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O Carreteiro 504

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EDITORIAL ALÉM DO CAMINHÃO

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ntigamente, uma das preocupações do transportador ao adquirir um caminhão era poder transportar o máximo possível de carga por viagem. O fabricante, pelo seu lado, se mantinha atento a vender um produto robusto que suportasse com sobra o trabalho a ele imposto. Economia de combustível, conforto e segurança não apareciam como destaques. Mas com o passar dos anos e a necessidade de tornar o negócio cada vez mais rentável, manutenção inclusive a preventiva - e diversos outros itens ganharam mais atenção. Somente resistência já não era mais o suficiente, pois o tempo de parada cada vez menor, passou a ser necessidade.Com isso, a eficiência do atendimento pós-vendas; peças da marca em estoque na rede e profissionais capacitados ganharam força e passaram a ser fundamentais. Só a venda do veículo já não garantia o mesmo resultado de anos atrás, assim, os planos de manutenção em diferentes níveis ganharam importância. Por outro lado, as margens de lucro dos transportadores de todos os portes ficaram muito mais apertadas e com isso as montadoras perceberam que apenas vender caminhão e atender bem era pouco, não passava do “feijão com arroz” dentro do negócio. Oferecer mais e ser parceiro do cliente - principalmente em razão das tecnologias incorporadas aos veículos de carga – passou a ter mais valor e a ser fundamental. A introdução da eletrônica nos motores e nas caixas de transmissão, além de outros avanços presentes em praticamente todos os sistemas do veículo, contribuiram para melhorar o atendimento. Assim, os pneus e até os motoristas passaram a ser melhor controlados e agora, com a conectividade, todo o processo entre veículo, carga, embarcador e destinatário participam da operação. Cabe dizer que hoje em dia já tem transportador que ao comprar um caminhão novo busca uma solução para o seu negócio e não apenas um meio para transportar a carga. Isso inclui o veículo e suas tecnologias, manutenção à altura, apoio técnico e tudo mais que for possível obter para que se sinta seguro e obtenha lucro. Também alerta que as montadoras e seus concessionários estejam cada vez mais sincronizados para se obter o resultado esperado. Esse é o objetivo de quem produz caminhão e de quem o comercializa e tem pretensão de vender peças e serviços. Para atingir essa meta, não faltam informações técnicas do veículo e recomendações sobre como operá-lo. Aliás, nessa parte entra o motorista, peça cada vez mais importante em todo o processo, e por isso merece ser reconhecido, embora na maioria dos casos a realidade seja outra. Mesmo assim, é imprescindível que ele tenha consciência do seu papel nessa nova fase do transporte. E não custa lembrar que embora hoje o caminhão faça coisas surpreendentes - inimagináveis anos atrás -, sua situação parece ser a mesma do tempo da caixa seca e da roda raiada. Aliás, ainda tem muitos exemplares daqueles anos rodando por aí. João Geraldo Editor


SUMÁRIO

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MERCADO

A queda das vendas de caminhões novos provocou mudanças e adequações significativas no segmento do transporte rodoviário de cargas, com mais opções e melhorias dos serviços nas redes de concessionários. Diante da crise na economia, o transportador passou a cuidar mais da frota circulante enquanto não decide pela troca por veículos novos

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PROFISSÃO

Para algumas pessoas, ser motorista de caminhão, viajar e permanecer vários dias na estrada, longe de casa, é apenas uma profissão dura, um meio de vida como outra atividade qualquer. Porém, para muitos carreteiros, dirigir um veículo pesado de carga trata-se também de uma paixão, que muitas vezes começou na infância


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TECNOLOGIAS 44NOVAS Com a ajuda da eletrônica, as soluções técnicas para deixar os caminhões mais eficientes e econômicos prometem contribuir para a redução do custo de operação dos transportadores. Motores mais leves e eficientes e sistemas que contribuem na condução são algumas das tecnologias que já estão prontas para o mercado

VEJA TAMBÉM

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VOLVO LANÇA 6ª GERAÇÃO DA CAIXA I-SHIFT MERCEDES FORA DE ESTRADA AUTOMATIZADO IVECO PESADO DO FUTURO ROUBOS DE CARGAS CRESCEM SCANIA CONECTA PÓS-VENDAS

SEÇÕES 08 41 56 58

Notícias Boletim Pneus História do Zé Na Mão Certa

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DIRETOR Edson Pereira Coelho REDAÇÃO redacao@ocarreteiro.com.br Editor João Geraldo (MTB 16.954) Colaboradores desta edição Evilazio de Oliveira e Daniela Giopato Ilustração Michele Iacocca REPRESENTANTES comercial@ocarreteiro.com.br Eurico A. de Assis José Antonio Fernandes Ubiratan Alves Ferreira. PROJETOS ESPECIAIS Jenner Nicodemos ADMINISTRAÇÃO Ed Wilson Furlan Nilcéia Rocha Juliana Vieira TI DC Code Soluções em TI Ltda.-ME DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Public. Técnicas Ltda Ricardo Lúcio Martins ASSINATURA assinatura@ocarreteiro.com.br 5035-0000 PROMOÇÃO promocao@ocarreteiro.com.br ARTE arte@ocarreteiro.com.br Andrea Tanaka Assinatura: Anual R$ 96,00 Exemplar avulso: R$ 8,00 Edição nº 504 - Circulação: Novembro de 2016

Publicação de: G.G. Editora de Public.Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 Vila Alexandria - CEP 04635-021-SP Tel.: (11) 5035-0000 - Fax: (11) 5031-8647 revista@ocarreteiro.com.br

www.ocarreteiro.com.br A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga. A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários “ROD” (Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento RR Donnelley Tiragem desta edição verificada pela PwC, cuja carta relatório encontra-se em nosso poder


NOTÍCIAS MANUTENÇÃO AMPLIADA

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Ford acabou de lançar um plano de manutenção para a sua linha de caminhões rodoviários, o qual amplia para 50 mil quilômetros o intervalo entre as revisões. Desenvolvido pela área de pós-vendas, o objetivo é aumentar a rentabilidade do transportador reduzindo o custo por km rodado com a troca de filtros, óleo lubrificante e outros componentes. A ampliação no período das revisões, informou a montadora, é resultado de um trabalho contínuo junto a Cummins - fabricante dos motores da linha Cargo – para a redução do custo operacional dos veículos. Wilson Vasconcellos, gerente de pós-vendas da Ford Caminhões, lembrou que em 2014 os modelos

pesados da marca tiveram o intervalo de manutenção ampliado de 25.000 para 40.000 quilômetros. “Em menos de dois anos conseguimos dobrar o intervalo de manutenção”. Acrescentou. Os modelos que tiveram o período de extensão estendido são o Cargo 1723, Cargo 1729, Cargo 2423 e Cargo 2429 produzidos a partir de outubro de 2016.

ACELERANDO A INOVAÇÃO

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Zukunft Ventures GmbH é o mais novo negócio da ZF criado exclusivamente para investir em empresas que estão envolvidas no desenvolvimento de tecnologias que podem ser relevantes para a companhia. O CEO da ZF, Dr. Stefan Sommer disse que a unidade ajudará o grupo ZF a preencher lacunas tecnológicas de forma mais rápida e a ingressar em novos segmentos de negócio. "Para garantir essa posição e trabalhar a longo prazo, precisamos acessar

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rapidamente as tecnologias inovadoras”, acrescentou o executivo. Sediada em Friedrichshafen, na Alemanha, a Zukunft é uma ferramenta rápida e flexível que permitirá que as empresas mantenham o ritmo da inovação, acrescentou. Investimento em outras empresas tem sido prática comum da ZF há muito tempo, como, por exemplo, junto com a empresa Ibeo, com quem está desenvolvendo uma nova geração de sensores.


LEASING OPERACIONAL

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banco Mercedes-Benz começou a disponibilizar aos clientes da marca a opção de leasing operacional, modalidade que funciona semelhante a um aluguel no qual o transportador paga apenas pelo período de uso do veículo. Durante toda a vigência do contrato – que pode ser de 36 ou 48 meses –o valor não muda. Válido para extrapesados rodoviários Axor e Actros, o produto oferece possibilidade do cliente devolver o veículo ao banco ao final do contrato sem se preocupar com valor de revenda. O presidente do banco, Bernd Barth explica que o

conjunto de benefícios oferecidos pela modalidade permite ao administrador da frota uma gestão e controle muito maiores dos gastos da empresa, devido ao valor pre-fixado, o que não acontece nas modalidades de financiamento que operam com taxas de juros variáveis.

PEÇAS ORIGINAIS

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streou no mês de outubro em toda a rede MAN/Volkswagen, formada por mais de 150 concessionárias, seis novos kits de embreagem para caminhões e ônibus originais com desconto que, segundo a montadora, chega a ser de 20%. Além disso, o cliente recebe 12 meses de garantia sem limite de quilometragem. O kit é formado por platô, disco e rolamentos, desenvolvidos para os veículos da marca. Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America, explica que essa é mais uma ação de pós-vendas da empresa para

reduzir o custo de manutenção dos clientes, com respaldo técnico da mão-de-obra qualificada da concessionária e a garantia do fabricante. Outra promoção da empresa é o kit de embreagem para veículos Euro 3, com valor fechado incluindo o custo do serviço para a troca.

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PÓS-VENDA

FOTOS Divulgação

CALENDÁRIO DA SAUDADE VALORIZA OS MOTORISTAS

Parte da campanha de valorização de clientes, e com o objetivo de aumentar o volume de revisões na rede de distribuidores em 20%, o Calendário da Saudade tem como símbolo o motorista de caminhão, a saudade de casa, sua família e trabalho

POR João Geraldo

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Ford Caminhões acabou de lançar o Calendário da Saudade, uma homenagem criada para os proprietários e motoristas de caminhões da marca Ford fabricados a partir de 2012. Trata-se de um aparelho em formato de miniatura de caminhão que avisa a família que o carreteiro já está chegando em sua casa. A campanha tem sinergia com os serviços pós-venda e o motorista é um símbolo da toda a ação da companhia. Parte de uma campanha da montadora para valorizar os clientes e também o atendimento pós-venda nos distribuidores Ford Caminhões, o Calendário da Saudade prestigia proprietários e motoristas das linhas Cargo e Série F que fizerem uma Revisão a Preço Fixo nos distribuidores exclusivos da marca até dia 15 de dezembro de 2016. São 5.700 kits que estarão disponíveis para os clientes em 110 distribuidores Ford Caminhões. Oswaldo Ramos, gerente geral de vendas, marketing e serviços da Ford Caminhões, disse que ao mesmo tempo o Calendário reforça a necessidade da revisão do veículo para chegar com segurança aos destinos e também ao reencontro de familiares, que são momentos importantes na vida do profissional da estrada. Ainda de acordo com o executivo, o posicionamento da marca tem tudo a ver com o momento. “O que a Ford vai trazer agora é o relacionamento com o cliente, disse Ramos acrescentando que a empresa vai dar um salto na área de pós-venda.

Dotado da tecnologia Wi-fi, a miniatura em formato de caminhão fica na casa do motorista e avisa aos familiares que o motorista está chegando em casa, a cerca de um quilômetro de distância. Parte das ações de fidelização dos serviços de pós-venda da Ford Caminhões, a campanha Calendário da Saudade essa está sendo veiculada na TV e mídias sociais. Flávio Costa, gerente de marketing da Ford Caminhõs, destaca que em apenas quatro semanas o vídeo da campanha registrou quatro milhões de visualizações no Youtube “Acreditamos na campanha, pois a saudade da família e dedicação ao trabalho são valores comuns a todos. O recado é que entre todas as cargas, a saudade é mais pesada de todas”, acrescentou Flávio Costa. A expectativa com a campanha é que haja um crescimento de 20% no volume de revisões na rede de distribuidores.

O aparelho fica com a família e os faróis começam a piscar quando o motorista está se aproximando de sua casa www.ocarreteiro.com.br

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SETOR

ADEQUAÇÃO AO MERCADO

A queda nas vendas de caminhões novos provocou mudanças e adequações significativas no segmento de transporte, com mais opções e melhorias dos serviços nas redes de concessionários. Diante da crise na economia, o transportador passou a cuidar mais da frota circulante

POR Daniela Giopato

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FOTOS Divulgação e arquivo


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uando o ano de 2015 acabou, o mercado de caminhões amargava uma queda de 47,7% em relação a 2014. Na época, algumas empresas de diferentes setores não tiveram outra saída a não ser encerrar suas atividades no Brasil ou reduzir o número de funcionários. Com os ajustes feitos, profissionais do setor iniciaram 2016 com a expectativa de estarem bem preparados para encarar mais um ano de dificuldades. Mas, com os resultados insatisfatórios e muito abaixo do provisionado, logo nos primeiros meses de 2016, a indústria percebeu a necessidade de fazer novos ajustes para sobreviver a uma das piores crises econômicas já vivenciadas no País. Com isso, a retração do mercado de caminhões foi muito acima do que se poderia imaginar. “Ninguém prevê uma queda de 30%”, disse o diretor de vendas de caminhões da MAN Latin America, Antonio Cammarosano, ao falar sobre o assunto. Ele lembra que em 2014 não se pensava em um cenário como o que se vive atualmente e que naquele período o mercado de caminhões era alimentado por taxas subsidiadas e incentivos do governo. “Em 2015, a situação se inverteu, um conjunto de fatores contribuiu para a queda do mercado, tais como as altas taxas de juros e a falta de subsidio do governo”, disse, acrescentando que para haver mudança nesse cenário atual os incentivos devem ser propostos com responsabilidade e com prazos longos. Cammarosano reforça que quando uma crise é setorial a queda é per-

cebida apenas em um determinado segmento, mas desta vez a crise é geral e, como consequência, todos os segmentos foram afetados. “Entre 2014 e 2015, o mercado caiu quase 48%. Entre 2015 e 2016 a queda será de aproximadamente 30%”, avaliou. Diante desse cenário, a montadora começou a focar mais no atendimento e a reforçar a atenção no setor de pós-venda. O executivo explica que o cliente passou a cuidar melhor da frota circulante e a valorizar a disponibilidade do veículo, por esse motivo a queda nos serviços foi baixa. “A frota reserva está diminuindo em função do custo. Uma rede estruturada e com excelência no atendimento se tornou um forte fator de decisão. A crise foi importante para reforçar outras ferramentas já disponibilizadas na empresa como a importância dos contratos de manutenção”, destacou. Outra ação da empresa foi investir na cota de consórcio. “Quadriplicamos a nossa carteira”, comemorou. Em relação a 2017, o executivo afirma que as expectativas ainda são muito baixas diante do que já foi o mercado de caminhões. “Estamos falando de um crescimento entre 8 e 9%, porém em cima de uma base muito baixa. O governo tem de pensar em um plano de renovação de frota bem estruturado, forte e atraente para retomar a segurança no mercado”, opinou. Para 2017 a MAN Latin America vai investir no desenvolvimento de peças remanufaturadas e em serviços que contribuam para baixar o custo do transportador. “A crise nos ajudou a perceber que não devemos www.ocarreteiro.com.br

