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Hidrômetros furtados?
SUBPREFEITURA TATUAPÉ
Saiba como agir e evitar prejuízos
Novo projeto prevê criação
A Sabesp reforça o alerta aos moradores de São Paulo sobre o aumento dos furtos de hidrômetros e orienta a população sobre como agir em caso de crime. O alerta ganha força diante do crescimento das ocorrências neste ano. > VEJA + Página 6
CONSEG TATUAPÉ
Reunião orienta registro de demandas e reúne cobranças
Um novo Projeto de Lei prevendo a criação da Subprefeitura do Tatuapé foi protocolada na Câmara Municipal. A proposta é de autoria da vereadora Edir Sales. O assunto é tema recorrente e anseio antigo da população em um bairro que já teve a sua própria administração regional. > VEJA + Página 3
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O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Tatuapé realizou reunião ordinária na última segunda-feira, dia 19, no Colégio Agostiniano Mendel, onde recebeu demandas e relatos de moradores sobre segurança, trânsito, perturbação do sossego e gestão de espaços públicos. > VEJA + Página 6
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2 OPINIA~ O GAZETA 40 ANOS ACONTECENDO editorial
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opinião
Outubro Rosa e direitos da mulher
A importância Vergonha Nacional dos laços Teatro do absurdo e o eleitor afetivos para que ficou de fora a roda girar tulantes ao cargo mais alto do país — ou aqueles que polarizam a disputa — esquivam-se do no mercado confronto direto de ideias ou transformam a ausência em estratégia calculada, quem perde é de trabalho o eleitor. Renuncia-se à transparência para opePOR SERGIO CARREIRO DE TEVES
POR FABIANA RATTI
O
aparelho psíquico - o emocional - sente-se muito mais confortável com aqueles que são semelhantes. Pense em como é fácil conversar com quem é do mesmo time de futebol, quem gosta dos mesmos assuntos, tem os mesmos valores, tem filhos ou estudou no mesmo colégio que você. Em toda empresa, os profissionais sentem como é fácil trabalhar com quem, de alguma forma, fala a mesma língua. Ou seja, quando os profissionais têm uma certa identificação - flui. Mas todos falam que sempre há um ou outro profissional com quem tudo é travado e com quem o trabalho não flui. Existem recursos emocionais para que as pessoas consigam se conectar e trabalhar juntas. É preciso um laço emocional que faça a ligação afetiva e coloque a roda para girar. Muitos do mundo corporativo, na análise, dizem que falam várias vezes, e o funcionário não obedece e não entrega no prazo. Por isso, sente como se falasse ao vento. Isso acontece por não haver nem o menor laço de ligação. O funcionário nem o considera para ouvi-lo. O que fazer, então? É necessário criar esse laço para a roda girar no trabalho. Sem identificação por um personagem ou um assunto de um filme, uma série ou um livro, a pessoa para de acompanhar aquele conteúdo. Ela não cria vínculo. Não tem empolgação para continuar. Freud explica que, a partir da identificação, é possível construir um ideal. Um vir-a-ser. É o que as pessoas comumente chamam de admiração e respeito. É assim também que se criam laços afetivos mais profundos, que avançam para parcerias e amizades. Desta forma, caso haja alguém em seu meio de trabalho que pareça totalmente desconectado das relações políticas empresariais, das entregas e dos diálogos, tente pensar sobre o que essa pessoa gosta. Coloque-se como igual a ele, crie a identificação. Não adianta apenas discutir trabalho sem que o menor laço emocional exista, porque tudo fica muito mais difícil, gerando sintomas e dificuldades no trabalho. O aparelho psíquico é simples. Mas, para tudo funcionar, ele precisa se sentir visto e incluso. Fabiana Ratti é psicóloga, mestra em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica e autora do livro " Café com Freud e Lacan - Liderança e laços afetivos e políticos no cotidiano e no mercado de trabalho"
O
Brasil oficializou, nas últimas semanas, o sequestro definitivo de sua própria maturidade. O que se viu na campanha eleitoral de 2026 não foi um debate de ideias, mas um espetáculo melancólico que analistas e eleitores consolidam como uma verdadeira vergonha nacional coisa de país de terceiro mundo, uma imundície, uma nojeira, a ponto de se concluir que nenhum dos candidatos merece ser votado ou tem compostura moral para dirigir o nosso país, todos perdidos em um emaranhado de mentiras e escalabros sem precedentes. Dizer que a política brasileira desceu um degrau seria um eufemismo generoso. O que testemunhamos foi a demolição completa do palanque de propostas. Em seu lugar, ergueu-se um ringue de lama, onde os projetos de nação para a saúde, a educação e a economia foram sumariamente asfixiados pelo barulho. A agenda do país foi totalmente capturada por escândalos e por dinâmicas de bastidores que transformaram o primeiro turno no que muitos chamaram de "jogo da vergonha". Isso se propagou em maior escala no segundo turno, em baixarias de toda espécie e em descobertas de escândalos dos dois lados: um verdadeiro mar de fezes. Em vez de um palanque para o futuro, o debate foi sugado para dentro de crises institucionais, vazamentos seletivos e acusações cruzadas envolvendo o Judiciário. A discussão séria sobre o destino de mais de 200 milhões de brasileiros foi subtraída e trocada pelo engajamento fácil das redes sociais, que alimentam o caos da informação. Lula se aproveitou para fazer do país o seu quintal e promoveu a maior gastança jamais vista, deixando uma dívida impagável para o próximo governo seja ele quem for; não importa: quem paga é o povo. O ápice desse retrocesso democrático materializou-se no cancelamento de debates cruciais em grandes emissoras, como o da Rede Globo episódio classificado publicamente por lideranças e candidatos como o ponto máximo dessa vergonha: privar o povo da exibição de ideais. Certamente eles não têm ideia nem vaga lembrança de coisa alguma; só ódio e vingança. Quando os pos-
