AUTOPEÇAS FABRICANTES COMEMORAM DÉCADAS DE SUCESSO NO PAÍS
DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO | www.ocarreteiro.com.br | ano 51| Nº
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PROFISSÃO
AUTÔNOMO
Distribuição gratuita para motoristas de caminhão
Planejamento e atualização contribuem para melhoria profissional e produtiva da categoria
USADOS E VALORIZADOS Mercado de usados alavanca vendas de modelos 0Km e fortalece marcas de fabricantes
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CAMINHONEIRAS
Aos poucos, e com competência, elas estão conquistando espaço no comando de caminhões
CAMINHÃO ELÉTRICO
O desafio de provar ser uma solução eficiente de transporte muito além de não poluir o ar ocarreteiro.com.br 1
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EDITORIAL
DIREÇÃO E SEGURANÇA
C
JOÃO GERALDO Editor
aminhões modernos e mais seguros têm relação direta com a redução de acidentes nas rodovias. Por isso, vale a pena acreditar em dias melhores, com menos tragédias nas estradas. Dados da PRF mostram redução nas ocorrências, de 186.742 em 2013, para 63.447 em 2020, entre as quais 13.000 tiveram envolvimento de caminhões. Colisões traseiras, comuns e nas quais geralmente o motorista fica preso às ferragens da cabine, e não raramente perde a vida ou fica com sequelas, já podem ser evitadas por sistemas que reduzem a velocidade ou param o veículo sem ação do carreteiro. Sistemas de alerta quando o veículo começa a sair da pista por distração, sono ou cansaço do condutor, também são realidades, assim como outras tecnologias embarcadas por enquanto presentes em apenas pequena parcela de veículos. Visto pela ausência das avançadas tecnologias de segurança na maioria dos caminhões, e se levada em conta a alta idade média da frota, a tendência é atribuir o motivo de muitos acidentes a um possível problema mecânico, mas segundo levantamento da PRF, problemas no veículo são responsáveis por 11% das ocorrências nas rodovias federais. Infelizmente, quem vive no trecho já se acostumou a ver pelo caminho cenas de composições deitadas, capotadas ou batidas, e algumas delas com até três caminhões envolvidos, sem contar aquelas que chamam atenção por envolverem cargueiros modernos, das novas gerações, além de acontecerem em locais onde a condição da pista é segura. Nesses casos, quem vê e não encontra explicação tende a colocar a culpa no motorista. Vale lembrar, segundo levantamento da PRF, a distração do motorista é responsável por 42% das ocorrências e a velocidade 15%. Em teoria, pela soma de sinistros por distração e velocidade, mais da metade das ocorrências pode ser evitada, poupando vidas e perdas materiais. Mas por questão de bom senso é certo pensar em outras causas dos acidentes, como problema na pista ou o motorista ter sido acometido de um mal estar ou sofrido ataque de mal súbito que o teria levado a perder o controle da direção. Neste caso específico, cabe lembrar das recomendações sobre a importância da alimentação saudável, dos cuidados com a saúde e descanso, práticas tão importantes quanto manter em dia a manutenção do caminhão. Se o corpo ou a mente falhar pode ser a última, selar a derradeira viagem e aumentar um ponto no quadro de estatísticas de acidentes com caminhões.
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SUMÁRIO
10 MOTORISTA AUTÔNOMO
Planejamento, atualização e visão de negócio, entre outros elementos, são apontados como soluções para tornar o autônomo mais competitivo
28 VW E-DELIVERY
VW e-Delivery deverá enfrentar os desafios naturais de um produto inovador 6
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20 CAMINHONEIRAS
Mulheres continuam se destacando na profissão dominada por homens
REVISTA
DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO
/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11) 95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO
DIRETOR Edson Pereira Coelho
34 MERCEDES ELÉTRICO
Primeiro veículo elétrico da montadora no Brasil abre caminho para novos produtos
38 OFICINA DE 100 ANOS Bosch comemora 100 anos de instalação da sua primeira oficina automotiva
42 CD DE PEÇAS DAF
Centro de Distribuição de Peças Paccar Parts completa um ano com crescimento
46 REVENDA DE USADOS Caminhões seminovos com até três anos de uso mais valorizados ganham selo
REDAÇÃO | redacao@ggmidia.com.br Editor: João Geraldo (MTB 16.954) Reportagem: Daniela Giopato ARTE | arte@ggmidia.com.br Editor de Arte: Pedro Hiraoka DIGITAL Eduardo Arpassy COMERCIAL | comercial@ggmidia.com.br Eurico Alves de Assis Nilcéia Rocha ADMINISTRAÇÂO Ed Wilson Furlan TI DC Code Soluções em TI DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Publicações Técnicas Ltda. Ricardo Lúcio Martins Rute Rollo ASSINATURA | assinatura@ggmidia. com.br Exemplar avulso: RS 11,00 ED. Nº 544 • AGO-SET/2021
50 MERITOR
Empresa fabricante de eixos para veículos pesados já tem produtos para elétricos
54 INSPEÇÃO DE TANQUES
Falta de postos autorizados de fiscalização cria problemas no transporte de carga líquida
58 ROUBO DE CARGA
Tecnologia é apontada como principal causa da redução do número de ocorrências no País
SEÇÕES 08 Notícias | 61 Boletim de pneus | 62 Na mão certa | 64 Classificados | 66 Retrovisor
Publicação de: G.G. Editora de Public. Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 - Vila Alexandria CEP 04635-021-SP - Tel.: (11) 5035-0000 revista@ocarreteiro.com.br www.ocarreteiro.com.br A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga. A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários “ROD” (Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento: Grafilar. Distribuição gratuita nos postos de rodovia cadas‑ trados no ROD.
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MENOS CONSUMO DE DIESEL O mais recente lançamento da Michelin, o pneu para caminhões e ônibus identificado como X Multi Energy Z, na medida 295/80 R22.5, segundo a fabricante, traz inovações para o segmento e tem como maior diferencial a tecnologia que diminui significativamente a resistência ao rolamento, contribuindo para expressiva redução do consumo de combustível do veículo. Testes realizados comprovaram redução média de 4,4% no consumo de diesel comparado aos pneus dos principais concorrentes. De acordo com a diretora de marketing da Michelin América do Sul, Alessandra Rudlof, além disso o novo pneu preserva rendimento quilométrico e a segurança. “É o pneu ideal para o transportador que valoriza a redução de combustível, pois trata-se se um produto desenvolvido para as estradas brasileiras”, complementou a executiva. O X Multi Energy Z pode ser aplicado em todas as posições de eixo, em percursos rodoviários de curtas, médias e longas distâncias. 8
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CARRETA DO CONHECIMENTO A Fundação Grupo Volkswagen, em parceria com a Firjan SENAI Resende, está levando pela primeira vez o projeto Carretas do Conhecimento para o Estado do Rio de Janeiro, no município de Resende. O objetivo é oferecer cursos gratuitos de qualificação profissional para pessoas da comunidade e para isso serão ofertadas 200 vagas em 10 opções de cursos. As aulas serão presenciais, mas devido à pandemia da covid-19, inicialmente serão na escola da Firjan SENAI, em Resende/RJ, com distanciamento e seguindo os protocolos de saúde. As aulas tiveram início em
agosto e há opções de cursos até dezembro deste ano, com cargas horárias variando de 20 a 100 horas, com turmas de manhã, à tarde ou à noite dependendo do curso. Segundo a VWCO, em 2021, serão oferecidos cursos nas áreas Automotiva, Elétrica, Mecânica e Panificação. As formações são voltadas para maiores de 16 anos, com Ensino Fundamental completo e priorizam cidadãos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Informações poderão ser obtidas na Firjan SENAI Resende, pelo telefone (24) 3354-9990. ocarreteiro.com.br
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PROFISSÃO
CAMINHOS DO AUT
Apesar de sua relevância na atividade do transporte rodoviário de cargas, o caminhoneiro autônomo enfrenta há anos dificuldades para sobreviver mais dignamente na profissão. Planejamento, visão de negócio e atualização, entre outros elementos, podem o caminho para torná-lo mais eficiente, competitivo, obter lucro na atividade e melhorar sua condição de vida O J ÃOR EG O DLA 10
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reço do combustível mais baixo, maior valor do frete e juros bancários reduzidos para facilitar a troca do caminhão têm sido expectativas do motorista autônomo há anos. Essas e outras questões já conhecidas, estão presentes tanto na rotina de caminhoneiros que trabalham com o próprio caminhão quanto de parte de outros pequenos transportadores fragilizados pela baixa produtividade e rentabilidade. Há muito tempo, quando o carreteiro autônomo consegue trocar de caminhão, na maioria dos casos é por outro pou-
Fotos SHUTTERSTOCK e ARQUIVO O CARRETEIRO
O AUTÔNOMO
cos anos mais novo. Assim, sua sobrevivência vai ficando mais difícil no mercado cada dia mais competitivo e exigente. Segundo dados do Registro Nacional do Transporte Rodoviário de Carga (RNTRC), a idade média da frota do autônomo é de 20,3 anos, contra 10,11 anos da frota de empresas de transporte. Os números apontam ainda um total de 2.209.940 caminhões cadastrados, dos quais 837.988 são dos autônomos. Na pesquisa de 2019 da Confederação Nacional do Transporte (CNT), para identificar o perfil do caminhoneiro auocarreteiro.com.br
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PROFISSÃO
Despesa com diesel pesa mais no bolso do pequeno transportador
tônomo, a idade média dos caminhões da categoria aparece como de 18,6 anos. Caminhão mais novo é apontado por especialistas do setor como um item importante para a ascensão do autônomo no mercado de trabalho, além de outros como fazer contas e planejar para chegar ao veículo seminovo ou Okm. “Do ponto de vista da redução de consumo de combustível, e da manutenção de um caminhão mais antigo, o seminovo ou 0km já contribuem para o autônomo a ter uma diferenciação no mercado frente aos seus concorrentes”, diz o diretor de vendas de soluções de transportes da Scania, Alex Nucci. Ele acrescenta que sistemas de gestão para ajudar o motorista a tirar maior proveito da máquina e plano de manutenção para dar previsibilidade, são vistos pela montadora como soluções que podem contribuir para o autônomo se fortalecer.