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SETOR

Antonio Cammarosano, da MAN, disse que transportador passou a cuidar mais da frota circulante e a valorizar a disponibilidade do veículo

deixar de dar atenção para as ferramentas que a empresa possui por conta de um incentivo do governo que cria um mercado com crescimento artificial com uma sustentação forçada”, finalizou. Para Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo, a queda de quase 50% sofrida pelo mercado entre 2014 e 2015 já tinha sido um tombo e em 2016 sofrerá mais uma retração totalizando 68%. “É um resultado forte que ninguém esperava”, disse. Fedalto destaca que na metade do ano a empresa já previa que o cenário seria esse que aí está e então iniciou os ajustes na fábrica para adaptar as contas à nova realidade. “Os custos subiram e os preços não foram repassados. Para 2017 tere14

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mos de ajustar esses valores. Teremos um ajuste de conta entre 10 e 20%”, adiantou. O pós-vendas sempre teve uma importância dentro da companhia, conforme destacou, mas entre 2015 e 2016 ficou ainda mais evidente que dar suporte ao cliente é peça fundamental para manter o negócio funcionando. Atendimento, cuidado com o cliente e serviços para melhorar o desempenho da frota se tornaram essenciais para a empresa. “Neste momento de inseguranças, oferecemos alternativas para baixar o custo do transportador e não deixar o caminhão parado. Afinal se o cliente está saudável nós também ficamos”, atestou. No cenário de crise produtos da empresa como contratos de manutenção de frota (com custo fixo e provisionado) e agendamento de serviços - no qual a rede entra em contato com o cliente para marcar


o dia e o horário para realização da manutenção preventiva e reparos necessários - tiveram destaque. “O cliente está focado na gestão de custo, na disponibilidade do veículo, redução de falhas e em produtos que geram mais confiança e eficiência. O tempo é um fator bastante importante e passou a fazer parte da planilha”, explicou. Na Volvo Caminhões se trabalha com expectativa positiva, porque o setor de pesado é mais organizado e reage rápido de acordo com as tendências. Por conta disso, na avaliação de Bernardo Fedalto 2017 será um ano melhor que 2016, mas não fácil. “Os índices de confiança no governo já aumentaram e esse é o primeiro indício que as coisas vão mudar. A confiança aumentou, mas a previsibilidade ainda não. A baixa dos juros virá, mas está ligada à

inflação, mas neste momento conseguimos ver sinais de queda de inflação”, concluiu. O vice-presidente da Mercedes-Benz, Roberto Leoncini, disse que 2016 foi um ano atípico e que exigiu da empresa medidas para adequação ao novo tamanho do mercado. “Começamos com uma expectativa e após os primeiros meses caímos na realidade e tivemos que nos adaptar. E, para isso fizemos alguns ajustes, inclusive no quadro de funcionários, o que nunca é positivo”, declarou. Todo o processo de mudança na fábrica, conforme explicou Leoncini, mostrou a importância do cliente para um negócio saudável. Com base neste fato, a empresa criou a filosofia As estradas falam. A Mercedes ouve. “Todos os departamentos da empresa estão engajados nesta filosofia e isso nos ajudou bastante. Hoje te-

Ficou mais evidente que dar suporte ao cliente é peça fundamental para manter o negócio funcionando, explicou Bernardo Fedalto, da Volvo www.ocarreteiro.com.br

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SETOR Todo os departamentos da fábrica estão engajados na filosofia “As estradas falam. A Mercedes escuta”, afirmou Roberto Leoncini

mos um time que pensa em oportunidades. Antes sobrevoávamos o mercado a 15 mil pés de altura e hoje somos praticamente um drone a 5 metros do chão na busca pelas oportunidades”, ilustrou o executivo. Para Roberto Leoncini não foi apenas a empresa que passou por mudanças, o transportador diante da crise buscou alternativas para melhorar a gestão da frota disponibilizando aos seus motoristas ferramentas para aumentar a rentabilidade. O transportador está focado em comprar produtos para dar melhor performance na aplicação. “O Fleetboard, por exemplo, é um produto que já existia, porém os clientes não ativavam o sistema. Há dois anos entre 10 e 12% dos clientes ativavam o produto. Este ano está entre 40 e 50%.” Na opinião de Leoncini, 2017 vai ser um ano duro como foi 2016, mas acredita que a empresa está mais preparada e estruturada para buscar as oportunidades no mercado. “Sempre digo para a equipe que não tenho problema de perder um negócio e sim de não participar do negócio. Estamos 16

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com nova postura, empresa ajustada, portfólio, soluções de conectividade, quatro linhas de peças e investimentos nos produtos. A economia deve crescer, a safra vai ser boa, principalmente no Centro-Oeste. Com investimentos na infraestrutura e o PEC o Brasil voltará a ser um País sério. A perspectiva é de que alguma coisa vai acontecer ”, finalizou. O diretor de marketing da Iveco para a América Latina, Ricardo Barion, lembra que as incertezas no cenário político-econômico fizeram de 2016 um ano atípico, e isso afetou a economia em diversos setores, inclusive o de transporte. “Trabalhamos com um cenário de demanda em queda desde o início do ano, o que se confirmou até agora. Continuamos trabalhando para atingir os mesmos objetivos que foram traçados com a chegada da marca no Brasil, que é fabricar veículos comerciais que atendam com eficiência frotistas e transportadores autônomos de diferentes setores”, explicou. Considerando os anos de 2015 e 2016 o segmento de pesados é o que tem sido mais prejudicado pela re-


dução brusca no volume de cargas e fretes de longa distância, afirmou o executivo. Além dos pesados, em 2016 a queda do consumo e de segmentos do varejo também impactaram os segmentos de leves e médios. “Esse momento nos propiciou estreitar ainda mais o contato com os clientes e empresários do setor para mostrarmos os benefícios de nossos produtos, manter a disponibilidade da frota e custo operacional. Hoje todos os nossos pacotes de serviços são pautados por estes dois pilares (disponibilidade da frota e custo operacional) para ajudar o cliente a extrair a máxima rentabilidade a cada quilômetro rodado”, explicou. Barion disse que houve aumento no movimento dentro das concessionárias. Explicou que o principal motivo é que o frotista e o autônomo sabem que diante das dificuldades para comprar um veículo novo, manter o caminhão usado revisado

traz redução de custos na operação. Além disso, o proprietário que realiza as manutenções preventivas do veículo pelas concessionárias valoriza seu patrimônio. Lembra que as revisões efetuadas pela rede contam com técnicos treinados na fábrica e, em eventuais reparos, peças originais serão utilizadas no conserto. “Atualmente, com a retração do mercado, o que faz a diferença, ou o que vai fazer com que a empresa gere uma nova venda, é o suporte dado durante a operação do veículo”, afirmou. Ainda de acordo com Barion, a Iveco se adaptou à nova realidade econômica do País, fez os ajustes necessários e manteve os investimentos, se preparando para atender as demandas internas e externas do setor de transportes. Os processos produtivos foram aprimorados, o portifólio incrementado para atender as necessidades dos clientes e os serviços de pós-vendas receberam investimentos.

Os pacotes de serviços da Iveco são pautados na disponibilidade da frota e custo operacional para ajudar o cliente, explicou Ricardo Barion

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SETOR

A Ford Caminhões tem oferecido novos produtos e investido na qualidade dos serviços para aumentar a produtividade dos clientes, destacou Flávio Costa

“Com as medidas adotadas pela equipe econômica, esperamos que a economia volte a crescer e com isso uma reação do mercado. A inflação já começa a dar sinais de baixa e a taxa básica de juros sofreu um corte. Essas e outras medidas vão estimular o consumo interno, gerando novos recursos e um cenário novamente positivo para investimentos. Outra boa alternativa é o mercado externo”, analisou Barion. O gerente de vendas e marketing da Ford Caminhões, Flávio Henrique Costa, lembrou que o mercado de caminhões passa por um período desafiador, com queda no desempenho de vendas em relação ao ano de 2015. Destacou também que todos os segmentos foram impactados pelo cenário econômico negativo, mas o segmento de pesados e extrapesados foram os mais afetados. “A análise desse desempenho de vendas pode ser feita por segmentos que te18

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mos grande relevância no mercado. Neste cenário, temos mantido a estratégia de oferecer novos produtos e novas versões, investindo na qualidade dos serviços pós-venda com o objetivo de aumentar a produtividade para os clientes”, diz. Para Costa, a atual circunstância de mercado tem sido um grande desafio para o setor, no entanto, para a Ford Caminhões se mostrou uma excelente oportunidade para se rever as estratégias. “Otimizarmos nossas operações e nos aproximarmos ainda mais da nossa rede de distribuidores e dos nossos clientes. É um momento de fazermos nossa estratégia e ampliarmos ainda mais atenção aos nossos serviços, oferecendo vantajoso suporte no pós-venda”. O cliente sempre buscou um conjunto completo de soluções que lhe proporcione o melhor custo-benefício e várias opções de serviços que atendam às suas necessidades,


acrescentou Costa. Disse também que neste cenário de crise, essa exigência tornou-se ainda mais proeminente. “Qualquer economia de recursos tornou-se essencial para o enfrentamento deste período tão desafiador. Foi diante desse contexto que as montadoras se viram no dever de revisar processos e ajustar suas estruturas para atender essas demandas”, adicionou. A Ford Caminhões tem focado seus esforços em três pilares, produto, serviço e relacionamento. “Tudo isso representa uma grande mudança de pensamento no sentido de estar junto ao consumidor a todo instante. Acreditamos que o mercado tende a apresentar grande volatilidade também no próximo ano e que o mercado de caminhões em 2017 tem grandes chances de ser o início de uma recuperação”, diz otimista. Para a DAF, o ano de 2016 tem sido muito bom, conforme afirmou o diretor comercial, Luis Gambim. “A nossa faixa de crescimento durante todos os meses ficou em 60%. Contamos com uma estrutura enxuta na fábrica de Ponta Grossa, temos um produto excelente com a qualidade cada vez mais reconhecida no mercado e somos apoiados por um time de profissionais excelentes e pelos parceiros da rede de concessionárias que acreditam na marca”. Gambim ressalta que este momento de crise permitiu à empresa criar uma base forte para quando o mercado retomar e estar completamente estabelecido nacionalmente. A empresa fez alguns ajustes de acordo com a demanda do mercado. “Estamos vendo esse cenário de for-

ma positiva, estamos entendendo o momento e atuando assertivamente para trazer bons resultados”. Outro fator de mudança diz respeito aos clientes que, segundo Gambim, estão procurando por um conjunto de fatores que envolvam produto de qualidade e com baixo custo de operação, preço de venda, atendimento qualificado e ágil, e um pós-venda eficiente. “Não nos sentimos ameaçados por essa exigência, pois faz parte de nossa cultura proporcionar essas características para nossos clientes. Nosso atendimento é de qualidade mundial e sabemos que em toda a nossa rede funciona da mesma forma. O que resulta em clientes satisfeitos por todo o Brasil”, explicou.

Luis Gambim disse que o momento de crise permitiu à DAF criar uma base forte para quando o mercado retomar e estar estabelecido www.ocarreteiro.com.br

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SETOR Para 2017, a visão é positiva, de crescimento do PIB, recorde de safra e de possível renovação de frota. “Nós esperamos uma retomada de confiança do consumidor e, com isso, um aumento gradativo do mercado. Os próximos anos deverão apresentar resultados de recuperação e crescimento nas vendas. Nossa previsão é ambiciosa e esperamos continuar crescendo no mercado”, finalizou Gambim. O diretor de vendas de caminhões da Scania no Brasil. Victor Carvalho, concorda que 2016 foi um ano desafiador e que alguns fatores criaram um cenário de maior retração. Ele destaca a adequação do mercado às novas regras de financiamento, as dúvidas com relação ao

novo governo e suas decisões econômicas e ajustes fiscais. Também entra na lista a queda na distribuição e transporte de bens no geral, a qual provoca uma ociosidade na frota e uma consequente pressão dos embarcadores por preço do frete. “Já era esperado que o ano teria patamares menores que 2015, mas o mercado caiu mais do que o esperado. Mesmo assim, a Scania registra recuperação de participação em todos os segmentos em que atua em relação ao ano passado”, disse Carvalho. Ainda de acordo com ele, para enfrentar este momento a Scania optou em preservar sua filosofia de proximidade com o cliente, e apresentou soluções para aumentar sua rentabilidade e disponibilidade da frota. Um diferencial da empresa neste ano, conforme disse, foi oferecer a venda com Proposta Estruturada, agregando produto, serviço, solução financeira e seguro. “Os clientes têm percebido que somente um ganho de eficiência vai mantê-los no mercado de maneira competitiva. Nós também enxergamos uma evolução do cliente no entendimento da importância cada vez maior dos serviços. Em 2016, houve aumento de 7% de faturamento na venda de peças, em comparação a 2015, na área de Serviços para a Scania”, finalizou.

