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Alinne Moraes Atriz valoriza o humor e as contradições da implacável vilã Vanessa de ‘Por Você’ ESPECIAL EDUCAÇÃO | DIREITO | SAÚDE | COMPORTAMENTO
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4 SETEMBRO 2026
EDITORIAL
Atenção: o bem mais escasso do nosso tempo V
ivemos a era da distração. O tempo médio de foco em uma ação caiu de 2 minutos e meio, em 2004, para apenas 47 segundos. O dado, de uma doutora em psicologia da Universidade de Columbia, explica fenômenos que atravessam a rotina: das quedas no metrô aos cuidados com a saúde e a educação.
Nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás, foram 196 incidentes no primeiro semestre de 2026 — 62% em escadas fixas e rolantes, protagonizados por adultos em idade ativa. O celular rouba o olhar; a pressa, a segurança. Veja mais em Comportamento.
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Em Saúde, a atenção precisa ser de longo prazo. Estudo no BMJ mostra que, após a suspensão das canetas de incretina, o reganho médio é de 0,4 kg por mês - o peso volta ao basal em cerca de 1,7 ano. Obesidade é doença crônica; a manutenção deve começar no primeiro dia, não no último.
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No Especial Educação, as olimpíadas do conhecimento ensinam que constância vence intensidade: três a cinco sessões semanais, revisão de erros e estratégia valem mais que decorar fórmulas. E, na criação dos filhos, o olhar atento dos adultos transforma birras, agressividade e tristeza em diálogo.
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Num mundo que disputa cada segundo de nossa atenção, o convite é o mesmo: olhar para o que está diante de nós — o degrau, a pele, o corpo, o filho, o outro. A distração custa caro; a atenção é o começo de todo cuidado. Veja também no Especial Educação.
Diariamente novidades da região que tanto amamos.
Até na ficção a atenção importa: Alinne Moraes defende que, para viver a vilã Vanessa, é preciso se colocar no lugar dela e entender seu passado. Odiar e, ao mesmo tempo, divertir-se com ela exige um olhar que não se contenta com a superfície. Confira a entrevista com a atriz.
Boa Leitura! > Equipe Grupo Leste
Diretor Responsável Jaime Braz Romano • jaime@grupoleste.com.br
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Revista do Tatuapé • Revista da Mooca são publicações mensais da Grupo Leste de Comunicações, distribuídas gratuitamente via courier nos seguintes bairros: Tatuapé, Jardim Anália Franco, Mooca, Brás, Belém, Água Rasa, Vila Formosa, Vila Carrão, Jardim Têxtil, Jardim Avelino e Vila Santa Isabel.
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Alinne Moraes
Alinne Moraes
MOCCA - 470 ANOS | DIREITO | SAÚDE | COMPORTAMENTO | BELEZA & ESTÉTICA
BELEZA & ESTÉTICA | DIREITO | SAÚDE | COMPORTAMENTO
Atriz valoriza o humor e as contradições da implacável vilã Vanessa de ‘Por Você’
Atriz valoriza o humor e as contradições da implacável vilã Vanessa de ‘Por Você’
ATENDIMENTO AO LEITOR E PUBLICIDADE Endereço: R. Serra de Botucatu, 1.690, Tatuapé São Paulo/SP CEP: 03317-001 E-mail: contato@grupoleste.com.br FONE: 11 2095-8202 www.revistadotatuape.com.br As publicações não se responsabilizam pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. Os anúncios e as ofertas são de inteira responsabilidade dos anunciantes. Reprodução permitida sob autorização prévia, desde que citada a fonte.