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rar nos bastidores de um acordo tácito de conveniências eleitorais e de falcatruas mútuas. Aí finalmente se expuseram no primeiro debate, na Bandeirantes, e foi um desastre total: mostraram todo o despreparo, mentiras dos dois lados, revanches, acusações infundadas, números escabrosos e falta total de propostas. Até porque Lula teve 20 anos e não fez nada — o que ele pode oferecer agora? E Bolsonaro é um despreparado, envolvido em vários escândalos; já tínhamos dito: não é o homem certo. Mas o pai insistiu, e aí está: pode até ganhar este segundo turno, mas, sem dúvida, teremos um governo capenga pela falta de capacidade. Se ganhar, será porque não havia uma terceira via — e Lula, lá, nunca mais. Chega. O resultado desse circuito vicioso é um cansaço anestésico que se abate sobre a população. Ao criar um ambiente de pânico moral e de desespero discursivo, a campanha produziu um efeito perverso: a perigosa sensação de que "todos são iguais". O eleitor, exausto de ser bombardeado por baixarias e desprovido de horizontes reais de mudança, afasta-se mas ele precisa votar, não tem opções. Essa fase é a do "ruim e do pior": a escolha é mesmo muito difícil, e quem perde é o futuro do Brasil, com um ou com o outro, porque nada programaram para o futuro; só ficaram olhando para o retrovisor, coisas do passado. Ao fim e ao cabo, as urnas estão abertas hoje com um rastro de desalento. Esta campanha não será lembrada pelas soluções propostas para o Brasil, mas pela eficiência com que conseguiu apequenar a nossa democracia. Resta o constrangimento de assistir a um gigante continental ser pautado pela mediocridade de um ou de outro. Ambos deveriam dar-se as mãos e sair andando por aí, expressando suas insignificâncias. Até como homens deveriam ter vergonha de receber a faixa presidencial: não merecem. São dois fantoches um, de sua própria sombra de 80 anos de desserviços ao Brasil; outro, com a sombra de seu pai, que poderia ter sido o melhor presidente, mas fracassou e deixou um herdeiro que não soube se preparar para o cargo e será um eterno dependente do pai, como são seus irmãos.
Ensinaram você a cuidar de todos, menos de você POR DRA. NORA NERY
V
ocê marca a consulta do filho, lembra o remédio da sua mãe, insiste para o marido ir ao médico. E adia o próprio exame para o mês seguinte, porque o mês seguinte sempre parece ter mais espaço. Isso não é descuido, é um hábito ensinado desde cedo, e que costuma cobrar caro. Se o diagnóstico de câncer de mama chegar, ele muda muito mais do que a rotina. Atinge a saúde, o trabalho, a renda da família e a organização de toda a casa. No escritório, a pergunta sobre direitos quase sempre chega tarde, quando o tratamento já começou e alguma coisa já se perdeu no caminho. Saber o que a lei garante também é uma forma de cuidado. Pelo SUS, seu primeiro tratamento deve começar em até 60 dias após a confirmação da doença por laudo patológico, ou antes, se a necessidade terapêutica exigir. Havendo suspeita fundamentada, os exames de confirmação devem ser feitos em até 30 dias, mediante solicitação médica. Você também tem direito a informação clara sobre sua condição e sobre os tratamentos disponíveis. Em 2026, a Lei nº 15.379 incluiu a imunoterapia nos pro-
gazeta há 40 anos
tocolos do SUS quando ela se mostrar superior ou mais segura que as opções tradicionais, na forma do regulamento, o que não significa acesso automático a qualquer medicamento. No trabalho, você está protegida contra práticas discriminatórias. Havendo incapacidade, pode existir direito a benefício do INSS, inclusive sem a carência habitual de 12 contribuições, desde que mantida a qualidade de segurada. Você também pode sacar o FGTS nas hipóteses previstas em lei, e a isenção de Imposto de Renda por neoplasia maligna alcança rendimentos de aposentadoria, pensão ou reforma, não salários em geral. A lei ainda garante a você a reconstrução mamária pelo SUS e pelos planos de saúde, além de fisioterapia após a mastectomia e acompanhamento psicológico, conforme as condições clínicas e legais. O Outubro Rosa é um chamado ao exame, mas precisa ser também um chamado à informação. Você não deveria descobrir os próprios direitos só depois de precisar deles. Dra. Nora Nery é advogada, especialista em Direito de Família e diretora na OAB Tatuapé.
O QUE ERA NOTÍCIA EM 26 de outubro de 1986 EDIÇÃO Nº 600
Guarda metropolitana ganha viaturas
Sergio Carreiro de Teves é jornalista, professor e advogado atuante nas áreas civil, trabalhista, tributarista, administrativa e comercial
SAÚDE
Seguir tendências estéticas pode custar a naturalidade do rosto POR GEORGEN HAUAGGE
P
rocedimentos estéticos deixaram de ser apenas decisões individuais e passaram a ocupar o território das tendências. Um rosto aparece nas redes sociais, um procedimento viraliza e, de repente, surge a sensação de que aquela técnica é o próximo passo para quem quer se sentir melhor diante do espelho. O problema é que tendência passa e a intervenção fica. Na medicina, a lógica deveria ser outra: primeiro o diagnóstico, depois o tratamento. Cada paciente precisa ter uma experiência única, focada nas próprias necessidades. Uma queixa aparentemente simples pode ter diferentes causas e, por isso, não existe um procedimento universalmente melhor. Há situações em que um preenchimento é indicado, outras em que a cirurgia faz mais sentido, casos que exigem os dois e aqueles em que nenhum procedimento deve ser realizado. O mesmo vale quando falamos em envelhecimento, que envolve alterações ósseas, perda de gordura facial, mudanças musculares, flacidez da pele e transformações estruturais profundas. Tentar resolver um processo complexo com uma única intervenção pode comprometer