Para enfrentar esse momento, a Scania optou em preservar sua filosofia de proximidade com o cliente, afirmou Victor Carvalho

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MOTOR

Como peso inferior aos demais de sua categoria, o motor ISG 12 traz uma série de diferenciais voltados à produtividade e economia de combustível

FOTO Divulgação

NOVA GERAÇÃO DE 12 LITROS

POR João Geraldo

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onsiderado o projeto mais moderno da Cummins, o motor ISG 12, recém lançado no mercado é um engenho de 12 litros com faixa de potência de 375 a 510hp e faixa de torque de 1.650 a 2.300rpm. Projetado para caminhões com PBTC acima de 45 toneladas que percorrem grandes distâncias, este motor foi desenvolvido em parceria com unidades da China, Inglaterra e Estados Unidos. Seu peso de 860kg é 90kg inferior ao de unidades de sua categoria. Parte da redução se deve ao cárter e a tampa de válvulas em plástico. Trata-se de um motor limpo, poluído externamente apenas pelo chicote e segundo técnicos da Cummins, sua concepção agiliza a troca de peças e atende normas de emissões Euro 5, Euro 6 e EPA 2017. Outra característica é o bloco mais fino que outros motores da sua faixa de potência. O ISG 12, segundo a fabricante, segue o conceito do desenvolvimento independente para mercados globais da empresa e

define um novo padrão de plataforma global de motores pesados e sua usinagem eliminou 12 operações. O freio motor gera mais de 300cv de potência. Como todos os motores Cummins, também está liberado para o diesel B-20. Outras novidades tecnológicas são o GPD, função que garante ao motorista utilizar a última marcha; o RSG que dá a opção de configurar a velocidade, para a economia de combustível; o sistema VAM, que sente a carga do caminhão e dosa a aceleração; o Smart Torque, que busca sempre o melhor ponto do torque; o PTP, que protege o trem de força e o EBP, que seleciona o modo de condução voltado para a economia de diesel. O ISG 12 foi projetado para rodar 1,2 milhão de quilômetro, esse motor tem garantia de dois anos ou 400 mil quilômetros e, segundo a Cummins, o mais baixo consumo de combustível de toda a família da marca. Produzido atualmente na fábrica da China, o propulsor roda em teste no Brasil num Volkswagen Constellation. www.ocarreteiro.com.br

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LANÇAMENTO

MAIS EFICIÊNCIA NA OPERAÇÃO

A sexta geração da caixa de transmissão I-Shift, que começa a equipar os novos caminhões Volvo, tem entre suas características maior versatilidade, menor consumo de combustível, lê o relevo da estrada e corrige o modo de direção, entre outras funções direcionadas à redução do custo da operação de transporte

POR João Geraldo

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FOTOS Divulgação


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uando a Volvo fala da evolução de seus produtos no Brasil, considerando o motor eletrônico, o freio VEB 510 e a conectividade, um dos elementos mais importantes na visão dos executivos da área técnica e de vendas da companhia é a introdução da caixa de câmbio I-Shift nos caminhões da marca, em 2003. Tratava-se da primeira geração da caixa eletrônica com a marca Volvo para até 45 toneladas. Aplicada à linha F, era uma transmissão com muito menos recursos do que a sexta geração, que traz um pacote de recursos muito maior. A nova transmissão eletrônica (como a unidade automatizada da marca é tratada pela empresa), lançada no início de outubro no Brasil, incorpora diversas funções que contribuem para a redução do custo do transportador. Entre as novidades, os destaques principais ficam por conta da inteligência ampliada e a maior capacidade para a economia de combustível. A durabilidade também aumentou, podendo a caixa chegar a um milhão de quilômetros sem qualquer intervenção e a embreagem a 700 mil quilômetros. O gerente de engenharia da Volvo no Brasil, Álvaro Menoncin, explica que o sucesso obtido pela transmissão eletrônica I-Shift no País se deve à sua eficiência, à sua constante evolução. “Atualmente, 100% dos caminhões da linha FH saem da linha de produção com transmissão eletrônica. Ainda de acordo com Menoncin, associada ao avançado sistema I-See e aos sensores, esta nova geração en-

tende perfeitamente qual a carga transportada, bem como a topografia à sua frente e otimiza as trocas de marcha garantindo baixo consumo de combustível. Lançada na Europa este ano, a sexta geração da I-Shift tem novos softwares e inteligência ainda mais sofisticada. A conexão entre a caixa e os demais módulos que compõem a arquitetura eletrônica do caminhão foi fortemente ampliada. “ Na prática, isso significa trocas de marchas mais rápidas, redução do consumo de combustível, além de melhor comportamento do acelerador e da performance do veículo em aclives e conforto para o motorista”, explicou Nilton Roeder - diretor de estratégia, desenvolvimento de negócios e suporte de caminhões do Grupo Volvo na América Latina.

O sistema eletrônico ajusta o trabalho da caixa à forma de condução para garantir menor consumo de combustível e inibir trocas indevidas www.ocarreteiro.com.br

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LANÇAMENTO

Relação da caixa com o motor proporciona melhor aproveitamento da potência quando o veículo precisa manter a velocidade media

A sexta geração da caixa I-Shift tem 12 marchas à frente e quatro à ré e devido ao eficiente gerenciamento da relação com o motor, proporciona melhor aproveitamento da potência, principalmente nos momentos em que o veículo precisa manter a velocidade média para vencer trechos de subida, disse Nilton Roeder. “A inteligência da I-Shift entende qual é o momento adequado para despender mais potência e garante o comportamento correto do caminhão para cada situação”, acrescentou Roeder. Outra característica do novo produto é a otimização das trocas de marchas durante todo o tempo do percurso. Álvaro Menoncin explica que esta transmissão elimina, por exemplo, aquelas variações causadas pelo cansaço do motorista ou por outras variáveis, que ocorrem na condução de caminhões com caixa manual, as quais provocam perda de performance do motor e maior consumo de combustível. “Sem pedal de embreagem, a caixa I-Shift facilita 24 O CARRETEIRO

bastante o trabalho do motorista. No modo automático basta apenas acelerar e frear. No manual, um simples toque em um botão trocas as marchas”, ensina Menoncin. A transmissão eletrônica permite que o motorista escolha o melhor modo para dirigir, com opções entre modo econômico e potência máxima. O sistema eletrônico ajusta o trabalho da caixa à forma de condução garantindo menor consumo e também inibindo possíveis trocas indevidas, proporcionando maior durabilidade do trem de força e menor desgaste de peças dos sistemas de transmissão e também das lonas de freio. Atualmente no Brasil, além de todos modelos de caminhão FH saírem da linha de produção com caixa I-Shift, na linha FM chega a 99% e mais de 80 nos semipesados VM. A geração 5 - que substituiu a quatro, lançada em 2006 – e que está dando lugar para a sexta, foi lançada no Brasil em 2012 junto com os caminhões Euro 5. Naquela ocasião atendia apenas a caminhões das linhas FH e FM, mas no ano seguinte

I-Shift da sexta geração, lançada na Europa este ano, vai equipar todos os caminhões Volvo FH produzidos no Brasil


A nova geração da I-Shift entende qual a carga transportada, a topografia à sua frente e otimiza as trocas de marcha, explica Álvaro Menoncin

passou a ser disponibilizada também para modelos VM e em 2014 nos caminhões vocacionais. Já a sexta geração da I-Shift disponibiliza opcionalmente para a linha F (FH, FM e FMX), além da caixa de 12 marchas sem redução para a maioria dos modelos estradeiros, mais duas opções. Uma delas é de 13 velocidades com super-reduzida e última marcha overdrive. Trata-se de uma unidade para nichos específicos no mercado latino americano e outra de 14 marchas para veículos que precisam rodar em velocidades muito baixas. Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo no Brasil, afirmou que esta nova caixa é mais uma evolução para garantir ao transportador veículos mais equipados com o que há de melhor para aumentar a produtividade da operação de transporte. O presidente do Grupo Volvo na America Latina, Wilson Lirmann finalizou dizendo que a Volvo é re-

conhecida globalmente pelos seus produtos inovadores, os quais proporcionam soluções que garantem o melhor desempenho possível com baixo consumo de combustível. EVOLUÇÃO DA CAIXA DE CÂMBIO Anos 80

Anos 90

Anos 2000

Ano Atual

Ano 2016

(Caixa Manual) Durabilidade 250 a 350 mil km Embreagem: 150 a 200 mil km (Caixa Manual) Durabilidade 350 a 450 mil km Embreagem: 200 a 250 mil km (Caixa I-Shift) Durabilidade: 550 a 650 mil km Embreagem: 250 a 300 mil km (5ª Geração I-Shift lançada em 2012) Durabilidade: 700 a 1 milhão de km Embreagem: 400 a 500 mil km (6ª geração I-Shift) Durabilidade: acima de 1 milhão de quilômetros Embreagem: acima de 500 mil km

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PROFISSÃO

PAIXÃO PELA ESTRADA Mesmo conhecendo as dificuldades da atividade, quem realmente gosta da profissão sente orgulho em contar sua ligação com o caminhão, que normalmente começa na infância

POR Erik Valeriano

26 O CARRETEIRO


P

ara algumas pessoas ser motorista é apenas uma profissão, um meio de vida, mas para a grande maioria que se encontra na estrada é uma paixão. Na estrada não faltam histórias de motoristas que começaram por influência do pai ou parentes próximos e muito no tempo em que os caminhões eram verdadeiramente “brutos”. Em um posto de serviço na cidade de Rondonópolis, um dos maiores do País em fluxo de caminhões, localizado no Sul de Mato Grosso, é pos-

sível encontrar vários exemplos da profissão que passa de pai para filho. O motorista autônomo Fábio Júnior Andrecioli, de 32 anos, está há 10 no volante atuando como profissional, mas sua história com os cargueiros começou ainda na infância, em viagens com o pai. “Adorava viajar com ele, era muito bom conhecer lugares e pessoas diferentes. Aquela sensação de liberdade ficou até hoje e aqui estou”, comenta. Natural de Colorado/PR, Fábio conta ainda que entrou na profissão contra a vontade do pai. “Ela queria que eu escolhesse outra profissão, mas o negócio, está no sangue, não tem jeito. Mas depois ele aceitou”, reforça, lembrando que seu pai até lhe passou as dicas necessárias para conduzir um caminhão com segurança e responsabilidade. Esta ligação forte com o caminhão logo terá um novo adepto na família, pois sua esposa está grávida de um menino. “Nossa profissão é muito bonita. Não vou incentivar, mas se ele quiser seguir o caminho do pai será bem-vindo. E caso decida mesmo por dirigir caminhão terei prazer em lhe ensinar tudo que aprendi”, finalizou. História semelhante tem o estradeiro Heron de Oliveira, 49 anos de idade e 37 de estrada. Mas com uma diferença, o encanto pelos caminhões começou na escola, ou melhor, ao lado dela. “Eu saia da escola para ver os caminhões rodando na Br-277, na minha terra natal”, disse o carreteiro de Guarapuava/PR. Lembra ainda que era muito gostoso e naquele tempo não tinha as grandes composições, pois os caminhões eram quase todos www.ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

A ligação do autônomo Fábio Andrecioli com caminhão vem da infância, quando viajava com o pai que não queria que o filho fosse carreteiro

Quando criança, ainda na escola, o paranaense Heron de Oliveira gostava de ouvir o ronco do motor dos caminhões que passavam na BR 277

curtos e bonitos. “Gostava de ouvir o ronco do motor, o movimento da carcaça e tudo mais. Era uma verdadeira diversão”, relembra. Seu primeiro contato mais próximo com o caminhão aconteceu aos sete anos de idade, quando começou a viajar com o pai na rota Paraná –São Paulo. Mas o sonho só virou realidade mesmo aos 12 anos com o padrasto. “Ele me colocou no volante e disse te vira! Aí tive de dar um jeito. Aprendi rápido e não parei mais. Essa vida praticamente não gera remuneração, mas é muito divertida e nos momentos fora do volante temos espaço para descontração”, comenta. Confessa que a admiração pelo volante já caiu nas graças do filho de 16 anos. O adolescente está ainda terminando os estudos, pretende cursar faculdade, mas segundo Heron o filho tem tudo para aumentar

a cota de caminhoneiros na família. “Ele já conhece um pouco de caminhão. Dirige em estradas de terra de fazenda e quando está no volante o brilho nos olhos fica mais intenso. Se ele quiser fazer uma parceria com o pai vou apoiar”, admite. Em certos casos, nem mesmo o tempo consegue apagar essa paixão. Werner Prestes, de 42 anos e 12 de experiência, é um grande exemplo. Até os 10 de idade ele já saia da cidade paranaense de Santa Helena e viajava por todo o Brasil com pai. Mas os passeios acabaram e o tempo do garoto foi dedicado para os estudos. Cursou faculdade de geografia e trabalhou alguns anos como professor. Mesmo gostando do que fazia, não conseguiu adaptação na rotina de educador e depois de 22 anos voltou a entrar num caminhão, mas como motorista profissional.

28 O CARRETEIRO


Hoje, Werner percorre corriqueiramente a rota Paranaguá – Sinop. “É difícil explicar de onde vem essa paixão, acho que está no sangue. É uma coisa que vem do coração. Nós somos desvalorizados por parte da sociedade e por muita gente do setor, mas amamos o que fazemos. A vida no caminhão sempre traz uma novidade no dia a dia. Eu tenho mais de 10 anos na estrada e praticamente não reparei o quanto o tempo passou. Essa é a grande diferença”, comenta. A família Viori é exemplo clássico dessa relação de carinho. O pai do sr. Odacir Viori era um pioneiro das estradas gaúchas. A dupla começou com as viagens no início da década de 60, na região de Santa Maria. Em 1968 o carreteiro, hoje com 64 anos de idade, começou a dirigir seu próprio caminhão e 45 anos depois e ainda segue firme no volante. “Tenho alguns probleminhas de saúde, mas seguimos em frente”, diz, que vai

chegar uma que terá de aposentar. Destaca que gosta da profissão, de viajar, rever amigos e conhecer lugares. “A única parte do Brasil que não conheço ainda é Manaus, mas o resto já desbravei tudo”, declara. Os relatos do sr. Odacir foram feitos ao lado do filho César Viori, 36 anos de idade e 15 de profissão. Praticamente durante todo esse tempo ele dirigiu ao lado do pai, ou na mesma rota de seu grande inspirador. “Ele me ensinou a gostar do caminhão. Estamos sempre juntos, pois viajar em família é muito bom. Você fica mais tranquilo, as coisas ficam mais fáceis’, diz. César se orgulha da profissão e do pai, o qual segundo diz lhe dá diariamente uma aula no volante. “E assim fico cada dia mais apaixonado em dirigir. É uma profissão muito bonita e espero que um dia ainda possa também ser valorizada, para que que decidir seguir nessa vida tenha mais reconhecimento e respeito”, finaliza.

