editorial
IR. ILDA BASSO Gestão Executiva - SAGRADO - Rede de Educação
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CARO LEITOR,
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Em um mundo em constante evolução, onde a tecnologia se torna cada vez mais presente na educação e as complexidades do ensino se multiplicam, é essencial que, como educadores católicos, nos mantenhamos fiéis aos valores e princípios que fundamentam nossa missão de educar. Inspirados pelos ensinamentos do Papa Francisco, que nos convoca no Pacto Educativo Global a uma cultura da integração e do encontro, e guiados pela visão de Clélia Merloni, queremos desempenhar um papel vital na formação integral das novas gerações, auxiliando-as na busca das verdades que dão sentido à vida, todavia, abertos ao futuro. Esta edição da Revista SAGRADO tem como objetivo colocar-nos num caminho de reflexão sobre a missão do educador católico Cleliano, que se baseia nos valiosos ensinamentos da BemAventurada Clélia Merloni. Ela destacou o conceito cristão da pessoa humana, ressaltando a importância de reconhecer a dignidade de cada indivíduo. Além disso, a transmissão de princípios éticos e cristãos, o ensino com sabedoria, o uso da caridade e da doçura, bem como o amor e zelo apostólico, elementos fundamentais na abordagem pedagógica Cleliana. Formar novos educadores também faz parte da nossa missão. O Curso de Formação de Docentes - Magistério é uma excelente porta de entrada para a docência e gestão educacional. Esta preparação qualificada permite que novos educadores guiem crianças e jovens na compreensão de seu papel na sociedade, incentivando-os a agir com responsabilidade e compaixão. Nesta jornada desafiadora, os educadores continuam a ser faróis de luz, guiando os educandos em direção a um futuro cheio de significado e propósito. A educação inclusiva e a formação integral
são as bases sólidas sobre as quais o caminho é construído e trilhado. Não poderia deixar de mencionar a Jornada Mundial da Juventude. Os breves relatos dos educadores do SAGRADO - Rede de Educação que participaram do evento destacam a marcante presença do Pastor, o Papa Francisco, que a todos convocou a partir apressadamente, assim como fez Maria. Ela parte porque ama, e quem ama voa, corre de bom grado; mas com a tranquilidade de quem leva no coração o amor de Jesus. “Jesus dirá qual é o caminho do amor. Escuta-O”, disse o Papa Francisco. Gratidão pelo seu compromisso com a Educação Católica.
ÍNDICE
Entrevista - Amor por Multiplicar Conhecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
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Destaque - Projetando Ações para Melhorar o Mundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Espiritualidade - O Papel do Educador Católico Cleliano na Formação de Crianças e Jovens . . . . . . 8
Gestão - Identidade da Missão Educativa Confessional à Luz do Pacto Educativo Global . . . . . . . . . . 20 Pedagógico - Educação Inclusiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Pedagógico - Contextos Estéticos na Educação Infantil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Resenha - JMJ Lisboa 2023 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Resenha - Confiança, Oportunidade, Tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 Tic's e Tech - Aprendizagem Criativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 Charge . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
EXPEDIENTE Idealização: Central de Gestão Educacional do SAGRADO - Rede de Educação
Projeto Editorial: Gestão de Comunicação e Gestão Pedagógica do SAGRADO - Rede de Educação Jornalista Responsável: Pedro Henrique Colatusso (DRT 0013058/PR)
Projeto Gráfico e Diagramação: Turbo Ideias Potentes Impressão: Optagraf Tiragem: 1040 exemplares
Textos e Revisão: Gestão de Comunicação Central de Gestão Educacional Fotos: Adobe Stock, Banco de imagens do SAGRADO - Rede de Educação e Freepik.com Distribuição Gratuita
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Artigo capa - O Uso da Tecnologia e a Ética Humana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
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Editorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
destaque
PROJETANDO AÇÕES PARA MELHORAR O MUNDO:
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O PROTAGONISMO DA INFÂNCIA NO SAGRADO REDE DE EDUCAÇÃO
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FABÍOLA MACIEL CORRÊA Gestão Pedagógica do SAGRADO - Rede de Educação
No SAGRADO – Rede de Educação, as crianças são reconhecidas em sua potência e os educadores estão comprometidos em criar condições para promover situações de aprendizagem que proporcionem descobertas, conhecimento, interação e imaginação. Acreditamos que a ação educativa só tem sentido se estiver vinculada aos aspectos sociais reais da vida dos nossos educandos e investimos no desenvolvimento do processo emancipatório a partir da conscientização de que agir no mundo é central para a obra educativa. Para nós, a relação com o conhecimento se dá por meio de uma educação em que os valores são demonstrados em todas as ações que se realizam, promovendo momentos de encontro e debate para realizar projetos educativos válidos, que mobilizam sentimentos de reciprocidade e de pertença entre os sujeitos e o mundo. Assim, as situações de aprendizagem que organizam o currículo no Ensino Fundamental - Anos Iniciais ganham força para transformação e significação pedagógica, colocando em evidência a prática da projetação1, em que os educandos são mobilizados ao dinamismo e à busca de soluções
de problemas, dentro e fora da Escola, implicando em suas escolhas e tomadas de posições individuais e coletivas para o bem comum. Neste contexto, em 2022, nasceu o projeto Ações para Melhorar o Mundo, em consonância com o Programa de Responsabilidade Socioambiental (PRS), com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com o Pacto Educativo Global e com as Competências Gerais da BNCC, proporcionando aos educandos do 1º ao 5º ano conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários que transbordam o currículo por meio de questões referentes a uma consciência comunitária que fomenta ações e transforma o mundo para melhor. Inspirados também pela carta encíclica Laudato Si’, do Santo Padre Francisco, que nos convida a viver a fé cuidando da Casa Comum, o projeto tem como objetivo promover o protagonismo dos educandos, em uma perspectiva colaborativa, de modo que suas propostas sejam ouvidas, consideradas e transformadas em iniciativas no território – na própria Sala, na Escola, na família, no bairro, na cidade, etc.
1. “A projetação é uma estratégia de pensamento e ação presente no processo de aprendizagem das crianças e dos adultos, que aceita a dúvida, a incerteza e o erro como recursos e é capaz de modificar-se de acordo com os contextos e as relações. ” (PRADO, Angélica. Itinerários do professor: educação infantil integrado. 1. Ed. – São Paulo: FTD, 2017. P. 40.)
Em outubro de 2022, realizamos o I Fórum de Criança para Criança - e para o mundo, em que duas Unidades Educacionais foram sorteadas para organizar e sediar o evento: Colégio Social Madre Clélia (Curitiba-PR) e Colégio Mater Amabilis (Nova Araçá-RS). Já neste ano, entre os dias 16 e 20 de outubro, vivemos o II Fórum de Criança para Criança - e para o mundo, organizado e sediado por três Unidades Educacionais: Colégio Sagrado Coração de Jesus (Bento Gonçalves-RS), Colégio Sagrado Coração de Jesus (Curitiba-PR) e Escola Social Coração de Jesus (Piraquara-PR). É dessa forma que, numa perspectiva de educação integral, o Ensino Fundamental - Anos Iniciais do SAGRADO - Rede de Educação promove a qualidade e a excelência educacional do segmento.
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A realização do Ações para Melhorar o Mundo evidencia, ainda, uma grande sinergia entre as Unidades Educacionais da Rede, colocando as crianças no processo de tomada de decisão e de desenvolvimento de autonomia em projetos criativos de transformação e intervenção social. Todo o processo investigativo, de pesquisa e ação, culmina em um potente fórum, no qual os educandos protagonizam apresentações e partilhas, expondo suas proposições para tornar o mundo melhor. Esse encontro se consolida em
uma rede de crianças investigativas, reflexivas, autônomas, éticas, criativas, solidárias e socialmente responsáveis.
