitiba/PR Nancy.zink@hotmail.com Tel.: (41) 99810-6643
"Por maior que seja o buraco que você se encontra, não desanime se ainda não há terra em cima." 48 O CARRETEIRO
Bate coração Sou viúva, técnica de enfermagem e tenho 66 anos de idade. Procuro uma pessoa livre, entre 60 e 70 anos, para relacionamento sério ou amizade. Adoro viajar, moro sozinha e procuro uma companhia. Sou de bem com a vida e adoro dançar, passear e sorrir. Maria das Graças da Silva Agudos/SP Gracinha_katita@ hotmail.com
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Emprego Trabalho no transporte de areia, minha CNH é Categoria E, tenho curso MOPP atualizado e tenho registro em carteira. Sem vícios e com experiência em rodovias federais e estaduais. Pedro Luiz da Silva Por email Pedroluiz1977 @bol.com.br
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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Emprego Tenho CNH categoria AE, certificado de cursos e estou à procura de um emprego como motorista de caminhão. Sou zeloso com máquinas. Moro em Lins/SP, sou casado e tenho três filhos. Preciso de uma oportunidade para trabalhar e cuidar da minha família. Carlos Alberto da Silva Santos e-mail:albertocarlos.com. br@gmail.com Telefones: (14)9998422611 e (14)3529-2321 ou (14)3523-7202
"Mulher de amigo é igual árvore, só dá galho."
Cartas ABSURDO Gostaria de comunicar que fui fazer o exame toxicológico e não consegui realizar o procedimento, porque meu cabelo não tem 4cm de comprimento (Atualmente mede 2,5cm). É um absurdo! As leis são feitas e nós temos que nos virar para saber como é o procedimento. Eduardo Alberto dos Santos Pereira Barueri/SP 50 O CARRETEIRO
Cartas RODOVIAS O preço dos pedágios não corresponde com a real infraestrutura física das rodovias. A rodovia BR040, por exemplo, está com muita trepidação. E cadê as áreas de descanso que ficaram acertadas com os transportadores e o governo? Outro fato está nas duplicações feitas pelas concessionárias: não há espaço para manobras e os caminhões sobem no meio fio. Isso porque os veículos já atingiram 30 metros de comprimento e os projetos das rodovias são de 40 anos atrás. Gibson Menezes Pacheco e-mail: gibsoninstrutor @bol.com.br
"Se a sua estrela não brilha, não ofusque a minha." ALERTA Carreteiros, dirijam commuito cuidado e atenção pelas rodovias. Procurem fazer a manutenção do caminhão para evitar surpresas ruins durante a viagem. Nossa esposa e filhos nos esperam sempre. Abraço a todos os motoristas. Jeferson Barbosa Tel.: (11) 4343-8660 / 98011-7850 jefersonbarbosa1942@ hotmail.com www.ocarreteiro.com.br
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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Cartas ELOGIO Parabéns à Revista O Carreteiro pelas boas matérias. Marco Filipe Rodrigues Nogueira por email
"Na subida, paciência; na descida, dá licença." HOMENAGEM Presto esta homenagem aos puxadores de pás eólicas. Um grande abraço. Anderson Rubio Jucá Trairi/CE
Bate coração Estou à procura de uma companheira que tenha idade média de 30 anos ou mais, que goste de romance e carinho e seja honesta e sincera. E também que queira formar uma família e seja companhia para todas as horas para passeios, viagens ou um bom filme em casa. Filhos ou distancia não são problemas. Sou caminhoneiro, sincero e honesto, já fui casado e tenho duas filhas casadas. Esio Cicero Ferreira Tel: (77) 98151-5628 52 O CARRETEIRO
Bate coração Gostaria de me corresponder com uma pessoa sincera, que não seja casada e busque um compromisso sério. Quero muito amar e ser amada. Tenho 27 anos, 1,63m altura, cabelos claros e olhos castanho.. Cristiane Alice Mendonça Tel.:(31) 99159-4803 Por e-mail
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"Se o amor é cego, o negócio é apalpar." 54 O CARRETEIRO
Bate coração Sou solteiro e quero encontrar uma namorada com idade de 25 a 45 anos para compromisso sério. Tenho 49 anos pois estou precisando muito de uma companhia. Carlos Eduardo Ribeiro da Silva Ribeirão Preto/SP Tel.: (16) 98820-3141 Desejo conhecer motoristas com idade entre 30 e 45 anos para compromisso sério. Tenho 31 anos de idade e não tenho filhos. Tarciana Vieira Palmares/PE Tel:(55) 99857365 (WhatsApp) tarcinha@live.com
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"Vitamina de motorista de caminhão é a estrada."