Filho de carreteiro, Werner Prestes cursou faculdade, deu aula e 22 anos depois voltou a ter contato com caminhão, mas como motorista profissional

Odacir Viori, 64 anos de idade, começou a viajar com o filho Cesar quando ele era um garoto e até hoje os dois seguem firmes na profissão www.ocarreteiro.com.br

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TRANSMISSÃO

AUTOMATIZADO FORA DE ESTRADA Segunda geração de caixa de câmbio automatizado Mercedes-Benz foi desenvolvida especialmente para atender ao segmento off-road e proporcionar mais segurança, conforto e economia em operações severas

POR João Geraldo

30 O CARRETEIRO

FOTOS Divulgação


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Mercedes-Benz apresentou para o mercado brasileiro a segunda geração da PowerShift, câmbio automatizado, sem pedal de embreagem e 12 velocidades. A tecnologia, já disponibilizada para os caminhões extrapesados rodoviário da marca, foi ampliada e desenvolvida especificamente para o Axor fora de estrada e já está disponível para as versões Axor 3344 e Axor 4144. Para o diretor de vendas e marketing caminhões, Ari de Carvalho, o grande diferencial é que o câmbio automatizado recebeu desenvolvimento específico para este tipo de aplicação, caracterizadas por locais sem pavimentação, pistas de terra e cascalho e topografia irregular, como nas atividades canavieiras, madeireira mineração e obras de infraestrutura e construção civil. “Fizemos a adequação para melhorar o desempenho e a durabilidade, de acordo com as características das operações fora de estrada”. No veículo, a manopla do PowerShift está localizada num console rebatível junto ao apoio de braço do banco do motorista e oferece três funções que são acionadas de acordo com a operação praticada. A meta, conforme destacou Ari Carvalho, é proporcionar uma condução econômica, eficaz e melhorar o resultado final do cliente. O “Power Mode Off-Road” é acionado automaticamente quando o motorista liga o caminhão. Esta função tem como objetivo proporcionar mais torque e força para puxar a carga oferecendo ao moto-

rista maior controle de troca de marcha pela posição do pedal do acelerador. Assim são evitadas trocas desnecessárias. No momento que o caminhão entra na rodovia, esta função pode ser desativada. O motorista apenas deve apertar a tecla “Power/OFF” no painel. Nesta nova situação entra em operação o “EcoRoll”, que coloca a transmissão do veículo em neutro quando não há demanda de torque. Está função ocorre sem intervenção do motorista e, segundo a fabricante, proporciona redução de combustível. Já a função “Manobra” propicia um controle preciso do veículo na movimentação em pátios e manobras, contribuindo para maior segurança. O novo câmbio vem com sensor de inclinação - tecnologia já aplicada nos caminhões extrapesados Actros e nos semipesados Atego – que ajuda na regressão de marcha e facilita o trabalho nas operações canavieiras. No caso do Axor 3344, até 74 toneladas de PBTC na versão treminhão, com 123 toneladas de CMT, o veículo enfrenta inclinação das vias, aclives acentuados, irregularidades do solo que causam torsões no caminhão e nos semirreboques. Outra exigência é o caminhão parar numa rampa e sair normalmente, sem voltar para trás e nem colocar em risco a segurança do motorista, do veículo e da carga. Testes realizados em percurso de 81,5 metros e inclinação de 12,5 graus, mostrou que o Axor www.ocarreteiro.com.br

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TRANSMISSÃO

Sem pedal de embreagem, câmbio automatizado Power Shift, para caminhões rodoviários, recebeu desenvolvimento para aplicações fora de estrada

3344 finalizou em 1 minuto e 17 segundos, enquanto o seu principal concorrente terminou em 2 minutos e 25 segundos. “Além desta demonstração de aumento de velocidade, o Axor fora de estrada reduziu também o tempo de acoplagem e desacoplagem que caiu

40%”, complementou. De acordo com a empresa, com o PowerShift, o motorista só precisa entender a dinâmica do caminhão e saber o momento certo de fazer a mudança de marchas para cima ou para baixo na manopla do câmbio. A correta troca de marchas do sistema preserva ao máximo possível a embreagem. Isso alonga o período necessário para troca da embreagem e reduz os custos operacionais, com menos paradas para as etapas de manutenção. “Atualmente este é o grande objetivo dos transportadores, veículos com mais disponibilidade e maior eficiência no negócio”, afirmou Carvalho. As expectativas para 2017 no segmento off road são positivas. “Atual-

Condições de operações típicas fora de estrada, como a canavieira, causam torções no caminhão e exigem muito do trem de força do veículo

32 O CARRETEIRO


mente somos líderes nesse setor com a fatia de 49% do mercado. As previsões para o próximo ano são animadoras. O setor de cana de açúcar, por exemplo, deve crescer 2,9% em relação a safra passada. Acreditamos que a demanda vai aumentar”, finalizou Carvalho. Ari Carvalho afirma que o Axor já nasceu com DNA de um legítimo fora de estrada, com elevada capacidade de carga, resistência e durabilidade

NOVA GERAÇÃO DE BANCO

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Mercedes-Benz apresentou também uma nova geração de bancos do motorista e do passageiro para atender solicitações de clientes captadas em visitas a transportadoras, demonstrações, test-drives, clínicas e pesquisas de campo. Nas versões Standard e Conforto do

Axor fora de estrada, o destaque fica por conta das diversas regulagens possíveis, cintos de segurança integrados, disponibilidade de suspensão pneumática e forração de vinil com aparência de couro. A espessura da espuma dos assentos foi aumentada em 10mm em relação ao modelo anterior. www.ocarreteiro.com.br

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FUTURO

FOTOS Divulgação

CONCEITO PARA LONGAS DISTÂNCIAS

Protótipo da Iveco de caminhão estradeiro do futuro apresenta cabine com diversos recursos, alta tecnologia de segurança, considera autonomia superior a 2000 quilômetros com gás natural e zero estresse para o motorista

POR João Geraldo

34 O CARRETEIRO


É

difícil encontrar alguém para duvidar que nos próximos anos os veículos de carga e todo o sistema de transporte passarão por grandes mudanças em razão das novas tecnologias. Por conta disso, temas como conectividade, combustíveis alternativos, eficiência energética e novas formas de mobilidade, além de conforto, segurança e a busca pela maior rentabilidade na operação, têm sido os bastante focados pela indústria de caminhões em todo o mundo. Essa movimentação tem levado profissionais de diferentes áreas da indústria automotiva a projetar ideias e conceitos sobre como deverão ser os veículos nos próximos anos. Na edição deste ano do IAA (Salão Internacional de Veículos Comerciais), realizado em Hannover (Alemanha), a Iveco apresentou um projeto de caminhão estradeiro cuja cabine conta com linhas aerodinâmicas avançadas e sugere uma nova forma do ambiente de trabalho dos motoristas em percursos de longas distâncias.

Denominado de Z Truck, o projeto apresenta aerodinâmica considerada inovadora pela empresa, por criar um novo espaço útil na cabine. O interior pode ser reconfigurado de variadas formas de acordo com as diferentes aplicações do caminhão. A parte traseira, onde existe um painel para a projeção de slide, pode ser ampliada em até 50cm para aumentar o espaço interno. No descritivo da Iveco sobre o veículo, consta também que a cabine pode ter uma cama dobrável, cozinha, geladeira, pia, banheiro e entretenimento na parede. A interação homem-máquina considera ainda estresse zero do motorista, além da redução de perda de tempo O motor do Z Truck é movido a gás natural liquefeito (GNL), otimizado para bio-metano e desenvolve 460hp a 2000rpm. Dois tanques de com capacidade para 1.200 litros juntos garantem autonomia para até 2.200 quilômetros com emissões praticamente zero. De acordo com a Iveco, essa autonomia é 60% maior do que a do atual Stralis NP e maior ain-

Caminhão Z Truck conta com avançadas tecnologias de condução autônoma tornando o motorista um operador de logística a bordo www.ocarreteiro.com.br

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FUTURO

Cabine foi projetada para acomodar com conforto, segurança e também para ter o espaço adaptados às necessidades do motorista

da do que a de um modelo a diesel. O presidente da Iveco, Pierre Lahutte, considera que a indústria está diante de uma revolução desencadeada pela preocupação com o meio ambiente, economia e a segurança em torno dos veículos. Ao falar sobre os valores de sustentabilidade, redução de custos de operação, tecnologia e parceria com os clientes, ele disse que a Iveco tem trabalhado para reduzir o impacto no meio ambiente dos veículos que produz, com combustíveis alternativos. “Com o Iveco Z Truck e suas 29 patentes, estamos definindo onde nossos esforços podem nos levar no futuro”, acrescentou o executivo. Projetado para transportar até 13 mil quilos de carga líquida, o Urban eTruck tem previsão de chegar ao mercado já na próxima década

36 O CARRETEIRO

Na visão de técnicos da Iveco, o Z Truck representa um passo em direção ao futuro e antecipa a maneira como a energia alternativa, as novas tecnologias e a direção autônoma mudará a função do motorista de caminhão. A empresa informou também que o desenho futurístico de seu protótipo de direção autônoma foi desenvolvido em parceria com o Centro de Design e Inovação da CNH Industrial. Lahutte disse ainda que no desenvolvimento do Z Truck a Iveco colocou o motorista e o cliente no centro de nosso desenvolvimento tecnológico e de design. O nome Z Truck faz alusão à busca de zero acidente e também a outros elementos inseridos no projeto. De acordo com informações da Iveco, a proposta de um caminhão estradeiro movido a GNL é abraçada também pela Petronas Lubrificants International, que apoiou o desenvolvimento do protótipo. O motor a gás utilizou lubrificantes da marca, com baixa viscosidade. O ganho de quilometragem contou também com pneus Michelin de baixa resistência ao rolamento e sistema de monitoramento de pressão.

Escada de acesso ao interior da cabine não altera as linhas aerodinâmicas do veículo quando se encontra embutida


ESTRADAS

ROUBO DE CARGAS

FOTO Arquivo

Registros apontam crescimento da atividade no País, com destaque para a Região Sudeste, onde acontecem mais de 80% dos casos e prejuízo estimado já ultrapassa 770 milhões de reais só este ano. Produtos alimentícios, eletroeletrônicos, cigarros, produtos farmacêuticos, autopeças e combustíveis são as cargas mais visadas

POR João Geraldo

U

m dos grandes problemas do setor do transporte rodoviário no Brasil é o roubo e furto de cargas. Dados de empresas que disponibilizam tecnologias de rastreadores para inibir a atividade dão conta que as ocorrências estão se tornando cada vez mais frequentes e causando grandes prejuízos a embarcadores e transportadores. A maior parte das ocorrências estão na região Sudeste, com 87,7% dos casos e prejuízo estimado em 775 milhões de reais. São Paulo tem o maior índice, com 44,1% das ocorrências, seguido pelo Rio de Janeiro, com 37,5%. Em São Paulo, dados do Boletim Econômico Traker - Fecap - indicam que agosto houve crescimento de 60% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já no Estado do Rio de Janeiro foram registrados mais de 6,5 mil casos até setembro deste ano, 31% acima das ocorrências no mesmo período de 2015. O Nordeste também se destaca, pois de acordo com a Delegacia Es-

pecializada de Combate a Roubos de Carga (Decarga), na Bahia as ocorrências cresceram 30% este ano. Levantamento realizado pela NTC & Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logísticas), a respeito dos roubos de cargas de cargas em 2015 no Brasil, apontou crescimento de 10% em relação ao índice registrado no ano anterior. O valor das mercadorias perdidas atingiu 1,12 bilhão de reais Além dos produtos mais visados como eletroeletrônico e farmacêuticos tem aumentado também a interceptação de produtos de higiene pessoal. De acordo com relatório mensal elaborado pela Joint Cargo Commitee, um comitê misto formado por representantes da área de avaliação de risco do mercado segurador de Londres, apontou que trechos das rodovias BR116 (Curitiba-São Paulo e Rio de Janeiro-São Paulo); SP 330 (Uberaba – Porto de Santos) e BR-050 (Brasília –Santos) são consideradas áreas com risco muito alto para as ocorrências. www.ocarreteiro.com.br

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SERVIÇOS

OPERAÇÃO MAIS CONECTADA

Lançamento do pacote de Serviços Conectados Scania proporciona maior sintonia entre o veículo, fábrica e transportador, possibilitando controle mais amplo do dia a dia do caminhão e da operação e redução do tempo de parada do veículo

POR João Geraldo

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FOTOS Divulgação


L

ançado no final de outubro, os Serviços Conectados Scania têm por objetivo reduzir o custo do quilometro rodado e melhorar o resultado operacional do transportador. Na prática um pacote de ações de interação entre veículo, cliente, rede de concessionárias e a fábrica, o qual conta com Planejamento de Serviços, Diagnóstico Remoto, Relatório de Tendências e Portal de Gestão de Frotas. Mais de 200 mil veículos da marca já operam conectados em todo o mundo. O diretor-geral da Scania no Brasil, Roberto Barral, disse que os Serviços Conectados Scania oferecem uma alternativa completa ao transportador ao disponibilizar dados do veículo, o uso inteligente das informações e consultoria customizada prestada pela rede de concessionárias, tudo conforme a demanda de negócio de cada cliente. Para estar conectado o caminhão precisa de um módulo chamado de Scania Communicator, que no dia a dia envia para a fábrica dados online sobre a operação do veículo. Esta, por sua vez, os encaminha para os clientes pelo sistema GPRS. Num primeiro momento, com o Planejamento de Serviços a conectividade possibilita que o transportador saiba exatamente a quilometragem rodada, independente de onde o caminhão esteja e possa melhorar a programação da operação diária. Para a concessionária, os dados gerados pela ferramenta são úteis para ela atuar no agendamento ativo das revisões do veículo, inclusive com mais agilidade no atendimento. As informações ajudarão também, segundo a

Scania, até no sortimento de peças em estoque, considerando a disponibilidade e produtividade e assertividade para a manutenção do veículo. O Diagnóstico Remoto analisa dados da condução do caminhão em tempo real, porém, não tem como foco a forma ou maneira como o condutor está dirigindo, destaca o diretor-geral da Scania. Porém, se necessário a ferramenta promove ações de melhoria do motorista e aprimora o serviço de atendimento Scania 24 horas. Ao ser comunicada, a central acessa o módulo Communicator, que gera um relatório com os códigos de falha, com o qual o socorrista saberá qual o conserto a ser feito e qual peça levar ao local da ocorrência. “O objetivo é obter dados que diminuam custos do cliente, como redução do consumo combustível e de outros itens da operação”, acrescenta. Outra ferramenta, o Relatório de Tendências, tem a função de coletar dados de desempenho da frota, consumo de combustível, marcha lenta, freadas bruscas e excesso de velocidade. Estes, podem por exemplo, ser separados, comparados e examinados através de relatórios mensais ou semanais. Os Serviços Conectados são disponíveis em dois pacotes. O primeiro (Análise e Desempenho) é gratuito e válido por 10 anos para os veículos que já tenham módulo Communicator instalado e ativado. Ele possibilita que tanto o cliente quanto a concessionária tenham uma visão completa da frota conectada por meio de relatórios semanais e mensais, com dados recebidos automaticamente por e-mail. Através do acesso ao Portal de Gestão, o transportador poderá usar www.ocarreteiro.com.br

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SERVIÇOS Informações do veículo são enviadas à fábrica e também ao transportador para que ele possa aprimorar sua operação

Os dados do dia a dia são enviados ao transportador que pode acessá-los de qualquer lugar pelo smartphone

as informações de uso do veículo para planejar – antecipadamente – as paradas de manutenção. Já o pacote Desempenho possibilita de uma forma simples otimizar os custos com combustível, aumento da disponibilidade da frota e redução de gastos com manutenção corretiva. In-

corpora funções do pacote Análise e Desempenho e possibilita a leitura e a identificação de dados de operação do veículo de forma mais detalhada, tanto em relação as informações do caminhão quanto do motorista individualmente. Seu custo mensal é de R$ 200,00 por veículo.