Nucci diz entender a dificuldade para ser dado esse primeiro passo, ainda mais quando a diferença de preço de um caminhão usado para um seminovo ou novo é muito grande. “Mas se houver um planejamento para fazer a troca a cada três ou quatro anos, após alguns ciclos o caminhoneiro pode conseguir chegar no caminhão com cinco anos de uso, e numa próxima troca dar o passo para veículo mais novo ou até 0Km”, calculou. Com experiência de anos de trabalho na área bancária, e relacionamento com clientes de caminhão Scania, adquirida antes de assumir o atual cargo, Nucci diz acreditar muito em resultado em resultado positivo neste caminho para o autônomo que consegue se programar. “Conforme ele vai pulando para o caminhão mais novo, as taxas de juros também são menores que as cobradas para o financiamento de um caminhão de 10 ou 15
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Caminhões mais novos e com maior velocidade média abrem novas oportunidades para o autônomo
Com planejamento o autônomo pode chegar no caminhão seminovo ou novo, observa Alex Nucci, da Scania anos de idade, em que o risco é considerado maior. Na sua percepção, a conta do motorista autônomo pode reduzir de forma exponencial com o caminhão mais novo. “Ele sai de um veículo que consome mais combustível e mais peças e serviços; sai também de uma prestação maior. Conforme ele vai se programando, o valor da parcela vai reduzindo, assim como os custos de manutenção e de consumo. Por isso eu acredito muito que esse pode ser o pensamento e o caminho”, justificou.
Outro ponto a ser considerado pelo autônomo neste processo, explica Nucci, é a questão da produtividade, pois quando ele vier a oferecer serviço com o caminhão mais novo, o valor do frete será melhor, porque o veículo garante mais disponibilidade. “Vale considerar também a maior velocidade média e até mesmo o leque de oportunidades que se abre cada vez mais, porque os grandes embarcadores buscam garantia de que o produto chegará ao destino no menor tempo e com o menor custo possível”, concluiu. ACESSO AO CRÉDITO— De modo geral, novo ou usado o motorista autônomo compra caminhão sim”, afirma Wilson Ragusa, supervisor de vendas de caminhões da Volkswagen. Em sua opinião, para melhorar a condição da categoria é necessário melhorar seu acesso ocarreteiro.com.br
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Caminhões com mais de 20 anos de idade são geralmente de motoristas autônomos
ao crédito pois existem ferramentas para esse fim. “Ações em conjunto com o governo também são muito bem-vindas, como são os casos de programa de renovação de frota”, acrescentou. Ragusa destaca ainda a grande a grande importância da categoria para a indústria de caminhões, pois muitos motoristas autônomos trabalham agregados a grandes transportadoras ou realizam o transporte de cargas contratados por médias e pequenas empresas. Sobre qual poderá vir a ser o futuro do autônomo frente às baixas margens de lucro e a necessidade de atualização, e de maior profissionalização, no entendimento de Ragusa de trata-se de um profissional com necessidade cada vez maior de atualização e estar conectado. "A VWCO segue se adaptando para apoiar o motorista nesse sentido, sem-
Para melhorar a condição do autônomo é necessário facilitar seu acesso ao crédito, diz Wilson Ragusa, da VWCO pre disponibilizando novas ferramentas, como também produtos mais interativos, inteligentes e conectados. Oferece também oferece treinamentos para sua rede, que se torna multiplicadora para os motoristas”, finalizou. Para o diretor comercial da Iveco, Ricardo Barion, o caminhoneiro autônomo tem papel fundamental para a indústria ao movimentar o mercado de usados e seminovos. No entanto, ele acredita que este perfil vem mudando com o crescimento de opções de crédito para este
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transportador adquirir o caminhão novo. Ele cita como exemplo as condições do banco da montadora, cuja linha de crédito mais usada pela categoria é o CDC, com 0% de entrada e até seis meses de carência para a primeira parcela, incluindo a condição de taxa também zero em 12 meses com 50% de entrada, referindo-se a um modelo específico da marca. Barion cita também o consórcio como opção para a aquisição de caminhão por oferecer condições de parcelas reduzidas até a contemplação. “Quem planeja a compra se beneficia dos custos mais baixos em relação ao oferecido pelo modelo modelo financeiro. E com o veículo nas mãos, o caminhoneiro tem oportunidade de melhorar seu faturamento com parcela acessível e sem juros, pois o consórcio cobra apenas a taxa de administração e Um fundo de reserva que são diluídos no total do prazo da cota”, explicou.
O caminhoneiro autônomo precisa ser mais valorizado pelo poder público, destaca Ricardo Barion, da Iveco No entanto, pondera que a melhoria de condição do caminhoneiro autônomo está associada ao aumento do valor do frete, à redução dos custos com combustível e pedágio. Barion cita também a idade avançada da frota e a necessidade da ampliação do crédito e melhores condições nas estradas e cidades para que este profissional não tenha prejuízos com reparos no caminhão provocados pela falta de infraestrutura. “O poder público precisa valorizar mais o caminhoneiro autônomo, pois ele transporta boa ocarreteiro.com.br
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Troca do caminhão antigo por outro mais eficiente, seminovo ou novo, é um grande desafio para o motorista autônomo
parte da economia brasileira”, adicionou. Já o diretor de vendas e Marketing Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, Ari de Carvalho, aponta a relevância do autônomo como prestador de serviços para empresas de transporte e logística, ajudando-as a atender as demandas de seus clientes, especialmente em momentos de picos de entrega. “A qualidade do serviço e o comprometimento dos caminhoneiros autônomos levam muitas empresas a optarem por esse tipo de parceria, o que também comprova a importância do profissional autônomo”, observa. Carvalho ressalta a importância do autônomo para garantir a liquidez de caminhões novos, porque é ele quem compra os usados e, assim, viabiliza que as grandes empresas comprem modelos novos. Em sua opinião, os autônomos conhecem como poucos a realidade do transporte no Brasil, por isso temos ou-
vido cada vez mais o que eles têm a dizer para que a Mercedes-Benz possa criar soluções para cada demanda. Na sua visão, para a o caminhoneiro melhorar sua condição financeira, além de suas qualidades profissionais como motorista especializado em veículos de carga, ele deve se dedicar a outros conhecimentos, como, por exemplo, planejamento e educação financeira. “Isso lhe trará muitas vantagens, pois sabendo colocar tudo na ponta do lápis ele poderá controlar suas despesas e alcançar um melhor custo operacional em sua atividade de transporte, otimizando os seus ganhos e, principalmente, os seus lucros”, disse. Ainda de acordo com o executivo, esse conhecimento contribui também para a assertividade na hora da compra de um caminhão novo ou seminovo. "Isso porque o planejamento vai possibilitar a
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Planejamento e educação financeira trazem vantagens para o autônomo, diz Ari de Carvalho, da Mercedes-Benz projeção sobre qual é a melhor opção, se um financiamento por CDC (Crédito Direto ao Consumit), Finame, Leasing, consórcio, a troca envolvendo usadosou outras alternativas”, relacionou. Diante das margens de ganho cada vez menores, da necessidade de atualização e de maior profissionalização do caminhoneiro autônomo, Ari de Carvalho acredita que o futuro da categoria passa também pela familiarização e atualização em relação à Internet das Coisas, a conectividade e tecnologias digitais. Não somente porque os caminhões estão cada dia mais avançados, trazendo recursos modernos, como também em razão do avanço dos processos de logística e transporte. “O mercado está cada vez mais 4.0, como os nossos caminhõe e os serviços oferecidos pela nossa marca; o caminhoneiro autônomo terá de seguir nesse caminho. Isso levará ao seu crescimento profissional e a muito mais ganhos com seu caminhão e com sua atividade de transporte”, concluiu Carvalho.
cantes de caminhões, conforme reforça o diretor executivo de caminhões da Volvo, Alcides Cavalcanti. “Em 2021, cerca de 20% das nossas entregas foram para autônomos. Se olharmos somente para a linha VM, composta por caminhões semipesados e pesados, esse número chega quase a 30%, afirmou. O executivo destacou que mesmo num cenário de desafios há caminhoneiros autônomos investindo em veículos mais modernos, para melhorar sua competitividade e aumentar seu lucro. Ele cita também o segmento de modelos seminovos comercializados em rede nacional pela marca, no qual a Volvo tem grande demanda da categoria ou pequenos frotistas, conforme disse. Alcides cavalcanti destaca ainda que quase 50% dos atendimentos nas concessionárias da rede VOlvo são para caminhões de 4 a 10 anos de idade e boa parte deles de motoristas autônomos. "Ou seja, a rede Volvo tem grande foco em atender bem esses profissionais", afirmou. O executivo concorda também que o melhor caminho para esse profissional melhorar sua condição financeira seja sempre o da compra escalonada de caminhão, com planejamento financeiro Sugestão para melhorar condição do autônomo é colocar tudo na ponta do lápis
COMPRA DO SEMINOVO — De todo modo, os caminhoneiros autônomos são uma categoria importante para os fabriocarreteiro.com.br
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PROFISSÃO Mesmo diante dos desafios do mercado, os caminhoneiros autônomos seguirão em frente
Mesmo trabalhando com caminhão novo, o autônomo precisa ter visão de negócio, diz Alcides cavalcanti, da Volvo e visão a longo prazo. “Normalmente o autônomo inicia com um caminhão usado, depois passa para um seminovo e finalmente consegue chegar a um 0km”, No entanto, ele lembra que para fazer essa escalada é preciso contar com veículos de custo operacional baixo, que consomem pouco combustível e com custos de manutenção compatíveis. Conta que Volvo tem muitos casos de clientes que compraram modelos seminovos diretamente da montadora e com a rentabilidade obtida com os veículos conseguiram depois comprar veículos novos da marca.
