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Gazeta do Tatuapé - 2627

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informação com responsabilidade

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ANO 51

a c e s s e n o s s o p o r ta l : w w w . g A Z E TA V I R T U A L . c o m . b r

SÃO PAULO, 26 DE SETEMBRO DE 2026

N0 2.627

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Conseg Tatuapé

Perturbação do sossego volta a ser tema central

O Conselho Comunitário de Segurança – Conseg Tatuapé realizou sua reunião ordinária na última segunda-feira, dia 21. O tema perturbação do sossego foi, mais uma vez, o ponto central da reunião. Moradores voltaram a reclamar da Rua Serra de Bragança, nas proximidades do McDonald’s, apontada como principal foco de barulho, aglomeração, carros e motos com som alto. > VEJA + Página 3

TATUAPÉ - 358 ANOS

Eventos foram realizados

Os festejos de aniversário do Tatuapé continuaram agitando o bairro ao longo da semana, com plantio de árvores, virada esportiva, shows e sarau literário. > VEJA + Página 4

tatuapé - 358 anos

Do caminho do tatu ao desenvolvimento

> VEJA + Páginas 6 e 7

O bairro que nasceu entre caminhos de terra, chácaras, parreirais e áreas rurais às margens do Rio Tietê tornou-se um dos endereços mais desejados por famílias e empresas. Nesta edição, trazemos um caderno especial com entrevistas de pessoas que colaboram para o crescimento do bairro. > VEJA + Páginas 9 a 16

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2 OPINIA~ O GAZETA 40 ANOS ACONTECENDO editorial

O crime ocupa o vazio que a escola não preenche

A

evasão escolar raramente começa dentro da escola. Ela começa antes, quando o jovem deixa de enxergar sentido em estar ali. Quando falta perspectiva, a sala de aula deixa de ser caminho e passa a ser apenas obrigação e é nesse momento que o risco aumenta. Não porque a ausência do ensino empurre diretamente para o crime, mas porque ela derruba uma das principais barreiras de proteção que esse jovem possui. Na prática, o que se observa é que o crime não surge do nada: ele ocupa espaços. Onde faltam oportunidades, presença constante e vínculos reais, alguém (ou algo) acaba preenchendo esse vazio. E o jovem, especialmente aquele que já se sente invisível, torna-se um “alvo fácil”. Existe, no entanto, um ponto que ainda recebe pouca atenção nessa discussão: o pertencimento. Todo indivíduo precisa sentir que faz parte de algo. Quando esse sentimento não vem da escola, da família ou da comunidade, ele tende a surgir em outros lugares e o crime organizado entende isso com muita clareza. Por outro lado, quando o jovem encontra um espaço onde é visto, cobrado e valorizado, o cenário começa a mudar. É nesse contexto que o esporte se apresenta como uma ferramenta relevante. Mais do que ensinar técnica, o esporte constrói disciplina, rotina, referência e identidade. Em muitos casos, é o primeiro ambiente em que esses jovens percebem que têm valor, que podem evoluir e que alguém acredita neles. Isso, por si só, não resolve o problema - mas é um ponto de partida. Não existem soluções simples para questões complexas. Segurança pública, educação e políticas sociais precisam caminhar juntas, de forma contínua e integrada. Ignorar o pertencimento, no entanto, é ignorar uma parte essencial dessa equação. No fim, a questão não é apenas evitar que o jovem entre no crime. É garantir que ele tenha outras possibilidades antes mesmo de precisar escolher - e isso começa quando ele deixa de ser invisível.

Bruno Panda Lopes é especialista em Direitos Humanos e autor do livro “Protetores: o livro das magias ambíguas”

SÃO PAULO, 26 DE SETEMBRO DE 2026

opinião

direito

O Divino Milagre de "Tirar o Sofá da Sala"

A violência que não deixa hematomas “Ele nunca me bateu. Só nunca me deixou ter nada.”

POR SERGIO CARREIRO DE TEVES

H

POR BRUNO PANDA LOPES

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á uma sabedoria milenar na gestão pública brasileira que consiste em criar o caos, faturar com ele e, depois, vender a proibição como um ato de heroísmo e caridade cristã. O mais recente espetáculo desse teatro do absurdo atende pelo nome de "bets", que investiram mais de R$ 1 bilhão nos clubes e sustentaram a imprensa esportiva, além de centenas de empresas. Primeiro, o governo abriu as portas do palácio, regulamentou de forma generalizada o cassino digital e rejeitou emendas que protegiam os mais vulneráveis, de olho em uma arrecadação bilionária em impostos e outorgas. Quando os dados do próprio Banco Central revelaram a tragédia econômica — com as famílias queimando mais de R$ 30 bilhões por mês em apostas e uma retirada líquida de R$ 62,5 bilhões do consumo básico —, o governo teve um estalo de lucidez eleitoral. A poucos dias de ir às urnas, o presidente decidiu anunciar o fim das bets "para proteger as famílias". É a clássica tática de "tirar o sofá da sala". O sujeito permite que a sala seja demolida por um terremoto regulatório e, depois, joga o sofá pela janela jurando que resolveu o problema do teto desabando. Ou, na forma popular: "o marido pega a mulher no sofá com outro homem e, para resolver o problema, joga o sofá pela janela". Mas o show da bondade estatal não para por aí. Para limpar os recordes de inadimplência gerados pela jogatina e pelo juro alto, o governo acena com pacotes de renegociação, prometendo abatimentos milagrosos de até 95%. É a virtude máxima: ser caridoso usando o caixa dos bancos e o dinheiro dos outros. Para fechar a conta do ralo macroeconômico, eleva-se o Bolsa Família, mesmo que isso aprofunde o rombo fiscal e alimente a inflação que corrói o próprio benefício, esquecendo-se dos aposentados. Enquanto isso, a engrenagem eleitoral avança sobre os aposentados com um requinte de ironia burocrática. Para essa parcela da população, o grande troféu oferecido é a dispensa da prova de vida presencial junto ao INSS.

O preço desse "favor"? Comparecer às urnas. Sem dúvida, dentro da pasmaceira total dos jovens, os velhos precisam mesmo comparecer em massa às urnas, mas não é preciso obrigá-los: afinal, o voto ainda é um direito e, para quem tem mais de 70 anos, deixou de ser uma obrigação. O governo redesenhou a cidadania: votar virou um elixir de juventude administrativa. Não importa se o cidadão já está legalmente desobrigado pela idade; se ele for votar, o sistema assume, por milagre, que ele está vivo e bem. Tudo converge para o altar do voto. Toda essa pirotecnia econômica — que vai da legalização à proibição moralista em menos de um ciclo político — serve como uma cortina de fumaça perfeita. Resta ao pagador de impostos tentar adivinhar o tamanho do descalabro fiscal que está sendo escondido atrás dessa montanha de bondades de véspera de eleição. No Brasil, a banca sempre ganha, mas, quando a banca é o Estado, quem perde é a matemática e o povo. Não que sejamos favoráveis a essa jogatina desvairada, que realmente acabou com as poucas reservas de muitas famílias, mas há que se respeitar o que está contratado e o que já está regulamentado; isso só demonstra a insegurança jurídica do país: ninguém pode se instalar aqui, onde até o passado é incerto. É bom frisar que a atividade foi liberada no governo Temer, que substituiu Dilma em dezembro de 2018, e que deveria ter sido regulamentada nos quatro anos seguintes, durante o governo Bolsonaro; a regulamentação só veio a ocorrer no governo Lula. Até então não havia cassinos on-line; eles foram criados durante seu governo. Portanto, se ele os criou, e se o filho é dele, deve responsabilizar-se por isso. Tudo pelo voto. E o pior: o jogo vai continuar, porque sempre se jogou no país e o que não faltam são cassinos espalhados por todo lado. Quem tem o vício não deixará de jogar; encontrará outras formas. Tirar o "sofá da sala" não resolve; o que resolve é o que o governo nunca faz: educar o cidadão desde a mais tenra idade, mostrar que o sucesso só está antes do trabalho no dicionário. Se quer ter sucesso na vida, não confie no jogo; confie no seu esforço, no seu trabalho — só isso lhe trará sucesso. Dinheiro fácil vai embora fácil.

POR DRA. NORA NERY

Q

uem atua no Direito de Família ouve essa frase com frequência, quase sempre acompanhada de um pedido de desculpas. A mulher hesita e diz que talvez nem devesse estar ali, porque não tem marca nenhuma para mostrar. O que ela viveu tem nome. O artigo 7º, inciso IV, da Lei Maria da Penha trata da violência patrimonial, que é a retenção, a subtração ou a destruição dos bens, documentos, instrumentos de trabalho e recursos econômicos da mulher. Em outras palavras, o uso do dinheiro como instrumento de controle. Essa violência raramente se anuncia. Aparece como zelo com o orçamento, naquela velha explicação de que ele é quem entende dessas coisas. É o marido que concentra toda a renda e repassa uma quantia mensal, exigindo prestação de contas. É a proibição velada de estudar ou trabalhar fora. São os empréstimos feitos no nome dela e descobertos quando o cadastro já está negativado, ou as transferências apressadas de imóveis a parentes nas semanas que antecedem a separa-

gazeta há 40 anos

ção. Nada disso deixa hematoma, e é por isso que demora tanto a ser nomeada. O efeito é sempre o mesmo. Sem renda, sem documentos e sem recursos, a mulher não tem como sair, mesmo depois de entender que precisa. A lei responde a isso. O artigo 24 autoriza o juiz a determinar, liminarmente, a restituição dos bens subtraídos, a proibição de venda dos bens em comum, a suspensão de procurações e a prestação de caução. E, desde a Lei nº 14.550/2023, as medidas protetivas independem de boletim de ocorrência, inquérito ou ação em curso, bastando o relato da mulher, e valem enquanto persistir o risco. Reconhecer a violência patrimonial é admitir a distância que existe entre ter o direito de sair e ter condições reais de fazê-lo. É nesse intervalo que a advocacia trabalha, traduzindo em pedido e prova aquilo que a cliente ainda chama de confusão doméstica. A lei já oferece os instrumentos. Falta a informação chegar antes que o patrimônio e a saída tenham desaparecido. Em caso de violência doméstica, ligue 180. O atendimento é gratuito e sigiloso, 24 horas. Dra. Nora Nery é advogada, especialista em Direito de Família e diretora da OAB Tatuapé. Para mais artigos como esse, siga no Instagram @dranoranery

O QUE ERA NOTÍCIA EM 28 de setembro de 1986 EDIÇÃO Nº 596

Inaugurado trecho da Avenida Tiquatira

Sergio Carreiro de Teves é jornalista, professor e advogado atuante nas áreas civil, trabalhista, tributarista, administrativa e comercial