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Para isso, os educandos partem da problematização sobre o modo como os seres humanos se relacionam com o ambiente e entre si e buscam soluções práticas e criativas ao bem comum. As aulas se constituem em espaços de partilha, escuta, protagonismo e criatividade, nas quais as crianças do Ensino Fundamental - Anos Iniciais das Unidades Educacionais do SAGRADO Rede de Educação compartilham, entre seus pares, descobertas, investigações e diferentes formas de transformar a comunidade.
espiritualidade
O PAPEL DO EDUCADOR CATÓLICO CLELIANO
NA FORMAÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS
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ROGER MARCELO MARTINS GOMES Coordenador de História e Pedagogia no UNISAGRADO
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Como vão teus estudos? Por si, os estudos preocupam e tornam árido o coração, especialmente nestes tempos indesejáveis, em que se dá muita importância às doutrinas materialistas. Procura, minha querida, a ciência sólida, substancial; bebe na fonte a verdade, que é Deus e então os estudos te aproveitarão. Todo o verdadeiro, todo o bom e o belo vêm de Deus: quem, com olhar simples, vê em todas as coisas tais valores, eleva-se até Ele, centro de toda felicidade. (Os Estudos, p.146. Madre Clélia1) Em um mundo de mudanças rápidas nos campos da economia, sociedade, política e cultura, a educação como obra transformadora3 e emancipadora torna-se mais essencial do que nunca! Somente uma educação de qualidade que permita a autonomia, a crítica e a inteligência do coração poderá enfrentar mudanças que tanto beneficiam a humanidade como aquelas que nos surpreendem e nos espantam – inovações tecnológicas, revolução digital, Inteligência Artificial, crise de paradigmas e ambiental4 e tantas outras transformações que nos têm colocado em choque e reflexivos sobre tudo o que nos circunda. Diante desta realidade cheia de contradições e sabendo da necessidade de uma educação transformadora e emancipadora, há de se considerar que uma formação integral não pode se isentar de uma condição fundamental nas relações
1. COLETÂNEA DE CARTAS DA VENERADA MADRE CLÉLIA MERLONI. Trad. Eugênio Mazzarotto. Roma, 1957. 3. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1974. 4. PARADA, Maurício. Formação do mundo contemporâneo: o século estilhaçado. Petrópolis, RJ: Vozes; Rio de Janeiro: Editora PUC, 2014.
humanas: o amor. Sem dúvida, uma educação firmada no afeto, no carinho e no amor poderá dar solidez à formação integral das crianças e jovens, pois, como disse a Bem-Aventurada Clélia Merloni, educar é uma obra de amor5.
A realização destas Escolas como comunidades educadoras, além de ter como resultado o atendimento e a abertura a todas as comunidades; a avaliação do homem em seus valores humanos, eternos e transcendentais; a qualificação dos sistemas de ensino e do corpo docente; e, sobretudo, a responsabilidade na promoção integral do homem; distingue-se pela busca e pela defesa da verdade no mundo atual. Portanto, o educador católico Cleliano, antenado às pedagogias contemporâneas, desenvolve com as crianças e jovens a consciência crítica para que saibam interrogar, questionar e decidir;
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Alimentai as crianças que vos são confiadas... Aprendei delas a simplicidade, a pureza e a docilidade; virtudes tão necessárias, se quiserdes ser verdadeiras nutrizes espirituais destas tenras almas. Oferecei cada manhã, juntamente com as crianças, vossos trabalhos ao Coração de Jesus... (Antologia Espiritual, p. 165. Madre Clélia)
aposta no desenvolvimento da criatividade em suas aulas; torna o processo de ensino-aprendizagem como produção de sabedoria; possibilita que o espaço escolar seja visto pelos alunos como uma casa, como uma família ou um lugar de acolhimento; defende a vida fraterna e comunitária que, por conseguinte, resulta na minimização da competição entre indivíduos e na maior compaixão entre eles, o que justifica o seu ofício como uma obra de amor.
5. FARIAS, Pierpaula de. Clelia Merloni – Madre e Maestra. Pontificium Athenaeum Antonianum. Facultas Philosophiae – Sectio Psyco-pedagogia. These ad doctoratum N. 94. Giovanni Marra Ausiliare dal Vcariato di Roma, 1988. 6. Idem 7. TERRINONI, Pe. Ubaldo, Uma maravilha a mais sobre a terra. Imprimatur Vaticano. Roma, 1979.
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Para o educador católico Cleliano, a educação significa promoção integral da pessoa humana e é neste sentido que se orienta a formação de crianças e jovens em dezenas de Escolas do Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus espalhadas pelo mundo. Para o Instituto, assim como colocava Madre Clélia, em um processo de contínua renovação, as Escolas devem ser um local vivificante. A Instituição procura cultivar com o objetivo de que todas as suas Escolas sejam verdadeiras comunidades educadoras fundamentadas em Cristo6.
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Em sua jornada pela educação transformadora, emancipadora e cristã, o educador católico Cleliano se pauta nas orientações deixadas pela Bem-Aventurada Clélia Merloni, em que se destacam: o conceito cristão da pessoa humana, a transmissão de princípios éticos e cristãos, os ensinamentos com a paciência, o uso da caridade e da doçura e, por fim, o ensinamento com amor e zelo apostólico.
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O USO DA TECNOLOGIA E A ÉTICA HUMANA:
COMO SER INFLUÊNCIA NA VIDA DOS FILHOS EM UM MUNDO COM TANTAS INFLUÊNCIAS?
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RENATO CASAGRANDE
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Neste mundo em que o digital e o virtual exercem tamanha influência, é natural que surja uma preocupação legítima nas famílias: “como influenciar adequadamente os nossos filhos e filhas mediante tantas influências externas?” Ademais, com os recentes avanços da Inteligência Artificial (IA), aumentam consideravelmente os riscos e, consequentemente, os desafios na educação dos filhos. Os pais e demais responsáveis por crianças e adolescentes desempenham um papel vital na educação digital, sendo responsáveis pela promoção de diálogo aberto, pelo monitoramento do uso da tecnologia e pela capacitação dos filhos, para que esses possam tornar-se usuários conscientes e responsáveis no mundo digital. Os adultos precisam estar atentos à possibilidade da coleta de dados sem consentimento explícito, aos vieses discriminatórios presentes nos sistemas de IA, e à dependência excessiva da tecnologia educacional. Assim, devem ler os termos dos serviços, orientar os mais jovens sobre possíveis ameaças e incentivar experiências de aprendizagem variadas. É essencial que os pais assumam a responsabilidade de orientar e proteger os seus filhos e filhas, pois a mesma tecnologia que oferece recursos educacionais para o desenvolvimento cognitivo pode
prejudicar a concentração em caso do uso em demasia. Além disso, como o engajamento excessivo em redes sociais e jogos eletrônicos pode levar ao isolamento, outro aspecto a ser considerado é o impacto emocional causado pela vida digital sem controle. Sendo assim, pais precisam zelar pelo equilíbrio entre tempo de tela e atividades mais saudáveis, definindo horários e períodos de uso que considerem o equilíbrio entre o tempo de tela e outras atividades importantes, como prática de esportes, interações sociais e tempo em família. Os limites estabelecidos pelos pais ajudam a criar uma relação equilibrada com a tecnologia, um ambiente digital saudável e evitam a dependência excessiva. Pais também precisam orientar os filhos tanto sobre as questões éticas nessa área quanto sobre o vício em tecnologia e como essa dependência pode prejudicar diferentes áreas na vida de todos. O PAPEL DOS PAIS NA FORMAÇÃO ÉTICA DIGITAL DOS FILHOS A formação ética de um cidadão começa no ambiente familiar e no mundo digital não é diferente: pais desempenham papel crucial também no ensino dos valores éticos no cenário do uso da tecnologia por seus filhos. A comunicação fami-
Como nos lembra o professor Yves de La Taille, especialista em Psicologia do Desenvolvimento, os pais enfrentam, atualmente, um dilema em relação aos limites a serem impostos aos seus filhos. Eles reconhecem que não têm todas as respostas sobre o que realmente traz felicidade e, por isso, tendem a impor menos restrições. Contudo, ainda que essa postura seja uma abordagem honesta, em alguns casos, ela também pode ser interpretada como covarde: ao dizer "Façam o que vocês quiserem", o adulto transmite aos filhos outra mensagem que está implícita na primeira: "Resolvam sozinhos, não tenho responsabilidade nisso".
Então, é fundamental lembrar que estabelecer limites não é apenas uma questão de falar, orientar ou exigir. A coerência entre o discurso e a ação é poderosa, pois reforça a importância dos valores éticos no uso da tecnologia. Ao agirem de acordo com o que ensinam, os pais estabelecem uma base sólida para que seus filhos desenvolvam comportamentos éticos no mundo digital.
As crianças aprendem não apenas com o que é dito, mas principalmente com o exemplo dado
A IMPORTÂNCIA DA COLABORAÇÃO ENTRE FAMÍLIAS E ESCOLA PARA UMA EDUCAÇÃO DIGITAL ÉTICA Como educador com mais de três décadas de experiência, tenho testemunhado diversas situações em que as famílias transferem para a Escola
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pelos pais e responsáveis. Se os pais esperam que seus filhos lavem as mãos antes das refeições, por exemplo, é essencial que eles também tenham esse hábito e demonstrem a importância da higiene pessoal. Da mesma forma, se for estabelecida uma regra de não usar o celular à mesa, os pais devem dar o exemplo, evitando distrações digitais durante as refeições.