Alcides Cavalcanti lembra que independente da profissão, o mercado é cada vez mais competitivo. E no caso do caminhoneiro autônomo, mesmo trabalhando com caminhões cada vez mais modernos, fáceis e seguros de dirigir, é necessário se atualizar sempre em termos de visão de negócios, calculando receitas e despesas para ter sempre lucro a longo prazo. O diretor executivo de caminhões Volvo acrescenta que mesmo diante dos desafios atuais, a profissão de caminhoneiro e o trabalho dos motoristas autônomos continuará em expansão. Sobre o futuro da categoria, diz que os profissionais continuarão a ter um papel fundamental no transporte rodoviário de carga. Para 2021, ele aposta em um crescimento na demanda por caminhões, pois o Brasil é um País onde 60% das mercadorias seguem por rodovias.
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PROFISSÃO
ELAS NO COMANDO A exemplo de outras profissões, as mulheres estão se sobressaindo como profissionais exemplares na condução e trato com o caminhão. Apesar de estarem cada vez mais presentes nas estradas, elas ainda convivem com dificuldades e falta de infraestrutura e de atendimento adequado INA D IG ALE OPATO
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ugar de mulher é onde ela quiser. A frase nunca fez tanto sentindo quando se trata de mulheres que enfrentaram barreiras e preconceitos para seguir em frente na busca do sonho de dirigir caminhão profissionamente. Graças à luta e insistência, a cada dia se torna mais comum encontrá-las viajando pelo Brasil no comando de uma carreta, um semipesado ou modelo de menor porte. Seja em busca de cursos para ter uma primeira chance de emprego como motorista, ou para atualização e aperfeiçoamento, elas estão se destacando na profissão. Empresas relatam que mulheres têm mais cuidado com os veículos, colaboram com o aumento da produtividade, manutenção dos caminhões e também são mais gentis no tratamento com os clientes e pacientes no trânsito. Porém, o percentual de mulheres dirigindo caminhão ainda é baixo, pois segundo levantamento da CNT-Confede-
ração Nacional do Transporte, elas representam 0,5% do total de motoristas de caminhão no País. No entanto, para Salete Marisa Argenton, gerente da Fabet – filial SP, a inclusão de mulheres no transporte vem aumentando significativamente nas últimas décadas. De acordo com ela, o crescimento tem acontecido especialmente nas empresas com maior preparo estrutural (ambientes preparados), de gestão e de operação. “A medida que as oportunidades pautadas no respeito pelo trabalho da mulher surgem, independente da área, a procura por aquela profissão começa a ser maior. Não é diferente no setor do transporte, incluindo a atividade de dirigir caminhão”, explicou. Há muitos anos a Fabet já recebe alunas mulheres que buscam a formação e a empregabilidade e recentemente abriu vagas para curso de formação de mulheres para o transporte rodoviário de cargas. “O que se observa agora
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Fotos DIVULGAÇÃO E ARQUIVO PESSOAL
Licia viajava com o marido e acabou se apaixonando pela profissão. Ela dirige caminhão há 18 anos
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A falta de motoristas e as boas experiências propiciam as empresas a darem maior espaço para as mulheres, diz Salete Argenton, da Fabet
é que o assunto está em pauta, gerando novos movimentos de apoio, inclusive por conta da falta de motoristas”, acrescentou. Ainda de acordo com Salete Argenton, associado à falta de motoristas e às experiências extraordinárias das empresas que contratam mulheres, o momento é propício para que elas assumam ainda mais o seu espaço como condutoras, se assim desejarem. “São profissionais que bem desenvolvidas geram resultados absolutos em segurança, cuidado com o equipamento, carga, cliente”, complementou. É nisso que acredita também Lis Macedo Pinho, de Salvador/BA, motorista de caminhão há mais de 10 anos na profissão. “De um tempo para cá eu tenho a impressão que está ficando melhor para o lado da mulher. Tem empresa que está contratando motorista, mas exige que seja do sexo feminino. Então, na minha opinião o mercado de trabalho melhorou bastante e isso está contribuindo para aumentar a procura”, observou. Motorista empregada, Lis Pinho não tem de lidar com questões de frete e também percorre rotas curtas, o que, segundo ela, torna sua condição bastante confortável. “É difícil encontrar alguma dificuldade significante, mas posso dizer que a falta de estrutura nas estradas para a mulher motorista, como banheiros adequados é o principal fator”, destacou. Sobre a falta de infraestrutura, Salete Argenton tem opinião de que se trata de um ponto importante, pois melhorias nas estradas para receber mulheres condutoras de caminhão devem ser amplamente discutidas citando pontos de parada seguros e que ofereçam banheiros e espaços limpos e adequados.
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“Também nas empresas (transportadoras e/ou embarcadores) devem ter espaços destinados à mulher, começando por banheiros limpos, salas de espera apropriadas e espaços comuns de respeito, de tolerância, de igualdade, de atenção e de carinho para mulheres e homens”, concluiu Salete Argenton. Outra mulher que trabalha com caminhão é Lícia Macedo. Há 18 anos na profissão e trabalhabndo no transporte de combustível, ela lembra que a falta de infraestrutura para atender mulheres nas estradas ficou ainda mais evidente na pandemia. Conta que uma das
Na opinião de Lis Macedo, motorista há mais de 10 anos, o mercado de trabalho e a procura melhorou bastante para mulheres que dirigem caminhão
principais dificuldades nesse período foi se alimentar, principalmente por não ter caixa-cozinha no caminhão. “Vou confessar uma coisa, conto mesmo é com Deus, pois a infraestrutura em alguns postos deixa a desejar. O banheiro é sempre um problema e num momento como esse é mais complicado, pois precisamos tomar muito mais cuidado para não pegar a Covid. Muitas veocarreteiro.com.br
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O sonho de ser caminhoneira levou Luciene Teixeira a correr atrás do seu objetivo, lutar contra preconceitos e vencer na profissão, na qual atua há 16 anos
zes não temos acesso nem a um banheiro limpo”, desabafou. Para Lícia apesar da necessidade de melhorias na infraestrutura para atender as profissionais do sexo feminino, ela tem opinião de que o mercado está favorável para mulheres que querem seguir na profissão. Casada desde os 15 anos de idade com caminhoneiro, passou a viajar com o marido e aos poucos foi se apaixonando pela profissão e com ele aprendeu a dirigir caminhão. Após o fim da união, 13 anos mais tarde, ela decidiu tirar a sua Carteira de Habilitação. “Antes era bem complicado conseguir uma oportunidade, mas hoje está fácil, pois as empresas já conseguem enxergar a capacidade da mulher para dirigir caminhão e nos valorizam mais”, ressaltou. Luciene Teixeira Bezerra, 50 anos de idade e 16 de estrada, é também uma das mulheres que venceu todas as barreiras para conseguir uma oportunidade e realizar o sonho de ser caminhoneira. “Nunca tive ninguém na família que fosse motorista. Esse desejo de ingressar na profissão veio de mim mesma e para conseguir tirar a minha habilitação vendi praticamente tudo da minha casa. Lutei contra o preconceito de pessoas machistas, corri atrás do meu sonho e consegui. Hoje faço o que amo”, garantiu. Assim como as colegas, Luciene fala sobre a falta de estrutura para atender ao crescente número de mulheres na estrada. “Está cada dia mais comum
mulher dirigindo caminhão, mesmo assim faltam locais preparados que nem banheiro feminino oferecem”, reclama. Afirma que a profissão lhe deu liberdade inclusive financeira, porém reconhece que é difícil. “Tive de abrir mão de muitas coisas. Entre elas o convívio com a família. Além disso existem lugares onde a gente chega e as pessoas nos olham de maneira diferente, não como uma pro-
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fissional. Eu já fui seguida, já entraram no banheiro que eu estava tomando banho, já tentaram abrir a porta do meu caminhão”, relacionou. Luciene torce para haver cada vez mais mulheres que se sintam encorajadas de dirigir caminhão. No seu caso, conforme relata, a profissão trouxe liberdade e segurança financeira além de outros benefícios. “Meu sonho era ser uma mulher independente. Eu sempre
Apaixonada por caminhões desde pequena, Rosângela Aleves trabalha há 26 anos como motorista e acabou de fazer um curso para se aperfeiçoar na profissão
acreditei que nós temos como mostrar com caráter, respeito e educação que podemos chegar aonde nós quisermos”, reforçou. Rosângela Aleves, de Curitiba/PR , está na estrada há 26 anos e recenteocarreteiro.com.br
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PROFISSÃO
Filha e irmã de caminhoneiro, Shirley Fátima vendeu sua loja de roupas e fez curso de formação de motorista para seguir o propósito de dirigir caminhão
mente participou de um curso de formação de motoristas oferecido pela Fabet, para se atualizar e aperfeiçoar. “Desde pequena fui apaixonada por caminhões. Nunca tive boneca. Em 1995 fui para a estrada. Hoje dirijo carreta e faço o que realmente me deixa feliz”, afirmou Sobre as dificuldades na estrada, Rosângela também cita a falta de estrutura como falta de banheiros e destaca que ainda existem pessoas que enxergam as mulheres motoristas que dirigem caminhão como se fosse as modinhas do YouTube. “Mesmo assim sou uma mulher realizada”, afirma. Já a paranaense de Maringá, Shirley Fátima Lunca, apesar de não ser ainda caminhoneira já tem CNH categoria D e espera migrar em breve para a categoria E. Filha e irmã de caminhoneiro e tia de dono de frota de caminhão, ela também fez o curso de formação de motorista da Fabet para seguir seu objetivo e conta que para pagar o curso vendeu sua loja de roupa. Shirley contou que desde criança viajava de caminhão com seus pais pelo Brasil e que ama essa profissão. Seu pai faleceu de acidente quando ela tinha 10 anos de idade. “A vida seguiu e me casei com uma pessoa de outra área, tive filhos, me separei há seis anos e então continuei trabalhando com moda (15 anos nessa área) mas sempre com vontade de ser motorista de caminhão, mas não ia atrás porque achava que já estava velha”, disse. Quem a incentivou a correr atrás de seu sonho, conforme contou, foi o seu filho mais velho. “Então mudei minha CNH para categoria que me era permitida, me inscrevi em curso do Sest-Senat e depois no da Fabet. Agora vou para a estrada”, comemorou.