Cartas TRECHO PERIGOSO Pessoal, vamos ter muito cuidado para rodar na BR 101, trecho entre Feira de Santana/BA e Recife/PE. O roubo de cargas e de pneus está muito frequente. Os ladrões não estão deixando quem roda com caminhão novo dormir tranquilo. George de Santana Santos Salvador/BA 56 O CARRETEIRO
Recados AMIGOS Mando um abraço para meus amigos Marelim, Mata-Égua, Tob, Silvirno, Mendigo, Paulo Dondoni e a galera dos fora da lei. Que Deus abençoe a todos vocês. Renato Cazotti (QRA Pinto Doido) Colatina/ES silviacrisfelix85@ gmail.com Sou solteiro e quero encontrar uma namorada com idade de 25 a 45 anos para compromisso sério. Tenho 49 anos pois estou precisando muito de uma companhia. Carlos Eduardo Ribeiro da Silva Ribeirão Preto/SP Tel.: (16) 98820-3141 eduardo1966.undefined @gmail.com
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TRANSPORTE & ECONOMIA PLANILHA DE CUSTOS OPERACIONAIS CAMINHÕES
SEMILEVES
LEVES
MÉDIOS
CUSTOS FIXOS MENSAIS Depreciação do Veículo
R$ 745,22
R$ 829,31
R$ 1.544,79
Remuneração de Capital
R$ 518,90
R$ 630,93
R$ 1.034,65
Licenciamento + Seg. Obrigatório + IPVA
R$ 206,89
R$ 252,52
R$ 310,44
Seguro do casco
R$ 572,68
R$ 702,63
R$ 807,12
Despesas com Comunicação TOTAL DOS CUSTOS
R$ 0,00
R$ 0,00
R$ 173,36
R$ 2.043,69
R$ 2.415,39
R$ 3.870,44
CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção
R$ 0,206
R$ 0,224
R$ 0,176
Pneus, câmaras e recapagens
R$ 0,077
R$ 0,099
R$ 0,074
Combustível
R$ 0,476
R$ 0,543
R$ 0,628
ARLA 32
R$ 0,000
R$ 0,000
R$ 0,023
Óleo de carter
R$ 0,009
R$ 0,020
R$ 0,013
Lavagens e graxas
R$ 0,101
R$ 0,010
R$ 0,145
TOTAL DOS CUSTOS
R$ 0,869
R$ 0,134
R$ 1,059
CAMINHÕES
SEMIPESADOS
PESADOS
EXTRAPESADOS
CUSTOS FIXOS MENSAIS Depreciação do Veículo
R$ 1.424,65
R$ 2.343,16
R$ 3.111,74
Remuneração de Capital
R$ 1.012,82
R$ 1.610,22
R$ 1.824,13
Licenciamento + Seg. Obrigatório + IPVA
R$ 357,97
R$ 614,40
R$ 729,81
Seguro do casco
R$ 765,35
R$ 1.276,12
R$ 1.585,12
Despesas com Comunicação
R$ 173,36
R$ 245,59
R$ 245,59
R$ 3.734,14
R$ 6.089,50
R$ 7.496,40
TOTAL DOS CUSTOS
CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção
R$ 0,209
R$ 0,362
R$ 0,349
Pneus, câmaras e recapagens
R$ 0,180
R$ 0,285
R$ 0,377
Combustível
R$ 0,795
R$ 1,276
R$ 1,381
ARLA 32
R$ 0,025
R$ 0,028
R$ 0,047
Óleo de carter
R$ 0,013
R$ 0,025
R$ 0,023
Lavagens e graxas
R$ 0,124
R$ 0,311
R$ 0,330
TOTAL DOS CUSTOS
R$ 1,347
R$ 2,287
R$ 2,507
58 O CARRETEIRO
TABELA REFERENCIAL DE TRANSPORTE DE CARGA LOTAÇÃO AUTÔNOMOS - CARGA GERAL DISTÂNCIA EM KM
CAMINHÕES LEVES R$/TON
CAMINHÕES MÉDIOS R$/TON
CAMINHÕES SEMI-PESADOS R$/TON
CAMINHÕES PESADOS R$/TON
BITREM 7 EIXOS R$/TON
1 a 50
83,31
44,76
22,63
22,58
20,69
51 a 100
130,83
67,94
34,70
30,98
28,35
101 a 150
178,34
91,13
46,77
39,38
36,01
151 a 200
225,85
114,31
58,83
47,77
43,66
201 a 250
273,36
137,49
70,90
56,17
51,32
251 a 300
320,88
160,68
82,97
64,57
58,98
301 a 400
415,90
207,04
107,10
81,37
74,29
401 a 500