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liar aberta é essencial, e os pais devem criar um ambiente propício para que os filhos se sintam à vontade para expressar dúvidas, preocupações e experiências relacionadas com o mundo digital. O diálogo franco permite uma compreensão mais profunda das questões enfrentadas pelos jovens e a oportunidade de fornecer-lhes orientação e conselhos relevantes.
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a responsabilidade que é predominantemente delas. No entanto, essas duas instituições devem compartilhar as responsabilidades: a Escola deve fornecer um ambiente complementar à educação familiar, para que a criança possa encontrar uma continuidade dos princípios e valores ensinados em casa. Além de trabalhar com conhecimento acadêmico, a Escola também deve desempenhar ações importantes, como criar um ambiente seguro e saudável para a aprendizagem e promover a conscientização sobre os riscos e desafios do mundo digital. Isso pode incluir a implementação de programas educacionais que ensinem habilidades digitais, o uso responsável da tecnologia e ética on-line. A Escola também deve estabelecer políticas e diretrizes claras para o uso de dispositivos eletrônicos, redes sociais e recursos on-line, buscando equilibrar o acesso à tecnologia e a necessidade de proteger a privacidade e a segurança dos alunos. Ao assumir essas responsabilidades, a Escola contribui para criar um ambiente educacional que prepare os alunos para serem cidadãos digitais responsáveis e éticos.
A colaboração entre famílias e Escola é essencial para garantir que os jovens desenvolvam habilidades digitais saudáveis e compreendam a importância de valores éticos, tais como respeito, privacidade e responsabilidade on-line. Todavia, é impossível a Escola fazer "milagres" quando a família não colabora ativamente nesse processo. Pais e Escola que trabalham juntos criam um ambiente de aprendizagem que promove uma relação consciente e positiva com a tecnologia e prepara as futuras gerações para enfrentarem os desafios do mundo digital de forma ética e responsável. Em um mundo com tantas influências, pais e educadores devem ser a influência positiva que desejam, guiando filhos e estudantes pelos caminhos das novas tecnologias e criando uma geração capaz de utilizar a tecnologia de forma consciente, respeitando os valores humanos essenciais. Juntos, podemos construir um futuro digital mais ético e promissor para as próximas gerações.
Renato Casagrande é educador, fundador e presidente do Instituto Casagrande. É escritor, palestrante e consultor de Educação e Gestão, sendo referência nacional na formação de professores, gestores e na geração de resultados para instituições educacionais públicas e privadas.
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AMOR POR MULTIPLICAR CONHECIMENTO
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ENTREVISTA COM MARIA SÍLVIA BACILA, SECRETÁRIA MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO DE CURITIBA (PR)
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Com mais de 37 anos de dedicação profissional à educação, Maria Sílvia Bacila tem a vida marcada pelo SAGRADO – Rede de Educação. Seu primeiro contato com a educação cleliana foi com apenas 5 anos, quando ingressou na Escola Santa Teresinha do Menino Jesus, de Curitiba (PR). Em entrevista à Revista SAGRADO, a atual Secretária Municipal da Educação de Curitiba (PR) compartilha um pouco sobre sua relação pessoal e profissional com a instituição, onde aprendeu sua base intelectual como estudante e os recursos formativos como educadora. Além disso, Maria Sílvia Bacila fala sobre a importância do Curso de Formação de Docentes – Magistério, ofertado pelo Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Curitiba (PR), compartilhando suas impressões sobre como despertar as novas gerações para a profissão “Professor”. Revista SAGRADO: O SAGRADO – Rede de Educação está muito presente na sua história pessoal e profissional. Conte um pouco sobre suas primeiras lembranças e como foi este processo. Maria Sílvia Bacila: O SAGRADO – Rede de Educação se mistura com toda a minha identidade profissional e pessoal. Eu estudei na Escola Santa Teresinha do Menino Jesus desde os meus 5 anos. Na verdade, fiz um dia de Jardim e a Ir. Giselda chamou a minha mãe e disse que eu era muito grande e muito esperta e deveria ir para o
Pré. Então, no dia seguinte, eu já estava no Pré, na sala da Ir. Marta Dalcin. Fui muito bem acolhida, inesquecível aquele dia para mim... Lembro das palavras, do acolhimento e, talvez, ela tenha sido um dos grandes exemplos na minha vida que eu trago dentro da identidade docente. Sempre fui uma boa aluna, adorava a Escola e todas as minhas ações no Santa Teresinha e, também, no Sagrado, onde fiz o Magistério. Quando estava no último ano do Curso, me recordo que um dia estávamos na Oração, como ainda é hoje, pelo som, e a Conceição, que era uma inspetora, bateu à porta da minha Sala e entrou. Ela disse: “Maria Sílvia, depois da Oração, desça no gabinete da Diretora”. Eu pensei: “Nossa, o que eu fiz?” Então, desci no gabinete da Ir. Mariazinha, a Diretora, e ela me fez o nobre convite de assumir uma 1ª série no Sagrado. Ela disse: “Você tem o desafio e a missão de alfabetizar todas essas crianças até o final do ano”. Foi maravilhoso. Naquele 2º semestre do meu último ano de Magistério eu já me tornei Professora da Escola e foi muito desafiador. Eu lembro de todas as minhas alunas e do trabalho que realizei com elas. Claro que no começo eu me senti um pouco nervosa. Enfim, colocamos o desafio à prova e o que ela tinha me pedido como um grande propósito naquele ano. Depois segui minha carreira, passei no vestibular, fiz Pedagogia, como eu queria, e outros cursos também. E, assim, fui seguindo a minha vida profissional e o meu vínculo com a Escola, com todas as ações e o meu compro-
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misso com as crianças, com as famílias e com o curso de Magistério, que realmente é a minha paixão. Sempre gostei demais não só de ensinar crianças ou outras faixas etárias, mas de trabalhar com a perspectiva de ensinar como ensinar. Eu acho isso fascinante. A experiência que eu tive no Magistério foi algo que realmente achei que era o meu caminho profissional e, desde então, 1991, me dediquei a ensinar professores. Trabalhei no Magistério por muitos anos, depois segui a carreira acadêmica na Universidade, na PUC; e depois na Universidade Pública, na UTFPR. Eu sou servidora pública há 12 anos e também fiz o meu trabalho como profissional na área de formação de professores, até que fui para a Secretaria da Educação. Nesse tempo todo são 37 anos de trabalho dedicados à educação, desde a minha primeira ação como profissional. Todo esse cuidado junto às Irmãs com a missão de educar e evangelizar foi muito importante na minha vida. Aprendi questões da gestão com as Irmãs Apóstolas. Nós temos lições que aprendemos na Escola, na
Universidade, tecnicamente, mas essas lições da prática foram muito importantes na minha vida profissional e me determinam até hoje. Revista SAGRADO: Os educandos de hoje muito ouvem falar sobre Projeto de Vida, orientação profissional. Como encantá-los para a profissão “Professor”? Maria Sílvia Bacila: Ser Professor tem um encantamento para mim que precisa ser natural pela paixão de conhecer. Nós temos muitos jovens encantados por ser Professor. Trabalhei 25 anos com a formação - Magistério, Pedagogia e Licenciaturas, e uma pergunta que sempre fiz, foi: “Por que você veio fazer esse curso?” E muitas das pessoas diziam: “Porque eu gosto de criança”, ou “Porque eu não gosto de matemática”. São duas respostas que não vão te levar a um sucesso. Primeiro que só gostar de criança não é a razão pela qual nós vamos trabalhar todo esse conhecimento, e precisa gostar de matemática. Esses cursos generalistas vão obviamente te conduzir a todas as disciplinas. Eu gosto de
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entrevista
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criança, sempre gostei, mas a minha condição de fazer Magistério tinha outros chamamentos.
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Eu tive um grande pai: cientista, professor... A forma como ele dava aula, quando eu acompanhava nas salas, eu olhava e pensava: “Meu Deus, que coisa mais encantadora, que maravilha é essa”. Tinha um discurso que eu aprendi em casa muito recorrente. Ele sempre falava o seguinte: “Não me chame de doutor, me chame de Professor”. Essa foi uma frase marcante dele. Então eu tinha uma inspiração um pouquinho diferente no tocante ao conhecimento. Eu gosto muito de criança, sou encantada pela docência com criança, mas não era esse o meu chamamento, não era essa questão “nossa eu fui fazer Magistério porque eu acho criança fofinha”, e achar fofinha não é o que te garante numa docência. Eu tentava intuitivamente desconstruir essa crença, levar as pessoas a uma paixão pelo conhecimento. Você precisa num trabalho docente gostar de gente, de gente de todas as idades, inclusive muito mais dos pais das crianças do que das crianças, que talvez sejam as pessoas que a gente mais tenha que trabalhar.