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LINHA PESADA COFAP PARA OS MAIORES ESPECIALISTAS EM ESTRADAS, OS MAIORES ESPECIALISTAS EM AMORTECEDORES
A linha pesada da Cofap é superior em cada detalhe. É a maior cobertura do mercado com a tecnologia da marca líder em amortecedores para diversas aplicações: suspensão, direção, cabine, bancos e molas a gás. E tem mais: são 419 códigos para caminhões, ônibus, implementos agrícolas e industriais. Tudo com o nosso maior diferencial: o selo melhor amigo de qualidade.
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MONTADORA
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ELETRICIDADE E SEGURANÇA
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Além de ingressar a VWCO na era dos caminhões elétricos, o e-Delivery traz com ele o compromisso de comprovar que sua tecnologia é capaz de reduzir custos e tornar mais eficiente o transporte rodoviário com zero emissões de gases que provocam o efeito estufa O J ÃO GEA R LDO
A
transição do caminhão a diesel para o elétrico representa o ingresso em uma fase na qual será preciso a montadora transmitir segurança e confiança ao transportador para convencê-lo de que se trata de uma solução confiável, eficiente e segura. Ao menos é o que parece ser ser este o comportamento inicial do mercado, até a grande maioria dos transportadores perceber que mobilidade elétrica não é apenas uma saída para reduzir emissões de gases poluentes, mas também uma solução capaz de trazer uma série de vantagens nas operações do transporte rodoviário de carga. Por este motivo, e também pelo preço de venda sugerido do veículo, o trabalho e ações realizadas pela VWCO em relação ao e-Delivery, lançado oficialmente em julho deste ano, ganha mais sentido. Por ser o primeiro caminhão com motor elétrico alimentado por baterias produzido no Brasil por uma grande montadora, a Volkswagen sabe bem que o lançamento exige mais do que o aval de 40 anos de tradição no segmento de veículos de cargam além de mais de um milhão de unidades produzidas. A montadora sabe bem que seu emblema exposto na frente do caminhão é uma garantia de que se trata de um produto competitivo, mesmo sendom, de certo modo, uma novidade no mercado brasileiro.
Disponibilizado nas versões 4x2 para 11 toneladas e 6x2 para 14 toneladas, o e-Delivery dispõe, como era de se esperar, de muita tecnologia embarcada e funcionamento diferente de um caminhão convencional. A começar pela força do motor elétrico de tração de 300KW (equivalente a pouco mais de 400cv) e torque máximo de 2.150Nm a partir da rotação zero. Força de sobra para caminhões deste porte; e quando o motorista aciona a partida, a central de comando recebe a mensagem para ativar a bateria de alta tensão para movimentar o veículo. Conforme explica a engenharia da montadora, os dados são compartilhados com o sistema de gerenciamento da bateria, o qual funciona como um guardião para controlar o ritmo de operação. A energia segue para a central de distribuição e esta a compartilha com todos os demais componentes de alta tensão, como o inversor de tração do motor elétrico, item responsável pelo comando de potência e torque do veículo. O motor elétrico de tração, posicionado na parte traseira do caminhão, é uma novidade no mercado, segundo a VWCO, e quando entra em ação sua força é direcionada para o cardã, que a distribui para o eixo de tração. Outros pontos de destaque estão na suspensão pneumática de série, gerenciada eletronicamente, e a ocarreteiro.com.br
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Além de baterias e motor elétrico, o e-Delivery tem vários diferenciais em relação ao modelo tradicional a diesel
ausência de caixa de transmissão. A versão 4x2 tem peso bruto total de 10.700 kg e sua capacidade máxima de carga útil somada à carroceria chega a 6.320 kg. A segurança do sistema de direção é assegurada por uma bomba hidráulica dupla, que garante a condução normal do veículo, mesmo em caso de falha de um dos equipamentos. Outro item destacado pela montadora é o sistema para emitir som semelhante ao caminhão a diesel. Esta função, disponível para países em que a legislação requer, alerta pessoas da presença do caminhão e que pode ser desativada em regiões com restrição de ruídos. Embora o e-Delivery será disponível inicialmente apenas em concessionária sa marca em São Paulo e Rio de Janeiro, a Volkswagen informa que a rede está pronta para fechar vendas progra-
madas. Neste início de comercialização do modelo, os compradores recebem garantia promocional para baterias e o trem de força sem limite de quilometragem. Os caminhões e-Delivery contam com planos de manutenção e todos os serviços de assistência técnica oferecidos pela rede, entre outros criados exclusivos para o modelo, além de consultoria sob medida para analisar, corrigir desempenho etc. O veículo é disponibilizado com pacotes de três ou seis baterias, dependendo da aplicação e necessidade do cliente. Durante o lançamento, a VWCO anunciou promoção com pacotes de garantia
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estendida, serviços conectados, carregadores e garantia de disponibilidade de peças para serviços de reposição. A bateria é um dos itens de grande importância no caminhão elétrico. De acordo com a montadora, no pacote básico de três unidades, a garantia, inclusive para o caminhão é de um ano ou até 100 mil km; com seis baterias, a garantia é de 200 mil km. Já no “Pacote com o sistema RIO habilitado” a garantia para o veículo com três baterias é de três anos ou 150 mil km. Modelos com seis baterias tem garantia de 300 mil km mais garantia adicional de um ano do trem de força. Um terceiro pacote que agrega o sistema RIO habilitado mais a estrutura de carregadores de bateria dos parceiros homologados pela fábrica disponibiliza garantia de cinco anos ou até 250 mil km para o pacote de três baterias. No caso do pacote de seis baterias, a garantia sobe para 400 mil km, com garantia para o trem de força de um e dois
anos, respectivamente. No dia do lançamento a VWCO anunciou a venda de 120 unidades (100 para Ambev e 20 para a Femsa), cujas entregas vão se estender ao longo dos próximos meses conforme programação. Além das diferenças técnicas em relação ao modelo com motor a diesel já citadas, outro ponto capaz de impressionar, (ou de assustar o cliente num primeiro momento) é o preço do veículo estimado em até cinco vezes maior. O vice-presidente de vendas, marketing e pós vendas da montadora, Ricardo Alouche, concorda que inicialmente o valor pode assustar, porém defende que vale a pena pagar. Conforme argumenta, além do e-Delivery e não consumir diesel, seu custo de manutenção é muito inferior ao do modelo convencional, posto também que não tem motor, ou caixa de transmissão e vários outros componentes. Outro diferencial citado por Alouche é o modelo de financiamento com taxas mais baixas de juros do Finame Baiocarreteiro.com.br
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Cervejaria Ambev e Femsa (Coca Cola) compraram as primeiras 120 unidades Volkswagen e-Delivery
xo Carbono. Esta modalidade de financiamento é disponibilizada para aquisição de máquinas e equipamentos com maiores índices de eficiência energética ou que contribuam para a redução da emissão de gases de efeito estufa. O prazo de financiamento é de até 60 meses e carência de 12 meses. Na avaliação de Alouche, o e-Delivery se paga em no máximo seis anos de uso, ou até em menos tempo dependendo do tipo de operação do cliente. Os preços por ele anunciados na ocasião são os seguintes: R$ 780 mil para o modelo 4X2 de 11 toneladas com três baterias e R$ 967 mil para a versão com seis. Já o 6x2 tem preço de R$ 795 mil
e R$ 980 mil, com três e seis baterias, respectivamente. A VWCO conta também com o e-Consórcio, um grupo de parceiros formado 10 empresas conhecidas mundialmente para dar sustentação e viabilizar o futuro da eletromobilidade e a indústria do transporte de carga no Brasil. São elas a CATL, Moura, WEG, Bosch, Meritor, Siemens, Semcon e Eletra, ABB e a GDSolar. Entre outras ações, a VWCO também conduziu vários workshops sobre o e-Delivery para órgãos públicos. Conduzidas pelo time de mobilidade elétrica da montadora, as capacitações teóricas abordaram noções sobre as particularidades elétricas do caminhão, com o objetivo de capacitar profissionais das instituições para lidar, de forma segura, com possíveis acidentes envolvendo o veículo elétrico.
