RIO NEGRINHO BRASÃO DE ARMAS DO MUICÍPIO DE RIO NEGRINHO LEI Nº30 DE 15 DE SETEMBRO DE 1970
TRABA LHO
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ESSO PROGR
PREFEITURA DE
RIO NEGRINHO
ASPECTOS HISTÓRICOS A história de Rio Negrinho está vinculada a de São Bento do Sul nos seus primórdios, pois se emancipou somente em 30 de dezembro de 1953 pela Lei Estadual nº 133. Os primeiros europeus a passarem por terras onde hoje se encontra Rio Negrinho e São Bento do Sul foram: em 1523 o português Aleixo Garcia e em 1541 o espanhol Don Alvar Nuñes Cabeza de Vaca e seus homens. Ambos interessados nos tesouros Incaicos dos Altiplanos Andinos que poderiam ser alcançados através do caminho do Peaberu, rota conhecida dos nossos indígenas brasileiros que lhes serviam de guia. No século XIX a Europa vivenciava profundas transformações sócio-econômicas decorrentes da Revolução Industrial e a vida no campo tornava-se inviável. A grande maioria da população européia eram os excluídos e explorados pelos grandes senhores de terras. O empobrecimento da população levou ao êxodo rural, aumentando a urbanização. Com a tecnologia e a mecanização da economia, a Europa deparou-se com um batalhão de desempregados, fazendo com que no período compreendido entre 1815 a 1920 cerca de 60 milhões de pessoas emigrassem, vindo aproximadamente 100 a 200 mil para o Brasil em busca de melhores condições de vida. As vantagens oferecidas pelo governo brasileiro aos imigrantes eram atrativas e resolveria o problema de ocupação de várias regiões brasileiras até então desabitadas. Na Europa, desenvolveu-se grande campanha exaltando as terras brasileiras e despertando esperança de melhoria de vida. Saiu de Hamburgo o primeiro barco de imigrantes rumo à Colônia D. Francisca, o “Colon” que chegou a São Francisco do Sul em 06 de março de 1851 e no dia 09 de março 118 pessoas se estabeleciam precariamente na região onde hoje é Join-
ville. Outro fator que impulsionou a colonização com o intuito de colonizar os sertões foi o término da Guerra do Paraguai (1864 - 1870). Pessoas que lutaram em defesa do Brasil começaram a cobrar do governo Imperial os “louros da vitória” e uma forma de contentá-los seria o de facilitar-lhes a colonização com o intuito de povoar os sertões. Com o fim da Guerra entre a França e Alemanha em 1871, muitos imigrantes se dirigiram para a Colônia D. Francisca, ocasionando o seu crescimento e em 17/07/1873, devido à falta de lotes colonizáveis, um grupo de 12 pessoas subiu a serra a pé para demarcar os primeiros lotes no vale do Rio São Bento, assim chamado por caçadores, ervateiros e bugreiros vindos do Sul do Paraná, por ser o santo de sua devoção e porque tinha fama de proteger contra picada de cobra. Em 20 de setembro de 1873, setenta imigrantes e dois tropeiros brasileiros, João Fragoso e José Manuel da Cruz, iniciaram a subida da Serra rumo à futura “Colônia Agrícola São Bento” e no dia 23 de setembro de 1873 receberam os 64 lotes demarcados, fundando oficialmente a colônia de São Bento e mais tarde, 15 km a Oeste surgiria o povoamento denominado Rio Negrinho. As terras onde se localiza Rio Negrinho pertenciam ao Brigadeiro Manoel de Oliveira Franco de Curitiba. Os primeiros moradores que aqui chegaram vieram a mando do Brigadeiro Franco, oriundos de São José dos Pinhais/PR, com o intuito de “ocupar” extensa área de terras da região. As primeiras famílias que aqui se fixaram por volta de 1874 foram: Ferreira de Lima, Simões de Oliveira, Carvalho e Cardoso. Em 1853 o engenheiro Carl August Wunderwald vem ao Planalto e com três trabalhadores abrem uma picada -
que mais tarde seria a Estrada Dona Francisca. Cinco anos após o governo Imperial assumiu a responsabilidade da construção definitiva da Estrada Dona Francisca, com subvenções mensais. A Guerra do Paraguai retardou um pouco a conclusão da Estrada. Em 1880 a Estrada Dona Francisca passa por Rio Negrinho e a empresa do engenheiro Riques monta acampamento junto à obra. Instalaram-se em Rio Negrinho, provenientes de Lençol e do interior da região, várias famílias ao longo do traçado da Estrada que seguia a construção até Mafra/Rio Negro, com prestação de serviços. Luiz Scholz montou uma casa de comércio, Carlos Hantschel uma sapataria e José Brey uma hospedaria. A Estrada Dona Francisca foi concluída em 1892. A construção da estrada empregava como mão-de-obra muitos imigrantes alemães, o que auxiliava no sustento da família. Nos anos de 1911 a 1913, com a passagem da Estrada de Ferro São Paulo/Rio Grande - ramal Porto União a São Francisco do Sul - e da construção da Estação Ferroviária que recebeu o nome de Rio Negrinho - é que realmente uma vila começou a se formar. A estrada de ferro ofereceu mais uma opção de escoamento de produção e famílias vindas do Lençol, São Bento, Salto e outras regiões aqui se fixaram contribuindo para o crescimento da então “Vila”, entre elas famílias de Bernardo Olsen, que transferiu seu comércio de Lençol para cá e passou a trocar mercadorias coloniais por artigos de primeira necessidade.
