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O Carreteiro 550

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ANOS NO65BRASIL ANOS NO BRASILELAS NAELAS DIREÇÃO NA DIREÇÃO

ANOS NO 65BRASIL ANOS NO BRASILELAS NA ELAS DIREÇÃO NA DIREÇÃO Montadora comemora em posição de destaque como provedora do grupo Traton

FALTA FALTA DE DE MOTORISTAS MOTORISTAS FALTA FALTA DE DE MOTORISTAS MOTORISTAS

Transportadoras abrem espaço e incentivam o ingresso de mulheres em atividades do setor

Vagas em empresas apontam escassez de profissionais com preparo exigido pelo mercado ocarreteiro.com.br ocarreteiro.com.br ocarreteiro.com.br ocarreteiro.com.br 1 1 11


nos Concessionários Credenciados no Mercedes Club.

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2022 11318.6.1_An_Experience_135x205_Fab.indd 1

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EDITORIAL

RESPEITO PROFISSIONAL

A

JOÃO GERALDO Editor

falta de reconhecimento e respeito ao motorista de caminhão, como se fosse um profissional de menor importância social, tem sido um problema no Brasil e em várias partes do mundo. Hoje há certa desilusão com atividade, tanto por parte de quem nela já atua quanto de quem aspira dela fazer parte, dando um certo ar de esvaziamento da profissão por falta de atrativos suficientes para atrair o ingresso de gente nova. Quando se fala do motorista de caminhão, e de sua condição de trabalho, é preciso levar em conta as diferenças entre autônomos e empregados de empresas de transporte. Os do primeiro grupo são profissionais com menos poder de negociação, dificilmente conseguem repassar os aumentos de custos operacionais, e geralmente se encontram mais à mercê de quem paga menos pelo frete. Essa realidade é velha, acontece há décadas, e tem resultado em redução da margem de lucro cada vez maior, tornando inviável sua permanência na atividade, com maior incidência nos últimos tempos frente à alta do diesel. Portanto, no que diz respeito ao pequeno transportador que trabalha com o próprio caminhão, se começou a faltar é meramente por não haver mais condições de sobrevivência, até mesmo pela baixa competitividade de seu caminhão. Muitos têm deixado de trabalhar por conta e procurado emprego em transportadoras, mas aí existe outra questão a ser resolvida, pois de imediato nem todos atendem ao perfil desejado pelas empresas. Aliás, vem daí a queixa maior sobre a escassez de motoristas, justamente por haver vagas em aberto a serem preenchidas, mas não pela falta de candidatos dispostos e interessados em trabalhar. Isso porque nunca houve no Brasil tamanha preocupação em ter um quadro de profissionais bem preparados, capazes de extrair todo potencial do veículo, principalmente nos quesitos economia de combustíveis, cuidados e segurança, como tem acontecido de uns anos para cá. A boa notícia é que felizmente existem profissionais do volante se sobressaindo e satisfeitos com salário recebido, benefícios da empresa e com o caminhão que dirige, entre outras coisas. Por outro lado, quem emprega paga por isso, sob o risco perder para a concorrência o profissional que atende às suas expectativas. Seja autônomo ou empregado, o motorista de caminhão precisa ser valorizado, respeitado e não explorado. ocarreteiro.com.br

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SUMÁRIO

22 MULHERES NA DIREÇÃO

Empresas abrem mais espaço para a contratação de motoristas mulheres

66 EDIÇÃO ESPECIAL

Scania comemora 65 anos no Brasil com destacada posição no Grupo Traton 4


NOVOS10TEMPOS NOVOS TEMPOS

nologias do setor Tecnologias de transporte do setor deexigem transporte exigem or preparo do maior profissional preparo dodo profissional volante do volante

FALTA DE 16 FALTA PROFISSIONAIS DE PROFISSIONAIS

valorização eDesvalorização imagem da profissão e imagem da causam profissão causam ssez de motoristas escassez em de motoristas vários países em vários países

APOSENTADORIA 34 APOSENTADORIA

ejamento e Planejamento atenção aoserecolhimentos atenção aos recolhimentos am a aumentar ajudam valor a aumentar do benefício valor do benefício

REVISTA REVISTA

DESDE 1970 DESDE TRANSPORTANDO 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO INFORMAÇÃO

/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO /OCARRETEIRO (11) 97362-0875 (11) 97362-0875 /REVISTAOCARRETEIRO /REVISTAOCARRETEIRO

DIRETOR DIRETOR Edson Pereira Edson Pereira CoelhoCoelho REDAÇÃO REDAÇÃO | redacao@ggmidia.com.br | redacao@ggmidia.com.br Editor: João Editor: Geraldo João Geraldo (MTB(MTB 16.954) 16.954) Reportagem: Reportagem: Daniela Daniela Giopato Giopato ARTE | arte@ggmidia.com.br ARTE | arte@ggmidia.com.br Editor de Editor Arte: dePedro Arte: Pedro Hiraoka Hiraoka DIGITALDIGITAL Alexis Coelho Alexis Coelho Eduardo Eduardo Arpassy Arpassy COMERCIAL COMERCIAL | comercial@ggmidia.com.br | comercial@ggmidia.com.br Erika Nardozza Erika Nardozza ColetaColeta Eurico Alves Eurico de Alves Assis de Assis Nilcéia Rocha Nilcéia Rocha ADMINISTRAÇÂO ADMINISTRAÇÂO Ed Wilson EdFurlan Wilson Furlan Juliana Vieira Juliana Vieira DISTRIBUIÇÃO DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. G.G. de Publicações Ed. de Publicações Técnicas Técnicas Ltda. Ltda. Ricardo Lúcio Ricardo Martins Lúcio Martins Rute Rollo Rute Rollo

SEMIRREBOQUE 36 SEMIRREBOQUE

nologia que garante Tecnologiamais que garante segurança mais asegurança a irreboques será semirreboques obrigatoria seráem obrigatoria 2023 em 2023

ASSINATURA ASSINATURA | assinatura@ggmidia. | assinatura@ggmidia. com.br com.br Exemplar Exemplar avulso: avulso: RS 11,00 RS 11,00 ED. Nº 550 ED. Nº • JULHO/2022 550 • JULHO/2022

REVENDA 40 REVENDA DE USADOS DE USADOS

ulos comerciais Veículos seminovos comerciaisatingem seminovos altos atingem altos ces de valorização índices de nos valorização últimos três nos últimos anos três anos

TRANSPOSUL 54 TRANSPOSUL

or feira de transportes Maior feira de datransportes região Sul dado região PaísSul do País rnou com resultados retornou com acima resultados das expectativas acima das expectativas

ROUBO 58DE ROUBO CARGAS DE CARGAS

mo com emprego Mesmode comtecnologias, emprego de tecnologias, números números corrências ede deocorrências prejuízosevoltaram de prejuízos a voltaram crescer a crescer

EÇÕES

SEÇÕES

Notícias | 6306 Classificados Notícias | 63|Classificados 66 Na Mão | 66 Certa Na Mão Certa

Publicação Publicação de: G.G. Editora de: G.G. Editora de Public. de Public. Téc. Téc. Ltda. Ltda. Rua Palacete Ruadas Palacete Águias, das Águias, 395 - Vila 395 Alexandria - Vila Alexandria CEP 04635-021-SP CEP 04635-021-SP - Tel.: (11) - Tel.: 5035-0000 (11) 5035-0000 revista@ocarreteiro.com.br revista@ocarreteiro.com.br www.ocarreteiro.com.br www.ocarreteiro.com.br A Revista O A Revista Carreteiro O Carreteiro é dirigida é dirigida a motoristas a motoristas de de caminhão, empresários caminhão, empresários donos de donos transportadoras, de transportadoras, frotistas, chefes frotistas, dechefes oficinas de oficinas e demais e demais profissionais profissionais ligados ao transporte ligados ao transporte rodoviário rodoviário de carga. de carga. A publicação A publicação é distribuída é distribuída em cooperação em cooperação comcom pospostos de serviços tos derodoviários serviços rodoviários “ROD”“ROD” (Rede(Rede Oficial Oficial de de Distribuidores Distribuidores da Revista daO Revista Carreteiro). O Carreteiro). É proibida É proibida a a reproduçãoreprodução total ou parcial total oude parcial matérias de matérias sem sem prévia prévia autorização. autorização. MatériasMatérias e artigos e artigos assinados assinados são são de de responsabilidade responsabilidade dos autores dos autores e não erepresentam não representam a opinião da a opinião Revista daO Revista Carreteiro. O Carreteiro. ImpressãoImpressão e Acabamento: e Acabamento: Grafilar. Grafilar. Distribuição Distribuição gratuita nos gratuita postos nos postos de rodovia de rodovia cadascadastrados no ROD. trados no ROD.

ocarreteiro.com.br ocarreteiro.com.br5 5


Fotos DIVULGAÇÃO

AUTÔNOMO DA MAN Caminhão autônomo da MAN, integrante de projeto com o objetivo de automatizar o manuseio de contêineres entre caminhão e trem, para tornar a operação mais eficiente, acaba de passar por mais uma fase de testes em Munique/Alemanha. O veículo rodou sob a chuva experimentando a eficiência de sensores para identificar obstáculos no percurso, reconhecer e ignorar os reflexos da pista molhada, além dee frear de forma suave quando necessário, sem a sem qualquer intervenção do motorista. Foi o primeiro passeio público do caminhão em ação que 6

fez parte da revisão intermediária do projeto de automação identificado como ANITA (Inovação Autônoma em Operações de Terminal), envolvendo a MAN Truck & Bus, Deutsche Bahn, Fresenius University of Applied Sciences e Götting KG. Com duração de 39 meses, o projeto piloto para automatizar a movimentação de contêineres entre os dois modais teve início em julho do ano passado com financiamento do Ministério Federal da Economia e Proteção do Clima. O próximo passo do projeto de automação será o veículo viajar entre centros de logística.