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ELÉTRICO
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MAIS UM BRASILEIR
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SILEIRO ELÉTRICO O primeiro veículo pesado elétrico da Mercedes-Benz do Brasil chega ao mercado em 2022. Com diferente estratégia de sua maior concorrente no País, a empresa optou pela estreia no transporte de passageiros, deixando o modelo de carga para outra ocasião ainda não definida O J ÃO GEA R LDO
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eletromobilidade acaba de dar mais um passo no Brasil no âmbito da produção e comercialização de modelos pesados elétricos. A novidade desta vez vem da fábrica da Mercedes-Benz, localizada em São Bernardo do Campo/SP, no ABC Paulista, com a apresentação lançamento do primeiro veículo da marca 100% elétrico desenvolvido pela engenharia do País. Trata-se do ônibus urbano eO500U cuja novidade chancela o ingresso da montadora na era da eletromobilidade no mercado brasileiro, assim já como já acontece há algum tempo na Alemanha. O lançamento sugere a chegada para breve de outros modelos elétricos da montadora no mercado brasileiro, inclusive para o transporte de carga. ocarreteiro.com.br
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ELÉTRICO
O vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas de caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Roberto Leoncini, lembra que caminhões eletricos do Grupo Daimler já estão sendo trabalhados na Europa e Estados Unidos, porém aqui no Brasil a empresa ainda está avaliando o que vai trazer para o mercado. E sobre o primeiro veículo da montadora movido a eletricidade no País ser ônibus, Leoncini justificou que o transporte de passageiros sem emissões de CO2, o ônibus impacta muito mais as pessoas do que o caminhão. No entanto, o executivo frisou que o veículo elétrico para o transporte de carga da marca vai chegar ao mercado na hora certa. Outro ponto citado por Leoncini é o trem de força elétrico do eO500U não ser mesmo do eActros, que começa a ser
produzido na Alemanha esse ano. Disse que o ônibus elétrico foi totalmente desenvolvido no País para a realidade brasileira, no entanto vários testes do motor elétrico, eixo, acústica, sistema elétrico, freio etc aconteceram na Alemanha, em 1 milhão de quilômetros rodados com dois protótipos enviados do Brasil. O ônibus apresentado tem configuração de eixos 4X2 e trem de força com dois motores elétricos (equivalentes a 380cv) na paerte traseira; e duas baterias embaixo da parte traseira além de outras quatro na parte superior do veículo. Com 13,30m e 29 assentos, sua capacidade total é para 83 passageiros e o peso do chassi, mais as baterias, é de 14.800kg, contra 12.800kg da versão diesel. Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing ônibus da Mercedes-Benz, complementou que o veículo sairá de fá-
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brica equipado com freio eletrônico EBS e sistema de regeneração de energia. A autonomia é de 250 quilômetros e o tempo de carregamento para carga completa das baterias é 2h30. Apesar de já ter sido apresentado, a chegada do eO500U ao mercado está prevista para 2022. As primeiras unidades vão rodar no município de São Paulo; depois em cidades como Curitiba/PR, Vitória/ES e Salvador/BA. A Mercedes-Benz vai garantir suporte e consultoria aos clientes em suas próprias empresas durante toda a vida do veículo, cujo preço pode ser até quatros vezes maior que o similar movido a motor diesel. “Mas o custo de manutenção tende a ser muito menor do que o de um veículo a diesel”, complementou Walter Barbosa, considerando a inexistência de todos os procedimentos e cuidados necessários ao motor a explosão.
O eO500U chega ao mercado em 2022 e Mercedes-Benz vai garantir suporte e consultoria aos clientes em suas empresas, afirmou Walter Barbosa
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Bosch celebra 100 anos de fundação e de crescimento no setor automotivo com produtos de alta tecnologia para caminhões de todos os tipos e idades. Sua rede de oficinas credenciadas atende desde os veículos mais modernos aos que buscam calibração e reparação de bombas de combustível mecânicas, além de outras peças já inexistentes nos pesados das novas gerações E GOÃ J A R D L O
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undada por Robert Bosch em 1921 em Hamburgo, Alemanha, iniciamente como uma oficina de reparo de veículos, após um século de fundação, comemorados este ano, a Bosch se tornou a maior rede de oficinas independentes do mundo, com mais de 160 mil unidades de atendimento de veículos pesados e leves em 150 países. Além das comemorações de 100 anos de fundação, também é motivo de celebração da empresa o resultado obtido pela área de pós-vendas no Brasil, especialmente após o início da pandemia em março de 2020. Entre outras ações, a empresa vai aumentar sua rede de oficinas credenciadas no País, sem deixar de
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PÓS-VENDA
100 ANOS prosseguir investindo em novas tecnologias automotivas. De acordo com o presidente da divisão de aftermarket automotivo da Robert Bosch América Latina, Delfim Calixto, depois do susto inicial provocado pelo vírus da covid-19, a retomada no Brasil foi rápida para a empresa, sobretudo a partir do segundo semestre de 2020> O resultado foi fechamento do ano com crescimento de 8% sobre 2019. Calixto lembrou que no início da pandemia a Bosch teve uma proximidade maior com as oficinas da rede credenciada e procurou passar tranquilidade. “A rede estava preparada e logo começaram as vendas on-line. Assim, a pan-
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ANOS DE HISTÓRIA demia acelerou o que era esperado para daqui a uns 10 anos”, comentou. Na rede Bosch Diesel Center, embora a tecnologia de alimentação dos motores a diesel já tenha deixado há anos de usar bombas mecânicas, 40% dos serviços em veículos pesados são referentes à reparação e calibração de bomba de combustível. “A demanda ainda é alta, especialmente em regiões do Interior onde tem muitos caminhões em operação na cana, por exemplo. Os atendimentos referem-se mais à calibração e reparação da bomba”, mas ainda vende muitas peças como bico, válvulas e elementos entre, outros itens”, disse Calixto.
Das atuais 1.430 oficinas franqueadas Bosch existente no Brasil, somando as unidades para atendimento de peças, diagnósticos e serviços para automóveis (Car Center) e para veículos comerciais movidos a diesel de todas as categorias, 487 delas são voltadas ao atendimento de para veículos comerciais a diesel (caminhões, vans e ônibus etc), para os quais a empresa opera com dois diferentes conceitos. Um deles é o Bosch: Bosch Diesel Center, a rede de oficinas especializadas em todos os sistemas de injeção diesel, com serviços de diagnóstico, reparo de componentes, testes no veículo e serviços técnicos especializados para todos ocarreteiro.com.br
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os sistemas a diesel (bombas, bicos injetores etc). Já as oficinas Bosch Diesel Service são especializadas no diagnóstico e manutenção de todas as aplicações que possuem motor a diesel. Recentemente a empresa anunciou investimento de cerca de R$ 40 milhões destinados a treinamentos, campanhas da marca, ações no trade marketing, qualificação da rede, expansão e treinamento das equipes do trade entre outros. Os planos incluem também aumento da rede de oficinas credenciadas no Brasil para 1.800 unidades. De acordo com Delfim Calixto, o foco está na ampliação das unidades para atendimento da linha leve, pois, conforme explicou, o número de oficinas para veículos pesados se encontra adequado à demanda. Outro ponto destacado por ele é o alto investimento em oficinas para a linha diesel. “Certos equipamentos de diagnose podem custar mais de R$ 600 mil”, exemplificou. Como as oficinas são independentes, são delas a responsabilidade pelo investimento necessário em equipamentos, qualificação, fachada etc, se tornarem uma unidade Bosch Service. A rede de serviços Bosch está presente no Brasil desde a década de 1950, entretanto, o conceito da rede Bosch Car Service, Bosch Diesel Service, Bosch Diesel Center e Bosch Centro de Direções, chegou ao Brasil em 2001. Devido à sua importância pelo movimento de milhões de peças da marca), o País foi o primeiro fora da Alemanha a receber esse conceito lançado pela matriz em 2000. O executivo explica que por serem membros de uma rede global, as oficinas Bosch Service recebem apoio por meio de equipamentos para diagnóstico e reparação de ponta, logística eficaz de
peças de reposição, estratégias de gestão e marketing, treinamentos técnicos e comerciais e suporte de consultoria especializada Bosch. Conforme explicou Calixo, graças aos serviços de informação e consultoria para todas as marcas de veículos, e da tecnologia de diagnóstico Bosch de última geração, os parceiros em todo o mundo se beneficiam do know-how da empresa. “Assim, os clientes da rede podem contar com um atendimento e servi-
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Rede credenciada Bosch para veículos leves e pesados chega atualmente a 160 mil oficinas em 150 países. Mais de 1.400 delas estão no Brasil
ço de qualidade e garantia, por meio de profissionais qualificados sempre atualizados graças aos treinamentos técnicos regulares que envolvem produtos, sistemas e tecnologias, tudo alinhado com as tendências e demandas do mercado automotivo”, concluiu. Para este ano é esperado crescimento entre 10% e 12% no mercado brasileiro e 27% na América latina, principalmente em países onde a queda foi superior à do Brasil.