ASPECTOS GERAIS
Com a inauguração da ferrovia em 1913 começa a indústria moveleira em Rio Negrinho. A partir de 1914 surge a Jung & Cia, de propriedade de Jorge Zipperer e Willy Jung, precursora da Móveis Cimo S/A, que projetou Rio Negrinho em nível internacional como a “Capital dos Móveis”. Esta indústria impulsionou o
desenvolvimento de Rio Negrinho, que começou a se organizar, tornando-se distrito de São Bento através da Lei Municipal 155, de 13 de dezembro de 1925, projeto de Jorge Zipperer e aprovada pelo superintendente de São Bento, Luiz de Vasconcelos. Administrativamente, Rio Negrinho continuou dependente de São Bento até fevereiro de 1927 quando foi nomeado o primeiro intendente distrital, Pedro Simões de Oliveira. De 1927 a 1954, Rio Negrinho teve 14 intendentes. Muitos rio-negrinhenses queriam a emancipação política do então distrito e neste período começa a despontar uma nova geração de jovens políticos, com idéias novas e que sonham tornar Rio Negrinho município, opondo-se aos velhos líderes políticos e econômicos que teimavam em ficar atrelados a São Bento do Sul. Os emancipacionistas argumentavam que a sede dava pouquíssimos recursos ao distrito, em contra partida a arrecadação proveniente da Móveis Cimo e da empresa de Luiz Bernardo Olsen eram expressivos, muito maior do que a do município sede. Devido a grande luta e a busca pela emancipação, a Lei Estadual nº 133, no dia 30 de dezembro de 1953 cria o município de Rio Negrinho e já em 27 de fevereiro de 1954 assume o primeiro Prefeito Municipal, Henrique Liebl, nomeado pelo Governador do Estado, Irineu Bornhausen, ficando no poder até 15 de novembro de 1954 - quando assume o primeiro Prefeito eleito, Frederico Lampe. Rio Negrinho, então, tornou-se uma cidade com um povo ordeiro, forte, amante de sua cultura e, principalmente, com grande potencial industrial, principalmente na área moveleira e hoje procura expandir e diversificar seu parque industrial.
Localização Norte de Santa Catarina Associação dos Municípios AMUNESC Secretária Regional 25ª SDR Área territorial (km²) 908.9 Distância da Capital (km) 266 Clima Temperado, Serrano, Inverno Intenso Altitude 792 População 41.817 Fundação 24 de Abril de 1880 Emancipação 30 de Novembro de 1953 Colonização Alemã, Italiana, Portuguesa e Polonesa Eventos Relevantes Aniversário da cidade, Rodeio, Oberlandfest, Natal Encantado
ASPECTOS GEOGRÁFICOS O município de Rio Negrinho encontra-se bem localizado geograficamente, facilitando, assim, o acesso às principais cidades, portos e aeroportos. Possui no seu perímetro urbano a convergência entre as Rodovias BR 280 e SC 422. A BR 280 é uma importante via de acesso, ligando o planalto norte ao litoral ou fazendo a conexão com a SC 301, passando pela Serra Dona Francisca. Outro ponto de convergência importante da BR 280 é com a BR 116, com entroncamento na cidade de Mafra
A rodovia SC 422, que também está ligada a 280 no perímetro urbano de Rio Negrinho, interliga-se ao sul com a BR 470 através da SC 112, conectando-se, a leste, com a BR 101 Observa-se que a cidade de Rio Negrinho possui uma excelente localização quanto a malha rodoviária do estado de Santa Catarina, tendo quatro rodovias federais como suporte para o desenvolvimento da região.