510,92
253,41
131,23
98,16
89,61
501 a 600
605,95
299,78
155,37
114,96
104,92
601 a 700
700,97
346,14
179,50
131,75
120,24
701 a 800
796,00
392,51
203,63
148,55
135,55
801 a 900
891,02
438,88
227,77
165,34
150,86
901 a 1.000
986,04
485,24
251,90
182,14
166,18
1.001 a 1.250
1.223,60
601,16
312,23
224,12
204,47
1.251 a 1.500
1.461,17
717,07
372,57
266,11
242,75
1.501 a 1.750
1.698,73
832,99
432,90
308,10
281,04
1.751 a 2.000
1.936,29
948,91
493,23
350,09
319,32
2.001 a 2.250
2.173,85
1.064,82
553,57
392,08
357,61
2.251 a 2.500
2.411,41
1.180,74
613,90
434,06
395,90
2.501 a 2.750
2.648,97
1.296,65
674,23
476,05
434,18
2.751 a 3.000
2.886,53
1.412,57
734,57
518,04
472,47
3.001 a 3.250
3.124,09
1.528,49
794,90
560,03
510,76
3.251 a 3.500
3.361,65
1.644,40
855,23
602,01
549,04
3.501 a 4.000
3.836,77
1.876,24
975,90
685,99
625,62
4.001 a 4.500
4.311,89
2.108,07
1.096,57
769,97
702,19
4.501 a 5.000
4.787,01
2.339,90
1.217,23
853,94
778,76
5.001 a 5.500
5.262,13
2.571,73
1.337,90
937,92
855,33
5.501 a 6.000
5.737,25
2.803,56
1.458,57
1.021,89
931,91
NOTA 1: PREÇO DOS INSUMOS - Os cálculos acima tem como base o preço dos insumos pesquisados na região de São Paulo. NOTA 2: FRETE RETORNO VAZIO - Para que seja incluído retorno vazio no preço cobrado, deve-se utilizar os valores das faixas de distância que incluam a ida e volta do caminhão. NOTA 3: TAXAS, GENERALIDADES E SERVIÇOS ADICIONAIS - Os valores na planilha acima não incluem: pedágio e despesas de viagem (alimentação, estadia, chapa, etc), que deverão ser calculados e cobrados à parte. NOTA 4: IMPOSTOS - Os valores na planilha acima incluem PIS E CONFINS. Não incluem, no entanto, ICMS. NOTA 5: LUCRO - Na construção da planilha acima adotou-se, como parâmetro, margem de lucro de 20% Fonte: RLV Soluções Empresariais
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59
MERCADO DE CAMINHÕES LICENCIAMENTO 2017 UNIDADES
JAN
DEZ/2016
JAN
2.947
4.450
2.947
SEMILEVES Agrale FCA (RAM) Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas
185 1 19 53 20 18 72 2
325 1 31 66 89 27 110 1
185 1 19 53 20 18 72 2
LEVES Agrale CAOA Hyundai Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas
648 6 0 192 11 232 207 0
1.085 8 1 222 35 348 470 1
648 6 0 192 11 232 207 0
MÉDIOS Agrale Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas
224 1 81 0 72 69 1
376 0 129 27 119 101 0
224 1 81 0 72 69 1
SEMIPESADOS Agrale Ford International Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Scania Volvo Outras empresas
14.462 0 181 7 72 256 271 48 52 0
1.325 0 171 7 93 460 460 64 70 0
14.462 0 181 7 72 256 271 48 52 0
PESADOS DAF Ford International Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Scania Shacman Volvo Outras empresas
1.003 61 12 1 33 73 270 274 0 273 6
1.339 92 23 2 49 101 269 254 0 520 29
1.003 61 12 1 33 73 270 274 0 273 6
TOTAL DE CAMINHÕES
60 O CARRETEIRO
RANKING DE CAMINHÕES POR MARCA JANEIRO/2017 FABRICANTE
QUANT.