NOVA FASE NO BRASIL

O

novo serviço possibilita que o cliente e a rede de concessionários determinem com exatidão quais os pontos que precisam de mais atenção e, eventualmente, proceder na correção no estilo de condução do veículo, indicando se há necessidade de treinamento do motorista ou reorientado em pontos específicos, tais como redução do consumo de diesel utilizando marcha lenta ou neutro. Roberto Barral reforça que o foco dos Serviços Conectados é promover ao

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transportador uma visão mais clara do negócio, para que ele possa realizar a gestão da frota de forma mais eficiente e, consequentemente, aumentar sua rentabilidade de modo progressivo. “Com o lançamento, que marca o início de uma nova fase da Scania no Brasil, e o início de um novo processo global de serviços, nosso objetivo é que o mercado continue enxergando a Scania como um parceiro ideal de negócio e relacionamento confiável”, finalizou.


BOLETIM DE PNEUS CLASSIFICADOS

DESCRIÇÃO DE SERVIÇO

A

tualmente os pneus possuem uma marcação em suas laterais denominadas “Descrição de Serviço”. Essa informação é colocada em forma de códigos com uma letra e um número e há a necessidade de se consultar tabelas adequadas para ter a informação precisa. Essa denominação ”Descrição de Serviço” agrupa duas informações: Índice de Velocidade de Trabalho; (Letra) e Índice da Capacidade de Carga do Pneu (Número). Es-

ses dois índices estão colocados logo após a medida do pneu e estão sempre juntos, pois são interligados. Nos pneus comerciais existe a possibilidade de se aumentar a capacidade de carga ao se diminuir a velocidade. Existe uma tabela específica que determina essa relação. Estamos colocando a tabela de índice de capacidade de carga e na ediçao 505 vamos publicar os índices de velocidade para consulta permanente.

TABELA DE ÍNDICE DE CARGA INDICE PESO DE CARGA EM KG 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142

1.550 1.600 1.650 1.700 1.750 1.800 1.850 1.900 1.950 2.000 2.060 2.120 2.180 2.240 2.300 2.360 2.430 2.500 2.575 2.650

INDICE DE CARGA 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162

PESO EM KG 1.550 2.800 2.900 3.000 3.075 3.150 3.250 3.350 3.450 3.550 3.650 3.750 3.875 4.000 4.125 4.250 4.375 4.500 4.625 4.750

INDICE PESO DE CARGA EM KG 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182

4.875 5.000 5.150 5.300 5.450 5.600 5.800 6.000 6.150 6.300 9.500 9.700 6.900 7.100 7.300 7.500 7.750 8.000 8.250 8.500

INDICE DE CARGA 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198 199

PESO EM KG 8.750 9.000 9.250 9.500 9.750 10.000 10.300 10.600 10.900 11.200 11.500 11.800 12.150 12.500 12.850 13.200 13.600

Essas informações são de suma importância para uma correta calibragem de pneus e para um desempenho adequado nos mais diversos tipos de trabalho. Esses índices são universais e servem para todos os tipos de pneus. Para as velocidades mais altas, acima de 240 Km/h, a velocidade máxima é determinada pelo fabricante do pneu.

Esse Boletim é de responsabilidade do Consultor na Área Automotiva Guilherme Junqueira Franco que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). As dúvidas pode ser tiradas diretamente através do e-mail: guijunqueirafranco@gmail.com www.ocarreteiro.com.br

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O CARRETEIRO


INDÚSTRIA

MAIS TECNOLOGIA, MENOS CUSTOS

Com ajuda da eletrônica, as soluções técnicas para deixar os caminhões mais econômicos estão surgindo cada dia em maior volume e prometem contribuir para a redução do custo de operação dos transportadores

POR João Geraldo

A

lém de oferecer motores, a Cummins trabalha também como fornecedora de soluções tecnológicas que possam melhorar a operação dos transportadores rodoviários, principalmente no quesito economia de combustível. A empresa, que em 2015 vendeu mais 44 O CARRETEIRO

FOTOS Divulgação

de um milhão de motores, na faixa de 49 a 675hp, em todo o mundo e para todo o tipo de veículo, apresentou recentemente um pacote de tecnologias para reduzir o custo de operação dos transportadores. A maneira que a empresa escolheu para apresentá-las a frotistas e usuários finais e ouvir técnicos e di-


ferentes profissionais de empresas do segmento, se concretizou com o Innovation Week, realizado em Atibaia/SP, Interior Paulista. Além de apresentações, os convidados puderam conhecer na prática, em caminhões preparados pela empresa a aplicação das tecnologias. A principal delas, o Adept™ (Advanced Dynamic Efficient Powertrain) é um conjunto de recursos eletrônicos cuja finalidade é adaptar as condições momentâneas de funcionamento do veículo à operação para torna-la mais eficiente. To-

da a tecnologia disponibilizada pelo Adept™ já está sendo utilizada pelos caminhões que rodam nos Estados Unidos. O Adept™ é um sistema instalado no motor que engloba diferentes funções, as quais monitoram em tempo real a performance da máquina e verificam, automaticamente, as condições de aceleração, de modo quase imperceptível ao motorista. A Smart Coast, por exemplo, na posição Cruise Control mantém a velocidade média do veículo mesmo com motor desacoplado da transmissão. Rafael Torres, líder de engenharia de aplicação da Cummins para a América Latina, explica que caso a velocidade do veículo seja reduzida por algum tipo de obstáculo - uma subida, por exemplo, durante o trecho percorrido – o motor acopla automaticamente à transmissão para que volte à velocidade de referência. Simplificando, é uma “banguela”, que por ter sistema de controle eletrônica se torna segura. “O Smart Coast posterga a retomada da aceleração e, consequentemente, o menor tempo de injeção de combustível proporciona redução de consumo de até 3%”, adiciona Torres. O sistema Adept™ conta também com o EPB (Economy Balance Performance), uma chave seletora no painel do caminhão que permite ao motorista mudar entre os diferentes ajustes de funções voltados à economia de combustível, conforme as condições da estrada e de operação. São elas o modo Econômico, recomendado para quando o caminhão estiver vazio ou com pouca carga, rodando em estradas sem inclinações. www.ocarreteiro.com.br

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INDÚSTRIA Já a Balanceada é indicada para situações de carga máxima no veículo e tráfego em rodovias com inclinação normal; enquanto a função Performance desabilita as demais quando existe peso e alta inclinação. Os ajustes realizados no motor de acordo com a posição da chave seletora contam com tecnologias que gerenciam a taxa de aceleração do caminhão, que oferecem a melhor curva de torque quando o veículo opera em marchas mais altas; menor curva em situações opostas e também limitam a injeção de combustível. Testes realizados por técnicos da Cummins mostraram que a tecnologia EPB podem proporcionar economia de combustível de até 8%. Outra tecnologia da empresa é o PowerSpec, ferramenta desenvolvida pela empresa disponível para o mercado brasileiro. O sistema da fabricante permite a customização de motores Cummins produzidos a partir de 2012 (Euro 5) para operação de acordo com as necessidades do dia a dia. Os ajustes são feitos com base em informações coletadas sobre o percurso, número de paradas, peso do veículo e tempo em

marcha lenta. O objetivo do software – que pode ser baixado no site da Cummins - é otimizar e adaptar o funcionamento dos motores da marca às suas diferentes aplicações. Luis Pasquoto, o presidente da Cummins Brasil e vice-presidente da Cummins Inc, destacou a importância de inaugurar um evento que permite que todos os sistemas da empresa sejam testados e aferidos na prática. “Estamos preparados para o futuro, o que nos dá ainda mais fôlego para evoluir”, acrescentou o executivo.

FILTROS MONITORADOS

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enominado Smart Filtration, sua função é monitorar as condições dos filtros do motor, acompanhar e receber informações sobre o período de troca. De acordo com a Cummins, o aplicativo calcula a pressão e estima a vazão para sincronizar a necessidade de substituição dos produtos, a qual

46 O CARRETEIRO

pode ter o prazo estendido caso o ciclo de uso seja mais leve. Essa plataforma de monitoramento que permite ao transportador saber o momento da troca, já está num projeto piloto na Austrália e tem previsão de ser disponibilizado no Brasil a partir do segundo semestre de 2017.


EVENTO

Baseada na análise de resultados financeiros de empresas de transporte, a premiação deste ano reconheceu também a Mercedes-Benz do Brasil como “Empresa do Ano” e a Auto Viação ABC

FOTO Divulgação

PRÊMIO RECONHECE OS MELHORES DO TRANSPORTE

POR João Geraldo

C

erca de 500 pessoas - a maioria ligada a diferentes áreas do setor de transporte e logística - estiveram reunidas em São Paulo dia 27 de outubro na 29ª edição do prêmio Maiores do Transporte e Melhores do Transporte, realizado pela revista Transporte Moderno, publicação da OTM Editora. Realizada anualmente, a premiação se baseia na análise de balanços financeiros de 2015 publicados pelas empresas do setor, reconhece e classifica as organizações com os melhores resultados. A edição deste ano avaliou 1.143 balanços e premiou 32 empresas, das quais 11 são operadoras de transporte, 17 do setor de serviços e seis representantes da indústria. A MRS Logística recebeu o prêmio como a melhor entre as melhores operadoras de transporte no País e se destacou também como a melhor empresa do segmento de transporte ferroviário de carga. O evento concedeu também o prêmio de “Empresa do Ano” para a

Mercedes-Benz pelo seu papel de liderança no mercado de caminhões e ônibus. Marcelo Fontana, diretor da OTM Editora e MF Promoções, organizadoras do Prêmio, explicou que a escolha da montadora se deveu à história de relacionamento e dedicação construída junto aos empresários brasileiros em seus 60 anos de atuação no País. A homenagem foi entregue ao presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a America Latina, Philipp Schiemer. A família Setti & Braga, que comanda a Auto Viação ABC e compõe um dos primeiros grupos a transportar passageiros por ônibus no Brasil, também foi homenageada. “Uma história de pioneirismo e longevidade empresarial construída ao longo dos últimos 106 anos dedicados ao transporte urbano”, disse Fontana. A empresária Maria Beatriz Setti Braga e seu irmão, João Antonio Setti Braga, netos do fundador da empresa, receberam o prêmio da Revista Transporte Moderno. www.ocarreteiro.com.br

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F-TRUCK

VOLKSWAGEN CONTRA MERCEDES NA PROVA QUE DECIDE O CAMPEÃO A nona e penúltima prova de 2016 foi vencida por Felipe Giaffone, que corre com caminhão Volkswagen e conquistou a sua terceira vitória este ano e lidera o campeonato. Na disputa final, dia 10 de dezembro em Londrina, ele terá como adversário apenas Paulo Salustiano, que compete com caminhão Mercedes-Benz

POR João Geraldo FOTOS Luciana Flores

50 O CARRETEIRO


F

elipe Giaffone, líder do Campeonato e favorito ao título de campeão da temporada, que seria o seu quarto na categoria, largou na primeira posição (sua 28ª pole) e venceu de ponta a ponta a nona e penúltima etapa de 2016, disputada dia 06 de novembro no autódromo Internacional de Guaporé, no Rio Grande do Sul. Paulo Salustiano, que venceu três corridas no campeonato com seu Mercedes-Benz número 55, é o único adversário na disputa e vai entrar na pista de Londrina com forte expectativa de conquistar seu primeiro título na competição. O autódromo é o mesmo onde se confrontaram em dezembro 2015 e Giaffone conquistou seu terceiro campeonato na categoria. A vitória, a sua terceira este ano e 26ª na categoria, o deixou

com 350 pontos na tabela do campeonato, 28 à frente do seu único adversário na briga pelo título, o também paulista, Paulo Salustiano, que terminou a prova na segunda posição, a mesma que ele se encontra na tabela de classificação, com 322 pontos. Giaffone, que disse ter conquistado uma pole position inesperada, acrescentou momentos antes da largada que Wellington Cirino - o segundo colocado no grid - seria uma grande ameaça nas primeiras voltas porque ia correr com o caminhão sem restritor de potência. Aplicado apenas nos trucks dos três primeiros colocados, o dispositivo, que limita a quantidade de ar aspirado pela turbina e, por consequência, a potência do motor. Cirino também contava com esse fator técnico aplicado somente aos três primeiros colocados no campeonato, o que não era seu caso, já que ocupava apenas a oitava posição na tabela de classificação. Apesar de ter perdido a vice-liderança logo no começo da prova para Diogo Pachenki, ele conseguiu retomar a posição e nela se manter até o final da primeira fase. Pachenki, por sua vez, estava com problema na suspensão traseira do caminhão e não conseguiu permanecer entre os primeiros. Logo após ser ultrapassado por Wellington Cirino ele perdeu a terceira posição para Paulo Salustiano e em seguida caiu para a quarta ao ser ultrapassado por Adalberto Jardim. Felipe Giaffone, apesar de toda a pressão sofrida na pista por parte de Wellington Cirino e depois de Paulo Salustiano, Giaffone soube dewww.ocarreteiro.com.br

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F-TRUCK

CAMPEONATO DE PILOTOS NOME QTD. 1º Felipe Giaffone.....................................350 2º Paulo Salustiano..................................322 3º Diogo Pachenki....................................289 4º André Marques....................................235 5º David Muffato......................................207 6º Wellington Cirino.................................197 7º Débora Rodrigues................................183 8º Adalberto Jardim.................................179 9º Raijan Mascarello................................172 10º Régis Boessio....................................159 Alex Fabiano....................................159 12º Roberval...........................................142 13º Luiz Lopes.........................................108 14º Djalma Fogaça..................................102 15º Beto Monteiro.....................................96 16º Joel Mendes........................................74 17º Pedro Muffato......................................70 18º Valmir Benavides.................................67 Leandro Totti.......................................67 20º Gustavo Magnabosco..........................36 21º Ricardo Sargo......................................23 22º Rogério Castro.....................................21 23º Ronaldo Kastropil................................17 52 O CARRETEIRO

fender a liderança até receber a bandeirada que encerrou a primeira fase da corrida. Quando a prova foi reiniciada Cirino voltou a pressionar o líder, mas, na segunda volta, uma batida forte do caminhão de André Marques contra a mureta de proteção, numa disputa de posição causou interrupção da corrida. O reinício da prova foi autorizado quando restavam pouco mais de nove minutos para a bandeirada final. E momentos após a relargada Wellington Cirino perdeu a segunda posição para Paulo Salustiano e em seguida foi ultrapassado também

