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O Carreteiro 496

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EDITORIAL PAÍS DO FUTURO

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nquanto as obras rodoviárias caminham a passos lentos e a insegurança nas estradas se apresenta como um fantasma na vida de quem as utiliza, a frota envelhece, o País continua quase parado e muitas coisas importantes deixam de acontecer. A má gestão de recursos para obras públicas, desvios de dinheiro e a própria ineficiência de anos e anos por parte do poder público - seja a nível federal ou estadual - têm travado o ritmo de desenvolvimento e modernização da nação. O Brasil sequer tem uma malha rodoviária adequada às suas necessidades. Carreteiro que enfrenta trechos em diferentes regiões do território brasileiro sabe bem disso. Quanto aos caminhões, o tamanho da indústria aqui instalada sugere a existência de uma frota menos antiga, mais eficiente e segura, como deveria ser. Não se trata aqui de aumentar a venda de veículos de carga além do volume comportado pelo mercado, como já aconteceu, mas apenas substituir os mais antigos. Mas o atraso se alastra a outros setores além transporte rodoviário de carga como erva daninha. Tal situação é velha no Brasil e não deverá desaparecer de uma hora para a outra. E nem adianta atribuir culpa a esse ou aquele partido político. Pelos fatos apurados Polícia Federal, em uma de suas operações (a Lava-Jato), se conclui que a nuvem de gafanhotos é muito maior do que se imagina. Agrega muita gente atraída por dinheiro e ou poder; com e sem cargo político em qualquer repartição pública. Por outro lado, o sentimento da população de que partido seja apenas um reduto para agregar quem deseja entrar jogo é cada vez maior. Ideologia ou projetos que possam melhorar a vida das pessoas e ajudem a construir uma nação mais justa e humana são apenas meros e dispensáveis detalhes. Por isso não falta quem acredite que é bem mais fácil enxergar uma mula sem cabeça na beira da estrada, numa noite qualquer, do que encontrar quem fale bem de político, a não ser outro político. No mais, aconteça o que acontecer nos próximos dias, semanas ou meses, é importante estar ciente de que o caminho a ser percorrido para colocar o Brasil nos trilhos é mais longo do que supõe nossa simples imaginação. Mas sem esquecer de que no ritmo que caminhamos hoje estamos condenados a ser sempre e de fato um País do futuro. E mais, não confundir com País de futuro. João Geraldo Editor


SUMÁRIO

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PERSPECTIVAS Executivos da indústria de caminhões dizem que recuperação da economia só terá início quando o governo tomar medidas necessárias para a retomada. Enquanto isso, as marcas criam novas ações e investem no pós-vendas

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NOVA LINHA CARGO

Os novos caminhões da linha Cargo 2017, equipados com caixa de câmbio automatizada já estão na rede de distribuidores Ford. O componente contribui para a economia de combustível, conforto e segurança do motorista


/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11)95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO DIRETOR Edson Pereira Coelho

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MOMENTO DIFÍCIL

Diante da indústria desacelerada, aumento nos custos do transporte e preço do frete estagnado, motoristas empregados e autônomos dividem opiniões sobre quando a situação na estrada poderá melhorar um pouquinho

VEJA TAMBÉM

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FRAUDE NO ARLA 32 VOLVO VENDEU MAIS PESADOS EM 2015

VITO, UMA VAN URBANA DE CARGA

F-TRUCK: VW VENCE A PRIMEIRA DO ANO

SEÇÕES

08 19 35 52 55

Notícias Boletim Pneus Na Mão Certa Retrovisor Dica Federal

58 História do Zé 61 Classificados 74 Tabelas 82 Jesuino

REDAÇÃO redacao@ocarreteiro.com.br Editor João Geraldo (MTB 16.954) Reportagem Daniela Giopato Colaboradores Evilazio de Oliveira, Larissa Andrade e Nilza Vaz Guimarâes Ilustração Michele Iacocca Fotos: Alexandre Andrade e Orlei Silva REPRESENTANTES comercial@ocarreteiro.com.br Eurico A. de Assis Itamar F. Lima José Antonio Fernandes Ubiratan Alves Ferreira. Secretárias Nilcéia Rocha Juliana Vieira PROJETOS ESPECIAIS Jenner Nicodemos NOVOS NEGÓCIOS Alexis Victor F. Coelho ADMINISTRAÇÃO Ed Wilson Furlan Lilian Carolina Lourenço TI DC Code Soluções em TI Ltda.-ME DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Public. Técnicas Ltda Ricardo Lúcio Martins e Reginaldo Peixoto ASSINATURA assinatura@ocarreteiro.com.br 5035-0005 Roberta Duarte PROMOÇÃO promocao@ocarreteiro.com.br ARTE arte@ocarreteiro.com.br José de Arimatéia Andrea Tanaka Assinatura: Anual R$ 96,00 Exemplar avulso: R$ 8,00 Edição nº 496 - Circulação: Março de 2016 Publicação de: G.G. Editora de Public.Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 Vila Alexandria - CEP 04635-021-SP Tel.: (11) 5035-0000 - Fax: (11) 5031-8647 revista@ocarreteiro.com.br

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A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga. A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários “ROD” (Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento RR Donnelley Tiragem desta edição verificada pela PwC, cuja carta relatório encontra-se em nosso poder


NOTÍCIAS UMA DÉCADA NA ÁFRICA DO SUL

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operação de Caminhões e Ônibus Volkswagen em Pinetown, África do Sul, acaba de completar dez anos. Os primeiros kits de SKD começaram a ser exportados pela fábrica de Resende/RJ em 2005 e desde então, embarcaram para montagem mais de três mil veículos, dentre caminhões e ônibus da marca. A África do Sul está entre os cinco principais destinos de exportações da MAN Latin America, atrás da Argentina, México e Chile. As vendas no país fecharam 2015 com crescimento de 16% em relação a 2014, totalizando 450 unidades. Entre os caminhões vendidos para a África do Sul estão os Constellation 13.180, 15.180, 17.250, 24.250 e 19.320, sendo os três últimos detentores de

maior volume. A rede de concessionários é composta por 16 pontos de vendas e serviços e apenas 13 de pós-vendas. A unidade sul-africana é responsável pelo abastecimento do mercado interno e também dos países vizinhos que utilizam modelos com direção do lado direito, como por exemplo, Moçambique, Namíbia e Botswana.

FOCO INTERNACIONAL

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om unidades fabris na China e nos Estados Unidos, além de estar presente em mais de 100 países, a Fras-le completou em fevereiro 62 anos de fundação focada no processo de internacionalização, ampliação a prospecção de novos mercados e consolidação a parceria com seus principais clientes nos cinco continentes. Os mercados da marca contam com o suporte de Centros de Distribuição na Argentina, Alemanha e Emirados Árabes, além de opera8

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ções comerciais no Chile, México e África do Sul. Empresa do grupo Randon, a Fras-le conta com infraestrutura tecnológica de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento integrado por laboratórios Químico, Físico e Piloto, além do Campo de Provas das empresas Randon. No Brasil, a empresa concentra atenção especial no mercado de reposição e também no fornecimento para as montadoras, com produtos das marcas Fras-le e Lonaflex certificados pelo Inmetro.


PIRELLI NA F-TRUCK

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Pirelli é a nova parceira da Fórmula Truck para o fornecimento de pneus. Na primeira corrida do ano, em 13 de março,os caminhões competiram com o pneu FR:01 295/80R22,5, o qual faz parte da Série 01 (radiais), lançada recentemente. Para o CEO Americas Truck & Agro, Dino Maggioni, a parceria com a categoria reforça a presença da empresa como fornecedora de pneus para todas as modalidades de competições automobilísticas do País, e isso irá ajudar a levar a tecnologia da nova série para perto dos clientes. A presidente da Fórmula Truck, Neusa Navarro, disse estar muito satisfeita em ter a Pirelli

na categoria, após 20 anos com outra empresa do segmento. “Não tenho dúvidas de que será uma parceria de muitos anos, sucesso e de desenvolvimento de novos produtos que irão sair das pistas diretamente para as ruas”, ressaltou. Após a primeira corrida do ano, em Santa Cruz do Sul, os pilotos elogiaram o desempenho do novo pneu.

NOVIDADE NA LINHA GARRA

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Guerra, uma das maiores fabricantes de implementos rodoviários da America Latina, marcou presença na Expodireto Cotrijal, evento voltado a soluções e serviços para a agricultura e pecuária que acontece em Não Me Toque/RS. Em parceria com o distribuidor Rodopietro, a empresa apresentou as inovações da linha Garra e expôs como novidade a sinaleira traseira Diamond, além de outros lançamentos no Graneleiro (carro-chefe da marca) e no Basculante. A linha Garra é caracterizada pelas bitolas do eixo e chassi extralargas, os quais garantem maior estabilidade lateral com as

novas medidas, um item fundamental especialmente para implementos rodoviários com caixa de carga alta. No evento a empresa enfatizou também o seu sistema elétrico clipado e a carenagem traseira com design exclusivo. Outros produtos da marca são Baú Lonado, Furgão, Carga Seca, Tanque cilíndrico e Policêntrico, Porta Container, Transporte de Toras, Carrega Tudo e Canavieiro.

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NOTÍCIAS CAIXA AUTOMATIZADA

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Volvo atingiu a produção de 50 mil caixas de câmbio I-Shift desde o início desta operação na fábrica instalada em Curitiba/PR. Atualmente, a transmissão automatizada está presente em quase 100% dos caminhões das linhas FH e FM que saem da linha de montagem e em todos os ônibus rodoviários da marca. Luiz Bohatch, diretor interino de Powertrain Production da Volvo no Brasil destaca que a transmissão I-Shift contribuiu muito para tornar os produtos Volvo mais competitivos no Brasil e nos demais países latino-americanos, onde são

comercializados veículos da marca que utilizam esta transmissão. O gerente de engenharia da Volvo, Álvaro Menoncin, acrescenta que o sucesso deste produto é fruto da redução de combustível em até 5% em relação aos veículos equipados com transmissão manual.

CONSÓRCIO PARA TODA A LINHA

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esde fevereiro, o Consórcio Mercedes-Benz passou a abranger também planos específicos para caminhões médios e semipesados, além de chassi de ônibus e toda a linha de comerciais leves da marca. O vice-presidente de vendas marketing e pós-vendas da montadora, Roberto Leoncini, diz que a rápida expansão do consórcio Mercedes-Benz é uma demonstração clara da empresa de gerar soluções para todas as demandas e necessidades dos clientes. Ainda de acordo com o executivo, neste caso os clientes contam também com a confiabilidade da marca e que isso se reflete também na parceria

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com os concessionários na oferta do consórcio ao mercado. Isenção de cobrança de taxa de inscrição e fundo de reserva e taxa entre as mais baixas do mercado são alguns dos destaques do consórcio oferecido pela empresa. As assembleias podem ser acompanhadas ao vivo pela Internet e também são realizados sorteios extras de veículos para todos os grupos disponíveis.


FAIXAS REFLETIVAS

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onsiderado item de segurança, a faixa refletiva utilizada em caminhões para refletirem a luz com eficiência, e tornarem o veículo mais visível à noite, em condições de chuva ou neblina, devem atender um coeficiente de luminosidade. A resolução 128/2316 do Contran indica que se trata de um produto que deve ser aprovado pelo Denatran de acordo com o coeficiente de luminosidade e ângulo de observação mínimo estabelecido na tabela do órgão. As faixas devem atender requisitos técnicos específicos e serem trocadas a cada sete anos ou antes se estiverem danificadas. Eduardo Matos, membro do Comitê Brasileiro de Normas – CB16 na ABNT, diz que é muito difícil avaliar se as especifi-

cações estão corretas e acrescenta que a dica é sempre exigir na nota fiscal a declaração de que o produto atende aos requisitos do Contran. Matos, que também é diretor presidente da Sherman - única empresa que fabrica películas refletivas prismáticas na América Latina – destaca que outro diferencial faixa de para choque em peça única facilitando a aplicação. “O material não descola, não delamina e não descasca”, conclui.

