GAZETA DA ZONA LESTE nº 1.801
SÃO PAULO, 24 DE JULHO DE 2022
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ROCK NA PENHA
Bandas se apresentam no Largo do Rosário Ainda dá tempo de curtir o Festival de Rock do Centro Cultural Penha. Bandas e músicos que construíram a sua história na cidade vão se encontrar hoje, dia 24, e no dia 30. É uma grande oportunidade de conhecer o trabalho de grupos como o 365 e de guitarristas como Tony Babalu. > VEJA + PÁGINA 5 Divulgação
SEMÁFOROS
Até quando vão os furtos?
VILA PRUDENTE
Mês cheio de diversão
Os furtos de cabos de energia de semáforos da cidade continuam ocorrendo. Dois anos depois de milhares de registros terem sido feitos, a Prefeitura segue com ações paliativas, pois os crimes continuam. Ações conjuntas com a PM e a GCM, além da criação de sistemas de segurança ineficazes não oferecem resultados práticos. > VEJA + PÁGINA 6
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COMPORTAMENTO
opinião
O exercício da paternidade
Ciência para a reconstrução
editorial
Estruturas Há aproximadamente dois anos a Prefeitura apresentou um projeto de recuperação estrutural de viadutos na cidade. Depois que um carro caiu em uma fenda aberta no piso de um viaduto da Marginal Pinheiros, veio a informação de que seria feita uma análise em todos os equipamentos. Na época, vários técnicos, engenheiros e arquitetos foram designados para as vistorias e desenvolvimento de mapas estruturais. Em meio aos estudos, moradores da Zona Leste pediram que fossem reavaliados os viadutos Engenheiro Alberto Badra (antigo Aricanduva), Antônio Abdo (antigo Conselheiro Carrão) e Carlos Ferracci (antigo Azevedo). As sugestões surgiram pelo fato da região estar recebendo muitos veículos pesados, principalmente caminhões carregando concreto para construtoras. Além das betoneiras, carretas que fazem a distribuição de produtos para supermercados e as que retiram grandes volumes de cestas básicas também aumentaram a circulação por bairros como Penha, Tatuapé e Belém. As toneladas de cargas passaram a gerar trincas e fissuras sobre os viadutos, além de causar desgastes visíveis na parte de baixo, inclusive com a queda de pontos de acabamento de concreto. Por enquanto, os motoristas terão de exercitar o otimismo, pensando que as condições dos equipamentos estejam de acordo com os critérios de segurança. Isso porque a região continua a pleno vapor em seus novos empreendimentos imobiliários, sejam residenciais ou comerciais. Portanto, o volume de tráfego não diminuiu. Por outro lado, a quantidade de veículos de passeio também teve um aumento substancial com a chegada de mais moradores e do número cada vez maior de visitantes, sejam em bares, restaurantes ou áreas de lazer. Aliás, este fenômeno está ligado ao avanço das ocupações de terrenos mais afastados do centro, porém, ainda distantes da periferia. Essas construções têm favorecido o desenvolvimento de outras áreas, além do Tatuapé. Com isso, o fluxo de veículos de grande porte permanecerá, pois já fazia parte da normalidade. A diferença é que praticamente todos os viadutos da Zona Leste serão atingidos por esta realidade. Neste contexto, a Prefeitura terá de estar atenta à migração de mobilidade com uma reestruturação de seu planejamento de trânsito. Caso contrário, os problemas existentes hoje se tornarão um caos em um futuro próximo. E o que é pior, vão causar um rombo ainda maior no orçamento da cidade. Nesse sentido, não dá para adiar um plano mais ousado de reestruturação de equipamentos. Muitas regiões da cidade ficaram paradas no tempo, principalmente tendo como referência os avanços tecnológicos que não param de surgir. Isso comprova a vergonha que seria voltarmos a ter carros despencando de viadutos. Portanto, é preciso agilizar processos e apresentar propostas o mais breve possível. Afinal, São Paulo não pode crescer mais desordenadamente.