CAMPEONATO DE MARCAS NOME QTD. 1º Mercedes-Benz...................................745 2º MAN LatinAmérica...............................738 3ºVolvo...................................................373 4º Iveco…………......................................349 5º Ford....................................................251 6º Scania............…………..........................91


por Adalberto Jardim. Na condição de vice na prova e também na tabela do campeonato, Salustiano estava decidido a vencer a corrida e ficar em melhores condições para a decisão do título na etapa seguinte. Além disso, ele teria de ir para cima de Giaffone porque no retrovisor do seu Mercedes-Benz o Volkswagen de Adalberto Jardim era uma grande ameaça. A briga pela primeira posição nas voltas finais foi a parte mais emocionante da etapa de Guaporé. Os dois pilotos fizeram na pista tudo que sabiam de corrida; um para se defender e o outro para fazer a ultrapassagem. Bastava apenas um pequeno erro por parte de Giaffone para ele perder a primeira posição, o que não aconteceu. Os dois cruzaram a linha de chegada praticamente juntos. Salustiano, ainda ameaçado por Jardim ficou em segundo. RETROSPECTIVA DO CAMPEONATO Etapa 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª

Local

Vencedor

Caminhão

Santa Cruz do Sul (Rio Grande do Sul) Curitiba (Paraná) Campo Grande (Mato Grosso do Sul) Goiânia (Goiás) Londrina (Paraná) São Paulo (São Paulo) Tarumã (Rio Grande do Sul) Cascavel (Paraná) Guaporé (Rio Grande do Sul)

Felipe Giaffone

Volkswagen

Felipe Giaffone

Volkswagen

Wellington Cirino

Mercedes-Benz

Paulo Salustiano

Mercedes-Benz

Paulo Salustiano

Mercedes-Benz

Paulo Salustiano

Mercedes-Benz

Diogo Pachenki

Mercedes-Benz

André Marques

Volkswagen

Felipe Giaffone

Volkswagen

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HISTÓRIAS DO ZÉ

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O CARRETEIRO


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10 ANOS DE COMPROMISSO COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O

Programa Não Mão Certa completa 10 anos de atuação nesse mês de novembro. Uma data importante e que só pode ser comemorada graças a sua participação, carreteiro, que roda de leste a oeste e de norte a sul por todo o Brasil. Com a assinatura do Pacto Empresarial contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras, o Programa conta hoje com a participação de mais de 1.500 empresas e entidades empresarias comprometidas com a causa. Através dessas empresas e entidades, alcançamos o diálogo com os caminhoneiros. Em dez anos, mais de um milhão de profissionais da estrada já foram sensibilizados e orientados, tornando-se agentes de proteção dos direitos de crianças e adolescentes. E os resultados são muito bons. A terceira pesquisa “O Perfil do Caminhoneiro no Brasil”, feita pela Childhood Brasil em 2015, mostra que estamos na direção certa e que está diminuindo a quantidade de caminhoneiros que fazem sexo com crianças e adolescentes. Segundo a pesquisa, 87,3% dos entrevistados disseram que nunca

saíram com crianças ou adolescentes. Outra informação boa é que diminuiu o uso de álcool: na primeira pesquisa, em 2005, 70% disseram que bebiam, e agora baixou para 55%. Sua atenção, entretanto, não pode parar. Como você está sempre na estrada, precisa continuar alerta, sendo um verdadeiro agente de proteção nas rodovias Brasil afora. Se suspeitar de algo, denuncie. Disque 100. Sua denúncia sempre vai fazer muita diferença na vida de uma criança ou adolescente. Use também o aplicativo Proteja Brasil, que indica telefone, endereços de delegacias especializadas de infância e juventude, conselhos tutelares, varas da infância e organizações que ajudam a enfrentar a violência contra crianças e adolescentes nas principais cidades do país. O Proteja Brasil é gratuito. Para baixar, é só ir às lojas de aplicativos Apple Store ou Google Play E se você tiver uma história de proteção para contar, grave a mensagem e envie pelo WhatsApp para (11) 96861-2665, para a campanha “Juntos na Estrada pela Infância”.

Para saber mais, acesse: Childhood Brasil www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa www.namaocerta.org.br

58 O CARRETEIRO


CLASSIFICADOS Amigo motorista, você já pode mandar sua mensagem para publicarmos na Revista O Carreteiro também pela nossa página no Facebook: facebook.com/ ocarreteiro e WhatsApp: (11)95428-8803. Não se esqueça de colocar sua cidade e Estado.

Cartas CARRETA DE 9 EIXOS Gostaria de saber o motivo dos governantes falarem tanto de segurança nas estradas e permitirem a liberação da licença para as carretas de 9 eixos para trafegar em pista simples. Este tipo de configuração dificulta a ultrapassagem e provoca acidentes com frequência. Antônio J. Franco Embu das Artes/SP PERIGO NA BR 101 Pessoal, vamos ter muito cuidado para rodar na BR 101, trecho entre Feira de Santana/BA e Recife/PE. O roubo de cargas e de pneus está muito frequente. Os ladrões não estão deixando quem roda com caminhão novo dormir tranquilo. George de Santana Santos Salvador/BA www.ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Cartas ALERTA Carreteiros, tenham muito cuidado nas estradas do Brasil. Guiem com cuidado e procurem fazer a manutenção do caminhãos para evitar surpresas durante a viagem. Nossos filhos e esposa nos esperam sempre. Abraço a todos os motoristas. Jeferson Barbosa Tel.: (11) 4343-8660 / 98011-7850 jefersonbarbosa1942@ hotmail.com

Bate Coração Quero me relacionar com homens com idades entre 38 e 50 anos, que buscam compromisso sério. Sou morena clara, 1.70m, viúva de carreteiro, tenho três filhos e sou independente. Dispenso casados e curiosos. Marcia Castro Tel. /whatsapp: (67)996237992 (vivo) Campo Grande/MS Desejo conhecer motoristas com idade entre 30 e 45 anos para compromisso sério. Tenho 31 anos de idade e não tenho filhos. Tarciana Vieira Palmares/PE Tel:(55) 99857365 (Wats) tarcinha@live.com 62 O CARRETEIRO


Bate Coração Sou morena clara, tenho 1,70m de altura e 54 kg, cabelos e olhos castanhos. Gostaria de me corresponder com rapazes com idade entre 29 e 49 anos, que estejam solteiros. Adoro viajar e conhecer o mundo. Sou carinhosa, romântica e sonhadora. Fernanda marinho Brumadinho/MG tel.: (64)99982-9937 nandapink86@live.com

Mais preparada, para qualquer desafio.

"Seis pneus cheios e 1 coração vazio." Viúva, 58 anos, 53kg, cabelos claros e lisos (no ombro). Moro sozinha, sou de bem com a vida, honesta, sincera e carinhosa. e minha vida financeira é razoável e trabalho por conta e posso viajar. Quero conhecer um homem com idade entre 58 e 63 anos que seja trabalhador, honesto, simples e solteiro, para compromisso sério. Neide Maria Honório São Paulo/SP Tel.: (11) 95819-5893 Adri-aninhalima@ hotmail.com

"Felicidade não é um destino, mas um jeito de viajar."

É preciso inovar sempre! Temos o prazer de informar que a WIX FILTERS agora faz parte do grupo MANN+HUMMEL, trazendo uma cara nova para suas embalagens e códigos além de novos filtros que irão complementar o portfólio da marca. Para um novo caminho com qualquer veículo.

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Emprego Tenho 47 anos de idade, curso MOPP, conhecimento das rodovias e estou disponível para viagens longas. Wilson Belizario da Silva Tel.: (11)29938419 por email

"Respeite a mulher do próximo, principalmente se o próximo estiver próximo." Tenho CNH Categoria E, curso MOPP e 20 anos de experiência. Marcello Candéas Prazeres tel.: (11) 96741-7784 m.candeas @hotmail.com Trabalho na área de transporte como motorista carreteiro e tenho experiência comprovada em carteira e conhecimento em rodovias federais e estaduais. Já trabalhei com caminhão tanque, baú e carga seca e não tenho vícios. Minha CNH é Categoria E; tenho curso MOPP em dia. Pedro Luiz da Silva Garanhuns/PE Tel.: (87) 9611-5602 Pedroluiz1977 @bol.com.br 64 O CARRETEIRO


Emprego Sou aposentado mas sinto falta da estrada. Estou com a saúde perfeita e se alguma empresa tiver interesse gostaria de voltar para o trecho. Tenho 68 anos de idade, 33 de estrada e já viajei por 24 Estados. Nunca sofri nenhum acidente. A minha preferência é trabalhar no Nordeste. Aproveito para homenagear os motoristas da Cocal Transportes, em Uberlândia/MG, na qual eu me aposentei. Geraldo Eustáquio de Melo Araxá/MG Motorista aposentado, curso MOPP, tenho todas seguradoras e atualmente estou puxando peças para a Jeep (Pernambuco) como freelance. Procuro trabalho como motorista carreteiro, sem registro, se possível pra viagens. Wanderley Carlos Santo André/SP Tel.: (11) 44013570 (11) 995227041

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Emprego Trabalho com transporte rodoviário de passageiros, com veículos de grande porte. Porém, meu desejo profissional sempre foi trabalhar com carretas, mas há muitas dificuldades para motoristas sem experiência. Tenho CNH Categoria E há dois anos, sem pontuação no prontuário e curso MOPP atualizado, mas não consigo ser chamado em processos seletivos, pois se requer experiência anterior. Ricardo Froeder São Paulo/SP tel.: (11) 97024-0511

"Amigos vem e se vão, inimigos se acumulam." Estou disponível para o mercado e à procura de uma oportunidade como motorista carreteiro. Tenho cursos MOPP, Cargas Indivisíveis, Primeiros Socorros, Direção Defensiva, Noção Básica da Legislação de Trânsito, Condução Econômica e Atendimento ao Cliente. Tenho 43 anos, boa saúde, disponibilidade para viajar, CNH Categoria E, conhecimento prático em mecânica diesel e condução econômica. Liten Carlos da Silva Souza Tel.: (81)98786-1871/ (81)99933-3235 66 O CARRETEIRO


Cartas DESABAFO Sou psicóloga, esposa de motorista de caminhão com muito orgulho. Gostaria de relatar uma situação que vivenciei na última semana e que, infelizmente, muitas famílias irão se identificar. Ao chegar para carregar em uma empresa no Estado de Minas Gerais, passei por uma situação constrangedora e deprimente. Na portaria, o profissional informou que eu não poderia permanecer no espaço destinado aos visitantes; e que seria obrigada a ficar na rua enquanto meu marido carregava. Simplesmente sozinha, desprotegida e sujeita a qualquer forma de agressão à mulher. Faço esse desabafo porque ainda ocorrem situações de discriminação e preconceito direcionadas à família e a categoria de trabalhadores, motoristas de caminhão. Precisamos desabafar estas situações e não se calar. Daniele Oliveira Vacaria/RS

"Sogra e onça pintada muita gente defende, mas ninguém quer levar para casa." www.ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Cartas ELOGIO Parabéns à Revista O Carreteiro pelas boas matérias. Marco Filipe Rodrigues Nogueira Por e-mail

"Se os últimos serão os primeiros, os do meio serão os do meio."

Recado Mando um abraço para meus amigos Marelim, Mata-Égua, Tob, Silvirno, Mendigo, Paulo Dondoni e a galera dos fora da lei. Que Deus abençoe a todos vocês. Renato Cazotti (QRA Pinto Doido) Colatina/ES

Homenagem Presto esta homenagem aos puxadores de pás eólicas. Um grande abraço. Anderson Rubio Jucá Trairi/CE

"Dizem que dinheiro é coisa do diabo; mas se quiser ver o diabo ande sem dinheiro." 68 O CARRETEIRO


Bate Coração Divorciada, 48 anos de idade, morena clara, 1,56m, peso 68 kg, e gostaria muito de encontrar uma pessoa com idade entre 50 e 65 anos e de preferência que esteja trabalhando na estrada, para relacionamento sério. Sou carinhosa, romântica e quero encontrar um amor para toda vida. Quem se interessar entre em contato pelo telefone. Vânia Tel.: (88) 993370110

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"Quem se curva aos opressores, mostra a bunda aos oprimidos." Tenho 37 anos de idade, sou divorciado e viajo muito para o Nordeste. Procuro uma mulher de 21 a 35 anos, que seja livre, queira se feliz e viajar muito. Dispenso mulheres mal resolvidas. Davi Curitiba/PR Tel.: (41) 99544592 matrixfilmes @hotmail.com

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Bate Coração Morena, 35 anos, cabelos negros e lisos. Tenho 1,69m de altura, peso 80kg e quero conhecer um homem carinhoso, atencioso, compreensivo e humilde, com mais de 45 anos para relacionamento sério. Teresa Martins Juquia/SP Tel.: (13) 99790-3830 reginasouza@hotmail.com Tenho 43 anos, divorciada, evangélica e sem filhos. Sou do interior de São Paulo, comunicativa, de bem com a vida e apaixonada pela profissão de motorista de caminhão. Gostaria de me corresponder com homens com idade entre 30 e 55 anos para boa amizade e quem sabe até um compromisso sério. Silvia Cristina Felix São Paulo/SP Tel.: (16) 99620-0520 silviacrisfelix85@ gmail.com Sou solteiro e quero encontrar uma namorada com idade de 25 a 45 anos para compromisso sério. Tenho 49 anos pois estou precisando muito de uma companhia. Carlos Eduardo Ribeiro da Silva Ribeirão Preto/SP Tel.: (16) 98820-3141 eduardo1966.undefined @gmail.com 70 O CARRETEIRO


Bate Coração Procuro uma mulher evangélica e sem filho para namoro sério, que seja carinhosa, cantora e fiel. Sou pastor da Igreja Pentecostal de Jesus Cristo Ressuscitado. Jose Roberto Cianorte/PR

"A arma do boi é a tristeza do homem." Quero encontrar alguém para compromisso sério e que tenha caráter. Dispenso curiosos e aventureiros. Sou carinhosa, romântico, de pele clara, tenho cabelos castanhos, 1,60m e 40 anos. Fabiana Pereira Tel.: (35) 99894-3825 fabianalopes @gmail.com

"Pra olho gordo, colírio diet!" Tenho 55 anos de idade e estou buscando um marido que seja motorista de caminhão. Meu desejo é casar e viajar pelo Brasil. Sou bonita, carinhosa e moro sozinha. Peço que entre em contato apenas homens acima de 55 anos para compromisso sério. Olímpia Pereira de Melo Uberaba/MG Tel.: (34) 99171-2518 www.ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Emprego Sou carreteiro e tenho experiência em prancha de qualquer tamanho. Já puxei pás eólicas e cargas com 7m de largura e 55 m de comprimento. Procuro empresas ou autônomos. Gostaria apenas que pudesse levar a minha esposa junto nas viagens. Sou carreteiro desde 1995, tenho 45 anos de idade, curso MOPP e carga indivisível em dia. Anderson Rubi Jucá Trairí/CE Tel.: (85) 98412-1412 / 99677-8660

"Macho que é macho não chupa mel, masca abelha."