MENOS CONSUMO

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Mobil está destacando aos motoristas e frotistas que um dos itens essenciais na manutenção preventiva do caminhão é a troca de óleo. De acordo com a empresa, a troca representa menos de 3% da manutenção total de um veículo e é também mais barata do que uma lavagem completa. Por outro lado, não trocar o óleo no período indicado, ou abrir mão de um lubrificante de qualidade acarreta prejuízos, tais como maior consumo

de combustível, maior quantidade de depósitos no cárter, maior desgaste das partes internas do motor, maior número de paradas para reposição e troca do lubrificante de baixa qualidade e maior geração de resíduos danosos ao meio ambiente. Edmundo Rissi, gerente de vendas de consumo Mobil, é preciso escolher o óleo certo para o veículo, dentro das categorias mineral, semissintético e sintético. www.ocarreteiro.com.br

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MERCADO

AÇÕES E EXPECTATIVAS Apesar das estimativas para 2016 não serem das mais otimistas, executivos de montadoras acreditam estarem mais preparados para enfrentar o momento econômico do País com ações voltadas para o atendimento de pós-vendas e serviços direcionados às necessidades de cada tipo de cliente

POR

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O CARRETEIRO

Daniela Giopato


O

ano de 2015 tem tudo para ser classificado como um dos piores em termos de economia para o Brasil. Empresas de diferentes setores fecharam as portas, reduziram significativamente o número de funcionários e encerraram as suas atividades. O mercado de caminhões, por exemplo, finaliza 2015 com queda de 47,7% em relação a 2014, sendo o impacto maior no segmento de pesados, o qual encerrou o ano passado com redução de 60,6% nos emplacamentos. Profissionais do setor estimam que 2016 será igual ou um pouco pior, porém, se sentem mais preparados para enfrentar a turbulência. Por conta disso, já têm ações traçadas para iniciarem a recuperação prevista para acontecer somente em 2017. “Acreditamos que teremos um cenário mais animador em 2016, com início da estabilidade política e consequentes medidas que ajudarão o Brasil a impulsionar a economia, sobretudo a confiança dos compradores”, afirma de maneira otimista Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America. O executivo acredita em leve crescimento da indústria, entre 3% e 5%, a partir do segundo semestre e ressalta a importância da estabilidade política para o crescimento do mercado de caminhões, devido à possível volta dos incentivos fiscais, como o Finame, por exemplo. “Tivemos de nos adequar a uma série de novas demandas para continuarmos competitivos no mercado. Sobretudo, trabalhamos sempre com a transparência perante nossos colaboradores, que são funda-

mentais para conseguirmos alcançar nossas metas. Desde o ano passado, estamos com olhos mais atentos às reduções de custos em diversas frentes, além da otimização de processos”, disse Alouche. Para este ano, ele adianta que a empresa continuará a oferecer soluções com foco no atendimento sob medida para cada necessidade do cliente. Historicamente, os momentos de dificuldades econômicas têm sido o berço de ótimos negócios. Exemplo disso é o recém-lançamento que realizamos no fim do ano passado, um dos maiores de nossa história, com 18 novidades sob medida para o mercado brasileiro e mais de 30 países da América Latina e África”, reforçou. No caso da Mercedes-Benz do Brasil, o vice-presidente de marketing, vendas e pós-vendas de caminhões e ônibus, Roberto Leoncini,

Ricardo Alouche, da MAN Latin America, espera um cenário mais animador este ano e acredita em crescimento da indústria a partir do segundo semestre www.ocarreteiro.com.br

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MERCADO explica que é muito difícil fazer uma previsão para 2016 com base no cenário econômico atual. No entanto, acredita que para o País voltar a crescer são necessárias medidas macroeconômicas para controlar a inflação e as elevadas taxas de juros (SELIC acima de 14%), como também o PIB com patamares maiores de crescimento para sustentar as vendas de caminhões nos próximos anos. “Para que possamos despertar novamente a confiança dos investidores, precisamos retomar o crescimento econômico, adotando medidas no presente que estimulem a sustentabilidade da produção/ vendas”, opinou o executivo. A Mercedes-Benz cresceu um ponto percentual em 2015, compa-

Precisamos retomar o crescimento econômico para despertar novamente a confiança dos investidores, diz Roberto Leoncini, da Mercedes-Benz

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rado a 2014. E, segundo o executivo, o resultado é fruto do forte trabalho realizado pela fábrica e rede de concessionários de ir às estradas e ouvir as demandas dos clientes. “A empresa intensificou as ações de demonstração de seus veículos nas operações dos clientes, para que eles comprovassem a rentabilidade dos nossos produtos. Além disso, a participação em eventos com grande concentração de transportadores foi ampliada para conhecer os desejos e as expectativas do mercado”, explicou. A empresa também visitou diversas regiões do País com objetivo de entender a necessidade do mercado, e com base nessas informações lançou a linha de caminhões rodoviários Actros mix road, preparado para rodar na terra e asfalto. Outra ação foi ampliar a oferta de serviços através da rede de concessionários. O diretor de vendas de caminhões da Scania Brasil, Victor Carvalho, acredita que este ano o mercado acima de 16 toneladas - fatia relativa aos semipesados e pesados e na qual a fabricante atua - deverá ser 10% menor do que foi em 2015. Para ele, um fator importante para o mercado de caminhões é a recuperação da confiança do transportador para que ele volte a investir. Para isso, alguns pontos são fundamentais; o empresário precisa confiar nos rumos da economia brasileira, que precisa reagir, e enxergar políticas mais claras do governo do ponto de vista fiscal. “Em 2016, para enfrentar mais um ano difícil, estaremos em parceria com o cliente e a rede de concessionárias, que foi expandida para 126 pontos de atendimento, sendo 12


Este ano, o segmento de caminhões acima de 16 toneladas deverá sofrer redução de 10% em relação a 2015, estima Victor Carvalho, da Scania

novos Serviços Dedicados, uma solução para reduzir custos e aumentar a disponibilidade da frota instalando uma estrutura dentro da empresa do cliente. De 2016 até 2018 investiremos mais R$ 50 milhões na rede”, explicou Carvalho. Outra ação, acrescenta Carvalho, será divulgar como solução para aumentar a produtividade e a disponibilidade da frota, os dois novos caminhões apresentados em 2015: o cavalo mecânico rodoviário 8x2 (alternativa ao bitrem) e o semipesado de cabine estendida que carrega 400 quilos a mais de carga útil. Do ponto de vista da estratégia comercial, neste ano a Scania vai trabalhar cada vez mais com propostas estruturadas, englobando produto, serviço, solução financeira e seguro, objetivando atender plenamente o cliente. “Apresentaremos também a alternativa do leasing operacional, alternativa de negócio que permite ao cliente obter todos os benefícios

da proposta estruturada por meio do pagamento de uma só parcela mensal”, destacou. O diretor de marketing da Iveco para América Latina, Ricardo Barion, acredita em uma leve melhora para os segmentos que registraram quedas expressivas, como o de pesados. “O mercado estará mais adaptado à nova realidade econômica. Apostamos no aumento das exportações e na retomada do crescimento do mercado brasileiro, o mais forte da América Latina e também um dos principais no mundo. Temos uma linha de produtos que atende a diversos segmentos do transporte, 40 anos de tradição e uma equipe altamente qualificada que manterá nossa operação como uma das principais da CNH Indus-

O mercado é grande e existe uma demanda represada. O País tem condições para voltar a crescer se forem feitos os ajustes, afirma Ricardo Barion, da Iveco www.ocarreteiro.com.br

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MERCADO

Para Guilherme Ebeling, da International, a recuperação do mercado de caminhões depende de incentivo à indústria e maior confiança do consumidor e investidores

trial no mundo”, afirmou. Para Barion, o País tem todas as condições para voltar a crescer se forem feitos ajustes, isso porque o mercado interno é grande e existe uma demanda represada. “A Iveco irá continuará investindo no complexo industrial de Sete Lagoas/MG e aprimorando sua linha de produtos. “Esse movimento faz parte da estratégia da marca, independentemente do cenário político-econômico. Os investimentos em pesquisa, desenvolvimento, inovação e capacitação demonstram o compromisso que temos com o futuro da operação no País”, acrescentou. A expectativa para 2016 é reforçar a participação nos segmentos leves, com a Daily, e avançar em fatias do mercado com produtos de alta qualidade, como as linhas Tector, Stra16

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lis e Hi-Way. Outra meta é aumentar a participação da marca na América Latina. “ Os clientes continuarão contando com uma linha de produtos que proporcione ótimo custo operacional e que ofereça ao mercado veículos aptos para atender a diversos segmentos do transporte. Nossa ideia é oferecer uma solução completa para a operação do motorista autônomo e do transportador”, concluiu. Para o presidente da International Caminhões, Guilherme Ebeling Neto, o ano de 2015 foi desafiador para a indústria e a crise econômica impactou em todos os setores da economia refletindo fortemente no mercado de caminhões. A previsão para 2016 é que seja um ano igual a 2015. O executivo acredita que a indústria fará os ajustes necessários para adaptar o ritmo de produção e estoque à demanda do mercado. “Ainda é precoce falar em estabilidade econômica. Acreditamos, que se ocorrerem medi-

Luís Gambim, da DAF, diz que previsão para 2016 é de crescimento das vendas de caminhões da marca e fechar o ano com participação de 5% entre os pesados


das de incentivo à indústria, bem como a elevação do índice de confiança do consumidor e investidores, será possível uma recuperação econômica, industrial e, consequentemente, uma lenta retomada no mercado de caminhões”, destacou. Este ano a empresa está adotando a mesma de 2015, quando decidiu suspender temporariamente a produção de caminhões de sua marca na fábrica de Canoas, como forma de ajustar os seus elevados estoques, e assim irá manter inalteradas as demais atividades do negócio no Brasil. “Este ano, manteremos todo o suporte aos concessionários e serviços autorizados, garantindo o bom atendimento a todos os clientes da marca. Também iremos reajustar os estoques para atender às necessidades do mercado”, explicou. Para o gerente de vendas e marketing da Ford Caminhões, Flávio Costa, o setor de caminhões será igual a 2015, sem qualquer recuperação, devido a fatores amplamente conhecidos. Porém, ele afirma que a empresa continuará investindo para um cenário de médio e longo prazos. “A Ford trabalha com um planejamento estratégico de longo prazo com foco em produtos, serviços e inovações. Essas metas não se alteram. O que pode acontecer é a necessidade de haver ajustes e adequação de produção em determinadas situações”, explica. Costa ressalta ainda, o fato da montadora ter lançado recentemente seis novos produtos com caixa de câmbio automatizada, a linha Cargo Torqshift. Ele adianta que já está programando lançamentos de novos

Continuaremos trabalhando com planejamento estratégico de longo prazo focados em produtos, serviços e inovações, diz, Flávio Costa, da Ford Caminhões

produtos com versões de transmissão manual e maior capacidade de carga, para os próximos meses. “A nossa linha de caminhões dos segmentos do semileve ao extrapesado - que unem versatilidade, tecnologia e custo-benefício ao cliente - chegará a 34 modelos”, afirma. Ele acrescenta que a Ford Caminhões tem um dos mais amplos programas de serviço, distribuição de peças e pós-venda voltados especialmente para não deixar o caminhão parado nas oficinas. A DAF Caminhões finalizou 2015 com mais de 70% de crescimento em relação ao ano anterior (foram 257 unidades em 2014 contra 443 em 2015). A previsão da empresa para este ano é de crescer mais ainda e superar as mil unidades vendidas. De www.ocarreteiro.com.br

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MERCADO acordo com Luís Gambim, diretor comercial da companhia, a expectativa é alcançar a marca de 5% de participação no mercado de caminhões pesados. A estratégia da empresa será a mesma praticada em 2015, com ações voltadas para crescimento e evolução no mercado nacional e foco no relacionamento com cliente. “Para nós, é muito importante que nossos clientes saibam que somos uma marca que tem longos planos para o País e que viemos para ficar. Com os resultados podemos afirmar que estamos conseguindo nos firmar no mercado brasileiro”, disse Gambim. Ainda de acordo com ele, a empresa vai continuar focada em oferecer produtos de qualidade atrelados ao bom atendimento, isso desde a compra até o pós-venda. “Este ano temos um diferencial em relação ao ano anterior, o CF85, caminhão que lançamos no final de 2015, durante a Fenatran”, concluiu Gambim. O diretor de caminhões da Volvo do Brasil, Bernardo Fedalto, explicou que 2016 será um ano difícil, durante o qual estima queda de até 15% nas vendas. “Nós da Volvo vamos focar bastante no pós-vendas para dar suporte e apoio aos clientes, com peças e serviços através, da nossa rede. E como forma de dar um retorno a eles, que nos apoiam, estamos com uma promoção na qual ao adquirir qualquer peça e serviço na rede de concessionário Volvo ele estará concorrendo a 36 automóveis, um modelo FH e um VM durante o ano de 2016”, destacou. Outra ação da empresa será focar na venda de seminovos e avisa que tanto a rede quanto a fábrica estão 18

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Bernardo Fedalto, da Volvo, estima queda nas vendas de pesados, mas destaca que se houver previsibilidade e confiança na economia o mercado retoma rápido

comprometidas em criar mecanismos e situações que facilitem a renovação da frota. A empresa também irá disponibilizar o leasing operacional, modalidade que ao final do contrato – com diferentes planos - o cliente devolve o caminhão para a fábrica, como se fosse um aluguel. “O mercado de caminhões tem uma característica de ser muito rápido nas reações quando há uma confiança e uma previsibilidade. Acreditamos que assim que houver definição, previsibilidade e confiança na economia, o mercado deverá retomar. 2016 será o ano das definições e 2017 teremos uma retomada gradual”, finalizou Fedalto.


BOLETIM DE PNEUS CLASSIFICADOS

PNEU COM CÂMARA X PNEU SEM CÂMARA (PARTE 1)

H

oje em dia a maoria dos fabricantes mundiais de caminhões e ônibus montam seus veículos com pneus tipo S/C (Sem Câmara). Essa tendência já vem de algum tempo, e as aplicações que utilizam pneus que precisam de câmara de ar estão deixando de existir mundialmente. Os pneus que utilizam câmaras de ar hoje em dia são de construção diagonal, de uso restrito e fabricação mais restrita ainda. O pneu tipo câmara é utilizado em rodas que possuem anéis de travamento na montagem e não existe vedação na roda para suportar a pressão de ar. A montagem desses anéis de trava são itens que podem provocar sérios acidentes, e já provocaram, por ser manipulada por profissionais sem treinamento adequado ou por mau assentamento desses anéis nas rodas, já que cada marca de roda possui seu anel correspondente, e na maioria das vezes não são compatíveis. As câmaras de ar evoluíram através do tempo no sentido de reter com eficiência a pressão do ar em seu interior. No início era utilizado um composto em que a borracha natural era

predominante. Isso trazia uma boa elasticidade por toda sua vida útil, mas tinha o incoveniente de ser menos eficaz na manutenção do ar comprimido e, consequentemente, na manutenção da pressão de ar do pneu. A vida útil do pneu era comprometida se esse não fosse constantemente calibrado. As câmaras de ar mais atuais são fabricadas com compostos praticamente 100% sintéticos, o que faz com que tenham uma eficiência bem maior na retenção da pressão de ar em seu interior, fazendo que a necessidade de verificação possa ser mais espaçada. O inconveniente desse novo composto é a pouca elasticidade da câmara de ar, tornando-a de montagem única. Isto é, só se deve montar uma vez, pois ao ser inflada não volta mais ao seu tamanho original. Se for montada novamente vai apresentar dobras e vincos que provocarão vazamentos com perda de pressão muitas vezes repentina, podendo incorrer na perda da carcaça. Na próxima edição, vamos falar de características e vantagens dos pneus sem câmara. Bom trabalho e até o mês que vem.