NOVO FURGÃO A Fiat está ampliando sua linha de utilitários com o lançamento do furgão Scudo, modelo com vocação urbana para o transporte de carga e diversas outras aplicações ajustadas a esse tipo de comercial leve. Com PBT de 3,2 toneladas, o veículo tem capacidade para o transporte de até 1,5 tonelada de carga líquida e sua chegada ao mercado completa a linha de furgões da Fiat no mercado brasileiro. Até então, a montadora contava com o Fiorino e o Ducato, com respectivos espaços para carga de 3,3m e de 8m a 15m cúbicos. O Scudo é equipado com motor 1.5 diesel intercooler de 120cv com 300Nm e tecnologia SCR para redução de emissões de óxidos de nitrogênio,.. Portanto, conta

com o reservatório de Arla 32. O tanque de combustível tem capacidade para 69 litros de diesel. De acordo com a Fiat, esse volume proporciona autonomia média de 800 km, pois o veículo roda 12,4km/litro. A transmissão é manual de seis velocidades com alavanca de trocas no painel. O Fiat Scudo é montado na mesma plataforma do Citroën Jumpy e do Peugeot Expert, ambos disponibilizados no mercado brasileiro desde 2017, e estará disponível a partir de 01 de agosto. ocarreteiro.com.br

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PESADOS ELÉTRICOS A Mercedes-Benz Trucks está acelerando para iniciar em 2024 a produção na Europa do Actros elétrico com autonomia para 500 quilômetros com uma carga na bateria. Trata-se do eActros LongHaul para 40 toneladas de PBT, cujo início dos testes em vias públicas estão sendo planejados pelos engenheiros da companhia para este ano. A Mercedes começou a preparar também versões adicionais do modelo (eActros 300 e do eActros 400)m bem como, a partir de julho desse ano o eEconic para uso em serviços municipais e previsto para ser o segundo caminhão da marca em produção totalmente elétrico. A meta da Mercedes8

Benz Trucks é aumentar a participação de veículos novos livres de emissões locais de CO2 na Europa para mais de 50% até 2030. No início de julho, os Grupos Daimler Truck, Traton e Volvo Trucks assinaram concluiram a assinatura de uma parceria iniciada em 2021 para a instalação e operação na Europa de uma rede conjunta de estações de carregamento de caminhões e ônibus elétricos de longo percurso. A parceria pretende instalar pelo menos 1.700 pontos próximos rodovias e também em centros logísticos do continente. A rede será disponível para os transportadores independentemente da marca de seus veículos.


No início de julho, o Iveco Daily 35-160 F1C-Max atingiu a marca de 1000 mil unidades produzidas no complexo industrial da montadora, em Sete Lagoas (MG). Parte da família Daily, a versão 35 é o veículo da marca mais vendido no mercado brasileiro. Bernardo Brandão, Bernardo Brandão, diretor de Marketing e Portfólio de Produtos da IVECO para a América Latina, disse na ocasião que o milésimo Daily 35-160 demonstra os esforços da marca para continuar produzindo e suprir a demanda do transporte no País. "A empresa superou os desafios impostos pela pandemia e trabalhou junto a fornecedores em busca de soluções e manter o atendimento de pedidos de clientes e concessionários. A economia não parou, nós também nos mantemos em movimento e crescimento para atender setores-chave, como o

MPEREZ

1000 UNIDADES PRODUZIDAS

agronegócio e o varejo”, disse. O Daily 35-160 Euro 6 tem motor de 160cv e PBT técnico de 4.4 toneladas (1.850kg no eixo dianteiro e 2.550kg no traseiro), 200kg a mais na capacidade de carga em relação à versão anterior. Com design global da família, o veículo tem a mesma grade frontal da linha Daily lançada na Europa.

A Fenatran desse ano, marcada para acontecer entre os dias 07 e 11 de novembro no São Paulo Expo, terá 20% a mais de área de exposição em relação a edição anterior realizada em 2019. O evento contará com a participação de 100% das montadoras de caminhões e veículos de carga, os principais fabricantes de implementos rodoviários e empresas de outros setores que fazem parte da cadeia de valor de transporte, como monitoramento, sistemas inteligentes, pneus, lonas, motores e muito mais. O aumento de área de exposição se deve ao maior número de expositores no evento e também pela participação da Movimat (evento que reúne a cadeia de

Foto ARQUIVO

FENATRAN 20% MAIOR

intralogística e movimentação de materiais). As empresas desse segmento representam parte do ecossistema do transporte, como empilhadeiras, sistemas e tecnologias de armazenamento e processos logísticos, entre outros. ocarreteiro.com.br

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DIA DO MOTORISTA

NOVOS TEMPOS N Apesar de sua grande importância para a movimentação de mercadorias, o motorista de caminhão convive com várias dificuldades para exercer a atividade, tais como a insegurança, falta de valorização profissional e necessidade de atualização, entre outros desafios. No no caso do autônomo, para a grande maioria pesa ainda a baixa competitividade devido a avançada idade de seu caminhão JOÃO GERALDO

A

ssim como muitas outras, a profissão do motorista de caminhão também tem passado por diversas transformações e exigindo cada vez mais conhecimento e informação de quem está atrás do volante. As mudanças se devem em boa parte às novas tecnologias cada dia mais presentes nos veículos, bem como em todo o setor do transporte rodoviário de cargas, especialmente por causa da Internet, tecnologia que facilitou a comunicação, o acesso à informação e acelerou a necessidade de atualização. Avanços como a tecnologia embarcada nos caminhões e também na forma de se comunicarem uns com os outros, com familiares e empresas chegaram rápidos à categoria. Nesse quesito, o WhatsApp, se tornou uma importante ferramenta para praticamente 100% dos motoristas. A conectividade com

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Fotos DIVULGAÇÃO e ARQUIVO O CARRETEIRO

S NAS ESTRADAS

ocarreteiro.com.br

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DIA DO MOTORISTA

O espírito estradeiro está presente em muita gente, mas hoje é preciso ter certo preparo para ter êxito como motorista

seus múltiplos recursos e funções se tornou indispensável para uma condução mais refinada e econômica dos caminhões mais modernos, bem como proporcionou mais eficiência à manutenção evitando paradas não programadas. Se antes para exercer a atividade bastava gostar de caminhão e saber dirigir, há anos esses requisitos deixaram de ser suficientes para se obter êxi12

to na profissão. Gostar de viajar, conhecer novos lugares e pessoas, bem como ter no sangue o espírito da estrada ainda conta, mas hoje em dia para sobreviver na profissão, no caso do autônomo é preciso fazer contas, controlar na ponta do lápis receitas e despesas e verificar a viabilidade de uma viagem antes de aceitar um frete, entre outros detalhes. Já para trabalhar como motorista empregado, é preciso especialização e reciclagem; itens imprescindíveis para quem contrata. Hoje, há grande preocupação que o motorista passe uma boa imagem, pois ele é visto também como um representante empresa para quem trabalha. Saber falar sobre negócio tem importância e na medida que o profissional se capacita e passa operar veículos de maior valor e carga, é normal ter também melhores salários e até ser disputado por outras empresas de transporte. Essa exigência de mais conhecimento e preparo tem muito a ver com a interferência da internet na profissão, conforme defendem especialistas. O próprio caminhão, por ter mais tecnologia


embarcada e comunicação leva os profissionais a acompanhar as mudanças, principalmente aqueles que trabalha mcom veículos mais novos. É comum ouvir de motoristas veteranos que antes havia mais orgulho em ser caminhoneiro; era mais comum conversas nos postos de combustível e companheirismo nas rodovias. Hoje, por conta de horários apertados outer de fazer mais viagens para aumentar o faturamento (caso do autônomo), houve mudanças no relacionamento nas estradas. Os profissionais mais rodados reconhecem também que houve certas compensações, como caminhões mais confortáveis e seguros, embora a idade média da frota brasileira seja ainda bastante alta, mas muitos que no passado eram também mecânicos, borracheiro e chapa, já deixaram de fazer esses papéis. Caminhões mais modernos e confortáveis, cabine maiores, caixas automatizadas e tecnologias que ajudam o motorista a dirigir de modo seguro e eficiente, trazem com eles a necessidade

Internet , conectividade e outras tecnologias trouxeram mais eficiência e segurança para o setor de transporte ocarreteiro.com.br

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DIA DO MOTORISTA

O espírito estradeiro está presente em muita gente, mas hoje é preciso ter certo preparo para ter êxito como motorista

de conhecimentos, cursos de capacitação e treinamentos, tudo para se extrair maior proveito de seus recursos. Especialistas do setor do transporte rodoviário de carga dizem que o caminhoneiro, principalmente o autônomo, é um prestador de serviço assim profissionais de outras áreas, por isso a capacitação cria um diferencial para que ele seja contratado e tenha mais transportadores 14

e embarcadores interessados em seus serviços de transporte. Além de trazer veículos mais confortáveis e seguros, entre outras melhorias, os anos trouxeram ao setor certas conquistas para quem dirige caminhão, se bem que nem todos concordam. As as principais são o Vale Pedágio, Lei da Estadia de Carga e Descarga (para reembolsar o motorista pelo tempo de espera para carregar ou descarregar), Pagamento Eletrônico do Frete e lei do tempo de direção. Para alguns caminhoneiros, uma das coisas que mais melhoraram nas últimas décadas foram as estradas e os caminhões, mas por outro lado são comuns as queixas a respeito da piora do frete e das dificuldades para carregar e descarregar, porque ainda tem empresa que usa o caminhão como depósito. O surgimento dos aplicativos de frete e meios de pagamentos e recebimento digitais também contribuíram para facilitar a vida dos motoristas, embora nem todos na categoria tenham a mesma opinião se isso tudo realmente


melhorou a vida de quem dirigie caminhão. Também não faltam profissionais do volante lamentando a queda na renda devido o valor injusto pago pelo seu trabalho e também pela falta de uma lei que defenda os interesses da categoria, em especial o autônomo. Independente se autonomo, empregado ou agregado, outro problema real é a falta de infraestrutura em estradas de certas regiões, o qual aumenta o custo do transporte com maior desgaste do caminhão, quebras e viagens mais perigosas e demoradas. Além de dificultarem a vida dos motoristas na ativa, os diversos reveses existentes na profissão têm causado desinteresse e esvaziamento da profissão. A falta de profissionais está se tornando cada mais preocupante e sentida principalmente pelas empresas de transporte. Não somente no Brasil, como na América do Norte, Europa e Ásia, a escassez de mão de obra já se transformou em grande preocupação no setor do transporte rodoviário de carga. Talvez valorização e melhoria da condição do motorista possa começar a reverter essa situação.