Veículos a diesel no Brasil contam com rede de 487 oficinas que prestam atendimento com peças e serviços para caminhões de diferentes idades
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PÓS-VENDA
AGILIDADE E CRESCIMENTO
O novo Centro de Distribuição de Peças Paccar Parts completou um ano de funcionamento com crescimento no volume de entregas de peças genuinas para a rede de concessionárias DAF, e de componentes multimarcas da linha TRP destinados a caminhões de outros fabricantes E GOÃ J A R D L O 42
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novo Centro de Distribuição de Peças Paccar Parts, construído ao lado da fábrica da DAF, em Ponta Grossa/PR, celebrou um ano de operação com grande comemoração dos resultados obtidos no período. Inaugurado em julho de 2020, e responsável pela distribuição de peças genuínas DAF, peças genuínas Paccar e linhas multimarcas TRP (para caminhões de outros fabricantes), a unidade encerrou o primeiro ano de atividades com várias conquistas, entre elas a redução nos prazos de entrega e no tempo de atendimento, além de maior volume de itens, entre outros avanços. Com área construída de 16mil m² (seis vezes maior que o anterior) e capacidade para armazenar mais de 50 mil locações, o CD conta com moderna tecnologia para operação e logística de peças. De acordo com o diretor executivo da Paccar Parts Brasil, Carlos Tavares, no primeiro ano de funcionamento a unidade ampliou a capacidade e ganhou agilidade de atendimento aos clientes, além de melhorias para redução de tempo entre a entrada e entrega dos pedidos Segundo Tavares, as entregas semanais passaram de duas para três vezes e a frequência de entregas de peças de cinco para três dias, tornando mais rápida a chegada aos concessionários. Outro ponto destacado pelo executivo é o amento constante da quantidade de linhas de peças enviadas à rede. “Antes eram despachadas diariamente 250 linhas, hoje são 500. Já houve dias de chegar a 600. Então, estamos crescendo continuamente. Houve aumento também no número de equipamentos e pessoas”, complementou. Vários fatores impulsionaram as conocarreteiro.com.br
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PÓS-VENDA
Carlos Tavares: números do CD acompanham crescimento da frota DAF em circulação
quistas do CD, entre os quais o aumento das vendas de peças originais DAF e PACCAR, voltadas especialmente para os veículos DAF em garantia. Conforme disse Tavares, os números acompanham o crescimento da frota de caminhões da marca em circulação, hoje com cerca de 15 mil unidades no País. Na sua conta entram também componentes para modelos das novas linhas XF e CF. “Aumentamos a nossa capacidade e agilidade em atender aos clientes, acompanhando a curva de crescimento do Grupo no Brasil. Agora, estamos concentrados em ampliar ainda mais o nosso portfólio de peças DAF para atender aos novos XF e CF e também da linha
multimarcas TRP, mirando no mercado de reposição, o qual já representa 30% do nosso resultado”, disse. Atualmente, as linhas de filtros, lonas e freio entre outros itens já atendem a todas as marcas de caminhão. Ainda segundo o executivo, as peças TRP são itens de qualidade com preços competitivos. Ele destacou o trabalho da empresa de convidar e levar pessoas e caminhões de outras marcas para conhecer as concessionárias, peças e a mão de obra competitiva. "Tudo para que o transportador tenha confiança de parar em qualquer uma das concessionárias DAF ou lojas TRP", explicou. Além das 45 concessionárias DAF
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Peças multimarcas TRP atendem as atuais 45 concessionárias da rede DAF e mais cinco pontos de atendimento instalados em rodovias instaladas no Brasil (serão 53 até o fim de 2021), o cliente conta com 5 lojas TRP abertas, as quais não têm caminhões a venda, apenas peças e serviços. Esses pontos estão instalados em Palmital/ SP, Divinópolis/MG, São Luiz e Estreito/ MA Bom Jesus/Piaui. “As lojas TRP estão sempre localizadas próximas dos frotistas ou em pontos estratégicos no caminho dos motoristas”, ressaltou. Na opinião de Tavares, o número de concessionárias tem de crescer, mas a quantidade de pontos de atendimento deve ser maior. “Em nossa visão, a grande chave do sucesso é dar atendimento onde a cliente precisa, o mais próximo possível. Conforme observou,
isso significa estar em rotas importantes, de fácil acesso. “As lojas TRP vão ganhar um volume muito grande em relação às concessionárias”, ressaltou reforçando a estratégia de ter sempre uma unidade em pontos não muito distantes do concessionário. Atualmente mais seis lojas em preparação. A Paccar Parts espera crescimento de 130% nos próximos meses, e terminar 2021 com resultado 140% superior a 2020. “Estamos empolgados com o bom desempenho da empresa para este ano. A DAF lançou novos modelos de caminhões, incluindo o inédito CF rígido 8x2, que certamente impulsionará também os nossos resultados”, finalizou. ocarreteiro.com.br
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USADOS
Valor de revenda é item de grande relevância na decisão de compra do caminhão ou do utilitário de carga, pois quanto menor a depreciação do veículo, maior é seu peso na hora da negociação pela troca por outro usado ou na aquisição de um modelo 0Km JOÃO GERALDO
USADOS E VALORIZA C
aminhões usados desempenham importante papel no mercado, especialmente em relação à depreciação, pois valor de revenda é fator de grande influência na decisão de compra. Além disso, veículos de carga usados com maior valorização fortalecem a marca do fabricante e facilitam a negociação na venda para um terceiro ou como parte de pagamento na troca por um modelo zero quilômetro. Para se ter ideia da importância do mercado de usados, entre janeiro e junho deste ano 236.188 caminhões trocaram de titularidade. Este total representou avanço de 58% sobre as 149.489 unidades registradas no mesmo período de 2020. Os números são da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, entidade que reúne 51 Associações de marca de au-
tomóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, implementos rodoviários, motocicletas, tratores e máquinas agrícolas. De acordo com levantamento da entidade, do total acumulado nos primeiros seis meses, 90.342 (38,25%) são modelos Mercedes-Benz; 50.379 (21,33%) Volkswagen/MAN e 38.711 (16,39%) Ford. Das marcas Scania e Volvo foram registrados, respectivamente, 20.879 (8,84%) e 19.415 (8,22%) veiculos, enquanto 9.731 (4,12%) foram da marca Iveco e 6.731 (2,85%) de outros fabricantes. Mas, afinal, quais são os caminhões usados com maior valor de revenda. A rfesposta para essa pergunta pode estar no resultados da pesquisa intitulada Selo Maior Valor de Revenda - Veículos Comerciais, estudo realizado anualmente pela agência AutoInforme, que para formar o índice de depreciação consi-
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ORIZADOS
VW Constellation 30.330 8X2 é o seminovo campeão de valorização
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USADOS
Scania 440 6x4 se destacou como o caminhão pesado com maior valor de revenda
dera os preços médios dos veículos zero quilômetro e de modelos correspondentes seminovos com três anos de uso. Para o diretor da agência, Joel Leite, a depreciação do veículo depende de vários fatores, sendo os principais o fabricante, a rede de concessionárias e também do cuidado que a marca tem em relação ao pós-vendas, entre outros fatores. Na edição deste ano, a sétima do estudo, foram considerados os preços médios dos veículos novos praticados em 2018 e de seus modelos correspondentes em maio de 2021. Na categoria caminhões, foram contemplados o Volkswagen Delivery Express (semileve +8,9%), o Volkswagen Delivery 10.160 (leve +6,3%), o Mercedes-Benz Accelo 1316 (médio -10,1%), o Scania R-440 A 6x4 (pesado +5,4%) e o próprio Volkswagen 30-330 Constellation 8x2 (caminhão semipesado e campeão geral +10,7%). Entre os Utilitários de Carga, na categoria Camionetas os veículos desta-
cados nesta edição do SMVR são o Renault Master Furgão, Kia Bongo K2500 e Hyundai HR; Já o Fiat Fiorino Furgão, Raneult Kangoo e Peugeot Partner se destacaram na categoria Furgonetas de Carga. No transporte de passageiros, também recebeu o Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais 2021 e o Mercedes-Benz Sprinter Van 415, na categoria Minibus. O estudo é realizado desde 2015 e desde então as marcas mais contempladas são a Mercedes-Benz e a Volkswagen. A Mercedes já venceu em 22 categorias somando Caminhões e Utilitários; ficando seis vezes com o título de “Campeão Geral” concedido ao veículo com menor desvalorização. A Volkswagen, por sua vez, ganhou em sete categorias e tem dois títulos de “Campeão Geral”. Renault já venceu em cinco categorias e tem dois títulos “Campeão Geral” e a Hyundai em quatro oportunidades e três melhores colocações em Utilitários.
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USADOS COM MAIOR VALOR DE REVENDA • CAMINHÕES
• UTILITÁRIOS DE CARGA
PESADOS
CAMIONETAS
(PBT acima de 40 toneladas )
(Chassi-cabine até 3,5 toneladas de carga)
Ordem Marca/ Modelo
%
Ordem Marca/ Modelo
1 2 3
5,4 5,0 3,5
1 2 3
Scania R- 440 6X4 Volvo FH 540 6X4 Scania R- 450 6X2
SEMIPESADOS
1 2 3
13 11,4 6,4
FURGONETAS (Veículos com carroceria de fábrica até 1.000 kg)
(PBT superior a 15T e inferior a 40 T) Ordem Marca/ Modelo
%
Kia Bongo K2500 Hyundai HR Renault Master chassi-cabine
%
VW Constellation 30-330 8X2 10,7 VW Constellation 19-330 3,5 VW Constellation Tractor 19-360 2,1
Ordem Marca/ Modelo
1 2 3
Fiat Fiorino Furgão Renault Kangoo Peugeot Partner
%
-6,2 -9,9 -10,5
MÉDIOS (PBT superior a 10T e inferior a 15T) Ordem Marca/ Modelo
1 2 3
%
Mercedes-Benz Accelo 1316 VW Delivery 11-180 VW Constellation 13-190
-10,1 -11,4 -12,9
LEVES (PBT superior a 6T e inferior a 10T) Ordem Marca/ Modelo
1 2 3
%
VW Delivery 10-160 Delivery 9-160 VW Delivery 8-160
6,3 0,3 0,1
Como em edições anteriores do SMVR, o Kia Bongo 2.500 continua com alta valorização entre as furgonetas de carga
CAMINHÕES SEMILEVES (PBT superior a 3,5T e inferior a 6T) Ordem Marca/ Modelo
1 2 3
VW Delivery Express VW Delivery 6-160 VW Delivery 5-150
%
8,9 -0,5 -8,6
CAMPEÃO CAMINHÕES VW Constellation 30.330 8X2
10,7%
O Mercedes-Benz Accelo 6x2 recebeu o Selo de caminhão médio seminovo com maior valorização ocarreteiro.com.br
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TECNOLOGIAS
DA TRAÇÃO MECÂNI