Esse Boletim é de responsabilidade do consultor na área automotiva pesada, Guilherme Junqueira Franco, que tem a formação TTS – Truck Tire Specialist (Especialista em Pneus de Caminhão). Dúvidas poderão ser tiradas diretamente pelo e-mail: drpneus@yahoo.com.br ou guijunqueirafranco@gmail.com www.ocarreteiro.com.br

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Arla adulterado ou de má qualidade ou uso de chip paraguaio para enganar o motor do caminhão, são atitudes que além de agredirem o meio ambiente podem provocar o enquadramento do motorista na Lei de Crimes Ambientais, a qual prevê pena de um a cinco anos de reclusão

POR

20 O CARRETEIRO

Jaime Alves

FOTOS

FRAUDE QUE DÁ PRISÃO

Divulgação

MEIO AMBIENTE


E

ra 11 de novembro. Três caminhões da transportadora Transpanorama, de Maringá/PR, viajavam de Curitiba para São Paulo a serviço dos Correios. Tudo corria bem até que, no Km 56 da BR-116, em Campina Grande do Sul, região metropolitana da capital paranaense, uma blitz da Polícia Rodoviária Federal mandou o comboio encostar. Começava ali uma dor de cabeça para os três carreteiros, que acabaram presos. Era uma fiscalização sobre o Arla 32 e os policiais descobriram uma fraude pelo tal emulador. O “chip paraguaio” é facilmente encontrado para compra na internet. Trata-se de um emulador que engana o sistema eletrônico, isolando o acionamento do Arla 32 sem deixar o motor perder potência. Tudo muito simples. Neste caso da Transpanorama, bastava apenas apertar um botão no painel, como divulgado pela PRF. É aí que o motorista se compromete, já que passa a ser conivente com a fraude e também responde pelo crime. “A responsabilidade da empresa ou a dos Correios será investigada depois, mas naquele momento do flagrante, os responsáveis eram os condutores”, disse o policial rodoviário federal Fernando Oliveira, Chefe Substituto de Comunicação da PRF/ PR, que acrescenta: “alguma participação eles têm, pois a fraude depende de um acionamento manual”. Os motoristas foram para a delegacia de Campina Grande do Sul prestar esclarecimentos e disseram ao delegado João Marcelo Renck Chagas que não burlaram o sistema,

mas que foram orientados a não mexer na chave liga/desliga no interior do caminhão. Segundo informações da assessoria de Imprensa da Polícia Civil do Paraná, eles teriam permanecido presos por dois dias e soltos após o pagamento de fiança. O valor não foi informado, nem os nomes dos carreteiros, que agora vão responder à ação penal em liberdade. Os veículos e a carga também ficaram retidos por dois dias. O caso, segundo a PRF - e confirmado pelo delegado - é enquadrado no artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais, e a pena é de um a cinco anos de reclusão. A transportadora poderá responder a um processo administrativo, conduzido pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná), que está acompanhando o caso, mas tudo vai depender do resultado da perícia. A empresa nega a adulteração. “Não foi apontada nenhuma irregularidade”, afirmou em nota enviada à revista O Carreteiro. Este caso se destaca pela prisão dos carreteiros, mas flagrar adulteração no sistema tem sido comum, como mostram as operações realizadas ao longo do ano em conjunto pela PRF e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Os agentes verificam o caminhão em busca do emulador e analisam a composição química do Arla 32. Em uma das últimas operações de 2015, realizada nos dias 26 e 27 de novembro, na rodovia Régis Bittencourt, região de Itapecerica da Serra/SP, foram emitidos 17 autos de infração ambiental, 13 termos de apreensão (caminhões apreendidos) e cerca de R$ 70 mil em www.ocarreteiro.com.br

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MEIO AMBIENTE multas ambientais. Também foram encontrados cinco emuladores, mas, diferentemente do Paraná, nenhum motorista foi parar atrás das grades.

Economia cara para a saúde O objetivo da adulteração, de qualquer forma que seja, é diminuir os gastos do veículo com um reagente para aumentar a rentabilidade. Um galão de 20 litros de Arla 32 custa cerca de R$ 45 (R$ 2,25/litro), mas o valor reduz se a compra for em grandes quantidades. O consumo é em torno de 5% em relação ao diesel, portanto, a cada 1.000 litros de óleo gasta-se 50 litros de Arla. Uma carreta que roda 2 km/litro de diesel e roda 10 mil km/mês consome 5 mil litros de diesel e 250 litros de Arla, o que representará em torno de R$ 562/mês se abastecer com galões de 20 litros comprados na estrada. Considerando as mesmas condições, esse custo dobra a partir da segunda carreta, triplica com a terceira e assim sucessivamente. O reagente tem de ser usado pelos caminhões com motores que utilizam a tecnologia SCR (Redução Catalítica Seletiva). Sem o Arla, o caminhão passa a ter menor custo operacional e aumenta a margem de lucro do proprietário. Mas o resultado é danoso para o meio ambiente e para a saúde. O motor deixa de atender as normas de baixas emissões de poluentes previstas na fase 7 do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Auto22 O CARRETEIRO

motores), que entrou em vigor em janeiro de 2012. A tecnologia SCR foi a solução considerada mais adequada pela indústria para veículos pesados. Segundo os fabricantes, o consumo de combustível e desempenho desses motores é melhor. O Arla 32, por sua vez, é um líquido incolor altamente purificado, que contém água desmineralizada e 32,5% de ureia automotiva. Quando é injetado no catalisador, o produto provoca uma reação química que anula os gases tóxicos. O que sai pelo escapamento é vapor de água e nitrogênio, ambos inofensivos ao meio ambiente.


Arla adulterado ou de má qualidade danifica o catalisador Além da fraude eletrônica no sistema, há casos em que o problema está no próprio Arla, que pode ser de má qualidade ou adulterado. Seja como for, o produto fora das especificações técnicas pode resultar em multa por estar em desacordo com os limites e as exigências ambientais previstos na legislação. E pode sobrar para o carreteiro, mesmo ele sendo empregado. “O proprietário do veículo pode dizer que o culpado é o motorista, que teria colocado o Arla errado”, diz Elcio Luiz

Farah, Diretor Adjunto da Afeevas (Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul). O prejuízo não para aí. Se der a sorte de não ser flagrado em alguma fiscalização, o carreteiro ou transportador que usa Arla “batizado” vai perder o catalisador. Rapidamente, o reagente irregular forma cristais que entopem e danificam a peça. “Nós temos relato de campo de catalisadores que apresentaram falha com apenas 2 mil quilômetros”, diz Alexandre Pizzolatto, gerente de engenharia da Cummins Emission Solutions. Em condições normais de uso, o catalisador é construído para durar tanto quanto o motor. Ele é blindado e não tem conserto, a solução, segundo Alexandre, é trocar, ao preço de cerca de R$ 20 mil. Existem reagentes químicos que podem revelar se o Arla é bom ou não. A própria Cummins está desenvolvendo um kit para teste, mas dicas simples podem ajudar na compra de um produto de boa qualidade. Uma delas é desconfiar do preço barato demais. Outra é procurar o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). Conferir se a tampa da embalagem está lacrada também pode ajudar a evitar a compra de um produto batizado ou de baixa qualidade. O cenário econômico é de crise. Atualmente há uma defasagem de 10,14% entre os fretes praticados e os custos efetivos da atividade, segundo estudo da NTC&Logística. Neste ambiente o transportador busca meios para reduzir os custos. Isso faz parte do negócio, mas perante a Lei, nada justifica o crime. www.ocarreteiro.com.br

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LANÇAMENTO

CHEGOU A NOVA LINHA CARGO AUTOMATIZADA

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Componente que aumenta o conforto do motorista e possibilita direção mais econômica e segura está presente em seis novos modelos já disponíveis nos distribuidores Ford de todo o Brasil

João Geraldo

FOTOS Divulgação

POR

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LANÇAMENTO

O

s novos caminhões da família Ford Cargo, já disponível em toda rede de distribuidores da marca instalada no Brasil, chega a 34 modelos, mas a grande novidade fica por conta das versões equipadas com caixa de câmbio automatizada. Denominada de Torqshift, trata-se de caixas de câmbio automatizadas produzidas pela Eaton e presentes em seis novos Ford Cargo que atendem os segmentos de caminhões médios e pesados. Essa transmissão é disponibilizada em três diferentes versões, as quais incorporam características apropriadas para a aplicação do veículo. Os modelos da linha Cargo que receberam a transmissão Torqshift é formada pelos modelos Cargo 1723 Torqshift, Cargo 1723 Kolector Torqshift, Cargo 1729R Torqshift, Cargo 2429 6x2 Torqshift, Cargo 1729T Torqshift e Cargo 1933T Torqshift com suspensão a ar. Ao dirigir cada um dos novos veículos durante o lançamento - todos carre-

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Câmbio automatizado do novo Ford Cargo tornou o veículo mais fácil de ser conduzido e a dirigibilidade igual a de um automóvel de passeio

gados no respectivo peso de balança - foi possível notar que a montadora conseguiu chegar a um trem de força bem equalizado, que vão proporcionar conforto aos motoristas. Todas as versões têm assistente de rampa. Os caminhões Cargo 1723, Cargo 1729 e Cargo 2429 saem de fábrica com transmissão automatizada de 10 marchas e reduzida de 17,04:1; em-


Mais confortáveis e seguros, os novos modelos da linha Torqshift, oferecem garantia de dois anos e preços competitivos

breagem de 395 mm e disco com revestimento sinterizado de cerâmica. Já o 1723 Kolector conta com a caixa Torqshift de 10 velocidades para aplicações severas – como a coleta de resíduos - que exigem intensa troca de marchas. Esta unidade tem reduzida de 15,28:1 e duas relações de ré (14,12:1 e 4,00:1), com super-reduzida, para vencer ladeiras íngremes. O Cargo 1933, por sua vez, é equipado com suspensão a ar e a caixa de transmissão Torqshift de 16 velocidades e reduzida de 17,64:1, além de duas relações de ré (17,64:1 e 14,91:1). A embreagem deste modelo conta com dois discos cerâmicos. João Filho, chefe do departamento de engenharia da Ford, destaca que essa característica aumenta a durabilidade do componente. Flávio Costa, gerente de marketing de caminhões, acrescenta que a suspensão a ar do Cargo 1933 é es-

sencial para o transporte de produtos frágeis, além de melhorar o conforto para o motorista e a dirigibilidade. “Além de banco extra conforto, a cabine-leito do Cargo 1933T conta com uma das maiores camas do mercado”, adiciona. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS NOVOS MODELO Cargo 1723 Torqshift - Modelo médio, equipado com motor Cummins ISB 6.7, de seis cilindros, potência de 230 cv e torque de 821 Nm. É um caminhão com PBT de 16.000 kg e capacidade máxima de tração de 32.000 kg, que se destaca pela eficiência e durabilidade. O modelo tem distância entre-eixos de 4.800 mm e é indicado para aplicações como entrega fracionada, tanque, “milk run”, carga seca, bebidas, gás, basculante, caçamba tipo brooks, furgão de alumínio, furgão www.ocarreteiro.com.br

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LANÇAMENTO lonado e frigorífico. Dispõe também da opção da cabine leito para aplicações rodoviárias Cargo 1723 Kolector Torqshift - De acordo com a engenharia da Ford, este caminhão chega praticamente pronto para implementação como coletor/compactador, com o conforto e economia. “Suas duas relações de ré (14,12:1 e 4,00:1), com super-reduzida, contribuem para garantir ótimo desempenho tanto em pista plana como em ladeiras íngremes”, acrescenta João Filho. Este caminhão tem PBT de 16.800 kg, ou 23.000 kg com terceiro eixo instalado de fábrica, e já vem com chassi reforçado, eixo traseiro de simples redução, tomada de força traseira, suspensão com feixe de molas alto e reforçado, escapamento vertical, para-choque estreito e protetor do radiador. O veículo tem ainda como características as câmaras de freio traseiras tipo pistão com lonas reforçadas; manete de freio no painel para auxílio na partida em rampa, controle manual de aceleração e bancos revestidos em vinil. Seu motor Cummins 6.7 L, de 230 cv, atinge o torque máximo de 821 Nm a 1.100 rpm. O modelo é disponível em duas opções de distâncias entre-eixos, de 4.340 e 4.800 mm, as quais permitem trabalhar com as diferentes opções de compactadores disponíveis no mercado. Cargo 1729R Torqshift – Este modelo médio da linha Cargo, disponível com cabines simples e leito, tem PBT de 16.000 kg e capacidade máxima de tração de 38.000 kg. Seu motor é Cummins ISB 6.7 de seis cilindros que desenvolve potência de 28 O CARRETEIRO