Sempre gostei demais não só de ensinar crianças ou outras faixas etárias, mas de trabalhar com a perspectiva de ensinar como ensinar. Eu acho isso fascinante.
Obviamente é o meio que vai te levar a lidar com as pessoas, a encantar as pessoas. Se o Professor encanta as pessoas, ele vai encantar criança, adulto, adolescente. Claro, tem muitas questões para lidar nesse encantamento, mas eu acho que o grande ponto de partida é a paixão pelo conhecimento. Hoje, no século 21, nós lidamos
com uma complexidade muito grande na questão da transmissão do conhecimento: a questão tecnológica, os meios virtuais. É também uma linguagem muito diferenciada para que as pessoas também se sintam encantadas e atraídas para poderem multiplicar o seu conhecimento. Revista SAGRADO: O Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Curitiba, oferece o Curso de Formação de Docentes - Magistério. Décadas atrás, cursos profissionalizantes como este eram oferecidos em mais instituições de ensino. Como você, a partir do olhar de Secretária Municipal da Educação, vê a iniciativa do SAGRADO – Rede de Educação de manter o Magistério por tanto tempo? Maria Sílvia Bacila: Eu acho sensacional. Uma Escola só faz isso porque tem tradição e uma história que realmente sustenta esse trabalho. Se não, isso já teria sucumbido. Eu vi isso acontecer não apenas em Escolas aqui de Curitiba, mas do Brasil inteiro. Essa história séria e longeva se dá realmente por um trabalho que sempre foi muito dedicado, e espero que as Irmãs continuem investindo nessa grande ação formativa. Eu sempre digo que o Magistério é um trabalho formativo inicial. No desenvolvimento profissional nós temos várias etapas e o Magistério passou a ser combatido com a última lei de ensino com o argumento de que todas as pessoas deveriam ter – e devem ter mesmo – acesso ao ensino superior. Mas isso não quer dizer que elas não possam ter esse acesso de nível médio. Veja, para ter o acesso no ensino superior eu não posso agora demonizar e dizer que aquilo que foi feito não é bom, não vale e desacreditar esse processo. Pelo contrário, todas as pesquisas, pelo menos que eu participei, conheço e li, que falam do Magistério, todas, sem exceção, comprovam o quanto esta formação inicial é fundamental para o Professor. Não tem um Professor que tenha feito Pedagogia ou outra Licenciatura, Mestrado, Doutorado e que não faça uma menção ao Magistério como uma grande formação inicial para a sua carreira. Então veja, ele não deixou de percorrer outros níveis acadêmicos,
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No Magistério não temos muito tempo de fazer uma reflexão profunda de determinadas teorias, nós trabalhamos questões muito práticas. Não digo que nenhum Professor do Magistério tenha a intencionalidade de fazer um trabalho com o propósito de uma prática rasa, de forma alguma, mas com o tempo curricular que ele tem, ele faz um tipo de imersão desse estudante. Mas por ser a primeira experiência, é sem dúvida muito significativa e que o estudante se sente empoderado. Então, quando o estudante já fez o curso de Magistério e chega no curso de Pedagogia ou Licenciaturas já com esta experiência, chega muito mais maduro para outras reflexões. Então num tempo curricular, da Pedagogia e das Licenciaturas, é outra forma de lidar com aqueles conhecimentos. Portanto, eu penso que se o estudante tem o desejo de trabalhar com essa ideia de ser um Professor, de trabalhar com a paixão pelo conhecimento e transmitir esse conhecimento nas mais variadas áreas, o Magistério é um excelente curso para este começo. Depois, ele pode escolher uma Licenciatura em Biologia, em Matemática, em Letras; ou mesmo a Pedagogia se o objetivo é trabalhar com os Anos Iniciais ou Educação Infantil. A partir disso, ele pode ter muitas frentes de trabalho. Esses cursos podem levá-lo a um trabalho tanto na questão da docência, em espaços formais ou não formais, e também a gestão. Os espaços de gestão educacional de um modo geral estão vinculados ao trabalho do Pedagogo ou de um Professor que exerceu o seu trabalho com as Licenciaturas. Essa formação do gestor educacional está totalmente vincu-
lada a esses cursos. Na rede municipal, para que um profissional seja um gestor de uma Unidade de Educação Infantil ou de Ensino Fundamental, ele tem que ter sido um Professor. Não tem outro caminho. E para que ele seja um Professor da rede, tem que ter feito uma Licenciatura. Então, é muito interessante falar desses atalhos profissionais. Como é que você chega lá? A formação está na docência - docência e gestão. São cursos que vão permitir isso e o Magistério é a porta de entrada. Não é a única, mas é uma excelente porta de entrada.
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MAIS INFORMAÇÕES: No QR Code, você encontra a entrevista na íntegra e uma mensagem da Secretária Municipal da Educação de Curitiba, Maria Sílvia Bacila, aos Educadores do SAGRADO – Rede de Educação.
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isso está claro. Mas essa formação inicial é muito importante.
gestão
IDENTIDADE DA MISSÃO EDUCATIVA CONFESSIONAL À LUZ DO PACTO EDUCATIVO GLOBAL
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PE. EZIO LORENZO BONO Secretariado do Pacto Educativo Global - Roma
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Falar em "Identidade da missão educativa confessional" poderia fazer torcer o nariz de muita gente, especialmente daqueles que têm uma ideia preconceituosa de confessionalidade. Certamente, se por "confessionalidade" se entende uma discriminação rigorosa e excludente daqueles que não "confessam" a ideologia da instituição, eles têm razão em desconfiar e ter certo receio de novas "cruzadas" ou "guerras santas". Entretanto, essa ideia não corresponde à ideia das Escolas Católicas que estão abertas a todos de qualquer religião e raça, até mesmo ateus, desde que respeitem os valores da fé cristã ou católica. Há 240.000 Escolas Católicas em todo o mundo, e entre elas há Escolas em que mais de 90% dos alunos ou professores não são católicos. Muitas Escolas Católicas não têm nenhum financiamento público, portanto, precisam cobrar taxas para sustentar-se, mas isso não significa que sejam Escolas de elite. De fato, quase 50% dos alunos estão na África, em áreas de extrema pobreza. A "confessionalidade" das Escolas Católicas consiste em se inspirar nos valores do Evangelho e, portanto, nos valores da fraternidade, da abertura a todos, da solidariedade e da transcendência, transmitindo-os aos seus alunos, não com imposição, mas como proposta.
O Pacto Educativo Global, o grande projeto lançado pelo Papa Francisco no final de 2019 com a intenção de unir os esforços de todos para educar e nos educar na fraternidade universal, vai exatamente nessa direção. Esse Pacto nos convida a mudar nossa perspectiva sobre a educação, que tem a tarefa de transformar o mundo. A educação, como tem sido transmitida até agora, em vez de mudar o mundo, quer mantê-lo como está. A primeira ideia deste projeto é precisamente a do "Pacto", ou seja, unir intenções para alcançar o mesmo objetivo, que é a fraternidade entre os homens de todos os cantos da Terra. O termo "Pacto" foi retomado nos últimos anos com outras palavras, com o termo "sinodalidade" (o "Pacto Educativo" é o caminho sinodal da Igreja no mundo da Educação); ou com a expressão "fazer coro", como disse o Papa Francisco em seu discurso aos reitores, professores, estudantes e funcionários das Universidades e Instituições Pontifícias Romanas em 25 de fevereiro de 2023; e retomado na Carta Conjunta do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e do Dicastério para a Cultura e a Educação de 28 de junho de 2023; ou com o termo "aliança", como o Papa Francisco disse recentemente aos artistas
reunidos na Capela Sistina (23/06/2023): "Sinto que vocês são aliados para muitas coisas que estão perto do meu coração, como a defesa da vida humana, a justiça social, os últimos, o cuidado com a casa comum, o sentimento de que somos todos irmãos".
Sobre esses quatro pilares se baseia a ideia da formação integral, que se resume no conhecimento de si mesmo, do irmão, da criação e do Transcendente. Não podemos nos furtar a essa missão, pois o Papa enfatizou que "não podemos esconder das novas gerações as verdades que dão sentido à vida". Para alcançar esse objetivo, o Papa sugere um caminho marcado por sete compromissos: 1. Colocar a pessoa no centro de todo processo educacional; 2. Ouvir a voz das gerações mais jovens para não correr o risco de elaborar projetos que não lhes dizem respeito; 3. Promover a participação de mulheres e meninas na educação; 4. Fortalecer a família como a primeira educadora;
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Fonte: Wikipedia
5. Estar aberto para acolher o outro, especialmente os mais necessitados; 6. Renovar a economia e a política para que estejam a serviço de toda a família humana; 7. Cuidar de nossa casa comum, protegendo o meio ambiente por meio de energia renovável e da adoção de estilos de vida mais sóbrios.