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Fabricante de eixos comemora 65 anos de produção no Brasil embalada pelas novas tecnologias de redução de custos e eficiência do transporte rodoviário de cargas e preparada para atender a demanda da era dos caminhões elétricos
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CÂNICA À ELÉTRICA O J ÃO GERALDO
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Linha de montagem de eixos na fábrica de eixos Meritor
m 65 anos de atividades no Brasil, comemorados em julho, a Meritor ultrapassou a marca de 8,7 milhões de eixos produzidos nas suas fábricas instaladas em Osasco/SP e Resende/RJ, dos quais pouco mais de 3.5 são produtos destinados a veículos comerciais. Nestas mais de seis décadas de atuação, a empresa alcançou a liderança de eixos e sistemas de trem de força em mercados do Brasil e da América do Sul. A Meritor tem 50% de participação em veículos comerciais na faixa de 6 a 125 toneladas de PBTC. Se você trabalha com caminhão Volkswagen, Iveco, Mercedes-Benz, DAF ou Volvo, entre outros veículos pesados, certamente a força transmitida para as rodas do veículo sob seu comando é transmitida por componentes produzidos pela Meritor. Além dos itens tradicionais mais comuns ao mercado, com a chegada da era da mobilidade elétrica a empresa já se encontra trabalhando com produtos para veículos comerciais movidos por trem de força elétrico. É o caso do eixo motriz MS 08-125 presente no VW e-Delivery. Componentes do trem de força ocarreteiro.com.br
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TECNOLOGIAS
Em 1959, operando como Cobrasma Rockwell S.A., a empresa se consolidou como fabricante de eixos para caminhões e automóveis
elétrico para caminhões médios e pesados também já se encontram em fase de prospecção no Brasil, adiantou Adalberto Momi, vice-presidente da Meritor para a Amércia do Sul. O executivo referiu-se ao eixo elétrico identificado pela empresa como 14e, a ser produzido nas configurações 4x2 e 6x2 para equipar caminhões na faixa de 9 a 26 toneladas de PBT e também para modelos entre 26 e 40 toneladas de PBT na versão 6x4. Outros produtos para a mobilidade elétrica anunciados pela empresa, e já em desenvolvimento, são o eixo 12Xe, com até 200Kw de potência (272cv), para caminhões entre 6 e 19 toneladas de PBT, e o 17Xe, com 430Kw (585cv), destinado a equipar caminhões na faixa de 26 a 44 toneladas de PBT. Em ambos os casos, os produtos atendem às configu-
rações 4x2 e 6x2 e os testes estão previstos para começar no início de 2022. Os eixos elétricos da Meritor levam a marca Blue Horizon, unidade de negócio dedicada a novas tecnologias para a mobilidade. PRODUTOS MAIS LEVES – No ano de 2000, a empresa começou a implementar a tecnologia de desenvolvimento de produtos com o foco no conceito power dense, isto é, desenvolver componentes com menor peso e atender tecnicamente as capacidades das aplicações dos clientes. Como resultado foram desenvolvidos novos produtos e tecnologias incorporadas aos eixos 17x e 18x Segundo a Meritor, as inovações contribuíram para redução entre 2% e 3% de consumo de combustível. Outras soluções para diminuir custo de operação
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vieram com eixos desenvolvidos e produzidos com tecnologia de ponta e também com lançamento do eixo tandem premium MT-610 para até 125 toneladas. Com redução nas extremidades e diferencial nacional, o MT-610 é montado na versão de carcaça fundida com mais performance de durabilidade, de carga transportada e menor geração de ruídos. Também, por meio de tecnologia de manufatura de última geração recebeu um par de coroa e pinhão com novos desenhos. Segundo a Meritor, o produto passou a oferecer aos clientes mais benefícios, flexibilidade e competitividade. A Meritor destaca também o eixo traseiro MS-160 EVO de simples redução (evolução de seu antecessor), destinado a aplicações de até 45 toneladas. Já a versão tandem, para até e 74 toneladas, ganhou novo desenho e melhorias que o
Abaixo, componente 14xe para caminhão elétrico. Empresa já está preparada para o futuro, afirmou Adalberto Momi
tornaram mais leve, robusto. Projetado para aplicações em caminhões rodoviários, de construção, coleta de lixo e ônibus urbanos e rodoviários, este produto, que chega agora ao mercado. ocarreteiro.com.br
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SEGURANÇA
MARATONA PARA INSPEÇÃO
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De acordo com o diretor executivo da Federação Nacional da Inspeção Veicular (Fenive), Daniel Bassoli Campos, a situação vem se agravando desde 2019 e obrigando transportadores a saírem de suas regiões para conseguir fazer a inspeção. Atualmente, apenas os órgãos estaduais de pesos e medidas estão autorizados a realizar a tal verificação volumétrica. Os tanques precisam passar por ensaios a cada dois anos para garantir que o volume transportado está correto.
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om o fechamento de postos do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) por causa da Covid-19, as unidades estaduais autorizadas que continuaram realizando a inspeção de tanques para o transporte de produtos perigosos não têm conseguido atender a demanda dos transportadores. Em alguns casos, o veículo tem de ser deslocado de uma região para outra, ou até mesmo para outro Estado, para ter regularizada a situação do implemento.
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A falta de postos credenciados para inspeção de tanques para o transporte de produtos perigosos tem levado transportadores de diferentes pontos do País a se deslocarem para outras regiões para conseguir a regularizarização de seus equipamentos O J O Ã E G RAO DL Conforme o Decreto n.º 96.044, de 18 de maio de 1988, somente o Inmetro (nstituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), ou entidade por ele credenciada, tem a atribuição de atestar a adequação de veículos e equipamentos destinados ao transporte de produtos perigosos. Segundo Daniel Bassoli, há dois anos é solicitado ao Inmetro que designe aos órgãos de inspeção acreditados para a verificação volumétrica em tanques em todo o território nacional, através de modelo acreditado e pautado nos regulamentos, mas não há resposta efetiva.
No seu entender, esta ação quebraria o monopólio dos IPEM’s para a realização dos serviços obrigatórios e aumentaria de forma rápida a capilaridade dos locais de atendimento e a oferta de serviços às transportadoras. Bassoli contou que em ofício enviado ao Instituto no início de julho, o órgão respondeu que não descarta autorizar empresas privadas para efetuar a verificação, porém, afirma que esse tema deve ser discutido pela agenda regulatória, sem data marcada e que também não apresentou propostas de soluções ou prazos. O presidente da Fenive disse ainda que, em busca de solução, esteve reunido recentemente com a divisão responsável
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SEGURANÇA
Estamos de frente para uma situação de burocracia que atrapalha o desenvolvimento econômico do País, disse Daniel Bassoli
pela metrologia legal do Inmetro (Dime). Conforme relatou, a Dime está avaliando os problemas de atendimento junto ao IPEM para pensar em solução ainda este ano. Mas Bassoli não acredita que a situação terá solução, pois conforme disse existem questões de repasse de recursos financeiros difíceis de serem resolvidas. O assunto será incluído na agenda regulatória para que então seja pensada a possibilidade de debater a solução definitiva. “Para isto, deverão fazer uma análise de impacto regulatório para edição de portaria, além de buscarem apoio político para alteração da portaria interministerial 44 de 2017, que trata das taxas para os serviços. Sem edição de lei para tratamento destas taxas referentes aos serviços, a concessão à iniciativa privada pode ser inviabilizada. Ou seja, estamos de frente a mais uma situação de burocracia que atrapalha o desenvolvimento econômico do nosso País. Mas continuamos fazendo o nosso papel para resolver o problema”, complementou. A Fenive divulgou que atualmente há
dificuldade de agendamento nos poucos postos IPEM’s existentes e o deslocamento aumenta ainda mais as perdas econômicas. O coordenador de transporte da cooperativa Copetrans, em Betim/ MG, Alessandro Silva, disse que o IPEM pede para ligar todo dia 1º do mês para agendar, mas ele não consegue. “Tenho caso de associado com a inspeção vencida e não consegue agendar”, relatou, lembrando que Minas Gerais tem apenas dois postos: um em Contagem e outro em Uberlândia. Em Araucária/PR, os transportadores de combustíveis passam pela mesma situação. De acordo com o supervisor de frota da On Petro Distribuidora de Combustível Emerson Conrado Hilgemberg, é preciso de alternativas para não ficar reféns de um único local de ensaio. "Aqui na região, o posto de verificação de Pinhais está agendando com prazo de quatro meses. Uma alternativa seria levar a frota para a cidade de Cascavel, mas não compensa, porque fica 500 km de distância de Pinhais", complementou.
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AS INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO TRANSPORTE RESPONSÁVEL JÁ ESTÃO ABERTAS. PARTICIPE! Já estão abertas as inscrições para a 9ª edição do Prêmio Transporte Responsável, uma iniciativa da revista TRANSPORTE MUNDIAL em parceria com a Fabet. O objetivo principal é reconhecer e dar visibilidade às práticas das transportadoras que têm em sua conduta o tripé da sustentabilidade (econômica, social e ambiental). Este ano a novidade fica por conta da inclusão da categoria Superando a Pandemia, com foco nos cases de inovações que contribuíram para melhorar os processos e resultados das empresas de transporte, diante dos desafios trazidos pela pandemia da Covid-19. A participação na premiação é gratuita. Frotistas (transportadores ou embarcadores com frota própria) podem se inscrever nas
categorias Índice das “Transportadoras de Cargas em Geral” e “Transportadoras de Cargas Perigosas”. PODEM TAMBÉM PARTICIPAR DO CONCURSO DE CASES Empresas de transporte e embarcadores podem enviar cases que demonstrem melhorias na gestão da frota ou da logística, com resultados em redução de acidentes, de emissões de poluentes e melhorias na qualidade profissional e de vida dos motoristas. Outra possibilidade é se inscrever também na categoria “Superando a Pandemia”. As participações nas categorias de Índices e de Cases são independentes, podendo se inscrever somente em uma das categorias ou nas duas.