290 cv e torque de 951 Nm com a nova transmissão automatizada de 10 marchas. O modelo é indicado para aplicações como entrega fracionada, tanque, “milk run”, carga seca, bebidas, gás, basculante, caçamba tipo brooks, furgão de alumínio, furgão lonado e frigorífico. Cargo 2429 6x2 Torqshift - Equipado com terceiro eixo, e PBT de 23 toneladas, o modelo tem capacidade máxima de tração de 38.000 e se destaca como o carro-chefe da nova linha de caminhões automatizados da Ford. O veículo oferece dois anos de garantia e chega ao mercado com o preço de referência de R$220.000 na versão cabine simples e de R$228.000 na versão lei-

Cavalo-mecânico Cargo 1933 automatizado é equipado com motor Cummins de 9 litros e seis cilindros, suspensão a ar e caixa de câmbio de 16 velocidades


to. Antônio Baltar, gerente geral de vendas e marketing de caminhões da Ford do Brasil, destaca que se trata do preço mais competitivo nesta categoria de caminhões. Equipado com motor Cummins IBS 6.7 de seis cilindros de 290 cv e torque de 951 Nm, o Cargo 2429 6X2 é indicado para o transporte em médias e longas distâncias com diversos tipos de implementos (basculante, furgão lonado, tanque, baú isotérmico, de alumínio, frigorífico e carga seca). A Ford disponibiliza o veículo nas versões de cabine simples ou leito. Cargo 1729T Torqshift – Trata-se de um um cavalo-mecânico com cabine leito e capacidade máxima de tração de 38.000 kg. Indicado para

aplicações como entrega fracionada, tanque, “milk run”, carga seca, bebidas, gás, basculante, caçamba tipo brooks, furgão de alumínio, furgão lonado e frigorífico. Seu motor é o Cummins ISB 6.7 de 290 cv e torque de 951 Nm. Cargo 1933T Torqshift – Equipado com transmissão automatizada de 16 velocidades, trata-se de um cavalo-mecânico é indicado para o transporte com semirreboque de três eixos, em médias e longas distâncias. Sua capacidade máxima de é de 45.150 kg. Este modelo tem suspensão pneumática “full air”. O motor Cummins ISL 8.9 de seis cilindros tem potência de 334 cv e torque de 1.300 Nm.

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PROFISSÃO

MOMENTO DE TURBULÊNCIAS Na estrada, a crença é de que um dia a situação comece a melhorar, a questão é quando e como viver do caminhão até que isso venha a acontecer. Quem trabalha na rota internacional tem esperança de que mudanças na política e na economia da Argentina reflitam no setor

POR Evilazio de Oliveira

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om o setor industrial praticamente parado, custos em alta permanente e fretes estagnados, carreteiros autônomos e pequenos empresários ficaram sem mercadorias para transportar. Enfim, o ano passado andou para trás. E, conforme previsão de analistas políticos e econômicos, 2016 vai ser igual ou pior do que 2015. No trecho, para demonstrar que quem dirige caminhão é valente e crê no futuro, ainda há certo otimismo e esperança de melhora, embora sem saber ao certo quando. Na opinião da gerente de Assuntos Internacionais da ABTI (As-

sociação Brasileira de Transportes Internacionais), Gladys Vinci, apesar das promessas do novo presidente da Argentina em retomar as atividades comerciais com o Brasil e de um forte impulso à indústria nacional, o setor do transporte rodoviário de cargas ainda terá aspectos negativos em 2016. Ela lembra o pessimismo no setor empresarial com o governo da presidente Dilma Rousseff e que agora se manifesta com muita intensidade, levando a crer que este ano já está comprometido. Gladys Vinci acrescenta que para haver tranquilidade e possibilidade de crescimento da economia é

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PROFISSÃO

Para que haja tranquilidade e possibilidade de crescimento do País é preciso que o Governo tenha credibilidade, reforça Gladys Vinci, gerente da ABTI

preciso que o governo tenha credibilidade, por isso acredita que o País só vai voltar a crescer quando houver ética na política, nos negócios e no governo. Explica que o setor de transporte internacional evidentemente se ressentiu muito da crise que afeta Brasil e Argentina, os principais atores comerciais do Mercosul. Ela destaca que, ao menos no caso da Argentina, já existe uma renovação e promessas que são recebidas com muito otimismo pelo empresariado. Mas, adverte que nada será em curto prazo. No início do ano passado, José Aldo Regazzon tinha quatro caminhões atuando. No transporte in32 O CARRETEIRO

ternacional, mas com agravamento da crise atingindo o setor de transportes de cargas teve de vender um. Ele, que é presidente da Cootrafol (Cooperativa Mista de Transportes de Cargas Nacional e Internacional da Fronteira Oeste), em Uruguaiana/RS, agora encontra-se um pouco mais otimista e planeja comprar um bruto seminovo e iniciar o ano trabalhando a pleno. Regazzon acredita que as perspectivas para o futuro são boas, principalmente pelas mudanças políticas e econômicas que estão sendo feitas na Argentina pelo presidente Macri e os inevitáveis reflexos no transporte internacional de cargas. Segundo ele, quem superou a crise de 2015 vai deslanchar em 2016. Destaca que o desemprego no setor de transporte atingiu mais de 40 por cento dos trabalhadores e acentuada redução da frota. Ao mesmo tempo, estima que houve um crescimento de cerca de 20 por cento no número de autônomos. A explicação é que com o agravamento da crise, motoristas que trabalhavam como empregados - e seriam dispensados - acabaram comprando os caminhões dos patrões e usando como pagamento os valores que receberiam como “indenização ou parte da indenização”. Portanto, continuaram trabalhando por conta própria. Regazzon diz que para muitos motoristas não foi um bom negócio, mesmo assim acredita que as coisas estão se acomodando e o Brasil voltará a crescer num prazo relativamente curto.


Mudanças políticas e econômicas na Argentina trazem boas perspectivas para o futuro do transporte de cargas internacional, avalia José Aldo Regazzon

Mais realista, o carreteiro Antônio Lusardo da Rosa Nunes acredita que a situação da economia e do transporte rodoviário de cargas ainda vai piorar em 2016, principalmente pelos aumentos de impostos e redução na safra de arroz no Rio Grande do Sul em razão do excesso de chuvas”. Com 54 anos de idade e 34 anos de profissão, Nunes trabalha atualmente ao volante de um caminhão ano 88 e viaja apenas dentro do Estado. Diz que desistiu do transporte internacional e das viagens mais longas, mesmo sendo dentro do Brasil, em razão dos altos custos. “É a tal história de trocar seis por meia dúzia, ou apenas trocar dinheiro”, afirma.

Ressalta que no futuro pode ser que alguma coisa mude, mas vai demorar. Enquanto isso, o autônomo precisa trabalhar mais e ir se equilibrando para pagar as contas e ao menos manter o crédito para alguma emergência. Além disso, conservando o caminhão com muita economia e fazendo reparos ou substituição de componentes mecânicos somente quando for realmente necessário. “A crise tá feia”, resume. O carreteiro Tabajara Schettert Spacsek, por sua vez, tem bastante experiência em enfrentar dificuldades e superá-las. Natural de Cruz Alta/RS, com 74 anos de idade e 56 anos de estrada, continua trabalhando e disposto a enfrentar as atuais turbulências econômicas. Reconhece que tudo es-

A redução da safra de arroz no Rio Grande do Sul, devido ao excesso de chuvas, ajuda a piorar a situação, destaca o carreteiro Antonio Lusardo Rosa www.ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO tá muito difícil, os custos de manutenção são altos e os fretes totalmente defasados. Por isso, planeja trocar o seu caminhão toco ano 81 por outro mais novo e trucado. Assim poderá aumentar a capacidade de transporte de grãos da lavoura para os silos, atividade que desenvolve há 40 anos para a mesma empresa, em Uruguaiana/RS. Questionado se é o momento de fazer a troca do caminhão, ele responde que sim, porque é preciso estar atualizado e não correr o risco de ser multado por excesso de peso. Tabajara diz que tem algumas economias. Pretende vender o carro e se for preciso pega um empréstimo no banco para trocar de bruto. Lembra que as paixões da sua vida são caminhões, estrada e agora o neto Miguel.

Aos 74 anos de idade, o autônomo Tabajara Schettert Spacsek pretende trocar de caminhão para aumentar sua capacidade de transporte de grãos

34 O CARRETEIRO

Juliano Rodrigues lembra que muita gente deixou de trabalhar com caminhão em 2015, mas a situação hoje está mais difícil ainda para quem vive do transporte

E quanto à esperança de melhoras, é enfático em dizer que pior do que está não pode ficar. O estradeiro Juliano Rodrigues de Almeida, 31 anos de idade e 12 de profissão viaja entre Brasil, Argentina e Chile ao volante de um caminhão ano 2007. Ele lembra que em 2015 a crise foi terrível e levou muita gente a desistir de trabalhar com caminhão, na esperança de encontrar alternativas de trabalho. Mesmo admitindo ser otimista por natureza, vê com preocupação o futuro do País e, consequentemente, do transporte de cargas. “A situação está muito difícil, tudo muito caro, estamos trocando dinheiro e sem nenhum lucro no final do mês”, finaliza.


8 DE MARÇO: DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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mês de março traz uma data especial, o Dia Internacional da Mulher. Para além da celebração, é preciso que cada cidadão promova a igualdade de direitos para as mulheres no seu cotidiano, dividindo as tarefas do lar, do mercado de trabalho, ofertando salários iguais e, em especial, proporcionando uma vida sem violência física e verbal. Desde 1975, quando o Dia Internacional da Mulher foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) as mulheres seguem em situação de diferença de direitos diante dos homens. Ocupando a mesma função, mulheres recebem salários em média 17% menores que os homens. Isso significa uma renda menor para a família, menos dinheiro para alimentação, lazer e educação, restringindo a realização de desejos e

sonhos dos filhos. As mulheres e meninas seguem as maiores vitimas da violência física e verbal, 56% dos homens admitem que já cometeram alguma dessas formas de agressão. Dados das “Percepções do Homem sobre a Violência Contra a Mulher” (Data Popular/Instituto Avon 2013). Se em algum momento da vida, uma menina foi tratada com violência e, ela precisou sair de casa, se deparando com a exploração sexual, os profissionais do asfalto podem protegê-la, enquanto agentes de proteção e mudar essa estória. Por isso, ao ver uma criança ou adolescentes em situação de risco Disque 100! Por isso valorize e promova a igualdade para a sua “Cristal”, mãe, irmã e filha, enfim, as mulheres da sua vida!

Para saber mais, acesse: Childhood Brasil www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa www.namaocerta.org.br www.ocarreteiro.com.br

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O CARRETEIRO

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POLÍTICA

O POVO NAS RUAS Pessoas de diferentes classes sociais saíram às ruas para pedir o impeachment da presidente da república Dilma Rousseff e o fim da corrupção no País

POR João Geraldo

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omingo, 13 de março de 2016, vai ficar marcado na história como o dia em que aconteceu a maior manifestação da história do Brasil. O povo saiu às ruas para pedir mudanças na condução da economia e da política, num movimento que aconteceu em mais de 300 cidades de 26 Estados e o Distrito Federal. Segundo a Polícia Militar, mais de 3,5 milhões de pessoas participaram dos protestos, mas na conta dos organizadores o número de manifestantes chegou a 6,9 milhões, cuja maioria

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vestiu as cores da bandeira brasileira, como sinal de patriotismo. Os manifestantes foram às ruas num momento em que o Brasil está praticamente parado e enfrenta forte recessão que tem causado queda na produção de bens. O desemprego está aumentando, os juros altos e o País perdendo a credibilidade diante da comunidade internacional, entre outros males. Diante dos acontecimentos, a maior parte da população brasileira sente hoje total falta de confiança na capacidade do atual governo em corri-


gir os rumos da economia, da política e fazer as mudanças necessárias para que o País volte a crescer e a se modernizar. O setor do transporte rodoviário de cargas, por exemplo - tido como um dos termômetros da economia encontra-se fortemente afetado pela crise. O impacto atingiu em cheio também a indústria de caminhões, a qual amargou retração nas vendas de 47,7% em 2015 e continua em queda, resultando em redução da produção e demissões de empregados. Com isso, as empresas fornecedoras de componentes também se viram obrigadas a seguir pelo mesmo caminho. Os problemas na economia e na política se tornam mais graves ainda pela constatação do envolvimento de políticos e empresários em atos considerados ilícitos, conforme tem apurado a Polícia Federal através de operações como a Lava-Jato e outras em curso. Constatações de pagamentos e desvios de grandes somas em dinheiro estão entre os fatos que

contribuíram para acirrar a revolta da população. Por conta disso, e outras informações de relevância, inclusive através de delação premiada, motivaram milhões de pessoas ir às ruas para pedir também e, principalmente, a saída do cargo da presidente da República, Dilma Rousseff; o fim da corrupção em curso no Brasil e a prisão de pessoas investigadas sob suspeita de terem sido beneficiadas por empreiteiras e outras empresas, enquanto ocupava o cargo de presidente da república. Numa demonstração de civilidade e respeito à ordem, em todos os pontos do País, as manifestações transcorreram de forma pacífica, sem confrontos ou enfrentamentos entre simpatizantes de diferentes partidos ou com agentes de segurança. O movimento, que aconteceu de forma pacífica e dentro das regras da democracia, sinalizou mais uma vez que o povo brasileiro quer de fato mudanças e tem esperança de um futuro melhor. www.ocarreteiro.com.br

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FOTO Divulgação

MERCADO

QUEDA NAS VENDAS E LIDERANÇA Apesar da retração do mercado superior a 60% nas vendas de caminhões pesados, a Volvo encerrou 2015 na liderança do segmento e vai continuar investindo em novos produtos e soluções, afirmou o presidente do grupo na América Latina

POR João Geraldo

40 O CARRETEIRO


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pesar da queda nas vendas de 47,7% somando todo o setor de veículos comerciais dos semileves aos extrapesados, e de encarar 2016 como um ano mais desafiador ainda, o presidente do Grupo Volvo na América Latina, Carlos Morassutti, disse que a empresa continuará a investir em novos produtos e soluções que contribuam com o negócio do transporte rodoviário no Brasil e países da região. “O País é muito grande, sempre superou suas dificuldades”, adicionou o executivo. A companhia encerrou o ano de 2015 com 8.349 caminhões emplacados das linhas VM, FM e FH, volume 57,7% abaixo das 19.732 unidades registradas em 2014. Apesar da queda, Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo do Brasil, avalia que dentro do quadro que 2015 apresentou para o setor de caminhões, a empresa obteve resultado satisfatório ao manter a liderança do segmento de pesados, com 29,6% de participação. “Foi um ano bastante restritivo, mas conseguimos bom desempenho devido à alta qualidade de nossos produtos”, disse. Fedalto referiu-se ao licenciamento de 5.518 caminhões pesados durante 2015. Conforme havia destacado, este volume é quase um terço do total de 18.663 unidades emplacadas por todas as marcas juntas ano passado, e que garantiu à marca 29,6% de participação no segmento. Apesar de se manter na liderança, a retração para a marca entre os pesados chegou a 60,6%, considerando que em 2014 a empresa emplacou 14.039 unidades do segmento.