POR SILVIA FELIPE MARZAGÃO
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internet ficou em polvorosa quando um repórter fez uma aparição, ao vivo, com seu filho no colo. Conforme ele explicou, naquela manhã a criança não pode ficar com a mãe porque ela tinha uma reunião de trabalho. Por algum outro motivo, também não pode ficar com outra pessoa, tampouco na creche. Depois de todas as alternativas anteriores, restou ao bebê ficar com o pai. A criança, com pouco mais de um ano, roubou a cena: tentou tirar o fone de ouvido do pai, se revirava no colo querendo atenção e desconcentrar o repórter que tentava trazer a notícia. O fato é certamente incomum, mas qual será o verdadeiro frisson que está por trás dele? Qual a razão para algo absolutamente normal – uma criança no colo de um pai – ter feito tanta gente compartilhar, curtir e achar sensacional a imagem? A razão é simples: o cuidado em mãos masculinas é um tabu. Mesmo quando pai, a sociedade espera do homem o papel de auxiliar e ajudante, nunca de cuidador principal. Pelo senso comum, cabe à mãe – e somente a ela – cuidar dos filhos. A imediata associação do cuidado ao gênero (somente as mulheres sabem cuidar) é uma marca social longínqua, talhada na carne de homens e mulheres por séculos. Não há como deixarmos de considerar que a cultura atual, ainda intensamente maternal, termina por crer na existência de uma "domesticidade" somente feminina, ficando a cargo da mulher a função de cuidar. De fato, estamos e sempre estivemos diante de grande dessemelhança na res-
ponsabilização dos pais e mães com relação aos cuidados da prole, situação que acarreta dificuldades à mulher quanto à falta de tempo para suas atividades cotidianas, comprometimento de sua atualização profissional, desatenção com o cuidado de sua saúde física e emocional, bem como impossibilidade de boa alocação no mercado de trabalho. Quando se fala em dever de cuidado de filhos ainda se está diante de uma sobrecarga de trabalho feminino (inclusive de carga mental) e de atribuição muito maior às mães que aos pais quanto às tarefas suportadas no dia a dia. A realidade pós-divórcios não é diferente. Recente pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstra que cerca de 60% das crianças permanecem, pós-divórcio, sob guarda exclusivamente materna. E o que é ainda mais grave: o convívio diário no pós-ruptura – que pressupõe cuidado e responsabilização efetiva sobre as crianças – é absolutamente desequilibrado entre pais e mães. A situação fica ainda mais grave quando pensamos em crianças menores. As crianças em chamada tenra idade (e que exigem dose extra de cuidado e tempo de dedicação) têm, quase que como regra intransponível, o cuidado totalmente suportado pelas mães. Infelizmente, não há como negarmos que a carga feminina de trabalho doméstico e familiar, atrelada à ideia de cuidado somente por um gênero, ainda é muito superior.
Silvia Felipe Marzagão é presidente da Comissão de Advocacia de Família e Sucessões da OAB SP
As filas da pobreza POR WAGNER BALERA
A
inda nestes dias, os jornais noticiam que a fila de famílias à espera do Auxílio Brasil, de que carecem desesperadamente, atingiu a marca espantosa de 2,8 milhões. O benefício é criado, mas não processado. Lembra as longas filas formadas às portas da Previdência Social, nas quais se vendiam senhas para o segurado conseguir entrar na fila? Só um brasil minúsculo seria capaz de tratar desse modo os desamparados, a quem a Constituição concedeu assistência social. Quando será o dia D e a hora H da concessão do benefício? Ou, mais propriamente, em que momento a família receberá a quantia que lhe foi destinada legalmente e que, portanto, não é um favor do governo? Todos sabemos que o processamento dessas prestações seria extremamente simplificado se o cadastro oficial da comunidade protegida tivesse sido elaborado para valer. São bem conhecidos e identificados os pobres. Receberam – quase setenta milhões de pessoas – o auxílio emergencial. Tudo devidamente cadastrado, sem nenhuma dúvida sobre tal fato. É claro, houve fraudes. E as fraudes foram detectadas com consequente saneamento do cadastro. Ocorre que o Cadastro Único não passa de ficção. Não é único, porque se multiplicam como cogumelos. Antes, deve haver o CPF; quiçá o Título de Eleitor (que, agora, não pode ser emitido porque o período eleitoral se avizinha). E assim por diante. E, do impasse deliberado – e, ao parecer, propositado, do cadastro dos “descadastrados” – se chega a essa fila paralisa-