Manutenção programada, motores mais potentes e conforto a bordo se tornaram elementos necessários nos caminhões ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

ADMITE-SE

Pesquisa realizada por organização internacional ligada ao setor do transporte rodoviário apontou que a escassez de motoristas já provoca 2,5 milhões de vagas em diferentes continentes; entre os principais motivos estão a falta de valorização e má imagem da profissão 16

JOÃO GERALDO

D

iante da importância do caminhão para a movimentação de carga e da falta de profissionais qualificados para conduzi-los, num futuro não muito distante o caminhoneiro poderá se tornar um dos mais importantes e bem remunerado profissional do setor de transporte. Isso porque o crescimento do número de vagas de trabalho para motoristas tornou-se uma realidade preocupante no Brasil e em outras partes do mundo. Baseada em pesquisa realizada pela Organização Mundial de Transporte Rodoviário (IRU) com trans-


Fotos SHUTTERSTOCK, DIVULGAÇÃO e ARQUIVO O CARRETEIRO

E MOTORISTA

portadores de vários países, a escassez de caminhoneiros seguirá aumentando em diferentes países. Realizado entre outubro de 2021 e janeiro de 2022, o levantamento apontou o não preenchimento de mais de 2,5 milhões de empregos de motoristas em 1.524 empresas de 25 países. O relatório da IRU envolveu mais de 1.500 operadores de transporte rodoviário comercial em países nas Américas, Ásia e Europa. Exceto na região da Eurásia (Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Chipre, Geórgia, Rússia e Turquia) não foi apontado na falta de motoristas para ocupar os cargos na empresas. Entre os principais

motivos da escassez constam a imagem negativa da profissão, condições de trabalho difíceis, exigências e falta de capacitação, além de não haver ingresso de gente nova para renovar a profissão. O cálculo de vagas foi baseado no número total de motoristas em cada país e a a proporção de vagas não preenchidas informada pelas empresas de transporte e entidades do setor. A expectativa é de haver aumento de vagas em países pesquisados como Estados Unidos, México, Argentina, Espanha, Itália, França, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Polônia, Romênia, Bélgica, Holanda, Rússia, Uzbequistão, Ucrânia, Turquia, Irã e China. ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

Segundo a CNTA, mais de 65% das cargas no Brasil são transportadas por caminhoneiros autonômos

Falta de reconhecimento profissional e de infraestrutura nas rodovias afastam motoristas da atividade

Sem candidatos ao cargo, as vagas para motoristas de caminhão na Europa aumentaram mais 40%

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Em 2021, na Europa as vagas de motoristas cresceram 42%, chegando a 100.000 no Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte); 80 mil na Polônia e 71 mil na Romênia. Ano passado, no México a escassez cresceu 30% e atingiu 54 mil vagas, enquanto na China houve aumento de 140%, chegando a 1,8 milhão de postos de trabalho vagos. Segundo a pesquisa, a atual crise da falta de motoristas é causada também pela falta de profissionais qualificados para dirigir veículos comerciais, exceto na China e na Turquia. Nesses dois países os transportadores citaram que as principais causas da falta de motoristas são as condições de trabalho e também a imagem da profissão. No entanto, na maioria das regiões pesquisadas os operadores de transporte acreditam que o problema crescerá também onde não houve registro de aumento de vagas. A expectativa é de avanço de 15% na Turquia, 32% no México e de 40% na Europa, incluindo a região da Eurásia. A falta de infraestrutura nas rodovias e tempo longe de casa são citados também como causa da escassez. Em países da Europa e nos Estados Unidos, nem o aumento de salários causou efeito para reduzir o problema. De acordo com o Secretário-Geral da IRU, Umberto de Pretto, as operadoras de transporte rodoviário estão fazendo sua parte, mas governos e autoridades precisam manter o foco, principalmente para melhorar a infraestrutura de estacionamento, capacitar profissionais, incentivar e facilitar o acesso de mais mulheres e jovens na profissão. "Isso está colocando em maior risco de inflação economias e comunidades já estressadas com problemas de mobilidade social e colapso da cadeia de supri-

Os autonômos foram sufocados pelos atravessadores que pagam pouco pelo frete, disse Marlon Maues

Insegurança nas estradas e outras dificuldades do dia a dia enfrentadas pelos caminhoneiros reduzem o interesse de gente nova a ingressar na profissão ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

No Brasil, a falta de especialização tem impedido que muitos motoristas sejam contratados por transportadoras

mentos”, declarou de Pretto. Na maioria das regiões pesquisadas, os motoristas com menos de 25 anos de idade representaram uma pequena minoria da população, na casa de 6% ou 7% dos caminhoneiros. Já o número de profissionais com mais de 55 anos de idade chega a ser entre duas e cinco vezes maior em todas as regiões, exceto na China e México. Nos Estados Unidos e na Europa, cerca de um terço dos caminhoneiros tem mais idade. BRASIL– Embora o Brasil não tenha sido citado na pesquisa da IRU, convive também com esse sobretudo pela falta de especialização e de valorização do motorista de caminhão, principalmente quando se refere ao autônomo e sua dificuldade de trabalhar por um frete mais digno que lhe motive a ficar na profissão. 20

"Apesar de mais 65% do transporte de carga ser feito por caminhoneiros autônomos, a categoria foi sufocada por intermediários que pagam pouco", observa Marlon Maues, assistente executivo da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos). De acordo com recente pesquisa da entidade, a receita líquida do motorista autônomo é em média R$ 4 mil por mês. Outra necessidade é atrair gente nova para a profissão. Porém, na visão de Maues, o jovem com intenção de ser motorista perde o interesse quando vê quanto autônomo ganha; a falta de insegurança nas rodovias e outras dificuldades enfrentadas por quem trabalha com o próprio caminhão. A condição é menos difícil para quem dirige como empregado. Nessa opção, a qualificação e outras exigências são fundamentais.


ESTRADAS

Foto DIVULGAÇÃO

PESAGEM EM MOVIMENTO

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esde o início de junho, encontra-se em operação a pesagem por eixo com o caminhão em movimento na rodovia SP-310 (rodovia Washington Luiz, no km 197+100m, em Corumbataí/SP, na pista Sul, sentido Capital. O sistema operava em caráter educativo desde dezembro de 2021, mas agora na fase de fiscalização, as irregularidades que desrespeitam os limites de carga poderão gerar infração de natureza média (com perda de 04 pontos na CNH) e multa de R$ 130,16, além de acréscimo de valor por peso excedente. Já a evasão é infração grave, com a perda de cinco pontos na CNH e aplicação de multa de R$ 195,23. Identificado como WIN (Weigh In Motion - Sistema de Pesagem em Movimento, na livre tradução), conta com

sensores de peso instalados no pavimento da pista que operam integrados com outros equipamentos para detectar a classificação do veículo, peso bruto total, peso por eixo e por conjunto de eixo, suas dimensões (altura, largura, comprimento), além de identificar a placa. A Eixo SP, concessionária responsável pela rodovia, informou que quando identificada alguma possível irregularidade, a mensagem “Pesagem Obrigatória”, aparecerá indicando que o motorista deverá levar o veículo até o Posto Geral de Fiscalização logo à frente e fazer a pesagem habitual. Nesse caso, o motorista deverá estacionar o caminhão em uma das vagas e dirigir-se até a sala de atendimento para apresentar a documentação em um totem com e seguir as instruções do sistema. (JG) ocarreteiro.com.br

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DIA DO MOTORISTA

ELAS NA DIREÇÃO A participação de mulheres na profissão tem sido cada vez maior, especialmente pelo alto senso de responsabilidade e o elevado cuidado delas com os veículos. No entanto, o número de caminhoneiras ainda é baixo nas estradas brasileiras, assim como em outras partes do mundo JOÃO GERALDO 22


Fotos DIVULGAÇÃO e ARQUIVO O CARRETEIRO

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ulher caminhoneira deixou de ser novidade há muito tempo. Em 1957, aos 28 anos de idade, Nahyra Schwanke já trabalhava com caminhão no interior do Rio Grande do Sul. Na época ela tinha 28 anos de idade e só largou o volante em 2019, aos 89 anos. Hoje, com 92 anos, de vez em quando ela ainda viaja de carona na sua carreta, hoje pilotada por um motorista contra-

tado, mas somente só para matar a saudade do trecho. Considerada a caminhoneira mais antiga do Brasil, e com maior tempo em atividade, certamente em seus mais de 60 anos na profissão dona Nahyra foi inspiração para muitas carreteiras. Apesar de a atividade ser predominada por homens, ultrapassando a casa dos 95%, a presença de mulheres na proocarreteiro.com.br