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6 SETEMBRO 2026
Divulgação
ÍNDICE
8 Vida urbana > Comportamento
12 ‘Início de uma nova história’ > Personagem
18 14 Alinne Moraes
Atriz valoriza o humor e as contradições da implacável vilã Vanessa de “Por Você”
Parou a caneta. E agora? > Saúde
20 Olimpíadas do conhecimento > Especial Educação
24
Comportamento infantil > Especial Educação
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8 SETEMBRO 2026
COMPORTAMENTO
VIDA URBANA
DISTRAÇÃO AUMENTA RISCO DE QUEDAS NAS ESTAÇÕES No primeiro semestre de 2026, as linhas 4-Amarela e 5-Lilás registraram 196 incidentes, como tropeções, esbarrões e tombos
A
cena é cada vez mais comum: pessoas caminhando pelas estações, acessando escadas ou se aproximando das plataformas sem tirar os olhos do celular. Nos tempos atuais, atrair a atenção de alguém não tem sido mais tão difícil, mas o principal desafio é mantê-la. Há uma disputa feroz em praticamente todos os ambientes por alguns segundos de olhar. Em janeiro de 2023, a doutora em psicologia pela Universidade de Columbia, nos EUA, trouxe em seu livro “Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity” (em português - Período de Atenção: Uma maneira inovadora de restaurar o equilíbrio, a felicidade e a produtividade) um dado alarmante sobre atenção. O tempo em que ficamos focados em uma determinada ação, seja ela qual for, caiu de 2 minutos e meio, tempo registrado em 2004, para apenas 47 segundos nos dias atuais. IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO Em meio a um cenário em que o uso de telas acompanha praticamente todos os momentos da rotina e com um tempo de atenção cada vez menor, as linhas 4-Amarela e 5-Lilás, administradas pela Plataforma de Trilhos da Motiva, registraram 196 incidentes e acidentes com clientes só no primeiro semestre de 2026. São quedas acidentais e esbarrões que causam ferimentos tanto dentro dos trens quanto nas estações. Números que ajudam a reforçar um alerta sobre a importância da atenção durante os deslocamentos. ESCADAS FIXAS E ROLANTES As maiores incidências estão nas escadas fixas e rolantes, que sozinhas, concentram 121 registros, o equivalente a 62% do total. Chama a atenção que os adultos em idade ativa concentram a maior parte dos registros. Dos 196 incidentes identificados no primeiro semestre, 104 envolveram clientes de 18 a 50 anos, ou 53% do total. Na Linha 4-Amarela, o recorte ainda é maior: das quedas acidentais em escadas fixas e rolantes envolvendo esse público, 31 ocorreram com clientes dessa faixa etária. Desse total, cerca de 71% envolveram pessoas entre 18 e 40 anos. DISTRAÇÃO INDIVIDUAL Situações desse tipo causam sustos e podem resultar em ferimentos, exigir o atendimento das equipes nas estações e gerar risco para outros clientes que circulam pelo mesmo espaço. Em ambientes de grande movimentação, uma distração individual pode ser suficiente para provocar quedas, esbarrões ou comportamentos inseguros em áreas como escadas, plataformas, mezaninos e acessos. “Queremos lembrar que a distração ou a pressa po-
As maiores incidências estão nas escadas fixas e rolantes, que sozinhas, concentram 121 registros, o equivalente a 62% do total dem colocar em risco a segurança do próprio cliente e das demais pessoas que circulam pelas estações. Quando reforçamos a importância de tirar os olhos do celular ao caminhar, respeitar o fluxo nas plataformas ou esperar o desembarque antes de entrar no trem, não queremos ditar regras de comportamento. Nossa preocupação é, em primeiro lugar, com a segurança dos clientes e com uma operação cada vez mais segura e organizada”, comenta Antonio Marcio Barros Silva, diretor de operações das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, da Motiva.
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10 SETEMBRO 2026
PERFIL
De pai para filha: Um legado de trabalho e compromisso com a ZL DIVULGAÇÃO
A
lguns legados são construídos com patrimônio; outros, com exemplos e serviços à população. É nesse segundo caminho que está a história do vereador Ricardo Teixeira e de sua filha Aline Teixeira: uma relação que ganha nova dimensão pelo compromisso com a vida pública e com os moradores da Zona Leste de São Paulo. Ricardo exerce o sexto mandato consecutivo como vereador da capital — mais de duas décadas de atuação parlamentar e quase 50 anos de experiência na administração pública. Desde o início, dedicou atenção especial à Zona Leste, ouvindo moradores e buscando recursos, projetos e soluções para a região. Seu trabalho envolveu mobilidade, zeladoria, meio ambiente, infraestrutura e espaços públicos, com mais de 500 projetos de lei apresentados, muitos originados de sugestões da população. A experiência ultrapassou o Legislativo: Ricardo ocupou funções no Executivo municipal, nas secretarias das Subprefeituras, do Verde e do Meio Ambiente e de Mobilidade e Trânsito. Hoje, no segundo ano consecutivo como presidente da Câmara Municipal de São Paulo, conduz uma das maiores Casas Legislativas do país. Depois de tantos anos dedicados à vida pública, Ricardo reflete sobre o futuro e o encerramento de sua trajetória. Mais que aposentadoria, sua preocupação é não deixar a Zona Leste sem representação próxima e comprometida com a continuidade das conquistas. É nesse cenário que surge o nome de sua filha, Aline. A convivência com o trabalho do pai mostrou a Aline os desafios da política e, principalmente, a capacidade
de transformar realidades. Ela cresceu observando o compromisso de Ricardo com as comunidades, a disposição de ouvir as pessoas e a dedicação em buscar respostas para os problemas do cotidiano. Mais que herdar um sobrenome conhecido, Aline demonstra identificação com a missão de servir — vocação inspirada no exemplo paterno, mas com características próprias. A passagem do legado representa a transmissão de valores entre gerações: responsabilidade com a palavra empenhada, respeito às pessoas, presença nos bairros e a compreensão de que a política deve ser instrumento para melhorar vidas. De pai para filha, Ricardo e Aline começam a escrever um novo capítulo de uma história ligada à Zona Leste — que une experiência e renovação e preserva a essência de um verdadeiro legado: continuar cuidando das pessoas e trabalhando pelo futuro da região. Eu sou Aline Teixeira, candidata a deputada estadual, e acredito que uma sociedade verdadeiramente segura é aquela que não espera a violência acontecer para agir. Proteger as mulheres começa com prevenção, acolhimento e políticas públicas que funcionem de forma permanente, e não apenas diante de tragédias. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.