A queda de vendas de caminhões em geral no ano passado chegou a 47,7%, sendo o recuo maior dos pesados, que chegou a 60,7%. Somando os modelos das categorias caminhões semileves, leves, médios, semipesados e pesados, em 2015 foram emplacadas 71.655 contra 137.059 em 2014. Pelas expectativas de Bernardo Fedalto, 2016 não será ainda melhor que o ano passado, podendo haver inclusive uma retração de até 15%. O executivo destacou ainda que na linha de semipesados, representada por modelos da linha VM, a empresa entregou 2.831 veículos e obteve participação de 12,3%, contra 12,6% no ano passado. Outro destaque da empresa citado por Fedalto, além da liderança no mercado de caminhões pesados é o fato de o modelo FH 460 ter sido o modelo pesado – acima de 40 toneladas – mais vendido durante o ano passado.

Continuaremos a investir em novos produtos que contribuam com o negócio do transporte rodoviário, afirma Carlos Morassuti, presidente do Grupo Volvo América Latina www.ocarreteiro.com.br

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DISTRIBUIÇÃO

FOTO Divulgação

NATUREZA URBANA

Espaço de 15 metros cúbicos para carga e capacidade para o transporte de até 1.225 quilos de carga são características do novo furgão da Mercedes-Benz Vito, que chegou ao mercado brasileiro para ser um dos modelos mais competitivos na aplicação urbana, seja na distribuição de diferentes tipos de mercadorias ou variadas atividades que possam utilizar um veículo de seu porte

POR João Geraldo

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Mercedes-Benz está apostando na versatilidade do furgão Vito 111 CDI como o veículo ideal para diversas aplicações, principalmente naquelas em que os modelos Sprinter encontram restrições de largura e altura por serem de maior porte. A montadora vê um grande leque de aplicações para o Vito, que está sendo indicado para transpor44 O CARRETEIRO

tadores autônomos e também micro, pequenas e médias empresas, além de outros tipos de empreendedores. À venda no mercado brasileiro desde dezembro passado, o furgão Vito tem sido destacado pela Mercedes-Benz como um veículo diferenciado para muitas aplicações de distribuição de carga em áreas urbanas e também de variados tipos serviços com o veículo transfor-


mado. Ana Paula Teixeira, gerente de marketing, produto vans Brasil, justifica que o veículo reúne vários atributos que garantem maior rentabilidade para o comprador, tais como versatilidade, segurança, conforto, design e tecnologia do Vito como diferenciais que podem trazer vantagens para o cliente. Outros detalhes do veículo estão no motor diesel de 114cv de potência e caixa de câmbio com seis velocidades, largura de 2,25metros (incluindo os espelhos) direção elétrica, abertura de 961mm da porta de carga e diâmetro de giro do volante de 12,9 metros. Na parte de segurança, especificamente, o Vito conta com Sistema ESP, Air-bags duplos, assistente de rampa e monitoramento de cansaço do motorista, assistente de vento lateral e diversos outros itens. De acordo com Ana Paula, os clientes ouvidos pela empresa durante clínica realizada com o furgão Vito destacaram que uma das van-

tagens do Vito é que ele consegue substituir até três veículos de carga de pequeno porte nos serviços de entrega. O Vito começou a ser comercializado em dezembro de 2015, mês em que foram vendidas 115 unidades. Por parte do pessoal de vendas da Mercedes-Benz, há também a expectativa de que o modelo ajude a recuperar clientes da marca que mudaram para produtos de outros fabricantes porque suas aplicações não comportam veículos do porte da Sprinter. Produzido na Argentina, na mesma fábrica de onde sai os modelos Sprinter, o Vito está sendo oferecido no mercado brasileiro pelo preço de R$ 104.980,00, sem aparelho de ar-condicionado. Com opção de ar-condicionado, são acrescidos R$ 5.000,00 ao preço. O veículo pode ser adquirido por financiamento ou consórcio e conta com pacotes de manutenção, seguros e atendimento Mercedes-Benz Assistance.

FICHA TÉCNICA Distância entre eixos................................................................................................................ 3.200 mm Comprimento total................................................................................................................... 5.140 mm Altura do veículo descarregado................................................................................................. 1.910 mm Vão da porta traseira (altura e largura)............................................................................. 1.261 x 1.391mm Vão da porta lateral (altura e largura).................................................................................. 1.252 x 961mm Altura interna da área de carga................................................................................................... 1.391 mm Comprimento da área de carga.................................................................................................. 2.831 mm Largura interior máxima da área de carga.................................................................................... 1.695 mm Volume da área de carga.................................................................................................................... 6m³ Balanço dianteiro/traseiro.............................................................................................. 895/1.045mm Pesos admissíveis Eixo dianteiro/traseiro................................................................................................... 1.550/1.550 kg Peso Bruto Total......................................................................................................................... 3.050 kg Peso em ordem de marcha Eixo dianteiro/traseiro...................................................................................................... 1.045/780 kg Carga útil.................................................................................................................................. 1.225 kg www.ocarreteiro.com.br

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F-TRUCK

ANO COMEÇA COM VITÓRIA DA VOLKSWAGEN Felipe Giaffone, piloto do Volkswagen Constellation número 4 da equipe RM Competições, venceu de ponta a ponta a primeira corrida da temporada 2016 e abre a perspectiva de mais um campeonato de grandes disputas na pista

POR João Geraldo FOTOS Luciana Flores

48 O CARRETEIRO


F

elipe Giaffone, que não havia vencido ainda no autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul/RS, abriu o campeonato de 2016 com o primeiro lugar no pódio em uma corrida que ele dominou de ponta a ponta. Seu principal adversário na etapa, o também paulista Paulo Salustiano, vencedor da etapa no ano passado representou uma ameaça da primeira à última volta, em uma corrida que teve como destaque a estreia dos pneus Pirelli na categoria, cujo desempenho agradou bastante aos pilotos. A corrida foi bastante disputada, uma das mais movimentadas na písta nos últimos anos, como se os pilotos estivessem mais motivados a sair da prova com um bom resultado, independente do momento difícil pelo qual atravessa o País e que afetou todos os setores e, por consequência, redução de investimentos na categoria.

Giaffone, que ocupou o primeiro lugar no grid, não deu espaço para Paulo Salustiano, que na largada pulou da terceira para a segunda posição e não poupou esforços para tentar assumir a liderança e vencer novamente, como em 2015. Mas isso não aconteceu, porque Giaffone segurou a primeira posição até receber a bandeirada final após as duas fases da etapa. A corrida trouxe bastante emoção para o público, pois momentos após ter sido dada a largada, explodiu a turbina do caminhão de Régis Boessio provocando uma enorme nuvem de fumaça, mas a prova não chegou a ser interrompida. Salustiano, por sua vez, além de tentar passar Giaffone, tinha de se preocupar com Adalberto Jardim, que vinha forte na terceira posição. Já o atual campeão da Fórmula Truck, Leandro Totti, ocupava o quarwww.ocarreteiro.com.br

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F-TRUCK to lugar, de forma surpreendente, pois estava estreando um caminhão novo que ele e sua nova equipe vinham preparando há pouco mais de um mês. Outro fato, a pancada do estreante Joel Mendes Júnior na barreira de pneus, na Curva 3, provocou a primeira interrupção da corrida, por cinco minutos. O acidente aconteceu na oitava volta, quatro antes do encerramento da primeira fase. A relargada para a parte final começou como havia terminado: com forte disputa em vários setores da pista e como na primeira parte, Giaffone não conseguiu se ver livre de Paulo Salustiano. O paranaense Diogo Pachenki, que também estava no primeiro grupo, balançava seu caminhão de um lado para outro tentando achar espaço para fazer a ultrapassagem sobre Totti. No fechamento da segunda volta, os

50 O CARRETEIRO

quatro caminhões entraram juntos na Curva 1 (final da reta dos boxes), tal era o nível da disputa. Logo em seguida o caminhão de Totti ficou lento levando-o a perder a posição para Pachenki e logo em seguida para Adalberto Jardim. Ele foi para o boxe e abandonou a prova devido avaria na caixa de direção. “Comecei a sentir o problema na primeira parte da corrida. Depois que perdeu todo o óleo hidráulico começou a travar e ficar perigoso, por isso resolvi parar. Mas estou feliz com os resultados obtidos nesta primeira corrida com o caminhão”, disse. Na volta seguinte, o caminhão de Wellington Cirino se transformou numa imensa bola de fogo com a explosão da turbina. O piloto disse que o fogo chegou a entrar pela janela, mas felizmente ele nada sofreu, além do susto. A corrida sofreu nova interrupção.


Na relargada, quando restavam apenas oito minutos para a bandeirada final, os caminhões de Felipe Giaffone e de Paulo Salustiano se tocaram. Como resultado, parte da carenagem do lado direto do Volkswagen de Giaffone ficou pendurada, mas ele se manteve na liderança. Esta situação se manteve por duas ou três voltas até o pedaço do caminhão cair na pista e ser retirado rapidamente por um fiscal, antes de provocar qualquer dano a outro piloto. Na 10ª volta Giaffone concluiu sua vitória em Santa Cruz. RESULTADO CARRIDA – 1º Felipe Giaffone (Volkswagen, 2º Paulo Salustiano (Mercedes), 3º Diogo Pachenki (Mercedes), 4º André Marques (Volkswagen), 5º Adalberto Jardim (Volkswagen), 6º David Muffato (MAN), 7º Débora Rodrigues (Volkswagen), 8º Raijan Mascarello (Mercedes), 9º Alex Fabiano (Volvo), 10º Felipe Tozzo (Iveco), 11º Gustavo Magnabosco (Mercedes), 12º Roberval Andrade (Scania), 13º Wellington Cirino

(Mercedes), 14º Leandro Totti (Volvo), 15º Beto Monteiro (Iveco).

CAMPEONATO DE PILOTOS

NOME 1º Felipe Giaffone 2º Paulo Salustiano 3º Diogo Pachenki 4º André Marques Adalberto Jardim 6º David Muffato 7º Raijan Mascarello 8º Gustavo Magnabosco Débora Rodrigues 10º Alex Fabiano 11º Leandro Totti

CAMPEONATO DE MARCAS NOME 1º MAN Latin America 2º Mercedes-Benz 3º Volvo 4º Iveco 5º Scania 5º Ford

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QTD. 52 45 38 32 32 27 26 25 24 21 20

QTD. 84 82 41 28 17 0 51


RETROVISOR

NÃO COMPRE DIESEL POR ENGANO No final da era dos caminhões a gasolina, fabricante publicava anúncio defendendo as vantagens do motor a gasolina para certas aplicações e destacava o menor preço do veículo como um dos principais diferenciais

POR

52 O CARRETEIRO

João Geraldo


FOTO Arquivo

O

curioso título acima refere-se a um anúncio de página dupla da Chevrolet publicado na edição número 19 da Revista O Carreteiro, em setembro de 1973. Em outro anúncio, de março do mesmo ano, a propaganda dizia “não pague 32% a mais por um caminhão diesel, se você não tiver certeza de que precisa de um caminhão diesel”. As peças publicitárias - veiculadas num período de transição dos caminhões com motor a gasolina para o diesel - tinham como objetivo mostrar aos leitores as vantagens de operar com caminhão equipado com motor a gasolina em certas aplicações.