EDUCAÇÃO & SUSTENTABILIDADE

Educar para sobreviver: o elo entre cultura e clima POR DON POLICARPO

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izia-se, tempos atrás, que “é cedo que se desentortam os pepinos” quando o assunto era educar crianças. A metáfora funciona bem para o cultivo agrícola, mas quando falamos de educação não formal — aquela que nasce no seio familiar — os ditos populares precisam ser revisitados e atualizados. A tradição oral já nos ensinou que a família é o primeiro espaço de aprendizado. É na sala de casa que se molda a forma de como viveremos o resto de nossas vidas. Educação e cultura caminham juntas, dialogam constantemente e mostram que não há fronteiras rígidas entre ensinar e aculturar: aprendemos tanto fora dos bancos escolares quanto dentro deles, e levamos esses saberes por onde passamos. Se pensarmos em Jean Piaget, Maria Montessori ou Auguste Comte, vemos reflexões sobre educação. Já o agricultor que acompanha o ciclo do pepino até a mesa reflete sobre cultura do plantio. Ambos, no entanto, tratam

de subsídios essenciais para a sobrevivência humana. Nesse sentido, a pergunta que ecoa nas Conferências das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COPs) é inevitável: ainda há tempo de salvar a humanidade? O modelo econômico e energético que escolhemos é responsável por grande parte da destruição ambiental. Tornamo-nos reféns dele e, para piorar, são justamente os agentes desse sistema que financiam qualquer reação contrária. Em outras palavras: “deixam chorar, mas não deixarão cantar”. Em conferências internacionais sobre clima, não houve destaque para o papel da educação e da cultura na formação de cidadãos ambientalmente conscientes. É nesse ponto que a família educadora assume protagonismo: ela dá os primeiros passos na formação preservacionista, oferecendo exemplos concretos — contar e ler histórias, cuidar da fauna e da flora, tratar os resíduos com responsabilidade, cultivar de forma sustentável e transmitir práticas que possam se tornar perenes. Don Policarpo é geógrafo, professor e consultor em meio ambiente, com pós-graduação em História da África

DA REDAÇÃO

E

m cerimônia que contou com a participação de moradores locais, os secretários municipais de Vias Públicas Walter Pedro Bodini, e do Planejamento Marco Antonio Mastrobuono, inauguraram um trecho da Avenida Tiquatira, na Penha. É uma avenida ao longo do córrego Tiquatira, construída sobre o leito canalizado desse curso d'água, com 1.630 metros de extensão, com duas pistas (10,50 metros em cada pista) de três faixas de tráfego cada uma, a nova avenida interliga a Avenida São Miguel, a Marginal do Tietê, à Rodovia dos Trabalhadores, à Via Dutra e a Rodovia Fernão Dias. O trânsito será bem melhor naquela região com a construção da nova avenida, já que esse corredor permite que os carros trafeguem a uma velocidade média de 60 quilômetros por hora, atingindo as marginais e as rodovias mencionadas através da Ponte General Milton Tavares de Souza. Até então, os veículos passavam por vias opcionais de baixa capacidade, desenvolvendo velocidade inferior a 20 quilômetros horários. Já a canalização do córrego Tiquatira veio solucionar um sério problema na região: as enchentes. Isso porque a Prefeitura usou canal de concreto moldado de quatro por sete metros para canalizar o córrego, com travamentos pré-moldados espaçados a cada quatro metros. Politicamente Falando

NÃO PÔDE GRAVAR SEU TAPE O prof. José Renato dos Santos, candidato a deputado estadual (PFL), essa semana, não pôde gravar seu tape para o programa gratuito na TV, porque se recusou a dizer que está com Maluf para governador. O técnico disse: "Você pode até gravar, mas, não vai para o ar". PMDB ENDURECENDO O diretório regional do PMDB (SP), em sua última reunião (dia 23/9), decidiu: maior agressividade em sua campanha contra Ermirio de Moraes; acionar a comissão de ética do partido contra os traidores; intervenção nos diretórios (municipais e distritais) que apoiarem candidatos de outros partidos. CONTRA PICHADORES 0 promotor eleitoral (SP), Jethro Pires, quer que candidatos beneficiados e dirigentes de diretórios partidários responsáveis sejam intimados a, no prazo de 72 horas, removerem faixas e cartazes colocados em postes e noutros locais não permitidos por lei, e a limpar pichações em muros, viadutos, etc. Para isso, o promotor requereu aos juízes das Zonas Eleitorais da capital que indiquem oficiais de justiça para fazerem levantamento "dessa propaganda irregular", para intimação e punição dos responsáveis. O promotor pediu urgência aos juízes, afirmando que esse tipo de propaganda contraria vários artigos do Código Eleitoral que defendem a estética urbana, a higiene e as posturas municipais. Como Seria Bom Se Posturas Municipais Prevalecessem Sobre Leis Estaduais, Federais e Universais!

Acontecendo

DIA DA SUSTENTABILIDADE - Escolas públicas de São Paulo recebem peça sobre economia circular Divulgação

A peça, voltada ao debate da sustentabilidade, será levada a escolas municipais da Zona Leste

EXPEDIENTE

PRODUÇÃO GRÁFICA E MONTAGEM FINAL:

GRUPO LESTE DE COMUNICAÇÕES

A

RN Produções Artísticas e a ONG Espaço Urbano apresentam o espetáculo teatral "Fim Que Vira Começo Que Vira...', ação artístico-cultural que compõe o projeto Recicla Cultural e que conta com o apoio da Tetra Pak. A peça, voltada ao debate da sustentabilidade, será levada a escolas municipais da Zona Leste. Uma oportunidade para que crianças tenham contato com o tema no mês em que se celebra o Dia Mundial da Sustentabilidade, comemorado ontem, 25 de setembro. No Brasil, apenas 4,5% dos resíduos são efetivamente reciclados no País, segundo dados divulgados em 2025 pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Ainda que a economia circular hoje seja um pilar estratégico na formulação de políticas

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Não nós responsabilizamos pelas ideias ou opiniões emitidas em matérias assinadas

públicas no país — como o Plano Nacional de Economia Circular (Planec), aprovado em 2025 —, a conscientização individual ainda é um passo importante para um futuro mais verde. TEMAS COMPLEXOS DO COTIDIANO Por isso, iniciativas culturais e educativas ganham relevância ao aproximar temas complexos do cotidiano. Destinada a crianças de 6 a 12 anos e construída por artistas, pedagogos e profissionais especializados em sustentabilidade, o esquete teatral tem duração de 25 minutos, debatendo temas como o descarte correto das embalagens e o impacto social e ambiental das ações individuais. Para além da reciclagem, o roteiro também aborda um tema tão atual quanto sensível: a cultura do descarte e do imediatismo, Editor e Diretor Responsável: Jaime Braz Romano Diretora de Redação: Antonia Cristina Romano Revisão: Fabiana Nascimento Diretor-Comercial: Mauro Tadeu Silva Diretor de Arte: Gabriel Henrique Pinho Romano

em que objetos são tratados como facilmente substituíveis. Ao provocar essa reflexão, a peça convida as crianças a repensar hábitos de consumo e a reconhecer o valor de escolhas mais conscientes no dia a dia. O projeto também oferece três ações de acessibilidade, como sessões com áudio descrição para atender cegos e pessoas de baixa visão e intérpretes de libras para atender a surdos. A iniciativa conta com o patrocínio da Tetra Pak, multinacional reconhecida por suas soluções em processamento e envase de alimentos e bebidas. Além de seu compromisso com a sustentabilidade e a promoção da economia circular, a companhia acredita que conscientizar crianças e jovens por meio da cultura é um caminho essencial para a construção de hábitos ambientalmente responsáveis. Impressão:


CULTURAARTES COTIDIANOFATOS

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SÃO PAULO, PAULO, 26 29 DE DE SETEMBRO AGOSTO DEDE 2026 SÃO 2026

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S É R I E S / f il me s RUA SE RR A DE Zap B RAG AN Ç A Canal Ep is ó dios iné dito s Perturbação doMãe sossego volta a ser tema e filha Chay Suede

central de reunião do Conseg Tatuapé

está morando no Rio de Janeiro durante o trabalho e enconchegada à Globo trou na colega uma parceira marca uma nova fase importante para dar verdade Zeladoria, mobilidade, iluminação e instalação semáforo também entre os assuntos discutidos na carreira de de Pietra à dinâmica entre mãe eestiveram filha. Quintela. Em sua primeira no- “É minha primeira novela na Conselho Comunitário calização e responsabilidades. possibilidade de assaltos, frevela na emissora, “Por Você”, Globo e claro que estava com de Segurança – ConDavid Emydio, representan- quentes na região. Rogério sua atriz também encara o desa- muito medo. Sou paulista e es- do a Subprefeitura da Mooca, geriu a instalação de câmeras seg Tatuapé realizou fio de viver Hanna e construir tou morando no Rio de Janei- disse que está em estudo uma de vigilância dos programas sua reunião ordinária na última uma relação cheia de nuances ro. Fernanda está sendo uma operação integrada envolven- Muralha Paulista e Smart Samsegunda-feira, dia 21. O encontro foi conduzido pelo precom Silvia, personagem de mãe pra mim e estamos conse- do subprefeitura, GCM e Polí- pa no local. sidente da entidade, Guilherme RUA VILELA Fernanda Rodrigues. Longe de guindo construir essa relação cia de Trânsito; a expectativa Gonzalez, e a mesa diretora foi Outro assunto discutido foi São Paulo, onde nasceu, Pietra com muita verdade”, explica. é que ações recorrentes reduPOR CAROL BORGES