Resumindo:
O objetivo de nossa missão educacional é claro: uma educação integral com vistas à fraternidade universal; Os fundamentos estão delineados: os quatro pilares da educação católica; O caminho está traçado: os sete compromissos do Pacto Educativo Global. Portanto, tudo está pronto: o que precisamos fazer agora é começar a caminhar.
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1. "Conhece-te a ti mesmo"; 2. "Conhece teu irmão", para educar a acolher o outro (cf. Fratelli Tutti; Documento sobre a Fraternidade Humana, Abu Dhabi, 4 de fevereiro de 2019); 3. "Conhece a criação", para educar a cuidar da casa comum (cf. Enc. Laudato Si'); 4. "Conhece o Transcendente", para educar para o grande mistério da vida.
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Portanto, aderir ao Pacto Educativo significa "trabalhar em rede" com todas as outras organizações que compartilham esse ideal de fraternidade universal. Também devemos trabalhar em rede com aqueles que não professam nossa fé ou não professam nenhuma, entrando em contato com eles, mas tendo uma ideia clara de nossa identidade educativa, que se baseia nos quatro pilares da educação indicados pelo Papa Francisco (na Reunião de Representantes das Religiões Mundiais, 05/10/2021), que são:
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EDUCAÇÃO INCLUSIVA
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SIANA DO CARMO DE OLIVEIRA FRANCO BUENO Gestão Pedagógica do SAGRADO – Rede de Educação
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Não nos faltam leis que garantam a inclusão social e os direitos fundamentais dos seres humanos. Essa vasta galeria de normas protetivas que emanam princípios basilares da proteção integral é inspirada na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança (1989), na Carta Magna Brasileira e na Constituição Federal de 1988. Entretanto, os debates em torno dessa temática se tornam complexos, considerando que existem muitas teorias conhecidas, mas pouco compreendidas, o que causa um desalinhamento entre os fundamentos e as práticas, que se implementadas de forma colaborativa proporcionariam benefícios para toda a comunidade escolar. O projeto de educação do Brasil é pautado pelo compromisso internacional que prevê a implementação de ações que propiciem a educação inclusiva, com acessibilidade, permanência e aprendizagem a todos os educandos, independentemente de possuírem ou não uma deficiência ou qualquer outra característica que os diferencie de outras pessoas. Um trabalho em rede, com a participação dos docentes do ensino comum, especialistas, a família e profissionais da saúde é essencial para o alcance desse objetivo, com vistas à preparação dos educandos para a vida em comunidade, a melhoria das habilidades profissionais dos do-
centes e a mobilização da sociedade em torno do reconhecimento às diferenças e a consciência sobre o valor social de igualdade de oportunidades para todos. Essa perspectiva se baseia nos princípios do Desenho Universal, que prioriza projetos que possam ser acessados pela maioria das pessoas, prevendo todas as soluções para a acessibilidade e Adaptação Razoável em que “a própria pessoa aponta aquilo que é relevante para a acessibilidade com base em sua experiência” (BUENO, 2022, p.20). Não é raro o questionamento de educadores frente à necessidade de promover a adequação curricular para seus educandos: - Onde está escrito? - Qual é o caminho para a educação inclusiva? - Quem são os responsáveis? Tais indagações, que são recorrentes, anunciam que ainda persistem as tentativas de resistência, além da necessidade de fomento de projetos destinados à formação inicial e continuada de professores, responsáveis pela divulgação e implementação de políticas educacionais voltadas à inclusão. Nesse prisma, sendo as escolas microrganismos da sociedade, observa-se que a barreira mais desafiadora, sem sombra de dúvidas, é a barreira
Ao recortarmos o público-alvo da modalidade educação especial, ou seja, educandos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, nos ancoramos nos mesmos dispositivos legais que abordam a educação inclusiva, com o acréscimo de normas específicas que regulamentam o atendimento a esses grupos, que contemplam não só as respostas a essas perguntas, mas também apontam caminhos para a sistematização dos procedimentos que devem ser adotados pelas instituições escolares. A Declaração Mundial sobre Educação para Todos (Conferência de Jomtien – 1990) estabe-
Dessa forma, entende-se que adaptação se refere a espaços, instrumentos e equipamentos, enquanto adequação curricular se aplica aos procedimentos relacionados às práticas pedagógicas, como atividades, materiais didáticos e avaliações. É preciso destacar, ainda, que não há previsão legal quanto à supressão de conteúdo para os estudantes que apresentam necessidades educativas especiais. A diferenciação admitida se refere às estratégias metodológicas que a escola deve adotar para garantir a acessibilidade e aprendizagem. E então, como fazer? O primeiro procedimento é o Estudo de Caso, iniciado diante da
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Os sistemas educacionais têm sido eficazes e obstinados a responder às mudanças tecnológicas, ao mesmo tempo que têm ignorado as significativas transformações sociais, o que os fragiliza frente aos desafios contemporâneos que envolvem os comportamentos humanos, como a violência e a discriminação.
lece a adaptação “[...] dos meios de comunicação e informação à satisfação das necessidades básicas de aprendizagem [...].” (UNESCO, 1990, p. 31). A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva - PNEEPEI, MEC, 2008, preconiza a adoção de ações ou medidas que viabilizam a aprendizagem, como a elaboração de materiais e atividades adequadas a cada educando, mediante análise por meio de estudo de caso, que deve envolver todos os segmentos da comunidade escolar e de especialistas e técnicos de áreas afins, responsáveis pelo atendimento e acompanhamento do educando.
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atitudinal - que pode ser traduzida como discriminação, intolerância e, principalmente, falta de conhecimento - em contradição aos princípios fundamentais da Declaração dos Direitos Humanos (1948) e da Constituição Brasileira (1988).
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identificação das primeiras dificuldades pelos educadores ou pela família, documento que irá subsidiar todas as ações futuras relacionadas ao processo de ensino e aprendizagem. O segundo passo é a elaboração do Plano Educacional Individualizado – PEI, que deve contar com o envolvimento de todos os educadores, especialistas e profissionais de apoio da Escola e da saúde, além da família, que irá validar, avaliar e atualizar o instrumento, sempre que necessário, em conjunto com a equipe multiprofissional, responsável pelos atendimentos ao educando. As mantenedoras dos sistemas de ensino são responsáveis pela oferta de formações às suas redes e realizam orientações técnicas para a construção desses documentos, os quais estão normatizados na legislação vigente que trata dessa modalidade de ensino, com vistas à garantia do Atendimento Educacional Especializado – AEE, conforme prevê o Decreto Federal nº 7611/2011.
Tais medidas garantem a adoção de abordagens que permitem compreender as muitas maneiras pelas quais os educandos aprendem, de acordo com as suas potencialidades individuais.
A escola não pode tudo, mas pode mais. Pode acolher as diferenças. É possível fazer uma pedagogia que não tenha medo de estranheza, do diferente, do outro.
ABRAMOWICZ (1997, p. 89)
Assim, a inclusão escolar é tarefa de TODOS!
REFERÊNCIAS ABRAMOWICZ Anete Moll, Jaqueline (org.). Para além do fracasso escolar. Campinas, SP. Papirus (1997). BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, DF: MEC; 2008. Disponível em: http:// portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 21 jul. 2023 BRASIL. Decreto n. 7.611, de 17 de novembro de 2011. Dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. Brasília, DF, 17 nov. 2011. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7611.htm Acesso em: 20 jul. 2023. BUENO, Siana do Carmo de Oliveira Franco. Adaptação e flexibilização curricular. Curitiba: Fael, 2022. UNESCO. Declaração mundial sobre educação para todos e plano de ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. Jomtien, Tailândia: UNESCO, 1990. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/declaracao-mundial-sobre-educacao-para-todos-conferencia--de-jomtien-1990. Acesso em: 20 jul. 2023.