PART.
1º
M.BENZ
900
30,61%
2º
VW
601
20,44%
3º
FORD
519
17,65%
4º
VOLVO
325
11,05%
5º
SCANIA
322
10,95%
6º
IVECO
138
4,69%
7º
DAF
61
2,07%
8º
MAN
51
1,73%
9º
INTERNATIONAL
8
0,27%
10º
AGRALE
7
0,24%
11º
SINOTRUK
6
0,20%
12º
JMC
2
0,07%
ACUMULADO FABRICANTE
QUANT.
PART.
1º
M.BENZ
900
30,61%
2º
VW
601
20,44%
3º
FORD
519
17,65%
4º
VOLVO
325
11,05%
5º
SCANIA
322
10,95%
6º
IVECO
138
4,69%
7º
DAF
61
2,07%
8º
MAN
51
1,73%
9º
INTERNATIONAL
8
0,27%
10º
AGRALE
7
0,24%
11º
SINOTRUK
6
0,20%
12º
JMC
2
0,07%
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61
CAMINHÕES NOVOS PREÇO (R$)
AGRALE
MODELO
PREÇO (R$)
142.326,00
DAILY TRUCK 7 TON 70C17 CS 3750
108.796,00
8700 TR (5ª RODA) – CUMMINS ISF 3.8
147.226,00
DAILY TRUCK 7 TON 70C17 CS 4350
110.664,00
10000 – MWM MAXXFORCE 4.8
144.613,00
DAILY 35S14 GRAN FURGONE 3300 H2
98.067,00
14000 - 4X2 – MWM MAXXFORCE 4.8
174.750,00
DAILY 45S17 GRAN FURGONE 3300 H2
110.626,00
14000 - 6X2 – MWM MAXXFORCE 4.8
202.869,00
TECTOR 170E22 ATTACK 4815 4X2 MLC TB
144.484,00
TECTOR 240E22 ATTACK 4815 6X2 MLC TB
163.480,00
349.925,00
TECTOR 240E28 5175 6X2 MLL TA
226.930,00
377.923,00
TECTOR 240E28 5670 6X2 MLL TA REL. 4,10/5,59
241.317,00
CF85 FTS
377.924,00
TECTOR 260E28 4815 6X4 MLC TB
267.797,00
XF105 FTS (460cv Comfort Cab)
431.125,00
STRALIS 600S40T AT 6X2 TA (OD) EUROTRONIC
350.655,00
XF105 FTT (460cv Comfort Cab)
459.346,00
STRALIS 600S44T AT 6X2 TA (OD) EUROTRONIC
374.825,00
XF105 FTT (510cv Super Space Cab)
459.347,00
MAN
XF105 FTT (510cv Super Space Cab)
459.438,00
VW 5.150 D DELIVERY
140.300,00
FORD
VW 8.160 D DELIVERY
165.682,00
CARGO 816
128.913,76
VW 9.160 D DELIVERY
171.638,00
CARGO 1319
163.352,05
VW 13.190 E DC CONSTELLATION
225.047,00
CARGO 1519
168.851,05
VW 15.190 E DC CONSTELLATION
231.647,00
CARGO 1719
193.712,61
VW 17.190 E DC CONSTELLATION
233.012,00
CARGO 1723
205.040,61
VW 17.280 E DC CONSTELLATION
265.082,00
218.040,29
VW 17.330 E DC CONSTELLATION
281.317,00
CARGO 1729 RIGIDO
209.987,28
VW 24.280 E DC CONSTELLATION
293.404,00
CARGO 1933 RÍGIDO
273.194,91
VW 24.330 E DC CONSTELLATION
331.765,00
CARGO 2423
214.581,05
VW 26.280 E DC CONSTELLATION
295.255,00
CARGO 2429
224.475,69
VW 31.280 E DC CONSTELLATION
328.797,00
CARGO 2429 LEITO
236.932,31
VW 31.330 E DC CONSTELLATION
338.494,00
261.714,93
VW 19.390 E DC CONSTELLATION
301.866,00
CARGO 2629
268.819,75
VW 25.390 E DC CONSTELLATION
324.980,00
CARGO 3133
318.919,08
VW 26.390 E SC CONSTELLATION
396.823,00
CARGO 1729 CAVALO MEC.