POR PAULO NUSSENZVEIG
E
m países democráticos, eleições servem para renovar lideranças e promover o debate público. Neste ano, isso é de especial relevância para nós, pois precisamos nos recuperar dos danos após dois anos de pandemia, além de uma guerra em curso na Europa, que afeta a economia global. Os desafios que teremos de vencer em saúde, educação, transporte, segurança, redução das desigualdades sociais, tudo isso em cenário de inflação global e escassez de determinados recursos naturais, exigirão planejamento, capacidade técnica e organização. A pandemia ceifou-nos mais de 670 mil vidas brasileiras. Embora ainda haja muitos contágios, as fatalidades diminuíram drasticamente graças às vacinas desenvolvidas em tempo recorde. Ciência salva vidas. Ao longo destes últimos quatro anos, vimos instituições septuagenárias, como a Capes e o CNPq, penarem com restrições orçamentárias que ameaçam sua sobrevivência. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) tem sofrido seguidos cortes. No ano passado, o Congresso aprovou a lei 177/2021, que impede o contingenciamento de recursos do FNDCT, após derrubar veto presidencial. Uma análise das economias mais prósperas do planeta permite estabelecer forte correlação entre prosperidade e investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Segundo dados da OCDE e do Banco Mundial, os principais países da União Europeia investem entre 2% e 3,5% de seu PIB em P&D; os EUA investem 3,45%; a China, 2,4%, e
gazeta há 20 anos
Israel chega a 5,4%, enquanto no Brasil permanecemos estagnados em investimento em P&D próximo a 1,2% do PIB. É preciso que a sociedade dê um recado claro aos políticos: basta de cortes em educação, saúde, ciência e tecnologia para favorecer fundos eleitorais e obscuras emendas “de relator”, já popularizadas como “orçamento secreto”. Além de termos sentido na carne a necessidade de investimento em saúde, não podemos mais adiar a busca de soluções para a crise climática. Se a devastação da Amazônia preocupa as nações europeias, estarrecidas diante das toneladas de carbono emitidas pela floresta em chamas, ela deveria nos preocupar ainda mais. O regime de chuvas no Sudeste é fortemente influenciado pelos “rios voadores”, os imensos volumes de vapor de água liberados pelas folhas das árvores e que se precipitam em forma de chuva: sem floresta, acabaremos com a agricultura, e a indústria parará por falta de água. Finalizo com um exemplo da minha área de atuação. Em diversos países, os governos estão investindo fortemente na geração de novas tecnologias a partir da física quântica. Um exemplo é o lançamento de satélites com gravímetros baseados em interferometria atômica que permitirão descobrir a composição da terra, bem abaixo da superfície. Em breve, outros países poderão conhecer as riquezas contidas no nosso subsolo. Sem ciência, não há desenvolvimento (Jornal da USP). Paulo Nussenzveig é professor do Instituto de Física da USP e pró-reitor de Pesquisa e Inovação
O QUE ERA NOTÍCIA EM 28 de julho de 2002 EDIÇÃO Nº 809
Marta acompanha itinerário de ônibus na ZL
DIREITO
Grupo Leste
da, na qual os que esperam, desesperam. Falta dinheiro? Não, conquanto o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza tenha sido brutalmente esvaziado. Falta estrutura? Não, pois os bancos oficiais e a própria Previdência estão acostumados a processar benefícios. A existência da fila retira a máscara de um estado que se quer moderno; que se pretende perfilado com as maiores economias do mundo (é a quinta, oitava, nona ou décima segunda?), que quer ingressar no clube dos grandes, sem fazer a lição de casa para com os pobres de “marré deci”. A existência da fila retira a máscara da eficiência com que se querem classificar os programas sociais brasileiros. Não é irônico que quem cuida (ou, deveria cuidar disso) tenha o nome de Ministério da Cidadania? Que cidadania é essa? Um ser político que morreu há trinta anos fez para os outros e para si mesmo essa pergunta: que país é esse? Ah! Há coisas que funcionam. Ainda que de modo estranhável, assim que alguém é aposentado pelo INSS recebe uma oferta de empréstimo consignado. Como seria bom se esses pobres pudessem se unir numa fila física de muitos quilômetros e se colocassem em marcha rumo à cidadania para, de mãos estendidas, reclamar seus direitos constitucionais, além de trato conforme a dignidade inerente à toda a pessoa humana. A fila teria mais do que o dobro da extensão que liga o Oiapoque ao Chuí!