12 SETEMBRO 2026
PUBLIEDITORIAL
‘INÍCIO DE UMA N A TRANSFORMAÇÃO DE UM SONHO QU
Empresa fundada em 2012 por Mariza Souza chega a 2026 como grupo empresarial com três frentes de atuação, nova identidade visual e um evento que celebra 14 anos de trajetória
A
história do Grupo Malves começa no interior de Minas Gerais, onde Mariza Souza nasceu, e ganha contornos em São Paulo, para onde se mudou ainda criança. A infância foi simples: a família morou em um cômodo no Brás, com banheiro compartilhado por mais de dez famílias. Criada principalmente pela mãe, Maria Alves, Mariza aprendeu cedo valores como esforço, constância, responsabilidade e independência. A mãe, que não teve as mesmas oportunidades de estudo, fez da educação da filha uma prioridade. Toda a trajetória de perseverança de Mariza está compilada em um livro escrito por ela, intitulado “Do cortiço ao mundo”, que será lançado em breve.
receber um salário sete vezes menor para entrar na contabilidade e aprender a profissão, abrindo mão de uma condição confortável para investir no futuro.
MUDANÇA DE CARREIRA
A Malves Contabilidade foi fundada em 8 de julho de 2012, inicialmente como MEI, enquanto Mariza ainda concluía a graduação. A trajetória teve altos e baixos: sociedade em 2013, encerrada em 2014; escritório próprio no Tatuapé em 2015; fechamento do espaço físico em 2017, com retorno temporário ao trabalho em casa. Mariza não encara o período como desistência, mas como um recuo
A trajetória profissional começou no segmento de veículos, onde Mariza trabalhou por anos em lojas de automóveis. Em 2009, decidiu mudar de carreira e iniciou a graduação em Ciências Contábeis. A decisão exigiu sacrifício: ela tinha um rendimento considerável e aceitou
O nome Malves surgiu antes da abertura oficial da empresa. Mariza fazia bicos nos finais de semana na bilheteria do Estádio do Morumbi, quando uma conversa com um colega sobre nomes para um futuro escritório deu origem a “M Alves” — homenagem à mãe, Maria Alves. Com o tempo, M Alves virou MAlves e depois Malves. FUNDAÇÃO E DESAFIOS
SETEMBRO 2026 13
NOVA HISTÓRIA’ E COMEÇOU EM UM CÔMODO NO BRÁS necessário para avançar. Em 2018, a perda da mãe marcou profundamente sua vida, e a Malves passou a representar a continuidade do seu legado. RECOMEÇO E PANDEMIA Em 2019, Mariza reabriu o escritório em São Mateus, na Rua Gêmeos, com uma sala e um banheiro, mas com visão mais madura. Em 2020, a pandemia trouxe desafios para a empresa e os clientes. Mariza foi contaminada pela Covid-19, seu quadro se agravou e ela ficou dez dias internada na UTI. A experiência mudou sua percepção sobre vida, família, equipe e propósito. O crescimento trouxe desafios de gestão, e a partir de 2024 a empresa iniciou a reconstrução da equipe e a profissionalização da operação. Em fevereiro de 2025, a Malves passou a ocupar um prédio inteiro na Avenida Cláudio Augusto Fernandes, 322, no bairro de São Mateus — símbolo de crescimento, persistência e transformação. GRUPO EMPRESARIAL Hoje, o Grupo Malves soma 14 anos de história, 12 pessoas na equipe, mais de 200 clientes e três frentes: Malves Contabilidade (contabilidade, fiscal, departamento pesso-
al, planejamento tributário, consultoria e BPO financeiro), Malves Seguros (seguros empresariais, vida, saúde, automóvel e patrimonial) e Malves Assessoria Visto (passaportes, vistos e processos consulares). A mudança da marca reflete a evolução: as três empresas passam a compartilhar a mesma identidade Malves, com cores de identificação — laranja para Contabilidade, verde para Seguros e azul para Assessoria Visto. A proposta é criar unidade sem apagar a história. NOVO CAPÍTULO No dia 1º de setembro, Mariza reuniu os colaboradores e realizou um evento para marcar oficialmente a nova fase, com apresentação da história, da nova identidade, do Manual de Cultura, de novos projetos e homenagens. Durante a apresentação, Mariza destacou “Nossa história nos trouxe até aqui. Agora começa um novo capítulo.” Na entrevista, Mariza fez questão de enaltecer que a fé em Deus foi a principal força para superar os períodos de solidão, insegurança e risco de fracasso. Para as pessoas que estão começando a empreender, ela recomenda persistência e paciência, principalmente nos dois primeiros anos.