223.265,65
VW 31.390 E DC CONSTELLATION
381.832,00
CARGO 1933 CAVALO MEC.
287.612,46
MAN TGX 28.440 6X4
432.148,00
CARGO 2042
277.778,42
MAN TGX 29.440 6X4
468.130,00
309.686,54
MERCEDES-BENZ
DAF CF85 FT (360cv-Sleeper Cab) CF85 FTS (360cv Sleeper Cab)
CARGO 1723 LEITO
CARGO 2623
CARGO 2842
ACCELO 815/31
153.681,67
9800I 6X4
320.000,00
ACCELO 815/37
155.229,83
9800I 6X2
300.000,00
ACCELO 815/44
156.838,20
ACCELO 1016/31
164.144,61
87.833,00
ACCELO 1016/37
166.105,04
89.085,00
ACCELO 1316/37
188.895,71
ATEGO 1419
198.655,34
INTERNATIONAL
IVECO DAILY 35S14 CS 3450 DAILY 35S14 CS 3750 DAILY 45S17 CD 3750
62 O CARRETEIRO
115.307,00
Molicar
IVECO
8700 – CUMMINS ISF 3.8
Fonte:
MODELO
MODELO
PREÇO (R$)
Fonte:
Molicar
MERCEDES-BENZ
MODELO
PREÇO (R$)
SCANIA
ATEGO 1719
213.674,69
R 620 LA6X4 RBP835
620.970,00
ATEGO 1726 4X4
315.987,43
HIGHLINE 440 LA6X2 RB662
539.910,00
ATEGO 1730S
239.860,25
HIGHLINE 480 LA6X2 R885
526.470,00
ATEGO 2426 6X2
269.186,36
HIGHLINE 620 LA6X4 RB662
553.455,00
ATEGO 2430 6X2
283.474,75
P 310 CB6X4 RBP735 (Cana)
381.046,00
ATEGO 3026 8X2
305.209,74
G440 CB8X4 RBP835 (minieração)
644.700,00
ATEGO 3030 8X2
318.562,05
G480 CA6X4 RBP835
499.485,00
ATRON 1635S
308.032,54
P 250 DB4X2
302.085,00
AXOR 1933LS
316.594,66
P 250 DB6X2
335.865,00
AXOR 2533 6X2
365.335,33
P 310 DB8X2 R780
374.745,00
AXOR 2036S
341.821,44
HIGHLINE R440 LA6X2 R885
512.925,00
AXOR 2041S
357.269,47
HIGHLINE 480 LA6X2 R885
526.470,00
AXOR 2536S 6X2
355.173,10
HIGHLINE 620 LA6X4 RB662
614.145,00
AXOR 2541S 6X2
404.194,65
P 310 CB6X4 RBP735 (minieração)
378.945,00
AXOR 2544S 6X2
411.031,48
G440 CB8X4 RBP835 (minieração)
644.700,00
AXOR 2644S 6X4
437.012,33
G480 CA6X4 RBP835
479.220,00
ACTROS 2546LS 6X2 CONFORTO T.ALTO
453.218,49
P 250 DB4X2 R780
302.085,00
ACTROS 2546LS 6X2 MEGASPACE (CONFORTO)
473.305,48
P 250 DB8X2 R780
361.095,00
ACTROS 2546LS 6X2 MEGASPACE PLUS (SEG.)
493.392,49
VOLVO
ACTROS 2646LS 6X4 CONFORTO T.ALTO
465.672,45
VM220 4X2R ST L1H1
268.000,00
ACTROS 2646LS 6X4 MEGASPACE (CONFORTO)
493.392,49
VM270 6X2R LX L2H1 AT
350.000,00
ACTROS 2646LS 6X4 MEGASPACE PLUS (SEG.)