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DIA DO MOTORISTA

Dona Nahyra começou a dirigir caminhão no final da década de 1950, aos 28 anos de idade, e só parou de trabalhar em 2019

fissão tem sido cada dia mais natural e crescente, especialmente pelo interesse de empresas na contração de motoristas do sexo feminino. No entanto, o número de caminhoneiras ainda é baixo no Brasil e em outras partes do mundo. Segundo pesquisa realizada em 2021 pela Organização Mundial de Transporte rodoviário, (IRU) em 25 países nas Américas, Ásia e Europa, nas regiões pesqui24

sadas menos de 3% das caminhoneiras são mulheres, exceto na China (5%) e nos Estados Unidos (8%). No Brasil, calcula-se que seja menos de 3%, com sinais de aumento. Pode se dizer que parte desse avanço se deve à iniciativa de algumas transportadoras em ter profissionais do sexo feminino no quadro de motoristas de caminhão contratados. A Braspress, por exemplo, uma das maiores transportadoras do País, conta 1.362 motoristas de caminhão, entre os quais 382 são do sexo feminino. Outra gingante do setor, a JSL, por sua vez, abriu em meados do ano passado um programa de contratação de mulheres motoristas com treinamento, aulas práti-


Luciana dos Santos Elias é operadora de empilhadeira na JSL; programa Mulheres na Direção incentiva a adiversidade

Nicineia da Silva Santos também é colaboradora da JSL capacitada para trabalhar em operação de máquinas

cas e teóricas e avaliação das candidatas para trabalharem em diversas filiais do grupo no Estado de São Paulo. Na ocasião, a empresa contava com 103 mulheres no Grupo, das quais apenas 10 eram motoristas. Atualmente a empresa conta com 227 colaboradoras que dirigem veículos leves e pesados e máquinas. NO Brasil, o interesse em ampliar o quadro feminino de motoristas de caminhão tem como justificativas atitudes que resultam em benefícios para qualquer empresa de transporte, com destaque para o alto senso de responsabilidade e o elevado cuidado delas com os veículos. Iniciativas para conscientizar a so-

ciedade sobre a importância em promover a participação e a igualdade no transporte rodoviário também têm sido importantes para aumentar a presença do sexo feminino no setor. Uma dessas ações vem da Mercedes-Benz com o movimento "A Voz Delas”. Transportadoras como a Braspress, Do Valle Transportadora, Ghelere Transportes, IC Transportes, Pizzattolog, Tquim, já cadastradas no movimento, são destacadas pela montadora como “empresas que fazem a diferença” por oferecerem oportunidades de trabalho às mulheres no setor do transporte rodoviário. As interessadas encontram oportunidades pelo site do movimento “A ocarreteiro.com.br

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DIA DO MOTORISTA

Ebru Semizer, da Mercedes-Benz (abaixo), disse que as mulheres estão dispostas a desenvolver carreiras com dedicação Voz Delas” onde as empresas relacionadas disponibilizam e-mails, telefones de contato e sites. “Com essa ação queremos aproximar empresas que entendem a importância da força feminina no setor. Nossas seguidoras são mulheres determinadas que estão dispostas a construir ou desenvolver suas carreiras, sempre com muita dedicação”, afirmou Ebru Semizer, gerente sênior de Marketing Comunicação & Inteligência de Mercado Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. As candidatas que conseguem a vaga, mesmo sem ter experiência geralmente qualquer experiência, geralmente passam por treinamentos com conteúdo teórico e práticos. No caso da Ghelere, o treinamento normal tem 30 dias de duração com conteúdos teóricos e práticos, envolvendo desde como conduzir um veículo até as partes básicas de manutenção sobre as quais elas 26


Solange Voss Emmendorfer é uma das 382 profissionais que faz parte do time de motoristas mulheres da Braspress precisam ter conhecimento em caso de emergência na estrada. A coordenadora de RH da empresa, Tatiane Rabuske, destacou que a parte de estruturas e de segurança na estrada é ainda algo muito difícil para as mulheres, porém, observou que as empresas do setor de transporte rodoviário de cargas estão revendo seus cenários e investindo mais em capacitação de motoristas mulheres. O objetivo de igualar oportunidades. “Aqui na Ghelere, as mulheres têm o mesmo espaço que os homens, contratamos da mesma forma. Assim enxergo também outras companhias focadas em proporcionar mais espaço para chegar à igualdade de gênero, sem preconceitos, e isso é muito importante para a nossa sociedade como um todo”, concluiu. As caminhoneiras já marcam presença em caminhões rodoviários graneleiros, pesadões fora de estrada nos canaviais e na distribuição em geral, entre outras aplicações. No entanto, ainda é pequena representatividade na profissão. De acordo com o Serviço Social

Há nove meses, a carreteira Elen Cristina Rodrigues viaja com um caminhão na região de Maringá, no Paraná de Transporte (SEST), apenas cerca de 4.000 atuam como motoristas no setor. Em estudo realizado pela Confederação Nacional do Transporte, elas são 0,5% dos caminhoneiros, o que seriam 10 mil mulheres se considerarmos um universo de 2 milhões de motoristas no País. NOS EUA - O interesse das mulheres e de donos de empresas em ter mulheres no quadro de motoristas e em outras áreas do setor do transporte rodoviário de cargas não é somente no Brasil. Em outras as partes do mundo elas também tem se sobressaído dirigindo caminhões, embora ainda convivam, como aqui, com os conhecidos problemas ocarreteiro.com.br

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DIA DO MOTORISTA

A motorista Dautiva Terezinha trabalha há cerca dois anos transporte de bebida com uma carreta na região de Ponta Grossa/PR

Juliane Luft também é colaboradora da Ghelere; ela dirige uma carreta da empresa na operação de linha ocasionados pela falta de uma infraestrutura para atendê-las mais adequada nas rodovias, especialmente no quesito banheiros e chuveiros femininos. 28

As empresas estão investindo em capacitação de motoristas mulheres, afirma Tatiane Rabuske, da Ghelere A acessibilidade de mulheres a banheiros nas paradas de caminhões em rodovias norte-americanas também é limitada, pois nem sempre há opções exclusivas para elas, escreveu a Diretora de Conformidade e Segurança de uma empresa de tecnologia de gerenciamento de frota nos Estados Unidos, em artigo publicado no site trucks.com. Uma das preocupações de profissionais ligados ao setor de transporte no País, prosseguiu, é o espaço compartilhado, nos quais é comum as caminhoneiras esperarem até altas horas da noite, até os chuveiros terem sido desocupados pelos motoristas, para as caminhoneiras poderem usar o espaço sozinhas.


Rosangeli Wicker transporta com caminhão da Ghelere na rota Maringá Cascavel e Francisco Beltrão/PR

Há dois anos Cleonilda Reame, também da Ghelere, viaja com uma carreta extrapesada da Transportadora

Uma pesquisa realizada no país em 2019 apontou que as mulheres motoristas de caminhão representavam 10% da força de trabalho no setor. No entanto, ainda é preciso criar nas paradas de caminhões um ambiente mais seguro e acolhedor para as caminhoneiras, porque esses locais são como uma segunda casa para motoristas de caminhão. Nesses pontos eles tomam banho, come, dormem e relaxam antes de pegar novamente a estrada. Durante o treinamento de mulheres são comuns orientações para estacionar sempre sob luz, trancarem as portas do caminhão e estarem cientes do ambiente onde se encontram, bem como plane-

jar as idas ao banheiro e carregar itens de proteção como Spray de pimenta. Pelas regras de horas de serviço, o motorista nos Eua deve fazer uma pausa a cada 8 horas consecutivas de direção. No entanto, há caminhoneiros que dirigem por turnos de até 11 horas, sendo os pontos de parada os principais locais onde podem se aliviar. Estima-se que o déficit de carreteiros no país seja de cerca de 80 mil profissionais, com previsão de chegar a 100 mil até o final de 2023. Acredita-se também que um caminho para reduzir a escassez de profissionais do volante esteja na melhoria de salários, condições de trabalho e na contratação de mulheres. ocarreteiro.com.br

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DIA DO MOTORISTA

O FATOR APOSEN T O valor da aposentadoria esperado pelo motorista de caminhão pode ser muito abaixo daquele esperado depois de tantos anos de trabalho. Especialistas no assunto aconselham planejamento, guardar todo tipo de documento que comprove anos de trabalho na profissão e buscar orientação profissional DA REDAÇÃO

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pós décadas de trabalho, e milhões de quilômetros rodados, é normal a todo motorista de caminhão receber uma aposentadoria eu lhe garanta certa segurança financeira. Porém, como acontece com a grande maioria de quem se aposenta, é impossível viver somente do benefício da Previdência Social. Por tratar-se de um assunto complexo e cheio de detalhes burocráticos, merece bastante atenção do motorista para evitar surpresas desagradáveis no futuro. Por isso, a reportagem da revista O Carreteiro procurou especialistas no assunto sobre a relevância desse tema para os motoristas de caminhão, levando-se em conta a importância da contri30

buição, como e quando dar entrada no pedido de aposentadoria, entre outros detalhes. O objetivo aqui é alertar sobre a necessidade de adotar procedimentos dentro das regras da Previdência buscando informações sempre com gente que entende do assunto. Segundo especialistas, é fundamen-