a harmonia e a identidade facial. Outro erro frequente é levar para a consulta a foto de uma celebridade como modelo. Copiar características de outra pessoa não significa harmonizar! Cada rosto tem proporções, estrutura e expressão próprias. O objetivo de um procedimento deve alcançar sua melhor versão. Existe ainda um equívoco recorrente, de acreditar que naturalidade significa não fazer nada, mas a verdade é que a naturalidade é o equilíbrio. Por isso, considero que uma das atitudes mais importantes na estética moderna é saber dizer não. Nem todo desejo do paciente é uma indicação e nem toda insatisfação precisa terminar em um procedimento, muitas vezes, o melhor procedimento é justamente aquele que não fazemos por impulso ou só porque é uma tendência entre influenciadores nas redes sociais. Afinal, existe um ponto perigoso na busca pela perfeição: quando já estamos muito próximos de um resultado equilibrado, insistir pode nos levar para o exagero e a estética facial harmônica é saber também exatamente quando parar. Por isso, antes de perguntar “qual procedimento está na moda?”, talvez seja mais importante perguntar: “qual é o meu diagnóstico?” e “e o que é melhor para o meu caso?”. Georgen Hauagge é médico especialista em Cirurgia
DA REDAÇÃO
E
m cerimônia realizada no pátio do Ibirapuera, com a presença do prefeito Jânio Quadros e seu secretariado, foram entregues à Guarda Civil Metropolitana 70 viaturas, que imediatamente foram colocadas em funcionamento junto à 20 praças de 8 regiões da Capital. As novas unidades já estão circulando junto ao Largo do Mercado em São Miguel e do Itaim, Largo de Itaquera e Guaianases, em Vila Prudente, na Freguesia do Ó, Santana, Pirituba, Cangaíba, Penha, Cohab do Butantã e no Largo Treze, Vila Joaniza e Piraporinha em Santo Amaro. FINADOS A Guarda Civil Metropolitana vai colocar policiais em todos os cemitérios da cidade, para fiscalizar o comércio de flores e ação dos marreteiros. Jânio determinou aos secretários da Defesa Social e a de Serviços e Obras para que tudo se desenvolva em perfeita ordem naquele dia, advertindo que não permitirá falhas sem punição rigorosa. ESCOTEIROS REALIZAM FÓRUM NO TATUAPÉ Foi realizado nos dias 18 e 19, sábado e domingo, no Centro Educacional e Esportivo do Tatuapé -CEET estendendo-se para a EEPSG Paulo Novais de Carvalho o VII
Fórum Regional de Jovens, que contou com a representação dos delegados de vários distritos escoteiros do Estado de São Paulo. Ao todo foram 73 jovens que trabalharam e discutiram os problemas do escotismo paulista. Este fórum que teve como Coordenador Regional o Comissário do 12º Distrito, o sr. Rubens Mariano Barbosa, é pela primeira vez realizado na Zona Leste. Os temas discutidos foram avaliados por duas plenárias distintas, sendo uma constituída por escoteiros e escoteiras a outra por seniores e gulas escoteiras. O ramo escoteiro(a) situa se na faixa etária de 11 a 15 anos e o ramo sênior/ gula compreende a faixa etária de 15 a 18 anos. Foram discutidos alguns temas sugeridos pela equipe regional tais como: Campanhas Financeiras, Desburocratização interna do Escotismo, Representação das Modalidades (Ar. Mare Básica) Passe Escoteiro, Atividades Regionais, Evasão do Movimento, Cultura entre outros trazidos pelos próprios jovens. Deste fórum foram eleitos delegados que irão representar o Estado de São Paulo no XV Fórum Nacional de Jovens que será realizado em São Paulo no início do próximo ano, A área Leste representará o escotismo paulista através de um escoteiro, uma escoteira, e um sênior. E perante a CROC (Comissão Regional de Orientação e Coordenação) a área leste defenderá os Ideais de nossos jovens através de uma guia escoteira.
Acontecendo
PREFEITURA E SEBRAE-SP - Parceria para fortalecer o empreendedorismo Divulgação
A
Parceria entre Prefeitura e Sebrae-SP amplia capacitações e atendimentos para empreendedores da capital
EXPEDIENTE
PRODUÇÃO GRÁFICA E MONTAGEM FINAL:
GRUPO LESTE DE COMUNICAÇÕES
Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), e o Sebrae-SP formalizaram um convênio de cooperação técnica voltado ao fortalecimento do empreendedorismo, da qualificação profissional e da inclusão produtiva na capital. A parceria, assinada oficialmente em agosto de 2026, reforça a atuação conjunta das instituições para ampliar o acesso da população a capacitações e orientações voltadas ao desenvolvimento de pequenos negócios. Com vigência inicial de 24 meses, o acordo estabelece uma agenda integrada de ações que inclui 1.760 vagas em cursos, oficinas e soluções de capacitação empreen-
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dedora, além de 1.200 atendimentos técnicos voltados ao desenvolvimento de competências e ao fortalecimento de empreendimentos locais. Também estão previstas iniciativas de inclusão produtiva para pelo menos 250 beneficiários, ampliando oportunidades de geração de renda em diferentes regiões da cidade. A parceria contempla áreas estratégicas da SMDET, como empreendedorismo, trabalho e renda, economia criativa, artesanato, agricultura urbana e periurbana, qualificação profissional e inclusão produtiva. A expectativa é que a colaboração contribua para uma economia mais dinâmica, oferecendo conhecimento, orientação e suporte para quem deseja iniciar ou aprimorar seu negócio. Editor e Diretor Responsável: Jaime Braz Romano Diretora de Redação: Antonia Cristina Romano Revisão: Fabiana Nascimento Diretor-Comercial: Mauro Tadeu Silva Diretor de Arte: Gabriel Henrique Pinho Romano
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Rodrigo Goulart, a união de esforços potencializa o alcance das políticas públicas. “O trabalho em conjunto com o Sebrae-SP fortalece a capacidade da Prefeitura de levar qualificação, orientação e oportunidades para quem deseja empreender ou desenvolver seu negócio. Estamos ampliando o acesso a ferramentas que ajudam a transformar ideias em iniciativas sustentáveis”, afirma. Com cursos, atendimentos e ações práticas, o convênio busca estimular novos caminhos profissionais, fortalecer pequenos negócios e ampliar a inclusão produtiva na cidade, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da capital paulista. Impressão:
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AD MI NI S TR AÇ ÃO
Novo Projeto de Lei volta a propor a criação da Subprefeitura do Tatuapé
A proposta foi protocolada pela vereadora Edir Sales após aderir publicamente à iniciativa durante sessão solene em comemoração ao aniversário do Tatuapé
A
tendendo à solicitação de moradores, comerciantes e lideranças locais, a vereadora Edir Sales apresentou o Projeto de Lei 727/2026, que prevê a criação e implantação da Subprefeitura do Tatuapé. A proposta busca aproximar a administração municipal da população e dar mais agilidade ao atendimento das demandas da região. Segundo a parlamentar, o Tatuapé é uma região populosa, com características próprias e uma dinâmica comercial e de serviços que exige atenção específica. Uma subprefeitura própria permitiria acompanhar mais de perto as necessidades locais, como zeladoria, conservação de vias e manutenção de espaços públicos. A iniciativa também busca contribuir para a eficiência da Subprefeitura Mooca, que poderá concentrar seus esforços no atendimento aos demais bairros sob sua responsabilidade. "Queremos uma gestão mais próxima dos moradores e mais eficiente nas duas regiões. Essa proposta nasce da escuta da população e do compromisso com a melhoria dos serviços públicos", afirma Edir Sales. DEMANDA ANTIGA A criação de uma subprefeitura no bairro do Tatuapé é tema recorrente na Câmara Municipal. Há 22 anos, o falecido vereador Toninho Paiva encaminhou a proposta do PL 01-0389/2004, que, embora tenha recebido parecer favorável das comissões
Inaugurada em 1987, o Tatuapé já teve uma administração regional própria, que tinha à frente o administrador de empresas Nicolau Kohle
da Câmara Municipal - Constituição e Justiça; Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente; Administração Pública; e Finanças e Orçamento -, nunca saiu do papel. Em 2024, o então vereador Gilson Barreto apresentou, durante uma reunião ordinária da Comissão Permanente de Administração Pública, realizada no Plenário 1º de Maio, o Projeto de Lei 561/24, que instituía a repartição no bairro. De acordo com Barreto, a nova instância administrativa proporcionaria um diálogo direto entre o governo e a população, um modelo de gestão urbana que permitiria diagnósticos precisos e aumentaria a capacidade de res-
posta aos problemas da região. "Como sede local da Administração com poder de decisão, a Subprefeitura Tatuapé não só terá mais condições de entender a rotina como de priorizar o atendimento das demandas da região com base em estudos realistas e em uma maior aproximação com a comunidade", dizia a justificativa do edil. SOBRECARGA Hoje, a Subprefeitura Mooca abrange uma área de 35,2 quilômetros quadrados e compreende os distritos de Água Rasa, Belém, Brás, Mooca, Pari e Tatuapé, onde residem cerca de 400 mil pessoas. O próprio subprefeito da Mooca, coronel Valmor Racorti, entende que os desafios
impostos pelo conjunto dessas regiões, com destaque para as demandas do Brás, por exemplo, sobrecarregam a Prefeitura com demandas que muitas vezes não conseguem ser atendidas no prazo esperado. Para Jair Morandi, um dos coordenadores do Movimento "Eu Amo Tatuapé", a necessidade de uma subprefeitura própria para o bairro é mais do que patente. Entre outras coisas, Morandi destaca que o Tatuapé é um dos únicos bairros de São Paulo que tem duas estações do Metrô, por onde circulam diariamente mais de 230 mil pessoas. Segundo ele, as universidades da região somam mais de 120 mil alunos. Dessa
forma, ele defende que "um dos objetivos do grupo de líderes é transformar o Tatuapé em um bairro modelo para atender bem não só sua população, mas também aquelas pessoas que aqui frequentam". NÚCLEO DE INTERLOCUÇÃO TERRITORIAL Enquanto a nova subprefeitura não sai do papel, Guilherme Gonzalez, presidente do Conseg Tatuapé e assessor da Casa Civil da Prefeitura, propõe a instituição do Núcleo de Interlocução Governamental e Gestão Territorial do Tatuapé e Anália Franco, "estruturado como um fórum de coordenação intersetorial e articulação territorial no âmbito da Prefeitura de São Paulo, em
conformidade com as diretrizes e competências estabelecidas pelos Decretos Municipais nº 65.059/2026 e nº 65.089/2026", destaca. Segundo ele, esse modelo visa atender, de forma ágil e estruturada, a população local enquanto não se viabiliza a implementação de uma subprefeitura exclusiva na região. Trata-se de uma alternativa inteligente de transição: em vez de aguardar uma alteração estrutural profunda, a Prefeitura institui um arranjo de governança integrada que reúne as duas subprefeituras e os órgãos setoriais em uma mesma mesa de planejamento, resolvendo gargalos reais de maneira preventiva e baseada em metas.
"UMA REGIONAL QUE DEU CERTO"
Pouca gente sabe, mas a Administração Regional do Tatuapé (antigo nome das subprefeituras) já foi realidade no bairro na década de 1980. Criada em 4 de dezembro de 1987, a AR-TA, como era chamada, atendia os bairros do Tatuapé, Vila Carrão e Vila Formosa. À frente da regional estava o administrador de empresas Nicolau Kohle, que já tinha estado à frente das administrações regionais da Penha, Mooca e Vila Mariana. A sede ficava em um prédio da própria prefeitura, localizado na Avenida Salim Farah Maluf, próximo à Marginal Tietê. Naquele ano, a Gazeta noticiava: "Tendo absorvido parte das áreas das administrações regionais da Penha e da Mooca, a Administração Regional do Tatuapé foi criada, como é notório, em boa hora, já que o que se via eram bairros praticamente abandonados no que tange à manutenção e conservação dos mesmos." Durante algum tempo, a AR-TA chegou a ser considerada uma das melhores regionais do município. Segundo o próprio secretário das Administrações Regionais, Dr. Victor David, "dada toda a sua produtividade e a forma como foi-se impondo na região, é uma Regional que deu certo", enfatizou David.
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DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM?