Wagner Balera é professor titular de Direito Previdenciário e de Direitos Humanos na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
FOTO DA SEMANA
DA REDAÇÃO
A
prefeita Marta Suplicy acompanhou, no último dia 23, o funcionamento da chamada área 4 (Itaquera/Guaianases) do transporte municipal de São Paulo, considerada a mais crítica da cidade. Durante o percurso da linha 3781 (Cidade Tiradentes/Penha), a prefeita conversou com os usuários e pôde identificar, de perto, os problemas mais comuns apresentados no transporte coletivo, especialmente na região Leste da cidade. "Os principais problemas apontados pelos usuários foram os atrasos e a falta de manutenção e limpeza. É por isso que nós precisamos fazer a licitação do transporte municipal, para arrumar tudo. E essas linhas daqui, provavelmente, terão dificuldades em concorrer, porque elas são muito ruins", afirmou Marta. A prefeita seguiu viagem no coletivo até o Terminal Cidade Tiradentes, de onde fez baldeação em direção ao Largo de São Mateus pela linha 374T (Cidade Tiradentes/Metrô Paraíso). Neste percurso, explicou à população a proposta de licitação do transporte público. "Muitas
pessoas não têm idéia do que nós estamos fazendo e como uma licitação pode mudar e melhorar todo o sistema. Por exemplo, o usuário pagará R$ 1 se usar apenas linhas periféricas - do bairro ao centro do bairro. Se o interesse da pessoa for chegar ao centro bastará pagar mais R$ 0,40, explicou. MULTAS De acordo com o secretário Carlos Zaratini (Transportes), na área 4 verifica-se o maior índice de multas aplicadas contra empresas do setor. Ele disse que a satisfação pelo atendimento à população nesse ponto da Cidade Tiradentes só não é pior do que o medido pelos usuários de Parelheiros, extremo da Zona Sul, chamado área 6. "A Prefeitura está concentrando a atenção nas áreas 4 e 6, nesse período até a licitação. Na Cidade Tiradentes, em particular, estamos trabalhando na negociação de lotações com as empresas de ônibus, para melhorar o atendimento nessas regiões e, de alguma forma, já estar antecipando o novo sistema", disse o secretário.
VISITA à REDAÇÃO DIVULGAÇÃO
Moradores do Jardim Têxtil estão denunciando a empresa contratada para as obras do Metrô, da Linha 2 – Verde, do Complexo Rapadura. Segundo eles, os responsáveis pela construção estão lançando os resíduos de cimento dentro do Córrego Rapadura. Entretanto, o advogado da Cia. do Metropolitano afirmou, em audiência, que isso não seria feito.
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24 de julho de 2022
GAZETA DA ZONA LESTE
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escritor, advogado e jornalista tatuapeense, Dr. Domingos Sávio Zainaghi visitou a redação da Gazeta na última sexta-feira, dia 22. Zainaghi bateu um longo e agradável papo com os jornalistas e apresentou seu mais novo livro, intitulado “Vale a pena ser gentil?” (Literate Books), que já está na terceira edição e, segundo ele, tem feito bastante sucesso. Corinthiano dos quatro costados e conselheiro do clube do coração, o autor também presenteou os repórteres com o livro “Vai Corinthians - 50 anos de histórias de um louco do bando” (Editora Pontes), onde conta passagens desde a tenra idade pelo Alvinegro do Parque São Jorge.
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Editor e Diretor Responsável: Jaime Braz Romano Diretora de Redação: Antonia Cristina Romano Revisão: Fabiana Nascimento Diretor-Comercial: Mauro Tadeu Silva Não nós responsabilizamos pelas ideias ou opiniões emitidas em matérias assinadas
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CULTURA
ZONA LESTE
Pinacoteca, na Luz, apresenta mostra de artistas até setembro
Semáforos continuam sendo vandalizados. Qual a solução? A CET relata ter investido, só neste ano, quase R$ 9 milhões para atender as ocorrências Divulgação
DA REDAÇÃO
U