513.479,46
VM330 6X2 LX L2H1 AT
390.000,00
ACTROS 2651S 6X4 CONFORTO ALTO
476.463,26
VM270 8X2R LX L2H1 AT
404.000,00
ATEGO 2730 6X4
299.179,64
VM270 6X4R ST L1H1 AT
373.000,00
ATEGO 2730B 6X4
300.960,75
VM330 6X4R ST LIH1 AT
405.000,00
AXOR 3131 6X4
343.104,81
VM330 6X4R ST L1H1 AT 32 TON
460.000,00
AXOR 3131 B 6X4
344.130,72
VM330 4X2T LX L2H1
360.000,00
AXOR 3131K 6X4
342.106,10
FH 420 42T SC AT SLP RS 1360
480.000,00
AXOR 3344 6X4
475.020,00
FH 420 62T SC AT SLP RS1360
510.000,00
AXOR 3344 K 6X4
475.429,15
FH 420 82T SC AT SLP RS1360
550.000,00
AXOR 3344S 6X4
474.950,26
FH 460 64T SC AT SLP RST2370
555.000,00
AXOR 4144K 6X4
508.576,03
FH 460 64R SC AT SLP RST2610
560.000,00
ACTROS 4844K 8X4
663.941,74
FH 540 84T SC AT HSLP RT3210
600.000,00
FM 380 42T SC AT SLP RS1360
435.000,00
SCANIA P 310 LA4X2 R780
338.415,00
FM 380 62T SC AT SLP RS1360
465.000,00
P 360 LA6X2 – R 885
411.705,00
FM 380 82R SC AT SLP RS1360
505.000,00
G 400 LA 4X2 R 780
445.410,00
FMX 420 64T SX VT SLP RT3210
560.000,00
R 440 LA6X2 R 885
499.485,00
FMX 420 64R SX VT DAYCAB RT3210
560.000,00
R 440 LA6X4 RB662
526.476,00
FMX 460 84R SX VT DAYCAB RT3312
690.000,00
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63
CAMINHÕES USADOS VEICULOS NACIONAIS
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
AGRALE 13000TD 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
91.000
87000
83.000
64.000
13000TD 6X2 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
96.460
92220
87.980
67.840
6000 E-MEC 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
66.000
61200
57.000
49.000
8500 EURO III E-MEC 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
72.200
70000
61.000
54.000
8500 EURO III E-TRONIC(C.Dup) 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
78.827
76426
66.599
58.957
9200 EURO III E-TRONIC 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
89.000
85000
76.200
70.000
C-1317 CN 4X2 DIES.
-
-
0
-
0
92.800
87232
-
-
C-1517 CN 4X2 DIES.
-
-
0
-
0
97.000
91180
-
-
C-1517-E 4X2 Dies.
-
-
0
-
0
-
84000
81.000
77.000
C-1717 CN 4X2 DIES.
-
-
0
-
0
103.000
96820
-
-
C-1717 CN 6X2 3E DIES.
-
-
0
-
0
109.180
102629
-
-
C-1722 CN 4X2 DIES.
-
-
0
-
0
110.000
103400
-
-
C-1722-E 4X2 Dies.
-
-
0
-
0
-
94000
87.000
85.000
C-1832-E 4X2 Dies.
-
-
0
-
0
-
102000
89.000
83.660
C-1932 CN 4X2 DIES.
-
-
0
-
0
119.000
111860
-
-
C-2422 CN 6X2 3E DIES.
-
-
0
-
0
115.000
108100
-
-
C-2622 CN 6X4 3E DIES.
-
-
0
-
0
135.000
130950
-
-
C-2628 CN 6X4 3E DIES.
-
-
0
-
0
155.000
150350
-
-
F-350 4X2 Dies.
-
-
0
-
0
76.000
67000
64.000
62.000
F-4000 TB 4X4(N.Serie)(Cummins) Dies.
-
-
0
-
0
88.200
84000
78.750
74.550
F-4000 TURBO 4X2(N.Serie) Dies.