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O

formada pelo delegado titular zam rapidamente o problema. a circulação de ônibus na Rua do 30º DP – Tatuapé, Marcos Vilela, considerada estreita, METRÔ Loran está no elenco de “Lá na “Mãe Imperfeita”, original Netflix. Projeto ar Data de estreia Galli Casseb; pelono comandante gerando travamentos com caTATUAPÉ Com direção de Rogério Gomes, o Minha Terra”, próxima novela Oli Bela elenco filme A série “Morte e mistério na interino daestá 1ª no Cia. do 8ºdoBataminhões, dificuldades para O morador Rogério Mota da “Voltei Foto”,Militar, que estátenente dispo- das seis. O folhetim tem estreia Papinha, a trama coloca no centro Amazônia” estreia dia 10 de selhão de na Polícia acessar garagens e riscos para Silva denunciou a situação cada história relações humanas atraprevista para novembro. (Netflix) expandir seu império, com ou nívelSantos; no Globoplay. Estrelado por tembro na HBO Max e no canal Dos pelo representante Foi sugerido o desterminaltemporada de ônibus da vessadas por dilemas morais, esco- HBO. A produção retrata uma ótica A do segunda de pedestres. sem a aprovação de Bobby. Leandro Hassum, o longa acompada Guarda Civil Metropolitana Estação Tatuapé do Metrô. Ele vio das linhas de ônibus que lhas e os desafios de recomeçar. Mestre do nhaMooca, Leonardo, um homem que, ao lendária cidade perdida, palco de “Magnatas Do Crime” chega Susie enxerga uma nova posda inspetor de divisão reclama do acúmulo de sujei- passam no local em direção à confi namento encontrar uma antiga fotografia de expedições internacionais, sumi- à Netflix. Na produção, Ed- sibilidade para diversificar os Marcelo José da Silva; pelo Carrão do Metrô para na partepara da Estação Trio de protagonista Boninho comandará a direção sua infância, volta no tempo para dieprincipalmente tem grandes planos negócios. ços sem solução e investigações. ra, representante da Subprefei- do novo “reality show” original a Rua Itapura. manhã. Mota informou que a Debora Bloch, Drica Moraes, 1986 e tem a oportunidade de retura Mooca, David Roberto Prime Vídeo. Com produção do Edvana Carvalho e Giulia Gam Também foi solicitada avaresponsabilidade pela conserviver momentos marcantes de sua Tempo adolescente Emydio; pela representante da Amazon MGM Studios e da For- serão as estrelas de “Resposta Ao liação de semáforo na esquina vação do local é da empresa vida. “Fazer o filme foi uma das João Gabriel D'Aleluia estaCompanhia de Engenharia de mata, o programa “Oi, Sumido!” Tempo”, nova série do Globoexperiências mais incríveis da mirá no elenco de “Sábado à Noi- que explora as lojas instaladas das ruas Vilela com a Padre Tráfego, Poliana Almeida; Estevão Pernet e Vilela com a nha carreira. Trabalhar pertopelo dos é baseado no formato sul-coreano play. O projeto marca o retorno te”, nova produção do Gloob. A no terminal. presidente do em comitê regional Outro ponto levantado por Platina, onde há fluxo intenso meus amigos, um lugar dife- original “Exchange”, criado pela de Lícia Manzo à dramaturgia produção é inspirada no livro de dos do CPA/M-11, Dr. CJ ENM e pela TVING, que re- da Globo, cinco anos depois de renteConsegs e até mudar meu visual para Babi Dewet, que nasceu a partir ele é a falta de iluminação nas de veículos, prédios comerWilson de Paiva Rossi; e pela “Um Lugar ao Sol”, novela mais volucionou o gênero ao combinar a minha personagem, foi mágico. de uma fanfic baseada nas músi- passarelas, que causa sensação ciais e travessia difícil para presidente Comissão Se- Aromance, reunião ordinária Tatuapé foi realizada no pela Colégio Agostiniano e recebeu dos moradores recente escrita autora. mistériodo Conseg e segundas O filme se da passa em umadeépoca cas da demandas banda britânica McFly e, de insegurança e aumenta a pedestres. gurança da Subseção em que euPública sou apaixonada. Amo chances. As filmagens estão predepois, conquistou os leitores em Tatuapé da Ordem dos Advo- cer à sessão solene realizada no presente àParte reunião, 2 fez uso uma trilogia de sucesso. vistas para setembro em São Paua ‘vibe’ retrô, as roupas, os penteagados do Brasil, Dra. Luiza auditório da Unicid. da palavra e informou Henrique Sauer assinará aque dilo e em Campos do Jordão. dos e toda essa estética”, vibra. Rosina Seixas Parra. PERTURBAÇÃO seu comércio está legalmenreção-geral de “Avenida Brasil Projeto no ar HOMENAGENS DO SOSSEGO te toda a 2”.estabelecido, A novela de possui João Emanuel Produção histórica Comando da festa Oli Bela está no elenco do filApós apresentações da O perturbação do sosseexigida e para não me “Voltei na Foto”, que está Carneiro tem estreia prevista E tema por falar em novidades do documentação Lázaro as Ramos será o apresenmesa de“Show um vídeo foi, mais uma Vídeo, vez, oaponto aparelho de vem. som. Carlos disponível no Globoplay. Esjaneiro do ano que catálogo do Prime plata- tem tador edo da explicativo Esperança”, go sobre as funções dos consegs, da reunião. forma produzirá a sérieMoradores documen- Roberto informou que a causa trelado por Leandro Hassum, o espetáculo que encerra a “Mara- central otona coordenador do no movimento reclamar da Rua geração de longa acompanha Leonardo, um Duelo de de novela tal “Quem amatou PC Farias?”. A das reclamações da Esperança”, dia 12 de voltaram "Eu Amoe que Tatuapé", JairmemóMo- Serra Bragança, nas proxiacimaa do limite Está aberta votação no persite homem que, ao encontrar uma partir de um duelo explosivo de barulho outubro, aposta na randi, fez uso palavra eo desaponnão parte de sua adega. e aplicativo do gshow para defi- antiga fotografia de sua infância, narrativas,doosMcDonald's, fragmentos de um mitido ria afetiva paradamobilizar país midades (Netflix) inédito, a produção intimista tacou as festividades que vêm tada nir aentregou próxima trama da faixa de volta no tempo para 1986 e tem a como principal foco de Ele um dossiê com dos crimes mais emblemáticos pela infância. O documentário “Fito Páez: acompanha o astro do rock ar“Batalha de entre Novelas” Glosendo realizadas em comemo- barulho, elas do fotos e oportunidade de reviver momendo Brasilaglomeração, vêm à luz. Emcarros meio ea evidências, O Mundo Cabe Em Uma Cangentino Fito Páez em suas reboplay que Novelas. Desta vez, o tos marcantes de sua vida. “Fazer ração à passagem dos 358 anos motos comtraição, som alto. Eles rela-e vídeos atribuem o problecorrupção, sexo, drogas Programação especial ção” engrossa a lista de conte- flexões sobre a vida, o amor e duelo coloca frente a frente dois doAinda Tatuapé. escândalos políticos envolvendo taram bloqueio de ruas, ameama a um conjunto de estabesobre a edição 2026 do o filme foi uma das experiências fenômenos assinados Walcyr mais incríveis da minha carreira. údos da Netflix. Com acesso a música. o ex-presidente Fernando Collor Segundo ele, dos 62programaeventos ças, danos a veículos, urina nas lecimentos vizinhos,por veículos “Criança Esperança”, e a Rosa” de Mello,consumo versões de confl itantes eCarrasco: programados, na começa segunda-feibebidas pessoas “O que Cravo permanecem na Trabalhar perto dos meus amigos, ção comemorativa no dia calçadas, e “Chocolate com Pimenta”. A em um lugar diferente e até mubatalham verdade — e de no via. ra, da reunião, ainda com falta-a em carrospela e permanência Foi defendida a fiscaliza10 dia de outubro na Globo, votação termina no dia 19não de dar meu visual para a minha perfique ainda + conectado com a região: centro de inclusive tudo, uma pergunta vam 14, entre eles o casamento menoresperde ção de todos os comércios, “Maratona da Esperança” e uma pessoas, setembro o anúncio manece:após quemo matou PC Farias? edição especial única da “TV comunitário quee acontecerá na idade, fechamento dos apenas da eAdega Drift.da grande sonagem, foi mágico. O filme se @GAZETADOTATUAPE /GAZETAVIRTUAL vencedora acontecerá junto com Globinho”. Praça Sílvio Romero. Jair tam- estabelecimentos. Carlos sugeriu presença os- passa em uma época em que eu a sua estreia na grade do GloboDilemas e dramas bém entregou homenagens da O proprietário da Adega tensiva de viaturas e uma reu- sou apaixonada. Amo a ‘vibe’ replay Novelas, no dia 19 de outuPaollalocalizada Oliveira ena Fabiula Trabalho Câmara Municipal novo às autorida- Drift, Rua NasSer- nião com os proprietários dos trô, as roupas, os penteados e toda bro, a para partirtratar das 11h15. cimento irão protagonizar a série bares reclamou do acúmulo de lixo, falta de iluminação e abandono no Metrô Tatuapé “Trêspuderam Graças”,compareGabriela ra essa estética”, vibra. desApós que não de Bragança, 474, esteve de regras, fis- Morador

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TATUA PÉ – 358 ANOS TATUAPÉ GCM visita terrenos Plantio de árvores, virada esportiva, para realocação de show e sarau literário nas festividades sede da Inspetoria Eventos foram realizados ao longo da semana e reuniram um grande número de participantes Regional da Mooca

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A visita foi organizada pelo presidente do Conseg Parque São Jorge e contou com a presença do subprefeito da Mooca, cel. Valmor Racorti

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a manhã da última quarta-feira, dia 23/09, o comandante-geral da GCM, inspetor-superintendente Jairo Chabaribery Filho; o inspetor de divisão Aldrin Cardoso; o subprefeito da Mooca, coronel Valmor Saraiva Racorti; e o coordenador de Governo Local, tenente Flávio Andrade, estiveram no Tatuapé para avaliar dois terrenos públicos para uma possível realocação da sede da Inspetoria Regional da Mooca. A visita aos terrenos foi organizada pelo presidente do Conseg Parque São Jorge, Eduardo Almeida. Um dos terrenos, com aproximadamente 5.600 metros quadrados, é utilizado pela Secretaria Municipal das Subprefeituras como pátio de veículos apreendidos. O outro, com cerca de 4.800 metros quadrados, era utilizado por um ferro-velho e foi recuperado após reintegração de posse.