Parceria vai além do Veja os sinais de alerta nas crianças Especialista orienta pais e educadores acompanhamento de tarefas e notas
P
A participação dos responsáveis pode contribuir para o desenvolvimento das crianças
articipar da vida escolar dos filhos não significa assumir o papel dos professores ou reproduzir em casa as atividades realizadas na escola. Durante a infância, essa participação passa também pelo interesse nas descobertas da criança, pela troca de informações com os educadores e pela construção de uma relação em que família e escola possam compartilhar diferentes percepções sobre seu desenvolvimento. Essa aproximação ganha importância porque faz com que a criança possa se expressar de maneiras diferentes em cada ambiente. O que é observado na escola nem sempre aparece da mesma forma em casa e, ao compartilhar essas percepções, educadores e responsáveis conseguem compreender melhor o momento vivido por cada criança. CONECTADOS E INTERESSADOS Para Telma Scott, pedagoga do Colégio Poliedro, um dos principais equívocos é associar a participação dos responsáveis à necessidade de acompanhar de perto todas as atividades escolares. "Participar não significa fazer pela criança ou assumir em casa aquilo que é responsabilidade da escola ou da criança. Atitudes simples, como demonstrar curiosidade pelo que ela viveu, ouvir suas histórias, valorizar suas conquistas e manter um diálogo aberto com os educadores, são muito significativas. Ela percebe que os adultos que fazem parte da sua vida estão conectados e interessados em seu desenvolvimento", explica. A parceria também pode ajudar a identificar mudanças que, isoladamente, passariam despercebidas. Uma alteração de com-
Ao compartilhar essas percepções, educadores e responsáveis conseguem compreender melhor o momento vivido por cada criança
portamento observada em casa, por exemplo, pode contribuir para que os educadores compreendam determinada reação no ambiente escolar, e o caminho inverso também acontece. Assim, o diálogo não fica restrito a notas, tarefas ou eventuais dificuldades, mas envolve diferentes aspectos da vida. AUTOCONFIANÇA Segundo Telma, essa relação também deve contribuir para a construção da autonomia. "Existe uma diferença importante entre estar presente e fazer tudo pela criança. Escola e família precisam oferecer suporte, mas também espaço para que ela tente, faça escolhas, lide com pequenas frustrações e perceba que é capaz de resolver situações adequadas à sua idade. A participação dos adultos deve ajudá-la a desenvolver a autoconfiança, e não criar uma dependência." No dia a dia, conversar sobre a rotina e estimular pequenas responsabilidades são formas de acompanhar essa jornada. Da mesma forma, cabe à escola criar espaços de comunicação e oportunidades para
que os responsáveis conheçam e compreendam melhor as experiências vividas pelos estudantes ROTINA ESCOLAR No Colégio Poliedro, são diversas as iniciativas voltadas a fortalecer esse vínculo, como o Dia da Família, o Encontro de Gerações e a Manhã Científica, além de eventos como feiras, mostras culturais e outras festividades. Nessas ocasiões, familiares são convidados a vivenciar parte da rotina escolar junto aos alunos, participando também de atividades de integração desenvolvidas especialmente para os encontros. "Quando a família entra no colégio e participa de uma experiência ao lado da criança, passa a entender aquele espaço que faz parte de uma parcela tão importante da vida dela. Para os estudantes, também existe um significado especial em compartilhar seu ambiente, suas relações e suas descobertas com pessoas que são referências fora dali. É uma forma de aproximar esses dois universos sem confundir o papel de cada um", afirma Telma.
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Do berçário à Educação Infantil, experiências que acolhem, ensinam e ampliam descobertas Na Baby Prime, aprender começa nas experiências vividas. Uma história compartilhada, uma descoberta no brincar, a música que acompanha a rotina. Vivências que acontecem naturalmente em português e também em inglês, por meio de um Programa Bilíngue imersivo, integrado ao cotidiano das crianças. São experiências planejadas e acompanhadas por profissionais que conhecem e respeitam as necessidades de cada fase da infância. Há 18 anos, unimos uma estrutura preparada para bebês e crianças, atenção individualizada e uma relação de confiança com as famílias. GROWING THROUGH ENGLISH Programa Bilíngue imersivo
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S
sobre os sinais que merecem atenção
egundo dados do Ministério da Saúde, a prevalência de TDAH no Brasil é estimada em 7,6% entre crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, e cerca de 11 milhões de brasileiros convivem com o transtorno. Em outubro de 2025, a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou um projeto de lei para incluir perguntas sobre TDAH e dislexia no Censo Demográfico. Atualmente, segundo o próprio Senado, o Brasil não tem estatísticas oficiais consolidadas sobre esses transtornos, e as estimativas disponíveis vêm de levantamentos pontuais do setor privado. O cenário ajuda a dimensionar um problema que ainda é cercado de dúvidas dentro de casa e da sala de aula: como diferenciar uma dificuldade pontual de aprendizagem de um transtorno que exige acompanhamento especializado e em que momento buscar ajuda. A dúvida é comum entre famílias e professores, segundo Elizabeth Sanada, professora e coordenadora da pós-graduação em Psicopedagogia do Singularidades, "nem toda dificuldade escolar é um transtorno, mas todo sinal persistente merece ser observado com cuidado, sem alarmismo e sem naturalização". DIFICULDADE NÃO É SINÔNIMO DE TRANSTORNO Segundo a profª Elizabeth, é preciso distinguir dois cenários que costumam ser confundidos. Confira. #1 Dificuldade de aprendizagem: obstáculo pontual, ligado a fatores como metodologia de ensino, ritmo de desenvolvimento, contexto emocional ou familiar. Tende a responder bem a mudanças pedagógicas e de abordagem; #2 Transtorno de aprendizagem: condição de origem neuro-
Dificuldade de acompanhar o ritmo da turma de forma consistente ao longo do tempo
biológica (como dislexia, discalculia ou TDAH), persistente, que não desaparece apenas com esforço ou reforço escolar e requer avaliação e acompanhamento especializados. SINAIS DE ALERTA EM CASA Recusa ou grande resistência para fazer tarefas de leitura e escrita; Dificuldade persistente para memorizar letras, números ou sequências (dias da semana, meses); Trocas frequentes de letras ou dificuldade de rima, mesmo após estímulo repetido; Desatenção, esquecimento de tarefas e desorganização que se repetem em diferentes contextos, não só na escola. SINAIS DE ALERTA NA ESCOLA Leitura lenta, silabada e com muitos erros, mesmo com prática; Dificuldade de acompanhar o ritmo da turma de forma consistente ao longo do tempo; Queda de rendimento acompanhada de queixas de ansiedade, frustração ou baixa autoestima; Comportamento inquieto, im-
pulsivo ou desatento observado por diferentes professores, e não por um único adulto. QUANDO PROCURAR AJUDA Para a professora, o critério central não é a existência de uma dificuldade isolada, mas sua persistência e recorrência em diferentes ambientes. "Quando o sinal se repete em casa e na escola, ao longo de semanas, e não meses, e não responde a ajustes simples, esse é o momento de procurar uma avaliação profissional, com pediatra, psicopedagogo ou neuropsicólogo". O diagnóstico precoce é determinante: quanto antes a criança recebe suporte adequado, menor o impacto na autoestima e no percurso escolar. Desde 2021, segundo a Lei nº 14.254, estudantes com dislexia, TDAH ou outros transtornos de aprendizagem têm direito a acompanhamento integral pelo poder público, um avanço que, na avaliação de especialistas ouvidos pelo Senado, ainda esbarra na falta de diagnóstico precoce e de dados oficiais consolidados sobre o tema no País.