-
-
0
-
0
84.000
80000
75.000
71.000
450E33T(CurtaT.Baixo)4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
123.500
107000
98.000
92.120
450E33T(LeitoT.Alto)4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
138.000
127000
116.000
109.040
450E33T(LeitoT.Baixo)4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
134.500
122500
105.500
99.170
230E22 6X2 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
-
0
-
77.760
230E24 6X2 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
106.000
92000
83.000
81.000
260E25 6X4 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
117.000
104000
88.000
84.000
170E22 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
94.000
87000
-
-
230E22 6X2 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
-
0
87.220
83.790
230E24 6X2 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
116.000
101000
89.000
85.500
380T38 6X4 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
243.000
239000
235.000
230.000
720T42 6X4 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
265.000
259000
250.000
243.000
240E28 6X2 3e Dies. 2P
-
162.000
153000
146.000
138000
129.720
0
-
-
260E25 6X4 3e Dies. 2P
-
-
0
-
162000
154.000
147000
139.000
137.000
170E22 4X2 Dies. 2P
-
151.000
132000
122.000
112000
105.280
0
-
-
380T38 6X4 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
225.000
219000
207.000
198.000 81.000
FORD
1315 ATEGO 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
114.000
99000
90.000
149.000
136.000
127840
-
0
-
0
-
-
1418 ATEGO 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
116.000
100000
92.000
83.000
1518 ATEGO 4X2 Dies. 2P
162.000
153.000
147000
136.000
130500
125.000
106000
97.000
83.500
-
-
0
-
0
115.900
103550
95.000
80.750 84.787
1316 /37 ACCELO 6X2 3e Dies. 2P
1718 4X2 Dies. 2P 1718 6X2 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
121.695
108727
99.750
174.000
159.000
152000
138.000
132000
124.080
0
-
-
1725 ATEGO 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
129.000
114000
110.000
93.000
1726 ATEGO 4X2 Dies. 2P
188.000
177.000
168000
148.000
140500
132.070
0
-
-
1728 ATEGO 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
148000
144.000
132000
117.000
114.000
1719/36 ATEGO 4X2 Dies. 2P
ATEGO 2429 6X2 3e Dies. 2P
-
-
180000
172.000
159000
146.000
137240
-
-
AXOR 2831 6X4 3e Dies. 2P
240.000
200.000
196000
186.000
176000
167.000
158000
152.000
145.000
AXOR 3340 6X4 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
180.000
160000
151.000
139.000
AXOR 3340K 6X4 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
264.000
245000
216.000
178.000
64 O CARRETEIRO
Fonte:
MERCEDES-BENZ
Molicar
IVECO
VEICULOS NACIONAIS
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
MERCEDES-BENZ -
-
0
-
0
216.000
200000
180.000
AXOR 3341 6X4 3e Dies. 2P
320.000
300.000
270000
250.000
240000
225.600
0
-
-
AXOR 3344 6X4 3e Dies. 2P
300.000
260.000
240000
230.000
220000
200.000
190000
170.000
146.000
AXOR 4141K 6X4 3e Dies. 2P
430.000
420.000
395000
365.000
335000
314.900
0
-
-
-
-
0
-
0
151.000
133000
127.000
117.000
G420 B 6X4 3e SZ(Cam) Dies. 2P
-
-
0
-
0
218.000
175000
164.500
-
G420 B 8X4 4e SZ(Cam) Dies. 2P
-
-
0
-
0
235.000
210000
197.400
-
G470 B 6X4 3e SZ(Cam) Dies. 2P
-
-
0
-
0
335.000
326000
306.440
-
G470 GB 8X4 4e SZ(Cam) Dies. 2P
-
-
0
-
0
340.000
332000
312.080
-
P230 B 4X2 SZ(Cam) Dies. 2P
-
180.000
168000
148.000
134000
128.000
123000
115.620
-
P310 B 6X4 3e SZ(Cam) Dies. 2P
260.000
250.000
220000
210.000
184000
179.000
165000
155.100
-
P310 B 8X4 4e SZ(Cam) Dies. 2P
290.000
260.000
227000
220.000
200000
194.000
184000
172.960
-
P420 B 6X4 3e SZ Dies. 2P
-
-
0
-
0
191.000
180000
168.000
152.000
P420 B 8X4 4e SZ Dies. 2P
-
-
0
-
0
200.000
190000
172.000
156.000
R580 A 6X2 NA 3e(KingOfTheRoad)(Reb) Dies.2P
-
434.000
418000
413.000
392000
366.000
357000
335.580
-
R580 B 4X2 SZ HIGHLINE(Cam) Dies. 2P
-
387.000
368000
352.000
347000
318.000
308000
289.520
-
438.000
407.000
383000
378.000
367000
338.000
317720
-
-
-
421.260
401880
389.640
371280
343.740
323115
-
-
AXOR 3340S 6X4 3e Dies. 2P
L-1620 6X2 3e Dies. 2P
150.000
SCANIA
R620 A 6X4 3e Dies. 2P R620 LA 6X2 3e HIGHLINE Dies. 2P R620 LA 6X2 3e STREAMLINE Dies. 2P R620 LA 6X4 3e HIGHLINE Dies. 2P R-380 A 6X2 NA 3e Dies.