Cartas

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O CARRETEIRO

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DENUNCIA A PRF deveria fiscalizar mais o sistema de iluminação dos caminhões. Motoristas estão instalando farol extra que quando ligados chega a deixar quem vem pela frente “cego”. Muitos instalam o faro por conta própria, mudando a característica do caminhão, o que é proibido. Outros instalam no baú. Antônio dos Santos Guarulhos/SP


Emprego Estou a procura de trabalho, sou motorista desde 2014 e não consigo um trabalho registrado, apenas bico quando aparece. Tenho experiência em rodovia. Ernesto N. Lopes Guarujá/SP Tel.: (13) 3017-1591 / 98211-2603 ventoleste@hotmail.com

"Beijo de mulher casada tem gosto de chumbo." Motorista carreteiro há cinco anos, experiência e disponibilidade para viajar para qualquer lugar do País. Luiz Fernando de Lima Silva Barreiras/BA Tel.: (77) 99177-8885 / (77) 99901-3213

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TRANSPORTE & ECONOMIA PLANILHA DE CUSTOS OPERACIONAIS CAMINHÕES

SEMILEVES

LEVES

MÉDIOS

CUSTOS FIXOS MENSAIS Depreciação do Veículo

R$ 734,12

R$ 816,58

R$ 1.542,28

Remuneração de Capital

R$ 511,20

R$ 620,28

R$ 1.032,81

Licenciamento + Seg. Obrigatório + IPVA

R$ 203,82

R$ 248,24

R$ 309,70

Seguro do casco

R$ 564,24

R$ 690,65

R$ 805,67

Despesas com Comunicação TOTAL DOS CUSTOS

R$ 0,00

R$ 0,00

R$ 173,36

R$ 2.013,38

R$ 2.375,75

R$ 3.863,82

CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção

R$ 0,203

R$ 0,220

R$ 0,176

Pneus, câmaras e recapagens

R$ 0,075

R$ 0,096

R$ 0,073

Combustível

R$ 0,455

R$ 0,522

R$ 0,604

ARLA 32

R$ 0,000

R$ 0,000

R$ 0,023

Óleo de carter

R$ 0,009

R$ 0,019

R$ 0,012

Lavagens e graxas

R$ 0,101

R$ 0,009

R$ 0,145

TOTAL DOS CUSTOS

R$ 0,843

R$ 0,134

R$ 1,032

CAMINHÕES

SEMIPESADOS

PESADOS

EXTRAPESADOS

CUSTOS FIXOS MENSAIS Depreciação do Veículo

R$ 1.414,56

R$ 2.316,87

R$ 3.097,05

Remuneração de Capital

R$ 1.004,60

R$ 1.589,92

R$ 1.805,52

Licenciamento + Seg. Obrigatório + IPVA

R$ 354,67

R$ 606,27

R$ 722,24

Seguro do casco

R$ 759,32

R$ 1.261,07

R$ 1.572,42

Despesas com Comunicação

R$ 173,36

R$ 245,59

R$ 245,59

R$ 3.706,50

R$ 6.019,73

R$ 7.442,83

TOTAL DOS CUSTOS

CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção

R$ 0,207

R$ 0,359

R$ 0,346

Pneus, câmaras e recapagens

R$ 0,177

R$ 0,279

R$ 0,370

Combustível

R$ 0,763

R$ 1,211

R$ 1,310

ARLA 32

R$ 0,025

R$ 0,028

R$ 0,046

Óleo de carter

R$ 0,012

R$ 0,024

R$ 0,022

Lavagens e graxas

R$ 0,124

R$ 0,311

R$ 0,330

TOTAL DOS CUSTOS

R$ 1,308

R$ 2,212

R$ 2,425

74 O CARRETEIRO


TABELA REFERENCIAL DE TRANSPORTE DE CARGA LOTAÇÃO AUTÔNOMOS - CARGA GERAL DISTÂNCIA EM KM

CAMINHÕES LEVES R$/TON

CAMINHÕES MÉDIOS R$/TON

CAMINHÕES SEMI-PESADOS R$/TON

CAMINHÕES PESADOS R$/TON

BITREM 7 EIXOS R$/TON

1 a 50

82,39

44,22

22,36

22,24

20,49

51 a 100

129,13

66,95

34,20

30,41

27,96

101 a 150

175,86

89,68

46,03

38,58

35,43

151 a 200

222,59

112,41

57,87

46,75

42,90

201 a 250

269,33

135,14

69,70

54,92

50,36

251 a 300

316,06

157,87

81,54

63,09

57,83

301 a 400

409,52

203,33

105,21

79,44

72,77

401 a 500

502,99

248,78

128,88

95,78

87,71

501 a 600

596,45

294,24

152,55

112,12

102,65

601 a 700

689,92

339,70

176,23

128,46

117,59

701 a 800

783,38

385,16

199,90

144,80

132,53

801 a 900

876,85

430,62

223,57

161,14

147,47

901 a 1.000

970,31

476,07

247,24

177,49

162,40

1.001 a 1.250

1.203,98

589,72

306,42

218,34

199,75

1.251 a 1.500

1.437,64

703,36

365,60

259,19

237,10

1.501 a 1.750

1.671,30

817,01

424,77

300,05

274,44

1.751 a 2.000

1.904,97

930,65

483,95

340,90

311,79

2.001 a 2.250

2.138,63

1.044,30

543,13

381,76

349,14

2.251 a 2.500

2.372,29

1.157,94

602,31

422,61

386,48

2.501 a 2.750

2.605,96

1.271,59

661,49

463,46

423,83

2.751 a 3.000

2.839,62

1.385,23

720,67

504,32

461,18

3.001 a 3.250

3.073,28

1.498,88

779,85

545,17

498,52

3.251 a 3.500

3.306,95

1.612,52

839,02

586,03

535,87

3.501 a 4.000

3.774,27

1.839,81

957,38

667,73

610,56

4.001 a 4.500

4.241,60

2.067,10

1.075,74

749,44

685,26

4.501 a 5.000

4.708,92

2.294,39

1.194,09

831,15

759,95

5.001 a 5.500

5.176,25

2.521,68

1.312,45

912,86

834,64

5.501 a 6.000

5.643,58

2.748,97

1.430,81

994,57

909,34

NOTA 1: PREÇO DOS INSUMOS - Os cálculos acima tem como base o preço dos insumos pesquisados na região de São Paulo. NOTA 2: FRETE RETORNO VAZIO - Para que seja incluído retorno vazio no preço cobrado, deve-se utilizar os valores das faixas de distância que incluam a ida e volta do caminhão. NOTA 3: TAXAS, GENERALIDADES E SERVIÇOS ADICIONAIS - Os valores na planilha acima não incluem: pedágio e despesas de viagem (alimentação, estadia, chapa, etc), que deverão ser calculados e cobrados à parte. NOTA 4: IMPOSTOS - Os valores na planilha acima incluem PIS E CONFINS. Não incluem, no entanto, ICMS. NOTA 5: LUCRO - Na construção da planilha acima adotou-se, como parâmetro, margem de lucro de 20% Fonte: RLV Soluções Empresariais

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75


MERCADO DE CAMINHÕES LICENCIAMENTO 2016 UNIDADES

OUT

SET

JAN-OUT

3.444

4.195

42.311

SEMILEVES Agrale FCA (RAM) Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas

253 0 35 75 45 31 64 3

370 4 46 116 110 39 53 2

2.911 13 389 891 411 332 849 26

LEVES Agrale CAOA Hyundai Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas

941 11 2 218 37 378 301 4

1.088 9 3 270 35 369 397 5

11.073 136 48 2.505 558 4.415 3.360 51

MÉDIOS Agrale Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas

304 0 110 1 105 88 0

310 1 116 1 111 81 0

3.531 23 1.196 50 1.326 935 1

SEMIPESADOS Agrale Ford International Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Scania Volvo Outras empresas

1.093 0 145 7 65 364 349 70 92 1

1.302 0 217 1 58 380 475 66 105 0

12.087 4 1.725 31 681 4.065 3.769 582 1.229 1

PESADOS DAF Ford International Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Scania Shacman Volvo Outras empresas

853 42 12 7 25 79 206 264 0 207 11

1.125 56 13 5 26 114 254 308 0 330 19

12.709 534 243 25 465 1.491 3.399 3.010 0 3.399 143

TOTAL DE CAMINHÕES

76

O CARRETEIRO


RANKING DE CAMINHÕES POR MARCA OUTUBRO/2016 FABRICANTE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º

M.BENZ VW FORD SCANIA VOLVO IVECO DAF MAN INTERNATIONAL AGRALE SINOTRUK HYUNDAI JBC JMC SHANDONG FOTON SANY

QUANT.

PART.

1.016 923 560 332 299 165 42 34 14 11 11 2 2 2 2 1 1

29,73% 27,01% 16,39% 9,72% 8,75% 4,83% 1,23% 1,00% 0,41% 0,32% 0,32% 0,06% 0,06% 0,06% 0,06% 0,03% 0,03%

ACUMULADO FABRICANTE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º

M.BENZ VW FORD VOLVO SCANIA IVECO MAN DAF AGRALE SINOTRUK INTERNATIONAL HYUNDAI JMC FOTON JBC RENAULT SHANDONG BYD ENGESA JAC KENWORTH

QUANT.

PART.

12.427 10.956 6.553 4.627 3.589 2.211 680 534 166 140 56 48 34 26 11 2 2 1 1 1 1

29,54% 26,04% 15,58% 11,00% 8,53% 5,26% 1,62% 1,27% 0,39% 0,33% 0,13% 0,11% 0,08% 0,06% 0,03% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%

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77


CAMINHÕES NOVOS PREÇO (R$)

AGRALE

MODELO

PREÇO (R$)

142.326,00

DAILY TRUCK 7 TON 70C17 CS 3750

108.796,00

8700 TR (5ª RODA) – CUMMINS ISF 3.8

147.226,00

DAILY TRUCK 7 TON 70C17 CS 4350

110.664,00

10000 – MWM MAXXFORCE 4.8

144.613,00

DAILY 35S14 GRAN FURGONE 3300 H2

98.067,00

14000 - 4X2 – MWM MAXXFORCE 4.8

174.750,00

DAILY 45S17 GRAN FURGONE 3300 H2

110.626,00

14000 - 6X2 – MWM MAXXFORCE 4.8

202.869,00

TECTOR 170E22 ATTACK 4815 4X2 MLC TB

144.484,00

TECTOR 240E22 ATTACK 4815 6X2 MLC TB

163.480,00

402.465,00

TECTOR 240E28 5175 6X2 MLL TA

226.930,00

402.465,00

TECTOR 240E28 5670 6X2 MLL TA REL. 4,10/5,59

241.317,00

CF85 4X2

320.444,00

TECTOR 260E28 4815 6X4 MLC TB

267.797,00

CF85 6X2

320.444,00

STRALIS 600S40T AT 6X2 TA (OD) EUROTRONIC

350.655,00

STRALIS 600S44T AT 6X2 TA (OD) EUROTRONIC

374.825,00

DAF XF105 6X2 XF105 6X4

FORD CARGO 816

128.913,76

MAN

CARGO 1319

163.352,05

VW 5.150 D DELIVERY

133.619,00

168.851,05

VW 8.160 D DELIVERY

158.648,00

CARGO 1719

193.712,61

VW 9.160 D DELIVERY

163.952,00

CARGO 1723

205.040,61

VW 13.190 E DC CONSTELLATION

214.330,00

CARGO 1723 LEITO

218.040,29

VW 15.190 E DC CONSTELLATION

220.616,00

CARGO 1729 RIGIDO

209.987,28

VW 17.190 E DC CONSTELLATION

221.916,00

CARGO 1933 RÍGIDO

273.194,91

VW 17.280 E DC CONSTELLATION

251.346,00

214.581,05

VW 17.330 E DC CONSTELLATION

275.790,00

CARGO 2429

224.475,69

VW 24.280 E DC CONSTELLATION

279.432,00

CARGO 2429 LEITO

236.932,31

VW 24.330 E DC CONSTELLATION

315.966,00

CARGO 2623

261.714,93

VW 26.280 E DC CONSTELLATION

310.445,00

CARGO 2629

268.819,75

VW 31.280 E DC CONSTELLATION

328.797,00

CARGO 3133

318.919,08

VW 31.330 E DC CONSTELLATION

338.494,00

223.265,65

VW 19.390 E DC CONSTELLATION

301.866,00

CARGO 1933 CAVALO MEC.

287.612,46

VW 25.390 E DC CONSTELLATION

324.980,00

CARGO 2042

277.778,42

VW 26.390 E SC CONSTELLATION

396.823,00

CARGO 2842

309.686,54

VW 31.390 E DC CONSTELLATION

381.832,00

MAN TGX 28.440 6X4

432.148,00

320.000,00

MAN TGX 29.440 6X4

468.130,00

9800I 6X2

300.000,00

MERCEDES-BENZ

DURASTAR EURO III 4X2

170.000,00

ACCELO 815/31

153.681,67

DURASTAR EURO III 6X2

180.000,00

ACCELO 815/37

155.229,83

DURASTAR EURO III 6X4

195.000,00

ACCELO 815/44

156.838,20

ACCELO 1016/31

164.144,61

87.833,00

ACCELO 1016/37

166.105,04

89.085,00

ACCELO 1316/37

188.895,71

ATEGO 1419

198.655,34

CARGO 1519

CARGO 2423

CARGO 1729 CAVALO MEC.

INTERNATIONAL 9800I 6X4

IVECO DAILY 35S14 CS 3450 DAILY 35S14 CS 3750 DAILY 45S17 CD 3750

78 O CARRETEIRO

115.307,00

Molicar

IVECO

8700 – CUMMINS ISF 3.8

Fonte:

MODELO


MODELO

PREÇO (R$)

Fonte:

Molicar

MERCEDES-BENZ

MODELO

PREÇO (R$)

SCANIA

ATEGO 1719

213.674,69

R 620 LA6X4 RBP835

572.100,00

ATEGO 1726 4X4

315.987,43

HIGHLINE 440 LA6X2

488.500,00

ATEGO 1730S

239.860,25

HIGHLINE 480 LA6X2 R885

574.806,00

ATEGO 2426 6X2

269.186,36

HIGHLINE 620 LA6X4 RB662

527.100,00

ATEGO 2430 6X2

283.474,75

P 310 CB6X4 RBP735

362.900,00

ATEGO 3026 8X2

305.209,74

G440 CB8X4 RBP835

614.000,00

ATEGO 3030 8X2

318.562,05

G480 CA6X4 RBP835

456.400,00

ATRON 1635S

308.032,54

P 250 DB4X2

287.700,00

AXOR 1933LS

316.594,66

P 250 DB6X2

319.900,00

AXOR 2533 6X2

365.335,33

P 310 DB8X2

356.900,00

AXOR 2036S

341.821,44

HIGHLINE R440 LA6X2 R885

501.400,00

AXOR 2041S

357.269,47

HIGHLINE 480 LA6X2 R885

514.200,00

AXOR 2536S 6X2

355.173,10

HIGHLINE 620 LA6X4 RB662

597.800,00

AXOR 2541S 6X2

404.194,65

P 310 CB6X4 RBP735

360.900,00

AXOR 2544S 6X2

411.031,48

G440 CB8X4 RBP835

639.800,00

AXOR 2644S 6X4

437.012,33

G480 CA6X4 RBP835

475.700,00

ACTROS 2546LS 6X2 CONFORTO T.ALTO

453.218,49

P 250 DB4X2 R780

287.700,00

ACTROS 2546LS 6X2 MEGASPACE (CONFORTO)

473.305,48

P 250 DB6X2 R780

319.900,00

ACTROS 2546LS 6X2 MEGASPACE PLUS (SEG.)