Participaram da agenda Também participaram da agenda os representantes da Sociedade Amigos de Vila Luísa, Sebastião Mota, Francisco Braz e Orlando Savoldi e o coordenador do Movimento “Eu Amo Tatuapé, Jair Morandi, que entregou um azulejo da campanha para o comandande da GCM. A necessidade da mudança da sede da corporação para uma localização que melhor atenda os seis distritos da região é necessária, dada a distância do atual endereço. Segundo Eduardo Almeida, a partir de agora, os órgãos municipais responsáveis por análise, planejamento e gestão deverão realizar estudos técnicos para avaliar a viabilidade dos locais. A visita não representa, por si só, uma decisão sobre a realocação.

s festejos de aniversário do Tatuapé continuam agitando o bairro. No fim de semana passado, vários eventos foram realizados. No Ceret e no Centro Esportivo Brigadeiro Eduardo Gomes foi realizada a Virada Esportiva, tradicional evento organizado pela Secretaria Municipal de Esportes e que contou com várias atrações. No sábado, dia 19, vários shows foram realizados na Praça Sílvio Romero, com bom público. No encerramento, a Banda São Paulo Show tocou vários sucessos nacionais e internacionais. PLANTIO DE ÁRVORES Na manhã da segunda-feira, dia 21, quando foi comemorado o Dia da Árvore, o Movimento “Eu Amo Tatuapé”, em parceria com a Subprefeitura Mooca, realizou o plantio de 25 árvores de Ipê Amarelo. O plantio foi feito na Avenida Radial Leste, na praça anexa ao totem Eu Amo Tatuapé e ao lado de onde foi plantada recentemente a Floresta de Bolso. O evento contou com as presenças do subprefeito da Mooca, coronel Valmor Racorti, da chefe de gabinete da vereadora Edir Sales, Patrícia Monte, representando a Câmara Municipal de São Paulo, do grupo de Líderes do Tatuapé e das crianças do Lar Sírio Pró-Infância, que efetuaram o plantio. Valmor Racorti destacou que a importância do aumento das áreas verdes para a cidade de São Paulo e enfatizou, “hoje o Tatuapé ganha novas cores, mais vida e sustentabilidade.”

O plantio das 25 mudas de ipê amarelo foram plantadas na Avenida Radial Leste ao lado da Floresta de Bolso

Jair Morandi, um dos coordenadores do movimento enalteceu o crescimento do bairro e o engajamento das pessoas pelo bem comum e sentimento de pertencimento pelo bairro. Ele afirmou que o Tatuapé está caminhando para se tornar a capital da Zona Leste e que o bairro ficará conhecido no mundo todo pelo seu desenvolvimento. SARAU LITERÁRIO Na quarta-feira, dia 23, uma noite de literatura, arte e brinde ao nosso bairro. A Casa Eloin abriu suas portas para uma noite de troca e inspiração em um Sarau Li-

terário e convidou o público para leitura de poesias autorais, trechos de livros favoritos, apresentações musicais, entre outros. A artista plástica Simone Decanini pintou uma tela do evento. PROGRAMAÇÃO Veja abaixo a programação dos próximos eventos: 26/09 – Sábado – 10h às 18h – Semana de Responsabilidade Social – atendimentos em saúde – Shoppings Metrô Tatuapé e Boulevard Tatuapé 26/09 – Sábado – 16h – Abertura oficial da exposição fotográfica “Olhares Urbanos: Pa-

trimônio e Memória do Tatuapé – Shopping Metrô Boulevard Tatuapé 26 e 27/09 – Sábado e Domingo – 11h às 20h – 25ª edição do Anália Fest – Ceret: Rua Canuto de Abreu, s/nº. 30/09 – Quarta-feira – 19h – Homenagem aos policiais civis, militares e guardas metropolitanos – Distrital Tatuapé da Associação Comercial de São Paulo: Largo do Bom Parto, 163 Entre outras atividades, os festejos também contarão com casamento comunitário, piquenique literário etc.


CULTURAARTES

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De olhos abertos o ar em “Infiltrado na Cozinha”, Luana Zucoloto também entra no jogo de desconfianças que movimenta a dinâmica do reality e entrega ao público algumas pistas para tentar identificar o infiltrado antes do veredito. Para a comediante, mais do que procurar sinais evidentes de nervosismo, é preciso observar quem parece preparado demais e evitar

conclusões precipitadas ao longo da disputa. “Desconfiem principalmente de quem parece perfeito demais. Porque quando a gente pensa em descobrir uma mentira, procura uma coisa muito óbvia: alguém gaguejando, nervoso, sem saber responder. Só que às vezes o impostor está tão preparado que responde tudo rápido demais, explica demais, tem uma justificativa perfeita para absolutamente tudo”, aponta.

adestramento positivo e comportamento animal.

Passoni e Maria Farkas e direção geral de Aly Muritiba.

De outras temporadas

Projetos internacionais

N Luana Zucoloto

Casa nova

Após “Coração Acelerado”, Isabelle Drummond fará sua estreia na Netflix. Ela protagonizará a série “Deixa Nevar”, produção baseada no sucesso literário de Camila Antunes, que conquistou o posto de best-seller de ficção cristã nacional. O projeto ainda não tem data de estreia definida.

Na novela

Jéssica Marques, que esteve em “Vale Tudo”, está escalada para a trama de “Lá na Minha Terra”, próximo folhetim das seis. A produção estreia em novembro.

Cidade Maravilhosa

A segunda temporada de “Amor da Minha Vida” seguirá explorando cenários do Rio de Janeiro. As filmagens da produção original Disney+ aconteceram no Pier Mauá, área portuária com visão privilegiada para a Baía de Guanabara, o Museu de Arte do Rio, um dos mais importantes centros culturais da cidade, e a Praia do Leme. Com Sergio Malheiros e Bruna Marquezine no elenco, a série estreia dia 9 de outubro.

Primeiros detalhes

A AACD, em parceria histórica com o SBT, lançou a 29ª

edição da Campanha “AACD Teleton”. Com o mote “O Que Te Move?”, a edição deste ano convida a sociedade a refletir sobre como a ação individual pode transformar a vida de milhares de pessoas. A meta é arrecadar R$ 30 milhões, recursos fundamentais para viabilizar cerca de 230 mil atendimentos via SUS (sem nenhum custo direto) aos pacientes da instituição, em suas sete unidades pelo Brasil. O tradicional programa de tevê será transmitido ao vivo nos dias 6 e 7 de novembro, diretamente dos estúdios do SBT.

Time reunido

Com estreia marcada para o dia 8 de outubro no GNT e no Globoplay, o “reality show” “Dog House Brasil”, sob o comando de Sabrina Sato, contará com um time de especialistas que cuidará de cada detalhe técnico e emocional para promover o “match” perfeito no processo de adoção responsável dos cachorrinhos resgatados e suas novas famílias. Entre os profissionais que integram o elenco estão Luli Sarraf, médica veterinária, publicitária e presidente da ONG Celebridade Vira-lata e representante da ONG Natureza em Forma, e Dante Camacho, adestrador com mais de três décadas de carreira focado em

A próxima temporada do “Masterchef Profissionais” contará com ex-participantes no elenco. O programa da Band estreia dia 6 de outubro.

No elenco

Jessika Alves participará da série “Delegacia de Homicídios”, original Disney+. A produção criada por José Júnior e produzida pela AfroReggae Audiovisual, Formata e Non Stop é protagonizada por Marcello Melo Jr e Vanessa Giacomo.

Projeto novo

Eduardo Sterblitch está no elenco da série “Paraíso Perdido”, original Globoplay. O projeto ainda não tem data de estreia prevista.

Mundo do futebol

Humberto Carrão estará no elenco da nova série original HBO Max, produzida pela Maria Farinha Filmes, inspirada na Democracia Corinthiana, movimento que nasceu nos gramados brasileiros nos anos 1980, quando a ditadura militar brasileira completava 18 anos. Criada e desenvolvida por Moara Passoni, a série conta com direção de

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Canal Zap

POR CAROL BORGES

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Cauã Reymond fará parte do elenco da segunda temporada de “Tudo É Justo”, que estreia em novembro. O ator brasileiro se junta ao estrelado elenco da série, que inclui Kim Kardashian, Naomi Watts, Niecy Nash-Betts, Teyana Taylor, Matthew Noszka com Sarah Paulson e Glenn Close. A primeira temporada está disponível no Disney+.

Veterano da tela

Em “Quem Ama Cuida”, Tony Ramos interpreta um brasileiro aposentado que é diretamente afetado pela tragédia provocada pelas enchentes, em uma história que também marca o reencontro do ator com nomes como Letícia Colin e Isabel Teixeira. Para ele, a novela combina romance, suspense e um olhar atento à realidade do país, além de trazer o estímulo de trabalhar novamente com uma obra aberta. “É uma turma muito boa. O triângulo mágico da novela é amor, paixão e suspense. Temos tudo isso e um olhar brasileiro pra gente brasileira. Gosto muito de fazer novela e nunca escondi isso, gosto da obra aberta porque é estimulante”, vibra.

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SÉR IE S / fil me s Se quê n cia n o a r

(Disney+) A primeira temporada apresentou as envolventes histórias de amor dos pais de Claire e Jamie, que enfrentaram inúmeros obstáculos para ficarem juntos. Ao longo da história, o vínculo inesperado entre os dois casais revelou a profunda influência que tiveram mutuamente em suas vidas. Na nova leva de episódios, os casais voltam a se separar quando as Terras Altas da Escócia são divididas pela rebelião jacobita de 1715, levando

os clãs à guerra e obrigando-os a tomar partido. Enquanto isso, Brian e seu primo Murtagh retornam ao Castelo de Leathers e se comprometem a lutar ao lado de seu pai, Simon Fraser, o Lord Lovat. Já Ellen volta ao castelo Leoch, onde encontra seus irmãos Colum e Dougal em desacordo sobre como reagir ao conflito iminente. Decidida a proteger o Clã MacKenzie, ela elabora um plano para protegê-los das consequências da rebelião, independentemente do resultado.