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I N G L Ê S AO LO NG O DA V I DA
JORNADA DE ESTUDOS
O contato precoce com o inglês permite que o idioma seja incorporado de forma natural
Obras que ajudam a entrar no universo dos vestibulares
O aprendizado contínuo da segunda 4 clássicos que todo vestibulando precisa começar a ler língua começa na infância
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prender uma segunda língua deixou de ser um diferencial restrito à vida acadêmica. Em uma sociedade conectada, o domínio do inglês amplia acesso ao conhecimento, fortalece relações, abre oportunidades e acompanha transformações globais. Mais do que concluir um curso, trata-se de desenvolver uma competência que acompanha o indivíduo ao longo da vida. Segundo a pedagoga Marcia Lima, o aprendizado de um idioma é contínuo e se transforma conforme cada fase. “O inglês não é apenas uma etapa escolar. É uma habilidade que cresce junto com a pessoa e que precisa ser cultivada ao longo dos anos”, afirma. INFÂNCIA COMO PORTA DE ENTRADA A infância é um período decisivo para esse processo. Nessa fase, a criança desenvolve habilidades cognitivas, sociais e de comunicação, além de grande capacidade de absorver novos sons e estruturas linguísticas. O contato precoce com o inglês permite que o idioma seja incorporado de forma natural, sem ficar restrito à memorização ou à preparação para provas. Para Marcia, o ensino infantil precisa ser significativo. “Aprender uma língua também é uma experiência. Quando a criança usa o inglês para brincar, descobrir e interagir, ela entende que o idioma faz parte da vida”, explica. APRENDIZAGEM COMO EXPERIÊNCIA Atividades lúdicas, interação e situações próximas ao universo infantil tornam o aprendizado mais leve e eficaz. Esse
Crianças participam de atividades bilíngues que tornam o aprendizado do inglês mais natural e significativo desde cedo
ambiente também ajuda a desenvolver confiança — uma barreira comum para quem inicia o estudo apenas na vida adulta. Ao experimentar e errar sem medo, a criança constrói segurança para se comunicar em diferentes contextos. O contato frequente com o inglês também favorece a pronúncia. Em fase de intenso desenvolvimento da percepção auditiva, os pequenos assimilam fonemas, entonações e ritmos com mais naturalidade, incorporando o idioma ao repertório de forma gradual. CONTINUIDADE NA ADOLESCÊNCIA E NA VIDA ADULTA Começar cedo não significa terminar cedo. Na adolescência, o inglês amplia acesso a conteúdos, culturas e tecnologias. Na universidade e no início da vida profissional, torna-se essencial para pesquisas, cursos e mercado de trabalho. Na vida adulta,
manter o contato com o idioma é fundamental diante de novas profissões, tecnologias e relações globais. O PAPEL DAS ESCOLAS DE IDIOMAS Essa perspectiva transforma a atuação das escolas de idiomas. O objetivo não deve ser apenas concluir níveis, mas criar uma jornada que estimule autonomia e curiosidade para que o estudante continue aprendendo. “Quando uma criança começa a estudar inglês hoje, estamos pensando no futuro dela — nas ferramentas que terá para estudar, trabalhar, viajar e compreender um mundo conectado”, destaca Marcia. Em um cenário em que informação circula sem fronteiras, preparar o indivíduo para uma vida de aprendizado é essencial. Começar o inglês na infância é um caminho sólido, mas o verdadeiro valor está em desenvolver a disposição para continuar aprendendo.