493.392,49

VOLVO

ACTROS 2646LS 6X4 CONFORTO T.ALTO

465.672,45

VM220 4X2R ST L1H1

248.000,00

ACTROS 2646LS 6X4 MEGASPACE (CONFORTO)

493.392,49

VM270 6X2R LX 6M L2H1

314.200,00

ACTROS 2646LS 6X4 MEGASPACE PLUS (SEG.)

513.479,46

VM270 6X2R LX 9M L2H1 VMEB235

325.000,00

ACTROS 2651S 6X4 CONFORTO ALTO

476.463,26

VM330 6X2R LX L2H1 VT VMEB235

361.500,00

ATEGO 2730 6X4

299.179,64

VM270 6X4R ST L1H1

345.400,00

ATEGO 2730B 6X4

300.960,75

VM330 6X2R LX L2H1 VT VMEB235

374.300,00

AXOR 3131 6X4

343.104,81

VM270 8X4R ST L1H1

395.500,00

AXOR 3131 B 6X4

344.130,72

VM330 4X2T LX L2H1 VT VMEB235

332.700,00

AXOR 3131K 6X4

342.106,10

FH 420 42T SC AT SLP RS 1360

435.000,00

AXOR 3344 6X4

475.020,00

FH 420 62T SC AT SLP RS1360

460.000,00

AXOR 3344 K 6X4

475.429,15

FH 420 82T SC AT SLP RS1360

498.000,00

AXOR 3344S 6X4

474.950,26

FH 460 64T SC AT SLP RST2370

499.000,00

AXOR 4144K 6X4

508.576,03

FH 460 64R SC AT SLP RST2610

502.000,00

ACTROS 4844K 8X4

663.941,74

FH 540 84T SC AT HSLP RT3210

545.000,00

FM 380 42T SC AT SLP RS1360

391.000,00

SCANIA P 310 LA4X2

312.900,00

FM 380 62T SC AT SLP RS1360

416.000,00

P 360 LA6X2 – R 885

380.700,00

FM 380 82R SC AT SLP RS1360

454.000,00

G 400 LA6X2 R 780

411.900,00

FMX 420 64T SX VT SLP RT3210

502.000,00

R 440 LA6X2 R 885

461.800,00

FMX 420 64R SX VT DAYCAB RT3210

505.000,00

R 440 LA6X4 RB662

486.400,00

FMX 460 84R SX VT DAYCAB RT3312

621.000,00

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79


CAMINHÕES USADOS VEICULOS NACIONAIS

2015

2014

2013

2012

2011

2010

2009

2008

2007

AGRALE 13000TD 4X2 Dies. 2P

0

0

0

102500

90000

85000

73000

71000

66740

13000TD 6X2 3e Dies. 2P

0

0

0

108650

95400

90100

77380

75260

70744

6000 E-MEC 4X2 Dies. 2P

0

0

0

67000

63000

61000

59000

56000

48840

8500 EURO III E-MEC 4X2 Dies. 2P

0

0

0

75000

70200

67000

65000

61000

53892

8500 EURO III E-TRONIC(C.Dup) 4X2 Dies. 2P

0

0

0

81885

76644

73150

70967

66599

58840

9200 EURO III E-TRONIC 4X2 Dies. 2P

0

0

0

98500

87000

85000

80000

70000

64410 0

FORD C-1317 CN 4X2 DIES.

0

0

0

88000

82720

0

0

0

C-1517 CN 4X2 DIES.

0

0

0

103000

96820

0

0

0

0

C-1517-E 4X2 Dies.

0

0

0

0

84000

81000

77000

73000

67320

C-1717 CN 4X2 DIES.

0

0

0

106000

99640

0

0

0

0

C-1717 CN 6X2 3E DIES.

0

0

0

112360

105618

0

0

0

0

C-1722 CN 4X2 DIES.

0

0

0

110000

103400

0

0

0

0

C-1722-E 4X2 Dies.

0

0

0

0

95000

87000

85000

83000

77922

C-1832-E 4X2 Dies.

0

0

0

0

105000

93000

87420

0

0

C-1932 CN 4X2 DIES.

0

0

0

132000

124080

0

0

0

0

Cargo 2428E 6X2 3e Dies. 2P

0

0

0

124000

116000

107000

99000

92000

88704

Cargo 2622E 6X4 3e Dies. 2P

0

0

0

0

133000

120000

114500

110900

94656

Cargo 2628E 6X4 3e Dies. 2P

0

0

0

0

142000

132000

124000

118000

102816

F-350 4X2 Dies.

0

0

0

72000

69000

65000

61000

60300

54450

F-4000 TB 4X4(N.Serie)(Cummins) Dies.

0

0

0

84240

80080

78000

72800

69680

0

F-4000 TURBO 4X2(N.Serie) Dies.

0

0

0

81000

77000

75000

70000

67000

60500

450E32T 4X2 Dies. 2P

0

0

0

132000

122000

113500

95000

91500

70702

450E33T(CurtaT.Baixo)4X2 Dies. 2P

0

0

0

131500

116500

109000

102460

0

0

450E33T(LeitoT.Alto)4X2 Dies. 2P

0

0

0

146000

134000

123000

115620

0

0

230E22 6X2 3e Dies. 2P

0

0

0

0

0

0

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72960

65312 68034

0

0

0

115000

90500

83500

79000

76000

0

0

0

122500

108500

102000

93000

87420

0

170E22 4X2 Dies. 2P

0

0

0

128000

118000

93500

87500

83500

78490

230E22 6X2 3e Dies. 2P

0

0

0

0

0

90160

88200

83300

73970

230E24 6X2 3e Dies. 2P

0

0

0

124000

107000

92000

90000

85000

75480

380T38 6X4 3e Dies. 2P

0

0

0

254000

247000

242000

236000

233000

206000

720T42 6X4 3e Dies. 2P

0

0

0

271000

265500

256000

253300

248000

221500

240E28 6X2 3e Dies. 2P

165000

160000

146000

137240

0

0

0

0

0

260E25 6X4 3e Dies. 2P

0

0

176000

163000

154000

146000

140000

131600

0

170E25 4X2 Dies. 2P

0

0

127000

115000

96000

90240

0

0

0

380T38 6X4 3e Dies. 2P

0

0

0

229000

219000

205000

195000

183300

0 74000

MERCEDES-BENZ 1315 ATEGO 4X2 Dies. 2P

0

0

0

118000

107000

101400

93000

79000

134420

0

0

0

0

0

0

0

0

1418 ATEGO 4X2 Dies. 2P

0

0

0

122000

108500

103000

97000

83000

77000

1518 ATEGO 4X2 Dies. 2P

1315/37 ACCELO 6X2 3e Dies. 2P

153000

143000

135000

133500

110000

105000

98500

85000

77770

1718 4X2 Dies. 2P

0

0

0

128250

109250

101650

95950

86450

0

1718 6X2 3e Dies. 2P

0

0

0

134662

114712

106732

100747

90772

0

1719 ATEGO 4X2 Dies. 2P

152000

146000

136000

127840

0

0

0

0

0

1725 ATEGO 4X2 Dies. 2P

0

0

0

143000

120000

115000

105000

91000

85320

1726 ATEGO 4X2 Dies. 2P

178000

169000

160000

150400

0

0

0

0

0

1728ATEGO 4X2 Dies. 2P

0

0

173000

164000

147000

127500

118000

110000

103400

2429 ATEGO 6X2 3e Dies. 2P

181000

173000

155000

147000

138180

0

0

0

0

2831 AXOR 6X4 3e Dies. 2P

215000

206000

198000

178000

161000

155000

143000

130000

122200

3340 AXOR 6X4 3e Dies. 2P

0

0

0

248000

231000

213000

156000

139000

130660

3340KAXOR 6X4 3e Dies. 2P

0

0

0

298000

286000

234000

219000

205860

0

80 O CARRETEIRO

Fonte:

230E24 6X2 3e Dies. 2P 260E25 6X4 3e Dies. 2P

Molicar

IVECO


VEICULOS NACIONAIS

2015

2014

2013

2012

2011

2010

2009

2008

2007

MERCEDES-BENZ 0

0

0

255000

233000

218000

180000

150000

3341 AXOR 6X4 3e Dies. 2P

380000

340000

300000

282000

0

0

0

0

0

3344 AXOR 6X4 3e Dies. 2P

348000

320000

280000

253000

238000

221000

178000

149000

140060

4141K AXOR 6X4 3e Dies. 2P

428000

388000

378000

346000

0

0

0

0

0

0

0

0

155000

128000

118000

115000

110000

103400

G420 B 6X4 SZ 3e(Cam.) Dies. 2P

0

0

0

223000

180000

169200

0

0

0

G420 B 8X4 SZ 4e(Cam.) Dies. 2P

0

0

0

250000

220000

206800

0

0

0

G470 B 6X4 SZ 3e(Cam.) Dies. 2P

0

0

0

345000

335000

314900

0

0

0

G470 B 8X4 SZ 4e(Cam.) Dies. 2P

0

0

0

352000

342000

321480

0

0

0

P230 B 4X2 SZ(Cam.) Dies. 2P

175000

155000

140000

137000

130800

122952

0

0

0

P310 6X4 B 3E(CAM.) DIES. 2P

223000

215000

186000

185000

170000

159800

0

0

0

P310 8X4 B SZ 4e(Cam.) Dies. 2P

235000

228000

209000

197000

188000

176720

0

0

0

P420 B 6X4 SZ 3e(Cam.) Dies. 2P

0

0

0

220000

215000

185000

170000

159800

0

3340S AXOR 6X4 3e Dies. 2P

L-1620 6X2 3e Dies. 2P

141000

SCANIA

P420 B 8X4 SZ 4e(Cam.) Dies. 2P R580 A 6X2 NA 3e(KingOfTheRoad) (Reb.) Dies. 2P R580 B 4X2 SZ(HighLine)(Cam.) Dies. 2P

0

0

0

225000

218000

190000

178000

167320

0

435000

425000

405000

380000

372000

349680

0

0

0

385000

367000

360000

332000

320000

300800

0

0

0

R620 A 6X4 3e Dies. 2P

425000

400000

390000

360000

338400

0

0

0

0

R620 HIGHLINE LA 6X2 3e Dies. 2P

413100

402900

382500

357000

335580

0

0

0

0

R620 HIGHLINE LA 6X4 3e Dies. 2P

450000

430000

410000

396000

372240

0

0

0

0

G-470 LA 4X2 SZ Dies.

0

0

0

0

0

267000

236000

212000

199280

R-380 A 6X2 NA 3e Dies.

0

0

0

235000

215000

202100

0

0

0

13.180 TB-IC(E)4X2(Const.) Dies.

0

0

102000

97000

91000

85000

80000

74500

56067

13.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.

0

0

101000

89000

86000

82000

79000

70000

55009

13.180 TB-IC(E)6X2(Const.) 3e Dies.

0

0

107100

101850

95550

89250

84000

78225

58871

15.170 TB-IC(E)4X2 Dies.

0

0

0

98500

93000

87000

75000

71500

57884

15.180 TB-IC(E)4X2(Const.) Dies.

0

0

0

110000

106500

104000

88000

86000

61935

15.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.

0

0

0

102500

101500

97000

82500

77000

60199

17.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.

0

0

0

104000

102000

94000

90000

82000

74468

17.220 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.

0

0

0

125000

112000

104000

93000

87000

77389

17.250 TB-IC(E) 4X2 Dies.

0

0

0

118000

110000

105000

93000

87000

78119

17.320(E) 4X2(Const.) Dies.

0

0

0

120500

116000

108500

101990

0

0

24.220 TB-IC(E) 6X2(Worker) 3e Dies.

0

0

0

121200

118500

114500

106500

94000

78492

24.250 TB-IC(E) 6X2 3E DIES.

0

0

0

123000

120500

118000

114500

112000

79277

24.320(E)(Const.) 6X2 3e Dies.

0

0

0

135000

127000

120500

113270

0

0

26.220 TB-IC 6X4 3e Dies.

0

0

0

144000

132000

119000

102000

92000

78896

26.260 TB-IC 6X4 3e Dies.

0

0

0

0

0

0

0

93840

80474

31.260 TB-IC(E)6X4(CONST.) 3E DIES.

0

0

0

160000

149000

143000

108500

101990

0

9.150 TB-IC(E)4X2 Dies.

0

0

90500

85000

76000

74000

67500

63000

50440

Molicar

VOLKSWAGEN

VOLVO 0

0

0

0

159740

150000

140000

131600

0

FMX 420 6X4R 3e Dies. 2P

329000

0

0

0

0

0

0

0

0

FMX 420 6X4T 3e Dies. 2P

329000

0

0

0

0

0

0

0

0

FMX13 420 6X4R 3e Dies. 2P

350000

320000

310000

280000

263200

0

0

0

0

FH 400(GLOBETROTTER) 4X2 DIES.

0

0

0

0

142800

132600

122400

102000

95880

FH 520 4X2 Dies.

0

0

0

0

185000

170000

160000

139000

130660

FMX-13 400 6X4T 3E(I-SHIFT) DIES.

0

0

0

0

247200

232368

0

0

0

FMX-13 440 6X4T 3E DIES.

0

0

0

0

260000

244400

0

0

0

115000

105000

100000

90000

84600

0

0

0

0

0

0

0

0

75000

65000

60000

55000

51700

Fonte:

FM11 370 4X2 Dies. 2P

VM-220 4X2R Dies. 2P VM-23 210 ST 6X2 3e Dies. 2P VM-260 LX 6X2 3e Dies. 2P VM-270 4X2R Dies. 2P

0

0

0

0

107000

99000

88000

80000

75200

135000

128000

120000

112000

105280

0

0

0

0

www.ocarreteiro.com.br

81


JESUÍNO

82

O CARRETEIRO


Todos juntos fazem um trânsito melhor.


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