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EDUCAÇÃO

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A PR E N DE R A C O NV IV E R

Como as relações na escola contribuem para a formação de crianças e jovens

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Do diálogo à resolução de conflitos, experiências cotidianas ajudam estudantes a desenvolverem autonomia, responsabilidade e empatia

prender a conviver também faz parte da formação escolar. No dia a dia, crianças e jovens precisam lidar com diferentes opiniões, personalidades e formas de pensar. Essas experiências podem contribuir não apenas para o desenvolvimento social e emocional, mas também para a maneira como os estudantes participam das aulas, enfrentam desafios e constroem sua autonomia. "Conviver não é apenas uma condição para aprender. Conviver é, em si, uma aprendizagem construída de forma intencional e progressiva desde a Educação Infantil até o Ensino Médio", afirma Carolina Sperandio, diretora do Colégio Rio Branco. Para ela, a convivência escolar não deve ser entendida como a ausência de conflitos, mas como a construção de um ambiente em que os estudantes possam conviver com as diferenças, expressar suas ideias e encontrar maneiras respeitosas de lidar com os problemas. RELAÇÕES TAMBÉM INFLUENCIAM A APRENDIZAGEM O sentimento de pertencimento e a confiança nas relações estabelecidas dentro da escola podem fazer diferença na disposição dos estudantes para aprender. Se sentir seguro para perguntar, errar e tentar novamente é parte do processo de aprendizagem. "Aprender é enfrentar o desconhecido e sair da zona de conforto, e isso exige esforço, disposição e constância. Um estudante que se sente acolhido, seguro, pertencente ao grupo e tem confian-

Na escola, cada diálogo, cada vínculo e cada diferença ajudam a formar cidadãos mais conscientes, empáticos e preparados para viver em sociedade

ça em seus professores, tende a participar mais da aula, se arriscar diante do que não sabe com mais coragem e ter mais resiliência para superar frustrações", sinaliza Carolina. Nesse sentido, projetos estruturados de convivência ajudam a criar oportunidades para que os alunos entrem em contato com seus próprios sentimentos, construam vínculos com adultos de confiança, respeitem diferenças e reflitam sobre as consequências de suas atitudes. MAIS DO QUE ENSINAR REGRAS Empatia, comunicação, responsabilidade, autoconhecimento

e autorregulação estão entre as competências desenvolvidas por meio desse tipo de trabalho. A ideia é que os estudantes compreendam não apenas quais são as regras, mas também os motivos que existem por trás delas e as consequências de suas escolhas. "Não basta ensinar uma regra. É preciso ajudar o estudante a compreender por que as regras existem, quais são as consequências do descumprimento e como agir quando interesses pessoais entram em conflito com os interesses do outro", afirma Carolina. O diálogo é uma das principais ferramentas utilizadas nesse pro-

cesso. Ao analisar uma situação, os estudantes podem ser estimulados a pensar sobre o que aconteceu, como cada pessoa interpretou o episódio, quem foi afetado e quais sentimentos estiveram envolvidos. "Uma criança aprende respeito quando percebe que a sua opinião é ouvida. Aprende responsabilidade quando precisa reparar algo que fez. Aprende empatia quando é convidada a pensar: 'Como será que essa pessoa se sentiu?'". AS ESTRATÉGIAS MUDAM CONFORME A IDADE O desenvolvimento dessas competências acontece de manei-

ras diferentes ao longo da vida escolar. Na Educação Infantil, as experiências passam principalmente pelo corpo, brincadeiras, histórias e situações concretas. No Ensino Fundamental, ganha espaço a capacidade de nomear sentimentos, compreender comportamentos e resolver pequenos conflitos. Na adolescência, questões relacionadas à identidade, bullying e influência das redes sociais passam a ter maior relevância. "Há uma progressão da experiência concreta para a reflexão, da reflexão para a argumentação, da argumentação para a tomada de decisão consciente", explica a educadora. MOMENTOS DE APRENDIZAGEM Uma convivência saudável não significa eliminar os conflitos. Quando não há situações que representem risco e a segurança dos envolvidos está garantida, esses episódios podem ser utilizados para desenvolver responsabilidade, escuta e capacidade de reparação. "O conflito sempre fez parte da escola e, apesar dos desafios que traz, ele precisa deixar de ser visto como uma falha a ser eliminada. É claro que situações extremas exigem intervenção adulta e proteção, mas, depois de garantir a segurança, existe uma oportunidade de aprendizagem", ressalta Carolina. Ao longo do trabalho realizado com os estudantes, a especialista relata mudanças na maneira como eles expressam sentimentos, explicam seus pontos de vista e assumem responsabilidade por suas atitudes. "Não existe uma

linha de chegada e as relações humanas não são um conteúdo que se aprende nos livros. A escola também aprende, revê suas práticas e se transforma a partir daquilo que as crianças e os jovens nos ensinam", afirma. A PARTICIPAÇÃO DAS FAMÍLIAS A construção de uma convivência saudável também depende da relação entre escola e família. Segundo a diretora, quando os dois ambientes estabelecem uma relação de confiança e coerência, valores como respeito, responsabilidade e limites passam a ser compreendidos como princípios importantes para a vida coletiva, e não apenas como regras de um determinado espaço. "Essa é uma construção coletiva que conta com a participação ativa das professoras, orientação educacional, inspetoria, família, fazendo jus ao provérbio africano que diz que é preciso uma aldeia para educar uma criança", afirma a diretora. Mais do que preparar os estudantes para evitar conflitos, o trabalho com convivência busca oferecer ferramentas para que eles possam lidar com diferenças, compreender outros pontos de vista, assumir responsabilidades e tomar decisões conscientes. "A escola é uma das primeiras experiências coletivas que uma criança tem. Ela precisa aprender a conviver com pessoas que não escolheu, que têm histórias e interesses diferentes e nem sempre concordam com ela. E não é exatamente isso que acontece na sociedade?", conclui Sperandio.


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ELEIÇÕES

Como abordar e ensinar sobre o tema para crianças e adolescentes? A

Educadores apontam como escolas e famílias podem trabalhar democracia, cidadania e participação política de acordo com a idade dos estudantes

s eleições de 2026 colocam novamente a política no centro das conversas de famílias, comunidades e escolas. Para crianças e adolescentes, no entanto, falar sobre eleições não precisa significar discutir candidatos ou partidos: o tema pode ser uma oportunidade para compreender, de maneira adequada a cada faixa etária, conceitos como regras de convivência, direitos e deveres, participação, respeito às diferenças, tomada de decisões e funcionamento das instituições democráticas. A discussão ganha ainda mais relevância neste ano após a sanção da Lei nº 15.468/2026, que incluiu a educação política e os direitos da cidadania como componente curricular obrigatório da educação básica. A legislação determina que o conteúdo seja trabalhado no âmbito do estudo da realidade social e política, enquanto a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já estabelece, entre seus princípios, a formação para o exercício da cidadania, o pensamento crítico, a argumentação, a cooperação, a empatia, a responsabilidade e o respeito ao outro. EDUCAÇÃO OU POSIÇÃO POLÍTICA? A presença da política no ambiente escolar gera dúvidas entre algumas famílias, especialmente em relação à visão de que professores, mesmo que sem intenção, podem influenciar a formação e a opinião dos estudantes. Na opinião do professor Rogério Piccinin, a escola deve

Na opinião de Piccinin, a escola deve apresentar conhecimentos, conceitos e diferentes perspectivas, estimulando os estudantes a construir seus próprios posicionamentos com base em informações e argumentos

apresentar conhecimentos, conceitos e diferentes perspectivas, estimulando os estudantes a construir seus próprios posicionamentos com base em informações e argumentos. "Educação política não significa ensinar ao estudante em quem ele deve votar ou qual posição política deve defender. Significa oferecer ferramentas para que ele compreenda como a sociedade se organiza, quais são seus direitos e deveres, como funcionam as instituições e como diferentes pontos de vista podem ser debatidos. O papel da escola é formar cidadãos capazes de

pensar criticamente, e não reproduzir uma determinada visão política", defende Piccinin. A própria BNCC estabelece que a educação básica deve contribuir para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. Entre as competências gerais previstas estão o exercício da argumentação com base em fatos, dados e informações confiáveis, a valorização da diversidade de saberes e opiniões, e o desenvolvimento da responsabilidade, da autonomia, da cooperação e da cidadania. Com a nova legislação, a edu-

cação política passa a ter ainda mais respaldo formal no currículo. Para evitar vieses, na opinião do docente da Aubrick, a abordagem pode priorizar conteúdos verificáveis, funcionamento das instituições, direitos e deveres, processos eleitorais, análise de fontes e diferentes perspectivas sobre questões públicas. "O professor deve atuar como mediador do debate, estabelecendo regras de convivência e garantindo espaço para a escuta e a argumentação, sem transformar a aula em espaço de convencimento político". Nesse cenário, não se deve evitar

assuntos que envolvam política, mas justamente criar condições para que ele seja tratado de forma pedagógica. "Quando o estudante aprende a diferenciar fato de opinião, identificar fontes confiáveis, escutar argumentos diferentes dos seus e sustentar seu ponto de vista com respeito, está desenvolvendo competências fundamentais para a vida em uma democracia", acrescenta Piccinin. EDUCAÇÃO INFANTIL Na Educação Infantil, falar de política não exige conceitos abstratos sobre partidos ou eleições: a formação democrática começa em experiências cotidianas, como esperar a vez, respeitar combinados, ouvir o colega e negociar conflitos. Segundo a professora Adriana Schimidt, ao participar da construção de regras coletivas, a criança já vivencia princípios importantes para a vida em sociedade, sem precisar entender o funcionamento de uma eleição. Na escola, rodas de conversa, assembleias, construção coletiva de regras, contação de histórias, dramatizações e jogos cooperativos trabalham esses valores de forma lúdica, mostrando que viver em grupo envolve direitos, responsabilidades, escuta e respeito às diferenças. Situações concretas - votações simbólicas, definição de regras de brincadeiras, resolução de conflitos - tornam conceitos como respeito, escolha e participação significativos. Em casa, as famílias podem propor pequenas votações (es-

colher brincadeiras ou histórias), usar jogos de tabuleiro para trabalhar regras e turnos e conversar sobre soluções justas para conflitos do dia a dia. ENSINO FUNDAMENTAL No Ensino Fundamental, os estudantes já conseguem compreender conceitos políticos concretos, como democracia, Constituição, direitos e deveres, eleições, poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e participação social, sempre conforme a faixa etária. A BNCC prevê o desenvolvimento da participação social, da cidadania e da argumentação e, nos anos finais, destaca a autonomia e o acesso crítico a diferentes fontes de informação. Para Rogério Piccinin, a vida escolar pode ser um laboratório de participação democrática: o aluno percebe que sua opinião tem valor, mas precisa considerar a dos demais. Estratégias incluem grêmios e representação estudantil, eleições de representantes de turma, assembleias e consultas sobre projetos da escola. Eleições simuladas - em que estudantes criam propostas, respondem a perguntas e votam -permitem discutir representação, debate de ideias, maioria e responsabilidade. Segundo Piccinin, mais do que ensinar o funcionamento de uma urna, a eleição simulada desenvolve cooperação, argumentação, escuta e a compreensão de que participar significa ouvir, aceitar resultados e dialogar com quem pensa diferente.