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CONTEXTOS ESTÉTICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL:
CONVITES PARA EXPERIÊNCIAS CRIATIVAS, CURIOSAS E CHEIAS DE POSSIBILIDADES
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CLAUDIA LOPES BRASIL E JANETE SANDRA ALÉCIO Serviço de Orientação Pedagógica - Escola de Educação Infantil Lar do Bebê - Pupileira e Escola Santa Teresinha do Menino Jesus
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As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil apresentam com clareza o que deverá permear as práticas pedagógicas no nível de ensino, visto que a criança é um: sujeito histórico e de direitos, que, nas intera-
ções, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, ob-
das ações das crianças, é uma composição que contribui no desenvolvimento da sensibilidade, imaginação e criação, para que vivenciem diferentes experiências como forma de manifestação cultural. O brincar e o explorar fazem parte deste direito, possibilitando a transformação das ações. Conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os princípios estéticos aparecem nos direitos de:
serva, experimenta, narra, questiona e constrói
Brincar cotidianamente de diversas formas,
zindo cultura (BRASIL, 2009).
tes parceiros (crianças e adultos), ampliando
sentidos sobre a natureza e a sociedade, produ-
Partindo do pressuposto que a criança é um sujeito histórico, convida-se para a reflexão: como podemos atuar com as crianças de modo que possamos auxiliá-las na construção da identidade pessoal e coletiva? Como está o tempo das infâncias? Como tem-se valorizado a escuta das crianças? Como tem sido realizada a comunicação com as crianças? A sensibilidade estética precisa ser arquitetada, construída, desenvolvida em cada contexto investigativo¹ possibilitado para as crianças, e, como afirma Porcher (1982, p.15), “não existe espontaneidade natural nem liberdade imediatamente criativa. É preciso dar à criança os instrumentos necessários para a sua autoexpressão”. A estética não constitui apenas a composição, o local e objetos, ela permite aprimoramento
em diferentes espaços e tempos, com diferene diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua
criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas,
sociais e relacionais. Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras,
emoções, transformações, relacionamentos,
histórias, objetos, elementos da natureza, na Escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades:
as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia (BRASIL, 2017, p. 34).
1.Contexto investigativo é o modo de projetar espaços e organizar materiais de forma a convidar as crianças a agirem sobre o meio, descobrindo e transformando-o. Envolve um conjunto de materiais selecionados intencionalmente, dispostos organizadamente, em quantidade e qualidade; materiais que possam se conectar para construir, criar, compor, projetar, representar. Como o nome já diz, que sirva para investigar, proporcionando às crianças uma aprendizagem significativa e que faça sentido.
Nesse período da Educação Infantil, a intencionalidade educativa requer do educador o olhar atento e afetuoso na organização e preparação do espaço, com objetivo de propor diferentes experiências, permitindo à criança integração social, compreensão da natureza e cultura durante sua interação nas propostas e brincadeiras, sendo ela protagonista, participando ativamente ao observar, explorar, questionar, levantar hipóteses, durante seus atos, sem pressa. Para as crianças vivenciarem experiências estéticas nos contextos é necessário tempo, continuidade das propostas, assim como variedade durante as interações e brincadeiras.
Dessa forma, a continuidade e variedade da proposta depende da observação, documentação, exploração e investigação da criança, para a percepção do educador de onde parte seu interesse e onde está focada sua atenção. Assim consegue preparar este espaço com diferentes possibilidades, materiais, permitindo a criança explorar, conforme expressa. “[...] a continuidade da experiência propõe variedade, ou seja, modificação na ação, na organização do espaço, na disposição dos ma-
teriais, enfim, na variedade a criança é capaz de mobilizar outras ações e significar de ma-
neira diferente a experiência”. (LOSS; SOUZA; VARGAS, 2019, p.65)
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De acordo com as experiências que a literatura apresenta em relação a Reggio Emilia, o contexto investigativo deve favorecer a exploração individual, com possibilidades e vivências em pequenos grupos, permitindo a criança ir além do óbvio, pesquisar, experimentar e levantar hipóteses. O espaço externo - como o pátio e a pracinha - é um importante complemento das diferentes oportunidades ofertadas na Escola, sendo um laboratório de possibilidades, recordando Rinaldi (2022, p. 41) “em Reggio as Escolas são vistas como locais de construção de valores, tais como amizade, solidariedade, respeito pelas diferenças, diálogo, emoções e afeição”. Assim como em Reggio, o SAGRADO – Rede de Educação também compreende a importância da vivência desses valores, por meio do carisma do Coração de Jesus e da Fundadora, a Bem-Aventurada Clélia Merloni.
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De acordo com a BNCC, BRASIL (2017), os seis direitos de aprendizagem possibilitam à criança aprender em diferentes ambientes com desafios, com estímulos e provocações para resolvê-los, respeitando o tempo e a individualidade para que ela possa compreender sua identidade e o mundo físico e social à sua volta. “É inútil afirmar que é muito difícil observar a prontidão das crianças. Na verdade, ela pode ser vista! Precisa-se estar preparado para ver, uma vez que tendemos a perceber apenas o que esperamos ver”, Malaguzzi (2016, p. 90).
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Tendo em vista uma proposta que respeita as infâncias, o contexto investigativo deve oferecer espaços acessíveis, transformáveis, para diferentes possibilidades e experiências, contendo objetos, materiais variados, reciclados, naturais ou não estruturados, instigando o protagonismo infantil e tornando o adulto observador, com escuta atenta para a indicação de possibilidades na aprendizagem, permitindo o acompanhamento do processo individual da criança. O espaço da sala de referência e os demais locais da Escola são ambientes ativos da prática educacional, contendo mensagens com estímulos à experimentação, interação, aprendizagem, sendo o terceiro educador. Como salienta Rinaldi (2022, p.116), “a criatividade não é somente a qualidade do pensamento de cada indivíduo, é também um projeto interativo, relacional e social. Exige um contexto que lhe permita existir-se, expressar-se, tornar visível.” Assim, os diversos contextos investigativos devem ser agradáveis e convidativos, contando sobre as propostas, as atividades, a rotina e com a participação coletiva. Este ambiente deve estar em constante transformação, ser flexível, planejado e organizado para a socialização entre os pares, com os educadores e famílias, contando a história de cada etapa vivenciada pela criança durante seu percurso escolar. EDWARDS, GANDINI & FORMAN, 2016, p.148, comentam:
“o ambiente é visto como algo que educa a criança [...] a fim de agir como um educador
para a criança, o ambiente precisa ser flexível; deve passar por uma modificação frequente pelas crianças e pelos professores a fim de permanecer atualizado e sensível às suas necessidades de serem protagonistas na construção do seu conhecimento.”
A diversidade e a quantidade de elementos nos contextos e espaços de aprendizagem propiciam à criança confrontos e colaborações, por isso a importância de serem elaborados com intencionalidade para que chamem a atenção a partir de um objetivo ou interesse para o aguçamento da curiosidade, associação por meio da repetição criativa e variada, ocorrendo interatividade como protagonista no processo de construção. A intencionalidade das vivências deve levar em conta a ludicidade, o local, o tempo, os materiais, as narrativas, as ações e as intervenções, para que assim elas consigam operar e tornar pensamento e aprendizagem visíveis, sendo possível ao educador refletir sobre as mensagens que o ambiente comunica e necessidades que revela. “Nas Escolas, a criatividade deveria ter condições de se manifestar em todo lugar [...] e lembrar que não há criatividade na criança se não há criatividade no adulto: a criança competente existe se exis-
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Em síntese, é necessário possibilitar à criança vivências, experimentações, criações, problematizações, reflexões, hipóteses e escuta atenta, para que compartilhe seus conhecimentos e saberes, sua criatividade e imaginação por meio de múltiplas linguagens, sem enfatizar nenhuma, no percurso cotidiano. Oportunizar interações em pequenos grupos faz parte
desta proposta de ir além de todas as crianças fazerem as mesmas coisas ao mesmo tempo. Os contextos de investigação precisam ser os “aliados” no planejamento. Assim, prepará-los com intencionalidade e antecedência permitirá o desenvolvimento de crianças perguntadoras, potentes, capazes, curiosas, autônomas, investigativas, observadoras, comunicativas e produtoras de pesquisas e relações. Tudo isso faz parte do lindo e sério processo de desenvolvimento de aprendizagens das infâncias.
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tir um adulto competente e criativo”, RINALDI (2022 p. 216).
REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. EDWARDS, Carolyn, GANDINI, Lella, FORMAN, George. As cem linguagens da criança: a abordagem de Reggio Emilia na educação da primeira infância. Volume 1. Porto Alegre: Penso, 2016. LOSS, Adriana Salete, SOUZA, Flávia Burdzinski, VARGAS, Gardia. Formação em Educação Infantil: Aprendendo com as crianças sobre a Docência na (s) infância (s). Volume 1.CRV, 2019. MALAGUZZI, Loris. História, ideias e filosofia básica. In: EDWARDS, Carolyn. GANDINI, Lella. FORMAN, George. As cem linguagens da criança: a abordagem de Reggio Emília na educação da primeira infância. Porto Alegre: Penso, 2016. p. 57-97. PORCHER, L. Educação Artística: Luxo ou Necessidade. São Paulo: Summus, 1982 RINALDI, Carla. Diálogos com Reggio Emília: escutar, investigar e aprender. Tradução de Vânia Cury. 15º edição- Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2022.