ACESSE E PARTICIPE: www.transportemundial.com.br/transporteresponsavel/
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CARGAS DE RISCO Embora tenha havido redução no número de casos e de prejuízos nos últimos anos, o roubo de cargas continua representando uma grande ameaça à integridade dos motoristas de caminhão que transportam cargas visadas pelos ladrões JOÃO GERALDO
Maior parte dos roubos de carga (80%) acontece nos Estados da região Sudeste
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lém de problemas enfrentados pelos como horários apertados, trechos de rodovias malconservados e alto custo do combustível, entre outros infortúnios, o motorista convive ainda com a ameaça de se tornar vítima de ladrões de carga. Segundo levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística - NTC&Logística, em 2020 foram registradas 14.159 ocorrências em rodovias e áreas urbanas. Não raramente os bandidos sequestram o carreteiro e levam também o caminhão. O número apurado pela NTC indica queda de 23% em relação a 2019, quando foram registrados 18.382 casos. Porém, tanto a Associação quanto autoridades consideram a quantidade de casos bastante alta, por tratar-se de um dos mais graves problemas enfrentados pelo setor do transporte rodoviário de cargas. No entanto, a partir de 2017 o número de ocorrência vem caíndo ano a ano. (vide tabela na página seguinte). “Os investimentos em tecnologias e medidas de segurança tomadas pelas empresas, além do trabalho de órgãos de segurança pública na atuação ao combate aos roubos de cargas, são apontados como principais responsá-
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Redução das ocorrências a partir de 2017 é atribuida a investimentos em medidas de segurança
REGISTROS DE OCORRÊNCIAS EM 2020 Ano 2020 2019 2018 2017
Sudeste 11.516 15.490 18.809 22.212
Sul 1.258 1.199 1.262 1.440
Nordeste 943 1.156 1.427 1.514
Centro-Oeste 271 310 520 640
Norte 171 227 165 164
Total 14.559 18.382 22.183 25.970
Fonte: Assessoria de Segurança/ NTC&Logística
veis pela redução do número de casos", explicou o assessor de segurança da NTC e responsável pelo levantamento, Coronel Paulo Roberto de Souza. “Os números ainda são elevados, mas estamos no caminho certo no enfrentamento desse problema”, complementou. Os produtos mais visados pelos ladrões são combustíveis, eletroeletrônicos, produtos farmacêuticos, bebidas, autopeças, defensivos agrícolas, têxteis e confecções. Realizado pela NTC des-
de 1998, o levantamento anual de roubos de carga apontou em 2020 prejuízo superior a 1,2 bilhão de reais ao setor. De acordo com o levantamento, mais de 80% de ocorrências em todo o País acontecem na região Sudeste, com 11.516 registros no ano passado, dos quais 41,8% ocorreram no Estado de São Paulo e 35,2% no Estado do Rio de Janeiro. A região Sul ficou com 1.258 casos; Nordeste com 943, Centro-Oeste, 271, e região Norte com 171 registros.
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BOLETIM DE PNEUS
A IMPORTÂNCIA DE CONTROLAR OS PNEUS Além de determinar qual o pneu apresenta o menor CPQ, o controle de quilometragem proporciona outros benefícios tais como: • Saber onde estão montados todos os pneus da frota, coibindo roubos ou trocas indevidas; • Determinar se existe algum eixo consumindo mais pneu que outro; • Determinar quais as principais causas de sucateamento de pneus e determinar ações corretivas pontuais. Portanto, são vários os desafios que os transportadores têm para superar, mas sabemos que muitos não se preocupam com isso e as consequências na maioria das vezes são fatais para as empresas. Frequentemente, os detalhes fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma empresa. Bom trabalho e até o próximo mês.
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m controle de quilometragem eficiente, com seu consequente levantamento do custo por quilômetro rodado, é o maior aliado na redução do custo com este componente. Isso possibilita saber qual a marca e qual a recapadora mais eficiente para o serviço/veículo/manutenção em questão. Os pneus de carga tem sua carcaça preparada para suportar reformas e prolongamento da sua vida útil. A quantidade de reformas suportada pelo pneu su é determinada por diversos fatores que podem ser obtidos através do estudo do CPQ (custo por quilômetro rodado). Com isso pode se saber, por exemplo, qual o momento de tirar o pneu de serviço antes dele ter terminado sua vida trabalhando montado no veículo. A fórmula básica para se determinar o CPQ é dividindo o custo total do pneu (novo mais reformas e consertos) pela quilometragem total percorrida. Dessa forma, é possível determinar os seguintes parâmetros que são de vital importância tais como: • Qual a marca de pneus apresenta o menor CPQ; • Qual a recapadora oferece o menor CPQ; • Qual veículo consome menos pneus; • Qual o momento de retirar o pneu de serviço, inclusive vendendo a carcaça no mercado.
Este boletim é de responsabilidade do consultor na área Automotiva Pesada, Guilherme Junqueira Franco, que tem a formação TTS - Truck Tire Specialist (Especialista em Pneus de Caminhão). Dúvidas: guijunqueirafranco@gmail.com ocarreteiro.com.br
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AUTÔNOMO, O PROTETOR DA INFÂNCIA NAS ESTRADAS Foto SHUTTERSTOCK
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vida de um carreteiro autônomo não é fácil. Rodar diariamente nas estradas do Brasil exige atenção, cuidado e muito profissionalismo. Mais do que isso, nós sabemos como vocês amam o que fazem e realizam esforços diários para honrar a profissão, dando o máximo de si para superar os desafios e ajudar a economia brasileira. Mais do que valorizar a profissão, é fundamental ressaltar o papel que todos os carreteiros autônomos exercem para a sociedade: são os olhos atentos nas estradas para violações de direitos contra crianças e adolescentes. Ao denunciar qualquer atitude suspeita envolvendo meninas e meninos, principalmente em situação de exploração sexual nas rodovias e pontos de parada, vocês se tornam agentes de proteção e contribuem para um País livre de violência sexual contra a infância e a adolescência. Enfrentar a exploração sexual de meninos e meninas nas rodovias é vital. Hoje, existem 3.651 pontos vul-
neráveis a esse tipo de violência nas estradas do País, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com a Childhood Brasil, realizado entre 2019 e 2020. Você, carreteiro, é nosso principal aliado no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas. Ainda temos uma longa jornada pela frente. Sempre que você se deparar com uma situação de violência contra crianças e adolescentes, Disque 100. A denúncia é anônima e gratuita. Se todos fizermos nossa parte, poderemos aos poucos mudar essa realidade e garantir uma infância e adolescência segura para todos.
Para saber mais, acesse: Childhood Brasil – www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa – www.namaocerta.org.br
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“BOA INFORMAÇÃO É O QUE MANTÉM O PROFISSIONAL DO VOLANTE COM O PÉ NA ESTRADA.” Pedro Trucão Olá, parceiro! Trucão com Pé na Estrada traz, a cada programa, novidades, dicas, lançamentos, informações, o dia a dia do trecho e o bom bate-papo de sempre. No SBT todos os domingos às 7h e no site www.trucao.com.br a toda hora.
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Amigo motorista, mande sua mensagem para Revista O Carreteiro por email: redacao@ocarreteiro. com.br pelo site: www.ocarreteiro.com.br pelo whatsapp: (11) 95428-8803 pelo facebook: facebook. com ocarreteiro. cartas: Rua Palacete das Águias, 395 - Vila Alexandria - São Paulo SP - CEP 04635-021
TEST-DRIVE Como forma de divulgar o Novo Actros e dar uma oportunidade aos autônomos de conhecer melhor o veículo, a Mercedes e a TruckPad estão promovendo desde o dia 29 de julho um test-drive com motoristas autônomos nas cidades de Cascavel/PR, Itajaí/SC, Caxias do Sul/RS, Dourados/MS, Rondonópolis/MT, Rio Verde/GO, Palmas/TO e Belém/PA. A montadora está disponibilizando dois caminhões Actros: um 2045 4×2 e outro 2553 6×2, ambos com MirrorCam (câmeras no 64
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lugar de espelhos retrovisores). Batizada “Minha Vez no Novo Actros”, a ação selecionará 50 caminhoneiros para ter uma experiência com o caminhão mais avançado e moderno da marca. No dia do test-drive, cada motorista participante é presenteado com um cartão pré-pago de R$ 1.000,00 e um kit com brindes da marca, contendo mochila, dois bonés, nécessaire e outros itens. SEGURO O seguro de caminhão para autônomo lançado pela TARGET Meio de Pagamentos, em parceria com a Suhai, aceita veículos de qualquer idade, marca e modelo. Segundo a empresa, além do pagamento de indenizações de até R$ 206.000 em caso de roubo ou furto do veículo, o segurado tem direito a serviços de assistência 24 horas que incluem chaveiro, guincho, troca de pneus e transporte domiciliar em caso de roubo ou furto do veículo. O produto conta também com com seguro de vida, seguro contra roubo e furto de caminhão, assistência em saúde, plano odontológico, dentre outros. ocarreteiro.com.br
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ROSIVORTER
ORIGEM DA FESTA
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m 25 de julho de 1985, uma grande festa realizada no Parque de exposições em Guaratinguetá/SP, no Km 231 de Via Dutra, marcou a comemoração de 10 anos da Semana do Carreteiro. É possível que um ou outro estradeiro da velha guarda lembre-se ainda do evento que anos mais tarde passou a se chamar Festa do Carreteiro e depois Feira do Carreteiro, procurando sempre se adaptar à realidade de capa época.. Muitos motoristas sabem que a primeira Semana do Carreteiro aconteceu em julho de 1976, mas o que se tornou um grande evento teve origem em um
Fotos ARQUIVO O CARRETEIRO
Fila de caminhões na Via Dutra era acontecimento normal na ocasião da Semana do Carreteiro restaurante Frango Assado no Km 96 da rodovia BR-369, em Cornélio Procópio/ PR, em 25 de julho de 1971. Conforme relato na edição número 135 da Revista O Carreteiro, o primeiro encontro foi organizado pela equipe da redação para homenagear os leitores da Revista. O evento voltou ser realizado em 1972 e 1973 no mesmo local. Em 1974, já com o nome Festa de São Cristóvão, aconteceu no Posto O Carreteiro, na Marginal Tietê, ao lado da editora Abril, na cidade de São Paulo. Em 1975, aconteceu em Guaratinguetá/Sp, com o nome de I Natal do Carreteiro. (JG)
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