Fotos SHUTTERSTOCK, DIVULGAÇÃO e ARQUIVO O CARRETEIRO

N TADORIA

tal planejar da aposentadoria, bem como estar sempre atento aos recolhimentos para saber se estão sendo feitos. Também é importante se informar sobre valores recolhidos, pois estes vão influenciar no valor a ser recebido no futuro. Tratando-se do motorista autônomo, o recolhimento da contribuição jun-

to ao INSS deve ser feito pela empresa contratante de seus serviços. Aos que trabalham com registro em carteira, o recolhimento é feito pela empresa empregadora, porém vale sempre certificar se os recolhimentos estão em dia. Para ter direito à aposentaria o motorista autônomo deve contribuir com o ocarreteiro.com.br

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DIA DO MOTORISTA

INSS do modo correto e também preencher os requisitos da Previdência. Também é importante guardar todos os comprovantes de frete, em especial com o desconto da contribuição, carnês de recolhimento, carteira de trabalho e outros documentos que possam comprovar a relação de serviços prestados ou de emprego, pois tudo pode ter grande validade na hora de se aposentar. A aposentadoria pode ser solicitada por telefone, pelo número 135, ou pelo aplicativo “Meu INSS”, porém, o conselho de especialistas é procurar um profissional para analisar a situação das contribuições, pois ele poderá indicar qual será o melhor momento em relação ao valor da aposentadoria para solicitar o benefício do INSS O percentual recolhido pelo autôno32

mo depende de como e para quem ele presta os serviços. Se for como pessoa física para contratante pessoa física, o recolhimento deve ser 20% do valor bruto do frete. O mesmo percentual se aplica para o motorista filiado a cooperativa de transportadores autônomos, não podendo haver dedução de valores relativos a despesas com combustível e manutenção do veículo. Os valores são limitados ao teto do INSS, de R$ 7.087,00 em 2022. Porém, se o transporte foi feito por pessoa física para pessoa jurídica, a contribuição é de 11% sobre o frete e deve ser feita pela empresa contratante. Outro ponto a ser levado em conta é se o recolhimento for menor que o salário mínimo vigente, deverá ser complementado por meio de carnê, visando a majoração e apurado futuramente


Motoristas contato com habitual com produtos insalubres podem pedir aposentadoria especial

para aposentadoria do segurado. Caso o motorista opte por recolher no plano simplificado de previdência (11% sobre o salário mínimo), só terá direito à aposentadoria por idade. Caso queira aposentar por tempo de contribuição deverá complementar as contribuições, de 11% para 20%. Quem possui MEI (recolhe percentual de 5% sobre o salário mínimo) contribui também no plano simplificado de previdência, e esse período servirá somente para contagem da aposentadoria por tempo de contribuição caso seja feita a complementação. Além da aposentadoria, outro direito a ser considerado pelo motorista é o auxílio acidente. A concessão desse direito ao benefício do INSS vai depender se ele contribui corretamente com a Previdência.

O percentual recolhido pelo motorista autônomo pode variar dependendo para quem ele prestou o serviço de transporte ocarreteiro.com.br

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DIA DO MOTORISTA

Motorista já aposentado que continua na estrada é normal na profissão

APOSENTADORIA ESPECIAL - Motoristas de caminhão têm direito à Aposentadoria Especial, mas esse benefício do INSS é destinado somente aos profissionais do volante que têm contato diário e habitual com agentes insalubres e/ou perigosos, como calor, frio, radiação, eletricidade, fungos, bactérias, produtos químicos, entre outros no desenvolvimento de sua atividade. Essa prerrogativa tem por objetivo compensar quem trabalha exposto diretamente a tais condições reduzindo para 25 anos o tempo de trabalho e de contribuição para ter direito à aposentadoria além de manter o valor integral do salário e ainda permitir que em alguns casos continue trabalhando. Caso o motorista não complete os 25 anos na função insalubre, não é conce34

dida a aposentadoria especial, mas poderá se aposentar por tempo de contribuição, tendo direito a um acréscimo sobre este tempo, como forma de compensação pelo trabalho nocivo à saúde. A partir 28/04/1995, para se ter direito a esse benefício é preciso comprovar a exposição aos agentes de risco, que deve ser feita através do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e quando necessário também do Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho (LTCAT). Esse documento é expedido por médico do trabalho ou engenheiro do trabalho, atendendo a legislação específica de cada época. Antes de 28/04/1995, no caso dos caminhoneiros havia a necessidade somente de possuir CNH categoria C para ser reconhecido como categoria espe-


É importante a todo profissional volante planejar a aposentadoria

cial. Ocorria porque os veículos pesados submetiam os motoristas a condições insalubres como calor devido ao aquecimento do motor e ruído acima do limite seguro, por conta do barulho do motor. Mas com a modernização dos caminhões houve mudanças na legislação. DOCUMENTAÇÃO - Além da CNH e Carteira de Trabalho para comprovar o tempo de trabalho com agentes insalubres ou perigosos, o motorista precisa do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), documento preenchido pela empresa baseado no Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT) para comprovar as condições sob as quais eram exercidas as atividades no ambiente de trabalho. Os contracheques recebidos duran-

te o período de trabalho também indicam o recebimento do adicional de insalubridade ou periculosidade, por isso é importante serem guardados e preservados. Além destes, laudos periciais e documentos retirados de processos judiciais também são úteis para a comprovar a insalubridade. No caso do motorista autônomo, a comprovação do exercício da atividade pode ser feita através dos comprovantes de prestação do serviço, documentos do caminhão, documentos de filiação a Associação de Classe, comprovante de pagamento de ISS, laudos médicos, certidão de órgão fiscalizador, carnês de recolhimento do INSS, bem como todos os documentos que demonstrem o efetivo exercício da profissão. ocarreteiro.com.br

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TECNOLOGIA

INTELIGÊNCIA NO S

Fotos DIVULGAÇÃO e ARQUIVO O CARRETEIRO

Tecnologia embarcada para evitar travamento de rodas, efeito L e manter a estabilidade da carreta, entre outras funções, será obrigatórias nos semirreboques produzidos a partir de 2023 para garantir maior segurança nas estradas

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O SEMIRREBOQUE JOÃO GERALDO

T

em sido cada vez mais constante a presença tecnologias voltadas à segurança e maior produtividade do veículo no setor de transporte rodoviário de carga. Uma novidade que será obrigatória a partir de 2023 a todos os semirreboques produzidos no Brasil é uma plataforma inteligente que integrada ao cavalo mecânico atua no sistema de freio para proporcionar mais estabilidade a todo o conjunto. Já utilizado em larga escala na Europa, o iEBS será lançado no Brasil em novembro desse ano e poderá ser instalado também em implementos já em uso. Trata-se de uma solução desenvolvida pela ZF para ser aplicada exclusivamente em semirreboques. a qual, segundo o Diretor de Soluções para Veículos Comerciais e Tecnologia Industrial na ZF América do Sul, Silvio Furtado, a evolução do EBS (Electronic Braking System – Sistema de Frenagem Eletrônico). Ainda de acordo com o executivo, além de controlar a estabilidade do conjunto, o sistema permite a obtenção remota de informações, em tempo real, de tudo que acontece com a carreta. “Entre outras dezenas de funcionalidades, é possível também checar temperatura e pressão dos pneus, obter a localização exata do equipamento e otimizar o acondicionamento da carga monitoran-

Dispositivo é utilizado em larga escala nos caminhões que rodam na Europa. No Brasil poderá ser instalado também em semirreboques que já se encontram em uso ocarreteiro.com.br

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TECNOLOGIA

Plataforma iEBS atenderá carretas equipadas com sistema de suspensão pneumática e com feixes de molas do o peso em cada eixo”, complementou Silvio Furtado . A plataforma iEBS atua em implementos com freios a tambor ou a disco, bem como com suspensão com feixes de molas ou pneumáticas. Essa inteligência embarcada promove correções instantâneas de frenagem em cada roda e garante a estabilidade da carreta e evitando o efeito “L”. Também mede pressão dos pneus e identifica irregularidades durante o trajeto registrando de modo eletrônico e pontual o problema, além de entregar relatórios completos e revelar ao frotista a capacidade de carga ociosa de determinada linha. 38

O dispositivo é integrado ao cavalo mecânico por chicotes elétricos e conta com um módulo inteligente que torna o sistema mais limpo, com menor número de válvulas, tubulações e conexões na montagem. “Os cabos são idênticos para EBS e iEBS, o que traz flexibilidade para as linhas de produção dos fabricantes de implementos”, complementou Furtado. Operando em conjunto com Trailer Pulse, o iEBS oferece serviços completos de telemetria da carreta, valendo-se também das informações geradas pelo sistema de controle de estabilidade. “Trata-se de um sistema aberto, pronto


para ser utilizado em todo o Brasil e região América do Sul”, acrescentou. Antes de ser testada e aprovada para o mercado brasileiro, essa inteligência embarcada passou por vários ajustes necessários aplicados pela engenharia da ZF. Os testes incluiram diversas condições de topografia de rodovias, tipos de pavimentação da malha viária e diferentes situações climáticas encontradas em regiões do Brasil. A ZF vai disponibilizar três versões do sistema, sendo elas a Básica, Standart e a Premium. Esta última oferece mais de 40 funções que contribuem na otimização de gestão das frotas.