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s provas estão se aproximando e, para quem vai prestar vestibular, a hora de se organizar é agora. Os concorrentes devem parar de querer decorar enredos e nomes de personagens, e entender diferentes períodos literários, estilos e questões que atravessam a sociedade. Pensando nesse momento decisivo, as edições da Via Leitura são preparadas para acompanhar o estudante durante a jornada de preparação, com livros que merecem entrar na lista. Entre os títulos que já podem fazer parte desse percurso estão Lésbia, escrita por Maria de Benedita Bormann sob o pseudônimo Délia, e Broquéis, de Cruz e Sousa. Os clássicos são fundamentais para conhecer a produção da literatura brasileira e sua linguagem simbólica. E vale começar cedo: as obras já estão confirmadas como leitura obrigatória da Unicamp para o vestibular de 2029. LÉSBIA Publicada em 1890, a narrativa acompanha Arabela, uma mulher que, após um casamento marcado por repressão e violência, encontra na escrita um caminho para reconstruir a própria vida e conquistar autonomia. Sob o pseudônimo Lésbia, ela se torna escritora e passa a enfrentar os preconceitos de uma sociedade que limitava a atuação feminina ao espaço doméstico. Os estudantes não apenas vão conhecer a literatura de autoria feminina do século XIX, mas também identificar temas como emancipação da mulher, liberdade, educação, casamento e relações de poder, questões que ajudam a interpretar o contexto histórico e literário em que o romance foi produzido. BROQUÉIS Cruz e Sousa revela poe-
As obras já estão confirmadas como leitura obrigatória da Unicamp
sias fundamentais para conhecer o Simbolismo brasileiro, marcadas pela musicalidade, uso intenso de imagens, subjetividade e exploração de temas como desejo, morte, espiritualidade, sofrimento e conflito interior. A linguagem sofisticada e carregada de símbolos revela a busca do poeta por expressar sensações e estados de alma que vão além da realidade concreta. O vestibulando irá encontrar na obra as principais características da literatura brasileira e reconhecer como o autor rompe com a objetividade e o racionalismo de movimentos anteriores. E não são apenas para as fases da Unicamp, os leitores devem se preparar para ler Memórias de Martha, de Julia Lopes de Almeida, e Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta, que estão confirmados na lista da Fuvest para 2026-2027. Os dois livros também ampliam o olhar sobre a literatura brasileira e permitem discutir temas que continuam atuais. MEMÓRIAS DE MARTHA Publicado em 1899, a obra acompanha as lembranças de Martha, uma mulher que revisita sua infância, juventude e trajetória de vida, revelando as
dificuldades enfrentadas por uma mulher em uma sociedade marcada por desigualdades impostas ao gênero feminino. Para o vestibular, conhecer esse romance é importante para observar a produção de autoria feminina no final do século XIX e perceber como a literatura pode retratar as estruturas sociais de seu tempo, especialmente as relações entre gênero, classe e oportunidades. OPÚSCULO HUMANITÁRIO Esse manifesto, publicado em 1853, reúne textos em que a autora defende a educação e a emancipação intelectual das mulheres, criticando a desigualdade entre os gêneros e os limites impostos pela cultura à formação da mulher. Inspirada por ideias iluministas e por debates sobre educação e direitos das mulheres, o clássico apresenta uma visão pioneira sobre a necessidade de transformar a educação como caminho para mudanças. O vestibulando perceberá a importância de compreender o pensamento de Nísia Floresta e sua presença no século XIX, além de relacionar literatura, educação, gênero e crítica social ao contexto histórico brasileiro.
MAIS DE 80 ALUNOS-ATLETAS DO COLÉGIO AMORIM LEVAM O ESTADO DE SÃO PAULO E O BRASIL A PALCOS INTERNACIONAIS E NACIONAIS COM UMA DELEGAÇÃO COMPLETA NA CHINA, UMA EQUIPE NO EQUADOR E EQUIPES EM FOZ DO IGUAÇU, O COLÉGIO AMORIM TRANSFORMA A PAIXÃO PELO ESPORTE EM OPORTUNIDADES ÚNICAS QUE AMPLIAM HORIZONTES E MARCAM PARA SEMPRE A VIDA DOS ESTUDANTES.
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ais de 80 alunos-atletas mobilizados demonstram a força de um projeto esportivo que começa cedo na vida escolar. Por volta dos quatro anos, os pequenos dão os primeiros passos nas escolinhas do colégio, conhecendo diversas modalidades, desenvolvendo habilidades essenciais e descobrindo suas verdadeiras afinidades. Esse alicerce abre portas para que alcancem equipes competitivas e cheguem a representar o Estado de São Paulo e o Brasil em torneios de grande expressão. 100% da delegação brasileira de futebol Sub18 é representada pelas equipes masculina e feminina do Colégio Amorim no Mundial Escolar em Suzhou, na China. A classificação histórica
veio após os títulos estaduais e nacionais no Campeonato Brasileiro Escolar em Camaragibe (PE), com direito a uma conquista inédita na estreia do time feminino. Em solo chinês, além dos confrontos em campo, os jovens vivenciaram um intercâmbio cultural inesquecível na Suzhou Foreign Language School, participando de vivências com estudantes locais, oficinas de escrita em chinês e da tradicional dança do dragão. Duas grandes competições vêm por aí para movimentar ainda mais o calendário internacional e nacional da instituição. No Equador, a equipe masculina de basquete Sub-14 disputará o Campeonato Sul-Americano Escolar, garantindo a vaga após excelente campanha nos Jogos
EQUIPE DE HANDEBOL FEMININO - Alunas-atletas do Colégio Amorim, classificadas para os Jogos da Juventude Sub-17 após campanha de destaque no JEESP.
INTERCÂMBIO CULTURAL NA CHINA - Delegação do Colégio Amorim durante visita à Suzhou Foreign Language School, integrando a programação do Mundial Escolar de Futebol.
Escolares do Estado de São Paulo (JEESP) em Praia Grande. Já em Foz do Iguaçu (PR), a equipe feminina de handebol, o futsal masculino, o wrestling masculino e a natação Sub-17 disputarão os
Jogos da Juventude do Comitê Olímpico do Brasil (COB), também classificadas pelo JEESP. Todo esse ecossistema conta com o apoio fundamental da Secretaria de Esportes do Estado de São
OFICINA DE ESCRITA EM CHINÊS - Alunos-atletas do Colégio Amorim participam de atividade cultural durante a viagem para o Mundial na China.
Paulo, da CBDE e da FEDEESP. Outras atividades extracurriculares, como a Cia de Teatro e a Cia de Dança, seguem a mesma filosofia de estímulo à expressão, à disciplina
e à autoconfiança, oferecendo um ponto de partida para que os alunos descubram seus talentos artísticos. Seja no esporte ou na arte, o Colégio Amorim reafirma o seu compromisso de guiar cada estudante rumo ao seu potencial máximo, mostrando que a jornada para o sucesso começa na escola e pode levá-los a conquistar o mundo. MAIORES INFORMAÇÕES NA SECRETARIA DO COLÉGIO, PELOS TELEFONES: (11) 2293-9166, (Tatuapé); (11) 2909-1422, (Vila Guilherme); (11) 2943-0111, (Ermelino Matarazzo). SERVIÇO: R. Cantagalo, 339 - Tatuapé colegioamorim.com.br 11. 94755-8271
REPRESENTANDO O BRASIL EM CAMPO - Atleta do Colégio Amorim em ação durante partida oficial pelo Mundial Escolar de Futebol, representando o país no cenário internacional.