Imbituba Itajaí Itapoá Laguna Navegantes Paranaguá São Francisco do Sul
324 164 140 354 157 193 126
Florianópolis Joinville Navegantes Curitiba
271 89 157 116
Florianópolis Curitiba Porto Alegre São Paulo
251 117 628 535
PORTOS
172 129 189 239 427 364 429 266 164 65 89 286 46 214 13 126
AERO PORTOS
Balneário Camboriú Blumenau Brusque Caçador Chapecó Concórdia Criciúma Florianópolis Itajai Jaragua do Sul Joinville Lages Mafra Rio do Sul São Bento do Sul São Francisco do Sul
CAPITAIS
PRINCIPAIS CIDADES
PRINCIPAIS DISTÂNCIAS E CONEXÕES (km)
CLIMA E HIDROGRÁFIA O clima do município classifica-se como Mesotérmico Umido, sem estação de seca. Com temperatura média anual de 18°C, pode ter 0°C de mínima e até 38°C de máxima, possuindo um clima bem definido, considerado temperado, com verões frescos e temperatura média anual excelente, no inverno, geralmente apresenta-se uma grande quantidade de dias frios. As chuvas são bem distribuídas ao londo do ano, com precipitação de 1.400 a 1.600mm ao ano, não sendo observados periodos muito intensos de seca. Umidade relativa de 80% em elevação, e ventos predominantes a Leste.
RIOS
A Rede Hidrográfica do município está contida na Bacia Hidrográfica do Rio Negro. Alguns de seus afluentes formam sub-bacias primárias e secundárias no município de Rio Negrinho. No interior do município está localizada a Represa Alto Rio Preto, uma Área de Proteção Ambiental, na localidade de Volta Grande, a 45 km do centro de Rio Negrinho.
Rio Preto Rio Negrinho Rio dos Bugres Rio do Salto Rio Corredeiras Rio Bituva Rio dos Bugres Rio Serrinha
DIVISÕES POLÍTICAS E TERRITORIAIS O município de Rio Negrinho conta com 16 bairros no perímetro urbano: Alegre, Barro Preto, Bela Vista, Campo Lençol, Centro, Ceramarte, Cruzeiro, Industrial Norte, Industrial Sul, Jardim Hantschel, Pinheirinho, Quitandinha, São Pedro, São Rafael, Vila Nova, Vista Alegre.
Rio Negrinho limita-se ao norte com o município de Rio Negro – PR; ao sul com os municípios de Dr. Pedrinho e Rio dos Cedros – SC; ao leste com os municípios de Corupá e São Bento do Sul – SC; ao oeste com os municípios de Mafra e Itaiópolis – SC.
Possui também 1 distrito, Volta Grande, que conta com um bairro, Serro Azul.
Campo Lençol
Industrial Norte
Vista Alegre Vila Nova
Jardim Hantschel
Industrial Sul Centro
Quitandinha
Ceramarte Bairro Alegre
São Pedro Cruzeiro São Rafael
Barro Preto
Pinheirinho
POPULAÇÃO A população do município de Rio Negri nho, do ano de 1980 a 2010, apresentou um percentual de crescimento de 89%, perfazendo um total evolutivo nesse período de 18.841 habitantes. Os dados do IBGE, extraídos do Censo 2010, apontam uma distribuição populacional equiparada do gênero feminino e masculino. Quanto à localização, observa-se um aumento da população urbana. Dentro do quadro atual de 41.817 habitantes, 21.080 são homens e 20.837 são mulheres. Segundo os dados apresentados, observa-se
um grande êxodo rural, ficando a população rural com 3.679 habitantes e a urbana 38.138 habitantes. Com isso a distribuição da população na área rural é de 8,8% A distribuição populacional por gênero e área, segundo dados do IBGE extraídos do Censo 2010 apontam que, no município, desde o Censo 2000, houve um aumento tanto do gênero feminino quanto do masculino, equiparando- se. Já o êxodo rural pode também ser observado, aumentando, assim, a população urbana do município. Baseado também no censo realizado em 2010, Rio Negrinho possui uma densidade demográfica de 43,8 hab/km².
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Av. Richard S. de Albuquerque, 200 | Centro Cívico | 47 3646 3600 | www.rionegrinho.sc.gov.br