Essa tecnologia que será obrigatória aos semirreboques produzidos a partir de 2023 oferece serviços completos de telemetria, afirmou Silvio Furtado ocarreteiro.com.br

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SEMINOVOS

ALTA ACIMA DA MÉDIA

Fotos SHUTTERSTOCK, DIVULGAÇÃO e ARQUIVO O CARRETEIRO

Falta de veículos zero quilômetro para suprir a demanda do mercado elevou em até 50% o valor de revenda de modelos com três anos de uso em média

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JOÃO GERALDO

O

mercado de veículos comerciais de carga seminovos, dos semileves aos extraopesados encontra-se bastante aquecido, com valorização em torno de 50% para modelos com até três anos de uso. A disparada de preço se deve em grande parte à falta de produtos zero quilômetro para atender a demanda do setor de transporte. Essa escassez de tem sido causada principalmente pela falta de componentes para a finaliza-

ção dos veículos nas linhas de produção das montadoras. O semipesado Mercedes-Benz Atego 2426 6X2 e o utilitário de carga Kia Bongo K2500, são os seminovos com maior alta de preço, conforme apontou levantamento deste ano do SMVR –VC (Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais 2022), em sua 8ª edição divulgada no final de junho. Os dois modelos apresentaram alta de 50,9% e 48,9%, respectivamente e se destacaram como os mais valorizados entre as demais categorias verificadas pela pesquisa. O índice de valorização do Selo é formado a partir do preço médio do modelo zero quilômetro praticado em maio de 2019 e o de seu modelo correspondente com três anos de uso, em maio de 2022. Em oito edições do SMVR-VC, de 2015 a 2022, a Mercedes-Benz venceu em 25 categorias entre Utilitários e Caminhões, arrebatando cinco vezes o título de Campeão Geral. Esse ano, além do Atego 2426 6×2, a montadora foi pre-

Jaqueline Neves e Gustavo Gandini, da Mercedes-Benz e Kia, respectivamente, representaram as duas marcas para receber o troféu SMVR-VC 2022 ocarreteiro.com.br

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SEMINOVOS

O semipesado Mercedes-Benz Atego 2426 6x2 e o utilitário de carga Kia K2500 foram os seminovos mais valorizados em suas categorias. Entre os médios, o prêmio foi conquistado pelo Volkswagen Delivery 11.180

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miada também pela valorização do Accelo 1016, apontado como o caminhão leve com até três anos de uso mais valorizado, cuja alta apurada foi de 44,4%. A gerente sênior de Vendas Caminhões Regional São Paulo da Mercedes-Benz do Brasil, Jaqueline Neves, destacou que é um orgulho para a montadora conquistar um reconhecimento tão importante como esse, num segmento bastante competitivo como o de caminhões. A executiva reforçou que o valor de revenda é um diferencial dos produtos da marca, proporcionam relevância no mercado de usados e isso se deve à confiabilidade dos clientes. O Kia Bongo K2500, campeão de valorização e ganhador do Selo de Maior Valor de Revenda Vieculos Comerciais, na categoria Camioneta de Carga, recebeu a certificação do pelo segundo ano consecutivo. O Diretor de Operações da Kia Brasil, Gustavo Gandini, ressaltou que esse reconhecimento é motivo de muito orgulho, pois demonstra a confiança de empresários do transporte rodoviário e de motoristas autônomos no produto da marca. A Volkswagen Caminhões e Ônibus, por sua vez, manteve a tradição de se destacar modelos da marca entre os mais valorizados, conforme apuração da 8ª edição do SMVR-VC. Desta vez, o semileve Delivery Express se sobressaiu com valorização de 49,5%. Outro modelo da marca com destaque é o Delivery médio 11-180, com valorização de 50,4%, a maior entre os usados de sua categoria. A Renault, por sua vez, já venceu em seis categorias com a Master e já soma dois títulos de “Campeão Geral”, enquanto a Hyundai se sobressaiu em quatro edições, em três delas nas melhores colocações entre utilitários. Entre

CRITÉRIO DE VALORIZAÇÃO A valorização de um veículo, segundo Joel Leite, depende de vários fatores como tamanho, marca, rede de revendedores, cuidado que a marca tem em relação ao pós-vendas, origem e sua aceitação no mercado. "Assim, nossa expectativa é que a certificação possa servir de balizador para uso de fabricantes e distribuidores de veículos, administradores e proprietários de frotas, bancos, financeiras e seguradoras", disse. Outro critério aplicado, conforme explicou, foi subdividir os veículos em dois grupos: utilitários de carga (em quatro categorias) e caminhões (em outras cinco). "A partir desse formato, analisamos 139 modelos, dos quais 113 de caminhões e 26 de utilitários. Desse total, esse ano 23 modelos obtiveram índices positivos e 179 depreciação muito abaixo da média dos anos anteriores', concluiu.

os pesados, o destaque ficou com o Scania R-450 4x2 com valorização de 31,9%. Fiat, Ford, Iveco e Volvo também obtiveram destaques, mas segundo a organização do SMVR-VC não anotaram o maior valor de revenda na classificação geral de Utilitários ou de Caminhões. De acordo com Joel Leite, diretor da AutoInforme, agência responsável pelo levantamento e coleta de dados dos veículos, o objetivo do SMVR –VC é estimular montadoras e importadoras a valorizarem seus produtos e ,por consequência, preservar investimentos de caminhoneiros autônomos e frotistas. ocarreteiro.com.br

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COMBUSTÍVEL

Foto DIVULGAÇÃO

MOVIDO A CÉLULA DE COMBUSTÍVEL

A Volvo Trucks começou a testar caminhão pesado movido a célula de combustível hidrogênio, tecnologia fornecida por empresa criada em parceria com o grupo Daimler Trucks

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ista como a solução mais viável para o transporte de longa distância, a célula de combustível de hidrogênio começou a ser testada em junho também pela Volvo Trucks na Europa. Fornecida pela empresa Cellcentric, criada por meio de joint venture entre os grupos Volvo e Daimler Truck AG, com essa tecnologia o caminhão é capaz de rodar até mil quilômetros, ou um pouco mais com um tanque. O abastecimento total do veículo leva 15 minutos, porém não existe ainda uma rede instalada de atendimento para os caminhões que serão movidos por meio dessa solução. Segundo informou o grupo Volvo, duas células têm capacidade para gerar 300kw de eletricidade e podem ser aplicadas em composições para até cerca de 65 toneladas de PBTC ou até maiores.

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No entanto, essa tecnologia encontra-se ainda em fase inicial, com vários desafios pela frente como o fornecimento de hidrogênio em larga escala usando fontes renováveis de energia (eólica, hidroelétrica e solar) e o desenvolvimento da infraestrutura de abastecimento. Entretanto, o presidente da Volvo Trucks, Roger Alm, destacou que dentro de alguns anos os veículos a células de combustível serão um importante complemento para o transporte pesado em rotas de longas distâncias. A Mercedes-Benz, por sua vez, sócia da Volvo na Cellcentric, começou a testar caminhões pesados da marca no final de abril de 2021. Os planos da empresa alemã são de iniciar os testes com clientes em 2023. Porém, a previsão da produção em série e entrega das primeiras aos clientes é somente para 2027 (JG).


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MONTADORA

NOVA JORNADA

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JOÃO GERALDO

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Fotos DIVULGAÇÃO e ARQUIVO O CARRETEIRO

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Fornecimento de motores para as demais marcas de caminhões do grupo Traton, novo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento alinhado com a Suécia, veículos elétricos em testes e ações ambientais, além do lançamento de uma edição especial comemorativa, marcam os 65 anos de atividades da Scania no Brasil falta de componentes na indústria tem causado problemas a todos os fabricantes de veículos pesados. Porém, impacto tem sido maior para a Scania, principalmente por conta do sistema de produção da empresa e de contratempos no fluxo de fornecimento de itens exclusivos dos caminhões da marca. Em 02 de julho, quando completou 65 anos de atividades no Brasil, a montadora apresentou conquistas e realizações dignas de serem comemoradas, bem como o foco em sua missão para os próximos anos na produção e fornecimento de motores, novas soluções de mobilidade e a consolidação de projetos tecnológicos e ambientais, compromissos que a classificam como uma das mais importantes unidades na estratégia global do grupo Traton. Atualmente a Scania se encontra em meio a um aporte de R$ 1,4 bilhão para o período de 2021 a 2024, recurso aplicado na atualização e modernização do parque industrial, implementação da noocarreteiro.com.br

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MONTADORA

Christopher Podgorski afirmou que a Scania fornecerá motores para as montadoras do Grupo Traton, mas o software e calibragem será de cada marca va plataforma de motores e de projetos ligados ao desenvolvimento de tecnologias alternativas. A montadora expandiu e modernizou sua fábrica de motores, construiu um novo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, Entra na conta também a estação de efluentes que permitirá o tratamento de 72 milhões de litros de água por ano e ter 85% da água consumida na fábrica oriunda de reuso. O presidente e CEO da Scania Latin America, Christopher Podgorski, disse que o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento mais a nova unidade de motores consolidam a Scania do Brasil como extensão da Suécia, já que o produto da 48

marca é global. O executivo lembrou que as soluções da marca lançadas na Europa chegam à América Latina em um intervalo de seis ou nove meses, no entanto, por terem a mesma plataforma é possível também usar uma cabine produzida no Brasil em um caminhão feito na Suécia, e agora também o motor. Destacou também que o investimento atual somado ao aporte de R$ 2,4 bilhões realizado entre 2016 e 2020, o total investido na fábrica em oito anos atinge R$ 4 bilhões. Ainda sobre os motores produzidos em São Bernardo do Campo, o executivo acrescentou que serão fornecidos também para as demais empresas do