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COTIDIANOFATOS
www.gazetavirtual.com.br
SÃO PAULO, 24 DE OUTUBRO DE 2026
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SEGURANÇA
Hidrômetros furtados? Saiba como agir e evitar prejuízos
Sabesp reforça orientações após aumento de quase 60% nos furtos na capital paulista e de cerca 75% em 180 municípios da área de concessão no primeiro semestre
A próxima reunião está marcada para 16 de novembro, às 20h, no Colégio Agostiniano Mendel
CONSEG TATUAPÉ
Reunião orienta registro de demandas e reúne cobranças de segurança, trânsito e ruído
Os bares da Serra de Bragança, abusos no Ceret e atropelamentos na Abel Ferreira estão entre as demandas
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Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Tatuapé realizou reunião ordinária na última segunda-feira, dia 19, no Colégio Agostiniano Mendel, onde recebeu demandas e relatos de moradores sobre segurança, trânsito, perturbação do sossego e gestão de espaços públicos. No início do encontro, foi destacado o papel do Conseg, um espaço voluntário de diálogo entre a comunidade e as forças de segurança e que não substitui os serviços de emergência. Para ocorrências, os telefones são 190 (Copom), 153 (GCM) e 156 (Prefeitura). A orientação é guardar o número de protocolo para que o Conseg possa acompanhar e cobrar providências.
PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO Moradores do entorno do Parque Ceret relataram som alto na concentração e no aquecimento das corridas, que muitas vezes se iniciam antes das 6h. Eles também reclamaram do uso excessivo do espaço público para eventos, realizados quase todos os fins de semana na parte frontal do parque, os quais, inclusive, têm ocupado parte do estacionamento destinado aos idosos e provocado congestionamento na região. A direção do Conseg informou que fará uma reunião com a Secretaria Municipal de Esportes, responsável pelo parque, para tentar resolver os problemas. O delegado assistente do 30º DP – Tatuapé, Eduardo Kosovicz, informou que foi instaurado um inquérito policial para apurar
abusos em estabelecimentos que comercializam bebidas na Rua Serra de Bragança. ATROPELAMENTOS Outro assunto bastante discutido foi o dos atropelamentos que vêm ocorrendo na Avenida Vereador Abel Ferreira, no cruzamento com a Rua Gabriel Grupello, no Jardim Anália Franco. Segundo relatos dos moradores, os veículos descem da Avenida Regente Feijó em alta velocidade e entram na Abel Ferreira, que tem grande volume de pedestres por causa de escritórios, consultórios e do Hospital Vitória. Na última segunda-feira, inclusive, uma pessoa foi atropelada e morreu no local. A Prefeitura e a CET prometeram estudar uma solução para o caso. A próxima reunião está marcada para 16 de novembro, às 20h, no mesmo local.
A companhia registrou 10.206 furtos de hidrômetros no primeiro semestre de 2026 na cidade de São Paulo
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Sabesp reforça o alerta aos moradores de São Paulo sobre o aumento dos furtos de hidrômetros e orienta a população sobre como agir em caso de crime. A retirada dos equipamentos pode interromper a medição do consumo, provocar vazamentos, desperdício de água tratada e danos às instalações hidráulicas dos imóveis, além de afetar o abastecimento. O alerta ganha força diante do crescimento das ocorrências neste ano. A companhia registrou 10.206 furtos de hidrômetros no primeiro semestre de 2026 na cidade de São Paulo, um aumento de 58,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 6.447 ocorrências. Ao todo, foram 3.759 furtos a mais na capital paulista na comparação entre os dois períodos. MAPEAMENTO A Sabesp tem registro de furtos de hidrômetros em 180 dos 376 municípios de sua área de concessão no Estado. No primeiro semestre deste ano, foram contabilizados 23.724 equipamentos furtados, ante mesmo período de 2025, uma alta de 74,7%. Na Grande São Paulo, os números também cresceram em importantes municípios. Na sequência aparece Guarulhos, onde os registros passaram de 738 para 1.068, alta de 44,7%. Em Osasco, o número saltou de 216 para 874 furtos, um aumento de 304,6%. Já em Santo André registrou aumento de 797 para 845 ocorrências, ligeira alta de 6%. Ainda na região metropolitana, em São Bernardo do Campo, os furtos passaram de 116 para 482, um crescimento de 315,5% na comparação entre os primeiros semestres de 2025 e 2026. Barueri também teve salto expressivo com maior número de registros com 400 nos seis primeiros meses do ano, contra apenas 45 em 2025, alta de 788%.
A retirada dos hidrômetros pode provocar vazamentos, desperdício de água e interrupções no abastecimento dos imóveis. A Sabesp informa que também é vítima desse tipo de crime e mantém atuação conjunta com as forças de segurança, compartilhando informações que possam contribuir para a identificação e responsabilização dos criminosos. COMO AGIR Ao perceber o furto do hidrômetro, o cliente deve registrar imediatamente um Boletim de Ocorrência (BO) e comunicar a Sabesp pelos canais oficiais de atendimento para solicitar a reinstalação do equipamento. O atendimento pode ser realizado pela Central de Atendimento (0800 055 0195), pelo WhatsApp (11) 3388-8000 ou pelo site https://novaagenciavirtual. sabesp.com.br Com a apresentação do Boletim de Ocorrência, a substituição do hidrômetro é realizada gratuitamente. Sem o documento, o cliente poderá ter que arcar com o custo do novo equipamento,
conforme regulamentação da Arsesp. O prazo regulatório para reposição é de até 48 horas, mas a Sabesp realiza o serviço em prazo inferior, buscando restabelecer o abastecimento e a medição do consumo o mais rapidamente possível. Enquanto o imóvel permanecer sem o hidrômetro, a cobrança da conta de água é calculada com base na média de consumo anterior ao furto. Após a instalação do novo equipamento, o faturamento volta a ser realizado conforme o consumo efetivamente registrado. PREVENÇÃO E COLABORAÇÃO A Sabesp orienta os moradores a redobrar a atenção para movimentações suspeitas próximas aos imóveis. Sempre que possível, a população deve comunicar imediatamente a Polícia Militar, pelo telefone 190, e fornecer informações ou imagens de câmeras de segurança que possam contribuir para a identificação dos responsáveis.