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VITRINENEGOCIOS ´

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O evento de inauguração aconteceu no Campus Tatuapé da Unicid e reuniu membros da reitoria, mestres e convidados

ZONA LESTE

Unicid inaugura escritórios modelo com atendimento gratuito Espaços vão oferecer suporte técnico à comunidade

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Unicid inaugurou no último dia 22, dois polos para atendimento à comunidade do Tatuapé. O Escritório Modelo, iniciativa que reúne estudantes e professores das áreas de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e Design de Interiores da instituição para desenvolver projetos e estudos voltados às necessidades de moradores e organizações da região. O espaço terá atendimentos gratuitos semanais às segundas, terças, quartas e sextas-feiras, mediante agendamento prévio por meio do e-mail extensao@unicid.edu.br Integrado às atividades de Extensão Universitária da instituição, o Escritório Modelo foi inaugurado para aproximar a formação acadêmica das demandas reais. Entre os serviços oferecidos estão levantamentos e análises urbanas, diagnósticos técnicos, estudos preliminares e propostas de arquitetura, design de interiores e intervenções urbanísticas. As solicitações podem partir diretamente da comunidade, desde que estejam alinhadas às atividades pedagógicas e à formação dos estudantes envolvidos. MAIS NOVIDADES PARA A REGIÃO Além do Escritório Modelo, a Unicid também está iniciando os atendimentos do Núcleo de Apoio à Gestão e Empreendedorismo (NAGE). A iniciativa oferecerá, a partir de 2027, orientações gratuitas a empreendedores e pequenos negócios, com apoio de estudantes de Administração, Ciências Contábeis e Direito, sob supervisão de professores e em parceria com o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). Os atendimentos serão realizados no período noturno, das 18h às 21h, mediante agendamento pelo e-mail nage@unicid.edu.br. O núcleo prevê orientações sobre abertura, manutenção e encerramento de empresas, além de temas como marketing, gestão de pessoas, logística e negociação. Também serão abordados aspectos jurídicos, com ênfase em Direito do Consumidor e Lei do Inquilinato. O atendimento será gratuito; a doação voluntária de alimentos não perecíveis será incentivada, sem condicionar o acesso ao serviço.

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TATUAPÉ

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358 anos

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Tatuapé, 358 anos

Do caminho do tatu ao crescimento vertical: como estará o bairro em 2030?

O

bairro que nasceu entre caminhos de terra, chácaras, parreirais e áreas rurais às margens do Rio Tietê tornou-se um dos endereços mais desejados por famílias e empresas. Em meio ao progresso, como continuar crescendo sem perder a memória e as características que fizeram

do Tatuapé um dos bairros mais queridos de São Paulo? Os moradores mais antigos que o digam. Acompanhar as mudanças trazidas pelo desenvolvimento pode ser gratificante para quem se tornou testemunha ocular da história, mas também desperta saudade dos tempos em que a região era

formada por casas de veraneio e chácaras cercadas por extensas áreas verdes. Era um Tatuapé sem os congestionamentos de hoje, no qual as compras eram feitas nas vendas locais e algumas mercadorias ainda chegavam em charretes. O transporte público era realizado por bondes e, posteriormente,

pelos antigos ônibus da CMTC e pelos trens. Mais tarde, a chegada do metrô representaria um marco não apenas para o bairro, mas para os moradores de toda a Zona Leste. Houve também um tempo em que as margens do Rio Tietê recebiam competições esportivas e abrigavam olarias. A

área onde hoje está o Parque do Piqueri pertencia à família Matarazzo e chegou a contar com um ancoradouro. Em uma cidade em permanente transformação, conciliar desenvolvimento e preservação histórica não é tarefa simples. No Tatuapé, esse contraste pode ser observado em dois endereços.

De um lado está a Casa do Tatuapé, construída em taipa de pilão e aberta à visitação na Rua Guabiju, 49. Do outro, o Figueira Altos do Tatuapé, localizado na Rua Itapeti, 141, com 168 metros de altura e considerado o edifício residencial mais alto da cidade de São Paulo.


10 ESPECIALTATUAPE 3a5n8os Com seis cômodos e dois sótãos, a Casa do Tatuapé diferencia-se de outros exemplares remanescentes do período colonial por apresentar cobertura de duas águas — modelo de telhado formado por duas superfícies inclinadas que se encontram no ponto mais alto da construção. Vinculada ao Museu da Cidade de São Paulo, é uma das raras edificações que mantêm viva uma parte importante da história local. Em contraste, o Figueira Altos do Tatuapé representa a arquitetura contemporânea que passou a dominar a paisagem do bairro. Com 168 metros de altura, 52 pavimentos e apenas um apartamento por andar, o edifício oferece uma vista de 270 graus da cidade e utiliza recursos como aproveitamento da água da chuva, apoio solar para o aquecimento da água e elevadores com identificação biométrica. Entre a taipa de pilão da Rua Guabiju e a engenharia de uma das maiores torres residenciais

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Vinculada ao museu da cidade de São Paulo, a Casa do Tatuapé é uma das raras edificações que mantém viva uma parte importante da história local

de São Paulo, o Tatuapé expõe, em poucos quarteirões, diferentes capítulos de seus 358 anos. Ao redor desses dois símbolos,

novos empreendimentos continuam redesenhando a paisagem e atraindo moradores, empresas, serviços e investimentos.

UM BAIRRO DESEJADO O Tatuapé tornou-se um dos endereços mais desejados da Zona Leste, mas carrega uma história que começou muito antes da verticalização. Muitas dessas passagens podem ser conhecidas graças às pesquisas do historiador Pedro Abarca e aos seus registros publicados em livros, artigos e reportagens da Gazeta do Tatuapé. Autor de 15 livros, entre crônicas e romances, Abarca dedicou parte significativa de sua trajetória à pesquisa, à preservação e à divulgação da memória do bairro. Ao longo de seus 358 anos, o Tatuapé passou de região rural a polo industrial e, posteriormente, a uma das áreas mais valorizadas da capital. As fábricas deram lugar a condomínios, centros comerciais, restaurantes, escolas, escritórios e diferentes tipos de serviços. O crescimento trouxe oportunidades, mas também impôs desafios relacionados ao trânsito, à infraestrutura, à verticalização, à segurança e à preservação dos imóveis históricos. “O Tatuapé está vivendo um processo importante de adensamento e desenvolvimento, e nossa preocupação é fazer com que esse crescimento venha acompanhado de infraestrutura e, principalmente, de qualidade de vida”,

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avalia o subprefeito da Mooca, coronel Valmor Racorti. Segundo ele, o objetivo não é apenas acompanhar a construção de novos prédios, mas preparar o território para receber as transformações. “Não queremos apenas mais prédios; queremos uma região mais verde, caminhável, conectada e preparada para o futuro. Para isso, os trabalhos seguem em diferentes frentes. Uma delas é a ampliação das áreas verdes, inclusive com a implantação de novos Bosques Urbanos, recuperando espaços que antes eram degradados ou subutilizados e transformando-os em áreas arborizadas e de convivência”, afirma. Racorti acrescenta que essa política envolve a recuperação de praças, a ampliação da arborização e a criação de novos espaços de lazer. A conservação das praças e das áreas públicas ajardinadas também está entre as atribuições da Subprefeitura Mooca. O subprefeito destaca ainda o Boulevard Marquês de São Vicente, projeto estruturante que, segundo ele, chegará à região da Avenida Salim Farah Maluf e representa um novo conceito de cidade, com transporte coletivo, mobilidade ativa, ciclovias, calçadas e áreas verdes integrados. “Na mobilidade, somam-se o BRT Radial Leste e a requalificação do eixo da Avenida Celso Garcia. O BRT, inclusive, consta formalmente do planejamento territorial 2026–2029 da Subprefeitura Mooca. E precisamos olhar também para aquilo que não aparece imediatamente: drenagem, permeabilidade do solo, arborização e infraestrutura urbana. Quanto maior o adensamento, maior precisa ser nossa capacidade de preparar o território”, explica. Para Racorti, pensar o Tatuapé significa compreender que desenvolvimento não pode ser sinônimo apenas de verticalização. “Precisamos transformar o crescimento imobiliário em legado urbano: mais mobilidade, mais infraestrutura, mais bosques e áreas verdes, melhores espaços públicos e preservação da memória e da identidade do bairro. O Tatuapé pode crescer sem perder aquilo que fez dele Tatuapé”, completa.

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LIVRO

História do Tatuapé

Informações preciosas sobre o passado do Tatuapé são fruto do árduo trabalho de um amante incondicional do bairro: o tatuapeense e historiador Pedro Abarca, que lançou o livro “História do Tatuapé”, uma síntese da publicação de três livros, 11 anuários temáticos e de mais de 22 anos de pesquisas sobre os acontecimentos da região. Todos os anuários foram publicados pela Gazeta do Tatuapé e pela Revista do Tatuapé. Entre as inúmeras informações, Abarca afirma, por exemplo, que as terras do Tatuapé começaram a ser exploradas no mínimo dez anos antes da instalação do colégio dos jesuítas no pátio central da cidade. Todo o conteúdo sobre a História do Tatuapé você encontra no portal www. gazetavirtual.com.br

Historiador Pedro Abarca


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A FORÇA DAS ENTIDADES Além das questões urbanas, as entidades instaladas no Tatuapé exercem papel importante na organização e no desenvolvimento do bairro. Atuantes em diferentes áreas, elas ajudam a preservar a história, encaminhar demandas e aproximar a comunidade do poder público. Essas organizações fortalecem o sentimento de pertencimento e estimulam a participação dos moradores na busca por soluções para os desafios provocados pelo crescimento. Presidente do Rotary Tatuapé, Nádia Porciúncula acompanha as transformações com orgulho, mas também com senso de responsabilidade. “O bairro se transformou em um importante polo comercial, gastronômico, educacional e de serviços, sem perder sua identidade acolhedora e seu forte sentimento de pertencimento. Esse desenvolvimento traz oportunidades, empregos e valorização, mas também exige atenção à mobilidade, à segurança, à preservação dos espaços públicos e à qualidade de vida dos moradores”, pontua. Na caminhada para 2030, ela defende que o progresso não apague a história e a essência do Tatuapé. “É fundamental preservar a memória do bairro, valorizar seus moradores mais antigos, cuidar das praças, ampliar a arborização e garantir acessibilidade, segurança e inclusão. Também não podemos esquecer as pessoas que mais precisam. O