Mariza reuniu os colaboradores e realizou um evento para marcar oficialmente a nova fase
14 SETEMBRO 2026
CELEBRIDADE
PODER RESSENTIDO ALINNE MORAES VALORIZA O HUMOR E AS CONTRADIÇÕES DA IMPLACÁVEL VILÃ VANESSA DE ‘POR VOCÊ’
por Marcio Maio / TV Press
V
aidosa, competitiva e acostumada a enxergar o Hospital & Maternidade Luz como um negócio, Vanessa não vai facilitar a vida de ninguém que ameace o lugar que acredita lhe pertencer. Muito menos se essa pessoa for a batalhadora Bela, vivida por Sheron Menezzes. Em “Por Você”, Alinne Moraes interpreta a herdeira da instituição comandada pela mãe, Pérola, papel de Renata Sorrah, e transforma ressentimentos cultivados desde a infância em alimento para uma rivalidade que mistura diferenças de classe, racismo, ambição profissional e até uma antiga disputa amorosa. Vanessa é uma médica anestesista que abandonou a prática clínica para assumir a administração do hospital da família. Ela prioriza resultados e status, sem esconder a oposição ao olhar mais humanista defendido por Bela e Pérola. “Ela é elitista, é racista, ela é tudo isso! Ela deveria estar presa”, opina Alinne, aos risos. A vilania já levou Vanessa a denunciar anonimamente a situação dos quatro filhos de Juli, vivida por Lucy Ramos, provocando o afastamento das crianças de Bela, e ganha novas proporções quando a médica se torna uma possível ameaça aos planos da herdeira de assumir a presidência do Hospital Luz. Mas Alinne procura não reduzir a personagem às maldades que ela é capaz de cometer. Casada com Gabriel, papel de Thiago Lacerda, antigo amor e ex-noivo de Bela, Vanessa carrega ainda a perda de um filho e uma relação complicada com a própria filha, Leandra, vivida por Giovanna Grigio. É por esse conjunto de feridas e contradições que a atriz parece encontrar a lógica interna da vilã. “Eu não defendo, mas tento me colocar no lugar dela, para ver as coisas sob a ótica dela, entender por que faz isso, saber qual é o seu passado”, explica. E, desta vez, há espaço até para o público rir de quem deveria detestar. “Acho que a gente vai odiar, sim, mas também se divertir com a Vanessa. Talvez odiar gostar dela”, aposta.
intuição e acho que eu não estava errada. Espero não decepcionar, porque são cinco vilãs, é a mesma voz, é o mesmo corpo, mas Vanessa é uma personagem completamente diferente, em uma história diferente. E eu espero que todos gostem.
A CARACTERIZAÇÃO TAMBÉM ESTÁ BEM DIFERENTE, INCLUSIVE COM O CABELO MAIS LOURO. FALE UM POUCO SOBRE ISSO, SOBRE ESSA COMPOSIÇÃO. Eu acho que nunca trabalhei com tanta maquiagem, um cabelo bem estruturado. Acho que a Vanessa acaba tentando esfregar a branquitude dela na cara da Bela. Ela acha que afeta a Bela com o cabelo, a pele. Ela é muito vaidosa também, tem essa boca vermelha. Eu já tinha pensado nisso, tinha pesquisado algumas séries e outras produções. Policiais, médicas de batom vermelho, acho que a gente sempre fica meio assim, se essas mulheres usariam. Mas a Vanessa é uma médica anestesista que não exerce mais a função, ela cuida da parte administrativa do hospital.
E É UMA CARACTERIZAÇÃO BEM DISTANTE DA ÚLTIMA PERSONAGEM QUE VOCÊ TEVE EM NOVELAS… Sim, a Jânia, de “Guerreiros do Sol”, era completamente diferente. E isso é bom para a gente porque é um novo ar, uma sensação distinta. E ainda tem esse paralelo agora com a Lívia, de “Além do Tempo”, que está em reprise na Globo.
VOCÊ ENXERGA RACISMO NAS ATITUDES DA VANESSA? Sem dúvida! Ela é elitista, é racista, ela é tudo isso! Ela deveria estar presa! Mas é importante também a gente falar e mostrar isso. Acho que a gente está em processo de grandes mudanças. Não vou dar spoiler, mas eu acho que até tem muitas vezes em que ela tenta se segurar, mas você vê que ela adoraria usar a palavra e falar várias coisas.