Processo de manufatura na fábrica de cabine em São Bernardo do Campo tem controle da produção desde o pedido até a entrega do caminhão ao cliente grupo Traton (Volkswagen Caminhões e Ônibus, MAN e Navistar, fabricante de caminhões e ônibus International nos Estados Unidos). E frisou que a Scania fornecerá os propulsores, mas não o software, pois cada montadora fará sua própria calibração para que o cliente tenha a percepção da marca que está comprando. Segundo Podgorski, a previsão de fornecimento para a Volkwagen Caminhões e Ônibus é para 2028. Lembrou também que a Scania já está pronta para a etapa P8 do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) equivalente à tecnologia e redução de emissões em vi-

gência na Europa. “Há quase três anos, o programa envolve centenas de profissionais especializados de várias áreas da empresa e, de forma indireta, quase toda a organização está empenhada com as exigências”, explicou. GÁS E ELETRICIDADE– Tecnicamente os motores Scania a gás e biometano produzidos no Brasil já atendem aos níveis de emissões do Proconve P8. Desde o lançamento no final de 2019, a montadora entregou 600 unidades para transportadores. Segundo Silvio Munhoz, diretor de Vendas de Soluções da Scania, havia limitação de produção de modelos a gás, mas agora a fábrica já está liberada para produzir e vender quanto o mercado quiser. Munhoz afirmou ainda que a Scania ocarreteiro.com.br

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MONTADORA

Linha de montagem do Scania apelidado de jacaré, em 1975, na fábrica em São Bernardo do Campo/SP. Caminhão se tornou um ícone da marca

vai entregar ao mercado brasileiro toda tecnologia de soluções sustentáveis que a empresa já tiver pronta, num amplo conceito. Caminhão e ônibus elétricos da marca, além de outras alternativas, já se encontram em testes no Brasil. Conforme disse, no Brasil essas soluções de mobilidade limpa deverão ser divididas no seguinte maneira: 15% a gás (motor ciclo Oto), 40% biocombustíveis (motor ciclo diesel) e 45% eletrificação. Na Eu50

ropa, a montadora já tem há tempo caminhões elétricos para até 26 toneladas de PBT e mais recentemente para até 74 toneladas. O CEO complementou que a Scania tem um objetivo claro de ampliar o conhecimento sobre a eletrificação dos veículos pesados. “Completar 65 anos com uma performance tão arrojada em inovação e tecnologia é um orgulho para nós. Queremos que tudo isso seja um incentivo para os nossos colaboradores”, concluiu. EDIÇÃO ESPECIAL– Durante a trajetória no mercado brasileiro, iniciada em 02


Com cabines T (com capô) e R (avançada) de linhas mais arrojadas e confortáveis, em 1998 a série 4 substituiu com sucesso a famosa e bem aceita série 3

de julho de 1957, a Scania lançou 13 séries especiais de caminhão, completada em julho desse ano com a Edição 65 anos de Brasil, com 265 unidades dos modelos RH 450 4x2 e 6x2 e do RH 540 6x4. Além de personalização exclusiva, em especial o grafismo e cores diferentes dos modelos convencionais, os cavalos mecânicos desta edição especial podem ter a primeira parcela do financiamento CDC quitada em 2023 entre outros diferenciais. Lançada em um momento que toda a produção da fábrica está vendida, para ser entregue até o final desse ano, a solução epossam receber os veículos especiais ainda em 2022, foi a criação de um kit comemorativo. "Os clientes com veículos programados e faturados para serem entregues entre setembro e dezembro, têm possibilidade ‘vestir’ os caocarreteiro.com.br

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MONTADORA

minhões com o kit e transformá-los em Edição Especial 65 Anos”, disse o executivo. O valor do kit completo é R$ 35 mil. A Edição comemorativa é equipada com teto alto, defletores, saia lateral, pintura e grafismos exclusivos e customização na saia lateral, paralamas e retrovisores. Itens como faróis de milha no teto e na grade, faróis H7, teto alto, geladeira, climatizador e rodas de aço preta também podem ser agregados. Se o cliente contratar o programa de manutenção Scania Standard Flexível, durante os anos de vigência estarão inclusas no pacote as manutenções preventivas sem variações de preço. Munhoz exolicou que o kit contempla cobertura de manutenção preventiva e corretiva por quatro anos para peças banhadas a óleo do trem de força (motor, caixa de câmbio e diferencial). O pacote inclui também o Control Tower (gestão da eficiência e processos em todas as oficinas da rede Scania, FIT Uptime (relatórios de disponibilidade do veículo, de performance e potencial de economia de combustível) e o Pacote Desempenho de conectividade, com dados do veículo e estilo de condução do motorista.

Munhoz disse que o cliente que vai receber o caminhão nos próximos meses poderá 'vestí-lo' com o kit da Edição 65 Anos 52


Edição 65 Anos é equipada com uma série de itens e pintura exclusiva. Kit custa R$ 35 mil

EDIÇÕES ESPECIAIS SCANIA 1991 JUBILEUM: a primeira série especial no Brasil em comemoração ao centenário da marca Scania 2000 MILLENIUM: Edição especial de 1.000 unidades para comemorar novo milênio 2001 HORIZONTES: na típica cor laranja, celebrizou os “jacarés” dos anos 1960 e 1970, e 1980/81 2001 REI DA ESTRADA: marcou o retorno do motor V8 com injeção eletrônica 2007 SILVER LINE: lançada para comemorar os 50 anos da Scania no Brasil 2010 KING OF THE ROAD: celebração do motor V8 2012 55 ANOS DE BRASIL: Edição Especial para comemorar 55 anos da Scania no Brasil 2015 GRIFFIN EDITION: nas versões R 440 e R 480, ambas com cabine Streamline 2017 ESPECIAL 60 ANOS: representada pelo R 440 na cor azul celeste e faixas do T 113 2019 V8 50 ANOS: Edição Especial do V8 da Nova Geração 2019 VINTAGE: Série com o R 440 o modelo mais vendido da Scania no Brasil 2020 HERÓIS DA ESTRADA: série disponibilizada nos modelos R 450 6x2 e R 410 4x2 para homenagear motoristas e transportadores 2022 65 ANOS DE BRASIL: disponível nos modelos pesados RH 450 4x2 e 6x2, de 450 cavalos de potência, e RH 540 6x4, de 540 cavalos

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FEIRA

RETORNO COM ÊXITO

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Após dois anos sem ser realizada devido a pandemia, a Transposul, maior feira do setor de transporte rodoviário e logística da região Sul do País, marcou seu retorno com volume de negócios e número de visitantes acima das expectativas JOÃO GERALDO

A

22ª Transposul, maior feira de transporte e logística da região Sul do Brasil, superou as expectativas dos organizadores em número de visitantes e volume de vendas, com a geração de negócios acima de R$ 1 bilhão. Realizada entre os dias 13 e 16 de junho no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre/RS, a feira contou com mais de 100 empresas expositoras e recebeu mais de 18 mil visitantes superando o público de 14 mil pessoas contabilizado na edição de 2019. Promovida pelo Sindicato das Empresas de Transporte e Logística do Rio Grande do Sul, (Setcergs), a 22ª Transposul reuniu em um mesmo espaço fabricantes de caminhões e de veículos

comerciais leves, além de dezenas de empresas de diferentes segmentos do setor de transporte de carga. Durante o evento foram realizadas mais de 30 palestras técnicas e diversas reuniões voltadas às atividades do transporte rodoviário de cargas. Entre as fabricantes de veículos pesados participaram da feira as montadoras DAF, Iveco, Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo. A Ford também marcou presença no evento destacando a van Trânsit montada no Uruguai que voltou a ser comercializada no mercado brasileiro desde o segundo semestre de 2021. Empresas participantes da 22ª Transposul apresentaram vários produtos e novidades para o setor de transporte e ocarreteiro.com.br

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FEIRA

Sérgio Gabardo destacou que no pós-pandemia quem não investe em inovação tem poucas chances de sobreviver logística, como implementos rodoviários, pneus tecnologias de gestão de frotas, rastreamento, serviços financeiros e seguradoras além de diferentes soluções tecnológicas. Para o presidente do Setcergs, Sérgio Gabardo, a boa surpresa é consequência da necessidade de renovação nas empresas do setor. “Elas vieram até a feira com o objetivo claro de fazer negócios, de verificar no que é preciso mudar e por quê. No pós-pandemia, quem não investe em inovação tem poucas chances de sobreviver”, complementou. Na avaliação de Gabardo, o mercado está sedento por soluções que representem economia e eficiência. “Temos que ter segurança viária, pensar em sustentabilidade, buscar o novo para ter fôlego e seguir em frente”, disse. O dirigente. 56

lembrou que os caminhões estão mais econômicos a cada ano e a necessidade de mudar os equipamentos para aumentar a capacidade de carga. O diretor de gestão do Setcergs e presidente da Transposul, Roberto Machado, por sua vez, disse que os expositores chegaram ao final da feira com agendas lotadas de compromissos com clientes. Muitos negócios iniciados na feira foram fechados nas semanas seguintes após o evento. De acordo com Machado, os mais de 100 expositores estão extremamente satisfeitos. Conforme disse, na ótica deles a feira superou todas as expectativas. “Por isso, já começamos a programar a edição de 2023”, concluiu. Já Sérgio Gabardo revelou que várias marcas já avisaram que querem assinar contrato para a Transposul de 2023.