A publicidade destacava que a fabricante – a General Motors - nada tinha contra os veículos de carga com motor diesel, inclusive porque ela também os fabricava, mas dizia claramente: “os caminhões diesel não eram a resposta para todos os problemas do transporte, como se apregoa por aí”. Na sequência, lia-se o seguinte: “este anúncio pretende vender as utilizações de um caminhão a gasolina e, sem falsa modéstia, a do melhor caminhão a gasolina fabricado neste País, o Chevrolet C-60. Um caminhão que começa a dizer a que veio pelo seu custo inicial: 32% mais barato do que o próprio Chevrolet diesel e 66% abaixo do custo inicial de um Mercedes-Benz L-1113”. Como se tratava de um texto longo, a esta altura o leitor era convidado a ler o anúncio até o fim antes e fechar a primeira parte do anúncio fazendo a seguinte advertência: “não compre um diesel por engano, este engano pode sair bem caro". A primeira justificativa para o transportador comprar um caminhão a gasolina dizia que o produto garantia um custo inicial e operacional mais baixo do que qualquer diesel desde que a quilometragem mensal rodada pelo veículo não excedesse 5 mil km, em percursos diários de 100 a 500 km. “O mesmo acontece no transporte urbano de entregas: gás, bebidas, materiais de construção, coleta de lixo etc”. “Mas não é só isso, prosseguia o anúncio: serviços gerais fazenda; tanque para transporte de líquidos; manutenção e construção de rodovias e ruas; basculantes; transporte de alimentos perecíveis, de malotes, correswww.ocarreteiro.com.br

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RETROVISOR

Anúncio publicado em março de 1973 na revista O Carreteiro procurava mostrar certas vantagens do caminhão com motor a gasolina em relação ao diesel

pondência, jornais e revistas; extração e transporte de madeira; furgões etc são mais algumas aplicações onde um caminhão a gasolina é mais vantajoso do que um diesel”. E arrematava: “Já que o melhor é um caminhão a gasolina, fique com o melhor caminhão a gasolina: Chevrolet C-60". A seguir, o texto falava do motor Chevrolet 261 de seis cilindros em linha e regime de baixa rotação “com

perfeito sistema de refrigeração e carburação”. O anúncio não dizia, mas este motor de 4,28 litros gerava 151cv de potência e caixa de transmissão de 4 velocidades ou 5 marchas opcional. O PBT de 9.300kg podia chegar a 10.700kg, dos quais cerca de 6.000 eram carga líquida. O anúncio dizia também que veículo contava com assistência técnica em mais de 300 concessionários e oficinas autorizadas.

GASOLINA, DIESEL E ÁLCOOL

D

evido ao aumento do petróleo e o subsídio ao diesel, os motores para caminhão movidos a gasolina começaram a deixar de ser produzidos no início dos anos 70. Na ocasião, a General Motors já oferecia o seu caminhão nas duas versões, C e D. O propulsor a diesel de seis cilindros, o 3567,

54 O CARRETEIRO

era produzido pela Perkins. A GM produziu também o D70, modelo com maior capacidade de carga, rodas raiadas e motor com maior potência e terceiro eixo. Em 1980 a montadora chegou a produzir uma outra versão com motor a álcool denomina D60A, mas não teve sucesso.


DICA FEDERAL

FISCALIZAÇÃO EM CAMINHÕES

A

PRF alerta: documentos de porte obrigatório e equipamentos obrigatórios devem estar em dia. Quando o motorista se depara com fiscalizações da PRF em rodovias federais, deve ter sempre em mente que a abordagem é necessária para verificar o cumprimento do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e também para impedir crimes como entrada de armas, drogas e produtos de crimes em geral, além de interromper um possível sequestro em andamento. O condutor de caminhão deve sempre ter em mãos os documentos de porte obrigatório, como a CNH e o CRLV que devem estar dentro do prazo de validade. Além desses documentos, deve portar a nota fiscal, caso o veículo esteja carregado. E em caso de transporte de produto perigoso, mais atenção ainda. É necessário o porte de todos os documentos, e os equipamentos de segurança que o produto transportado exigir. Neste caso, o motorista deve possuir o curso de movimentação operacional de produtos perigosos, conhecido por MOPP, que o habilita para o transporte. Todos os equipamentos de uso obrigatório serão verificados e devem estar de acordo com o exigido pela legislação, exemplo, o tacógrafo deve estar homologado pelo INMETRO e o disco preenchido corretamente com os dados obrigatórios que são: nome

do motorista, a placa do caminhão e a data do dia que o disco foi inserido. Outro item importante são os pneus, os quais devem estar em bom estado de conservação, preservando suas características, pois o estado influencia a ocorrência de acidentes, principalmente em caso de pista molhada, que dificulta a aderência. Os para choques e as dimensões regulamentares dos caminhões também devem estar de acordo com a legislação, pois serão verificados. E, o mais importante: é obrigatório o uso do cinto de segurança para todos os ocupantes. O limite de capacidade de passageiros deve ser respeitado, pois, em uma fiscalização, além da autuação também será necessário o transbordo e o veículo só será liberado com a capacidade permitida, o que pode causar transtornos ao motorista.

Algumas dicas:

- Nunca transporte pessoas em compartimentos de cargas. Além de ser proibido, em caso de acidentes aumentam os riscos de lesões graves e morte. - Durante a noite, e sob chuva, mantenha sempre faróis acesos e todo sistema de iluminação funcionando corretamente. - Vale lembrar que o extintor continua sendo obrigatório para caminhões. Sendo assim, o equipamento deve estar em perfeito funcionamento e dentro da validade. www.ocarreteiro.com.br

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HISTÓRIAS DO ZÉ

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O CARRETEIRO


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CLASSIFICADOS Amigo motorista, você já pode mandar sua mensagem para publicarmos na Revista O Carreteiro também pela nossa página no Facebook: facebook.com/ ocarreteiro e WhatsApp: (11)95428-8803. Não se esqueça de colocar sua cidade e Estado.

Procura-se Amigos da Revista O Carreteiro, sonho reencontrar um amigo. Porém, tenho apenas o primeiro nome dele, Roberto. A última vez que o vi foi em 1990 e ele morava em Ribeirão Preto, a esposa estava grávida de gêmeos. Caros amigos do trecho, se vocês conhecem alguém que se chama Roberto e que atualmente esteja morando em Goiás me avisem. José Eusébio Whatsapp: (11) 97691-5857

Cartas Mando um recado para todos os motoristas que passam na BR 116. No trecho já chegando na Bahia estão ocorrendo muitos assaltos. Cláudio António Pinto Visconde do Rio Branco/MG

"Beijo de mulher casada tem gosto de chumbo."

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS "Chifre é como consórcio, você pode ser sorteado quando menos espera."

Cartas Mando esta mensagem para a Revista O Carreteiro, porque recentemente fiz uma viagem com meu pai e lembrei bastante da minha infância. A revista sempre fez parte desta fase da minha vida. Sou advogada e atualmente moro em Natal/RN. Sou filha de caminhoneiro aposentado. Escrevi para prestigiar meu velho pai, hoje com 66 anos. Lembrei de quando ele transportava produtos em um caminhão Scania no Sudeste do País, e eu, criança, o acompanhava quando podia lendo a revista. Obrigada por ter me incentivado à leitura. Adorava o Zé e seu ajudante, Jesuíno. Recentemente me senti a própria Jesuíno encarando 2.200 Km de estrada com meu velho. Simone Medeiros Mora em Natal/RN

62 O CARRETEIRO

"Quem se vende por dinheiro vale muito menos do que recebe."


Cartas Parabéns a você que mora no caminhão, não tem endereço fixo, é maltratado em porta de cliente. Parabéns a você que chora de saudade quando sai, e de alegria quando volta, que perdeu as contas dos aniversários dos filhos que deixou de ir por causa do trabalho e que ora todos os dias para ter a graça de voltar vivo para casa, que ora para poder ter o direito de levar o pão de cada dia com dignidade para sua casa. Parabém para você que chorou quando fechou as cortinas e deu pernoite em pátio de posto a 2.000 km longe de casa, que já ligou de tão longe e chorou por horas depois de desligar. Parabéns para nós, que transportamos o progresso da nação. Todos os dias são nossos, não temos motivos para comemorar, mas fazemos o que mais amamos: acelerar por todo o nosso País. Tenho orgulho de ser o que eu sou! Aris Lima Fortaleza/CE

"O verdadeiro homem conquista a mesma mulher várias vezes." www.ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Homenagem Agradeço à Deus por ter me dado um pai tão maravilhoso. Há mais de 40 anos meu pai José Rubens Ferreira é, na minha opinião, motorista o melhor que já vi. Admiro muito seu profissionalismo, sua bondade e seu amor à profissão. Parabéns por ser essa pessoa tão especial para todos nós. Sua filha Yara e esposa Neuza. Sorocaba/ SP Por whatsapp

"Pobre é igual a pneu, quando mais trabalha mais liso fica." Gostaria de homenagear meu pai Janildo Pedro Tavares (QRA Valentina), grupo TG-1 PR. Sou muito grato a Deus pela vida do meu pai. Há 30 anos ele roda por todo o Brasil garantindo o sustento da família. Tenho muito orgulho da profissão. Parabéns. Jailson Tavares Sarandi/PR

"Preguiça é o habito de descansar antes de estar cansado." 64 O CARRETEIRO


Bate coração Gostaria de conhecer mulheres acima de 25 anos, que gostem de viajar e queiram um relacionamento sério. Leandro Gomes Fortaleza CE (tel.: 85)9-9123-6024 x_leandro@hotmail.com

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Bate coração Busco uma mulher para ser namorada e futura esposa, com idade entre 25 e 38 anos, não fumante, com ou sem filhos. Estou solteiro e tenho olhos azuis, 1,76m e 78kg. Carlos Eduardo Ribeiro da Silva Ribeirão Preto/SP Tel.: (16) 98209-9977

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Recado Sou fã da Revista O Careteiro, amo caminhão e mando um abraço para todos os amigos da Transp. Metal Ferro. São eles, Maite, Gral, Azzoline, IPD, Don Afonso Chile. Agostinho Santos da Silva (QRA Coelho) Dionísio Cerqueira/SC 66 O CARRETEIRO


Recado Mando um abraço aos meus amigos do trecho Cachorrão, Moranga, Zaca, Urubu, Márcio Chipanzé e Urso. Parabenizo também a Revista O Carreteiro por falar da nossa profissão tão desfalcada nos dias de hoje. Josuel (QRA Capitão) Por Whatsapp

"O bom não é ser importante: o importante é ser bom."

Emprego Tenho 34 anos, ensino médio completo, cursos de Oratória, Informática, Direção Defensiva, Master Drive, Direção Econômica, MOPP. Tenho conhecimento e experiência na área. Hebert Silva Hebertsilva200 @gmail.com Experiência de seis anos, CNH E, curso de MOPP, Direção Defensiva, Combate a Incêndio, Operador de Guindauto, Informática Profissionalizante, Treinamento de H2S e Primeiros Socorros. Ataide Silva de Jesus Alagoinhas/BA ataide1@hotmail.com www.ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Emprego Motorista profissional, CNH Categoria E. Tenho disponibilidade para início imediato. Jose Carlos Raymundo Pires do Rio/DF josecarlosraymundo@ gmail.com Motorista há 21 anos, sendo 11 trabalhando com tanque químico e inflamável; experiência em bitrem e rodotrem (graneleiro e caçamba), ônibus rodoviário (acostumado com rotas longas), tenho cadastro em seguradoras como Pamcary, Buonny , curso MOPP e conhecimento das estradas do Brasil e Mercosul. Jair Francisco de Oliveira Praia Grande/SP Tel.: (13) 99150-1510 (Whats app) Jairoliveira.2012 @hotmail.com

Emprego Carreteiro com 10 anos de experiência, 53 anos de idade, disponibilidade para trabalhar em qualquer região e experiência em viagens por todo o Brasil. Tenho cursos MOPP, Direção Defensiva e Econômica. Luiz Brito da Cruz Itanhaém/SP luizbritocruz @hotmail.com 68 O CARRETEIRO


Recado

Respeite a sinalização de trânsito.

Peço a Deus que dê forças para a família superar a perda insubstituível do nosso amigo 05 QRA Gladiador, que infelizmente nos deixou. Fica aqui a solidariedade do grupo GLA – Grupo Louco Amor, de Eunápolis/BA. Aqui fica o pensamento de toda a família. Descansa em paz meu amigo. Você vai deixar muitas saudades. Renato Cazotti Colatina/ES

"Feliz foi Adão, que não teve sogra nem caminhão." Mando um abraço a toda rapaziada da rodagem. Sou conhecido como Mineirinho e trabalho no transporte de bauxita, em Miraí/MG. Rodrigo Rodrigues Singulane Rodrigues Muriaé/MG Mando um abraço para os colegas que transportam água mineral de Santa Rosa de Viterbo/SP: Ricardo, Roberto, Zanca, Pinheirinho, Coberta, Itamar, Pepim, Santa Fé e Mané. Abraços também para o Adriano, Luciano, Clodoaldo Tigrão, Mortão, Tatão, Allan e Dentinho. Allan Lázaro Santa Rosa de Viterbo/SP

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Roubo Scania Highline R440, branco, placa AYF 6561, engatado em semirreboque graneleiro Librelato, preto. Foi roubado na BR262, entre Bom Despacho/ MG e Nova Serrana/MG. Gratificação de 10 mil. Qualquer informação por favor entrar em contato. Tel.: (48) 9948-0101 / (44) 9167-0185 Recebido por Whatsapp

"Muitos me perseguem, mas poucos me alcançam."