m levantamento feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que, no primeiro semestre de 2022, já foram registradas 3.475 ocorrências deste tipo de crime. O número representa, em média, 20 semáforos danificados por dia. Trata-se de um aumento de 47,43% em relação ao mesmo período de 2021, quando foram contabilizadas 2.357 ocorrências. No período de janeiro a junho foram reinstalados 231 quilômetros de fiação elétrica nos equipamentos alvos de dano ao patrimônio. A CET relata ter investido, só neste ano, quase R$ 9 milhões para atender as ocorrências de semáforos defeituosos devido à ação de vândalos, repondo os principais materiais furtados. O vandalismo de um controlador semafórico pode afetar o funcionamento de até cinco cruzamentos semaforizados numa mesma região. A área central da cidade costuma concentrar o maior número de falhas por furto ou vandalismo. Neste ano, entretanto, verifica-se um aumento significativo na Zona Leste. Conforme a empresa, a cidade tem o maior parque semafórico do País, com 6.664 cruzamentos e travessias semaforizadas. No ano passado foram 283 ocorrências de furto/vandalismo em controlador, uma média de 23 por mês. Em 2022, até junho, já foram contabilizadas 213 ocorrências, uma média de 35 por mês. Segundo a Companhia, para minimizar as ocorrências, as equipes de manutenção fazem o
24 de julho de 2022
Muitas obras são de artistas mulheres, sendo algumas negras, trans e autodidatas DA REDAÇÃO
E
stá em cartaz na Pinacoteca, até o dia 12 de setembro, a exposição “Mapa da estrada”, com curadoria de Valéria Piccoli. A exposição marca os 10 anos do programa de Patronos de Arte Contemporânea da Pinacoteca. O Programa consiste em uma estratégia pioneira entre os museus brasileiros para a formação de um fundo voltado a compra de novas obras para o acervo do museu. Inicialmente formado por 40 pessoas, o Programa fechou 2021 com 108 doadores. A curadoria evidencia as políticas de aquisição que orientam os objetivos do museu em ter um acervo de arte brasileira diverso e inclusivo, seja do ponto de vista de representações étnicas e de gênero ou até mesmo de artistas atuantes fora do eixo Rio-São Paulo. Grande parte do que é exibido
refere-se a obras de artistas mulheres, sendo algumas delas negras, trans e/ ou autodidatas, por exemplo o trabalho Bandeira #2, da artista trans Lyz Parayzo. O título da mostra foi inspirado na pintura de Hélio Mello, Mapa da estrada, adquirida pelo Programa de Patronos em 2021. A mostra ainda traz produções de artistas negros, como Abdias Nascimento, Jaime Lauriano, Antonio Obá. Completam a lista, trabalhos de Helio Melo (Acre), Carmézia Emiliano (Roraima). Uma das salas faz referência à performance e ao corpo em movimento; já o espaço central destaca uma seleção que combina a cultura africana e a indígena. Por fim, o terceiro ambiente é ocupado por obras de caráter mais político e que abordam questões atuais. Destaque para duas obras da série Dinkas Orixás, da artista baiana Nadia Taquary, em que as cores e formas se relacionam com os ori-
xás Nanã e Obaluaê (Omulu), seu culto ancestral e arquétipo. Os visitantes também terão acesso a Ligia, de Nuno Ramos, vídeo pensado para a internet em que o artista se apropria de uma das edições do telejornal Jornal Nacional sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Em 2019, as duas primeiras obras de artistas indígenas também chegaram ao museu. A selecionada foi “Feitiço para salvar a Raposa Serra do Sol”, de Jaider Esbell, da etnia Makuxi de Roraima, além de um conjunto de ilustrações (Voyeurs, Menu, Luto, Vitrine; O antropólogo moderno já nasceu antigo; e Enfim, Civilização), de Denilson Baniwa, artista da etnia Baniwa do Amazonas. SERVIÇO Funcionamento: de quarta a segunda, das 10 às 17 horas, com permanência até às 18 horas. Local: Praça da Luz, 2. Divulgação
A empresa afirma que realiza os reparos e substituições necessárias nos equipamentos danificados alteamento e reforço nas portas dos controladores de semáforos bem como a instalação de alarmes sonoros, a concretagem e soldagem das tampas das caixas de passagem da fiação elétrica e a soldagem das janelas de inspeção das colunas semafóricas. Os danos causam prejuízos e principalmente, colocam em risco a segurança dos pedestres e condutores. A CET relata manter conversas frequentes com a Secretaria de Segurança Pública, Polícias Civil e Militar e a GCM para a adoção de medidas que combatam esse tipo de crime. Em 2021, ano todo,
foram registrados 32 flagrantes de furto ou vandalismo de semáforos; em 2022 até junho foram 11. Vias na cidade recordistas de furtos e vandalismo no período de janeiro a junho 2022: avenidas Marechal Tito, Ragueb Chohfi, do Estado, São Miguel, Governador Carvalho Pinto/Calim Eid, Brigadeiro Tobias, Líder, Celso Garcia, Carlos de Campos, Doutor Assis Ribeiro, Barão de Alagoas, dos Metalúrgicos, Sapopemba, Rio Branco, Jabaquara e Itaquera, ruas da Consolação, Victório Santim e Teixeira Leite, além da Estrada do Imperador.
A obra “Bandeira #2”, de 2021, produzida por Lyz Parayzo, foi doada por Clarice Oliveira Tavares