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ROUBO DE CARGAS

PREJUÍZO

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O NA ROTA Considerado uma dos principais problemas do segmento de transporte e logística, o roubo de cargas acarreta prejuízo para transportadores, embarcadores, seguradoras e demais envolvidos no ecossistema de mobilidade de carga, além de representar uma grave ameaça à integridade de motoristas de caminhão JOÃO GERALDO

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em mesmo o uso de modernas tecnologias para combater o roubo de cargas tem evitado o aumento dos prejuízos provocados pela ação dos assaltantes. Pela primeira vez, desde 2017, as perdas voltaram a crescer, saltando de R$ 1,25 bilhão, registrado em 2020, para R$ 1,27 milhão em 2021. Os números constam no levantamento do novo Panorama Nacional do Roubo de Cargas, divulgado em junho pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), em meados. Segundo o levantamento, o prejuízo aumentou em R$ 20 milhões e no mesmo período houve alta também no número de ocorrências, com registros de 14.400 no ano passado contra 14.150 em 2020. A lista de cargas mais visadas pelos assaltantes inclui produtos alimentícios, combustíveis, remédios e demais itens farmacêuticos, autope-

ças, têxteis e confecções, cigarros, eletroeletrônicos, bem como defensivos agrícolas e bebidas. De acordo com o relatório, o maior número de ocorrências verificado foi na Região Sudeste, onde aconteceu 82,66% dos roubos; seguida pela região Sul, com 6,82%. O menor registro de roubos ficou na região Norte, com 1,42% dos casos. Atualmente, não existe um banco de dados no segmento de transporte de cargas que sinalize se uma mercadoria é adequada para ser transportada em uma região específica. Em outro levantamento, o Relatório de Sinistralidade de 2021 da Nstech (ecossistema conectado de tecnologia para logística e mobilidade que oferece soluções para clientes fazerem entregas, reduzirem emissões de CO2, acidentes e roubos), 79% dos prejuízos com roubos de carga acontecem nos Estados de São Paulo, Minhas Gerais e Rio ocarreteiro.com.br

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ROUBO DE CARGAS

de Janeiro, sendo 28% causados a ocorrências em áreas urbanas e com maior incidência (22,41%) às sextas-feiras, no horário da noite. A apuração da Nstech utilizou a base de três das maiores gerenciadoras de risco do País, a BRK, a Buonny e a Opentech, em monitoramento de mais de 7 milhões de viagens ano passado. Na opinião de Sylvio Bispo, especialista com mais de 15 anos de atuação na área de seguros de transportes, esse jogo pode ser virado com aplicação de alta tecnologia e o compromisso de transportadores, motoristas, seguradoras, corretores e gerenciadoras de risco, 60

além de maior segurança por parte dos órgãos de segurança e de fiscalização. “Os métodos de análise de perfil não passaram por um processo de inovação e as quadrilhas evoluíram em meios a várias formas de cometer fraudes. Além disso, a facilidade de colocação desses tipos de mercadorias, junto à legislação branda, complementa o trágico cenário nacional”, afirmou. A solução do problema passa também por banco de dados no segmento de transporte de cargas, para sinalizar se uma mercadoria é adequada para ser transportada em uma região específica. Da mesma forma, a análise dos


Maior parte do roubos de carga acontecem em áreas urbanas da região Sudeste, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais

Aumento da segurança considera análise do perfil e do comportamento do motorista, com avaliação da infração de trânsito e atenção a multas por excesso de velocidade

dados a respeito da logística escolhida para o transporte de uma carga poderia apontar se um produto deve passar por determinada região em determinado horário. “Se o cruzamento de dados sinaliza que determinada rota não é segura para aquela mercadoria, uma ferramenta de Gestão de Riscos pode indicar a necessidade da escolta policial ou de um ajuste logístico para evitar que o trânsito em determinado horário ou rota aconteça”, acrescentou Bispo. Em relação aos sistemas de rastreamento, o especialista disse que os rastreadores seguem um padrão básico do

Para especialista da área de seguros os rastreadores funcionam apenas como localizadores de cargas móveis, bloqueiam o caminhão mas não impedem o sinistro ocarreteiro.com.br

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ROUBO DE CARGAS

Redução dos sinistros passa pela avaliação do tipo de carga e rota, bem como do horário para trafegar com menos riscos

mercado. Sem atualização, funcionam como localizadores de cargas móveis ou fixos, com bloqueadores e imobilizadores inteligentes que impedem o caminhão de prosseguir depois de algum tempo após ser abordado. No entanto, para Sylvio Bispo esse modelo pode ser eficiente até o momento da abordagem, porém insuficientes para prevenir sinistros. Em sua opinião, uma alternativa para tornar o rastreio mais eficiente seria o uso de ferramentas ligadas ao transporte, como meios de pagamento eletrônico ou tags de pedágio integrados com todo o aparato de segurança já existente. Porém, ele acrescenta que a infraes62

trutura das telecomunicações no País por enquanto não suporta a construção dessas novas formas de rastreamento. Uma avaliação a cerca de riscos da carga aos quais o motorista está propenso também é considerada, na qual é tida como importante, além do perfil, uma análise do comportamento do profissional. Nesse quesito incluem registros de multas de trânsito e a natureza das infrações, as quais podem indicar, por exemplo, que o condutor autuado por dirigir em dia de rodízio oferece menos riscos de tombamentos e colisões que outro autuado por excesso de velocidade ou o uso do celular ao volante.


CLASSIFICADOS

Amigo motorista, mande sua mensagem para Revista O Carreteiro por email: redacao@ocarreteiro. com.br pelo site: www.ocarreteiro.com.br pelo whatsapp: (11) 95428-8803 pelo facebook: facebook. com ocarreteiro. cartas: Rua Palacete das Águias, 395 - Vila Alexandria - São Paulo SP - CEP 04635-021 E-COMMERCE O crescimento das vendas no e-commerce tem atraído a atenção dos ladrões e também sido apontado como uma das causas do aumento dos roubo de cargas. Segundo o diretor financeiro da Link Monitoramento, Sanito Cruz Filho, a preocupação das empresas de logística e dos clientes que realizam vendas on-line também cresceu. Em sua opinião, uma das soluções é o rastreamento e monitoramento dos veículos e frotas, porque o cliente acompanha o passo a passo em tempo real. ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS SAÚDE MENTAL A síndrome de Burnout, doença ocupacional que tem como causa o esgotamento profissional, físico e mental, é uma ameaça a motorista de caminhão, pois uma vez acometido o profissional fica mais propenso a causar acidentes graves. A Younder, startup de educação (Edtech) especializada em treinamentos e capacitações, cita dicas para as empresas de transporte prevenirem a doença em seus funcionários: descanso e interação entre profissionais (salas de jogos, treinamentos etc); reconhecimento (folga salário etc); plano de carreira; bom ambiente de trabalho e atenção aos colaboradores e cumprimento das normas de medicina e segurança no trabalho.

o dinheiro ajuda a fazer amigos; desgraça mostra se eles são reais EIXO ELÉTRICO Encontra em andamento mais uma etapa do processo de desenvolvimento do eixo auxiliar elétrico e-Sys, com 64


tecnologia da Suspensys, em um semirreboque da linha Hibryd R Randon Implementos. Para isso, foram entregues dois modelos híbridos, um para o transporte de frigorificados da BRF (em operações no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo; o outro, é um semirreboque graneleiro para o transporte de cargas do agronegócio no Paraná. O e-Sys é um eixo elétrico de tração auxiliar que atua com o sistema auxiliar de recuperação de energia gerada durante movimentos de descida e frenagem, para usar momentos de necessidade de tração em subidas e ultrapassagens.

N

eu dava um boi pra não entrar numa briga. Hoje brigo por um bife BAIXO CONSUMO Segundo a Scania, os mais de 36 mil caminhões da Nova Geração entregues desde o lançamento já proporcionaram redução de 780 mil toneladas de CO² em três anos e economia para os clientes de 2 R$ bilhões (com base em R$ 6,50 o litro do diesel) em 298 milhões de quilômetros rodados. ocarreteiro.com.br

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DESAFIOS E BUSCA DE MELHORES CONDIÇÕES

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arreteiros, vocês possuem um papel muito importante para a economia do país! São responsáveis pelo abastecimento de produtos, alimentos, medicamentos, combustíveis, entre outros bens essenciais para a população. Mas, ainda enfrentam grandes desafios na estrada, como mostra a pesquisa “O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro” de 2021 organizada pela Childhood Brasil, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe. A maior queixa, com 83,6% das reclamações, é o elevado preço do combustível que, consequentemente, afeta também a renda. Em 2010, o valor da renda familiar mensal dos motoristas era de R$ 5,77, enquanto em 2021, caiu para R$ 2,9. Nas rodovias, os carreteiros relataram enfrentar dificuldades em questões básicas como a necessidade de banheiro limpo (94,4% das respostas), de comida barata (88,8%) e alimentação de boa qualidade (83,2%). O profissional também possui um sentimento de “abandono” do setor, pois não percebem melhorias nas estradas e consideram o preço do combustível impraticável.

Outro aspecto importante é o tipo de vínculo empregatício: motoristas com contratos CLT têm em geral melhores condições de trabalho comparados aos profissionais autônomos. O estudo também indica que o formato de trabalho influencia a relação com a exploração sexual de crianças e adolescentes durante as viagens, uma vez que autônomos costumam estar nos lugares de maior risco. Desde quando lançamos o Programa Na Mão Certa, em 2008, sempre tivemos o carreteiro como um importante parceiro na proteção de crianças e adolescentes nas estradas brasileiras. E também mantivemos um olhar cuidadoso para os direitos desse profissional, buscando colaborar com iniciativas e projetos para melhorar sua condição de trabalho e qualidade de vida. Carreteiro, sabemos que há muito a melhorar na sua realidade de trabalho, mas contamos com a sua colaboração. Disque 100 para denunciar qualquer situação suspeita de abuso ou exploração sexual. A denúncia é anônima e gratuita.

Para saber mais, acesse: Childhood Brasil – www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa – www.namaocerta.org.br

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