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“Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39):
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Papa Francisco se encontra com 1,5 milhão de jovens em Lisboa – Portugal
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Uma multidão de jovens de todos os continentes tomou as ruas de Lisboa, em Portugal, nos primeiros dias de agosto de 2023 para a celebração da XXXVII Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O encontro de diferentes culturas, idiomas e expressões com o Santo Padre foi marcado pelo tema central “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39), como um convite aos jovens a serem testemunhas de Jesus Cristo vivo, a exemplo de Maria que parte sem medo para amar e servir. A JMJ iniciou na Igreja em 1985, com São João Paulo II, como um momento de peregrinação universal e evangelização do mundo juvenil. Realizada anualmente a nível diocesano, a cada três ou quatro anos ocorre como um encontro internacional em uma cidade escolhida pelo Papa. Nas últimas décadas já passou por quatro continentes, sendo inclusive realizada no Brasil, em 2013. Em Lisboa, a Jornada foi marcada por eventos centrais que reuniram milhares de jovens com o Papa Francisco, chegando a 1,5 milhão na Vigília e Missa de Envio, realizadas em um parque às margens do Rio Tejo. O SAGRADO – Rede de Educação esteve presente por meio de alguns Educadores que vivenciaram o evento. Nesta edição, eles compartilham suas impressões e experiências.
CHAIANE ARTIFON MARCANTE Educadora do Serviço de Orientação Pedagógica - SOP Colégio Mater Amabilis – Nova Araçá/RS
Recordar da participação na Jornada Mundial da Juventude faz ressoar inúmeros momentos, sentimentos e muito afeto. Experienciar a JMJ é estar aberto para desafios e alegrias, para intensidade e muita emoção. É estar de coração aberto para se deparar com diferentes culturas, formas de expressão, convivência e, em meio a tudo isso, encontrar principalmente harmonia: é um lugar em que todos se unem por um mesmo propósito... todas as línguas se comunicam, todos os encontros nos afetam: pelo sorriso, pelo olhar, pelo amor de Cristo entre nós! Papa Francisco reforçou na JMJ o convite que faz aos jovens: partir sem medo, ir com coragem ao encontro de Cristo. Estar em sua presença foi um presente para a vida, poder vê-lo de perto e poder guardar no coração, carregadas de emoção, cada uma de suas palavras, uma realização imensa. Para cada dia, um novo convite: parte, apressa-te, alegra-te, acredita, agradece e, especialmente, levanta-te. A Jornada Mundial da Ju-
MATEUS FRANÇA SCHEMBERGER
PEDRO HENRIQUE COLATUSSO
Educador do Serviço de Pastoral Escolar Escola Santa Teresinha do Menino Jesus – Curitiba/PR
Gestão de Comunicação Central de Gestão Educacional - CGE
“A Jornada do desconfinamento e do reencontro”, foi assim que Dom Manuel Clemente, então Patriarca de Lisboa, definiu a JMJ 2023, dias antes do início, durante a homilia da Santa Missa de Acolhida para os voluntários, em 26 de julho. Pessoalmente, compartilho da opinião de Dom Manuel. Se passaram quatro anos desde a última edição da JMJ, na Cidade do Panamá, onde eu participei da minha terceira Jornada, a primeira como voluntário, e a ansiedade em viver novamente esta experiência de fé, adiada pela pandemia, era crescente. Novamente, foi uma intensa experiência do Amor de Deus e da comunhão com a Igreja e com muitos irmãos e irmãs; o reencontro realmente aconteceu: seja com as muitas expressões da Igreja, com os peregrinos vindos do mundo todo, também por conviver novamente com amizades cultivadas em outras jornadas, ou ainda por estar junto ao Papa Francisco, predicador de uma mensagem nova de esperança, confiança e novo ânimo, sempre
Estar na Jornada Mundial da Juventude 2023 foi uma experiência única, inesquecível e, sem dúvida, uma das mais marcantes da minha vida. Esta foi a minha primeira JMJ, rica em vivências e experiências de fé junto ao grupo da Pastoral Juvenil da CNBB, com o qual tive a alegria de compartilhar as duas semanas de Jornada. Na Diocese do Porto, no norte de Portugal, vivemos a preparação – Dias nas Dioceses - em uma verdadeira imersão na cultura portuguesa, seja por meio da programação preparada pela Paróquia na qual ficamos alojados, seja pela convivência com as famílias de acolhimento. Em Lisboa, destaco o fato de estar na presença do Papa Francisco, que, mesmo com as dificuldades da idade, dos problemas de saúde e debaixo do forte calor soube dirigir-se aos jovens falando ao coração com palavras fortes, necessárias e pontuais diante de tantos desafios que as juventudes de hoje enfrentam. Por fim, viver a JMJ é ter a certeza de que não caminhamos sozinhos, mas estamos em comunhão com milhões mundo afora
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vinda de Jesus Cristo vivo. O voluntariado em uma Jornada Mundial da Juventude, pela segunda vez, ofereceu ainda mais sentido à caminhada de fé: servir à Igreja e aos irmãos, mesmo que oferecendo pouco, foi essencial para recordar que há espaço “para todos”, como insistiu o Papa, e, desse modo, para mim. Com gratidão e confiança na Divina Providência espero ansioso o Jubileu de 2025, em Roma, e a JMJ 2027, em Seul.
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ventude é um convite para viver a vida em missão. Papa Francisco nos lembra, nessa Jornada, que é hora de partirmos apressadamente, mas com a tranquilidade de quem leva no coração o amor de Jesus. Esse Jesus que nos conhece e conhece nossas vidas, alegrias, sucessos e fracassos, que conhece nosso coração. Conforme as palavras do Santo Padre, “Jesus dirá qual é o caminho do amor. Escuta-O”.
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que encontram Cristo nas mais diferentes culturas, mas sempre com a mesma linguagem: do amor e do serviço. Assim como Maria, que inspirou a espiritualidade da JMJ a partir do Evangelho da Vi-
sitação, que tenhamos os corações disponíveis para levantar, ajudar o outro a levantar e partir apressadamente ao encontro das realidades que precisam ser transfiguradas à luz do amor de Deus.
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TARCILA SULIMAN DA SILVA ZANONI
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Educadora Colégio Imaculada Conceição – Curitiba/PR
Participar da Jornada Mundial da Juventude foi uma oportunidade única de renovação da fé em nossa Igreja Católica Apostólica Romana. Uma Igreja que é única em suas vivências e celebrações. Em qualquer cultura, língua ou nação vive a mesma experiência com Jesus Eucarístico! Ver todos a caminho para o mesmo objetivo foi muito especial. Foram dias intensos, um despojar-se de si para o outro. Vivemos a paciência, a escuta e sobretudo o amor de Jesus por cada um de nós. Os momentos de catequese com o Papa renovaram ainda mais meu amor por Jesus, ensinamentos
que guardarei em meu coração: “somos chamados porque somos amados”, disse Papa Francisco. O Papa ainda com sua simplicidade nos convida a seguir o exemplo de Maria que saiu apressadamente para ajudar sua prima Isabel. Maria vai porque ama. Devemos também em nossa vida ordinária apressarmos por amor. Cada momento, cada sacrifício, valeu a pena! O momento mais marcante foi durante a Adoração na Vigília, no sábado, em que mais de um milhão de pessoas acamparam. Foi muito lindo este momento de completo silêncio e união espiritual de tantos católicos.