ESSA É A SUA QUINTA VILÃ. COMO VOCÊ A VÊ EM RELAÇÃO ÀS OUTRAS?
COMO VOCÊ VÊ ESSA COMPARAÇÃO QUE FAZEM DE “POR VOCÊ” COM “POR AMOR”, NOVELA DE MANOEL CARLOS, COMO UMA ESPÉCIE DE HOMENAGEM AO AUTOR?
Ela é uma personagem mais leve, um pouco engraçada. Quando eu li o roteiro, já senti isso. Foi minha primeira
Eu acho maravilhoso, porque o Maneco está no coração de todos nós, brasileiros. Eu tenho um carinho
SETEMBRO 2026 15
A única rede social em que Alinne tem perfil é o Instagram e é ela mesma quem administra a conta
16 SETEMBRO 2026
PERSONAGEM imenso por ele, que me deu minha segunda personagem em novelas, a Clara de “Mulheres Apaixonadas”. Foi um momento muito especial.
POR QUÊ? Ali, eu pude entender a função de um ator, socialmente falando mesmo. Foi uma personagem que mudou e que ajudou a compreensão (da homossexualidade) nas casas dos telespectadores. Eu recebia muitas cartas na época. E, depois, fiz “Viver a Vida” com ele, como a Luciana, quando eu pude me aproximar das pessoas que têm alguma deficiência. Foi muito importante também porque 25% da população tem algum tipo de deficiência. Então, a gente precisa olhar para isso.
VOCÊ CITOU DUAS PERSONAGENS QUE ACABARAM SENDO AMADAS PELO PÚBLICO. ACHA QUE A VANESSA VAI DESPERTAR O ÓDIO DOS TELESPECTADORES? Eu acho que a gente vai odiar, sim, mas também vai se divertir com a Vanessa. Talvez odiar gostar dela. Eu posso estar equivocada, mas espero isso. Antigamente, a gente estreava com uma semana da novela pronta. Então, depois que eu ia vendo no ar, ia ajustando certas características. Porque novela é isso, novela é viva. Todo mundo vai palpitando, dizendo o que acha.
Novela é feita a várias mãos, inclusive as do público. Desta vez, gravei até o capítulo 38, capítulo 40, isso antes da estreia. Então, eu fiquei louca para poder conhecer a Vanessa junto com as pessoas.
“POR VOCÊ” TEM NO ELENCO AS INTÉRPRETES DE TRÊS VILÃS ICÔNICAS DA TELEDRAMATURGIA E QUE SEGUEM EM ALTA NAS REDES SOCIAIS: VOCÊ FEZ A SÍLVIA EM “DUAS CARAS”; RENATA SORRAH FOI A NAZARÉ DE “SENHORA DO DESTINO”;
E REGIANE ALVES INTERPRETOU A DÓRIS DE “MULHERES APAIXONADAS”. DESSAS TRÊS, QUAL VOCÊ ACHA QUE FOI A PIOR?
Vilãs são sempre muito difíceis. Eu amo a Nazaré, é um horror dizer isso, mas é verdade. Porque a Renata é maravilhosa! Me mostraram um vídeo da Sílvia onde ela não tenta salvar o enteado por conta do cabelo. E várias amigas me mandaram um recado, falando: “só quem tem franja sabe como é”. As vilanias são péssimas! NESSA SE APROXIMA UM POUCO DA SÍLVIA?
Ah, eu acho que não. Ela é bem diferente. É um pouquinho mais leve. Eu tinha 25 anos quando fiz a Sílvia. É muito louco pensar nisso hoje, revendo algumas cenas. Como eu era nova, dando vida a uma personagem que está viva até hoje nas redes sociais.
Por ele Foi a saudade das novelas que ajudou Alinne Moraes a aceitar Vanessa depois de um período em que desejava evitar compromissos muito longos para permanecer mais perto de Pedro, seu filho de 12 anos. Pesaram também o reencontro profissional com André Câmara, diretor artístico de “Por Você”, com quem trabalhou em “Um Lugar ao Sol”, o elenco e, principalmente, o texto. “O roteiro bateu. Eu me arrepiei. Sou inspirada nesse aspecto, tem de conectar. E conectou”, recorda. A maternidade também fez Alinne descobrir até onde consegue ir para não perder momentos aparentemente pequenos ao lado do filho. Entre a rotina acelerada das gravações e a vida em casa, ela guarda na memória ocasiões em que precisou literalmente correr dos Estúdios Globo para encontrá-lo antes que dormisse. “Eu não acho que é toda mãe que faz tudo pelo filho, mas eu, como mãe, me surpreendi com o que eu sou capaz mesmo, por amor. Eu amo ser mãe”, afirma. Agora, Pedro poderá acompanhar pela primeira vez uma novela inteira da mãe, caso queira. Até então, ele tinha visto apenas cenas específicas e produções que Alinne considerava adequadas à idade dele.