Subprefeito da Mooca, coronel Valmor Racorti

ESPECIALTATUAPE 3a5n8os 11

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Parte dos integrantes do Movimento “Eu Amo Tatuapé”, durante reunião no Intercity Hotel, planejando ações no bairro

verdadeiro desenvolvimento não se mede apenas pelo número de novos empreendimentos, mas pela capacidade de construir um bairro mais humano, sustentável e solidário, no qual ninguém fique para trás.” Nádia explica que o Rotary está inserido na vida social do bairro por meio de projetos voltados à saúde, à educação, ao meio ambiente, à juventude e ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. “Nossa atuação junto aos órgãos públicos acontece por meio do diálogo, da aproximação institucional e da construção de parcerias. Procuramos conhecer as necessidades da comunidade e unir poder público, empresas, escolas, hospitais e demais organizações em torno de soluções que gerem impacto positivo.” Segundo ela, o Rotary não substitui o poder público, mas funciona como uma ponte entre a sociedade civil e as instituições. “Com sua capacidade de mobilização, transforma boas ideias em ações concretas e fortalece iniciativas que contribuam para um Tatuapé mais participativo, acolhedor e socialmente responsável”, completa. COMÉRCIO, SERVIÇO E NOVAS OPORTUNIDADES O avanço da verticalização foi acompanhado pela ampliação

do comércio, dos serviços e das opções de lazer. Restaurantes e bares, especialmente entre o público jovem, tornaram-se alguns dos principais atrativos do Tatuapé, segundo Silvia Inês Machado, superintendente da Distrital Tatuapé da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Para ela, o desenvolvimento contribuiu para elevar o custo de vida no bairro, mas também abriu oportunidades em diferentes setores. Na saúde, houve a expansão das redes de atendimento, principalmente da iniciativa privada. Educação, lazer e comércio também ganharam novos estabelecimentos, estimulando o empreendedorismo local. “Acredito que o desenvolvimento foi positivo, embora tenham permanecido alguns problemas próprios do crescimento, como o trânsito e a insegurança”, pondera. Na avaliação de Silvia, o Tatuapé tornou-se um bairro associado ao desenvolvimento e à possibilidade de investir, trabalhar, estudar e empreender. “A imagem do bairro mudou completamente. O progresso chegou para ficar e deverá continuar ampliando as oportunidades de negócios, emprego e educação”, afirma. Nesse cenário, a Distrital Tatuapé da Associação Comercial procura apoiar comerciantes e

empresários por meio de palestras, cursos e encontros de networking, voltados à qualificação e à geração de novos negócios. “Grandes empreendedores se estabeleceram na região. Em 2030, certamente teremos um Tatuapé alinhado aos modelos de bairros mais modernos e avançados do mundo”, projeta Silvia. UNIÃO EM TORNO DO BAIRRO O nome da entidade já revela sua principal inspiração. O movimento Eu Amo o Tatuapé procura transformar o sentimento de pertencimento em ações voltadas ao desenvolvimento do bairro. Entre suas iniciativas está reunir moradores, lideranças, instituições e empresas para celebrar o aniversário do Tatuapé com uma programação conjunta durante o mês de setembro. “Esse tem sido um pilar importante, porque é o momento em que a sociedade se une para presentear o Tatuapé”, afirma um dos coordenadores do movimento, Jair Morandi. Segundo ele, a programação envolve igrejas, shoppings, universidades e outros representantes da comunidade, com atividades realizadas em praças e diferentes espaços do bairro. São eventos esportivos e culturais, ações de formação profissional, atendimentos gratuitos na área da saúde e homenagens a pessoas

que contribuíram para o desenvolvimento da região. Mais do que celebrar, o movimento também abre espaço para ouvir quem vive, trabalha ou circula pelo Tatuapé. “Um bairro cresce quando as pessoas são ouvidas. Quem varre a rua pode ter uma boa ideia; o padre tem outra; assim como a reitora da universidade, os professores e quem frequenta o shopping e encontra um aluno participando de uma ação de saúde. É um conjunto de contribuições importantes”, observa Morandi. Como exemplo, ele cita a mobilização para ampliar a divulgação dos cursos profissionalizantes oferecidos pelo Senac. De acordo com o coordenador, igrejas, escolas e organizações não-governamentais passaram a colaborar para que essas oportunidades chegassem a um número maior de moradores. Na Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), as campanhas de bolsas de estudo também são apontadas como parte desse esforço. “Isso significa chegar a 2030 com mais pessoas formadas e com os alunos participando da vida do bairro. Estudantes de arquitetura, por exemplo, podem contribuir com projetos e propostas para nossas praças”, explica. Segurança, saúde e educação estão entre as demandas comuns ao Tatuapé e a outros bairros da

cidade. Para Morandi, entretanto, a força da região está na capacidade de mobilização de suas instituições e lideranças. “Há sempre alguém disposto a ajudar nas entidades do bairro. Esse sentimento de pertencimento está fazendo o Tatuapé seguir em frente. Em 2030, ele poderá se consolidar como a capital da Zona Leste, mas hoje já é uma referência para a cidade de São Paulo”, avalia. Ele destaca ainda a articulação entre a sociedade civil e órgãos como Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), além de escolas, universidades, empresas e organizações sociais. UM FÓRUM PARA PENSAR 2030 Um dos próximos passos do movimento será a criação de um fórum para discutir, de forma coletiva, qual Tatuapé os moradores desejam encontrar em 2030. A proposta é reunir diferentes setores da sociedade para debater os impactos da transformação urbana e apresentar projetos para os próximos anos. Morandi menciona, entre as mudanças que estão para acontecer, novos empreendimentos, como a inauguração do Urman, intervenções ambientais como o plantio de árvores na Radial Leste, na entrada do bairro, próximo à ponte estaiada, e a implantação de parques lineares pela Prefeitura que estão precistos para acontecer. “Temos uma programação muito grande para 2030 e queremos que o Tatuapé se torne uma referência no Brasil e também fora do país. Nosso futuro será brilhante”, projeta. Segundo Jair, o movimento reúne atualmente cerca de 85 participantes, entre moradores e representantes de instituições locais. “Essas pessoas se dedicaram de corpo e alma e colocaram o coração no projeto. Hoje somos cerca de 85 pessoas, e outras continuam chegando”, afirma. Morandi também sustenta que o bairro precisa se preparar para atender não apenas seus mais de 98 mil habitantes, mas a população que circula diariamente pela região em busca de trabalho, educação, saúde, comércio e lazer.


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14 ESPECIALTATUAPE 3a5n8os “Queremos atender bem quem mora e quem transita pelo bairro. Por isso, nosso lema é ‘Eu Amo o Tatuapé — Lugar de Oportunidades’. A pessoa precisa ter a segurança de que encontrará aqui aquilo de que necessita: saúde, educação, formação e oportunidades”, diz. Na visão do dirigente, o fortalecimento da economia local poderá aproximar o Tatuapé de importantes polos empresariais da capital, reduzindo a necessidade de longos deslocamentos diários dos moradores da Zona Leste. “Queremos gerar mais empregos e renda para que as pessoas não precisem passar horas no transporte para trabalhar em outras regiões. Elas poderão encontrar oportunidades aqui”, afirma. Entre os projetos defendidos para os próximos anos está também a criação de um museu dedicado à história local. Para Morandi, preservar a memória deve fazer parte do mesmo processo de crescimento que atrai empresas, empreendimentos e novos moradores. “Não podemos esquecer nossas origens, de onde partimos e aonde chegamos. O legado que queremos deixar é um bairro que ofereça qualidade de vida, dignidade, respeito e oportunidades para as próximas gerações. O principal objetivo do Eu Amo o Tatuapé é cuidar das pessoas”, conclui. AQUI TEM DE TUDO Embora Bruno Schimitt seja um novo morador, sua familiaridade com a região vem de antes. Carioca, mudou-se para o Tatuapé há pouco mais de dois anos para ficar próximo da família da esposa. “A região é muito boa. Tem de tudo. Estou indo agora buscar meu filho no colégio, que fica perto de casa. Estou próximo de tudo e há facilidade para fazer as coisas. Também vejo um bairro seguro, com serviços e mobilidade, apesar do crescimento”, observa. A experiência de Bruno ajuda a explicar por que tantas famílias escolhem o Tatuapé.

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Foto: Debora Rodrigues ABB

Números expressivos: somando Metrô e CPTM, a Estação Tatuapé movimenta diariamente aproximadamente 150 mil passageiros

A proximidade entre moradia, escolas, comércio, transporte, serviços e lazer tornou-se um dos principais atrativos do bairro. O TATUAPÉ EM NÚMEROS Os números ajudam a dimensionar uma transformação que pode ser percebida em praticamente todas as ruas. Segundo o Censo de 2022, o distrito do Tatuapé possui 98.601 moradores, número 7,6% superior ao registrado em 2010. O bairro também se consolidou como um importante polo de serviços da Zona Leste. Dados da Prefeitura de São Paulo mostram que, em 2024, o distrito reunia 8.151 estabelecimentos formais, dos quais 5.023 pertenciam ao setor de serviços. O segmento concentrava 106.566 dos 132.769 empregos formais existentes no Tatuapé — pouco mais de 80% do total. Os números ajudam a explicar a presença crescente de empresas, consultórios, clínicas, escolas, escritórios, restaurantes, espaços de lazer e empreendi-

mentos de uso misto. Mais do que um endereço para morar, o Tatuapé avança como uma centralidade capaz de reunir moradia, trabalho, consumo e serviços — uma vocação que deverá ganhar ainda mais força até 2030. A verticalização acompanha esse movimento. Dados dos anuários do Secovi-SP mostram que, somente em quatro levantamentos já identificados — referentes a 2019, 2022, 2023 e 2025 —, o Tatuapé recebeu 7.936 unidades residenciais. O resultado ainda não representa toda a última década e não inclui a totalidade dos empreendimentos comerciais e de uso misto, mas ajuda a dimensionar a velocidade com que a paisagem vem sendo modificada. Em fevereiro de 2026, o metro quadrado dos imóveis usados chegou a R$ 11.072, enquanto o valor médio das unidades comercializadas atingiu R$ 729 mil. O crescimento para o alto tem como símbolos o Figueira Altos do Tatuapé, com 168 metros, e o Platina 220, de uso misto, com 172 metros.

O desafio até 2030 será garantir que essa conveniência acompanhe o ritmo da verticalização e seja preservada diante do aumento da população, da circulação de veículos e da demanda por infraestrutura. Afinal, crescer para o alto também exige preparar o bairro ao nível da rua. TRANSFORMAÇÃO ALÉM DOS LIMITES DO TATUAPÉ Nas últimas décadas, antigas casas, galpões e terrenos deram lugar a edifícios residenciais, comerciais e empreendimentos de uso misto, modificando não apenas a paisagem, mas também a forma de morar, trabalhar e circular pelo bairro. Entre os símbolos desse novo momento estão o Figueira Altos do Tatuapé, com 168 metros, e o Platina 220, empreendimento de uso misto com 172 metros de altura. Os dois projetos da Porte ajudam a dimensionar a mudança de escala vivida pelo bairro e mostram como a antiga região de chácaras e indústrias passou a ocupar um novo espaço no desenvolvimento urbano de São Paulo.