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"CONFIANÇA, OPORTUNIDADE, TEMPO:
OLHAR, IMAGINAR, CONSTRUIR O FUTURO COM OS OLHOS DAS CRIANÇAS”, DE ALDO FORTUNATI
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PATRICIA RIBEIRO GALLI PERIN Serviço de Orientação Pedagógica – Colégio Imaculada Conceição
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"Confiança, oportunidade, tempo: olhar, imaginar, construir o futuro com os olhos das crianças" é uma obra que traz a público os investimentos do município de San Miniato às crianças e sua educação. Neste volume de La Bottega di Geppetto – Centro Internacional de Pesquisa e Documentação sobre a Infância Gloria Tognetti, Aldo Fortunati, em colaboração com Barbara Pagni, Erica Bagni, Chiara Parrini e Silvia Tani, nos revela uma abordagem educativa que se tornou referência para gestores e educadores de várias partes do mundo. O livro é dividido em três partes e se encerra com um capítulo intitulado “A Mostra”, idealizado e projetado por Fortunati. Na primeira parte, "As contribuições gerais", o autor nos localiza no tempo, elucidando sobre questões históricas que muitas vezes representam razões de retrocessos das políticas para a infância. Em seguida, revela uma nova ideia de criança protagonista, guia o olhar do leitor para uma infância caracterizada pela potencialidade, inovando a forma de pensar o currículo aliado a uma transformação do papel do educador. A obra descreve um projeto educacional assumido por todos. A abordagem de San Miniato emociona e conquista pela “temática da relação
entre famílias e serviços educativos que sempre acompanhou a história das experiências dos nidi” (2021, p. 41), destacando o compartilhamento de experiências dos meninos e meninas e suas múltiplas linguagens. O texto enfatiza que os elementos do ambiente são fundamentos do próprio projeto. “Pensar também o espaço para que ele possa ser fonte das experiências vividas é um sinal de atenção à escuta das necessidades das crianças” (2021, p. 64), um espaço caloroso e acolhedor, o qual crianças e adultos possam interpretar e transformar por suas próprias ações. A rede do município prevê o encontro das crianças, o maravilhamento das partilhas, numa relação com a diversidade em grupos mistos por idade. “Isso pode acontecer em um contexto organizado, no qual cada criança possa confrontar-se com as diferenças, interpretando-as como recursos e não como inconvenientes” (2021, p. 77). Na segunda parte, o livro apresenta “O sistema de San Miniato”. Fortalecer as crianças como protagonistas tornou-se um projeto social de toda a comunidade, sendo que “o principal motivo para investir na educação das crianças, tão importante e necessário, está relacionado ao
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direito das crianças a serem reconhecidas como pessoas” (2021, p. 123). A leitura do livro esclarece sobre uma “pedagogia indireta”, na qual adultos se deslocam para projetar bons contextos e, assim, “compartilhar com as crianças a aventura da educação” (2021, p. 130). Nessa perspectiva, San Miniato assume o compromisso com três conceitos fundamentais: confiança, oportunidade e tempo. Na terceira parte, "Boas Práticas", o autor relata a importância das relações, o brincar como contexto fundamental, bem como a criação de contextos para provocar experiências enriquecedoras, em que o valor dos cuidados é acompanhado pela presença respeitosa e atenta dos educadores. O ateliê tem caráter de destaque, descrito como um laboratório das cores e das experiências, essencial para uma infância de
qualidade. Ainda, a formação continuada é enfatizada, proporcionando oportunidades de crescimento para todos os envolvidos, com diálogo e reflexão crítica como chave dessa perspectiva de pensamento. Ao final, o autor nos revela "A Mostra". Cada palavra escrita enche o leitor de esperança e confiança, pois o texto engaja e estimula às experiências educativas, permitindo que meninos e meninas sejam protagonistas de seu próprio aprendizado. Um apelo para a realização de um projeto coletivo, em forte aliança com as famílias e comunidade. A abordagem de San Miniato se abre à maravilha e nos convida à “realização de experiências educativas abertas, participadas, discutidas e renovadas, capazes de captar no espanto e na maravilha aquilo que nos distancia da certeza, mas talvez nos aproxime da verdade da vida” (2021, p. 261).
Referência: FORTUNATI, Aldo; PAGNI, Barbara; BAGNI, Erica; PARRINI, Chiara; TANI, Silvia. Confiança, oportunidade, tempo: olhar, imaginar, construir o futuro com olhos das crianças. Porto Alegre: Editora Buqui, 2021.
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tic's e tech
APRENDIZAGEM CRIATIVA:
A FORMAÇÃO DOS ESTUDANTES DE HOJE PARA O FUTURO QUE QUEREMOS
SAGRADO
THIAGO CACHATORI Doutorando em Educação
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No atual cenário global, em que muitas fronteiras são desconstruídas pelo fácil acesso à tecnologia, a educação enfrenta algumas barreiras em preparar os estudantes para as demandas deste mundo em constante transformação. A abordagem tradicional de ensino muitas vezes não é suficiente para desenvolver habilidades e competências necessárias para os cidadãos do século 21. Nesse contexto, a aprendizagem criativa tem emergido como uma abordagem inovadora e eficaz, fornecendo aos estudantes ferramentas e oportunidades para se tornarem cidadãos ativos, engajados e preparados para lidar com os desafios da contemporaneidade. Quando pensamos em aprendizagem criativa, diversas são as práticas que nos vêm à mente. Entretanto, podemos simplificar este conceito como uma ação que envolve o uso de processos criativos para promover a exploração, experimentação e colaboração na busca de soluções para problemas complexos. Ele se baseia no princípio de que a criatividade é uma habilidade essencial e que todos os indivíduos têm potencial de desenvolvê-la. Atualmente, mais importante do que dominar um conhecimento é saber o que fazer com aquilo que se sabe. Afinal de contas, informação se tem de sobra na internet e a grande questão é quais habilidades mobilizar para a resolução de deter-
minados problemas, uma vez que quanto mais complexa nossa sociedade foi se tornando outros desafios surgiram e, portanto, necessitamos de seres pensantes que saibam resolver questões que antes nunca haviam sido pensadas. A democratização do uso da Inteligência Artificial tem feito com que a criatividade seja um diferencial entre os seres humanos, uma vez que é perceptível que a máquina pode fazer muitas coisas que o cérebro humano até pouco tempo era o único a realizar. Entretanto, ser criativo, pensar fora da caixa, analisar algo que não estava programado é uma habilidade humana. Até porque o próprio adjetivo utilizado para as máquinas deixa bem claro que elas são “programadas”, ou seja, pensar de maneira criativa é pensar fora daquilo que foi programado. A aprendizagem criativa incentiva os estudantes a desenvolverem o pensamento crítico e analítico. Ao enfrentarem desafios complexos, eles são encorajados a explorar múltiplas perspectivas, buscar soluções inovadoras e tomar decisões fundamentadas, ademais de valorizar a colaboração com seus pares. Esta prática promove o trabalho em equipe, a comunicação eficaz, a capacidade de ouvir e valorizar diferentes pontos de vista, bem como são fundamentais para a formação de cidadãos ativos e engajados, capazes de interagir e cooperar com pessoas de diversas origens e culturas.
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Um outro aspecto que podemos mencionar é o desenvolvimento de habilidades socioemocionais por meio de práticas da aprendizagem criativa, uma vez que desenvolvem empatia, resiliência, pensamento crítico, autodisciplina e autoexpressão. Por exemplo, através da música, teatro ou artes visuais, os alunos podem explorar suas emoções, desenvolver empatia e autoexpressão, além de promover a resiliência e a autoconfiança. A aprendizagem criativa incorpora tecnologia e mídia digital como ferramentas para potencializar a expressão criativa. Ela prepara os estudantes para o mundo digital em constante transformação, onde a capacidade de adaptar-se a novas tecnologias e usar a criatividade para enfrentar novos desafios é fundamental. Por exemplo, os alunos podem usar a programação de computadores para desenvolver so-
luções tecnológicas inovadoras, como aplicativos que promovam a conscientização sobre questões sociais ou plataformas de compartilhamento de conhecimento. Por fim, podemos dizer que a aprendizagem criativa desempenha um papel crucial na formação de cidadãos preparados para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. Ao estimular o pensamento crítico, a colaboração, a comunicação e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, ela capacita os estudantes a se tornarem agentes de mudança, capazes de encontrar soluções inovadoras para os problemas que enfrentam. Ao preparar os educandos para a era digital e estimular sua criatividade, a aprendizagem criativa contribui para a formação de cidadãos engajados, criativos e adaptáveis, prontos para o futuro que virá.
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COMO AS REDES SOCIAIS AFETAM AS PESSOAS
SAGRADO
NICOLE RAMOS FLEURINGER 1ª série do Ensino Médio – Colégio Coração de Jesus, Nova Esperança/PR
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Nos últimos anos, as redes sociais se popularizaram velozmente, passando a serem utilizadas por milhares de pessoas no mundo todo. Dessa forma, é notável que elas têm grande impacto sobre as vidas das pessoas. A autocobrança em excesso e a autodepreciação são alguns exemplos de impactos negativos causados pelo uso excessivo das redes sociais na saúde mental das pessoas.
Portanto, devemos nos atentar com os impactos do uso das mídias sociais a fim de evitar possíveis vícios e transtornos. Para isso, uma boa estratégia pode ser reduzir ou controlar o tempo que gastamos nas redes, reservando mais tempo para cuidar da saúde mental e física.
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