Alinne Moraes, Giovanna Grigio e Thiago Lacerda
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18 SETEMBRO 2026
SAÚDE
PAROU A CANETA. E AGORA? O REGANHO DE PESO PODE SE TORNAR O PRÓXIMO GRANDE PROBLEMA Meta-análise no BMJ mostra que o peso perdido com medicamentos de incretina tende a voltar em menos de dois anos após a suspensão
P
ara a médica Ana Luísa Vilela, especialista em cirurgia geral e bariátrica, endocrinologia e nutrologia, o maior desafio das canetas de incretina pode não estar no início do tratamento, mas justamente no momento em que ele termina. “O paciente celebra o resultado, para a medicação, e alguns meses depois começa a ver o peso voltar. Isso não é falha de força de vontade — é a doença retomando seu curso natural”, afirma. REGANHO MÉDIO Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no BMJ* reuniu 37 estudos, 63 braços de intervenção e 9.341 participantes para analisar o que acontece após a suspensão de medicamentos para controle de peso. O resultado: reganho médio de cerca de 0,4 kg por mês. Com base nesse ritmo, os autores projetaram retorno do peso ao valor basal em aproximadamente 1,7 ano, e dos marcadores cardiometabólicos ao basal em cerca de 1,4 ano. “Não podemos pensar primeiro em como tirar a caneta. Precisamos pensar em como o paciente vai sustentar o resultado. A manutenção deveria começar no primeiro dia do tratamento, não no último”, resume a Dra. Ana Luísa Vilela. OBESIDADE CRÔNICA Para a médica, o dado publicado no BMJ (um dos títulos de medicina mais respeitados no mundo) confirma algo que a prática clínica já mostrava: obesidade é uma condição crônica, e tratá-la como um episódio pontual — que se resolve e se encerra — é um erro de abordagem, não apenas de resultado. “Quando a medicação é suspensa sem um plano estruturado de manutenção, o corpo volta a fazer exatamente o que fazia antes: preservar peso, reduzir gasto energético, aumentar fome. Isso está descrito na fisiologia da obesidade há décadas. O que os novos medicamentos trouxeram foi potência, não uma nova regra biológica”, explica. DOSES DE MANUTENÇÃO Ana Luísa Vilela defende que a construção de um plano de manutenção — que envolve composição corporal, hábitos alimentares, atividade física, sono e, quando necessário, doses de manutenção ou terapias combinadas — não
Para a especialista, o maior desafio das canetas de incretina pode não estar no início do tratamento, mas justamente no momento em que ele termina deveria ser deixada para o fim do tratamento. “É preciso desenhar a saída antes de dar o primeiro passo. Do contrário, o paciente entra em um ciclo de perder e reganhar peso que desgasta o corpo e a relação dele com o próprio tratamento”, completa. “O sucesso não deveria ser medido pelo quanto o paciente perdeu, mas pelo quanto ele consegue manter. E manter é um projeto — não um acaso”, conclui a médica.
SETEMBRO 2026 19
PUBLIEDITORIAL
Preparada para envelhecer bem Reprodução
PELE BONITA COMEÇA COM CUIDADOS SIMPLES
C
uidar da pele não precisa ser complicado — e nem exigir uma prateleira cheia de produtos. No dia a dia, alguns hábitos simples fazem toda a diferença para manter a pele saudável, bonita e preparada para envelhecer bem. Comece pela hidratação. Beber água ao longo do dia é um hábito básico, mas essencial para o organismo e para a manutenção da pele. PREVENÇÃO DO ENVELHECIMENTO Use protetor solar todos os dias — mesmo quando o céu está nublado ou você não pretende ficar muito tempo ao ar livre. A fotoproteção é uma das principais aliadas na prevenção do envelhecimento precoce e das manchas. Tenha uma rotina de skincare possível de manter. Limpeza, hidratação e ativos adequados ao seu tipo de pele já garantem um cuidado eficiente. O segredo não está na quantidade de produtos, mas na escolha certa para você.