Procura-se Gostaria de encontrar meus compadres, o carreteiro José dos Santos, apelido Cazuza, casado com Gicelia Ferreira dos Santos. A última notícia sobre eles é que estavam morando em Recife/PE. Meu sonho é reencontrá-los, porque isso iria me ajudar muito a diminuir o meu sofrimento por ter perdido meu filho. Informações pelo telefone. Clarinda dos Santos Tel.: (54) 9690-4281 Por: whatsapp

"A estrada da vida não tem acostamento." 70 O CARRETEIRO


Cartas Galera do trecho, atenção quando passarem pela região de Itumbiara e Araponga, no Estado de Minas Gerais, pois o roubo de caminhões aumentou. Abraço a todos os integrantes do grupo GTA (Triângulo da Amizade). Rosemar Godoi (neto Unid. 014) Araguari/MG

"No baralho da vida encontrei apenas uma dama." Gostaria de chamar atenção das autoridades que administram o sistema Imigrantes-Anchieta no que se refere ao policiamento na decida da serra. Sou usuário da estrada há anos e ultimamente vejo muitos absurdos acontecerem. Quando tem policiamento no local a serra fica congestionada. Três companheiros meus já foram assaltados. Também acontecem muitos acidentes que atrasam nossa viagem. Eu mesmo já sofri um acidente por causa de fiscalização desnecessária em vários pontos da serra. Seria interessante que essas condutas fossem revistas. Paulo dos Santos São Vicente/SP www.ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Recado Luiz Roth, parabéns! Nesta data especial, o que mais eu poderia desejar a alguém que faz os meus dias tão bons. Sabe amor, sou muito grata por ter encontrado em você esta verdadeira fonte de virtudes. Me sinto na obrigação de te dizer, mais uma vez, o quanto é importante para mim e o quanto fico feliz de te ver saudável, forte e sempre esperançoso. Que todos os teus desejos se realizem! Tenha a certeza de que eu estarei sempre ao teu lado, principalmente naqueles eventuais momentos de dificuldade, pois eu te amo muito e o melhor presente que posso te dar é a minha dedicação o e o meu mais profundo carinho. Conte sempre comigo e receba um beijo muito carinhoso! Rosileide Silva Fialho Sobral/CE

"Não sou rei, mas gosto de coroa."

Mensagens Não sou caminhoneiro, mas apoio a categoria até o fim. A Revista é “show de bola” tenho alguns exemplares. Maurício R. de Andrade 72

O CARRETEIRO


Whatts app Gostaria de mandar um abraço a meus filhos Matheus e Laura; para minha esposa Viviana, a todos da Ting Transportes, ao grupo Rei da Estrada 038, e para todos os companheiros da estrada. Luiz de Oliveira Monte Mor/SP

"Que Deus lhe dê em dobro tudo o que me desejas. " A Ponte localizada na rodovia BR 367, entre Jacinto/MG e Almenara, ao Sul da Bahia, está completamente destruída e malconservada. É uma vergonha. Éder Jacinto/MG

MANDE SEU RECADO POR CARTA: REVISTA O CARRETEIRO RUA PALACETE DAS ÁGUIAS, 395 VILA ALEXANDRIA SÃO PAULO/SP CEP 04635-021 POR EMAIL:

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TRANSPORTE & ECONOMIA PLANILHA DE CUSTOS OPERACIONAIS CAMINHÕES

SEMILEVES

LEVES

MÉDIOS

CUSTOS FIXOS MENSAIS Depreciação do Veículo

R$ 710,01

R$ 779,04

R$ 1.446,06

Remuneração de Capital

R$ 493,82

R$ 592,75

R$ 974,30

Licenciamento + Seg. Obrigatório + IPVA

R$ 196,88

R$ 237,24

R$ 300,58

Seguro do casco

R$ 544,96

R$ 659,76

R$ 760,25

Despesas com Comunicação TOTAL DOS CUSTOS

R$ 0,00

R$ 0,00

R$ 173,36

R$ 1.945,66

R$ 2.268,78

R$ 3.654,56

CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção

R$ 0,196

R$ 0,210

R$ 0,172

Pneus, câmaras e recapagens

R$ 0,073

R$ 0,091

R$ 0,069

Combustível

R$ 0,463

R$ 0,529

R$ 0,612

ARLA 32

R$ 0,000

R$ 0,000

R$ 0,020

Óleo de carter

R$ 0,009

R$ 0,017

R$ 0,012

Lavagens e graxas

R$ 0,093

R$ 0,009

R$ 0,133

TOTAL DOS CUSTOS

R$ 0,832

R$ 0,123

R$ 1,018

CAMINHÕES

SEMIPESADOS

PESADOS

EXTRAPESADOS

CUSTOS FIXOS MENSAIS Depreciação do Veículo

R$ 1.367,91

R$ 2.142,83

R$ 3.059,30

Remuneração de Capital

R$ 978,67

R$ 1.441,44

R$ 1.795,50

Licenciamento + Seg. Obrigatório + IPVA

R$ 349,38

R$ 549,06

R$ 717,79

Seguro do casco

R$ 738,48

R$ 1.146,04

R$ 1.549,76

Despesas com Comunicação

R$ 173,36

R$ 245,59

R$ 245,59

R$ 3.607,80

R$ 5.524,96

R$ 7.367,95

TOTAL DOS CUSTOS

CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção

R$ 0,202

R$ 0,321

R$ 0,337

Pneus, câmaras e recapagens

R$ 0,168

R$ 0,253

R$ 0,350

Combustível

R$ 0,776

R$ 1,192

R$ 1,337

ARLA 32

R$ 0,022

R$ 0,031

R$ 0,041

Óleo de carter

R$ 0,012

R$ 0,020

R$ 0,021

Lavagens e graxas

R$ 0,114

R$ 0,286

R$ 0,304

TOTAL DOS CUSTOS

R$ 1,294

R$ 2,103

R$ 2,389

74 O CARRETEIRO


TABELA REFERENCIAL DE TRANSPORTE DE CARGA LOTAÇÃO AUTÔNOMOS - CARGA GERAL DISTÂNCIA EM KM

CAMINHÕES LEVES R$/TON

CAMINHÕES MÉDIOS R$/TON

CAMINHÕES SEMI-PESADOS R$/TON

CAMINHÕES PESADOS R$/TON

BITREM 7 EIXOS R$/TON

1 a 50

81,81

42,13

21,79

21,40

20,07

51 a 100

128,17

64,14

33,43

29,37

27,45

101 a 150

174,53

86,16

45,07

37,34

34,83

151 a 200

220,89

108,17

56,72

45,31

42,20

201 a 250

267,25

130,18

68,36

53,28

49,58

251 a 300

313,60

152,19

80,00

61,25

56,96

301 a 400

406,32

196,22

103,28

77,19

71,71

401 a 500

499,03

240,24

126,57

93,13

86,46

501 a 600

591,75

284,27

149,85

109,07

101,21

601 a 700

684,47

328,29

173,14

125,01

115,97

701 a 800

777,18

372,32

196,42

140,95

130,72

801 a 900

869,90

416,34

219,71

156,89

145,47

901 a 1.000

962,61

460,37

242,99

172,83

160,22

1.001 a 1.250

1.194,40

570,43

301,20

212,67

197,11

1.251 a 1.500

1.426,19

680,49

359,41

252,52

233,99

1.501 a 1.750

1.657,98

790,55

417,62

292,37

270,87

1.751 a 2.000

1.889,77

900,61

475,83

332,22

307,75

2.001 a 2.250

2.121,56

1.010,68

534,04

372,07

344,63

2.251 a 2.500

2.353,35

1.120,74

592,25

411,92

381,52

2.501 a 2.750

2.585,14

1.230,80

650,46

451,77

418,40

2.751 a 3.000

2.816,93

1.340,86

708,67

491,62

455,28

3.001 a 3.250

3.048,72

1.450,92

766,88

531,46

492,16

3.251 a 3.500

3.280,50

1.560,99

825,09

571,31

529,04

3.501 a 4.000

3.744,08

1.781,11

941,52

651,01

602,81

4.001 a 4.500

4.207,66

2.001,23

1.057,94

730,71

676,57

4.501 a 5.000

4.671,24

2.221,36

1.174,36

810,41

750,34

5.001 a 5.500

5.134,82

2.441,48

1.290,78

890,10

824,10

5.501 a 6.000

5.598,40

2.661,60

1.407,20

969,80

897,86

NOTA 1: PREÇO DOS INSUMOS - Os cálculos acima tem como base o preço dos insumos pesquisados na região de São Paulo. NOTA 2: FRETE RETORNO VAZIO - Para que seja incluído retorno vazio no preço cobrado, deve-se utilizar os valores das faixas de distância que incluam a ida e volta do caminhão. NOTA 3: TAXAS, GENERALIDADES E SERVIÇOS ADICIONAIS - Os valores na planilha acima não incluem: pedágio e despesas de viagem (alimentação, estadia, chapa, etc), que deverão ser calculados e cobrados à parte. NOTA 4: IMPOSTOS - Os valores na planilha acima incluem PIS E CONFINS. Não incluem, no entanto, ICMS. NOTA 5: LUCRO - Na construção da planilha acima adotou-se, como parâmetro, margem de lucro de 20% Fonte: RLV Soluções Empresariais

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75


MERCADO DE CAMINHÕES LICENCIAMENTO 2016 UNIDADES

3.851

4.417

JAN

JAN-FEV

SEMILEVES Agrale FCA (RAM) Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas

248 0 49 58 33 12 94 2

268 1 71 57 24 41 73 1

516 1 120 115 67 53 167 3

LEVES Agrale CAOA Hyundai Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas

1.048 9 1 242 64 419 310 3

1.092 16 1 195 45 497 336 2

2.140 25 2 437 109 916 646 5

MÉDIOS Agrale Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas

269 2 91 5 96 75 0

435 9 136 10 187 93 0

704 11 227 15 283 168 0

SEMIPESADOS Agrale Ford International Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Scania Volvo Outras empresas

1.110 1 183 2 66 370 339 32 117 0

1.225 2 168 3 77 363 406 53 153 0

2,335 3 351 5 143 733 745 85 270 0

PESADOS DAF Ford International Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Scania Shacman Volvo Outras empresas

1.176 32 20 0 51 134 355 199 0 382 3

1.397 51 48 0 62 239 308 277 0 412 0

2.573 83 68 0 113 373 663 476 0 794 3

TOTAL DE CAMINHÕES

76

O CARRETEIRO

FEV

8.268


RANKING DE CAMINHÕES POR MARCA FEVEREIRO/2016 FABRICANTE

QUANT.

PART.

1.189

31,10%

VW

994

26,00%

FORD%

594

15,54%

VOLVO

499

13,05%

SCANIA

231

6,04%

6º

IVECO

221

5,78%

7º

MAN

40

1,05%

8º

DAF

32

0,84%

9º

1º

M.BENZ

2º 3º 4º 5º

AGRALE

13

0,34%

10º

JMC

3

0,08%

11º

SINOTRUK

3

0,08%

12º

INTERNATIONAL

2

0,05%

13º

FOTON

1

0,03%

14º

HYUNDAI

1

0,03%

ACUMULADO FABRICANTE

QUANT.

PART.

1º

M.BENZ

2.407

29,47%

2º

VW

2.204

26,98%

3º

FORD

1.197

14,65%

4º

VOLVO

1.064

13,02%

5º

SCANIA

559

6,84%

6º

IVECO

441

5,40%

7º

MAN

157

1,92%

8º

DAF

83

1,02%

9º

AGRALE

40

0,49%

10º

INTERNATIONAL

5

0,06%

11º

JMC

4

0,05%

12º

FOTON

3

0,04%

13º

SINOTRUK

3

0,04%

14º

HYUNDAI

2

0,02%

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77


CAMINHÕES NOVOS PREÇO (R$)

MODELO

PREÇO (R$)

8700 – CUMMINS ISF 3.8

142.326,00

DAILY TRUCK 7 TON 70C17 CS 3750

108.796,00

8700 TR (5ª RODA) – CUMMINS ISF 3.8

147.226,00

DAILY TRUCK 7 TON 70C17 CS 4350

110.664,00

10000 – MWM MAXXFORCE 4.8

144.613,00

DAILY 35S14 GRAN FURGONE 3300 H2

98.067,00

14000 - 4X2 – MWM MAXXFORCE 4.8

174.750,00

DAILY 45S17 GRAN FURGONE 3300 H2

110.626,00

14000 - 6X2 – MWM MAXXFORCE 4.8

202.869,00

TECTOR 170E22 ATTACK 4815 4X2 MLC TB

144.484,00

TECTOR 240E22 ATTACK 4815 6X2 MLC TB

163.480,00

DAF XF105 6X2

335.000,00

TECTOR 240E28 5175 6X2 MLL TA

226.930,00

XF105 6X4

TECTOR 240E28 5670 6X2 MLL TA REL. 4,10/5,59

241.317,00

CF85 4X2

355.000,00 285.000,00

TECTOR 260E28 4815 6X4 MLC TB

267.797,00

CF85 6X2

305.000,00

STRALIS 600S40T AT 6X2 TA (OD) EUROTRONIC

350.655,00

STRALIS 600S44T AT 6X2 TA (OD) EUROTRONIC

374.825,00

FORD CARGO 816

121.077,76

MAN

CARGO 1319

158.027,93

VW 5.150E DELIVERY

119.699,00

CARGO 1519

168.851,05

VW 8.160E DELIVERY

137.968,00

CARGO 1719

178.366,66

VW 9.160E DELIVERY

154.160,00

CARGO 1723

188.173,50

VW 13.190 E DC CONSTELLATION (CAB. NORMAL)

182.348,00

CARGO 1723 LEITO

200.588,14

VW 15.190 E DC CONSTELLATION

200.810,00

CARGO 1729 RIGIDO

191.298,54

VW 17.190 E DC CONSTELLATION

206.810,00

CARGO 1933 RÍGIDO

235.030,99

VW 17.280 E DC CONSTELLATION

228.232,00

CARGO 2423

207.412,30

VW 17.330 E DC CONSTELLATION

247.180,00

CARGO 2429

215.059,67

VW 24.280 E DC CONSTELLATION

256.461,00

CARGO 2429 LEITO

229.248,24

VW 24.330 E DC CONSTELLATION

291.116,00

CARGO 2623

239.289,66

VW 26.280 E DC CONSTELLATION

275.582,00

CARGO 2629

245.785,70

VW 31.280 E DC CONSTELLATION

299.417,00

CARGO 3133

291.592,22

VW 31.330 E DC CONSTELLATION

309.515,00

CARGO 1729 CAVALO MEC.