Fundada há 40 anos, a Porte é uma das empresas responsáveis pelo processo de transformação urbana da região Leste. A partir de estudos sobre as necessidades e potencialidades da cidade, desenvolve empreendimentos que combinam arquitetura, inovação, infraestrutura e novos usos. Sócio-fundador da Porte, Marco Antonio Melro acredita que o Tatuapé estará ainda mais equilibrado, do que já é hoje, até 2030, especialmente com a oferta de cultura, entretenimento e oportunidades de emprego, parte importante do planos da empresa para a região. “Mas é importante ampliar esse olhar. Não enxergamos o Tatuapé como um bairro isolado, circunscrito aos seus limites. Quando aproximamos nossa lupa, ela inclui também Jardim Anália Franco, Vila Formosa, Água Rasa, Belém, Belenzinho e Carrão. Quando falamos dessa região, estamos falando, na prática, de um mesmo lugar, como se fosse um grande bairro dentro de uma cidade maior, que é a Zona Leste”, observa.

INVESTIMEMTO EM CIÊNCIA URBANA De acordo com Melro, a Porte investe em ciência urbana para entender como essa região está se transformando e quais são as necessidades que surgem ao longo desse processo. “Um dos instrumentos que utilizamos são os índices de prosperidade, que nos ajudam a acompanhar se o caminho que estamos seguindo está produzindo os resultados que esperamos ou se é necessário ajustar a rota. Isso é importante porque desenvolvimento urbano não é uma fotografia. A cidade muda, as pessoas mudam, os hábitos mudam e as necessidades também. Então, não basta fazer um planejamento hoje e acreditar que ele continuará adequado daqui a dez ou vinte anos. É preciso acompanhar os indicadores, observar os impactos e ter disposição para corrigir o percurso quando necessário”, explica. Melro completa: “Por isso, quando penso no Tatuapé em 2030, penso em uma região mais equilibrada, com uma oferta maior e mais diversificada de cultura, entretenimento, trabalho, serviços e oportunidades, mas também em um desenvolvimento que seja acompanhado por dados e conhecimento sobre a cidade. Nosso objetivo não é simplesmente fazer a região crescer. É contribuir para que ela se desenvolva de uma maneira que gere qualidade de vida e desenvolvimento humano”. Sobre qual empreendimento melhor representa essa visão de futuro, Melro destacou: Urman. “Ele é hoje o empreendimento que melhor materializa essa visão. Ele leva para uma escala ainda maior algo que já começamos a construir na primeira fase do Eixo Platina, com empreendimentos como Geon 652, Crona 665, Platina 220, Almagah 227 e o Metria 624. Cada um deles contribuiu, a seu modo, para ampliar a oferta de moradia, trabalho, serviços e novas atividades na região.” Para o sócio-fundador da


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Porte, o Urman dá um passo além porque reúne diferentes usos e cria uma experiência muito mais ampla de cidade. A proposta é integrar moradia, trabalho, cultura, entretenimento, gastronomia e serviços em um mesmo espaço, criando novas possibilidades de convivência e reduzindo a necessidade de deslocamentos. “É também uma forma de pensar o empreendimento como um equipamento urbano. Se conseguimos oferecer diferentes atividades em uma mesma região, podemos fazer com que as pessoas utilizem menos o carro ou, pelo menos, passem menos tempo dentro dele. E isso tem relação direta com equilíbrio e qualidade de vida. É essa a nossa visão de desenvolvimento. O empreendimento não é o fim. Ele é uma ferramenta para contribuir com a cidade e com a transformação da região.” O TATUAPÉ NÃO PODE SER VISTO DE FORMA ISOLADA Quais características diferenciam o mercado imobiliário do Tatuapé de outras regiões de São Paulo? “A principal característica é que o Tatuapé não pode ser analisado de forma isolada. Ele faz parte de uma região muito maior e bastante integrada, que envolve bairros como Carrão, Belém, Belenzinho, Água Rasa, Vila Formosa e Jardim Anália Franco. Essa mistura é positiva. Não acreditamos em uma cidade formada por áreas completamente separadas, cada uma com uma única função. O que importa é encontrar a combinação adequada entre diferentes usos, atividades e vocações. Por isso, quando pensamos em um novo empreendimento, não olhamos apenas para a qualidade do edifício. Olhamos para o que aquele equipamento representa para a cidade e para a região, e para a oportunidade de trazer algo que seja efetivamente útil no longo prazo.” Para Melro, a tendência é que os empreendimentos passem a reunir cada vez mais usos e possibilidades, justa-

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mente para que as pessoas possam resolver mais coisas perto de onde vivem e trabalham. Isso, na sua opinião, tem uma relação direta com qualidade de vida. “Se conseguimos oferecer diferentes atividades em uma mesma região, criamos condições para que as pessoas usem menos o carro ou, pelo menos, passem menos tempo dentro dele. Para mim, esse é um ponto importante quando falamos de desenvolvimento urbano. Não basta adotar técnicas modernas de construção ou tecnologias associadas ao ESG. É preciso perguntar qual é o impacto daquele empreendimento na cidade e se estamos, de fato, contribuindo para que ela funcione melhor.” EXPRESSÃO DA TRANSFORMAÇÃO Para a Porte, o Eixo Platina é uma expressão importante dessa transformação, mas ele também reforça a necessidade de olhar para a região de maneira mais ampla. O eixo conecta diferentes bairros e mostra que a dinâmica urbana não respeita necessariamente as divisões administrativas. “A primeira fase já deixou uma marca importante, com empreendimentos que trouxeram novos usos e atividades para a região. Agora, com a evolução do eixo e projetos como o Urman, ampliamos essa visão para uma escala ainda maior. Até 2030, acredito que teremos uma evolução cada vez maior dessa integração, com diferentes usos, serviços, cultura, entretenimento e oportunidades de trabalho distribuídos pela região. Para a Porte, isso significa entender que o desenvolvimento imobiliário não pode ser apenas a construção de bons edifícios. Precisamos pensar no que estamos entregando para a cidade e no impacto que aquele projeto terá ao longo de toda a sua existência”, analisa Melro. O empresário destacou ainda que o Tatuapé e toda essa região têm uma característica muito importante, que é a possibilidade de combinar di-

Foto: Sonny Vermeer

Icônico no bairro, o Platina 220 contribuiu, a seu modo, para ampliar a oferta de moradia, trabalho e serviços no Tatuapé

ferentes usos e atividades. “O desafio é fazer com que esse crescimento aconteça de maneira equilibrada. Não adianta simplesmente aumentar a quantidade de empreendimentos. É preciso entender o que a cidade precisa e qual é a contribuição que cada novo projeto pode dar. Essa é uma discussão que considero fundamental para o desenvolvimento da Zona Leste. Acreditamos muito na ciência e, principalmente, na ciência urbana. Nossos projetos precisam partir de estudos que mostrem o que faz sentido para aquela região. O empreendimento é uma ferramenta. O que importa é o que fazemos com essa ferramenta e qual impacto positivo conseguimos gerar para a cidade,

para o entorno e para as pessoas”, completa. UM BAIRRO QUE CONTINUARÁ EM EXPANSÃO Na avaliação de Wagner David, Gerente Comercial da Diálogo Engenharia, o Tatuapé deverá continuar crescendo e atraindo pessoas interessadas em morar na Zona Leste. A diversidade do comércio e a ampla oferta de serviços estão entre os fatores que ajudam a sustentar essa procura. “O Tatuapé se desenvolveu rapidamente e hoje possui uma grande diversidade comercial. Por isso, continua crescendo e despertando o interesse de moradores e investidores”, afirma. A Diálogo atua há vários anos na região e possui empre-

endimentos em diferentes pontos do bairro e de seu entorno. Entre os projetos citados por Wagner está o Alameda Tatuapé Condomínio Clube, próximo à estação Carrão do Metrô, construído em um terreno de quase 8 mil metros quadrados. O empreendimento reúne três torres, apartamentos com metragens variadas e uma estrutura de lazer voltada a diferentes perfis de moradores. Ele menciona também o Auge Resort Tatuapé by Diálogo, lançado em 2025 nas proximidades do Shopping Metrô Tatuapé, e o Monã Anália Franco, localizado em uma área que deverá ser beneficiada pela futura expansão do metrô. CONVENIÊNCIA COMO FATOR DE ESCOLHA Segundo Wagner, quem procura um imóvel no Tatuapé considera, em primeiro lugar, a localização e a estrutura disponível no bairro. Mobilidade, comércio, hospitais, escolas, shoppings e transporte público formam uma rede de conveniência que influencia diretamente a decisão de compra. A presença de áreas verdes e a eficiência energética dos empreendimentos também vêm ganhando importância nesse processo. “Além de toda a conveniência oferecida pelo bairro, o comprador passou a considerar a presença do verde como um fator de decisão. A eficiência energética também está relacionada à facilidade no dia a dia e ao melhor aproveitamento dos recursos”, explica. Na visão do representante da Diálogo, os projetos de uso misto, que integram moradia, comércio, serviços e espaços de convivência, deverão ganhar força no Tatuapé. A dificuldade está em encontrar terrenos suficientemente grandes para viabilizar esse tipo de empreendimento em uma região já bastante ocupada. “O maior desafio é formar uma área com dimensões adequadas. Isso exige tempo, negociação e a união de diferentes terrenos. Os projetos

que conseguiram reunir esse conjunto de usos se tornaram atrativos não apenas pela valorização imobiliária, mas porque levaram mais vida e movimento para o entorno”, avalia. DIFERENTES PERFIS DE MORADORES O Tatuapé apresenta hoje uma oferta diversificada de imóveis: edifícios mais antigos, unidades prontas, empreendimentos próximos da entrega e novos lançamentos. Essa variedade exige que as construtoras acompanhem as mudanças do mercado e entendam as características de cada parte do bairro. “É preciso observar o que o cliente procura e em qual ponto do Tatuapé o empreendimento está inserido. Existem diferentes demandas, tipologias e perfis de compradores. A melhor solução é acompanhar de perto o que está sendo desenvolvido, porque o bairro continuará crescendo e ampliando sua área de influência”, diz Wagner. A procura, entretanto, também aumenta a pressão sobre a infraestrutura urbana. Para ele, a mobilidade deverá receber atenção especial nos próximos anos diante do adensamento populacional e do aumento da circulação de veículos e pessoas. “Quanto maior a diversidade de serviços e empreendimentos, maior é a procura pelo bairro. E, quanto maior a procura, mais intenso tende a ser o trânsito. É necessário pensar em soluções para acompanhar esse crescimento”, alerta. Wagner considera que o Tatuapé teve papel importante no processo de valorização e desenvolvimento da Zona Leste. Até 2030, o desafio será preservar essa atratividade sem permitir que os efeitos do adensamento comprometam a mobilidade e a qualidade de vida. “O Tatuapé é um bairro querido e foi um dos primeiros da Zona Leste a se consolidar como uma região desejada para morar, trabalhar e investir”, conclui.


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