AVALIAÇÃO PERSONALIZADA E lembre-se: procedimentos estéticos também devem ser planejados. Botox, preenchimentos, bioestimuladores e outros tratamentos podem complementar os cuidados, desde que indicados após avaliação personalizada. Beleza não precisa significar transformação. Para mim, cuidar da pele é preservar, valorizar e realçar a beleza que já existe em cada mulher. Agora me conte: qual desses cuidados já faz parte da sua rotina, e qual você precisa começar? Dra. Carla Bocuto é biomédica com pós-graduação em Biomedicina Estética (IBECO, 2014-2015) e forte base acadêmica em morfologia, com graduação pela Anhanguera/UNIBAN (2010-2013) e estágios em biologia celular e histopatologia na UNIFESP. Especialista em harmonização facial e corporal, atua com procedimentos injetáveis e cosmiatria. Endereço: Rua Itapura, 239, Ed Etoile, Tatuapé. Contato: 11 98288-5834 Instagram: @dracarla.bocuto
20 SETEMBRO 2026
ESPECIAL EDUCAÇÃO
OLIMPÍADAS DO CONHECIMENTO
ESTRATÉGIAS PARA A PREPARAÇÃO DAS COMPETIÇÕES
Educador explica como identificar padrões das provas, evitar erros comuns e estudar de forma inteligente para olimpíadas do conhecimento
Em 2025, milhões de alunos participaram de competições em áreas como matemática, ciências, astronomia, tecnologia e linguagens
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s Olimpíadas escolares e as olimpíadas do conhecimento vêm ganhando protagonismo no Brasil por seu impacto direto na formação acadêmica dos estudantes. Em 2025, milhões de alunos participaram de competições em áreas como matemática, ciências, astronomia, tecnologia e linguagens. Um dos maiores exemplos desse alcance é a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que em sua 20ª edição reuniu mais de 57 mil escolas e envolveu mais de 18 milhões de estudantes em todo o país.
ERROS COMUNS Para Lucas Gualberto, professor coordenador do Instituto Fliegen, o erro mais comum ainda é tratar olimpíadas como provas escolares comuns. “As olimpíadas do conhecimento exigem uma lógica própria. O aluno precisa aprender a pensar estrategicamente, não apenas reproduzir conteúdos”, afirma. O educador compartilha estratégias concretas que realmente impactam o desempenho dos estudantes nas Olimpíadas. Confira.
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22 SETEMBRO 2026
ESPECIAL EDUCAÇÃO #1 Olimpíada não é prova escolar: quem decora perde, quem pensa avança. Nas olimpíadas do conhecimento, memorizar fórmulas não é suficiente. As questões exigem interpretação, criatividade e construção de raciocínio. “O estudante precisa entender o problema, explorar caminhos possíveis e justificar suas escolhas. Essa mudança de mentalidade é decisiva”, explica Lucas. #2 O que “cai” na prova está nas edições anteriores e quase nunca muda tanto. “Cada olimpíada possui padrões claros de cobrança. Resolver provas antigas permite identificar tipos recorrentes de problemas e o nível de profundidade exigido. Quando o aluno reconhece esses padrões, o estudo deixa de ser genérico e se torna muito mais eficiente”, diz o professor.
#4 Resolver como exercício comum é o erro número um de quem está começando. “Entre os erros mais frequentes estão buscar apenas a resposta final, desistir rápido ao encontrar dificuldades e não revisar os próprios erros. A construção do raciocínio é tão importante quanto o resultado e ignorar isso limita muito o desempenho”, alerta. #5 Errar, analisar bem e não repetir: o método invisível dos bons resultados. “O erro é uma das ferramentas mais poderosas da preparação olímpica. Ao revisar onde errou, se foi interpretação, conceito ou estratégia, o aluno evolui de forma mais consistente. Quem analisa os próprios erros amplia o repertório e evita repetir os mesmos padrões”, explica.
Em competições como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), por exemplo, são comuns questões ligadas ao cotidiano, leitura de gráficos e compreensão de fenômenos, muito mais do que cálculos longos.
#6 Constância vence intensidade: como estudar sem virar refém da prova. “Não é preciso estudar horas por dia. A regularidade é o fator-chave. Três a cinco sessões semanais, de 40 a 60 minutos, alternando teoria, resolução de problemas e revisão de erros, já trazem resultados concretos”, orienta o educador.
#3 Interpretação, estratégia e persistência valem tanto quanto conteúdo. “Muitos estudantes dominam o conteúdo, mas erram por leitura apressada ou falta de estratégia. As olimpíadas cobram interpretação de texto e dados, organização do tempo e persistência para testar diferentes soluções. São habilidades que fazem diferença dentro e fora da prova”, destaca.
Para o professor, independentemente do resultado final, a preparação para olimpíadas do conhecimento deixa um legado acadêmico importante. “Mesmo quando o aluno não conquista medalhas, ele desenvolve autonomia intelectual, pensamento crítico e maturidade acadêmica, habilidades que permanecem ao longo de toda a vida escolar”, conclui Lucas Gualberto.