204.134,94

VW 19.330 E DC CONSTELLATION

250.798,00

CARGO 1933 CAVALO MEC.

242.359,15

VW 19.390 E DC CONSTELLATION

320.591,00

CARGO 2042

271.003,34

VW 25.390 E DC CONSTELLATION

327.494,00

CARGO 2842

302.133,21

VW 26.390 E SC CONSTELLATION

360.244,00

VW 31.390 E DC CONSTELLATION

337.381,00 456.953,00

INTERNATIONAL 9800I 6X4

320.000,00

MAN TGX 29.440 6X4

9800I 6X2

300.000,00

MERCEDES-BENZ

DURASTAR EURO III 4X2

190.000,00

ACCELO 815/31

145.005,77

DURASTAR EURO III 6X2

200.000,00

ACCELO 815/37

146.623,06

DURASTAR EURO III 6X4

215.000,00

ACCELO 815/44

148.142,24

ACCELO 1016/31

154.963,67

IVECO DAILY 35S14 CS 3450

87.833,00

ACCELO 1016/37

158.286,97

DAILY 35S14 CS 3750

89.085,00

ACCELO 1316/37

178.228,82

DAILY 45S17 CD 3750

115.307,00

ATRON 1319

179.007,03

78 O CARRETEIRO

Molicar

IVECO

Fonte:

MODELO AGRALE


MODELO

PREÇO (R$)

Molicar Fonte:

MODELO

PREÇO (R$)

SCANIA

MERCEDES-BENZ ATEGO 1419

183.045,69

R 620 LA6X4 RB662

555.400,00

ATRON 2324 6X2

227.109,56

HIGHLINE R440 LA6X2 R885

474.300,00

ATEGO 1719

206.262,29

HIGHLINE 480 LA6X2 R885

486.800,00

ATEGO 1726

220.158,96

HIGHLINE 620 LA6X4 RB662

567.900,00

ATEGO 1729

238.637,40

P 310 CB6X4 RBP735

352.300,00

ATEGO 2426 6X2

244.538,79

G440 CB8X4 RBP835

596.100,00

ATEGO 2430 6X2

267.757,36

G480 CA6X4 RBP835

461.800,00

ATRON 1635S

290.144,22

P 250 DB4X2 R780

279.300,00

AXOR 1933LS

296.809,53

P 250 DB6X2 R780

305.100,00

AXOR 2533 6X2

345.079,14

P 310 DB8X2 R780

346.500,00

AXOR 2036S

322.550,33

HIGHLINE R440 LA6X2 R885

474.300,00

AXOR 2041S

337.127,42

HIGHLINE 480 LA6X2 R885

486.800,00

AXOR 2536S 6X2

340.509,39

HIGHLINE 620 LA6X4 RB662

567.900,00

AXOR 2541S 6X2

371.631,39

P 310 CB6X4 RBP735

352.300,00

AXOR 2544S 6X2

387.858,44

G440 CB8X4 RBP835

596.100,00

AXOR 2644S 6X4

412.374,56

G480 CA6X4 RBP835

461.800,00

ACTROS 2546LS 6X2 CONFORTO T.ALTO

416.999,72

P 250 DB4X2 R780

279.300,00

ACTROS 2546LS 6X2 MEGASPACE (CONFORTO)

435.954,28

P 250 DB6X2 R780

305.100,00

ACTROS 2546LS 6X2 MEGASPACE PLUS (SEG.)

454.908,82

VOLVO

ACTROS 2646LS 6X4 CONFORTO T.ALTO

435.954,28

VM220 4X2R ST L1H1

201.500,00

ACTROS 2646LS 6X4 MEGASPACE (CONFORTO) ACTROS 2646LS 6X4 MEGASPACE PLUS (SEG.)473.863,34 ACTROS 2651S 6X4 CONFORTO ALTO

454.908,82

VM270 6X2R LX 6M L2H1

256.000,00

438.934,02

VM270 6X2R LX 9M L2H1 VMEB235

264.500,00

438.934,02

VM330 6X2R LX L2H1 VT VMEB235

294.500,00

ATRON 2729B 6X4

280.387,98

VM270 6X4R ST L1H1

282.000,00

ATRON 2729K 6X4

280.106,45

VM330 6X2R LX L2H1 VT VMEB235

351.000,00

AXOR 3131 6X4

324.081,19

VM270 8X4R ST L1H1

335.500,00

AXOR 3131 B 6X4

325.050,24

VM330 4X2T LX L2H1 VT VMEB235

323.000,00

AXOR 3131K 6X4

323.137,88

FH 420 42T SC AT SLP RS 1360

435.000,00

AXOR 3344 6X4

450.055,23

FH 420 62T SC AT SLP RS1360

460.000,00

AXOR 3344 K 6X4

448.892,06

FH 420 82T SC AT SLP RS1360

498.000,00

AXOR 3344S 6X4

449.560,70

FH 460 64T SC AT SLP RST2370

499.000,00

AXOR 4141K 6X4

481.453,30

FH 460 64R SC AT SLP RST2610

502.000,00

ACTROS 4844K 8X4

601.133,06

FH 540 84T SC AT HSLP RT3210

545.000,00

FM 380 42T SC AT SLP RS1360

391.000,00

SCANIA P 310 LA4X2 – R780

312.900,00

FM 380 62T SC AT SLP RS1360

416.000,00

P 360 LA6X2 – R885

380.700,00

FM 380 82R SC AT SLP RS1360

454.000,00

G 400 LA6X2 R885

436.800,00

FMX 420 64T SX VT SLP RT3210

502.000,00

R 440 LA6X2 R885

461.800,00

FMX 420 64R SX VT DAYCAB RT3210

505.000,00

R 440 LA6X4 RB662

486.800,00

FMX 460 84R SX VT DAYCAB RT3312

621.000,00

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79


CAMINHÕES USADOS

80 O CARRETEIRO

2014

2013

2012

2011

2010

2009

2008

2007

0 0 0 0 0 0

0 0 0 0 0 0

0 0 0 0 0 0

105000 111300 70000 87344 80000 102000

97000 102820 66000 81666 74800 89000

92300 97838 63000 76426 70000 87000

75000 79500 61000 72167 66100 82000

73000 77380 58000 68455 62700 68000

68620 72737 49950 59334 54345 63840

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0

90000 105000 0 108000 114480 120000 0 0 129000 142500 0 0 74000 86320 83000

84600 98700 85000 101520 107611 112800 102000 112300 121260 116000 132000 140000 71000 82160 79000

0 0 82000 0 0 0 89000 89000 0 110000 120000 130000 69000 80080 77000

0 0 78000 0 0 0 87000 83660 0 103000 112000 120000 67000 76960 74000

0 0 73900 0 0 0 85000 0 0 93000 109000 115000 62100 71760 69000

0 0 65596 0 0 0 75968 0 0 87225 93078 101102 56160 0 62400

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 190000 0 0 0

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 160000 0 0 0

0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 145000 176000 130000 0

135000 135000 150000 0 121000 126000 100000 0 124000 260000 275000 136300 163000 120000 230000

125000 120000 138800 0 93000 112200 95000 0 107000 253000 268800 0 158000 98000 220000

116000 112000 127000 0 86000 100500 0 87220 89000 248000 260000 0 150000 92120 206000

98000 105280 119380 76800 80000 94000 0 85260 87000 240000 253300 0 140000 0 190000

95000 0 0 73920 77000 88360 0 80360 82000 233000 248000 0 131600 0 178600

74200 0 0 68544 71400 0 0 76969 78540 210000 225000 0 0 0 0

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Molicar

2015

Fonte:

VEICULOS NACIONAIS AGRALE 13000TD 4X2 Dies. 13000TD 6X2 3e Dies. 6000E-MEC 4X2 Dies. 8500E.III E-TRONIC (C.DUP) 4X2 DIES. 8500EURO III E-MEC 4X2 DIES. 9200EURO III E-TRONIC 4X2 DIES. FORD C-1317 CN 4X2 DIES. C-1517 CN 4X2 DIES. C-1517-E 4X2 Dies. C-1717 CN 4X2 DIES. C-1717 CN 6X2 3E DIES. C-1722 CN 4X2 DIES. C-1722-E 4X2 Dies. C-1832-E 4X2 Dies. C-1932 CN 4X2 DIES. Cargo 2428E 6X2 3e Dies. 2P Cargo 2622E 6X4 3e Dies. 2P Cargo 2628E 6X4 3e Dies. 2P F-350 4X2 Dies. F-4000 TB 4X4(N.Serie)(Cummins) Dies. F-4000 TURBO 4X2(N.Serie) Dies. IVECO 450E32T 4X2 Dies. 2P 450E33T(CurtaT.Baixo)4X2 Dies. 2P 450E33T(LeitoT.Alto)4X2 Dies. 2P 230E22 6X2 3e Dies. 2P 230E24 6X2 3e Dies. 2P 260E25 6X4 3e Dies. 2P 170E22 4X2 Dies. 2P 230E22 6X2 3e Dies. 2P 230E24 6X2 3e Dies. 2P 380T38 6X4 3e Dies. 2P 720T42 6X4 3e Dies. 2P 240E28 6X2 3e Dies. 2P 260E25 6X4 3e Dies. 2P 170E25 4X2 Dies. 2P 380T38 6X4 3e Dies. 2P MERCEDES-BENZ 1315(Atego) 4X2 Dies. 1315(Atego) 6X2 3e Dies. 1418(Atego) 4X2 Dies. 1518(Atego) 4X2 Dies. 1718 4X2 Dies. 1718 6X2 3e Dies. 1718(Atego) 4X2 Dies. 1725(Atego) 4X2 Dies. 1725(Atego) 4X4 Dies. 1728 (Atego)4X2 Dies. 2P 2429 (Atego)6X2 3e Dies. 2P 2831-B(Axor)6X4 3e Dies. 2P 3340 (Axor)6X4 3e Dies. 2P L-1620 6X2 3e Dies. 2P


VEICULOS NACIONAIS MERCEDES-BENZ 2535-S(Axor) 6X2 3e Dies. 2540-S(Axor) 6X2 3e Dies. 2544-S(Axor) 6X2 3e Dies. 2546-LS(Act.Megs.)(Al.Conf.) 6X2 3e Dies. 2546-LS(Act.Megs.Plus)(Seg.) 6X2 3e Dies. SCANIA

Fonte:

Molicar

G-420 B 6X4 SZ 3e Dies. G-420 B 8X4 SZ 4e Dies. G-470 B 6X4 SZ 3e Dies. G-470 B 8X4 SZ 4e Dies. P-230 B 4X2 SZ Dies. P-310 B 6X4 SZ 3e Dies. P-310 B 8X4 SZ 4e Dies. P-420 B 6X4 SZ 3e Dies. P-420 B 8X4 SZ 4e Dies. R-580 B 4X2 SZ(HIGHLINE) DIES. R-580 B 6X4 NZ(HIGHLINE) 3E DIES. G-380 LA 4X2 NA Dies. G-380 LA 4X2 SZ Dies. G-420 A 4X2 NA Dies. G-420 A 6X2 NA 3e Dies. G-420 LA 4X2 NA Dies. VOLKSWAGEN 13.180 TB-IC(E)4X2(Const.) Dies. 13.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies. 13.180 TB-IC(E)6X2(Const.) 3e Dies. 15.170 TB-IC(E)4X2 Dies. 15.180 TB-IC(E)4X2(Const.) Dies. 15.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies. 17.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies. 17.220 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies. 17.250 TB-IC(E) 4X2 Dies. 17.320(E) 4X2(Const.) Dies. 24.220 TB-IC(E) 6X2(Worker) 3e Dies. 24.250 TB-IC(E) 6X2 3E DIES. 24.320(E)(Const.) 6X2 3e Dies. 26.220 TB-IC 6X4 3e Dies. 26.260 TB-IC 6X4 3e Dies. 31.260 TB-IC(E)6X4(CONST.) 3E DIES. 9.150 TB-IC(E)4X2 Dies. VOLVO FM 11 370 4X2 Dies. 2P FMX 13 420 6X4R 3e Dies. 2P FMX 13 420 8X4R 4e Dies. 2P FMX 13460 6X4R 3e Dies. 2P FH 400 4X2 Dies. FH 400(GLOBETROTTER) 4X2 DIES. FH 440(GLOBETROTTER) 4X2 DIES. FH 480(GLOBETROTTER) 6X2 3E DIES. FH 480(GLOBETROTTER) 6X4 3E DIES. VM-220 4X2R Dies. 2P VM -270 4X2R Dies. 2P VM-330 4X2R Dies. 2P

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www.ocarreteiro.com.br

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JESUÍNO

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O CARRETEIRO


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O CARRETEIRO


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