-
429.520
409760
397.280
373443
-
0
-
438.000
421.000
412000
392.000
378900
367.000
344980
-
-
0
0
0
235000
215000
202100
0
0
0
VOLKSWAGEN 127.000
116.000
110500
108.000
100000
94.000
0
-
-
13.180 CONSTELLATION TB-IC(E) 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
100000
98.500
96000
94.000
89.000
13.180 CONSTELLATION TB-IC(E) 6X2 3e Dies.2P
-
-
0
-
105000
103.425
100800
98.700
93.450
15.170 TB-IC(E)4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
92.000
86000
82.000
72.000
15.180 CONSTELLATION TB-IC(E) 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
115.000
110000
106.000
93.000
15.180 WORKER TB-IC(E) 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
105.000
102000
98.000
84.000
17.180 WORKER TB-IC(E) 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
106.000
104000
100.000
92.000
17.220 WORKER TB-IC(E) 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
112.000
103000
97.000
89.000
17.250TB-IC(E) 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
112.000
104000
92.000
85.000
17.320E CONSTELLATION(E) 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
122.000
117000
110.000
103.400 112.000
10.160 DELIVERY 4X2 Dies. 2P
Molicar
24.220 TB-IC(E)6X2 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
126.000
119000
115.000
24.280 CONSTELLATION 6X2 3e Dies. 2P
213.000
182.000
170000
146.000
142000
139.000
130660
-
-
24.280 CONSTELLATION 8X2 4e Dies. 2P
231.000
212.000
193000
177.000
166380
-
0
-
-
26.220 TB-IC 6X4 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
130.000
123000
120.000
109.000
26.260 TB-IC 6X4 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
-
0
-
-
26.260 WORKER TB-IC(E) 6X4 3e Dies. 2P
-
-
0
-
145040
142.100
139160
133.280
125.283
31.280 6X4(Constellation) 3e Dies. 2P
273.000
244.000
235000
210.000
203000
200.000
194000
-
-
9.150 DELIVERY TB-IC(E) 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
88.000
84000
78.960
-
VOLVO FM11 370 4X2 Dies. 2P
-
-
0
-
0
-
138180
131.000
122.000
330.000
310.000
291400
-
0
-
0
-
-
FMX13 420 6X4R 3e Dies. 2P
-
310.000
290000
280.000
272000
258.000
242520
-
-
FH 400(GLOBETROTTER) 4X2 DIES.
-
-
0
-
0
-
147900
134.640
130.560
FH 520 4X2 Dies.
-
-
0
-
0
-
187000
167.000
156.000
FMX-13 400 6X4T 3E(I-SHIFT) DIES.
-
-
0
-
0
-
215270
202.353
-
190.000
130.000
120000
112.000
99000
97.000
91180
-
-
-
-
0
-
0
-
83000
78.000
75.000 88.000
Fonte:
FMX 420 6X4R 3e Dies. 2P
VM220 4X2R Dies. 2P VM23 210 ST 6X2 3e Dies. 2P VM-260 LX 6X2 3e Dies. 2P
-
-
0
-
0
-
99500
96.000
VM270 4X2R Dies. 2P
180.000
145.000
140000
125.000
118000
110.000
103400
-
-
VM-270 4X2R Dies. 2P
135000
128000
120000
112000
105280
0
0
0
0
www.ocarreteiro.com.br
65
JESUÍNO
66
O CARRETEIRO
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E
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