Olimpíada não é prova escolar: quem decora perde, quem pensa avança
24 SETEMBRO 2026
ESPECIAL EDUCAÇÃO
COMPORTAMENTO INFANTIL ALGUNS ASPECTOS PRECISAM SER OBSERVADOS DE PERTO PELOS PAIS Especialista em educação, psicopedagoga e mestre em neurociência enumera situações e faz alerta
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riar um filho e educá-lo para a vida é, sem sombra de dúvidas, uma das mais importantes e, talvez, uma das mais difíceis tarefas na vida de pais e mães. Nos dias de hoje, essa missão tem se tornado cada vez mais desafiadora. A responsabilidade é grande, os cuidados necessários são inúmeros e há detalhes que não podem passar desapercebidos. O comportamento infantil, por exemplo, é um grande gerador de dúvidas para os pais e não importa se são de primeira viagem ou não. A especialista em educação, psicopedagoga e mestre em neurociência, Sueli Conte, afirma que a boa notícia é que as crianças normalmente expressam quando estão enfrentando problemas emocionais e comportamentais. Porém, cabe aos adultos ter um olhar atento e acolhedor para percebê-los e auxiliar os pequenos. A profissional explica que, apesar das crianças demonstrarem quando estão enfrentando problemas, pode não ser tão simples entender quais são as questões que as incomodam. “Muitas vezes elas não conseguem traduzir determinados sentimentos e sensações em palavras. Então, acabam manifestando diferentes comportamentos”, adverte a profissional. De acordo com Sueli Conte, a agressividade, por exemplo, é um comportamento bastante comum durante a infância e precisa ser analisada quando se torna exagerada. A especialista conta que esse pode ser um sinal de que não está sendo fácil para a criança lidar com determinado sentimento ou situação e indica que os responsáveis devem buscar maneiras de estabelecer o diálogo a fim de entender o que acontece. “A criança deve entender que a atitude afeta outras pessoas, causa mágoas e pode provocar tristeza”, pontua. Por vezes, segundo a psicopedagoga, a manifestação acontece por meio de episódios de indisciplina. “A birra é um exemplo disso. A criança passa a não fazer o que é pedido, chora, esperneia e grita, muitas vezes, em público, o que acaba ‘obrigando’ os adultos a deixar a criança fazer o que deseja a fim
A boa notícia é que as crianças normalmente expressam quando estão enfrentando problemas de evitar vexame. O mais indicado neste caso, no entanto, é convidar a criança para uma conversa e demonstrar a importância de respeitar os responsáveis, independentemente de serem membros da família. Com orientação, a criança passa a entender e deixa de manifestar tais comportamentos”, orienta. Mais um sinal destacado por Sueli Conte tem relação com a tristeza persistente. De acordo com a profissional, é importante averiguar se a criança anda chorosa, cabisbaixa, irritada ou se isolando com frequência, verificar qual o motivo da tristeza e não menosprezar o sentimento caso seja algo banal. Ela indica que os pais ou responsáveis conversem com a criança e mostrem que há saída para o problema.
26 SETEMBRO 2026
DIREITO
O teto constitucional e a coerência do Sistema de Justiça Foto feito por IA
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art. 37, XI, da Constituição fixou limite objetivo de remuneração no serviço público, o subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal. A prática, porém, converteu o teto em referência decorativa. Rubricas criadas por atos internos, pagamentos retroativos, conversão de licenças em pecúnia e adicionais por tempo de serviço são apresentados, isoladamente, como verbas indenizatórias e, somados, produzem contracheques de centenas de milhares de reais. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, de 12 de agosto de 2026, que alcançou sete tribunais, cobra o cumprimento do acórdão de março, que limitou as verbas indenizatórias a 35% do subsídio, e determina a devolução do que foi pago em desacordo. O fundamento assenta na legalidade estrita da Administração Pública e na vedação ao enriquecimento sem causa. A tese da boa-fé objetiva do beneficiário não socorre quem recebeu após decisão plenária expressa, com prazo de adequação concedido. O problema, contudo, é estrutural. Há uma dimensão normativa, a fragmentação do modelo remuneratório; uma dimensão institucional, a fragilidade da fiscalização; e uma dimensão cultural, a naturalização de uma remuneração paralela ao subsídio, tratada como direito adquirido. Sem lei federal que defina o que se qualifica como verba
indenizatória, sem transparência ativa e sem fiscalização permanente do Conselho Nacional de Justiça, novas rubricas ocuparão o espaço das anteriores. Para a advocacia, o tema tem peso próprio. O advogado é indispensável à administração da justiça, por força do art. 133 da Constituição, e convive com cenário oposto, de honorários em disputa permanente, ataques à sucumbência e valores aviltantes na atuação dativa. Não se trata de disputa corporativa, e sim de coerência. Quando o teto vale para todos, sem distinção de carreira, ganham o Estado de Direito, o cidadão que financia a máquina pública e a própria advocacia, cuja legitimidade nasce da defesa firme da isonomia e da moralidade administrativa. Thiago Massicano, especialista em Direito Empresarial e do Consumidor, sócio-presidente da Massicano Advogados e presidente reeleito da OAB Subseção Tatuapé. Acompanhe outras informações sobre o Direito Empresarial e do Consumidor no site www.massicano. adv.br, que é atualizado semanalmente.
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28 SETEMBRO 2026
GASTRONOMIA